scieee Open visual document viewer

O Papel do Património na Era da Globalização - Análise ao caso da Cidade do Porto

Maria Elisa Marques Bessa Miranda

Full text

O Papel do Pa imónio na E a da Globalização: Análise ao Caso da Cidade do Po o 1 Disse ação de Mes ado em Ciências da Comunicação Va ian e em Cul u a, Pa imónio e Ciência Ma ia Elisa Bessa O Papel do Pa imónio na E a da Globalização Análise ao Caso da Cidade do Po o 2012 O ien ado : P o esso Dou o José Aze edo Co-o ien ado : P o esso Dou o Rui Cen eno O Papel do Pa imónio na E a da Globalização: Análise ao Caso da Cidade do Po o i Ag adecimen os Ag adeço aos o ien ado es des e abalho, o P o esso Dou o Rui Cen eno, pelas con e sas que me guia am no es udo do Pa imónio e pela imensa li e a u a que me deu a conhece ; e o P o esso Dou o José Aze edo pelos conselhos, es ímulos e acompanhamen o ao longo de odo o abalho. Ana Ma ia Fonseca e Ru e Ve dade pela ossa lei u a a en a e cons an e disponibilidade. Aos amigos pela paciência e incen i o, especialmen e nos momen os mais complicados. Aos meus pais, i mão e ma ido po nunca e em deixado de ac edi a , pela comp eensão e incen i o em odos os momen os. ii "The imes hey a e a-changing" Bob Dylan “Aquele que con ola o passado con ola o u u o, aquele que con ola o p esen e con ola o passado” G. O well 1964 “Explo e he pas , enjoy he p esen and p o ec he u u e” English He i age campaign iii Resumo O Pa imónio em indo a assumi uma dimensão de c escen e impo ância pa a a economia das sociedades a uais. Ao o na -se um elemen o in eg an e dos me cados económicos, passa igualmen e a se de inido como um p odu o de ma ke ing, que é necessá io omen a , isando o desen ol imen o social e económico das sociedades nas quais es á inse ido. Em odo es e p ocesso a dimensão comunicacional do Pa imónio assume especial ele ância e de e ambém se analisada numa pe spe i a global. Ap esen amos como exemplo p á ico pa a o es udo des a emá ica o caso da cidade do Po o, Pa imónio Mundial da Humanidade. Pala as-cha e: Pa imónio – Tu ismo Cul u al – Ma ke ing i Summa y He i age has been eaching an inc easing ele ance o economy on nowadays socie ies. Becoming an inne elemen o he economic ma ke s, i is equally de ined as a ma ke ing p oduc , which is necessa y o p omo e, ega ding he social and economical de elopmen o he socie ies i is included. In all his p ocess he communica i e dimension o He i age assumes a special ele ance and should be also analyzed in a global pe spec i e. P esen ing as a p ac ical example o he s udy o his heme, he case o Opo o , Wo ld He i age A ea. Key-Wo ds: He i age – Cul u al Tou ism - Ma ke ing Índice In odução ………………………………………………………………..…..……….. 1 Capí ulo 1 - Pa imónio: Con ex ualização …………………………………………… 4 1.1. A Fo mação da Expe iência Pa imonial ………………..…………… 4 1.2. Concei o de Pa imónio Cul u al ……………………………….……. 6 1.3. Concei o de uso no Pa imónio……………………………………….. 9 Capí ulo 2 – Pa imónio: Do Local ao Global …………………………………...…... 13 2.1. A Cons ução de um P odu o de Ma ke ing ………………………... 14 2.2. A Indús ia do Pa imónio e o Tu ismo Cul u al ……………………. 17 2.3. O Valo do Pa imónio nas Sociedades Mode nas ………………….. 22 2.3.1. A Impo ância dos No os Média…………...……………………... 26 Capí ulo 3 – Me odologia: Caso P á ico e Análise de Resul ados ………………....... 29 3.1. Con ex ualização do Caso: A Cidade do Po o …………..……….... 30 3.1.1. A Ma ca: Po o Pa imónio Mundial da Humanidade ……………. 33 3.1.2. Po o 2001 Capi al Eu opeia da Cul u a ………………………… 42 3.1.3. O Tu ismo na Cidade do Po o: Alguns Dados ………….……….. 43 3.2. Análise da Rep esen a i idade do Pa imónio na Imp ensa …….….. 46 3.2.1. Análise dos Resul ados ……………….………………………...… 51 Conside ações Finais ……………………………..…………………………...…….. 70 Bibliog a ia …………………..………………………………………………………. 74 Fon es Documen ais …………………………………………………………………. 79 Anexos ………………………………….…………………………………………….. 80 i Índice de Figu as Figu a 1 - O Po o em Núme os: Demog a ia e Te i ó io (www.cm-po o.p ) …,,,.... 31 Figu a 2 – População Residen e Cen o His ó ico (Gabine e de Moni o ização do Plano de Ges ão do Cen o His ó ico do Po o Pa imónio Mundial, 2011) …………….….. 32 Figu a 3 – População esiden e na á ea insc i a como bem na lis a de Pa imónio Mundial (GEP, 2008)…………………………………………………………….……..33 Figu a 4 – Limi es da Á ea Pa imónio Mundial e Bu e Zone (Po o Vi o, SRU) ……………………………………………………………………………………….... 36 Figu a 5 – O ganismos esponsá eis pela ecupe ação do Cen o His ó ico do Po o (Po o Vi o, SRU)………………………………………………………………….…. 37 Figu a 6 – Pedidos de licenciamen o à Po o Vi o, SRU (Po o Vi o, SRU) ………. 40 Figu a 7 - In es imen o Público no Cen o His ó ico (Po o Vi o, SRU) …...……… 40 Figu a 8 - In es imen o P i ado no Cen o His ó ico (Po o Vi o, SRU) …...……… 40 Figu a 9 - O Po o em núme os – Tu ismo (CMP, 2011) ……………...………...……44 Figu a 10 - Hos els e Gale ias de A e no Cen o His ó ico do Po o (Po o Vi o, SRU) ………………………………………………………………………………….………45 Figu a 11 – O Pa imónio na Imp ensa: de 1996 a 2011 ………...…………………... 51 Figu a 12 – Tipo de A igo ………………………...………………………...………. 53 Figu a 13 – C uzamen o de Dados en e o Tom do A igo e o Tipo de A igo …...…. 54 Figu a 14 – As Fon es dos A igos ……………………………….……….…………. 55 Figu a 15 – Tipo de A igos e as Fon es: Alguns Des aques ………...………………. 57 Figu a 16 – In es imen o na Á ea do Pa imónio (%) ………………...…………….. 57 Figu a 17 – C uzamen o de dados en e os A o es e o Núme o de A igos: alguns des aques ……………………….…………………………………………………….. 61 Figu a 18 – A i ude dos A o es (%) ………………………………………………….. 61 Figu a 19 – Os Temas Abo dados …………………………………………………… 63 Figu a 20 – A Iden idade His ó ica nos média (1996 – 2011) (Nº) ………………….. 65 Figu a 21 – O Tu ismo nos média (1996 – 2011) (Nº) ………………………………. 67 ii Índice de Fo og a ias Fo o 1 – Pan eão, Roma (Elisa Bessa). …………...…………………………………… 9 Fo o 2 – In e io do Ta e Mode n, Lond es (Elisa Bessa)……………...……………... 11 Fo o 3 – In e io do Cen o Po uguês do Fo og a ia, Po o (Elisa Bessa). …...……... 11 Fo o 4 – To e Ei el, símbolo da cidade de Pa is (Elisa Bessa) ……………………... 23 Fo o 5 – Recons ução i ual de Lisboa an es do e amo o (Diá io de No ícias) …... 26 Fo o 6 – Fachada do Cinema Águia D´Ou o (www.ou a- ace.blogspo .p ) ……...…. 41 Fo o 7 – Fachada a ual do B&B Ho el Po o (www.po o-sen ido.blogs.sapo.p ) …… 41 iii Ab e ia u as CEC – Capi al Eu opeia da Cul u a CMP – Câma a Municipal do Po o CRUARB – Comissá io pa a a Reno ação U bana da Á ea Ribei a/ Ba edo GEP – Gabine e de Es udos e Planeamen o ICOMOS – In e na ional Council on Monumen s and Si es IGESPAR – Ins i u o de Ges ão do Pa imónio A qui e ónico e A queológico INAC – Ins i u o Nacional de A iação Ci il ONU – O ganização das Nações Unidas SRU – Sociedade da Reabili ação U bana UNESCO – Uni ed Na ions Educa ional, Scien i ic and Cul u al O ganiza ion 6 nes e duplo aspe o, is o é, o de Pa imónio como alo de iden idade e de memó ia de uma comunidade e, sob e udo, o de Pa imónio como qualidade de ida que ele se á cada ez mais alado e se lhe da á, u u amen e, uma mui o maio impo ância e a enção” (Almeida, 1998: 10). P esen emen e, o Pa imónio ab ange an as ealidades que den o da sua de inição cabe o mais complexo dos signi icados, assim como é possí el a mais simples das de inições: “Pa imónio é udo aquilo que as pessoas quise em conse a , p ese a , p o ege ou coleciona , no malmen e endo em is a a ansição pa a ou os. É mui o di ícil de ini Pa imónio (…), o melho é se is o como um p ocesso que acon ece às coisas ou um mecanismo de ma ke ing” (Ashwo h e Howa d, 1999: 11). Podemos assim a gumen a que, semp e que alamos em Pa imónio, alamos em sociedades, em pessoas, em espaços com ida. Longe de se um concei o es á ico, o Pa imónio é um concei o en ol ido in imamen e com as sociedades que o odeiam e que simul aneamen e lhe a ibuem o seu alo . 1.2. Concei o de Pa imónio Cul u al O concei o de Pa imónio Cul u al oi, des e modo, a pouco e pouco, e po o ça de ci cuns âncias his ó ico-sociais, e oluindo, conquis ando um papel cada ez mais ele an e nas sociedades mode nas. As p incipais inicia i as que isam a de inição e p o eção do Pa imónio Cul u al su gem po inicia i a da ONU a a és da UNESCO. Na Con enção pa a a P o eção do Pa imónio Cul u al e Na u al da Humanidade ado ada pela UNESCO, em Pa is, no ano de 1972, de ine-se Pa imónio Cul u al como um concei o que engloba ês pon os undamen ais: “Os monumen os: Ob as a qui e ónicas, escul u as ou pin u as monumen ais, incluindo g u as e insc ições, assim como os elemen os, g upos de elemen os ou es u u as de especial alo do pon o de is a a queológico, his ó ico, a ís ico ou cien í ico; Os Conjun os: g upos de cons uções isoladas ou eunidas que pela sua a qui e u a, unidade ou in eg ação na paisagem, êm um alo especial do pon o de is a da 7 his ó ia, a e ou ciência; Os locais de in e esse: zonas opog á icas, ob as conjugadas do Homem e da Na u eza que êm um alo especial de ido à sua beleza ou ao seu in e esse do pon o de is a a queológico, his ó ico, e nológico ou an opológico.” (UNESCO, 1972). O pon o designado como locais de in e esse é já um ac éscimo à de inição de Pa imónio de endida po Riëgl (2008), uma ez que ab ange ob as não só edi icadas pelo Homem, mas ambém pela Na u eza. No en an o, nes e documen o não es á ainda e e enciado o Pa imónio Ima e ial, limi ando o Pa imónio Cul u al a es ígios ísicos. A de inição do concei o só i ia a se al e ada em 2003, na Con enção sob e o Pa imónio Cul u al, em que a UNESCO aça no os obje i os, ala gando en ão o concei o aos es ígios ima e iais: “Pa a e ei os des a Con enção, conside a-se Pa imónio cul u al ima e ial as p á icas, ep esen ações, exp essões, conhecimen os e ap idões – bem como os ins umen os, obje os, a e ac os e espaços cul u ais que lhes es ão associados – que as comunidades, os g upos e, sendo o caso, os indi íduos econheçam como azendo pa e in eg an e da sua he ança cul u al. Es a he ança cul u al ima e ial, ansmi ida de ge ação em ge ação, é cons an emen e ec iada po comunidades e g upos como espos a ao ambien e, à sua in e ação com a na u eza e com a his ó ia, do ando-os de um sen ido de iden idade e con inuidade e desse modo p omo endo o espei o pela di e sidade cul u al (…). O Pa imónio Cul u al ima e ial mani es a-se nos seguin es domínios: a) T adições e exp essões o ais, incluindo a linguagem como um eículo da he ança cul u al ima e ial; b) A es de Palco; c) P á icas sociais, i uais e e en os es i os; d) Conhecimen os e p á icas elacionadas com a na u eza e com o uni e so; e) Ap idões ligadas ao a esana o adicional” (UNESCO, 2003). Po ugal a i icou es a con enção em Ma ço de 2008. Inse idos no já as o concei o de Pa imónio Cul u al, es ão os conjun os a qui e ónicos que cons i uem as cidades e ilas. Nes e caso, a a-se não só de um 8 ecido u banís ico com ca a e ís icas p óp ias, com aços a qui e ónicos de á ias épocas, bem como de oda a dinâmica social que os en ol e, uma ez que são núcleos habi acionais e labo ais das populações que cons i uem, po seu u no, pa e in eg an e des es cen os his ó icos. Conside ados “ es emunhos i os de épocas an e io es adqui em uma impo ância i al pa a cada se humano e pa a as nações que neles encon am a exp essão da sua cul u a e, ao mesmo empo, um dos undamen os da sua iden idade” (UNESCO, 1976). A endendo ao pe igo iminen e de desapa ecimen o des es cen os his ó icos, a a és da de e io ação exe cida na u almen e pela passagem do empo, ou de p oje os de mode nização, em 1976 a UNESCO, na Con enção de Nai obi, deixa a ecomendação ulc al de que a p ese ação des es espaços seja ida em con a po cada nação, e ei a numa pa ce ia en e as populações e os es ados, “conside ando que essa si uação implica a esponsabilidade de cada cidadão e impõe aos pode es públicos ob igações que só eles podem assumi ” (UNESCO, 1976). Quando o Pa imónio Cul u al se e e e a es es cen os his ó icos, o seu alo anscende os conjun os a qui e ónicos, uma ez que a p ese ação e desen ol imen o des es espaços são cons uídos em conjun o en e as populações que nelas habi am e abalham e os p op ie á ios dos monumen os e imó eis que cons i uem es es cen os his ó icos. Assim como, nes e pon o, a ques ão da p op iedade é ampliada, deixando de se exclusi amen e do Es ado, Ig eja ou g upos económicos, e passando ambém a ab ange um núme o conside á el de pequenos p op ie á ios. A ní el eu opeu, a maio ia dos es ados assume um papel in e encionis a nes a á ea e Po ugal não cons i ui exceção. Rela i amen e à maio ia dos imó eis inse idos nes es espaços, a ibui-se a classi icação de Imó el de In e esse Público, is o é, mesmo a ando-se de uma p op iedade p i ada, uma ez classi icada como al, ica o seu p op ie á io ob igado a segui as no mas de conse ação impos as, ecebendo, em con apa ida, bene ícios que se em ambém como ca alisado es de o ma a incen i a à conse ação dos edi ícios. Em Po ugal, es a classi icação cabe ao IGESPAR, ins i u o a ca go da Sec e a ia de Es ado da Cul u a. A de inição de Pa imónio assen a cada ez mais, não num conjun o de ca a e ís icas, mas an es em discu sos de especialis as que de inem o que cabe den o des e as o concei o. “This indeed is wha has happened, ein o cing pe cep ions o he he i age game as essen ially a sel - e e en ial p ocess” (Th osby, 2001: 75). 9 1.3. Concei o de uso no Pa imónio Um elemen o comum às de inições sob e Pa imónio ansmi e-nos a ideia de que es e adqui e o seu alo como algo que i e no e do p esen e. Es a pe ceção é amplamen e sus en ada po C.A.F. Almeida quando de ende que “o Pa imónio não pode se olhado como uma ese a e, menos ainda, como uma eco dação ou nos algia do passado mas, an es, como algo que em de aze pa e do nosso p esen e” (1993: 412). No en an o, só é possí el que o Pa imónio seja um elemen o do p esen e, se es e se adequa às no as ealidades. Um exemplo des a adap ação emon a ao caso do Pan eão na cidade de Roma, an igo emplo dedicado aos deuses pagãos que escapa à des uição com a sua ans o mação num emplo c is ão, sendo hoje uma das p incipais a ações u ís icas da cidade. Fo o 1: Pan eão, Roma. Riëgl é o p imei o au o a de ende o uso dos monumen os como o ma da sua p ese ação, conside ando que “nume osos monumen os eligiosos e p o anos hoje possuem a capacidade de se u ilizados de modo p á ico, e de ac o são, se lhes e i a mos es a u ilização, na maio ia dos casos ha e ia de se c ia algo que os subs i uísse” (2008: 73). No en an o, pa a que o uso de um monumen o ou de qualque 10 ou o edi ício seja possí el, é necessá io que es e se adap e às necessidades de bem-es a de quem o u iliza, ainda segundo Riëgl, “um edi ício an igo, po exemplo, que es eja a se u ilizado com um im p á ico, de e man e -se num es ado al que possa albe ga o Homem sem pe igo de segu ança, ida ou saúde” (2008: 73). O au o , ac escen a ainda que: “gene icamen e pode -se-á dize que pa a o alo de uso é absolu amen e indi e en e o a amen o que se dê a um monumen o, desde que a sua exis ência não seja a e ada. Con udo não se pode aze nenhuma concessão ao seu alo de an iguidade.” (ibidem). Tal como abo dado an e io men e, nos nossos dias, es a classi icação, pa a além dos monumen os, ab ange os núcleos a qui e ónicos mais an igos das cidades e ilas, como é o caso do cen o his ó ico do Po o, classi icado pela UNESCO como “Pa imónio Cul u al da Humanidade” no ano de 1996. Há, no en an o, di e enças subs anciais na de esa da p ese ação des es cen os his ó icos. “Es e é um ipo de Pa imónio onde as in e enções êm eg as di e en es, onde o a anjo in e no é mais li e, po que é necessá io higieniza e da às casas condições de habi abilidade” (Almeida, 1998: 14). Nes as si uações, o concei o de imó el classi icado já não se limi a a um monumen o especí ico, mas sim a um conjun o a qui e ónico, que pelas suas ca ac e ís icas his ó icas do am es e Pa imónio de in e esse mundial. T a a-se pois de c ia condições de habi abilidade, condições ísicas e sociais adequadas pa a que as populações des es locais se o nem pa e in eg an e do Pa imónio. É p ecisamen e a pa i do pon o de is a do concei o do uso, que são legi imados os es au os e modi icações, que ao pe mi em as al e ações de uncionalidade ca alisam a en ada do Pa imónio no se o económico, ao c ia em as condições necessá ias pa a que os edi ícios sejam en abilizados. Abundam exemplos em que as modi icações assumem um ca á e cul u al, como o caso do Museu de A e Mode na Ta e Mode n em Lond es ins alado na an iga cen al elé ica, do Cen o Po uguês de Fo og a ia na cidade do Po o que ocupa o espaço da an iga Cadeia da Relação ou da Boekhandel Selexyz Dominicanen em Maas ich , uma li a ia que ica ins alada numa an iga Ig eja Dominicana. Também os conjun os a qui e ónicos assumem um papel impo an e no se o económico. Pa a além de se em luga es onde con inuam a habi a as populações locais, o se o dos se iços ligados p incipalmen e ao e alho, es au ação e ho ela ia ocupa g ande pa e des es espaços nos cen os his ó icos das cidades, con ibuindo des e modo pa a o desen ol imen o da economia egional. 11 Fo o 2: In e io do Ta e Mode n, Lond es. Fo o 3: In e io do Cen o Po uguês de Fo og a ia, Po o. 12 Es e p ocesso em al e a o modo como o Pa imónio é enca ado pelos p o issionais ligados a es a á ea, “y en ello apa ece una no edad explosi a pa a cuan os abajan en el sec o –, con i iéndola en algo pa ecido a una in e ención no mal (pública o p i ada) en el e i o io, encaminada a pe segui obje i os de desa ollo en el campo indus ial o en el de los se icios.” (Ma ín, 2001: 27). No en an o, as mudanças de a i ude em elação ao Pa imónio não são só i idas po es es p o issionais. Na ealidade, ão se sen idas po odos os memb os da comunidade e em á ios se o es, especialmen e no u ís ico e no cul u al. É es a elação do Pa imónio com as populações numa e a de economia e comunicação a uma escala global que passamos a analisa de seguida. 13 Capí ulo 2 Pa imónio: Do Local ao Global “A globalização é, po en u a, o enómeno mais impo an e da sociedade con empo ânea – ele molda a nossa i ência quo idiana e em consequências em odas as es e as da ida social.” (Ca alho, 2006: 9). A li e a u a obse a no malmen e ês dimensões da globalização: económica, polí ica e cul u al. McLuhan (2008), desc e e o p ocesso comunica i o abo dando uma dimensão cul u al da globalização, onde o p og esso ecnológico pe mi e comunica di e amen e com qualque pessoa. Na pe spe i a do au o , o meio pa a que al p ocesso omasse luga e a a ele isão. A ualmen e i emos na Aldeia Global p o e izada po McLuhan, mas ao con á io do que es e p e i a não é a ele isão, mas sim a In e ne que a ealiza. As edes sup anacionais dos media ilus am bem a dimensão cul u al da con empo aneidade. Não obs an e a globalização ocupa um luga cen al nas sociedades, não se pode a i ma que a cul u a local já não em luga . Pelo con á io, ao omen a uma cul u a uni e sal es a acaba po e o ça a cul u a adicional, con ibuindo des e modo pa a um dos pa adoxos da globalização. Mais do que uma cul u a global exis em inúme as cul u ais locais que con ibuem pa a uma dinâmica global (Palladino, 2010). Con a iando o que o que à pa ida se ia de espe a como esul ado da globalização – uma homogeneização mais ou menos uni e sal de usos e cos umes - as ealidades locais ganham no o p o agonismo. De aco do com Cas ells (1998: 435), “a economia global não é um sis ema indis in o cons i uído po emp esas e luxos de capi al, mas uma es u u a egionalizada em que as elhas ins i uições nacionais e as no as en idades sup anacionais ainda desempenham um papel impo an e”. Apesa de o p imei o obje i o do Pa imónio passa pela uni icação nacional, uma ez que a pa ilha do mesmo Pa imónio cul u al conduz à pa ilha de uma iden idade nacional, a pa i do momen o em que es e passa a se pa e in eg an e da economia global, a a és do seu papel a i o na indús ia do u ismo, a a essa p imei o as on ei as das egiões e depois as nacionais, acabando po unciona como ma ca ca alisado a de um país. Podemos a i ma que a polí ica cul u al a ual segue a aje ó ia 14 local – nacional – global (Canclini, 2000). Aliás, o local e o global exis em um em unção do ou o como ão bem exp essa a eo ia do Ma ke ing: Think global, ac local. 2.1. A Cons ução de um P odu o de Ma ke ing “He i age based on a ue s o y” (Lowen hal, 1998: 170). O alo do Pa imónio eside no p esen e e ao mesmo empo na imagem que a a és dele emos do nosso passado. No en an o, ao con á io do que acon ece com a His ó ia, a imagem que nos é ansmi ida pelo Pa imónio nem semp e ai de encon o aos a os eais, sendo mui as ezes cons uída ou iccionada: “He i age and his o y a e necessa y o iden i y o ma ion, bu he e is a sub le dis inc ion be ween he wo. Simply pu , His o y is he emembe ed eco d o he pas : he i age is a con empo a y commodi y pu pose ully c ea ed o sa is y con empo a y consump ion” (Ashwo h, 1998: 16). A in e p e ação nem semp e co e a de a os his ó icos ajuda a cons ui mi os, e idencia o p o ano, as pequenas his ó ias, cons uindo pon es que con ibuem pa a uma maio iden i icação das sociedades a uais com o seu passado. “The Wo h o he i age is likewise gauged no by c i ical es s bu by cu en po ency” (Lowen hal, 1998: 127). O Pa imónio conduz as sociedades pa a algo que em do passado e é ansmissí el como uma his ó ia de ge ação em ge ação. Es a ideia eme e pa a a eo ia do na ado de Wal e Benjamim, quando aplicada à adição o al: Quando uma his ó ia ai passando, ao longo do empo, de na ado em na ado , ai ganhando no os con o nos, acabando po se o na mais in e essan e ao ou in e do que os ac os ‘ eais‘, al e qual eles são ou oco e am. Es a cons ução de mi os es á in imamen e ligada à necessidade dos go e nan es c ia em ou p o ege em uma de e minada iden idade nacional e des e modo não ela a em a his ó ia exa amen e como acon eceu. Um bom exemplo se ão os li os de his ó ia lecionados nas escolas, especialmen e quando o país en en a di adu as, mas ambém po que um mi o é semp e de mais ácil comp eensão e memo ização do que uma lis a, po ezes en adonha, de ac os comp o ados. Deno a-se aqui uma necessidade de d ama iza o passado, comum a odo o se humano quando ala da sua 15 biog a ia, enal ecendo alguns ac os e mesmo ocul ando ou e i ando signi icado a ou os. Na his ó ia, o p ocesso mui as ezes não é assim ão di e en e de uma au obiog a ia (Lowen hal, 1998: 143). Lowen hal chega mesmo a a i ma que “he i age ac ua es a moun ain o alse in o ma ion ha sus ains all socie ies” (ibidem: 129). Es a o ma de ansmi i os ac os é, na u almen e, mais apela i a às massas, “his o y and he i age ansmi di e en hings o di e en audiences” (idem: 128), adequando-se melho à ligação in ínseca que se es abelece nas sociedades mode nas en e a indús ia do Pa imónio e a indús ia do u ismo, não deixando, no en an o, de se um p ocesso na u al das sociedades a adap ação de no as isões sob e símbolos an igos, al como de ende O well; “we mus add o ou he i age o lose i ” (O well, Geo ge, The Lion and he Unico n (1941) in Lowen hal, 1998: 171). Tan o o Pa imónio como a cul u a são em si concei os mu á eis que acompanham as sociedades e as suas al e ações es u u ais. “Cul u e should be iewed as an e ol ing hyb id o ce ins ead o one wi h a waning p esence. Because o i s impo ance o pa imonial cons uc ion, i ollows ha cul u e i sel mus shi in meaning and e ol e” (Palladino, 2010: 26). En e p ise (inicia i a, emp eendimen o) (Co ne e Ha ey, 1991) signi ica mudança e ação. Quando unido ao Pa imónio, o concei o conduz o passado pa a a mode nidade e pa a oda a exal ação da ida con empo ânea. Po ou as pala as az a ligação do Pa imónio aos me cados. “The spi i o en e p ise o e s i sel as he mo o o change, inno a ion, and de elopmen , he spi i o he i age o e s he eassu ance o con inui y wi h a sha ed pas . Howe e , he e y popula izing o his pas as an elemen wi hin a g owing and almos always co-modi ied leisu e cul u e, has necessi a ed i s ep esen a ion in mo e li ely and engaging ela ionships wi h popula pleasu es, aspi a ions and in e es s in he p esen .” (idem: 72). A a és des e p ocesso, o Pa imónio ex a asa a imagem nacional, associada à iden idade de cada país, e ab e-se à cons ução de uma imagem in e nacional. To na-se, des e modo, numa ques ão global, ans o mando-se na ma ca de um país. Es a imagem in e nacional ai se i di e amen e a indús ia do u ismo, pois o Pa imónio como ma ca de uma egião ou país ganha alo ao con ibui pa a a dis inção em elação aos demais. “These b ands usually ep esen a cohesi e, na ion-wide s a egy” (Nwo ah, 2006). É ambém nes e pon o que a ligação do Pa imónio ao ma ke ing é es abelecida. Es e deixa de coloca somen e ques ões elacionadas com a sua p ese ação pa a le an a ques ões di ecionadas à c iação de uma imagem apela i a pa a o maio núme o de pessoas. O que se p e ende do Pa imónio já ex a asa as on ei as das egiões ou 22 2.3. O alo do Pa imónio nas sociedades mode nas “O Pa imónio his ó ico-cul u al de um país, egião ou cidade é cons i uído po odos os elemen os e mani es ações angí eis e in angí eis p oduzidas pelas sociedades, esul ado de um p ocesso his ó ico, que iden i icam e di e enciam esse país ou egião.” (Cama e o Izquie do e Ga ido Samaniego, 2008: 21) Um dos a o es que conduz ao in e esse do pode local pelo Pa imónio esul a de es e se um elemen o de p omoção egional, an o a ní el nacional como in e nacional, além de se i os in ui os económicos da egião ao a ai u ismo. O Pa imónio alo iza a cul u a e ao mesmo empo unciona como ca alisado económico, ou seja, “os alo es cul u ais são ans o mados em p ocesso sus en á el de desen ol imen o, ao mesmo empo que, po sua mediação, se ope a a pe pe uação da he ança cul u al.” (Fe nandes, 2002: 13) A ualmen e, a necessidade que cada egião em de a ai pessoas e in es imen o é cada ez maio , eco endo à c iação de pos os de abalho, equipamen os e o e a cul u al como o ma de a ingi esses obje i os. A di e enciação em elação às demais é indispensá el ao seu desen ol imen o económico, social e cul u al. Nes e aspe o em pa icula , o Pa imónio assume um papel ele an e em odo o p ocesso de di e enciação: “Th oughou Eu ope, and much o he wo ld, he i age has became a ma e o conce n. Fo well o e a cen u y na ional go e nmen s ha e conse ed monumen s, buil museums, designa ed na ional pa ks, o a whole a ie y o easons (…). Today hose na ional he i ages, in eg al pa s o na ional iden i ies, a e being challenged by ci ies, locali ies and egions wishing o use he i age o hei own pu poses (…) and by in e na ional o ganiza ions as UNESCO a emp ing o disco e in e na ional simila i ies” (Ashwo h e Howa d, 1999: 4). Um dos elemen os comp eendidos nes e p ocesso coloca o Pa imónio ao ní el de um p odu o de ma ke ing que se e como p incípio di e enciado de países e de egiões, u ilizado em p ol do desen ol imen o social, económico e cul u al de um de e minado luga . O obje i o passa po a ai in es imen os, assim como u ismo, que conduzem a um desen ol imen o c escen e de cada egião. Uma das es a égias u ilizadas, ambém elacionada com a iden idade simbólica das cidades, é a de “pa imonialização que se aduz no aumen o das candida u as à a ibuição do es a u o 23 de “Pa imónio mundial” concedido pela UNESCO. Desde 1993, o núme o de bens classi icados po ano é semp e supe io à média dos anos de 70 e 80, o que mos a a impo ância des a endência.” (Ca alho, 2006: 9). As cidades p ocu am sob essai na compe ição económica in e nacional en e egiões eco endo ao Pa imónio como pa e in eg an e des e p ocesso. To na-se, assim, pe inen e que “cada egião desen ol a um plano es a égico em elação aos me cados, a é po que (…) as cidades já não conco em apenas com as cidades izinhas (…) a conco ência é global” (Ko le , Haide e Rein, 1995). As egiões p ecisam de sabe analisa as suas o ças e aquezas, no limi e, necessi am de delinea o seu p óp io plano de ma ke ing, eco endo ob iga o iamen e a um ní el de comunicação que as coloque numa escala global. A necessidade que as comunidades êm de se o na em apela i as pa a quem nelas habi a, assim como pa a quem as isi a assume cada ez maio ele ância. Um exemplo des e p ocesso pode se encon ado nas a i idades desen ol idas pelas di e sas egiões como “A Viagem Medie al” em San a Ma ia da Fei a, “A Ro a do Vinho Ve de” na egião do Minho ou mesmo os es i ais gas onómicos que acon ecem em á ias egiões. Des e modo, cons oem-se pe cu sos e a i idades que ao mesmo empo que dão a conhece pa e do Pa imónio da egião, omen am o consumo económico. Os monumen os mais simbólicos de de e minado local são ambém um exemplo des e p ocesso, u ilizados equen emen e como símbolos sociais, his ó icos e cul u ais do sí io onde se inse em, o nando-se uma ma ca acilmen e econhecida a ní el nacional e in e nacional, apelando à isi a dos mesmos, como sucedo, po exemplo, com a To e Ei el em Pa is. Fo o 4: To e Ei el símbolo da cidade de Pa is. 24 A di e sidade elaciona-se es ei amen e com o u banismo. Louis Wi h no ensaio, de 1938, U banism As a Way O Li e, ale a a pa a o ac o de es a di e sidade e he e ogeneidade no u banismo le a em a ensões sociais (apud S e n e Sei e , 2000). A ualmen e, es a mesma di e sidade, se en endida e planeada sob a sua e en e cul u al, pode conduzi a uma ligação es ei a com a comunidade: “ oday, di e si y is seen mo e o en as an a mis ice” (S e n e Sei e , 2000: 287). Ainda segundo Louis Wi h (1938), o u banismo de e sus en a communi ies o choice, con ibuindo des e modo pa a o bem-es a e p og esso das comunidades. A eno ação u banís ica e económica de uma cidade con ibui pa a a c iação de emp ego, posiciona a u be pa a o ex e io median e a c iação de uma imagem de ma ca, a ai u ismo, con ibui pa a a ecupe ação ísica de espaços ma ginalizados e pa a o bem-es a ge al dos seus habi an es. “The ela ion be ween cul u e and he ci ies is implica ed in a ange o ques ions including u ban e i aliza ion, he image a ci y p ojec s as a po en ial sou ce o ou is o in es men in e es ” (Wallach, 2000: 253). Em suma, com a c escen e globalização cul u al e indus ial, a di e enciação das egiões é cada ez mais uma necessidade pa a as comunidades locais. Aqui eside, em g ande medida, o seu bem-es a social e económico. Como e e em Co ne e Ha ey, “he i age has now eme ged as a cen al enabling concep wi hin na ional and egional ede elopmen , ela ed di ec ly o he g ow h in ou ism and leisu e in es men ” (1991: 53). O aumen o de conhecimen o sob e o Pa imónio é a melho ga an ia pa a a sua conse ação que, em úl ima análise, cabe na sua maio a ia às populações locais. No en an o, a ligação das populações ao Pa imónio é um p ocesso len o, mas que em indo a conduzi a um aumen o da consciencialização po pa e dos cidadãos dos bene ícios da sua p ese ação. As pessoas es ão “mais conscien es da sua p óp ia his ó ia do que nunca, um pouco po odo o lado as pessoas azem coleções, conse am ja dins, p o egem a na u eza e os edi ícios (…). As pessoas es ão a de ende o que elas en endem como o seu Pa imónio.” (Ashwo h e Howa d, 1999: 4). Nes e pon o o concei o de Pa imónio e olui pa a a de inição mais ala gada de odos os seus es ádios, po ou as pala as signi ica que “ udo” se pode o na Pa imónio, desde que “ econhecido” como al, “he i age is all a ound, and come in o he p ocess gi en he igh ci cums ances. (…) Recogni ion is essen ial – hings a e no he i age un il ecognized as such.” (idem: 21). Daqui é possí el a e i o ac o de se ulc al que as 25 populações saibam econhece a impo ância do seu Pa imónio, pois só des e o ma a sua p ese ação se o na exequí el. Pa indo da di isa de que cidadãos in o mados são cidadãos mais conscien es do meio en ol en e, é do in e esse das en idades públicas u iliza o sis ema educacional na ansmissão de de e minados alo es di e amen e associados ao Pa imónio, “ he s a e endea ou ed o ansmi o he es o he popula ion h ough he school sys em” (Canclini, 2000: 303). Nes e p ocesso es ão na u almen e en ol idas as ques ões que alo izam a p ese ação como um modo de ansmissão de alo es: “The e is a need o b ing a heigh ened awa eness, h ough he educa ion sys em, o a adi ion and a unde s anding o he con inuing ele ance (…) o c ea e a app ecia ion and a unde s anding o he beau y and sensi i i y we ha e inhe i ed and p o ide hem means and possibili ies o income gene a ion h ough cul u al and de elopmen al ac i i ies.” (Bawa, 1999: 229). Es e ensinamen o é p imei amen e p omo ido pelas escolas, uni e sidades e associações e des e modo espe a-se que se ansmi a a ou os cidadãos que não enham acesso di e o a es as ins i uições: “The mos impo an aspec o p e en a i e in e en ion should be educa ional le el, in o de o include he wides ange o age g oups possible. The educa ion om eache s o s uden s a school is impo an , bu he e ec ha hese s uden s ha e o e adul s a home, who, in many ways, a e usually less suscep ible o a change in a i ude is equally impo an . In e ms o ci izenship, in i s b oades sense, educa ion o he p ese a ion and sa egua d o he i age is decisi e o he success (…). Be e in o med ci izens a e mo e awa e o he impo ance o He i age and a e mo e capable o p ese ing and app ecia ing i .” (Guima ães, Loza e Mou a, 2010: 62). A a és do sis ema educacional é possí el c ia uma consciencialização da impo ância do Pa imónio pa a as sociedades, le ando a que as populações enham um papel cada ez mais a i o, que na ansmissão de alo es pa a as ge ações u u as, que na sua p ese ação ou mesmo no assumi da impo ância des e nas sociedades a uais. 26 2.3.1. A Impo ância dos No os Média A necessidade de ansmi i uma imagem apela i a do Pa imónio é uma p eocupação que az pa e das sociedades a uais, sendo que pa a al o ecu so aos no os média su ge como a o ma mais e icaz de a ingi esse im. O obje i o passa não só po a ai u ismo, mas ambém po incen i a os cidadãos a p o ege o seu Pa imónio. “O sucesso do Tu ismo Cul u al depende em g ande pa e do discu so que lhe é associado. Es e em de se apela i o, cla o e emo i o, pa a que se possa c ia uma elação de empa ia en e o isi an e e o local isi ado. In e p e a o Pa imónio é ambém “po encia a a ação de isi an es e de públicos a iados pa a locais ou cidades o a dos ci cui os no mais de passagem, al e a o sen ido da isi a, deixa uma lemb ança boa, c ia laços com o Pa imónio e anima e ajuda ao desen ol imen o egional e local.” (Ama al, 2002: 24). Ao p opo ciona os meios e e amen as pa a uma maio comp eensão dos es ígios do passado, c iam-se as bases pa a uma ligação pessoal baseada numa iden i icação das populações ao Pa imónio, con ibuindo ambém desse modo pa a a sua conse ação. O concei o ão em oga do New He i age con e ge pa a a cons ução de no os modelos de comunicação, que em úl imo caso con ibuem pa a acili a o p ocesso que conduz a no os conhecimen os e no as o mas de ap endizagem que se ligam a no os o ma os de iden i icação com o Pa imónio. Fo o 5: Recons ução i ual de Lisboa an es do e amo o. 27 A í ulo de exemplo, a ec iação i ual da cidade de Lisboa, expos a no Museu da cidade, mos a como e a Lisboa an es do sismo de 1755. Ruas e edi ícios que uí am, como a Casa da Ópe a ou a Rua No a dos Fe os, e gue am-se ago a da des uição. Exemplos des es êm indo a se aplicados aos mais di e sos ní eis pa imoniais que, pa a além das cidades e do seu Pa imónio edi icado, incluem ambém uínas a queológicas e coleções de museus. Acon ece, po exemplo, no Museu Pe gamon na cidade de Be lim, onde o isi an e, depois de con empla as uínas da an iga cidade, é con idado a isiona Pé gamo numa pe spe i a 3D. Es a e amen a de comunicação em con ibui pa a o na o Pa imónio não só mais apela i o como ambém mais comp eensí el, uma ez que a c iação de laços de iden i icação é maio . No undo, se e como um elo de ligação ao p esen e, acili ando a iden i icação dos isi an es com o local, e con ibuindo des e modo pa a que se sin am mais p edes inados a con ibui pa a a sua p ese ação, (G een ield-Gila , 2008). Os bene ícios de aplica os no os média ao Pa imónio são mui os, e en e eles con am-se os apon ados po Kalay, K an e A leck (2008: 79): “include wide access o in o ma ion, he dissemina ion and ele ance o a bo de audience and in p o oking new media o ms o exp ession, unde s anding and collabo a ion wi h cul u al he i age s akeholde s.”. Também o u ismo cul u al em con ibui pa a uma no a o ma de cul u a – as pessoas e o dia a dia o mam pa e in eg an e des a o ma de en endimen o cul u al. Nes a no a ase, o papel da In e ne é undamen al, pois em o ça os go e nos a adap a em-se a es e no o meio, onde as opiniões de e minam concei os e não a as ezes a omada de posições po pa e dos cidadãos, que se o nam ambém mais pa icipa i os na sociedade. Segundo os dados da pesquisa e e uada pela T ends eam Ligh speed Resea ch, os consumido es con iam mais em es anhos da sua ede social do que em pe i os (Ko le , 2011: 42). Nes e g upo de no os média, encon am-se os blogues, o Twi e , o Facebook e a é mesmo o You ube, apelidados de média sociais, onde as pessoas exp imem as suas opiniões sob e um di e si icado leque de assun os e que le a a que os consumido es possam “in luencia cada ez mais ou os consumido es com as suas opiniões e expe iências.” (Ko le , 2011: 23). Is o signi ica que os consumido es, sejam u is as ou qualque cidadão, passam a es a mais in o mados e deixam de es a isolados, o nando-se a i os na pa ilha de in o mação. A blogos e a é po an o um dos meios de comunicação à disposição dos cidadãos. O blogue A Baixa do Po o c iado em 2004, mode ado po Tiago Aze edo Fe nandes, unciona como um blogue abe o, em 28 que cada um é li e de en ia a sua opinião sob e emas elacionados com a cidade. O mode ado de ende que “o blogue é c iado pa a p omo e o deba e sob e as necessidades da cidade e com o obje i o de p oduzi algo de ú il (...) pa a que algo se aça no Po o“ (Fe nandes, 2006). Tiago Aze edo Fe nandes é um o e de enso do emp eendedo ismo social que diz “possui agilidade po que é uma inicia i a p i ada, que não es á à espe a do Go e no. Não há hoje ou a hipó ese pa a o Po o”. O au o de ende ainda que “o que ai aze e i e o Po o são os in es imen os p i ados e os in e esses económicos das pessoas. É p eciso uni o ú il ao ag adá el: alia a pos u a mais ou menos al uís a das pessoas com a ealização de bons negócios. “ (idem). A globalização e a e a da in o mação a a és da In e ne ge am uma epen ina acele ação no empo a que as sociedades ainda se es ão a adap a . Os mo imen os sociais são mui as ezes o mas de comba e uma deso dem ins i ucional, es ando as suas p á icas, alo es e discu sos semp e associados a p ocessos sociais. (Cas ells, 1997). O Pa imónio não pode ia deixa de se a e ado po odas as al e ações sen idas a ní el social, sendo que “a e alo ização do Pa imónio e o encan o que ele p oduz inse em-se numa endência ge al que consis e na necessidade sen ida hoje pelas pessoas de eco da . Tal p eocupação apa ece ligada ao in e esse pela his ó ia e pela adição que, po ezes, em a e com a ambi alência do p esen e e a ince eza quan o ao u u o.” (Fe nandes, 2002: 11). A eo ia de Cas ells em e lexo di e o na c iação de mo imen os cí icos. No caso da cidade do Po o, exis em alguns exemplos de mo imen os associados di e amen e à de esa do Pa imónio edi icado. A Pla a o ma de In e enção Cí ica do Po o associada à de esa do Me cado do Bolhão é um dos casos mais mediá icos, endo con ibuído pa a o alhanço nas negociações en e a au a quia po uense e a emp esa a quem oi en egue a explo ação do mí ico espaço na cidade. Ou os exemplos são os casos do mo imen o associado à de esa da A enida dos Aliados e da P aça da Libe dade aquando da úl ima in e enção u banís ica em 2005, ou o mo imen o o ganizado pelos Cidadãos do Po o - Sociedade Abe a com o lema “Eu Impo o-me”, pelo Cen o His ó ico. Daqui se dep eende que o modo como o cidadão comum en ende o Pa imónio da cidade nem semp e é consensual com a isão de quem a go e na, “unless he i age manage s unde s and ha local people ha e a qui e di e en iew o hei he i age om he p o essional, hen hey will be e y su p ised a local eac ions” (Ashwo h e Howa d, 1999: 17). 29 Capí ulo 3 Me odologia: Caso P á ico e Análise de Resul ados Um dos maio es pa adoxos cul u ais da globalização diz espei o ao modo como são en endidas a ualmen e as cul u as locais. O g adual aumen o de impo ância que es as o am ag egando pa a as sociedades mode nas, conduz a que o desen ol imen o e bem-es a das populações esidam em pa e na de esa do seu Pa imónio, seja es e ma e ial ou ima e ial. De ac o, a cul u a ende a desen ol e as pa icula idades daquilo que não só pode como de e con ibui pa a di e encia umas egiões das ou as, na en a i a de melho a as condições de ida dos seus habi an es. Como al, pa imos pa a a análise do caso da cidade do Po o. O que aqui se p e ende é uma abo dagem ao modo como a cidade enca ou as mudanças que ao longo dos anos se o am conc e izando, dando ele o a dois e en os que pela sua g andeza e dinâmica êm a al e a de ini i amen e a cidade, con ibuindo pa a as al e ações que se azem sen i a ní el u banís ico, social, cul u al e, em consequência, ambém ao ní el económico. Re e imo-nos ao í ulo de Pa imónio Mundial da Humanidade, que acon ece em 1996 e ao e en o Capi al Eu opeia da Cul u a, em 2001. Os obje i os pa a es e abalho de in es igação são: - Le a a cabo uma análise obje i a a uma cul u a local na e a do global, pelo que, assim se jus i ica uma análise dos média, pois as edes sup anacionais dos média são ilus a i as da dimensão cul u al da con empo aneidade. - Analisa como é que os meios de comunicação em massa acompanham ou não as equen es mudanças que a cidade en en ou. - A análise de uma sé ie de enómenos sociais que ao longo dos úl imos anos êm acon ecido na cidade, uns com mais ele ância do que ou os, mas odos eles in luenciando de modo di e o o dia a dia de quem habi a a cidade, assim como a uan es na ligação da população ao seu Pa imónio. 30 Os enómenos sociais são cons i uídos po elações de uncionalidade, uma ez que se analisa o modo como os cidadãos in e agem na sociedade como se es que eagem a á ios es ímulos, en e eles os cul u ais, ine en es aos sis emas sociais, sendo que a manu enção de cada sis ema social é ei a a a és de modelos cul u ais in e io izados na pe sonalidade dos indi íduos conduzindo, não a as ezes, a um ca á e coope a i o, como po exemplo na de esa do e i ó io, que nes e caso podemos en ende como pa imonial. Em suma, o indi íduo é ido em con a como pa e in eg an e da sociedade e do sis ema cul u al. Pelo seu peso e impo ância ao ní el social, o Pa imónio assume um papel ele an e na sociedade. Os go e nos locais, cien es da impo ância que o mesmo assume pa a o bem-es a das populações, u ilizam-no mui as ezes, nas mais di e sas ocasiões, em seu p o ei o, eco endo não a as ezes à imp ensa, especialmen e a local, como eículo de di ulgação de ações le ada a cabo nes a á ea. Es a ligação dos média como meios de comunicação de massa ao con ex o social cons i ui o ce ne da eo ia dos «E ei os Limi ados» ca ac e izada po Wol “[passa] a insis i num p ocesso indi e o de in luência em que as dinâmicas sociais se in e se am com os p ocessos comunica i os” (1999: 45). Ou seja, aqui não se a a de ecu so à p opaganda ou in luência di e a de opiniões, mas an es o ecu so aos meios de comunicação como eículos indi e os de de e minada mensagem. Em ambas as eo ias, os meios de comunicação são en endidos como pa e in eg an e do meio social e analisados des e modo, sendo o que mais se iden i ica com a pesquisa que se p e ende ealiza pa a es e abalho. Como qualque ou o es udo comunicacional, nes e caso eco endo a uma análise quali a i a dos média, a ligação ao con ex o social é o que em jus i ica e enquad a a análise empí ica. 3.1. Con ex ualização do Caso: A Cidade do Po o Nas es a égias de desen ol imen o local, o Pa imónio assume cada ez mais um papel ele an e, no sen ido em que con ibui pa a o desen ol imen o económico e consequen emen e, pa a a melho ia das condições de ida das populações. “Al o ece se como un sólido p oduc o u ís ico, el Pa imonio se consolida como uen e de iqueza y ac o de desa ollo local” (Cama e o Izquie do e Ga ido Samaniego, 2008: 39). Nes e 31 capí ulo amos abo da a cidade do Po o e o modo como es a se elaciona com o seu Pa imónio, cla i icando aqui as bases pa a o que podemos designa o es udo ipo des e abalho de in es igação. En e os á ios acon ecimen os que con ibuem pa a a cons an e modi icação dos espaços u banos e do quo idiano dos habi an es da cidade do Po o, sob essaem a classi icação da cidade do Po o como Pa imónio Cul u al da Humanidade (1996) e o E en o do Po o Capi al Eu opeia da Cul u a (2001). Ambos se des acam pela sua dimensão u bana, cul u al e social, que ai mui o além do acon ecimen o, p opo cionando mo imen os pos e io es capazes de modi ica a cidade. O concelho da cidade do Po o em uma população esiden e de 263.131 mil habi an es, numa á ea de 41.5 Km2, sendo que a maio a ia da população (56,2%) em en e 25 a 64 anos, seguindo-se a população com mais de 65 anos (20,9%), icando a população dos 15 aos 24 anos com a meno pe cen agem populacional (9,8%). Podemos ainda cons a a , compa ando os censos de 1991 e 2001 que o núme o de esiden es desceu conside a elmen e (-13,9%). Apesa de os Censos de 2011 já e em sido e e uados, à da a da conclusão des e abalho ainda não se conheciam os esul ados. Analisamos des e modo os dados a ados mais ecen es que epo am a 2001, bem como alguns alo es e e en es a 2009. Indicado es Valo es Ano Fon e População esiden e o al (Nº) 263.131 2001 INE, Censos de 2001 Taxa de c escimen o in e censi á ia (%) -13,9 1991-2001 INE População [0-14] (%) 13,1 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) População [15-24] (%) 9,8 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) População [25-64] (%) 56,2 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) População [65 +[ (%) 20,9 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Índice de en elhecimen o (Nº) 160,2 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Índice de dependência de idosos (Nº) 31,7 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Taxa b u a de na alidade (‰) 9,2 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Taxa b u a de mo alidade (‰) 13,5 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Taxa de ecundidade ge al (‰) 38,9 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Á ea (km2) 41,5 2001 INE, Censos 2001 Densidade populacional (Nº/km²) 6.337 2001 INE, Censos 2001 Núme o de eguesias 15 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Figu a 1: O Po o em núme os: Demog a ia e e i ó io. 38 a qui e ónico semp e aliada à p ese ação dos alo es sociais do mesmo, que compo am, en e ou as, as inalidades de habi ação, comé cio e associa i ismo cul u al. No “Plano de Obje i os de Médio P azo pa a o Cen o His ó ico do Po o” anexado à p opos a de Candida u a a Pa imónio Cul u al da Humanidade são idas em con a as p opos as ap esen adas a 12 de Ma ço de 1990, numa eunião en e as jun as de eguesia, ins i uições públicas e p i adas de Solida iedade Social da cidade do Po o. Es e documen o em e o ça o es o ço pa a dinamiza a baixa da cidade, e o çando a componen e social, a eno ação habi acional, a di e si icação de se iços e o aumen o e melho ia dos espaços de laze e animação. A pa icipação dos cidadãos é amplamen e incen i ada como ac éscimo de alo à ees u u ação que se p e ende pa a a cidade. Um dos g andes obje i os passa pelo inc emen o do u ismo e ação cul u al: “A imagem cul u al, pa imonial e a qui e ónica do Po o p ecisa de se endida como um p odu o de u ismo cul u al de g ande alo . (…) Impõe-se da a conhece e di ulga es es alo es cul u ais a a és de um p oje o de p omoção u ís ica baseado na melho ia de in o mação pa a o ex e io (…). A alo ização museológica do Pa imónio e as écnicas de ecupe ação, o ap o ei amen o e di ulgação do a esana o e, complemen a men e, a c iação de unidades ho elei as de qualidade na zona, associadas a melho ia dos se iços complemen a es p es ados são obje i os de um p oje o de u ismo cul u al pa a o Po o.” (idem:86). A conse ação de qualque cen o his ó ico é um p ocesso con ínuo, pois o a o humano, is o é, o ac o de o espaço se habi ado, ele a o ní el de exigência, assim como se deb uça sob e p oblemas que de ou a o ma não se iam conside ados. Qualque ipo de eabili ação espei an e a es es espaços em de encon a um balanço en e soluções que ab angem a his ó ia (p ese ação no sen ido mais la o), o u banismo, a uncionalidade, assim como a p ese ação de alo es que con ibuam pa a a coesão dos alo es sociais da egião. Todo o p ocesso é necessa iamen e len o e em de a ende às necessidades do p esen e, não deixando de es a a en o às do u u o, sendo que as polí icas elacionadas com a eabili ação “a e conce ned and, mo e speci ically, he g owing impo ance ha hese ha e in e ms o u ban planning, ma ke ing o si es and he p omo ion o ou ism” (Guima ães, Loza e Mou a, 2010: 7). A p omoção em e mos u ís icos ai ga an i como economicamen e iá el uma sé ie de medidas que passam pela conse ação dos sí ios e o desen ol imen o de melho es condições de ida pa a as 39 populações locais, aumen o de pos os de abalho, uma maio o e a cul u al assim como uma melho ia das á eas de laze . Segundo o comp eendido no Plano de Ges ão pa a o Cen o His ó ico do Po o de 2010, a apos a pa a o desen ol imen o da cidade di ide-se essencialmen e em dois ní eis: 1) Po o Pa imónio Mundial – Um espaço Humano po excelência. Nes e âmbi o o obje i o é desen ol e uma p oximidade à população que conduza à sua pa icipação, le ando a que a eabili ação u bana deixe de se um quase exclusi o da adminis ação pública e passe a ep oduzi o in e esse de odos. A an agem é que des e modo se possa educa uma população mais in e essada no seu Pa imónio, dinâmica e o gulhosa da p ese ação do Cen o His ó ico. De igual modo, az an agens ao ní el económico uma ez que “wi hou he ac i e pa icipa ion o he p i a e sec o , ei he o he cu en p op ie o s and ade s, o o po en ial in es o s, we would necessa ily ha e o wai decades o see a comple e i s cycle o eco e y in all he ope a ions o he his o ic cen e.” (idem: 64). 2) Po o Pa imónio Mundial – Uma ma ca de excelência. O sucesso de odo o p ocesso de eabili ação passa ambém pela capacidade de c ia um o e e bem es u u ado plano de comunicação, que pa a além da comunicação pa a o ex e io , com o in e esse de a ai u ismo, se oque em g upos especí icos da população local. “This communica ion plan should ul ill i s pedagogical unc ion and include mechanisms adap ed o he di e en public p o iles, paying special a en ion o he schools. The bes gua dians o he he i age alue o his Si e a e i s ci izens. The mo e hey a e in o med, made awa e and in ol ed, he be e hey will de end and p o ec i .” (ibidem: 34). O obje i o é que o Cen o His ó ico do Po o seja uma ma ca (b and) de p es ígio e dis inção, comp eendida des e modo pela população esiden e e po aqueles que a isi am. O espelho do in e esse impulsionado pela conse ação do Cen o His ó ico e pelo núme o c escen e de u is as que a cidade do Po o em indo a a ai ao longo dos anos, apoiado em di e sos p og amas de incen i os inancei os desen ol idos pela au a quia, pode obse a -se no núme o c escen e de pedidos de licenciamen o di igidos à Po o Vi o, SRU (en idade esponsá el pelo acompanhamen o dos p ocessos no Cen o 40 His ó ico). Desde 2008 a é Ou ub o de 2010, os pedidos de licenciamen o êm indo a aumen a , con abilizando um o al de 138 pedidos. Na á ea do concelho do Po o, o Cen o His ó ico ge a ce ca de 40% dos p ocessos, sendo que des es, ce ca de 60% são eque idos po pessoas cole i as (o mesmo acon ece pa a a á ea do Concelho do Po o). Ano 2008 2009 a é Ou . 2010 Nº 32 26 42 Figu a 6: Pedidos de Licenciamen o à Po o Vi o, SRU O in es imen o Público no Cen o His ó ico da cidade es ima-se que a inja os 32 milhões de Eu os a é ao inal de 2012. Em elação aos p i ados os núme os dos alo es de in es imen o são bas an e oscilan es, endo mesmo diminuído conside a elmen e em 2010, o ac o do país a a essa uma c ise económica não de e á se colocado de pa e na lei u a des es núme os. In es imen o Público no Cen o His ó ico Ano 2010 Eu os P e isão de 32.000.000 (a é 2012) Figu a 7: In es imen o Público no Cen o His ó ico. In es imen o P i ado no Cen o His ó ico Ano 2006 2007 2008 2009 2010 To al Eu os 585.990 9.625.667 12.199.319 9.002.952 375.330 31.789.258 Figu a 8: In es imen o P i ado no Cen o His ó ico. Os núme os aqui ap esen ados apon am pa a uma cidade que, pouco a pouco, em indo a c ia bases conducen es an o à p ese ação como ao desen ol imen o do seu Pa imónio edi icado. Uma g ande pa cela que sus en abiliza o desen ol imen o do Cen o His ó ico, con ibuindo pa a que es e se o ne num polo a a i o, assen a em g ande medida no concei o do uso. Is o é em al e ações do uso de de e minado edi ício, 41 que pa a ins cul u ais, como o caso do Mos ei o de São Ben o da Vi ó ia que a ualmen e pe ence ao Tea o Nacional de S. João, albe gando peças de ea o e conce os, en e ou as a i idades cul u ais, que pa a ins de adap ação a come cio e se iços. O desen ol imen o da cidade em e mos u ís icos le a a que su jam cada ez mais exemplos des as al e ações, como epo a a adap ação de um g ande núme o de edi ícios de modo a euni em condições pa a unciona em como unidades ho elei as, que ão desde an igos cinemas a con en os e palácios. Fo o 6: Fachada do Cinema Águia D’Ou o Fo o 7: Fachada a ual do B&B Ho el Po o. 42 Com um cen o his ó ico com um alo econhecido a ní el in e nacional aliado a uma o e iden idade cul u al e pe an e um c escen e núme o de u is as, o in es imen o, po pa e da au a quia e p i ados, em sido desen ol ido no sen ido de i a p o ei os económicos, sociais e cul u ais das opo unidades que a cidade o e ece, con ibuindo des e modo pa a melho a as condições de ida de quem isi a e p incipalmen e de quem habi a na cidade. “Conside ing ha he his o ic a eas a e pa o he daily en i onmen o human beings e e ywhe e, ha hey ep esen he li ing p esence o he pas which o med hem, ha hey p o ide he a ie y in li e’s backg ound needed o ma ch he di e si y o socie y, and ha by so doing hey gain in alue and acqui e an addi ional human dimension.” (Guima ães, Loza e Mou a, 2010: 32). 3.1.2. Po o 2001 Capi al Eu opeia da Cul u a O p og ama eu opeu Capi al Eu opeia da Cul u a em início em 1985, sendo que a p imei a cidade escolhida pa a albe ga um p og ama que se ambiciona não só de in e câmbio cul u al eu opeu, mas ambém ge ado de pa adigmas cul u ais, é a cidade de A enas. O Po o ap esen a a sua candida u a ao p og ama eu opeu a 7 de Ab il de 1997, em Maas ich , Holanda. O inal do p ocesso acon ece a 28 de Maio de 1998, com decisão a o á el pa a a candida u a da cidade que em a albe ga o p og ama Capi al Eu opeia da Cul u a no ano de 2001, já com o modelo inicial al e ado, o nando possí el ha e mais do que uma cidade elei a no mesmo ano. O Po o pa ilha a designação com a cidade holandesa de Ro e dão. A pa da p og amação cul u al, que eio a acolhe 1959 e en os, o ano icou ambém assinalado pela quan idade de p oje os u banís icos pensados pa a a mode nização de alguns espaços públicos da cidade e pela p ojeção da Casa da Música, que se eio a ans o ma num dos edi ícios mais emblemá icos da cidade, ac escen ado um alo de mode nidade ao Pa imónio já as o da cidade, e uncionando como a a i o u ís ico, polo de e en os cul u ais e ma ca pe se e an e do e en o Capi al Eu opeia da Cul u a 2001 pa a a cidade do Po o. Aliás, o lema da Po o 2001 e a p ecisamen e “C ia Pon es pa a o u u o”. As ob as de equali icação u bana icam a ca go da sociedade c iada pa a o e ei o “Po o 2001, S.A.”, “uma sociedade anónima de capi ais exclusi amen e públicos, que em como obje i os a conceção, planeamen o, p omoção, execução e 43 explo ação de odas as ações que in eg am o e en o PORTO 2001 - Capi al Eu opeia da Cul u a 2001, ou as que com ela se elacionam no âmbi o da equali icação u bana”1. As ob as de equali icação e mina am com um a aso de um ano e com inúme os p oje os que icam po conc e iza , como as in e enções nas p aças da Libe dade, Ca los Albe o e Filipa de Lencas e, nas a é ias em edo do hospi al de San o An ónio e pa e das uas Passos Manuel e do Almada. Mais a de es a sociedade em da o igem à ”Casa da Música, S.A.“, que em po obje i o a conclusão das ob as no edi ício em ques ão. O p oje o da emblemá ica Casa da Música oi de inido em 1999, como esul ado de um concu so in e nacional de a qui e u a que escolheu a solução ap esen ada po Rem Koolhaas - O ice o Me opoli an A chi ec u e. “As esca ações inicia am-se ainda em 1999, no espaço da an iga Remise do Po o na Ro unda da Boa is a, e a Casa da Música oi inaugu ada em Ab il de 2005. Concebida pa a se a casa de odas as músicas, in eg a-se no p ocesso de eno ação u bana da cidade e numa ede de equipamen os cul u ais à escala me opoli ana e mundial2”. Os p og amas cul u ais das Cidades Eu opeias da Cul u a êm sido mui as ezes c i icados po apos a em menos em c ia pa adigmas cul u ais e mais em ob as de equali icação ou p ojeção de equipamen os pa a as cidades. “As Capi ais Eu opeias da Cul u a êm sob e udo ap o ei ado um pe íodo de inanciamen o pa a aze ob as públicas, es au o de Pa imónio e impo -se com os seus alo es u ís icos3”. Apesa de os p og amas das Capi ais da Cul u a se em o emen e media izados po ins i uições go e namen ais, o impac o ge a consequências que ex a asam es e campo. O e en o é comen ado nou os média mais popula es, como a In e ne , o que pode conduzi a um aumen o do u ismo nes as cidades nos anos pos e io es ao da ealização do e en o. 3.1.3 O Tu ismo na cidade do Po o: Alguns Dados Segundo dados do Tu ismo de Po ugal, es ima-se que na Eu opa anualmen e sejam ealizadas 34 milhões de iagens in e nacionais cujo obje i o é iaja pa a uma cidade pa a isi a as suas a ações. “A p incipal p ocu a das iagens in e nacionais de ci y b eaks, i.e., aquela pa a a qual os ci y b eaks são o p incipal mo i o da iagem, é 1 h p://cidadedopo o.no.sapo.p . Úl imo acesso 22.06.12. 2 www.casadamusica.com. úl imo acesso 22.06.12. 3 An ónio Pin o Ribei o in Ípsilon 1 de Ab il de 2011 44 compos a po 34 milhões de iagens, com uma ou mais noi es de du ação. Es e olume ep esen a ap oximadamen e 14 po cen o do o al das iagens de laze ealizadas pelos eu opeus. Es ima-se um c escimen o anual en e 12 e 15 po cen o ao ano nas iagens de ci y b eaks.” (Tu ismo de Po ugal, 2006: 9). A cidade do Po o não é exceção a es a endência eu opeia, sendo que o núme o de u is as e consequen emen e de emp eendimen os u banís icos, que ão desde a c iação de ho éis a es abelecimen os de es au ação, especialmen e no cen o his ó ico em indo a aumen a conside a elmen e. Segundo dados do INAC (2010) num es udo que compo a o pe íodo de 1990 a 2009 o á ico aé eo no ae opo o de Sá Ca nei o quad uplicou. Cu iosamen e, no pe íodo en e 2000 e 2003, que ab ange o e en o Po o Capi al Eu opeia de Cul u a, e i ica-se uma es agnação. Na u almen e, exis e po pa e da au a quia da cidade do Po o uma o e dinamização do sec o u ís ico, sendo es e enca ado como uma inques ioná el mais alia pa a a cidade. “Tou ism should he e o e be a p io i y sec o o he His o ic Cen e o Po o and i should make an impo an con ibu ion, ia an inc ease in ex e nal income, comba ing unemploymen , as well as he posi i e consolida ion o he image and app ecia ion o his p ope y. Because i is Wo ld He i age, he His o ic Cen e o Po o is in a posi ion o a ac added a en ion and cu iosi y, which allows he ci y o ga ne possible new in e es in e ms o ou ism and cul u e. We a e wi nessing a g ow h in ou ism h oughou he en i e ci y o Po o.” (Guima ães, Loza e Mou a, 2010: 36). Indicado es Valo es Ano Fon e Capacidade de alojamen o em es abelecimen os ho elei os1 (Nº) 10.405 2009 Ins i u o Tu ismo de Po ugal Do midas em es abelecimen os ho elei os (Nº) 1.457.336 2009 Ins i u o Tu ismo de Po ugal Hóspedes em es abelecimen os ho elei os (Nº) 793.315 2009 Ins i u o Tu ismo de Po ugal Es ada média nos es abelecimen os ho elei os (Nº noi es) 1,8 2009 Ins i u o Tu ismo de Po ugal Taxa de ocupação cama (líquida) (%) 61,3 2009 Ins i u o Tu ismo de Po ugal Es abelecimen os ho elei os1 (Nº) 92 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Museus2 (Nº) 18 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Gale ias de a e (Nº) 70 2009 INE, Anuá io Es a ís ico da Região No e (2009) Tea os 17 2008 IGAC Imó eis de in e esse público (Nº) 56 2010 IGESPAR I.P. Monumen os nacionais (Nº) 19 2010 IGESPAR I.P. No a: 1Es e alo e e e-se a 31 de julho. 2Inclui os ja dins zoológicos, os ja dins bo ânicos e os aquá ios. Figu a 9: O Po o em núme os – Tu ismo 45 Ve i ica-se que o Tu ismo é pa a a cidade do Po o uma á ea em conside á el c escimen o, especialmen e sensí el no que espei a ao Cen o His ó ico, que se ans o ma num polo a a i o e a o de di e enciação da cidade. A apos a no desen ol imen o de in aes u u as que possam albe ga os isi an es é al ez a maio p o a de um in es imen o le ado a cabo pela au a quia e in es ido es p i ados. En e 2008/2010 e i ica-se um c escimen o bas an e signi ica i o do núme o de hos els, que se elaciona com o aumen o de u is as jo ens que chegam ao Po o, especialmen e a a és das companhias aé eas low cos . Como e e e o INAC (2010) as companhias low cos não ie am e i a passagei os às companhias adicionais, mas an es con ibuem pa a o desen ol imen o de um nicho de me cado que a é en ão se desloca a mui o menos, que em bene icia di e amen e o u ismo da cidade do Po o. A ní el cul u al a cidade ambém acompanha o aumen o do núme o de isi an es, especialmen e no ó io no núme o de gale ias que em apenas dois anos quase duplica. Ano 2008 2010 Hos els no Cen o His ó ico 1 6 Gale ias de a e no Cen o His ó ico 5 9 Figu a 10: Hos els e Gale ias de A e no Cen o His ó ico do Po o Segundo a in es igação ealizada pelo Ins i u o de Planeamen o e Desen ol imen o do Tu ismo – IPDT (2008), os monumen os mais iden i icados pelos u is as que isi am a cidade, são os seguin es e po es a o dem: To e dos Clé igos, Fundação de Se al es, Es ação de S. Ben o, Casa da Música, Palácio da Bolsa, Sé e Es ádio do D agão. Des e modo e i ica-se que o Cen o His ó ico da cidade é um dos p incipais impulsionado es das isi as à cidade, da mesma o ma como se des aca a p esença da Casa da Música, emp eendimen o que de e a sua p ojeção ao e en o Po o 2001 Capi al Eu opeia da Cul u a. Os esul ados das apos as ei as na indús ia do Tu ismo êm indo a su i e ei o. Em 2012 o Po o é elei o o “Melho Des ino Eu opeu” pelo Eu opean Consume s Choice, uma o ganização não-luc a i a e independen e, com sede em B uxelas. Todos os anos, os seus jú is e pa cei os nas á eas da indús ia, design, u ismo e imp ensa especializada, selecionam p odu os pela sua o iginalidade, ca a e ís icas ino ado as e qualidades excecionais. 46 3.2. Análise da Rep esen a i idade do Pa imónio na Imp ensa Me odologia Nes e capí ulo i emos p ocede à ap esen ação dos dados ecolhidos na análise e e uada a ex os publicados no jo nal diá io Público. O que se p e ende pa a es e es udo é uma análise da equência com que apa ecem ex os elacionados com o Pa imónio edi icado da cidade do Po o, mas ambém de e mina signi icados e sen idos pa a os acon ecimen os desc i os. Op ou-se des e modo po uma análise de con eúdo, sendo que “a a e a p incipal des e ipo de análise consis e em examina as elações en e as dinâmicas in e nas dos ex os jo nalís icos, e a es u u a social na qual esses ex os ci culam.” (Deacon e al., 1999: 1). Um dos obje i os des e abalho de in es igação é a abo dagem do Pa imónio pa indo do modo como es e se elaciona com a sociedade en ol en e, nes e caso em conc e o com a cidade do Po o. P e endemos com es a análise pe cebe que dimensão a inge a abo dagem jo nalís ica ao mesmo empo que a elação en e o Pa imónio e a cidade ai so endo di e sas al e ações, sociais, cul u ais e u banís icas. “Mos o ou social and poli ical knowledge and belie s abou he wo ld de i e om he dozens o news epo s we ead o see e e y day.” (Jankowski e Jensen, 1991: 110). Assim, a análise de con eúdos su ge como a me odologia mais ap op iada: a análise de ex os jo nalís ico sob e o Pa imónio edi icado da cidade do Po o semp e elacionado com as al e ações sociais, cul u ais e u banís icas du an e o pe íodo de análise em es udo. “Analysis o discou se is no limi ed o ex ual analysis, bu also accoun s o he ela ions be ween s uc u es o ex and alk, on he one hand, and o hei cogni i e, social, cul u al, o his o ical con ex s.”(idem: 111). Amos a A ecolha dos ex os jo nalís icos incidiu sob e o jo nal Público. A escolha des e meio e e em con a o ac o de se um jo nal diá io, conside ado de e e ência, pelo que ende a abo da de e minados emas cul u ais com mais p o undidade, e que em desde o seu início uma Seção Local ela i a à cidade do Po o. Des e modo oi assegu ado um acompanhamen o do ema do Pa imónio su icien emen e pe iódico e p óximo à cidade 47 do Po o, adequado aos obje i os des e es udo, sendo. O pe íodo em análise ai desde dezemb o de 1996, da a em que a cidade do Po o ecebe o í ulo de Pa imónio Mundial da Humanidade, a é dezemb o de 2011, da a p óxima da conclusão des e abalho. Des e modo p e ende-se obse a os á ios acon ecimen os que omam luga na cidade, assim como con e i a ualidade. A ecolha dos ex os oi ealizada com ecu so a duas es a égias. O pe íodo de dezemb o de 1996, odo o ano de 1997 e a é ao mês de No emb o de 1998 a pesquisa oi le ada a cabo na Biblio eca Municipal do Po o, eco endo à adicional lei u a dos jo nais. Pe íodo que, apesa de se conside a elmen e mais cu o do que o analisado digi almen e, ocupou uma pa e a ul ada de empo no p ocesso da ecolha dos dados. A pa i des e pe íodo o jo nal Público já em disponí el um ace o digi al, o qual se e de base aos es an es anos. Pa a man e o mesmo pad ão, o mé odo emp egue pa a ambos os pe íodos oi o mesmo: a lei u a oi ei a a um ní el diá io, endo-se op ado pela análise de odos os ex os que alassem do Pa imónio Edi icado e e en e à á ea delimi ada como Pa imónio Mundial da Humanidade da cidade do Po o e à espe i a zona ampão. Decidimos ambém pela inclusão dos ex os ela i os ao edi ício Casa da Música que, não es ando si uado nes a á ea, cons i ui um alo ac escido ao Pa imónio Edi icado da cidade. Tão as a análise só oi possí el g aças ao a qui o digi al do jo nal, que pe mi iu, numa p imei a ase a pesquisa a pa i da pala a-cha e “Pa imónio”, que conduziu a um o al de 1348 ex os. Daí seguimos pa a uma p é seleção, que oi e e uada a a és da lei u a dos í ulos dos a igos e espe i os leads. Es a pa e da pesquisa oi bas an e mais demo ada do que o que e a inicialmen e espe ado, is o po que du an es os p imei os anos do a qui o, acon ecia com bas an e equência que o mesmo í ulo e lead e am u ilizados em á ios a igos, sendo necessá io le a a cabo uma lei u a mais p o unda da no ícia, de modo a pe cebe se es a pode ia cons i ui pa e do co po de amos a ou não. Nes a ase as no ícias inham que esponde a dois c i é ios: 1) Se ela a am acon ecimen os di e amen e elacionados com o pa imónio edi icado da cidade, e em caso a i ma i o se es e se si ua a na á ea delimi ada pa a es e es udo. 2) Se menciona am o edi ício Casa da musica. No o al o am con abilizados 539 ex os, sendo es es de á ios géne os que a iam 54 O papel que os média assumem como um eículo de comunicação de massas, onde a abo dagem ao acon ecimen o, is o é o modo como a no ícia é ela ada, pode conduzi a uma in luência di e a no modo como a mensagem é ececionada pelo público, jus i ica uma análise ao Tom u ilizado nos a igos des a amos a. Obse amos que das 345 epo agens analisadas, 325 ado am um om neu o na sua abo dagem ao ema, me ecendo ainda assim des aque as 15 epo agem onde se ado a um om posi i o, con ando com 3 epo agens que abo dam o ema de o ma nega i a. Em elação à No ícia, apesa de na g ande maio ia dos casos o om se neu o, o mais p óximo a es e géne o jo nalís ico, des aque ainda pa a as duas no ícias onde se ma ca uma análise nega i a ao acon ecimen o ela ado. Já no que espei a aos A igos de Opinião 31 ado am uma análise nega i a dos emas abo dados, o que cons i ui 48,4% da amos a, con a os 19 a igos (29,7%), onde a abo dagem ao ema é ei a de o ma posi i a. Tipo de A igo Tom Do A igo Neu o Nega i o Posi i o Análise Nega i a Análise Posi i a To al En e is a 14 (87,5%) 0 2 (12,5%) 0 0 16 Repo agem 325 (94,7%) 3 (0,9%) 15 (4,4%) 0 0 343 No icia 61 (83,6%) 5 (6,8%) 5 (6,8%) 2 (2,7%) 0 73 A igo de Opinião 1 (1,6%) 6 (9,3%) 7 (10,9%) 31 (48,4%) 19 (29,7%) 64 Figu a 13: C uzamen o de dados en e o Tom do A igo e o Tipo de A igo 55 A P edominância das Fon es Ins i ucionais e dos Capi ais Públicos Figu a 14: As Fon es dos A igos A obse ação dos dados ap esen ados a é ao momen o, não ep esen a um a o su p esa que, no que espei a às on es dos a igos, o maio des aque á pa a a Repo agem in loco, esponsá el po cons i ui a on e di e a de 278 a igos, o que ep esen a um peso de 64,8% do o al da amos a. A segunda on e a me ece des aque são as Con e ências de Imp ensa ou P ess Release, esponsá eis po 51 a igos, que ep esen am 11,9% no o al analisado. Nes e pon o é de salien a que os o ganismos públicos, al como a CMP, são os esponsá eis po uma g ande quan idade que de Con e ências de Imp ensa, que de P ess Release, daqui se deno a a in luência indi e a que as classes go e na i as de êm na cons ução do que cons i ui o co po de a igos dos meios de comunicação. Tal como e e ido po Wol (1999), a ualmen e assis e-se a um pe íodo em que já não se obse a a en a i a de in luência das massas eco endo a um 0 50 100 150 200 250 300 278 5 21 51 9 29 29 5 2 As Fon es dos A igos 56 p ocesso de p opaganda, mas an es podemos obse a uma in e ação das dinâmicas sociais nos p ocessos de comunicação com os públicos. A impo ância que o Pa imónio assume como dinamizado da melho ia das condições de ida das populações e consequen emen e assumindo um impo an e papel nas polí icas locais, conduz a que es e seja mui as ezes u ilizado na en a i a de se e i a bene ícios polí icos das ações que lhe são associadas. Não pode íamos deixa de e e i que as isi as le adas a cabo po memb os da CMP, que do pa ido no pode , que da oposição a zonas Pa imónio Mundial da Humanidade, onde se azem sen i á ias ações de eabili ação cons i uem, não a as ezes, o mo e pa a as Repo agens in loco que o am analisadas. A es as on es seguem-se as Assembleias Municipais esponsá eis po 6,8% dos a igos, exa amen e a mesma pe cen agem ese ada aos a igos onde a on e não é mencionada de o ma di e a e inequí oca. Os 5 (1%) a igos onde a on e é uma Audiência Pa lamen a es ão exclusi amen e elacionados com o caso do Túnel de Ceu a, que pela p opo ção que e e oi le ado a discussão ao Pa lamen o Po uguês. O a o p oximidade acen ua-se de uma eno me ele ância no modo como as no ícias são a adas, sendo que se eco e a Agências de No ícias em apenas 2,1% dos casos. Os a igos, maio i a iamen e de Opinião di ecionados pa a ela os que se p endem com a iden idade da his ó ia da cidade, onde a ques ão da on e oi classi icada como Não aplicá el não o am con abilizados pa a es a abela de dados, po conside a mos que al não nos conduzia a nenhum dado onde es e alo iesse ac escen a uma mais alia pa a a análise dos dados ecolhidos6. Na abela seguin e p ocedemos ao c uzamen o de dados en e o ipo de a igo e as on es onde mais se az no a a p edominância ins i ucional. Podemos obse a que a Assembleia Municipal enquan o on e di e a do a igo o iginou maio i a iamen e epo agens (93% dos casos), es ando mais uma ez p esen e o a o p oximidade no modo como o acon ecimen o é abo dado pelos média. Tal como sucede com a Con e ência de Imp ensa/P ess Release, com 38 casos de Repo agens (74,5%) e 12 de No ícias (23,5%). Na lei u a dos dados des aque ainda pa a as 25 No ícias onde a on e não em mencionada de uma o ma di e a e inequí oca, que na o alidade cons i uem 86,2 %, dos a igos onde a on e não é mencionada. Sendo es e um géne o obje i o po excelência 6 Pa a o e ei o oi conside a a Valid Pe cen . 57 não deixa de cons i ui um ac o me ecedo de des aque. Fon es Tipo de A igo En e is a Repo agem No ícia Opinião To al Con e ência de imp ensa/ P ess elease 0 38 (74,5%) 12 (23,5%) 1 (1,9%) 51 Assembleia Municipal 0 27 (93,1%) 1 (3,4%) 1(3,4%) 29 Não Mencionado 0 4 (13,8%) 25 (86,2%) 0 29 Figu a 15: Tipo de A igos e as Fon es: alguns des aques. Ao analisa mos o Pa imónio Edi icado da cidade e, po consequência, as mui as in e enções a qui e ónicas e u banís icas que se ize am sen i , o nou-se imp escindí el pa a es a amos a a ecolha da in o mação ela i a às e bas en ol idos nessas in e enções. Po ou as pala as, p e endemos a e igua que ipo de Capi ais êm mencionados pelos média quando se no iciam in es imen os no Cen o His ó ico. Se ao ní el das on es que in luenciam a c iação do alo no ícia pode obse a -se uma p edominância de alo es ins i ucionais, com os Capi ais a si uação é semelhan e. Figu a 16: In es imen o na á ea do Pa imónio e e enciado na imp ensa. De ac o os capi ais públicos assumem uma ele ância conside á el, sendo que 1% 3,6% 11,1% 6,9% 1,2% 2,4% 0,6% 3,8% 1% 5,6% 0,2% 12,7% ,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 In es imen o na Á ea do Pa imónio (%) 58 emos de conside a nes e pon o as mui as ob as polémicas que en ol em a cidade, en e elas o Túnel de Ceu a, Casa da Música, In e enção na A enida dos Aliados, en e ou as que segu amen e con ibuem pa a es a endência. Pelo ele ado núme o de a igos onde a Au a quia (pa ido no pode ) assume des aque, não é pois de es anha que quando alamos de capi ais, os que se elacionam com a Au a quia são des acados, mencionados num o al de 55 a igos (11,1%), ao que se somam ainda os 12 casos da equência UE+Au a quia (2,4%) e os 28 a igos elacionados com capi ais Au a quia+P i ados (5,6%). Os Capi ais elacionados com a Ig eja somam apenas 0,2% dos casos, sendo que se e i ica uma escassez de a igos elacionados com o Pa imónio pe encen e à Ig eja de uma o ma ge al em odas as a iá eis des e es udo. As in e enções dos P i ados no Cen o His ó ico, especialmen e as le adas a cabo em anos mais ecen es e mui as delas o ien adas pa a o se o dos se iços e Tu ismo são mencionadas em 34 casos (6,9%), o que a ní el de Capi ais os si uam imedia amen e a segui ao alo mais al o que pe ence à Au a quia. Quando o a igo ala de um modo di e o de alguma ob a, sendo es a de ca á e de es au o ou cons ução de aiz e não menciona o cus o, é ca alogado como Não Mencionado co espondendo aqui a 63 casos (12,7%). Ressal amos que, a maio pe cen agem, mais exa amen e a que co esponde a 49,6% da amos a ecai na equência de Não Aplicá el, aduzindo-se em 246 a igos. Pa a es e pon o oi conside ado que nem semp e se o na uma in o mação pe inen e menciona o cus o da ob a. Po exemplo, ao longo da polémica à ol a do Túnel de Ceu a, não é imp escindí el que cada ez que um dos a o es in e enha mencione o cus o da ob a, icando assim ca alogado como Não Aplicá el. Es e aspe o é ambém ex ensí el aos a igos que alam da iden idade his ó ica ou social da cidade, assim como de polí icas cul u ais, o que, de algum modo, em ac escen a que a dimensão do que é a ado pelos média em elação ao Pa imónio anscende as in e enções de ca á e u banís ico. A ele ância dos In e enien es Uma das dimensões sob e a qual es a in es igação se deb uçou oi em quan i ica os dados ela i os aos in e enien e nas no ícias con abilizadas pa a amos a. Es es são aqui designados como a o es, di idindo-se em dois g upos: A o 1 e A o 2, 59 ag upados e di e enciados pela quan idade de ezes e e idos e se há ou não ecu so ao discu so di e o. Fo am quan i icados di e sos in e enien es (Tabela em Anexo 2), de seguida passamos a analisa aqueles que assumem um papel de ele o nos obje i os açados pa a es e es udo: - A pa cela ela i a a Au a quia: pa ido no pode apa ece e e ida como A o 1 209 ezes e como A o 2 104, con abilizando um o al de 313 casos, pesando 42,1% e 26,3% espe i amen e na pe cen agem de cada a iá el7, é aquela que se ealça como a que po mais ezes oi mencionada. Podemos des e modo obse a que a Au a quia: pa ido no pode assume o papel de se o maio in e enien e nos a igos que se e e em ao Pa imónio Edi icado da cidade. De ac o são mui os os edi ícios que são p op iedade da CMP, assim como na u almen e, es a assume a esponsabilidade pelas mui as in e enções u banís icas que a cidade sob e ao longo dos anos. Há ambém a ac escen a que odas as in e enções na á ea Pa imónio da Humanidade êm semp e que se u eladas, is o é au o izadas e supe isionadas pela au a quia. No en an o, exis em inequi ocamen e ou os a o es que con ibuem pa a es a p edominância, ao c uza mos es es dados com os que espei am às on es, pode obse a -se uma p edomínio do a o ins i ucional na cons ução de ex os jo nalís icos, mesmo quando ei o de modo indi e o eco endo a Con e ências de Imp ensa, al como analisado no pon o an e io . - Uma lei u a a en a dos dados conduz-nos ambém à cli agem en e es es núme os e o da pa cela Au a quia: oposição que na soma das duas a iá eis é mencionada 64 ezes, 33 ezes como A o 1 que co esponde a 6,7% da o alidade des a a iá el e 31 ezes como A o 2, co esponden e a 7,8% dos casos. Não deixa, des e modo, de se um núme o subs ancialmen e in e io ao des aque que me ece a Au a quia: pa ido no pode na abo dagem le ada a cabo pelos média. - As En idades Municipais ambém me ecem des aque, p incipalmen e no papel de en idades esponsá eis pelas in e enções u banís icas no cen o his ó ico como o CRUARB e SRU, com um o al de 70 casos onde são os in e enien es nas no ícias. De e e i as mui as modi icações em espaços públicos da cidade sob u ela des as en idades, assim como o papel que assumem em p oje os de in es igação e 7 Pa a e ei os de pe cen agem ela i os a A o 2 não o am con abilizados os 20,2% co esponden es ao Missing Sys em, is o é ao alo dos casos onde o A o 2 não oi econhecido e alidado. Foi pa a es e e ei o ida em con a a Valid Pe cen 60 in e enção que execu am ou colabo am. Já os O ganismos Públicos, a iá el na qual se inse e o IGESPAR são e e idos em 66 a igos na o alidade das duas a iá eis. 5,6% das ezes como A o 1, enquan o que as En idades Municipais me ecem aqui um maio des aque sendo mencionadas como A o 1em 7,5% das ezes. - A Ig eja Ca ólica, azendo pa e do g upo dos p incipais p op ie á ios de edi ícios no Cen o His ó ico, em mencionada em apenas se e a igos. Po cons i uí em uma pa cela das mais baixas na amos a com 0,6% como A o 1 e 1% como A o 2, apon a numa di eção con á ia ao que e a expe á el quando se deu início ao p ocesso da ecolha dos dados, a endendo não só à ques ão dos edi ícios que pe encem à ins i uição, assim como à in luência que es a em na sociedade po uguesa. - Ou o dos p incipais p op ie á ios de edi ícios si uados em á ea Pa imónio Mundial da Humanidade são os P i ados, sendo que nes e pon o a ecolha dos dados conduz-nos a ou a análise. Os In es ido es P i ados êm mencionados 27 ezes como A o 1 e 30 ezes como A o 2, o alizando 57 a igos. A ele ância que os In es ido es P i ados assumem em con i ma que a pa icipação dos p i ados no desen ol imen o do cen o his ó ico é não só necessá ia assim como incen i ada pa a que odo o p ocesso de desen ol imen o do mesmo se o ne mais céle e (Guima ães, Loza e Mou a, 2010). - As Associações Cí icas cons i uem uma a ia conside á el nes a amos a, sendo in e enien es em 41 a igos onde, epa e-se que são o A o 1 em 35 dos casos, o que ep esen a 7,1% no que espei a a se o in e enien e p incipal, icando apenas a ás do des aque dado à Au a quia: pa ido no pode e às En idades Municipais, is o é aos o ganismos ins i ucionais. Nes e pon o emos ambém con i mado que o modo como o cidadão comum olha pa a as ques ões elacionadas com o Pa imónio é mui as ezes di e sa do modo como es e é enca ado pelos especialis as e polí icos, com os memb os da sociedade cada ez mais ap os a in e enções que ão na linha da de esa do que conside am como “seu” Pa imónio. (Ashwo h e Howa d, 1999: 17). A equência dos a igos onde os seus in e enien es es ão ca alogados como Ou os é ambém assinalá el, o alizando 61 casos. Es e a o de e-se a á ias si uações pon uais onde de e minado a o em des acado, mas não o núme o de ezes su icien e pa a que osse c iada uma ca ego ia p óp ia. Temos po exemplo a di eção do Hospi al de San o An ónio no caso Túnel de Ceu a, Associações de Es udan es ou a isi a de algum polí ico es angei o à cidade. 61 Núme o de A igos A o es A o es 1 A o es 2 To al Au a quia: pa ido no pode 209 104 313 Au a quia: oposição 33 31 64 Ig eja 3 4 7 In es ido es P i ados 27 30 57 Associações Cí icas 35 6 41 Ou os 29 32 61 Figu a 17: C uzamen o de dados en e os A o es e o Núme o de A igos: alguns des aques A opção de dis ibui os in e enien es dos ex os analisados em A o 1 e A o 2, pe mi iu não só uma análise mais subs ancial no que espei a ao des aque a ibuído pelos média, como ambém o nou possí el di eciona o es udo pa a ou a dimensão, que se p ende com a A i ude dos A o es. Po ou as pala as, pe mi iu-nos ob e dados quan o à ques ão da exis ência ou ausência de con li o na no ícia, que como e e ido po B ooks e al. (1988), um dos c i é ios de no iciabilidade e e e-se à ques ão de “con li o”. Figu a 18: A i ude dos A o es 25,6 % 42,7 % 31,7 % A i ude dos A o es (%) Não se aplica Con li o Conco dan e 62 Uma pe cen agem ele ada (42,7%) no que espei a à a i ude dos a o es co esponde de ac o à si uação de con li o en e os in e enien es, sendo aqui incon o ná eis as si uações que opuse am a CMP ao IGESPAR e Minis é io da Cul u a du an e o ano de 2005, assim como as o es in e enções de Associações Cí icas que, p incipalmen e, du an e o ano de 2008 se opõem a decisões cama á ias ela i as ao Pa imónio Edi icado da cidade. De o ma pon ual, e sendo uma si uação comum ao longo de oda a amos a, emos as si uações de con li o den o da au a quia en e o pa ido no pode e a oposição. Em 31,7% dos casos a a i ude é de conco dância e em 25,6% não se aplica, elemb ando aqui o g ande núme o de a igos que êm como on e, po exemplo, as con e ências de imp ensa, onde mui as ezes não é cla amen e iden i icado um A o 2, assim como os a igos de opinião. O desen ol imen o económico, social e cul u al que se az sen i na cidade do Po o nos anos pos e io es ao í ulo de Pa imónio Mundial da Humanidade, no qual o Pa imónio Edi icado da cidade assume um papel de g ande ele o são consis en es com um papel a i o que a CMP assume nes e p ocesso, não é pois de admi a que, a lei u a dos dados indica uma p oeminência da Au a quia: pa ido no pode como A o 1, sendo es a esponsá el di e a pelas mui as in e enções u banís icas que a cidade so eu. No en an o há que sublinha que quando se e e ua o c uzamen o de dados en e a au a quia: pa ido no pode como A o 1 com a a iá el Capi ais es a aduz um o al de 34 a igos onde os cus os da in e enção não êm mencionados. Ou a si uação que me ece des aque é a dos capi ais Publico/P i ado quando assumem a a iá el A o 1, sendo que nos 4 casos de e ados es ão odos ca alogados como capi al não mencionado. Si uação in e sa acon ece quando compa ado ao caso dos capi ais de In es ido es P i ados, não se con abilizam a igos onde os capi ais não são mencionados, sendo que no caso dos p i ados emos 22 a igos onde os capi ais es ão mencionados como P i ados, ês como Au a quia+P i ado e dois como Não Aplicá el. Dados disponí eis pa a consul a mais de alhada na abela que cons a no Anexo 3. 63 Temas Abo dados Temas8 Tema 1 Tema 2 Tema 3 To al Iden idade Nacional 2 4 7 13 Iden idade His ó ica 29 40 26 95 Iden idade Cul u al 5 31 29 65 Iden idade Social 2 14 24 40 Achados A queológicos 1 3 3 7 Fa o es Económicos 8 31 19 58 C iação de pos os de abalho 0 1 4 5 Tu ismo 8 26 22 56 Polí ica cul u al 16 6 1 23 In aes u u as de aiz 99 33 8 140 In e enção no Cen o His ó ico 133 67 4 204 Adap ação de Edi ícios 51 29 16 96 Reabili ação de Monumen os 81 24 8 113 Es udos/Rela ó ios 9 4 8 21 P oje os cul u ais 7 1 1 9 Comé cio T adicional 13 22 6 41 Comunicação e Ma ke ing 12 9 12 33 Salub idade 9 28 12 49 Casa da música 8 7 5 20 Ou os 3 14 6 23 Figu a 19: Os Temas Abo dados 8 Os emas o am di ididos de aco do com a impo ância que assumem nos ex os em Tema 1, Tema 2 e Tema 3. 70 Conside ações Finais A li e a u a e e e que a ligação do Pa imónio com as populações semp e oi baseada, essencialmen e, em emoções. Assim se comp eende acilmen e que os p imei os sinais indica i os da necessidade de p o eção e p ese ação do Pa imónio es i essem ligados a um ca iz eligioso ou mi ológico. A gue a milena a ada pela cidade de Je usalém é al ez o exemplo mais signi ica i o ou, pelo menos, mais longínquo no empo, da on ade dos po os em lu a em po luga es que conside am “seus”. Mesmo quando as ciências da a queologia e his ó ia êm a es a que mui as ezes os locais de cul o se si uam em luga es di e en es do que e am o iginalmen e, as populações de endem aquilo que en endem como “seu” pa imónio. É es a di e ença essencial - en e o que é um ac o his ó ico comp o ado e o p ocesso que conduz a que o Pa imónio se ans o me num p ocesso emocional, is o é, quando passa a se en endido como o Pa imónio de alguém ou de uma egião - que le a a que es e adqui a a sua signi icância e impo ância pa as sociedades. A es e a o alia-se a capacidade de a ai isi an es a um de e minado luga , passando, nes e caso, a aze pa e in eg an e dos me cados económicos ao uni -se à indús ia do u ismo, uma das mais impo an es indús ias pa a as sociedades mode nas. A ualmen e, a indús ia do u ismo e a indús ia do Pa imónio, não só colabo am na p ese ação de sí ios pa imoniais, como cons i uem um impo an e con ibu o no desen ol imen o das economias locais, mui as delas o almen e dependen es das a ações u ís icas de de e minado luga . Em úl ima ins ância, podemos a i ma que o Pa imónio se ans o ma num p odu o de ma ke ing, ob igado, como qualque ou o p odu o, a cap a a a enção e in e esse do público. Nes e campo, a maio alia que o Pa imónio possui é o alo de di e enciação que consegue imp imi a de e minado luga ou egião. Numa época de globalização, onde a endência é no sen ido de uni o miza – que no campo da economia, que no espei an e aos alo es sociais e cul u ais, o Pa imónio em con ibui pa a uma di e enciação das cul u as egionais. O Pa imónio, ma e ial ou ima e ial, de uma egião passa a se alo izado como um p ocesso de di e enciação que, des e modo, colabo a pa a o desen ol imen o da economia de de e minada egião. Um dos indicado es mais isí eis des e p ocesso é mesmo apelidado de «pa imonialização», sendo que as cidades e luga es que conco em a 71 Pa imónio Mundial da Humanidade em indo a c esce conside a elmen e, es ando aleado a es e ac o o comp o ado ac éscimo de u ismo a es es luga es após a nomeação a ibuída pela UNESCO. Também as ques ões pa imoniais êm a ocupa um luga cada ez mais impo an e nas polí icas egionais, a uando não a as ezes como o ma de p opaganda nas polí icas locais e mesmo nacionais. No en an o, é ambém nes e pon o que eside a maio ameaça sob e a capacidade do Pa imónio con inua a desen ol e uma iden idade p óp ia que cul i a a o e ligação emocional com as populações. Quando de e minada egião ans o ma o Pa imónio local em algo que es u u a o seu desen ol imen o como um p odu o u ís ico, en ando des e modo no me cado económico, es a iden idade his ó ica, ca ac e ís ica e única, co e o isco de se o na em algo homogéneo e desp o ido de ca á e , que com o empo em con ibui não pa a o bem es a ge al das populações mas an es a assumi um compo amen o p óp io de qualque p odu o inse ido num me cado económico a uma escala global. Des a o ma, op ou-se po uma análise do caso da cidade do Po o que, aquando da sua candida u a a Pa imónio Mundial da Humanidade, ap esen a a uma sé ie de obje i os que passa am pela melho ia das condições sociais, cul u ais e u banís icas da cidade, com o in ui o de melho a as condições de ida da sua população e a ai um maio núme o de u is as. Um dos obje i os des a in es igação passa p ecisamen e po comp eende que ipo de discu so es á associado ao Pa imónio da cidade do Po o. A análise le ada a cabo aos média pe mi iu obse a alguns dados in e essan es: - A ele ância dada aos a igos elacionados com as ins i uições go e namen ais. Mesmo quando a cidade se o na num o e polo u ís ico, com um c escen e núme o de inicia i as p i adas, que se azem sen i que ao ní el da in e enção cul u al como ao ní el de in e enções u banís icas no Cen o His ó ico, a Câma a Municipal do Po o, assim como os o ganismos go e namen ais, con inuam a assumi o papel p incipal como in e enien e nas no ícias. De ealça igualmen e que as Fon es que dão o igem às no ícias p o êm na sua maio ia de o ganismos ins i ucionais. Des e modo obse amos posi i amen e o de endido po Wol na eo ia dos «E ei os Limi ados», onde os meios de comunicação de massa são mui as ezes o eículo indi e o na ansmissão de de e minadas mensagens. - Apesa de a Ig eja se um dos p incipais p op ie á ios dos edi ícios do Cen o His ó ico do Po o, e a endendo à in luência que ainda de ém na sociedade po uguesa, es e ac o não se aduz nos a igos analisados, onde a ele ância dada a es a ins i uição es á longe de se conside á el. 72 - O ecu so ao ema da Iden idade His ó ica associada ao Pa imónio Edi icado em e o ça a o e ligação do Pa imónio enquan o memó ia cole i a de uma sociedade e impulsionado de susci a nas populações locais uma men alidade de p ese ação e es ei a ligação ao Pa imónio da egião onde habi am. - Apesa de se aze em sen i di e sas in e enções na á ea Pa imónio Mundial da Humanidade, mui as delas acompanhando o concei o de uso associado aos edi ícios his ó icos, is o é a al e ação de de e minado edi ício passí el de se u ilizado com ou o im que não aquele que lhe e a o igina iamen e a ibuído, são no en an o as In e enções no Espaço Público aquelas que maio des aque assumem nos meios de comunicação social. - A in e enção di e a das populações, na de esa do que é en endido como “seu” Pa imónio, que se aduz num o e aumen o de Associações Cí icas e mo imen os popula es. Nes e pon o eside uma das obse ações mais in e essan es de oda a in es igação, onde pela análise le ada a cabo é possí el comp o a que numa e a de homogeneidade cul u al a ligação en e o Pa imónio e as populações é passí el de se de endida, conco endo pa a a c iação de uma o e iden idade his ó ica, cul u al e social isando o desen ol imen o e bem es a das egiões, onde as populações de em se conside adas uma pa e a i a nas decisões go e namen ais. A o iginalidade des e abalho cen a-se sob e udo na quan i icação de dados ecolhidos, que ab angem um pe íodo conside á el (no o al, desde dezemb o de 1996 a é dezemb o de 2011), no qual se azem sen i impo an es mudanças no umo que a cidade em a segui . O que se p e endia inicialmen e e a pe cebe se os média acompanha am es as mudanças e se os discu sos dos seus in e enien es apon a am nessa di eção, o que se em a e i ica de uma o ma a i ma i a. Os dados ela i os aos mo imen os cí icos e à capacidade que as populações i e am de se o ganiza na de esa do Pa imónio da cidade, mesmo quando, como no caso da A enida dos Aliados, es a a em causa o me o há an o agua dado, são aqueles, que em nosso en ende , maio ele ância me ecem. Assim se essal a o que é e e ido na li e a u a, sob e o ac o de as populações ende em a de ende o que en endem como seu Pa imónio. Nes a dinâmica, elas o nam-se cada ez mais a i as e c esce a necessidade de se em conside adas nas in e enções le adas a cabo. Um ou o dado me ecedo de des aque conduz-nos ao ecu so à Iden idade His ó ica quando analisamos Pa imónio Edi icado, assim como, pela quan idade de emas analisados, podemos obse a que o Pa imónio cen a a sua 73 impo ância pa a lá das in e enções u banís icas e aqui se essal a o seu ca á e emocional na ligação a uma egião. O ac o de o Pa imónio não se um concei o es á ico, con e e-lhe um g au de mode nidade que pe mi e acompanha a cons an e e olução das sociedades mode nas. Aliás, pe mi e não só acompanha es a e olução, assim como se pa e cons i uin e e a i a em odo o p ocesso de ans o mação, que se az sen i em especial na E a Global em que i emos. Apesa de, a amos a se su icien emen e ab angen e, admi imos que pode ia e sido analisado um maio núme o de meios de comunicação social, como se ia ambém in e essan e uma análise aos anos an e io es a 1996 de modo a se exequí el uma compa ação dos di e en es ní eis de discu so, assim como uma análise de con eúdo mais cen ada nas á ias dimensões dos emas analisados, mas sendo a ba ei a do empo um a o inul apassá el numa ese de mes ado, al não se eio a e ela p a icá el. 74 Bibliog a ía López Aguile a, Inaki (2000), Cul u a y Ciudad, Manual de Poli ica Cul u al Municipal. Gijón: Ediciones T ea. Almeida, C.A. Fe ei a (1993), “Riegl e Hoje”. Re is a da Faculdade de Le as, II Sé ie, Vol. X, 407-416. Po o: Uni e sidade do Po o. Almeida, C.A. Fe ei a (1998), Pa imónio o seu En endimen o e a sua Ges ão (2ª edição). Po o: Edições ETNOS. ISBN: 972-96935-3-6. Ama al, Ma ia da Conceição (2002), Caminhos do Gha b – Es a égia de In e p e ação do Pa imónio Islâmico no Alga e: O caso de Fa o e Sil es. Fa o: Comissão de Coo denação da Região do Alga e. ISBN 972 643 124 7. Ashwo h, G ego y e Howa d, Pe e (1999), Eu opean He i age Planning and Managemen . O egon: In ellec Books. Balla , J. e Juan – T esse as, J. (2005), Ges ión del Pa imonio Cul u al (2ª edición). Ba celona: Edi o ial A iel. ISBN 84-344-6643-0. Ba din, Lau ence (1977), Análise de Con eúdo. Lisboa: Edições 70. Bawa, Anand Singh (1999), “Con ibu ion o Communi y in The Conse a ion o Cul u al P ope y and Li ing He i age”, in Wiendu Nu yan i (o g.), He i age, Tou ism and Local Communi ies. Indonésia: Gadjah Mada Uni e si y P ess, 229 – 242. ISBN 979 420 453 6. Canclini, Nés o Ga cía (2000), “Cul u al Policy Op ions in he Con ex o Globaliza ion” in The Poli ics o Cul u e. New Yo k: The Cen e o A s an Cul u e, 302 -326. ISBN: 1 56584 572. 75 Ca alho, Nuno Viei a de (2006), Cul u a U bana e Globalização. Documen o em o ma o PDF e i ado do sí io www.bocc.ubi.p . Cas ells, Manuel (1997), O Pode da Iden idade. Lisboa: Fundação Clous e Gulbenkian. ISBN 972-31-1008-3. Cas ells, Manuel (1998), O Fim do Milénio. Lisboa: Fundação Clous e Gulbenkian. ISBN 972-31-1055-5. Cóias e Sil a, Víc o (2002), “Cus os e P o ei os da Au en icidade”, in Ciclo de Deba es 1999 – Pa imónio e Tu ismo. Lisboa: Ins i u o de Apoio e Financiamen o ao Tu ismo, 55-78. ISBN 972-95339-3-8. Co ne , John e Ha ey, Syl ia (1991), “Media ing adi ion and mode ni y: he he i age/en e p ise couple ” in John Co ne e Syl ia Ha ey (o gs.), En e p ise and He i age. London: Rou ledge, 45 – 75. ISBN: 0-415-04702-1. Deacon, Da id; Picke ing, Michael; Golding, Pe e e Mu dock, G aham (1999), “Coun ing Con en s” in Resea ching Communica ions: A P ac ical Guide o Me hodos in Media and Cul u al Analysis. London/New Yo k: A nold/Ox o d Uni e si y P ess, Enguin Books. ISBN: 978 014 1035 826. Fe nandes, An ónio Teixei a (2002), “Pode Local e Tu ismo Socia”. Re is a do Ins i u o de Sociologia da Faculdade de Le as, Vol. XII, 9-26. Po o: Uni e sidade do Po o. Público (2006), “Se Que em Recupe a um Edi ício na Baixa do Po o, Publici em no Blogue”, 1 de Ou ub o (a igo em ichei o PDF). G een ield-Gila , Yehuda (2008), “Th ough Fo m and Con en ” in Yehuda E. Kalay, Thomas K an e Janice A leck (o gs.), New He i age, New Media and Cul u e He i age. London: Rou ledge, 53-66. ISBN: 978.0.415.77356.0. 76 Guillaume, Ma c (2003), A Polí ica do Pa imónio. Po o: Campo de Le as. ISBN: 972-610-704-0. Guima ães, Ma ga ida; Loza, Rui Ramos e Mou a, An ónio (2010), Managemen Plan His o ic Cen e o Po o Wo ld He i age. Po o: Câma a Municipal do Po o e Po o Vi o, SRU. ISBN: 978-989-96862. Cama e o Izquie do, Ca men e Ga ido Samaniego, Ma ía José (2008), Ma ke ing del Pa imonio cul u al. Mad id: Ediciones Pi ámide. ISBN: 978-84-368-1863-5. Jankowski, Nicholas W. e Jensen, Klaus B uhn (1991), A Handbook o Quali a i e Me hodologies o Mass Communica ion Resea ch. London: Rou ledge. ISBN 0-415- 05405-2. Jo ge, Vi golino Fe ei a (2000), “Pa imónio e Iden idade Nacional”. É o a: Uni e sidade de É o a ( ichei o em PDF). Kalay Yehuda E.; K an, Thomas e A leck, Janice (o gs.), (2008), New He i age, New Media and Cul u e He i age. London: Rou ledge. ISBN: 978.0.415.77356.0. Ki shenbla -Gimble , B. (1998), “Des ina ion Cul u e: Tou ism Museums and He i age”. Be keley: Uni e si y o Cali o nia P ess. Ko le , Philip; Haide e Rein (1995), “O Ma ke ing das Cidades”. Público, 6 de No emb o. Ko le , Philip (2003), Ma ke ing de A a Z. Rio de Janei o: Else ie Edi o a, Lda. ISBN: 85035201165 9. Ko le , Philip (2011), Ma ke ing 3.0. Lisboa: Ac ual Edi o a. ISBN: 978-989-694-004- 1. Ko ach, Bill e Rosens iel, Tom (2004), Os elemen os do Jo nalismo. Po o: Po o Edi o a. 77 Licínio (1997), Economia e polí ica do Tu ismo. Lisboa: McG aw-Hill. ISBN 972- 8298-52-8. Lowen hal, Da id (1998), The He i age C usade and he spoils o his o y. Camb idge: P ess Syndica e o he Uni e si y o Camb idge. Loza, Rui Ramos e Mou a, An ónio (1993), “P ocesso da Candida u a da Cidade de Po o à classi icação pela UNESCO como Pa imónio Cul u al da Humanidade”. Po o: Câma a Municipal do Po o. Ma ín, Ma celo (2001), “Sob e el necesa io ínculo en e el pa imonio y la sociedad Re lexiones c í icas sob e la In e p e ación del Pa imonio”. Pa imónio Es udos- IGESPAR, 1, 25-37. Nwo ah, Uche (2006), “Reb anding Nige ia: C i ical Pe spec i es on he Hea o A ica Image P ojec ”. Documen o em ichei o PDF e i ado do sí io www.b andchannel.com. Palladino, Anna Vic o ia (2010), “Cons uc ing he i age in he global age: he con e gence o pa imony and media in cul u al ou ism”. Geo ge own Uni e si y. UMI Numbe : 1475332. Ralha, Paulo Alexand e (2006), “Análise do Valo Tu ís ico-Pa imonial do Minho”, Tese de Mes ado em Pa imónio e Tu ismo. B aga: Uni e sidade do Minho. Rapagão, João Paulo (1999), “Recupe a e P oduzi Pa imónio pa a o Tu ismo – In e i en e a Ve dade, a Qualidade e a Viabilidade”. Ciclo de Deba es 1999 – Desen ol imen o e Tu ismo, 28 – 34. Lisboa: Ins i u o de Apoio e Financiamen o ao Tu ismo. ISBN 972-95339-3-8. Reason, Ma hew e Ga cía, Bea íz (2007), “App oaches o he newspape a chi e: con en analysis and p ess co e age o Glasgow’s Yea o Cul u e”. Uni e si y o Glasgow, Reino Unido. 78 Riegl, Aloïs (2008), El Cul o Mode no a los Monumen os (3ª edición). Mad id: A. Machado Lib os, S.A.. ISBN: 978-84-7774-001-8. Se a, An oni (2007), Ma ke ing Tu ís ico. Mad id: Ediciones Pi ámide. ISBN 978 84 368 1653 2. S e , Ma k J. e Sei e , Susan C. (2000), “Re-p esen ing he Ci y: A s, Cul u e, and Di e si y in Philadelphia” in The Poli ics o Cul u e. New Yo k: The Cen e o A s and Cul u e, 286 – 300. ISBN: 1 56584 572 2. Th osby, Da id (2001), Economics and Cul u e. Camb idge: P ess Syndica e o he Uni e si y o Camb idge. ISBN: 0521 58639 9. Villie s, Dawid J. de (1999), “The Role o Tou ism in He i age and Communi y De elopmen ”, in Wiendu Nu yan i (o g.), He i age, Tou ism and Local Communi ies. Indonésia: Gadjah Mada Uni e si y P ess, 13 – 18. ISBN 979 420 453 6. Vi aldi, Ma ín (1982), “Géne os Pe iodís icos”, in Albe os, José Luis Ma inez (o g), Cu so Gene al de Redacción Pe iodis ica. Ba celona: Edi o ial Mi e. Wallach, Glenn (2000), “Cul u e and Policy om he Local o he Global” in The Poli ics o Cul u e. New Yo k: The Cen e o A s and Cul u e, 253 – 25. ISBN: 156584 572 2. Wol , Mau o (1999), Teo ias da Comunicação. Lisboa: Edi o ial P esença. ISBN 972- 23-1440-8. 79 Fon es Documen ais Gabine e de Moni o ização do Plano de Ges ão do Cen o His ó ico do Po o Pa imónio Mundial (2011). “1º Rela ó io de Moni o ização”. Documen o em ichei o PDF e i ado do sí io www.igespa .p . INAC – Ins i u o Nacional de A iação Ci il, I.P. (2010). “E olução do T anspo e Aé eo no Ae opo o F ancisco Sá Ca nei o 1990-2009”. ISBN: 978-989-95680-9-9. IPDT - Ins i u o de Planeamen o e Desen ol imen o do Tu ismo (2008). “Po o e No e de Po ugal - Es a égia de Ma ke ing Tu ís ico 2008”. Documen o em PDF. Tu ismo de Po ugal, I.P. (2006). “Ci y-b eaks – 10 P odu os es a égicos pa a o desen ol imen o do u ismo em Po ugal”. Documen o em PDF. UNESCO (1972). “Con en ion Conce ning he P o ec ion o he Wo ld Cul u al and Na u al He i age”. Pa is: Uni ed Na ions Educa ional, Scien i ic and Cul u al O ganisa ion. Documen o em ichei o PDF e i ado do sí io h p://whc.unesco.o g, 18/04/2011. UNESCO (1976). “Recomendação de Nai obi”. Documen o em ichei o PDF e i ado do sí io h p://emba ec .com, 1/06/2011. UNESCO (2003). “Con enção pa a a Sal agua da do Pa imónio Cul u al Ima e ial”. Pa is: Uni ed Na ions Educa ional, Scien i ic and Cul u al O ganisa ion. Documen o e i ado do sí io www.unesco.p , 31/05/2001. 86 Anexo 3 Tabela Comple a com o C uzamen o de dados en e as a iá eis A o es 1 e Capi ais. Capi ais A o es 1 Au a quia P i ados En idades Municipais Publico/ P i ado Po o 2001 Não se aplica 102 2 10 0 4 UE 2 0 1 0 1 Es ado Cen al 4 0 2 0 4 Au a quia 31 0 11 0 1 P i ado 3 22 0 0 0 UE + Es ado 1 0 0 0 2 UE + Au a quia 8 0 1 0 0 UE + P i ado 1 0 0 0 0 Es ado + Au a quia 10 0 2 0 1 Es ado + P i ado 3 0 0 0 0 Au a quia + P i ado 10 3 3 0 1 Ig eja 0 0 0 0 0 Não mencionado 34 0 7 4 2 To al 209 27 37 4 16