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Abordagem do texto narrativo e poético em língua materna e língua estrangeira. Recurso ao jogo dramático em atividades de pré- e pós-leitura

Inês Maria Oliveira dos Santos

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FACULDADE DE LETRAS UNIVERSIDA DE D O P ORTO INÊS MARIA OLIVEIRA DOS SANTOS 2.ºCiclo de Es udos em Ensino do Po uguês e do F ancês no 3.º Ciclo de Ensino Básico e Ensino Secundá io Abo dagem do ex o na a i o e poé ico em Língua Ma e na e Língua Es angei a Recu so ao jogo d amá ico em a i idades de p é- e pós-lei u a 2014 O ien ado : P o esso Dou o José Domingues de Almeida Classi icação: Ciclo de es udos: Disse ação/ ela ó io/P oje o/IPP: Ve são de ini i a I AGRADECIMENTOS Em p imei o luga , um especial ag adecimen o ao P o esso Dou o José Domingues de Almeida pelo seu p o issionalismo, pela sua disponiblidade e amizade. Em segundo luga , às minhas o ien ado as de es ágio, Cidália Ab eu e Elisabe h de Almeida, colegas e amigas, que mos a am semp e uma disponibilidade eno me, apesa dos seus a aze es p o issionais e pessoais! Ficam pa a semp e no meu co ação! A odos que, de o ma di e a ou indi e a, semp e es i e am comigo du an e es e longo pe cu so, e que nunca me deixa am desis i … E e minado es e p oje o, ou os apa ece ão? Se… Um momen o de silêncio e mais um ou o um uído, um g i o, um so iso… Se á que me ou es? Ou i ás a minha oz? Ten o ala baixinho sussu a no eu ou ido, acalma - e… Se á que sen es ambém quando aca icio com as minhas mãos o eu ab igo? Se á que gos as? Se ão os eus pon apés a ua espos a? Falo pa a i na ânsia de ou i um g i o… um g i o de aleg ia… de amo … Ansiosamen e espe o pela ua chegada pa a e pode ab aça … ama … e e p o ege … Se á que consegui ei? Se á que me ama ás?... A é b e e!... Inês San os II Siglá io AEFE- Agence pou l’enseignemen du ançais à l’é ange . CNEB- Cu ículo Nacional do Ensino Básico. FLE- F ancês língua es angei a. I-A- In es igação-ação. LE- Língua es angei a. LM- Língua ma e na. MAV- me odologia audio isual. QECRL- Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas. III Resumo:Numa sociedade em que a educação ganha cada ez mais impo ância é undamen al que o docen e encon e es a égias e icazes pa a que consiga en ol e o ap enden e em odo es e complexo p ocesso que é o ensino-ap endizagem. Assim sendo, es e ela ó io p e ende desmons a que o jogo d amá ico é uma e amen a pedagógica indispensá el na ap endizagem da LM e de uma LE, uma ez quea ludicidade que es á implíci a nes a a i idade é on e de mo i ação pa a o aluno, ajudando-o, des a o ma na cons ução do seu p óp io sabe . Como al, u ge escla ece a impo ância des a e amen a pedagógica an o pa a a comp eensão de ex os poé icos como pa a os ex os na a i os em ac i idades de p é- lei u a ou pós-lei u a e pe cebe a azão pela qual nem semp e o docen e implemen a es e géne o de a i idades na sua p á ica le i a. Pala as-Cha e: jogo d amá ico, docen e, ap enden e, ap endizagem, p á ica le i a. IV Résumé:Dans une socié é où l’éduca ion a de plus en plus d’impo ance, il es essen ial que l’enseignan ou e des s a égies e icacespou que l’élè e pa icipe à son app en issage. Ce appo en end démon e que le jeu d ama ique es un ou il pédagogique indispensable pou l’app en issage de la langue ma e nelle e d’une langue é angè e, puisque le ludique impliqué dans ce e ac i i é mo i e l’élè e, en l’aidan à cons ui e son sa oi . Il es donc u gen d’éclai ci l’impo ance de ce ou il dans la comp éhension de ex es poé iques ou de ex es na a i s, dans des ac i i és de p é-lec u e ou pos-lec u e, e comp end e la aison pou laquelle l’enseignan n’emploie pas oujou s ce gen e d’ac i i és dans sa p a ique quo idienne. Mo s-clés : jeu d ama ique, enseignan , élè e, app en issage, p a ique quo idienne. V Abs ac :In a socie y whe e educa ion is becoming mo e and mo e impo an i ’s undamen al ha he eache inds e ec i e s a egies in o de o include he lea ne in he whole eaching-lea ning complex p ocess. Thus, his epo wan s o show ha he d ama ic game is an impe a i e eaching ool when lea ning he mo he ongue and a o eign language, since he play ulness ha is implied in his ac i i y is he sou ce o mo i a ion o he s uden , helping him, his way, in he cons uc ion o his own knowledge. So, i ’s eally necessa y o cla i y he impo ance o his eaching ool no only o he comp ehension o he poe ic ex s, bu also o he na a i e ex s in p e- eading and pos - eading ac i i es and o unde s and he eason why some imes he eache implemen s his ype o ac i i ies in his eaching p ac ice. Keywo ds: d ama ic game, eache , lea ne , lea ning, eaching p ac ice. VI ÍNDICE Ag adecimen os………………………………………………………………………….i Siglá io………………………………………………………………………………….ii Resumo…………………………………………………………………………………iii Résumé………………………………………………………………………………….i Abs ac …………………………………………………………………………………. In odução…………………………………………………………………………..8 PRIMEIRA PARTE I– Enquad amen o eó ico………………………………………………………..12 Capí ulo 1: O jogo d amá ico como a i idade de p é-lei u a e pós-lei u a: es ado de conhecimen o ……………………………………………………………....12 Capí ulo 2: Usos didá icos que são ei os desse ecu so ………………………..23 Capí ulo 3: O jogo d amá ico nos p og amas de Po uguês e F ancês ……….33 Capí ulo 4: O jogo d amá ico e o ensino de uma língua es angei a ………….44 SEGUNDA PARTE II- Con ex o de in es igação……………………………………………………...59 Capí ulo 1: O jogo e a p á ica le i a …………………………………………….59 1.1-Con ex ualização da escola de es ágio………………………………..59 1.2-Ca ac e ização das u mas de es udo………………………………....61 1.3-Me odologia u ilizada na p á ica le i a……………………………....63 VII Capí ulo 2: A i idades ealizadas ……………………………………………….68 2.1-Unidades didá icas ……………………………………………………68 2.1.1-Em Po uguês…………………………………………………......68 2.1.2-Em F ancês……………………………………………….............72 2.2-Re lexão au oc í ica……………………………………………….......74 Conclusão………………………………………………………………………….78 Re e ências Bibliog á icas…………………………………………………......... 80 Re e ências Ele ónicas…………………………………………………………..84 Índice de anexos …………………………………………………………………. 87 8 In odução Tendo como enquad amen o o Mes ado em Ensino do Po uguês no 3.º Ciclo do Ensino Básico e Ensino Secundá io e de Língua Es angei a nos Ensinos Básico e Secundá io, oi elabo ado o p esen e ela ó io como complemen o da p á ica le i a que cons i ui o es ágio p o issional, ealizado no ano le i o 2012/2013 na Escola F ancesa do Po o, a ual Liceu F ancês In e nacional do Po o. Es e mes ado su giu numa al u a de ansição p o issional. Al u a essa em que comecei a da aulas no 3.º ciclo, sem que, pa a isso, i esse alguma o mação académica. Po isso, es e mes ado oi de ex ema impo ância pa a mim, enquan o alo ização pessoal, mas ambém enquan o p o issional, pois deu-me a opo unidade de me p epa a e de me p o issionaliza nes e ciclo. Sendo eu p o esso a de po uguês LM há quinze anos nes a escola, e endo lecionado du an e mui os anos na p imá ia, passando depois pa a o 2.º ciclo, e u ilizando o jogo d amá ico como e amen a indispensá el na minha a i idade le i a, e endo sido coo denado a de po uguês no ensino p imá io, con ac ando odos os dias com a p á ica le i a das colegas do p é-escola , p imá ia e do 2.º ciclo, conside ei pe inen e, à guisa de ques ão p oblema izan e do es ágio, sis ema iza e eo iza sob e a impo ância da u ilização do jogo d amá ico o a como a i idade de p é-lei u a o a como a i idade de pós-lei u a na comp eensão de ex os poé icos ou na a i os, uma ez que se a icula desde semp e com o exe cício da minha p o issão. Assim sendo, es a in es igação-ação e e como pon o de pa ida es e p oblema de e ado du an e a minha p á ica p o issional. O jogo d amá ico oi semp e a minha p imei a opção, o nando-se, assim, em obje o de es udo, de análise e aplicação du an e a p á ica pedagógica, uma ez que p ecisa a de pe cebe a sua impo ância e a azão pela qual os docen es não u iliza am, de o ma sis emá ica, es a e amen a pedagógica. Foi u ilizado nos dois ní eis, em di e en es momen os do ano le i o, das unidades e das aulas, com inalidades especí icas, endo como p incipal obje i o con ibui pa a a melho comp eensão das di e en es ipologias ex uais. Pa a al, baseio-me essencialmen e no en oque eó ico de de e minados au o es, uma ez que “o jogo po encializa e p omo e a explo ação do conhecimen o, po con a 15 Em elação ao jogo d amá ico, uma das ca ac e ís icas des e ipo de jogo é pe mi i que a c iança se exp ima. E al acon ece, pa a os au o es, Gé a d Fau e e Se ge Lasca “ […] com o co po e com a pala a, com a sua imidez e a sua sensibilidade […]” ( Fau e e alii, 1982: 10). Os mesmos au o es e o çam a ideia de que o jogo d amá ico é ex emamen e impo an e, que de e se usado na sala de aula como se de um jogo no mal se a asse, de endo se a causa e a consequência de ou os momen os e conduzi à ap endizagem de algo, à conc e ização de um obje i o especí ico. Po exemplo, os jogos d amá icos podem se aplicados na p é-escola, pa a abalha a psicomo icidade, a é aos cu sos supe io es. As a i idades p opos as pelos docen es de em se mo i ado as e conduzi os ap enden es à ealização de uma a i idade de p aze , pois, como se e e iu an e io men e, e como nos dizem os au o es “o jogo acaba quando cessa o p aze ” (idem: 11). O a, Vaye e Rocin e e em-se à mo i ação como sendo uma noção complexa, uma ez que es a […] Não é um dado acional […], pois os mo i os que conduzem a implica -se na acção são o p odu o de um conjun o de ac o es que de e minam sen imen os elacionados com a si uação p esen e. São en ão esses sen imen os, essencialmen e os de es a elacionado com a ac i idade, de es a em segu ança e i e a sua au onomia que p o ocam o en ol imen o pessoal (Vaye e Rocin, 1988: 132) e pa a que a c iança se sin a in e essada é p eciso que a ac i idade p opos a co esponda ao mesmo empo aos seus in e esses e às suas possibilidades, o que implica em que enha um signi icado. Esse sen ido de es a in e essado se á aumen ado se a pessoa pa icipa da de inição do p ojec o, sob e udo se i e à sua ol a modelos de acção ou de compo amen o, os que lhe são azidos pela es u u a elacional (idem: 134). Pa a Jean Cha eau o jogo su ge como uma o ma de o adul o e da c iança escapa em da ealidade e assim c iamos “mundos de u opia” e “ ealizamo-nos plenamen e […] ” (Cha eau, 1961: 5). Tan o pa a Cha eau, como pa a os au o es já an e io men e e e idos, o jogo é algo na u al na c iança, ep esen a a p óp ia sociedade, em um ca ác e sé io e igo oso e é a a és dele que a c iança se desen ol e plenamen e, p epa ando-a pa a a ida eal. 16 Em A c iança e o jogo, o au o ques iona-se sob e a azão pela qual a c iança joga, dando-nos algumas ideias pa a undamen a a sua espos a. Segundo es e au o : “ a c iança p ocu a no jogo uma p o a que lhe pe mi a a i ma o seu Eu”, (idem: 29) o nando-se mais o e e c iando a sua p óp ia pe sonalidade. Insis e-se, pois, a ideia da impo ância do jogo na ida de uma c iança e do p óp io adul o, pa a a cons ução da sua p óp ia pe sonalidade e pa a o desen ol imen o pleno e e icaz de oda a sociedade. Escla ecidos es es concei os, de emos deb uça mo-nos sob e ou os ão ele an es quan o es e: os concei os de lei u a; p é-lei u a e pós-lei u a. Não cabe, no âmbi o des e es udo, desen ol e es es concei os, an es p opo algumas pis as. Assim sendo, pa a Inês Sim-Sim “A essência da lei u a é a cons ução do signi icado de um ex o esc i o e ap ende a comp eende ex os é o g ande obje i o do ensino da lei u a” (Sim-Sim, 2007: 5) sendo necessá io, pa a o e ei o, que os p o esso es sejam capazes de muni os alunos com as e amen as necessá ias pa a que es es se o nem lei o es de sucesso. Nes a a e a, nem semp e ácil, mas ão impo an e, o docen e de e eco e às ês e apas undamen ais do a o de le , pois, segundo Fische , “a o ma mais e icaz de implica os ap enden es na a e a colec i a de comp eensão do ex o e ex acção de in o mação pe inen e é a a és da me odologia ipa ida, que de e se dis ibuída po ês momen os designados: a p é-lei u a (an es da ac i idade da lei u a); a lei u a p op iamen e di a (du an e a lei u a); a pós-lei u a (depois da lei u a) ” (Fische apud An unes, 2009: 17). Na p é-lei u a, o docen e de e p i ilegia os conhecimen os que o aluno já adqui iu.Nes a e apa, pode-se pa i de í ulos, de imagens, de uma música ou mesmo de um jogo, que pode á se um jogo d amá ico, pa a an ecipa o con eúdo de um ex o. A lei u a consis e na cons ução do sen ido do ex o. Assim, […] o lei o de e concen a -se na cons ução dos sen idos do ex o, ape cebendo-se da mensagem ansmi ida pelo ex o, econhecendo as pala as e as ases, eco endo à sin axe pa a liga o signi icado […]. O lei o é li e de il a a in o mação do ex o, seleccionando aquilo que lhe pa ece mais impo an e e de u ilidade u u a. No ex o pode ol a a le aquilo que não comp eendeu e, ambém, sal a linhas que conside e desnecessá ias pa a o seu objec i o de lei u a (idem: 18). 17 A pós-lei u a engloba a i idades pa a sis ema iza os conhecimen os adqui idos e o lei o “ […] e i ica se a ingiu os seus objec i os da lei u a e se comp eendeu o que leu, e lec indo sob e o con eúdo lido, ou seja, a impo ância do que oi lido, o signi icado da mensagem, a aplicação p á ica pa a soluciona p oblemas e e i ica di e en es pe spec i as sob e o ema” (ibidem). Também nes a ase, o jogo d amá ico a igu a-se como um complemen o pa a as a i idades já ealizadas pelos ap enden es, já que “ […] o lei o es á p epa ado pa a c ia e/ou p oduzi um ex o o al (simulação ou diálogo) ou esc i o (… edigi um inal di e en e…), no qual aplica os conhecimen os, an e io men e adqui idos, numa si uação no a” (ibidem). Nes a al u a, impo a aze mos algumas conside ações, u ilizando á ios au o es que es uda am e in es iga am es a emá ica. Hélène Beauchamp esume as cinco pa es que compõem o li o Le jeu d ama ique en milieu scolai e de Jean-Pie e Ryngae , ques ionando, po ezes, a opinião do au o e apon ando algumas pis as pa a uma possí el e lexão 3 . A impo ância do jogo d amá ico no meio escola ica e iden e a a és da lei u a do a igo. Não ica cla o pelo que já oi adian ado o concei o de jogo d amá ico, pois nem semp e é ácil de o de ini , de ido à linha ão énue que o sepa a do concei o de ea o: “O jogo d amá ico, não é ea o. Es e, no malmen e, pa e de um ex o - ep esen ação em po ência- que aduz uma acção d amá ica e olu i a, a a és de si uações i idas pelas pe sonagens” (Leenha d apud Almeida, 2012: 14). Também no ea o “exis e um elo de ligação en e a o es e audiência” (idem: 17) e no jogo d amá ico “exis e a p esença de in e acções a i as e expe iências en e os in e enien es, não ha endo a p eocupação em ealiza um espec áculo” (ibidem). Pa a Ryngae “Le jeu d ama ique n’es ni du héâ e p o essionnel aboug i, ni pou an ou à ai au e chose que du héâ e” (Ryngae , 1977: 47) e ac escen a que es e não exige “ac eu s i uoses ompus à ou es les echniques d’exp ession”(idem: 32). Es a a i idade cole i a é, segundo es e au o , uma análise da ealidade que nos en ol e, não es ando subo dinada a um ex o baseando-se an es na imp o isação. Es a “consis e em acções espon âneas, sem qualque ex o ou guião esc i o, sem qualque p epa ação ou ensaio, espondendo a uma eacção mínima […] do p o esso . T a a-se de uma ac uação indi idual, mas odos ao mesmo empo pa a a li e explo ação de emas” 3 -h p://id.e udi .o g/ide udi /28819ac 18 (Sousa apud Almeida, 2012: 18) e de ex ema impo ância pa a a c iança, uma ez que es a, a a és da imp o isação, “é de en o a de o al libe dade pa a exp essa oda a di agação que a sua imaginação é capaz de alcança . Podê-lo-á aze , da o ma que quise e deseja , não se limi ando a ep esen a , mas sim a enca na , a i encia da o ma mais p o unda que consegui a ingi ” (idem: 19). Impo a ainda e e i que o jogo de exp essão d amá ica, pa a além de o e ece uma opo unidade de socialização mui o impo an e, uma ez que o aluno de e abalha com o ou o, ajuda a c iança a domina o co po, a adqui i o domínio da comunicação com os ou os e pe mi e que, de o ma lúdica, comp eenda a ealidade que a odeia. Também José Manuel Cou o disco e sob e a di e ença en e exp essão d amá ica e jogo d amá ico: […] exp essão d amá ica en ende-se odas aquelas ac i idades de na u eza ea al, is o é, em que a c iança se exp ime ou exp ime o con eúdo de um ex o, de idamen e p epa ado […]. Po conseguin e, ao con á io do jogo d amá ico, a exp essão d amá ica não i e an o do imp o iso e da espon aneidade, mas eque p epa ação, in encionalidade (Cou o, 2008: 208s). Mui o embo a a exp essão d amá ica enha es a de inição, segundo es e mesmo au o , ela “ […] si ua-se ambém no plano da ec eação e da ludicidade, na medida em que as ac i idades desen ol idas se des inam, ge almen e, ao p óp io g upo, no seio do qual acon ecem, enquan o opo unidade de in e acção e de ap endizagem. Se se des ina em, objec i amen e, a ou o ipo de público, a a-se não de exp essão d amá ica, mas de exp essão ea al” (ibidem). Nes e momen o, impõe-se pe gun a : Se o jogo d amá ico é impo an e pa a o desen ol imen o do ap enden e, po que azão ainda há mui os docen es que não o u ilizam na sua disciplina? A es a ques ão, Fau e, Lasca e Ryngae ap esen am a mesma espos a: a o mação, mais conc e amen e, a al a de o mação. Ryngae em Le jeu d ama ique en milieu scolai e e e e-nos a impo ância do papel do p o esso pa a que o aluno enha acesso ao jogo d amá ico na escola e da impo ância do p o esso e o mação pa a que se possa mo e acilmen e nesse mundo que ele conside a complicado: “C’es pou quoi il au lu e pou que la o ma ion de l’enseignan lui pe me e de se épe e dans le monde compliqué de la c éa ion héâ ale 19 […] ” (idem: 21),“Sou en mal in o mé, pas oujou s o mé […] ” (idem: 25). Des a o ma, mui as ezes, “l’u ilisa ion de jeux ou suppo s ludiques dépend essen iellemen de l’in é ê de l’enseignan e de son en ie de se si ue dans un au e appo a ec ses élè es” (Ruiz, s/d: 2). A opinião de Fau e e Lasca ai ao encon o da de Ryngae , uma ez que es es au o es e e em a al a de p epa ação que mui as ezes o p o esso sen e pa a abalha o jogo d amá ico, ecusando esse abalho. Es es au o es ac escen am a ideia de que o p o esso de e se “o einado e á bi o” (Fau e e Lasca ,1882: 10) e ajuda o aluno em odo o p ocesso de p epa ação do abalho. Ajuda na dis ibuição dos papéis, nas di iculdades que o g upo possa ap esen a , o ien a ao ní el do empo e do espaço, ou seja, o docen e “ […] accompagne plu ô les élè es dans leu s décou e es. D’enseignan , on de ien anima eu , meneu de jeu […]” (Ruiz, s/d: 4) e i ando, assim, “[…] une op g ande dis ance en e ous e le g oupe d’élè es” (idem: 5).Pa a que is o seja possí el, “[…] il doi cons ui e peu à peu un e ain. E aussi, il doi s’y p épa e lui-même au p éalable. Pou cela, il lui au non seulemen des connaissances echniques […]. Il au posséde aussi une mé hode […]” (López, s/d : 19).No inal de cada sessão de e con e sa com os alunos pa a que açam a sua au o aliação, uma ez que “[…] les é lexions géné ales su la signi ica ion du jeu e du jeu héâ ale, son necessai es” (ibidem). Cou o u iliza as pala as de Ramos pa a indica a impo ância do p o esso . Assim, […] o p o esso em a esponsabilidade não apenas de da espaço à li e exp essão da indi idualidade e do se de cada aluno, mas, igualmen e, de p omo e uma educação in eg al e in eg ado a que conduza ao despe a e à implicação das mais di e sas ealidades que in eg am a ida : co po, emoções, indi idualidade, expe iência, ca ác e , espí i o, jus iça social, comunidade, democ acia, isão in eg ada, complexidade, aldeia global […] (Ramos apud Cou o, 2008 : 205s). Mas pa a que is o seja possí el, a escola não pode se en endida como uma p epa ação pa a a ida “ […] mas a p óp ia ida, eal e conc e a” (idem : 206) em que “[…] a sala de aula de e se con ida i a, apela i a, adequada, ap azí el, a o ecendo um clima cons an e de aleg ia, co , mo imen o, p aze , elicidade, coope ação, in eg ação, mas ambém de ansg essão, a en u a e o iginalidade” (ibidem). 20 Também Fuegel e Mon olin, ci ado po Cou o, co obo a a ideia de que a unção do p o esso é a de animado “ […] pelo que se lhe exige, em odos os momen os e ci cuns âncias, comp eensão, ole ância, comunicação, exp essi idade, desinibição co po al, imaginação, espon aneidade, o ganização, a ec o, sen ido de humo , en usiasmo, capacidade de p o oca e de es imula os seus alunos” (Fuegel e Mon olin apud Cou o, 2008 : 210). No en an o, segundo es es mesmos au o es, “ […] não cabe ao p o esso de língua o ma ac o es, mas po encia o c escimen o indi idual e g upal, median e a explo ação de exe cícios in e essan es, sem e ec ua qualque ipo de juízo alo a i o” (idem: 209). Sob e es a ques ão, o mesmo au o deixa a ideia u gen e de se in es i na o mação, pois é impo an e “ […] não apenas ga an i uma o mação p o issional docen e, inicial e con ínua, sólida, ab angen e, mul i ace ada, em odas as á eas e domínios, como p opo acções de o mação de p o esso es, no sen ido de e lec i sob e as po encialidades das exp essões a ís icas, nomeadamen e da d amá ica […] ” (idem: 215). Pa a comp eende mos es a emá ica impo a comp eende ambém o concei o de ap endizagem, uma ez que es e es a á pa en e ao longo de odo o abalho. Assim, segundo José Ta a es e Isabel Ala cão “Po ap endizagem en enda-se uma cons ução pessoal, esul an e de um p ocesso expe iencial, in e io à pessoa e que se aduz numa modi icação de compo amen o ela i amen e es á el ” (Ta a es e Ala cão, 1992: 86) e só se em a pe ceção de que a c iança/indi íduo ap ende “ […] a a és das mani es ações ex e io es […], mas es as só se e elam se no in e io do sujei o i e ha ido um p ocesso de ans o mação e mudança” (ibidem). São á ias as eo ias de ap endizagem, uma ez que “ nem odas as pessoas êm o mesmo concei o de ap endizagem. Alguns acen uam o aspec o ex e no da modi icação do compo amen o, ou os des acam o aspec o da cons ução pessoal, expe iencial ; uns p eocupam-se mais com o p ocesso de ap endizagem e ou os com o esul ado desse mesmo p ocesso” (idem : 91). En e elas, encon amos as eo ias beha io is as e as cogni i as. Pa a as p imei as, a ap endizagem baseia-se no seguin e: pa a cada es ímulo, há uma espos a. Assim, “pa a os beha io is as o homem é, undamen almen e, um o ganismo que esponde a es ímulos ex e io es de um modo mais ou menos au omá ico e o ui o” (idem: 96). Es a eo ia “baseia-se no compo amen o ex e io do aluno […] ” 21 (ibidem) e es e é conside ado “passi o e moldá el” (idem : 97). Já nas segundas, encon amos como seguido es des as eo ias nomes como Piage , B une e Ausubel. Pa a es es au o es, “a ap endizagem não se baseia em associações de ipo es ímulo- espos a, mas consis e numa mudança na es u u a cogni i a do sujei o (…) ” (idem: 100).“ […] Temos, po um lado, as expe iências an e io es e, po ou o, os ins que o sujei o p e ende a ingi ” (idem: 101). Pa a Jean Piage , eó ico cognicis a, a ap endizagem “é um p ocesso no mal, ha mónico e p og essi o, de explo ação, descobe a e eo ganização men al, em busca da equilib ação da pe sonalidade” (idem : 102) Es a es á cen ada na c iança e pa a al o educado em uma unção impo an e, pois aquilo que se ap ende de e se ap esen ado “ endo em con a o pon o de is a da c iança que se ensina e não a manei a como nós, adul os, comp eendemos o conhecimen o (ibidem). Também pa a es e psicólogo, a escola é impo an e, uma ez que de e “in eg a e en iquece o desen ol imen o no mal da c iança e, nessa medida, o cu ículo de e acompanha o i mo no mal do seu desen ol imen o” (idem: 102). Já Je ome B une eme e-nos pa a a ideia de que pa a que haja ap endizagem de e-se pa i dos p oblemas que se le an am, das hipó eses que se elabo am e da e i icação dos dados. É aquilo a que se chama o ensino pela descobe a. Assim,“ a ap endizagem é um p ocesso ac i o do sujei o que ap ende, o ganiza e gua da a in o mação ecebida” (idem: 103). O p o esso de e se capaz de “lança pe gun as que despe em a cu iosidade, man enham o in e esse, p o oquem e desen ol am o pensamen o” (ibidem). Pa a Ausubel, […] é mais ácil ap ende -se se a in o mação o o ganizada e sequenciada de uma o ma lógica, is o é, de al manei a que objec i os que p essupõem conhecimen os an e io es não sejam ensinados sem que esses conhecimen os es ejam ealmen e p esen es e segundo es a égias que acili em a o ganização da ma é ia a ap ende em conjun os signi ica i os e que isem uma melho acili ação e e enção da ap endizagem” (idem : 105). O p o esso con inua com uma unção impo an e, já que “ unciona como o ganizado do p ocesso ensino/ap endizagem, não deixando que o ensino acon eça an o ao sabo e ao i mo dos in e esses dos alunos” (ibidem). 22 Em suma, apesa da exis ência de á ias eo ias de ap endizagem, cabe ao p o esso escolhe a que acha mais adequada ao seu con ex o, endo semp e em con a o ap enden e e o con ex o da ap endizagem. Dian e do expos o, podemos conclui que o jogo d amá ico de e e o seu luga na sala de aula pa a que ealmen e as ap endizagens sejam ealizadas de o ma mais na u al e pa a que o ap enden e enha um papel mais ele an e em odo es e p ocesso que é o ensino-ap endizagem. 23 Capí ulo 2: Usos didá icos desse ecu so An es de en a mos no ema des e capí ulo, i emos ap esen a algumas conside ações sob e a p esença do ea o na escola. Es a eme e-nos pa a o século XX, em que a educação já não se e o Es ado, a pá ia e a eligião, mas “ […] l’en an lui- même qui, une ois adul e, cons ui a une socie é nou elle” (Page, 1997: 7). Es a no a imagem da educação “[…] a é é l’o igine de g ands changemen s dans les p a iques éduca i es e pa icipe d’un boule e semen social e idéologique qui ouche aussi le domaine a is ique” (ibidem). Assim, no início do século XX, “[…] les eche ches […] p i ilégien le dé eloppemen de ou es ses capaci és exp essi es e c éa i es […]” (ibidem). Já depois da 2.ª Gue a Mundial, os homens do ea o, conjun amen e com os agen es da educação “[…] on o i au plus g and nomb e la possibili é de dé eloppe leu s capaci és d’exp ession en décou an pa l’expé ience le domaine des ac i i és d ama iques” (idem: 8), e “[…] les ac i i és d’exp ession à l’école ou en donc un champ de légimi é ca elles pe me en une au e app oche des ques ions de l’app en issage” (ibidem). Em 2000, o minis o da educação ancês Jack Lang, azia da educação a ís ica e cul u al uma p io idade da sua polí ica. Pa a al, “les ex es p écisaien que ce e éduca ion se pou sui ai ou au long de la scola i é obliga oi e, de maniè e qu’aucun élè e ne qui e l’école sans a oi pa icipé à p oje de éalisa ion a is ique.” (idem: 9). Em Po ugal “a his ó ia do ea o e da exp essão d amá ica no sis ema de ensino é uma his ó ia eple a de a anços e ecuos: a anços po pa e daqueles que eem na educação, uma opo unidade de desen ol e plenamen e o indi íduo; ecuos po pa e daqueles que u ilizam a educação como um ins umen o de ansmissão de ideais polí icos e de alo es eligiosos e mo ais” (Sil a, 2010: 39). Assim sendo, se á pe inen e da a conhece , de o ma bas an e sucin a, alguns aspe os e ma cos des a his ó ia desde a 1.ª epública a é aos nossos dias. Ve a Sil a, na sua ese de im de cu so, dá-nos a conhece esse pano ama.Com e ei o, du an e a 1.ª República (1910-1926) apa ece am as p imei as inicia i as pa a in oduzi o ea o na escola. Sil a az e e ência a Adol o Lima, pedagogo que 24 “de ende a acção educado a do ea o e, po isso, começa não só a esc e e peças de ea o di igidas aos alunos do ensino p imá io e a aduzi peças de au o es impo an es, como ambém a esc e e ob as sob e o ensino e a pedagogia […] ” (Fon es apud Sil a, 2010: 40). Du an e o Es ado No o deu-se um e ocesso em á ios campos, nomeadamen e na educação. Es a e a um meio ansmisso de ideais polí icos, eligiosos e mo ais: “O sis ema educa i o po uguês eg essa de no o aos meand os do sis ema da Escola T adicional […] ” (To es, apud Sil a, 2010: 40). Já nas décadas de 50/60 começam a euni -se condições pa a acolhe de o ma co e a a a e na sua elação com a educação: “assis e-se, em p imei o luga , ao nascimen o e c escimen o da Associação In e nacional de Educação pela A e […] e em 1956 à c iação da Associação Po uguesa de Educação pela A e” (ibidem). Com o im do Es ado No o, as polí icas educa i as so em al e ações e os p o esso es começam a ecebe o mação pedagógica e a pa icipa em encon os nacionais e in e nacionais. Sil a az e e ência ainda à Lei de Bases do Sis ema Educa i o, implemen ada em 1986, pa a mos a a impo ância des e documen o que acen ua a ideia de que es as [educação es é ica e a ís ica] desempenham um papel impo an e no desen ol imen o e o mação in eg al da c iança, nomeadamen e no desen ol imen o das suas capacidades a ec i as, lúdicas, exp essi as e cogni i as, con ibuindo como componen es impo an es da o mação pessoal e social do indi íduo (Valen e e Lou enço apud Sil a, 2010: 41). Os obje i os p e is os nes a lei p emeiam a impo ância da a e, sob e udo no ensino p é-escola . À medida que se ansi a do ensino básico pa a o ensino secundá io es a impo ância dec esce. Em 1989, é in oduzido no ensino secundá io a “O icina de Exp essão D amá ica”, que se á ex in a mais a de. “Em 2001, o Dec e o-Lei n.º 6/2001, de 18 de janei o, que ap esen a uma eo ganização do cu ículo do ensino básico, consag a, no plano cu icula do e cei o ciclo do ensino básico, um luga pa a o ea o […] ” (Sil a, 2010: 42) e ela i amen e ao ensino secundá io, “ […] o dec e o-lei n.º7/2001, de 18 de Janei o, que es abelece os 31 Nadia Be houzoz ap esen a as á ias an agens que o jogo d amá ico nos az en e as quais an agens ao ní el cole i o “Il es donc un ou il pédagogique qui agi su le g oupe classe. Il a o ise ainsi l’esp i d’équipe e la pou sui e d’un bu commun.Il pe me l’app en issage de ela ions coopé a i es e a o ise la communica ion des pa icipan s […]” (idem: 14); ao ní el do indi idual e a e i o “Il dé eloppe la pe sonnali é, l’épanouissemen pe sonnel e la maî ise de soi. Il pe me de su mon e des obs acles pe sonnels. Il ouche à l’a ec i e aux émo ions, no ammen pa l’imp o isa ion.” (ibidem); sob e o plano da c ia i idade pe mi indo “ […] de s’é ade du éel pou en e dans un monde imaginai e” (ibidem) e ap esen a an agem ao ní el co po al, uma ez que o jogo d amá ico “ […] demande à l’élè e une ce aine maî ise de son co ps. Il doi le sen i , maî ise ses déplacemen s, sa espi a ion, sa p ononcia ion” (ibidem). O jogo d amá ico, conside ado a i idade lúdica, pode se ainda u ilizado na consolidação da g amá ica na ap endizagem da LE, pois é sabido que es a nem semp e é a e a ácil pa a o p o esso . Assim, os p o esso es de em u iliza á ios ecu sos pa a, po um lado, mo i a os alunos nessa ap endizagem e, po ou o, pa a que os alunos pe cebam o que es á a se ensinado. Nelson B anco Fe nandes eme e pa a C.M.D. Oli ei a pa a jus i ica a ideia an e io “o p o esso in e essado em p omo e mudanças, pode á encon a na p opos a do lúdico uma impo an e me odologia, que con ibui á pa a diminui os al os índices de acasso escola […] ” (Oli ei a, apud Fe nandes 2012: 37) e a A aújo e Sil a pa a de ini a i idade lúdica “ […] Ela é […] uma acção ine en e na c iança, no jo em e no adul o e apa ece semp e como uma o ma ansaccional em di ecção a algum conhecimen o” (A aújo e Sil a apud Fe nandes 2012: 37). Em elação ao caso conc e o do ensino da g amá ica, Fe nandes az e e ência aos jogos de es u u a e ole play (jeux de ôle) e d ama, pois são os que mais se coadunam com es a ap endizagem, “ […] uma ez que os alunos podem […] eina a es u u a g ama ical na comunicação, bem como u iliza a LE em si uações eais” (Fe nandes, 2012: 46). Sob e es a ques ão, Mu cia e Hilles a i mam que “os jogos bem planeados possibili am o ensino da g amá ica com sucesso, se as ac i idades es i e em de aco do 32 com a capacidade, idade e expe iência dos alunos” (Mu cia e Hilles apud Fe nandes, 2012: 47) e o p o esso em um papel impo an e, uma ez que cabe “ […] ao p o esso escolhe […] cuidadosamen e o jogo a u iliza , de modo a que es e á ao encon o do pe il do aluno e que, des a o ma, possa se ú il pa a o seu p ocesso de ap endizagem da g amá ica” (Fe nandes, 2012: 47). Em suma, o jogo d amá ico não pode se conside ado me a a i idade lúdica, uma ez que são á ias as an agens, desde a sua in eg ação, com a anços e e ocessos no sis ema, pa a o ensino-ap endizagem de uma LE e pode e de e se u ilizado pelo p o esso no decu so da sua a i idade pedagógica na qualidade de ecu so au ên ico e álido. 33 Capí ulo 3-O jogo d amá ico nos p og amas de Po uguês e F ancês An es de nos deb uça mos sob e es a emá ica, gos a íamos de escla ece algumas ideias p econcebidas, que se o am al e ando, à medida que ealizá amos a análise dos p og amas. A nossa in uição e a a de que o jogo d amá ico não e a su icien emen e con emplado pelos p og amas, pelo que se ia no mal que, a maio pa e dos docen es, não o incluísse nas suas p á icas le i as. Cump e-nos sublinha que al ideia pa ece-nos e ada. A pa i do momen o em que iniciamos a análise aos á ios documen os u ilizados nes e capí ulo, nomeadamen e a Lei de Bases do Sis ema Educa i o, o Cu ículo Nacional do Ensino Básico, os P og amas de F ancês (I e II) Plano de O ganização do Ensino-Ap endizagem pa a o 3.º ciclo, o Bulle in o iciel e o p og ama de Po uguês do Ensino Básico, pudemos cons a a que o jogo d amá ico é conside ado em odos os documen os mencionados. Na página da Di eção Ge al de Educação, ela i amen e à ap esen ação dos p og amas, icamos a sabe que es es “cons i uem-se como documen os cu icula es de e e ência pa a o desen ol imen o do ensino, ap esen ando, de o ma de alhada, as inalidades de cada disciplina, os objec i os cogni i os a a ingi , os con eúdos a adqui i e as capacidades ge ais a desen ol e ”. 4 Rela i amen e ao Cu ículo e P og amas Ensino Básico espei an es às Línguas Es angei as, na página já ci ada, lê-se o seguin e: O sis ema de ensino po uguês p opo ciona a odos os alunos a ap endizagem de duas línguas es angei as du an e a escola idade ob iga ó ia. A p imei a língua es angei a (LE I) cu icula ob iga ó ia in eg a os planos de es udo desde o 5.º ano de escola idade, e a segunda (LE II) a pa i do 7.º ano de escola idade. Tan o a LE I como a LE II são de equência ob iga ó ia a é ao 9.º ano de escola idade.” 5 Ainda sob e es a ques ão, a mesma página in oca o Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas: Ap endizagem, ensino, a aliação (QECRL), uma ez que es e “é o documen o de enquad amen o eó ico que subjaz às O ien ações P og amá icas pa a o 1.º ciclo e às Compe ências Essenciais-Línguas Es angei as do Cu ículo Nacional do Ensino Básico (CNEB). Os P og amas em igo pa a as LE no ensino 4 -h p://dge.mec.p /me ascu icula es (consul ado a 16 de julho 2014) 5 -idem 34 básico são an e io es ao CNEB, de endo, no en an o, se ambém conside ados como documen os de e e ência pa a o desen ol imen o cu icula , a pa das Compe ências Essenciais.” 6 No seu anexo, no capí ulo II, a igo 8 espei an e à o ganização, a Lei de Bases do Sis ema Educa i o, publicada em 1987, dá-nos con a de algumas pa icula idades em elação aos obje i os especí icos pa a cada ciclo, deixando an e e a impo ância das á ias á eas cu icula es, en e as quais a a ís ica pa a os ês ciclos que compõem o ensino básico: “ […] a o mação humanís ica, a ís ica, ísica e despo i a, cien í ica e ecnológica […] isando habili a os alunos a assimila e in e p e a c í ica e c ia i amen e a in o mação, de modo a possibili a a aquisição de mé odos e ins umen os de abalho […] que pe mi am o p osseguimen o da sua o mação […] ” (Pi es, 1987:116). O Cu ículo Nacional do Ensino Básico é um documen o onde es ão es abelecidas as compe ências, espei an es às á ias á eas cu icula es, nomeadamen e as Línguas Es angei as e a Exp essão d amá ica/Tea o. Es as compe ências de em se desen ol idas ao longo do Ensino Básico e são conside adas essenciais. Po es e mo i o, es e documen o é uma e amen a de abalho indispensá el pa a o p o esso . An es de analisa mos de o ma mais ap o undada o Cu ículo Nacional do Ensino Básico no que diz espei o à emá ica em ques ão, con ém escla ece os concei os de “compe ência”, uma ez que es e assume á ias aceções, e impo a, po isso, escla ece qual o signi icado aqui es ipulado e o concei o de “essenciais”. De aco do com o documen o, o e mo compe ência em uma “noção ampla […] que in eg a conhecimen os, capacidades, a i udes e que pode se en endida como sabe em acção ou em uso” (Minis é io da Educação, 2001: 9). T a a-se de p omo e o desen ol imen o global do ap enden e em di e sas si uações, nomeadamen e as que dizem espei o ao seu dia-a-dia, uma ez que “a compe ência não es á ligada ao eino pa a, num dado momen o, p oduzi espos as ou execu a a e as p e iamen e de e minadas” (ibidem). Des a o ma, a au onomia em elação ao uso do sabe é algo undamen al, pois a compe ência a i a conhecimen os, capacidades e es a égias pa a esol e di e en es si uações, nomeadamen e as p oblemá icas. 6 -idem 35 A ap endizagem de uma língua es angei a de e se is a como uma cons ução de uma compe ência plu ilingue e plu icul u al. Nesse sen ido, é essencial a a iculação dos p og amas das di e en es línguas en e os á ios ciclos do ensino básico, uma ez que a ap endizagem em de se is a “como um p ocesso ao longo da ida” e as compe ências não podem se “en endidas como objec i os acabados e echados em cada e apa […] ” (ibidem). Louis A enilla e alii, no Dicioná io de Pedagogia, de ine compe ência da seguin e o ma:“ […] possui um sabe ou uma habilidade de qualidade econhecida, num domínio de inido; se compe en e em o mesmo sen ido, é aze p o a de sabe e, no limi e, se pe i o no domínio conside ado” (2013: 122). Os mesmos au o es e e em-se nes a ob a ao linguis a Noam Chomski pa a comple a a ideia no que conce ne à compe ência da linguagem. Es a: “ […] assen a em es u u as o madas an ecipadamen e e ina as; a mani es ação des a compe ência é a língua emi ida e, des a o ma o desempenho da linguagem” (idem: 123). Assim sendo: “ […] as compe ências se iam po encialmen e in ini as enquan o os desempenhos es a iam, e ec i amen e, limi ados às suas p oduções” (ibidem). Em elação ao e mo desempenho os au o es e e em que es e: “ […] só acon ece em qualque língua depois de uma ap endizagem, na u al no caso da língua ma e na, ou olun á ia no caso da aquisição das chamadas línguas es angei as” (ibidem). Em elação ao e mo “essenciais”, o documen o ejei a a ideia de o compa a mos a obje i os mínimos. A designação de compe ências essenciais“p ocu a salien a os sabe es que pe mi em aos alunos desen ol e uma comp eensão da na u eza e dos p ocessos dessa disciplina” (idem:10). Pa a que o ap enden e se o ne compe en e em línguas de e “ap op ia -se de um conjun o de conhecimen os […]; se capaz de usa es a égica e e icazmen e os ecu sos linguís icos disponí eis em si uações de comunicação, assim como e lec i sob e o uso e o uncionamen o da língua de modo a desen ol e es a égias me acogni i as que ga an am um p ocesso con ínuo de ap endizagem – o sabe - aze […] ” (idem: 40). Nes e sen ido, é undamen al que se c iem as condições necessá ias pa a que al acon eça. 36 Segundo o documen o e e ido “compe i á a cada p o esso , endo em con a os pe is e minais de inidos pa a cada um dos ciclos, dis ingui os ní eis de desempenho adequados a cada si uação de ap endizagem” (ibidem) e “na a iculação do 2.º com o 3.º ciclo de e ão se assegu adas condições de con inuidade e de coe ência nos p ocessos de ap endizagem […] ” (ibidem). Assim sendo, é impo an e que se c iem condições pa a que, de o ma es imulan e, o ap enden e cons ua a compe ência de o ma con ian e e p og essi a. Pa a al, o ap enden e de e “pa icipa em p ojec os comunica i os que impliquem um uso i o da língua […]; u iliza , nas ac i idades de ecepção, in e acção e p odução de ex os, es a égias que lhe pe mi am sa is aze exigências comunica i as […] ” (ibidem). A ges ão des e p ocesso, ao longo dos á ios ciclos que compõem o ensino básico, de e assen a “ numa p og essão em espi al que pe mi a um con ínuo ala gamen o e ap o undamen o de ap endizagens” (idem: 41). Quando analisamos o quad o das compe ências ge ais do documen o sup a- ci ado, damo-nos con a que o jogo d amá ico pode á se ú il e undamen al na conc e ização de compe ências, independen emen e da língua es angei a que possamos es a a abalha , uma ez que, como docen es, que emos que os alunos usem as línguas es angei as “pa a comunica adequadamen e em si uações do quo idiano e pa a ap op iação de in o mações” como ambém pa a “coope a com ou os em a e as e p ojec os comuns” (idem: 43s), explo ando, des a o ma, a in e ação e bal. São á ios os p incípios o ien ado es enunciados no Cu ículo Nacional do Ensino Básico, que egulam o ensino de uma língua es angei a en e os quais des acamos os seguin es: sensibilização à di e sidade linguís ica e cul u al, es abelecendo uma elação en e as línguas es angei as e a língua ma e na, de o ma que haja um “con í io com os di e en es modos de se , de es a e de i e ” (idem:45); compe ência comuni á ia in eg ado a das á ias linguagens “ e bal, isual, audi i a e co po al” (ibidem); agi e comunica , sendo necessá io a c iação de condições pa a que o ap enden e se sin a implicado na execução das a e as, a o ecendo os “ac os comunica i os e o uso das di e sas linguagens” (ibidem) e usos de língua a p i ilegia na iniciação, sendo á ias as a i idades que se p i ilegiam nes a ase: “ […] a audição e a ep odução de imas, canções, poemas; a pa icipação em diálogos simples 37 elacionados com a ida do dia-a-dia; a pa icipação em jogos de exp essão d amá ica (…) ” (idem: 46). Em elação à exp essão d amá ica/ ea o o documen o eme e-nos pa a di e en es alências: a i idades de en iquecimen o cu icula e do con ex o le i o das á ias disciplinas, se nos e e imos ao 2.º ciclo e O icina de Tea o, caso nos e i amos ao 3.º ciclo. Es a á ea cu icula “con ibui pa a o desen ol imen o das compe ências ge ais, a se em g adualmen e ap eendidas ao longo da educação básica” (idem: 178) e p ocu a- se que o aluno, en e ou os aspe os, ques ione a ealidade “a pa i de imp o isações […] ”; desen ol a “aspec os ligados à dicção, sono idade, i mo, in enção e in e p e ação”; alo ize “a comp eensão de línguas es angei as como um eículo de acesso à in o mação”; desen ol a “a c ia i idade d amá ica indi idual” e espei e “ as eg as es abelecidas e adequadas a cada ac i idade” (ibidem). Segundo es e documen o, as compe ências especí icas da exp essão d amá ica/ ea o ela i amen e ao 2.º e 3.º ciclos de em se desen ol idas no âmbi o das á ias disciplinas que azem pa e do cu ículo do aluno, uma ez que não é conside ada disciplina em si, mas an es de o ma ans e sal. “Cons ui his ó ias pa a se em imp o isadas; ans o ma o mas na a i as em o mas d amá icas; explo a c ia i amen e di e en es o mas de dize ex os; in es iga e in en a , cons ui e u iliza ade eços e cená ios” […] (idem: 180) são algumas das compe ências especí icas enunciadas no documen o pa a o 2.º ciclo assim como“Desen ol e e consolida capacidades nos domínios da exp essão e comunicação ocal e co po al; exe ci a a esc i a d amá ica c ia i a; plani ica , p oduzi e ap esen a um p ojec o ea al […] são algumas compe ências especí icas pa a o 3.º ciclo” (idem: 181) que es ão p esen es no abalho p á ico desen ol ido ao longo do es ágio, como pode emos e na segunda pa e des e ela ó io. Nos p og amas de F ancês (I e II) Plano de O ganização do Ensino- Ap endizagem pa a o 3.º ciclo, ap o ado pelo despacho n.º124/ME/91, de 31 de julho, publicado no Diá io da República a 17 de agos o, es ão p e is as as inalidades, obje i os, os con eúdos, a me odologia e os c i é ios de a aliação em queo docen e de e impe iosamen e basea -se pa a a p epa ação e ealização do seu abalho de ensino- 38 ap endizagem em FLE. É dado ao p o esso uma sé ie de p opos as de abalho pa a acili a a plani icação que es a seja a cu o, a médio ou a longo p azo. A in odução do p og ama de F ancês-I az e e ência “ao ní el e á io” e aos “conhecimen os linguís icos” (Minis é io da Educação,1991: 7) que são ele an es no p ocesso ensino-ap endizagem, pa a os alunos do 3.º ciclo. Con empla ainda um in en á io dos con eúdos mo ossin á icos ela i os aos ní eis 3/4/5 eme endo pa a “um ensino-ap endizagem o ien ado segundo uma linha em espi al e não em unção de uma p og essão linea , ano a ano”. (ibidem). Os a os de linguagem apa ecem como uma amos agem signi ica i a: “in o mações; a aliações; a i udes e sen imen os; egulação de ações; con enções sociais e egulação da comunicação” (idem: 14s). Es es não êm ca ác e exaus i o nem incula i o, dando ao p o esso uma ce a ma gem de manob a didá ica pa a comple a o que es á desc i o no p og ama. A a és da obse ação do abalho dos alunos, do seu i mo, o docen e “es a á ap o a decidi […] da opo unidade do e o ço dos conhecimen os já adqui idos e dos ala gamen os necessá ios […] ” (idem: 7). Se olha mos de o ma cuidadosa pa a es es a os de linguagem, podemos conclui que o jogo d amá ico, apesa de não es a p esen e de o ma di e a, pode á se u ilizado pa a in o ma “pedi in o mações, o nece in o mações […] ”; pa a a alia “exp essa gos os, exp essa p e e ências […] ”; pa a egula ações “pedi conselho, da conselho, ecusa (…) ” (idem: 14s). No p og ama em ques ão, os obje i os ge ais são ap esen ados pa a “p opo ciona ao aluno meios que o le em a desen ol e as compe ências básicas de comunicação na língua ancesa” (idem: 11), en e ou os. Pa a a p ossecução des es obje i os é dado ao p o esso , como já oi e e ido, uma ce a libe dade na plani icação e execução das a i idades plani icadas. Nes e âmbi o, a igu a-se-nos pe inen e usa o jogo d amá ico pa a a ingi os obje i os es ipulados. Numa aula de F ancês, de e-se abalha de o ma equilib ada a Comp eensão audi i a e esc i a; a P odução o al e esc i a, pa a que se es abeleça uma elação de es ei a dependência en e es as compe ências. Es e abalho de e unda -se numa pedagogia “pa icipada e in e ac i a” (idem: 19), le ando os alunos “a mobiliza em as capacidades cogni i as e a in es i o seu desejo […] na ap endizagem da língua 39 ancesa” (ibidem) ob igando a “que se c iem disposi i os pedagógico-didác icos enden es à p á ica […] ” (ibidem). Assim, pa a comple a a p á ica o al da língua, no p og ama po uguês de FLE do Minis é io da Educação, o jogo d amá ico é de aconselha , a a és da simulação: “ […] Mas es a p á ica de língua, enquan o meio de comunicação no espaço escola , não ica á comple a se não se lança mão de ou o ipo de ac i idades. As p á icas simuladas – que passam pela d ama ização, simulação e pelos jeux de ôle – e as écnicas de exp essão o al enden es a p omo e a luência e a c ia i idade […] são na u almen e aconselhá eis. As p imei as po que […] “ob igam” os alunos a ala em nome de ou em, omen ando a sua c ia i idade e o à- on ade dos jogos de “ az-de-con a”. As segundas po que […] ajudam o aluno a assumi o discu so sem eceio de c í icas […] ” (idem: 20). Cabe ao p o esso plani ica es as a i idades e desen ol ê-las, da o ma que conside a mais pe inen e, isando alcança os obje i os de inidos no p og ama bem como o pleno desen ol imen o do ap enden e. O p og ama de F ancês – II eme e-nos pa a a ideia de que, ao longo do 3.º ciclo, a “disciplina de F ancês de e á p opo ciona ao aluno meios […] ” (idem: 31) pa a que es e seja capaz de comunica na língua ancesa. Pa a isso, o p og ama es ipula obje i os ge ais, como já oi e e ido an e io men e. Pa a a emá ica em ques ão, des acamos os seguin es obje i os: “p oduzi , o almen e […] enunciados de complexidade adequada ao seu desen ol imen o linguís ico, psicológico e social; exp imi , com alguma c ia i idade, a sua in enção de comunicação, em mensagens adequadas ao seu desen ol imen o linguís ico, psicológico e social” (ibidem). Pa a a consecução des es obje i os impo a, en e ou os aspe os, que o aluno seja capaz de “pa icipa em diálogos,u ilizando a en oação com alo semân ico […]; adequa o ipo de discu so,quando a gumen a, quando exp ime opiniões p óp ias […]; p onuncia , espei ando o sis ema onológico ancês, sons semelhan es aos da língua ma e na e a icula , com o máximo de co eção possí el, os sons da língua ancesa não exis en es na sua língua ma e na” (idem: 32). 40 Mais uma ez há que ealça o papel ulc al que o docen e desempenha em odo o p ocesso ensino-ap endizagem, uma ez que “ […] pode á semp e o p o esso p e e ou as escolhas supos as mais en á eis ou mais adequadas ao seu público de alunos e à si uação/ac i idade con e sacional que lhes p opõe” (idem: 34). Assim, se a en a mos nos p og amas, depa amo-nos com a p esença do jogo d amá ico. Es e o na-se a i idade indispensá el, em di e si icadas si uações, pa a o desen ol imen o comple o do ap enden e.Es as si uações de em se plani icadas pelo docen e, a pa i dos a iados Domínios de Re e ência e dos A os de Linguagem p e is os pa a os á ios ní eis de ap endizagem. Assim sendo, se quise mos plani ica uma a i idade e e en e ao Domínio de Re e ência “Iden i icação pessoal” (idem: 37) p e is o no p og ama, o docen e pode á plani ica , como a i idade de p é-lei u a ou pós-lei u a, uma a i idade em que o jogo d amá ico es eja p esen e, pa a que sejam abalhados os Ac os de Linguagem “in o ma sob e dados de o dem pessoal (nome, idade, sexo, da a e local de nascimen o, país de o igem, esidência…) ” (ibidem). Depois de analisados odos os Domínios de Re e ência, pensamos que a i idades ligadas ao jogo d amá ico pode ão es a p esen e nos á ios ní eis de ap endizagem. O p og ama de F ancês – Plano de O ganização do Ensino-Ap endizagem pa a o 2.º ciclo apa ece como um conjun o de suges ões de abalho que o p o esso pode á u iliza de o ma lexí el, embo a de a espei a as suas linhas ge ais. Es e p og ama “a icula-se e desen ol e-se a pa i de ês eixos- Eu, Os ou os, o meio en ol en e […] ” (Minis é io da Educação, 1991: 5) e sensibiliza o aluno pa a a “sua o mação pessoal […]; a sua educação social […] e o seu sen ido cí ico […] ” (ibidem). O p og ama es á o ganizado de o ma mui o semelhan e ao do 3.º ciclo, com as á ias componen es, embo a os obje i os ge ais e os con eúdos sejam ligei amen e di e en es, uma ez que nos es amos a e e i a um ní el e á io di e en e. Em elação às suges ões me odológicas pa a es e ciclo, o p og ama eme e-nos pa a o “desen ol imen o global” do aluno. Daí se impo an e a adoção de uma “me odologia ac i a e cen ada nos alunos” (idem: 36). 47 oné ica e na con e sação. A o alidade e a p i ilegiada nes a me odologia, o p o esso con inua a a se o cen o do p ocesso como acon ecia na me odologia desc i a an e io men e e não ha ia p a icamen e nenhuma in e enção en e os ap endizes. Com a en ada dos ame icanos na gue a e a, pois, necessá io comunica em á ias línguas. Em 1943, apa ece, en ão, um p og ama didá ico que deu o igem ao “mé odo do exé ci o”, que oi desen ol ido e icou conhecido po me odologia áudio- o al. Nes a me odologia, “ […] a língua e a is a como um conjun o de hábi os condicionados que se adqui ia a a és de um p ocesso mecânico de es ímulo e espos a. As espos as ce as dadas pelo aluno de e iam se imedia amen e e o çadas pelo p o esso ” (ibidem). O p o esso con inua a no cen o do p ocesso ensino- ap endizagem. Ces a o az ainda e e ência a Besse e Po quie pa a da a conhece a c í ica que os au o es ealizam a es e ipo de ensino. Segundo es es au o es, a u ilização de exe cícios do ipo es u u ais não é um ensino implíci o da língua es angei a, mas um ensino implíci o das eg as da desc ição da g amá ica des a língua (Besse e Po quie apud Ces a o s/d: 5), sendo o aluno incapaz de chega “a es ágios mais a ançados de ido à di iculdade de passa do au oma ismo à exp essão espon ânea da língua” (Ces a o s/d: 5). Após a Segunda Gue a Mundial, o inglês o nou-se na língua das comunicações in e nacionais. Pa a a au o a, a MAV (me odologia audio isual), “se si ua num p olongamen o da abo dagem di e a, à medida que suas p incipais ino ações cons i uem, em pa e, as en a i as de solução dos p oblemas com os quais se de on a am os de enso es da abo dagem di e a” (ibidem). Es a me odologia di ide-se em ês ases. Pa a melho comp eende es as ases, elabo amos a abela que i emos ap esen a a segui : 48 Fases: Anos A i idades Papel do aluno Papel do p o esso 1.ª 60 Exe cícios mecânicos: memo ização; d ama ização dos diálogos; exe cícios es u u ais Submisso ace ao p o esso ; não em au onomia nem c ia i idade Cen al 2.ª 70 Co eção/adap ação aos con ex os escola es Submisso ace ao p o esso ; não em au onomia nem c ia i idade Cen al 3.ª 80 In eg ação de no as endências didá icas: co eção oné ica; memo ização Relação p o esso /aluno: mais in e a i a Relação p o esso /aluno: mais in e a i a Já a Me odologia Comunica i a, como o p óp io nome indica, cen aliza o ensino na comunicação. A es e espei o, Ces a o e e e que “sabe comunica signi ica se capaz de p oduzi enunciados linguís icos de aco do com a in enção de comunicação […] e con o me a si uação de comunicação […] ” (idem: 8). A ap endizagem é, nes a me odologia, cen ada no aluno, dando-se mui a impo ância ao que o aluno p oduz, sem alo iza o e o “ […] le ando o aluno a descob i , po si só, as eg as de uncionamen o da língua, a a és da e lexão e elabo ação de hipó eses, o que exige uma maio pa icipação do ap endiz no p ocesso de ap endizagem” (ibidem), u ilizando, pa a es e e ei o, es a égias na p odução de 49 enunciados comunica i os, em que as d ama izações (jeux de ôle) e o abalho de g upo são p i ilegiados, assim como a lei u a silenciosa e o abalho indi idual. Hen i É a d, inspe o -ge al da Ins ução Pública F ancesa, que p e aciou a ob a “O ensino de uma língua es angei a” de Hélène Gan ie , en a iza a ideia de que o ensino das línguas es á “ […] em plena eno ação” (Gan ie , 1974: 11). Rei e amos a ideia desc i a nes a pa e da ob a, uma ez que, apesa de e sido esc i a em 1974, é a ual, não es á ul apassada. Se pensa mos que a sociedade e olui, não de emos esquece que o ensino em de se adap a e essa e olução, pois os obje i os do ap enden e, a manei a como ê a sua ida ai mudando há medida que a p óp ia sociedade muda. São á ias as ideias que Gan ie en a iza, na in odução à ob a já ci ada. Po um lado, o “luga p eponde an e” que es a disciplina e e nessa al u a, uma ez que ou o a, em F ança, a língua es angei a e a conside ada secundá ia, dando-nos a conhece o pano ama do es o ço pedagógico que oi ealizado, se indo-se, pa a esse e ei o, das eo ias da ap endizagem e das écnicas áudio- isuais. Po ou o lado, a ideia de que […] “o p o esso ancês se ap esen a aos seus alunos, não só com os simples meios pos os à sua disposição no es abelecimen o onde ensina, mas ambém com o seu conhecimen o p o undo da língua […] ” (idem: 19) pa a pode abalha a o alidade, a comp eensão do o al, a li e a u a e a ci ilização. Ao deb uça mo-nos sob e es a emá ica, não con ém esquece o seu con ex o his ó ico. Du an e a 2.ª me ade do século XX, o p o esso de língua es angei a, em F ança, inha libe dade pa a ensina da o ma como quisesse. O seu obje i o e a aze com que o ap enden e lesse e aduzisse numa língua es angei a. Depois da gue a, du an e os anos 50, uma pequena e olução se deu em elação à o ma como se ensina a as línguas, uma ez que os linguis as chega am à conclusão de que a o ma não e a a mais e icaz. Em dezemb o de 1950, o am publicadas ins uções p ecisas que o am complemen adas mais a de, em ou ub o de 1960 e em julho de 1966, des inadas aos p o esso es de línguas, e que con inua am em igo em 50 1977. Todos os p o esso es, independen emen e de es a em de aco do ou não, inham de se subme e a es as ins uções. Nes as ins uções complemen a es, o p o esso de línguas e a conside ado “um obse ado da c iança” (idem: 107) du an e os anos em que abalha a com ela, em que a inicia a a uma língua es angei a. Pa a a ealização des a obse ação, ao p o esso compe ia a elabo ação de uma icha pessoal pa a cada ap enden e. Recomenda a-se ainda, nes as ins uções complemen a es, que o aluno não osse subme ido a “si uações a i iciais […] pois o aluno não de e se conside ado como uma cobaia […] ” (idem: 108). Es e mé odo, que em 1950, e a conside ado e olucioná io, o nou-se mais a de adicional e basea a-se no diálogo en e o docen e e o ap enden e “pa a da a imp essão de uma con e sa animada, baseada em elemen os conc e os, a é mesmo di e ida, sob e udo pa a os p incipian es […] ” (idem: 41) e de ia se ealizado na língua es angei a. Os exe cícios de p onúncia (a oné ica) ambém e am impo an es, nes e mé odo, pa a que o ou ido se adap asse aos sons de uma língua es angei a. No ní el mais a ançado, abalha a-se an o o i mo como os sons e a melodia. A lei u a e a adução e am a i idades imp escindí eis a ealiza nes e géne o de aula, pa a que os alunos ossem “ […] capazes de ap eende o ex o com odas as suas sub ilezas e de ap ecia o seu encan o” (idem: 37). A ualmen e, o Bulle in O iciel n.º 8 de 30 de agos o de 2007 dá-nos a conhece os obje i os e o p og ama das Langues Vi an es à l’École P imai e, baseando-se no QECRL elabo ado pelo Conselho da Eu opa. Assim, Du an les qua e années d’app en issage d’une langue é angè e à l’école p imai e, l’élè e doi acqué i les élémen s ondamen aux de ce e langue e les consolide a in de cons ui e une compé ence de communica ion élémen ai e, elle qu’elle es dé inie pa les ni eaux A1 e A2 du Cad e eu opéen commun de é é ence pou les langues. 7 Ainda nes e documen o podemos conhece o olume ho á io anual que a escola de e consag a às Línguas es angei as e a sua o ganização: Le olume ho ai e annuel consag é à l’app en issage d’une langue é angè e es de 54 heu es. Ce ho ai e peu se décompose en ois séances hebdomadai es de 30 minu es ou deux séances de 45 7 -h p://www.educa ion.gou . (consul ado a 17 de julho 2014) 51 minu es pendan lesquelles l’enseignemen es condui a ec mé hode. En ou e, le p oje d’école peu p é oi l’o ganisa ion d’un enseignemen plus in ensi de la langue é angè e en concen an , pa exemple, les séances d’enseignemen e des ac i i és de éac i a ion su un nomb e plus limi é de semaines. 8 Nes e momen o do abalho em que já ecemos algumas conside ações sob e o ensino de línguas es angei as que de o ma ge al, que em F ança con ém deixa mos algumas ideias sob e o ensino de línguas es angei as em Po ugal. Não se sabe ao ce o quando é que o ensino das línguas es angei as oi in eg ado nos p og amas cu icula es. Sabe-se que desde os inais do século XIX azem pa e in eg an e dos planos de es udo e, sob e udo, depois da Re olução: Há mui o, mas sob e udo a pa i de 1974, que Po ugal en a acompanha e execu a as g andes linhas de o ien ação no domínio das línguas, que in eg a am os P ojec os Educa i os do Conselho da Eu opa, bem como da CEE/União Eu opeia (sob e udo após a adesão). Nes e con ex o, decisões como a ap endizagem ob iga ó ia das línguas es angei as e a di e sidade de o e a, a adopção de no as me odologias, a de inição de no os concei os de o mação inicial e con ínua dos p o esso es ou a u ilização de no os ma e iais mul imédia, pode ão cons i ui exemplos signi ica i os (Minis é io da Educação, 2001: 2). Con ém ecua mos um pouco no empo pa a conhece mos as o igens do ensino das línguas es angei as em Po ugal, pois ao longo da his ó ia de Po ugal mui as o am as e o mas educa i as a que pudemos assis i . Assim, “o a amen o dado às línguas es angei as […] nem semp e oi uni o me, dependendo mui o das o ien ações polí icas de cada época.” (idem: 7). Sendo assim, em 1894, da a da úl ima e o ma do século XIX, deu-se uma pa icula a enção ao ensino do alemão “o ien ado pelos p incípios da pedagogia ge mânica da época, em de imen o do ensino do inglês […] ” (idem: 6) que só se ia inco po ado no cu ículo em 1905 “po azões his ó icas e me cê das elações p i ilegiadas com os países a lân icos, em que se des acam os de língua inglesa, o ensino do inglês passou a se ob iga ó io no 2.º ciclo do ensino liceal (ac uais 7.º e 8.º anos) ” (ibidem). A disciplina de alemão se ia, en ão, ensinada no 3.º ciclo do ensino liceal (a ual Ensino Secundá io). 8 -idem 52 De 1947 a 1967, “o ensino ob iga ó io de línguas es angei as inicia a-se a pa i dos 11 anos” (idem: 7), no 1.º e 2.º anos de escola idade do 1.º ciclo (a ualmen e 5.º e 6.º anos de escola idade). A língua es angei a ob iga ó ia e a o ancês com uma ca ga ho á ia semanal de cinco ho as. No 2.º ciclo (a ualmen e 7.º, 8.º e 9.º anos de escola idade) in oduziu-se o Inglês com uma ca ga ho á ia de cinco ho as e o F ancês eduzia a sua ca ga ho á ia pa a duas ho as. No 3.º ciclo (a ualmen e 10.º e 11.º anos de escola idade) “a escolha da língua dependia da opção ei a pelos alunos pa a a p ossecução de es udos supe io es” (ibidem). Na década de 70, mais p op iamen e, no ano le i o de 1976/76, no Ciclo P epa a ó io do Ensino Secundá io (5.º e 6.º anos) a iniciação à LE passa a e a ca ga ho á ia de qua o ho as le i as no segundo ano desse ciclo. Já em 1986, a língua es angei a inha ca ác e ob iga ó io pa a quem quisesse p ossegui os seus es udos. Em 1996, ealiza-se a Reo ganização Cu icula do Ensino Básico e em 1997 a Re isão Cu icula no Ensino Secundá io.O obje i o e a, com a ajuda de p o esso es, pais e ins i uições ligadas à educação, de ini “ […] es a égias de supe ação de di iculdades signi ica i as elacionadas com o Cu ículo e os P og amas em igo ” (idem: 15). No ano le i o de 2002/2003 a Língua Es angei a II o nou-se ob iga ó ia no 3.º ciclo do Ensino Básico. Ainda sob e es a ques ão, o ela ó io, elabo ado pela Unidade Eu ydice do Minis é io da Educação sob e a si uação do Ensino das línguas es angei as em Po ugal, eme e-nos pa a algo ambém impo an e, que é o con ex o em que es as de em se ensinadas: “ […] num con ex o lúdico e no domínio da o alidade e in eg ada em ac i idades de componen e cu icula , g a ui as e acul a i as […] ” (idem: 16). Já na página da Di eção Ge al de Educação podemos le o seguin e, em elação às Línguas Es angei as: A ap endizagem de uma língua es angei a inicia-se no 1.º ciclo do ensino básico, no quad o das Ac i idades de En iquecimen o (AEC), que se encon a egulamen ado pelo Despacho n.º 14460/2008, de 53 26 de Maio. Es e despacho deco e da p imei a medida e ec i a de conc e ização de p ojec os de en iquecimen o cu icula [...]. São qua o as línguas es angei as o e ecidas no sis ema po uguês: alemão; espanhol, ancês e inglês. Toda ia, nem odos os es abelecimen os de ensino es ão em condições de possibili a a equência das qua o opções, de endo cada Escola, em a iculação com as Di eções Regionais de Educação, o ganiza a sua o e a em unção da p ocu a, dos ecu sos disponí eis e das no mas es abelecidas ela i amen e à o ganização das u mas. 9 Não pode íamos deixa de disco e , nes e capí ulo, sob e a ques ão da o alidade e, consequen emen e, o uso dos jogos d amá icos, no ensino de uma língua es angei a. Heloisa Cos a e Ve a Ma inelli dão-nos a conhece , no documen o “Fo mação Inicial de P o esso es de Língua Es angei a: o ensino e a pesquisa no cu so de F ancês da PUC-SP”, a impo ância de desen ol e a i idades elacionadas com es a ques ão, uma ez que “ […] a exp essão o al é esul ado de uma p á ica e que se az necessá io mul iplica as ac i idades que a o eçam a oca. Isso é conc e izado quando são c iadas si uações em sala de aula, em que o ap endiz (o aluno) se ê mo i ado a “p end e la pa ole” (2008: 101). São á ias as a i idades desc i as pelas au o as no documen o ci ado no sen ido de desen ol e no aluno es a compe ência, nomeadamen e “ cane as, jeux de ôles, simulações de si uações di e sas […], ídeos, jogos lúdicos, en e ou os” (ibidem) exigindo, pa a esse e ei o, “ da pa e do p o esso , uma c ia i idade que de e es a elacionada ao desen ol imen o de compe ências linguís icas […] ” (ibidem). Pa a al, as au o as aconselham ambém o uso de documen os au ên icos, uma ez que “ ais documen os ap esen am si uações “ eais” de comunicação e aspec os sociocul u ais ca ac e ís icos das sociedades pa a os quais o am p oduzidos, pe mi indo um abalho em sala de aula apoiado nos aspec os discu si os, e e enciais e sociocul u ais” (idem: 100). Sob e es e assun o, o QECRL eme e-nos, po um lado, pa a os usos lúdicos da língua, dando-nos á ios exemplos de jogos sociais de linguagem, que o p o esso pode u iliza du an e as suas aulas nomeadamen e a mímica “o uso da língua como jogo desempenha equen emen e um papel impo an e na ap endizagem e no 9 - h p://dge.mec.p /me ascu icula es (consul ado a 16 de julho 2014) 54 desen ol imen o da língua […] ” (QECRL, 2001: 88) e, po ou o, pa a os usos es é icos da língua, u ilizando, pa a es e e ei o, “ a audição, a lei u a, a esc i a ou a na ação o al de ex os c ia i os, a ep esen ação de peças de ea o esc i as ou imp o isadas […], ep esen ação de ex os li e á ios, ep esen a em/assis i a eci ais, peças […] ” (ibidem: 89). No en an o, ainda sob e es a emá ica, Jéssica Gusmão e M.ª da Gló ia Magalhães dos Reis eme em-nos pa a uma p oblemá ica in e essan e num a igo edigido pa a a Re is a Desempenho: sendo a exp essão o al uma compe ência ão alo izada, se á que é abalhada de o ma su icien e e e icaz nas aulas de língua es angei a? Sob e es a ques ão aqui ica a opinião da au o a: […] ao obse a o co idiano em sala de aula, pe cebemos que a p á ica da o alidade é mui o pouco abalhada e, embo a as co en es mode nas p eguem o ensino comunica i o das línguas es angei as, há uma he ança mui o i a dos mé odos es u u alis as, o que az com que a g amá ica seja amplamen e abalhada em de imen o do discu so ( Gusmão e Reis, 2010: 85). Já não é no idade pa a ninguém que a exp essão o al de e se alo izada du an e as aulas de língua es angei a. Pensamos que, pa a mo i a e dadei amen e os alunos, podemos u iliza o jogo, nomeadamen e o d amá ico pa a que o ap enden e se en ol a em odo es e p ocesso que é o ensino/ap endizagem, uma ez que, como amos e a segui , é o aluno que de e se o mo o des e p ocesso e não o con á io. Gusmão e Reis azem e e ência a Viola Spolin pa a nos da em a conhece duas condições pa a que o aluno, a a és do jogo, chegue à expe iência, ão necessá ia na ap endizagem: en ol imen o e libe dade pessoais: O jogo é psicologicamen e di e en e em g au, mas não em ca ego ia, da a uação d amá ica. A capacidade de c ia uma si uação imagina i amen e e de aze um papel é uma expe iência ma a ilhosa, é como uma espécie de descanso co idiano que damos ao nosso eu, ou as é ias da o ina de odo o dia. Obse amos que essa libe dade psicológica c ia uma condição na qual a ensão e con li o são dissol idos, e as po encialidades são libe adas no es o ço espon âneo de sa is aze as demandas da si uação (Spolin apud Gusmão e Reis, 2010: 86). Sendo assim e, segundo as mesmas au o as, o jogo acili a 55 […] o en ol imen o […], ao inse i o aluno em uma si uação p ees abelecida e eque e dele um es o ço c ia i o pa a da oz às pe sonagens e c ia , em conjun o com os companhei os, um des echo inusi ado pa a a his ó ia” (idem: 87) e “[…] cabe a cada p o esso a alia o seu público-al o, de o ma a desen ol e es a égias que não c iem bloqueios nos alunos, e que dêem a eles a sensação de que esse ipo de ac i idade é auxilia de sua ap endizagem na língua es angei a, e não apenas um passa empo (idem: 88), uma ez que é impo an e que os alunos pa icipem nes e géne o de jogos, nomeadamen e os d amá icos, pa a que o ap enden e se sin a mo i ado e pa e in eg an e das ap endizagens. O QECRL e le e sob e o modo como os alunos ap endem e sob e o que é impo an e pa a o desen ol imen o linguís ico: “ […] uma pa icipação ac i a na in e acção comunica i a” (QECRL, 2001: 196). Já sob e o modo como os alunos ap endem, o documen o e ela-nos que não exis e consenso sob e es a ma é ia: […] alguns ac edi am que os es udan es que ap ende am as eg as necessá ias e o ocabulá io se ão capazes de comp eende e de u iliza a língua […] sem necessi a em de p á ica” (ibidem). Ou os “[…] a maio ia dos ap enden es, dos p o esso es […]” econhecem “que os ap enden es não ap ende ão necessa iamen e o que os p o esso es ensinam e que necessi am de in o mação linguís ica […] e con ex ualizada, bem como de opo unidades de u ilização in e ac i a da língua […]” (ibidem), ac edi ando que “a ap endizagem é acili ada, especialmen e em si uações a i iciais de sala de aula, pela combinação da ap endizagem conscien e e de bas an e p á ica […]” (idem: 197). Em elação ao p o esso , a au o a Selma Alas Ma ins Ces a o, em “Ensino de Língua Es angei a: His ó ia e Me odologia” de ine o seu papel: o docen e deixa de ep esen a a au o idade, no en an o, de ém múl iplas unções a desempenha , no sen ido em que […] De e á se lexí el e a i o no p ocesso, iden i icando as ca ac e ís icas de seu público-al o, suas necessidades, e buscando os mé odos mais adequados à sua ealidade. O seu empenho e dedicação se ão peças undamen ais pa a o sucesso de sua p á ica. […] Cada educado de e a alia a e icácia de suas écnicas, e busca no as al e na i as que con ibuam pa a o sucesso de seus alunos. E mais do que busca apenas ecu sos que oquem no in elec ual, no cogni i o, é impo an e en ol e os ap endizes em ac i idades que abalhem com os a e os […] (Gusmão e Reis, 2010: 97). Nes e sen ido, o papel do p o esso é undamen al, pois um dos seus obje i os 56 “ […] g aças à cla eza, p ecisão e pe inência das suas pe gun as, é p o oca as espos as e não o necê-las ele p óp io” (Gan ie , 1974: 30). De e se exigen e com o aluno ob igando-o a da espos as comple as, “mesmo se pa ece em um an o a i iciais, pois, na ida eal, nem semp e alamos com ases in ei as. Elas ob igam o aluno a maneja cons an emen e as cons uções” (idem: 31) e “ odo o p o esso dispõe, pelo menos, de um ins umen o, o seu encan o pessoal” (idem: 42), pois é undamen al “ […] que a c iança sin a p aze em abalha com o p o esso , ou melho pa a o p o esso ” (idem: 43). “É nes e sen ido que o p o esso pode á eco e à u ilização de ac i idades lúdicas, pa icula men e jogos didác icos, is o que es es ajudam e incen i am os alunos a man e em-se in e essados e empenhados” (Fe nandes, 2012: 31). Também o QECRL, em elação a es a emá ica, eme e-nos pa a a ideia de que os p o esso es êm de oma decisões, em cada ins an e, ace ca das ac i idades da sala de aula, que podem e esquema izado p e iamen e, mas que êm de adap a com lexibilidade em unção dos alunos/es udan es. Espe a-se deles que supe isionem o p og esso dos alunos/es udan es e que encon em meios pa a econhece , analisa e ul apassa os p oblemas de ap endizagem, ao mesmo empo desen ol em as suas capacidades indi iduais de ap endizagem (QECRL, 2001: 198). Quando alamos na unção do docen e, impõe-se uma pa icula a enção à o mação inicial de p o esso es de Língua Es angei a. Heloísa Albuque que Cos a e Ve a Lúcia Ma inelli de endem a ideia segunda a qual: “a o mação inicial az como desa io ao p o esso de ini con eúdos, me odologia de abalho e di e en es momen os e ins umen os de a aliação que o neçam ao ap endiz (aluno) subsídios pa a a ope acionalização de acções ligadas ao uso e ao ensino e ap endizagem do FLE” (Albuque que Cos a e Ma inelli, 2008: 102). No ex o c í ico sob e es a emá ica, as au o as azem algumas e lexões sob e “O Ensino e a Pesquisa no Cu so de Le as F ancês da PUC-SP” que epu amos impo an e e em con a, pois aplicam-se às disciplinas ligadas à á ea da Língua F ancesa. Nesse sen ido, du an e a sua o mação inicial, “ […] o aluno é con idado não só a pa icipa de jogos lúdicos de ap endizagem, mas ambém a concebê-los […]. Nesse caso, o ap endiz, ao o mula obje i os e eg as, e lec e sob e o p óp io p ocesso de 63 1.3-Me odologia u ilizada na p á ica le i a A me odologia u ilizada du an e a p á ica le i a oi a In es igação-Ação. Es a “pa a além de se cons i ui como uma me odologia de in es igação, imp egnada de mé odos, c i é ios […] (La o e apud Cou inho, 2008), ganha consis ência e ma cas dis in as compa a i amen e a ou as me odologias, na medida em que se impõe como um p ojec o de acção […] (Cou inho, 2008: 1). Pa a que al acon eça impo a “ […] anspo a em si es a égias de acção que os p o esso es adop em consoan e as suas necessidades ace às si uações educa i as em conc e o” (ibidem). Nes e sen ido, con ém cla i ica o signi icado de In es igação-ação. A ménio Ma ins Fe nandes conside a es a me odologia um “ […] p ocesso de in es igação em espi al, in e ac i o e ocado num p oblema […] ” (Fe nandes, 2006: 70), como podemos cons a a pela imagem ap esen ada a segui . Fig.1-Espi al de ciclos da In es igação-Ação (Cou inho, 2009: 366). O mesmo au o ci a Jaume T illa pa a de ini es a me odologia: “ […] um p ocesso sis emá ico de ap endizagem o ien ado pa a a p axis, exigindo que es a seja 64 subme ida à p o a, pe mi indo da uma jus i icação a pa i do abalho, median e uma a gumen ação desen ol ida, comp o ada e cien i icamen e examinada” (T illa apud Fe nandes, 2006: 72). De inida que es á es a me odologia impo a mos a , po um lado o seu duplo obje i o: “ […] ob e melho es esul ados naquilo que se az e […] acili a o ape eiçoamen o das pessoas e dos g upos com que se abalha” (idem: 72) e, po ou o, o papel des a me odologia pa a o p o esso , uma ez que e, segundo Luiza Co esão e S ephen Soe , “ […] o p o esso , a a és da me odologia de in es igação-acção, pode p oduzi dois ipos de conhecimen o cien í ico: um que se baseia no p o esso como in es igado e ou o que se baseia no desen ol imen o de disposi i os pedagógicos (o p o esso como educado ) […] ” (Co esão e alii apud Fe nandes, 2006: 70). Pa a al, o p o esso de e u iliza as chamadas ases que compõem es a me odologia. Fe nandes e e e Pé ez Se ano, ap esen ado po Jaume T illa pa a da a conhece as qua o ases que de em se u ilizadas na In es igação-ação: “Diagnos ica ou descob i uma p eocupação emá ica […]; cons ução do plano de acção; p opos a p á ica do plano e obse ação de como unciona; e lexão, in e p e ação e in eg ação dos esul ados. Replani icação” (Se ano apud Fe nandes, 2006: 74). Assim, o que se p e ende, com a u ilização des a me odologia, é “ […] a mudança na o ma e na dinâmica da in e enção educa i a que ealizamos no dia-a-dia no palco da nossa acção – a escola” (Fe nandes, 2006: 76). No en an o, es a mudança nem semp e é ácil de se conc e izada, po que apesa de e […] como objec i o melho a a ida das pessoas, pode es a a pô em con li o as suas c enças, es ilos de ida e compo amen os. Pa a que essa mudança seja e ec i a, é necessá io comp eende a o ma como os indi íduos en ol idos i enciam a sua si uação e implicá-los nessa mesma mudança, pois são eles que ão i e com ela (ibidem). Es e é pa a o au o “ […] o g ande desa io que se impõe a odos nós, ac o es empenhados e en ol idos nes a dinâmica na in e enção educa i a” (ibidem). Sob e es a p oblemá ica, Cla a Cou inho ap esen a-nos qua o modelos: Modelo de Ku Lewin; de S ephen Kemmis; de John Ellio e de Jack Whi ehead. Assim sendo, Ku Lewin de ende que “ uma in es igação pa e semp e de uma ideia ge al a p opósi o de um ema ou p oblema ele an e sob e o qual é açado um plano de acção, de endo 65 p ocede -se a um econhecimen o e a aliação do seu po encial e das suas limi ações pa a se pa i pa a a acção, seguida de uma p imei a a e ição dos esul ados dessa acção” (Cou inho, 2008: 2). Pos e io men e, “o in es igado az uma e isão do plano inicial de aco do com os elemen os de in o mação já ecolhidos e plani ica o segundo passo […] (ibidem). Kemmis baseia o seu modelo nes e modelo de Lewin, di ecionando-o “ […] ao con ex o educa i o, em que o p ocesso assen a em duas e en es: es a égica e o ganiza i a” (idem: 3). A p imei a diz espei o à ação e e lexão. Já a segunda conce ne a plani icação e a obse ação de o ma a con ibuí em pa a “a esolução de p oblemas e pa a a comp eensão das p á icas educa i as” (ibidem). Rela i amen e ao modelo de Ellio encon amos algumas al e ações. Es e dá “ […] ên ase ao p ocesso de e isão dos ac os e econhecimen o de alhas an es de se da início a cada sequência de passos […] ” (idem: 4). Po im, a au o a az e e ência ao modelo de Whi ehead que en ende que os modelos de Lewin e Kemmis “não se ap oximam o su icien e da ealidade educa i a” (idem: 5) e p opõe “um esquema que se si ue en e a eo ia educa i a e o desen ol imen o p o issional” (ibidem). A ideia p incipal des e modelo é a de que os p o esso es de em ques iona e a alia o seu abalho. Assim sendo, no deco e do es ágio, u ilizamos es a me odologia pa a da espos a ao p oblema que, no deco e da nossa ca ei a p o issional, semp e nos assolou o espí i o: “Se á que a u ilização do jogo d amá ico nas a i idades de p é-lei u a e pós-lei u a acili a a comp eensão do ex o poé ico e do ex o na a i o?” Semp e u ilizamos os jogos lúdicos, nomeadamen e o d amá ico, du an e es es quinze anos de p á ica le i a e, po isso, semp e alo izamos es e géne o de a i idades. No en an o, nunca pe cebemos mui o bem a elu ância de ce os colegas em p i ilegia es a a i idade. Nes e sen ido, es a de inição do p oblema e con ex ualização do mesmo é ulc al, uma ez que “Qualque abalho de in es igação começa semp e pela de inição ou con ex ualização do p oblema pa a o qual se p e ende encon a uma solução ou espos a. De ini o p oblema, é pois, comunica em que se es á a abalha e quais os objec i os desse abalho” (Fe nandes, 2006: 78). 66 Assim sendo, Fe nandes ci a Aus in pa a expo as duas o mas como o p oblema de in es igação pode se enunciado: “in e oga i o ou decla a i o”. (Aus in apud Fe nandes, 2006: 78). Nes e campo, ap esen a o p oblema em o ma in e oga i a oi a nossa opção, pois semp e oi assim que e le imos sob e es a p oblemá ica, apesa de e, segundo o au o e e enciado an e io men e “ […] o p oblema em o ma de pe gun a não se p á ico e cla o” (ibidem), mas pa a nós o p oblema semp e su giu des a o ma. Assim sendo, o am es abelecidos os obje i os e implemen ada uma conjun o de es a égias, cuidadosamen e plani icadas com a docen e/o ien ado a, no sen ido de esol e o p oblema em ques ão. Sob e es a ques ão, há au o es que a gumen am que “ […] de ini objec i os é de e mina , logo à pa ida, o que se que que os alunos (e odos os alunos) ap endam, ecusando-lhes assim a libe dade de pa icipa em ac i amen e no p ocesso da sua ap endizagem e igno ando a di e sidade das po encialidades indi iduais” (Ta a es, 1992: 138). Achamos, no en an o, que es es são de ex ema impo ância, pois de em se u ilizados “ […] como linhas o ien ado as […] ” (ibidem) e “ […] pa es de um odo es u u ado e es u u an e da sua ac i idade de mediado en e o sabe a ansmi i e o educando a desen ol e ” (ibidem). Assim sendo, o obje i o ge al baseou-em em “Demons a a e icácia do jogo d amá ico como a i idade de p é-lei u a ou pós-lei u a pa a a comp eensão de ex os poé icos ou na a i os” e os obje i os especí icos o am os seguin es: “Se capaz, a a és do jogo d amá ico, comp eende o ex o poé ico/na a i o” e “do jogo d amá ico na comp eensão do ex o poé ico/na a i o”. Após as egências, u ilizamos a obse ação di e a e o diá io de bo do da docen e. Ao u iliza mos a obse ação di e a como meio de a aliação, “ […] emos um objec i o em is a: melho a o ensino e ap endizagem. […] T a a-se de um elemen o básico pa a uma boa a aliação e, ao mesmo empo, um passo indispensá el pa a um diagnós ico bem undamen ado” (idem: 188). Es e elemen o é undamen al pa a consegui mos analisa a ealidade exis en e nas u mas do 5.º ano A e do 7.º C do Liceu F ancês In e nacional do Po o e, pos e io men e, e le i mos sob e o que izemos, abalhando semp e em conjun o com o ien ado e o supe iso , o que nos pe mi iu melho a a nossa p á ica pedagógica. 67 Du an e o pe cu so ou os p oblemas e ques ões o am su gindo e en amos semp e, em equipa, encon a uma espos a com o in ui o de melho a mos a nossa p á ica le i a e ajuda mos, des a o ma, os nossos alunos na cons ução do sabe . 68 Capí ulo 2- A i idades ealizadas 2.1-Unidades didá icas 2.1.1-Em Po uguês O jogo d amá ico es e e p esen e, na plani icação das duas p imei as unidades didá icas, cujo público-al o oi o 7.º ano, não acon ecendo o mesmo na e cei a unidade, po impe a i os de calendá io e pelo ac o des a unidade e sido p epa ada pa a o 11.º ano. Em conce ação com a p o esso a o ien ado a achamos, pelas azões já ap esen adas, que não se consegui ia plani ica e p epa a algo que osse c edí el pa a es e ní el, elacionado com a emá ica em ques ão. A plani icação das unidades e e semp e como obje i o ap esen a , semp e que possí el, uma a i idade que ap esen asse o jogo d amá ico o a como a i idade de p é- lei u a o a como de pós-lei u a, como podemos cons a a pelo anexo II. Na p imei a unidade didá ica, e e en e ao ex o poé ico, o jogo d amá ico su giu como a i idade de p é-lei u a. Numa p imei a aula, a es agiá ia ap esen ou o p oje o in i ulado “No palco com… a poesia” desc e endo os obje i os e a o ma como se i ia abalha (anexo III), pa a a ingi esses mesmos obje i os. O ganizados os g upos, oi ealizada a calenda ização do p oje o.Es e deco eu du an e o mês de no emb o e e e a du ação de seis aulas: Segunda Te ça Qua a Quin a Sex a 1 2 5-Ap esen ação do p ojec o 6 7-T abalho sob e a ida/ob a do au o 8- Ficha:p epa ação do abalho 9-P epa ação do cená io/ensaio 12-Ensaio- an i ea o 13- 14- Ap esen ação 15 16 19 20 21 22 23 26 27 28 29 30 Fig. 2-Calenda ização do p oje o: “No palco com… a poesia” da u ma de 7.º ano-A que deco eu du an e o mês de No emb o (2012). 69 A pa i de uma as a panóplia de ex os poé icos, que su gem no Cade no de Apoio às Me as Cu icula es de Po uguês, in i ulado “Poesia- 7.º ano”,de agos o de 2012, o am escolhidas cinco poesias, (anexo IV) de au o es po ugueses, pa a, des a o ma, sensibiliza os alunos pa a o es udo des e géne o li e á io. Sob e es a ques ão, no despacho n.º15971 no diá io da República- 2.ª sé ie, n.º 242 de 14 de dezemb o de 2012 podemos le o seguin e: As Me as Cu icula es iden i icam a ap endizagem essencial a ealiza pelos alunos em cada disciplina, po ano de escola idade ou, quando isso se jus i ique, po ciclo, ealçando o que dos p og amas de e se objec o p imo dial de ensino. […] São meio p i iliegiado de apoio à plani icação e à o ganização do ensino, incluindo a p odução de ma e iais didác icos, e cons i uem-se como e e encial pa a a a aliação in e na e ex e na […] (Diá io da República, 2012). Escolhido o ex o a abalha , os alunos, em g upo, e iam que esponde à ques ão: “O que espe as com es e abalho?”. Fo am á ias as espos as dadas pelos di e en es g upos: conhece no as poesias, ap ende a comp eende a poesia, conhece no os au o es, melho a a exp essão o al, consegui abalha em g upo, ap ende a d ama iza … Como abalho de casa, os alunos e iam que ealiza uma pesquisa sob e o au o escolhido, u ilizando as á ias on es o necidas pela es agiá ia. Na segunda aula, os alunos e iam que ealiza , em g upo, num p imei o momen o, uma chu a de ideias pa a as pala as: “Poesia” e “Jogo d amá ico”. Num segundo momen o, as ideias dos alunos o am egis adas no quad o e, nessa al u a, comple a am o abalho ealizado. Nes a ase, os ap enden es de e iam isualiza as pala as egis adas e esponde à ques ão: “A que conclusão chegamos?” Logo de imedia o, um aluno concluiu que ha ia pala as que e am comuns à “Poesia” e ao “Jogo d amá ico” e que ou as ambém o pode iam se , apesa de não apa ece em nos á ios g upos (anexo V). Nes a mesma aula, os alunos p eenche am uma icha sob e a ida e ob a do au o , como podemos e em anexo (anexo VI), a pa i das pesquisas ealizadas em casa. O obje i o des a pesquisa oi aze com que o g upo conhecesse o au o , pois 70 conhecendo o au o se ia mais ácil conhece e comp eende o ex o poé ico escolhido, de modo a que os alunos conseguissem“en a na poesia” (Jean, 1989: 11) como esc e e Geo ges Jean, e “ […] ajuda as c ianças e os adolescen es a adqui i em conhecimen os mais comple os e mais inos des e ipo de discu so […] ” (ibidem). Na e cei a aula, os alunos e iam que p eenche uma icha p epa ada, pa a es e e ei o, pela docen e, de modo a comp eende em o ocabulá io desconhecido e a descob i em o ema do ex o. A pa i des es elemen os, de e iam decidi como i iam ap esen a o abalho e dis ibui a e as (anexo VII). Na qua a e quin as aulas, os alunos le am em oz al a os ex os.A es agiá ia incen i ou-os nesse sen ido, uma ez que es e ipo de lei u a compo a i udes, segundo Geo ges Jean “ […] a i ude da lei u a em oz al a, é deixa o ou in e, u u o lei o silencioso, li e pa a escolhe po si a onalidade, o egis o, o imb e, a enunciação que ele julga p óp ias pa a a sua lei u a ín ima” (idem: 157). Nas pala as de Leono Cadó io, “Fomen a o hábi o de lei u a é p opicia ao aluno um maio conhecimen o, mais imaginação, au onomia, espí i o c í ico e uma maio consciência de si e dos ou os” (Cadó io, 2001: 42). Nes a ase, como podemos obse a , a a és des a desc ição, é p i ilegiada a exp essão o al. Os alunos são inci ados a “explo a di e en es o mas de comunica e pa ilha ideias e p oduções pessoais”, (Minis é io da Educação, 2009: 121) como e e encia o P og ama de Po uguês do Ensino Básico, a a és da ec iação, d ama izada, da poesia es udada, uma ez que, e, como nos diz Sophia de Mello B eyne , “ […] A poesia é a con inuação da adição o al. E é mes a da ala: quem ao dize um poema, sal a uma sílaba, opeça, como quem ao subi uma escada alha um deg au. Po isso, pa a que a lei u a em oz al a se en enda e seja bela, é necessá io que a dicção seja cla a, ní ida, bem silabada e bem i mada. […] ” (And esen, 1941: 186). A es agiá ia e e a opo unidade de obse a , com a enção, cada g upo e da algumas indicações, pa a que a ap esen ação co esse da melho manei a possí el. Na sex a aula, os alunos ap esen a am os seus abalhos. A a aliação des e p oje o oi ealizada a a és da Obse ação di e a, pois a a aliação “ […] em como unção ajuda a de ec a as di iculdades de ap endizagem 71 […] ” (Ramos, 1995: 31) pa a que p o esso e alunos possam abalha , em conjun o, de o ma a supe a em di iculdades que possam pe sis i . Nes e sen ido, a au oa aliação, ambém p esen e, em um papel p eponde an e na cons ução de um ensino- ap endizagem coeso e e icaz! A es agiá ia op ou po es e ipo de a aliação, uma ez que que ia que os alunos abalhassem de o ma mo i ado a e co e a, sem se p eocupa em com a no a que e iam no inal. Segundo Anne Ma ie Fon aine, a mo i ação “Es á p esen e no quo idiano, já que a mo i ação é necessá ia pa a inicia qualque acção, man ê-la ou e miná-la.” (Fon aine, 2005: 11). Aquando da p epa ação do p oje o, du an e as é ias de Todos os San os, es a ques ão es e e semp e p esen e, po isso a es agiá ia decidiu “negocia ” com os alunos, logo na al u a da ap esen ação. Já, nessa al u a, es a ques ão oi colocada po um aluno: “P o esso a, é pa a a alia ?” A u ma decidiu que es e p oje o não se ia a aliado. A única a aliação ealizada se ia a au oa aliação, no inal (anexo VIII). Na segunda unidade didá ica, e e en e ao ex o con e sacional, o jogo d amá ico su ge como a i idade de p é-lei u a. A pa i da escolha de uma das duas p opos as ap esen adas (anexo IX), os alunos, em g upo, inicia iam um longo abalho, que começa ia comum p oje o de exp essão esc i a, como pode emos cons a a em anexo (anexo X), uma ez que e, segundo José Manuel Cou o, “ […] os alunos sen em necessidade de começa em eles a p oduzi e a explo a os seus p óp ios ex os, passando de me os ecep o es a p odu o es ex uais, com eno mes an agens do pon o de is a pedagógico” (Cou o, 2008: 213) e e mina ia com a ap esen ação de um espe áculo aos pais, a pa i dos abalhos edigidos pelos alunos. Inicialmen e, es a ap esen ação es a a p e is a pa a a es a da escola, algo que não eio a acon ece , uma ez que os alunos p ecisa am de mais aulas, pa a que o p oje o osse concluído com sucesso. A a aliação des e p oje o oi ambém a au o aliação. A docen e pediu aos ap enden es que e e uassem uma e lexão sob e o abalho que ealiza am e sob e o abalho dos colegas. Es a e lexão oi ealizada po esc i a pa a que os alunos pudessem da , de o ma li e e sem cons angimen os, a sua opinião. 72 2.1.2-Em F ancês Em elação à disciplina de F ancês, o jogo d amá ico su ge, na segunda unidade didá ica ela i a ao ex o con e sacional, como a i idade de p é-lei u a. O ex o abalhado chama-se “Façons de pa le ” de Be na d F io (anexo XI). A escolha ecaiu sob e es e au o po á ias azões. Po um lado, as suas his ó ias azem pa e da lis e o icielle de la li é a u e à l’école du cycle III (Minis é io da Educação Nacional), do minis é io da educação nacional ancês e podem se u ilizadas pa a inúme as a i idades, nomeadamen e a d ama ização.Po ou o, os diálogos exis en es, nes e e nou os ex os, pe mi em às c ianças i encia si uações do quo idiano, pa a que possam expe imen á-las à sua manei a. Pa a além des e ex o, jun ámos ou os do mesmo au o . Todos eles es a am elacionados com o ema “A Escola”, uma ez que o Liceu F ancês celeb a a o seu quinquagésimo ani e sá io. “Scène; Conjugaison” e “Exe cices” o am os ex os escolhidos de Be na d F io . A es es jun ámos“Poisson d’a il” de B uno Bon ale e “Le cahie de b ouillon” de F ançois Fon aine. Um ou o aspe o que jus i icou a escolha des es ex os p endeu-se com o ocabulá io simples u ilizado pelo au o e pela elação de “empa ia” c iada en e o lei o e o ex o. Segundo o si e Li é a u e de jeunesse, “Be na d F io , dans ces nou elles, es a en i à ne pas u ilise un ocabulai e op compliqué mais ne s’in e di aucun mo […]” 10 e“ C’es la ela ion du lec eu a ec le ex e qui in é esse l’au eu ” 11 . A e cei a aula, des a unidade didá ica, oi consag ada, num p imei o momen o, à o ganização do abalho, nomeadamen e à ap esen ação do p oje o, à escolha dos g upos e dos ex os (anexos XII e XIII). Es a escolha oi ealizada pela es agiá ia e pela p o esso a o ien ado a, pa a que os g upos icassem equilib ados e, des a o ma, 10 -h p://www.cndp. 11 -h p://www.cndp. 79 p o esso a/in es igado a, con i mamos a di iculdade que, po ezes, pode exis i na plani icação, pa a que a a iculação do jogo d amá ico com os con eúdos a abalha e os obje i os a a ingi seja ealmen e e icaz. A p eceden e análise pe mi e-nos conclui que, modes amen e, nos oi possí el ilus a a pe inência da emá ica a a és da p á ica p o issional como p o esso a/in es igado a. Pensámos que se dú idas hou esse em elação à impo ância des a emá ica, es as ica iam esol idas, a pa i da e isão da li e a u a ap esen ada. As condições que me o am o e ecidas na escola onde exe ci a minha p á ica le i a, enquan o es agiá ia, e onde exe ço a minha unção de docen e há 15 anos, o am as ideais pa a a ealização des a in es igação. Mais ha e ia a dize sob e es a emá ica, pois nem odos os p oblemas o am esol idos e, du an e a in es igação, ou as ques ões e dú idas se coloca am, le ando- nos a e le i , de o ma bas an e sé ia, sob e a in es igação ealizada e colocando, po ezes, em causa udo o que oi ei o ao pon o de conclui mos que, se osse hoje, muda íamos po comple o o umo do nosso es udo. Assim sendo, achamos que es e abalho pode se i de sensibilização pa a abalhos e in es igações u u as, no sen ido de cla i ica e esol e as dú idas ainda exis en es. Mas como já dizia o poe a “Tudo ale a pena se a alma não é pequena!....” 80 Re e ências Bibliog á icas ALARCÃO, I. (2008). 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ANEXO II- Plani icações das unidades didá icas em que o jogo d amá ico es á p esen e. ANEXO III- “No palco com… a poesia” - p opos a de abalho. ANEXO IV- “ No palco com… a poesia” - ex os a abalha . ANEXO V- Chu a de ideias : poesia/jogo d amá ico. ANEXO VI- “Le pa a cons ui conhecimen o” - icha sob e a ida e ob a do au o . ANEXO VII- “ No palco com… a poesia” - p epa ação do abalho. ANEXO VIII- “ No palco com… a poesia” - icha de au oa aliação. ANEXO IX- “ Vamos ao ea o ?” - p opos a de abalho. ANEXO X- “ Vamos ao ea o ?” - exemplo de um abalho ealizado pelos alunos. ANEXO XI- Tex o de Be na d F io “ Façons de pa le ”. ANEXO XII- “Vi e à li e… acile à joue ” - icha in o ma i a sob e o p oje o. ANEXO XIII- “ Vi e à li e… acile à joue ” - icha pa a a o ganização de g upos. ANEXO XIV- “La diablesse e son en an ” - icha de abalho sob e a dicção. Anexo I – P oje o de Es abelecimen o do Liceu F ancês In e nacional do Po o Desc i o es de desempenho Con eúdos/Compe ências Es a égias/A i idades Ma e ial A aliação -Exp imi sen imen os e emoções; -Segui diálogos, in e indo opo una e cons u i amen e ; - Ca ac e iza os di e en es modos e géne os li e á ios; -Iden i ica e ca ac e iza as di e en es ipologias e géne os ex uais; -U iliza a esc i a pa a sis ema iza conhecimen os; -U iliza , com au onomia, es a égias de p epa ação e de plani icação da esc i a de ex os; -U iliza , com au onomia, es a égias de e isão e ape eiçoamen o de ex o; - Explo a di e en es o mas de comunicação, selecionando es a égias e ecu sos adequados pa a en ol e a audiência; -Explo a os p ocessos de cons ução do diálogo e o modo como se pode agi a a és da ala. Comp eensão/exp essão o al: Fala pa a cons ui e exp essa conhecimen o. Lei u a: Le ex os li e á ios – ex o con e sacional Le pa a cons ui conhecimen o (s). Esc i a: Esc e e pa a cons ui e exp essa conhecimen os --Con enções e eg as pa a a con igu ação g á ica; --Pon uação e sinais auxilia es de esc i a. Exp essão o al: Fala pa a cons ui e exp essa conhecimen o. -Análise e comp eensão de um exce o de um ex o con e sacional, a pa i de um ques ioná io di igido; -Lei u a silenciosa de um exce o; -Lei u a dialogada do exce o; -Análise e comp eensão do ex o con e sacional: sín ese cole i a; -Realização e co eção de a i idades de consolidação sob e o discu so di e o. -Redação de um ex o con e sacional, a pa i das ins uções de esc i a- plani icação do ex o; -Re isão e ape eiçoamen o do ex o; -Ap esen ação do p oje o de ea o a ealiza sob e a ob a: “O Ca alei o da Dinama ca”. - Diálogo e ical/ho izon al- o ganização de g upos; - Diálogo ho izon al/ho izon al-escolha do p oje o; - Diálogo e ical/ho izon al- ap esen ação do p oje o de cada g upo. -Compu ado : ideop oje o – imagem; poesia; -Quad o; - Compu ado : in e ne -(you ube) -Cade no diá io; -Fo ocópias: - ex o con e sacional; - icha de abalho sob e o discu so di e o - icha: “ins uções de esc i a”, “plani icação do diálogo”; - icha: “ e isão e ape eiçoamen o do ex o (quad o); - icha: p oje o ea o. -Obse ação di e a: --Diálogo e ical/ho izon al; --Pa icipação o al na aula; --Au oa aliação. -Resolução de ques ioná ios. 3h40 - Plano da Unidade Didá ica 2 : “O ex o con e sacional”. Anexo III – “No palco com… a poesia” – p opos a de abalho P opos a de abalho: - ec ia , a a és da d ama ização, alguns ex os poé icos. Desc i o es de desempenho: - ap o unda o gos o pessoal pela lei u a de ex os poé icos; -conhece algumas noções de e si icação; -con ac a com dados biog á icos dos au o es; -conhece alguns ecu sos e ó icos; -analisa ex os poé icos; - eina a lei u a exp essi a em oz al a; - ec ia , a a és da d ama ização, alguns ex os poé icos. P epa ação: - Escolham um poema, a pa i dos p opos os pela p o esso a. - Realizem uma pesquisa sob e a ida e a ob a do au o do poema escolhido. - Assegu em-se, an es de memo iza em o poema, de que conhecem o signi icado das pala as e sabem p onunciá-las co e amen e. - Saibam o que o au o que ansmi i , os sen imen os que as pala as aduzem. -Respei em a pon uação pa a aze em as pausas adequadas e não eci em o poema e so a e so, queb ando o sen ido da ase. Execução: -Realizem a lei u a do poema escolhido. -Ve i iquem se há ocabulá io desconhecido. -P ocu em, no dicioná io, o signi icado do ocabulá io di ícil. -Iden i iquem o ema da poesia. -Analisem a mensagem que o au o que ansmi i . -P eencham, em conjun o, a abela p epa ada pela p o esso a: “No palco com… a poesia!-p epa ação do abalho”. -Realizem a memo ização da poesia. -Rec iem, a a és da d ama ização, a poesia. Anexo IV – “ No palco com … a poesia” – ex os a abalha Tex os a abalha Tex o 1: EUGÉNIO DE ANDRADE As pala as Tex o 2: SEBASTIÃO DA GAMA O Sonho Tex o 3: ALMEIDA GARRETT Ba ca Bela Tex o 4: JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS O Homem das Cas anhas Tex o 5: ALEXANDRE 0’NEILL Fala! EUGÉNIO DE ANDRADE As pala as São como um c is al, as pala as. Algumas, um punhal, um incêndio. Ou as, o alho apenas. Sec e as êm, cheias de memó ia. Insegu as na egam: ba cos ou beijos, as águas es emecem. Desampa adas, inocen es, le es. Tecidas são de luz e são a noi e. E mesmo pálidas e des pa aísos lemb am ainda. Quem as escu a? Quem as ecolhe, assim, c uéis, des ei as, nas suas conchas pu as? In Co ação do Dia SEBASTIÃO DA GAMA O sonho Pelo sonho é que amos como idos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não haja u os, Pelo Sonho é que amos. Bas a a é no que emos. Bas a a espe ança naquilo que al ez não e emos. Bas a que a alma dêmos, com a mesma aleg ia, ao que desconhecemos e ao que é do dia-a-dia. Chegamos? Não chegamos? -Pa imos. Vamos. Somos. In Pelo Sonho É que Vamos ALMEIDA GARRETT Ba ca Bela Pescado da ba ca bela, Onde ais pesca com ela, Que é ão bela, Oh pescado ? Não ês que a úl ima es ela No céu nublado se ela? Colhe a ela? Oh pescado ! Dei a o lanço com cau ela, Que a se eia can a bela… Mas cau ela, Oh pescado . Não se en ede a ede nela, Que pe dido é emo e ela Só de ê-la, Oh pescado . Pescado da ba ca bela, Inda é empo, oge dela, Foge dela, Oh pescado ! In Folhas Caídas e Flo es sem u o JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS O homem das cas anhas Na P aça da Figuei a ou no Ja dim da Es ela num oga ei o aceso é que ela a de ao can o do ou ono à esquina do in e no o homem das cas anhas é e e no. Não em ei a nem bei a nem gua ida e ap egoa como um desa io é um ca ucho pa do a sua ida e se não ma a a ome ma a o io. Um ca o que se empu a um chapéu esbu acado no pei o uma cas anha que não a de em a chu a nos olhos e em um a cansado O homem que ap egoa ao im da a de. Ao pé de um candeei o acaba o dia oz ouca com o a o da pob eza ap egoa pedaços de aleg ia e à noi e ai do mi com a is eza. Quem que quen es e boas quen inhas A es ala em cinzen as na b asa Quem que quen es e boas quen inhas Quem comp a le a mais calo (amo ) pa a casa. A mágoa que anspo a é misé ia ambulan e Passeia na cidade o dia in ei o é como se empu asse o ou ono dis an e é como se empu asse o ne oei o. Quem sabe a des en u a do seu ado? Quem olha pa a o homem das cas anhas? Nunca ninguém pensou que ali ao lado a dem no oga ei o do es amanhas. In As Pala as das Can igas - P epa ação do abalho Tí ulo da poesia: Au o (a): Vocabulá io desconhecido: Tema da poesia: C iação de pe sonagens: Dis ibuição de papéis: En oação (a oz pode subi ou desce …): Ri mo (acele e/ab ande…): Volume (pala as di as mais al as do que ou as…): Tom (sua e; eliz; du o): Cená io c iado: Acessó ios a u iliza : Anexo VIII – “No palco com…a poesia” – icha de au oa aliação A aliação dos g upos (au oa aliação) FICHA DE AUTOAVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DO GRUPO G upo : ___________________________________________________________________ Semana de _____/_____/_____ a _____/_____/_____ I ens Regis o da a aliação Como deco eu o abalho de g upo? T abalhamos bem. Podíamos e abalhado mais. Não abalhamos o necessá io. Todos pa icipa am no abalho de g upo? Sim Não Ti e am di iculdades na conc e ização do que os e a pedido? Que di iculdades o am essas? _________________________________________________ _________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ ________________________________________________ Os elemen os do g upo i e am a e as? Fo am cump idas? Sim. Não. Sim. Não. Comen á io ao abalho ealizado: _____________________________________ _____________________________________ _____________________________________ A P o esso a: __________________________________________________ Da a: _____/_____/_____ Anexo IX – “Vamos ao ea o?” – p opos a de abalho P opos a de abalho: A-D ama iza um exce o da ob a: “O Ca alei o da Dinama ca”. B-Adap a um exce o da ob a: “O Ca alei o da Dinama ca”. Desc i o es de desempenho: Fala pa a cons ui e exp essa conhecimen o Explo a di e en es o mas de comunica e pa ilha ideias e p oduções pessoais selecionando es a égias e ecu sos adequados pa a en ol e a audiência. Pa icipa em si uações de in e ação o al Explo a os p ocessos de cons ução do diálogo e o modo como se pode agi a a és da ala. P epa ação: -O ganização dos g upos; -Escolha de uma das p opos as de abalho ap esen adas; -Discussão de ideias. Anexo X- “Vamos ao ea o?” – exemplo de um abalho ealizado pelos alunos -O CAVALEIRO DA DINAMARCA E UMA AVENTURA INESPERADA Voz: Olá a odos. Es ou aqui pa a ap esen a - os “O Ca alei o da Dinama ca e uma a en u a inespe ada”. Ob igado. P incesa Luc écia:Ai!, pob e de mim. Pa eço uma sem-ab igo! Ca alei o: Po que cho ais, minha donzela? P incesa Luc écia: Eu e a minha co e omos assal adas, meu ca alei o… Ca alei o: E qual o seu des ino? P incesa Luc écia: A minha cidade, a An ué pia. Ca alei o: Mas que eliz coincidência! O meu des ino ambém é a An ué pia! P incesa Luc écia: Vá, ajude-me a le an a . Ca alei o:Uhhh, es á oda suja… Mas eu aço um es o ço! Vamos. Voz: O Ca alei o e a p incesa seguem caminho po e a a é B uges. Aí, apanham um na io que os le a,inespe adamen e, a é Po ugal. P incesa Luc écia: Nós não es amos na An ué pia!!!! Ca alei o: Pois não. O comandan e de e-se e enganado… Vamos, sen e-se aqui. Ronaldo:Vim ago a do anque, apliquei Linic* gel no meu cabelo. Vamos começa o eino? Scola i: O menino em de es a p on o pa a udo! Vamos joga PVP, Playe VsPlaye . Ronaldo: PVP, a minha especialidade! Scola i p ega uma as ei a a Ronaldo. Ronaldo (no chão, g i a): Ai! Scola i: E depois o bu o sou eu! No ano passado eu de endi o menino! Ca alei o: Bom dia, o as ei os, conhecem alguma pousada? P incesa Luc écia: Ai, meu Deus! O que é que acon eceu? Scola i: O menino ei o de bu o, a i ou-se pa a o chão! Ronaldo (no chão, g i a):Ai!!! Voz: Ronaldo manda um mensagei o pa a F ança pa a encon a a cu a pa a o seu joelho. Lá, encon a Ma ie Cu ie. Ca alei o(pa a Ronaldo): Sen e-se melho ? Ma ie Cu ie: Onde es á o C is iano Ronaldo? Ronaldo: Es ou aqui! Ma ie Cu ie: O seu so imen o já ai acaba ! Eu enho a cu a pa a o seu joelho! Scola i: Um bi e? Não é ca ne de ca alo, pois não? Ma ie Cu ie: Cla o que não! Ca alei o: Como se chama? Ma ie Cu ie: Ma ie Cu ie. P incesa Luc écia:Manicu i?! A anje-me já es a unha! Ma ie Cu ie (zangada): Ma ie Cu ie! E não a anjo unhas ! Vá, Ca alei o, ajude-me a le a o C is iano. O Ca alei o ajuda Ma ie Cu ie. Voz: Tudo acaba bem. O Ronaldo ol a a ganha o p émio de melho jogado de u ebol do mundo; a P incesa ol a pa a a An ué pia e o Ca alei o eg essa a empo de es eja o Na al com os seus. Anexo XI – Tex o de Be na d F io “Façons de pa le ” FAÇONS DE PARLER Papa, il es p o de ançais... Oh, pa don : mon pè e enseigne la langue e la li é a u e ançaises.C’es pas ma an ous les jou s ! Je eux di e : pa ois, la p o ession de mon pè e es pou moi cause de ce ains désag émen s. L’au e jou , pa exemple. En scian du bois, je me suis coupé le pouce. P o ond ! J’ai cou u ou e papa qui lisai dans le salon. – Papa, papa ! Va i e che che un pansemen , je pisse le sang ! ai-je hu lé en endan mon doig blessé. – Je e p ie de bien ouloi ’exp ime co ec emen , a épondu mon pè e sans même le e le nez de son li e. – T ès che pè e, ai-je co igé, je me suis en aillé le pouce e le sang s’écoule abondammen de la plaie. – Voilà un exposé des ai s clai e p écis, a décla é papa. – Mais g ouille- oi, ça ai achemen mal ! ai-je lâché, n’y enan plus. – Luc, je ne comp ends pas ce langage, a épliqué papa, insensible. – La douleu es in olé able, ai-je adui , je e se ais donc ex êmemen econnaissan de bien m’acco de sans délai les soins nécessai es. – Ah, oilà qui es mieux, a commen é papa, sa is ai . Examinons d’un peu plus p ès ce e ég a ignu e. Il a baissé son li e e m’a ape çu, g imaçan de douleu e se an mon pouce sanguinolen . – Mais ’es cinglé, ou quoi ? a- -il hu lé, u ieux. Veux- u ... le camp, u pisses le sang ! Tu as dégueulassé la moque e ! File à la salle de bains, e dém...- oi ! Je ne eux pas oi ce e bouche ie ! J’ai ailli épond e : « T ès che papa, o e açon de pa le m’es complè emen é angè e. Je ous sau ais donc g é de bien ouloi ous exp ime en ançais. » Mais j’ai p é é é ne ien di e. De ou e açon, j’a ais pa ai emen comp is. Je suis doué pou les langues, moi. Be na d F io , Nou elles his oi es p essées, Milan Poche Junio , 1992