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O papel das aulas de cachorros na prevenção de problemas comportamentais

Bárbara de Ancede Aroso Barros Basto

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1 Rela ó io Final de Es ágio Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia O PAPEL DAS AULAS DE CACHORROS NA PREVENÇÃO DE PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS Bá ba a de Ancede A oso Ba os Bas o O ien ado P o esso a Dou o a Liliana Ma ia de Ca alho e Sousa Co-O ien ado P o esso Dou o Miguel Ibáñez Talegón (Cen o de Medicina del Compo amien o Animal de la Uni e sidade Complu ense de Mad id) Po o 2015 2 Rela ó io Final de Es ágio Mes ado In eg ado em Medicina Ve e iná ia O PAPEL DAS AULAS DE CACHORROS NA PREVENÇÃO DE PROBLEMAS COMPORTAMENTAIS Bá ba a de Ancede A oso Ba os Bas o O ien ado P o esso a Dou o a Liliana Ma ia de Ca alho e Sousa Co-O ien ado P o esso Dou o Miguel Ibáñez Talegón (Cen o de Medicina del Compo amien o Animal de la Uni e sidade Complu ense de Mad id) Po o 2015 i RESUMO Du an e o Es ágio Cu icula ealizado no Cen o de Medicina del Compo amien o Animal de la Uni e sidade Complu ense de Mad id (UCM) assis i a 22 consul as de Especialidade de Medicina do Compo amen o, dois cu sos de Aulas de Cacho os (AC) e auxiliei na igilância dos cacho os que acompanha am os p op ie á ios às Pales as G a ui as de Compo amen o Canino. A e olução que as equipas p op ie á ios-cão exibi am en e o início e o im das AC, assim como o ac o de apenas 2 dos 22 casos ap esen ados a consul a e em e e ido que os cães inham assis ido a AC, mo i ou o meu in e esse em explo a os e ei os de assis i a AC. O obje i o do p esen e es udo é analisa o papel das AC como e amen a de p e enção de p oblemas compo amen ais (PC) a a és da compa ação de cães que equen a am e não equen a am AC, a aliando os seguin es pon os: Qualidade de ida; Conhecimen os de obediência básica; A aliação que os p op ie á ios azem do compo amen o do seu animal; Incidência de PC; Fon es de in o mação a que os p op ie á ios eco e am pa a comp eende o compo amen o e necessidades caninas; e Pos u a do p op ie á io ace a um PC. A ecolha de dados oi ei a a a és da dis ibuição online de um ques ioná io, en iado pa a clien es da Escola de Cacho os da UCM e li emen e di ulgado em pla a o mas de di ulgação social po uguesas. A população é cons i uída po 48 cães que assis i am a AC e 366 cães que não assis i am. Os esul ados suge em que assis i a AC o igina p op ie á ios mais conscien es das necessidades e capacidades caninas, que p o idenciam uma melho qualidade de ida aos seus animais, e cães mais obedien es, que endem a exibi ligei amen e menos PC. Apesa das limi ações do es udo, conclui-se que as AC são uma boa e amen a de p e enção de PC, p incipalmen e de ido à o mação dos p op ie á ios, que ai in luencia a longo e mo como in e agem com o seu cão. ii AGRADECIMENTOS À P o . Dou o a Liliana, pela o ien ação no desen ol imen o des a disse ação e pela disponibilidade, incen i o e apoio que semp e demons ou na o ien ação do meu es udo na á ea de E ologia. Ao D .Miguel, po me e ecebido na sua Clínica, pela o ien ação e apoio no desen ol imen o des a disse ação, e pelo seu exemplo de pe se e ança e ideais excelência, que me mo i am a se uma melho p o issional. À D .S e ania Pineda, pelo exemplo da dedicação e p o issionalismo com que se dedica ao es udo e à p á ica da Medicina do Compo amen o, e po semp e se e mos ado disponí el pa a pa ilha os seus conhecimen os comigo. Ao D .Rica do Ga cia, pela p eciosa ajuda na análise es a ís ica dos dados ecolhidos nes e abalho, e à D .Ve ónica Russo pela ajuda na e isão e adução do ques ioná io. A odas as pessoas que esponde am ao ques ioná io e ajuda am na sua di ulgação, pela colabo ação essencial ao desen ol imen o des e abalho. A odos os meus P o esso es do ICBAS, em especial ao P o esso Pablo Payo, cuja excelência pedagógica incen i a os alunos a se em os melho es, e à P o esso a Lúcia Li a, que no 12º ano me ez apaixona pelo uni e so do Compo amen o Animal e pelo es udo da Psicologia. Ao O eão Uni e si á io do Po o, e em pa icula à Tuna Feminina do OUP, po e en iquecido a minha ida académica e pessoal e po me o na uma pessoa mais p ó-a i a, p agmá ica e o ganizada. À F ancisca, à Ca a ina, à Isabel e à Joana, po oda a amizade, companhei ismo e aleg ias ao longo des e pe cu so académico e pela p omessa de mui as a en u as u u as. Ao José An ónio, pela amizade, ca inho, apoio e companhia que semp e pa ilhamos. À minha amília, pelo amo e elicidade com que semp e me odea am, em especial aos meus i mãos, Edua do e Hen ique, pelo sen ido de humo e as di e sões e discussões que nos azem c esce jun os, e à Tia Mónica, po semp e me e mo i ado a es uda Medicina Ve e iná ia. Aos meus Pais, a quem dedico es a disse ação, pelo amo e apoio incondicionais em odos os aspe os da minha ida, po me educa em a a és do exemplo a se uma pessoa melho e po semp e me e em pe mi ido man e animais de es imação. iii ABREVIATURAS AC – aulas de cacho os CAC – com aulas de cacho os d – g aus de libe dade EC-UCM – escola de cacho os da Uni e sidade Complu ense de Mad id ex. - exemplo M – média Med – mediana  - coe icien e de co elação de Spea man PC – p oblemas compo amen al / p oblemas compo amen ais SAC – sem aulas de cacho os SD – des io-pad ão s. - e sus 2 - Chi-Quad ado i ÍNDICE Resumo ........................................................................................................................................... i Ag adecimen os ............................................................................................................................. ii Ab e ia u as ................................................................................................................................... iii Índice ............................................................................................................................................. i I. In odução ................................................................................................................................... 1 1. Pe íodos de Desen ol imen o do Cão ................................................................................ 3 2. Fa o es que In luenciam o Desen ol imen o do Compo amen o ........................................ 5 3. Incidência de P oblemas Compo amen ais Caninos .......................................................... 5 II. Obje i os .................................................................................................................................... 6 1. Aulas de Cacho os ............................................................................................................. 6 III. Ma e ial e Mé odos .................................................................................................................... 7 IV. Resul ados ................................................................................................................................ 9 1. Ca ac e ização da População .............................................................................................. 9 2. Meio p é-adoção .................................................................................................................. 9 3. Meio pós-adoção ................................................................................................................ 10 4. Qualidade de ida .............................................................................................................. 10 5. Obediência e A i idade ...................................................................................................... 11 6. Compo amen o ................................................................................................................. 12 7. P op ie á ios ....................................................................................................................... 13 V. Discussão ................................................................................................................................ 15 1. Meio p é-adoção ............................................................................................................... 15 2. Meio pós-adoção e Qualidade de ida .............................................................................. 16 3. Obediência e A i idade ..................................................................................................... 18 4. Compo amen o ................................................................................................................ 20 5. P op ie á ios ...................................................................................................................... 22 VI. Limi ações do es udo ............................................................................................................. 25 VII. Conclusão .............................................................................................................................. 25 VIII. Bibliog a ia ............................................................................................................................ 26 ANEXO I – Exemplo do Ques ioná io en iado aos p op ie á ios dos g upos CAC e SAC .............. 31 ANEXO II – Resul ados das Va iá eis O dinais ............................................................................. 36 ANEXO III – Resul ados das Va iá eis Ca egó icas ...................................................................... 37 1 I. INTRODUÇÃO Os cães (Canis lupus amilia is), de aco do com as e idências an opológicas, con i em com os humanos há mais de 15000 anos (O e all e al. 2014). A sua longa domes icação pe mi iu a e olução de uma inigualá el elação in e especí ica en e es es e os humanos, a qual em ecebido g adualmen e mais a enção do mundo cien í ico. Os cães desen ol e am uma capacidade signi ica i a de in e p e ação da linguagem co po al dos humanos, incluindo a comp eensão de indicações ges uais e sinais isuais (Reid 2009). A sua g ande capacidade de ap endizagem, em conjun o com a sua habilidade comunica i a e acilidade de o ma ínculos a e i os com humanos, pe mi iu a in eg ação des a espécie na nossa sociedade a á ios ní eis, an o como animais de companhia ou como animais de abalho (ex.: cães de assis ência, cães do exé ci o/polícia ou cães pas o es). A ualmen e conside a-se que o enómeno de inculação humano-cão é semelhan e ao desen ol imen o do ínculo ma e no- ilial e que a p esença do p op ie á io em um e ei o de base segu a no compo amen o do cão (Topál e al. 1998). O sucesso da in e ação social posi i a en e um humano e o seu cão em como p é- equisi o que exis a a en ionis egens, ou seja, que ambas as pa es necessi em e o e eçam a enção a um ní el emocional básico e egula (Odendaal & Mein jes 2003). A in e ação, mu uamen e bené ica, en e cães e humanos p oduz um aumen o da concen ação plasmá ica de -endo inas, oxi ocina, p olac ina e dopamina em ambas as espécies, e a diminuição dos ní eis de co isol nos humanos (Odendaal & Mein jes 2003). Handling e al. (2011) demons a am que as in e ações en e cães e os seus p op ie á ios, mesmo sendo cu as, êm e ei os psico isiológicos posi i os, p o ocando um aumen o dos ní eis de oxi ocina e diminuição da equência ca díaca em ambas as espécies e diminuição dos ní eis de co isol nos humanos. Exis e uma elação posi i a signi ica i a en e os ní eis de oxi ocina do p op ie á io e os do seu cão, es ando o aumen o da oxi ocina e a diminuição do co isol nos humanos elacionada com a classi icação da elação, pelo p op ie á io, como ag adá el, in e a i a e on e de poucos p oblemas, enquan o o aumen o da oxi ocina nos cães es á posi i amen e elacionada com a quan idade de in e ação com o p op ie á io e com o ac o des e o e como uma companhia ag adá el (Handling e al. 2012). Con a iamen e ao que se ia espe ado, um es udo ecen e não encon ou e idências de que a impo ância e p oximidade a ibuída à elação pelo p op ie á io seja equi alen e à exibida pelo seu cão (Rehn e al. 2014). Apesa de se em econhecidos bene ícios psico isiológicos ine en es ao con í io com um animal de es imação (Se pell 1991), es es es ão dependen es da qualidade da elação, a qual es á equen emen e elacionada com as expec a i as do p op ie á io (Ma de & Duxbu y 2008) e o compo amen o do animal. Foi demons ado que quan o maio é a disc epância en e o que o 2 p op ie á io conside a se o compo amen o do cão “ideal” e o compo amen o do seu cão, meno é o ní el de apego sen ido, sendo que os cães “ eais” o am classi icados como menos con ian es/ elaxados em si uações desconhecidas, mais a e uosos, mui o mais exci ados, menos obedien es, mais a i os e menos sa is ei os po se em deixados sozinhos, do que “idealmen e” de e iam se (Se pell 1996). Quando ealmen e exis em p oblemas compo amen ais (PC), es es são uma on e de us ação, s ess e mal-es a pa a o animal e pa a o seu p op ie á io, podendo inclusi amen e p o oca esgo amen os psicológicos, p oblemas inancei os e isolamen o social no caso do p op ie á io (Voi h 2009) e mais susce ibilidade a ap esen a p oblemas de ma ológicos e edução da espe ança média de ida no caso dos cães, pa icula men e em si uações c ónicas de ans o nos de medo ou ansiedade (D eschel 2010). Lamen a elmen e, á ios es udos demons a am uma p eocupan e p e alência de PC na população de cães analisados, a iando es a en e 40% e 92% de animais que demons a am pelo menos um compo amen o conside ado indesejá el pelos donos (Ma ínez e al. 2011; Khoshnegah e al. 2011). O g au de g a idade a ibuído aos PC ende a se maio se es es a e a em ou o em di igidos a pessoas, po exemplo em casos de ag essi idade ou des uição de p op iedade; e a se meno se o p oblema a e a mais o bem-es a do animal que o do humano, como po exemplo no caso de p oblemas elacionados com medo ou exci abilidade (Sho e e al. 2008). Mui os cães com PC so em desnecessa iamen e quando p op ie á ios mal in o mados eco em a cas igos inap op iados ou a mé odos de eino a e si os (Hsu & Se pell 2003), que no caso de se em aplicados a cacho os podem le a a que es es pe cam a con iança no julgamen o e na “lide ança” dos memb os da amília (Lindell 1997), sendo des ino inal equen e des es animais conside ados “malcompo ados” o abandono ou a eu anásia. Num es udo ealizado sob e os mo i os pa a en ega animais em canis, a exibição de compo amen os indesejá eis oi indicada em 65% dos casos (Kwan & Bain 2013). A ele ada p e alência de PC nos cães man idos como animais de companhia e a g ande in luência que o compo amen o em na decisão de en ega em canis, abandona ou eu anasia animais, e es e de impo ância a necessidade de implemen a es a égias de p e enção de PC, as quais êm um papel undamen al no desen ol imen o social, emocional e cogni i o dos cães e na o mação do ínculo humano-animal. Pa a implemen a um plano de p e enção e icaz é necessá io e em con a as ca ac e ís icas de cada pe íodo de desen ol imen o da espécie em ques ão, iden i ica os a o es que in luenciam o desen ol imen o do compo amen o e qual a incidência conhecida de cada p oblema. 3 1. PERÍODOS DE DESENVOLVIMENTO DO CÃO: A ualmen e econhece-se que há e idências de que ce as ca ac e ís icas do compo amen o e ca ác e canino (ex.: ag essi idade, ní el de a i idade, medo e sensibilidade a uídos) são he edi á ias, pelo que a p e enção de PC de e ia, idealmen e, começa pela seleção de animais ep odu o es sem PC e com ca ac e ís icas empe amen ais desejá eis (O e all e al. 2014), endo em con a a apa en e a iabilidade e p edisposição de compo amen o en e aças (Takeuchi & Mo i 2006, Meh kam & Wynne 2014). De ido à g ande in luência que o bem-es a psicológico e isiológico da êmea du an e a ase de ges ação em no desen ol imen o do sis ema ne oso e, consequen emen e, no u u o compo amen o das c ias, de e-se p o idencia à u u a mãe um ambien e anquilo e posi i o, p omo endo baixos ní eis de s ess (Weins ock 2008), e uma nu ição adequada (Aki ake e al. 2015) du an e o pe íodo p é-na al. Vá ios es udos demons a am que o início da ida é um pe íodo em que a ima u idade ísica do o ganismo é pa icula men e susce í el e esponsi a a mé odos de es imulação, socialização e en iquecimen o ambien al, pelo que os seus e ei os (posi i os e nega i os) são esponsá eis po mui as di e enças compo amen ais e neu o isiológicas en e indi íduos (Ba aglia 2009). Em 1965, Sco e Fulle ap esen a am um modelo de qua o ases de desen ol imen o canino, no qual desc e e am o pe íodo neona al (dos 0 aos 12 dias), o pe íodo de ansição (dos 13 aos 21 dias), o pe íodo de socialização (dos 20 aos 84 dias) e o pe íodo ju enil (das 12 semanas a é à ma u idade sexual, que se a inge en e os 9 e os 18 meses, dependendo das aças) (Miklósi 2007). Du an e os p imei os dias de ida, no Pe íodo Neona al, a pe ceção do ambien e pelo cacho o é ei a unicamen e a a és dos es ímulos ác eis e ol a i os esul an es da in e ação com a mãe e a ninhada du an e a amamen ação e dos cuidados ma e nais de limpeza e es imulação da eliminação. A abe u a dos olhos e dos canais audi i os oco em no Pe íodo de T ansição, que a ia ligei amen e en e aças, e i icando-se ainda, du an e es a ase, um desen ol imen o das capacidades de adap ação do compo amen o ao ambien e e das capacidades mo o as u ilizadas nos sinais comunica i os, como o abana da cauda (Miklósi 2007). Gazzano e al. (2008b) e i ica am que cacho os que inham sido a as ados da mãe e da ninhada e manipulados po b e es in e alos de empo nas p imei as 3 semanas de ida eagiam melho a si uações de s ess e pa icipa am mais em a i idades explo a ó ias quando e am mais elhos, em compa ação com cacho os que não inham sido expos os a pequenas doses de s ess numa ase p ecoce. Um es udo lide ado po Piñol em 2005 demons ou que cacho os a as ados e manipulados ecebem mais a enção e cuidados ma e nais, sob a o ma de lambedu a, do que cacho os não manipulados (Bea e 2009b). Os cuidados ma e nais pa ecem a e a o desen ol imen o dos 10 ninhada es á comp eendida en e 5 e 7 semanas (Med= 2, Range=1) em ambos os g upos (Ve g á ico 2), não exis indo di e enças signi ica i as (Z=-0,321, p=0,748). G á ico 2 – Idade no momen o da sepa ação da mãe e da ninhada. 3. Meio pós-adoção: Rela i amen e aos coabi an es a análise es a ís ica e elou uma di e ença signi ica i a en e a quan idade de animais que habi am com ga os (2=12,745, d =1, p=0,0004) ou com ou os cães (2=16,786, d =1, p <0,0001), sendo que o g upo SAC em uma maio di e sidade de coabi an es que o g upo CAC (Ve g á ico 3). G á ico 3 – Coabi an es a uais. 4. Qualidade de ida: Nes e es udo a qualidade de ida oi a aliada a a és da quan i icação de a i idades conside adas bené icas e ag adá eis pa a os cães, ais como o passeio diá io, a in e ação, sem ela, sob a o ma de jogo com ou os cães, a in e ação sob o ma de jogo com os p op ie á ios, a di e sidade de b inquedos disponí eis e a possibilidade de acesso ao in e io da casa. Fo am demons adas di e enças signi ica i as na du ação do passeio (Z=7,338, p <,0001), sendo que o g upo CAC passeia conside a elmen e mais que o g upo SAC (Med CAC =4, ange=1 s. Med SAC =2, ange=2); na di e sidade de b inquedos ( =5,37, d =412, p<,0001), possuindo o g upo CAC maio di e sidade que o g upo SAC (média (M)CAC=4,9, des io pad ão (SD)=2 s. MSAC=3,4, SD=1,9); e no acesso ao in e io da casa (2=6,787, d =1, p=0,0092), pe mi ido a odos os cães do g upo CAC e a apenas 320 (87%) dos cães do g upo SAC. 11 Não o am encon adas di e enças signi ica i as na compa ação da equência de jogo sem ela com ou os cães (Z=-1,79, p=0,07), nem da du ação de jogo diá io com o p op ie á io (Z=- 0,802, p=0,422) (Ve g á ico 4). Exis e po ém uma ligei a di e ença es a ís ica, sendo que os cães do g upo CAC b incam mais sem ela com ou os cães e os do g upo SAC b incam mais com os p op ie á ios. É ainda ele an e e e i que no g upo SAC oi demons ada uma co elação signi ica i a en e coabi ação com cães e uma maio equência de jogo sem ela com ou os cães (Z=-9,53, p <,0001), o que não se e i icou no g upo CAC (Z=0,402, p=0,689). G á ico 4 – A i idade p opo cionada aos cães. 5. Obediência e A i idade: Os cães do g upo CAC o am conside ados signi ica i amen e menos a i os (MedCAC=3, ange=1 s MedSAC=4, ange=1) (Z=-3,631, p=0,0003) e mais obedien es que os do g upo SAC (MedCAC=3, ange=1 s MedSAC=3, ange=1)(Z=2,365, p=0,0185). G á ico 5 – A aliação dos ní eis de a i idade e obediência ge ais, espe i amen e. 12 Exis e uma di e ença es a is icamen e signi ica i a en e a quan idade de exe cícios de obediência básica conhecida pelo g upo CAC e pelo g upo SAC (MCAC=5,3, SD=1,1 s. MSAC=3,3, SD=1,6) ( =11,20, d =78,08, p<,0001), a qual em uma co elação posi i a com o ní el de obediência ge al mais signi ica i a no g upo SAC (=0,573, p <,0001) do que no g upo CAC (=0,414, p=0,0035), demons ada pelo coe icien e de co elação de Spea man. 6. Compo amen o: Na a aliação dos PC, os p op ie á ios do g upo CAC a i ma am com maio equência que o seu cão não inha PC (2=1,13, d =1, p=0,286) e os p op ie á ios do g upo SAC e e i am mais p oblemas elacionados com desobediência (2=1,134, d =1, p=0,288), ansiedade (2=2,585, d =1, p=0,107) e ag essi idade (2=1,056, d =1, p=0,588). Fo am de e adas di e enças mínimas (1-2%) en e os g upos no ela o de ans o nos de eliminação inap op iada (2=0,292, d =1, p=0,288) e de exibição de medo (2=0,016, d =1, p=0,899). Apesa de exis i em di e enças es a ís icas en e os g upos (Ve g á ico 6), nenhuma oi signi ica i a. G á ico 6 – P oblemas compo amen ais e e idos. A im de explo a o e ei o que a idade no início AC em na p e enção de PC, o am compa adas as e e ências a PC en e dois subg upos do CAC, o mados po cacho os que começa am a assis i às AC quando inham en e 2 e 4 meses de idade (n=11) e cacho os que começa am en e as 4 e 7 meses de idade (n=37). Apesa de ha e mais indicações de animais sem PC no g upo dos 4 aos 7 meses, o mesmo g upo ambém e e iu mais p oblemas elacionados com desobediência e medo (Ve g á ico 7). O g upo dos 2 aos 4 meses e e iu, po sua ez, maio p e alência de ans o nos de ansiedade. A di e ença encon ada no ela o de 13 eliminação inap op iada e exibição de ag essi idade oi mínima (1-2%). Tal como na compa ação de PC en e os g upos CAC e SAC, es es esul ados não ap esen a am di e enças es a is icamen e signi ica i as (Ve anexo III, Tabela 3). G á ico 7 – P oblemas compo amen ais e e idos pelos subg upos do CAC, endo em con a a idade no início das AC. 7. P op ie á ios: Foi demons ada uma di e ença es a is icamen e signi ica i a ela i amen e à con i ência an e io com cães (2=31,957, d =1, p<,0001) ha endo 84% dos p op ie á ios do g upo SAC, con a 50% do g upo CAC, que a i ma am já e ido cães an es de acolhe em o a ual. Fo am ainda encon adas á ias di e enças signi ica i as na seleção de on es de in o mação de compo amen o e necessidades caninas (Ve g á ico 8), sendo que no g upo CAC hou e maio ecu so a T einado es caninos (2=21,967, d =1, p<,0001), mais pesquisas na In e ne (2=7,672, d =1, p=0,0056) e mais consul a de li os (2=8,255, d =1, p=0,0041), pa a além do bene ício de assis i em à Pales a G a ui a da EC-UCM (2=319,033, d =1, p<,0001) e às AC (2=31,957, d =1, p<,0001). É in e essan e e e i que as on es de in o mação mais apon adas pelo g upo CAC e SAC o am, espe i amen e, as AC e o Médico Ve e iná io. 14 G á ico 8 – Fon es de In o mação consul adas e expe iência an e io com cães. Quando compa adas as es a égias de esolução de PC en e g upos, os p op ie á ios do g upo SAC, apesa de 5% não sabe em que exis ia possibilidade de a amen o de PC, demons a am mais in e esse em p ocu a uma solução e op a am mais equen emen e po pedi o aconselhamen o do seu Médico Ve e iná io ( e g á ico 9). O g upo CAC, po sua ez, alo izou menos os PC e, quando p ocu a am uma solução, op a am mais ezes po consul a um T einado Canino ou um Ve e iná io Especialis a em Compo amen o Animal. Apesa de exis i em di e enças es a ís icas en e os g upos, es as não o am signi ica i as (2=10,168, d =5, p=0,0706). G á ico 9 – Abo dagem de esolução de PC dos p op ie á ios. 15 V. DISCUSSÃO 1. Meio p é-adoção: Exis em mais animais p o enien es de Associações P o e o as de Animais ou ecolhidos de si uações de abandono no g upo SAC, e mais animais p o enien es de c iado es e lojas de animais no g upo CAC, apesa de poucos animais e em o igem nes a úl ima on e. Cães adqui idos em lojas de animais p o êm equen emen e de c iado es come ciais in ensi os, ulga men e e e idos na li e a u a inglesa como “puppy mills“ ( áb icas de cacho os), e êm maio p obabilidade de desen ol e p oblemas de ag essi idade, medo e exci abilidade do que cães adqui idos de c iado es não come ciais (McMillan e al. 2013). Wells & Heppe (2000) e i ica am que a maio ia (68%) dos cães adqui idos em canis, como po exemplo Associações P o e o as de Animais, ap esen a am PC, sendo o mais comum a exibição de medo. O mesmo es udo e elou que cães ecolhidos de si uações de abandono inham mais PC do que cães di e amen e en egues no canil pelos p op ie á ios, e que os ado an es de cacho os e e i am menos PC do que os ado an es de cães adul os ou ju enis, possi elmen e po ha e mais ole ância em elação ao compo amen o de cacho os, ou po os cacho os e em passado menos empo expos os às condições menos posi i as des es locais. Duxbu y e al. (2003) epo a am que, em g upos de cacho os ado ados em canis, há menos casos de de oluções quando os cacho os assis em a AC, possi elmen e po os p op ie á ios desen ol e em um maio con olo sob e os cães e e em expec a i as mais ealis as. Ce ca de me ade dos p op ie á ios de ambos os g upos não inha qualque in o mação ace ca das ca ac e ís icas do ambien e de o igem do cacho o, o que pode es a associado a más p á icas de c iação de cães ou à en a i a de omissão de PC dos pais do cacho o (Wes ga h e al. 2012). Menos de um e ço dos p op ie á ios de ambos os g upos decla a am que os cães inham con ac o posi i o com ou os cães ou acesso a b inquedos de cães, es ando o ní el de es imulação e socialização du an e as p imei as semanas de ida dos cacho os abaixo do ó imo. O acesso ao in e io da casa e a pe mi ido a signi ica i amen e mais cães do g upo CAC do que do g upo SAC, condição essa que, apesa de aumen a a a iedade de es ímulos posi i os e melho a as condições de alojamen o, pode o na os cacho os mais susce í eis a demons a em ansiedade em si uações de isolamen o em elação a cacho os que o am c iados em condições com con ac o social menos cons an e (Gazzano e al. 2008b). Po ou o lado, cães que o am c iados o a de ambien e domés ico (ex.: quin ais, ga agens ou canis) êm maio endência a desen ol e ag essi idade di igida a desconhecidos e compo amen os de e asão po medo (Appleby e al. 2002). Ambos os g upos indica am que a idade mediana de sepa ação da mãe e ninhada es á comp eendida en e 5 e 7 semanas, a qual é in e io às 8 semanas ecomendá eis. A 16 comunicação social canina é desen ol ida en e a ninhada num p ocesso i ásico de in e ações lúdicas, sob a o ma de jogo social a pa i das 3 semanas, jogo agonís ico a pa i das 5 e a i idade pseudo-sexual a pa i das 6 semanas, ha endo pos e io men e uma edução das in e ações en e as 8 e as 10 semanas de idade (Pal 2008). Tendo em con a a impo ância que a comunicação social em no es abelecimen o de elações in a e in e especí icas, é impo an e p opo ciona aos cacho os a opo unidade de expe iencia cada ase in eg almen e. A análise das a iá eis e e en es ao meio p é-adoção suge e que as condições e e en os nas p imei as ases de desen ol imen o dos cães do g upo SAC o am menos posi i as que as do g upo CAC, apesa das condições no úl imo g upo ambém não se em as ideais, endo em con a os ní eis de es imulação e socialização a que o am expos os an es da adoção e a idade em que o am sepa ados. 2. Meio pós-adoção e Qualidade de ida: Mais de um e ço de ambos os g upos e e i am que exis iam c ianças no ag egado amilia , o que pode es a elacionado com uma diminuição do apego sen ido pelos p op ie á ios em elação aos seus cães e com uma meno ealização de a i idades conjun as (Meye & Fo kman 2014), mas não apa en a con ibui di e amen e pa a a exibição de PC nos animais (Blackwell e al. 2008). No g upo SAC há signi ica i amen e mais amílias com mais do que um cão, o que po sua ez es á associado a maio es ní eis de apego ela ados pelos p op ie á ios (Meye & Fo kman 2014) e a mais empo de in e ação p op ie á io- cão sob a o ma de jogo (Rooney e al. 2000). No p esen e es udo e i icou-se que os cães do g upo SAC b incam ligei amen e mais, de o ma não signi ica i a, com os p op ie á ios, o que pode es a elacionado com o ac o de coabi a em mais com ou os cães que o g upo CAC. Exis em e idências de que des ina 20 minu os diá ios a in e agi especi icamen e com o p óp io cão melho a o ínculo com es e (Cla k & Boye 1993), e apa en a diminui os ní eis de s ess do animal se a in e ação o sob a o ma de jogo amigá el e a e uoso (Ho á h e al. 2008). Do pon o de is a compo amen al, cães que pa icipam equen emen e em sessões de b incadei a com o p op ie á io exibem menos medo de es ímulos inespe ados, são mais obedien es e mais amigá eis com desconhecidos (Tami e al. 2008) e endem a b inca de o ma independen e menos ezes (Rehn e al. 2014). O ipo de jogo en e cães e cão-p op ie á io é di e en e e insubs i uí el en e si (Rooney e al. 2000), sendo que ambas as in e ações p omo em o bem-es a e en iquecimen o social des es animais. O exe cício ísico in e a i o posi i o é conside ado uma boa écnica de modi icação de compo amen o, especialmen e em casos de compo amen os de busca de a enção e a i idades des u i as em cacho os (Lindell 1997). Do pon o de is a da socialização, é impo an e p opo ciona opo unidades de in e ação com á ios cães, de di e en es mo ologias, idades e 17 empe amen os. Apesa de no p esen e es udo não se e e i icado uma di e ença signi ica i a na equência de in e ações sem ela com ou os cães, que oi conside ada mui o sa is a ó ia em ambos os g upos, o g upo CAC b inca a ligei amen e mais e no g upo SAC oi de e ada uma co elação en e coabi a com ou os cães e um aumen o da equência de jogo in aespecí ico, o que suge e que o g upo CAC em uma pos u a mais a i a na socialização dos seus cães com cães desconhecidos. Os passeios diá ios pa ecem se uma a i idade ap eciada pela maio ia dos cães e ep esen am uma iquíssima on e de es ímulos isuais, sono os, odo í e os e sociais. Os esul ados de um es udo ealizado po Tami e al. (2008) suge em que, em compa ação com cães que passeiam mais de 1 ho a diá ia, cães que passeiam menos de 30 minu os exibem mais ezes medo e menos a enção du an e eino de obediência e cães que passeiam en e 30 minu os e 1 ho a são mais des u i os. Também Lo g en e al. (2014) concluí am que, em compa ação com cães que p a icam mais exe cício, cães que p a icam menos exe cício demons am mais exci abilidade e menos acilidade em se em einados, exibindo mais p oblemas elacionados com medo, ag essi idade di igida ao p op ie á io e desconhecidos, lad ido excessi o e compo amen os de busca de a enção. Po ém, os au o es não pude am cla i ica se os PC demons ados de i a am da meno quan idade de exe cício ísico ou se os cães e am menos passeados de ido a e em PC que diminuíam o con olo dos donos du an e os passeios. Benne e Rohl (2007) e e i am que pa ece exis i uma elação en e a a aliação que os p op ie á ios azem do compo amen o dos cães e a sua inclusão em di e en es a i idades (ex.: aze -se acompanha do seu cão em pequenos ecados e isi as, b inca com o cão ou pe mi i -lhe que se sen e ao seu lado) e que cães que ecebe am eino de obediência são mais ezes incluídos, independen emen e do eino e sido p o issional ou ealizado pelo dono com base em li os do ema e conselhos in o mais. Mais uma ez não oi possí el de e mina se os cães excluídos de pa icipa nas a i idades o e am de ido aos PC exibidos (ex.: al a de con olo ou ag essi idade), ou se os PC e am exace bados, ou o iginados, pelo abo ecimen o de i ado da al a de a enção e exe cício. No p esen e es udo, a du ação do passeio diá io ela ada oi signi ica i amen e maio no g upo CAC, o que pode es a elacionado com o ac o dos cães des e g upo se em conside ados signi ica i amen e mais obedien es que os cães do g upo SAC e exibi em, hipo e icamen e, um compo amen o conside ado mais socialmen e acei á el. Foi demons ado que o g upo CAC em acesso a uma maio di e sidade de b inquedos que o g upo SAC, o que p opo ciona um maio en iquecimen o ambien al e diminui o abo ecimen o, pois além de aumen a a a iedade de jogos possí eis com os p op ie á ios (ex.: “ ug-o -wa ”, busca-e- de ol e), es imula a capacidade dos cães se en e e em soli a iamen e (ex.: b inquedos 18 dispensado es de comida, b inquedos pa a oe ). De ac o, p o idencia b inquedos ap op iados pa a oe e des ui az pa e das es a égias pa a e i a que os compo amen os des u i os no mais em cacho os sejam di ecionados a obje os de alo , po exemplo mobiliá io ou es uá io (Lindell 1997). Um es udo ealizado sob e os e ei os do en iquecimen o ambien al com b inquedos em canis e elou que a adesão de b inquedos ao espaço aumen a a complexidade do compo amen o dos cães, eduz o empo de ina i idade, diminui a des uição das es u u as das jaulas e, cu iosamen e, diminui a in e ação in e especí ica, já que os cães apa en am p e e i usu ui dos b inquedos a socializa (Hub ech 1993). Re e en emen e ao acesso ao in e io da casa, es e oi con i mado signi ica i amen e mais ezes no g upo CAC, o que pode se in luenciado pelo ac o dos cães do g upo CAC e em ecebido eino de obediência (Tami e al. 2008) e pelo ac o de es a se a p imei a expe iência de con i ência com um cão em mui os p op ie á ios des e g upo, já que a decisão de aloja os cães no ex e io é mais omada po p op ie á ios “expe ien es” (Di e io & Tami 2014). Não e acesso ao in e io da casa es á associado a maio es ní eis de s ess de ido à meno in e ação com os memb os da amília e cães nessa condição demons am mais equen emen e p oblemas de ag essi idade, enquan o cães com acesso exibem, compa a i amen e, mais medo de uídos (Di e io & Tami 2014). Tendo em con a que os cães do g upo SAC são passeados du an e menos empo, êm uma meno di e sidade de b inquedos, êm menos acesso ao in e io da casa e, apa en emen e, socializam menos com cães não amilia es, a análise dos esul ados suge e uma maio qualidade de ida a ual no g upo CAC. 3. Obediência e A i idade: Os animais do g upo SAC o am desc i os como sendo signi ica i amen e mais a i os, o que pode se uma consequência de p a ica em menos exe cício ísico p og amado, e em acesso a uma meno di e sidade de b inquedos e, apa en emen e, ealiza em menos exe cícios cogni i os sob a o ma de eino de obediência básica, endo em con a que espondem a signi ica i amen e menos o dens do que os cães do g upo CAC. O índice de espos a a o dens de obediência em endência a es a posi i amen e co elacionado com a equência dos einos e com a socialização com pessoas e cães desconhecidos (Ku sumi e al. 2012), e a análise dos dados do p esen e es udo suge e que as ês a i idades são mais ealizadas pelo g upo CAC, pelo que a di e ença quan i a i a das o dens conhecidas po cada g upo não é su p eenden e. Em semelhança a ou os es udos que a e i am que assis i a AC aumen a o g au de obediência dos cães (Seksel e al. 1999; Ku sumi e al. 2012), no p esen e es udo os cães do g upo CAC o am conside ados signi ica i amen e mais obedien es do que os do g upo SAC. É impo an e 19 escla ece os p op ie á ios sob e o ca ác e ci cula dos esul ados do eino de obediência, dado que cães que sabem esponde a mais o dens são conside ados mais obedien es e mais áceis de eina (Ku sumi e al. 2012), mas pa a sabe em mais o dens êm que se einados com mais equência, o que implica um comp omisso da pa e do p op ie á io em eina pessoalmen e o seu cão ou p ocu a ajuda p o issional. Benne e Rohl (2007) suge i am que p op ie á ios que paga am pelos seus cacho os endem a demons a mais empenho em educa-los e são mais exigen es nos esul ados, o que pa ece se compa í el com os esul ados des e es udo. No g upo CAC há signi ica i amen e mais cães de aça do que no g upo SAC e p esume-se, de ido às di e enças nas on es de o igem, que os cães do p imei o g upo o am mais ob idos a a és da comp a do que da adoção, in e samen e ao g upo SAC. O ac o de e em insc i o os seus cães em AC demons a empenho e mo i ação dos p op ie á ios do g upo CAC em eina os seus cães desde o início da elação e exis e uma suges ão de maio exigência. De ac o, oi de e ada uma co elação posi i a en e o núme o de o dens conhecidas e o ní el de obediência a ibuído, sendo a co elação mais o e e signi ica i a no g upo SAC que no g upo CAC, ou seja, em cães que espondiam ao mesmo núme o de o dens, os do g upo SAC e am conside ados mais obedien es, o que suge e um meno ní el de exigência ou menos expec a i as nes e g upo. Também é possí el que p op ie á ios que enham in es ido mais empo e dinhei o na educação dos seus cães os a aliem como mais obedien es, que po isso co esponde às suas expec a i as, que po e em mais conhecimen os ace ca do compo amen o canino no mal (Benne & Rohl 2007). Um es udo ealizado sob e a a aliação que os p op ie á ios azem das Escolas de T eino Canino, e elou que os p op ie á ios, além de alo iza em os esul ados ob idos no compo amen o do seu cão, conside am impo an e que os ensinem a desen ol e as suas p óp ias capacidades, conhecimen os e écnicas de eino (Benne e al. 2007). Apesa de du an e as AC se em p a icados á ios exe cícios de obediência básica, es as não êm como obje i o p opo ciona um eino de obediência o mal, p e endendo sim ensina os p op ie á ios a educa os seus cães com o auxílio de écnicas de condicionamen o ope an e com e o ço posi i o e cas igo nega i o não a e si o. Ou seja, du an e as AC os p op ie á ios são incen i ados a ecompensa os compo amen os desejá eis ( e o ço posi i o), como a ealização co e a de um exe cício ou man e uma pos u a anquila, e a e i a a a enção, igno ando o almen e, os compo amen os indesejá eis (cas igo nega i o), como po exemplo a ocalização excessi a ou sal a às pessoas, semp e que es es compo amen os não ep esen em um pe igo pa a o bem-es a do cão ou de e cei os. Os p op ie á ios são ainda aconselhados a azê-lo consis en emen e, dado que se inconsis ência nas écnicas de eino u ilizadas diminuí o ní el de obediência dos animais (A han e al. 2010). 26 VIII. BIBLIOGRAFIA Aki ake Y, Ka su agi S, Hosokawa M, Mishima K, Ikeda T, Miyaza o M, Hosoda H (2015) "Mode a e ma e nal ood es ic ion in mice impai s physical g ow h, beha io , and neu ode elopmen o o sp ing." Nu i ion Resea ch 35(1): 76-87. 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Tamanho *  Mini (ex: Yo kshi e)  Pequena (ex: Bichon Mal ês)  Média (ex: Cocke Spaniel)  G ande (ex: Pas o Alemão)  Gigan e (ex: São Be na do) 6. O seu cão es á cas ado? *  Sim  Não 7. Po a o indique a idade a que oi cas ado: ____________________ INFORMAÇÃO DA ADOÇÃO 8. Onde ob e e o seu cão? *  C iado  Associação P o e o a de Animais  Familia / Amigo / Conhecido  Loja de Animais  Es a a abandonado 9. Em que meio es a a com a sua mãe e ninhada? *  Cidade  Campo  Não enho es a in o mação 10. No sí io onde es a a com a sua mãe e ninhada: * (pode ma ca mais de uma opção)  Tinha con ac o posi i o com pessoas  Tinha con ac o posi i o com ou os animais 32  Tinha acesso a b inquedos de cão  Tinha acesso ao in e io da casa  Tinha acesso a zona ex e io p i ada (ex: ja dim, e aço, canil)  Tinha acesso a zona ex e io pública (ex: uas, ja dins)  Não enho es a in o mação 11. Núme o de cacho os da ninhada: *  1  2 a 3  4 a 8  mais de 8  Não enho es a in o mação 12.Como desc e e ia o seu cão da p imei a ez que o iu? * (pode ma ca mais de uma opção)  Sociá el  A i o  Cu ioso  B incalhão  T anquilo  Mui o a i o  Ansioso  Med oso  Ag essi o  Ou a:____________ 13. Que idade inha o seu cão quando oi sepa ado da mãe e ninhada? *  menos de 5 semanas  5 a 7 semanas  8 a 12 semanas  Ou a:____________ INFORMAÇÃO DA SITUAÇÃO ATUAL 14. Em que meio i e o seu cão a ualmen e? *  Cidade  Campo 15. Com quem i e o seu cão? * (pode ma ca mais de uma opção)  C ianças  Adul os  Idosos  Ga os  Ou os cães  Ou a:____________ 16. Tem acesso ao in e io da casa? *  Sim  Não 33 17. Quan o empo é que o seu cão cos uma passea dia iamen e? * (no o al)  10 a 30 minu os  30 a 60 minu os  1 a 2 ho as  Mais de 2 ho as  Não o passeamos 18. Com que equência é que o seu cão cos uma b inca sem ela com ou os cães? * (ex: em pa ques, ja dins, campo, pá ios)  Dia iamen e  2 a 4 ezes po semana  Ra amen e  Nunca 19. Que ipo de b inquedos em o seu cão? * (pode ma ca mais de uma opção)  Bolas  Peluches  Ossos de cou o  Ga a as de água azias  Discos isbee  B inquedos de bo acha  B inquedos com api o  B inquedos de co da  B inquedos dispensado es de comida  Não em b inquedos  Ou a:____________ 20. Quan o empo cos uma b inca dia iamen e, de o ma in e a i a, com o seu cão? * (com ou sem b inquedos)  5 a 10 minu os  10 a 20 minu os  Mais de 20 minu os  Não cos umo b inca com o meu cão INFORMAÇÃO DO COMPORTAMENTO E OBEDIÊNCIA 21. (Ques ão apenas p esen e no ques ioná io en iado ao g upo SAC) O seu cão assis iu a Aulas de Cacho os? *  Sim  Não 22. (Ques ão apenas p esen e no ques ioná io en iado ao g upo CAC) Com que idade começou a assis i às Aulas de Cacho o? *  2 a 4 meses  4 a 7 meses 23. (Ques ão apenas p esen e no ques ioná io en iado ao g upo CAC) Após e mina as Aulas de Cacho o, e e algum eino p o issional? * (ex.: Aulas de Obediência, Obediência em Classe In e nacional, Agili y)  Sim 34  Não 24. (Ques ão apenas p esen e no ques ioná io en iado ao g upo CAC) Com que idade começou o eino p o issional? ____________ 25. (Ques ão apenas p esen e no ques ioná io en iado ao g upo SAC) Te e alguma espécie de eino p o issional? * (ex.: Aulas de Obediência, Obediência em Ní el In e nacional, Agili y)  Sim  Não 26. A que o dens esponde o seu cão? * (pode ma ca mais de uma opção)  Sen a  Dei a  Quie o  La ga  Anda/Vem  Baixo  Passea sem puxa a ela  Não esponde a nenhuma o dem  Ou a:____________ 27. Qual é o ní el de obediência ge al do seu cão? * 1 (nada obedien e) - 5 (obedece semp e)  1  2  3  4  5 28. Como desc e e ia o seu cão nes e momen o? * (pode ma ca mais de uma opção)  Sociá el  A i o  Cu ioso  B incalhão  T anquilo  Ansioso  Med oso  Ag essi o  Ou a:____________ 29. Como desc e e ia o ní el de a i idade ge al do seu cão? * 1 (nada a i o) - 5 (hipe a i o)  1  2  3  4  5 35 30. Onde se in o mou sob e as necessidades e compo amen o no mal dos cães (saúde, alimen ação, a i idades, educação)? * (pode ma ca mais de uma opção)  Médico Ve e iná io  T einado canino  Aulas de Cacho os  (Opção apenas p esen e no ques ioná io en iado ao g upo CAC): Pales a g a ui a na Escola de Cacho os da Uni e sidade Complu ense de Mad id  Pesquisa na In e ne  Consul a de li os  Consul a de e is as  Conselhos de amilia es/amigos/conhecidos  P og amas de ele isão  Fo mação na á ea e e iná ia  Não inha mui a in o mação quando ado ei o meu cão 31. Te e cães an es des e? *  Sim  Não 32. Conside a que o seu cão em algum dos seguin es p oblemas de compo amen o? * (pode ma ca mais de uma opção)  É desobedien e  Eliminação inap op iada  Ansiedade gene alizada  Ansiedade po sepa ação  Medo do ex e io  Medo de uídos  Medo de desconhecidos  Medo de ou os animais  Ag essi idade di igida a pessoas  Ag essi idade di igida a cães  O meu cão não em p oblemas de compo amen o  Ou a:____________ 33. Que idade inha o seu cão quando começou a mani es a o p oblema de compo amen o?____________ 34. Como desc e e ia o p oblema de compo amen o do seu cão? ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ ____________________________________________________________ 35. Po a o indique como es á a esol e a si uação:  Po ago a não penso que a si uação necessi e de a enção  Es ou a p ocu a uma solução  Já con ac ei o meu Médico Ve e iná io  Já con ac ei um Médico Ve e iná io Especialis a em Compo amen o Animal  Já con ac ei um T einado Canino  Não sabia que ha ia a amen o pa a p oblemas de compo amen o