Olhó-passarinho: uma extensão do TweeProfiles para fotografias
Full text
OLHÓ-PASSARINHO:
UMA EXTENSÃO DO TWEEPROFILES PARA FOTOGRAFIAS
IVO FILIPE VALENTE MOTA
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO APRESENTADA
À FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO EM
MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA ELETROTÉCNICA E DE COMPUTADORES
M
2014
FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
Olhó-passa inho: uma ex ensão do
TweeP o iles pa a o og a ias
I o Filipe Valen e Mo a
Mes ado In eg ado em Engenha ia Ele o écnica e de Compu ado es
O ien ado : Luís Filipe Pin o de Almeida Teixei a (PhD)
Co-o ien ado : Ca los Manuel Milhei o de Oli ei a Pin o Soa es (PhD)
31 de Julho de 2014
c
I o Mo a, 2014
Resumo
O Twi e é uma das edes sociais a uais que mais in o mação ge a odos os dias. Face à sua
dimensão, oi desen ol ido o TweeP o iles, uma e amen a que analisa as mensagens pa ilhadas
nes e se iço. Es a e amen a u iliza écnicas de Da a Mining pa a iden i ica pad ões, ap esen a-
dos a a és de clus e s de Twee s, em que são analisados, o con eúdo na o ma de ex o, as ligações
sociais, e as dimensões espaço- empo ais das mensagens.
Face ao aumen o do núme o de u ilizado es que eco em a sma phones pa a acede em ao
Twi e , o núme o de o og a ias pa ilhadas nes e se iço em c escido signi ica i amen e nos úl-
imos anos. Es a disse ação e e como obje i o p incipal o desen ol imen o de uma ex ensão
da e amen a TweeP o iles, a a és de écnicas de p ocessamen o de imagem e da a mining, que
pe mi a a iden i icação de pad ões espaço- empo ais a a és da in o mação das imagens pa ilha-
das no se iço de mic oblogging Twi e . Pa a a sua conc e ização oi desen ol ido um módulo
que u iliza o concei o de ocabulá io isual pa a a ep esen ação das imagens de uma o ma mais
compac a e e icien e.
Os esul ados ob idos podem se isualizados a a és de uma aplicação web que pe mi e a
na egação e isualização pelas imagens e dimensões espaço- empo ais dos clus e s.
i
ii
Abs ac
Twi e is one o social ne wo ks ha gene a es mo e in o ma ion on a con inuous basic. Due
o i s dimension, a ool called TweeP o iles was c ea ed, which uses he messanges pos ed in his
social ne wo k. This ool uses da a mining echniques o iden i y pa e ns p esen ed as clus e s o
Twee s, acco ding o ou dimensions: ex ual, con en , social connec ions, spa ial and empo al
cha ac e is ics.
Gi en he inc easing numbe o use s who use sma phones o access Twi e , he numbe o
sha ed pho os in his se ice has g own signi ican ly in ecen yea s. The main goal o his hesis
is de eloping an ex ension o he TweeP o iles ool ha also looks o pa e ns in hose images.
Th ough echniques o compu e ision and da a mining, his ool enables he iden i ica ion o
spa io- empo al pa e ns using all in o ma ion in he sha ed images. The implemen a ion is based
on he concep o isual ocabula y o ep esen ing images in a mo e compac and e icien way.
The esul s can be isualized h ough a web applica ion ha allows b owsing and iewing he
images and spa ial and empo al dimensions o clus e s.
iii
i
Ag adecimen os
Em p imei o luga que o deixa os meus ag adecimen os aos meus o ien ado es, P o esso
Luís Filipe Teixei a e P o esso Ca los Pin o Soa es, pela excelen e colabo ação e disponibilidade
semp e demons ada no desen ol imen o des e p oje o de disse ação. As suas o ien ações o am
um a o de e minan e pa a o sucesso do mesmo.
Também que ia deixa o meu ag adecimen o ao Tiago Cunha po e -se demons ado semp e
disponí el pa a ajuda e escla ece dú idas undamen almen e ela i as ao TweeP o iles.
Não menos impo an e, que ia aqui ap esen a os meus ag adecimen os pelo companhei ismo
e o ça dada po odos os meus amigos, salien ando os nomes de Hugo Ma ques, Nuno Dua e e
Ped o Ribei o que es i e am semp e p esen es du an e o desen ol imen o des e p oje o.
Po im, um eno me ag adecimen os aos meus pais pela paciência e po me e em ajudado em
odos os momen os que necessi ei.
À Joana Pin o, um ag adecimen o especial pela sua p esença, companhei ismo e amizade em
odos os bons e maus momen os des a longa caminhada. Po nunca me e deixado desis i . Po
e sido o meu maio pila .
I o Mo a
Es e abalho é pa cialmen e inanciado po undos nacionais, a a és da FCT – Fundação pa a a
Ciência e Tecnologia no âmbi o do p oje o "REACTION (UTAus in/EST-MAI/0006/2009)"bem
como do p oje o "NORTE-07-0124-FEDER-000059", que é inanciado pelo P og ama
Ope acional Regional do No e de Po ugal (ON.2 – O No o No e), sob e o Quad o de
Re e ência Es a égico Nacional (QREN), a a és do Fundo de Desen ol imen o Regional
Eu opeu (FDRE), e da agência de inanciamen o Po uguesa, Fundação pa a a Ciência e a
Tecnologia (FCT).
xii LISTA DE FIGURAS
4.4 Exemplo ilus a i o da isualização da ma iz pa a isualização de no e imagens. 45
4.5 Dis ibuição dos clus e s no mapa calculado exclusi amen e a a és da dimensão
espacial ....................................... 46
4.6 P ojeção do Clus e s no mapa calculado exclusi amen e a a és da dimensão em-
po al......................................... 46
4.7 P ojeção do Clus e s no empo calculado exclusi amen e a a és da dimensão
empo al....................................... 46
4.8 P ojeção do Clus e s no mapa calculado exclusi amen e a a és do con eúdo isual 47
4.9 Exemplo da isualização do con eúdo isual de um clus e calculado com 100%
do peso pa a a dimensão das imagens . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
4.10 P ojeção dos Clus e s no mapa com peso a ibuído a cada dimensão de 33.33% . 48
4.11 P ojeção dos Clus e s no empo com peso a ibuído a cada dimensão de 33.33% . 48
4.12 Exemplo da isualização do con eúdo isual de dois clus e s calculados com 33.33%
do peso pa a cada uma das dimensões . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49
Lis a de Tabelas
3.1 Desc ição em núme os do o al de wee s com indicação, nos que con ém URL
pa a imagem, do núme o de wee s po se iço de pa ilha de imagem . . . . . . 32
3.2 A ibu os da abela da base de dados pa a il agem dos wee s. . . . . . . . . . . 32
3.3 Elemen os con idos no obje o com a in o mação de um wee . . . . . . . . . . . 33
3.4 Esquema da base de dados SQLi e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
4.1 Dis ibuição empo al en e os di e en es subconjun os de dados . . . . . . . . . 43
xiii
xi LISTA DE TABELAS
Ab e ia u as e Símbolos
BoW Bag O Wo ds
CSD Con ou -based Shape Desc ip o
DBSCAN Densi y-Based Spa ial Clus e ing o Applica ions wi h Noise
DoG Di e ence o Gaussian
GLOH G adien Loca ion and O ien a ion His og am
HMMD Hue-Max-Min-Di
HOG His og am o O ien ed G adien s
HSV Hue Sa u a ion Value
HTD Homogeneous Tex u e Desc ip o
JSON Ja aSc ip Objec No a ion
MS Maximally S able
RGB Red G een Blue
RSD Region-based Shape Desc ip o
SA Shape Adap ed
SIFT Scale-In a ian Fea u e T ans o m
SURF Speeded Up Robus Fea u es
URL Uni o m Resou ce Loca o
x
Capí ulo 1
In odução
Nes e capí ulo é ei a uma in odução ao p oje o desen ol ido no âmbi o da disse ação com a
ap esen ação do seu con ex o, a mo i ação pa a o seu desen ol imen o, os obje i os a alcança e
a desc ição da es u u a des e documen o.
1.1 Con ex o
As edes sociais são uma excelen e on e de in o mação semp e em a ualização, que o ne-
cem aos in es igado es uma as a quan idade e a iedade de dados. Es e dados ap esen am-se de
di e en es o mas como ex o, imagem ou mesmo ídeos. Es a in o mação es á acessí el a a és
de API’s disponibilizadas pelos p óp ios se iços, e pode se assim u ilizada pa a, po exemplo,
ealiza análise de sen imen os ou opiniões pa ilhadas a a és de ex o po u ilizado es da ede
social Twi e [11,12], ou mesmo pa a a descobe a de no as écnicas mais e icazes na pesquisa
de imagens no se iço Flick [13] u ilizando ano ações inse idas po u ilizado es [14].
O Twi e az pa e do g upo de edes sociais exis en es que mais in o mação p oduz odos os
dias, sendo ca ac e izado como um se iço de mic oblogging, que pe mi e aos u ilizado es pa i-
lha em mensagens, designadas po wee s, a é um máximo de 140 ca ac e es. Essas mensagens
podem con e , pa a além de ex o, imagens ou links pa a imagens de ou os se iços, como po
exemplo, o Ins ag am [15] ou o Twi pic [16]. Ao con á io do que acon ece com ou as edes so-
ciais como o Facebook [17] e Linkedin [18] que u ilizam uma ede de comunicação bi-di ecional,
o Twi e u iliza uma in aes u u a assimé ica onde exis em " iends" e" ollowe s". Os " iends"
co espondem às con as das pessoas que o u ilizado segue e os " ollowe s" às con as das pessoas
que o seguem [19].
O TweeP o iles [2], é uma e amen a que em como p incipal obje i o iden i ica pe is em
mensagens esc i as, pa ilhadas na ede social Twi e . Es a e amen a u iliza écnicas de da a
mining, mais p ecisamen e à a e a de clus e ing, de o ma a en a iden i ica pe is de wee s
en ol endo múl iplos ipos de in o mação, como, ex ual, espacial, empo al e social.
1
2In odução
1.2 Mo i ação
De ido ao g ande núme o de u ilizado es e de in o mação pa ilhada a odo o ins an e no Twi -
e , es e o na-se um excelen e se iço de ecolha de dados, p opo cionando aos in es igado es e
emp esas uma quan idade e a iedade de dados necessá ios pa a o desen ol imen o de e amen as
de análise de dados e ex ação de conhecimen o.
As mensagens pa ilhadas no Twi e sob e a o ma de ex o êm sido uma das g andes on es
de dados u ilizadas po mui as e amen as como o TweeP o iles [2]. No en an o, apesa de se
a a de uma ede social em que a maio ia da in o mação disponí el se encon a em o ma de ex o,
o Twi e ambém pe mi e a pa ilha de imagens a pa i do seu p óp io se iço, ou a a és de ou os
se iços como Twi pic ou Ins ag am. Es as imagens ambém podem se u ilizadas pa a a análise
e ex ação de conhecimen o, pois o seu con eúdo pode mesmo em mui os casos complemen a o
ex o ou a é mesmo, o subs i ui .
A análise de in o mação isual é assim um ac éscimo impo an e pa a o desen ol imen o de
e amen as de ex ação de conhecimen o das edes sociais.
1.3 Obje i os
Es a disse ação em como p incipal obje i o a c iação de uma ex ensão pa a o TweeP o iles
a a és de écnicas de p ocessamen o de imagem e da a mining, que pe mi a a iden i icação de
pad ões em imagens pa ilhadas no se iço de mic oblogging Twi e , a a és da iden i icação de
clus e s.
Se á assim necessá io ealiza a ecolha dos dados alojados numa base de dados MongoDB [20]
c iada a a és da pla a o ma Socialbus (an e io men e designada po Twi e Echo [21]). Es a pla-
a o ma consis e num p oje o open sou ce de desen ol imen o de uma e amen a pa a ex ai
e a mazena wee s de uma de e minada comunidade de u ilizado es. Foi desen ol ido com o
in ui o de ajuda os in es igado es a e em acilidade de acesso a uma base de dados de edes
sociais, na sua maio ia. Após ecolhidos os dados se á necessá io o desen ol imen o de um mó-
dulo esponsá el pela ecolha das imagens a a és do URL exis en e nos wee s, do p ocessamen o
da in o mação isual de modo a o ná-la mais compac a e e icien e, e do a mazenamen o dessa
in o mação. Po im, a in o mação isual de e á se in eg ada na e amen a TweeP o iles, com
obje i o de ealiza o p ocesso de Da a Mining, mais especi icamen e a a e a de clus e ing e
desen ol e a aplicação pa a isualiza os clus e s nas di e en es dimensões.
1.4 Es u u a do documen o
Es e documen o es á o ganizado da seguin e o ma: o Capí ulo 2desc e e concei os e abalhos
elacionados e ap esen ada uma pesquisa sob e os á ios domínios cien í icos necessá ios pa a o
desen ol imen o des e p oje o de disse ação. No Capí ulo 3é ap esen ado o modelo desen ol ido
pa a a ex ação, p ocessamen o e a mazenamen o da in o mação isual. Já no Capí ulo 4é desc i a
1.4 Es u u a do documen o 3
a e amen a Olhó-passa inho e a in eg ação do módulo desen ol ido pa a a in o mação isual
com a e amen a TweeP o iles. Pa a inaliza é ap esen ado o Capí ulo 5com um esumo do
abalho desen ol ido e discu e o desen ol imen o des e p oje o de disse ação com suges ões de
abalho u u o a ealiza .
4In odução
Capí ulo 2
Concei os e T abalhos Relacionados
Nes e capí ulo é ap esen ado o es udo ealizado, endo em is a a aquisição de compe ências
e conhecimen os necessá ios pa a o desen ol imen o do p oje o, que se ocam essencialmen e
em análise de mé odos de da a mining e em écnicas aplicadas em isão po compu ado . Em
p imei o liga se á expos o con eúdo ela i amen e a mé odos de clus e ing como uma a e a de
da a mining. Em seguida se ão ap esen adas o mas de ep esen ação de imagens. Po im, são
e e enciados alguns abalhos elacionados com o p oje o a desen ol e nes a disse ação.
2.1 Clus e ing
Um conjun o de dados a a-se de uma coleção de obje os (ou ins âncias). Es es obje os con êm
a iá eis, sendo que, os alo es de inidos pa a cada a ibu o são independen es de obje o pa a
obje o, con e indo-lhes ca ac e ís icas indi iduais.
A ex ação de conhecimen o em base de dados ou da a mining é um p ocesso de explo ação
de g andes quan idades de dados que p ocu a encon a pad ões "in e essan es" [9]. T a a- e assim
de uma usão de es a ís ica aplicada, sis emas de lógica, in eligência a i icial, machine lea ning
e ges ão de base de dados [22].Es e p ocesso é ca ac e izado po á ias a e as possí eis de se
aplicadas, dependendo do p oblema abo dado, ais como [23]:
•De eção de anomalias (ou lie s/ al e ações/ des ios) - Iden i ica egis os de dados incomuns,
podendo se e os nos dados ou obje os in e essan es que ap esen am compo amen o di e-
en e dos es an es;
•Reg as de associação - P ocu a elações en e a iá eis cujos alo es oco am equen e-
men e em conjun o;
•Classi icação - É a a e a de iden i ica a que sub-g upo, de um conjun o de dados, pe ence
uma no a obse ação (no o obje o). É essencialmen e u ilizada em a e as de p e isão;
•Reg essão - Ten a ajus a uma equação ma emá ica (linea , quad á ica, e c,...) ao conjun o
de dados, de o ma a encon a elações en e duas ou mais a iá eis;
5
12 Concei os e T abalhos Relacionados
Dis ância Chebyshe : U ilizada pa a casos em que há necessidade de de ini dois pon os dos
dados como di e en es, caso sejam di e en es em qualque dimensão:
dis (xi,xj)=max(|xi1xj1|+|xi2xj2|+...+|xi xj |).(2.9)
2.1.5.2 A ibu os Biná ios e Nominais
As unções ap esen adas an e io men e apenas podem se u ilizadas com a ibu os do ipo
numé ico. Assim se ão necessá ias unções de dis ância especi icas pa a a ibu os do ipo biná io
e nominal.
Uma a iá el biná ia é aquela que apenas pode assumi dois es ados ou alo es, sendo no mal-
men e ep esen ado pelo alo 0 e 1. Mas es es es ados não ap esen am um o dem de inida. Po
exemplo, no caso de uma lâmpada, es a pode assumi apenas dois es ados, ligado ou desligado,
ou o géne o de uma pessoa, masculino ou eminino. Es es exemplos ap esen am dois alo es
di e en es mas que não possuem qualque o dem.
Os a ibu os biná ios podem se di ididos em dois ipos di e en es, os simé icos e os assimé-
icos, sendo em seguida ap esen adas as unções de dis ância pa a ambos os casos [24].
Na Figu a 2.2 é ep esen ada uma ma iz de con usão pa a uma melho comp eensão do cál-
culo da dis ância en e obje os com a ibu os biná ios.
Figu a 2.2: Ma iz de con usão de dois obje os com a ibu os biná ios
A ibu os simé icos: Um a ibu o é simé ico quando ambos os es ados (0 ou 1) êm a mesma
impo ância e o mesmo peso, al como oco e no exemplo dado an e io men e com o a i-
bu o géne o (masculino e eminino). Pa a es e caso, a unção dis ância mais u ilizada é
designada po simple ma ching dis ance, que co esponde à p opo ção de incompa ibilidade
ou desaco do:
dis (xi,xj)= b+c
a+b+c+d(2.10)
A ibu os assimé icos: Um a ibu o é assimé ico se um dos es ados ap esen a maio impo -
ância do que o ou o. No malmen e o es ado mais alioso é o que oco e com meno
2.1 Clus e ing 13
equência. No nosso caso i emos conside a o es ado 1 como o mais alioso. Assim, a
unção dis ância mais equen emen e u ilizada pa a a ibu os assimé icos é a unção de
dis ância Jacca d:
dis (xi,xj)= b+c
a+b+c(2.11)
No caso de a ibu os nominais com mais de dois es ados ou alo es, a unção de dis ância
mais u ilizada, é baseada na simple ma ching dis ance. Dados dois obje os iej, co esponde ao
núme o o al de a ibu os e o qao núme o de alo es que são mu uamen e co espondidos en e os
obje os xiexj:
dis (xi,xj)= +q
(2.12)
2.1.5.3 Dimensão Tempo al
O empo é ep esen ado apenas po uma dimensão, sendo que pa a calcula a dis ância, po
exemplo, en e dois wee s ie j, apenas é necessá io calcula a di e ença dos empos en e os
mesmos. Supondo que os alo es dos empos são espe i amen e DieDj, o in e alo de empo
pode se de inido pela seguin e equação:
dis T( i, j)=|DiDj|(2.13)
2.1.5.4 Dimensão Espacial
Ao con á io da dimensão empo al, a dimensão espacial ap esen a mais do que uma dimen-
são, la i ude e longi ude. Es as ap esen am-se sob e a o ma numé ica, sendo possí el o cálculo da
dis ância en e dois obje os a a és de unções de dis ância pa a a ibu os numé icos como e e ido
an e io men e (2.1.5.1). Assim, pa a o cálculo en e pon os dis ibuídos num espaço pode -se-á e-
co e à unção Minkowski (equação 2.4), à unção Euclidiana (equação2.5), à unção Manha an
(equação 2.6) ou mesmo à unção de Chebyche (equação 2.9), sendo que no caso mais especí-
ico de uma dis ibuição espacial geog á ica, em que os pon os possuem la i ude e longi ude, é
conside ada mais ap op iada a u ilização da unção de dis ância Ha e sine (equação 2.14) pois
es a oma em conside ação a o ma es é ica da Te a [27]. Assim, ob endo um pa de obje os xie
xjdis anciados geog a icamen e, são conside adas a la i ude xie xje a longi ude lxielxjpa a
de e mina a dis ância en e os obje os.
dis Sp(xi,xj)=2Rsin1 sin2( xi xj
2)+cos xicos xjsin2(lxilxj
2)0.5!(2.14)
O a ibu o R ep esen a o aio da Te a e que de e mina as unidades do esul ado e o nado pela
unção, sendo comum a u ilização das unidades no sis ema in e nacional (SI), o me o, podendo
ambém se ep esen ado em quilóme os de ido ao a o de escala.
14 Concei os e T abalhos Relacionados
2.2 TweeP o iles
Es a disse ação p e ende da con inuidade e um abalho designado po TweeP o iles [2].
O TweeP o iles é uma e amen a que iden i ica pe is de wee s en ol endo múl iplos ipos de
in o mação: espacial, empo al, ex ual e social. Es a secção az uma b e e in odução e desc ição
sob e es a e amen a.
2.2.1 Desc ição e obje i os
O TweeP o iles abo da o p oblema de iden i ica pe is de wee s en ol endo as dimensões
espacial, empo al, social e de con eúdo con idas nesses wee s. A in o mação espacial, a a-se
da in o mação de localização das mensagens de ex o pa ilhadas no Twi e ; a empo al é ela i a
à da a de publicação do wee ; a social ap esen a as ligações en e os u ilizado es, po im, o
con eúdo que se e e e à mensagem de ex o con ida em cada wee .
Os obje i os do TweeP o iles o am o desen ol imen o de uma me odologia de da a mining
que iden i icasse pe is de wee s que combinem de o ma lexí el as á ias dimensões conside-
adas, a c iação de uma e amen a de isualização pa a ep esen a os esul ados ob idos e a sua
aplicação a um caso de es udo na wi os e a po uguesa.
No caso do p ocesso de da a mining oi u ilizada a a e a de clus e ing de o ma a ag upa
os dados em clus e s. Pa a esse im, oi implemen ado o algo i mo DBSCAN e e ido na Sec-
ção 2.1.3.
A e amen a de isualização es á desenhada pa a uma u ilização dinâmica e in ui i a, di e-
cionada pa a a ep esen ação dos pe is de uma o ma comp eensí el e in e a i a. Es a ap esen a
á ios widge s capazes de ep esen a os pad ões ob idos. O caso de es udo que o TweeP o iles usa
dados geo e e enciados do Socialbus (an es designado como Twi e Echo [21]). No en an o, es a
e amen a é adequada pa a a a quaisque mensagens geo e e enciadas p o enien es do Twi e .
2.2.2 Resul ados ilus a i os
A a és do TweeP o iles podemos isualiza clus e s nas suas di e sas dimensões. Es a e a-
men a ap esen a ês secções dis in as pa a isualização e inclui ainda con olos pa a na egação e
seleção de de e minados pa âme os. Uma das secções é cons i uída po um mapa onde é possí el
isualiza geog a icamen e os clus e s, como podemos e na Figu a 2.3, em que são ep esen a-
dos po cí culo. Ou a das secções é um g á ico que ap esen a a dis ibuição empo al dos clus e s,
onde é possí el isualiza a da a de início e a da a de im de um de e minado clus e , is o é, isua-
liza o in e alo de empo en e a da a do p imei o wee pa ilhado e o úl imo, con idos no mesmo
clus e . Po im, é-nos ap esen ada uma secção onde é possí el isualiza in o mação mais espe-
cí ica sob e os clus e s, incluindo a in o mação ela i a às dimensões de con eúdo e social com
a ep esen ação das pala as mais u ilizadas e as ligações en e u ilizado es espe i amen e nesse
clus e s. Os con olos pe mi em seleciona um dos ês in e alos de empo exis en es e o os pesos
pa a cada uma das dimensões, que podem assumi alo es en e 0% e 100% com inc emen os de
2.2 TweeP o iles 15
Figu a 2.3: Exemplo ilus a i o da dis ibuição espacial dos clus e s calculada apenas com a con-
side ação da dimensão espacial. Re i ada de [2]
25%. Cada dimensão pode assumi como peso assim um dos seguin es alo es pe cen uais: {0,
25, 50, 75, 100}, sendo que a soma dos pesos das di e en es dimensões de e se igual a 1.
Em seguida são ap esen ados alguns esul ados ilus a i os ob idos a a és da e amen a Twe-
eP o iles, e que demons am o seu uncionamen o global. Es e esul ados se ão baseados apenas
nos ap esen ados po Tiago Cunha [2], sendo ilus ados esul ados de clus e s em Po ugal pa a
di e en es combinações de impo ância das dimensões possí eis.
Na Figu a 2.4 são ap esen adas qua o combinações en e a dimensão do con eúdo e as es-
an es, exce o no p imei o caso (Figu a 2.4a) onde podemos e um clus e em Po ugal apenas
endo em conside ação a dimensão do con eúdo. Já no caso da Figu a 2.4b o peso é dis ibuído da
mesma o ma en e o con eúdo e a dimensão espacial, esul ando em dois clus e s. Na Figu a 2.4c,
al como no caso an e io , é dis ibuído o peso de igual o ma en e o con eúdo, e nes e caso a di-
mensão empo al. O esul ado ob idos no caso de Po ugal, assemelha-se ao do p imei o caso da
Figu a 2.4a. Po im, emos o caso da Figu a 2.4d onde o peso é de 50% pa a o con eúdo e 50%
pa a a dimensão social, endo esul ado pa a o caso de Po ugal, dois clus e s.
Ou a das combinações ap esen adas, oi a dis ibuição uni o me po odas as dimensões. Es e
caso é ap esen ado na Figu a 2.5 onde odas as dimensões possuem o peso de 25% cada. Nes e
caso o am ob idos ês clus e s em Po ugal.
Po im, na Figu a 2.6 é possí el isualiza a secção que ap esen a ao u ilizado in o mação
sob e um clus e selecionado, o con eúdo ípico desse clus e , ou seja, as pala as mais equen es,
e o g a o com as ligações sociais. É possí el ainda isualiza um de e minado wee com mais
de alhe, como o nome do u ilizado , in o mação empo al e espacial.
2.2.3 P ós e con as
Como imos na Secção 2.2.2, a e amen a TweeP o iles pe mi e uma g ande a iedade de
combinações que p oduzem esul ados que podem a ia no núme o e posição geog á ica dos
16 Concei os e T abalhos Relacionados
(a) Clus e s em
Po ugal: Con eúdo
100%
(b) Clus e s em Po -
ugal: Con eúdo 50%
+ Espacial 50%
(c) Clus e s em Po -
ugal: Con eúdo 50%
+ Tempo al 50%
(d) Clus e s em Po -
ugal: Con eúdo 50%
+ Social 50%
Figu a 2.4: Exemplos de esul ados de clus e s com pesos di e en es pa a as di e en es dimen-
sões. Re i adas de [2]
clus e s consoan e a in luência e peso das dimensões em conside ação.
Es e p oje o de disse ação não em como obje i o melho a o TweeP o iles, mas sim ap e-
sen a uma abo dagem al e na i a de isualização de análise de dados em edes sociais u ilizando
con eúdo di e en e. Po es e mo i o, nes a secção somen e abo damos os p ós e con as ela i a-
men e à abo dagem das dimensões u ilizadas.
Uma das an agens da u ilização do ex o como dimensão de con eúdo, é o ac o de no Twi e
es e se ap esen a como a maio on e de in o mação, pois os wee s na sua maio ia ap esen am
ex o. Mesmo adicionando a dimensão espacial, que implica a exis ência de uma e e ência geo-
g á ica con ida na in o mação dos wee s, o núme o de wee s disponí eis con inua a se su icien e
pa a uma análise dos dados [2]. Apesa disso, é possí el e i ica que nos esul ados ap esen a-
dos exis e mui o con eúdo em o ma de ex o que ap esen a in o mação mui as ezes com pouca
ele ância. Um exemplo é o caso da pa ilha da localização a a és de ou os se iços, onde é
ap esen ada como mensagem, um ex o p é-de inido pelo se iço u ilizado, sendo indicando ape-
nas o local onde se encon a o u ilizado , sem adição de qualque in o mação po pa e do mesmo,
como podemos e pela Figu a 2.7.
O TweeP o iles e ela ainda que a dimensão espacial, quando ida em conside ação, em um
in luência in e essan e nos esul ados ap esen ados no mapa. Já a dimensão empo al não e elou
ap esen a uma g ande in luência (Figu a 2.4c), mas pe mi e um con olo e isualização de in o -
mação a a és do g á ico empo al. No caso da dimensão social, e i ica-se que es a ap esen a
alguma in luência na di isão dos clus e s mas a isualização da sua in o mação a a és do g a o,
ap esen a-se pob e e de di ícil comp eensão pa a o u ilizado .
De o ma a da con inuidade ao TweeP o iles e ap esen a uma al e na i a de conjugação de
dimensões pa a a descobe a de pe is em wee s, nes a disse ação se ão u ilizadas da mesma
o ma, as dimensões espaço- empo al, e se á subs i uído o con eúdo ex ual pelo isual. No caso da
dimensão social, es a não se á incluída po não ap esen a a in o mação de o ma cla a o u ilizado ,
2.3 Rep esen ação de In o mação Visual 17
Figu a 2.5: Clus e s em Po ugal: Con eúdo 25% + Espacial 25% + Tempo al 25% + Social
25%. Re i ada de [2]
sendo necessá io um es udo mais ap o undado sob e es a emá ica, que não az pa e dos obje i os
des a disse ação.
2.3 Rep esen ação de In o mação Visual
Na secção 2.1 oi ap esen ado o concei o e ca ac e ís icas da a e a de clus e ing de uma o ma
ge al. Nes a secção se ão expos as o mas de ep esen a imagens como dados.
Como o obje i o des a disse ação passa po a ealização da a e a de clus e ing, u ilizando
como dados as imagens pa ilhadas no se iço Twi e , é necessá io u iliza o mas e icien es pa a
desc e e cada imagem de uma o ma compac a e de o ma a que seja desc i o o con eúdo ge al
das imagens. É impo an e salien a que a a e a de clus e ing em imagens é mui as ezes associ-
ada à écnica de segmen ação em imagem [28], em que se p e ende dis ingui obje os indi iduais,
não sendo es e o obje i o des e p oje o de disse ação. P e ende-se sim que pa a a a e a de clus-
e ing o obje o ep esen a i o de uma imagem desc e a es a pelo seu conjun o, al como e e ido
an e io men e.
2.3.1 Rep esen ação Ma icial
Uma imagem pode se is a como um obje o (ou ins ância), sendo compu acionalmen e ep e-
sen ada como uma ma iz (um e o bi-dimensional) de píxeis. A ma iz de píxeis desc e e assim
a imagem como N x M m-bi píxeis, onde N co esponde ao núme o de pon os ao longo do eixo
ho izon al, M o núme o de pon os ao longo do eixo e ical e mo núme o de bi s po píxel que
con ola os ní eis de b ilho. Com mbi s emos uma gama de alo es pa a o b ilho de 2m, que a ia
18 Concei os e T abalhos Relacionados
Figu a 2.6: Visualização de in o mação mais de alhada de um clus e incluindo o seu g a o social,
e da in o mação ela i a a um de e minado wee . Re i ada de [2]
Figu a 2.7: Twee s pe encen es a um clus e pa a a seguin e dis ibuição de pesos: Con eúdo 25%
+ Espacial 25% + Tempo al 25% + Social 25%. Re i ada de [2]
en e 0 e 2m1. Assim se o alo de m o 8, os alo es de b ilho de cada píxel de uma imagem
podem a ia en e 0 e 255, que no malmen e co espondem ao p e o e b anco espe i amen e,
sendo que os alo es in e médios co espondem ao ons de cinza [29].
No caso de imagens a co es, o p incipio é idên ico, no en an o ao in és de se usa apenas
um plano, as imagens a co es são ep esen adas po 3 componen es de in ensidade, designado
po modelo RGB (Red G een Blue), a que co esponde espe i amen e as co es e melho (Red),
e de (G een) e azul (Blue). Pa a além des e esquema de co es, ambém exis em ou os como
o CMYK compos o pelas componen es de co , azul u quesa, magen a, ama elo e p e o. Pa a
qualque esquema de co es, exis em 2 mé odos p incipais pa a ep esen a a co do píxel. No
p imei o mé odo é u ilizado um alo in ei o pa a cada píxel, sendo esse alo como um índice
pa a uma abela, ambém conhecida como pale e da imagem, com a co espondência à in ensidade
de cada componen e de co . Es e mé odo em como an agem o ac o de se e icien e na u ilização
da memó ia, pois apenas é gua dado um plano da imagem (os índices) e a pale e ( abela). Po
ou o lado, em como des an agem o ac o de no malmen e se usado um conjun o eduzido de
co es o que p o oca uma edução da qualidade da imagem. Já o segundo mé odo consis e na
u ilização de á ios planos da imagem pa a a mazena a componen e de co de cada píxel. Es e
ep esen a a imagem com mais p ecisão pois conside a mui o mais co es. O o ma o mais usual
é 8 bi s pa a cada uma das 3 componen es, no caso do RGB. Assim, são u ilizados 24 bi s pa a
ep esen a a co de cada píxel, o que pe mi e que uma imagem possa con e mais de 16 milhões
de co es simul aneamen e. Como e a de espe a , is o en ol e um cus o g ande na u ilização de
2.3 Rep esen ação de In o mação Visual 19
memó ia [29].
Em suma, a ep esen ação ma icial é uma o ma ácil de ep esen a uma imagem, mas ao
con á io dos obje i os des a disse ação, não consegue azê-lo de uma o ma compac a, sendo
necessá ia a exis ência de g andes quan idades de memó ia de ido à sua dimensionalidade. Pa a
além disso, es e ap esen a uma g ande sensibilidade ao uído po da a mesma ele ância a odos
os píxeis da imagem. Assim, es a não se ap esen a como uma boa solução pa a a ex ação da
in o mação das imagens.
2.3.2 His og amas
Ou as das o mas de ep esen a a in o mação de uma imagem é a a és de um his og ama.
Um his og ama de uma imagem ap esen a a equência de oco ência de ní eis indi iduais de
b ilho, ep esen ado a a és um g á ico que mos a o núme o de píxeis da imagens com um de e -
minado ní el de b ilho. No caso de píxeis ep esen ados po 8-bi s, o b ilho ai a ia de 0 (p e o)
a é 255 (b anco) [29]. Também pode se ap esen ada in o mação de co sob e uma imagem a a-
és de um his og ama, sendo pa a isso necessá io ap esen a 3 his og amas di e enciados, um pa a
cada componen e de co , no caso do esquema RGB. A igu a 2.8 ap esen a um exemplo de um
his og ama de uma imagem com ons cinza, onde são ep esen ados o núme o de píxeis pa a cada
ní el di e en e de cinzen o.
Figu a 2.8: Imagem em ons cinza e espe i o his og ama
2.3.3 Desc i o es de Co
A co ap esen a-se como um impo an e a ibu o da imagem pa a o olho humano e p oces-
samen o po compu ado . Nes a secção são ap esen ados á ios desc i o es de co conside ados
pelo MPEG-7 [30,31,32,33], e u ilizados pa a ex ação de in o mação e econhecimen o de
simila idade em imagens.
20 Concei os e T abalhos Relacionados
2.3.3.1 Espaços de Co
Exis e uma as a seleção de espaços de co es, ais como, RGB, YCbC , HSV, HMMS, Mono-
c omá ico e Ma iz linea de ans o mação com e e ência a RGB.
O espaço de co RGB é um dos modelos e e idos mais u ilizados, que ap esen a ês com-
ponen es dis in as, e melho, e de e azul, al como oi e e ido na Secção 2.3.1. Nes e modelo
é u ilizada a combinação das 3 co es p imá ias pa a ep esen a as di e en es co es. O modelo
YCbC p o ém do pad ão MPEG-1/2/4 [33] e é de inido pela ans o mação linea do espaço de
co RGB como demons ado na equação 2.15:
Y=0.299⇥R+0.587⇥G+0.114⇥B
Cb =0.169⇥R0.331⇥G+0.500⇥B
C =0.500⇥R0.419⇥G0.081⇥B(2.15)
No caso do espaço de co Monoc omá ico, é usado apenas a componen e Y do modelo YCbC .
O espaço de co HSV (Hue Sa u a ion Value) ap esen a uma especi icação mais complexa,
endo sido desen ol ido pa a o nece uma ep esen ação mais in ui i a e pa a se ap oxima mais
do sis ema isual humano. A ans o mação do modelo RGB pa a o HSV não é linea , mas é
e e sí el [30]. Uma das componen es é a ma iz (H - Hue), que ep esen a a componen e de co
espec al dominan e na sua o ma mais pu a, como o e de, ama elo, azul e e melho. Ao se
adicionado b anco à co , es a so e uma al e ação e o na-se menos sa u ada. A sa u ação (S -
Sa u a ion) é p ecisamen e ou a das componen es des e modelo. Po im, o alo (V - Value)
co esponde ao b ilho de co .
O espaço de co HMMD (Hue-Max-Min-Di )[30,33] é mais ecen e. É ca ac e izado pela
componen e ma iz, al como o modelo HSV, pelo max emin, que são espe i amen e o máximo e
mínimo en e os alo es R, G e B. Pa a desc e e es e modelo, ambém é u ilizada a componen e
Di , que co esponde à di e ença en e o max emin. Pa a ep esen a es e espaço de co , apenas
são necessá ias ês das qua o componen es e e idas an e io men e, como po exemplo, Hue,
Max, Min ou Hue, Di , Sum, onde Sum pode se de inida pela equação 2.16.
Sum =Max +Min
2(2.16)
2.3.3.2 Co Dominan e
O desc i o de co dominan e o nece uma ep esen ação compac a das co es de uma imagem
ou da egião da imagem. Es e ap esen a a dis ibuição das co es mais ep esen a i as na imagem.
Ao con á io do desc i o de co po his og ama, na especi icação do desc i o de co dominan e,
as co es mais ep esen a i as são calculadas a pa i de cada imagem, em ez de se ixado no
espaço de co , pe mi indo assim, uma ep esen ação das co es p esen es numa egião de in e esse
mais exa a e compac a.
2.3 Rep esen ação de In o mação Visual 21
O desc i o de co dominan e pode se de inido como:
F=ci,pi, i,s,(i=1,2,...,N)
onde N é o núme o de co es dominan es. Cada alo cida co dominan e é um e o de alo es das
componen es do espaço de co co esponden e (po exemplo, um e o de 3 dimensões no espaço
de co RGB). O alo pié a ação de píxeis na imagem ou egião da imagem (no malizado pa a
um alo en e 0 e 1) que co esponde à co ci, sendo Âipi=1. Já idesc e e a a iação dos
alo es de co dos píxeis con idos num g upo, em o no da co ep esen a i a co esponden e. Po
im, a coe ência espacial sé um único núme o que ep esen a a homogeneidade espacial global
das co es p edominan es na imagem [33].
2.3.3.3 Co Escalá el
O desc i o de co escalá el, pode se in e p e ado como um esquema de codi icação base, que
eco e à ans o mada de Haa e aplica à aos alo es do his og ama de co no espaço de co HSV
( e e ido na secção 2.3.3.1). De uma o ma mais especí ica, o desc i o de co escalá el ex ai,
no maliza e mapeia de o ma não linea os alo es do his og ama, numa ep esen ação in ei a a
4-bi , dando assim mais ele ância a alo es mais pequenos. A ans o mada de Haa , é assim
aplicada aos alo es in ei os a 4-bi a a és das ba as do his og ama.
A ex ação do desc i o é ealizada com compu ação de um his og ama de co com 256 ní eis
no espaço de co de HSV com a componen e ma iz (H) quan i icada a 16 ní eis, e a sa u ação (S)
e o alo (V) quan i icados pa a 4 ní eis [31].
Es e desc i o é ipicamen e u ilizado na busca de simila idade numa base de dados com con-
eúdo mul imédia e pesquisa em eno mes base de dados.
2.3.3.4 Es u u a de Co
Es e desc i o é uma gene alização do his og ama de co es, que ap esen a algumas ca ac e-
ís icas espaciais da dis ibuição de co es numa imagem. Tem a pa icula idade de, pa a além
de ap esen a o con eúdo da co de o ma semelhan e a um his og ama de co , ambém ap esen a
in o mações sob e a es u u a de uma imagem, sendo es a a ca ac e ís ica di e enciado a des e des-
c i o de co . Em ez de conside a cada píxel sepa adamen e, o desc i o eco e a uma es u u a
de 8x8 píxeis que desliza sob e a imagem. Ao con á io do his og ama de co , es e desc i o con-
segue dis ingui duas imagens em que uma de e minada co es á p esen e em quan idades iguais,
mas que ap esen a uma es u u a num dos g upos de 8x8 com uma co di e en e nas duas imagens.
Os alo es de co es são ep esen adas no espaço de co HMMD, sendo o espaço quan i icado de
manei a não uni o me em 32, 64, 128 ou 256 ní eis. Cada alo de ampli ude de um ní el é e-
p esen ado po um código de 8 bi s. Es e desc i o ap esen a um bom desempenho na a e a de
ecupe ação de imagens baseado na simila idade [34].
28 Concei os e T abalhos Relacionados
Figu a 2.14: (a) Fil os Gaussianos de segunda o dem nas di eções yy e xy; (b) ap oximação po
il os de caixa; (c) il os de Haa ; As egiões a cinzen o êm alo igual a ze o. Re i ada de [6]
2.3.7 Desc i o es Locais Biná ios
Os desc i o es SIFT e SURF são uns dos mais u ilizados e conhecidos, mas exis em um con-
jun o de desc i o es locais mais ecen es que se ca ac e izam po se em desc i o es locais biná ios.
Em seguida são ap esen ados alguns exemplos des e ipo:
BRIEF: É um desc i o local biná io que não possui um mecanismo elabo ado de ex ação de
ca ac e ís icas nem de compensação de o ien ação como o SIFT ou o SURF, sendo um
desc i o de ele ado desempenho. Es e u iliza a in o mação de um único píxel de uma
egião, sendo necessá io a u ilização de um il o Gaussiano pa a eduzi a sensibilidade ao
uído. Uma ca ac e ís ica dos desc i o es biná ios é a seleção pa es de pon os (píxels) de
uma egião pa a a c iação do desc i o . Es e seleção ei a de uma o ma alea ó ia no caso
des e desc i o . Quando compa ados dois pon os, é a ibuído o alo 1 quando a in ensidade
do p imei o pon o é supe io ao do segundo, caso con á io, é a ibuído o alo 0. O desc i o
é assim um e o com in o mação biná ia. [40].
ORB: Es e é ambém um desc i o biná io mui o semelhan e ao BRIEF, endo como p incipais
ca ac e ís icas di e enciado as o ac o de possui um mecanismo de compensação de o ien-
ação que o o na in a ian e à o ação e de ap endizagem na seleção dos pa es de pon os de
in e esse. [41].
FREAK Es e é o mais complexo ela i amen e aos dois an e io es. Es e u iliza da mesma o ma
que ORB um mecanismo de ap endizagem pa a seleção dos pa es de pon os. A sua p incipal
ca ac e is ica é o ac o de u iliza uma dis ibuição de pon os numa egião de uma o ma
semelhan e à e ina ocula , em que exis e uma maio densidade de pon os na zona cen al de
uma egião [42].
2.3 Rep esen ação de In o mação Visual 29
2.3.8 Desc i o es Baseado em Vocabulá io Visual
No econhecimen o de documen os de ex o é u ilizado o concei o designado po BoW (Bag
O Wo ds) que em po uguês signi ica, saco de pala as, onde exis e um conjun o p é-de inido de
pala as a mazenadas.
Um ex o é assim ca ac e izado, a a és da análise das pala as que possui. Pa a isso são
con abilizadas as pala as que es ejam simul aneamen e no ex o e no BoW. Is o pe mi e o acesso
um e o de amanho ixo que desc e e um ex o a a és da equência das pala as de inidas no
BoW.
Recen emen e es a écnica oi ado ada em aplicações de ex ação de in o mação isual, como
po exemplo, é mos ado em [7,38]. Os au o es eco em a desc i o es locais in a ian es a escala e
o ação, pa a c ia um ocabulá io isual. A u ilização de desc i o es locais como o SIFT, e e ido
na secção 2.3.6.1, pe mi e a ex ação de pon os de in e esse nas imagens, in a ian es a o ação e
mudanças de escalas.
Quando e e uado es e p ocesso epe idamen e com um g ande conjun o de imagens, é possí el
c ia clus e s de egiões de imagens mui o semelhan es en e si, como se pode e na Figu a 2.15.
Todas es as egiões são candida as a pala as isuais, sendo selecionada a que ep esen a melho
esse clus e . Is o é, é selecionado o cen oide desse conjun o de egiões semelhan es en e si, eco -
endo ao algo i mo k-means e e ido na secção 2.1.1. Esse cen oide passa en ão a se conside ado
uma pala a isual e é adicionado a um ocabulá io com ou as pala as isuais.
Figu a 2.15: Rep esen ação de um clus e de pon os de in e esse semelhan es de imagens dis in as.
Re i ada de [7]
Po im é necessá ia a ealização de uma indexação de cada pala a isual às imagens, sendo
u ilizado um e o pa a cada imagem que indica, o núme o de ezes em que uma de e minada
pala a isual se epe e numa imagem. Nes e caso o e o unciona como em ex mining, em que
exis e a con agem da equência de pala as que oco em num de e minado documen o.
Ou o p ocesso possí el pa a indexação do con eúdo isual ou ex o, é a ibuição de um peso
ou ponde ação pa a cada pala a isual numa de e minada imagem. Aqui é u ilizada a ponde ação
pad ão conhecida como -id (’ e m equency-in e se documen equecy’) [7]. Conside ando um
e o com kpala as isuais Vd =( 1,..., i,..., k), em que a ponde ação de cada pala a é dada
po :
i=nid
nd
logN
ni
(2.22)
30 Concei os e T abalhos Relacionados
onde nid é o nume o de oco ências da pala a inum documen o d,ndo núme o o al de pala as
no documen o d,nié o nume o de oco ências da pala a iem odos documen os e Né o núme o
de documen os exis en es.
Conclui-se assim que es e desc i o pe mi e a iden i icação de imagens semelhan e ou eco-
nhecimen o de obje os, a a és da compa ação dos e o es de cada imagem, com a in o mação
ela i a ao ocabulá io pos e io men e c iado. Es e demons a se bas an e e icien e. Pa a além
disso, segundo Nis é e S ewénius [43], é possí el escala es e p ocesso pa a eno mes quan idades
de imagens sem pe da de desempenho. Pa a isso, um ocabulá io em o ma de á o e, is o é, com
a hie a quização das pala as isuais de um ocabulá io isual, ob ido com clus e ing hie á quico
desc i o na Secção 2.1.2.
Capí ulo 3
Olhó-passa inho: Módulo do Con eúdo
Visual
Nes e capí ulo se á in oduzido o módulo de in o mação isual desen ol ido, sendo ap esen-
adas a es u u a e o ganização des e sis ema. Como e e ido no capí ulo 1, es e p oje o em como
obje i o es ende a e amen a TweeP o iles desc i a na secção 2.2, dando-lhe uma dimensão de
con eúdo di e en e à que possui. Em conjun o com a in o mação espacial e empo al, o con eúdo
das imagens pa ilhadas em wee s passa ambém a se in o mação conside ada. Pa a que is o seja
ealizá el, oi necessá io o desen ol imen o de um módulo que e e ue a ecolha dos dados com
a de ida il agem, ex aia e p ocesse a in o mação isual e a mazene essa in o mação de modo a
que osse possí el a sua in eg ação com o TweeP o iles.
3.1 Recolha dos Dados
O desen ol imen o des e módulo apenas e a ealizá el com um conjun o de imagens pa i-
lhadas no se iço de mic oblogging Twi e , sendo undamen al a ecolha dos dados necessá ios
pa a esse p ocesso, nes e caso, os Twee s. Nes a secção é ei a uma desc ição do conjun o dos
dados disponí eis, das il agens que o am necessá ias ealiza e uma ap esen ação do conjun o
de dados inais ob idos e u ilizados no desen ol imen o des e p oje o de disse ação.
3.1.1 Desc ição dos Dados
O p imei o passo pa a a ealização des e p oje o de disse ação oi a ecolha dos dados ne-
cessá ios. Es es dados o am ecolhidos a a és de uma base de dados MongoDB p e iamen e
c iada usando a pla a o ma Socialbus, an e io men e designada po Twi e Echo [21]. Es e da-
dos são es u u ados sob e a o ma de obje os JSON [44] e possuem in o mação ela i a a cada
wee . O JSON é um o ma o de no ação, u ilizado pa a a mazenamen o e ans e ência de dados
na In e ne . Es e é o o ma o u ilizado pela base de dados MongoDB.
31
32 Olhó-passa inho: Módulo do Con eúdo Visual
A Tabela 3.1 ap esen a in o mação ela i amen e ao núme o o al de wee s que a base de
dados con êm e o o al des es wee s que possuem in o mação isual. Pa a além disso, ainda são
ap esen ados o núme o de wee s com in o mação isual que p o ém de alguns se iços ex e nos.
To al Com imagem Twi e Twi Pic Ins ag am
NoTwee s 1704273 86349 202 6100 79210
Tabela 3.1: Desc ição em núme os do o al de wee s com indicação, nos que con ém URL pa a
imagem, do núme o de wee s po se iço de pa ilha de imagem
3.1.2 Fil agem dos Dados
Em p imei o luga , oi necessá io ealiza uma il agem dos dados de modo a ap esen a em
a in o mação necessá ia pa a a ealização des e p oje o. O p imei o passo des a il agem oi
ecolhe odos os wee s que con i essem no seu obje o um URL (Uni o m Resou ce Loca o )
pa a uma imagem, sendo que esse URL e ia de pe ence a um dos seguin es se iços:
•Twi e
•Twi Pic
•Ins ag am
O URL e ia que se álido. Is o é, oi ei a uma e i icação p é ia se a imagem es a ia ainda
disponí el a a és do ende eço exis en e.
Pa a se mais ácil pos e io men e uma seleção mais cuidadosa dos wee s oi c iada uma base
de dados local (SQLi e) com uma abela (Anexo A), con endo os seguin es a ibu os:
id Id da linha da abela.
id_ wee Id do wee na base de dados Mongodb.
se ico Nome do se iço de alojamen o da imagem.
u l Ende eço u l pa a a imagem on e.
ipo Iden i ica se a imagem pe ence a um wee ou e wee .
e wee Caso a imagem pe ença a um e wee e es e seja o p imei o da base de dados,
assume o alo "p imei o", caso con á io, assume o alo NULL.
Tabela 3.2: A ibu os da abela da base de dados pa a il agem dos wee s.
Após a c iação des a base de dados, decidiu-se seleciona odos os obje os da base de dados que
ossem wee s o iginais ou o p imei o e wee de uma sé ie de e wee s. Também de e iam con e
o URL pe encen e ao se iço de pa ilha de imagens Ins ag am. Es a decisão de eu-se ao ac o
dos e wee s con e em in o mação já exis en e, po an o, a sua ecolha i ia p o oca duplicação de
dados. No caso da escolha do Ins ag am, es e de eu-se ao ac o de ap esen a um núme o supe io
de imagens ela i amen e aos ou os se iços.
3.1 Recolha dos Dados 33
Pa a além des es c i é ios é impo an e salien a que oi necessá io seleciona apenas os dados
com geo e e enciação.
3.1.3 Conjun o de Dados Final
Po im a mazenou-se um ichei o JSON com odos os dados que se ão u ilizados e oi eali-
zado o download de odas as imagens ela i as a cada wee e a mazenadas localmen e em o ma o
JPEG, que e a o o ma o de o igem das imagens desca egadas.
Rela i amen e aos obje os de cada wee p esen es no ichei o JSON, op ou-se po não a ma-
zena udo pa a eduzi o amanho do ichei o, endo sido apenas incluídos os elemen os de um
obje o de um wee desc i os na Tabela 3.3.
_id: $oid Iden i icado do obje o
coo dina es: coo dina es Coo denadas da localização da pa ilha do wee
c ea ed_a Da a da pa ilha do wee .
en i ies: u ls: display_u l Ende eço u l pa a a imagem on e
id_s Iden i icado do wee em o ma o de ex o
ex Mensagem do wee
use : id_s Iden i icado do u ilizado
use : name Nome do u ilizado
Tabela 3.3: Elemen os con idos no obje o com a in o mação de um wee .
O o ma o de um obje o ela i o a um wee é ilus ado em seguida:
1{
2"_id":{
3"$oid":"52c6d0 08e 20d397e42b516"
4},
5"coo dina es":{
6"coo dina es":[
78.61136747,
841.14668427
9]
10 },
11 "c ea ed_a ":"Tue Jun 18 17:02:09 +0000 2013",
12 "en i ies":{
13 "u ls":[
14 {
15 "display_u l":"ins ag am .com/ p / a TgTbEu0S/ "
16 }
17 ]
18 },
19 "id_s ":"347036525172772864",
20 " ex ":"# ogigan eaco dou #DilmaNAO #b asilna ua # o adilma #
e asqueum ilho eunao ogealu a # amospa a uas u2026 h p :// . co/AF0hcTxUBX"
,
21 "use ":{
34 Olhó-passa inho: Módulo do Con eúdo Visual
22 "id_s ":"1072354428",
23 "name":"Ca los Roma"
24 }
25 }
No caso das imagens a mazenadas, oi a ibuído o campo id_s p esen e no obje o JSON ao
nome do ichei o de imagem JPEG de modo a que osse associada cada uma das imagens ao seu
espe i o wee . Assim ao u iliza uma das imagens, apenas é necessá io p ocu a o obje o JSON
que possua o a ibu o id_s igual ao nome do ichei o da imagem pa a sabe a que wee pe ence.
Recolhidos odos os iden i icado es dos wee s pe encen es ao se iço Ins ag am que apenas
ossem do ipo wee e que os espe i os wee s ap esen assem a in o mação de geolocalização
no campo coo dina es, a ançou-se com o p ocesso de download de odas as imagens, endo sido
e e uado com sucesso o download de 5964 imagens em 7195 possí eis.
Em suma, o conjun o de dados inal u ilizado pa a o desen ol imen o des e p oje o oi de 5964
obje os ela i os aos wee s con idos num ichei o JSON e as espe i as 5964 imagens.
3.2 Ex ação, P ocessamen o e A mazenamen o da In o mação Vi-
sual
O passo seguin e no desen ol imen o do módulo da in o mação isual oi a implemen ação de
um sis ema capaz de ex ai , p ocessa e a mazena a in o mação isual das imagens a mazenadas
localmen e. Pa a o desen ol imen o des e módulo oi u ilizada a linguagem Py hon, pela sua
capacidade de in eg ação de di e en es biblio ecas desde manipulação de es u u as de dados, a é
mesmo a biblio ecas de manipulação e p ocessamen o de imagem. Pa a a conc e ização do modelo
o am idos como linhas guia, o p ocesso desen ol imen o de uma e amen a de pesquisa de
imagens disponibilizado po [45]. A a qui e u a des e módulo é ap esen ada na Figu a 3.1.
Fo am desen ol idos ês sub-módulos di e en es:
O p imei o eco e às imagens a mazenadas localmen e e u ilizando o algo i mo SIFT, ealiza
ex ação dos pon os de in e esse, desc e e localmen e esses pon os e a mazena essa in o mação
num ichei o com o mesmo nome da imagem espe i a.
O segundo eco e à in o mação ge ada pelo p imei o sub-módulo, pa a c ia um ocabulá io
isual. São selecionadas alea o iamen e ce ca de 8% das imagens pa a a c iação desse ocabulá io.
Po im, o e cei o u iliza os dois sub-módulos an e io es pa a c ia um his og ama desc i o de
cada imagem. Es e his og ama é um e o ixo que con em a equência de cada pala a isuais do
ocabulá io isual, exis en e em cada imagem. Essa in o mação é en ão indexada à sua espe i a
imagem, u ilizando uma base de dados.
Em seguida é ap esen ada de o ma mais de alhada, a desc ição de cada sub-módulo e e ido.
3.2 Ex ação, P ocessamen o e A mazenamen o da In o mação Visual 35
Figu a 3.1: A qui e u a do módulo de ex ação, p ocessamen o e a mazenamen o da in o mação
isual. Adap ada de [8]
3.2.1 Ex ação dos Pon os de In e esse e Desc i o es Locais
O p imei o passo no desen ol imen o des e módulo passou pela ex ação da in o mação i-
sual. Es a in o mação isual de e ia ep esen a uma imagem e icien emen e e de o ma a possi-
bili a a c iação de um ocabulá io isual. Uma das o mas possí eis e ap esen adas na secção 2.3
é a u ilização de um desc i o local. Nes e caso oi u ilizado o desc i o SIFT [37,5], pois como
e e ido na secção 2.3.6, apesa de se mais len o e menos esis en e a mudanças de iluminação,
es e ap esen a melho es esul ados a a iações de o ação, mudanças de escala e ans o mações
na imagem. Pa a além disso, oi u ilizada a e amen a e biblio eca open sou ce VLFea [46] que
in eg a alguns dos algo i mos mais u ilizados em isão compu acional, e que inclui o algo i mo
SIFT. Es e, apesa de não possui uma biblio eca pa a Py hon, pe mi e a sua u ilização a a és da
linha de comandos.
Pa a o conjun o de imagens exis en es oi necessá io c ia uma cópia de cada imagem em
escalas de cinzen o e em o ma o .pgm pa a se u ilizada pelo VLFea . Is o de e-se ao ac o de o
desc i o SIFT não u iliza a co das imagens, sendo mais e icien e pa a a ex ação dos desc i o es
locais a u ilização da imagem com ons cinzas.
U ilizando assim es as imagens, o VLFea a mazena num ichei o com o o ma o .si os pon-
os de in e esse e os desc i o es de uma imagem, sendo necessá io c ia um ichei o pa a cada
imagem. Nesses ichei os os dados são a mazenados em o ma o ASCII, onde cada linha con êm
as coo denadas, escala e ângulo de o ação pa a cada pon o de in e esse, nos p imei os 4 alo es
espe i amen e, co espondendo os es an es ao e o desc i o de amanho 128 como e e ido na
Secção 2.3.6. Em seguida é ap esen ado um exemplo ilus a i o des a in o mação a mazenada:
36 Olhó-passa inho: Módulo do Con eúdo Visual
1318.861 7.48227 1.12001 1.68523 0 0 0 1 0 0 0 0 0 11 16 0 ...
2318.861 7.48227 1.12001 2.99965 11 2 0 0 1 0 0 0 173 67 0 0 ...
354.2821 14.8586 0.895827 4.29821 60 46 0 0 0 0 0 0 99 42 0 0 ...
4155.714 23.0575 1.10741 1.54095 6 0 0 0 150 11 0 0 150 18 2 1 ...
542.9729 24.2012 0.969313 4.68892 90 29 0 0 0 1 2 10 79 45 5 11 ...
6229.037 23.7603 0.921754 1.48754 3 0 0 0 141 31 0 0 141 45 0 0 ...
7232.362 24.0091 1.0578 1.65089 11 1 0 16 134 0 0 0 106 21 16 33 ...
8201.256 25.5857 1.04879 2.01664 10 4 1 8 14 2 1 9 88 13 0 0 ...
9... ...
Como o obje i o e a u iliza as imagens o iginais, o am eliminadas as imagens empo á ias
com o o ma o .pgm. O passo seguin e passou pelo desen ol imen o do submodelo esponsá el
pela c iação do ocabulá io isual, que é ap esen ado na subsecção seguin e.
3.2.2 C iação do Vocabulá io Visual
Es e módulo é o esponsá el pela c iação do ocabulá io isual. Pa a a sua conc e ização oi
necessá io u iliza os ichei os de ex ensão .si ep oduzidos a a és da e amen a VLFea [46]
no módulo an e io .
As pala as isuais não são nada mais do que um conjun o de e o es de ca ac e ís icas de
imagens. Assim um ocabulá io isual é o conjun o des as pala as isuais. Como cada imagem
possui mui os desc i o es locais, sendo que mui os podem se semelhan es, é necessá io ag upa
odos os desc i o es de um conjun o de imagens e de e a aqueles que possam ep esen a um
conjun o de desc i o es semelhan es. Cada clus e co esponde a uma pala a isual, sendo a
pala a isual espe i a de inida pelo seu cen oide (Fidgu a 3.2).
Pa a c ia um ocabulá io isual oi en ão necessá io u iliza um algo i mo de clus e ing. Foi
escolhido um algo i mo de clus e ing po pa ição, em pa icula o k-means po se um dos mais
u ilizados e e icien e, como oi e e ido na secção 2.1.1. O algo i mo oi aplicado aos desc i o es
de um subconjun o de imagens alea o iamen e selecionadas do conjun o de imagens a mazenadas
localmen e. Nes e caso oi u ilizado ap oximadamen e 8% das imagens pa a não comp ome e o
empo de p ocessamen o. Foi a ibuído a ko alo 1000, de o ma a se em ge ados ce ca de 1000
clus e s. Isso signi ica que o ocabulá io isual possui á ce ca de 1000 pala as isuais. Es e
alo oi escolhido de o ma a se ga an i um equilíb io en e o desempenho e a máxima desc ição
possí el de uma imagem.
Pa a u iliza es e ocabulá io isual é necessá io a mazená-lo e indexa cada pala a isual a
cada imagem. O sub-módulo esponsá el po es e p ocesso é desc i o na secção a segui .
3.2.3 A mazenamen o da In o mação Visual
Com o ocabulá io isual c iado oi necessá io a c iação de um his og ama que desc e a cada
imagem, a mazena essa e indexa essa in o mação às espe i as imagens, de modo a que seja
3.2 Ex ação, P ocessamen o e A mazenamen o da In o mação Visual 37
Figu a 3.2: Exemplo de p ojeção dos obje os de um conjun o de dados e dos espe i os cen oides
de cada clsu e após a e a de clus e ing num espaço a duas dimensões.
possí el ealiza a compa ação en e imagens di e en es. Pa a es a a e a desen ol eu-se o sub-
módulo que eco e à in o mação ge ada pelos dois sub-módulos desc i os an e io men e, os pon-
os de in e esse de cada imagem e o ocabulá io isual.
A c iação do his og ama oi o p imei o passo do desen ol imen o des e sub-módulo, em que
oi u ilizado o ocabulá io isual c iado. Como es e é cons i uído po e o es com in o mação dos
pon os de in e esse de uma imagem e a espe i a desc ição local de cada pala a isual, pa a a c i-
ação do his og ama pa a cada imagem, oi necessá io u iliza no amen e a in o mação con ida nos
ichei os ge ados pelo p imei o sub-módulos. Como e e ido an e io men e, os ichei os con ém
os pon os de in e esse de uma imagem e a espe i a desc ição local de cada pon o. Cada pon o
de in e esse oi p oje ado no espaço, de modo a se a ibuído a cada um des es a espe i a pala a
isual, sendo es a a que se encon a à meno dis ância. Foi en ão possí el após es e p ocesso c ia
um his og ama, baseado na con agem das pala as isuais em cada imagem.
Assim o p óximo passo passou pelo a mazenamen o dos his og amas e a indexação a sua
espe i a imagem. Como odo es e módulo oi execu ado em modo o line, op ou-se pela u ilização
de uma base de dados local SQLi e [47]. Es a unciona de modo semelhan e a uma base de dados
MySQL [48] ou Pos g eSQL [49], sendo que pode se desen ol ida e acedida sem ecu so a um
se ido . Es a é no malmen e u ilizada apenas pa a desen ol imen o, como é o caso des e p oje o
de disse ação. Pa a a sua conc e ização oi c iado um esquema simples apenas com ês abelas
como ilus ado na Tabela 3.4. A abela imlis con ém o nome de odas as imagens a a és do
a ibu o ilename, a abela imwo ds con ém índice das pala as isuais a a és do a ibu o wo did,
44 Olhó-passa inho: Aplicação Web
di e en es dimensões u ilizadas. O p imei o é um mapa, onde é ap esen ada a dis ibuição dos
wee s, como pode se is o na Figu a 4.2 e a espe i a dis ibuição dos clus e s geog a icamen e.
Es e oi desen ol ido eco endo à API Ja asc ip do Google Maps 3 [51] disponibilizada pela
Google, sendo oda ela con olada a a és da linguagem de p og amação Ja asc ip . É possí el
u iliza e con ola um mapa de modo a adiciona di e en es componen es isuais. Os wee s
o am assim ep esen ados po pequenos cí culos azuis, e os clus e s po cí culos e melhos com
anspa ência como se á ilus ado mais à en e.
Figu a 4.2: Dis ibuição de wee s na dimensão espacial
A segunda secção é esponsá el pela ep esen ação da dis ibuição dos clus e s na dimensão
empo al e pa a isso oi u ilizada a e amen a Google Cha s, mais especi icamen e a API Time-
line [10]. Es a, al como a API do Google Maps, ambém é desen ol ida em Ja asc ip , e pe mi e
c ia um g á ico com ba as de du ação empo al, como podemos e na igu a 4.3.
Figu a 4.3: Exemplo ilus a i o da e amen a Timeline. Re i ada de [10]
Po úl imo, a secção de isualização de imagens que pe encem a um clus e , onde é ap e-
sen ada uma ma iz com no e imagens, como ap esen ado na Figu a 4.4. As imagens p esen es
nos clus e s são escolhidas alea o iamen e, ha endo ainda a possibilidade de i modi icando as
4.5 Resul ados Ilus a i os 45
imagens isí eis. É possí el ambém clica numa das imagens, isualiza a mesma em amanho
maio , e a in o mação ela i a ao wee a que a imagem pe ence, o nome do u ilizado , o ex o
e a da a de pa ilha do wee . Pa a além dis o, é possí el acede ao wee o iginal a a és de um
bo ão com essa indicação. Es a secção ap esen a ainda o nome e a in o mação empo al do clus e .
Figu a 4.4: Exemplo ilus a i o da isualização da ma iz pa a isualização de no e imagens.
A aplicação ap esen a ambém os con olos pa a escolhe o subconjun o que se p e ende isu-
aliza , e con olos pa a de ini o peso que se p e ende a ibui a cada dimensão.
4.5 Resul ados Ilus a i os
Nes a secção se ão ap esen ados alguns esul ados ilus a i os do ipo de conhecimen o que se
pode ob e com a e amen a Olhó-passa inho. Nes e ela ó io não é possí el ap esen a odos os
esul ados de ido ao núme o de di e en es combinações possí eis.
A dimensão dos cí culos que ep esen am os clus e s é p opo cional ao núme o de wee s
p esen es nesse mesmo clus e s, is o é, quan o maio o núme o de wee s maio é a espe i a
ci cun e ência. Assim a Figu a 4.5 um exemplo da isualização da dis ibuição dos clus e s no
espaço geog á ico onde é a ibuída 100% do peso a dimensão espacial. Podemos e que o am
ge ados se e clus e s e que exis e uma cla a di isão espacial en e eles. Podemos localiza um
clus e na Eu opa mais sob e a zona do Reino Unido, dois na Ásia em que um si ua-se sob e
países jun o do Gol o do Pé sico e ou o sob e o Japão, um na Aus ália, dois na Amé ica do
No e mais especi icamen e sob e o Oes e e o Es e dos Es ados Unidos da Amé ica e po úl imo
na Amé ica do Sul, sendo o clus e de com maio dimensão ela i amen e aos ou os, e localiza-se
sob e o B asil.
Já no caso em que é a ibuído 100% do peso apenas à dimensão empo al ob emos dois clus e
como pe ce í el pela Figu a 4.6. No caso da sua isualização empo al, e i icamos pela Figu a 4.7
que ob êm-se um in e alo empo al em que não exis e nenhum wee associado a um clus e ,
podendo-se de e ao ac o de aquele pe íodo ap esen a um olume mui o mais eduzido de wee s
46 Olhó-passa inho: Aplicação Web
Figu a 4.5: Dis ibuição dos clus e s no mapa calculado exclusi amen e a a és da dimensão es-
pacial
le ando a um dispe são dos mesmo no empo e consequen emen e a uma meno densidade de
wee s.
Figu a 4.6: P ojeção do Clus e s no mapa calculado exclusi amen e a a és da dimensão empo al
Figu a 4.7: P ojeção do Clus e s no empo calculado exclusi amen e a a és da dimensão empo al
Pa a o caso da a ibuição de 100% do peso apenas ao con eúdo isual, o esul ado ilus a i o
no mapa é ap esen ado na Figu a 4.8. Pa a es e caso emos a ep esen ação de 3 clus e s. Es es
4.5 Resul ados Ilus a i os 47
es ão localizados sob e o B asil e ap esen am amanhos dis in os, p opo cionais ao núme o de
wee s.
Figu a 4.8: P ojeção do Clus e s no mapa calculado exclusi amen e a a és do con eúdo isual
Como e e ido na Secção 4.4, o Olhó-passa inho pe mi e a isualização do con eúdo isual
dos clus e s. A Figu a 4.9a ap esen a a isualização de uma amos a de imagens pe encen es a
um clus e . Nes e caso o clus e é o mais pequeno ep esen ado na Figu a 4.8 e con ém apenas 9
imagens, o núme o mínimo de inido pa a a c iação de um clus e . É isí el que es as ap esen am
o mesmo con eúdo isual, uma bandei a do B asil e uma ci ação de uma pessoa com o nome de
Fede ico De i o. Es e po meno pode se isualizado nas Figu as 4.9b e4.9b
(a) Visualização de uma amos a
de imagens do um clus e
(b) Visualização de uma das ima-
gens do clus e
(c) Visualização de ou a imagem
do clus e
Figu a 4.9: Exemplo da isualização do con eúdo isual de um clus e calculado com 100% do
peso pa a a dimensão das imagens
O exemplo ap esen ado em seguida mos a-nos o esul ado da combinação en e dimensões
com a ibuição do mesmo peso a cada uma delas. Assim cada dimensão p esen a um peso de
48 Olhó-passa inho: Aplicação Web
33.33%. A Figu a 4.10 ilus a a dis ibuição dos clus e s no espaço. Po ou o lado, a Figu a 4.11
mos a a dis ibuição dos mesmo clus e s, mas nes e caso, na dimensão empo al.
Figu a 4.10: P ojeção dos Clus e s no mapa com peso a ibuído a cada dimensão de 33.33%
Figu a 4.11: P ojeção dos Clus e s no empo com peso a ibuído a cada dimensão de 33.33%
No mapa podemos e a iden i icação do Clus e 3 localizado na Aus ália e o Clus e 4 no
Reino Unido. Uma amos a do seu con eúdo pode se isualizado na Figu a 4.12. Aqui podemos
no a que o con eúdo isual em ambos os clus e s são mui o semelhan es, sendo assim pe ce í el
nes e caso a in luência das dimensões espaço- empo al.
4.6 Sumá io
Em suma, nes e capí ulo oi ap esen ada a conc e ização da in eg ação do modelo da ep esen-
ação da in o mação isual desen ol ido, desc i o no Capí ulo 3, pa a es ende o TweeP o iles.
O p imei o passo passou pelo cálculo as ma izes de dis ância pa a a dimensões empo al e
espacial. Is o pe mi iu e e ua combinação en e as á ias ma izes das di e en es dimensões. Em
4.6 Sumá io 49
(a) Visualização de uma amos a de imagens do
clus e 3
(b) Visualização de uma amos a de imagens do
clus e 4
Figu a 4.12: Exemplo da isualização do con eúdo isual de dois clus e s calculados com 33.33%
do peso pa a cada uma das dimensões
seguida oi e e uado o p ocesso de da a mining que culminou nos di e en es clus e s pa a di e en-
es combinações. Fei o is o, oi en ão desen ol id a aplicação Web que pe mi iu a isualização dos
esul ados e con olo das di e en es combinações. Po im o am ap esen ados alguns esul ados
ilus a i os.
Os exemplos escolhidos pa a ap esen a os esul ados ilus a i os p e ende am demons a as
di e en es po encialidades da e amen a, ocando p incipalmen e na a ibuição de pesos às di e-
en es dimensões e na isualização dos esul ados dessas mesmo combinações. Pa a além das
combinações demons adas, é possí el ealiza mais seis combinações di e en es. Exis e ambém
ainda a possibilidade de escolhe um dos ês di e en es in e alos de empo, que co espondem a
cada um dos subconjun os de dados p e iamen e c iados.
Apesa de não e sido ealizado um es udo empí ico ela i amen e à a aliação dos clus e s,
po inspeção isual, conclui-se que os esul ados ap esen ados pa ecem indica algumas po enci-
alidade des a e amen a no econhecimen o de de e minados e en os, de cu a ou longa du ação
ela i amen e à sua dis ibuição empo al, e oco idos globalmen e ou em locais mais especí icos
ela i amen e à sua dis ibuição espacial. Ou o ipo de conclusão e i ada, po inspeção isual, é
que, como o Twi e ap esen a uma limi ação de 145 ca ac e es na pa ilha das suas mensagens,
mui as pessoas eco em a pa ilha de mensagens a a és de uma imagem pa a con o na es a limi-
ação, sendo que, es a e amen a pe mi iu econhece alguns desse ipo de acon ecimen o, quando
oco ido em maio escala, como po exemplo, a pa ilha de uma imagem com um ex o em que o
seu au o a a-se de uma pessoa socialmen e conhecida.
50 Olhó-passa inho: Aplicação Web
Capí ulo 5
Conclusões e T abalho Fu u o
Nes e capí ulo é ap esen ado um esumo de odo o abalho ealizado, são discu idas algu-
mas conclusões e i adas do desen ol imen o des a disse ação e são ap esen adas suges ões pa a
abalho u u o.
5.1 Resumo
Du an e o pe íodo dedicado à ealização do p oje o de disse ação, oi seguida uma sequência
de e apas que culminou num sis ema capaz de iden i ica e isualiza clus e s no espaço, no empo
e a a és do con eúdo, em pa icula , das imagens. Es e ambém pe mi iu isualiza e na ega po
o og a ias pa ilhadas no se iço de mic oblogging Twi e con idas num de e minado clus e .
Inicialmen e oi ei a uma ecolha dos dados necessá ios pa a o desen ol imen o des e p oje o
de disse ação. Es e dados o am ecolhidos a a és de base de dados MongoDB e possuíam a
in o mação ela i a a wee s pa ilhados na ede social Twi e . Es e wee s e am uma amos a
com a du ação de ês dias que con inham, na sua maio ia, con eúdo ela i o às mani es ações que
oco e am em Junho de 2013 no B asil. Como o obje i o e a a descobe a de pad ões a a és de
o og a ias, oi necessá io a mazena localmen e odas as imagens pa ilhadas no Twi e . De ido
ao núme o mui o pequeno de imagens pa ilhadas di e amen e pelo Twi e , oi necessá io op a
po imagens com o igem no se iço de pa ilha de imagens Ins ag am, po es e pe mi i o acesso
a um núme o bem supe io de imagens. Os dados desses wee s ambém o am a mazenados no
o ma o JSON.
O passo seguin e passou pelo desen ol imen o de um módulo esponsá el pela ex ação e p o-
cessamen o de in o mação isual pa a desc e e as imagens. Pa a is o oi c iado um ocabulá io
isual de amanho ixo u ilizando o desc i o local SIFT. Es e módulo oi ambém esponsá el pelo
a mazenamen o da in o mação isual numa base de dados local. O desen ol imen o des e módulo
pe mi iu uma ep esen ação das imagens de uma o ma mais e icien e e compac a, e o nou pos-
sí el a compa ação en e imagens pa a a c iação de uma ma iz de dis âncias pa a se u ilizada na
a e a de clus e ing do p ocesso de Da a Mining. Pa a o cálculo das dis âncias en e as imagens,
51
52 Conclusões e T abalho Fu u o
is o é, a dis ância en e os e o es desc i o es das imagens, oi u ilizada a unção de dis ância
Euclidiana.
P osseguiu-se com a p odução das ma izes de dis ância en e wee s, u ilizando as unções de
dis ância de in e alo de empo e Ha e sine, espe i amen e pa a a dimensão empo al e espacial.
Pos e io men e oi ealizada a no malização das ma izes a a és da unção mínimo-máximo. Com
as ma izes c iadas e no malizadas oi possí el ealiza á ias combinações en e as ês di e en es
dimensões a ibuindo pesos di e en es a cada. Com es a in eg ação concluída, es a am eunidas as
condições pa a u iliza es a in o mação no p ocesso de Da a Mining desen ol ido no Tweep o iles
pa a a ob enção dos clus e s com o algo i mo DBSCAN.
Foi desen ol ida a aplicação web em Py hon, eco endo a mic o amewo k Flask, pa a i-
sualização dos esul ados a a és do con eúdo dos wee s e das di e en es dimensões já e e idas.
Uma mapa e um g á ico empo al o am implemen ados u ilizando di e en es biblio ecas Ja as-
c ip . Também u ilizando a linguagem Ja asc ip oi desen ol ido um widge que pe mi e na e-
gação pelo con eúdo isual e pela in o mação dos wee s espe i os, incluindo a possibilidade de
acesso ao wee o iginal. Fo am ainda adicionados con olos pa a a seleção do peso a ibuído a
cada dimensão e seleção de ês di e en es in e alos de empo.
Após a inalização des e p oje o de disse ação oi ei a uma análise a odo o p ocesso eali-
zado, endo sido concluído que os obje i os p incipais p opos os o am a ingidos. Apesa disso,
alguns obje i os mais ambiciosos não o am a ingidos de ido a um conjun os di e si icado de a o-
es. Na p óxima secção são discu idos algumas decisões omadas e suge idas al e na i as possí eis
a conside a de o ma a que possam se a ingidos obje i os mais ambiciosos e da con inuidade a
es e p oje o num abalho u u o.
5.2 Discusão e abalho u u o
Nes a secção se ão discu idas algumas decisões omadas e ap esen adas suges ões pa a aba-
lho u u o.
Base de dados: A base de dados u ilizada ap esen a a um conjun o de dados mui o especi ico
como já oi e e ido an e io men e. A escolha des e conjun o e e como p incipal obje i o
en a encon a pad ões num e en o, como oi o caso das mani es ações no B asil. Pa a
além dis o, es e e en o ga an iu-nos um acesso a um núme o signi ica i o de o og a ias.
No en an o se ia in e essan e analisa os esul ados u ilizando uma base de dados mais di-
e si icada. Is o é, base de dados com wee s ela i os a e en os mais especí icos e ou as
com dados mais gené icos.
Módulo in o mação isual: Apesa de não e sido ealizado um es udo empí ico sob e o desem-
penho das á ias al e na i as de ep esen ação da in o mação isual desc i as na Secção 2.3,
o mé odo escolhido, SIFT, ob e e esul ados que le a am consequen emen e a esul ados i-
nais que, po inspeção isual, pa ecem equen emen e adequados. No en an o, é impo an e
e e i que no abalho u u o pode aze sen ido ealiza uma análise mais ap o undada.
5.2 Discusão e abalho u u o 53
Já na c iação do ocabulá io isual, apenas o am u ilizadas ce ca de 8% do o al de imagens
a mazenas de ido a limi ações de memó ia compu acional. Assim no abalho u u o, de e á
se ido em con a a u ilização de um núme o maio de imagens pa a ga an i um ocabulá io
mais obus o.
Ou o aspe o a se conside ado se ia, a conjugação do desc i o de co com o ocabulá io
isual pa a desc e e as imagens. Is o possibili a ia uma melho desc ição das imagens e
pe mi i ia dis ingui mais e icazmen e cená ios onde a co é um a o dis in i o, como po
exemplo, o og a ias de p aias, alimen os ou mesmo locais com ege ação, como ja dins
ou pa ques na u ais onde p edomina a co e de. Es a opção pode ia se disponibilizada
ao u ilizado , decidindo es e se p e ende u ilizá-la ou não. Es a de e se op a i a pois oi
e i icado que quando se p ocu a casos de conjun os de imagens onde o con eúdo é po
exemplo ex os ou desenhos, a u ilização da desc i o de co se ia i ele an e podendo-se
conside a , nes e caso, a inclusão de uído nos dados.
Ma izes de dis ância: No caso da ma iz ela i a ao con eúdo isual, a unção de dis ância Eu-
clidiana oi u ilizada pa a a compa ação en e os his og amas com a desc ição do ocabu-
lá io isual de cada imagem ga an e um cálculo ápido e e icien e, mas a u ilização de uma
unção mais especi ica pa a cálculo de dis ância en e his og amas, de e á se conside ada
no abalho u u o.
Pa a a combinação das ma izes o am u ilizados passos de 33.33% pois es e pe mi iu a
exis ência de uma combinação com pesos iguais pa a as di e en es dimensões. A u ilização
de passos mais pequenos oi conside ada, mas es a i ia aze c esce mui o o núme o de
combinações possí eis.
Pa a a no malização das ma izes oi u ilizada a unção de no malização mínimo-máximo
pa a pode u iliza o algo i mo de clus e ing com pa âme os baseados em pe cen agens. A
u ilização da no malização z-sco e a a és da média e des io pad ão é uma al e na i a que
al e a a dis ibuição de densidade de o ma a ap oximá-la da dis ibuição no mal, ap esen-
ando alo es em o no de ze o, incluindo alo es nega i os. O p oblema é que uma ma iz
de dis ância não pode e alo es nega i os. Assim a p imei a opção o nou-se a mais iá el,
pa a uma p imei a abo dagem, p incipalmen e endo em con a que es e não e a o obje i o
p incipal do p oje o.
É de salien a ainda que a dis ância social, que é ela i a às ligações en e os u ilizado es,
não oi incluída po e sido um dos aspe os menos desen ol idos no TweeP o iles e po isso
não oi a ado nes e p oje o.
P ocesso de Da a Mining: Vis o que o obje i o p incipal des a disse ação não passa a po me-
lho a o p ocesso de análise de dados desen ol ido no p oje o TweeP o iles, mas sim es endê-
lo pa a inco po a imagens na dimensão de con eúdo, op ou-se po segui o modelo desen-
ol ido no TweeP o iles. Assim o algo i mo DBSCAN oi o aplicado nes e p ocesso, em
que o pa âme o do aio des e algo i mo oi de 10%, o mesmo u ilizado no TweeP o iles.
60 Exemplo obje o JSON de um wee
126 "p o ile_backg ound_ ile": alse,
127 "p o ile_banne _u l":"h ps ://pbs . wimg .com/p o ile_banne s
/1181030630/1371263818",
128 "p o ile_image_u l":"h p ://a0 . wimg .com /p o ile_images
/344513261580011975/ 105a548 1b2198d325864dc5313e06b_no mal .png",
129 "p o ile_image_u l_h ps":"h ps ://si0 . wimg .com/p o ile_images
/344513261580011975/ 105a548 1b2198d325864dc5313e06b_no mal .png",
130 "p o ile_link_colo ":"B40B43",
131 "p o ile_sideba _bo de _colo ":"FFFFFF",
132 "p o ile_sideba _ ill_colo ":"DDEEF6",
133 "p o ile_ ex _colo ":"333333",
134 "p o ile_use_backg ound_image": ue,
135 "p o ec ed": alse,
136 "sc een_name":"holdmenian",
137 "s a uses_coun ":9291,
138 " ime_zone":"MidA lan ic",
139 "u l":null,
140 "u c_o se ":7200,
141 " e i ied": alse
142 }
143 },
144 "sou ce":"web",
145 " ex ":"RT @holdmenian: "Ocome cial da ia ’Vem p a ua ’saiu do a ap
u00 3s i a m u00 asica ema dos p o es os " mas h p :// . co/P7nwF6GOFc",
146 " unca ed": alse,
147 "use ":{
148 "con ibu o s_enabled": alse,
149 "c ea ed_a ":"Wed Ma 02 16:18:50 +0000 2011",
150 "de aul _p o ile": alse,
151 "de aul _p o ile_image": alse,
152 "desc ip ion":".. o im i ou come u00e7o . E eu me pe mi i come
u00e7a . " ,
153 " a ou i es_coun ":6,
154 " ollow_ eques _sen ":null,
155 " ollowe s_coun ":405,
156 " ollowing":null,
157 " iends_coun ":360,
158 "geo_enabled": ue,
159 "id": 259792830,
160 "id_s ":"259792830",
161 "is_ ansla o ": alse,
162 "lang":"p ",
163 "lis ed_coun ":4,
164 "loca ion":"Pau dos e os RN",
165 "name":"Fe nando Cassio",
166 "no i ica ions":null,
167 "p o ile_backg ound_colo ":"759AAD",
168 "p o ile_backg ound_image_u l":"h p ://a0 . wimg .com/
p o ile_backg ound_images/396888075/bgmeio .jpg",
Exemplo obje o JSON de um wee 61
169 "p o ile_backg ound_image_u l_h ps":"h ps :// si0 . wimg .com /
p o ile_backg ound_images/396888075/bgmeio .jpg",
170 "p o ile_backg ound_ ile": ue,
171 "p o ile_banne _u l":"h ps ://pbs . wimg .com/p o ile_banne s
/259792830/1361109491",
172 "p o ile_image_u l":"h p ://a0 . wimg .com/p o ile_images/3687937981/
bd4525bc45aa159a1c8dabcb5eab3e 4_no mal .jpeg",
173 "p o ile_image_u l_h ps":"h ps ://si0 . wimg .com/p o ile_images
/3687937981/bd4525bc45aa159a1c8dabcb5eab3e 4_no mal .jpeg",
174 "p o ile_link_colo ":"888E94",
175 "p o ile_sideba _bo de _colo ":"D1D3DE",
176 "p o ile_sideba _ ill_colo ":"E2EEF0",
177 "p o ile_ ex _colo ":"131314",
178 "p o ile_use_backg ound_image": ue,
179 "p o ec ed": alse,
180 "sc een_name":" e nandocassio_",
181 "s a uses_coun ":5296,
182 " ime_zone":"San iago",
183 "u l":"h p ://www . acebook .com/ e nando .cassio.948",
184 "u c_o se ":14400,
185 " e i ied": alse
186 }
187 }
62 Exemplo obje o JSON de um wee
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