Full text
FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
SISU - Sis ema de In o mação de
Sa comas U e inos
Nuno Manuel San os Quei ós
Mes ado In eg ado em Engenha ia In o má ica e Compu ação
O ien ado : Daniel Cas o Sil a (P o esso Dou o )
Co-O ien ado : Ped o Hen iques Ab eu (P o esso Dou o )
Fe e ei o de 2015
© Nuno Manuel San os Quei ós, 2015
SISU - Sis ema de In o mação de Sa comas U e inos
Nuno Manuel San os Quei ós
Mes ado In eg ado em Engenha ia In o má ica e Compu ação
Ap o ado em p o as públicas pelo Jú i:
P esiden e: Rosaldo Rosse i (P o esso Dou o )
Vogal Ex e no: Luis Paulo Reis (P o esso Dou o )
O ien ado : Daniel Cas o Sil a (P o esso Dou o )
____________________________________________________
20 de Fe e ei o de 2015
Resumo
A ualmen e, um dos p oblemas exis en es nas ins i uições nacionais de oncologia é o
a mazenamen o dos dados dos pacien es em o ma o papel, nomeadamen e de pacien es mais
an igos. Po consequência, a in o mação encon a-se mui o dispe sa e o na-se di ícil de acede ,
o que di icul a a p á ica diá ia dos clínicos e os a anços na in es igação. Assim, é necessá ia
uma aplicação que pe mi a não só uma cen alização da in o mação como ambém pe mi a ao
clínico ex ai in o mações aliosas que possam ajuda no a amen o dos pacien es ou na
ealização de es udos clínicos. Es e documen o desc e e o concei o, a qui e u a e
uncionalidades de um sis ema designado po SISU - Sis ema de In o mação de Sa comas
U e inos.
Com o SISU, p e ende-se da o p imei o passo pa a a c iação de um sis ema de in o mação
oncológico nacional que auxilie o médico na sua p á ica clínica diá ia. O SISU é um p oje o
pilo o, desen ol ido em pa ce ia com clínicos do Ins i u o Po uguês de Oncologia do Po o,
que em como caso de es udo os sa comas u e inos e pe mi e aos clínicos ge i a in o mação dos
seus pacien es, e e ua consul as pe sonalizadas de dados e pa ilha in o mações com ou os
clínicos.
O SISU oi desen ol ido de o ma modula , baseado num modelo gené ico que ga an e ao
sis ema ele ados ní eis de lexibilidade e con igu abilidade, pe mi indo assim a expansão do
sis ema a ou as pa ologias de uma o ma ápida e ácil.
Fo am e e uados es es de usabilidade, com uma amos a de quinze pa icipan es, onde se
pode conclui que o sis ema desen ol ido se ap esen a den o dos pad ões comuns de
usabilidade.
Abs ac
Cu en ly, one o he p oblems in na ional oncology ins i u ions is he s o age o pa ien
da a in pape o ma , especially ea lie pa ien s. The e o e, he in o ma ion is oo sca e ed and i
becomes di icul o access i , which complica es he clinician's daily p ac ice and ad ances in
esea ch. Thus, an applica ion i is equi ed ha allows no only a cen aliza ion o he
in o ma ion bu also he clinician o ex ac aluable in o ma ion ha may help in he ea men
o pa ien s o in clinical s udies. This pape desc ibes he concep , a chi ec u e and ea u es o a
sys em called USIS - U e ine Sa coma In o ma ion Sys em.
Wi h USIS, i is in ended o ake he i s s ep o c ea e a na ional oncology in o ma ion
sys em ha assis s clinicians in hei daily clinical p ac ice. USIS is a pilo p ojec , de eloped in
pa ne ship wi h clinicians o he Po uguese Ins i u e o Oncology o Po o, wi h u e ine
sa comas as he case s udy and i allows he clinician o manage he in o ma ion o his pa ien s,
o pe o m cus omized da a que ies and o sha e in o ma ion wi h o he clinicians.
USIS was de eloped in modules, based on a gene ic model ha p o ides he sys em wi h
high le els o lexibili y and con igu abili y, he eby allowing o quick and easily expand he
sys em o o he s pa hologies.
Usabili y es s we e pe o med, wi h a sample o i een, in which i can be concluded ha
he de eloped sys em is wi hin he common usabili y s anda ds.
Ag adecimen os
Em p imei o luga , que o ag adece aos meus o ien ado es, P o esso Daniel Cas o Sil a e
P o esso Ped o Ab eu, po me e em selecionado pa a o p oje o e po se mos a em semp e
disponí eis, ao longo de oda a disse ação, pa a escla ece qualque dú ida e ajuda a
ul apassa as di iculdades que su giam.
Em segundo, ag adece à minha amília, em especial aos pais e i mão, po e em es ado
semp e ao meu lado, nomeadamen e ao longo des es anos de cu so, nos bons e nos maus
momen os e po me enco aja em a en en a odos os obs áculos que o am su gindo.
Po úl imo, mas não menos impo an e, que o ag adece aos meus colegas de cu so, em
especial aos e dadei os amigos, com os quais passei bons e inesquecí eis momen os ao longo
des es úl imos anos.
A odas es as pessoas ci adas o meu since o Ob igado!
Nuno Quei ós
x i
Figu a 22. Modelo Concep ual de Dados pa a o Módulo de Pacien es. 40
Figu a 23. Modelo Concep ual de Dados pa a o Módulo de Comunicação, secção do
Fó um. 41
Figu a 24. Modelo Concep ual de Dados pa a o Módulo de Comunicação, secção das
Mensagens. 41
Figu a 25. Modelo Concep ual de Dados pa a o Módulo de Pesquisas Pe sonalizadas. 43
Figu a 26. Escalamen o e ical da camada de base de dados. 45
Figu a 27. Escalamen o ho izon al na camada de base de dados. 45
Figu a 28. Página inicial do SISU. 51
Figu a 29. Página de Pe il de um Clínico. 52
Figu a 30. Lis a dos clínicos egis ados no sis ema a que o adminis ado em acesso. 52
Figu a 31. Email ecebido pelo clínico após egis o no sis ema po pa e do
adminis ado . 53
Figu a 32. Página de Se iços Ge ais. 54
Figu a 33. Página de Unidades de Saúde. 54
Figu a 34. Página de Especialidades. 55
Figu a 35. Página de uma Unidade de Saúde. 55
Figu a 36. Página de um Se iço den o de uma Unidade de Saúde. 56
Figu a 37. Lis a de a iá eis clínicas exis en e no sis ema. 57
Figu a 38. C iação de uma a iá el clínica. 57
Figu a 39. C iação de um igge . 59
Figu a 40. Página de um G upo de Va iá eis do sis ema. 60
Figu a 41. Lis a de g upos de a iá eis exis en es no sis ema. 60
Figu a 42. Página de uma Vis a do sis ema. 61
Figu a 43. Á eas clínicas e espe i os Tipos de Dados Clínicos associados. 62
Figu a 44. Associação de Vis as com Especialidades e Tipos de Dados Clínicos 62
Figu a 45. Lis a de pacien es do clínico. 63
Figu a 46. Ficha clínica de um pacien e, onde é possí el isualiza os alo es mais
ecen es de alguns dos dados mais impo an es. 64
Figu a 47. Rela ó ios clínicos do ipo Quimio e apia da á ea de T a amen os. 65
Figu a 48. Visualização de um ela ó io clínico (do ipo Quimio e apia da à ea de
T a amen os) di idido em á ias Vis as. 66
Figu a 49. Visualização de uma Vis a do ela ó io onde o clínico em pe missão pa a
edi a os dados clínicos. 67
Figu a 50. Página inicial do módulo de Mensagens. 68
Figu a 51. Caixa de en ada do clínico, com uma mensagem abe a. 68
Figu a 52. G upos de U ilizado es que o clínico pode escolhe como des ina á ios. 69
Figu a 53. Página inicial do ó um do SISU. 71
Figu a 54. Fó um de uma Unidade de Saúde. 72
x ii
Figu a 55. Tópico do Fó um do SISU. 72
Figu a 56. P imei a ase da ealização de uma pesquisa pe sonalizada, onde o clínico
seleciona as a iá eis que p e ende es ingi . 73
Figu a 57. Segunda ase da ealização de uma pesquisa pe sonalizada, onde o clínico
indica as es ições que p e ende aplica . 74
Figu a 58. Modelo concep ual ela i o à pa e das á iá eis clínicas (à esque da) e
in e ace espei ando esse mesmo modelo (à di ei a). 75
Figu a 59. Templa e de um ela ó io clínico da no ma OpenEHR. 76
Figu a 60. Exemplo de ela ó io clínico do SISU. 77
Figu a 61. Modelo Concep ual de inido endo já em con a o ala gamen o a ou as
pa ologias. 78
Figu a 62. Modelo Concep ual demons ando que a Pa ologia em in luência na
es u u a dos ela ó ios clínicos. 78
xix
Lis a de Tabelas
Tabela 1. Compa ação dos á ios sis emas exis en es com o sis ema p e endido. 21
Tabela 2. Compa ação en e base de dados elacional e não elacional (noSQL). 46
Tabela 3. Dis ibuição dos esul ados ob idos no ques ioná io e e uado. 82
xxi
Ab e ia u as e Símbolos
ACID
ADL
ANSI
AQL
BASE
CBCR
CDA
CDSS
CRUD
CSS
EHR
EMR
HL7
HTML
HTTPS
IDMR
IPO
MVC
NPI
PHP
PLANN-ARD
RIM
SEER
SISU
SQL
SUS
TNM
XML
A omici y, Consis ency, Isola ion and Du abili y
A che ype De ini ion Language
Ame ican Na ional S anda ds Ins i u e
A ch ype Que y Language
Basically A ailable, So S a e, E en ual Consis ency
Cen al B eas Cance Regis y
Clinical Documen A chi ec u e
Clinical Decision Suppo Sys em
C ea e, Read, Upda e and Dele e
Cascading S yle Shee s
Elec onic Heal h Reco d
Elec onic Medical Reco d
Heal h Le el Se en
Hype ex Ma kup Language
Hype ex T ans e P o ocol Secu e
In elligen Digi al Medical Reco d
Ins i u o Po uguês de Oncologia
Model-View-Con olle
No ingham P ognos ic Index
PHP: Hype ex P ep ocesso
Pa ial Logis ic A i icial Neu al Ne wo k wi h Au oma ic Rele ance
De e mina ion
Re e ence In o ma ion Model
Su eillance, Epidemiology and End Resul s
Sis ema de In o mação de Sa comas U e inos
S uc u ed Que y Language
Sys em Usabili y Scale
Tumo , Nodes and Me as asis
Ex ensible Ma kup Language
xxii
1
Capí ulo 1
In odução
Nes e capí ulo se á ap esen ado o con ex o em que es a disse ação se ealiza, sendo
desc i o o p oblema em ques ão e que se p e ende esol e ou pelo menos minimiza . Se ão
ambém desc i os a mo i ação e os obje i os da disse ação. O capí ulo e mina á com uma
b e e desc ição da es u u a do documen o.
1.1 Con ex o
O o ganismo humano é cons i uído po milhões de células, células es as que o mam os
ecidos e es es po sua ez o mam os o gãos. Num p ocesso no mal, as células c escem e
di idem-se, de o ma pe iódica e egula , pa a da o igem a no as células e ambém en elhecem
e acabam po mo e . Tudo num equilíb io saudá el pa a man e a in eg idade e o co e o
uncionamen o de odo o o ganismo [POP13].
Po di e sas azões, al e ações ao ní el dos genes podem oco e , ans o mando-se em
oncogenes, o iginando comandos e ados que azem com que se o mem no as células a um
i mo mui o ele ado, sem que as mais elhas mo am, o iginando um excesso de células. Es e
excesso i á o ma um umo , como demons ado na Figu a 1 [POP13].
In odução
2
A in es igação cons an e, numa á ea de in e enção ão impo an e como o canc o é,
inques iona elmen e, necessá ia. As ecnologias de in o mação, mais especi icamen e os
sis emas de in o mação, pode ão con ibui de o ma posi i a pa a o aumen o da qualidade des a
in es igação, disponibilizando aos p o issionais de saúde uma sé ie de e amen as que os
auxiliem na sua p á ica diá ia, endo semp e em is a a melho ia dos a amen os dos pacien es.
1.2 P oblema
Foi possí el pe cebe , jun o de clínicos, que a ualmen e nos cen os de a amen o
oncológico em Po ugal, p incipalmen e nos Ins i u os Po ugueses de Oncologia, g ande pa e
dos egis os e a qui os dos pacien es, nomeadamen e de pacien es an igos, são gua dados em
o ma o papel. Es e ipo de a mazenamen o az com que a in o mação se encon e mui o
dispe sa c iando uma g ande di iculdade no seu acesso po pa e dos clínicos, en ol idos nos
p ocessos de a amen o e acompanhamen o dos pacien es. To na-se di ícil e mo oso, po
exemplo, consul a odo his o ial clínico de um pacien e, a a és das á ias á eas de a amen o
que a a essou. To na-se ambém di ícil pa a os clínicos, aze em uma análise global dos á ios
pacien es acompanhados ao longo do empo ou de e mina , quais os pacien es que obedecem a
de e minados pa âme os e daí e i a ilações ou e e ua es udos clínicos. Ou a di iculdade
encon ada é a oca de in o mação en e os clínicos, p oblema ag a ado quando se a am de
clínicos de unidades de saúde di e en es.
Com a di iculdade no acesso à in o mação e odos os p oblemas associados, os p óp ios
a amen os o nam-se mais mo osos e su gem poucos a anços na in es igação. Os poucos
Figu a 1. Di isão celula
des egulada que o igina canc o.
In odução
3
a anços su gem de o ma isolada, sem g ande con inuidade, pelo que não se no a uma melho ia
cla a e obje i a. Mui os es udos clínicos são assen es em bases de dados cons uídas pa a o
e ei o pelo p óp io clínico en ol ido. No en an o, mui as ezes essa base de dados ica pe dida e
não é eap o ei ada num possí el u u o es udo, pe dendo-se assim in o mação aliosa.
1.3 Mo i ação e Objec i os
A mo i ação e o obje i o des a disse ação passam po en a esol e , ou pelo menos
minimiza , o p oblema desc i o na secção an e io . Com es a disse ação, p e ende-se da o
p imei o passo, a a és de um p oje o pilo o, cujo caso de es udo se ão os sa comas u e inos,
pa a a c iação de um sis ema de in o mação oncológico nacional, pa a auxilia o clínico na sua
p á ica clínica diá ia. O obje i o p incipal é assim a especi icação e implemen ação de um
sis ema que pe mi a cen aliza um conjun o ala gado de casos de sa comas u e inos com is a a
ex ai , de o ma ácil e ápida, in o mações aliosas que possam ajuda o clínico no a amen o
dos pacien es e/ou na ealização de es udos clínicos.
O sis ema que se p opõe a especi ica e desen ol e nes a disse ação de e á pe mi i aos
clínicos uncionalidades básicas, como a inse ção de no os pacien es e a al e ação e consul a
dos seus dados de o ma ápida e in ui i a. De e á se um sis ema dinâmico e lexí el, onde os
clínicos possam de ini as a iá eis e a es u u a dos ela ó ios especí icos de cada á ea clínica.
O sis ema de e á assim unciona sob e um modelo gené ico, al amen e con igu á el e
adap á el a di e sas á eas. De e á ambém se um sis ema que ap esen e um ní el al o de
escalabilidade e expansibilidade, de o ma a pe mi i a in odução de no as unidades de saúde,
no as especialidades, no os se iços e no as pa ologias. Es a lexibilidade de e á se um dos
p incipais aspe os ino ado es do sis ema. Espe a-se ambém como elemen o ino ado , que o
sis ema pe mi a ao clínico e e ua consul as pe sonalizadas dos dados dos pacien es, no sen ido
de il a a in o mação e ob e di e sas in o mações. O clínico e á assim um elemen o de
auxílio na omada de decisão, podendo i a ilações com base em egis os, pa a a cons ução dos
quais con ibuiu de o ma a i a, po enciando assim a ealização de es udos clínicos. P e ende-se
ambém que o sis ema uncione como uma pla a o ma de comunicação, pe mi indo aos clínicos
pa ilha em in o mações e expe iências, es imulando a discussão e po enciando o seu
conhecimen o. O sis ema de e á pe mi i que os clínicos deba am emas e casos clínicos,
uncionando ambém como e amen a de oca, a mazenamen o e ap endizagem de
conhecimen os clínicos.
Fo a do âmbi o des a disse ação, mas azendo pa e do sis ema que se es á a inicia ,
de e á exis i um módulo de “in es igação e descobe a”: com base nos dados clínicos con idos
no sis ema e a a és de écnicas de da a mining o sis ema de e á pe mi i ao clínico o acesso a
di e sas in o mações, como po exemplo, p ognós icos a a és de cu as de sob e i ência ou
es a ís icas sob e os e ei os dos a amen os.
Re isão Bibliog á ica
10
Modelação em dois ní eis
O obje i o da no ma OpenEHR é alcança a in e ope abilidade semân ica sob e oda a á ea
de saúde. Pa a que isso seja possí el, é necessá io, um modelo gené ico de in o mação de saúde,
capaz de a mazena no os e di e en es ipos de dados sem necessi a de g andes mudanças no
modelo de dados. A des an agem de um modelo des e ipo é que não há con olo sob e a
in o mação que é a mazenada, le ando à baixa qualidade dos dados. Es e p oblema é esol ido
a a és de uma abo dagem de modelação em dois ní eis, c iando um segundo ní el pa a
e ingi a in o mação. A es u u a da in o mação é es ingida pelo modelo do a che ype. Des a
o ma o domínio especí ico do conhecimen o é independen e da implemen ação, o que pe mi e
e di e en es is as pa a o mesmo conhecimen o. Ob ém-se assim um modelo gené ico de
egis o de saúde capaz de gua da qualque ipo de dados clínicos, o que signi ica g ande
melho amen o na in e ope abilidade e ao mesmo empo o na possí el con ola a es u u a da
in o mação usando a ch ypes [Vel11].
A che ypes
Um a ch ype ep esen a um concei o clínico. É usado pa a es ingi ins âncias do modelo
de in o mação OpenEHR, de inindo uma es u u a álida, ipos de dados e alo es. Um egis o
de saúde que oi modelado sob e um a ch e ype ai e o mesmo signi icado,
independen emen e de onde apa ece, po an o pode se pa ilhado po múl iplos sis emas de
saúde. Tal como demons ado na Figu a 2, os a ch e ypes são de inidos po especialis as do
domínio (nes e caso, médicos e ou os p o issionais de saúde). Des a o ma, o u ilizado que c ia
e inse e a in o mação não necessi a de sabe como a in o mação de e se es u u ada, uma ez
que ai se alidada pelas eg as de inidas pelos especialis as.
Figu a 2. Modelação em dois ní eis da
no ma OpenEHR.
Re isão Bibliog á ica
11
Um a che ype é cons i uído po ês pa es: dados desc i i os, que consis em numa
iden i icação, desc ição do concei o clínico que é modelado e me adados (au o , e são, e c);
eg as de es ição que são a pa e p incipal do a ch ype, pois especi icam a es u u a,
ca dinalidade e con eúdo pa a uma ins ância álida; e de inições de on ologia, que con olam o
ocabulá io que pode se usado pa a especi ica uma ins ância.
Os a che ypes são de inidos usando a A che ype De ini ion Language (ADL), que é uma
linguagem o mal que pe mi e de ini os a ch ypes com es ições. Pa a pesquisa in o mação
num sis ema de inido po a ch ypes oi de inida a A ch ype Que y Language (AQL) que
pe mi e acede a nós, sendo idên ica a uma pesquisa num documen o XML usando XML Pa h
Language (XPa h) [Vel11].
2.4 Sis emas Oncológicos Exis en es
Nos dias de hoje, exis em á ios sis emas na á ea da saúde que se ocam em a e as ou
campos especí icos. Alguns sis emas o am desen ol idos pa a esponde às necessidades de
qualque amo da saúde sendo, po an o, sis emas gené icos que ambém podem se adap ados á
p á ica oncológica. No en an o, alguns sis emas o am desen ol idos especi icamen e pa a o
domínio da oncologia [WSM+08].
Foi e e uada uma pesquisa no sen ido de a e igua algumas das soluções, de auxílio aos
clínicos, já exis en es no campo da oncologia. Es a pesquisa en ol eu uma análise da
in o mação disponí el sob e os sis emas bem como, em alguns casos, uma expe imen ação das
suas uncionalidades de o ma a egis a quais as ca ac e ís icas e limi ações. Realizada a
pesquisa, é de salien a a exis ência de dis in os g upos de sis emas de auxílio aos clínicos de
oncologia, na sua p á ica diá ia.
Um dos g upos iden i icados deb uça-se no auxílio à ealizaçao de p ognós icos.
Funcionam como calculado as, onde o clínico (ou, em alguns casos, a é mesmo o pacien e)
inse e as ca ac e ís icas do pacien e, maio i a iamen e ca ac e ís icas especí icas da pa ologia
iden i icada, e onde o sis ema de ol e como esul ado um p ognós ico como, po exemplo, a
p obabilidade de sob e i ência nos anos seguin es com ou sem a amen os aplicados. Da
pesquisa e e uada, des e g upo de sis emas, des acam-se os seguin es:
Cance Ma h.ne
O obje i o do Cance Ma h.ne é o nece calculado as aos p o issionais médicos, baseadas
na web, pa a p e e o esul ado clínico (p ognós ico), es imando a p obabilidade de
sob e i ência e o impac o das á ias opções de a amen o. O Cance Ma h.ne pe mi e
in oduzi as ca ac e ís icas do pacien e e da sua pa ologia (idade, sexo, amanho umo e ou as
a iá eis mais especí icas de cada ipo de canc o) e calcula a p obabilidade de sob e i ência
nos anos seguin es. O sis ema calcula ambém a edução da espe ança de ida (em anos ou
Re isão Bibliog á ica
12
pe cen agem) que a pa ologia p o oca no pacien e. O Cance Ma h.ne supo a á ios ipos de
canc o: mama, pele, enal, cólon e cabeça e pescoço (o o ino). Além da p obabilidade de
sob e i ência e edução da espe ança de ida, pa a os canc os da mama e pele, o sis ema
calcula ambém a p obabilidade de exis i em nódulos lin á icos posi i os (com células
cance ígenas) que são um indicado impo an e na p obabilidade de apa ecimen o de um no o
canc o. No caso do canc o da mama, o sis ema pe mi e ambém calcula a p obabilidade de
sob e i ência no caso de se em aplicadas di e sas e apias, indicando ambém o bene ício dessa
mesma e apia ( empo de ida ganho). Tal como demons ado na Figu a 3, odas es as
p obabilidades de sob e i ência são e o nadas ao u ilizado sob a o ma de g á icos (sendo
possí el isualiza á ios ipos de g á icos) e são acompanhadas de uma pequena desc ição,
onde são indicados ambém os es an es esul ados calculados. Não é necessá io egis o, pelo
que o sis ema es á disponí el an o a clínicos como a pacien es. As p e isões ma emá icas
disponibilizadas pelo Cance Ma h.ne o am con i madas com dados de pacien es
diagnos icados com canc o, en e 1987 e 2007, p o enien es do p og ama Su eillance,
Epidemiology, and End Resul s (SEER), nos Es ados Unidos. Fo am ambém usados dados de
pacien es de alguns hospi ais [CM13].
Figu a 3. Funcionamen o do Cance Ma h.ne no caso de
uma pacien e com canc o da mama.
Re isão Bibliog á ica
13
Adju an ! Online
O sis ema Adju an ! Online pe mi e aos p o issionais de saúde e pacien es com canc o,
ainda em es ado p ecoce, discu i os iscos e bene ícios de ob e e apia adicional (ge almen e
quimio e apia, e apia ho monal ou ambos) após e sido e e uada ci u gia [AO13]. O concei o
po de ás do Adju an e! On-line é que a qualidade da omada de decisão sob e a e apia
adju an e (após e apia p imá ia ou inicial) é e o çada nas consul as onde os médicos podem
comunica aos pacien es o bene ício dos á ios ipos de e apia. O obje i o é ajuda os
p o issionais de saúde a aze es ima i as sob e o isco de esul ado nega i o (mo e ou
eincidência do canc o) sem e apia adju an e, es ima i as da edução possí el des es esul ados
nega i os a a és do uso de e apias e os iscos de e ei os secundá ios. As es ima i as baseiam-
se nas in o mações inse idas sob e o pacien e e a sua pa ologia (po exemplo, idade do pacien e,
amanho do umo e g au his ológico). Como demons ado na Figu a 4, os esul ados des as
es ima i as são e o nados sob a o ma de indicado es ho izon ais simples, acompanhados de
uma legenda desc i i a, sendo possí el imp imi os esul ados. O sis ema es á disponí el pa a
á ios ipos de canc o. O Adju an ! Online possui ambém uma componen e de in es igação,
onde é possí el ao p o issional de saúde acede a in o mações sob e a pa ologia em causa e
e idências clínicas que auxiliam a decisão. O sis ema des ina-se apenas a se usado po
p o issionais de saúde, pelo que é eque ido egis o. O Adju an ! Online baseia-se em
in o mações da base de dados SEER, dos Es ados Unidos, em isões ge ais e esul ados de
ensaios clínicos indi iduais e na li e a u a em ge al [GD09].
Figu a 4. Es ima i as calculadas pelo Adju an ! Online pa a um
caso de canc o do pulmão.
Re isão Bibliog á ica
14
Ou o g upo de sis emas iden i icados aquando a ealização da pesquisa ca ac e iza-se po
ag ega em uncionalidades dos sis emas de apoio à decisão clínica e uncionalidades dos
sis emas de egis os médicos e de saúde ele ónicos. O esul ado são sis emas bas an e
comple os, com uma as a gama de uncionalidades que auxiliam os clínicos no a amen o dos
pacien es, desde o diagnós ico a é ao acompanhamen o pós- a amen o. Da pesquisa e e uada,
des e g upo de sis emas, des acam-se os seguin es:
e-P olipsis
e-P olipsis é um p oje o que es a a, à da a do a igo publicado, em desen ol imen o na
G écia, que consis e numa pla a o ma web de es imação de isco de canc o da mama e num
egis o cen al de canc o da mama (Cen al B eas Cance Regis y - CBCR), que jun os
pe mi em aos clínicos e aos pacien es e acesso a diagnós icos e es imação do isco, que po
p ocessos compu acionais que po es a ís icas que indicam a endência. O sis ema ajuda o
clínico na a aliação inal da exis ência ou não de um canc o da mama. Es á disponí el a a és
de um po al web com di e en es ní eis de acesso pa a clínicos e pacien es [DLA+12]. O clínico
egis ado na pla a o ma em acesso a uma aplicação, In elligen Digi al Medical Reco d
(IDMR), que lhe pe mi e a mazena e ge i odos os dados dos pacien es. Es a aplicação pe mi e
ambém inse i exames (mamog a ias) e disponibiliza ao clínico e amen as pa a os analisa e
iden i ica egiões de in e esse onde exis am suspei as da exis ência de canc o. Após es a análise
se ei a e as egiões se em assinaladas a aplicação pe mi e ao clínico subme e a mamog a ia no
Hippoc a es-ms , um sis ema de diagnós ico auxiliado po compu ado que, a a és do
p ocessamen o da imagem e baseado em modelos de isco bem de inidos, de e mina e e o na
ao clínico o núme o e ipo de mic ocalci icações (um indicado da possí el exis ência de canc o
da mama) bem como o isco de canc o associado [DLA+12]. A Figu a 5 demons a a in e ação
da aplicação do clínico com o sis ema de diagnós ico num p ocesso de diagnós ico da pa ologia.
O clínico pode gua da os esul ados ob idos na icha do pacien e.
O egis o cen al de canc o da mama em como obje i o p incipal euni odos os dados
ele an es con idos nos egis os ei os po cada clínico (com consen imen o dos pacien es e
emoção de qualque in o mação con idencial como a iden i icação), dados es es que são
u ilizados pa a análise es a ís ica pa a de e mina os pa âme os de isco e egis a e gua da
e en os simila es a e en uais u u os casos [DLA+12].
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BCSu i al
O sis ema BCSu i al, oi um sis ema desen ol ido no âmbi o de uma disse ação de
mes ado e é um sis ema web de apoio à decisão pa a médicos oncologis as e pacien es de
canc o da mama. Es e sis ema em em conside ação di e sas ca ac e ís icas indi iduais de um
pacien e com canc o de mama pe mi indo aos clínicos iden i ica o ní el de isco e as eg as
associadas a esse ní el assim como o in e alo de con ianca. O sis ema disponibiliza cu as de
sob e i ência (cu as Kaplan-Meie ) dos á ios ní eis de isco, iden i icando a cu a onde o
pacien e se enquad a. Pe mi e ambém ao médico gua da a in o mação e e en e ao p ognós ico
dos seus pacien es. No sis ema es ão inco po ados ês di e en es modelos de p ognós ico: o
No ingham P ognos ic Index (NPI), a Reg essão de Cox e o Pa ial Logis ic A i icial Neu al
Ne wo k wi h Au oma ic Rele ance De e mina ion (PLANN-ARD). Como uncionalidades
p incipais, como demons ado na Figu a 6, o sis ema pe mi e: ge i pacien es, a a és da
inse ção e emoção de pacien es, assim como a edição dos seus dados; pe mi e e e ua
p ognós icos, com os di e en es modelos, a a és da inse ção das ca ac e ís icas do pacien e e da
sua pa ologia (idade, amanho do umo , g au his ológico, nódulos en ol idos, e c). Como
esul ado é iden i icado o g upo de isco em que o pacien e se encon a e é de ol ida a
p obabilidade de sob e i ência a 5 anos (bem como o g au de con iança dessa es ima i a) e
quais os a amen os mais aconselhados, como a Figu a 7 demons a.
Figu a 5. P ocesso de diagnós ico comum em compa ação com o
p ocesso de diagnós ico auxiliado no e-P olipsis.
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Os modelos de p ognós ico u ilizados nes e sis ema êm em conside ação um conjun o de
dados compos o po 931 pacien es do sexo eminino, ob idos pelo Ch is ie Hospi al em
Wilmslow (Manches e ) no Reino Unido, no pe íodo en e 1990 e 1994. Es es dados dizem
espei o a pacien es com canc o da mama em si uação pós-ope a ó ia, endo sido u ilizado o
mé odo de il agem TNM (Tumo , Nodes and Me as asis), que conside a o amanho do umo
Figu a 6. Ges ão de Pacien es (à esque da) e Iden i icação do g upo de isco de um
pacien e (à di ei a) no BCSu i al.
Figu a 7. Indicação dos melho es a amen os a aplica pa a o
pacien e com de e minadas ca ac e ís icas.
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meno que 5cm, es ado do nódulo meno que 2 e onde não podem exis i egis os com sin omas
clínicos de me ás ases [Al 10].
Oncological In o ma ion Sys em
O Oncological In o ma ion Sys em oi um sis ema implemen ado no Medical Oncology
Depa men no Hospi al Uni e si a io Vi gen de la Vic o ia em Málaga em 2009. É um sis ema
web in ui i o e de ácil uso que sis ema iza e uni ica o abalho diá io da unidade oncológica do
hospi al, acili ando o abalho dos clínicos. O sis ema pe mi e a ges ão dos pacien es e dos seus
dados e ges ão das consul as, sendo possí el ge i e coo dena odos os p ocessos associados à
assis ência do pacien e e euni no as clínicas dos á ios ipos de consul a. Es e módulo eúne
in o mações como da a do diagnós ico, ipo de neoplasia, localização, es ágio, ipo e in enção de
a amen o e a condição no úl imo ollow-up. Pe mi e ambém a ges ão dos a amen os
ambula ó ios, sendo possí el ge i as ac i idades diá ias que oco em na unidade ambula o ial
de a amen os. O sis ema inclui ambém um módulo de pesquisa e in es igação que pe mi e
acompanha e ge i in o mações de pacien es incluídos em ensaios clínicos. O e ece ácil acesso
a odas as in o mações sob e cada ensaio, ais como ho á ios de a aliação, c i é ios de
elegibilidade, a amen os, c i é ios de modi icação da dose ou lis as de medicamen os
concomi an es p oibidos. Os dados gua dados podem ambém iden i ica os pacien es pa a
u u os ensaios clínicos. Possui ambém um módulo de aconselhamen o gené ico que con ém
p ocedimen os adequados pa a a ecolha de in o mação a espei o de á o es genealógicas e
ipos especí icos de consul as médicas de gené ica. O sis ema disponibiliza ambém es a ís icas,
sendo pe mi ido ao clínico ealiza análises es a ís icas em empo eal a pa i das in o mações
con idas na base de dados. Ap esen a ainda um módulo de adminis ação que pe mi e ge i os
u ilizado es (ope ações CRUD), con olo de e os e a c iação de backups [URS+13].
Oncology Li eline
O Oncology Li eline é uma amewo k que sin e iza á ios dados do pacien e, dados de
adiologia, ci u gia, pa ologia, oncologia médica e in o mação gené ica, num pa adigma de
linha de empo e ap esen a elemen os de apoio à decisão clínica. O sis ema ecolhe dados dos
á ios sis emas das á eas da oncologia e disponibiliza aos clínicos de o ma in ui i a as á ias
oco ências (em cada á ea), associadas a um pacien e, ao longo do empo. Com es e sis ema é
assim possí el obse a odo o pe cu so clínico do pacien e. O sis ema emi e ambém ale as
isuais semp e que de e a alguma anomalia nos dados ecolhidos. Na Figu a 8, um dos e en os
na á ea da ci u gia encon a-se odeado a e melho uma ez que oi de e ado nesse e en o um
canc o in asi o. O Oncology Li eline pe mi e ambém c ia documen os com base nos dados
ecolhidos. Es e sis ema ap esen a-se como uma e amen e de conca enação e isualização dos
dados clínicos, das á ias especialidades, dos pacien es [DGH10].
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Caisis
O Caisis é um sis ema de ges ão de dados de clínicos que in eg a uncionalidades de
in es igação e cuidados de saúde. Pe mi e a ges ão dos pacien es e de odos os seus dados
clínicos ais como exames de diagnós ico, medicação pesc i a e a amen os e e uados, como
mos a a Figu a 9. O sis ema ap esen a uma sé ie de empla es de o mulá ios pe sonalizados,
pa a á ios ipos de umo (p ós a a, bexiga, im, mama, e c), al como demons ado na Figu a
10, no sen ido de acili a a ges ão dos dados. Des a o ma o clínico só necessi a á de ge i
dados especí icos do umo em causa, diminuindo assim a quan idade de in o mação sem
u ilidade. O sis ema possui ambém um módulo de in es igação onde é possí el c ia e ge i
ensaios clínicos. Disponibiliza ainda es a ís icas sob a o ma de g á icos in ui i os [Cai13].
Figu a 8. Exemplo de á ios e en os de um pacien e no
Oncology Li eline, com um ale a num e en o da á ea de Ci u gia.
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19
Figu a 9. Dados clínicos de um pacien e no sis ema Caisis.
Figu a 10. Templa es pe sonalizados pa a di e sas pa ologias.
Especi icação do Sis ema
26
Clínico
1. Como clínico, eu que o e mina a minha sessão pa a inaliza com segu ança as
minhas unções.
2. Como clínico, eu que o ge i o meu pe il pa a man e os meus dados semp e
a ualizados.
3. Como clínico, eu que o ge i os meus pacien es, pa a man e a minha lis a semp e
a ualizada.
4. Como clínico, eu que o e e ua pesquisas pe sonalizadas (que ies) aos dados
clínicos dos pacien es con idos no sis ema, pa a i a ilações e ealiza es udos
clínicos.
5. Como clínico, eu que o ge i as minhas pesquisas pe sonalizadas pa a pode
gua da ou pa ilha com ou os clínicos.
6. Como clínico, eu que o oca mensagens e in o mações e c ia discussões com
clínicos pa a pa ilha ideias sob e os pacien es e pa ologias associadas.
7. Como clínico, eu que o in es iga e explo a com maio de alhe os dados con idos
no sis ema pa a me ajuda na omada das decisões clínicas.
Clínico Especializado
1. Como clínico especializado, eu que o ge i os dados clínicos dos meus pacien es,
que são do âmbi o da(s) minha(s) especialidade(s), pa a man e a in o mação
semp e a ualizada.
Ges o de Unidade
2. Como ges o de unidade, eu que o ge i os se iços da minha unidade, pa a man ê-
la semp e a ualizada.
3. Como ges o de unidade, eu que o ge i os clínicos dos se iços da minha unidade,
pa a man ê-la semp e a ualizada.
4. Como ges o de unidade, eu que o nomea os di e o es de se iços, pa a lhes
a ibui esponsabilidades e da pe missões.
Di e o de Se iço
1. Como di e o de se iço, eu que o ge i os clínicos do meu se iço, pa a o man e
semp e a ualizado.
Adminis ado
1. Como adminis ado , eu que o ge i as en idades que azem pa e do sis ema, pa a
man e o sis ema semp e a ualizado.
2. Como adminis ado , eu que o ge i os u ilizado es con idos no sis ema pa a
man e a in o mação semp e a ualizada.
Especi icação do Sis ema
27
3. Como adminis ado , eu que o ge i os empla es em uso no sis ema, de o ma a
man e os dados clínicos semp e co e os e a ualizados.
4. Como adminis ado , eu que o ge i o ó um, de o ma a ga an i o seu bom
uncionamen o.
3.2.3 Requisi os Funcionais
No sen ido de especi ica com maio de alhe as uncionalidades que o SISU de e á inclui ,
eco e -se-á ago a a uma abo dagem com casos de uso. Se ão demons ados os espe i os
diag amas e se á ap esen ada uma b e e desc ição das uncionalidades. Pa a melho pe cepção
se á ei a uma di isão em módulos de uncionalidades. Pa a iden i icação da impo ância e
p io idade dos á ios módulos de uncionalidades, se á u ilizada a escala de MoSCoW (MUST,
SHOULD, COULD, WON’T), onde MUST indica o ní el mais al o de p io idade e WON’T o
ní el mais baixo.
Módulo de Ges ão de Clínicos
Figu a 12. Diag ama de Casos de Uso pa a o Módulo de Ges ão de Clínicos.
Especi icação do Sis ema
28
O módulo de Ges ão de Clínicos, demons ado na Figu a 12, inclui odos os equisi os que
pe mi i ão a ges ão dos u ilizado es do sis ema (clínicos) e da sua in o mação, desde o seu
egis o, à au en icação e alocação em se iços de unidades de saúde. De e á se pe mi ido a
qualque clínico ge i a in o mação do seu pe il pessoal. O di e o de se iço de e á e
pe missões de aloca clínicos no se iço pelo qual é esponsá el, da mesma o ma que o ges o
da unidade de saúde de e á e pe missões pa a aloca clínicos nos á ios se iços da sua
unidade. O ges o da unidade de e á ainda pode nomea os di e o es dos se iços da sua
unidade. Ao adminis ado , como esponsá el máximo do sis ema, de e á se -lhe pe mi ido,
além de aloca clínicos em qualque se iço de qualque unidade, nomea di e o es de se iço e
ges o es de unidade, egis a no os clínicos no sis ema bem como isualiza e ge i o pe il de
qualque clínico e modi ica as suas pe missões de adminis ação (is o é, pode á nomea
qualque ou o clínico como adminis ado ).
Es e módulo de uncionalidades, sendo o módulo que pe mi e a ges ão dos clínicos de odo
o sis ema, ap esen a ní el de p io idade MUST.
Módulo de Ges ão de En idades
Figu a 13. Diag ama de Casos de Uso pa a o Módulo de Ges ão de En idades.
Especi icação do Sis ema
29
O módulo de Ges ão de En idades, demons ado na Figu a 13, inclui os equisi os que
pe mi i ão adiciona e ge i as á ias en idades clínicas do sis ema: Unidades de Saúde,
Se iços Ge ais e Especialidades. De e á se pe mi ido ao ges o da unidade adiciona / emo e
se iços à sua unidade de saúde. Ao adminis ado , além de pe mi ido adiciona se iços a
qualque unidade, de e á ainda se pe mi ido adiciona / emo e Unidades de Saúde,
Especialidades e Se iços Ge ais ao sis ema. Os Se iços Ge ais, ao con á io dos se iços das
unidades, são se iços ans e sais a odas as unidades que se em pa a iden i ica a
equi alência en e se iços idên icos, com nomes dis in os, de di e en es unidades de saúde.
Es e módulo de uncionalidades se i á como base de odo o sis ema e se á um módulo
undamen al pa a ga an i um bom ní el de escalabilidade e expansibilidade, pelo que ap esen a
ní el de p io idade MUST.
Módulo de Ges ão de Templa es
Figu a 14. Diag ama de Casos de Uso pa a o Módulo de Ges ão de
Templa es.
Especi icação do Sis ema
30
O módulo de Ges ão de Templa es, demons ado na Figu a 14, inclui os equisi os que
pe mi i ão ao adminis ado de ini e ge i os empla es dos ela ó ios clínicos das á ias á eas
de a amen o. O adminis ado de e á consegui c ia is as, g upos e a iá eis e aze
associações en e si, is o é, coloca a iá eis den o de g upos, g upos den o de g upos e g upos
den o de is as. Um ela ó io clínico se á um conjun o de is as.
Pa a de ini que is as é que um ela ó io de um de e minado ipo (quimio e apia,
adio e apia, e c) de e á con e , assim como quais as especialidades que possuem pe missão
pa a edi a os dados clínicos duma de e minada is a (is o é, de ini as is as que são do âmbi o
das especialidades), o adminis ado de e á e a possibilidade de aze associações en e as
especialidades, is as e ipo do ela ó io.
Po úl imo, o clínico de e á ambém e a possibilidade de c ia igge s, is o é, de e mina
o e ei o que um alo (ou mudança do mesmo) de uma a iá el clínica e á numa ou a a iá el
do ela ó io clínico.
Es e é um dos p incipais módulos de uncionalidades e um dos mais ino ado es. De e á
con e i ao sis ema um al o ní el de lexibilidade e con igu abilidade, pelo que possui um ní el
de p io idade MUST.
Módulo de Ges ão de Pacien es
Figu a 15. Diag ama de Casos de Uso pa a o Módulo de Ges ão de
Pacien es.
Especi icação do Sis ema
31
O módulo de Ges ão de Pacien es, demons ado na Figu a 15, inclui odos os equisi os
que pe mi i ão a qualque clínico ge i os seus pacien es, ais como adiciona no o pacien e (ao
sis ema e à sua lis a) ou associa à sua lis a um pacien e já exis en e no sis ema, lis a e
isualiza os pacien es da sua lis a, c ia no os ela ó ios clínicos e isualiza os espe i os
dados. O clínico especializado, de e á ambém e pe missão pa a edi a os dados clínicos que
são do âmbi o da(s) sua(s) especialidade(s).
Es e é o módulo que pe mi i á aos clínicos e e i amen e ge i os seus pacien es e a sua
in o mação, que são as uncionalidades bases de um sis ema de in o mação da á ea da saúde,
pelo que possui p io idade MUST.
Módulo de Comunicação
Figu a 16. Diag ama de Casos de Uso pa a o Módulo de Comunicação,
secção das Mensagens.
Especi icação do Sis ema
32
O módulo de Comunicação inclui os equisi os que pe mi i ão aos clínicos usu uí em de
um sis ema de mensagens p i adas, demons ado na Figu a 16, e ambém de um ó um,
demons ado na Figu a 17.
Tal como num sis ema de mensagens ípico, qualque clínico pode á en ia mensagens a
ou os clínicos (ou g upos de clínicos) e e á acesso a uma caixa de en ada e caixa de saída
(onde se ão a mazenadas as mensagens ecebidas e en iadas, espe i amen e) bem como uma
eciclagem.
De e á ambém exis i um ó um, com as uncionalidades ípicas, onde os clínicos pode ão
c ia no os ópicos pa a discussão e subme e pos s. Pa a e i a eliminações inde idas e/ou
excesso de ní eis no ó um, apenas o adminis ado de e á e pe missões pa a elimina ópicos
ou c ia no os sub- ó uns.
Es e módulo de uncionalidades ap esen a ní el de p io idade SHOULD.
Figu a 17. Diag ama de Casos de Uso pa a o Módulo de
Comunicação, secção do Fó um.
Especi icação do Sis ema
33
Módulo de Ges ão de Pesquisas Pe sonalizadas
No módulo de Ges ão de Pesquisas Pe sonalizadas, demons ado na Figu a 18, encon am-
se odos os equisi os que pe mi i ão ao clínico e e ua e ge i as pesquisas pe sonalizadas aos
dados clínicos dos pacien es con idos no sis ema. Qualque clínico de e á pode e e ua
pesquisas e gua dá-las nos a o i os e/ou o ná-las públicas, pa a que ou os clínicos possam
acede .
Es e módulo, não ap esen a uncionalidades ulc ais ao ní el do uncionamen o básico do
sis ema, mas ap esen a-se como um módulo com bas an e impo ância uma ez que se i á de
auxílio ao clínico na omada de decisão. Assim, possui ní el de p io idade SHOULD.
Figu a 18. Diag ama de Casos de Uso pa a o Módulo de Ges ão
de Pesquisas Pe sonalizadas.
Especi icação do Sis ema
34
Módulo de In es igação e Descobe a
De e á ambém exis i o Módulo de In es igação e Descobe a. Es e módulo encon a-se
o a do âmbi o des a disse ação e não se encon a o almen e de inido e especi icado, uma ez
que eque que odo o es an e sis ema es eja comple amen e especi icado e implemen ado pa a
se pode especi ica , implemen a e es a con enien emen e. No en an o, é um módulo que, no
u u o, de e á aze pa e do sis ema que es á a se ago a iniciado e como uncionalidades
p incipais de e á pe mi i ao clínico, in es iga e explo a com maio de alhe os dados con idos
no sis ema, a pa i de écnicas de da a mining. As uncionalidades des e módulo cen a -se-ão
na ajuda da omada de decisão clínica, acili ando a ealização de p ognós icos (calculando, po
exemplo, p obabilidades de sob e i ência com ecu so a cu as de Kaplan-Meie ) e o mulando
hipó eses ou dando suges ões de a amen os a aplica . De e á ambém pe mi i ex ai
es a ís icas do conjun o de dados do sis ema.
Sendo um módulo o a do âmbi o des a disse ação e que nes a ase ainda não se
encon a o almen e de inido, possui ní el de p io idade WON’T.
3.2.4 Requisi os Não Funcionais
In e ope abilidade
Com a di e sidade eno me de sis emas em uncionamen o nas unidades de saúde
a ualmen e, o na-se imp escindí el que o SISU seja um sis ema capaz de a mazena a
in o mação num o ma o s anda d, de o ma a pode e e ua -se acilmen e, numa p imei a ase,
o impo /expo da in o mação pa a ou os sis emas e mais a de pode comunica di e amen e
com ou os sis emas. O SISU de e á assim segui as no mas de a mazenamen o e ansmissão
de dados, desc i as no capí ulo an e io .
Escalabilidade e Expansibilidade
O SISU de e á e um al o ní el de escalabilidade, podendo c esce acilmen e ao ní el do
caso de es udo, com o aumen o de unidades de saúde, se iços, especialidades, pacien es,
clínicos, e c. O sis ema de e á pe mi i es e c escimen o de uma o ma ácil e simples,
man endo-se semp e ope acional e a ualizado.
De e á ambém e um al o ní el de expansibilidade pa a se capaz de se ala ga a ou as
pa ologias. Como e e ido an e io men e nes a disse ação, o SISU é um p oje o pilo o que em
como caso de es udo os sa comas u e inos, mas um dos p incipais obje i os é que o sis ema se
expanda a ou as pa ologias, o nando-se assim num sis ema de in o mação oncológico
nacional. Assim, o sis ema de e á se desen ol ido de o ma a pe mi i acilmen e es e
ala gamen o e expansão, p incipalmen e a ou as pa ologias.
Especi icação do Sis ema
35
Segu ança e Audi o ia
T a ando-se de um sis ema da á ea da saúde, onde es ão em causa dados pessoais e
con idenciais, a segu ança de odo o sis ema é um aspe o undamen al. Assim o sis ema de e á
possui acessos es i os e ga an i que a in o mação só é acedida po clínicos compe en es e
com pe missão pa a al, negando qualque acesso inde ido.
No sen ido de e o ça a segu ança de odo o sis ema, e con olo sob e as p incipais ações
e e uadas e pe mi i ecupe ações em caso de alha, o SISU de e á ainda man e um egis o
a ualizado de odas as a i idades e e uadas e a espe i a in o mação associada, al como au o
da a i idade, da a, de alhes da a i idade, e c.
Usabilidade e Acessibilidade
O auxílio da p á ica diá ia dos clínicos é um dos obje i os do SISU, pelo que o sis ema
de e á se ácil de usa no dia-a-dia, o nando-se de ac o uma ajuda e não um obs áculo. Assim,
o sis ema de e á possui um bom g au de usabilidade, ap esen ando uma in e ace simples e
pemi indo o uso de odas as uncionalidades de o ma ápida e com poucos cliques.
Nos dias de hoje, assis imos a uma g ande p oli e ação do uso de disposi i os com acesso
à in e ne e a á ea da saúde não é excepção, onde cada ez é mais isí el o uso de di e sos
ins umen os de auxílio, desde compu ado es a disposi i os mó eis. Tendo em con a es e
c escimen o, o SISU de e á ambém se um sis ema com boa acessibilidade, nomeadamen e,
de e se acessí el a pa i de qualque disposi i o (sma phone, able ou compu ado ) com
ligação à in e ne e a pa i de qualque um dos p incipais b owse s que exis em a ualmen e.
3.3 A qui e u a
O sis ema a se desen ol ido de e á segui o modelo clien e-se ido . Como demons ado
na Figu a 19, o u ilizado (clínico) pode á acede ao sis ema e às suas uncionalidades a a és
da aplicação web disponibilizada, usando pa a isso o b owse do seu disposi i o (compu ado
ou disposi i o mó el) com acesso à in e ne . É a a és des a aplicação web (lado do clien e) que
o clínico a á os pedidos ao se ido . O se ido po sua ez in e age com a base de dados, onde
es ão a mazenados odos os dados necessá ios ao uncionamen o do sis ema, no sen ido de
esponde a es es pedidos do clínico.
Especi icação do Sis ema
42
A Figu a 23 demons a os concei os en ol idos no módulo de Comunicação, na secção das
Mensagens e segue os concei os comuns de um sis ema de mensagens p i adas. Uma
mensagem possui um Clínico eme en e e pode á se en iada pa a á ios Clínicos.
A Figu a 24 demons a os concei os en ol idos no módulo de Comunicação, na secção
ela i a ao Fó um. Es e módulo ap esen a ambém a o es ino ado es, com o concei o de Fó um
a pode es a associado a di e sas en idades, o que lhe con e i á um bom ní el de dinamismo.
Um Fó um pode es a associado a di e sos ou os concei os:
Somen e a uma Unidade de Saúde, signi icando que é o ó um especí ico da
Unidade, onde de e ão pa icipa odos os clínicos que es ejam alocados em algum
Se iço da Unidada;
Somen e a um Se iço Ge al (Supe Se iço), signi icando que é o ó um
especí ico daquele Se iço Ge al, onde de e ão pa icipa odos os clínicos que
es ejam alocados num Se iço equi alen e àquele Se iço Ge al;
Somen e a uma Especialidade, signi icando que é o ó um especí ico daquela
Especialidade, onde de e ão pa icipa odos os clínicos que es ejam a exe ce a
Especialidade em algum se iço;
A um Se iço e a uma Unidade de Saúde, signi icando que é o ó um daquele
Se iço den o daquela Unidade de Saúde, onde de e ão pa icipa apenas os
clínicos que es ejam alocados naquele Se iço especí ico da Unidade;
A uma Unidade de Saúde e a uma Especialidade, signi icando que é o ó um
daquela especialidade den o daquela Unidade de Saúde, onde de e ão pa i icipa
apenas os clínicos que es ejam a exe ce a Especialidade den o da Unidade.
Den o des es Fó uns pode ão exis i ópicos (que po sua ez de e ão con e Pos s),
c iados pelos Clínicos, bem como sub- ó uns.
Especi icação do Sis ema
43
Módulo de Pesquisas Pe sonalizadas
A Figu a 25 demons a os concei os en ol idos no módulo de Ges ão de Pesquisas. Es e é
ambém um dos módulos mais ino ado es e complexos do sis ema.
Um Clínico pode e e ua uma ou mais Pesquisas, sendo que es as Pesquisas pode ão
pos e io men e se pa ilhadas com ou os clínicos.
Pa a acili a a comp eensão dos concei os, pode á aze -se uma analogia en e as
Pesquisas Pe sonalizadas e as que ies em SQL. Uma que y em SQL possui as a iá eis às quais
se que aplica es ições no WHERE e as a iá eis que se p e endem il a no SELECT. O
WHERE possui ambém a es ição a aplica à a iá el assim como o alo associado à
es ição. Nes e módulo, uma Pesquisa Pe sonalizada inclui uma ou mais Va iá eis,
equi alen es às Va iá eis que es ão p esen es no WHERE da que y. Inclui ambém uma
Res ição a se aplicada, equi alen e à es ição. As es ições es ão elacionadas com o Tipo da
Va iá el e a Es u u a da Va iá el, pa a de ini quais as es ições álidas pa a uma a iá el de
um de e minado ipo e es u u a. À semelhança dos módulos an e io es, pa a iden i icação com
p ecisão das Vá ia eis em ques ão, uma Pesquisa es á ambém associada à Pa ologia, ao Tipo de
Dado Clínico ( ipo de ela ó io) e a Vis a onde a a iá el se encon a e con ém um a ibu o
"caminho".
Figu a 25. Modelo Concep ual de Dados pa a o Módulo de Pesquisas
Pe sonalizadas.
Especi icação do Sis ema
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Nes a ase es á especi icada somen e pa e do módulo de Ges ão de Pesquisas, que
pe mi i á a um Clínico e e ua uma Pesquisa Pe sonalizada e ob e como esul ado a lis a de
pacien es que possuiu a iá eis que obedecem às es ições in oduzidas. Fazendo no amen e
analogia com uma que y SQL, es á apenas especi icada a pa e ela i a ao WHERE.
3.4 Tecnologias
Se ão ago a iden i icadas e jus i icadas as p incipais ecnologias que de e ão se u ilizadas
no desen ol imen o do p o ó ipo do SISU.
3.4.1 Base de Dados e Sis ema de Ges ão
Uma das p incipais e mais impo an es escolhas pa a o desen ol imen o do SISU se á o
ipo de base de dados que supo a á odo o sis ema. A ualmen e exis em dois g andes ipos de
base de dados: base de dados elacionais e base de dados não elacionais ( ambém conhecidas
como noSQL).
Bases de dados elacionais assen am numa coleção de abelas, de es u u a ixa, que
con êm os dados e que são o madas e desc i as segundo o modelo elacional. Seguindo o
modelo elacional, as abelas in e elacionam-se en e si e e e enciam-se a a és do uso de
cha es es angei as. No malmen e a in o mação que se deseja ob e , nes e ipo de base de
dados, p o ém de á ias abelas, sendo combinada an es de se o necida pela aplicação (da
mesma o ma, a esc i a ambém de e á se coo denada e execu ada em á ias abelas). A
linguagem pad ão u ilizada nes e ipo de base de dados é o SQL (S uc u ed Que y Language)
[B i10].
Bases de dados noSQL não seguem o modelo elacional e os dados podem se
a mazenados de di e sas o mas, ais como, documen os (documen os json po exemplo),
g a os, pa es cha e- alo ou em colunas sem qualque ipo de es u u a de inida. Po exemplo,
dados elacionados que se es endem po 20 abelas num modelo elacional, podem se
ag egados e a mazenados num único documen o json, o que pode le a à duplicação de
in o mações, mas po ou o lado aumen am a lexibilidade do modelo de dados e acili am a
dis ibuição de o ma e icien e dos documen os esul an es [B i10].
Pa a lida com o aumen o de u ilizado es e da quan idade de dados as aplicações e as suas
bases de dados subjacen es necessi am de escala , exis indo duas opções: scale up (escalamen o
e ical) e scale ou (escalamen o ho izon al). Scale up, demons ado na Figu a 26, implica uma
abo dagem cen alizada, que se baseia em se ido es cada ez maio es e com mais ecu sos.
Scale ou , demons ado na Figu a 27, implica uma abo dagem dis ibuída, aumen ando o
núme o de se ido es [Gig11]. Ao ní el da camada da base de dados a opção de escalamen o
a ia consoan e o ipo de base de dados.
Especi icação do Sis ema
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Bases de dados elacionais, de ido à sua na u eza baseada em abelas, u ilizam
escalamen o e ical: pa a supo a um maio núme o de u ilizado es e uma maio quan idade de
dados, é necessá io um se ido maio e com mais ecu sos [B i10]. Es es ipos de se ido es
são desp opo cionalmen e ca os e p o ocam uma descida no desempenho do sis ema.
As bases de dados noSQL êm sido desen ol idas pa a en a esol e es e p oblema de
escalabilidade dos sis emas elacionais. Es e ipo de base de dados u iliza um clus e de
se ido es pa a a mazena dados e supo a ope ações na base de dados. Pa a escala , se ido es
ex a são adicionados ao clus e e os dados e ope ações são espalhados po odo o clus e –
escalamen o ho izon al. Não são necessá ias modi icações ao ní el da aplicação uma ez que
es a apenas “ ê” uma única base de dados (que se encon a dis ibuída). Es es se ido es ex a
Figu a 26. Escalamen o e ical da camada de base de
dados.
Figu a 27. Escalamen o ho izon al na camada de base de
dados.
Especi icação do Sis ema
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são bas an e mais ba a os que os g andes e complexos se ido es que as base de dados
elacionais necessi am e não implicam uma queb a no desempenho do sis ema. Es e ipo de
escalamen o ho izon al az ambém ou as an agens, como a inexis ência de um pon o único
de alha no sis ema, uma ez que os dados se encon am dis ibuídos. Se ido es ao ní el da
base de dados podem se adicionados ou ocados, sem que isso implique que o sis ema ique
o almen e o line [B i10].
Como is o an e io men e, as base de dados noSQL su gem como melho opção pa a
a mazena g andes quan idades de dados (big da a) onde exis e um c escimen o de in o mação
mui o g ande e po consequência um ápido e ácil escalamen o é ulc al. No en an o, bases de
dados elacionais ambém ap esen am an agens. G aças à sua es u u a em abelas, es e ipo de
sis emas ga an e uma maio in eg idade lógica do modelo de domínio, ga an indo não só a
consis ência de uma en idade como a consis ência en e as á ias en idades. De ido às
p op iedades ACID (A omici y, Consis ency, Isola ion, Du abili y) as bases de dados elacionais
ga an em ambém uma maio consis ência das ansações e po consequência uma maio
consis ência dos dados. Bases de dados noSQL elacionais possuem ca ac e ís icas BASE
(Basically A ailable, So S a e, E en ual Consis ency), sac i icando assim um pouco a
in eg idade e consis ência dos dados, com o obje i o de ob e esul ados de o ma mais ápida,
ole ando assim algum ipo de inconsis ência [Roe12].
Os sis emas de ges ão de base de dados elacionais pe mi em ambém e e ua consul as de
dados mais po en es, a a és da linguagem SQL, quando compa ados com sis emas de base de
dados noSQL. A capacidade de ag upa e euni dados, de en idades não elacionadas, num no o
pon o de is a sob e os dados é algo que az des e ipo de sis emas de ges ão de base dados uma
e amen e pode osa. Es e ipo de base de dados o na-se en ão mais indicado quando há
necessidade de e e ua consul as complexas e equen es [B i10].
A Tabela 2 ap esen a uma compa ação sin e izada en e os dois ipos de base de dados.
Tabela 2. Compa ação en e base de dados elacional e não elacional (noSQL).
Base de dados elacional
Base de dados não elacional
Tipos
Único ipo: baseado em abelas
Vá ios ipos: baseado em documen os,
pa es cha e- alo , g a os e colunas.
Esquema de Dados
Fixo, pa a se e e ua al e ações no
esquema a base de dados necessi a de
ica o line.
Tipicamen e dinâmico, sem necessi a
de ica o almen e o line.
Escalamen o
Ve ical
Ho izon al
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Modelo de Desen ol imen o
Open-sou ce e Closed-sou ce
Open-sou ce
Manipulação de Dados
Linguagem especí ica (SQL) que
pe mi e al a manipulação e consul a de
dados
A a és de APIs o ien adas a obje os
Exemplos
MySQL, Pos g eSQL, O acle e
Mic oso SQL-Se e
MongoDB, Cassand a e HBase
Um dos obje i os do SISU se á ala ga -se a ní el nacional, cob indo odas as pa ologias e
odas as unidades oncológicas do país. A axa de incidência do canc o (núme o de no os casos
de e ados) em Po ugal encon a-se de momen o em ce ca de 40-50 mil po ano [DGS13]. Foi
possí el es ima , jun o de clínicos do IPO Po o, que em média, as consul as dos pacien es
dis am en e si de 1 a 3 meses e os a amen os, análises e exames dis am 1 a 3 semanas.
Es imou-se ambém, que um ela ó io clínico, que se á o iginado po consul as, a amen os,
análises e exames dos pacien es, se á cons i uído po 2 a 5 secções (co esponden es a is as)
onde cada secção pode á e en e 10 a 30 a iá eis clínicas. É assim possí el e e ua uma
es ima i a, no pio caso, do núme o mensal de no os egis os (dados clínicos) in oduzidos na
base de dados:
To al de a iá eis de um ela ó io clínico de um pacien e: 30*5 = 150
To al mensal de ela ó ios clínicos, excep o consul as, de um pacien e: 4
To al mensal de ela ó ios clínicos de consul as de um pacien e: 1
To al mensal de no os pacien es: 4000
Fazendo a es ima i a do núme o médio mensal de inse ções de no os dados clínicos:
(150*4 + 150*1) *4000 = 3 000 000 no as inse ções. Es e núme o es imado co esponde ao
núme o de no as inse ções mensais de dados clínicos de pacien es, na base de dados do sis ema
nacional, sendo a ope ação que se espe a se a mais comum em odo o sis ema. De salien a que
es e núme o diz espei o ao pio cená io, ab angendo odas as pa ologias e odas as Unidades e
Se iços a ní el nacional. Es a quan idade de in o mação encon a-se mui o longe dos ípicos
p oblemas de big da a, onde o uso de bases de dados não elacionais é mais adequado, como po
exemplo, p oblemas que en ol em edes sociais como o wi e onde são en iados dia iamen e
ce ca de 500 milhões de wee s [AT14].
Espe a-se que o SISU, ao con á io de aplicações como edes sociais, não enha um
escalamen o ão d ás ico e epen ino. Po ou o lado, a consis ência e in eg idade dos dados
en ol idos no SISU são de g ande impo ância, uma ez que es ão em causa dados al amen e
sensí eis que de em se co e amen e a mazenados e p ese ados. O SISU assen a á ambém
Especi icação do Sis ema
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g ande pa e em consul as complexas de dados clínicos, pelo que es as de e ão se e e uadas
com e iciência.
Assim sendo, a escolha sob e o ipo de base de dados a se implemen ado no SISU ecaiu
sob e uma base de dados elacional, uma ez que o olume de dados en ol idos não jus i ica
um modelo noSQL e as suas des an agens associados.
Tendo a escolha do ipo de base de dados ecaído sob e uma base de dados elacional, é
necessá io p ocede à escolha do sis ema de ges ão. A ualmen e, os 5 sis emas de ges ão de base
de dados elacionais mais popula es são: O acle1, MySQL2, Mic oso SQL Se e 3,
Pos g eSQL4 e DB25 [DB14]. O acle e Mic oso SQL Se e sendo so wa es closed-sou ce
(ou a licença li e que possuem não pe mi e que seja usado no desen ol imen o de so wa e que
possa se come cializado, algo que o SISU pode á i a se ) o am colocados de pa e.
Pos g eSQL, MySQL e DB2 ap esen am sensi elmen e o mesmo leque de uncionalidades
[SQL14].
A escolha ecaiu sob e Pos g eSQL po exis i uma maio amilia ização e ní el de
expe iência com a e amen a po pa e do au o des a disse ação.
3.4.2 Ou as ecnologias
Pa a o desen ol imen o do SISU se ão u ilizadas ainda as seguin es ecnologias:
Se ido Apache6, e são 2.
PHP7, e são 5, como linguagem de se ido . A escolha da p incipal linguagem de
desen ol imen o ecaiu sob e PHP uma ez que é a linguagem com que o au o da
disse ação possui mais expe iência de desen ol imen o, o que pe mi i á encu a
o empo de ap endizagem e minimiza assim os iscos en ol idos.
F amewo k de PHP La a el8, e são 4, pa a auxilia e agiliza o desen ol imen o
modula do sis ema.
HTML59, Ja asc ip e CSS310, como é p á ica co en e no desen ol imen o de
uma aplicação web, se ão usados pa a o desen ol imen o do lado do clien e do
sis ema.
1 O acle. Mais in o mação disponí el em: h p://www.o acle.com/index.h ml
2 MySQL. Mais in o mação disponí el em: h p://www.mysql.com/
3 SQL Se e . Mais in o mação disponí el em: h p://www.mic oso .com/en-us/se e -cloud/p oduc s/sql-se e /
4 Pos g eSQL. Mais in o mação disponí el em: h p://www.pos g esql.o g/
5 DB2. Mais in o mação disponí el em: h p://www-01.ibm.com/so wa e/da a/db2/
6 Apache. Mais in o mação disponí el em: h p://h pd.apache.o g/
7 PHP. Mais in o mação disponí el em: h p://php.ne /
8 La a el. Mais in o mação disponí el em: h p://la a el.com/
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Twi e Boo s ap11, e são 3, pa a auxilia no desen ol imen o da in e ace e
melho a o ní el de usabilidade e acessibilidade da aplicação.
9 HTML5. Mais in o mação disponí el em: h p://www.w3.o g/h ml/
10 CSS3. Mais in o mação disponí el em: h p://www.w3.o g/S yle/CSS/
11 Boos ap. Mais in o mação disponí el em: h p://ge boo s ap.com/
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Capí ulo 4
Sis ema Implemen ado
Nes e capí ulo se á ei a uma desc ição do sis ema implemen ado. Se ão desc i as odas as
uncionalidades implemen adas e de que o ma os equisi os, uncionais e não uncionais, o am
abo dados.
4.1 Visão Ge al
Foi desen ol ido um p o ó ipo do SISU con emplando 4 dos 6 a o es especi icados no
capí ulo an e io , sendo eles: isi an e, clínico, clínico especializado e adminis ado . Es e
p o ó ipo inclui odos os módulos de uncionalidades desc i os no capí ulo an e io com o ní el
de p io idade mais ele ado, MUST (com a excepção das uncionalidades a ibuídas aos a o es
não con emplados no p o ó ipo), bem como o módulo de Comunicação. Inclui ambém uma
pa e das uncionalidades do módulo de Pesquisas Pe sonalizadas. De salien a que o sis ema
desen ol ido em como caso de es udo uma só pa ologia, os sa comas u e inos.
4.2 Funcionalidades
Se ão ago a desc i as as uncionalidades do sis ema desen ol ido e os de alhes mais
impo an es da sua implemen ação. Uma ez mais se á ei a uma di isão em módulos de
uncionalidades. Em cada módulo se ão desc i as as uncionalidades disponí eis a cada ipo de
u ilizado : isi an e, clínico, clínico especializado e adminis ado .
No p o ó ipo desen ol ido, as uncionalidades que são unicamen e do âmbi o do
adminis ado (ges ão de clínicos, ges ão de en idades e ges ão de empla es) encon am-se no
menu supe io . Es e menu supe io pe mi e ambém a qualque clínico acede à sua página de
Sis ema Implemen ado
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pe il e e mina sessão. As uncionalidades a que odos os clínicos e ão acesso (ges ão
pacien es, ges ão de pesquisas e módulo de comunicação) encon am-se no menu da esque da.
O sis ema oi implemen ado seguindo o pad ão MVC (Model-View-Con olle ). Os
con olado es con êm oda a pa e desen ol ida em PHP e neles es ão con idas odas as unções
que acedem à base de dados. Exis e um con olado pa a cada elemen o in eg an e do sis ema
que possa se ge ido: Clínico, Unidade de Saúde, Se iço Ge al, Especialidade, Se iço, Vis a,
G upo de Va iá eis, Va iá el, T igge , Templa es, Pesquisa, Mensagem, Fó um e Tópico.
Exis e ainda um con olado pa a ge i as sessões dos u ilizado es e ou o pa a ge i os g upos
de pe missões. Cada con olado possui um conjun o de iews associadas, que são as páginas de
uncionalidades com que os u ilizado es ão in e agi . Pa a a implemen ação das iews oi
u ilizado o mecanismo de empla es Blade12 o necido pela amewo k u ilizada, La a el.
Reco eu-se ambém à biblio eca JQue y13 assim como à coleção JQue y UI14 pa a simpli ica e
melho a o desen ol imen o das iews. Quando é necessá io e e ua pedidos ao se ido é
u ilizado AJAX, ob endo-se como espos a a in o mação solici ada (ou um a iso in o mando
que oco eu um e o) em o ma o json, que po sua ez é a ada do lado do clien e, sendo
pos e io men e ap esen ada ao u ilizado do sis ema.
4.2.1 Módulo de Ges ão de Clínicos
Visi an e
Quando chega à aplicação, o isi an e em a possibilidade de e e ua login ou aze pedido
de ecupe ação de passwo d, como mos a a Figu a 28. Caso aça pedido de ecupe ação de
passwo d i á ecebe um email com ins uções pa a adqui i uma no a passwo d. Caso inicie
sessão com sucesso, passa á a e acesso às uncionalidades do sis ema.
12 Blade Templa ing. Mais in o mação disponí el em: h p://la a el.com/docs/5.0/ empla es
13 JQue y. Mais in o mação disponí el em: h p://jque y.com/
14 JQue y UI. Mais in o mação disponí el em: h p://jque yui.com/
Figu a 28. Página inicial do SISU.
Sis ema Implemen ado
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Os ipos e es u u as álidas pa a uma a iá el es ão de inidos na base de dados ( abelas de
con eúdo ixo). Os ipos álidos disponí eis são: in ei o, decimal, ex o, da a, ho a, sim/não e
ichei o. As es u u as álidas disponí eis são: lis a simples, lis a múl ipla, in e alo, alo
simples e s anda d (es a úl ima es u u a é de inida po omissão pa a ipos de a iá eis que só
possuam uma es u u a álida, como po exemplo sim/não ou ichei o). A elação en e os ipos
e es u u as de a iá eis é ambém de inida ao ní el da base de dados (numa abela de con eúdo
ixo). Es a elação de ine quais as es u u as que ão apa ece como álidas após o
adminis ado e selecionado um de e minado ipo de a iá el. Po exemplo, pa a uma a iá el
do ipo in ei o, es ão disponí eis as es u u as lis a simples, lis a múl ipla, in e alo e alo
simples, enquan o pa a uma a iá el do ipo ex o só es ão disponí eis as es u u as de lis a
simples, lis a múl ipla e alo simples. Os campos álidos pa a es ingi uma a iá el são
ambém de inidos na base de dados (numa abela de con eúdo ixo), es ando disponí eis ês
campos: mínimo, máximo e alo . Da mesma o ma, é ambém de inida ao ní el da base de
dados a elação en e as es u u as e os campos. Es a elação de ine quais os campos que
de e ão apa ece e se p eenchidos após o adminis ado seleciona a es u u a da a iá el. Po
exemplo, pa a uma a iá el do ipo in ei o com es u u a de in e alo, apa ece ão pa a
p eenche os campos de mínimo e máximo. De e e i que o ipo de inpu (ao ní el do HTML)
des es campos depende á ambém do ipo da a iá el que o adminis ado selecionou
an e io men e.
De ealça que não se á possí el desa i a a iá eis que já enham sido p eenchias no
ela ó io clínico de algum pacien e.
O adminis ado pode á ambém c ia igge s pa a aplica a a iá eis, pa a que
de e minados alo es ou mudança de alo es numa a iá el aça despole a uma ação ou
es ição nou a a iá el. Po exemplo, o adminis ado pode aplica um igge a uma a iá el
do ipo sim/não que indique se o pacien e é maio de idade: caso a a iá el possua alo "sim",
en ão a a iá el idade ica á limi ada, só podendo ago a oma alo es maio es ou iguais a 18,
como mos a a Figu a 39.
Sis ema Implemen ado
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O adminis ado de e á in oduzi um nome pa a o igge e iden i ica as a iá eis em
causa ( a iá el de o igem e a iá el de des ino), seguindo a es a égia e e ida no capí ulo
an e io , indicando o Tipo de Dados ( ipo de ela ó io), a posição da a iá el na hie a quia de
is as e g upos (caminho) e a a iá el em si. Após iden i ica a a iá el, se á solici ado ao
adminis ado que indique a ação que i á despole a o igge (no caso da a iá el de o igem) e
a eação (no caso da a iá el de des ino). As ações/ eações disponí eis depende ão do ipo e
es u u a da a iá el selecionada an e io men e. Após se selecionada a ação/ eação, se á
solici ado ao adminis ado que p eencha os espe i os campos (se aplicá el).
As ações e eações álidas pa a uma a iá el es ão de inidas na base de dados ( abelas de
con eúdo ixo). Es ão disponí eis como ações: maio que, meno que, igual a, es á en e,
núme o de opções maio que, núme o de opções meno que, núme o de opções igual a e núme o
de opções es á en e. Como eações es ão disponí eis odas as ações bem como a opção de
coloca uma a iá el disabled ou o ná-la de p eenchimen o ob iga ó io. Na base de dados, as
ações/ eações es ão elacionadas com o ipo e a es u u a das a iá eis ( abela de con eúdo
ixo), de o ma a de ini -se quais as ações/ eações álidas pa a uma a iá el de um de e minado
ipo e es u u a. Po exemplo, pa a uma a iá el do ipo in ei o e es u u a alo simples, es a ão
apenas disponí eis ações de quan i icação (maio que, meno que, igual a e es á en e). Tal
Figu a 39. C iação de um igge .
Sis ema Implemen ado
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como na c iação de a iá eis, desc i a an e io men e, as ações/ eações possem ambém campos
associados ( abela de con eúdo ixo), de inindo assim os campos que o adminis ado de e á
p eenche pa a a ação/ eação selecionada.
Há no en an o a ealça que es a uncionalidade de igge s, es á apenas disponí el em
backo ice, is o é, o adminis ado pode c ia os igge s e es es ica ão gua dados na base de
dados, mas não e ão qualque impac o eal no sis ema, al ando desen ol e a pa e de
on o ice.
O adminis ado pode á ambém isualiza e ge i os g upos, como demons ado na Figu a
40. Pode á isualiza a in o mação do g upo e a sua cons i uição e pode á adiciona a iá eis
(que já enham sido c iadas p e iamen e) ao g upo e de ini a o dem em que i ão apa ece ,
a as ando pa a isso as a iá eis den o do g upo. De igual o ma, pode á ambém adiciona
ou os g upos, como demons a a Figu a 41. De ealça que o adminis ado só e á disponí eis
pa a adiciona , g upos que não c iem p oblemas de ecu si idade in ini a (po exemplo, se o
G upo 1 es i e con ido den o do G upo 2, den o do G upo 1 não pode á adiciona -se nenhum
ou o g upo que já con enha o G upo 2).
Figu a 41. Lis a de g upos de a iá eis exis en es no sis ema.
Figu a 40. Página de um G upo de Va iá eis do sis ema.
Sis ema Implemen ado
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De o ma semelhan e, o adminis ado pode á ambém isualiza e ge i as Vis as
exis en es no sis ema. Pode á isualiza a sua in o mação e cons i uição e pode á ambém
adiciona no os g upos e de e mina a sua o dem, como mos a a Figu a 42.
Po im, o adminis ado pode á isualiza e ge i os Tipos de Dados Clínicos ( ipos de
ela ó ios) que exis em, dis ibuídos pelas á ias Á eas clínicas. De salien a que es as Á eas
Clínicas es ão de inidas na base de dados ( abela de con eúdo ixo), sendo elas: Ficha Clínica,
Análises, Consul as, Exames, T a amen os e Follow-up. A Ficha Clínica, sendo uma á ea com
a amen o especial onde podem se isualizados os alo es mais ecen es das a iá eis mais
impo an es, como já e e ido an e io men e, não apa ece nes a página. A á ea de Follow-up
ap esen a um único Tipo de Dado Clínico, s anda d po omissão, uma ez que possui uma
es u u a ixa. A odas as ou as Á eas o adminis ado pode á adiciona no os Tipos de Dados
Clínicos, como mos a a Figu a 43. Po exemplo, o adminis ado pode á adiciona um no o
ipo, 'Ho monal', à á ea clínica de a amen os.
Figu a 42. Página de uma Vis a do sis ema.
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Po im, o adminis ado pode á de ini quais as Vis as que cada Especialidade e á
pe missão pa a edi a , demons ado na Figu a 44. Há que salien a que es a associação unciona
como dois em um: indica quais as Vis as que um ela ó io de um de e minado Tipo de e á
con e e simul aneamen e indica quais as Especialidades que e ão pe missão pa a edi a os
dados clínicos dessas mesmas Vis as. Po exemplo, se o adminis ado de ini que nos ela ó ios
do ipo "Quimio e apia", a Especialidade de "Ci u gia Ge al" e á pe missão pa a edi a os
dados das Vis as "Vis aAC" e "Vis aAA", signi ica que odos os clínicos (independen emen e
das suas especialidades) ão isualiza es as duas Vis as num ela ó io daquele ipo. No en an o,
apenas os clínicos que es ejam a exe ce a Especialidade de "Ci u gia Ge al" pode ão edi a os
dados clínicos p esen es nessas Vis as. Es a pa e de pe missão de edição dos dados clínicos
se á melho abo dada no subcapí ulo seguin e.
Figu a 43. Á eas clínicas e espe i os Tipos de Dados Clínicos associados.
Figu a 44. Associação de Vis as com Especialidades e Tipos de Dados
Clínicos
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4.2.4 Módulo de Ges ão de Pacien es
Clínico
Clicando em „Pacien es‟ no menu da esque da, o clínico pode acede à lis a de pacien es
que acompanha de momen o, como mos a a Figu a 45. Nes a página, é-lhe pe mi ido adiciona
à sua lis a um no o pacien e (que ainda não exis a no sis ema) ou en ão associa à sua lis a um
pacien e que já enha sido in oduzido no sis ema e es eja numa das Unidades de Saúde onde o
clínico exe ce unções. Também lhe é pe mi ido elimina um pacien e da sua lis a (lemb ando
que o pacien e se man ém no sis ema, simplesmen e deixa de se acompanhado pelo clínico e
como al deixa de apa ece na sua lis a de pacien es).
O clínico pode á acede à página do pacien e, onde e á acesso a uma g ande di e sidade
de in o mação clínica. Pode á acede à icha clínica do pacien e, onde pode isualiza de o ma
sin e izada os dados clínicos mais impo an es mais ecen es do pacien e, como demons ado na
Figu a 46.
Figu a 45. Lis a de pacien es do clínico.
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As a iá eis p esen es na Ficha Clínica (dados clínicos mais impo an es) de e ão se
de inidas na base de dados. Respei ando a especi icação ei a no capí ulo an e io , es as
a iá eis da Ficha Clínica de e ão es a associadas a a iá eis de ela ó ios de idamen e
iden i icadas ( espei ando a es a égia de inida an e io men e de iden i icação de a iá eis com
a iden i icação do conjun o Tipo de Dado-Vis a-Caminho-Va iá el). Com es a associação ei a,
é possí el localiza odos os os ela ó ios do ipo p e endido, sendo possí el ob e -se (com o
es an e conjun o da iden i icação da a iá el) as a iá eis em ques ão e os espe i os alo es
pa a o pacien e. É depois ei a uma il agem, na p ocu a do alo mais ecen e (que es á con ida
no ela ó io mais ecen e encon ado), sendo es e o alo que de e se ap esen ado na Ficha
Clínica do Pacien e. No exemplo da Figu a 46, a a iá el 'Massa do umo ' e o espe i o alo
co esponde à a iá el 'Massa do umo ' mais ecen e, de odos os ela ó ios de ipo
quimio e apia do pacien e.
O clínico pode á ambém acede às ou as á eas clínicas do pacien e: análises, consul as,
exames, a amen os e ollow-up. Clicando numa das á eas clínicas, se á solici ado ao clínico
que escolha o ipo de dado clínico que p e ende consul a . Po exemplo, se o clínico clicou na
á ea clínica de "T a amen os", se -lhe-á ago a solici ado que escolha o ipo, que pode á se
Quimio e apia, Radio e apia, e c (excep o se i e escolhido a á ea clínica de "Follow-up", nesse
Figu a 46. Ficha clínica de um pacien e, onde é possí el isualiza os alo es mais
ecen es de alguns dos dados mais impo an es.
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caso o ipo é s anda d e único). Após escolhe o ipo de dado, o clínico e á a hipó ese de
isualiza , numa imeline dinâmica e in e agí el, odos os ela ó ios clínicos que o pacien e
possui, co esponden es ao ipo e á ea clínica selecionados an e io men e, como demons a a
Figu a 47. A imeline oi implemen ada com ecu so à biblio eca Vis17 de ja asc ip .
Nes a ase, o clínico em ambém a possibilidade de c ia um no o ela ó io clínico pa a o
pacien e (co esponden e ao ipo e á ea clínica selecionados p e iamen e). A imeline pe mi e
adiciona no os elemen os (nes e caso, no os ela ó ios) dinamicamen e pelo que não é
necessá io no o ca egamen o da página quando um no o ela ó io é adicionado.
O clínico pode á clica num ela ó io da imeline pa a isualiza os espe i os dados al
como demons ado na Figu a 48. O ela ó io, como explicado an e io men e nes e documen o, é
compos o po á ias is as, onde cada is a possuiu g upos de a iá eis que po sua ez
possuem a iá eis clínicas ou a é mesmo ou os g upos. O clínico pode á na ega pelas á ias
is as que compõem o ela ó io.
17 Biblio eca Vis. Mais in o mação disponí el em: h p:// isjs.o g/docs/
Figu a 47. Rela ó ios clínicos do ipo Quimio e apia da á ea de T a amen os.
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Clínico Especializado
O clínico especializado, pode á edi a os dados clínicos das is as que sejam do âmbi o
da(s) sua(s) especialidade(s), como demons a a Figu a 49. Como is o an e io men e, são as
especialidades que o clínico possui a i as (is o é, o clínico encon a-se alocado com a(s)
especialidade(s) em algum se iço de uma Unidade onde o pacien e se encon a) que
de e minam quais as is as (e po consequência, quais os dados clínicos) que pode á edi a . De
o ma esumida, o clínico pode isualiza udo, mas só pode edi a o que lhe es á di e amen e
ligado pelas especialidades. Es a es ição su ge pa a e i a , ou minimiza , e os clínicos, como
po exemplo o p eenchimen o e ado de uma a iá el que apesa de possui o mesmo nome,
encon a-se num con ex o comple amen e di e en e azendo pa e do conjun o de dados de uma
ou a especialidade. Nos exemplos da Figu a 48 e Figu a 49, o clínico em pe missão pa a edi a
os dados das is as "Vis a AA" e "Vis a AC" mas possui apenas pe missão pa a isualiza os
dados da is a "Vis a AB".
Figu a 48. Visualização de um ela ó io clínico (do ipo Quimio e apia da à ea de
T a amen os) di idido em á ias Vis as.
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Respei ando o modelo especi icado no capí ulo an e io , exis e na base de dados uma
abela que elaciona as Vis as, com as Especialidades e com os Tipos de Dados Clínicos ( ipo de
ela ó io). De ealça que es as elações são de inidas pelo adminis ado , como e e ido no
subcapí ulo. A Pa ologia é igno ada, uma ez que o sis ema desen ol ido em como caso de
es udo uma só pa ologia (sa comas u e inos). Pa a se de e mina quais as is as que azem pa e
de um ela ó io de um ipo, é ei a uma seleção na abela da base de dados de odas as is as que
es ejam elacionadas com o ipo de dado clínico, sendo igno adas as elações com as
especialidades. Pa a se de e mina quais as is as que um clínico pode edi a , é ei a uma
seleção, den o do conjun o de is as ob ido an e io men e, das is as que es ão elacionadas
com alguma das especialidades que o clínico se encon a a exe ce no momen o.
Figu a 49. Visualização de uma Vis a do ela ó io onde o clínico em pe missão pa a
edi a os dados clínicos.
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A ançando, o clínico passa á pa a a ase onde e á que escolhe que es ições p e ende
aplica , às a iá eis p e iamen e selecionadas, pa a ob e os seus esul ados da pesquisa, como
demons ado na Figu a 57. O clínico de e á assim seleciona a a iá el que p e ende usa pa a
es ingi , seguida da escolha da es ição. De e e i que as es ições que i ão apa ece como
opção de escolha, à imagem das ações/ eações na c iação de um igge , dependem do ipo e
es u u a da a iá el selecionada. Po exemplo, exis i á a es ição "maio que" pa a uma
a iá el do ipo in ei o, mas não pa a uma a iá el do ipo ex o. Es a es ição às opções
álidas é ei a ao ní el da base de dados ( abela de con eúdo ixo), à semelhança das
ações/ eações dos igge s. Após seleciona a es ição a aplica à a iá el, o clínico de e á
in oduzi qual o alo associado à es ição (po exemplo, alo 5, numa es ição "maio que").
Comple ado es e p ocesso, o clínico pode á conclui a sua pesquisa sendo-lhe e o nado os
esul ados.
Como e e ido, o p o ó ipo ap esen a algumas limi ações nes e módulo de uncionalidades.
É somen e pe mi ido ao clínico e e ua pesquisas com uma só es ição a uma só a iá el
clínica. Os esul ados ob idos são ambém limi ados, ob endo-se apenas uma lis a com o nome
dos pacien es que espei am a es ição. Fazendo uma analogia com uma que y de SQL onde
exis em as a iá eis espei an es ao WHERE e ao SELECT, nes e p o ó ipo es á apenas
implemen ada a pa e das a iá eis do WHERE (sendo pe mi ida apenas uma só a iá el),
al ando a es an e pa e que compõe uma que y.
Figu a 57. Segunda ase da ealização de uma pesquisa pe sonalizada, onde o clínico
indica as es ições que p e ende aplica .
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4.3 Abo dagem aos Requisi os Não Funcionais
4.3.1 In e ope abilidade
No sen ido de ga an i a in e ope abilidade do SISU com os sis emas de in o mação já
exis en es e em uncionamen o a ualmen e nas unidades de saúde nacionais, o sis ema oi
especi icado e implemen ado de o ma a segui as no mas de a mazenamen o de dados clínicos,
mais especi icamen e a no ma OpenEHR. Es a é uma no ma open-sou ce (ao con á io da HL7)
da qual é mais ácil ob e in o mação e especi ica, en e ou as coisas, o a mazenamen o de
dados clínicos, enquan o a no ma HL7 é mais ocada nas mensagens em si e na sua oca, al
como desc i o no capí ulo 2. O SISU, como desc i o no capí ulo an e io , a ní el de
in e ope abilidade, em como p imei o obje i o pe mi i que se aça o impo /expo co e o de
dados, de o ma a ga an i que não oco e pe da de in o mação e só depois en ão pe mi i que
comunique di e amen e com os ou os sis emas. Po es es mo i os, op ou-se po e como
modelo a no ma OpenEHR.
Como e e ido no capí ulo 2, a no ma OpenEHR baseia-se em a ch ypes pa a de ini os
concei os clínicos. Es es a ch ypes êm como p opósi o de ini as es ições do concei o, ais
como es u u a, ipo de dados e alo es possí eis de oma . Es a o ma de es ingi os concei os
clínicos oi eplicada no SISU a a és do concei o de “ a iá el clínica”. É pe mi ido ao
adminis ado c ia no as a iá eis clínicas pa a se em u ilizadas nos ela ó ios das á ias á eas.
À imagem dos a ch ypes, es as a iá eis êm uma es u u a e um ipo associado, bem como
campos com alo es que es ingem os alo es que a a iá el pode á oma , al como
demons ado na Figu a 58.
Figu a 58. Modelo concep ual ela i o à pa e das á iá eis clínicas (à esque da) e
in e ace espei ando esse mesmo modelo (à di ei a).
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A no ma openEHR ambém es ipula o o ma o s anda d pa a ela ó ios clínicos. Os
ela ó ios são compos os po secções, onde cada secção pode con e simplesmen e concei os
clínicos ou g upos de concei os, g upos es es que podem se de á ios ipos e con e ou os
g upos, al como demons ado na Figu a 59.
O SISU oi implemen ado de o ma simila : os ela ó ios das á ias á eas de a amen o,
que são de inidos e es u u ados pelo adminis ado , são compos os po is as que con êm
g upos. Es es g upos podem con e a iá eis bem como ou os g upos, sendo assim um modelo
“em casca a”, al como demons ado na Figu a 60, à semelhança do o ma o dos ela ó ios
de inidos pela no ma OpenEHR. Ten ou-se assim ap oxima o SISU aos pad ões de inidos pela
no ma OpenEHR.
Figu a 59. Templa e de um ela ó io clínico da no ma OpenEHR.
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4.3.2 Expansibilidade e Escalabilidade
Apesa do SISU se um sis ema que em como caso de es udo os sa comas u e inos, um
dos seus obje i os p incipais é ala ga -se a ní el nacional e ab ange odas as pa ologias
oncológicas. Tendo em is a es e obje i o, o SISU oi especi icado endo já em con a es e
ala gamen o. Como a Figu a 61 indica, o sis ema inclui um conjun o de „Pa ologias‟ (que
pode ão se adicionadas pelo adminis ado do sis ema). Cada Pa ologia possui á um
esponsá el den o da unidade e um esponsá el a ní el nacional. As Pa ologias es ão ambém
di e amen e ligadas com a es u u a dos ela ó ios: ela ó ios de di e en es pa ologias, possuem
di e en es empla es (di e en es is as), como indica a Figu a 62.
Figu a 60. Exemplo de ela ó io clínico do SISU.
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Figu a 62. Modelo Concep ual demons ando que a Pa ologia em
in luência na es u u a dos ela ó ios clínicos.
Figu a 61. Modelo Concep ual de inido endo já em con a o
ala gamen o a ou as pa ologias.
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O SISU oi assim especi icado e implemen ado de o ma a pode ala ga -se acilmen e a
ou as pa ologias oncológicas e a é, po en u a, a ou as á eas da saúde, uma ez que se a a de
um sis ema al amen e gené ico capaz de se adap a de o ma ápida e simples a mui as á eas.
4.3.3 Segu ança
T a ando-se de um sis ema de in o mação da á ea da saúde, a segu ança e
con idencialidade dos dados o na-se um aspe o essencial.
O SISU oi implemen ado de o ma a e acessos limi ados e apenas clínicos egis ados
( egis o que apenas pode se ei o pelo adminis ado ) podem acede às uncionalidades do
sis ema. An es de cada adição/eliminação/edição se ei a no sis ema é e i icado qual o ipo de
u ilizado que se encon a conec ado e que enciona e e ua a ação. A ação só se á pe mi ida,
caso o clínico possua pe missões pa a al, sendo negada qualque ipo de ação que ul apasse o
seu ní el de pe missões. Como já e e ido an e io men e, exis em dois g upos p incipais de
pe missões que dis inguem os u ilizado es: u ilizado es comuns e adminis ado es. Apenas os
adminis ado es êm pe missões pa a e e ua al e ações na pa e de adminis ação (ges ão de
clínicos, ges ão de en idades e ges ão de empla es), e i ando assim e en uais complicações po
mau uso das uncionalidades.
Um ou o ní el de segu ança é in oduzido no sis ema com a enc ip ação, a a és do
algo i mo bc yp , das passwo ds dos u ilizado es an es de se em gua dadas na base de dados.
Es e algo i mo de enc ip ação é baseado no Blow ish [PM99]. A segu ança do algo i mo bc yp
es á elacionada com a sua elocidade, sendo um algo i mo mui o len o, podendo demo a a é
1s a ge a uma enc ip ação. Es a len idão signi ica que um a aque de o ça b u a é p a icamen e
impossí el de execu a , de ido à quan idade de empo que necessi a ia. O algo i mo u iliza um
pa âme o de cus o que especi ica o núme o de ciclos que de e ão oco e . O aumen o desse
núme o a á, na u almen e, aumen a o empo de execução do algo i mo, mas aumen a á
ambém a segu ança do esul ado.
As comunicações no sis ema são ambém ei as a a és do p o ocolo HTTPS, ga an indo
assim um ní el ex a de segu ança ao sis ema.
4.3.4 Usabilidade e Acessibilidade
O sis ema oi desen ol ido de o ma a possui uma in e ace simples e in ui i a. Como
e e ido an e io men e, eco eu-se ao uso da amewo k Boo s ap pa a se ob e uma in e ace
mais limpa e homogénea assim como pa a ga an i um bom ní el de esponsi idade, pa a que o
sis ema possa se u ilizado em qualque disposi i o com acesso à in e ne . No sen ido de se
es a o eal ní el de usabilidade do sis ema, o am conduzidos es es com u ilizado es eais que
se ão desc i os no capí ulo seguin e.
80
Capí ulo 5
Tes es e Resul ados
A Usabilidade não exis e num sen ido absolu o, uma ez que apenas pode se de inida em
elação a con ex os pa icula es. Uma ez que a usabilidade de um p odu o ou se iço é de inida
pelo con ex o em que o p odu o ou se iço é u ilizado, en ão as medidas de usabilidade de em
ambém se de inidas endo em con a esse con ex o. Apesa disso, exis e uma necessidade de
medidas ge ais que possam se u ilizadas pa a compa a a usabilidade em con ex os a iados
[B o96].
Pa a a alia a usabilidade do p o ó ipo SISU desen ol ido, oi conduzida uma sessão de
es e com á ios pa icipan es que se á ago a desc i a.
5.1 Pa icipan es
Na impossibilidade de se ob e uma amos a de pa icipan es signi ica i a, compos a
unicamen e po p o issionais da á ea da saúde, eco eu-se a uma amos a he e ógenea, onde
es i e am en ol idos pa icipan es de di e en es á eas p o issionais.
Nes a sessão de es e pa icipa am 15 pessoas, a maio pa e do sexo masculino (N=14)
e com idades comp eendidas en e os 22 e os 51 anos (M=28.33, DP=9.88). Já odos os
pa icipan es en ol idos inham ido con ac o, pelo menos uma ez, com um sis ema de
in o mação, mas apenas uma pequena pa e (N=3) com sis emas de in o mação da á ea da
saúde.
81
5.2 P ocedimen o
A ealização de cada es e seguiu um planeamen o p e iamen e es u u ado, ga an indo que
odos os sujei os do es e se iam subme idos às mesmas condições, com o obje i o de se ob e
um conjun o de espos as consis en e.
O plano de es es oi compos o po di e sas ases, sendo iniciado com um pequeno
b ie ing, onde e a dado a conhece aos pa icipan es odo o desen ola da sessão. Nes e pequeno
b ie ing, e am ambém explicados alguns dos concei os mais impo an es en ol idos no
sis ema, nomedamen e quais as en idades en ol idas e como se elacionam, sendo ambém
explicada a es u u a ado ada pa a os ela ó ios clínicos.
Após o b ie ing, e a solici ado aos pa icipan es que cump issem um conjun o de 8 a e as
no sis ema, seguindo um enunciado. Es as a e as incluíam o uso e in e ação com as
uncionalidades mais impo an es de odo o sis ema, desde as uncionalidades de adminis ação
a é às uncionalidades básicas de um clínico.
Pa a inaliza a sessão, após a ealização das a e as, e a solici ado a cada pa icipan e que
espondesse a um ques ioná io, de o ma a a alia o g au de usabilidade do sis ema.
5.3 Ques ioná io - Sys em Usabili y Scale
Pa a a alia o g au de usabilidade do sis ema, com base nos pa icipan es dos es es, oi
u ilizado o ques ioná io Sys em Usabili y Scale. Es e ques ioná io oi o iginalmen e c iado po
John B ooke em 1986 e pe mi e a alia uma g ande a iedade de p odu os e se iços, incluindo
websi es e aplicações.
Es e ques ioná io consis e em 10 a i mações, sendo solici ado ao inqui ido o seu g au de
conco dância com cada a i mação. O inqui ido em 5 opções de espos a, seguindo a escala de
Like , desde “Disco da Fo emen e” a é “Conco da Fo emen e”. O ques ioná io possui
a i mações de ca ác e posi i o al e nadas com a i mações de ca ác e nega i o, pa a e i a
espos as inconscien emen e adul e adas po pa e dos pa icipan es e assim os ob iga a e le i
e a pensa quando ealmen e conco dam ou disco dam com as a i mações [B o13].
5.4 Análise dos Resul ados
Os esul ados ap esen ados na Tabela 3 demons am a dis ibuição dos esul ados do
ques ioná io colocado aos 15 pa icipan es.
82
Segundo Je Sau o [Sau11], o SUS sco e pa a cada pa icipan e de e se calculado da
seguin e o ma:
Pa a as a i mações ímpa es (de ca ác e posi i o): sub ai 1 à espos a do
pa icipan e.
Pa a as a i mações pa es (de ca ác e nega i o): sub ai a espos a do pa icipan e
a 5.
Is o coloca odas as espos as numa escala de 0 a 4 (sendo 4 a espos a mais
posi i a).
Soma odos os alo es ob idos e mul iplica po 2.5.
Assim, é possí el calcula o SUS sco e pa a o p o ó ipo do SISU desen ol ido, u ilizando
os alo es médios de conco dância ob idos pa a cada a i mação e e e uando os cálculos
suge idos po Je Sau o:
SUS sco e pa a o p o ó ipo desen ol ido = 67.5
Segundo os es udos de Je Sau o, o SUS sco e de um sis ema com um ní el médio de
usabilidade si ua-se nos 68 [Sau11]. Assim, pode-se conclui que o p o ó ipo do SISU
desen ol ido se encon a den o dos pad ões comuns de usabilidade.
Es e alo de usabilidade, den o da média, pode se explicado po comen á ios
pa ilhados po alguns dos pa icipan es, de o ma espon ânea, no deco e da sessão de es e.
Tabela 3. Dis ibuição dos esul ados ob idos no ques ioná io e e uado.
83
“Se não osse o b ie ing, penso que me ia pe de em algumas des as a e as” (P4)
“Depois de se pe cebe a es u u a base do sis ema, a é se o na ácil de u iliza ” (P9)
Es es comen á ios ealçam a impo ância de exis i algum ipo de supo e an es ou du an e
a u ilização do sis ema. Os comen á ios ão ambém ao encon o de alguns dos esul ados
ob idos. As a i mações Q4 e Q10 a aliam o ní el de ap endizagem que o sis ema eque [LS09]
e são as duas a i mações de ca ác e nega i o que possuem alo médio mais ele ado. Fica
assim e elada a exis ência de alguma iné cia na ase inicial de in e ação com o sis ema bem
como a impo ância de algum supo e écnico, nomeadamen e an es da p imei a u ilização.
De ealça ambém a pon uação ob ida mais ele ada, numa a i mação de ca ác e posi i o,
Q1. Es e alo bas an e posi i o indica que a maio ia dos pa icipan es gos ou de u iliza o
sis ema e gos a ia, e en ualmen e, de o u iliza de o ma mais equen e, como po exemplo, na
sua a i idade p o issional.
5.5 Conside ações Finais
Todas as sessões de es es o am ealizadas con o me o p ocedimen o desc i o na secção
5.1.2. Os pa icipan es mos a am-se odos pa icula men e in e essados e a en os no pequeno
b ie ing inicial, a o que se ele ou impo an e pa a o bom desempenho na ealização das
a e as pedidas na ase seguin e. Na úl ima ase das sessões de es e, o ques ioná io oi bem
in e p e ado po odos os pa icipan es pelo que oi possí el euni um conjun o de espos as
consis en es e passa en ão à análises dos esul ados ob idos.
O ques ioná io SUS e elou que o p o ó ipo do SISU desen ol ido se encon a den o dos
pad ões comuns de usabilidade.
90
Pa a ealiza as 5 a e as que se seguem, e mine a sessão da con a com pe missões de
adminis ado e inice no a sessão com as seguin es c edenciais duma con a de um clínico
especializado:
Nome de u ilizado : use @use .com
Passwo d: sen yuse
Ta e a 4
En ie uma Mensagem pa a um g upo de clínicos.
Ta e a 5
Subme a um Pos num dos ó uns a que em acesso.
Ta e a 6
E e ue uma Pesquisa Pe sonalizada, es ingindo uma a iá el à sua escolha.
No a ex a: o esul ado ob ido es a á em o ma o json, não se assus e caso ob enha
como esul ado da pesquisa uma es anha linha com pa ên esis e cha e as.
Ta e a 7
Visualize a Ficha Clínica de um Pacien e.
Ta e a 8
Edi e os Dados Clínicos de um ela ó io clínico de um pacien e.
No a ex a: lemb e-se que pode á não e pe missão pa a edi a odos os dados de um
ela ó io clínico.
====================
FIM DE ENUNCIADO
====================
91
Anexo B
Ques ioná io do Tes e de
Usabilidade
92