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Pin o C e al Cons ução de uma Escala de A aliação da Espi i ualidade em Con ex os de Saúde
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INVESTIGAÇÃO ORIGINAL ISSN 0871-3413 • ©A quiMed, 2007
Cons ução de Uma Escala de A aliação da Espi i ualidade em Con ex os de
Saúde
Cândida Pin o*, José Luís Pais-Ribei o†
*Escola Supe io de En e magem do Po o; †Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Uni e sidade do
Po o
ARQUIVOS DE MEDICINA, 21(2):47-53
In odução: A dimensão espi i ual é uma dimensão impo an e da exis ência do se humano, desde os p imó dios da
humanidade. A sua ele ância nos con ex os de saúde es á elacionada com a p eocupação c escen e em
comp eende o Homem na sua globalidade. O objec i o des e a igo é ap esen a a elabo ação e o p ocesso de
alidação de uma escala pa a a alia a espi i ualidade. Mé odo: A escala oi aplicada jun o de 426 sujei os que inham
ido um canc o e que se encon a am em si uação de ollow-up. Resul ados: As p op iedades mé icas des a escala
ap esen am alo es de alidade e idelidade adequados. A a és da análise ac o ial explo a ó ia o am encon adas
duas dimensões, a sabe “c enças” e “espe ança/op imismo”. Conclusões: O ac o de se uma escala pequena (apenas
cinco i ens), o na-a de ácil u ilização, o que pe mi i á a consolidação da sua alidação em es udos u u os, que isem
a iden i icação de a iá eis psicossociais associadas à op imização da saúde e qualidade de ida das pessoas com
p oblemas de saúde.
Pala as-cha e: cons ução de uma escala; espi i ualidade; p op iedades psicomé icas.
INTRODUÇÃO
A espi i ualidade cons ói-se nos con ex os
sociocul u ais e his ó icos, es u u ando e a ibuindo
signi icado a alo es, compo amen os, expe iências
humanas, e po ezes ma e ializa-se na p á ica de um
c edo eligioso especí ico. A in e ligação en e a
eligiosidade/espi i ualidade e a saúde, emon a aos
p imó dios da his ó ia, em que os pode es da «cu a»
es a am nas mãos dos que lida am com o espí i o
(sace do es, xamãs, e c), a quem e a econhecido sabe
pa a a a dos males do co po. A a ibuição de causalidade
de doença assim como a sua cu a oi mui as ezes
a ibuída a ac o es eligiosos, exis indo ainda nos dias
de hoje, em alguns con ex os sociocul u ais, es a
associação. A igno ância sob e os “males” que acome iam
a humanidade le ou à di inização do desconhecido.
O desen ol imen o das ciências da saúde conduziu a
uma p á ica de cuidados de saúde dessac alizada, e a
dimensão espi i ual deixou de se con emplada no
a endimen o dos doen es (1). No en an o, e segundo o
Minis é io da Saúde (2), no plano das o ien ações
es a égicas, es a dimensão in eg a o concei o de saúde,
sendo essencial a uma p á ica holís ica de cuidados. De
ac o, a dimensão espi i ual é desc i a como sendo
ele an e na a ibuição de signi icado ao so imen o
deco en e de uma doença c ónica, e ambém como um
ecu so de espe ança ace às mudanças no es ado de
saúde (3). O discu so posi i is a deco en e do a anço
e i icado no úl imo século na ciência e ecnologia em
ge al e no campo da saúde em pa icula , não conseguiu
encon a espos a pa a a ques ão milena que
acompanha o se humano: qual o sen ido da ida?
As elações en e a espi i ualidade e a saúde eme gem
como uma á ea ele an e na in es igação ac ual, an o
no âmbi o das ciências humanas (4), como no das
ciências na u ais (1). Con udo, não se encon a consenso
na li e a u a sob e o concei o de espi i ualidade, sendo
que mui as ezes su ge numa associação di ec a à
p á ica de uma eligião. No en an o, a eligiosidade e a
espi i ualidade são concei os di e en es. A eligiosidade
e e e-se ao g au de pa icipação ou adesão às c enças
e p á icas de um sis ema eligioso (1). O concei o de
espi i ualidade é mais amplo do que o de eligião. A
espi i ualidade é is a como um p ocesso dinâmico,
pessoal e expe iencial (1), que p ocu a a a ibuição e
signi icado no sen ido da exis ência, podendo coexis i
ou não den o da p á ica de um c edo eligioso. Assim
alguns au o es suge em que a eligião é ins i ucional,
dogmá ica e es i i a, enquan o a espi i ualidade é
pessoal, subjec i a e en a iza a ida (4).
A espi i ualidade em sido concep ualizada mais como
um mecanismo de coping lexí el do que como um aço
es á el (3, 5). Tendo po base a classi icação do coping
ocado no p oblema e o coping ocado nas emoções, a
espi i ualidade pode se enquad ada como uma o ma de
coping ocado nas emoções (6). No en an o, segundo
ou os au o es (7), as c enças espi i uais es u u am um
quad o do ipo ac i o-cogni i o, que pe mi e às pessoas
en en a em as c ises exis enciais ameaçado as,
a o ecendo o supo e social e emocional. Nes a
con inuidade, coping é concebido como um conjun o de
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es a égias u ilizadas pelas pessoas pa a se adap a em
a ci cuns âncias ad e sas. O coping eligioso-espi i ual
epo a-se ao modo como as pessoas u ilizam a é, as
c enças (5), a elação com a anscendência, a ligação
aos ou os (1), de modo a adap a em-se e a ge i si uações
de c ise como as deco en es de uma doença oncológica.
Es es concei os de espi i ualidade pe mi em olha
pa a es a a iá el como um domínio o a da p á ica de
eligiões especí icas, embo a mos em a iações en e
eles, pa ilham a ideia da impo ância da espi i ualidade
a a és da qual as pessoas podem encon a um sen ido
pa a a ida, e espe ança e es a em paz no meio dos
acon ecimen os mais g a es (3), como acon ece no
p ocesso de adap ação ao canc o, ais como man e a
au o-es ima, p o idencia apoio emocional, espe ança,
em suma in luencia o bem-es a psicológico e in e -
pessoal (5,6).
A pa icipação eligiosa e a espi i ualidade pa ecem
elaciona -se com uma melho saúde e uma expec a i a
de ida mais p olongada, meno ansiedade, dep essão e
suicídio, mesmo após o con olo de a iá eis como
compo amen os de saúde e apoio social (1). Apesa do
econhecimen o da impo ância da dimensão espi i ual
no bem-es a do indi íduo, e consequen emen e na sua
saúde (1-4,6), es a dimensão não é mui o abo dada na
p á ica clínica (8), pelo que nos pa eceu ele an e a
cons ução de uma escala com o objec i o de a alia es a
dimensão.
MÉTODOS
Nes e es udo pa icipa am 426 pessoas que inham
ido uma doença oncológica e que se encon a am na
ase de pós- a amen o, denominada, em e mos médicos,
de consul as ollow-up. A colhei a de dados e ec uou-se
no Ins i u o Po uguês de Oncologia do Po o, nas
consul as ex e nas, e no Hospi al Mili a D. Ped o V
(Po o), no hospi al de dia, após e sido concedida a
au o ização das duas ins i uições pa a a ealização do
es udo. Os pa icipan es o am abo dados e con idados
a pa icipa no es udo, enquan o agua da am as
consul as. Os pa icipan es de am o seu consen imen o
após e em sido in o mados dos objec i os do es udo e
e sido assegu ada a con idencialidade dos esul ados.
Os c i é ios de inclusão na amos a o am os seguin es:
e idade igual ou supe io a 18 anos; e ido uma doença
oncológica (independen emen e do ipo clínico); es a no
momen o da colhei a de dados conside ado como li e da
doença oncológica que os a ec ou e não es a a aze
qualque e apêu ica oncológica excep uando a
ho mono e apia.
T a a-se de uma amos a de con eniência, sequencial,
não p obabilís ica, cujas ca ac e ís icas sociodemog á-
icas e clínicas são ap esen adas na abela 1.
Es e es udo inclui-se num p ojec o de in es igação
em cu so, que isa iden i ica a iá eis psicossociais
associadas à op imização da saúde e qualidade de ida
Tabela 1 - Ca ac e ização sociodemog á ica e clínica da amos a (n = 426).
Sexo
Idade
Es ado Ci il
G au de Escola idade
Si uação Labo al
G upo Oncológico
Masculino
Feminino
Sol ei o(a)
Casado(a)
Di o ciado(a)
Viú o(a)
1º e 2º ciclo
3º ciclo
Secundá io
Ensino Supe io
Es udan e
Emp egado
Desemp egado
Re o mado
Mama
Hema ologia
Diges i os
U ologia/Ginecologia
Ou os
n
136
290
59
303
21
43
228
47
62
89
12
152
36
226
166
94
68
25
42
%
31,9
68,1
13,8
71,1
4,9
10,1
53,5
11,0
14,6
20,9
2,8
35,7
8,5
53,1
38,9
22,1
16,0
5,9
17,1
M
51,1
DP
15,3
M- média; DP- des io pad ão
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após o canc o. Pa a além dos dados colhidos pa a
ca ac e ização sociodemog á ica e clínica, u iliza am-se
ainda os seguin es ins umen os: Quali y o Li e Ques-
ionnai e - The Eu opean O ganiza ion o esea ch and
ea men o cance (EORTC QLQ-C30) (9); Posi i e and
Nega i e A ec Schedule (PANAS) (10); B ie COPE
(11); espi i ualidade cujo p ocesso de cons ução se
ap esen a nes e a igo.
P ocesso de cons ução
Com base no expos o an e io men e, cons uímos
com base empí ica uma escala que isa a alia a dimensão
da espi i ualidade. Numa p imei a e apa p ocedeu-se a
uma lei u a sob e a emá ica, c uzando pala as-cha e
como “espi i ualidade”, “saúde”, “doença c ónica”e
“a aliação da espi i ualidade”.
Os i ens deco em da combinação da análise do
cons uc o eó ico, dos i ens da dimensão espi i ual do
Quali y o Li e - Cance su i o QOL - CS (12), e da sub-
escala da espi i ualidade do ins umen o da Wo ld Heal h
O ganiza ion Quali y o Li e Ques ionnai e (WHOQOL)
(13),e ainda de dados clínicos esul an es do con ac o /
en e is as com pessoas que i e am canc o (desc ição
do modo como as pessoas pe spec i am a dimensão
espi i ual da ida e como a doença in e e iu nessa
dimensão). Ti emos ainda como linha o ien ado a a
cons ução de uma escala simples e pequena, sem
edundâncias, que pe mi isse uma boa acei ação /
comp eensão das pessoas, que e idenciam alguma
di iculdade no p eenchimen o de inqué i os longos e
edundan es, bem pa en e quando se p ocede à colhei a
de dados em amos as clínicas.
Tendo po base uma pe spec i a posi i a da ida
( esul an e da pesquisa eó ica e do que nos oi ansmi ido
pelas pessoas en e is adas), ca ac e ís icas como
espe ança, op imismo, sa is ação / alo ização da ida,
o am os p essupos os na elabo ação das ques ões
des a escala.
No en an o, há au o es (14), que e e em que os
e mos eligiosidade e espi i ualidade não são
incompa í eis e a i mam que a endência a pola izá-los
não é u í e a pa a a pesquisa cien í ica. Nes e abalho
e e-se em linha de con a es e p essupos o, pelo que se
coloca a ques ão das c enças espi i uais e eligiosas
como supo e pa a a ibuição de signi icado à ida.
Con udo pa imos de uma pe spec i a indi idual (não
ques ionando sob e a iliação ou p á icas eligiosas
ins i ucionais), con o me a p oposição de es udiosos da
á ea (15,16).
P e endemos que as ques ões elabo adas se
cen assem na dimensão espi i ual ocalizadas na
a ibuição de sen ido / signi icado da ida (ques ão 1 “As
minhas c enças espi i uais / eligiosas dão sen ido à minha
ida”e a ques ão 2 “A minha é e c enças dão-me o ças
nos momen os di íceis”). A bibliog a ia e lec e que as
c enças espi i uais / eligiosas, is o é, a é, mesmo que
não associada a uma en idade di ina ou a uma eligião
especí ica, o necem mecanismos de adap ação a e en os
s essan es como uma doença g a e (5,14). As ques ões
seguin es êm subjacen e a cons ução da espe ança e
de uma pe spec i a de ida posi i a (ques ão 3 “Vejo o
u u o com espe ança”, ques ão 4 “Sin o que a minha ida
mudou pa a melho ” e ques ão 5 “Ap endi a da alo às
pequenas coisas da ida”). De ac o, ace à ad e sidade,
mui as pessoas saem e o çadas, c escem com a
p o ação, (15,17) dando um no o sen ido à ida,
es abelecendo no as p io idades e o nando-se mais
capazes de en en a si uações u u as ad e sas.
En a izam-se os esul ados posi i os ais como a
espe ança, o e um sen ido pa a a ida, melho a as
elações in e pessoais, sen i -se ú il, eliz e sa is ei o, o
que pode excede a globalidade dos esul ados nega i os
(17). Is o não p essupõe ejei a a nega i idade que
en ol e a si uação, mas sim a capacidade da pessoa em
eencon a signi icado no que se passa, o que pode le a
a encon a es o ços pa a lida com o s ess, a encon a
uma ca ga a ec i a que possa ge a ene gia ocalizada
na esolução do p oblema.
As espos as são dadas numa escala de Like com
qua o al e na i as (de “1” a “4”), en e “não conco do” a
“plenamen e de aco do”.
RESULTADOS
Com ecu so a so wa e SPSS e são 14, p ocedeu-
se à análise das p op iedades psicomé icas: análise
ac o ial; análise da consis ência in e na; análise da
alidade con e gen e desc iminan e.
Análise ac o ial
Com o objec i o de explo a a es u u a concep ual
subjacen e da escala, p ocedemos a uma análise ac o-
ial explo a ó ia, o que nos pe mi iu explo a as in e -
elações en e a iá eis suma iando os dados no seu
conjun o (18). U ilizámos especi icamen e a écnica de
análise de componen es p incipais (ACP), a im de e i ica
se as di e en es a iá eis êm o mesmo concei o - ac o
(19). Em elação ao mé odo de o ação u ilizado na ACP,
op ámos pela o ação oblíqua (mé odo oblimin) po que
se ob êm ac o es co elacionados, o que pode á se
mais adequado na á ea da psicologia dada a in e depen-
dência das dimensões psicológicas (18), pa icula men e
no âmbi o da emá ica em análise: a espi i ualidade. Ao
ealiza mos es e p ocedimen o, seleccionámos os
ac o es com ca ga ac o ial supe io a 0,30, o que
demons a a exis ência de dois ac o es, como se e i ica
na abela 2.
Ve i icamos que o desc i o “Vejo o u u o com a
espe ança” é o que em meno ca ga ac o ial (embo a
den o de alo es acei á eis), o que de algum modo pode
es a elacionado com as ca ac e ís icas da amos a, is o
é, são pessoas que en en a am um canc o, que ainda
hoje es á associado a um g ande a alismo (20).
A solução dos dois ac o es explica 75,23 % da
a iância o al. O p imei o ac o explica 50,01% do o al
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de a iância e o ac o 2 explica 25,21%. Após o ação, o
1º ac o in eg a os i ens que aduzem a alo ização das
c enças espi i uais / eligiosas na a ibuição de sen ido à
ida (i ens 1 e 2). O ac o 2 in eg a i ens que co espondem
a um sen ido posi i o da ida no eado pela pe spec i a
do u u o com espe ança (i em 3), e numa ede inição de
alo es de ida (i ens 4 e 5). Os ac o es o am
denominados do seguin e modo: o p imei o ac o
“c enças”; o segundo “espe ança / op imismo”.
No sen ido de con i ma mos a es u u a da escala,
p ocedemos à co elação de Pea son en e os i ens e as
duas sub-escalas, que se ap esen a na abela 3.
A análise dos dados do quad o an e io e idencia
quan o ao i em 3 que, apesa de ap esen a uma maio
co elação com a dimensão a que pe ence, a magni ude
dessa di e ença é pequena, como já inha sido iden i icado
na análise ac o ial. Apesa des a e idência, a manu enção
des e i em na escala deco e da ele ância da espe ança
na a ibuição de signi icado ao so imen o deco en e de
uma doença c ónica e ambém como um ecu so de
espe ança ace às mudanças no es ado de saúde (4, 6,
8). Es es esul ados pode ão es a associados às
ca ac e ís icas dos pa icipan es, pois a i ência de uma
doença como o canc o pode di icul a o p ocesso de
pe spec i a o u u o com espe ança (20).
Fidelidade da escala de espi i ualidade
Pa a a alia mos a idelidade u ilizamos o alpha de
C onbach no sen ido de analisa mos a sua consis ência
in e na, endo encon ado os seguin es alo es: c enças:
0,92; espe ança / op imismo: 0,69. A consis ência in e na
pa a a escala global é de 0,74. Ve i ica-se que são
alo es acei á eis dado o núme o de i ens e endo em
con a os alo es de e e ência limi e em psicome ia.
Validade con e gen e disc iminan e
Pa a a alidade con e gen e disc iminan e, um dos
mé odos da alidade de cons uc o (21), eco emos à
inspecção da co elação das dimensões da escala da
espi i ualidade com as medidas escolhidas que a aliam
cons uc os idên icos e ou as que a aliam cons uc os
di e en es, a sabe , algumas das es a égias de coping
do B ie COPE (11), a qualidade de ida global do QLQ-
C30, o papel uncional (9) e a dimensão do a ec o posi i o
da PANAS (10).
A inspecção das co elações acima e e idas mos a
que as duas dimensões da escala da espi i ualidade se
co elaciona am posi i amen e com a subdimensão
eligião do B ie COPE, mos ando que es as dimensões
ap esen am algum sen ido ge al associado à eligião.
Obse amos que a sub-escala espe ança/op imismo
se co elacionou mode adamen e com a qualidade de
Tabela 2 - Es u u a ac o ial dos i ens da escala da espi i ualidade.
I ens
1 - As minhas c enças espi i uais/ eligiosas dão sen ido à minha ida
2 - A minha é e c enças dão-me o ças nos momen os di íceis
3 - Vejo o u u o com espe ança
4 - Sin o que a minha ida mudou pa a melho
5 - Ap endi a da alo às pequenas coisas da ida
Va iância (To al = 75,23%)
Valo es p óp ios (Eigen alues)
C enças
-0,96
-0,95
-0,19
0,08
0,04
25,2
1,2
Espe ança/op imismo
-0,02
0,03
0,58
0,91
0,83
50,01
2,5
Componen es
No a: Ro ação oblíqua; de e minação de ac o es po ca ga ac o ial dos i ens supe io a 0,30. Os i ens co esponden es a cada sub-escala são ap esen ados a neg i o.
Tabela 3 - Co elações en e os i ens e as sub-escalas da escala da espi i ualidade.
I ens
1 - As minhas c enças espi i uais/ eligiosas dão sen ido à minha ida
2 - A minha é e c enças dão-me o ças nos momen os di íceis
3 - Vejo o u u o com espe ança
4 - Sin o que a minha ida mudou pa a melho
5 - Ap endi a da alo às pequenas coisas da ida
C enças
0,86(**)
0,86(**)
0,31 (**)
0,24(**)
0,26(**)
Espe ança/op imismo
0,31(**)
0,35(**)
0,39(**)
0,64(**)
0,51(**)
Sub-escalas
No a: Os alo es dos i ens ela i os a cada sub-escala o am co igidos pa a sob eposição. Todas as co elações
≥
0,130 são signi ica i as ao ní el de 0,01 (bidi eccional).
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Tabela 4 - Co elação en e as dimensões da escala da espi i ualidade e as medidas c i é io.
n=426
QLQ-C30
PANAS
B ie COPE
C enças
-0,01
0,05
0,15**
0,68**
-0,09
-0,07
0,01
Espe ança/op imismo
0,15**
0,29**
0,46**
0,34**
0,02
-0,00
-0,13**
No a: Todas as co elações
≥
0,130 são signi ica i as ao ní el de 0,01 (bidi eccional).
Papel uncional
Qualidade de ida global
A ec o posi i o
Religião
Au oculpabilização
Negação
Desin es imen o compo amen al
ida global ( =0,29) e com o a ec o posi i o ( =0,46).
Ambas as dimensões da escala se co elacionam
acamen e com o papel uncional do QLQ-C30 e com
es a égias de coping menos e icazes, como po exemplo,
au oculpabilização, negação e desin es imen o compo -
amen al.
Os esul ados mos am que escala de a aliação da
espi i ualidade se associou, como se ia de espe a , com
a eligião mos ando a sua alidade (cons uc o) e que a
sub-dimensão espe ança/op imismo é ele an e pa a o
bem-es a e a ec o posi i o de e uma doença c ónica
como o canc o.
DISCUSSÃO
Es e a igo e e como objec i o a ap esen ação de um
p ocesso de cons ução de uma escala de a aliação da
espi i ualidade, a aplica em con ex os de saúde.
A p imei a conclusão a e i a é que a escala da
espi i ualidade esul an e des e es udo ap esen a
p op iedades mé icas adequadas. Além disso, cons a a-
se nos con ex os clínicos alguma di iculdade no
desen ol imen o da in es igação no âmbi o das ciências
sociais e humanas. Pa a além das di iculdades es u u ais
(deco en es de espaços de icien es ou inexis en es pa a
en e is as pe sonalizadas), os p óp ios u en es / amílias
(de ido a ulne abilidades consequen es do es ado clínico
ou ainda a um baixo ní el de li e acia), ap esen am di i-
culdades no p eenchimen o de ba e ias de escalas, po
ezes longas e edundan es com que são con on ados.
Pelo ac o de a escala aqui ap esen ada se uma escala
pequena, o na-a mais acei á el jun o da população
clínica. As p op iedades psicomé icas des e ins umen o
le a-nos a conside a a sua u ilidade em es udos clínicos
que e sem a iden i icação de a iá eis psicossociais
que se epe cu em na op imização da saúde.
Concluímos ainda que es a escala apon a pa a a
exis ência de duas dimensões espi i uais já e e idas em
ou os es udos (22): uma dimensão e ical, associada a
uma elação com o anscenden e, e que numa sociedade
judaico-c is ã es á mui o elacionada com a p á ica da
eligião; e uma dimensão ho izon al, exis encialis a, na
qual se enquad a o sen ido da espe ança, a a ibuição de
sen ido e signi icado da ida deco en e da elação com
o eu, os ou os e o meio. Na escala po nós desen ol ida
a p imei a dimensão es á associada às “c enças”, e a
segunda à “espe ança/ op imismo”. Es a úl ima dimensão
apa ece e ec i amen e mais co elacionada com as
dimensões da qualidade de ida (22).
CONCLUSÃO
No con ex o ac ual assis e-se a um in e esse c escen e
pelas in es igações sob e as conexões en e o co po e a
men e, o que de algum modo espelha a mudança de
pa adigma nos cuidados de saúde (de uma abo dagem
isio-pa ológia pa a uma abo dagem globalizan e), em
que as necessidades espi i uais são pa e in eg an e das
necessidades ísicas e psicológicas. As p incipais azões
que os doen es e e em em elação à impo ância dos
p o issionais de saúde a ende em às necessidades
espi i uais são: que es es comp eendam a o ma como
as suas c enças in e e em no seu p oblema de saúde;
que os comp eendam melho como pessoas; que os
p o issionais de saúde ajudem a cons ui um sen ido de
espe ança ealis a; que sejam capazes de os ou i (8).
Embo a a elação en e espi i ualidade e cuidados de
saúde es eja já e idenciada na in es igação, há ainda um
longo caminho a pe co e .
Podemos e e i que a espi i ualidade é uma dimensão
impo an e do homem, que a pa da dimensão biológica,
in elec ual, emocional e social, cons i ui aquilo que
de e mina a sua singula idade como pessoa.
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85
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Co espondência:
D .ª Cândida Pin o
Escola Supe io de En e magem do Po o
Rua Ál a es Cab al, 384
4050-040 Po o
e-mail: [email p o ec ed]
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Pin o C e al Cons ução de uma Escala de A aliação da Espi i ualidade em Con ex os de Saúde
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ANEXO
ESPIRITUALIDADE
(Pin o C & Pais-Ribei o JL)
As ases / exp essões seguin es e e em-se à sua espi i ualidade / suas c enças pessoais, e ao modo como elas
a ec am a sua qualidade de ida. Po a o , ma que com uma X aquela opção que melho exp essa a sua opção, na
úl ima semana. Não exis e espos a ce a ou e ada.
1 - As minhas c enças espi i uais/ eligiosas dão sen ido à minha ida
2 - A minha é e c enças dão-me o ças nos momen os di íceis
3 - Vejo o u u o com espe ança
4 - Sin o que a minha ida mudou pa a melho
5 - Ap endi a da alo às pequenas coisas da ida
Não
conco do
1
1
1
1
1
Conco do
um pouco
2
2
2
2
2
Conco do
bas an e
3
3
3
3
3
Plenamen e
de aco do
4
4
4
4
4