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Monitorização e melhoria na utilização dos comboios logísticos

Diogo Dias Assunção Serra

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MONITORIZAÇÃO E MELHORIA NA UTILIZAÇÃO DOS COMBOIOS LOGÍSTICOS DIOGO DIAS ASSUNÇÃO SERRA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO APRESENTADA À FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO EM ENGENHARIA INDUSTRIAL E GESTÃO M 2014 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos Diogo Dias Assunção Se a Disse ação de Mes ado O ien ado na FEUP: P o . He menegildo Pe ei a Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o Mes ado In eg ado em Engenha ia Indus ial e Ges ão 2014-07-09 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos ii Ao meu a ô Manuel, Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos iii Resumo Na conjun u a económica a ual, pa a pe manece em compe i i as, as emp esas são cada ez mais incen i adas a elimina as a i idades e in en á io que não ac escen am alo aos seus p odu os. Nes e sen ido, as a i idades de logís ica in e na são ge almen e um dos p incipais al os de melho ia, e, nesse con ex o, o Mizusumachi assume um papel p imo dial. Na P eh Po ugal, Lda. o comboio logís ico em uma a e a bas an e complexa no abas ecimen o, com igo e a empo, das á ias linhas de mon agem que eque em dia iamen e uma eno me a iedade de componen es. Nesse sen ido, é undamen al consegui luxos de in o mação e icazes que acili em o econhecimen o das necessidades das linhas de mon agem (e ou as secções) e o picking dos componen es nos supe me cados. O p esen e p oje o que undamen ou es e documen o ocalizou-se em:  A alia o impac o da subs i uição de um sis ema de kanban isual po um de ca ões kanban;  Re o mula o luxo de in o mação de um ci cui o de abas ecimen o a secções de injeção, pin u a e co e com base em sis emas de pon o de encomenda ixo e um quad o de encomendas;  Implemen a um mé odo de comunicação das necessidades de abas ecimen o de um supe me cado de ma é ias-p imas. Numa emp esa que possui á ias linhas de mon agem a abas ece , e com mais do que um Mizusumachi, a co e a a e ação das linhas a cada um dos comboios é ambém de g ande impo ância. Isso o na-se ainda mais c í ico quando a implemen ação dos no os p oje os de e mina mudanças no layou , com modi icações nas linhas, sendo equen e a eliminação ou in odução de no as. Pa a a ges ão e icaz dos comboios logís icos oi desen ol ida uma olha de cálculo que pe mi e simula os impac os de di e en es a e ações das linhas pa a que o balanceamen o das a e as de abas ecimen o à p odução e mon agem, pelos comboios, possa se ei o de o ma mais simples e undamen ada. Concluiu-se o p oje o desen ol endo uma e amen a in o má ica que possibili a a moni o ização pe iódica da a i idade dos comboios logís icos, po um conjun o de indicado es e es a ís icas escolhidas que a aliam a sua pe o mance, a disponibilidade, as alhas ao abas ecimen o das linhas e o cump imen o de ho á ios de pa ida que se ão es abelecidos no u u o. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos i Moni o ing and imp o emen in he use o he logis ic ains Abs ac In he cu en economic clima e, o emain compe i i e, companies a e inc easingly encou aged o elimina e ac i i ies and in en o y ha do no add alue o hei p oduc s. In ha sense, in e nal logis ics ac i i ies a e usually one o he main a ge s o imp o emen , and, in ha con ex , he Mizusumachi plays a majo ole. In P eh Po ugal, Lda. he logis ic ain has a e y complex ask in supplying, accu a ely and in ime, he mul iple assembly lines which daily equi e a g ea a ie y o componen s. The e o e, i is i al o ensu e e ec i e in o ma ion lows which acili a e he ecogni ion o he assembly lines’ (and o he sec ions’) needs and he picking o componen s in he supe ma ke s. The p ojec which unded his documen ocused on:  E alua ing he impac o eplacing a isual kanban sys em wi h a kanban ca ds sys em;  Redesigning he in o ma ion low om a ci cui ha supplies injec ion, pain ing, and cu ing sec ions, based on ixed o de poin sys ems and an o de boa d;  Implemen ing a me hod o communica e he eplenishmen needs in a aw ma e ials supe ma ke . In a company ha has many assembly lines o supply, and mo e han one Mizusumachi, he co ec alloca ion o he lines o each o he logis ic ains is also e y impo an . I becomes e en mo e c i ical when he implemen a ion o he new p ojec s de e mines changes in he layou , wi h modi ica ions in he assembly lines, being equen he elimina ion o in oduc ion o new ones. To e ec i ely manage he logis ic ains, a sp eadshee ha simula es he impac s o di e en alloca ions was de eloped so ha he balancing o he logis ic ains’ asks can be pe o med in a mo e simple and easoned manne . The p ojec was concluded by de eloping a compu e ool which allows he pe iodic moni o ing o he logis ic ains’ ac i i y based on a g oup o s a is ics and indica o s chosen o e alua e hei pe o mance, a ailabili y, aul s in supplying he assembly lines and he ul ilmen o hei depa u e schedules which will be es ablished in he u u e. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos Ag adecimen os Ao Eng.º Hen ique Soa es po me e dado a opo unidade de desen ol e es a disse ação na P eh Po ugal, Lda. Ao Eng.º A mando Sil a e ao Eng.º F ede ico Gonçal es, pela sua disponibilidade e pelo conhecimen o e o ien ação que me ansmi i am. Ao F ancisco Mi anda po odo o apoio que p es ou, não só no desen ol imen o e implemen ação das a i idades desen ol idas nes e p oje o, mas ambém na in eg ação na Emp esa. Ao P o . He menegildo Pe ei a pela disponibilidade e o ien ação p es adas, p incipalmen e a ní el cien í ico. Aos meus amigos, em especial à Ma iana e ao meu p imo Filipe, po semp e me e em apoiado. A odos os meus colegas da aculdade de engenha ia. À minha amília, em pa icula aos meus pais, pela educação e apoio que semp e nos p opo ciona am, a mim e à minha i mã. A odos os colabo ado es da P eh Po ugal, Lda. que es i e am en ol idos nes e p oje o, pela coope ação e pelo en ol imen o que demons a am. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos i Índice de Con eúdos 1 In odução ........................................................................................................................................... 1 1.1 Ap esen ação da Emp esa P eh Po ugal, Lda. ................................................................................... 1 1.2 A Logís ica In e na na P eh Po ugal, Lda. ........................................................................................... 1 1.3 O p oje o “Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos” ........................................ 3 1.4 O ganização do ela ó io ...................................................................................................................... 4 2 Re isão Bibliog á ica .......................................................................................................................... 5 2.1 To al Flow Managemen ....................................................................................................................... 5 2.1.1 Planeamen o Pull ............................................................................................................... 6 2.1.2 Ni elamen o ....................................................................................................................... 6 2.1.3 Sinc onização..................................................................................................................... 7 2.1.4 Supe me cados .................................................................................................................. 7 2.1.5 Mizusumachi ...................................................................................................................... 7 2.1.6 Bo dos de linha .................................................................................................................. 9 2.2 Sis emas de abas ecimen o ................................................................................................................. 9 2.2.1 Kanban ............................................................................................................................... 9 2.2.2 Junjo ................................................................................................................................ 10 2.2.3 Sis emas de pon o de encomenda ixo e e isão pe iódica ............................................. 11 2.3 No malização de p ocessos ............................................................................................................... 12 2.3.1 PDCA/SDCA .................................................................................................................... 12 2.3.2 Visual S anda ds e a áb ica isual .................................................................................. 13 3 Melho ia dos luxos de in o mação ................................................................................................... 14 3.1 Abas ecimen o das linhas de mon agem ............................................................................................ 14 3.1.1 Si uação an es da implemen ação ................................................................................... 14 3.1.2 Solução Implemen ada .................................................................................................... 17 3.1.3 Resul ados e análise c í ica ............................................................................................. 21 3.2 Ci cui o da Injeção de Plás icos ......................................................................................................... 23 3.2.1 Si uação an es da implemen ação ................................................................................... 23 3.2.2 Soluções Implemen adas ................................................................................................. 25 3.2.3 No malização de P ocedimen os ..................................................................................... 30 3.2.4 Audi o ia e análise c í ica ................................................................................................. 30 4 Balanceamen o dos ci cui os de abas ecimen o .............................................................................. 32 4.1 Si uação Inicial ................................................................................................................................... 32 4.1.1 Ci cui os ........................................................................................................................... 32 4.1.2 P oblemas de e ados ....................................................................................................... 33 4.2 Desen ol imen o de uma e amen a de apoio ao balanceamen o .................................................... 33 4.3 P opos a de balanceamen o dos ci cui os .......................................................................................... 38 4.4 Análise da Validade da Fe amen a ................................................................................................... 39 5 Moni o ização da a i idade dos comboios logís icos ....................................................................... 41 5.1 Si uação inicial.................................................................................................................................... 41 5.1.1 Equipamen o e in o mação disponí el ............................................................................. 41 5.1.2 P oblemas iden i icados ................................................................................................... 42 5.2 Uni o mização de p ocessos .............................................................................................................. 42 5.3 Indicado es a analisa ........................................................................................................................ 43 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos ii 5.4 Fe amen a C iada ............................................................................................................................. 44 6 Conclusões e pe spe i as de abalhos u u os ................................................................................ 49 Re e ências ............................................................................................................................................ 51 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 2 O luxo ísico de ma e iais segue o esquema da Figu a 2. Após chega à zona de en ada de ma e iais, os componen es ou ma é ias-p imas são a mazenados pa a de seguida se em colocados em meno es quan idades (e meno es unidades de anspo e) em supe me cados. A pa i dos supe me cados, os componen es ou ma e iais são anspo ados pelo comboio logís ico pa a as linhas de p odução. Linhas de Mon agem SMD P odução de Placa Ele ónica Expedição Supe me cado de Componen es A mazém de Componen es En ada de Componen es En ada de Ma é ias-P imas A mazém de Ma é ias-P imas Injeção Pin u a Co e Supe me cado de Ma é ias-P imas Ou os equipamen os Comboio Logís ico Figu a 2 - Fluxo in e no de ma e iais na P eh Po ugal, Lda. G ande pa e dos componen es u ilizados é adqui ida ex e namen e. No en an o, alguns componen es plás icos são inje ados e pin ados in e namen e. As placas ele ónicas são ambém p oduzidas in e namen e. Es as são, no en an o, en iadas di e amen e pa a um supe me cado de ele ónica após se em p oduzidas, não passando po qualque a mazém. Exis em qua o ci cui os de abas ecimen o po comboio, sendo que ês são esponsá eis pelos luxos de ma e iais en e os supe me cados de ele ónica (SMD) e componen es, e as linhas de mon agem. Os ci cui os pe co idos pelos comboios podem se consul ados no ANEXO Q. O qua o comboio é esponsá el po luxos de ma e iais en e:  A mazém de Ma é ias-P imas;  Supe me cado de Ma é ias-P imas;  Co e;  Pin u a;  Injeção. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 3 Todos os luxos de ma e iais que são da esponsabilidade dos comboios logís icos es ão iden i icados na Figu a 2 a e melho. Na si uação inicial os comboios logís icos assegu am o abas ecimen o de eze linhas de mon agem. A localização des as linhas pode se consul ada no ANEXO A. As linhas de mon agem êm bo dos de linha, mon ados e dimensionados pa a o abas ecimen o pe manen e e p óximo dos pos os de abalho com um mínimo de s ock de componen es jun o às linhas, que assegu am aos ope ado es deslocações de picking no malizadas, pelo mínimo de empo e sem abandono do pos o de abalho à p ocu a de algo em al a. Os comboios logís icos assumem o papel c í ico de aze a ligação en e o supe me cado e os bo dos de linha. Como a di e sidade de ma e iais e componen es a abas ece é ele ada, a ges ão e ela-se bas an e complexa e os luxos de in o mação desempenham um papel p imo dial, daí a sua ele ância nes e documen o. 1.3 O p oje o “Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos” O p oje o enquad a a u ilização dos comboios logís icos ocalizando-se em dois obje i os essenciais: a melho ia e a moni o ização. Do pon o de is a da melho ia, se á dado en âse a duas a uações p io i á ias:  Fluxos de in o mação iden i icando, em empo eal, as necessidades de abas ecimen o;  A e ação de linhas aos di e en es comboios logís icos (balanceamen o dos ci cui os). Na p imei a ação segui am-se duas o ien ações undamen ais de sus en abilidade:  A no malização – assegu a que os luxos de in o mação ossem iguais e cla os pa a qualque ope ado e en e odos os ope ado es, implemen ando ins uções de abalho;  A simplicidade – qualque ope ado , mesmo em ap endizagem, de e ia se capaz de pe cebe acilmen e que ma e iais e ia de abas ece . Em elação à segunda ação e a eque ido a c iação de uma e amen a que pe mi isse, de o ma simples, simula di e en es a e ações das linhas aos comboios com a aliação imedia a do impac o e aplicabilidade no abas ecimen o das linhas. E a ambém eque ido que, aplicando a e amen a c iada, se suge isse uma p opos a de balanceamen o que esol esse cons angimen os no abas ecimen o: po exemplo, os conges ionamen os nos co edo es. A no a p opos a de e ia esponde a um e cei o equisi o: a in odução no u u o p óximo de duas no as linhas de mon agem que i iam se abas ecidas pelos comboios logís icos exis en es. Assim sendo, a p opos a de e ia pe mi i que a in eg ação das no as linhas nos ci cui os não implicasse mudanças adicais na a e ação das linhas. Do pon o de is a da moni o ização, e a eque ido a c iação de uma e amen a in o má ica de ges ão que pe mi isse a alia e con ola a a i idade e desempenho dos comboios logís icos, alimen ada pela in o mação disponí el nas bases de dados da Emp esa. Além disso de e iam se c iados indicado es de desempenho e es a ís icos pa a moni o ização mensal dos esul ados. A a aliação do desempenho dos comboios es a ia dependen e da implemen ação dos ho á ios de abas ecimen o, ação a se conc e izada numa ase pos e io a es e p oje o. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 4 1.4 O ganização do ela ó io O p imei o capí ulo ap esen a a Emp esa, dando ên ase ao con ex o da logís ica in e na, ambien e onde se desen ol eu o p oje o. No segundo capí ulo é ap esen ada uma e isão bibliog á ica in oduzindo alguns dos concei os undamen ais, do pon o de is a cien í ico, u ilizados no p esen e p oje o e nes a disse ação na abo dagem dos p oblemas e das soluções. Os capí ulos seguin es abo dam os emas:  Melho ia dos luxos de in o mação: o Nos ci cui os das linhas de mon agem; o No ci cui o da injeção.  Balanceamen o dos ci cui os;  Moni o ização da a i idade dos comboios logís icos. Em cada um dos capí ulos e e idos a sua es u u a é a seguin e:  Desc ição da si uação an es da in e enção e do p oblema;  Ap esen ação da solução suge ida ou implemen ada;  Análise de esul ados e/ou das e amen as c iadas. No úl imo capí ulo são ap esen adas as p incipais conclusões a que se chegou no âmbi o des a disse ação e algumas pe spe i as de abalho u u o. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 5 2 Re isão Bibliog á ica 2.1 To al Flow Managemen O To al Flow Managemen (TFM) é um dos pila es do Kaizen Managemen Sys em aplicado pelo Kaizen Ins i u e (Gonçal es 2006). Es e pila consis e na ges ão do luxo de ma e ial e in o mação na cadeia de alo (Vasconcelos 2008). É baseado no concei o de “pull low” em que oda a cadeia de abas ecimen o é o ganizada com base num luxo ó imo de ma e iais e in o mação que é conseguido eliminando o despe dício sob a o ma de in en á io (Coimb a 2013). Pa a al, os luxos de ma e iais de em se “puxados pelo consumido ”. De aco do com Coimb a (2013), o concei o de pull low es á na base do Toyo a P oduc ion Sys em (TPS) que se oca na eliminação absolu a do despe dício (Shingo e Dillon 1989). Segundo Shingo e Dillon (1989), o mé odo pa a elimina o despe dício de p odução excessi a é o Jus -In-Time (JIT), que consis e em p oduzi e abas ece os componen es pa a que es ejam disponí eis no p eciso momen o em que são necessá ios c iando um sis ema s ockless. Uma das p incipais e amen as u ilizadas pa a a ingi o Jus -In-Time é o kanban que se á de alhado na secção 2.2.1. O modelo é di idido em cinco pila es undamen ais que podem se obse ados na Figu a 3. Figu a 3 - Pila es do TFM - adap ado de (Vasconcelos 2008). A iabilidade básica es á elacionada com o g au de con iança que pode se deposi ado nos abalhado es, máquinas, ma e iais e mé odos (os “qua o M’s”), bem como nas pessoas. O concei o é baseado na “es abilidade básica” de inida pela Toyo a, que di a que se não é possí el con ia nos abalhado es (ou nos es an es M’s), não é possí el c ia um luxo de ma e iais (Coimb a 2013). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 6 O pila do “Design da cadeia de alo ” di a que a cadeia de abas ecimen o de e se desenhada baseada em p incípios do luxo o al (Coimb a 2013). O “Fluxo na P odução” es á elacionado com a implemen ação do “ luxo de uma peça” nas linhas de p odução, a lexibilidade nas mudanças de e e ência em p odução, a lexibilidade no abas ecimen o de componen es e o aumen o da e iciência dos ope ado es (Coimb a 2009). Pela sua impo ância nes a disse ação, uma das e amen as des e pila , o bo do de linha, se á abo dada na secção 2.1.6. O “Fluxo na Logís ica Ex e na” oca-se em agiliza o luxo de ma e iais no ex e io da áb ica (Vasconcelos 2008). Sendo o pila de maio impo ância no âmbi o des e documen o, o “Fluxo na Logís ica In e na” se á abo dado em maio de alhe nes e capí ulo. Es e pila oca-se nos mo imen os de pequenas caixas den o da áb ica e nos luxos de in o mação de mo imen ação das encomendas dos clien es. In eg a a p odução e a logís ica de al o ma que o sis ema es eja sinc onizado com o ak ime do consumido (Coimb a 2013). As e amen as des e pila e o concei o de Bo do de Linha são ap esen adas de seguida. 2.1.1 Planeamen o Pull O planeamen o pull di e e do adicional push pela di e ença nos inpu s que são usados no planeamen o. Em push, as necessidades de componen es, ma é ia-p ima e p odução são planeadas com base em p e isões da p ocu a. Em pull, essas necessidades são “puxadas” pelas encomendas ou pelo consumo (Vasconcelos 2008). De aco do com Coimb a (2009), as decisões associadas a es a e amen a es ão elacionadas com:  Planea a es a égia das e e ências de p odu o inal e componen es (Make- o-s ock ou Make- o-o de );  Capacidade necessá ia na logís ica e p odução;  Plano de execução: quais as encomendas a p oduzi em p imei o luga . 2.1.2 Ni elamen o Ni elamen o consis e em calenda iza a p odução em pequenos lo es, p oduzindo pequenas quan idades cons an es de um dado p odu o em in e alos de empo ixos (Coimb a 2009). Assim, consegue-se eduzi o “e ei o de chico e” da p ocu a ao longo da cadeia de abas ecimen o, eduzindo o despe dício po excesso de s ock e p odução (Vasconcelos 2008). Dois concei os undamen ais nes a a i idade são a “Caixa Logís ica” e “Caixa de Ni elamen o”. A caixa logís ica é o local onde são colocados os ca ões kanban que indicam os lo es de p odução e o p azo de en ega, dis ibuindo as o dens de p odução ao longo do empo. A caixa de ni elamen o (Figu a 4) é semelhan e à caixa logís ica di e indo no ní el de de alhe. Po exemplo, se a caixa logís ica possui uma unidade de empo de um dia, a caixa de ni elamen o pode ia e uma unidade de empo de uma ho a. Es a e amen a e ela-se impo an e pa a a a i idade do Mizusumachi pois é nela que es e de e encon a in o mação ace ca dos p odu os a se em p oduzidos e dos componen es a abas ece . A caixa de ni elamen o de e, po isso, se o pon o de pa ida do ci cui o do Mizusumachi (Coimb a 2013). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 7 O concei o de Tak Time é ambém impo an e no con ex o de ni elamen o. O ni elamen o da quan idade de p odução di a que um p odu o seja p oduzido com base no empo disponí el pa a p odução e na p ocu a pa a esse pe íodo (A o Lean). Assim, o Tak Time é dado pela ó mula que se segue. Tak Time=Tempo disponí el P ocu a Figu a 4 - Caixa de ni elamen o – adap ado de (Coimb a 2013). 2.1.3 Sinc onização A sinc onização es á associada aos luxos de in o mação usados pa a desencadea as a i idades de p odução, picking ou en ega de ma e iais (Coimb a 2009). Dois mé odos de em se des acados nes a a i idade: o kanban e o junjo. Ambos os mé odos se ão abo dados na secção 2.2. 2.1.4 Supe me cados Os supe me cados são uma unidade de a mazenamen o in e no que pe mi e o bom luxo na logís ica in e na po acili a em o picking de componen es (Coimb a 2013). Pode-se de ini o luxo da logís ica in e na como uma sequência que começa e e mina em supe me cados de componen es e p odu os inais, espe i amen e (Coimb a 2009). Es as unidades são c iadas de aco do com ce as eg as ais como (Gonçal es 2006):  Cada e e ência em uma localização ( ixa);  Bom acesso pa a picking;  Pe mi i a ges ão isual;  Assegu a o i s -in- i s -ou . O esponsá el pelo abas ecimen o das linhas (o Mizusumachi) di ige-se ao supe me cado e e i a os componen es de que necessi a (indicados no kanban de anspo e), anspo ando-os de seguida a é às células (Rod igues 2011). 2.1.5 Mizusumachi No modelo TFM, o Mizusumachi é o elemen o esponsá el pela mo imen ação de ma e iais e in o mação den o da áb ica (Coimb a 2009). Es e sis ema é ambém apelidado de Milk- un ou comboios logís icos. O p opósi o da Milk- un é no maliza o sis ema de mo imen ação de ma e iais e elimina despe dícios (Pa el1 e Pa el2 2013). O Mizusumachi dis ingue-se do abas ecimen o adicional com empilhado es po abalha com uma o a (ou ci cui o) p é-de inida. Num sis ema adicional de empilhado es, o abas ecimen o é ei o po encomenda, ou seja, exis e eposição de ma e iais (ge almen e em pale es) quando é decidido pelos abalhado es ou o supe iso da linha que de e ha e eabas ecimen o (Coimb a 2009). A Figu a 5 esquema iza o abas ecimen o a a és do Mizusumachi po oposição ao abas ecimen o adicional po empilhado es. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 8 Figu a 5 - Abas ecimen o com empilhado es s. Mizusumachi – adap ado de (Coimb a 2009). O sis ema adicional unciona como um áxi em que o ope ado é chamado quando há necessidade de anspo e. Como não exis em o as ou empos no malizados, os empilhado es podem es a desocupados em ce os pe íodos e demasiado sob eca egados nou os. Pa a além disso, os empilhado es azem bas an es iagens em azio (Coimb a 2009). Po ou o lado, o Mizusumachi unciona com uma o a p é-de inida e com empos de ciclo ixos, uncionando como um shu le de um ae opo o (Coimb a 2009). P opo ciona um se iço cons an e en e supe me cados e pon os de uso e é mais ba a o e simples de usa do que os empilhado es (Coimb a 2013). A no malização assume um papel impo an e. Segundo Kilic, Du musoglu, e Baskak (2012), a ca ga na zona de a mazenagem e abas ecimen o das células de e se pe iódica e o abalho da Milk- un in e na de e se egula e epe i i o. De aco do com Coimb a (2009), os seguin es pon os de em se no malizados em elação ao abalho do Mizusumachi:  O desenho da o a no Layou ;  O empo de ciclo da o a;  As a e as ao longo da o a;  Os empos de cada a e a. Pa a Coimb a (2013), os seguin es passos de em conside ados ao de ini uma o a. 1. Lis a as a e as que se ão ealizadas; 2. Faze uma es ima i a dos empos de cada a e a; 3. Desenha uma o a ci cula ; 4. Iden i ica as pa agens; 5. Cons ui um comboio ap op iado; 6. Faze uma iagem de expe iência com o comboio azio; 7. Ga an i que os supe me cados es ão p epa ados; 8. Escolhe o melho ope ado pa a desempenha a a e a; 9. Implemen a o comboio po qua o ou cinco dias; 10. Cons ui a ins ução de abalho inal; 11. T eina o ope ado a é que o s anda d se o ne um hábi o. Do pon o de is a da moni o ização da a i idade des e ope ado logís ico, de aco do com Coimb a (2013), des acam-se indicado es elacionados com os seguin es ópicos:  Sepa ação en e p odução e ope ado es logís icos; Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 9  Uso de olhas de abalho s anda d mos ando equência, a e as, empos e o as;  G au de con olo do ho á io do Mizusumachi e a iabilidade do empo de o a;  Ges ão isual;  En e ou os. Ainda numa pe spe i a de moni o ização, de aco do com Lambe , S ock, e Ell am (1998), o desa io, ge almen e, não es á em c ia no os dados, mas em abalha os dados exis en es nos sis emas de con abilidade pa a co esponde às necessidades da unção de logís ica. A pe o mance logís ica pode se medida usando medidas de cus os s anda d, o çamen os, s anda ds de p odu i idade ou con olo es a ís ico de p ocessos. 2.1.6 Bo dos de linha Os bo dos de linha são um concei o do pila “Fluxo na P odução”. São o local onde o Mizusumachi deposi a os ma e iais e componen es pa a se em u ilizados nas linhas de p odução. São ambém a in e ace en e a linha e a logís ica in e na (Coimb a 2013). O bo do de linha de e se dimensionado de modo a que a sua capacidade es eja ajus ada ao empo que le a ao Mizusumachi a de ol e cheias as caixas azias que le ou na sua úl ima passagem (Rod igues 2011). De e ambém se desenhado de aco do com os seguin es c i é ios (Coimb a 2009).  Os componen es de em se localizados de o ma a minimiza os mo imen os de picking dos ope ado es da linha e dos ope ado es logís icos;  O empo necessá io pa a oca de e e ência a p oduzi de e se p óximo de ze o;  A decisão de abas ece ou não o bo do de linha de e se in ui i a e ins an ânea. 2.2 Sis emas de abas ecimen o 2.2.1 Kanban O sis ema de con olo kanban é usado pa a egula o luxo JIT. Pa a al u iliza como sinalização o kanban que c ia um sis ema pull (Jacobs e Chase 2011) ep esen ando uma o dem de ma e ial de um clien e pa a um o necedo , in e no ou ex e no (Coimb a 2013). Um exemplo de ca ão kanban pode se consul ado na Figu a 6. Figu a 6 - Ca ão Kanban – adap ado de (Shingo e Dillon 1989). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 10 Num sis ema pull, as peças apenas são p oduzidas po au o ização das ope ações a jusan e. O pos o o necedo apenas é au o izado a p oduzi /mo imen a o componen e pa a o pos o clien e quando ecebe o kanban que es e lhe en ia (Jacobs e Chase 2011). De uma o ma ge al exis em dois ipos di e en es de ca ões kanban: kanban de p odução e kanban de anspo e (Rod igues 2012). No âmbi o da logís ica, o na-se ú il subdi idi o kanban de anspo e em ês ipos (Coimb a 2013):  Kanban de anspo e de en ega;  Kanban de anspo e in e no;  Kanban de anspo e da o igem. Es ando es a disse ação ocada no pila da logís ica in e na, o kanban de anspo e in e no é o que assume maio impo ância. Es e kanban é u ilizado nos ci cui os de consumo e abas ecimen o in e nos (Coimb a 2013). Num sis ema kanban o núme o de ca ões é dado pela exp essão que se segue (Jacobs e Chase 2011). Núme o de ca ões=P ocu a du an e o lead ime +S ock de segu ança Tamanho da embalagem Do pon o de is a da implemen ação, o kanban pode se in oduzido em á ias o mas, um ca ão, um depósi o, um espaço ma cado (Ap eu esei e al. 2010), caixas, bolas de gol colo idas (Jacobs e Chase 2011), e-Kanban, en e ou as. Segundo Ap eu esei e al. (2010), algumas eg as de em se idas em con a quando o kanban é u ilizado pa a ge i o in en á io: 1. O p ocesso a jusan e ecolhe no p ocesso a mon an e o núme o de peças indicadas no kanban; 2. O p ocesso a mon an e p oduz as peças na quan idade e sequência indicadas no kanban; 3. Nenhuma peça é p oduzida ou anspo ada sem um kanban; 4. Associa semp e um kanban aos p odu os; 5. P odu os de ei uosos não de em se en iados pa a o p ocesso a jusan e; 6. Reduzi o núme o de kanban aumen a a sua sensibilidade. No con ex o des e abalho, é ambém impo an e de ini as implicações de um abas ecimen o kanban nos bo dos de linha. Bo dos de linha abas ecidos em kanban uncionam num sis ema de abas ecimen o con ínuo e possuem semp e o mesmo componen e. Es e sis ema é usado em componen es que são usados em odos os p odu os p oduzidos na linha ou componen es que, não sendo gas os con inuamen e, possuem dimensões eduzidas (Coimb a 2013). O sis ema al e na i o ao kanban pa a abas ecimen o dos bo dos de linha é o junjo que se á explicado de seguida. 2.2.2 Junjo O sis ema junjo é uma das al e na i as da Toyo a pa a casos em que o kanban seja menos adequado. O sis ema é usado pa a o abas ecimen o de componen es olumosos e consis e em p odução sinc onizada sequencialmen e. A sequência de peças a p oduzi e en ega es á sinc onizada com a sequência de p odu o inal a mon a /p oduzi (Sal endy 2001). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 11 Nos bo dos de linha, o abas ecimen o é sequencial e as peças são colocadas de aco do com a sequência de p odu o inal. Os ope ado es das linhas ecolhem os componen es semp e no mesmo bo do de linha. Es e sis ema é mais ca o e complexo de ge i do que o sis ema kanban mas é no malmen e p e e í el em componen es mui o olumosos po acili a a ecolha das peças po pa e dos ope ado es de linha. Tem ambém a an agem de eduzi o espaço ocupado po que um bo do de linha é usado pa a abas ece mais do que um componen e (Coimb a 2013) ao con á io do kanban em que é necessá io man e s ock de odos os componen es nos pos os de abalho (Adminis a ion 2002). 2.2.3 Sis emas de pon o de encomenda ixo e e isão pe iódica No mé odo de pon o de encomenda ixo, é de inido um ní el de in en á io mínimo que é chamado de pon o de encomenda (PE). Quando esse ní el é a ingido é dada o dem de eposição de uma quan idade de ma e ial ixa. Assim, nes e sis ema, o pe íodo en e encomendas é a iá el (Rush on e Oxley 2000). A lu uação dos ní eis de s ock bem como o pon o de encomenda e quan idade de eposição es ão esquema izados na Figu a 7. Figu a 7 - Sis ema de pon o de encomenda ixo – adap ado de (Jacobs e Chase 2011). O pon o de encomenda de e se al que ga an a que não haja o u a de s ock du an e o empo de en ega e é dado pela exp essão que se segue (Mulle 2011). PE=ConsumoTempo de en ega + S ock de Segu ança A quan idade encomendada pode se de inida a a és da ó mula da quan idade económica de encomenda (Rush on e Oxley 2000). Es a quan idade esul a de um ade-o en e o cus o da encomenda e o cus o de man e s ock. No sis ema de e isão pe iódica é o empo en e encomendas que é ixo e não exis e um ní el mínimo de in en á io mas sim um ní el de s ock p é-de e minado (NS). A quan idade de encomenda é a di e ença en e esse ní el e a quan idade em s ock no momen o da encomenda (Rush on e Oxley 2000). O ní el de s ock p é-de e minado é dado pela equação que se segue (Se yaningsih e Bas i 2013) NS=ConsumoPe iodo en e e isões + Tempo de en ega + S ock de Segu ança A e olução dos ní eis de s ock nes e sis ema pode se consul ada na Figu a 8. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 18 Bo do de Linha Sinalização de necessidade: Ca ão kanban no sequenciado de necessidades Supe me cado Ca ões Kanban Fluxo de In o mação:  Ca ão Kanban Fluxo de In o mação:  Ca ão Kanban Fluxo de Ma e ial:  Embalagem de ma e ial Figu a 14 - Fluxos de In o mação e ma e ial no sis ema de ca ões kanban. b) Linha pilo o – SONY C520 Pa a implemen ação des e sis ema, oi escolhida a linha SONY C520 pelos mo i os que se seguem.  Reduzido núme o de componen es abas ecidos em Kanban Visual;  Inexis ência de componen es abas ecidos em junjo;  A linha é abas ecida pelo mesmo comboio no p imei o e segundo u nos;  Te componen es em que o lo e de anspo e e ia de se supe io a uma caixa. No ANEXO Q pode se is a a posição da linha no layou da áb ica e no ci cui o do comboio logís ico. Os passos na implemen ação des e sis ema o am os seguin es:  Ve i ica quais as e e ências a se em abas ecidas com ca ões kanban;  De ini o núme o de ca ões po e e ência e os lo es de anspo e (quan idade que se á indicada no ca ão);  De ini o layou dos ca ões;  Recolhe dados sob e a si uação a ual, an o nas linhas de mon agem como nos comboios logís icos;  De ini a es u u a ísica que pe mi i á a colocação de ca ões po pa e dos ope ado es de linha e a de olução po pa e dos ope ado es dos comboios logís icos;  C ia a caixa de anspo e dos ca ões no comboio logís ico;  C ia uma ins ução de abalho de manuseamen o dos ca ões;  Implemen a o sis ema. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 19 c) Ca ões Kanban Inicialmen e, ez-se um le an amen o de quais as e e ências que se iam abas ecidas com ca ões kanban. Essas e e ências podem se consul adas na Tabela 1. Nes a linha de mon agem, se iam odas as e e ências que não são abas ecidas em caixas kanban. Tabela 1 - Re e ências a abas ece com ca ões kanban. Re e ência Unidade Mó el (UM) Quan idade po UM Capacidade do B.L em UM Lo e de T anspo e (UM/Lo e) Núme o de Ca ões 12693-827 Caixa 60 3 1 3 13046-158 Tabulei o 84 4 1 4 13046-129 Tabulei o 72 4 1 4 13046-175 Tabulei o 432 2 1 2 13046-174 Tabulei o 60 4 1 4 12693-828 Caixa 108 2 1 2 12001-002 Tabulei o 10 16 8 2 13565-044 Caixa 192 2 1 2 13035-051 Tabulei o 25 20 20 1 80926-080 Blis e 9 10 5 2 13045-499 Tabulei o 90 25 25 1 05063-320 Saco 10000 1 1 1 Em eo ia, a quan idade de ca ões de e ia se calculada usando a ó mula ap esen ada no capí ulo 2.2.1. No en an o, e a p e endido que o sis ema de ca ões kanban osse uma “cópia” do Kanban Visual, ocando a melho ia no luxo de in o mação. Como no Kanban Visual o ope ado azia an o ma e ial quan o o espaço disponí el no Bo do de Linha, o núme o de ca ões oi de inido como o espaço pa a lo es de anspo e no bo do de linha, excluindo o que es á a se consumido. O núme o de ca ões (ou capacidade do bo do de linha) pa a cada e e ência pode se consul ado na Tabela 1. Pa a componen es em que, no bo do de linha, e a “empilhada” mais do que uma embalagem em al u a, o lo e de anspo e oi de inido como o núme o de embalagens pa a que há espaço na e ical. Um exemplo de um desses casos pode se consul ado na Figu a 15. Figu a 15 – Lo e de embalagens. Após a de inição do núme o de ca ões e dos lo es de anspo e, o am c iados os ca ões kanban. Es es ca ões de e iam e as in o mações que se seguem.  Iden i icação da linha a que pe encem;  Re e ência;  Fo og a ia da peça (pa a ácil econhecimen o); Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 20  Quan idade de anspo e. Foi ac escen ado o código de ba as da e e ência e depósi o pa a caso seja decidido, no u u o, in eg a os ca ões no abas ecimen o do supe me cado. Um exemplo do ca ão de um dos componen es pode se consul ado na Figu a 18. d) Supo e ísico e Ins uções de T abalho Sendo a linha pilo o – SONY C520 de pequena dimensão e com poucas e e ências a abas ece , op ou-se po implemen a um quad o kanban pa a supo a a oca de ca ões en e a linha de p odução e os ope ado es dos comboios logís icos. O quad o c iado pode se obse ado na Figu a 16. Figu a 16 – Quad o kanban da linha SONY C520. Pa a se i de apoio ao anspo e e manuseamen o de ca ões nos comboios logís icos, oi c iada a caixa que pode se is a na Figu a 17. Figu a 17 – Caixa pa a anspo e de ca ões kanban. Re . Dep. Q . Abas ecimen o Sis ema Kanban Abas ecimen o Sis ema Kanban Comboio Logís ico Comboio Logís ico *1033* 5 Tabulei os SONY C520 80926-080/0003 *809260800003* 1033 Figu a 18 – Ca ão kanban da linha SONY C520. A oca de in o mação e manuseamen o de ca ões consis e nos p ocedimen os que são desc i os na ins ução de abalho do ANEXO D. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 21 3.1.3 Resul ados e análise c í ica An es da implemen ação, oi decidido que de e iam se escolhidos um conjun o de indicado es que pe mi issem a alia o sucesso do sis ema. Esses indicado es se iam:  Tempo de ciclo do comboio logís ico;  P odu i idade da linha de mon agem;  Tempo e núme o de pa agens de disposi i o po al a de ma e ial. As opiniões dos ope ado es dos comboios logís icos se iam idas como ele an es pa a que se e i assem conclusões na implemen ação do kanban ele ónico ou ou as p opos as. Pa a os úl imos dois indicado es, oi decido que a análise se ia e e uada na janela empo al das semanas 8 a 19. Pa a o p imei o, al não oi possí el po que só na semana 12 oi iniciada a medição de empo de ciclo pa a o comboio SONY. Assim, op ou-se po aze a medição dos empos de ciclo ela i os apenas às semanas 12 a 14. A e olução do indicado de empo de ciclo pode se consul ada na Tabela 2. Tabela 2 – E olução do indicado de empo de ciclo. Semanas 12 e 13 Semana 14 Média (min) Des io-Pad ão (min) Média (min) Des io-Pad ão (min) 1º Tu no 27 3 28 5 2º Tu no 30 7 30 8 Cons a ou-se que as di e enças na média do empo de ciclo não são signi ica i as. O des io- pad ão subiu no 1º u no mas não há e idências de que al se de a à in odução dos ca ões kanban e é isí el que no 2º u no a di e ença é pouco signi ica i a. Foi ambém medido o empo gas o pelos ope ado es dos comboios no manuseamen o de ca ões. Foi ob ido um alo de ce ca de 15 segundos, empo ela i amen e cu o po compa ação ao empo de ciclo de 30 minu os. Po essa azão, e endo em con a que ambém se ia gas o algum empo a apon a as e e ências a abas ece , se não se usassem os ca ões, é na u al que não haja g andes dispa idades nos indicado es de empo de ciclo. Conclui-se assim que não hou e impac os conside á eis no empo de ciclo do comboio. A e olução da p odu i idade semanal da linha SONY C520 pode se consul ada na Figu a 19. Como se pode cons a a , a implemen ação dos ca ões kanban não pa ece e a e ado nega i amen e a p odu i idade da linha de mon agem. Figu a 19 – E olução da p odu i idade na linha SONY C520. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 22 O empo e núme o de pa agens de disposi i o, po al a de ma e ial, an es e depois da implemen ação podem se consul ados na Tabela 3. A lis a comple a de pa agens de disposi i o pode se consul ada no ANEXO E. Tabela 3 – E olução núme o e empo de pa agens de disposi i o na linha SONY C520. Semanas 8-13 Semanas 14-19 Núme o de pa agens 0 2 Tempo de pa agens (Min) 0 73 Tendo o núme o e empo de pa agens de disposi i o aumen ado, oi necessá io a e igua as causas das pa agens de linha pa a pe cebe se inham oco ido de ido à implemen ação dos ca ões kanban. As causas des as pa agens podem se consul adas no ANEXO E. Como em nenhum dos casos a pa agem es e e associada a alhas de abas ecimen o pelos comboios logís icos, podemos conclui que a implemen ação dos ca ões kanban não o iginou al as de ma e ial e consequen emen e qualque pa agem de diposi i o. Ques iona am-se os ope ado es do comboio logís ico quan o à u ilidade dos ca ões e a p oblemas de que se i essem ape cebido na sua u ilização. Foi econhecido que o sis ema e a ácil de pe cebe e que acili a a a oca de in o mação, de e minada pelas necessidades, en e a linha e os comboios logís icos. Ainda assim, o am le an ados alguns p oblemas de ex ema impo ância e po isso são enume ados de seguida. 1. “O sis ema ajuda mas em um impac o sem signi icado po que a linha é simples de abas ece : poucos componen es e apenas um componen e em cada bo do de linha.” A cons a ação de impac o insu icien e es á elacionada com a escolha da linha de mon agem, que só p oduz um p odu o e cuja es u u a em poucos componen es. A linha é ácil de abas ece não dando o igem a g andes p oblemas. Foi suge ido que o sis ema pode ia se ú il em linhas maio es e com bo dos de linha abas ecidos sequencialmen e. Des a o ma, é ecomendada a sua éplica nou as linhas pa a e i ica se é possí el melho a o luxo de in o mação. 2. “Há um componen e que em de se semp e anspo ado no comboio, caso con á io, se hou e necessidade de abas ece a injeção de plás icos, não há empo su icien e e ha e á pa agem na linha.” Es e p oblema es á elacionado com o balanceamen o dos ci cui os e se á abo dado no capí ulo 4. Ha e á ou as conclusões a e i a do es e na Linha pilo o – SONY C520 que não o am iden i icadas pelos ope ado es. Passou a se ga an ido que, nos dois u nos, os mé odos de abas ecimen o des a linha são iguais, o que é impo an e do pon o de is a da no malização do p ocesso. O sis ema pe mi e ansmi i en e u nos a in o mação de quais os componen es a abas ece na p imei a ol a do u no. O pull passou a se ga an ido não sendo anspo ados componen es desnecessá ios. Em sumá io, con i ma-se que o sis ema de ca ões kanban é uncional pa a o abas ecimen o de componen es quando o seu núme o não é demasiado ele ado, caso no qual se p e ê um excesso de ca ões de di e en es e e ências em ci culação. Conside a-se que o sis ema seja ainda mais ú il em bo dos de linha em que é abas ecido mais do que um componen e sequencialmen e, embo a al suposição enha que se comp o ada. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 23 3.2 Ci cui o da Injeção de Plás icos 3.2.1 Si uação an es da implemen ação Apesa de se chamado “ci cui o da injeção de plás icos”, es e comboio é ambém esponsá el pelo abas ecimen o das secções de pin u a e co e. Os ma e iais abas ecidos nes e ci cui o a iam en e:  G anulado;  Tabulei os pa a a injeção, pin u a e co e;  Di isó ias de ca ão, papel K a e espuma;  Caixas de ca ão ESD e caixas de plás ico;  Caixas de ma e ial pa a o co e;  En e ou os. O ipo de ma e ial abas ecido com maio equência é o g anulado que é a ma é ia-p ima consumida pelas máquinas de injeção. O seu abas ecimen o é ei o a pa i do supe me cado de ma é ias-p imas que se encon a jun o ao “A mazém 3” onde são a mazenados abulei os e caixas de ma e ial pa a o co e e pin u a. De uma o ma ge al, odos os g anulados são abas ecidos em sacos de 25 Kg (Figu a 20). O seu abas ecimen o encon a-se di idido em ma e iais com depósi o e ma e iais pedidos po encomenda. Os mé odos de abas ecimen o des e ci cui o e do supe me cado de ma é ias-p imas e am de e minados pela expe iência dos ope ado es sendo po isso impo an e implemen a melho ias na no malização e nos luxos de in o mação. a) Ma e iais com depósi o No abas ecimen o de g anulado, exis e um conjun o de seis ma e iais que possuem um depósi o (Figu a 21), ambém chamado “ca inho”, onde são deixados. O abas ecimen o é ei o con inuamen e pelos ope ado es dos comboios logís icos que de em ga an i que nunca al e g anulado nos depósi os, não ha endo necessidade de pedi os ma e iais po encomenda. Es e sis ema oi c iado pa a ma e iais que são consumidos com g ande egula idade po á ias máquinas. É de no a que, apesa de es es ma e iais se em consumidos egula men e, os seus ní eis de consumo não são cons an es ao longo do empo. Figu a 20 – Sacos de ma é ias-p imas. Figu a 21 – Depósi os de ma é ias-p imas. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 24 Na e dade, o consumo é mui o a iá el, sendo di ícil c ia um sis ema de abas ecimen o que ga an a que não exis e demasiado ma e ial no depósi o sem que haja pa agens po al a de ma e ial. Nes es ma e iais, a ges ão da quan idade de sacos nos depósi os es a a ao cuidado dos ope ado es dos comboios logís icos endo-se cons a ado que o p ocedimen o de abas ecimen o di e ia de ope ado pa a ope ado , dependendo da expe iência de cada um. E a pedido pelos esponsá eis da secção da injeção que não osse deixado demasiado ma e ial nos depósi os, po que e a ele ado o isco de mis u a de lo es di e en es, da mesma ma é ia- p ima, numa o dem de p odução: a es u u a do ca inho in iabiliza a o i s -in- i s -ou e man endo os depósi os pe manen emen e cheios, um saco podia ica e ido no undo do depósi o po mui o empo. Pa a aze a ges ão dos ma e iais em depósi o os ope ado es seguiam dois mé odos dis in os.  Análise do plano de p odução (ANEXO F) – imp a icá el pa a ope ado es sem g ande expe iência na secção da injeção;  Reposição quando o núme o de sacos no depósi o é in e io a um ce o ní el – mais simples mas ambém imp a icá el sem alguma expe iência po não exis i em ins uções em elação a essas quan idades. b) Ma e iais sem depósi o Pa a ma e iais em g anulado que e am solici ados con o me as necessidades, o ope ado do comboio e a a isado ele onicamen e pelos ope ado es das máquinas ou che e de u no de qual o ma e ial a abas ece e a quan idade necessá ia. Habi ualmen e o pedido e a apon ado ou memo izado pelo ope ado do comboio. Po ezes os ope ado es das máquinas deixa am um papel, no local onde o comboio es a a pa ado, pa a comunica a necessidade. Resumindo, não exis ia um p ocedimen o que no malizasse a passagem da in o mação. c) Ou os Ma e iais Os pedidos da secção de pin u a e am ei os a a és de um quad o de ca ões que pode se consul ado na Figu a 22. Figu a 22 – Quad o de pedidos da secção de pin u a. Na passagem do ope ado do comboio logís ico, es e e i ica a a p esença de ca ões nas colunas de pedidos e p ocedia ao abas ecimen o dos ma e iais, deixando en ão os ca ões se idos na coluna “Pedidos Sa is ei os”. Nes a si uação cons a ou-se um luxo de in o mação uni o mizado e e icaz pelo que não se jus i ica a qualque in e enção. Na secção de co e são abas ecidos ma e iais em abulei os e em caixas. Os abulei os são colocados em pale es e cada e e ência em uma pale e dedicada. As caixas são colocadas no Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 25 bo do de linha que é único pa a odos os pos os. Em cada passagem do comboio logís ico a oco ência de mudança de e e ências na p odução é no i icada pelos ope ado es do co e. Em cada ol a, os ní eis de s ock nes a secção e am a e iguados pelo ope ado do comboio que abas ecia ma e iais semp e que e i ica a se necessá io. As melho ias ocaliza am-se em de e mina e o na isí el o ní el mínimo de s ock abaixo do qual de e ia p ocede -se ao eabas ecimen o. d) Sín ese dos p oblemas iden i icados De uma o ma ge al os p incipais p oblemas es a am elacionados com a ausência de:  Um mé odo s anda d de comunicação das necessidades, que eliminasse os p oblemas causados pela comunicação ia ele one ou p esencial;  Uma e e ência empo al que uncionasse como ale a pa a que os ope ado es dos comboios a e iguassem as necessidades da secção;  A não exis ência de uma ideia cla a de quando os pedidos po encomenda de e iam se colocados e de qual a quan idade de ma e ial a deixa nos depósi os. Pa a além disso, o sis ema de abas ecimen o de e ia se de al o ma simples que qualque ope ado , sem expe iência, conseguisse comp eende com acilidade e esponde aos pedidos. A melho ia do luxo de in o mação de e ia ambém se in oduzida no supe me cado de ma é ias-p imas. 3.2.2 Soluções Implemen adas a) Ma e iais com depósi o Foi decidido in oduzi um sis ema semelhan e ao pon o de encomenda ixo, u ilizado na ges ão de in en á ios, po se de ácil comp eensão e po não exis i uma noção cla a dos pe íodos de ci culação do comboio logís ico em cada ci cui o de abas ecimen o. Pa a al, oi necessá io es abelece uma e e ência empo al de equência de abas ecimen o do sis ema. Em conjun o com os esponsá eis da secção de injeção e pin u a, e os ope ado es dos comboios logís icos, oi de inido que de duas em duas ho as (no máximo) os ope ado es do comboio logís ico de e iam a e igua as necessidades da secção. O ní el mínimo de sacos no depósi o de e ga an i que o ope ado do comboio e i ica á esse ní el an es do ope ado da injeção e i a o úl imo saco, e que o ma e ial es an e seja su icien e pa a que não haja u u a a é ao abas ecimen o seguin e. A essa quan idade de e se ac escido um s ock de segu ança que ga an a que não ha e á u u a du an e:  O empo que o ope ado do comboio demo a a desloca -se ao supe me cado, ecolhe as ma é ias-p imas e anspo a-las a é cada depósi o;  Demo as inespe adas no abas ecimen o às linhas de mon agem se idas pelo ope ado des e comboio logís ico;  Gas os excessi os e inespe ados de ma e ial. Foi de inido que o s ock de segu ança de e ia se a quan idade de ma e ial gas a du an e 30 minu os. Assim, o ní el mínimo de sacos no depósi o é esul ado da exp essão que se segue. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 26 Ní el mínimo Sacos =Taxa de consumo máximo [Sacos/Ho as] ∗ ∗(Tempo en e ol as + Tempo de Segu ança)[Ho as] As axas de consumo, pon os de encomenda e quan idade de eposição, podem se consul adas na Tabela 4. Pa a dois dos ma e iais não oi possí el ob e essa axa. Nesses ma e iais, os ní eis mínimos o am de inidos em diálogo com os ope ado es dos comboios e che es de u no que de ini am a quan idade ap op iada. Tabela 4 – Taxa de consumo, pon o de encomenda e quan idade de eposição nos depósi os. De iniu-se que a quan idade de eposição de cada ma e ial de e ia se igual ao seu ní el mínimo. Assim, quando o ma e ial é eabas ecido num momen o em que não exis am sacos no depósi o, não ha e á u u a a é à ol a seguin e. Como pode se obse ado na Tabela 4, o ní el mínimo de um dos depósi os é de 8 sacos. Assim, o ní el máximo a a ingi no depósi o se ia de 15 sacos o que não é ole á el dado que o depósi o em um limi e de 12 sacos. Assim decidiu-se implemen a , pa a es e ma e ial, um sis ema de e isão pe iódica. O ní el de enchimen o de e se su icien e pa a que não haja u u a du an e o mesmo pe íodo de empo e e ido no ní el mínimo do sis ema de pon o de encomenda. Esse ní el pode se consul ado na Tabela 5. Tabela 5 – Taxa de consumo e ní el de enchimen o do depósi o ge al da ma é ia-p ima 00698-157 Re e ência Consumo (Kg/ho a) Consumo (Sacos/ho a) Ní el de Enchimen o (Sacos) 00698-157 Depósi o Ge al 79,0 3,2 8 No en an o, não e a desejado que se aplicasse con inuamen e o sis ema de e isão pe iódica po que os consumos u ilizados pa a cálculo dos ní eis mínimos co espondem a um pico de consumo que não acon ece equen emen e. Desse modo, pode ia oco e a mis u a de lo es de ma é ia-p ima e e ida na secção 3.2.1. Pa a esol e es e p oblema c iou-se uma aplicação in o má ica em Mic oso Excel que calcula os consumos de ma é ia-p ima, ao longo do dia, com base no plano de p odução, e p e ê se, du an e esse dia, os consumos de ma é ia-p ima são ele ados. Dependendo disso, o sis ema de abas ecimen o comu a en e o pon o de encomenda e a e isão pe iódica. A olha auxilia ao cálculo dos consumos pode se consul ada no ANEXO F. Re e ência Consumo (Kg/ho a) Consumo (Sacos/ho a) Pon o de encomenda (Sacos) Quan idade de eposição (Sacos) 00698-157 Depósi o Ge al 79,0 3,2 8 8 00698-157 Máquina 24 13,5 0,5 2 2 00698-216 15,9 0,6 2 2 00698-263 11,3 0,5 2 2 00698-210 9,6 0,4 2 2 00698-253 8,6 0,3 2 2 00698-275 - - 2 2 00698-281 - - 2 2 00698-198 5,4 0,2 2 2 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 27 Foi c iada uma ins ução de abalho pa a a u ilização da aplicação in o má ica, inse ida no ANEXO G. A in o mação esul an e pode se consul ada na Figu a 23. Figu a 23 – In o mação ob ida com a aplicação pa a cálculo do egime de consumo. O pon o de ansição en e o egime de consumo egula (pon o de encomenda) e in ensi o ( e isão pe iódica), oco e quando o consumo é supe io a 28,8 Kg/ho a. O pon o de encomenda pa a o egime egula pode se consul ado na Tabela 6. Tabela 6 – Pon o de encomenda e quan idade de eposição pa a o egime egula . Re e ência Consumo (Kg/ho a) Consumo (Sacos/ho a) Pon o de encomenda (Sacos) Quan idade de eposição (Sacos) 00698-157 Depósi o Ge al 28,8 1,2 3 3 Pa a in o ma o ope ado de qual o pon o de encomenda, o am c iadas no as iden i icações pa a os depósi os. Um exemplo das olhas de iden i icação pode se consul ado na Figu a 24. Figu a 24 - Folha de iden i icação de um depósi o. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 34 Pa a assegu a dois dos ou pu s enunciados se ia necessá io ob e es ima i as dos empos das ope ações e e uadas pelos comboios logís icos. Pa a al o am c iados diag amas de sequência baseados em medições manuais (ANEXO R). Se iam ambém necessá ios odos os ak ime de abas ecimen o dos componen es, em pa icula os componen es com um ak ime mais baixo de cada linha de mon agem (po ou as pala as, dos “componen es c í icos”). Pa a al ez-se um le an amen o de quais os componen es c í icos em cada linha de mon agem e p ocedeu-se à ecolha de dados pa a a alia a capacidade dos bo dos de linha pa a ais componen es, o a ge de p odução das linhas de mon agem e o núme o de componen es inse idos em cada peça inal. No ANEXO R podem se consul ado um exemplo dos diag amas de sequência que o am c iados pa a egis a as medições manuais de empos de abas ecimen o das á ias linhas, empos de deslocações e empos de ca ga nos supe me cados. Com es es dados oi c iada uma olha de cálculo pa a simula os empos das á ias ope ações. Pa e da olha de cálculo pode se obse ada na Figu a 34. Figu a 34 - Folha de cálculo das es ima i as de empos das ope ações. Os empos de abas ecimen o de cada uma das linhas, ci cui o de injeção e sepa ação de esíduos no cais o am es imados como sendo a média dos empos egis ados manualmen e pa a o abas ecimen o dessa linha de mon agem. O empo de ca ga po linha, no supe me cado de componen es, oi calculado como sendo a média das médias dos empos de ca ga po linha no supe me cado. Sendo necessá io ca ega um núme o de componen es mui o mais ele ado pa a a linha PL6 do que pa a as es an es, oi de inido que es a de e ia e um peso supe io às es an es. Assim, pa a cada medição, o empo de ca ga no supe me cado po linha se ia dado po uma das exp essões que seguem. a) Pa a medições em que não ossem ca egados componen es pa a a linha PL6: Tempo de ca ga po linha= Tempo de ca ga Núme o de linhas Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 35 b) Pa a medições em que ossem ca egados componen es pa a a linha PL6: Tempo de ca ga po linha= Tempo de ca ga Núme o de Linhas −1 + Peso da linha PL6 c) O empo de ca ga em componen es pa a a linha PL6 é dado pela exp essão: Tempo de ca ga pa a o PL6= Tempo de ca ga ∗Peso da linha PL6 Núme o de Linhas −1 + Peso da linha PL6 Os empos de ca ga no supe me cado de placa ele ónica o am es imados seguindo a mesma lógica da alínea a). Pa a cálculo do ak ime de abas ecimen o de cada uma das linhas oi necessá io ecolhe dados ela i amen e às cadências de p odução das linhas, a o es de inco po ação dos componen es e espaço disponí el nos bo dos de linha. Foi ambém necessá io sabe se os componen es e am abas ecidos em sis ema junjo ou kanban. Pa a a linha PL6 oi ei a a análise a odos os componen es po exis i em dados ecen es ela i os ao espaço em bo do de linha. Pa a as es an es oi necessá io ecolhe dados manualmen e pelo que só o am analisados os componen es c í icos. Os dados o am ecolhidos e colocados em abelas. Um exemplo pode se consul ado na Figu a 35. Exemplos das es an es abelas podem se consul ados no ANEXO S. 51,4 Segundos Tak Time 61,7 Minu os 70 Peças/Ho a Componen e Tipo F. Inco p. Kanban/Junjo Espaço no BL Nº Peças p/ caixa Cadência Consumo (UN/Ho a) S ock no BL (ho as) Tak Time Abas ecimen o 10165-046 1 j 4 18 70 1,03 1,03 13047-058 1 k 2 300 70 8,57 2,14 13047-059 1 k 5 100 70 7,14 2,86 13047-164 1 k 3 100 70 4,29 1,43 13047-003 1 k 3 100 70 4,29 1,43 PQ 24 Tempo de ciclo Ta ge de p odução Figu a 35 - Folha de cálculo do ak ime de abas ecimen o das linhas. A cadência de consumo e capacidade no bo do de linha são dados pelas exp essões: Cadência de consumo[Componen es/Ho a]= =Ta ge de P odução[Peças/Ho a] ∗Fa o de inco po ação[Componen es/Peça] Capacidade no bo do de linha Ho as = =Espaço no Bo do de linha Caixas ∗Núme o de peças[Componen es/Caixa] Cadência de consumo [Componen es/Ho a] Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 36 O ak ime de abas ecimen o oi calculado pa a ga an i que não hou esse o u a de s ock no bo do de linha no pio cená io. Pa a componen es abas ecidos em kanban, o pio cená io oco e quando no momen o em que o ope ado do comboio logís ico acaba de e i ica as necessidades da linha, o ope ado da linha de mon agem e i a uma caixa do bo do de linha que se encon a a cheio. Nessa si uação, o in en á io es an e no bo do de linha de e se su icien e pa a duas ol as, po que na ol a o seguin e o ope ado do comboio não i á abas ece o bo do de linha. Assim, esse ak ime de abas ecimen o é dado pela exp essão que se segue. Tak Time de abas ecimen o Ho as = =Capacidade no Bo do de linha Ho as −Núme o de peças Componen es/Caixa ∗1 caixa Cadência de Consumo Componen es/Ho a 2 Pa a componen es abas ecidos em junjo, como é azida a mesma quan idade de componen es em odas as ol as, o ak ime de abas ecimen o de e se al que ga an a que a capacidade do bo do de linha é su icien e pa a uma ol a do comboio logís ico. Assim, o ak ime é dado pela exp essão que se segue. Tak Time de abas ecimen o Ho as =Capacidade do Bo do de linha Ho as O ak ime de abas ecimen o de cada linha é dado pelo meno ak ime de abas ecimen o dos seus componen es. Foi ambém iden i icado que ope ado es es a am o mados pa a abas ece as á ias linhas de mon agem. A olha de cálculo onde se egis ou essa in o mação pode se consul ada no ANEXO T. Com base em odos os dados ecolhidos oi en ão possí el c ia a olha de balanceamen o. Na Figu a 36 e Figu a 37 pode se consul ada a olha de balanceamen o. Figu a 36 - Folha de balanceamen o (a e ação e seus impac os). B A Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 37 Figu a 37 - Folha de balanceamen o (Layou ). As células assinaladas com as le as A e B na Figu a 36 co espondem aos únicos campos que de em se ajus ados nes a olha de cálculo. A célula assinalada com a le a B co esponde a um a o de segu ança que pode se aplicado ao ak ime de abas ecimen o das linhas, encu ando-o pa a ga an i uma ma gem de segu ança. O ak ime de abas ecimen o de cada linha é assim dado pela exp essão que segue. Tak Time de abas ecimen o′= =Tak Time de abas ecimen o∗ 1−Fa o de segu ança Os campos assinalados com a le a A co espondem à a e ação das linhas de mon agem aos comboios logís icos. Ao al e a es es campos é possí el e i ica as modi icações que oco em ao ní el de:  Tempo de ciclo p e is o;  Tak ime pa a a ol a do comboio;  Linhas em que ha e á p oblemas no abas ecimen o po o empo de ciclo do comboio se in e io ao seu ak ime de abas ecimen o;  Linhas às quais ainda não o am a e ados comboios ou oi a e ado mais do que um comboio;  Linhas pa a as quais o ope ado do comboio e á de se o mado no seu abas ecimen o;  Disposição no layou da a e ação das linhas de mon agem aos comboios. O empo de ciclo p e is o é a soma dos empos de odas as ope ações. Assim, é ob ido a a és das exp essões que se seguem pa a o comboio que abas ece a linha PL6 e pa a os es an es, espe i amen e. TCiclo =TPL6 + Tou as linhas +TSupe me cado /linha ∗(Nlinhas −1) +Tsupe me cado PL6 +TSMD/linha ∗Nlinhas +TCais +TCo e Tciclo = Tlinhas +TSupe me cado /linha ∗Nlinhas +TSMD/linha ∗Nlinhas +TCais Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 38 U ilizando es a olha, o na-se en ão possí el simula , an es e após implemen ação, os di e sos cená ios de balanceamen o analisando de o ma ápida o seu impac o. 4.3 P opos a de balanceamen o dos ci cui os Concluída a cons ução da e amen a, oi decidido implemen á-la no u no da a de na en a i a de encon a p oblemas associados ao balanceamen o a ual e a um no o cená io que esol esse esses p oblemas. Inicialmen e, oi analisada a si uação a ual, que pode se consul ada na Figu a 36 e Figu a 37. Fo am sob epos as ao layou as o as de cada um dos comboios, pa a que se iden i icassem os p oblemas na ci culação. Assim, o am iden i icadas ês zonas de conges ionamen o. Comp o ou-se, em diálogo com os ope ado es, que e am essas as zonas que c ia am maio es p oblemas à ci culação, p incipalmen e num dos co edo es, em que ha ia a pa agem de ês comboios no mesmo local pa a abas ecimen o das linhas de mon agem. Cons a ou-se ambém que um dos comboios logís icos em um empo de ciclo p e is o supe io ao seu ak ime de abas ecimen o o que ai de encon o ao p oblema desc i o na secção 3.1.3 em que o ope ado é ob igado a anspo a semp e alguns componen es pa a não oco e em alhas no abas ecimen o. A no a p opos a de balanceamen o de e á sal agua da a seguin e o dem de p io idades: 1º Ga an i que nenhum empo de ciclo é supe io ao ak ime; 2º Reduzi os p oblemas de conges ionamen o nos co edo es; 3º Melho a a dis ibuição das ca gas de abalho (equilib a as di e enças en e o ak ime e o empo de ciclo). A no a p opos a de a e ação das linhas pode se consul ada na Figu a 38 e Figu a 39. Como se pode e , conseguiu-se ga an i a p imei a condição impos a. Quan o aos conges ionamen os, man em-se ainda um pon o c í ico, num co edo em que a la gu a só pe mi e a ci culação de um comboio e onde se e i ica uma pa agem. Linha Tempo de abas ecime n o (minu os) Má cio Mo a And é Tak Time (Minu os) Tempo de Ciclo do Comboio Folga PQ 24 1,9 155,5 >= 48,5 7,0 AU210 Clima 1,2 159,6 >= 48,5 11,0 AU37X 2,5 148,6 >= 42,7 5,9 Comu ado 1,0 1108,0 >= 48,5 59,5 MMI B8 4,4 150,5 >= 36,9 13,6 MMI D4 3,2 151,4 >= 42,7 8,7 PL6 15,2 148,5 >= 36,9 11,6 Sil e box 0,5 173,4 >= 48,5 24,8 C346 2,1 154,0 >= 42,7 11,3 C520 3,5 166,8 >= 42,7 24,1 CD391 6,0 174,6 >= 42,7 31,8 Injeção 16,1 1108,0 >= 48,5 59,5 ECC/MCP 2,9 156,3 >= 48,5 7,7 Lase 0,5 190,0 >= 42,7 47,3 EVO 354 >= 0,0 54,0 CD4.2 354 >= 0,0 54,0 36,9 42,7 48,5 48,5 48,6 55,5 11,6 5,9 7,0 Tak Time OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK Tempo P e is o Tak Time Di e ença OK OK Figu a 38 - P opos a de balanceamen o (a e ação e seus impac os). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 39 2 3 3 3 3 3 1 1 2 2 2 1 2 2 SUPERMERCADO INJEÇÃO AU210 Clima SMD Lase OPEL ECC MCP Comu ado Sli e bo x PQ24 PL6 MMI B8 EVO CD4.2 CD391 CD4.1 MMI D4 CAIS AU37X Co e C520 C346 B299 Figu a 39 - P opos a de balanceamen o (Layou e ci cui os). A e cei a condição ambém oi conseguida embo a as ca gas de abalho con inuem desequilib adas, endo o comboio que abas ece a linha PL6 uma olga de ce ca de 12 minu os po oposição aos 6 minu os do comboio que abas ece as linhas SONY. Pa a e i a a oca de componen es en e comboios na mudança de u no, e consegui uma disposição dos componen es no supe me cado que seja an ajosa pa a os dois u nos, oi p opos o que o balanceamen o de e ia se semelhan e em ambos. Assim, a p opos a ap esen ada pa a o p imei o u no em a mesma a e ação do segundo, com a exceção de que a linha OPEL ECC/MCP encon a-se ina i a nesse u no. O impac o desse balanceamen o pode se consul ado no ANEXO U. Espe a-se que as olgas no empo de ciclo de dois dos comboios pe mi am in eg a as linhas CD 4.2 e EVO nos seus ci cui os, embo a não enha sido possí el ob e dados que pe mi am a e igua essa possibilidade. 4.4 Análise da Validade da Fe amen a No sen ido de a e igua se a e amen a p opos a é álida, oi decido analisa os alo es de empo de ciclo p e is os pa a um dos comboios po compa ação às es a ís icas ob idas, a a és da e amen a de análise de indicado es que se á desc i a no capí ulo 5. A Tabela 10 mos a as es a ís icas ob idas no mês de Maio pa a o ci cui o do comboio BMW po compa ação aos alo es p e is os. Tabela 10 - Di e ença en e p e isões e empos de ciclo medidos. Tu no P e isão do Tempo de ciclo (Min) Tempo de ciclo médio (Min) Di e ença ela i a 1 41 39 -5% 2 39 49 20% Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 40 Da análise da Tabela 10 pode e i ica -se que, no 2º u no, a p e isão de empo de ciclo encon a-se bas an e des asada do empo médio de ciclo. Pa a encon a a causa do des io, o am compa ados os empos médios de ciclo, i ine á io e ca ga, ob idos no 1º e 2º u no du an e o mês de Maio. Os alo es podem se consul ados na Tabela 11. Tabela 11 - Di e ença nos empos de ciclo, ol a e ca ga en e os u nos 1 e 2. Média 1º Tu no 2º Tu no Tempo de Ciclo (Min) 39 49 Tempo de Vol a (Min) 31 32 Tempo de Ca ga (Min) 8 17 Como se pode e i ica , exis e uma g ande di e ença no empo de ca ga no supe me cado embo a o empo de i ine á io seja bas an e semelhan e, uma si uação es anha endo em con a que o núme o de linhas abas ecido é bas an e semelhan e. Numa en a i a de pe cebe o p oblema, oi ei a uma medição manual de uma ol a do 2º Tu no. O diag ama de sequência pode se consul ado no ANEXO R. Nessa medição, o empo de ca ga oi ce ca de 6 minu os, o que e ela o p oblema de a pe o mance dos ope ado es se di e en e em ol as c onome adas. Nes e u no em conc e o, o des io-pad ão do empo de ca ga no supe me cado indicia cla amen e uma a iabilidade na pe o mance mui o ele ada nes a ope ação, endo em con a que o des io-pad ão é de ce ca de 9 minu os po oposição aos 3 minu os ob idos no 1º u no. Assim, é cla o que, apesa da u ilidade des a e amen a, a sua alidade es á mui o dependen e da exa idão das es ima i as dos empos das ope ações. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 41 5 Moni o ização da a i idade dos comboios logís icos Um dos obs áculos associados à melho ia e iden i icação de p oblemas na u ilização dos comboios logís icos na Emp esa é a ausência de e amen as in o má icas que supo em a moni o ização da sua a i idade. A ob enção de dados e a comple amen e dependen e do le an amen o manual o que di icul a a ob enção de medições igo osas e impede a moni o ização cons an e e ecolha de um ele ado núme o de dados. Nesse sen ido, oi p opos o c ia uma e amen a in o má ica que, com as bases de dados exis en es e baseada num conjun o de indicado es de inidos, pe mi isse a moni o ização pe iódica e a iden i icação de opo unidades de melho ia associadas ao desempenho dos comboios logís icos. 5.1 Si uação inicial 5.1.1 Equipamen o e in o mação disponí el A Emp esa possui dois lei o es RFID na zona do supe me cado de componen es. Nesses lei o es, os ope ado es dos comboios de em passa o seu ca ão à chegada (Te minal 2) e na pa ida (Te minal 1), sendo os empos, de i ine á io e ca ga, egis ados numa base de dados. A localização dos lei o es pode se consul ada no ANEXO A. Com os egis os na base de dados, é possí el desca ega a in o mação dos empos de ciclo, i ine á io (abas ecimen o das linhas) e ca ga (no supe me cado) pa a uma olha em Mic oso Excel semelhan e à que pode se consul ada na Figu a 40. Figu a 40 - Folha de cálculo inicial com os egis os de passagem nos e minais. Pa a além disso, é calculada uma es ima i a de empo de i ine á io e ca ga (baseada em ol as an e io es) que pode se usada no e minal de chegada em caso de alha no egis o. É ambém disponibilizada mensalmen e uma lis agem de odas as pa agens dos disposi i os de mon agem. Um exemplo pode se consul ado na Figu a 41. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 42 Figu a 41 - Folha de cálculo inicial com pa agens de disposi i o. 5.1.2 P oblemas iden i icados Numa ase inicial o am iden i icados quais os p oblemas associados à análise da in o mação disponí el. O p incipal obs áculo encon ado oi o “es ado” em que a in o mação se encon a a. As olhas ap esen adas na Figu a 40 e Figu a 41 e elam que a in o mação necessi a a ainda de se abalhada pa a que osse iá el ge a ela ó ios que pudessem se ú eis à ges ão dos comboios logís icos. Como as análises de e iam se ei as com pe iodicidade mensal, e a necessá io c ia um p ocesso au omá ico pa a desen ol e esses ela ó ios. Fo am ambém iden i icados os p oblemas que se seguem.  O comboio SONY não es a a inse ido na base de dados;  O p ocedimen o de egis o não e a cla o e a ia a de ope ado pa a ope ado . 5.2 Uni o mização de p ocessos O sis ema unciona com dois ipos de ca ão: o “ca ão Mizu” e o “ca ão do ope ado ” (ANEXO V). De aco do com as ins uções de abalho iniciais, os abalhado es de e iam passa o “ca ão do Mizu” no início e im do seu u no e semp e que iniciassem ou e minassem uma pa agem (po exemplo, du an e o in e alo). O ca ão do ope ado de e ia se passado no início de cada i ine á io (no e minal 1) e no im de cada ol a an es do abas ecimen o no supe me cado ( e minal 2). De e ia ambém se passado quando e a passado o ca ão do Mizu pa a inicia o u no ou e mina uma pa agem. Em diálogo com os ope ado es dos comboios, e po análise aos alo es e i ados da base de dados, egis a am-se os seguin es p oblemas:  O egis o de pa agem do comboio du an e os in e alos e a incon enien e;  Não e a cla o se, ao início do u no, se de e ia passa o ca ão do ope ado apenas uma ez ou duas ezes (uma pa a associa o ope ado ao comboio e ou a pa a inicia a ol a);  Os ope ado es nem semp e cump iam o p ocedimen o e, em alguns casos, inham dú idas ace ca do mesmo. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 43 Pa a soluciona os p oblemas iden i icados, oi c iado um no o p ocedimen o ao qual se associou uma no a ins ução de abalho (ANEXO V), e os ope ado es o am no amen e einados. Foi ambém in oduzido o comboio SONY no sis ema de in o mação. 5.3 Indicado es a analisa Em discussão com os esponsá eis do depa amen o de logís ica, oi aco dado que a e amen a de e ia segui a a qui e u a de inida no esquema da Figu a 42. Figu a 42 - Rep esen ação esquemá ica da aplicação in o má ica de cálculo dos indicado es de desempenho. Os indicado es di idem-se assim en e:  Análise de es a ís icas em que os dados são il ados pa a que não en em dados ela i os a e os de medição (po exemplo, empos de ciclo de 4 ho as po esquecimen o de passa o ca ão no lei o de pa ida);  Análise de indicado es de disponibilidade, cump imen o de ho á ios, e alhas no abas ecimen o. Os passos seguidos na p og amação da e amen a podem se consul ados no ANEXO W. Na análise de es a ís icas são il ados os seguin es dados:  Vol as com um empo de ciclo demasiado longo;  Tu nos com núme os de ol as demasiado baixos;  Sepa ação de ol as em que o ope ado do comboio SONY e e uou o ci cui o da injeção;  P imei a e úl ima ol a de cada u no;  Tempo de in e alo. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 50 usada com melho es ga an ias de sucesso, de e á p ocede -se à ecolha de mais dados dos empos das ope ações o que se e elou impossí el no âmbi o empo al des e p oje o. A p opos a de a e ação das linhas ap esen ada de e á esol e alguns dos p oblemas encon ados na si uação a ual, em pa icula , o conges ionamen o nos co edo es e o desajus e en e o empo de ciclo de alguns comboios ace ao ak ime de abas ecimen o de algumas linhas. A e amen a c iada pa a moni o ização do desempenho dos comboios logís icos pe mi e a a aliação não só de es a ís icas associadas aos empos de ciclo, i ine á io e ca ga, como de indicado es elacionados com a disponibilidade dos comboios e alhas no abas ecimen o às linhas. Es á ambém p epa ada pa a, con o me solici ado, moni o iza um indicado de cump imen o de ho á ios que oi c iado pa a apoia a implemen ação de ho á ios de pa ida nos i ine á ios dos comboios que i á oco e nos p óximos meses. O início da u ilização egula des a e amen a de e á coincidi com a implemen ação dos ho á ios. Embo a ainda não seja usada com egula idade, há já indícios de que pode á o na -se numa e amen a impo an e na iden i icação de p oblemas po que já se iu de apoio, não só a algumas análises desen ol idas nes e documen o, como a um p imei o es udo elacionado com os ho á ios dos comboios que se ão de inidos. A e amen a con a, no en an o, com algumas limi ações que de e ão se esol idas no u u o:  Não pe mi e a moni o ização online do desempenho o nando impossí el o lançamen o imedia o de ale as de des ios ace aos a ge s de inidos pa a os indicado es;  O indicado de alhas no abas ecimen o das linhas con abiliza odas as pa agens de disposi i o po al a de ma e ial, que sejam ou não da esponsabilidade dos comboios. Se á expec á el que as medidas implemen adas nos luxos de in o mação, e as e amen as in o má icas c iadas, sejam apenas um pon o de pa ida pa a o desen ol imen o de no as soluções que pe mi am melho a o desempenho de um dos ecu sos logís icos mais impo an es no abas ecimen o in e no na P eh Po ugal, Lda. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 51 Re e ências Ad-Esse. 2007. Visual Managemen : Seeing Clea ly. Ad Esse Consul ing. h p://www.ad- esse.com/media/11662/ isual_man.pd . Adminis a ion, I.M. 2002. The IOMA Handbook o Logis ics and In en o y Managemen . Wiley. Ap eu esei, M, IR A in e, E Suciu e D Mun eanu. 2010. "Applica ion o kanban sys em o managing in en o y." Bulle in o he T ansil ania Uni e si y o B aso , Se ies I: Enginee ing Sciences no. 3 (52). A o Lean, Inc. Toyo a P oduc ion Sys em Basic Handbook. h p://www.a o lean.com/ iles/Basic_TPS_Handbook_ 1.pd . Ci e e. 2012. Fe amen a de Desen ol imen o e aplicação do Lean Thinking no STV. 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"To al Flow Managemen na Indús ia no Ins i u o Kaizen", Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 53 ANEXO A Layou da Fáb ica Figu a 51 - Layou da P eh Po ugal, Lda. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 54 ANEXO B Rep esen ação esquemá ica dos sis emas de abas ecimen o: caixas kanban e junjo Figu a 52 - Fluxos de in o mação e ma e ial no sis ema de caixas kanban. Figu a 53 - Fluxos de in o mação e ma e ial no sis ema junjo. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 55 ANEXO C Plano de p odução da linha de mon agem PL6 Figu a 54 - Plano de p odução da linha de mon agem PL6 (1). Figu a 55 - Plano de p odução da linha de mon agem PL6 (2). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 56 ANEXO D Ins ução de abalho pa a u ilização dos ca ões kanban da linha de mon agem SONY C520 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 57 ANEXO E Pa agens de disposi i os na linha SONY C520 Tabela 12 - Pa agens de disposi i o na linha SONY C520. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 58 Tabela 13 - Mo i os das pa agens po al a de ma e ial na linha SONY C520. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 59 ANEXO F Plano de p odução da Injeção de plás icos e consumo de ma é ias-p imas ao longo do dia Figu a 56 - Exemplo de plano de p odução de uma máquina da injeção de plás icos. HORA 3H - 4H 4H - 5H 5H - 6H 6H - 7H 7H - 8H 8H - 9H 9H - 10H 10H - 11H 11H - 12H 12H - 13H 13H - 14H 14H - 15H 00698-210/0000 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 2,5 1,8 1,6 1,6 1,6 1,6 1,6 00698-216/0000 5,6 5,6 5,6 5,6 5,6 5,6 5,6 5,3 2,6 2,6 2,6 2,6 00698-263/0000 4,6 4,6 4,7 4,7 4,7 4,7 4,7 4,7 4,3 4,1 4,1 4,1 00698-198/0000 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2 1,2 0,6 0,6 0,6 0,6 00698-253/0000 14,2 14,2 14,2 14,2 14,2 14,2 12,4 11,6 11,6 11,6 11,6 11,6 00698-157/0000 21,5 21,5 19,7 15,5 15,5 15,5 15,5 15,5 16,3 16,9 12,6 12,6 Figu a 57 - Taxa de consumo (po ho a) de ma é ias - p imas ao longo do dia. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 66 ANEXO M Ins ução pa a pedidos de eabas ecimen o no supe me cado de ma é ias-p imas Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 67 ANEXO N Mapa do pon o de pa agem 1 Figu a 60 - Mapa do pon o de pa agem 1. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 68 ANEXO O Fluxog amas do abas ecimen o do ci cui o da injeção e pin u a Ve i ica ní el de ma e ial do ca inho Início Ní el abaixo do Ní el Mínimo? Fim Não Recolhe ca ão do ca inho Sim Folhas dos Ca inhos Exis e s ock em supe me cado? Recolhe no supe me cado Abas ece ca inho Fim Recolhe no a mazém P eenche IT L0084 - Ma e ial e i ado do A mazém de ma é ias-p imas Sim Não Coloca ca ão no ca inho Quan idade Indicada no ca ão Ca ão de Abas ecimen o Figu a 61 - P ocedimen o pa a eposição de ma é ia-p ima nos depósi os. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 69 Início P eenche ca ão de encomenda / Requisição Ca ão de encomenda Coloca ca ão no quad o Recolhe Ca ão Ma e ial com luga no Supe me cado? Recolhe Ma e ial Sim Recolhe ma e ial no a mazém Não Regis a saída do Ma e ial em a mazém L0084 - Ma e ial e i ado do A mazém de ma é ias-p imas Deixa ma e ial na es an e Deixa ca ão no quad o Fim IT - Quad o de Encomendas - Injeção Ca ão de encomenda Figu a 62 - P ocedimen o pa a abas ecimen o de encomendas de ma é ias-p imas. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 70 Início Ní el abaixo do ní el mínimo? Recolhe ma e ial no a mazém 3 Sim Deixa ma e ial no B.L. / pale e Fim Mudança de e e ência de ma e ial em caixa? A iso P esencial Apon a no a e e ência (ou le a e ique a da caixa) Recolhe e e ência no a no a mazém Recolhe e e ência an iga no B.L. En ega e e ência no a no B.L. De ol e e e ência an iga ao a mazém Fim Não Sim Fim Não E ique as Tabulei os Mapa do pon o 7 Figu a 63 - P ocedimen o pa a abas ecimen o de ma e iais na secção de co e. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 71 Início Ve i ica luga de pale e pa a anspo e Es á azio? Fim Sim T anspo a pa a o a mazém 3 Não Deixa pale e no luga ap op iado T aze ca inho de ol a Fim Figu a 64 - P ocedimen o pa a anspo e de abulei os da secção de co e pa a o A mazém 3. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 72 Início A e igua S ock na pale e Pale e Vazia Não Fim Sim A ela Ca uagem pa a pale es Ca ega caixas no a mazém Deixa caixas no local ap op iado Manual de Abas ecimen o Mizusumachi 5.4.4.1 Deixa ca uagem pa a pale es no local ap op iado Manual de Abas ecimen o Mizusumachi 5.3 Manual de Abas ecimen o Mizusumachi 5.3 Fim Figu a 65 - P ocedimen o pa a abas ecimen o de caixas de plás ico na injeção. Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 73 ANEXO P P ocedimen o de abas ecimen o in e no (ci cui o da injeção e pin u a) Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 74 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 75 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 82 ANEXO T Fo mação dos ope ado es dos comboios logís icos Tabela 17 - Fo mação a ual dos ope ado es dos comboios. Tu no 1 Tu no 2 Linha O ope ado es á o mado pa a abas ece es a linha? (x=sim) O ope ado es á o mado pa a abas ece es a linha? (x=sim) Ca a ina Josué Fe nando Má cio Mo a And é PQ 24 x x x AU210 Clima x x x AU37X x x x Comu ado x x x MMI B8 x x x x MMI D4 x x x PL6 x x x x Sil e box x x x x C346 x x C520 x x CD391 x x Injeção x x ECC/MCP x x x Lase x x EVO SONY CD4.2 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 83 ANEXO U P opos a de balanceamen o pa a o 1º Tu no Linha Tempo de abas ecime n o (minu os) Ca a ina Josué Fe nando Tak Time (Minu os) Tempo de Ciclo do Comboio Folga PQ 24 1,9 155,5 >= 42,8 12,7 AU210 Clima 1,2 159,6 >= 42,8 16,7 AU37X 2,5 148,6 >= 42,7 5,9 Comu ado 1,0 1108,0 >= 42,8 65,2 MMI B8 4,4 150,5 >= 36,9 13,6 MMI D4 3,2 151,4 >= 42,7 8,7 PL6 15,2 148,5 >= 36,9 11,6 Sil e box 0,5 173,4 >= 42,8 30,5 C346 2,1 154,0 >= 42,7 11,3 C520 3,5 166,8 >= 42,7 24,1 CD391 6,0 174,6 >= 42,7 31,8 Injeção 16,1 1108,0 >= 42,8 65,2 ECC/MCP 2,9 56,3 >= 0,0 56,3 Lase 0,5 190,0 >= 42,7 47,3 EVO 3,0 54 >= 0,0 54,0 CD4.2 3,0 54 >= 0,0 54,0 36,9 42,7 42,8 48,5 48,6 55,5 11,6 5,9 12,7 OK Tempo To al Tak Time Comboio Folga do Comboio OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK OK Tak Time OK Figu a 81 - P opos a de balanceamen o - a e ação e seus impac os (1º Tu no). 2 3 3 3 3 1 1 2 2 2 1 2 2 CAIS Co e C520 C346 B299 Comu ado PL6 MMI B8 EVO CD4.2 CD391 CD4.1 MMI D4 AU37X SMD Lase OPEL ECC MCP SUPERMERCADO INJEÇÃO AU210 Clima PQ24 Sli e bo x Figu a 82 - P opos a de balanceamen o - Layou (1º Tu no). Linha abas ecida pelo MIZU SONY Fal a a e a um MIZU à linha CORREDOR Á ea que não é abas ecida pelo Mizu Linha abas ecida pelo MIZU BMW Linha abas ecida pelo MIZU AUDI Figu a 83 - Co espondência das co es no Layou . Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 84 ANEXO V No o p ocedimen o pa a egis o de empo de ciclo nos e minais Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 85 ANEXO W E apas seguidas na p og amação de ela ó ios de indicado es Tabela 18 - E apas seguidas na p og amação dos ela ó ios de indicado es (1). E apa nº Desc ição 1 De inição dos indicado es de análise es a ís ica 2 C iação manual de ela ó io exemplo 3 Validação e ajus es à olha modelo 4 P og amação dos ela ó ios es a ís icos au omá icos 5 De inição dos indicado es de análise diá ia 6 C iação manual de ela ó io exemplo 7 P og amação dos ela ó ios es a ís icos au omá icos Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 86 Tabela 19 - E apas seguidas na p og amação dos ela ó ios de indicado es (2). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 87 Tabela 20 - E apas seguidas na p og amação dos ela ó ios de indicado es (3). Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 88 ANEXO X Manual de Abas ecimen o – Mizusumachi – e são pa cial (ci cui o da injeção) Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 89 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 90 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 91 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 98 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 99 Moni o ização e melho ia na u ilização dos comboios logís icos 100