Metodologia para avaliação de nívies de desempenho em redes de transporte público rodoviário
Full text
METODOLOGIA PARA AVALIAÇÃO DE
NÍVEIS DE DESEMPENHO EM REDES DE
TRANSPORTE PÚBLICO RODOVIÁRIO
TIAGO ANDRÉ DA COSTA RIBEIRO
Disse ação subme ida pa a sa is ação pa cial dos equisi os do g au de
MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — ESPECIALIZAÇÃO EM VIAS DE COMUNICAÇÃO
O ien ado a: P o esso a Dou o a Sa a Ma ia Pinho Fe ei a
Coo ien ado : Engenhei o José Ped o Ca doso B andão e Pin o
Fe ei a
JUNHO DE 2015
MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2012/2013
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL
Tel. +351-22-508 1901
Fax +351-22-508 1446
miec@ e.up.p
Edi ado po
FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
Rua D . Robe o F ias
4200-465 PORTO
Po ugal
Tel. +351-22-508 1400
Fax +351-22-508 1440
eup@ e.up.p
h p://www. e.up.p
Rep oduções pa ciais des e documen o se ão au o izadas na condição que seja
mencionado o Au o e ei a e e ência a Mes ado In eg ado em Engenha ia Ci il -
2014/2015 - Depa amen o de Engenha ia Ci il, Faculdade de Engenha ia da
Uni e sidade do Po o, Po o, Po ugal, 2015.
As opiniões e in o mações incluídas nes e documen o ep esen am unicamen e o
pon o de is a do espe i o Au o , não podendo o Edi o acei a qualque
esponsabilidade legal ou ou a em elação a e os ou omissões que possam exis i .
Es e documen o oi p oduzido a pa i de e são ele ónica o necida pelo espe i o
Au o .
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
i
AGRADECIMENTOS
À P o esso a Dou o a Sa a Ma ia Pinho Fe ei a pela ajuda e disponibilidade demons ada e po oda a
o ien ação p es ada ao longo do desen ol imen o des e abalho.
Ao engenhei o José Ped o Fe ei a, João Pi es da Cos a e aos es an es engenhei os da Câma a
Municipal do Po o, em especial à Di eção Municipal de Via Pública, que de ce a o ma me apoia am
e o ien a am ao longo dos úl imos meses.
À en idade ope ado a na Cidade do Po o, a STCP, pela disponibilidade de dados e ajuda em qualque
ques ão colocada.
À minha amília pelo apoio que me de am cons an emen e.
À Elisabe e po oda a paciência, ca inho e o ça que semp e me deu ao longo des es meses.
Aos meus amigos e aos es an es que me ajuda am pelo pe cu so da ealização des e abalho,
ag adeço since amen e.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
iii
RESUMO
O passa dos anos ouxe consigo o aumen o do pode económico das pessoas, pe mi indo que cada
ez mais se acomodassem a pad ões de con o o e qualidade. Um deles oi a possibilidade de acede a
meios mais con o á eis e e icazes pa a a sua mobilidade, su gindo en ão um uso exponencial e
exage ado do anspo e indi idual (TI). Con udo, es a massi a u ilização ge ou p oblemas ambien ais
e económicos bem como sociais.
A qualidade de ida das pessoas es á di e amen e associada a um bom equilíb io en e os a o es a ás
e e idos, em que pa a al é necessá io omen a o maio uso do T anspo e Público (TP). Pa a al é
necessá io a ua nas edes de anspo es públicos a ualmen e exis en es e o ná-las mais a a i as pa a
a população em ge al. Na pe spe i a de um desen ol imen o sus en á el do meio u bano, o anspo e
público (TP) em um papel undamen al no sis ema de anspo es do mesmo. O TP de e en ão
cons i ui uma al e na i a ao uso do TI, sendo pa a al necessá io ga an i con inuamen e um sis ema
e icien e. Nes e con ex o, o abalho p opos o em como obje i o desen ol e uma me odologia de
a aliação dos ní eis de desempenho em edes de anspo e público odo iá io (qualidade e
ope acionalidade) ocada pa icula men e nas pa agens de o ma a iden i ica as medidas necessá ias a
implemen a pa a melho a a qualidade e e icácia do sis ema, ou al e na i amen e a alia a linha
an e io men e à sua implemen ação.
En ão, numa p imei a ase, oi ealizada uma as a pesquisa bibliog á ica sob e es udos elacionados
com es e obje i o como base de pa ida pa a de e mina os indicado es a se em a aliados de aco do
com a me odologia de inida. A segunda ase consis iu de uma análise e ecolha de dados, de pa agem
a pa agem, de um linha de au oca os da cidade do Po o bem como a ealização de inqué i os aos
passagei os. Numa úl ima ase, os dados o am a ados pa a se aplica na me odologia desen ol ida.
Assim, com es e es udo p e ende-se con ibui pa a a adoção, po pa e do ges o do espaço público, de
uma e amen a de apoio à decisão que pe mi a analisa as linhas e/ou melho a o se iço o e ecido
endo como oco o planeamen o e es a égias pa a a localização das pa agens nas ias, a segu ança e
con o o dos u en es, a u ilização de co edo es BUS en e ou os.
PALAVRAS-CHAVE: Ní eis de Desempenho, T anspo e Público, Qualidade, Ope acionalidade,
Medidas de melho ia.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
ABSTRACT
The passing yea s b ough inc easing economic powe o people, allowing hem o accommoda e o
pa e ns o com o and quali y mo e and mo e. One o his was he possibili y o accessing o mo e
com o able and e ec i e ways o anspo a ion, eme ging hen an exponen ial o e use o he
indi idual anspo (IT). Howe e , his massi e use has gene a ed en i onmen al and economic issues
as well as social.
The quali y o li e o he people is di ec ly associa ed wi h a good balance be ween he ac o s
men ioned abo e, in which is necessa y o encou age g ea e use o public anspo (PT). This goal
equi es ac ing in he cu en ly exis ing public anspo ne wo ks and make hem mo e a ac i e o
he gene al popula ion. In he pe spec i e o sus ainable de elopmen o u ban a eas, public anspo
(PT) plays a key ole in he same anspo sys em. The PT should hen be an al e na i e o he use o
IT, being necessa y o con inuously ensu e an e icien sys em. In his con ex , he p oposed s udy
aims o de elop a me hodology o e alua ing he pe o mance le els (PL) in public oad anspo
ne wo ks (quali y and ope abili y) ocused pa icula ly a bus s ops in o de o iden i y he necessa y
measu es o be implemen ed o imp o e he quali y and e ec i eness o he sys em, o al e na i ely
e alua e he line be o e i s implemen a ion.
So, ini ially, a wide bibliog aphic esea ch was conduc ed ela ed o his goal as a s a ing base o
de e mina e he indica o s ha a e going o be e alua ed acco ding o he me hodology de ined. The
second phase consis ed o an analysis and collec ion o da a, in e e y bus s ops, om a bus line in he
ci y o Po o as well as conduc ing su eys o he passenge s. In a inal phase, he da a we e ea ed o
be applied in he de eloped me hodology.
The e o e, his s udy aims o con ibu e o he adop ion, by he public space manage , o a decision
suppo ool o analysing he lines and / o imp o e he o e ed se ice ocusing on he planning and
s a egies o bes loca ion o he bus s ops, sa e y and com o o use s, he implemen a ion o bus
lanes among o he s.
KEYWORDS: Pe o mance Le els, Public T anspo a ion, Quali y, Ope abili y, imp o emen
measu es.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
ii
ÍNDICE GERAL
AGRADECIMENTOS ................................................................................................................................... i
RESUMO ................................................................................................................................. iii
ABSTRACT ...............................................................................................................................................
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 1
1.1. APRESENTAÇÃO DO TEMA .............................................................................................................. 1
1.2. FUNDAMENTAÇÃO PARA A ESCOLHA DO TEMA ............................................................................. 2
1.3. OBJETIVOS DO ESTUDO ................................................................................................................... 2
1.4. LIMITAÇÕES DO ESTUDO ................................................................................................................. 2
1.5. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO ....................................................................................................... 3
2. ENQUADRAMENTO GERAL ............................................................................... 5
2.1. A REDE DE TRANSPORTES PÚBLICOS RODOVIÁRIOS .................................................................... 5
2.2. A HISTÓRIA DO TRANSPORTE PÚBLICO RODOVIÁRIO NA CIDADE DO PORTO .............................. 6
2.2.1. SOCIEDADE DE TRANSPORTES COLECTIVOS DO PORTO ...................................................................... 7
2.2.1.1. Linhas da STCP .......................................................................................................................... 7
2.2.1.2. Ou os ope ado es ...................................................................................................................... 8
2.3. ESTRUTURA DE UMA REDE .............................................................................................................. 8
2.3.1. TIPOS DE REDES ............................................................................................................................... 9
2.3.2. TIPOS DE LINHAS ............................................................................................................................. 10
2.4. TRANSPORTE PÚBLICO VS. TRANSPORTE INDIVIDUAL ............................................................... 11
3. ANÁLISE DA ATUAL REDE DE TRANSPORTES
PÚBLICOS RODOVIÁRIOS NA CIDADE DO PORTO ............. 15
3.1. INQUÉRITOS ................................................................................................................................... 15
3.1.1. O INQUÉRITO E SUA PREPARAÇÃO ................................................................................................... 15
3.1.2. OBJETIVO DA REALIZAÇÃO DOS INQUÉRITOS ..................................................................................... 15
3.1.3. O TIPO DE QUESTÕES ..................................................................................................................... 16
3.1.4. SELEÇÃO DA AMOSTRA DA POPULAÇÃO ............................................................................................ 17
3.1.5. ONDE REALIZAR OS INQUÉRITOS ...................................................................................................... 20
3.2. TRATAMENTO DOS DADOS DOS INQUÉRITOS E RESULTADOS .................................................. 21
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
xi
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
x
SÍMBOLOS, ACRÓNIMOS E ABREVIATURAS
TP – T anspo e Público
TI – T anspo e Indi idual
STCP - Sociedade de T anspo es Colec i os do Po o
ECSI - Eu opean Cos ume Sa is ac ion Index
CMP – Câma a Municipal do Po o
GPS – Global Posi ioning Sys em
ITS – In elligen T anspo a ion Sys ems
ND – Ní el/Ní eis de desempenho
IT – Indi idual T anspo
PT – Public T anspo
PL – Pe o mance Le els
HCM – Highway Capaci y Manual
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
1
1
INTRODUÇÃO
1.1. APRESENTAÇÃO DO TEMA
Desde semp e que a mobilidade é um sinónimo de c escimen o da população e po isso acompanhado
de um c escimen o da p óp ia cidade. Resul an e des e c escimen o, mui as pessoas passa am a i e
na pe i e ia das cidades que ge ou ambém o p óp io c escimen o do TP como necessidade de um
meio pa a as pessoas se desloca em pa a os cen os u banos.
O anspo e público é um dos a o es c uciais pa a a sus en abilidade das cidades e á eas
me opoli anas, o nando-as mais “saudá eis” e “habi á eis”. Comba endo o conges ionamen o
u bano, a poluição a mos é ica, as al e ações clima é icas e o consumo exage ado de ene gia
p o ocados pelo uso excessi o do anspo e indi idual (TI), cada ez mais o anspo e público
assume um papel p edominan e na sus en abilidade do meio u bano.
O TP é um sis ema de anspo es mui o complexo e dinâmico na medida em que en ol e mui os
a o es e deciso es e es á sujei o a di e sas e a iadas al e ações ao longo do empo, sendo ainda
e en ualmen e mui o a iá el de cidade pa a cidade. Como al, exis em di e sos es udos e abalhos na
á ea que se ocam em emas especí icos. De en e os á ios emas que se possam discu i ace ca dos
TP, o abo dado nes e es udo oca-se essencialmen e na c iação de um mé odo de a aliação das linhas
já exis en es ou em linhas de u u a implemen ação. A me odologia e e como base p incipal a
qualidade do se iço e a sua ope acionalidade.
De e e i que es e es udo apenas se cen ou no au oca o como TP excluindo-se, po an o, odos os
ou os meios de anspo e ais como os au oca os guiados po ca il, o me o ligei o ou pesado, o
comboio e os sis emas de monoca il. Tendo em con a que es e abalho oi desen ol ido com um
limi e de empo e que e e a ambição de desen ol e uma no a me odologia, a aplicação da mesma oi
condicionada a uma linha especí ica da ede de TP da Cidade do Po o, não endo sido possí el
es ende o es udo a oda a ede de TP da cidade.
O obje i o inal é do a as en idades compe en es de uma e amen a que pe mi a a c iação de sis emas
de anspo es bem o ganizados, e que o e eçam à população melho es soluções do que as exis en es
p omo endo ambém a maio u ilização des e meio de anspo e ga an indo não só a e iciência do
se iço mas ambém as condições de segu ança e con o o [1].
P e ende-se assim a ai cada ez mais pessoas pa a o uso do au oca o, mesmo que em ce as
si uações se p ejudique o TI e o adicional uncionamen o das cidades. A p io idade ao TP é
undamen al não só com is a à melho ia dos a o es ambien ais e económicos mas ambém a
p omoção da qualidade de ida das pessoas que p ocu am al e na i as ao TI, que po não possuí em
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
2
ou não e em possibilidades de adqui i eículo p óp io, que po impedimen os ísicos, ou unicamen e
po p e e i em o con o o e a comodidade o e ecida pelo au oca o [2].
O sis ema de TP de e e ainda em a enção as expec a i as da população em ge al, que seja a
componen e ambien al, a edução do conges ionamen o e a componen e social [3].
1.2. FUNDAMENTAÇÃO PARA A ESCOLHA DO TEMA
A escolha do ema desen ol ido nes e documen o su giu do in e esse de desen ol e uma e amen a
em conjun o com a Câma a Municipal do Po o, como en idade ges o a da cidade, que pe mi isse
a alia a qualidade de se iço e ope acionalidade de uma linha, colma ando des a o ma a lacuna
exis en e da al a de e amen as de apoio à decisão. A linha es udada oi iden i icada e p opos a pelo
ope ado da ede de TP da cidade como sendo uma linha com necessidade de in e enção. Embo a
es a pe ceção possa exis i mais acilmen e po pa e do ope ado do TP, a en idade ges o a pode á não
consegui a alia acilmen e a ede e iden i ica os p oblemas que lhe compe e melho a e/o al e a .
Como al, p e ende-se com a escolha des e ema con ibui di e amen e pa a a melho ia e p omoção do
TP.
1.3. OBJETIVOS DO ESTUDO
O obje i o p incipal des e abalho consis e, como já oi e e ido an e io men e, em c ia uma
me odologia de a aliação de uma linha e/ou ede de TP a a és da classi icação do ní el de
desempenho da qualidade do se iço e da ope acionalidade. Pa a al, o am iden i icados uma sé ie de
indicado es pa a es as duas componen es em análise, cen ados na a aliação das pa agens (qualidade
de se iço) e do pe cu so do au oca o (ope acionalidade). Pos e io men e es es indicado es o am
ag upados homogeneamen e e a a és da a ibuição de pesos aos indicado es e/ou g upos, é ob ido no
inal um alo ao qual es á designado um ní el de desempenho. Es a me odologia oi di idida em ês
modelos dis in os de o ma a sepa a ês pe spec i as de a aliação ambém dis in as: o u en e, o
ges o e o ope ado .
Pa a se cump i o obje i o p incipal oi necessá io ealiza um le an amen o dos locais em es udo
nomeadamen e do pe cu so em análise bem como a ealização de inqué i os ao u en e. Es es inqué i os
i e am como obje i o conhece a opinião dos passagei os ace ca do que exis e a ualmen e na ede de
TP e iden i ica os pon os a melho a .
Po im, são desc i as possí eis soluções a implemen a bene iciando os u en es. Es as soluções se ão
abo dadas como medidas di e as e medidas indi e as.
1.4. LIMITAÇÕES DO ESTUDO
Du an e a ealização des e abalho á ios obs áculos o am encon ados, nomeadamen e na ob enção
de dados ab angen es que ca ac e izassem a ope acionalidade da linha. Po ou o lado, endo em con a
a complexidade do sis ema em análise, a de inição dos g upos homogéneos bem como a ponde ação
dos pesos a a ibui o am a e as ealizadas com alguma di iculdade a é po que se a a de um assun o
que necessi a de uma g ande sensibilidade, conhecimen o e expe iência na á ea. No en an o, a a és da
discussão e oca de opiniões pa icula men e com écnicos da Câma a Municipal do Po o, p ocu ou-
se po encia os esul ados e minimiza disc epâncias de pesos e e os associados. De e e i ainda que
o am sen idas algumas di iculdades na ealização dos inqué i os nomeadamen e em ob e a
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
3
pa icipação das pessoas em núme o su icien e pa a ep esen a a opinião ge al. Apesa das
di iculdades, no inal o am ealizados o núme o de inqué i os necessá io e desejado pa a a ealização
do es udo.
1.5. ESTRUTURA DA DISSERTAÇÃO
O p esen e abalho es á o ganizado em cinco capí ulos, em adição a es e p imei o onde se ap esen a o
ema em es udo, jus i icando a sua escolha e os obje i os p e endidos assim como as limi ações
encon adas du an e a ealização do abalho.
O segundo capí ulo des ina-se a aze um enquad amen o ge al ace ca do anspo e público, e em
pa icula na Cidade do Po o. Ainda se des acam algumas an agens e des an agens do T anspo e
Público (TP) ace ao T anspo e Indi idual (TI).
No capí ulo seguin e é ei a uma análise da a ual ede de TP odo iá ios na Cidade do Po o, a a és
da ealização de inqué i os e seu es udo. Também se encon a nes e capí ulo uma desc ição dos
indicado es u ilizados no desen ol imen o do abalho.
O qua o capí ulo diz espei o à c iação da me odologia e explicação da ob enção dos alo es a a ibui
a cada indicado bem como a de e minação do Ní el de Desempenho espe i o que classi ica á a linha
em es udo. É ei a uma b e e e e ência aos undamen os da escolha da linha ap esen ada como caso
de es udo e, ainda, é e e ida a capacidade des a me odologia pa a se aplicada a ou as linhas.
No capí ulo 5 são desc i as algumas medidas de melho ia da ede de TP. Nes e pon o p e ende-se
analisa e a alia dois cená ios pa a a seleção de medidas a implemen a com is a ao aumen o do
Ní el de Desempenho dessa mesma linha.
Po úl imo, ap esen a-se o capí ulo e e en e às conclusões, onde se apon am as p incipais conclusões
ace ca do abalho desen ol ido bem como um esumo das soluções p opos as como medidas de
melho ia de qualidade e ope acionalidade na linha e/ou ede de TP. Indicam-se ainda alguns possí eis
desen ol imen os u u os a es e abalho.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
4
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
5
2
ENQUADRAMENTO GERAL
2.1. A REDE DE TRANSPORTES PÚBLICOS RODOVIÁRIOS
Uma ede de anspo es públicos é cons i uída po um conjun o de ca ei as que o e ecem à população
um se iço de anspo es in eg ado pa a uma melho e maio e iciência na sua deslocação e
comodidade numa malha u bana. Pode-se de ini uma ca ei a como uma ligação en e uma o igem e
um des ino, e e uada num TP e espei ando i ine á ios, ho á ios (e suas equências) e a i as. É
impo an e ambém e conhecimen o da cobe u a espacial e empo al, ou seja, o espec i o açado e
equência, espe i amen e.
Uma ca ei a é en ão cons i uída po e minais (pon o inicial e inal do pe cu so), pelo seu caminho
ão su gindo pa agens pa a se e e uada a omada e la gada de passagei os, podendo nes as exis i
ab igo ou apenas pos ale e, pelo es e úl imo é ob iga ó io exis i pa a se pode iden i ica a pa agem e
e conhecimen o de ou as ca ei as com pa agem nesse local, podem ambém exis i in o mações e
equipamen os adicionais, ais como, mapa da ede, ho á ios, máquinas de enda de í ulos de
anspo e, en e ou os. Uma ou a unção das pa agens é a possibilidade de in e ace com ou os
eículos ou mesmo com ou os meios de TP [4].
As condições base a ga an i num sis ema de anspo es pa a que seja sus en á el de modo a que as
iagens se ealizem de uma o ma mais e icien e, mais segu a e com meno impac e ambien al são
ês, en e elas encon am-se o o denamen o do e i ó io (que condiciona os pe cu sos e as iagens a
ealiza ), o apoio ao anspo e cole i o e a es ição do TI [5].
O anspo e público pode se de inido como um se iço de anspo e cole i o que es á à disposição
das pessoas, e de qualque classe socioeconómica, sem se de uso exclusi o des as. A sua ope ação é
egida po i ine á ios e ho á ios ( equências) [6].
Com o c escimen o económico que se e i ica é u gen e oma medidas que isem a sus en abilidade
do sis ema de TP, pois es es ão e um papel mui o impo an e a desempenha nes e con ex o.
Também com o passa dos anos e a e olução do se iço de anspo es públicos, começou-se a e
mais a enção a ce as classes de pessoas, mais especi icamen e os idosos e pessoas com mobilidade
eduzido, po isso, o desen ol imen o das ia u as em ido ao encon o de acul a um meio de
anspo e acilmen e acedido po es as pessoas, mas não esquecendo ambém os ou os u en es [7].
O anspo e público é en ão um se iço em cons an e mudança e melho amen o, con ando apenas com
os p óp ios u en es, no conjun o da população, pa a os apoia de modo a que pos e io men e sejam
es es os bene iciados.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
6
2.2. A HISTÓRIA DO TRANSPORTE PÚBLICO RODOVIÁRIO NA CIDADE DO PORTO
Ao longo da his ó ia o anspo e público em indo a c esce e a o na -se cada ez mais impo an e e
undamen al pa a o c escimen o e sus en abilidade de uma cidade. Com o seu apa ecimen o a
qualidade de ida das pessoas aumen ou, p incipalmen e das que são impedidas de possui um
anspo e indi idual, ou seja, passa am a e um meio de se anspo a em pa a di e sos sí ios da
cidade sem g ande es o ço e pode ealiza ce as a e as, ou mesmo pa a o uso diá io de se
desloca em a é à escola ou abalho. Pa a isso oi necessá ia a c iação de edes e malhas iá ias nos
cen os u banos. Também o am eduzidos os conges ionamen os e po consequência a emissão de
gases p ejudiciais à a mos e a. O sucesso des e meio de anspo e pa a além de odas as an agens
aca e a algumas des an agens que se ão mais à en e e e idas.
Desde o apa ecimen o da p imei a linha de au oca os ame icanos passa am 40 anos a é a sua
u ilização em Po ugal. Foi na cidade do Po o que se iniciou a sua explo ação (1872) com a G ande
Re olução nos anspo es. No ano de 1878 su giu uma linha de anspo e público u bano, a qual se
mo ia segundo ação a apo , supo ada pela Companhia Ca is de Fe o do Po o. An es des e, na
p imei a me ade do século XIX, e sendo o p imei o eículo de anspo e público da cidade do Po o
que há e e ência, exis ia o “ca oção”, que não e a nem mais nem menos um simples ca o de bois
com uma ca uagem echada com uma po a e algumas janelas na pa e la e al. De seguida su gi am
eículos, a a és da Companhia de T anspo e União, como o omnibus (puxado po ca alos), o cha -à-
Bancs, ens de p aça e ambém o Ripe que ap o ei a a os ilhos já exis en es da Ca is pa a
p opo ciona uma melho ci culação.
Já em 1895 com a u ilização dos ca os elé icos, su giu a p imei a linha de Península Ibé ica des e
ipo e su ge ambém no Po o a g ande ameaça ao anspo e público, o au omó el. Foi a é ao ano de
1904 que os ês ipos de anspo es ( ação animal, ação a apo e o ca o elé ico) ão exis i em
simul âneo, pois nessa da a a ação animal é descon inuada, e mais a de em 1914 ambém a ação a
apo desapa ece. En ão a é 1948 (du an e 34 anos) o único modo de anspo e cole i o exis en e pa a
a população do Po o e dos concelhos izinhos é o ca o elé ico. Nesse ano su ge en ão a p imei a
linha de au oca os da cidade, e anos mais a de (1948) a p imei a linha de oleica o. [8]
En ão, à da a de 1948, começam a ci cula os p imei os au oca os na cidade do Po o, da
esponsabilidade da ecen emen e c iada emp esa (1946) denominada STCP (Sociedade de
T anspo es Colec i os do Po o), onde na al u a ci cula am 4 linhas di e en es [8]:
C - Ca alhido - 1 de Ab il
D - An as - 1 de Junho
A - Foz - 24 de Junho
E - Pa anhos - 23 de Ou ub o
Com o passa dos anos, o núme o de au oca os oi aumen ando e assim o anspo e público oi
ganhando a impo ância me ecida, al como o nome STCP se ia mis u ando nas con e sas do dia-a-dia
das pessoas, e assim c escendo de dia pa a dia a é chega aos dias de hoje.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
7
2.2.1. SOCIEDADE DE TRANSPORTES COLECTIVOS DO PORTO
A ualmen e é a maio emp esa de anspo es públicos colec i os de passagei os da Á ea
Me opoli ana do Po o, com 78,7 milhões de passagei os anspo ados no ano de 2013 [9].
Os seus au oca os são ecológicos e e icien es, pois a pa i do ano de 2000, 57% da o a, ou seja,
ce ca de 260 au oca os (Figu a 1), mo imen am-se a Gás Na u al, uma ene gia al e na i a, boa pa a o
ambien e e ainda económica, pe mi indo poupa ce ca de 11500 oneladas de CO2.
Fig.1 – Au oca o da STCP
Pelo ano de 2003, com a en ada do me o no g upo dos anspo es públicos, a STCP emodelou
p o undamen e a sua ede, que acabou po ica de inida em 2007. As al e ações so idas o am ao
ní el da nume ação das linhas e dos pe cu sos. Também oi no Po o que se ado ou pela p imei a ez
no país um sis ema de bilhé ica in e modal, ou seja, a u ilização do mesmo í ulo, pelo mesmo p eço,
nos á ios se iços e modos de anspo e.
Têm como o p incipal obje i o compe i com o anspo e indi idual, sendo uma al e na i a que
ga an a a mobilidade das pessoas, a iculando-se com os es an es ope ado es exis en es. E como isão
pa a o u u o, passando a ci a os p óp ios “Se econhecida como emp esa de e e ência en e as que
ap esen am as melho es p á icas do sec o dos anspo es públicos de passagei os, a ní el nacional e
eu opeu”.
2.2.1.1. Linhas das STCP
À da a de 31 de Dezemb o de 2013 a ede e a compos a po 72 linhas, nas quais 61 diu nas (58 de
au oca os e 3 de ca o elé ico) e 11 no ho á io no u no, as quais se em uma população de 900 mil
habi an es dis ibuídos po 6 concelhos (Gondoma , Maia, Ma osinhos, Po o, Valongo e Vila No a de
Gaia). Com uma ex ensão de ede de au oca o eno me, 478 quilóme os, e emp egando 1245
abalhado es. Como se pode e i ica na Figu a 2
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
14
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
15
3
ANÁLISE DA ATUAL REDE DE
TRANSPORTES PÚBLICOS
RODOVIÁRIOS NA CIDADE DO
PORTO
3.1. INQUÉRITOS
3.1.1. O INQUÉRITO E SUA PREPARAÇÃO
O inqué i o é uma das e amen as mais u ilizadas na á ea da in es igação, nomeadamen e na á ea da
sociologia, e pode se conside ado como uma in e ogação a uma amos a de ce o ipo de população
com o obje i o de gene aliza à população eal. Sendo o amanho da população eal mui o mais
signi ica i o do que a amos a inqui ida é de espe a que a essa análise es eja associado um
de e minado e o es a ís ico.
As e apas que compõem um inqué i o, não necessi am de obedece a uma o dem p é-de inida, mas,
ge almen e de em inicia com a de inição do ipo de população a se inqui ida e o que se á inqui ido.
Depois de de ini o amanho da amos a há que planea o inqué i o, sabe os obje i os p e endidos e
como ai se aplicado. Segue-se a p epa ação do inqué i o, endo em a enção a população inqui ida
pa a melho sabe o ipo de ques ões e linguagem a u iliza . Po úl imo, su ge a ecolha de dados no
e eno, onde se egis a oda a in o mação p e endida e necessá ia pa a da espos a aos obje i os,
e en ualmen e an ecedido po um p é- es e pa a de e a e en uais e os ou in o mações em al a nas
ques ões. [16] Tendo em conside ação as ases desc i as pa a a ealização dos inqué i os, desc e e-se a
segui os p ocedimen os ado ados pa a o p esen e abalho.
3.1.2. OBJETIVO DA REALIZAÇÃO DOS INQUÉRITOS
O p esen e inqué i o isa ob e conhecimen o sob e a qualidade de se iço o e ecido aos u en es da
STCP, pa a que se possa de ini indicado es de qualidade e pos e io men e iden i ica pon os a
melho a . Es es indicado es es ão elacionados di e amen e com a sa is ação e de aco do com o
Eu opean Cos ume Sa is ac ion Index (ECSI) [12]. Es e índice de sa is ação do clien e é a iá el e
dependen e de alguns a o es ais como os ap esen ados na Figu a 7.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
16
Fig.7 – Modelo de Sa is ação do Clien e (Fon e: Es udo de Sa is ação STCP 2014)
3.1.3. O TIPO DE QUESTÕES
O início de um inqué i o é mui o impo an e, pois as p imei as ques ões indicam às pessoas o es ilo
ge al do ques ioná io, que quan o ao ipo de ques ões que quan o ao ema que se ai inqui i . De
ac o, exis em á ios ipos de ques ões que podem se u lizadas num inqué i o: pe gun as de espos a
echada, de epos a abe a e semiabe a.
No caso em es udo op ou-se maio i a iamen e po pe gun as de espos a echada, ou seja, a espos a do
inqui ido é somen e uma de en e as á ias hipó eses ap esen adas. Es e ipo de inqué i o em a
an agem de se mas apidamen e ealizado diminuindo o e en ual incómodo ao inqui ido. As
ques ões de espos a echada podem se de á ios ipos ais como ques ões de espos a única, múl ipla
ou de escala o dinal (1 a 5). No inqué i o ealizado incluiu-se ainda algumas ques ões de espos a
abe a e semiabe a. As de espos a abe a êm como pa icula idade o ac o de não exis i nenhuma
es ição à espos a dada, e des a manei a se possí el de conhece melho a opinião do inqui ido. As
espos as semiabe as são um mis o en e as duas an e io es [16].
Assim, as ques ões que su gem no inqué i o são as seguin es:
Tabela 1 – Ques ões p esen es no inqué i o
Ques ão
1.
Idade
2.
Géne o
3.
Tipo de u ilizado
4.
Razão pela qual usa o TP
5.
U iliza ou o meio de anspo e no seu pe cu so
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
17
6.
O que gos a na a ual ede de TP
7.
O que não gos a na a ual ede de TP
7.1
O que acha ia da implemen ação de
7.2
A ualmen e o que acha acei á el caminha a é uma pa agem
8.
Não se impo a a de
9.
Algumas suges ões
10.
Com es as melho ias passa ia a u iliza mais o TP
Es as ques ões o am di ididas em 4 g andes g upos, o p imei o “Dados ge ais do en e is ado”
(ques ão 1 a 3), e como o nome indica são ecolhidos os dados da pessoa a esponde , com a
pa icula idade de cons a com uma pe gun a il o, onde é pe gun ado se o en e is ado é um
u ilizado equen e ou ocasional, caso a sua espos a seja ocasional, o g upo “Se u ilizado equen e”
(ques ão 4 e 5) exclusi o apenas pa a os u ilizado es equen es, se ia passado à en e, di e amen e
pa a o e cei o g upo “Recolha de in o mação” (pe gun a 6 a 8) onde se á medida a sa is ação dos
u en es, obje i o p incipal des e inqué i o, e espondido po odo o ipo de u ilizado , po úl imo o
g upo “Feedback” (pe gun a 9 e 10) que se espe a o con ibu o do u en e na suges ão de algumas
ideias e se a sua opinião ela i amen e ao TP muda ia com ce as medidas implemen adas/melho adas.
Te e-se de con a ambém com a exclusão de algumas pe gun as pela di iculdade de pe ceção e
espos a da pa e do u en e, ape cebida na ealização de alguns p é- es es.
3.1.4. SELEÇÃO DA AMOSTRA DA POPULAÇÃO
Cada ez que se ealiza um inqué i o é necessá io seleciona uma amos a da população em es udo
pa a que se possa ex apola os esul ados pa a a população o al. A população em caso nes e es udo
são os usuá ios da ede de anspo es públicos odo iá ios na cidade do Po o (STCP).A escolha da
população de e e em con a a e en e sociodemog á ica pa a se ap oxima o mais possí el da
ealidade., Nes e caso, e i icou-se que o uni e so de população do sexo eminino é maio que a do
sexo masculino al como desc e e o g á ico da Figu a 8.
Fig.8 – Dis ibuição dos inqui idos po sexo (Fon e: Es udo de Sa is ação STCP 2014)
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
18
Segundo os dados que o am o necidos pela STCP pa a o ano de 2014, o am anspo ados no o al
da ede 75.403.218 passagei os. Assim, pa a se ga an i uma ex apolação p óxima da ealidade da
população se iam necessá ios á ias cen enas de inqué i os, algo que não se ia possí el de ealiza em
empo ú il no âmbi o des e es udo. Conside ou-se pa a o cálculo do núme o de indi íduos da amos a
duas ó mulas dis in as. A p imei a equação (1), baseia-se no documen o de C. A. O’Flahe y de 1997,
e oi ecen emen e u ilizada num inqué i o à mobilidade pela CMPo o. A segunda ó mula desc i a
em Wiche n, e al., 1992 oi aplicada num inqué i o à população da G écia al como mos a a equação
(2). De manei a que se se compa a as á ias ó mulas seguin es (pa a a população dos ce ca de 75
milhões de passagei os), o núme o de inqué i os a ealiza não a ia mui o.
Inqué i o à Mobilidade - Mo ociclos e ciclomo o es nas ias BUS (C A O’Flahe y,1997)
)100()1(
)100(
22
2
ppNe
Npp
n
(1)
onde:
n - Tamanho da Amos a;
σ - Ní el de Con iança (exp esso em núme o de des ios pad ão)
(Se 95% - σ=1.96
p - Pe cen agem com o qual o enómeno se e i ica;
N - População ( o al de iagens 75.403.218);
e - E o Máximo Pe mi ido [3%;5%]
Assim,
σ = 1,64 - Ní el de con iança de 90%
p = 90% - Si uação p o á el
e = 5%
N = 75.403.218
No inal, n = 100 Indi íduos ap oximadamen e
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
19
Inqué i o à população da G écia pelo Hellenic Ins i u e o T anspo (Wiche n, e al., 1992)
1
2
2
)1(
1
1
a
z
d
pp
N
Nn
(2)
onde:
n - Tamanho da Amos a;
2
a
z
- Ní el de Con iança (exp esso em núme o de des ios pad ão)
(Se 95% -
2
a
z
=1.96
(Se 90% -
2
a
z
=1.64)
p - Pe cen agem com o qual o enómeno se e i ica;
N - População ( o al de iagens 75.403.218);
d - E o Máximo Pe mi ido [3%;5%]
Assim,
2
a
z
= 1,64 - Ní el de con iança de 90%
p = 90% - Si uação p o á el
d = 5%
N = 75.403.218
No inal, n = 100 Indi íduos ap oximadamen e
Aplicando as equações (1) e (2) à população de u en es da ede de TP da STCP, ob e e-se o mesmo
núme o de indi íduos da amos a, is o é, 100 indi íduos, logo 100 inqué i os. O que pa ece se um
núme o bas an e eduzido pa a um es udo de ex apolação co e o, embo a nes e caso o obje i o é
sabe a opinião de alguns u en es ela i amen e à qualidade do se iço pa a se a e i em a impo ância
de ce os indicado es que exis em ou pode ão aze al a pa a um melho ní el de desempenho da
linha. Um núme o ambém já u ilizado em ou os es udos an e io es, como no caso de um es udo
ealizado no B asil na cidade de Ube aba, chamando-lhes de amos agem po con eniência [13].
Mas, con ando que es a iam p esen es alguns e os nas espos as, ais como espos as mal espondidas
e à p essa, o am ealizados um pouco mais que 100 inqué i os de manei a a ob e uma amos a
minimamen e equilib ada no que que diz espei o ao p imei o g upo do inqué i o (Idade, Géne o e
Tipo de u ilizado ). Con udo, no inal só se alida am 100 inqué i os.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
20
3.1.5. ONDE REALIZAR OS INQUÉRITOS
Os inqué i os aos u en es o am ealizados no op 20 das pa agens/zonas mais u ilizadas na cidade do
Po o, segundo os dados o necidos pela STCP, en e as quais es ão pa agens/zonas como a Casa da
Música, Hospi al de São João, A eosa e ou as mos adas na abela 2.
Tabela 2 – Top 20 das pa agens/zonas mais u ilizadas na cidade do Po o
Ranking
Pa agem/Zona
1
Boa is a – Casa da Música
2
Hosp. S. João (ci cun alação)
3
A eosa
4
Boa is a – B.Sucesso
5
A . Aliados
6
Campo 24 de Agos o
7
Ma quês
8
Casa da Música (me o)
9
R. Bolhão
10
T indade
11
Bolhão - Me cado
12
Co doa ia
13
S.Roque
14
Es . S. Ben o
15
Ca alhido
16
Hosp. S o. An ónio
17
P . da Galiza
18
Jun a Massa elos
19
Campanhã
20
Lo delo
Realçando as pa agens que cons am no pe cu so da linha em es udo, ou seja a linha 209, pode-se
e i ica que 6 das 20 mais u ilizadas azem pa e des a linha, não sendo necessa iamen e u ilizadas
unicamen e po u en es da linha 209.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
21
3.2. TRATAMENTO DOS DADOS DOS INQUÉRITOS E RESULTADOS
A opinião dos u en es da ede de anspo es públicos é a maio on e de in o mação pa a iden i ica o
que es á bem ou não no se iço que lhes é p es ado. Com a sua opinião é possí el c ia no as e
melho es condições pa a o seu usu u o e melho ia da qualidade do se iço que pode le a a um
c escimen o do uni e so de passagei os.
En ão, pa a se conhece a opinião dos u en es no âmbi o do es udo de caso ealizado no p esen e
abalho p ocedeu-se à ealização de inqué i os.
Es es inqué i os o am ealizados a ce ca de 100 pessoas que espe a am na pa agem, com o auxílio de
écnicos da CMP, nas 20 pa agens/zonas com maio p ocu a na Cidade do Po o, in o mação es a que
oi o necida pela en idade ope ado a.
Pos e io men e, es es dados o am a ados e analisados a a és da elabo ação de g á icos pa a uma
melho e mais ácil comp eensão da sa is ação des es inqui idos, al como a segui se desc e e. De
e e i que apenas se expõe nes e documen o os de maio ele ância pa a uma mais ácil e ápida
análise sendo que se a á e e ência a alguns esul ados sem os ap esen a g a icamen e.
Após a ealização dos inqué i os p ocedeu-se ao seu a amen o e consequen e análise. Os esul ados
ob idos são desc i os a segui com especial a enção a ce as ques ões que se conside ou se de maio
impo ância.
3.2.1. BREVE DESCRIÇÃO DO PERFIL DOS INQUIRIDOS
3.2.1.1. Idade dos inqui idos
A Figu a 9 ap esen a o g á ico de dis ibuição das idades dos inqui idos. De des aca o in e alo de
idade en e os 50 e 67 anos, que pa a além de se o in e alo maio co esponde ambém ao g upo de
pessoas que mais u iliza o au oca o, e en ualmen e po que ab ange uma aixa e á ia de emp egados
que se deslocam pa a o abalho, mas ambém pode ab ange um e o mados que u ilizam o au oca o
apenas pa a laze .
Fig.9 – Pe il dos inqui idos - Idade
0
5
10
15
20
25
30
35
<18 18-24 24-35 35-50 50-67 >67
Idade
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
22
Es es in e alos de idades ob idos nos inqué i os ealizados podem e sido condicionados pela
impossibilidade de ealiza a o alidade dos inqué i os nas ho as de pon a. De ac o, po uma análise
mais po meno izada, e i icou-se que os que o am ealizados na ho a da pon a a de, ab angem a
aixa e á ia mais jo em e menos a aixa e á ia acima dos 50 anos. Mas ainda assim, a amos a es á
ela i amen e cons an e, onde nenhum g upo em uma g ande disc epância em elação aos ou os.
3.2.1.2. Géne o
Como oi e e ido an e io men e, na seleção da amos a se ia aconselhá el, ap oxima a amos a dos
inqui idos ao ácio eal da população e como al ob e um uni e so de inqui idos em que 66% ossem
do géne o eminino e 34% do géne o masculino. Du an e a ealização dos inqué i os nas pa agens,
es e aspe o oi ido em con a, e no inal, após análise, e i icou-se que de ac o ob e e-se exa amen e
os alo es p e endidos. Pode-se ac escen a que ambém se ealiza am inqué i os a mais que os 100
p e endidos pa a es e es udo, caso os alo es ossem mui o a as ados do p e endido demog a icamen e.
3.2.1.3. Tipo de u ilizado
Como se ia de espe a , e al como mos a a Figu a 10, p a icamen e 80% das pessoas inqui idas são
u ilizado as equen es do TP. Es e aspe o é a o á el ao es udo p e endido po que a opinião des es
inqui idos se á mais undamen ada pois são conhecedo es do que ealmen e es á mal e p ecisa de se
melho ado.
Fig.10 – Pe il dos inqui idos – Tipo de u ilizado
F equen e (>4
iagens/semana)
78%
Ocasional (<4
iagens/semana)
22%
Tipo de u ilizado
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
23
3.2.1.4. Razão pela qual usa o TP?
Es a ques ão oi ealizada apenas aos u ilizado es equen es pois são es es os u en es p imo diais da
ede. Pelos esul ados das espos as ap esen ados na Figu a 11, e i ica-se que as p incipais azões da
u ilização do TP é a localização das pa agens mas ambém azões económicas. Também de e e i que
alguns apon am a comodidade o e ecida po es e se iço como azão da escolha pelo TP.
Fig.11 – Resul ados dos inqué i os – Razão pela qual usa o TP?
3.2.1.5. U iliza ou o meio de anspo e no seu pe cu so?
Ainda na con inuidade dos u ilizado es que são equen es, e i icou-se que pelos inqué i os que a
amos a é quase di idida en e passagei os que u ilizam ou não ou o meio de anspo e no seu
pe cu so de o igem-des ino, is o é, 45% dos passagei os u ilizam ou o meio de anspo e e 55% não
u ilizam. Rela i amen e aos que u ilizam, e i icou-se nas suas espos as que os meios de anspo e
que mais u ilizam an es ou depois do au oca o são p incipalmen e o me o e ou os au oca os. Alguns
e e i am ainda que u ilizam o comboio, o ca o ou o me o. Os locais que mais equen emen e são
u ilizados po es es passagei os pa a aze o ansbo do são a es ação de me o da Casa da Música,
zona da T indade, Aliados e São Ben o, ambém Campanhã, Ma quês e ou os.
O ansbo do é usualmen e u ilizado po pessoas que se deslocam pa a o abalho a pa i da pe i e ia
do Po o, ou po pessoas que êm a possibilidade de apanha o au oca o p óximo de casa. No en an o
o mais usual, é u iliza o TI a é ce a zona e depois u iliza o au oca o a é ao des ino p e endido,
ge almen e no cen o da Cidade do Po o. Es a opção p e ende-se essencialmen e com o ac o de o
núme o de luga es de es acionamen o se insu icien e ou es es êm um cus o mui o ele ado. Es e ac o,
po um lado é bené ico pa a o ganização da mobilidade da cidade, pois des ia mui o á ego de TI do
cen o da cidade, que ai de encon o com a melho ia do se iço do TP.
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
50
Razão pela qual usa o TP?
Económica
T ânsi o
Comodidade
Não em ca a
Impedimen os ísicos
Localização da pa agem
Ou o
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
30
Fig.21 – Resul ados dos inqué i os – O que acha acei á el caminha a é uma pa agem?
Ainda ce ca de 1/3 dos inqui idos espondeu se acei á el caminha um empo en e 5 a 10 minu os.
De e-se e em conside ação que ce as pessoas esponde am que não inham ideia da espos a ou que
caminha iam o que osse necessá io pois não inham ou a al e na i a pa a se desloca em. Também oi
necessá io a a algumas das espos as que o am e e enciadas à dis ância e não ao empo. Pa a al,
conside ou-se a elocidade média e acei á el pa a o peão de 1 m/s pa a pos e io men e se de e mina o
empo espe i o. Ainda a e e i que alguns g upos de u en es apenas u ilizam o au oca o pa a i
passea de modo a passa o seu empo e po isso não se impo am de caminha longos pe íodos de
empo.
3.2.2.4. Não se impo a a de:
Mais uma ez ap esen ou-se aos inqui idos algumas ideias pa a melho a o se iço, mas nes e caso, ao
ní el da ope acionalidade. Algumas ideias o am ap esen adas aos inqui idos com is a a melho a o
empo de pe cu so e aumen a o núme o de u en es de TP, o que co esponde à p imei a e e cei a
opção espe i amen e dada aos inqui idos, e a melho a ques ões ambien ais a a és da segunda opção.
Ve i ica-se pela Figu a 22 que a maio pa es dos passagei os es a iam disponí el pa a a p imei a e
segunda hipó ese, is o é, caminha mais um pouco ou en ão ambém aze a iagem a uma meno
elocidade.
58%
33%
1%
8%
O que acha acei á el caminha a é uma pa agem?
<= 5 min
]5 - 10] min
]10 - 15] min
não sabiam
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
31
Fig.22 – Resul ados dos inqué i os – Não se impo a a de
Rela i amen e ao núme o de pessoas que não se impo a iam de caminha um pouco mais pa a uma
melho pa agem, e i ica-se que o ac éscimo de empo que se ia mais comum pa a adiciona ao empo
que já acei am a ualmen e se ia de 5 minu os como se e i ica na Figu a 23. En ão com es a adição de
empo, ica -se-ia com um in e alo en e 5 a 10 minu os em média pa a e en e pa agens. Es e
empo do pon o de is a ope acional é an ajoso caso e segundo os esul ados des e abalho os u en es
es ão disponí eis pa a acei a o maio a as amen o das pa agens a uais um desde que se ga an isse
melho ias na qualidade das pa agens e do se iço. Do lado do ope ado e ges o se ia algo a conside a
na medida em que pode ia se uma solução pa a cap a mais u en es.
Fig.23 – Resul ados dos inqué i os – Ac éscimo de empo
68
60
21
Caminha um pouco mais
pa a uma melho pa agem
Faze iagem a meno
elocidade…
Al e ação da o a da
iagem
Não se impo a a de...
0
5
10
15
20
25
30
35
40
45
<5 min 5 min 10 min > 10 min Não sabe
Quan o empo mais se impo a a de caminha um
pouco mais pa a uma melho pa agem?
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
32
3.2.3. FEEDBACK DOS INQUIRIDOS
3.2.3.1. Suges ões
Algumas das suges ões indicadas pelos inqui idos são ep esen a i as do seu a ual descon en amen o
sendo que apon am algumas si uações como po exemplo, uma melho iluminação e maio segu ança,
uma maio a enção na condução p a icada pelos mo o is as, diminuição da a i a, melho ia da
in o mação, maio pon ualidade/cump imen o dos ho á ios, en e ou os.
3.2.3.2. Passa ia a u iliza mais o TP?
Es a ques ão oi apenas di ecionada pa a os u ilizado es ocasionais, no sen ido de pe cebe se caso as
melho ias an e io men e e e idas ossem e e uadas, se es es passa iam a u iliza ou não o TP
equen emen e. Dos 22 inqui idos ocasionais apenas 3 esponde am que não u iliza iam mesmo com
essas melho ias. Apesa des as espos as pode-se conclui que conside ando a maio pa e das
espos as, se ia de conside a a implemen ação des as melho ias.
3.2.4. PROBLEMAS ENCONTRADOS
Du an e a ealização dos inqué i os su gi am alguns p oblemas ais como a não colabo ação po pa e
de ce as pessoas abo dadas pa a esponde ao inqué i o. Mesmo assim, no inal conseguiu-se inqui i
os 100 passagei os es imados pa a a amos a. Ou o p oblema encon ado esul ou de algumas das
espos as dadas que apon a am pa a uma endência exage ada na opinião, is o é, alguns inqui idos
esponde am que udo es a a bem ou pelo con á io ou os esponde am que nada es a a bem.
3.2.5. SÍNTESE DOS INQUÉRITOS
Após odo o a amen o dos dados ob idos ace ca da sa is ação dos u en es da ede de TP, concluiu-se
a a és da análise g á ica quais os pon os a e em conside ação pa a a pos e io de inição dos
indicado es de a aliação e espe i os pesos. Tendo semp e p esen e que apenas se a a da opinião dos
u en es. É impo an e e e i algumas das ques ões de maio in luência, sendo es as: “Razão pela qual
usa o TP” e “O que gos a/não gos a na a ual ede de TP”.
3.3. INDICADORES
Os indicado es são e amen as de a aliação e êm como p incipal obje i o nes e es udo aze uma
compa ação en e as á ias pa agens e iagens de uma linha e assim, iden i ica onde é possí el
melho a , já que não há a ualmen e nenhuma e amen a que o ganize e disponibilize qualque
in o mação ace ca des e assun o. A a és dos inqué i os ealizados aos u en es do TP conseguiu-se
e i a alguma in o mação ge al quan o à sa is ação da população ela i amen e a alguns a o es de
qualidade do se iço e mesmo da ope acionalidade do sis ema. No en an o, pa a uma melho e mais
de alhada análise, ealizou-se uma obse ação pa agem a pa agem da linha 209 do ope ado STCP,
que inclui o le an amen o de in o mação ace ca da qualidade das pa agens e en ol en e. Ao ní el da
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
33
ope acionalidade, com a ajuda semp e p on a e disponí el po pa e da STCP, o am o necidos dados
ace ca das iagens nos di e en es ho á ios da linha em ques ão e que pe mi i am de e mina alguns
indicado es.
Os indicado es desc i os nes e capí ulo i e am o igem na pesquisa de abalhos semelhan es, na
obse ação in loco e na discussão com os écnicos esponsá eis po es a á ea de a uação da Câma a
Municipal do Po o.
De seguida ap esen a-se os p incipais indicado es de inidos pa a analisa as pa agens e a en ol en e à
linha da cidade do Po o.
3.3.1. QUALIDADE DO SERVIÇO
Desc e em-se a segui os indicado es ela i os à qualidade do se iço.
3.3.1.1. Pa agens
As pa agens são o elemen o undamen al de uma qualque ede de anspo es públicos, po que é o
local onde os passagei os acedem ao au oca o e são os ma cos po onde a linha se ai desen ol e .
Es as de em-se adap a ao ma e ial ci culan e e não o in e so, ou seja, o ipo de design pa a a pa agem
de e po um lado, sa is aze os equisi os mínimos pa a os passagei os e po ou o lado, não p o oca
um g ande choque isual na en ol en e. Ainda a ac escen a , uma pa agem é uma zona onde um ou
á ios au oca os azem a acos agem pa a aze o ansbo do, ou seja, a omada e la gada de
passagei os. Numa mesma linha/ca ei a exis em á ias pa agens, odas elas dis in as como é e e ido
na me odologia.
Rela i amen e à localização da pa agem em elação à ia de ci culação da co en e de á ego, exis em
dois ipos al como mos a a Figu a 24: pa agem si uada o a da ia; pa agem localizada na p óp ia
ia, sendo es e o caso mais comum. Como é de espe a , o p imei o ipo de pa agem o e ece maio
qualidade ao se iço, pois es as possuem maio espaço e assim uma maio capacidade. Segundo o
HCM de e ia exis i uma elação sa is a ó ia en e a capacidade de um ou á ios eículos com a
capacidade da pa agem, le ando a um aumen o signi ica i o na qualidade des a. No en an o, no lado
da ope acionalidade, e quando o á ego é mis o (TI e TP), a solução da pa agem o a da ia de
ci culação pode se menos an ajosa. Nes e caso como o au oca o pa a se ap oxima da pa agem ai
pa a numa baia, quando e oma a co en e de á ego, e se es a o bas an e ele ada, o mo o is a
pode á sen i alguma di iculdade, e com is o pode ad i uma diminuição da elocidade come cial do
au oca o e consequen es a asos.
Fig.24 – Tipo de localização das pa agens (Fon e: adap ado de anspo a ion.nji .edu)
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
34
Pa a cada linha ou conjun o de linhas as boas p á icas e e em que se de e e pa agens sepa adas da
co en e de á ego e de ácil dis inção po pa e dos seus passagei os [14].
No dimensionamen o de uma pa agem em que se e em con a o expec á el núme o de passagei os
que agua dam a chegada do au oca o, e que depende do núme o de linhas exis en e e de eículos em
simul âneo na mesma pa agem. A si uação ideal co esponde àquela em que a capacidade p á ica
co esponde a ap oximadamen e 80% da capacidade máxima o e ecida, e não 100% pa a e em con a
as i egula idades das chegadas dos au oca os.
3.3.1.2. Iden i icação das pa agens
A iden i icação de uma pa agem é no malmen e ei a po um pos e (ou pos ale e) al como mos a a
Figu a 25, no qual az e e ência às ca ei as que ali passam (código e des ino). Po ezes a
iden i icação o na-se mais ácil an o pa a o u en e como pa a o mo o is a de ido à p esença de um
ab igo. Es es pos es de em se dis in os de udo que exis a na sua en ol en e pa a acili a a sua
de eção. O con eúdo da placa de e se acilmen e legí el pelos passagei os e de e se colocada a uma
al u a li e no mínimo de 2,5 me os.
Fig.25 – Ab igo e pos ale e (Fon e: adap ado de s161.pho obucke .com)
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
35
3.3.1.3. Dis ância en e pa agens
De en e odos os indicado es a que se a á e e ência, es e é p o a elmen e o de maio impo ância e
consequen emen e o que ai e um maio peso associado na pa e da me odologia. Quando se
de e mina a dis ância, es a e le e não apenas o alo em me os en e duas pa agens, mas ambém em
em con a o empo que as sepa a, is o é, o empo que uma pessoa em média caminha á a é à pa agem
mais p óxima. É ainda de e e i que ambém é impo an e a dis ância ela i a, is o é, aquela que é
pe ce í el aos olhos das pessoas. Po exemplo, pode se acei á el pa a uma pessoa caminha 5 minu os
a subi , ou 10 a 15 minu os a desce , ou o equi alen e na unidade de medida de dis ância, ou seja,
me os.
Segundo a documen ação pesquisada [5], a densidade das pa agens de e e um alo ap oximado de
duas ou ês pa agens po quilóme o, em que a sua zona de in luência é limi ada po pon os que
dis am da pa agem de um empo p óximo dos 5 minu os ou ce ca de 300 me os. De no a ambém que
a dis ância en e elas de e se in e samen e elacionada com o ácio en e o núme o de iagens
o igem-des ino em cada zona [4].
Também a localização da pa agem é um a o impo an e pois, po ezes, é p e e í el que se ap oxime
ou se a as e mais em elação às pa agens sucessi as pa a que es a se localize p óxima dos p incipais
polos ge ado es de passagei os. De salien a que a localização das pa agens em impac o na
en ol en e nomeadamen e no es an e á ego que se á a e ado bem como a a és dos uídos e gases
emi idos pelos au oca os. Ainda mais impo an e é a p óp ia deg adação da qualidade do se iço
p o enien e da má colocação das pa agens, pois es a pode con ibui pa a a diminuição das
elocidades come ciais, con o o, empos de pe cu so, en e ou os.
Pa a a de e minação da localização das pa agens, nomeadamen e na iden i icação da ó ima dis ância
en e elas, há um conjun o de a o es p incipais que se de em espei a , ais como [5]:
A iculação com a ede pedonal e p oximidade com os pólos ge ado es de á ego impo an es;
Facilidade na ealização de ansbo dos en e ca ei as e/ou modos de anspo e;
In e isibilidade en e os mo o is as e os passagei os na pa agem;
Disponibilidade de la gu a do passeio adequada pa a o mo imen o dos peões;
A as amen o dos locais com ocupação p o á el de eículos es acionados;
P oximidade às a essias pedonais, sem que as ia u as possam obs ui a isão no
a a essamen o;
P oximidade das in e secções minimizando o e ei o na segu ança e na capacidade;
A as amen o das achadas dos edi ícios mais sensí eis e i ando a in usão isual;
A as amen o de locais que ponham em isco a segu ança pessoal;
Iluminação adequada po azões de segu ança pessoal;
A as amen o dos locais equipados com senso es de p esença de eículos.
Segundo Vuchic ambém se de em e em con a ou os a o es pa a além dos já e e idos ais como:
Minimiza possí el de empo de pe cu so;
Maximiza á ea de cobe u a possí el;
A ai o máximo de núme o de passagei os;
A ingi o mínimo de cus os possí eis.
Também do pon o de is a dos esiden es, a localização das pa agens não de e á es a nem mui o
pe o nem mui o a as ada das suas habi ações e não de e se um a on o à es é ica da zona.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
36
Rela i amen e aos come cian es exis em dois pon os de is a, po um lado, que a pa agem se si ue
p óxima do local de negócio (pa a quem usa o TP) e, po ou o lado, que a pa agem se si ue
a as ada (pa a os clien es que não usam o TP). No en an o, em qualque dos casos de e-se ga an i
que a pa agem não obs ua o es abelecimen o de modo a que não seja isí el e que não ocupe o
espaço des inado às ca gas e desca gas.
Quan o aos ou os u en es da ia, as pa agens não de em in e e i com o escoamen o dos eículos
nem eduzi em demasia o es acionamen o.
3.3.1.4. Ab igos
O ab igo, al como o da Figu a 25, é um dos p incipais e mais impo an es elemen os de uma linha de
TP, mais especi icamen e da pa agem em si. In elizmen e não é possí el equipa oda a ede de
au oca os com ab igos, po isso a p io i da sua escolha e colocação de em se analisados á ios
a o es ais como [5]:
Exposição do local da pa agem à in empé ie;
Tempo de espe a pela ia u a;
Disponibilidade de espaço no passeio;
Obs ução da isibilidade na ci culação;
E ei o es é ico.
Apesa dos ab igos se em u ilizados como zona de espe a pelo au oca o, a sua p incipal unção é a de
p o eção/segu ança, que pode á se maio ou meno consoan e enha ou não p o eção la e al. Es as
pa es la e ais ambém desempenham a unção de disponibiliza in o mação e publicidade pa a os
passagei os que se encon am na pa agem. Uma ou a unção do ab igo se á o da comodidade
o e ecida, is o po que em quase oda a o alidade dos ab igos de e á exis i luga es sen ados.
Quan o à acessibilidade, es es ab igos de em es a colocados de manei a a que pessoas com
mobilidade eduzida não enham di iculdade em chega ao ab igo e pos e io men e en a no
au oca o. Pa a al, os ab igos de em es a ecuados do passeio ce ca de 1 me o, ambém pa a acili a
a omada e la gada de passagei os.
3.3.1.5. Dimensão do Ab igo
A á ea de um ab igo ai se in luenciada pelo núme o de pessoas que em média cos uma espe a
naquele local pelo eículo p e endido. Segundo o Manual de Planeamen o das Acessibilidades e da
Ges ão Viá ia – T anspo es Públicos, pa a que se ga an a um bom ní el de desempenho de e-se ob e
uma á ea de ce ca de 1m2 po peão, sendo que pa a as ho as de pon a são acei á eis alo es de á ea de
ce ca de 0,5 m2 po peão. Hoje em dia oma-se como á ea mínima pa a o ab igo de 5m2, com uma
la gu a em p o undidade de 1 me o. Em elação à al u a do mesmo, de e-se ga an i 2,5 me os.
Exis em en ão dois ipos de ab igos mais habi uais, um sem painéis la e ais, em o ma de “L” e ou o
com um ou dois painéis la e ais en e os quais se ão esgua da os passagei os que espe am.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
37
3.3.1.6. Co edo es BUS
Es es co edo es (Figu a 26) ambém conhecidos como ias ese adas a eículos de anspo e
público são implemen ados como uma medida di e a ao TP, pois ão con ibui posi i amen e pa a o
escoamen o do au oca o no á ego co en e, e ga an i mais acilmen e a pon ualidade e/ou a
egula idade, a o es undamen ais pa a a iabilidade do se iço do TP. De ac o, nos g andes cen os
u banos nem semp e é possí el ga an i o se iço desejado de ido ao conges ionamen o c escen e no
espaço e no empo.
De o ma a en a sepa a do es an e á ego iá io êm sido ado adas medidas, sendo a mais comum o
co edo BUS, onde o au oca o se ai desloca sem conges ionamen o, ul apassando os es an es
eículos. Mas, es a solução em a des an agem de, apesa de não p ejudica di e amen e o TP,
condiciona o TI, pois c ia á mais conges ionamen o nas ou as ias is o que uma delas é exclusi a
pa a o TP. Assim, é aconselhá el, p e iamen e à sua implemen ação, ealiza uma análise das
an agens e des an agens da sua implemen ação.
Algumas an agens o am já apon adas an e io men e, sendo que as p incipais des an agens são as
seguin es [5]:
Redução da capacidade e aumen o do conges ionamen o local;
Pe da de es acionamen o;
Impossibilidade de e e ua pa agens pa a ca gas e desca gas de me cado ias;
Impac o nega i o p o ocado pela p oximidade da ci culação de eículos pesados às habi ações;
Mig ação do conges ionamen o pa a á eas izinhas que passam a ecebe á ego que deixou de
ci cula nesse eixo;
Aumen o da sinis alidade em ias BUS con a-sen ido.
Rela i amen e aos ipos de co edo es Bus exis en es, cons am dois ipos os que se es endem no
mesmo sen ido da ci culação do ânsi o e os que se azem no sen ido con á io. Em ce os países
algumas des as ias uncionam apenas em ce as ho as, no malmen e ho as de pon a ou pelo con á io,
apenas du an e o dia. Também es es co edo es podem se pa ilhados po ou os ipos de eículos, nos
quais cons am os áxis, eículos de eme gência e da polícia, mo ociclos e bicicle as, e ainda eículos
de me cado ias pa a ealiza em ca gas e desca gas o a das ho as de pon a. A u ilização des as ias
exclusi as ao TP pelos ou os ipos de eículos de e se analisada e e en ualmen e pe mi ida apenas
se não p ejudica a ci culação dos au oca os endo p esen e que pode á aumen a e di icul a a a e a
de iscalização. Na e dade, e i icam-se alguns casos de des espei o po es es co edo es, sendo que
o caso mais equen e é o es acionamen o abusi o que p o oca o aumen o do conges ionamen o e
consequen es a asos e demo as da chegada do au oca o às pa agens, pio ando o se iço p es ado.
Pa a comba e ais acon ecimen os se á necessá io aumen a a iscalização.
Fig.26 – Co edo BUS (Fon e: adap ado de publico.p )
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
38
A localização des es co edo es na aixa de odagem, quando no mesmo sen ido, é, no malmen e, na
ia mais p óxima do passeio, po ezes podendo ocupa a ia cen al. A sua iden i icação é ei a
apenas po ma cas longi udinais e sinalização e ical (que de e es a bem isí el pa a p e eni e
ale a os ou os u en es da ia), não se u ilizando, nes e caso, sepa ado es ísicos. Na p oximidade de
c uzamen os, de em começa um pouco mais à en e do c uzamen o pa a que exis a uma ácil e
g adual ansição dos eículos pa a a ia co e a, e de em e mina ce ca de 2 a 3 me os po cada
segundo de e de an es do c uzamen o pa a acili a a en ada de eículos que não ci culam na ia
BUS e quei am i a à di ei a [5]. Quando se a a de co edo es em con a-sen ido, es e em como
p incipal obje i o encu a o pe cu so da linha, pois quando a ua é de sen ido único, é pe mi ido ao
au oca o aze o mesmo pe cu so nos dois sen idos, diminuindo o pe cu so e assim aumen a a
qualidade do se iço o e ecido aos u en es. Quan o à iscalização nes as ias, é meno pois se si ua
numa ua de sen ido p oibido.
Exis em alguns aspe os de e e ência que de em se idos em con a pa a a decisão da implemen ação
de um co edo BUS. É o caso po exemplo, do da equência de eículos em que apenas se jus i ica a
ealização de um co edo BUS se o núme o de au oca os es i e no in e alo en e 30 a 50 au oca os
po ho a (es e in e alo depende da bibliog a ia conside ada). Também é necessá io ga an i o espaço
necessá io pa a a sua implemen ação em que es as dimensões a iam consoan e di e sas si uações. Em
ge al de e-se ga an i uma la gu a de ia igual ou supe io a 3 me os, podendo em ce os casos
especiais diminui a é ao mínimo de 2,8 me os. No en an o, nes e úl imo caso, de e-se e a enção
com os peões que ci culam no passeio, pois o au oca o i á mui o p óximo do passeio e pode á oca
com os espelhos la e ias nos peões ou mesmo no mobiliá io u bano p esen e. No caso de se pe mi ido
a ci culação no co edo BUS de ciclis as e quando se e i ica um olume ele ado des es, a la gu a do
co edo de e á se no mínimo de 4 me os, em que pa e se á a ibuída à ciclo ia. Finalmen e, é
aconselhá el que an es da implemen ação de um co edo BUS de e-se an ecipadamen e di ulga
pelos s akeholde s as mudanças que i ão oco e , com o obje i o de e i a aciden es no u u o.
3.3.1.7. Espaçamen o no passeio
O espaço des inado pa a a espe a dos passagei os de e se ap op iado pa a que agua dem
con o a elmen e e pa a que possam en a e sai do eículo com acilidade, endo em conside ação
que a en ada e saída con a com momen os que ambém se encon am já passagei os na pa agem ou no
passeio à espe a do seu eículo. Embo a o espaço que os passagei os ocupam enquan o espe am possa
se ei o no p óp io passeio, co e amen e ideal se ia exis i uma pla a o ma p óp ia que semp e que
possí el se dis inga do passeio. Pa a es a pla a o ma de e se ga an ida uma la gu a mínima de 2,3
me os [5].
3.3.1.8. Mobilidade Pedonal
Rela i amen e ao passeio p op iamen e di o, de e-se e em a enção a deslocação de pessoas mais
ulne á eis e com impedimen os ísicos e condicionamen os na sua mobilidade. Pa a al, e segundo o
“Dec e o-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agos o” , a la gu a li e mínima em passeios adjacen es a ias
p incipais e ias dis ibuido as de e se de 1,50 me os, enquan o os es an es pe cu sos pedonais é de
1,20 me os. Po ezes, é acei á el que a exis ência de secções da ede pedonal com la gu a in e io a
1,20 me os, desde que sa is açam as dimensões e e idas ela i amen e à la gu a li e. A la gu a de
1,50 me os é jus i icada pa a que uma cadei a de odas consiga muda de di eção sem necessi a de
manob as. Resumindo, quando se p oje a um passeio de e-se assegu a , semp e que possí el, uma
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
39
la gu a li e ou ú il de 1,80 me os, não con ando com o ab igo. Caso se p e enda implemen a um
ab igo de e-se ac esce a essa la gu a mais 1 me o, que é ge almen e a p o undidade de um ab igo.
3.3.1.9. Passeio Pa imen ado
Es e indicado oi conside ado na análise pa a simplesmen e iden i ica as pa agens que não êm a á ea
de saída como é no mal, is o é pa a o passeio ou pla a o ma ele ada. Ou seja, o obje i o é iden i ica
casos em que os passagei os descem do au oca o pa a locais onde se encon am a bus os ou
ege ação al a, ou ainda locais com e a não adequados e que que em dias de chu a são imp óp ios
pa a quem que sai ou en a no au oca o. Em suma, es e indicado analisa se a pa agem ga an e ou
não as condições pa a a en ada e saída dos passagei os na ia u a.
3.3.1.10. In e ace (núme o de linhas)
Rela i amen e à in e ace, nes e es udo, conside a-se como in e ace a ligação com as ou as linhas de
au oca o p esen es na mesma pa agem (exemplo da Figu a 27). É impo an e pa a a qualidade do
se iço, p incipalmen e do pon o de is a do u en e, a pa agem ecebe múl iplas linhas, pois no seu
pe cu so de o igem-des ino podem exis i á ias linhas que enham em comum o des ino p e endido
pelo passagei o. Do pon o de is a do ope ado ambém é a o á el a exis ência de múl iplas linhas
po que indi e amen e a equência de passagem dos eículos a se i os passagei os pode se meno
(mais au oca os em menos empo).
Impo an e ainda salien a que um in e ace que não seja planeado ou que não á de encon o às
expec a i as do u en e e da melho ia da ede, pode ge a o desenco ajamen o da u ilização do TP po
pa e da população [7].
Fig.27 – Núme o de linhas na mesma pa agem
3.3.1.11. In e modalidade
Nes e es udo a in e modalidade é a aliada em elação à p oximidade com o me o. Adicionalmen e
pode se ambém analisada a p esença de po exemplo, p aças de áxis. No en an o, não se conside ou
ele an e es a obse ação, endo em con a o limi e de empo pa a o p esen e abalho, e pesando o
ac o de que a p obabilidade do u en e p ocu a o áxi como meio de anspo e depois de sai ou en a
no au oca o é mui o diminu a.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
46
Fig. 34 – Cadei a de encos o (Fon e: [5])
Rela i amen e à pa e da limpeza e iluminação é de e e i apenas que pela obse ação do local se
pode a e i algo sob e a limpeza e o mesmo pa a a iluminação, sendo que es a úl ima ambém ai
in luencia em mui o a segu ança sen ida pelo passagei o na pa agem. Pa a aumen a a segu ança dos
u en es a localização dos ab igos de e á se em espaços abe os, e cons uídos com ma e iais
anspa en es pa a que se enha uma boa isibilidade da en ol en e e ambém pa a que de o a se
possa e o in e io do ab igo, sendo que os ab igos de em se iluminados.
3.3.1.26. Condições de saída do passagei o
Uma pa e impo an e de um pe cu so de au oca o é o seu inal, is o é, a chegada ao des ino. Pa a al,
de em exis i mínimas condições de saída pa a o passagei o. Com es e indicado p e ende-se e i ica
que no momen o de saída, o passagei o consegue acede ao passeio, ou pelo menos a um local
pa imen ado. De ac o exis em ce as si uações em que es a saída do eículo se e e ua pa a el ado ou
a bus os, ou nos pio es dos casos, pa a um local em que nem seque se consegue sai do au oca o.
Es as más condições podem-se ainda pio a quando na p esença de mau empo.
3.3.1.27. Recolha da in o mação ace ca dos indicado es
Os indicado es a ás e e idos são ele an es pa a a a aliação do ní el de desempenho da linha de TP.
Pa a se a alia o que exis e na ede a ual é necessá io aze uma ecolha de in o mação po obse ação
nos locais de pa agem do au oca o Es e le an amen o in loco pe mi e ambém a alia o es ado a ual
da pa agem e a necessidade ou não de manu enção e/ou cons ução de algo no o.
No caso do p esen e es udo, es es indicado es o am ecolhidos po meio p óp io, a a és da u ilização
da linha em es udo, is o é, a ca ei a 209 da STCP, e pa ando ao longo da linha em odas as pa agens
exis en es, o que o nou o p ocesso pa icula men e mo oso. No en an o, se es e mé odo o aplicado
de uma o ma sis emá ica e com ou o ipo de condições se á de espe a que se o ne mais e icien e.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
47
3.3.2. OPERACIONALIDADE
Os indicado es aqui desc i os como sendo e e en es à ope acionalidade são apenas ês, pois com os
dados ob idos não oi possí el de e mina mais.
3.3.2.1. Tempo pa ado na pa agem
O empo que um au oca o pe de pa ado na pa agem esul a de á ios a o es como po exemplo,
di iculdade de encos a de ido a es acionamen os abusi os nas p oximidades da pa agem, ou a é
mesmo no sí io ese ado pa a o au oca o, p ocu a demasiado ele ada em ce as pa agens, u en es
que demo am a en a e a alida , e c. No inal ai esul a num a aso ge al no empo de pe cu so e
consequen emen e p ejudica o se iço p es ado, pois os a asos são os dos a o es que mais mo i a a
p ocu a de ou os meios al e na i os ao au oca o po pa e dos u en es.
3.3.2.2. Tempo de alidação dos passagei os
Rela i amen e ao empo de alidação dos passagei os, es e ai a ia de aco do com as ca ac e ís icas
do passagei o que en a no au oca o bem como do ipo de u ilizado ( equen e ou ocasional) e o ipo
de iagem que ai ealiza ( abalho ou laze ). Con udo, es e empo no o al do empo de iagem ai
in luencia o empo de pe cu so da ca ei a espe i a e assim diminui a qualidade do se iço.
3.3.2.3. Núme o de passagei os que en am
Es e indicado pa a além de in luencia os úl imos dois indicado es desc i os, é ambém ep esen a i o
da p ocu a em cada pa agem. Com es a in o mação é possí el planea de o ma mais adequada cada
uma das pa agens c iando condições pa a a espe a do au oca o al como po exemplo, um ab igo
maio e maio espaçamen o no passeio.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
48
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
49
4
DESENVOLVIMENTO DA
METODOLOGIA COM APLICAÇÃO
AO CASO DE ESTUDO – A LINHA
209
4.1. RAZÃO DA ESCOLHA DESTA LINHA
A ede de anspo es públicos da cidade do Po o é quase na o alidade pe encen e a um ope ado
designado de STCP al como an e io men e e e ido e desc i o, e que em uma cobe u a espacial de
p a icamen e 100%, onde se encon am odos os ipos de linhas exis en es. O caso de es udo
conside ado nes e abalho, e que se iu de e e ência pa a o desen ol imen o da me odologia, a a-se
da linha 209, uma linha angencial que passa p óximo do cen o da cidade e ambém ab ange a
pe i e ia. Como cen o da cidade assumiu-se oda a á ea que se si ua den o da Via de Cin u a In e na.
A STCP suge iu á ias linhas pa a o es udo, de en e as quais alinha 209 oi a escolhida após uma
análise ge al. A escolha des a linha de eu-se não só ao ac o de e sido demons ado maio in e esse
pelo ope ado mas ambém pelo ac o de não se a a de uma linha mui o ex ensa, não
comp ome endo o empo disponí el pa a a ealização des e abalho. É ambém uma linha in e essan e
do pon o de is a do seu pe cu so pois es e é ei o po á ias zonas e ealidades comple amen e
di e en es, pe mi indo assim no inal da análise pe cebe se es e ac o con ibui ou não pa a e en uais
di e enças no esul ado inal. As linhas ambém p opos as pelo ope ado mas excluídas do abalho
o am a 200, a 208 e a 402.
De no a que linha 209 ( e anexo A5) a a essa á ios eixos com di e en es classi icações segundo a
ca a da hie a quia da ede iá ia ( e Anexo A6) e ab ange ao longo do seu pe cu so algumas
pa agens e in e aces ele an es e que azem pa e do “ op 20” das pa agens onde se egis am maio
p ocu a. É o caso da pa agem si uada na zona da Casa da Música de especial impo ância na ede pois
pa a além de exis i em á ias ou as linhas de au oca os ambém em in e modalidade com o me o.
4.2. METODOLOGIA
Nes e capí ulo desc e e-se a me odologia de a aliação das pa agens a a és da a ibuição de pesos aos
indicado es a ás desc i os. A a aliação de cada indicado oi ob ida com base na obse ação em cada
uma das pa agens da linha 209 bem como a a és de dados disponibilizados pelo p óp io ope ado , a
STCP.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
50
4.2.1. INDICADORES E SEUS VALORES
De salien a que alguns dos indicado es de inidos são biná ios, is o é, são a aliados com base na
espos a sim ou não, omando o alo de 1 ou 0 dependendo do indicado , e em que 1 co esponde a
uma a aliação posi i a e 0 nega i a como se pode obse a a na olha de cálculo da me odologia.
Os es an es alo es, ad ie am da discussão en e os écnicos da CMP, o ien ado es e a é po uma
obse ação lógica. Todos os indicado es se ão a aliados en e 0 pa a o mínimo e 1 pa a o máximo.
A segui ap esen a-se a me odologia de classi icação de alguns dos indicado es.
4.2.1.1. Dis ância en e pa agens
No caso especí ico em es udo e conside ando os dados que o am o necidos pelo ope ado , apenas se
conside a a dis ância en e pa agens aquela que o au oca o pe co e, o que não é a eal po que o
au oca o pode pe co e uma dis ância maio do que ealmen e as pa agem se dis am. Suge e-se como
u u o desen ol imen o des e indicado e ecolha de in o mação que se conside e de ac o a dis ância
eal en e pa agens pa a uma melho ap oximação ao alo do aio que ep esen e a á ea en ol en e à
pa agem. Ou as écnicas podem ainda se desen ol idas pa a melho a e i a cobe u a de u ilização
e/ou a ação da pa agem dos u en es.
Pa a a p esen e análise, concluiu-se que endo em conside ação a i egula opog a ia da cidade do
Po o e os á ios decli es p esenciados ao longo da linha a melho di isão pa a classi ica es e
indicado é conside ando os seguin es in e alos:
Dis âncias en e pa agens en e 0 a 200 me os, alo de 0;
Dis âncias en e pa agens en e 200 a 400 me os, alo de 0,5;
Dis âncias en e pa agens en e 400 a 500 me os, alo de 1;
Dis âncias en e pa agens en e 500 a 600 me os, alo de 0,75;
Dis âncias en e pa agens maio es que 600 me os, alo de 0,25.
Es es alo es não es ão o denados pela simples azão que a dis ância aconselhá el pa a a p esença de
pa agens co esponde ao in e alo en e 400 a 500 me os. Tan o os alo es acima como abaixo des e
in e alo aconselhá el podem se conside ados igualmen e insa is a ó ios. No en an o, o in e alo
mais p óximo e acima do in e alo ideal, pa a o qual es á a ibuído a classi icação de 1, é conside ado
melho do que o in e alo p óximo e baixo do mesmo. Is o po que a densidade de pa agens po
quilóme o não de e se ele ada (apenas 2 ou 3 no máximo). Como al pa a o in e alo en e 200 a
400 me os o alo é de 0,5 enquan o pa a o in e alo de 500 a 600 me os o alo é de 0,75. Caso as
pa agens se encon em a menos de 200 me os uma da ou a, o alo se á 0, is o é, o pio dos 5 casos,
pois a g ande densidade po quilóme o de pa agens numa ca ei a é p ejudicial pa a a
ope acionalidade da mesma, na medida em que e á que pa a mais ezes e aumen a o empo de
pe cu so. Pa a pa agens sepa adas de 600 ou mais me os, ambém conside a-se pouco acei á el pa a
os passagei os pois e iam que ealiza g andes deslocações a pé, apesa de que em e mos de
ope acionalidade se uma boa solução.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
51
4.2.1.2. Dimensão do ab igo
No es udo da linha 209 nem odas as pa agens êm ab igo e des as apenas o am obse adas 3
dimensões pa a os ab igos. Assim, pelo ac o de exis i ab igo já é classi icado como posi i o sendo
que nes e caso os alo es não a iam de 0 a 1 mas sim de 0,75 a 1., A classi icação ai a ia apenas
pela dimensão do ab igo conside ando o seu comp imen o:
Ab igo com 4 me os, alo de 0,75;
Ab igo com 5 ou mais me os, alo de 1.
4.2.1.3. Co edo BUS
Nes e caso, decidiu-se e i ica apenas a exis ência ou não de co edo es de ia exclusi a pa a o
anspo e público na pa agem e na ia imedia amen e an es e depois da pa agem.
4.2.1.4. Mobilidade Pedonal
Apesa de se es e indicado se de espos a de sim ou não, dize é de e e i que o alo que di ide as
duas opções é o de 1,20 me os de la gu a do passeio, alo esse de inido po lei pa a exis i em
condições ideais de mobilidade das pessoas no passeio.
4.2.1.5. Espaçamen o do passeio
Con inuando com o e e ido no pon o an e io , es e indicado classi ica de uma o ma mais de alhada a
la gu a dos passeios. São de inidas di e en es la gu as do passeio, excluindo o ab igo, ou seja
de e mina-se a la gu a ú il pa a a alia e e i amen e o espaço disponí el pa a a mobilidade dos peões.
Conside ou-se os seguin es alo es:
Pa a la gu as in e io es a 1,20 me os, alo de 0;
Pa a la gu as comp eendidas en e 1,20 e 1,50, alo de 0,25;
Pa a la gu as comp eendidas en e 1,50 e 2,00, alo de 0,50;
Pa a la gu as comp eendidas en e 2,00 e 4,00, alo de 0,75;
Pa a la gu as maio es que 4 me os, alo de 1.
4.2.1.6. In e ace e núme o de linhas
O indicado designado de in e ace apenas conside a a p esença de ou as ia u as de se iço na
pa agem a a és da quan idade de linhas que se em essa mesma pa agem, endo-se conside ado o
seguin e:
De 1 a 2 linhas, alo de 0,33;
De 3 a 5 linhas, alo de 0,66;
Mais de 5 linhas, alo de 1.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
52
4.2.1.7. In e modalidade
Nes e indicado já se a alia se exis em ou não ou os meios de anspo e público nas edondezas,
endo-se conside ado um aio de 250 me os pa a a á ea de in luência. Assim, na p esença de ou o
meio de anspo e público al e na i o den o dessa á ea conside ou-se o alo máximo de 1, caso
con á io conside a-se o alo de 0.
4.2.1.8. Acesso a mobilidade eduzida e Pla a o ma Ele ada
No caso do acesso a mobilidade eduzida, o alo de 1 é assumido semp e que o passagei o consegue
acilmen e sai do au oca o pa a o passeio/pla a o ma. Rela i amen e à pla a o ma ele ada, o alo de
0 é a ibuído equi alen emen e ao an e io , ou seja, quando os alo es da mobilidade eduzida ambém
é 0 po não se possí el sai aze a saída do eículo no passeio/pla a o ma. Já os alo es de 0,77 são
ado ados quando o au oca o encos a ao passeio mas em que baixa a pla a o ma mó el pa a acili a
a saída de algum u en e com mobilidade um pouco mais eduzida. O alo de 1 é quando na pa agem
exis em pla a o mas especí icas pa a acili a a en ada e saída de passagei os, sendo mais ele adas
pa a al obje i o.
4.2.1.9. Rua de sen ido único
De aco do com o que já oi e e ido no capí ulo an e io pa a es e indicado conside ou-se o seguin e:
1 ia, alo de 0;
2 ias, alo de 0,5;
3 ou mais ias, ou ia com e úgio pa a au oca o, alo de 1.
4.2.1.10. Decli e da ua
A classi icação conside ada pa a es e indicado es á elacionada com o bem-es a do passagei o
enquan o espe a pelo eículo p e endido. Assim, a ibui-se alo de 0 pa a o pio si uação e 1 pa a a
melho si uação:
Rua a subi , alo de 0;
Rua a desce , alo de 0,25;
Rua ligei amen e a subi , alo de 0,5;
Rua ligei amen e a desce , alo de 0,75;
Rua plana, alo de 1.
O sen ido ascenden e ou descenden e, a aliado no sen ido da ma cha do au oca o, se e pa a
iden i ica inclinações signi ica i amen e ele adas Assim, quando se classi ica a ua como
ligei amen e a subi /desce es á-se a conside a , como o p óp io nome indica, que a inclinação não é
acen uada.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
53
4.2.1.11. Es acionamen o abusi o
A classi icação des e indicado e e como base a obse ação no local du an e o le an amen o dos
dados. É de salien a que es e indicado pode so e a iações no u u o ou dependendo do meio
u bano e/ou u al em análise, pois depende de como o es acionamen o é o ganizado. Como al es e
indicado é a iá el de e á se ajus ado caso a caso. No p esen e es udo conside ou-se os alo es a
a ia de 0, como a pio si uação a 1, pa a a melho si uação, endo em con as as seguin es si uações:
Es acionamen o em en e à pa agem, alo de 0;
Es acionamen o que di icul e as manob as pa a o au oca o encos a , alo de 0,25;
Es acionamen o em cima do passeio, alo de 0,5;
Es acionamen o ela i amen e pe o da pa agem, alo de 0,75;
Sem es acionamen o abusi o, alo de 1.
4.2.1.12. Iluminação, Segu ança e p o eção, Limpeza, Con o o e Condições de saída do passagei o
Es es indicado es o am a aliados com alo es en e 1 (pio ) e 5 (melho ), em que cada indicado em
desc ições di e en es:
Iluminação:
o 1 - Sem iluminação qualque ;
o 2 - Pos es de iluminação localizados longe da pa agem, ou do ou o lado da ia;
o 3 - Pos es de iluminação ela i amen e pe o da pa agem, mas sem iluminação ex e io
(se iços, ou os eículos, en e ou os);
o 4 - Pos es de iluminação pe o da pa agem e iluminação ex e io ;
o 5 - Pos es de iluminação na pa agem, ab igo iluminado e zona come cial com bas an e
iluminação ex e io .
Segu ança e p o eção:
o 1 - Pos ale e jun o à ia, pouco iluminado e em zona com mau aspe o que ansmi e
pouca segu ança;
o 2 - Pos ale e jun o à ia, pouco iluminado / Ab igo em zona com mau aspe o;
o 3 - Pos ale e com iluminação su icien e em zona que não em mau aspe o e algum
mo imen o / Ab igo iluminado sem pa e la e ais e jun o à ia;
o 4 - Ab igo iluminado, em zona com mo imen o, com pa e la e ais e a as ado da ia;
o 5 - Ab igo com pa es la e ais e pa agem numa zona com bom aspe o, iluminada,
ele ada e com bas an e mo imen o.
Limpeza:
o 1 - P esença de mui o lixo, an o na pa agem com nas edondezas;
o 2 - Pa agem com algum lixo e à sua ol a ambém;
o 3 - Rela i amen e pouco lixo p esen e na p óp ia pa agem;
o 4 - Pa agem sem lixo;
o 5 - Pa agem e en ol en e sem lixo e p esença de caixo es do lixo p óximos.
Con o o:
o 1 - Apenas exis ência de pos ale e e passagei os espe am de pé pelo au oca o numa
ua a subi /desce
o 2 - Apenas pos ale e, mas em ua plana / p esença de algum mu o ou g adeamen o em
que passagei os se possam encos a ou mesmo sen a ;
o 3 - Exis ência de ab igo, mas sem luga es pa a se sen a ;
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
54
o 4 - Ab igo com luga es sen ados;
o 5 - Ab igo com abundância de luga es pa a sen a e ainda com p esença de cadei as de
encos o.
Condições pa a a saída de passagei os:
o 1 - Passagei os saem pa a a es ada e nem passeio exis e;
o 2 - Passagei os saem pa a zona não pa imen ada;
o 3 - Passagei os saem pa a a es ada po que o au oca o não consegue encos a ao
passeio;
o 4 - Passagei os saem pa a o passeio;
o 5 - Passagei os saem pa a uma pla a o ma ele ada.
Pa a simpli icação na al u a da ecolha dos dados, os alo es a ia am en e 1 e 5, mas pa a o cálculo
se coe en e, es es alo es omam ou os signi icados. Em que 1 co esponde a 0; 2 a 0,25; 3 a 0,50; 4
a 0,75 e po úl imo 5 a 1, que se a a do melho caso.
4.2.1.13. Ope acionalidade
Es es alo es o am ob idos a a és da análise de dados o necidos pela en idade ope ado a na cidade
do Po o, a STCP.
Impo an e e e i que os alo es dos é minus (início e im da ca ei a) o am excluídos po causa de
e os associados à ma cação manual e não au omá ica po pa e dos mo o is as quando chegam ao
inal da linha, e po isso podem não co esponde aos empos eais de supo e. Po ou o lado, é
possí el que os passagei os que ão en ando no au oca o du an e o empo de supo e o açam
g adualmen e à medida que ão chegando. Como al achou-se po bem não con a com es as duas
pa agens pa a o cálculo.
Ainda de e e i que os dados ela i os à ope acionalidade co espondem aos dias da semana en e
e ça e quin a- ei a, excluindo assim as segundas e sex as- ei as po se em dias menos pad onizados.
Ainda a salien a que os ho á ios analisados co espondem às ho as de pon a da manhã (07:30 – 09:30)
e da a de (17:30 – 19:00), de modo a que ab anja o maio núme o de passagei os sendo ainda o
ho á io mais des a o á el em e mos ope acionais.
Pa a se ob e uma amos a signi ica i a, de aco do com ce as bibliog a ias, é necessá io ealiza ce ca
de 10 ensaios pa a ob e um esul ado ep esen a i o. Nos seguin es indicado es ealiza am-se ensaios
co esponden es a 4 dias e, em cada dia, 7 iagens da mesma linha, ou seja, no o al co esponde a 28
ensaios. O p ocedimen o u lizado no a amen o dos dados e e uou-se em dois passos da seguin e
o ma:
1) Soma am-se os alo es de cada ho a, em sepa ado pa a cada indicado ,
co esponden es a cada pa agem num de e minado dia;
2) Dos esul ados ob idos pa a cada pa agem em cada dia, de e minou-se a média
espe i a dos 4 dias em cada pa agem.
Os esul ados ob idos pa a cada indicado se ão a aliados po in e alos de o ma a a ibui um alo
numa escala de 0 e 1.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
55
4.2.1.14. Tempo pa ado na pa agem
Os in e alos assumidos pa a a alia es e indicado o am os seguin es:
Tempo pa ado na pa agem maio que 60 segundos, alo de 0;
Tempo pa ado na pa agem en e [40;60] segundos, alo de 0,33;
Tempo pa ado na pa agem en e [20;40[ segundos, alo de 0,66;
Tempo pa ado na pa agem meno que 20 segundos, alo de 1.
De no a que nos casos em que o au oca o pá a, ab e as po as, apanha os passagei os e echa as
po as já em andamen o, a ação é ão ápida que se assume como se não i esse pa ado.
4.2.1.15. Tempo de alidação dos passagei os
Pa a es e indicado conside a am-se os seguin es in e alos:
Tempo de alidação maio que 30 segundos, alo de 0;
Tempo de alidação en e ]20;60] segundos, alo de 0,33;
Tempo de alidação en e [10;20] segundos, alo de 0,66;
Tempo de alidação meno que 10 segundos, alo de 1.
Te em a enção que alguns dos passagei os que emba cam não alidam logo, pois o au oca o en a em
mo imen o e a alidação é ealizada segundos depois. Como al, o empo de alidação pode se maio
nes es casos.
4.2.1.16. Núme o de passagei os que en am
O conhecimen o des e indicado ad ém da co espondência com o núme o de alidações
an e io men e analisado e co esponde à p ocu a des a linha nas espe i as pa agens.
Es a p ocu a é a aliada da seguin e manei a:
Não en a nenhum passagei o, alo de 0;
Núme o de passagei os que en am en e [1;5[, alo de 0,33;
Núme o de passagei os que en am en e [5;10[, alo de 0,66;
Núme o de passagei os que en am maio ou igual a 10, alo de 1.
4.2.1.17. Des io do empo abelado
Es e indicado , apesa de não e sido de e minado de ido à al a de dados, é bas an e ele an e a e
em conside ação em es udos u u os con ibuindo pa a o desen ol imen o des a me odologia.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
62
CVI4
57%
60%
69%
HPRL3
52%
39%
62%
CTS1
43%
39%
63%
MLAM1
55%
44%
66%
CPR1
42%
42%
57%
PREL2
59%
35%
64%
Pode-se en ão e i ica que na pe spec i a do u en e e do ges o a melho pa agem é a Boa is a – Casa
da Música e pa a o ope ado é a Plane á io. Segundo es e mé odo, pa a o u en e, a pio pa agem em
um ND de D, o ope ado E e pa a o ges o um ND C.
Tabela 7 – Ní eis de Desempenho esul an e da análise en e pa agens (Sen ido P elada Pas elei a)
NS u en e
NS ope ado
NS ges o
CPR2
39%
41%
56%
MLAM2
36%
38%
54%
CTS2
48%
44%
54%
HPRL4
41%
32%
57%
CVI6
52%
62%
60%
CSBV1
56%
60%
64%
MRS2
69%
69%
81%
CMS1
80%
89%
89%
BCM5
100%
100%
90%
BVCM3
57%
62%
66%
BS8
67%
86%
92%
PRG4
91%
84%
100%
JM1
96%
72%
90%
PLNT1
68%
55%
74%
FCLH
63%
58%
78%
APT3
39%
37%
57%
BBL
55%
40%
64%
LRD3
49%
40%
58%
MTRA
41%
41%
48%
ASZE1
55%
53%
65%
MASC1
54%
43%
60%
No amen e as melho es pa agens es ão assinaladas a e de, e nes e sen ido, as pio es pa agens an o
pa a o u en e como pa a o ope ado são de ND D, e pa a o ges o ND C.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
63
4.4. APLICAÇÃO DA METODOLOGIA A OUTRAS LINHAS E SUA VALIDAÇÃO
Ob iamen e que os in e alos associados a cada ní el de se iço o am de inidos de aco do com a
linha em es udo, endo-se ob idos esul ados espe ados pela análise do e eno. No en an o, a
me odologia necessi a se aplicada pa a o maio núme o de linhas e pos e io men e se alidada
nou os casos de es udo.
De ac o, um dos obje i os p e endidos no início des e es udo e a a alidação da me odologia.
Espe a a-se e o empo necessá io pa a es uda pelo menos mais uma linha que supos amen e se ia de
boa qualidade em e mos de qualidade do se iço e ope acionalidade, e assim aplica a me odologia
pa a alida se o esul ado se ia ep esen a i o dessa qualidade em elação à linha es udada, is o é a
linha 209.
Fu u amen e p e ende-se que es a me odologia seja ambém aplicada numa ase p é ia à
implemen ação de uma linha, pa a que seja possí el da pa e do ges o e algum conhecimen o p é io
da iabilidade da u u a linha.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
64
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
65
5
MEDIDAS PARA MELHORIA DO
NÍVEL DE DESEMPENHO
5.1. MEDIDAS QUE FAVORECEM O TRANSPORTE PÚBLICO
Como a ás já oi e e ido, o TI es á cada ez mais a ganha dis ância ao conco en e TP. Pa a que isso
seja amenizado e pa a que o anspo e público seja um anspo e de eleição é necessá io aumen a a
sua a a i idade. Pa a isso exis em um conjun o de medidas e polí icas que isam es e obje i o, en e
as quais se podem o ma dois g andes g upos: 1) medidas di e as que apon am pa a a melho ia, em
alo es absolu os, das ca ac e ís icas do TP; 2) medidas indi e as que p e endem aumen a a
a a i idade do TP, p omo endo-o em elação à u ilização de modos al e na i os (nes e caso o TI).
Assim, esumidamen e, as medidas de apoio ao TP p e endem in e i em alguns aspe os como o
aumen o da iabilidade, a edução de a asos de ido ao conges ionamen o e edução dos cus os de
ope ação. Po ou o lado, quando se ala de o na menos a a i o o TI, emos po exemplo a edução
empos de e de nos sinais luminosos, edução de espaço de ci culação, en e ou os.
Algumas das medidas e e idas esul am de suges ões iden i icadas a a és de inqué i os ei os à
população em que es a apon ou a o es de descon en amen o bem como a o es que necessi am de
melho ia ou a é de se em implemen ados na a ual ede [5] [10].
Pa a um melho en endimen o do que ealmen e são es as medidas, de seguida ap esen a-se mais
de alhadamen e alguns exemplos:
5.1.1. MEDIDAS DIRETAS
Sis ema a i á io e bilhé ica - Com o passa dos anos a ecnologia da bilhé ica oi e oluindo o
que pe mi e nos dias de hoje ado a a i á ios mais adap ados às necessidades dos di e en es
passagei os, o nando assim mais cómoda e ácil a sua u ilização e ca egamen o. Po ou o
lado, a sua implemen ação em ambém a an agem de pe mi i c ia uma base de dados eno me
ace ca dos mo imen os dos passagei os. Den o des e sis ema há soluções elacionadas com a
mudança do ipo de alidação e que podem o na mais a a i o ou não o sis ema. Po exemplo,
a alidação ealizada no ex e io do au oca o, com o incon enien e de e que exis i uma maio
iscalização; a c iação de pos os de ca egamen o e comp a de í ulos nas p óp ias pa agens, que
com ce eza ao acili a a aquisição dos í ulos de iagem a ai ia mui a mais população pa a o
uso do au oca o.
Rede e explo ação do T anspo e Público - A a a i idade do TP pode se a ingida po uma boa
cobe u a espacial e empo al da ede e ambém na c iação de p odu os e medidas di igidas aos
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
66
u en es. Po exemplo a c iação de ca ei as especí icas pa a a ende de e minado ipo de p ocu a
alcança bons esul ados; ambém a melho ia da qualidade das pa agens, ou seja, localização,
segu ança, comodidade e in o mação pode le a a um aumen o da p ocu a. Po úl imo, uma
medida que em ge al a o ece mui o a u ilização do TP é a ga an ia da
pon ualidade/ egula idade das ia u as nos ho á ios de inidos, pois isso le a a um aumen o da
con iança e consequen emen e a um aumen o da u ilização como an e io men e e e ido.
In o mação cla a e consis en e - A disponibilização de in o mação acilmen e comp eensí el
pelos passagei os é o elemen o cha e pa a a a a i idade de uma ede de TP. As pa agens de em
o nece in o mação su icien e pa a que os passagei os possam iden i ica as pa agens e
acilmen e na ega po oda a ede. In o mação sob e ho á ios, zonas e a i as ambém de e
aze pa e da p óp ia pa agem; [15]
P io idade ao TP - T a amen o p e e encial do TP, a a és de ias exclusi as pa a a sua
ci culação e edução dos empos de espe a em c uzamen os egulados po sinalização luminosa.
Es a medida ai con ibui pa a um aumen o da elocidade de ope ação do TP e assim ajuda a
que se o ne um eículo mais a a i o e possa conco e com o TI. A egulação dos sinais
luminosos pode se abo dada po duas medidas (ambas pa a p io iza em o TP), is o é, medidas
passi as, onde se eo ganizam as ases dos sinais luminosos, e medidas a i as, em que se c ia
uma ase especial pa a o au oca o quando há a sua de eção na ia;
F o a e pessoal - Es a medida a e a essencialmen e a isão pessoal e indi idual do u en e em que
cada ez mais a escolha da u ilização do TP ad ém de ca ac e ís icas como a segu ança, an o
nas pa agens como no in e io do eículo, o con o o e limpeza no in e io da ia u a, a
acilidade de acesso ao au oca o. De igual modo ambém em ela i a impo ância a qualidade
de a endimen o e ambém a qualidade da condução po pa e do mo o is a, pois conduções mais
sua es e segu as são mais a a i as pa a os u en es. In o mação - P o a elmen e a medida mais
impo an e pa a o aumen o da p ocu a do TP. A al a de in o mação e desconhecimen o da
exis ência do se iço é uma das p incipais causas da não u ilização des e meio de anspo e, e
po isso é impo an e apos a nes a medida pa a a ai mais u en es. O ac o de se sen i em mais
in o mados sob e ho á ios, linhas, ans e es, en e ou os, é capaz de muda a a i ude das
pessoas mais e icen es a es e se iço; [5] [10]
Ambien e - Nos dias que deco em o nosso ambien e ai sendo cons an emen e a acado e
p ejudicado pelas emissões de gases noci os pa a a a mos e a p o enien es em g ande pa e
pelos anspo es, an o indi iduais como públicos, mas p incipalmen e pelos TI, já que exis em
em maio quan idade. Se a u ilização do TP o maio com consequen e edução do TI, as
emissões se iam bem meno es. Ac esce o ac o de que hoje em dia exis e a possibilidade de
oca os combus í eis ósseis po al e na i as "limpas" e a é um eco-d i ing po pa e dos
mo o is as, onde a condução é o ien ada de o ma a eduzi a emissão de gases;
In elligen T anspo a ion Sys ems (ITS) - O anspo e público em sido g andemen e
bene iciado nos úl imos anos na pa e da elec ónica, in o má ica e comunicação. Mui os
elemen os des as ecnologias êm desen ol ido aplicações com g ande u ilização no sis ema de
TP. Alguns exemplos des as ecnologias são as comunicações ia ádio, sinais luminosos
au oma izados pa a p io iza o TP, cen os de con olo de á ego, GPS, e ou os equipamen os
baseados na pa e elec ónica. Es as ecnologias êm como p incipal obje i o aumen a
di e amen e a e iciência do TP.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
67
5.1.2. MEDIDAS INDIRETAS
Exis em dois p incipais ipos de medidas indi e as que são as mais in luen es, uma delas é o aumen o
de axas e impos os aplicados aos au omó eis (TI). Es e aumen o de enca gos inancei os pa a quem
possui um au omó el ou pa a quem que adqui i um em, em ge al, bas an e in luência na oca do TI
pelo TP. Em al e na i a, os cus os associados ao combus í el, ao es acionamen o ou a é ao uso da
in a-es u u a pode se um a o p eponde an e pa a a escolha do anspo e. Também a ges ão do
á ego com o obje i o de condiciona a ci culação do TI com medidas conside adas mais “le es” aos
olhos dos u ilizado es do TI, ais como limi ação e/ou p oibição da ci culação em ce as zonas/ uas
e/ou no es acionamen o [5].
Pode-se en ão a e i que qualque a uação ao ní el mac o e á como opção as medidas ap esen adas
an e io men e, e a um ní el mic o as medidas são ocadas ao ní el do melho amen o dos indicado es
de qualidade das pa agens.
5.2. IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS AO CASO DE ESTUDO
Nes e subcapí ulo p e ende-se abo da a análise das medidas necessá ias pa a melho a o ní el de
desempenho da linha 209. A análise e seleção das medidas em como base os indicado es a aliados
bem como os inqué i os ealizados.
Como se e i icou da aplicação da me odologia à linha 209, es a linha em em média um ND C, apesa
de se um esul ado posi i o, o alo de B se ia o aconselhá el pa a o bom uncionamen o da ede no
ge al, pa a classi ica uma ede de TP como boa, as suas linhas na maio ia e ia de ambém o e ece
um ND de B. Pa a que se consiga o desejado desen ol imen o sus en á el, de modo a que as pessoas
ejam o au oca o como uma al e na i a a a i a pa a u iliza nas suas o inas diá ias, desde abalho a
laze .
Segundo os esul ados que se ob i e am dos inqué i os, alguns dos pon os mais impo an es a
melho a se iam aqueles co esponden es à ques ão 7, ou seja, “o que não gos a na a ual ede de TP?”,
e como se e i icou no capí ulo dos esul ados dos inqué i os, os de maio ealce são a al a de
p esença de ab igos e a i a, e uns ela i os à ope acionalidade como empo de espe a, pon ualidade e
equência. T aduzindo es es alo es pa a os indicado es que en am nas ó mulas são en ão, o
indicado ab igo, indicado es elacionados com o empo de espe a, que an o podem se indicado es de
con o o enquan o espe am como de ope acionalidade, en ão en am os indicado es con o o, empo
pa ado na pa agem, empo de alidação dos passagei os e núme o de passagei os que en am.
Ainda ela i o aos inqué i os, especi icamen e à ques ão 7.1 (O que acha ia da implemen ação de:),
onde se pe gun a aos inqui idos o que acha iam da melho ia ou implemen ação de ce os aspe os, e os
que despe a am maio in e esse o am os elacionados com o painel com a in o mação do au oca o
em empo eal, a edução do in e alo en e eículos, que pode ia passa pelo indicado da dis ância
en e pa agens, empo pa ado na pa agem e empo de alidação dos passagei os, po úl imo ambém
suge em o aumen o dos co edo es BUS ace ao que exis e a ualmen e.
Abs aindo do esul ado dos inqué i os que êm como base a opinião das pessoas, em ambém que se
pensa aqueles que se iam de ácil a uação pa a a sua melho ia, pa a além dos que o am e e idos
an e io men e, alguns exemplos são po exemplo a al e ação de pe cu so em ce os pe cu sos de modo
a le a a uma maio in e modalidade (indicado pa ilhado pelos 3 g upos), ambém a a uação pe an e
o es acionamen o abusi o de modo a diminui-lo, e po exemplo um aumen o da iluminação e con o o
nas pa agens. A melho ia des e le a ia com ce eza a uma maio p ocu a do TP e consequen emen e
melho ia no indicado dos passagei os que en am.
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
68
Es as melho ias, dependendo de indicado pa a indicado , se iam apenas aplicadas em algumas
pa agens, como po exemplo as de maio p ocu a, po exemplo a implemen ação de painéis pa a
in o mação em empo eal e a in e modalidade, ou os podem-se aplica ao pe cu so in ei o, exemplo
dos ab igos (quando exis i espaço no passeio pa a al), a dis ância en e pa agens (não mui o co e o
po que e iam que desapa ece algumas pa agens no en e an o), a edução do es acionamen o abusi o
nos locais mais p eocupan es e o aumen o da iluminação nas pa agens.
Ce os indicado es com a in o mação na pa agem sob e locais de in e esse na en ol en e e pa agens
com pa imen o em be ão se iam acilmen e aplicadas a odas as pa agens.
Po ou o lado, pa a quem p e enda u iliza a me odologia sem e conhecimen o do an e io men e
esc i o, ambém a á sen ido em aze as melho ias de uma o ma hie a quizada, ou seja, quando se
con on a o esul ado inal, desc ição do ND po pa agem e segundo os ês g upos, pensa em
melho a as pa agens com uma meno classi icação. Um pon o de is a que ambém a á sen ido, mas
ainda assim cada caso é um caso e nada e exis em semp e que não seja possí el melho a aquela
pa agem em especí ico, po isso an es de aplica melho ias, de e-se p imei o aze um pequeno es udo
pa a e conhecimen o da linha a analisa .
5.3. VERIFICAÇÃO DO ND DE UMA LINHA APÓS SELEÇÃO DAS MEDIDAS
De e e i que pa a a melho ia do indicado ela i o à dis ância en e pa agens p ocedeu-se à
eliminação de algumas pa agens que es a iam demasiado p óximas, que se podia e i ica pelo alo
do indicado , con udo e e-se em a enção que pode ia es a p óxima da an e io mas a as ada da
seguin e, po isso e e-se em a enção esse po meno . Ou o po meno que se de e e em a enção
quando se p e ende e i a uma pa agem é pensa se os ou os indicado es ambém p ejudicam o
esul ado inal, po exemplo na zona da Boa is a e Casa da Música, apesa de as dis âncias se em
ela i amen e p óximas, o es o dos indicado es são maio i a iamen e posi i os nes a zona, logo não
a á sen ido a eliminação de pa agens nes e local. Pode-se sim pensa na ecolocação das pa agens, em
que não se eliminam, apenas se a as am mais um pouco de modo que o seu alo na a aliação seja
maio e não p ejudique o es o dos alo es ela i os à pa agem e e ida. Nes e caso em conc e o, as
pa agens que se suge i am elimina o am as seguin es, Escola Aleixo e La go Pin o Co eia (Sen ido
Pas elei a – P elada) e ambém a Ma ia Lamas (Sen ido P elada – Pas elei a).
Como espe ado, a melho ia oi bem-sucedida, ob iamen e que como se a a apenas de um indicado ,
o aumen o do esul ado inal não é mui o g ande. No ge al odos os esul ados aumen am, mas onde a
al e ação é mais impo an e é no sen ido Pas elei a – P elada que o NS pa a o ope ado passa de D
pa a C. Como se pode e i ica nas abelas 8 e 9 as melho ias ela i as a es as eliminações.
Tabela 8 – Melho ia nos Ní eis de Desempenho com eliminação de pa agens (Sen ido Pas elei a - P elada)
51%
45%
52%
C
C
C
Tabela 9 – Melho ia nos Ní eis de Desempenho com eliminação de pa agens (Sen ido P elada - Pas elei a)
53%
48%
52%
C
C
C
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
69
No que oca a ou as al e ações e aumen o do ND o e ecido, a melho ia passa ia po aumen o do alo
de ce os indicado es. Os indicado es escolhidos de en e os an e io men e e e idos, são aqueles em
que é mais ácil a ua , po exemplo a iluminação, o con o o, e o es acionamen o abusi o, ambém em
algumas pa agens, em conc e o aquelas com maio p ocu a, ambém aumen a os indicado es de
p esença de ab igo, con o o, co edo BUS, painel com in o mação em empo eal e a
in e modalidade. De no a que os no os alo es pa a es es indicado es oma iam o alo de 1
(máximo), exce o o alo do con o o, po que es e es á elacionado com a p esença de ab igo, po isso
apenas oma o alo 1 nas pa agens com ab igo. Caso haja possibilidade de coloca um ab igo numa
ce a pa agem, en ão aí sim, o alo do con o o passa iam a se 1 (po exemplo a pa agem Faculdade
A qui ec u a em espaço su icien e no passeio pa a a colocação de um ab igo). Também se de e e
a enção que a implemen ação de um co edo BUS só é possí el em si uações com espaço na ia.
Com es as melho ias, os no os esul ados melho a am como e a espe ado, e um aumen o no ND do
ope ado é obse ado no sen ido Pas elei a – P elada, bem como em mui as pa agens. No sen ido
con á io, a melho ia mais signi ica i a é pa a o g upo do ges o que em um aumen o do seu NS pa a
um alo no in e alo co esponden e a B.
De seguida nas abelas 10 e 11 mos am-se as melho ias ela i amen e às pa agens e ao esul ado inal.
Tabela 10 – Melho ia nos Ní eis de Desempenho com melho ia dos indicado es (Sen ido Pas elei a - P elada)
59%
47%
62%
C
C
C
Tabela 11 – Melho ia nos Ní eis de Desempenho com melho ia dos indicado es (Sen ido P elada - Pas elei a)
63%
51%
65%
C
C
B
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
70
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
71
6
CONCLUSÕES
6.1. CONCLUSÕES PRINCIPAIS
O p esen e abalho e e como p incipal obje i o, em es ei a colabo ação com a Câma a Municipal do
Po o, c ia uma me odologia de a aliação de uma linha e/ou ede de anspo e público. Pa a al oi
necessá io iden i ica e classi ica indicado es ao ní el da qualidade de se iço e da ope acionalidade.
Fo am ambém conside ados nes a me odologia, a a és de ês modelos dis in os, os di e en es pon os
de is a de aco do com os ês in e enien es p incipais no anspo e público, en e eles o u en e, o
ope ado e o ges o .
Tendo p esen e es e obje i o oi c iada uma me odologia a pa i da qual são ealizadas a aliações
de alhadas das pa agens da linha em es udo. O esul ado inal co esponde ao designado Ní el de
Desempenho que classi ica a linha segundo cinco ní eis dis in os e de aco do com o modelo aplicado.
No desen ol imen o des e es udo depa ou-se com algumas di iculdades ela i as à al a de dados pa a
a alia indicado es de qualidade que o am excluídos nes a análise ealizada apenas com os dados que
o am disponibilizados e ou possí eis de ob e no local, podendo no u u o se em adicionados mais
indicado es.
Após a aplicação da me odologia, o am desen ol idos dois cená ios possí eis de aplicação de
medidas com is a à melho ia do Ní el de Desempenho (ND) da linha. Um dos cená ios inclui a
eliminação de pa agens e o ou o a melho ia de ce os indicado es. Concluiu-se que a melho opção
pa a a aumen a os ND se ia uma equilib ada junção des es dois cená ios. Con udo, a implemen ação
des as medidas es á semp e dependen e da on ade e capacidade do ges o , nes e caso o município, de
o aze .
Como conclusão ge al ealça-se a capacidade des a me odologia con ibui numa p imei a ase pa a a
análise da linha e/ou ede de au oca os em es udo e a ibuição de um ND e, numa ase seguin e, na
iden i icação de medidas a aplica nas p óp ias pa agens ou en ão ge ais à linha com e i icação dos
ND ob idos pela implemen ação das medidas. No inal é possí el, e sem cus os de implemen ação,
analisa e compa a em elação ao exis en es, se de ac o o cená io escolhido es á de aco do com o
p e endido.
Como conclusões especí icas ela i amen e às medidas a ado a no u u o, apon am-se os seguin es
indicado es que o am selecionados pa a a ob enção de um melho ND:
Dis ância en e pa agens;
Ab igo;
Pa agem com pa imen o em be ão;
Tabela de a aliação dos indicado es
SENTIDO: PASTELEIRA - PRELADA
Indicado
1. Dis ância
da
pa agem
an e io (m)
2.
Co edo
BUS
3.
Ab igo
4.
Dimensão
do Ab igo
5.
Mobilidade
pedonal
6.
Espaçamen o
do passeio
7. Passeio
pa imen ado
8.
In e ace
28.
In e modalidade
9.
Núme o
de
linhas
10. Acesso
a
mobilidade
eduzida
Pa agem
(Código)
PAST1
0
1
0,75
1
0,5
1
0
0
1
PLM2
0,5
1
1
1
1
0,5
1
1
0
0,66
1
ALX1
0,5
0
1
0,75
1
0,5
1
1
0
0,33
1
COND1
0,5
0
1
0,75
1
0,5
1
0
0
1
EALX
0,5
0
0
1
0,5
1
0
0
1
MARB
0,5
0
0
1
0,25
1
0
0
1
LPC
0
0
1
0,75
0
0,5
1
0
0
1
TEC
0,5
0
1
0,75
0
1
0
0
1
FCA
0,75
0
0
1
0,75
1
0
0
1
PLNT2
1
1
1
0,75
0
1
1
0
0,66
1
JM2
0,75
1
1
1
0
1
1
0
1
1
PRG1
0,75
1
1
1
1
0,75
1
1
0
1
1
BS1
0,5
1
1
1
1
0,75
1
1
0
1
1
BCM2
0,5
0
1
1
1
1
1
1
1
1
1
GRC1
1
0
1
0,75
1
0,5
1
1
0
1
0
CVI4
0,5
0
1
0,75
0
1
1
0
0,66
1
HPRL3
0,5
0
0
1
0,75
1
0
0
1
CTS1
1
0
0
1
0,25
1
0
0
1
MLAM1
0,5
0
0
1
0,75
1
0
0
1
CPR1
0,5
0
0
1
0,75
1
0
0
0
PREL2
0,25
0
1
0,75
1
0,75
1
0
0
1
SENTIDO: PASTELEIRA - PRELADA
Indicado
11.
Pla a o ma
ele ada
12.
P oximidade
de
passadei a
13.
Baia
14. Rua
de
sen ido
único
15.
Decli e
da ua
16.
Pa agem
em
in e secção
17.
Pa agem
com pa .
Em be ão
18. In . de
locais de
in e esse na
en ol en e
19.
Es acionamen o
abusi o
20.
Disponibilidade
pa a in . Em
empo eal
21.
Espaço
pa a
manob as
Pa agem
(Código)
PAST1
0,7
1
0
0,33
1
0
0
1
0
1
PLM2
1
1
0
0
1
0
0
1
0
1
ALX1
0,7
1
0
0,5
1
1
0
0
1
0
1
COND1
0,7
1
0
0,33
1
0
0
0,25
0
1
EALX
0,7
0
0
0
0
1
0
0
0
0
1
MARB
0,7
0
0
0
1
0
0
0,25
0
0
LPC
0,7
0
0
0
1
1
0
0
0,5
0
0
TEC
0,7
0
0
0
0,75
1
0
0
1
0
0
FCA
0,7
0
0
0
1
0
0
1
0
1
PLNT2
1
1
0
1
1
0
0
1
1
1
JM2
1
1
0
0,25
1
0
0
0,5
1
1
PRG1
0,7
1
0
0
1
0
0
1
0
1
BS1
0,7
0
0
1
1
0
0
1
1
1
BCM2
0,7
1
1
1
1
0
0
0,25
1
1
GRC1
0
0
0,5
1
1
0
0
1
0
1
CVI4
0,7
1
0
0,5
1
1
0
0
0,75
0
1
HPRL3
0,7
1
0
1
1
0
0
1
0
1
CTS1
0,7
0
0
0,5
1
0
0
0,5
0
1
MLAM1
0,7
1
0
1
1
0
0
1
0
1
CPR1
1
0
0,75
1
0
0
1
0
1
PREL2
0,7
1
0
0,5
1
1
0
0
1
0
1
SENTIDO: PASTELEIRA - PRELADA
Indicado
22. Edi ício
de achada
sensí el
23.
Iluminação
24.
Segu ança
e p o eção
25.
Limpeza
26.
Con o o
27. Condições
de saída do
passagei o
29. Tempo pa ado na
pa agem (seg) (media
dos 4 dias)
30. Tempo de
alidação dos
passagei os (seg)
(media dos 4 dias)
31. Núme o de
passagei os que
en am (media
dos 4 dias)
Pa agem
(Código)
PAST1
1
0,5
0,5
1
0,75
0,75
PLM2
1
0,5
0,75
1
0,75
1
0,66
1
0,33
ALX1
1
0,5
0,5
1
0,75
0,75
0,33
1
0,33
COND1
1
0,5
0,5
1
0,75
0,5
0,66
1
0,33
EALX
1
0,5
0
0,25
0
0,5
1
1
0
MARB
1
0,5
0,25
0,75
0
0,5
0,66
1
0,33
LPC
1
0,75
0,5
1
0,75
0,5
0,33
0,66
0,66
TEC
1
0,25
0,25
0,5
0,75
0,75
0,66
0,66
0,33
FCA
1
0
0
1
0,25
0,75
1
1
0,33
PLNT2
1
0,75
1
1
1
1
0,33
0,33
1
JM2
1
0,5
1
1
1
1
0
0
1
PRG1
1
1
1
1
0,75
0,75
0
0,66
0,66
BS1
1
1
0,75
1
0,75
0,75
0,33
1
0,33
BCM2
1
1
1
0,75
0,75
1
0,66
0
1
GRC1
1
0,5
0,5
1
0,75
0,5
0,33
1
0,33
CVI4
1
0,25
0,5
1
0,75
0,5
0
1
0,33
HPRL3
1
0,25
0,25
1
0
0,75
1
1
0
CTS1
1
0,25
0,25
1
0
0,75
1
1
0
MLAM1
1
0,75
0,5
1
0
0,75
1
1
0
CPR1
1
0,75
0,5
1
0
0,5
0,66
1
0
PREL2
1
0,75
0,75
1
0,75
0,75
U en e
Ope ado
Ges o
ND u en e
ND ope ado
ND ges o
PAST1
43%
20%
39%
D
E
D
PLM2
55%
56%
64%
C
C
C
ALX1
51%
48%
53%
C
C
C
COND1
38%
34%
49%
D
D
C
EALX
25%
21%
39%
E
E
D
MARB
29%
31%
36%
E
D
D
LPC
38%
37%
39%
D
D
D
TEC
39%
31%
39%
D
D
D
FCA
38%
35%
46%
D
D
C
PLNT2
76%
76%
69%
B
B
B
JM2
71%
70%
67%
B
B
B
PRG1
60%
65%
64%
C
B
C
BS1
76%
66%
68%
B
B
B
BCM2
84%
72%
71%
B
B
B
GRC1
48%
55%
54%
C
C
C
CVI4
48%
46%
49%
C
C
C
HPRL3
43%
30%
44%
D
D
D
CTS1
36%
30%
45%
D
D
C
MLAM1
46%
34%
47%
C
D
C
CPR1
35%
32%
41%
D
D
D
PREL2
49%
27%
45%
C
E
C
Soma/To al
10,29
9,18
10,66
Valo
Máximo
21
21
21
Média
49%
44%
51%
ND
C
D
C
Indicado
máximo
0,84125
0,7645
0,709524
Resul ado inal dos ND no sen ido Pas elei a - P elada
ND
In e alo (%)
A
85-100
B
65-85
C
45-65
D
30-45
E
15-30
F
0-15
Tabela da dis ibuição dos ND
ND u en e
ND ope ado
ND ges o
PAST1
51%
26%
55%
PLM2
65%
74%
90%
ALX1
61%
63%
75%
COND1
46%
44%
69%
EALX
30%
28%
54%
MARB
34%
41%
50%
LPC
46%
48%
55%
TEC
46%
40%
56%
FCA
45%
46%
65%
PLNT2
90%
100%
97%
JM2
85%
92%
94%
PRG1
71%
85%
90%
BS1
90%
87%
96%
BCM2
100%
95%
100%
GRC1
57%
72%
77%
CVI4
57%
60%
69%
HPRL3
52%
39%
62%
CTS1
43%
39%
63%
MLAM1
55%
44%
66%
CPR1
42%
42%
57%
PREL2
59%
35%
64%
Média
58%
57%
72%
Ní eis de Desempenho esul an e da análise en e pa agens (Sen ido Pas elei a - P elada)
Tabela de a aliação dos indicado es
SENTIDO: PRELADA - PASTELEIRA
Indicado
1. Dis ância
da
pa agem
an e io (m)
2.
Co edo
BUS
3.
Ab igo
4.
Dimensão
do Ab igo
5.
Mobilidade
pedonal
6.
Espaçamen o
do passeio
7. Passeio
pa imen ado
8.
In e ace
28.
In e modalidade
9.
Núme o
de
linhas
10. Acesso
a
mobilidade
eduzida
Pa agem
(Código)
CPR2
1
0
0
1
0,5
1
0
0
0
MLAM2
0,5
0
0
1
0,75
1
0
0
0
CTS2
0,5
0
0
1
0,5
1
0
0
1
HPRL4
0,5
0
0
1
0,75
1
0
0
1
CVI6
0,75
0
0
1
0,5
1
1
0
0,66
1
CSBV1
0,5
0
0
1
0,25
1
1
0
0,66
1
MRS2
0,5
0
1
0,75
1
1
1
1
0
1
1
CMS1
0,5
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
BCM5
0,5
1
1
1
1
0,75
1
1
1
1
1
BVCM3
0,5
0
0
1
0,75
1
1
0
1
1
BS8
0,5
1
1
1
1
1
1
1
0
1
1
PRG4
0,75
1
1
1
1
0,5
1
1
0
0,66
1
JM1
0,5
0
1
1
1
1
1
1
0
1
1
PLNT1
0,25
0
1
0,75
1
0,75
1
1
0
0,55
1
FCLH
0,75
0
1
0,75
1
1
1
1
0
0,33
1
APT3
1
0
0
1
0,75
1
0
0
1
BBL
0,25
0
1
0,75
1
1
1
0
0
1
LRD3
0,5
0
0
1
0,75
1
0
0
1
MTRA
0,5
0
0
0
0
1
0
0
1
ASZE1
1
0
1
0,75
1
0,75
1
0
0
1
MASC1
0,5
0
1
0,75
1
0,5
1
0
0
1
SENTIDO: PRELADA - PASTELEIRA
Indicado
11.
Pla a o ma
ele ada
12.
P oximidade
de
passadei a
13.
Baia
14. Rua
de
sen ido
único
15.
Decli e
da ua
16.
Pa agem
em
in e secção
17.
Pa agem
com pa .
Em be ão
18. In . de
locais de
in e esse na
en ol en e
19.
Es acionamen o
abusi o
20.
Disponibilidade
pa a in . Em
empo eal
21.
Espaço
pa a
manob as
Pa agem
(Código)
CPR2
1
0
0,75
1
0
0
1
0
1
MLAM2
1
0
0,5
1
0
0
1
0
1
CTS2
0,7
0
0
0,75
1
0
0
1
0
1
HPRL4
0,7
1
0
1
1
0
0
0
0
1
CVI6
0,7
0
0
1
1
0
0
1
0
1
CSBV1
0,7
0
0
0,75
1
0
0
1
0
1
MRS2
0,7
0
0
1
1
1
0
0
1
0
1
CMS1
0,7
1
1
1
1
1
0
0
1
0
1
BCM5
0,7
1
0
0,75
1
0
0
1
1
1
BVCM3
0,7
1
0
1
1
0
0
0
0,25
0
1
BS8
0,7
1
0
1
0
1
0
0
1
0
1
PRG4
1
1
1
1
1
0
0
1
1
1
JM1
1
1
0
1
1
0
0
1
1
1
PLNT1
1
1
0
1
1
0
0
1
0
1
FCLH
0,7
0
0
0,5
1
1
0
0
1
0
1
APT3
0,7
1
0
0,25
1
0
0
0
0
1
BBL
0,7
1
0
0,5
1
0
0
0
1
0
1
LRD3
0,7
0
0
1
1
0
0
1
0
1
MTRA
0,7
0
0
0
0,25
1
0
0
1
0
0
ASZE1
0,7
1
0
0,25
1
0
0
1
0
1
MASC1
0,7
0
0
1
1
0
0
1
0
1
SENTIDO: PRELADA - PASTELEIRA
Indicado
22. Edi ício
de achada
sensí el
23.
Iluminação
24.
Segu ança
e p o eção
25.
Limpeza
26.
Con o o
27. Condições
de saída do
passagei o
29. Tempo pa ado na
pa agem (seg) (media
dos 4 dias)
30. Tempo de
alidação dos
passagei os (seg)
(media dos 4 dias)
31. Núme o de
passagei os que
en am (media
dos 4 dias)
Pa agem
(Código)
CPR2
1
0,25
0,5
1
0
0,5
1
1
0
MLAM2
1
0,25
0,5
1
0
0,5
1
1
0
CTS2
1
0,5
0,25
1
0,25
0,75
0,33
0
0,66
HPRL4
1
0,75
0,5
0,5
0
0,5
1
1
0
CVI6
1
0,5
0,25
0,5
0
0,5
0,33
1
0,66
CSBV1
1
0,75
0,5
1
0
0,75
0,66
1
0,33
MRS2
1
0,75
0,75
1
0,75
0,75
0
1
0,33
CMS1
1
1
0
0,5
0,75
0,75
0
0
1
BCM5
1
1
1
1
0,75
0,75
0
0,33
1
BVCM3
1
1
0,75
1
0
0,5
0,33
1
0,33
BS8
1
0,75
1
1
0,75
0,75
0,33
0,66
0,66
PRG4
1
1
1
1
1
1
0
0,66
0,66
JM1
1
1
1
1
1
1
0
1
0,33
PLNT1
1
0,75
0,75
1
1
1
0
1
0,33
FCLH
1
0,75
1
1
0,75
0,75
0,66
1
0
APT3
1
0,25
0,25
1
0
0,5
0,33
1
0,33
BBL
1
0,75
0
1
0,75
0,75
0,66
1
0,33
LRD3
1
0,25
0,25
1
0,25
0,75
0,33
1
0,33
MTRA
1
0,25
0
1
0
0,75
0,66
1
0,33
ASZE1
1
0,5
0,25
1
0,75
0,75
0
0
1
MASC1
1
0,75
0,25
1
0,75
0,75
0
0
0,66
U en e
Ope ado
Ges o
ND u en e
ND ope ado
ND ges o
CPR2
33%
34%
42%
D
D
D
MLAM2
31%
31%
40%
D
D
D
CTS2
42%
36%
40%
D
D
D
HPRL4
35%
26%
43%
D
E
D
CVI6
45%
51%
45%
C
C
C
CSBV1
48%
50%
48%
C
C
C
MRS2
60%
57%
61%
C
C
C
CMS1
70%
73%
66%
B
B
B
BCM5
87%
82%
67%
A
A
B
BVCM3
50%
51%
49%
C
C
C
BS8
58%
71%
69%
C
B
B
PRG4
79%
70%
75%
B
B
B
JM1
83%
59%
67%
B
C
B
PLNT1
59%
46%
56%
C
C
C
FCLH
54%
48%
59%
C
C
C
APT3
34%
31%
43%
D
D
D
BBL
48%
33%
48%
C
D
C
LRD3
42%
33%
43%
D
D
D
MTRA
35%
34%
36%
D
D
D
ASZE1
47%
44%
49%
C
D
C
MASC1
47%
36%
45%
C
D
C
Soma/To al
10,88
9,95
10,89
Valo
Máximo
21
21
21
Média
52%
47%
52%
ND
C
C
C
Indicado
máximo
0,86708333
0,82483333
0,74666667
Resul ado inal dos ND no sen ido P elada - Pas elei a
ND
In e alo (%)
A
85-100
B
65-85
C
45-65
D
30-45
E
15-30
F
0-15
Tabela da dis ibuição dos ND
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
95
A2
Folha de campo pa a le an amen o dos indicado es
nas pa agens
Linha Sen ido
Nome da pa agem Código
Dis ância da pa agem an e io A uamen o
Co edo BUS
(qual a ua e quan os me os)
S N
Ab igo Dimensão do ab igo
Mobilidade pedonal Espaç. do passeio
Passeio pa imen ado Ou as linhas
In e ace
Acesso a mobilidade eduzida
Pla a o ma ele ada Rua a subi /desce
P oximidade de passadei a Espaçamen o da ua
Baia Local pa a empo de supo e
Rua de sen ido único
Pa agem em in e secção
Pa agem com pa . em be ão
Pa agem acil iden i icação
In locais in e esse in ol en e
Es acionamen o abusi o
Disp. pa a in . em empo eal
Espaço pa a manob as
Edi ício de achada sensí el
Iluminação
Segu ança e p o eção
Limpeza
Con o o
Condições de saída do passag.
12345
C oqui da pa agem
Obse ações
Tiago And é da Cos a Ribei o - Ab il 2015
Me odologia pa a a aliação de Ní eis de Se iço em edes de anspo e público odo iá io
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
99
A3
Inqué i o
M F
Onde az o ansbo do?
6. 7. 6. 7. 6. 7. 6. 7.
12345
1 - Disco do o almen e
2 - Disco do
3 - Não conco do nem disco do
4 - Conco do
5 - Conco do o almen e
(sabendo que ha e á uma edução do empo de iagem)
(pa a os u ilizado es ocasionais) S N
Iluminação
Segu ança
Pon ualidade
F equência
Co edo BUS
Espaço no
passeio/pa agem
P esença de
ab igo
Fácil
acessibilidade
In e ace com ou os
meios de anspo e
au oca o
6. O que gos a
na a ual ede de
TP?
2.Géne o
3.Tipo de u ilizado
Recolha de in o mação
Localização das
pa agens
Ta i a
Ou o
7. O que não
gos a na a ual
ede de TP?
Tempo de espe a
(>4 iagens/semana)
(<4 iagens/semana)
pa agem
Pe cu so
Pa agens
35-50
Se u ilizado equen e:
1.Idade
(se u ilizado ocasional passa pa a a pe gun a 6)
Económica
4. Razão pela
qual usa o TP?
Inqué i o à população - Sa is ação e p opos as
Dados ge ais do en e is ado
Comodidade
<18
(em empo e dis ância)
7.1 O que acha ia
da implemen ação
de:
Sim
Qual?
Localização da
pa agem
T ânsi o
50-67
>67
F equen e
Ocasional
18-24
24-35
Feedback
9. Algumas suges ões?
10. Com es as melho ias passa ia a u iliza mais o TP?
Quan o?
Al e ação da o a da iagem?
Faze a iagem a uma meno elocidade, sabendo que
se ai polui menos e baixa os cus os do se iço
8. Não se impo a a de:
(sabendo que
melho a ia a qualidade
do se iço)
7.2 A ualmen e o que acha acei á el caminha a é uma pa agem?
(em empo e dis ância)
Caminha um pouco mais pa a uma melho pa agem?
Impedimen os
ísicos
In o mação
an es, du an e e
após iagem
Limpeza, comodidade e con o o na(o):
Co edo es de Au oca os de Al a Qualidade
Máquinas de ca egamen o nas pa agens
Validação ex e io ao au oca o
Redução do in e alo en e eículos
Mais e melho in o mação (na pa agem)
Mais e melho in o mação (aplicações sma phone)
Painel com a posição do au oca o em empo eal
Aumen o dos co edo es BUS
Não em ca a
5. U iliza ou o meio de
anspo e no seu pe cu so?
Não
Tiago And é da Cos a Ribei o - Maio 2015
Me odologia pa a a aliação de Ní eis de Se iço em edes de anspo e público odo iá io
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
103
A4
Fó mulas pa a o cálculo dos ND e legenda das le as
co esponden es
Pas elei a - P elada
P elada - Pas elei a
Me odologia pa a A aliação de Ní eis de Desempenho em Redes de T anspo e Público Rodo iá io
113
A6
Ca a da hie a quia odo iá ia – PDM Po o