Custo dos Cuidados Informais a Pessoas Idosas da região Norte de Portugal: aplicação do Método do Bem Substituto
Full text
.1
ISSN: 2182-9314
Vol. 2 | Nº. 1 | Ano 2016
Cá ia L. Pi es
UNIFAI – ICBAS.UP; FEP.UP
[email p o ec ed]
Lae i ia Teixei a
UNIFAI & CINTESIS ICBAS.UP
[email p o ec ed]
Osca Ribei o
UNIFAI & CINTESIS ICBAS.UP
[email p o ec ed]
Susana Oli ei a
FEP.UP
[email p o ec ed]
Cus o dos Cuidados In o mais a Pessoas
Idosas da egião No e de Po ugal:
aplicação do Mé odo do Bem Subs i u o
_____________________________________
RESUMO
O p esen e es udo p e ende quan i ica e alo a os cuidados
in o mais p es ados a pessoas idosas, esiden es no seu
domicílio, da egião No e de Po ugal. A amos a deco e de
cinco p oje os de in es igação/ in e enção comuni á ia (2009-
2014). O mé odo de a aliação económica aplicado é o mé odo
do bem subs i u o, que a alia o empo despendido nos cuidados
in o mais a a és de p eços de me cado do abalho na a i idade
mais semelhan e. Assumiu-se como subs i u o do cuidado
in o mal o Ajudan e de Ação Di e a, cuja média do alo / ho a
au e ido são 3.26 €/ho a. No o al da amos a (n=384), 50% dos
indi íduos p es a cuidados 24 ho as/dia. Tendo em con a a
mediana do núme o de ho as de cuidados, os esul ados
apon am pa a uma alo ação dos cuidados in o mais em 78
€/dia e 2373 €/mês. T a a-se de um alo bas an e supe io ao
do salá io mensal mínimo nacional (505 €/mês), e idenciando o
alo po encial des es cuidados na ida amilia .
Pala as-cha e: Cuidados in o mais. Cus o. Mé odo do bem
subs i u o.
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ABSTRACT
This s udy aims o quan i y and alue he cos o in o mal ca e among
elde ly pe sons, who li e in hei homes, in he no h o Po ugal. Da a
we e ob ained om i e communi y in e en ions su eys abou
in o mal ca e o olde adul s (2009-2014). The p oxy-good me hod
app oach was used o es ima e he ca egi ing cos s based on he
ime spen on ca egi ing a he labou ma ke p ices o a close ma ke
subs i u e. We adop ed as a e e ence alue he home ca e s a
wage, since his is he mos common ca egi e igu e in social
ins i u ions wi h simila unc ions o hose o in o mal ca egi e s/
amily membe s. On a e age, a weigh ed hou ly a e in Po ugal is
3,26 €/hou . Main esul s show ha 50% o he subjec s ca e abou
24 hou s a day and he alue o in o mal ca e is 78 €/day and 2373
€/mon h. This is a conside able alue, a abo e he po uguese
minimum wage o 505 €/mon h. This scena io con igu es an
economic bu den o he amilies ha should be conside ed by he
go e nmen .
Keywo ds: In o mal ca e. Cos . P oxy-good me hod.
Co espondência/Con a o
Edi o es Ac as de Ge on ologia
Unidade de In es igação e Fo mação sob e
Adul os e Idosos
Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel
Salaza
Uni e sidade do Po o
Rua Jo ge Vi e bo Fe ei a, nº 228
4050-313 Po o
Tele one +351 220428161
uni ai@uni ai.eu
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Cus o dos cuidados in o mais a pessoas idosas da egião No e de Po ugal: aplicação do mé odo do bem subs i u o
Ac as de Ge on ologia | Vol.2 | Nº. 1 | Ano 2016 | p. 2
1. INTRODUÇÃO
o ugal, a pa da maio ia dos países eu opeus, encon a-se pe an e um dos
maio es desa ios do s culo XXI, o en elhecimen o populacional. Es e con ex o coloca
inúme os desa ios às sociedades e amílias, de onde se des acam os cuidados
in o mais. Conside a-se cuidado in o mal o elemen o da ede social do indi íduo
( amilia , amigo, izinho) que p es a cuidados egula es a uma pessoa de modo não
emune ado e desp o ido de um inculo o mal. A decisão da amília assumi es a
esponsabilidade encon a-se in insecamen e elacionada com o equilíb io en e os
ganhos e as pe das. Se, po um lado, se iden i ica a alo iza o, o comp om isso de
cuida de algu m p ximo e signi ica i o; po ou o, econhecem-se os
cons angimen os deco en es da so eca ga social, psicol gica e inancei a n e as
di e sas al e a es, des aca-se o empo despendido no cuidado que, po si só,
ep esen a um cus o de opo unidade que n o pode, nem de e, se desconside ado1.
Po ém, a g ande he e ogeneidade ine en e aos cuidados in o mais o na a sua
a alia o econ mica um desa io pon am-se como alguns cons angimen os, as
di e en as em e mos de du a o do apoio, o empo diá io dedicado ao cuidado, e/ou
a exis ncia de ou os cuidado es, o mais ou in o mais l m disso, a ando-se de um
p ocesso din mico, podem su gi al e a es signi ica i as que condicionem a
execu o dos es udos2. o o s an e, econhece-se a impo ncia e o in e esse da
inclus o dos cus os dos cuidados in o mais nas a alia es econ micas da sa de, po
oda a ele ncia que o sac i ício dos cuidado es in o mais em ao ní el da
sociedade1,3. O p esen e es udo em como obje i o p o e um con ibu o nesse âmbi o,
e quan i ica e alo a os cuidados in o mais p es ados a pessoas idosas, esiden es
no seu domicílio, da egião No e de Po ugal.
2. METODOLOGIA
A amos a des e es udo deco e de cinco p oje os de in es igação/
in e enção comuni á ia ealizados no âmbi o dos cuidados in o mais p es ados à
população idosa. Os p oje os o am desen ol idos pela UNIFAI-ICBAS.UP en e 2009
e 2014: “Cuida em Casa”, “Cuida de uem Cuida”, “ 100 s udo dos Cen ená ios
do o o”, “ 100 s udo dos Cen ená ios da ei a n e io ” e “ 100 - ilhos dos
cen ená ios: am i al ncias in e ge acionais e exig ncias de cuidado”
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O mé odo de a aliação económica aplicado oi o mé odo do bem subs i u o,
que a alia o empo despendido nos cuidados in o mais a a és de p eços de me cado
do abalho na a i idade p o issional mais semelhan e2,4,5. Assim, assumiu-se como
subs i u o do cuidado in o mal o Ajudan e de Ação Di e a (AAD), igu a que az pa e
do quad o de p o issionais de ins i uições sociais, com unções de p omoção do bem-
es a do indi íduo. P ocede ao acompanhamen o diu no e no u no das pessoas
idosas, apoiando nas a i idades de ida diá ia básicas (e.g. come , es i , a anja ,
mobiliza , ans e i ) e ins umen ais (e.g. ge i a medicação, a a da oupa e a e as
domés icas), assim como na ocupação dos empos li es6. O alo /ho a de encimen o
des e p o issional de 3,55 €, 3,30 € e 2,93 € consoan e se enquad e na ca ego ia 1,
2 ou 3, espe i amen e6. A di e ença de ca ego ia esul a do núme o de anos de
se iço, sendo que as suas esponsabilidades e unções são semelhan es. Como al,
i á conside a -se a média do alo / ho a au e ido po es e p o issional, nomeadamen e
3,26 €/ho a.
No âmbi o dos á ios p oje os (cujos pa icipan es o alizam 384 cuidado es
in o mais) oi ques ionado ao cuidado qual o núme o de ho as de cuidados p es ados
po dia, endo em con a um dia ípico de cuidado. A aplicação do mé odo do bem
subs i u o e á como base as espos as ob idas pelos cuidado es in o mais, assim
como pelo alo médio do encimen o do AAD.
3. RESULTADOS
Os 384 cuidado es in o mais da amos a são na sua maio ia mulhe es (n=
359, 83.9%), com uma média de idade de 58.8 anos (dp=13,0 anos), g ande pa e
e o mados (n=170, 39,7%) ou desemp egados (n=154, 36,0%). Os ece o es de
cuidados são ambém, na sua maio ia, mulhe es (n=320, 74,8%), com uma média de
idades de 86,2 anos (dp=10,9 anos). A g ande maio ia (n=301, 70,3%) so e de
doença ísica c ónica. O con ex o da p es ação de cuidados ca ac e iza-se po uma
elação ilial (n=248, 57,9%), com coabi ação (n=283, 66,1%) e ma cada pela
p esença de ou o cuidado in o mal (n=289, 67,5%). A p es ação de cuidados du a,
em m dia, 68,3 meses (dp=66,9 meses) e mediana de 48 meses (AIQ=72 meses),
signi icando que 50% dos cuidado es e e e cuida do idoso dependen e há mais de 2
anos. O empo diá io de cuidados indica, em m dia, 15,8 ho as (dp=9,1 anos) e uma
mediana de 24 ho as (AIQ=18 ho as), mos ando que 50% dos cuidado es e e em
cuida 24 ho as po dia.
Cus o dos cuidados in o mais a pessoas idosas da egião No e de Po ugal: aplicação do mé odo do bem subs i u o
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A Tabela I ap esen a o cus o diá io e mensal dos cuidados in o mais po
p oje o e no o al des es. De um modo ge al, os cuidados in o mais o am alo ados
em 78 €/ dia e 2347 €/mês, sendo que os p oje os com população cen ená ia como
ecep o es de cuidados o am os que ap esen a am maio es cus os.
Tabela 1 – Cus o do cuidado in o mal global e po p oje o, com aplicação do mé odo do
bem subs i u o
To al
CQC1
CC2
PT100 - Po o3
PT100 - BI4
Mediana (AIQ)
24,0 (18,0)
19,5 (18,0)
12,0 (18,0)
24,0 (10,0)
24,0 (21,0)
Cus o diá io (€)
78,24
63,57
39,12
78,24
78,24
Cus o mensal (€)
(30 dias)
2 347,20
1 907,10
1 173,60
2 347,20
2 347,20
1 oje o “Cuida de uem Cuid a”; 2 oje o “Cuida em Casa”; 3 P oje o “ s udo dos Cen ená ios do
o o”; 4 oje o “ s udo dos Cen ená ios da ei a n e io ”
4. DISCUSSÃO
Os cuidados in o mais o am globalmen e alo ados em 78 €/ dia e 2347
€/mês. Pa a es a alo ação, oi conside ado o o al da amos a (n=384), a mediana do
núme o de ho as de cuidados p es ados po dia (P50=24; AIQ=18), e a aplicação do
mé odo do bem subs i u o, endo em con a o p o issional AAD. Os alo es ob idos são
bas an e supe io es ao do salá io mensal mínimo nacional (505 €/mês), e idenciando
o alo po encial des es cuidados na sociedade e, sob e udo, na ida amilia .
A pe ceção do cuidado sob e o núme o de ho as de cuidados p es ados
(50% dos cuidado es e e em cuida 24 ho as po dia) conduz a algumas e lexões.
m p imei o luga , impo a e idencia o “peso” dos cuidados que s o p es ados e que
são e e idos como inin e up os, ou pelo menos pe cepcionados enquan o al. Se ia
desejá el, nes a a aliação, dis ingui o empo despendido nas a i idades de p es ação
de cuidados e e i os, das es an es a i idades diá ias (po exemplo: p epa ação de
e eições, limpeza e a umação da casa, aquisição de bens e se iços) e mesmo dos
cuidados de supe isão pe manen e (como sejam os cuidados de supe isão,
ca ac e ís icos dos casos de pe u bações neu ocogni i as). Es e cons angimen o,
e es indo-se de ca iz me odológico, p o ém ambém da p óp ia ealização de
a i idades conjun as que deco e, em g ande pa e, do ac o da maio ia dos
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pa icipan es i e em jun os (66%, n=283), num con ex o de p es ação de cuidados
du adou o (mediana da du ação de 2 anos), e que di icul a uma ap eciação
“compa imen ada” das a es p esen es na a e a do cuida . Em complemen a idade,
impo a econhece a in luência do en iesamen o da eco dação, uma ez que a
in o mação que é decla ada pelos pa icipan es ace ca do núme o de ho as de
cuidados que p es a po dia se elaciona, ine i a elmen e, com a sua pe ceção
indi idual sob e o papel de cuidado e suas ca ac e ís icas psicológicas e sociais (e.g.
dis ess psicológico, sob eca ga, índice de saúde ísica e men al, qualidade de ida).
Em segundo luga , apon a-se como obje o de e lexão complemen a a
escolha pela igu a do AAD enquan o subs i u o no me cado mais p óximo do cuidado
in o mal. Apesa des a opção se pa ilhada po es udos homólogos, sendo acilmen e
acei e, es a não pe mi e uma compa ação di e a dos esul ados ob idos nes e es udo
com ou os in e nacionais, uma ez que o alo / ho a aplicado é cla amen e dis in o de
país pa a país, e mesmo em e eno eu opeu. Vejam-se os exemplos dos es udos de
Peña-Longoba do e Oli a-Mo eno (2015)7, de Espanha, e o de Ge ès e al. (2014)8,
de F ança, com alo es de 12,71 €/ho a e 11,49 €/ho a, espe i amen e; compa ando
com 3,26 €/ho a, p a icado em Po ugal. Es a di e gência de alo es, sendo ilus a i a
do pano ama (económico) da p es ação de cuidados o mais no nosso país, p omo e
uma lei u a subes imada dos cus os em causa, equen emen e ambém de impac o
signi ica i o (emocional, social e inancei o) nos cuidado es e suas amílias.
5. CONCLUSÃO
No âmbi o des e es udo, os cuidados in o mais a pessoas idosas esiden es
na comunidade o am alo ados em 78 €/dia e 2347 €/mês, a a és da aplicação do
mé odo do bem subs i u o. O seu signi icado e idencia-se quando compa ados os
esul ados ob idos com o salá io mensal mínimo nacional, ep esen ando mais de
qua o ezes o seu alo .
Não obs an e, os cus os ine en es ao cuidado in o mal ão pa a além do
ela i o ao empo despendido nos cuidados, como sejam a pe da/ edução do empo
de abalho e laze , de con ac os sociais, de saúde e qualidade de ida. Apesa da
complexidade na sua alo ação, as a aliações económicas ace ca dos cuidados
in o mais de em e em conside ação es e con ex o mais global, p ocu ando um
e a o mais iel do que são os cus os de cuida de um amilia ou alguém que lhe é
que ido.
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Em Po ugal, no Es ado Social, a ausência dos cuidados in o mais esul a na
ans e ência das esponsabilidades pa a o go e no e, po conseguin e, no aumen o
dos gas os públicos. Em ace des e con ex o, impõe-se undamen al da con inuidade
à isibilidade (e impac o) económico des e cuidado no sen ido de aumen a a omada
de consciência da sociedade ci il e, sob e udo, de se desen ol e em polí icas e
se iços adequados a es a população.
6. REFERÊNCIAS
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ions", in M. M. D ummond, A. (Ed.), Economic E alua ion in Heal h Ca e: Me ging
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3. D ummond, M., Sculphe , M., To ance, G., O'B ien, B. & S odda , G. (2005),
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8. Ge ès, C., Chau in, P. & Bellange , M. M. (2014), "E alua ion o Full Cos s o Ca e
o Pa ien s wi h lzheime isease in ance: he edominan ole o n o mal
Ca e", Heal h Policy, Vol. 116, No 1, pp. 114-122.
Cá ia L. Pi es
É licenciada em Ge on ologia pela Escola Supe io de Saúde da Uni e sidade de
A ei o e mes e em Ges ão e Economia de Se iços de Saúde na Faculdade de
Economia da Uni e sidade do Po o. Fo mado a no âmbi o do en elhecimen o e de
sis emas de ges ão da qualidade, sob e os quais exe ce ainda unções de consul o a e
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audi o a. Colabo a com a UNIFAI (Unidade de In es igação e Fo mação sob e Adul os
e Idosos do Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o)
desde 2006 em p oje os de in es igação e o mação.
Lae i ia Teixei a
É licenciada em Ma emá ica Aplicada pela Faculdade de Ciências da Uni e sidade do
Po o e dou o ada em Ma emá ica Aplicada pela Uni e sidade do Po o, onde é
p esen emen e P o esso Auxilia Con idado. Adicionalmen e, é memb o in eg ado da
UNIFAI/CINTESIS-UP e em indo a colabo a com di e sas en idades enquan o
consul o a es a ís ica.
Osca Ribei o
É licenciado em Psicologia pela Uni e sidade do Minho e dou o ado em Ciências
Biomédicas pela Uni e sidade do Po o, onde é p esen emen e P o esso A iliado e
desen ol e a sua a i idade de in es igação com população idosa, mui o idosa e seus
cuidado es in o mais. É P o esso Auxilia no Ins i u o Supe io de Se iço Social do
Po o (ISSSP) e P o esso Auxilia con idado na Uni e sidade de A ei o. Compa ibiliza
a sua a i idade docen e e de in es igação (UNIFAI/CINTESIS-UP) com o abalho
clínico com a população adul a e idosa. Coo dena p esen emen e o "PT100 Es udo
dos Cen ená ios do Po o".
Susana Oli ei a
É licenciada em Ges ão, Mes e em Ciências Emp esa iais e Dou o ada em Ciências
Emp esa iais pela Faculdade de Economia da Uni e sidade do Po o. P o esso a
Auxilia na Faculdade de Economia da Uni e sidade do Po o, onde in eg a o
Conselho Execu i o e a Comissão Cien í ica do Mes ado em Ges ão e Economia de
Se iços de Saúde e leciona a disciplina de Ino ação e Economia da Saúde. É
coo denado a da Pós-G aduação em Ges ão e Di eção de Se iços de Saúde na
Po o Business School, onde em pa icipado em á ios p oje os de consul o ia no
se o da saúde.