Relatórios de Estágio realizado na Farmácia da Vilarinha e na Azienda Ospedaliera Universitaria di Sassari (Italy)
Full text
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Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas
Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e
Fa mácia da Vila inha
maio de 2016 a julho de 2016
Ma ia Inês de Ba bosa C uz
O ien ado : D a. Liliana Mesqui a
______________________________________
Tu o FFUP: P o . Dou o a I ene Rebelo
______________________________________
Se emb o de 2016
iii
Decla ação de In eg idade
Eu, Ma ia Inês de Ba bosa C uz, abaixo assinado, nº 201104860, aluna do Mes ado
In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o
e a uado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o.
Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (a o pelo qual um indi íduo, mesmo
po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o
que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am
e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e
bibliog á ica.
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de __________________ de ______
Assina u a: ______________________________________
i
Ag adecimen os
Com o im des a e apa, es a-me ag adece a oda a equipa da Fa mácia da Vila inha po me e
acolhido com an o ca inho e disponibilidade.
Que o ag adece à D a. Liliana, uma p o issional de excelência, que semp e se mos ou
disponí el pa a escla ece odas as minhas dú idas e pa a me aconselha ace ca do meu u u o
pessoal e p o issional. Desen ol i uma eno me admi ação pelos seus as os e comple os
conhecimen os e pela elação de espei o e con iança que desen ol e com os u en es, cons i uindo
ce amen e um modelo a segui no u u o.
À D a. Ri a, pelo papel o ien ado do meu es ágio, com quem ap endi os concei os undamen ais
de ges ão da a mácia, os seus desa ios e exigências, bem como a impo ância de p omo e o con ac o
da a mácia com a comunidade, desen ol endo a i idades ino ado as e e o çando o seu impo an e
papel na sociedade.
À Juliana, uma p o issional de eno me compe ência, com inúme as qualidades, que semp e
demons ou uma paciência in e miná el comigo, ajudando-me quando sen ia mais di iculdades e
ale ando-me pa a alguns po meno es que po ezes me passa am despe cebidos.
Ao S . Manuel, pelos conhecimen os ansmi idos esul an es de anos de expe iência, cuja
en ega e dedicação à a mácia são inspi ado as pa a qualque p o issional.
À minha u o a, a P o esso a Dou o a I ene Rebelo, pela o ien ação e conselhos p es ados.
Po im, es a-me ag adece à minha amília e amigos pelo apoio demons ado ao longo da
minha ida académica, impo an e pa a supe a alguns momen os de maio di iculdade e o nando
es e aje o mais ácil.
Resumo
O p esen e ela ó io oi ealizado no âmbi o do Mes ado In eg ado em Ciências
Fa macêu icas e desc e e os 3 meses de es ágio em a mácia cu icula , na Fa mácia da Vila inha.
A p imei a pa e des e documen o consis e na desc ição da a mácia e no modo de
uncionamen o da mesma. Além disso, abo da as a i idades e a e as ealizadas dia iamen e e qual o
meu con ibu o pa a as mesmas, ao longo do es ágio.
De seguida, são ap esen ados dois casos de es udo desen ol idos na a mácia, supo ados
pela espe i a componen e cien í ica. O p imei o ema abo da a in luência da pso íase na ida dos
pacien es e que medidas es es podem ado a pa a con o na es es desa ios. Po sua ez, o segundo
ema a a a dis unção e é il e o seu possí el papel como ma cado p ecoce de doenças
ca dio ascula es.
Como al, es e ela ó io desc e e o meu p imei o con ac o p o issional com a a mácia
comuni á ia, abo dando o meu desen ol imen o a ní el pessoal e p o issional e, ambém, o meu
con ibu o pa a a a mácia que me acolheu.
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Índice
Lis a de Ab e ia u as .................................................................................................................. VIII
Índice de Figu as ............................................................................................................................ IX
Índice de Anexos ...............................................................................................................................X
Pa e I: Desc ição das A i idades Desen ol idas no Es ágio ....................................................... 1
1. A Fa mácia da Vila inha ....................................................................................................... 1
1.1. Localização .............................................................................................................. 1
1.2. Ho á io de Funcionamen o ....................................................................................... 1
1.3. Espaço Físico ........................................................................................................... 1
1.4. Sis ema In o má ico ................................................................................................. 2
1.5. Recu sos Humanos ................................................................................................... 3
1.6. Fon es de In o mação ............................................................................................... 3
2. Ges ão e Adminis ação da Fa mácia .................................................................................... 3
2.1. Ges ão de s ocks ....................................................................................................... 3
2.2. Encomendas ............................................................................................................. 3
2.3. Receção e Con e ência de Encomendas ................................................................... 4
2.4. A mazenamen o ....................................................................................................... 4
2.5. Con olo dos P azos de Validade ............................................................................. 5
2.6. De oluções ............................................................................................................... 5
3. Dispensa de Medicamen os ................................................................................................... 5
3.1. Medicamen os Sujei os a Recei a Médica ................................................................ 6
3.1.1. Recei a Médica ............................................................................... 6
3.1.2. Ve i icação da P esc ição Médica .................................................. 7
3.1.3. Dispensa dos Medicamen os .......................................................... 7
3.1.4. Medicamen os sujei os a legislação especial: Psico ópicos e
Es upe acien es ............................................................................... 7
3.1.5. Compa icipação de Medicamen os ............................................... 7
3.1.6. Con e ência de Recei uá io e Fa u ação ......................................... 8
3.2. Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica ........................................................ 8
3.3. Medicamen os e P odu os Homeopá icos ................................................................ 9
3.4. Medicamen os pa a Uso Ve e iná io ........................................................................ 9
3.5. P odu os de Cosmé ica e Higiene Co po al ........................................................... 10
3.6. P odu os Fi o a macêu icos .................................................................................... 10
3.7. Suplemen os Alimen a es e P odu os pa a Alimen ação Especial ......................... 10
3.8. Disposi i os Médicos ............................................................................................. 11
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3.9. P odu os de Pue icul u a, Obs e ícia e Nu ição In an il .......................................11
4. Se iços e Cuidados Fa macêu icos .....................................................................................11
4.1. De e minação de Pa âme os Bioquímicos e Fisiológicos ......................................11
4.1.1. Índice de Massa Co po al .............................................................12
4.1.2. P essão A e ial .............................................................................12
4.1.3. Coles e ol To al e T iglice ídeos ...................................................12
4.1.4. Índice Glicémico ...........................................................................12
4.2. VALORMED ..........................................................................................................13
4.3. Ras eios ..................................................................................................................13
4.4. Consul as de Especialis as .......................................................................................13
4.5. Consul a Fa macêu ica e Dispensação Semanal da Medicação ..............................13
4.6. Ou as A i idades ....................................................................................................14
Pa e II: Casos de Es udo ...............................................................................................................15
Caso de Es udo A: In luência da Pso íase na ida dos pacien es .................................................15
1. Jus i icação do Tema ...............................................................................................15
2. A Pso íase ................................................................................................................16
3. Fa o es de Risco ......................................................................................................19
4. Co-mo bilidades associadas à Pso íase ...................................................................19
5. T a amen o ...............................................................................................................20
a. T a amen o Tópico ........................................................................................20
b. T a amen o Sis émico ....................................................................................21
c. Fo o e apia .....................................................................................................23
d. Medicamen os Biológicos .............................................................................24
6. Análise dos esul ados ao inqué i o .........................................................................24
Caso de Es udo B: Dis unção E é il como um Sinal de Doença Ca dio ascula ........................27
1. Jus i icação do Tema ...............................................................................................27
2. Dis unção E é il .......................................................................................................27
3. T a amen o ...............................................................................................................28
4. Dis unção E é il como um sinal de Doenças Ca dio ascula es ..............................29
5. Sazonalidade na enda de medicamen os pa a o a amen o da dis unção e é il ....30
Conclusão .........................................................................................................................................31
Re e ências .......................................................................................................................................32
Anexos ..............................................................................................................................................35
iii
Lis a de Ab e ia u as
AIM – Au o ização de In odução no Me cado
ANF – Associação Nacional de Fa mácias
BPF – Boas P á icas de Fab ico
CNP – Código Nacional do P odu o
DCI – Denominação Comum In e nacional
DLQI – Índice de Qualidade de Vida em De ma ologia
DL – Dec e o-Lei
IMC – Índice de Massa Co po al
INFARMED –Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde, I. P.
MG – Medicamen os Gené icos
MNSRM – Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica
MSRM – Medicamen os Sujei os a Recei a Médica
NO – Óxido Ní ico
PF – P eço de Fa u a
PRM – P oblemas Relacionados com o Medicamen o
PUVA – Pso aleno + Ul a iole a A
PV – P azo de Validade
PVP – P eço de Venda ao Público
RAM – Reações Ad e sas ao Medicamen o
UVA – Ul a iole a A
UVB – Ul a iole a B
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Índice de Figu as
Figu a 1 – Mapa egional da axa de anos de ida ajus ados pela incapacidade (DALY –
Disabili y-Adjus ed Li e Yea ), po 100 000 pessoas em 2010, de ido à pso íase
15
Figu a 2 – Compa ação das células do sis ema imune numa pele no mal e sus numa pele
pso iá ica.
16
Figu a 3 – Exemplo de placa pso iá ica, bem delimi ada, com escamas b ancas
17
Figu a 4 – Exemplo de pso íase em placas nos joelhos
17
Figu a 5 – Exemplo de pso íase gu a a, subsequen e a in eção es ep ocócica
17
Figu a 6 – Exemplo de pso íase in e sa na axila
18
Figu a 7 – Exemplo de pso íase e i odé mica
18
Figu a 8 – Exemplo de pso íase pus ulosa gene alizada
18
Figu a 9 – Exemplo de a i e pso iá ica
18
Figu a 10 – As camadas da doença pso iá ica
19
Figu a 11 – Mecanismo de asodila ação das células do músculo liso
28
Figu a 12 – Ana omia da e eção peniana
28
Figu a 13 – Compa ação en e os diâme os das di e en es a é ias (peniana, co oná ia, ca ó ida
in e na e emo al) e consequen e pe cen agem de obs ução do luxo sanguíneo
29
Figu a 14 – Rep esen ação g á ica da a iação mensal da enda de inibido es de os odies e ases,
no ano de 2015, na Fa mácia da Vila inha
30
6
um medicamen o, median e p esc ição médica, em egime de au omedicação ou, ainda, po
aconselhamen o a macêu ico. A dispensa de e se semp e complemen ada com oda a in o mação
necessá ia, o al ou esc i a, pa a que o u en e bene icie dos e ei os e apêu icos do medicamen o,
conscien e das possí eis eações ad e sas à medicação (RAM) ou ou os p oblemas elacionados
com os medicamen os (PRM).
3.1) Medicamen os Sujei os a Recei a Médica
Os Medicamen os Sujei os a Receia Médica (MSRM) são aqueles que ca ecem da ap esen ação
de uma ecei a médica álida pa a se em dispensados. Segundo o DL nº176/2006, de 30 de agos o,
encon am-se englobados nes e g upo odos os medicamen os que cump am um des es equisi os:
Possam cons i ui um isco pa a a saúde do doen e, di e a ou indi e amen e, caso u ilizados
sem igilância médica;
Possam cons i ui um isco, di e o ou indi e o, pa a a saúde, quando u ilizados com
equência em quan idades conside á eis, pa a ins di e en es daquele a que se des inam;
Con enham subs âncias cuja a i idade ou eações ad e sas seja indispensá el ap o unda ;
Des inem-se a se em adminis ados po ia pa en é ica.[4]
3.1.1) Recei a Médica
A p esc ição de medicamen os a a és de ecei a médica de e inclui ob iga o iamen e a
denominação comum in e nacional (DCI) da subs ância a i a, acompanhada da o ma a macêu ica,
dosagem, ap esen ação e posologia. Apesa de es e se o modelo indicado, exis em exceções em que
o p esc i o pode e e i uma denominação come cial, a a és da ma ca ou do i ula de Au o ização
de In odução no Me cado (AIM). Es es casos eque em uma jus i icação écnica, incluída na ecei a,
que impedem a subs i uição do medicamen o p esc i o e podem se :
- p esc ição de medicamen o com ma gem ou índice e apêu ico es ei o;
- suspei a undamen ada de in ole ância ou eação ad e sa a um medicamen o com a mesma
subs ância a i a, mas com ou a denominação come cial;
- p esc ição de medicamen o pa a uma e apia con inuada com du ação supe io a 28 dias.[5]
O doen e possui o di ei o de op a po qualque medicamen o com a mesma DCI, o ma
a macêu ica e dosagem do medicamen o na p esc ição, exce o nos dois p imei os casos acima
e e idos. Rela i amen e ao úl imo pon o, o doen e pode ambém exe ce o seu di ei o de opção,
desde que o medicamen o escolhido possua um PVP in e io ao medicamen o p esc i o.
Numa en a i a de in o ma iza e uni o miza o sis ema de saúde, a p esc ição de e se ealizada
po ia ele ónica, exce uando em algumas ocasiões, ais como, alência do sis ema in o má ico,
inadap ação undamen ada do p esc i o , p esc ição ao domicílio ou p esc ição de ecei as a é um
máximo de 40 ecei as mensais.[4, 6-8]
7
3.1.2) Ve i icação da P esc ição Médica
An es de a ia uma ecei a, o a macêu ico de e p ocede a sua alidação, que consis e na
e i icação de alguns elemen os impo an es nela p esen es, nomeadamen e, o núme o da ecei a, o
local de p esc ição e iden i icação do médico p esc i o , o nome e núme o de u en e ou bene iciá io
de subsis ema, bem como a en idade inancei a esponsá el. Po ezes, pode ambém exis i uma
e e ência ao egime especial de compa icipação de medicamen os, acompanhada do espe i o
despacho iden i ica i o. Pa a cada medicamen o, de e-se e i ica a DCI, dosagem, o ma
a macêu ica, dimensão, núme o de embalagens e posologia, a da a de p esc ição e o pe íodo de
alidade e, po im, a assina u a do p esc i o .[5]
3.1.3) Dispensa dos Medicamen os
Após ecolha dos medicamen os e espe i a e i icação a a és do p og ama SIFARMA 2000®,
de modo a e i a a oco ência de e os nes e p ocesso, p ocede-se à dispensa dos medicamen os. O
a o de dispensa de e se semp e acompanhado de aconselhamen o, ansmi ido de uma o ma
simples, obje i a e adap ada ao u en e, de modo a que não su jam dú idas que coloquem em causa a
e icácia do a amen o. Po ezes, o na-se necessá io complemen a a in o mação ansmi ida
o almen e, com algumas ano ações nas embalagens dos medicamen os, nomeadamen e sob e a
posologia e a indicação de cada um dos medicamen os.
3.1.4) Medicamen os sujei os a legislação especial: Psico ópicos e Es upe acien es
Es es medicamen os, de ido às suas ca ac e ís icas a macológicas e ao seu ele ado po encial de
dependência, es ão mui as ezes associados a p á icas ilíci as, como é o caso do á ico de
es upe acien es. Como al, es ão sujei os a uma egulamen ação especí ica e a um con olo ape ado,
desde o momen o da sua aquisição a é à sua enda.
Des e modo, quando os medicamen os chegam à a mácia de em se semp e acompanhados da
espe i a guia de equisição, en iada pelo o necedo . Todos os documen os de con olo dos egis os
de en ada e saída dos medicamen os de em se en iados pa a o INFARMED, a en idade esponsá el
pelo con olo des es medicamen os.
Es es medicamen os de em se p esc i os isoladamen e, numa ecei a especial, em que de e
cons a a sigla RE (Recei a Especial). Após a alidação adequada da ecei a, é necessá io egis a ,
no sis ema in o má ico, os dados pessoais do p esc i o , do u en e e do adqui en e. Po im, é emi ido
um “Documen o de Psico ópicos” que de e se anexado à cópia da ecei a e a qui ado na a mácia
po um pe íodo mínimo de 3 anos.[9, 10]
3.1.5) Compa icipação de Medicamen os
Os medicamen os podem es a sujei os a de e minados egimes de compa icipação, em que o
u en e paga apenas uma pe cen agem do p eço do medicamen o, sendo o es an e da esponsabilidade
de uma de e minada en idade de saúde.
O Es ado é esponsá el pela compa icipação dos p eços dos medicamen os p esc i os aos u en es
do Sis ema Nacional de Saúde (SNS) e aos bene iciá ios da Di eção-Ge al de P o eção Social aos
8
Funcioná ios e Agen es da Adminis ação Pública (ADSE). Es a compa icipação é de inida po
escalões (A, B e C), com base na classi icação á maco- e apêu ica do medicamen o em ques ão.
Adicionalmen e, exis em egimes especiais de compa icipação, nomeadamen e pa a pensionis as,
doen es com pa ologias especiais (pso íase, pa amiloidose, a i e euma oide, e c.) e g upos
especí icos que bene iciam de ou os o ganismo de compa icipação. Exis em á ias en idades
esponsá eis po es es egimes de compa icipação, como o Se iço de Assis ência Médico-Social
(SAMS), Sã ida, Mul ica e, Caixa Ge al de Depósi os (CGD), en e ou os, cuja pe cen agem de
compa icipação depende dos aco dos es abelecidos en e cada en idade e a Associação Nacional de
Fa mácias (ANF).[1, 4, 8]
Aquando do p ocessamen o da ecei a, é impo an e e em con a o subsis ema de saúde que o
doen e ap esen a, pois pode se necessá io in oduzi-lo manualmen e. Cada ecei a ap esen a um
núme o, lo e e sé ie e são ag upadas consoan e o plano de compa icipação que lhes é a ibuído,
sendo que a cada o ganismo é a ibuído um código iden i ica i o.
3.1.6) Con e ência de Recei uá io e Fa u ação
Após o a iamen o das ecei as, es as de em se da adas, ca imbadas e assinadas. De seguida,
como an e io men e e e ido, as ecei as são ag upadas consoan e o o ganismo a que pe encem, em
lo es de 30 ecei as, e de idamen e o denadas.
Uma e apa impo an e é a con e ência de ecei as, que consis e na e i icação da conco dância
dos códigos de ba as imp essos no e so com os medicamen os p esc i os, do cump imen o da
alidade da ecei a, bem como do p eenchimen o de odos os campos ob iga ó ios da p esc ição. Se
odos es es elemen os es i e em co e os e o lo e comple o, imp ime-se o “Ve be e de Iden i icação
do Lo e”, que é ca imbado e en ol o em o no das ecei as. Adicionalmen e, é ambém imp essa a
“Relação Resumo de Lo es” e a a u a mensal.
Todos os meses, é necessá io en ia o ecei uá io pa a o Cen o de Con e ência de Fa u as (CCF)
ou pa a a ANF, consoan e o o ganismo esponsá el seja o SNS ou ou o subsis ema. Assim, a
a mácia en ia a a u a e as no as de c édi o/débi o, a elação esumo de lo es, os e be es de
iden i icação de lo es e as ecei as médicas.[11]
3.2) Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica
Os Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica (MNSRM) são aqueles que não cump em
nenhum dos equisi os acima lis ados e e en es aos MSRM, não sendo compa icipá eis, sal o
exceções p e is as na legislação.[4]
A equisição des es medicamen os pelos u en es pode su gi po indicação médica, po
aconselhamen o a macêu ico, ou ainda po inicia i a p óp ia (au omedicação).
O aconselhamen o a macêu ico su ge com o in ui o de esol e p oblemas de saúde meno es,
que não jus i icam a ida a um médico, e consis e na indicação de medidas não a macológicas ou na
dispensa de um MNSRM. Nes as si uações é c ucial que o a macêu ico enha consciência da
9
esponsabilidade dos seus a os e dos seus p óp ios limi es, nunca colocando em isco a saúde e
segu ança do pacien e.
A au omedicação é cada ez mais comum na sociedade, como esul ado da abundância de
in o mação nos meios de comunicação social e na in e ne , aliada ao maio ní el de conhecimen o e
in e esse po pa e da população e, ambém, à maio acilidade de acesso aos medicamen os. Es as
si uações podem esul a numa u ilização e ada dos medicamen os, o iginando possí eis in e ações
en e á macos, dosagem inco e a e uso excessi o e alea ó io dos medicamen os pa a ins di e en es
dos que lhe são a ibuídos.
Como al, nes es casos, o a macêu ico em o de e de a alia co e amen e cada si uação e
aconselha o u en e da melho manei a, o necendo-o de odas as in o mações necessá ias pa a
ga an i o sucesso da e apêu ica aconselhada, endo semp e como p incipal obje i o a saúde e
segu ança do pacien e.
Inicialmen e, enquan o es agiá ia, sen ia alguma di iculdade em sabe como lida com es as
si uações, sendo que eque ia semp e assis ência a um dos colegas disponí eis. Quando al acon ecia,
es a a a en a a oda a in o mação que e a eunida do pacien e an es do aconselhamen o e, de seguida,
quais e am as in o mações impo an es que p es a a aquando da dispensa do medicamen o. Com o
a ança dos dias, ui ap endendo com os meus colegas e passei a sen i -me mais con o á el pa a
ealiza um aconselhamen o com segu ança aos u en es.
3.3) Medicamen os e P odu os Homeopá icos
Os p odu os homeopá icos não são mui o comuns na Fa mácia da Vila inha, endo em con a que
ambém não exis e um g ande p ocu a dos mesmos po pa e da população. Não obs an e, a a mácia
possui alguns medicamen os homeopá icos, como é o caso do Oscillococcinum® e o A nigel®,
ambos do labo a ó io BOIRON.
3.4) Medicamen os pa a Uso Ve e iná io
Tal como oi e e ido an e io men e, na zona de a endimen o ao público, a Fa mácia da Vila inha
possui uma secção dedicada aos medicamen os pa a uso e e iná io, denominada “Espaço Animal”.
Nes e espaço encon am-se, essencialmen e, an ipa asi á ios in e nos e ex e nos pa a cães e ga os,
sob a o ma de comp imidos, ampolas e colei as, bem como alguns champôs. Sendo que o meu
conhecimen o nes a á ea e a bas an e eduzido, nos p imei os dias, as a macêu icas ize am-me um
b e e esumo do que exis ia na a mácia e em que consis iam os p odu os. Adicionalmen e, semp e
que dispensa am um des es p odu os, p ocu a am explica -me um pouco como unciona a e como
de e ia se aplicado.
10
3.5) P odu os de Cosmé ica e Higiene Co po al
A ualmen e, e i ica-se uma p eocupação cada ez maio da sociedade com á ios aspe os
elacionados com a apa ência ísica, nomeadamen e a ní el da beleza, do en elhecimen o saudá el,
dos cuidados capila es e den á ios, en e ou os. Adicionalmen e, os consumido es são cada ez mais
exigen es e conhecedo es des e ipo de p odu os, p ocu ando semp e as ó mulas mais ino ado as e
e icazes. Como al, os P odu os de Cosmé ica e Higiene Co po al (PCHC) assumem um papel
bas an e impo an e na a mácia, o nando-se essencial que o a macêu ico conheça os p incipais
p odu os das di e en es ma cas, de modo a se capaz de o e ece um aconselhamen o de qualidade
ao público.
A Fa mácia da Vila inha dispõe de á ios p odu os de di e en es ma cas, nomeadamen e Lie ac®,
La Roche-Posay®, U iage®, ISDIN®, A éne®, en e ou os. Apesa de exe ce uma o e apos a
nos p odu os an i-en elhecimen o, de ido à dis ibuição demog á ica dos seus clien es, a a mácia
possui p odu os di igidos a odas as aixas e á ias, incluindo uma g ande a iedade de p odu os
capila es, nomeadamen e das ma cas Klo ane®, Phy o®, Ecophane®, en e ou os.
Nos p imei os dias de es ágio, dediquei algum empo ao es udo de alguns dossie s da a mácia,
com in o mação ela i a aos á ios p odu os das di e en es gamas das ma cas exis en es, de modo a
acili a a minha amilia ização com as mesmas.
3.6) P odu os Fi o a macêu icos
Es es p odu os, que êm como base plan as ou subs âncias a i as que de i am das mesmas, são
cada ez mais p ocu ados pelo consumido , que p ocu a al e na i as “mais na u ais” aos
medicamen os a uais. Exis e uma g ande di e sidade de p odu os no me cado, sob di e en es o mas
(cápsulas, comp imidos, ampolas, in usões) e pa a di e sos ins.
A Fa mácia da Vila inha dispõe de á ios p odu os i o a macêu icos, pois es es são
equen emen e equisi ados pelos seus clien es. Os p odu os mais comuns são aqueles que possuem
sene ou ale iana, pa a pe u bações do sono, di e sos chás diu é icos e pa a emag ece , p odu os
pa a a desin oxicação hepá ica, egulado es do ânsi o in es inal, suplemen os ce eb ais, má
ci culação, en e ou os.
3.7) Suplemen os Alimen a es e P odu os pa a Alimen ação Especial
Os suplemen os alimen a es são p odu os que possuem na sua composição um ou á ios
nu ien es especí icos e su gem com o obje i o de complemen a ou suplemen a um egime
alimen a adequado. Es es p odu os são bas an e p ocu ados pelos u en es pois, apesa de não
subs i uí em uma alimen ação e es ilo de ida saudá eis, podem se bas an e ú eis pa a colma a
alguma alhas que possam su gi . Nes e campo, a Fa mácia da Vila inha con a com uma a iada
gama de p odu os da ma ca Solga ®, de onde se des acam p odu os com cob e, e o, glucosamina,
ácido linoleco conjugado (CLA), en e ou os.
11
Po sua ez, os p odu os pa a alimen ação especial esul am de p ocessos de ab ico ou
composição al e na i os, que lhes con e em qualidades nu icionais especí icas. Es es p odu os
des inam-se à alimen ação de lac en es e c ianças, bem como de indi íduos com condições
isiológicas ou pa ológicas especí icas, como doen es oncológicos, idosos, en e ou os.
3.8) Disposi i os Médicos
Um Disposi i o Médico a a-se de qualque ins umen o, apa elho, equipamen o, so wa e,
ma e ial ou a igo, cujo p incipal e ei o no co po humano não seja alcançado po meios
a macológicos, imunológicos ou me abólicos. Exis em inúme os disposi i os médicos pa a as mais
a iadas unções, nomeadamen e pa a ins de diagnós ico, p e enção, con olo, a amen o ou
a enuação de uma doença, lesão ou de iciência. Podem ambém se u ilizados pa a o es udo,
subs i uição ou al e ação da ana omia ou de um p ocesso isiológico e, ainda, pa a con olo da
conceção.[12]
Na Fa mácia da Vila inha, dispensa-se p incipalmen e ma e ial de penso di e so (pensos ápidos,
ligadu as, gazes, …), ma e ial de o opedia (meias e joelhos elás icos, palmilhas, …), ascos de
colhei a de u ina, se ingas, so o isiológico, lu as, en e ou os.
3.9) P odu os de Pue icul u a, Obs e ícia e Nu ição In an il
Como e e ido an e io men e, a Fa mácia da Vila inha con a com uma população
maio i a iamen e en elhecida. No en an o, numa en a i a de in e e es a endência, nos úl imos
empos, a a mácia em p ocu ado aumen a os p odu os de pue icul u a disponí eis, de modo a pode
da espos a às necessidades des e nicho populacional. Como al, a a mácia dispõe de a igos de
pue icul u a e nu ição in an il, como bibe ões, e inas e chupe as, aldas, c emes hid a an es,
p odu os pa a ali ia as cólicas, a inhas lác eas, en e ou os. Em elação aos p odu os pa a as mães,
os p odu os mais equisi ados são c emes e óleos an i-es ias, cin as, p o e o es de mamilo, almo adas
de amamen ação, en e ou os.
4. Se iços e Cuidados Fa macêu icos
4.1) De e minação de Pa âme os Bioquímicos e Fisiológicos
Como já oi e e ido an e io men e, a zona de a endimen o ao público possui uma zona mais
es i a, des inada à medição de alguns pa âme os bioquímicos e isiológicos. Es a ou a e en e da
a i idade a macêu ica, e e enciada na Po a ia nº1429/2007, de 2 de no emb o, possui um g ande
impac o na saúde pública, pois pe mi e o con olo do es ado de saúde da população, a p e enção de
doenças u u as e o acompanhamen o da e olução da e apia em alguns pacien es. Es e con olo
ap esen a especial impo ância nos doen es c ónicos, pois es es podem con ola a sua doença e
ealiza pequenos ajus es ou adap ações, mui as ezes apenas a a és de medidas não a macológicas,
de modo a co igi algum des io dos alo es espe ados.[4]
12
Os pa âme os bioquímicos a aliados na Fa mácia da Vila inha são a ensão a e ial, o coles e ol
o al, os iglice ídeos e o índice glicémico. Po ou o lado, a a mácia possui uma balança que ealiza
uma a aliação bas an e comple a dos pa âme os isiológicos, pois o nece in o mação ace ca do
peso, al u a, Índice de Massa Co po al (IMC), bem como do índice e pe cen agem de go du a do
u en e.
4.1.1) Índice de Massa Co po al
O IMC é um pa âme o que elaciona a al u a com o peso do indi íduo, a a és de uma ó mula
ma emá ica, de onde esul a um alo que indica se a pessoa se encon a subnu ida ou sob enu ida.
Como es e alo e a ob ido a a és da balança, mui as ezes e a necessá io explica ao u en e qual o
seu signi icado e, se necessá io, suge i algumas medidas pa a o al e a .[13]
4.1.2) P essão A e ial
O con olo da p essão a e ial é, sem dú ida, o se iço mais equisi ado pelos u en es na a mácia
e, como al, o que mais equen emen e p es ei du an e o meu es ágio. Apesa da balança ambém
ealiza es a medição, an o os u en es como os p o issionais da a mácia p e e em ealiza es a
medição pessoalmen e, com auxílio do ensióme o, de modo a ga an i uma medição mais co e a e,
simul aneamen e, ajuda o u en e a in e p e a o esul ado. Assim, an es de inicia a medição,
coloca a algumas ques ões ao u en e, de modo a, po um lado, euni a in o mação necessá ia pa a
in e p e a co e amen e os alo es a ob e e, po ou o lado, pe mi i que o u en e elaxasse um pouco
an es da medição. A Fa mácia da Vila inha em po hábi o o nece um pequeno pan le o ao u en e
que pe mi e o egis o dos alo es ob idos nas á ias medições, de modo a possibili a um melho
con olo dos mesmos, an o po pa e do u en e, como do seu médico e a macêu ico.[14]
4.1.3) Coles e ol To al e T iglice ídeos
O con olo dos ní eis de coles e ol o al e iglice ídeos é ambém um hábi o bas an e comum na
sociedade, de ido à sua impo ância na p e enção de doenças ca dio ascula es, e, como al, é
ealizado com alguma egula idade na Fa mácia da Vila inha. T a a-se de um p ocedimen o bas an e
simples, que eque apenas uma amos a de sangue capila .[15]
Como exis ia um pequeno empo de espe a en e a ecolha da amos a e a ob enção dos esul ados,
ap o ei a a esse pe íodo pa a coloca algumas ques ões ao u en e, nomeadamen e ace ca dos seus
hábi os de ida e alimen a es, bem como a medicação e pa ologias a uais. Após a ob enção dos
espe i os alo es, in o ma a o u en e e, caso es es se des iassem dos alo es ecomendados,
p ocu a a aconselha o pacien e ace ca de que medidas pode ia oma pa a in e e a si uação.
4.1.4) Índice Glicémico
A medição do índice glicémico, ambém a a és de uma amos a de sangue capila , é mui o
impo an e pa a o diagnós ico e con olo de Diabe es Melli us. Como al, es a medição é ealizada
an o po indi íduos saudá eis, como análise de o ina, como po indi íduos diabé icos que
p e endem a e igua se a medicação se encon a adequada. Mui as ezes, es es indi íduos diabé icos
13
di igem-se à a mácia pa a ealiza es a medição pois êm alguma di iculdade em ealizá-la
au onomamen e.
Na in e p e ação des es esul ados é semp e impo an e ques iona o u en e de quando oi a sua
úl ima e eição, pois os alo es de e e ência são di e en es consoan e se a a do índice glicémico
em jejum ou pós-p andial.
4.2) VALORMED
O VALORMED a a-se de uma inicia i a conjun a que uniu a indús ia a macêu ica,
dis ibuido es e a mácias, no sen ido de pe mi i uma melho ges ão dos esíduos de embalagens
azias e medicamen os o a de uso, a a és de p ocessos de ecolha e a amen o segu os, dis in os
dos es an es esíduos u banos. As a mácias êm a unção de ecolha des es esíduos, sendo que
possuem con en o es especí icos pa a o e ei o.[16]
Du an e o es ágio, e i iquei que se a a de um hábi o já bas an e en aizado na comunidade, pois
equen emen e p ocedia à ecolha des es p odu os po pa e dos u en es da a mácia.
4.3) Ras eios
A Fa mácia da Vila inha p ocu a aze a di e ença jun o da comunidade, ealizando, po isso,
á ias ações e as eios que p omo em a saúde e o bem-es a da população. Du an e o meu es ágio,
i e o p aze de pa icipa num des es as eios, o “Ras eio de Hipe ensão e Obesidade”. Nes e
as eio, o am-me incumbidas algumas a e as, nomeadamen e a p omoção do as eio, a ma cação
das ho as dos u en es insc i os e a ealização das medições. Adicionalmen e, ealizei um pequeno
pan le o alusi o ao as eio, com alguma in o mação que me pa eceu pe inen e ela i a à hipe ensão
a e ial e à obesidade, de modo a inci a a pa icipação no as eio, bem como uma icha de
pa icipan e. (Anexo I e II)
4.4) Consul as de Especialis as
Conscien e das di iculdades económicas, de acesso ou mobilidade po pa e de alguns u en es, a
Fa mácia da Vila inha possui pa ce ias com especialis as de di e sas á eas que se deslocam à
a mácia pa a a ealização de consul as pe sonalizadas. Des e modo, odos os meses, a a mácia
o ganiza consul as de podologia, nu ição, op ome ia, en e ou os.
Du an e os ês meses de es ágio, pude cons a a que es es se iços possuem bas an e adesão po
pa e dos u en es, que p eenchiam odos os ho á ios ese ados pa a as consul as e que demons a am
bas an e in e esse em epe i a consul a.
4.5) Consul a Fa macêu ica e Dispensação Semanal da Medicação
Du an e o meu es ágio su giu uma ino ação na Fa mácia da Vila inha, que consis iu na in odução
do se iço de p epa ação da medicação semanal pa a doen es polimedicados. Es e se iço consis e
14
na p epa ação da medicação de um pacien e, pa a uma semana, num único blis e , que se encon a
di idido po dias e, den o do mesmo dia, po di e en es momen os. Des e modo, p ocu a-se e i a
e os de medicação, acili ando a oma dos medicamen os e man endo-os sob condições de
a mazenamen o adequadas. Adicionalmen e, es e se iço é ú il na iden i icação de possí eis
p oblemas elacionados com os medicamen os (PRM) e eações ad e sas aos medicamen os
(RAM).[17]
Inicialmen e, o a macêu ico ealiza uma consul a a macêu ica, de modo a euni oda a
in o mação necessá ia ela i a ao u en e e ao seu plano e apêu ico no momen o. De seguida,
p ocede-se à p epa ação dos blis e s semanais, consoan e a necessidade e comodidade do u en e.
4.6) Ou as A i idades
De ido à p oximidade à época balnea , nos dias 30 de maio e 1 de junho, a Fa mácia da Vila inha
o ganizou uma a i idade de sensibilização da comunidade pa a a p o eção sola . O público-al o des a
ação oi a população in an il, mais p op iamen e os alunos da Escola Básica da Vila inha e as c ianças
do Cen o Social da Foz do Dou o.
A a i idade oi le ada a cabo po mim e pela D a. Ri a e iniciou-se com uma ap esen ação cedida
pelo G upo Holon in i ulada “A Escola, o Sol e a Alimen ação”, que oca a os aspe os essenciais da
exposição sola , os seus pe igos e bene ícios, e as p incipais medidas a oma . De seguida, elabo ei
um pequeno ques ioná io, que ealizei em conjun o com as c ianças, de modo a consolida as ideias
mais impo an es e e enciadas du an e a ap esen ação (Anexo III). Po im, o e eceu-se um pequeno
b inde a odas as c ianças e pediu-se que ealizassem um desenho alusi o ao que oi abo dado du an e
a ap esen ação e que, pos e io men e, ossem en ega o desenho à a mácia. Com os desenhos das
c ianças ealizamos uma pequena exposição e um concu so, em que a c iança com o desenho
encedo e e di ei o a um p émio. (Anexo IV)
A a i idade oi ainda publicada na edição nº21 da Re is a H, do G upo Holon. (Anexo V).
15
Pa e II: Casos de Es udo
Caso de Es udo A: In luência da Pso íase na ida dos pacien es
1. Jus i icação do Tema
Em 2014, na 67ª Assembleia Mundial de Saúde, a O ganização Mundial de Saúde (OMS)
econheceu a pso íase como uma doença não ansmissí el g a e, colocando-a assim na agenda
global de saúde. Es a medida oi mui o impo an e pa a a consciencialização do impac o que es a
doença em na ida dos indi íduos a e ados, não só ao ní el ísico, como a ní el psicológico e social.
A p e alência da pso íase a ní el global a ia en e 0,09% e 11,43%, a e ando pelo menos 100
milhões de pessoas em odo o mundo. ( ig. 1) Em Po ugal, es ima-se que exis am ce ca de 250 000
indi íduos com pso íase. [18, 19]
Figu a 1 – Mapa egional da axa de anos de ida ajus ados pela incapacidade (DALY – Disabili y-Adjus ed
Li e Yea ), po 100 000 pessoas em 2010, de ido à pso íase.[20]
Pa a além dos ma cados sin omas de ma ológicos, a pso íase a e a ambém o bem-es a
psicológico dos pacien es, na medida em que pode comp ome e a e as básicas do seu quo idiano,
esul ando em ins abilidade emocional, s ess, angús ia, insegu ança, cons angimen o e isolamen o
social. [21]
Des e modo, e conside ando o ele ado núme o de clien es com pso íase da Fa mácia da
Vila inha, pa eceu-me pe inen e abo da es e ema, com o obje i o de, po encialmen e, melho a a
qualidade de ida des es pacien es. Nes e con ex o, elabo ei um inqué i o cons i uído po dois
componen es: a pa e inicial consis ia numa ca ac e ização do doen e (idade, sexo, p o issão e hábi os
de ida) e numa abo dagem ge al à doença (du ação, ipo, sin omas e a amen o); a segunda pa e
a a a-se de um conjun o de pe gun as que pe mi em a alia o Índice de Qualidade de Vida em
De ma ologia (DLQI). (Anexo VI)
22
pa a além de ib ose e ci ose hepá ica. Adicionalmen e, o am ambém egis ados ou os e ei os
ad e sos como ce aleia, mal-es a ge al, dis ú bios diges i os (ano exia, gos o me álico, náuseas,
ómi os, dia eia e úlce a gás ica), ulce ações na mucosa o al ou es oma i e, alopecia,
o ossensibilidade, u icá ia, e i ema ac al, candidíase, oliculi e, eb e e dep essão. Po ezes, na
en a i a de minimiza alguns des es e ei os secundá ios, nomeadamen e as al e ações diges i as e a
anemia, eco e-se a adminis ação diá ia de ácido ólico.
A aci e ina é um e inoide sin é ico u ilizado no a amen o de o mas mais g a es de pso íase,
não con oladas a a és de a amen o ópico ou o o e apia, ou em casos de pso íase e i odé mica
ou pus ulosa. T a a-se de um e inoide sin é ico de segunda ge ação, que subs i uiu o e e ina o no
a amen o da pso íase. Apesa de se menos e icien e do que o e e ina o, a aci e ina ap esen a
meno empo de semi- ida e meno lipo ilia, sendo, desde 1988, o único e inoide sis émico
disponí el na maio ia dos países eu opeus. Apesa do seu mecanismo de ação não es a
comple amen e elucidado, es á desc i o que os e inoides êm a capacidade de se liga a ece o es
nuclea es, al e ando a exp essão gené ica e, assim, exe cendo um e ei o an ip oli e a i o e
imunomodulado . Des e modo, a aci e ina em ação na epide me, onde eduz a p oli e ação celula
e es imula a sua di e enciação, e na de me, a a és da inibição da mig ação de neu ó ilos pa a a
camada supe io , exe cendo uma ação an i-in lama ó ia. Após adminis ação o al, a aci e ina é
abso ida no in es ino (36-95%), sendo que a sua biodisponibilidade aumen a com a inges ão de
alimen os. Uma pequena ação da aci e ina pode-se con e e em e e ina o, o seu p ó- á maco,
sendo es a con e são es imulada pelo consumo de álcool. A sua eliminação oco e po ia hepá ica
e enal.
O a amen o de e se iniciado com uma dose diá ia baixa, de 0,3-0,5 mg/kg, podendo es a se
al e ada após ce ca de um mês, consoan e a e icácia e ole ância obse adas. De um modo ge al, a
dose diá ia a ia en e 0,5 a 0,8 mg/kg, a é um máximo de 1 mg/kg. O e ei o secundá io mais g a e
é a e a ogenicidade, sendo que a sua u ilização é con aindicada na g a idez e a con aceção é
ob iga ó ia em mulhe es em pe íodo é il. Adicionalmen e, podem ambém oco e e ei os
mucocu âneos, como boca, na iz e olhos secos, p u ido, o ossensibilidade, xe ose, en e ou os.
An es de inicia a e apia é impo an e dosea as enzimas hepá icas, o coles e ol o al e os
iglice ídeos, de endo es as análises se epe idas pe iodicamen e ao longo da e apia. Tal de e-se
ao ac o de a aci e ina ele a es es alo es labo a o iais, sendo es as al e ações e e idas a a és de
uma diminuição da dose, al e ações die é icas e á macos hipolipemian es.
A ciclospo ina é um compos o u ilizado no a amen o das o mas mais esis en es de pso íase,
p incipalmen e do ipo pso íase em placa. É u ilizado a cu o p azo (2-4 meses), de ido à sua
oxicidade a longo p azo, e apenas em ci cuns âncias pa icula es, como em g a idez ou su os de
ag a amen o de pso íase es á el. A ação imunossup esso a da ciclospo ina de e-se à inibição da
p odução de um impo an e mensagei o imunológico, impedindo assim a espos a imunológica
celula .
23
De modo a o na o pe il de abso ção da ciclospo ina mais consis en e e menos dependen e da
p odução de bile, a ualmen e sua adminis ação é ei a a a és de uma mic o-emulsão. Após a
adminis ação des a o mulação, a concen ação máxima de ciclospo ina a inge-se em ce ca de 2
ho as. A dose diá ia inicial de e se de 2,5-5 mg/kg, podendo es e alo aumen a a é 5 mg/kg, se
não se e i ica espos a e apêu ica necessá ia nas p imei as 4 a 6 semanas e se o pacien e ap esen a
pa âme os labo a o iais sa is a ó ios. A dose diá ia de e se adminis ada em duas omas dis in as,
de manhã e à noi e. Os e ei os clínicos de em se obse ados nas p imei as 4 semanas, sendo o e ei o
e apêu ico máximo egis ado após 8 a 16 semanas de a amen o. Os e ei os ad e sos mais
comumen e obse ados elacionam-se com: alência enal e consequen es al e ações na ensão
a e ial, sin omas gas oin es inais, hipe plasia gengi al, emo es, ce aleias, pa es esias, en e
ou os. Tal como oco e com ou as e apias imunossup esso as, a e apia com ciclospo ina aumen a
o isco de desen ol e umo es malignos, doenças lin op oli e a i as e in eções á ias.
c. Fo o e apia[46, 49, 52]
A ualmen e, a o o e apia é uma opção de a amen o bas an e comum e e icaz em doen es com
pso íase, p incipalmen e a a és de adiação UVB e da associação de pso aleno com adiação UVA
(PUVA). A sua ação oco e a a és da indução da apop ose das células cu âneas, da p omoção da
imunossup essão e al e ação do pe il de ci ocinas en ol idas no p ocesso in lama ó io, le ando à
diminuição da in lamação.
Ul a iole a B (UVB)
A adiação UVB pode se u ilizada em associação com a amen os ópicos e sis émicos, de modo
a ob e esul ados mais ápida e e icazmen e. Des e modo, alguns es udos demons a am uma
emissão ligei amen e mais acen uada das lesões quando o UVB oi u ilizado em associação com
alguns a amen os ópicos, como di anol, calcipo iol e aza o eno. Po sua ez, quando se eco e
à associação de adiação UVB a e apias sis émicas, como o me o exa o e a aci ecina, e i ica-se
uma emissão mais comple a das lesões. Po ou o lado, es a associação possibili a ambém a
diminuição das doses necessá ias des es compos os pa a ob e emissão das lesões, diminuindo assim
os e ei os secundá ios ne as os associados a es as e apias o ais.
No en an o, a associação da adiação UVB com alguns a amen os eque alguma cau ela, na
medida em que podem su gi alguns e ei os ad e sos, como aumen o da o ossensibidade e
p opensão pa a queimadu as, e diminuição do pe íodo de emissão da doença, como acon ece com a
associação a co icos e oides ópicos.
Pso aleno + Ul a iole a A (PUVA)
Es e a amen o consis e na inges ão ou aplicação ópica de uma subs ância o osensibilizado a,
o 8-me oxipso aleno (8-MOP), seguida de exposição à adiação UVA. O pso aleno, depois de se
a i ado pela adiação UVA, p e ine a p oli e ação celula e diminui a a i ação de células
in lama ó ias. T a a-se de um a amen o bas an e e icaz, com axas de emissão mui o ele adas,
24
mesmo na ausência de e apias de manu enção. O e ei o ad e so mais comum são as náuseas
esul an es da inges ão do pso aleno, sendo que alguns pacien es op am pela aplicação ópica do
compos o ou pela ime são das á eas a e adas num banho de pso aleno. Apesa da sua g ande e icácia,
o a amen o PUVA em sido associado a uma maio o ossensibilidade e maio isco de desen ol e
ca cinomas das células escamosas da pele. Com o obje i o de diminui os e ei os ad e sos e de modo
a maximiza a espos a e apêu ica, é possí el associa a e apia PUVA com calcipo iol ou e inoides
o ais. A combinação de adiação UVB com PUVA cons i ui ambém num a amen o bas an e e icaz,
pe mi indo baixa as doses de cada uma das adiações e o núme o de a amen os necessá ios.
UVB de banda es ei a
Recen emen e, êm indo a se desen ol idas lâmpadas de adiação UVB de banda es ei a, com
o comp imen o de onda de 311 nm, sendo que es e é o comp imen o de onda mais e icaz pa a o
a amen o da pso íase. Es e a amen o é mais e icaz do que a adiação UVB de banda la ga, mas
menos segu a. Em elação ao a amen o PUVA, es a opção é menos e icaz, mas ap esen a menos
e ei os ad e sos. Assim, a adiação UVB de banda es ei a é ú il em pacien es e a á ios à adiação
UVB de banda la ga.
d. Medicamen os Biológicos
Apesa das opções e apêu icas acima e e idas, exis e ainda uma pe cen agem de pacien es cuja
pso íase é e a á ia aos a amen os ópicos e que são esis en es, in ole an es ou ap esen am con a-
indicações pa a as e apias sis émicas exis en es. Nes e con ex o, e na en a i a de e i a a ele ada
oxicidade de ó gão subjacen e às e apias sis émicas clássicas, su gem os medicamen os biológicos
pa a o a amen o da pso íase, que consis em em á macos p oduzidos a a és de bio ecnologia
ecombinan e e, des e modo, exe cem a sua ação di e amen e nos mecanismos imunopa ogénicos
esponsá eis pela doença. Es es á macos são mui o e icazes na edução da g a idade das lesões
pso iá icas, com um bom pe il de segu ança e uma oxicidade de ó gão mui o meno que os
a amen os sis émicos clássicos. No en an o, sendo que se a am de opções e apêu icas ecen es,
desconhece-se o seu pe il de segu ança a longo-p azo e eque em um in es imen o inancei o mui o
ele ado.[53]
A ualmen e, os agen es biológicos ap o ados pela Agência Eu opeia do Medicamen o (EMA)
consis em em agen es bloqueado es de ci ocinas, mais especi icamen e, o an i-TNF, no caso do
adalimumab, e ane cep e in liximab, e a an i-IL12/23p40, no caso do us ecinumab.[54]
6. Análise dos esul ados ao inqué i o
Apesa da Fa mácia da Vila inha e um ele ado núme o de u en es com pso íase, nem odos
es a am dispos os a pa icipa no inqué i o, sendo que apenas me oi possí el ob e espos as pa a
cinco inqué i os. De qualque manei a, dispus os pan le os “Guia pa a Vi e Melho com Pso íase”
nos balcões da a mácia, de modo a es a em acessí eis a odos os clien es in e essados.
25
O inqué i o inicia a-se com algumas ques ões ge ais, ace ca da idade, sexo e hábi os de ida dos
pa icipan es, pe mi indo uma ca ac e ização dos mesmos. Dos cinco pa icipan es, qua o e am do
sexo masculino e apenas uma do sexo eminino, com idades comp eendidas en e os 20 e os 81 anos.
Nenhum dos pa icipan es e a umado , mas 3 em 5 a i ma am se consumido es egula es de
bebidas alcoólicas, ou seja, inge iam pelo menos uma bebida alcoólica po semana.
De seguida, su giam ques ões elacionadas com a doença em si. Todos os pa icipan es inham
sido diagnos icados quando e am no os, en e os 10 e os 30 anos, e dois deles ap esen a am
amilia es com a mesma doença. O ipo de pso íase mais comum en e os pa icipan es oi a pso íase
em placas, sendo que apenas um deles ap esen a a pso íase gu a a, o que é conco dan e com a
endência ge al da população. De aco do com os pa icipan es, as egiões mais a e adas pelas lesões
cu âneas e am os memb os supe io es e in e io es e, ocasionalmen e, a cabeça e o onco. Apenas
um dos pa icipan es ap esen a a uma maio supe ície do co po a e ada, com lesões na cabeça,
onco, memb os supe io es e in e io es, egião abdominal, egião lomba e unhas. Em elação à
equência das lesões e i ica am-se algumas a iações, sendo que dois indi íduos a i ma am que
a amen e sen iam mani es ação dos sin omas, dois e i ica am a oco ência dos sin omas 3-5 ezes
po semana e apenas um pa icipan e e e iu que os seus sin omas se mani es a am dia iamen e.
Adicionalmen e, dos cinco pa icipan es, apenas um ap esen a a algumas das co-mo bilidades
equen emen e associadas à pso íase, mais p op iamen e, a e oscle ose, hipe ensão a e ial,
dislipidémia e aciden e ascula ce eb al ecen e.
Em elação ao a amen o, as espos as a ia am en e os medicamen os de ação ópica e os
medicamen os sis émicos clássicos, sendo que apenas um indi íduo ealiza a ambos os a amen os
em simul âneo ( ópico e sis émico). Nenhum dos pa icipan es inha ealizado o o e apia e apenas
um deles eco eu a medicamen os biológicos pa a alí io dos sin omas, nos úl imos 6 meses.
Em elação ao Índice de Qualidade de Vida em De ma ologia (DLQI), que pe mi e a alia a
in luência que a pso íase em na ida do pacien e, 3 dos 5 pa icipan es ob i e am esul ados en e 0
e 1, signi icando que a doença não em in luência na sua ida. Em elação aos es an es pa icipan es,
um ob e e um esul ado de 2, indica i o da baixa in luência da pso íase na ida do pacien e, e o ou o
ob e e uma pon uação de 7, que demons a que a pso íase em uma in luência mode ada na ida
des e pacien e.
Apesa do eduzido núme o de pa icipações no inqué i o não pe mi i e i a mui as conclusões
undamen adas em elação ao mesmo, é possí el in e i que o ipo de pso íase mais comum é a
pso íase em placas, como já inha sido an e io men e e e ido, e que as lesões se localizam
maio i a iamen e nos memb os supe io es e in e io es. Adicionalmen e, e i icou-se que 2 em 5 dos
pa icipan es (40%) possuíam amilia es p óximos com a doença, e o çando a impo an e
componen e gené ica da doença. Em elação à e apêu ica em igo , e i icou-se uma p edominância
26
dos a amen os ópicos e sis émicos clássicos, o que ai de aco do com as guidelines de a amen o
de inidas. É possí el ambém cons a a que, de um modo ge al, a pso íase dos pa icipan es encon a-
se con olada, sendo que es a não em uma in luência mui o ma cada na ida dos mesmos.
27
Caso de Es udo B: Dis unção E é il como um Sinal de Doença Ca dio ascula
1. Jus i icação do Tema
A dis unção e é il é uma doença c ónica que a e a mais de 100 milhões de homens em odo o
Mundo. Es a doença é esponsá el po uma diminuição ma cada da qualidade de ida des es
indi íduos, podendo e um papel impo an e na a aliação da saúde ca dio ascula ge al dos mesmos.
Sendo es a uma doença com maio p e alência em homens em idades mais a ançadas, pa eceu-me
pe inen e abo da es e ema na Fa mácia da Vila inha, na medida em que es a possui um público
maio i a iamen e idoso e consumido equen e de medicamen os pa a o a amen o da dis unção
e é il.[55, 56]
Pa a al, numa p imei a ase, ealizei uma pequena pesquisa e compilação de dados ace ca da
sazonalidade da enda des es medicamen os, de modo a, pos e io men e, pode ealiza um
aconselhamen o mais adequado e di ecionado pa a o público em ques ão.
2. Dis unção E é il
A dis unção e é il de ine-se como a incapacidade de a ingi e/ou man e uma e eção peniana
su icien e que pe mi a um a o sexual sa is a ó io. Es a pa ologia é mais p e alen e en e os homens
com idades en e os 40 e 70 anos e pode es a associada a di e sas causas, nomeadamen e
psicogénicas, neu ogénicas, ana ómicas ou es u u ais, ho monais e ascula es (hipe ensão, diabe es
melli us, obesidade e a e oscle ose). Exis em ainda ou os a o es como alcoolismo, d ogas ilíci as e
agen es a macológicos (β-bloqueado es, diu é icos e an idep essi os) que podem ambém e um
papel impo an e na e iologia da dis unção e é il.[55-57]
A e eção peniana é um e en o neu o ascula , que esul a da libe ação de neu o ansmisso es
dos e minais ne osos ca e nosos e do ecido muscula liso, em espos a a um es ímulo sexual,
causando o elaxamen o ascula . Es e elaxamen o oco e de ido ao sis ema NO-GMPc, onde o
óxido ní ico (NO) p oduzido nas células endo eliais p omo e a ans o mação de GTP em GMPc,
nas células do músculo liso. O GMPc, po sua ez, le a à diminuição da concen ação de cálcio
in acelula e, des e modo, ao elaxamen o muscula . ( ig. 11) [58, 59]
28
Figu a 11 – Mecanismo de asodila ação das células do músculo liso. O NO p oduzido nas células
endo eliais p omo e a ans o mação de GTP em GMPc, a a és da enzima guanilil ciclase, nas
células do músculo liso. O GMPc le a à diminuição da concen ação de Ca2+ in acelula e ao
consequen e elaxamen o muscula [59, 60]
O elaxamen o ascula pe mi e o ingu gi amen o dos espaços sinusoidais, ou seja, o
p eenchimen o com sangue dos co pos ca e nosos, esul ando no alongamen o e ala gamen o do
pénis e na comp essão das eias sub unicais. Des e modo, oco e uma oclusão do luxo enoso,
concen ando o sangue nos co pos ca e nosos e man endo o pénis e e o. ( ig. 12)
Figu a 12 – Ana omia da e eção peniana. A asodila ação esul a no ingu gi amen o dos espaços sinusoidais
e consequen e p eenchimen o com sangue dos co pos ca e nosos. [61]
3. T a amen o [48, 62, 63]
As opções e apêu icas a uais pa a a dis unção e é il incluem 5 ipos de inibido es o ais das
os odies e ases (PDE5), o alp os adilo in au e al e as injeções imix in aca e nosas.
A 1ª linha de a amen o pa a es a pa ologia são os inibido es da enzima 5- os odies e ase
(5PDE), como o sildena il, o adala il e o a dena il. A enzima 5- os odies e ase é esponsá el pela
o mação de GMP, a pa i de GMPc. ( ig. 11) Assim, es es á macos le am a uma acumulação de
GMPc e, consequen emen e, de NO, p omo endo o elaxamen o do músculo liso. Ou a opção
e apêu ica consis e na adminis ação local, po ia inje á el ou a a és de um lápis u e al, de
á macos asoa i os in aca e nosos, como a p os aglandina E1 (alp os adilo), cuja ação é
29
independen e da ia do cGMP e não necessi a da unção do ne o in ac a. Po im, a e apia de injeção
imix in aca e nosa é al amen e e icaz pa a desencadea a asodila ação di e a e melho a o
desempenho e é il independen emen e da unção do ne o. No en an o, a adminis ação di e a
ap esen a á ios incon enien es, de ido à sua complexidade e o descon o o du an e a sua aplicação.
4. Dis unção E é il como um sinal de Doenças Ca dio ascula es [61, 64-67]
Apesa da dis unção e é il se uma doença mul i a o ial, e i ica-se que, na maio ia dos casos,
es a de e-se a causas ascula es, nomeadamen e à dis unção endo elial, que esul a numa meno
libe ação de NO e, des e modo, na diminuição da asodila ação esponsá el pela e eção peniana.
Es e é o elo comum en e a dis unção e é il e as doenças ca dio ascula es, onde a dis unção endo elial
exe ce ambém um impo an e papel. Po es e mo i o, á ios es udos suge em a dis unção e é il
como um ma cado p ecoce das doenças ca dio ascula es. Es a possí el sequência de e en os
jus i ica-se a a és das di e enças de diâme o es e as a é ias penianas e as a é ias co oná ias.
Tendo em con a que as a é ias penianas êm ce ca de me ade do diâme o das a é ias co oná ias, os
e ei os da dis unção endo elial e da in lamação dos asos e i icam-se mais p ecocemen e nos asos
de meno calib e (a é ias penianas) e apenas pos e io men e nos asos de maio calib e (a é ias
co oná ias). Des e modo, a dis unção e é il pode á se ú il na de eção de uma doença ca dio ascula
silenciosa e na p e enção de um e en o co oná io g a e.
Figu a 13 – Compa ação en e os diâme os das di e en es a é ias (peniana, co oná ia, ca ó ida in e na e
emo al) e consequen e pe cen agem de obs ução do luxo sanguíneo.[67]
Es a hipó ese oi comp o ada po inúme os es udos que demons a am que a dis unção e é il
aumen ou signi ica i amen e o isco de doença ca dio ascula , doença a e ial co oná ia e en a e do
miocá dio, e a mo alidade em ge al, p incipalmen e a a és do aumen o da mo alidade
ca dio ascula , de uma o ma independen e dos a o es de isco con encionais.
Po es e mo i o, aconselha-se que os homens que so am de dis unção e é il ealizem as eios
ca dio ascula es pe iódicos, de modo a despis a possí eis doenças co oná ias u u as.
30
5. Sazonalidade na enda de medicamen os pa a o a amen o da dis unção e é il
De modo a en a comp eende melho a dinâmica da p ocu a e enda de medicamen os pa a o
a amen o da dis unção e é il na Fa mácia da Vila inha, ealizei uma b e e análise das endas des es
p odu os ao longo do ano de 2015. Pa a al, iz um le an amen o do s ock exis en e na a mácia e, de
seguida, euni os alo es das endas no p og ama O ice Excel.
As subs âncias a i as exis en es na Fa mácia da Vila inha pa a o a amen o da dis unção e é il
são: sildena il, adala il e a dena il. O sildena il é mais conhecido po Viag a® (PFIZER), mas
exis e ambém disponí el sob a o ma de Medicamen o Gené ico, de di e en es labo a ó ios. Po
ou o lado, o adala il e o a dena il apenas se encon am sob a sua o ma come cial, Cialis®
(LILLY) e Le i a® (BAYER), espe i amen e.
Figu a 14 – Rep esen ação g á ica da a iação mensal da enda de inibido es de
os odies e ases, no ano de 2015, na Fa mácia da Vila inha
Como se pode in e i a a és do g á ico ap esen ado, e i ica-se um aumen o na p ocu a dos
inibido es das os odies e ases em de e minados meses ao longo do ano. Es as oscilações coincidem
com algumas épocas es i as, como o Dia dos Namo ados, em e e ei o, ou a Passagem de Ano, em
dezemb o, e épocas de é ias, como as é ias da Páscoa e do Ve ão. Es a a iação pode -se-á,
e en ualmen e, jus i ica pela maio disponibilidade e p edisposição dos indi íduos nes as al u as do
ano, esul ando, des e modo, numa ida sexual mais a i a. ( ig. 14)
Como o meu es ágio deco eu ao longo de umas das épocas de maio p ocu a des es
medicamen os, nomeadamen e os meses de junho e julho, pa eceu-me pe inen e elabo a um olhe o
in o ma i o ace ca da dis unção e é il e da sua impo ância como ma cado p ecoce de doenças
ca dio ascula es. Es e olhe o p e endia ale a os homens com es a pa ologia pa a a impo ância de
ealiza em as eios ca dio ascula es pe iodicamen e e de ado a em um es ilo de ida e alimen ação
saudá eis. (Anexo VIII)
19
31
37
25 23
30
37
23 24
31 29
35
0
5
10
15
20
25
30
35
40
12345678910 11 12
Nº de embalagens
Meses
Sazonalidade To al
31
Conclusão
Ao longo des es 3 meses de es ágio em a mácia comuni á ia, i e a opo unidade de es emunha
a complexidade da p o issão a macêu ica, que é mui o mais do que o simples a endimen o ao
público. Pa a além de conhece o a senal e apêu ico disponí el na a mácia, o a macêu ico em que
domina uma a iedade de a e as, desde a ges ão de encomendas a é ao con olo de ecei uá io, que
eque em capacidades de ges ão, o ganização, au onomia, en e ou as, semp e com um ele ado
sen ido de esponsabilidade. Adicionalmen e, o a macêu ico em o de e e a ob igação de se man e
cons an emen e in o mado e a ualizado dos p og essos cien í icos e ecnológicos, de modo a p es a
um se iço de qualidade e excelência aos seus u en es, sal agua dando a sua saúde e segu ança.
Todas es as alências do a macêu ico o am-me ansmi idas pela equipa da Fa mácia da
Vila inha, semp e com a maio disponibilidade e amabilidade. Com cada um dos meus colegas
ap endi algo impo an e pa a a minha o mação e desen ol imen o pessoal e p o issional.
A a és dos casos de es udo desen ol idos, pude ap o unda um pouco mais dois emas que me
pa ece am pe inen es no con ex o da Fa mácia da Vila inha. Tan o a pso íase como a dis unção
e é il são emas mui o a uais e que podem comp ome e bas an e a qualidade de ida dos indi íduos
a e ados. Po um lado, a pso íase encon a-se aliada a uma o e componen e psicológica, na medida
em que os seus sin omas, pa a além do e iden e descon o o ísico, podem comp ome e algumas
a e as básicas do quo idiano, bem como a in e ação social dos pacien es. Po ou o lado, a dis unção
e é il, sendo uma condição cada ez mais comum na sociedade e em pacien es cada ez mais no os,
pode es a elacionada com o desen ol imen o de doenças ca dio ascula es subjacen es e, des e
modo, pode cons i ui um impo an e ma cado p ecoce das mesmas. Assim, p ocu ei con ibui pa a
uma maio consciencialização de ambas as doenças jun o da comunidade e, quando possí el,
acompanha os u en es no con olo das mesmas.
Des e modo, com a conclusão des a e apa, que ma ca o inal do meu pe cu so académico, sin o-
me p epa ada pa a en en a o mundo p o issional e desempenha a p o issão a macêu ica, com o
maio sen ido de de e e esponsabilidade que a mesma aca e a.
38
Anexo III – Ap esen ação pa a consolidação de conhecimen os
39
40
41
Anexo IV – Resumo da A i idade “A Escola, o Sol e a Alimen ação”
A i idade “A Escola, o Sol e a Alimen ação”
Nos dias 30 de Maio e 1 de Junho de 2016, a Fa mácia da Vila inha o ganizou uma a i idade
de sensibilização da comunidade pa a a p o eção sola . O público-al o des a a i idade oi a
população in an il, de ido à impo ância de implemen a , desde cedo, concei os básicos ace ca da
p o eção sola , c uciais pa a um c escimen o e desen ol imen o saudá el. A a i idade oco eu na
Escola Básica da Vila inha e no Cen o Social da Foz do Dou o. A Escola Básica da Vila inha
engloba alunos do ensino p é-escola e do p imei o ciclo, pe azendo um o al de 285 alunos. Po sua
ez, o Cen o Social da Foz do Dou o é cons i uído po 65 alunos do ensino p é-escola , ao qual es á
associado um cen o de dia pa a idosos.
Escola Básica da Vila inha
Cen o Social da Foz do Dou o
A a i idade iniciou-se com uma pequena ap esen ação cedida pelo G upo Holon, in i ulada
“A Escola, o Sol e a Alimen ação”. Es a ap esen ação oca a pon os essenciais da impo ância do
sol na ida dos se es humanos, dis inguia os di e en es ipos de adiação sola e e e ia os p incipais
cuidados a e com a exposição sola , an o a ní el da u ilização de p o e o sola como da alimen ação
adequada du an e es e pe íodo. A in o mação passada e a linguagem u ilizada oi sendo adap ada
consoan e a idade dos g upos de c ianças, de modo a que as ideias p incipais icassem bem
escla ecidas.
Ap esen ação aos alunos da Escola Básica da Vila inha
No im da ap esen ação, p ocedeu-se à consolidação da in o mação conside ada mais
impo an e, a a és de um pequeno ques ioná io. Po im, o e eceu-se às c ianças um pequeno b inde
da A ene® e oi suge ida a elabo ação de um desenho ela i o ao assun o a ado du an e a
ap esen ação.
42
Folha pa a o desenho e espe i o b inde
B inde o e ecido no im da ap esen ação
Foi en ão pedido às c ianças da Escola Básica da Vila inha que se di igissem à a mácia
pa a en ega o seu desenho, acompanhadas po um amilia , e, após uma pequena isi a à
a mácia, oi-lhes o e ecido um b inde do G upo Holon.
Visi a das c ianças à Fa mácia da Vila inha
De odos os desenhos en egues, oi escolhido o encedo e expos o na a mácia du an e
o mês de Junho. Po ou o lado, os desenhos do Cen o Social da Foz do Dou o o am en egues
aos idosos do cen o de dia, que o am esponsá eis po escolhe os dez melho es desenhos. Es es
desenhos o am ambém expos os na a mácia du an e o mês de Junho e, de en e es es, oi
escolhido o encedo pelos colabo ado es da Fa mácia da Vila inha. Ambos os encedo es
i e am di ei o a um p émio.
43
P émio pa a os encedo es do concu so
Des e modo, pa a além do obje i o p incipal de consciencialização das c ianças ace ca
dos cuidados a e com a exposição sola , p e endeu-se ambém a p omoção do con ac o da
população in an il com a p o issão a macêu ica e a sua ap oximação ao espaço da a mácia,
ap esen ando-a como um local de saúde e bem-es a .
44
Anexo V – Publicação da a i idade na Re is a H, do G upo Holon
45
Anexo VI – Inqué i o – “Em que medida a Pso íase condiciona a sua ida?”
Inqué i o – Em que medida a Pso íase condiciona a sua ida?
1. Idade:
2. Sexo:
Feminino
Masculino
3. P o issão:
4. Hábi os abágicos:
Não Fumado
Fumado
Ex-Fumado
5. Consumo de bebidas alcoólicas:
Não consumido
Consumido Ocasional
Consumido Regula (pelo menos uma bebida alcoólica po semana)
6. P á ica de exe cício ísico:
Regula (pelo menos 2 ezes po semana)
Não equen e
7. Há quan o empo lhe oi diagnos icada a pso íase?
8. Qual é o ipo de pso íase diagnos icada?
Pso íase em placas
Pso íase gu a a
Pso íase pus ulosa
Pso íase lexu al ou in e sa
Pso íase e i odé mica
A i e pso iá ica
9. Tem amilia es p óximos com pso íase?
Sim
Não
10. Quais as egiões do seu co po su gem habi ualmen e as lesões cu âneas?
Cabeça
T onco
Memb os Supe io es
Memb os In e io es
Região Abdominal
Região Lomba
Região Geni al
Zona palmo-plan a
Unhas
46
11. Com que equência se mani es am os sin omas cu âneos?
Todos os dias
3-5 ezes po semana
3-5 ezes po mês
Ra amen e
12. Possui alguma das seguin es co-mo bilidades?
Obesidade
A e oscle ose
Diabe es melli us
Hipe ensão a e ial
Dislipidémia
Sínd ome Me abólica
Aciden e Vascula Ce eb al (AVC)
Doença Renal
Úlce a Pép ica
Dep essão/Ansiedade
13. A ualmen e ou nos úl imos 6 meses ez o o e apia (PUVA)?
Sim
Não
14. A ualmen e ou nos úl imos 6 meses ez a amen o com medicamen os de ação ópica?
Sim
Não
15. A ualmen e, ou nos úl imos 6 meses, ez a amen o com Medicamen os Sis émicos Clássicos
(não biológicos)?
Sim
Não
16. A ualmen e, ou nos úl imos 6 meses, ez a amen o com Medicamen os Biológicos?
Sim
Não
Índice de Qualidade de Vida em De ma ologia (DLQI)
1. Na úl ima semana, sen iu a pele i i ada e mais sensí el, comichão ou sensação de
picadas?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
2. Na úl ima semana, sen iu-se emba açado(a) ou incomodado(a) po causa do es ado da sua
pele?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
3. Na úl ima semana, a é que pon o o seu p oblema de pele p ejudicou a sua ida no mal?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
Não aplicá el
47
4. Na úl ima semana, a escolha da oupa que usou e e que e com o es ado da sua pele?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
Não aplicá el
5. Na úl ima semana, a é que pon o o seu p oblema de pele a e ou o con í io com ou as
pessoas ou mesmo os seus empos li es?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
Não aplicá el
6. Na úl ima semana, a é que pon o o seu p oblema de pele o impediu de p a ica despo o?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
Não aplicá el
7. Na úl ima semana, o seu p oblema impediu-o(a) de abalha ou es uda ?
Sim
Não
Não aplicá el
8. Na úl ima semana, o es ado da sua pele c iou-lhe p oblemas no elacionamen o com
colegas de abalho, o/a seu/sua companhei o(a), alguns amigos p óximos ou amilia es?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
Não aplicá el
9. Na úl ima semana, a é que pon o o seu p oblema de pele lhe causou di iculdades sexuais?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
Não aplicá el
10. Na úl ima semana, a é que pon o os a amen os pa a a sua pele lhe c ia am p oblemas,
po exemplo suja a casa ou lhe oma em demasiado empo?
Mui o
Bas an e
Um pouco
Nada
Não aplicá el
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
ii
Ma ia Inês de Ba bosa C uz
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
P o essional T aining Repo
Azienda Ospedalie a Uni e si a ia di Sassa i (I aly)
Janua y 2016 – Ap il 2016
Ana Ri a Fe ei a Ramalho and Ma ia Inês de Ba bosa C uz
Ad iso : Do .ssa Annalisa Manca
Sep embe 2016
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
iii
Ma ia Inês de Ba bosa C uz
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Decla a ion o In eg i y
I, Ma ia Inês de Ba bosa C uz, he unde signed, no. 201104860, s uden o
he Mas e in Pha maceu ical Sciences, o he Facul y o Pha macy, Uni e si y o
Po o, decla e ha I ha e ac ed wi h absolu e in eg i y in he elabo a ion o his
documen .
In his sense, I con i m ha I did NOT incu ed in plagia ism (ac by which an
indi idual, e en by de aul , assumes he au ho ship o a ce ain in ellec ual wo k o
pa s o i ). I also decla e ha all he sen ences picked ou o p e ious wo ks
belonging o o he au ho s we e epo ed o w i en wi h new wo ds, and in his case
placed ci a ion o he sou ce li e a u e.
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o, 16 h Ap il 2016,
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
i
Ma ia Inês de Ba bosa C uz
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Index
Lis o Abb e ia ions ………………………………………………………………..… V
Index o Figu es ………………………………………………….……………………. VI
1. In oduc ion ……………………………………………………………….……… 1
2. In e nal Pha macy: Magazzino 1 ………………………………………..…….. 3
3. Pha macy o Pa ien s in Discha ge: Magazzino 6 ………………….…….. 7
4. Galenic Pha macy ………………………………………………………….….. 10
4.1. Non-s e ile Depa men ……………………………………………….…. 10
4.2. S e ile Depa men …………………………………………………….….. 11
a. Pa en e al Nu i ion Labo a o y …………………………………….. 11
b. Cy o oxic D ugs Labo a o y ………………………………………… 12
5. Conclusions ………………………………………………………….…………. 13
6. Re e ences …………………………………………………………….………... 14
7. Time able ……………………………………………………………….……….. 15
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
Ma ia Inês de Ba bosa C uz
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Lis o Abb e ia ions
AIC – Au o izzazione all’Immissione in Comme cio
AIFA – Agenzia I aliana del Fa maco
AOU – Azienda Ospedalie a Uni e si a ia
ASL – Azienda Sani a ia Locale
ATC – Ana omical The apeu ic Chemical Code
CFO – Compendio Fa maceu ico Ospedalie o
EMA – Eu opean Medicines Agency
HEPA – High-E iciency Pa icula e A es ance
MAGA1 – Magazzino 1 (In e nal Pha macy)
MAGA6 – Magazzino 6 (Pha macy o Pa ien s in Discha ge)
OECD – O ganisa ion o Economic Co-ope a ion and De elopmen
PSN – Piano Sani a io Nazionale
PTR – P on ua io Te apeu ico Regionale
SISaR – Sis ema In o ma i o Sani a io In eg a o Regionale
SSN – Se izio Sani a io Nazionale
UFA – Uni à di Fa maci An iblas ici
WHO – Wo ld Heal h O ganiza ion
Facul y o Pha macy, Uni e si y o Po o
Mas e s in Pha maceu ical Sciences
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Ma ia Inês de Ba bosa C uz
P o essional T aining Repo – AOU Sassa i, I aly
Index o Figu es
Figu e 1: Main menu o he AREAS so wa e.
4
Figu e 2 and 3: Example o a eques sen o MAGA1.
5
Figu e 4 and 5: Example o a sea ch in CFO.
6
Figu e 6: Example o he egis a ion in AIFA websi e.
8
Figu e 7 and 8: Example o he egis a ion in AREAS o a dispense om
MAGA6.
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1. In oduc ion
The I alian Na ional Heal h Se ice (Se izio Sani a io Nazionale - SSN) was
es ablished in 1978 and i ’s based on undamen al alues and p inciples ecognized
by se e al in e na ional o ganiza ions, such as he Wo ld Heal h O ganiza ion
(WHO) and he O ganisa ion o Economic Co-ope a ion and De elopmen (OECD).
[1]
This heal h sys em is a egionally based na ional heal h se ice ha p o ides
uni e sal co e age o all I alians, mainly ee o cha ge a he poin o se ice,
ega dless o hei social s a us, gende o income. The main sou ce o inancing is
na ional and egional axes, complemen ed by co-paymen s o pha maceu icals
and ambula o y ca e. [2]
The SSN is based on he na ional heal h plan (Piano Sani a io Nazionale -
PSN), managed by he cen al go e nmen , which se s he undamen al p inciples
and goals o he heal h sys em and de e mines he basic package o heal h se ice
a ailable o all ci izens. F om PSN de i e he egional heal h plans (Piani Sani a i
Regionali - PSR), ha a e unde he scope o he egional go e nmen s esponsible
o o ganising and deli e ing p ima y, seconda y and e ia y heal h-ca e se ices.
The cen e s ha p o ide heal h assis ance a e he hospi als (Azienda Ospedalie a)
and he local heal h uni s (Azienda Sani a ia Locale). [2, 3]
Ano he impo an elemen o he na ional heal h se ice in I aly is Agenzia
I aliana del Fa maco (AIFA). This is he na ional au ho i y esponsible o d ugs
egula ion in I aly, ha ope a es au onomously, anspa en ly and acco ding o cos -
e ec i eness c i e ia, unde he di ec ion o he Minis e o Heal h and unde he
igilance o he Minis y o Heal h and he Minis y o Economy. I coope a es wi h
he main heal h and pha maceu ical au ho i ies, wi h he pu pose o p omo ing good
heal h h ough medicines, encou aging pha maceu ical esea ch and de elopmen
and making he connec ion wi h o eign agencies and he Eu opean Medicines
Agency (EMA). [4]
Un il he end o 2015, he e we e wo di e en heal h uni s in Sassa i: he
Azienda Ospedalie a Uni e si a ia (AOU Sassa i), ha was pa o he uni e si y,
and he Azienda Sani a ia Locale Nº1 (ASL1), in which he hospi al San issima
Anunzia a was included. F om he beginning o 2016, a me ge occu ed be ween
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hese wo uni s, om which esul ed a single complex named Azienda Ospedalie a
Uni e si a ia di Sassa i. This complex is in cha ge o he heal h assis ance o he
p o ince o Sassa i, ha includes he dis ic s o Sassa i, Ozie i, Alghe o, I i i and
Thiesi. [4]
Ou aineeship was held in he Ospedale San issima Anunzia a, which
belongs o he AOU Sassa i, in Sa dinia, om Janua y o Ap il o 2016.
The hospi al pha macy is di ided in o h ee majo depa men s: in e nal
pha macy (Magazzino 1 o MAGA1), pha macy o pa ien s in discha ge (Magazzino
6 o MAGA6) and galenic pha macy. The wo king ime able o he hospi al pha macy
is om Monday o Sa u day, om 8:00 o 14:00. The wo k load is sha ed be ween
pha macis s, nu ses, echnicians and adminis a i e s a . When ou aineeship
s a ed, he di ec o o he hospi al pha macy was he pha macis Do .ssa Liliana
Sulas. Howe e , h oughou ou ime he e, due o he o ganisa ional changes, he
new di ec o became P o . Ma io Mo e i. Because o his si ua ion, ou aineeship
was mainly held by all o he pha macis s om he di e en depa men s, who we e
always a ailable o guide us and, he e o e, had a e y impo an ole in ou aining.
One o he main ools used in he pha macy hospi al is he P on ua io
Te apeu ico Regionale (PTR), which includes a selec ion o he apeu ic esou ces
based on a ailable scien i ic e idence and ep esen s an impo an ool o he
clinical managemen o medica ion, allowing he communica ion wi h doc o s in
o de o o ien and op imize he pha maceu ical p esc ip ion. The e is a PTR o
each egion, acco ding o he mos common medical issues in ha speci ic e i o y,
p o iding an anno a ed lis o he medicines bes sui ed o each pa hology and
pa ien . [6]
This basic knowledge was he s a ing poin om whe e we began o explo e
and unde s and each speci ic depa men and i s main challenges.
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2. In e nal Pha macy: Magazzino 1
The main ole o he In e nal Pha macy is o deli e he medicines and
medical de ices o he di e en depa men s o he hospi al and clinics in he egion.
This is assu ed by a complex eam o i e pha macis s, wo nu ses, se en
echnicians and wo adminis a i es. The pha macis s ac no only as heal h ca e
p o essionals, bu also as manage s. Thei esponsibili ies include he e alua ion o
he medical p esc ip ions, he p ope dispense o sani a y p oduc s, he acqui emen
o pha maceu ical p oduc s, he es ablishmen o quali y con ol p ocedu es and he
co ec conse a ion o medicines. In his speci ic pha macy, he e a e h ee
pha macis s esponsible o he managemen o medicines and wo o he
managemen o medical de ices.
The In e nal Pha macy is o ganized in o wo loo s: he basemen , whe e a e
all he solu ions and he g ound loo whe e a e kep he medicines and medical
de ices. The medicines a e o ganised on shel es acco ding o a speci ic code: he
Ana omical The apeu ic Chemical Code (ATC). This is a sys em o classi ica ion
con olled by he WHO o he ac i e ing edien s o medicines acco ding o he o gan
o sys em on which hey ac and hei chemical, pha macological and he apeu ic
p ope ies. [7]
The g ound loo is di ided in o di e en a eas. The main oom has all he
medicines, an a ea o he o dina y eques s, ano he o he u gen eques s and a
balcony whe e he cus ome se ice is held. Besides his oom, he e a e ano he
wo ooms whe e he medical de ices a e kep and a hi d one o s o e he
s upe ying agen s, ha is locked and only accessible by pha macis s. Addi ionally,
he e a e ou idges and wo eeze s, o assu e he co ec conse a ion
empe a u es o speci ic medicines.
As men ioned abo e, his magazzino is accoun able o he p epa a ion o
bo h o dina y and u gen eques s, om he di e en depa men s o he hospi al
and clinics.
The u gen eques s a i e o MAGA1 e e y day, om 8:00 o 10:30, mainly
elec onically, h ough a so wa e called AREAS, o by ax. This eques s a e hen
deli e ed be ween 12:30 and 13:30 o he same day.
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The so wa e AREAS is an in o ma ion echnology pla o m ha in eg a es all
he componen s o he Sis ema In o ma i o Sani a io In eg a o Regionale p ojec
(SISaR). This p ojec i ’s an unma ched case in I aly, ha consis s in he c ea ion o
a single in eg a ed heal h in o ma ion sys em o he egion o Sa dinia, emb acing
he ne wo k o eigh ASL and h ee AOU. [8]
The e o e, AREAS is an impo an ool in he pha macy, no only o he
deli e y and egis a ion o he eques s, bu also o he managemen o s ocks,
inpu and ou pu o medicines.
Figu e 1: Main menu o he AREAS so wa e. In he le , he e a e se en di e en main subjec s,
which ha e se e al possible ope a ions wi hin hem, ha appea in he igh side o he display.
The o dina y eques s a i e each mo ning, h ough AREAS, and a e hen
p epa ed by he echnicians. All he eques s om he same depa men a e s o ed
in one common box and hen deli e ed by a dis ibu o . The e is a speci ic schedule
o he p epa a ion o hese eques s, acco ding o hei sou ce. The e o e, on
Monday and Thu sday, he echnicians p epa e he eques s om he depa men s
o he hospi al, on Tuesday and F iday, he eques s om he clinics o he
uni e si y, and on Wednesday and Sa u day, he eques s om o he sou ces.
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Figu e 2 and 3: Example o a eques sen o MAGA1. On he i s display ( ig.2), one can ind
impo an in o ma ion, such as, he depa men esponsible o he eques , i s da e and s a us,
and i his is an u gen o o dina y eques . In he p oduc s display ( ig.3), he e a e he medicines
o medical de ices eques ed, along wi h he quan i ies eques ed and he quan i ies ha we e
ac ually deli e ed.
Ou main ask while we we e in his pha macy was he p epa a ion o he
u gen eques s. The e o e, once we a i ed, we p in ed all he eques s om ha
day and used he Au o izzazione all’Immissione in Comme cio (AIC) code o sea ch
o he medicines in a p og am called Compendio Fa maceu ico Ospedalie o (CFO).
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b. Cy o oxic D ugs Labo a o y
The Uni à di Fa maci An iblas ici (UFA) plays an impo an ole in he supply o
chemo he apy in he egion o Sa dinia, since i is esponsible o p o iding cy o oxic
d ugs o all he oncology depa men s om he egions o Sassa i, Alghe o and
Ozie i, used o ea cance and some a e diseases. The labo a o y is di ided in o
h ee ooms: a non-s e ile oom, whe e he pha macis pu s on he adequa e
clo hing; a s e ile oom, whe e he d ugs a e p epa ed; and a oom ha makes he
connec ion be ween he s e ile and non-s e ile ooms.
In his labo a o y, he e is a e ical laminal low chambe , ha assu es he
s e ili y o he p epa a ions and he su aces, as well as he sa e y o he ope a o ,
since hese d ugs can be dange ous a e long exposu es.
Each mo ning, abou 100 o 150 p esc ip ions a i e o his labo a o y by ax.
The p epa a ion o cy o oxic d ugs is a e y sys ema ic p ocedu e, in o de o
gua an ee he absence o mis akes. Once he p esc ip ions a i e, he pha macis
examines hem, e i ies i he posology is adequa e and p epa es he labels. Then,
he egis e s all he he apies o be p epa ed ha day and makes he calcula ions o
each one o hem. This is an impo an s ep, since only he exac quan i ies needed
can en e he s e ile oom, in o de o a oid mis akes and o assu e ha he
p epa a ion is accu a e. Inside he s e ile oom, he e can only be one pe son a a
ime. Once all he p epa a ions a e inished, a echnician is in cha ge o egis e ing
hem on AREAS.
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5. Conclusions
Th oughou hese h ee mon hs o aineeship, we we e able o lea n and
g ow in he p o essional and pe sonal le el, due o he challenges and
esponsibili ies ha we had o ace.
In ou poin o iew, his expe ience allowed us o close a loophole ha
occu ed in ou academic educa ion, ega ding he ole o a hospi al pha macis .
The eby, we go acquain ed wi h pa hologies, pa ien s and medicines ha a e no
commonly seen in p i a e pha macies. We also ealized he impo ance o good
managemen skills and psychological endu ance by he pha macis in cha ge, since
he is aced wi h he di icul ask o balance he budge be ween he new and
expensi e medicines and he cheape bu also c ucial ones.
On he o he hand, he ac ha his aineeship ook place in Sa dinia, I aly,
also b ough us e en mo e bene i s. E en hough we had had I alian classes in
Po ugal, in he i s ew days, we came ac oss he language ba ie ha made
communica ion di icul , o cing us adap and imp o ise. Howe e , as he ime wen
by, ou language skills imp o ed and we s a ed o eel mo e con iden in ou sel es
and in he pe o mance o ou job. This was only possible due o he cons an
suppo and a ailabili y o he echnicians, nu ses and pha macis s ha we e always
pa ien and dedica ed. Mo eo e , we had he oppo uni y o ge o know he I alian
heal h sys em and, speci ically, he heal hca e plan o he egion o Sa dinia.
Finally, we de eloped a sense o esponsibili y since his was ou i s eal
expe ience in he p o essional wo ld and we we e aced wi h se e al delica e
si ua ions in a daily basis.
We eel ha ou pe o mance was subs an ially posi i e, gi en he ac ha ,
h oughou ou days he e, hey us ed us enough o gi e us mo e independence
and we we e al eady able o do se e al impo an asks all by ou sel es. The e o e,
we el like we had an impo an ole in he pha macy and ha we we e app ecia ed.
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6. Re e ences
[1] Minis e o della Salu e: Guide o he I alian Na ional Heal h Se ice. A ailable
a : www.salu e.go .i [accessed in 28 h Ma ch 2016]
[2] Mig a e: Cos’è e come unziona il Se izio Sani a io Nazionale. A ailable a :
www.mig a e.i [accessed in 28 h Ma ch 2016]
[3] Unde s anding I aly: I alian Na ional Heal h Se ice. A ailable a :
www.unde s andingi aly.com [accessed in 28 h Ma ch 2016]
[4] Agenzia I aliana del Fa maco: The I alian Medicines Agency. A ailable a :
www.agenzia a maco.go .i [accessed in 30 h Ma ch 2016]
[5] ASL Sassa i: L’Azienda Sani a ia di Sassa i. A ailable a : www.aslsassa i.i
[accessed in 30 h Ma ch 2016]
[6] AOU Sassa i: P on ua io Te apeu ico Regionale. A ailable a :
www.aousassa i.i [accessed in 30 h Ma ch 2016]
[7] WHO Collabo a ing Cen e o D ugs S a is ics Me hodology: ATC – S uc u e
and P inciples. A ailable a : www.whocc.no [accessed in 4 h Ap il 2016]
[8] Sani à Ele onica: SISaR: Sis ema In o ma i o Sani a io In eg a o della
Regione Sa degna. A ailable a : www.eng.i [accessed in 4 h Ap il 2016]
[9] Agenzia I aliana del Fa maco: L’au o izzazione all’immissione in comme cio.
Accessed a : www.agenzia a maco.go .i [accessed in 4 h Ap il 2016]
[10] Agenzia I aliana del Fa maco: Cos’è un a maco. A ailable a :
www.agenzia a maco.go .i [accessed in 7 h Ap il 2016]
[11] Agenzia I aliana del Fa maco: No e AIFA. A ailable a :
www.agenzia a maco.go .i [accessed in 7 h Ap il 2016]
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