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Arquitectura e Personalização. O impacto das tecnologias CAD/CAM

Manuel António de Carvalho Oliveira

Abstract

Atualmente, a utilização das tecnologias de projeto e manufaturação digital desafia a prática arquitetónica a diversos níveis. Os seus impactos mais visíveis aparentam estar relacionados com a expansão das possibilidades geométricas e construtivas do desenho e a possibilidade de exploração de modos de produção não-standard. Neste contexto, as tecnologias digitais promovem um novo grau de personalização que pode afetar o modo como os arquitetos pensam e constroem os seus projetos. A presente tese procura investigar esta condição de modo a descobrir as suas potencialidades e limitações. Começa por enquadrar os diferentes modos de produção que governaram a história da arquitetura, e analisando o estado da arte das tecnologias digitais que suportam as novas condições de personalização da arquitetura. Com o intuito de avaliar esta oportunidade, é conduzida uma análise crítica ao tema. Baseada em exemplos da arquitetura contemporânea (por exemplo, trabalhos de Frank Gehry, Zaha Hadid, Un Studio, etc.), discute-se as possibilidades emergentes de personalização a três níveis: forma, estrutura e componente construtivo. Para complementar este estudo, o autor apresenta três trabalhos da sua experiência pessoal, desenvolvidos em contexto de académico e de investigação. A conclusão global desta investigação tende a entender que tecnologicamente, os arquitetos dispõem de um universo infinito de estratégias de desenho e construção para alcançar a personalização. No entanto, considerando os velhos constragimentos que ainda definem a prática da arquitetura (por exemplo, economia ou logísticas) os arquitetos tendem na maior parte dos casos a negociar a implementação das possibilidades digitais com abordagens mais tradicionais para projetar e construir. A presente tese estabelece como objetivo ilustrar este espetro de variação na disciplina na presente era digital. Palavras chave: Arquitetura Contemporânea; Tecnologias CAD/

Full text

Que ia ag adece em especial ao P o . José Ped o Sousa pela dedicação e gos o demons ado na o ien ação des e abalho, não esquecendo odos os es an es memb os da equipa do DFL pela suas con ibuições di e as e indi e as. Também gos a ia de deixa uma pala a de econhecimen o aos meus pais, ao Jaime e à Diana pela cons an e mo i ação e apoio. Ag adecimen os: Pa e do abalho que e e ido nes a disse ação oi inanciado po : • Fundos FEDER a a és do P og ama Ope acional Fac o es de Compe i i idade – COMPETE e po Fundos Nacionais a a és da FCT – Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia no âmbi o do p ojec o PTDC/ ATP-AQI/5124/2012 • P og ama de apoio à In es igação Jo em da Uni e sidade do Po o - IJUP 2012 Apoio: Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado ii A qui e u a e Pe sonalização: O Impac o das Tecnologias CAD/CAM Abs ac Abs ac A ualmen e, a u ilização das ecnologias de p oje o e manu a u ação digi al desa ia a p á ica a qui e ónica a di e sos ní eis. Os seus impac os mais isí eis apa en am es a elacionados com a expansão das possibilidades geomé icas e cons u i as do desenho e a possibilidade de explo ação de modos de p odução não-s anda d. Nes e con ex o, as ecnologias digi ais p omo em um no o g au de pe sonalização que pode a e a o modo como os a qui e os pensam e cons oem os seus p oje os. A p esen e ese p ocu a in es iga es a condição de modo a descob i as suas po encialidades e limi ações. Começa po enquad a os di e en es modos de p odução que go e na am a his ó ia da a qui e u a, e analisando o es ado da a e das ecnologias digi ais que supo am as no as condições de pe sonalização da a qui e u a. Com o in ui o de a alia es a opo unidade, é conduzida uma análise c í ica ao ema. Baseada em exemplos da a qui e u a con empo ânea (po exemplo, abalhos de F ank Geh y, Zaha Hadid, Un S udio, e c.), discu e-se as possibilidades eme gen es de pe sonalização a ês ní eis: o ma, es u u a e componen e cons u i o. Pa a complemen a es e es udo, o au o ap esen a ês abalhos da sua expe iência pessoal, desen ol idos em con ex o de académico e de in es igação. A conclusão global des a in es igação ende a en ende que ecnologicamen e, os a qui e os dispõem de um uni e so in ini o de es a égias de desenho e cons ução pa a alcança a pe sonalização. No en an o, conside ando os elhos cons agimen os que ainda de inem a p á ica da a qui e u a (po exemplo, economia ou logís icas) os a qui e os endem na maio pa e dos casos a negocia a implemen ação das possibilidades digi ais com abo dagens mais adicionais pa a p oje a e cons ui . A p esen e ese es abelece como obje i o ilus a es e espe o de a iação na disciplina na p esen e e a digi al. Pala as cha e: A qui e u a Con empo ânea; Tecnologias CAD/ CAM; Pe sonalização em Sé ie; Libe dade Geomé ica. Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado i Today, he use o digi al design and ab ica ion echnologies is challenging he a chi ec u al p ac ice a many le els. I s mos isible impac s seems o be ela ed wi h expanding he geome ic and cons uc i e possibili ies in he design and allowing he explo a ion o non-s anda d modes o p oduc ion. In his con ex , digi al echnologies a e p omo ing a new deg ee o cus omiza ion ha can a ec he way a chi ec s hink and build hei designs. The p esen hesis looks o in es iga e his condi ion in o de o unco e i s po en ials and limi a ions. I s a s by aming he di e en modes o p oduc ion ha ha e uled he his o y o a chi ec u e, and su eying he s a e o he a o digi al echnologies ha suppo new condi ions o cus omiza ion in a chi ec u e. In o de o e alua e such oppo uni y, a c i ical analysis o he subjec is conduc ed. Based in examples om con empo a y a chi ec u e (eg. wo ks by F ank Geh y, Zaha Hadid, UN S udio, e c.), i discusses he eme ging cus omiza ion possibili ies a h ee le els: he o m, he s uc u e and he building componen . To complemen his s udy, he au ho p esen s h ee wo ks om his own expe ience de eloped in bo h he academic and esea ch con ex s. The o e all conclusion o his in es iga ion ends o ealize ha echnologically, a chi ec s ace nowadays an endless wo ld o design and cons uc i e s a egies o engage wi h ull cus omiza ion. Howe e , conside ing he old cons ain s ha s ill de ine he p ac ice o a chi ec u e (eg. economy o building logis ics) a chi ec s end in mos o he cases o nego ia e he implemen a ion o he digi al possibili ies wi h mo e adi ional app oaches o design and cons uc ion. The p esen hesis hus aims o illus a e his spec um o a ia ion in he discipline in he cu en digi al e a. Keywo ds: Con empo a y A chi ec u e; CAD/CAM Technologies; Mass Cus omiza ion; Geome ic F eedom. Abs ac Abs ac A qui e u a e Pe sonalização: O Impac o das Tecnologias CAD/CAM Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado i Índice Índice Capí ulo 1 Capí ulo 2 Capí ulo 3 In odução Mo i ação | 03 Tema | 04 P oblemá ica | 05 Me odologia | 06 O ganização | 07 Con ibuições | 10 1.1 1.2 1.3 1.4 1.5 1.6 03 Pa e I - Con ex ualização P odução em A qui e u a In odução | 11 Manual | 13 Mecânica | 18 Digi al | 22 Conclusão | 27 2.1 2.2 2.3 2.4 2.5 11 Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalização In odução | 29 Tecnologias de P oje o Digi al | 31 3.2.1 Desenho Assis ido po Compu ado (CAD) | 31 3.2.2 Engenha ia Assis ida po Compu ado (CAE) | 36 3.2.3 Manu a u ação Assis ida po Compu ado (CAM) | 38 Tecnologias de Manu a u ação Digi al | 39 3.3.1 Fab icação Adi i a | 39 3.3.2 Fab icação Sub a i a | 41 3.3.3 Fab icação Fo ma i a | 42 3.3.4 Fab icação Robó ica | 44 Conclusão | 46 3.1 3.2 3.3 3.4 29 Tese de Mes ado In eg ado Manuel Oli ei a ii Capí ulo 4 Capí ulo 4 93 Expe iência Pessoal In odução | 73 Fo ma: Cons ução Robó ica | 74 Es u u a: T i oil | 81 Componen e: Cúpula Pa amé ica | 86 Conclusão | 89 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 73 Análise C í ica In odução | 51 Fo ma | 52 Es u u a | 59 Componen e | 65 Conclusão | 72 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 51 Pa e II - A qui e u a e Pe sonalização Digi al Pa e III - Conclusão Lis a de Ac ónimos 101 Bibliog a ia C édi os de Imagem 103 115 No a: De ido ao núme o ele ado de bibliog a ia em Inglês, odas as aduções de Inglês pa a Po uguês o am ealizadas pelo au o . Índice Con ex ualização PARTE I 3Tese de Mes ado In eg ado Manuel Oli ei a In odução Con ex ualização 1.1 Mo i ação Tendo o meu con a o com a p á ica a qui e ónica sido es abelecido unicamen e a a és de meios analógicos, oi no ano le i o de 2010/2011, com as unidades cu icula es Geome ia e A qui e u a e Geome ia Cons u i a [Fig. 1.01], lecionadas pelos p o esso es João Ped o Xa ie e José Ped o Sousa, que i e a minha in odução ao compu ado enquan o e amen a de desenho. Foi aí que descob i pela p imei a ez as po encialidades do pode compu acional enquan o e amen a e mo i ado de desenho. P ocu ando ap o unda as compe ências adqui idas em con ex o académico, in eg ei em 2012 o p oje o de in es igação do IJUP ‘Cons ução Robó ica em A qui e u a’ [Fig. 1.02]. Coo denado pelo P o . José Ped o Sousa e apoiado pela UP, es e abalho e e como obje i o desen ol e soluções pe sonalizadas com ecu so a um b aço obó ico. Em 2013, essa colabo ação e oluiu com a in eg ação na equipa do p oje o ‘Tecnologia Robó ica pa a um In odução Capí ulo 1 Figu a 1.01 T abalhos ealizados pelo au o no âmbi o das disciplinas semes ais Geome ia e A qui e u a e Geome ia Cons u i a. 16 17P odução em A qui e u a P odução em A qui e u aTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Com a disciplina da A qui e u a e do p ocesso c ia i o a assen a em essencialmen e no ní el ep esen acional, a comunicação de ideias a a és do desenho pa a a sua execução ísica le ou à c iação de con enções de desenho, a a és da ep esen ação pe spé ica e o og á ica de edi ícios. A pa i daí, a sepa ação do desenho da cons ução p olongou-se a é aos dias de hoje, passando es es a acon ece em em momen os dis in os do p ocesso a qui e ónico. Condição de P odução Es abelecendo a noção de p odução a esanal enquan o “ abalho ealizado com ecu so a qualque écnica ou apa elho, no qual a qualidade do esul ado não se encon a p é-de e minado”, Da id Pye (1995: 20) conside a que pala as como ‘a esana o’ e ‘ ei o- à-mão’ de em se idas enquan o e mos his ó icos, não sociais. De inindo a condição manual como “p odução de isco” (1995: 9), Pye descu a p oposi adamen e a possibilidade de u ilização de e amen as associadas à p odução de obje os3, op ando an es po se deb uça na g adação do isco associado à qualidade do esul ado inal. Incapaz de ga an i , pela sua na u eza in ínseca, um con olo de qualidade a p io i, a condição manual de p odução depende unicamen e do disce nimen o, des eza e cuidado com que o a esão execu a o seu abalho. Exempli icando es a dico omia com um exemplo quo idiano, Pye elege a esc i a à mão em oposição ao ex o imp esso ep esen ando, espe i amen e, a “p odução de isco” e a “p odução de ce eza”4. Sendo ambas as écnicas al o de cuidadosas análises e zelo, es as duas si uações di e enciam-se essencialmen e pelo momen o em que es as a aliações oco em. Ou seja, enquan o na elabo ação de um ex o imp esso odas as ponde ações, co eções e e isões são an e io es à p odução do obje o pe si, sendo es e depois ab icado nas quan idades e núme o desejados, no caso da esc i a manual, análoga à condição p odu i a a esanal, odo o exe cício men al deco e simul aneamen e com a ação, uma de cada ez, a é que se dê o obje o po e minado. No en an o, e apesa do apa en e udimen a ismo e mo osidade associada ao p ocesso, al não signi ica que o a esão não es eja “cons an emen e a imagina manei as de limi a o isco eco endo a modelos e pad ões” (Pye, 1995: 21). 3 “É alguma coisa ei a à mão?” (Pye, 1995: 25) 4 Segundo Pye (1995: 9), a “p odução de ce eza” ca a e iza-se pela sua capacidade de ga an i um g au de qualidade do esul ado p é-de e minado, indo pa a além do con olo do ope a i o. Sendo a qualidade do p odu o a esanal analisada a dois ní eis dis in os e complemen a es, que de aco do com c i é ios como “ e idão”5e “g aciosidade”6 (Pye, 1995: 30), que segundo alo es es é icos como a “di e sidade”7 (Pye, 1995: 35), o abalho do a esão consis e na in e p e ação da imagem men al que o a qui e o de ém do obje o. Assumindo o desenho enquan o “uma decla ação da o ma ideal do obje o a ealiza ” (Pye, 1995: 31), e de aco do com os p incípios albe ianos, o mé i o do a esão é en ão a aliado consoan e o g au de ap oximação do obje o manu a u ado à ideia o iginal . Simul aneamen e, al mé odo e idencia a dependência dos a qui e os pe an e a des eza e capacidade do a esão, podendo-se dize que “se o a esão não consegue ‘ aze ’, en ão o desenhado não consegue especi ica ” (Do me , 1994: 14) Sendo incapazes de p oduzi e icien emen e obje os em g andes quan idades, os meios de índole manual des acam-se po “pensa a a és da ação” (Do me , 1994: 8), assumindo-se pa a Do me como única e dadei a ligação en e in enção e exp essão (1994: 9). Essa pa icula idade especí ica da condição manual, em consonância com as acima desc i as, ainda que mo osa e dispendiosa quando compa ada com o pa adigma p odu i o seguin e, pe mi iu almeja a p odução de componen es únicos e singula es, ainda que em pequena quan idade, sendo po isso ainda hoje pos a em p á ica na p odução de p odu os pe sonalizados e de ele ado alo ac escen ado. De uma o ma simila , a na u eza alog á ica da a qui e u a no Renascimen o in oduz limi ações no p oje o e na cons ução. Po exemplo, a conceção e ma e ialização de o mas complexas em limi ações geomé icas. sendo um p ocesso len o e o emen e sujei o à imp ecisão. Como esul ado, cada edi ício, e cada componen e cons u i o, ende a se único. 5 “Habilidade pa a ansmi i e esis i a o ças do modo como o designe en endeu” (Pye, 1995: 30) 6 “Habilidade pa a da a exp essão es é ica que o designe en endeu” (Pye, 1995: 30) 7 Pye de ine a ideia de “di e sidade” (1995:35), como a conjugação de di e sos ipos de ex u as, acabamen os di e enciados e a enções a de alhes numa mesma peça, exp essando os p opósi os in ínsecos da p odução de isco. 18 19P odução em A qui e u a P odução em A qui e u aTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a 2.3 Condição Mecânica A pa i da segunda me ade do séc. XVIII despole ou em Ingla e a o que hoje apelidamos de Re olução Indus ial. Nes e pe íodo a o ça mo iz animal e híd ica oi subs i uída pelas o nalhas a ca ão, que se impuse am como no a on e ene gé ica dominan e. A mecanização e especialização das a e as, assumiu- se como um no o pa adigma p odu i o, que implicou p o undas ans o mações na sociedade. Du an e o p ocesso de es u u ação des e no o pe íodo, Michael Pio e e Cha les Sabel (Pine, 1993: 9-10) expõem duas pe spe i as dis in as ace ca da aplicação dos p ocessos mecânicos nos meios de p odução. A p imei a assen a na con inuidade com o modelo p odu i o p eceden e, conse ando o a esão na base de odo o sis ema p odu i o, mas azendo uso das e amen as mecânicas, ago a à sua disposição, pa a expandi , a sua capacidade p odu i a. De uma o ma di e en e, o segundo modelo p opos o, a ‘p odução em sé ie’, ambiciona a edução de cus os de p odução a a és da subs i uição das capacidades humanas po maquina ia especializada. Es es modelos de p odução podem se obse ados a a és da compa ação de emp esas como a Rolls-Royce e a Che ole , ou a al a-cos u a e a Za a, espe i amen e (Pine, 1993: 10). À medida que os p ecei os da Re olução Indus ial se di undi am in e nacionalmen e, cada país implemen ou o seu p óp io modelo de sis ema ab il. No caso no e-ame icano, o «Ame ican Sys em o Manu ac u es” (Pine, 1993: 10), ganhou especial p o agonismo, que pelo seu sucesso, que pelos p incípios em que se basea a, como o uso de maquina ia especializada e a di isão do abalho. Con udo, e apesa de e o seu en oque no aumen o p odu i o a a és da con inuidade in e up a do p ocesso, es e modelo assen a a alguns dos seus alo es na condição an e io , de ido ao papel p eponde an e dos ope á ios no ab ico do p odu o, ainda que es es ossem sendo p og essi amen e e i ados do p ocesso de p odução. No en an o, po se e ela insu icien e pa a acompanha o c escimen o das g andes companhias ame icanas, “o Ame ican Sys em i ia a se ele p óp io ans o mado po Hen y Fo d no sis ema de P odução em Sé ie” (Pine, 1993: 5), já du an e o séc. XX, a a és da implemen ação da linha de mon agem8 [Fig. 2.07]. 8 Da id Hounshell a i ma a que a linha de mon agem “le a a o abalho aos homens, (...) acele ando os homens len os e ab andando os homens ápidos” (Pine, 1993: 16), egula izando o i mo de odo o p ocesso p odu i o. Apelidado de Fo dismo, es e modelo alcançou uma maio e iciência p odu i a, eduzindo cus os de p odução a a és da implemen ação de economias de escala9 e eco endo à especialização humana e mecânica, aduzindo-se numa edução do empo de con a o com o p odu o. Reme endo máquinas e ope á ios pa a a execução de a e as cada ez mais especí icas e epe i i as, é na egulação do i mo e da es abilidade do p ocesso de p odução que a noção de p odu o es anda dizado começa a oma o ma. A qui e u a A ins au ação da p odução em sé ie in luencia o início de uma época ma can e na a qui e u a que se es ende pelos séculos XIX e XX, onde o su gimen o de um “espí i o no o” (2006: 159), lide ado po Le Co busie , é is o como uma e olução necessá ia pa a econs ui uma Eu opa dizimada pela Gue a10. O e ecendo uma esolução pa a o sé io p oblema habi acional eu opeu, os a qui e os mode nis as, imbuídos pelo “espí i o de sé ie” (Co busie , 2006: 159) da no a indús ia, começa am a ap esen a soluções undamen adas na u ilização de ma e iais es anda dizados, de modo a o na em a habi ação num bem mais acessí el [Fig. 2.08]. Fascinado pela “imaginação e azão ia” (Co busie , 2006: 71) p esen es em máquinas como ansa lân icos, a iões e au omó eis, Kie an e Timbe lake (2004: 6) a i mam que, “Le Co busie iu o u u o da p odução a qui e ónica po máquinas, pa icula men e no caso habi acional em que o e ecia uma ia pa a sa is aze as necessidades sociais de habi ação. P eocupações económicas e sociais undi am-se com a cons ução e a a qui e u a na sua isão e nacula 11”. 9 “Quan o maio a companhia, maio é a p odução, e meno es são os cus os” (Pine, 1993: 16). 10 Du an e os pe íodos 1914 a 1918 e de 1939 a 1945, a Eu opa oi assolada po duas G andes Gue as Mundiais, desalojando um incon á el núme o de pessoas. 11 Segundo Kie an e Timbe lake, a o ça da cons ução e nacula eside no esul ado di e o da conexão en e necessidade, desenho e ab ico. O pensamen o mode nis a conseguiu aduzi essa hones idade na economia de p odução indus ial e assim di eciona os mé odos e nacula es do séc. XX. Figu a 2.07 Linha de mon agem do modelo Fo d T. Figu a 2.08 Da esque da pa a a di ei a: Pa illon de l’Esp i Nou eau e Uni é d’habi a ion de Ma seille (Le Co busie ). 20 21P odução em A qui e u a P odução em A qui e u aTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Subs i uindo os ma e iais “he e ogéneos e du idosos” (Co busie , 2006: 161), o ulgo p og essis a indus ial possibili ou o acesso a no os ma e iais, homogéneos e comp o ados em labo a ó io, como o be ão e o aço. Iniciando a sua p odução segundo especi icações e geome ias no malizadas, esses no os componen es es anda dizados e am p esc i os de manei a a se em di e amen e aplicados no local de cons ução. Desse modo, o edi ício passou a pode en ende - se como “uma en idade mon ada em ez de uma en idade cons uída” (Sousa, 2010: 24), e i ando a necessidade de soluções pe sonalizadas e de mão-de-ob a especializada. Simul aneamen e, e de ido à e olução no se o dos anspo es com a máquina a apo , a possibilidade de p oduzi componen es cons u i os longe do local de cons ução ab iu as po as à p é- ab icação [Fig. 2.09]. Con udo, o aumen o de igo da p odução dos componen es a qui e ónicos eio pe mi i o seu cálculo e a an ecipação do seu compo amen o, conduzindo à a i mação de duas no as pe sonagens no se o da cons ução, o engenhei o e o cons u o . Não sendo “guiados po p econcei os ace ca das apa ências” (Kie an & Timbe lake, 2004: 6), o seu p agma ismo e conhecimen o écnico colocam a pe ceção pública do a qui e o ao ní el de um ‘a is a’, e i ando-lhe um já agilizado con olo sob e os p ocessos cons u i os, eme endo-o pa a a conceção o mal e ideológica do edi ício. Desse modo, e apesa da c ia i idade demons ada pelos a qui e os mode nis as em supe a as limi ações impos as pelas lógicas em sé ie, a des inculação en e desenho e cons ução, he dada da lógica albe iana, o na-se e iden e. Tal de e-se que à incapacidade écnica da p o issão em acompanha o desen ol imen o das di e sas especialidades, que ao en endimen o, p opo cionado pela indús ia, do edi ício como uma assemblagem de componen es p é-concebidos e p on os a usa . Esboçando um e a o do ulgo dessa época, Le Co busie (2006: 166) a i ma que: ”As cons uções não se ão mais eclosões espo ádicas em que odos os p oblemas se complicam ao acumula ; a o ganização inancei a e social esol e á, com pode osos e ace ados mé odos, o p oblema da habi ação, e as cons uções se ão imensas, ge idas e explo adas como adminis ações. (…) pe mi i ão o emp ego do elemen o em sé ie e a indus ialização da cons ução. Cessa emos al ez em im de cons ui ‘sob medidas’” [Fig. 2.10]. Condição de P odução Reco dando a noção de “p odução de ce eza” esboçada po Pye (1995: 20) no subcapí ulo an e io , o p ocesso p odu i o da p odução em sé ie é opos o à ideia de “p odução de isco”12. Sendo a u ilização de p ocessos au ónomos e a p odução em g ande quan idade ine en e a es e mé odo p odu i o, es e dema ca-se doa condição manual pela sua capacidade de p ede e minação da qualidade do p odu o an es da sua p odução. A a és da emoção do a o de isco da equação indus ial, Pine (1993: 28) a i ma que a p odução em sé ie se dis ingue, não apenas pela sua elocidade de p odução, mas pela sua busca da “e iciência a a és da es abilidade e con olo”. Desse modo, a condição mecânica demons a-se e icaz na p odução de elemen os epe i i os em g andes quan idades, ga an indo a execução de a e as epe i i as e planeadas, p e e encialmen e com ecu so a maquina ia especializada. Con udo, es e p ocesso e ela-se comple amen e inabili ado pa a a p odução de bens com o ca á e exp essi o e indi idual p óp ios da condição manual. 12 Ve capí ulo 2.3 Figu a 2.10 Dis anciação en e desenho e cons ução com a Re olução Indus ial. Figu a 2.09 Cons uído em e o undido e id o, o C ys al Palace de 1851 (Joseph Pax on) a a a-se de uma g ande es u u a modula s anda dizada. 22 23P odução em A qui e u a P odução em A qui e u aTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a 2.4 Condição Digi al Chegados às década de 60 e 70, os a ibu os sociais que omen a am a p odução em sé ie começa am a de inha , ag a ados pela u bulência do me cado ame icano em i ude do seu no o ele o cul u al e económico. Como no a Pine (1993: 32), a homogeneidade e dis ibuição iguali á ia da iqueza dissipa am- se, aduzindo-se em necessidades e desejos di e enciados, descon inuando a p óspe a es abilidade do pa adigma o diano. Simul aneamen e, no os mé odos de p odução, sus en ados no p og esso ecnológico, mais lexí eis e economicamen e compe i i os, começa am a ganha e eno, emba endo no modelo indus ial assen e. Nas pala as de Pine (1993: 32): “Quando um pa adigma alha, é empo de muda pa a ou o” . É nes e con ex o, segundo au o es como Al in To le e S anley Da is, que se dá a eme gência da E a da In o mação. Desa iando as condições analógicas adicionais - manuais e mecânicas - é a a és da in enção e desen ol imen o do compu ado que se e i ica o início de no as o mas de conceção e p odução. Remon ando à exp essão g ega “compu a e”, a pala a compu ado oi egis ada pela p imei a ez em 1613, e e indo- se à pessoa capaz de in e p e a cálculos ou compu ações. No en an o, se ia apenas no inal da década de 1930, que Ka l Zuse (1911 - 95), com o seu p o ó ipo Z3, possibili a ia a in eg ação das duas ecnologias dis in as que o ma iam o compu ado : o cálculo in eg ado e a p og amabilidade [Fig. 2.11]. T a ando-se de um equipamen o gené ico, compos o po ha dwa e e so wa e, Ch is ian Wu s e exal a que “as an agens des e meio al e na i o de p ocesso de in o mação esidem na sua elocidade, lexibilidade, p og amação e capacidade de a mazenamen o de dados” (Sousa, 2010: 27). A qui e u a P ocu ando ul apassa as limi ações da g elha ca esiana, B anko Kola e ic (2003: 4) e e e que a his ó ia da a qui e u a, em pa icula desde o Ba oco a é meados do século XX, encon a- se eple a de exemplos de um design que en en a, com o mas a ojadas, as no mas p é-es abelecidas de beleza e p opo ção. No en an o, Ra ael Moneo eco da que es as cons i uem “geome ias esquecidas pa a nós [a qui e os] de ido às di iculdades da sua ep esen ação” (Kola e ic, 2003: 4). “Fo mas que são di íceis de desenha e medi cos uma am se di íceis ou impossí eis de cons ui po no ação”, e ela Ca po (2011: 31), ao indica o desen ol imen o do p ocesso c ia i o da capela de Ronchamp (1954) de Le Co busie 13 [Fig. 2.12]. Suge indo ainda a e oma de p á icas e o ganizações au og á icas do pe íodo medie alis a, à semelhança de An oni Gaudí (1852 - 1926) na Sag ada Família, Ca po ac escen a que “se [o a qui e o] não consegue desenha o que ai na sua men e de modo a que ou os a açam po si, pode semp e en a azê-la ocê mesmo” [Fig. 2.13]. No en an o, Ignasi de Sola Mo ales (1942 - 2001) de ende que “a a qui e u a dos empos mode nos é ca ac e izada pela sua capacidade de i a pa ido de conquis as especí icas dessa mesma mode nidade: as ino ações o e ecidas pela ciência e ecnologia con empo ânea” (Kola e ic, 2003: 3). U ilizado pela p imei a ez pelos engenhei os ci is da O e A up, aquando da ealização da Ópe a de Sidney (1959 -73) de Jø n U zon (1918 - 2008), o compu ado assume o papel de uma máquina de cálculo (Sousa, 2010: 27). En endido como um meio de esolução de complexos cálculos es u u ais, le an ados pelas secções es é icas do p oje o, o p óp io O e A up e o seu sócio Jack Zunz a i mam que es as “não pode iam e sido cons uídas sem a u ilização de compu ado es. Nós [O e A up] não pode íamos e p oduzido a quan idade de in o mação, nem só o abalho analí ico, necessá io pa a e gue o edi ício no empo disponí el” (Sousa, 2010: 28) [Fig. 2.14]. 13 P ocu ando que pa es do emplo se assemelhassem a olumes i egula es escul u ais, o a qui e o anco-suíço, de ido às di iculdades de ep esen ação associadas, iu-se ob igado a edesenha in eg almen e pa es do p oje o, subs i uindo-as po pa es que ‘conseguisse desenha ’, limi ando incon o na elmen e as suas opções. (Ca po, 2011: 31). Figu a 2.11 Réplica do Z3. Figu a 2.12 Capela de Ronchamp (Le Co busie ). Figu a 2.13 Ca ed al da Sag ada Família, achada da Na i idade (An oni Gaudí). Figu a 2.14 Cons ução da Ópe a de Sidney (Jø n U zon). 24 25P odução em A qui e u a P odução em A qui e u aTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a No en an o, o compu ado , a é aí cen ado apenas na execução de cálculos ma emá icos e com pouca ou nenhuma o e a de so wa e g á ico, alha a em ca i a o in e esse da classe a qui e ónica, subse ien e de uma cul u a de ep esen ação assen e na p odução de desenhos bidimensionais e maque as. Assim, es e e e que oscila en e es as duas dimensões - o cálculo e a ep esen ação – incen i ando os a qui e os a inco po a o compu ado nas suas p á icas especí icas. Dessa manei a, ao longo de qua o décadas o compu ado passou de se en endido como uma máquina de cálculo pa a passa a se uma “máquina pa a a compu ação (geomé ica e in o ma i a)” (Sousa, 2010: 44). U ilizado inicialmen e pa a eplica os p ocessos adicionais, nomeadamen e na p odução de desenhos écnicos e isualizações, se ia apenas du an e a década de 90 que os a qui e os começa iam a desen ol e as suas p imei as aplicações compu acionais pa a a a qui e u a14. Pos e io men e, e p ocu ando esponde aos desa ios cons u i os le an ados pelas supe ícies complexas desen ol idas digi almen e, a disciplina a qui e ónica e e encia -se-ia em soluções de indús ias como a náu ica e a au omó el, eco endo a so wa es de engenha ia e manu a u ação assis ada po compu ado , CAE e CAM, espe i amen e, ence ando o ciclo iniciado com o CAD [Fig. 2.15]. Desse modo, o desenho, cálculo e ab icação de supe ícies complexas pode se iabilizado a a és da in eg ação das ecnologias digi ais na a qui e u a [Fig. 2.16]. 14 Desconexas das p á icas adicionais, cunha -se-ia a exp essão ‘a qui e u a digi al’ pa a se e e i aos p oje os e edi ícios que eco iam a p ocessos de c iação e ans o mação baseados na compu ação (Kola e ic, 2000: 251). Nas pala as de Kola e ic (2003: 4), “o que une os a qui e os, designe s e pensado es digi ais não é o desejo de ‘blobi y’15 udo e mais alguma coisa, mas a aplicação dessa ecnologia digi al como meio pa a in eg a di e amen e conceção e p odução de manei as sem p eceden es desde os mes es cons u o es de empos medie ais”. Como a i ma Ca po no início des e subcapí ulo, quando a complexidade o mal de um p oje o se o na impossí el de se desc i o segundo as me odologias adicionais, a úl ima hipó ese do designe é eg essa ao modelo au og á ico p é-Albe iano. Mas, ao con á io do modelo medie alis a, a in eg ação das ecnologias CAD/CAM na cons ução “e ocam um es ado ideal de o iginal, au og á ico” (Ca po, 2011: 32). Ao uni de no o o desenho e a cons ução, es e modo de p odução digi al es abelece um no o “con ínuo digi al” (Kola e ic, 2003: 3), al e ando o elacionamen o en e a a qui e u a e os seus meios de p odução [Fig.2.17]. 15 Sendo o ac ónimo de ‘Bina y La ge Objec ’, o e mo ‘blob’ oi cunhado po G eg Lynn pa a desc e e g andes o mas digi ais compósi as. Figu a 2.15 Con ínuo digi al. Figu a 2.16 Guggenheim de Bilbao (F ank Ghe y). Uma dos p imei os edi ícios cujo odo p ocesso cons u i o oi assis ido po compu ado . Figu a 2.17 Con ínuo en e desenho e cons ução com a E a Digi al. 26 27P odução em A qui e u a P odução em A qui e u aTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Condição de P odução A é ecen emen e, os p odu os ou e am únicos ou p oduzidos em sé ie. Se ia apenas du an e a década de 80, com o desen ol imen o das ecnologias de ab icação digi al, que esses dois p ocessos de manu a u a se undem naquilo que To le (1971) cunha ia de Pe sonalização em Sé ie. Residindo es e modelo num “mundo de pa adoxos com implicações p á icas”, Da is (1987: 140) demons a a sua aplicação a a és de um exemplo de manu a u ação de camisas. Seguindo os p ecei os da p odução em sé ie, quaisque camisas p oduzidas numa al u a especí ica e com as mesmas especi icações acaba iam po aze pa e de um único ciclo de p odução. Assim, a p odução de uma camisa pe sonalizada signi ica ia que o odo se ia apenas uma pa e. Po ou o lado, se ado a mos os p ecei os da p odução manual, odas a camisas são únicas, apesa da mo osidade e agmen ação do p ocesso, subs i uindo a noção do odo pelo soma ó io das pa es. Desse modo, e g aças ao desen ol imen o ecnológico, nomeadamen e às ecnologias de con olo numé ico compu o izado - CNC16 -, a pe sonalização de odos os p odu os passa a se iá el, o nando cada camisa, simul aneamen e, num odo e numa pa e do odo. Ou seja, “po ou as pala as, a a iedade já não comp ome e mais a e iciência e economia da p odução” (Kola e ic, 2003: 52). Usu uindo des e no o pa adigma, e eco dando os concei os an e io men e exibidos po Pye - p odução de isco e p odução de ce eza - é possí el conclui que, apesa da lexibilidade e des eza em p oduzi obje os di e enciados de ele ado g au de complexidade, em semelhança ao pa adigma p é-indus ial, os meios de p odução digi ais inse em-se na noção de p odução de ce eza. Tal se de e à sua capacidade eduzi o a o de isco associado, eco endo pa a isso à isualização e análise em ambien e digi al. P eceden e ao p ocesso de ab icação, a complexidade ambicionada pa a o p oje o não em de se limi ada, podendo es e se cons an emen e o imizado em ambien e digi al. Assim, a p odução indus ial já não signi ica a es anda dização de p odu os com o in ui o de esponde de igual o ma a odas as necessidades. As ecnologias e mé odos de pe sonalização em sé ie pe mi em, com e iciência e cele idade compe i i as, p omo e a ab icação di e enciada a a és de a iações con oladas digi almen e. Na opinião de Ge shen eld (2007: 8) “ al u u o ep esen a um e o no às nossas aízes indus iais, an es de a a e se sepa ada dos a esãos, quando a p odução e a ei a pa a os indi íduos ao in és de massas”. 16 Ve capí ulo 3.3 Rela i amen e à in luência des as ecnologias no campo a qui e ónico, a pe sonalização em sé ie possibili a assim o desen ol imen o de soluções e componen es únicos, a a és da in o mação do modelo digi al. Sendo capazes de p oduzi em massa obje os com geome ias complexas a iá eis, as ecnologias CAD/CAM ab em caminho pa a a expansão do ocabulá io o mal da a qui e u a (Sousa & Dua e, 2005: 222) 2.5 Conclusão Tendo po base a e isão his ó ica emp eendida ao longo des e capí ulo, o am delineados dois quad os, de modo a cla i ica e sin e iza o discu so. O p imei o [Fig. 2.18], baseado em Sousa (2010: 64) aça uma mapa c onológico que e idencia os di e en es pe íodos selecionados ace aos dois momen os essenciais da p á ica a qui e ónica17 e às condições de p odução. Aí, a noção de con ínuo digi al p opos a po Kola e ic (2003: 3) a a és do pa adigma da pe sonalização em sé ie é pos a em e idência, na medida em que a cons ução e o desenho, passam a es a mais in eg ados no p ocesso de a qui e u a. Já o esquema seguin e [Fig. 2.19], esume as no as alências possibili adas pela adoção da condição de p odução digi al, compa ando-a com os modelos an eceden es. Assim, e de aco do com Pine (1993: 50-52), “a pe sonalização em sé ie (...) con ém elemen os da p odução em massa e manual. Tal como na p odução a esanal, a pe sonalização em sé ie em um maio g au de lexibilidade nos seus p ocessos; u iliza e amen as e máquinas gene alis as assim como as habilidades dos seus abalhado es; ab ica po encomenda ao in és de po plano; e esul a em al os ní eis de a iedade e cus omização dos seus p odu os e se iços. Pa a além disso, al como na p odução em sé ie, a pe sonalização 17 Ve capí ulo 2.1 Figu a 2.18 A i idade do a qui e o s. possibilidades de p odução de aco do com Sousa. 29Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalizaçãoTese de Mes ado In eg ado Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a 28 P odução em A qui e u aTese de Mes ado In eg ado Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a em sé ie p oduz no malmen e em g andes olumes, em p eços uni á ios eduzidos, e equen emen e (mas não semp e), con ia em al os ní eis de au omação”. Desse modo, e apesa da c escen e in eg ação do compu ado em esc i ó ios de a qui e u a se man e ocada essencialmen e em obje i os como a p odu i idade e a isualização, as e idências demons adas pelas p á icas a qui e ónicas mais ino ado as, con i mam a hipó ese da implemen ação de uma e cei a e a, a e a da In o mação. Tendo epe cussão no ambien e cons uído, e em semelhança à Renascença e à Re olução Indus ial, a condição digi al em o e ece modos al e na i os de conceção e ab icação, possibili ando soluções que es a iam limi adas pelos meios de p odução adicionais. Po essa azão, e no âmbi o do desen ol imen o des e abalho, o na-se necessá io p ocede a um le an amen o do es ado da a e das ecnologias digi ais que supo am e mo i am es e modelo. Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalização Capí ulo 3 3.1 In odução En endido po Alan Tu ing (1912 - 1954) como uma “dis in a máquina uni e sal que pode le a a cabo as a e as de quaisque ou as máquinas” (Ganshi , 2007: 189), o uso do compu ado es á po ás das possibilidades a uais de pe sonalização, desc i as no capí ulo an e io . Nes e con ex o, o p esen e capí ulo analisa o es ado de a e das ecnologias digi ais que pe mi em assis i à pe sonalização em a qui e u a Es a a e a e ela à pa ida um p oblema ela i amen e à conside ação das on ei as da á ea em es udo. Enquan o que as o desenho e da isualização a a és do compu ado são uma ealidade da p á ica a qui e ónica con empo ânea, exis em p ocessos digi ais complemen a es que pe mi em ambém a conceção e a cons ução. Conside ando odo o espec o de ecnologias digi ais (CAD/CAE/ CAM), Sousa (2010: 72) e e e que “di e en es disciplinas endem a en ende , assimila e u iliza ecnologias de manei as di e en es”. De modo a escla ece o papel das ecnologias CAD/CAE/CAM, Kunwoo Lee (1999: 1), examina as di e sas a i idades e unções ine en es ao desenho e ab icação de um p odu o indus ial, delineando assim o concei o de “ciclo de p odução” [Fig. 3.01]. Cons i uído po dois momen os basila es, semelhan es aos da p á ica a qui e ónica - desenho e cons ução - es abelece-se assim um pa alelismo e iden e en e o ciclo de p odução indus ial e o da p odução a qui e ónica ela i amen e aos p ocessos que de inem ambos: o Desenho e a Fab icação. Figu a 2.19 Compa ação en e condições de p odução. 30 31Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalização Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalizaçãoTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Assim, e de aco do com Sousa (2010: 73), podemos dize que as “Tecnologias de P oje o” e e em-se a odas as a i idades elacionadas com a conceção, desen ol imen o e comunicação de uma solução de desenho an e io à sua mani es ação ísica. Po essa azão, es as de em se in e p e adas segundo um concei o ala gado, já que in eg am an o as ecnologias CAD, delimi ado as da geome ia do p odu o, as ecnologias CAE, esponsá eis pela o imização e e i icação da exequibilidade do mesmo, e as ecnologias CAM, que aduzem a in o mação digi al do modelo em ins uções pa a a e amen as de ab icação digi al. Rela i amen e às “Tecnologias de Manu a u ação”, es as são en endidas como o conjun o de odos os p ocessos e e amen as necessá ias pa a alcança a mani es ação ísica do obje o p oje ado. A seguin e abela esume as p incipais ecnologias de desenho e manu a u ação digi al ele an es pa a a a qui e u a [Fig. 3.02]: 3.2 Tecnologias de P oje o Digi al 3.2.1 Desenho Assis ido po Compu ado (CAD) De uma o ma esumida, a de inição das ecnologias de desenho assis ido po compu ado (CAD) en ende-se como a co e a de inição geomé ica de um obje o. Segundo Ib ahim Zeid (1991: 15), es as “podem se de inidas enquan o e amen as de desenho po enciadas pelo ha dwa e e so wa e do compu ado ao longo das di e sas ases de modo a a ingi o obje i o do p oje o de o ma e icien e e compe i i a”. Reco dando que exis em di e sos modos de u ilização do compu ado , Te zidis (2006: xi), dis ingue en e os concei os de “compu ação” e “compu o ização”. Nas suas pala as: “Compu ação é um e mo que di e e, mas é no malmen e con undido com compu o ização. Enquan o compu ação é o p ocedimen o de calcula , po exemplo, de e mina algo a a és de mé odos lógicos ou ma emá icos, compu o ização é o a o de inse i , p ocessa , ou gua da in o mação num compu ado ou Figu a 3.01 Ciclo de P odução, de aco do com K. Lee. Figu a 3.02 Classi icação ge al das ecnologias digi ais em a qui e u a, adap ado a pa i de Sousa. 32 33Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalização Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalizaçãoTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a sis ema compu acional. Compu ação é au omação, mecanização, digi alização e con e são. (...) Po con as e, compu ação é a explo ação do inde e minado, ago, obscu o e á ias ezes de p ocessos mal de inidos” (Te zidis, 2006: xi). Nes e con ex o, o na-se cla o que a o ma mais ulga de u ilização do compu ado em a qui e u a eside na ideia de compu o ização, assen e nas suas aculdades de ep esen ação. No en an o, é a explo ação das suas alências compu acionais, is o é, de cálculo, que supo a a ealização de mui os dos edi ícios mais ino ado es da a qui e u a con empo ânea. A Pa hé Founda ion ou o Ci y Hall de Lond es, po exemplo, es ão sedimen ados na u ilização de p ocessos compu acionais [Fig. 3.03]. Assim, seguindo a classi icação de Te zidis (2006: xi), analisa-se em seguida a di e ença en e os dois p ocessos de desenho: • Compu o izado • Compu acional Desenho Compu o izado Simpli icadamen e, pode-se dize que o desenho compu o izado es ende pa a o meio digi al o ipo de p ocessos e écnicas de desenho adicionais ealizadas a a és de ins umen os analógicos. Como ca ego iza Daniel Schodek (2005: 182-184), os so wa es subjacen es são baseados em “sis emas de en idades de desenho, componen es ou modelado es concep uais e ende izado es1” [Fig. 3.04]. Apesa de limi ado pela di e sidade de p imi i as disponí eis e eque endo a decla ação p ecisa e de ini i a dos seus a ibu os numé icos, o desenho compu o izado in oduz uma maio p odu i idade na c iação de desenhos, ace aos p ocessos de desenho analógicos. Po es e mo i o, Ma k Bu y (1997) ques iona a capacidade des as ecnologias al e a em a na u eza adicional do modo de desenho e conceção em a qui e u a, is o que o p oje o man ém-se como uma en idade es á ica que agua da pela ação do p oje is a, e oluindo a a és da adição e emoção de elemen os do desenho ou das suas pa es. Como Te zidis (2006: 39) conclui, “a u ilização de aplicações digi ais não é po si só um a o de desenho digi al”. Tal como no papel, o desenho compu o izado con inua a se um egis o es á ico. Tende-se a ep esen a no ec ã aquilo que já se sabe, ou pensou, a p io i. 1 Sis emas baseados em en idades de desenho são aqueles, como a e são s anda d do Au oCad, que se especializam na p odução de documen os 2D, azendo uso de di e sas p imi i as e e amen as de desenho, em udo semelhan es aos p ocessos adicionais. Po sua ez, os so wa es ipo Re i ou A chiCad, baseados em componen es, azem uso da ecnologia BIM (building in o ma ion modeling) pa a, a a és de componen es idimensionais, ac escen a em in o mação ao modelo, como ma e iais, ipos de cons ução,e c. Finalmen e, aos modelado es concep uais e ende izado es, como o Google Ske chUp, ocam-se unicamen e na ge ação da o ma, apenas com a in enção de c ia ep esen ações isuais. Figu a 3.03 Da esque da pa a a di ei a: Pa hé Founda ion (Renzo Piano) e Ci y Hall de Lond es (No man Fos e ). Figu a 3.04 Da esque da pa a a di ei a: Sis ema de en idades de desenho (Au ocad 2010), de componen es (Re i A chi ec u e 2013), modelado es concep uais e ende izado es (Google Ske chup e 3D S udio Max 2014). 34 35Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalização Tecnologias Digi ais pa a a Pe sonalizaçãoTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Con ex ualização Con ex ualizaçãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Desenho Compu acional De aco do com Kola e ic (2003: 13), “na p á ica a qui e ónica con empo ânea, o meio digi al é cada ez mais u ilizado não como e amen a de ep esen ação mas como uma e amen a gene a i a pa a a de i ação da o ma e as suas ans o mações – a mo ogénese digi al”. Com es a abo dagem, o en oque desloca-se do desenho especí ico de uma dada o ma pa a a a iculação de lógicas compu acionais de ge ação de o ma(s), i ando pa ido das capacidades de cálculo do compu ado . De aco do com Te zidis (2006: 15), o desenho compu acional pode se en endido como “um mediado en e a men e humana e o pode de p ocessamen o do compu ado ”. Encon ando e e ências inspi ado as na Na u eza, o biólogo D’A cy Thompson (1860-1948) mos ou no início do séc. XX, que di e en es o mas animais podiam se desc i as e al e adas a a és de simples ans o mações ma emá icas [Fig. 3.05]. De modo semelhan e, a descobe a do ADN eio a es a como pequenas al e ações na es u u a comum da ideia de humano podem con ola a ge ação de uma eno me a iedade de esul ados dis in os, po ou as pala as, di e en es homens e mulhe es. Analogamen e, a de inição de elações geomé icas e c i é ios hie á quicos, possibili a ao desenho compu acional a modi icação e o ea anjo de pa âme os, ab indo no as opo unidades pa a a expe imen ação o mal, que seja a a és da explo ação de elações geomé icas, que seja a a és da u ilização de pa âme os ex e nos2. No en an o, pa a i a pa ido dos so wa es compu acionais, o a qui e o de e muda a sua abo dagem concep ual. Em ez de p ocu a concebe uma o ma especí ica com uma geome ia es abilizada, de e es u u a a sua in enção de p oje o baseada numa geome ia lexí el e egulada. Es a ideia é en ão cap u ada a a és da de inição de um conjun o de eg as, cons i uída po um associações de elemen os a iá eis e es ições que delimi am o compo amen o do modelo digi al [Fig. 3.06]. Nesse con ex o, a acei ação da inde e minação é exp essa pela escolha das a iá eis que de inem o espe o da lexibilidade do modelo. Con udo, es a libe dade é simul aneamen e calib ada pela seleção de es ições, que aduzem as eg as ou c i é ios do a qui e o, pa a assegu a que o essencial das suas in enções não é pe dido enquan o explo a as di e sas a iações possí eis da o ma. 2 Podendo es es alo es se de i ados das mais di e sas on es, como ichei os Excel, po exemplo, os alo es de en ada podem se associados a ó mulas es u u ais, p incípios es é icos, eque imen os económicos, e c. Como conclusão, Te zidis (2006: 16) en ende as es a égias de desenho compu acional como uma e amen a de desenho gene a i o “que pe mi e aos humanos en ende , ence e em úl ima análise ul apassa as suas p óp ias limi ações ísicas e men ais”. [Fig. 307] Es e ipo de p ocesso é undamen al pa a o a qui e o pode explo a abo dagens de p oje o baseadas na a iação. Face ao ema da pe sonalização, es a écnica é mui o impo an e. Figu a 3.05 Exemplo de ans o mações de D’A cy Thompson. Figu a 3.06 Dis inção en e desenho compu o izado e desenho compu acional. Ao con á io do p imei o esquema, es á ico e es abilizado, no segundo emos que o aio da ci cun e ência R encon a-se elacionado com a dis ância D. Figu a 3.07 Se pen ine Pa illion de 2002 (Toyo I o) e desc ição g á ica do p ocesso gene a i o. Usando uma lógica ecu si a, a eg a des e p oje o sus en a-se na conexão da media iz de um segmen o de e a com o p imei o e ço da e a adjacen e, dando a imp essão de um quad ado que oda e se in e se a a si p óp io. Numa ul ima ase, odos os segmen os de e a são p olongados pa a as achadas eba idas. A qui e u a e Pe sonalização Digi al PARTE II 51Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a 4.1 In odução Como já se e e opo unidade de e e i , a in eg ação das ecnologias de ab icação digi al1 em a qui e u a não é capaz de cump i ainda odas as suas p omessas2. Tal se de e, na opinião de Sousa e Dua e (2005: 226) ao ca á e impo ado da disciplina e às di e enças especí icas do obje o a qui e ónico compa a i amen e com ou as á eas de desenho de p odu o. Po esse mo i o, es e capí ulo p ocu a en ende as nuances da in eg ação das ecnologias de ab icação digi al na a qui e u a, a a és da análise de á ias o mas de aplicação. Pa a al, de ini am- se ês ópicos associados à cons ução do obje o a qui e ónico, nomeadamen e: • Fo ma • Es u u a • Componen e Es a análise p ocu a assim deb uça -se unicamen e sob e as ecnologias de desenho e manu a u ação digi al, deixando de o a as de compu ação ísica, que azem pa e de um caso mais ecen e e di e en e. Ou seja, apesa de concei os a qui e ónicos como ‘Fo ma’, ‘Es u u a’ e ‘Componen e’, pode em se ambém analisados do pon o de is a do ‘Compo amen o e In e a i idade’, no âmbi o des e abalho, op a-se po não os in es iga . 1 São á ias a ob as li e á ias que omam como sinónimas as exp essões ‘ ecnologias CAD/CAM’ e ‘ ecnologias de ab icação digi al’. No en an o, po opção do au o , e endo em con a o ca á e especí ico des e capí ulo, conside ou-se mais ap op iado passa a ado a a úl ima exp essão, já que e o ça o ca á e p odu i o des as ecnologias. 2 Ve Capí ulo 2.4. Análise C í ica Capí ulo 4 52 53Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Adicionalmen e, e como es a égia de análise dos e e idos emas, decidiu-se inclui , pelos menos, um abalho de F ank Geh y em cada capí ulo. 4.2 Fo ma A ques ão o mal oi desde semp e um dos aspe os basila es da a qui e u a como meio de busca beleza3. Independen emen e das écnicas a si associadas, os limi es ex e io es e a apa ência do obje o a qui e ónico p ocu a am semp e ep esen a os pensamen os e in enções do a qui e o. Nas pala as de Fe nando Tá o a (2006: 74), “as o mas que ele [o a qui e o] c ia á de e ão esul a (...) de um equilíb io sábio en e a sua isão pessoal e a ci cuns ância que o en ol e”. Toda ia, a p á ica a qui e ónica é ma cada po á ios desa ios, en e eles as duas escalas de abalho do a qui e o: a da o ma isolada e a do conjun o de o mas. P endendo-se a p imei a com a de inição geomé ica de um único obje o, a segunda noção deba e- se com o desenho de o mas in e dependen es que a uam como uma única en idade, sejam bai os, pa es de cidade ou a é mesmo cidades de aiz. Es e ensaio p ocu a analisa c i icamen e o impac o das ecnologias de ab icação digi al no desen ol imen o o mal em a qui e u a. Fo ma Isolada Todo o p oje o a qui e ónico ende a se pe sonalizado. Ao con á io de ou as indús ias c ia i as, onde os seus p odu os, independen emen e da sua complexidade o mal, des inam-se à p odução em sé ie, na a qui e u a al não acon ece. Deba endo-se com condicionan es pa icula es em cada p oje o, como o clien e, o sí io, o p og ama, e c., es as endem a se únicas, ga an indo a sua pe sonalização e impa idade. Assumindo o pionei ismo na in eg ação das ciências compu acionais em a qui e u a, F ank Geh y es abelece uma pon e en e os p ocessos manuais e digi ais. Embo a eco endo exclusi amen e a p ocessos de conceção analógicos, como esquissos e maque as em ca ão, os seus edi ícios são ca ac e izados po uma 3 Do la im, enus as é o e mo cunhado po Vi ú io (15 d.C.) associado à beleza e à ap eciação es é ica. p ocu a incessan e de g ande libe dade o mal, como demons a o Wal Disney Conce Hall (2003) [Fig. 4.01]. Con udo, “à medida que as o mas de Geh y se o nam mais complexas, a única desc ição (geomé ica) possí el da o ma é a p óp ia o ma - ago a como um modelo idimensional” (Lindsey, 2001: 39). É nesse con ex o que o compu ado en a na p á ica a qui e ónica de Geh y. Sendo is o apenas como um meio desc i i o, a capacidade de cálculo de supe ícies complexas não deixa de in luencia a qualidade ges ual do a qui e o, bem como a p odução de modelos. É apenas quando a o ma se encon a aí es abilizada que é digi alizada a a és da ecolha de pon os cha e e ec iada digi almen e no CATIA4 pa a p odução de desenhos cons u i os. Adicionalmen e, e eco dando a noção de con ínuo digi al5, é possí el dize -se que, no caso de Geh y, “desenhos e maque as são análogos de cons ução” (Lindsey, 2001: 17), pois a o ma concebida adicionalmen e é a mesma ep esen ada no so wa e de CAD [Fig. 4.02]. Como apon a Zae a, “ sou [Geh y] capaz de ans o ma um esquisso num modelo num edi ício” (Lindsey, 2001: 54). 4 So wa e de modelação idimensional concebido o iginalmen e pa a a indús ia ae oespacial. 5 Ve Capí ulo 2.4 Figu a 4.01 Wal Disney Conce Hall (F ank Geh y). Figu a 4.02 Da esque da pa a a di ei a: Esquiço inicial do Wal Disney Conce Hall e p ocesso de digi alização da maque a de abalho pa a o so wa e CATIA. 54 55Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Já no Heyda Aliye Cen e (2012), as supe ícies de dupla cu a u a p opos as po Zaha Hadid são, po sua ez, esul ado de uma abo dagem dis in a da de Geh y [Fig. 4.03]. Embo a con ibuindo o p ocesso c ia i o com écnicas adicionais, como o desenho e a p odução de modelos, é a a és da manipulação digi al da o ma que a a qui e a i aniana desen ol e “ o mações elabo adas como ondulações, bi u cações, dob as e in lexões” (Beki oglu, 2014: 11). Reco endo numa p imei a ins ância a so wa es inicialmen e des inados à indús ia cinema og á ica, Joseph Gio anni é da opinião que Zaha Hadid em como ge ado “um campo de o ças idimensional” (Beki oglu, 2014: 38). Ou seja, em ez de se inse i num ocabulá io o mal p é-concebido, a supe ície é esculpida e de o mada digi almen e a é a ingi os obje i os açados pela a qui e a. Aí, a geome ia é con e ida pa a NURBS6, dando início ao p ocesso de de alhe e cons ução. Desse modo, e guendo-se da opog a ia da p aça e con o mando odo o edi ício numa única e con ínua supe ície, es e p oje o u iliza o compu ado pa a ex apola as limi ações da g elha ca esiana com o cálculo de geome ias de ou o modo inacessí eis. Con udo, e se es ende mos o concei o de o ma pa a o espaço que es a ence a, de emos ambém inclui nes a análise p oje os como o Me cedes-Benz Museum (2006) dos UN S udio [Fig. 4.04]. Apesa de ex e io men e não apa en a e o mesmo ipo de complexidade que os dois abalhos p eceden es, é pelo desen ol imen o do seu espaço in e io que es e edi ício é aqui ap esen ado. Re e enciando- se na o ganização espacial do Guggenheim de No a Io que (1959) de F ank Loyd W igh (1867-1959), es e museu o ganiza-se 6 Apelidada de Non-Uni o m Ra ional B-Spline (NURBS), cons i ui um sis ema de ep esen ação geomé ica assen e na desc ição ma emá ica p ecisa da o ma, indicada pa a p ocessos de manu a u ação digi al. planime icamen e, segundo Ben an Be kel (2006: 53), como uma “es u u a ma emá ica em e o [que] consis e em ês cículos sob epos os dos quais o cen o oi e i ado pa a o ma um á io iangula ”. Con olada compu acionalmen e e in e ligada e icalmen e po um complexo sis ema helicoidal de ampas, es e sis ema liga as duas exposições pe manen es do museu pe mi indo que cada u en e selecione li emen e o seu pe cu so [Fig. 4.05]. C uzando-se e sob epondo-se con inuamen e, a complexidade des es pe cu sos, e as o mas po eles ge adas, é di ícil de concebe e comp eende a a és de mé odos adicionais. Con udo, a de inição compu acional da geome ia do edi ício possibili ou o con olo do modelo digi al ao mesmo empo que sus e e aquilo que Be kel (2006: 83) apelida de “sus en abilidade digi al” - a edução do isco a a és da epe cussão ins an ânea das al e ações sujei as aos pa âme os compu acionais do edi ício. Es a abo dagem desen ola- se assim num único momen o, in e p e ando a o ma do edi ício como algo mu á el e a iá el, susce í el à mudança. Figu a 4.04 Me cedes-Benz Museum (UN S udio) Figu a 4.05 Da esque da pa a a di ei a: Co e pe spé ico e ep esen ação do esquema de ci culação do Me cedes- Benz Museum. Figu a 4.03 Heyda Aliye Cen e (Zaha Hadid). 56 57Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a Conjun o de Fo mas Semp e que enca ados com desa ios à escala u bana, po exemplo, as limi ações do desenho manual o nam di ícil concebe e desc e e em empo ú il um conjun o de soluções a iadas, adap adas a di e en es si uações. Quando se p e ende i pa a além da epe ição no p oje o, o a qui e o ende a conside a a de inição de alguns ipos de modo a pode o ganiza uma in e enção mais pe sonalizada, combinando essas soluções. O p oje o da u banização da Malaguei a (1973) de Ál a o Siza cons i ui um exemplo da pe cepção da necessidade da a qui e u a se mais pe sonalizada, e das limi ações em pode conc e izá-la de uma o ma ex ensi a [Fig. 4.06]. Nes e p oje o o am desen ol idos mais de in a e cinco ipos de casas (Dua e, 2001: 348) di ecionadas a di e en es ipos de amílias. O aglome ado u bano esul an e conside a a iação, mas de uma o ma combina ó ica. P ocu ando in es iga o modo como o compu ado pe mi e expandi as capacidades de pe sonalização num p oje o a es a escala, José Pin o Dua e omou a u banização da Malaguei a como caso de es udo pa a a sua ese de dou o amen o [Fig. 4.07]. Começando po econhece as duas limi ações essenciais no esquema en isionado po Siza, Dua e des aca a di iculdade de, a a és de meios manuais, ep esen a um uni e so de soluções pe sonalizadas ão as o quan o o núme o de possí eis habi an es. Simul aneamen e, econhece ambém a di iculdade de ansmissão desse sis ema a ou os a qui e os, já que nunca ha ia sido explici amen e de e minado. Assim, e a a és da análise das di e sas ipologias da Malaguei a, Dua e começa po sis ema iza as eg as de desenho u ilizadas po Siza e seus colabo ado es em g amá icas da o ma7. Cla i icadas, es e conjun o de eg as o na- se passí el de in eg a num p og ama de compu ado in e a i o, em que a ge ação das habi ações p ocessa-se, numa explicação sucin a (Dua e, 2001: 347), na dissecação ecu si a de e ângulos que localizam as qua o di e en es zonas uncionais (pa io, sala, se iços, qua os] e o posicionamen o cha e da caixa de escadas. Na opinião de Dua e (2001: 348), a in eg ação das eg as de desenho de Siza numa abo dagem compu acional possibili a a sua u ilização e e i a pa a a pe sonalização de habi ações. Con udo, pa a explo a es e ipo de abo dagens não é necessá io ado a uma linguagem já concebida, podendo o a qui e o concebe 7 Concei o desen ol ido po Geo ge S iny e James Gips em 1971 que consis e na de inição das eg as da o ma e do seu mo o gene a i o que seleciona e p ocessa essas eg as. De ido à na u eza analí ica des es p ocessos, o am adap adas pa a abo dagens compu acionais, encon ando-se na génese dos so wa es pa amé icos. Figu a 4.07 Hipó eses de ipologias da Malaguei a, baseadas na sua g amá ica da o ma. (José Pin o Dua e). Figu a 4.06 U banização da Malaguei a (Ál a o Siza Viei a). Figu a 4.08 Da esque da pa a a di ei a: Va ioma ic House (Kas Oos e huis), imagem imensional, esquemas de a iação compu acional e ambien e g á ico do so wa e. 58 59Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a de aiz o ipo de soluções e a iá eis que o seu “me a-design”8 o e ece (Kola e ic, 2004: 213). P ocu ando concebe uma “casa- ca álogo” (Oos e huis, n.d.), Kas Oos e huis desen ol e o concei o da Va ioma ic House [Fig. 4.08]. Elás ica em odas as di eções, Oos e huis i a pa ido da capacidade de cálculo do compu ado pa a de ini um conjun o de eg as que p omo a a pa icipação a i a do clien e na conceção da sua habi ação. Sendo os clien es “co-designe s da sua p óp ia casa” (Oos e huis, n.d.), que a con igu ação in e na e p og amá ica do p oje o como a o e a de possibilidade de acabamen os e olume ias, adap a-se consoan e a on ade do u en e, podendo es e pe sonalizá-la den o de um conjun o de eg as p é-es abelecidas pelo a qui e o. No en an o, as ecnologias de desenho compu acional não se limi am ao desen ol imen o de soluções de bai os ou pequenos ag egados habi acionais, podendo ambém in luencia o desenho u bano de uma no a pa e de cidade. Ti ando pa ido do con ex o em que se inse e e da mo ologia na u al do e eno, o One No h Mas e plan (2001-2021) pa a Singapu a é, pa a Zaha Hadid, um meio de u iliza as capacidades de p ocessamen o do compu ado pa a p omo e um desenho u bano adap a i o, sem eco e a écnicas de epe ição ou combinação [Fig. 4.09]. Buscando a ideia de paisagem a i icial, o concei o do One No h passa pela ideia de uma “mega- o ma” (Schumache , 2004: 45) que se adap a gen ilmen e às condições na u ais do e eno ao mesmo empo que 8 Nas pala as de Kola e ic (2004: 213), me a-design pode se en endido como uma es a égia de “desenha o design”. Ou seja, é a elabo ação de sis emas, nes e caso compu acionais, que pe mi em o con olo de um p oje o a a és da de inição dos seus pa âme os e a iá eis. esponde à in eg ação e ha monização das á ias g elhas u banas adjacen es com uma di e sidade de uas, p aças e edi ícios di íceis de concebe a a és de mé odos adicionais. A o ma é li e, não se es igindo a modelos pla ónicos, “demasiado exa os e ulne á eis à co upção e deg adação po adap ações a dias” (Schumache : 2004: 45-46). Es a noção dá, na opinião de Schumache (2004: 45), “uma coe ência espacial a a nas me ópoles mode nas”, englobando simul aneamen e um g ande capacidade de adap ação e a iação numa o ma econhecí el. Conclusão Face aos exemplos ap esen ados, e i ica-se que a in eg ação das ecnologias digi ais possibili ou a expansão e con olo de um ocabulá io o mal mais as o do que aquele que nos e a acessí el a a és dos mé odos adicionais. Adicionalmen e, a adoção de abo dagens de índole compu acional pe mi e ao a qui e o, como apon a Te zidis (2006: 16), “ul apassa as suas p óp ias limi ações ísicas e men ais”. Ou seja, acede a es a égias de a iação e ge ação o mal, p opondo amílias de soluções que se adap am à on ade do a qui e o. Con udo, a c iação des as o mas implica á epe cussões na delineação da es u u a e componen es do edi ício. 4.3 Es u u a O ca á e cons u i o e de es abilidade da ob a a qui e ónica é enca ado desde empos i u ianos9 como um dos elemen os undamen ais da a qui e u a. Encon ando-se a ualmen e dominado po soluções es anda dizadas em ma e iais como a madei a, o me al e o be ão, a explo ação de no as o mas le a à necessidade de i pa a além das “ eg as de ou o” (Vel kamp, 2007: 1) de inidas pelas soluções es u u ais con encionais. Desse modo, a in eg ação das ecnologias CAD/CAM é is a como uma con ibuição pa a a de inição de soluções es u u ais pe sonalizadas, de aco do com as condicionan es de cada p oje o, o ganizando-se segundo dois concei os undamen ais: soluções não-s anda d e soluções compos as. Dis inguindo-se pelo g au de pe sonalização do p oje o, a p imei a noção p ocu a i a o máximo 9 Do la im, i mi as é o e mo cunhado po Vi ú io (15 d.C.) associado à solidez e qualidade da cons ução. Figu a 4.09 One No h Mas e plan (Zaha Hadid). 60 61Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a ea aliada, op ando an es po uma solução em painéis LVL10. Le e e com impac o ambien al eduzido, o sis ema cons u i o engend ado po Jü gen Maye consis e numa complexa ede de elemen os es u u ais en elaçados (Uihlein, 2012: 56). Fazendo uso das pala as de Cecil Balmond11 (La ne , 2005: 206), a opção des e ipo de soluções não ad ém, necessa iamen e, de ques ões éc ónicas, mas an es de um modo de con ibui , a a és do i mo e mo imen o do desenho es u u al, pa a uma melho lei u a da o ma em a o do que que se ia “mais uma g elha” áci a. Desse modo, a in icada g elha quad angula é execu ada em mais de ês mil peças pe sonalizadas de espessu a (68 a 311 milime os) e geome ia a iá el com ecu so a ecnologias de ab icação sub a i a CNC. Ti ando ambém pa ido das ecnologias de engenha ia assis ida po compu ado , nomeadamen e da sua capacidade de an e e o compo amen o u u o dos edi ícios, o Phaeno Science Cen e (2005) em Wol sbu g é, nas pala as de Paul Sco (Phaeno Science Cen e , n.d.) “um edi ício que se engana mui as ezes” [Fig. 4.11]. Ao con á io dos edi ícios con encionais, nenhum dos elemen os da caixa apezoidal pon ualmen e apoiada p opos a po Zaha Hadid possui, isoladamen e, qualque ipo de capacidade po an e. É apenas quando odos os elemen os abalham em conjun o que es e sis ema se assume como um única e coesa es u u a. Na opiniao de Paul Sco , sem os a anços das ecnologias digi ais, es e edi ício “se ia 10 Com excelen e esis ência à lexão, ensão e comp essão, o Laminado de Folheado de Madei a (LVL) é ei o a pa i de laminados de madei a, colados e sujei os a p essão de modo a o ma um p odu o al e na i o ao aço pa a aplicações es u u ais. 11 Embo a di igindo-se ao Se pen ine Pa illion (2005) de Ál a o Siza e Sou o Mou a, de ido às semelhanças da opção es u u al de ambos os p oje os, o discu so de Cecil Balmond oi adap ado pa a o Me opol Pa asol. pa ido das capacidades das ecnologias digi ais pa a a p odução de componen es di e enciados, enquan o a segunda busca uma abo dagem híb ida en e os ideais da pe sonalização em sé ie e da economia de escala. Assim, es e ensaio p ocu a in es iga o impac o das ecnologias digi ais no campo es u u al da a qui e u a a a és da seleção de exemplos p á icos, segundo os concei os acima enunciados. Soluções não-s anda d Apesa das ecnologias de desenho assis ido po compu ado se em capazes de calcula e demons a supe ícies complexas com acilidade, uma das p incipais ques ões com que a a qui e u a de índole digi al se deba e é, na opinião de Vel kamp (2007:1), com a ealidade da cons ução, nomeadamen e, a pe cepção dos enómenos es u u ais em o mas idimensionais complexas. Re e enciados po au o es como Eekhou e Locke e (Vel kamp, 2007:1) como os “pesadelos de design luido”, os a qui e os le a am, com as suas o mas, à c iação de in eligen es e ino ado es soluções es u u ais pe sonalizadas, alice çadas nas capacidades de análise e ab icação das ecnologias CAD/CAE/CAM. Desenhado pa a a cidade andaluza de Se ilha, o Me opol Pa asol (2011) pode se desc i o como um es u u a esquelé ica que pai a sob e a Plaza de la Enca nacion [Fig. 4.10]. Demons ando uma geome ia a ojada, o edi ício oi inicialmen e idealizado em me al. No en an o, e após uma análise es u u al p elimina ao modelo digi al, os esul ados p o enien es le a am a que essa opção osse Figu a 4.10 Me opol Pa asol (Jü gen Maye ). Figu a 4.11 Phaeno Science Cen e (Zaha Hadid). 62 63Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a calculado e decompos o em sis emas es u u ais sepa ados que, quando combinados, p oduzi iam um es u u a sob edimensionada, com pa edes duas ezes mais espessas” (Phaeno Science Cen e , n.d.). Desse modo, dos 10 cones p esen es na base do edi ício12, ixos pelo peso p óp io da caixa que supo am, apenas seis sus en am a o alidade da olume ia, enquan o os es an es apoiam a malha de aço da cobe u a. Cons uído em be ão a mado au o- compac á el, a sua co agem oi ealizada maio i a iamen e com ecu so a placas me álicas, eco endo pon ualmen e a elemen os p oduzidos em GRP13, a a és de écnicas digi ais de ab icação sub a i a. Con udo, apesa do c escen e acesso às ecnologias de ab icação digi al, exis em soluções es u u ais que op am po não desc e e di e amen e a o ma do edi ício, acionalizando a sua es u u a. Esse ipo de opções p ende-se, no malmen e, po azões de índole económica ou po ga an ia da aplicabilidade da solução. Uma es u u a exempli ica i a é a do Guggenheim de Bilbao (1997) de F ank Geh y [Fig. 4.12]. Realizada exclusi amen e “a pa i de elemen os simples e con encionais” (Vel kamp, 2007: 50), a malha me álica e icula ocul a en e a en ol en e in e io e ex e io do edi ício é cons i uída exclusi amen e po segmen os planos que acionalizam as supe ícies de cu a u a simples do museu [Fig. 4.13]. Espaçadas de ês em ês me os, com um i an e diagonal de e o ço, o p óp io de alhe de conexão en e os pe is es u u ais 12 De olume ia e dimensão di e enciada, es es cones o am co ados segundo uma écnica mis a, u ilizando placas de madei a pa a as supe ícies eg adas e elemen os maquinados em GRP (Glass Rein oced Plas ic) pa a as á eas de dupla cu a u a de conexão en e a pa ede e a laje (Ka a, 2008: 89) 13 Glass Rein o ced Plas ic. é pensado pa a se o mais e sá il e léxi el possí el, sem e de eco e à pe sonalização do componen e. Con udo, a qui e os como Yun e Schodeck (Vel kamp, 2007: 2) são da opinião que es e ipo de abo dagens esul a em “pe igosas incong uências a qui e ónicas”, bem como na necessidade de in eg ação de sis emas in e mediá ios en e a es u u a e o e es imen o, com ecu so a p ocessos manuais [Fig. 4.14]. Soluções Compos as Apesa da capacidade de pe sonalização de elemen os es u u ais possibili ada pela in eg ação das ecnologias digi ais na p á ica a qui e ónica, os a qui e os êem ainda na noção de economias de escala e na epe ição de elemen os, um meio de eduzi cus os e empos de cons ução. Assemelhando-se a um aglome ado aciden al de elemen os me álicos, o Es ádio Nacional de Beijing (2007), de He zog & de Meu on, é popula men e conhecido como Bi d’s Nes [Fig. 4.15]. Cons i uído po dois elemen os essenciais - bancadas e Figu a 4.12 Guggenheim de Bilbao em cons ução (F ank Geh y). Figu a 4.14 Guggenheim de Bilbao (F ank Geh y). Figu a 4.13 Fo og a ia de de alhe cons u i o do Guggenheim de Bilbao. Figu a 4.15 Es ádio Nacional de Beijing (He zog & de Meu on). 64 65Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a e es imen o ex e io - apenas es e úl imo se á al o de análise e cons i ui á um dos p incipais a o es dis in i os des e p oje o. Com a in enção de e i a massa isual ao es ádio14, os a qui e os desde cedo p ocu a am des ia -se de soluções como mas os e a cos, concebendo uma es u u a esquelé ica con o mada aos limi es geomé icos da o ma. Apesa da sua apa ência caó ica e i acional, es a es u u a é na ealidade de inida a a és de um ponde ado sis ema de sob eposição quali a i a ipa ida [Fig. 4.16]. Desse modo, iniciando com o seccionamen o e ical da o ma segundo in e alos egula es, He zog & de Meu on de inem assim os elemen os p imá ios de supo e. Pos e io men e, são adicionadas as es u u as secundá ias de apoio aos acessos do es ádio e, inalmen e, os elemen os e ciá ios, que con ibuem decisi amen e pa a o desempenho es é ico e singula idade do p oje o. Nas pala as de S ephen Bu ows e Ma in Simpson, “apesa de e sido necessá io algum sc ip ing pa a c ia a geome ia inicial, es a necessi ou de mui a in e enção manual em mo e elemen os e puxando os ângulos. Segundo á ios pon os de is a es e p oje o é escul u al” (The Beijing Na ional S adium Special Issue, 2009: 17). Todos os pe is u ilizados nes e e es imen o são de secção quad angula e de inidos po qua o placas indi iduais de aço de 40 mm. Es a opção se e pa a esponde simul aneamen e que às necessidades es u u ais, que aos g aus de cu a u a simples que es es pe is êm de ealiza pa a man e a angência à o ma de base. Adicionalmen e, de ido ao modo como o p ocesso gene a i o é de inido, e à p óp ia sime ia da o ma, He zog & de Meu on conseguem alcança a epe ição de alguns componen es, i ando pa ido de economias de escala. 14 Com uma capacidade inicial pa a 100.000 luga es sen ados, o Bi d’s Nes acaba ia po ga an i 91.000, a pedido do clien e, man endo as suas dimensões de 313m x 266 m (The Beijing Na ional S adium Special Issue, 2009: 8). Conclusão Es e ensaio demons a a con ibuição decisi a da in eg ação das ecnologias de engenha ia e ab icação digi al pa a o desen ol imen o do campo es u u al na a qui e u a. Aumen ando a pe ceção e comp eensão dos enómenos ec ónicos p esen es em es u u as idimensionais complexas15, o en ol imen o de abo dagens compu acionais e espe i as e amen as de ab icação ab e caminho pa a o es udo e simulação no as abo dagens e soluções. Con udo, po di e sas azões, no malmen e elacionadas com cons agimen os económicos e logís icos, os a qui e os endem a op a po soluções compos as, ou seja, eco em à epe ição de módulos ou acionalização e simpli icação da es u u a. 4.4 Componen e Segmen ando a o ma do edi ício em elemen os ajus ados à escala de p odução, a noção de componen e em a qui e u a adqui e pa icula ele ância a pa i da Re olução Indus ial. Pe cecionando o edi ício como uma assemblagem de elemen os p é-concebidos, de inidos po indús ias ex e io es à p á ica a qui e ónica, o modo de p oje a dos a qui e os encon a a-se a é aí, de um modo gené ico, limi ado pela p esc ição de soluções es anda dizadas. Relacionados di e amen e com a pe ceção isual do obje o a qui e ónico, se ia apenas com a in eg ação das ecnologias CAD/ CAM e a on ade de explo a no as o mas que, na opinião de Schodek (Sousa & Dua e, 2005: 222), se i ia a “possibili a a expansão dos ocabulá ios de desenho” a a és da pe sonalização dos componen es cons u i os. Desse modo, e com o in ui o de pe cebe a aplicação das ecnologias digi ais na p odução de componen es a qui e ónicos pe sonalizados, es a análise oca -se-á, em semelhança ao ensaio an e io , em dois ipos de espos as: as soluções não-s anda d e as soluções compos as. Soluções não-s anda d Com a explo ação de o mas complexas a a és da in eg ação das ecnologias digi ais, o componen e a qui e ónico passou a a ua como um dos p incipais in e aces en e o modelo digi al e o p oje o cons uído. Di e amen e associado à qualidade de execução 15 Segundo William Addis (Uihlein, 2012: 60), “a his ó ia das es u u as es e e semp e di e amen e elacionada com a capacidade do engenhei o p e e o compo amen o u u o da es u u a”. Figu a 4.16 Rep esen ação g á ica do sis ema de sob eposição es u u al do Es ádio Nacional de Beijing. 66 67Análise C í ica Análise C í icaTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a da o ma ensaiada digi almen e, o g au de complexidade da geome ia co esponde ao g au de pe sonalização do componen e que a desc e e. Ou seja, quan o mais complexa a o ma a cons ui , maio se á o g au de pe sonalização do componen e e/ou os sis emas que a desc e em. Um desses exemplos é o Expe imen al Music P ojec (2000) de F ank Geh y [Fig. 4.17]. Con inuando um p ocesso iniciado com o Guggenheim de Bilbao, Geh y p ocu a desc e e a supe ície de dupla cu a u a do EMP eco endo exclusi amen e a painéis me álicos plani icá eis. Pa a al, eco e a uma es a égia compu acional de acionalização desen ol ida po Dennis Shelden, que in ol e o uso de análise gaussianas16, de modo a limi a o núme o de á eas al amen e plás icas (Lindsey, 2001: 72). Es a abo dagem, “demasiado complexa de es ima segundo meios mais adicionais” (Lindsey, 2001: 72), é esponsá el pela apa en e alea o iedade da composição dos painéis do EMP, podendo ge a inúme os exemplos em consonância com os pa âme os o necidos. Os painéis esul an es são co ados com ecu so a um co ado de plasma CNC e cu ados a a és de máquinas de lexão con oladas po compu ado . Con udo, e apesa do complexo sis ema de acionalização, a o ma cons uída não é a o ma ideal do Expe imen al Music P ojec , mas an es uma ap oximação. Po ém, na o e cen al da Neue Zollho (1998), ambém da au o ia de F ank Geh y, al não se e i ica [Fig. 4.18]. P ocu ando a ep esen ação exa a da o ma digi al, Geh y eco e a p ocessos 16 De aco do com Linsdey (2001: 71) es e p ocesso a alia o g au de cu a u a de componen es cons u i os, pa icula men e supe ícies, azendo uso de um conjun o de unções ma emá icas especí icas. o ma i os pa a a ab icação de painéis de be ão olumé icos. Execu ados com ecu so a uma esa CNC, in o mada di e amen e pelo modelo digi al, os moldes pa a a p é- ab icação dos painéis são ealizados em blocos de es e o i e de al a densidade (2,4 m x 3,4 m x 0,9 m). No en an o, es e p ocesso de ab icação ep esen a no malmen e um in es imen o o çamen al conside á el, em pa e ela i o à p odução dos moldes pe sonalizados. No caso especí ico das o es de Zollho , es as condições são con abalançadas pela u ilização de ãos e caixilha ia s anda d, eco endo a in e aces, ab icados manualmen e in si u, pa a es abelece o con a o com a supe ície cu a. A unção de um componen e não se limi a exclusi amen e ao e es imen o e ao seu g au de ap oximação à o ma digi al, podendo ambém inco po a ou o ipo de alências, como exempli ica o Landesga enschau Exhibi ion Hall (2014), p oje ado pelo ICD Figu a 4.17 Expe imen al Music P ojec (F ank Geh y). Figu a 4.18 Neue Zollho (F ank Geh y). Figu a 4.19 Landesga enschau Exibi ion Hall (Ins i u e o Compu a ional Design). 80 81Expe iência Pessoal Expe iência PessoalTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a analógicas ou compu o izadas. A a és da p odução, com sucesso, de ês p o ó ipos de es u u as li es de al ena ia de bloco de co iça, es e P oje o de In es igação “Cons ução Robó ica em A qui e u a” con ibuiu pa a a pe ceção do modo como um obô pode con ibui pa a o p ocesso de p odução a qui e ónica, nomeadamen e a ab icação de pa edes de al ena ia pe sonalizadas. Es a expe iência pionei a pe mi iu à equipa de abalho comp eende e implemen a odo um p ocesso in eg ado de desenho e ab icação obó ica, num ambien e colabo a i o. Os conhecimen os adqui idos êm indo a se ap o undados num ou o p oje o de in es igação le ado a cabo no DFL, apoiado pela FCT, e que eco e a um b aço obó ico de g andes dimensões. 5.3 Es u u a: T i oil No inal de Fe e ei o de 2014, o DFL desen ol eu a sua p imei a expe iência com ecnologia de imp essão 3D [Fig. 5.10]. Desc i os no Capí ulo 3.3.1, es es p ocessos pe mi em ma e ializa modelos digi ais a a és da deposição de ma e ial de o ma inc emen al. Assim, o obje i o des e abalho consis iu na explo ação da imp essão 3D pa a p oduzi es u u as i egula es. Po ém, ao in és Figu a 5.09 P o ó ipo ‘Pa ede’. Figu a 5.10 P oje o ‘T i oil’. Coo denação: P o . José Ped o de Sousa. Colabo ado es: Manuel Oli ei a, Ped o Ma ins, Ped o Va ela. 82 83Expe iência Pessoal Expe iência PessoalTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a de se pensa imp imi oda a es u u a, p ocu ou-se concen a a aplicação des a ecnologia apenas na p odução das conexões, deixando a execução dos segmen os es u u ais a se ei a de uma o ma con encional. Pa a além das an agens económicas, es a abo dagem pe mi e ul apassa as limi ações do olume de abalho das imp esso as 3D e assim pensa a cons ução de es u u as maio es. Como obje o de es udo eco eu-se à o ma ma emá ica do i oil, que o p o . P o . José Ped o Sousa explo ou em 2008 [Fig. 5.11]. Com base nes a geome ia p oje ou-se uma es u u a idimensional compos a po uma sé ie de conexões a iá eis e segmen os linea es de comp imen os dis in os. De ido ao seu desen ol imen o espacial, é na geome ia das conexões que eside o g ande desa io des e abalho e a pe inência de aplicação des a no a ecnologia, negociando os segmen os es u u ais o iundos de á ias di eções, endo cada conexão uma o ma única - pe sonalizada - que suge e a u ilização da imp essão 3D. Con udo, um dos momen os ulc ais do abalho oi a seleção dos elemen os s anda d que a ua iam como segmen os linea es en e as conexões, condicionando a o ma do i oil a a és da limi ação do comp imen o máximo das suas ligações e o diâme o das suas conexões. Assim, e endo em con a a sua disponibilidade e acessibilidade, o am selecionados ubula es em plás ico, de 200 mm de comp imen o e 7 mm de diâme o in e no. O abalho e e início com a acionalização da o ma ma emá ica do i oil a a és do ambien e compu acional Rhinoce os + G asshoppe . Sin e izando-a em ês cu as, o DFL op ou, pela sua elemen a idade es u u al, de ini o i oil como uma eliça idimensional de secção iangula . Pa a al, oi necessá ia a di isão das cu as num núme o idên ico de pon os, igualmen e dis ibuídos ao longo das suas espe i as cu as, o denados segundo a mesma o dem e sen ido. Assim, os pon os que pa ilham a mesma nomencla u a o am unidos po um segmen o de e a, o mando a secção iangula do i oil. Pos e io men e, oi açado um no o segmen o de e a en e os pon os (n) e os pon os seguin es co esponden es (n+1), unindo os di e sos pe is. Finalmen e, e endo em is a o e o ço da es u u a, o am açados segmen os de diagonais, concluindo a es u u a base do i oil [Fig. 5.12]. Te minada es a p imei a pa e do desenho compu acional oi possí el, a a és da mono o ização em empo eal do comp imen o máximo de odos os segmen os de e a, o imiza a solução de modo a maxima a u ilização dos pe is ubula es selecionados. Desse modo, a es u u a do i oil i ia a ocupa ap oximadamen e 1m3, sendo que os componen es ab icados com ecu so à imp esso a 3D não ul apassa iam o 1 cm3. Po sua ez, es es componen es eco e am aos pon os de in e seção en e os di e sos segmen os e as suas o ien ações pa a oma em a sua o ma pe sonalizada, especí ica à sua localização espacial. Simpli icadamen e, es es elemen os de ligação são cons i uídos po cinco ex ensões, cada uma e e en e a um segmen o de e a, onde são dispos os dois cilind os, um com 9 mm de espessu a e ou o com 7 mm, pa a a ua como conec o da jun a com o ubula de plás ico. O conjun o des es cinco elemen os que se encon am num pon o de in e seção cons i uem os componen es de conexão a iá eis [Fig. 5.13]. Nenhuma ope ação booleana3 oi u ilizada nes e p ocesso compu acional, sob o isco de pe de alguma lexibilidade de p ocessos e expe imen ação em empo eal. De ido ao g au de pe sonalização des e abalho, onde odos os componen es são únicos, um dos aspe os imp escindí eis do seu 3 Ope ações boleanas são um mé odo de combinação ou sub ação de obje os sólidos pa a c ia uma no a o ma que exige uma g ande capacidade de p ocessamen o po pa e do compu ado . Figu a 5.11 Imp essão 3D do “T i oil” da au o ia do P o . José Ped o Sousa. Figu a 5.12 Concei o da de inição compu acional do p oje o ‘T i oil’. Figu a 5.13 Modelo digi al do p oje o ‘T i oil’ e exemplo de conexão pe sonalizada. 84 85Expe iência Pessoal Expe iência PessoalTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a p ocesso de ab icação e e que passa pelo co e o posicionamen o dos seus elemen os no espaço. Pa a al, a cada elemen o des a es u u a o am a ibuídos núme os de iden i icação que indicam a sua posição no modelo digi al [Fig. 5.14]. O p ocesso de ab icação des e abalho é cons i uído po dois momen os essenciais, sob epos os c onologicamen e - a imp essão 3D das conexões e o co e dos segmen os es u u ais [Fig. 5.15]. Con e endo os modelos NURBS das conexões pa a o o ma o STL4, oi de inido que a imp esso a 3D, modelo Make bo m Replica o 2X5, só de e ia ab ica a é conjun os de 8 conexões de cada ez, em ABS6 na u al. Es a opção de e-se não só à al a de iabilidade da ecnologia, a ando-se ainda de um equipamen o em desen ol imen o, mas ambém ao a o não e em sido c iadas a suas o inas de abalho, sendo que es e p oje o consis e no seu p imei o g ande desa io. Po es as azões, es e p ocesso demo ou uma semana a ica sa is a o iamen e concluído. Pa alelamen e, o co e analógico de 301 ubula es icou e minado 4 Conhecido como S anda d Tessela ion Language, es e ipo de o ma o de ichei o é na i o das ecnologias de ab icação adi i a e indicado pa a esses p ocessos. 5 Como a as a maio ia das imp esso as 3d pessoais, es as u ilizam uma ecnologia apelidada de FDM (Fused Depos ion Modelling). Es a écnica consis e na deposição de ma e ial undido (ABS, PLA, e c.) em camadas pa a o ma o obje o. 6 Ac iloni ila Bu adieno Es i eno (ABS) é um políme o e moplás ico, ígido e le e, popula men e u ilizado em écnicas de ab ição adi i a. num dia. Reco endo a duas pessoas, auxiliadas po lis agens com os comp imen os e iden i icação dos di e sos segmen os, es e p ocesso p ocu ou ambém i a pa ido da a iação c omá ica dos Figu a 5.14 Modelo digi al e es a égia de iden i icação do p oje o ‘T i oil’. Figu a 5.15 P ocesso de ab icação do p oje o ‘T i oil’. 86 87Expe iência Pessoal Expe iência PessoalTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a di e sos elemen os linea es pa a acili a o econhecimen o da sua posição na geome ia. G aças a es as es a égias de di e enciação, a assemblagem da es u u a, embo a eco endo à isualização do modelo digi al, co eu sem p oblemas, es ando acabado ao inal de duas ho as. Com a p odução des e modelo e i ica-se que a concen ação de es o ços na pe sonalização e ab icação digi al das conexões pa ece se uma es a égia álida pa a con ola e simpli ica a ma e ialização de es u u as não egula es. Apesa de expe imen al, es a abo dagem es á já a apon a pa a um u u o p óximo em que as ecnologias de imp essão 3D que abalham com me al, po exemplo, se o na ão mais iá eis do pon o de is a económico. Nesse momen o, as conexões pode ão se imp essas à escala 1:1 no seu ma e ial inal de cons ução. 5.4 Componen e: Cúpula Pa amé ica O abalho da “Cúpula Pa amé ica” oi a espos a desen ol ida pa a o úl imo abalho da unidade cu icula de Geome ia Cons u i a [Fig. 5.16]. O desa io consis iu na conceção compu acional de um modelo de cúpula e espe i a ma e ialização numa e são ísica, em ca ão, com 60 cm de diâme o. Pa indo de uma supe ície base o necida pelo exe cício, cada g upo de abalho e e que desen ol e uma solução especí ica baseada em componen es cons u i os pa a a sua ma e ialização. Face à sua i egula idade, cada componen e em que e uma geome ia pe sonalizada, pelo que, o ecu so a p ocessos de desenho compu acional se o na undamen al pa a ge a e con ola essa exigência de pe sonalização. De ido à ausência de e amen as de manu a u ação digi al, como esas e lase s, pa a assis i à ab icação, es e p oje o oi desde cedo pensado pa a se cons i uído exclusi amen e po supe ícies planas, simpli icando à pa ida o p ocesso cons u i o. No seguimen o des a es a égia, o g upo op ou po o ganiza es e abalho em dois momen os in e ligados e sucessi os - a ge ação da o ma de base e a sua acionalização - de manei a ga an i uma ap oximação idedigna à o ma a se desen ol ida digi almen e. P ocu ando concebe uma geome ia o mais elás ica e léxi el possí el, o concei o compu acional po de ás da p imei a pa e da de inição passa pelo cálculo da o ma global da cúpula a a és da delineação das suas a es as e secção cen al. Iniciando com uma elipse e ês planos e icais ao longo do seu eixo maio , es es úl imos de inem dois pon os de in e seção cada que o ma ão as ex emidades de ês a cos. Com esse p opósi o, são de inidos ês pon os de posição a iá el, complana es com os planos e icais. Pela sua posição especi ica, as ex emidades do a co cen al, ao con á io das es an es, podem a ia a sua al u a, de inindo assim os es an es a cos pe ime ais da cúpula, c iando a supe ície. Pa indo des a complexa o ma compu acional, a segunda pa e da de inição começa po di idi a supe ície segundo as suas coo denadas UV7, de inindo a g elha de abalho pa a a sua iangula ização e plani icação. De seguida, é aplicado um pad ão de seleção ‘ e dadei o, also’, que pe mi e a de inição de dois ipos de componen es dis in os no obje o, os b ancos - planimé icos - e os e melhos - olumé icos. Es a di e enciação ad ém da on ade de inse i elemen os que con i am dinamismo à o ma. Assim, enquan o os planimé icos acionalizam as quad iculas cu as em dois iângulos planos, as es an es di isões UV são al o de uma ope ação mais complexa. A uando como cla abóias com epe cussão in e io e ex e io , e após a iangula ização das quad ículas, os seus pon os são, de o ma al e nada, deslocados 7 Coo denadas UV são coo denadas bidimensionais mapeadas numa supe ície idimensional. São bas an e u ilizadas nos so wa es de ende ização e cinema og á icos pa a aplica ex u as a obje os 3D. Figu a 5.16 P oje o ‘Cúpula Pa amé ica’. Equipa: Ana Pad ão, Da id Felício, Manuel Oli ei a, Tiago Ascenção. 88 89Expe iência Pessoal Expe iência PessoalTese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi al A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a Manuel Oli ei a al e nadamen e segundo a no mal à supe ície base, pa a cima e pa a baixo. De inindo uma opog a ia ao longo de odo o obje o, es es componen es idimensionais, são, no en an o, o almen e idealizados e ab icados segundo peças bidimensionais [Fig. 5.17]. Após a es abilização da solução compu acional, e de modo a o na mais e icien e o p ocesso de ab icação, em ez de se p ocede ao eba imen o de cada uma aces da cúpula, a equipa op ou po plani ica i as comple as. Es a decisão con ibuiu posi i amen e pa a a in eg idade es u u al da geome ia, is o ep esen a menos jun as de ligação. Assim, o modelo pode se apidamen e ab icado a a és da imp essão das i as di e amen e em ca olina, sendo es as co adas e mon adas com ecu so a e amen as analógicas. A ualmen e as ecnologias de p oje o digi al pe mi em a ácil ep esen ação e cálculo de geome ias complexas No en an o, es e p oje o demons a a capacidade que as ecnologias de digi ais êm em possibili a a c iação de componen es pe sonalizados, ainda que endo acesso limi ado às ecnologias de manu a u ação digi al. O ecu so a es a égias de acionalização e simpli icação da o ma, de manei a a de ini componen es ao alcance dos p ocessos de ab icação disponí eis é assim uma das es a égias ao alcance dos a qui e os pa a o na a pe sonalização digi al mais acessí el. 5.5 Conclusão Tendo em conside ação a análise e e uada ao longo des e capí ulo, as expe iências p á icas pessoais aqui analisadas êm e o ça a análise c í ica desen ol ida no Capí ulo 4. Como oi e e ido, a in eg ação das ecnologias digi ais no p ocesso de a qui e u a in oduziu uma maio libe dade geomé ica no p oje o e a possibilidade de explo ação da sua a iação em sé ie. Embo a es as duas si uações sejam a ualmen e uma possibilidade ecnológica, a sua conc e ização encon a-se mui as ezes limi ada po algumas das condicionan es ine en es à a qui e u a, como po exemplo, a economia ou a logís ica. A expe iência p á ica des e capí ulo abo dou ambas as si uações desc i as, se indo pa a domina as e amen as p á icas subjacen es e pe cebe as nuances da sua implemen ação. Po exemplo, o p imei o abalho, ‘Cons ução Robó ica em A qui e u a’, demons a como a p odução de elemen os pe sonalizados pode se conseguida a a és da a iculação cuidada de elemen os egula es. Po ou o lado, a hipó ese de se combina em p ocessos a ançados de imp essão 3D com p ocessos mais adicionais de co e, oi a Figu a 5.17 Desc ição da de inição pa amé ica do p oje o ‘Cúpula Pa amé ica’. Figu a 5.18 Fo og a ias do p oje o ‘Cúpula Pa amé ica’. 90 Expe iência PessoalTese de Mes ado In eg ado A qui e u a e Pe sonalização Digi alManuel Oli ei a solução mais e icaz pa a ma e ializa o p oje o ‘T i oil’. Finalmen e, conside ando uma a iação mais ex ensi a, o abalho da cúpula pa amé ica conside a a idimensionalidade dos seus painéis a pa i da dob agem de elemen os 2D. Es a es a égia ma e ial o na iá el a sua p odução po co e digi al, que é mui o mais ápida e mais ba a a que a p odução de o mas 3D, po exemplo, po esagem de blocos. Assim, es e capí ulo ilus a na p imei a pessoa o modo como o a qui e o pode a icula as ecnologias digi ais que em ao seu dispo , em unção da sua ideia e in enção de p oje o. A pe sonalização é uma possibilidade pa a se i di e sos in e esses, mas os modos de a exp essa dependem de um conhecimen o p á ico do seu uncionamen o e das condicionan es associadas ao p oje o de a qui e u a. As compe ências p á icas adqui idas e es adas con ibuem pa a en iquece a o mação académcia, se indo de ins umen os pa a en en a os desa ios e opo unidades a uais numa u u a a i idade p o issional. 93Tese de Mes ado In eg ado ConclusãoManuel Oli ei a Es a disse ação p ocu ou in es iga o impac o das ecnologias digi ais na a qui e u a. Pa a isso, desen ol eu inicialmen e uma p imei a pa e onde se enquad ou as possibilidades de p odução em a qui e u a ao longo dos empos. A gumen ando que as ecnologias digi ais pe mi em no as condições pa a a pe sonalização em a qui e u a, desen ol eu-se em seguida um le an amen o do es ado da a e das mais ele an es. A segunda pa e des e abalho in es igou as possibilidades suge idas na p imei a pa e. Pa a isso, desen ol e am-se ês ensaios c í icos sob e ês ópicos da cons ução em a qui e u a - o ma, es u u a e componen e -, analisando alguns exemplos p á icos da a qui ec u a con empo ânea. Rela i amen e à o ma, e i icou-se que o obje o a qui e ónico ende a se semp e pe sonalizado pois en en a semp e condicões de p oje o especí icas. Nesse sen ido, o impac o mais isí el das ecnologias digi ais pa ece obse a -se a dois ní eis. Po um lado, na pe sonalização da sua solução de p oje o, o a qui e o em mais meios pa a pode explo a e con ola um uni e so de o mas geome icamene mais complexas. Po ou o, quando pe an e o desa io de p oje a um conjun o de edi ícios, o desenho compu acional pe mi e ul apassa as limi ações de a iação e adap ação impos as pelos p ocessos analógicos. Em ez de combina (a epe icão de) ipos de soluções, é possí el concebe um conjun o a qui e ónico eg ado e coe en e compos o po o mas pe sonalizadas indi idualmen e, is o é, odas di e en es umas das ou as. Rela i amen e à es u u a, a análise e e uada e ela que pa a além de pode concebe es u u as i egula es, po exemplo, de Conclusão PARTE III 94 95Tese de Mes ado In eg ado Tese de Mes ado In eg ado Conclusão ConclusãoManuel Oli ei a Manuel Oli ei a supo e a o mas geome icamen e complexas, os a qui e os e engenhei os êm hoje meios de pode em simula e a alia essas soluções. Assim, a possibilidade de concebe e ma e ializa es u u as pe sonalizadas é hoje uma ealidade, como o Me opol Pa asol demons a. Con udo, po ques ões económicas e logís icas, nem semp e se segue es a abo dagem. Mui as ezes, de inem-se soluções es u u ais pe sonalizadas no seu odo mas compos a po um conjun o de módulos que se epe em. Apesa dis o, o ecu so a ecnolgias digi ais não deixa de se undamen al, pois a es u u a no seu odo é uma solução única e complexa que bene icia de mé odos de análise digi al. O es ádio de Beijing é um exemplo des a si uação Rela i amen e ao componen e, o exame ealizado demons a que, hoje em dia, a a és da co e a seleção das e amen as de manu a u ação, as ecnologias digi ais a uais são capazes de concebe , ma e ializa e con ola a ab icação de componen es pe sonalizados, como demons a o Landesga enschau Exhibi ion Hall. Po ém, es as ap oximações, de ido a a o es ex e nos ao desenho a qui e ónico, nomeadamen e si uações económicas e logís icas, nem semp e são pos as em p á ica. Desse modo, os a qui e os que p ocu am soluções geome icamen e complexas e pe sonalizadas en e dam usualmen e po dois ipos de hipó eses. A p imei a, como exempli ica o Expe imen al Music P ojec , deba e- se com a acionalização da o ma do edi ício em componen es e modos de ma e ialização mais acessí eis. A segunda, à semelhança do caso es u u al, p ende-se com a epe ição de elemen os pe sonalizados ou s anda d, que a a és da manei a como são combinados o mam uma solução, na sua globalidade, única. Em ambos os casos, o p oje o i a pa ido da con ibuição das ecnologias digi ais, sendo es as imp escindí eis. Es a ensão en e possibilidades ecnológicas e a ealidade no e eno, oi sen ida com a expe iência p á ica pessoal. De a o, a a és dos ês p oje os ap esen ados no Capí ulo 5, oi no ó io o modo como o desenho compu acional pe mi e abo da o mas e es u u as complexas de modo p eciso, con olado e, ambém, lexí el ao ajus e. No en an o, quando con on ado com a ealidade especí ica de cada p ojec o, o a qui e o pode in oduzi algumas simpli icações. O exemplo do i oil é cla o nes a obse ação. Conexões e segmen os pode iam se odos imp essos em 3D. No en an o, a solução mais iá el, e in eligen e, consis iu em oca o uso da ecnologia de ab icação digi al na p odução das conexões, eme endo a dos segmen os pa a mé odos de co e adicionais. No exemplo do p oje o da ‘Cons ução Robó ica´ icou cla o que se se quise aze uma pa ede e ical não az qualque sen ido eco e a um obô. No en an o, quando se decide explo a uma geome ia mais i egula , o desenho compu acional é undamen al pa a ge a e e olui a ideia de p oje o, e comunicá-la pa a um p ocesso de mon agem obó ica. Es e es udo eó ico, c í ico e p á ico, mos a que hoje há condições pa a que a pe sonalização em a qui e u a seja mais ex ensa e uma possibilidade ecnológica eal. Con udo, algumas ci cuns âncias azem com que nem semp e se siga esse caminho. A p óp ia ecnologia em ainda espaço de e olução no sen ido de o na a iablidade económica de ce as explo ações mais acessí el. Os desen ol imen os ao ní el da ex ensão da imp esso a 3d pa a a escala da a qui e u a e a a inação de ou os p ocessos de ab icação digi al (como a obó ica) pode ão num u u o p óximo agiliza a in eg ação dessas possibilidades no p oje o. Nesse con ex o, e ao exemplo de ou as indús ias e endências da a ualidade, pode á assis i -se a uma acen uação da dimensão pe sonalizada em cada p ojec o. Con udo, aquilo que des e abalho pa ece sob essai como uma das p incipais conclusões, pa ece se o a o de que, apesa da ecnologia hoje pe mi i , não que dize que se enha de aze . A in enção de p oje o e o espí i o c í ico pe manen e de em ins umen aliza e dosea um sábio uso da ecnologia, ao se iço do p oje o e não como um im em si mesmo. 99 Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado Lis a de Ac ónimos Lis a de Ac ónimos ABS Ac iloni ila Bu adieno Es i eno CAD Desenho Assis ido po Compu ado CAE Engenha ia Assis ida po Compu ado CAM Manu a u ação Assis ida po Compu ado CEAU Cen o de Es udos de A qui e u a e U banismo CFD Análise Compu acional de Fluidos CNC Con olo Numé ico Compu o izado EMP Expe imen al Music P ojec FAUP Faculdade de A qui e u a da Uni e sidade do Po o FCT Fundação pa a a Ciência e Tecnologia FEM Análise de Elemen os Fini os FEUP Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o ICD Ins i u e o Compu a ional Design IJUP In es igação Jo em da Uni e sidade do Po o INESC Ins i u o de Engenha ia de Sis emas e Compu ado es NC Con olo Numé ico NURBS Non-Uni o m Ra ional B-Splines STL Es e eoli og a ia PLA Pliácido Lác ico 113 Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado C édi os de Imagem C édi os de Imagem Capí ulo 1 Figu a 1.01 - Imagem do au o ; Figu a 1.02 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 1.03 - Imagem do au o ; Figu a 1.04 - h p://pho o.ne /pho odb/pho o?pho o_id=5220119 [10-09-2014]; h p://placeb andingo publicspace. iles.wo dp ess. com/2013/02/12_ h2028-0035.jpeg [10-09-2014]; h p://s a ic.dezeen.com/uploads/2011/08/dezeen_ NonLin-Lin-Pa ilion-by-Ma c-Fo nes-THEVERYMANY_1.jpg [10-09-2014]; h p://a q4design.wo dp ess.com/2011/04/07/ op- 10-ob as-a qui ec onicas-las-muje es-mas-in luyen es/ [10-09- 2014]; Figu a 1.05 - Imagem do au o ; Capí ulo 2 Figu a 2.01 - Imagem do au o ; Figu a 2.02 - h p://www.medie alis s.ne /wp-con en / uploads/2010/10/medie al-cons uc ion.jpg [12-09-2014]; Figu a 2.03 - Sousa, 2010: 21; Figu a 2.04 - h p://joaquimne y. iles.wo dp ess.com/2013/09/ dsc_0425.jpg [12-09-2014]; 115 Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado 114 Tese de Mes ado In eg ado Manuel Oli ei a C édi os de Imagem Figu a 2.05 - h p://www.emobile.com.b /blog/ ahmaioli/wp- con en /uploads/si es/4/2014/02/And ea-Palladio-Villa-Cap a. jpg [10-09-2014]; - h p://www.cas agnaho el.i /wp-con en / uploads/2013/05/slide_ o onda01.jpg?h=350&zc=1 [25-09- 2014]; Figu a 2.06 - Sousa, 2010: 24; Figu a 2.07 - h p://you ma ke ingco.com/wp-con en / uploads/2013/07/he i age_1928_ ouge_model_a_575x426.jpg [12-09-2014]; Figu a 2.08 - h p://www. onda ionleco busie . /co buweb/ mo pheus.aspx?sysId=13&I isObjec Id=5061&sysLanguage= en-en&i emPos=44&i emCoun =78&sysPa en Id=64 [10-09- 2014]; - h p://www. onda ionleco busie . / Co buCache/410x480_2049_791.jpg [25-09-2014]; Figu a 2.09 - h p://3.bp.blogspo .com/-7wT sT3ZIiM/T- RiRpLMC6I/AAAAAAAABlM/QHXOa28 HOs/s1600/ in e io +o + he+c ys al+palace+by+ homs+pax on+1851+..jpg [25-09-2014]; Figu a 2.10 - Imagem do au o ; Figu a 2.11 - h p://en.wikipedia.o g/wiki/His o y_o _ compu ing_ha dwa e#media iewe /File:Z3_Deu sches_ Museum.JPG [10-09-2014]; Figu a 2.12 - h p://www.galinsky.com/buildings/ onchamp/ onchamp1l.jpg [10-09-2014]; Figu a 2.13 - h p://sag ada amiliagaudi.com/Vis a%20Gene al/ Fachada%20de%20la%20Na i idad%20-%201975.jpg [10-09- 2014]; Figu a 2.14 - h p://www.da idmoo epho og aphy.com.au/ media/images/Ope aHouse/1 o10/soh13.jpg [10-09-2014]; Figu a 2.15 - Imagem do au o ; Figu a 2.16 -h p://a s.clg.be lioz.online. /doc3e/a chi/geh y/ guggenheim2.jpg [25-09-2014]; Figu a 2.17 - Imagem do au o ; Figu a 2.18 -Sousa, 2010: 64; Figu a 2.19 - Imagem do au o ; Capí ulo 3 Figu a 3.01 - Lee, 1999: 2; Figu a 3.02 - Imagem do au o , baseada no quad o de Sousa (2010:73); Figu a 3.03 - h ps://ande sbi ge . iles.wo dp ess.com/2012/06/abs-ci y-hall-exhibi ion-001.jpg [08-09-2014]; - h p://aasa chi ec u e.com/wp-con en /uploads/Renzo-Piano-almos -comple e- Fonda ion-Je ome-Seydoux-Pa he-00.jpg [25-09-2014]; Figu a 3.04 - h p://3dshipblog. iles.wo dp ess.com/2014/04/3d_au ocad3_lg.gi [14-09-2014]; h p://www.3dm.com.b /wp-con en /uploads/2012/09/ u o ial- e i -2.png [14-09- 2014]; h p://essenziale-hd.com/wp-con en /uploads/2013/03/google-ske chup-7.jpg [14-09- 2014]; h p://www.simlab-so .com/Simlabimages/ske chup-impo e - o -3ds-max/ ske chup-impo e -3ds-max-sc eensho -1b.jpg [14-09-2014]; Figu a 3.05 -h p://www.ke inhous on.ne /blog/wp-con en /uploads/2010/11/Da cy-Thompson- mola-mo ph.gi [08-09-2014]; Figu a 3.06 - Imagem do au o ; Figu a 3.07 - h p://ad009cdnb.a chdaily.ne /wp-con en / uploads/2013/03/51423dc6b3 c4b43eb000059_se pen ine-galle y-pa ilion-2002- oyo-i o-cecil- balmond-a up_6-iii.jpg [14-09-2014]; Figu a 3.08 - h p://www. am.ac.uk/__da a/asse s/image/0005/223709/2006bc3067_libeskind_ spi al_model_290x290.jpg [14-09-2014]; Figu a 3.09 - h p://plus.ma hs.o g/issue42/ ea u es/ os e /ghe kin_wind_web.jpg [08-09-2014]; Figu a 3.10 - h p://i.y img.com/ i/pkcWGmznjQc/max esde aul .jpg [08-09-2014]; Figu a 3.11 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 3.12 - Sousa, 2010: 112; Figu a 3.13 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 3.14 - h p://images.gizmag.com/he o/china-3d-p in ed-houses.jpg [26-09-2014]; - h ps://www.shapeways.com/wo dp ess/wp-con en /uploads/2009/04/Radiola ia2. jpg [26-09-2014]; - h p://www.3de s.o g/images/obama-3d-p in -canal-house-6.png [26-09-2014]; Figu a 3.15 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 3.16 - Sousa, 2010: 120; C édi os de Imagem 117 Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado 116 Tese de Mes ado In eg ado Manuel Oli ei a Figu a 3.17 - h p://lgbegen. iles.wo dp ess. com/2010/11/29mulbe y- inal-p esen a ion.pd [26-09-2014]; - h p:// igu e-g ound.com/da a/de_young/0018.jpg [26-09-2014]; - h p://ad009cdnb.a chdaily.ne /wp-con en / uploads/2013/09/5227a35be8e44e0 5000004a_ he- u bulences- ac-cen e-jakob-mac a lane-a chi ec s_les_ u bulences_ ac_ cen e_-_-_jakob___mac a lane_-n_bo el_pho o_-_61-528x351. jpg [26-09-2014]; Figu a 3.18 - Sousa, 2010: 127; Figu a 3.19 - h p://w3.bwk. ue.nl/ ileadmin/bwk/ade/ wo kshops/op imal_ o ming.pd [15-09-2014]; Figu a 3.20 - h p:// anken-a chi ek en.de/index. de ail&lang=en&ca =6¶m=ca ¶m2=215¶m3=0& [15-09-2014]; - h p:// ololibe o.blogs.com/ ololibe o/a chi e/ images/NY/condenas 2.jpg [15-09-2014]; - h p://es.de ail-online.com/inspi a ion/si es/ inspi a ion_de ail_de/uploads/imagesResized/p ojec s/560_992- 10294-downloadansich en-Kuns haus_G az_01.jpg [26-09- 2014]; - h p://c1038. 38.c 3. ackcdn.com/g oup4/ building38574/media/lpko_bix_hschi e _1_neu_bea bei e .jpg [26-09-2014]; Figu a 3.21 - h p://www.cga chi ec .com/con en / po olioi ems/2012/11/65374/sa e-x-web_la ge.jpg [26-09- 2014]; Figu a 3.22 - h p://www.a chello.com/si es/de aul / iles/imagecache/media_image/s o y/media/060823_036_ Dokumen a ion_Ralph eine _004_PR.jpg [26-09-2014]; - h p://s3.amazonaws.com/eu opaconco si/p ojec _ images/4511719/060720_036_P oduk ionDe Elemen e_ ML_028_PR_ ull.jpg [26-09-2014]; - h p://www. ou hdoo .co.uk/uns uc u ed/ uns uc u ed_04/4.2/gan enbein_ ineya d_ acade4.jpg [26-09- 2014]; Capí ulo 4 Figu a 4.01 - h p://upload.wikimedia.o g/wikipedia/ commons/2/2e/Image-Disney_Conce _Hall_by_Ca ol_ Highsmi h_edi .jpg [04-09-2014]; Figu a 4.02 - h p:// b llc.com/images/Rick-Smi h.gi [29-09- 2014]; - h p://4.bp.blogspo .com/-XK04lFuUnX8/ URh9uOlpZ9I/AAAAAAAAAAM/qNZNFGU 82Y/s1600/ Pic+1.jpg [29-09-2014]; Figu a 4.03 - h p://a ch2o.com/wp-con en /uploads/2013/11/ A ch2O-Zaha-Hadid-Heyda -Aliye -Cen e -HAC_Ex e io _ Pho o-by-Hu on+C ow-1.jpg [04-09-2014]; Figu a 4.04 - h p:// he oxisblack.com/blogimages//Me cedes2. jpg [04-09-2014]; Figu a 4.05 - h p://uns udiocdn2.hos ing.ki a.nl//uploads/ o iginal/e1e38122-182c-4438-9 70-2a462646b8 d/2615067876 [04-09-2014]; - h p://1.bp.blogspo .com/-koR4 Dbus E/ UTJwqlP9klI/AAAAAAAAAJk/Hsod ywm Do/s1600/ UN+s udio.jpg [04-09-2014]; Figu a 4.06 - h p://housingp o o ypes.o g/images/e o a%2032. jpg [29-09-2014]; Figu a 4.07 - h p://www.des-comp.ne /blog/wp-con en / uploads/2009/10/091015_dua e.jpg [04-09-2014]; Figu a 4.08 - h p://www.oos e huis.nl/quicks a /index. php?id=135 [04-09-2014]; Figu a 4.09 - h p://c1038. 38.c 3. ackcdn.com/g oup1/ building2905/media/One%20No h%20(3).jpg [04-09-2014]; Figu a 4.10 - h p://upload.wikimedia.o g/wikipedia/ commons/8/84/Me opol_pa asol_02042011_001.jpg [04-09- 2014]; Figu a 4.11 - h p://www.capcbc.o g/zaha-hadid-phaeno- science-cen e -ge many-pho og aphe -we ne / [04-09-2014]; h p://a chi ec u e.mapolismagazin.com/si es/ de aul / iles/phaeno-science-cen e -6.jpg [04-09-2014]; h p://www.supe c i s.com/5/cms/con en / a icles/5720.DEBATE-11/1.Zaha-Wol sbu g/1.Wol sbu g- unde side/5720-1_1-Wol sbu g-unde side.jpg [04-09-2014]; Figu a 4.12 - h p://images.guggenheim-bilbao.es/s c/ C édi os de Imagem C édi os de Imagem 119 Manuel Oli ei a Tese de Mes ado In eg ado 118 Tese de Mes ado In eg ado Manuel Oli ei a uploads/2012/05/encons uccion.jpeg [29-09-2014]; Figu a 4.13 - h p://eliinba . iles.wo dp ess.com/2011/12/scan_ doc0026.jpg [29-09-2014]; Figu a 4.14 - h p://c6cc.h p.cdn.so laye .ne /80C6CC/ inspi emo e.com//wp-con en /uploads/2014/07/bilbao- guggenheim.jpg [04-09-2014]; Figu a 4.15 - h p://www.wallcoo.ne /ca oon/3d_comme cial_ a chi ec u al_ ende ings/images/Bi ds_Nes _Beijing%20 Na ional%20S adium_A chi ec u al_Rende ings_8007.jpg [04- 09-2014]; Figu a 4.16 - h p://be e a chi ec u e. iles.wo dp ess. com/2011/12/beijing-na ional-s adium-s uc u e1.jpg [04-09- 2014]; Figu a 4.17 - h p:// iplesumme .com/wp-con en / uploads/2012/12/emp-mona ail-sea le-F ank-Geh y1-1280x648. jpg [05-09-2014]; Figu a 4.18 - h p://www.hal en.com/~mi/482/452/zollho - dusseldo .jpg [05-09-2014]; Figu a 4.19 - h p://www.domusweb.i /con en /dam/domusweb/ en/a chi ec u e/2014/06/26/landesga enschau_exhibi ion_ hall/09-laga-p ojec .jpg [05-09-2014]; Figu a 4.20 - h p://ad009cdnb.a chdaily.ne /wp- con en /uploads/2014/06/53ab68b0c07a80e73200013c_ landesga enschau-exhibi ion-hall-icd-i ke-iigs-uni e si y-o - s u ga _diag am_-2--1000x666.png [29-09-2014]; Figu a 4.21 - h p://icd.uni-s u ga .de/wp-con en /galle y/laga_ ab ica ion/pic_07.jpg [29-09-2014]; Figu a 4.22 - h p://www.som.com/FILE/19248/ chha apa i_1575x900_g k_ obe polido i_06jpg. jpg?h=800&s=17 [05-09-2014]; Figu a 4.23 - h p://i.dailymail.co.uk/i/pix/2009/11/20/a icle- 1229540-074BF70F000005DC-77_634x364.jpg´ [05-09-2014]; Figu a 4.24 - h p://c1038. 38.c 3. ackcdn.com/g oup5/ building41989/media/uqig_weinbau_gan enbein_ assade.jpg [05-09-2014]; Capí ulo 5 Figu a 5.01 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.02 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.03 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.04 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.05 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.06 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.07 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.08 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.09 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.10 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.11 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.12 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.13 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.14 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.15 - Imagem da au o ia de DFL; Figu a 5.16 - Imagem do au o ; Figu a 5.17 - Imagem do au o ; Figu a 5.18 - Imagem da au o ia do p o . José Ped o Sousa; C édi os de Imagem C édi os de Imagem