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Avaliação andrológica em doentes submetidos a prostatectomia radical

Nuno Miguel Rodrigues Santos

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Mes ado In eg ado em Medicina - Ano Le i o 2014/2015 A igo de In es igação Médica AVALIAÇÃO ANDROLÓGICA EM DOENTES SUBMETIDOS A PROSTATECTOMIA RADICAL Nuno Miguel Rod igues San os O ien ado : D . José Manuel Queimada da Sil a Soa es Co-O ien ado : P o esso Dou o José Ma ia Fe ei a La Fuen e de Ca alho Po o 2015 2 Mes ado In eg ado em Medicina Ano Le i o 2014/2015 AVALIAÇÃO ANDROLÓGICA EM DOENTES SUBMETIDOS A PROSTATECTOMIA RADICAL Nuno Miguel Rod igues San os Aluno do Mes ado In eg ado em Medicina/ 6.º Ano P o issionalizan e Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza | Uni e sidade do Po o Rua de Jo ge Vi e bo Fe ei a nº 228, 4050-313 Po o, Po ugal D . José Manuel Queimada da Sil a Soa es Assis en e Hospi ala G aduado de U ologia Cen o Hospi ala do Po o / Hospi al San o An ónio La go P o . Abel Salaza 4099-001 PORTO, Po ugal P o esso Dou o José Ma ia Fe ei a La Fuen e de Ca alho P o esso Ca ed á ico Con idado ICBAS com Ag egação Cen o Hospi ala do Po o / Hospi al San o An ónio La go P o . Abel Salaza 4099-001 PORTO, Po ugal 3 Resumo In odução: O ca cinoma da p ós a a é na a ualidade um dos p incipais p oblemas de saúde do homem. Planos de as eio com base na medição dos alo es o al de an igénio p os á ico especí ico e a ealização de oque e al con ibuí am pa a a maio de eção de neoplasias numa ase p ecoce, em que a p os a ec omia adical cons i ui o a amen o “gold- s anda d”. Embo a ealizada com in ui o cu a i o, complicações podem ad i do a o ci ú gico como a dis unção e é il. Obje i os: C iação de base de dados e es udo es a ís ico das a iá eis and ológicas p é- de inidas. Es abelecimen o do g au de conco dância en e o sco e combinado de Gleason da biópsia ans e al e a peça ci ú gica. A conco dância en e essonância magné ica mul ipa amé ica da p ós a a e a análise his ológica da peça ci ú gica quan o ao pa âme o “doença ex a-p os á ica”. Análise do g au de dis unção e é il nos doen es incluídos na amos a pa a os quais exis em dados em p ocesso clínico ele ónico. Ma e ial e Mé odos: C iação de base de dados e e en e a doen es consul ados en e Janei o de 2013 e Janei o de 2015. T abalho es a ís ico desc i i o, com elabo ação de g á icos de ba as e ci cula es e e en es às a iá eis and ológicas p é-de inidas. Resul ados: A conco dância en e sco e combinado de Gleason da biópsia e peça ci ú gica oi de 56,6%. Foi es abelecida a conco dância en e a essonância magné ica mul ipa amé ica e a his ologia da peça ci ú gica quan o ao pa âme o “doença ex a p os á ica” que se e elou de 68,9%. A análise dos doen es em p ocesso clinico ele ónico, e elou a exis ência de dis unção e é il em di e en es g aus em 82,6%. Conclusões: A biópsia ans e al da p ós a a não pe mi e uma a aliação co e a da ex ensão e di e enciação da neoplasia da p ós a a. A essonância magné ica pa amé ica cons i ui um mé odo de es adiamen o clínico com um g au de conco dância mode ado com a his ologia da peça ci ú gica. Pala as-Cha e: Neoplasia, P ós a a, P os a ec omia, Biópsia, Sco e de Gleason, Ressonância Magné ica Mul ipa amé ica, Dis unção E é il. 4 Abs ac : In oduc ion: P os a e cance is nowadays one o he majo heal h p oblems in males. Sc eening plans based upon he use o o al p os a e-speci ic an igen alues and digi al ec al examina ion ha e achie ed a highe deg ee o ea ly p os a e cance de ec ion in which adical p os a ec omy plays a majo ole as he “gold-s anda d” ea men . E en hough i is used wi h cu a i e in en , he e a e complica ions ha may be ela ed o he su gical ac such as e ec ile dis unc ion. Aim: C ea ion o a da abase and s a is ical s udy o he p ede ined and ological a iables. Es ablishing he combined Gleason sco e deg ee o conco dance be ween ans ec al biopsy and su gical sample. I will also be es ablished he deg ee o conco dance be ween mul ipa ame ic magne ic essonance and su gical sample in iden i ying ex a-p os a ic disease. S udy o he e ec ile dis unc ion le els in pa ien s included in he p esen sample, o hose who had da a in hei clinical p ocesses. Me hods: C ea ion o a da abase conce ning pa ien s who unde gone consul a ions be ween Janua y 2013 h ough Janua y 2015. Desc ip i e and g aphical s a is ical wo kup o he p ede ined and ological a iables. Resul s: The conco dance o he combined Gleason sco e be ween biopsy and su gical sample was 56,6%. The deg ee o mul ipa ame ic magne ic essonance conco dance wi h he su gical sample, ela ed o he opic “ex a-p os a ic disease” was 68,9%. Sexual heal h s a us was analyzed in hese pa ien s and i e ealed he exis ence o di e en deg ees o e ec ile dys unc ion in 82,6%. Conclusions: T ans e al p os a ic biopsy doesn´ allow a co ec e alua ion o he ex ension and di e en ia ion o p os a e malignan disease. Pa ame ic magne ic nuclea esonance is a me hod o be used in clinical s aging phases wi h a mode a e deg ee o conco dance be ween he imagiological indings and su gical sample his ology. Keywo ds: Neoplasm, P os a e, P os a ec omy, Biopsy, Gleason Sco e, Mul ipa ame ic Magne ic Ressonance, E ec ile Dys unc ion. 5 In odução O ca cinoma da p ós a a ep esen a um dos mais p eocupan es p oblemas de saúde nacional e mundial. Cons i uí a 2ª causa de mo e po canc o nos Homens, apenas ul apassado pelo canc o do pulmão, com uma incidência de 82 casos po 100 000 habi an es e uma mo alidade de 33 po 100 000 habi an es. Rep esen a, po conseguin e, 3,5% de odas as mo es que oco em no con ex o nacional 1,2. Na e iologia do ca cinoma da p ós a a coexis em múl iplos a o es de isco, como os die é icos (die as icas em go du as sa u adas e ele ado con eúdo p o eico), a o es ho monais, a idade a ançada e a his ó ia amilia 3. Es udos in e nacionais e elam que 90% das neoplasias são diagnos icas num es adio p ecoce o que possibili a axas de sob e i ência aos 5, 10 e 15 anos de 99%, 95% e 82% espe i amen e4,5. Assim, ecomenda-se a aliação anual a pa i dos 50 anos (dos 45 anos, em caso de his ó ia amilia do 1.º g au e diagnos icado an es dos 60 anos), o oque ec al (TR) e doseamen o o al de An igénio Especí ico da P ós a a (PSA)5,6. A p os a ec omia adical (PR) é o a amen o “gold-s anda d” pa a a abo dagem e apêu ica da neoplasia da p ós a a no es ádio inicial. Toda ia é undamen al ealça que a abo dagem a doen es com canc o da p ós a a não é igual pa a odos os doen es, sendo necessá io ponde a as di e en es opções e apêu icas consoan e o pe il indi idual de cada doen e,7,8,9. Uma complicação da PR mui o p e alen e é a dis unção e é il ou dec éscimo de unção e é il e idenciada p e iamen e ao momen o ci ú gico, com g ande impac o psicológico.10,11 Pa a a aliação da dis unção e é il (DE), impõe-se a exis ência de um egis o p é io ao a o ci ú gico e ealce do g au de dis unção e é il p é-exis en e pa a possibili a uma melho abo dagem da sua dis unção no momen o pós-ci ú gico.10,11 P e ende-se, po conseguin e, a ealização de um abalho es a ís ico e a b e e ca ac e ização do es ado p é-PR nos doen es pa a quais exis em dados disponí eis esul an es do p eenchimen o do Índice In e nacional de Função E é il (IIEF), uma escala subje i a u ilizada pa a a desc ição dos doen es quan o a es e pa âme o. A elabo ação do p esen e abalho, p e ende ealiza a a aliação and ológica das di e en es a iá eis conside adas, p é ias ao momen o ci ú gico, como a idade, PSA o al p é io ao esul ado da biópsia, alo de es os e ona o al, p olac ina, LH, es adiol e lep ina. Sco e combinados de Gleason na biópsia, Sco e de Gleason na peça ci ú gica, a compa ação en e os dois sco es, la e alidade, g au de suspei a aquando da ealização do oque e al se ão ambém abo dados. 6 Pa a a análise es a ís ica dos dados p e iamen e enunciados o am incluídos os doen es, que no deco e do es adiamen o clínico ealiza am essonância magné ica (RM) mul ipa amé ica e/ou cin ig a ia, bem como o núme o de ci u gias ealizadas de o ma abe a/lapa oscópica com ou sem écnica de “ne e-spa ing”. Ma e iais e Mé odos População A in o mação u ilizada na p esen e análise ad ém de um p ocesso de ecolha de dados p esen es em p ocesso clínico ele ónico e egis ados pelos médicos assis en es no âmbi o das consul as ealizadas ao longo do pe íodo de Janei o de 2013 a Janei o de 2015 no Cen o Hospi ala do Po o / Hospi al San o An ónio. O p esen e es udo oi a aliado e ap o ado com pa ece posi i o pela Comissão de É ica do CHP-HSA (Re ª 2015.019(019-DEFI/006-CES) ga an indo-se o al sal agua da de anonima o e andomização dos dados em análise. Fo am conside ados elegí eis como memb os in eg an es da amos a em es udo os doen es que no pe íodo en e Janei o de 2013 e Janei o de 2015 eco e am a consul a onde se e á op ado pela ealização de biópsia ans e al pe an e suspei a de neoplasia da p ós a a. Des a o ma, a amos a p incipal, se á cons i uída po doen es que ap esen a am esul ado de biópsia posi i a pa a ca cinoma da p ós a a e o am subme idos a p os a ec omia adical no mesmo pe íodo de empo, pa a pos e io análise das di e en es a iá eis and ológicas mais ele an es. A ca ac e ização da unção sexual, oi a aliada em odos os doen es que ealiza am biópsia consul ados en e Janei o de 2013 e Janei o de 2015 no âmbi o da consul a ealizada pe an e suspei a clínica de neoplasia da p ós a a. Exis em dados disponí eis no p ocesso clínico ele ónico ace ca da espos a ao ques ioná io da escala subje i a do IIEF-5 que pe mi i am a ealização do es udo es a ís ico. Ins umen os de A aliação A escala do IIEF-5 (adap ada do “Sexual Heal h In en o y o Men” (SHIM) é um elemen o de a aliação subje i a do es ado de unção sexual de um indi iduo alidado em mais de 10 línguas que p ocu a a a és das espos as dadas a um o al de 5 ques ões pa a as quais exis em 5 possibilidades de espos a, adqui i in o mação ace ca do es ado da unção sexual dos doen es pa a pos e io di isão dos mesmos po ca ego ias de dis unção. Des a o ma, igu am nos ques ioná ios p eenchidos pelos doen es em con ex o da consul a, as seguin es 5 ques ões:  Como classi ica o seu g au de con iança pa a man e a e eção? 7  Quando e e e eções po es imulação sexual, quan as ezes essa e eção oi su icien emen e i me pa a a pene ação?  Du an e as elações sexuais, quan as ezes é que conseguiu man e a e eção após a pene ação?  Du an e as elações sexuais oi di ícil man e a e eção a é ao inal?  Quando en ou e elações sexuais, quan as ezes e e sa is ação? A possibilidade de espos a a ia en e 0 a 5 pon os pa a cada ques ão e consoan e os ní eis de di iculdade e idenciados pelo doen e, sendo o sco e máximo possí el de 25 pon os. O g au de DE é ep esen ado segundo es a escala de o ma dec escen e, ou seja, sco es supe io es ep esen am ausência ou meno g au de dis unção do que sco es in e io es que são ep esen a i os de maio dis unção. Análise Es a ís ica A análise es a ís ica oi ealizada com ecu so ao p og ama Excel e são 15.0.45. Foi u ilizada a abo dagem baseada na u ilização de mé odos es a ís icos desc i i os pa a a ca ac e ização da amos a, quan o às di e en es a iá eis p é-es abelecidas como obje o de es udo, endo-se p ocedido a uma análise uni a iada com ob enção da média e mediana dos alo es e cálculo de des io-pad ão. A ep esen ação des es mesmos esul ados, e numa pe spe i a de ap esen ação pa a melho sis ema ização, oi ealizada sob e a o ma de g á icos de ba as e ci cula es. A ca ac e ização dos doen es quan o ao es ado de unção sexual p é-ci ú gico, median e a aliação pela escala subje i a do IIEF-5, oi ealizada com uma di isão dos mesmos po ca ego ias: sem DE; com DE ligei a; com DE ligei a a mode ada; com DE mode ada e com DE se e a. Com base nes a di isão p ocedeu-se à ealização do soma ó io dos doen es em cada g upo e dis ibuição pelas di e en es ca ego ias pa a a ep esen ação g á ica e discussão. Pa a compa ação dos Sco es de Gleason en e biópsia e peça ci ú gica, com o in ui o de a e igua o g au de e icácia na g adação das amos as, p ocedeu-se à ob enção do núme o e pe cen agem de coincidência en e os sco es. Pa a o es abelecimen o do g au de conco dância da RM mul ipa amé ica em p e e a exis ência de doença ex a-p os á ica na peça ci ú gica oi aplicada a ó mula (VN+VP)/N, onde “VN” se e e e a esul ados e dadei os nega i os, “VP” a e dadei os posi i os e “N” ao núme o o al de doen es amos ados pa a a aliação. 8 Resul ados Uma amos a p incipal cons i uída po 177 doen es com biópsia posi i a oi u ilizada pa a a elabo ação de g ande pa e da p esen e análise. Numa ase inicial, após seleção dos doen es com biópsias posi i as e que ealiza am p os a ec omia adical, en e Janei o de 2013 a Janei o de 2015, ob e e-se um o al de 182 doen es. Fo am eliminados 5 doen es po não ap esen a em os dados egis ados em p ocesso clinico ele ónico/manual. A idade média da amos a (N=177) oi de 64 (DP=7) anos. Num o al de 173 doen es, com os dados egis ados em p ocesso clínico e e en e ao alo de PSA o al, o alo médio oi de 8,4 (DP=5,9). No es udo do g au de conco dância en e os Sco es de Gleason da biópsia e na peça ci ú gica, p ocedeu-se à elabo ação da mediana dos alo es ob idos em cada subg upo e e i icou-se uma mediana dos sco es de 7 em ambos. O Sco e de Gleason Combinado da biópsia pa a um o al de 177 doen es oi igual a 6 em 78 doen es; igual a 7 pa a 81 doen es; igual a 8 em 13 doen es; igual a 9 pa a 3 doen es G á ico 1 – Sco e de Gleason Combinado da biópsia O Sco e de Gleason Combinado e e en e à peça ci ú gica pa a um o al de 177 doen es oi igual a 6 pa a um o al de 23 doen es, igual a 7 em 135 doen es, igual a 8 pa a 8 doen es e igual a 9 em 7 doen es. 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Sco e Gleason Combinado = 6 Sco e Gleason Combinado = 7 Sco e Gleason Combinado = 8 Sco e Gleason Combinado = 9 Sco e de Gleason Combinado - Biópsia 9 G á ico 2 – Sco e de Gleason Combinado da Peça Ci ú gica A pe cen agem de conco dância oi es abelecida a a és da cons a ação es a ís ica do núme o de casos em que o sco e de Gleason combinado da biópsia se ap esen a a igual ao sco e de Gleason Combinado da peça ci ú gica, ou seja, a a és da soma dos esul ados e sua di isão pelo N o al de casos, endo-se ob ido uma pe cen agem de conco dância de 56,6% e não conco dância de 43,4% G á ico 3 - Conco dância en e Sco es de Gleason Combinados da Biópsia e Peça Ci ú gica. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 Sco e Gleason Combinado = 6 Sco e Gleason Combinado = 7 Sco e Gleason Combinado = 8 Sco e Gleason Combinado = 9 Sco e de Gleason Combinado - Peça Ci u gica 43,4% 56,6% Pe cen agem de Conco dância Biópsia/Peça Ci ú gica Não conco dan e Conco dan e 16 10- Walsh Pc, Donke Pj; Impo ence ollowing adical p os a ec omy: insigh in o e iology and p e en ion; J U ol; 1982; Sep; 128(3):492 11- Eisemann N, Nol e S, Schnoo M, Ka alinic A, Rohde V, Waldmann A, The P oCaSP s udy: quali y o li e ou comes o p os a e cance pa ien s a e adio he apy o adicalp os a ec omy in a coho s udy; BMC U ol. 2015 Ap 10;15(1):28. doi: 10.1186/s12894- 015-0025 12- Jan-E ik Johansson, MD, PhD; O e And én, MD; Swen-Olo Ande sson, MD, PhD; Paul W. 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