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Não, Senhor Ministro!

Rui Trindade

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A igo no ícias do Dia-a-dia com no o ende eço www.apagina.p / Dia-a-Dia Edição Imp essa Úl imo jo nal Nº 184 Dezemb o 2008 Nº 184 em Fo ma o PDF PEDIDOS de assina u a do jo nal ( Po ugal e es an g ei o ) A qui o ARQUIVO de j o nais an e io es TEXTOS a qui ados po au o es HOJE: 6.508 ex os on-line Pesquisa o a qui o Ou F ase nmlkjinmlkj Pesquisa Dos LEITORES Pa a subme e a igos, le eg as aqui: PROPOSTAS de publicação INQUÉRITOS em o ação A Página da Educação A qui o - A i g o Não, Senho Minis o! No dia 10 de Fe e ei o de 2001 assis i, no âmbi o de um Seminá io Nacional p omo ido pela Fede ação Concelhia das Associações de Pais do Po o, a um discu so p o e ido pelo ac ual Minis o da Educação, Augus o San os Sil a, o qual, de ido ao conjun o de ideias que o sus en a am, sob e udo no que conce ne à e isão cu icula do Ensino Secundá io, cons i ui mo i o su icien e de e lexão sob e o sen ido da polí ica educa i a da ac ual equipa minis e ial ela i amen e a es e ní el de ensino. Exmº S . Minis o: Con esso que só um minis o da Educação me consegui ia i i a assim. Embo a ambém de a econhece que necessi o de emon a aos empos da senho a dona Manuela Fe ei a Lei e pa a en a desc e e uma sensação algo pa ecida. A sensação de incomodidade despe ada pela a ogância de uma lição descabida, a a és da qual ou i um go e nan e eclama a sua condição de cien is a com o in ui o de nos ensina a dis ingui ac os de opiniões, pa a cala as ozes c í icas daqueles que nessa assembleia ousa am du ida das médias es a ís icas que os Se iços do Minis é io da Educação elabo a am a p opósi o do a io p o esso / alunos ou do a io alunos / compu ado . S . Minis o, longe de mim du ida da hones idade e da compe ência desses se iços, mas c eio que é legí imo conside a es anho que alguém com as suas quali icações se enha esquecido de eco e a uma medida ão impo an e como o des io-pad ão p a a undamen a o seu discu so op imis a sob e as condições ma e iais e logís icas que as escolas p ossuem pa a cump i o seu manda o educa i o. Como ê, a minha capacidade de escu a e comp eensão oi desde logo pos a à p o a no início do seu discu so. Toda ia, decidi a g uen a . Espe a a Au o do A igo Rui T indade Faculde de Psicologia e Ciências da Educação da Uni e sidade do Po o [email p o ec ed] In . sob e o a igo Jo nal "a Página" Nº 102 Ano 10 | Maio 2001 Pag. 12 Imp imi es e a igo Ve são pa a imp essão Ab e uma no a janela com es e a igo numa e são mais amiga da imp esso a. LIVRARIA PUBLICIDADE EXTERNA Page 1 o 5 05-03-2009h p://www.apa g ina.p /a qui o/A i g o.asp?ID=1406 INQUÉRITOS em a qui o CONTACTOS e ca as à edacção ansiosamen e o que V. Ex ª inha a dize sob e a e isão cu icula do Ensino Secundá io, depois de e escu ado o P o esso Domingos Fe nandes a con i ma a apos a na ia da dualização cu icula do Secundá io, a a iança que os adolescen es des e p aís e iam semp e a possibilidade e a libe dade de op a pelo ipo de cu sos que mais lhes con iessem e a de ende , a pés jun os, que aquela e isão cu icula pe mi i ia, inalmen e, inicia o p ocesso de eabili ação social e educa i a dos Cu sos Tecnológicos. V. Exª con i mou odas as pala as do di ec o do DES, mas à libe dade de opção que es e de ende a, con apôs, an es, o p incípio da igualdade de opo unidades, ce amen e po que sabe que qualque discu so me i oc á ico se cons ói e se consolida a pa i da p emissa da possibilidade indi idual das escolhas que o P o esso Domingos Fe nandes enal ece a. Fo a es e pequeno po meno es i e am ambos em sin onia. Igno a am os Cu sos Ge ais e o p ocesso de a aliação no Ensino Secundá io. Apos a am num egis o ambíguo que nunca pe mi iu des aze um equí oco nodal en e os Cu sos Tecnológicos e os Cu sos das Escolas P o issionais. Ou seja, a i i ação que sen i e e an o a e com o que V.Exª não disse, como com aquilo que V. Exª oi dizendo ao longo de um discu so de uma ho a e meia que começa a com a p omessa de uma pequena in e enção de in e minu os. N esse im de a de pude comp eende , con udo, p o que é que V. Exª, enquan o Minis o da Educação, inha pa icipado num deba e ele isi o com es udan es do Ensino Secundá io ou a é po que é que i ia esc e e a ca a abe a, que o "Público" di ulgou, a uma Sa a imaginada, uma aluna a equen a um p e enso e inde inido 10º ano de escola idade. Pe cebi, en ão, que do pon o de is a da c edibilidade pública que necessi a pa a implemen a a e isão cu icula do Ensino Secundá io, se ia mais an ajoso pola iza a discussão em o no das ei indicações publici adas p elos alunos des e ní el de ensino: as aulas de 90 minu os, a implemen ação da á ea da Educação Sexual, o 13º ano ou a ex inção p og essi a dos "Nume us Clausus". Delimi ando, des e modo, os e mos do deba e em unção das con eniências p olí icas do Minis é io que di ige, V. Exª não só ga an i ia uma p esumí el i ó ia num comba e desigual, como pode ia con inua a iludi , aos olhos da opinião pública, alguns dos p incipais p oblemas com que se deba e, hoje, o nosso Ensino Secundá io. A imagem de abe u a, igo e Cu sos Fo mação Mais de 20 cu sos especializados. Ma e ial p á ico e audio isual. www.ceac.p Cu so Auxil. Fisio e apia Ho á io: 10h-13h, 2ª e 4ª (Po o) Ú l imas insc ições | Início: 16/3 www. o med.com.p P omoção ZON TVCABO Comece já a poupa com o se iço TV+NET+PHONE. 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Enquan o os exames p ode ão se , e en ualmen e, jus i icados pelo ac o de cons i ui em um ins umen o necessá io no âmbi o do p ocesso de selecção e acesso ao Ensino Supe io , as p o as globais, a é p o a em con á io, cons i uem um despe dício de ene gia de alunos e p o esso es, condicionam de o ma nega i a o desen ol imen o das ac i idades lec i as, assumem-se, em úl ima análise, como um anac onismo pedagógico e só não são e adicadas p o que impo a man e a icção de uma p e ensa e ilusó ia exigência académica que ocul a mais do que aquilo que e ela sob e o desempenho escola dos alunos; b ) de endeu a impo ância es a égica e o p ocesso de c edibilização dos Cu sos Tecnológicos no âmbi o do ala gamen o p og essi o do Ensino Secundá io, a pa i da de esa dos p essupos os p edagógicos que ca ac e izam os Cu sos das Escolas P o issionais, iludindo, con udo, o ac o des es cu sos se desen ol e em em escolas comple amen e dis in as, do pon o de is a o ganizacional e ins i ucional, das Escolas Secundá ias; c) insis iu na necessidade da escola encon a um ou o ipo de a iculação com o me cado de abalho, a a és de uma a gumen ação que nunca p oblema izou o papel des e me cado no âmbi o do desen ol imen o dessa elação, o que cons i ui um modo de pedagogiza uma p oblemá ica que diz espei o, sob e udo, ao modelo de desen ol imen o e à dinâmica económico-polí ica da sociedade em que i emos; Page 3 o 5 05-03-2009h p://www.apa g ina.p /a qui o/A i g o.asp?ID=1406 d) demons ou uma a i ude assumidamen e c í ica ace à disciplina de Técnicas Labo a o iais de Biologia (T.L.B.), designando-a i onicamen e po T.T.L.B. (Teo ia das Técnicas Labo a o iais de Biologia), pa a jus i ica o maio peso a a ibui ao ensino expe imen al nas disciplinas de Física, Química ou Biologia. Não pondo em causa a bondade da medida p opos a, in e ogo-me, con udo, quando ao modo como é que os p o esso es i ão compa ibiliza as exigências do ensino expe imen al com os cons angimen os impos os pelas p o as globais e os exames nacionais ela i os a essas mesmas disciplinas. Já não e oco a ques ão das condições ma e iais necessá ias pa a implemen a ais medidas, nem p e gun o po que azão aqueles p o esso es que ans o ma am T.L.B. em T.T.L.B. deixa ão de p ocede de o ma idên ica como docen es daquelas disciplinas; e) igno ou os Cu sos Ge ais, a sua al a de sen ido educa i o e os p oblemas es u u ais que os a ligem. O a, e epo ando-me apenas aos p og amas das disciplinas, não c eio que o seu enciclopedismo, a especialização p ecoce e supe icial que os seus con eúdos es imulam ou a sua inu ilidade o ma i a possam se minimamen e equacionados, e mui o menos pos os em causa, com o ala gamen o do leque das qua o opções exis en es pa a as se e opções p opos as, ago a, pelo Minis é io da Educação; ) não explicou po que é que se adia pa a legislação p os e io ao Dec e o-Lei n ∫ 7/2001, a egulamen ação dos se e Cu sos Ge ais e dos dezasse e Cu sos Tecnológicos; a homologação dos p og amas das disciplinas; a de inição das condições de pe meabilidade en e cu sos que o di ec o do DES oi enal ecendo como a ped a de oque do p ocesso de e isão; a de inição do p ocesso de a aliação ou, en e ou as, a po a ia de habili ações pa a a docência. S . Minis o, e lec indo sob e o discu so p o e ido p o V. Exª não encon o azões pa a pa ilha do seu op imismo sob e o impac o da e isão cu icula do Ensino Secundá io. Quan o aos Cu sos Ge ais es amos alados. Não se á o ala gamen o do leque de opções que esol e á os p oblemas que os a ec am e, ao con á io do que ou os ap egoam, a é me pa ece que as á eas cu icula es não- disciplina es, po que enquad adas num ambien e cu icula eminen emen e escolás ico, di icilmen e susci a ão expe iências educa i as minimamen e Page 4 o 5 05-03-2009h p://www.apa g ina.p /a qui o/A i g o.asp?ID=1406 ˙ eis e signi ica i as. Bem pelo con á io, pode ão cons i ui a é uma no a on e de p oblemas que, espe a-se, o bom senso dos p o esso es possa, mais uma ez, ajuda a minimiza . No que diz espei o aos Cu sos Tecnológicos, não c eio que se possa subes ima a complexidade do desa io a en en a . São necessá ios in es imen os a ul ados, impo a comp eende a dimensão das ans o mações o ganizacionais que a implemen ação desses cu sos aca e a, con ém legisla de o ma adequada no que conce ne à homologação desses mesmos cu sos, à qualidade dos p og amas das disciplinas e à de inição do pe il e das compe ências exigidas aos p o esso es que i ão lecciona nas no as á eas a c ia . Exis em, igualmen e, ou as condições a espei a que dependem de decisões a assumi po ou os agen es sociais colocados a jusan e da escola. Pode á V. Exª ga an i is o, S . Minis o ? Pode á V. Exª ga an i que o Ensino Secundá io deixa á de se um espaço de pa queamen o que, po ezes, se ans o ma num espaço de insucesso escola e de insucesso pessoal de mui os daqueles que o p e co em ? Pode á V. Exª ga an i , igualmen e, que o Ensino Secundá io deixa á de se pe cebido como uma e apa da ida escola que o Ensino Supe io acaba di ec amen e po sob ede e mina ? E, inalmen e, pode á V. Exª ga an i , ainda, que a a és do p ocesso de dualização cu icula em cu so, não se es á a con ibui , a inal, pa a sal agua da o p ocesso de eli ização académica, na u alizando os p essupos os cul u ais, p edagógicos e cu icula es que o po enciam e c iando, simul aneamen e, a ilusão de uma ia al e na i a que na p á ica nunca passa á de uma icção pa a um núme o signi ica i o daqueles que op a em pelos Cu sos Tecnológicos ? N ão, S . Minis o, não o pode á ga an i . E é exac amen e po que sei que não o pode á aze que me sen i ão incomodado com o om de um discu so que equen emen e oçou a in ole ância. Rui T indade Uni e sidade do Po o Page 5 o 5 05-03-2009h p://www.apa g ina.p /a qui o/A i g o.asp?ID=1406