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Limitações Terapêuticas em Indivíduos Portadores de Demência Avançada

João Filipe Alves Mesquita Rosinhas

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INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOMÉDICAS DE ABEL SALAZAR – UNIVERSIDADE DO PORTO Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada Mes ado In eg ado em Medicina João Mesqui a Rosinhas Julho de 2012 Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 1 LIMITAÇÕES TERAPÊUTICAS EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE DEMÊNCIA AVANÇADA Au o es e A iliações: João Filipe Al es Mesqui a Rosinhas, Es udan e do Mes ado In eg ado em Medicina - ICBAS Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o Rua de Jo ge Vi e bo Fe ei a nº228, 4050-313, Po o, Po ugal E-mail: [email p o ec ed]. ele one:918666781 D a. Isabel C is ina Machado Ba bedo de Oli ei a, Assis en e em Medicina In e na - CHP (O ien ado a) Se iço de Medicina do Cen o Hospi ala do Po o La go P o . Abel Salaza 4099-001, Po o, Po ugal P o esso D . Má io Paulo Canas a Aze edo Maia, P o esso Associado Con idado - ICBAS (Co-O ien ado ) Se iço de Cuidados Poli alen es 1 do Cen o Hospi ala do Po o La go P o . Abel Salaza 4099-001, Po o, Po ugal Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza da Uni e sidade do Po o Rua de Jo ge Vi e bo Fe ei a nº228, 4050-313, Po o, Po ugal Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 2 Resumo Objec i os: O objec i o des e es udo é ca ac e iza um g upo de doen es com demência a ançada quan o às suas ca ac e ís icas demog á icas e clínicas e a alia de que o ma oi ei a a sua in es igação clínica e in e enção e apêu ica. Tipo de es udo: Es udo e ospec i o de e isão de p ocessos clínicos elec ónicos Local: Unidades A, B, C e D do Se iço de Medicina do Cen o Hospi ala do Po o, Po ugal. População: Cen o e oi en a episódios, e e en es a 156 doen es com mais de 67 anos e demência a ançada (es ádio FAST supe io a 6c). Mé odos: Fo am a aliados os pa âme os idade, sexo, diagnós ico de demência, mo i o, local e empo de in e namen o, doenças concomi an es, a aliação pela escala de Ka no sky, decisões de DNR (do no esusci a e), e e enciação da al a, mo alidade, moni o ização de sinais i ais, exames auxilia es de diagnós ico e e apêu ica ( a macológica e p ocedimen os) Resul ados: A maio ia das demências oi de e iologia ascula (46.1%) ou doença de Alzheime (27.8%), sendo desconhecida a e iologia em 24.4% dos casos. O p incipal mo i o de in e namen o oi in ecção (92.8%), sob e udo espi a ó ia e do ac o u iná io. As e apêu icas incluí am an ibió icos (95.6%, 65.1% de la go-espec o), analgésicos (55.0%, 44.4% des es opióides), seda i os/ansiolí icos/hipnó icos (40.0%) e aminas asop esso as (2.2%).Os doen es o am subme idos a nu ição a i icial (36.7%), ans usão de hemode i ados (17.8%), BIPAP (3.3%), oxigeno e apia (83.3%), isio e apia (6.7%), alimen ação po sonda (45.6%), ca e e ismo u iná io (56.7%), ca e e ismo enoso cen al (0.6%), colocação de d eno o ácico (1.1%) e eanimação ca dio espi a ó ia (0.6%). Obse ou-se que pa a es ádios mais a ançados de demência assumem-se mais decisões de DNR (p=0.001), colocam-se mais sondas nasogás icas (p=0.001) e u ilizam-se mais aio-X (p=0.044). Pa a es ádios menos a ançados, u ilizam-se mais TAC’s ( omog a ias axiais compu ado izadas) (p<0.001). Conclusão: Ve i icou-se um meno in es imen o na in es igação clínica da população com demência mais a ançada, não se e i icando, no en an o, di e enças signi ica i as, en e os es ádios de demência, na e apêu ica ins i uída. Pala as-cha e: Demência a ançada; Limi ações e apêu icas; Cuidados palia i os; Doença e minal; In e namen o hospi ala Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 3 Abs ac Objec i es: The objec i e o his s udy was o cha ac e ize a g oup o pa ien s wi h ad anced demen ia on hei demog aphic and clinical ea u es and e alua e hei clinical in es iga ion and he apeu ics. Design: Re ospec i e explo a o y s udy using elec onic clinical iles. Se ing: Uni ies A, B, C and D o he Medicine Se ice o he Cen o Hospi ala do Po o, Po ugal. Pa icipan s: One hund ed and eigh y episodes om 156 pa ien s o e 67 yea s old wi h ad anced demen ia (FAST s age g ea e hen 6c). Ma e ial and Me hods: Age, sex, demen ia’s diagnosis, chie complain , place and leng h o s ay, como bidi ies, Ka no sky Pe o mance Scale e alua ion, DNR (do no esusci a e) decisions, place o discha ge, mo ali y, moni o ing o i al signs, imaging and labo a o y e alua ion and he apeu ics (pha macologic and p ocedu es), we e e alua ed. Resul s: Mos o he demen ias had ascula e iology (46.1%) o Alzheime ’s disease (27.8%). The e iology was unknown in 24.4%. The main chie complain was in ec ion (92.8%), mainly espi a o y and u ina y. An ibio ics (95.6%, o which 65.1% whe e o b oad-spec um), analgesic (55.0%, o which 44.4% whe e opioids), seda i es/anxioly ics/hypno ics (40.0%) and asop esso amines (2.2%), we e adminis a ed. A i icial nu i ion (36.7%), ed blood cells ans usion (17.8%), BIPAP (3.3%), oxigeno he apy (83.3%), physio he apy (6.7%), ube eeding (45.6%), u ina y ca he e iza ion (56.7%), cen al enous ca he e iza ion (0.6%), ches - ube inse ion (1.1%) and ca diopulmona y esusci a ion (0.6%) we e pe o med. I was shown ha mo e ad anced s ages o demen ia whe e associa ed wi h mo e DNR decisions (p=0.001), mo e nasogas ic ube eeding (p=0.001) and mo e X- ays (p=0.044). In less ad anced s ages, mo e CT (compu e ized omog aphy) scans we e made (p<0.001). Conclusions: I was shown ha a lesse in es men in he clinical in es iga ion o he pa ien s wi h he mos ad anced s ages o demen ia occu ed, ye no signi ican di e ences, be ween demen ia s ages, in he he apeu ics. Keywo ds: Ad anced demen ia; The apeu ic limi a ions; Pallia i e ca e; End-o -li e ca e; Acu e hospi al inpa ien Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 4 Ag adecimen os Pelo apoio e ajuda do P o . D . Paulo Maia e da D a. Isabel Ba bedo, ao longo do desen ol imen o des e es udo. Pela ajuda do D . Ped o Vi a e da D a. Raquel Fa ia na o ma de explo a os dados no p ocesso clínico elec ónico. Pela ajuda da P o esso a Dou o a Denise Mendonça e D . Miguel Je i no abalho es a ís ico. Pela ajuda da Mes e Joana Rebelo na e isão do a igo. Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 5 Lis a de Ab e ia u as AVC: Aciden e Vascula Ce eb al BIPAP: Bi-le el Posi i e Ai way P essu e BQ: Bioquímica CPAP: Con inuous Posi i e Ai way P essu e CT: Compu e ized Tomog aphy CVC: Ca e e enoso cen al DNR: Do No Resusci a e DP: Des io de Pad ão DPOC: Doença Pulmona Obs u i a C ónica Eco: Ecog a ia FA: Fib ilhação Au icula FAST: Func ional Assessmen S aging GR: Glóbulos Rub os HTA: Hipe ensão A e ial HTP: Hipe ensão Pulmona IC: Insu iciência Ca díaca IC 95%: In e alo de Con iança de 95% ICD-9: In e na ional S a is ical Classi ica ion o Diseases and Rela ed Heal h P oblems Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 6 ITU: In ecção do T ac o U iná io PACSLAC: Pain Assessmen Checklis o Senio s wi h Limi ed Abili y o Communica e PEG: Pe cu aneous Endoscopic Gas os omy SAM: Se iço de Apoio ao Médico SNG: Sonda Nasogás ica SPSS: S a is ical Package o he Social Sciences TAC: Tomog a ia Axial Compu ado izada TEP: T omboembolismo Pulmona TVP: T ombose Venosa P o unda Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 7 Índice 1.In odução ................................................................................................. 8 2.Mé odos ................................................................................................... 11 3.Resul ados ............................................................................................... 13 TABELA I. Ca ac e ís icas ge ais dos doen es ................................................................ 14 TABELA II. Mo i o de in e namen o, como bilidades e doenças adqui idas no in e namen o .......................................................................................................................... 15 TABELA III. Exames auxilia es de diagnós ico ................................................................. 17 TABELA IV. Te apêu ica a macológica ........................................................................... 17 TABELA V. P ocedimen os e apêu icos ........................................................................... 18 TABELA VI. Associações com o es ádio de demência ....................................................... 19 4.Discussão ................................................................................................. 19 TABELA VII. Associação en e o in es imen o diagnós ico e e apêu ico e a decisão de DNR ........................................................................................................................................ 22 5.Conclusões ............................................................................................... 32 Re e ência bibliog á icas .......................................................................... 35 Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 8 1.In odução A população eu opeia es á a en elhece 1. O núme o de indi íduos com idade a ançada aumen ou g andemen e, nos úl imos anos2, sendo que, em 2011, 19% da população po uguesa e ia mais de 65 anos.3 Assim, é necessá io adap a a o ma de agi do médico a es a no a ealidade e p epa á-lo pa a uma sé ie de no os desa ios que es a população en elhecida a á. Sem dú ida que um desses g andes desa ios se á o a amen o do doen e com demência.2 Ac ualmen e, exis i ão ce ca de 7,3 milhões de doen es com demência em oda a Eu opa, sendo expec á el que esse núme o enha a duplica nas p óximas ês décadas. Po an o, em 2040, se á espe ada uma população eu opeia de ce ca de 14 milhões de doen es com demência. Em Po ugal, exis em ac ualmen e sensi elmen e 153,000 indi íduos que so em de demência, ep esen ando ce ca de 1,5% dos habi an es de Po ugal.4 Um dos p imei os desa ios que su ge no a amen o da demência a ançada é en ende a mesma como uma doença e minal. Só en endendo es a como e minal, pode ão os amilia es, doen es e médicos acei a as medidas palia i as como a amen o de eleição. No en an o, uma g ande pa e dos p o issionais de saúde ainda não ê a demência dessa manei a.5 A p og essão da demência é conside a elmen e di e en e de ou as doenças globalmen e acei es como e minais, como o canc o. Na p imei a, o empo de p og essão e a de e io ação da doença ai se mais a as ado e menos p e isí el.5 A o ma como a de e io ação da condição do doen e se dá, ambém é di e en e. No doen e com canc o ( igu a 1a) o es ado de saúde do indi íduo man êm-se es á el a é um es ádio de canc o a ançado ou doença me as á ica, ha endo, daí em dian e, um dec éscimo ab up o do es ado de saúde, com uma p og essão mais ou menos Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 15 decisões de DNR. Fo am igiados os sinais i ais, du an e o in e namen o, em 157 episódios (87.2%). Em elação à al a dos doen es, e i ica-se que ce ca de me ade e ia ido al a pa a o domicílio, obse ando-se uma mo alidade, de ce ca de um qua o. T ês doen es o am ans e idos pa a se iços de cuidados in ensi os endo dois desses, acabado po mo e . Es es doen es o am sujei os a um a amen o mais in asi o, endo sido odos sujei os a oxigeno e apia, omog a ia axial compu ado izada (TAC) e exames mic obiológicos, dois a ca e e ismo u iná io e sonda nasogás ica e um a BIPAP (Bi-le el Posi i e Ai way P essu e). Como an ibió icos u iliza am, espec i amen e, me openem isoladamen e ou associado a azi omicina ou gen amicina. Os p incipais mo i os de in e namen o o am in ecções, que espi a ó ia que do ac o u iná io (Tabela II) TABELA II. Mo i o de in e namen o, como bilidades e doenças adqui idas no in e namen o (n=180) No. % IC 95% Mo i o de in e namen o In ecção 167 92.8 88.0-95.7 Respi a ó ia 107 59.4 52.2-66.4 U iná ia 50 27.8 21.8-34.7 Gas oen é ica 5 2.8 1.2-6.3 Úlce a de p essão 3 1.7 0.6-4.8 Não especi icada 2 1.1 0.3-4.0 TEP 3 1.7 0.6-4.8 IC descompensada 3 1.7 0.6-4.8 Ou o 7 3.9 1.9-7.8 Como bilidades/doenças adqui idas no in e namen o HTA 130 72.2 65.3-78.2 Insu iciência ca díaca 103 57.2 49.9-64.2 Insu iciência enal 78 43.3 36.3-50.6 Anemia 59 32.8 26.3-39.9 Diabe es melli us ipo 2 56 31.1 24.8-38.2 ITU 53 29.4 23.3-36.5 FA 49 27.2 21.2-34.2 Úlce a de p essão in ec ada 32 17.8 12.9-24.0 Dislipidemia 30 16.7 11.9-22.8 In ecção espi a ó ia 25 13.9 9.6-19.7 Legenda: TEP- omboembolismo pulmona , IC- insu iciência ca díaca, HTA- hipe ensão a e ial, ITU- in ecção do ac o u iná io FA- ib ilhação au icula . Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 16 Ou os mo i os de in e namen o que não cons am na Tabela II o am ce oacidose diabé ica, aciden e ascula ce eb al (AVC), eb e sem oco em 2 casos e ence alopa ia hepá ica num caso. Quan o a doenças concomi an es as p incipais pa ologias egis adas o am de na u eza in ecciosa, seguidas pela hipe ensão a e ial (HTA) e insu iciência ca díaca e enal. Além das p incipais pa ologias ambém o am egis ados 17 casos (9.4%) de os eoa ose, 16 casos (8.9%) de epilepsia, 15 casos (8.3%) de al ulopa ias, 14 casos (7.8%) de doença pulmona obs u i a c ónica (DPOC), 13 casos (7.2%) de pa ologia neoplásica, 11 casos (6.1%) de doença de Pa kinson e ombose enosa p o unda (TVP), 9 casos (5.0%) de pe da de acuidade isual g a e, 7 casos (3.9%) de gas oen e i e, 6 casos (3.3%) de ac u a de ému , 5 casos (2.8%) de os eopo ose, pneumoconioses e omboembolismo pulmona (TEP), 4 casos (2.2%) de sínd ome dep essi a, de ame pleu al, hipe ensão pulmona (HTP), 3 casos (1.7%) de sí ilis, li íase enal e hipe i oidismo, 2 casos (1.1%) de pe da da acuidade audi i a g a e, bexiga neu ogénica e ence alopa ia hepá ica e um caso (0.6%) de b onquiec asias, i oidi e de Hashimo o, úlce a duodenal, doença bipola e dis i mia po enómeno de Wol -Pa kinson-Whi e. A hipe plasia benigna da p ós a a eque eu uma análise di e en e, sendo que a amos a a u iliza e e que se e e en e apenas à população de sexo masculino, endo sido egis ados 19 casos, ep esen ando 27.9% dessa população. Em média cada doen e ap esen ou ce ca de cinco como bilidades. Rela i amen e aos exames auxilia es de diagnós ico, nomeadamen e, quan o aos exames imagiológicos, pode obse a -se, na Tabela III, que é ei o um es udo po aio-X à maio ia dos doen es. Da análise e ec uada obse ou-se que oi ei o um es udo po aio-X em 167 casos (92.8%), po ecog a ia em 85 casos (47.2%), TAC em 53 casos (29.4%), endoscopia diges i a al a e b oncoscopia em 2 casos (1.1%) e colonoscopia num caso (0.6%). Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 17 TABELA III. Exames auxilia es de diagnós ico (n=180) No. % IC 95% Tes es labo a o iais Hemog ama+BQ+U ina+Ou o 131 72.8 65.8-78.8 Hemog ama+BQ+Ou o 35 19.4 14.3-25.8 Hemog ama+ BQ +U ina 6 3.3 1.5-7.1 Hemog ama +BQ 4 2.2 0.9-5.6 Hemog ama+BQ+U ina+Fezes+Ou o 4 2.2 0.9-5.6 Exames mic obiológicos 168 93.3 88.7-96.2 Exames adio-imagiológicos Raio-X 68 37.8 31.0-45.0 Eco+Raio-X 50 27.8 21.8-34.7 TAC+Raio-X 19 10.6 6.8-15.9 TAC+Eco+Raio-X 24 13.3 9.1-19.1 Nenhum 3 1.7 0.6-4.8 Legenda: BQ- Bioquímica, TAC- Tomog a ia Axial Compu ado izada, Eco- Ecog a ia Rela i amen e à e apêu ica a macológica, como se obse a na Tabela IV, a la ga maio ia dos doen es ez an ibio e apia, sendo que oi o des es descon inua am es a e apêu ica an es de alece em. TABELA IV. Te apêu ica a macológica (n=180) No. % IC 95% An ibió icos 172 95.6 91.5-97.7 La go espec o 112 65.1 57.7-71.8 P incípio ac i o Amoxicilina + ácido cla ulânico 77 44.8 37.5-52.2 Pipe acilina + azobac am 69 40.1 33.1-47.6 Me openem 32 18.6 13.5-25.1 Cip o loxacina 30 17.4 12.5-23.8 Le o loxacina 26 15.1 10.5-21.2 Vancomicina 18 10.5 6.7-15.9 Azi omicina 17 9.9 6.3-15.3 Ce alospo ina 3ªGe ação 11 6.4 3.6-11.1 Sul ame oxazole + ime opim 10 5.8 3.2-10.4 Analgésicos 99 55.0 48.0-62.1 Não-opióides 53 53.5 43.8-63.0 Opióides 44 44.4 35.0-54.3 Desconhecido 2 2.0 0.6-7.1 Seda i os/ansiolí icos/hipnó icos 72 40.0 33.1-47.3 An ipi é icos 89 49.4 42.2-56.7 Além dos an ibió icos ap esen ados na Tabela IV, ambém oi u ilizado em oi o casos amicacina, em se e linezolide, em ês clindamicina ou gen amicina e num caso ampicilina e doxiciclina. A ia de adminis ação oi sob e udo a endo enosa (n=97, 56.4%) seguida de ia o al e endo enosa (n=59, 34.3%), o al (n=7, 4.1%) e o al, Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 18 endo enosa e in amuscula (n=3, 1.7%), sendo desconhecida a ia de adminis ação em 6 episódios (3.5%). Quan o à ia de adminis ação de an ipi é icos es a oi, na la ga maio ia o al (n=66, 74.1%) mas ambém endo enosa (n=14, 15.7%) ou o al e endo enosa (n=6, 6.7%). Não oi possí el de ini a ia de adminis ação de an ipi é icos em 3 casos (3.4%). Os analgésicos o am adminis ados, sob e udo po ia o al (n=51, 51.5%) e endo enosa (n=31, 31.3%), mas ambém po ia o al e endo enosa (n=7, 7.1%), ia endo enosa e subcu ânea (n=4, 4.0%), ia subcu ânea (n=3, 3.0%), e o al, endo enosa e in amuscula (n=1, 1.0%). Desconhece-se qual se ia a ia u ilizada em dois casos (2.0%). Rela i amen e aos seda i os, ansiolí icos ou hipnó icos 76.4% (n=55) o am adminis ados po ia o al, 9.7% (n=7) po ia endo enosa e 5.6% (n=4) po ia o al e endo enosa ou po ia in amuscula . Qua o doen es u iliza am aminas asop esso as (2.2%). Foi egis ada a ealização de isio e apia, sendo cinesio e apia espi a ó ia em 12 casos (6.7%). Os es an es p ocedimen os in asi os e não-in asi os que o am le ados a cabo nes a amos a de doen es podem se analisados na Tabela V. TABELA V. P ocedimen os e apêu icos (n=180) No. % IC 95% P ocedimen os não-in asi os Oxigeno e apia 150 83.3 69.6-88.8 Nu ição a i icial (en é ica/pa en é ica) 66 36.7 24.3-47.2 T ans usão de GR 32 17.8 7.7-25.0 BIPAP 6 3.3 2.5-15.2 Ca e e ismo u iná io 102 56.7 49.4-63.7 Sonda nasogás ica 79 43.9 36.8-51.2 Sonda nasoen é ica 1 0.6 0.1-3.1 PEG 2 1.1 0.3-4.0 P ocedimen os in asi os Colocação de d eno o ácico 2 1.1 0.3-4.0 CVC 1 0.6 0.1-3.1 Reanimação Ca dio espi a ó ia 1 0.6 0.1-3.1 Legenda: GR- Glóbulos Rub os, BIPAP- Bi-le el Posi i e Ai way P essu e, PEG- Pe cu aneous Endoscopic Gas os omy, CVC- Ca e e ismo Venoso Cen al Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 19 Fo am ealizados es es es a ís icos pa a p ocu a co elações en e o es ádio de demência e ca ac e ís icas dos doen es, exames auxilia es de diagnós ico, e apêu icas a macológicas e p ocedimen os in asi os e não-in asi os. Esses esul ados são ap esen ados na Tabela VI. TABELA VI. Associações com o es ádio de demência (n=180) Es ádio 6c-e No.(%) (n=90) Es ádio 7 No.(%) (n=90) alo p Ca ac e ís icas dos doen es Mo alidade 17(18.9) 30(33.3) 0.027 DNR 51(56.7) 72(80.0) 0.001 Moni o ização de sinais i ais 79(87.8) 78(86.7) 0.823 Exames auxilia es de diagnós ico Raio-X 80(88.9) 87(96.7) 0.044 TAC 40(44.4) 13(14.4) <0.001 Exames mic obiológicos 85(94.4) 83(92.2) 0.550 Te apêu ica Fa macológica An ibió icos 87(96.7) 85(94.4) 0.469 La go espec o 62(68.9) 50(55.6) 0.116 Pipe acilina + azobac am 34(37.8) 35(38.9) 0.779 Me openem 16(17.8) 16(17.8) 0.942 Vancomicina 9(10.0) 9(10.0) 0.958 Analgésicos 50(55.6) 49(54.4) 0.881 Opióides 20(22.2) 24(26.7) 0.662 Seda i os/ansiolí icos/hipnó icos 48(53.3) 24(26.7) <0.001 An ipi é icos 48(53.3) 41(45.6) 0.331 P ocedimen os não-in asi os Nu ição a i icial (en é ica/pa en é ica) 26(28.9) 40(44.4) 0.030 T ans usão de GR 16(17.8) 16(17.8) 1.000 BIPAP 4(4.4) 2(2.2) 0.406 Oxigeno e apia 74(82.2) 76(84.4) 0.689 Sonda nasogás ica 28(31.1) 51(56.7) 0.001 Ca e e ismo u iná io 47(52.2) 55(61.1) 0.262 Legenda: DNR- Do no esusci a e, TAC- Tomog a ia Axial Compu ado izada, BIPAP- Bi-le el Posi i e Ai way P essu e 4.Discussão O objec i o des e es udo e a ob e uma ca ac e ização demog á ica, clínica e e apêu ica de doen es com demência a ançada, du an e um in e namen o hospi ala agudo, de o ma a, depois, pode compa a esses esul ados com es udos de e e ência. Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 20 A ní el dos dados demog á icos (idade, sexo) e do empo de in e namen o os dados ob idos o am mui o simila es aos es udos de e e ência publicados12,23-25,29-33, no ando-se semp e uma anca maio ia do sexo eminino, a idade média ondando os 85 anos e um empo de in e namen o de ce ca de 10 a 12 dias. Como já oi ap esen ado an e io men e, o empo de in e namen o não a iou signi ica i amen e com os es ádios de demência (p=0.125). A e iologia da maio pa e das demências oi ascula (47.2%) seguido de doença de Alzheime (28.9%), alo es de aco do com o es udo de Sampson e colabo ado es12, que nos ap esen a, no en an o, alo es menos disc epan es (e iologia ascula em 29% e doença de Alzheime em 26%). Nos es an es es udos23,29, a maio pa e dos doen es, em que o diagnós ico e a conhecido, so iam de doença de Alzheime . Os alo es ob idos não o am os expec á eis, pois é conhecido que, em Po ugal, ce ca de 58%4 dos doen es com demência êm doença de Alzheime . Es a la ga maio ia da e iologia ascula pode e como jus i icação um subdiagnós ico de doença de Alzheime , nes a população, associado a uma g ande pe cen agem de indi íduos com diagnós ico de e iologia desconhecida (24.4%). A ní el do mo i o de in e namen o e doenças concomi an es, os esul ados não di e gi am mui o dos es udos de e e ência29,30,31,32, sendo possí el obse a , no en an o, que nes e es udo os doen es ap esen am mais como bilidades, e em p opo ções maio es, no ando-se sob e udo um núme o de pa ologias in ecciosas e de pa ologia dis í mica supe io aos es udos de e e ência. Os doen es des e es udo, ap esen a am, odos, uma classi icação pela escala de Ka no sky in e io a 50%, o que é um ac o associado a cu a sob e i ência34, apoiando o g au de de e io ação uncional espe ado nes e ipo de doen es. Ou o pon o a Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 21 discu i é a al a axa de eadmissão hospi ala aos 30 dias (ce ca de 30%), esul ado que coaduna com a eco ência de pa ologias, sob e udo in ecciosas, ípica do inal de ida do doen e com demência a ançada. Discu í el se á a necessidade de in e namen o hospi ala pa a o a amen o des as in ecções, endo já sido p o ado, em á ios es udos,35,36 que a maio ia des as in e co ências pode se a ada com sucesso semelhan e, e num ambien e menos aumá ico e ag essi o, no domicílio ou em la es. Em elação à al a, es a é ei a maio i a iamen e pa a o domicílio, sendo que, apenas uma pequena pe cen agem (1,7%) é ans e ida pa a se iços de cuidados in ensi os, o que es á de aco do com os es udos des a á ea, que de endem a u ilização meno possí el de cuidados in ensi os nes e ipo de doen es, pois es á demons ado que es a aumen a g andemen e a equência de in e co ências in ecciosas nosocomiais, sob e udo espi a ó ias, sendo que pode p omo e apenas o p olongamen o de uma ida de descon o o37. A axa de mo alidade oi, ambém, como se ia p e isí el, al a, com ce ca de um qua o dos in e namen os a esul a em em mo e, alo semelhan e ao ob ido no es udo de Ah onheim e colabo ado es30, em que a mo alidade oi de 24.2%. Como se ia de espe a , es ádios mais a ançados de demência o am associados a uma mo alidade signi ica i amen e maio (p=0.027). Em elação à decisão de DNR, es a es á egis ada no sis ema elec ónico em apenas 68.3% dos doen es, um alo meno do que os que se ob i e am em es udos semelhan es (75%23, 94%12 ou 93%38). Dos doen es sem egis o elec ónico de DNR que so e am pa agem ca dio espi a ó ia, apenas um oi sujei o a eanimação ca dio espi a ó ia. Pensa-se que os es an es seis doen es, não sujei os a eanimação ca dio espi a ó ia, se iam na e dade doen es com decisão DNR assinada, mas cujo egis o não oi ei o no p ocesso clínico elec ónico e es a ia apenas em imp esso de papel p óp io. Em es udos semelhan es, como o de Ah onheim e colabo ado es23, 24% Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 22 dos doen es o am sujei os a eanimação ca dio- espi a ó ia, co espondendo a ce ca de 79% dos doen es sem egis o de DNR. Conseguiu-se ambém apu a , nes e es udo, uma elação en e o es ádio de demência e a ealização da decisão de DNR (p=0.001), egis ando-se pa a es ádios mais a ançados de demência o p eenchimen o de mais decisões de DNR. Não se conseguiu ob e nenhuma elação es a ís ica signi ica i a en e a decisão de DNR e a moni o ização de sinais i ais. Apesa disso, 109 dos 123 doen es com decisão de DNR êm os seus sinais i ais moni o izados. Ten ou-se ob e alguma co elação es a ís ica en e os á ios mé odos de in es igação e a amen o e a decisão de DNR, endo-se ob ido uma co elação posi i a en e es a e uma maio colocação de ca e e es u iná ios (p=0.042) e sondas nasogás icas (p <0.001) (Tabela VII). TABELA VII. Associação en e o in es imen o diagnós ico e e apêu ico e a decisão de DNR (n=180) Com DNR No.(%) (n=123) Sem DNR No.(%) (n=57) alo p Exames auxilia es de diagnós ico Raio-X 115(93.5) 52(91.2) 0.585 TAC 35(28.5) 18(31.6) 0.669 Exames mic obiológicos 115(93.5) 53(93.0) 0.898 Te apêu ica Fa macológica An ibió icos 117(95.1) 55(96.5) 0.678 La go espec o 79(64.2) 33(57.9) 0.246 Analgésicos 69(56.1) 30(52.6) 0.664 Opióides 37(30.1) 16(28.1) 0.091 Seda i os/ansiolí icos/hipnó icos 44(35.8) 28(49.1) 0.089 An ipi é icos 59(48.0) 30(52.6) 0.594 P ocedimen os não-in asi os Nu ição a i icial (en é ica/pa en é ica) 55(44.7) 11(19.3) 0.001 T ans usão de GR 22(17.9) 10(17.5) 0.955 BIPAP 3(2.4) 3(5.3) 0.326 Oxigeno e apia 107(87.0) 43(75.4) 0.053 Sonda nasogás ica 69(56.1) 10(17.5) <0.001 Ca e e ismo u iná io 77(62.6) 25(43.9) 0.042 Legenda: DNR- Do no esusci a e, TAC- Tomog a ia Axial Compu ado izada, GR- Glóbulos Rub os, BIPAP- Bi-le el Posi i e Ai way P essu e Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 23 Analisando os esul ados ob idos quan o aos exames auxilia es diagnós ico, podemos ica com a pe cepção que es es são usados em g ande núme o e que is o pode não coaduna com a lógica de cuidados palia i os dos doen es com demência a ançada. No en an o, pode-se obse a , que, em elação aos exames adio-imagiológicos, os p incipais es es le ados a cabo são os mais simples e não-in asi os como a ecog a ia e as imagens po aio-X simples. Aqui obse ou-se que ha ia uma elação en e a u ilização de mé odos adio-imagiológicos mais in asi os e que eque em mais in es imen o em doen es com es ádios mais baixos de demência. Assim, obse a-se que a TAC é signi ica i amen e mais u ilizada em es ádios de demência mais baixos (p<0.001) e o aio-X simples em es ádios de demência mais al os (p=0.044). Não pode se igno ado que, em elação aos exames auxilia es de diagnós ico mais in asi os, a al a de coope ação dos doen es, pelo seu dé ice cogni i o, pode se um ac o limi ado da u ilização des es. Num es udo de Ah onheim e colabo ado es23, obse ou-se que, compa ando dois g upos de doen es e minais, um com diagnós ico de canc o e ou o com diagnós ico de demência a ançada, o g upo com canc o e a sujei o a signi ica i amen e mais exames diagnós icos in asi os. Os exames mic obiológicos são amplamen e u ilizados (93.3%), não se es abelecendo elação com o es ádio de demência (p=0.55). A u ilização de an ibió icos é, possi elmen e, a ques ão mais con o e sa da p oblemá ica dos cuidados do doen e com demência a ançada. Não exis em mui os es udos nes a á ea, pois exis e uma sé ie de limi ações me odológicas e é icas pa a a o mulação des es, sendo que os esul ados ob idos, nes es, são, po ezes con adi ó ios. Nes e es udo, obse ou-se que o am dados an ibió icos a 95.6% dos doen es, e elando uma equência de u ilização mui o al a, mas sob eponí el a alguns es udos de e e ência (94%23, 91%39, 74.7%30, 71.6%31 e 55%24). Não pode se Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 24 igno ado, no en an o, que 4.6% dos doen es descon inuou es a e apêu ica nos úl imos dias de ida. Não se conseguiu es abelece uma elação en e o es ádio de demência e a p esc ição de an ibió icos (p=0.469). É impo an e egis a a u ilização de alguns an ibió icos de la go-espec o, que não se iam expec á eis que ossem u ilizados em ão la ga escala nes e ipo de doen es, nomeadamen e a u ilização da associação pipe acilina com azobac am (n=69), me openem (n=32) e a ancomicina (n=18). Em elação a es es á macos não se e i icou uma di e ença es a is icamen e signi ica i a na sua u ilização con o me os es ádios de demência. O p imei o es udo de e e ência sob e an ibio e apia em doen es com demência a ançada, le ado a cabo po Fabiszewski e colabo ado es22, obse ou que não ha e ia di e ença na sob e i ência nos doen es com demência a ançada que ize am an ibio e apia em compa ação com os que se abs i e am des a, sendo sujei os a a amen o palia i o. Es e le an a ainda uma sé ie de limi ações à u ilização de an ibió icos nes e ipo de doen es, nomeadamen e: a eco ência das in ecções p o ocada pela limi ação espi a ó ia e de mobilidade e incon inência; incapacidade de coope ação do doen e, que na comunicação dos sin omas que na execução de exames complemen a es de diagnós ico e adesão ao a amen o, além do so imen o ísico e emocional que es es possam aze ; o ac o de mui os doen es ul apassa em a in e co ência in ecciosa independen emen e da u ilização de an ibió icos; os e ei os ad e sos p o ocados pela adminis ação de an ibió icos, nomeadamen e insu iciência enal, o o oxicidade, eacções alé gicas, ash, dia eia e disc asias sanguíneas. Assim, segundo es e es udo, não pa ece é ico sujei a o doen e a es e so imen o sem que haja um bene ício cla o da e apêu ica. Já an de S een e colabo ado es29, de endem que ha e á di e ença na sob e i ência dos doen es sujei os a an ibio e apia, mos ando que os doen es sujei os a es a e apêu ica i e am uma axa de mo alidade aos 3 meses meno (27% s. 90%). No en an o, Sampson e colabo ado es39 Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 31 in e namen o hospi ala agudo. Es e segundo ambien e em endência a se ca ac e izado po a amen os mais in asi os, e po uma meno empo disponí el pa a cada doen e, o nando a alimen ação o al, mais demo ada, mui as ezes incompo á el. A oxigeno e apia oi u ilizada em 83.3% dos doen es, em compa ação com 66%24 de um es udo simila . Esse es udo ainda compa ou a u ilização de oxigeno e apia em doen es com demência a ançada e sem demência, não endo ob ido di e enças (66% s. 67%). No nosso es udo, não hou e di e enças signi ica i as na u ilização de oxigeno e apia com os di e en es es ádios de demência (p=0.689). É p eciso eco da que es e a amen o não é inócuo e que quando u ilizado sem hipoxia pode se lesi o31. Fo am colocados ca e e es u iná ios a ce ca de 57% dos doen es, não ha endo uma di e ença signi ica i a na colocação des es com o es ádio de demência (p=0.262). Os alo es ob idos não se dis anciam mui o dos ou os es udos (48%30, 77%12 e 67%33). Dois es udos compa a am o ca e e ismo u iná io em doen es com demência a ançada com doen es cogni i amen e in ac os, endo ob ido esul ados díspa es (77% s. 57%12 e 67% s. 69%33). Não se encon ou na li e a u a, a gumen os pa a que es a não seja u ilizada nes e ipo de doen es. De uma o ma ge al, obse ou-se que o am u ilizados poucos p ocedimen os in asi os, o que es á de aco do com o ideal de a amen o, de ca iz mais palia i o, pa a es es doen es. A o ma como o es udo oi desenhado (es udo do ipo e ospec i o) le ou a algumas limi ações. Nes e ipo de es udo icou-se o almen e dependen e da qualidade da edacção dos p ocessos clínicos, assim, odos os p ocedimen os que enham sido le ados a cabo, se não egis ados, são comp eendidos como se não i essem acon ecido. Também é conhecido que, en e os doen es in e nados em con ex o hospi ala , Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 32 agudamen e, há um subdiagnós ico de demência, podendo e sido pe didos á ios casos. Mui os dos p ocedimen os in asi os podem e sido le ados a cabo segundo uma jus i icação clínica, que, não es ando egis ada, não oi conside ada. Po im, o ac o de es e es udo a alia doen es em con ex o de in e namen o hospi ala não pe mi iu a alia se esse in e namen o pode ia e sido e i ado, sendo es e um pa âme o de g ande impo ância na a aliação de um cuidado ap op iado do doen e com demência a ançada. 5.Conclusões Nes e es udo, os esul ados ob idos o am semelhan es aos dos es udos de e e ência, le ando-nos a conclui que a in es igação, moni o ização e a amen o de doen es com demência a ançada nas di e en es unidades do Se iço de Medicina In e na se á semelhan e ao pad onizado. Foi possí el o es abelecimen o de algumas elações en e o es ádio de demência e um in es imen o e apêu ico mais ag essi o. Obse ou-se que ha ia um g ande in es imen o na in es igação des es doen es, no en an o, egis a-se que há uma endência pa a só u iliza os exames auxilia es diagnós ico mais in asi os e dispendiosos, como a TAC, em doen es em es ádios mais p ecoces da demência a ançada. Quan o à decisão de DNR, ambém se conseguiu conclui que pa a g aus mais a ançados de demência são egis adas mais decisões de DNR. Apesa do que é ap esen ado pelos es udos mais ecen es, con inua-se a obse a uma la ga u ilização de sonda nasogás ica, sendo a sua u ilização mais equen e pa a es ádios mais a ançados de demência. O conhecimen o cien í ico em e oluído na á ea da in es igação, moni o ização e a amen o de doen es com demência a ançada, apa ecendo mais es udos que êm e o mulando a o ma de a a es es doen es. As p incipais á eas de incidência dos Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 33 úl imos es udos êm abo dado a co ec a u ilização de analgésicos, an ibió icos e alimen ação po sonda. São conhecidas limi ações é icas e me odológicas que c iam obs áculos à p oli e ação de es udos cien í icos, es udos esses que pe mi i iam esul ados com maio pode cien í ico e cons ução de no as no mas ou linhas de o ien ação e apêu ica di igidas a es es doen es. Des e modo, os esul ados ob idos, que nes e es udo, que nou os es udos da á ea, ainda não e lec em o que se comp eende como o es ado da a e do conhecimen o cien í ico des e assun o. Assim, e há luz dos mais ecen es abalhos cien í icos nes e âmbi o, pa ece se necessá io al e a um pouco a abo dagem do doen e com demência a ançada, pensando nes a como uma demência e minal e in es indo mais num a amen o palia i o, que assegu e uma melho qualidade de ida a es es doen es. É impo an e e e i uma limi ação que su ge nes e es udo quan o à a aliação da decisão de DNR. Não pa ece exis i nenhuma ob iga o iedade de egis o no p ocesso clínico elec ónico des e, sendo pe didos mui os dados do p ocesso clínico de papel pa a o elec ónico. Assim, suge e-se a exis ência de um local especí ico, no p ocesso clínico elec ónico, pa a o egis o des as. A p ese ação da dignidade e qualidade de ida de e se , sem dú ida o objec i o máximo do a amen o des es doen es. Ci ando o abalho sob e cuidados palia i os em pessoas com demência a ançada de Isabel Gal iça Ne o: “Ajuda a ence a a ida com dignidade e espei ando o alo in ínseco de cada pessoa com demência é segu amen e uma o ma maio de exe ce a medicina e os cuidados de saúde em ge al, que de e, nos dias de hoje e no u u o, se incen i ada e desen ol ida”52 A decisão clínica nunca pode á se sepa ada dos seus aspec os é icos em base. Es a decisão de e se ei a endo em con a á ios pa âme os52: ca ac e ís icas e g au de Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 34 e olução da doença, g a idade da c ise ac ual, equência de complicações, opinião do doen e (se possí el), opinião do pessoal clínico e amília esponsá el pelo doen e e con olo sin omá ico e medidas de con o o. Es e doen e não de e se í ima de abandono, sendo omadas odas as medidas de con o o (bene icência) e nada que ag a e ou p olongue um es ádio de so imen o na doença (não male icência), mas não in es indo num enca niçamen o de um doen e cujo ca ác e e minal da doença em que se comp eendido. Uma ques ão, mui o em discussão ac ualmen e, p ende-se num maio in es imen o num diagnós ico mais p ecoce possí el de demência, sendo, es e, ob ido numa al u a em que o doen e se encon e, ainda, cogni i amen e capaz de decidi sob e a limi ação e apêu ica que que à u u a p og essão da sua doença pa a es ádios em que e á de delega essas de e minações. No en an o, es e ipo de decisões, nomeadamen e pela o ma de di ec i as an ecipadas de on ade ou es amen o i al, ainda não são econhecidos legalmen e. Limi ações Te apêu icas em Indi íduos Po ado es de Demência A ançada 35 Re e ências Bibliog á icas 1- Bins ock, RH e al. Ou Aging Socie ies: E hical, Mo al and Policy Challenges. 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