Julho de 2015
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LINHAS DE ORIENTAÇÃO PARA
UMA ALIMENTAÇÃO
VEGETARIANA SAUDÁVEL
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P og ama Nacional pa a a P omoção da Alimen ação Saudá el
Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
Au o es
Sand a C is ina Gomes Sil a
João Ped o Pinho
Cá ia Bo ges
C is ina Teixei a San os
Alejand o San os
Ped o G aça
Design
IADE - Ins i u o de A e, Design e Emp esa
Edição G á ica
So ia Mendes de Sousa
Edi o
P og ama Nacional pa a a P omoção da Alimen ação Saudá el
Di eção-Ge al da Saúde
Alameda D. A onso Hen iques, 45 - 1049-005 Lisboa
Po ugal
Tel.: 21 843 05 00
E-mail: ge
[email protected]
Lisboa, 2015
ISBN
978-972-675-228-8
A in o mação disponibilizada no p esen e manual é impa cial e p e ende
es a de aco do com a e idência cien í ica mais ecen e. Os documen os
assinados pelos au o es, bem como links ex e nos não pe encen es à equipa
edi o ial são da esponsabilidade dos mesmos. Os documen os e in o mação
disponibilizados não podem se u ilizados pa a ins come ciais, de endo se
e e enciados ap op iadamen e quando u ilizados.
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Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
ÍNDICE
PREÂMBULO .................................................................................................................................. 5
RESUMO ........................................................................................................................................ 6
ABSTRACT ...................................................................................................................................... 7
AGRADECIMENTOS........................................................................................................................ 8
INTRODUÇÃO ................................................................................................................................ 9
ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA .................................................................................................... 14
B e e his ó ia e concei os associados ..................................................................................... 14
O concei o de Die a Vege a iana e sua classi icação .............................................................. 16
Bene ícios/ iscos de uma die a ege a iana ........................................................................... 17
Alimen os habi ualmen e p esen es numa die a ege a iana ............................................... 18
ADEQUAÇÃO NUTRICIONAL DA ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA ................................................. 20
Ene gia ..................................................................................................................................... 20
Mac onu ien es ..................................................................................................................... 21
Vi aminas ................................................................................................................................. 27
Mine ais e Oligoelemen os ..................................................................................................... 31
CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................................. 38
ANEXO ......................................................................................................................................... 40
TABELA 1 - Resumo da Dis ibuição de Mac onu ien es ....................................................... 40
TABELA 2 - Resumo da Inges ão Diá ia Recomendada ........................................................... 41
TABELA 3 - Resumo da Inges ão Máxima Recomendada ........................................................ 42
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................... 43
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PREÂMBULO
O P og ama Nacional pa a a P omoção da Alimen ação Saudá el em como missão “melho a
o es ado nu icional da população, incen i ando a disponibilidade ísica e económica de
alimen os cons i uin es de um pad ão alimen a saudá el e c ia as condições pa a que a
população os alo ize, ap ecie e consuma, in eg ando-os nas suas o inas diá ias.” Com a
edição des e “Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el” cump em-se
pa e des es p essupos os, dando a conhece e alo izando um modelo de consumo alimen a
saudá el jun o da população e c iando condições pa a que pela p imei a ez, nes e o ma o,
em Po ugal, os p o issionais de saúde possam acede a in o mação que lhes pe mi am se
mais conhecedo es e compe en es numa á ea em anca expansão.
Ped o G aça
Di e o PNPAS
São á ios os ní eis a que es e li o ope a de o ma exempla . Em p imei o luga , o e ece uma
pe spe i a his ó ica da opção pela alimen ação ege a iana, p opo cionando a comp eensão
dos a gumen os – ilosó icos, eligiosos, sociais, u ópicos e elacionados com a saúde humana
– dos ege a ianos e passando em e is a os pe íodos his ó icos e os nomes dos g andes
de enso es des e egime alimen a .
Em segundo luga , cump e a unção didá ica de escla ece as di e enças en e á ios ipos de
die a no malmen e elacionados com o ege a ianismo e o e ece uma isão lúcida dos
bene ícios do egime e da sua exequibilidade num país como o nosso, com uma p odução
a iada de alimen os de o igem ege al ao longo do ano, ao mesmo empo que ale a pa a os
iscos de uma die a ege a iana mal planeada.
Po úl imo, o e ece in o mação impo an e sob e a adequação nu icional da alimen ação
ege a iana, disponibilizando abelas que podem se u ilizadas po ege a ianos e uma
bibliog a ia que o ien a os in e essados em ap o unda o es udo des e egime alimen a .
É sem dú ida de lou a , es a inicia i a da Di eção-Ge al de Saúde, que ao econhece a
exis ência de um núme o signi ica i o de ege a ianos em Po ugal in e ém no sen ido de
concede os ins umen os necessá ios aos p o issionais de saúde e educação pa a um
aconselhamen o in o mado.
Fá ima Viei a
P esiden e da U opian S udies Socie y/Eu ope
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RESUMO
Os pad ões alimen a es que in eg am o al ou quase o almen e, p odu os de o igem ege al,
pa ecem se conhecidos e seguidos desde, pelo menos, a An iguidade Clássica, essencialmen e
po azões de âmbi o ilosó ico e eligioso, mas ambém de saúde. Nas úl imas décadas, com o
aumen o do conhecimen o nas ciências da nu ição e do ambien e, em aumen ado a
e idência cien í ica a a o da maio p esença de p odu os de o igem ege al na nossa
alimen ação. As populações com consumos ele ados ou exclusi os de p odu os de o igem
ege al pa ecem e meno p obabilidade de con aí em doenças c ónicas, como doença
ca dio ascula , ce os ipos de canc o, diabe es e obesidade.
Es e pad ão alimen a ou “die a” não é uni o me, podendo se exclusi amen e baseado em
p odu os de o igem ege al ( ege a iano es i o ou egano) ou, po exemplo, inclui o os e
la icínios (o olac o ege a iano). Na sua base es ão, ge almen e, u a, ho ícolas, ce eais,
leguminosas, u os go dos e semen es, de p e e ência locais, da época e minimamen e
p ocessados.
As linhas de o ien ação pa a uma alimen ação ege a iana saudá el, p opos as nes e
documen o, i e am em con a o indi íduo adul o saudá el, não de endo, po es e mo i o, se
ex apoladas pa a ou as ases do ciclo de ida. A adequação des a “die a” às á ias ases do
ciclo de ida, incluindo a in ância, adolescência, g a idez, lac ação, idosos e ambém
despo is as, implica um bom planeamen o e acompanhamen o da mesma.
Es e modelo de consumo alimen a , pa a que seja conside ado nu icionalmen e adequado,
de e e em con a a inges ão ap op iada e a biodisponibilidade de alguns nu ien es como a
p o eína, ácidos go dos essenciais, i amina B12, i amina D, iodo, e o, cálcio e zinco, e
ambém o alo ene gé ico. É ainda impo an e conside a a di e sidade de alimen os, a
edução das quan idades de sal, açúca e go du as sa u adas e a inges ão adequada de água.
No caso da i amina B12, dada a inexis ência de on es nu icionais numa die a egana, es a
de e á se ob ida a a és de alimen os en iquecidos ou po suplemen os alimen a es.
Apesa des e pad ão alimen a se , de um modo ge al, saudá el e ácil de ado a , em
pa icula em países como Po ugal, onde exis e uma o e a abundan e e a iada de ege ais
ao longo do ano e onde os modos de con eção adicionais já incluem na sua base ege ais,
exis e ainda uma g ande al a de in o mação po pa e dos p o issionais de saúde e educação,
associada a mui a in o mação de má qualidade nos o ma os online que es e manual p e ende
colma a .
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ABSTRACT
Die a y pa e ns consis ing exclusi ely, o mos ly, o plan oods seem o ha e been common
knowledge and ollowed since as a as he classical an iqui y, essen ially on philosophical and
eligious g ounds, bu also o heal h easons. O e he las decades, alongside wi h an
inc ease o knowledge on nu i ion and en i onmen al sciences, he e has been an inc emen
on scien i ic e idence in a o o a g ea e p esence o plan oods in ou die . Popula ions
showing high o exclusi e consump ion o plan oods seem o be less p one o de elop
ch onic diseases, such as ca dio ascula disease, ce ain ypes o cance s, diabe es and obesi y.
This die a y pa e n, o 'die ', is no a uni o m one, as i may consis solely o plan oods (s ic
ege a ian o egan) bu i can also include o he elemen s such as eggs and dai y p oduc s
(o olac o ege a ian). A i s co e he e is usually ui , ege ables, ce eals, legumes, nu s and
seeds, which should p e e ably be local ones, in season and minimally p ocessed.
The guidelines o a heal hy ege a ian die which a e p oposed in his documen ha e been
designed conside ing he heal hy adul , which is why hey should no be applied o o he
s ages o a li e cycle. The adequacy o his "die " o he di e en s ages o li e, including
childhood, adolescence, p egnancy, lac a ion, old age, and e en o a hle es, equi es
app op ia e planning and moni o ing.
In o de o his die a y pa e n o be conside ed nu i ionally adequa e, ac o s such as he
app op ia e in ake and bioa ailabili y o ce ain nu ien s such as p o ein, essen ial a y acids,
i amin B12, i amin D, iodine, i on, calcium and zinc and also calo ic in ake should be aken
in o accoun . Mo eo e , i is impo an o conside ood di e si y, he educ ion in quan i ies
o sal , suga and sa u a ed a s, and he adequa e in ake o wa e . In he case o i amin B12,
and due o he absence o nu i ional sou ces in a egan die , i has o be p o ided h ough
en iched oods o supplemen s.
Al hough his ood pa e n is gene ally heal hy and easy o adop , pa icula ly in coun ies like
Po ugal, whe e he e is a a ied and abundan o e o ui , ege ables and o he plan oods
h oughou he yea , and whe e adi ional cooking me hods al eady include plan oods in
hei base, he e is s ill conside able lack o in o ma ion on he pa o heal h and educa ion
p o essionals, associa ed wi h poo -quali y in o ma ion on online o ma s, a si ua ion which
his manual aims a imp o ing.
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AGRADECIMENTOS
Cump e-nos ag adece ao CHMA, EPE., na pessoa do Senho P o . Dou o Amé ico dos San os
A onso, P esiden e do Conselho de Adminis ação des a Ins i uição, oda a ece i idade à
p opos a de abalho e incen i o pa a a sua consecução, an o mais de lou a pelo
econhecimen o implíci o do alo da in es igação em simul aneidade com o desempenho de
unções dos au o es.
Ag adecemos ainda ao P o . Dou o Sé gio Cas edo, à D a. Helena Ca alho e D as. So ia
Mendes de Sousa, And eia Co eia, Joana Ca iço e Inês Soa es (PNPAS) pela ines imá el
colabo ação na e isão des e documen o.
Ag adecemos à D a. Pa ícia Hen iques (DGS) pelo alioso con ibu o no p ocesso de
di ulgação des e manual.
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INTRODUÇÃO
Nos úl imos anos, acumulou-se e idência cien í ica a a o do aumen o, na nossa alimen ação,
da p esença de p odu os de o igem ege al. Inicialmen e, o am desc i as as an agens da
inges ão de di e sas subs âncias p esen es nos ege ais, p incipalmen e i aminas e mine ais,
capazes de eduzi os iscos de de iciência nu icional. A descobe a de no as subs âncias
i oquímicas p esen es nos p odu os de o igem ege al, com p op iedades an ioxidan es e
an i-in lama ó ias, capazes de p o ege as células (nomeadamen e ca o enoides, la onoides,
iso la onas, i oes e óis, lignanas), aumen ou o in e esse pelo consumo de ege ais, em
pa icula u a e ho ícolas. Es e in e esse ainda aumen ou, quando se concluiu que o seu
e ei o p o e o podia se ampliado pela a uação siné gica dos á ios i oquímicos p esen es
nos p odu os de o igem ege al, suge indo que es es e as suas múl iplas combinações, po
exemplo, em p epa ações culiná ias, podiam se mais in e essan es na p o eção da saúde do
que os nu ien es po si só(1).
Es a a lançada a discussão que hoje en usiasma epidemiologis as, médicos de saúde pública,
nu icionis as e ou os p o issionais de saúde, sob e os bene ícios do consumo de p odu os de
o igem ege al e o seu papel na p e enção de doença, nomeadamen e na p e enção de
doenças mui o p e alen es na nossa sociedade, como a doença ca dio ascula (2), a doença
oncológica(3), a obesidade(4) e a diabe es(5). A e idência apon a não só pa a a impo ância do
consumo egula de p odu os de o igem ege al, como pa a o ac o de uma alimen ação
exclusi amen e baseada nes es p odu os se igualmen e ou a é mais p o e o a da saúde
humana. Po ou o lado, sabemos hoje que uma alimen ação exclusi amen e ege a iana,
quando bem planeada, pode p eenche odas as necessidades nu icionais de um se humano
e pode se adap ada a odas as ases do ciclo de ida, incluindo a g a idez, lac ação, in ância,
adolescência e em idosos ou a é a le as(6, 7).
Na li e a u a cien í ica é cada ez maio o in e esse nes a á ea, o que e le e, em pa e, a
c escen e p ocu a da in o mação dos pad ões alimen a es exclusi amen e ege a ianos, mas
ambém pela c escen e e idência de po enciais bene ícios pa a a saúde que os mesmos
aca e am. Nos úl imos 40 anos, em-se assis ido a um aumen o do núme o de a igos
cien í icos sob e a die a ege a iana. Segundo a base de dados cien í ica “PUBMED”, exis iam
em meados de 2015 mais de 3.000 publicações sob o ema “ ege a ian” ou “ egan”(8), sendo
que ap oximadamen e me ade oi publicada nos úl imos 10 anos.
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O concei o de Die a Vege a iana e sua classi icação
“Die a ege a iana” é um e mo ge almen e a ibuído a um pad ão de consumo alimen a que
u iliza p edominan emen e os p odu os de o igem ege al. Exclui semp e a ca ne e o pescado
mas pode inclui o os ou la icínios. A inclusão de la icínios e/ou o os é um dos p incipais
a o es de di e enciação das die as ege a ianas(7, 31). Os ce eais, ho ícolas, u a, leguminosas,
u os go dos e semen es são os alimen os comuns aos á ios ipos de die as ege a ianas.
A alimen ação ege a iana pode-se classi ica como:
O olac o ege a iana – exclui ca ne e pescado, pe mi e o os e la icínios
Lac o ege a iana – exclui ca ne, pescado e o os, pe mi e la icínios
O o ege a iana – exclui ca ne, pescado e la icínios, pe mi e o os
Vege a iana es i a e egana – exclui odos os alimen os de o igem animal(6, 25).
No caso das die as ege a ianas es i as e eganas, conside a-se a exclusão de odos os
alimen os de o igem animal:
Ca ne, pescado e o os (e seus de i ados), la icínios, mel, gela ina (exce o a de o igem ege al),
banha, o as, inse os, moluscos, c us áceos, en e ou os, e odos os p odu os que os
con enham.
Alguns p odu os p ocessados podem con e ing edien es e adi i os que pode ão se de o igem
animal, como po exemplo: albumina, go du a animal, co an es (como o ácido ca mínico -
E120), caseína e glice ina(32). Alguns adi i os pode ão se ap os pa a uma die a
o olac o ege a iana e não pa a a egana.
A adoção de um de e minado ipo de die a ege a iana es á mui as ezes elacionada com os
di e en es mo i os que le am as pessoas a p a ica es e pad ão alimen a (saúde, bem-es a
dos animais, ambien e, eligião, mo i os espi i uais ou é icos)(33). Po exemplo, o egano
ela i amen e a quem p a ica um pad ão alimen a ege a iano es i o, pa a além de exclui o
consumo de alimen os de o igem animal, exclui do seu dia-a-dia odos os p odu os de o igem
animal, como es uá io (peles, cou o, lã, seda, camu ça), ado nos (pé olas, plumas, penas,
ma im,…), p odu os es ados em animais (p odu os de higiene e maquilhagem) e condena a
u ilização de animais como o ma de en e enimen o ( ou adas, ci cos e ja dins zoológicos)(31).
Alguns indi íduos e e em e uma alimen ação semi ege a iana (“ lexi a ians”). Embo a não
exis a uma única de inição de semi ege a iano, é comummen e acei e que es e seja um
pad ão que apenas exclui a ca ne ou o pescado, ou alguém que apenas consome
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espo adicamen e ca ne ou peixe. Es e ipo de alimen ação não é, con udo, conside ada
ege a iana(31).
O pad ão alimen a mac obió ico, não sendo conside ado ege a iano, baseia-se
p edominan emen e em p odu os de o igem ege al. Os ce eais in eg ais são a base da
alimen ação, sendo es a complemen ada com ho ícolas, leguminosas, algas e óleos ege ais.
Como pa e des a die a, pode -se-á inclui o pescado, sendo es a a p incipal dis inção em
elação à die a ege a iana. A ca ne, o os e p odu os lác eos ocupam o opo da pi âmide
mac obió ica, de endo o seu consumo se opcional, espo ádico ou apenas num pe íodo de
ansição(34).
Nes e documen o, o e mo ege a iano se á usado pa a e e encia a alimen ação o olac o-,
lac o-, o o ege a iana, ege a iana es i a ou egana, a não se que seja mencionado o
con á io.
Não se sabe, ao ce o, quan os ege a ianos há no mundo, no en an o as es ima i as apon am
pa a um núme o c escen e a cada ano. As es a ís icas demons am que nos EUA 7,3 milhões
de pessoas possam se ege a ianas(35), assim como 3,6 milhões no Reino Unido(36) e 30.000
em Po ugal(37).
Bene ícios/ iscos de uma die a ege a iana
A di e sidade de pad ões alimen a es é uma impo an e ca ac e ís ica da cul u a humana,
exis indo á ias o mas do se humano se pode alimen a sauda elmen e. Uma alimen ação
saudá el é aquela que em em conside ação as necessidades indi iduais de cada pessoa,
de endo se su icien e, equilib ada, di e si icada e adap ada a cada si uação e
ci cuns ância(38).
A die a ege a iana em sido la gamen e es udada nos úl imos anos, nomeadamen e, na
p e enção de doenças mui o p e alen es na nossa sociedade. Es udos epidemiológicos êm
documen ado bene ícios impo an es e mensu á eis das die as ege a ianas e ou as à base
de p odu os ege ais, ais como a edução da p e alência de doença oncológica(39-48),
obesidade(4, 40, 49-53), doença ca dio ascula (2, 39, 41, 54, 55), hipe lipidemias(56-58), hipe ensão(39, 52, 53,
59, 60), diabe es(5, 39, 42, 52, 53, 61), assim como aumen o da longe idade(39, 53, 62).
É impo an e e e i que uma die a ege a iana pode á es a associada a um es ilo de ida
saudá el, nomeadamen e em e mos de hábi os abágicos(63), consumo de álcool(40, 63),
a i idade ísica e laze (63). É, po isso, impo an e elemb a que ambos os aspe os, alimen a es
como “não-alimen a es”, p opo cionam bene ícios pa a a saúde e pode ão se con undido es
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quando se compa am pad ões alimen a es ege a ianos com ou os não ege a ianos. Em
odo o caso, a in es igação epidemiológica de qualidade le a em a enção es es a o es
con undido es.
Os bene ícios associados à die a ege a iana pode ão se jus i icados de ido ao meno
consumo de p odu os de o igem animal e/ou ao maio consumo de p odu os de o igem
ege al. Po um lado, o consumo excessi o de p odu os de o igem animal em sido
elacionado com um isco aumen ado de á ios ipos de doenças c ónicas. Po ou o lado,
p odu os alimen a es como u a e ho ícolas, leguminosas, ce eais in eg ais e u os go dos
êm sido associados a um meno isco de doenças c ónicas e a uma maio longe idade, o que
pa ece, pe se, aze bene ícios possi elmen e ão ou mais ele an es do que os male ícios do
consumo excessi o de p odu os de o igem animal(25).
A adoção de uma die a ege a iana não implica, à pa ida, mais saúde. São necessá ias
escolhas alimen a es adequadas e um es ilo de ida saudá el, al como na die a não
ege a iana(64). Uma die a ege a iana, se mal planeada, com dé ice de nu ien es ou com
excesso de sal ou go du a, po ex., pode se bas an e p ejudicial pa a a saúde(25).
Os bene ícios encon ados na li e a u a cien í ica ela i amen e à die a ege a iana não de em
se is os à luz de alguns alimen os ou nu ien es isoladamen e, mas como o esul ado de uma
p esença cons an e, di e si icada e siné gica de á ios p odu os de o igem ege al, bem como
de uma p o á el associação a um es ilo de ida saudá el.
Alimen os habi ualmen e p esen es numa die a ege a iana
De o ma a se comple a e equilib ada, a alimen ação ege a iana pode á inclui os seguin es
g upos de alimen os:
F u a
Ho ícolas
La icínios ou al e na i as ege ais – lei e*, bebida ege al, iogu e*, queijo* (ou as suas
al e na i as ege ais), lei e e men ado*
Leguminosas e de i ados, algas – leguminosas ( eijão, g ão, e ilhas, len ilhas, a as),
de i ados ( o u, miso), algas
Ce eais e ubé culos – a oz, igo, cen eio, milho, quinoa, a eia e p odu os de i ados (pão,
os as, bolachas, massas, locos de ce eais) – de p e e ência in eg ais - e ba a a
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F u os go dos e semen es – amendoim, u os go dos (noz, amêndoa, caju), c eme de u os
go dos (“man eiga” de amendoim e de amêndoa), semen es (chia, linhaça, papoila, sésamo)
Go du as - azei e e óleos ege ais, c eme ege al e man eiga*
O o* – o o, cla a, gema de o o, o op odu os e o os de ou as espécies.
*Não incluído numa die a egana.
As escolhas alimen a es de e ão p i ilegia alimen os locais e espei a a sazonalidade dos
p odu os ege ais, ajudando a p ese a des a o ma a sus en abilidade ambien al e
económica. A adoção de uma die a ege a iana a iada e nu icionalmen e adequada,
eco endo maio i a iamen e a p odu os da adição alimen a po uguesa é exequí el e
desejá el, em de imen o de p odu os alimen a es excessi amen e p ocessados.
A designação “ap o pa a ege a ianos” exis en e em alguns p odu os p ocessados, não implica
necessa iamen e que sejam nu icionalmen e adequados, pois pode ão con e na sua
composição excesso de sal, go du a ou açúca adicionados. A adoção de al in o mação es á
p e is a na alínea b, n.º 3, A igo 36.º, Capí ulo V, do Regulamen o (UE) n.º 1169/2011(65) e,
embo a seja de ca ác e olun á io, es á cada ez mais p esen e nes e ipo de p odu os. No
en an o, dada a inexis ência de uma de inição assen e a ní el Eu opeu do que é conside ado
“ ege a iano” ou “ egano”, pode á se necessá ia a lei u a a en a da lis a de ing edien es
des es p odu os.
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ADEQUAÇÃO NUTRICIONAL DA ALIMENTAÇÃO VEGETARIANA
Uma die a ege a iana, desde que bem planeada, é saudá el, adequada e pode á se bené ica
pa a a saúde, nomeadamen e na p e enção e a amen o de algumas doenças(33, 66). Pa a se
nu icionalmen e adequada às á ias ases do ciclo de ida, g au de a i idade ísica e
como bilidades p esen es, es a die a de e á e em con a o alo ene gé ico dos alimen os, os
mac onu ien es e os mic onu ien es - i aminas, mine ais e oligoelemen os, p esen es, bem
como a sua biodisponibilidade.
As ecomendações mais ele an es pa a a die a ege a iana, em e mos de dis ibuição de
mac onu ien es, inges ão diá ia ecomendada e inges ão máxima ecomendada de alguns
mic onu ien es, pode ão se consul adas em Anexo, no inal des e manual.
Em e mos nu icionais, ale a pena essal a que cada momen o do ciclo de ida se aduz em
necessidades especí icas. Nes e manual, a análise da adequação nu icional da die a
ege a iana e e em con a o indi íduo adul o saudá el, não de endo, po es e mo i o, se
ex apolada pa a ou as ases do ciclo de ida. A g a idez, lac ação, in ância, adolescência e
e cei a idade êm necessidades nu icionais di e en es, o que implica um planeamen o
adequado e indi idualizado da inges ão alimen a e da moni o ização clínica.
Um exemplo pa adigmá ico, pode á se a alimen ação a é aos 6 meses de ida, em que se
ecomenda o alei amen o ma e no exclusi o. O alei amen o ma e no é ainda aconselhado
du an e o p ocesso de di e si icação alimen a , mais ainda nos ege a ianos o alei amen o
ma e no de e ia se p olongado a é aos 2 anos de idade, de o ma a ga an i o apo e de
p o eína de al o alo biológico en e ou os nu ien es nes a ão impo an e ase de
c escimen o e desen ol imen o. Do mesmo modo, du an e es e pe íodo da ida, a
di e si icação alimen a numa die a ege a iana e á de se bem planeada, execu ada e
acompanhada.
Ene gia
Um pad ão alimen a ege a iano, independen emen e da aixa e á ia a que se des ina, não
aca e a um apo e ene gé ico aumen ado compa a i amen e com a die a não ege a iana(64).
A ingi as necessidades ene gé icas é, no en an o, essencial pa a que se a injam as
necessidades em mac o e mic onu ien es. Um adul o que ingi a menos do que 2.000kcal po
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dia e á di iculdades em a ingi as doses diá ias ecomendadas de algumas i aminas e
mine ais(67).
Na die a ege a iana pode se acilmen e a ingido o apo e ene gé ico adequado, e a é
ul apassado, pois es a inclui alimen os com ele ada densidade ene gé ica, nomeadamen e os
u os go dos, semen es, go du as ege ais, en e ou os(64).
Mac onu ien es
P o eína
As p o eínas são cons i uin es in a e ex acelula es e azem pa e da maio ia dos p ocessos
biológicos. Têm uma unção es u u al (colagénio, ac ina, miosina), bioquímica (enzimas),
anspo ado a (hemoglobina), imunológica (imunoglobulinas), en e ou as(68), pelo que uma
inges ão adequada de p o eína é essencial pa a o c escimen o e epa ação celula , o
uncionamen o no mal dos músculos, a ansmissão de impulsos ne osos e a unção
imuni á ia. As p o eínas ambém podem se u ilizadas como on e ene gé ica, não sendo
con udo a on e de ene gia p e e encial do o ganismo, sendo que isso só oco e á se a
quan idade de hid a os de ca bono e go du a consumidas o em insu icien es, o que pode á
comp ome e o ecido muscula , o c escimen o e unção imunológica(69).
As p o eínas são subs âncias azo adas, compos as po cadeias de in e aminoácidos
di e en es, sendo que es es podem se conside ados como nu icionalmen e essenciais e não
essenciais(70). Os aminoácidos são classi icados como nu icionalmen e essenciais, não
sin e izados pelo o ganismo, sendo ob idos a pa i da die a; ou não essenciais, sin e izados
pelo o ganismo. Den o do g upo dos aminoácidos não essenciais, a cis eína, i osina, au ina,
glicina, a ginina, glu amina e p olina, em de e minadas condições isiológicas e em ce os
es ados de doença, são conside ados condicionalmen e essenciais(69).
Os lac en es e c ianças êm, ela i amen e aos adul os, maio es exigências ela i amen e a
aminoácidos nu icionalmen e essenciais e a alguns aminoácidos condicionalmen e
essenciais(69).
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Classi icação dos aminoácidos
Nu icionalmen e
Essenciais
Nu icionalmen e
Não essenciais
Fenilalanina
Aspa a o
His idina
Glu ama o
Isoleucina
Alanina
Leucina
A ginina*
Lisina
Aspa agina
Me ionina
Cis eína*
T eonina
Glicina*
T ip o ano
Glu amina*
Valina
P olina*
Se ina
Ti osina*
* Condicionalmen e essenciais(69)
A qualidade p o eica é de e minada po dois a o es: con eúdo em aminoácidos e
diges ibilidade, não esquecendo a sua biodisponibilidade.
Con eúdo em aminoácidos
Os alimen os com eo es ele ados de aminoácidos essenciais são conside ados de al o alo
biológico. Nes es, são englobados alguns alimen os de o igem animal (como ca ne, pescado,
la icínios e o os) e ege al (como a soja, quinoa e ama an o). As p o eínas de á ios alimen os
de o igem ege al são cons i uídas po odos os aminoácidos essenciais, no en an o, a
quan idade de um ou dois aminoácidos pode á se baixa/limi an e. Po exemplo, os ce eais,
especialmen e o igo, são pa icula men e limi ados no seu con eúdo de lisina e eonina, e as
leguminosas ap esen am baixa quan idade de aminoácidos sul u ados (me ionina, cis eína).
Numa die a ege a iana, uma di e sidade de alimen os de o igem ege al pe mi e, a a és da
complemen a idade dos seus aminoácidos, a ingi acilmen e as ecomendações que
p o eicas que em aminoácidos(69, 71).
Quando inge ido isoladamen e, um alimen o de o igem ege al pode á alcança as
necessidades p o eicas e de odos os aminoácidos, desde que uma quan idade su icien e de
alimen o seja consumida. Quan o meno a qualidade p o eica do alimen o inge ido, maio
quan idade de alimen o se á necessá io consumi de o ma a a ingi as necessidades de
aminoácidos(69, 71).
Não há necessidade de, na mesma e eição, a ingi as necessidades de odos os aminoácidos
essenciais nem de ealiza combinações de alimen os pa a assegu a uma adequada inges ão
p o eica, dado que o o ganismo a mazena um pool de aminoácidos, desde que as
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necessidades ene gé icas e p o eicas sejam alcançadas du an e o dia(69, 71). Es es aminoácidos
essenciais acumulam-se, na sua o ma li e, no espaço in acelula do músculo-esquelé ico, e
são ambém sin e izados pela mic obio a in es inal, colma ando as e eições menos icas em
aminoácidos essenciais(71, 72).
Diges ibilidade
A diges ibilidade p o eica dos alimen os de uma die a ege a iana é habi ualmen e meno do
que a dos alimen os de uma die a não ege a iana (85% s 95%). Es a di e ença jus i ica-se
essencialmen e de ido ao papel da pa ede celula ege al que, quando emo ida, pe mi e
uma diges ibilidade semelhan e à dos alimen os de o igem animal, al como acon ece com a
p o eína isolada de soja ou e ilha, o glú en de igo ou a inha de igo (diges ibilidade >90%).
Mille in eg al, eijões, e alguns ce eais de pequeno-almoço êm uma diges ibilidade in e io
podendo i de 50 a 80%(71). Demolha , descasca e ge mina leguminosas aumen a a sua
diges ibilidade p o eica. Cozinha em panela de p essão, compa a i amen e com o mé odo
adicional, é o mé odo mais e icaz pa a aumen a a diges ibilidade p o eica(73).
Fa o es an inu icionais na u almen e p esen es nos alimen os pode ão comp ome e a sua
diges ibilidade p o eica, nomeadamen e a ib a, os i a os nos ce eais, os aninos nas
leguminosas e ce eais, e os inibido es da ipsina e hemaglu aninas nas leguminosas. Também
o p ocessamen o dos alimen os pode á in e e i na diges ibilidade p o eica, uma ez que se
podem i a o igina a o es an inu icionais, como compos os deco en es das eações de
Mailla d e de lisinoalanina(71, 74).
A qualidade de uma dada p o eína alimen a pode se de e minada pelo P o ein Diges ibili y-
Co ec ed Amino Acid Sco e (PDCAAS), que a alia a qualidade da p o eína com base na sua
composição em aminoácidos e pela sua diges ibilidade(69, 71). A maio ia das p o eínas de o igem
animal (incluindo o os e lei e) e a p o eína de soja êm um alo de PDCAAS pe o ou igual a
1,0 (a pon uação máxima), mas as pon uações pa a ou as p o eínas ege ais são ge almen e
in e io es. No en an o, uma combinação de p o eínas ege ais com o consumo adequado de
ene gia o nece aminoácidos su icien es pa a a ingi as necessidades p o eicas(69).
Consumi uma quan idade e a iedade adequada de ce eais e leguminosas e a ingi as
necessidades ene gé icas, a qualidade p o eica es a á assegu ada, sendo semelhan e à da
ca ne(75, 76). Po es e mo i o, o consumo de uma mis u a de á ios alimen os (en e
leguminosas e ce eais, po ex.) o nece odos os aminoácidos essenciais(64) e es es nem
necessi am de se inge idos na mesma e eição(7, 69, 75), exce o em c ianças, nas quais se
ecomenda a inges ão dos alimen os complemen a es na mesma e eição(71).
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As publicações cien í icas não demons am um aumen o de isco na de iciência p o eica(75),
pelo que a e idência a ual não supo a a exis ência de ecomendações dis in as em
ege a ianos compa a i amen e com não ege a ianos(69, 76).
Tal como os não- ege a ianos, a de iciência p o eica pode su gi quando não se a ingem as
necessidades ene gé icas ou as calo ias inge idas p o enham p incipalmen e de alimen os de
ele ada densidade ene gé ica e de baixa densidade nu icional(33).
Fon es alimen a es: leguminosas, p odu os à base de soja, ce eais in eg ais, pseudoce eais
(quinoa, ama an o e igo sa aceno), u os go dos, semen es, la icínios e o os.
Go du a
A go du a ep esen a a maio o ma de a mazenamen o de ene gia no o ganismo, de endo-se
is o à sua ele ada densidade ene gé ica (9 Kcal/g). As go du as são cons i uin es impo an es
na es u u a celula e, do pon o de is a me abólico, pa icipam em á ios mecanismos
essenciais, sendo ambém anspo ado as de i aminas lipossolú eis. Os lípidos, na
alimen ação, de e ão co esponde en e 30% a 35% do alo ene gé ico o al, sendo que
es es podem se iglice ídeos, os olípidos ou es e oides(68).
No con ex o de uma alimen ação saudá el, as go du as p o enien es de di e en es alimen os
são essenciais ao bom uncionamen o do o ganismo e, quando consumidas nas p opo ções
ecomendadas, são bem ole adas e êm e ei os bené icos(77). É de ealça que é mais
impo an e o ipo de ácidos go dos consumidos do que a quan idade de go du a inge ida(61).
O pad ão alimen a ege a iano inclui, habi ualmen e, uma quan idade de go du a o al e
go du a sa u ada in e io compa a i amen e ao pad ão não ege a iano. Dada a es ição de
p odu os de o igem animal, o consumo de go du as sa u adas es á diminuído, sendo que o
consumo de ácidos go dos monoinsa u ados é semelhan e. Po ou o lado, o consumo de
óleos ege ais, u os go dos e semen es p omo e um aumen o da inges ão de ácidos go dos
polinsa u ados(31, 64, 71).
Fon es alimen a es: óleos e c emes ege ais, u os go dos, semen es.
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Ácidos Go dos Essenciais
Os ácidos go dos polinsa u ados incluem os ómega-3 e os ómega-6, e são necessá ios pa a o
bom uncionamen o isiológico, incluindo o anspo e de oxigénio, o a mazenamen o de
ene gia, a cons i uição da memb ana celula , a egulação da p oli e ação celula e unção
imuni á ia (incluindo in lamação). Os animais, incluindo os se es humanos, são incapazes de
sin e iza os ácidos go dos ómega-3 e ómega-6, sendo po isso denominados de ácidos go dos
essenciais. Con udo, o ganismo humano consegue con e e o ácido al a-linolénico (ALA;
18:3n-3) em ácido eicosapen aenóico (EPA; 20:5n-3), que po sua ez é con e ido no ácido
docosahexaenóico (DHA; 22:6n-3). O ácido linoleico (LA; 18:2n-6) é con e ido em ácido
a aquidónico (AA; 20:4n-6). É impo an e e e i que a axa de con e são do ALA e do LA é
baixa, a iando en e 1% a 10%, endo em con a os polimo ismos no gene da enzima
esponsá el pela con e são (dessa u ase dos ácidos go dos) e o ácio ómega 6:ómega 3 da
die a, dado que ambos compe em pelas mesmas enzimas(33, 78). O apo e nu icional
inadequado de p o eína, i aminas e mine ais, e o consumo excessi o de ácidos go dos ans,
álcool e ca eína comp ome em es a con e são(78). O excesso de inges ão de ácido linoleico
pode comp ome e a con e são do ALA em EPA e DHA, o que con ibui pa a a p odução de
eicosanóides p o-in lama ó ios e o aumen o da oxidação das LDL (lipop o eínas de baixa
densidade)(71).
Enquan o o consumo de ALA é semelhan e en e ege a ianos e não- ege a ianos, o de LA
ende a se maio na população ege a iana(78). O EPA e o DHA es ão pouco p esen es nas
die as o olac o ege a ianas e p a icamen e ausen es nas eganas(64, 72). No en an o, alguns
alimen os de o igem ege al, nomeadamen e os o i icados, podem compensa as
necessidades em ómega 3, sendo as algas/mic oalgas on es de EPA e DHA(79), e as semen es e
óleos de linhaça, chia e cânhamo, a soja (e óleo de soja), e as nozes on es de ALA(33, 64, 75, 79).
Também as beld oegas, Po ulaca ale acea, são excelen es on es de ALA, sendo as plan as
com maio eo conhecido des e ácido go do essencial, ce ca de 400mg po 100g de p odu o
(ce ca de 40% da Inges ão Diá ia Recomendada pa a um adul o)(76, 80, 81).
Em alguns casos, como a g a idez e lac ação, a inges ão de alimen os o i icados em DHA(79)
e/ou a suplemen ação (p o enien e de mic oalgas) es á ecomendada(7).
Os ege a ianos consomem habi ualmen e meno es quan idades de EPA e DHA que os não
ege a ianos, ap esen ando ambém alo es sé icos meno es, mas es á eis. Não há e idência
de que os ege a ianos ap esen em dé ices nu icionais des es ácidos go dos, nem e ei os
ad e sos do seu baixo consumo(7).
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Alimen os icos em e o não-heme são: leguminosas, ce eais de pequeno-almoço o i icados,
ce eais in eg ais, o u, ege ais de co e de escu a, semen es, u os go dos, e empeh(33, 87).
Pa a o pad ão o olac o ege a iano, os o os ambém são uma on e de e o(87).
A biodisponibilidade do e o não heme é in luenciada po á ios componen es da die a que
podem aumen a ou diminui a sua abso ção, sendo que os a o es inibido es e po enciado es
se pode ão anula mu uamen e em die as que incluam uma g ande a iedade de alimen os(79, 87).
A abso ção do e o não heme pode á es a diminuída de ido a a o es como o cálcio, i a o,
poli enóis ( aninos e ca equinas) p esen es no chá, ca é, especia ias (aça ão, chili) e cacau,
edução da acidez gás ica e es ados in lama ó ios aumen ados(31, 79, 84, 87). A inges ão de ib a,
pe se, mesmo em quan idades ele adas, em uma in e e ência mui o eduzida na abso ção
de mine ais da die a. O e ei o inibi ó io da abso ção de e o em alimen os icos em ib a
de e-se à p esença de i a o e não à p esença de ib a, e ei o que pode se minimizado com a
adoção de mé odos culiná ios(31). A ação inibido a do ácido oxálico na abso ção do e o é
a ualmen e conside ada ma ginal(87). O cálcio, conside ado um inibido da abso ção de e o,
não de e á se inge ido sob a o ma de suplemen os às e eições, sendo que es a inibição não
se e i ica se a quan idade de cálcio o in e io a 40mg(87). O baixo consumo de lisina (um
aminoácido essencial encon ado pa icula men e em leguminosas) pode in e e i na
abso ção de e o(70).
A i amina C é o a o acili ado da abso ção de e o mais impo an e, já que p omo e a
con e são do e o é ico em e o e oso, sendo es a a o ma melho abso ida. Es a pode á
se p o enien e da die a, ou sob a o ma de suplemen os, sendo o seu e ei o supe io ao
e ei o inibido do i a o, poli enóis e do cálcio(87). Ce ca de 75mg de i amina C aumen am a
abso ção do e o não heme em 3 a 4 ezes(25). Também os ácidos o gânicos,
u ooligossaca ídeos, i amina A e be aca o eno es imulam a abso ção de e o não heme(33,
75, 79).
Demolha e ge mina leguminosas, g ãos e semen es diminui o con eúdo em i a o e melho a
a abso ção do e o(75, 79). Alimen os e men ados (como o chuc u e), molho de soja e pão de
massa elha aumen am a abso ção de e o(71). O uso de panelas de e o aumen a o eo
des e mine al nos alimen os, p incipalmen e se es es o em ácidos ou se e e em(33), embo a
seja ince a a sua quan i icação(31). Adiciona acidi ican es (ci inos ou inag e) aos alimen os
ambém p omo e a diminuição do i a o(84).
Impo an e - Nenhuma de iciência em e o, que em ege a ianos, que em não ege a ianos,
pode se co igida exclusi amen e pela alimen ação. A de iciência em e o de e á se a ada
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com e o po ia medicamen osa, po empo p olongado, em quan idades que não são iá eis
ob e pelo consumo de alimen os(75).
Fon es alimen a es: leguminosas, ce eais in eg ais, ege ais de co e de escu a, semen es,
u os go dos, o u, empeh, o o e alimen os o i icados como ce eais de pequeno-almoço.
Zinco
O zinco é necessá io pa a o no mal c escimen o e desen ol imen o e pa a a acuidade do
palada . É um mine al essencial pa a as unções me abólicas, incluindo unções ca alisado as,
es u u ais e egulado as e em um papel impo an e no sis ema imuni á io(25, 89).
O zinco pode encon a -se amplamen e em alimen os de o igem animal e ege al, embo a a
abso ção de zinco p o enien e de alimen os de o igem ege al seja in e io (70).
A população ege a iana, habi ualmen e, consome menos zinco do que a não ege a iana, no
en an o, os seus ní eis plasmá icos não são di e en es en e os dois g upos, o que suge e
mecanismos de adap ação(64, 79, 89). Es es mecanismos de o imização man êm os ní eis de zinco
adequados que po edução das pe das, que po aumen o da e icácia da abso ção(89). Mesmo
consumindo meno es quan idades de zinco, os ege a ianos ap esen am alo es sé icos
adequados(71, 89).
Na li e a u a não exis e e idência clínica de de iciência em zinco na população ociden al
ege a iana(75, 79), no en an o, em eganos, g á idas, lac en es e adolescen es o consumo de
alimen os o i icados pode á es a ecomendado(64).
A biodisponibilidade de zinco es á comp ome ida pela p esença de i a o nos p odu os de
o igem ege al e, po es e mo i o, as necessidades de zinco es ão aumen adas em 50% em
ege a ianos(64, 76). A ib a e o cálcio, ou o a conside ados inibido es da abso ção de zinco, são
a ualmen e conside ados inócuos. Dado que o zinco es á p esen e “na camada ex e na” dos
ce eais, encon am-se maio es eo es des e mine al em p odu os in eg ais, no en an o, es es
ambém ap esen am maio es eo es de i a o(89). O baixo consumo de lisina (um aminoácido
essencial encon ado pa icula men e em leguminosas) pode in e e i na abso ção de
zinco(70).
Demolha , ge mina e e men a leguminosas, g ãos e semen es, assim como cozinha aízes
(cenou a, nabo e be e aba), diminui o con eúdo em i a o(71). Aminoácidos sul u ados
(encon ados em semen es, u os go dos, ce eais e ho ícolas) e os ácidos o gânicos (como o
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cí ico encon ado nos ci inos, o málico nas maçãs, o lác ico no lei e azedo e o a á ico nas
u as) ligam-se ao zinco e po enciam a sua abso ção(79, 89).
No pad ão ege a iano, pão, ce eais, leguminosas, u os go dos e semen es são on es
alimen a es de zinco e no pad ão o olac o ege a iano, os o os e la icínios são ambém on es
des e mine al(33, 89). As ecomendações de zinco podem não se a ingidas se a inges ão des es
alimen os ou de alimen os o i icados o diminu a, pa icula men e nos homens, podendo
se necessá ia a suplemen ação(71).
Fon es alimen a es: ce eais in eg ais e de i ados, leguminosas, u os go dos, semen es, o os
e la icínios.
Cálcio
O cálcio é um mine al impo an e pa a man e ossos e den es saudá eis, a unção ne osa,
muscula e a coagulação sanguínea no mais(90).
A inges ão de cálcio em o olac o ege a ianos ende a se semelhan e ou supe io à obse ada
em não ege a ianos, enquan o quem segue um pad ão egano ap esen a uma inges ão
ligei amen e in e io , de endo po isso p i ilegia alimen os icos nes e mine al(64, 79, 84).
Alguns es udos suge em que os ege a ianos conseguem abso e e e e maio es
quan idades de cálcio do que os não ege a ianos, po mecanismos de adap ação, e que es es
ap esen am densidade mine al óssea semelhan e à dos não ege a ianos(84). Fa o es como
es ilo de ida, hábi os abágicos, peso e a o es gené icos pa ecem e um papel mais
impo an e na densidade mine al óssea do que a quan idade de cálcio inge ida e a sua o igem
(animal ou ege al)(91).
Uma alimen ação com um apo e p o eico excessi o es á associada a um aumen o da axa de
il ação glome ula e a uma diminuição da eabso ção de cálcio pelo im, le ando a um
aumen o da exc eção u iná ia des e mine al. No en an o, o consumo insu icien e de p o eínas
ambém é p ejudicial. O consumo excessi o de sódio é des a o á el dado que aumen a a
exc eção u iná ia de cálcio. Po cada g ama de sódio inge ida, há uma pe da adicional de 25mg
de cálcio na u ina(25).
A die a o olac o ege a iana inclui excelen es on es de cálcio: lei e, queijo e iogu e, sendo
que duas a ês po ções po dia se ão su icien es pa a a ingi as necessidades des e nu ien e
na maio ia das aixas e á ias. Quem segue um pad ão egano pode ob e o cálcio necessá io
a a és de alimen os de o igem ege al(33). Alimen os como ho ícolas de co e de escu a,
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leguminosas, semen es e u os go dos; e alimen os o i icados como o u, bebida de soja,
a eia, amêndoa ou a oz e ce eais de pequeno-almoço pode ão se on es de cálcio(33, 79).
Ou os alimen os como olhas de be e aba, uiba bo, espina e, acelga e ama an o con êm
cálcio, no en an o, dado o seu con eúdo em oxala os, es e es á menos biodisponí el(33, 79). A
soja, mesmo con endo i a os e oxala os, p ese a uma boa biodisponibilidade de cálcio(75).
U iliza menos sal (subs i uindo-o, po ex., po e as a omá icas) diminui as pe das de cálcio na
u ina(79).
Man e ní eis adequados de i amina D e limi a o consumo de ca eína é bené ico pa a a
manu enção dos ní eis de cálcio(75, 90).
Fon es alimen a es: la icínios, ho ícolas de co e de escu a, leguminosas, semen es e u os
go dos; alimen os o i icados como o u, bebida de soja, a eia, amêndoa ou a oz e ce eais de
pequeno-almoço.
Iodo
O iodo é um oligoelemen o essencial pa a o co e o uncionamen o da i oide, nomeadamen e
pa a a sín ese das ho monas i oideias. Es as são esponsá eis pela egulação do me abolismo
celula , nomeadamen e a axa de me abolismo basal e a empe a u a co po al e desempenham
um papel de e minan e no c escimen o e desen ol imen o de ó gãos, especialmen e do
cé eb o(92-95). Du an e a p é-conceção, g a idez e amamen ação, é especialmen e ele an e a
impo ância des e mine al, dado o seu papel no desen ol imen o do e o(70, 95).
O con eúdo de iodo nas plan as é a iá el mas habi ualmen e baixo dado que es e depende da
sua concen ação nos solos e es a ge almen e é escassa, podendo se maio em locais jun o à
cos a ma í ima(70, 92). Quem segue um pad ão ege a iano e não consome alimen os
o i icados ou suplemen os pode á e um consumo insu icien e nes e mic onu ien e(92).
Quem segue uma alimen ação ege a iana, de o ma a con ibui pa a a inges ão ap op iada
de iodo, de e assegu a uma alimen ação a iada, incluindo alimen os icos/ o i icados nes e
mic onu ien e(70). Algas, sal iodado ou suplemen os de e ão se u ilizados com egula idade(7,
64), endo em a enção não ul apassa as doses máximas ecomendadas de iodo(70).
Recomenda-se a subs i uição do sal comum pelo sal iodado, nas quan idades de sal
ecomendadas. Dada a a iabilidade de quan idade de iodo nas algas, ecomenda-se
p ecaução no seu consumo, que não de e á se supe io a 3 a 4 ezes po semana(70).
Fon es alimen a es: sal iodado, algas e la icínios.
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P og ama Nacional pa a a P omoção da Alimen ação Saudá el
Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
Selénio
O selénio é necessá io pa a o uncionamen o das selenop o eínas. Es e mic onu ien e é
componen e da enzima glu a ião pe oxidase, p o egendo as memb anas celula es dos danos
p o ocados pela ação de adicais li es. Regula ambém a ação das ho monas i oideias(71, 82).
As p incipais on es alimen a es de selénio, adequadas ao pad ão alimen a ege a iano, são a
cas anha do Pa á, semen es, o o, melaço, cogumelos, ce eais e de i ados. Os ní eis de selénio
são mais a e ados pela sua quan idade no solo numa de e minada egião do que pelo pad ão
alimen a (71). A população ege a iana habi ualmen e inge e meno quan idade de selénio,
po ém a inges ão depende da disponibilidade de selénio nos solos(64, 76). Embo a a inges ão
es eja diminuída, es a habi ualmen e sup e as ecomendações(64, 76, 96) e os ní eis plasmá icos
são semelhan es aos da população não ege a iana ha endo, po isso, uma p o á el
adap ação isiológica(64, 76).
Fon es alimen a es: cas anha do Pa á (ou cas anha do B asil), o o, semen es, melaço,
cogumelos, ce eais e de i ados.
Po ássio
O po ássio es á p esen e em inúme os alimen os e é pa icula men e abundan e em u as e
ho ícolas. Es á associado a uma maio e enção de cálcio pelo osso, edução do isco de
doença ca dio ascula e é p imo dial na egulação da ensão a e ial(71). A die a ege a iana
o nece equen emen e mais po ássio do que a die a não ege a iana(64).
Fon es alimen a es: u as, ho ícolas, ubé culos, leguminosas e u os go dos.
Magnésio
O magnésio em um papel impo an e em di e sas unções do o ganismo, incluindo a a i ação
enzimá ica e a homeos asia óssea. Es e encon a-se, po exemplo, na camada ex e na dos
g ãos de ce eais in eg ais. A die a ege a iana inclui, habi ualmen e, mais magnésio do que a
não ege a iana. A ib a e o i a o podem diminui a sua abso ção, no en an o, es a man em-se
adequada compa a i amen e a uma die a não ege a iana. Des a o ma, o ele ado eo em
magnésio encon ado nas die as ege a ianas compensa a sua meno biodisponibilidade(71).
Fon es alimen a es: ce eais in eg ais e os seus de i ados (po ex. ce eais de pequeno-almoço),
algas, leguminosas, u os go dos e semen es.
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P og ama Nacional pa a a P omoção da Alimen ação Saudá el
Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
Fós o o
O ós o o em di e sas unções com ele ada impo ância isiológica, ais como a mine alização
óssea e den á ia, o me abolismo ene gé ico, a abso ção e anspo e de nu ien es, a
egulação da a i idade p o eica e o balanço ácido-base. É ambém cons i uin e de os olípidos
es u u ais das memb anas celula es, dos ácidos nucleicos e das moléculas de ATP (adenosina
i os a o)(82).
Ap oximadamen e 85% do ós o o co po al encon a-se no osso, sendo essencial pa a o seu
desen ol imen o e manu enção. Numa die a ege a iana, a abso ção de ós o o é meno do
que na die a não- ege a iana de ido à maio quan idade de i a os. A abso ção de ós o o
pode es a comp ome ida pela u ilização de an iácidos com alumínio e de suplemen os de
cálcio (ca bona o de cálcio). A inges ão de ós o o em ege a ianos é simila ou maio do que
em não- ege a ianos e, apesa da biodisponibilidade se po encialmen e mais baixa, es a es á
conside a elmen e acima das ecomendações, sendo pouco p o á el que oco am
de iciências(71).
Fon es alimen a es: la icínios, ce eais in eg ais, o os, u os go dos e leguminosas.
Sódio
O sódio em unções de egulação do olume ex acelula e do equilíb io ácido-base, sendo a
sua maio on e alimen a o sal(71). O consumo excessi o de sal e, consequen emen e, de sódio
es á elacionado com o aumen o da ensão a e ial e da exc eção enal de cálcio. Em
ege a ianos, o consumo de sódio é habi ualmen e in e io compa a i amen e a não
ege a ianos(97), sendo que, em eganos, o consumo de sódio pode á se in e io a me ade do
obse ado em não- ege a ianos(98). Apenas uma mino ia do sódio consumido (ce ca de 10%)
p o ém na u almen e dos alimen os, já que o sal adicionado no p ocessamen o e con eção
dos alimen os é o que mais con ibui pa a o apo e diá io des e mine al(71). Recomenda-se a
lei u a dos ó ulos dos alimen os p ocessados, dados que mui os p odu os ap os pa a
ege a ianos podem con e sal em excesso.
Fon es alimen a es: sal, alimen os p ocessados.
Res an es mine ais e oligoelemen os
A inges ão de manganês, clo o, lúo e molibdénio é habi ualmen e adequada em indi íduos
ege a ianos(71).
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P og ama Nacional pa a a P omoção da Alimen ação Saudá el
Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Tem indo a aumen a o núme o de indi íduos ege a ianos e não ege a ianos com in e esse
em op a po e eições ege a ianas. As azões são di e sas, desde a saúde a é à p o eção do
ambien e.
Po ugal dispõe de uma a iada p odução de alimen os de o igem ege al ao longo do ano, de
g ande qualidade, bem como de uma adição gas onómica que alo iza a p esença de
ege ais, a começa na sopa.
A adoção e manu enção de uma die a ege a iana, em pa icula , uma die a egana, exige um
mínimo de conhecimen os especí icos, alimen a es e nu icionais, que apesa de se em
simples, não são in ui i os.
Die as ege a ianas, quando ap op iadamen e planeadas, incluindo as o olac o ege a ianas
ou eganas, são saudá eis e nu icionalmen e adequadas em odas as ases do ciclo de ida,
podendo se ú eis na p e enção e a amen o de ce as doenças c ónicas. Mas, como qualque
ou o pad ão alimen a , as die as ege a ianas podem se inadequadas.
Rela i amen e à p o eína, apesa de se possí el ga an i um pe il aminoacídico adequado às
necessidades da maio ia das pessoas com uma die a egana, a ob enção des e pe il necessi a
de uma escolha de alimen os mui o c i e iosa, que pode á não se de ácil conc e ização pela
maio ia dos consumido es. Po exemplo, como on es de p o eína de ele ado alo biológico
são ap esen ados nes e ex o ês alimen os: soja, quinoa e ama an o; o que se pode aduzi
num maio isco de mono onia alimen a , uma ez que as combinações de alimen os que
melho am o alo biológico do o al de p o eína inge ida podem não se e iden es pa a o
consumido .
A enção de e á se dada pa a a adequação da inges ão ene gé ica e de alguns
mic onu ien es, nomeadamen e a i amina B12, i amina D, cálcio, zinco, e o, iodo e ácidos
go dos essenciais. Os ege a ianos de e ão se in o mados e enco ajados a consumi os
alimen os que con enham es es nu ien es. Os alimen os de e ão se a p imei a opção pa a
a ingi as necessidades nu icionais e, em pa icula nos g upos ulne á eis, pode se
necessá io ecomenda alimen os o i icados e/ou suplemen os como complemen o à
alimen ação. Os suplemen os não de e ão se u ilizados como subs i u os de uma alimen ação
a iada e equilib ada. No en an o, no caso da i amina B12, dada a inexis ência de on es
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Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
nu icionais numa die a egana, es a de e á se ob ida a a és de alimen os en iquecidos ou
suplemen os. É p uden e que ege a ianos, de uma o ma p e en i a, especialmen e na
g a idez e lac ação, açam suplemen ação em i amina B12.
Como em qualque pad ão alimen a a necessidade de e amen as de apoio que pe mi am
escolhas segu as a quem p e ende segui uma die a ege a iana é uma ealidade.
Es es conhecimen os ainda são mais necessá ios em de e minadas ases do ciclo de ida, como
a in ância ou a g a idez ou em indi íduos com necessidades alimen a es especiais (po
exemplo no caso de ale gias, doenças c ónicas ou a le as).
Não exis indo um pad ão alimen a único que ca ac e ize a die a ege a iana (na e dade
á ios pad ões es ão iden i icados) e sendo necessá ia uma a enção adequada ao longo do
ciclo de ida, os p o issionais de saúde e odos aqueles que p es am cuidados alimen a es ou
aconselham as populações sob e alimen ação saudá el, de em domina um conjun o mínimo
de compe ências que es e manual desc e e.
Es e Manual, que p e ende se o p imei o de ou os documen os com ca ác e pedagógico na
á ea da alimen ação ege a iana, suge e que é possí el ado a um pad ão alimen a
ege a iano u ilizando p odu os ege ais, de o igem nacional, sazonais e enquad ados na
nossa adição culiná ia. Suge e ambém que é possí el e desejá el jun a a iedade, sabo ,
adição e saúde à mesa.
Po im, segui uma die a ege a iana não implica, pe se, melho saúde. Mais e melho saúde
depende da escolha de um es ilo de ida saudá el, onde a alimen ação é apenas uma de
di e sas escolhas.
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Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
ANEXO
TABELA 1 - Resumo da Dis ibuição de Mac onu ien es
Dis ibuição de mac onu ien esa
Go du a
Ácidos go dos
ómega-3
Ácidos go dos
ómega-6
Hid a os
de
Ca bono
P o eína
C ianças
1 a 3 anos
30 - 40
0,6 - 1,2
5 – 10
45 - 65
5 – 20
4 a 8 anos
25 - 35
0,6 - 1,2
5 – 10
45 - 65
10 – 30
Adul os
(+) 18 anos
20 – 35
0,6 - 1,2
5 - 10
45 - 65
10 - 35
a (em % do alo ene gé ico o al)
Adap ado de Die a y Re e ence In akes o Ene gy, Ca bohyd a e, Fibe , Fa , Fa y Acids,
Choles e ol, P o ein, and Amino Acids (Mac onu ien s)(76).
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Linhas de O ien ação pa a uma Alimen ação Vege a iana Saudá el, 2015
TABELA 2 - Resumo da Inges ão Diá ia Recomendada
No a: A inges ão diá ia ecomendada de e o em ege a ianos é 80% supe io ace a não- ege a ianos,
assim como as necessidades de zinco es ão aumen adas em 50%.
Adap ado de Die a y Re e ence In akes o Ene gy, Ca bohyd a e, Fibe , Fa , Fa y Acids,
Choles e ol, P o ein, and Amino Acids (Mac onu ien s)(76) e Die a y Re e ence In akes o
Calcium and Vi amin D(99).
Inges ão Diá ia Recomendada
Cálcio
(mg/d)
Iodo
(µg/d)
Fe o
(mg/d)
Magnésio
(mg/d)
Fós o o
(mg/d)
Selénio
(µg/d)
Zinco
(mg/d)
Po ássio
(g/d)
Ácido α-
Linolénico
(g/d)
Vi amina
A (µg/d)
Vi amina
D (µg/d)
Vi amina
B12
(µg/d)
Sódio
(g/d)
C ianças
0 a 6 meses
200
110
0,27
30
100
15
2
0,4
0,5
400
10
0,4
0,12
7 a 12 meses
260
130
11
75
275
20
3
0,7
0,5
500
10
0,5
0,37
1 a 3 anos
700
90
7
80
460
20
3
3,0
0,7
300
15
0,9
1
4 a 8 anos
1000
90
10
130
500
30
5
3,8
0,9
400
15
1,2
1,2
Homens
9 a 13 anos
1300
120
8
240
1250
40
8
4,5
1,2
600
15
1,8
1,5
14 a 18 anos
1300
150
11
410
1250
55
11
4,7
1,6
900
15
2,4
1,5
19 a 30 anos
1000
150
8
400
700
55
11
4,7
1,6
900
15
2,4
1,5
31 a 50 anos
1000
150
8
420
700
55
11
4,7
1,6
900
15
2,4
1,5
51 a 70 anos
1000
150
8
420
700
55
11
4,7
1,6
900
15
2,4
1,3
(+) 70 anos
1200
150
8
420
700
55
11
4,7
1,6
900
20
2,4
1,2
Mulhe es
9 a 13 anos
1300
120
8
240
1250
40
8
4,5
1,0
600
15
1,8
1,5
14 a 18 anos
1300
150
15
360
1250
55
9
4,7
1,1
700
15
2,4
1,5
19 a 30 anos
1000
150
18
310
700
55
8
4,7
1,1
700
15
2,4
1,5
31 a 50 anos
1000
150
18
320
700
55
8
4,7
1,1
700
15
2,4
1,5
51 a 70 anos
1200
150
8
320
700
55
8
4,7
1,1
700
15
2,4
1,3
(+) 70 anos
1200
150
8
320
700
55
8
4,7
1,1
700
20
2,4
1,2
G a idez
14 a 18 anos
1300
220
27
400
1250
60
12
4,7
1,4
750
15
2,6
1,5
19 a 30 anos
1000
220
27
350
700
60
11
4,7
1,4
770
15
2,6
1,5
31 a 50 anos
1000
220
27
360
700
60
11
4,7
1,4
770
15
2,6
1,5
Lac ação
14 a 18 anos
1300
290
10
360
1250
70
13
5,1
1,3
1200
15
2,8
1,5
19 a 30 anos
1000
290
9
310
700
70
12
5,1
1,3
1300
15
2,8
1,5
31 a 50 anos
1000
290
9
320
700
70
12
5,1
1,3
1300
15
2,8
1,5
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