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Relatórios de Estágio realizado na Farmácia de Gondarém e no Fondazione Salvatore Maugeri, Clinica Del Lavoro e Della Riabilitazione, Italy

Rute Filipa Crespo Gonçalves

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i Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | Fa mácia de Gonda ém Ru e Filipa C espo Gonçal es Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | ii Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e Fa mácia de Gonda ém 11 de maio de 2015 a 11 de se emb o de 2015 Ru e Filipa C espo Gonçal es O ien ado a: D .ª So ia Vasconcelos Teixei a _____________________________________ Tu o a FFUP: P o .ª Dou o a I ene Jesus Rebelo _____________________________________ Se emb o de 2015 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | iii Decla ação de In eg idade Eu, Ru e Filipa C espo Gonçal es, abaixo assinado, n.º 100601195, aluno do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e a uado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o. Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (a o pelo qual um indi íduo, mesmo po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e bibliog á ica. Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de __________________ de ______ Assina u a: ______________________________________ Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | i Ag adecimen os Em p imei o luga , não posso deixa de ag adece à D .ª So ia Vasconcelos Teixei a pela opo unidade e po odo o ca inho e acompanhamen o dedicado ao longo de odo o meu es ágio. Um ag adecimen o a oda à equipa da Fa mácia de Gonda ém que se mos ou semp e disponí el e dispos a a ajuda -me em udo. Ag adeço à D .ª Síl ia pela boa disposição e descon ação con agian es; à D .ª Ma iana, pela disponibilidade incondicional e pelo apoio cons an e; ao D . João, pelo “ hinking ou side he box”; ao D . Beze a, pela paciência e apoio cons an es e à D .ª Joana, pela simpa ia, pela companhia, pelo apoio e con iança. Não posso ambém deixa de ag adece à D. B anca pelo ca inho e pala a amiga e ao S . Ví o , pela sua simpa ia. A um passo de me o na Mes e em Ciências Fa macêu icas e e mina es a jo nada de 5 anos, deixo ambém o meu ag adecimen o à Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o po me o nece as e amen as necessá ias pa a a jo nada que se ap oxima. Ag adeço ambém à minha u o a de es ágio, a P o .ª Dou o a I ene Rebelo, pela disponibilidade e apoio cons an es, du an e o meu es ágio, como ambém ao longo dos 4 anos de abalho conjun o. Não só po es a e apa, mas po e em es ado p esen es em odas as e apas da minha ida, aos meus pais, Isabel e Ví o , e às minhas a ós, Lu des e Augus a, um since o ob igada, po me e em dado semp e a possibilidade de escolha, pelo incen i o e pela pala a asse i a nas ho as menos boas. Um especial ag adecimen o ao Diogo Vila pela disponibilidade e auxílio p es ado. Po im, mas não menos impo an es, ag adeço aos meus amigos que, sem dú ida, con ibuí am pa a que es a iagem e mui as ou as se o nassem inesquecí eis. Ob igada à minha amiga de in ância Be a, pela con iança deposi ada e apoio dado. Aos meus amigos Rica do, Regina, Diogo, Ma inho, To ca o, Ri a e Gonçalo, pela capacidade de me aze em i nas ho as mais di íceis, pela amizade e odos os bons momen os que con ibuí am pa a a minha de inição, enquan o pessoa. Aos meus amigos de cu so, em especial à So ia e à Fá ima, pela amizade ao longo des es 5 anos, pelo apoio, pelo ca inho e po odos os momen os bons e maus que passamos jun as. Ao meu amigo José Raposo, que, apesa de longe, es e e semp e pe o; ag adeço a boa disposição, disponibilidade e paciência cons an es. A odos, o meu since o ob igada. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | Resumo Desde o século XIII, al u a em que apa ece am os p imei os bo icá ios em Po ugal, mui a coisa e oluiu e mui o oi conquis ado pelo se o a macêu ico. Hoje, admi e- se que o a macêu ico é o único p o issional de saúde que pa icipa a i amen e em odas as ases do ciclo do medicamen o, desde a p odução à dispensa. Cabe ao a macêu ico comuni á io a pa e inal des e ciclo. Es e exe ce uma ação com g ande impac o na sociedade, uma ez que é o único p o issional de saúde, no se o a macêu ico, que em o úl imo con ac o com o doen e. Pa a além disso, a a mácia comuni á ia é o po o segu o de mui os u en es que p ocu am o a macêu ico, an es de p ocu a o médico. Cabe ao a macêu ico ealiza a a aliação cuidada do u en e, que em dian e de si, podendo decidi en e in e i ou encaminha pa a o médico. O es ágio cu icula apa ece como complemen o essencial à o mação o necida ao longo de cinco anos, da qual saímos como diaman es em b u o. O es ágio pe mi e con ac a com a ealidade da maio pa e dos p o issionais do se o , ao mesmo empo que auxilia a ap o unda e consolida conhecimen os cien í icos. Pa a além disso, conside o uma ase impo an e de c escimen o pessoal e de desen ol imen o de capacidades, como o ganização, paciência e au onomia. Du an e os 4 meses, ui á ias ezes colocada à p o a, o que me pe mi iu desen ol e capacidade de espos a ápida e con iança em odos os conhecimen os écnicos e cien í icos adqui idos. Mais do que uma expe iência ob iga ó ia, oi uma expe iência daquelas que poucas acon ecem na ida. Su p eendeu-me mui o pela posi i a, não só po que ealmen e sen i o peso da esponsabilidade e do conhecimen o, assim como i enciei o dinamismo especial da p o issão. Mais do que es a na a mácia, um a macêu ico comuni á io az pa e da comunidade, e, nes e sen ido, é de ex ema impo ância o desen ol imen o de ações pa a a mesma. Des e modo, op ei po ações que i essem impac o, em pequenas populações, como o isco ca dio ascula , p o eção sola e comba e à pediculose. Nes e ela ó io, egis o odas as ações desen ol idas, na Fa mácia de Gonda ém, assim como os conhecimen os adqui idos das mesmas. Mais do que edigi a e as, menciono o que ex aí de cada si uação e a minha opinião ace ca de á ios assun os. Ci ando a céleb e ase de Baden-Powell: “Se i e o hábi o de aze as coisas com aleg ia, a amen e encon a á si uações di íceis”. Nes e sen ido, eu conside o que mui as ezes encon ei si uações di íceis, consequen emen e, oi minha opção ul apassá-las com um so iso no os o, em ez de desis i ou desanima . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | i Índice Pa e I: A Fa mácia de Gonda ém .................................................................................. 1 C onog ama do es ágio na Fa mácia de Gonda ém ......................................................... 2 1. A Fa mácia de Gonda ém ...................................................................................... 3 1.1. Localização, Ho á io de Funcionamen o e População-al o .................................... 3 1.2. Recu sos Humanos ................................................................................................ 3 1.3. In aes u u as ........................................................................................................ 4 1.3.1. Espaço Ex e io ............................................................................................... 4 1.3.2. Espaço In e io ................................................................................................ 4 1.4. O ganização e Ges ão do A mazém ...................................................................... 5 1.4.1. Ges ão de s ocks ............................................................................................ 5 1.4.2. Encomendas e Ap o isionamen o ................................................................... 6  Fo necedo es e ealização de encomendas ....................................................... 6  Receção e con e ência de encomendas ............................................................. 6  Ges ão de de oluções ........................................................................................ 7 1.4.3. A mazenamen o .............................................................................................. 8 1.4.4. Rese as ......................................................................................................... 8 1.4.5. Con olo de p azos de alidade e e i icação ísica de exis ências .................. 9 2. Ma ke ing na Fa mácia Comuni á ia ....................................................................... 9 3. Labo a ó io e Medicamen os Manipulados (MM) ...................................................10 4. A endimen o ao Público ........................................................................................11 4.1. Medicamen o Sujei os a Recei a Médica (MSRM) .................................................11 4.1.1. P esc ição médica ..........................................................................................11 4.1.2. Validação da p esc ição médica .....................................................................12 4.1.3. Dispensação Clínica de Medicamen os ..........................................................13 4.1.4. In o mação ao u en e .....................................................................................14 4.1.5. Sis ema de compa icipação de medicamen os..............................................15 4.1.6. Medicamen os sujei os a legislação especial .................................................15 4.2. Medicamen o Não Sujei os a Recei a Médica (MNSRM) .......................................16 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | ii 4.2.1. Indicação Fa macêu ica .................................................................................16 4.2.2. Au omedicação ..............................................................................................17 4.3. Ou os p odu os ....................................................................................................17 4.3.1. P odu os Cosmé icos e P odu os de Higiene (PCPH) ....................................17 4.3.2. P odu os Homeopá icos .................................................................................18 4.3.3. P odu os Fi o e apêu icos ..............................................................................18 4.3.4. Disposi i os Médicos ......................................................................................18 4.3.5. P odu os Die é icos pa a alimen ação especial e Suplemen os Alimen a es ..19 4.3.6. Medicamen os e P odu os de uso e e iná io .................................................19 5. Fa u ação e Recei uá io ........................................................................................20 6. Cuidados e Se iços Fa macêu icos .....................................................................21 6.1. Pa âme os isiológicos e bioquímicos ..................................................................21 6.2. Adminis ação de medicamen os e acinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação.. ......................................................................................................................22 6.3. Ou os se iços .....................................................................................................22 6.4. Recolha de adiog a ias ........................................................................................22 6.5. Sociedade Ges o a de Resíduos de Embalagens e Medicamen os (VALORMED)…. ..............................................................................................................22 7. Pa e II: Ações do Fa macêu ico Comuni á io ..................................................24 7.1. Doença Ca dio ascula : Fa o es de Risco ............................................................24  Dislipidemias .........................................................................................................25 7.1.1. Es udo dos ní eis de CT (mg/dL) do mês de maio dos u en es da FG ...........26 7.2. Ação do Dia Mundial da C iança ...........................................................................30 7.3. A Pele ...................................................................................................................30  Es u u a e O ganização ....................................................................................30  En elhecimen o Cu âneo ...................................................................................32  Biome ia Cu ânea .............................................................................................34  Cuidados Diá ios com a Pele .............................................................................35  Exposição e P o eção Sola es ...........................................................................36 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | iii  Ma cas e espe i as gamas an i en elhecimen o ...............................................38 o IMEDEEN® .......................................................................................................38 o Caudalie® ...........................................................................................................39 o Filo ga® ..............................................................................................................40 o Lie ac® ...............................................................................................................41 7.3.1. Ação P o eção Sola : “Pa a não apanha es um escaldão, em o p o e o semp e à mão!”… .....................................................................................................................42 7.3.2. Abe u a de um no o se iço na FG: Aconselhamen o De mocosmé ico .......43 7.4. Pediculose: Pediculus capi is ................................................................................45 7.4.1. Ação Pediculose: “Quando o piolho aga a , do eu cabelo ens que a a !” ..46 8. Re e ências ...........................................................................................................47 8.1. Imagens ................................................................................................................56 9. Anexos ..................................................................................................................60 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | ix Índice de Figu as Figu a 1: Ex e io da Fa mácia de Gonda ém. 3 Figu a 2: In e io da Fa mácia de Gonda ém. 3 Figu a 3: Imagem de ma ca da FG. 10 Figu a 4: Campanha de sensibilização da OF e da Api a ma sob e o uso acional do medicamen o e de MNSRM, espe i amen e. 17 Figu a 5: Valo es de CT (mg/dL) endo em con a o limi e de 190 mg/dL. 27 Figu a 6: Média dos alo es de CT (mg/dL) em indi íduos medicados e não medicamos com CT <190 mg/dL e CT≥190 mg/dL. 28 Figu a 7: Média dos alo es de CT (mg/dL) em indi íduos medicados e não medicamos dependendo do sexo. 28 Figu a 8: Tipo de medicação em ambos os sexos. 29 Figu a 9: Mecanismo de melanogénese nos melanossomas 31 Figu a 10: Compa ação his ológica e esquemá ica da densidade de colagénio e ugas assim como densidade e es u u a do AH, endo em con a di e en es ipos de en elhecimen o cu âneo. 33 Figu a 11: Passos a e dia iamen e pa a ga an i um bom cuidado da pele. 35 Figu a 12: Me abolismo da i amina D no o ganismo. 37 Figu a 13: Time Pe ec ion® e Man.age.men ®. 38 Figu a 14: Sé um an i manchas da gama Vinope ec . 39 Figu a 15: C eme de noi e Skin-Absolu e Nigh . 40 Figu a 16: C eme dia e noi e MAGNIFICENCE 41 Figu a 17: C eme dia e noi e PREMIUM. 42 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 4 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém A equipa é complemen ada pela nu icionis a, D .ª Diana Cos a, pela isio e apeu a, D .ª I ene Pin o, pelo podologis a, D . Rod igo Sil a, e ainda pelo S . Lima, esponsá el pela con abilidade. T a a-se de uma equipa bas an e ino ado a, comunica i a e unida, a qual zela semp e pela o al sa is ação do u en e. Apesa de odos abalha em pa a um bem comum, indi idualmen e conside ados, êm as suas esponsabilidades que pe mi em o c escimen o e o ganização da a mácia. 1.3. In aes u u as 1.3.1. Espaço Ex e io No espaço ex e io , a FG é acilmen e iden i icada pela “c uz e de” e ainda po uma segunda c uz indica i a da adesão ao p og ama “Fa mácias Po uguesas”, assim como pela insc ição “Fa mácia” na pa ede do edi ício, como p e is o pelo DL n.º 307/2007, de 31 de agos o2. Em conco dância com o a igo 28º do no ma i o ci ado, encon am-se disponí eis as in o mações ela i as à di eção écnica, ho á io de uncionamen o e in o mação das a mácias de se iço da semana deco en e. Ap esen a duas mon as de exposição, onde são di ulgados P odu os Cosmé icos e de Higiene Co po al (PCHC), no os p odu os e Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica (MNSRM), de aco do com as necessidades dos u en es e sazonalidade dos p odu os. Possui ambém uma ampa amo í el e uma po a de abe u a au omá ica, de modo a pe mi i o acesso acili ado de pessoas po ado as de de iciência mo o a e idosos. 1.3.2. Espaço In e io Em elação ao espaço in e io , como indica a Delibe ação n.º 2473/2007, de 28 de no emb o3, a FG cump e os equisi os de dimensões e á eas mínimas. Em conco dância com o DL n.º 307/2007, de 31 de agos o2, a FG possui um espaço de a endimen o ao público, cons i uído po 4 balcões, dois a mazéns, um labo a ó io (com empe a u a e humidade con oladas) e duas ins alações sani á ias (anexo II). Adicionalmen e, possui ambém duas salas pa a a endimen o pe sonalizado, onde são p es ados os di e sos se iços da a mácia. Na sala, que ica localizada pe o do a endimen o, no piso ze o, é onde se ealizam as medições dos pa âme os bioquímicos, p essão a e ial, adminis ação de inje á eis e u ação de o elhas. A ou a, no piso um, des ina-se aos se iços de nu ição, isio e apia, podologia e de mocosmé ica da FG. De modo a aumen a a p odu i idade de abalho, a FG possui, ainda no piso um, um esc i ó io, no qual é possí el o ganiza a a u ação mas, essencialmen e, euni com os delegados ou com os colabo ado es. Nessa zona, há ambém um local de eceção de encomendas, com obo , com a capacidade de a mazena mais de 15000 embalagens. No espaço in e io , na zona do a endimen o (piso Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 5 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém ze o), os p odu os es ão dis ibuídos em á ios exposi o es e linea es, o ganizados de o ma lógica, segundo p omoções ou ma cas, de modo a acili a a escolha e p ocu a do desejado pelo u en e. No a mazém, que supo a a zona do a endimen o, de modo a o imiza o espaço e acili a a p ocu a, a FG possui dois sis emas de a mazenamen o: Ka dex Pha ma ie e , onde é possí el encon a os xa opes (po o dem al abé ica), ampolas bebí eis, p odu os homeopá icos, disposi i os médicos, suplemen os alimen a es, p odu os de mocosmé icos, en e ou os. O ou o a mazém ocupa-se com p odu os de g ande olume, ais como as aldas e p odu os não adequados à época, como é o caso dos p o e o es sola es, no in e no. Nes e espaço, exis em ambém os excessos de s ock, como é o caso dos p odu os de pue icul u a. 1.4. O ganização e Ges ão do A mazém 1.4.1. Ges ão de s ocks A FG u iliza, como Sis ema In o má ico (SI), o Si a ma® 2000 que pe mi e, en e ou as unções, que são ap esen adas ao longo do ela ó io, es abelece o s ock mínimo e máximo de cada p odu o da a mácia. Es a unção é de ex ema impo ância, pa a que, segundo as Boas P á icas Fa macêu icas pa a a Fa mácia Comuni á ia, se sa is açam as necessidades dos doen es. O es abelecimen o au omá ico de uma quan idade mínima de p odu os, que são p ocu ados pelos u en es, é imp escindí el, pa a e i a a u u a de s ocks. Po consequência, a não u u a de s ocks ideliza u en es na a mácia. A si uação con á ia az com que o u en e á p ocu a o p odu o em al a em ou o local. Além disso, a c iação de um pa ama máximo de s ock de cada p odu o é necessá io, pa a uma boa ges ão do a mazém, de modo a e i a imobilização de capi al, assim como e i a que sejam ul apassadas as da as de alidade, po al a de azamen o do s ock. Es a de inição de e se dinâmica, de ido à sazonalidade dos p odu os, po exemplo, p odu os an ig ipais necessi a ão de maio s ock, no in e no, e p odu os de p o eção sola de e ão es a em maio quan idade, no e ão. Po ou o lado, há p odu os em que as endas esul am, enquan o es á a se ei a g ande publicidade, na comunicação social, inda a qual, as endas descem, pelo que, é necessá io ado a a melho es a égia e es a semp e a en o ao es abelecimen o dos s ocks mínimos e máximos. Ao longo do es ágio, oi-me possí el pa icipa nes a dinâmica em p odu os, essencialmen e, onde a p ocu a es a a a se maio do que o s ock exis en e, de modo que, ob iga o iamen e, se aumen ou o s ock mínimo. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 6 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém 1.4.2. Encomendas e Ap o isionamen o  Fo necedo es e ealização de encomendas A FG colabo a com dois o necedo es g ossis as do me cado: Alliance Heal hca e e Coope a i a dos P op ie á ios da Fa mácia (COOPROFAR), sendo ealizadas duas encomendas diá ias, uma pa a cada o necedo . A encomenda é au o-p opos a pelo SI, de aco do com as necessidades de s ock, is o é, endo em con a os s ocks mínimos e máximos de inidos, pa a cada p odu o. Con udo, aquela pode e de e se ajus ada, manualmen e, de aco do com as necessidades momen âneas da a mácia. Po exemplo, a encomenda de um p odu o com s ock mínimo de inido de uma embalagem pode não se ei a, caso seja mais an ajoso ealiza uma encomenda em g ande quan idade, di igida di e amen e ao p óp io labo a ó io. As encomendas ins an âneas são as ealizadas, aquando da dispensa, pelo SI na icha do p odu o, sendo possí el e i ica a sua disponibilidade e a que ho as se á ei a a sua en ega. T a a-se de p odu os que, momen aneamen e, não es ão disponí eis na a mácia ou de p odu os que são equisi ados, espo adicamen e, pelo que não são equen es no s ock da mesma. Uma ez que a Alliance Heal hca e ealiza ês dis ibuições diá ias, é o o necedo p incipal des e ipo de encomendas, sendo possí el, na maio ia das ezes, a aquisição do p odu o no p óp io dia da encomenda, pa a en ega ao u en e. Exis em ainda as encomendas manuais que são odas as que são ealizadas po ele one, sendo eque idas di e amen e ao o necedo , delegado de in o mação médica ou labo a ó io, de ido às condições especiais (descon os ou bónus). Con udo, quando se a a de p odu os a eados, ambém é possí el con ac a di e amen e o labo a ó io, de modo a ga an i o p odu o ou o nece in o mações ealis as aos u en es.  Receção e con e ência de encomendas A eceção das encomendas ealiza-se, semp e que possí el, no obo , exce uando quando se a a de p odu os que não se a mazenam nes e ou encomendas ins an âneas (mui o p o a elmen e se ão p odu os ese ados e, po essa azão, necessi am de se pos os de pa e, quando chegam à a mácia). Quan o à encomenda diá ia, a eceção é ealizada odos os dias de manhã, po uma ges ão de empo. De modo a não queb a a cadeia de io, quando se de e am alsas des e ipo de p odu os, es es são imedia amen e a mazenados no igo í ico da a mácia, numa ga e a das encomendas, independen emen e de aze em pa e da encomenda diá ia ou de uma ins an ânea. Cada encomenda em acompanhada de uma a u a (o iginal e duplicado) ou guia de emessa. Cada a u a con ém o nome do o necedo e des ina á io, assim como odos Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 7 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém os dados ela i os aos mesmos, o núme o da a u a, os p odu os encomendados e o espe i o Código Nacional Po uguês, o P eço de Venda à Fa mácia (PVF), o Impos o sob e o Valo Ac escen ado (IVA) e o P eço de Venda ao Público (PVP). A eceção é conc e izada a a és do SI, onde se indica, p imei amen e, o código da encomenda a ececiona . No caso de e sido ealizada po ele one, a encomenda em de se p e iamen e c iada. Pos e io men e, é indicado o núme o da a u a e escolhe-se o ipo de eceção. Realiza-se eceção au omá ica, quando a encomenda oi an e io men e e e uada, manualmen e, sendo que odos os p odu os já o am p e iamen e e i icados, ao ní el da in eg idade e quan idade. Aquando da encomenda diá ia, a eceção é a a és do obo , o qual ob iga a colocação cuidada das a iadas embalagens no ape e, assim como a indicação da da a de alidade de cada p odu o. Finalizado es e p ocesso, são e i icados conjun amen e com a a u a, os PVF, da as de alidade de p odu os, onde o s ock é ze o, e é ealizado o cálculo dos PVPs ( endo em con a a ma gem de luc o da a mácia) de p odu os desp o idos de p eço é ico. Pa a conclui o p ocesso, o alo o al da encomenda do SI de e se coinciden e com o da a u a. Os p odu os não en iados po um o necedo são ans e idos pa a a encomenda do ou o. São ambém imp essas e ique as, pa a os p odu os sem p eço é ico, assim como, alões das ese as, e en iadas, pos e io men e, as in o mações à Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde, I.P. (In a med). Na p esença de alguma incon o midade, po exemplo, de um p odu o não a u ado, ou inda de um p odu o não pedido, de e p ocede -se à ealização de uma eclamação, jun o do o necedo , ano ando o núme o da eclamação e o nome da pessoa con ac ada. Ao longo do es ágio, con ac ei dia iamen e, desde o p imei o dia, com a eceção de encomendas, de modo a amilia iza -me com as embalagens de acondicionamen o secundá io dos p odu os, assim como associa as ma cas ao p incípio a i o, endo-se o nado mais ácil o a endimen o ao público.  Ges ão de de oluções P ocede-se à de olução de um p odu o em inúme os casos, ais como: ap oximação do im do p azo de alidade, embalagem dani icada, p odu o a u ado, p odu o en iado po engano ou que so a ecolha a pedido do In a med. O p azo limi e, pa a de oluções, é de 72 ho as, após a chegada da encomenda à a mácia, exce uando, se o mo i o o ap oximação do im do p azo de alidade. Nesse caso, é possí el a de olução de p odu os a é ao é mino do p azo de alidade. No caso dos medicamen os, a a mácia em di ei o a no a de c édi o ou p odu o, no en an o, no caso de p odu os com IVA a 23%, a a mácia pe de uma pe cen agem pela de olução. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 8 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém Pa a e e i a uma de olução, p ocede-se à ealização de uma no a de de olução, a a és das uncionalidades do SI, que é imp essa em iplicado e com as seguin es in o mações: nome e dados do o necedo ; p odu o e azão da de olução (uma das que su gem como opção no SI). No local de o igem, é usual coloca o núme o da a u a, na qual o p odu o es á debi ado. As ês olhas são ca imbadas e assinadas po ambas as pa es, des inando-se o duplicado e o iplicado, assim como o p odu o, pa a o o necedo . O o iginal ica pa a a a mácia, sendo a qui ado numa capa des inada a “De oluções”. No caso de es a se acei e, o o necedo emi e uma no a de c édi o à a mácia. Caso con á io, o o necedo jus i ica a ecusa e eme e o p odu o, no amen e à a mácia. 1.4.3. A mazenamen o O a mazenamen o de e se ealizado de modo a espei a as no mas de conse ação de cada p odu o. A maio ia dos p odu os de e se acondicionada à empe a u a ambien e e condições de humidade ela i a, po ol a dos 60%, de o ma a ga an i a qualidade, a segu ança e a e icácia. Alguns p odu os eque em meno es empe a u as, sendo, po isso mesmo, acondicionados no igo í ico da a mácia, a empe a u a con olada en e 2 e 8 ºC. A o ganização dos p odu os, no obo , é ealizada de modo a que a dispensa dos p odu os se ealize segundo a máxima Fi s Expi e Fi s Ou , is o é, no momen o da dispensa, o obo o nece o p odu o, com o p azo de alidade mais cu o que possui naquele momen o, no seu in e io . Es e p ocesso au oma izado diminui os e os humanos e, po ou o lado, aumen a a e icácia do cu o empo de du ação do a endimen o, disponibilizando mais empo pa a o aconselhamen o ao u en e. O conhecimen o do local de a mazenamen o de de e minado p odu o é acili ado po uma das uncionalidades do SI. Assim, exis e a possibilidade de e p a elei a “ROB”, is o é, o p odu o encon a-se a mazenado no obo , ou, po exemplo, “K13”, Ka dex 1 na p a elei a 13. Os MNSRM e os PCHC são a mazenados em locais p i ilegiados e es a égicos, na zona de a endimen o ao público, pelo que, po ezes, não êm p a elei a de inida, indicando “QQQ”. 1.4.4. Rese as A FG ealiza o sis ema de ese as a a és das po encialidades do SI, o que em as suas an agens. O ac o de se um p ocesso digi al e i a a pe da de in o mação, cená io mais p o á el, caso se a asse de um sis ema em papel. Des e modo, e i a-se a enda de um p odu o, que es á ese ado a ou o u en e e, po consequência, pe da de idelização des e, assim como e os de s ock. As ese as são e is as po um a macêu ico esponsá el, de quinze em quinze dias, de modo a e i a imobilização de s ock. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 9 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém A ese a de um p odu o pode se acei e a u en es conhecidos, ia ele one, ou en ão, du an e o a endimen o. Nes e caso, o u en e pode op a po ealiza o pagamen o an es ou após o p odu o chega à a mácia. O u en e le a semp e um alão, com um código de ba as, pa a p ocede ao le an amen o do p odu o ese ado, e com a in o mação da ho a a que chega á o p odu o. As ese as podem i associadas à encomenda diá ia, pelo que é mui o impo an e a e i icação da exis ência das mesmas, aquando da eceção da encomenda diá ia. Ao ececiona as encomendas de p odu os ese ados, es es não são con abilizados pa a o s ock da a mácia e o SI in o ma que se encon am em “ou as localizações”. Pa a inaliza a en ada, muda-se o es ado da ese a de “ap o ada” pa a “ ecebida”, imp ime- se o alão e jun a-se ao p odu o. Po ques ões de o ganização, as ese as pagas são colocadas jun o da á ea de a endimen o, e as não pagas, num local do a mazém que supo a o a endimen o. 1.4.5. Con olo de p azos de alidade e e i icação ísica de exis ências O con olo dos p azos de alidade dos p odu os exis en es na FG é ealizado po um a macêu ico esponsá el, sendo um p ocesso ex emamen e impo an e, pois ga an e a qualidade no o necimen o dos p odu os aos u en es, assim como uma boa ges ão económica. O p ocesso de e i icação é ealizado, dia iamen e, aquando da eceção de encomendas, como já oi e e ido, assim como mensalmen e, em que, nes e úl imo caso, é imp essa uma olha de odos os p odu os, cujo p azo de alidade e mina den o dos ês meses seguin es. Simul aneamen e, são con e idos os espe i os s ocks, e i ados os p odu os em ques ão e co igidos p azos de alidade, se necessá io. As con agens ísicas azem-se semp e que se obse e um e o de s ock, após se pe cebe a o igem do e o, como seja, a enda de um p odu o nou o código, ou na ealização de ese as. 2. Ma ke ing na Fa mácia Comuni á ia Apesa de não se a p io idade essencial de uma a mácia comuni á ia, as écnicas de ma ke ing são bas an e impo an es, pa a ap oxima a a mácia do u en e. A FG possui uma imagem de inida (Figu a 3), chegando ao u en e como iden idade. Des e modo, possui ambém sacos, ca ões pa a egis o dos alo es bioquímicos, peso e p essão a e ial e a é ca ão de idelidade pe sonalizados (anexo III). Es e úl imo, pa a além de se uma o ma de ideliza u en es, uma ez que o nece pon os con e í eis em dinhei o, os Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 10 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém quais podem se descon ados em p odu os com IVA a 23%, ambém o nece in o mações aliosas ace ca das comp as dos u en es. Nes e sen ido, aquando de uma ação p omocional de uma ma ca de p odu os de de mocosmé ica, con ac am-se os u en es u ilizado es da mesma, de o ma a p emiá-los. A FG colabo a com uma g á ica p o issional, a qual se esponsabiliza po c ia ca azes, pan le os, aixas e ou os ma e iais p omocionais, com uma linha simples, e icaz e apela i a (anexo III). Tendo semp e em con a a imagem clássica da FG, aqueles isam ansmi i e en uais p omoções ou ou as in o mações ele an es. A g á ica em ambém como esponsabilidade a manu enção e a ualização da página da web. De modo a in e agi com a população-al o, a FG possui uma página de acebook onde, dia iamen e, coloca no idades, p omoções ou apenas aconselhamen os. Todas as publicações êm como obje i o p incipal a pa icipação a i a dos u en es e seguido es da página da a mácia, como oi o caso do concu so “A Nossa Foz” e o “Passa empo de Ve ão” (anexo III). Du an e o es ágio, pa icipei em á ias publicações, como, po exemplo, na p omoção das consul as de podologia e di ulgação da p omoção dos p o e o es sola es, en e mui as ou as. Na medida em que os u en es es ão cada ez mais in o mados, o nando-se, po isso, mais exigen es, o ma ke ing o na-se cada ez mais uma e amen a undamen al, pa a c ia uma ligação com o u en e, pa a que an o es e como o a macêu ico pa icipem a i amen e na escolha do p odu o ce o. Es a as a ede de di ulgação, po di e sos meios, da FG pe mi e que a in o mação chegue a oda a comunidade, pelo meio mais adequado, embo a o modo de comunicação mais impo an e, pa a o u en e, seja ainda o aconselhamen o pe sonalizado, du an e o a endimen o. 3. Labo a ó io e Medicamen os Manipulados (MM) A ealização de MM em como obje i o p incipal sup i as necessidades dos u en es. Apesa de odos os a anços da indús ia a macêu ica, ainda é necessá io ajus a doses, o mulações e ias de adminis ação, de modo a o na a medicação mais pe sonalizada e adequada a cada u en e. Segundo o Es a u o do Medicamen o (DL n.º 176/2006, de 30 de agos o), um medicamen o manipulado co esponde a “qualque ó mula magis al ou p epa ado o icinal, p epa ado e dispensado sob a esponsabilidade de um a macêu ico”4. Dadas as ca ac e ís icas peculia es dos MM, es es são egidos po um es a u o p óp io sendo a sua p epa ação e p esc ição egulada pelo DL n.º 95/2004, de 22 de ab il5. Segundo es e DL, o a macêu ico de e assegu a -se da qualidade da p epa ação, Figu a 3 – Imagem de ma ca da FGb. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 11 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém obse ando pa a o e ei o as boas p á icas na p epa ação de MM (Boas P á icas a Obse a na P epa ação de Medicamen o Manipulados em Fa mácia de O icina e Hospi ala ), es ando es as ap o adas pela Po a ia n.º 594/2004, de 2 de julho6, assim como ambém as Boas P á icas Fa macêu icas pa a a Fa mácia Comuni á ia7. Após a p epa ação do manipulado, é ei a a espe i a e ique a, que em as seguin es in o mações: nome da a mácia, nome do á maco, quan idade de p incípio a i o, da a de p epa ação, alidade, ad e ências e modo de adminis ação. De seguida, é calculado o p eço, segundo o alo dos hono á ios da manipulação, o cus o das ma é ias- p imas e da embalagem, obedecendo à Po a ia n.º 769/2004, de 1 de julho8. Po ou o lado, o Despacho n.º 18694/2010, de 18 de no emb o9, ap o a a lis a de medicamen os manipulados, obje o de compa icipação pelo Se iço Nacional de Saúde (SNS), em 30%. 4. A endimen o ao Público O con ac o com o público é das ações mais impo an es do a macêu ico comuni á io, uma ez que são dos p o issionais de saúde em quem a população mais con ia. É du an e o cu o espaço de empo do a endimen o que o a macêu ico a alia o es ado de saúde dos u en es e em a opo unidade de de e a P oblemas Relacionados com Medicamen os (PRM). Des e modo, e i a eações nega i as aos medicamen os e p omo e a saúde e o uso acional do medicamen o. São inúme os os casos em que os u en es p ocu am ajuda, pa a ans o nos meno es, e em que p ocu am o a macêu ico, an es do médico. Nes e sen ido, o a endimen o ao público o na-se o maio desa io e, ao mesmo empo, o maio p opósi o do a macêu ico comuni á io. Após qua o meses de es ágio, conside o que cada a endimen o em a sua his ó ia e que ap endi semp e algo mais, que me ajudou no a endimen o seguin e. Foi, sem dú ida, o meu maio desa io, po que, mais do que e conhecimen o sob e medicamen os, emos que c ia uma ligação com uma pessoa desconhecida e ansmi i -lhe oda a in o mação, como se a conhecêssemos da o ma mais p o issional e ap azí el possí el. 4.1. Medicamen o Sujei os a Recei a Médica (MSRM) Segundo o DL n.º 176/2006 de 30 de agos o4, os MSRM são odos os medicamen os que possam cons i ui um isco pa a a saúde do doen e, di e a ou indi e amen e, que sejam do ados de subs âncias cuja a i idade ou eações ad e sas são indispensá eis ap o unda e/ou se des ine a adminis ação pa en é ica. 4.1.1. P esc ição médica A ecei a médica (RM) é o documen o o icial da dispensação de medicamen os, pelo qual, o médico, o u en e e o a macêu ico comunicam. A ualmen e, a ecei a de e se Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 12 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém e e uada de o ma ele ónica, isando uma maio segu ança, an o a ní el da p esc ição, como da Dispensação Clínica de Medicamen os (DCM). O p ocesso de ansição pa a a RM ele ónica es á legislado pela Po a ia n.º 198/2011 de 18 de maio10. Em alguns casos excecionais (p esc ição a é 40 ecei as mensais, alência in o má ica, p esc ição no domicílio e inadap ação do p esc i o ), é ainda possí el a u ilização da RM manual, con udo, es a só pe manece á a é à desma e ialização da mesma. No ano a ual, es e p ocesso deu alguns passos, uma ez que as a mácias ica am equipadas pa a a lei u a do Ca ão de Cidadão, que i á subs i ui o o ma o papel da RM. Apesa das an agens e iden es des a mudança, o p ocesso ainda ap esen a algumas lacunas, que necessi am de se melho adas. As ecei as podem se eno á eis, possuindo a é ês ias, com a espe i a designação (1ª ia, 2ª ia e 3ª ia), e cada uma em um p azo de alidade de seis meses. Apenas podem se p esc i os, em ecei a eno á el, os medicamen os de a amen o p olongado, desc i os na abela 2 da Po a ia n.º 1471/2004, de 21 de dezemb o11, e medicamen os pa a o au ocon olo de Diabe es Melli us (DM). Exis em ambém as ecei as não eno á eis, com um p azo de in a dias, após a sua emissão. Em cada ecei a, podem se p esc i os a é qua o medicamen os dis in os, a é ao o al de qua o embalagens po ecei a. No máximo, podem se p esc i as a é duas embalagens de cada medicamen o, exce uando quando se encon am sob o ma uni á ia, podendo se a é qua o embalagens iguais. A a és da publicação da Lei n.º 11/2012, de 8 de ma ço12, de ine-se um no o con ex o, pa a a u ilização de medicamen os, sus en ando uma e o ma subs ancial da p esc ição médica: a p esc ição po Denominação Comum In e nacional (DCI). Na RM é dada a indicação da DCI, seguida da dosagem (Dos), Fo ma Fa macêu ica (FF), ap esen ação e amanho da embalagem (Dim). Es a mudança pe mi iu, desde en ão, ao u en e, escolhe po medicamen os bioequi alen es. Apenas em duas si uações, a p esc ição pode se e e i ada po nome come cial ou i ula : quando se a a de um medicamen o de ma ca, sem similia , ou quando há uma jus i icação, po pa e do p esc i o . As exceções podem acon ece no caso de medicamen os com ma gem ou índice e apêu ico es ei o (a), eação alé gica p é ia (b) ou medicamen os des inados a assegu a a con inuidade de um a amen o, com du ação es imada, supe io a 28 dias (c). O Despacho n.º 15700/2012, de 30 de no emb o13, desc e e o modelo a ual da edação de uma RM. 4.1.2. Validação da p esc ição médica A alidação da RM p op iamen e di a, é da esponsabilidade dos se iços de Saúde que êm de assegu a o co e o p eenchimen o da mesma. Con udo, an es de Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 13 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém dispensa os medicamen os, cabe ao a macêu ico a e igua á ios pon os. No caso de a RM se ele ónica é e i icada a exis ência dos seguin es elemen os: núme o da ecei a (cons i uída po 19 dígi os), iden i icação dos dados do médico p esc i o , iden i icação dos dados do u en e, is o é, nome, núme o de u en e do SNS, núme o de bene iciá io da en idade inancei a esponsá el, se aplicá el, egime especial de compa icipação de medicamen os, ep esen ado pelas le as “R” e “O”, se aplicá el. Também é necessá ia a iden i icação do medicamen o (DCI, Dos, FF e Dim) e do Código Nacional pa a a P esc ição Ele ónica de Medicamen os ep esen ado em dígi os e código de ba as. No caso de a legislação pe mi i a p esc ição po nome come cial do medicamen o ou do i ula , de e iden i ica -se ambém o nome come cial do medicamen o ou do espe i o i ula de Au o ização de In odução no Me cado e o núme o do egis o do medicamen o ep esen ado em dígi os e código de ba as. Po im, e i icam-se a posologia e du ação do a amen o, compa icipações especiais, núme o de embalagens, da a da p esc ição e assina u a do médico p esc i o (anexo IV). No caso de se a a de uma ecei a manual, é necessá io maio a enção po pa e do a macêu ico, de modo a dispensa co e amen e os medicamen os. Nes e caso, pa a além daqueles que são necessá ios pa a a RM ele ónica, é ambém necessá io e i ica o local de p esc ição (dependendo dos casos, inhe a ou ca imbo) aquando dos dados do médico p esc i o . Uma ques ão comple amen e dis in a das RM ele ónicas, é a e i icação das exceções já acima e e idas, que sal agua dam a p esc ição po RM manual. Po im, es a não pode con e asu as, calig a ias di e en es ou se esc i a a cane as di e en es ou a lápis; odos es es mo i os são azões pa a que não seja ei a a compa icipação. 4.1.3. Dispensação Clínica de Medicamen os Como e e ido no pon o an e io , é necessá io p e iamen e a e i icação da RM. De modo a p ocede à dispensa p op iamen e di a é impo an e pe cebe se se a a de medicação habi ual, ques ionando o u en e que medicamen o cos uma le a ou, caso con á io, se em p e e ência po gené ico ou ma ca. No a o da dispensa, o a macêu ico é ob igado a in o ma o u en e da exis ência de medicamen os gené icos simila es ao p esc i o, compa icipados pelo SNS, e qual o mais ba a o. No caso da inexis ência de medicamen o simila ou da exis ência das exceções a) e b), o a macêu ico só pode dispensa os medicamen os que cons am na RM. Os medicamen os, que se podem cingi à exceção a), cons am numa lis a ealizada pelo In a med, sendo que, caso seja aplicada a exceção a um medicamen o, que não cons e na lis a, es e pode se dispensado como se de uma p esc ição po DCI se a asse. No caso da exceção c), apesa da jus i icação, o u en e pode op a po medicamen os simila es ao p esc i o, desde que sejam de PVP in e io . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 20 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém 5. Fa u ação e Recei uá io28 O ecei uá io da a mácia é o ganizado de o ma a se en iado, mensalmen e, à Associação Regional de Saúde (ARS), pa a o Cen o de Con e ência de Fa u as (CCF), no caso do o ganismo esponsá el se o SNS; ão pa a a Associação Nacional das Fa mácias (ANF), caso se a e de qualque ou o o ganismo (Mul ica e, Sã ida, ADSE, SAMS, e c. Du an e odo o mês, o a macêu ico esponsá el e i ica exaus i amen e as ecei as a iadas, obse ando odos os pa âme os pa a alidação da RM, an e io men e e e idos. Du an e es a e i icação, o ganiza as ecei as po o ganismo de compa icipação e pelo núme o de sé ie e lo e. Cada lo e é cons i uído po 30 ecei as, nume adas pelo SI. No inal, é emi ido um e be e, cons i uído po um esumo das ecei as (PVPs, compa icipações e núme o de e ique as, po ecei a), que cons i uem o lo e, sendo aquele ca imbado e colocado à ol a das ecei as espe i as. Com os no os passos na RM ele ónica, oi ambém possí el simpli ica o p ocesso de ges ão documen al dos p es ado es, uma ez que o en io, po meio ele ónico dos dados da a u a e dos documen os de p es ação, pe mi e ag upa em apenas dois ipos de lo es a o alidade do ecei uá io, aquando da dispensa: lo e do ipo 99 (inclui odas as ecei as que enham sido con e idas ele onicamen e, no momen o da dispensa sem e o) e lo e do ipo 98 (inclui odas as ecei as que enham sido con e idas ele onicamen e, no momen o da dispensa e que enham sido egis adas com e o). Po enquan o, o ecei uá io con inua a se sepa ado em lo es, de aco do com o p ocesso de en io já es abelecido. A ualmen e, mesmo pa a as a mácias ade en es ao Aco do de T ansmissão de Fa u ação Ele ónica de Recei uá io Médico e Cuidados Fa macêu icos, enquan o não oco e a desma e ialização comple a da RM, e ão de en ia as RM, que supo am a a u a, em o ma o papel. No inal de cada mês, p ocede-se à imp essão das elações de iden i icação de lo es e as a u as, po o ganismo de compa icipação, as quais são ca imbadas e assinadas. De seguida, odos os documen os ( a u as, elações de esumo de lo es, e be es de iden i icação de lo es e ecei as) são en iados pa a a ARS ou pa a a ANF, con o me o caso. É ambém emi ido um Resumo de Fa u as pa a a qui o da a mácia e ainda um mapa comp o a i o do en io do ecei uá io do mês, que ambém é en iado, com a es an e documen ação. A é ao dia cinco do mês seguin e, uma emp esa de anspo e passa na a mácia, a im de ecolhe a a u ação que é con e ida no CCF. Os es an es lo es, compa icipados po ou as en idades, são en iados di e amen e pa a a ANF, po co eio. Todos os meses são de ol idas à a mácia ecei as com di e enças apu adas no p ocesso de con e ência de a u as. No caso de ecei as de ol idas dos subo ganismos do SNS, exis e um mon an e associado às mesmas. À a mácia cabe, de imedia o, a emissão Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 21 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém de uma No a de C édi o co esponden e ao alo o al não p ocessado, mesmo que aquela não es eja de aco do com os e os indicados. Exis em casos, cuja de olução não em undamen o. Nes a si uação, a a mácia p eenche um documen o, com a de ida jus i icação, e en ia à ANF, que a a di e amen e com o CCF. Pos e io men e, a ANF con ac a a a mácia com o e edic o. T a ando-se de ou os o ganismos, não há emissão de No as de C édi o/Débi o, uma ez que os alo es já êm co igidos. Fu u amen e, pa a os p es ado es Ade en es ao Aco do de Fa u ação Ele ónica, o en io dos documen os con abilís icos ( a u a e no as de débi o/c édi o) se á subs i uído pelo seu en io em o ma o desma e ializado. Adicionalmen e, de e ão en ia , em subs i uição da guia ísica, uma guia de a u a ele ónica. As Fa mácias e ão de en ia es a documen ação a é ao dia dez do mês seguin e a que es a espei a, pa a que a sua con e ência e pagamen o sejam assegu ados. 6. Cuidados e Se iços Fa macêu icos A Po a ia n.º 1429/2007, de 2 de no emb o29, de ine os se iços a macêu icos que podem se p es ados pelas a mácias. A FG disponibiliza alguns des es se iços, de modo a p omo e a saúde e bem-es a dos u en es, endo, pa a al im, um gabine e de a endimen o pe sonalizado. Pa a além do e e enciado, nes e gabine e ambém são ealizados, mui o espo adicamen e, se iços de p imei os soco os ( e idas e pequenos cu a i os), u ação de o elhas e algum aconselhamen o a macêu ico, dada a sua p i acidade. 6.1. Pa âme os isiológicos e bioquímicos Na FG, é possí el ealiza a medição do peso e al u a, P essão A e ial (PA), glicémia, Coles e ol To al (CT) e T iglice ídeos (TG). De modo a ealiza um acompanhamen o ao u en e, odas as medições são egis adas num ca ão ealizado pela a mácia, pa a o e ei o. Du an e o meu es ágio, ealizei á ias medições des es pa âme os e obse ei u en es que ealizam medições dia iamen e, pa a au ocon olo das pa ologias que possuem. A medição da PA, é sem dú ida o pa âme o mais solici ado na FG e oi ambém aquele que mais opo unidade i e de ealiza , desde pacien es hipe ensos medicados que a con olam dia iamen e, a é u en es sem qualque his ó ia de hipe ensão. Ti e ambém a opo unidade de acompanha um es udo da PA, du an e 15 dias, de uma u en e, de modo a que o clínico p ocedesse de aco do com os dados ob idos. Ao longo do ano, a medição da glicémia e da PA é g a ui a e os es an es pa âme os êm um alo associado. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 22 Pa e I – A Fa mácia de Gonda ém 6.2. Adminis ação de medicamen os e acinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação A FG disponibiliza a odos os seus u en es um local onde podem se p es ados es es se iços, bem como p o issionais de idamen e habili ados pa a o e ei o. 6.3. Ou os se iços Pa a além dos se iços já e e enciados, a FG dispõe ainda de consul as de podologia, nu ição e isio e apia, após ma cação com os p o issionais de saúde esponsá eis po aqueles se iços. 6.4. Recolha de adiog a ias Anualmen e, a Assis ência Médica In e nacional ealiza uma campanha de eciclagem de adiog a ias nas Fa mácias Po uguesas, à qual a FG ade iu. Cada onelada de adiog a ias ecolhida da á o igem a ce ca de 10 quilog amas de p a a, cujo esul ado da enda i á ajuda a Assis ência Médica In e nacional nas campanhas humani á ias e na melho ia da sua assis ência30. 6.5. Sociedade Ges o a de Resíduos de Embalagens e Medicamen os (VALORMED) A VALORMED, c iada em 1999, é uma sociedade sem ins luc a i os, que em a esponsabilidade da ges ão dos esíduos de embalagens azias e medicamen os o a de uso. Es e p oje o oi esul ado da colabo ação en e a indús ia a macêu ica, dis ibuido es e a mácias, em ace da sua consciencialização pa a a especi icidade do medicamen o enquan o esíduo. Pa a além das ques ões ambien ais, cla amen e obse á eis nes a ação, o mesmo p oje o em ambém em is a o aumen o da segu ança do p óp io u en e, ao diminui o consumo de medicamen os o a de p azo, au omedicação e aciden es domés icos. Dia iamen e, con ac ei com a en ega de medicamen os na FG, pa a es a ação 31. 23 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | Pa e II Ações do Fa macêu ico Comuni á io 24 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io 7. Pa e II: Ações do Fa macêu ico Comuni á io 7.1. Doença Ca dio ascula : Fa o es de Risco Nos dias de hoje, é a o não ou i ala do concei o de Doenças Ca dio ascula es (DCV). Es as são causadas po a o es de isco modi icá eis ou con olá eis, is o é, a o es que dependem de nós, de que são exemplo, a hipe coles e olemia, hipe ensão a e ial (HTA), obesidade/peso ele ado, abagismo, seden a ismo e DM. Ou os, como a idade, e nia e his ó ia amilia , ogem do nosso con olo e, po isso, denominam-se de não modi icá eis32. Po ou o lado, a sociedade em ganho cada ez mais sensibilidade em elação a es e ema, possi elmen e, de ido às consequências incapaci an es e equen emen e a ais das DCVs. Em 2009, es as o am esponsá eis po ce ca de 40% dos óbi os, em Po ugal33 e, a ualmen e, segundo a OMS, são a maio causa de mo e, a ní el mundial34. É u gen e e necessá io coloca em p á ica medidas p e en i as, de modo a con o na es a du a ealidade. A HTA é o p incipal a o de isco que le a ao desen ol imen o de DCVs, como, po exemplo, o Aciden e Vascula Ce eb al33, sendo ambém esponsá el, a ní el mundial, pelo maio núme o de mo es p ema u as e associadas a DCVs (13%)32. O abagismo, a o de isco conside ado mais impo an e na União Eu opeia, es á elacionado com ce ca de 50% das causas de mo e e i á eis, me ade das quais de ido a a e oscle ose33 e, com ce ca de 10%, ela i as a DCVs32. O isco é maio no sexo eminino32,33, e ainda maio em sine gismo com an iconcepção o al, em que o isco de en a e do miocá dio aumen a de seis a oi o ezes33. O isco é ambém ele ado, no caso de jo ens umado es, e aumen a com o núme o de ciga os consumidos po dia32,33. Após cessação abágica, o isco de desen ol e DCVs diminui conside a elmen e, nos dois anos seguin es, e iguala o isco de um não umado , apenas den o de quinze anos32. As DCVs são esponsá eis po 60% das mo es de indi íduos com DM32. A p e alência de DM em Po ugal, em 2011, oi de 12,7%, o que co esponde a 1003000 indi íduos35. Ao con á io da HTA e da hipe coles e olemia, a DM não é doença silenciosa, is o é, ap esen a sinais e sin omas, sendo que uma de eção a empada diminui o isco de complicações da doença36. Os sin omas poliú ia, hipe dipsia, poli agia, pe da de peso não a ibuída a ou as causas e adiga, podem su gi epen inamen e37. A obesidade/excesso de peso es á elacionado com ou os a o es de isco, como HTA e DM32,33 e em ganho g ande ele o, uma ez que os alo es duplica am desde 198038. A OMS, no p esen e ano, ale ou que a Eu opa i á a a essa , den o de 15 anos, uma epidemia de obesidade, segundo di ulgações do Cong esso Eu opeu sob e Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 25 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io Obesidade39. Po ugal oi conside ado o segundo país com maio excesso de peso, ao ní el de peso in an il, no ano de 2014, a segui à G écia40. Sabe-se que ele ados ní eis de coles e ol aumen am o isco de oco ência de DCVs. De ac o, um e ço dos e en os de doença ca díaca isquémica é de ido a ele ados ní eis de coles e ol. A hipe coles e olemia é uma doença “ ípica” de países desen ol idos, ab angendo mais de 50% da população des es e 25% dos países em desen ol imen o32. O coles e ol o al é a soma do High Densi y Lipop o ein Choles e ol (c-HDL), denominado na gí ia de “bom coles e ol” com o Low Densi y Lipop o ein Choles e ol (c-LDL), o “mau coles e ol”. O sexo eminino possui ní eis de c-LDL in e io es ao sexo masculino, a é aos 55 anos de idade, sendo que, pos e io men e, os ní eis in e em-se. No sexo masculino, os ní eis de c-HDL são endencialmen e in e io es ao sexo opos o, pelo que possuem, de um modo ge al, maio p obabilidade de de e em ní eis de CT in e io es ela i amen e ao sexo eminino41. De o ma a aumen a a sensibilidade dos u en es pa a es a emá ica, ealizei um pan le o ace ca do isco ca dio ascula (anexo VII) que coloquei no balcão de a endimen o e na zona de a endimen o pe sonalizado, onde se ealizam as medições dos pa âme os bioquímicos. Não dei con a de que o pan le o enha p oduzido e ei o na população, apesa de mani es a ece i idade e p edisposição pa a o le a pa a casa.  Dislipidemias Segundo as no mas da Di eção Ge al da Saúde (DGS), ace ca da abo dagem e apêu ica das dislipidemias, o limi e desejado dos ní eis de CT de e á se indi idualmen e de inido, a endendo ao isco ca dio ascula de cada indi íduo. Assim, é obje i o e apêu ico, quando um indi íduo ap esen a um isco ca dio ascula baixo, Sys ema ic Co ona y Risk E alua ion (SCORE) (SCORE <1%) a mode ado (SCORE ≥ 1% a <5%), man e o alo de CT in e io a 190 mg/dL e c-LDL in e io a 115 mg/dL. É obje i o e apêu ico, no indi íduo assin omá ico e com um isco ca dio ascula al o (SCORE ≥ 5% a <10%), assim como no indi íduo com dislipidemia amilia a e ogénica e hipe ensão de g au 3 (≥180 e/ou ≥110 mmHg), ob e um alo de c-LDL in e io a 100 mg/dL42. Os alo es SCORE são calculados a pa i de abelas que êm em con a o alo de CT e de PA. No que espei a à p esc ição de exames labo a o iais, pa a a aliação de dislipidemias no adul o, a a ual no ma da DGS p opõe, pa a o e ei o, que a mesma seja ealizada no con ex o das seguin es condições43:  DCV a e oscle ó ica (clinicamen e e iden e).  DM.  His ó ia amilia de DCV p ema u a: Indi íduos do sexo masculino com menos de 55 anos, ou indi íduos do sexo eminino com menos de 65 anos de idade. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 26 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io  Dislipidemia amilia .  Doença in lama ó ia c ónica.  Doença enal c ónica (com axa de il ação glome ula <60 mL/min/1,73m2).  Fa o es de isco pa a DCV, exce uando DM.  Hábi os abágicos.  HTA.  Índice de Massa Co po al ≥ 30 kg/m2 ou pe íme o da cin u a ≥ 94 cm em indi íduos do sexo masculino e ≥ 80 cm em indi íduos do sexo eminino.  Indi íduos do sexo masculino com mais de 40 anos de idade e indi íduos do sexo eminino com mais de 50 anos de idade ou na pós-menopausa. 7.1.1. Es udo dos ní eis de CT (mg/dL) do mês de maio dos u en es da FG Du an e odo o mês de maio, a FG ealizou, g a ui amen e, medições dos pa âme os bioquímicos. O as eio e e po base o ac o de o mês de maio se o mês do co ação, mas ambém po os u en es p ocu a em, dia iamen e, a FG pa a ealiza em medições dos seus pa âme os bioquímicos. No sen ido de es uda o pe il de alo es de CT dos u en es da FG, achei ú il a ealização do es udo ap o undado dos alo es egis ados de CT (mg/dL), ao longo do mês de maio. O obje i o oi en a pe cebe a si uação da população em ques ão e de que o ma é que nós a macêu icos e a p óp ia a mácia pode íamos a ua , de modo a p omo e a saúde e sup imi necessidades. A a és do p og ama Excel 2013, ealizei uma o ganização dos dados (Tabela 2), po sexo e po alo dec escen e da média dos alo es de CT (mg/dL), endo em con a a obse ação egis ada, assim como a equência. Dados Média dos alo es de CT (mg/dL) F equência Homens 204 12 1. Não oma medicação 208 7 2. Toma Sin as a ina 202 3 3. Começou A e in® 194 1 4. Toma Inegy® 155 1 Mulhe es 217 33 5. Toma A kos e ol® 235 1 6. Toma Feno ib a o 226 1 7. Toma Sin as a ina 221 3 8. Toma P a as a ina 220 1 9. Não oma medicação 219 23 10. Toma A o as a ina 205 3 11. Toma Inegy® 161 1 To al 213 45 O as eio ca dio ascula e e no o al 45 pa icipan es, 12 (26,67%) do sexo masculino e 33 (73,33%) do sexo eminino. Tabela 2 – Valo es de CT da população da FG medidos no mês de maio. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 27 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io Ao ealiza uma p imei a análise da abela, e i ica-se que, nes a população, os indi íduos do sexo eminino ap esen am ní eis de CT (mg/dL) mais ele ados que o sexo opos o, uma ez que demons am, como média, 217 mg/dL e 204 mg/dL, espe i amen e. Segundo as no mas da DGS, an o a p esc ição de exames labo a o iais como a escolha da e apêu ica a u iliza dependem do conhecimen o dos a o es de isco de cada u en e. Con udo, mesmo no melho cená io, is o é, no caso de possuí em isco baixo a mode ado, são ecomendados ní eis de CT abaixo de 190 mg/dL42. Nes e sen ido, pode-se a i ma que a população, em es udo, ap esen a apa en emen e ní eis de CT (mg/dL) ele ados. Segundo a Figu a 5, ao e exclusi amen e em con a o e e ido limi e de CT de 190 mg/dL, apenas 11 indi íduos (24,44%) ap esen am alo es abaixo do mesmo (média = 170 mg/dL). Po consequência, os es an es 34 (75,56%) ap esen am alo es iguais ou supe io es a 190 mg/dL (média = 227 mg/dL), pelo que co obo a os ele ados alo es de CT (mg/dL), p e iamen e epo ados. Dos 11 indi íduos que possuem os alo es mais baixos, 7 (63,64%) são do sexo eminino e 4 são do sexo masculino (36,36%). Dos 34 indi íduos do ou o g upo, 26 são do sexo eminino (76,47%) e 8 (23,53%) são do sexo masculino. Es e úl imo dado ambém e o ça o ac o dos ní eis se e ela em endencialmen e mais ele ados no sexo eminino, compa a i amen e ao sexo opos o. Po ou o lado, ao in oduzi o a o medicação, e i ica-se que, e e i amen e, são os indi íduos não medicados (66,67%) que ap esen am alo es supe io es, o que pode se pe cecionado pela obse ação da Figu a 6. Uma ez que ambos os g upos ap esen am uma média de alo es acima do limi e aconselhado de 190 mg/dL, se ia necessá ia uma a aliação do SCORE de cada indi íduo, de o ma a a alia a necessidade da ealização de análises labo a o iais e de in odução ou ea aliação da e apia. Con udo, ambém é de salien a o ac o de não sabe mos se as pessoas medicadas omam e e i amen e a posologia indicada, pelo que pode ão in luencia nega i amen e os dados do es udo. 0 50 100 150 200 250 11 34 Média dos alo es de CT em mg/dL Núme o de pessoas Média dos alo es de CT (mg/dL) endo em con a o limi e de CT de 190 mg/dL Figu a 5 – Média dos alo es de CT (mg/dL) endo em con a o limi e de CT de 190 mg/dL. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 28 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io Ao conside a dois no os g upos, endo em conside ação se os indi íduos são ou não medicados e ainda o sexo, e i ica-se que exis em di e enças nos alo es médios de CT (mg/dL) em elação à conside ação an e io que não alo iza a o sexo (Figu a 7). Os indi íduos medicados do sexo masculino (33,33%) possuem alo es médios de CT mui o p óximos do limi e de 190 mg/dL, ao con á io das mulhe es que con ibuí am pa a o aumen o da média do g upo da Figu a 6. De ac o, como se pode obse a na Figu a 7, es as ap esen am alo es médios de CT de 212 mg/dL. No g upo dos indi íduos não medicados são ambém os indi íduos do sexo eminino que possuem os alo es mais ele ados do g upo (219 mg/dL con a 214 mg/dL), o que co obo a o e e ido ace ca dos alo es de CT (mg/dL) se em endencialmen e in e io es no sexo masculino. Conside ando apenas os 15 indi íduos, que se encon am medicados, a maio ia dos indi íduos (10 indi íduos, ou seja, 66,67%) oma dia iamen e uma es a ina simples, como as no mas da DGS suge em44. Dos es an es, 2 indi íduos (13,33%) op am po p odu os na u ais, como é o caso do A e in® e do A kos e ol®; 2 indi íduos (13,33%) encon am-se medicados com Inegy® e, po úl imo, 1 indi íduo (6,67%), po eno ib a o. O Inegy® é um á maco compos o po 10 mg de sin as a ina e 10 mg de eze imiba que a ua an o na sín ese como na abso ção do coles e ol no o ganismo, le ando a g andes 33% 67% Indi íduos medicados e sus Indi íduos não medicados CT= 205 mg/dL - Medicados CT= 218 mg/dL - Não medicados Média dos alo es de CT (mg/dL) Figu a 6 – Média dos alo es de CT (mg/dL) endo se os indi íduos se encon am medicados ou não e endo em conside ação o sexo. 212 219 191 214 170 180 190 200 210 220 230 1 2 Média dos alo es de CT (mg/dL) G upo de indi íduos medicados (1) e g upo de indi íduos sem medicação (2) Média dos alo es de coles e ol (mg/dL) po sexo e consoan e exis ência ou não de medicação Mulhe es Homens Figu a 7 – Média dos alo es de CT (mg/dL) endo se os indi íduos se encon am medicados ou não e endo em conside ação o sexo. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 29 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io eduções do c-LDL45. Alguns es udos demons a am que mais de me ade dos indi íduos não a inge os limi es aconselhados de c-LDL, com a dose inicial de es a ina, e 86% não a inge o obje i o, passados 6 meses45. Nes e sen ido, é necessá io uma e apia combinada que a ua em á ias en es, como é o caso da combinação de uma es a ina com a eze imiba. O eno ib a o é um á maco que aumen a a a i idade da lípase da lipop o eína, que deg ada o coles e ol, assim como eduz a p odução de TG, no ígado, sendo indicado na dislipidemia mis a (TG e CT aumen ados) ou em casos em que as es a inas es ejam con aindicadas. As e apias combinadas com ib a os ap esen am melho es esul ados, po ém, maio es e ei os ad e sos46. Na Figu a 8, es ão ep esen ados os alo es médios de CT, de aco do com os di e en es ipos de medicação, endo em con a o sexo. Ve i ica-se que, de um modo ge al, os indi íduos êm o CT acima de 190 mg/dL, à exceção dos indi íduos medicados com Inegy®, os quais ap esen am os alo es mais baixos, 155 mg/dL, no caso do indi íduo sexo masculino, e 161 mg/dL, no caso do indi íduo sexo eminino. Apesa de poucos dados disponí eis ace ca da população es udada, oi possí el e i ica que a maio pa e dos indi íduos em o CT acima do limi e aconselhado pelas no mas da DGS (190 mg/dL). Des e modo, é ealmen e necessá io ealiza uma a aliação de cada indi íduo de modo a comp eende o pon o de si uação, ab angendo o cálculo do SCORE, de modo a p e e a si uação de isco ca dio ascula . Se ia impo an e pe cebe se, po um lado, a medicação não es á a su i e ei o ou se ainda não e e empo pa a p oduzi o e ei o desejado ou, po ou o lado, se é um caso em que é necessá io in oduzi medicação. Ou o a o ele an e se ia pe cebe se há adesão à e apêu ica e se es a é acompanhada de medidas não a macológicas, como adju an e ao a amen o, se aplicá el. Do pon o de is a p á ico, es e es udo pe mi iu que a cada medição de CT se es udasse a undo cada p oblemá ica, de o ma a pe sonaliza ainda mais o aconselhamen o, de o ma a su gi em esul ados mais posi i os. Figu a 8 - Tipo de medicação em ambos os sexos. 235 226 221 220 205 161 202 194 155 0 50 100 150 200 250 Valo es de CT (mg/dL) Fá maco Tipo de medicação em ambos os sexos Mulhe es Homens Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 36 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io Quando se u ilizam p odu os com um Po encial de Hid ogénio (pH) mui o di e en e do da pele (pH=5), há uma necessidade de eco e a subs âncias emolien es e calman es, pa a a enua a ag essão da limpeza e o nece uma sensação de escu a e con o o à pele. Não é um passo ob iga ó io, na medida em que, a ualmen e, a maio pa e dos p odu os de limpeza não desequilib am o pH cu âneo, mas auxiliam a desengo du a as peles mais oleosas65. Os p odu os hid a an es podem a ua de dois modos: pela o mação de uma película oclusi a, que impede a PTEA, ou pela exis ência de subs âncias com p op iedades hig oscópicas, que a aem a água como o AH, u eia ou colagénio65. As peles mais oleosas, nes e pa âme o, já p i ilegiam de um gel, de um c eme com álcool ou de um luido, de modo a con a ia a oleosidade na u al da pele. As peles secas necessi am de um c eme mais oleoso. De e se aplicado duas ezes ao dia, após a limpeza e oni icação (se necessá io), sendo que o p odu o de dia de e con e um Fa o de P o eção Sola (FPS) associado65, de modo a p e eni o o oen elhecimen o. A i amina C pode se u ilizada nos c emes de dias, como complemen o ao FPS pelas suas p op iedades an ioxidan es. Con udo, po se apidamen e deg adada pela luz, aquela é aconselhada a se aplicada, após exposição sola , sendo um ing edien e u ilizado nos c emes de noi e67. A aplicação de um p odu o com FPS en a nes e p ocesso, como o úl imo passo, sendo po mui os des alo izada a sua impo ância. Toda ia, segundo um es udo ealizado em Filadél ia, o uso diá io de um p odu o com apenas 5 de FPS, diminui em 50% a exposição a adiação UV, se os hábi os su gi em desde c iança, embo a os bene ícios sejam ainda mui os, ao inicia os hábi os de p o eção mais a de. Embo a não seja um hábi o mui o acei e, e não obs an e sabe -se que a in ensidade da adiação UV sola é meno , no in e no, ambém é um ac o que a adiação UV con inua a passa as nu ens e é ex emamen e e le ida na ne e68.  Exposição e P o eção Sola es A exposição sola ap esen a as suas an agens, quando é ponde ada, con udo, quando aquela é excessi a, é esponsá el pelo su gimen o de sinais de en elhecimen o e ambém po doenças de pele, como é o caso do canc o de pele60. Uma das maio es an agens da exposição sola é a p odução de i amina D, ambém apelidada da i amina sola , uma ez que co esponde à sua maio on e. Apesa de se possí el a sua aquisição a a és da die a, poucos alimen os são o i icados em i amina D, esul ando numa de iciência, em odas as aixas e á ias, na Eu opa e Es ados Unidos da Amé ica. Aquando da exposição sola , a p ó- i amina D3 (7-dihid ocoles e ol), p esen e na pele, abso e adiação UV de al a ene gia, lisa e isome iza a i amina D3 (colecalci e ol) 69. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 37 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io Após a inges ão de i amina D, pela die a ou a a és da exposição sola , aquela é anspo ada pa a o ígado, onde é hid oxilada a 25-hid oxi i amina D3 (25-hid oxicolecalci e ol), cuja quan i icação pode se u ilizada pa a a alia es ados nu icionais. A sua quan idade na co en e sanguínea es á di e amen e elacionada com a densidade óssea de adolescen es e adul os. No im, so e segunda hid oxilação, o mando a 1,25-dihid oxi i amina D3 (1,25- dihid oxicolecalci e ol ou calci iol), compos o a i o in e enien e no me abolismo do cálcio (Figu a 12). Pensa-se que ambém in e ém na egulação da p essão a e ial e na p e enção de doenças au oimunes. Pa a além do im, es a eação pode ealiza -se em ou os ecidos (p ós a a, colon, pulmão), a uando na p e enção de canc o, a a és da egulação do c escimen o celula do espe i o ecido69. Nes e sen ido, a i amina D, embo a não seja p oduzida no o ganismo, em uma impo ância ex ema na egulação do mesmo. Qualque a o que in luencie a quan idade de adiação UV que pene a na pele (melanina, p o e o es sola es, es ação do ano, e c.) ou a quan idade de 7-dihid ocoles e ol, in luencia a p odução cu ânea de i amina D69. Exis em ês ipos de adiação UV: adiação UVA ( adiações melanogénicas) que não é abso ida pela camada do ozono; adiação UVB ( adiações e i ema ogénicas) que é abso ida pa cialmen e e adiação UVC que é e ida pela camada do ozono. Em sín ese, só chegam à supe ície e es e adiações do ipo UVA e UVB70. Embo a as adiações UVB apa en em se menos pe igosas, elas são as esponsá eis pelo canc o da pele, aquando de uma exposição sola con ínua, no pico de in ensidade (meio dia). As adiações UVA, embo a em meno quan idade, são esponsá eis pelo o oen elhecimen o p ecoce68. Os p o e o es sola es são p odu os que con êm um il o que impede a passagem da luz sola , p oduzindo a sua e lexão ou abso ção apenas de pa e da adiação. Um p o e o sola ideal de e á se 100% o o es á el, não de e á se abso ido pela pele nem anspo ado pa a células humanas e de e á dissipa a adiação abso ida, sem le a à o mação de adicais li es. Os il os podem se ísicos ou químicos. Os ísicos são compos os ino gânicos (dióxido de i ânio, óxido de zinco, e c.), que e le em as adiações UVA e UVB. Não são abso idos pela pele, po ém, são cosme icamen e menos ag adá eis, po se o na em opacos, mas podem se u ilizados em c ianças e em peles in ole an es. Po ou o lado, os químicos ou o gânicos são ca ac e izados pela sua Figu a 12 – Me abolismo da i amina D no o ganismo m. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 38 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io capacidade de abso e a adiação UVA (benzo enonas, e c.) ou UVB (ácido pa a- aminobenzóico, salicila os, e c.). Es es abso em e con e em a adiação em calo e são cosme icamen e mais ag adá eis, mas podem desencadea eações alé gicas, em indi íduos susce í eis71. O FPS é, eo icamen e, a azão en e o empo que uma pele p o egida e uma pele desp o egida demo am a desen ol e o mínimo e i ema, no que diz espei o a p o eção con a adiação UVB. Na p á ica, co esponde à ga an ia de e e i idade de um p o e o sola , uni e salmen e acei e72. Con udo, exis em algumas con o é sias em elação a es e a o . Um FPS de 30 signi ica que uma pele p o egida demo a 30 ezes mais empo a desen ol e um mínimo e i ema que a mesma pele desp o egida. Des e modo, o FPS depende mui o de a o es que dizem espei o ao indi íduo, mas ambém a a o es ambien ais ex e nos. Ou os pon os c í icos são a quan idade e modo de aplicação do p odu o, quan idade de adiação UV emi ida pelo sol e a p óp ia lei u a do mínimo e i ema. De modo a con o na es es p oblemas, de e á se con olada a quan idade e o modo de aplicação do p o e o sola . A Food and D ug Adminis a ion ecomendou que de e á se aplicada uma quan idade de 2 mg/cm2,de modo a con o na as i egula idades da supe ície da pele. Po úl imo, de e se u ilizado um p o e o sola com um il o que ambém possua p o eção da UVA de, pelo menos, um e ço do alo de FPS72.  Ma cas e espe i as gamas an i en elhecimen o o IMEDEEN® A IMEDEEN® é uma ma ca de an i en elhecimen o especial, uma ez que az uma abo dagem a a és de comp imidos e em como iloso ia a p e enção do en elhecimen o, à base de an ioxidan es, em locais onde os c emes não conseguem chega . Um exemplo dos seus p odu os é o Time Pe ec ion® (Figu a 13) que é compos o essencialmen e po ex a os de peixe (Ma ine Complex™), de oma e (LycoPhence GS Fo e™) e de u a, e po i amina C e zinco73. Os compos os do oma e, como é o caso do licopeno, assim como os compos os enólicos da u a, são conhecidos pelas suas p op iedades an ioxidan es, impedindo a o mação de ROS e ou os adicais li es e diminuem a oxidação dos lípidos. A i amina C, pa a além da sua conhecida ação an ioxidan e, es imula a p odução de colagénio, dado que se e de co a o à p olina e lisina, pa a a p odução do mesmo. Vis o que a i amina C não é p oduzida no nosso co po, é necessá io adqui i-la do meio ex e no, em ce as quan idades74. Con udo, de ido à g ande ins abilidade em soluções aquosas, a pene ação cu ânea é limi ada, pelo que, de ac o, Figu a 13 - Time Pe ec ion® e Man.age.men ® n. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 39 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io os p odu os IMEDEEN® ap esen am es a an agem, em elação aos ópicos75. O zinco é um mine al com p op iedades an ioxidan es, po que in e ém na p odução de moléculas capazes de impedi a p odução de adicais li es ou auxilia na neu alização dos mesmos. Pa a além disso, pensa-se que ambém possui alguma in luência na es abilidade das memb anas celula es74. Um es udo ealizado em homens com Man.age.men ® (Figu a 12), p odu o IMEDEEN® de igual composição ao Time Pe ec ion®,des inado a homens, demons ou que o di o p odu o é e icaz na edução de sinais de en elhecimen o, aumen ando a densidade da de me, de colagénio e elas ina e melho ando conside a elmen e a hid a ação acial74. o Caudalie® A Caudalie® é uma ma ca ancesa que nasceu da junção do apoio a macêu ico com uma p op ie á ia de inhas. A ma ca em á ias pa en es mundiais egis adas, como o es e a ol, a ini e ina e poli enóis e, mais ecen emen e, uma pa en e penden e de es e a ol e AH76. Um dos p odu os de maio des aque da ma ca, pelo seu sucesso no comba e e p e enção da pigmen ação da pele é o sé um da gama Vinope ec (Figu a 14), endo sido dis inguido com o P émio Cinco Es elas 2015. O compos o ap esen a ini e ina que demons ou e icácia in i o na inibição da i osinacinase75. Comp o ou se mais po en e do que componen es de e e ência, como despigmen an es77: ácido kójico (4 ezes mais), a bu ina (13 ezes mais) e i amina C (62 ezes mais)75. De modo a complemen a a ação despigmen an e, exis em á ios p odu os da mesma gama, como é exemplo o c eme de noi e Vinope ec . Es e des ina-se a a ina os po os, a co igi manchas e impe eições ao aco da , sendo compos o po ini e ina 500, ácido glicólico e enzimas de papaia78. O ácido glicólico é um al a-hid oxiácido e, de ido ao seu baixo peso molecula , pene a acilmen e na pele. P o oca, em baixas concen ações, uma ação ex olian e, po es imulação da camada basal, limpando a camada compos a po células mo as e go du a79-80. A Caudalie® possui ambém a gama Vinoexpe , à base de AH e es e a ol81. O es e a ol é um hid oxies ilbeno75 abundan e nas u as e melhas, capaz de p o ege as células do s ess oxida i o82, com p op iedades an i-in lama ó ias e an icance ígenas75. Pela sua capacidade de inibi a i osinacinase75, é capaz de a a hipe pigmen ação, o nando a pele mais b anca e luminosa83. A no a pa en e su ge da pa ce ia com a Faculdade de Medicina de Ha a d. Sob e aquela, pouca in o mação oi ainda di ulgada. Sabe-se que es a gama, Res e a ol Li , i á subs i ui a an e io , Vinoexpe . A no a ó mula consis e na an iga molécula es e a ol Figu a 14 – Sé um an i manchas da gama Vinope ec o. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 40 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io combinada com duas mic o moléculas de AH, que pene am a pele a p o undidades di e en es, e es imulam o gene HAS2, que omen a a p odução de AH endógeno84. De ac o, a ia odo o sen ido o ap o ei amen o das p op iedades do AH endógeno em o mulações an i en elhecimen o. Con udo, a sua pene ação na pele es á limi ada ao seu ele ado peso molecula (2000 kDA)85. Vá ios es udos já o am ealizados, de o ma a o na a molécula mais pequena, de modo a se mais acilmen e abso ida pela pele. Con udo, alguns agmen os demons a am-se com ação p ó-in lama ó ia56,85. O gene HAS2 é esponsá el pela sín ese de moléculas de maio peso molecula de AH e há e idências de que es a iso o ma seja a enzima mais impo an e na p odução de HA de odo o o ganismo86. o Filo ga® A Filo ga® é uma ma ca de p odu os an i en elhecimen o po excelência, adequada pa a peles mais madu as, sendo à base de AH, compos os bo ox-like e colagénio. Pa a além des es compos os, ap esen a ambém compos os an ioxidan es, como a i amina C75 e p omo o es da que a inização, como a i amina A86. De modo a con o na a limi ação do ele ado peso molecula do HA e espe i a pene ação na pele, a Filo ga® o e ece a meso e apia (mic o injeções com mul icompe en es), assim como o mulações com ipép idos bo ox-like e a o es que induzem a p odução de AH, com es udos de e icácia comp o ada na á ea do an ien elhecimen o62. Na meso e apia, a o mulação NCTF135HA, desen ol ida pela ma ca, possui 53 componen es, como aminoácidos, i aminas, mine ais, coenzimas, nucleó idos e ainda AH de ele ado peso molecula . É acilmen e pe ce í el que, numa o mulação des e ipo, an o a es abilidade como a e icácia podem es a em causa. De ac o, es a o mulação é duplamen e il ada, em ez de au ocla ada, a im de não deg ada os componen es e molábeis, como as i aminas e o AH. Nes as injeções in adé micas, o AH consegue a i a os ib oblas os, de modo a p oduzi mais AH e colagénio. A cha e da meso e apia passa po comp eende o papel de cada componen e na pele87. O p odu o mais peculia é o c eme de noi e, Skin Absolu e® (Figu a 15), de ido à sua colo ação neg a, p o enien e de um ex a o de me eo i o. Os c emes de noi e o necem maio hid a ação que os de dia, sendo mais oleosos e de ex u a mais espessa, na medida que podem es a a se abso idos len amen e, du an e oda a noi e. De ac o, os c emes de noi e êm a sua impo ância, uma ez que oi iden i icado que um pico de p oli e ação celula acon ece du an e a noi e, Figu a 15 – C eme de noi e Skin- Absolu e Nigh p . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 41 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io aquando do máximo luxo sanguíneo88. De modo a p o idencia essa g ande hid a ação, azem pa e da sua cons i uição agen es hig oscópicos, como a glice ina; ilmogéneos hid ó obos, como o dime icone; de molípidos, como o esqualeno, e ou os ing edien es a i os, como a i amina C66. T a am-se de subs âncias hid a an es, dado que pe encem ao Fa o Hid a an e Na u al, que po a aí em a água, que po diminuí em a sua pe da. Possui ambém al a-hid oxiácidos, como o ácido cí ico, que, pa a além de diminui a coesão dos co neóci os e acele a a eno ação celula , po encia a exp essão gené ica do colagénio e do AH na de me e epide me89. o Lie ac® A Lie ac® é uma ma ca mui o complexa que iniciou po se apenas de p esc ição médica, mas, com o passa do empo, chegou ao público em ge al. Com a sua agância e qualidade ca ac e ís icas, a Lie ac® eio sup imi á ias necessidades da nossa pele, a a és de á ias gamas, na á ea do an i en elhecimen o. As gamas PREMIUM e MAGNIFICENCE são adequadas pa a peles madu as, com sinais isí eis de en elhecimen o. Ambas possuem um c eme que pode se an o aplicado de dia como de noi e, pelo que não possui FPS associado. Nes e sen ido, depois da aplicação do c eme de manhã, de e u iliza -se adicionalmen e um p odu o com a o de p o eção sola . O c eme dia e noi e da gama MAGNIFICENCE (Figu a 16) possui um complexo pa en eado, D-gliox, compos o po albizia, lo de omã e um pép ido lipossomado, capaz de p e eni a glicação dos cons i uin es p esen es na pele90. O p ocesso de glicação é um p ocesso que oco e an o no en elhecimen o cu âneo c onológico como no o oen elhecimen o. É um p ocesso não enzimá ico, dis inguindo- se po esse mo i o da glicosilação, e ca ac e iza-se pela eação de açúca es edu o es, como a glucose, com p o eínas, lípidos ou ácidos nucleicos, le ando à o mação de p odu os mui o a iados. A o mação de ROS e ou os adicais po encia a glicação, o iginando P odu os A ançados de Glicação (PAG). Os PAG são p oduzidos em quan idades mui o eduzidas pelo nosso o ganismo, podendo se ob idos ambém a a és da die a. Vá ios es udos comp o a am a deposição de PAG na pele, du an e o p ocesso de en elhecimen os cu âneo, sendo isi elmen e no ó ia a di e ença en e jo ens, adul os e idosos. Cu iosamen e, numa pele jo em, em zonas p o egidas do sol, não se e i ica a deposição de PAG, ao passo que, em zonas expos as ao sol, já são obse ados, pelo que a adiação UV despole a a p odução des e ipo de p odu os. A ex ensão da glicação es á in imamen e ligada ao empo de u no e das p o eínas, sendo que, quan o maio o o Figu a 16 – C eme dia e noi eMAGNIFICENCE q . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 42 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io empo, maio é a ex ensão. De ac o, o colagénio, a elas ina e as ib onec inas ap esen am um empo de u no e ele ado, le ando acilmen e à pe da de uncionalidade dos mesmos e de oda a ha monia da pele. Os p imei os sinais de glicação apa ecem aos 20 anos de idade, aumen ando com a idade. A solução passa po aumen a os ní eis de an ioxidan es, an o endógenos como na u ais, de modo a p e eni es e p ocesso91. Na espécie p esen e no c eme, Albizia julib issin, encon am-se la onoides, como a que ci ina92 ela ados como an ioxidan es capazes de inibi á ios es ágios da o mação de PAG91. A omã possui magnésio93 e ibo la inas91 que demons a am inibi a glicação da albumina in i o91, assim como poli enóis, de que é exemplo o ácido gálico93, conhecido pela sua na u al ação, como an ioxidan e. O c eme possui ambém na sua cons i uição man eiga de ka i é, um ing edien e a i o que con e e hid a ação66, assim como ou os componen es, como as i aminas C e E, i aminas ex ensi amen e desc i as como po en es an ioxidan es75. A suplemen ação com i amina C demons ou, em indi íduos saudá eis, diminui a glicação de p o eínas sé icas91. A gama PREMIUM possui ambém um c eme de dia e de noi e (Figu a 17), que, pa a além dos compos os ípicos an i en elhecimen o, como subs âncias bo ox-like e AH, possui um ex a o de lo es neg as a as: o quídea neg a, papoila neg a e osa neg a, que possuem uma ação an ioxidan e94, calman e95, desin oxican e96 e leni i a97, espe i amen e. O óleo das semen es de Papa e somni e um ap esen a ácidos go dos insa u ados na sua composição, como os ácidos linoleico (65%) e oleico (20%)98, conhecidos pelas suas p op iedades apaziguan es, aquando queimadu as sola es e es imulação de p ocessos cu a i os95. A espécie Rosa hyb ida ap esen a na sua lo compos os cap ado es de adicais li es, como é o caso da cianidina-3,5-di-O-glucósido, e subs âncias an ioxidan es, como o ácido gálico93,96. Adicionalmen e, exis em es udos ace ca da sua p op iedade an i- in lama ó ia e an i-noci a97. 7.3.1. Ação P o eção Sola : “Pa a não apanha es um escaldão, em o p o e o semp e à mão!” No sen ido de me ol a pa a a população, como a macêu ica, conside ei de ex ema impo ância sensibiliza as c ianças, dado a a -se de uma população de maio isco, ace a p oblemas de pele causados pelo sol. Se, po um lado, as c ianças são mais sensí eis à adiação UV, po ou o, uma queimadu a em c iança aumen a o isco de desen ol e melanoma anos mais a de99. O obje i o p incipal semp e oi a sensibilização quan o aos cuidados a e na exposição sola , assim como iscos e bene ícios da mesma. Figu a 17 – C eme dia e noi e PREMIUM . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 43 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io O ac o de se e con ex ualizado, du an e a época balnea , pe mi iu uma melho pe ceção e comp eensão po pa e das c ianças, da di a p oblemá ica. A ap esen ação oi ealizada segundo o pan le o da DGS, sob e calo e adiação UV, apenas salien ando os concei os básicos em elação ao sol, dos quais são exemplos: e i a a exposição sola das 12-17 ho as; eno ação do p o e o sola de 2-2 ho as; inges ão de líquidos em abundância e u ilização de óculos e chapéu. Nos dias 22 e 23 de junho, desloquei-me com a D .ª So ia Teixei a ao colégio Flo i e desen ol emos uma o mação a alunos da p é-p imá ia e segundo ano de escola idade. Ambas as u mas pa icipa am a i amen e, ao longo da ap esen ação, endo-se mos ado in e essadas e com conhecimen os p é ios, na emá ica. Nos dias de hoje, as escolas es ão equipadas com a iada ecnologia e, po essa azão, op ei po uma ap esen ação dinâmica em powe poin . De o ma a adequa a ap esen ação à idade, escolhi uma pe sonagem de um ilme de animação da Disney®, o Ola do ilme F ozen. Des e modo, oi com imensa acilidade que cap ei a a enção das c ianças e as en ol i na emá ica. A ap esen ação em si e e po base a ealização de pe gun as, de modo a omen a a sua pa icipação e comp eensão. No inal, en egámos aos pa icipan es um diploma de aquisição de conhecimen os e cade nos com a i idades ace ca da p o eção sola ; amos as de p o e o es sola es e o jogo “quan os que es?”, o necidos pela ma ca Biode ma®. As o og a ias e a ap esen ação des a ação encon am- se no anexo X e anexo XI, espe i amen e. No im, odas as c ianças ica am a sabe que “pa a não apanha es um escaldão, em o p o e o semp e à mão!”. 7.3.2. Abe u a de um no o se iço na FG: Aconselhamen o De mocosmé ico Con o me ealiza a a ação ace ca da p o eção sola , pe cebi que o cuidado diá io da pele é undamen al e que o uso de p o e o sola não de e se es i o apenas ao e ão. Dado o meu gos o e eno me cu iosidade po p odu os de de mocosmé ica, pensei que se ia uma boa opo unidade pa a desen ol e algo nes a á ea. A ideia baseou-se na c iação de um no o se iço, pa a a FG, de modo a es a esponde mais e icazmen e às necessidades dos u en es, ao ní el de sinais de en elhecimen o cu âneo. O se iço e ia como base um diagnós ico da pele acial do u en e, seguido de um aconselhamen o pe sonalizado. A im de se um acompanhamen o mais o ganizado e p o issional, ealizei uma icha pessoal, pa a cada u en e, com ques ioná ios a ealiza , aquando da consul a de diagnós ico (anexo XII). A p imei a pa e diz espei o a dados ge ais do u en e, sob e alguns aspe os do seu quo idiano: se é umado (a); se inge e bebidas alcoólicas e ho as médias de sono ou se ealiza exe cício ísico. Es es pa âme os o nam-se ele an es pa a o es udo, po que in luenciam a saúde Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 44 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io da pele do u en e100-102. O umo do abaco seca a pele, diminui os ní eis o oxigénio e nu ien es, que chegam à ace, e sup ime a p odução de colagénio. Embo a o umo a e e, e mui o, o es ado de saúde da pele, os umado es ap esen am um isco aumen ado de su gimen o de ugas p ecoces, na chamada zona pé de galinha (pe o dos olhos) e labial, de ido aos mo imen os con ínuos que os umado es azem no a o de uma 100. Quan o à inges ão de álcool, es e desid a a a pele, deixando-a ambém mais ulne á el a ugas, es ando in imamen e elacionado com o en elhecimen o cu âneo101. Segundo alguns es udos, a p i ação de ho as de sono, assim como a má qualidade do mesmo, a e am a saúde da pele, o nando-a mais ulne á el a a o es ex e nos, po debili a a sua unção ba ei a102. Em sín ese, a p á ica de um es ilo de ida saudá el, in luencia de um modo posi i o a saúde ge al da nossa pele, assim como aqueles hábi os que nos p ejudicam; consequen emen e, in luenciam a nossa pele de um modo nega i o. É ambém nes a pa e que é egis ado o ipo de pele, segundo a classi icação de Fi zpa ick's104 (Tabela 3). A segunda pa e é ace ca da exposição sola e a e cei a pa e ab ange ques ões ace ca dos cuidados diá ios com o os o. Tipo de pele Desc ição Tipo I Pele mui o cla a, semp e queima, nunca b onzeia Tipo II Pele cla a, semp e queima e algumas ezes b onzeia Tipo III Pele menos cla a, algumas ezes queima e semp e b onzeia Tipo IV Pele mo ena cla a, a amen e queima e semp e b onzeia Tipo V Pele mo ena escu a, nunca queima e semp e b onzeia Tipo VI Pele neg a, nunca queima, semp e b onzeia A e olução se ia egis ada po o og a ias (lado esque do, lado di ei o e on al), com condições de luz es anda dizadas, de modo a se possí el, com mais obje i idade, isualiza os u os do acompanhamen o. Se ia necessá io ealiza uma limpeza da pele, com o obje i o de e i a a maquilhagem e ou os p odu os cosmé icos, isando a ealização de um egis o o og á ico, com o mínimo de a o es ex e nos possí eis. Como é e e ido, e uma ez que a a aliação da pele é possí el, pelo es udo dos seus pa âme os biomé icos, ealizei um es udo bibliog á ico, com is a a supo a odos os pa âme os cien i icamen e. Ape cebi-me de que exis em mui os es udos de c iação de escalas e guidelines, cada ez mais obje i as, de o ma a colma a a inexis ência de ma cado es biológicos. Foi ambém necessá io ealiza um es udo das á ias ecnologias exis en es no me cado, de modo a op a pela comp a da sonda com melho azão qualidade/p eço. O p óximo passo se á ealiza a comp a da sonda em ques ão, pa a se possí el uma a aliação obje i a da pele do u en e. Tabela 3 – Classi icação de Fi zpa ick em elação à sensibilidade à exposição sola . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 45 Pa e II – Ações do Fa macêu ico Comuni á io Em elação ao aconselhamen o, po acha mos que o público-al o se iam mulhe es madu as e de meia-idade, e íamos que encon a um balanço en e as p e e ências das u en es e as ma cas de excelência an i en elhecimen o, como são o caso da Filo ga®, IMEDEEN®, Caudalie® e Lie ac®, já explo adas nes e ela ó io. 7.4. Pediculose: Pediculus capi is Os piolhos são pa asi as que pe encem ao ilo dos a ópodes. São ec opa asi as que habi am na supe ície da pele, podendo p o oca lesões mais ou menos ex ensas, que dependem da sensibilidade do hospedei o105. Mo ologicamen e, os a ópodes possuem o co po segmen ado, com sime ia bila e al, exoesquele o qui inoso, pa a p o eção do meio ex e no, podendo possui ambém anexos a icula es (asas, pe nas, an enas). É comum a es e ipo de pa asi as, a exis ência de peças bucais esponsá eis pelas lesões p o ocadas no hospedei o105. Segundo o seu ciclo de ep odução, os a ópodes podem classi ica -se em ame ábolo (o o, ju enil e adul o); hemime ábolo (o o, nin a, ju enil e adul o) ou holome ábolo (o o, la a, pupa e adul o). Os piolhos demons am se hemime ábolos, uma ez que possuem uma me amo ose incomple a e nin a semelhan e ao adul o105. Os piolhos são pa asi as exclusi os do Homem, alimen ando-se de sangue, e não são dependen es da classe social e de higiene do indi íduo. O seu ciclo de ida con empla uma semana, a é eclodi a nin a do o o (lêndea), a qual necessi a de ou a semana pa a se o na adul a. É de ido a es a ciclicidade que, na maio ia dos casos, é necessá io a epe ição do a amen o, passada uma semana da p imei a ealização. Com alimen o, os piolhos êm como empo de ida 3-4 semanas, sendo que a êmea coloca 30 o os em oda a sua ida. Sem alimen o, não sob e i em mais de dois dias105. Exis em ês ipos de piolhos que di e em um dos ou os, essencialmen e, pela mo ologia das pa as, que são adap adas ao ipo de pelo que segu am. Nes e sen ido, o Pediculus capi is é o mais conhecido e comum nas c ianças, possuindo pa as adap adas aos cabelos. Exis em ainda o P.co po is e o P.pubis que, como o nome indica, es ão adap ados aos pelos do co po e púbicos, espe i amen e105. A doença é no malmen e assin omá ica, mas ex emamen e con agiosa. De ido ao imenso p u ido associado, a pediculose, pode le a a in eções bac e ianas e episódios eb is, nos casos mais g a es. Os piolhos são ambém e o es de doenças conhecidas e com maio g a idade, como a eb e das inchei as105. O a amen o passa po medidas não a macológicas, como la a a quen e oda a oupa da cama, man as e almo adas, com as quais o indi íduo es e e em con ac o, e e i a odos os cabelos da esco a ou, se necessá io, oca a mesma. A ní el a macológico, Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 52 56.Papakons an inou E, Ro h M, Ka akiulakis G (2012). Hyalu onic acid: A key molecule in skin aging. De ma o-Endoc inology; 4(3): 253–258; 57.Paul Lo enc ZP, Bank D, Kane M, Lin XRN, Smi h S (2012). Valida ion o a Fou -Poin Pho og aphic Scale o he Assessmen o Mid ace Volume Loss and/o Con ou De iciency. Ame ican Socie y o Plas ic Su geons; 130:1330; 58.Ami Madan A, A un A, Ve ma S (2014). An Open Label, Non Compa a i e, Non- andomized, Pilo s udy o see he e icacy and sa e y o an i w inkle c eam in he ea men o acial skin w inkles. In e na ional Jou nal o Ad anced Resea ch; 2(4): 350-355; 59.Yaa M, Elle MS, Gilch es BA (2002). Fi yYea s o Skin Aging. The Socie y o In es iga i e De ma ology, Inc; 7:51-58; 60.Co eia, O (s.d.). A igos de Opinião de Associação Po uguesa de Canc o Cu âneo. 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As camadas e composição da epide me (esque da) e a composição da de me (di ei a)g. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 70 Anexo X – Fo og a ias da Ação: “Pa a não apanha es um escaldão, em o p o e o semp e à mão. Em cima, u mas da p é-p imá ia; ao meio, a u ma do segundo ano; em baixo os b indes. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 71 Anexo XI – Ap esen ação powe poin da ação. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 72 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 73 Anexo XII – Ficha de u en e do aconselhamen o de mocosmé ico. Pa e I e II. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 74 Pa e III e pa e de egis o. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 75 Anexo XIII – Ap esen ação powe poin da ação. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 76 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e | Ru e Filipa C espo Gonçal es | 77 P a g e | i Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es Índex Ring aziamen i ............................................................................................................... i P eambule ........................................................................................................................ Figu e Index ................................................................................................................... ii Abb e ia ions and symbols’ lis .................................................................................. iii In oduc ion ..................................................................................................................... 1 Pha macy o ganiza ion and pha macis ’s ole ............................................................. 2 Hospi al ac i i y .............................................................................................................. 2 Hospi al The apeu ic Handbook .............................................................................. 2 Day-hospi al egime ................................................................................................. 3 Ambula o y egime .................................................................................................. 3 File-F p esc ip ion modali y .................................................................................... 3 The apeu ic plan ...................................................................................................... 5 Dis ibu ion Uni y ............................................................................................................ 6 Medicines and na co ics ............................................................................................. 6 Na co ic and psycho opic subs ances ................................................................. 7 Eme gency eques s ........................................................................................... 8 Dis ibu ion es ic ions ....................................................................................... 8 No- he apeu ic Handbook medicines .................................................................. 9 Medical De ices ........................................................................................................ 9 In a enous Medica ion ........................................................................................... 10 Medicine managemen .......................................................................................... 10 Pha macy o de s and a i als................................................................................... 10 Medicine p esc ip ion and co ec medicine adminis a ion ....................................... 11 Pha maco igilance .................................................................................................. 11 Medicine p ese a ion ........................................................................................... 13 Deadline p oduc s .................................................................................................... 13 Clinical ials ............................................................................................................. 13 Eme gency ca ........................................................................................................ 13 Manda o y medicines .............................................................................................. 13 An icance medicines p epa a ion uni y ..................................................................... 14 Conclusions .................................................................................................................. 17 Bibliog aphy ................................................................................................................. 18 Supplemen A ............................................................................................................... 19 P a g e | ii Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es Figu es Índex Figu e 1 - Wo k dynamic in medicines dis ibu ion (blue a ows a e hospi al uni y and o ange a ows a e pha macy uni y 6 Figu e 2 - Medicines o ganiza ion on he dis ibu ion pha macy sec ion 7 Figu e 3 - Medicine de ices o ganiza ion on he wa ehouse sec ion 10 Figu e 4 - An icance medicines p epa a ion p ocess 14 P a g e | iii Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es Abb e ia ions and symbols’ lis 5-FU - Fluo ou acil ADR – Ad e se D ug Reac ion AIFA - Agenzia I aliana del Fa maco ASL - Azienda Sani a ia Locale HTH – Hospi al The apeu ic Handbook ICD IX - In e na ional Classi ica ion Disease IRCCS - I alian Minis y o Heal h as a esea ch-o ien ed hospi al IV - In a enous MRP - Medicine Rela ed P oblems NHS – Na ional Heal h Sys em SMF – Sal a o e Mauge i Founda ion P a g e | 1 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es 1. In oduc ion1 Fondazione Sal a o e Mauge i (FSM) is a non-p o i o ganiza ion ecognized by he I alian Minis y o Heal h as a esea ch-o ien ed hospi al (IRCCS). FSM was bo n a 1965 as “Wo k Clinic” wi h he main goal o being a suppo o he medicine o wo k o Pa ia Uni e si y on he isk o wo k and en i onmen al ields. Wi h he ime passing by, he Founda ion has g own, as a as he ambula o y, esea ch and ehabili a ion a e conce ned. The main mission o he Founda ion is o p o ide edge diagnos ic and he apeu ic se ices wi h speci ic ocus on ehabili a ion, wo king en i onmen medicine, and diso de s equi ing long e m ollow up and ch onic ea men s. FSM ne wo k includes 15 Ins i u es and he Pa ia one is he la ges wi h app oxima ely 350 beds and la ge ou pa ien clinic. To hose who a e nea (Ve uno, Mon escano and Milano), i is possible o make exchanges o ensu e all he eques ed amoun s and o op imise he quali y o he se ice o he hospi al. Mo e han a hospi al, SMF is a cen e whe e esea ch is p i ileged as well as he o ma ion, which my in e nship is an example. In addi ion, i has an excellen se ice o ehabili a i e medicine, oncology and labo a o ies dealing wi h indus ial hygiene and en i onmen . “Fondazione Sal a o e Mauge i: il Cen o pe eccellenza è la Pe sona” P a g e | 2 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es 2. Pha macy o ganiza ion and pha macis ’s ole1 The pha macy se ice is a well sys ema ized se ice which allows a good wo k en i onmen and consequen ly he p ac ice o excellen se ice. I is possible o any pa ien , in ambula o y o day hospi al egime, o ecei e he mos sui able he apy. The pha macy i sel is di ided in ou uni ies:  Medicine Dispensa ion Uni y;  Dis ibu ion Uni y;  An icance P epa a ion Uni ;  Accoun ing Uni ; In hese h ee mon hs o in e nship i was possible o wo k in all o hese uni ies and each day I expe ienced some hing new. As a ma e o ac , one mus obse e o e and o e again, always wai ing o he desi ed common oppo uni ies o lea ning. Ac ually, his dynamic was e y exci ing and, in my opinion, i was e y impo an o begin in he dis ibu ion uni y, since i is he basis o he pha macis ’s knowledge. Howe e , h ee mon hs do no seem o be enough o ha e conscience abou s ocks and o de da es. A SMF he e a e wo pha macis s ha wo k in he pha macy and bo h coo dina e a di e en eam o nu ses and echnicians in di e en uni ies, bu s ill, wo king oge he and conside ing each o he o alida e decisions and es ablish knowledge. 3. Hospi al ac i i y2 3.1. Hospi al The apeu ic Handbook (HTH) When a pa ien is hospi alized he doc o mus ensu e he o mula ion, supe ision and e o mula ion o he sui able pha macologic he apy. Thus, he HTP gua an ees he co e age o he main diseases. Acco ding wi h he egional indica ions, he medicines a e classi ied by homogeny g oup, based on Good Clinical P ac ices. On he o he hand, when an i eplaceable molecule isn’ in he HTP ( a e cases, when a pa ien can’ do an al e na i e exis ing medicine, o example, i he is alle gic o some excipien o medicine), he specialis doc o mus w i e he mo i a ion o he pha macy acco ding wi h speci ic in e nal ins uc ions (SF PV IO1) o eques ha medicine in a way o co e all he he apy pe iod. Howe e , conside ing ha he pa ien is hospi al esponsibili y, i is no possible o use pe sonal medicines, excluding hose cases which a e eme gencies and he deli e y ime is oo much long (only wi h he esponsible nu se supe ision). I is no ewo hy, ha he doc o ca ies esponsibili ies o he pa ien who akes a home medicine wi hou knowing, wi h absolu ely su e, he p ese a ion measu es P a g e | 3 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es ha we e aken by he pa ien . O cou se, be o e he inal decision, he doc o ies o de e mine whe he all p ope p ese a ion condi ions we e aken. 3.2. Day hospi al egime In he day-hospi al p esc ip ions a e included in he The apeu ic Handbook medicines, hose ha a en’ in he HTH and also hose ha make pa o he File F ca ego y (medicines ha a e eimbu sed by SSN). I is possible o do some he apies in domicile ha we e begun in he day hospi al egime bu only i he he apy is p esc ibed acco ding wi h he File F ules and di ec i es. Acco ding o he DGR o 14 Decembe 2005, i is in igou he adminis a ion in day hospi al egime, oncologic medicines o high cos in Lomba dia he medicines ha ollow: Be acizumab, bo ezomib, ce uximab, doce axel, ib i umomab, iuxe ano, i ino ecan, oxalipla ino, pacli axel, p e exed, i uximab, as uzumab and some an i umo molecules and calcium le o olina e in he same chemo he apy cycle. This modali y allows he Na ional Heal h Sys em (NHS) o eimbu se he s uc u e o all he cos s associa ed o his kind o he apy. 3.3. Ambula o y egime Du ing he ambula o y se ice o a ce ain pa ien , he p esc ip ion and medicines adminis a ion a e he na u al and ob ious consequence o an ac i e collabo a ion wi h he pha macy se ice. This se ice could be o medicines ha bo h belong o no o File-F s uc u e. 3.4. File-F p esc ip ion modali y File-F is a modali y whose medicines a e eimbu sed o he s uc u es ha ha e equi ed hem. This modali y includes he medicine’s adminis a ion in oncologic 410 J day- hospi al ambula o y egimes and hose a e o domicilia y use. The undamen al p inciple and ha so, he esponsibili y is o ally o he doc o who does he p esc ip ion and in case o inapp op ia e use o his modali y he doc o can be a isk o disciplina y p ocedu es acco ding o he law dec ee 94/98 and be sanc ioned acco ding o he law dec ee 296/06 om 2007. The e a e ou di e en classes o medicines:  Class A – Essen ial d ugs and medicines o ch onic diseases;  Class B – D ugs o signi ican he apeu ic in e es o he han class A;  Class C – D ugs de oid o he abo e cha ac e is ics and which a e no g an ed by he NHS; P a g e | 4 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es  Class H – Medicines o hospi al use. When a pa ien lea es he hospi al he can acqui e his medicines wi hou any cos s only i hey a e A o H classes and in he HTP. I is possible o p esc ibe wi h he ile-F module he ollow medicine’s ca ego ies:  Typology one: no el medicines o H class – H class medicines a e hose which a e aimed o domicilia y use and whose adminis a ion is complex. Tha so a special ollow- up could be equi ed. I is also in his ypology: Mul iple scle osis medicines, medicines o pa icula pa hologies, H class medicines wi h he excep ion o hose used in hospi al eco e y and al eady eimbu sed om DRG and sel -injec able ad enaline as jek ( equi ed and adminis a ed in alle gology hospi al depa men );  Typology wo: ambula o y medicines – medicines ha can be adminis a ed in ambula o y o domicile. I is included: an i umo he apy (A and H classes, galenic p epa a ions om A and H classes, adminis a ion ehicles, auxilia y he apy based in co icoids, an ieme ics and an ihis aminics which a e included in cance ea men p o ocol), blood o componen s ambula o y adminis a ion and pa icula he apies medicines;  Typology h ee: no medicines (L.D. 648/96 comma 4. A .1) – All payable medicines i a alid al e na i e he apy does no exis . Comme cialized medicines in o he coun ies han I aly, al eady non-au ho ized medicines in I aly (bu in clinical ials ase2) o hose whose p esc ip ion indica ion isn’ he one au ho ized in I aly a e included in his ypology;  Typology ou : hypo sensibilise he apy - equi ed and adminis a ed in alle gology hospi al depa men (o al o mula ions, sublingual and injec able);  Typology i e: oncology medicines o high cos – Include (Lomba dia’s allega ion 5 DGR 1375 om 14 Decembe 2005) he an ineoplas ic medicines om he same cycle o chemo he apy adminis a ed on he day hospi al egime;  Typology six: double channel dis ibu ion medicines – Include medicines o hose diseases which equen ly equi e a specialis and can be paid by he NHS (acco ding o a p e ious specialis he apy plan; hey could be dis ibu ed om he specialis cen e o om he open o public pha macy):  Typology se en: mul i he apy;  Typology eigh : adminis a ed medicines o o eigne s (pe iodic p esen o eign) which a en’ included in he NHS;  Typology nine: no-domicile use egis e ed medicines – when a ce ain pa ien begins a he apy in he hospi al and mus con inue i a home;  Typology en: a e diseases medicines – acco ding o he law dec ee 279/01; P a g e | 5 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es  Typology ele en: i s cycle o healing medicines – Di ec ly paid by he NHS o he hospi al, i s he apeu ic cycle limi ed. 3.5. The apeu ic plan (TP) Acco ding o egional and Agenzia I aliana del Fa maco (AIFA) p o ocols, he TP mus be done only by a specialis o he p esc ip ion o he NHS esponsibili y. I is necessa y o epo i . A e he TP is done, he e a e wo op ions a ailable: i can be sen o he hospi al’s pha macy o o he medicine gene al doc o . Bo h need o be sen la e o Azienda Sana a ia Locale (ASL) which alida es he TP. In case o being sen o he medicine gene al doc o , he needs o do a p esc ip ion o he pa ien o buy he medicine in an open public pha macy. The maximum TP expi a ion da e is one yea bu he e a e some excep ions: o example, in case o being a pa ien wi h ca diac p oblems o a diabe ic pa ien , he expi a ion da e is educed o six mon hs. I is o conside able impo ance o egis e all he in o ma ion o he TP in s anda d models. Tha p ocess is made by he pha macis who makes a link be ween he specialis doc o and allows a mo e es ic ed supe ision by ASL. The supe ision mus be e y es ic ed bo h in economic and secu i y le els. Some medicines ha a e included in his model a e, g ow ac o s and e y h opoie in. I is easily obse ed ha pa ien s who we e aking e y h opoie in due o kidney damage, needed low and con inuous doses o e y h opoie in and hose wi h seconda y e ec anaemia om chemo he apy needed highe and sho e pe iodic doses. Indeed, hese a e he only wo indica ions o p esc ibe e y h opoie in, any o he si ua ion doesn’ equi e. When a pa ien a i es o he hospi al pha macy he TP mus be consul ed and he pha macis needs o supe ise. P a g e | 6 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es 4. Dis ibu ion uni y 4.1. Dis ibu ion 4.1.1. Medicines and Na co ics As he Sal a o e Mauge i Founda ion (SMF) is a big hospi al, i is impossible o do uni a y dis ibu ion o he medicines, so, he se ices o he depa men s eques he medicines and na co ics once a week, acco ding o he doc o s’ p esc ip ions. E e y se ice does he same and may submi hem, in he diap@son (hospi al so wa e) a e 2.00 p.m. om Monday ill Tuesday 9:00 a.m.. Medicines and na co ics dis ibu ion is on a speci ic day, which is Tuesday and all dis ibu ion mus be done ill he nex day, a ound 10:00 a.m.. On Tuesday, he i s hing o do a e p in ing he eques s is hei e alua ion in e ms o he amoun eques ed. The eques has some in o ma ion like he amoun o packages pe medicine and o al and he dosage and he hospi al’s so wa e o ganizes he eques s by se ice and eo ganizes he medicines by co ido and shel . The pha macis has o ensu e a balanced dis ibu ion aking in o accoun he exis ing s ock. I necessa y, Pa ien in a speci ic se ice Doc o ’s p esc ip ion Medicines eques s o one week acco ding wi h doc o ’s p esc ip ion Submission on hospi al’s so wa e and p in Pha macis ’s e iew: Duplica ions S ock exis ence Medicine boxes Ou going e ision Dis ibu ion by se ice o he pa ien s Figu e 1 – Wo k dynamic in medicines dis ibu ion (blue a ows a e hospi al uni y and o ange a ows a e pha macy uni y). O de medicines P a g e | 7 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es he quan i y can be changed i he e is no enough s ock o a ce ain medicine. The eques s mus be also s amped and signed by he pha macis . Only a e his p ocedu e, can he dis ibu ion s a and be pe o med by nu ses and echnicians ha wo k a he pha macy, and, in case o any doub , i is asked o he pha macis o do an in e en ion. The p ocedu e i sel is e y well o ganized. Pens ha ead ba code and which make he s ocks upda e a e used and once he eques is o ganized by co ido and shel i makes he p ocess much mo e cos e ec i e and as e . The pha macy’s dis ibu ion sec ion is also well s uc u ed, as i is shown in igu e numbe 2. I a pa icula medicine does no exis a ha momen , in s ock, a no e is w i en in on o he eques and a egis a ion is also made in a speci ic documen o all he missing medicines. In his way, i is possible o he se ice and he pha macy o know wha medicines a e missing and a e needed o be asked o o he Founda ions’ hospi als o , ul ima ely, o he wholesale. When hese medicines a i e o he pha macy, hey a e dis ibu ed o he espec i e se ices. Once one se ice is done, he eques wi h he eal gi en amoun is s amped, signed, locked and is aken a copy. The nex s ep is e y impo an because i is when he s ock’s so wa e is upda ed and when e e y hing ha goes ou is e i ied o be on he so wa e’s ou pu . Then, when e e y hing is e i ied and upda ed he medicines can lea e he pha macy and go o he espec i e se ices wi h he wo copies o he eques . A e wa ds one s ays in he se ice and he o he e u ns o he pha macy, signed by he se ice. Medicines ha ha e o be in he idge a e kep he e un il he ime o depa u e om he pha macy, inside an en elope wi h he name o he se ice and wi h a bag o ice.  Na co ic and psycho opic subs ances3 In he beginning o my in e nship, na co ics dis ibu ion was on Wednesday and i was made by he pha macis sending a speci ic eques , by he hospi al se ices and 01A - De ma ology 01B – Ca dio ascula and diu e ics 02 - Ca dio ascula 03 - Gas oin es inal 04 - Endoc inology 05 - Haema ology 06 – Oph halmology and anes he ics 07 - NSAIDs 08 – Cen al Ne ous Sys em 09 - Vi amins 10 – Solu ions and se e al 11 - An ibio ics 12 - Respi a o y 14 – High isk medicines 15 – Physiologic, glucose and PPi wa e 13 – Obliga o y medicines and Po assium Figu e 2 – Medicines o ganiza ion on he dis ibu ion pha macy sec ion. P a g e | 14 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es 5. An icance medicines p epa a ion uni y7 The an icance labo a o y makes pa o he pha macy hospi al se ice. Howe e , o being a special and dange wo k whe e he secu i y is ex emely impo an , i has some pa icula i ies which make his se ice a special one. The s uc u e mus be cen alized o a oid wo king wi hou assis ance; isola ed o , in a clea way, de ine an a ea o high heal h conce n; closed, o a mo e igo ous and con olled wo k; p o ec ed, o allowing only pe sonnel specialized and well signed. The s uc u e mus be acco ding o he L.D. 81/08 and should ha e he ollowing di isions: a il e o main ain he local isola ed om he o he s, a ba h, a p epa a ion si e wi h impe meable and easily washed ma e ial and a decon amina ion poin . As he s uc u e, also he u ni u e mus be sui able, i means ha i is impo an o ha e washable and disin ec ed wi h ound co ne s, in eg a ed handles and suspended bases u ni u e. The en i onmen al p e en ion sys em in ol es a local aspi a ion o he ai ha is culmina ed wi h he lamina low chambe s’ use which p o ec s he ope a o once wo king. As eme gency de ices, he oom mus ha e a showe and an ocula oun ain. The p o ec i e ma e ial does no inish in he ma e ials bu i is s ill so much impo an in pe sonal p o ec ion. As a ma e o ac , i is necessa y he use o sui able medical de ices o wo k acco ding sa e y ules, such as, s e ile gowns, coppe shoes, masks and ni ile glo es bu no only o he ope a o sa e y bu also o he pa ien ’s. Adding ano he pa ame e in wha ma e s o he ejec ed ma e ial and again, he e o e, he di ision mus ha e di e en ypes o boxes acco ding he ype (plas ic, biological, cu ing) o ma e ial. Fi s o all, he doo is always closed and he depa men s lea e he eques in a able nea he en ance o dis u b he en i onmen less as possible. The wo majo hospi al depa men s equi ing he an icance p epa a ions a e day-hospi al oncology II and oncologic p e en ion o oncology I and bo h ha e he s ock spli o accoun abili y ma e s. (2) Bag and ehicle p epa a ion (3) P epa a ion zone (1) Deli e y and egis a ion zone Figu e 4 – An icance medicines p epa a ion p ocess. P a g e | 15 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es Fo each eques is made he egis a ion and indica ed he ope a o ’s name. I is p in ed a label wi h he mos impo an in o ma ion such as name, dose and depa men . In case o being a p o ocol, he documen does no ha e he ba code and is also necessa y o w i e by hand his in o ma ion. In he second s age, is p epa ed he bag o he medicine anspo a ion. The bag con ains he sui able in a enous adminis a ion se (pho osensi i e, no mal,…), he indica ed ehicle (physiologic wa e 100 mL o 500 mL, glucose,…) as well he p epa a ion da e, pa ien name and hospi al depa men . Is also made ano he label o pu on he ehicle wi h expi a ion da e and he p ese a ion empe a u e (en i onmen al o idge). The hi d s age is he p epa a ion i sel . In he mo ning, is gi en p io i y o he apies o ha day, whe eas in he a e noon a e p epa ed some he apies o he nex day. This is only possible i he medicine has an expi a ion da e mo e han one day; bu is an impo an o ganiza ional capaci y so ha he pa ien s can make he he apy ea ly on he nex mo ning. In his s age a e necessa y h ee ope a o s. One is doing he p epa a ion o he medicine on he lamina low chambe and he o he is assis ing he ope a ion. The hi d one s icks he ba code o he ials on he p epa a ion’s egis a ion shee s. The i s one mus be wi h he maximum concen a ion and is always wi h ull p o ec ion. To acili a e he p ocedu e, nea he chambe is a able whe e i is possible o sea ch he inal concen a ion o each medicine. All in all, wi h daily p ac ice his able u ns ou o be in ope a o ’s mind. The second pe son al hough doesn’ wo k di ec ly wi h he medicines mus be as well ull p o ec ed o secu i y ma e s. This pe son ecei es he en elope wi h he ehicle and oge he wi h he an icance medicine pu nea he ope a o . Du ing he ope a ion, he hi d pe son does he lo egis a ion on he eques and also o all he medicines open du ing he p epa a ion. F om a mo e p ac ical way, i is pas ed he ba code o he medicine’s packages in a able which is e y p ac ical and is easily possible o see wha medicines we e used on ha day. In case a ce ain medicine has di e en doses, i is w i en nea he ba code o acili a e he coun a he end o he day and i al eady exis s a esidual amoun o he p e ious day ins ead o being pas a ba code is pas ed a label wi h he amoun in mg and mL. Once all p epa ed, i is necessa y o know i he medicine is pho o sensible and in his case is pu i s in an ul a iole adia ion p o ec ion bag be o e he main en elope done in s age 2, o example such as inc is ine. Ano he pa icula i y is, o example, he case o bo ezomib (Velcade®) ha could be adminis a ed by subcu aneous o in a enous way. Tha so, he p epa a ion o subcu aneous way equi es wa e o injec able p epa a ions which is s e ile and he in a enous does no . Adding o his, i is necessa y o pu a label o ale he subcu aneous use. Ano he one, al hough i seems no impo an , as p epa a ions a e exac ly equal o he ehicle’s bo les because hey a e p epa ed in he P a g e | 16 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es same packages, hey could easily be mis aken. Thus, all p epa ed medicines ha e a ed s icke ha indica es ha we a e in he p esence o an an icance d ug. The medicine package is always ejec ed unless in case o a ce ain p o ocol as o ins ance wi h nab-pacli axel, which has o be sen again he emp y bo les. Finally, he en elope is closed and pu in he same able nea he doo wai ing o someone o he espec i e hospi al depa men . In ideal condi ions, i should exis a window whe e he eques s and he bags could pass h ough wi hou being necessa y opening he doo . Du ing he day he egis a ion is done in a h ee page excel documen . The i s one has he p og essi e numbe o he p epa a ions, all he in o ma ion abo e and, i necessa y, some no es such as i i is a p o ocol o an o -label use. The second and he hi d a e use ul o he coun o he s ock amoun . This has a huge impo ance because i is possible o de ec an e o i i occu ed du ing he p epa a ion. Wi h o he wo ds, he p epa ed amoun mus be equal o he ini ial amoun less he esidual one aking in o accoun i exis s some ad ance o he p e ious day. All in all a minimal e o ma gin ha ounds he 5% is allowed. A he end o he day, all he esidues in he bo les a e coun ed and ha ones ha ha e an expi a ion da e supe io o one day, emain open and will coun as ad ance on he nex day such as he pacli axel, cispla in and 5-FU. The o he s ha ha e he expi a ion da e o only one day a e ejec ed. P a g e | 17 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es 6. Conclusions As I said in he p eamble, hospi al pha macy is one o he a eas in pha macy’s ield ha I like he mos . Due o Pha macy Facul y S uden s Associa ion i was possible o me o expe ience a wo weeks in e nship in Valen im Ribei o Hospi al in Esposende. Howe e , as i was o a sho pe iod o ime, I also decided o sign up in E asmus p og amme o Pa ia Hospi al pha macy. Wi h his expe ience I enhanced my knowledge and i was possible o see ano he pe spec i e o his subjec . Compa ing bo h in e nships, I can say ha “each hospi al is a hospi al” bu I am e y happy o ha e had bo h expe iences: knowing how i is possible o wo k in a small hospi al wi h ew esou ces, as well as how o wo k in a bigge hospi al. Adding o his, being in ano he coun y was such a challenging expe ience ha ce ainly I will ne e o ge . Du ing hese h ee mon hs i was possible o me o unde s and he huge impo ance o he pha macis ’s ole. Besides all he medicines and medical de ices knowledge, he pha macis is a pilla o all he pha macy s uc u e. I mus be p esen o ake any doub s and has o ha e he powe o being a g ea manage ega ding he bes op ions o he pha macy. Fu he mo e, he pha macis also has o gua an ee he bes hospi al depa men s dis ibu ion as well as he bes inancial way o he hospi al. Consequen ly, all his allowed me o gain au onomy and "lea ning by doing". Las bu no he leas , once I only spoke I alian, du ing he en i e in e nship, I was g adually able o imp o e his language as a whole. All he people wi h whom I wo ked wi h we e absolu ely e y nice o me and always had he ca e o know i I was unde s anding e e y hing and we e always a ailable o explain all he p ocedu es o me. They a e e y communica i e and do wo k as a eam o he wise i would be impossible o manage he o de s, dis ibu ions and eme gencies. I lea e I aly wi h he hope o coming back soon, inc edibly ull o g ea memo ies and wi h he desi e o apply all he acqui ed knowledge in his expe ience which was undeniably one o he bes o my li e. P a g e | 18 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es 7. Bibliog aphy Hospi al documen s 1.Codice e ico; 2.Modello di o ganizzazione, ges ione e con olo ai sensi del D.Lgs.231/2001; 3.Ins uzione ope a i a se izio di a macia: p ocedu a ges ione e conse azione sos anze s upe acen i e psico ope pe uni à ope a i e; 4.Ins uzione ope a i a se izio di a macia: modali à p esc izioni a maceu iche in e ne e in dimissione; 5.Ins uzione ope a i a se izio di a macia: a maco igilanza e igilanza sui disposi i i medici – segnalazioni ad da a maci e accini – segnalazioni inciden i o manca i inciden i con disposi i i medici; 6.Ins uzione ope a i a se izio di a macia: co e a ges ione e conse azione di a maci disposi i i medici p odo i sani a i; 7.La ges ione degli an iblas ici: ASL, Emilia Romagna, Azienda Ospidalie o – Uni e si a ia di Bologna, Policlinico S. O sola-Malpighi; Websi es a. h ps://www.asl.pa ia.i /: P a g e | 19 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es 8. Supplemen Supplemen A - model o be illed in case o an ADR by he gene al public and by heal h ca e p o essionals, espec i ely. P a g e | 20 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es P a g e | 1 Hospi al Pha macy In e nship Repo – Fondazione Sal a o e Mauge i Ru e Filipa C espo Gonçal es