scieee Open visual document viewer

O Impacto do Investimento Direto Estrangeiro no Exterior no País de Origem do Investimento

Luísa Manuela Soares Duarte

Full text

O IMPACTO DO INVESTIMENTO DIRETO ESTRANGEIRO NO EXTERIOR NO PAÍS DE ORIGEM DO INVESTIMENTO po Luísa Manuela Soa es Dua e Tese de Mes ado em Economia O ien ada po P o esso a Ana Te esa Ta a es Lehmann 2014 i No a biog á ica Luísa Dua e, nascida a 28 de Ma ço de 1990, na u al de Oli ei a de Azeméis. Licenciada em Economia pela Faculdade de Economia do Po o em 2012. Após conclusão da licencia u a, ainda no ano de 2012, iniciou a equência do Mes ado em Economia. No ano seguin e concluiu a componen e lec i a do mes ado, encon ando-se nes e momen o a ap esen a a sua disse ação, sob e os e ei os do In es imen o Di e o Es angei o nos países de o igem do in es imen o, pa a ob e o g au de Mes e. ii Ag adecimen os Que o deixa um ag adecimen o a odos aqueles que de alguma o ma con ibuí am pa a es e abalho. De o ma especial à P o esso a Ana Te esa Ta a es Lehmann po e acei e me o ien a , pelo alen o de e minan e que semp e me ansmi iu, sem si is o não e ia sido possí el. Ob igada. À P o esso a Au o a Teixei a, que o ag adece o empo despendido e a pa ilha de conhecimen os que sem dú ida en iquece am es a disse ação. À P o esso a Joana Resende, que me acompanhou numa ase inicial da disse ação na unidade cu icula Plano de Disse ação, ob igada pelos comen á ios cons u i os. Aos meus pais, que o na am odo o meu pe cu so académico possí el a é hoje. À Ri a Dua e e ao Paulo Fa ia, po que sei que nunca deixa am de ac edi a . Ao meu a ilhado, Ma inho, po se uma pequena, g ande on e de inspi ação em momen os menos p óspe os. E de uma o ma ge al, à amília e amigos po me enco aja em semp e. iii Resumo As emp esas mul inacionais e a globalização das suas a i idades cons i uem emas de inegá el ele ância económica. Em pa icula , os luxos c escen es de In es imen o Di e o Es angei o (IDE) êm me ecido a enção ac escida, na e en e cien í ica e de polí ica pública. Um ema de e as in es igado é o do impac o do IDE. Con udo, a li e a u a nes e âmbi o em-se ocado no impac o do IDE no país ece o . O impac o no país emisso em sido obje o de in es igação mais escassa e mais ecen e. No en an o, êm-se g adualmen e indo a publica mais abalhos nes a e en e, e cada ez mais di e si icados em e mos de á eas de impac o. Em odo o caso, a li e a u a é dispe sa e não exis e, no nosso conhecimen o, uma sis ema ização da mesma. É essa lacuna que es a disse ação p e ende p eenche , cons i uindo, assim, um con ibu o angí el pa a o es ado da a e da discussão dos impac os do IDE no país de o igem. Se á ealizada uma análise o mais exaus i a possí el da li e a u a pe inen e, con on ando es udos empí icos e espe i os esul ados ao ní el de di e sas a iá eis (emp ego, ou pu domés ico, p odu i idade, in es imen o domés ico, expo ações/comé cio in e nacional, ino ação). O ecu so a écnicas bibliomé icas az uma no a dinâmica e p o undidade à e isão de li e a u a o nando possí el a ecolha e a classi icação, segundo um conjun o de c i é ios, de um núme o conside á el de a igos exis en es sob e a emá ica e, assim, pe mi indo ex ai algumas conclusões. Dos esul ados da classi icação é de des aca que não exis e, em ge al, um núme o signi ica i o de a igos cujos os esul ados enham ob ido somen e e ei os nega i os. No en an o, há a necessidade de um es udo especí ico pa a cada país de o ma a cons i ui uma base de o mulação de polí icas que pe mi a que as polí icas públicas implemen adas sejam as mais adequadas e ampliem os e ei os posi i os do IDE no ex e io . Códigos JEL: C89, F21 Pala as-cha e: In es imen o Di e o Es angei o (IDE), país de o igem, e ei os, impac o, bibliome ia. i Abs ac Mul ina ional en e p ises and hei globaliza ion a e opics o undeniable economic impo ance. In pa icula , he inc easing lows o Fo eign Di ec In es men (FDI) ha e ecei ed a g owing deal o a en ion, in he academic li e a u e and ega ding public policy. A opic equen ly in es iga ed is he impac o FDI. Howe e , he li e a u e in his a ea has ocused on he impac o inwa d FDI in he hos coun y. The impac o ou wa d FDI in he home coun y has been he subjec o li le esea ch and only mos ecen ly. Howe e , he e has g adually been mo e esea ch abou his heme, wi h an inc eased di e si y in e ms o he impac a eas. In any case, he li e a u e is sca e ed and, o he bes o ou knowledge, a sys ema iza ion o his li e a u e does no exis . I is his gap ha his disse a ion aims o ill, hus cons i u ing a signi ican con ibu ion o he s a e o he a o he discussion o he impac s o ou wa d FDI in he home coun y. An exhaus i e analysis will be pe o med, compa ing compa ing a a ie y o s udies and hei esul s on a iables (employmen , domes ic ou pu , p oduc i i y, domes ic in es men , expo s/in e na ional ade, inno a ion). The applica ion o bibliome ic echniques b ings a new dynamic and an inc eased dep h and igo o he li e a u e e iew making i possible o ex ac well g ounded conclusions based on a conside able numbe o exis ing a icles. The esul s o ou classi ica ion highligh ha does no exis , in gene al, a subs an ial numbe o a icles whose esul s ha e ob ained only nega i e e ec s. Howe e , he e is a need o a speci ic s udy o each coun y in o de o design he mos app op ia e public policies, so ha he policies implemen ed may ampli y he posi i e e ec s o ou wa d FDI. JEL Codes: C89, F21 Keywo ds: Ou wa d Fo eign Di ec In es men (OFDI), home-coun y, e ec s, impac , bibliome ic me hodologies. Índice Ag adecimen os ................................................................................................... ii Resumo ................................................................................................................ iii Índice .................................................................................................................... Índice de igu as ................................................................................................. i Índice de abelas ................................................................................................ ii In odução ........................................................................................................... 1 1. Re isão de li e a u a .................................................................................... 4 1.1. Emp ego ............................................................................................................. 5 1.2. Ou pu Domés ico e C escimen o Económico ................................................. 10 1.3. P odu i idade ................................................................................................... 12 1.4. Comé cio in e nacional/Expo ações ............................................................... 16 1.5. In es imen o domés ico ................................................................................... 21 1.6. In es igação e Desen ol imen o (I&D) .......................................................... 23 1.7. Ou as á eas de impac o ................................................................................... 25 2. Me odologia ................................................................................................ 27 3. Aplicação das écnicas bibliomé icas ...................................................... 29 3.1. Análise ge al .................................................................................................... 33 3.2. Classi icação e espec i os esul ados ............................................................. 38 4. Conclusão .................................................................................................... 49 Re e ências bibliog á icas ................................................................................ 51 i Índice de igu as Figu a 1 - Esquema do p ocessamen o dos esul ados ........................................ 32! Figu a 2 - C onologia dos a igos ob idos (nº de a igos po ano) ...................... 33! Figu a 3 - Re is as cien í icas (nº de a igos po e is a) ................................... 35! Figu a 4 - Na u eza dos a igos ........................................................................... 39! Figu a 5 - Unidades de análise ............................................................................ 40! Figu a 6 - Mé odo ............................................................................................... 41! Figu a 7 - Subca ego ia do mé odo/modelo ........................................................ 41! Figu a 8 - P oxies pa a a a iá el independen e ................................................. 42! Figu a 9 - Repa ição da p oxy dummy ............................................................... 43! Figu a 10 - Repa ição da p oxy IDE .................................................................. 43! Figu a 11 - P oxies pa a os e ei os ..................................................................... 45! Figu a 12 - Resul ados ob idos po á ea de impac o ........................................... 46! ii Índice de abelas Tabela 1 - E ei os no emp ego domés ico ............................................................. 8! Tabela 2 - E ei os no ou pu domés ico e no c escimen o económico ................ 11! Tabela 3 - E ei os na p odu i idade domés ica ................................................... 15! Tabela 4 - E ei os no Comé cio In e nacional .................................................... 19! Tabela 5 - E ei os no in es imen o domés ico .................................................... 22! Tabela 6 - E ei os na In es igação e Desen ol imen o (I&D) ........................... 24! Tabela 7 - E olução do nº de a igos .................................................................. 32! Tabela 8 - A igos mais ci ados .......................................................................... 36! 1 In odução O In es imen o Di e o Es angei o (IDE) em po encialmen e g ande impo ância nas economias, sendo a gumen ado que p omo e o desen ol imen o e o c escimen o económicos, con ibui pa a o a anço ecnológico, assim como impulsiona o aumen o da compe i i idade dos países (Bloms om e Kokko, 1998; OCDE, 2008; Ca es, 1974). Os países compe em ag essi amen e pa a a ai IDE, ha endo um ela i o consenso que o seu impac o ende a se posi i o, is o é, que os seus bene ícios endem a suplan a os cus os e impac os nega i os associados (UNCTAD, 2003). No en an o, o ela i o consenso quan o ao supos o impac o posi i o do IDE no ex e io (“ou wa d”) não em exis ido. O deba e sob e a possí el expo ação de emp ego e o impac o no in es imen o domés ico em causado alguma ese a e ce icismo quan o aos e ei os do IDE no ex e io na economia de o igem (Debae e, Lee e Lee, 2010). Con udo, mais ecen emen e, em-se a i mado uma expec a i a mais posi i a sob e o impac o des e in es imen o (Ma io i, Mu inelli e Pisci ello, 2003; Cas ellani, Ma io i e Pisci ello, 2008; Fede ico e Mine a, 2008). Au o es como Imb iani, Pi iglio e Regana i (2011) e Lee (2010) e e em que a li e a u a elacionada com a eceção de IDE (“inwa d”) já se encon a bas an e explo ada, e que po sua ez a li e a u a sob e o IDE no ex e io (“ou wa d”) em aumen ado. Hsu, Gao, Zhang e Lin (2011) e e em inclusi amen e que “Inwa d FDI is, howe e , only hal o he s o y”. Em di e sos países hou e um p ocesso de mudança, de aco do com o qual começa am po se países ece o es de IDE e, pos e io men e, o na am-se, em dis in os g aus, países emisso es. Dunning e Na ula (1996), na eo ia conhecida como “In es men De elopmen Pa h” alam em cinco ases no desen ol imen o do in es imen o, numa p imei a ase as an agens de compe i i idade são insu icien es pa a a ai o IDE, e o IDE ecebido é eduzido, nas ases seguin es o IDE ecebido aumen a, sendo a eceção de IDE supe io 8 Tabela 1 - E ei os no emp ego domés ico Au o es Ano Amos a Tipo de dados E ei os encon ados Cuye s e Soeng 2011 254 emp esas-mãe belgas com 548 iliais es angei as em ou os países eu opeus com baixos salá ios e ou os com salá ios al os 1999-2007 Painel (+) quando in es imen o é pa a ou os países eu opeus com salá ios ele ados Ma io i, Mu inelli e Pisci ello 2003 9 sec o es indus iais, 20 egiões adminis a i as (180 indús ias egionais) 1985-1995 Painel (+) quando in es imen o é di ecionado pa a países desen ol idos (-) quando in es imen o é di ecionado pa a países menos desen ol idos Fede ico e Mine a 2008 103 p o íncias adminis a i as, 12 indús ias ans o mado as 1996 e 2001 Painel (+) Imb iani, Pi iglio e Regana i 2011 1 658 swi ching i ms1 (sec o dos se iços e indús ia) 2003-2006 Painel (+) no se o indus ial (-) no se o dos se iços Cas ellani, Ma io i e Pisci ello 2008 108 emp esas indus iais i alianas que se o na am mul inacionais no pe íodo de 1998-2004 e 2500 emp esas que pe manece am nacionais 1998-2004 Painel (+) Masso, Ve blane e Vah e 2008 Emp esas da Es ónia (a é 41 mil po ano, incluindo o sec o p imá io, indús ia, cons ução e se iços) 1995-2002 Painel (+) Ona an 2012 Subsec o es dos sec o es da indús ia e dos se iços 1996-2005 Painel (-) 1 Swi ching i ms são de inidas pelos au o es como emp esas que passa am de se nacionais a mul inacionais, ou seja, ab i am a sua p imei a ilial no es angei o no pe íodo obse ado (p. 374). 9 Debae e, Lee e Lee 2010 526 mul inacionais 1980-1996 Painel (-) quando in es imen o é pa a países menos desen ol idos (0) quando in es imen o é pa a países mais a ançados D i ield, Lo e e Taylo 2009 13 países, 11sec o es indus iais 1987-1996 Painel (-) 10 1.2. Ou pu Domés ico e C escimen o Económico Uma das á eas de impac o é o ou pu domés ico, que em sido al o de um amplo deba e público uma ez que se a gumen a que o In es imen o Di e o Es angei o no Ex e io pode le a a uma deslocalização da p odução das emp esas mul inacionais diminuindo assim p odução domés ica (He ze , 2008; B aune hjelm, Oxelheim e Thulin, 2005; Goedegebuu e, 2006; He ze e Sch oo en, 2008). Po ou o lado, a gumen a-se que as emp esas ap o ei am as suas p oduções no ex e io pa a diminuí em alguns cus os de p odução de o ma a combina a sua p odução domés ica com a ex e na e assim aumen a a sua compe i i idade no me cado nacional e in e nacional (He ze , 2008). Pos o is o, são di e sos os es udos empí icos le ados a cabo pa a in es iga os e ei os do IDE no ex e io no ou pu do país de o igem do in es imen o. He ze é um dos au o es que mais em es udado o impac o do IDE no ex e io no ou pu domés ico do país de o igem do in es imen o. Em á ios dos seus es udos He ze (2008), He ze (2011a), He ze (2012) chega semp e aos mesmos esul ados, que apon am pa a um e ei o posi i o do IDE no ex e io sob e o ou pu domés ico no longo p azo. Sendo que os esul ados em He ze (2011a) dizem espei o a países em ias de desen ol imen o. Em He ze (2008), o au o conclui que o IDE no ex e io é causa e consequência do aumen o do ou pu in e no. A esul ados semelhan es chegou o es udo de Chen e Zulki li (2012) pa a a economia da Malásia. Lee (2010) a i ma que o IDE no ex e io em e ei os posi i os no PIB pe capi a, mas e e e que ambém é apenas no longo p azo, endo em conside ação que as a i idades elacionadas com o in es imen o no ex e io bene iciam a economia emisso a (nes e caso, o Japão). No en an o, o au o con as a um esul ado com He ze (2008) e Chen e Zulki li (2012), dizendo que o aumen o do IDE no ex e io é apenas uma causa do aumen o do endimen o, e não causa e e ei o como a i ma o ou o au o . No caso do c escimen o económico, He ze (2010) conclui que os e ei os do IDE no ex e io são a o á eis ao c escimen o. Também a i ma que os esul ados suge em que as emp esas in es em no ex e io de o ma a combina p odução in e na com p odução ex e na e dessa o ma eduzi cus os e aumen a a sua compe i i idade a ní el in e nacional e no me cado in e no, bene iciando assim oda a economia nacional 11 de ido ao aumen o de emp esas in es ido as, e das po enciais epe cussões de ganhos de p odu i idade nas emp esas locais. Chen e Zulki li (2012) ambém analisa am a elação en e o In es imen o Di e o Es angei o da Malásia e os seus e ei os no c escimen o económico, concluindo que a saída de IDE a ec a de o ma signi ica i a e posi i a o PIB da Malásia no longo p azo. Pa a além da elação de causalidade a longo p azo se bidi ecional, ou seja, o IDE pa a o ex e io bene icia a economia da Malásia como um odo, aumen a o PIB, que po sua ez i á aumen a o IDE pa a o ex e io , na o ma de ans e ências de conhecimen o e ecnologias en e as mul inacionais e as emp esas locais. A abela 2 pe mi e conclui que com base nos a igos abo dados nes a seção, pa a o ou pu domés ico e o c escimen o domés ico, os e ei os encon ados são semp e posi i os mas dizem essencialmen e espei o ao longo p azo. Tabela 2 - E ei os no ou pu domés ico e no c escimen o económico Au o es Ano Amos a Tipo de dados E ei os encon ados He ze 2008 14 países indus ializados 1971-2005 Painel (+) no longo p azo He ze 2011 43 países em desen ol imen os 1981-2008 Painel (+) no longo p azo He ze 2012 Alemanha 1980-2008 Time-se ies (+) no longo p azo Chen e Zulki li 2012 Malásia 1980-2010 Time-se ies (+) no longo p azo Lee 2010 Japão 1977-2006 Time-se ies (+) no longo p azo He ze 2010 50 países 1980-2000 E.U.A. 1980-2004 Time-se ies (+) 12 1.3. P odu i idade A p odu i idade ambém é uma das a iá eis mais in es igadas quando es udados os e ei os do In es imen o Di e o Es angei o no ex e io , sendo impo an e pe cebe se as emp esas conseguem melho ias na p odu i idade e na e iciência in e nas, e consequen emen e aumen a a sua compe i i idade. Na maio ia dos es udos os esul ados ob idos são posi i os, ejamos Yang, Chen e Huang (2013) em que os esul ados suge em que a anços ecnológicos e de e iciência écnica das emp esas aiwanesas es ão posi i amen e co elacionados com a sua a i idade de in es imen o no ex e io . Exis e uma melho ia na compe i i idade das emp esas depois de in es i em no ex e io , sendo o p incipal obje i o desses in es imen os consegui cus os de abalho mais baixos no país de acolhimen o. Ou o exemplo é o es udo de He ze (2011b) pa a países em ias de desen ol imen o. Os esul ados ob idos indicam que o IDE no ex e io em, em média, um e ei o posi i o a longo p azo na p odu i idade o al dos ac o es domés ica. Is o acon ece pa a a amos a de países como um odo. Con udo, o au o essal a que es es esul ados não implicam que os e ei os sejam posi i os pa a cada país indi idualmen e. Pa a alguns casos, o e ei o de longo p azo na p odu i idade o al dos ac o es a é é nega i o (exemplo da Co eia do Sul). O au o e e e ainda que se pode conclui que os países em ias de desen ol imen o endem a bene icia do IDE no ex e io , de ido a um aumen o da p odu i idade das emp esas que in es em, assim como de spillo e s de p odu i idade associados às emp esas locais. Conclui, ambém, que o aumen o da p odu i idade o al dos ac o es é causa e consequência do aumen o do IDE no ex e io . Vah e e Masso (2005) ambém ob êm esul ados que mos am que o IDE no ex e io es á posi i amen e elacionado com a p odu i idade da emp esa. No en an o, ac escen am que pa ece exis i um e ei o de au o-seleção signi ica i o no sen ido em que as emp esas com maio p odu i idade a aem IDE ou es ão mais p opensas ao In es imen o Di e o Es angei o no ex e io , is o é, as emp esas com maio p odu i idade endem a es a en ol idas no IDE no ex e io , enquan o as que êm meno p odu i idade pendem a pe manece no país de o igem. 13 Num es udo com dados i alianos, ambém o am encon ados e ei os posi i os do In es imen o Di e o Es angei o na p odu i idade o al dos ac o es no país de o igem pa a o se o indus ial (Imb iani e al., 2011). No caso do IDE chinês no ex e io , apesa de se encon a numa ase inicial e se di ícil encon a es ima i as p ecisas, Zhao, Liu e Zhao (2010) na sua in es igação sob e o con ibu o do IDE no ex e io pa a al e ações na p odu i idade no pe íodo de 1991 a 2007 encon am dados que suge em que o IDE no ex e io é mui o bené ico pa a ganhos na p odu i idade, especialmen e mudanças na e iciência. Au o es como Hsu e al. (2011) ob êm conclusões di e en es con o me o país de des ino do in es imen o, is o é, o IDE de Taiwan no ex e io aumen a a p odu i idade, mas se o país an i ião do IDE o a China já não exis em e ei os posi i os na p odu i idade das emp esas de Taiwan. Concluem ainda que as emp esas mais o ien adas pa a a expo ação e i am mais bene ícios do IDE no ex e io do que as emp esas que se encon am mais di ecionadas pa a o me cado domés ico. No abalho de D i ield e al. (2009), os au o es depa am-se com esul ados em que pa ece não ha e nenhum e ei o signi ica i o do IDE do Reino Unido no ex e io na sua p odu i idade domés ica. Con udo, com a dis inção en e os di e en es ipos de IDE, os esul ados já ap esen am alguma e idência de que o IDE do Reino Unido pa a abas ecimen o de ecnologia, pa a locais com cus os ele ados (in ensi os em In es igação e Desen ol imen o) ge a um aumen o da p odu i idade domés ica (no Reino Unido). O IDE do Reino Unido no ex e io pa a locais de baixo cus o, segundo D i ield e al. (2009), ambém pode le a ao aumen o da p odu i idade domés ica. Nes e caso, os au o es a gumen am que o mais p o á el é que esse esul ado se de a à ans e ência de a i idades de baixo alo ac escen ado pa a ou as egiões. O impac o pode ambém depende do ho izon e empo al. Caso em que no longo p azo exis e um impac o posi i o na p odu i idade o al dos a o es, embo a no cu o p azo os e ei os sejam es a is icamen e insigni ica i os, o que He ze (2012) jus i ica como sendo esul ado de um equilíb io en e e ei os nega i os e e ei os posi i os no cu o p azo. As emp esas que in es em no ex e io p ocu am combina p odução in e na com p odução es angei a de o ma a diminui os cus os e aumen a a compe i i idade an o a ní el in e nacional como no me cado in e no. Es e p ocesso az bene ícios à 14 economia nacional no seu conjun o, de ido ao aumen o da p odu i idade das emp esas que in es em e as epe cussões de p odu i idade nas emp esas locais. Numa análise à p odu i idade das emp esas de capi al nacional ( an o as que são di ecionadas pa a o me cado domés ico, como das que se em me cados ex e nos po ia de expo ações e, ainda, das que es ão o ien adas pa a os me cados ex e nos a a és da saída de IDE), Fos e -McG ego , Isakssonb e Kaulich (2014) e i a am di e en es conclusões pa a as emp esas de se iços e pa a as emp esas indus iais. Nos se iços, os esul ados apon am que as emp esas di ecionadas pa a o me cado in e no ap esen am meno p odu i idade ela i amen e às emp esas expo ado as e às emp esas que ealizam IDE, não ha endo di e ença signi ica i a en e as duas úl imas. No caso das emp esas indus iais, as emp esas o ien adas pa a os me cados ex e nos que in es em no ex e io êm melho desempenho, seguidas pelas emp esas di ecionadas pa a os me cados ex e nos po ia de expo ações e, po úl imo, as emp esas o ien adas pa a a economia domés ica. Os esul ados ob idos pa ecem, no ge al, posi i os, o que le a ac edi a que o IDE no ex e io pode e bene ícios pa a a p odu i idade/e iciência de um se o de emp esas ou pa a a economia como um odo. Con udo, os e ei os posi i os podem depende de alguns a o es (ho izon e empo al, país de acolhimen o) o que le a a c e que é necessá ia a enção polí ica pa a que, semp e que possí el, sejam omadas medidas que minimizem os e ei os nega i os e ampliem os e ei os posi i os. É possí el e os e ei os ob idos nos abalhos sup aci ados de uma o ma ge al e sin é ica na abela que se segue (Tabela 3). 15 Tabela 3 - E ei os na p odu i idade domés ica Au o es Ano Amos a Tipo de dados E ei os encon ados Yang, Chen e Huang 2013 13 059 emp esas (que nunca inham in es ido no ex e io an es de 1992, sec o indus ial) 1987-2000 Painel (+) He ze 2011 33 países em desen ol imen o 1980-2005 Painel (+) no longo p azo Vah e e Masso 2005 Emp esas da Es ónia (a é 41 mil po ano) 1995-2002 Painel (+) Imb iani, Pi iglio e Regana i 2011 1 658 swi ching i ms2 (sec o dos se iços e indús ia) 2003-2006 Painel (+) na PTF pa a o se o indus ial Zhao, Liu e Zhao 2010 China e 8 países desen ol idos (p incipais des inos do in es imen o chinês) 1991-2007 Painel (+) Hsu, Gao, Zhang e Lin 2011 15 indús ias ans o mado as 1991-2007 Painel (-) quando in es imen o é di ecionado pa a a China (+) quando in es imen o é di ecionado pa a ou os países D i ield, Lo e e Taylo 2009 13 países, 11sec o es indus iais 1987-1996 Painel (+) He ze 2012 Alemanha 1980-2008 Time- se ies (+) na PTF no longo p azo (0) na PTF no cu o p azo Fos e - McG ego , Isakssonb e Kaulich 2014 3254 emp esas nacionais (domes ically owned i ms), 1817 emp esas indus iais e 1437 emp esas de se iços 2010/2011 C oss- sec ion (+) 2 Swi ching i ms são de inidas pelos au o es como emp esas que passa am de se nacionais a mul inacionais, ou seja, ab i am a sua p imei a ilial no es angei o no pe íodo obse ado (p. 374). 16 1.4. Comé cio in e nacional/Expo ações Com o aumen o do núme o de emp esas mul inacionais e, de o ma mais ge al, um ele ado núme o de emp esas a in e nacionaliza em as suas a i idades, su ge o eceio de ha e uma subs i uição en e o IDE no ex e io e as expo ações do país de o igem do in es imen o. Exis e uma as a li e a u a concep ual e empí ica sob e a complemen a idade/subs i uibilidade en e o IDE e as expo ações.3 No en an o, exis em ambém ou as jus i icações pa a aquilo que acon ece com as expo ações domés icas que apa en am não se ão nega i as ou a é mesmo e em aspec os posi i os. Veja-se um es udo “clássico” ace ca des e ema, Bloms om e Kokko (1994), em que os au o es concluem, depois de esumi em algumas pesquisas, que o e ei o líquido (“ne e ec ”) do IDE nas expo ações domés icas apa en a se de complemen a idade. Is o po que, embo a a p odução es angei a subs i ua algumas expo ações domés icas de p odu os acabados, pode ha e an agens, como a p oximidade do me cado (que pe mi e às iliais es angei as cap u a uma maio quo a de me cado do que aquela que a emp esa domés ica expo ado a consegui ia), assim como um aumen o das expo ações de p odu os in e médios que pe mi a compensa as expo ações pe didas de p odu os acabados. Uma elação de complemen a idade oi encon ada po Alguacil e O s (2002) en e o IDE de Espanha no ex e io e as expo ações domés icas. O impac o de uma al e ação no IDE no ex e io é nega i o no cu o p azo no en an o, no longo p azo a elação causal posi i a (do IDE no ex e io pa a as expo ações) mais do que compensa o e ei o nega i o inicial. Es es au o es ac escen am, nas suas conclusões, que (p.130): “(...) he complemen a i y be ween ou wa d FDI and expo s makes i di icul o belie e in nega i e impac s o hese in es men p ojec s o e he domes ic p oduc ion ac i i y, employmen le el and/o he quali y o jobs.” 3 Es a li e a u a encon a-se maio i a iamen e cen ada do lado do “inwa d”, ou seja, e ei os nos países de des ino (Goh, Wong e Tham, 2013; Zhan e Song, 2000; Liu, Wang e Wei, 2001; Lin e Lin, 2010). No en an o pa a o p esen e abalho apenas se á analisada li e a u a do lado do “ou wa d”, ou seja, com e e ências aos e ei os nas expo ações da economia de o igem. 17 A elação de complemen a idade pode depende dos países. Em Kang (2012), num es udo sob e a Co eia do Sul, os esul ados indicam que as saídas de IDE complemen am o comé cio somen e com países em ias de desen ol imen o, não endo esse e ei o no comé cio com os países desen ol idos. O au o conclui (p.152): “I is, he e o e, inapp op ia e o assume ha FDI lows o di e en ca ego ies o coun ies ha e he same e ec on ade. As a consequence, policy ecommenda ions should be di e en .”. Pa a o caso conc e o de Po ugal, Fonseca, Mendonça, e Passos (2010) concluem que o IDE po uguês no ex e io es á nega i amen e co elacionado com as expo ações, suge indo um e ei o de subs i uição e, consequen emen e, um e ei o nega i o na balança come cial pa a a maio ia dos países da amos a, em especial um e ei o de subs i uição mui o signi ica i o quando o IDE se des ina ao Japão e à China. No en an o, exis em exceções, nomeadamen e, Espanha e Angola, que êm con ibu os posi i os pa a a balança come cial de Po ugal com es es países. Num es udo sob e os e ei os do IDE no ex e io no comé cio da Co eia do Sul, Seo e Suh (2006) ambém encon am um e ei o de subs i uição das expo ações em a i idades do IDE no ex e io co eano. Tal como es es au o es, ambém Head e Ries (2001) abo dam na sua in es igação o caso dos g andes ab ican es de au omó eis como a Toyo a, a Nissan e a Honda, pe cecionando que ap esen am subs i uição líquida en e in es imen o di e o es angei o e expo ações. No en an o, o IDE da Co eia do Sul no ex e io e o IDE do Japão no ex e io não subs i uem as expo ações dos países de o igem dos in es imen os de aco do com os dados analisados po Kim e Kang (1996). Ellingsen, Likumahuwa e Nunnenkamp (2006), ambém não encon a am no seu es udo p o as de que o IDE de Singapu a no ex e io em subs i uído as expo ações, pelo con á io. Chow (2012) conclui no seu es udo pa a Taiwan, que o In es imen o Di e o Es angei o no ex e io é mais p openso a e ei os de complemen a idade do que de subs i u uição nas expo ações do país de o igem (Taiwan). O IDE no ex e io em um e ei o complemen a signi ica i o nas expo ações do país de o igem pa a os países de acolhimen o como um g upo. No en an o, o au o essal a que a in eg ação g adual das 24 De uma o ma ge al, odos os abalhos abo dados nes a á ea de impac o chega am a e ei os posi i os do IDE pa a o ex e io na In es igação e Desen ol imen o domés icos, eja-se a abela 6. Tabela 6 - E ei os na In es igação e Desen ol imen o (I&D) Au o es Ano Amos a Tipo de dados E ei os encon ados Chen e Yang 2013 57 470 emp esas indus ias aiwanesas que não in es iam no ex e io an es de 1992 1992-1998 56 812 emp esas indus iais aiwanesas que não in es iam no ex e io an es de 1999 1999-2005 Painel (+) Goedegebuu e 2006 Holanda, 23 807 emp esas 1996-2000 Painel (+) Chang, Chen e McAlee 2013 37 países 1994-2005 Painel (+) Huang e Wang 2009 China 1985-2007 Time- se ies (+) 25 1.7. Ou as á eas de impac o No deco e das pesquisas bibliog á icas pa a a p esen e e isão de li e a u a oi possí el e acesso a alguns abalhos que abo dam a iá eis mais especí icas. Po es e mo i o, julgou-se opo uno c ia es a secção (1.7.) ab angendo ou as á eas de impac o, no sen ido de abo da alguns abalhos de ca iz mais p óp io e especí ico mas que não deixam de se in e essan es de analisa . Podem encon a -se es udo sob e a desigualdade de endimen os ou mesmo sob e a qualidade dos p odu os domés icos, po exemplo. De uma o ma ge al, Fo s e Kokko (2001) num es udo sob e os e ei os do IDE no ex e io no país de o igem elacionados com p odução e a mudança es u u al, com dados de mul inacionais suecas, concluem que o impac o ag egado do IDE no ex e io no país de o igem pode e bene ícios casos os p ocessos de p odução com ele ados luc os e ex e nalidades posi i as sejam man idos na economia domés ica. Caso es as ope ações es ejam en e as a i idades que são deslocalizadas pa a as iliais es angei as os e ei os endem a se menos bené icos, ou a é mesmo nega i os. He ze e Nunnenkamp (2013), analisa am os e ei os do IDE e do IDE no ex e io na desigualdade de endimen os na Eu opa. Tendo em con a apenas os esul ados ob idos pa a o IDE no ex e io , que é o oco des a disse ação, os au o es concluí am que o e ei o do IDE no ex e io na desigualdade de endimen os no cu o p azo é posi i o e no longo p azo nega i o, ou seja, no cu o p azo aumen a a desigualdade e no longo os endimen os o nam-se menos assimé icos, espe i amen e. No longo p azo a elação de causalidade en e o IDE no ex e io e a desigualdade de endimen os é bidi ecional, is o é, um aumen o do IDE no ex e io eduz a desigualdade e, po sua ez, uma desigualdade ele ada le a à diminuição do IDE no ex e io . Fica no en an o a essal a de que os e ei os são he e ogéneos en e os di e sos países da amos a. Um es udo cu ioso é o de Weng, Yang e Tu (2010) que analisa a elação en e o IDE no ex e io e a qualidade dos p odu os nacionais. O “expansiona y FDI” (ou seja, o IDE nos países a ançados, segundo es es au o es) ende a e uma maio p obabilidade de melho a a qualidade dos p odu os domés icos enquan o, o impac o do “de ensi e 26 FDI” na p obabilidade de melho a a qualidade dos p odu os é limi ado.6 Os au o es conside am o esul ado “economicamen e in ui i o, po que um dos p incipais objec i os pa a o “expansiona y FDI” é a aquisição de ecnologia a ançada e conhecimen o de ges ão dos países desen ol idos” (p. 406), bene iciando as emp esas que in es em na melho ia da sua capacidade ecnológica e na qualidade dos seus p odu os. Como é possí el e i ica , exis em di e sos es udos ecen es, e sob e emá icas menos espe adas, como o es udo sup aci ado de Weng e al. (2010), o que comp o a que es amos pe an e uma á ea eme gen e e com c escen e impo ância na in es igação. Te minada uma e isão de li e a u a ão exaus i a quan o possí el ( ace à no idade do ema e à ela i a escassez de es udos, compa ada com o impac o inwa d do IDE), segue-se o capí ulo onde é explicada a me odologia a u iliza , com base nas écnicas bibliomé icas. 6 Os au o es explicam que “FDI can be oughly sepa a ed in o wo ca ego ies, expansiona y and de ensi e (Chen and Yang 1999; Chen and Ku 2000). De ensi e FDI, called labo -o ien ed FDI by Kojima (1973), seeks cheap labo in he hos coun y o educe he cos o p oduc ion, while expansiona y FDI, wha Kojima (1973) called ma ke -o ien ed FDI, e e s o in es men owa d hose coun ies wi h a highe pe capi a GNP han ha o he hos coun y.” (Weng e al., 2010, p. 397). 27 2. Me odologia Com o obje i o de ac escen a alo à e isão de li e a u a, o nando-a mais igo osa, sis emá ica e dinâmica, decidiu-se eco e a mé odos bibliomé icos po o ma a ob e esul ados de o dem mais quan i a i a e que agam uma maio p o undidade e cien i icidade à disse ação. Assim, se á possí el ex ai conclusões que não se iam possí eis com a simples análise desc i i a dos di e sos es udos, al como a ap esen ação de análises g á icas que não se ia possí el, de ou o modo, ealiza pa a uma quan idade ele an e de a igos, nem apenas com abo dagem conce ual/desc i i a dos mesmos. A aplicação des as écnicas az des a abo dagem uma abo dagem ino ado a como não exis e nenhuma a é ao momen o, de aco do com o nosso melho conhecimen o. Segundo a OCDE (2002, p. 204), “Bibliome ic analysis uses da a on numbe s and au ho s o scien i ic publica ions and on a icles and he ci a ions he ein (as well as he ci a ions in pa en s) o measu e he “ou pu ” o indi iduals/ esea ch eams, ins i u ions, and coun ies, o iden i y na ional and in e na ional ne wo ks, and o map he de elopmen o new (mul idisciplina y) ields o science and echnology”. Po sua ez, P i cha d (1969) (c Lie ouw, 1989, p. 615) de ine bibliome ia como “ he applica ion o ma hema ics and s a is ical me hods o books and o he media o communica ion”. Des a o ma, a aplicação de écnicas bibliomé icas iabiliza uma análise de alhada das p incipais á eas elacionadas com o ema, dos au o es mais in luen es, das e is as académicas que mais publicam ou ci am a igos elacionados com o ema, dos es udos e au o es mais ci ados. São expec á eis ainda esul ados quan o às a iá eis e me odologias mais u ilizadas na li e a u a e quan o às unidades de análise es udadas, en e ou os. 28 O p esen e es udo eco e a écnicas bibliomé icas, na linha das que êm sido u ilizadas em ou as á eas da li e a u a como clus e s (C uz e Teixei a, 2010), emp eendo ismo (Teixei a, 2011), ino ação (Teixei a, 2013), “open inno a ion” (Wang e Tang, 2013), que nos pe mi em a ob enção sis emá ica e classi icação igo osa dos a igos que es udam a emá ica. No en an o, es a disse ação p e ende aze uma e isão de li e a u a ex ensi a, na linha do abalho de Be ning e Hol b ügge (2012) pa a o “Chinese ou wa d o eign di ec in es men ”, e não an o uma análise especí ica do campo e das aízes do ema, como em sido ei o po alguns dos au o es sup aci ados (C uz e Teixei a, 2010; Wang e Tang, 2013). A é ao momen o não é conhecida nenhuma e isão de li e a u a ab angen e nes a á ea, nomeadamen e com ecu so à bibliome ia. Des e modo, a aplicação des a me odologia pode se conside ada ino ado a, assim como os esul ados que dela se ob i e am pa a a alia o impac o do IDE emi ido pa a o ex e io no país de o igem. No p óximo capí ulo explica-se de o ma me iculosa odos os p ocedimen os adop ados, as pala as-cha e selecionadas, as bases de dados elegidas, o p ocesso de pesquisa, a expo ação e a amen o de dados, assim como os p ocedimen os adop ados na classi icação dos a igos e a sequen e ap esen ação dos esul ados ob idos. 29 3. Aplicação das écnicas bibliomé icas Sendo es e ema um ema eme gen e, o ecu so a écnicas bibliomé icas pe mi e-nos i a algumas conclusões sob e os es udos já ealizados. O objec i o des a análise oi in es iga a ex ensão de es udos e ec uados nes a á ea, au o es e es udos mais ci ados, as e is as cien í icas que mais publicam sob e o ema, assim como pe cebe a e olução (c onológica) do núme o de es udos e ec uados sob e a emá ica em ques ão, a e indo se a á ea ealmen e em indo a ganha impo ância no deba e in e nacional e se exis em no os au o es a ealiza in es igação. No caso conc e o des a disse ação, começou-se po es abelece as bases de dados bibliog á icas a u iliza nas pesquisas, is o é, a Scopus (Else ie ) e a Web o KnowledgeTM (Thomson Reu e s). A escolha das bases de dados e e em con a o ac o de se em bases de dados mul idisciplina es, um ac o impo an e na medida em que as pesquisas são cada ez mais globais e in e - elacionadas, assim como o núme o de e is as cien í icas e algumas ca ac e ís icas especí icas. A Scopus é uma base de dados com mais de 21 000 í ulos de mais de 5 000 edi o es, com uma assinalá el di e sidade de e is as cien í icas, li os, a as de con e ências e pa en es, sendo uma base de dados mul idisciplina ab angendo á eas como a ecnologia, ciências, medicina, ciências sociais, en e ou as. Na á ea das ciências sociais, da qual azem pa e a economia e os negócios, e na qual ecai o nosso in e esse no âmbi o des a disse ação, são disponibilizados 7 000 jou nals (Scopus con en , 2013). A Web o KnowledgeTM ambém é uma base mul idisciplina que ab ange as ciências, ciências sociais e a es e humanidades, con ém e is as cien í icas, li os e a as de con e ências. Com um con eúdo de qualidade e mais 5 000 publicações das ciências em 55 disciplinas, es a base é, no en an o, uma base mais sele i a. Um ac o de e minan e pa a a sua escolha é a sua an iguidade, “100 yea s o abs ac s” (Web o Science, 2014), podendo encon a nes a base de dados mais emo os. Des a o ma, decidiu-se eco e ambém a es a base de dados, po o ma a assegu a a inclusão de a igos mais “clássicos”. Pos e io men e, oi ealizada uma in inidade de pesquisas com inúme as pala as-cha e (keywo ds), po o ma a seleciona as que conseguiam ob e o núme o 30 mais signi ica i o de a igos possí el. Pa a isso, o am u ilizadas algumas pala as- cha e que dizem espei o ao IDE no ex e io de um modo ge al e não aos seus e ei os ou impac os no país de o igem em especí ico, is o pa a e i a que a pesquisa osse demasiado es i a e que a igos ele an es escapassem a es e exe cício. No deco e des as pesquisas, oi possí el pe cebe que a u ilização de pala as- cha e mais especí icas ou elacionadas somen e com o IDE no ex e io (“ou wa d”) esul a am num núme o diminu o de a igos ace ao núme o que se podia po encialmen e ob e . Assim sendo, conside ou-se que se ia impo an e u iliza keywo ds mais ab angen es, mesmo sendo necessá io, a pos e io i, aze uma iagem mui o igo osa (com base na lei u a dos abs ac s e, equen emen e, da o alidade do ex o dos a igos) pa a ica em apenas os a igos que ealmen e dizem espei o à emá ica dos e ei os e impac o do IDE no país de o igem. Pos o is o, o am conjugadas, an o na base de dados Web o KnowledgeTM como na Scopus, as seguin es keywo ds: − “OFDI”, − “ou wa d FDI”, − “ou wa d o eign di ec in es men ”, − “ou wa d di ec in es men ”, − “ou lows di”, − “ou lows o di”, − “ou lows o di”, − “ou lows o eign di ec in es men ”, − “ou lows o o eign di ec in es men ”, − “FDI ou lows”, − “ o eign di ec in es men ou lows”, − “ou bound di”, − “ou bound o eign di ec in es men ”, − “home coun y e ec *1 o o eign di ec in es men ”. 1 A u ilização do símbolo * pe mi e que as pesquisas sejam ei as pa a o singula e pa a o plu al da pala a em que es á colocado 31 Com es as pala as-cha e oi possí el ob e 3762 e 4493 esul ados nas bases de dados Web o KnowledgeTM e Scopus, espec i amen e.4 Pa a odos es es esul ados oi e i ada in o mação quan o aos au o es, ano, í ulo e abs ac , assim como pa a o núme o de ci ações, a e is a cien í ica e o ipo de documen o. A g ande an agem des as bases de dados é que o nam ela i amen e simples a sua expo ação, o que se o na uma mais- alia pa a o abalho, o nando-o menos one oso. Pos e io men e, jun a am-se os esul ados ob idos nas duas bases como um odo (um o al de 825 ob as) de modo a elimina os í ulos que se encon a am duplicados, ou seja, aqueles que o am ob idos em ambas as bases. Depois de e ec uado es e passo, ica am 577 í ulos en e a igos, a as de con e ências, e isões de li e a u a e li os. A ges ão e análise dos esul ados ob idos oi ei a com ecu so ao Mic oso Excel. Numa ase seguin e oi necessá io apu a , de en e os 577 ichei os, quais diziam de ac o espei o a e ei os na economia de o igem do In es imen o Di e o Es angei o (no ex e io ), pa a isso oi u ilizada a in o mação disponí el ace ca de cada a igo ( í ulo e abs ac ), e, quando necessá io oi analisado o ex o in eg al, pois nem semp e oi possí el a e i apenas pelo í ulo e o abs ac se o a igo co espondia à emá ica em causa. Es a ase oi de e as mo osa e implicou um abalho de g ande igo e minúcia. O núme o de í ulos que abo da am o impac o do IDE no país de o igem, depois de e i a odos os ou os que diziam a espei o a ou as ca ego ias como po exemplo de e minan es do IDE no ex e io (ou wa d), e ei os do IDE no país an i ião (inwa d), en e ou as, oi de 113. No en an o, in elizmen e, mesmo com odos os es o ços ealizados, bem como a a és de déma ches suplemen a es de di e so ipo, não oi possí el e acesso ao ex o in eg al de 16 dos í ulos da lis a dos 113. Pos o is o, o núme o inal de ichei os a classi ica oi 97. A igu a 1 demons a as di e en es ases pe co idas desde a seleção das pala as-cha e à classi icação dos a igos, enquan o a abela 7 az uma sín ese dos núme o de esul ados ob idos nas dis in as e apas, desde da expo ação dos dados das bases de dados bibliog á icas, a é ao núme o inal de a igos a classi ica . 2 Com os esul ados da pesquisa da base de dados limi ados às ciências sociais. 3 Pesquisa da base de dados es i a à opção ciências sociais & humanidades. 4 Es es esul ados o am ob idos à da a de 26 de Maio de 2014. 32 Es e capí ulo con inua com dois sub ópicos (3.1. e 3.2.). No p imei o é ei a uma análise a ní el ge al dos a igos e no segundo explica-se de o ma cla a como oi e e uada a classi icação e os espec i os esul ados. Figu a 1 - Esquema do p ocessamen o dos esul ados Tabela 7 - E olução do nº de a igos Web o KnowledgeTM Scopus Nº inicial de a igos 376 449 To al de a igos 825 To al de a igos sem a igos duplicados 577 To al de a igos sob e e ei os/impac o do IDE no país de o igem 113 To al de a igos classi icados 97 33 3.1. Análise ge al An es de desc e e po meno izadamen e em que consis iu a classi icação dos a igos, é possí el ex ai e sin e iza alguma in o mação sob e odos os a igos (os 113) que o am selecionados po abo da em a emá ica dos e ei os do IDE no ex e io no país de o igem. Uma análise anual do núme o de a igos pe mi e e que o a igo mais an igo emon a a 1993 e os mais ecen es são do p esen e ano, 2014. O núme o de a igos de 1993 a 2005 é eduzido e aumen a d as icamen e após 2006, chegando aos 19 a igos em 2013. Não é de es anha que o núme o de a igos no ano de 2014 seja baixo uma ez que odo o p ocesso oi ealizado no deco e des e ano e podia ainda não exis i um núme o conside á el de abalhos publicados, nada impede que esse núme o seja mais ele ado ao echo do ano de 2014 (Figu a 2). Tal como oi di o ao longo des a disse ação, es amos pe an e uma á ea eme gen e, e os esul ados ob idos demons am isso mesmo. Na igu a é possí el e , a a és de uma e olução c onológica dos nossos esul ados, como em exis ido um c escen e in e esse no ema e um maio núme o de a igos publicados, pelo menos no que aos esul ados ob idos diz espei o. Figu a 2 - C onologia dos a igos ob idos (nº de a igos po ano) 40 Figu a 5 - Unidades de análise O mé odo, dos dois ca ego izados (desc i i o e de causalidade), que oco e com maio equência nos es udos é o de causalidade. No decu so de odo o p ocesso de conhecimen o e classi icação dos a igos oi possí el conclui que uma pa cela olumosa dos es udos sob e es e ema em como p incipal objec i o es ima a causalidade de uma a iá el sob e ou a, ou a elação en e á ias a iá eis. Pa e dos es udos que es imam a elação en e di e sas a iá eis, como po exemplo en e as expo ações domés icas e o In es imen o Di e o Es angei o no ex e io , p e endem sabe se essa elação é unidi ecional ou bidi ecional, nega i a ou posi i a; no en an o, pa a a nossa ques ão, somen e nos in e essou o e ei o do IDE no ex e io nas a iá eis domés icas. O núme o de es udos com ecu so ao mé odo desc i i o é de e as eduzido (6). É necessá io essal a que es a classi icação quan o ao mé odo não oi aplicá el em dois casos uma ez que não êm con eúdo quan i a i o, sendo es es casos uma e isão de li e a u a e um modelo eó ico/analí ico. Quan o ao ipo de modelo e mé odo aplicados, nos es udos de causalidade são essencialmen e painel e ime-se ies, com uma pequena pe cen agem de es udos com modelos c oss-sec ion. Po sua ez, as in es igações com mé odo desc i i o, ap esen am undamen almen e análises empo ais ( ime-se ies). Pos o is o, os esul ados ap esen ados nas igu as 6 e 7 não são su p eenden es.9 9 Os casos conside ados como “nao aplicá el” na igu a 6 dizem espei o a uma e isão de li e a u a e a um modelo eó ico/analí ico. 41 Figu a 6 - Mé odo Figu a 7 - Subca ego ia do mé odo/modelo As ca ego ias seguin es abo da am as p oxies da a iá el independen e e dos e ei os. Fo am classi icados 18 ipos de p oxies di e en es, esses esul ados são ap esen ados na igu a 8, endo em con a o núme o de a igos em que o am u ilizadas, is o po que em alguns es udos o am conside adas di e sas a iá eis di e en es como p oxies. 42 Figu a 8 - P oxies pa a a a iá el independen e No en an o, na igu a apa ecem apenas 12, pois an o as dummies como o IDE es ão ag upados. Conside ou-se bené ico ap esen a sepa adamen e os esul ados pa a as duas p oxies mais usuais: as dummies e o IDE. As dummies o am ag upadas em qua o g andes g upos ( igu a 9) e o IDE po sua ez epa ido em qua o, igualmen e, pois exis em es udos que e e em explici amen e se u ilizam lows10, s ocks11 ou ambos. Exis e au o es que de endem que a u ilização dos s ocks de IDE pe mi e cap u a e ei os de médio e longo p azo (Bi ze e Gö g, 2009; He ze , 2011a; Ren e Li, 2010). Pa a os casos em que não oi especi icado se e am lows ou s ocks op ou-se po coloca como IDE (NE) (não especi icado) – e igu a 10. 10 “Flows o FDI comp ise capi al p o ided (ei he di ec ly o h ough o he ela ed en e p ises) by a o eign di ec in es o o an FDI en e p ise, o capi al ecei ed om an FDI en e p ise by a o eign di ec in es o .” (UNCTAD, 2009, p. 243). 11 “FDI s ock is he alue o he sha e o hei capi al and ese es (including e ained p o i s) a ibu able o he pa en en e p ise, plus he ne indeb edness o a ilia es o he pa en en e p ise.” (UNCTAD, 2009, p. 243). 43 Figu a 9 - Repa ição da p oxy dummy Figu a 10 - Repa ição da p oxy IDE Resumindo, a p oxy da a iá el independen e diz undamen almen e espei o a alo es do In es imen o Di e o Es angei o no ex e io e a dummies (se a emp esa ealiza in es imen o; quan o à p op iedade das emp esas; se passou a in es i nesse ano; se em es abelecimen os no ex e io ; quan o ao ipo de in es imen o). São ambém u ilizadas ou as p oxies, como o emp ego nas iliais es angei as, a despesa em I&D, as endas das iliais assim como, o ou pu das emp esas (domés ica e iliais es angei as). Quan o à p oxy dos e ei os, os es udos ob idos p ocu a am esul ados pa a uma mul iplicidade de á eas de impac o. Mais de um e ço dos a igos cien í icos analisados es udam os esul ados do IDE no ex e io sob e mais do que uma a iá el domés ica, ou seja, exis em a igos que es udam simul aneamen e os e ei os nas expo ações e 44 impo ações domés icas, ou en ão, no ou pu domés ico, nos salá ios e no emp ego, po exemplo. No capí ulo 1, na e isão de li e a u a e e imos que exis em algumas a iá eis já mais ap o undadas nes a linhagem de abalhos, essencialmen e aquelas em que os e ei os êm le an ado maio cep icismo como o emp ego, o comé cio in e nacional (expo ações e/ou impo ações), o in es imen o, a p odu i idade, o ou pu e o c escimen o domés icos. Con udo, os esul ados ob idos demons am que o leque de á eas de impac o em es udo é bem mais ex enso. Exis em es udos pa a os e ei os do IDE no ex e io em a iá eis domés icas bas an e especí icas como, po exemplo, a pob eza, a sob e i ência das emp esas, o e o no das ações, a qualidade, os conhecimen os de ges ão, en e mui as ou as. Nes e caso em conc e o, as p oxies ag upam-se p incipalmen e em 25 á eas de impac o, endo sido ag upadas algumas mais especí icas de um modo mais ge al. A p odu i idade é um desses casos em que exis em es udos que es udam a p odu i idade domés ica, ou de o ma mais especí ica a p odu i idade o al de a o es (PTF). Nesse caso o am classi icados odos como p odu i idade. Assim como o emp ego, pois alguns es udos ecaem especi icamen e sob e o c escimen o do emp ego, a p ocu a de abalho, o desemp ego, alguns sob a “skill composi ion”, e c. Nos nossos esul ados o am es abelecidas 25 p oxies p incipais, umas mais abo dadas do que ou as ( e igu a 11). Es a di e sidade mani es a o c escen e in e esse sob es a emá ica e como es ão a se ala gadas as suas pesquisas às mais dis in as a iá eis. 45 Figu a 11 - P oxies pa a os e ei os A úl ima ca ego ia a classi ica o am os e ei os es imados pa a os di e sos abalhos nas dis in as á eas de impac o. Ao ealiza es a classi icação, oi possí el pe cebe que os esul ados es imados mui as ezes não são absolu os, is o é, a iam con o me o país de des ino do in es imen o, se é desen ol ido ou em ias de desen ol imen o, di e gem en e se o es di e en es, di e em con o me o ho izon e empo al (cu o p azo/longo p azo). Pos o is o, op ou-se po iden i ica uma ca ego ia como “Condicionado” pa a os esul ados que não sejam somen e posi i os/nega i os/não signi ica i os pa a a mesma á ea de impac o, de manei a a se pe cep í el que nesses es udos os esul ados di e em en e países, se o es ou ou a unidade de análise. Os esul ados são ap esen ados pa a as 25 á eas de impac o ( igu a 12). 46 Figu a 12 - Resul ados ob idos po á ea de impac o As emá icas mais in es igadas, emp ego, expo ações, impo ações, p odu i idade, in es imen o e ou pu domés icos, assim como o c escimen o económico, ob i e am maio i a iamen e esul ados posi i os. O ac o de se em mais in es igadas az com que os esul ados ob idos digam espei o às conclusões de di e sos es udos di e en es pa a a mesma á ea de impac o, o que cons i ui inequi ocamen e uma mais- alia pa a alidade dos esul ados ob idos. No caso do emp ego, os esul ados ob idos são supe io es aos nega i os, os esul ados condicionados dizem p incipalmen e espei o a di e enças dos esul ados quan o à ipologia do país de des ino do in es imen o, is o é, são encon ados esul ados nega i os pa a o IDE di ecionado aos países menos desen ol idos ou em ias de desen ol imen o, po con apon o ao e ei os posi i os ob idos pa a os países mais a ançados/desen ol idos. Pa a a p odu i idade, os e ei os posi i os supe am os nega i os, mas é necessá io analisa os esul ados condicionados. Is o po que uma pa e dos es udos chega am a esul ados di e en es consoan e o se o ou a longe idade empo al. No caso dos se o es, são po ezes encon ados e ei os posi i os na p odu i idade domés ica na 47 indús ia, ao con á io dos se iços, que ob ém e ei os nega i os. Ou os es udos encon am um impac o posi i o no longo p azo, mas não signi ica i os pa a o cu o p azo. Pa a o comé cio in e nacional, conclui-se que há um impac o posi i o, an o pa a as expo ações como pa a as impo ações sendo ob idos esul ados essencialmen e posi i os. O impac o na balança de pagamen os da economia que in es e no ex e io ai depende se as consequências são mais o es nas expo ações ou nas impo ações, e essa análise de e se ei a país a país. No caso do in es imen o domés ico, os esul ados ob idos são mui o he e ogéneos, pa a além de se em di e enciados consoan e a longe idade empo al (cu o/longo p azo), o país de des ino do in es imen o e o se o , exis em di e enças pa a a mesma e e ência mesmo en e es udos, po exemplo, es udos di e en es chegam a esul ados di e gen es pa a os e ei os de longo p azo. Nes e caso, são necessá ias mais in es igações pa a demons a em as endências do impac o do IDE no ex e io no in es imen o domés ico. Ou o caso em que ainda não se encon a uma endência cla a em e mos de e ei os é no ou pu domés ico. Dos a igos analisados, ês chega am a esul ados posi i os e ou os ês a esul ados nega i os, exis indo um es udo em que os e ei os di e em consoan e o ho izon e empo al, ap esen ando e ei os posi i os no longo p azo e não signi ica i os no cu o p azo. Os e ei os do IDE no ex e io sob e o c escimen o económico do país emisso do in es imen o di idem-se en e posi i os, não signi ica i os e condicionados. Os úl imos, dizem essencialmen e espei o a di e enças encon adas consoan e o ho izon e empo al. Exis e uma endência pa a e ei os posi i os no longo p azo, enquan o no cu o os esul ados são díspa es, en e posi i os, nega i os e não signi ica i os. Pa a as á eas mais pa icula es, e nas quais ecaem menos es udos sob e os e ei os do IDE, sejam elas: os conhecimen os de ges ão, os cus os, o g au de abe u a, o e o no das ações e do capi al, a pe o mance domés ica, a sob e i ência das emp esas e a ans e ência de conhecimen os, os esul ados são excecionalmen e posi i os. No en an o, há que essal a que, pa a es as á eas, os esul ados dizem espei o apenas aos esul ados de um a igo. Assim sendo, nada impede que em es udos pos e io es pa a as 48 mesmas emá icas não sejam ob idos esul ados di e en es, ou mesmo opos os. É caso pa a pos ula a necessidade de mais in es igação. Um caso peculia é o da p odu i idade domés ica, pois exibe esul ados mui o díspa es. A pa cela de e ei os ap esen ados como condicionados de e-se à di e ença consoan e o ho izon e empo al (posi i os no longo p azo, nega i os no cu o p azo) e segundo as ca ac e ís icas do país que in es e (e ei os não signi ica i os na desigualdade pa a países de endimen o ele ado ou baixo, e impac o nega i o em países com endimen o médio com baixos ní eis de capi al humano). De uma o ma global, os esul ados ob idos podem se in e p e ados como posi i os e azem alguma consis ência a uma isão mais op imis a dos e ei os do In es imen o Di e o Es angei o no ex e io no país de o igem. Com os esul ados ob idos ap eende-se que cada país pode se um caso pa icula e ob e esul ados especí icos. Quan o aos e ei o nega i os, apenas se des aca am em ês á eas de impac o, compe i i idade, I&D e pob eza. Nes as, me ade dos a igos ob ém esul ados nega i os, mas o núme o de a igos que as analisa é ín imo (dois no caso da desigualdade e da pob eza, ês ace ca da compe i i idade). 49 4. Conclusão Depois de ealizada uma ex ensa e p o unda e isão de li e a u a, assim como a aplicação de écnicas bibliomé icas, pa a, a pos e io i, se ca ego iza em os a igos ob idos, conclui-se que exis e e idência que apoia, em ge al, uma expec a i a mais posi i a quan o aos e ei os no país de o igem do In es imen o Di e o Es angei o no ex e io . Os abalhos analisados na e isão de li e a u a chegam a esul ados posi i os pa a as á eas de impac o sob e as quais exis e maio ce icismo sob e o impac o do IDE no ex e io no país de o igem. São elas: o emp ego, o ou pu domés ico e o c escimen o económico, assim como a p odu i idade. Pa a o comé cio in e nacional e o in es imen o domés ico não exis e uma endência cla a, is o é, os esul ados ob idos são mais he e ogéneos, a iando con o me o país pa a o qual é di ecionado o in es imen o ou o ho izon e empo al. Pos o is o, se ia in e essan e que hou esse mais in es igação nes as á eas, sob e as quais ainda subsis em mui as dú idas. Quan o aos a igos que o am classi icados, os e ei os ob idos o am, de uma o ma ge al, posi i os. As á eas mais explo adas ob êm esul ados maio i a iamen e posi i os, o que ai de encon o ao que oi analisado na e isão de li e a u a mais desc i i a (capí ulo 1). No en an o, nessa e isão o comé cio in e nacional ap esen a a e ei os díspa es con o me os es udos, enquan o na análise dos a igos classi icados, o IDE no ex e io em endencialmen e um impac o posi i o an o nas expo ações, como nas impo ações, indi idualmen e. A análise ambém demons ou e ei os posi i os do IDE em a iá eis menos abo dadas, como po exemplo, o e o no do capi al e os conhecimen os de ges ão. No en an o, é impo an e essal a o diminu o núme o de in es igações pa a es as á eas (pelo menos na lis a de a igos ob idos com as écnicas bibliomé icas). Pode ha e alguma agilidade nos e ei os encon ados e se ia uma de g ande ele ância que no u u o ossem ealizadas mais in es igações nes e sen ido. Apesa de os e ei os nega i os encon ados não se des aca em ace ao posi i os como se ia expec á el numa isão mais cé ica sob e os e ei os do IDE no ex e io , é necessá io dize que, ainda assim, exis em mui os esul ados em que os e ei os ob idos o am classi icados como condicionados, is o po que di e gem consoan e o país de 56 UNCTAD (2009), “Wo ld In es men Repo 2009: T ansna ional Co po a ions, Ag icul u al P oduc ion, and De elopmen ”, Uni ed Na ions Publica ion, h p://unc ad.o g/en/docs/wi 2009_en.pd [acedido em 11.08.2014]. Vah e , P. e Masso, J. (2005), "Home e sus Hos Coun y E ec s o FDI: Sea ching o New E idence o P oduc i i y Spillo e s", Wo king Pape s o Ees i Pank, 13, pp. 1-47. Wang, W. e Tang, J. (2013), "Mapping De elopmen o Open Inno a ion Visually and Quan i a i ely: A Me hod o Bibliome ics Analysis", Asian Social Science, 9(11), pp. 254-269. Web o Science (2014), h p://wokin o.com/ci a ionconnec ion/ [acedido em 20.04.2014]. Weng, Y., Yang, C.-H. e Tu, F.-C. (2010), “Ou wa d o eign di ec in es men and p oduc quali y o domes ic p oduc ions: An empi ical in es iga ion”, Jou nal o Business Economics and Managemen , 11(3), pp. 396-414. Wong, K. N. e Goh, S. K. (2013), “Ou wa d FDI, me chandise and se ices ade: e idence om Singapo e”, Jou nal o Business Economics and Managemen , 14(2), pp. 276-291. Yang, S.-F., Chen, K.-M. e Huang, T.-H. (2013), "Ou wa d o eign di ec in es men and echnical e iciency: E idence om Taiwan's manu ac u ing i ms", Jou nal o Asian Economics, 27, pp. 7-17. Zhang, K. H. e Song, S. (2000), “P omo ing expo s The ole o inwa d FDI in China”, China Economic Re iew, 11, pp. 385-396. Zhao, W., Liu, L. e Zhao, T. (2010), "The con ibu ion o ou wa d di ec in es men o p oduc i i y changes wi hin China, 1991–2007", Jou nal o In e na ional Managemen , 16(2), pp. 121-130.