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Estudo de uma escala de crenças e de estratégias de coping através do lazer

L. Santos,José Luís Pais Ribeiro,L. Guimarães

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O laze pode se de inido como o que azemos no empo li e e ambém as ac i idades ec ea- i as em que pa icipamos en ol endo, sob e- udo, a necessidade de es a olun á ia e signi- ica i amen e ocupado. Também a libe dade e a capacidade de cons ução pessoal de sen ido a a és das acções indi iduais apa ecem na li e a u a como ca ac e ís icas essenciais do la- ze . A de inição do concei o e a o ma de o a a- lia êm sido uma das di iculdades pa a o p o- g esso do seu es udo, mas alguns au o es êm conside ado al ac o como um desa io, sendo mesmo is o como incen i o pa a con inua em (Mannell & Kleibe , 1999). Coping é um e mo de di ícil adução que pode se de inido como o conjun o de es o ços ealizados pa a lida com uma si uação, indepen- den emen e do seu esul ado. Es es es o ços po- dem se de na u eza a iada e nem semp e im- plicam a esolução do p oblema, pois a e icácia depende não só dos ecu sos do indi íduo no momen o, como ambém do ipo de si uação in- du o a de s ess. Podem ainda se o ien ados pe- lo indi íduo pa a a esolução di ec a do p oble- ma, pa a a a enuação das emoções sen idas, ou pa a a busca de apoio social, o que não que di- ze que sejam o çosamen e e icazes ou ine ica- zes (Sa a ino, 1997; Se a, 1999). Pa a além das es a égias ge ais de coping que o indi íduo u iliza, o laze pode bene icia os mecanismos pa a lida com uma si uação indu- o a de s ess (Coleman, 1993). Lida com o s ess depende essencialmen e dos ecu sos espe- cí icos, pessoais e sociais, de cada um e dos seus compo amen os de coping. Es es úl imos podem es a mais cen ados no p oblema, e e po un- ção muda uma elação di ícil en e as pessoas e o meio en ol en e a a és de acção di ec a, ou mais cen ados nas emoções, e unciona em no sen ido da mudança dos pad ões de comp omis- so, e i ando, po exemplo, pensa numa ameaça, ou mudando o signi icado/in e p e ação do que es á a acon ece eduzindo o s ess, apesa do acon ecimen o se man e (Se a, 1987). Po ou o lado, o laze pa ece capaz de p oduzi , ambém ele mecanismos de coping que pe mi am lida melho com os acon ecimen os desencadeado es de s ess (Coleman & Iso-Ahola, 1993). 441 Análise Psicológica (2003), 4 (XXI): 441-451 Es udo de uma escala de c enças e de es a égias de coping a a és do laze LUÍSA R. SANTOS (*) J. PAIS RIBEIRO (**) LAURA GUIMARÃES (***) (*) Escola Supe io de En e magem do Ins i u o Po- li écnico de Viana do Cas elo. (**) Faculdade de Psicologia e de Ciências da Edu- cação da Uni e sidade do Po o. (***) Uni e sidade Fe nando Pessoa, Po o. O modelo de ges ão do s ess a a és do laze , desen ol ido po Iwasaki e Mannell (2000), consis e em á ias dimensões ou ca ego ias e subdimensões o ganizadas hie a quicamen e, a a és das quais o laze po encialmen e ajuda as pessoas a lida com o s ess. As dimensões de coping a a és do laze , subdi idem-se, a um ní el ge al, em c enças de coping a a és do la- ze e em es a égias de coping a a és do laze . Es a dis inção é ú il pa a a comp eensão e p e- isão de como o laze pode ajuda os indi íduos a lida com o s ess. A escala de c enças de coping a a és do laze e e e-se às c enças gene alizadas das pessoas sob e o laze e a possibilidade des e as ajuda a lida com o s ess; es as c enças pa ecem co es- ponde a disposições psicológicas, mais ou me- nos es á eis, que se desen ol em g adualmen e ao longo do empo e se man êm a a és do p o- cesso de socialização. Com base na e isão dos abalhos de á ios au o es sob e es e ema e nos seus p óp ios esul ados, Iwasaki e Mannell (2000) conside am que as c enças de coping a a és do laze ac uam como amo ecedo ou mode ado con a o s ess ajudando a man e o es ado de saúde do indi íduo. As es a égias de coping a a és do laze co - espondem a compo amen os de coping, dispo- ní eis aquando da ealização de ac i idades de laze , pe mi indo a alia como es as ajudam os indi íduos a lida com o s ess. As es a égias de laze inse em-se no con ex o in encional e espe- cí ico de si uações conc e as, p esumindo-se que o seu uso e e icácia a iem em unção das ci - cuns âncias de ida que os indi íduos en en em. Po es as azões, e de aco do com á ios au o es, as es a égias de coping medeiam o e ei o do s ess na saúde (Coleman, 1993; Iso-Ahola, 1980; Iwasaki & Mannell, 2000). À dimensão das c enças de coping a a és do laze associam-se as seguin es subdimensões: au ode e minação, empowe men e amizade no laze , enquan o que à dimensão das es a égias de coping a a és do laze se associam as sub- dimensões: companhei ismo, laze como es a- égia palia i a e in luência do laze no humo . Uma disposição pa a a au ode e minação, a a és do laze , sus en a-se na c ença de que os compo amen os de laze são li emen e escolhi- dos e di ec amen e con olados pelo indi íduo, associada a uma mo i ação in ínseca. O em- powe men no laze em a e com o ac o de as pessoas ac edi a em que o laze é um di ei o, que é me ecido e que es e ep esen a uma opo uni- dade pa a a au oexp essão. Implica o desa io ou esis ência ace às exigências ou obs áculos da ida que in luenciam a manu enção de um sen i- men o indi idual de au o alo ização. Também a dimensão da amizade desen ol ida a a és do laze se e e e à c ença do laze auxilia as pes- soas a lida com o s ess a a és de di e en es o mas, dependendo das p óp ias necessidades indi iduais mani es adas na ges ão dos di e en- es ipos de acon ecimen os que desencadeiem s ess. A dimensão do companhei ismo no laze e- p esen a uma es a égia de coping, especí ica de uma si uação, no momen o de lida com um acon ecimen o capaz de induzi s ess e co es- ponde a expe iências pa ilhadas de laze , esco- lhidas e sen idas como ag adá eis, conside adas como uma o ma de apoio social. Tan o as ami- zades como o companhei ismo no laze são o - mas de apoio social. No en an o, as amizades es ão elacionadas com o apoio social pe cebido (c ença), ao passo que o companhei ismo e- p esen a uma acção eal de apoio social, quando em si uações de s ess uma pessoa e ec i amen e p ocu a companhia (es a égia) (Coleman & Iso- Ahola, 1993; Iwasaki & Mannell, 2000). Uma ou a subdimensão pa ece se , segundo os mes- mos au o es, o laze como es a égia palia i a. Es a es a égia de coping pode pe mi i melho a a ene gia e encon a ou as pe spec i as pa a lida com os desa ios da ida, a a és da pa ici- pação em ac i idades cons u i as e i ando o abo ecimen o, ou pe mi indo às pessoas escapa a acon ecimen os que p o ocam s ess, ou a expe iências dolo osas, ou, ainda, acul ando o empo necessá io pa a uma eo ganização que possibili e lida melho com as di iculdades. Com e ei o, o abo ecimen o pode su gi como um ac o a e em con a nas es a égias de co- ping. Po ezes, apa ece associado à o ina do laze ou, en ão, a um excesso de ob igações que az com que se sin a o laze como uma p essão ou, ainda, quando há poucas compe ências pa a a ac i idade de laze escolhida (Iso-Ahola & Weis- singe , 1987). Algumas ac i idades de laze podem ambém e um po encial de edução do s ess possibili- ando uma melho ia do humo posi i o e a edu- 442 ção do humo nega i o, azendo com que a in- luência do laze no humo seja uma ou a di- mensão do coping a a és do laze (Iwasaki & Mannell, 2000). Do expos o, essal a de imedia o o in e esse do es udo da adap ação da p esen e escala à popu- lação po uguesa, e a comp eensão da impo ân- cia do laze como o ma de ajuda a lida com o s ess e a man e ou melho a a saúde das pessoas. 1. MÉTODO 1.1. Pa icipan es Uma amos a de con eniência, o mada po 253 es udan es de ins i uições de Ensino Supe io da egião No e de Po ugal, 73,8% do sexo e- minino e com idades comp eendidas en e os 19 e os 22 anos (M=20,6; DP=1,4), pa icipou num es udo pa a a aliação da es u u a, consis ência in e na e pode disc imina i o dos i ens das es- calas adap adas de coping a a és do laze . Uma ou a amos a, cons i uída po 55 es u- dan es ambém do Ensino Supe io , oi objec o de es udo, 74,4% do sexo eminino, e 96,4% com idades en e os 19 e os 25 anos (M=20,6; DP=1,3); 98,2% sol ei os. Fo am adminis adas as Escalas de Coping a a és do Laze (após a a- liação da sua es u u a na amos a an e io ); a DASS, escala de dep essão, ansiedade e s ess; e o SF-36, uma escala pa a a a aliação do es ado de saúde. 1.2. Ma e ial 1.2.1. Escalas de Coping a a és do Laze (ECL) As dimensões de coping a a és do laze , subdi idem-se, a um ní el ge al, em c enças de coping a a és do laze e em es a égias de coping a a és do laze (Iwaasaki & Mannell, 2000). As ECL – Escala de C enças de Coping a a- és do Laze (ECCL) e Escala de Es a égias de Coping a a és do Laze (EECL) – cons i uídas no o iginal, espec i amen e, po 30 e 18 i ens. Os i ens da ECCL ag upam-se nas subdimensões de au ode e minação, empowe men e amizade no laze ; os i ens da EECL ag upam-se nas sub- dimensões de companhei ismo, es a égia palia- i a e in luência no humo (Iwasaki & Mannell, 2000). A adap ação passou po um p ocesso inicial que en ol eu a adução, a e o e são e a com- pa ação des a com a e são o iginal pa a e i i- cação de possí eis disc epâncias e, pos e io - men e, a e adução. Nes e p ocesso oi ido em con a essencialmen e o con eúdo dos i ens, endo icado po abalha algumas ques ões colocadas pela equi alência cul u al, que pe mi i ia op imi- za a adap ação do ins umen o a uma cul u a de laze di e en e (Ribei o, 1999). Ve i icou-se, a a és de discussões en e especialis as, que o con eúdo da e são dos i ens esul an es da a- dução inha o sen ido p opos o pelos o iginais. No inal da adução, man e e-se o núme o de i ens em cada escala, de endo o sujei o espon- de a cada i em numa escala de ipo Like de 1 a 5 (1, conco do mui íssimo; 2, conco do mui o; 3, conco do mode adamen e; 4, conco do pouco; 5, não conco do). Os i ens 13, 17, 22 e 29 da es- cala de c enças de coping a a és do laze e os i ens 12, 13 e 15, da escala de es a égias de co- ping a a és do laze são i ens de espos a in e - ida. O passo seguin e consis iu na adminis ação des as escalas de au o-a aliação a uma amos a de 25 jo ens es udan es do Ensino Supe io , aos quais oi explicado o objec i o da adminis ação e pedido que indicassem, que no deco e que após a espos a às escalas, as di iculdades e dú- idas sen idas ou os comen á ios que conside as- sem pe inen es. Des e passo não esul a am al- e ações na escala uma ez que os i ens não sus- ci a am dú idas à gene alidade dos alunos. 1.2.2. Dep ession, Anxie y and S ess Scales A DASS é um ins umen o de au o-a aliação da dep essão, ansiedade e s ess, cons i uído po 42 i ens numa escala ipo Like que a ia desde 0 (não se aplicou nada a mim) a 3 (aplicou-se a mim a maio pa e do empo). Os i ens da DASS ag upam-se em ês dimensões: dep essão, ansie- dade e s ess, sendo o esul ado de cada subesca- la dado pela soma dos esul ados dos espec i os i ens (Lo ibond & Lo ibond, 1995). Es a escala, segundo os seus au o es, demons ou boas p o- p iedades psicomé icas. 443 1.2.3. The Medical Ou comes T us Sho Fo m 36 O SF-36 é uma medida de a aliação gené ica do es ado de saúde, cons i uída po 36 i ens que se ag upam em oi o dimensões – uncionamen o ísico, desempenho ísico, do co po al, pe cep- ção ge al de saúde, i alidade, saúde men al, un- cionamen o social e desempenho emocional, e ainda, um i em de ansição de saúde, que não oi u ilizado no p esen e es udo. Pe mi e, ainda, o ag upamen o des as dimensões em duas com- ponen es, a componen e ísica, co esponden e às p imei as qua o subescalas, e a componen e men al, co esponden e às qua o subescalas se- guin es. O esul ado de cada dimensão é ob ido a a és da soma dos i ens co esponden es, após ecodi icação dos mesmos. Os esul ados assim ob idos são, depois, ans o mados numa escala de 0 a 100. De aco do com os au o es em de- mons ado e boas p op iedades psicomé icas (The Medical Ou comes T us , 1993). 1.3. P ocedimen os Os ins umen os o am p eenchidos, olun a- iamen e, pelos inqui idos em ambien e de sala de aula. A sua adminis ação oi an ecedida po um escla ecimen o ela i o ao objec i o dos es- udos, p ocedimen os de espos a e con idencia- lidade dos esul ados. Pa a a escala de es a égias de coping a a és do laze , oi pedido aos alunos que eco dassem o e en o mais nega i o oco i- do du an e o mês an e io e os sen imen os de s ess po es e desencadeados. A colabo ação dos alunos oi posi i a não endo su gido dú i- das ou comen á ios ela i amen e a qualque das escalas adminis adas. 2. RESULTADOS 2.1. Análise de dados Dado que as escalas o iginais ap esen adas po Iwasaki e Mannell (2000) êm po base um modelo eó ico coe en e de coping a a és do laze o qual decidimos segui , e po que a con i - mação da es u u a ac o ial da escala, na p e- sen e amos a, não e lec ia a es u u a o iginal, op amos po abalha a dis ibuição de i ens pe- las dimensões p opos as pelos au o es. Pa a de- e mina a consis ência in e na o am calculados os coe icien es Alpha de C onbach e analisadas as co elações de cada i em com o ac o em que se inse e. A alidade das escalas adap adas pa a medi c enças e es a égias de laze oi inspec- cionada pelo cálculo do coe icien e de co elação de Spea man en e as subescalas das dimensões de coping a a és do laze e ou as a iá eis psi- cológicas medidas a a és da DASS e do SF-36. Dos 253 ques ioná ios p eenchidos, um oi eliminado po não e sido p eenchido na o ali- dade. A desc ição da amos a cons i uída po 252 elemen os é ap esen ada no Quad o 1. Há uma dis ibuição dos es udan es segundo o sexo signi ica i amen e di e en e po idade (χ2 (2,252)=9,5; p<0,01). Obse a-se, po um lado, uma sob e- ep esen ação de es udan es do sexo masculino com idade supe io a 23 anos (21,3%), po ou o, os es udan es do sexo eminino e- quen am p edominan emen e o 1.º e o 3.º anos (92,3%) e os do sexo masculino o 1.º ano (86,2%). A análise inicial de es a ís ica desc i i a le ou à eliminação do i em 25 da escala de c enças de coping a a és do laze , «mui os dos meus com- panhei os de laze icam sa is ei os po oma con a da minha casa (apa amen o), das c ian- ças ou dos animais domés icos quando es ou o- a», ao qual apenas 6,6% dos es udan es espon- de am. Uma equência ão ele ada de indi í- duos que não esponde am a es a ques ão pode á es a elacionada com a sua possí el al a de aplicação ao con ex o po uguês, uma ez que uma pa e impo an e dos es udan es des a aixa e á ia i e ainda com os seus amilia es du an e os pe íodos não lec i os, não possuindo apa a- men o p óp io ou animais de es imação. Nes a ase, nenhum i em oi eliminado da escala de es- a égias de coping a a és do laze . A a aliação da alidade disc iminan e mos- ou que nenhuma das opções de espos a pa a os di e sos i ens da escala de c enças de coping a a és do laze e e uma equência supe io a 54%, ha endo, con udo, uma opção de espos a (a opção 1 co esponden e a ‘conco do mui íssi- mo’ pa a os i ens 4 e 6, espec i amen e «o meu en ol imen o no laze o alece a minha capa- cidade pa a ge i p oblemas na ida» e «sou eu que de e mino as minhas ac i idades de laze ») com 0% de equência. Na escala de es a égias de coping a a és do laze a opção 5, co espon- 444 den e a não conco do, pa a o i em 13, «o laze ez-me sen i is e», e e uma equência de 74,5%; pa a os es an es i ens, nenhuma opção de espos a ob e e uma equência supe io a 53%. No en an o, a opção 1 (conco do mui íssi- mo) pa a os i ens 1, 10 ( espec i amen e, «o la- ze ez com que me sen isse melho » e «eu man- i e uma boa disposição nos empos de laze ») e 13 e e equência de apenas 0,4%. Nos Quad os 2 e 3, ap esen am-se o núme o de i ens po subescala, os coe icien es de Alpha de C onbach, as co elações dos i ens com os o ais das subescalas em que se inse em e a es- a ís ica desc i i a espec i amen e pa a a Escala de C enças de Coping a a és do Laze (ECCL) e pa a a Escala de Es a égias de Coping a a és do Laze (EECL). Encon a am-se coe icien es de consis ência in e na global ele ados, embo a ligei amen e in e io es aos dos au o es das escalas o iginais, pa a a ECCL (0,89 s 0,91) e pa a a EECL (0,85 s 0,93). Po sua ez, os coe- icien es de consis ência in e na encon ados pa a as subescalas da Escala de C enças de Co- ping a a és do Laze (ECCL) es ão mui o p ó- ximos dos encon ados pelos au o es da escala o iginal (Quad o 2): 0,66 pa a a au ode e mina- ção; 0,76 pa a o empowe men ; 0,89 pa a a ami- zade no laze . Os alo es de co elação de cada i em com a subescala o al em que se inse e a- iam en e: 0,22 e 0,54 pa a a au ode e minação; 0,29 a 0,69 pa a o empowe men ; 0,38 a 0,75 pa a a amizade no laze . A adap ação da escala a es a amos a implicou a e i ada do i em 17, « enho di iculdade em decidi o que aze nos empos de laze », de espos a in e ida, po es e ap esen a uma co elação mui o baixa (0,15) com a subescala o al de au ode e minação. Re- i a es e i em esul ou numa melho ia signi ica- i a do alo de Alpha de C onbach, sem p o- oca al e ações na alidade de con eúdo. Na Escala de Es a égias de Coping a a és do Laze (EECL), as subescalas ap esen am coe i- cien es de consis ência in e na mode adamen e ele ados, mas que são ligei amen e in e io es aos encon ados po Iwasaki e Mannell (2000) (Quad o 3): 0,79 pa a a subescala de companhei- ismo no laze ; 0,75 pa a a subescala de laze co- mo es a égia palia i a; 0,73 pa a a subescala de in luência do laze no humo . Os alo es de co elação de cada i em com a subescala o al em que se inse e a iam en e: 0,37 e 0,71 pa a o companhei ismo no laze ; 0,25 a 0,59 pa a o laze como es a égia palia i a; 0,35 a 0,57 pa a a in luência do laze no humo . A adap ação des- a escala implicou a emoção do i em 15, «a al- a de companhei ismo no laze impediu-me de lida com o s ess», de espos a in e ida, que inha uma co elação de 0,09 com a subescala o al de companhei ismo no laze , melho ando assim o Alpha de C onbach sem p o oca al e a- 445 QUADRO 1 Desc ição da amos a segundo o sexo Sexo Ca ac e ís icas Feminino Masculino Global Ní el Sig. (n=186) (n=66) (n=252) Idade (anos) 0,01 19-20 54,7 44,3 51,9 21-22 38,2 34,4 37,2 ≥ 23 7,1 21,3 10,8 Ano de equência 0,05 1.º ano 68,1 86,2 72,9 3.º ano 24,2 7,7 19,8 4.º ano 7,7 6,2 7,3 446 QUADRO 2 Consis ência in e na, co elações dos i ens com os o ais das subescalas em que se inse em, e es a ís ica desc i i a da escala de c enças de coping a a és do laze . En e pa ên esis indicam-se os alo es de consis ência in e na ob idos pa a cada subescala pelos au o es (Iwasaki & Mannell, 2000) da escala o iginal Subescalas e i ens α Co elações M DP Mediana Limi es i ens com o ais das subescalas Au ode e minação a a és do laze 0,66 (0,71) 2. O laze o nece opo unidades pa a eencon a um 0,28 4,00 0,77 4 1-5 sen ido de libe dade 5. No laze adqui o sen imen os de con olo pessoal 0,30 3,57 0,83 4 1-5 6. Sou eu que de e mino as minhas ac i idades de laze 0,54 3,99 0,86 4 2-5 9. As minhas ac i idades de laze são escolhidas li emen e 0,50 4,07 0,79 4 1-5 22 (in e ido). Sin o-me cons angido(a) nos empos de laze 0,22 4,35 0,81 4 1-5 27. Sou eu p óp io que decido no meu empo de laze 0,50 3,88 0,82 4 1-5 Empowe men («au onomia de decisão») no laze 0,76 (0,82) 4. O meu en ol imen o no laze o alece a minha capacidade 0,44 3,60 0,78 4 2-5 pa a ge i p oblemas na ida 11. Aquilo que aço no laze pe mi e que me sin a bem comigo 0,49 4,20 0,72 4 1-5 p óp io/a 13 (in e ido). O laze con ibui pouco pa a me ajuda a lida 0,29 3,82 1,06 4 1-5 com p oblemas 15. Nos meus empos de laze , sou capaz de exp imi 0,35 3,72 0,88 4 1-5 abe amen e quem sou 19. As coisas que aço nos empos de laze ajudam-me a ganha 0,63 3,66 0,75 4 1-5 con iança 26. A minha pa icipação no laze o alece o meu au oconcei o 0,69 3,63 0,77 4 1-5 30. As opo unidades pa a me exp imi no laze o alecem o 0,61 3,63 0,76 4 1-5 meu au oconhecimen o Amizade no laze 0,89 (0,80) 1. Os meus companhei os de laze ajudam-me a sen i bem 0,46 3,93 0,74 4 1-5 comigo p óp ia/a 3. Os meus companhei os de laze ajudam-me a decidi o que 0,38 2,78 0,86 3 1-5 de o aze 7. Os meus companhei os de laze escu am quando alo dos 0,59 3,80 0,81 4 1-5 meus sen imen os pessoais 8. Pa a mim, o laze é um meio pa a desen ol e amizades 0,43 4,13 0,81 4 1-5 10. Os meus companhei os de laze es imam-se mui o 0,61 3,84 0,78 4 1-5 12. Quando eu p eciso de algum objec o, os meus companhei os 0,62 3,86 0,85 4 1-5 de laze emp es am-mo 14. Se eu p eciso de ajuda ex a pa a ealiza ce as a e as, posso 0,68 3,64 0,82 4 1-5 eco e aos meus companhei os de laze (con inua na página seguin e) 447 (con inuação da página an e io ) 16. Os meus companhei os de laze pode ão, se eu p ecisa , 0,54 3,66 0,97 4 1-5 emp es a -me dinhei o 18. Os meus companhei os de laze dão-me conselhos quando 0,65 3,72 0,79 4 1-5 es ou com di iculdades 20. Os meus companhei os de laze dão-me, com equência, 0,62 3,56 0,73 4 1-5 in o mações ú eis 21. Sou espei ado(a) pelos meus companhei os de laze 0,63 4,12 0,77 4 1-5 23. Posso ala com os meus companhei os de laze quando não 0,61 3,55 0,82 4 1-5 enho a ce eza do que de o aze 24. Sin o-me ap eciado(a) pelos meus companhei os de laze 0,56 3,58 0,83 4 1-5 28. Sin o-me emocionalmen e apoiado(a) pelos meus 0,75 3,72 0,78 4 1-5 companhei os de laze 29 (in e ido). Fal a-me o apoio emocional dos meus 0,39 4,28 0,91 5 1-5 companhei os de laze QUADRO 3 Consis ência in e na, co elações dos i ens com os o ais das subescalas em que se inse em, e es a ís ica desc i i a da escala de es a égias de coping a a és do laze . En e pa ên esis indicam-se os alo es de consis ência in e na ob idos pa a cada subescala pelos au o es (Iwasaki & Mannell, 2000) da escala o iginal Subescalas e i ens α Co elações M DP Mediana Limi es i ens com o ais das subescalas Companhei ismo no laze 0,79 (0,87) 2. O laze pe mi iu que es i esse na companhia de amigos 0,37 3,94 0,79 4 1-5 que me apoiam 5. Socializa a a és do laze oi uma manei a de ge i o s ess 0,61 3,65 0,87 4 1-5 7. Lidei com o s ess a a és dos momen os de laze que passei 0,65 3,46 0,98 4 1-5 com os meus amigos 8. Pa a mim, es a en ol ido em laze social oi uma es a égia 0,71 3,37 0,96 3 1-5 pa a lida com o s ess 18. Uma das minhas es a égias pa a lida com o s ess oi a 0,56 3,24 1,04 3 1-5 pa icipação em ac i idades de laze social Laze como es a égia palia i a 0,75 (0,86) 3. En ol i-me numa ac i idade de laze pa a me li a 0,59 2,90 1,20 3 1-5 empo a iamen e de um p oblema 4. O escape a a és do laze oi uma manei a de lida com 0,57 3,62 1,01 4 1-5 o s ess 9. O laze oi um meio impo an e pa a me man e ocupado(a) 0,46 3,32 1,06 3 1-5 11. O en ol imen o no laze pe mi iu-me e uma ou a 0,44 3,35 0,88 3 1-5 pe spec i a dos meus p oblemas (con inua na página seguin e) ções na alidade de con eúdo. Cu iosamen e, os i ens que ap esen am meno alo de co elação com o o al da sua subescala são, em ge al, i ens de espos a in e ida, à semelhança do que Iwasaki e Mannell (2000) inham já encon ado. Conside a-se que a idelidade assim a aliada ap esen a alo es sa is a ó ios a ele ados e com- pa á eis à escala o iginal. Os esul ados da análise de a iância mos am não exis i em di e enças signi ica i as ela i a- men e ao sexo em nenhuma das subescalas, que da Escala de C enças de Coping a a és do Laze (ECCL), que na Escala de Es a égias de Co- ping a a és do Laze (EECL). A alidade dos i ens oi inspeccionada a a és da co elação de cada i em com a escala o al (consis ência in e na do i em), ap esen ada no Quad o 3, e ainda a a és da co elação en e as subescalas de cada uma das dimensões de coping a a és do laze ap esen adas no Quad o 4. Es as co elações são, em ge al, ele adas suge indo que as subescalas das dimensões de coping a a és do laze não se ão independen es. Uma con inuidade en e subescalas de uma mesma dimensão, que di icul a a o es udo da es u u a ac o ial, inha já sido de ec ada pelos au o es das escalas o iginais (Iwasaki, 1998). Reco eu-se, ambém, à análise de co elação en e cada uma das dimensões de coping a a és do laze e ou as a iá eis ob idas a a és das sub- escalas de saúde ge al e saúde men al do SF-36 e das dimensões de dep essão, ansiedade e s ess da DASS, ap esen adas no Quad o 5. Os esul a- dos e elam que as Escalas de Coping com o La- ze (ECL) ap esen am co elações es a is icamen- e signi ica i as com as dimensões de saúde ge- al e de saúde men al. Obse a am-se co ela- ções posi i as ele adas en e a subdimensão in- luência no humo (EECL) e a saúde ge al ( (53) =0,62; p<0,001) e a saúde men al ( (53)=0,61; p<0,001) e en e a subdimensão au ode e mina- ção (ECCL) e a saúde ge al ( (53)=0,54; p<0,001) e a saúde men al ( (53)=0,50; p<0,001). As mes- mas subdimensões, de coping a a és do laze , ap esen am o es co elações nega i as com as dimensões de dep essão, s ess e ansiedade. A subdimensão in luência no humo co elaciona- se nega i amen e com a dep essão ( (53)=-0,64; p<0,001), com o s ess ( (53)=-0,57; p<0,001), e com a ansiedade ( (53)=-0,57; p<0,001), am- bém a subdimensão au ode e minação se co ela- ciona nega i amen e com a dep essão ( (53)= -0,52; p<0,001), com o s ess ( (53)=-0,46; p<0,01) e com a ansiedade ( (53)=-0,34; p<0,05) e a subdimensão empowe men com a dep essão ( (53)=-0,38; p<0,01) e com o s ess ( (53)= -0,32; p<0,05) e ainda a subdimensão compa- nhei ismo com a dep essão ( (53)=-0,28; p<0,05). Es es alo es indicam que as c enças de coping a a és do laze êm um e ei o posi i o na saúde, que na sua componen e ísica que men al, o que ambém se e lec e nos ní eis de dep essão, 448 (con inuação da página an e io ) 14. Escapa dos p oblemas a a és do laze pe mi iu-me en en á-los 0,54 3,34 0,91 3 1-5 com ene gia eno ada 17. Fiz uma b e e pausa de laze pa a lida com o s ess 0,25 2,64 1,18 3 1-5 In luência do laze no humo 0,73 (0,85) 1. O laze ez com que me sen isse melho 0,55 4,06 0,81 4 1-5 6. O laze ez-me e sen imen os posi i os 0,57 3,92 0,81 4 1-5 10. Eu man i e uma boa disposição nos empos de laze 0,45 3,85 0,73 4 1-5 12 (in e ido). O meu en ol imen o no laze não me pe mi iu 0,46 1,91 0,98 4 1-5 melho a o humo 13 (in e ido). O laze ez-me sen i is e 0,35 1,35 0,66 5 1-5 16. O laze ajudou-me a ge i os sen imen os nega i os 0,42 3,44 0,85 3 1-5 s ess e ansiedade. Es e e ei o posi i o ap esen a- se de o ma mais signi ica i a na elação da au ode e minação e do empowe men , e ainda, na da amizade ela i amen e à saúde. Es es esul- ados ão no mesmo sen ido de ou os es udos, como, po exemplo, Coleman e Iso-Ahola (1993) que conside a am as c enças no laze como mo- de ado es do impac o nega i o do s ess, ap e- sen ando bene ícios pa a a saúde, especialmen e quando os ní eis de s ess são ele ados. Ainda segundo es es au o es, a amizade a a és do laze em um impac o posi i o na saúde, sob e- udo em si uações capazes de desencadea s ess. Também no es udo ealizado po Coleman (1993) se conside a que a au ode e minação un- ciona como amo ecedo con a o s ess, pe mi- indo assim man e uma boa saúde ge al, sob e- udo em si uações capazes de induzi s ess. Os alo es ap esen ados, no p esen e es udo, suge em ainda que as es a égias de coping a a- és do laze êm um e ei o ambém ele posi i o na saúde, sob e udo no que se e e e à impo - ância das subdimensões de in luência do humo ela i amen e à saúde, à dep essão, ao s ess e à ansiedade, e ambém da subdimensão de compa- nhei ismo que ap esen a um e ei o posi i o, em- bo a de meno dimensão ela i amen e à saúde e à dep essão. Es es esul ados ap oximam-se do 449 QUADRO 4 Coe icien es de co elação en e as subescalas de coping a a és do laze C enças de coping a a és do laze Es a égias de coping a a és do laze ABC 123 A. Au ode e minação – 0,501 0,405 1. Companhei ismo no laze – 0,662 0,521 a a és do laze p<0,001 p<0,001 p<0,001 p<0,001 B. Empowe men no laze – – 0,508 2. Coping como es a égia – – 0,397 p<0,001 palia i a p<0,001 C. Amizade no laze – – – 3. In luência do laze no humo – – – QUADRO 5 Coe icien es de co elação en e as dimensões de coping a a és do laze e as escalas DASS e SF-36 Saúde Ge al Saúde Men al Dep essão Ansiedade S ess C enças de coping a a és do laze Au ode e minação 0,54*** 0,50*** -0,52*** -0,34*** -0,46** Empowe men 0,40** 0,36** -0,38** ns -0,32* Amizade 0,34* 0,28* ns ns ns Es a égias de coping a a és do laze Companhei ismo 0,38** 0,28* -0,28* ns ns Palia i o ns ns ns ns ns Humo 0,62*** 0,61*** -0,64*** -0,49*** -0,57*** *p<0,05; **p<0,01; ***p<0,001; ns – não signi ica i o