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Relatórios de Estágio realizado na Farmácia Das Devesas e no Fondazione Salvatore Maugeri, Pavia, Itália

Sara Cristina Ferraz Portugal Rodrigues

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Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e i Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e ii Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e Fa mácia Das De esas Maio de 2016 a agos o de 2016 Sa a C is ina Fe az Po ugal Rod igues O ien ado a: D .ª Sónia Ma ia Sil a Pe ei a de Sousa _________ _______________________ Tu o FFUP: P o . Dou o a Susana Isabel Pe ei a Casal Vicen e _________________________________ Se emb o 2016 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e iii Decla ação de In eg idade Eu, Sa a C is ina Fe az Po ugal Rod igues, abaixo assinado, nº 201302061, aluna do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e ac uado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o. Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (ac o pelo qual um indi íduo, mesmo po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e bibliog á ica. Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, 21 de se emb o de 2016 Assina u a: ______________________________________ Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e i Ag adecimen os Começo po ag adece à Faculdade de Fa mácia, po me da opo unidade de ealiza um “sonho de menina”. Es es o am os melho es cinco anos da minha ida, gua da ei pa a semp e momen os os an ás icos que con ibuí am pa a a pessoa que sou hoje. Em segundo luga , que o ag adece à minha o ien ado a, P o . D a Susana Casal, pelo seu p o issionalismo, disponibilidade e dedicação, que oi e iden e du an e odo o meu es ágio. Que o ambém ag adece à D a Sónia Sousa po me ab i as po as da Fa mácia Das De esas, po es a semp e a en a e p on a pa a me passa pa e do seu ão ab angen e conhecimen o. Foi uma o ien ado a an ás ica e um g ande exemplo a ní el p o issional. À D a I ene po se um exemplo de pe sis ência e o ça. À D a Sa a Sil a e à Deolinda Ba a a, um ob igado especial po es a em semp e p esen es e disponí eis pa a me ajuda . Po oda a paciência e amizade que i e am comigo du an e o es ágio, o am essenciais du an e o meu pe cu so enquan o es agiá ia. À D a Ana Cla a Rebelo, C is ina Pinho e Ká ia Compo a, pelo ca inho com que me acolhe am e odo o conhecimen o ansmi ido. A oda a Fa mácia ag adeço po me e em ecebido ão bem e po me o na em pa e da equipa an ás ica du an e odo o meu es ágio cu icula . A odos os meus amigos, ob igado po es a em semp e p esen es, nos maus e nos bons momen os. Não podia se mais so uda! Po úl imo, mas não menos impo an e (pelo con á io), que o ag adece aos dois pila es da minha ida, os meus pais. Sem eles nada dis o se ia possí el. Ob igada pelo exemplo que me dão odos os dias, po nunca desis i em de ac edi a e me incen i a em a segui os meus sonhos sem medos. A minha mãe que é uma lu ado a sonhado a, e ao meu pai que é um exemplo de disciplina e pe sis ência e que são udo na minha ida, um ob igado não chega. . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e Resumo O es ágio cu icula do Mes ado In eg ado em Ciência Fa macêu icas é o im de 5 anos de es udos e o g ande con ac o com a ealidade p o issional, pe mi indo pô em p á ica odos os conhecimen os eó icos a é en ão adqui idos, em si uações eais. É uma opo unidade ímpa pa a o desen ol imen o con ínuo de no as compe ências e uma in odução à ealidade do abalho de um a macêu ico. A a mácia comuni á ia, de ido à acilidade de acesso, é das p incipais po as de en ada no Sis ema Nacional de Saúde. Po essa azão, o aconselhamen o a macêu ico é uma mais- alia pa a o bem-es a e pa a a saúde de oda a população. Mui as ezes o a macêu ico é o úl imo p o issional de saúde que con ac a com o u en e an es do início da e apêu ica medicamen osa, endo ambém um papel ulc al na manu enção da mesma, essencialmen e no con olo das possí eis eações ad e sas ou in e ações em e apêu icas polimedicamen osas. Es e ela ó io isa desc e e , na p imei a pa e, o uncionamen o da Fa mácia das De esas no dia-a-dia, bem como as ac i idades ealizadas po um a macêu ico comuni á io; e na segunda pa e, os abalhos desen ol idos po mim e à decisão de abo da duas á eas que conside o de ex ema impo ância no uncionamen o de uma a mácia comuni á ia: o Ma ke ing Fa macêu ico e os Cuidados Fa macêu icos, sendo es a úl ima explo ada mais de alhadamen e. Ao longo des a ap endizagem, ui desen ol endo compe ências ao ní el do aciocínio a macológico à medida que me ia in eg ando num no o sis ema de abalho e ganhando p á ica no que oca ao aconselhamen o a macêu ico, semp e ocada no bem-es a dos u en es. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e i Índice Ag adecimen os ........................................................................................................... i Resumo ........................................................................................................................ Ab e ia u as ............................................................................................................... iii Índice de Figu as ......................................................................................................... ix Índice de Tabelas ........................................................................................................ ix PARTE I – DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NA FARMÁCIA ........ 1 1. O ganização da Fa mácia Das De esas ................................................................ 1 1.1. Localização Geog á ica, Di eção Técnica e Ho á io de Funcionamen o ......... 1 1.2. Ins alações ..................................................................................................... 1 1.2.1. Espaço ex e io ........................................................................................ 1 1.2.2. Espaço in e io ......................................................................................... 2 1.3. Recu sos Humanos ........................................................................................ 2 1.4. Pe il dos u en es ............................................................................................ 3 1.5. Sis ema in o má ico ........................................................................................ 4 2. Ap o isionamen o e Encomendas ......................................................................... 4 2.1. Ges ão de s ocks ............................................................................................ 4 2.1.1. Fo necedo es e C i é ios de Aquisição .................................................... 5 2.2. Receção e Con e ência de Encomendas ........................................................ 6 2.3. Sis ema de Rese as ...................................................................................... 7 2.4. A mazenamen o ............................................................................................. 8 2.5. Con olo dos p azos de alidade e de olução de p odu os ............................. 8 3. Dispensa de Medicamen os e P odu os de Saúde ................................................. 9 3.1. Medicamen os Sujei os a Recei a Médica ...................................................... 9 3.1.1. Tipos de ecei a ..................................................................................... 10 3.1.5. A aliação a macêu ica e in o mação ao u en e ..................................... 12 3.1.7. Regimes de compa icipação e Subsis emas de saúde ......................... 13 3.3. Dispensa de ou os p odu os a macêu icos ................................................. 15 4. Se iços Fa macêu icos ....................................................................................... 15 4.1. De e minação da p essão a e ial ................................................................. 16 4.2. De e minação de pa âme os bioquímicos .................................................... 17 4.3. Adminis ação de acinas e medicamen os inje á eis .................................. 17 4.4. Recolha de medicamen os e adiog a ias ..................................................... 18 5. Medicamen os Manipulados ................................................................................ 18 6. Fo mação complemen a ..................................................................................... 19 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e ii PARTE II – TEMAS DESENVOLVIDOS NO ÂMBITO DA ATIVIDADE FARMACÊUTICA ....................................................................................................... 20 1. Uso I acional de An ibió icos ............................................................................... 20 1.1. Con ex ualização do ema ............................................................................ 20 1.2. Consumo de an ibió icos em Po ugal e na Eu opa ...................................... 20 1.3 A esis ência bac e iana................................................................................ 22 1.4 No os An ibió icos ........................................................................................ 24 1.5 Papel do a macêu ico .................................................................................. 26 1.6 In e enção na Fa mácia das De esas ......................................................... 28 2. Obs ipação .......................................................................................................... 29 2.1. Enquad amen o eó ico ................................................................................ 29 2.2. De inição ...................................................................................................... 29 2.3. Epidemiologia e Fac o es de isco ................................................................ 30 2.4. Causas ......................................................................................................... 30 2.5. Te apêu ica................................................................................................... 31 2.5.1 Medidas não a macológicas ................................................................. 31 2.5.2 Medidas a macológicas ........................................................................ 32 2.6 Aconselhamen o a macêu ico ...................................................................... 35 2.6.1 Si uações especiais ............................................................................... 36 2.6.2 Educação ao doen e e cuidado es ......................................................... 37 2.7 In e enção na Fa mácia das De esas ......................................................... 37 3. Ou as a i idades desen ol idas na Fa mácia Das De esas ............................... 38 3.1. Maio, mês do co ação .................................................................................. 38 3.2. A Fa mácia das De esas ai à Escola .......................................................... 40 3.3. Ren abilidade de linea es ............................................................................. 41 Conside ações Finais ................................................................................................. 42 Bibliog a ia .................................................................................................................. 43 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e iii Ab e ia u as DCI Designação Comum In e nacional FD Fa mácia Das De esas FDA Food and D ug Admnis a ion HTA Hipe ensão a e ial IV In a enosa IVA Impos o de Valo Ac escen ado MNF Medidas Não-Fa macológicas MNSRM Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica MPS Medicamen os e P odu os de Saúde MRSA S aphylococcus au eus Resis en e à Me icilina OMS O ganização Mundial de Saúde PCHC P odu os Cosmé icos e de Higiene Co po al PV P azo de Validade SI Sis ema In o má ico SNS Sis ema Nacional de Saúde TA Tensão A e ial Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e ix Índice de Figu as Figu a 1- Consumo de an ibió icos em 30 países eu opeus, 2014 ................................................. 21 Figu a 2- Taxa de esis ência à me icilina nos isolados in asi os de S aphylococcus au eus (MRSA) em Po ugal en e 1999-2014 ................................................................................................. 24 Figu a 3- An ibió icos ap o ados pela FDA. ....................................................................................... 25 Índice de Tabelas Tabela 1- Classi icação da P essão A e ial ....................................................................................... 39 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 7 dis ingue. Es e código pe mi e associa cada p odu o ao espe i o con en o . No caso dos p odu os pedidos mas em al a na encomenda, êm numa lis a no inal da a u a com a iden i icação de cada um deles e a espe i a jus i icação à sua al a. No caso de es a mos na p esença de psico ópicos ou benzodiazepinas na encomenda, p ocede-se de o ma di e en e pois es es êm um con olo mais igo oso. Fazem-se acompanha de uma equisição especial (em o iginal e duplicado) que é assinada, da ada e ca imbada pelo esponsá el e pelo o necedo , sendo pos e io men e a qui ada po ambas as en idades du an e ês anos. Pa a a eceção de encomendas u iliza-se o Si a ma2000®. P imei o é essencial iden i ica se a encomenda é diá ia, ins an ânea ou manual. Se a encomenda é manual, ou seja, ei a pelo ele one ou di e amen e ao o necedo , a equisição de e se c iada an es da eceção. Nas encomendas diá ias e ins an âneas as equisições são ei as di e amen e a pa i do SI icando g a adas e au oma icamen e ececionadas. Começa-se po seleciona no espec i o menu, a encomenda co esponden e, colocando-se o núme o de iden i icação p esen e na a u a ou guia de emessa. Seguidamen e p ocede-se à lei u a óp ica de odos os p odu os, e i icando- se simul aneamen e os p azos de alidade e PVF, sepa ando-se de imedia o as ese as pagas e não pagas. Te minada es a e apa, e i ica-se se o núme o de p odu os co esponde aos a u ados na encomenda e se o o al co esponde ao o al da a u a. Caso co esponda, pode-se en ão aze o ace o de p eços e es abelece as ma gens dos p odu os sem P eço Insc i o na Ca onagem (PIC). Finda a e i icação, é ge ada uma lis a dos p odu os em al a ha endo a possibilidade de ans e i pa a ou o o necedo . A eceção de encomendas oi das p imei as a e as que ealizei na FD e oi uma cons an e du an e o es ágio. Como iniciação, conside o es a a e a mui o impo an e uma ez que começamos a amilia iza -nos com os MPS, a elação nome come cial/p incípio a i o enquan o nos ape cebe mos da o a i idade dos mesmos. 2.3. Sis ema de Rese as O Sis ema de Rese as é mui o u ilizado pela FD de ido aos seus mui os u en es idelizados que não p ocu am os p odu os nou as a mácias. Sendo assim, quando se p e ende colma a algumas alhas de s ock, eco e-se a ese as. Ao ealiza -se a enda, o SI ale a pa a o ac o de não ha e o p odu o no s ock da a mácia, sendo imedia amen e possí el ese a e in o ma o u en e das ho as a que o mesmo es a á disponí el pa a le an a na a mácia. Se a ese a o a é às 17h, o p odu o es a á disponí el no mesmo dia sendo de assinala a apidez do p ocesso. A ese a em de es a iden i icada com o nome e núme o de ele one e pode á se paga Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 8 ou não. Se não o paga, apenas pe manece á 3 dias na a mácia em nome da pessoa, pa a acili a a de olução caso seja necessá io. São emi idos de imedia o dois alões: um ica na a mácia sendo pos e io men e anexado ao p odu o e gua dado nas ga e as concebidas pa a o e ei o; o segundo alão é dado ao u en e como o ma de comp o a i o e de lemb e e. Du an e o a endimen o i e a opo unidade de u iliza es e sis ema e conside o que é óp imo pa a a o ganização da a mácia. 2.4. A mazenamen o O a mazenamen o é a a e a base no es ágio cu icula , e, pa ecendo que não, é mui o impo an e como alice ce de um a endimen o ápido e e icien e. Pa a além disso, pe mi e uma ap eciação global dos p odu os que a a mácia em em s ock, sendo uma a e a que exige mui a concen ação. Exis em medicamen os onde a única coisa que a ia é a dosagem, a o ma a macêu ica ou a é mesmo o núme o de comp imidos, sendo possí el a oco ência de e os de a mazenamen o que pos e io men e se podem e e no a endimen o. Es e de e se ei o endo em con a as dimensões da embalagem, a o ma a macêu ica, o ipo de medicamen o e as condições especiais de a mazenamen o pa a cada p odu o, nomeadamen e a empe a u a, a humidade e a luminosidade. Rela i amen e à o ganização dos p odu os, a FD possui ga e as dispensa ó ias o ganizadas po o dem al abé ica de aco do com DCI e nome come cial, o que acili a a disponibilização dos medicamen os e a o ganização da a mácia. Es as ga e as são epos as odos os dias de aco do com o mé odo Fi s Expi e, Fi s Ou (FEFO) a a és do qual o medicamen o com p azo de alidade mais cu o é a umado de o ma a se o p imei o a se endido. Excecionalmen e, os medicamen os de io, os medicamen os psico ópicos e os es upe acien es são a mazenados num local di e en e da es an e medicação, pa a que sejam ga an idas as condições de acondicionamen o e a comple a segu ança, espe i amen e. No on o ice exis em exposi o es e linea es com PCHC e MNSRM, es a egicamen e posicionados pa a es a em sob e a isão dos u en es. Alguns labo a ó ios chegam a aco do com a a mácia pa a que os seus p odu os sejam colocados numa boa localização, colocando mon as e exposi o es pa a que o impac o du an e o empo de espe a/a endimen o seja maio . 2.5. Con olo dos p azos de alidade e de olução de p odu os Os p azos de alidade (PV) de em se cuidadosamen e con olados de o ma a e i a pe das e, mais impo an e ainda, pa a ga an i a qualidade e segu ança dos Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 9 MPS. Sendo assim, mensalmen e o SI emi e uma lis a de p odu os cuja alidade expi a nos ês meses seguin es. A con i mação é ei a manualmen e, exis indo um colabo ado dia iamen e esponsá el pa a esse e ei o. Os p odu os em que e e i amen e expi a a alidade nesse pe íodo, são de ol idos ao o necedo jun amen e com uma no a de de olução que, caso acei e, es i ui à a mácia como no a de c édi o ou oca de p odu os. Caso o o necedo não acei e a de olução, o p odu o e o na à a mácia e se á egula izado po queb a, icando a a mácia com o p ejuízo. A de olução é ealizada in o ma icamen e a a és do Si a ma2000® que possui um menu de Ges ão de De oluções. Assim, c ia-se uma no a de de olução indicando qual o nome do o necedo pa a onde se que aze a de olução, o p odu o em causa, a quan idade e o mo i o de de olução. A no a de de olução é ei a em iplicado, icando a e cei a ia na a mácia a agua da ap o ação da egula ização. As es an es são ca imbadas, assinadas e en iadas com o p odu o a de ol e . Pa a além de expi a o PV, exis em ou os mo i os que le am à de olução de um p odu o, ais como: embalagens dani icadas, p odu os en iados que não o am debi ados ou ice- e sa, cu os PV, emissão de ci cula es de suspensão de come cialização pelo INFARMED ou pelo labo a ó io que o come cializa. De o ma a melho a a o ganização das de oluções, elabo ei uma abela (Anexo II) onde são apon adas as de oluções em al a aos labo a ó ios pa a que, aquando da isi a do delegado, es as sejam lemb ados e de idamen e egula izadas. 3. Dispensa de Medicamen os e P odu os de Saúde De aco do com as Boas P á icas de Fab ico, a cedência de medicamen os é o a o a macêu ico onde são cedidos medicamen os ou subs âncias medicamen osas aos doen es median e p esc ição médica, au omedicação ou indicação a macêu ica6. O a macêu ico é o úl imo p o issional de saúde a e con a o com o doen e an es do início da e apêu ica, assumindo uma esponsabilidade ac escida na o ien ação e in o mação dada sob e a e apêu ica medicamen osa assegu ando a e icácia e segu ança da mesma. Tem ambém um papel c ucial na adesão à e apêu ica apoiada po uma boa comunicação e um co e o aconselhamen o. Es e aconselhamen o pode se an o a ní el a macológico como não a macológico, sendo que a p omoção da saúde é um dos p incipais obje i os do a macêu ico. 3.1. Medicamen os Sujei os a Recei a Médica De aco do com o DL nº176/2006, de 30 de agos o8 são conside ados medicamen os sujei os a ecei a médica (MSRM), odos aqueles que possam cons i ui Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 10 um isco, di e a ou indi e amen e, mesmo quando u ilizados pa a o im a que se des inam, caso sejam u ilizados sem igilância médica; possam se usados pa a ins di e en es daqueles a que se des inam; possuam e ei os secundá ios ou subs âncias ace ca das quais seja necessá io ap o unda conhecimen os ou aqueles que impliquem uma adminis ação ia pa en é ica, sendo que ob iamen e só podem se dispensados com ecei a médica álida. 3.1.1. Tipos de ecei a A Po a ia n.º 137-A/2012 de 11 de maio10 ob iga a que as p esc ições sejam ei as po ia ele ónica com o p opósi o de melho a a comunicação en e p o issionais de saúde, aumen ando a segu ança no p ocesso de p esc ição e dispensa. Excecionalmen e, a ecei a médica pode se manual no caso das seguin es si uações: (a) alência do sis ema in o má ico, (b) inadap ação undamen ada do p esc i o , p e iamen e con i mada e alidada anualmen e pela espe i a o dem p o issional, (c) p esc ição ao domicílio, (d) ou as si uações a é um máximo de 40 ecei as médicas po mês10. De aco do com o Despacho n.º 2935-B/2016 de 25 de e e ei o, a p esc ição ele ónica desma e ializada (Recei a sem Papel) adqui iu ca á e ob iga ó io a pa i de 01 de ab il de 2016, pa a odas as en idades do Se iço Nacional de Saúde (SNS). Es a ino ação pe mi e a p esc ição em simul âneo de di e en es ipos de medicamen os (compa icipados e não compa icipados) e pode compo a na mesma ecei a medicamen os com alidades di e en es (1 mês ou 6 meses), con o me a ipologia da doença. Pa a além disso, no a o da dispensa, o u en e pode á op a po a ia odos os medicamen os p esc i os, dando uma maio manob a de ges ão económica e e apêu ica, sendo possí el le an a em da as dis in as e em di e en es es abelecimen os con o me as necessidades, o que an es não acon ecia. Ainda assim coexis em as duas o mas de p esc ição (Recei a com papel e Recei a sem papel). 3.1.2. P esc ição de ecei as A po a ia 137-A/2012, 11 de maio10 de e mina que as ecei as médicas de em ob iga o iamen e se p esc i as po DCI da subs ância a i a e de e ap esen a a o ma a macêu ica, a dosagem e a posologia. Pode á se p esc i o pela designação come cial no caso de (1) se um medicamen o pa a o qual não exis a medicamen o gené ico compa icipado ou pa a o qual só exis a o iginal de ma ca, (2) caso o médico coloque alguma exceção, median e jus i icação, como a) medicamen os com ma gem ou índice e apêu ico es ei o; b) In ole ância ou eação ad e sa a um medicamen o Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 11 com a mesma subs ância a i a; c) medicamen o des inado a assegu a a con inuidade de um a amen o com du ação es imada supe io a 28 dias. Assim, a p esc ição po DCI pe mi e que o u en e enha “di ei o de opção”, podendo op a pelo medicamen o de ma ca ou gené ico, sal o nas exceções acima desc i as. O ac o da DCI se ap esen ada em código nacional de ba as diminuiu a axa de e o na dispensa de medicamen os. 3.1.3. Validação da p esc ição médica A p esc ição médica az a pon e en e o médico e o a macêu ico na qual o doen e é o oco p incipal. O a macêu ico de e adop a uma pos u a c í ica, analisando e in e p e ando a p esc ição. De e e em a enção os seguin es elemen os: o núme o de ecei a e espe i o código de ba as, o local de p esc ição, a iden i icação do médico p esc i o , o o ganismo compa icipan e, a e e ência ao egime especial de compa icipação (se aplicá el), a e e ência a po a ias ou despachos (se aplicá el), a DCI do medicamen o, a o ma a macêu ica e a dosagem, a da a da p esc ição e p azo de alidade, o núme o de embalagens, a posologia e, po im, a assina u a do p esc i o 9. Se a ecei a não cump i odos os equisi os e e idos não é álida e não se á acei e pela en idade esponsá el. Es a é uma a e a c ucial pa a o bom uncionamen o de uma a mácia, não só pelo isco de de oluções de ecei as, como ambém pelo isco de e os du an e a dispensa de medicamen os. Pos e io men e, o a macêu ico de e á analisa cuidadosamen e a p esc ição médica em si bem como e os na p esc ição. 3.1.4. Recei a Ele ónica (Ma e ializada e Desma e ializada) Quando compa ada com a ecei a manual, a ecei a elec ónica ouxe inúme as an agens, simpli icando o acesso dos medicamen os aos u en es e in alidando quase na o alidade os e os associados à dispensação de medicamen os. Pa a além disso, simpli ica o ci cui o da p esc ição, dispensa, a u ação e pagamen o dos medicamen os11. Com es e p ocesso acili ado, o a macêu ico dispõe de um maio pe íodo de empo pa a dedica ao u en e e pe sonaliza cada ez mais os seus a endimen os. Fu u amen e, o obje i o é o acesso às ecei as médicas a a és do ca ão de cidadão, diminuindo o núme o de papéis que o u en e em em casa e consequen emen e diminuindo signi ica i amen e o isco de con usão. A ualmen e, es e sis ema ainda não es á implemen ado, exis indo apenas a possibilidade de ecei a Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 12 desma e ializada ia elemó el ou e-mail. Des e modo são en iados dados como o núme o da ecei a, código de dispensa e código de di ei o de opção. Pa a além disso, é possí el consul a online a guia de a amen o no si e do SNS. Posso a i ma po expe iência p óp ia, que es e no o mé odo ge a alguma con usão, uma ez que mui as das pessoas não êm capacidade pa a pe ceciona mensagens de elemó el eco endo à a mácia pa a as auxilia . Se aboli o papel é um bom desígnio, en ia os códigos de acesso pa a o elemó el ou e-mail não pa ece se mui o e icaz. Na minha opinião, o sis ema de mensagens não p ome e esul ados excelen es conside ando que uma g ande pa e dos u en es que equen am a a mácia com ecei a médica são idosos. As duas opções (com e sem papel) de em con i e no sis ema e ao u en e de e se dada opo unidade de escolhe , e i ando-se des a o ma algumas con usões. 3.1.5. A aliação a macêu ica e in o mação ao u en e Sendo o a macêu ico um especialis a no medicamen o é na ase de a endimen o que os conhecimen os e compe ências são aplicados, pe mi indo ao doen e alcança os esul ados a maco e apêu icos espe ados e minimizando o apa ecimen o de esul ados não desejados28. Após a alidação da p esc ição, é impo an e que o a macêu ico assuma um ce o espí i o c í ico e e i ique se os medicamen os p esc i os são os mais indicados ace ao p oblema em ques ão. Cabe-lhe ainda con i ma a exis ência de in e ações medicamen osas ele an es, escla ece o u en e no que diz espei o a dú idas ace ca da medicação e, semp e que possí el, a alia a sua adesão à e apêu ica. Semp e que p ocedi à dispensa de medicamen os p ocu ei aplica os meus conhecimen os eó icos, aconselhando e ajudando os u en es a consciencializa em-se dos con o nos da sua e apia. Fo mulei ques ões que me le a am a pe cebe se o u en e conhecia o mo i o pelo qual es a a a u iliza de e minada medicação, se espei a a a posologia e se ha ia alguma e en ual dú ida que eu pudesse escla ece . Complemen a a semp e a in o mação o al com in o mação esc i a, de o ma a acili a a comp eensão, um mé odo que me pa ece acili a o cump imen o da e apêu ica. O Si a ma 2000® é um complemen o mui o impo an e à in e enção a macêu ica, p incipalmen e nos u en es habi uais que êm icha com acompanhamen o c iada. Es a pe mi e acede ao his ó ico de medicamen os an e io men e dispensados na a mácia e, pa a além disso, pe mi e iden i ica ou os es ados isiopa ológicos concomi an es que podem se um auxilia alioso. Exemplo disso oi o caso de um u en e que se deslocou à FD com uma ecei a de Palexia Re a d® ( apen adol), psico ópico ecei ado no con olo da do c ónica29. Aquando da dispensação do medicamen o, o Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 13 sis ema ale ou-me imedia amen e pa a a exis ência de uma con a indicação g a e (Anexo III) pois o apen adol é con a indicado na doença pulmona obs u i a c ónica (DPOC) pelo isco de dep essão espi a ó ia. Ques ionei o u en e ace ca des a possí el in e ação, que ele desconhecia. Pos e io men e liguei ao médico que, não es ando cien e des a sob eposição, al e ou de imedia o a p esc ição com uma ou a al e na i a. Ao ape cebe -me da impo ância des a e amen a dediquei pa e do meu empo a analisa o his ó ico de cada u en e e a p eenche em cada icha o es ado isiopa ológico, com o in ui o de auxilia e melho a o aconselhamen o a macêu ico. 3.1.6. Medicamen os Psico ópicos e Es upe acien es Os Medicamen os Es upe acien es e Psico ópicos são subs âncias químicas que a uam ao ní el do Sis ema Ne oso Cen al (SNC), p o ocando uma al e ação das suas unções, podendo conduzi acilmen e a ole ância, dependência ísica ou psíquica e sin omas de p i ação12. De ido aos iscos associados, es es medicamen os es ão sujei os a legislação p óp ia. Du an e a dispensa, após o Si a ma2000® iden i ica es es medicamen os, su gem au oma icamen e á ios campos de p eenchimen o ob iga ó io: nome do médico p esc i o , dados do doen e (nome, mo ada) e dados do adqui en e (nome, mo ada, idade e núme o de iden i icação pessoal). Uma ez e minada a enda, um documen o de psico ópico é emi ido e anexado à o ocópia da ecei a. No a amen o des as ecei as, o documen o o iginal é encaminhado pa a a en idade esponsá el pela compa icipação, enquan o o duplicado ica a qui ado na a mácia po um pe íodo de ês anos13,14. Du an e o meu es ágio i e opo unidade de con a a com es a documen ação e dispensa di e sos medicamen os Psico ópicos e Es upe acien es nomeadamen e T ans ec® e Subu ex® 3.1.7. Regimes de compa icipação e Subsis emas de saúde Segundo a a ual legislação, a compa icipação de medicamen os pode se ei a a a és de um egime ge al, aplicá el a odos os cidadãos (01) e de um ou o especial (48), aplicado em si uações especí icas que englobam de e minadas pa ologias ou g upos de doen es. No egime ge al de compa icipação, o Es ado paga uma pe cen agem, con o me as necessidades, do p eço dos medicamen os de aco do com os escalões ap esen ados na Po a ia n.º 994-A/2010, de 29 de se emb o e na Po a ia n.º 1056- B/2010, de 14 de ou ub o. O sis ema es á o ganizado de o ma a que medicamen os des inados a pa ologias mais incapaci an es ou c ónicas, enham compa icipações Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 14 mais ele adas, sendo a axa de compa icipação de inida a a és de po a ias/ despachos especí icos15-17. Exis e ainda egimes de compa icipação especial elacionadas com ce as pa ologias como Doença de Alzheime , Pso íase, Lúpus en e ou as, que possuem a menção a uma po a ia, despacho ou dec e o e em alguns casos apenas os médicos especialis as da á ea podem eme e 18. Pa a além da compa icipação po pa e do Es ado, exis em en idades compa icipan es cada uma com uma pe cen agem especí ica, que a uam em complemen a idade com o SNS. As en idades mais equen es são o Se iço de Assis ência Médico-Social do Sindica os dos Bancá ios (SAMS) do No e e EDP SÃ VIDA. Nes es casos, é necessá io i a uma cópia da ecei a jun amen e com o espe i o ca ão, sendo o o iginal a u ado ao o ganismo do SNS e a o ocópia en iada pa a o subsis ema. Ao longo do meu es ágio oi possí el con a a com ecei as p esc i as pela maio pa e des es egimes mencionados e com o modo como se de e p ocede na a u ação de cada um. 3.1.8. Fa u ação No caso das ecei as ele ónicas an igas, após e i icação e inalizada a dispensa do medicamen o, é imp essa no e so da ecei a um documen o de a u ação. Es e de e se ca imbado, da ado e assinado pelo a macêu ico. Pos e io men e, as ecei as são sepa adas, po o ganismos de a u ação em lo es de in a e o denadas po o dem c escen e19. A con e ência do ecei uá io é ealizada o mais cedo possí el, de o ma a p e eni possí eis e os que podem le a a de oluções po pa e da en idade esponsá el, não eembolsando a a mácia e ge ando pe das mone á ias. Pa a além da alidação dos c i é ios de p esc ição, é ainda e i icado se os medicamen os p esc i os o am e e i amen e os dispensados. No inal do mês é emi ido o e be e de iden i icação do lo e que ap esen a a iden i icação da a mácia e do núme o de lo e, o espe i o o ganismo de compa icipação, a quan idade de ecei as, o alo o al em PVP, o alo pago pelo u en e e o alo compa icipado. No úl imo dia do mês a a u ação é echada, sendo emi ido um Resumo Mensal de Lo es e a Fa u a Mensal dos Medicamen os. Uma cópia dos documen os ica na a mácia e os es an es são en iados jun amen e com os lo es e e be es a é ao dia 10 do mês seguin e ao mês de a u ação. As ecei as do SNS são en iadas pa a Cen o de Con e ência de Fa u as e os es an es subsis emas são eencaminhados pa a a Associação Nacional de Fa mácias Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 15 (ANF) que unciona como in e mediá io, een iando pos e io men e o ecei uá io pa a os epe i os o ganismos. 3.2. Medicamen os Não sujei os a Recei a Médica MNSRM são subs âncias ou associações de subs âncias des inadas à p e enção de ce as doenças que, po não eque em cuidados médicos, podem se adqui idos sem ecei a médica20. No malmen e eco e-se à dispensa de MNSRM em casos de au omedicação ou po aconselhamen o a macêu ico. No en an o, e apesa de pode em se endidos o a das a mácias, é necessá io e o ça a in e enção do a macêu ico na u ilização des e ipo de medicamen os. É indispensá el uma co e a a aliação e aconselhamen o do MNSRM mais indicado à si uação, semp e com o cuidado de ale a pa a possí eis e ei os ad e sos que possam es a associados. É p eciso e em men e que a au omedicação é um assun o delicado e que se o inadequada, pode aze complicações. Cabe ambém ao a macêu ico, caso ache pe inen e, di eciona o u en e pa a o médico. Du an e o meu es ágio de am-me libe dade de aze o aconselhamen o de MNSRM pa a as mais di e sas si uações, sendo uma das mais comuns a obs ipação, ema que i ei abo da na 2ª pa e des e ela ó io. 3.3. Dispensa de ou os p odu os a macêu icos Na FD ambém é possí el encon a ou os p odu os de saúde enquad ando-se cada um deles em di e en es ca ego ias con o me legislação p óp ia: Medicamen os e P odu os Homeopá icos6; P odu os Die é icos21; P odu os pa a Alimen ação Especial22; P odu os Fi o e apêu icos23; P odu os Cosmé icos e De mo a macêu icos24; P odu os e Medicamen os de Uso Ve e iná io25; Disposi i os Médicos26; e Medicamen os Manipulados27. O a macêu ico, pa a além de especialis a no medicamen o, em de adqui i “bagagem” em mui as ou as á eas. No aconselhamen o des es p odu os de saúde sen i algumas di iculdades no deco e do es ágio, uma ez se a a de á eas pouco abo dadas ao longo do pe cu so académico. De qualque o ma, sin o que c esci mui o no que oca ao aconselhamen o de ido a o mações que assis i na a mácia e o a dela. 4. Se iços Fa macêu icos O a macêu ico enquan o p o issional de saúde em uma esponsabilidade ac escida na p omoção da saúde e p e enção da doença, sendo que de ém Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 16 capacidades que se dis anciam da dispensa de medicamen os, ais como a adminis ação de medicamen os inje á eis, de e minação de pa âme os ísicos e bioquímicos, en e ou os. Com já e e i, o FD em á ios u en es idelizados que a a com a maio a enção e ca inho. Nes a pe spe i a, é impo an e um acompanhamen o de ce os pa âme os labo a o iais pa a que, além de ajuda na pe ceção da e icácia da e apêu ica, sejam um apoio na iden i icação p ecoce de casos de isco. A Po a ia n.º 1429/2007, de 2 de no emb o30 es abelece os se iços a macêu icos que podem se p es ados pelas a mácias no âmbi o da p omoção da saúde e do bem-es a dos u en es, bem como os p incípios pelos quais se de em ege . 4.1. De e minação da p essão a e ial Sendo a hipe ensão a e ial (HTA) um p oblema p edominan e de saúde pública é de oda a con eniência que es e pa âme o seja medido o mais equen e possí el, com o objec i o de eduzi a mo bilidade e mo alidade ca dio ascula . A medição des e pa âme o é impo an e an o em pessoas já medicadas de o ma a con ola a e icácia da e apêu ica, como em pessoas não medicadas como o ma de p e enção. De aco do com a Sociedade Eu opeia de Ca diologia o diagnós ico de HTA é de inido como a ele ação pe sis en e, em á ias medições e em di e en es ocasiões, da p essão a e ial sis ólica (PAS) igual ou supe io a 140 mm Hg e/ou da p essão a e ial dias ólica (PAD) igual ou supe io a 90 mm Hg31. An es da de e minação da p essão a e ial, o u en e é aconselhado a descansa ce ca de 5 minu os enquan o são ei as algumas pe gun as sob e os hábi os alimen a es, abágicos, se é medicado pa a a HTA e quais os seus alo es basais. A medição é ei a a a és de apa elho au omá ico de b aço que dá de imedia o o esul ado da p essão a e ial sis ólica, dias ólica e pulsação. O a macêu ico in e p e a os alo es ob idos e in o ma o u en e de possí eis medidas não a macológicas que pode e de e adqui i , sublinhando semp e os pe igos de uma HTA al e ada. No malmen e os u en es que azem medição da HTA ão à a mácia pe iodicamen e como con olo, le ando consigo um ca ão onde são apon ados os alo es e o espe i o dia, acili ando a ap eciação global an o po pa e do a macêu ico, como po pa e do médico. Desde o p imei o dia assumi a esponsabilidade po es a a e a endo ap endido que, apesa de mui as ezes os alo es es a em acima do no mal, não de emos de imedia o ala ma o u en e, uma ez que podem se alo es conside ados “no mais”, Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 23 Sis ema Eu opeu de Vigilância da Resis ência Mic obiana, a ní el eu opeu42.57. Es es sis emas su gi am em espos a à necessidade de uma no a abo dagem com o obje i o ge al de eduzi a axa de in eções associadas aos cuidados de saúde, a axa de mic o ganismos com esis ência aos an imic obianos e a igilância con ínua da in eção hospi ala , do consumo de an ibió icos e da incidência de mic o ganismos mul i esis en es49,58,59 Apesa de se em medicamen os in ensamen e p esc i os na medicina humana, es ima i as da OMS indicam que a é 50% dos an ibió icos são p esc i os de o ma desnecessá ia e inadequada, pe dendo e icácia. A p esc ição desajus ada e pouco asse i a pode se explicada pela ince eza associada ao diagnós ico sin omá ico, à p essão exe cida pelos doen es e amilia es no consul ó io médico e, mui as ezes, à al a de conhecimen o de ou as opções a macológicas56. Pa a além do uso na saúde humana, os an ibió icos ambém êm sido u ilizados em medicina e e iná ia pa a p e eni ou a a doenças, ou, mais g a e ainda, pa a acele a o c escimen o dos animais pa a pos e io consumo humano. Apesa de alguns an ibió icos se em apenas u ilizados em medicina e e iná ia, a maio ia pe ence às mesmas classes dos u ilizados em humanos. De aco do com a OMS, há mais an ibió icos adminis ados a animais saudá eis do que pa a o a amen o de doenças humanas. O Food and D ug Adminis a ion (FDA) es ingiu a u ilização em animais de consumo, con udo, a in ensa u ilização de an ibió icos po pa e dos p odu o es de animais aumen ou d as icamen e o núme o de esis ências das bac é ias com implicações no uso u u o des es medicamen os50. Segundo o Wo ld Economic Fo um a esis ência dos an ibió icos é a ualmen e uma das maio es ameaças à saúde pública mundial, podendo a e a qualque indi íduo, independen emen e da idade, o sexo, ou país de o igem60. Exemplo disso são os a amen os mais longos e menos e icazes de no os casos de ube culose mul i esis en e58,61. O aumen o da incidência de es i pes esis en es é uma ealidade de al o ma p eocupan e que as es ima i as apon am pa a que, po ol a de 2050, mo am ce ca de 390 mil pessoas na Eu opa e 10 milhões em odo o Mundo po ano, em consequência di e a das esis ências aos an imic obianos. A e a pós an ibió ica é uma possibilidade já no deco e do século XXI62,63. Um dos indicado es de esis ência a an imic obianos classicamen e a aliado é a axa de esis ência à me icilina em S aphylococcus au eus (MRSA). Em Po ugal, es a axa desceu en e 2011 e 2013, man endo-se em 2014 es á el em 47,4% (Figu a 2). Es a diminuição es á em con o midade com o meno consumo de an ibió icos, assun o abo dado an e io men e (pon o 1.2). Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 24 Figu a 2- Taxa de esis ência à me icilina nos isolados in asi os de S aphylococcus au eus (MRSA) em Po ugal en e 1999-2014 (adap ado de DGS)42. De em se ei os es o ços concen ados pa a e a da o apa ecimen o e a p opagação de esis ências, pa a isso es as es a égias de in e enção de em se p io izadas56,61,64,65: ● P e enção de in eções, impedindo a p opagação de bac é ias esis en es, e i ando des a o ma a quan idade de an ibió icos que êm de se u ilizados e a p obabilidade de esis ência du an e a e apia. ● Ras eamen o, eunindo dados sob e a causa das in eções e a o es de isco que possam e con ibuído pa a a in eção. Des a o ma é possí el desen ol e es a égias pa a as p e eni . ● U ilização p uden e de an ibió icos ● P omo e o desen ol imen o de no os an ibió icos com no o mecanismo de ação e no os es es de diagnós ico pa a iden i icação de bac é ias esis en es. Mui as ques ões elacionadas com a esis ência aos an ibió icos es ão in e - elacionadas. Se o obje i o é in e e a endência e acili a no as abo dagens pa a supe a a esis ência, de emos p imei o comp eende as o ças esponsá eis po elas66. Es a é uma c ise global iminen e que o mundo pode e i a se agi com apidez55! 1.4 No os An ibió icos Os an ibió icos são uma classe ímpa de á macos que não êm como al o di e o os p ocessos bioquímicos humanos. Em ez disso, eles a e am o c escimen o de agen es pa ogénicos in aso es e a mic obio a comensal do o ganismo humano. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 25 A ualmen e exis e uma necessidade u gen e de no os an ibió icos po di e sas azões67 ● Doenças in ecciosas são a segunda maio causa de mo alidade em odo o mundo; ● Ele ada esis ência mic obiana; ● Diminuição no núme o o al de no os agen es an imic obianos ap o ados pelo FDA; ● P ocu a de agen es que a uem po mecanismos de ação di e en es dos á macos a uais. Du an e 40 anos o desen ol imen o de no os an ibió icos oi escasso (Figu a 3). É p eocupan e assis i ao desin e esse das indús ias a macêu icas pelo desen ol imen o de no os an ibió icos. Is o acon ece po que múl iplos ac o es económicos azem dos an ibió icos menos a a i os do que ou os á macos, pois são e apias de cu a du ação que cu am as doenças al o e êm endas limi adas. O ac o de se em ba a os não ga an e g ande incen i o inancei o po pa e do Go e no pa a as indús ias a macêu icas in es i em na sua pesquisa66,68. Es as po sua ez, luc am mui o mais com o desen ol imen o de á macos que êm como al o doenças c ónicas do ipo da HTA ou da diabe es meli us, cujo in es imen o é supe io . Es es são os mo i os pelos quais o am ecen emen e ei as mudanças inancei as e de polí icas go e namen ais, o ien adas pa a a acele ação na en ada de no os an ibió icos no me cado, emodelando os incen i os económicos exis en es. Ge a no os es o ços de in es igação e p omo e o desen ol imen o de no os á macos é uma abo dagem mais acional pa a o seu uso50. Figu a 3- An ibió icos ap o ados pela FDA. Adap ado de An ibio ic Resea ch68 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 26 Pe an e es e p oblema global, a FDA apu ou os c i é ios e no biénio 2014/2015 o am ap o ados seis no os á macos, odos eles modi icações e abo dagens de an ibió icos conhecidos69: 1) Dal ance® (dalba ancina), duas doses de adminis ação in a enosa (IV) in e aladas com 1 semana, adequada pa a a a in eções da pele causadas po MRSA e S ep ococcus pyogenes70 2) Si ex o® ( os a o de edizolide), adminis ado ia IV ou o al uma ez po dia du an e seis dias, pa a a a pacien es com in eções agudas bac e ianas da pele causadas po MRSA, S ep ococcus e En e ococcus aecalis71. 3) O bac i ® (o i a ancina), dose única de adminis ação IV (du an e 3 ho as) pa a o a amen o de pacien es com in eções agudas bac e ianas da pele causadas po MRSA, s ep ococcus e En e ococcus aecalis72. 4) Ze baxa® (ce olozane; azobac am), adminis ado ia IV a cada 8 ho as du an e 4-14 dias, pa a o a amen o de in eções complicadas in a- abdominal e in eções complicadas do a o u iná io73. 5) X o o® ( ina loxacina) é uma suspensão de adminis ação ópica pa a a amen o da o i e ex e na aguda causada pela Pseudomonas ae uginosa e S aphylococcus au eus. É necessá io adminis a 4 go as 2 ezes po dia du an e se e dias. Pode se usado em c ianças (≥1 ano)74. 6) A ycaz® (ce azidima-a ibac am), adminis ado ia IV du an e 5-14 dias pa a a amen o de in eções complicadas in a-abdominais (em combinação com me onidazol) e in eções complicadas do a o u iná io75. Es es podem se opções aliosas em casos de bac é ias ex ensi amen e esis en es66,76 1.5 Papel do a macêu ico As unções do a macêu ico na sociedade, ci ando a O dem dos Fa macêu icos, “ aduzem-se numa a i mação c escen e que ul apassa o seu papel enquan o écnico do medicamen o. O aconselhamen o sob e o uso acional dos á macos e a moni o ização dos u en es insc e em-se na necessidade de encon a o mas mais coe en es de uncionamen o do sis ema de saúde em Po ugal e no mundo”77. Uma das causas p eponde an es da esis ência aos an ibió icos é a au omedicação e o seu uso i esponsá el, mui as ezes causado po al a de Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 27 in o mação e comunicação en e os p o issionais de saúde e o cidadão. G ande pa e u iliza an ibió icos pa a pa ologias simples como cons ipações, g ipes ou do es de ga gan a, equen emen e causados po in eções i ais a que os an ibió icos não espondem78. No Eu oba óme o de no emb o de 201385, quando inqui idos sob e a e icácia dos an ibió icos con a g ipes e cons ipações, apenas 27% dos po ugueses esponde am co e amen e. Já à pe gun a se os an ibió icos ma am í us, a pe cen agem de espos as co ec as desceu pa a 19%. A DECO p omo eu um inqué i o idên ico em ou ub o de 2015 onde as pe cen agens de espos as co e as às mesmas pe gun as o am 69% e 46% dos inqui idos, espe i amen e. Ce ca de 78% a i ma am e -se o nado mais p uden es na oma após e em sido in o mados. Em dois anos hou e um p og esso e iden e mui o g aças ao aumen o da in o mação e cuidados com a u ilização de an ibió icos79. É nes e aspe o que o a macêu ico, enquan o p o issional de saúde, em um papel impo an e. Sendo a a mácia comuni á ia um local de acesso à saúde e ao medicamen o, os p o issionais êm o de e de aze uma ce a pedagogia jun o da população incu indo a necessidade de ecei a médica pa a a aquisição des es á macos e explicando de o ma simples a impo ância de se cump i a posologia80. Adicionalmen e, de em e o cuidado de aconselha e omen a a li e acia dos doen es e do público em ge al, explicando de o ma simples e comp eensÍ el es as emá icas. Pa a além disso, a a és da inicia i a da ecolha de medicamen os na a mácia, con ibui-se pa a a edução de esíduos de medicamen os que, ao ica em em casa, podem se usados de o ma inconscien e ou a é libe ados no ambien e de o ma não a ada57. Conside ando o seu papel den o das comunidades, os a macêu icos são um impo an e ecu so pa a a p omoção de campanhas de saúde. Além do o necimen o de in o mações, a p omoção da saúde nas escolas e ou as o ganizações comuni á ias pode se ou a o ma e icaz de melho a a consciencialização sob e o uso acional e adequada dos medicamen os, incluindo an ibió icos80,81. Segundo Ame ican Socie y o Heal h-sys em Pha macis s (ASHP), os a macêu icos de em assumi um papel de des aque nos p og amas de p e enção e con olo de in eção no SNS is o se em p o issionais de saúde que lidam de pe o com os doen es e um impo an e elo en e a consul a médica e o cump imen o co e o da posologia60. Pa a além disso os a macêu icos ambém êm um papel impo an e na escolha dos agen es an imic obianos disponí eis no me cado, dado pe ence em a comi és de a mácia e e apêu ica. Tais decisões de em se baseadas nas necessidades especiais da população e no pe il mic obiológico das á ias in eções den o de cada sis ema de saúde. Es es es o ços de em con ibui pa a o uso Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 28 adequado de an imic obianos, esul ando em e apêu icas an i-in eciosas bem- sucedidas82. Um es udo ealizado pela OMS e e como obje i o o nece uma a aliação e ale a a comunidade a macêu ica em elação às esis ências an imic obianas. Pa icipa am 44 países pe encen es à União Eu opeia. Cons a ou-se que em 43% dos países, é possí el adqui i an ibió icos numa a mácia sem ecei a médica, em 12% é possí el comp á-los ia in e ne sem ecei a médica e, em 27%, é possí el adqui i es es á macos no me cado neg o ou em clínicas e e iná ias. Em 34% dos países os médicos abalham em conjun o com os a macêu icos e 82% de ende que os a macêu icos de em aconselha sob e o uso acional de an ibió icos83. É pe ce í el que o caminho é longo e a classe a macêu ica em aqui uma opo unidade de melho a os se iços e con ibui ao máximo pa a comba e as esis ências an imic obianas, sob e udo nos países em que é possí el comp a ia in e ne , uma opção cada ez mais u ilizada e a ca ece de esolução u gen e. O ideal se ia expandi a educação e o mação na á ea da in eciologia/an ibio e apia de o ma a especializa a macêu icos pa a o e ece em se iços a ançados82. A al a de egulamen os ela i os à disponibilidade, dis ibuição e acesso aos an ibió icos pode le a a um consumo descon olado84. No u u o, a colabo ação en e médico e a macêu ico de e se omen ada de o ma a con lui num diagnós ico e p esc ição mais asse i os. Além disso, os pacien es de em se o ien ados sob e a necessidade da u ilização de an ibió icos, e ei os ad e sos, consequências de dosagem incomple a e o c escen e p oblema da esis ência. As capacidades dos a macêu icos são equen emen e subes imadas. Os a macêu icos são p o issionais-cha e da saúde com as habili ações e conhecimen os necessá ios pa a con ibui pa a a diminuição da esis ência. É impo an e econhece e u iliza o seu po encial. Embo a em mui os países da Eu opa os a macêu icos já enham a capacidade de assumi esponsabilidades adicionais nes a á ea, nou os um es o ço especial e á de se ei o pa a a ualiza o cu ículo a macêu ico83,86. 1.6 In e enção na Fa mácia das De esas No deco e do meu es ágio na FD iquei ala mada com a quan idade de pessoas que solici a am an ibió icos sem ecei a médica, e idenciando um desconhecimen o o al pa a a p oblemá ica da esis ência aos an ibió icos. Como u u a a macêu ica e conscien e do impo an e papel que o a macêu ico em na sensibilização e consciencialização do doen e e da população em ge al, elabo ei um ca az in o ma i o (Anexo VI) com algumas pe gun as e espos as ulc ais que não es ão consolidadas, bem como alguns mi os e e dades sob e os an ibió icos. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 29 Também iz um ca ão de acompanhamen o (Anexo VII) do an ibió ico com in o mação essencial sob e a oma co e a do mesmo. Pa a além disso, sabendo que mui as pessoas não cump em a posologia, iz au ocolan es (Anexo VIII) pa a coloca na caixa do an ibió ico com a indicação da posologia de o ma a auxilia a oma co e a dos mesmos. Os u en es da FD mos am-se in e essados o nando-se, p o a elmen e, agen es ca alisado es de uma mudança de men alidades que se o na não só eme gen e como necessá ia. 2. Obs ipação 2.1. Enquad amen o eó ico A obs ipação ambém conhecida como “p isão de en e” é uma queixa mui o equen e em odo o mundo, e pode su gi com ca á e ocasional ou com ca ac e ís icas c ónicas87,88. Na maio ia dos casos a obs ipação de e-se a e os habi uais do dia-a-dia, como a inges ão inadequada de ib as e água, al a de exe cício ísico ou o abuso de laxan es. A obs ipação passagei a pode su gi como esul ado de uma al e ação súbi a do es ilo de ida ou como espos a a si uações de s ess. Também é impo an e e em conside ação al e ações diges i as, causas medicamen osas e pa ológicas que podem igualmen e es a associadas à obs ipação e de em se co igidas89. A obs ipação em uma incidência ão ele ada quan o ou as doenças c ónicas al amen e p e alen es como a diabe es melli us, obesidade e HTA90. Embo a apenas uma mino ia p ocu e cuidados de saúde pa a a obs ipação, es a eque ecu sos subs anciais de saúde, po que a p e alência é al a, podendo es a associada a c onicidade e a possí eis complicações le ando a um dec éscimo acen uado na qualidade de ida91. Os hábi os in es inais a iam de pessoa pa a pessoa. Não é ob iga ó io e uma e acuação diá ia pa a se conside ada " egula ". É conside ado no mal en e 3 ezes po dia a 3 ezes po semana. Pode á se diagnos icada obs ipação quando os mo imen os in es inais passem a oco e com menos equência do que e a habi ual ou se as ezes se o nam de di ícil passagem92-94. 2.2. De inição A obs ipação inclui uma mudança nos hábi os in es inais elacionados com a di iculdade em e acua , mas pode e di e en es signi icados95. Embo a mui os médicos conside em a obs ipação sinónimo de meno equência das ezes, ou os ambém êm em con a o es o ço pa a de eca , a consis ência das ezes e a sensação Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 30 de e acuação incomple a96. Reg a ge al, se passa mais de ês dias sem uma e acuação, o con eúdo in es inal pode endu ece ao pon o de a pessoa sen i di iculdade ou mesmo do du an e a eliminação91,97. De aco do com os c i é ios Roma IV98, há obs ipação uncional quando es ão p esen es dois ou mais dos seguin es sin omas, du an e pelo menos ês meses consecu i os (com início da sin oma ologia há pelo menos seis meses an es do diagnós ico) 99: ● Mo imen os in es inais espon âneos in e io es a ês dejeções po semana; ● Fezes du as ou g umosas (1 ou 2 na Escala de B is ol*) em pelo menos 25% das de ecações; ● Es o ço excessi o em pelo menos 25% das de ecações; ● Sensação de obs ução ano e al em pelo menos 25% das de ecações; ● Uso de manob as pa a acili a a e acuação em pelo menos 25% das de ecações (ex. e acuação digi al, supo e do pa imen o pél ico); ● Sensação de e acuação incomple a em pelo menos 25% das de ecações. (*Escala de B is ol100 - classi ica obje i amen e a o ma e a consis ência das ezes po ca ego ias, sendo um bom indicado do empo de pe manência das ezes no cólon. As ca ego ias associadas à obs ipação são a 1 e 2. (Anexo X) Embo a os pacien es com obs ipação uncional possam e do abdominal e/ou inchaço, es es não são os sin omas p edominan es101. 2.3. Epidemiologia e Fac o es de isco A di iculdade na pe ceção dos sin omas e mui as ezes a a iação na de inição de obs ipação di icul am a ob enção de dados epidemiológicos iá eis102. Sabe-se que a p e alência aumen a com a idade, mais d ama icamen e em pacien es de idades supe io es a 65 anos. Nes a aixa e á ia, ce ca de 26% dos homens e 34% das mulhe es queixam-se de obs ipação101. No que diz espei o ao consumo de laxan es, 10%-18% na população em ge al u iliza-os dia iamen e. Es e alo aumen a pa a 74%, se i e mos apenas em conside ação os cen os de dia99. Além da idade, os a o es de isco pa a obs ipação e e em o sexo eminino, a ina i idade ísica, a aça neg a, a baixa escola idade e endimen o, o uso de medicação concomi an e, o abuso sexual e a dep essão96,99,103. No en an o, es as associações não indicam necessa iamen e causalidade91. 2.4. Causas A obs ipação não é uma doença, mas um sin oma. Des a o ma, é necessá io p imei o pe cebe qual a causa que es á po de ás des e sin oma de o ma a a á-lo con enien emen e104. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 31 E iologicamen e, a obs ipação pode su gi de o ma ansi ó ia po modi icação do i mo de ida de ido ao s ess, al e ação dos ho á ios habi uais, diminuição da a i idade ísica, ou a é mesmo numa iagem. Pode se causada ambém po modi icações na die a, pela diminuição da inges ão de ib as, aumen o de alimen os icos em go du as ou açúca es e diminuição do consumo de água. Pode es a in imamen e associado a uma g a idez, ag a ado se hou e a amen o a macológico de anemia com suplemen os de e o92,105,106. Podem ambém es a implicados a o es psicológicos (dep essão, ansiedade), al e ações da mo ilidade e abso ção colo- e al, dis unção dos músculos pél icos ou do es ínc e anal ou pode se secundá ia a p oblemas de saúde neu ológicos (doença de Pa kinson, dep essão), endóc inos (diabe es melli us, hipo i oidismo), psiquiá icos (ano exia ne osa) e lesões anais (hemo óidas, issu as). Pa a além disso, ambém pode se causada po e ei o ad e so a ce os á macos como po exemplo an iácidos, an icoliné gicos, suplemen os de e o, an ihipe enso es e an idep essi os99,101,105-107. 2.5. Te apêu ica 2.5.1 Medidas não a macológicas As medidas não a macológicas de e ão se semp e a p imei a linha de in e enção. Pa a a amen o e p e enção da obs ipação a educação do doen e ace ca da impo ância da die a, exe cício ísico e o inas de eca ó ias podem, po si só, melho a os sin omas, sendo es e um campo onde o a macêu ico pode e um papel mui o a i o. O a amen o da obs ipação de e á semp e inclui medidas não a macológicas (MNF), não só numa p imei a abo dagem como ambém como auxílio à e apêu ica medicamen osa, de o ma a e e e a dis unção in es inal108.  Al e ações na die a O aumen o da inges ão de líquidos e ib as pode melho a a obs ipação pa icula men e naqueles doen es que êm o ânsi o in es inal no mal99. As ib as ege ais, não dige í eis, con ibuem pa a uma maio e enção de água, aumen ando o olume, consis ência e peso das ezes, o que p o oca a dis ensão do cólon e p omo e a p opulsão, acele ando o ânsi o in es inal. A inges ão ecomendada diá ia de ib as é de 20 a 25 g amas nos adul os99. Pa a o e ei o, de e-se op a po alimen os como ce eais in eg ais (a eia, cen eio e ce ada), leguminosas, u os icos em ib a (ameixa, kiwi, pe a, u a, maçã com casca) e legumes escos, ou en ão suplemen os de ib a como o psílio ou o a elo. É impo an e sublinha que os e ei os da ib a nos mo imen os in es inais podem le a á ias semanas a aze sen i -se. Pa a além disso, o consumo em ele adas quan idades pode causa inchaço abdominal e la ulência, Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 32 le ando a uma aca adesão. Pa a e i a es es e ei os, o consumo de ib as de e se indi idualizado de aco do com a ole ância e e icácia99,108. Des a o ma, é impo an e adicioná-la len amen e a é que o o ganismo se habi ue e as ezes se o nem mais sua es e equen es, o nando-se a pa i daí um hábi o de ida95,109,110. Na die a alimen a , pa a além do aumen o do apo e de ib as, e impo an e eduzi o consumo de alimen os icos em go du as sa u adas e açúca es uma ez que a asam o ânsi o in es inal pela sua di ícil diges ão108. Man e a hid a ação é um aspe o de ex ema impo ância pois em si uações de desid a ação, o cólon abso e a água das ezes, o nando-as du as e secas. A inges ão e o çada de líquidos de e se aconselhado a melho a na die a de um doen e com obs ipação. Uma bebida quen e pela manhã es imula as con ações in es inais, acili ando a de ecação. Pa a além disso, e apesa de não se em comp o ados e ei os di e os, a inges ão de líquidos, p incipalmen e água, a o ece a diminuição da consis ência das ezes, es imulando os mo imen os pe is ál icos.111 É essencial e em con a que uma die a ica em ib as eque um ele ado consumo de água associado, po que se as ib as não i e em água pa a incha em e exe ce em o seu e ei o de olume, pode á pio a a obs ipação112.  Exe cício ísico O exe cício ísico, de o ma egula p omo e o desen ol imen o da muscula u a abdominal. É dada p e e ência ao exe cício ae óbico, como na ação ou caminhadas, que con ibuem pa a egula o ânsi o in es inal, pois melho a as con ações colónicas e consequen e de ecação113.114.  Te apia de bio eedback Bio eedback é uma abo dagem compo amen al que pode se usada pa a co igi a con ação inadequada dos músculos do pa imen o pél ico e do es ínc e anal ex e no du an e o es o ço, em pacien es com dis unção do pa imen o pél ico como de ecação dissiné gica. Consis e num egis o da p essão sob e o es ínc e du an e a en a i a de expulsão de um senso . O obje i o é o elaxamen o dos músculos do pa imen o pél ico du an e o es o ço de eca ó io. É uma al e na i a a aen e pois p opo ciona um a amen o sem laxan es115. Um es udo ecen e demons ou que es e mé odo é 80% e icaz quando compa ado com o uso de laxan es101. 2.5.2 Medidas a macológicas A e apêu ica com laxan es de e se indi idualizada, endo em men e a his ó ia do pacien e, in e ações medicamen osas, cus o e e ei os ad e sos95,99. Não há e idências cla as que demons em qual o melho laxan e mas as guidelines da Wo ld Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 39 Tabela 1- Classi icação da P essão A e ial131 P essão A e ial Sis ólica (PAS) P essão A e ial Dias ólica (DAS) P essão Ó ima <120 <80 P essão No mal 120 – 129 e/ou 80 – 84 P essão No mal-Al a 130 – 139 e/ou 85 – 89 Hipe ensão G au I 140 – 159 e/ou 90 – 99 Hipe ensão G au II 160 – 179 e/ou 100 – 109 Hipe ensão G au III ≥ 180 e/ou ≥ 110 P essão Sis ólica Isolada ≥140 e <90 Em Po ugal exis em ce ca de dois milhões de hipe ensos. Des es, apenas 25% es ão de idamen e medicados e apenas 11% êm a HTA de idamen e con olada. Po causa des a ele ada p e alência, a HTA é um dos p incipais a o es de isco ca dio ascula 135. A Diabe es Melli us é uma doença me abólica c ónica de e iologia múl ipla que se ca a e iza po uma hipe glicemia c ónica136. No es e de glicemia capila , de o ma a a alia se os alo es es ão den o dos alo es es abelecidos pela O ganização Mundial de Saúde, oi conside ando se o u en e es a a ou não em jejum137: ● Jejum / p é-p andial< 126 mg/dL ● Pós-p andial< 200 mg/dL Es ima-se que o isco de e en os ca dio ascula es é o dob o em diabé icos e o p ognós ico após e en os ca dio ascula es é pio . Sendo assim, a de eção p ecoce, a adoção de um es ilo de ida saudá el e a adesão à e apêu ica pode e i a o apa ecimen o de complicações e melho a signi ica i amen e a qualidade de ida a longo p azo135. Pa a p e enção de a o es de isco ca dio ascula es é undamen al aconselha a p á ica de exe cício ísico egula , uma alimen ação equilib ada ( es ição do sal e go du as sa u adas), man e um peso no mal (IMC< 25kg/m2), cessação abágica e e i a o consumo de álcool138.  Caminhada O papel da a i idade ísica mode ada na p e enção das doenças ca dio ascula es é i e u á el139. Pa a além disso, o exe cício ísico em ou os bene ícios associados ao con olo do s ess, p e enção da os eopo ose, melho ia da qualidade do sono, aumen o dos ní eis de ene gia e ajuda a man e ou a ingi um Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 40 peso saudá el. Em pessoas idosas e com bas an e empo li e a p á ica de exe cício ísico egula de e se incu ida, p e e encialmen e com acompanhamen o pelo e ei o mo i ado e pelo es ímulo à socialização bené icos em casos de dep essão140. De o ma a p omo e o exe cício ísico e o con í io en e os u en es, a FD o ganizou uma caminhada (Anexo XII) que con ou com ce ca de 110 u en es. A insc ição g a ui a oi ei a p e iamen e dando di ei o a um ki compos o po uma água, uma maçã, um núme o alea ó io pa a se usado pos e io men e no so eio, algumas amos as de p odu os de de mocosmé ica e um pedóme o. Ao longo da caminhada o eedback oi mui o posi i o, os u en es mos a am-se aleg es e di e idos e a boa disposição oi uma cons an e du an e oda a a i idade. Es a inicia i a oi impo an e ambém pa a e o ça a con iança en e u en es e as colabo ado as da a mácia e o na o con a o mais amilia e p óximo, acili ando o pos e io aconselhamen o a macêu ico. Pa a além disso, es e ipo de inicia i as az semp e pessoas no as que ao con ac a com o ambien e de en eajuda que se i e na FD pode ão que e ol a . O inal do pe cu so oi ma cado po uma aula de ginás ica o ien ada po uma p o esso a e pelo so eio de á ios b indes. 3.2. A Fa mácia das De esas ai à Escola A FD em pa ce ia com o P ojec o Escolas U iage 2016 p omo eu uma ação de sensibilização sob e o op o eção di ecionada aos alunos da Escola P imá ia das De esas (Anexo XIII). P e endeu-se ale a e consciencializa os mais no os pa a os pe igos iminen es de uma exposição sola demasiadamen e p olongada. A ap esen ação oi mui o in e a i a com os alunos mui o in e essados e pa icipa i os, espondendo, na maio ia das ezes, co e amen e às pe gun as e mos ando que a in o mação icou bem assen e. No inal da ação o am dis ibuídos ki s com mini p o e o es sola es, um pequeno li o dinâmico in o ma i o e um ouche de descon o em p odu os de de mocosmé ica na FD. De o ma a dinamiza e in e agi um pouco mais com as c ianças, can amos e dançamos odos jun os uma música e e en e ao sol e à p o eção sola . Foi pedido que desenhassem algo e e en e ao que ap ende am. Pos e io men e os desenhos o am u ilizados como mon a no Dia Mundial da C iança (Anexo XIII). Foi pa a mim uma uma expe iência di e en e e g a i ican e ensina os mais no os sob e es e ema, pois sen i que a in o mação oi mui o bem ecebida esul ando numa o ma di e ida de ale a os mais no os pa a a emá ica e p e eni si uações u u as. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 41 3.3. Ren abilidade de linea es O me cado a macêu ico mudou nos úl imos anos com o apa ecimen o das lojas a e alho que dispõem de s ock de MNSRM e de mocosmé icos e ambém com o aumen o da quo a de me cado dos gené icos, esul ando numa al e ação económica e inancei a que ob iga as a mácias a op a po no as es a égias. Cada ez mais, o a macêu ico em de se mul i ace ado e assumi o papel de ges o . Uma a mácia bem ge ida é sinónimo de bons alice ces de ma ke ing e me chandising. Es as écnicas isam ala ga as endas a a és de es a égias de exposição de p odu os, ações p omocionais, mon as sazonais, en e ou os.141,142 Ao longo do meu es ágio ape cebi-me de como po ás de oda a a i idade a macêu ica exis e uma ges ão c i e iosa. Nesse sen ido, decidi aze algo que osse uma mais- alia nes a á ea. Como al, desenhei a plan a do on o ice (Anexo XIV) com as p a elei as e gamas de idamen e iden i icadas com le as e núme os. (Anexo XV). No p og ama Si a ma 2000® coloquei as localizações co esponden es de odos os p odu os. O obje i o a longo p azo, é a alia as endas e ma gens de luc o de cada p a elei a e e en ualmen e a alia uma possí el mudança da localização, de aco do com es a égias de luc o. Pa a além disso, as localizações ie am acili a o aconselhamen o, pois o p odu o e a mais acilmen e localizado a pa i do Si a ma 2000®. A en abilidade de linea es e elou-se bas an e in e essan e, pe mi indo a ança com uma no a es a égia mui o ú il num me cado ão compe i i o. Pa a mim oi uma mais- alia que pe mi iu desen ol e uma á ea que não é explo ada no cu so e que mos a imenso po encial. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 42 Conside ações Finais O es ágio cu icula em a mácia comuni á ia é uma opo unidade única de adqui i alências que nos se ão mui o ú eis no u u o p o issional enquan o a macêu icos e uma ocasião singula de pe cebe a impo ância da pe sonalização no acolhimen o e aconselhamen o que é dado aos u en es. Conside o que me o nei mais ap a pa a a ealidade que me espe a e sin o que, mui as das minhas capacidades p o issionais o am ape eiçoadas, p incipalmen e no que oca ao aconselhamen o a macêu ico. O es ágio cu icula oi, sem dú ida, uma mais- alia pa a cons a a o quão impo an e é a macêu ico na comunidade e que a a mácia é um local que ce amen e ex a asa a me a aquisição de medicamen os, sendo ambém um local onde as pessoas en am pa a p ocu a uma explicação mais simples, um escla ecimen o mais ap o undado ou um aconselhamen o mais pe sonalizado. Se o a macêu ico soube da mais do que o que a ecei a p esc e e, pode ap oxima mais ainda o doen e da cu a. Des a o ma, o es ágio é i al pa a comp eende o papel do a macêu ico no bem-es a da comunidade em que se in eg a. No âmbi o dos cuidados a macêu icos op ei po desen ol e p ojec os que, numa p imei a abo dagem, me pa ece am pouco escla ecidos po pa e dos u en es, endo como objec i o p imo dial o bem-es a e a saúde dos mesmos. Con udo ambém p ocu ei desen ol e as minhas compe ências, an o ao ní el da pesquisa e in e p e ação de dados como ambém comunicação e espí i o c í ico. Posso a i ma que, o meu es ágio na Fa mácia das De esas e e um balanço mui o posi i o, oi um desa io bas an e en iquecedo , que con ibuiu pa a o meu c escimen o an o a ní el p o issional como pessoal. Enquan o u u a a macêu ica, oi g a i ican e pe cebe que posso e um papel impo an e a ajuda os ou os, e, pa a mim, não há sensação mais compensado a. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 43 Bibliog a ia 1. INFARMED: Legislação Fa macêu ica Compilada, Lei n.º 16/2013, de 8 de e e ei o. Acessí el em: h p://www.in a med.p . [acedido em 20 de junho de 2016]; 2. INFARMED: Legislação Fa macêu ica Compilada, Dec e o-Lei n.º 109/2014, de 10 de julho. Acessí el em: h p://www.in a med.p . [acedido em 20 de junho de 2016]; 3. Minis é io da Saúde, Po a ia nº 277/2012, de 12 de Se emb o. Ho á io de uncionamen o das a mácias de o icina. 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Acessí el em: h ps://www.niddk.nih.go /heal h- Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 55 Anexo V- Lis agem do His ó ico de Vendas de An ibió icos en e os meses de Janei o a Agos o Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 56 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 57 Anexo VI- Ca az in o ma i o sob e An ibió icos Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 58 Anexo VII- Ca ão de acompanhamen o do an ibió ico Anexo VIII- Au ocolan e pa a ano ação da posologia Uso conscien e de an ibió icos. Dú idas? Consul e o seu a macêu ico Posologia: Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 59 Anexo IX- Folhe o in o ma i o sob e Obs ipação Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 60 Anexo X- Escala de B is ol Anexo XI- Ras eio de Tensão A e ial e Glicémia Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 61 Anexo XII- Ca az publici á io à caminhada e o os do e en o Anexo XII- Ação escola alusi a à p o ecção sola e mon a do Dia da C iança Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 62 Anexo XIV- Plan a do on o ice da Fa mácia Das De esas Anexo XV- Iden i icação das p a elei as Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 63 Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e i Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 1 1. Enquad amen o A au o idade nacional compe en e pa a a ac i idade egulado a dos á macos em I alia, L’Agenzia I aliana del Fa maco (AIFA) é um o ganismo independen e sob a supe isão do Minis e o della Salu e e do Minis e o dell’Economia. Colabo a com á ias en idades de saúde nacionais em pa icula com os Ins i u i di Rico e o e Cu a a Ca a e e Scien i ico (IRCCS). Pa a que se comp eenda melho o uncionamen o da a mácia hospi ala é essencial disc imina as classes de á macos que cons am nas p esc ições médicas (de aco do com os eembolsos). Assim, exis em 3 classes1,2: ● Classe A ( ascia A): des a classe azem pa e os á macos essenciais e pa a pa ologias c ónicas. Po no ma, o seu cus o é o almen e supo ado pelo Se izio Sani a io Nazionale (SSN). No en an o, em de e minadas si uações, pode acon ece que sejam pagos pa cialmen e pelo u en e, de aco do com os c i é ios de isenção p e is os pela no ma igen e; ● Classe C ( ascia C): des a classe cons am odos os á macos que não azem pa e da ascia A, sendo, po no ma, medicamen os que cu am pa ologias le es ou que não são conside ados á macos essenciais. Sal o a as excepções, es es não são compa icipados pelo SSN e são pagos na o alidade pelo u en e. ● Classe H ( ascia H): são á macos de exclusi o uso em ambien e hospi ala sendo o seu cus o o al supo ado pelo SSN. . Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 2 2.O ganização e ges ão dos se iços a macêu icos A Fondazione Sal a o e Mauge i (FSM) é uma o ganização sem ins luc a i os, econhecida pelo Minis é io da Saúde I aliano como um hospi al de pesquisa o ien ada. Inclui 15 ins i u os, sendo o ins i u o de Pa ia o p incipal3. Os se iços a macêu icos (SF) localizam-se no piso -1 (a mazém) e no piso 2 (labo a ó io ci o óxicos). O ho á io de uncionamen o é das 8:30h às 16h de segunda- ei a a sex a- ei a. Semanalmen e as a e as es ão dis ibuídas con o me a igu a 1. Figu a 1: Dis ibuição semanal de a e as na FSM Segunda- ei a Te ça- ei a Qua a- ei a Quin a- ei a Sex a- ei a Dis ibuição Fá macos Dis ibuição DM U gência Acei ação Con agem DM Con agem Fá macos Con olo s ocks Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 3 2.1 Ges ão de ecu sos humanos Os SF do FSM são cons i uídos po uma equipa mul idisciplina (Figu a 2), in eg ada po a macêu icos, en e mei os e ope ado es auxilia es (OA: écnicos, adminis a i os e magazzinie i). Figu a 2 : Esquema dos ecu sos humanos dos SF da FSM 2.2. Ges ão ecu sos económicos 2.2.1. Sis emas de selecção  P on ua io Te apeu ico Ospedalei o O P on ua io Te apeu ico Ospedalei o (PTO) é uma compilação de odos os á macos e agen es e apêu icos p esen es na a mácia hospi ala (FH) e espe i as monog a ias, sendo uma e amen a impo an e na u ilização acional dos á macos na e apêu ica. Cada hospi al em o seu p óp io PTO uma ez que es e em como base os á macos u ilizados nas pa ologias mais equen esl. Quando um médico p esc e e um medicamen o p ecisa de e em D . Anna Losu do Di e o a écnica F ede ica B unello; An onie a Lode i; Anna Mazza elo; Sil ia O icelli; Rosa Risal a o En e mei as Ma is ella Camina i; Ma co C ispi; Simone Lana i; Nicola di Cilo Adminis a i os Ma co Baldi aghi; Robe o Bolzoni; Paolo Dall'o a; S e ano Lunghi Magazzinie i Gian Luca E mini; Ani a Nicolini; Emanuela Mo e i Técnicos D . Gio anni B ega Fa macêu ico adjun o Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 4 a enção as pa icula idades do PTO, uma ez que nem odos os á macos es ão p esen es, endo que adap a a e apia aos á macos p esen es no PTO4.  Fá macos não p esen es no P on ua io Te apeu ico Ospedalei o Quando um á maco não es á p esen e e não é subs i uí el no PTO (casos mui o a os que oco em po exemplo, quando o doen e é alé gico a algum excipien e ou medicamen o), é ei a uma equisição ex e na a uma a mácia comuni á ia de nome Fapa. Nes as si uações, a equisição de e á se acompanhada da jus i icação do pedido, que é a aliada e ap o ada. Es e pedido à Fapa, com ca á e u gen e, chega no p óp io dia ao hospi al. Na FSM, a medicação é da in ei a esponsabilidade do hospi al. A u ilização de medicamen os pa icula es não é possí el po que não há in o mações quan o à qualidade do medicamen o. Pode, mui o a amen e, se abe a uma exceção quando o medicamen o em ques ão não es á p esen e no PTO e es á esgo ado ou demo a mais de um dia a chega da Fapa. 2.2.2. Recepção e con e ência A eceção de encomendas é ealizada numa á ea especí ica da a mácia, que em acilidade de ligação ao ex e io . Quando a encomenda chega aos se iços a macêu icos em acompanhada do espe i o documen o di anspo o (DDT). O écnico de e con e i se o documen o es á em con o midade com a no a de encomenda. G ande pa e das ezes a quan idade pedida não co esponde à quan idade ecebida, pelo que a es an e ica em suspenso. Após e i icação, de e assina e ca imba o DDT e a a u a e da en ada da encomenda no Diapson® (so wa e da FH), egis ando os lo es e os p azos de alidade. Pos e io men e es es são a mazenados nos espe i os locais. Também é da esponsabilidade do écnico e i ica se odas as encomendas es ão em p ocesso de en ega ou se es á alguma bloqueada. Pa a o e ei o, de e liga pa a as indús ias a macêu icas e aze o pon o da si uação, sendo que odos os mo imen os são insc i os num ichei o excel pa ilhado com as en e mei as esponsá eis pela dis ibuição5. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 5 Não se inclui nes e p ocedimen o os es upe acien es e psico ópicos que são ececionados pelo écnico, mas con e idos pelo a macêu ico (que assina e ca imba o DDT e a ac u a)5. 2.2.3. A mazenamen o As es a égias de a mazenamen o es ão pensadas de modo a assegu a a segu ança, qualidade e e icácia do p odu o a macêu ico. Respei am no mas especí icas e exigidas po alguns p odu os. Po isso, a a mácia é equipada com um sis ema de con olo e moni o ização da empe a u a e humidade: igo í icos, a má ios echados e co es de o ma a esgua da ce o ipo de p odu os de a o es ambien ais como a empe a u a, luz e humidade que pode ão in e e i com a qualidade do medicamen o5,6. Após a eceção, é dada p io idade de a mazenamen o aos p odu os sujei os a condições especiais de acondicionamen o como os medicamen os que necessi am de conse ação no io, os ci o óxicos ou os es upe acien es5. Os p odu os são a mazenados pelo p incípio da alidade “ i s expi e- i s ou ”, sendo os medicamen os de alidade meno os que es ão à en e pa a se em os p imei os a sai , e i ando-se des a o ma despe dícios e cus os desnecessá ios5,6. 2.2.4. P azos alidade A manu enção das p op iedades ísicas, químicas e biológicas dos medicamen os ao longo do empo de aco do com as exigências o icialmen e es abelecidas cons i uem um pon o ulc al pa a a ga an ia da segu ança, qualidade e e icácia e apêu ica. Des a o ma, é necessá io um con olo es i o e e icaz dos p azos de alidade (PV). Pa a além do egis o do PV quando o á maco en a no s ock, odos os anos (em dezemb o) é ei o um in en á io e um le an amen o dos espe i os PV que i ão expi a naquele ano. Es es são egis ados numa abela po o dem mensal, que é colocada em cada es an e. Mensalmen e há um con olo dos PV a a és da abela iden i icado a dos medicamen os com p azo a expi a e que, no inal do mês, são e i ados e colocados em con en o es ap op iados e anspo ados pa a incine ação. Quando são á macos de ele ado cus o (como os usados na p epa ação da Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 6 quimio e apia) o a macêu ico en a em con a o com o o necedo com is a a consegui oca po um PV mais longo. Pa a além des e con olo in e no, exis e ainda um con olo po pa e de cada se iço, que no inal do mês deixa na a mácia os medicamen os o a de p azo. Es es são de idamen e iden i icados numa abela e colocados num con en o ap op iado. 2.2.5. Con olo de s ock A a mácia es á equipada com um sis ema in o má ico in e no que de e mina o in en á io po a igo. Pa a além do con olo in o má ico exis e um con olo manual semanal (às qua as- ei as os medicamen os e quin as- ei as disposi i os médicos). No con olo semanal é ei o um le an amen o de quais e de que quan idade de á macos e/ou disposi i os médicos pa a os quais se de e aze a eposição, de modo a que exis am s ocks que supo em, em média, 30 dias. É impo an e exis i um con olo ape ado pa a impedi up u as de s ock, assegu ando que o hospi al e á semp e à disposição os p odu os a macêu icos su icien es pa a as necessidades. A eposição do s ock é ei a de aco do com a sua u ilização e baseada nos gas os médios de cada medicamen o. Caso se e i ique uma possibilidade de up u a de s ock e o labo a ó io não consegui esponde p on amen e, é solici ado o medicamen o a ou o hospi al da mesma ede. Se es e ecu so não esul a , é solici ado a um g ossis a ( a mal a io). Só em úl imo caso se eco e à a mácia Fapa já que é um se iço economicamen e menos en á el pa a o hospi al. 2.2.6. Con agem de Medicamen os e Disposi i os Médicos Uma das a e as semanais da FH do FSM é a con agem de disposi i os médicos (à segunda ei a) e de medicamen os (à sex a ei a). No malmen e é selecionado alea o iamen e um a má io po semana. Após a con agem, é necessá io e i ica se es á em con o midade com o s ock indicado no so wa e. Se não es i e , az-se uma econ agem. Se con inua a não ba e ce o, pesquisa-se o his ó ico das saídas e en adas do medicamen o em Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 7 ques ão de o ma a apu a se exis e alguma mo imen ação incomum. Se o esse o caso, le an a-se um p ocesso de a e iguações. Caso seja pe inen e, al e a-se o s ock pa a ica em con o midade com o eal. 3.Sis emas de dis ibuição 3.1. Aos se iços Em I ália não é mui o comum a dis ibuição uni á ia. As equisições são pa a o s ock de cada se iço e não pa a um doen e indi idual. No se iço, os medicamen os são dis ibuídos uni a iamen e aos doen es, con o me as ecei as médicas. Cada se iço em um s ock ixo e con olado de medicamen os de aco do com as pa ologias habi ualmen e a adas. Es e s ock depende do consumo e das ca ac e ís icas de cada se iço podendo se al e ado se o conside ado pe inen e. Os pedidos pa a eposição dos s ocks são ealizados pelos en e mei os de cada se iço con o me as p esc ições médicas, sendo a quan idade solici ada a aliada pelos a macêu icos. A dispensação es á a ca go dos en e mei os que azem pa e dos se iços a macêu icos. A equisição con ém o nome do medicamen o, a dosagem e quan idade equisi ada. Pa a além disso, indica qual o co edo e a p a elei a onde ele se encon a. Ao aze a alidação, o en e mei o pode al e a as quan idades pedidas con o me o his ó ico do se iço e o s ock exis en e na FH. Todas as equisições êm de se ob iga o iamen e a aliadas e assinadas pelo a macêu ico, após o que é iniciada a dis ibuição po pa e dos en e mei os. A dis ibuição é um p ocesso mui o ácil mas eque alguma a enção e concen ação. Consis e na iden i icação do medicamen o equisi ado a a és de uma pen com lei o de códigos de ba a que au oma icamen e a ualiza o s ock da a mácia. Os medicamen os são colocados em caixas de g andes dimensões anspo adas em ca inhos. Os medicamen os que p ecisam de es a no igo í ico são colocados em en elopes com o nome do se iço, sendo Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 8 imedia amen e desca egados na pen. Caso não haja de e minado medicamen o em s ock, az-se um apon amen o no Regis o mancan i, pa a que logo que possí el chegue ao se iço o medicamen o al oso. Finalizada a equisição de um se iço, a pen é desca egada a a és do Diapson® e i icando-se se a dosagem e quan idade de á maco desca egado co esponde ao indicado na equisição. É impo an e ealça que cada se iço em um cen o de cus o sepa ado, iden i icado com códigos de ba as. An es de começa a dis ibuição é impo an e seleciona com a pen o se iço co e o pa a que odos os medicamen os selecionados iquem no se iço que os equisi ou. A dis ibuição das caixas é ei a em ca inhos ap op iados e po écnicos que le am as equisições em duplicado. O o iginal é assinado pelo en e mei o que ecebe os medicamen os e a cópia é deixada em cada se iço. Es e sis ema é p á ico, igo oso e p odu i o po que pe mi e um melho con olo dos consumos, e i ando a acumulação de medicação nos di e en es. Figu a 3: Esquema sequencial da dis ibuição aos se iços 3.2. U gência Todos os dias es á uma en e mei a esponsá el po es a a i idade. Quando algum se iço p ecisa de um medicamen o que não dispõe em s ock ou que não há no malmen e na a mácia, az uma equisição que é en egue di e amen e no co eio da a mácia a é às 14h. Caso o medicamen o exis a em s ock é en egue no mesmo dia à a de. Caso con á io, é ei o um pedido a ou os hospi ais da mesma ede ou à a mal a io (g ossis a). No malmen e o medicamen o solici ado chega na manhã do dia seguin e. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 9 Aqui incluem-se ambém aqueles medicamen os que, po o u a de s ock não o am na dis ibuição semanal aos se iços, sendo a mesma en e mei a esponsá el po con ola o Regis o mancan i e aze a dis ibuição. 3.3.Medicamen os sujei os a um con olo especial Os medicamen os que es ão sujei os a um con olo especial são os “Fa maci ad al o ischio”, ou seja, á macos que êm um ele ado isco de p o oca danos quando manuseados de modo inap op iado. 3.3.1.Es upe acien es e Psico ópicos Na a mácia hospi ala , os Es upe acien es e Psico ópicos (EP) es ão sujei os a um con olo igo oso de ido ao seu o e pode oxicológico e po encial de dependência. São gua dados em co es com acessibilidade es i a7. Es ão di ididos de aco do com o g au de dependência, em duas abelas e á ias seções, sendo a sua dispensação ei a de o ma di e en e. Pa a es upe acien es com ele ado g au oxicidade é necessá io o p eenchimen o de um bole im denominado Buono Acquis o. O p o issional de saúde com acesso ao co e e habili ado a aze a dispensação des e g upo de es upe acien es é exclusi amen e o a macêu ico8. Cada se iço em um núme o ixo de EP que lhe são mais essenciais e odas as qua as- ei as esse s ock é eno ado. Assim, o en e mei o esponsá el p eenche o Buono Acquis o em iplicado, com o núme o de EP em al a e o a macêu ico, após e i icação de oda a documen ação, p ocede à dispensação. A FH em um li o de egis os, denominado Regis o di en a a e usci a delle sos anze e p epa azione sogge e alla disciplina degli s upe acien i e sos anze psico ope, em que cada página co esponde a um á maco EP di e en e. É aí que o a macêu ico az o egis o da en ada ou saída de cada um deles. O documen o de e se p eenchido com o se iço eque en e, a quan idade dispensada, a da a, assim como a quan idade que pe manece no s ock. Todos es es egis os são ei os à mão9,10. No caso dos es an es es upe acien es, não é necessá io o p eenchimen o do bole im. A dispensação é ei a pelos en e mei os e écnicos Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 10 al como os es an es medicamen os. A di e ença é que se encon am num a má io echado à cha e9,10. 3.3.2. Fa maci alle ga o Exis em ce os medicamen os que p ecisam de uma equisição especial pa a se em dispensados, chamados Fa maci alle ga o. Es es são á macos de al o cus o como ancomicina, eicoplanina, imipenemo, me openemo, e apenemo, ganciclo i , ciclospo ina in a enosa e albumina. Es es á macos não êm uma igilância ão ape ada quan o os EP, mas necessi am de uma jus i icação álida pa a se em dispensados. Aquando da chegada da equisição, os OA sepa am em en elopes selados o medicamen e pa a o máximo de 7 dias. 3.3.3. Elec óli os Também os elec óli os êm uma igilância ape ada, sendo que, pa a além da equisição especial só saem da a mácia ao enca go do en e mei o che e11. 3.3.4. File F Rep esen a uma modalidade pa icula de compa icipação inancei a in e - egional aplicada aos medicamen os p esc i os em ambula ó io pa a uso domiciliá io, a im de ga an i a con inuidade do a amen o hospi ala . O File F é u ilizado como um meio de compensação en e di e en es unidades locais de Saúde (ASL) que pe encem à mesma egião, ou en e hospi ais e os ASL. Segundo o dispos o na DRG n. 2057/2011, a equência de p esc ição e a dispensação de medicamen os de ile F é e e uada pa a cobe u a de um pe íodo não supe io a 60 dias. A única exceção é a e apia da escle ose múl ipla pa a a qual se pode o nece uma quan idade su icien e pa a a cobe u a de 90 dias de e apia12. Não exis e um g upo de á macos, exis e sim uma de e minada ipologia de p esc ições que podem se eembolsadas median e o uso do ile F12: ● Tipologia 1: medicamen os da classe H; Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 17 5.2.Ensaios Clínicos De ine-se como ensaio clínico qualque in es igação conduzida no se humano des inada a descob i ou con i ma os e ei os clínicos, a macológicos ou a macodinâmicos de um ou mais medicamen os expe imen ais ou come cializados, ou iden i ica os e ei os indesejá eis, analisa a abso ção, a dis ibuição, o me abolismo e a eliminação desses medicamen os, a im de apu a a espe i a segu ança ou e icácia20. É da esponsabilidade do a macêu ico20: ● Assegu a que o á maco é manipulado, a mazenado e dispensado de o ma adequada; ● Ga an i que oda a medicação não dispensada é de ol ida; ● Regis a e a qui a a en ada, saída e de olução do medicamen o; ● Assegu a que o doen e em conhecimen o sob e o p ocedimen o (consen imen o in o mado); ● Ga an i a não iolação da ocul ação e, caso es a oco a, a sua comunicação e documen ação imedia a. Pa a o e ei o exis e no SF da FSM uma sala exclusi amen e des inada aos ensaios clínicos, com condições de luz, humidade e empe a u a con oladas de o ma a assegu a a e acidade dos esul ados ob idos com o ensaio. É nes a sala que são gua dados os medicamen os u ilizados nos Ensaios Clínicos, bem como oda a documen ação associada. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 18 6. Conclusão A Fa mácia Hospi ala semp e oi a á ea que mais me in e essou. Embo a já i esse alguma expe iência em a mácias hospi ala es po uguesas, achei in e essan e conhece uma ealidade di e en e a im de me ab i ho izon es e, quem sabe, aze no as ideias, que pudessem se aplicadas nos nossos hospi ais conside ando que as compa ações semp e cons i uí am excelen es mé odos de ap endizagem. Se no início a língua i aliana pa ecia se um obs áculo à minha in eg ação, apidamen e oi ul apassado pela excelen e equipa que cons i uía os Se iços Fa macêu icos da FSM. Es es ize am oda a di e ença, es ando semp e disponí eis, a en os e com on ade, não só de ansmi i conhecimen os, como de sabe sob e o modus ope andi de Po ugal. O P og ama E asmus possibili ou-me uma oca de conhecimen os e de expe iências que, de ou o modo, não se ia possí el. Nos meses que passei em I ália, pude con i ma algo que de ce o modo já in uía: o papel do a macêu ico em con ex o hospi ala é i al seja onde o que nos encon emos e quan o mais econhecida e alo izada o a sua unção e as condições de abalho na o gânica hospi ala , melho a qualidade do se iço que é p es ado aos doen es. Es a expe iência oi ex ao dina iamen e en iquecedo a que a ní el pessoal, que a ní el p o issional. Globalmen e sin o-me uma pessoa com maio au onomia, maio capacidade de abalha em equipa e uma sede, incomensu a elmen e maio , de ap ende . Julgo e hoje uma lei u a c í ica e in e p e a i a mais apu ada e uma pano âmica mais as a dos mé odos de abalho no domínio da a mácia hospi ala . Po udo o que oi di o an e io men e ea i mo que o E asmus oi uma expe iência mui o g a i ican e, que aconselho i amen e a odos os meus colegas e que me pe mi iu c esce como pessoa, como p o issional e que ce amen e me p ojec a pa a o u u o. Pa a quem se encon a às po as do me cado de abalho, o E asmus o e ece a opo unidade pe ei a. Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 19 Bibliog a ia 1. Regione Lomba dia, ASL B escia. Co e a P esc izione dei Fa maci; 2. Codi a: NUOVE MODALITA' DI PRESCRIZIONE DEI FARMACI. Acessí el em: h p://www.codi a.i [acedido em 14 de ma ço de 2016]; 3. Fondazione Sal a o e Mauge i: Codice é ico. 4. Socie à I aliana di Fa macia Ospedalie a e dei Se izi Fa maceu ici delle Aziende Sani a ie. Il P on ua io Te apeu ico Ospedalie o. 5. Fondazione Sal a o e Mauge i. Is uzioni op a i e in e ne di Fa macia. Ges ione magazzino e p ocedu e. 6. Azienda Sani a ia P o inciale: PROCEDURA PER LA GESTIONE DI FARMACI E PRESIDI 7. Minghe i, P.; Ma che i, M., Legislazione a maceu ica, 7 h Edizione, CEA, 2013 8. Azienda Sani a ia P o inciale: PROCEDURA GESTIONE STUPEFACENTI UNITA’ OPERATIVE OSPEDALIERE-TERRITORIALI DELL’AZIENDA SANITARIA PROVINCIALE 7 RAGUSA 9. Azienda ospedalie a della p o incia di Pa ia, P o ocollo di ges ione dei a maci. 10. Fede azione O dini Fa macis i I aliani: GUIDA PRATICA PER IL FARMACISTA 11. Fondazione Sal a o e Mauge i: Raccomandazioni sul co e o uso dei a maci ad al o ischio e sulla ges ione delle soluzioni concen a e di ele oli i. 12. Ospedale Luigi Sacco: LINEE GUIDA ALLA PRESCRIZIONE DEI MEDICINALI “FILE F 13. Azienda Uni à Locale Socio Sani a ia n.10, Day Hospi al, Day Su ge y. Acessí el em: h p://www.ulss10. ene o.i [acedido em 29 de ma ço de 2016] 14. Selec a medica. Il labo a o io oncologico della a macia. 15. Fondazione Sal a o e Mauge i: P epa azione a maci chemio e apici an iblas ici- p ocedu e di la o o in sicu ezza ed in e en i di eme genza 16. AIFA (Agenzia I aliana del Fa maco), Re e Nazionale di Fa maco igilanza. Acessí el em: h p://www.agenzia a maco.go .i [acedido em 11 de ab il de 2016] Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 20 17. O ganização Mundial da Saúde. (2005). Moni o ização da segu ança de medicamen os: di e izes pa a c iação e uncionamen o de um Cen o de Fa maco igilância. 18. Fondazione Sal a o e Mauge i: Fa maco ilanza e igilanza sui disposi i i medici- segnalazioni inciden i o manca i inciden i com disposi i i medici 19. Fondazione Sal a o e Mauge i:Manuale VigiFa maco segnalazione online di sospe e eazioni a e se a a maci. 20. INFARMED: Ensaios Clínicos. Acessí el em: h p://www.in a med.p [acedido em 11 de ab il de 2016] Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e 21