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Qualidade da integração sensorial e organização dos comportamentos de vinculação na criança

Maria Antónia de Oliveira Costa

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Uni e sidade do Po o Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação Qualidade da In eg ação Senso ial e O ganização dos Compo amen os de Vinculação na C iança Ma ia An ónia de Oli ei a Cos a Po o 2000 Y Uni e sidade do Po o Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação ualidade da In eg ação Senso ial Ma ia An ónia de Oli ei a Cos a Po o 2000 Disse ação de Mes ado em Psicologia do Desen ol imen o e Educação da C iança (Especialidade em In e enção P ecoce) ap esen ada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Uni e sidade do Po o, sob a o ien ação do P o esso Dou o Ped o Nuno A. Lopes dos San os. Pa a a ingi a e dade al aim-nos dados que bas em, e p ocessos in elec uais que esgo em a in e p e ação desses dados." Fe nando Pessoa Li o do Desassossego I IV RESUMO O p esen e abalho p ocu ou e a é que pon o há elação en e a segu ança da inculação e a qualidade da in eg ação senso ial na c iança. Pa a o e ei o oi seleccionada uma amos a de 40 díades mãe-bebé, in eg ando c ianças de baixo isco, com idades comp eendidas en e os 11 e os 18 meses. Mãe e ilho o am obse ados no con ex o da Si uação Es anha (Ainswo h e ai, 1978) e as c ianças o am a aliadas a a és do Tes e de Funções Senso iais (DeGangi & G eenspan, 1989). Os esul ados não mos a am elações en e a qualidade do p ocessamen o da in eg ação senso ial e os pad ões da inculação. Pa alelamen e, cons a ou-se que um sco e ag egando qua o ac o es ambien ais p edizia o ipo de inculação mani es ada pela c iança ( inculação segu a, insegu a e a ípica). Apesa do Tes e de Funções Senso iais não e ap esen ado qualque alo p ognós ico ela i amen e ao ipo de inculação, e i icou-se que uma boa qualidade no p ocessamen o da in o mação senso ial pode ia cons i ui um ac o de esiliência no p ocesso de desen ol imen o da inculação. ABSTRACT The cu en s udy in es iga ed po en ial ela ionships be ween a achmen 's sa e y and he quali y o child's senso y in eg a ion. Fo his pu pose a sample o 40 mo he -child dyads was selec ed, comp ising low isk child en be ween 11 and 18 mon hs old. Mo he and child we e obse ed wi hin he scope o he S ange Si ua ion (Ainswo h e al, 1978) while child en we e e alua ed h ough he Tes o Senso y Func ions in In an s (DeGangi & G eenspan, 1989). The esul s did no show ela ionships be ween he quali y o he senso ial in eg a ion p ocessing and he a achmen 's pa e ns. Concu en ly i was obse ed ha a ank comp ising ou en i onmen al a iables p edic ed he a achmen ype exhibi ed by he child (secu e, insecu e and a ypical a achmen ). Despi e he Tes o Senso y Func ions in In an s did no show any p ognos ic ad an age ela i ely o he a achmen ype, i was obse ed ha he quali y o he p ocessing o he senso y in o ma ion may cons i u e a esilience ac o in he cou se o he a achmen 's de elopmen . RESUME La p ésen e disse a ion che che à é i ie s'il y a un appo en e la sécu i é de l'a achemen e la quali é de l'in ég a ion senso ielle chez l'en an . A ce e e , un échan illon de 40 pai es maman/bébé, a ec des en an s ho s d'é a de isque, en e 11 e 18 mois a é é sélec ionné. Mè es e en an s on é é obse és en con ex e de Si ua ion E ange (Ainswo h e al., 1978) e les en an s on é é é alués à a e s le "Tes o Senso y Func ions in In an s ".(DeGangi & G eenspan, 1989). Les ésul a s n'on pas mon é des appo s en e la quali é du p ocessus d'in ég a ion senso ielle e les modèles d'a achemen . Pa allèlemen , on a cons a é qu'un sco e engloban qua e ac eu s conce nan le milieu p édisai le ype d'a achemen mani es é pa l'en an (a achemen sécu isan , insécu isan e a ypique). Malg é que le "Tes o Senso y Func ions in In an s" n'es pas p ésen é quelque aleu p ognos ique en ce qui conce ne le ype d'a achemen , on a é i ié qu'une bonne quali é dans l'a achemen de l'in o ma ion senso ielle pou ai cons i ue un ac eu de esilience dans le p ocessus de dé eloppemen de l'a achemen . VII Ag adecimen os O desen ol imen o do p esen e abalho oi cla amen e beni iciado po um soma ó io de apoios e enco ajamen os que i e o p i ilégio de ecebe . Mani es ando o meu since o econhecimen o a odos os que, po múl iplas o mas, acili a am a sua elabo ação é-me g a o salien a alguns con ibu os. Ao P o esso Dou o Ped o Lopes dos San os pelo sabe , igo de análise, en usiasmo e apoio cons an es, pela disponibilidade e enco ajamen o pe sis en e, a minha p o unda g a idão. Ao P o esso Dou o Joaquim Bai ão pelos ensinamen os, pela pos u a pionei a e ino ado a, que po si só é já uma g ande lição. À Lena Fe nandes, Amiga a en a e igilan e que soube ale a pa a a possibilidade de conc e ização de uma on ade... Pela disponibilidade e colabo ação de odas as Mães e Bebés que pa icipa am na in es igação de o a minha g a idão mui o especial. O p ocesso de selecção da amos a e de ecolha de dados só se o nou uma ealidade de ido à colabo ação amá el e desin e essada de di e sas Ins i uições da cidade de Viseu; aos seus Di ec o es e aos p o issionais que aí exe cem ac i idade, pa icula men e, aos da Casa In an e D. Hen ique e aos de Cen o de Saúde 2 de Viseu, a odos ag adeço i amen e. Que o exp imi , com a ec o, o meu econhecimen o às Educado as Claudia Lucília e Adelaide e à Te apeu a Sand a pelo empenho e disponibilidade demons adas. A meu Pai pela ajuda imp escindí el e incondicional no p ocesso de ecolha de dados, não esquecendo o dinamismo do es o da "equipa", à Joana e ao Vi gílio, o meu ob igada. VIII À Ma ina, pela amizade, pelo incen i o, igo de análise, e disponibidade, a minha g a idão. À Bé pela colabo ação p on a, gene osa e de g ande alia na e isão do ex o, a minha g a idão. À Ma a e demais colegas do DAS pelas acilidades e comp eensão nas ho as de sob eca ga de abalho. À amília, aos amigos, pelo enco ajamen o, ajuda e comp eensão. Aos colegas do mes ado, g upo unido e di e ido, onde a in e -ajuda e cama adagem não o am pala as ãs. Ao Tó, So ia e Ru e po que é em ós que eside a o ça pa a con inua a caminhada. In odução 5 O e cei o capí ulo ap esen a alguns dos p essupos os do desen ol imen o do p ojec o, incluindo a delimi ação do ema e p ecisão do seu con eúdo, de inição de objec i os do abalho e o mulação das hipó eses de in es igação. O qua o capí ulo dedicado à me odologia, ap esen a o plano de in es igação, deb uçando-se sob e os assun os elacionados com a amos a, ins umen os u ilizados e p ocedimen os e ec uados. O quin o capí ulo em como objec i o ap esen a e analisa os esul ados. O sex o capí ulo é, in ei amen e, dedicado à discussão dos esul ados. O abalho ence a com o sé imo capí ulo, onde numa sín ese conclusi a, p ocu amos salien a os aspec os conside ados como me ecedo es de ealce. A inculação e o impac o de ac o es # neu o-psico- isiológicos Capí ulo 1- A Teo ia da Vinculação Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 8 1.1 Concei os In odu ó ios à Teo ia da Vinculação Bowlby, (1958, 1969/1982, 1976, 1980) oi um dos p imei os au o es, e o au o de e e ência, a dedica -se ao es udo da ligação ilho-mãe. As suas obse ações, com o e pendo e ológico, dando especial a enção às ocas de sinais mãe- ílho em cená ios na u ais, le a am-no a es u u a a sua eo ia da inculação endo como base o desen ol imen o de o es ligações emocionais e a ec i as en e o bebé e a mãe (ou o p es ado de cuidados mais p óximo), que uncionam como uma es u u a de p o ecção, segu ança e con o o da c iança. Bowlby, deb uça-se sob e as compe ências e capacidades de in luência do bebé sob e o p es ado de cuidados e o mula o concei o segundo o qual, a díade mãe- ilho cons i ui uma só unidade in e dependen e. O enquad amen o concep ual que, de ini i amen e, eio escla ece e desc e e os laços a ec i os en e mãe e ilho que, no dize de Ainswo h e Bell (1970), "...os liga no espaço e pe du a no empo...", é conhecido po Teo ia da Vinculação e oi, como já e e imos, c i e iosamen e, concebido po Bowlby (1958, 1969/1982, 1976, 1980) e desen ol ido po ou os in es igado es nos anos subsequen es (e.g. Main Tomasini & Tolan, 1979; Main & Solomon, 1990; Ba ne & Vond a, 1999). Des a o ma, podemos, hoje, des u a de um as o e mul i ace ado campo de conhecimen os, pe spec i ado numa base e ológica-e olu i a e comp o ado, nas suas a es mes as, pela in es igação cien í ica. Na concepção e elabo ação da eo ia da inculação, Bowlby (1969/1982) euniu de o ma eclé ica as in luências de á ios domínios do conhecimen o, desde a psicanálise à e ologia, passando pela eo ia ge al dos sis emas e pela psicologia cogni i a (Colin, 1996). Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 9 Ao deb uça -se sob e a eo ia psicanalí ica (es udo dos p ocessos a ec i os inconscien es, dos p ocessos cogni i os e dos seus e ei os na pe sonalidade e compo amen o) de e e-se na na u eza dos laços es abelecidos en e a c iança e a mãe, que cons i ui ão a ped a angula pa a o pos e io desen ol imen o in e e in a-pessoal. Na e ologia Bowlby (1969/1982) encon ou a explicação pa a a endência da c iança p ocu a a p oximidade e a manu enção de con ac o jun o do seu p es ado de cuidados como o ma de p o ecção. O au o jus i ica es es compo amen os em e mos da selecção na u al e da e olução da espécie. A eo ia ge al dos sis emas (que se de ém na análise de como os elemen os de um sis ema se in luenciam mu uamen e) consolidou ques ões ela i as ao compo amen o, onde salien amos o cons u o dos sis emas co igidos pa a a me a "co ec ed sys ems" e a u ilização de mecanismos de e oacção ( eedback). Da psicologia cogni i a e i ou os concei os ela i os às ep esen ações men ais e à o ma com essas ep esen ações são o ganizadas, in e p e adas e a mazenadas na men e. Es e quad o de in e disciplina idade e de con e gência concep ual oi en iquecido pelo con ibu o de Ainswo h ao in oduzi na Teo ia da Vinculação a noção de "base-segu d": a elação de inculação de e á se uma on e de segu ança pa a a c iança (Ainswo h e ai., 1978). A mãe assume-se jun o do bebé com um apoio a pa i do qual es e pode á a en u a -se na explo ação do ambien e, a iscando si uações menos conhecidas, implíci as a uma si uação de ap endizagem, po que conhece an ecipadamen e a exis ência de uma base p opo cionado a de anquilidade e segu ança a que pode eco e a qualque momen o. A Vinculação é en endida como "... um laço a ec i o du á el, o ganizado a pa i de um sis ema de compo amen o ins in i o, que quando ac i ado, em como Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 10 esul ado p e isí el a c iação de uma si uação de p oximidade espacial en e o indi íduo e a igu a de inculação... " (Lopes dos San os comunicação pessoal, Ma ço de 1999). A Teo ia da Vinculação al como oi de endida po Bowlby (1969/1982, 1980) e Ainswo h (1973), possui equacionados, in insecamen e, alguns concei os que a de inem e lhe dão co po, que nos pa ece impo an e ealça : - analisada a ní el de desen ol imen o a inculação e lec e uma necessidade p imá ia dispondo de mecanismos ina os pa a a sua mani es ação. - olhada po um p isma a ec i o, es u u a-se como um o e e du á el laço emocional que se desen ol e no empo. - de um pon o de is a biológico con ibui, a a és dos compo amen os que o igina, pa a a sob e i ência do indi íduo e da espécie, especialmen e na sua unção de p o ecção do pe igo. Como salien a Colin (1996), os laços de inculação pe du am e man ém-se em qualque ci cuns ância, mas os compo amen os que os e idenciam são usados, in e mi en emen e, de aco do com as necessidades de p o ecção sen idas a cada momen o. Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 11 1.2 - Compo amen os de inculação A exis ência e na u eza dos laços de inculação são indicados pelos compo amen os de inculação, ca ac e ís icos da espécie (Colin, 1996), que endem a se e o çados, ou en aquecidos, po ac o es si uacionais. A sua e olução é p og essi a omando o mas mais o ganizadas e complexas ao longo do desen ol imen o, a a és do que Bowlby (1969/1982) denomina sis emas co igidos pa a a me a (goal co ec ed sys ems). Bowlby (1969/1982) enume a os compo amen os de inculação que, nos p imei os meses de ida, já se di igem pa a uma igu a em pa icula (o p es ado de cuidados), ag upando-os em compo amen os de sinalização - cho a , so i , pai a ou chama - que p e endem aze a mãe, ou igu a de inculação, pa a pe o e compo amen os de ap oximação - p ocu a , segui ou aga a - que êm como im le a a c iança jun o da igu a de inculação. À medida que as capacidades cogni i as e de au onomia da c iança se ão desen ol endo, os compo amen os de inculação o nam-se mais so is icados, lexibilizando-se e adap ando-se às ci cuns âncias desencadeado as, pe manecendo o objec i o p incipal que é a ingi ou man e um g au sa is a ó io de p oximidade ou con ac o com a igu a de inculação (Colin, 1996). Subjacen e ao concei o de e olução da inculação es á a noção que o bebé possui in insecamen e, de o igem biológica, capacidades de in e acção e de au o- egulação cons i uídos po pad ões de acção ixos, que, pos e io men e, se o ganizam e desen ol em nos con ex os ambien ais segundo uma sequência o denada, na qual Bowlby (1969/1982) dis ingue qua o ases: Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 12 Ia ase - O ien ação e sinais com disc iminação limi ada das igu as Es a ase de eac i idade social indisc iminada em luga du an e os p imei os dois/ ês meses. É ca ac e izada po compo amen os indisc iminados, indi e enciados e ainda udimen a es que incluem o cho o, o so iso, o olha e o alcança , u ilizados como o ma de a ai a p esença do adul o. 2a ase - O ien ação e sinais di igidos pa a uma ou mais igu as disc iminadas En e os ês e os seis meses obse a-se uma eac i idade social disc iminada, em que os compo amen os suscep í eis de p omo e em a ap oximação "do ou o" são coo denados em sequências simples de acções de o ien ação di e enciada de aco do com o g au de amilia idade e inculação às igu as que odeiam o bebé. Es es compo amen os não são, ainda, conside ados de inculação mas sim, compo amen os pe cu so es (Ainswo h, 1972). 3a ase - Manu enção da p oximidade com uma igu a disc iminada a a és da locomoção e de sinais É a pa i dos se e meses, e es endendo-se a é aos dois anos de idade, que se inicia a ase de inicia i a ac i a ou de p ocu a ac i a da p oximidade e do con ac o. A e olução e i icada a ní el mo o e cogni i o, em acili a a p ocu a ac i a da p oximidade à igu a de inculação, assim como a es u u ação em g au c escen e de complexidade dos compo amen os de sinalização e das o mas de comunicação. Nes e pe íodo o bebé ap ende a o ganiza o seu compo amen o endo como e e ência uma igu a p e e encial, no malmen e, a igu a ma e na que unciona como base segu a ou de e úgio na explo ação dos con ex os ci cundan es. Capí ulo 1 — A Teo ia da Vinculação 13 4a ase - Fo mação de uma elação ecíp oca co igida pa a objec i os Es e pe íodo desen ol e-se a pa i do segundo ano de ida. As sequências compo amen ais ine en es à inculação adqui em o mas p og essi amen e mais elabo adas, dado o ala gamen o das capacidades cogni i as, de au onomia e de linguagem. A c iança já az in e ências sob e os objec i os e in enções do compo amen o ma e no en ando in luenciá-lo ou ajus a -se a ele. A p oximidade com a igu a de inculação é ago a man ida po um sis ema de objec i os co igidos em c escendo de complexidade e lexibilidade. Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 14 1.3 - Vinculação e In e io ização de Relações Subjacen e ao concei o de elações de inculação es ão as ep esen ações men ais cons uídas pela c iança com base nas expe iências i enciadas com as suas igu as de inculação. Es e cons u o equacionado po Bowlby (1973, 1980) p e ê a o mação de modelos in e nos ou modelos ep esen acionais (wo king models) da mãe e do p óp io Eu de aco do com as expe iências passadas jun o da igu a de inculação. A o ma como a mãe oi sensí el, disponí el, e p edizí el, is o é, a segu ança emocional que ansmi iu (Meins, 1997), ge a na c iança uma sé ie de ep esen ações men ais que lhe pe mi em o ma expec a i as sob e si uações no as, sob e si p óp ia e sob e as suas in e acções sociais. Po ou o lado, a acei ação e o a ec o ecebidos po pa e da igu a de inculação e, undamen almen e, a o ma com são pe cebidos pelo bebé cons i uem os alice ces da cons ução do modelo ep esen acional de si p óp io. Tan o os modelos in e nos da igu a de inculação como de si p óp io são cons uídos com base na in e acção diádica pelo que são conside ados complemen a es (B e he on & Munholland, 1999). Pa a es es au o es, o modelo ep esen acional de si p óp io edi icado com base numa elação emocionalmen e es á el e g a i ican e cons i ui-se como supo e pa a as ac i idades explo a ó ias do bebé. A exis ência de um modelo ep esen acional de inculação pe mi e à c iança an ecipa as eacções do p es ado de cuidados ace às suas solici ações de p o ecção e con o o e implemen a as es a égias compo amen ais de inculação (Ba ne & Vond a, 1999). Os modelos ep esen acionais in e io izados du an e a in ância endem a pe sis i , esis indo a mudanças sensí eis, uncionando no egis o inconscien e. B e he on e Munholland (1999) ao ealça em a p og essi a es abilidade e Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 21 inculação, pelo que a ausência de in es igação e e lexão a es e ní el pa ece se uma lacuna impo an e nos es udos em ques ão... " (p.67). Sob e es e assun o de e -nos-emos em capí ulos pos e io es. A inculação segu a O pad ão de inculação segu o que es á associado a um desen ol imen o emocional equilib ado eme ge de uma his ó ia de cuidados esponsi os. As mães de bebés segu os espondem mais consis en e e con ingencialmen e às solici ações de in e acção social dos seus ilhos: pe cebem os sinais do bebé (cho o, iso, ocalizações, e c), in e p e am-nos co ec amen e, seleccionam e implemen am uma espos a adequada (Ainswo h e ai, 1978; Bowlby, 1988/1992; Isabella & Belsky, 1991; Po ugal, 1998). Po ou o lado, êm capacidade pa a man e a ampli ude dos ní eis de exci abilidade da c iança, den o dos limi es necessá ios, de o ma a es abelece a in e acção sem a ingi in ensidades que possam causa si uações de pe u bação (Sho e, 1996). A mesma au o a comen a que o ní el de exci abilidade óp imo es á associado a um equilíb io na acção dos sis emas simpá ico e pa assimpá ico e a uma modelação co ec a dos ní eis de a ec i idade e a enção. A c iança cons ói des a o ma um concei o de mãe p edizí el, pe mi indo-lhe desen ol e capacidades de an ecipação e um sen imen o de e icácia. São ainda Ainswo h e ai. (1978) na p ossecução da sua in es igação sob e as qualidades in e ac i as do compo amen o ma e no que desen ol em uma escala de a aliação em que são conside adas dimensões como: sensibilidade/insensibilidade; acei ação/ ejeição; coope ação/in e e ência; acessibilidade/igno a ; qualidade do con ac o co po al com o bebé e eac i idade ao cho o do bebé. Os esul ados da in es igação com a u ilização dos pa âme os e e idos, bem como os abalhos Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 22 subsequen es desen ol idos po Main e ai, (1979); Belsky, Ro ine e Taylo (1984); G ossmann, G ossmann, Spangle , Suess e Unzne (1985); Isabella (1993), demons am que a sensibilidade ma e na (capacidade pa a pe cebe e in e p e a os sinais da c iança e esponde -lhe p on a e adequadamen e) são de e minan es no es abelecimen o de pad ões de inculação segu os na c iança. No en an o, na mesma linha de pesquisa a me a-análise de Goldsmi h e Alansky (1987) em suge i a exis ência de uma aca elação en e inculação segu a e a sensibilidade pa en al. Ao a alia a qualidade da inculação, a eo ia de Bowlby (1969/1982) oca-se essencialmen e na dinâmica da elação diádica em de imen o das ca ac e ís icas indi iduais de cada um dos elemen os. Po ou o lado, a me a-análise de Wol e an Uzendoo n (1997), ao cen a -se na inculação e sensibilidade ma e na ele a aspec os da qualidade do compo amen o ma e no, ais como a sensibilidade e a sinc onia. Com e ei o, concei os como mu ual idade (o ien ação da díade pa a o mesmo objec i o), sinc onia ( ecip ocidade e g a i icação das ocas diádicas), apoio (a enção e auxílio), a i ude posi i a (exp essão ma e na da a ec o posi i o) e es imulação (en endida como acções di igidas ao bebé) su gem como á eas a conside a , com o e in luência, no desen ol imen o da inculação segu a. Mille (1997) analisou nume osos es udos ealizados nas úl imas décadas, cujos esul ados suge em que as mães, cujos bebés es abelecem uma elação de inculação posi i a in e p e am os seus sinais, a ibuindo-lhes in encionalidade e espondendo-lhes em con o midade. Mos am p aze em es a com eles, em pega -lhes ao colo, êm con ac os ace a ace mais abundan es e mais p olongados, são mais sensí eis na alimen ação. Re e e, ainda, a impo ância dos con ac os co po a co po (con ac os ác eis) e dos a ec os, no desen ol imen o da inculação. Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 23 Es e quad o ác il-a ec i o eme e-nos pa a os abalhos de Ainswo h e a/. (1978), que comen am se a mãe da c iança segu a usada como base pa a a explo ação do ambien e (o que p opo ciona à c iança mais opo unidades de in e acção com o ex e io ), enco ajando a c iança a agi po si p óp ia, o e ecendo-lhe ajuda só quando solici ada. Como conclusão inal do seu es udo sob e a c iança segu a e desen ol imen o cogni i o, Meins (1997) e e e que os con ex os de in e acção da díade cen ados em objec os (ou seja, mediados po b inquedos e pela acção conjun a da díade sob e es es), são os mais impo an es pa a o es abelecimen o de uma inculação segu a e que o aspec o mais impo an e do compo amen o ma e no, que conco e pa a o es abelecimen o de uma inculação segu a, é a p opensão pa a a a o ilho como "men al agen " (p. 137), is o é, como um indi íduo com pensamen o p óp io, "...one o he mos ac o s in mo he s ' abili y o in e ac wi h hei child en in a sensi i e way is hei g ea e mind-mindedness, o p ocli i y o ea hei in an s as indi iduals wi h minds" (Meins, 1997, p.139). Siegel (1998), ao es abelece a elação en e os p ocessos men ais e os de inculação, insis e que pa a a cons i uição de uma inculação segu a é p imo dial exis i po pa e do p es ado de cuidados uma capacidade azoá el de e lexão sob e emoções, pe cepções e a i udes. A exis ência no p es ado de cuidados des a capacidade e lexi a sob e a ac i idade da men e se á, segundo Siegel, undamen al, pa a a eme gência de uma o e componen e de in e acção emocional na díade, onde é p essupos o que a mãe esponda de o ma con ingen e às solici ações da c iança. Meins (1997), ao ealiza di e sos es udos nos quais p ocu ou es abelece elações en e a segu ança da inculação e algumas ca ac e ís icas do desen ol imen o encon ou, nas c ianças segu as, uma aquisição de linguagem mais p ecoce, Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 24 ac escen ando que elas bene iciam, aplicam e comp eendem melho as ins uções dadas pelos adul os em elação à ealização de a e as. Ac escen a, ainda, que es as c ianças êm mais opo unidades de i encia em in e acções diádicas cen adas no objec o, de ido à sua capacidade em u iliza em a mãe como base segu a de explo ação, mos ando maio in e esse e pe manecendo maio espaço de empo em ac i idades de explo ação mediadas po objec os. A inculação insegu a-e i an e O pad ão de inculação insegu o-e i an e é ge ado pela ep esen ação in e na da mãe como ejei an e, não co espondendo às solici ações de con o o, p o ecção e con ac o po pa e dos seus ilhos (Bowlby, 1988/1992; Colin, 1996; Po ugal, 1998). Os compo amen os que p edominam na c iança são de e i amen o da p oximidade e do con ac o, sendo a espos a à chegada da mãe (na Si uação Es anha), inexis en e ou dada a dia e con adi o iamen e; nes a úl ima si uação a p ocu a de p oximidade su ge associada ao compo amen o de e i amen o. A mãe da c iança é i an e endo mais di iculdade em exp essa a ec o, mani es a um compo amen o in o e ido algo esis en e e elu an e à o ganização do compo amen o e a enção do ilho. Simila men e, man ém, habi ualmen e, uma pos u a em que a cabeça se si ua acima do ní el da c iança impedindo as ansações a ec i as a a és do olha (Sho e, 1996). Pode á exis i alguma a e são ao con ac o ísico, o que le a á a a i udes de bloqueamen o dos compo amen os de p ocu a de p oximidade e manu enção de con ac o po pa e da c iança. Joseph (1992) comen a que a in e acção en e uma díade que não esponde ap op iadamen e ao con ac o ísico pode induzi uma a o ia a ní el Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 25 de pa e dos núcleos límbicos, esponsá eis po dé ices emocionais e in o e são no domínio social. Pa a Joseph (op. ci .), es a ansmissão de a e são é e ec uada a a és dos hemis é ios di ei os de ambos os elemen os da díade. Já Da idson e ai. (1990) e e em a ac i ação especí ica da egião on o-o bi al di ei a du an e es a si uação de e i amen o. A c iança com inculação insegu a-e i an e não en a a ai a a enção do adul o, não pa ece in e essada na manu enção de con ac o, di icilmen e exp essando os seus sen imen os em si uação de pe igo ou de s ess. Segundo Sho e (1996), a c iança insegu a é i an e em ep esen ações de insa is ação e ejeição ela i amen e ao con ac o diádico, e i ando a o ma de comunicação emocional ansmi ida pela ace da mãe. Em e mos de egulação au ónoma e i ica-se na c iança é i an e um aumen o do ónus pa assimpá ico, sendo o equilíb io do SNA egulado pelo amo pa assimpá ico (Iza d e ai, 1991). Es e quad o implica a diminuição dos ní eis de es imulação sócio- emocional, sen imen os de is eza, diminuição do i mo ca díaco e da capacidade pa a expe iencia a ec i idade, an o posi i a como nega i a. A endência, po pa e da mãe, pa a a adopção de compo amen os de sob es imulação e in usi idade, não deixando espaço pa a os desejos de au onomia do seu bebé, desenco ajando-o de explo a o meio, é um ou o aspec o a conside a na mãe da c iança insegu a-e i an e (Isabella & Belsky, 1991). O desen ol imen o de um compo amen o é i an e, unciona, pa a a c iança, como uma de esa ace às expec a i as de ejeição e/ou compo amen os de in usão po pa e da igu a de inculação, mani es ando-se po uma apa en e impe u babilidade, com baixos índices de eac i idade emocional nega i a. Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 26 Bowlby (1988/1992), de ine em aços la gos o pe il compo amen al des as c ianças com sendo, po ezes, pouco sociá eis e ca en es de a enção. O compo amen o explo a ó io é menos o ien ado pa a o objec o e pouco c ia i o. A inculação insegu o- esis en e O e cei o pad ão de inculação é denominado insegu o- esis en e. A ince eza sob e a disponibilidade psicológica da igu a de inculação é o aspec o dominan e des a ca ego ia. A imp e isibilidade do compo amen o ma e no em que os momen os com ca ac e ís icas de sensibilidade, inacessibilidade e in usi idade ão al e nando ao longo da in e acção, p o ocam na c iança o desen ol imen o da ep esen ação da igu a de inculação como uma pessoa imp e isí el (Isabella, 1993), que le a á a sen imen os de angús ia de sepa ação, de e minando compo amen os de excessi a p oximidade que impedem a explo ação do ambien e (Bowlby, 1988/1992; Colin, 1996). O compo amen o des as c ianças é desc i o como p ocu ando insis en emen e a a enção, habi ualmen e impulsi o e enso com um baixo limia de esis ência à us ação. Pode ão, ambém, ap esen a uma a i ude passi a e sen imen os de impo ência. A mãe da c iança insegu a- esis en e não adequa a qualidade e quan idade dos es ímulos às necessidades especí icas, de momen o, exp essas pela c iança. Es a al a de sensibilidade in e e e com a en a i a da c iança pa a man e o equilíb io dos seus limia es de exci abilidade, ul apassando-os e deso ganizando-se, o que lhe diminui a capacidade de assimila no as expe iências. Es a mãe e ela-se com a i udes comunica i as inconsis en es e incons an es o nando-se di íceis de in e p e a po pa e da c iança que se depa a com uma si uação Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 27 de pe manen e imp e isibilidade em elação à esponsi idade e disponibilidade emocional ma e nas. Des e modo, as al e ações empe amen ais são ine en es à c iança insegu a- esis en e, com al e ações de humo exp essas de o ma in ensa, di iculdades de adap ação à mudança e i egula idades nas unções biológicas (Sho e, 1996). O equilíb io au ónomo pende pa a um a o ecimen o do amo simpá ico com ní eis ele ados de exci abilidade e dis ú bios egula ó ios. No dize de King (ci ado po Sho e, (1996), as inculações insegu as- esis en es es ão associadas a pe sonalidades descon oladas e impulsi as com ele ada ac i idade ho monal, a ní el do sis ema límbico, du an e as si uações de s ess. A inculação a ípica - g upo D Re e enciamos, ainda, um qua o g upo (D), dis in o dos pad ões an e io es (que en a am enquad a o mas de insegu ança o ganizada), pois eúne compo amen os deso ganizados e incoe en es. Main e Solomon (1986, 1990) ca ac e iza am es e g upo pela ausência de uma es a égia de inculação coe en e e o ganizada, e idenciando exp essões de con usão e deso ien ação, es e eo ipias, sequências de compo amen o con adi ó io, exp essões e mo imen os incomple os, assimé icos ou desp oposi ados. Face ao compo amen o acima desc i o, é ób io que es as c ianças são di íceis de enquad a nos pad ões de inculação o iginais, sendo po isso aglu inadas na ca ego ia D. Embo a en e mando de uma base empí ica obus a sob e a qualidade da espos a ma e na nes a ca ego ia, alguns es udos pe mi em apu a que (a) as igu as de inculação das c ianças D di e em nas ep esen ações das suas expe iências de Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 28 inculação de in ância de ido a não e em esol ido qualque e en o aumá ico com elas elacionado (Ainswo h & Eichbe g, 1991; Main & Hesse, 1990) (b) pode -se-ão encon a his ó ias de maus a os e abuso na in ância (Ca lson, Cicche i, Ba ne , & B aunwald, 1989a), p oblemas psicossociais ma e nos, incluindo a dep essão (Radke- Ya ow e ai, 1995), expe iência pa en al de lu o não esol ido (Main & Hesse, 1990) e ou as si uações aumá icas não ul apassadas. Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 29 1.6 - Pad ões de Vinculação A ípicos Embo a es ando bem de inido e iden i icado o pad ão de inculação segu o (pad ão B), êm indo a se e e enciados na li e a u a di e sos ipos de inculação insegu a inconsis en es com a ca ego ização do sis ema de classi icação de Ainswo h e ai. (1978): pad ão A é i an es e pad ão C ambi alen es/ esis en es. Inicialmen e, as c ianças cujos compo amen os não se iden i ica am com os c i é ios e classi icação adicional o am designados como inclassi icá eis. A p imei a e e ência publicada sob e es a di iculdade de enquad amen o classi ica i o eme e-nos pa a 1977, com os abalhos de S ou e e Wa e s (ci ados po Main & Soloman, 1990). Na década de oi en a, começam a apa ece es udos nos quais algumas c ianças e am classi icadas, o malmen e, como inclassi icá eis (U) (G ossman, Hube & Wa me , 1981; Main & Wes on, 1981). Do deba e sob e o que cons i ui um pad ão de inculação a ípico eme gem, pos e io men e, di e sas pe spec i as de abo dagem dada a complexidade da emá ica em es udo (C i enden, 1985, 1988; Lyons-Ru h, Connell, Zoll & S ahl, 1987; Main & Solomon, 1990). Sob e es e assun o de e -nos-emos seguidamen e. Ba ne e Vond a (1999), p opõem ês pa âme os pa a a análise da inculação a ípica, conside ando que es es não se excluem mu uamen e: - a elação en e os di e en es sis emas compo amen ais que, numa si uação de inculação segu a, mani es am um equilíb io óp imo en e os compo amen os explo a ó io e os de inculação, su gem de o ma deses u u ada na inculação a ípica em que o pad ão de inculação é ac i ado explici amen e na ausência da mãe, ou é di igido pa a a pessoa desconhecida, ou ainda, é acompanhado de eacções de medo e eceio; Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 30 - os pad ões in e ac i os a ní el compo amen al e emocional, são desc i os em c ianças segu as como endo a in ensidade e du ação da angús ia de sepa ação di ec amen e p opo cional à p ocu a de p oximidade e manu enção de con ac o (Thompson & Lamb, 1984). Num quad o de inculação a ípica e i íca-se uma p opo cionalidade in e sa nes a elação. Numa dimensão a ec i o/emocional baixos ní eis de e i amen o e esis ência de em coexis i com sinais de emoção posi i a - so isos, ocalizações - (Wa e s, Wippman & S ou e, 1979), enquan o uma classi icação de inculação a ípica deixa p e e a exis ência de compo amen os de inculação segu os associados a eac i idade emocional nega i a (C i enden 1988); - a exis ência de compo amen os in ulga es conside ados pelos in es igado es como não no ma i os e indicado es de pad ões de inculação a ípicos (exp essões de eceio, medo e dep essão di eccionados à igu a de inculação). 1.6.1 - Classi icação da Vinculação A ípica Uma das hipó ese classi ica i as da inculação a ípica es á desc i a no Quad o-2 e co esponde a uma sín ese das di e en es me odologias e eo ias que êm indo a oma o ma ao longo da his ó ia de pesquisa da inculação não adicional. Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 37 que indi íduos elacionados gene icamen e mos am alguma semelhança na e olução do seu empe amen o. Con udo, e segundo os mesmos au o es, é hoje acei e que o empe amen o se desen ol e ao longo do empo, u o de múl iplas in luências, en e elas as deco en es dos no os sis emas de o ganização compo amen al que se ão desen ol endo na c iança. A es abilidade compo amen al é, ac ualmen e, exp essa em e mos de pe íodos limi ados no empo; • a sua o igem he edi á ia ou cons i ucional - "...he i abili y has p o en o be subs ancial o mos b oad empe amen and pe sonali y ai s... " (Ro hba & Ba es, 1998. p. 127 ). Os mesmos au o es de inem empe amen o como "...cons i u ional)? based indi idual di e ences in emo ional, mo o and a en ional eac i i y and sel - egula ion" (p. 109). Segundo eles a base de um empe amen o es á el passa pela manu enção, po pa e do bebé, da in eg idade dos mecanismos de egulação in e na e dos limia es de eac i idade senso ial. Também Ro hba e De ybe y (1981) en a izam os aspec os da eac i idade e au o- egulação no empe amen o, dando-lhe um ca iz de base cons i ucional e e olu i o, em e mos de desen ol imen o. Fox (1994) e e e que di e enças indi iduais na dimensão compo amen o/inibição êm an eceden es no uncionamen o do sis ema ne oso cen al e au ónomo; • a o e in luência dos con ex os ambien ais "... empe amen is shaped by en i onmen al cues and consequences, e en hough he child en hemsel es ha e an impac on he cha ac e is ics o hei en i onmen . " (Ba es, 1987, p. 1113). Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 38 1.7.2 - Relações Tempe amen o-Vinculação Tan o as eo ias da inculação como as do empe amen o p opõem-se explica as unções in e -pessoais e o c escimen o da pe sonalidade du an e a in ância. Con udo, a elação en e base-segu a, compo amen o e ep esen ações, emoção, eac i idade e humo é pouco obus a. O modelo de adequabilidade (goodness-o i ) de Thomas e ai. (1963) que conside a, explici amen e, que o es ilo de compo amen o do bebé in luencia a na u eza das in e acções com a igu a de inculação e ans o ma a na u eza dessas mesmas in e acções en a iza a o ma como o empe amen o do bebé in luencia a au o-es ima da mãe, p oduzindo e ei os sob e as espos as ma e nas e sob e o sen ido de e icácia ma e nas. No caso de um empe amen o ácil, a in e acção deco e de o ma ag adá el sendo on e de p aze pa a a díade, e o çando na mãe os sen imen os de compe ência e a noção de sucesso na elação com o seu bebé. A si uação in e sa é p opícia ao es abelecimen o de in e acções di íceis com desadequação p og essi a de a i udes, p oduzindo na mãe sen imen os de incompe ência, culpabilidade e insucesso. Kagan (1982), p opõe mesmo, que as ca ego ias de classi icação da Si uação Es anha são de idas à c iança possui disposições ina as pa a eagi às si uações de sepa ação. Em oposição, S ou e (1985) conside a diminu as as in luências empe amen ais do bebé na cons ução da inculação. Con udo, analisadas a a és de uma pe spec i a ansaccional é indubi á el que as ca ac e ís icas indi iduais êm in luência na in e acção mãe- ilho (Sei e , Schille , Same o , Resnick & Rio dan, 1996). Nesse sen ido, S ou e (1985) conside a, apesa de udo, que o empe amen o da c iança de e se ido, minimamen e, em con a na es u u ação dos laços de inculação, pois con ibui pa a o desen ol imen o das elações da díade "... iewing a achmen Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 39 classi ica ions as e lec ions o he in an -ca e gi e ela ionship would no exclude iewing empe amen as an impo an concep in explaining many aspec s o in an o ca egi e beha io ..." (pp. 2-3). As in es igações de an den Boom (1994) e an den Boom & Hoeksma (1994) mos am que bebés de empe amen o ma cadamen e i i á el endem a desen ol e , com mais p obabilidade, inculações do ipo insegu o, essencialmen e com ca ac e ís icas é i an es, mas, em si uações nas quais a in e acção com o p es ado de cuidados em aspec os pouco ha moniosos, pois se a mãe o al o de in e enção a i i abilidade do bebé pode á não i a se sinónimo de insegu ança. Ko ne (1984) salien a a impo ância do papel ma e no em bebés com limia es senso iais desajus ados, hipo ou hipe -sensí eis aos es ímulos do con ex o ci cundan e, que endem a desen ol e empe amen os i i á eis, imp e isí eis e de meno en ol imen o social, se não hou e po pa e do p es ado de cuidados uma acção de edução de ensões e de ajuda na egulação das eacções ace a es ímulos menos ag adá eis. Os esul ados encon ados nos es udos de Belsky e Ro ine (1987), ao a alia em a elação en e a exp essão emocional nega i a e a inculação, baseados na ipologia p opos a po F odi e Thompson (1985)1 - suge em que o empe amen o de e mina mui o pouco a segu ança da inculação, mas e á in luência mais obus a na o ma como a segu ança ou insegu ança são exp essas ao longo da Si uação Es anha . Es amos longe de um aco do de opiniões en e in es igado es sob e os con ibu os da c iança nos p ocessos de inculação. As a iá eis empe amen o e esponsi idade ma e na êm sido a ped a angula dos es udos ealizados a é ao 1 Fs es au o es di idi am os oi o g upos de classi icação da Si uação Es anha em dois únicos g upos : SS^SaÏÏSSS po KL de baixa exp essi idade emocional nega i a e classi icados na Si S«Es^aTol A1,PA2, BI eB2; o g upo B3-C2 cons i uído po bebés de al a exp essmdade emocional nega i a classi icados na Si uação Es anha como B3, B4, L1, UZ- Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 40 momen o. Se á da sua combinação com ou os ac o es con ex uais e indi iduais que pode ão eme gi as p imei as conclusões que, segundo C ockenbe g (1981), de e ão se analisadas no con ex o do modelo ansaccional. Resumindo, a inculação assumindo-se como um p ocesso diádico e ansacional e á que se , pe manen emen e, analisada num quad o de in luências ecíp ocas p o indas das ca ac e ís icas da mãe, do ilho e da in e acção es abelecida en e ambos. Conclui emos à semelhança de Sei e e ai, (1996), que mais es udos de base eó ica ou empí ica de e ão se inc emen ados com is a à cla i icação sob e os mecanismos ine en es ao es abelecimen o da inculação e seus an eceden es du an e os p imei os anos de ida. Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 41 1.8- A es u u ação do P ocesso de Vinculação no Cé eb o em Desen ol imen o Tan o au o es da neu obiologia como da inculação pa ilham o concei o que as expe iências p ecoces são ele an es nos p ocessos de egulação do compo amen o, da emoção e da memó ia. (De ybe y & Reed, 1996; G eenspan & Bende ly, 1997; Sho e, 1996; Siegel, 1998). As in e acções mãe- ilho ac uando como acili ado as do c escimen o do sis ema co ico-límbico, si uado no có ex p é- on al, êm papel p eponde an e na o mação de laços a ec i os p é- e bais e ac uam como con ex o acili ado das unções homeos á icas, egula ó ias e de inculação (Sho e, 1996). A o ganização e desen ol imen o do cé eb o da c iança oco e no quad o da in e acção com ou o cé eb o a a és de ocas a ec i as en e o bebé e a mãe; ou, no dize de Siegel (1998, p. 2), "...human ela ionships shape he b ain s uc u e om wich he mind eme ges... ". As expe iências a ec i as en e o bebé e a mãe são g a adas e a mazenadas na egião on o-o bi al do có ex da c iança e nas suas conexões co icais e sub-co icais. (Sho e, 1996; Siegel, 1998). Aquela egião co ical, si uada en e o sis ema límbico e as egiões associadas do neoco ex, es á dependen e das expe iências de inculação pa a o seu c escimen o, egula o Sis ema Ne oso Au ónomo (SNA), elacionando-se de pe o com o p ocesso de o mação da men e (Siegel, 1998). De ido às suas ligações com o có ex senso ial e mo o e com os cen os límbicos e do SNA, a egião on o-o bi al em uma impo an e unção adap a i a e emocional; cons i ui-se como de e minan e na á ea a ec i a, es ando unicamen e en ol ida nos compo amen os emocionais, sociais (Sho e, 1996) e nos p ocessos au o- Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 42 egula ó ios (Damásio, 1994). As á eas on o-o bi á ias pa icipam, des e modo, nos p ocessos de inculação e de egulação homeos á ica. A queb a de laços de inculação é conside ada po Rei e e Capi ano (ci ados po Scho e, 1996) como comp ome edo a da homeos asia, causado a de dis ú bios na ac i idade límbica e de dis unção hipo alâmica. G eenspan (1981), po seu lado, e e e a in luência nega i a de ambien es des a o á eis na on ogenèse dos sis emas de inculação, homeos á icos e au o- egula ó ios. No deco e do p imei o ano de ida, especialmen e, após os p imei os ês meses, al u a em que aumen a a mielinização do có ex occipi al, as in e acções mú uas mãe- ilho êm papel undamen al no desen ol imen o sócio-emocional da c iança. Nes e p ocesso, Bowlby (1969/1982) salien a a impo ância da isão no es abelecimen o do p ocesso de inculação, no que é apoiado eo icamen e po Fox (1996) que a i ma se a exp essi idade emocional da ace da mãe o es ímulo isual mais po en e no ambien e da c iança e que o in e esse do bebé na con emplação, especialmen e, dos olhos da mãe, ep esen a uma o ma in ensa de comunicação a ec i a. Cabe à mãe modela a in e acção, em e mos de quan idade, a iabilidade e empo, ajus ando-a às capacidades do bebé pa a in eg a os es ímulos, de o ma a que não se es abeleçam si uações de hipe ou hipo-es imulação. Po ou o lado, a capacidade da c iança pa a es abelece in e acções sinc ónicas com a mãe, mesmo ainda que eme gen es, ma ca as ca ac e ís icas do p ocesso de inculação (Scho e, 1996). A mãe não só ac ua com modelado a do es ado a ec i o da c iança, mas ambém, como egulado a da p odução de neu o-ho monas in luen es no sis ema de genes que p og amam o c escimen o es u u al do cé eb o (Sho e, 1996). Pa a Siegel (1998), es es Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 43 genes eque em a exis ência de expe iências pa a se ac i a em, in luindo assim es as, di ec amen e, nos p ocessos de es u u ação ce eb al. A ac uação da men e da mãe em papel modelado na men e da c iança ajudando-a a o ma ci cui os neu ais que pe mi am a au o- egulação ce eb al, num c escendo de so is icação, à medida que deco e o seu p ocesso de ma u ação. Sin e izando, a elação de inculação mãe-c iança in luencia a ac i idade da egião on o-o bi al que, po sua ez, domina as unções au onómicas endo es as in luência p imo dial no hemis é io di ei o (Dawson, 1994) dominan e nos ês p imei os anos de ida da c iança. Des e hemis é io es ão dependen es unções ais como os aspec os não e bais da linguagem ( om de oz e ges os), a exp essão acial do a ec o, a pe cepção da emoção e egulação do SNA, p ocessos es es, undamen ais pa a a comunicação p ecoce en e a mãe e o bebé (The a hen, 1996). Nelson (1994) oca o papel do có ex on o-o bi al como o subs ac o neu al do empe amen o du an e o p imei o ano e meio de ida, sendo nas á eas límbicas, empo ais e on ais que oco e a modulação do empe amen o em ca ac e ís icas de pe sonalidade. Capí ulo 1 - A Teo ia 1.9-Sín ese Na sua expe iência clínica, Bowlby obse ou á ios quad os de pe u bação em c ianças cujas his ó ias da elação com as suas mães e a con u bada. Pe inen emen e, o au o ques ionou-se sob e o papel da elação mãe- ilho no desen ol imen o. Mais a de, com o seu colega Robe son, e i ica a c escen e pe u bação das espos as emocionais em c ianças hospi alizadas e sepa adas das mães. À na u al inquie ude e ansiedade iniciais des as c ianças, segui -se-á a c escen e pe u bação da ligação à mãe que ende á pa a al e ações na o ganização da inculação. Assim, Bowlby (1969/1982) conclui que a sepa ação ou pe u bação da inculação mãe- ilho inha consequências ne as as imedia as e ao longo do p ocesso de desen ol imen o. Vol idos 50 anos, a eo ia da inculação jus i ica em e mos ilogené icos, biológicos e psicossociais o papel c ucial e de ini i o do apego mãe- ilho no desen ol imen o. A inculação segu a o nece à c iança a con iança necessá ia pa a explo a o meio e acei a a in e acção com es anhos. Es a, aliás, pa ece se a jus i icação das inúme as associações ob idas en e o ínculo segu o e melho es desempenhos cogni i os ( F ankel & Ba es, 1990; Meins, 1997) e compe ências sociais (Main & Wes on, 1981). Na u almen e, a comunidade cien í ica de e e-se sob e as o igens da inculação, analisado o con ibu o ma e no, o empe amen o in an il, os quad os amilia es ala gados, sociais e educa i os pa a conclui que a sensibilidade ou in usi idade ma e nas podem a ec a a qualidade da elação, não obs an e as conside á eis di e enças de empe amen o in an il e a condicionan e a iabilidade de quad os amilia es, sociais e educa i os. Po exemplo, a inculação segu a ende a a ea nas c ianças de empe amen o di ícil (Thomas e ah, 1963; Kagan, 1982), ou com mães in usi as Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 45 (Isabella, Belsky & Eye, 1989), ou c iadas em c eche (Lamb, S e nbe g & P od omidis, 1992), ou o iundas de meios sócio-economicamen e mui o des a o ecidos (Colm, 1996). Na e dade, podemos encon a di e en es ac o es de ponde ação pa a odas es as a iá eis desconhecendo, con udo, quais as in luências p eponde an es, ou se é a sua acção conjun a que é de e minan e. Se á lici o conside a que a inculação segu a unciona como um ac o de esiliência na c iança sujei a a si uações de isco e como um ac o de op imalidade naquela onde são inexis en es quaisque ipos de ulne abilidades. A esiliência, ou seja, a in ulne abilidade a e ei os ad e sos do ambien e, e e e-se a uma qualidade indi idual e in ínseca à p óp ia c iança sendo, po ém, o jada a a és dos ac o es de p o ecção que in luenciam as espos as posi i as da c iança às ag essões do ambien e. Que a ulne abilidade, que a esiliência cons oem-se de aco do com ac o es in ínsecos à c iança e odo o ambien e ex e no, ísico e psico-social. Toda ia, não se a a se si uações absolu as, ou seque es á icas, mas sim em pe manen e e olução e ans o mação. Poulsen (1993) suge e que ine en e a cada c iança há semp e uma esiliência po encial que se opõe às ca ac e ís icas de ulne abilidade des a. Assim, o equilíb io a ní el indi idual en e as in luências dos ac o es de isco e os de p o ecção é que i á de e mina o g au de isco exis en e "M own heo izing and ha o o he s d aw a en ion o he need o conside s esses and suppo s simul aneously...o , in e ms o de elopmen al psychopa hology, isk and p o ec i e ac o s... " (Belsky, 1999, p. 260). Enquan o pa a Poulsen (1993) a qualidade da in e acção c iança/p es ado de cuidados é de e minan e na cons ução das ca ac e ís icas da c iança, B on enb enne (1979) ao e e i -se à e iologia dos pad ões de inculação, no quad o do pa adigma da ecologia do desen ol imen o humano, chama a a enção pa a odas as in luências do con ex o ambien al da díade, conside ando que es as se desen ol em como um sis ema Capí ulo 1 - A Teo ia da Vinculação 46 dinâmico ca ac e izado po pad ões de in e acção ecíp ocos em que " he p incipal main e ec s a e likely o be in e ac ions'."(p.38). De aco do com es a pe spec i a, a ha monia das o ças ambien ais não é o único de e minan e dos esul ados do desen ol imen o. Pessoas di e en es eagem de o ma di e en e ao mesmo meio, al como di e en es meios eagem di e en emen e à mesma pessoa. Nes e complexo p ocesso de in e acção dinâmica da díade é, pa a mui os au o es, ele an e o papel desempenhado pelas eacções e compo amen os da c iança. A capacidade de egulação emocional do bebé apa en a es a elacionada com as suas compe ências pa a modula e in eg a a in o mação senso ial, inse indo-se, des a o ma, no âmbi o dos p oblemas de au o- egulação (Case-Smi h, Bu che & Reed, 1998). As pe u bações egula ó ias, en endidas como di iculdades em egula os p ocessos, compo amen os isiológicos, senso iais, mo o es, de a enção ou a ec i os, se ão um ac o a conside a no es udo do con ibu o da c iança pa a o desen ol imen o de uma inculação segu a. Os ac o es de e minan es do p ocesso de inculação êm sido, exaus i amen e, analisados pelos in es igado es, no en an o as azões pelas quais a p esença de ac o es de isco a ec am os esul ados da inculação ainda não es ão o almen e cla i icadas. Colin (1996) ap esen a algumas suges ões pa a da espos a a es as ques ões: "To lea n mo e abou he ela i e in luences o he a ious ac o s ha may a ec a achmen ou comes, we need o make some imp o emen s in me hodology. Fi s , he D ca ego y should be used in all new S ange Si ua ion s udies. Second, we need o make na u alis ic obse a ions o in an s longe and mo e o en; jus wo o h ee glimpses a in e ac ion some ime in he i s yea do no ell us enough. Thi d, we need imp o ed measu es o empe amen , ma iage quali y, and social suppo . Fou h, we need some well-designed expe imen s o es whe he ela ions be ween a iables a e causal o • dé ices quali a i os nas capacidades de a enção e concen ação, não in luenciados po es ados de ansiedade, di iculdades de in e acção ou e bais e audi i as, ou ainda, p oblemas de p ocessamen o isuo-espaciais. 2.1.3 - Tipos de Pe u bações Regula ó ias Baseados em G eenspan (1994) e Black (1997) e e imos, de uma o ma sucin a, qua o ipos de pe u bações egula ó ias, de g ande u ilidade pa a a ca ego ização da sin oma ologia que imos a abo da . Tipo I - Hipe sensí el Ab ange bebés ou c ianças hipe - eac i as ou hipe -sensí eis aos di e en es es ímulos, que po comodidade de exposição pode ão se di ididas em dois sub- g upos: med osos, ou cau elosos e nega i is as, ou p o ocado es. Em ambos os casos pode á subsis i alguma incons ância na sua hipe -sensibilidade, podendo es a a ia ao longo do dia, ou ap esen a um e ei os de acúmulo. O bebé/c iança med oso, ou cau eloso mani es a es ição na explo ação do meio, eage às al e ações de o ina eceando as si uações no as. Mani es a endência pa a a i i abilidade, em di iculdade em se apazigua e em ecupe a de si uações de us ação. Os pad ões mo o es e senso iais ca ac e izam-se po hipe - eac i idade ao ac o, ao ba ulho ou à luz, bem como po p oblemas de na u eza isuo-espacial. Po ezes, ap esen am ambém, hipe - eac i idade ao mo imen o no espaço e di iculdades no planeamen o mo o . O bebé/c iança nega i is a e p o ocado , mos a esis ência às ansições e mudanças. P e e e epe ições, mos ando-se i equie o e p o ocado ou assus ado, mas não ag essi o, pe an e no as expe iências, e i ando-as, ou ade indo a elas, len amen e. Ap esen a hipe - eac i idade ác il e audi i a. As capacidades isuo- espaciais ap esen am-se in ac as assim como o ónus muscula e o con olo pos u al. Ocasionalmen e, pode ão es a comp ome idas as capacidades audi i as e de planeamen o mo o . Tipo II - Hipo- eac i o Nes e g upo, G eenspan conside ou ambém dois sub-g upos - bebé/c iança in o e ida, ou com di iculdade em es abelece elação e bebé /c iança abso a. O bebé /c iança in o e ida ca ac e iza-se po uma ac i idade explo a ó ia limi ada, desin e essando-se pela explo ação de b inquedos, jogos, ou po es abelece elações sociais. Pode pa ece apá ica, cansando-se acilmen e. A c iança mais elha ap esen a diminuição do diálogo e bal. Os pad ões senso iais e mo o es ca ac e izam-se po hipo- eac i idade ao som e ao mo imen o no espaço, hipo ou hipe - eac i idade ác il e di iculdades no p ocessamen o audi i o e e bal. Pode á ap esen a um planeamen o mo o incipien e. O bebé/c iança abso a, possui ca ac e ís icas de c ia i idade, imaginação e in o e são. Mo i am-se pela explo ação soli á ia dos objec os, não ade indo, acilmen e, às si uações de in e acção. A c iança pa ece dis aída, desa en a e po ezes, a é p eocupada; ende a e ugia -se na an asia em p esença de solici ações ex e io es. Pode á ha e comp ome imen o das capacidades de p ocessamen o e bal e audi i o. Es as al e ações associadas às endências de c ia i idade e imaginação Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i odo-ma u acional^^^^^^^5^^^ ende ão a acen ua os aspec os de in o e são. Pode ão ou não, coexis i al e ações nou as á eas senso iais ou mo o as. Tipo III - Mo o icamen e deso ganizado ou impulsi o São c ianças que necessi am de es imulação senso ial ap esen ando um compo amen o ag essi o e des emido, ou impulsi o e deso ganizado. A ac i idade excessi a associada à p ocu a de es imulação ác il p o unda de inem um compo amen o impulsi o e, po ezes, des u i o pa a com pessoas e objec os. In ome em-se no espaço de ou as c ianças sendo, po ezes, in e p e adas como ag essi as, em si uações onde somen e exis e exci abilidade e necessidade de o ganização senso ial. Os pad ões mo o es e senso iais ca ac e izam-se po hipo- eac i idade ác il e audi i a associada a dé ices de a enção e do planeamen o mo o . Tipo IV- Ou os Nes a ca ego ia incluem-se as c ianças que ap esen am di iculdades no p ocessamen o senso ial e mo o , mas cujas mani es ações de compo amen o não se enquad am nas desc i as nos ou os ês g upos. 2.1.4 - Dados pa a Discussão Com emos indo a e i ica a c iança com pe u bações egula ó ias ap esen a al e ações a di e en es ní eis. Às al e ações do compo amen o já e e idas jun am-se as pe u bações a ní el do uncionamen o do sis ema neu o- ege a i o e di iculdades no p ocessamen o senso ial. Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma Um es udo de DeGangi, Po ges, Sickel e G eenspan (1993) ealizado du an e qua o anos e iniciado com bebés de oi o a onze meses, indica que al e ações do empe amen o com di iculdades na modulação emocional i i abilidade e dé ice de au o-con olo, es ão associadas a hipe - eac i idade aos es ímulos ác eis e es ibula es. C ianças com sin omas de pe u bações egula ó ias demons am maio incidência de dis unções no p ocessamen o senso ial especialmen e na hipe ou hipo- sensibilidade à es imulação ác il, es ibula , audi i a, isual e gus a i a, DeGangi e ai. (1991). De aco do com Balleyguie (1998), as bases isiológicas do empe amen o encon am-se nos cen os co icais in e io es, no sis ema neu o- ege a i o e na ac i idade neu o-endóc ina. Em sin onia com es a pe spec i a, DeGangi e ai. (1991) suge em que um ní el ele ado do onus agal assim como a he e ogeneidade na eac i idade agai, es ão di ec amen e elacionadas com pe u bações egula ó ias na c iança. Pa a Thompson (1994) as capacidades de egulação emocional e de au o- con olo são, em pa e, baseadas em componen es neu o isiológicas du an e o p imei o ano de ida, que p opo cionam pos e io men e o mas mais complexas de emoção e con olo. Pa a es e au o , a egulação exe ce-se a ní el de p ocessos neu o isiológicos subjacen es ao con olo emocional. A p es ação de cuidados à c iança en ol e uma con inuidade de ocas a ní el sensó io-mo o , ác il e a ec i o que, na e en ualidade de exis ência de uma pe u bação egula ó ia, c ia nos pais di iculdades ac escidas em comp eende em e adap a em-se ao compo amen o da c iança. Es a pode á, en ão, ap esen a ca ac e ís icas de i i abilidade, nega i ismo e in o e são, al e ações no sono e alimen ação, di iculdades de adap ação à mudança, modi icações b uscas de empe amen o, di iculdades de linguagem, dis ú bios de a enção, incapacidade pa a b inca sozinha ou com ou as c ianças. G eenspan (1994) suge e que num quad o de hipe -sensibilidade ao ac o ou ao som, as ocas senso iais com o p es ado de cuidados de e ão se mais di íceis de ge i po pa e da c iança, iniciando-se assim, p ecocemen e, di iculdades ac escidas ao ní el das in e acções ma e no-in an is. Ac ualmen e, pa ecem exis i cada ez maio es indícios da in luência decisi a dos pad ões egula ó ios na deso ganização biológico-compo amen al da c iança mas, pa alelamen e, é econhecida a in luência de e minan e dos pais na o ganização, es u u ação e egulação do compo amen o dos ilhos a a és da ajuda ou apoios sus en ados, con ínuos e objec i amen e adequados. P essupõe-se, assim, a exis ência po pa e dos pais de sensibilidade às di e enças indi iduais, às modi icações oco idas no meio ambien e, ou às al e ações nas o inas diá ias. Ine i a elmen e, pad ões de ac uação desajus ados in ensi ica ão as di iculdades da c iança (G eenspan, 1994). Mas, que enha nascido com um sis ema ne oso no mal ou comp ome ido, logo que a c iança começa a egula e o ganiza as suas sensações adqui e no as expe iências com as quais ai cons ui a sua iden idade indi idual (G eenspan, 1997). À medida que a sua capacidade pa a o ganiza a expe iência e olui, es abelecem-se no as elações ansaccionais com a amília, com os seus p óp ios pad ões cons i ucio- ma u acionais, in luenciando, posi i amen e, o deco e do desen ol imen o. A pe cepção das di iculdades da c iança pelos p es ado es de cuidados e pos e io men e po oda a amília, pode á e um impac o maio no desen ol imen o da c iança do que o seu empe amen o ac ual. Segundo Same o , Sei e e Elias (1982), o desen ol imen o das con igu ações eno ípicas do compo amen o não são só Capí ulo 2 - A pe spec i a cons imcio-ma u aciona^^^^^S^ consequência da esponsi idade pa en al mas ambém, de in e acções dinâmicas en e a c iança e a amília onde o con ibu o especí ico da p imei a não pode se igno ado. Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio- 2.2 - A Teo ia de In eg ação Senso ial 2.2.1 - De inição e Pos ulados Base O conhecimen o do papel de e minan e das unções senso iais na o ganização ce eb al, no desen ol imen o das in e acções sócio-emocionais mais p ecoces, na modulação do empe amen o e do compo amen o in an il, eme e-nos pa a a abo dagem das eo ias de In eg ação Senso ial. Den o des a emá ica êm indo a se desen ol idas pesquisas nos domínios eó ico, da a aliação e da in e enção, no âmbi o das elações en e a ac i idade neu al e o compo amen o sensó io-mo o ou emocional. A eo ia de In eg ação Senso ial cons i ui, segundo Cla k (1991), um no o pa adigma desen ol ido po Anna Jean Ay es (Ay es, 1972, 1979), pa a explica algumas pe u bações neu ológicas da c iança que não são a ibuí eis a lesão localizada ou ou as pe u bações causado as de de iciência, mas sim à de icien e o ganização do luxo senso ial ecebido e p ocessado pelo sis ema ne oso cen al. A in eg ação senso ial é um p ocesso neu o isiológico que se e e e à capacidade ce eb al pa a o ganiza e in e p e a a in o mação p o inda dos sen idos median e o con on o dessa in o mação com as ap endizagens e memó ias a mazenadas no cé eb o. Com base nessas ope ações, o o ganismo p oduzi á espos as às exci ações senso iais que ge am, po sua ez, no os es ímulos. Se o es ímulo inicial não o p ocessado e o ganizado de o ma adequada o esul ado é um e ei o de eedback com p odução de espos as mo o as/compo amen ais po encialmen e inadap adas. Como esul ado des e p ocesso es abelece-se um cí culo icioso em que o impulso senso ial se i á al e ando p og essi amen e causando no os impulsos e p ocessos de e oacção exponencialmen e deso ganizados. As consequências de ais dis unções são isí eis em Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u adonal 60 lacunas no desen ol imen o ou em p oblemas de ap endizagem, emocionais e de compo amen o (Dejean, 1999). Ay es, uma e e ência essencial nes e campo, de ine a In eg ação Senso ial como "... he neu ological p ocess ha o ganizes sensa ion om one's body and om he en i onmen and makes i possible o use he body e ec i ely wi hin he en i onmen . The spa ial and empo al aspec s o inpu s om di e en senso y modali ies a e in e p e ed, associa ed, and uni ied. Senso y in eg a ion is in o ma ion p ocessing. . . The b ain mus selec , enhance, inhibi , compa e, and associa e he senso y in o ma ion in a lexible, cons an ly changing pa e n; in o he wo ds, he b ain mus in eg a e i ... " (Ay es, 1989, p. 11). Es a in es igado a usou o e mo In eg ação Senso ial não só como e a adicionalmen e e e enciado (conexões sináp icas in a-ce eb ais), mas ala gou-o às espos as compo amen ais emi idas pelo sujei o (senso io-mo o as ou emocionais), conside ando o uncionamen o ce eb al como o ac o c í ico no compo amen o adap a i o da c iança, salien ando a impo ância do es udo da "o ganização da sensação pa a o uso" (Ay es, 1979). U ilizando a exp essão "pa a o uso" Ay es p e ende oca , exac amen e, a a enção no compo amen o uncional do indi íduo. Na mesma linha, Pa ham e Mailloux (1996), si uam a In eg ação Senso ial como uma unção ce eb al em ín ima elação com a ac i idade objec i a e uncional; opinião ambém comum a Fishe , Mu ay, e Bundy (1991), que a de inem como o p ocesso da elação en e o cé eb o e o compo amen o. A eo ia de in eg ação senso ial assen a em ês pos ulados ela i os ao desen ol imen o no mal, às dis unções de in eg ação senso ial e à in e enção (Fishe & Mu ay, 1991). Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i udo-mam adonal^^^^^jól^ O p imei o pos ulado e e e-se ao p ocessamen o no mal da in o mação, conside ando que o impulso senso ial p o indo do meio ambien e e do mo imen o do co po humano é p ocessado e in eg ado no Sis ema Ne oso Cen al (SNC), se indo pos e io men e de base ao planeamen o e o ganização do compo amen o. O segundo pos ulado assume que dé ices na in eg ação dos impulsos senso iais, sejam eles de o igem ex e na ou in e na esul am, em pe u bações nas ap endizagens pe cep i as e mo o as. O e cei o pos ulado conside a que o a o ecimen o de expe iências senso iais no con ex o de uma ac i idade in encional em que se p omo e o planeamen o mo o e a ealização de um compo amen o adap ado a o ece os p ocessos de in eg ação senso ial que, po sua ez, acili a ão no as ap endizagens. A eo ia de in eg ação senso ial az um en oque pa icula nos sen idos ác il, es ibula e p op iocep i o, que se desen ol em ainda no pe íodo e al e que es ão em in e ligação pe manen e en e si, bem como com os es an es sen idos e es u u as ce eb ais. A in eg ação senso ial oco e no SNC, pensa-se que sediada nas zonas co icais in e io es (conside adas ambém as ilogene icamen e mais an igas e p imi i as), no ce ebelo e no onco ce eb al, em pe manen e in e acção com as á eas co icais elacionadas com a coo denação, a enção, ní eis de exci abilidade, emoção memó ia e unções supe io es. Da análise da eo ia de In eg ação Senso ial p opos a po Ay es (1972), e i ica- se que es a in es igado a si ua a essência dos p ocessos in eg a i o-senso iais nos ní eis co icais in e io es pa icula men e no álamo e onco ce eb al, es ando o p imei o mais ligado ao p ocessamen o da in o mação soma osenso ial ( ác il e p op iocep i a) e o segundo à in o mação es ibula . Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i udo-ma u adona^^^^^j62^ Compa a i amen e aos supe io es, os ní eis co icais in e io es êm unções mais di usas e p imi i as, menos especializadas e de in luência po encialmen e mais in asi a. Uma das mais impo an es esponsabilidades dos ní eis in e io es é il a e e ina a in o mação senso ial, an es de en ia as mensagens o ganizadas ao có ex ce eb al. 2.2.2 - Concei os da Teo ia de In eg ação Senso ial Ao aze uma abo dagem especí ica do compo amen o uncional enquan o di ec amen e dependen e da o ganização neu al dos p ocessos senso iais, a eo ia da in eg ação senso ial assen a em concei os de o dem neu ológica e compo amen al que pensamos se impo an e e e i pa a um melho enquad amen o cien í ico. Neu oplas icidade As in e acções ecíp ocas en e o indi íduo e o ambien e que se aduzem em al e ações sis émicas de âmbi o es u u al e uncional, deco em do po encial de plas icidade (Le ne , 1984). Es a capacidade de modi icação da unção ou o ganização dos ci cui os neu ais é essencial pa a a cons ução da eo ia de in eg ação senso ial. A ideia básica consis e na al e ação do uncionamen o do Sis ema Ne oso a a és do o necimen o de es ímulos con olados que, na pe spec i a da in eg ação senso ial se si uam, undamen almen e, a ní el dos sis emas ác il, p op iocep i o e es ibula . A noção de que a capacidade de plas icidade ou de maleabilidade aduz, essencialmen e, a possibilidade de o ganismos i os se em modi icados po acção do meio ambien e, es á p esen e em di e en es au o es (Le ne , 1984). Boisacq-Schepen e C ommelinck (1993) de inem plas icidade como a capacidade do sis ema ne oso pa a modi ica a sua composição e o ganização Segundo Ay es (1979) e Schaa (1990), es a mo i ação pode á es a diminuída na c iança com dis unções de in eg ação senso ial, mas aumen a à medida que es a ganha con iança no domínio do ambien e, sendo en ão e idenciada pela exci ação e es o ço mani es ados na ac i idade. Uma melho ia no p ocessamen o senso ial aumen a a compe ência uncional. 2.2.3 - O P ocessamen o Cen al da In eg ação Senso ial Um p ocessamen o e ec i o, a ní el co ical, dos impulsos senso iais p o enien es dos sen idos da isão, audição, ol ac o e dos sis emas ác il es ibula e p op iocep i o é undamen al pa a o desen ol imen o de unções pe cep i o-mo o as, emocionais e cogni i as (Ay es, 1979). As sensibilidades ác il, es ibula e p op iocep i a são conside adas, do pon o de is a da in eg ação senso ial, as bases undamen ais pa a a cons ução do edi ício sensó io/adap a i o dos indi íduos. São as p imei as a desen ol e em-se, ap oximadamen e, po ol a das cinco semanas de ges ação, momen o no qual oco em as p imei as espos as e ais aos es ímulos ác eis (Humph ey, 1969; Pa iam & Mailloux, 1996; Sho -DeG a , 1998). Às no e semanas o p imei o mo imen o da cabeça em di ecção ao onco pode á se in e p e ado como unção da p op iocepção, sendo ambém nes a da a que se obse am as p imei as espos as ao impulso es ibula (Pa iam & Mailloux, 1996). Es as ês sensibilidades dominam, o ien am e cons i uem-se como base da cons ução das p imei as in e acções p ecoces da c iança. (Ay es, 1979; Fishe , Mu ay & Bundy, 1991; Pa iam e Mailloux, 1996). O p ocesso in eg a i o in e -senso ial, compo a uma sucessão pe manen e de o ganização e in eg ação dos á ios impulsos senso iais ce eb ais. Todos os p ocessos in eg a i os desen olam-se em conjun o, con udo, uns lide am os ou os de manei a que cada ní el de in eg ação o na possí el a ob enção dos seguin es. Não pode emos, no en an o, concebe uma ideia de desen ol imen o em compa imen os es anques. De ac o, nenhuma das unções se desen ol e isoladamen e em de e minada idade. O p ocesso de in eg ação senso ial ai luindo de aco do com o p ocesso de ma u ação da c iança, es ando odos os sis emas senso iais en ol idos em odas as e apas des e p ocesso. O esquema da igu a 2 (uma adap ação de Angel P ice, comunicaçãopessoal, 1988) desc e e o e e ido p ocesso, que passa emos a analisa : Os sis emas es ibula e p op iocep i o in luenciam o desen ol imen o de mo imen os ocula es, pos u a, equilíb io, ónus muscula e segu ança g a i acional (Boisacq-Schepens & C ommelink, 1987). O sis ema ác il p opo ciona o desen ol imen o da sucção, alimen ação e con o o ác il Com es e conjun o de sis emas a ingiu-se o p imei o ní el de in eg ação senso ial. A conjunção dos ês sis emas an e io es ( ác il, p op iocep i o e es ibula ) e á in luência na es u u ação da pe cepção, capacidade de a enção, planeamen o mo o , g au de ac i idade, es abilidade emocional e coo denação bila e al. Ao a ingi em o e cei o ní el, a audição e as sensações es ibula es, con ibuem pa a o desen ol imen o da linguagem exp essi a e comp eensi a. A isão, conjun amen e com o sis ema es ibula , ác il e p op iocep i o ai p opo ciona compe ências de coo denação isuo-mo o a, pe cepção isual e de ac i idade in encional. No úl imo ní el, odas as capacidades adqui idas se coo denam, o ganizam e in eg am, pa a p oduzi um uncionamen o ce eb al equilib ado e e icien e com capacidade pa a p oduzi espos as adap adas. ;-s o .2 o i 3 o 1 3 I -3- W I o I I 1 I o _ ics g o ws ca o -d C3 O I a 3 o o i 3 i | 53 o O .2 « 1» O Tl (1) T3 > PM 3 w -, 1 *=• o o & o s CS ã X> o ic3 s I o O i * C3 ■8 1 -3 C3 i w C3 ■> ■a -J J » oo lilie • ° g, m cB 1 w§ 1 2 g g u g i H O ■< H O ES H o I S D. O H O H PH < 1 Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u acional 72 Analisa emos, seguidamen e, em cada ní el de in eg ação, as compe ências a ingidas e suas consequências pa a a sequência do desen ol imen o. P imei o ní el de in eg ação senso ial - As sensações ác eis êm impo ância na mas igação e deglu ição (podendo causa p oblemas de sucção e na in odução da comida sólida de ido ao descon o o da ex u a des a, assim como dis unções na modulação das sensações ác eis). - as sensações es ibula es e p op iocep i as con ibuem pa a: (a) oca um objec o e segui-lo ao mo e -se (base pa a uma boa ap endizagem de lei u a); (b) o desen ol imen o de eacções pos u ais, que oco e ão au oma icamen e, e con ibuem pa a o equilíb io, o ónus pos u al e a coo denação de mo imen os; (c) a segu ança g a i acional, is o é, a sensação de o ça g a í ica (um dé ice a es e ní el p o oca á insegu ança ísica e.g. medo pe manen e de cai ). Segundo ní el de in eg ação senso ial - A es e ní el é mui o impo an e o es abelecimen o de uma boa pe cepção co po al que, po sua ez, se á a base de um bom planeamen o mo o . Não ha endo noção cla a de esque da e di ei a, a c iança e á di iculdade nas acções bila e ais. Má coo denação bila e al é equen e em c ianças com dis unções es ibula es. A es abilidade emocional e a capacidade de a enção es ão elacionadas com eacções pos u ais bem in eg adas e au omá icas, pe mi indo à c iança concen a -se em plena ac i idade, sem necessi a pensa simul aneamen e no con ole de equilíb io e nas eacções pos u ais necessá ias à execução da ac i idade p e endida. Te cei o ní el de in eg ação senso ial - Nes a ase, a linguagem começa a se possí el, pois a c iança e á in o mações senso iais bem in eg adas dos seus ó gãos ocais (mui as ezes a dis unção da ala es á elacionada com a al a de in o mação senso ial sob e a posição da língua, den es e lábios, o que di icul a a a iculação). A pe cepção isual e a pe cepção espacial pe mi em, espec i amen e, e um objec o e elacioná-lo com ou os já pe cepcionados an e io men e e e a noção de posição ela i a dum objec o no espaço. A ac i idade da c iança nes e ní el é já in encional e ei a a a és de coo denações isuo-mo o as. Pa a a ealização co ec a de qualque ac i idade in encional, o cé eb o necessi a de in o mações conc e as e p ecisas, desde a g a idade e ác eis, a é aos ecep o es de mo imen o dos músculos, a iculações, que se ão conjugadas com as in o mações isuais. O sis ema ne oso cen al es á p og amado pa a unciona como um odo. Se há deso ganização de in o mação num dos elos da cadeia, o p odu o inal so e. É, pois, comp eendida a azão de um dé ice ác il, es ibula , p op iocep i o, i a p o oca um dé ice de coo denação óculo-mo o a. O qua o ní el de in eg ação senso ial - De e es a em pleno desen ol imen o na al u a do início das ap endizagens escola es. Vão se necessá ias capacidades de o ganização e concen ação (um cé eb o que não o ganiza sensações, não pode á o ganiza le as ou núme os). Pa a a cons ução da elação com o ou o, os concei os de au o-es ima e au o- con iança são undamen ais e êm ambém como base uma boa o ganização senso ial. Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma Nes e ní el, já se á possí el a especialização de unções: o uso da mão di ei a (nos dex os) pa a ac i idades manipula i as inas, e a disc iminação ác il (es e eognosia, sensibilidade disc imina i a). O hemis é io esque do mais especializado na linguagem (exp essi a e comp eensi a), o di ei o com mais po encialidades nas elações espaciais. A especialização hemis é ica é o p odu o inal da in eg ação senso ial bem es u u ada e equilib ada, con ibuindo assim de o ma de e minan e pa a a p odução de um compo amen o adap ado (Fishe & Mu ay, 1991). O compo amen o adap ado ca ac e iza-se po se in encional e possui um objec i o de inido que de e á es a adequado às capacidades da c iança de o ma a p opo ciona -lhe a mo i ação necessá ia pa a a acção (p oduzindo uma no a ap endizagem) e, simul aneamen e, não possui uma excessi a complexidade que p omo a a al e ação dos eedbacks. Exige pa a a sua ealização um co ec o planeamen o mo o e ausência de mani es ações emocionais desadap adas po hipo ou hipe - eac i idade. O impulso senso ial é necessá io à unção ce eb al. Es e ó gão em como unção p oeminen e o p ocessamen o da pe cepção dos es ímulos. Du an e o desen ol imen o da c iança se não o em, a empadamen e, o necidos ao cé eb o, os es ímulos adequados a cada ase, podem sob e i pe u bações de maio ou meno g a idade. Pa ícia Wilba ge (comunicação pessoal) e Pa ham e Mailloux (1996) p opõem o concei o de die a senso ial, indicando o equilíb io necessá io ao es ímulo senso ial que o meio de e á o e ece ao se em desen ol imen o. No desen ol imen o no mal, esse equilíb io es abelece-se na u almen e e a c iança em capacidade neu ológica pa a o egula . Em caso de pe u bação ao ní el da in eg ação senso ial pode á exis i , an o da pa e do meio, excesso ou insu iciência de es ímulos, como da pa e da c iança, di iculdades na modulação dos es ímulos senso iais. Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u aciond^^^^^J75^^^ 2.2.4- Pe u bações da In eg ação Senso ial As pe u bações ou dis unções de in eg ação senso ial ca ac e izam-se po g ande ab angência e complexidade, p op iedades que lhe ad êm do ac o de e em o igem a ní el cen al e es a em associadas à al a de e iciência no p ocessamen o neu al da in o mação senso ial. As al e ações e i icadas p o êm, essencialmen e, de lesões ligei as a ní el sub- co ical e mani es am-se em di e en es planos que são, segundo S allings-Sahle (1999), os seguin es: - espos as a ípicas a alguns es ímulos senso iais; - di iculdade na aquisição de compo amen os adap ados e adequados à idade que não são passí eis de se a ibuídos a al e ações cogni i as ou lesões neu ológicas di ec amen e obse á eis. - mecanismos de ap endizagem neu o isiológicos inadequados (pe u bações da linguagem, da pe cepção isual); - pe u bações do compo amen o ou agilidade no es abelecimen o de elações in e pessoais. S allings-Sahle (1999) e e e como p incipais e mais comuns pad ões de dis unção as pe u bações de modulação senso ial, de mo imen os óculo-pos u ais, de in eg ação bila e al e sequenciação e as disp axias do desen ol imen o. Segui emos a nossa análise com base na ipologia de S allings-Sahle (op. ci . 1999), salien ando que embo a cada uma des as pe u bações enha implicações di e sas, podem coexis i , inclusi amen e, na mesma c iança/indi íduo. Fa emos uma abo dagem sucin a e pa cela de cada uma com o in ui o de demons a que algumas Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u ^^ o mas de pe u bação podem e sé ias epe cussões no compo amen o adap a i o, apesa das suas mani es ações se em po ezes incipien es. 2.2.4.1 - Pe u bações da modulação senso ial A capacidade do SNC egula a o ma como as sensações são p ocessadas pelo cé eb o denomina-se de modulação (Smi h, Bu che & Reed, 1998). A dis unção ou pe u bação da modulação senso ial consis e numa espos a desp opo cionada a um es ímulo senso ial que se mani es a po um aumen o ou diminuição do ní el de exci abilidade ou mesmo po lu uações en e es es dois ex emos. Es ão, aqui, en ol idas componen es neu ológicas e compo amen ais de g ande complexidade. Pa a Wilba ge e S ackhouse (1998) "Senso y modula ion is he in ake o sensa ion ia ypical senso y p ocessing mechanisms such ha he deg ee, in ensi y and quali y o esponse is g aded o ma ch en i onmen al demand and so ha a ange o op imal pe o mance/adap a ion is main ained. " (p. 6). Uma c iança com boa capacidade de in eg ação senso ial consegue modula os di e en es es ímulos que a e em ao sis ema ne oso, sendo o p ocesso de modulação senso ial, indi ec amen e, a aliá el a a és da espos a da c iança aos es ímulos senso iais. Segundo Royeen e Lane (1991), exis e um con ínuo de esponsi idade senso ial, endo num ex emo a hipo- eac i idade e no ou o a hipe - eac i idade, si uando-se no cen o, o equilíb io óp imo ( igu a 3). Equilíb io óp imo Hipo- eac i idade «_ ► Hipe - eac i idade „ . . , De esa senso ial Do mência senso ial T. . j_ Limia baixo Limia al o Figu a 3 - Con ínuo de eac i idade senso ial (adap ado de Royeen & Lane, 1991). O indi íduo que ap esen a um limia al o de espos a unciona no ex emo da hipo- eac i idade e de e á ap esen a diminuição da espos a senso ial e do egis o senso ial; não esponde a es ímulos senso iais pe cebidos pela maio ia das pessoas. No ou o ex emo, ap esen ando um limia baixo ou hipe - eac i idade, a espos a aos es ímulos se á, mani es amen e, exage ada (ul a- eac i a), excedendo a capacidade inibi ó ia de eacção, a ec ando po consequência a in e p e ação da in ensidade eal da es imulação. As pe spec i as mais ecen es indicam como cons i uin es des e g upo de pe u bações a de esa senso ial, a insegu ança g a i acional e as espos as a e si as ao es ímulo es ibula (Kooma e Bundy, 1991; S allings-Sahle 1999). O e i amen o ou a e são senso ial assume-se como eacção de de esa a um es ímulo que é ecebido como hipe -es imulan e, acima das capacidades inibi ó ias do SNC, p o ocando uma sensação desag adá el e uma consequen e espos a nega i a mo o a ou a ec i a. Nas c ianças com de esa senso ial, a espos a ao es ímulo ( ác il, audi i o ou isual) pode á es a associada a si uações de dis ac ibilidade, dé ice de a enção, hipe - ac i idade e deso ganização (Chu, 1996; Mulligan, 1996). As espos as a e si as do sis ema es ibula são e e idas po Fishe (1991), como di iculdades de modulação a ní el dos canais semi-ci cula es, e e idenciam-se em Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma planos di e en es: c ianças com insegu ança g a i acional e i am si uações que en ol em a modi icação da posição da cabeça no espaço e a u ilização ou pe manência em supe ícies ins á eis. A in ole ância ao mo imen o mani es a-se po náuseas e ómi os em espos a a mo imen os aos quais um indi íduo no mal não ap esen a quaisque espécie de eacções. No ex emo opos o nas si uações de do mência senso ial ou diminuição do egis o senso ial, as espos as aos es ímulos essencialmen e ác eis, ol ac i os e audi i os (mas ambém es ibulo-p op iocep i os) são len as e demo adas; de ido a uma inibição da capacidade de exci ação, o es ímulo em que se mui o in enso pa a p o oca uma eacção. A c iança que se si ue numa dimensão de do mência senso ial pode ap esen a um compo amen o de p ocu a excessi a do impulso senso ial mani es ado po balanceamen os (au o-es imulação), p ocu a de con ac os ísicos in ensos que podem se con undidos com ag essi idade. Mani es am ambém desin e esse pelo ambien e, pelos b inquedos e pelas ac i idades dos companhei os. Nes a si uação os es ímulos o necidos pelo ambien e não êm in ensidade e equência su icien es pa a p o oca em uma espos a do SNC. No p essupos o de explica as eacções de compo amen o associadas às dis unções senso iais, as ligações en e os dé ices de modulação senso ial e o sis ema límbico êm sido al o do in e esse e in es igação po pa e de di e sos au o es (e.g. Kooma e Bundy, 1991; RoyeeneLane, 1991; S allings-Sahle , 1999). As espos as compo amen ais associadas às si uações de de esa senso ial e es em-se de ele ado componen e emocional (mani es ações de s ess e ansiedade), com aumen o do ní el de ac i idade, eacções de de esa exage adas e mani es ações de labilidade emo i a suge indo uma in e acção en e os sis emas subjacen es a es es pa es componen es da a e a. A execução se á a exp essão compo amen al das duas ases an e io es. O concei o de p axis é cen al na eo ia de in eg ação senso ial, undamen almen e, po o ma uma pon e en e a ac i idade mo o a e a cognição (S allings-Sahle , 1999). Ay es (1985), ao e e i a impo ância da p axis no desen ol imen o, conside a a que es a ep esen a a pa a o mundo ísico o mesmo que a linguagem pa a o mundo social. A Teo ia de In eg ação Senso ial e e e disp axia do desen ol imen o pa a dis ingui da disp axia ou ap axia do adul o, sendo que na p imei a, a pe u bação se es abelece du an e o desen ol imen o e não es á elacionada com nenhuma lesão cen al aumá ica (Pa ham & Mailloux, 1996.). A disp axia não é, essencialmen e, uma si uação de descoo denação mo o a, mas sim de di iculdades na o mulação do p ojec o de acção. A c iança disp áxica execu a a acção com exage ado dispêndio de ene gia e sem adequação de o ça, ampli ude do mo imen o e empo, às eais necessidades da ac i idade. Baseadas em Ce ma k (1991) e S allings-Sahle (1999), enume a emos, seguidamen e, os aspec os p incipais do quad o clínico global da disp axia do desen ol imen o. Focando-nos nas ca ac e ís icas de compo amen o podemos e e i , en e ou as, mani es ações de us ação e endência a e i a si uações no as. F equen emen e, a c iança a asa-se e esquece-se de objec os, ecados, e c. Podem apa ece ca ac e ís icas de dis ac ibilidade, al a de concen ação da a enção. São comuns compo amen os de con olo e manipulação, cuja mani es ação p e ende colma a a al a de con olo ísico sob e o meio ambien e. Pode ão oco e mani es ações de labilidade emocional e ou compo amen os deso ganizados. Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u acional 86 No deco e do desen ol imen o e no b inca são e iden es algumas ca ac e ís icas ípicas: são c ianças desajei adas que mani es am p oblemas na manipulação e nas capacidades mo o as inas, ap esen ando di iculdades ao ní el da sequenciação espacial e empo al das ac i idades (Sko ji & Mckenzie, 1997), embo a o desen ol imen o mo o enha deco ido de aco do com os p azos es abelecidos. Po ou o lado, desen ol em mais len amen e as suas capacidades de au onomia pessoal. Pode á ha e uma his ó ia de di iculdades de alimen ação ou de ou o ipo de acções en ol endo a mo icidade o al. Algumas al e ações complemen a es en ol endo ou os sis emas senso iais são ambém de e e i : dé ices do esquema co po al e do p ocessamen o es ibula , de esa ác il e dé ices de a iculação. Pode ão coexis i al e ações no p ocessamen o isual ou audi i o, assim como p oblemas elacionados com aca la e alização das unções ce eb ais (Mu ay, Ce mak & O'B ien, 1990). Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u acional 2.3 - In luências do Sis ema Ne oso Au ónomo no Compo amen o Segundo as mais ecen es in es igações o SNA não se cons i ui, somen e, como uma es u u a de espos a com pe il imu á el, baseada, no equilíb io en e simpá ico/ agai, mas sim, como uma es u u a dinâmica em cons an e modi icação e adap ação, dependendo de uma sé ie de ac o es pa a o seu uncionamen o e o nando algo complexos a comp eensão dos enómenos ine en es à globalidade da sua acção. Po ges (1995, 1997) conside a que o uncionamen o do SNA in luencia a expe iência a ec i a, a exp essão emocional e a comunicação ocal, sendo o compo amen o social, po ine ência, in luenciado pelas p ocessos a ás desc i os. Es e au o suge e que cabem, pa icula men e, à componen e pa assimpá ica do SNA e, especi icamen e, ao ne o ago (X pa c aniano) as in luências e acções que ão de e mina o cons u o em causa. Re e e-se aos dois amos (e e en es ou mo o es) do ne o ago o iginados em dois núcleos di e en es do onco ce eb al: o núcleo do sal do ago e o núcleo ambíguo, com unções neu o isiológicas e in luências compo amen ais di e en es. O núcleo mo o do sal p ojec a as suas ias ne osas, não mielinizadas, pa a es u u as si uadas abaixo do dia agma (es ômago e in es inos), enquan o que o núcleo ambíguo in luencia em g ande maio ia as es u u as e ó gãos si uados acima do dia agma (la inge, a inge, esó ago, b ônquios e co ação) a a és de ias ne osas mielinizadas. Pode, assim, associa -se o amo agai elacionado com o núcleo do sal do ago a unções inconscien es ao ní el ege a i o - p incipalmen e diges i as - e o amo p o enien e do núcleo ambíguo a ac i idades de o dem olun á ia e conscien e, com impac o no domínio da in e acção social. Po ges (1995) conside a es e núcleo (e as suas p ojecções e e en es) undamen ais na génese das espos as sociais. O sis ema agai mielinizado (somen e exis en e nos mamí e os e cons i uindo o ní el de con olo mais conscien e ilogene icamen e e mais ecen e) man ém, como e e imos, elação di ec a com o núcleo ambíguo e com os ne os c anianos que con olam as ocalizações - glosso a íngeo (IX) e ago (X) - as exp essões aciais - acial (VII) - a mas igação - ( igémio V) - a o ação da cabeça e o ien ação - acessó io (XI ). Fib as do ne o ago êm ambém g ande in luência na unção ca dio espi a ó ia, con olando ac i amen e os ba imen os ca díacos e os mo imen os espi a ó ios. O SNA man ém uma igilância cons an e sob e as in o mações p o enien es das suas ias a e en es de o ma a assegu a os es ados de homeos asia. A egulação das unções homeos á icas mais p imi i as (como a empe a u a, a espi ação, a p essão a e ial e o sono) é a base pa a o desen ol imen o de ou os sis emas neu o isiológicos e ambém da in eg ação senso ial, do con olo mo o , do compo amen o e das unções co icais (Po ges, 1996). Pode emos a i ma que o desen ol imen o humano equilib ado assen a na co ec a au o- egulação das unções homeos á icas p imá ias, que são unção do SNA. No en an o, a in luência do SNA ul apassa, la gamen e, as suas capacidades uncionais e homeos á icas a ibuindo-se-lhes unções de complexidade mui o supe io à medida que se sobe na escala de desen ol imen o ilogené ico. Es es p ocessos, segundo Po ges (1996), p essupõem a exis ência de egulação do compo amen o mo o , da exp essão emocional e dos p ocessos cogni i os po pa e do ne o ago e, po a as amen o, ambém in luência nas in e acções e compo amen os sociais. Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i acio-ma u adonal^^^^J39^^ Es a eo ia ainda não iu o almen e con i mados os seus pos ulados sob e a egulação neu al do a ec o, no en an o, undamen a os seus alice ces no p essupos o de que as emoções e os a ec os e lec em o uncionamen o do SNA que lhes é subjacen e. As ias ne osas a e en es p o enien es do complexo agai en al (cons i uído pelo núcleo ambíguo e pelos núcleos dos ne os c anianos a ás e e idos) con olam a a inge, la inge e pala o mole endo in luência di ec a na sucção, deglu ição, espi ação e exp essões aciais. Es as unções, no seu conjun o, cons i uem-se como um sis ema olun á io com uma o e elação com a comunicação (eg: ocalização, mo imen os de o ien ação da cabeça, a enção e emoção - exp essa pela ocalização e exp essão acial). O complexo agai en al em um e ei o inibi ó io nas ias ne osas simpá icas elacionadas com o co ação e, assim, p omo e os compo amen os calmos e p ó-sociais necessá ios a ac i idades de in e acção, comunicação e alimen ação. Es e complexo es á no seu po encial máximo nos pe íodos de ac i ação quando o indi íduo es á ale a e pe cebe o ambien e como segu o. Toda ia, em si uação de ameaça deixa de inibi os ba imen os ca díacos pa a acili a a exp essão do sis ema ne oso simpá ico quando é necessá io ao o ganismo p omo e os compo amen os de lu a ou uga (Po ges, 1998). Ressal a do expos o que o SNA, além de p opo ciona as capacidades necessá ias à egulação dos sis emas isiológicos in e nos, em um papel cen al na de e minação das capacidades do bebé pa a esponde aos desa ios do meio ambien e, pois an es da c iança domina in e acções mais complexas com o meio ambien e em que adqui i compe ência na egulação do p ocesso au onómico. Os p ocessos neu o isiológicos in luenciam a ap endizagem de uma o ma di ec a, de que são exemplo i ial as al e ações da capacidade de a enção que Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u adonal 90 diminuem o endimen o cogni i o, ou indi ec amen e a a és da acção sob e o empe amen o da c iança que é p eponde an e nos con ex os de ap endizagem (Doussa d-Roose el e ai, 1997). O modelo em es udo pode con ibui pa a a a aliação e es abelecimen o de no as es a égias na in e enção, an o nas si uações de c ianças com desen ol imen o no mal, como naquelas po ado as de de iciência. Es amos em c e , de aco do com Po ges (1996), que quan o maio o o conhecimen o sob e as in luências dos p ocessos neu o isiológicos no desen ol imen o das unções i ais básicas do ecém-nascido e da c iança p ema u a, mais e icazes se ão as es a égias de in e enção desen ol idas. Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u acional 2.4 - Sín ese Embo a pa indo de cons u os eó icos independen es, as di e en es pe spec i as ap esen adas complemen am-se mais do que se con adizem e, em conjun o, cons i uem um enquad amen o álido na pesquisa das ligações do compo amen o/ empe amen o à neu o isiologia. Cada ez mais a in es igação das elações en e o cé eb o e a men e se inse em di ec amen e no domínio da psico isiologia. Es a ciência não só pe mi e en ende as soluções de con inuidade en e o p ocessamen o neu o isiológico, as es u u as ce eb ais e os p ocessos psicológicos, mas ambém, o es abelecimen o de o mas de medição indispensá eis à pesquisa nes a á ea. Ro hba e De ybe y (1981) comen am que as di e enças indi iduais na eac i idade da c iança êm o igem biológica e o mam a base do empe amen o. "Thus, om a psychophysiological pe spec i e, i is possible o link, no me ely in heo y, bu also ia measu emen , psychological p ocess wi h neu ophysiological p ocess and b ain s uc u es. " (Po ges, 1995, p. 301). É es e um dos alice ces em que assen a o abalho de G eenspan (1994), baseado na sua in e enção clínica, ela i amen e às chamadas pe u bações egula ó ias, em que al e ações compo amen ais e empe amen ais complexas são analisadas à luz das pe u bações neu o isiológicas mais p imi i as. Pa a es e au o pe u bações na au o- egulação au onómica epe cu em-se em al e ações pos e io es na a enção, concen ação, c ia i idade, desen ol imen o do a ec o e ou as si uações de âmbi o emocional e de in e acção social. Os pad ões de espos a do SNA podem cons i ui uma o ma de abo dagem das pe u bações egula ó ias. DeGangi e ai. (1993) conside am que c ianças com Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u acic^^ pe u bações egula ó ias podem se iden i icadas a a és da medição de al e ações do onus agal no deco e de a iados p ocessos psicológicos. Pa alelamen e, os mesmos au o es conside am que c ianças diagnos icadas com pe u bações egula ó ias ap esen am uma maio incidência de dis unções do p ocessamen o senso ial, pa icula men e, no que diz espei o à hipe -sensibilidade à es imulação ác il, es ibula e audi i a. 2.4.1 Modulação Senso ial e Funcionamen o Au ónomo Pa ilhando a opinião que há in e enção au onómica nas si uações de de esa senso ial, podemos e e i que as pe u bações de de esa ác il es ão associadas a al e ações signi ica i as nas medições psico isiológicas da eac i idade do SNA (condução elec odé mica, ba imen os ca díacos, i mos espi a ó ios) quando compa ados com espos as em sujei os sem al e ações de de esa ác il (Reisman ci ada po Sahle , 1999). Es a ca ac e ís ica é, pa icula men e, e iden e em c ianças po ado as do sínd oma de X ágil (Mille e ai, 1998). Os enómenos de modulação senso ial já e e idos como um dos pila es em que assen am os p ocessos ce eb ais ine en es à in eg ação senso ial, es ão imbuídos de uma o e con ibuição da ac i idade do SNA. Ce ma k (1988), analisa as con ibuições de di e en es á eas na cons ução dos concei os de modulação senso ial, acen uando se ilusó io conside a es es p ocessos numa pe spec i a de concep ualização linea , salien ando a in luência do SNA nos p ocessos de modulação senso ial que ac ua ão num con ínuo en e a ac i idade simpá ica e pa assimpá ica. S alling-Sahle (1999), e oca alguns ní eis de in luencia do SNA na modulação senso ial: (a) aumen o da ecep i idade senso ial - edução dos limia es de Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i odo-mam adona^^^^^93^^^ exci abilidade senso ial nos sis emas audi i o (hipe -es imulação ao ba ulho), ác il e isual (dila ação da pupila), (b) modi icações nas espos as ca dio ascula es e espi a ó ias, (c) espos as indi iduais adap adas - no sen ido da p ese ação da homeos asia e eacções de de esa ( uga, lu a ou pa alisação global). O objec i o dos modelos ap esen ados é comp eende como odos es es ac o es ele an es in luenciam o compo amen o da c iança. Em conjun o, u ilizam a obse ação do compo amen o, não só com um con eúdo imedia is a a aliando aquilo que a c iança az, mas sob e udo, deb uçam-se sob e a o ma com a c iança o ganiza a suas expe iências, com o in ui o de e i a em conclusões sob e o uncionamen o neu o- psico- isio lógico. 2.4.2- Funções senso iais e inculação A in e dependência mãe- ilho no es abelecimen o dos laços de inculação, es á exp essa nas pala as de Winnico (1987), ao a i ma que um bebé não pode exis i sozinho, pois é pa e essencial de uma elação. A o ganização dos laços de inculação inicia-se desde o nascimen o e, numa ase p ecoce, com g ande dependência dos ó gãos senso iais. O ac o, o ol ac o e o mo imen o são, pa icula men e, impo an es pa a o bebé que os u iliza pa a man e o con ac o com a mãe. As sensações ác eis são c í icas pa a o es abelecimen o dos laços de inculação mãe- ilho pois ep esen am o elo, mais impo an e, de comunicação diádica e, pos e io men e, êm um papel-cha e ao p opo ciona sen imen os de segu ança. Associadas à sensibilidade p op iocep i a pe mi em ambém à c iança molda -se ao co po da mãe, p opo cionando-lhe p aze nesse con ac o (Pa ham & Mailloux, 1996). Capí ulo 2 - A pe spec i a cons i ucio-ma u acional 94 Pelo ol ac o e audição es abelecem-se as p imei as disc iminações e adap ações ao con ex o ambien al. Na mesma sequência, o impac o do es ímulo es ibula na egulação do bebé é ap eciado, in ui i amen e, po mui as mães, quando embalam os seus ilhos pa a os apazigua . O papel da isão na es u u ação do p ocesso de inculação é undamen al pa a o desen ol imen o das in e acções ace a ace, sendo o con ac o isual mãe- ilho elemen o p eponde an e no desen ol imen o emocional do bebé. A qualidade da comunicação assume-se como o ac o mais impo an e na elabo ação das es a égias de inculação (B azel on & C ame , 1989). Se a c iança não em capacidade pa a in eg a o impulso senso ial no mal, pode á ap esen a um quad o de pe u bações egula ó ias, ca ac e izadas po mani es ações de i i abilidade, exci abilidade e pe u bações do sono, en e ou as, que conjugados com mães menos eac i as e a en as aos sinais dos bebés, se á suscep í el de ge a o empob ecimen o da qualidade dos cuidados ma e nos. Na e dade, a hipe - eac i idade ác il pode á pe u ba a elação ha moniosa da díade ao p o oca na c iança sensações desag adá eis (às ca ícias e ao con ac o ísico e/ou às ex u as de de e minados alimen os) que se ão acompanhadas de mani es ações de desag ado, com in ensidade a iá el de caso pa a caso. Na e en ualidade de a mãe não mos a sensibilidade aos sinais do bebé pode á in e p e a , e adamen e, as eacções des e como mani es ações de ejeição e assim ence a um ciclo pe u bado da elação. Al e ações semelhan es na díade pode ão oco e quando a hipe - eac i idade ác il i e o igem na mãe, sendo es a a e i a o con ac o ísico ou, quando o bebé mani es a hipo- eac i idade senso ial, eagindo com maio len idão e apa ia aos es o ços de comunicação da mãe que, no amen e, e á di iculdade co esponde aos sinais do seu ilho. Capí ulo 3 - Sín ese das ques ões de in es igação 101 Com con o nos de maio ou meno e idência e g a idade as pe u bações egula ó ias epe cu em-se em al e ações do compo amen o. À sua es ão associadas di iculdades de au o- egulação emocional, ins abilidade e hipe ac i idade a es ímulos ác eis, audi i os, isuais e es ibula es (DeGangi, C a & Cas ellan, 1991). É e e ido amiúde na li e a u a (Ay es, 1979; DeGangi & G eenspan 1988; La son, 1982), a associação en e pe u bações egula ó ias, p oblemas de modulação senso ial e al e ações do compo amen o. Case-Smi h e ai. (1998) desc e em si uações de de esa ác il, isual e audi i a signi ica i amen e elacionadas com empe amen o i i á el e hipe ac i idade. Pa ilham conclusões semelhan es os es udos de análise ac o ial de Dunn (Dunn, 1994; Dunn & Wes man, 1997) e os abalhos de DeGangi e ai. (1993), pa icula men e elacionados com a eac i idade ác il e es ibula . Também as in es igações de Wiene , Long, DeGangi e Ba aille (1996) e ec uadas com base na aplicação do Tes e de Funções Senso iais a c ianças com pe u bações egula ó ias, e elam que es as ap esen am sinais de isco ou dé ice no p ocessamen o senso ial. A sequência de es udos que acabámos de e e i susci am uma sé ie de ques ões ela i as à cadeia sequencial de in luências en e as pe u bações de in eg ação senso ial, a espos a deso ganizada a ní el de compo amen o emocional e as implicações des e ao ní el da in e acção diádica. É ainda DeGangi (DeGangi e ai, 1993) que elaciona a eac i idade de ensi a da c iança, com um ipo de in e acção pa en al que ende a se mais es u u ado, com menos empo de ac i idade conjun a e menos con ac os ísicos. Alguns au o es (Bee e ai, 1982) comen am que a diminuição da qualidade das in e acções diádicas es á associada ao isco de oco ência de pos e io es a asos de desen ol imen o. É de odos econhecida a di iculdade de de ecção e diagnós ico de dé ices de in eg ação senso ial em c ianças mui o pequenas, con undindo-se amiúde com Capí ulo 3 - Sín ese das ques ões de in es igação episódios ansi ó ios de al e ações egula ó ias ou com ques ões empe amen ais a que não se associa um pe il neu opsicológico subjacen e. Sabemos, no en an o, que as pe u bações senso iais êm epe cussões compo amen ais, desde i i abilidade e mani es ações de eceio ao mo imen o, a é exp essões á ias de descon o o de ido a hipe e hipo-sensibilidade e à má es u u ação dos di e sos sis emas senso iais. A exis ência des e ipo de mani es ações no bebé, colide di ec amen e com a acção do p es ado de cuidados, com quem se p e ende que sejam es abelecidos laços de inculação segu os e que, na maio ia das si uações, não es á despe o pa a se adap a à p o á el dis uncionalidade senso ial da c iança. As espos as deso ganizadas do bebé com pe u bações de in eg ação senso ial pode ão e in luência no compo amen o do p es ado de cuidados com in ensidade su icien e pa a modi ica as ca ac e ís icas de sensibilidade e eac i idade le ando a al e ações na segu ança da inculação? Seguindo uma es a égia de a aliação do p ocesso de inculação com base no p ocedimen o Si uação Es anha, associado à a aliação das unções senso iais - Tes e de Funções Senso iais em c ianças dos 4 aos 18 meses - o nosso es udo de ca ác e co elacionai con empla, p e e encialmen e, os seguin es objec i os: - Es abelece as elações en e a qualidade da in eg ação senso ial e a o ganização dos compo amen os de inculação. - Ve a é que pon o a eme gência das o mas a ípicas de inculação es ão associadas a al e ações do p ocessamen o senso ial. - De e mina a é que pon o há ligações en e os pad ões de inculação segu a e a eac i idade senso ial ao ní el dos di e en es sub-sis emas. Capí ulo 4- Mé odo Capí ulo 4 - Mé odo 104 4.1 Pa icipan es A amos a, do p esen e es udo, oi ecolhida en e os u en es do Cen o de Saúde Viseu-2 e em cinco c eches do concelho de Viseu, sendo compos a po um o al de qua en a díades. Pa a a sua selecção o am es abelecidos os c i é ios que, seguidamen e, se expõem: - idade dos sujei os comp eendida en e os 11 e os 18 meses2. - e idência de desen ol imen o den o dos pa âme os conside ados no mais - esidência no concelho de Viseu - disponibilidade ma e na pa a acompanha as c ianças ao local da obse ação e pa icipa ac i amen e no p ocesso de ecolha de dados. As c ianças, num o al de qua en a, ap esen a am idades comp eendidas en e os 11 e os 20 meses, sendo a média e á ia de 14,05 meses. A maio ia pe encia ao sexo masculino (n = 26; 65%.), sendo as es an es 14 (35%) do sexo eminino. O ag egado amilia e a, em 36 casos (90%), cons i uído somen e pela amília nuclea , i endo as es an es 4 c ianças em si uação de amília ala gada. No o al da amos a 18 (45%) inham pelo menos um i mão, sendo 22 (55%) ilhos únicos. O ipo de habi ação e a, p edominan emen e, u bana; só 12 amílias esidiam em zonas de ca ac e ís icas u ais. Obse ando o local onde pe manecem du an e o dia concluímos que podíamos sin e iza a nossa amos a em ês ca ego ias: 25% es a am en egues aos cuidados dos 2 Um dos sujei os obse ados ul apassou em dois meses o limi e de idade es ipulada inicialmen e. Ne en an o, op ámos po man ê-lo na amos a dado ap esen a ca ac e ís icas de pe u bação senso ial que se enquad am pe ei amen e nos domínios de a aliação do es e, po nós, u ilizado. Capí ulo 4 - Mé odo 105 pais em casa, 25% ica am a ca go de um amilia (a ó, ia, p ima, e c); 20 c ianças, ou seja, 50% do o al da amos a equen a a uma c eche. Em elação à ca ac e ização dos pais p i ilegiámos indicado es como a idade e o es a u o sócio-económico. A média da idade dos pais e a de 31 anos. Em elação às mães a média de idades e a de 29,38 anos. Pa a a ca ac e ização do es a u o sócio-económico op ámos pela classi icação da escala de Wa ne - p imei a adap ação pa a Po ugal (anexo 1). Nos Quad os 4 e 5 es ão sin e izados o es a u o sócio-p o issional e o ní el de escola idade das mães e pais Quad o 4- Es a u o sócio-p o issional dos pais e mães Ca ego ia Pais Mães 1- Al a Adminis ação, Quad os Di igen es 1 (2%) 0 2- Licenciados, P op ie á ios e Quad os 10 (25%) 12 (30%) Médios, P o issões Técnicas 3- Emp eg. Adminis a i os e Peq. P op ie . 11 (28%) 10 (25%) 4- Ope á ios Quali icados 13 (33%) 5 (12.5%) 5- T abalhado es não especializados 4 (10%) 13 (32.5%) To al 39 40 Quad o 5- Ní el de escola idade dos pais Ca ego ia Pais Mães Ensino Supe io 8 (20.5%) 12 (30%) Ensino Secundá io 8 (20.5%) 10 (25%) 3o Ciclo 6 (15%) 5 (12.5%) l°e 2o Ciclos 17 (43.5%) 13 (32.5%) 1° Ciclo incomple o ou nulo 0 0 To al 39 40 Capí ulo 4 - Mé odo 106 O es a u o sócio-económico da amos a ca ac e iza-se po uma p edominância da classe média. Analisando o ní el de escola idade e i icamos que a pe cen agem de mães com g au supe io ou secundá io e a de, espec i amen e, 30% e 25%, sendo mais ele adas que a mesma ca ego ia nos pais: 20.5% em cada um dos ní eis. De aco do com os esul ados ap esen ados az sen ido ca ac e iza a amos a como p edominan e da classe média u bana, sendo os ag egados amilia es cons i uídos na sua maio ia po amílias de ipo nuclea . Deb uçando-nos sob e a his ó ia clínica e ges acional pudemos e i ica que 65% (n = 26) dos sujei os nasce am de pa o no mal, sendo 35% egis ados como endo so ido um pa o dis ócico. Em 85% dos casos a ges ação oi de e mo e em somen e 15% (n = 6) de p é- e mo. Apenas 17.5% do o al da amos a (n = 7) e e iu e so ido hospi alizações, endo odos sido acompanhados, pe manen emen e, pela mãe du an e a es ada no hospi al. Capí ulo 4 - Mé odo 107 4.2 - Ins umen os de a aliação O nosso es udo oi elabo ado endo com base qua o ins umen os que passamos a enume a : 1. Ques ioná io de Iden i icação. 2. P ocedimen o labo a o ial Si uação Es anha (Ainswo h e ai, 1978). 3. Tes e de Funções Senso iais em C ianças dos 4 aos 18 meses (DeGangi & G eenspan, 1989). Ques ioná io de iden i icação A elabo ação/u ilização des e ins umen o e e com inalidade a ecolha dos dados essenciais à iden i icação dos sujei os, numa pe spec i a pessoal, amilia e de con ex o ambien al (anexo 2). Recolhe am-se ambém, b e es in o mações sob e a his ó ia clínica dos bebés que, de alguma o ma, pudessem e implicações no nosso es udo. P ocedimen o labo a o ial Si uação Es anha A desc ição e elabo ação des e ins umen o de e-se a Ainswo h (Ainswo h e ai, 1978) ao p e ende cla i ica a o ganização dos compo amen os de inculação segundo os p essupos os da eo ia de Bolwby (1969/1982). Consis e num p ocedimen o labo a o ial, es u u ado, com a du ação ap oximada de in e minu os, em que a c iança e a mãe são sujei os a sequências de episódios de ês minu os, num local desconhecido. A o ganização sequencial dos episódios (oi o na o alidade) oi pensada de o ma a nos episódios iniciais susci a o compo amen o explo a ó io e, pos e io men e, Capí ulo 4 - Mé odo 108 ac i a o sis ema de inculação, num c escendo de in ensidade, como espos a às sucessi as sepa ações da mãe que o bebé ai i enciando. Episódios da Si uação Es anha Episódio 1: Mãe, Bebé e Expe imen ado - A Mãe e o Bebé são in oduzidos na sala de expe imen ação. É mos ado à Mãe onde de e pô o Bebé e onde, seguidamen e, se de e sen a . O Expe imen ado de e á egis a a eacção do Bebé ao se pos o no chão e sai logo que enha comple ado as ins uções. Episódio 2: Mãe e Bebé A Mãe põe o Bebé no chão jun o dos b inquedos. Seguidamen e sen a-se. Espe a-se que o Bebé explo e a sala e que b inque com os b inquedos. O objec i o da obse ação si ua-se na quan idade e qualidade da explo ação da si uação es anha pelo Bebé - locomo o a, manipula i a e isual - e na quan idade e na u eza da sua o ien ação pa a a Mãe. Episódio 3: A Pessoa Desconhecida, Mãe e Bebé A Pessoa Desconhecida sen a-se e pe manece silenciosa du an e um minu o. No inal do p imei o minu o de e começa a ala com a Mãe; no inal do segundo minu o começa a in e acção com a c iança. No inal dos ês minu os a Mãe sai da sala disc e amen e. O objec i o da obse ação é o ipo e a quan idade de a enção que a c iança p es a à Pessoa Desconhecida em compa ação com a a enção dispensada à Mãe ou à explo ação do ambien e e a o ma como a c iança acei a a in e enção da Pessoa Desconhecida. Capí ulo 4 - Mé odo 109 Episódio 4: A Pessoa Desconhecida e o Bebé Es e episódio de e á du a 3 minu os, con udo, pode á se encu ado se o Bebé cho a mui o e não o possí el acalmá-lo. Ao Obse ado in e essa a quan idade e o ipo de explo ação em con as e com os episódios an e io es. Também é de obse a a espos a do Bebé à saída da Mãe - cho o, compo amen o de p ocu a, indi e ença, ou qualque ou a g ande pe u bação A espos a do Bebé à Pessoa Desconhecida ambém é impo an e, incluindo o compo amen o ao se pegado ao colo e pos o no chão e qualque en a i a de epa pa a o colo. Episódio5: Mãe e Bebé A Mãe ecebe ins uções pa a pô Bebé bem dispos o, sen á-lo no chão e in e essá-lo pelos b inquedos, En e an o a Pessoa Desconhecida deixa disc e amen e a sala. Passados 3 minu os, ou quando a Mãe julga o Bebé p on o pa a o p óximo episódio, ecebe o sinal pa a sai da sala. Nes e episódio o Obse ado es á in e essado em obse a a espos a do Bebé em elação à Mãe depois da sua ausência e a sua in e acção aquando do seu e o no. Episódio 6: Bebé sozinho São es ipulados 3 minu os pa a o Bebé explo a a sala sozinho, mas se o Bebé ica mui o pe u bado o episódio é co ado. O obse ado em in e esse an o no jogo explo a ó io (se es e i e luga ) quando a c iança é deixada num local não amilia e na sua eacção ao a as amen o da Mãe - cho o, compo amen o de p ocu a, abugice, mo imen os ensos, e c. Capí ulo 4 - Mé odo 110 Episódio 7: Pessoa Desconhecida e Bebé A Pessoa Desconhecida en a na sala. Se o Bebé es i e a cho a , en a acalmá-lo pegando-lhe ao colo, se ele o pe mi i . Quando, e se o Bebé se acalma , ela de e á pô-lo no chão e en a le á-lo a b inca . Nes e episódio o obse ado es á in e essado inicialmen e na espos a do Bebé à Pessoa Desconhecida - quan o empo demo ou a se acalmado po ela, se acei ou ou ejei ou o con ac o, se in e agiu com ela a b inca e compa a es as espos as com as oco idas com a Mãe nos episódios de eunião. Também é impo an e obse a se a mo i ação exe cida pelos b inquedos é su icien emen e o e pa a pe mi i ao Bebé dispensa o apoio da es anha. Episódio 8: Mãe e Bebé A Mãe ab e a po a e espe a um momen o an es de sauda o Bebé dando-lhe opo unidade pa a esponde espon aneamen e. Fala depois com o Bebé e, inalmen e, pega-lhe ao colo. En e an o a Pessoa Desconhecida deixa a sala. Mãe e Bebé pe manecem em in e acção du an e os úl imos ês minu os. Classi icação da si uação Es anha A classi icação da Si uação Es anha em o en oque máximo nos dois episódios de eunião com a igu a ma e na (5o e 8o) baseando-se, sob e udo, na epos a compo amen al da c iança à eunião. Os es o ços da c iança pa a p ocu a a p oximidade e man e o con ac o com a igu a pa en al são analisados, não descu ando aspec os compo amen ais como o e i amen o da p oximidade e esis ência ao con ac o, plenos de in o mação sob e a dinâmica dos compo amen os incula i os. O sis ema de classi icação da Si uação Es anha ag upa-os em ês ca ego ias. Capí ulo 5- Resul ados Capí ulo 5 - Resul ados 118 Ap esen ação A ap esen ação dos esul ados do nosso es udo se á o denada em ases dis in as pa a maio acilidade de exposição. Num p imei o momen o analisa emos a o alidade da amos a em unção dos di e en es g upos de inculação (A B C e D) e a sua dis ibuição pelos compo amen os de inculação. No sen ido de a e igua a consis ência da ca ego ização po g upos, an e io men e ealizada, se ão ap esen ados os esul ados do p ocedimen o es a ís ico "análise disc iminan e". Num segundo momen o, deb uça -nos-emos sob e os esul ados e e en es ao Tes e de Funções Senso iais que oi adminis ado a odos os sujei os da amos a (N = 40). Pa alelamen e, de e -nos-emos sob e a análise das elações exis en es en e os pad ões de inculação e os con ex os ambien ais da c iança. Po úl imo, e a a és de p ocessos es a ís icos conside ados ap op iados, es uda emos a elação exis en e en e os g upos de inculação e as unções senso iais a aliadas nos bebés. 5.1 Pad ões de inculação Con o me a ás oi explici ado es udámos os pad ões de inculação no âmbi o da Si uação Es anha. Os c i é ios de a aliação u ilizados o am os de inidos po Ainswo h e ai (1978) associados aos c i é ios de a aliação a ípica de C i enden (1985, 1988); Lyon- Ru h e ai. (1988) e Main e Solomon (1990). Con o me o Quad o 6 ilus a 42.5% (n = 17), das espos as si uam-se no pad ão B e 22.5% (n = 9) são é i an es - pad ão A. Os bebés esis en es - pad ão C, são em núme o de 6 e ep esen am 15% da amos a. Ap esen am índices de inculação a ípica, 8 c ianças, co espondendo a 20% da amos a. Quad o 6- Dis ibuição da amos a pelos g upos de inculação A B C e D Segu o E i an e Resis en e A ípico To al N 17 9 6 8 40 % (42.5%) (22.5%) (15%) (20%) (100%) Ap o undando, um pouco mais, as classi icações na Si uação Es anha analisa emos, seguidamen e, a dis ibuição da amos a po cada um dos sub-g upos de inculação (Quad o 7). Capí ulo 5 - Resul ados 120 Quad o 7 - Dis ibuição dos sujei os po g upo e sub-g upo de inculação E i an es Al A2 BI B2 Segu os B3 B4 Resis en es Cl C2 D-Al D-A2 A ípicos D-Bl D-B4 D-Cl D-A/C To al D de c ianças Pe cen agem 8 20% 1 2.5% 7 17.5% 6 15% 3 7.5% 1 2.5% 5 12.5% 1 2.5% 2 5% 2 5% 1 2.5% 1 2.5% 1 2.5% 1 2.5% 40 100% Ve i icámos que den o dos sujei os classi icados como Segu os os sub-g upos BI e B2 o am os mais ep esen ados pe azendo 13 casos (76.5%) do o al das c ianças B. Com meno dimensão apa ece am os sub-g upos B3 (n = 3) e B4 (n = 1) que ag upam, no seu conjun o, apenas 10% dos bebés segu os. De en e os E i an es apenas 1 bebé oi conside ado A2, endo os es an es 8 (88.9%) sido classi icados como Al. Dos bebés classi icados como Ambi alen es/Resis en es, em núme o o al de 6, ob i emos 5 pa a o pad ão Cl (83.3% ) e somen e 1 sujei o pa a o pad ão C2. Os bebés com inculação a ípica (que, po comodidade de exposição, designa emos po g upo D), epa i am-se po di e en es ca ego ias. Assim, cada um dos sub-g upos D-Bl, D-B4, D-Cl e D-A/C incluiu somen e um sujei o e ep esen a 4 elemen os do o al do sub-g upo D. Os sub-g upos D-Al e D-A2 com 2 elemen os cada (n = 4), comple am o sub-g upo D. Capí ulo 5 - Resul ados 121 5.2 Compo amen os de inculação Os compo amen os de inculação analisados du an e o 5o e 8o episódios da Si uação Es anha {p ocu a de p oximidade, manu enção de con ac o, e i amen o da p oximidade e esis ência ao con ac o), e idencia am exp essões di e en es de aco do com os á ios ipos de inculação. De e e encia que es as análises incidi am, somen e, sob e 39 bebés, uma ez que num dos casos não oi possí el co a as a iá eis in e ac i as. P ocu a de p oximidade Tomando e e ência a média dos alo es da p ocu a de p oximidade em ambos os episódios, analisamos a sua a iação em unção dos g upos de c ianças segu as, é i an es, esis en es e a ípicos ( ig. 4). é i an es segu os esis en es a ípicos Figu a 4- Va iação dos compo amen os de p ocu a de p oximidade nos 4 g upos de inculação Capí ulo 5 - Resul ados 122 De aco do com os esul ados do es e de K uskal-Wallis os alo es de p ocu a de p oximidade es ão globalmen e elacionados com o ipo de inculação (H = 17.12; p = .001). Os esis en es p ocu a am mais a mãe que os é i an es (H = 9.77; p = .002), segu os (H = 3.01; ns) e a ípicos (H = 5.21; p = .023). Po sua ez, os a ípicos di e i am signi ica i amen e dos é i an es (H = 4.80; p = .03),mas não dos segu os (H = 1.38; ns). A análise es a ís ica indicou, igualmen e que segu os e é i an es pe enciam a populações dis in as (H = 11.20; p =.001). Manu enção de con ac o Os alo es encon ados pa a o compo amen o de manu enção de con ac o elacionam-se, globalmen e, com o ipo de inculação (H = 17.62; p = .001), ( ig.5). 5,00 , , é i an es segu os esis en es a ípicos Figu a 5 - Va iação do compo amen o de manu enção de con ac o nos 4 g upos de inculação Capí ulo 5 - Resul ados 123 O g upo dos esis en es, des acando-se dos ou os, ap esen ou uma maio manu enção de con ac o com a mãe em elação aos é i an es (H = 12.22; p = .000), segu os ( H = 8.75; p.= .003) e a ípicos (H = 6.02; p =.014). O compo amen o dos segu os não di e iu do dos a ípicos (H = .046; ns), mas ap esen ou di e enças signi ica i as em elação aos é i an es (H = 7.70; p = .006). Cons a ámos que a ípicos e é i an es pe encem a populações dis in as (H = 5.42; p = .02). Resis ência ao con ac o 4,50* é i an es segu os esis en es a ípicos Figu a 6- Va iação do compo amen o de esis ência ao con ac o nos 4 g upos de inculação Os ní eis de esis ência ao con ac o a ia am signi ica i amen e em unção dos g upos de inculação (H = 11.79; p = .008) ( ig. 6). Capí ulo 5 - Resul ados 124 Os bebés esis en es di e i am signi ica i amen e dos segu os (H = 9.23; p =.002), é i an es (H = 8.84; p = .003) e a ípicos (H = 4.96; p = .026). Pelo con á io, não se encon a am di e enças signi ica i as en e os é i an es e a ípicos (H = 1.33; ns), é i an es e segu os (H = .457; ns) e segu os e a ípicos (H = .571; ns). E i amen o da p oximidade Na igu a 7 podemos obse a o compo amen o de e i amen o da p oximidade que, segundo o es e de K uskall -Wallis, se encon a elacionado com os g upos de 6,00 é i an es segu os esis en es a ípicos Figu a 7- Va iação do compo amen o de e i amen o de p oximidade nos 4 g upos de inculação inculação (H = 22.34; p = .000). Es e compo amen o (e i amen o de p oximidade), é mais exp essi o no g upo dos é i an es do que no dos segu os (H = 14.80; p = .000) e esis en es (H = 7.66; p = .006), não se endo encon ado di e enças signi ica i as en e é i an es e a ípicos (H = .949; ns). Capí ulo 5 - Resul ados 125 En e os a ípicos e segu os encon a am-se di e enças signi ica i as no compo amen o de e i amen o (H = 11.31 p = .001), o mesmo acon ecendo em elação aos a ípicos e esis en es (H = 4.93; p = .026). Não se de ec a am di e enças signi ica i as en e segu os e esis en es (H =1.25; ns). Capí ulo 5 - Resul ados 126 5.3 Análise da unção disc iminan e Reco eu-se ao mé odo es a ís ico da análise da unção disc iminan e (DISCRIM) pa a a alia as elações en e os pad ões de inculação e os alo es ob idos nas qua o escalas de compo amen o in e ac i o: p ocu a da p oximidade, manu enção do con ac o e i amen o da p oximidade e esis ência ao con ac o. Uma ez que o g upo D se ca ac e iza pela sua a ipicidade, apenas conside ámos as ês ca ego ias adicionais A B C. Da mesma o ma não se conside ou o elemen o do g upo C cujas a iá eis in e ac i as não o am a aliadas. Es a análise u ilizou duas coo denadas canónicas ou unções disc iminan es. Con o me se pode ap ecia no Quad o 8 onde igu am os alo es cen óides de Quad o 8 - Análise de unções disc iminan es pa a as a iá eis in e ac i as G upos de inculação Funções Disc iminan es Ia unção 2a unção E i an es -2.018 .751 Segu os .444 -.980 Resis en es 2.125 1.980 cada g upo, a p imei a unção disc iminan e maximiza a sepa ação en e o g upo dos é i an es e os es an es dois g upos (segu os e esis en es). Po sua ez, a segunda unção disc iminan e sepa a o g upo segu o do g upo esis en e. Capí ulo 5 - Resul ados 133 clínica da c iança egis a essa oco ência, (c) pa idade - um pon o quando a c iança inha um ou mais i mãos, ze o pon os pa a a si uação de ilho único, (d) local onde a c iança passa o dia - um pon o semp e que as c ianças es ão, du an e o dia, em casa com os pais, ze o pon os pa a as c ianças que equen am c eche ou icam à gua da de ou os amilia es. Analisados os esul ados ela i os à escala de ac o es ambien ais e i icou-se ha e uma di e ença signi ica i a (F = 4.47; p - .018) en e os ac o es ambien ais e os di e en es ipos de inculação. Como se pode obse a na igu a 9 os sco es de op imalidade ambien al di e em en e as c ianças segu as e as insegu as e de inculação a ípica. Segu os Insegu os A ípicos Figu a 9- Média dos sco es dos ac o es ambien ais nos g upos de inculação Em o dem a ap ecia mos a é que pon o a conjugação en e os ac o es elacionados com o meio e com o ní el de op imalidade da in eg ação senso ial con ibuem pa a de e mina condições mais ou menos a o á eis ao desen ol imen o de uma inculação segu a, p ocedemos à seguin e elabo ação de esul ados. Com base nos sco es, globalmen e, ob idos p ocu ámos de e mina , pa a cada uma das escalas, um pon o de co e a pa i do qual pudéssemos cons i ui g upos que eunissem di e en es condições de esiliência. Es abelecemos, a bi a iamen e, o alo desse pon o, que co esponde ia à média da nossa amos a an o nas escalas de op imalidade de in eg ação senso ial (2.78), como na dos ac o es ambien ais (2.10). Assim, de aco do com as ponde ações alcançadas po cada c iança, de inimos qua o ca ego ias de sujei os: 1 - bebés com esul ados supe io es à média em ambas as escalas; 2- bebés com esul ados supe io es à média na escala de ac o es ambien ais e in e io es á média na escala de op imalidade da in eg ação senso ial; 3- bebés com esul ados in e io es à média na escala de ac o es ambien ais e supe io es à média na escala de op imalidade da in eg ação senso ial; 4- bebés com esul ados in e io es à média em ambas as escalas. P e endendo indaga em que g au as ca ac e ís icas ine en es a es es g upos a o eciam o desen ol imen o da segu ança da inculação, imos quan as c ianças segu as e não segu as (insegu as e a ípicas) se con abiliza am em cada um deles. Embo a o eduzido núme o de e ec i os p esen es nalgumas das células não pe mi a o ecu so aos mé odos de es a ís ica in e encial, no malmen e u ilizados nes e ipo de ci cuns ância, os dados do quad o 13 indicam que as condições associadas à op imalidade da in eg ação senso ial possuem algum ele o. Capí ulo 5 - Resul ados 135 Quad o 13 -Dis ibuição das dos di e en es condições de esiliência dos qua o g upos da amos a pelos g upos "segu os" e "não segu os" Segu os Não -Segu os G upo 1 (pon uação al a em ambas as escalas) 4 1 G upo 2 (pon uação al a nos ac o es ambien ais) 4 2 G upo 3 (pon uação al a na in eg ação senso ial) 8 12 G upo 4 (nenhuma das escalas com pon uação al a) 1 8 E ec i amen e, se o ní el de op imalidade pa ece e ido pouco impac o na dis ibuição de segu os e não segu os em condições ambien almen e a o á eis (G upo 1 e sus G upo 2), o mesmo não se pode á dize quando es as condições es ão ausen es. Con o me se pode ap ecia , o aumen o da pon uação na escala de in eg ação senso ial, implíci a na dis inção en e os g upos 4 e 3, az, apa en emen e, um inc emen o do núme o ela i o de c ianças segu as. Aliás, os e ei os da conjugação en e os dois ipos de ac o es pode ão se , mais acilmen e, isualizados na igu a 10, onde se ep esen am as p opo ções de segu os den o de cada um dos qua o g upos de bebés. Capí ulo 5 - Resul ados 136 G upo 1 G upo 2 G upo 3 G upo 4 Figu a 10- Pe cen agem de bebés segu os em cada um dos qua o g upos o mados Capí ulo 6- Discussão Capí ulo 6 - Discussão 138 O p esen e abalho inha como objec i o p io i á io a e igua a exis ência de possí eis elações en e a qualidade da in eg ação senso ial e a o ganização dos compo amen os de inculação. Assumindo ca ác e ma cadamen e explo a ó io, o nosso es udo oi conduzido segundo os p essupos os do modelo co elacionai. Nesse sen ido a aliou, em sinc onia, o ipo de inculação à mãe e as unções senso iais de um g upo de qua en a c ianças cuja idade a ia a en e os 11 e os 18 meses. Pa a o e ei o eco eu-se ao p ocedimen o labo a o ial da Si uação Es anha (Ainswo h e ai, 1978) e ao Tes e de Funções Senso iais (DeGangi & G eenspan, 1989). Os esul ados da p imei a p o a, mos a am que 18 dos pa icipan es (pe o de 40%) pude am se classi icados nas di e en es sub-ca ego ias do g upo B (segu os). Em con apa ida, 14 (ce ca de 38%) e idencia am inculação do ipo insegu o e 8 (20%) ap esen a am pad ões a ípicos. Impo a desde logo ealça que a p e alência de segu os di e ge, sensi elmen e, da obse ada na gene alidade dos es udos e ec uados com populações de baixo isco. De ac o, as c ianças de ipo B su gem ep esen adas, na esmagado a maio ia dos casos, com alo es que lu uam en e os 60 e 70 po cen o. Es e ní el de incidência, p o usamen e con i mado pelos dados da me análise de an IJzendoo n & K oonenbe g (1988), ende a se in a ia elmen e encon ado nas á ias cul u as. Embo a e e enciadas a um uni e so de baixo isco, as c ianças do nosso es udo o am ec u adas independen emen e da adopção de c i é ios de ep esen a i idade. T a ando-se, pois, de uma amos a de con eniência, al disc epância não me ece á alo ização maio . Assinale-se, oda ia, que um núme o ela i amen e baixo de bebés segu os começa a su gi com alguma insis ência nos abalhos nacionais conduzidos po in es igado es das Uni e sidades do Po o e do Minho (e.g. Soa es e ai. 1996; Sil a, 1998; Ma ins, 2000). Apesa de, po i ude do seu desenho, essas pesquisas não se Capí ulo 6 - Discussão 139 assumi em como es udos de população, al ez se jus i ique a ealização de in es igações de pendo no ma i o que a e igúem a e en ualidade de uma especi icidade po uguesa. Se á que as condições que di am ac ualmen e o uncionamen o das amílias ou os códigos que egulam, na nossa cul u a, as p á icas pa en ais des a o ecem o desen ol imen o de inculações segu as? Não obs an e, as análises emp eendidas e ela am que a o ganização dos compo amen os in e ac i os nos g upos de c ianças segu os e insegu os e a consis en e com os pad ões ipicamen e obse ados. Es a consis ência oi, aliás, supo ada es a is icamen e pelos esul ados da análise da unção disc iminan e que classi icou 88% dos casos nas mesmas ca ego ias usadas pelos obse ado es. Os esul ados do Tes e de Funções Senso iais dis ibuí am os bebés da nossa amos a po ês g upos dis in os, si uando-se a maio ia das c ianças den o dos pa âme os no mais e 20% nos de dé ice. As médias de classi icação ob idas pa a cada sub- es e não di e i am, sensi elmen e, das encon adas na amos a no e-ame icana que se iu pa a es abelece os pa âme os no ma i os do es e (DeGangi & G eenspan, 1989). No p esen e es udo, os esul ados de ici á ios, i e am especial incidência na á ea da de esa ác il. A a és do seu duplo sis ema espino alâmico e lemniscal o sis ema ác il ap esen a-se com unções de p o ecção e disc iminação c uciais pa a o desen ol imen o do compo amen o explo a ó io dos bebés. DeGangi e G eenspan (1989) e e em a hipe -sensibilidade ác il, nos p imei os meses de ida, como condicionan e do con ac o ác il do bebé com o meio, que de ido à ejeição do con o o ác il, que conside ando a diminuição da explo ação ác il do ambien e. Capí ulo 6 - Discussão 140 Uma ez que o con olo óculo-mo o a alia unções mais p imi i as elacionadas com a p o ecção (DeGangi & G eenspan op. ci .), que em p incípio já es ão dominadas en e os 11 e os 18 meses, não oi su p eenden e que odos os bebés obse ados i essem ob ido a classi icação no mal. Po conseguin e, os esul ados des e sub- es e não o am conside ados nas análises es a ís icas subsequen es. Ao analisa mos a elação exis en e en e os g upos de inculação e os esul ados encon ados no Tes e de Funções Senso iais, u ge, desde logo, deixa uma no a de p ecaução. Embo a as o mulações eó icas de Bowlby me gulhem as aízes na biologia e nos p essupos os do pensamen o e olucioná io, a sua cons ução p oposicional isa, p ima iamen e, explica o modo como os enómenos a ec i o-emocionais se es u u am no con ex o das in e acções sociais da c iança. P ocu a mos, assim, es abelece elos de ligação en e es e uni e so empí ico-concep ual e aspec os que se p endem com os domínios da egulação neu o ísiológica pode -nos-á le a a o mas de hib idismo que, con undindo p oblemá icas, acabam po dilui a coe ência dos pa adigmas. Na e dade, insc e e no espaço do mesmo discu so en idades epis émicas o iginá ias de e e enciais heu ís ico-he menêu icos di e en es, c ia o isco de se mis u a em planos de análise que longe de escla ece em as p oblemá icas, o nam as ques ões ainda mais obscu as e ambíguas. Não se nos p e igu a, oda ia, que, no es ádio ac ual dos conhecimen os, a en a i a de equaciona ce os enómenos à luz de uma mul iplicidade de olha es in oduza, necessa iamen e, ac o es de con usão. Ci ando Lopes dos San os (2000), "...julgamos que o plu alismo das o mas de abo dagem mos a inegá eis i ualidades num e eno onde os sabe es pe manecem, ainda, insa is a ó ios, e os p oblemas esis em aos ensaios de solução emp eendidos no quad o de pe spec i as singula es. A Capí ulo 6 - Discussão 141 expe iência ensina que a di e sidade dos pon os de is a enco aja o desen ol imen o de ideias ao con á io do que ende a sucede nas ci cuns âncias onde p e alece uma só o ma de pensa e de lida com o eal" (p.131). Con o me o au o ac escen a, "...en oques di e en es ealçam de e minadas implicações e aspec os dos p oblemas que se iam p o a elmen e ocul ados ou des alo izados no con ex o de uma pe spec i a única.'''' (Lopes dos San os, op. ci . p. 131). In e essa, con udo, salien a que as an agens ine en es à u ilização de á ios olha es, exigem o ecu so a guiões in e p e a i os que cla i iquem as e en uais elações de sine gia en e as di e en es classes de enómenos. Nes e pon o, de e emos e p esen e que os es udos ela i os ao desen ol imen o da inculação êm dedicando c escen e a enção aos con ibu os p o enien es da p óp ia c iança. De ac o, a impo ância econhecida à qualidade do compo amen o in e ac i o do p es ado de cuidados na cons ução das o mas de inculação segu a, não pode escamo ea a ci cuns ância de que a sua ac uação su ge semp e no con ex o de ansações onde ele esponde esponde às eacções do pa cei o de in e acção. O bebé, longe de se um ecipien e passi o de es imulação, su ge como agen e ac i o que in luencia e ec i amen e as espos as e ep esen ações do adul o. Mãe e ilho desempenham, pois, um papel impo an e na de e minação dos e en os que êm luga no seio das ocas diádicas. Ambos coope am na de inição de um es ilo de in e acção de aco do com dinâmicas de ansacção onde as espos as de um não são isolá eis das eacções de ou o. Nessa pe spec i a, Lopes dos San os (1990) sublinha que "...os e en os in e ac i os exp imem-se a és de sucessões de unidades iádicas nas quais a condu a do ilho se e de eliciado ao compo amen o ma e no que, po sua ez, desencadeia espos as na c iança " (p.80). Capí ulo 6 — Discussão 142 O en endimen o de que as ca ac e ís icas da in e acção mãe- ilho se cons i uem ao longo do empo, num quad o ma cado pela ecip ocidade de in luências (Same o & Fiese, 1990), pa ece legi ima eo icamen e o nosso abalho. Nou o luga , i emos opo unidade de e e i que a qualidade dos sis emas de p ocessamne o neu o ísiológicos a ec am a manei a como a c iança pe cepciona e in eg a as a e ências senso iais. Se á, p ecisamen e, com base nas ca ac e ís icas da in o mação ecebida que o bebé o ganiza á as espos as compo amen ais e emocionais. Assim, a cla eza dos sinais que een ia à mãe, a maio ou meno ambiguidade com que exp essa os es ados de necessidade, dependem, em g ande pa e, da adequação do seu uncionamen o senso ial. Em ci cuns âncias ad e sas, a c iança pode á in oduzi ac o es de di iculdade na in e acção que p opo ciona ão no p es ado de cuidados o desen ol imen o de pad ões de insensibilidade. Es e esul ado a á com que o bebé não encon e supo es a o á eis à elabo ação das suas capacidades de egulação o que con ibui á pa a o e o ço da inadap ação ma e na. Embo a es ejamos pe an e uma ia de e olução hipo é ica (suscep í el de in lexões á ias), as ideias a ançadas se em pa a jus i ica como a esiliência ou a ulne abilidade ao ní el da in eg ação das unções senso iais podem se co ela os da segu ança ou insegu ança da inculação. Apa en emen e, os nossos esul ados não con i mam al expec a i a. Na ealidade, quando conside amos isoladamen e o desempenho no es e de unções, senso iais e i icamos que a p e alência de inculações segu as, insegu as ou a ípicas es á longe de se elaciona com as classi icações de dé ice, isco e no malidade. O ac o que e elou alo p ognós ico ela i amen e aos pad ões de inculação oi um sco e ag egando condições ambien ais no malmen e idas como a o á eis ao