A obesidade infantil e a sua prevenção na medicina geral e familiar
Full text
Catarina Alexandra Santos Marques A obesidade infantil e a sua prevenção na medicina geral e familiar 2011/2012 março, 2012
Catarina Alexandra Santos Marques A obesidade infantil e a sua prevenção na medicina geral e familiar Mestrado Integrado em Medicina Área: medicina comunitária Trabalho efetuado sob a Orientação de: Professor Doutor José Alberto Frey Ramos Trabalho realizado de acordo com as normas da Revista Portuguesa de Clínica Geral março, 2012
Projeto de Opção do 6º ano - DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Eu, Catarina Alexandra Santos Marques, abaixo assinado, nº mecanográfico 060801208, estudante do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste projeto de opção. Neste sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual, ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores, foram referenciadas, ou redigidas com novas palavras, tendo colocado, neste caso, a citação da fonte bibliográfica. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ___/___/______ Assinatura: ________________________________________________
Projecto de Opção do 6º ano – DECLARAÇÃO DE REPRODUÇÃO Nome: Catarina Alexandra Santos Marques Endereço eletrónico: [email protected] Telefone ou Telemóvel: __________________ Número do Bilhete de Identidade: ________________________ Título da Monografia A obesidade infantil e a sua prevenção na medicina geral e familiar Orientador: Professor Doutor José Alberto Frey Ramos Ano de conclusão: 2012 Designação da área do projeto: medicina comunitária É autorizada a reprodução integral desta Monografia para efeitos de investigação e de divulgação pedagógica, em programas e projetos coordenados pela FMUP. Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, ___/___/______ Assinatura: _______________________________________________
1 A obesidade infantil e a sua prevenção na medicina geral e familiar Catarina Alexandra Santos Marques Estudante do 6º ano do Mestrado Integrado em Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Departamento de Clínica Geral da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
2 Nome do autor: Catarina Alexandra Santos Marques Contato do autor: 220426600 Email do autor: me[email protected] Morada: Departamento de Clínica Geral da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Alameda Prof Hernâni Monteiro 4200- Porto
3 A obesidade infantil e a sua prevenção na medicina geral e familiar RESUMO Objetivo: Avaliar os dados existentes na literatura sobre a prevenção da obesidade infantil ao nível dos cuidados de saúde primários, com especial ênfase no papel da medicina geral e familiar. Fontes de dados: Pesquisa na base de dados Pubmed, limitada a artigos em inglês ou português, publicados nos últimos 5 anos. Foram também consultados os sites da Acta Médica Portuguesa, Revista Portuguesa de Clínica Geral, Repositório Nacional, Direção Geral de Saúde, OMS e CDC. Métodos de revisão: Da pesquisa na Pubmed resultaram 167 artigos, tendo sido incluídos no estudo 35 artigos, que se mostraram relevantes para a revisão em curso tendo como tema central do artigo a obesidade infantil e contando com a participação de médicos dos cuidados de saúde primários. Foram ainda incluídos das restantes fontes de informação 11 referências. Resultados: Existem recomendações para a prevenção deste problema que enfatizam o papel dos médicos de medicina geral e familiar na prevenção da obesidade infantil, no entanto muitos estudos mostram que estas recomendações não são totalmente cumpridas, mas que os médicos se tornam mais cumpridores quando sujeitos a sessões de formação sobre o tema ou quando têm ferramentas clínicas que facilitam a abordagem. Existem vários estudos sobre intervenções com objetivo de prevenir a obesidade infantil, sendo uma das intervenções mais estudadas a entrevista motivacional. No entanto, os resultados têm-se mostrado díspares, com alguns estudos a revelarem mudanças comportamentais e mesmo diminuição do IMC, enquanto outros não resultam em diferenças estatisticamente significativas.
4 Conclusão: Os estudos que incidem na prevenção e abordagem desta problemática têm mostrado resultados díspares, provavelmente como resultado de um fraco rigor metodológico. São necessários não apenas mais estudos nesta área, mas essencialmente melhores estudos, que permitam posteriormente a generalização dos resultados e a sua adaptação à prática clínica diária. PALAVRAS-CHAVE: “obesidade infantil”, “excesso de peso”, “cuidados de saúde primários”, “medicina geral e familiar”, “prevenção” Childhood obesity and its prevention in general practice ABSTRACT Objective: To evaluate the published data on the prevention of childhood obesity in primary health care, with special emphasis on the role of general practice. Data Sources: A Pubmed search was conducted, limited to articles published in the last five years and written in English or Portuguese languages. Websites of Acta Médica Portuguesa, Revista Portuguesa de Clínica Geral, Repositório Nacional, Direção Geral da Saúde, OMS and CDC were also checked. Review Methods: The Pubmed search returned 167 articles; thirty five articles were selected, based on its relevance for the review as they focused primarily on childhood obesity and engaged primary health care physicians. The bibliography included also 11 references from others sources.
5 Results: The current recommendations emphasize the role of family physicians in the prevention of childhood obesity, however many studies show that these recommendations are not fully implemented and that physicians become more compliant when they are coached or given the clinical tools that facilitate the approach. There are several studies focusing on interventions aimed at preventing childhood obesity; the most studied intervention is motivational interview. However, the results have been controversial, with some studies showing changes in behavior and BMI, while others do not result in statistically significant differences. Conclusion: The studies that focus on prevention and management of this problem have shown mixed results, probably as a result of poor methodological rigor. As a result there is an increasing need of new and better studies, that would allow generalization and future adjustments to daily clinical practice. Key words: “childhood obesity”, “overweigh”, “primary health care”, “general practice”, “prevention” TIPOLOGIA DO ARTIGO: Artigo de revisão
12 adolescentes dos 2 aos 19 anos eram obesos. Tendo em conta os dados desse estudo de 2007- 2008, podemos concluir que existe um aumento muito acentuado comparativamente com os dados de 1976-1980, tendo aumentado a obesidade de 5% para 10,4% na faixa etária dos 2-5 anos, de 6,5% para 19,6% dos 6-11 anos e dos 5% para os 18,1% nos adolescentes dos 12-19 anos.7 Apesar deste aumento acentuado ao longo das últimas décadas, dados entre 1999-2000 e 2007-2008 sugerem não haver entre essas datas um aumento significativo da prevalência da obesidade, em qualquer um dos grupos etários, o que pode significar o início de uma estabilização da prevalência da obesidade infantil.7 Em Portugal, as prevalências não diferem das encontradas mundialmente. Segundo Padez et al, que no ano de 2002-2003 levou a cabo um estudo que pretendia avaliar a prevalência de excesso de peso e obesidade infantil em crianças portuguesas dos 7 aos 9 anos, a prevalência de obesidade era da ordem dos 11,3% e a do excesso de peso de 20,3%, sendo das prevalências mais elevadas a nível europeu, logo atrás da Itália.8 Outros estudos portugueses mais recentes relatam, igualmente, taxas de prevalência de obesidade infantil elevadas, 9-11 apesar de existir valores muito diferentes entre estudos.10 No estudo com o objetivo de rastrear crianças com obesidade infantil e sensibilizar as populações para esse problema de saúde, levado a cabo em 3 anos consecutivos (de 2007 a 2009), podemos analisar que apesar de prevalências elevadas de obesidade infantil, estas diminuíram ao longo dos 3 anos, passando de 25,7% em 2007 para 17,1% em 2009.9
13 Guidelines e recomendações para a abordagem da obesidade infantil Em 2005, a American Medical Association em colaboração com o Health Resources and Service Administration e o Centers for Disease Control and Prevention convocaram um novo comité de especialistas de modo a fazer uma revisão da literatura publicada desde as últimas guidelines, em 1998, que fosse relevante para a prevenção, abordagem e tratamento da obesidade infantil. Com este objetivo, foram reunidos representantes de 15 organizações nacionais de cuidados de saúde, que estivessem ligados à obesidade infantil (porque lidavam com crianças com alto risco de virem a desenvolver obesidade infantil; porque representavam especialistas na área das patologias relacionadas com a obesidade infantil ou porque representavam especialistas no tratamento desse problema).6 Esta revisão não foi realizada apenas por médicos, mas sim por equipas multidisciplinares que incluíam profissionais de várias áreas, nomeadamente, medicina, nutrição, enfermagem, psicologia e epidemiologia.6 Assim, foram redigidas novas recomendações tendo em conta as novas evidências científicas, bem como a experiência clínica dos especialistas na área, nos casos em que a evidência atual ainda não é unânime.6 Estes especialistas têm em conta que devido ao acompanhamento regular da criança e da família, os cuidados de saúde primários, no qual a especialidade médica de medicina geral e familiar se insere, tem uma papel preponderante na prevenção do excesso de peso e obesidade infantil, assim como no seu tratamento nas fases iniciais. As recomendações no que à prevenção diz respeito incidem, predominantemente, nos seguintes aspetos: Avaliação e registo nas curvas de percentis, do peso, altura e IMC, em todos os pacientes, no mínimo anualmente;
14 Registo do estado de peso (baixo peso, peso normal, excesso de peso, obesidade) Não se recomenda o uso de medição de pregas cutâneas nem de medição de perímetro abdominal Avaliação dos padrões dietéticos, de exercício físico e atividades sedentárias (exemplo: ver televisão, jogar videojogos), em todos os pacientes, nas consultas de rotina. Realização de cuidados antecipatórios através de aconselhamento na área da nutrição, exercício físico e atividades sedentárias. Realização de uma entrevista motivacional com vista a aferir a motivação para a mudança para um estilo de vida mais saudável. Avaliação do risco de co-morbilidades associadas à obesidade infantil, através da avaliação da história familiar de obesidade, diabetes mellitus tipo 2, doenças cardiovasculares e morte precoce decorrente de doença coronária ou enfarte do miocárdio. Realização de um exame físico completo que inclua medição da frequência cardíaca, pressão arterial e pesquisa de sinais associados a co-morbilidades da obesidade infantil (por exemplo: acantose nigricants) Realização de exames auxiliares de diagnóstico para pesquisa de co-morbilidades, de acordo com o seu IMC e os fatores de risco para o seu desenvolvimento. Em Portugal, o núcleo de atividades preventivas da Associação Portuguesa dos Médicos de Medicina Geral e Familiar apoia-se nestas guidelines para fazer as suas recomendações sobre a prevenção da obesidade infantil.12 Para além destas recomendações sobre o que fazer numa consulta médica, os especialistas recomendam que os médicos, em conjunto com outros profissionais de saúde e outras
15 entidades, tenham um papel social relevante neste problema através do apoio das comunidades tentando, por exemplo, que se aumente a atividade física nas escolas e que se criem espaços para a execução dessa mesma atividade.6 Para além destas guidelines, muitos outros artigos têm surgido com “dicas” e recomendações visando a prevenção deste problema, 13-17 recomendações essas que maioritariamente vão de encontro às referidas anteriormente. No entanto, existem recomendações que diferem um pouco das apresentadas. Exemplo disso são as recomendações da US Preventive Services Task Force que recomendam que apenas as crianças com seis ou mais anos sejam rastreadas para a obesidade infantil, devendo o médico referenciá-las, se necessário, para intervenções intensivas a nível comportamental e de aconselhamento (recomendação grau B).18 Delgado-Noguera et al conduziram uma revisão sistemática com o objetivo de identificar e avaliar a qualidade das guidelines clínicas, publicadas entre 1998 e 2007, sobre a prevenção do excesso de peso e obesidade infantil. Neste estudo concluíram que apesar de os artigos com recomendações serem abundantes, poucos deles possuíam alta qualidade, existindo muitas falhas especialmente no que diz respeito ao rigor metodológico dos estudos. Assim, impera a necessidade de se desenvolverem estudos de melhor qualidade metodológica e dos médicos preservarem o seu sentido crítico na avaliação do rigor com que são elaboradas as recomendações.19
16 Realidade da aplicação das recomendações As guidelines acima referidas recomendam que o peso e a altura de cada criança sejam avaliados, pelo menos uma vez por ano, e que seja calculado o IMC, devendo todos estes dados serem registados na respetiva curva de percentil. 6 No entanto, muitos estudos referem que estas recomendações não estão a ser seguidas. 20-27. Um estudo em áreas rurais e urbanas de Maine referiu que apesar de os médicos avaliarem o peso e a altura em 99% das crianças dos 5 aos 17 anos, apenas em 38% delas era calculado o IMC, em 25% o IMC era registado numa curva de percentil de acordo com a idade e o género e em apenas 19% eram classificadas segundo o seu estado de peso (baixo peso, peso normal, excesso de peso ou obesidade).20 Um outro estudo que incluía médicos de família e pediatras concluiu que 37% dos médicos nunca calculavam o IMC em crianças dos 2 aos 5 anos, 24% calculavam-no sempre e 39% calculavam-no só em situações especiais em que o médico suspeitava da existência de obesidade como, por exemplo, quando a criança tinha registos de peso e altura que faziam suspeitar de obesidade (87%), quando a criança à inspeção visual parecia obesa (72%) ou quando a evolução do peso cruzava percentis (68%). Neste mesmo estudo houve diferenças significativas entre especialidades, com a maioria (54%) dos médicos de família a responderem que geralmente não calcula o IMC, enquanto os pediatras, maioritariamente (45%) calculam-no apenas nas situações especiais supracitadas, sendo as razões destas diferenças interespecialidade desconhecidas.22 No entanto, para além de terem amostras pequenas e de não serem randomizados, os dados destes estudos foram recolhidos retrospetivamente de registos de consultas 20, 21, 24 ou através de questionários efetuados aos próprios médicos, 22, 23, 25, 26 o que pode limitar as conclusões tiradas.
17 Apesar deste panorama desmotivador, os estudos também mostram que através de intervenções simples, como sessões de treino sobre a abordagem de adolescentes obesos,23, 24 disponibilização de ferramentas de apoio da decisão clínica e de aconselhamento a crianças e famílias obesas, 20, 24 estas taxas de avaliação e registo de IMC aumentam para valores elevados. Num dos estudos supracitados que tinham baixas taxas de cálculo e registo de IMC na linha de base, verificou-se que após intervenção houve um aumento de 38% para 94% no cálculo do IMC; de 25% para 89% no registo do IMC na curva de percentil para o sexo e idade e um aumento de 19% para 79% na classificação do estado de peso.20 As recomendações na prevenção da obesidade infantil preveem que os médicos realizem aconselhamento no que aos hábitos de vida saudável diz respeito, focando a nutrição e o exercício físico como essenciais. Para que isso aconteça, está recomendado que o médico avalie qualitativamente os padrões de dieta de todos os pacientes pediátricos em cada consulta de rotina, oferecendo cuidados antecipatórios no que ao aconselhamento de melhores hábitos diz respeito e avaliação da motivação para a mudança comportamental daquele indivíduo.6 O aconselhamento nutricional deve incluir diferentes aspetos: refeições realizadas fora de casa, consumo de bebidas açucaradas, porções diárias de alimentos, consumo de sumo de fruta natural a 100%, qualidade e quantidade do pequeno-almoço, consumo de alimentos com alto teor energético, consumo de frutas e vegetais e frequência de refeições.6 Devem também ser prestados cuidados antecipatórios no que diz respeito a atividade física focando diferentes assuntos: motivação para mudança para estilos de vida mais saudáveis, recursos sociais e barreiras à prática de exercício físico, avaliação de comportamentos sedentários (televisão, jogos de computador e outras atividades sedentárias que no total não devem exceder duas horas por dia) e recomendação de, no mínimo, uma hora por dia de atividade física moderada.6 No entanto, mais uma vez, os estudos mostram que este aconselhamento não acontece com a frequência que seria desejável,20, 24-28 mas que após intervenções simples,
18 como as ações de formação já mencionadas anteriormente, estes cuidados antecipatórios são prestados em maior percentagem de doentes.20, 24 Alguns estudos indicam que o aconselhamento acontece mais frequentemente em crianças com excesso de peso ou obesidade que em crianças com o peso normal para a idade e para o sexo.24-28 Novas intervenções na abordagem da obesidade infantil e o seu custo-benefício Existem na literatura vários estudos que visam melhorar a capacidade de prevenção e tratamento da obesidade infantil nos cuidados de saúde primários. Não existindo unanimidade sobre que tipo de intervenção será a mais adequada, uma das intervenções mais estudadas tem sido a entrevista motivacional.29-31 A entrevista motivacional é um método de aconselhamento, centrado no indivíduo, que visa ajudar o paciente a procurar motivação intrínseca para alterar os seus comportamentos, encorajando-o a entender e resolver os seus sentimentos ambivalentes em relação a esta mudança.29 No contexto da obesidade infantil a entrevista motivacional não será dirigida apenas ao paciente mas inclui também a família, em especial os pais ou educadores. Os estudos que têm investigado a eficácia deste tipo de intervenção não se têm revelado unânimes, com estudos a revelarem mudança de comportamento dos indivíduos para hábitos mais saudáveis29-31 e mesmo diminuição do IMC,31 enquanto outros mostram resultados mais desanimadores, com diferenças não significativas na diminuição do IMC entre os estudos e os controlos.29 Estas diferenças entre estudos estarão provavelmente relacionadas com uma falta de rigor metodológico, uma vez que se tratam de estudos não randomizados,29-31 sem grupo de controlo 30 ou estudos piloto.29, 31 Outro problema é o facto de as mudanças comportamentais serem avaliadas por autorrelato, pelo que os resultados podem traduzir não uma mudança comportamental, mas sim um aumento do conhecimento sobre os hábitos recomendáveis. Esta falta de rigor
19 metodológico em artigos que estudam diferentes intervenções para a prevenção e tratamento da obesidade infantil já havia sido referida em outras revisões sistemáticas sobre o tema.32-34 Existem outros estudos que não utilizam a entrevista motivacional. Num estudo piloto realizado, em que os médicos aconselhavam a família a efetuar uma mudança no seu comportamento, sem no entanto fazer uma abordagem tão individualizada como numa entrevista motivacional, os resultados não mostraram diferença na motivação para a mudança entre o grupo de controlo e o de estudo, em relação a perspetivas de aumentar a atividade física, diminuir o tempo de TV ou o consumo de bebidas açucaradas, havendo uma diferença marginalmente significativa (p=0,05) no que ao aumento de consumo de frutas e vegetais dizia respeito.35 Há atualmente algumas publicações de desenhos de estudos que visam colmatar falhas de estudos anteriores, no entanto os resultados das intervenções ainda não estão publicados.36, 37 O estudo “Mi voglio bene” é um exemplo de uma intervenção randomizada, ainda sem resultados publicados, que visa implementar ações preventivas, através de aconselhamento em consultas ao longo dos primeiros 6 anos de vida da criança. Com esta intervenção, fácil de implementar posteriormente na rotina de uma consulta, os autores têm como objetivo diminuir a prevalência de excesso de peso e obesidade infantil aos 6 anos de idade, estimando que a redução será de 25% para 20%. Os autores pretendiam a participação de um total de 120 pediatras, cada um seguindo 30 crianças, desde o nascimento até aos 6 anos de idade.36 Assim, este desenho de estudo, ao ser randomizado, ter um grupo de controlo, uma amostra significativa e um período de seguimento alargado, vai colmatar algumas das limitações que os estudos referidos anteriormente possuíam, podendo dar-nos informações mais fiáveis sobre a eficácia de um programa de prevenção deste género.
20 Para além das ações preventivas que os médicos levam a cabo no consultório, deve-se realçar que os mesmos também devem ter um papel importante na sociedade, através de ações em congressos, escolas, promoção de parcerias, com o intuito de mudar mentalidades sociais e políticas e ajudar a criar um ambiente menos propenso ao desenvolvimento de obesidade infantil.38 Este objetivo encontra-se também realçado na carta europeia de luta contra a obesidade.39 Todas estas intervenções têm um custo associado, apesar de esse aspeto poucas vezes ser divulgado no estudo. No entanto, há estudos que se debruçaram sobre o custo-benefício destas intervenções40, 41 tendo ambos concluído que o custo das intervenções é muito superior ao benefício que produzem. Wake et al publicaram um estudo sobre os custos de um programa de prevenção secundária de obesidade infantil entre os 5 e os 9 anos, levado a cabo entre 2002 e 2003: o LEAP trial. Nesse estudo concluíram que os custos principais dessa intervenção advinham, essencialmente, de pagamento do staff e dos materiais necessários para a intervenção (incluindo viagens e comunicações); do pagamento de um incentivo aos médicos por cada consulta e dos custos que os pais tiveram com a intervenção (tempos e custos de viagem, custos com alimentação e prática de exercício físico, gastos com material essencial à prática de exercício, tempo despendido por cada membro da família a ajudar a criança e outros recursos que tivessem sido prestados (exemplo: nutricionista). Os custos quer para o grupo de estudo quer para o controlo foram elevados, mas efetuando uma análise que pretende avaliar o custo para o Estado de tal intervenção, logo tendo em conta apenas os custos associados aos próprio estudo e aos médicos, excluindo os custos comportados pelos pais, a média seria de 873 dólares por família no grupo de estudo e 64 dólares no grupo de controlo, pelo que seria uma diferença de custo muito acentuada. Tendo em conta que o estudo apenas demonstrou impacto positivo nos hábitos de dieta, não tendo demonstrado efeitos relevantes no que à diminuição do IMC diz respeito (que era o outcome principal), os autores concluíram
21 que o custo-benefício da intervenção seria limitado, sugerindo que o dinheiro fosse aplicado noutras medidas de prevenção da obesidade ou aplicado noutras medidas de saúde pública com eficácia comprovada, não devendo com isto diminuir-se a investigação de melhores métodos de prevenção deste problema, mas sim efetuar-se estudos com maior rigor metodológico e com avaliações de custo-benefício.40 Barreiras à prevenção e tratamento Tendo em conta que muitos dos estudos levados a cabo com o objetivo de prevenir e tratar a obesidade infantil não se mostraram eficazes, é essencial tentar entender a razão de tal ter acontecido. Para tal, vários estudos na literatura tentam identificar as principais barreiras sentidas pelos médicos na abordagem ao problema da obesidade infantil.30, 42-45 No entanto, todos os estudos recolheram informação através de questionários ou entrevistas semiestruturadas, com uma amostra limitada, pelo que as conclusões tiradas podem não ser generalizáveis. Esses estudos indicam que as principais barreiras à prevenção e tratamento da obesidade infantil são: falta de motivação da família e da criança para modificar a sua dieta e hábitos de atividade física 42, 43 em alguns estudos manifestada por altas taxas de drop-out no decorrer de intervenções;44 falta de tempo para abordar o assunto durante as consultas;42, 43 falta de treino e conhecimentos sobre como abordar o assunto;42, 45 medo de fragilizar a relação médicocriança-pais ao rotular a criança de obesa ou com excesso de peso devido à estigmatização social associada a este problema.30, 43, 45 Num estudo de Spivack et al, em que foram entrevistados 87 profissionais de saúde (N=192), pelo menos 90% referiu as premissas citadas seguidamente como barreiras importantes ou muito importantes na prevenção e abordagem da obesidade infantil: falta de motivação dos
28 12. Associaçao portuguesa de medicina geral e familiar. Recomendações sobre actividades preventivas- Obesidade. http://www.apmgf.pt/files/54/documentos/2009122013543531920.pdf [acedido em janeiro 2012]. 13. Baker JL, Farpour-Lambert NJ, Nowicka P, Pietrobelli A, Weiss R. Evaluation of the overweight/obese child--practical tips for the primary health care provider: recommendations from the Childhood Obesity Task Force of the European Association for the Study of Obesity. Obesity facts. 2010;3(2):131-7. 14. Parks EP, Kumanyika S, Stettler N. Practical application of the nutrition recommendations for the prevention and treatment of obesity in pediatric primary care. Pediatr Ann. 2010;39(3):147-53. 15. Murray R, Battista M. Managing the risk of childhood overweight and obesity in primary care practice. Curr Probl Pediatr Adolesc Health Care. 2009;39(6):146-65. 16. Vaughn K, Waldrop J. Childhood obesity. Part II. Parent education key to beating early childhood obesity. Nurse Pract. 2007;32(3):36-41; quiz -3. 17. Mercer S. How useful are clinical guidelines for the management of obesity in general practice? Br J Gen Pract. 2009;59(568):863-8. 18. Barton M. Screening for obesity in children and adolescents: US Preventive Services Task Force recommendation statement. Pediatrics. 2010;125(2):361-7. 19. Delgado-Noguera M, Tort S, Bonfill X, Gich I, Alonso-Coello P. Quality assessment of clinical practice guidelines for the prevention and treatment of childhood overweight and obesity. Eur J Pediatr. 2009;168(7):789-99. 20. Polacsek M, Orr J, Letourneau L, Rogers V, Holmberg R, O'Rourke K, et al. Impact of a primary care intervention on physician practice and patient and family behavior: keep ME Healthy---the Maine Youth Overweight Collaborative. Pediatrics. 2009;123 Suppl 5:S258-66. 21. Trapp LW, Ryan AA, Ariza AJ, Garcia CM, Binns HJ. Primary care identification of infants at high risk for overweight and obesity. Clin Pediatr (Phila). 2009;48(3):313-6.
29 22. Woolford SJ, Clark SJ, Strecher VJ, Gebremariam A, Davis MM. Physicians' perspectives on increasing the use of BMI charts for young children. Clin Pediatr (Phila). 2008;47(6):573-7. 23. Dennison DA, Yin Z, Kibbe D, Burns S, Trowbridge F. Training health care professionals to manage overweight adolescents: experience in rural Georgia communities. J Rural Health. 2008;24(1):55-9. 24. Dunlop AL, Leroy Z, Trowbridge FL, Kibbe DL. Improving providers' assessment and management of childhood overweight: results of an intervention. Ambul Pediatr. 2007;7(6):453-7. 25. Wu T, Tudiver F, Wilson JL, Velasco J. Child overweight interventions in rural primary care practice: a survey of primary care providers in southern Appalachia. South Med J. 2007;100(11):1099-104. 26. Holt N, Schetzina KE, Dalton WT, 3rd, Tudiver F, Fulton-Robinson H, Wu T. Primary care practice addressing child overweight and obesity: a survey of primary care physicians at four clinics in southern Appalachia. South Med J. 2011;104(1):14-9. 27. Taveras EM, Sobol AM, Hannon C, Finkelstein D, Wiecha J, Gortmaker SL. Youths' perceptions of overweight-related prevention counseling at a primary care visit. Obesity (Silver Spring, Md). 2007;15(4):831-6. 28. Patel AI, Madsen KA, Maselli JH, Cabana MD, Stafford RS, Hersh AL. Underdiagnosis of pediatric obesity during outpatient preventive care visits. Acad Pediatr. 2010;10(6):405-9. 29. Schwartz RP, Hamre R, Dietz WH, Wasserman RC, Slora EJ, Myers EF, et al. Officebased motivational interviewing to prevent childhood obesity: a feasibility study. Arch Pediatr Adolesc Med. 2007;161(5):495-501. 30. McKee MD, Maher S, Deen D, Blank AE. Counseling to prevent obesity among preschool children: acceptability of a pilot urban primary care intervention. Ann Fam Med. 2010;8(3):249-55. 31. Bibeau WS, Moore JB, Caudill P, Topp R. Case study of a transtheoretical case management approach to addressing childhood obesity. J Pediatr Nurs. 2008;23(2):92-100.
30 32. Branscum P, Sharma M. A systematic analysis of childhood obesity prevention interventions targeting Hispanic children: lessons learned from the previous decade. Obes Rev. 2011;12(5):e151-8. 33. Sargent GM, Pilotto LS, Baur LA. Components of primary care interventions to treat childhood overweight and obesity: a systematic review of effect. Obes Rev. 2011;12(5):e219- 35. 34. Wofford LG. Systematic review of childhood obesity prevention. J Pediatr Nurs. 2008;23(1):5-19. 35. Kubik MY, Story M, Davey C, Dudovitz B, Zuehlke EU. Providing obesity prevention counseling to children during a primary care clinic visit: results from a pilot study. J Am Diet Assoc. 2008;108(11):1902-6. 36. Brambilla P, Bedogni G, Buongiovanni C, Brusoni G, Di Mauro G, Di Pietro M, et al. "Mi voglio bene": a pediatrician-based randomized controlled trial for the prevention of obesity in Italian preschool children. Ital J Pediatr. 2010;36:55. 37. Groner JA, Skybo T, Murray-Johnson L, Schwirian P, Eneli I, Sternstein A, et al. Anticipatory guidance for prevention of childhood obesity: design of the MOMS project. Clin Pediatr (Phila). 2009;48(5):483-92. 38. Pomietto M, Docter AD, Van Borkulo N, Alfonsi L, Krieger J, Liu LL. Small steps to health: building sustainable partnerships in pediatric obesity care. Pediatrics. 2009;123 Suppl 5:S308-16. 39. Direcçao geral da saúde- Plataforma contra a obesidade. Carta europeia de luta contra a obesidade. http://www.plataformacontraaobesidade.dgs.pt/ResourcesUser/Institucional/O%20que%20de ve%20saber%20sobre%20a%20obesidade/Carta%20Europeia%20de%20luta%20contra%20a %20obesidade%20final_2.GHA%5B1%5D.pdf [acedido em janeiro 2012]. 40. Wake M, Gold L, McCallum Z, Gerner B, Waters E. Economic evaluation of a primary care trial to reduce weight gain in overweight/obese children: the LEAP trial. Ambul Pediatr. 2008;8(5):336-41.
31 41. Wake M, Baur LA, Gerner B, Gibbons K, Gold L, Gunn J, et al. Outcomes and costs of primary care surveillance and intervention for overweight or obese children: the LEAP 2 randomised controlled trial. BMJ. 2009;339:b3308. 42. Spivack JG, Swietlik M, Alessandrini E, Faith MS. Primary care providers' knowledge, practices, and perceived barriers to the treatment and prevention of childhood obesity. Obesity (Silver Spring, Md). 2010;18(7):1341-7. 43. Hearn LA, Miller MR, Campbell-Pope R. Review of evidence to guide primary health care policy and practice to prevent childhood obesity. Med J Aust. 2008;188(8 Suppl):S87-91. 44. Sola K, Brekke N, Brekke M. An activity-based intervention for obese and physically inactive children organized in primary care: feasibility and impact on fitness and BMI A oneyear follow-up study. Scand J Prim Health Care. 2010;28(4):199-204. 45. Redsell SA, Atkinson PJ, Nathan D, Siriwardena AN, Swift JA, Glazebrook C. Preventing childhood obesity during infancy in UK primary care: a mixed-methods study of HCPs' knowledge, beliefs and practice. BMC Fam Pract. 2011;12:54. 46. Rattay KT, Ramakrishnan M, Atkinson A, Gilson M, Drayton V. Use of an electronic medical record system to support primary care recommendations to prevent, identify, and manage childhood obesity. Pediatrics. 2009;123 Suppl 2:S100-7.
ANEXO Conselho Editorial da RPCG. Normas para apresentação de artigos à Revista Portuguesa de Clínica Geral. Rev Port Clin Geral 2010; 26: 325-40.
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 325 normas POLÍTICA EDITORIAL Autoria A produção de um trabalho científico resulta dos contributos dados por diversas pessoas e entidades. Porém, nem todas as contribuições conferem a atribuição de autoria do trabalho. Todos aqueles que são nomeados como autores têm que cumprir os três requisitos do Comité Internacional de Editores de Revistas Médicas para definição de autoria e todos os que cumpram estes requisitos devem ser nomeados como autores: • Contribuir substancialmente para a concepção e delineamento, recolha de dados ou análise e interpretação dos dados; • Participar na redacção ou revisão crítica do artigo no que respeita a conteúdo intelectualmente importante; • Rever a versão final do manuscrito e aprovar a sua publicação. Outras pessoas que possam ter contribuído para o trabalho, mas não preencham os critérios de autoria, devem ser mencionadas nos agradecimentos. Não se incluem aqui pessoas ou entidades que tenham contribuído exclusivamente com o financiamento do trabalho. Conflito de interesses Existe um conflito de interesses quando um autor (ou a sua instituição) tem relações pessoais ou financeiras que podem influenciar as suas decisões, trabalho ou manuscrito. Nem todas estas relações representam verdadeiros conflitos de interesses. Por outro lado, o potencial para conflito de interesses pode existir independentemente do autor acreditar ou não que esta relação afecta o seu julgamento científico. O potencial para conflito de interesses pode residir nos autores, revisores ou editores. Desta forma, para manter a transparência no processo de publicação, todos os envolvidos na publicação de artigos (autores, revisores e editores) são convidados a declarar potenciais conflitos de interesses. Porém, a existência dos mesmos não constitui fundamento para a rejeição dos manuscritos pela RPCG. Caso os trabalhos tenham sido financiados total ou parcialmente por uma ou mais pessoas ou entidades, essa informação terá de ser publicada juntamente com Conselho Editorial da Revista Portuguesa de Clínica Geral Normas para apresentação de artigos à Revista Portuguesa de Clínica Geral A Re vis ta Por tu gue sa de Clí ni ca Ge ral (RPCG) acei ta para pu bli ca ção ar ti gos de in ves ti ga ção fun da men tal, epi de mio ló gi ca, clí - ni ca, so bre ad mi nis tra ção de ser vi ços de saú de ou so bre edu ca ção, bem como ar ti gos de re vi são, ar ti gos so bre a prá ti ca clí ni ca, re la tos de ca sos clí ni cos, ar ti gos de opi nião e ou tros que pos sam con tri bu ir para o de sen vol vi men to da es pe cia li da de de me di - ci na ge ral e fa mi liar ou para a me lho ria dos cui da dos de saú de pri má rios. Os ar ti gos po de rão ser re di gi dos em por tu guês, in glês ou cas te lha no. Este do cu men to ex põe a úl ti ma ver são das nor mas de apre sen ta ção de ar ti gos à RPCG (do ra van te de sig na das por Nor mas), que con sis tem numa re vi são e ac tu a li za ção das nor mas pu bli ca das em 2009.1As ci ta ções des ta ver são das nor mas de vem ser fei tas pela se guin te re fe rên cia: Con se lho Edi to ri al da RPCG. Nor mas para apre sen ta ção de ar ti gos à Re vis ta Por tu gue sa de Clí - ni ca Ge ral. Rev Port Clin Ge ral 2010; 26: 325-40. Este do cu men to não está pro te gi do por di rei tos de au tor, po den do ser co pia - do, reim pres so ou dis tri bu í do elec tro ni ca men te sem au to ri za ção. Re co men da-se aos au to res que uti li zem a ver são elec tró ni ca dos ane xos e for mu lá rios cons tan tes nes tas nor mas, dis po ní - veis no sí tio da in ter net da RPCG, quan do pre ten de rem sub me ter um ma nus cri to.
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 326 o artigo. A existência de financiamento externo não é critério de aceitação ou rejeição de manuscritos. Conduta Ética Para que um trabalho de investigação em seres humanos possa ser considerado válido, os autores têm de seguir uma Conduta Ética que cumpra os preceitos definidos na Declaração de Helsínquia. O protocolo de investigação deverá ser submetido a uma comissão de ética independente para que se pronuncie, aprovando ou não o mesmo. O parecer favorável desta comissão deverá ser englobado nos documentos a entregar na submissão do artigo (em conjunto com o Anexo IV). Na ausência de submissão a comissão de ética, deve o autor responsável pela correspondência com a RPCG redigir uma Declaração de Conduta Ética, indicando porque motivo não foi feita essa submissão e assumindo o cumprimento dos princípios éticos relativos a estes estudos. A ausência de qualquer um destes documentos condiciona a não aceitação do manuscrito para avaliação pelo Corpo Editorial. ORGANIZAÇÃO CIENTÍFICA DOS ARTIGOS Qualquer artigo submetido para publicação na RPCG deverá ser preparado de acordo com os Requisitos Uniformes para Manuscritos Submetidos a Revistas Médicas, redigidos pela Comissão Internacional de Editores de Revistas Médicas2,3 e os documentos incluídos na rede EQUATOR (Enhancing the Quality and Transparency of Health Research).4 A revista publica artigos da iniciativa dos autores e dos editores. Os artigos da iniciativa dos autores são: os artigos de investigação original, as revisões, os relatos de caso, os artigos de prática, os artigos de opinião e debate, os artigos breves e as cartas aos editores. Os editoriais, os documentos, os artigos do Dossier, os POEMs, os textos do Clube de Leitura e os textos do Websaúde são da iniciativa dos editores, embora possam ser aceites submissões da iniciativa dos autores, desde que contactem previamente os editores da RPCG. Tanto os artigos da iniciativa dos autores como os artigos solicitados pelos editores são sujeitos a um processo de revisão por pares. Nesta secção apresentam-se os elementos que são comuns a todas as tipologias de artigo e uma descrição dessas diferentes tipologias. Elementos comuns às diferentes tipologias de artigo Todos os artigos apresentados à RPCG deverão ter um Título, a descrição dos Autores, um corpo de texto e Referências Bibliográficas. Na maioria das tipologias será necessário um Resumo. No caso de existirem pessoas que tenham feito contributos importantes para o artigo mas que não cumpram os critérios de autoria, poderá ser incluída uma secção denominada Agradecimentos que será colocada entre o corpo de texto e as referências bibliográficas. Em determinadas tipologias de artigos poderão ser incluídas ilustrações no corpo de texto. A informação relativa aos conflitos de interesses e financiamento do trabalho deve ser colocada após as referências bibliográficas. O artigo terá que ter um Títuloe um Resumoem português e em inglês. Quando o idioma de publicação é o português, o primeiro resumo será em português e o segundo em inglês. Se o idioma de publicação for o inglês, a ordem será inversa. No caso do idioma de publicação ser o castelhano, o primeiro resumo (Resumen) será nesse idioma, havendo então um resumo em português e outro em inglês no final do artigo. Os resumos não deverão exceder as 300 palavras e deverão ser seguidos de duas a seis palavras-chave. Estas palavras-chave deverão ser termos da lista de descritores médicos MeSH,5dos descritores em ciências da saúde (DeCS) da BIREME6ou dos descritores da PORBASE (Índice de Assuntos).7A estrutura do resumo para cada uma das tipologias de artigo será explicitada na secção correspondente. São permitidos dois tipos de ilustrações: figuras e quadros. As figuras devem ser numeradas com algarismos árabes e os quadros com numeração romana, pela ordem da sua primeira citação no texto. O texto não deve repetir dados incluídos em ilustrações, limitandose nesse caso a realçar ou resumir os seus aspectos mais importantes. O número de ilustrações permitidos para cada uma das tipologias será explicitado na secção correspondente. As Referências Bibliográficas devem seguir o formato indicado nas normas internacionais (estilo de Vancouver).8 Investigação original Conteúdo: Consistem em artigos de investigação no
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 327 normas âmbito da medicina geral e familiar ou dos cuidados de saúde primários. Deverão seguir as normas internacionalmente aceites para este tipo de artigos.2,3 Os autores são encorajados a seguir as normas STROBE9para estudos observacionais, CONSORT10 para ensaios clínicos, as normas STARD11 para estudos de acuidade diagnóstica, as normas COREQ12 para estudos qualitativos, as normas SQUIRE13 para estudos de garantia e melhoria da qualidade. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 8.000 palavras, sendo admitido o número máximo de 10 ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Deve incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). O corpo do artigo deve ser subdividido em: Introdução, Métodos, Resultados e Discussão. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Corpo do artigo: A Introdução deverá ser sintética. Deve apresentar claramente o problema em questão, resumir o estado actual do conhecimento sobre o tema e referir os motivos que levaram à execução do estudo. Os objectivos e/ou hipóteses formuladas devem ser indicados no final da introdução. Os Métodos deverão referir a configuração, local e tempo de duração de estudo, a população estudada, os métodos de amostragem, as unidades de observação e as variáveis medidas, os métodos de recolha de dados, bem como critérios, instrumentos, técnicas e aparelhos utilizados. Deve ser indicada a metodologia estatística. Os Resultados deverão ser apresentados de forma clara usando texto e ilustrações (figuras ou quadros). A Discussão deverá salientar aspectos novos ou importantes do estudo e apresentar apenas as conclusões justificadas pelos resultados. Deverão ser feitas comparações com estudos idênticos realizados por outros autores e ser comentadas as limitações ou os viéses importantes do estudo. Podem ser sugeridas novas hipóteses de trabalho. Não devem ser feitas afirmações não baseadas no estudo efectuado, nem alusões a trabalhos incompletos ou não publicados. As conclusões do estudo devem ser apresentadas nos últimos parágrafos da discussão. Resumo: O Resumo deve expor os objectivos do trabalho, a metodologia básica, os resultados e conclusões principais e realçar aspectos novos e importantes do estudo ou das observações. É obrigatoriamente estruturado, dividido nos seguintes subtítulos: Objectivos, Tipo de estudo, Local, População, Métodos, Resultados e Conclusões. Encorajamos os investigadores a registar prospectivamente os ensaios clínicos num registo público de ensaios. Os ensaios clínicos deverão ter o número de registo no final do resumo. Relato de Caso Conteúdo: Consistem em textos descritivos de casos clínicos que sirvam para melhorar a tomada de decisão da investigação diagnóstica ou terapêutica, de aspectos relacionados com a educação ou com as politicas de saúde. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 6.000 palavras, sendo admitido o número máximo de oito ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). O corpo de texto é subdividido em: Introdução, Descrição do caso e Comentário. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Corpo do artigo: A Introdução deve apresentar os motivos que levaram à apresentação do caso clínico de forma sintética e sem fazer uma revisão teórica do problema em questão. A Descrição do caso deve ser constituída por uma apresentação do caso clínico propriamente dito, feita de forma estruturada e com recurso a subtítulos, se necessário. O Comentário deverá chamar a atenção para os aspectos práticos relevantes, problemas encontrados na prática clínica ou lições a tirar do relato de caso. Resumo: É obrigatoriamente estruturado, dividido nos seguintes subtítulos: Introdução, Descrição do caso e Comentário. Revisão Conteúdo: Consistem em estudos de revisão bibliográfica, trabalhos de síntese ou actualização clínica que possam constituir instrumentos auxiliares de actualização e de aperfeiçoamento da prática clínica. Os autores são encorajados a seguir as normas PRISMA para revisões sistemáticas,14 MOOSE para meta-análises de estudos observacionais15 e as recomendações de Riley et al para meta-análises de dados individuais de doentes.16 Os autores de artigos de revisão baseada na evi-
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 328 dência podem considerar úteis as recomendações publicadas na revista American Family Physician.17 Dimensão: Os estudos de revisão não deverão ultrapassar as 8.000 palavras, sendo admitido o número máximo de 10 ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). O corpo de texto é subdividido em: Introdução, Métodos, Resultados e Conclusões. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Corpo do artigo: A Introdução deverá ser sintética. Deve apresentar claramente o problema em questão, referir os motivos que levaram à execução do estudo e discutir a sua oportunidade. A pergunta e o objectivo específico da revisão deverão aparecer claramente formulados no final da introdução. Os Métodos deverão descrever a metodologia usada para efectuar o processo de revisão. Devem, nomeadamente, ser indicados o tópico em revisão, definições várias (por exemplo, critérios de diagnóstico), processo utilizado para a pesquisa bibliográfica (período a que diz respeito a revisão, bases de dados electrónicas ou documentais consultadas, descritores utilizados para a pesquisa, pesquisa manual de bibliografias, contacto com peritos na área para identificação de artigos relevantes) e processos e critérios de selecção dos artigos. Os Resultados devem ser apresentados de forma estruturada e sistematizada e com recurso a subtítulos, se necessário. Devem incluir os resultados da pesquisa e elementos de argumentação crítica (avaliação de qualidade dos dados, síntese de dados, perspectivas em confronto, identificação de problemas não resolvidos). As Conclusões devem fornecer um resumo crítico dos dados relevantes, enfatizar os aspectos práticos, equacionar os problemas que subsistem e propor perspectivas futuras. Resumo: O Resumo deve expor os objectivos do trabalho, a metodologia básica, os resultados e conclusões principais, e realçar aspectos novos e importantes da revisão. É obrigatoriamente estruturado, dividido nos seguintes subtítulos: Objectivos, Fontes de dados, Métodos de revisão, Resultados e Conclusões. No resumo dos resultados pretende-se a indicação do número e características dos estudos incluídos e excluídos. Podem ser incluídos os achados qualitativos e quantitativos mais relevantes. Prática Conteúdo: Consistem em relatórios de avaliação de qualidade ou trabalhos descritivos de experiências ou projectos considerados relevantes para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos doentes em cuidados de saúde primários. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 5.000 palavras, sendo admitido o número máximo de quatro ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Formação Conteúdo: Consistem em relatos de projectos ou experiências considerados importantes no campo da educação médica pré e pós-graduada no contexto dos cuidados de saúde primários. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 5.000 palavras sendo admitido o número máximo de seis ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Opinião e Debate Conteúdo: Consistem em textos de opinião livre susceptíveis de fomentar a reflexão e a discussão sobre temas de interesse para a medicina geral e familiar. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 4.000 palavras sendo admitido o número máximo de seis ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas.
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 329 normas Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Artigo Breve Conteúdo: Consistem em textos de pequena dimensão como, por exemplo, estudos originais curtos ou de divulgação de resultados preliminares, apontamentos sobre casos clínicos ou pequenos estudos de séries. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 3.000 palavras, sendo admitido o número máximo de quatro ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. Carta ao Director Conteúdo: Consistem em comentários a artigos publicados previamente na revista ou notas breves sobre experiências relevantes na prática diária. As cartas referentes a artigos só serão aceites até três meses após a publicação do artigo original. Dimensão: Não deverão ultrapassar as 750 palavras, sendo admitida até uma ilustração (quadro ou figura) e até 5 referências bibliográficas. Estrutura: Não existe estrutura obrigatória. O artigo pode incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não há resumo. Editorial Da iniciativa do Conselho Editorial. Não deverão ultrapassar 1.200 palavras nem mais do que 15 referências. Serão admitidas até 2 ilustrações (quadros ou figuras). Documentos Conteúdo: Consistem em declarações, recomendações ou outros documentos de âmbito nacional ou internacional que sejam relevantes para a medicina geral e familiar. Dossier Conteúdo: O Dossier reúne artigos referentes a um tema comum. O objectivo do dossier é a divulgação de trabalhos de actualização científica e de temas de revisão elaborados por peritos. Os artigos do dossier serão solicitados pelos Editores da RPCG ou por um perito designado pelo Conselho Editorial como elemento coordenador. Dimensão: Os artigos do dossier não deverão ultrapassar as 6.000 palavras, sendo admitido o número máximo de 8 ilustrações (quadros ou figuras) por artigo. Estrutura: Os artigos devem incluir Título, Resumo e duas a seis Palavras-chave em cada uma das línguas necessárias (ver acima). Não existe estrutura obrigatória do corpo de texto. Poderão ser incluídos Agradecimentos. O artigo deve incluir Referências Bibliográficas. Resumo: Não existe estrutura obrigatória. POEM Conteúdo: Nesta secção comentam-se POEMs (Patient-Oriented Evidence that Matters), aos quais é atribuído um nível de evidência de acordo com o Oxford Centre for Evidence Based Medicine.18 Os conceitos relacionados com os POEMs já foram extensamente revistos.19,20 Dimensão: Os comentários não deverão ultrapassar as 1.000 palavras. Não haverá lugar a ilustrações. Estrutura: Os artigos devem incluir um Título apelativo em estilo jornalístico, a Referência Bibliográfica, a Questão Clínica, o Resumo do Estudo e o Comentário. O título nas restantes línguas necessárias (ver acima) será publicado apenas na edição online da RPCG. Clube de Leitura Conteúdo: O objectivo da secção é proporcionar uma leitura comentada de artigos, livros ou outros textos procedentes de outras publicações científicas. O artigo ou publicação escolhida deve ser actual (editado nos últimos 3 meses) e relevante para a prática clínica da medicina geral e familiar. Dimensão: Não deverá ultrapassar as 1.300 palavras. Não haverá lugar a ilustrações. Estrutura: Os textos devem incluir um Título apelativo em estilo jornalístico, a(s) Citação(ões) do(s) artigo(s) que deram origem ao texto, o resumo do estudo (que manterá a estrutura do artigo original), o Comentário e as Referências Bibliográficas. No comentário, o autor deverá expor a sua opinião sobre a importân-
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 336 vi go ra a par tir do mo men to em que o ma nus cri to é sub - me ti do, tem a du ra ção má xi ma per mi ti da pela le gis la ção por tu gue sa ou in ter na cio nal apli cá vel e é de âm bi to mun - di al. Os au to res de cla ram ain da que esta ce dên cia é fei ta a tí tu lo gra tui to. Caso a RPCG co mu ni que aos au to res que de ci diu não pu bli car o seu ma nus cri to, a ce dên cia ex clu si - va de di rei tos ces sa de ime di a to. Os au to res au to ri zam a RPCG (ou uma en ti da de por esta de sig na da) a ac tu ar em seu nome quan do esta con si de rar que exis te vi o la ção dos di rei tos de au tor. Aos au to res têm di rei to a: •Re pro du zir um nú me ro ra zo á vel de có pi as do seu tra - ba lho em su por te fí si co ou di gi tal para uso pes so al, pro - fis sio nal ou para en si no, mas não para uso co mer cial (in - clu in do ven da do di rei to a ace der ao ar ti go). •Co lo car no seu sí tio da in ter net ou da sua ins ti tu i ção uma có pia exac ta em for ma to elec tró ni co do ar ti go pu - bli ca do pela RPCG, des de que seja fei ta re fe rên cia à sua pu bli ca ção na RPCG e o seu con te ú do (in clu in do sím - bo los que iden ti fi quem a RPCG) não seja al te ra do. •Pu bli car em li vro de que se jam au to res ou edi to res o con te ú do to tal ou par ci al do ma nus cri to, des de que seja fei ta re fe rên cia à sua pu bli ca ção na RPCG. •Re ce ber, até cin co anos após a pu bli ca ção, 10% do va - lor pago por uma en ti da de ter cei ra à RPCG pela re pro - du ção em se pa ra do do seu ar ti go, quan do esse va lor for su pe rior a 1.500 eu ros. Os au to res acei tam que, em caso de con fli to, a re so lu ção des te acor do será fei ta em Por tu gal e de acor do com a le - gis la ção por tu gue sa apli cá vel. ■De cla ro que li e acei to as con di ções aci ma re fe ri das. AU TO RI ZA ÇÃO DE PU BLI CA ÇÃO De cla ro que au to ri zo a pu bli ca ção do ar ti go jun to, com o tí tu lo ______________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ do qual sou au tor. De cla ro ain da que o pre sen te ar ti go é ori gi nal, não foi ob jec to de qual quer ou tro tipo de pu bli - ca ção, nem foi pro pos to si mul ta ne a men te para pu bli ca ção em ou tras re vis tas ou jor nais. De cla ro tam bém que li o pre - sen te for mu lá rio e a in for ma ção que for ne ço é com ple ta e ver da dei ra. De cla ro ain da que de te nho os di rei tos de pro - pri e da de e/ou de uti li za ção de todo o ma te ri al in cluí do no ma nus cri to (in clu in do ilus tra ções), que cedo à Re vis ta Por - tu gue sa de Clí ni ca Ge ral de acor do com os ter mos cons - tan tes nes te do cu men to. Lo cal: ______________________________ Data: __/__/____ As si na tu ra: ________________________________________ O seu manus cri to deve ser acom pa nha do por este docu men to, devi da men te pre en chi do e assi na do. Sem ele o arti - go não será acei te para apre cia ção. Leia aten ta men te as sec ções que o com põ em e, em caso de dúvi da, con sul te as nor mas para apre sen ta ção de arti gos à Revista Portuguesa de Clínica Geral (Rev Port Clin Geral 2010; 26:325-40). Este for mu lá rio neces si ta ape nas de ser pre en chi do pelo autor res pon sá vel pela cor res pon dên cia com a revis ta. O for mu lá rio deve ser envi a do por cor reio pos tal para: Director da Revista Portuguesa de Clínica Geral Av. da República, 97-1º 1050-190 Lisboa IDEN TI FI CA ÇÃO Nome do au tor: ____________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ Tí tu lo do ma nus cri to: ___________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ OU TRAS CON TRI BUI ÇÕES ■To das as pes soas ou en ti da des que de ram con tri bu tos im - por tan tes para o tra ba lho re la ta do no ma nus cri to (in - cluin do a sua es cri ta), mas que não são men ci o na das como au to res, es tão iden ti fi ca das na sec ção agra de ci - ANEXO II FORMULÁRIO PARA OS AUTORES
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 337 normas men tos. Cada uma de las deu a sua au to ri za ção por escrito (de acor do com o mo de lo apre sen ta do no ane xo 3) para ser men ci o na da, que se ane xa ao pre sen te for mulá - rio. ■O ma nus cri to não in clui uma sec ção de agra de ci men - tos por que os au to res não re ce be ram con tri bu tos im - por tan tes por par te de ou tras pes soas ou en ti da des. FI NAN CIA MEN TO ■O tra ba lho re la ta do nes te ma nus cri to não foi ob jec to de qual quer tipo de fi nan cia men to ex ter no (in clu in do bol sas de in ves ti ga ção). ■Este tra ba lho foi fi nan cia do na sua to ta li da de ou em par - te por pes soas ou en ti da des que não os au to res. Por fa - vor des cre va o fi nan cia men to (pode uti li zar uma fo lha se pa ra da se ne ces sá rio): _________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ Lo cal: ______________________________ Data: __/__/____ Caso haja lugar a agra de ci men tos, o seu manus cri to deve ser acom pa nha do por este docu men to, devi da men te pre - en chi do e assi na do. Sem ele o arti go não será acei te para apre cia ção. Em caso de dúvi da, con sul te as nor mas para apre sen ta ção de arti gos à Revista Portuguesa de Clínica Geral (Rev Port Clin Geral 2010; 26:325-40). Cada uma das pes soas men ci o na das nos agra de ci men tos terá que pre en cher e assi nar uma cópia deste for mu lá rio. O for mu lá rio deve ser envi a do por cor reio pos tal para: Director da Revista Portuguesa de Clínica Geral Av. da República, 97-1º 1050-190 Lisboa IDEN TI FI CA ÇÃO Nome do au tor: ____________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ Tí tu lo do ma nus cri to: ___________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ AU TO RI ZA ÇÃO PARA MEN ÇÃO NOS AGRA DE CI MEN TOS Eu,____________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ [co lo que o nome com ple to] dou o meu con sen ti men to para ser men ci o na do nos agra de ci men tos do ma nus cri to com o tí tu lo________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ de que é(são) au tor(es) _________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ De cla ro que con tri buí para o tra ba lho nele re la ta do ou para a ela bo ra ção da ma nus cri to, mas não cum pro os cri - té rios de au to ria de fi ni dos pela Re vis ta Por tu gue sa de Clí - ni ca Ge ral. ANEXO III AUTORIZAÇÃO PARA MENÇÃO NOS AGRADECIMENTOS
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 338 No caso de se tra tar de um estu do ori gi nal, o seu manus cri to deve ser acom pa nha do por este docu men to. Sem ele o arti go não será acei te para apre cia ção. Em caso de dúvi da, con sul te as nor mas para apre sen ta ção de arti gos à Revista Portuguesa de Clínica Geral (Rev Port Clin Geral 2010; 26:325-40). Este for mu lá rio neces si ta ape nas de ser preen chi do pelo autor res pon sá vel pela cor res pon dên cia com a revis ta. O for mu lá rio deve ser envi a do por cor reio pos tal para: Director da Revista Portuguesa de Clínica Geral Av. da República, 97-1º 1050-190 Lisboa IDEN TI FI CA ÇÃO Nome do au tor: ____________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ Tí tu lo do ma nus cri to: ___________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________________________________________________ DE CLA RA ÇÃO DE CON DU TA ÉTI CA De cla ro que: ■Este es tu do de cor reu de acor do com os prin cí pios es ta - be le ci dos na De cla ra ção de Hel sín quia. ■O pro to co lo do pre sen te es tu do foi sub me ti do à apre - cia ção da Co mis são de Éti ca ________________________ ____________________________, que deu pa re cer fa vo - rá vel à sua re a li za ção e de que ane xo(amos) fo to có pia. Se o pro to co lo do es tu do não ti ver sido sub me ti do à apre - cia ção de uma co mis são de éti ca in de pen den te, jus ti fi que cir cun stan ci a da men te as ra zões que im pe di ram a con cre - ti za ção des se pro ce di men to, ela bo re uma de cla ra ção de ga - ran tia de cum pri men to das nor mas éti cas re la ti vas à in - ves ti ga ção e, nos ca sos em que tal se apli ca, jun te có pia da fo lha de in for ma ção ao doen te e do for mu lá rio de con sen - ti men to. En vie es tes do cu men tos em ane xo ao pre sen te for mu lá rio. Lo cal: ______________________________ Data: __/__/____ As si na tu ra: ________________________________________ ANEXO IV FORMULÁRIO DE DECLARAÇÃO DE CONDUTA ÉTICA No caso de se tratar de um relato de caso ou havendo fotografia(s) de doente(s), o seu manuscrito deve ser acompanhado por este documento. Sem ele o artigo não será aceite para apreciação. Em caso de dúvida, consulte as normas para apresentação de artigos à Revista Portuguesa de Clínica Geral (Rev Port Clin Geral 2010; 26:325-40). Este formulário necessita apenas de ser preenchido pelo autor responsável pela correspondência com a revista. O for mu lá rio deve ser envi a do por cor reio pos tal para: Director da Revista Portuguesa de Clínica Geral Av. da República, 97-1º 1050-190 Lisboa IDEN TI FI CA ÇÃO Nome do autor correspondente: ______________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ Nome da pes soa des cri ta no ar ti go ou mos tra da na fo to - gra fia: ____________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ANEXO V DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO INFORMADO
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 339 normas Assunto da fotografia ou do artigo: __________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ DECLARAÇÃO DE CONSENTIMENTO INFORMADO Eu, ________________________________________________ _______________ [co lo que o nome com ple to] dou o meu con - sen ti men to para que es tas in for ma ções so bre A MI NHA PES SOA/MEU(MI NHA) FI LHO(A) OU TU TE LA DO/PA REN - TE [mar que a des cri ção cor rec ta], re la ti vas ao as sun to su - pra ci ta do apa re çam na Re vis ta Por tu gue sa de Clí ni ca Ge - ral (RPCG), uma pu bli ca ção da As so cia ção Por tu gue sa de Mé di cos de Clí ni ca Ge ral (APMCG). Vi e li o ma te ri al a ser sub me ti do à Re vis ta. Com pre en do o se guin te: (1) As in for ma ções se rão pu bli ca das sem o meu nome ane - xa do e, quer a RPCG, quer a AMPCG fa rão o me lhor pos - sí vel para as se gu rar o meu ano ni ma to. Com pre en do, no en tan to, que o ano ni ma to com ple to não pode ser ga - ran ti do. É pos sí vel que al guém em al gum lu gar pos sa me iden ti fi car (tal vez, por exem plo, al guém que cu i dou de mim se fi quei in ter na do no hos pi tal ou al gum de meus fa mi lia res). (2) O tex to do ar ti go será re vis to com re la ção ao es ti lo de re dac ção, gra má ti ca, co e rên cia e ex ten são. (3) As in for ma ções po dem ser pu bli ca das na RPCG, que é dis tri bu í da prin ci pal men te a mé di cos, mas tam bém pode ser vis ta por pes soas lei gas. (4) As in for ma ções tam bém se rão co lo ca das no sí tio da in - ter net da RPCG. (5) As in for ma ções tam bém po dem ser usa das por com - ple to ou em par te em ou tras pu bli ca ções e pro du tos pu bli ca dos pela As so cia ção Por tu gue sa de Clí ni ca Ge - ral (APMCG), ou por ou tras edi to ras para as quais a APMCG li cen cie o seu con te ú do. Isto in clui pu bli ca ções im pres sas, em for ma tos elec tró ni cos ou quais quer ou - tros for ma tos que pos sam ser usa dos pela APMCG ou seus li cen cia dos, ago ra ou no fu tu ro. Em es pe ci al, as in - for ma ções po dem apa re cer em edi ções lo ca is da RPCG ou em ou tros pe ri ó di cos ou pu bli ca ções es tran gei ras. (6) A APMCG não per mi ti rá o uso das in for ma ções em pro - pa gan das ou em ba la gens, ou que es tas se jam usa das fora de con tex to. (7) Po de rei re vo gar o meu con sen ti men to a qual quer mo - men to an tes da pu bli ca ção, mas uma vez que as in for - ma ções te nham sido com pro me ti das para a pu bli ca ção, não será mais pos sí vel re vo gar o con sen ti men to. Lo cal: ______________________________ Data: __/__/____ As si na tu ra: ________________________________________ PRI MEI RA PÁ GI NA ■O tí tu lo é con ci so, bre ve e su fi cien te men te in for ma tivo. ■Os no mes dos au to res es tão cor rec tos e são os 2/3 no - mes usa dos ha bi tual men te na clí ni ca ou nas ac ti vi da - des ci en tí fi cas. ■To dos os au to res cum prem os cri té rios de au to ria. ■Es tão in di ca dos os graus ou tí tu los dos au to res. ■Es tão in di ca dos os lo ca is, ins ti tu i ções ou ser vi ços aos quais os au to res es tão li ga dos. SE GUN DA PÁ GI NA ■Está in di ca do o nome, te le fo ne/fax, en de re ço de cor reio elec tró ni co e en de re ço pos tal do au tor res pon sá vel pela cor res pon dên cia com a re vis ta acer ca do ma nus cri to. ■Está in di ca do o nome, en de re ço de cor reio elec tró ni co e en de re ço pos tal do au tor a quem deve ser di ri gi da a cor res pon dên cia so bre o ar ti go após a sua pu bli ca ção na re vis ta. TER CEI RA PÁ GI NA ■Está indicado o título do artigo nas línguas necessárias ■O Resumo segue as normas da revista para o tipo de artigo em questão e existe nas línguas necessárias. ■Estão indicadas duas a seis palavras-chave adequadas ANEXO VI LISTA DE VERIFICAÇÃO PARA SUBMETER PARA PUBLICAÇÃO NA REVISTA PORTUGUESA DE CLÍNICA GERAL
Rev Port Clin Geral 2010;26:325-40 normas 340 nas línguas necessárias. ■Está in di ca da a ti po lo gia do ar ti go (a que sec ção da re - vis ta se des ti na) PÁ GI NAS SE GUIN TES ■O tex to do ar ti go se gue as nor mas da re vis ta e não ex - ce de os li mi tes pre vis tos. ■Cada uma das sec ções do ar ti go co me ça no iní cio de uma pá gi na. ■As re fe rên cias bi bli o grá fi cas es tão cor rec ta men te as si - na la das e nu me ra das ao lon go do tex to. ■As ilus tra ções es tão de vi da men te as si na la das no tex to e nu me ra das pela or dem por que são men ci o na das. ■As fi gu ras es tão nu me ra das com al ga ris mos ára bes e os qua dros com nu me ra ção ro ma na. PRIMEIRA PÁGINA A SEGUIR AO TEXTO (AGRADECIMENTOS QUANDO EXISTEM) ■Respeitam rigorosamente as normas internacionalmente aceites, existindo nomeadamente as autorizações para citar os nomes de pessoas a quem se agradecem os contributos. PRIMEIRA PÁGINA A SEGUIR AOS AGRADECIMENTOS (RE FERÊNCIAS BI BLI O GRÁ FI CAS) ■As re fe rên cias bi bli o grá fi cas es tão de vi da men te as si na - la das no tex to. ■Os do cu men tos re fe ren ci a dos fo ram cui da do sa men te ve ri fi ca dos e es tão lis ta dos de acor do com as nor mas de Van cou ver. PÁ GI NAS SE GUIN TES (ILUS TRA ÇÕES) ■To dos os qua dros es tão nu me ra dos e têm tí tu lo ade - quado. ■To das as res tan tes ilus tra ções es tão nu me ra das e iden - ti fi ca das. ■O nome dos fi chei ros elec tró ni cos con ten do ima gens per mi te iden ti fi car fa cil men te a ilus tra ção a que se re - fe rem (por exem plo, Fi gu ra_1.jpg) ■To das as ilus tra ções têm qua li da de que per mi ta a sua re pro du ção di rec ta. ■Cada ilus tra ção está de vi da men te as si na la da no tex to e é apre sen ta da em se pa ra do. ■Fo to gra fi as ou di a po si ti vos es tão de vi da men te iden ti - fi ca dos (al ga ris mos ára bes) com eti que ta au to co lan te no ver so ou na mar gem. ■Os au to res de têm to dos os di rei tos so bre as ima gens. ■Exis te con sen ti men to in for ma do dos doen tes fo to gra - fa dos para re pro du ção da sua ima gem na RPCG de acor - do com o mo de lo ane xo. PE DI DO DE PU BLI CA ÇÃO ■É en vi a do o ori gi nal do tex to (in clu in do ilus tra ções) por cor reio elec tró ni co, nos for ma tos Mi cro soft Word, RTF ou Open Of fi ce (tex to, ta be las e di a gra mas) e JPEG, TIF ou EPS (ilus tra ções) ■É en vi a do por cor reio pos tal o for mu lá rio para os au to - res de vi da men te pre en chi do e as si na do por to dos os auto res ■Tra tan do-se de um es tu do ori gi nal, có pia do pa re cer da co mis são de éti ca que apre ciou o tra ba lho. ■Tra tan do-se de um re la to de caso, de cla ra ção de con - sen ti men to in for ma do as si na da pelo doen te que mo ti - vou o re la to de caso. ■Ha ven do fo to gra fia de doen te(s), de cla ra ção de con sen - ti men to in for ma do as si na da pelo doen te fo to gra fa do. ■Está pre en chi da e é en via da por cor reio elec tró ni co esta lis ta de ve ri fi ca ção.