A Nutrição no Envelhecimento
Abstract
Trabalho complementar (Monografia) realizado no âmbito da Unidade Curricular Estágio da Licenciatura em Ciências da Nutrição da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, sob orientação de Dr.ª Maria Cardoso Menezes (Hospital de Santo António Porto)
Full text
A Nutrição no Envelhecimento Nutrition in Ageing Vanessa Natália Silveira Orientado por: Maria Cardoso Menezes Revisão Temática Ciclo de estudos: 1.º Ciclo em Ciências da Nutrição Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Porto, 2012
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ii Índice Lista de Abreviaturas ............................................................................................III Resumo ............................................................................................................ IV Abstract ............................................................................................................. VI 1. Introdução ....................................................................................................... 1 2. Desafios da população idosa............................................................................2 2.1 Desnutrição..........................................................................................2 2.1.1 Sarcopenia..............................................................................5 2.2 Demência.............................................................................................3 3. Particularidades na avaliação nutricional do idoso...........................................5 3.1 Estado nutricional ................................................................................5 3.2 Cálculo das necessidades nutricionais.................................................8 4. Intervenção nutricional na população idosa......................................................9 5. Envelhecimento ativo .....................................................................................12 6. Determinantes comportamentais....................................................................13 7. Análise Crítica.................................................................................................14 8. Conclusões ................................................................................................... 15 9. Referências Bibliográficas ............................................................................ 16
iii Lista de Abreviaturas AMB - Área Muscular do Braço; HC – Hidratos de Carbono; MNA - Mini Nutritional Assesment; MUST - Malnutrition Universal Screening Tool; NSI – Nutrition Screening Initiative; OMS – Organização Mundial de Saúde; SGA - Subjective Global Assesment; DRI – Dietary Reference Intakes.
iv Resumo Envelhecimento ativo é, em 2012, tanto focado nível mundial pela Organização Mundial de Saúde como nacional pela Direção Geral da Saúde. Esta preocupação deve-se principalmente ao facto de a população idosa estar a crescer mais rapidamente do que qualquer outro grupo etário. Daí ser imperativo estarmos preparados e conscientes dos principais problemas associados a maior morbilidade e mortalidade. A nutrição desempenha um papel crucial nas condições associadas aos idosos, não só por evitar o aparecimento ou mesmo reverter a doença, como também por melhorar a qualidade de vida e prolongar a vivência destes indivíduos. É especialmente importante uma acuidade nutricional em idosos desnutridos ou que apresentam patologias neurológicas como a demência, uma vez que estas condições impossibilitam os idosos de realizarem tarefas diárias, condicionando a sua qualidade de vida. Por tudo isto, é de maior importância estar atento ao estado nutricional do idoso, considerando algumas particularidades na avaliação do estado nutricional e no cálculo das necessidades nutricionais, não esquecendo problemas fisiológicos e neurológicos desta faixa etária. Não menos importante para um envelhecimento saudável e ativo é a prática de atividade física e mental, pois estas atividades promovem a saúde e retardam ou evitam o aparecimento de algumas doenças associadas ao envelhecimento. Finalmente, para que seja possível um envelhecimento ativo é necessário que o idoso se sinta mais produtivo e integrado na própria sociedade, bem como
v adote um etilo de vida saudável, para isto foi desenvolvido um projeto “Envelhecer Saudável” que visa apoiar o envelhecimento ativo através de 10 tópicos. Palavras-Chave: Envelhecimento saudável, desnutrição, demência, sarcopenia, atividade física.
vi Abstract In 2012, active aging is focused on both global and national levels by World Health Organization and General Health Direction. This concern is mainly because the elderly population is growing faster than any other age group. Hence it is imperative to be prepared and aware of the main problems associated with increased morbidity and mortality. Nutrition plays a crucial role in conditions associated with the elderly, not only to avoid the appearance or even reverse the disease, but also to improve the quality of life and prolong the life as much as possible. It is especially important a nutrition acuity in malnutrition elderly or who have neurological conditions such as dementia, as these conditions make it impossible, for elderly to perform daily tasks, thus affecting their quality of life. For all these reasons, it is very important to be conscious of the nutritional status of the elderly, considering some particularities in the assessment of nutritional status and in calculation of nutritional requirements, not forgetting the physiological and neurological problems of this age group. No less important for healthy and active aging is the practice of physical and mental activity, because these activities promote health and delay or avoid the onset of some aging diseases. Finally, for an active aging it is necessary that the elderly feel more productive and integrated in the society and adopt healthy lifestyle. That is the reason why the project “Health Ageing” was developed, which aims to support active aging through 10 topics. Keywords: Health aging, malnutrition, dementia, sarcopenia, physical activity.
1 1. Introdução O envelhecimento ativo é o tema da OMS de 2012 tendo como slogan: “Good health adds life to years”.(1) Em Portugal, a Direção Geral da Saúde cita 2012 como o “Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações”. O seu projeto “Envelhecimento Saudável”, apoiado pela Comissão Europeia estabeleceu 10 tópicos, encontrando-se entre eles a alimentação. O seu objetivo passa pela maior permanência dos idosos no mercado de trabalho com a partilha da sua experiência, um contínuo papel ativo na sociedade e uma vivência mais saudável e gratificante. (2) Esta preocupação global deve-se a atualmente vivermos cada vez mais, com mais saúde e mais capacidade funcional(3) e ao crescimento exponencial da população idosa. Mundialmente, a proporção de pessoas com 65 anos ou mais, ou seja idosos pela definição da OMS(4), está a crescer mais rapidamente do que qualquer outro grupo etário: entre 1970 e 2025 é esperado um aumento na ordem dos 223%. (5),(6) Quanto a Portugal e segundo o Instituto Nacional de Estatística, a percentagem de idosos em 2011 era de 19,1% e em 2050 prevê-se existirem em Portugal 2,95 milhões, mais um milhão do que em 2005. Ou seja, 238 idosos por cada 100 jovens, o dobro dos valores atuais. (7),(8) Este crescimento populacional desencadeia várias preocupações nomeadamente na área da nutrição, por esta desempenhar um papel fundamental em doenças relacionadas com envelhecimento e debilidade.(9) Na população idosa é possível presenciar a existência de algumas perturbações, como a desnutrição e a demência. É igualmente importante não esquecer o exercício físico na idade gerontológica.(3)
8 com implicação prognóstica. No entanto existem fatores que podem influenciar estas medidas, como a presença de edema e perda de elasticidade da pele.(11),(10) Instrumentos de triagem do risco Existem vários instrumentos de rastreio capazes de averiguar o risco nutricional, sendo de destacar o “Mini Nutritional Assessment” (MNA), o “Subjective Global Assessment” (SGA), o “Malnutrition Universal Screening Tool” (MUST) e o “Nutrition Screening Initiative” (NSI).(32) Especificamente no caso do MNA, este é o instrumento mais utilizado pelos profissionais que trabalham com geriatria e é referido como a ferramenta de maior especificidade e sensibilidade.(10),(32) 3.2 Cálculo das necessidades nutricionais A redução do gasto energético basal é acompanhada da redução das necessidades energéticas e das funções fisiológicas em função do declínio da atividade física e massa corporal metabolicamente ativa.(11) Para calcular o gasto energético basal existem variadas formas, como exemplo a fórmula de Harris-Benedict(3),(29), ajustando o valor final com a retirada de 10% do valor calculado em idades compreendidas entre 51-75 anos e 20-25% em idades superiores a 76 anos,(11) a equação de Miffin-St.Jeor ou ainda multiplicando 30-35 kcal/kg de peso corporal para adultos com úlceras de pressão.(29) Relativamente aos micronutrientes, a recomendação nos idosos é a mesma do que para os adultos(11) no entanto, o envelhecimento é associado com o aumento do risco da redução da ingestão destas.(14) Tabela 1: Recomendações nutricionais específicas para idosos
9 Macro ou micronutriente Necessidades diárias 65-70 anos >70 anos Masculino Feminino Masculino Feminino HC (%) >55 >55 >55 >55 Gordura total (%) <30 <30 <30 <30 Proteína (g/kg) 0,8 0,8 0,8 0,8 Vitamina D (µg) 15 15 20 20 Vitamina B12 (µg) 2,4 2,4 2,4 2,4 Vitamina C (mg) 90 75 90 75 Cálcio (mg) 1000 1000 1200 1200 Água (ml/kg) 30 30 30 30 Adaptado de DRI, 2010 4. Intervenção nutricional na população idosa Apesar da sobrecarga ponderal ser também comum nos idosos, as principais preocupações que o nutricionista deve ter em atenção relacionam-se com a desnutrição e promoção de uma alimentação variada, equilibrada e completa, respeitando hábitos adquiridos ao longo da vida e salvaguardando as restrições alimentares impostas por patologias orgânicas.(20) Em meio hospitalar podem ser utilizados suplementos de nutrição entérica e na comunidade os idosos devem ser encorajados a consumirem alimentos energeticamente densos e com altos valores proteicos.(3) No entanto, é necessário ter cuidado relativamente ao risco de desenvolvimento da síndrome de
10 realimentação, principalmente em doentes desnutridos com jejum prolongado, ou ingestão alimentar muito escassa.(3),(29) O primeiro passo para o tratamento da desnutrição é encontrar a causa ou forma de perda de peso. No caso da perda de peso ser devida a uma combinação de causas pode ser necessário estabelecer prioridades.(10),(40) Os seguintes tópicos dizem respeito aos principais problemas que interferem com uma alimentação adequada. Falta de dentição Com o objetivo de contornar os problemas orais, principalmente a perda de dentição, os idosos evitam alimentos que dificultem a mastigação ou causem dor, recorrendo a alimentos confecionados durante mais tempo, fracionados ou mesmo triturados. Alterando as escolhas alimentares como é exemplo a redução do consumo de carne, frutas e legumes (37) (41) Falta de apetite Estimular o apetite exige tratar a sua potencial causa, por exemplo a depressão, ou utilizar estratégias como fornecer alimentos nutricional e caloricamente densos, modificar as texturas dos alimentos, ter em casa alimentos que não necessitem de ser confecionados ou que sejam fáceis de consumir, disponibilizar refeições pequenas e frequentes como lanches e bebidas,(18) enriquecer os alimentos com a adição de micronutrientes, dentro das doses recomendadas, fornecer alimentos preferidos em alturas do dia em que a ingestão seja habitualmente superior(3), promover a ingestão regular de água, melhorar o ambiente da refeição, utilizar suplementação e utilizar fármacos para aumentar o apetite.(10),(38),(25),(22) Disfagia
11 O idoso deve ser encorajado a alimentar-se sozinho ou com ajuda sempre que necessário,(29) no entanto para ultrapassar problemas de deglutição, a intervenção nutricional pode ter de considerar o uso de uma sonda de alimentação para prevenir/tratar a desnutrição ou a pneumonia de aspiração, sendo que a colocação de sonda só deve ocorrer após ponderação das vantagens e desvantagens do seu uso.(29) No entanto, principalmente em doentes com demência em fase terminal, não existe evidência que as sondas forneçam algum benefício em termos de tempo de sobrevivência, qualidade de vida ou que reduzam o risco de úlceras de pressão,(29) existindo ainda o risco de remoção, pelos doentes, da sonda (16),(23),(25),(26),(42), devendo ser especialmente encorajada a alimentação oral, o que também proporciona a integração social. (29) Deficiência em nutrientes específicos Para evitar a carências nutricionais nos idosos é necessário considerar recomendações totais de macro e micronutrientes, em particular: proteínas, cálcio, vitamina C, vitamina D e vitamina B12. Nesta faixa etária, é igualmente importante realçar as necessidades hídricas diárias, uma vez que existe um grande risco de desidratação(32),(11). Particularmente para idosos sarcopénicos a evidência científica defende que uma ingestão proteica superior à recomendada parece ser benéfica, mas mais importante parece ser a ingestão de proteína de alto valor biológico em cada refeição, sendo a qualidade determinada pela constituição em aminoácidos essenciais e pela digestibilidade. A proteína vegetal mostra-se menos digerível que a proteína animal.(20) Nestes doentes, a abordagem nutricional deve centrarse em medidas para prevenir e/ou combater a perda de massa muscular.(20)
12 No caso do cálcio este pode estar presente em alimentos como os produtos lácteos, couve-galega, grelos, salsa, amêndoa, avelã, ou ainda em produtos enriquecidos em cálcio(43). Uma vez que um grande número de idosos não ingere a quantidade recomendada de cálcio, para prevenir o risco de fraturas pode ser necessário a suplementação em cálcio.(18) Em relação à vitamina D, existe naturalmente em alimentos de origem animal como os peixes gordos, ovos, ou ainda em alimentos fortificados(43), podendo ser ainda sintetizada a partir da exposição solar.(14),(17),(10),(18) Por ser improvável adquirir os níveis adequados desta vitamina através da alimentação,(16) pode ser necessário recorrer à suplementação.(3),(18) As recomendações de cálcio e vitamina D presentes na tabela 1 têm um efeito benéfico na densidade óssea e ainda reduz as incidências de fraturas. (11),(17),(18) Relativamente à vitamina B12, encontra-se apenas disponível em alimentos de origem animal principalmente no fígado de animais, e em peixes como a sardinha(10),(43) podendo ser necessário recorrer a alimentos fortificados como cereais(3),(17) ou à suplementação.(11) É especialmente importante nos indivíduos vegetarianos(18) ou em idosos com aumento do pH gástrico.(32) Quanto à vitamina C as principais fontes são as frutas como framboesas, laranjas, kiwis e vegetais como a couve(43). Particularmente no caso da vitamina C, é necessário ter em atenção a sua perda durante a confeção. A ingestão deficiente de vitamina C começa antes da idade sendo que dos adultos com mais de 51 anos, 25% não consomem oralmente a dose recomendada de vitamina C, pelo que uso de suplementação multivitamínica, pode ser necessária.(18) 5. Envelhecimento ativo
13 O envelhecimento ativo pode ser descrito como a possibilidade de envelhecer com saúde e autonomia, procurando participar na sociedade enquanto cidadão produtivo e ter uma boa qualidade de vida, aproveitando da melhor forma o potencial ainda existente no final da vida, procurando ser ativo no emprego, na sociedade e permanecer autónomo. Para isto é necessário oferecer melhores perspetivas de emprego aos trabalhadores idosos, reconhecer o seu contributo para a sociedade, criar condições para lhes dar mais apoio e fazer pequenas mudanças que promovam a autotomia dos idosos. (44) Relativamente à atividade física, este é um dos preditores mais fortes do envelhecimento saudável: nenhum outro grupo etário beneficia mais da atividade física regular do que os idosos. O exercício físico moderado regular promove o bem-estar físico, mental e social e ajuda a prevenir quedas, incapacidade, sarcopenia e doenças crónicas,(9),(5) como osteoporose, doenças cardiovasculares e obesidade,(45) demência e depressão,(17),(46) ajudando as pessoas mais velhas a permanecerem tão independentes quando possível durante mais tempo.(5),(47) É também necessário que as pessoas idosas tenham um acompanhamento cognitivo para que possam retardar o aparecimento de doenças neuro degenerativas.(48) 6. Determinantes comportamentais Comportamentos de risco adotados ao longo da vida, como o tabagismo, o alcoolismo, hábitos sedentários, alimentação desequilibrada e má saúde oral, podem levar ao aparecimento de doenças. Contudo, a cessação destes comportamentos de risco, mesmo em idade geriátrica, pode levar à melhoria de patologias já existentes ou evitar o aparecimento de novas doenças. (5)
14 Assim, é importante incentivar, em qualquer idade, a adoção de um estilo de vida saudável através da implementação de políticas de controlo relacionadas com o uso do tabaco, consumo abusivo de álcool, desenvolver políticas nutricionais como medidas especiais para prevenir a desnutrição e garantir a segurança alimentar à medida que as pessoas envelhecem, disponibilizar informação ao público em geral e profissionais sobre a educação nutricional e a importância de permanecer ativo, desenvolver zonas para a prática de exercício físico e promover a saúde oral.(5),(49) 7. Análise crítica A população idosa está a aumentar de uma forma dramática, não apenas a população com mais de 65 anos como também a população com mais de 80 anos.(32) Sendo da maior importância, que a sociedade esteja preparada para apoiar a população idosa e responder a todas as suas necessidades, prevenindo determinadas condições, principalmente a desnutrição, uma vez que pode acelerar o aparecimento de patologias graves como a sarcopenia e a demência. Por tudo isto, é necessário formar os profissionais de saúde para que utilizem as melhores ferramentas de identificação da desnutrição nos idosos e sua referenciação a um profissional de nutrição para que seja feita uma avaliação nutricional mais pormenorizada a todos queles que tiverem um risco elevado de desnutrição, intervindo com medidas que melhorem o seu estado e lhes proporcione qualidade de vida. Em Portugal o projeto “Envelhecer Saudável” fornece sugestões relativas a reforma e pré-reforma, capital social, saúde mental, ambiente, alimentação, atividade física, prevenção de traumatismos, uso e abuso de substâncias como o
15 álcool e o tabaco, uso de medicação e problemas associados, assim como serviços de saúde preventivos. Pretende principalmente a promoção do idoso, para que se sinta mais produtivo e integrado na própria sociedade, bem como dar sugestões para que adote um estilo de vida saudável. (2) 8. Conclusões A nutrição tem um importante papel no desenvolvimento de doenças relacionadas com o envelhecimento, com consequências devastadoras para as pessoas e de impacto nos recursos de saúde. Uma alimentação saudável associada ao exercício físico é essencial para um envelhecimento ativo.(9) Com este trabalho pretendeu-se dar a conhecer alguns dos problemas com mais impacto no quotidiano dos idosos, por estarem associadas a uma maior morbilidade e mortalidade bem como por os tornarem mais dependentes. As particularidades que devem ser tidas em conta na avaliação nutricional e a intervenção nutricional mais adequada perante os problemas mais frequentes. Embora já haja muito trabalho feita nesta área, também existe muitas questões por responder, nomeadamente a melhor forma de incentivar os idosos a desfrutarem de um estilo de vida mais saudável, como os motivar para que eles próprios não se considerem sem esperança e desmotivados nas suas ações diárias e que se considerem úteis para a sociedade. E como dizia Mark Twain “A vida seria infinitamente mais feliz se tivéssemos nascido aos 80 anos e gradualmente nos fôssemos aproximando dos 18”.
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