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Estágio em meios de emergência pré-hospitalares INEM

Tiago Filipe Rodrigues Lopes

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Relatório de Estágio Mestrado Integrado em Medicina ESTÁGIO EM MEIOS DE EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALARES INEM Tiago Filipe Rodrigues Lopes Orientador Dr. António Marques Co-Orientador Dr. Luís Meira Porto 2011/2012 Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM II AGRADECIMENTOS Os meus mais sinceros agradecimentos: Ao Dr. António Marques, meu orientador, pela sua disponibilidade e transmissão de conhecimentos que se revelaram essenciais para a elaboração deste relatório de estágio, demonstrando sempre o seu elevado nível académico e pedagógico. Ao Dr. Luís Meira, meu co-orientador, responsável pela Delegação Norte do Instituto Nacional de Emergência Médica, ao tornar possível a realização deste estágio e pelo auxílio prestado na delineação do mesmo. À Dra. Ana Machado, por toda a força e motivação transmitida ao longo deste percurso pessoal e académico. A todos os Médicos, Enfermeiros e TAE´s do INEM que acompanhei durante a realização do estágio, por toda a simpatia e receptividade demonstradas em todos os turnos, pelo interesse na partilha de conhecimentos teóricos e prácticos, por todo o ambiente criado que tornou esta uma experiência inesquecível. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM III RESUMO A realização de um estágio no Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) surgiu no âmbito do enorme interesse pessoal e profissional na área da Emergência Médica, revelando-se uma oportunidade única para obtenção de conhecimentos e competências numa área fundamental para qualquer médico. O estágio decorreu nos diferentes meios de emergência do INEM, nomeadamente em Ambulância SBV (Suporte Básico de Vida), Ambulância SIV (Suporte Imediato de Vida) e VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) da Delegação Regional Norte do INEM, com uma duração total de 84 horas, em que foi permitido conhecer a realidade da abordagem pré-hospitalar. Foram registadas 29 activações durante o estágio, sendo a doença súbita a responsável pelo maior número de activações – 21, trauma com 7 activações e 1 activação abortada. A PCR (Paragem Cardio-Respiratória), observada em 5 activações, tem como principal factor etiológico a doença cardíaca isquémica, que apresenta uma enorme prevalência no mundo ocidental. Necessita de um reconhecimento imediato e de uma actuação rápida e qualificada para a sua reversão, o que torna preponderante uma aplicação correcta e célere da cadeia de sobrevivência. O trauma é a principal causa de morte em indivíduos com menos de 45 anos e os acidentes de viação são os principais responsáveis. Só uma abordagem pré-hospitalar eficiente é capaz de diminuir a morbi-mortalidade destas vítimas. Sugeriu-se um formação obrigatória precoce de SBV na sociedade, assim como uma implementação de um programa nacional de dadores de orgãos de vítimas de PCR não revertidas. Descreveu-se todas as activações assistidas e efectuou-se posteriormente uma análise das mesmas, com especial ênfase às activações que resultaram na utilização das vias verdes préhospitalares. A interacção de todos os meios INEM foi patente em todos os turnos realizados, assistindo-se a um enorme profissionalismo e espírito de equipa. Consideram-se atingidos os objectivos e competências delineadas para este estágio. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM IV ABSTRACT The completion of an internship at the National Institute for Emergency Medicine (INEM) arose in the context of the enormous personal and professional interest in the medical emergency area, revealing a unique opportunity to obtain knowledge and skills in a key area for any doctor. The internship was held in the different means of emergency of the INEM, in particular in SBV (Basic Life Support) Ambulance, SIV (Immediate Life Support) Ambulance and VMER (Medical Car of Emergency and Resuscitation) of the North Regional Delegation of the INEM, with a total duration of 84 hours, in which it was allowed to know the reality of pre-hospital approach. Were recorded 29 activations during the internship, being the sudden illness to responsible for the greatest number of activations - 21, trauma with 7 activations and 1 activation aborted. The PCR (Cardiorpulmonary Arrest), observed in 5 activations, has as main etiological factor to ischemic heart disease, which presents a huge prevalence in the western world. It needs an immediate recognition and a fast and qualified action for its reversal, which makes preponderant a fast and correct application of the chain of survival. Trauma is the leading cause of death in individuals under the age of 45 years and traffic accidents are the main culprits. Only an efficient pre-hospital approach is capable of decreasing the morbidity and mortality of these victims. It was suggested an early compulsory training SBV in society, as well as an implementation of a national program of organ donors of victims of non-reversed PCR. It were described all the activations assisted and carried out a further analysis of the same, with particular emphasis on the activations that resulted in the use of pre-hospital pathways. The interaction of all the INEM means has been apparent in all the shifts made, seeing a huge professionalism and team spirit. Shall be deemed to have achieved the objectives and competencies outlined for this internship. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM V LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS AAS: Ácido acetilsalicílico AVC: Acidente vascular cerebral ACP: Auscultação cardio-pulmonar BRD: Bloqueio de Ramo Direito Bpm: Batimentos por minuto BS: Bradicardia sinusal BV: Bombeiros Voluntários CAPIC: Centro de Apoio Psicológico e Intervenção em Crise CDI: Cardiodesfibrilhador implantável CHP: Centro Hospitalar do Porto CHVNG: Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia CIAV: Centro de Informação Antivenenos CIPSE: Centro de Intervenção para Situações de Excepção Cpm: Ciclos por minuto CODU: Centro de Orientação de Doentes Urgentes CVP: Cruz Vermelha Portuguesa DAE: Desfibrilhador Automático Externo DM: Diabetes mellitus DPOC: Doença Pulmonar Obstructiva Crónica EAM: Enfarte Agudo do Miocárdio EAP: Edema Agudo do Pulmão ECG: Electrocardiograma Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM VI EM: Emergência Médica EV: Endovenoso FA: Fibrilhação Auricular FC: Frequência cardíaca FR: Frequência respiratória FV: Fibrilhação Ventricular GEM: Gabinete de Emergência Médica GNR: Guarda Nacional Republicana HBP: Hiperplasia Benigna da Próstata HSJ: Hospital de São João HTA: Hipertensão Arterial IC: Insuficiência Cardíaca ICBAS: Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar INEM: Instituto Nacional de Emergência Médica IRC: Insuficiência Renal Crónica ITU: Infecção do Tracto Urinário NaCl: Cloreto de Sódio O 2 : Oxigénio PCR: Paragem Cardio-Respiratória PMA: Posto Médico Avançado PEM: Posto de Emergência Médica PSP: Polícia de Segurança Pública RS: Ritmo Sinusal Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM VII SaO 2 : Saturação arterial de oxigénio SAV: Suporte Avançado de Vida SBV: Suporte Básico de Vida SDR: Sinais de Dificuldade Respiratória SF: Soro Fisiológico SIEM: Sistema Integrado de Emergência Médica SIV: Suporte Imediato de Vida SNA: Sistema Nacional de Ambulâncias T: Temperatura auricular (ºC) TA: Tensão Arterial TAE: Técnico de Ambulância de Emergência TCE: Traumatismo Crâneo-Encefálico TIP: Transporte Inter-Hospitalar Pediátrico TS: Taquicardia Sinusal TV: Taquicardia Ventricular UMIPE: Unidade Móvel de Intervenção Psicológica de Emergência VIC: Viatura de Intervenção em Catástrofe VMER: Viatura Médica de Emergência e Reanimação Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM VIII LISTA DE FIGURAS Figura I – “Cadeia de Sobrevivência” Figura II – Moto de Emergência Figura III – Ambulância SBV Figura IV – Ambulância SIV Figura V – VMER Figura VI – Helicóptero INEM Figura VII – VIC LISTA DE GRÁFICOS Gráfico I – Distribuição das horas/Meio INEM Gráfico II – Motivo das activações Gráfico III – Motivo das activações/Meio INEM Gráfico IV – Número total de PCR Gráfico V – Triagem de Manchester/Meio INEM Gráfico VI – Idade das vítimas Gráfico VII – Sexo das vítimas LISTA DE TABELAS Tabela I – Objectivos e competências/Reflexão Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM IX Índice I. INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 10 Emergência Médica ................................................................................................................ 10 História .............................................................................................................................. 10 Em Portugal ....................................................................................................................... 11 SIEM .................................................................................................................................. 11 INEM ................................................................................................................................. 12 Cadeia de Sobrevivência .................................................................................................... 13 Meios Móveis .................................................................................................................... 14 Objectivos e competências ..................................................................................................... 18 II. RESULTADOS E DISCUSSÃO .............................................................................. 19 Actividades realizadas durante o estágio ................................................................................ 20 Análise das actividades realizadas durante o estágio ............................................................. 41 Análise crítica ......................................................................................................................... 48 III. CONCLUSÕES .......................................................................................................... 50 IV. BIBLIOGRAFIA ....................................................................................................... 51 V. ANEXOS .............................................................................................................................. 54 CODU e têm base h ospitalar. Actu mais utilizado, com 59.226 accionamentos em 2011 • Helicópteros Encontramse equipados com material de SAV e e dois pilotos. Utilizados no transporte inter ocorrência e a unidade hospitalar diferenciada. Os CODU tinham à sua disposição 5 aeronaves (Porto, Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira. Lisboa e Loulé) em 2011, regis to de 1.247 accionamentos Figura • UMIPE Meio utilizado no auxílio às abuso/violação física o u sexual e em o Estágio em Meios de Emergência Médica Pré - 16 - ospitalar. Actu almente, existem 42 VMER, sendo o segundo meio de mais utilizado, com 59.226 accionamentos em 2011 (Relatório de Actividades 2011, INEM) Figura V: VMER (Fonte: INEM online - Meios) se equipados com material de SAV e são tripulados por um Médico, um Enfermeiro Utilizados no transporte inter - hospitalar de doentes graves ou entre o local de ocorrência e a unidade hospitalar diferenciada. Os CODU tinham à sua disposição 5 aeronaves (Porto, Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira. Lisboa e Loulé) em 2011, to de 1.247 accionamentos (Relatório de Actividades 2011, INEM) . Figura VI : Helicóptero INEM (Fonte: Boasnotícias, online) Meio utilizado no auxílio às vítimas em situações traumáticas, emergências u sexual e em o corrências que envolvam crianças. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré -Hospitalares INEM o segundo meio de socorro (Relatório de Actividades 2011, INEM) . tripulados por um Médico, um Enfermeiro hospitalar de doentes graves ou entre o local de ocorrência e a unidade hospitalar diferenciada. Os CODU tinham à sua disposição 5 aeronaves (Porto, Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira. Lisboa e Loulé) em 2011, verificando-se um . : Helicóptero INEM (Fonte: Boasnotícias, online) em situações traumáticas, emergências psicológicas, crianças. • VIC É utilizada em situações multi PMA com capacidade para tratar simultaneamente oito Figura VII : Viatura de Intervenção em Catástrofe (Fonte: INEM online Estágio em Meios de Emergência Médica Pré - 17 - É utilizada em situações multi -vítimas, possuindo material SAV. P ermite a montagem de um com capacidade para tratar simultaneamente oito vítimas graves. : Viatura de Intervenção em Catástrofe (Fonte: INEM online Estágio em Meios de Emergência Médica Pré -Hospitalares INEM ermite a montagem de um : Viatura de Intervenção em Catástrofe (Fonte: INEM online - Meios) Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 18 - OBJECTIVOS E COMPETÊNCIAS O Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares surgiu como uma oportunidade única de acompanhar no terreno a operacionalidade do INEM, na busca real de conhecimento da EM em Portugal. Foram propostos, neste estágio, determinados objectivos e competências: • Objectivos o Situar o papel do médico na abordagem e tratamento do doente emergente, reconhecendo o seu papel fundamental na liderança das equipas que prestam cuidados a esse tipo de doentes; o Identificar as principais situações de emergência do foro médico e traumatológico; o Apreender técnicas “life-saving” – assumidas como essenciais para a manutenção da vida no doente grave; o Conhecer os protocolos de actuação e aplicar os algoritmos de SAV; o Tomar consciência do trabalho de equipa na EM. • Competências o Liderança e de gestão, em situação de pressão e ansiedade próprias da abordagem do doente muito grave e emergente; o Técnicas de reanimação e estabilização de doentes emergentes, em situação de doença súbita e trauma; o Trabalho em equipa; o Responsabilidade e Ética profissional. II – RESU LTADOS E O estágio teve a duração total de 84 horas seguintes meios INEM: • 12 horas em Ambulância SBV • 12 horas em Ambulância SIV o 6 horas Ambulância SIV • 60 horas em VMER o 42 horas VMER A aprovação da Delegação Regional do Norte obtida após a emissão de uma Declaraç sigilo profissional e ao cumprimento das normas previstas no Regulamento de Estágios desta instituição. F oi necessário efectuar um seguro de acidentes pessoais apresentar, até à data, qualquer tipo de acordo institucional com o INEM. A definição dos turnos no s diferentes meios INEM teve em atenção a as partes, optando-se , sempre que possível, pelo diárias. Verificou-se uma diferença substancial nas horas realizadas em meio VMER, depreende do facto de este ser tripulado mais aliciante. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré - 19 - LTADOS E DISCUSSÃO O estágio teve a duração total de 84 horas , entre 23/10/2011 e 26/03/2012, 12 horas em Ambulância SBV -Porto 2 12 horas em Ambulância SIV 6 horas Ambulância SIV -Gon domar; 6 horas Ambulância SIV 60 horas em VMER 42 horas VMER -HSJ; 12 horas VMER-CHVNG; 6 horas VMER Gráfico I: Distribuição das horas/Meio INEM Delegação Regional do Norte p ara a realização deste estágio após a emissão de uma Declaraç ão (Anexo I), por parte do INEM sigilo profissional e ao cumprimento das normas previstas no Regulamento de Estágios desta oi necessário efectuar um seguro de acidentes pessoais qualquer tipo de acordo institucional com o INEM. s diferentes meios INEM teve em atenção a disponibilidade de ambas , sempre que possível, pelo s locais com maior núm uma diferença substancial nas horas realizadas em meio VMER, depreende do facto de este ser tripulado por uma equipa médica, tornando 72% 14% 14% Meios INEM VMER Ambulância SBV Ambulância SIV Estágio em Meios de Emergência Médica Pré -Hospitalares INEM entre 23/10/2011 e 26/03/2012, distribuídas pelos domar; 6 horas Ambulância SIV -Vila do Conde 6 horas VMER -CHP. ara a realização deste estágio foi devidamente por parte do INEM , submetendo-me ao sigilo profissional e ao cumprimento das normas previstas no Regulamento de Estágios desta oi necessário efectuar um seguro de acidentes pessoais , visto o ICBAS não qualquer tipo de acordo institucional com o INEM. disponibilidade de ambas locais com maior núm ero médio de activações uma diferença substancial nas horas realizadas em meio VMER, o que se tornando -se academicamente Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 20 - Em cada activação, foi preenchida uma ficha de observação, essencial à posterior elaboração deste relatório. No final de cada turno, foi assinada a respectiva ficha de realização de estágio pelo responsável do meio de socorro (em Anexo). A. Descrição das actividades realizadas durante o estágio Ambulância SBV-Porto 2, 23.10.2011, Turno da Tarde – Anexo II 1ª Activação Horário da activação: 14:48. Motivo: Dor torácica. Identificação: M. M., sexo feminino, 62 anos. Antecedentes pessoais: HTA, Obesidade e IC. Medicação habitual: Irbesartan + Hidroclorotiazida, Lansoprazol, AAS, Bromazepam, Rosuvastatina, Levotiroxina sódica, Clopidogrel, Trimetazidina. Avaliação: T – 36 ºC; TA – 108/69 mmHg; FC – 68 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 17 cpm; Glicemia capilar – 98 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 98%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas. Observações: Consciente e colaborante. Dor pré-cordial, de início abrupto, com uma intensidade 6/10, com irradiação para o dorso, associada a dispneia em repouso. A ambulância SBV-Porto 2 foi accionada pelo CODU por indisponibilidade da VMER. Actuação: O 2 – 3L/min; Hipótese de diagnóstico: EAM? Seguimento: Transporte para o CHP. Triagem - Amarelo Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Medição da glicemia capilar. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 21 - 2ª Activação Horário da activação: 15:46. Motivo: Queda. Identificação: J. R., sexo masculino, 74 anos. Antecedentes pessoais: HTA; AVC. Medicação habitual: AAS. Avaliação: T – 36,5 ºC; TA – 174/90 mmHg; FC – 100 bpm; FR – 19 cpm; Glicemia capilar – 82 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 94%; Edema e equimose no joelho esquerdo. Glasgow – 15. Observações: Consciente e colaborante. Encontrava-se sentado na cama quando escorregou e embateu com o joelho esquerdo no chão. Dor e perda ligeira da mobilidade do membro inferior esquerdo. Actuação: Aplicação local de gelo. Hipótese de diagnóstico: Trauma. Seguimento: Transporte para o HSJ. Triagem – Verde. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Medição da glicemia capilar. 3ª Activação Horário da activação: 17:50. Motivo: Convulsão. Identificação: V. S., sexo masculino, 42 anos. Antecedentes pessoais: Esquizofrenia. Medicação habitual: Decanoato de halopuridol. Avaliação: T – 36,2 ºC; TA – 160/100 mmHg; FC – 80, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 18 cpm; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 97%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas. Glasgow – 15. Observações: Vítima internada no Hospital Conde Ferreira devido à doença de base. À nossa chegada, consciente e colaborante, referindo cefaleia holocraniana de ligeira intensidade, associada a náuseas. Segundo testemunhas no local, terá tido 2 crises convulsivas com a duração Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 22 - aproximada de 10 segundos e um intervalo entre elas de 5 minutos, sem perda do controlo dos esfíncteres. Actuação: Diazepam EV pela equipa de enfermagem do Hospital Conde Ferreira. Hipótese de diagnóstico: Crise convulsiva. Seguimento: Transporte para HSJ. Triagem – Amarelo. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais. 4 ª Activação Horário da activação: 18:41. Motivo: Queda. Identificação: Criança de 6 anos. Actuação: Saída abortada. 5ª Activação Horário da activação: 19:57 Motivo: Queda na via pública. Identificação: A. F., sexo masculino, 92 anos. Antecedentes pessoais: Desconhecidos. Avaliação: TA – 192/116 mmHg; FC – 102 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 18 cpm; Glicemia capilar – 102 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 96%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas; Ferida cortocontusa com cerca de 4 cm na região parietal esquerda acompanhada por vários coágulos hemostáticos sobrepostos; Ferida cortocontusa com aproximadamente 2 cm na região infra-orbicular direita; Palpação abdominal – Normal; Glasgow – 13. Observações: À nossa chegada, vítima consciente mas desorientada após queda de uns degraus na via pública. Cefaleia holocraniana de forte intensidade, associada a náuseas. Segundo testemunhas no local, a vítima terá perdido a consciência por 2 minutos aproximadamente. Procedeu-se de imediato à sua imobilização em plano duro e colocação de colar cervical. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 23 - Durante o transporte, deterioração progressiva do seu estado neurológico e 3 episódios de vómito de conteúdo alimentar. À chegada ao serviço de urgência, Glasgow – 10. Actuação: Aplicação de colar cervical e imobilização em plano duro; O 2 – 6 L/min. Hipótese de diagnóstico: TCE. Seguimento: Transporte para HSJ. Triagem – Laranja. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Medição da glicemia capilar; Participação na imobilização. Ambulância SBV-Porto 2, 24.10.2011, Turno da Tarde – Anexo III 1ª Activação Horário da activação: 14:36. Motivo: Queda. Identificação: R. N., sexo feminino, 63 anos. Antecedentes pessoais: DM tipo 2; HTA. Medicação habitual: : Irbesartan + Hidroclorotiazida, Metformina. Avaliação: TA – 142/87 mmHg; FC – 74 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 19 cpm; Glicemia capilar – 92 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 99%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas; Glasgow – 15. Observações: Queda na via pública. À nossa chegada ao local, vítima consciente e colaborante. Ligeiro traumatismo no joelho do membro inferior esquerdo, associado a dor com intensidade 3/10 e equimose, com ligeira limitação da sua mobilidade. Actuação: Aplicação local de gelo. Hipótese de diagnóstico: Trauma. Seguimento: Recusa transporte para o hospital assinando respectiva declaração. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 24 - 2ª Activação Horário da activação: 15:28. Motivo: Alteração do estado de consciência. Identificação: J. L., sexo masculino, 65 anos. Antecedentes pessoais: Fumador. Medicação habitual: Lorazepam, Quetiapina. Avaliação: T – 36,5 ºC; TA – 98/50 mmHg; FC – 72 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 16 cpm; Glicemia capilar – 81 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 99%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas; Tórax sem dor à palpação e sem diminuição da expansibilidade torácica; Palpação abdominal – Normal; Sem lesões traumáticas aparentes; Exame Neurológico Sumário – Normal; Glasgow – 15 Observações: Vítima encontrada em decúbito dorsal na via pública pela PSP, que contactou de imediato o CODU. Refere alteração do estado de consciência, razão pela qual se deitou na via pública. Seguido com regularidade no Hospital Magalhães Lemos. À nossa chegada ao local: consciente e colaborante, referindo uma cefaleia de intensidade 3/10, não associada a náuseas ou vómitos. Actuação: Nenhuma medida. Hipótese de diagnóstico: Lipotímia? Seguimento: Transporte para HSJ; Triagem – Amarelo. Tarefas desempenhadas: Medição da glicemia capilar. 3ª Activação Horário da activação: 18:08. Motivo: Febre + vómitos Identificação: M. C., sexo feminino, 91 anos. Antecedentes pessoais: Coledocolitíase. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 25 - Avaliação: T – 38,6 ºC; TA – 102/67 mmHg; FC – 82 bpm,pulso rítmico, amplo e regular; FR – 23 cpm; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 94%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas, com escleras ligeiramente ictéricas; Mucosas coradas e hidratadas; Glasgow – 14. Observações: À nossa chegada ao local: vítima consciente mas visivelmente prostrada. Segundo a filha, iniciou episódio febril ao início da tarde (38,2 ºC), que cedeu parcialmente com Paracetamol 500 mg. Concomitantemente, episódio único de vómito de conteúdo alimentar. Após 2 horas, agravamento da febre (38,6 ºC). Actuação: Nenhuma medida. Hipótese de diagnóstico: Colecistite? Seguimento: Transporte para HSJ; Triagem – Amarelo. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais. Ambulância SIV-Gondomar, 29.12.2011, Turno da Tarde – Anexo IV 1ª Activação Horário da activação: 15:12. Motivo: Dispneia. Identificação: E. J., sexo feminino, 89 anos. Antecedentes pessoais: DM tipo 2, HTA, IC, Carcinoma espinocelular da face (cirurgia paliativa no IPO). Medicação habitual: Propranolol, Glicazida, Nitroglicerina, Cianocobalamina + Piridoxina + Tiamina, Levofloxacina, Donepezilo, Risperidona, Amlodipina, Trimetazidina. Avaliação: T – 36 ºC; TA – 90/50 mmHg; FC – 70, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 18 cpm; Glicemia capilar – 159 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 95%; Pupilas mióticas; Mucosas desidratadas e extremidades frias; Pieira associada a tiragem supraclavicular e utilização dos músculos acessórios, com retracção dos espaços intercostais; ACP – Diminuição do murmúrio vesicular bilateralmente e sibilância em ambos os campos pulmonares. S1 e S2 presentes, hipofonéticos; Sem edemas dos membros inferiores; Glasgow – 14. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 32 - Observações: Episódio ocorrido na zona industrial da Maia, em fábrica de reciclagem. Traumatismo ao nível da cintura, ao ficar “entalado” entre uma viga de aço e uma empilhadora, sem perda de consciência. À nossa chegada ao local, vítima imobilizada em plano duro e com colar cervical pelos BV, consciente e orientada no tempo e no espaço. Refere dor com intensidade 7/10, em moedeira, sem irradiação mas limitante na sua mobilidade. Mobilidade e sensibilidade dos membros conservada. Sem outras lesões aparentes. Actuação: Acesso venoso; Tramadol 100 mg/EV; Metoclopramida 100 mg/EV; SF NaCl 0,9% 500 mL/EV. Hipótese de diagnóstico: Trauma. Seguimento: Transporte para HSJ sem médico. Tarefas desempenhadas: ECG e posterior análise. 2ª Activação Horário da activação: 19:32. Motivo: Dispneia. Identificação: M. C., sexo feminino, 56 anos. Antecedentes pessoais: Cardiomiopatia dilatada; HTA; FA; DM tipo 2; Tuberculose ganglionar; Doente em hipocoagulação crónica e com CDI. Avaliação: T – 36,0 ºC; TA – 99/74 mmHg; FC – 189 bpm, pulso arrítmico e de amplitude variável; FR – 22 cpm; Glicemia capilar – 214 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 99%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Cianose labial e hipersudorese; ACP – Crepitações dispersas pelos 2/3 inferiores de ambos os campos pulmonares. S1 e S2 presentes, hiperfonéticos. Glasgow – 15. ECG – FA. Observações: À nossa chegada ao local (rotunda à saída da A4 em Valongo), vítima já se encontrava a ser assistida por ambulância do INEM. Dispneia em repouso com ínicio há 20 minutos. Concomitantemente, dor torácica de início gradual, intensidade 6/10, em moedeira, com irradiação para o braço direito. Refere que já não consegue dormir em decúdito dorsal há vários dias, por dificuldade respiratória. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 33 - Actuação: Acesso venoso; O 2 – 6 L/min; Morfina 3 mg/EV; Furosemida 20 mg/EV; Digoxina 0,25 mg + 0,25 mg/EV; Amiodarona 150 mg/EV; SF NaCl 0,9% 100 mL/EV. Hipótese de diagnóstico: EAP em contexto de descompensação cardíaca por FA? Seguimento: Transporte para CHP; Triagem – Laranja. Tarefas desempenhadas: ECG e posterior análise; Auscultação cardio-pulmonar. VMER-HSJ, 13.03.2012, Turno da Manhã, Anexo X 1ª Activação Horário da activação: 08:59. Motivo: Queda. Identificação: M. A., sexo feminino, 54 anos. Antecedentes pessoais: HTA; Dislipidemia; Depressão. Medicação habitual: Sinvastatina, Pantoprazol, Fluvoxamina, Loflazepato de etilo. Avaliação: TA – 100/72 mmHg; FC – 80 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 15 cpm; Glicemia capilar – 178 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 99%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas; Sem lesões traumáticas aparentes; Tórax sem dor à palpação e sem diminuição da expansibilidade torácica; ACP – Normal; Palpação abdominal – Normal; Exame Neurológico Sumário – Normal; Glasgow – 15. Observações: Queda da própria altura na via pública, sem perda de consciência. À nossa chegada ao local, vítima consciente e colaborante. Refere episódio de tontura antes da queda. Nega dispneia ou dor torácica. Actuação: Nenhuma medida. Hipótese de diagnóstico: Lipotímia? Seguimento: Transporte para CHP sem médico. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 34 - 2ª Activação Horário da activação: 10:01. Motivo: Convulsão. Identificação: J. C., sexo feminino, 71 anos. Antecedentes pessoais: AVC com sequelas (Hemiplegia direita); Epilepsia; DM tipo 2. Medicação habitual: Gabapentina, AAS, Pantoprazol, Metformina, Trazodona, Fenitoína. Avaliação: T – 39,9 ºC; TA – 180/85 mmHg à 1ª avaliação e 170/75 mmHg à 2ª avaliação (5 min após a 1ª avaliação); FC – 110 bpm à 1ª avaliação e 130 à 2ª avaliação (5 min após a 1ª avaliação); FR – 17 cpm à 1ª avaliação e 15 cpm à 2ª avaliação ( 5 min após a 1ª avaliação); Glicemia capilar – 133 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 98%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas. Hipersudorese; ACP – Normal; Glasgow – 5; ECG – TS. Observações: Internada em centro social no Porto por dependência total nas actividades diárias. À nossa chegada ao local, crise convulsiva tónico-clónica, com a duração de 10 segundos. Segundo a equipa de enfermagem da instituição social, já teria tido 5 crises anteriormente, com a mesma duração e com o intervalo de 3 minutos entre elas. Recorreu ao serviço de urgência do CHP no dia anterior por episódio semelhante, onde lhe foi diagnosticada uma ITU, recebendo alta com antibioterapia (Amoxicilina + Ácido clavulâmico). Actuação: Acesso venoso; Diazepam 4 mg + 4 mg + 2 mg/EV; Paracetamol 1 g/EV; O 2 – 15 L/min. Hipótese de diagnóstico: Crise convulsiva. Seguimento: Transporte para CHP; Triagem – Laranja. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Instituição de oxigenoterapia. 3ª Activação Horário da activação: 12:38. Motivo: Alteração do estado de consciência. Identificação: R. C., sexo feminino, 50 anos. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 35 - Antecedentes pessoais: HTA. Medicação habitual: Amlodipina, Valsartan + Hidroclorotiazida. Avaliação: T – 36,0 ºC; TA – 140/100 mmHg; FC – 86 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 15 cpm; Glicemia capilar – 108 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 96%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidradatas. Hipersudorese; ACP – Normal; Exame Neurológico Sumário – Normal; Glasgow – 15; Observações: À nossa chegada ao local (assistência social), já se encontrava a ser assistida no interior da ambulância da CVP, em decúbito dorsal. Consciente e colaborante, refere episódio precedente de elevando stress emocional. Nega perda de consciência, dispneia ou dor torácica. Actuação: Nenhuma medida. Hipótese de diagnóstico: Lipotímia. Seguimento: Transporte para CHP sem médico. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Auscultação cardio-pulmonar. 4ª Activação Horário da activação: 13:10. Motivo: PCR. Identificação: L. G., sexo masculino, 55 anos. Antecedentes pessoais: Etilismo; TCE. Avaliação: Ausência de pulso; Pele fria e pálida; Ferida cortocontusa na região parietal e frontal esquerda com vários coágulos hemáticos sobrepostos e hematoma peri-orbitário esquerdo; Glasgow – 3; ECG – Assistolia. Observações: A VMER-HSJ foi accionada para PCR em Raimonda (Paços de Ferreira) por indisponibilidade da VMER da área. Vítima encontrada em decúbito ventral pelos vizinhos, inconsciente, à entrada do seu domicílio. À nossa chegada ao local, às 13:45h, a vítima encontrava-se no interior da ambulância dos BV, imobilizado em plano duro e com colar cervical, e em manobras de SBV há 5 minutos. Por se encontrar em PCR há tempo indeterminado (pelo menos 35 minutos) e em assistolia, não foi iniciado o SAV. Contactadas as autoridades policiais, tendo a VMER abandonado o local após a sua chegada. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 36 - Actuação: Verificação do óbito. Diagnóstico: Cadáver. Tarefas desempenhadas: Manobras SBV. VMER-HSJ, 18.03.2012, Turno da Manhã, Anexo XI 1ª Activação Horário da activação: 10:27. Motivo: Alteração do estado de consciência. Identificação: A. N., sexo feminino, 84 anos. Antecedentes pessoais: Doença de Alzheimer; Hipotiroidismo; Dislipidemia. Medicação habitual: AAS, Trimetazidina, Levotiroxina sódica, Olanzapina, Sinvastatina, Alprazolam. Avaliação: T – 40,7 ºC; TA: 1ª avaliação – 112/58 mmHg, 2ª avaliação – 95/52 mmHg; FC: 1ª avaliação – 108 bpm, 2ª avaliação – 115 bpm; FR: 1ª avaliação (FiO 2 – 21%) – 20 cpm, 2ª avaliação – 21 cpm; Glicemia capilar – 212 mg/dL; SaO 2 : 1ª avaliação – 94%, 2ª avaliação (FiO 2 – 40%) – 99%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Palidez e Hipersudorese; ACP – Normal; Gasimetria arterial (FiO 2 – 40%): pH – 7, 42, paCO 2 – 29,4 mmHg, paO 2 – 111 mmHg, HCO 3 – 22,8, Ionograma – Normal; Glasgow – 10; ECG – RS. Observações: À nossa chegada ao local (domicílio), vítima em decúbito dorsal na cama, visivelmente prostrada, consciente mas não colaborante (estado normal devido a doença de base). Sem SDR. Segundo cuidadora, teve uma infecção respiratória recente, tendo sido medicada com amoxicilina + ácido clavulâmico. Actuação: Acesso venoso; Paracetamol 1 g/EV; SF NaCl 0,9% 100 + 500 ml/EV; O 2 – 6 L/min. Hipótese de diagnóstico: Sépsis sem foco esclarecido. Seguimento: Transporte para HSJ; Triagem – Via Verde Sépsis. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Gasimetria arterial. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 37 - 2ª Activação Horário da activação: 11:38. Motivo: Síncope. Identificação: M. L., sexo masculino, 84 anos. Antecedentes pessoais: AVC com sequelas (Hemiparesia membro inferior direito); Síndrome Vertiginoso; HBP; Nevralgia do Trigémio. Medicação habitual: Sinvastatina, Clopidogrel, Carbamazepina, Trimetazidina. Avaliação: T – 37,0 ºC; TA: 1ª avaliação – 87/50 mmHg, 2ª avaliação – 84/58 mmHg, 3ª avaliação – 127/66 mmHg; FC – 41 bpm, pulso rítmico e regular, fraco; FR – 14 cpm; Glicemia capilar – 120 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 95%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas; Sem lesões traumáticas aparentes; ACP – Normal; Palpação abdominal – Normal; Exame Neurológico Sumário – Normal; Glasgow – 15; ECG – BS. Observações: À nossa chegada ao local (domicílio), vítima recuperada da síncope. Nega dispneia, dor torácica ou palpitações. Nega náuseas e vómitos. Segundo a filha, episódio semelhante em Dezembro de 2011, com recurso ao serviço de urgência do CHP, recebendo nota de alta sem diagnóstico estabelecido. Actuação: Acesso venoso; SF NaCl 0,9% 500 ml + 100 ml/EV. Hipótese de diagnóstico: Arritmia? Seguimento: Transporte para HSJ; Triagem – Laranja. Tarefas desempenhadas: ECG e posterior análise. 3ª Activação Horário da activação: 13:15. Motivo: Acidente de viação em veículo de 2 rodas (com capacete). Identificação: Sem identificação. Sexo masculino. Idade aparente: 32-36 anos. Antecedentes pessoais: Desconhecidos. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 38 - Avaliação: TA: 1ª avaliação – 121/67 mmHg, 2ª avaliação – 135/62 mmHg; FC: 1ª avaliação – 105 bpm, 2ª avaliação – 92 bpm, pulso rítmico e regular; FR: 1ª avaliação – 18 cpm, 2ª avaliação – 16 cpm; SaO 2 : 1ª avaliação - (FiO 2 – 21%) – 94%, 2ª avaliação - (FiO 2 – 40%) – 97%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas; ACP – Normal; Abdómen mole e depressível, com dor à palpação no flanco esquerdo, sem sinais de irritação peritoneal; Várias feridas/fracturas: ferida cortocontusa parietal direita (4 cm) com perda hemática significativa, associada a provável fractura; hematomas peri-orbitários bilaterais; ferida cortocontusa na região infra-orbitária direita com perda hemática ligeira; fractura do maxilar, com perda significativa de dentição; várias contusões e escoriações torácicas com fractura aparente de várias costelas; ferida cortocontusa ao nível do membro superior direito com coágulos hemáticos sobrepostos e fractura fechada do rádio distal; fractura fechada ao nível do joelho esquerdo, associada a dor e hematoma de grandes dimensões; fractura ao nivel da articulação tibio-társica esquerda, com dor intensa associada a hematoma; bacia estável, sem dor à palpação; Glasgow: 1ª avaliação (à chegada) – 12, 2ª avaliação (durante o transporte) – 10. ECG – RS. Observações: À nossa chegada ao local, vítima já imobilizada em plano duro e com colar cervical, dentro da ambulância dos BV. Via aérea preservada e sem SDR. Consciente mas pouco colaborante, em virtude das dores de forte intensidade. Hemodinamicamente estável, com TS. Actuação: Imobilização em plano duro e aplicação de colar cervical; Acesso venoso; Desobstrução/Aspiração da via aérea; O 2 – 15 L/min; Morfina 4 mg/EV; Fentanil 0,05 mg/EV; SF NaCl 0,5% 500 ml/EV. Hipótese de diagnóstico: Politraumatizado. Seguimento: Transporte para HSJ; Triagem – Via Verde Trauma. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Auxílio na aplicação do ABCDE de trauma. VMER-HSJ, 18.03.2012, Turno da Tarde, Anexo XII Não foi registada qualquer activação. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 39 - VMER-HSJ, 23.03.2012, Turno da Manhã, Anexo XIII 1ª Activação Horário da activação: 08:35. Motivo: PCR. Identificação: M. F., sexo masculino, 91 anos. Antecedentes pessoais: DPOC; HTA; HBP. Avaliação: Ausência de pulso; Pele fria e pálida; Midríase fixa bilateral; Glasgow – 3; ECG – Assistolia. Observações: Habitava em lar de idosos em Paranhos. Accionado o 112 pelo enfermeiro responsável do lar, após encontrar a vítima inconsciente no quarto. À nossa chegada (08:42h), realizou-se prontamente um ECG, que revelou um traço electrocardiográfico de assistolia. Decisão de não iniciar SAV. Actuação: Verificado o óbito e contacto com o médico assistente para certificação do óbito. Diagnóstico: Cadáver. 2ª Activação Horário da activação: 11:38. Motivo: Dor torácica + Síncope. Identificação: D. N., sexo masculino, 71 anos. Antecedentes pessoais: HTA; Fumador. Avaliação: TA: 1ª avaliação – 151/89 mmHg, 2ª avaliação – 154/88 mmHg; FC: 1ª avaliação – 82 bpm, 2ª avaliação – 84 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 18 cpm; Glicemia capilar – 114 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 97%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas, hipersudorese; ACP – Normal; Glasgow – 15; ECG – Elevação do segmento ST em V1 e V2. Observações: Episódio ocorrido em centro de saúde na Maia. À nossa chegada, encontrava-se em decúbito dorsal, consciente e colaborante. Dor retroesternal em pontada, com início abrupto e Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 40 - intensidade 6/10, sem irradiação, associada a hipersudorose e síncope. Recuperou consciência após alguns segundos. Nega dispneia, náuseas e vómitos. Transmissão do ECG para o CODU para discussão com o serviço de cardiologia do HSJ, que não valorizou. Actuação: Acesso venoso; SF NaCl 0,9% 500 ml/EV; Aspirina 250 mg/PO. Hipótese de diagnóstico: Angina instável? EAM? Seguimento: Transporte para HSJ ; Triagem – Laranja. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais; Auscultação cardio-pulmonar. VMER-CHP, 26.03.2012, Turno da Manhã, Anexo XIV 1ª Activação Horário da activação: 09:35. Motivo: Hipoglicemia. Identificação: M. S., sexo feminino, 82 anos. Antecedentes pessoais: Cardiopatia isquémica; HTA; DM tipo 2; Dislipidemia. Avaliação: T – 36,0 ºC; TA – 183/64 mmHg; FC – 66 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 16 cpm; Glicemia capilar: 1ª avaliação – 41 mg/dL, 2ª avaliação (após administração glicose 30%) – 173 mg/dL; SaO 2 (FiO 2 – 21%) – 100%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Pele pálida e hipersudorese; ACP – Normal; Glasgow – 15. Observações: Reside em lar de idosos na Maia. VMER-CHP accionada para o local por indisponibilidade da VMER-HSJ. À nossa chegada, vítima em decúbito dorsal, consciente mas visivelmente prostrada. Cefaleia holocraniana de média intensidade. Actuação: Acesso venoso; Glicose 30% 20 mg + 20 mg/EV. Hipótese de diagnóstico: Hipoglicemia. Seguimento: Transporte para HSJ; Triagem – Verde. Tarefas desempenhadas: Pesquisa de sinais vitais. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 41 - 2ª Activação Horário da activação: 12:37. Motivo: Queda. Identificação: A. T., sexo masculino, 51 anos. Antecedentes pessoais: Doença bipolar; Alcoolismo; Fumador; Ex-Toxicodependente. Medicação habitual: Divalproato de sódio. Avaliação: T – 36,0 ºC; TA – 134/75 mmHg; FC – 80 bpm, pulso rítmico, amplo e regular; FR – 16 cpm; Glicemia capilar – 107 mg/dL; SaO 2 – 97%; Pupilas isocóricas e fotorreactivas; Mucosas coradas e hidratadas; Sem lesões traumáticas aparentes; Tórax sem dor à palpação e sem diminuição da expansibilidade torácica; ACP – Normal; Palpação abdominal – Normal; Exame Neurológico Sumário – Normal; Glasgow – 15. Observações: VMER-CHP accionada para o Hospital Magalhães Lemos por queda de uma altura de 4-5 metros após tentativa de fuga. À nossa chegada ao local, vítima em decúbito dorsal. Iniciou-se imediatamente ABCDE. Dor lombossagrada, em moedeira, intensidade 8/10 e sem irradiação. Nega cefaleias, náuseas ou vómitos. Nega alteração da mobilidade e sensibilidade dos membros. Actuação: Aplicação de colar cervical e imobilização em plano duro; Acesso venoso; Fentanil 0,10 mg/EV; SF NaCl 0,9% 100 mL/EV. Hipótese de diagnóstico: Trauma. Seguimento: Transporte para CHP; Triagem – Amarelo. Tarefas desempenhadas: Participação na imobilização; Pesquisa de sinais vitais. B. Análise das actividades realizadas durante o estágio O estágio terminou com um número total de 29 activações: 21 por doença súbita, 7 por trauma e 1 activação abortada. Constata-se que a doença súbita é responsável pela maior percentagem de activações (Gráfico II). Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 48 - (contexto de provável arritmia) – 1 situação; H ipoglicemia (doente diabético) – 1 situação. Emergências Traumatológicas: TCE – 1 situação; Politraumatizado – 1 situação. Apreender técnicas “lifesaving”. Aplicação de SBV: 1 situação; Entubação Endotraqueal: 1 situação; Aplicação de Colar Cervical: 3 situações; Imobilização em Plano Duro: 3 situações. Conhecer os protocolos de actuação e aplicar os algoritmos de SAV. Protocolos de Actuação Presenciados: Sépsis – 1 situação; EAP – 1 situação (provável); Politraumatizado – 1 situação; Dor torácica – 2 situações; Dispneia – 3 situações; Hipoglicemia – 1 situação; TCE – 1 situação; Convulsões – 2 situações. Algoritmo SAV: Não foi iniciado em nenhuma PCR. Algoritmo “SAVER” ®: Nenhuma situação de vítima encarcerada durante o estágio. Trabalho de equipa na EM. O trabalho de equipa esteve patente em todas as activações realizadas, no entanto, destacam-se 8 activações, onde se observou uma evidente interacção entre os diferentes meios de EM – VMER e as Ambulâncias SBV/CODU/Unidade Hospitalar, e os restantes membros do SIEM – BV/PSP/GNR. C. Análise crítica O contacto com os diferentes meios INEM permitiu compreender o objectivo da sua diferenciação, articulação e o equipamento/material que cada um apresenta. Na Ambulância SBV, os TAE’s revelaram-se técnicos altamente capacitados. Foi possível executar vários procedimentos e de assistir a autênticos desafios (TCE – 5ª activação de 23/10/2011), o que contribuiu para uma óptima integração na equipa. A Ambulância SIV, um meio mais diferenciado, permitiu, não só observar as diferenças de material/equipamento, como também a instituição de medidas terapêuticas. O estágio na VMER constituiu o maior desafio, dado o maior nível de gravidade das suas activações. A não aplicação do SAV durante o estágio constituiu uma limitação importante. Torna-se pertinente referir que nem todas as VMER se encontram equipadas com aparelhos para Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 49 - leitura de gasimetria arterial, sendo de grande utilidade em situações diversas, nomeadamente naquelas que podem, eventualmente, tornar-se ameaçadoras à vida, como a PCR. É de realçar, pela negativa, o comportamento inadequado por parte da população no que diz respeito à utilização do 112, através da realização de chamadas falsas ou de chamadas que não são compatíveis com urgência/emergência. Neste contexto, o INEM tem desempenhado um papel activo através da realização de várias campanhas de sensibilização, realçando a mensagem de que este comportamento conduz à mobilização dos meios em prejuízo daqueles que realmente necessitam. Seria de considerar a implementação de um programa nacional de dadores de orgãos de vítimas de PCR em que as medidas de reanimação se revelaram infrutíferas. Em Espanha, entre 20052009, foram identificados 96 dadores válidos, o que se traduziu em 356 orgãos transplantados (158 rins, 16 fígados, 97 córneas, 72 tecidos ósseos e 13 pulmões) (Mateos Rodríguez et al, 2010). Esta medida, apesar de levantar questões médico-legais que teriam de ser solucionadas, permitiria a diminuição das longas listas de espera relativas à transplantação de orgãos. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 50 - III – CONCLUSÕES O estágio no INEM permitiu o preenchimento de uma lacuna significativa a nível académico, ao estabeler contacto com uma realidade diferente – a Emergência Pré-Hospitalar. O INEM representa, em Portugal, o expoente máximo desta abordagem, sendo o seu principal objectivo a prestação dos melhores cuidados de saúde ao doente emergente. A realidade evidenciada durante este estágio permitiu verificar a elevada exigência psicológica e profissional a que estes profissionais estão sujeitos no decurso da sua actividade, submergindo inúmeras vezes em ambientes hostis e de verdadeira decadência social, ao mesmo tempo que necessitam de assistir devidamente o doente. Apesar do elevado stress a que estão submetidos, todos revelam elevados índices de satisfação nesta actividade. A necessidade de aplicação dos vários protocolos de actuação tornaram-se fundamentais à complementação dos conhecimentos teóricos previamente assimilados, assim como à aquisição de novos conhecimentos e ao reconhecimento da importância que o trabalho de equipa representa nesta área. Considerar-se-ia benéfica a inclusão da formação em SBV desde o ensino básico, com “reciclagens” periódicas obrigatórias, assim como informar adequadamente a população sobre a utilização incorrecta do número de emergência – 112, através de campanhas de sensibilização mais agressivas nos meios de comunicação social e a nível escolar. Seria útil num futuro próximo, a implementação de um programa nacional de dadores de orgãos de vítimas de PCR não-revertida, contribuindo assim para uma diminuição das listas de espera para transplantação. A criação de uma unidade curricular opcional de EM no ICBAS surgiria como uma excelente oportunidade para motivar o aluno para esta realidade, assim como permitir a sua formação em SAV. Os objectivos e competências delineados para este estágio foram concretizados, tendo esta sido uma experiência enriquecedora e uma forte motivação académica e profissional. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 51 - IV – BIBLIOGRAFIA Alagappan K, Kolliman CJ. History of the development of international emergency medicine. Emerg Med Clin North Am. 2005; 23 (1): 1-10. Cohen J, Sepsis. Medicine. 2009; 37 (10): 562-567. Coordenação Nacional para as Doenças Cardiovasculares, 2007. Documento orientador sobre as Vias Verdes do EAM e AVC; disponível em www.acs.min-saude.pt. Decreto-Lei n.º 34/2012, de 14 de Fevereiro. Diário da República, 1ª série – n.º 32. Decreto-Lei n.º 188/2009, de 12 de Agosto. Diário da República, 1ª série – n.º 155. Decreto-Lei n.º 234/81, de 03 de Agosto. Diário da República, 1ª série – n.º 176. Decreto-Lei n.º 511/71, de 22 de Novembro. Diário da República, 1ª série – n.º 274. Eisenberg MS, Mengert, TJ. Cardiac resuscitation. N Engl J Med 2001; 344 (17): 1304-1313. Gomes E, Araújo R, Soares-Oliveira M, Pereira N. International EMS: Portugal. Resuscitation. 2004. 62 (3): 257-260. 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Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 52 - Mateos Rodríguez A, Cepas Vásquez J, Navalpotro Pascual JM, Martin Maldonado ME, Barba Alonso C, Pardillos Ferrer L, Andrés Belmonte A. Prehospital non-heart beating donors; 4 years experience of the SUMMA112 emergency service. Emergencias 2010; 22:96-100. Nolan J, Soar J, Eikeland H. The chain of survival. Resuscitation. 2006; 71: 270-279. Relatório de sinistralidade rodoviária anual, Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, 2011. Ringh M, Herlitz J, Hollenberg J, Rosenqvist M, Svensson L. Out of hospital cardiac arrest outside home in Sweden, change in characteristics, outcome and availability for public access defibrillation. Scandinavian Journal of Trauma, Resuscitation and Emergency Medicine 2009; 17:18. Valenzuela TD, Roe DJ, Cretin S, Spaite DW, Larsen MP. Estimating effectiveness of cardiac arrest interventions: a logistic regression survival model. Circulation 1997; 96: 3308-13. 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Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 53 - FONTES ELECTRÓNICAS: INEM online, consultado entre 5-8 Maio de 2012, disponível em: www.inem.pt. Jornal O Público, consultado em 25/05/2012, disponível em: www.publico.pt/Sociedade/so-doispor-cento-de-vitimas-de-paragem-cardiorespiratoria-chegam-vivas-ao-hospital_1412808. Boas notícias online, consultado em 06/05/2012, disponível em: www.boasnoticias.clix.pt/noticias_INEM-investe-na-diminui%C3%A7%C3%A3o-do-tempo-desocorro_6151. Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 54 - V – ANEXOS Anexo I – Declaração de Autorização de Estágio Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 55 - Anexo II Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 56 - Anexo III Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 57 - Anexo IV Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 64 - Anexo XI Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 65 - Anexo XII Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 66 - Anexo XIII Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 67 - Anexo XIV Estágio em Meios de Emergência Médica Pré-Hospitalares INEM - 68 - Anexo XV