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A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos - Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso

Diogo Manuel Santos Matos

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Diogo Manuel Santos Matos Arquitectura Paisagista Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do Território 2015 Orientador Professora Cláudia Oliveira Fernandes, Faculdade de Ciências da Universidade do Porto Coorientador Arquiteta Paisagista Carla Moreira, Câmara Municipal de Santo Tirso A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso Todas as correções determinadas pelo júri, e só essas, foram efetuadas. O Presidente do Júri, Porto, ______/______/_________ FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso I Agradecimentos Agradeço em primeiro lugar à minha família pelo apoio e pela oportunidade de prosseguir num curso superior, Pai e Mãe, muito obrigado. A toda a gente da faculdade que de uma forma ou de outra me ajudou a crescer durante estes cinco anos de estudo, que acreditaram, que criticaram e que ensinaram. A todos os amigos, colegas e professores muito obrigado. À entidade que me acolheu durante estes seis meses de trabalho, muito obrigado pela oportunidade. A toda as pessoas da divisão, ao Arquiteto Romeu Lima, à Arquiteta Ana Sistelo, ao Engenheiro Augusto Brandão, ao Engenheiro Tiago Lima, à Engenheira Célia Fonte, à Doutora Cristina Miranda e à Administrativa Marta Almeida, muito obrigado. À Arquiteta Carla Moreira, que sempre se mostrou disponível e trabalhou de modo a que tudo fosse executado da melhor maneira, muito obrigado Arquiteta. Um agradecimento especial à pessoa que me orientou incansavelmente durante estes seis meses, que tornou este trabalho o que é hoje, que incentivou e ajudou até ao último dia, e que me fez acreditar neste trabalho, muito obrigado professora Arquiteta Cláudia Fernandes. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso II FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso III Resumo A gestão e manutenção de espaços verdes é um campo de ação da Arquitetura Paisagista que se encontra em crescimento em Portugal, sendo, por isso, importante investir na otimização destes processos. Divulgar modelos de sucesso, para a produção de planos de gestão de espaços verdes, e generalizar a aplicação destes modelos ao nível nacional, assim como divulgar organizações que premeiam a qualidade de espaços verdes urbanos, pode promover o hábito de manter os espaços verdes na melhor condição possível, com recurso a planos de gestão e manutenção adequados. No presente trabalho testou-se a aplicação da metodologia de produção de Planos de Gestão proposta pela Commission for Architecture and the Built Environment (Cabe) em dois Parques públicos do concelho de Santo Tirso: o Parque Urbano de Rabada e o Parque do Ribeiro do Matadouro. Deste modo, foram identificadas acções de qualificação em ambos os parques, ao que se procedeu à criação de um plano de gestão que permitisse conceber um programa que permitisse colmatar estas questões. Verificou-se que de um modo geral, seria necessário procurar estratégias promovessem a segurança, uma maior eficiência das operações de manutenção, e a redução dos custos a longo prazo. Palavras-chave: Espaços Verdes Públicos, Parques Urbanos, Gestão, Manutenção, Diagnóstico, Questões, Ações, Monitorização, CABE Space; Green Flag Award. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso IV Abstract Both management and maintenance of green spaces are subjects that are still under development in Portugal, being of high importance to approach them, and try to make them a current practice. Promoting successful management models, such as the methodology presented by CABE Space in 2004 in the publication "A Guide to Producing Park and Green Space Management Plans", making it applicable to Portuguese parks, and divulge organizations that reward the quality of urban green spaces, such as the Green Flag Award, might help creating the habit of keeping our parks as good as possible, with appropriate management and maintenance plans, which might also help preventing future costs. This study aims to aware people for the importance of management of green areas, and about the benefits that might come with this practice, such as assure the maintenance practices, prevent problems that may appear over the years, guarantee the funding for the tasks planned, making sure that they are carried out, and create strategies of promotion of these green spaces. During this study, both “Parque Urbano de Rabada” and “Parque do Ribeiro do Matadouro” were analyzed and taken as cases for the production of management plans applying the CABE Space methodology. It was identified qualification issues during the first stages and after that, the action plan was made in order to solve or minimize these questions. It was found that in general, it would be necessary to search solutions against degradation of the materials, and to apply strategies that sought greater efficiency of the maintenance operations, reducing costs in a long term. Key-words: Public Green Spaces, Urban Parks, Management, Maintenance, Diagnosis, Issues, Actions, Monitoring, CABE Space FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso V Índice Agradecimentos ................................................................................................................ 5 Resumo ............................................................................................................................III Abstract ........................................................................................................................... IV Índice ................................................................................................................................ V Índice de Anexos ........................................................................................................... VIII Abreviaturas .................................................................................................................... IX 1. Introdução .................................................................................................................. 1 1.1. Tema e Âmbito do estágio .................................................................................. 1 1.2. Problemática e Objetivos .................................................................................... 3 1.3. Metodologia ........................................................................................................ 4 2. Enquadramento Teórico ............................................................................................ 7 2.1. Benefícios dos Espaços Verdes Urbanos e Importância da Gestão ................... 7 2.2. Políticas e instrumentos promotores de gestão sustentável e organizada de EV ..... 8 2.3. Certificações e Prémios ...................................................................................... 9 2.1. Casos de Estudo ...............................................................................................12 3. Proposta de Plano de Gestão Para o Parque Urbano de Rabada (PUR) ..................14 3.1. Introdução ........................................................................................................14 3.1.1. Descrição do Espaço ..................................................................................15 3.1.2. Manutenção Actual .....................................................................................21 3.2. Onde Estamos Agora? ......................................................................................21 3.2.1. Análise SWOT ............................................................................................23 3.3. Onde Queremos Chegar? ..................................................................................25 3.4. Como Vamos lá Chegar? ...................................................................................25 3.5. Como Sabemos que Chegamos? ......................................................................27 4. Proposta de Plano de Gestão Para o Parque do Ribeiro do Matadouro (PRM) ........29 4.1. Introdução .........................................................................................................29 FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 3 A cidade de Santo Tirso é composta pela União de Freguesias de Areias, Sequeirô, Lama e Palmeira, e a União de Freguesias de Santo Tirso, Couto (S. Cristina e S. Miguel) e Burgães. Dispõe de um conjunto importante de espaços verdes de uso público, disponibilizando 18 m2 de espaços de recreio por habitante (Lima, 2012). Destacam-se o Parque D. Maria II, o Parque de Lazer da Quinta do Olival, o Parque de Lazer de Nossa Senhora da Assunção, o Parque de Lazer de Nossa Senhora da Torre, o Parque de Lazer de Nossa Senhora de Valinhas, o Parque de Lazer de S. João do Carvalhinho, e os Parques: Urbano de Rabada e do Ribeiro do Matadouro que são objeto deste estudo. 1.2. Problemática e Objetivos Estes dois parques foram selecionados como casos de estudo pela sua importância para a vivência no exterior dos habitantes de Santo Tirso. O Parque Urbano de Rabada, localiza-se na margem sul do Rio Ave e ocupa uma área de 9,6 ha. Foi implementado sobre uma mata pré-existente de carvalhos (Quercus robur) e sobreiros (Quercus suber) onde se instalaram percursos pedonais, zonas de merendas, áreas de estadia e recreio. Está dotado de um anfiteatro, lago, café, parque infantil e circuito de manutenção. Inaugurado em 2005, está a ser construído de forma faseada o que acarreta desafios acrescidos à sua gestão. Trata-se por isso de um espaço informal e multifuncional, mais utilizado para recreio ativo. O Parque do Ribeiro do Matadouro, é muito mais pequeno (tem 1,5 ha), e mais recente (foi construído em 2013). A estrutura arbórea pré-existente assente em espécies ripícolas como amieiros (Alnus glutinosa) e salgueiros (Salix atrocineria), foi preservada. O mobiliário e equipamento urbano estão integrados em estruturas interpretativas em fibra de vidro que têm uma forte presença no espaço. Exerce essencialmente uma função de recreio passivo. Pela proximidade e ligação com o centro da cidade os dois parques são muito procurados, o que obriga a um acompanhamento assíduo e a cuidados constantes com a manutenção. Apesar da qualidade reconhecida na manutenção destes espaços verifica-se atualmente um padrão de decisão comum aos dois casos de estudo e desligado das realidades distintas e próprias de cada espaço, quer ao nível das suas qualidades quer dos problemas sinalizados. Pretendeu-se, com este trabalho, dotar estes Parques de Planos de Gestão, organizados e completos, reunindo a visão holística de longo prazo e incluindo a FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 4 programação, calendarização e espacialização das operações de manutenção e uma identificação ordenada e priorizada de ações de qualificação. Estes planos foram desenvolvidos tendo em conta as características distintivas de cada espaço e privilegiando soluções sustentáveis e de baixo custo. Simultaneamente, foi objetivo deste trabalho ensaiar a aplicabilidade da metodologia proposta pela Cabe Space (2004) (Capítulo seguinte) para a elaboração de planos de gestão de espaços verdes, procurando avaliar o nível de esforço exigido, identificar possíveis constrangimentos e averiguar o grau de preparação dos parques para uma candidatura ao Green Flag Award® (Capítulo seguinte) . 1.3. Metodologia A metodologia utilizada para a elaboração dos planos de gestão para o Parque Urbano de Rabada e para o Parque do Ribeiro do Matadouro segue o modelo sugerido pela Cabe Space (2004) (Fig.3). Este modelo propõe uma estrutura em quatro fases apresentadas sob a forma de quatro questões: A. Onde Estamos Agora? (Where Are We Now?). Corresponde à análise da condição atual do espaço verde. Esta análise é efetuada através de levantamentos de campo sendo avaliada a integridade dos elementos vivos e inertes constituintes do espaço. Os dados recolhidos são posteriormente tratados e traduzidos em tabelas e cartas. Nesta fase é elaborada uma Análise FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameças). B. Onde Queremos Chegar? (Where Do We Want To Get To?). Nesta fase refletese sobre o futuro do espaço verde estabelecendo-se os objetivos e as metas a atingir de modo a concretizar a visão e as pretensões para o espaço. C. Como Vamos Lá Chegar? (How Will We Get There?). Aqui detalham-se as ações que permitirão atingir as metas e objectivos formulados durante a fase anterior. A cada ação/tarefa é atribuído um orçamento, um financiador, o período de execução e os recursos humanos necessários á execução. D. Como Saberemos que Chegamos? (How Will We Know We Have Arrrived?). Enquadra a fase da monitorização e eventuais revisões do plano. Pretende-se deste modo assegurar o bom cumprimento e a constante atualização das estratégias de gestão. Esta etapa é especialmente importante para garantir que no final do programa se consigam atingir todos os objectivos e que se chegou onde se pretendia. (Tibbatts, et al, 2004). FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 5 Na elaboração deste guia participaram vários organismos relacionados com os espaços verdes, em particular o Green Flag Award®, pelo que foram adotados os critérios avaliados pelo esquema de candidatura a este prémio. A Green Flag Award® é um modelo de benchmarking para espaços verdes públicos, criado em 1996 no Reino Unido, com o objetivo de reconhecer e classificar a qualidade destes, encorajando uma boa gestão. Este prémio, a bandeira verde, é muito disputado e os critérios de elegibilidade são os seguintes: 1. Se os espaços são convidativos (A Welcoming Place); 2. Se fornece um ambiente seguro e saudável para os utilizadores dos espaço (Healthy, Safe and Secure); 3. Se a limpeza e manutenção é garantida e eficaz, assegurando a sua boa apresentação (Well Mantained and Clean); 4. Se apresentam uma gestão direccionada para sensibilização ambiental e para a sustentabilidade (Sustainability); 5. Se há uma consciencialização relativa à conservação do património histórico e natural (Conservation and Heritage); 6. Se existem modelos que encorajam a participação da população (Community Involvement); 7. Se há uma estratégia de promoção e divulgação do espaço (Marketing) e; 8. Se apresentam um plano de gestão coerente e acessível e que contempla os pontos anteriormente referidos (Management) (Greenhalgh, 2004). FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 6 Fig. 3 - A metodologia utilizada baseou-se na que foi proposta pela CABE Space, em 2004, associada aos critérios estabelecidos pela Green Flag Award. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 7 2. Enquadramento Teórico 2.1. Benefícios dos Espaços Verdes Urbanos e Importância da Gestão A vida nas cidades constitui uma dualidade. Se por um lado é vista como um nicho de oportunidades ao nível social e económico, por outro lado pode constituir um espaço stressante e cinzento para os seus habitantes. É neste sentido que os espaços verdes se assumem como elementos fundamentais do meio urbano (DTLR, 2002), devendo apresentar-se limpos, acessíveis, atrativos, confortáveis, inclusivos, funcionais, distintivos, seguros, e resistentes às pressões do uso diário (Carmona et al, 2004). Está provado que os espaços verdes melhoram a qualidade de vida das pessoas, estimulando capacidades físicas e sociais, trazendo benefícios para a saúde pública. A criação de espaços de recreio nas cidades estimula a atividade ao ar livre, reduzindo a obesidade e promovendo estilos de vida mais descontraídos (Woolley, at al, 2003). Também existem benefícios ao nível ambiental, sendo que os espaços verdes contribuem para a captação de dióxido de carbono, libertação de oxigénio para a atmosfera e promovem temperaturas mais amenas. Em meio urbano, os espaços verdes aumentam as áreas permeáveis, havendo uma maior área de infiltração da água da chuva. Uma característica destes espaços é a estabilização e proteção dos solos minimizando a erosão pelo vento ou pela água (Heinze, 2011). No ciclo de vida de um espaço verde identificam-se três principais etapas: 1) projeto e conceção, 2) construção e obra e 3) manutenção e gestão, etapa final que se prolonga por toda a vida do espaço verde (Martinho Silva et al, 2013). Neste sentido o objetivo da gestão será manter a qualidade de um espaço verde ao longo do tempo, apresentando respostas às questões que vão surgindo. O sucesso desta fase, pelo seu posicionamento de fim de linha, está dependente do êxito das etapas anteriores que desejavelmente já devem refletir sobre a futura gestão e manutenção do espaço verde. Dada a preocupação que a sociedade hoje manifesta com a sustentabilidade e com o impacto que temos no ambiente, é importante falar numa gestão sustentável dos espaços verdes. Esta prática deve assentar em determinados princípios, nomeadamente na minimização da perturbação do espaço, na promoção de um uso racional dos recursos hídricos, na reciclagem dos excedentes da manutenção e na adoção de soluções ecológicas para a gestão de resíduos (Andrade e Esteves, 2012). FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 8 2.2. Políticas e instrumentos promotores de gestão sustentável e organizada de EV A importância de uma gestão sustentável e organizada dos espaços verdes, sobretudo dos localizados em meio urbano e com acesso público, levou a que vários organismos refletissem sobre esta temática, tendo daí resultado a elaboração de documentos focados nesta matéria. Não sendo objetivo do presente trabalho proceder a uma revisão do estado da arte, apresentam-se, neste capítulo, apenas três exemplos pelo significativo impacto que tiveram na melhoria dos processos de planeamento e gestão de EVU. A Agenda 21 Local, por exemplo, é um documento orientador que deriva do programa global para o desenvolvimento sustentável assinado na Conferência do Rio em 1992 (Nações Unidas). Destina-se às autoridades locais que promovem a implementação da sustentabilidade a nível local, cimentando as disciplinas da proteção do ambiente, do desenvolvimento económico e da coesão social, de modo a que haja uma participação mais ativa por parte da população (Cupeto et al, 2007). Santo Tirso implementou uma Agenda 21 Local em 2005 e desde então já foram desenvolvidos vários projetos (Silva et al, 2006). Concorrem para a sistematização da Agenda 21 Local a criação do PUR e do PRM. O Parque Urbano de Rabada é uma unidade operativa do Plano de Urbanização das Margens do Ave e está também enquadrado nas Parcerias para a Regeneração Urbana da frente ribeirinha do Ave. O Parque do Ribeiro do Matadouro inclui-se no Programa Europan 9 (cm-stirso 3 ). O modelo URGE (Urban Green Environment), é um exemplo de um projeto europeu interdisciplinar que apoia medidas de desenvolvimento e gestão de espaços verdes nas cidades. Trata-se de uma abordagem multiescalar que permite analisar, planear e gerir espaços verdes urbanos, a diferentes escalas (ambiente, saúde, habitação, economia, e características socioeconómicas). Este modelo dá muita importância à evolução e desenvolvimento dos espaços ao longo do tempo, promovendo métodos de controlo e monitorização. O modelo URGE tem por base o Benchmarking, estabelecendo valores de referência em relação aos quais a avaliação do espaço é realizada (URGE-Team, 2004). Um organismo de referência no que respeita à produção e divulgação de conhecimento em todas as vertentes relacionadas com espaços verdes era a CABE 3 http://www.cm-stirso.pt/uploads/document/file/265/boletim_102.pdf [consult. 19.02.2015] FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 9 (Commission for Architecture and Built Environment) 4 , sendo a entidade que aconselhava o governo britânico, no que diz respeito à arquitetura, urbanismo e espaços públicos. A CABE Space era o órgão da CABE que se dedicava especialmente aos espaços verdes, sobretudo ao desenho e gestão, prestando apoio e consultadoria a entidades encarregues da gestão de diversos espaços. A Cabe Space publicou inúmeros documentos sobre manutenção e gestão de espaços verdes (e até sobre desenho e construção), que foram amplamente divulgados e utilizados. Entre eles destaca-se “A Guide to Producing Park and Green Space Management”, publicado em 2004, e que estabelece as bases metodológicas para este trabalho (pg. 13). 2.3. Certificações e Prémios Atualmente estão disponíveis várias certificações e prémios que reconhecem as boas práticas no planeamento e gestão de espaços verdes, sobretudo no que respeita a critérios de qualidade ambiental. Estes esquemas são importantes na medida em funcionam como um estímulo à melhoria contínua dos processos, representam maior credibilidade, a oportunidade de gerir mais eficazmente os constrangimentos e as oportunidades, de melhorar o desempenho financeiro e até de aumentar a motivação dos colaboradores. Alguns exemplos apresentam-se de seguida: O ECO XXI é um instrumento que reconhece as boas práticas de sustentabilidade dos municípios, assentes em dois pilares: a educação para o desenvolvimento sustentável e a qualidade ambiental (Programa ECO XXI, 2011 5 ). A avaliação da sustentabilidade é feita através de 21 indicadores que aferem dinâmicas de educação ambiental, sociais, culturais, económicos e ambientais. O ECOXXI atribui uma bandeira verde aos municípios que atinjam um índice ECOXXI igual ou superior a 50% (Programa ECO XXI, 2011 6 ). Santo Tirso recebe este galardão pelo 7º ano consecutivo. A NP EN ISO 14001 é uma norma elaborada pela Internacional Organization for Standardization, que estabelece as diretrizes para a instalação de sistema de gestão ambiental eficaz, para as empresas. Esta certificação é importante para empresas que gerem e mantêm EV pela significativa redução dos custos na manutenção e transportes e 4 Em 2011 a Cabe fundiu-se com o Design Council, um organismo mais antigo dedicado exclusivamente ao Design, passando a funcionar sob a designação Built Environment & CABE do Design Council. http://www.designcouncil.org.uk/ourservices/built-environment-cabe [consult. 19.02.2015] 5 http://ecoxxi.abae.pt/plataforma/index.php?p=programaecoxxi [consult. 19.02.2015] 6 http://ecoxxi.abae.pt/plataforma/index.php?p=programaecoxxi&s=objetivos [consult. 19.02.2015] FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 10 no consumo de energia que resultam da sua implementação, além da melhoria da imagem da empresa perante parceiros e clientes (ISO, 2010). O Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria EMAS é um mecanismo para a melhoria do desempenho ambiental e divulgação de informação relevante ao público. Classificado como um dos esquemas mais credíveis e robustos, reconhece e classifica organizações proactivas, para além daquilo que a lei obriga complementando, por exemplo, diversos requisitos da norma NP EN ISSO 14001 (European Commission, 2015 7 ). A European Prize for Urban Public Space é uma iniciativa que reconhece e valoriza o papel dos espaços urbanos enquanto promotores da coesão social. Este premeia espaços públicos urbanos, havendo especial atenção para aspetos arquitetónicos com vocação cívica. Esta competição acontece de dois em dois anos desde 2000 (European Prize fro Urban Public Space 8 ). O prémio Green Flag Award® já foi apresentado (pg. 13) restando dizer que o sucesso e popularidade deste modelo levou a que vários países já o tenham adotado, nomeadamente a Áustrália, Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, Emiratos Árabes Unidos e outros estejam a tentar implementá-lo, como a Suécia, Noruega e Dinamarca (Nilsson, 2015). 2.4 Alguns exemplos internacionais de Boas Práticas na Gestão de Espaços Verdes Urbanos Em 2004, Carmona et al publicaram um estudo sobre onze cidades que se distinguiam pelas boas práticas no planeamento e gestão dos seus espaços verdes. Um denominador comum a todas as cidades analisadas foi a existência de Planos de Gestão, criteriosamente preparados e implementados (Fig.4), Estes planos contemplavam medidas simples mas inovadoras valendo a pena referir algumas delas pela eficácia e pelo sucesso na sua implementação. Malmö, Hannover e Tóquio procuram manter qualidade das operações de manutenção apostando em equipas fixas e permanentes entendendo que estas 7 http://ec.europa.eu/environment/emas/about/index_en.htm [consult. 19.02.2015] 8 http://www.publicspace.org/en/prize/2014 [consult. 19.02.2015] FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 11 desenvolvem um conhecimento mais profundo do espaço que lhes permite responder aos problemas mais eficazmente. A cidade de Aarthus aposta no envolvimento da comunidade através da criação de um concelho de voluntários enquanto a cidade de Groningen aplica este conceito desenvolvendo projetos participados tentando sensibilizar a população para a importância dos espaços verdes. As cidades de Minneapolis e Melbourne desenvolveram estratégias de captação de fundos destinados à construção e gestão de espaços verdes, nomeadamente a cobrança aos utentes dos parques (Minneapolis) e taxas cobrada às propriedades domésticas, comerciais e industriais localizados na área metropolitana (Melbourne). Wellington foi pioneira no desenvolvimento de software específico para elaborar planos de gestão e manutenção capaz de previsões rigorosas da evolução dos espaços verdes ao longo dos anos em função de distintos cenários. No final do séc. XX, Zurique e Paris tinham problemas com a distribuição dos espaços verdes na cidade, tendo desenvolvido programas específicos para garantir uma maior proximidade e um acesso mais rápido às áreas verdes. Em Zurique, o programa Open Space Concept pretendia que as áreas verdes estivessem à distância de uma caminhada de não mais do que 10 minutos. Paris desenhou uma rede de modo a que os cidadãos vivam no máximo a 500 metros de distância a um espaço verde. De modo geral todas estas cidades têm departamentos autónomos dedicados em exclusivo ao planeamento e gestão de espaços verdes (eg Streets and Parks em Malmö; Secretaria Municipal do Meio Ambiente em Curitiba; Minneapolis Park and Recreation Board em Minneapolis, Wellington’s Parks and Gardens Unit em Wellington, etc). Estes departamentos são responsáveis pela elaboração dos planos e documentos que apoiam a tomada de decisões (eg Green Plan em Malmö; Green Structure Plan em Aarthus; Resource Management Act em Wellington, BORG -Groningen Public Space Management em Groningen, Urban Park Act (1956) ou Green Space Plan (2000) em Tóquio, etc). Fig. 4 - Capa da publicação "Is the Grass Greener...?". FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 12 2.4. Casos de Estudo De modo a compreender melhor o modelo Cabe Space de produção de planos de gestão analisaram-se os planos de dois parques comunitários, Hillyfields Community Park e Inverleith Park, elaborados segundo esta metodologia. Hillyfields Community Park Hillyfield Community Park (Fig. 5) é um espaço de recreio público localizado em Medway, Reino Unido. Este espaço tem cerca de 4 hectares e divide-se em três áreas principais: uma zona de recreio infantil, campo de jogos e um pomar comunitário (Lanes, 2013). Um dos pontos fortes deste espaço é a participação pública no parque. A organização comunitária Friends of Hillyfields 9 é composta por residentes da proximidade que exercem várias funções de gestão nomeadamente organizando vários eventos de dinamização do espaço. O plano de gestão com cinco anos de abrangência, 2009-2011, foi preparado com o objetivo de obter a Bandeira Verde, galardão que foi atribuído em 2009 (Lanes, 2013). O plano identifica o critério relativo ao acolhimento (A Welcoming Place) como aquele que carecia de mais atenção. Em consequência, os órgãos de gestão evidenciaram as entradas, colocaram sinalética com informação relativa ao espaço, investiram na melhoria dos percursos e impediram o acesso a motociclos, entre várias outras medidas . Com a análise deste caso de estudo é possível perceber a importância do envolvimento da comunidade na gestão de um parque. O grupo de amigos deste espaço é eficiente tendo inclusivamente trabalhado na procura de fundos e divulgação do espaço. 9 http://friendsofhillyfields.org.uk/ [consult. 19.02.2015] Fig. 5 - Hillyfields Community Park (planta) 22 FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 19 Fig. 9 - Passeio das Margens do Ave Fig. 10 - Anfiteatro Fig. 11 - Entrada do PUR Fig. 12 - Café do Rio FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 20 Fig. 13 - Riacho Fig. 14 - Lago Fig. 15 - Escultura FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 21 3.1.2. Manutenção Actual Para a realização desta análise foi consultada Camara Municipal de Santo Tirso, através dos Serviços Urbanos, o departamento responsável pela manutenção do parque. Elaboraram-se fichas temáticas de modo a sustentar a análise efetuada. Os dados apurados foram compilados em quadros que indicam as operações realizadas no período de um ano, assim como um plano associado que traduz as áreas por onde estas são aplicadas. O valor da manutenção do Parque Urbano de Rabada é de 55.899,1 € por ano, numa área de 7,5ha (a manutenção actual não contempla a área da zona desportiva ainda em fase de conclusão de obra), o que se traduz em cerca de 0,745 €/m2 (ver ANEXO 1). 3.2. Onde Estamos Agora? 1. Acolhimento (A Welcoming Place) Existe no PUR uma entrada bem definida e acolhedora. Estão distribuída pelo parque placas de sinalética que identificam as várias áreas. Existe um parque de estacionamento para automóveis e bicicletas, sendo que o seu acesso dentro do parque é interdito, exceto em situações de emergência, cargas e descargas. O parque é vedado e está aberto das 08.30h às 23.00h no período de 01 de abril a 30 de Setembro, e das 08.30h às 21.00h de 01 de outubro a 31 de março. Na entrada principal deste parque está afixado o regulamento de utilização do espaço e do Passeio das Margens do Ave, assim como uma placa de referência à data de inauguração do PUR (5 de Outubro de 2005). No entanto, não existe uma planta do espaço, informando sobre os autores, conceito e motivações para a sua construção. Tratando-se de um parque público, todas as pessoas são livres de o utilizarem. 2. Segurança (Healthy, safe and secure) O regulamento do parque, exposto na entrada principal, estabelece normas que orientam para a segurança dos utentes e conservação dos espaços. Apesar de se tratar de uma área adjacente ao rio Ave, não há uma barreira física que marque separação entre um espaço e o outro. No PUR existem duas estruturas sanitárias de acesso público. Este espaço está preparado com duas zonas de parque infantil com equipamentos certificados e um circuito de manutenção sénior com equipamentos urbanos, também certificados. O parque promove a prática de exercício ao ar livre, remetendo para estilos de vida saudáveis. Durante o período de funcionamento o PUR é vigiado, sendo garantida a segurança dos utentes e o cumprimento das normas de conduta. O parque não apresenta FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 22 muitas zonas arbustivas, proporcionando amplos campos de visão o que aumenta a sensação de segurança. O regulamento do parque permite apenas a entrada de animais domésticos quando acompanhados por coleira e trela. Os dejetos devem ser removidos pelos responsáveis pelos animais, com exceção de cães guias quando acompanhados por cegos. Constata-se que o parque promove a aplica medidas adequadas de higiene e segurança. 3. Manutenção e Limpeza (Well maintained and clean) A manutenção do PUR é feita pelos Serviços Urbanos da Câmara Municipal de Santo Tirso (de acordo com o calendário apresentado no ANEXO 1). Para além das operações programadas no calendário, é feita uma limpeza diária realizada por três colaboradores que consiste na remoção dos resíduos sólidos urbanos das papeleiras, na manutenção de material vegetal e na limpeza de áreas pavimentadas. Atualmente, a equipa de manutenção é mais orientada para trabalhos relacionados com o material vegetal. Está prevista uma intervenção mais alargada de conservação e manutenção do parque urbano, que contempla obras de manutenção de estruturas e equipamentos existentes. 4. Sustentabilidade (Sustainability) Santo Tirso conseguiu em pela sétima vez o Galardão ECO XXI em 2014, que reconhece o esforço para a prática de medidas que promovem um desenvolvimento sustentável, e qualidade ambiental (cm-stirso 13 ) Relativamente à manutenção do parque é realizada a reciclagem de materiais excedentes da limpeza e tratamento do material vegetal, e recorre-se à utilização de produtos químicos (adubos e inseticidas) apenas quando necessário. Existem também na entrada do parque ecopontos, que promovem a prática de reciclagem. A iluminação utilizada não é de tipo LED, embora haja a intenção de que esta seja introduzida. A água utilizada para a rega é regulada por um pluviómetro, gastando-se apenas a quantidade necessária em função das condições meteorológicas. Apesar do trabalho já efetuado relativamente a este tema pela Câmara de Santo Tirso, deve haver uma reflexão continuada relativamente às práticas desenvolvidas, de modo a que medidas que não traduzam da melhor forma a preocupação ambiental sejam fortalecidas. 5. Conservação e Património (Conservation and heritage) 13 http://www.cm-stirso.pt/uploads/document/file/265/boletim_102.pdf [consult. 19.02.2015] FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 23 O conceito deste espaço prende-se com a preservação da mata pré-existente e consolidada de carvalhos e sobreiros. Estes constituem um património natural a preservar constituindo habitats preferenciais para a vida selvagem além de fornecerem áreas frescas e de sombra para os utilizadores. Este parque faz parte do Museu Internacional de Escultura ao Ar Livre, possuindo diversas esculturas dispersas pelo espaço que além do efeito estético promovem o desenvolvimento cultural dos utentes. 6. Envolvimento da Comunidade (Community involvement) Atualmente não existe um envolvimento da comunidade na gestão do espaço, não tendo sido desenvolvido um grupo de utentes ou de residentes da proximidade que participem na gestão do parque ou na organização de atividades relacionadas com o parque. Há, no entanto, a intenção de aproximar a população ao PUR através da organização de uma rede de voluntários amigos do parque. 7. Marketing O Parque Urbano de Rabada é referido em vários endereços na internet, tal como o sítio da Câmara Municipal de Santo Tirso 14 , o da “Rede de Sítios – AMP Porto”” 15 , o do “Urban Parks&Gardens 16 e no sítio do Café do Rio 17 . Neste último, o PUR é divulgado no sentido em que é referido nas Newsletters, e o plano de eventos deste estabelecimento, intimamente relacionado com o do parque. 8. Gestão (Management) O parque foi concebido como um todo, mas a sua construção foi faseada, sendo que nas diferentes etapas, foi-se alargando a área utilizável (ver ANEXO 1). Houve no entanto intenções e orientações que foram tidas em conta na altura da conceção do projeto que influenciaram o desenvolvimento do PUR. A realização de um plano de gestão para este parque é um dos objetivos deste trabalho. 3.2.1. Análise SWOT 14 www.cm-stirso.pt [consult. 19.02.2015] 15 http://sitios.amp.pt/ [consult. 19.02.2015] 16 www.atlanticurbangardens.com [consult. 19.02.2015] 17 www.cafedorio.com [consult. 19.02.2015] FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 24 FORÇAS OPORTUNIDADES  Mata pré-existente de carvalhos e sobreiros;  Café do Rio é um atrativo do parque;  Existência de infraestruturas que proporcionam várias atividades ao ar livre;  Parque de estacionamento para automóveis e bicicletas:  Lago (interesse estético / amenizador);  Regulamento do PUR informa o utente sobre as normas de utilização do local:  Reciclagem de vários materiais;  Utilização regrada de produtos químicos para fertilizações ou combates a pragas e doenças apenas quando necessário.  Rio Ave;  Proximidade ao centro da cidade;  Passeio das Margens do Ave estabelece uma ligação pedonal e ciclável entre o parque ao coração da cidade;  Espaço muito conhecido e utilizado pela população. FRAQUEZAS AMEAÇAS  Estado geral de conservação do material inerte;  Não definição de um plano de gestão, apesar de terem sido consideradas algumas estratégias de qualificação na altura da conceção;  Falta de um mapa explicativo do parque na entrada principal;  Mata ripícola pouco diversificada junto à margem do Ave;  Presença de cepos nas zonas de prado, resultado de operações de abate, sendo que em alguns casos se pode verificar a presença de fungos;  Dada a cota do terreno e a predominância de zonas de sombra, o  Carência de verbas para manutenção de espaços verdes;  Pouco envolvimento da população na gestão;  Possibilidade de ocorrência de cheias do Rio Ave. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 25 mobiliário urbano em geral necessita de manutenção;  Dificuldade de manter a água do lago limpa (o sistema de filtragem da água entope com alguma frequência). Tabela 1 - Análise SWOT relativa ao PUR 3.3. Onde Queremos Chegar? Pretende-se com este plano criar estratégias que orientem a gestão do PUR, reforçar o envolvimento da comunidade, manter a qualidade do parque a longo prazo e reforçar modelos de sustentabilidade já existentes. São objetivos realizar uma recuperação geral do material inerte, de modo a tornar o espaço mais acolhedor; manter a qualidade relativamente à higiene e segurança; assegurar a manutenção de todos os materiais; reforçar as medidas de sustentabilidade implementadas; continuar o trabalho relativo à conservação do património arbóreo e escultórico; envolver a comunidade criando um grupo de amigos do parque; reforçar a divulgação do parque por diferentes meios; e estabelecer um plano de gestão, revisto e monitorizado com regularidade. De modo a esboçar a estrutura do plano de gestão e organizar a execução dos trabalhos, sintetizaram-se as debilidades identificadas na análise numa tabela, com a distinção entre trabalhos prioritários e trabalhos secundários, dependendo da sua urgência na execução dos mesmos. Como trabalhos com urgência elevada (a vermelho) incluiu-se a resolução de questões que colocam em causa o bom funcionamento do parque. Neste sentido, estes trabalhos abrangem situações que envolvam pavimentos e estruturas construídas; introdução de novas medidas de manutenção; e a aplicação de medidas que promovam a redução das despesas. Estão compreendidos nos trabalhos com um nível de urgência moderada (a laranja) operações que não sendo determinantes, contribuem para o bom funcionamento do parque. Estes trabalhos compreendem operações que melhoram a qualidade cénica do lugar; a aplicação de material vegetal que não compreenda um carácter urgente ou determinante; estratégias de dinamização do espaço; estratégias que visem uma integração da população da proximidade na gestão do espaço verde; ou outros trabalhos que não possuam um carácter prioritário (ver ANEXO 1). 3.4. Como Vamos lá Chegar? FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 26 Foi realizada uma calendarização das tarefas estipuladas, distribuindo-as pelos diferentes anos do plano de gestão. O plano foi construído para abranger 5 anos, funcionando entre 2016-2021 (ver ANEXO 1). A intervenção de restauro ao nível dos pavimentos inclui a aplicação de uma nova recarga de saibro nos caminhos (Carta 1.2.1.). No que diz respeito ao caminho mais exterior do parque e dado o seu estado de conservação, sugere-se a repavimentação com “Slurry Sintético”. Propõe-se a recuperação das estruturas em madeira, nomeadamente da ponte junto ao lago, o anfiteatro e do Passeio das Margens do Ave. De modo a diminuir o impacto visual de certas estruturas, sugere-se o rebaixamento das caixas de visita e tampas de saneamento. No pavimento em betuminoso colorido do Passeio das Margens do Ave, para resolver os problemas de acumulação de água, recomenda-se a colocação de sumidouros ao longo do percurso ciclável. Pretende-se complementar o espaço com placas de sinalética nas esculturas, com informação sobre as mesmas e sobre os autores, assim como uma planta explicativa do parque a colocar na entrada principal (Carta 1.2.2.). Propõe-se um restauro de todo o mobiliário urbano, assim como das estruturas construídas descritas, tal como o anfiteatro (Carta 1.2.3.). As alterações relativas ao regime de rega são adaptações às plantações arbustivas da proposta, onde se sugere rega localizada. No que diz respeito às árvores e arbustos, pretende-se diversificar a vegetação na zona da margem do rio Ave (Carta 1.2.4.). Propôs-se plantações arbustivas no talude do anfiteatro de modo a facilitar a manutenção desta zona, dado o declive do terreno (Carta 1.2.7.). Tentou-se também integrar a instalação sanitária mais a norte e as zonas do parque infantil com apontamentos arbustivos (Carta 1.2.5.). Relativamente à vegetação herbácea, propôs-se novas plantações, mais diversificadas e com propriedades de depuração da água, para as margens do lago (Carta 1.2.8.). Onde são realizadas sementeiras de prado anualmente sugere-se a plantação de espécies de cobertura de solo, com baixas exigências ao nível da rega, e adaptadas à sombra, junto aos troncos e a aplicação de uma sementeira de prado adaptado à sombra e secura nas restantes zonas (Carta 1.2.6). Após a proposta de requalificação do PUR, tentou-se aplicar práticas de manutenção que permitissem de reforçar a qualidade do parque. Os planos de manutenção realizados estabelecem diretrizes para várias valências, nomeadamente para a vegetação (Carta 1.3.3.), as estruturas construídas (Carta 1.3.1.), o equipamentos (1.3.2.) e sistema de rega, em ciclos anuais. Procurou-se recorrer a práticas que promovessem a reutilização dos excedentes da limpeza e tratamento do material vegetal, tal como ramos das podas, folhas secas, ou material resultante dos cortes dos prados. Tentou-se implementar práticas que FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 27 permitissem reduzir na utilização dos fertilizantes, como cortes de prados com mulching, e de inseticidas, através da aplicação de soluções à base de Symphytom officinalis e de Pteridium aquilinum que funcionam como repelentes e inseticidas contra ácaros e afídeos, O recurso a produtos químicos só deve ocorrer quando estritamente necessário. Tentouse ter em consideração a natureza dos materiais e as suas especificidades quanto às operações necessárias para que estes mantenham a sua qualidade (ver ANEXO 1). A limpeza de resíduos e a sua gestão deve ser realizada de modo diferente para os resíduos excedentes da manutenção e os resíduos sólidos. Enquanto os primeiros devem ser aproveitados para a realização de compostagem, ou serem convertidos em mulch ou estilha, os resíduos sólidos devem ser devidamente separados conforme a classificação em vigor 18 , colocados no devido contentor e deixados a cargo da entidade gestora de resíduos urbanos. No que diz respeito aos recursos humanos necessários, estruturaram-se as tarefas em função de três equipas: manutenção diária, que representa uma equipa de 3 pessoas que, em todos os dias úteis desempenham funções como renovação do lixo de papeleiras e contentores, ou varrimento dos pavimentos; manutenção frequente, uma equipa de 5 pessoas (inclui supervisionamento técnico) que desempenham funções de carácter mais regular, tal como o corte de prados ou a lavagem dos pavimentos e estruturas; e a manutenção não frequente, que compreende operações esporádicas, tal como podas ou manutenção do sistema de rega, que são desempenhadas por uma equipa técnicos especializados (ver ANEXO 1). Com este plano pretende-se manter a qualidade do espaço ao longo do tempo, e o bom estado de conservação dos materiais, prolongando também o seu tempo de vida. De modo a garantir sempre a existência de alternativas ou de capacidade de resposta realizou-se uma estratégia de gestão de riscos (ver ANEXO 1). Este plano deve ser alvo de atualizações de modo a que o espectro de ações previstas seja maior. 3.5. Como Sabemos que Chegamos? 18 Actualmente está em vigor o Decreto-Lei n.º 178/2006 que aprova o Plano Nacional de Gestão de Resíduos para o período 2011-2020 FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 28 Este plano / programa foi pensado para um período de 5 anos, ao fim do qual o plano de ação deve estar cumprido. De modo a perceber se este está a ser executado da melhor maneira possível, é necessário que todo o trabalho desempenhado seja acompanhado, orientado e revisto. Sugere-se neste sentido uma revisão anual do plano, atualizando o estado das tarefas relativas às ações planeadas, fazendo um registo dos trabalhos realizados, dos que ficaram por realizar e das razões que impediram a sua realização (ver ANEXO 1). Para a monitorização foram realizadas fichas que ajudam a controlar e garantir a realização dos trabalhos programados, assim como os seus respetivos custos, verificar se a manutenção está a ser executada conforme as indicações do plano e avaliar o estado geral de conservação do espaço. Todos os anos deve ser realizada uma revisão ao plano, averiguando o cumprimento do mesmo e reprogramando, adicionando ou removendo ações se necessário. Deve ser realizada uma estimativa dos gastos para cada ano, averiguando em cada revisão anual se esse valor foi ultrapassado ou não, percebendo quaisquer irregularidades. A equipa de manutenção deve reunir com a entidade gestora mensalmente de modo a reportar qualquer anomalia, e dar a conhecer o trabalho a realizar na próxima etapa. Devem ser programadas ações de formação para a equipa, de modo a ser instruída sobre as melhores técnicas e as exigências de cada material (inerte ou orgânico). Sempre que for realizada qualquer operação de manutenção no espaço, deve ser preenchida uma tabela que inclua, pelo menos a informação constantes do exemplo da Tabela 2, de modo a controlar a manutenção e os custos. DATA TAREFA PRODUTOS / MATERIAIS UTILIZADOS CUSTOS RESPONSÁVEL HORAS DE TRABALHO OBS. Tabela 2 - Proposta de disposição da informação relativa à execução de cada tarefa. Também é sugerido que as tarefas se organizem de modo a que todos os meses a equipa de manutenção saiba o trabalho a realizar. Para tal sugere-se a disposição das operações tal o quadro “Ficha Tipo de Organização das Operações de Manutenção Durante o Mês de Março no PUR” no ANEXO 1. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 35 Fig. 21 . Vegetação herbácea junto ao passadiço Fig. 22 - Canteiro na praça de receção Fig. 23 - Estrutura interpretativa em fibra de vidro FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 36 4.1.2. Manutenção Actual Para a realização desta análise foi consultada Camara Municipal de Santo Tirso, através dos Serviços Urbanos, o departamento responsável pela manutenção do parque. Elaboraram-se fichas temáticas de modo a sustentar a análise efetuada. Os dados apurados foram compilados em quadros que indicam as operações realizadas no período de um ano, assim como um plano associado que traduz as áreas por onde estas são aplicadas (ver ANEXO 2). O custo da manutenção do Parque do Ribeiro do Matadouro é de 30.408 €, numa área de 1,5Ha, o que se traduz em 2,03 €/m2 (ver ANEXO 2). 4.2. Onde Estamos Agora? Acolhimento (A Welcoming Place) Não existem indicações ou sinalética que estabeleçam as direções para o parque, sendo que é difícil, para quem não conheça a cidade, chegar ao PRM. Nas entradas principais do parque existem dois mupis interativos onde se pretende que sejam compiladas informações sobre o Parque do Ribeiro do Matadouro. O acesso automóvel está condicionado à praça da entrada sul do parque, onde existem lugares de estacionamento. No parque a circulação é pedonal e ciclável. A sinalética da circulação pedonal, ciclável ou mesmo de acesso a pessoas com mobilidade reduzida está posta no pavimento sob a forma de figuras em betão. O PRM é vedado e tem horário de funcionamento. Segurança (Healthy, Safe and Secure) O parque está preparado com equipamento de sacos para dejetos caninos nas entradas principais, de modo a que se impeça a presença destes resíduos no espaço. O PRM foi desenhado incluindo um percurso ciclável, o que promove a atividade física ao ar livre e estilos de vida mais saudáveis. Não existe no entanto uma estrutura de apoio que auxilie a equipa de manutenção, com WC’s, um ponto de primeiros socorros ou um telefone público. Este espaço é vigiado durante o seu funcionamento. Apesar de não haver um regulamento disponível relativo às normas de utilização do PRM, este foi realizado, encontrando-se atualmente em fase de aprovação. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 37 Manutenção e Limpeza (Well Maintained and Clean) Sendo um parque de construção recente o seu projeto já inclui orientações para a sua manutenção. A manutenção do PRM é feita pelos Serviços Urbanos da Câmara Municipal de Santo Tirso, através de uma equipa de trabalho. A manutenção do PRM é eficaz, havendo limpeza regular de papeleiras e caixotes do lixo. As papeleiras estão incluídas nas esculturas interpretativas, sendo que podem passar despercebidas. A fachada do edifício do matadouro, adjacente ao parque, do outro lado da ribeira, apresentase degradada, o que compromete a apreciação do parque. No entanto a Câmara Municipal de Santo Tirso tem em curso um projeto de recuperação deste imóvel para um Centro Juvenil. Verifica-se Em alguns troços do pavimento em compósito de madeira, existem grandes fissuras que evidenciam sinas de vandalismo. Contudo a Câmara Municipal de Santo Tirso está a monitorizar o comportamento deste pavimento. De modo a prevenir a pintura não autorizada, é aplicado nas várias estruturas um acabamento anti-graffiti. Sustentabilidade (Sustainability) Santo Tirso conseguiu pela sétima vez o Galardão ECO XXI em 2014, que reconhece o esforço para a prática de medidas que promovem um desenvolvimento sustentável, e qualidade ambiental (cm-stirso 21 ), destacando-se a implementação de boas práticas de sustentabilidade. Relativamente à manutenção do parque é realizada a reciclagem de materiais excedentes da limpeza e tratamento do material vegetal, recorrendo-se à utilização de produtos químicos (adubos e inseticidas) apenas quando necessário. Existem também na entrada do parque ecopontos, que promovem a prática de reciclagem. Na conceção do PRM houve a preocupação de escolher espécies adaptadas às condições do local (ex. espécies da zona húmida sem grandes exigências ao nível da rega), de preferir materiais mais resilientes ao vandalismo, e de reduzir de eletricidade e aumentar a eficiência energética com a introdução de iluminação LED. A água utilizada para a rega é regulada por um pluviómetro, pelo que se gasta apenas a quantidade necessária em função das condições meteorológicas. Apesar do trabalho já efetuado relativamente a este tema pela Câmara de Santo Tirso, deve uma reflexão relativamente às práticas desenvolvidas, de modo a maximizar a sustentabilidade do espaço. 21 http://www.cm-stirso.pt/uploads/document/file/265/boletim_102.pdf [consult. 19.02.2015] FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 38 Conservação e Património (Conservation and Heritage) O conceito deste espaço prende-se com a preservação da mata ripícola anterior ao projeto. Predominam os salgueiros e os amieiros de grande porte, que devido à sua envergadura, idade e também em resultado da obra do parque começam a apresentar alguns sinais de fragilidade. De modo a tratar estas questões foram aplicados diversos tratamentos, conseguindo assim manter indivíduos estruturantes. Envolvimento da Comunidade (Comunity Involvement) Houve a tentativa de incluir a população quando se atribuiu o nome ao parque, dando aos cidadãos a possibilidade de votarem nas opções que mais lhes agradavam. Há ainda a intenção de envolver a comunidade de forma participativa, na criação de uma rede de “Amigos do Parque” na dinamização do espaço, entre outras atividades relacionadas com o PRM (cm-stirso 22 ). Marketing Actualmente o Parque do Ribeiro do Matadouro é referido em endereços na internet, tal como o sítio da Câmara Municipal de Santo Tirso 23 , o da “Rede de Sítios – AMP Porto” 24 ou o do “Urban Parks&Gardens” 25 . O PUR foi referido na revista World Landscape Architecture Magazine, disponível em Dezembro de 2014, reconhecendo o seu interesse a nível internacional (cm-stirso 26 ). Gestão (Management) Este parque foi planeado no âmbito do “Programa Slow Fast Landscape”, que entre outros projetos pretendia a implementação de um parque associado à ribeira. O PRM foi estruturado em duas etapas. A segunda, atualmente em fase de projeto, compreende o prolongamento da etapa já construída. No projeto inicial, existe uma área na zona sul do parque onde era prevista a implementação de um horto municipal, assim como o aproveitamento do edifício do Matadouro. Neste sentido entende-se que existem intenções e orientações que foram tidas em conta na altura da conceção do projeto, que se traduzem 22 http://www.cm-stirso.pt/pages/129 [consult. 19.02.2015] 23 http://www.cm-stirso.pt/ [consult. 19.02.2015] 24 http://sitios.amp.pt/ [consult. 19.02.2015] 25 http://www.atlanticurbangardens.com/ [consult. 19.02.2015] 26 http://www.cm-stirso.pt/frontoffice/pages/7?news_id=308 [consult. 19.02.2015] FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 39 no fundo em estratégias de gestão. A realização de um plano de gestão para este parque é um dos objetivos deste trabalho. 4.2.1. Análise SWOT FORÇAS OPORTUNIDADES  Mata ripícola pré-existente bem desenvolvida, proporcionando zonas de sombra;  Estruturas interpretativas em fibra de vidro com interesse estético, que também funcionam como mobiliário urbano, tal como papeleiras ou bancos;  Consciência sustentável na escolha dos diferentes materiais do parque, sendo tida em conta a durabilidade e resistência dos materiais;  A vegetação introduzida foi escolhida em função das condições edafoclimáticas das zonas onde se iriam inserir;  Existência de uma ciclovia que une os principais pontos de entrada do parque;  A rede de caminhos do PRM foi pensada incluindo percursos para pessoas de mobilidade reduzida;  Utilização de iluminação LED em todo o espaço.  Ribeira do Matadouro atravessa o parque;  Proximidade ao centro da cidade;  Proximidade a diferentes serviços como campos de jogos, cafés, restaurantes, e empresas;  O PRM está adjacente ao parque de estacionamento do edifício da PT;  Dado o interesse estético das estruturas interpretativas do PRM, pode haver a possibilidade de ser incluído no MIEC_ST;  O Edifício do Matadouro, adjacente ao parque, pode ser qualificado de modo a torná-lo um atrativo para este espaço;  Reconhecimento internacional do valor do parque. FRAQUEZAS AMEAÇAS  Elemento arbóreo no leito da ribeira do Matadouro provoca o extravasamento de água da ribeira, provocando danos no parque;  Carência de verbas atribuídas para os espaços verdes;  Acesso pouco visível dadas as características topográficas do espaço;  Reduzido envolvimento da população; FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 40  Manutenção excessiva em certas zonas, tal como no talude mais a norte, que é mantida como um prado regular, apesar do seu acentuado declive;  Degradação de várias estruturas construídas, em especial atenção para o passadiço em compósito de madeira, onde várias ripas se encontram partidas  Vegetação herbácea-arbustiva introduzida é maioritariamente exótica;  Alguns elementos arbóreos apresentam problemas fitossanitários;  Atualmente o parque não inclui regulamentação relativa a higiene e segurança, estando uma proposta em fase de aprovação;  Não definição de um plano de gestão, apesar de terem sido consideradas algumas estratégias de qualificação na altura da conceção;  Cepos nas zonas de prado em resultado de abates, sendo que em alguns casos se verifica a presença de fungos.  Cheias da ribeira do Matadouro;  Espaço ainda pouco conhecido pela população. Tabela 3 - Análise SWOT relativa ao PRM. 4.3. Onde Queremos Chegar? Pretende-se com este plano criar estratégias que orientem a gestão do PRM, reforçar o envolvimento da comunidade, manter a qualidade do parque a longo prazo e reforçar modelos de sustentabilidade já existentes. Com este plano pretende-se realizar uma recuperação geral do material inerte e um reforço da sinalética informativa, de modo a tornar o espaço mais acolhedor; manter a qualidade relativamente à higiene e segurança; assegurar a manutenção de todos os materiais do parque; reforçar as medidas de sustentabilidade implementadas; continuar o trabalho relativo à conservação do património FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 41 arbóreo; envolver a comunidade em diversas atividades que promovam a atividade ao ar livre; reforçar a divulgação do parque nos diferentes meios; e estabelecer um plano de gestão, revisto e monitorizado com regularidade. Tal como no plano executado para o PUR, e pelas mesmas razões, foi elaborada uma tabela na qual cada ação foi classificada de acordo com a prioridade de execução (ver ANEXO 2). 4.4. Como Vamos lá Chegar? Foi realizada uma calendarização das tarefas estipuladas, distribuindo-as pelos diferentes anos do plano de gestão. Tal como no plano executado para o PUR, e pelas mesmas razões, foi elaborada o plano de gestão foi construído para abranger 5 anos, funcionando entre 2016-2021 (ver ANEXO 2). Tentou-se recuperar estruturas vandalizadas ou danificadas, tal como o passadiço em compósito de madeira, substituindo as ripas danificadas, com fornecimento de material semelhante ao anteriormente utilizado, assim como nas esculturas em fibra de vidro, ou no jogo da macaca (Carta 2.2.1.). Procedeu-se à remoção do lancil da zona de encharcamento, junto ao tubo que drena para uma zona de prado. Pensou-se ainda na reabilitação do edifício do Matadouro, num centro interpretativo relativo às esculturas ao ar livre de Santo Tirso (estrutura de apoio ao MIEC_ST), até serem conhecidas as intenções da Câmara para este edifício. Propôs-se a aplicação de pontos de rega manual espaçadas de 25 em 25m (Carta 2.2.2.). Devido à presença de um elemento arbóreo (Alnus glutinosa) de grande porte que estrangula o caudal do ribeiro, ocorrem alguns episódios de acumulação de água nas áreas adjacentes. Uma vez que uma das políticas do parque se baseia na preservação do material vegetal, procurou-se uma estratégia que conseguisse aliviar o caudal da ribeira, evitando o abate deste elemento. Uma vez que não foi possível chegar a uma solução duradoura e eficaz para resolver esta questão, resolveu-se abater este elemento arbóreo, que já estava em conflito com o edifício do Matadouro, e a plantação de 3 indivíduos da mesma espécie, mais afastados da margem, mas que compensarão a clareira deixada com este abate (tal como sugerido no esquema da Fig.24). Sugeriu-se também uma revisão ao estado fitossanitária dos elementos arbóreos já em estado de desenvolvimento avançado (Carta 2.2.3.). Deve-se proceder a uma requalificação do material inerte e vegetal das áreas afetadas. A intervenção ao nível das herbáceas inclui a zona do talude a norte, onde FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 42 se propõe o revestimento com trepadeiras, tal como Hedera helix., procedendo à sua condução de modo a que esta cubra a superfície do talude (Carta 2.2.4.). Por fim, sugerese a remoção das trepadeiras que se apresentam nos troncos dos elementos arbóreos. Após a proposta de requalificação do PRM, tentou-se aplicar práticas de manutenção que permitissem de reforçar a qualidade do parque. Os planos de manutenção realizados para os espaços, estabelecem diretrizes para várias valências, nomeadamente a vegetação (Carta 2.3.3 e 2.3.4.), as estruturas construídas (Carta 2.3.1.), ao equipamento (2.3.2.) e ao sistema de rega, em ciclos anuais. Tal como no plano executado para o PUR, e pelas mesmas razões, procurou-se recorrer a práticas que promovessem a reutilização dos excedentes da limpeza e tratamento do material vegetal, implementar práticas que permitissem reduzir a utilização dos fertilizantes, e de insecticidas, recorrendo a produtos químicos apenas quando estritamente necessário (ver capítulo 3.4.). Tentou-se ter em consideração a natureza dos materiais e as suas especificidades quanto às operações necessárias para que estes mantenham a sua qualidade (ver ANEXO 2). FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 43 Tal como no plano executado para o PUR, a limpeza de resíduos e a sua gestão deve ser realizada de modo diferente para os resíduos excedentes da manutenção e os resíduos sólidos (ver capítulo 3.4.). Fig. 24 – Esquema que ilustra o procedimento em caso de perda de um elemento arbóreo, e as acções recomendadas ao longo do tempo. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 44 No que diz respeito aos recursos humanos necessários, estruturaram-se as tarefas em função de três equipas: manutenção diária, que representa uma equipa de 2 pessoas que, todos os dias úteis, desempenham funções como remoção do lixo de papeleiras e contentores, ou varrimento dos pavimentos; manutenção frequente, uma equipa de 4 pessoas (inclui supervisionamento técnico) que desempenham funções de carácter mais regular, tal como o corte de prados ou a lavagem dos pavimentos e estruturas; e a manutenção não frequente, que compreende operações esporádicas, tal como podas ou manutenção do sistema de rega, que são desempenhadas por uma equipa técnicos especializados (ver ANEXO 2). Com este plano pretende-se manter a qualidade do espaço ao longo do tempo, e o bom estado de conservação dos materiais, prolongando também a sua esperança de vida. De modo a assegurar a existência de uma alternativa, ou de uma reação que pode ser impulsionada por algum imprevisto, principalmente relativo às propostas, realizou-se uma gestão de riscos (ver ANEXO 2). Este plano deve ser alvo de actualizações de modo a que o espectro de acções previstas seja maior. 4.5. Como Sabemos Que Chegamos? Este plano / programa foi pensado para um período de 5 anos, ao fim do qual o plano de ação deve estar cumprido. De modo a perceber se este está a ser executado da melhor maneira possível, é necessário que todo o trabalho desempenhado seja acompanhado, orientado e revisto. Sugere-se, neste sentido, uma revisão anual do plano, atualizando o estado das tarefas relativas às ações planeadas, fazendo um registo dos trabalhos realizados durante esse tempo e os que ficaram por fazer, e por que motivo. Este processo irá ajudar a despistar falhas e garantir que os objetivos sejam atingidos, sempre que possível (ver ANEXO 2). Para a monitorização foram realizadas uma série de fichas que ajudam a controlar e garantir a realização dos trabalhos programados, assim como os seus respetivos custos, verificar se a manutenção está a ser executada conforme as indicações do plano e avaliar o estado geral do espaço. Todos os anos deve ser realizada uma revisão ao plano, averiguando o cumprimento do mesmo e reprogramando, adicionando ou removendo ações se necessário. Deve ser realizada uma estimativa dos gastos para cada ano, averiguando em cada revisão anual se esse valor foi ultrapassado ou não, percebendo quaisquer irregularidades. A equipa de manutenção deve reunir com a entidade gestora FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 51 Anexo 1 - Parque Urbano de Rabada FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 52 FREQUÊNCIA DAS OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO EFECTUADAS ACTUALMENTE NO PUR Trabalhos Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Prados (regado e cortado) Cortes 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 Fertilizações1 SN SN SN SN SN SN Controlo de infestantes SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Escarificações e arejamentos SN SN Ressementeiras SN SN Rega2 SN SN D D D D D D D SN SN SN Limpeza SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Herbáceas bianuais/vivazes Rega2 SN SN D D D D D D D SN SN SN Fertilização1 SN SN SN Controlo de pragas e doenças3 SN SN SN Controlo de infestantes (Mondas) SN SN SN SN SN SN Podas SN SN Retanchas e reposições SN SN SN Arbustos Rega2 SN SN D D D D D D D SN SN SN Fertilização1 SN SN SN Controlo de pragas e doenças3 SN SN SN Podas SN SN Retanchas e reposições SN SN SN Controlo de infestantes (Mondas) SN SN SN SN SN SN Estrato Arbóreo Rega2 SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Poda SN SN SN Monitorização e Tutoragem SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Retancha SN SN SN Controlo de pragas e doenças3 SN SN SN Limpeza das matas 1 1 D – Diariamente; SN – Se necessário 1 – Aplicação de adubos químicos. 2 – Operações de rega a partir das 23h. 3 – Aplicação de herbicidas químicos de modo a combater problemas com afídeos. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 54 Onde Queremos Chegar? Questões e Ações Tarefas com urgência moderada Tarefas com urgência elevada CRITÉRIO QUESTÃO AÇÃO TAREFA 1.Acolhimento Inexistência de uma planta explicativa do espaço na entrada do parque. Propor a introdução de um mapa interactivo na entrada principal do parque, com uma breve descrição do mesmo. 1.1 Elementos escultóricos não sinalizados. Propor a aplicação de sinalética informativa nas esculturas (autor, significado…). 1.2 Ocorrência de cheias devido à subida do nível do rio Ave. Melhor estruturação da mata ripícola na margem do rio pode ajudar a travar o avanço da água. 1.3 Vistas nem sempre favoráveis para a margem oposta do rio. Propor uma requalificação da margem oposta do rio. 1.4 Pouca integração de estruturas como tampas de saneamento, caixas de visita ou o WC, comprometendo a qualidade visual do espaço. Integrar estruturas com recurso a vegetação, sem que seja comprometido o acesso às mesmas. 1.5 2.Segurança Monitorização frequente de todo o equipamento de recreio e desporto. 2.1 3.Manutenção e Limpeza Realizam-se anualmente sementeiras em zonas sombrias, onde a mata é mais densa, onde o prado Propor mistura de prado adaptado à sombra, associado com plantação de pequenos arbustos e herbáceas nas zonas junto aos troncos das árvores. 3.1 FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 55 não se consegue manter. Sinais de desgaste do pavimento em saibro estabilizado. Seleccionar o troço do caminho que está sujeito a uma maior acção de agentes erosivos e aplicar “slurry” sintético. 3.2 Desgaste dos caminhos em saibro. Recarga de saibro por todos os caminhos com este material 3.3 Talude do anfiteatro apresenta peladas. Diversificar a vegetação nas zonas de talude, reduzindo a manutenção desta zona. 3.4 Estruturas de madeira apresentam sinais de deterioração. Propor tratamento, substituição ou reposição das ripas danificadas. 3.5 Sinais de deterioração dos pesqueiros e acumulação de água no Passeio das Margens do Ave. Propor uma melhor manutenção e drenagem no Passeio das Margens do Ave. 3.6 Presença de cepos nos prados, resultantes do abate de árvores. Remoção de cepos com presença de fungos e decapagem do solo. 3.7 Remoção/rebaixamento dos cepos presentes nos prados. 3.8 O plano de manutenção contempla principalmente o material vegetal. A equipa de manutenção deve trabalhar em função do plano de manutenção realizado, conforme os prazos sugeridos. 3.9 4.Sustentabilidade Existência de medidas que podem ter um carácter mais sustentável. Propor a introdução de medidas que promovam um consumo racional dos recursos (água e energia). 4.1 Operações de controlo de pragas realizadas eventualmente por método químico. Propor métodos de combate a pragas menos agressivos ou um reforço de medidas preventivas, de modo a evitar ao máximo a utilização destes produtos. 4.2 FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 56 Realiza-se a manutenção na margem do rio Ave, com uma roçadora 2 vezes/ano. Minimizar o regime de manutenção na zona da margem do rio, mantendo o prado em regime semilivre, e preservando as espécies ripícolas autóctones em regeneração natural. 4.3 Dificuldade em manter a água do lago limpa, assim como em realizar a manutenção das margens do mesmo. Propor uma manutenção geral ao lago, e aplicação de espécies fitodepuradoras para ajudarem na limpeza da água, sem recurso ao sistema de bombagem de água já existente. 4.4 5.Conservação e Património Conservação do carvalhal/sobreiral pré-existente. Preservar os elementos arbóreos de valor, sempre que possível. 5.1 6.Envolvimento da Comunidade Elementos escultóricos com necessidade de intervenção ao nível da manutenção. Promover a participação pública, sendo que os utentes teriam a possibilidade de adoptar uma escultura, tratando da manutenção da mesma. 6.1 Criação de fichas de avaliação a serem preenchidas pelos utentes do parque em que apontam questões para o melhorar / reportar irregularidades. 6.2 7.Marketing Melhoramento da estratégia de divulgação do parque. Continuar a organizar eventos e outras iniciativas que dinamizem o parque, sem comprometer o seu estado de conservação, respeitando valores de capacidade de carga. Reforçar a parceria com o Café do Rio para dinamizar ambos os espaços (periodicamente criar concursos desportivos, eventos culturais, concursos de pesca no passadiço…). 7.1 FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 57 Tirar partido dos materiais excedentes da limpeza e tratamento do material vegetal do parque. Aproveitamento dos materiais excedentes da manutenção (tal como material resultante de abates de árvores) para a realização de concursos de escultura. 7.2 Criação de uma Newsletter / site para o parque, informando os cidadãos de tudo o que se passa no espaço, assim como um calendário das actividades. 7.3 8.Gestão Planeamento e calendarização das estratégias de gestão do parque. Realização de um plano de gestão que inclua operações de restauro, um plano de manutenção eficiente, uma organização dos recursos humanos, materiais e máquinas. 8.1 FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 58 Como Vamos lá Chegar? Financiamento e Calendarização PARQUE URBANO DE RABADA Nº Tarefa Financiamento Ano 1.Acolhimento 1.1 Introdução de um mapa interactivo na entrada principal do parque, com uma breve descrição do espaço. CM-STirso 5º Ano 1.2 Colocação de sinalética / identificação das esculturas, com o nome do autor, ano de implementação e descrição da obra (ver Carta 1.2.2). CM-STirso 5º Ano 1.3 Naturalização da margem do rio, como tentativa de atenuar o efeito das cheias e reduzir as operações de manutenção desta zona. Reforçar a consolidação da galeria ripícola com a plantação das seguintes espécies: Alnus glutinosa, Fraxinus algustifolia, Fraxinus excelsior, Betula celtiberica, Celtis australis, Sambucus nigra, Salix atrocinerea, Salix salviifolia subsp. salviifolia, Laurus nobilis, Crataegus monogyna, Frangula alnus, Osmunda regalis, Cyperus longus. CM-STirso 2º Ano 1.4 Numa fase posterior da intervenção, propõe-se também a naturalização da margem do rio oposta ao parque. Pretende-se que sejam plantadas nesta zona as mesmas espécies propostas para a consolidação da mata ripícola. Esta requalificação tem como objectivo melhorar a qualidade visual para os utilizadores do parque, promover a biodiversidade e diminuir o efeito das cheias. CM-STirso 3º Ano 1.5 Integrar estruturas construídas como as instalações sanitárias (ver carta 1.2.5), tampas de saneamento e caixas de visita com recurso a vegetação, sem que esta comprometa o acesso às mesmas. Rebaixar caixas de visita e tampas de saneamento sempre que possível. CM-STirso 1º Ano 2.Segurança 2.1 Monitorização frequente de todo o equipamento de recreio e desporto. Assegurando sempre a conformidade do equipamento CM-STirso A partir do 1º ano 3.Manutenção e Limpeza 3.1 De modo a manter o solo coberto de forma permanente recorreu-se a uma solução que exigisse baixa manutenção Optou-se por propor plantações de Ajuga reptans junto aos troncos dos carvalhos, e de Cistus salvifolius junto aos troncos dos sobreiros. Na zona de circulação propõem-se a seguinte sementeira prado adaptado à sombra: 40% Festuca arundinacea 30% Festuca rubra comutata CM-STirso 2º Ano FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 59 10% Festuca rubra trichophyla 10% Lolium perenne 10% Poa trivialis (ver carta 1.2.6) 3.2 O caminho mais exterior circundante ao parque apresenta maior nível de deterioração. Deve-se aplicar uma nova camada de saibro, melhorando a drenagem do pavimento. Em alternativa pode-se aplicar uma camada de “slurry sintético”, sendo este a longo prazo exige menos manutenção, e já foi utilizado em certos troços dos caminhos. (ver carta 1.2.1) CM-STirso 1º Ano 3.3 Recarga de saibro por todos os caminhos com este material. (ver carta 1.2.1) CM-STirso 4º Ano 3.4 De modo a estabilizar o solo e facilitar a manutenção do talude junto ao anfiteatro, propõem-se a plantação de vegetação herbácea e arbustiva. Sugere-se também um levantamento do lancil de modo a conter melhor este talude. (ver carta 1.2.7) CM-STirso 3º Ano 3.5 Restaurar as estruturas de madeira do parque, incluindo o anfiteatro, a ponte e o Passeio das Margens do Ave. De modo a manter estas estruturas nas melhores condições possíveis, devem-se respeitar as operações sugeridas no plano de manutenção. (ver carta 1.2.3) CM-STirso 4º Ano 3.6 Propõem-se que sejam construídos sumidouros para escoar a água que se acumula no pavimento betuminoso do parque. CM-STirso 3º Ano 3.7 Remoção preferencial dos cepos que apresentam fungos ou elevado estado de decomposição, recorrendo à maquinaria necessária para tal. Deve-se propor uma análise ao solo circundante do cepo e averiguar se será necessário realizar uma decapagem do substrato, seguido de uma nova aplicação de terra vegetal. No final desta operação devem-se realizar as plantações necessárias para regularizar esta zona. CM-STirso 1º, 2º, 3º Ano 3.8 Remoção ou rebaixamento gradual dos restantes cepos do parque, tapando a cova, compactando o solo, seguido da cobertura com terra vegetal e realizando as plantações de acordo com a zona em que se enquadra. CM-STirso 3º, 4º, 5º Ano 3.9 A equipa de manutenção deve trabalhar em função do plano de manutenção realizado, conforme os prazos sugeridos. CM-STirso A partir do 1º ano 4.Sustentabilidade 4.1 O material de podas e abates de árvores pode ser aproveitado para se realizar um concurso público que vise a criação de esculturas com este material, ficando em exposição em local de destaque na cidade. Em alternativa pode-se aproveitar este material para a produção de estilha. Duas semanas após a queda das primeiras folhas deve-se realizar a limpeza da mata, varrendo as folhas CM-STirso A partir do 1º ano FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 60 de modo a poupar no combustível em relação ao uso com um soprador, e de duas em duas semanas até não caírem mais folhas. O material acumulado já em decomposição deve ser aplicado em canteiros herbáceo-arbustivos como fertilizante natural. As operações de corte de prado devem ser com prática de “mulching”, sendo que o material excedente dos cortes é deixado no prado, mantendo deste modo os nutrientes no solo. Introdução de lâmpadas LED para os postes de iluminação, reduzir no consumo de água com a proposta do lago naturalizado, reduzir no gasto em fertilizantes e estilha consequente da reciclagem da matéria orgânica do espaço. 4.2 Perceber se a introdução de métodos como a luta biológica não vai abrir uma janela de oportunidade para outras pragas. Em alternativa pode-se propor a aplicação de soluções à base de Urtica dioica, Symphytum officinalis ou de Pteridium aquilinum, que servem de repelentes e inseticidas biológicos contra afídeos e ácaros. Reforço de medidas preventivas. CM-STirso A partir do 1º ano 4.3 Minimizar o regime de manutenção na zona da margem do rio, conduzindo o prado em crescimento semi-livre, deixando a também a vegetação ripícola autóctone espontânea desenvolver-se. (ver carta 1.2.4.) CM-STirso A partir do 1º ano 4.4 Pretende-se tornar o lago o mais ecológico possível, sendo que a limpeza e oxigenação da água será realizada por vegetação fito-depuradora, que irá compor esta estrutura. Deste modo serão reduzidos trabalhos de renovação de água, limpeza dos filtros e custos com eletricidade. O lago tornar-se-á mais natural em relação à alternativa do repuxo para a oxigenação da água. (ver carta 1.2.8) CM-STirso 2º Ano 5.Conservação e Património 5.1 Preservar os elementos arbóreos de valor, sempre que possível. As medidas não devem ser tomadas sem antes consultar um arboricultor. CM-STirso A partir do 1º ano 6.Envolvimento da Comunidade 6.1 De modo a incluir os utentes na manutenção do espaço, pretende-se criar uma iniciativa de “Amigos do Parque”. Propõem-se que cada participante tenha a possibilidade de adotar uma das esculturas incluídas no PUR, sob o compromisso de tratar da manutenção da mesma e relatar qualquer anomalia. CM-STirso 1º Ano 6.2 Criação de fichas de avaliação a serem preenchidas pelos utentes do parque nas quais façam sugestões de melhoria / reportem irregularidades, tais como fendas nos pavimentos e atos de vandalismo, entre outras. O registo das ocorrências será remetido para a entidade gestora do parque. CM-STirso A partir do 1º ano 7.Marketing FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 67 Sistema de rega Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Limpeza de filtros nas electroválvulas 1 Verificação da posição do regularizador do caudal nas electroválvulas PE PE PE PE PE PE PE Verificação das pilhas do programador1 PE PE PE PE PE PE PE Verificar o estado e o bom funcionamento dos sensores 1 Limpeza dos filtros dos emissores2 1 Correcção da direcção e altura dos emissores 1 Substituição dos gotejadores3 PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE Reparação de rupturas do tubo PEBD PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE 1 – Mensalmente; PE – Período de execução 1 – No caso de programadores e energia solar, deve-se manter a superfície do painel limpa 2 – Procede-se a esta operação antes do período de regas se iniciar 3 – A substituição dos gotejadores realiza-se quando se identificarem danos ou outras irregularidades que impliquem a sua troca As operações realizadas devem ter em consideração as diferentes exigências de cada peça, as condições climatéricas na altura de cada operação, e a necessidade esporádica de operações não programadas. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 68 Gestão de riscos Ação (Nº) Risco Probabilidade de ocorrência Operação de Mitigação 1.3 Vegetação na margem pode criar alguma perturbação com grupos de pescadores. Média Regulamentar a proibição da prática de pesca dentro dos limites do PUR. Ocorrência de cheias. Alta Em caso de cheias, devem ser reparados todos os danos, nomeadamente ao nível dos pavimentos, mobiliário urbano e estruturas construídas, assim como uma inspecção de todo o material vegetal, tendo em especial atenção a mata de sobreiros. 1.4 Conflito com proprietários dos terrenos da margem oposta ao PUR relativamente à naturalização desta margem. Média Expropriar uma faixa de 5 metros da margem do rio, à qual irá ser instalada vegetação ripícola. 2.1 Atos de vandalismo. Baixa Reforçar a estratégia de segurança e vigilância do espaço. 3.1 O prado não se adapta. Alta Caso a solução da mistura de prado adaptado à sombra não resultar, propõem-se a aplicação de mulch de casca de pinheiro nas zonas onde se tinha instalado o prado. 3.2 Degradação acentuada dos pavimentos. Média Se mais algum troço em saibro apresentar desgaste frequente, ponderar a aplicação de “Slurry sintético”. 3.3 O talude continua a apresentar problemas. Média Se a vegetação não se adaptar, ponderar a instalação de outras plantações. 3.4 Estruturas com / em madeira degradadas. Média Se se verificar que as operações de manutenção não são suficientes para manter o bom estado das madeiras, consultar um especialista. 3.7 Indivíduos arbóreos Média Proceder aos tratamentos fitossanitários necessários, consultando um especialista. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 69 contaminados com fungos. 4.2 Presença de afídeos / ácaros mesmo após a aplicação dos tratamentos referidos. Média Aplicação de inseticida. 4.4 Sujidade da água. Baixa Se a água continuar a aparecer com sujidade, ligar o sistema de filtragem da água. 5.1 Queda / abate de árvores estruturantes Alta Se houver a necessidade de abater um elemento arbóreo de grande porte, deve-se proceder à introdução no seu local de indivíduos arbóreos, da mesma espécie, necessários para compensar a clareira que ficou aberta com o abate deste elemento (Fig.9). À medida que estas árvores se vão desenvolvendo, vão-se gradualmente transplantando para outros locais, se se verificar que estas se encontram em conflito. (Adaptado de: Bristol Parks – A Management Plan for Blaise Castle Estate 2008-2013) FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 70 Gestão de recursos humanos Trabalhos Recursos Humanos Necessários Manutenção Diária1 Limpeza diária de pavimentos Mudança de sacos de lixo nas papeleiras e contentores Outras ocorrências. 3 Pessoas Manutenção frequente2 Cortes de prado, mondas e podas Limpeza de pavimentos com água Outras ocorrências com carácter frequente. 5 Pessoas (com supervisão técnica) Manutenção não frequente3 Reparações Análise da água Tratamentos fitossanitários Outras ocorrências sem carácter frequente. Equipa de técnicos especialistas 1 – Como Manutenção Diária consideraram-se todas as operações que são efectuadas diariamente. Estas operações não necessitam de supervisão técnica. 2 – Como Manutenção Frequente consideraram-se todas as operações que não sendo realizadas diariamente, assumem uma regularidade considerável. Estes trabalhos necessitam de supervisão técnica que assegura o bom cumprimento de todos os trabalhos. 3 – Como Manutenção não Frequente consideraram-se as operações que são realizadas esporadicamente. Estas operações não são da competência da equipa de manutenção, tendo de ser efectuadas por uma equipa técnica especializada. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 71 Como Sabemos Que Chegamos? AVALIAÇÃO ANUAL DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO PUR A tabela seguinte deve ser preenchida classificando de 1 a 5 valores o estado de conservação dos diferentes elementos: vegetação, pavimentos, estruturas construídas, mobiliário urbano, e equipamentos, como “Muito Mau”, “Mau”, “Moderado”, “Bom” e “Muito Bom” (escala de Likert). Para este efeito dividiu-se o parque em 8 zonas como pode ser consultado na figura abaixo. Todas as observações que achar relevante devem ser descriminadas de modo a informar a entidade gestora do parque sobre a situação em questão. AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO ESPAÇO1 A B C D E F G H Obs. Vegetação (árvores, arbustos, prado, herbáceas aquáticas…) Pavimentos (saibro, calçada, relva sintética, areia…) Estruturas Construídas (muros, anfiteatro, ponte, bancadas…) Mobiliário Urbano (bancos, papeleiras, bebedouros, sinalética…) Equipamentos (circuito de manutenção, parque infantil, zona de merendas, zona desportiva…) FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 72 A seguinte avaliação deve ser realizada em função dos critérios da Green Flag Award, classificando de 1 a 5 valores o cumprimento deste requisito, classificando como “Muito Mau”, “Mau”, “Moderado”, “Bom” e “Muito Bom” (escala de Likert). Qualquer observação ou sugestão deve ser descriminada de modo a que a entidade gestora do parque seja informada da ocorrência. Critérios GFA2 1 2 3 4 5 Obs. Acolhimento Segurança Manutenção e Limpeza Sustentabilidade Conservação e Património Envolvimento da Comunidade Marketing Gestão FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 73 FICHA TIPO DE ORGANIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO DURANTE O MÊS DE MARÇO NO PUR NA ZONA E Operações 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 EQUIPA Rega - Cortes 3 Controlo de infestantes 3 Sementeira 3 Fertilizações 3 Retanchas 3 Monitorização 2 Limpeza c/ soprador 2 Lavagem c/ água 3 Limpeza de madeiras 3 Reajuste de parafusos 3 Reparações E.T. Renovação de lâmpadas 2 Renovação de sacos de lixo 2 Inspeção E.T. Limpeza de filtros nas electroválvulas E.T. Limpeza de filtros nos emissores E.T. Verificar sensores E.T. Regularizar emissores E.T. Reparação dos tubos E.T. Operação a efetuar se necessário Operação a efetuar E.T.- Equipa de técnicos especializados FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 74 Anexo 2 - Parque do Ribeiro do Matadouro FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 75 FREQUÊNCIA DAS OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO EFECTUADAS ACTUALMENTE NO PRM Trabalhos Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Prados (regado e cortado) Cortes 1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 1 1 Fertilizações1 SN SN SN SN SN SN Controlo de infestantes SN SN SN SN SN SN Escarificações e arejamentos 1 1 Ressementeiras SN SN Rega2 SN SN 2S 2S 2S 2S 2S 2S 2S SN SN SN Limpeza SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Prados (semi-livre) Cortes 1 1 Fertilizações1 Controlo de pragas e doenças3 Controlo de infestantes Escarificações e arejamentos Ressementeiras SN SN Rega2 SN SN 2S 2S 2S 2S 2S 2S 2S SN SN SN Herbáceas/Arbustos Rega2 SN SN 2S 2S 2S 2S 2S 2S 2S SN SN SN Fertilização1 SN SN SN Controlo de pragas e doenças2 SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Podas P P P P P Retanchas SN SN SN Controlo de infestantes (Mondas) P P P P P P P Tutoragem SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Estrato Arbóreo Rega2 SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Poda SN SN SN SN SN SN Fertilização1 1 1 Monitorização e Tutoragem SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Transplantes SN SN SN SN SN Controlo de pragas e doenças2 SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN SN Limpeza das matas 1 1 D – Diariamente; 2S – 2 vezes por semana; SN – Se necessário; P – Periodicamente 1 – Aplicação de adubos químicos. 2 – Operações de rega a partir das 23h. 3 – Aplicação de herbicidas químicos de modo a combater problemas com afídeos. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 76 Valor parcial anual Podas 181,8 € Cortes de prado 1.818 € Fertilizações 300 € Vigilância / manutenção diária 24.000 € Rega 200 € Mondas 181,8 € Limpeza 3.726,4 € TOTAL ANUAL 30.408 € FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 83 Plano de Manutenção Proposto para o PRM Material vegetal Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Estrato Arbóreo/Arbustivo Poda3 1A 1A 1A 1A Fertilização SN SN SN Monitorização e Tutoragem PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE Transplantes PE PE PE PE PE Controlo de pragas e doenças SN SN SN Herbáceas vivazes/Sub-arbustos Rega1,2 SN SN 2S 2S 2S D D D 2S 2S SN SN Fertilização SN SN SN Controlo de pragas e doenças SN SN SN Podas3 1A 1A 1A Retanchas PE PE PE Controlo de infestantes (Mondas) Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Limpeza Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Q Prados (regado e cortado) Cortes3 1 1 Q Q Q Q Q Q Q Q 1 1 Fertilizações SN SN Controlo de infestantes Q Q Q Q Q Q Q Escarificações e arejamentos 1 1 Ressementeiras PE PE PE Rega1 SN SN 2S 2S 2S D D D 2S 2S SN SN Limpeza Q Q Q Q Prados (semi-livre) Cortes 1 1 Rega1 SN SN 2S 2S 2S D D D 2S 2S SN SN D – Diariamente; 2S – 2 vezes por semana; Q – Quinzenalmente; 1 – Mensalmente; 1 A – Anualmente; SN – Se necessário; PE – Período de execução 1 – As operações de rega devem ser realizadas durante a noite ou de manhã cedo 2 – As plantações da zona húmida devem apenas ser regadas quando for necessário 3 – Deve-se aproveitar o material excedente dos cortes dos prados, realizando cortes com “mulching”, e das podas, aproveitando a matéria orgânica como fertilizante natural As operações realizadas devem ter em consideração as diferentes exigências de cada espécie, as condições climatéricas da altura, e a necessidade esporádica de operações não programadas. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 84 Pavimentos Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Varrimento1 D D D D D D D D D D D D Lavagem com água1 S S S S S S S S S S S S Limpeza de juntas1 e guias S S S S S S S S S S S S Reparação/ levantamento e reposição do pavimento, com fornecimento de material com as mesmas características do material anterior PE PE PE PE PE PE PE Aplicação de um protector de superfície tipo “Secil TEK AD 40” 2 5 em 5 anos D – Diariamente; S – Semanalmente; PE – Período de execução 1 – Nas juntas onde foi aplicada resina para a fixação de cordões LED, deve-se garantir o bom estado de conservação da mesma, procedendo à sua reposição ou reparação sempre que necessário, quando as condições meteorológicas favoráveis para esta operação o permitirem 2 – Aplicar o protector de superfície apenas no pavimento em betonilha hidráulica colorida As operações realizadas devem ter em consideração as diferentes exigências de cada pavimento, as condições climatéricas na altura de cada operação, e a necessidade esporádica de operações não programadas. Estruturas Construídas Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Muros Reparação e restauro PE PE PE PE PE PE PE Portão e Vedações Lavagem com água S S S S S S S S S S S S Reparação e restauro1 PE PE PE PE PE PE PE Ponte Varrimento D D D D D D D D D D D D Lavagem com água S S S S S S S S S S S S Escadas Varrimento D D D D D D D D D D D D Lavagem com água S S S S S S S S S S S S D – Diariamente; S – Semanalmente; PE – Período de execução 1 – Aplicação de pintura anti-graffiti FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 85 As operações realizadas devem ter em consideração as diferentes exigências de cada estrutura, as condições climatéricas na altura de cada operação, e a necessidade esporádica de operações não programadas. Mobiliário urbano Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Limpeza com soprador D D D D D D D D D D D D Lavagem com água S S S S S S S S S S S S Reparação e restauro1 PE PE PE PE PE PE PE Renovação das lâmpadas2 PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE Análise da água dos bebedouros 1x por ano D – Diariamente; S – Semanalmente; PE – Período de execução 1 – Aplicação de pintura anti-graffiti 2 – Renovação de lâmpadas preferindo sempre iluminação LED As operações realizadas devem ter em consideração as diferentes exigências de cada peça, as condições climatéricas na altura de cada operação, e a necessidade esporádica de operações não programadas. Equipamento Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Lavagem com água S S S S S S S S S S S S Reparação e restauro1 PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE Recargas de sacos nos contentores de dejectos caninos PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE Inspecção do equipamento 1x por ano S – Semanalmente; PE – Período de execução 1 – Aplicação de pintura anti-graffiti As operações realizadas devem ter em consideração as diferentes exigências de cada peça, as condições climatéricas na altura de cada operação, e a necessidade esporádica de operações não programadas. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 86 Sistema de rega Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Limpeza de filtros nas electroválvulas 1 Verificação da posição do regularizador do caudal nas electroválvulas PE PE PE PE PE PE PE Verificação das pilhas do programador1 PE PE PE PE PE PE PE Verificar o estado e o bom funcionamento dos sensores 1 Limpeza dos filtros dos emissores2 1 Correcção da direcção e altura dos emissores 1 Substituição dos gotejadores3 PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE Reparação de rupturas do tubo PEBD PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE PE 1 – Mensalmente; PE – Período de execução 1 – No caso de programadores e energia solar, deve-se manter a superfície do painel limpa 2 – Procede-se a esta operação antes do período de regas se iniciar 3 – A substituição dos gotejadores realiza-se quando se identificarem danos ou outras irregularidades que impliquem a sua troca As operações realizadas devem ter em consideração as diferentes exigências de cada peça, as condições climatéricas na altura de cada operação, e a necessidade esporádica de operações não programadas. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 87 Gestão de riscos Ação (Nº) Risco Probabilidade de ocorrência Operação de Mitigação 2.2 Actos de vandalismo Alta Mudar a estratégia de segurança e vigilância do espaço. 3.3 Vegetação não se adapta Baixa Se a vegetação não se adaptar nesta zona, propor a aplicação de uma hidrossementeira com uma mistura de herbáceas de baixa manutenção. 3.5 Água fica retida nesta zona Baixa Deve-se propor uma intervenção ao nível da drenagem superficial se o problema persistir. 3.8 Indivíduos arbóreos contaminados com fungos Média Proceder aos tratamentos necessários, consultando antes um especialista. 4.2 Presença de afídeos / ácaros Média Aplicação de insecticida. 5.1 Queda / Abate de árvores estruturantes Alta Se houver a necessidade de abater um elemento arbóreo de grande porte, deve-se proceder à introdução no seu local de indivíduos arbóreos, da mesma espécie, necessários para compensar a clareira que ficou aberta com o abate deste elemento (Fig.9). À medida que estas árvores se vão desenvolvendo, vão-se gradualmente transplantando para outros locais, se se verificar que estas se encontram em conflito. 6.2 Não é possível instalar o Centro Interpretativo Alta No caso de não for possível instalar o centro interpretativo, deve-se proceder à requalificação da fachada do edifício, seguindo com a proposta sugerida pela Câmara. (Adaptado de: Bristol Parks – A Management Plan for Blaise Castle Estate 2008-2013) FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 88 Gestão de recursos humanos Trabalhos Recursos Humanos Necessários Manutenção Diária1 Limpeza diária de pavimentos Mudança de sacos de lixo nas papeleiras e contentores Outras ocorrências. 2 Pessoas Manutenção frequente2 Cortes de prado, mondas e podas Limpeza de pavimentos com água Outras ocorrências com carácter frequente. 3 Pessoas (com supervisão técnica) Manutenção não frequente3 Reparações Análise da água Tratamentos fitossanitários Outras ocorrências sem carácter frequente. Equipa de técnicos de cada área 1 – Como Manutenção Diária consideraram-se todas as operações que são efectuadas diariamente. Estas operações não necessitam de supervisão técnica. 2 – Como Manutenção Frequente consideraram-se todas as operações que não sendo realizadas diariamente, assumem uma regularidade considerável. Estes trabalhos necessitam de supervisão técnica que assegura o bom cumprimento de todos os trabalhos. 3 – Como Manutenção não Frequente consideraram-se as operações que são realizadas esporadicamente. Estas operações não são da competência da equipa de manutenção, tendo de ser efectuadas por uma equipa técnica especializada. FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 89 Como Sabemos Que Chegamos? AVALIAÇÃO ANUAL DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO PUR A tabela seguinte deve ser preenchida classificando de 1 a 5 valores o estado de conservação dos diferentes elementos: vegetação, pavimentos, estruturas construídas, mobiliário urbano, e equipamentos, como “Muito Mau”, “Mau”, “Moderado”, “Bom” e “Muito Bom” (escala de Likert). Para este efeito dividiu-se o parque em 8 zonas como pode ser consultado na figura abaixo. Todas as observações que achar relevante devem ser descriminadas de modo a informar a entidade gestora do parque sobre a situação em questão. AVALIAÇÃO DO ESTADO DE CONSERVAÇÃO DO ESPAÇO1 A B C D E Obs. Vegetação (árvores, arbustos, prado, herbáceas aquáticas…) Pavimentos (saibro, calçada, relva sintética, areia…) Estruturas Construídas (muros, anfiteatro, ponte, bancadas…) Mobiliário Urbano (bancos, papeleiras, bebedouros, sinalética…) Equipamentos (circuito de manutenção, parque infantil, zona de merendas, zona desportiva…) FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 90 A seguinte avaliação deve ser realizada em função dos critérios da Green Flag Award, classificando de 1 a 5 valores o cumprimento deste requisito, classificando como “Muito Mau”, “Mau”, “Moderado”, “Bom” e “Muito Bom” (escala de Likert). Qualquer observação ou sugestão deve ser descriminada de modo a que a entidade gestora do parque seja informada da ocorrência. Critérios GFA2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Obs. Acolhimento Segurança Manutenção e Limpeza Sustentabilidade Conservação e Património Envolvimento da Comunidade Marketing Gestão FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 91 FICHA TIPO DE ORGANIZAÇÃO DAS OPERAÇÕES DE MANUTENÇÃO DURANTE O MÊS DE MARÇO NO PRM NA ZONA C Operações 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 EQUIPA Rega - Cortes 3 Controlo de infestantes 3 Sementeira 3 Fertilizações 3 Retanchas 3 Monitorização 2 Varrimento 2 Lavagem c/ água 3 Reparações E.T. Renovação de lâmpadas 2 Renovação de sacos de lixo 2 Inspeção E.T. Limpeza de filtros nas electroválvulas E.T. Limpeza de filtros nos emissores E.T. Verificar sensores E.T. Regularizar emissores E.T. Reparação dos tubos E.T. Operação a efetuar se necessário Operação a efetuar E.T.- Equipa de técnicos especializados FCUP A Metodologia CABE Space de Produção de Planos de Gestão para Espaços Verdes Urbanos Ensaio de Aplicação em dois Parques da Cidade de Santo Tirso 92 Anexo 3 – Cartas Ver CD-Rom em anexo.