O plano de prevenção do abandono escolar (II)
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Artigo notícias do Dia-a-dia com novo endereço www.apagina.pt/ Dia-a-Dia Edição Impressa Último jornal Nº 184 Dezembro 2008 Nº 184 em Formato PDF PEDIDOS de assinatura do jornal ( Portugal e estran g eiro ) Arquivo ARQUIVO de j ornais anteriores TEXTOS arquivados por autores HOJE: 6.508 textos on-line Pesquisar o arquivo Ou Frase nmlkjinmlkj Pesquisar Dos LEITORES Para submeter artigos, ler regras aqui: PROPOSTAS de publicação INQUÉRITOS em votação A Página da Educação Arquivo - Arti g o O Plano de Prevenção do Abandono Escolar (II) O último defeito diz respeito? ao facto de se propor? uma leitura da educação tecnológica que é assumida como uma opção para aqueles alunos que as escolas definem como menos capazes. Divide-se o mundo? entre os que são educados para pensar e os outros que são educados para agir e para fazer? O Plano Nacional de Prevenção do Abandono Escolar (PNPAE), escrevemo-lo, no artigo anterior, p eca, entre outras coisas, pela sua desfaçatez num tempo em que à custa dos discursos das vacas magras se vão criando as condições para engordar os mesmos de sempre. Um tempo feito de discursos hipócritas e demagógicos através dos quais se anunciam medidas impossíveis de concretizar, já que para o fazer seria necessário realizar-se um investimento que a coligação no poder não está disposta a concretizar. Mas se este constitui um dos p rincipais defeitos desse Plano, outros há, igualmente, que não poderão ser ignorados. Enunciaremos, por isso, mais três desses defeitos, p orque nos parecem ser aqueles que melhor retratam as vulnerabilidades e os equívocos deste PNAPAE, definindo-os em função do centralismo, do vocacionalismo e, finalmente, do assistencialismo que caracteriza os propósitos e as concepções que o animam.. Um dos defeitos do Plano tem a ver, então, com o facto de ser um plano excessivamente centralista que, como tal, não atribui a importância que deveria e poderia atribuir à definição das políticas locais de educação e às iniciativas que, neste âmbito, teriam que ser assumidas, tendo em conta as especificidades e os problemas dos contextos, os actores, os recursos, as sinergias e o empenho das comunidades no desenvolvimento de acções sustentadas e a prazo que permitam combater o flagelo do abandono. Neste sentido, importa reconhecer os Ministérios, não como propulsores de Autor do Artigo Ariana Cosme Fac. de Psicologia e Ciências da Educação, Univ. de Porto tr[email protected]t Rui Trindade Faculde de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto tr[email protected] Inf. sobre o artigo Jornal "a Página" Nº 137 Ano 13 | Agosto/Setembro 2004 Pag. 22 Imprimir este artigo Versão para impressão Abre uma nova janela com este artigo numa versão mais amiga da impressora. LIVRARIA PUBLICIDADE EXTERNA Page 1 of 3 11-02-2009http://www.apa g ina.pt/arquivo/Arti g o.asp?ID=3325
INQUÉRITOS em arquivo CONTACTOS e cartas à redacção p rojectos, mas como parceiros inquestionáveis e fundamentais de iniciativas que cabe às escolas e às comunidades desenvolver. Um outro problema com que nos defrontamos quando lemos o documento através do qual se p ublicita o PNPAE tem a ver com a leitura algo p aradoxal em função da qual se aborda a p roblemática do abandono escolar. Esta parece ser, de acordo com esse documento, um problema algo lateral às escolas e às sociedades em que vivemos, um problema que parece dizer respeito, apenas, às crianças e aos jovens provenientes de meios sociais desfavorecidos. Sendo estes os primeiros e os p rincipais protagonistas desse processo de afastamento e desvalorização da educação escolar, não são estes, contudo, os únicos que são atingidos p ela falta de sentido do trabalho de intervenção educativa que tem lugar nas nossas escolas. Daí que a questão do abandono não possa ser circunscrita, apenas, a respostas pedagógicas do foro assistencialista. Há uma dimensão do abandono que diz respeito, de forma global, quer ao modo como se concebem os desafios curriculares a propor quer ao modo como se organiza e gere, nas suas múltiplas dimensões, o processo de ensinoaprendizagem. O último defeito diz respeito, por sua vez, ao facto de se propor, de forma algo subentendida, uma leitura da educação tecnológica que é assumida como uma opção para aqueles alunos que as escolas definem como menos capazes. Isto é, divide-se o mundo da sociedade da informação entre os que são educados para pensar e os outros que são educados p ara agir e para fazer, como se isto não só fosse p ossível, como, igualmente, fosse desejável. A valorização da educação tecnológica é uma necessidade vital dos nossos programas de educação escolar que deverá beneficiar todos aqueles que, independentemente das suas características pessoais, com eles tenham que contactar. Uma necessidade tão ou mais premente quanto se vai avançar, em Portugal, com o alargamento da escolaridade obrigatória, colocando as escolas, os professores e os alunos perante novos desafios e exigências, os quais deveriam passar, entre outras coisas e antes de tudo o mais, por repensar o sentido desses programas, tanto ao nível das suas finalidades, como ao nível dos seus modos de implementação. Se, neste caso, não será necessário proclamar que a ver vamos, vale a pena, no entanto, apontar algumas das medidas estruturantes que possam permitir uma ofensiva honesta, capaz e sustentada contra o abandono escolar e a necessidade de qualificação dos portugueses. Não sendo um projecto fácil de www.TesteDaMorte.com Anúncios Google Page 2 of 3 11-02-2009http://www.apa g ina.pt/arquivo/Arti g o.asp?ID=3325
concretizar nem tão pouco passível de ser realizado, com sucesso, a curto prazo, é, todavia, um projecto p ossível e, mais do que isso, necessário e exigível. Um projecto que, todavia, não se afirma através de medidas avulsas e compensatórias, mas de uma p olítica educativa que se caracterize pela sua natureza democrática e inclusiva. A ele nos referiremos no terceiro, e último, artigo desta série dedicada a avaliar o Plano Nacional de Prevenção do Abandono Escolar. Page 3 of 3 11-02-2009http://www.apa g ina.pt/arquivo/Arti g o.asp?ID=3325