Relação entre variáveis clínicas e qualidade de vida em diabéticos
Abstract
[resumo]
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PSICOLOGIA, SAÚDE & DOENÇAS, 2012, 13 (suplemento) 264 ESTILOS PARENTAIS, COMPORTAMENTOS SEXUAIS DE RISCO E BEM-ESTAR PSICOLÓGICO EM JOVENS ADULTOS Cláudia Senra, Cristiana Ramos, Luís Carneiro, Melanie Neves, Miguel Nascimento, & M.Graça Pereira Escola de Psicologia, Universidade do Minho Introdução: A presente investigação tem como objectivo avaliar a relação entre os estilos parentais, o bem-estar psicológico e os comportamentos sexuais de risco bem como analisar os preditores do bem-estar em jovens adultos. Método: A amostra foi constituída por 249 universitários, sendo 58% do sexo feminino e 41,6% do sexo masculino. Os instrumentos usados foram: Questionário dos Estilos Parentais (PAQ), Questionário dos Comportamentos Sexuais de Risco (QCSR), Scale of Psychological Well-Being (SPWB). Resultados: Os resultados revelaram que os pais dos jovens com nível socioeconómico baixo são mais autoritários em comparação com os pais de nível socioeconómico alto e que jovens de pais com um estilo democrático apresentam maior bem-estar psicológico que os de pais permissivos e autoritários. No que concerne aos comportamentos sexuais, os jovens do sexo masculino apresentam um risco antecedente sexual superior ao sexo feminino e jovens filhos de pais autoritários têm mais comportamentos sexuais de risco. Por fim, o estilo democrático dos pais prediz positivamente o bem-estar psicológico nos jovens Conclusão: Este estudo enfatiza a importância dos estilos parentais no bem-estar psicológico, no desenvolvimento de competências sexuais, sendo o estilo parental democrático fundamental para os comportamentos saudáveis dos jovens adultos. Palavras-Chave: Estilos Parentais, Comportamentos Sexuais, Bem-Estar Psicológico. Cláudia Andreia Torres Senra Universidade do Minho Rua Monsenhor Ferreira, nº 188, 3º Esq, 4710-407, Braga [email protected] 916921726 RELAÇÃO ENTRE VARIÁVEIS CLÍNICAS E QUALIDADE DE VIDA EM DIABÉTICOS Eduardo Sepúlveda 1, Rui Poínhos 1,2, Miguel Constante 3, J. Pais-Ribeiro 1,4, Paula Freitas 5,6, Duarte Pignatelli 5,6, & Davide Carvalho 5,6 1 – APAD – Associação de Prevenção e Apoio à Diabetes (Porto); 2 – Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto; 3 – Institute of Psychiatry, King's College London; 4 – Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto; 5 – Serviço de Endocrinologia, Hospital de S. João; 6 – Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Objectivos: Relacionar a percepção da qualidade de vida (QV) em diabéticos com o sexo, tipo de DM e terapêutica, duração da doença, classe de IMC, complicações microvasculares (retinopatia, nefropatia e neuropatia) e macrovasculares (doenças cardiovasculares [DCV], doença arterial periférica [DAP] e hipertensão arterial [HTA]). Amostra e metodologia: Entrevistaram-se 124 diabéticos (77,4% DM2; 54,8% homens) com média de idades de 55,7 anos (DP=16,4). Relacionou-se a percepção da QV através das oito dimensões do SF-36 – função física (FF), desempenho físico (DF), dor corporal (DC), saúde geral (SG), vitalidade (VT), função social (FS), desempenho emocional (DE) e saúde mental (SM) – ajustadas para a idade, com as variáveis clínicas. Resultados: As mulheres apresentam pior percepção da QV em todas as dimensões excepto DF e DC e os obesos na FF e VT. Os DM2 com insulinoterapia apresentam pior percepção da FF e VT. Menor duração da doença mostrou relação com melhor percepção da FF, DF, SG, VT e DE. Os doentes com complicações apresentam tendência para pior percepção da QV. Salienta-se a relação da retinopatia com SG e SM, da neuropatia com FF, DF e VT, e interacções significativas em termos de DC entre a presença das complicações macrovasculares. A dimensão mais associada ao número de complicações é a FF. Conclusões: As variáveis clínicas em diabéticos estão associadas à percepção da QV independente da idade. Salienta-se a pior percepção da QV nas mulheres, DM2 em insulinoterapia e casos de maior duração da doença. As várias comorbilidades condicionam diferentemente as várias dimensões da QV. Palavras-chave – Diabetes Mellitus; Qualidade de vida; Variáveis clínicas Rui Manuel de Almeida Poínhos Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Rua da Rasa, 539 – 2.º direito frente – 4400-272 Vila Nova de Gaia [email protected] 967999221 / 914545685 AUTOVIGILÂNCIA E ADESÃO TERAPÊUTICA EM DIABÉTICOS: RELAÇÃO COM A ACEITAÇÃO DA DOENÇA Eduardo Sepúlveda 1, Gonçalo Fernandes 1, Rui Poínhos 1,2, Benedita Martins-Rocha 1, Paula Freitas 3,4, Ângela Magalhães 3,4, Cristina Arteiro 2,3, & Davide Carvalho 3,4