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Qualidade de Vida e Bem-Estar de Pessoas Idosas Residentes em Equipamentos Sociais

Maria Clara Rodrigues Morais da Rocha

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QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR DE PESSOAS IDOSAS RESIDENTES EM EQUIPAMENTOS SOCIAIS MARIA CLARA RODRIGUES MORAIS DA ROCHA Dissertação de Mestrado em Medicina Legal 2013 MARIA CLARA RODRIGUES MORAIS DA ROCHA QUALIDADE DE VIDA E BEM-ESTAR DE PESSOAS IDOSAS RESIDENTES EM EQUIPAMENTOS SOCIAIS Dissertação de Candidatura ao grau de Mestre em Medicina Legal submetida ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto. Orientador – Prof. º Dr. José Ferreira Aves Categoria – Professor Afiliação: Universidade do Minho Coorientadora – Drª Clara Lago Costa Categoria – Assistente Social AGRADECIMENTOS Os meus agradecimentos são dirigidos a todos aqueles que diretamente ou indiretamente tornaram possivel a concretização deste trabalho. Ao Profº DR.º José Ferreira Alves e á Drª Clara Lago pela partilha de conhecimentos, pela orientação e pelo espírito crítico que muito contibuiram para a realização da dissertação. Á Direcção e aos profissionais das Instituições onde foi feita a recolha de dados, por terem aceite a proposta com agrado e por me terem acolhido tão calorosamente. Aos residentes das Instituições que colaboraram no preenchimento dos questionarios,sem eles este estudo não teria sido possível. Á Prof.ª M.José Pinto da Costa,orientadora e coordenadora do Mestrado em Medicina Legal ,pela amizade , carinho e por estar sempre disponível e presente nas horas dificeis. Aos meus “ Trigémeos “,pela paciencia, força e compreensão. Ao meu marido pela compreensão e motivação. Á minha Querida Mãe por tudo . A todos, o meu muito obrigada ! 1 Índice Geral Pág. Resumo ………………………………………………………………………………... Abstract ………………………………………………………………………………... Introdução Geral ……………………………………………………………………..... Primeira Parte – Revisão da Literatura 1. Institucionalização …………………………………………………………………. 1.1. Idosos residentes em equipamentos sociais ….. …………………………. 2. Qualidade de vida na população idosa …………………………………………….. 2.1. Definição e caracterização de qualidade de vida ………………………….. 2.2. Modelos de qualidade de vida …………………………………………….. 2.3. Qualidade de vida da população idosa residente em equipamentos sociais.. Segunda Parte – Estudo Empírico 3. Metodologia ……………………………………………………………………….. 3.1.Objetivos e design de estudo ……………………………………………... 3.2.Variáveis em estudo ………………………………………………………. 3.3.Procedimentos de recolha de dados ………………………………………. 3.4.Participantes ………………………………………………………………. 3.5.Material …………………………………………………………………… 3.6. Procedimentos de análise dos dados ……………………………………… 4. Apresentação dos resultados ………………………………………………………. 5. Discussão dos Resultados …………………………………………………………. 6. Conclusão …………………………………………………………………………. 7. Limitações e implicações futuras …………………………………………………. Referências Bibliográficas …………………………………………………………….. 2 3 3 5 5 6 6 7 8 10 10 10 10 11 12 15 16 19 20 21 22 2 Qualidade de vida e bem-estar de pessoas idosas residentes em equipamentos sociais Maria Clara Morais @. Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar Resumo As alterações demográficas das últimas décadas, revelam verificar-se um aumento da longevidade da pessoa idosa, a par de um aumento de situações sociais que, por sua vez implicam um aumento de pessoas a viver em residências assistidas, também chamadas “lares de idosos”. A entrada da pessoa idosa em equipamento social deste âmbito, não é muitas vezes preparada, nem a sua integração e adaptação. A experiência de um mundo distinto do que vivia até então, a existência de regras padronizadas de comportamento coletivo bem como o reforço da inatividade e algumas vezes um maior isolamento social podem ser fatores que contribuem para a insatisfação com a vida e diminuição da sua qualidade. Diversos investigadores têm apontado as variáveis referidas anteriormente como determinantes na qualidade de vida e bemestar da pessoa idosa. Estes fatores tornam imperativo conhecer a qualidade de vida das pessoas que vivem em equipamentos sociais. Embora os equipamentos sociais para apoio a pessoas idosas tenham vindo aparentemente a melhorar os seus recursos humanos e a sua formação por imperativos legislativos, o seu efeito sobre a qualidade de vida dos seus utentes não é conhecido da literatura científica. Assim, com este estudo, pretende-se avaliar a qualidade de vida e bem-estar dos idosos, através de uma amostra de residentes de equipamentos sociais para pessoas idosas e ao mesmo tempo, fazer uma recolha de qualidades psicométricas bem como do bem-estar um instrumento breve de avaliação da qualidade de vida. A amostra é constituída por 72 residentes em 7 equipamentos sociais, sem sintomas de défice cognitivo, com mais de 65 anos de ambos os géneros; Instrumentos: de análise de Avaliação da Qualidade de Vida WHOQOL-Bref, o MINICOG, CASP-19. Os resultados evidenciam que as pessoas idosas mostram elevada satisfação ao nível da auto-realização e autonomia e menor satisfação relativamente ao prazer e controlo. Para além disso, avaliam a qualidade de vida como satisfatória / boa em todos os domínios (físico,psicológico,social e ambiental).Acrescenta-se que foi observada uma associação positiva entre todas as dimensões do Whoqol-Bref e do Casp 19. Por fim, não foi observada uma variação da qualidade e bem-estar em função do tipo de doença. O estudo nesta área mostra-se cada vez mais pertinente tendo em conta o aumento da população idosa e necessidade de intervenções cada vez mais direccionadas e eficazes. 3 Palavras – chave: Adultos Idosos, equipamentos sociais para pessoas idosas; Qualidade de vida; CASP 19. Abstract Result of demographic changes in recent decades, there has been an increase in longevity of the elderly along with an increase of social situations that involve an increase in people living in assisted living, also called "nursing homes". The entrance of the elderly in a residence or social equipment is often not prepared and retention and adaptation of the elderly is not accompanied. The experience of a different world than lived up to then, the existence of standardized rules of collective behavior and the strengthening of inactivity and sometimes social isolation may be factors contributing to dissatisfaction with life and lowering their quality. Investigated m many have pointed out previously mentioned variables as determinants of quality of life and well-being of the elderly. These factors make it imperative to know the quality of life of people living in social. Although equipment for social support for the elderly have been apparently improve their frameworks and training of its staff by legislative imperatives, its effect on the quality of life of its users is not known from the scientific literature. This study aims to evaluate the quality of life and well-being of a sample of residents of social facilities for the elderly and make the same time a collection of psychometric properties and predictive power of the welfare of a brief instrument assessing quality of life. Participants: 49 residents in seven social facilities, with no symptoms of cognitive impairment, with over 65 years of both genders; instruments: the scale Assessment of Quality of Life WHOQOL-Bref, the MINI-COG, CASP-19. The results show that older people assess the quality of life as average in all areas analyzed. Keywords: older adults, residential facilities, quality of life, CASP 19. Com uma frequência quase diária somos confrontados com notícias de pessoas idosas institucionalizadas e os meios de comunicação a relembrarem o fenómeno do envelhecimento demográfico em Portugal. Contudo, este não é um fenómeno que se circunscreve, apenas, a Portugal, mas também a uma diversidade de outros países. A organização das nações Unidas (ONU) em 2012 indica que o número de pessoas idosas (com 60 ou mais anos) duplicará, passando de 600 milhões para 1200 milhões. O aumento 4 da esperança média de vida está a tornar-se um fenómeno social preocupante em termos políticos, económicos e sociais. Segundo Ribeiro (1994) o envelhecimento é caracterizado essencialmente por uma série de alterações morfo-funcionais, bioquímicas e psicológicas que ocorrem durante todo o ciclo vital. Com todas estas alterações inerentes à nova condição da pessoa idosa questionamo-nos sobre a qualidade de vida e bem–estar das pessoas idosas institucionalizadas em equipamento sociais. Com esta questão em mente delineamos o estudo de investigação, com o intuito de perceber a qualidade de vida das pessoas idosas a viver em equipamentos sociais. Algumas pessoas idosas conseguem adaptar-se à sua nova condição física e psicológica, independentemente das suas limitações. No entanto, existem outros em que a situação é inversa e as suas alterações físicas e psicológicas são de tal ordem que necessitam de recorrer ao internamento em equipamentos sociais. A transição para os equipamentos sociais significa para muitos a rutura com os familiares, amigos e com todos aqueles com que se identificam, bem como a crescente preocupação com a qualidade de vida nesta população. Estes fatores exigem que se criem novas respostas e novos recursos de apoio. Atualmente, as principais respostas que são direccionadas para a população idosa encontram-se inteiramente ligadas ao âmbito social (lares, centros de dia…). Desta forma, o estado no que concerne às respostas no âmbito social tem procurado manter a qualidade de vida da pessoa idosa, na medida em que permite que esta população integre um equipamento social acolhedor próximo da sua residência. Falar de qualidade de vida, implica articular com saúde. A Organização Mundial de Saúde - OMS (1947) definiu saúde como estado de bem-estar físico, mental e social e que não consiste somente numa ausência de doença ou de enfermidade. Repetem-se os argumentos quando a Organização Mundial de Saúde – OMS, em 1994, anuncia a qualidade de vida como sendo a percepção que o indivíduo tem da sua atitude na vida, no contexto onde está inserido, tendo em conta a cultura, os valores, objectivo de vida, relações sociais e perspectivas de vida (p.11) Consideramos que a promoção da saúde e qualidade de vida são os objetivos mais importantes, pois é fundamental que o idoso aprenda a lidar com as transformações do seu corpo e tire proveito das suas condições físicas e psicológicas, no sentido de prevenir possíveis défices na saúde e promover a sua autonomia. Com todas estas alterações inerentes ao idoso, questionamo-nos: “Que qualidade de vida para a pessoa idosa residente em equipamentos sociais?” E com esta questão em mente, delineamos o presente tema de investigação, no sentido de verificar qual a percepção que a população idosa institucionalizada possui acerca 5 da sua qualidade de vida. Para tal, Neste estudo participaram 72 residentes em 7 equipamentos sociais, sem sintomas de défice cognitivo, com mais de 65 anos de ambos os géneros e foram utilizados os seguintes Instrumentos: a escala de Avaliação da Qualidade de Vida WHOQOL-Bref (destina-se a avaliar a qualidade de vida dos indivíduos adultos) o MINICOG(para avaliar a capacidade cognitiva da nossa amostra) e o CAPS-19 é um instrumento que pretende analisar os sentimentos dos sujeitos perante a sua vida. Muitas pessoas idosas conseguem adaptar-se à velhice como mais uma fase da vida, independentemente das suas limitações físicas. Mas existem outros em que a situação é o inverso e têm alterações de tal ordem que necessitam de internamento em lares, o motivo da entrada no equipamento social é geralmente a incapacidade de resposta satisfatória por parte do meio sociofamiliar. Perante o envelhecimento progressivo da população, a sociedade civil e o Estado tiveram que se organizar e criar condições para acolher o número crescente de população idosa e promover a sua qualidade de vida. De acordo com o decreto-lei 64/2007, as principais respostas direccionadas para a população idosa são as relacionadas com a saúde (hospitais, hospitais de retaguarda ou geriátricos, apoio domiciliário integrado , …) e no âmbito social (lares, centros de dia, serviços de apoio domiciliário, rede nacional de cuidados continuados…). Da mesma forma, foram criadas respostas sociais, quer privadas quer comparticipadas pelo Estado, que nos últimos anos têm dado resposta, no âmbito social, às necessidades da população mais envelhecida (com pouco ou quase nenhum apoio da família mais próxima) mas que procura manter a sua qualidade de vida, recorrendo a instituições próximas do seu local de residência. No presente estudo é feita uma contextualização do tema, como uma súmula da qualidade de vida, os conceitos de qualidade de vida e elencando com as diferentes necessidades da população idosa a residir em equipamentos sociais. Posteriormente, é feita a descrição dos objetivos, questões de investigação, bem como a descrição da metodologia aplicada, caracteriza-se a amostra, apresentam-se os instrumentos de recolha de dados e apresenta-se a análise e discussão dos resultados com base na recolha de dados efetuada. Por fim, serão enunciadas as considerações finais. 1. Institucionalização 1.1. Idosos residentes em equipamentos sociais O envelhecimento constitui uma fase de vida com características muito próprias, necessidade e interesses restritos. O envelhecimento é um processo irreversível na vida do ser humano e visível através das marcas físicas (cabelos brancos, declínio da memoria, perda das capacidades físicas). A este período encontra-se associado o declínio das funções mentais (Assiss, 2002). Assim, à medida que aumenta a idade cronológica as suas 6 capacidades cognitivas vão - se declinando e diminuindo (Vale, 2004). Num país que se caracteriza essencialmente pela sua cultura jovem, algumas pessoas podem não conseguir enfrentar a crise de meia-idade e assim o idoso pode sentir-se inseguro quanto à forma como deve agir. A velhice não é uma tarefa fácil de gerir para muitas pessoas idosas e por isso na maioria das vezes a institucionalização em equipamentos sociais constitui uma resposta social. A institucionalização constitui assim uma resposta social que advém da dificuldade que os cuidadores sentem ao prestar os devidos cuidados ao idoso quando este se torna dependente. Segundo Paul (cit in Lobo, 2006) a tarefa de cuidar da pessoa idosa gera, por norma, problemas de saúde mental e física não só para o cuidador como também para todos aqueles que o rodeiam (amigos e familiares). Nesta linha de pensamento tornase emergente a entrada da pessoa idosa na instituição. 2. Qualidade de vida na população idosa 2.1. Definição e caracterização de qualidade de vida Atualmente ainda é difícil determinar com exatidão o surgimento do constructo de qualidade de vida. Segundo Fiedler (2008) apesar do conceito de qualidade de vida (QVD) ser moderno, a ideia do ser humano viver com qualidade encontra-se presente desde a antiguidade. Historicamente, a qualidade de vida tornou-se um constructo importante após a 2ª guerra (Prutkin,2002) Contudo, com o passar dos anos a qualidade de vida foi-se acentuando e o conceito de qualidade de vida começa a suscitar interesse na comunidade científica, nomeadamente nas áreas da vida humana como a saúde e a psicologia (Meneses,2005). Após o discurso do presidente dos estados unidos, Lyndon, sobre a qualidade de vida começa a surgir uma crescente procura para a definição do conceito e emergem incalculáveis definições associadas à interpretação de cada individuo com base nos seus contextos (Ribeiro,1994). Assim, devido à complexa utilização da palavra o conceito de QDV abrange inúmeras definições e ainda hoje não é possível estabelecer uma única designação científica. Como afirma PaisRibeiro (2004, p 94) “todos sabem o que é a qualidade de vida” sendo este um dos muitos obstáculos à definição do constructo. Segundo Paschoal (2000, p 24) “a qualidade de vida é um constructo que está submetido aos múltiplos pontos de vista”. Atualmente a definição de qualidade de vida continua a ser uma questão difícil, permanecendo controversa. Assim, aceita-se que o conceito deve prever e analisar a forma como as variáveis relacionadas com a saúde podem afetar o funcionamento físico, social e mental, bem como o bem-estar e a satisfação pessoal do sujeito (Ryan, 1997, citado em Silva,2003) Definir o constructo de qualidade de vida torna-se então uma tarefa complexa, por ser um conceito que pode significar diferentes conceções para diferentes pessoas. 13 3.5. Material Para a recolha da informação recorreu-se ao instrumento de avaliação da qualidade de vida da organização mundial de saúde Whoqolbref, bem como o Mini-Cog e Casp 19. WHOQOL-BREF (World Health Organization Quality of lifeVersão abreviada). O Whoqol-bref na sua versão original, foi concebido pelo WHOQOLGroup, em 1994. O instrumento foi traduzido e adaptado para a população portuguesa pelos autores Canavarro, Vaz Serra, Simões Pereira, Gameiro, Quartilho, Rijo, Carona e Paredes em 2006. O Whoqol-Bref consiste numa versão abreviada do WHOQOL-100 que emerge da necessidade de construir um instrumento de administração rápida (Fleck et al,2000). O instrumento mencionado destina-se a avaliar a qualidade de vida dos indivíduos adultos e é composto por 26 itens, organizado em 4 domínios sendo eles: domínio físico, psicológico, ambiental e por fim o domínio das relações sociais (Fleck, 2000). No que concerne às questões do instrumento, estas são de resposta do tipo Lickert (5 pontos) e a sua cotação pode ser feita manualmente ou através do programa Statiscal Package for the Social Sciences (SPSS). Os resultados obtidos são calculados consoante a média dos resultados das questões que constituem o instrumento, e multiplicados por 100 para que desta forma os resultados obtidos possam ser confrontados com os do instrumento original, WHOQOL100 (Canavarro et al, 2007). Contudo, resultados mais elevados apresentam uma melhor qualidade de vida (Canavarro et, al, 2007). No que se refere às caraterísticas psicométricas do questionário em questão, a OMS obteve os seguintes valores de consistência interna: para as 26 questões o valor do alpha de Cronbach foi de .91, para o primeiro domínio de .84, para o segundo de .78, para o terceiro de .70 e para o quarto de .71, o que evidencia valores satisfatórios quer para o questionário no geral quer por domínios, sendo o valor mais baixo o do domínio das relações sociais (OMS, 1998). Da mesma forma, na amostra em estudo a consistência interna do WHOQOL-bref foi avaliada pelo coeficiente de fidedignidade de Cronbach. Foram avaliadas a consistência interna para os domínios, as questões e cada domínio, conforme mostra a tabela 2. Tabela 2. Resultados do alpha de Cronbach para as dimensões e total da escala WhoqolBref (N=72) Alpha de Cronbach Total Número de Itens Domínio Físico .81 7 Domínio Psicológico .75 6 14 Domínio das Relações Sociais .41 3 Domínio do Meio Ambiente .71 8 Total Whoqol-Bref .90 26 Os valores obtidos no coeficiente de Cronbach para as questões ou para os domínios atestam uma consistência interna boa para o total do Whoqol-bref ( α= .90). O mesmo se verifica nos domínios físico ( α= .81), psicológico ( α= .75) e do meio ambiente ( α= .71). O domínio que apresenta menor valor do coeficiente de Cronbach é o domínio das relações sociais ( α= .41). Porém, tendo em conta o número reduzido de itens desta dimensão e o facto de as correlações inter-item serem próximas e superiores a .20 serão mantidos os itens da mesma. MINI –COG: Recorreu-se ao instrumento MINI-COG para avaliar a capacidade cognitiva da nossa amostra. Este instrumento é de fácil administração e pode ser utilizado para despistar a demência de forma rápida e fácil (Doerflinger & Fairfax, 2007). Segundo a descrição dos autores este instrumento demora cerca de 3 minutos a administrar. Na presente investigação este instrumento é administrado no início da investigação. É solicitado à pessoa que ouça as 3 palavras pronunciadas pela investigadora e que de seguida as repita. Posteriormente, é pedido à pessoa que desenhe um relógio (sem ponteiros) de forma a marcar as horas determinadas pela investigadora. Por fim, pergunta-se à pessoa as 3 palavras iniciais. Se a pessoa as conseguir recordar é classificada como não tendo demência. Se porventura o individuo só se recordar de uma ou duas palavras e com base na classificação obtida no desenho do relógio é classificado como: com défice cognitivo (demência) se os ponteiros do relógio não tiverem sido desenhados de acordo com o solicitado pelo investigador; se, pelo contrário, se os desenhos dos ponteiros do relógio obedecerem ao que foi pedido, o individuo é classificado como sem demência. CASP 19: Desenvolvido a partir da teoria de satisfação das necessidades humanas, o Casp 19 é uma escala de qualidade de vida para uso em idade avançada. Dada a sua diversidade, esta escala constitui uma medida que pode ser utilizada em diferentes contextos e populações. Este instrumento apresenta-se como uma escala de avaliação constituída por 19 itens que englobam quatro domínios: controle, autonomia, autorealização e prazer. O controlo é definido em termos de capacidade do indivíduo para intervir no seu ambiente, ao passo que a autonomia é entendida como a liberdade de recusar a interferência de outros. Cada item é pontuado numa escala tipo Lickert (“frequentemente; às vezes; não muitas vezes e nunca”). Valores mais altos representam 15 maior qualidade de vida (Hyde, et al, 2003), sendo que os autores definem que a escala varia de 0 (ausência completa de qualidade de vida) a 57 (total satisfação em todos os quatro domínios). Para análise da consistência interna das dimensões e da escala total foram analisados os resultados do alpha de Cronbach, conforme podemos verificar pela tabela 3. Tabela 3. Resultados do alpha de Cronbach para as dimensões e total do Casp-19 (N=72) Correlação Item-total Alpha de Cronbach se item eliminado Alpha de Cronbach total Controlo Item 1 Item 2 Item 3 Item 4 ,50 ,55 ,46 ,60 ,70 ,66 ,71 ,63 .74 Autonomia Item 5 Item 6 Item 7 Item 8 Item 9 ,51 ,07 ,46 ,30 ,36 ,40 ,65 ,44 ,53 ,50 .57 Auto - realização Item 10 Item 11 Item 12 Item 13 Item 14 ,47 ,63 ,54 ,41 ,07 ,58 ,48 ,54 ,62 ,74 .66 Prazer Item 15 Item 16 Item 17 Item 18 Item 19 ,69 ,43 ,56 ,61 ,52 ,70 ,78 ,75 ,72 ,76 .78 Total Casp - 19 .89 Da análise dos resultados apresentados na tabela 3, contatamos que as dimensões que apresentam uma consistência interna mais elevada são o controlo (α=.74) e o prazer (α=.78). As dimensões autonomia (α=.57) e autorrealização (α=.66) apresentam uma consistência interna aceitável. Para além disso, a escala total apresenta um alpha de Cronbach de .89 o que evidencia uma boa consistência interna da mesma. Acrescenta-se que apenas os itens 6 e 14 apresentam uma correlação com a restante escala baixa (<.20). 16 Porém, optamos por não eliminá-los uma vez que não fazem variar consideravelmente a consistência interna das dimensões a que correspondem. 3.6. Procedimentos de análise de dados O tratamento estatístico dos dados recolhidos foi realizado através do software IBM® SPSS® (IBM - Statistical Package for the Social Sciences, versão 20.0) através de procedimentos de análise diferenciados na caracterização da amostra e nas análises exploratórias. No estudo exploratório foram elaborados testes de normalidade (KolmogorovSmirnov), homogeneidade da variância e foi, ainda, analisada a assimetria e curtose. Constatamos que não existe normalidade da distribuição ao nível das dimensões do Whoqol-bref e do Casp-19. Assim, não estando cumpridos os pressupostos para estatística paramétrica, na análise inferencial foi utilizado o teste de correlação de Spearman para a associação entre as dimensões da qualidade de vida e do bem-estar e o teste KruskallWallis para a análise da variação da qualidade de vida e do bem-estar em função das doenças. Na análise das características sociodemográficas e clínicas da amostra e dos domínios das escalas, foram utilizados testes de estatística descritiva, análise de distribuições e frequências. No que diz respeito à análise das qualidades psicométricas dos instrumentos utilizados no nosso estudo, foram elaborados testes para análise da consistência interna dos mesmos, sendo analisado o alfa de Cronbach bem como as correlações inter-item. Este estudo assumiu um p ≤ .05 como valor de significância dos resultados e um valor de p ≤ .10 para tendência de significância. 4. Apresentação dos resultados De forma a podermos dar resposta aos objetivos que orientam este estudo, de seguida,são apresentados os principais resultados obtidos, pela ordem referida anteriormente, de forma a facilitar a leitura dos mesmos. 4.1. Bem-estar em pessoas idosas Da análise dos resultados obtidos nos domínios do Casp-19, verificamos que os participantes apresentam em média resultados elevados ao nível do total de avaliação da qualidade de vida/bem-estar (M=31,96; DP=10.19), sendo que o valor médio da escala de 27 pontos e o máximo de 54. Através da análise mais detalhada da tabela 4, constatamos que o domínio no qual os participantes apresentam maior satisfação é a autorrealização 17 (M=10,90; DP=3.02) seguido da autonomia (M=8,23; DP=2.80), sendo que a média de satisfação nestas dimensões é 7,5 valores e o máximo de satisfação possível nestas duas dimensões é de 15 valores. Para além disso, o domínio que apresenta scores mais baixos é o do prazer (M=6,99; DP=3.27), sendo os valores de média e de máximo iguais às dimensões anteriores, o que indica que em média as pessoas não se sentem satisfeitas a esse nível. O mesmo se verifica em relação à dimensão controlo (M=5,99; DP=3.07), sendo o valor médio da dimensão de 3 valores e o máximo de 12, indicando que as pessoas não sentem um elevado controlo sobre as suas vidas. Tabela 4. Resultados descritivos relativamente às dimensões e total do Casp-19 (N=72) Média Desvio Padrão Mínimo Máximo Controlo 5,99 3,07 0 12 Autonomia 8,23 2,80 0 15 Autorrealização 10,90 3,02 2 15 Prazer 6,99 3,27 0 14 CASP19 total 31,96 10,19 9 54 4.2. Qualidade de vida em pessoas idosas De forma a analisarmos a qualidade de vida nos participantes em estudo, foi elaborada a análise descritiva das dimensões do questionário Whoqol-Bref. Através da análise da tabela 5 constatamos que em todos os domínios os participantes apresentam uma qualidade de vida superior à média das dimensões. Assim, o domínio físico apresenta uma média de 23,65 (DP=5.01), variando entre 10 e 35 (valor máximo do domínio é 35); o domínio psicológico apresenta uma média de 20,25 (DP=3.91), com um mínimo de 9 e máximo de 27 (valor máximo do domínio é 30); o domínio das relações sociais apresenta uma média de 10,71 (DP=2.69), com valores entre 4 e 14 (valor máximo do domínio é de 15); e o domínio do meio ambiente apresenta uma média de 26,71 (DP=4.13), variando entre 15 e 34 (valor máximo do domínio é 40). Deste modo verificamos que os domínios apresentam valores semelhantes, sendo que a diferença de scores tendo em conta a média e máximo de cada domínio não varia muito. Salienta-se que os idosos parecem apresentar elevada qualidade de vida nos domínios avaliados. Tabela 5. Resultados descritivos dos domínios do questionário Whoqol-Bref (N=72). Média Desvio Padrão Mínimo Máximo 18 Domínio físico 23,65 5.01 10 35 Domínio psicológico 20,25 3.91 9 27 Domínio relações sociais 10,71 2.69 4 14 Domínio meio ambiente 26,71 4.13 15 34 4.3. Associação entre qualidade de vida e bem-estar de pessoas idosas Da análise da tabela 6, verificamos que todas as dimensões da qualidade de vida se correlacionam com o bem-estar/satisfação dos idosos. De uma forma mais concisa, encontramos associações estatisticamente significativas, positivas, de intensidade moderada entre o domínio físico e a dimensão controlo (r=.383; p=.00), autonomia (r=.485; p=.00), autorrealização (r=.409; p=.00), prazer (r=.500; p=.00) e total de bem-estar (r=.498; p=.00); entre o domínio psicológico e a dimensão controlo (r=.644; p=.00), autonomia (r=.487; p=.00), autorrealização (r=.614; p=.00), prazer (r=.616; p=.00) e total de bem-estar (r=.722; p=.00); entre o domínio das relações sociais e a dimensão controlo (r=.332; p=.01), autonomia (r=.273; p=.03), autorrealização (r=.440; p=.00), prazer (r=.519; p=.00) e total de bem-estar (r=.479; p=.00); e entre o domínio do meio ambiente e a dimensão controlo (r=.474; p=.00), autonomia (r=.449; p=.00), autorrealização (r=.520; p=.00), prazer (r=.673; p=.00) e total de bem-estar (r=.644; p=.00). Assim, podemos afirmar que uma maior qualidade de vida leva a uma maior perceção de bem-estar e satisfação, ou seja, o facto de os idosos terem uma maior qualidade de vida ao nível físico, psicológico, das relações sociais e ambientais também promove uma maior satisfação e bem-estar ao nível da perceção de controlo, autonomia, autorrealização e prazer. Tabela 6. Resultados da correlação de Spearman para a associação entre as dimensões do Whoqol-bref e Casp-19 (N=72) Controlo Autonomia Autorrealização Prazer CASP19 total Domínio Físico ,383 ** ,485 ** ,409 ** ,500 ** ,498 ** Domínio Psicológico ,644 ** ,487 ** ,614 ** ,616 ** ,722 ** Domínio das Relações Sociais ,332 ** ,273 * ,440 ** ,519 ** ,479 ** Domínio do meio ambiente ,474 ** ,449 ** ,520 ** ,673 ** ,644 ** **p<.01; *p<.05 4.4. Variação da qualidade de vida e bem-estar em função das doenças identificadas A análise dos resultados do teste de diferenças de grupos (tabela 7) não nos permitiu verificar diferenças significativas entre os participantes em função das doenças que 19 apresentam em nenhum dos domínios da qualidade de vida e do bem-estar. Assim, não podemos afirmar que dependendo da doença que o idoso apresente isso pode afetar mais a sua qualidade de vida e bem-estar, o que nos leva a inferir que outras variáveis podem ter um peso mais relevante a este nível. Tabela 7. Resultados do teste Kruskall-wallis para a variação da qualidade de vida e do bem-estar em função das doenças dos participantes (N=72) Doenças Cardiov asculares Musculo squelétic as Psiquiátr icas Respirat órias Metabóli cas Outras Mean Rank Mean Rank Mean Rank Mean Rank Mean Rank Mean Rank χ χχ χ 2 p Domínio Físico 15,56 15,17 20,50 17,70 19,17 27,20 5,22 .39 Domínio Psicológico 18,39 20,55 11,08 20,70 24,70 31,10 9,02 .12 Domínio das Relações Sociais 18,11 19,06 17,63 28,40 13,80 17,40 5,45 .36 Domínio do meio ambiente 20,72 16,35 15,00 21,90 20,50 28,60 5,14 .40 Controlo 20,06 19,85 17,25 23,30 20,00 24,20 1,33 .93 Autonomia 16,56 18,90 21,67 22,40 22,00 26,00 2,66 .75 Autorrealização 20,28 20,55 15,75 22,80 21,50 23,20 1,52 .91 Prazer 19,39 19,05 13,33 24,50 25,30 25,20 4,79 .44 CASP19 total 19,33 19,70 14,67 24,60 22,30 25,30 3,22 .66 5. Discussão dos Resultados No sentido de dar resposta aos objetivos que orientam esta investigação, segue-se uma discussão dos resultados anteriormente descritos, tendo subjacente os dados de natureza teórica apresentados na primeira parte do trabalho. De uma forma geral, após a análise de todos os resultados verificamos que, de uma forma geral, os participantes apresentam elevada satisfação ao nível da sua qualidade de 20 vida e bem-estar. Para além disso, avaliam como mais satisfatórias as dimensões autorrealização e autonomia. Por outro lado, acrescentam que as dimensões nas quais não apresentam uma satisfação elevada são no controlo e prazer. Ao nível da qualidade de vida, os idosos apresentam elevada satisfação a todos os níveis avaliados, nomeadamente no domínio físico, psicológico, das relações sociais e do meio ambiente, não parecendo haver algum deles que sobressaia, tendo em conta os valores e número de itens de cada domínio. De uma forma geral, os estudos têm evidenciado algumas dimensões mais elevadas do que outras, nomeadamente a das relações sociais, ao passo que os domínios físico e psicológico se têm apresentado como menos elevado (Paúl, 1991; Ribeiro, 1994). Apesar disso, constatamos também que existem diversos resultados ao nível da investigação nesta área, uma vez que é importante termos sempre em conta um conjunto de fatores, bem como o próprio contexto cultural e social. Relativamente à associação entre a qualidade de vida e bem-estar, constatamos que os domínios de avaliação da qualidade de vida se correlacionam todos de forma positiva significativa com as dimensões de avaliação do bem-estar. Assim, quanto mais elevada a qualidade de vida ao nível físico, psicológico, das relações sociais e do meio ambiente mais elevada a satisfação ao nível do controlo, autonomia, autorrealização e prazer. Neste sentido, vários estudos têm apontado os fatores que parecem estar correlacionados com a qualidade de vida dos idosos. Assim, a qualidade de vida da população idosa, segundo Ramos (2001), depende essencialmente de fatores como: a saúde, capacidade funcional, relações interpessoais, convicção da sua utilidade. Já Sousa, Galante e Figueiredo (2003) referem que a qualidade de vida na pessoa idosa tem sido associada a questão da autonomia. Nesta faixa etária a autonomia encontra-se estreitamente relacionada com as mudanças ocorridas a nível biológico e a nível social. Para Hortelão (2003) a qualidade de vida da pessoa idosa está relacionada à junção entre a ausência de doença, suporto social e o bom funcionamento cognitivo e físico. O estudo levado a cabo por Silva (2005), sobre as representações dos idosos, sobre a qualidade de vida demonstra que a população idosa identifica as seguintes representações: saúde física, dependência, autonomia. Neste sentido, constatamos que de uma forma geral os resultados do nosso estudo vão de encontro aos da literatura uma vez que o controlo, autonomia, autorrealização e prazer parecem apresentar-se como dimensões importantes para uma avaliação da qualidade de vida satisfatória. Por fim, não foi encontrada variação dos resultados ao nível da qualidade de vida e da satisfação em função do tipo de doença que os participantes apresentam. Assim, não podemos afirmar que os participantes apresentem maior ou menor satisfação com a qualidade de vida e bem-estar dependendo do tipo de doença que apresentam, ou não, 21 parecendo não ser o tipo de doença um fator que influencia a qualidade de vida destes sujeitos. 6. Conclusão O estudo da qualidade de vida e bem-estar na população idosa tem merecido cada vez mais destaque. Isto porque para uma boa qualidade de vida é fulcral que haja um equilíbrio entre as quatro dimensões abordadas ao longo deste trabalho: físico, psíquico, social e ambiental (Couvreur, 2001), e, nesta população, é necessário uma atenção redobrada devido ao que acarreta o próprio processo de envelhecimento. Tendo em conta que a população portuguesa se apresenta cada vez mais envelhecida e a promoção de qualidade de vida nesta faixa etária parece ser, cada vez mais, uma prioridade O processo de envelhecimento acarreta sobretudo problemas ao nível da saúde e esta dimensão afeta, inevitavelmente, uma série de fatores de índole variada (sociais, psicológicos, económicos) (Renaud, 2000). Compreendemos, desde logo, que uma baixa perceção de saúde influenciará a qualidade de vida destas pessoas, não apenas na dimensão física mas também na psicológica, das relações sociais e ambientais. É, por isso, necessário cada vez mais intervir juntos desta população ao nível dos domínios abordados, de forma a promovermos uma qualidade de vida mais elevada. 7. Limitações e Implicações Futuras Ao nível das limitações deste estudo começamos por salientar a dificuldade na recolha de amostra e o facto de não podermos inferir os dados para a população em geral uma vez que a amostra não é representativa. Para além disso, salienta-se a baixa fidelidade do domínio das relações sociais e da dimensão autonomia, apesar de aceitável tendo em conta o número de itens. Estudos futuros devem incidir na temática em questão e nas associações entre a qualidade de vida e variáveis que sejam apontadas como promotoras do aumento desta variável. Assim, deve ser estudada por exemplo a associação entre a qualidade de vida e a autoestima, autonomia e autoeficácia, de forma a compreendermos quais as variáveis a incluir nos programas de promoção de qualidade de vida para pessoas idosas. 22 Referências bibliográficas Canavarro, M:C., Simões, M.R., Vaz Serra, A., Pereira, M, Rijo, D., Quartilho, M.J. Gameiro, S., Paredes, T & Carona, C. (2007). Instrumento de avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde: WHOQOLBRE. In L. Almeida, M. Simões, C. Machado & M. Gonçalves (Eds). Avaliação psicológica instrumentos validados para a população portuguesa. Coimbra: Quarteto Editora. Carr, A., Gibson, B., & Robison, P. (2001). Measuring quality of life: is quality of life determined by expectations or experiences? British Medical Journal, 322,1240-1243. Couvreau, C. (2001). Qualidade de vidaArte de viver no Séc. XXI. Porto: Editora Lusodidacta. Fernades, J. M. M.B.L. (2000). Qualidade de vida e auto eficácia em idosos institucionalizados. Lisboa: Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Fiedler, T.A. (2008). Avaliação da qualidade de vida do estudante de medicina e da influência exercida pela formação académica. Dissertação de Doutoramento não publicada. Universidade de São Paulo: São Paulo. Fleck, M. (2008). Avaliação da qualidade de vida: guia para profissionais de saúde. Porto Alegre: Edições Artmed. Fleck, M.P.A. (2000). O instrumento de avaliação da qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde (Whoqol-100): características e perspectivas. Ciências & Saúde Colectiva, 5 (1), 33-38. Fleck, M.P.A. Louzada, S., Xavier, M., Chachamovick, E., Santos, L., & Pinzon, V. (2000). Aplicação da versão em português do instrumento abreviado de avaliação de qualidade de vida “WHOQOLBREf.” Revista de Saúde Pública, 34, 178-183. Fleck, M.P.A., Chachamovich, E, & Trentini, C. M. (2003). Projeto WHOQOLOLD: Método e resultados de grupos focais no Brasil. Revista da Saúde Pública, 37 (6), 793-799. CASP 19 (Wiggins, Netuveli, Hyde, Higgs, & Blane, 2007) Versão Portuguesa de Investigação em processo de validação (Ferreira-Alves, Morais & Arantes, 2013) Universidade do Minho (Escola de Psicologia) e Universidade do Porto (ICBAS) Informações: [email protected] 33 11. Eu sinto que a minha vida tem sentido ou significado Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 12. Eu gosto das coisas que faço. Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 13. Gosto de estar na companhia de outras pessoas Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 14. Em suma, eu olho para trás na minha vida com um sentimento de felicidade Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 15. Sinto – me cheio (a) de energia nos dias de hoje /no presente/actualmente Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 16. Escolho fazer coisas que nunca fiz antes CASP 19 (Wiggins, Netuveli, Hyde, Higgs, & Blane, 2007) Versão Portuguesa de Investigação em processo de validação (Ferreira-Alves, Morais & Arantes, 2013) Universidade do Minho (Escola de Psicologia) e Universidade do Porto (ICBAS) Informações: [email protected] 44 Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 17. Sinto-me satisfeito (a) com a forma como a minha vida resultou Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 18. Sinto que a vida está cheia de oportunidades Aplica-se a mim muitas vezes Aplica-se a mim algumas vezes Aplica-se a mim raramente Nunca se aplica a mim 19. Sinto que o futuro será bom para mim Género: Idade: Residência: própia ou lar Lar: Misericórdia ou similar/privado Preenchida com ajuda ou sem ajuda? Participante nº_____