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Comportamento alimentar e patologias: o Que os Adolescentes (não) sabem!

Lebres, Vera,Ribeiro, José,Moreira, Pedro

Abstract

[resumo]

Full text

14º Congresso Português de Obesidade 273 Comportamento, Imagem Corporal e Qualidade de Vida C39 Comportamento alimentar e patologias: o que os adolescentes (não) sabem! Vera Alexandra Ferro Lebres, José Carlos Ribeiro, Pedro Moreira Instituto Politécnico de Bragança; Faculdade de Desporto, Universidade do Porto; Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto [email protected] Introdução: Os erros alimentares dos adolescentes são identificados em vários estudos, sendo focada a necessidade premente de avaliar os determinantes do comportamento alimentar potencialmente modificáveis, dentre os quais o conhecimento nutricional. A avaliação do conhecimento nutricional (CN) pode contribuir para a explicação dos comportamentos alimentares dos adolescentes, tendo sido já recomendado a avaliação do CN, nomeadamente da relação entre hábitos dietéticos actuais e desenvolvimento de patologias; bem como o planeamento de intervenções neste âmbito. Métodos: Foi aplicada a versão portuguesa do General Nutrition Knowledge Questionnaire a 748 adolescentes portugueses com média de 16,4 anos [11; 19], de 3 escolas secundárias do norte de Portugal. Resultados: O score final apresentou um valor médio de 48,5pontos em 110pontos possíveis. Verificou-se que os adolescentes do género feminino (p<0,001) e os com mais de 15 anos (p<0,001) têm CN significativamente mais elevados. Nos CN específicos da relação Dieta-Doença verificou-se uma média de 5,3pontos em 20pontos possíveis, identificando-se que 78% das respostas válidas identificam o aparecimento da diabetes com o consumo de açúcar. Conclusões: O CN dos adolescentes portugueses é superior no género feminino e acima dos 15 anos, sendo no geral diminuto, principalmente no que concerne à relação entre a alimentação e as doenças. Estes resultados demonstram a necessidade do planeamento e do desenvolvimento de programas de intervenção em educação alimentar específicos para esta faixa etária. Palvras-Chave: Conhecimentos Nutricionais, Adolescentes. C40 Obesidade - estados emocionais e comportamento alimentar Sandra Nobre Velez Hospital dos Lusíadas [email protected] Introdução: O sedentarismo e a abundância de certo tipo de alimentos têm conduzido ao aumento da obesidade duma forma generalizada. Classificada como perturbação física é grandemente influenciada, na sua etiologia e evolução, por questões psicológicas e comportamentais. Objectivo: O presente estudo teve como objectivo avaliar as dimensões da psicopatologia em conjunto com variáveis bio-sócio-demográficas, numa população de indivíduos obesos propostos para cirurgia bariátrica comparativamente a indivíduos normo-ponderais, sendo ambos os grupos do género feminino. Material e Métodos: Foi utilizado um protocolo de avaliação psicológica constituído pela recolha de aspectos sócio-demográficos, dados relacionados com a obesidade e dados relativos a estados emocionais (QEWP-R, CDRS, BSQ, EDI-2, SA-45 e DASS), administrado a 26 indivíduos obesos que frequentam as Consultas Multidisciplinares de Obesidade no Hospital dos Lusíadas e no Hospital de Curry Cabral, e a 26 indivíduos normo-ponderais. Os procedimentos estatísticos foram efectuados a partir do SPSS, versão 16.0. Resultados: Os participantes com diagnóstico de obesidade caracterizavam-se por uma idade média=38.31+12.87anos e os participantes normo-ponderais por uma idade média=38.38+7.81anos. Relativamente às habilitações literárias, a média de anos de escolaridade nos indivíduos com diagnóstico de obesidade foi de 10.62+3.5, nos indivíduos sem diagnóstico de obesidade a média foi de 14.88+3.3. Do total, 100% dos indivíduos normo-ponderais encontram-se empregados e 26.9% dos indivíduos com diagnóstico de obesidade encontram-se em situação de desemprego. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas relativamente às variáveis psicológicas: obsessão pela magreza, bulimia, ineficácia, consciência introspectiva, medo de alcançar a maturidade, asceptismo, impulsividade. preocupação com a imagem corporal, distorção na percepção do tamanho e forma corporais, ansiedade, depressão, sensibilidade interpessoal, ideacção paranóide, ansiedade fóbica, somatização e stress. Conclusões: Os resultados obtidos revelam diferenças estatisticamente significativas relativamente aos aspectos sócio-demográficos, tendo os indivíduos com obesidade, médias inferiores no que respeita às habilitações literárias e ocupação profissional, bem como, diferenças estatisticamente significativas relativamente às variáveis psicológicas, sendo o predomínio destas no grupo dos indivíduos obesos. Palavras-Chave: Obesidade, Estados Emocionais, Variáveis bio-sócio-demográficas.