Níveis de confiança dos estudantes do 4º ano na transição da Pré-Clínica para a Clínica no ensino Pré-Graduado da Endodontia
Full text
Mestrado Integrado em Medicina Dentária FMDUP 2014/2015 Área de Investigação – Endodontia Unidade curricular “Monografia de Investigação / Relatório de Atividade Clinica” Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia Marta Susana Oliveira Fonseca de Sousa Endereço eletrónico: [email protected] Orientadora: Prof. Dra. Irene Graça Azevedo Pina Vaz Co-Orientador: Prof. Dr. Vítor Manuel dos Santos Teixeira Maio de 2015
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ ii “Recomeça…se puderes, sem angústia e sem pressa. E os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade! Enquanto não alcances…não descanses. De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado, vai colhendo ilusões sucessivas no pomar…sempre a sonhar e vendo o logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura…onde, com lucidez, te reconheças...” Miguel Torga “A suprema arte do professor é despertar a alegria na expressão criativa do conhecimento, dar liberdade para que cada estudante desenvolva sua forma de pensar e entender o mundo, assim criamos pensadores, cientistas e artistas que expressarão em seus trabalhos aquilo que aprenderam com seus mestres.” Albert Einstein
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ iii Agradecimentos A elaboração desta dissertação de mestrado marca o fim de uma etapa importante na minha vida, e por este motivo gostaria de agradecer a todos as pessoas que contribuíram para esta realidade. Aos meus orientadores, Professora Doutora Irene Pina Vaz e Professor Doutor Vítor Teixeira, pela amizade, orientação, paciência, disponibilidade, dedicação e conhecimentos que me transmitiram, não só durante a realização deste trabalho, mas também durante todo o meu percurso académico. Obrigada pelas palavras carinhosas e de incentivo e pela total colaboração. Aos meus queridos pais, por serem exemplos de vida, coragem e dedicação, pelo seu apoio incondicional, amor, paciência e tolerância em todos os momentos e pelos abraços que me ajudaram a superar todos os obstáculos que foram surgindo ao longo deste percurso académico. Ao meu marido pelo amor, paciência e apoio que demonstrou durante esta caminhada da minha vida. Às minhas amigas e colegas, Cristiana Costa, Sara Matos e colegas do setor E, entre outros pela amizade, companheirismo, força e apoio. A Deus, meu mestre e pai, que com a sua luz iluminou o meu caminho. Estarei eternamente grata! A todos, um MUITO OBRIGADA!
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ iv Resumo Introdução: O denominado Processo de Bolonha trouxe mudanças significativas à estrutura curricular dos cursos de Medicina Dentária, com impacto na experiência clínica e pré-clínica que é facultada aos estudantes. Sendo a modelagem uma importante forma de aprendizagem, a criação de programas de observação antes da entrada na clínica pode ser uma forma de colmatar eventuais limitações que possam existir na estrutura dos cursos. Nesse sentido, a perceção dos estudantes de medicina dentária relativamente aos níveis de “stress” e de confiança no período de transição da pré-clínica para a clinica pode ser fundamental na avaliação do programa curricular em endodontia.(1) Objetivo: Determinar os níveis de stress e autoconfiança dos estudantes na unidade curricular da Endodontia II do Mestrado Integrado em Medicina Dentária da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, na fase de transição pré-clínica para a clinica, e aferir se, depois da participação num pequeno curso de orientação na clínica, estes estudantes estarão mais confiantes no decurso da prática clínica, durante a frequência de Endodontia III. Material e Métodos: Questionário individual entregue aos estudantes do 4º ano do Mestrado Integrado em Medicina Dentária antes e depois da frequência do curso de orientação na clínica, nomeadamente, durante a frequência de Endodontia II e III, focando a sua perceção sobre a experiência, tempo despendido, confiança e dificuldade sentida nos vários procedimentos endodônticos, no período de transição da pré-clínica para a clinica em endodontia. Resultados e Conclusões: Este estudo permitiu concluir que a maioria dos estudantes parecem revelar bons níveis de confiança, podendo no entanto observar-se também níveis elevados de stress. No entanto, a exposição precoce a um ambiente clínico diminuiu os níveis de stress dos estudantes, através da frequência de um minicurso que demonstrou ser favorável no seu percurso de aprendizagem. Palavras-Chave: Stress, Dental students, Dental education, Dental curriculum, Endodontics education, Student perceptions, Confidence levels.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ v Abstract Introduction: The so-called Bologna Process has brought significant changes to the dentistry curriculum, with impact on preclinical and clinical experience, of dental students. Considering that modeling is an important way of learning, the creation of observation programs prior to the clinical experience can be a way to overcome any limitations that may exist in the structure of the dental courses. Being so, the perception of dental students relatively to the levels of "stress" and self-confidence in the transition period from pre-clinical to clinical practice can be critical in evaluating the curriculum in endodontics.(1) Objective: Determine the stress and confidence levels during the transition of pre-clinic to endodontic clinic, in Endodontics II, of undergraduate students from the Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, and assess whether, after participation in a short orientation course in the clinic, these students will be more confident in the clinical practice throughout Endodontics III classes. Methods: Individual questionnaire given to undergraduate students in the 4th year of the Faculdade de Medicina Dentária, before and after their attending an orientation course at the clinic, namely during Endodontics II and III classes, focusing on their perception of the experience, time spent, confidence and difficulty experienced in the various endodontic procedures, during the transition of pre-clinic to endodontic clinic. Results and Conclusions: This study allowed to determine that most students seem to display good confidence levels, however it may also be observed high levels of stress. Nevertheless, a prior exposure of students to a clinical environment, by attending a short course, decreased students stress levels, thus proving the usefulness of the course in the learning process. Keywords: Stress, Dental students, Dental education, Dental curriculum, Endodontics education, Student perceptions, Confidence levels.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ vi Índice Agradecimentos ......................................................................................................................... iii Resumo ........................................................................................................................................iv Abstract ........................................................................................................................................ v Índice ............................................................................................................................................vi Índice de tabelas ........................................................................................................................ vii Índice de Gráficos ....................................................................................................................... ix Introdução .................................................................................................................................... 1 Material e métodos ..................................................................................................................... 4 Participantes .................................................................................................................. 4 Instrumentos .................................................................................................................. 4 Procedimento ................................................................................................................ 5 Procedimento de análise de dados ................................................................................ 5 Considerações éticas ..................................................................................................... 6 Resultados .................................................................................................................................... 7 Discussão ................................................................................................................................... 28 Conclusão .................................................................................................................................. 32 Referências ................................................................................................................................ 33 Anexos
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ vii Índice de tabelas Tabela 1 - Caraterização do número de estudantes inscritos no 1º e 2º semestre que participaram no estudo...................................................................................................... 4 Tabela 2 - Confiança na abordagem com o paciente. ....................................................... 7 Tabela 3 - Nível de stress no processo de aprendizagem até ao momento. ...................... 8 Tabela 4 - Nível de stress entre estudantes do sexo masculino e feminino. ..................... 8 Tabela 5 – Fatores como fontes de stress entre quem participou ou não no minicurso. .. 9 Tabela 6 - Sinais e sintomas de stress entre quem participou ou não no minicurso. ...... 10 Tabela 7 - Nível de confiança para iniciar a prática clinica na faculdade. ..................... 11 Tabela 8 - Diferenças nos níveis de confiança para iniciar a prática clinica entre quem participou ou não no minicurso. ..................................................................................... 11 Tabela 9 Diferenças entre nos níveis de confiança dos estudantes nos diferentes procedimentos endodônticos entre quem participou ou não no minicurso. ................... 12 Tabela 10 - Diferenças nos níveis de confiança dos estudantes, relativamente aos diferentes procedimentos endodônticos, quanto ao sexo................................................ 13 Tabela 11 - Independência das variáveis: participação no minicurso e sexo dos participantes. ................................................................................................................... 14 Tabela 12 - Diferenças nos níveis de confiança relativamente aos diferentes procedimentos endodônticos, de estudantes com ingresso na FMDUP e transferidos. . 15 Tabela 13 - Índice de confiança nos procedimentos endodônticos estre estudantes com ingresso na FMDUP e transferidos. ................................................................................ 16 Tabela 14 - Fontes de stress após o contato com a experiência clinica. ......................... 17 Tabela 15 - Comparação quanto ao índice geral de sintomas de stress dos estudantes no momento 1 e 2. ............................................................................................................... 19 Tabela 16 - Comparação entre os níveis de confiança nos procedimentos endodônticos nos momentos 1 e 2. ....................................................................................................... 20 Tabela 17 - Quantificação dos estudantes que participaram no minicurso e realizaram procedimentos clínicos. .................................................................................................. 23 Tabela 18 - Quantificação dos estudantes que não participaram no minicurso e realizaram procedimentos clínicos. .................................................................................................. 25 Tabela 19 – Nível de conhecimentos obtidos até ao 3º ano de acordo com a opinião dos estudantes em ambos os momentos. ............................................................................... 26
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ viii Tabela 20 - Diferenças no nível de conhecimentos até ao 3º ano em ambos os momentos, 1 e 2. ............................................................................................................................... 26
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ ix Índice de Gráficos Gráfico 1 - Fontes de stress dos estudantes que participaram no minicurso em ambos os momentos. ...................................................................................................................... 18 Gráfico 2 - Fontes de stress dos estudantes que não participaram no minicurso em ambos os momentos. .................................................................................................................. 19 Gráfico 3 – Sinais e sintomas de stress dos estudantes que participaram ou não no minicurso em ambos os momentos. ................................................................................ 20 Gráfico 4 – Nível de confiança nos procedimentos endodônticos dos estudantes que participaram no minicurso em ambos os momentos. ..................................................... 22 Gráfico 5 - Nível de confiança nos procedimentos endodônticos dos estudantes que não participaram no minicurso em ambos os momentos. ..................................................... 24 Gráfico 6 - Opinião dos estudantes que participaram ou não no minicurso relativamente aos conhecimentos obtidos até o 3º ano de aprendizagem. ............................................ 27
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 7 Resultados A análise de resultados deste estudo será realizada em dois momentos, nomeadamente, um primeiro momento que se se refere a uma descrição de resultados de uma avaliação pré-clínica, e um segundo momento que corresponde a uma análise de resultados no âmbito da prática clínica dos estudantes. De seguida, encontram-se os resultados referentes ao primeiro momento – pré-clínico. Questão de Investigação 1 - O nível de confiança na abordagem do paciente constitui uma preocupação para os estudantes prestes a entrar na prática clínica da faculdade? Foi perguntado aos participantes se se sentiam confiantes na abordagem com o paciente, tendo em consideração que estão prestes a iniciar a prática clínica na faculdade. Na tabela seguinte encontra-se o resultado a esta questão. Tabela 2 - Confiança na abordagem com o paciente. n % Confiante 55 76,4 Não confiante 16 22,2 Total 71 100 A insegurança na abordagem do paciente constitui uma preocupação para apenas 22% dos estudantes prestes a entrar na prática clínica da faculdade. Na generalidade existe um nível de confiança elevado (76%) para esta variável que poderá estar relacionado com outros fatores. Questão de Investigação 2 - Em que medida o stress dos estudantes é influenciado pelo sexo? Os participantes foram questionados relativamente ao seu nível de stress quanto ao processo de aprendizagem até ao momento utilizando uma escala de 1 a 5, em que 1
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 8 corresponde a “nada” e 5 a “muitíssimo”. As tabelas seguintes demonstram estes resultados relacionando o sexo dos estudantes. Tabela 3 - Nível de stress no processo de aprendizagem até ao momento. n % Pouco 13 18,3 Neutro 31 43,7 Bastante 21 29,6 Muitíssimo 6 8,5 Total 71 100 A maioria dos estudantes encontram-se num patamar médio de stress, nem muito nem pouco stressados, no entanto, o stress na aprendizagem parece ser motivo de preocupação para 38,1% dos estudantes, um valor ainda elevado. Foi realizado um teste T para amostras independentes para comparar os níveis de stress em função do sexo dos participantes (ver tabela 4). Tabela 4 - Nível de stress entre estudantes do sexo masculino e feminino. Masculino (N=27) Feminino (N=44) t M dp M dp Nível de stress 2,93 0,87 3,50 0,79 -2,85** ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Podemos verificar que existem diferenças estatisticamente significativas entre o sexo e os níveis de stress. As mulheres apresentam um nível de stress (M=3,50, dp=0,79) significativamente superior ao dos homens (M=2,93, dp=0,87; t(69)= -2,85; p<0,01). Questão de Investigação 3 - Determinados fatores de stress poderão influenciar quem participou ou não no minicurso? E relativamente a sinais e sintomas de stress? No questionário entregue aos participantes foram avaliados determinados sinais e sintomas e fatores como fontes de stress. Foi realizado um teste T para amostras
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 9 independentes cujos resultados quanto aos fatores de stress entre os estudantes que participaram ou não no minicurso estão explícitos na tabela 5. Tabela 5 – Fatores como fontes de stress entre quem participou ou não no minicurso. Total Participou Não participou n M dp n M dp n M dp t Falta de tempo para atividades de lazer 72 3,81 1,06 20 4,10 0,91 52 3,69 1,09 1,479ns Quantidade de trabalho escolar 72 4,19 0,76 20 4,30 0,57 52 4,15 0,83 0,726ns Dificuldade na interação entre colegas 72 2,10 0,94 20 2,15 0,93 52 2,08 0,95 0,295ns Dificuldade na interação com professores 72 2,53 0,95 20 2,65 0,99 52 2,48 0,94 0,675ns Dificuldade na aplicação de procedimentos 72 3,00 0,81 20 3,40 0,60 52 2,85 0,83 2,732** Abordagem com o paciente 72 2,71 1,01 20 2,85 0,67 52 2,65 1,12 0,909ns Receio de falhar 72 3,65 0,95 20 3,95 0,83 52 3,54 0,98 1,664ns Tempo de trabalho 72 3,28 0,89 20 3,75 0,72 52 3,10 0,90 2,932** Falta de autoconfiança 72 2,65 0,98 20 3,10 0,97 52 2,48 0,94 2,485* ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Os estudantes que participaram no minicurso parecem ter maior preocupação no que diz respeito à dificuldade na aplicação de procedimentos, tempo de trabalho e falta de autoconfiança (M=3,40, dp=0,60; M=3,75, dp=0,72; M=3,10, dp=0,94) comparativamente com os que não participaram (M=2,85, dp=0,83; t(70)=2,73; p<.01; M=3,10, dp=0,90; t(70)=2,93; p<.01; M=2,48, dp=0,94; t(70)=2,49; p<.05). Foi realizado outro teste T para amostras independentes de forma a estabelecer os sinais e sintomas de stress em função da participação no minicurso (ver tabela 6).
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 10 Tabela 6 - Sinais e sintomas de stress entre quem participou ou não no minicurso. Total Participou Não participou n M dp n M dp n M dp t Ansiedade 72 3,33 1,15 20 3,80 1,11 52 3,15 1,13 2,191* Depressão 72 1,57 0,90 20 1,45 0,69 52 1,62 0,97 -0,695ns Perturbações gastrointestinais 72 1,60 0,94 20 1,85 1,14 52 1,50 0,85 1,419ns Transpiração 72 1,94 1,01 20 1,75 0,97 52 2,02 1,02 -1,018ns Exaustão emocional 72 2,71 1,22 20 3,10 1,21 52 2,56 1,20 1,719ns Cansaço físico 72 3,47 1,05 20 3,65 1,14 52 3,40 1,02 0,892ns Dificuldades na aprendizagem 71 2,34 1,00 20 2,60 1,10 51 2,24 0,95 1,393ns Sonolência 72 3,11 1,34 20 3,50 1,19 52 2,96 1,37 1,544ns Tensão/Irritabilidade 72 3,03 1,21 20 3,40 0,94 52 2,88 1,28 1,638ns Dificuldades na vida social 72 1,90 0,98 20 2,10 1,07 52 1,83 0,94 1,059ns Consumo de drogas 72 1,15 0,64 20 1,05 0,22 52 1,19 0,74 -0,840ns Nervosismo 72 3,01 1,08 20 3,40 0,88 52 2.87 1.12 1,914ns Vontade de chorar 72 1,88 1,11 20 2,15 1,04 52 1,77 1,13 1,307ns Apatia 72 1,75 1,03 20 1,85 0,99 52 1,71 1,05 0,508ns Perda de peso 72 1,71 1,08 20 2,20 1,24 52 1,52 0,96 2,480* ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo No que diz respeito aos sinais e sintomas de stress, a ansiedade e perda de peso constituem os fatores com maior preocupação pelos estudantes que participaram no minicurso (M=3,80, dp=1,11; M=2,20, dp=1,24) comparativamente com os que não participaram (M=3,15, dp=1,13; t(70)=2,19; p<.05; M=1,52, dp=0,96; t(70)=2,48; p<.05). Questão de Investigação 4 - Dada a estrutura curricular atual do MIMD estarão os estudantes da unidade curricular de endodontia II confiantes para iniciar a prática clinica na faculdade? A tabela 7 reflete o nível de confiança dos estudantes para iniciar a prática clinica na faculdade. Para tal os participantes utilizaram uma escala de 1 a 5, em que 1 corresponde a “nada” e 5 a “muitíssimo” confiantes.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 11 Tabela 7 - Nível de confiança para iniciar a prática clinica na faculdade. n % Nada 1 1,4 Pouco 13 18,1 Neutro 29 40,3 Bastante 28 38,9 Muitíssimo 1 1,4 Total 72 100,0 Na generalidade os estudantes referem sentir-se confiantes para iniciar a prática clinica. Foi realizado um teste T para amostras independentes de forma a perceber se esta confiança dos estudantes se altera em função da frequência do minicurso (ver tabela 8). Tabela 8 - Diferenças nos níveis de confiança para iniciar a prática clinica entre quem participou ou não no minicurso. Participou (N=20) Não participou (N=52) t M dp M dp Nível de confiança 3,05 0,69 3,27 0,84 -1,136ns ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Pela análise do teste realizado verifica-se que o fato dos estudantes terem participado (M=3,05, dp=0,69) ou não no minicurso (M=3,27, dp=0,84) não constitui significância estatística no que diz respeito ao nível de confiança para iniciar a prática clínica (t(42)= - 1,14; p-ns). Questão de Investigação 5 - Existem diferenças nos níveis de confiança dos estudantes nos procedimentos endodônticos entre quem participou ou não no minicurso? A tabela 9 apresenta os valores descritivos médios para cada procedimento endodôntico, e compara ainda os valores entre os estudantes que frequentaram ou não o minicurso recorrendo ao teste T para amostras independentes.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 12 Tabela 9 Diferenças entre nos níveis de confiança dos estudantes nos diferentes procedimentos endodônticos entre quem participou ou não no minicurso. Total Participou Não participou n M dp n M dp n M dp t Indicações e contraindicações do TER 62 2,84 0,61 19 2,84 0,50 43 2,84 0,65 0,029ns Instrumentos e esterilização 62 3,10 0,59 20 3,00 0,65 42 3,14 0,57 -0,886ns Biopulpectomia 44 2,70 0,63 10 2,80 0,79 34 2,68 0,59 0,539ns Necropulpectomia 48 2,63 0,73 14 2,50 0,86 34 2,68 0,68 -0,755ns Preparação prévia da cavidade oral 56 3,29 0,56 18 3,28 0,58 38 3,29 0,57 -0,072ns Anestesia 67 3,31 0,66 19 3,42 0,61 48 3,27 0,68 0,843ns Acesso endodôntico (cavidade de acesso) 61 3,00 0,68 18 2,83 0,62 43 3,07 0,70 -1,238ns Isolamento absoluto 51 2,39 0,83 15 2,33 0,90 36 2,42 0,81 -0,325ns Cateterismo 62 2,68 0,76 18 2,44 0,78 44 2,77 0,74 -1,555ns Início do esvaziamento dos canais 58 2,74 0,72 17 2,41 0,71 41 2,88 0,68 -2,349* Odontometria 63 2,87 0,73 19 2,58 0,84 44 3,00 0,65 -1,954ns Preparação biomecânica dos canais - instrumentação manual 62 2,77 0,76 18 2,78 0,73 44 2,77 0,77 0,024ns Preparação biomecânica dos canais - instrumentação mecanizada 42 1,88 0,99 12 1,42 0,67 30 2,07 1,05 -2,391* Desinfeção dos canais 55 2,87 0,75 15 2,73 0,80 40 2,93 0,73 -0,846ns Obturação dos canais 63 2,71 0,68 18 2,78 0,73 45 2,69 0,67 0,464ns Avaliação pós-operatória 52 2,94 0,78 16 2,69 0,79 36 3,06 0,75 -1,599ns Pulpotomia 43 2,58 0,73 11 2,36 0,51 32 2,66 0,79 -1,149ns Apexificação/Apexogénese 42 2,05 0,73 11 2,00 0,78 31 2,06 0,73 -0,249ns Diagnóstico pulpar 59 2,90 0,76 17 2,76 0,83 42 2,95 0,73 -0,859ns Diagnóstico de patologia periapical 57 2,89 0,77 17 2,71 0,92 40 2,98 0,70 -1,082ns Drenagem de abcessos 42 1,98 0,84 11 1,82 0,60 31 2,03 0,91 -0,721ns Prescrição de medicamentos 52 2,40 0,80 14 2,14 0,66 38 2,50 0,83 -1,446ns Incidências no raio-x 66 2,83 0,71 20 2,65 0,67 46 2,91 0,73 -1,385ns ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Na generalidade dos procedimentos não se verificaram diferenças significativas no nível de confiança dos estudantes que participaram ou não no minicurso, com a exceção dos seguintes procedimentos: início do esvaziamento dos canais e preparação biomecânica
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 13 dos canais – instrumentação mecanizada, nos quais se verifica um maior nível de confiança por parte dos estudantes que não frequentaram o minicurso (M= 2,88, dp=0,68; M=2,07, dp=1,05) comparativamente com os que frequentaram (M= 2,41, dp=0,71, t(56)= -2,35, p=.05; M=1,42, dp=0,67, t(32)= -2,39, p<.05), respetivamente. Questão de Investigação 6 - Existem diferenças nos níveis de confiança dos estudantes, relativamente aos diferentes procedimentos endodônticos, tendo em conta a variável sexo? Realizou-se um teste T para amostras independentes que demonstra as diferenças nos níveis de confiança dos estudantes, relativamente aos diferentes procedimentos endodônticos, tendo em consideração o sexo do participante (ver tabela 10). Tabela 10 - Diferenças nos níveis de confiança dos estudantes, relativamente aos diferentes procedimentos endodônticos, quanto ao sexo. Total Feminino Masculino n M dp n M dp n M dp t Indicações e contraindicações do TER 62 2,84 0,61 38 2,87 0,53 24 2,79 0,72 -0,483ns Instrumentos e esterilização 62 3,10 0,59 39 3,10 0,60 23 3,09 0,60 -0,099ns Biopulpectomia 44 2,70 0,63 27 2,67 0,68 17 2,76 0,56 0,497ns Necropulpectomia 48 2,63 0,73 30 2,53 0,73 18 2,78 0,73 1,122ns Preparação prévia da cavidade oral 56 3,29 0,56 34 3,21 0,59 22 3,41 0,50 1,328ns Anestesia 67 3,31 0,66 41 3,22 0,73 26 3,46 0,51 1,485ns Acesso endodôntico (cavidade de acesso) 61 3,00 0,68 38 2,87 0,70 23 3,22 0,60 1,980* Isolamento absoluto 51 2,39 0,83 34 2,32 0,77 17 2,53 0,94 0,836ns Cateterismo 62 2,68 0,76 39 2,59 0,79 23 2,83 0,72 1,181ns Início do esvaziamento dos canais 58 2,74 0,72 36 2,53 0,74 22 3,09 0,53 3,387** Odontometria 63 2,87 0,73 39 2,79 0,77 24 3,00 0,66 1,086ns Preparação biomecânica dos canais - instrumentação manual 62 2,77 0,76 39 2,72 0,72 23 2,87 0,82 0,760ns Preparação biomecânica dos canais - instrumentação mecanizada 42 1,88 0,99 29 1,76 0,99 13 2,15 0,99 1,199ns Desinfeção dos canais 55 2,87 0,75 35 2,74 0,78 20 3,10 0,64 1,738ns
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 14 Obturação dos canais 63 2,71 0,68 40 2,68 0,69 23 2,78 0,67 0,600ns Avaliação pós-operatória 52 2,94 0,78 30 2,87 0,73 22 3,05 0,84 0,817ns Pulpotomia 43 2,58 0,73 26 2,46 0,76 17 2,76 0,66 1,342ns Apexificação/Apexogénese 42 2,05 0,73 27 2,04 0,71 15 2,07 0,80 0,124ns Diagnóstico pulpar 59 2,90 0,76 37 2,84 0,76 22 3,00 0,76 0,791ns Diagnóstico de patologia periapical 57 2,89 0,77 36 2,94 0,75 21 2,81 0,81 -0,633ns Drenagem de abcessos 42 1,98 0,84 25 1,96 0,79 17 2,00 0,94 0,150ns Prescrição de medicamentos 52 2,40 0,80 33 2,30 0,77 19 2,58 0,84 1,205ns Incidências no raio-x 66 2,83 0,71 41 2,71 0,60 25 3,04 0,84 1,870ns ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Não se verificaram diferenças significativas na generalidade dos procedimentos entre os níveis médios de confiança entre estudantes do sexo feminino e masculino. No entanto, podemos destacar dois procedimentos endodônticos com validade estatisticamente significativa. Desta forma, os homens demonstram um nível de confiança superior no acesso endodôntico (M=3,22, dp=0,60) e no início do esvaziamento dos canais (M=3,09, dp=0,53), relativamente às mulheres (M=2,87, dp=0,70, t(59)=1,98, p<.05; M=2,53, dp=0,74, t(55)=3,39, p<.01), respetivamente. Questão de Investigação 7 - Existe alguma associação entre a participação no minicurso e o sexo dos estudantes? A tabela seguinte pretende demonstrar se existe alguma associação entre o sexo dos estudantes e a participação ou não no minicurso através de um teste Qui-Quadrado. Tabela 11 - Independência das variáveis: participação no minicurso e sexo dos participantes. Participou no minicurso Total Sim Não Sexo do participante Masculino N 4 23 27 % 5,6 31,9 37,5 Feminino N 16 29 45 % 22,2 40,3 62,5 Total N 20 52 72 % 27,8 72,2 100 Pearson Chi-Square P 0,064ns ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 15 Podemos verificar que a participação ou não no minicurso é independente do sexo do estudante. As diferenças não são significativas, no entanto pode-se afirmar que a frequência do minicurso é superior no caso das mulheres (N 16). Questão de Investigação 8 - Quais os estudantes que revelam um maior nível de confiança nos procedimentos clínicos? Na tabela 12 estão referenciados os valores descritivos médios para cada procedimento clinico endodôntico comparando os estudantes com ingresso na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP) e estudantes transferidos de outras instituições de ensino superior, através de um teste T para amostras independentes. Tabela 12 - Diferenças nos níveis de confiança relativamente aos diferentes procedimentos endodônticos, de estudantes com ingresso na FMDUP e transferidos. Total FMDUP Transferidos n M dp n M dp n M dp t Indicações e contraindicações do TER 62 2,84 0,61 36 2,78 0,54 26 2,92 0,69 -0,931ns Instrumentos e esterilização 62 3,10 0,59 38 3,05 0,61 24 3,17 0,57 -0,735ns Biopulpectomia 44 2,70 0,63 26 2,65 0,69 18 2,78 0,55 -0,635ns Necropulpectomia 48 2,63 0,73 29 2,59 0,73 19 2,68 0,75 -0,449ns Preparação prévia da cavidade oral 56 3,29 0,56 36 3,31 0,58 20 3,25 0,55 0,351ns Anestesia 67 3,31 0,66 39 3,49 0,51 28 3,07 0,77 2,674** Acesso endodôntico (cavidade de acesso) 61 3,00 0,68 36 3,14 0,64 25 2,80 0,71 1,949* Isolamento absoluto 51 2,39 0,83 30 2,27 0,74 21 2,57 0,93 -1,305ns Cateterismo 62 2,68 0,76 35 2,57 0,74 27 2,81 0,79 -1,250ns Início do esvaziamento dos canais 58 2,74 0,72 33 2,76 0,61 25 2,72 0,84 0,188ns Odontometria 63 2,87 0,73 37 2,84 0,65 26 2,92 0,85 -0,454ns Preparação biomecânica dos canais - instrumentação manual 62 2,77 0,76 35 2,74 0,74 27 2,81 0,79 -0,369ns Preparação biomecânica dos canais - instrumentação mecanizada 42 1,88 0,99 25 1,64 0,86 17 2,24 1,09 -1,974* Desinfeção dos canais 55 2,87 0,75 30 2,83 0,70 25 2,92 0,81 -0,425ns Obturação dos canais 63 2,71 0,68 36 2,72 0,66 27 2,70 0,72 0,106ns Avaliação pós-operatória 52 2,94 0,78 32 2,88 0,75 20 3,05 0,83 -0,787ns
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 16 Pulpotomia 43 2,58 0,73 24 2,58 0,58 19 2,58 0,90 0,019ns Apexificação/Apexogénese 42 2,05 0,73 25 2,00 0,65 17 2,12 0,86 -0,481ns Diagnóstico pulpar 59 2,90 0,76 34 2,97 0,80 25 2,80 0,70 0,851ns Diagnóstico de patologia periapical 57 2,89 0,77 32 2,91 0,86 25 2,88 0,67 0,126ns Drenagem de abcessos 42 1,98 0,84 23 1,87 0,87 19 2,11 0,81 -0,902ns Prescrição de medicamentos 52 2,40 0,80 30 2,43 0,82 22 2,36 0,79 0,308ns Incidências no raio-x 66 2,83 0,71 38 2,79 0,74 28 2,89 0,69 -0,578ns ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Existem procedimentos clínicos com diferenças significativas, nomeadamente, a anestesia e acesso endodôntico, nos quais os estudantes com ingresso na FMDUP apresentam um nível de confiança superior (M=3,49, dp=0,51; M=3,14, dp=0,64), relativamente aos transferidos (M=3,07, dp=0,77, t(65)=2,67, p<.01; M=2,80, dp=0,71, t(59)=1,95, p<.05). O contrário verifica-se na preparação biomecânica dos canais – instrumentação mecanizada (Transferidos M=2,24, dp=1,09; FMDUP M=1,64, dp=0,86; t(40)= -1,97, p<.05). Foi criado um indicador de confiança das médias globais de todos os procedimentos endodônticos (ConfiancaProc), que, por defeito, exclui os procedimentos para os quais a resposta foi “nunca executei esse procedimento” (ver tabela 13). Tabela 13 - Índice de confiança nos procedimentos endodônticos estre estudantes com ingresso na FMDUP e transferidos. FMDUP (N=18) Transferidos (N=12) t M dp M dp ConfiancaProc 2,67 0,28 2,83 0,45 -1,119ns ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Pela análise do índice cima referido podemos verificar que não existem diferenças significativas entre os estudantes (t(17)= -1,12; p-ns). Como referido na introdução deste capítulo, apresenta-se, de seguida, a análise de resultados referentes ao segundo momento – clínico.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 23 t(2)=2,00, p-ns), necropulpectomia (M1=2,75, dp1=0,96; M2=2,00, dp2=1,16; t(3)=0,88, p-ns), início do esvaziamento dos canais (M1=2,75, dp1=0,96; M2=2,25, dp2=0,96; t(3)=0,58, p-ns), instrumentação manual (M1=3,00, dp1=0,82; M2=2,25, dp2=0,50; t(3)=1,57, p-ns), obturação dos canais (M1=2,75, dp1=0,96; M2=2,25, dp2=0,96; t(3)=1,73, p-ns) e apexificação/apexogénese (M1=3,00, dp1=0,00; M2=2,00, dp2=1,41; t(1)=1,00, p-ns). Não obstante, é de referir que as amostras são muito reduzidas, visto que, uma grande percentagem de estudantes ainda não executou vários procedimentos, como se pode observar pela tabela seguinte: Tabela 17 - Quantificação dos estudantes que participaram no minicurso e realizaram procedimentos clínicos. N Indicações e contraindicações do TER 18 Instrumentos e esterilização 20 Biopulpectomia 3 Necropulpectomia 4 Preparação prévia da cavidade oral 17 Anestesia 19 Acesso endodôntico (cavidade de acesso) 11 Isolamento absoluto 7 Cateterismo 4 Início do esvaziamento dos canais 4 Odontometria 5 Preparação biomecânica dos canais - instrumentação manual 4 Preparação biomecânica dos canais - instrumentação mecanizada 0 Desinfeção dos canais 5 Obturação dos canais 4 Avaliação pós-operatória 8 Pulpotomia 5 Apexificação/Apexogénese 2 Diagnóstico pulpar 17 Diagnóstico de patologia periapical 17 Drenagem de abcessos 0
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 24 Prescrição de medicamentos 12 Incidências no raio-x 20 Seguindo o mesmo propósito acima referido foi realizado outro teste T para amostras emparelhadas para comparar as diferenças nos níveis de confiança dos procedimentos clínicos relativamente à não participação no minicurso (ver gráfico 5). Gráfico 5 - Nível de confiança nos procedimentos endodônticos dos estudantes que não participaram no minicurso em ambos os momentos. No gráfico 5 também se observa que na generalidade existe um aumento dos níveis de confiança na transição da pré-clínica para a clinica no grupo de estudantes que não participou no minicurso, no entanto, o procedimento anestesia é significativo (M1=3.34, dp1=0.48, M2=3.36, dp2=0.54, t(34)= -2.95, p<.00). 01234 Indicações e Contraindicações do TER Instrumentos e esterilização Biopulpectomia Necropulpectomia Preparação prévia da cavidade oral Anestesia Acesso endodôntico Isolamento absoluto Cateterismo Inicio do esvaziamento dos canais Odontometria Instrumentação manual Instrumentação mecanizada Desinfeção dos canais Obturação dos canais Avaliação pós-operatória Pulpotomia Apexificação/Apexogénese Diagnóstico pulpar Diagnóstico de patologia periapical Drenagem de abcessos Prescrição de medicamentos Incidências no Rx T1 T2
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 25 Contudo, e como referenciado acima, as amostras são muito reduzidas, como pode ser verificado pela tabela 18. Tabela 18 - Quantificação dos estudantes que não participaram no minicurso e realizaram procedimentos clínicos. N Indicações e contraindicações do TER 25 Instrumentos e esterilização 28 Biopulpectomia 11 Necropulpectomia 12 Preparação prévia da cavidade oral 25 Anestesia 35 Acesso endodôntico (cavidade de acesso) 16 Isolamento absoluto 19 Cateterismo 13 Início do esvaziamento dos canais 12 Odontometria 13 Preparação biomecânica dos canais - instrumentação manual 12 Preparação biomecânica dos canais - instrumentação mecanizada 10 Desinfeção dos canais 11 Obturação dos canais 11 Avaliação pós-operatória 15 Pulpotomia 9 Apexificação/Apexogénese 7 Diagnóstico pulpar 29 Diagnóstico de patologia periapical 28 Drenagem de abcessos 11 Prescrição de medicamentos 23 Incidências no raio-x 32
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 26 Questão de Investigação 12 – Em que medida os estudantes consideram, em ambos os momentos, que os conhecimentos que obtiveram até ao 3º ano foram suficientes para a prática clinica? Os participantes foram questionados relativamente aos conhecimentos que obtiveram até ao 3º ano utilizando uma escala de 1 a 5, em que 1 corresponde a “nada” e 5 a “muitíssimo”. A tabela seguinte demonstra os resultados relacionando ambos os momentos de intervenção, pré-clínico e clinico. Tabela 19 – Nível de conhecimentos obtidos até ao 3º ano de acordo com a opinião dos estudantes em ambos os momentos. Momento 1 Momento 2 n % n % Nada 6 8,3 4 6,3 Pouco 27 37,5 27 42,9 Neutro 33 45,8 28 44,4 Bastante 4 5,6 4 6,3 Muitíssimo 2 2,8 0 0 Total 72 100,0 63 100,0 Foi realizado um teste T para amostras emparelhadas para comparar se os níveis de conhecimentos até ao 3º ano foram suficientes em função de ambos os momentos (ver tabela 20). Tabela 20 - Diferenças no nível de conhecimentos até ao 3º ano em ambos os momentos, 1 e 2. Momento 1 (N=57) Momento 2 (N=57) t M dp M dp Conhecimentos até ao 3º ano suficientes 2,60 0,86 2,49 0,68 0,370ns ** p<.01; * p<.05; ns – não significativo Na generalidade os estudantes apresentam preocupação relativamente aos conhecimentos obtidos até ao 3º ano para o início da prática clinica, que se acentua no momento 2, no entanto, estas diferenças não são significativas.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 27 Realizou-se outro teste T para amostras emparelhadas procurando comparar estes conhecimentos relativamente a ambos os momentos entre os estudantes que participaram e os que não participaram no minicurso (ver gráfico 6). Gráfico 6 - Opinião dos estudantes que participaram ou não no minicurso relativamente aos conhecimentos obtidos até o 3º ano de aprendizagem. Relativamente à frequência ou não do minicurso, pode-se verificar que esta preocupação aumentou, durante a transição da pré-clínica para a clínica, no grupo de estudantes que não participaram no minicurso (M1=2.73, dp1=0.90, M2=2.51, dp2=0.65, t(36)=-1.54, p>.05). Por outro lado, os que participaram sentem-se mais confiantes quanto aos conhecimentos que obtiveram até o 3º ano (M1=2.35, dp1=0.75, M2=2.45, dp2=0.76, t(19)= -0.49, p>.05). 2,1 2,2 2,3 2,4 2,5 2,6 2,7 2,8 T1 T2 T1 T2 Participou Não Participou
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 28 Discussão A diversidade populacional exige a necessidade de aquisição de competências de excelência por parte dos profissionais de Medicina Dentária,(3) realçando a importância da opinião e reflexão dos estudantes pré-graduados no que diz respeito à aprendizagem e experiência permitindo atualizações do conteúdo curricular.(1) A perceção de que a Medicina Dentária é uma profissão independente e em constante evolução evidencia a necessidade do estudante dispor de competências integradas de carater clínico, social e humano.(7) Este estudo visa uma análise qualitativa de dados reforçando a necessidade de avaliações periódicas no que diz respeito à perceção dos estudantes sobre o ensino da Medicina Dentária, particularmente em Endodontia, promovendo a possibilidade de alterações e correções curriculares(1), nomeadamente através da exposição precoce dos estudantes ao ambiente clínico. Está descrito na literatura que os estudantes de Medicina Dentária apresentam altos níveis de stress(12, 14), tendo-se verificado neste estudo que, apesar de, na generalidade, os estudantes se encontrarem num patamar médio de stress, para 38,1% dos estudantes, o stress na aprendizagem constitui ainda assim uma preocupação, um valor ainda algo elevado, sendo que as mulheres apresentam as taxas mais elevadas, como seria de esperar.(17) O Mestrado Integrado em Medicina Dentária apresenta um plano de estudos muito intenso, com um maior gap entre a pré-clínica e a clínica, particularmente sentida desde a implementação do Processo de Bolonha(10), o que justifica os maiores níveis de stress encontrados no 1º momento do nosso estudo - pré-clínica – decorrente da falta de tempo para atividades de lazer, quantidade de trabalho escolar e receio de falhar (tabela 14). Parece que os estudantes dão importância a fatores externos o que se reflete nestes resultados. No entanto, após o contato com a experiência clínica, os estudantes sentem-se menos stressados e os fatores supracitados antes, que consideravam como fontes de stress, diminuíram. De salientar que em relação à dificuldade na interação entre colegas, apesar desta não ter sido muito valorizada como fonte de stress no 1º momento, aparece com uma diminuição significativa na influência do stress no 2º momento. Certamente a boa interação e entreajuda na clínica contribuiu para esta realidade.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 29 A participação no minicurso, desenvolvido pela unidade curricular de Endodontia III permitindo a exposição clínica precoce, promoveu uma diminuição de stress, quanto à dificuldade na aplicação de procedimentos clínicos neste grupo, o que não se verifica no grupo de estudantes que não participaram no minicurso, os quais apresentam um aumento do nível de stress, na clínica, neste fator (gráfico 1 e 2). No que diz respeito aos sinais e sintomas de stress, durante o período pré-clínico, a ansiedade e perda de peso constituem os fatores com maior preocupação pelos estudantes que participaram no minicurso, em contraste com os que não participaram, que não demonstram sinais e sintomas de stress significativos. Porém, na análise realizada no 2º momento, já como inscritos na unidade curricular de Endodontia III, observa-se uma diminuição dos sinais e sintomas de stress, em ambos os grupos; contudo no grupo de estudantes que participaram no minicurso essa diminuição foi estatisticamente significativa, o que pode ser explicado pela exposição prévia, mais precocemente, à experiência clínica. Em relação à questão: “Em que medida os estudantes consideram, em ambos os momentos, que os conhecimentos que obtiveram até ao 3º ano foram suficientes para a prática clinica”, constata-se que, no momento 1 e na generalidade, os estudantes demonstram falta de confiança relativamente aos ensinamentos obtidos, com maior ênfase ainda no momento 2. No entanto, no momento 2, o grupo que participou no minicurso demonstra um aumento da confiança, em contraste com o grupo que não participou, o qual evidencia uma diminuição no nível de confiança no decurso dos atos clínicos. Por outras palavras, este grupo, apesar de, no momento 1 – pré-clínico - já acharem que os conhecimentos obtidos até ao 3º ano não seriam suficientes para iniciar a prática clínica, agora, durante a exposição, têm mais convicção do défice de aprendizagem, o que vem corroborar a hipótese da exposição prévia à prática clínica ser um fator a considerar como de excelência no currículo da Endodontia. Deve ser salientado que a perceção da confiança varia de indivíduo para indivíduo e os fatores de personalidade intrínsecos são determinantes no enfrentamento da situação potencialmente causadora de stress, e altera a forma como cada um encara a transição da pré-clínica para a clínica, sendo um fator a considerar nestes resultados. A participação no minicurso é independente do sexo dos estudantes, não obstante, e apesar de não existir significância, pode-se afirmar que a frequência do minicurso é maioritariamente feita por mulheres. A própria natureza da mulher, caracterizada por maiores níveis de ansiedade que o homem (17), sendo a ansiedade uma “antecipação
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 30 apreensiva de futuro perigo ou desgraça, acompanhada por um sentimento de disforia ou sintomas somáticos de tensão" (18), pode predispô-la para um maior envolvimento em programas que se possam revelar de interesse evolutivo e com crescimento pessoal, e que lhe possam transmitir uma maior sensação de segurança em relação ao futuro. Apesar de estudos apontarem para alguma insegurança na transição da prática clínica em contexto universitário para o mercado de trabalho(6), este estudo mostra que essa perceção da dificuldade de desempenho não se manifesta precocemente durante o curso, nomeadamente, no período de transição da pré-clínica para a clinica. Neste sentido, o contexto parece desempenhar uma importância fulcral na autoconfiança dos estudantes, tendo impacto na significação que atribuem à prática clínica. O contexto universitário afigura-se como protetor, transmitindo um ambiente seguro para o desenvolvimento de competências clínicas. É de ressaltar o papel fundamental dos professores/orientadores que conduzem o trabalho dos seus alunos e lhes transmitem a confiança necessária para um desempenho capaz, não permitindo uma extrapolação fidedigna do sentimento dos estudantes do ensino tutelado para a prática clínica. A análise dos dados mostra que na generalidade ocorreu um aumento nos níveis de confiança dos estudantes nos procedimentos clínicos em Endodontia após a realização dos mesmos na clínica, principalmente em determinados procedimentos como o conhecimento dos instrumentos e esterilização, anestesia e isolamento absoluto. A observação dos dados reflete também um aumento da autoconfiança de todos os estudantes, do momento 1 para o momento 2, na generalidade dos procedimentos endodônticos, contudo houve uma diminuição de confiança, no grupo de estudantes que participaram no minicurso, em alguns procedimentos particulares, tais como: indicações e contraindicações do tratamento endodôntico radical, biopulpectomia, necropulpectomia, início do esvaziamento dos canais, preparação biomecânica dos canais - instrumentação manual, obturação e apexificação/apexogénese; e uma diminuição de confiança no grupo de estudantes que não frequentaram o minicurso para os procedimentos: cateterismo e início do esvaziamento dos canais. Os resultados apresentados devem ser analisados com precaução, tendo-se verificado que a grande maioria dos estudantes ainda não executaram vários dos procedimentos clínicos referidos. Este fato pode ser explicado pela diminuição de pacientes cujo tratamento exige a especialidade da Endodontia ou o estado de deterioração dentária ser tão avançado que a
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 31 opção terapêutica passará pela extração(1). Acresce ainda o fator ansiedade que alguns pacientes associam a más experiências prévias que poderão condicionar a aprovação do tratamento endodôntico (19). Não existem diferenças nos níveis de confiança nos procedimentos clínicos entre homens e mulheres na generalidade, apesar dos homens demonstrarem um nível de autoconfiança superior particularmente no acesso endodôntico e início do esvaziamento dos canais. Esta generalidade também se verifica quando comparados os estudantes com ingresso na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP) e os estudantes transferidos de outras faculdades, em que apenas a anestesia e acesso endodôntico são os procedimentos em que os estudantes da FMDUP têm mais autoconfiança, e a preparação biomecânica dos canais – instrumentação mecanizada, os transferidos. Apesar de todas as reflexões este estudo apresenta limitações, não sendo representativo da população estudantil de Medicina Dentária, por apresentar uma amostra relativamente pequena de estudantes de uma única faculdade. O calendário escolar também constituiu uma adversidade no enquadramento de ambos os momentos, levando à antecipação na entrega dos questionários no segundo momento, o que limitou o tempo de experiência clínica dos estudantes em endodontia. A variabilidade interpessoal e a honestidade são também fatores a considerar num estudo realizado através da administração de questionários. Contudo alguns resultados foram significativos contribuindo para uma reflexão sobre as melhores práticas a implementar no ensino da Endodontia. Ponderando sobre uma perspetiva futura, e refletindo sobre a opinião fornecida pelos estudantes, seria ideal a implementação de mais atividades com caráter prático durante a pré-clínica, integração dos conhecimentos teóricos em ambiente clinico e uma exposição precoce a atos clínicos através da frequência de minicursos, com caráter obrigatório ou voluntário.
Níveis de Confiança dos Estudantes do 4º ano na Transição da Pré-Clínica para a Clinica no Ensino Pré-Graduado da Endodontia FMDUP, 2015 __________________________________________________________________________________________________________ 32 Conclusão Este estudo permitiu inferir as perceções dos estudantes de Medicina Dentária da Universidade do Porto em relação aos seus níveis de autoconfiança e de stress na transição de um ambiente pré-clínico para um clinico, numa tentativa de identificar práticas pedagógicas que melhorem as atividades de ensino/aprendizagem. A frequência de um minicurso na unidade curricular da Endodontia III, permitindo uma exposição mais precoce à atividade clínica, promoveu uma sensibilização sistemática dos estudantes diminuindo os seus níveis de stress na entrada para a experiência clínica. Esta constatação vem suportar a hipótese que a exposição prévia dos estudantes a um ambiente clínico é favorável no seu percurso de aprendizagem.
Nervosismo 1 2 3 4 5 Vontade de chorar 1 2 3 4 5 Apatia 1 2 3 4 5 Perda de peso 1 2 3 4 5 Nua escala de 1 a 5, e ue 1 coespode a ada e 5 a uitíssio, e ue edida se considera confiante para iniciar a prática na clinica da Faculdade? 1 2 3 4 5 Nua escala de 1 a 5, e ue 1 coespode a ada e 5 a uitíssio, e ue edida considera que os conhecimentos que obteve até 3º ano são suficientes para o inicio da prática clinica? 1 2 3 4 5 Na sua opinião, uma abordagem multidisciplinar com enfoque no início da prática clinica seria uma mais-valia? Sim 1 Não 2 Nua escala de 1 a 5, e ue 1 coespode a ada e 5 a uitíssio, e ue edida considera o seu conhecimento relativamente a: Funcionamento geral da clinica 1 2 3 4 5 1. Manipulação do sistema informático 1 2 3 4 5 2. Manipulação do sistema de Rx 1 2 3 4 5 3. Funcionamento da esterilização 1 2 3 4 5
Conhecimento dos materiais utilizados na clinica 1 2 3 4 5 Se lhe fosse dada a oportunidade de assistir, voluntariamente, a alguns atos clínicos na clinica da Faculdade, aceitava? Sim 1 Não 2 Se não, quais os motivos para não o fazer? Numa escala de 1 a 5, em que 1 corresponde a ada e 5 a uitíssio, avalie os seus motivos relativamente a: Indisponibilidade de tempo 1 2 3 4 5 Sobreposição de aulas 1 2 3 4 5 Ausência de motivação 1 2 3 4 5 Retira-me tempo de estudo 1 2 3 4 5 Não acho necessário 1 2 3 4 5 Dados de Procedimentos Clínicos Para cada procedimento clinico classifique o seu nível de confiança em: 0_nunca executei esse procedimento, 1_nada confiante, 2_muito pouco confiante, 3_confiante, 4_muito confiante. Indicações e contraindicações do TER 0 1 2 3 4 Instrumentos e esterilização 0 1 2 3 4 Biopulpectomia 0 1 2 3 4 Necropulpectomia 0 1 2 3 4 Preparação prévia da cavidade oral 0 1 2 3 4
Anestesia 0 1 2 3 4 Acesso endodôntico (cavidade de acesso) 0 1 2 3 4 Isolamento absoluto 0 1 2 3 4 Cateterismo 0 1 2 3 4 Início do esvaziamento dos canais 0 1 2 3 4 Odontometria 0 1 2 3 4 Preparação biomecânica dos canais Instrumentação manual 0 1 2 3 4 Preparação biomecânica dos canais Instrumentação mecanizada 0 1 2 3 4 Desinfeção dos canais 0 1 2 3 4 Obturação dos canais 0 1 2 3 4 Avaliação pós-operatória 0 1 2 3 4 Pulpotomia 0 1 2 3 4 Apexificação /Apexogénese 0 1 2 3 4 Diagnóstico pulpar 0 1 2 3 4 Diagnóstico de patologia periapical 0 1 2 3 4 Drenagem de abcessos 0 1 2 3 4 Prescrição de medicamentos 0 1 2 3 4 Incidências no Raio-x 0 1 2 3 4
Questão aberta Na sua opinião, que alterações poderiam promover uma melhoria dos níveis de confiança dos estudantes nesta fase de transição?
Anexo 2 Questionário entregue aos estudantes do 4º ano no momento 2
Dados Sociodemográficos Sexo Masculino 1 Feminino 2 Data do Inquérito Data de Nascimento Dados Transversais Na prática clinica sente-se confiante na abordagem com o paciente? Sim 1 Não 2 Nua escala de 1 a 5, e ue 1 coespode a ada e 5 a uitíssio, e ue edida se considera stressado(a) no seu processo de atuação clinica até ao momento? 1 2 3 4 5 Encontrando-se já na abordagem clinica, em que medida considera os seguintes fatores como fontes de stress? (numa escala de 1 a 5, em que 1 correspode a ada e 5 a uitíssio) Falta de tempo para atividades de lazer 1 2 3 4 5 Quantidade de trabalho escolar 1 2 3 4 5 Dificuldade na interação entre colegas 1 2 3 4 5 Dificuldade na interação com professores 1 2 3 4 5 Dificuldade na aplicação de procedimentos 1 2 3 4 5 Abordagem com o paciente 1 2 3 4 5 Receio de falhar 1 2 3 4 5
Tempo de trabalho 1 2 3 4 5 Falta de autoconfiança 1 2 3 4 5 Tendo já prática clinica, na sua opinião, qual/quais dos sinais e sintomas de stress se aplicam a si? (numa escala de 1 a 5, em que 1 correspode a ada e 5 a uitíssio) Ansiedade 1 2 3 4 5 Depressão 1 2 3 4 5 Perturbações gastrointestinais 1 2 3 4 5 Transpiração 1 2 3 4 5 Exaustão emocional 1 2 3 4 5 Cansaço físico 1 2 3 4 5 Dificuldades na aprendizagem 1 2 3 4 5 Sonolência 1 2 3 4 5 Tensão, irritabilidade 1 2 3 4 5 Dificuldades na vida social 1 2 3 4 5 Consumo de drogas 1 2 3 4 5 Nervosismo 1 2 3 4 5 Vontade de chorar 1 2 3 4 5 Apatia 1 2 3 4 5 Perda de peso 1 2 3 4 5
Em que medida considera que os conhecimentos que obteve até 3º ano foram suficientes para a prática clinica? (nua escala de 1 a 5, e ue 1 coespode a ada e 5 a uitíssio) 1 2 3 4 5 Nua escala de 1 a 5, e ue 1 coespode a ada e 5 a uitíssio, e ue edida considera o seu conhecimento relativamente aos seguintes procedimentos tendo já iniciado a prática clinica: Funcionamento geral da clinica 1. Manipulação do sistema informático 1 2 3 4 5 2. Manipulação do sistema de Rx 1 2 3 4 5 3. Funcionamento da esterilização 1 2 3 4 5 Conhecimento dos materiais utilizados na clinica 1 2 3 4 5 Dados de Procedimentos Clínicos Para cada procedimento clinico classifique o seu nível de confiança em: 0_nunca executei esse procedimento, 1_nada confiante, 2_muito pouco confiante, 3_confiante, 4_muito confiante. Indicações e contraindicações do TER 0 1 2 3 4 Instrumentos e esterilização 0 1 2 3 4 Biopulpectomia 0 1 2 3 4 Necropulpectomia 0 1 2 3 4 Preparação prévia da cavidade oral 0 1 2 3 4 Anestesia 0 1 2 3 4
Acesso endodôntico (cavidade de acesso) 0 1 2 3 4 Isolamento absoluto 0 1 2 3 4 Cateterismo 0 1 2 3 4 Início do esvaziamento dos canais 0 1 2 3 4 Odontometria 0 1 2 3 4 Preparação biomecânica dos canais Instrumentação manual 0 1 2 3 4 Preparação biomecânica dos canais Instrumentação mecanizada 0 1 2 3 4 Desinfeção dos canais 0 1 2 3 4 Obturação dos canais 0 1 2 3 4 Avaliação pós-operatória 0 1 2 3 4 Pulpotomia 0 1 2 3 4 Apexificação /Apexogénese 0 1 2 3 4 Diagnóstico pulpar 0 1 2 3 4 Diagnóstico de patologia periapical 0 1 2 3 4 Drenagem de abcessos 0 1 2 3 4 Prescrição de medicamentos 0 1 2 3 4 Incidências no Raio-x 0 1 2 3 4 Considerando que já iniciou a prática clinica, pensa que teria sido uma mais-valia ter frequentado o minicurso de endodontia? Sim 1 Não 2
Anexo 3 Declaração de consentimento informado entregue com os questionários aos estudantes do 4º ano em ambos os momentos da investigação
Anexo 6 Parecer da Orientadora
Anexo 7 Parecer do Coorientador
Anexo 8 Declaração da Investigadora