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Relatórios de Estágio realizado na Farmácia Coimbrões e na Farmacia Della Stazione Centrale

Paula Cristina Lima Fernandes

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Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões II Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas Relatório de Estágio Profissionalizante Farmácia Coimbrões EX: maio de 2016 a agosto de 2016 Paula Cristina Lima Fernandes Orientadora: Dra. Carla Maria Torrão Ferreira ___ ____________ __ Tutor FFUP: Prof. Doutor Helena Vasconcelos ____________________________ Setembro de 2016 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões III DECLARAÇÃO DE INTEGRIDADE Eu, Paula Cristina Lima Fernandes, abaixo assinado, nº 201104832, aluno do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, declaro ter atuado com absoluta integridade na elaboração deste documento. Nesse sentido, confirmo que NÃO incorri em plágio (ato pelo qual um indivíduo, mesmo por omissão, assume a autoria de um determinado trabalho intelectual ou partes dele). Mais declaro que todas as frases que retirei de trabalhos anteriores pertencentes a outros autores foram referenciadas ou redigidas com novas palavras, tendo neste caso colocado a citação da fonte bibliográfica. Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, ____ de __________________ de ______ Assinatura: ______________________________________ Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões IV AGRADECIMENTOS Após o término destes meses não posso deixar de demonstrar a minha gratidão a todos os que contribuíram de alguma forma ao longo destes cinco anos. Em primeiro lugar quero agradecer à Dra. Carla por ter sido minha orientadora e por me ter transmitido parte dos seus conhecimentos, pela simpatia e boa disposição, mas acima de tudo por me ter recebido na Farmácia de Coimbrões. Aos restantes colaboradores, Dra. Lurdes, Dr. João, Sr. Vítor, Sr. Domingos e Sr. Vítor, pessoas com quem convivi e que tiveram de me auxiliar neste tempo estágio, a eles agradeço-lhes a simpatia, a paciência e partilha de conhecimentos e a disponibilidade em ajudar sempre que necessário. Aos meus pais agradeço a possibilidade e o esforço demonstrado em me proporcionar a minha passagem pela Faculdade de Farmácia da Universidade do porto, experiência da qual nunca irei esquecer, sem eles nada disto teria sido possível nem realizado. Por fim agradeço aos meus amigos, eles sabem quem são, por me aturarem nos momentos bons e maus e por me terem acompanhado nesta aventura durante os 5 anos, sem eles não teria sido igual. Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões V RESUMO Os cinco anos de faculdade culminam com a realização, durante três meses, de estágio em farmácia comunitária. Através deste período pude colocar em prática conhecimentos adquiridos ao longo dos cinco anos como adquirir novas competências e de me familiarizar com diversas atividades desde a receção de encomendas, armazenamento, dispensa de medicamentos, determinação de parâmetros bioquímicos, conferência de receitas, entre outros. Este trabalho está dividido em duas partes e pretende demonstrar quais os diversos aspetos relacionados com o funcionamento da Farmácia Coimbrões e com a prática da atividade farmacêutica. Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões VI LISTA DE ABREVIATURAS ADMEAbsorção, Distribuição, Metabolização e Excreção AGS- “American Geriatrics Society” AMIAssistência Médica Internacional ANFAssociação Nacional de Farmácias BPFBoas Práticas Farmacêuticas para a farmácia comunitária CCF – Centro de Conferência de Faturas CTColesterol total DLDecreto Lei DTDiretora Técnica FCFarmácia Coimbrões INFARMED – Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento, I. P. IVA - Imposto de Valor Acrescentado MD – Medical Dispenser® PAPressão arterial PCPreço de custo PVPPreço de Venda ao Público MNSRMMedicamentos Não Sujeitos a Receita Médica MSRM - Medicamentos Sujeitos a Receita Médica SNS -Sistema Nacional de Saúde TGTriglicerídeos VDVolume Distribuição Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões VII ÍNDICE FIGURAS Figura 1: Mecanismo de formação do UCA ________________________________________ 21 Figura 2: Esquema representativo da classificação de RMN __________________________ 32 ÍNDICE TABELA Tabela 1: Recursos Humanos FC ........................................................................................................... 3 Tabela 2: Resumos das atividades desenvolvidas ............................................................................. 17 Tabela 3: Fototipos e características associadas ............................................................................... 22 Tabela 4: Tipo de Pele VS Índice UV ................................................................................................... 23 Tabela 5: Modificações inerentes ao Envelhecimento ....................................................................... 27 Tabela 6: Dados da Senhora AZ ........................................................................................................... 30 Tabela 7: Parâmetros Bioquímicos ....................................................................................................... 31 Tabela 8: Identificação de PRM ............................................................................................................ 31 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões VIII ÍNDICE Declaração de Integridade .............................................................................. III Agradecimentos .............................................................................................. IV Resumo ............................................................................................................. V Lista de abreviaturas ...................................................................................... VI Índice Figuras ................................................................................................. VII Índice Tabela ................................................................................................... VII Parte A ............................................................................................................... 1 Organização e espaço físico da farmácia ...................................................... 2 1.1 Localização geográfica ............................................................................. 2 1.2 Horário de Funcionamento ........................................................................ 2 1.3 Recursos Humanos ................................................................................... 2 1.4 Espaço físico ............................................................................................. 3 1.4.1 Espaço exterior ................................................................................... 3 1.4.2 Espaço interior .................................................................................... 3 Gestão e aprovisionamento ............................................................................ 5 2.1 Sistema Informático .................................................................................. 5 2.2 Fontes de Informação ............................................................................... 5 2.3 Gestão ...................................................................................................... 6 2.3.1 Encomendas ....................................................................................... 6 - Fornecedores ............................................................................................ 6 - Receção e verificação de encomendas ..................................................... 7 - Armazenamento e controlo de prazos de validade .................................... 8 - Devoluções ................................................................................................ 9 Relacionamento com os Utentes .................................................................. 10 Dispensa de Medicamentos .......................................................................... 10 4.1 Medicamentos sujeitos a receita médica (MSRM) .................................. 11 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões IX 4.1.1. Receituário e faturação .................................................................... 12 4.2 Medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) ............................ 12 4.3 Medicamentos sujeitos a legislação especial ............................................. 13 4.3.1 Psicotrópicos e Estupefacientes ....................................................... 13 4.4 Medicamentos Manipulados ....................................................................... 14 4.5 Medicamentos Genéricos ........................................................................... 14 4.6 Outros produtos farmacêuticos .................................................................. 15 4.6.1 Medicamentos Veterinários .............................................................. 15 4.6.2 Produtos Cosméticos ........................................................................ 15 Testes Bioquímicos ....................................................................................... 16 ValorMed® ...................................................................................................... 16 AMI (Assistência Médica Internacional) ....................................................... 17 Atividades desenvolvidas na FC ................................................................... 17 Conclusão ....................................................................................................... 18 Parte B ............................................................................................................. 19 Caso de estudo 1 – Proteção solar “De férias com o Uri” ............................... 20 1.1-Enquadramento .......................................................................................... 20 1.2-Desenvolvimento ........................................................................................ 20 Radiação ultravioleta ........................................................................................ 20 Radiação solar e o cancro ................................................................................ 21 Índice UV .......................................................................................................... 22 Proteção solar .................................................................................................. 23 Filtro solar .................................................................................................. 23 Fotoeducação ................................................................................................... 24 Intervenção na Farmácia Comunitária ............................................................. 24 Conclusão ........................................................................................................ 25 Caso de estudo 2: Polimedicação .................................................................. 25 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões X 2.1-Enquadramento .......................................................................................... 25 2.2-Desenvolvimento ........................................................................................ 26 Polimedicação .................................................................................................. 26 Prescrição em Idosos ....................................................................................... 27 Medical Dispenser® ......................................................................................... 28 Avaliação farmacológica .................................................................................. 28 Antidiabéticos orais .................................................................................... 28 Outra medicação ....................................................................................... 29 Acompanhamento farmacêutico ....................................................................... 30 Conclusão ....................................................................................................... 32 Bibliografia ...................................................................................................... 34 Anexos ............................................................................................................ 37 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 7 autorizados pelo INFARMED, salvo o preceituado nos artigos 80.º a 91.º e na alínea c) do n.º 1 do artigo 92.º do Decreto-Lei n.º 176/2006, de 31 de agosto. [2] Na FC as encomendas são efetuadas diretamente ao laboratório ou ao armazenista. Nesta farmácia são efetuadas diversas encomendas diárias ao armazenista, como a MedicaNorte, Cooprofar e Empifarma. Estas encomendas são mais rápidas de forma a satisfazer as necessidades dos utentes. A encomenda ao armazenista é gerada automaticamente pelo sistema informático ou através do telefone, sendo a mesma avaliada pelo responsável de compras de forma a selecionar o armazenista que oferece melhores condições de compra (preço, bónus). Por intermédio de delegados de informação médica são efetuadas as encomendas aos laboratórios de modo a adquirir maiores quantidades de produtos com bonificações e/ou descontos. Os laboratórios principais que trabalham com a FC são a KrKa®, Pharmakern®, ToLife®, Lierac®, entre outros. - RECEÇÃO E VERIFICAÇÃO DE ENCOMENDAS A receção de medicamentos deve garantir que o medicamento rececionado corresponde ao que foi encomendado e que se encontra de acordo com as especificações definidas pelo titular de AIM/distribuidor. [4] Aquando da receção deve-se verificar a presença da fatura (original e duplicado), Anexo 8, e estado dos produtos rececionados. A fatura deverá ser verificada de forma a confirmar o número do documento, fornecedor, a farmácia destinatária, número de unidades pedidas e enviadas, preço de custo unitário (PC), o Imposto de Valor Acrescentado (IVA), o Preço de Venda ao Público (PVP) (exceto produtos NETT em que o PVP está sujeito a uma margem praticada pela farmácia) e o preço final de compra. A receção de encomendas é uma fase fulcral na gestão da farmácia uma vez que no momento da receção e com auxilio do sistema informático (Anexo 7) é necessário ter em atenção a correta introdução e atualização dos dados, nomeadamente os prazos de validade, atualização de preços, aplicação da margem sobre os produtos NETT (28% em produtos com IVA a 6% e 30% em produtos com 23% de IVA). No fim da receção de encomendas o sistema Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 8 informático permite a visualizar e satisfazer as reservas, listagem de produtos esgotados e a impressão de etiquetas para os produtos NETT. Situações pontuais como a falta de produto, preço praticado ser diferente do apresentado aquando da elaboração da encomenda, a farmácia deve notificar o armazenista de forma a corrigir o erro detetado (nota de crédito). A encomenda de estupefacientes e psicotrópicos compreendidos nas tabelas I, II, III com exceção da II-A, anexas ao DL n. º15/93 de 22 de janeiro, é efetuada da mesma forma que qualquer outro medicamento. O fornecedor envia uma requisição específica de estupefaciente e psicotrópicos, esta requisição é assinada, na FC pela Farmacêutica adjunta, em que o original fica arquivado na farmácia durante três anos e o duplicado é enviado ao fornecedor como confirmação de receção dos produtos. Relativamente à receção de estupefacientes e psicotrópicos compreendidos na tabela IV (benzodiazepinas) anexa ao DL n. º15/93 de 22 de janeiro, a guia de requisição (em duplicado) só é e enviada para a farmácia pelo fornecedor de 30 em de 30 dias. Durante todo o meu estágio na FC, este foi um trabalho efetuado por mim e por um dos colaboradores da farmácia. - ARMAZENAMENTO E CONTROLO DE PRAZOS DE VALIDADE Após a receção da encomenda é necessário garantir todas as condições para uma correta conservação dos medicamentos e outros produtos de saúde. [1] Na FC, como anteriormente referido, os produtos são armazenados em locais próprios de forma a manter sua estabilidade e segurança. Segundo o Artigo 34º, durante o período de armazenamento devem ser asseguradas as condições de temperatura, humidade e luminosidade (temperatura máxima de 25ºC e humidade relativa máxima entre os 60 a 70%), sendo os produtos de frio armazenados a 2ºC. [3] No mesmo artigo também há referência de que as farmácias não podem fornecer medicamentos, ou outros produtos, que excedam o prazo de validade ou que sejam alvo de retirada do mercado. É necessário um cuidado acrescido no armazenamento e verificação de prazos de validade de medicamentos ou outros produtos de venda na farmácia incluídos no Artigo 33º, de forma a vender os produtos com prazo de validade mais curtos [3]. Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 9 Durante o estágio procedi ao armazenamento e controlo de prazos de validade de forma a garantir todas as condições de qualidade e segurança. - DEVOLUÇÕES Segundo a Circular Informativa nº115/CD/8.1.6, apenas se podem devolver medicamentos nas situações previstas do Despacho n.º 1/88, de 12 de maio, na sua atual redação, ou nos casos excecionais que a lei expressamente preveja. [5] As devoluções de medicamentos apenas podem ser efetuadas às entidades que forneceram os mesmos medicamentos à farmácia. A devolução de medicamentos e produtos de saúde ao armazenista pode ser efetuada por diversos motivos, nomeadamente, prazo de validade curto, receção de embalagem danificada, envio de produto por engano, entre outros. Em algumas situações, com o prazo legal de validade ultrapassado, é possível efetuar notas de devoluções devendo referir que a mesma foi autorizada pelo delegado. Através do sistema informático 4 Digital Care® é possível criar uma nota de devolução ao fornecedor em que são introduzidos os produtos a devolver, PC, PVP, o motivo da devolução e o número da fatura da aquisição. A nota de devolução é impressa em triplicado, em que duas vias são rubricadas, carimbadas e enviadas ao fornecedor juntamente com os produtos e a terceira via é arquivada na farmácia até à receção da resposta do fornecedor. Esta resposta pode ser positiva ou negativa. No caso de não ser aceite a devolução os produtos são enviados para quebras, servindo como comprovativo contabilístico; em caso de devolução aceite o fornecedor procede ao envio de uma nota de crédito. Quando o fornecedor regulariza a situação, na FC, a Farmacêutica adjunta procede à regularização da nota de crédito. Durante o meu estágio pude explorar as diversas funcionalidades do sistema informático efetuando notas de devolução. Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 10 RELACIONAMENTO COM OS UTENTES O farmacêutico comunitário é muitas vezes o primeiro profissional de saúde a quem o utente recorre. Este deve ter a capacidade de transmitir de forma segura e clara os seus conhecimentos de forma maximizar o uso racional de medicamentos, incentivando a adesão à terapêutica e consequentemente o sucesso terapêutico. Na FC sempre me incentivado à relação de proximidade farmacêuticoutente uma vez que se tratam, na sua maioria, de clientes fidelizados. Visto que a FC possui utentes de uma faixa etária mais avançada, é necessário adotar o discurso e o tipo de atendimento a cada utente. Os utentes desta farmácia são pessoas que habitam perto da mesma e que vivem principalmente das suas reformas. Devido às dificuldades inerentes desta população e à confiança depositada nos nossos utentes fidelizados, esta é uma farmácia que dá a possibilidade de fazer crédito dentro de um limite definido pela DT e pagar apenas no final do mês. Visto que se trata de uma população empobrecida, nem sempre o aconselhamento por mim prestado foi o aceite, ou seja, optaram por adquirir o produto mais barato e não o de melhor qualidade. DISPENSA DE MEDICAMENTOS Segundo a Norma 4 das BPF, a dispensa de medicamentos é o ato profissional em que o farmacêutico, após correta avaliação, cede medicamentos aos utentes mediante prescrição médica, regime de automedicação ou indicação farmacêutica, acompanhada de toda a informação indispensável para o correto uso dos medicamentos. Na cedência de medicamentos o farmacêutico avalia a medicação dispensada, com o objetivo de identificar e resolver problemas relacionados com os medicamentos, protegendo o doente de possíveis efeitos adversos da medicação. [1] Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 11 4.1 MEDICAMENTOS SUJEITOS A RECEITA MÉDICA (MSRM) Segundo o Decreto-Lei n.º 176/2006, de 30 de agosto e de acordo com a legislação portuguesa, estão sujeitos a receita médica os medicamentos que possam constituir um risco para a saúde do doente, direta ou indiretamente, mesmo quando usados para o fim a que se destinam sem vigilância médica. A prescrição médica deverá cumprir determinados parâmetros, verificados no ato da dispensa pelo farmacêutico. A prescrição deve ser acompanhada da indicação da Denominação Comum Internacional (DCI), seguida da dosagem, forma farmacêutica, apresentação, tamanho de embalagem e posologia. [6] -Medicamentos com margem ou índice terapêutico estreito: menção Exceção a) perante esta prescrição, o farmacêutico apenas pode dispensar o medicamento que consta da receita. -Reação adversa prévia: Exceção b) O farmacêutico apenas pode dispensar o medicamento que consta da receita. -Continuidade de tratamento superior a 28 dias: Exceção c) O utente pode optar por medicamentos equivalentes ao prescrito, desde apresente preço inferior. As receitas médicas podem ser manuais ou informatizadas. Podendo ser classificada como renovável, período máximo de 6 meses. O médico pode validar apenas duas das três vias existentes, tendo em consideração a duração do tratamento e a dimensão da embalagem. [7] Outra classificação é não renovável (via única), validade de 30 dias após a data da prescrição, conforme a portaria 193/2011, artigo 2º. As receitas manuais (Anexo 9) são utilizadas mediante algumas exceções: falência informática, inadaptação do prescritor, prescrição ao domicílio, e profissionais com volume de prescrição igual ou inferior a 40 receitas mensais. Em cada receita médica só podem ser prescritos quatro medicamentos diferentes, num limite de duas embalagens por medicamento e quatro embalagens por receita. Durante o meu estágio tive a oportunidade de aviar o novo modelo de receita eletrónica (Anexo 10). Através do Despacho de 25 de fevereiro de 2016, a Receita sem Papel adquiriu caráter obrigatório a 01 de abril de 2016, Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 12 para todas as entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este modelo eletrónico permite, a prescrição, na mesma receita de fármacos comparticipados e não comparticipados trazendo benefícios notáveis para o utente. Este tipo de receita/guia de tratamento pode ser facultado através de papel, SMS ou email. No ato da dispensa, o utente tem o direito de opção, ou seja, é possível a recolha dos restantes medicamentos em diferentes estabelecimentos e em datas distintas (não ultrapassando a data de validade). [8] 4.1.1. RECEITUÁRIO E FATURAÇÃO Durante o meu período de estagio tive a oportunidade de aviar e conferir receitas. Na FC esta tarefa foi-me auxiliada por um dos colaboradores, Sr. Domingos. Esta é uma das tarefas mais importantes numa farmácia uma vez que um simples erro numa receita, principalmente receitas manuais, resulta em devolução e não pagamento da percentagem de comparticipação à farmácia. Se no decurso da conferência das receitas forem encontradas incorreções, o Centro de Conferência de Faturas (CCF) devolve as receitas até ao dia 25 de cada mês, juntamente com os motivos da devolução e uma relação resumo contendo os valores das retificações. Cada lote é composto por 30 receitas sendo posteriormente impresso o verbete (Anexo 12), através do programa informático, e devidamente carimbado. No final de cada mês é feito o fecho de todos os lotes e efetuada a faturação com o intuito da devolução do dinheiro efetuado pelo CCF ou Associação Nacional de Farmácias (ANF). 4.2 MEDICAMENTOS NÃO SUJEITOS A RECEITA MÉDICA (MNSRM) Os MNSRM são medicamentos não sujeitos a receita médica (produtos de venda livre) são usados no tratamento sintomático de situações ligeiras e podem serem adquiridos nas farmácias (ex. Flonase) e ou locais devidamente autorizados pelo INFARMED. A dispensa deste tipo de medicamentos ocorre por aconselhamento farmacêutico ou por automedicação. Segundo o Despacho 17 690/2007 a automedicação é a utilização de medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) de forma responsável, sempre que se destine ao alívio e Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 13 tratamento de queixas de saúde passageiras e sem gravidade, com a assistência ou aconselhamento opcional de um profissional de saúde. [9] O primeiro contacto existente é o farmacêutico-utente. O farmacêutico, profissional de saúde habilitado à dispensa de MNSRM, tem a responsabilidade de aconselhar, educar e alertar para o utente para o uso racional dos medicamentos, avaliando a história clinica (sintomas, duração, farmacoterapia adotada) e decidir entra a dispensa ou não do medicamento solicitado, após ponderar a real necessidade da medicação No decorrer do meu estágio deparei-me com diversas situações de automedicação. Tive a oportunidade de aconselhar e alertar para o uso, muitas vezes abusivo de antibióticos, anti-inflamatórios não esteroides e corticosteroides. Cabe ao farmacêutico aconselhar e alertar para o uso abusivo de certos medicamentos e para os seus possíveis efeitos adversos de forma a diminuir a ocorrência de futuras complicações. 4.3 MEDICAMENTOS SUJEITOS A LEGISLAÇÃO ESPECIAL 4.3.1 PSICOTRÓPICOS E ESTUPEFACIENTES Medicamentos psicotrópicos, são medicamentos que exercem o seu mecanismo de ação a nível do sistema nervoso central (SNS), apresentando graves efeitos secundários, como a habituação. No momento de dispensa é imperativa a utilização de critérios rigorosos, evitando uma utilização imprópria dos mesmos. Segundo o Decreto-Lei n.º 15/93, de 22 de janeiro, medicamentos contendo uma substância classificada como estupefaciente ou psicotrópica compreendidas nas tabelas I a II [10] ou qualquer substância referida no n.º 1 do artigo 86.º do Decreto-Regulamentar n.º 61/94, de 12 de outubro, têm que ser prescritos isoladamente ou em receitas eletrónicas denominadas como receita especial (RE). [11] Durante o aviamento da receita, o farmacêutico deverá preencher um conjunto de informações como a identificação do médico, identificação do utente/adquirente (morada, sexo, idade, número do cartão de cidadão), Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 14 farmacoterapia (nome, dosagem, forma farmacêutica, posologia, número de embalagens e sua dimensão). A cópia destas receitas, em suporte papel ou informático, tem de ser mantido na farmácia durante 3 anos e até ao dia 8 de cada mês, a farmácia deve enviar para o INFARMED as cópias das receitas manuais contendo medicamentos das tabelas I e II com exceção da II-A, lista das receitas dispensadas contendo medicamentos das tabelas I e II com exceção da II-A incluindo a identificação do médico (nome e número da Ordem), o número da receita, quantidade dispensada e a identificação utente/adquirente. Anualmente até dia 31 de janeiro deve ser enviado o registo das entradas e saídas dos medicamentos contendo substâncias incluídas nas tabelas I, II e IV. Durante o meu estágio, tive a possibilidade de aviar receitas com psicotrópicos, no final da dispensa do fármaco é impresso um comprovativo (Anexo 12) com as informações referentes à dispensa dos medicamentos e dados do adquirente. Na FC é da responsabilidade do DR. João Moreira conferir este tipo de receitas. 4.4 MEDICAMENTOS MANIPULADOS Segundo o DL n.º 95/2004, de 22 de abril entende se por medicamento manipulado qualquer fórmula magistral ou preparado oficinal preparado e dispensado sob a responsabilidade de um farmacêutico. [12] Durante este período apenas me foi possível a preparação de antibióticos (suspensão oral) aviados em receitas. Durante a preparação do mesmo, o farmacêutico deve assegurar-se da qualidade e segurança da preparação. Nesta farmácia não há laboratório para preparação de manipulados. 4.5 MEDICAMENTOS GENÉRICOS Segundo o INFARMED, um medicamento genérico é um medicamento que possui em relação ao medicamento original/marca a mesma substância ativa, forma farmacêutica, dosagem e com a mesma indicação terapêutica. Estes apresentam a mesma segurança e eficácia do medicamento de referência, traduzida na demonstração de bioequivalência, através de estudos de biodisponibilidade. [13] Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 15 Ao longo do meu estágio tive a oportunidade de vivenciar algumas situações complicadas que se sucederam pela falta de transmissão de informação/conhecimentos. Os utentes e na sua maioria os idosos não sabem o significado de medicamento genérico levando à má adesão terapêutica. Ao longo do tempo fui tentando esclarecer as diversas dúvidas que me foram surgindo sobre este tema. 4.6 OUTROS PRODUTOS FARMACÊUTICOS 4.6.1 MEDICAMENTOS VETERINÁRIOS Segundo o INFARMED a dispensa de medicamentos requer o cumprimento das normas legais de forma a garantir os cuidados adequados aos animais e a segurança alimentar dos consumidores. A receita (Anexo 13) tem uma validade de 10 dias, tem de ser emitida em triplicado (original para a farmácia, o duplicado para o adquirente e o triplicado com o prescritor), deve possuir vinheta. Para efeitos de fiscalização as farmácias têm de manter em arquivo, durante 5 anos a receita médica. Não podendo o farmacêutico, em qualquer circunstância, substituir o medicamento prescrito. [14] 4.6.2 PRODUTOS COSMÉTICOS Os produtos cosméticos são parte integrante de uma farmácia. Atualmente os utentes recorrem, cada vez mais, às farmácias com o intuito de se aconselharem sobre qual o melhor produto. O farmacêutico para além de especialista do medicamento possui também conhecimentos técnicos e científicos em diversas áreas. A FC dispõe de diversos produtos na área da cosmética, fitoterapia, dispositivos médicos (testes de gravidez), produtos alimentares e dietéticos e homeopáticos. A venda destes produtos é fundamental para uma farmácia, uma vez que se tratam de produtos NETT (produtos sujeitos a uma margem de lucro aplicada pela farmácia). Durante o estágio tive a oportunidade de lidar com diversas situações em que pude constatar que a disciplina Dermofarmácia e Cosmética, cadeira Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 16 complementar do curso de ciências Farmacêuticas, é uma mais valia para o aconselhamento deste tipo de produtos. TESTES BIOQUÍMICOS Segundo a Portaria n. º1429/2007, de 2 de novembro, as farmácias podem prestar alguns serviços farmacêuticos. [15] A FC tem ao serviço da comunidade a determinação de parâmetros bioquímicos. Nesta farmácia existe uma sala reservada (Anexo 3). Neste local é prestado um serviço personalizado permitindo a determinação de parâmetros bioquímicos como a medição da glicemia, tensão arterial, triglicerídeos e colesterol total. Estes serviços têm um valor associado, com a exceção da TA que é um serviço prestado de forma gratuita nesta farmácia. Desde o inicio do meu estágio tive a oportunidade de realizar diversos parâmetros bioquímicos. Acoplado à realização dos testes e consoante os valores obtidos prestei um serviço de aconselhamento, como por exemplo, a adoção de medidas não farmacológicas. VALORMED® A ValorMed®, criada em 1999, resultou da colaboração entre a Indústria Farmacêutica, Distribuidores e Farmácias que têm a responsabilidade de recolher e tratar os resíduos de medicamentos de forma segura. Esta sociedade, sem fins lucrativos, disponibiliza aos cidadãos, em farmácias aderentes, o depósito de medicamentos sujeitos a receita médica ou não e medicamentos de uso veterinário. [16] Na FC o contentor do ValorMed® não se encontra acessível aos utentes, encontrando-se o mesmo na sala de receções de encomendas. O local não deve ser acessível aos utentes de forma a evitar que, por razões de saúde pública, os medicamentos não se encontrem "acessíveis" aos utentes que frequentem esta farmácia. A entrega dos medicamentos na farmácia é efetuada através do farmacêutico ou outro colaborador. Quando o contentor se encontra completo é essencial o preenchimento de uma ficha, em triplicado, que inclui o nome, número da farmácia, peso do contentor, rúbrica do responsável pelo fecho, número do armazenista, data de recolha e rúbrica do responsável pela recolha. Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 23 PROTEÇÃO SOLAR O envelhecimento cutâneo e o aumento do número de casos de cancro, causados pelas radiações UV, sensibiliza cada vez mais a população para o uso de protetores solares e/ou produtos cosméticos com fator de proteção solar. Os protetores solares constituem a primeira linha de proteção e prevenção. A escolha do protetor ideal, conforme o fator de proteção solar (FPS), depende do tipo de pele e do nível de radiação UV (Tabela 4). A proteção conferida pelos protetores pode ser devida a mecanismos de absorção, dispersão ou reflexão da radiação. Um protetor ideal deve ser seguro, quimicamente inerte, não provocar irritação, não ser nocivo, proteger a pele e não apresentar na sua constituição ácido p-aminobenzóico, responsável por danos celulares. De acordo com a FDA (“Food and Drug Administration”) e as diretivas europeias, os protetores solares devem ter proteção contra as radiações UVA e UVB de modo a impedir o efeito nocivo das mesmas sobre a pele [23]. Tabela 4: Tipo de Pele VS Índice UV. Adaptado de [26] FILTRO SOLAR O FPS é definido segundo a razão da quantidade de radiação UV necessária para que ocorra eritema, com ou sem aplicação de protetor solar [24]. Os filtros solares podem ser classificados como filtros químicos ou físicos. Os filtros químicos ou orgânicos atuam por absorção da radiação UV, prevenindo a sua penetração cutânea. Os filtros físicos constituídos por ZnO e TiO2 formam Índice UV Tipo de Pele I II III IV 1-3 15 12 9 6 4-6 30 25 15 12 7-9 50 40 30 20 >10 60 50 40 30 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 24 uma “barreira física”, representando a forma mais segura e eficaz para proteger a pele, sendo os mais recomendados a nível infantil e peles sensíveis [25 e 27]. A combinação de filtros é essencial para garantir uma proteção de longa duração, fotoestável e com alta tolerância. FOTOEDUCAÇÃO Para além do uso continuado de protetores solares devem ser adotadas outras medidas, nomeadamente a utilização de óculos de sol e/ou roupas escuras, de forma a reduzir os riscos associados à exposição solar tais como o aparecimento de rugas profundas no rosto e decote, manchas de pigmentação, perda de firmeza e desidratação intensa. O olho não possui mecanismos inerentes de reparação, assim, quando exposto a radiação solar pode levar ao desenvolvimento de cataratas e ao aumento de infeções oculares. A utilização de óculos, com a capacidade de bloquear as radiações, confere proteção contra os efeitos nocivos do sol. Outros comportamentos passam pela prevenção da desidratação que se manifesta com perda de água mais significativa que os aportes nutricionais. A desidratação intensa pode manifestar-se pela perda de flexibilidade cutânea, luminosidade e intensificação das rídulas de desidratação. A ingestão de líquidos (água), utilização de roupas escuras e aplicação de protetor solar ao longo do dia contribuem para uma fotoproteção mais eficaz [26]. INTERVENÇÃO NA FARMÁCIA COMUNITÁRIA O cancro de pele é um problema atual da nossa sociedade. Cabe ao farmacêutico, promotor de saúde, alertar a população, principalmente a mais jovem, sensibilizando-a para o uso de medidas preventivas. A FC em parceria com o Projeto Escolas 1º Ciclo – “De Férias com Uri”, dinamizou uma apresentação para os 118 alunos, desde o infantário até à 4ª classe, parte integrante da Escola de Coimbrões (Escola Básica da Quinta dos Castelos). As apresentações foram efetuadas, na mesma manhã, com o auxilio de uma apresentação de power point e de um vídeo (Anexo14). O intuito desta apresentação era que houvesse dinamismo entre mim e os alunos, a fim de esclarecer todas as dúvidas existentes (Anexo 15). Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 25 Para complementar a apresentação foi entregue um kit (Anexo 16) a cada criança, constituído por uma amostra de protetor solar da Uriage, um livro para fazerem colagens sobre o tema abordado na apresentação e um panfleto por mim efetuado (Anexo17). Foi ainda pedido aos alunos que elaborassem um desenho sobre os conhecimentos adquiridos na apresentação. Posteriormente, os desenhos foram afixados na FC (Anexo 18), sendo que o desenho mais votado pelos utentes teve direito a uma oferta. CONCLUSÃO Frequentemente, os utentes dirigem-se à farmácia com o intuito de adquirirem protetores solares, maioritariamente para uso infantil. Com os conhecimentos adquiridos ao longo do meu estágio e através da pesquisa efetuada, para a elaboração deste trabalho, consegui auxiliar os utentes na compra do protetor solar mais indicado. Após o projeto desenvolvido na escola, constatei que os alunos adquiriram novos conhecimentos e que possivelmente estes servirão para a mudança nos seus hábitos de proteção solar. Como anteriormente referido, é necessária a sensibilização da população, principalmente a mais jovem, de forma a retardar o aparecimento de eritemas solares e consequências mais graves como o desenvolvimento de carcinomas. CASO DE ESTUDO 2: POLIMEDICAÇÃO 2.1-ENQUADRAMENTO Desde o início do meu estágio na FC pude verificar que os utentes desta farmácia pertenciam a uma faixa etária mais envelhecida. Ao longo dos três meses de estágio, pude constatar que a maioria dos utentes compra medicamentos sem prescrição médica sendo os ansiolíticos, benzodiazepinas e os anti-inflamatórios não esteroides os mais solicitados. Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 26 Devido à situação emergente que é a polimedicação e após verificar que esta farmácia disponibilizava de um serviço Medical Dispenser®, decidi abordar este tema, de forma a sensibilizar os utentes para este problema. 2.2-DESENVOLVIMENTO POLIMEDICAÇÃO Estima-se que, em Portugal, o índice de envelhecimento irá aumentar de 131 para 307 idosos por cada 100 jovens [28]. O envelhecimento é um processo fisiológico do corpo humano, sendo necessário recorrer à administração de medicamentos para manter/melhorar a qualidade de vida. Polimedicação, ou polifarmácia, pode ser definida como o recurso a diferentes fármacos, prescritos ou não para o mesmo indivíduo, de forma a tratar diferentes patologias [29]. Outra definição de polimedicação é o recurso a cinco ou mais medicamentos simultaneamente [30]. O aumento da esperança de vida é um fator de risco associado à polimedicação. Devido às alterações fisiológicas inerentes ao envelhecimento como a diminuição da função renal, diminuição de peso e índice de massa corporal (IMC), o idoso, pessoa com mais de 65 anos, é mais suscetível aos efeitos adversos da medicação. As possíveis interações medicamentosas, a má adesão à terapêutica e a toxicidade contribuem para o aumento da morbilidade e mortalidade nesta faixa etária. Há modificações intrínsecas ao envelhecimento, nomeadamente a farmacocinética e a farmacodinâmica (Tabela 5). As alterações fisiológicas inerentes ao envelhecimento alteram os mecanismos farmacocinéticos, processos de ADME, influenciando a concentração de fármaco no local de ação, sendo a excreção renal a alteração mais relevante neste processo. A farmacodinâmica engloba mecanismos de interação fármaco-recetor, dos quais resulta uma resposta farmacológica, avaliando a intensidade e a duração de ação do fármaco. Com o avançar da idade este tipo de alterações ocorre principalmente ao nível dos recetores e do processo de homeostasia, comprometendo o efeito farmacológico pretendido. [31] Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 27 Tabela 5: Modificações inerentes ao Envelhecimento. Adaptado de [32-33] Farmacocinética Absorção: Diminuição da acidez gástrica, xerostomia, diminuição do esvaziamento gástrico e do fluxo sanguíneo esplâncnico. Distribuição: ↓Proteínas plasmáticas (como a albumina); ↑Gordura corporal; ↓Massa magra e da água corporal, podendo levar a ↓Volume de distribuição (VD) dos fármacos hidrofílicos e com janela terapêutica estreita em que o não ajuste da terapêutica pode levar a toxicidade (ex: lítio, digoxina) ou ↑VD dos fármacos lipossolúveis em que o seu uso continuado pode resultar em acumulação (ex. BZD) Metabolização – ↓enzimas metabólicas devido à diminuição do fluxo sanguíneo Eliminação –↓filtração glomerular, da função tubular e do fluxo sanguíneo renal Farmacodinâmica ↓Expressão dos recetores e das respostas de sinalização celular levando à diminuição da eficácia dos fármacos, (β-bloqueadores); Alteração dos mecanismos homeostáticos (↑sensibilidade a BZD e varfarina) Doente ↓Estado nutricional, das capacidades funcionais e cognitivas; Presença de múltiplos sintomas; Comportamento do doente; Fatores sociais; PRESCRIÇÃO EM IDOSOS Segundo a “American Geriatrics Society” (AGS), a prescrição de fármacos a idosos deve ter em conta os critérios “AGS Update Beers Criteria” que identifica medicação potencialmente inapropriada (PMI). Os PMI devem ser evitados devido aos riscos apresentados, independentemente da dose ou duração do tratamento. A utilização destes critérios torna-se imprescindível tanto a nível a hospitalar como a nível ambulatório. Estes foram elaborados com o intuito de reduzir significativamente possíveis PMI aquando da prescrição da medicação. Estes critérios englobam 53 medicamentos divididos em 3 tabelas: tabela 1: classe de PMI a evitar no idoso; tabela 2: PMI a evitar no idoso com determinadas patologias que podem vir a ser exacerbadas pelos medicamentos facultados; tabela 3: farmacoterapia a ser utilizada com precaução [34]. Em 2008 ocorreu adaptação destes critérios a uma realidade nacional. Esta adaptação levou à retirada e à introdução de medicamentos. A utilização Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 28 destes critérios por parte dos profissionais de saúde resultará numa diminuição dos problemas associados ao uso de PMI [35]. MEDICAL DISPENSER® O serviço MD é um serviço farmacêutico, personalizado para a dispensa de medicamentos em dose individualizada, destinado a doentes polimedicados. O farmacêutico é o principal responsável pela sua preparação. Cada blister, semanal, é constituído por 28 compartimentos, 4 por cada dia estando os dias diferenciados por cores (Anexo 19). É constituído por um sistema de carregamento semi-automático e um software de gestão com base nos dados preenchidos sobre o utente: dados pessoais, medicação e patologias, de forma a prestar um acompanhamento eficaz, evitando a má adesão à terapêutica. A FC, dispõe do serviço Medical Dispenser® pertencente à Fagor Healthcare. No momento da adesão a este serviço e durante a entrevista à utente foi necessária a recolha de dados referentes à utente, de forma a maximizar a qualidade do serviço prestado. Na ficha da utente são inseridos os dados pessoais e farmacoterapia (CNP, lote, data de validade, formato do medicamento, posologia e forma de tratamento). O preenchimento da medicação foi efetuado com auxílio da receita, prescrita pelo médico, de forma a garantir informações válidas e seguras. Este é um serviço fácil e eficaz, prestado semanalmente, tendo um custo associado AVALIAÇÃO FARMACOLÓGICA ANTIDIABÉTICOS ORAIS A senhora AZ utiliza 3 antidiabéticos orais: Icandra®, Diamicron® e a Metformina 500mg Generis®, todos utilizados para o tratamento da Diabetes Mellitus tipo 2. A Metformina é uma biguanida, sendo o seu mecanismo de ação resultante da inibição da absorção gastrintestinal de glucose, aumentando a utilização periférica da mesma. A posologia recomendada é toma diária ao pequeno-almoço per os. Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 29 Diamocron® (glicazida), uma sulfonilureia, exerce a sua ação hipoglicemiante por estimulação da secreção da insulina residual endógena. A posologia recomendada, via oral, é 40-80 mg/dia até ao máximo de 160mg, em dose única, com o pequeno-almoço. Icandra® é indicado no tratamento de doentes adultos que não conseguem atingir controlo da glicemia com a dose máxima tolerada de metformina, em monoterapia. Este é indicado em associação com uma sulfonilureia (ex:Diamicron®) associado a medidas não farmacológicas, em doentes adultos não controlados com metformina e sulfonilureia. A posologia recomendada de Icandra® 50 mg/1000mg é de duas tomas diárias, um comprimido de manhã e à noite [38]. OUTRA MEDICAÇÃO A senhora AZ também toma outra medicação, nomeadamente, para o controlo da tensão arterial. O Perindopril, IECA, é um anti hipertensor de 1ª linha capaz de modificar favoravelmente a resistência à insulina, contribuindo para a prevenção da nefropatia e retinopatia diabéticas, condição favorável à Senhora AZ. Este deve ser utilizado com cuidado quando utilizados concomitantemente com antidiabéticos orais de forma a evitar efeitos hipoglicemiantes. Segundo as “Guidelines de 2013 da ESH/ESC para o Tratamento da Hipertensão Arterial,” a senhora AZ possui uma pressão arterial normal alta uma vez que a pressão arterial sistólica (PAS) está entre 130-139mmHg e a pressão arterial diastólica (PAD) está entre 85-89mmHg [36]. Em relação aos valores de colesterol (CT) desta utente, considerada como grupo de risco, deveria possuir um valor de CT<175 mg/dl. Para o controlo deste parâmetro a utente recorre administração de Sivales® (sinvastatina). Este grupo de antidislipidémicos, estatinas, é inibidor da HMG-CoA redutase, contribuindo para diminuição do LDL e VLDL. Em relação à posologia, a sinvastatina, deve ser administrada em toma única diária. Está provado que o uso de estatinas pode provocar um aumento dos valores de glicemia, condição desfavorável à Senhora AZ [38]. O Tromalyt® (ácido acetilsalicílico) é utlizado como prevenção secundária da cardiopatia isquémica e prevenção secundária de acidentes vasculares Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 30 cerebrais. A posologia recomendada é de 1 comprimido diário. É conhecido que o Tromalyt® utilizado concomitantemente com sulfonilureias (Diamicron®) pode potenciar o efeito terapêutico deste último [38]. ACOMPANHAMENTO FARMACÊUTICO Durante o meu estágio foi-me facultada a escolha de um utente, habitual da FC, para a realização do acompanhamento farmacêutico, recorrendo ao serviço do Medical Dispenser®. Numa primeira abordagem, foi efetuada uma entrevista em que retirei todos os dados necessários da utente AZ (Tabela 6). Este acompanhamento farmacêutico, personalizado, teve a duração de um mês. Tabela 6: Dados da Senhora AZ Utente AZ Idade 67anos Patologia Medicação Posologia Diabetes (há mais de 10 anos) Tensão arterial (há 3 anos que é considerada como tal) Colesterolémia Icandra® 50mg/1000mg Diamicron® 60mg Metformina Generis® 500mg Perindopril 4mg krka® Sivales® 20mg Omeprazol 20mg Krka® Tromalyt® 150mg Terbinafina 250mg 1+0+1 1+0+0 0+1+0 1+0+0 0+0+1 1+0+0 0+1+0 0+1+0 Obs: A senhora AZ apenas foi medicada com Terbinafina por apenas 14 dias. Durante a entrevista, a senhora AZ deu a entender que nem sempre tomava a medicação, o que evidencia uma má adesão terapêutica. Ao longo deste mês, uma vez por semana, a senhora AZ deslocou-se à farmácia, em jejum, de forma a medir os parâmetros bioquímicos: glicemia, colesterol total, triglicerídeos e tensão arterial (Tabela 7). Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 31 Tabela 7: Parâmetros Bioquímicos Dia Glicemia (mg/dl) Colesterol total (mg/dl) Triglicerídeos (mg/dl) Tensão arterial (mmHg) Controlo (1/06/2016) 200 210 * S.131 D.71 Puls.75 9/06/2016 196 194 146 S.130 D.71 Puls.82 16/06/2016 176 169 62 S.135 D.69 Puls.75 23/06/2016 172 169 104 S.139 D.73 Puls.86 30/06/2016 185 179 82 S.131 D.65 Puls.78 *não foi possível a medição devido a problema técnico O objetivo do acompanhamento farmacêutico foi tentar identificar, prevenir, resolver os resultados negativos associados à medicação (RNM) e problemas relacionados com a farmacoterapia (PRM), Tabela 8, de forma atingir os objetivos terapêuticos. Os RMN podem ocorrer, ou não, devido à existência PRM [36]. Tabela 8: Identificação de PRM. Adaptado de [36] Através da análise da Tabela 8, foi possível determinar um PRM tipo 4, uma vez, como já mencionado anteriormente, a Senhora AZ não procedia, corretamente, à toma da medicação. PRM1 MEDICAMENTO NÃO NECESSÁRIO PRM2 MEDICAMENTO NÃO ADEQUADO PRM3 POSOLOGIA NÃO ADEQUADA PRM4 FALTA DE CONDIÇÕES DO DOENTE/SISTEMA Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 32 Após análise da Figura 2, foi-me possível identificar um RMN de inefetividade não quantitativa para toda a medicação relativa aos diabetes. Uma possível explicação para este RNM é a falta de adesão à terapêutica devido a esquecimento. CONCLUSÃO Concluída a recolha de todos os dados, pude constatar que o serviço MD e o acompanhamento farmacêutico, por mim efetuado, foi uma mais-valia para a Senhora AZ. Ao longo deste mês, foi possível verificar uma diminuição, mesmo que não significativa, dos valores de glicemia, diminuição dos níveis de colesterol e um controlo dos valores de TG e TA. Durante este acompanhamento farmacêutico, deparei-me com um RMN de inefetividade não quantitativa e um PRM4. Um RMN de inefetividade quantitativo e um PRM 4, pelas mesmas razões, uma vez que a senhora AZ nas primeiras 2 semanas, período de adaptação ao serviço do MD, deixava medicação na roda, não havendo total adesão terapêutica. Após as semanas de adaptação, a utente continuou com níveis de glicemia elevados o que poderá indicar a presença de um RMN de inefetividade quantitativa, uma vez que a Medicamento Necessário? •Nãoefeito de medicamento não necessário Medicamentos são efetivos? •Não-depende da quantidade? •Não-Inefetividade não quantitativa •Sim-Inefetividade quantitativa Medicamento seguro? •NãoInseguridade não quantitativa •SimInseguridade quantitativa Falta de Medicação? •SimProblema de saúde não tratado Figura 2: Esquema representativo da classificação de RMN. Adaptado de [37] Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 39 Anexo 3: Sala para realização de testes bioquímicos Anexo 4: Local de armazenamento de medicamentos Anexo 5: Local para receção de encomendas Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 40 Anexo 6: Programa informático Anexo 7: Receção de encomendas Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 41 Anexo 8: Fatura Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 42 Número da receita Obrigatório Local para prescrição dos medicamentos com indicação do numero de caixas Vinheta verde48 Vinheta azul01 (facultativo) Vinheta obrigatória, identifica o médico Data (obrigatório) Assinatura do médico (obrigatória) Anexo 9: Receita manual Anexo 10: Novo modelo de receita eletrónica Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 43 Anexo 11: Verbete Anexo 13: Receita veterinária Anexo 12: Receita veterinária Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 44 Anexo 14: Apresentação elaborada para a Escola de Coimbrões Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 45 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 46 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 47 Relatório de Estágio em Farmácia ComunitáriaFarmácia Coimbrões 48 Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale i Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas Relazione del tirocinio in farmacia Farmacia Della Stazione Centrale gennaio 2016 a aprile de 2016 Paula Cristina Lima Fernandes Tutore professionale: Dott. Michele Lo Cascio Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale ii DICHIARAZIONE DI RINGRAZIAMENTI Io, Paula Cristina Lima Fernandes, sotto firmato, nº 201104832, studente del Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas della Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, dichiaro avere agito con assoluta integrità nella preparazione di questo documento. In questo senso, confermo che NON ho sostenuto plagio (atto in cui un individuo, anche per omissione, assume la paternità de uno determinato lavoro intellettuale o parte suo). En più dichiaro che tutti le frasi che ho ritirato di lavori precedenti appartenente a altre autore sono stati referenziati o redatti con nuovi parole, avendo in questo caso applicato la citazione della referenzia bibliografica. Facoltà di Farmacia della Università di Porto, ____ de __________________ de ______ Firma: ______________________________________ Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale iii RINGRAZIAMENTI Devo iniziare per dire che sono tropo grata per questa opportunità che mi è stato consentita, sia per parte della mia università come per i titolari della farmacia della Stazione Centrale. Grazie ai titolari della farmacia, Dott. Michele Lo Cascio e Dott.ssa Irene Gioia per mi avere permesso, per tre mesi, a imparare la mia qualità come farmacista, stesso quando ho avuto difficoltà in parlare italiano. Ringraziamenti a tutti altri persone, Annarita, Chicha e Cetty con qui ho lavorato, per le conoscenze che sono stati passati e per sempre mi avere fatto sentire parte integrante, senza eccezione, di questa farmacia. En particolare grazie a Roberto, che non essendo farmacista, mi ha insegnato a lavorare in questa farmacia stesso quando ho avuto difficoltà in comunicazione. Tutti hanno contributo di qualcuna forma per imparare mi qualità come farmacista. Per finale, non mi posso dimenticare de Iva Nogueira qui mi ha accompagnato in quest’ avventura. Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale iv INDICE DI FIGURE Figura 1: Ordine farmacisti 1 Figura 2: Exterior dela Farmacia 1 Figura 3: Area di farmacia 2 Figura 4: L'area per il pubblico 2 Figura 5: Magazzino 3 Figura 6: Laboratorio 4 Figura 7: Ricetta bianca 6 Figura 8: Riceta rossa 7 Figura 9: Medicinali DPC 10 Figura 10: Ricetta DPC 10 Figura 11: Strumenti di autodiagnosi 11 Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale v Indice Dichiarazione di Ringraziamenti ............................................................................................................. ii Ringraziamenti ................................................................................................................................................... iii Indice di figure ................................................................................................................................................... iv 1.Introduzione ..................................................................................................................................................... 1 2. La Farmacia ..................................................................................................................................................... 1 Posizione e Orari ........................................................................................................................................ 1 L'organizzazione della Farmacia........................................................................................................ 2 Area di Servizio Pubblico ....................................................................................................................... 2 Magazzino ..................................................................................................................................................... 3 Laboratorio .................................................................................................................................................... 3 Risorsi Umani ............................................................................................................................................... 4 3.Gestione.............................................................................................................................................................. 4 Software Gestionale ................................................................................................................................. 4 Ordini e Reception ..................................................................................................................................... 5 Restituisce ..................................................................................................................................................... 6 4. Dispensazione del Farmaco ................................................................................................................. 6 Farmacovigilanza ....................................................................................................................................... 7 5. Medicinali per uso umano ...................................................................................................................... 7 Medicinali soggetti a prescrizione medica ripetibile ................................................................. 8 Medicinali soggetti a prescrizione medica non ripetibile ........................................................ 8 Medicinali Stupefacenti ............................................................................................................................ 9 Buoni acquisto ............................................................................................................................................. 9 Distribuzione per conto .......................................................................................................................... 10 I Medicinali equivalenti/generici, OTC et SOP .......................................................................... 11 6.SERVIZI IN FARMACIA ............................................................................................................................ 11 7.Testi e registri, apparecchiature, utensili e vetreria obbligatori in farmacia ........ 12 Apparecchi ed utensili obbligatori in farmacia ........................................................................... 12 8. Conclusione .................................................................................................................................................. 13 Bibliografia .......................................................................................................................................................... 14 Attaccato .............................................................................................................................................................. 15 Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 1 1.INTRODUZIONE Il Farmacista è un laureato al quale si può sempre chiedere un consiglio sui i suoi problemi di salute. È il professionista sanitario, specialista del farmaco che si occupa della preparazione, fabbricazione e del controllo dei medicinali. Fornendo le informazioni necessarie per il corretto uso del farmaco, rispondendo modo oggettivo e rilevante per qualsiasi domanda degli utenti e promuove l'uso razionale dei farmaci per incoraggiare l'apprendimento delle loro da tutta la popolazione. Il farmacista esercita la professione in farmacia comunitaria, farmacia ospedaliera, industria farmaceutica, cosmetica, nutraceutica. Lo scopo del farmaco è quello di migliorare la qualità della vita dei pazienti per la cura di malattie o controllo delle sue conseguenze e sintomi. Il farmacista è uno specialista che emerge come un ponte tra il paziente e altri professionisti della salute, fondamentale per promuovere l'uso razionale dei farmaci e di fornire consulenza efficace al fine di soddisfare le esigenze dei pazienti e raggiungere obiettivi di salute. Il contatto diretto con il tuo farmacista di fiducia è pertanto un momento insostituibile per l'approfondimento dei problemi personali. 2. LA FARMACIA POSIZIONE E ORARI La Farmacia Stazione Centrale (Figura 2) si localizza a Palermo, in Via Roma 1. Per informazioni e richieste telefoniche si può contattare lo staff al numero di telefono 091/6162117. Questa farmacia si trova sempre aperti, 24h su 24h dal lunedì alla domenica. È molto vicino alla stazione centrale di Palermo, e è correttamente identificato con “farmacia” e con il simbolo verde. La Farmacia Stazione Centrale vuole offrire a tutti i suoi clienti il miglior servizio possibile per la fornitura dei farmaci medicinali e non solo. Figura 1: Ordine farmacisti Figura 2: Exterior dela Farmacia Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 2 L'ORGANIZZAZIONE DELLA FARMACIA Ci sono diverse aree nella farmacia (Figura 3): area di servizio pubblico, magazzino, area gestione farmacia, cabina attrezzata per test autodiagnostichi e per prestazioni professionali in farmacia e servizi igienici. In questa farmacia ci sono due piani, in primo piano c’è la area di servizio pubblico, il magazzino e il bagno; in secondo piano c’è il laboratorio per preparazioni galeniche e magistrali, ufficio o studio dei titolari e uno spazio per fare qualcuno servizio qui questa farmacia disponibilità. AREA DI SERVIZIO PUBBLICO Si inizia con l’ingresso che è uno spazio fondamentale per il ricevimento dei utenti. L’area per il pubblico (Figura 4) è anche un’area di vendita e è costituita dall’insieme degli espositori allocati in modo da non ostacolare il passaggio per il pubblico. In questo spazio si può trovare prodotti per prima infanzia, dermocosmesi, dietetica e integratori, igiene personale, prodotti omeopatici, veterinari e altri prodotti senza ricetta medica. In questo spazio, il cliente, anche si può pesare e misurare la pressione sanguigna. Figura 3: Area di farmacia Figura 4: L'area per il pubblico Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 3 MAGAZZINO Questa area, Figura 5, è riservata al personale della farmacia e deve essere organizzata per lo svolgimento delle attività della farmacia. In questa area c'è un computer per la gestione dei ordini, ricezione/registrazione e restituzione dei prodotti. Ciò è direttamente collegato con area di servizio pubblico, il bagno e il secondo piano. La major parte dei medicini si trovano in questo posto, disposti in ordine alfabetico sugli scaffali e secreto dalla forma farmaceutica: compresse, pomate oftalmiche, sciroppi, inalatori, gocce, farmaci veterinari e piedistalli creme, pomate, gel e iniezioni. Anche c’è una cassaforte per la conservazione degli stupefacenti; frigoriferi atti alla conservazione dei medicinali da custodire a temperatura determinata, dotati di registratori di temperatura e di sistema di allarme. LABORATORIO La farmacia c’è un laboratorio proprio. Il laboratorio deve essere adeguato ad assicurare le corrette operazioni di preparazione, confezionamento, etichettatura e controllo dei medicinali. Si può fare preparato magistrale (c’è per base una prescrizione medica destinata ad un determinato paziente) e officinale (con indicazioni della Farmacopea Ufficiale della Repubblica Italiana XII, in vigore, e destinato ad essere fornito ai pazienti che si servono nella farmacia). In questa farmacia solo la Dottoressa (Dott.Ssa) Irene Gioia, titolare, è l’unica responsabile da fare questi preparazioni. Figura 5: Magazzino Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 4 Figura 6: Laboratorio RISORSI UMANI Questa farmacia ha due proprietari, Dottore (Dott.) Michele Lo Cascio e Dott.ssa Irene Gioia, che sono farmacisti. In farmacia, anche, lavorano altri cinque farmacisti e tre persone no farmacisti. I farmacisti sono Chicca Castagina, Annarita Pappalardo, Mariangela Bomcinimo, Francesco Daccardi e Daniele La Spada; atre due, no farmacisti, sono Concetta Giambruno, Roberto Coniglio e Giuisi Giordano. Questa farmacia ha multi collaboratrici una volta qui si trova sempre aperta, 24 su 24h. 3.GESTIONE SOFTWARE GESTIONALE Al sistema di gestione software farmacia è SISTEMA F Platinum Pro – Ver.6.18.0. [1] È un programma di gestione per la farmacia, per computer che fornisce una gestione ottimizzata della farmacia, centralizzando tutti i processi in un unico software, semplice e facile da usare. Questo software supporta il farmacista nelle numerose operazioni e attività di routine, guida nella conduzione economico-gestionale e nelle scelte strategiche, incrementa la produttività e la redditività della farmacia. La farmacia dispone di un sistema informatizzato che consente di valutare in tempo reale la giacenza dei medicinali, quindi stabilire se questi debbano o Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 5 meno essere ordinati ai fornitori. La farmacia Stazione Centrale, lavorano con Sofamorra, Re Roberto, Riccobono, Grossfarma e Unico. Si ordina le merche secondo i prezzi e disponibilità ai fornitori. Con questo programma si poi guardare le statistiche di vendita per anno e per mesi. Questa qualità del programma possibilità una meglio gestione del magazzino. Quando le merche è arrivata, prodotti acquistati, sono “caricati” dal programma in modo che ad ogni vendita venga scalato dal quantitativo degli stessi prodotto in giacenza. Durante il mio tirocinio ho avuto l'opportunità di lavorare con questo sistema essenzialmente per la reception e consegna dei prodotti a tutti i clienti. ORDINI E RECEPTION Il rifornimento quotidiano è fato secondo l'analisi di vendite giornaliere, arrivando di mattina, pomeriggio e sera. In questa farmacia anche si fare ordini, pontuale, per i clienti qui volle una determinata medicina. Questi ordini si fare secondo il prezzo di fornitore, disponibilità e orari di arrivo. Per fare i ordini come questi, sospeso, il cliente deve pagare adesso or lasciare un acconto come fiducia de qui ritorna (cinque euro). È fato uno biglietto, dove sta scritto si è pagato or lasciato acconto e con il nome di clienti. Quando le merche è arrivata, prodotti acquistati, sono “caricati” dal programma in modo che ad ogni vendita venga scalato dal quantitativo degli stessi prodotto in giacenza. Le responsabili deve verificare diversi questioni chiave: stato dei prodotti, se i prodotti ricevuti sano quelli richiesti, se i prodotti ricevuti corrispondano con la bolla di accompagnamento che viene secchi all'interno e confische. I prodotti termolabili sono i primi ad essere rivisti e sono rapidamente conservati in frigorifero. Tutte le fatture devono essere esaminati e salvati per la contabilità. Poi attraverso il sistema informatico di ricezione degli ordini viene eseguita. I prodotti che non sono in buone condizioni, non è interessato o vengono scambiati per altri prodotti il fornitore con l'ordine successivo vengono restituiti. Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 12 pressione sanguinea, e di prima istanza, con un importo di quattro euro e cinquanta centesime, la misurazione di glicemia, colesterolo, trigliceridi e transaminasi GPT. In questa farmacia viene utilizzato, per questo tipo di autoanalisi l'apparato, "REFLOTRON" (Figura 11). 7.TESTI E REGISTRI, APPARECCHIATURE, UTENSILI E VETRERIA OBBLIGATORI IN FARMACIA  La Farmacopea Ufficiale Italiana;  Tariffa nazionale dei medicinali;  Listino (o altra equivalente modalità) dei prezzi dei medicinali SOP e OTC praticati dalla farmacia;  Registro entrata e uscita stupefacenti;  Bollettario buoni-acquisto;  Ricette non ripetibili (per sei mesi);  Preparazioni magistrali e officinali (per sei mesi);  Stupefacenti (per due anni);  Veterinarie (per cinque anni quelle in triplice copia e le non ripetibili per animali da reddito; per sei mesi le non ripetibili per animali da compagnia) e relativi DDT o fatture. La farmacia prevede anche una gestione amministrativa, quindi è obbligatorio il registro dell’IVA e registratore di casa [8]. APPARECCHI ED UTENSILI OBBLIGATORI IN FARMACIA 1. Bilancia 2. Armadio frigorifero in grado di assicurare le corrette condizioni di conservazione, compresi i limiti di temperatura quando previsti. 3. Apparecchio per il punto di fusione. 4. Alcolometro centesimale. 5. Corredo di vetreria chimica comune e graduata, sufficiente alla esecuzione delle preparazioni [8]. Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 13 8. CONCLUSIONE Il Farmacista ha responsabilità nella promozione del trattamento e salute della popolazione. Questo tirocinio, del programma Erasmus, mi ha dato la possibilità di capire il funzionamento della farmacia in Italia. La farmacia in Italia funziona un poco differente di Portogallo, come esempio, in Italia solo il Farmacista può essere il titolare e il direttore della farmacia. Il contatto con i pazienti e la pratica quotidiana mi hanno mostrato che il farmacista ha una grande responsabilità. Lei deve informare e educare la popolazione, attraverso del momento distributivo, al corretto uso dei medicinali. È stata una esperienza troppo arricchente per me, professionalmente e personalmente. Nel corso di il mio tirocinio io ho fato dispensazione di medicinali e di altro materiale sanitario; dispensazione dei medicinali stupefacenti; utilizzazione di apparecchiature per autocontrollo medico e di informazione disponibili nella Farmacia. Tutti le cose che ho imparato, in questi tre mesi, sono un punto forte nella mia formazione professionale. Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 14 BIBLIOGRAFIA [1]Farmasistemi: Software Gestionale per la Farmacia. Accessibile http://www.farmasistemi.it/. [consultato nel 2 febbraio 2016] [2]Ordine dei Farmacisti: Cos'è la FARMACOVIGILANZA. Accessibile http://www.ordinefarmacistita.it/. [consultato nel 15 febbraio 2016] [3]Ordine dei Farmacisti: Medicinali Soggetti a Prescrizione Medica Ripetibile . Accessibile http://www.ordinefarmacisti.ss.it/. [consultato nel 15 febbraio 2016] [4]Ordine dei Farmacisti: Medicinali Soggetti a Prescrizione Medica Non Ripetibile. Accessibile http://www.ordinefarmacisti.ss.it/. [consultato nel 15 febbraio 2016] [5] Ordine dei Farmacisti: Vademecum del Farmacista. Accessibile http://www.ordinefarmacistiparma.it/. [consultato nel 5 marzo 2016] [6]Federazione Ordini Farmacisti Italiani: Guida Pratica per il Farmacista. Accessibile http://www.fofi.it/. [consultato nel 5 marzo 2016] [7]AIFA: Medicinali Equivalenti. Accessibile http://www.agenziafarmaco.gov.it/. [consultato nel 15 marzo 2016] [8] IQS: L’organizzazione della Farmacia Disimpegno del Servizio Farmaceutico al Pubblico: Obblighi ed Adempimento. Accessibile http://www.iqsservice.it/. [consultato nel 20 marzo 2016] Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 15 ATTACCATO Tirocinio in farmaciaFarmacia Della Stazione Centrale 16 Attaccato 1