Terminal de cruzeiros da APDL no Porto de Leixões - Estudo de caso na perspectiva de empresa construtora
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TERMINAL DE CRUZEIRO DA APDL NO PORTO DE LEIXÕES – ESTUDO DE CASO NA PERSPECTIVA DA EMPRESA CONSTRUTORA ISABEL MARIA MARRANA ALVES DE FREITAS Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES Orientador: Professor Doutor José Manuel Marques Amorim de A. Faria JUNHO DE 2014
MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2013/2014 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tel. +351-22-508 1901 Fax +351-22-508 1446 [email protected] Editado por FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Rua Dr. Roberto Frias 4200-465 PORTO Portugal Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-508 1440 [email protected] http://www.fe.up.pt Reproduções parciais deste documento serão autorizadas na condição que seja mencionado o Autor e feita referência a Mestrado Integrado em Engenharia Civil - 2013/2014 - Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2014 As opiniões e informações incluídas neste documento representam unicamente o ponto de vista do respetivo Autor, não podendo o Editor aceitar qualquer responsabilidade legal ou outra em relação a erros ou omissões que possam existir. Este documento foi produzido a partir de versão eletrónica fornecida pelo respetivo Autor.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora A meus Pais Alea jacta est! Júlio César
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Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora i AGRADECIMENTOS A todas as pessoas com quem estive em contacto na obra Terminal de Cruzeiros de Leixões e que de diferentes maneiras permitiram a aquisição de novos conhecimentos contribuindo para a realização do presente trabalho. Em particular aos Exmo. Senhores Engenheiros Alberto Goncalves e Plácido Castro pelo excelente acompanhamento, conhecimentos partilhados e disponibilidade durante a realização do estágio. Aos Exmo. Senhores Engenheiros do CTCV pela partilha de conhecimentos relativos aos revestimentos cerâmicos. Por último ao Exmo. Senhor Professor Doutor José Manuel Amorim Faria pela sua permanente disponibilidade e pela competência com que orientou a minha tese.
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Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora iii RESUMO O Edifício do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões da APDL apresenta-se como uma obra única, inovadora e emblemática tanto a nível nacional como internacional. O seu revestimento exterior é realizado com peças cerâmicas coladas ao suporte. Este revestimento cerâmico exterior levanta questões sobre a durabilidade, uma vez que o edifício em causa se encontra em plena exposição marítima a cerca de 800 metros da linha de costa natural, estando assim, totalmente exposto ao ambiente marítimo. Assim, torna-se imperativa uma escolha adequada para o sistema de revestimento a utilizar, bem como um controlo de qualidade eficaz durante a sua aplicação. Este trabalho foi realizado no âmbito de um estágio profissional protocolado entre a FEUP e a Opway – Engenharia, S.A., uma das empresas integrantes do ACE responsável pela empreitada geral de construção deste edifício. A dissertação resume as principais tarefas realizadas no âmbito do referido estágio. Todo o trabalho específico realizado no estágio relaciona-se com o revestimento cerâmico aplicado no exterior da obra acima identificada. Acompanhou-se esta tarefa ao nível de preparação, planeamento e controlo e estimativa da vida útil e durabilidade. PALAVRAS-CHAVE: Terminal de Cruzeiros, Porto de Leixões, Revestimento Cerâmico Exterior, Controlo de Qualidade, Planeamento e Controlo de Prazos, Durabilidade, Tecnologia de aplicação.
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Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora v ABSTRACT The building of the Cruise Terminal in Porto de Leixões of APDL presents itself as a unique, innovative and emblematic both national and international work. Its exterior is made with adhesive ceramic tiles. This outer ceramic coating raises major questions about durability, since this building is located about 800 meters away from the natural shoreline and therefore fully exposed to the marine environment. So it is imperative the use of a suitable coating system, as well as an effective quality control of these works. This work was conducted under an Internship, settled between FEUP and Opway - Engenharia, SA, one of the members of the contractor joint-venture for the construction of this building. The paper summarizes the main tasks performed in the scope of that Internship. All the specific work is focused in the ceramic coating applied outside as mentioned in the aboveidentified work. This task was followed up in terms of preparation, planning and control and the estimated life time and durability of the adhesive ceramic tiles. KEYWORDS: Cruise Terminal, Porto de Leixões, Exterior Ceramic Coating, Quality Control, Planning and Control of Deadlines, Durability, Application Technology.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xii Figura 4.25. – Esquema de localização da zona 3 a vermelho. ..................................................................45 Figura 4.26. – Zona 1 já com os painéis CSM e zona 3 onde se visualiza a cortina de estacas prancha. ........................................................................................................................................................46 Figura 4.27. – Desenho esquemático dos tirantes colocados no topo da cortina de estaca prancha. .......46 Figura 4.28.- Esquema de localização da zona 4 a vermelho .....................................................................47 Figura 4.29. – Esquema da execução da contenção na zona 4. .................................................................47 Figura 4.30. – Planta do piso -1. ..................................................................................................................48 Figura 4.31. – Corte da laje de fundo. ..........................................................................................................49 Figura 4.32. – Fotografia que permite visualizar a grelha de vigas. ............................................................49 Figura 4.33. – Fotografia da Laje de fundo. .................................................................................................49 Figura 4.34. – Corte da laje de fundo e respectivos pormenores de impermeabilização ............................50 Figura 4.35. – Estacas de betão armado .....................................................................................................50 Figura 4.36. – Fotografia onde se vê as microestacas. ...............................................................................51 Figura 4.37. – Aplicação da camada de brita compactada. .........................................................................51 Figura 4.38. – Aplicação do betão de limpeza .............................................................................................52 Figura 4.39. – Manta bentonítica..................................................................................................................52 Figura 4.40. – Fotografia do pilar e do núcleo rígido ...................................................................................53 Figura 4.41. – Fotografia dos pilares do piso 0. ...........................................................................................53 Figura 4.42 – Fotografia geral da obra .........................................................................................................53 Figura 4.43. – Fotografia pilares em Y no piso ............................................................................................53 Figura 4.44. – Cofragens das paredes .........................................................................................................54 Figura 4.45. – Cofragens das paredes. ........................................................................................................54 Figura 4.46. – Execução das lâminas ..........................................................................................................54 Figura 4.47. – Cofragens e escoramentos da lâmina. .................................................................................54 Figura 4.48. – Fotografia da execução das lâminas ....................................................................................54 Figura 4.49. – Fotografia onde se vê o escoramento das lâminas ..............................................................54 Figura 4.50. – Fotografia do início de trabalhos sobre o cais acostável onde já se veem os pilares da manga fixa. ...................................................................................................................................................55 Figura 4.51.- Fotografia da Manga fixa ........................................................................................................55
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xiii Figura 4.52. – Fotografia da Manga fixa vista do piso 0. .............................................................................55 Figura 4.53. – Fotografia dos trabalhos na pala dos autocarros .................................................................55 Figura 4.54. – Trabalhos pala dos autocarros. ............................................................................................55 Figura 4.55. – Fotografia pala dos autocarros. ............................................................................................56 Figura 4.56. – Fotografia pala dos autocarros piso 1...................................................................................56 Figura 4.57.- Pala dos autocarros estruturalmente já terminada. ................................................................56 Figura 4.58.- Pala dos autocarros vista de baixo .........................................................................................56 Figura 4.59. – Trabalhos na rampa de acesso ao parque de recreio. .........................................................56 Figura 4.60. – Rampa parque de recreios quase concluída estruturalmente ..............................................56 Figura 4.61. – Fotografia do revestimento de placas de granito. .................................................................57 Figura 4.62. – Acabamento das escadas exteriores. ...................................................................................57 Figura 4.63. – Fotografia de pintura com tinta epoxy de base aquosa. .......................................................57 Figura 4.64. – Fotografia das placas de granito e dos cubos de basalto no piso 0 .....................................58 Figura 4.65. - Fotografia das placas de granito nas paredes no piso 0. ......................................................58 Figura 4.66. - Fotografia do envidraçado no piso 0. ....................................................................................58 Figura 4.67. – Tela Tensionada no Piso 0. ..................................................................................................58 Figura 4.68. - Envidraçado piso 1. ...............................................................................................................59 Figura 4.69. – Envidraçado piso 1. ..............................................................................................................59 Figura 4.70. – Fotografia do pavimento com o microcimento. .....................................................................59 Figura 4.71 – Fotografia do piso 1 praticamente terminado. .......................................................................59 Figura 4.72. – Fotografia das paredes divisórias e início da execução do mezanino .................................60 Figura 4.73. – Fotografia de um dos laboratórios no piso 2. .......................................................................60 Figura 4.74. – Fotografia de um dos laboratórios no piso 2. .......................................................................60 Figura 4.75. – Piso 2a visto do laboratório. ..................................................................................................60 Figura 4.76. – Fotografia do envidraçado exterior do piso 3. ......................................................................61 Figura 4.77. - Fotografia do piso 3 já em fase de acabamentos. .................................................................61 Figura 4.78. – Fotografia da cobertura inclinada acessível .........................................................................61 Figura 4.79. – Fotografia da cobertura. ........................................................................................................61 Figura 4.80. – Fotografia cobertura. .............................................................................................................61
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xiv Figura 4.81 – Fotografia da cobertura. .........................................................................................................61 Figura 4.82. – Fotografia da lâmina central que será revestida com peças cerâmicas...............................62 Figura 4.83. – Fotografia dos envidraçados existentes no núcleo central. .................................................62 Figura 4.84. – Fotografia da claraboia vista do interior. ...............................................................................62 Figura 4.85. – Fotografia da clarabóia vista do piso 3a. ..............................................................................62 Figura 4.86. – Fotografia das vigas de betão que constituem a clarabóia. .................................................62 Figura 4.87. – Fotografia dos perfis de alumínio e vidro da clarabóia. ........................................................62 Figura 4.88. – Aplicação dos cerâmicos no interior .....................................................................................63 Figura 4.89. – Aplicação de cerâmicos no núcleo central. ..........................................................................63 Figura 4.90. – Aplicação nas lâminas exteriores. ........................................................................................63 Figura 4.91. – Aplicação do revestimento exterior. ......................................................................................63 Figura 5.1. – Corte do sistema .....................................................................................................................66 Figura 5.2. – Fotografia do sistema Etics em construção. ...........................................................................66 Figura 5.3. – Cerâmicos de canto e retangulares. .......................................................................................67 Figura 5.4. – Cerâmicos Hexagonais planos e tridimensionais. ..................................................................68 Figura 5.5. – Mistura da cola. .......................................................................................................................70 Figura 5.6. – Desenho lâmina A. ..................................................................................................................71 Figura 5.7. – Imagem lâmina B. ...................................................................................................................71 Figura 5.8. – Desenho elucidativo das lâminas A e B..................................................................................71 Figura 5.9. – Desenho esquemático Lâmina A zona corrente. ....................................................................72 Figura 5.10. – Fotografia geral. ....................................................................................................................72 Figura 5.11. – Alçado esquemático rebatido planificado do interior e exterior. ...........................................72 Figura 5.12. – Esquema referente ao exterior da lâmina B. ........................................................................73 Figura 5.13. – Alçado planificado rebatido do lado interior da lâmina B que faz o teto da Manga Fixa e na qual é visível a separação com o espaço considerado zona interior. ....................................................73 Figura 5.14. – Esquema do remate cerâmico com o envidraçado no piso 3 lâmina A................................74 Figura 5.15. – Fotografia Envidraçado do piso 3. ........................................................................................74 Figura 5.16.- Fotografia do remate do revestimento com o envidraçado no piso 3. ...................................74 Figura 5.17. – Esquema rebatido da estereotomia das peças cerâmicas junto aos pilares .......................74
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xv Figura 5.18. – Fotografia do pilar do piso 3. ................................................................................................74 Figura 5.19. – Encontro do lajeado de betão branco na cobertura piso 3. ..................................................75 Figura 5.20. – Fotografia do pormenor do encontro das lajetas com a lâmina revestida a peças cerâmicas. ....................................................................................................................................................75 Figura 5.21. – Alçado esquemático das peças cerâmicas e degraus da bancada da cobertura. ...............75 Figura 5.22. – Detalhe na cobertura, degraus da bancada com lâmina ......................................................75 Figura 5.23. – Fotografia dos degraus da bancada .....................................................................................76 Figura 5.24. – Fotografia do pormenor dos degraus da cobertura. .............................................................76 Figura 5.26. – Desenho piso 2 clarabóia da marina. ...................................................................................76 Figura 5.27. – Esquema onde se representa a estereotomia em contacto com a caleira e as lâminas .....77 Figura 5.28. – Fotografia zona de cruzamento das lâminas. .......................................................................77 Figura 5.29. – Esquema do início da manga fixa. ........................................................................................77 Figura 5.30. – Esquema da estereotomia dos pilares da manga fixa, .........................................................77 Figura 5.31. – Fotografia das peças cerâmicas, ..........................................................................................78 Figura 5.32. – Fotografia dos cerâmicos evidenciando a fissura [33]. .........................................................79 Figura 5.33. – Fotografia da sujidade acumulada apos aplicação do barramento de impermeabilização. ......................................................................................................................................79 Figura 5.34. – Ficha utilizada no controlo da aplicação do revestimento cerâmico. ...................................81 Figura 5.35. – Ficha utilizada no controlo de qualidade. .............................................................................82 Figura 5.36. – Assentamento na cobertura. .................................................................................................83 Figura 5.37. – Revestimento exterior da lâmina A no piso 3. ......................................................................83 Figura 5.38. – Pormenor das peças cerâmicas. ..........................................................................................83 Figura 5.39. – Entrada na rampa da marina. ...............................................................................................83 Figura 5.40. – Local de interseção das lâminas com trabalhador a realizar a limpeza das peças. ............83 Figura 5.41. – Fotografia do revestimento na Lâmina A ..............................................................................83 Figura 5.42. – Assentamento na zona das plataformas suspensas. ...........................................................84 Figura 5.43. – Topo da Lâmina A. ................................................................................................................84 Figura 5.44. – Lâmina A no piso 0. ..............................................................................................................84 Figura 5.45. – Piso 3 exterior. ......................................................................................................................84
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xvi Figura 5.46. – Imagem tridimensional do edifício: 1 – Manga Fixa; 2Rampa da Marina; 3 – Pala dos autocarros; 4 – Lâmina A; 5 - Lâmina B. ......................................................................................................86 Figura 5.47. - Imagem do Edifico com local de corte de frentes assinalados. ............................................87 Figura 5.48. – Corte da Pala dos Autocarros com marcação a cor das zonas pertencentes as diferentes frentes consideradas: Cobertura – azul; Interior – Vermelho; Parede Exterior - Verde. ............88 Figura 5.49. – Planeamento de aplicadores afetos à tarefa. .......................................................................89 Figura 5.50. – Fotografia do revestimento cerâmico exterior no piso 0. ......................................................94 Figura 5.51. – Fotografia revestimento lâmina B. ........................................................................................94 Figura 5.52. – Fotografia dos cerâmicos da lâmina A..................................................................................96 Figura 5.53. – Fotografia pormenor dos cerâmicos onde se vê bastante sujidade. ....................................96 Figura 5.54. – Fotografia da lâmina A. .........................................................................................................96 Figura 5.55. – Fotografia lâmina A. ..............................................................................................................96 Figura 5.56. – Fotografia onde é visível sujidade. .......................................................................................96 Figura 5.57. – Fotografia onde é visível sujidade. .......................................................................................96 Figura 5.58. – Ficha de inspeção proposta. ...............................................................................................100
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xvii ÍNDICE DE QUADROS (OU TABELAS) Quadro 2.1. - Exigências Funcionais de Revestimentos Cerâmicos de Paredes Exteriores [1, 2]. ........ 5 Quadro 2.2. – Classificação de revestimentos cerâmicos conforme o seu processo de fabrico e absorção de água (E) [1]. ......................................................................................................................... 6 Quadro 2.3. – Características exigidas para diferentes aplicações no exterior.[1] .................................. 7 Quadro 2.4. – Classificação de colas em classes e tendo em conta as suas características ................. 8 Quadro 2.5. – Classificação de colas [5]. ................................................................................................. 8 Quadro 2.6. – Condições a satisfazer pelos paramentos no momento da colagem [6]. ....................... 10 Quadro 2.7. – Vida útil de projeto de Edifícios [10] ................................................................................ 11 Quadro 2.8. – Relação entre a durabilidade dos produtos de construção e a durabilidade das construções (adaptada EOTA 1999) [11] ............................................................................................... 12 Quadro 2.9. – Valor dos fatores a utilizar adaptado de [12]. ................................................................. 13 Quadro 2.10. – Patologias em revestimentos cerâmicos exteriores adaptado de [1]. .......................... 16 Quadro 3.1. - Volume de Negócios do Grupo OPWAY [21] [17] ........................................................... 22 Quadro 3.2. – EBITDA do Grupo OPWAY [17, 21] ................................................................................ 22 Quadro 3.3. – Volume de negócios OPWAY [25]. ................................................................................. 24 Quadro 3.4. – Resultados Líquidos da OPWAY – Engenharia [25]. ...................................................... 24 Quadro 3.5. – Despesas OPWAY – Engenharia, S.A............................................................................ 25 Quadro 3.6. – Volume de Importações e Exportações da OPWAY. ...................................................... 25 Quadro 3.7. – Mapa de mão-de-obra direta resumido. .......................................................................... 29 Quadro 3.8. – Mapa de mão-de-obra indireta. ....................................................................................... 29 Quadro 3.9. – Mapa de Equipamentos Resumido. ................................................................................ 30 Quadro 5.1. – Determinação da dimensão das peças. .......................................................................... 85 Quadro 5.2. – Determinação da absorção da água. .............................................................................. 85
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xviii Quadro 5.3. – Áreas revestimento exterior. ........................................................................................... 85 Quadro 5.4. – Cálculo das durações previstas para cada tarefa e do número de aplicadores por tarefa/frente. ........................................................................................................................................... 89 Quadro 5.5. – Plano de entregas da cola ALL 9000. ............................................................................. 90 Quadro 5.6. – Rendimentos dos trabalhadores. .................................................................................... 91 Quadro 5.7. – Apuramento do rendimento total da cola ALL 9000 realizado a 3 de Junho de 2014. ... 91 Quadro 5.8. – Rendimentos relativos apenas ao assentamento no exterior realizado a 3 de Junho 2014. ....................................................................................................................................................... 92 Quadro 5.9. – Valores a utilizar na aplicação do método factorial. ........................................................ 93 Quadro 5.10. – Resultados de ensaio da determinação da expansão com a humidade [34]. ....................95
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xix SÍMBOLOS E ABREVIATURAS APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões, S.A. FEUP – Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto UP – Universidade do Porto ISO – Organização Internacional de Normas EN – Normas Europeias Harmonizadas EOTA – Organização Europeia de Aprovações Técnicas CTCV – Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro S.A. – Sociedade Anónima OPCA – Obras Públicas e Cimento Armado SOPOL – Sociedade Geral de Construções e Obras Públicas SGPS – Sociedade Gestora de Participações Sociais EBITDA – Ganhos/Lucros antes da aplicação dos juros, taxas, depreciações e amortizações. ACE – Agrupamento Complementar de Empresas
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora xx
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 1 1 INTRODUÇÃO 1.1. OBJETO, ÂMBITO E JUSTIFICAÇÃO A presente dissertação foi realizada em ambiente empresarial na empresa Opway – Engenharia, S.A. na obra de construção do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões da APDL. Tendo a autora muito interesse em realizar uma experiencia prática que sedimentasse os conhecimentos adquiridos no curso Mestrado Integrado em Engenharia Civil, procurou um tema que se enquadrasse nos trabalhos a realizar na obra em questão e permitisse uma análise fundamentada. A obra encontra-se em fase de acabamentos o que determinou a escolha do tema tendo por base a especialização da autora em Construções. O estágio teve início aquando da aplicação do revestimento cerâmico interior e exterior. O carácter único do revestimento cerâmico exterior colado sobre o betão, a sua extensa área, os processos de aplicação utilizados e as questões relacionadas com a durabilidade, considerando o ambiente em que o edifício está inserido, estiveram na origem do objeto de estudo desta dissertação. A autora participou diretamente em atividades de controlo de gestão realizadas pelo ACE Opway – Engenharia, S.A./Ferreira, S.A., mais concretamente no que se refere às operações relacionadas com o planeamento e aplicação do revestimento cerâmico exterior. Realizou o acompanhamento em obra destes trabalhos ao nível do planeamento e controlo da qualidade e dos prazos. Pode assim caracterizar-se o objeto desta dissertação como a realização de uma experiencia concreta de planeamento e controlo de uma operação muito complexa de construção civil numa obra carismática e de forte impacto arquitetónico. Esta atividade foi realizada no contexto de um estágio protocolar entre a FEUP e a Opway – Engenharia, S.A. e teve assim características específicas de um trabalho de cariz profissional. Ao nível do âmbito entende-se circunscrever o trabalho realizado à avaliação de uma única atividade, considerando o fato de esta permitir abordar o tema na perspetiva da tecnologia de execução (preparação e controlo da qualidade), planeamento e gestão operacional (na componente “duração de tarefas”) e durabilidade (reflexão) e cuidados a garantir para aumentar a durabilidade do sistema de revestimento cerâmico e reduzir os custos com as operações de manutenção.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 8 2.1.3. COLAS/ ARGAMASSAS DE COLAGEM Atualmente existem colas que possuem propriedades específicas para cada necessidade de aplicação, dependendo do sistema que se vai utilizar. O Manual de Aplicação de Revestimentos Cerâmicos [1] define colar como provocar a adesão entre dois corpos distintos que se mantêm unidos por forças coesivas de origem molecular. Os produtos de colagem que se utilizam na fixação de peças cerâmicas estão divididos segundo a norma EN 12004:2008 – “Colas para Ladrilhos: requisitos, avaliação da conformidade, classificação e designação”, nos três seguintes tipos: Cimentos – Cola - C; Colas de dispersão aquosa - D; Colas de resinas de reação - R; A norma classifica ainda os tipos de adesivos em diferentes classes e com diferentes características: Quadro 2.4. – Classificação de colas em classes e tendo em conta as suas características Classificação Descrição 1 Colas Normais 2 Colas Melhoradas F Cola de Presa Rápida T Cola Resistente ao Escorregamento E Cola com Tempo de Abertura Alargada S1 Cola Deformável S2 Cola Altamente Deformável Cada tipo de cola pode possuir uma ou duas classificações e diferentes características, conforme a sua performance como se pode ver no quadro 2.5. Quadro 2.5. – Classificação de colas [5]. Tipo Classificação Características Descrição C 1 Cola normal C 1 F Cola de presa rápida C 1 T Cola resistente ao escorregamento C 1 FT Cola de prensa rápida resistente ao escorregamento C 2 Cola Melhorada C 2 E Cola melhorada e com tempo de abertura elevado C 2 F Cola de prensa rápida com propriedades melhoradas C 2 T Cola melhorada e resistente ao escorregamento C 2 TE Cola melhorada resistente ao escorregamento e com tempo aberto elevado C 2 FT Cola melhorada de prensa rápida e resistente ao escorregamento
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 9 Tipo Classificação Características Descrição D 1 Cola em dispersão aquosa D 1 T Cola em dispersão aquosa resistente ao escorregamento D 2 Cola em dispersão aquosa com propriedades melhoradas D 2 T Cola em dispersão aquosa melhorada resistente ao escorregamento D 2 TE Cola em dispersão aquosa melhorada resistente ao escorregamento e com tempo de abertura elevado R 1 Cola de resinas de reação R 1 T Cola de resinas de reação resistente ao escorregamento R 2 Cola de resinas de reação com propriedades melhoradas R 2 T Cola de resinas de reação melhorada e resistente ao escorregamento Relativamente à forma de aplicação da cola, esta pode ser efetuada através de colagem simples ou dupla. No primeiro método, a cola é apenas aplicada sobre o suporte, enquanto que no processo de colagem dupla aplica-se cola sobre o suporte e no tardoz das peças. Durante a aplicação deve-se ter em particular atenção as condições meteorológicas. No exterior é recomendado o uso de cimentos-cola ou argamassa/cola com maior tempo de abertura e devem ser distinguidos os tempos de abertura para fachadas que se encontram expostas ao sol, à sombra ou a uma forte ação do vento. 2.2. PROCESSOS DE APLICAÇÃO Na execução de um sistema constituído por revestimento cerâmico colado no exterior a sua aplicação pode ser dividida em cinco fases principais: 1. Preparação do suporte; 2. Aplicação do material de assentamento; 3. Assentamento das peças cerâmicas; 4. Preenchimento das juntas; 5. Limpeza Final, O suporte deve satisfazer as exigências descritas no quadro 2.6. A limpeza/decapagem do suporte com o objetivo de remover imperfeições e retirar restos de óleos, poeira ou produtos utilizados na construção deve ser efetuada com recurso a jatos de água de alta pressão, picagem ou jacto abrasivo de areia.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 10 Quadro 2.6. – Condições a satisfazer pelos paramentos no momento da colagem [6]. Características Tipo de suporte Exigências Observações Planeza Alvenaria Rebocada ou betão com acabamento de superfície colada Planeza geral: Desvios ≤ 5 mm, avaliadas sobre régua de 2 m; Planeza localizada: desvios ≤2 mm avaliados sobre régua de 0,2 m. - Betão com acabamento de superfície corrente Planeza geral: Desvios ≤ 7 mm, avaliados sobre régua de 2 m; Planeza localizada desvios ≤2 mm, avaliados sobre a régua de 020 m. Desvios de planeza compatíveis apenas com colas espessas de endurecimento hidráulico. Estado de Limpeza Qualquer A superfície dos suportes deve ser coesa e estar isenta de produtos que possam prejudicar a aderência. - Idade – período mínimo de tempo que deve decorrer entre a conclusão da execução do suporte e o início dos trabalhos de assentamento Alvenaria Rebocada ≥ 3 semanas Em paramentos interiores de paredes, o período de espera pode ser reduzido para um mínimo de 48 horas, exceto no caso das colas de ligantes orgânicos, que terá de ser sempre ≥ 3 semanas. Betão ≥ 2 meses - 2.3. DURABILIDADE DE EDIFÍCIOS Durabilidade da construção pode ser definida como a capacidade das construções para satisfazer as exigências de desempenho e os requisitos básicos estabelecidos num determinado intervalo de tempo [7]. Na norma ISO 15686 -1 define-se durabilidade como a capacidade de uma construção ou de qualquer um dos seus componentes para manter as suas funções durante um determinado período de tempo sob as condições previstas [8, 9]. Os revestimentos cerâmicos devem apresentar um desempenho satisfatório durante o seu período de vida útil recorrendo a uma manutenção adequada [1]. No estudo da durabilidade, é necessário também ter em atenção o ponto de vista económico, ou seja, ter em consideração os seguintes aspetos [1]: Os custos de conceção, construção e utilização; Custos decorrentes da não utilização; Riscos e consequências de uma falha do sistema de revestimento durante o período de vida útil;
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 11 Renovações parciais previstas; Custos de inspeções, manutenções e reparações do sistema; Custos de exploração e de gestão; Desmontagem e demolição; Poluição e reciclagem. Os revestimentos cerâmicos exteriores estão principalmente sujeitos às seguintes solicitações [1]: Solicitações higrotérmicas – temperatura, humidade, vento, chuva e gelo; Acão de água e produtos químicos agressivos; Choques; Poluição, poeiras e microrganismos. É possível, através da durabilidade esperada para os edifícios, estimar durabilidade prevista para os seus revestimentos. No Quadro 2.7. atribui-se uma vida útil ao projeto, consoante o género de construção em causa e o uso a que se destina. Quadro 2.7. – Vida útil de projeto de Edifícios [10] Categorias Vida útil de Projeto Exemplos Temporários Menos de 10 anos Construção não permanente Construções para exibições temporárias Duração Média 25 a 49 anos Edifícios industriais; Construções para estacionamento. Longa Duração 50 a 99 anos Edifícios habitacionais, comerciais e de serviços; Edifícios hospitalares e educacionais; Permanentes Duração mínima de 100 anos Monumentos e edifícios que pertençam ao património nacional, museus, arquivos, edifícios emblemáticos, etc. Por análise do quadro 2.8. e tendo em conta a durabilidade da construção, é possível conhecer a durabilidade pretendida para os produtos de construção, como os seus revestimentos. A categoria em que os revestimentos se encontram, ou seja, se são reparáveis ou facilmente substituíveis, substituíveis com algum esforço ou se a sua durabilidade deve ser igual à durabilidade da construção, é um fator a ser avaliado de forma cuidada.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 12 Quadro 2.8. – Relação entre a durabilidade dos produtos de construção e a durabilidade das construções (adaptada EOTA 1999) [11] Durabilidade das Construções Durabilidade dos Produtos de Construção Categoria Anos Categoria Reparável ou facilmente substituível Reparável ou substituído com algum esforço Durabilidade igual à durabilidade da construção *1 Pequena Média Normal Longa 10 25 50 100 10 10 10 10 10 25 25 25 10 25 50 100 *1 – Quando não reparáveis ou substituíveis facilmente ou com algum esforço. As conclusões retiradas dos quadros 2.7. e 2.8. apresentam-se mais como metas a cumprir quer pelo edifício como, neste caso, pelo revestimento. A durabilidade apresentada é a durabilidade razoável prevista para as construções que deve servir como base na escolha das materiais e processos. Os quadros a cima não têm em consideração as características do projeto, logo a sua avaliação da durabilidade serve apenas como uma linha orientadora na durabilidade que se pretende. A norma ISO 15686 – 1 (Building and construction assets - service life planning. Part 1 – General principles and framework) apresenta um método determinístico, o método factorial, que permite estimar a vida útil de um determinado produto de construção sob determinadas condições. A aplicação deste método permite, conhecendo a duração de vida útil prevista ou de referência, a sua correção através da multiplicação por vários fatores modificadores que têm em consideração características determinantes para a durabilidade obtendo uma duração de vida útil estimada [8]. Os fatores presentes na norma são os seguintes: Fator A – Qualidade do material ou componente; Fator B – Nível de qualidade do projeto; Fator C – Nível de qualidade de execução; Fator D – Características do ambiente interior; Fator E – Características do ambiente exterior; Fator F – Características de uso; Fator G – Nível de manutenção. A fórmula que permite estimar a vida útil de um determinado produto de construção é a seguinte: (2.1.) O significado das variáveis presentes na equação é: VUE – Vida útil estimada; VUR – Vida útil de referência; f a – f g - Fatores modificadores.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 13 No Seminário sobre Colagem de Cerâmicos [12] apresentou-se uma adaptação do método fatorial para o caso especifico dos revestimentos cerâmicos colados. No qual a formula utilizada é a seguinte: (2.2.) Onde os fatores apresentados são: A1 – Acabamento do cerâmico – vidrado ou não vidrado; A2 – Cor do cerâmico; A3 – Dimensões; B1 – Condição do substrato; B2 – Juntas periféricas; B3 – Proteção periférica do cerâmico; C1 – Nível de execução; E1 – orientação da fachada; E2 – Ação do vento/chuva; E3 – Proximidade ao mar; E4 – Humidade; G1 – Existência de manutenção; G2 – Facilidade de inspeção. Como é visível os fatores modificadores apresentados na formula (2.2.) estão diretamente relacionados com os de (2.1.). No quadro 2.9. identifica-se o valor a utilizar em cada fator de forma a efetuar o cálculo da vida útil estimada. Quadro 2.9. – Valor dos fatores a utilizar adaptado de [12]. Através da análise de 195 casos e tendo em conta vários parâmetros, considerou-se a vida útil de referência para revestimentos cerâmicos exteriores é igual a 51 anos [12]. A determinação da durabilidade de um revestimento exterior irá permitir o planeamento de ações de manutenção de forma a permitir que este desempenhe as suas funções durante a vida útil espectável. Estas Fatores Sub-fatores Valor a utilizar Fatores Sub-fatores Valor a utilizar Vidrado 1,050 Norte 0,950 Não vidrado 0,850 Sul 1,000 Clara 1,000 Este 1,050 Escuras 1,000 Oeste 1,050 Branco 1,025 Baixa 1,125 L< 20 cm 1,000 Moderada 1,000 L>20 cm 0,800 Severa 0,975 Alvenaria 1,000 < 1 km 0,925 Betão 1,000 >1 e < 5 km 0,950 Sim 1,025 > 5 km 1,050 Não 1,000 Alta 0,900 Sim 1,000 Baixa 1,050 Não 1,000 Sim 1,350 Adequado 1,000 Não 1,000 Corrente 1,000 Desfavorável 0,950 G2 - Facilidade de Inspeção 0,500 C1 - Nível de execução Não adequado A1 - Acabamento do cerâmico A2 - Cor do cerâmico A3 - Dimensão B1 - Condição do Substrato B2 - Juntas perifericas B3 - Proteção periférica E1 - Orientação da Fachada E2 - Ação vento/chuva E3 - Proximidade com o mar E4 - Exposição à humidade G1 - Regularidade de manutenção
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 14 ações podem ser definidas como operações de limpeza, lavagem, reparações e mesmo substituição pontual caso seja necessário. Consideram-se correntes ou normais as operações de manutenção que ocorram pela primeira vez após um período mínimo de 10 anos após a entrada em serviço e cujo período entre intervenções seja superior a 5 anos [13]. Os intervalos de tempo, considerados no planeamento de ações de manutenção, irão depender tanto do sistema em causa como do meio no qual o sistema esta inserido. 2.4. PATOLOGIAS EM REVESTIMENTOS CERÂMICOS EXTERIORES Define-se patologias como situações nas quais, em dado momento da vida útil, neste caso, os revestimentos deixam de cumprir com o desempenho esperado, não cumprindo as suas funções de projeto [9]. As patologias nos revestimentos cerâmicos exteriores colados sobre o suporte podem ter origem na fase de projeto, devido à escolha de materiais incompatíveis com o uso do edifício ou, quando são desconsideradas as interações do material com outras partes do edifício, em fase de execução devido a um deficiente assentamento, à falta de mão-de-obra especializada e a um deficiente controlo por parte dos responsáveis pela obra e, em fase de utilização, devido às ações a que se encontram sujeitos [14]. As patologias mais correntes em revestimentos exteriores cerâmicos colados sobre o suporte são o descolamento e a fendilhação. Os revestimentos exteriores estão sujeitos a mais solicitações tanto a nível mecânico como climático. Esta situação é agravada em situações de uso exterior ou quando as áreas de aplicação são mais extensas. Existem outras patologias que podem afetar o desempenho dos revestimentos, quer devido à sua segurança de utilização, como à falta de aderência, quer devido ao aspeto estético como o enodoamento, a eflorescência, alteração de cor, etc. [1]. Descolamento É caracterizado pela perda de aderência das peças cerâmicas e ocorre quando as tensões instaladas no revestimento ultrapassam a capacidade de aderência entre essas peças e a argamassa colante [15]. Quando ocorre de forma isolada – descolamentos pontuais - pode ser atribuído a deficiências na aplicação ou no suporte. A entrada pontual de água para o suporte ou zonas de remate pode originar descolamentos. As expansões e contrações dos materiais resultantes da variação de temperaturas e da humidade devem ocorrer de forma igual ao longo de todo o sistema. Quando isto não acontece pode ocorrer o descolamento localizado de peças cerâmicas [9]. No caso de ocorrerem descolamentos pontuais com padrão repetitivo, está patologia esta frequentemente associada ao uso de argamassas/colas fora do seu tempo de abertura, que resultam de amassaduras ou misturas que não são compatíveis com a capacidade de aplicação, ou por vezes relacionados com a geometria da parede ou com uma maior dificuldade na execução [1]. Os descolamentos generalizados, podem ocorrer com ou sem empolamento prévio, são usualmente associados à elevada expansão irreversível dos cerâmicos não compensada por juntas estruturais ou de assentamento, à deficiência do material utilizado na colagem (falta de qualidade, inadequação à aplicação ou má aplicação), a erros de aplicação sistemáticos ou à incompatibilidade do sistema [1]. O descolamento pode ter como causas, também, os movimentos diferenciais do suporte, uma aderência insuficiente entre as camadas do sistema, a falta de juntas no contorno do revestimento, entre outras.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 15 É necessário garantir a estanqueidade do revestimento, a entrada de água das chuvas cria tensões que podem também provocar o descolamento progressivo e generalizado do revestimento com risco de infiltração para o interior. O descolamento explosivo é um caso particular de rotura que ocorre devido a deformações diferenciais entre o revestimento cerâmico e o suporte. Esta rotura resulta da instalação de tensões de compressão nas peças cerâmicas. Estas tensões instalam-se devido à restrição de dilatação dos cerâmicos ou de retração dos restantes elementos do sistema [16]. Relativamente à ocorrência desta patologia devido a erros na execução do revestimento as causas mais comuns são: a ausência de colagem dupla; deficiente limpeza das interfaces de colagem; deficiente coesão do suporte ou dimensões e características do cerâmico inadequadas ao suporte [16]. É necessário ter em conta que o descolamento levanta questões relacionadas com a segurança dos utilizadores devido à possibilidade de queda, sendo assim considerada a patologia mais prejudicial. Fissuração/Fendilhação Ocorre devido à perda de integridade da superfície das peças cerâmicas. Esta patologia pode influenciar apenas o efeito estético e o vidrado superficial - fissuras inferiores a 1 mm, ou provocar a rotura e o destacamento das peças -fissuras superiores a 1 mm. Este destacamento dá-se quando existe rutura do cerâmico, provocada por esforços mecânicos que originam a separação das peças cerâmicas [2]. A fendilhação dos revestimentos cerâmicos está normalmente associada a movimentos do suporte, podendo ocorrer ou não a fissuração do próprio suporte, quando estes são incompatíveis com a resistência à tração das peças cerâmicas ou com elasticidade do material de colagem, entre outras. A origem da fendilhação do revestimento está associada a diversos fatores como [1]: o Variações de temperatura; o Movimentos do suporte; o Contração e expansão do produto de assentamento; o Choque; o Rotura por flexão em peças mal assentes. O que determina na maioria dos casos, se o revestimento fendilha ou descola, quando ocorrem movimentos no suporte, é a resistência ao corte do produto de colagem, quando a sua aderência é baixa provoca o descolamento quando é elevada origina a fendilhação. Esta patologia, associada a movimentos do suporte, não permite retirar conclusões acerca da má execução do sistema, se o revestimento é frágil ou se os movimentos são demasiado grandes. Permite concluir que os dois sistemas, suporte e revestimento, têm deformações e capacidade de deformação incompatíveis entre si [1]. A existência de fissuras em revestimentos claros leva a acumulação de sujidades que degradam o aspeto do revestimento. Alteração da cor Manifesta-se superficialmente, afetando apenas o efeito estético, provoca o escurecimento ou clareamento, alterando a cor original das peças cerâmicas. Esta patologia pode ocorrer devido a inúmeras causas, sendo a principal devido ao ataque químico – derramamento ou utilização de produtos de limpeza agressivos e/ou inadequados, podendo apresentar-se de forma pontual ou generalizada [9]. Pode também resultar de
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 16 infiltrações de água contendo elementos corantes orgânicos ou da deposição de sais de cálcio no vidrado [16]. Eflorescências Reflete-se no aparecimento de escorridos de sais de cor branca entre as juntas das peças ou na formação de uma camada esbranquiçada na superfície do revestimento. Resulta de uma secagem lenta de águas que contêm sais no interior do material cerâmico. Esta lenta secagem provoca a precipitação na superfície por evaporação criando eflorescências brancas [9, 16]. Enodoamento Manifesta-se através de manchas de produtos enodoantes na face do revestimento cerâmico que provocam a alteração da cor das peças cerâmicas. As suas causas devem-se principalmente à existência de pequenas imperfeições que propiciam a acumulação de sujidade na face dos cerâmicos ou ao desgaste excessivo da superfície da peça originando a abertura dos poros e consequente retenção de sujidade [1]. O ataque químico devido ao derramamento ou utilização de produtos com características agressivas, como por exemplo, líquidos ácidos ou líquidos oleosos, é mais comum em peças não vidradas, sendo também uma das possíveis causas desta patologia No quadro seguinte apresentam-se outras patologias, que também podem ocorrem em revestimentos cerâmicos exteriores em fase de utilização. Quadro 2.10. – Patologias em revestimentos cerâmicos exteriores adaptado de [1]. Patologia Causas Desprendimento/Descamação e Fendas do vidrado Escolha não adequada dos cerâmicos – não teve em conta necessidades funcionais e/ou condições climatéricas; Qualidade fraca do revestimento cerâmico. Deficiências de planeza Irregularidade da superfície do suporte visível depois do assentamento do revestimento; Empeno das peças cerâmicas; Não cumprimento das regras de qualidade sobre planeza; Erros de aplicação. Escorregamento O desgaste provoca a eliminação da rugosidade superficial que garantia o não escorregamento; Humedecimento das peças cerâmicas. Riscagem ou desgaste dos cerâmicos Desgaste ou riscagem profundo com desaparecimento do vidrado das peças resultante da escolha inadequada dos cerâmicos em função das necessidades funcionais e ações a que se encontra sujeito.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 17 Como já referido, muitas patologias ocorrem devido à rotura da ligação ao suporte. Esta ligação pode ser de quatro tipos originando quatro tipos de rotura: Rotura adesiva na interface cerâmico - cola; Rotura coesiva da cola; Rotura adesiva na interface cola - suporte; Rotura coesiva do suporte; As principais causas que originam estas roturas são respetivamente: aplicação fora do tempo de abertura da cola; utilização prematura do revestimento; suporte não limpo ou demasiado quente ou seco no momento de aplicação da cola; suporte não apresenta a condições para receber um revestimento [1].
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 24 O volume de faturação relativo a vendas e prestação de serviços apresentou uma subida em relação a 2011 de mais de 25 %, como se vê no quadro 3.3. Este facto, apesar de à partida bastante positivo, dado o panorama nacional, nada significa sem a análise das despesas e dos lucros ou prejuízos que se apresentam respectivamente nos quadros 3.4. e 3.5., através das quais se pode concluir que, apesar de ainda se encontrar em prejuízo, houve uma melhoria acentuada em 2012 face a 2011, tendo havido também aumento nas despesas, podendo significar o fim do período de recessão na empresa [25]. Quadro 3.3. – Volume de negócios OPWAY [25]. Quadro 3.4. – Resultados Líquidos da OPWAY – Engenharia [25]. 353,3 232,7 298,4 0,0 100,0 200,0 300,0 400,0 2010 2011 2012 Milhões de Euros Volume de Négocios -16,6 -143,8 -10,2 -160,0 -140,0 -120,0 -100,0 -80,0 -60,0 -40,0 -20,0 0,0 Milhões de Euros Resultados Liquidos 2010 2011 2012
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 25 Quadro 3.5. – Despesas OPWAY – Engenharia, S.A. Houve uma melhoria em 2012 e uma aproximação ao equilíbrio entre os volumes de importação e exportação, o que terá tido também uma influência positiva na diminuição do prejuízo e no aumento do volume de negócios. Os dados relativos a este fator encontram-se no quadro 3.6., de forma a permitir uma melhor análise comparativa. Quadro 3.6. – Volume de Importações e Exportações da OPWAY. Esta análise, e apesar de ainda não estarem disponíveis as informações relativas ao ano de 2013, permite referir que a situação de crise e recessão económica da OPWAY – Engenharia, S.A. se encontra em recuperação, apesar de ainda não estar resolvida. 304,8 271,0 282,7 250,0 260,0 270,0 280,0 290,0 300,0 310,0 2010 2011 2012 Milhões de Euros Despesas - Custos e Perdas 11,7 15,8 3,7 14,4 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 18,0 2011 2012 Milhões de Euros Volume Importações/Exportações Importações Exportações
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 26 3.3. ESTRUTURA DE GESTÃO DA OBRA 3.3.1. ORGANIZAÇÃO FUNCIONAL A estrutura de gestão do ACE – Opway – Engenharia, S.A./Ferreira, S.A. baseia-se num modelo habitual de uma empresa de construção. Descreve-se, de seguida, por ordem hierárquica a organização em causa. Em primeira instância, este agrupamento complementar de empresas é constituído por um concelho de administração composto por dois intervenientes de cada uma das empresas, sendo que estes não se encontram no local da obra. O diretor técnico da obra, o Eng. Alberto Goncalves, é o responsável máximo por tudo o acontece em obra. Existe, de seguida, uma coordenação responsável pelo sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho e também uma Direção Administrativa e Financeira. A organização da empresa é constituída por um Diretor de Serviços Técnicos, o Eng. Jorge Leal, responsável pelas áreas de projeto, qualidade e ambiente, segurança, serviços de aprovisionamento e serviços administrativos. O projeto está dividido em áreas, que são elas, a preparação do projeto, as medições, as instalações especiais e a topografia. Em cada uma desta áreas existem Engenheiros ou Técnicos responsáveis. Em linha com a direção de serviços técnicos há a direção de produção, cujo diretor é o Eng, Plácido Castro, responsável por tudo o que é efetivamente produzido e/ou efetuado em obra. O organograma da empresa está representado na figura 3.3. Figura 3.3. – Organograma da Estrutura de Gestão do ACE.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 27 3.3.2. ORÇAMENTO DA OBRA Apresenta-se em anexo o orçamento inicial completo resumido da obra, disponibilizado pelo ACE. 3.3.3. PLANEAMENTO DOS TRABALHOS Relativamente à execução do planeamento da obra, foi necessário, antes da sua execução, tomar algumas decisões acerca da forma como abordar este problema. Com o objetivo de conseguir uma gestão sustentada dos recursos, e de forma a criar uma maior eficácia dos trabalhos e melhor gestão das equipas de trabalho, foram adoptadas as medidas seguintes: A obra foi dividida em 3 frentes de trabalho, ou seja, em três áreas diferentes de intervenção, que são o edifício principal, a manga fixa de passageiros e a pala dos autocarros; Procedeu-se a uma subdivisão dos pisos em zonas de trabalhos, o que proporciona uma melhor distribuição e utilização dos meios produzidos in situ e também dos equipamentos utilizados; A construção da obra, relativa ao edifício propriamente dito, foi faseada em 20 fases diferentes; Colaboração com entidades externas para potenciar a otimização de meios e recursos e com o objetivo de diminuir custos e encargos. A empreitada da obra do Edifício do Terminal de Cruzeiros tinha como prazo inicialmente previsto 24 meses, tendo a obra sido consignada em Outubro de 2011 e sendo agora previsto as obras relativas à estrutura estarem finalizadas em Maio de 2014 e os acabamentos em Novembro 2014. Como é de esperar, a elaboração do plano de trabalhos e do seu caminho critico teve por base o estudo cuidado de outras obras deste tipo realizadas anteriormente, do projeto em causa e das condições locais. Avaliaram-se várias alternativas procurando obter uma programação equilibrada, tendo-se optado por um aumento progressivo das atividades no início da empreitada e simétrico na fase final da mesma. O dimensionamento das equipas foi efetuado tendo em conta rendimentos anteriores de obras semelhantes, uma análise do mapa de quantidades e considerando um dia com 8 horas de trabalho e 5 dias de trabalho por semana. O faseamento, sucessão e encadeamento das diferentes atividades teve em conta uma preocupação acrescida, devido à complexidade dos vários elementos em causa. À complexidade dos elementos estruturais da superestrutura, devido aos diferentes elementos de betão armado, que obrigam à continua utilização de moldes fabricados e adaptados em função da metodologia e avanço das intervenções, passando pelas complexas estruturas laminares, que tornam necessário recorrer a estudos pormenorizados ao nível dos cimbres e escoramentos, acresce ainda a dificuldade da execução da obra em ambiente marítimo, onde ocorre uma forte ação das marés, a presença de impulsos hidrostáticos e a heterogeneidade dos estratos atravessados. O planeamento foi executado recorrendo ao Microsoft Project e pode ser dividido nas seguintes principais atividades a realizar: Atividades preparatórias e preliminares: Comunicação de adjudicação; Mobilização de meios e recursos; Formalização e assinatura do contrato; Consignação da obra;
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 28 Estaleiro: Plano definitivo do estaleiro; Delimitação de áreas e sinalização e vedação; Definição de zonas de circulação; Montagem das instalações de estaleiro; Manutenção das instalações de estaleiro; Desmontagem do estaleiro; Utilização das gruas torre; Projetos: Projeto de execução da contenção/ensecadeira; Projeto de execução dos cimbres e escoramentos; Projeto de execução da estrutura de escoramento dos pipe-lines; Elaboração do projeto variante de fundações e estrutura; Planos: Plano de gestão e ambiente; Plano de segurança e saúde; Plano de gestão de resíduos da construção e demolição; Preparação e planeamento; Trabalhos de apoio, gestão e documentação: Ensaios; Controlo topográfico; Levantamento e acompanhamento fotográfico; Demolições, contenções/ensecadeiras, movimentos de terras, fundações e estruturas em elevação: Fase 0 – Estrutura de contenção/ensecadeira; Edifício da estação de passageiros – Frente de trabalho 1; Manga fixa de passageiros – Frente de trabalho 2; Pala dos autocarros – Frente de trabalho 3; Toscos, acabamentos e instalações especiais; Trabalhos nos espaços exteriores Arranjos exteriores; Drenagem de águas pluviais exteriores; Sistema de deposição de resíduos; Sinalização vertical; Atividades de conclusão da empreitada
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 29 A empreitada sofreu alguns atrasos significativos tendo sido os mais relevantes nas seguintes áreas: Geotecnia – o projeto só esteve concluído 3 meses após a consignação devido a problemas inesperados; Execução da laje de fundo; Problemas de projeto/erros/falta de pormenorização. Para efetuar o plano de trabalhos, foi ainda necessário, além de conhecer a duração das tarefas o seu encadeamento e precedências, realizar um mapa de mão-de-obra (ver quadro 3.7. e 3.8.) e o mapa relativo aos meios de equipamento (ver quadro 3.9.) Quadro 3.7. – Mapa de mão-de-obra direta resumido. Quadro 3.8. – Mapa de mão-de-obra indireta. MO Direta Quantidades MO Direta Quantidades motorista 6 electricista 54,85 condutor manobrador 6 canalizador 17,25 gruista 2 mecânico AVAC 8 operador de máquina de geotecnia 15 mecânico de elevadores 1 pedreiro 36,5 técnico de gás 2 armador de aço 58 calceteiro 7,5 carpinteiro toscos 36 marteleiro 6 ladrilhador 18 servente 59 serralheiro 19 servente - trabalhos de geotecnia 24 ajudante de serralheiro 9 oficial de pré-esforço 6 soldador 6 ajudante de oficial pré-esforço 6 aplicador de vinilico 4 carpinteiro de limpos 13 pintor 10 montador de tectos falsos 10 operário especializado em trabalhos de geotecnia 6 ajudante de canalizador 17,25 montador de divisórias 0,5 ajudante de electricista 54,85 vidraceiro 5 ajudante de mecânico AVAC 8 oficial de demolições 4 ajudante de mecânico de elevadores 1 montador de pladur 8 MO Indireta Quantidades director técnico da empreitada 1 director técnico adjunto 1 director técnico de instalações 1 encarregado geral 1 encarregado 1ª. 3 encarregado geotecnia 3 arvorado 1 arvorado geotecnia 3 técnico de qualidade/segurança/ambiente 1 preparador 1 planificador 0,25 medidor 1 topografo 1 porta-miras 1 administrativo 1 apontador 1 ferramenteiro 1 servente cargas/descargas 2 equipa de projecto 2 topógrafo (tempo/parcial) 2 porta - miras (tempo/parcial) 2
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 30 Quadro 3.9. – Mapa de Equipamentos Resumido. Apresenta-se no anexo II, o plano de trabalhos global mais atualizado, relativo à empreitada, elaborado em Ms Project pelo ACE. O controlo de prazos da empreitada é efetuado com base neste plano. Integrado no estudo associado a esta dissertação a autora colaborou no controlo da realização das tarefas relacionadas com o revestimento cerâmico (ver capitulo 6). 3.3.4. SUBEMPREITADAS Em todas as obras de construção civil existem subempreitadas. Na execução do Edifício do Terminal de Cruzeiros as principais subempreitadas contratadas foram as seguintes: Movimentos de Terras e Arranjos Exteriores: JMM Construções Cidade Nova do Marco, S.A.; Estruturas: Geotecnia e Estruturas: Consórcio entre a Sociedade de Construções H. Hagen, S.A. e a GEO-RUMO, Tecnologia de Fundações, S.A.; Fornecimento de Betão – Betão Liz, S.A.; Equipamento Quantidades Equipamentos Quantidades telheiro de armaduras 3 equipamento de cofragem 1 telheiro de cofragens 3 equipamento de pré-esforço 1 contentores 8 equipamento de topografia 1 contentor marítimo 4 equipamento de geotecnia 4 sanitário químico 4 vibrador para betão 6 equipamento de estaleiro 1 perfuradora hidráulica tipo soilmec 622 estacas 2 betoneira de 350l 3 trado de furação solos / rocha 2 máquina de cortar varão 4 grua sennebogen estacas 2 máquina de dobrar varão 4 perfuradora klemm 803 microestacas 2 guilhotina 6 perfuradora klemm 803 ancoragens 2 retroescavadora 1 compressor atlas copco xahs365 2 giratória 2 compressor atlas copco xahs385 2 escavadora hidráulica - rastos 1 central atlas copco unigrout eh22 injecções 2 equipamento "bob-cat" 1 bomba ht 400 injecção de caldas 2 pá carregadora 2 misturador-agitador ccp-mp-8 2 cilindro ligeiro 2 varas para furação e injecção 2 placa compactadora 2 silo para cimento (35 ton) 3 camião 4 martelo de fundo de furo 2 carrinha 2 martelo de fundo de furo cop8 c/ bite 10” 2 mini-bus 1 martelo de fundo de furo cop4 c/ bite 4” 2 veículo ligeiro 2 fresa 2 grua torre "g1" 1 serra circular 4 grua torre "g2" 1 serra de fita 2 multifunções 1 ferramentas 2 autobomba 3 andaimes 4 autobetoneira 3 equipamento de topografia (tempo/parcial) 2 dumper 1 condutor / manobrador 3,5 martelo eléctrico 1 martelo eléctrico 2 disco diamanto para corte de betão 1 técnico de impermeabilizações e isolamentos 19 gerador 1 1 plataforma elevatória 2 posto de transformação 1 bombas submersíveis 1 quadros eléctricos 1 equipamento de soldadura 6 pimenteiros 7 conjunto industrial 1 electrobombas 5 compressor c/ 2 martelos pneumáticos 3 cimbres 1 camião basculante 3 escoramentos 1 cilindro vibrador 0,5 contentores para resíduos 12 cilindro compactador 1 equipamento de segurança 1 joper (depósito de água) 1,5 equipamento de iluminação 2
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 31 Cofragens e aplicação do betão: Adriano Felgueiras, S.A.; Armaduras e montagem: AÇOMONTA, Sociedade de Armaduras, S.A.; Pré-Esforço: Vsl Sistemas Portugal – Pré-Esforço, Equipamento e Montagem, S.A.; Estruturas Metálicas: Seven Serralharias e Serviços, S.A.; Instalações diversas: Águas e Esgotos: M. Fernando Sequeira Unipessoal, Lda; Instalações Elétricas: Ramos Ferreira – Engenharia, S.A.; Instalações Especiais: Outsourching VHM , Coordenação e Gestão de Projetos, S.A.; AVAC: DTE, Empreitadas Elétricas, S.A. do grupo DST; Gás: GÁSCONVERT, Instalações de Gás e Aquecimento Lda; Sistemas de Som: SISINT Sistemas Integrados, S.A.; Alvenarias e Acabamentos: Impermeabilizações: SOTCECNISOL Engenharia, S.A.; Vidros, caixilharias e estruturas metálicas: Consórcio Metaloviana, S.A. e Jofebar, S.A.; Serralharias Diversas: Tecnosece – Materiais de Construção Lda; Tetos Falsos e paredes: Diviminho, S.A.; Revestimentos paredes e pavimentos, microcimento: Montaco – Tratamentos Anticorrosivos e Construção Civil Lda; Rebocos, alvenarias e assentamentos dos cerâmicos: José Mendes Engenharia e Construção Lda; Pinturas: Arbecor – Pinturas e Decorações, Lda; Granitos: Transgranitos – Mármores e Granitos do Alto Tâmega, S.A.; Cerâmicos: Vista Alegre Atlantis S.A.;
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 32
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 33 4 DESCRIÇÃO TÉCNICA DA OBRA 4.1. DESCRIÇÃO GERAL DA OBRA O Terminal de Cruzeiros está localizado no início do sector curvo do molhe sul do Porto de Leixões na cidade de Matosinhos a cerca de 800 m da costa e está inserido no Plano Estratégico de Desenvolvimento do Porto, aprovado em 2004. Tem como objetivo aumentar o potencial comercial do Porto de Leixões e dinamizar e aumentar o volume de cruzeiros na região do norte do país promovendo a sua integração urbana. Este Terminal irá ser constituído pelas seguintes grandes zonas, que se podem visualizar também na figura 4.1.: Cais para Cruzeiros – já construído e que permite a atracagem de navios com 300 m de comprimento; Estação de Passageiros – Edifício em estudo; Cais Fluvio-marítimo – no qual poderão acostar embarcações turísticas de itinerários provenientes do rio Douro que se localiza a cerca de 10 km; Porto de Recreio Náutico – que irá acomodar até 170 embarcações; Estacionamento para autocarros e viaturas. Figura 4.1. – Modelo tridimensional do Terminal de Cruzeiros de Leixões [26].
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 40 Figura 4.12. – Indicação de cortes. Figura 4.13. – Corte AA’. Figura 4.14. – Corte BB’.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 41 Figura 4.15. – Corte CC’ Figura 4.16. – Corte DD’. Figura 4.17. – Corte EE’ Figura 4.18. – Corte GG’. 4.3. DESCRIÇÃO TÉCNICA DA OBRA 4.3.1. CONTENÇÃO PROVISÓRIA/ENSECADEIRA E FUNDAÇÕES A proposta relativa à contenção provisória/ensecadeira foi apresentada pelo ACE OPWAY – Engenharia, S.A. e Ferreira, S.A. e o projeto realizado pelas empresas DimStrut – Engenharia de Estruturas, Lda e JetSJ – Geotecnia, Lda. A estrutura de contenção e suporte de terras apresenta um desenvolvimento linear de cerca de 305 metros e de cerca de 5 metros de altura média de escavação. Teve origem no aterro préexistente que se pode visualizar na figura 4.19. A solução adotada teve como objetivo a execução dos trabalhos a “seco” de todas as estruturas do Edifício situadas abaixo do nível do mar e de todas as impermeabilizações que lhe estão associadas.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 42 Figura 4.19. – Aterro pré-existente. A solução proposta e realizada consistiu na realização de painéis solo-cimento com a tecnologia “Cuttler Soil Mixing” (CSM), armados com perfis metálicos IPE ou perfis tubulares N80, em algumas zonas complementados com injeções de cimento-calda sob pressão e encimados por vigas de escoramento de betão armado onde apoiam escoras de travamento de contenção. Na escolha desta solução existiram alguns condicionalismos a ter em conta, tais como: A laje do cais acostável fundado em estacas; O molhe localizado a sul; Intersecção em cerca de 100 metros com a zona de enrocamento; Condicionalismos de origem geológica e geotécnica; Prazo de execução e economia. A solução de contenção provisória realizada é constituída por 4 soluções distintas podendo, por isso, ser dividida em 4 zonas. Na zona 1, ver figura 4.20., a contenção periférica foi realizada através da execução de painéis solocimento com 16 metros de profundidade, recorrendo a tecnologia CSM, com dimensões de 2,40 x 0,55 metros quadrados, realizados a partir da superfície. Foi necessário garantir a sobreposição de 0,20 metros entre painéis e o encastramento de pelo menos 1 metro no maciço xistento existente de forma a garantir o efeito de ensecadeira. Antes de se iniciar qualquer trabalho de escavação os referidos painéis são armados verticalmente com perfis metálicos em aço laminado IPE330 afastados cerca de 1,10 metros entre si e localizados no centro no meio dos painéis. Estes perfis estão orientados perpendicularmente relativamente à escavação. Esta parede é posteriormente encabeçada por uma viga de coroamento em betão armado com secção de 0,80 x 0,55 metros quadrados. Esta viga de coroamento foi escorada provisoriamente até á estrutura relativa ao piso -1 e ao piso 0 se encontrarem executadas. Estas escoras encontravam-se afastadas entre si cerca de 4 metros e transmitiam os esforços resultantes a uma parede de estacas interiores previamente executadas. Na figura 4.21. vê-se a cortina em causa.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 43 Figura 4.20. – Esquema no qual se evidencia a vermelho a zona correspondente á zona 1. Figura 4.21. – Fotografia da zona 1. De notar que grande parte desta cortina irá ser demolida após a execução do edifício uma vez que não faz parte da estrutura, como se visualiza na figura 4.22..
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 44 Figura 4.22. – Fotografia onde se vê a zona onde a cortina de painéis CSM que já foi demolida A zona 2 localiza-se no local onde a contenção intersecta o molhe existente, como se vê nas figuras 4.23. e 4.24.. Devido a interseção com o enrocamento, a profundidade dos painéis CSM nesta zona será cerca de 6 metros. Nesta situação são colocados no meio dos painéis CSM microestacas de coroa circular em aço de alta resistência, espaçadas de 1,10 metros que permitem a injeção de calda de cimento. Aqui não é possível utilizar perfis metálicos uma vez que a vibrocravação não é viável. As microestacas encontram-se intercaladas com tubos de PVC, que têm como objetivo permitir a injeção de calda de cimento na zona de enrocamento abaixo da cortina de painéis CSM, de forma a garantir o efeito de ensecadeira. Salienta-se que esta injeção de calda de cimento só é possível devido à ausência de vazios, ou seja a existência de partículas finas preenchendo-os entre os blocos do enrocamento, a qual se confirmou através da realização de sondagens. Figura 4.23. – Esquema de localização zona 2.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 45 Figura 4.24. - Execução dos painéis CSM. A zona 3 localiza-se a nascente, onde a contenção provisória se intersecta com o cais já construído, e onde existe uma cortina de estacas prancha nos limites da laje deste cais, ver figura 4.25. e 4.26. Figura 4.25. – Esquema de localização da zona 3 a vermelho.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 46 Figura 4.26. – Zona 1 já com os painéis CSM e zona 3 onde se visualiza a cortina de estacas prancha. Neste caso, utilizou-se a cortina de estacas prancha pré-existente e foram construídas colunas com 1,10 metros utilizando a tecnologia jet-grouting abaixo da cota final de escavação nas quais, no seu centro, foram executadas microestacas com selagem através da injeção de cimento de calda no maciço xistento, que serviram de fundação ao edifício. A cortina de estacas prancha foi travada no seu topo recorrendo ao uso de tirantes de aço, como se visualiza na figura 4.27. Figura 4.27. – Desenho esquemático dos tirantes colocados no topo da cortina de estaca prancha. Nas zonas onde as juntas das estacas prancha não impediram a entrada de água durante a escavação foi realizada a sua soldadura com chapas metálicas de selagem. Por fim, a quarta solução apresentada e executada situa-se a sudoeste e numa extensão menor como se vê na figura 4.28..
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 47 Figura 4.28.- Esquema de localização da zona 4 a vermelho. Esta solução é igual à apresentada para a zona 2 mas não é executada sobre o enrocamento, figura 4.29. Figura 4.29. – Esquema da execução da contenção na zona 4.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 48 4.3.2. FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS DO PISO -1 Para a execução das fundações foi também seguida a proposta variante do ACE – OPWAY-Engenharia, S.A./Ferreira, S. A. cujo projeto foi também realizado pelas empresas DimStrut – Engenharia de Estruturas, Lda e JetSJ – Geotecnia, Lda, que propôs algumas alterações relativamente ao projeto apresentado inicialmente pela Newton – Consultores de Engenharia, S.A.. Esta proposta variante incidiu especialmente sobre as fundações e laje do piso -1 e otimizou a distribuição das armaduras das lajes. As alterações realizadas não afetam o comportamento da estrutura. De referir que, na escolha do material a utilizar nas estruturas, um dos principais fatores a considerar foi a sua durabilidade, dado estar sujeito a um ambiente de elevada agressividade, sujeito a ação dos cloretos, ao efeito das marés e a salpicos. Assim, de acordo com todas as especificações utilizou-se betão C35/45. Como já especificado anteriormente, a execução das fundações, lajes e paredes exteriores até ao piso 0 foi concretizada a seco devido as contenções periféricas provisórias/ensecadeiras. De ter em conta que, apenas na zona definida anteriormente como zona 1 (zona virada para a marina), é que esta contenção foi provisória, tendo sido demolida. No restante perímetro a estrutura de contenção oferece capacidade de suporte vertical à estrutura definitiva. A solução original para a laje de fundo previa a existência de um sistema de duas lajes existindo entre elas um espaço técnico com 1 metro. Esta foi otimizada na proposta variante tendo sido realizada uma grelha de vigas, já proposta numa das direções, que veio dar apoio às pré-lajes do piso -1. Diminuiu os esforços de deformação da laje de fundo e aumentou a distância entre as estacas de suporte. Tanto a posição das estacas como a grelha de vigas são visíveis na figura 4.30. Figura 4.30. – Planta do piso -1. A laje de fundo que apresenta o sistema de dupla laje é constituído da seguinte forma, a laje inferior betonada in situ e a superior recorrendo a uma solução pré-fabricada com utilização de pré-lajes e laje alveolar de 16 centímetros de espessura, com posterior betonagem de 8 centímetros como se visualiza nas figuras 4.31., 4.32. e 4.33.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 49 Figura 4.31. – Corte da laje de fundo. Figura 4.32. – Fotografia que permite visualizar a grelha de vigas. Figura 4.33. – Fotografia da Laje de fundo.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 56 Figura 4.55. – Fotografia pala dos autocarros. Figura 4.56. – Fotografia pala dos autocarros piso 1. Figura 4.57.- Pala dos autocarros estruturalmente já terminada. Figura 4.58.- Pala dos autocarros vista de baixo. A rampa de acesso à baia de recreio tem cerca de 144 metros e tem origem no piso 2, conectando-o com o parque de recreio. É possível aceder a esta rampa através do piso 1, a meio da subida. Esta lâmina é também estruturalmente em betão pré-esforçado, ver figuras 4.59. e 4.60. Figura 4.59. – Trabalhos na rampa de acesso ao parque de recreio. Figura 4.60. – Rampa parque de recreios quase concluída estruturalmente.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 57 4.3.4. ACABAMENTOS A presente obra apresenta uma enorme diversidade ao nível dos acabamentos. Começando pela zona de cave dedicada a estacionamento os acabamentos são em betão aparente, sendo as paredes e o teto, apenas alvo de uma pintura protetora transparente com impregnação hidrorrepelente à base de silicone. Já o pavimento é constituído por uma laje de microbetão C25/30 com 10 centímetros de espessura, incorporando fibras metálicas e um endurecedor cinzento de superfície, aplicado sobre o betão fresco. Nas áreas técnicas, utilizam-se praticamente as mesmas soluções, sendo que em alguns dos compartimentos o teto tem tratamento acústico. No Biotério nas paredes utiliza-se uma tinta epoxy de base aquosa, enquanto que no teto se aplica uma pintura de acabamento sobre gesso cartonado hidrófugo. No pavimento optou-se por um alisante epoxy aquoso isento de solventes com 2 milímetros de espessura. Como opção de revestimento para escadas e paredes de escadas exteriores utilizou-se uma placagem em granito amarelo de 3 centímetros colado sobre a betonilha com massa elástica. Algumas destas soluções de acabamento são visíveis nas figuras 4.61, 4.62. e 4.63. Figura 4.61. – Fotografia do revestimento de placas de granito. Figura 4.62. – Acabamento das escadas exteriores. Figura 4.63. – Fotografia de pintura com tinta epoxy de base aquosa.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 58 O piso 0 apresenta uma grande área exterior, a área destinada aos veículos, que é revestida com cubos de basalto olivínico de 11 centímetros. A restante área exterior pavimentos e paredes é revestida a lajeado de granito amarelo bujardado com 3 centímetros de espessura (figura 4.64. e 4.65.). A área exterior é separada da interior por um envidraçado que integra vários vãos de abrir (figura 4.66.). No interior, o pavimento terá o mesmo revestimento escovado. Estes envidraçados são constituídos por perfis metálicos e vidros duplos extra claros temperados com Heat Soak Test (reduz a probabilidade de o vidro se partir de forma espontânea, devido a expansão do sulfato de níquel), com espaço de ar de 16 milímetros e vidro interior laminado termo-endurecido e por vãos isolados de folha dupla e batente realizados com caixilharia de aço. No teto será fixado um sub-teto em tela radial tensionada composta após a aplicação do isolamento térmico de poliuretano projetado com 60 milímetros na superfície inferior da laje do piso 1, ver figura 4.67. Figura 4.64. – Fotografia das placas de granito e dos cubos de basalto no piso 0. Figura 4.65. - Fotografia das placas de granito nas paredes no piso 0. Figura 4.66. - Fotografia do envidraçado no piso 0. Figura 4.67. – Tela Tensionada no Piso 0. No piso 1, dedicado a zona de embarque/desembarque, existe uma grande área de envidraçados que é constituída por um sistema de vidro estrutural com fixação mecânica integrada e estruturado com contrafortes em vidro extra claro triplo 10+12+10 com 500 milímetros de profundidade e vidro de fachada duplo 10+16+13,5 (ver figuras 4.68. e 4.69.). Para as paredes, aplicou-se um revestimento cimentício polimérico alisado e envernizado em microcimento com 2 milímetros de espessura. Nos pavimentos o
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 59 revestimento é microcimento contínuo branco (ver figura 4.70. e 4.71.) com alta resistência e no teto utiliza-se um teto falso acústico continuo com acabamento fino e sem juntas. Figura 4.68. - Envidraçado piso 1. Figura 4.69. – Envidraçado piso 1. Figura 4.70. – Fotografia do pavimento com o microcimento. Figura 4.71 – Fotografia do piso 1 praticamente terminado. Já no piso 2, da Universidade do Porto, é aplicado no pavimento, nas áreas de acesso público, também um revestimento de microcimento branco e um teto falso de gesso cartonado com pintura plástica. As paredes divisórias são constituídas por blocos isolsónicos, que apresentam boas características relativamente a desempenho acústico, contra o fogo e rapidez de execução. Nos laboratórios, o pavimento será revestido com vinílico colado com 2 milímetros de espessura. A restante área das paredes é acabada com tinta epóxy aquosa e os tetos serão também revestidos com gesso cartonado, com uma pintura de acabamento. No mezanino, piso 2ª, onde se situam os gabinetes dos investigadores, o pavimento utilizado é uma manta de linóleo acústica enquanto as paredes serão de gesso cartonado pintado com tinta aquosa. O acesso a este piso é feito por escadas pelo exterior e interior dos laboratórios. Pode – se ver algumas destas soluções nas figuras 4.72., 4.73., 4.74. e 4.75.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 60 Figura 4.72. – Fotografia das paredes divisórias e início da execução do mezanino. Figura 4.73. – Fotografia de um dos laboratórios no piso 2. Figura 4.74. – Fotografia de um dos laboratórios no piso 2. Figura 4.75. – Piso 2a visto do laboratório. Nos pisos 3 e 3a encontram-se as áreas de divulgação científica, o restaurante e a sala polivalente, entre outras. A área dedicada a divulgação científica teve como escolhas de acabamento um teto acústico contínuo com acabamento fino e para o pavimento aplicou-se microcimento também contínuo ou seja, manteveram-se as mesmas escolhas usadas no resto da estação de Passageiros. O piso 3 possui um grande envidraçado exterior com características iguais ao utilizado no piso 1 (figura 4.76.). No interior irá existir um envidraçado ondulado interior com pé direito duplo que será constituído por panos fixos (vidro extraclaro laminado), folhas pivotantes (vidro extra-claro temperado de 10 milímetros) e folhas móveis de encartar (vidro extra-claro temperado de 10 milímetros). As ferragens são em aço inox. Este envidraçado interior irá ser no piso 3 e 3a como se vê na figura 4.77. A sala polivalente irá ser revestida, no teto e nas paredes, com um veludo especial aplicado em módulos individuais sobre uma esquadria de alumínio e forro de esponja, enquanto que o pavimento será revestido com um tecido específico, aplicado sobre a betonilha. Na zona do restaurante, as paredes, pavimentos e teto serão revestidos com painéis de alumínio colorido.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 61 Figura 4.76. – Fotografia do envidraçado exterior do piso 3. Figura 4.77. - Fotografia do piso 3 já em fase de acabamentos. A cobertura acessível inclinada é composta por bancadas de betão branco pré-fabricado como se vê nas figuras seguintes. O pavimento em lajetas de betão branco também e irá possuir uma guarda metálica. Figura 4.78. – Fotografia da cobertura inclinada acessível. Figura 4.79. – Fotografia da cobertura. Figura 4.80. – Fotografia cobertura. Figura 4.81 – Fotografia da cobertura. No núcleo central, as paredes da lâmina interior serão revestidas com os módulos cerâmicos e o pavimento da rampa será de microcimento (ver figura 4.82.). O núcleo central irá ser revestido com envidraçados em toda a altura do lado interior à rampa (ver figura 4.83.)
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 62 Figura 4.82. – Fotografia da lâmina central que será revestida com peças cerâmicas. Figura 4.83. – Fotografia dos envidraçados existentes no núcleo central. A clarabóia é estruturada em perfis de alumínio suspensos das vigas de betão por pecas de aço e é constituída por vidros duplos de 44,5 milímetros – vidro exterior temperado com 15 milímetros SGG Security (mais resistente e seguro), câmara de ar de 16 milímetros e vidro interior laminado e composto por dois vidros de 12 milímetros que são intercalados por 4 folhas de PVB com espessura de 1,52 milímetros (Poly Vinyl Butyra vantagens - parte mas não cai, isolamento acústico, proteção raios UV). Ver figuras 4.84., 4.85., 5.86. e 4.87. Figura 4.84. – Fotografia da claraboia vista do interior. Figura 4.85. – Fotografia da clarabóia vista do piso 3a. Figura 4.86. – Fotografia das vigas de betão que constituem a clarabóia. Figura 4.87. – Fotografia dos perfis de alumínio e vidro da clarabóia.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 63 As paredes/lâminas são revestidas, tanto no interior como no exterior, com peças cerâmicas cerâmico. Os elementos tentaculares serão também revestidos por cerâmicos e os pavimentos com lajetas de betão branco. De notar que para a aplicação do cerâmico, tendo em conta as características das lâminas, é necessário recorrer a plataformas suspensas em vários locais que permitam a aplicação das peças. Nas figuras seguintes é possível ver algumas das abordagens utilizadas na aplicação dos cerâmicos. Figura 4.88. – Aplicação dos cerâmicos no interior. Figura 4.89. – Aplicação de cerâmicos no núcleo central. Figura 4.90. – Aplicação nas lâminas exteriores. Figura 4.91. – Aplicação do revestimento exterior. .
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 64
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 65 5 REVESTIMENTO EXTERIOR CERÂMICO – PLANEAMENTO E CONTROLO DE QUALIDADE E DE PRAZOS 5.1. APRESENTAÇÃO DO SISTEMA EM ESTUDO O Edifício do Terminal de Cruzeiro de Leixões da APDL tem como acabamento principal exterior um revestimento cerâmico, fornecido pela Vista Alegre Atlantis, S.A.. Longe de comuns, estas peças cerâmicos constituídos por quatro formatos diferentes, de fabrico especial e propositado, irão preencher uma área interior e exterior de cerca de 16000 metros quadrados somando um total de cerca de 850 mil peças cerâmicas e com um orçamento inicial de empreitada a rondar os 900 mil euros. A aplicação deste revestimento está condicionada por vários fatores, tais como [29]: A invulgar geometria, com superfícies inclinadas a 60º e a 45º graus, sendo necessário recorrer a plataformas especiais, dificultando o acesso e a execução dos trabalhos e ao uso de diferentes tipos de andaimes; A existência de dois suportes diferentes para o assentamento – ‘capoto’/ETICS e betão armado; A obrigatoriedade de seguir em cada superfície uma estereotomia específica e uma zona de início de assentamento fornecida pelo arquiteto; As condições climatéricas que influenciam diretamente os trabalhos de assentamento; Necessidade de um planeamento eficaz e cuidado das atividades, devido aos condicionalismos expostos. Um revestimento cerâmico colado ao suporte constitui um sistema composto pelo produto de assentamento/colagem, pelas peças cerâmicas que o constituem e normalmente pelo produto de preenchimento de juntas que, neste caso específico, não existe. Na figura 5.1., vê-se um esquema do sistema em estudo, no qual se representa um corte relativo à zona corrente, cujo suporte é de betão, e a zona com Etics, na qual o revestimento é aplicado sobre este sistema.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 72 Figura 5.9. – Desenho esquemático Lâmina A zona corrente. Figura 5.10. – Fotografia geral. O alçado esquemático rebatido planificado, figura 5.11., representa o piso 3 interior e exterior, os seus pontos singulares e a estereotomia que os cerâmicos deverão seguir nestes pontos e em toda a lâmina A. A zona exterior e interior são separadas por um envidraçado. Como já foi referido e como pode ser visualizado, estes esquemas referem ainda a zona de início da aplicação e a inclinação das peças. Figura 5.11. – Alçado esquemático rebatido planificado do interior e exterior.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 73 A Lâmina B é representada de seguida, nas figuras 5.12. e 5.13., nas quais é possível visualizar o exterior e o lado interior da lâmina B. Considera-se como exterior a zona interior que irá dar acesso à manga fixa e que possui uma clarabóia. Figura 5.12. – Esquema referente ao exterior da lâmina B. Figura 5.13. – Alçado planificado rebatido do lado interior da lâmina B que faz o teto da Manga Fixa e na qual é visível a separação com o espaço considerado zona interior. Foram já apresentados os esquemas globais, referentes às duas lâminas que constituem o edifício. De seguida, expõem-se os desenhos/esquemas referentes à aplicação dos cerâmicos em alguns pontos singulares. Os pontos singulares são por exemplo zonas de interseção com envidraçados, com pilares, com portas, com a clarabóia da manga fixa, com as bancadas na cobertura, entre outros. No piso 3, existem 4 situações que merecem especial atenção (ver figuras seguintes). Elas são o remate com o envidraçado, o remate com os pilares, o remate com as lajetas de betão branco e o remate com os degraus pré-fabricados de betão branco.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 74 Figura 5.14. – Esquema do remate cerâmico com o envidraçado no piso 3 lâmina A. Figura 5.15. – Fotografia Envidraçado do piso 3. Figura 5.16.- Fotografia do remate do revestimento com o envidraçado no piso 3. Figura 5.17. – Esquema rebatido da estereotomia das peças cerâmicas junto aos pilares. Figura 5.18. – Fotografia do pilar do piso 3.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 75 Figura 5.19. – Encontro do lajeado de betão branco na cobertura piso 3. Figura 5.20. – Fotografia do pormenor do encontro das lajetas com a lâmina revestida a peças cerâmicas. Figura 5.21. – Alçado esquemático das peças cerâmicas e degraus da bancada da cobertura. Figura 5.22. – Detalhe na cobertura, degraus da bancada com lâmina
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 76 Figura 5.23. – Fotografia dos degraus da bancada Figura 5.24. – Fotografia do pormenor dos degraus da cobertura. Na interceção das duas lâminas A e B, entre os pisos 1, 2 e 3, existe uma zona a que se deu especial atenção devido a possuir mais singularidades. Neste local, como se pode ver na planta da figura 6.25., existe um corredor entre as lâminas que vai dar acesso à manga fixa e que possui uma clarabóia. Figura 5.25. – Planta esquemática piso 2 zona de interceção das lâminas. Os principais pontos singulares neste local envolvem a ligação entre o envidraçado e uma caleira existente entre a lâmina A e B exterior, ver figuras seguintes. Figura 5.26. – Desenho piso 2 clarabóia da marina.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 77 Figura 5.27. – Esquema onde se representa a estereotomia em contacto com a caleira e as lâminas. Figura 5.28. – Fotografia zona de cruzamento das lâminas. Relativamente à Manga fixa, esta também possui zonas ou pontos que necessitam de especial atenção, como se pode ser nas figuras seguintes. Figura 5.29. – Esquema do início da manga fixa. Figura 5.30. – Esquema da estereotomia dos pilares da manga fixa, Existem zonas das quais ainda não foram entregues desenhos de pormenor do revestimento cerâmico como a pala dos autocarros e a rampa da marina.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 78 5.6. CONTROLO DA QUALIDADE DO REVESTIMENTO EXTERIOR 5.6.1. CONTROLO DA QUALIDADE Devido à importância deste revestimento no panorama geral da obra é necessário efetuar um controlo eficaz e eficiente de forma a garantir que este ocorre conforme o previsto no caderno de encargos. A preparação do suporte, o barramento prévio, a mistura e aplicação da cola respeitando o seu tempo de abertura e a dupla colagem e o assentamento de peças que se apresentem nas condições previstas, é fundamental para que todo o sistema funcione como é esperado, A aplicação dos cerâmicos na obra em estudo começou primeiro pelo interior do edifício principalmente por um motivo. Este deveu-se à vontade de conhecer os materiais utilizados e a forma como estes se adaptam, o que permite no caso do aparecimento de eventuais problemas a sua mais fácil resolução. Por outro lado, tratando-se de um material único com o qual nunca ninguém antes havia trabalhado, optou-se numa fase inicial pela sua aplicação numa zona de menor risco e mais simples que permitia aos aplicadores ganharem experiência antes de passarem para o exterior que é a zona maior e mais exposta às intempéries, e que por isso necessita de mais cuidados. Num primeiro impacto surgiram os seguintes problemas: 1. Escorregamento das peças; 2. Cumprir com a estereotomia pretendida pela Arquiteto; 3. A dificuldade em garantir juntas regulares com 2 milímetros. Os problemas apresentados foram facilmente resolvidos. Relativamente ao escorregamento verificou-se que inicialmente os aplicadores estavam a utilizar excesso de cola, o que em conjunto com o “elevado” peso das peças cerâmicas provocava o deslizamento. As peças hexagonais tridimensionais apresentam uma inclinação, ou seja, um dos lados é elevado face aos restantes. A estereotomia prevê que esta orientação não se repita nas peças adjacentes, Esta dificuldade foi vencida através da marcação com um marcador da zona mais baixa dos cerâmicos como se vê na figura 5.31. Figura 5.31. – Fotografia das peças cerâmicas,
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 79 O problema das juntas não foi infelizmente resolvido, O objetivo de manter juntas regulares não é exequível, uma vez que as paredes apresentam curvatura ou dupla curvatura, existindo paredes côncavas e convexas e com raios pequenos e as próprias peças não são calibradas, ou seja existem diferenças de dimensões que apesar de pequenas influenciam as juntas. Como forma de tentar melhorar esta situação, utilizam-se espaçadores em linóleo tentando garantir as dimensões das juntas entre cerâmicos. Chama-se a atenção para a importância da existência de juntas no exterior. Devido aos movimentos associados aos gradientes térmicos e à expansão com a humidade, é imperativo garantir a existência de juntas com o risco de descolamento ou mesmo de explosão das peças. Uma vez que não existe material a preencher as juntas nada existe para contrariar a sua movimentação. No início da aplicação no exterior surgiu um novo problema na aplicação. Ocorria um destacamento da peça logo após a sua aplicação originando uma pequena fissura na ligação com a cola, ver figura 5.32. Este problema foi notório em especial em zonas em que as lâminas se encontram inclinadas para dentro. A sua resolução passou por aumentar a quantidade de adesivo nos bordos das peças cerâmicas. Figura 5.32. – Fotografia dos cerâmicos evidenciando a fissura [33]. Relativamente ao barramento prévio, verificou-se que quando esta camada é aplicada com dias de antecedência há uma acumulação de sujidade, como se vê na figura 5.33.. Foi recomendada a limpeza antes da aplicação. A sujidade acumula-se na parte inferior das lâminas. Figura 5.33. – Fotografia da sujidade acumulada apos aplicação do barramento de impermeabilização.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 80 É necessário também garantir uma boa impermeabilização do suporte garantindo o cobrimento de toda a superfície. Surgiu ultimamente um possível problema que decorre da utilização dos espaçadores de linóleo. Estes quando retirados deixam uma cavidade/buraco que pode originar patologias. Os aplicadores já foram alertados para o problema. Devido à localização, o edifico a revestir está sujeito a uma forte ação do vento assim como, nas fachadas voltadas a sul e a poente, a uma intensa ação do sol. Estes fatores alteram as características da cola podendo prejudicar a aderência entre a cola e os cerâmicos. Considerou-se a possível utilização de uma rede de sombreamento e de uma rede vertical que assegurasse a proteção em relação ao vento. Esta solução, relativamente ao vento, foi contudo descartada uma vez que poderiam influenciar a segurança dos andaimes, podendo servir de ‘vela’. Adotaram-se medidas de prevenção, ou seja, os trabalhadores estendem uma menor área de cola de cada vez. Relativamente ao sombreamento, ainda não começou o assentamento em fachadas voltadas a sul. O controlo da qualidade passa por fazer um acompanhamento permanente do assentamento. Este acompanhamento baseia-se nas seguintes tarefas: Garantir que a estereotomia é respeitada; Verificar se o procedimento de assentamento é corretamente efetuado; Garantir a existência de juntas; Fazer o seguimento dos lotes de cola e cerâmicos utilizados em cada local; Fazer controlo de stocks quer das peças cerâmicas quer da cola; Controlar as equipas em cada local. Com o objetivo de garantir que o controlo da qualidade seja o mais rigoroso e melhor possível o ACE Opway – Engenharia/ Ferreira contratou o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro (CTCV) para fazer o acompanhamento da obra como entidade consultora. Este acompanhamento baseia-se em visitas semanais à obra nas quais a autora da dissertação acompanha os Engenheiros expondo os problemas surgidos e ouve as sugestões feitas na perspectiva de melhorar os trabalhos, transmitindo-as ao responsável do ACE e ao subempreiteiro em obra. O CTCV realiza mensalmente um relatório das suas visitas. O controlo diário é efetuado recorrendo a uma ficha de controlo do assentamento geral, proposta pelo CTCV, que se pode ver na figura 5.34. Nesta ficha faz-se o controlo do número de equipas por zona, da temperatura e das condições climáticas, dos lotes referentes à cola e aos cerâmicos e da quantidade de cola e de cerâmicos aplicados. É efetuada também uma “reportagem” fotográfica da aplicação e do assentamento. Esta ficha permite a associação entre os locais de assentamento, as condições climáticas gerais e os lotes utilizados de cola e cerâmicos. Este facto apresenta uma importância elevada uma vez que, no caso de aparecerem patologias mais cedo que o previsto ou não previstas e se concluir que existia algum defeito num dado lote de cola ou peças cerâmicas, a referida ficha permite o rastreio até outros locais que poderão sofrer os mesmos problemas. A associação e interligação fácil entre estes dados permite uma maior facilidade de prevenção através da inspeção, manutenção ou mesmo substituição caso seja necessário.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 81 Figura 5.34. – Ficha utilizada no controlo da aplicação do revestimento cerâmico. Um controlo mais específico é efetuado utilizando uma ficha de controlo de qualidade mais detalhada para cada tipo de trabalho, na qual são verificados vários parâmetros e são inspecionados os procedimentos efetuados em cada frente. Esta ficha, produzida pela autora, sintetiza as ações destinadas a assegurar o cumprimento dos procedimentos de preparação do suporte e de assentamento. Verifica as condições exigidas para as peças cerâmicas e que necessitam de ser cumpridas para a cola. As condições meteorológicas são analisadas para cada frente de trabalho uma vez que estas influenciam diretamente o assentamento. A ficha em causa encontra-se na figura 5.35. e encontram-se em anexo fichas preenchidas pela autora durante o processo de controlo de qualidade.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 88 A pala dos autocarros, devido à sua geometria, ver figura 6.48., determinou a divisão em 6 frentes de trabalho. Neste caso a divisão é feita a meio da pala dos autocarros: Cobertura_1; Cobertura_2; Parede Exterior_1; Parede Exterior_2: Interior_1; Interior_2. Figura 5.48. – Corte da Pala dos Autocarros com marcação a cor das zonas pertencentes as diferentes frentes consideradas: Cobertura – azul; Interior – Vermelho; Parede Exterior - Verde. Existe ainda a questão do rendimento diário por aplicador. Não foram consideradas equipas no planeamento, apesar de ser necessário a existência de serventes que auxiliam e tratam da movimentação dos materiais, e de homens que se dedicam à limpeza das peças após aplicação. Estas funções, apesar de necessárias e fundamentais, não foram contabilizadas no planeamento uma vez que, a limitação existente deve-se ao número de peças cerâmicas entregues diariamente e não ao número de homens em obra. Neste caso, é a falta de material disponível para assentar que determina o número máximo de trabalhadores alocados a esta tarefa. Deste modo, considerando que chegam 6000 peças diariamente, que 1 m2 equivale aproximadamente a 50 peças e um rendimento de 5 m2/aplicador/dia é apenas possível ter a aplicar peças 24 homens por dia. Com estes dados é possível obter a duração prevista para cada tarefa, como se vê no quadro 5.4.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 89 Quadro 5.4. – Cálculo das durações previstas para cada tarefa e do número de aplicadores por tarefa/frente. O planeamento propriamente dito foi realizado pela autora da dissertação em Microsoft Project, onde foram utilizados os elementos do quadro anterior. A ordem pela qual as tarefas estão a ser realizadas (definição de prioridades e ordem) tem em consideração por um lado, como já foi referido, as zonas onde é possível começar a aplicação, e por outro a existência de andaimes já montados e por fim, tem em consideração que existe o objetivo de finalizar primeiro o edifico propriamente dito, deixando os tentáculos exteriores para o fim. Uma vez que, o número de trabalhadores a aplicar cerâmicos está limitado a 24 homens dia, as tarefas identificadas no quadro acima não podem ser todas realizadas simultaneamente. A numeração das tarefas, o seu encadeamento e os trabalhadores que executam cada tarefa encontram-se apresentados na figura seguinte. Figura 5.49. – Planeamento de aplicadores afetos à tarefa. M2 1267 463 1846 492 Lamina B Interior + Tecto Manga Fixa 1171 378 639 343 639 432 900 360 500 333 374 325 93,5 2 9 191 313 191 313 Lamina A Interior P0 100 210 1427 328 2427 328 1452 330 2452 330 1939 447 2939 447 Ʃ Frentes 18 Ʃ m2 11544 Cobertura Parede Ext Interior Pala da autocarros Frentes de trabalho Cerâmico Exterior 1 Lamina A Interior P3 Lamina A Exterior P0/1 1 + Cob Manga Fixa 2 2 1 2 1 2 1 2 Lamina B Exterior Lamina A Exterior P3 Rampa Marina 1 1 Homens/Aplicadores Duração com Rendimento 5m2/h/dia PLANEAMENTO Cerâmico Exterior
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 90 Analisando o planeamento efetuado na figura 5.49., verifica-se que não foram todos os recursos relativos a mão-de-obra, ou seja, os 24 homens colocados em atividade logo no início dos trabalhos de assentamento do revestimento cerâmico exterior. O planeamento foi assim realizado, tendo em conta que havia homens a realizarem trabalhos de assentamento no interior do edifício. Por outro lado, verificaram-se problemas na entrega diária das peças. A Vista Alegre Atlantis S.A. deparou-se com alguns problemas de produção, e especialmente ao nível da vidragem das peças, o que prejudicou o ritmo das entregas e consequentemente levantou problemas no processo de aplicação das peças. Uma vez que há menor número de peças, terá de haver menos homens a trabalharem no assentamento. Apenas na semana 20 do ano (12 a 16 de Maio) os fornecedores conseguiram cumprir com as quantidades diária planeadas e acordadas. Este planeamento é otimista não prevendo a ocorrência de semanas de chuva nem a falta de material necessário para a realização do revestimento exterior. Além do planeamento relativo à aplicação das peças cerâmicas foi também necessário realizar planos de entregas da cola ALL 9000. Como no caso dos cerâmicos, a aplicação no interior do edifício permitiu apurar rendimentos. O rendimento previsto e especificado pela Tecnokolla era de cerca de 2/3 kg/m2. Como no caso anterior, este rendimento não se verificou. O plano de entregas foi realizado prevendo um rendimento de cerca de 5 kg/m2, já tendo em conta que no exterior se gasta mais cola, quanto mais não seja por causa do barramento para impermeabilizar. Considerando os cerca de 16000 m2 de revestimento total, o rendimento de cola de 5 kg/m2, a realização de 120 m2/dia, concluiu-se que se prevê um gasto de 600 kg diário. Com o pressuposto que um mês tem cerca de 25 dias e que apesar de não se querer ter stock de vários lotes também não se pode correr o risco de haver falta de cola, ou seja, tem de vir com folga, foi elaborado, pela autora da dissertação, o seguinte plano de entregas (quadro 5.5.): Quadro 5.5. – Plano de entregas da cola ALL 9000. Este plano foi feito no início do mês de Abril. No lote inicial, como era de prever, não aconteceu a aplicação diária de 600 kg. O controlo das quantidades aplicadas, à data da execução deste plano, permitiu planear a duração que o lote inicial ainda tinha e realizar o plano de fornecimento aqui descrito. Este plano tem de ser respeitado por parte dos fornecedores. Ao considerar por excesso os 16000 m2 e um rendimento de 5 kg/m2 daria um total de cola de cerca de 80000 kg. O plano à data apenas prevê a entrega de 59400 kg. O plano de fornecimento de cola irá ser revisto logo que existam dados de consumos médios suficientemente fiáveis. Esclarece-se desde já que o consumo real neste momento é de cerca de 5,5 kg/m2. O controlo dos prazos compreende o acompanhamento da evolução da aplicação do revestimento exterior. O controlo é feito semanalmente permitindo tirar conclusões acerca de atrasos ou adiantamentos em cada tarefa que se encontra a decorrer e prever o seu significado no plano geral. Data de Entrega Quantidade kg 21 de Janeiro 14400 28 Abril2 Maio 15000 2 - 6 Junho 15000 30 Junho - 4 Julho 15000 Cola ALL9000
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 91 Este acompanhamento permite apurar rendimentos reais e o que é necessário retificar e ir alterando o planeamento inicialmente realizado. E permite, caso seja necessário, proceder a alterações como por exemplo aumentar o número de homens ou pedir ao fornecedor a entrega de mais peças de forma a cumprir prazos. No início do mês de Junho foram apurados rendimentos totais, ou seja, relativos ao interior e ao exterior, relativos à mãode-obra e ao gasto de cola. Sublinha-se que nas últimas semanas consideradas, a aplicação no interior do edifício é residual. Nos quadros seguintes mostram-se os resultados obtidos: Quadro 5.6. – Rendimentos dos trabalhadores. Número Semanal de Trabalhadores Nº. médio Trabalhadores Nº. médio de dias Nº. de Cerâmicos M2 de Peças Hex 3D Rendimento m2/homem/dia Rendimento Total m2/homem/dia Semana 13 3 11,1 35 114804 2296 5,93 5,30 Semana 14 7 Semana 15 11 Semana 16 14 Semana 17 14 Semana 18 16 Semana 19 15 12 19 53154 1063 4,52 Semana 20 10 Semana 21 11 Semana 22 13 Analisando o Quadro 5.6. constata-se que o rendimento global está conforme o previsto, embora nas últimas semanas este esteja ligeiramente abaixo dos 5 m2/dia/homem. Relativamente à mão-de-obra o subempreiteiro não está a conseguir garantir os 24 homens a aplicar cerâmicos por dia. Este facto atrasa bastante as durações previstas e o planeamento inicialmente elaborado. Como solução para este problema, será contratada uma nova equipa que irá abrir novas frentes de trabalho. Relativamente ao consumo da cola ALL 900 foram efetuados cálculos do assentamento geral que se estimou estar na ordem dos 6,23 kg/m2. É necessário relembrar que nos cálculos totais estão os gastos relativos ao revestimento interior logo, foram realizados cálculos apenas tendo em conta o assentamento exterior, ver quadro 5.8., no qual o consumo está bastante acima do previsto que seria cerca de 5 kg/m2. Uma das causas pode ser devida a uma camada de impermeabilização espessa demais. Outra causa possível deve-se à presença de imperfeições no betão que necessitam ser preenchidas pela cola. Salientase o facto que este aumento de 1,72 kg/m2 ser muito significativo uma vez que se refere a milhares de metros quadrados. Quadro 5.7. – Apuramento do rendimento total da cola ALL 9000 realizado a 3 de Junho de 2014. M2 Totais Executados Cola Utilizada total Consumo kg/m2 3359 20920 6,23
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 92 Quadro 5.8. – Rendimentos relativos apenas ao assentamento no exterior realizado a 3 de Junho 2014. M2 no Exterior Executados Cola Kg Consumo no Exterior kg/m2 1968 13220 6,72 Os resultados obtidos permitem a realização de um novo planeamento mais atualizado e preciso. Por outro lado, a abertura de frentes não ocorreu de acordo com o encadeamento previsto. 5.8. ESTIMATIVA DA VIDA ÚTIL (ANTES DA OBRA) Para conhecer a vida útil estimada do revestimento cerâmico exterior em estudo, aplica-se o método fatorial, presente na norma ISO 15686 – 1, específico para o caso de revestimento cerâmicos colados, conforme apresentado no capítulo 2. Para a aplicação deste método é necessário em primeiro lugar partir de uma vida útil de referência (VUR) que para o caso deste tipo de revestimento é 51 anos. Em seguida é necessário, com base no quadro 2.9. e nas características do revestimento, atribuir valores aos fatores de multiplicação. Relembra – se de seguida a fórmula a utilizar para o cálculo da vida útil estimada (VUE) e o significado de cada fator: (5.1.) Significado de cada fator: A1 – Acabamento do cerâmico – vidrado ou não vidrado; A2 – Cor do cerâmico; A3 – Dimensões; B1 – Condição do substrato; B2 – Juntas periféricas; B3 – Proteção periférica do cerâmico; C1 – Nível de execução; E1 – orientação da fachada; E2 – Ação do vento/chuva; E3 – Proximidade ao mar; E4 – Humidade; G1 – Existência de manutenção; G2 – Facilidade de inspeção. No quadro seguinte, onde se encontram os valores a considerar para o cálculo, estão marcados a verde os valores a utilizar no caso em estudo.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 93 Quadro 5.9. – Valores a utilizar na aplicação do método factorial. Como já especificado os cerâmicos aplicados no Edifício do Terminal de Cruzeiros de Leixões da APDL são de cor creme e vidrados, tendo uma largura máxima de cerca de 17 centímetros e sendo o suporte em betão armado. Considera-se este suporte de forma genérica uma vez que, as zonas onde o suporte é de Etics são menores e por outro lado este tipo de suporte não é considerado no quadro 5.4.. Não existem neste revestimento nem juntas periféricas nem entre peças e seu nível de execução é considerado como adequado. Relativamente às características do ambiente exterior, considera-se a orientação de fachada mais prejudicial, ou seja, fachada voltada a norte, que o edifício se encontra sujeito a uma ação severa tanto de vento e chuva, rodeado pelo mar e exposto a uma humidade alta. Não estão previstas ações de manutenção e a inspeção não é de todo fácil. Aplicando a fórmula (5.1.) a vida útil estimada será cerca de: (5.2.) A vida útil estimada por aplicação do método factorial é de 39 anos. 5.9. REFLEXÃO SOBRE QUESTÕES DE DURABILIDADE Um revestimento exterior deste tipo, colado sobre o suporte de betão, no ambiente em que o edifício do Terminal de Cruzeiros se encontra, levanta questões relativas à durabilidade. Considerando o tipo e ocupação a que o Edifício de Passageiros do Terminal de Cruzeiros se destina e com base no quadro 2.7. (capitulo 2), pode-se afirmar que este se encontra na categoria permanente com duração mínima prevista da vida útil de 100 anos. Recorda-se que, nesta categoria estão inseridos monumentos e edifícios pertencentes ao património nacional, museus, arquivos e edifícios emblemáticos. O edifício em estudo é tido como um edifício emblemático, fazendo parte do património nacional.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 94 Conhecendo a durabilidade prevista para a construção é possível, com base no quadro 2.8., prever e retirar conclusões acerca da durabilidade que o revestimento exterior deveria ter. O estudo efetuado do revestimento cerâmico exterior, à base de peças cerâmicas coladas sobre o betão, permite concluir que este não é reparável nem facilmente substituído ou substituível com algum esforço. Este facto é óbvio, bastando para isso ter em consideração todas as condicionantes (andaimes especiais, plataformas suspensas, planos inclinados, etc.) e às dificuldades atribuídas à execução deste revestimento, não esquecendo a enorme área na qual este se encontra e o grande custo económico associado, pode – se afirmar que a sua durabilidade deverá ser igual à do edifício, ou seja, duração mínima de 100 anos. Como se constatou este revestimento tem uma vida útil estimada pelo método factorial de cerca de 39 anos. Esta durabilidade é bastante inferior, aliás menos de metade da durabilidade razoável e prevista. Aliado a esta constatação acerca da vida útil estimada há ainda fatores que poderão propiciar o aparecimento de patologias mais cedo que o normal. Relativamente às patologias previstas como exposto no capítulo 2, as patologias que mais se manifestam em revestimentos cerâmicos exteriores, são o descolamento e a fissuração das peças cerâmicas. Este fato é, no caso em estudo, bastante agravado pela inexistência do preenchimento das juntas entre peças e pela não execução de juntas construtivas e periféricas. As juntas permitem a absorção dos movimentos entre peças provocados pela expansão e contração devido a variações da humidade. A ausência de juntas aliado ao facto de não se conseguir garantir, no assentamento, a largura constante entre juntas e sendo estas muitas vezes quase inexistentes irá provocar a criação de tensões que poderão originar as patologias referidas. Na figura 5.50. estão assinalados locais onde as peças se encontram praticamente em contacto. Figura 5.50. – Fotografia do revestimento cerâmico exterior no piso 0. Por outro lado, o não preenchimento de juntas é menos fiável relativamente á estanqueidade à água. A possibilidade de deixar zonas sem cola e a deteorização do material de colagem com o tempo aumentam o risco de infiltrações para o interior, no caso de o suporte não estar protegido, e o risco de descolamento ou fissuração, caso a água entre para o tardoz das peças cerâmicas. Este risco é acrescido pelo uso dos espaçadores de linóleo que, quando retirados tardiamente, deixam um pequeno buraco, ver figura 5.51..
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 95 Figura 5.51. – Fotografia revestimento lâmina B. O não preenchimento das juntas propicia a acumulação de sujidade e no ambiente húmido em que o edifício se encontra poderá ocorrer o desenvolvimento de microrganismos como algas, fungos e bolores. Mais relacionados com a durabilidade e com aparecimento de eventuais patologias foram realizados pelo CTCV ensaios ao nevoeiro salino, a resistência à fendilhagem e à expansão com a humidade. Não se considerou como fundamental realizar ensaios ao choque térmico, devido às características quer das peças cerâmicas quer da cola ALL 9000. Os resultados obtidos relativamente à resistência à fendilhagem de ladrilhos cerâmicos foram muito positivos. Não ocorreu a fendilhagem do vidrado de nenhuma das peças ensaiadas [34]. Estes foram realizados em conformidade com a norma ISO 10545 - 1. Relativamente ao ensaio da expansão com a humidade das peças cerâmicas, em conformidade com a norma ISO 10545 – 10, os resultados obtidos foram os apresentados no quadro 6.10. Os resultados obtidos permitem concluir que a expansão é quase inexistente. Quadro 5.10. – Resultados de ensaio da determinação da expansão com a humidade [34]. O nevoeiro salino provoca, devido à interação dos sais que contém com os materiais, uma degradação acelerada dos revestimentos cerâmicos [9]. A ação do nevoeiro salino está intrinsecamente ligada à porosidade dos materiais, ou seja à sua absorção à água. A porosidade das peças cerâmicas é fundamental para conhecer a penetração de soluções que provocam a sua mais rápida deteorização. O ensaio ao nevoeiro salino tem como objetivo simular as condições a que o revestimento está exposto, sendo este o principal fator de degradação dos materiais em ambiente marítimo. Infelizmente os resultados do ensaio
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 96 referente ao nevoeiro salino não foram obtidos a tempo da entrega do presente trabalho. Contudo o feedback dado e previsto é positivo. Como se constata o material apresenta características positivas, quer em relação à expansão com a humidade bem como à fendilhação do vidrado e à deteorização na presença do nevoeiro salino. Porém as anomalias podem ocorrer devido a outros variados fatores como por exemplo: deficiências na aplicação ou no suporte; entrada de água; restrições de dilatações ou retrações entre o cerâmico e o suporte; movimentos do suporte. Relativamente à existência de planos de limpeza, inspeção ou manutenção periódicos, não estão previstos nenhuns dos anteriores mencionados. Existirá alguma autolimpeza com as águas das chuvas mas que serão apenas capazes de eliminar pequenas poeiras. Toda a sujidade que ficará presa nas juntas será mais difícil de eliminar. Alguma sujidade já é bastante visível como se constata nas figuras seguintes. A sujidade pensa-se que será proveniente quer dos trabalhos da obra ainda a decorrer, das aves e das partículas em suspensão vindas da refinaria. O buraco quando se retiram os espaçadores é também uma fonte de acumulação de sujidades. Figura 5.52. – Fotografia dos cerâmicos da lâmina A. Figura 5.53. – Fotografia pormenor dos cerâmicos onde se vê bastante sujidade. Figura 5.54. – Fotografia da lâmina A. Figura 5.55. – Fotografia lâmina A.
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 97 Figura 5.56. – Fotografia onde é visível sujidade. Figura 5.57. – Fotografia onde é visível sujidade. Relativamente à durabilidade é possível concluir, com base no estudo efetuado, que o revestimento cerâmico exterior irá ser alvo de uma substituição total cerca de duas vezes durante a vida útil do edifício. Por outro lado, este sistema não será o único que irá necessitar de substituições. Não se prevê que os acabamentos exteriores, como por exemplo as caixilharias, a cobertura exterior ou a tela tensionada, tenham uma duração de 100 anos. 5.10. PROPOSTA DE UMA FICHA DE INSPEÇÃO Um edifício emblemático, arquitetonicamente inovador e com valor para o património nacional, como o em estudo, deve possuir um Plano de Manutenção Preventiva. Relativamente à atividade em foque nesta dissertação, o revestimento exterior, quer devido à sua localização (ambiente muito agressivo) quer ao elevadíssimo investimento inicial como ao grande impacto deste no aspeto estético do edifício considerase essencial a elaboração de um plano de manutenção preventiva. Um plano de manutenção preventiva tem por base as seguintes partes [35]: Inspeção; Limpezas; Medidas de pró-ação - tratamento de manutenção; Reparação; Substituição. As fases acima referidas são de seguida descritas de forma sucinta [35-37]: Inspeção - É realizada a inspeção visual do elemento procurando a existência de patologias/anomalias. Limpeza – Intervenções que devem ser realizadas em curtos ciclos de tempo. Limpam-se sujidades, microrganismos, etc. melhorando o aspeto estético do elemento de forma eficaz. Devem ser realizadas quando for necessário com base nos resultados das inspeções. Medidas de pró-ação – Medidas que melhoram o desempenho durante a vida útil do elemento em análise, o revestimento cerâmico, para que este mantenha as suas características. Estas medidas podem ser compostas por uma limpeza generalizada com água sob pressão, com detergentes,
Terminal de Cruzeiros da APDL no Porto de LeixõesEstudo de caso na perspectiva de empresa construtora 104 30. Lucas, J., Azulejos ou Ladrilhos Cerâmicos - Descrição geral, exigências normativas, classificação funcional, ed. LNEC. 2003, Lisboa. 31. Tecnokolla, ALL 9000, in Ficha Técnica. 32. Company, B.T.C., EMACO Nanocrete R4. 33. CTCV, Relatóri Abril 2014. 2014. 34. CTCV, Relatório de acompanhamento de aplicação de peças cerâmicas - Maio 2014. 2014. 35. Moreira, J., Manutenção preventiva de edifícios - proposta de um modelo empresarial, in Departamento de Engenharia Civil. 2010, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. 36. Oliveira, P., Metodologia de manutenção de edifícios - Fachadas ventiladas. 2011, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. 37. Ferreira, R., Metodologia de manutenção de edifícios - revestimentos de pavimentos interiores cerâmicos. 2009, Faculdade de Engenharia de Universidade do Porto.
ANEXO I ORÇAMENTO INICIAL DA OBRA
A.P.D.L. Terminal de Cruzeiros de Leixões - Projecto de Execução Mapa de Trabalhos e Quantidades Integral ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DO DOURO E LEIXÕES Outubro 2010 Projecto: Terminal de Cruzeiros de Leixões Terminal de Cruzeiros de LeixõesTerminal de Cruzeiros de Leixões Terminal de Cruzeiros de Leixões AB C D B x D C x D 0 ESTALEIRO 0 ESTALEIRO0 ESTALEIRO 0 ESTALEIRO 757500,00 I ARQUITECTURA I ARQUITECTURAI ARQUITECTURA I ARQUITECTURA 369808,20 8185679,62 II FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS II FUNDAÇÕES E ESTRUTURASII FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS II FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS 159841,13 9623971,69 IV REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS IV REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAISIV REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS IV REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS 253,06 128.337,85 128.337,85 128.337,85 128.337,85 € V REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS V REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAISV REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS V REDE DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS 13.477,03 13.477,03 13.477,03 13.477,03 € 97.345,95 97.345,95 97.345,95 97.345,95 € VI INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOSINSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS ELÉCTRICOS 44399,62 1.954.956,63 1.954.956,63 1.954.956,63 1.954.956,63 € VII INFRAESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES INFRAESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕESINFRAESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES INFRAESTRUTURAS DE TELECOMUNICAÇÕES -424,34 -424,34 -424,34 -424,34 € 172.581,40 172.581,40 172.581,40 172.581,40 € VIII INSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO INSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOINSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO INSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 2.567,05 2.567,05 2.567,05 2.567,05 €68.512,49 68.512,49 68.512,49 68.512,49 € IX INSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃO INSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃOINSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃO INSTALAÇÕES DE SEGURANÇA CONTRA INTRUSÃO 4.191,75 4.191,75 4.191,75 4.191,75 €168.095,97 168.095,97 168.095,97 168.095,97 € XINSTALAÇÕES ELECTROMECÂNICAS INSTALAÇÕES ELECTROMECÂNICASINSTALAÇÕES ELECTROMECÂNICAS INSTALAÇÕES ELECTROMECÂNICAS 300.424,64 300.424,64 300.424,64 300.424,64 € XI INSTALAÇÃO DE SOM INSTALAÇÃO DE SOMINSTALAÇÃO DE SOM INSTALAÇÃO DE SOM 133.112,72 133.112,72 133.112,72 133.112,72 € XII GESTÃO TÉCNICA CENTRALIZADA GESTÃO TÉCNICA CENTRALIZADAGESTÃO TÉCNICA CENTRALIZADA GESTÃO TÉCNICA CENTRALIZADA 192.281,59 192.281,59 192.281,59 192.281,59 € XIII INSTALAÇÕES DE AVAC XIII INSTALAÇÕES DE AVACXIII INSTALAÇÕES DE AVAC XIII INSTALAÇÕES DE AVAC 42.737,92 42.737,92 42.737,92 42.737,92 € 1.821.833,26 1.821.833,26 1.821.833,26 1.821.833,26 € XIV INSTALAÇÕES DE GÁS XIV INSTALAÇÕES DE GÁSXIV INSTALAÇÕES DE GÁS XIV INSTALAÇÕES DE GÁS 120,66 120,66 120,66 120,66 € 21.755,59 21.755,59 21.755,59 21.755,59 € XV ARRANJOS EXTERIORES XV ARRANJOS EXTERIORESXV ARRANJOS EXTERIORES XV ARRANJOS EXTERIORES -2.350,64 -2.350,64 -2.350,64 -2.350,64 € 717.854,71 717.854,71 717.854,71 717.854,71 € XVI DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS XVI DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAISXVI DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS XVI DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS 228,66 228,66 228,66 228,66 € 185.479,96 185.479,96 185.479,96 185.479,96 € XVII SISTEMAS DE DEPOSIÇÃO DE RESÍDUOS XVII SISTEMAS DE DEPOSIÇÃO DE RESÍDUOSXVII SISTEMAS DE DEPOSIÇÃO DE RESÍDUOS XVII SISTEMAS DE DEPOSIÇÃO DE RESÍDUOS 15.138,97 15.138,97 15.138,97 15.138,97 € XVIII SINALIZAÇÃO VERTICAL XVIII SINALIZAÇÃO VERTICALXVIII SINALIZAÇÃO VERTICAL XVIII SINALIZAÇÃO VERTICAL 1.213,74 1.213,74 1.213,74 1.213,74 € VALOR TOTAL DO SUPRIMENTO DE ERROS E OMISSÕES 647.883,87 € VALOR TOTAL DA PROPOSTA COM INCLUSÃO DO SUPRIMENTO DE ERROS E OMISSÕES 24.850.000,00 € Unid. Unid.Unid. Unid.Designação DesignaçãoDesignação Designação Valor total capítulos Valor total capítulosValor total capítulos Valor total capítulos Valor total artigo Valor total artigoValor total artigo Valor total artigo Valor suprimento Erros & Valor suprimento Erros & Valor suprimento Erros & Valor suprimento Erros & Omissões OmissõesOmissões Omissões Preço Unitário Preço UnitárioPreço Unitário Preço Unitário Suprimento Erros & Omissões Total Suprimento Erros & Omissões Total Quantidade Quantidade Quantidade Quantidade revista após revista após revista após revista após Esclarecimentos EsclarecimentosEsclarecimentos Esclarecimentos Artº ArtºArtº Artº Preços PreçosPreços PreçosQuantidades COORDENAÇÃO: LUÍS PEDRO SILVA, ARQUITECTO UNIP. LDA. Rua de Ceuta 16,3º 4050-189 Porto, Portugal. Telefax:00351-222003944. Telemóvel:00351-939741897. E-mail: [email protected] 1
ANEXO II PLANO DE TRABALHOS GLOBAL
ID Nome da Tarefa Duração Início 1 Edifício do Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões 305 dias Qua 20-11-13 2 FUNDAÇÔES E ESTRUTURA BA EM ELEVAÇÂO 113 dias Qua 20-11-13 3 RAMPA MARINA 113 dias Qua 20-11-13 4 MANGA DE FIXA DE PASSAGEIROS 111 dias Qua 20-11-13 5 PALA DOS AUTOCARROS 20 dias Qua 20-11-13 6 TOSCOS, ACABAMENTOS E INSTALAÇÕES ESPECIAIS 305 dias Qua 20-11-13 7 Estrutura Metalica Edificio 150 dias Qua 20-11-13 8 Estrutura Metalica Manga Fixa 21 dias Qua 12-03-14 9 Toscos Paredes 60 dias Qua 20-11-13 10 Toscos Manga Fixa 40 dias Sáb 05-04-14 11 Toscos pavimentos 65 dias Qua 20-11-13 12 Acabamentos e revestimentos 305 dias Qua 20-11-13 13 Tectos 172 dias Qua 20-11-13 14 tectos falsos Pladur inc_Isolamento termico e acustico 120 dias Qua 20-11-13 15 tectos falsos placas +rev microcimentício polimérico alisado 60 dias Sáb 22-03-14 16 tecto falso continuo acústico 45 dias Sex 28-03-14 17 tectos com painéis isotérmicos em sistema sandwich 15 dias Seg 28-04-14 18 revestimento de tectos ( vigas ) interiores com espelho 25 dias Qui 03-04-14 19 tectos interiores com veludo especial à prova de fogo 10 dias Qua 14-05-14 20 revestimento de tectos interiores com chapas de alumínio 7 dias Qua 14-05-14 21 tecto em tela tensionada 34 dias Qua 23-04-14 22 tecto falso interior de tela tensionada em PVC 26 dias Sex 02-05-14 23 barramento manga fixa 25 dias Sáb 10-05-14 24 Pintura em tectos 44 dias Ter 11-03-14 25 Paredes 305 dias Qua 20-11-13 26 pinturas em paredes 40 dias Sáb 22-03-14 27 acabamento final de paredes com microcimento 50 dias Seg 17-03-14 28 placagem de granito amarelo em paredes 100 dias Qua 20-11-13 29 mosaico e azulejo ceramico em paredes 40 dias Seg 10-02-14 30 azulejo de fachada no interior 95 dias Seg 03-02-14 31 paineis de chapa de alumínio em paredes 90 dias Qua 12-02-14 32 placas de cortiça coladas sobre reboco em paredes 15 dias Sex 21-02-14 33 manta de vinílico colada nas paredes de Laboratórios 25 dias Sex 21-02-14 34 vidro plano temperado em paredes 43 dias Sáb 15-03-14 35 revestimento de paredes interiores com veludo 5 dias Sex 23-05-14 36 revestimento de paredes com placas macheadas de mdf 16mm 33 dias Qua 09-04-14 37 azulejo em fachada exterior 268 dias Qui 02-01-14 38 Pavimentos e rodapés 166 dias Qua 20-11-13 39 Pav Granito 110 dias Qua 20-11-13 40 Pav Cimenticio Pandomo 75 dias Qui 27-02-14 41 Pav Microcimento Tipo Topcret 30 dias Sex 28-03-14 42 Pav Autonivelantes Epoxy 45 dias Qua 05-03-14 43 Pav. Vinilicos 20 dias Qui 23-01-14 44 Pav. Linoleo 60 dias Sex 13-12-13 1 2 3 4 5 6 12 13 25 38 28-10 25-11 23-12 20-01 17-02 17-03 14-04 12-05 09-06 07-07 04-08 01-09 29-09 27-10 24-11 01 setembro 01 novembro 01 janeiro 01 março 01 Mai 01 julh 01 setembro 01 novembro ACE OPWAY/FERREIRA APDL-TERMINAL CRUZEIROS LEIXÕES PLANO TRABALHOS MODIFICADO Página 1
ID Nome da Tarefa Duração Início 45 Pav. Vidro 10 dias Seg 05-05-14 46 Pav. aluminio 9 dias Qui 22-05-14 47 Pav alcatifa 4 dias Seg 26-05-14 48 Lajetas Betão Branco Edificio 135 dias Qua 20-11-13 49 Lajetas Betão Branco Manga Fixa 20 dias Qua 30-04-14 50 Azulejo de fachada no interior 95 dias Seg 10-02-14 51 Vãos 178 dias Qua 20-11-13 52 vãos exteriores Edificio 145 dias Qua 20-11-13 53 vão exteriores Manga Fixa 30 dias Seg 12-05-14 54 vãos interiores 150 dias Qua 20-11-13 55 divisórias transparentes e translúcidas 24 dias Seg 05-05-14 56 cabines sanitárias vidro 30 dias Seg 21-04-14 57 Guardas, corrimões e gradeamentos 178 dias Qua 20-11-13 58 guardas em vidro 37 dias Sáb 19-04-14 59 guardas metálicas edificio 144 dias Qua 20-11-13 60 guardas metálicas manga fixa 10 dias Qua 04-06-14 61 corrimãos metálicos 135 dias Qua 20-11-13 62 mobiliário e acessórios 56 dias Sex 28-03-14 63 mobiliário fixo e sinaletica 31 dias Sáb 26-04-14 64 Mobiliario sanitário e laboratorios 56 dias Sex 28-03-14 65 Armarios tecnicos 25 dias Sáb 03-05-14 66 Pintura Final + Limpeza de Obra 37 dias Sáb 19-04-14 67 Instalações especiais 125 dias Qua 01-01-14 68 Abastecimento de água e rede de incêndio 125 dias Qua 01-01-14 69 Instalações eléctricas 125 dias Qua 01-01-14 70 instalações electromecânicas 125 dias Qua 01-01-14 71 instalação de som 125 dias Qua 01-01-14 72 Instalações de AVAC 125 dias Qua 01-01-14 73 TRABALHOS NOS ESPAÇOS EXTERIORES 166 dias Qua 20-11-13 74 MILESTONE 139 dias Sáb 31-05-14 75 Conclusão do Edificio 0 dias Sáb 31-05-14 76 Conclusão Manga Fixa 0 dias Seg 16-06-14 77 Conclusão do Azulejo de Fachada Exterior 0 dias Seg 10-11-14 51 57 62 67 74 75 16-06 77 28-10 25-11 23-12 20-01 17-02 17-03 14-04 12-05 09-06 07-07 04-08 01-09 29-09 27-10 24-11 01 setembro 01 novembro 01 janeiro 01 março 01 Mai 01 julh 01 setembro 01 novembro ACE OPWAY/FERREIRA APDL-TERMINAL CRUZEIROS LEIXÕES PLANO TRABALHOS MODIFICADO Página 2
ANEXO III FICHA TÉCNICA DO SISTEMA WEBER THERM KERAMIC
ANEXO IV FICHAS DE CONTROLO DE QUALIDADE PREENCHIDAS
Data: Responsável: Isabel Alves de Freitas 20 de Junho 2014 CM P3E P3E SU P3E SU FICHA DE INSPEÇÃO - REVESTIMENTO CERÂMICO EXTERIOR Identificação das Anomalias e Registo Fotográfico Código dos Locais Código das Anomalias Fotografias