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Diferentes abordagens no tratamento da obesidade

Silva, Raquel,Pinhão, Sílvia,Poínhos, Rui,Correia, Flora

Abstract

[resumo]

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preenchimento, dirigido a crianças portuguesas dos 7 aos 10 anos de idade. O projecto de investigação compreende as seguintes fases de desenvolvimento: I) Construção de um instrumento de avaliação do consumo alimentar de crianças portuguesas dos 7-10 anos de idade e estudo das suas propriedades psicométricas (testes de validade e fiabilidade) e II) Ensaio piloto de avaliação do consumo alimentar de crianças portuguesas dos 7-10 anos de idade, através do instrumento desenvolvido previamente (o instrumento deverá ser aplicado durante dois dias da semana, uma vez que a informação referente a apenas um dia da semana não é representativa da ingestão habitual da criança). Resultados esperados: Desenvolvimento de uma ferramenta válida, fiável, simples e ao mesmo tempo atractiva para as crianças portuguesas em idade escolar, que permita recolher informação detalhada sobre a qualidade e quantidade dos alimentos ingeridos, assim como estimar a ingestão energética e nutricional destas crianças. Conclusão: O desenvolvimento deste novo instrumento de avaliação permitirá a monitorização do consumo alimentar das crianças portuguesas em idade escolar, de forma sistemática, que facilitará o planeamento de políticas alimentares, o desenvolvimento de medidas no âmbito da educação alimentar, e o planeamento futuro de investigação analítica. PalavrasChave: Consumo alimentar, crianças, Portugal CO 13 Diferentes Abordagens no Tratamento da Obesidade Raquel Silva, Sílvia Pinhão, Rui Poínhos, Flora Correia Centro Hospitalar São João FCNAUP Instituto Superior de Ciências da Saúde, Egas Moniz A obesidade, hoje reconhecida como a doença metabólica mais prevalente em todo o mundo, constitui um dos maiores problemas de saúde da actualidade. Tem vindo a verificar-se que é justificada e necessária a procura, estruturação e adopção de novas estratégias que visem a prevenção e controlo deste grave problema de saúde pública. Foi objectivo verificar, num grupo de mulheres adultas com excesso de peso/obesidade, a eficácia de duas abordagens alternativas no seu tratamento. Incluíram-se 41 mulheres, repartidas por três grupos: num foi aplicada a abordagem clássica de tratamento da obesidade (Grupo 1; n=14), noutro foram observados os efeitos de um maior acompanhamento durante o tratamento, recorrendo a consultas mais frequentes e telefonemas entre consultas (Grupo 2; n=12) e por último foram incluídos 25g de chocolate de leite como “alimento conforto” num plano alimentar estruturado (Grupo 3; n=15). Avaliou-se a evolução das características antropométricas (Peso, perímetro da cintura (Pc) e anca (Pa), cálculo do índice de massa corporal (IMC) e do estado psicológico usando o Brief Symptom Inventory (BSI) ao longo do tratamento, tendo sido comparados os resultados obtidos em medianas (P25;P75), nos grupos de abordagem alternativa com os da abordagem clássica. Apesar de ter sido verificada uma diminuição de peso, IMC, Pc e Pa em todos os grupos, só nos Grupos 2 e 3 é que foi estatisticamente significativa. Estes resultados foram acompanhados por uma clara melhoria do bem-estar psicológico, em todos os grupos. Apenas no Grupo 3, encontrou-se uma correlação negativa e significativa entre a melhoria do estado psicológico (índice geral de sintomas) e a escolaridade (ρ=-0,684; p=0,010). Todas as abordagens permitiram a melhoria dos parâmetros antropométricos avaliados, mas parece que, quer o aumento da frequência de acompanhamento quer a inclusão do chocolate, são mais significativos do que o tratamento clássico. A nível psicológico todas as abordagens permitiram melhoria após o tratamento implementado, mas, as doentes menos escolarizadas parecem beneficiar mais com a inclusão do chocolate num plano estruturado. Palavras-Chave: acompanhamento, chocolate, obesidade, abordagens CO 14 Excesso de peso/obesidade infantil. Compreender o fenómeno na prática clínica Jorge Amado Apóstolo, Paula Maria Craveiro Escola Superior de Enfermagem de Coimbra Centro Hospitalar de Coimbra - Hospital Pediátrico [email protected] Introdução: As mudanças sociais ocorridas nas últimas décadas levaram a alterações significativas nos estilos de vida das pessoas e concomitantemente ao aumento da prevalência do excesso de peso/obesidade. A evidência científica demonstra que apesar do excesso de peso/obesidade ser de natureza multifactorial, os estilos de vida, nomeadamente os relacionados com a alimentação e a actividade física, desempenham um papel significativo na globalidade do fenómeno. Mas que leitura fazem os vários actores dos factores envolvidos nesta problemática?? Objectivos: Identificar factores percepcionados pelos enfermeiros como contribuintes para o excesso de peso/obesidade infantil; Métodos Tipo de estudo: Exploratório-descritivo com uma abordagem qualitativa em que foi efectuada uma entrevista semi-estruturada. Participantes: Sete enfermeiros com experiência e diferenciação profissional de Centros de Saúde do Distrito de Coimbra. Resultados Os enfermeiros conhecem bem a natureza deste fenómeno, a partir das suas práticas, tendo identificado factores externos e internos. Factores internos e de contexto familiar: § Hábitos alimentares e de actividade física inadequados; § Não considerar a obesidade como um problema familiar ou de outro tipo; § O pouco tempo disponível da família; § Actos compensatórios devido a ausência parental, com recurso a alimentos inadequados; § Stress parental § Exemplos na família; § Genéticos; § Adoptar estilos de vida saudáveis exige rigor e auto-controlo; § Falta de recursos económicos que suporta apoio especializado; § Demora na visibilidade de resultados; § Não interiorização da necessidade de mudar; § Perigos em andar (brincar) na rua. Factores externos: § Publicidade; § Exercício escolar insuficiente e inadequação dos espaços escolares para a sua realização; § Preço (elevado) do ginásio; § Preço (baixo) dos produtos de fraca qualidade. Conclusões Com este conhecimento aprofundado sobre os factores deste fenómeno, os enfermeiros são elementos significativos na equipa de saúde familiar com intervenções bem fundamentadas, no sentido de minorar esta epidemia. Palavras-Chave: obesidade infantil; intervenções; factores; CO 15 Imagem corporal, autoestima e obesidade em adolescentes portugueses Paula Santana, Teresa Figueiras, Clarice Martins, Cláudia Pinheiro, Alcina Souza Instituto Superior da Maia - CIDESD Instituto Superior da Maia [email protected]