A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António 1769-1832)
Full text
Lília Paula Teixeira Ribeiro Bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia A ARQUITETURA NEOPALLADIANA PORTUENSE: O HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO (1769-1832) Vol. II – APÊNDICE Porto 2012
UNIVERSIDADE DO PORTO FACULDADE DE LETRAS A ARQUITETURA NEOPALLADIANA PORTUENSE: O HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO (1769-1832) Por Lília Paula Teixeira Ribeiro Vol. II – APÊNDICE Tese de Doutoramento em História da Arte Portuguesa apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto, sob orientação da Professora Doutora Lúcia Maria Cardoso Rosas. Porto 2012
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 1 SUMÁRIO VOLUME II – APÊNDICE ÍNDICE DE DOCUMENTOS ÍNDICE DE ESTAMPAS ÍNDICE DE QUADROS SÍNTESE E DE GRÁFICOS NOTA PRÉVIA DOCUMENTOS ESTAMPAS QUADROS SÍNTESE E GRÁFICOS 2 16 22 25 27 228 304
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 2 ÍNDICE DOS DOCUMENTOS Documento n.º 1 1767, junho, 12 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto sobre a mudança e construção do novo hospital, determinando a recondução da Mesa. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 2, fls. 2-2v. Documento n.º 2 1768, junho, 03 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto sobre a mudança e construção do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 2, fls. 3-4. Documento n.º 3 1768, junho, 27 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl. Documento n.º 4 1769, fevereiro, 05 – Porto. Assento estabelecido com o Definitório sobre a construção do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 289-290. Documento n.º 5 1769, março, 22 – Porto. Assento sobre a administração da obra do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 2, fls. 4v.-6. Documento n.º 6 1769, junho, 27 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 7. Documento n.º 7 1769, agosto, 07 – York. Carta de John Carr para o provedor D. António de Lancastre. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fls. 28 29 31 32 34 36 37
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 3 Documento n.º 8 [1769] Descrição da planta desenhada por John Carr para o Hospital do Porto. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fls. Documento n.º 9 [1769] Declaração da Planta que se mandou para o novo hospital da cidade do Porto no ano de 176...[sic]. A.H.S.C.M.P., D-32-1, s/fl. Documento n.º 10 1769, agosto, 11 – Hull. Carta de John Carr para o capitão Sconswar. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl. Documento n.º 11 [1769 – York]. Petição de John Carr para D. António de Lancastre pagar 500£ a Robert Sconswar. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fl. Documento n.º 12 [1769] – [York]. Petição de John Carr para D. António de Lancastre pagar 500£ a Robert Sconswar [tradução]. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 29. Documento n.º 13 1769, outubro, 16 – Porto. Recibo de Thompson Croft. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 32. Documento n.º 14 1769, novembro, 05 – York. Carta de agradecimento de John Carr para D. António de Lencastre. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fl. Documento n.º 15 1769, novembro, 05 – York. Carta de agradecimento de John Carr para D. António de Lencastre. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fls. 39 48 50 51 52 53 54 55
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 4 Documento n.º 16 1770, maio, 02 – Porto. Obrigação de obra da ferragem para a construção do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção H, Banco 8, Livro n.º 21, fls. 22-23v. Documento n.º 17 1770, maio – Porto. Requerimento para o Senado do Porto solicitando os entulhos provenientes das obras da cidade e das inundações do Douro para a obra do novo hospital e a nomeação do local para o respetivo lançamento. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fls. Documento n.º 18 1770, junho, 25 – Ajuda Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 8. Documento n.º 19 1770, julho, 15 – Porto. Cerimónia de lançamento da primeira pedra para a construção do hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 307-308. Documento n.º 20 1770, julho, 18 – Porto. Assento sobre a eleição do Santo padroeiro do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 306-306v. Documento n.º 21 1770, setembro, 19 – Porto. Termo de arrematação da obra do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 312-313v. Documento n.º 22 1770, novembro, 21 – Porto. Nomeação do local para o lançamento de entulhos destinados à obra do novo hospital com base na resposta do procurador da cidade. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fls. 56 58 60 61 64 65 68
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 5 Documento n.º 23 1770, novembro, 21 – Porto. Vereação que determina o lançamento no terreno do hospital de todos os entulhos da cidade e subúrbios [excerto]. A.H.M.P., Livro de Vereações, n.º 86, fl. 55. Documento n.º 24 1771, janeiro, 23 – Porto. Termo de obrigação do fornecimento de cal para a obra do hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 2, fls. 274-274v. Documento n.º 25 1771, fevereiro, 20 – Porto. Contrato de obrigação de obra de pedraria para a construção do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção H, Banco 8, Livro n.º 21, fls. 84v.- 88. Documento n.º 26 1771, abril, 14 – Porto. Assento nomeando Manuel Alves Martins para o cargo de inspetor da obra do hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 318-318v. Documento n.º 27 1771, junho, 05 – Porto. Assento determinando a expulsão de Francisco Pinheiro do lugar de inspetor da obra do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 321-322. Documento n.º 28 1771, junho, 27 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 9. Documento n.º 29 1771, dezembro, 17 – Porto. Escritura de venda de uma morada de casas com quintal na Cordoaria feita por Luís Tomás Esteves da Silva à Santa Casa da Misericórdia do Porto. A.H.S.C.M.P., Secção H, Banco 8, Livro n.º 21, fls. 149v.- 152v. 69 70 71 76 77 79 80
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 6 Documento n.º 30 1772, junho, 22 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Santa Casa da Misericórdia do Porto nomeando João de Almada para o cargo de Provedor. Determina ainda a recondução da Mesa. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 13. Documento n.º 31 1772, julho, 01 – Porto. Contrato de obrigação de obra das colunas, bases e capitéis do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção H, Banco 8, Livro n.º 21, fls. 173v.- 175. Documento n.º 32 1773, janeiro, 19 – Porto. Precatório de João de Almada solicitando a oferta de madeira para a obra do hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl. Documento n.º 33 1773, junho, 26 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 14. Documento n.º 34 1774, junho, 04 – Porto. Despesa com a capela do hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 2, fl. 159. Documento n.º 35 1774, julho, 02 – Porto. Carta de João de Almada e Melo para o rei D. José I a respeito da recondução da Mesa da Misericórdia tendo em conta a obra do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 15. Documento n.º 36 1775, abril, 06 – Porto. Medição das quatro colunas do pórtico da parte do sul do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fls. 39-40. Documento n.º 37 1775, abril, 20 – Porto. Precatório de Manuel João da Silva para fazer contas e arrecadar o valor em dívida. Informação lavrada por João Diogo Ribeiro, oficial maior da secretaria. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fls. 41-41v. 84 85 89 90 91 92 93 97
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 7 Documento n.º 38 1775, junho, 26 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 16. Documento n.º 39 1776, junho, 15 – Porto. Carta de João de Almada para o Marquês de Pombal sobre a recondução da Mesa da Misericórdia do Porto. I.A.N./T.T., Ministério do Reino, mç. 355, cx. 474, s/fls. Documento n.º 40 1776, junho, 21 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 21. Documento n.º 41 [1776 – Porto] Súplica de José Pereira Basto para ser remunerado pela inspeção da obra do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl. Documento n.º 42 1777, fevereiro, 04 – York. Carta de John Carr para John Whitehead . A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fls. Documento n.º 43 [1777, fevereiro, 04 – York]. Explicação dos anexos enviados com a carta de John Carr para John Whitehead. A.H.S.C.M.P., D-32-1, s/fls. Documento n.º 44 [1777, fevereiro, 04 – York]. Explicação de John Carr a Manuel Alves Martins Valente. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fls. 99 100 101 102 103 106 107
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 14 Documento n.º 90 1801, outubro, 17 – Porto. Ofício que o corregedor ajudante da comarca José Teixeira de Sousa remeteu a João Pedro Gomes de Abreu, com a carta do médico Manuel Gomes da Silva, reiterando a necessidade de acolher condignamente as tropas. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 6, Livro n.º 4, fls.128v.-129. Documento n.º 91 1801, outubro, 18 – Porto. Resposta da Mesa ao ofício do corregedor ajudante da comarca José Teixeira e Sousa. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 6, Livro n.º 4, fls. 130-130v. Documento n.º 92 1803, janeiro, 27 – Porto. Lembrança sobre o novo encanamento de água que corria para o Hospital de D. Lopo e se mudou para o Hospital de Santo António A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 8, fls. 142v.-143. Documento n.º 93 1804, junho – Porto. Petição para obter licença para uma nova lotaria . A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 6, Livro n.º 4, fl. 134v. Documento n.º 94 1806, maio, 08 – Porto. Assento da nomeação de António José Manuel da Fonseca para o cargo de inspetor do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 8, fls. 175v.-176. Documento n.º 95 1806, maio, 24 – Porto. Parecer de PedroMelo Breiner a propósito da eleição da Mesa da Misericórdia. I.A.N./T.T., Ministério do Reino, mç. 355, cx. 474, s/fl. Documento n.º 96 1813, junho, 10 – Porto. Assento determinando a transferência da Casa da Roda para o edificio do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 8, fls. 239-239v. 213 215 216 217 218 219 222
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 15 Documento n.º 97 1816, abril, 07 – Porto. Carta dirigida pela Mesa a D. Agostinho Roel para arrecadar os legados de D. Lopo. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 6, Livro n.º 4, fls. 149v.-150. Documento n.º 98 1824, junho, 13 – Porto. Assento sobre a nova entrada do Hospital de Santo António, e sobre a benção do cemitério mandado fazer dentro do campo do mesmo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 8, fls. 336-336v. Documento n.º 99 1824, junho, 16 – Porto. Assento determinando que o dia 13 de junho de cada ano fosse o da abertura e entrada franca no Hospital Real de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 8, fl. 337. Documento n.º 100 s/ data – [Porto] Despesa com a compra de propriedades para a construção do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção L, Banco 5, Livro n.º 5, fl. 240. 223 224 226 227
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 16 ÍNDICE DE ESTAMPAS Estampa I Saint Gall (Plano ideal do mosteiro suíço do século IX). Estampa II Hospital dos Inválidos. Paris (século XVII). Estampa III Hospital de Chelsea. Estampa IV Hospital de Greenwich (1699). Estampa V Royal Naval Hospital. Plymouth. Estampa VI Hospital de Guy. Londres. Estampa VII Hospital de St. Bartholomew, reconstruído segundo o risco de James Gibbs. Estampa VIII Hospital de St. Thomas. Southwark. Estampa IX Hospital de St. Thomas. Pátio de entrada (século XVIII). Estampa X Hospital de Devon and Exeter. Estampa XI Hospital de Londres. Londres. Estampa XII Hospital de Londres. (Projeto de Boulton Mainwaring - 1752). Estampa XIII Hospital de St. George. Estampa XIV Hospital de Middlesex, segundo o risco de James Paine. Londres. Estampa XV Hospital de St. Luke (século XVIII). Londres. Estampa XVI Hospital de Bethlem. Londres. Estampa XVII County Hospital (construído em 1745 e demolido em 1851). York. Estampa XVIII York Retreat. York. Estampa XIX Bootham Asylum. York. Estampa XX York Lunatic Asylum. York. Estampa XXI Leeds General Infirmary. Leeds. 229 230 230 231 231 232 232 233 234 234 235 235 236 236 237 238 238 239 239 240 240
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 17 Estampa XXII Northampton General Infirmary. Northampton. Estampa XXIII Hôtel-Dieu de Lyon, desenhado por Jacques-Germain Soufflot. Lyon. Estampa XXIV Condados Ingleses. Estampa XXV Doncaster Mansion House. Doncaster. Estampa XXVI Capela mortuária. Gibside. Estampa XXVII Raby Castle (fotografia aérea). Durham. Estampa XXVIII Deer Park Lodge. Estampa XXIX Grimston Garth. Yorkshire. Estampa XXX Huthwaite Hall. Yorkshire. Estampa XXXI Kirby Hall. Yorkshire. Estampa XXXII Thorp Arch Hall. Yorkshire. Estampa XXXIII Campsmount Hall. Yorkshire. Estampa XXXIV Arncliffe Hall. Yorkshire. Estampa XXXV No. 47 Bootham. York. Estampa XXXVI Garforth House. Micklegate, York. Estampa XXXVII Castlegate House. York. Estampa XXXVIII Fairfax House. York. Estampa XXXIX Harewood House. Yorkshire. Estampa XL Wentworth Woodhouse. Yorkshire. Estampa XLI Plompton Hall. Estábulos. Yorkshire. Estampa XLII Wentworth Woodhouse. Estábulos. Yorkshire. Estampa XLIII Wentworth Woodhouse. Mausoléu de Rockingham. Yorkshire. 241 241 242 243 243 244 244 245 245 246 246 247 247 248 248 249 249 250 250 251 251 252
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 18 Estampa XLIV Wentworth Woodhouse. Coluna de Keppel. Yorkshire. Estampa XLV Lytham Hall. Lancashire. Estampa XLVI Everingham Hall. Yorkshire. Estampa XLVII Campsall Hall. Yorkshire. Estampa XLVIII Heath Hall. Yorkshire. Estampa XLIX Constable Burton Hall. Yorkshire. Estampa L Tabley House. Cheshire. Estampa LI Cannon Hall. Yorkshire. Estampa LII Kirkleatham Hall. Yorkshire. Estampa LIII Newby Hall. Yorkshire. Estampa LIV Lincoln County Hospital. Lincolnshire. Estampa LV Newark Town Hall. Nottinghamshire. Estampa LVI Newark Town Hall. Nottinghamshire. Estampa LVII York Assize Courts. York. Estampa LVIII Female Prision. York. Estampa LIX Hipódromo de Doncaster. Yorkshire. Estampa LX Buxton Crescent. Buxton. Estampa LXI Encadernação do livro com a cópia da planta do Hospital de Santo António. Estampa LXII Folha de rosto do livro com a cópia da planta do Hospital de Santo António. Estampa LXIII Hospital de Santo António. Planta baixa de todo o 1.º sobrado. N.º 1. Estampa LXIV Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do nascente. N.º 2. Estampa LXV Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do nascente (entrada principal). N.º 3. 252 253 253 254 254 255 255 256 256 257 257 258 258 259 259 260 260 261 261 262 263 264
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 19 Estampa LXVI Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do nascente. N.º 4. Estampa LXVII Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do norte (entrada principal). N.º 5. Estampa LXVIII Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do poente N.º 6. Estampa LXIX Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do poente (zona central) N.º 7. Estampa LXX Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do poente. N.º 8. Estampa LXXI Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do sul (centro). N.º 9. Estampa LXXII Hospital de Santo António. Plano e elevação da igreja a implantar no pátio interior. N.º 10. Estampa LXXIII Hospital de Santo António. Banda do Nascente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 1. Estampa LXXIV Hospital de Santo António. Banda do Nascente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 2. Estampa LXXV Hospital de Santo António. Banda do Nascente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 3. Estampa LXXVI Hospital de Santo António. Banda do Norte. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 4. Estampa LXXVII Hospital de Santo António. Banda do Norte. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 5. Estampa LXXVIII Hospital de Santo António. Banda do Poente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 6. Estampa LXXIX Hospital de Santo António. Banda do Poente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 7. Estampa LXXX Hospital de Santo António. Banda do Sul. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 8. Estampa LXXXI Hospital de Santo António. Banda nascente do 3.º sobrado (Zona central). N.º 1. Estampa LXXXII Hospital de Santo António. Banda do norte do 3.º sobrado (Zona central). N.º 2. Estampa LXXXIII Hospital de Santo António. Banda do poente do 3.º sobrado (zona central). N.º 3. Estampa LXXXIV Hospital de Santo António. Banda do sul do 3.º sobrado (zona central). N.º 4. Estampa LXXXV Projeto do Hospital de Santo António. Fachada nascente e poente. Desenho de Joaquim Cardoso Vitória Vilanova. Estampa LXXXVI Projeto do Hospital de Santo António. Fachada norte e sul. Desenho de Joaquim Cardoso Vitória Vilanova. 265 266 267 268 269 270 271 272 273 274 275 276 277 278 279 280 281 282 283 284 284
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 20 Estampa LXXXVII Hospital de Santo António. Fachada sul. Desenho de Joaquim Cardoso Vitória Vilanova. Estampa LXXXVIII Hospital de Santo António. Antiga Escola Médica. Desenho de Joaquim Cardoso Vitória Vilanova. Estampa LXXXIX Projeto da igreja concebida para o pátio interior do Hospital de Santo António. Desenho de Joaquim Cardoso Vitória Vilanova. Estampa XC Hospital de Santo António in «A Illustração Portugueza», de 20 de Outubro de 1884. Estampa XCI Vista aérea do Hospital de Santo António. “Edifício neoclássico” e edifício Dr. Luís de Carvalho. Estampa XCII Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Estampa XCIII Hospital de Santo António. Corpo central da fachada voltada a nascente. Estampa XCIV Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Pórtico hexastilo do corpo central Estampa XCV Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Perspetiva do corpo intermédio. Estampa XCVI – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Pormenor do corpo central do corpo intermédio (frontão e andar nobre). Estampa XCVII Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Perspetiva do corpo intermédio e da extremidade norte. Estampa XCVIII Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Extremidade norte. Estátua de Galeno. Estampa XCIX Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Extremidade sul. Antiga Escola Médica. Estampa C Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Extremidade sul. Estátua de Hipócrates. Estampa CI Hospital de Santo António. Fachada voltada a norte. Estampa CII Hospital de Santo António. Perspetiva do corpo central e da extremidade noroeste da fachada voltada a norte. Estampa CIII Hospital de Santo António. Pormenor do corpo central da fachada voltada a norte (frontão e andar nobre). Estampa CIV Hospital de Santo António. Fachada voltada a norte. Extremidade noroeste. 285 285 286 287 287 288 288 289 289 290 290 291 291 292 292 293 293 294
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 21 Estampa CV Hospital de Santo António. Fachada voltada a sul. Estampa CVI Hospital de Santo António. Fachada voltada a sul. Extremidade sudoeste. Estampa CVII Hospital de Santo António. Alçado interior da fachada voltada a nascente. Estampa CVIII Hospital de Santo António. Alçado interior da fachada voltada a nascente. Torreão do corpo central. Estampa CIX Hospital de Santo António. Alçado interior. Ângulo da fachada voltada a nascente com a fachada norte. Estampa CX Hospital de Santo António. Alçado interior da fachada voltada a norte. Vista da Capela do Senhor dos Aflitos. Estampa CXI Hospital de Santo António. Alçado interior da fachada voltada a sul. Estampa CXII Palácio dos Carrancas. Porto. Estampa CXIII Academia Real de Marinha e Comércio do Porto. Estampa CXIV Palácio da Bolsa do Porto. Estampa CXV A cidade do Porto em 1789. Desenho de Teodoro de Sousa Maldonado. Estampa CXVI A cidade do Porto em 1791. Gravura de Manuel Marques de Aguilar. Estampa CXVII Plano da cidade do Porto (entre 1818 e 1824) por José Francisco de Paiva. Localização do Hospital de Santo António. Estampa CXVIII Planta topográfica da cidade do Porto por W. B. Clarke (1833). Localização do Hospital de Santo António. Estampa CXIX Planta topográfica da cidade do Porto por Joaquim da Costa Lima (1839). Localização do Hospital de Santo António. Estampa CXX Planta topográfica da cidade do Porto por Perry Vidal (1865). Localização do Hospital de Santo António. Estampa CXXI Pormenor da planta topográfica da cidade do Porto por Telles Ferreira (1892). Localização do Hospital de Santo António. Estampa CXXII Planta Redonda ou Planta de Trant (1813). Localização do Hospital de Santo António. 294 295 295 296 296 297 297 298 298 299 299 300 300 301 301 302 302 303
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 22 ÍNDICE DE QUADROS SÍNTESE E DE GRÁFICOS QUADROS Quadro Síntese 1 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1769. Quadro Síntese 2 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1770. Quadro Síntese 3 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1771. Quadro Síntese 4 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1772. Quadro Síntese 5 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1773. Quadro Síntese 6 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1774. Quadro Síntese 7 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1775. Quadro Síntese 8 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1776. Quadro Síntese 9 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1777. Quadro Síntese 10 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1778. Quadro Síntese 11 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1779. Quadro Síntese 12 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1780. 305 306 307 308 309 310 311 312 313 314 315 316
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 23 Quadro Síntese 13 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1791. Quadro Síntese 14 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1792. Quadro Síntese 15 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1793. Quadro Síntese 16 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1794. Quadro Síntese 17 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1795. Quadro Síntese 18 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1796. Quadro Síntese 19 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1797. Quadro Síntese 20 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1798. Quadro Síntese 21 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1799. Quadro Síntese 22 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1800. Quadro Síntese 23 Calendarização do pagamento das folhas de férias da mão de obra utilizada na construção do Hospital de Santo António em 1801. 317 318 319 320 321 322 323 324 325 326 327 GRÁFICOS Gráfico 1 Volume da mão de obra utilizada no Hospital de Santo António em 1769. Gráfico 2 Volume da mão de obra utilizada no Hospital de Santo António em 1770. Gráfico 3 Volume da mão de obra utilizada no Hospital de Santo António em 1771. 305 306 307
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 30 nomearem para a dicta avaliação. E nesta importante obra espero vos empregueis com o zelo que de vós confio. E para a sua effectiva execução a tenho recommendado a João de Almada Tenente General dos meus exercitos Governador da Rellação dessa cidade e das Armas della e seu Partido, por carta da data desta para que se faça debaixo da sua inspecção assim como se achão todas as obras publicas dessa cidade do Porto. O que me pareceo participar vos [fl. 4] para que assim o tenhaes entendido e executeis fazendo registar nos livros dessa Irmandade esta carta para a todo o tempo constar desta minha real rezolução. Escripta no Palacio de Nossa Senhora d’Ajuda a tres de junho de mil e settecentos e sessenta e oito – Rey – Para o Provedor, officiaes e mais irmãos da Meza da Misericordia da cidade do Porto».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 31 Documento n.º 3 1768, junho, 27 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl.4 «Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Mizericordia da cidade do Porto. Eu El Rey vos invio muito saudar. Tendo consideração ao zelo com que vos tendes empregado em satisfazer as obrigaçoens do vosso Instituto: E por confiar da vossa actividade que continuareis com o mesmo zelo na importante obra da mudança do hospital que se deve edificar na conformidade da minha real resolução que vos foi expedida em carta por mim assignada na data de trez do corrente mez. Ao que tendo attenção e a outros justos motivos que me foram prezentes. Sou servido ordenar que no presente anno se não proceda a eleição de nova Meza; e que a actual fique reconduzida para o anno proximo futuro, não obstante a dispozição do compromisso, no qual hei por bem despensar para este effeito somente: E fareis registar esta minha carta nos livros dessa Irmandade para a todo o tempo constar desta minha real resolução: Escripta no Palacio de Nossa Senhora da Ajuda a vinte e sete de junho de mil setecentos sessenta e oito. Rey Para o Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Misericordia da cidade do Porto». 4 Acedemos ainda a um outro registo desta carta no A.H.S.C.M.P. [Vd. Secção D, Banco 5, Livro n.º 2, fls. 241-241v.]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 32 Documento n.º 4 1769, fevereiro, 05 – Porto. Assento estabelecido com o Definitório sobre a construção do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 289-290. «Assento que se tomou com o diffinitorio sobre a factura do novo hospital. Aos 5 dias do mez de fevereiro de 1769 estando juntos em Meza o irmão provedor o Excelentissimo D. Antonio de Lancastre com os irmãos conselheiros della e Diffinitorio abaixo assignado foi proposto pelo Excelentissimo Provedor que Sua Magestade Fidelissima pelas reays cartas de 12 de junho de 1767 e 3 de junho de 1768 copiadas neste livro a folio 279 ordenava que se edificasse hum novo hospital no sitio entre a Cordoaria, e Quarteis, para o qual se comprassem os predios necessarios por [fl. 289v.] justa avaliação tudo debaixo da inspecção do Ilustrissimo e Excelentissimo de João de Almada e Mello Tenente General dos seus exercitos e Governador das Armas e Justiças da Relação desta cidade; o que se tem em parte executado, e ideada a forma em termos de se lhe dar principio; porem como se necessita de ponderar algumas circunstancias dignas de attenção, que merece huma obra tanto do agrado de Deos, e utilidade publica: de maneira que se possa conseguir a sua effectiva continuação sem offensa da caridade com que todos dezejamos zelozamente empregar-nos nas obrigaçoens do nosso Instituto, nem faltar ás que nos incumbe como administradores dos bens dos pobres nas consignaçoens, que recebemos das mãos dos numerozos bemfeitores, que as evoqavão indemnizado o fundo capital de que se alimentão, curão, cazão, remedeão, e amparão tantos individuos, suffragão tantas almas, e tributa nos altares o sagrado culto. Tendo consideração a subsistencia de todas as referidas obras pias e calculando o rendimento que as anima se achou que podião distinarse quatro para cinco mil cruzados dos seis para sete que sobejão cada anno da despeza da Caza, como se manifesta dos mapas impressos da dita despeza, e receita geral. A qual supposto hé limitada, hé sufficiente para incitar os animos devotos a concorrerem com as suas esmolas, que sem duvida serão numerosas attenta a qualidade do edificio como tem [fl. 290] mostrado a experiencia nesta cidade em muitos outros de menor utilidade ao serviço de Deos e da republica: Para cujo fim pareceo precizo convocar a Vossa Senhoria para nos liberalizar a sua instrução nesta empreza. O que visto e ponderado por todos uniformemente dicerão se conformavão em tudo com
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 33 com o parecer e dispoziçoens da Meza á qual incumbia o mayor cuidado e vigilancia para conservar o fundo patrimonial dos pobres e não dispender mais do seu rendimento de que se fez este termo que todos assignarão: E eu o Padre Antonio Ferreira de Macedo official mayor da secretaria o escrevi». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 34 Documento n.º 5 1769, março, 22 – Porto. Assento sobre a administração da obra do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 2, fls. 4v.-6. «Copia do assento que se tomou pela Meza da Mizericordia sobre a formalidade que se deve praticar na administração do Novo Hospital para a sua edificação Assento Aos 22 dias do mez de março de 1769 nesta Real Caza do Despacho da Mizericordia estando em Meza o irmão provedor o Excelentissimo D. Antonio de Lancastre Brigadeiro dos exercitos de Sua Magestade e Coronel do Primeiro Regimento da guarnição desta cidade; por elle foi proposto aos irmãos conselheiros da mesma Meza abaixo assignados que por quanto Sua Magestade Fidelissima pelas reays cartas de 12 de junho de 1767 e 3 de junho de 1768 copiadas neste livro a folio 279v. e 280 fora servido mandar edificar hum novo hospital com a grandeza necessaria, aonde commodamente se podessem recolher, e curar os numerosos enfermos pobres, que de todo este reyno, e estrangeiros procurão nesta Santa Caza a caridade christaã dos seus irmãos e bemfeitores para cujo edificio se elegeo o [fl. 5] terreno que fica entre o Campo da Cordoaria e Quarteis; e porque já parte delle se acha comprado, e se necessitar de dar principio á mesma obra, parecia conveniente se desse a forma que se havia de praticar na sua importante administração. O que visto por todos rezolverão, que se devião eleger dous irmãos dos da maior confiança e zelo, que tiver a Irmandade; os quaes tomassem a seu cuidado irem cada dia as vezes que poderem examinar os mestres e officiaes se fazem a sua obrigação não só para saberem se elles entrão para o trabalho a horas competentes mas tambem se assistem e trabalhão como devem; e se os carreteiros e ferreiros cumprem com as suas obrigações dos seus ajustes. Estes inspectores todos os dias de manhaã e de tarde saberem os officiaes que andão na obra e os arrolarem com individuação, para se lhes pagar os dias que vencerem, os quaes roes, sendo assignados por hum dos ditos inspectores se registaram em hum livro, que haverá para esse effeito, e depois se passará pelo [fl. 5v.] provedor ou escrivão da Meza, hum bilhete da sua importancia para o nosso irmão mordomo da bolsa fazer os pagamentos devidos. E o mesmo se praticará na despeza das ferramentas, carretos e
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 35 quaesquer outras que acontecerem separando as das ferias em differentes termos porem no mesmo livro, por ordem successiva. Sendo necessario acrescentar-se o numero dos officiaes os dictos inspectores logo farão julgar os jornaes que hão de vencer e terão muito particular cuidado, que os mestres não levem dos mesmos officiaes ou moços dinheiro, ou emolumento algum e o mesmo terão de ordenar aos officiaes e mestres que não mandem os picoens e mais ferramentas ao mestre ferreiro sem bilhete seu em que declare o numero e qualidade dos ferros que se hão de concertar para pelos mesmos bilhetes se pagar ao dito mestre ferreiro o qual não fará os ditos concertos sem a dita ordem por escripto assignado por hum dos ditos inspectores. Rematandose a obra exami- [fl. 6] narám os dictos inspectores se os mestres e officiaes a executão na forma do ajuste e arrematação della: e o que não acharem bem feito, o mandaram logo desfazer por conta do mestre; e havendo duvida no prumo, alinhamento, ou cordeamento, ou em qualquer outra couza, respectiva á segurança, a mandaram examinar por arbitros sem suspeita, e se estará pelo que elles rezolverem. E logo houverão por bem eleger para inspectores os nossos irmãos Bento Luis Correa de Mello, e Manoel Francisco de Carvalho, a quem se entregará a copia deste assento para o fazerem observar inviolavelmente como se espera do seu grande zelo e actividade. E de como tudo assim se rezolveo se tomou este assento que todos assignarão: e eu o Padre Antonio Ferreira de Macedo official mayor da secretaria da Caza o escrevi».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 36 Documento n.º 6 1769, junho, 27 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 75. «Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Mizericordia da cidade do Porto: Eu El Rey vos invio muito saudar. Tendo consideração ao zelo com que vos tendes empregado em satisfazer as obrigaçoens do vosso Instituto; e que continuareis com o mesmo zelo no adiantamento da obra do novo edificio para o hospital: Sou servido ordenar que no presente anno se não proceda a eleição de nova Meza; e que a actual fique reconduzida para servir o anno proximo futuro, não obstante a dispozição do compromisso, no qual hei por bem dispensar para este effeito somente: E fareis registar esta minha real carta nos livros dessa Irmandade na forma do estylo. Escripta no Palacio de Nossa Senhora da Ajuda em vinte e sete de junho de mil setecentos sessenta e nove. Rey Para o Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Misericordia da cidade do Porto». 5 Acedemos a um outro registo desta carta no A.H.S.C.M.P. [Vd. Secção D, Banco 5, Livro n.º 2, fls. 242-242v.].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 37 Documento n.º 7 1769, agosto, 07 – York. Carta de John Carr para o provedor D. António de Lancastre. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fls. «May it please your Lordship Under the request of the Reverend Dr. Wood, your Lordship will herewith receive the designs, I have made according to your instructions, for the general Hospital, proposed to be erected at Oporto, under your noble influence, which I flatter my self you will find conveniently designed for the purpose, and [?] the patronage of the most noble Don Antonio de Lancaster. I very much lament my being prevented the honour of corresponding with your Lordship on this important subject, by Dr. Wood's not acquainting me in due time with your Lordships instrutions. Dr. Goold in March or April last, those instructions (by reason I believe of Dr. Wood's indisposition) was not communicated to me until the 20th of July, at which time I had completed my design, and waited with impatience to be informed how I might send the design to your Lordship. Fortunately Dr. Wood arrived in this city yesterday, on account of this health, and an opportunity now [?] by which I can send your Lordship the drawings immediately. The Oporto pacquet Capt. Sconswar sails from [?] Oporto in a few days. To his care I shall [...] and desire him to deliver them to your Lordship [?] Dr. Goold the same day he arrives, not [?] your Lordships generous disposition, will [?][s/fl.] by the said Captain Sconswar (who I have impowerd to receive it) an adequate gratuity for so complete a design as I have sent you, a design which the King of England has seen with admiration and approbation, he desired to see it, having heard so great an account of it and of the noble founder Don Antonio de Lancaster from a great many noblemen of my acquaintance, who waited of me to see the designs and the general instructions which your Lordship sent me from Dr. Wood. Your Lordship will please to observe, I have so particularly put down, the measures of every part of the plan and elevations, that the workmen may build from the drawings every minute past there of, which makes the design of much more use and value, the doing of which with such care and exactness, hath [sic] indeed been a work of such time and thought, that nothing but so generous a patron as your Lordship coud [sic] have induced me to have undertaken the designing so great a work with such accuracy at a
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 38 time, when I am conducting so many magnificent structures for several noblemen and others in this kingdom. I have sent your Lordship a general description of the design, and a particular explanation of a several apartments, therefore it is not necessary to say more about it in this letter; but be pleased to give me leave most noble Lord before I conclude to observe, that I shoud [sic] be very sorry to anticipate your Lordships generosity by setting you a price upon this extensive plan, yet in justice to my experience and abilities in architecture, and the esteem and reward which I receive for my designs in [s/fl.] England make it necessary perhaps for me to inform your Lordship that £500 woud [sic] be thought but a very moderate reward for such a design in England, but the honour and pleasure of being employed by your Lordship, and the hopes I have of seeing some part of the design erected I shall not ask more of your Lordship than the above sum of £500 for my labour and invention of this extensive design; which sum I desire your Lordship will remit me by acquaintance captain Robert Sconswar who is a man of credit. If your Lordship be resolved to proceed immediately with this noble undertaking, be pleased to acquaint me and I will send you proper moldings drawn at large for the great cornice upon the columns before it is wanted and I am. My Lord on all occasions Your Lordships most obedient and most humble servant York August 7.th 1769 John Carr».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 39 Documento n.º 8 [1769] Descrição da planta desenhada por John Carr para o Hospital do Porto. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fls. «Descripção geral da planta dezenhada para o hospital do Porto por João Carr architecto A circumferencia geral deste dezenho hê hum quadrangulo de 566 pés em frente de huma parte e de 560 pés da outra parte, que cerca hum pateo de 433 pes de comprido e 421 pes e 9 pollegadas de largo, em cujo centro intenta-se edificar huma formosa igreja, para os habitantes do hospital: este pateo tem ao redor huma arcada regular para abrigar as salas da inclemencia do sol. Intenta-se levantar o sobrado terreo tres pés em cima do nivel da rua e construir nelle os apartamentos dos domesticos que pertencem ao hospital; capellaens, estudantes de medecina e cirurgia, cozinhas pertencentes ás varias enfermarias; lojas para lavar roupas, cazas para fornos, carvão, lenha etc e apartamentos para os lunaticos. A mayor parte deste sobrado, para melhor defeza contra o fogo, deve ter tectos arqueados ou abobadas: e debaixo da parte do centro deste sobrado haverá huma abobada arqueada, pela qual deve correr para todo o edificio huma corrente perpetua de agoa, na qual se podem despejar facilmente todas as privadas, e salas, por via do vacuum, ou abertura que se faz ao redor de todo o edificio, cazo não se possa alcançar huma abundancia permanente de agoa: preciza-se então de huma cisterna, perto do edificio, donde poderá emanar a agoa, para limpar a abobada subterranea, quando for necessario. Deve-se trazer em canos outra corrente de agoa para huma cisterna em cada canto do edificio, onde será precizo insertar bombas, para suprir cada sobrado, e todas as enfermarias separadas. O segundo sobrado deste dezenho, que hé de 20 pes em altura, há-de conter todas as enfermarias, e varias serventias: cujos particulares [s/fl.] se achão apontados nas referencias a este sobrado. Por cima de todas as enfermarias hão-de-se insirtar ventiladores, e tubas, desde o tecto pello telhado, emté o ar livre; a fim de obter huma corrente perpetua de ar e evacuar o ar corrupto das enfermarias.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 46 Banda do Poente Segundo sobrado do Boticario Banda do Poente Banda do sul 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 Duas salas para doenças particulares no fim da enfermaria das febres Enfermaria grande para homens com febres Para os convalecentes de febres Quartos dos criados, que assistem aos homens com febres Sala de jantar do boticário, quarto para dormir, alcova, privada dala, etc, em cima [s/fl.] estão dois quartos para crianças, e criadas no sobrado attico Duas enfermarias para os feridos de hum, e outro sexo Quarto [sic] enfermarias piquenas para doentes particulares, de ambos os sexos Duas salas pequenas para os que assistem aos doentes, e feridos Segundo sobrado, ou galaria para capella para o comodo dos doentes no segundo sobrado As duas escadas que vão ter aos apartamentos dos enjeitados no terceiro sobrado desta parte central do edeficio Enfermaria dos homens leprozos Enfermaria das mulheres leprozas Quarto do criado, que asiste as enfermarias adjacentes Balcoens, ou barandas, onde os doentes podem passear, para gozar do ar Sala de jantar do boticario, quarto para dormir, alcova, privada, dala etc. por cima dos quaes hão duas salas no sobrado attico, para as crianças, e criadas. Enfermaria para os homens galicados Enfermaria para os homens entrevados Sala para doenças particulares de ambos os sexos [s/fl.] Quartos para os criados, que assistem ás enfermarias adjacentes Apartamentos para as leituras de cirurgia, e demonstraçoens anatomicas
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 47 55 56 57 58 N.B Enfermaria das mulheres entrevadas. Enfermaria das mulheres galicadas. Sala para ocazioens particulares Escadas que vão ter aos enjeitados no sobrado attico, por cima desta parte central do edifício. As plantas do terceiro sobrado são marcadas com tinta vermelha. Numero 1//2//3//4 Estas plantas mostrão o numaro das salas conteudas no terceiro sobrado na parte do centro de cada banda do dezenho para o hospital: são principalmente para receber os enjeitados, e suas amas: as medidas das salas achão-se determinadas pela planta do primeiro sobrado, que são particularmente figuradas em pés, e pollegadas. A cupula que apparece no centro de cada frente, por cima do edifício na parte de fora, he o cume da igreia [sic], que propus edificar no meyo do pateo: porem no cazo, que [s/fl.] não agrade esta ideia, fiz huma capella formoza de quazi 60 pes em quadrado, e 45 em altura, com galerias ao redor das tres bandas, para o commodo dos doentes no segundo sobrado. Deve se notar, que não fis reparo nos armazens, ou lojas sobterraneas, debaixo do sobrado terreo, que seram necessarias em baixo de algumas partes do edifício; não obstante, fis provimento na minha planta para abobadas arqueadas para lenhas, etc. As lojas necessarias podem-se fazer debaixo de qualquer parte do sobrado terreo, ao pé das escadas, debaixo das quaes sera o melhor caminho para descer as lojas».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 48 Documento n.º 9 [1769] Declaração da planta que se mandou para o Novo Hospital da Misericórdia A.H.S.C.M.P., D-32-1, s/fl. «Declaração da Planta que se mandou para o Novo Hospital da cidade do Porto no ano de 176….[sic] Ordenou o excellentissimo senhor Dom Antonio de Lancastre Brigadeiro dos exercitos de Sua Magestade Fidelissima; sendo provedor da Mizericordia nessa cidade do Porto com os mais senhores da mesma Meza idificar hum novo hospital junto a praca da Cordoaria e tendo assim determinado Pedirão ao architeto João Carr da cidade de York, da Gran Britannica; lhe deliniasse hum hospital com a grandeza, e comodidade [s/fl.] para que nelle se acomodáse tudo, o que respeitava, a doenças, e medecina o qual assim o comprio, com o maior aserto que se podia encontrar (do que ficou a Meza bem satisfeita) a qual diniliação consta de duas plantas baixas, nas quaes se mostra os comodos de tudo, o que se lhe pedio, huma na supreficia do terreno, e a outra o plano do segundo andar; e mais quatro plantas baixas as quaes mostrão os planos do terceiro sobrado, ou terceiro andar, somente no meio das quatro fronteiras, o qual terceiro andar não continua mais do que o que se mostra nas quatro plantas das fronteiras, as quaes plantas, huma mostra a fronteira ou elevação da parte do Nascente, e do Poente, vista do exterior do hospital; a outra mostra a elevação exterior do Norte, e do Sul; e as outras duas são as que mostrão as elevações do hospital visto do seu patio intirior, huma serve do Nascente que esta virada para o Poente, e serve do Poente, que esta virada para o Nascente; a outra serve do Norte que esta virada para o Sul; e serve do Sul, que esta virada para o Norte. Tem huma planta da elevação de huma igreja, que se pertende edificar no meio do patio interior do mesmo hospital; da qual se mostra o seu plantiado, no centro da primeira planta baixa, na superefissia da terra. Alem destas onze plantas assima nomiadas, mandou mais huns poucos de papeis, em cada hum delles mostrou as molduras do hospital no proprio tamanho, que se devião exzecutar, as quaes são as seguintes
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 49 Huma que mostra o feitio da ombreira para todas as janelas, e portaes, que ficão nas fronteiras do hospital, assim nas exteriores como nas enteriores, e das suas molduras nos remates porsima das mesmas janelas… A; Huma que mostra a cornija que cobre o rustico de toda a obra, na qual se mostra o corte do mesmo rustico e como elle se deve executar…B; Huma que mostra a cornija, que cobre todo o hospital naquelas partes que tem só dois andares…C; e tem huma declaração que em seu lugar se dirá; Huma que mostra os balaustes de todo hospital, com sua moldura para receber os balaustes, e outra a cobrir os mesmos balaustes…D Huma que mostra as bazes das collunas dos porticos, de todo o hospital…E Huma que mostra o capitel das mesmas collunas…F Todos estes papeis ou riscos são o numero de seis, e as plantas são onze que tudo junto faz o numero de 17. Junto com estas desasete plantas ou riscos mandou hum livro para expelicar as ofecinas do mesmo hospital, o qual traduzido em portugues, dis o seginte Descrissão geral da planta disenhada para o hospital do Porto por João Carr, architeto [Omitimos a transcrição, uma vez que já figura no documento n.º 8]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 50 Documento n.º 10 1769, agosto, 11 – Hull. Carta de John Carr para o capitão Sconswar. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl. «Cap.n Schonswarr Seja Vossa Merce servido intregar ao senhor doutor Gould a caixa com sobre escrito para o senhor D. António de Lancastre. Juntamente com as cartas remittidas por Vossa Merce e faça Vossa Merce aplicação por via dos senhores Thompson Croft&Companhia ao senhor D. António de Lancastre para satisfacção da letra que a Vossa Merce tenho dado sobre sua Excelencia de cujo importe Vossa Excelencia tomara conta para meu uso. Dezejando a Vossa Merce boa viagem e sucesso espero de seu avizo com brevidade ficando John Carr».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 51 Documento n.º 11 [1769] – [York]. Petição de John Carr para D. António de Lancastre pagar 500£ a Robert Sconswar. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fl. «May it please your Excellency Be pleased to pay unto the order of Captain Robert Sconswar, the some of five hundred pounds for value received by him as advise by Your Excellency’s most obedient humble servant John Carr To his Excellency Don Antonio de Lancaster At Oporto».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 52 Documento n.º 12 [1769] – [York]. Petição de John Carr para D. António de Lancastre pagar 500£ a Robert Sconswar. [tradução]. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 29. «Exm.º Senhor Seja servido pagar a ordem do capitam Roberto Schonswar a soma de quinhentas livras sterlinas valor recibido do mesmo como por avizo. De Vossa Excelencia O mais obediente, e humilde servo João Carr Ao Exm.º Senhor D. Antonio de Lancastre Porto».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 53 Documento n.º 13 1769, outubro, 16 – Porto. Recibo de Thompson Croft. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 326. «Recebi do Excelentissimo Senhor Provedor e mais irmãos da Santa Caza da Misericordia desta cidade do Porto, hum conto e oitocentos mil reis importe de huma letra do senhor João Carr por quinhentas libras sterlinascom o recibo que passamos nas costas da mesma letra hoje. Porto 16 de outubro de 1769. Thompson Croft». 6 Acedemos a um outro registo deste recibo no A.H.S.C.M.P. [Vd. Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fl.].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 54 Documento n.º 14 1769, novembro, 05 – York. Carta de agradecimento de John Carr para D. António de Lencastre. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fl. «My Lord I have the honour of your excellency’s letter now before me, which gives me the highest pleasure I ever enjoyed; your Lordship’s approvation of my design and the punctuality of your remittance for my reward have so much effect upon me, that you may at all times freely command my further assistance during the execution of the building. I have designed many hospitals, and more magnificent buildings than any person in England, at present I am erecting a large hospital for various disorders in this county, yet not whith stunding my experience, I made a tour through this kingdom to see the principals hospitals in it before I set down to make the design I have had the honour of sending your Lordship, so that you have a plan calculated for conveniences as well as appearance; and you will perceive my Lord I have most carefully and minutely put down the dimensions of every part there of in such a manner, that I hope the workmen cannot commit any material errors in the execution, nort with standing which precautions, I desire I may send the workmen specimen of every part there of at large when they require it, and I am my Lord on all occasions, Your Lordship’s most obedient and most humble servant John Carr [s/fl.] And I beg your Lordship will present my compliments to Dr. Goold, and acquaint him I received his letter, but being obliged to set out in the morning for Scotland I have not time at present to answer his letter».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 55 Documento n.º 15 1769, novembro, 05 – York. Carta de agradecimento de John Carr para D. António de Lencastre [cópia traduzida em português]. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fls. «Copia da carta, que o architecto João Carr escreveu ao Illustrissimo e Excelentissimo D. Antonio de Lencastre Illustrissimo e Excelentissimo Senhor tive a honra de receber a carta de Vossa Excelencia que me dá o mais exaltado gosto, que na minha vida exprementei. O approvar Vossa Excelencia o meu dezenho, e a pontualidade com que me remeteu o meu premio fazem em mim tal effeito, que pode Vossa Excelencia mandar livremente a minha assistencia durante a execução do edificio. Tenho dezenhado muitos hospitaes, e mais edificios magnificos que qualquer outra pessoa em [s/fl.] Inglaterra. Prezentemente acho-me erigindo um hospital grande para varias doenças neste condado; porem não obstante a minha experiencia, fis o giro deste reino, para ver os principaes hospitaes, antes de comesar o dezenho, que tive a honra de mandar a Vossa Excelencia, de modo que tem Vossa Excelencia huma planta não somente comôda, mas magnifica; e verá Vossa Excelencia que tenho delineado com cuidado, e miudeza as medidas de cada parte; de forma que espero não lhe farão os trabalhadores erro essencial na execução não obstante estas cautelas, dezejo mandar modelos de todas as partes do edificio por extenso, quando elles precizarem; e sou em todas as occazioens = De Vossa Excelencia mais humilde, e obediente servo = João Carr = York 5 de novembro de 1769 = Peço a Vossa Excellencia me faça lembrar ao Doutor Goold, dando lhe parte, de que recebi a sua carta, mas como de manhaá parto para Escocia, não tenho agora tempo de lhe responder».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 62 palavras de Isaias capitulo 62 versiculo 10 – Transite, transite per portas, preparate viam populo, planum facite iter, eligite lapides, et elevate signum ad populos. Finda a oração principiou a sair da mesma igreja indo a bandeira da Irmandade diante guarnecida de galloens de ouro, e seguida dos irmaos da Caza com vellas accezas, e de varios religiozos das religioens desta cidade e suburbios e dos reverendos capellaens da Caza em duas alas, os quaes hião cantando hymnos, e salmos de baixo da cruz alçada levada por hum dos ditos capellaens revestido com alva e dalmatica. Pelo meyo das mesmas alas hia o andor do gloriozo Santo Antonio, no qual se levava juntamente a pedra para o principal alicerce do edificio do novo hospital, quadrada e pintada de azul com huma cruz dourada; sendo levado pelos irmãos, que tinhão sido Provedores da Caza e Conselheiros da Meza de huma e outra qualidade. A este andor se seguia o Irmão Antonio Bernardo Alvares de Brito escrivão da Caza com a sua vara, governando, e compondo a procissão. Logo com a proporção conveniente vinha o andor de Nossa Senhora da Mizericordia que não havendo lembrança da sua collocação nesta igreja, foi a primeira vez, que sahio della, a sua formozura, adorno, e Magestade bem deo a conhecer as creaturas, que reverentes, e submissas a adoravão, e reverenciavão banhadas em copiozas lagrimas, que ella era a May do Creador, e do Senhor das Mizericordias, a Imperatriz do Ceo, e do Reyno dos bemaventurados. Em igual proporção hia o pallio, debaixo do qual hia o dito Excelentissimo e Reverendissimo Senhor bispo de Mauricastro mitrado com [fl. 308] a cruz do Santo Lenho assistindo-lhe sempre os mesmos reverendos conegos, levando-lhe hum delles o baculo. Finalizava este solemne acto o Excelentissimo irmão Provedor com a sua vara depois do qual se seguia o regimento da guarnição desta cidade acompanhando a mesma procissão pelas ruas por onde foi, e veyo que forão e das Flores, Porta de Carros, Calçada do Correio Mor, e Cordoaria; estando todas as janellas guarnecidas, e armadas de excellentes colchas, e cobertores, e as ruas alcatifadas de flores e hervas cheirosas. Pelo meyo da procissão hião varios anjos ricamente aderessados, levando na mão alguns a insignia, e instrumento necessario para fazer o assento da dita primeira pedra no seu lugar; no qual sitio estava feita huma barraca armada de panos e sedas de varios matizes, com todo o necessario para aquelle effeito. Paramentado o dito excelentissimo e reverendissimo senhor Bispo benzeo a pedra fundamental satisfazendo a todas as ceremonias a collocou no alicerce da arcada do portico principal da parte do nascente, e lhe lançou varias moedas de ouro, e prata.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 63 E acabandose junto á noite esta acção se continuou a mesma procissão para a igreja da Mizericordia pela lameda em direitura ao Postigo das Virtudes. Ao passar pela Cordoaria foi salvada com muitos tiros de roqueiras, e morteiros, e vario fogo de artificio, no que cuidarão e fizerão com zelo santo, e devoto os modores [sic] daquelle bairro; causando tudo hum objecto muito alegre e aprazivel. E vindo sempre com a mesma decencia e aparato com que sahio, por Belmonte e São Domingos se recolheo sendo ja meya hora da noite, nesta Real Igreja; aonde exposto o Sanctissimo Sacramento, se cantou o Te Deum, e com elle se finalizou esta sumptuozissima solemnidade e para constar a todo o tempo se escreveo neste livro. Antonio Bernardo Alvares de Brito».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 64 Documento n.º 20 1770, julho, 18 – Porto. Assento sobre a eleição do Santo padroeiro do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 306-306v. «Assento que se tomou sobre a elleição do Santo que ha de ser padroeiro do novo hospital Aos 18 de julho de 1770 nesta Caza do Despacho da Mizericordia estando em Meza o irmão provedor o Excelentissimo D. Antonio de Lancastre Brigadeiro dos exercitos de Sua Magestade Fidelissima e Coronel do Primeiro Regimento da guarnição desta cidade com os irmãos conselheiros, lhes propos. Que tendo Sua Magestade Fidelissima noticia de que o Hospital Real que existe na rua das Flores, não tinha a sufficiente comodidade para nelle se recolherem; e curarem os numerosos pobres, que deste reyno e dos estrangeiros o procuravão, nem ainda para ter as necessarias officinas alem de estar situado dentro da cidade em terreno humido, e na faldra de hum monte, em que não pode receber com liberdade o beneficio do ar. Foi servido por real rezolução de 12 de junho de 1767 ordenar a esta Meza edificasse hum novo hospital em sitio mais proporcionado á saude publica. E que desejando a Meza conformarse com a real piedade sem embaraço de não ter meyos equipolentes para intentar huma tão grande obra, mas somente confiada na Divina Providencia disposera a dar principio ao edificio, comprando para elle terreno e mandando a Inglaterra fazer a planta; e que com a sua chegada se tractara logo de lhe lançar a primeira pedra porem que antes era necessario elegerse hum Santo para titular, para cujo effeito votassem. Dividida a Meza com parcialidades, quantas lhe dirigião os effeitos das suas particulares devoçoens se reduzirão ao depois a São Sebastião, São João de Deos, São Joseph, e Santo Antonio. E votandose qual delles havia de ser o protector, pela pluralidade de votos se venceo, fosse Santo [fl. 306v.] Antonio. Porem como deste nome era o Excelentissimo Provedor, e o escrivão da Caza, e mais dous conselheiros, se persuadirião os mais irmãos da Meza, de que interviria algum respeito nos mesmos votos, seria justo para tirar todo o escrupúlo, que se sortejassem os dous santos, São Joseph, e Santo Antonio. E convindo todos nisto, se metterão a sortes; e quis Deos, que na contingencia dellas, sahisse o Senhor Santo Antonio por titular, e tutelar de hum edificio todo da sua divina mizericordia e piedade; de que se fez assento, que todos assignarão: e eu o Padre Antonio Ferreira de Macedo official mayor da secretaria da Caza o escrevi».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 65 Documento n.º 21 1770, setembro, 19 – Porto. Termo de arrematação da obra do hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 312-313v. «Termo de arrematação da obra do novo hospital Aos 19 de settembro de 1770 nesta Real Caza do Despacho da Mizericordia estando em Meza o Excelentissimo D. Antonio de Lancastre Fidalgo da Caza Real Brigadeiro dos Exercitos de Sua Magestade Fidelissima, Provedor actual com os conselheiros abaixo assignados foi mettida a pregão a obra do novo hospital, não obstante ser rematada duas vezes, as quaes arremataçoens infringio a mesma Meza pela evidente utilidade que rezultava dos menores lanços que se offerecerão; e andando a pregão pelo porteiro Manoel Moreira se chegarão a elle os mestres Joseph Francisco Moreira da freguesia de Paranhos, e Caetano Pereira da rua direita de Santo Ildefonço e dicerão que tomarião a dita obra pelos preços abaixo declarados: a saber A braça de alvenaria de trezentos palmos a dous mil, e duzentos reis O palmo de esquadria liza, medido facial a sessenta reis O palmo de esquadria com recortes a oitenta reis O palmo de coronija liza, medido facial, a noventa e cinco reis O palmo de coronija de resaltos, a cento e oitenta reis A braça de lageado, a dous mil, e quatro centos e noventa reis O palmo de lageado grosso para assentar esquadria a cincoenta e cinco reis A braça de propianho de palmo e meyo a dous mil e seis centos reis A braça de propianho de palmo, e torno, a dous mil trezentos e noventa reis O palmo de relevo, a duzentos, e dez reis 2$200 $060 $080 $095 $180 2$490 $055 2$600 2$390 $210 E por não haver quem a fizesse por menos [fl. 312v.] houve o dito Excelentissimo Provedor e irmaos conselheiros a dita obra por arrematada pelos referidos preços aos ditos mestres Joseph Francisco Moreira, e Caetano Pereira. E isto com as condiçoens e obrigaçoens, seguintes.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 66 Primeiramente que elles ditos mestres executarám a dita obra na parte e no todo com o melhor primor da arte, tanto no bem assentado das pedras das paredes de alvenaria como bem reguladas no cordeamento travando as com juntouros grandes á proporção da largura das paredes, de forma que fiquem bem seguras, e fortes, assim como se achão as que esta Meza tem mandado fazer por jornal; e que os selhares tenhão o leito, e sobreleito, bem direito. Segunda: que a esquadria será bem escodada e liza sem covas e as esquinas vivas, e as janellas e portas levaram suas agulhas, e assentará huma á vista dos inspectores que sirva de modelo para as outras. 3.º Que os lageados serão assentados em firme, e terão as pedras ao menos tres quartos de grosso, e as pedras das coronijas terám toda a grossura da parede, entre huma e outra. 4.º Que não entrarám na medição os vãos das portas, janellas e frestas, nem os dos arcos das impostas, digo, e somente entrará na medição os vaons dos arcos das impostas para cima. 5.º Que esta Meza e seus successores poderám mandar fazer por sua conta os alicerces e paredes, que lhe parecer, ate gastar a pedra, que está cortada; e no cazo de sobrevir outra alguma manobra necessaria para o dito edificio, alem das expressadas, a Meza e successores disporá como bem lhe parecer. [fl. 313] 6.º Que os ditos mestres serão obrigados a emendar á sua custa os erros, que se acharem dezfazendo e tornando a fazer qualquer parte do edificio, que não estiver obrado, ou executado nos devidos termos da arte, e como lhes determinar o risco assignado pelo architecto, que delinear a dita obra, ao qual não serão obrigados a pagar couza alguá. 7.º Que serão obrigados a metter na dita obra o numero de officiaes, que a Meza lhes ordenar, o que fará conforme a occorrencia das esmolas e isto do fim de Janeiro, ate o ultimo de Outubro; e continuarám na parte ou partes do edificio, que a Meza distinar. 8.º Que não poderám rebaixar o terreno ainda com o pretexto de quebrar pedra para a mesma obra; porque a que for necessaria a cortarám na pedreira da parte dos Quarteis no mesmo nivel em que se acha; e tambem nas pedreiras da Agra de Fora pois não hé conveniente que se tire pedra alguma nos sitios aonde de necessidade se ha de entulhar, e o mesmo se praticará a respeito do saibro, e no cazo que o tirem, fazendo covas, as entulharão. 9.º Que esta Meza e seus successores hirão dando o dinheiro, que for necessario para a continuação da mesma obra, a qual se medirá de seis, em seis mezes.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 67 10.º Que os ditos mestres darão toda a pedra e saibro, e a Meza a cal, sendo obrigados a gastala com a moderação devida e a traçala na prezença dos inspectores. [fl. 313v.] E nesta forma houverão por arrematada a dita obra de que mandarão lavrar escriptura em que os ditos mestres se obrigassem acumprir, e guardar como dicto hé com as fianças necessarias, de que se fez este auto de arrematação que todos assignarão: E eu o padre Antonio Ferreira de Macedo official mayor da secretaria da Caza o escrevi». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 68 Documento n.º 22 1770, novembro, 21 – Porto. Nomeação do local para o lançamento de entulhos destinados à obra do novo hospital com base na resposta do procurador da cidade. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fls. «Nomeamos o sitio onde se edifica o novo hospital para se lançarem todos os entulhos na forma da resposta do Procurador da Cidade. Porto em Camara 21 de novembro de 1770. Não concidero inconviniente antes sim utelidade em se nomear o citio onde novamente se quer fazer o hospital para se lançarem os entulhos das obras da cidade tanto publicas como particulares, porque alem de ser em pouca distancia della, he justo concorrão todos para o bem de huma tão grande como necessaria obra. Porem como actoalmente se esta trabalhando em huma obra publica junto da Igreja da Victoria, cujos paredoens necessitão dos mesmo entulhos para seus terraplanos, e para la se mandão todos, devesse continuar o mesmo emquanto la forem precizos ou em outra alguma obra publica; e todos os mais remetidos para o dito sitio do hospital. Pelo que respeita aos lastros dos navios, pertence isso à jurisdição do superintendente da Ribeira do Ouro, tanto pelo capitulo 16 do Regimento, como pela ordem de 4 de fevereiro de 1720 que lhe encarrega esta imcumbencia, e dos entulhos que se lançarem ao rio, com as penas nella establecidas. Tambem no Livro das Vereaçoens do ano 1702 se acha citio nomeado para a descarga dos lastros onde sem prejuízo do rio nem vexamem do comercio se possão botar. Porto 18 de junho de 1770. Henquel».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 69 Documento n.º 23 1770, novembro, 21 – Porto. Vereação que determina o lançamento no terreno do hospital de todos os entulhos da cidade e subúrbios [excerto]. A.H.M.P., Livro de Vereações, n.º 86, fl. 55. «E na mesma vereação atendendo a grande obra do hospital que de novo se edefica em utilidade publica se ordena que todos os emtulhos desta cidade e suburbios se lancassem no terreno do mesmo hospital, emquanto delles se perçizar, depois de emtulhar e terraplanar os lugares das obras publicas que os necessitarem e que nesta comformidade se porião edetais públicos».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 70 Documento n.º 24 1771, janeiro, 23 – Porto. Termo de obrigação do fornecimento de cal para a obra do hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 2, fls. 274-274v. «Termo por que se obrigarão Manoel Duarte Sylva e Dona Joanna de Mesquita viuva do capitam João Colleço da Sylva a dar toda a cal necessaria para as obras do novo hospital, na forma abaixo declarada. Aos 23 dias do mez de janeiro de 1771 nesta Real Caza do Despacho da Mizericordia aonde forão vindos Manoel Duarte Sylva homem de negocio desta cidade morador na rua Nova della e Dona Joanna Eufrazia de Mesquita viuva do capitam João Colleço da Sylva moradora no sitio de Vale de Amores junto ao rio Douro, como senhores e administradores da fabrica da cal do mesmo sitio; e por elles foi dito, que elles se tinhão contractado com esta Meza para dar toda a cal necessaria para as obras do novo hospital, na forma seguinte A saber por cada carro de quatro sacos de medida de cal em pedra fina, que fazem dezaseis medidas por preço de dous mil e cincoenta reis – E por cada carro de cinzeiro de quatro sacos na sobredita forma, mil reis. E se obrigão pelos referidos preços a mandar por toda a mesma cal, que for necessaria no sitio da Porta Nova, ou ao Postigo dos Banhos toda ensacada, e por sua conta e risco até os ditos sitios. E por esta maneira se obriga tambem esta Meza a gastar da dita fabrica toda a cal que lhe for necessaria pelos referidos preços, com tanto, que ella seja de tão boa qualidade e medida como a que vem, e tem vindo para [fl. 274v.] a dita obra, com mais declaração que os dictos administradores e contractadores darão sempre preferencia a esta Real Caza para lhe fazerem dar toda a cal, que lhe for pedida para as ditas obras; E no cazo, que em qualquer tempo elles contractadores hajão de desfazer a dita fabrica, ou por algum acontecimento lhes não chegue a pedra, ou carvão a tempo conveniente para se cozer, não serão obrigados por este contracto, pois hé somente este ajuste emquanto permanecer a dita fabrica por conta dos ditos contractadores: os quaes serão embolsados do importe da cal que se lhes dever, todas as vezes que quizerem. E de tudo se fez este termo que assignou o irmão provedor o Excelentissimo D. Antonio de Lancastre e conselheiros da Meza com os ditos contractadores: E eu o Padre Antonio Ferreira de Macedo official mayor da secretaria da Casa o escrevi». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 71 Documento n.º 25 1771, fevereiro, 20 – Porto. Contrato de obrigação de obra de pedraria para a construção do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção H, Banco 8, Livro n.º 21, fls. 84v.- 88. «Obrigação de obra do novo Hospital Real que fazem os mestres pedreyros a Real Caza da Santa Mizericordia desta cidade em 20 de fevereyro de 1771. Em nome de Deos amen. Saybão quantos este publico instromento de contrato de obrigação da obra do novo hospital obrigação e fianças a pronta satisfação e mais clauzulas condições e obrigações virem que no anno do nascimento de nosso senhor Jezuz Christo de mil e sete centos e setenta e hum aos vinte dias do mez de fevereyro do dito anno nesta cidade do Porto em a Real Caza do Despacho da Santa Mizericordia della aonde eu tabaleão vim e ahy estavão prezentes partes como vem a saber de huma em Meza que fazendo estavão, o Illustrissimo Excelentissimo Dom Antonio de Lancastre Brigadeiro dos Exercitos de Sua Magestade Fedelissima Coronel do Primeiro Regimento de Infantaria da Guarnição desta mesma cidade Provedor actual desta Real Caza e bem asim Antonio Bernardo Alvares de Brito cavalleyro profeço na Ordem de Christo escrivão da Meza com os mais irmãos concelheyros e deputadoz della todos no fim asignados os que prezentes se achavão; e da outra parte estavão prezentes Joze Francisco Moreyra da freguesia de Paranhos e Caetano Pereyra da rua direita de Santo Ildeffonço e Domingos da Costa de Villar de Pinheiro, [fl. 85] Antonio da Costa da rua da Cruz freguesia de Cedofeita e Antonio Ferreyra Valle morador nesta cidade e todos mestres pedreiros; e bem assim João Pereyra morador na Povoa de Baixo freguesia de Santo Ildeffonço, Manoel da Costa de Villar freguesia de Cedofeita, Manoel Francisco da Sylva da freguesia de Santa Marinha de Villar de Pinheyro, Manoel da Costa Neves da mesma freguesia de Villar de Pinheyro conhecidos de mim tabaleão e testemunhas ao diante nomeadas e asignadas pellos proprios de que dou fee e perante as quaes pello Illustrissimo e Excelentissimo Provedor e concelheyros foy dito e disserão que estando em Meza de dezanove de septembro do anno proximo passado nesta Real Caza do Despacho da Mizericordia fora metida a pregão a obra do novo hospital as quais rematações infringio a mesma Meza não obstante ter sido rematada duas vezes pela evidente uttilidade que rezultava dos menores lanços que se offrecerão, e andando a
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 78 corromper, principalmente [fl. 322] pelos mestres de obras para lhes ser favoravel nas mediçoens dellas. E como estes factos sejão notorios, e obrados contra o decoro, e authoridade desta Meza, e em prejuizo gravissimo da Caza, se devia dar a devida providencia ao menos para que á custa do mesmo Francisco Pinheiro se emendassem os referidos erros e todos os mais que se descobrissem. O que visto por todos, rezolverão que se mandasse avaliar o prejuizo que rezultou a esta Caza dos defeitos, e erros que se fizerão na dita obra pelas omissoens, e negligencias do dito Francisco Pinheiro, e fosse obrigado judicialmente pela importancia do mesmo prejuizo; e que elle mais em tempo util algum por esta Meza, e seus successores não seja admittido a emprego, ou occupação alguma desta Caza, e muito principalmente a couza pertencente á obra do dito novo hospital, e suas dependencias. E de como assim o rezolverão, e assentarão uniformemente se fez, e tomou este assento que todos assignarão: E eu o Padre Antonio Ferreira de Macedo official mayor da secretaria da Mizericordia o escrevi». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 79 Documento n.º 28 1771, junho, 27 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 98. «Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Mizericordia da cidade do Porto. Eu El Rey vos envio muito saudar. Tendo consideração ao zelo com que vos tendes empregado em satisfazer as obrigaçoens do vosso Instituto; e que continuareis com o mesmo zelo no adiantamento da obra do novo edificio para o hospital: Sou servido ordenar, que no presente anno se não proceda a eleição da nova Meza; e que a actual fique reconduzida para servir o anno proximo futuro, não obstante a dispozição do compromisso, no qual hey por bem dispensar para este effeito somente: E fareis registar esta minha real carta nos livros dessa Irmandade na forma do estylo. Escripta no Palacio de Nossa Senhora da Ajuda em vinte e sete de junho de mil setecentos setenta e hum. Rey Para o Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Misericordia da cidade do Porto». 8 Acedemos a um outro registo desta carta no A.H.S.C.M.P. [Vd. Secção D, Banco 5, Livro n.º 2, fls. 244-244v.].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 80 Documento n.º 29 1771, dezembro, 17 – Porto. Escritura de venda de uma morada de casas com quintal na Cordoaria feita por Luís Tomás Esteves da Silva à Santa Casa da Misericórdia do Porto. A.H.S.C.M.P., Secção H, Banco 8, Livro n.º 21, fls. 149v.- 152v. «Venda real de huma morada de cazas com seu quintal que faz o Doutor Luis Tomas Esteves da Silva desta cidade a Real Caza da Santa Mizericordia da mesma a 17 de dezembro de 1771. Em nome de Deos amen. Saybão os que este publico instromento de contracto e obrigação de pura livre e irrevogavel venda real inter vivos da morada de cazas ao diante declaradas paga a quitação de preço virem que no anno do nascimento de nosso senhor Jezuz Christo de mil e sete centos e setenta e hum aos dezasete dias do mez de dezembro do dito anno nesta cidade do Porto citio da Cordoaria nova freguesia de Santo Ildefonço extramuros da dita cidade e cazas da morada do doutor Luis Thomas Esteves da Silva aonde eu tabeleão vim o qual ahy estava prezente de huma parte e da outra João Coelho da Sylva sollicitador de numero desta Rellação em nome como procurador do Excellentissimo Provedor e mais irmãos concelheyros da Meza da Real Caza da Santa Mizericordia desta mesma cidade como a fez certa pello seu [fl. 150] alvara de procuração que no fim deste instromento vay copiado pessoas conhecidas de mim tabellião e testemunhas ao diante nomeadas e assignadas pelos proprios de que dou fee perante as quaes pello outorgante o doutor Luis Thomas Esteves da Silva foi dito e disse que entre os demais bens e propriedades de raiz de que he senhor e [?] possuhidor sem contradição de pessoa alguma bem asim he huma morada de cazas sobradadas com seu quintal citas nesta mesma rua da Cordoaria e fundo della confrontadas na certidão da izenção da siza as quais cazas são foreyras ao illustre Senado da Camara, e por serem suas proprias as ditas cazas certas se fazerem precisas para a admenestração do novo hospital de Santo Antonio se ajuntara e contractara com o Excellentissimo Provedor e mais irmãos da Meza da dita Real Caza da Santa Mezericordia desta dita cidade a lhas vender: Portanto disse elle dito doutor Luis Thomas Esteves da Sylva que por esta publica escriptura na melhor forma e nos melhores termos de [?] vende como de facto vendido tem aos ditos Excellentissimo Provedor e irmãos da Meza da dita Santa
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 81 Mezericordia as referidas cazas com seu quintal e mais pertenças entradas sahidas e serventias novas e antigas tudo assim e na mesma forma que elle dito vendedor as tinha e posuhia e melhor se milhor por [?] as puderem haver e alcanssar isto pello preço e quantia entre elles partes junta celebrados e contractado de quinhentos mil reis forros e livres para elle dito vendedor a qual quantia logo ahy pello constituido procurador João Coelho da Sylva foy [fl. 150v.] lançada sobre huma meza em dinheiro de contado moeda corrente neste reyno que o dito vendedor o doutor Luis Thomas Esteves da Sylva contou achou certos em sy recebeo e embolçou sem erro falta nem diminuiçam alguma perante mim tabelião e testemunhas de que deu fee e disse que por este mesmo instromento dava plena quitação e paga a dita Santa Caza compradora promettendo não repetir mais couza alguma tocante a este [?] da referida quantia de quinhentos mil reis preço desta compra e venda que recebido tem sob pena de emcorrer na da ley do reino; e que da dita morada de cazas seu quintal e mais pertenças podera a compradora Santa Caza tomar sua posse real actual corporal civel e natural na forma de [?] e nella se reter e conservar para sempre e emquanto a não tomar desde ja lha larga da e ha por dada pella clauzula constituhy e na dita Santa Caza compradora [?] traspassa e transfere e de sy aponta todo o [?] dominio e senhorio que elle dito vendedor tem e por qualquer via de [?] per sy ou seus herdeiros possão vir a ter na dita propriedade aqui vendida, que assim lhe vende livre e dezembargada de empenhos penhoras ou hipothecas a que as ditas cazas estejão subjectas obrigadas ou hipothecadas, e que havendo alguma pessoa ou pessoas que a prezente venda pertendão anullar, elle dito vendedor ou seus [fl. 151] herdeiros acudirão logo e a tudo se opporão por autores e defenssores as suas proprias custas gastos e despezas the com effeito tudo ficar livre e dezembargado a dita compradora, e chegandose melhor por qualquer via maneira ou razão que seja elle dito vendedor ou seus herdeiros reporão a dita Santa Caza o dito preço principal custo desta e mais expenças que por seu rol e juramento se mostrar [?] e a tudo assim cumprir e guardar e a fazer esta venda boa firme e segura e de pas em todo o tempo do mundo disse elle dito vendedor obrigava sua pessoa e todos os seus bens moveis e de rais havidos e por haver [?] e acções delles e tersso de sua alma com especial hipotheca da mesma morada de cazas e seu quintal em fee de verdade assim o disse e outorgou o dito vendedor e delle o aceitou o constituido procurador do mesmo Provedor e concelheyros da Meza da Real Caza da Santa Mizericordia que disse aceitava como aceita esta escriptura na forma della e de como desta compra e venda se não pagou siza alguma por se não dever me aprezentou o dito procurador a certidão de liberdade e izenção da qual
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 82 a dita procuração o theor he o seguinte: Doutor Ignacio Joze de Moraes Cid advogado na Rellação desta cidade do Porto e nella juis das sizas e herdades e seu termo velho por Sua Magestade Fidelissima que Deos Guarde Faço saber em como no livro que este prezente anno serve dos depositos das sizas dos bens de rais nelle a folhas outenta se acha a compra do Excellentissimo Procurador da Mizericordia desta cidade o qual me reprezentou que elle tinha comprado [fl. 151v.] ao doutor Luis Tomás Esteves morador na Cordoaria Nova freguesia de Santo Ildeffonço huma morada de cazas e seu quintal citas na mesma Cordoaria e fundo della pello preço de quinhentos mil reis e confrontão do nascente com cazas do vendedor, poente com o Hospital de Santo Antonio, norte com a rua de Muro da Cerca do Carmo, sul com a Cordoaria e com aquellas partes que directamente devão e hajão [?] e comfrontar, de cuja compra e venda se não pagou siza alguma por ser para obras pias e ser a Santa Caza izenta de as pagar, tanto pella sua parte como pella parte do vendedor por cuja razão mandei passar a prezente certidão de liberdade na forma do estillo a qual será emcorporada no escriptura para todo o tempo constar. Dada e passada nesta cidade do Porto sobre meu signal e sello ou sem elle excauza, aos dezasete dias do mes de dezembro de mil e sete centos e setenta e hum annos. Eu Joaquim Anacleto Alves Lima a escrevi e asigney// Joaquim Anacleto Alves Lima// Moraes // do sello trinta e dois reis e meyo valha sem sello ex cauza Moraes// o excellentissimo Provedor e irmãos da Meza da Real Caza da Mizericordia desta cidade do Porto. Pella prezente fazemos nossos bastantes procuradores a João Coelho da Sylva, e a Manoel Joze Coelho da Sylva para que ambos juntos ou cada hum in solidum possa em nosso nome asignar todas as [fl. 152] escripturas de venda das propriedades que compramos para o Hospital Real de Santo Antonio e principalmente as que temos justo com o doutor Luis Thomas Esteves da Sylva que são duas moradas citas no fundo da Cordoaria para o que se lhe concedemos os poderes necesarios com geral administraçam. Dada em Meza de onze de Dezembro de mil e sete centos e setenta e hum como provedor Antonio Bernardo Alvares de Brito// João Rodrigo Brandão Pereira de Lacerda// Antonio Alves da Crus e Souza// Ventura Joze Fertuna// Joze Ribeyro de Brito// Domingos Pereira// Francisco da Sylva Costa Guimarães. E não comtinha mais a dita certidão de izenção de siza que traslladey fielmente e fica em meu poder a que me reporto e o dito alvara de procuração o tornou a receber o dito procurador de que aqui no fim asignou e de tudo requererão ser feito o prezente instromento nesta nota e della dar os trasllados necesarios do mesmo theor. Eu tabeleão como pessoa publica estipulante e aceitante tudo estipuley e aceitei
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 83 delles outorgantes em nome e favor de quem toca e tocar possa auzente quanto em [?] devo posso e se requer. E declarou elle dito vendedor que não obstante ter declarado que as ditas cazas herão foreiras ao Senado da Camara, nunca dellas athe o prezente pagara renda ou foro algum [?] o dito Procurador aceitou, e mais se declara que suposto esta escriptura esta continuada com o dia dezasete so se outorgou e asignou hoje dezouto do dito corrente mes e anno, sendo a tudo testemunhas prezentes o doutor Thomas Joze de Britto [fl. 152v.] profeço na Ordem de Christo desta cidade e Joze Pereira Basto excudeyro do vendedor e Francisco da Sylva Costa Guimarães homem de negocio morador na rua da Fonte de Arenna que aqui asygnarão com os outorgantes depois desta lhe ser lida por mim Manuel da Cunha Valle escrevy». [Seguem-se assinaturas].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 84 Documento n.º 30 1772, junho, 22 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Santa Casa da Misericórdia do Porto nomeando João de Almada para o cargo de Provedor. Determina ainda a recondução da Mesa. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 139. «Provedor, oficiaes, e mais irmãos da Meza da Misericordia da cidade do Porto. Eu El Rey vos envio muito saudar. Attendendo a que Dom Antonio de Lancastre, actual Provedor dessa Meza, não pode continuar a servir o dito lugar por se achar nomeado Governador e Capitão Geral do Reino de Angola: Sou servido nomear para o dito lugar a João de Almada, actual Governador da Relação, e das Armas dessa cidade: E sou servido outro sim, que nos seus impedimentos sirva o dito lugar de Provedor, seu filho Antonio Jozé de Almada. E tendo consideração ao zelo com que vos tendes empregado em satisfazer as obrigaçoens do vosso Instituto: E a que continuareis com o mesmo zelo no adiantamento da obra do novo edificio para o hospital: Sou servido ordenar, que no prezente anno se não proceda a eleição da nova Meza; e que a actual fique reconduzida para servir o anno proximo futuro; não obstante a dispozição do compromisso no qual hey por bem dispensar para este effeito somente: E fareis registar esta nos livros dessa Irmandade na forma do estylo. Escripta no Palacio de Nossa Senhora da Ajuda em vinte e dous de junho de mil setecentos settenta e dous. Rey Para João de Almada». 9 Acedemos a outro exemplar desta carta no I.A.N./T.T. [Vd. Ministério do Reino, mç. 355, cx. 474, s/fl.].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 85 Documento n.º 31 1772, julho, 01 – Porto. Contrato de obrigação de obra das colunas, bases e capitéis do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção H, Banco 8, Livro n.º 21, fls. 173v.- 175. «Obrigação de obra das colunas bases e capitaes do novo hospital que faz o mestre pedreyro Manuel João da Silva da freguesia de Paranhos a Real Caza da Santa Mizericordia desta cidade em o primeiro de julho de 1772. Em nome de Deos amen. Saybão os que este publico instromento de obrigação da obra ao diante declarada obrigação e fianças a pronpta satisfação de tudo o mais clauzulas condições que nas obrigações aqui inscritas dixem que no anno do nascimento de nosso senhor Jezuz Christo de mil e sete centos e setenta e dois ao primeiro dia do mes de julho do dito anno nesta cidade do Porto em a caza do despacho da Real Caza da Santa Mizericordia della aonde eu tabeleão vim e ahy estavão prezentes partes como vem a saber de huma em Meza que fazendo estavão Antonio Bernardo Alvares de Brito cavalleyro profeço na Ordem de Cristo escrivão da meza que tambem serve de Provedor, com os irmãos concelheiros que prezentes [fl. 174] estavão abaixo asignados. E da outra o mestre pedreiro Manuel João da Sylva da freguesia de Paranhos termo desta cidade e bem assim Andre João lavrador da aldea do Cabo, Joze da Sylva e Joze Vicente ambos pedreiros da aldea da Bouça todos da freguesia de Paranhos pessoas conhecidas das testemunhas ao diante nomeadas e assignadas pelos proprios e estas de mim tabelião reconhecidas pellas mesmas de que dou fee perante as quais pellos senhores da Meza Provedor concelheiros della foy dito e diserão que estando em Meza de dezanove de janeyro deste corrente anno de mil e sete centos e setenta e dois nesta Real Caza do Despacho da Mizericordia fora metida a pregão a obra das colunas para o novo hospital de Santo Antonio para se arematar por quem menos a fizesse e andando a lansses aparesera prezente o dito mestre pedreyro Manuel João da Silva da freguesia de Paranhos e por elle fora dito ao offecial de Juizo de fora do geral e orfãos desta cidade Manuel Moreira que se obrigava a fazer a referida obra das colunas bases e capitaes a razão de quinhentos reis o palmo medido supreficialmente tudo a sua custa cortar, carrear, lavrar e asentar na obra dandolhe esta Santa Caza tão somente o carro para a condução e não boys, cuja rematação infringio a mesma Meza não obstante ter sido
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 86 rematada pella evidente utilidade que rezultava do menor lanço e por esta razão estando em Meza de sete do mes de Junho proximo passado deste dito anno em a dita Real Caza do Despacho foy mandado andar a pregão a obra das ditas colunas do dito hospital de Santo Antonio e entre os mais lanços que tem havido de janeyro a esta parte fora o menor de quinhentos reis que dera o dito mestre pedreyro Manuel João da Silva cujo lanço ja havia dado em o sobredito dia dezanove de janeyro do presente anno e pello mesmo se lhe houvera agora por rematado com as mesmas condiçoes e obrigações expressadas no auto referido obrigandose a todo o preceito que pedia a planta e dentro em quinze dias prestar as fianças necesarias para a factura da escriptura. E logo pello dito mestre pedreyro Manuel João da Sylva foy dito e disse que elle por esta publica escriptura e na melhor forma e via de [?] se obriga a fazer a obra das colunas do hospital de Santo Antonio bases e capitaes a razão de quinhentos reis o palmo medido suprefecialmente [fl. 174v.] tudo a sua custa cortar, carrear, lavrar e asentar na obra, dando lhe esta Santa Caza somente carro para a condução e não boys tudo na forma do auto de sua rematação, e não estando a dita obra feita no melhor primor da arte se tornará a fazer à sua custa, e que no cazo de ser necesario fazer as paredes aonde emcontrarem as collunas elle mestre se obriga a toda a dita obra pellos preços da primeira rematação com a obrigação da Meza dar somente o carro e elle mestre dará tudo o mais athe ficarem completamente asentadas as colunas e a prompta satisfação de tudo disse elle mestre obrigava sua pesoa e todos os seus bens moveis e de raiz havidos e por haver directos e acções delles e tersso de sua alma; dizendo mais elle mestre que faltando no inteiro cumprimento desta escriptura poderão elles senhores da Meza ou seus sucessores por a mesma obra a lansses hum so dia e sendo cazo se remate em preço mayor do asima estipulado de sua rematação a sua mayoria o pagará elle mestre com todas as perdas e damnos que cauzar, e custas de tudo; e para mayor segurança desta sua obrigação logo aprezentou por seus fiadores e principais pagadores os sobreditos Andre João, Joze da Sylva e Joze Vicente, e por elles todos juntos e cada hum in solidum foy dito e diserão que elles mesmo de suas livres e espontaneas vontades sem constrangimento nem indução de pessoa alguma que a isso os obrigasse ou constrangesse ficavão como ficão por fiadores e principaes pagadores do dito mestre Manoel João da Sylva a tudo aqui comtido com todas as suas cauzulas e circonstancias condições e obrigações e [?] a que pellos referidos presso ou preços fassa a referida obra como dito fica e não o cumprindo asim elle dito mestre na forma que por esta publica esciptura se tem fica obrigado se obrigão elles ditos seus fiadores e principais pagadores
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 87 tudo por elle darem pagarem e satisfazerem como divida propria que sobre sy e seus bens tomão e removem como [?] a propria a principais obrigados, sem se haver respeito aos [fl. 175] bens do dito mestre e obrigado senão aos delles ditos seus fiadores e principais pagadores [?] outros e delles e seus bens tornar a pegar pello que melhor lhe pareser e mais facil lhe seja a cobrança por quanto se obrigão todos juntamente cada hum per sy e hum por todos e todos por hum e se subjectão e submetem a todas as clauzulas condições cautellas e obrigações desta escriptura e a tudo cumprirem e pagarem como dito fica disserão elles ditos fiadores e principais pagadores juntos e cada hum de per sy in solidum obrigavão suas pessoas e todos os seus bens moveis e de raiz havidos e por haver directos e acções delles e terssos de suas almas e o mais bem parado de suas fazendas em [?] fee de verdade assim o diserão e outorgarão o dito mestre e seus fiadores e principais pagadores e delles o aceitarão os senhores da Meza que diserão aceitavão como aceitão esta escriptura e obrigação na forma della, e pello aqui deduzido e suas dependencias se obrigavão responder dentro desta cidade do Porto perante o Juizo da Correição do Civel da Corte desta Rellação o Civel ou Juizo de Fora do Geral desta mesma cidade e que se desaforão e renuncião seus previllegios liberdades leis ferias gerais e expeciaes e a ley que ha por nulla a geral renunciação das leis e o mais que impida esta escriptura e seu cumprimento. E de tudo requererão ser feito o prezente instromento nesta nota e della dar os traslados necesarios do mesmo theor. Eu tabaleão como pessoa publica estipulante e aceitante o estipuley e aceitey delles outorgantes em nome e favor de quem toca e tocar possa auzente quanto em [?] devo posso e se requer e declarou elle mestre Manoel João da Sylva foy dito que pella razão da referida obra ser de avoltado vallor chamava para socio e companheiro da dita obra o seu filho no mesmo nome Manoel João da Sylva mestre pedreyro morador na rua Nova do Almada o qual prezente estava e por elle foy que elle aceitava a dita sociedade na dita obra em igual parte a perda ou ganho e se obrigava per sua pessoa e bens prezentes e futuros a cumprir e guardar esta escriptura com todas as sua condições clauzulas e obrigações assim declarados na que os ditos fiadores disserão que na dita [?] asim como o dito mestre os quais o mais [fl. 175v.] declararão a medição das colunas para o ultimo asentamento da sua conta se não fará se não de dispoes de asentadas as colunas do portico principal, e pello que respeita ao dinheiro para a fabrica dellas e pagamento aos offeciaes so esta Meza dará o que na verdade importavam as ferias de quinze em quinze dias, e no cazo de cobrar o carro sera consertado a custa desta Santa Caza a qual fica por esta publica escriptura tão somente obrigada ao carro, e nada mais de cabos, bois ou outra qualquer
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 94 mocheta 24 palmos, de alto, cingida a moldura 5 ⅛ palmos, e de área supreficial 123 palmos, e ambos duzentos quarenta e seis palmos supreficiaes Os dois primeiros terços das colunas de emcosta dos lados, tem cada hum de circunferencia na porção vista 10 4 3 palmos, de alto 11 ½ palmos, e de área supreficial 123 ⅝ palmos e ambos duzentos quarenta e sette palmos, e hum quarto supreficiaes ............................................................................................... [fl. 39v.] Palmos que vem da antecedente Os dois segundos terços das ditas colunas, tem cada hum de circunferencia media 10 ½ palmos, de alto 11 ½ palmos, e de área supreficial 120 4 3 palmos, e ambos duzentos quarenta e hum e meyo palmos supreficiaes ......................... Os dois ultimos terços das ditas colunas tem cada hum de circunferencia media 10 palmos, de alto 11 ½ palmos, e de área supreficial 115 palmos, e ambos duzentos e trinta palmos .......................................................................... Os dois capiteis das ditas colunas tem cada hum de circunferencia pela mocheta 16 ½ palmos, de alto, cingida a moldura 5 ⅛ palmos, e de área supreficial 84 palmos, e 5625/10000 de palmo, e ambos cento sessenta e nove palmos supreficiaes e hum oitavo de palmo ........................................................ Importa a medição das colunas, bazes e capiteis dellas dois mil quatro centos sessenta e dois palmos supreficiaes Esquadria liza que acompanha as colunas dos lados A esquadria liza que fazem os dois capiteis de emcosto para as pilastras da parte do norte, e do sul tem cada hum de largo 1 palmo, de alto 3 palmos, e de area supreficial 3 palmos, e ambos seis palmos .................................................. A esquadria liza da agulha que fas o capitel do sul para a parte da galile tem de largo 3 ¼ palmos de alto 3 palmos e de área nove palmos e tres quartos ........... A esquadria da segunda agulha da coluna da dita coluna do sul da parte da galile tem de comprido 3 ½ palmos, de alto 2 ⅛ palmos, e de area sette palmos e 10 4 de palmo ...................................................................................................... Da parte do sul tem de alto 2 ⅛ palmos, de largo ⅞ de palmo e de area hum palmo e 10 8 de palmo ........................................................................................... A primeira agulha da dita coluna da parte da galile tem de comprido 3 ¾ 246 247 ¼ 1:821 4/10 241 ½ 230 169 ⅛ 2:462 Palmos 6 9 ¾ 7 10 4 1 10 8
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 95 palmos, de alto 2 palmos, e de area sette palmos e meyo ................................... Da parte do sul tem de alto 2 palmos de largo 1 ⅛ palmo e de area dois palmos e hum quarto ........................................................................................................ O nascimento da pilastra que .... a dita coluna da parte da galile tem de alto 22 ¼ palmos de largo 1 ⅛ palmo, e de area vinte e sinco palmos ........................... Nascimento na baze da parte do sul palmo e meyo ............................................. Nascimento dos terços da mesma parte, de alto 19 ¼ palmos ⅜ de palmo, e de area sette palmos e 10 2 de palmo .................................................................. Nascimento na base da coluna emcostada do norte da parte da galilé 1 ½ palmos por 1 ¾ palmos da d’area 2 ⅝ palmos .................................................. [fl. 40] Palmos que vem da emfronte Nascimento da mesma baze da parte do norte1 ¾ palmos por ⅞ da de área hum palmo e meyo .............................................................................................. Nascimento da primeira agulha da parte da galilé 3 ¼ palmos por 2 palmos da de area seis palmos e meyo ................................................................................. Na mesma da parte do norte1 ⅛ palmo por 2 palmos, da de area dois palmos e hum quarto ........................................................................................................ Na segunda agulha da parte da galilé 3 ¾ palmos por 2 palmos da de area sette palmos e meyo ..................................................................................................... Nascimento dos dois terços de sima da coluna da parte da galile 21 palmos de alto por hum de largo dá vinte e hum palmo ...................................................... No terço da mesma parte 10 ½ palmos por ¾ de palmo de largo dá de area sette palmos, e ⅞ de palmo ............................................................................... Da parte do norte no primeiro terço 10 ½ palmos por ⅜ de palmo da de area tres palmos e 10 9 de palmo ................................................................................ Nos dois terços de sima de alto 12 ¾ palmos por ½ palmo de largo da de area seis palmos e ⅜ de palmo .................................................................................. Rezumo da medição a dinheiro Pelo que importão dois mil, quatro centos sessenta e dois palmos supreficiaes de colunas, bazes, e capiteis na forma da medição a quinhentos reis o palmo na forma da rematação hum conto duzentos trinta e hum mil reis Pelo que importão cento e vinte e sette palmos e 10 9 de palmo de esquadria 7 ½ 2 ¼ 25 1 ½ 7 10 2 2 ⅝ 71 1 ½ 6 ½ 2 ¼ 7 ½ 21 7 ⅞ 3 10 9 6 ⅜ 127 10 9 1:231$000
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 96 liza em nascimentos que fizerão as colunas de emcosto, bazes, capiteis, e agulhas para as pilastras na forma da medição a sessenta reis o palmo na forma da rematação da obra sette mil seis centos settenta e quatro reis ............. Que tudo importa hum conto, duzentos trinta e sinco mil, seis centos settenta e quatro reis reis bem recebido Porto 6 de abril de 1775 Resta-se 7$674 1:235$674 985$472 253$202 [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 97 Documento n.º 37 1775, abril, 20 – Porto. Precatório de Manuel João da Silva para fazer contas e arrecadar o valor em dívida. Informação lavrada por João Diogo Ribeiro, oficial maior da secretaria. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fls. 41-41v. «Provedor e mais senhores da Meza Dis o mestre que rematou as colunas do novo hospital Manoel João da Silva que estas estão medidas pelo emginheiro Manoel Alvares Martins e asistio na medição dellas hum irmão da Meza chamado Domingos Francisco da Costa e assim pertende o suplicante saccar as contas para arecadar o que se lhe estiver devendo. Para Vossa Excellencia e mais Senhores se digne mandar o referido E recebe merce».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 98 fl. 41v. Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Provedor No livro do anno de 1771 A fl. 231 ...................................................................................................... Ditas ............................................................................................................ No livro da bolsa que serviu no anno de 1772 consta ter o suplicante mencionado na suplica retro levado por conta das colunaz o seguinte A fl. 248 em 8 de outubro ........................................................................... Fl. 249 em 30 de novembro ........................................................................ Ditas verso em 8 de março de 1773 ............................................................ Fl. 250v. em 24 de abril .............................................................................. No livro do anno de 1773 A fl. 255 em 15 de setembro ...................................................................... Fl. 257v. em 24 de dezembro ..................................................................... Fl. 258 em 31 de janeiro de 1774 ............................................................... Fl. 264v. em outubro .................................................................................. Fl. 265v. em 25 de novembro ..................................................................... Fl. 266v. em 9 de janeiro de 1775 ............................................................. No livro atual A fl. 269v. em 6 de março Soma 47$472 100$000 60$000 20$000 40$000 50$000 317$472 100$000 50$000 96$000 96$000 96$000 120$000 875$472 110$000 985$472 Secretaria 20 de abril de 1775. São nove centos oitenta, e cinco mil, quatro centos, setenta, e doiz reiz. João Diogo Ribeiro».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 99 Documento n.º 38 1775, junho, 26 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 16. «Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Mizericordia da cidade do Porto. Eu El Rey vos envio muito saudar. Tendo consideração ao zelo com que vos tendes empregado em satisfazer as obrigaçoes do vosso Instituto: E confiando que continuareis com o mesmo zelo, e tãobem no adiantamento da obra do novo edificio destinado para o Hospital: Sou servido ordenar que no presente anno se não proceda a elleição de nova Meza; e que a actual fique reconduzida para servir o anno proximo futuro, não obstante a dispozição do compromisso, no qual sou servido outro sim dispensar para este effeito somente: E fareis registar esta minha real carta nos livros dessa Irmandade na forma do estylo. Escripta no Palacio de Nossa Senhora da Ajuda em vinte e seis de junho de mil setecentos settenta e sinco. Rey Para o Provedor, officiaes, e mais irmãos da Meza da Mizericordia da cidade do Porto».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 100 Documento n.º 39 1776, junho, 15 – Porto. Carta de João de Almada para o Marquês de Pombal sobre a recondução da Mesa da Misericórdia do Porto. I.A.N./T.T., Ministério do Reino, mç. 355, cx. 474, s/fls. «Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Por carta regia de vinte e dois de junho, de mil sette centos, settenta e dois: foi Sua Magestade servido nomear-me para provedor da Meza da Mizericordia desta cidade; e que nos meus impedimentos servisse o dito lugar de provedor, meu filho Antonio Jozé de Almada: E tendo o mesmo Senhor considerassão ao zello, com que os officiaes, e mais irmãos da Meza se tinhão empregado em satisfazer as obrigassões do seu Instituto e a que continuarião com o mesmo zello no adiantamento da obra do novo hospital: Foi tambem servido ordenar, que naquelle anno se não procedesse à eleissão de nova Meza, e que a actual ficasse reconduzida, para servir o anno seguinte, não obstante a dispozissão do compromisso, em que havia por bem dispensar para este effeito somente. Nos annos subsequentes, determinou tambem Sua Magestade a recondussão da mesma Meza, que se conserva actualmente por virtude da carta regia dattada em vinte e seis de junho do anno passado: E porque está proximo o dia dois de julho, em que se deve proceder à eleissão de nova Meza, me pareceu dar esta conta a Vossa Excellencia [s/fl.] para que, sendo do real aggrado de Sua Magestade, se digne o mesmo senhor mandar passar as ordens necessarias, para ficar continuando a Meza actual: Determinando juntamente, no cazo de falecer, ou escuzar-se por impedimento de negocios proprios, algum dos officiaes, ou irmãos da Meza, possa esta nomear os que entender serem mais idóneos, para succeder no lugar dos que faltarem. Deos guarde a Vossa Excellencia Porto 15 de junho de 1776 Illustrissimo e Excellentissimo Senhor Marquez de Pombal João de Almada».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 101 Documento n.º 40 1776, junho, 21 – Ajuda. Carta do rei D. José I para a Mesa da Misericórdia do Porto determinando a recondução da mesma. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fl. 21. «Provedor, officiaes e mais irmaos da Meza da Mizericordia da cidade do Porto. Eu El Rey vos envio muito saudar. Tendo consideração ao zelo com que vos tendes empregado em satisfazer as obrigaçoes do vosso Instituto: E confiando que continuareis com o mesmo zelo, e tãobem no adiantamento da obra do novo edificio destinado para o hospital: Sou servido ordenar, que no presente anno se não proceda a eleição da nova Meza; e que a actual fique reconduzida para servir o anno proximo futuro, não obstante a dispozição do compromisso, no qual sou servido outro sim dispensar para este effeito somente: E fareis registar esta minha real carta nos livros dessa Irmandade na forma do estylo. Escripta no Palacio de Nossa Senhora da Ajuda em vinte e hum de junho de mil sete centos settenta e seis. Rey Para o Provedor, officiaes, e mais irmãos da Meza da Mizericordia da cidade do Porto».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 102 Documento n.º 41 [1776 – Porto] Súplica de José Pereira Basto para ser remunerado pela inspeção da obra do novo hospital. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl. «Excelentissimo Senhor Provedor e mais Senhores Diz corre Joze Pereira Basto desta cidade que tem concurrido com a inspecção da obra do novo hospital, regendo os pedreiros, recolhendo madeiras, derigindo o forno da cal, e tudo o mais precizo para a mesma obra, assim como tambem para a fabrica, e leboura das terras sem que se lhe tenha taxado sallario algum; e porque o supplicante tem nisso muito trabalho, e huma caza de familia para sustentar, se faz merecedor ao menos de cem mil reis por anno. Vossa Excelencia seja servido mandar-lhe concurrer com a dita quantia».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 103 Documento n.º 42 1777, fevereiro, 04 – York. Carta de John Carr para John Whitehead. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 8, s/fls. «Carta que João Carr, architeto da cidade de York escreveu a João Whetehad, consul de Sua Magestade Britanica na cidade do Porto. Estimado Senhor 1.º Sinto sinceramente nao me ser possivel dar attenção mais cedo á recomendação do seu Dignissimo Governador, e mais senhores da Mêza, a respeito das alteracõens no meu dezenho do Hospital: creame, meu amigo, que meus negocios são tão extensos, que occupão inteiramente todos os instantes do meu tempo: não obstante, remeto taes instrucçoens, e dezenhos no proprio tamanho, para as janellas, e mais partes do edificio que seram competentes com a obra, e mais facil de fazer, do que os primeiros, que mandei, e as molduras são de sorte, que estou certo se poderão executar na pedra mais grosseira. 2.º Não posso expressar a minha afflicção por ver o modo, com que executarão o andar do rustico, o qual não pode deixar de ser disgostozo, e improprio, não sômente expliquei como se devia fazer, conforme Paladio, em huma scala grande para mostrar a divizão das pedras em todos os pes direitos, mas tambem mandei hum pedaço do rustico no seu proprio tamanho com algorittimos para as medidas; e peço que se observem aquelles riscos para o futuro. 3.º Tenho pena igual por fazerem molduras na imposta [s/fl.] debaixo dos arcos do rustico: por todos os modos devia ser liza; e tão bem expliquei particularmente aquella parte no proprio tamanho, e parece acrescentar em gasto a obra, quanto lhe era possivel, o qual se devia evitar sem inconvenientes. N.º 4 Não pode haver couza mais absurda, que as quebras que fizerão no dado debaixo das janellas para suportar a architrave, o que fas grande damno á propoção das janellas, quando há margens lizas da parte de fora das architraves, que se chamão ordinariamente pilastras: hê necessario, e proprio quebrar, o fazer avançamento do dado para sustentar a architrave, e pilastres, porque o avançamento do sotto vase seria insufficiente para elles caberem. Vide os dezenhos n.º 2, n.º 3 onde se mostra huma das janellas do sottovaze. N.º5 Mando outra architrave, frizo, e cornija, para todas as janellas da parte de fora, algarismos
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 110 A B C D E F D G H interior, e nas costas tem hum risco, que riscou Manoel Alves Martins de huma cornija, em que o architeto João Carr disse que, o não entendia; só sim, que aquella moldura, por estas seguintes palavras dezia – esta cornija foi para onde há hum só andar sobre o rustico; porem mando outra cornija para a parte de fora, mas dezejo, que esta se execute no pátio interior com seus [s/fl.] modilhoens lizos da parte debaixo sem campainhas no plancier. Torre do fim do X a X Esta architrave deve ter as mesmas molduras que architraves das janelas riscadas no papel N.º 2. Veja o entablamento para ambas estas janellas, e todas as janellas do segundo andar no seu proprio tamanho N.º 2. Janella veneziana das torres nas extremidades da parte do centro, na elevação para o nascente. Estes balaustres estão na linha do dado. A pilastra, a parte debaixo ha de ter avançamento de 3 pollegadas inglezas fora da parede XB = o plinto da pilastra ha de ter avançamento de 5 pollegadas inglezas fora da parede C = dado ha-de ter ou avançamento de 5 pollegadas inglezas fora da parede X O plinto ha-de ter avançamento de 7 pollegadas e ¾ das inglezas fora da parede X, estes avançamentos devem avançar sobre a cornija, que remata o rustico, e cornija do rustico [s/fl.] Não faça quebras no plinto dado, ou sotta-baze, mais que se mostra aqui Janellas do segundo andar.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 111 I L M NB N. º 1 N.º 2 N.º 3 N.º4 N. º 1 N.º 2 N.º 3 N.º4 Janellas Peço que não hajão avançamentos debaixo das janellas Extremidade da cornija sobre o rustico Planta da janela por cima. Toda a janella veneziana da parte de dentro ha-de-se cobrir com o arco dos pontos O, O = onze pes inglezes de largura, e o mesmo emtablamento ha-se de pór sobre os pilares, e meya pilastra por dentro como por fora. Situação de balaustes debaixo da janella Linha do dado debaixo da janella, onde descança a baze, ou plinto debaixo dos pilares em linha perpendicular. Linha do plinto = D. Extremidade da sotta-vaze. Estes quatro numeros abaixo nomeados são na planta baixa da janella, veneziana [s/fl.] Parede debaixo da janella Tecto da janella. Assento dos balaustes Tecto da janella. N.º 5 He huma planta de duas folhas de papel grande grudadas, constão do risco da
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 112 A B C D E F G H 1.º 2.º cornija, e de ambas as partes tem risco, e dis o seginte [sic] Linha da parede, e tãobem por cima do pilar. Cornija para o terceiro andar do edificio, e sobre as culunas. Avançamento dos modilhoens de = A = a B. Os paineis dentro dos porticos. Esta planta mostra a dispozição dos modilhoens, e seus vãos Pilar, e situação dos pilares no portico e logio nas extremidades da parte do nascente Nota: Os paineis dentro dos porticos, devem ser guarnecidos de muldura, a qual muldura terá de avançamento 2 terços de huma parte, [s. fl.] das 16 em que deve ser partida toda a largura do painel, e altura meya parte desta he 16 o rumpante lizo que rodea o painel terá de largura huma parte: estas mulduras devem ser de sorte riscadas, que não tenhão muchetas. Linha da parede NB = Altura do frizo debaixo desta cornija não ha-de ser menos que 2 pes e 4 ½ pollegadas inglezas Passarão debaixo nas primeiras instruçoens NB Hum painel nas extremedades do angulo = A = he melhor que hum modilhon NB A largura, e differença destes modilhoens deve ter menos huma pollegada ingleza do que as da fronteira do portico.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 113 I J L A A B C D E Os tocamentos das torres na extremidade do centro da parte do nascente. Dis o mesmo papel da outra parte J Os espaços, ou distancias entre os mutulos na cornija, sobre os porticos, ou sobre os pilares do portico e logio … NB nas outras partes da cornija este espaço pode-se variar ½ pollegada ingleza para accomodar os espaços da cornija [s/fl.] Mutulo, ou modilhon na cornija sobre os pilares dos porticos e logios; o mesmo nas mais partes da cornija: mas para acommodar estes espaços apartados, podem-se acrescentar, ou diminuir huma pollegada ingleza. N.º 6 He huma baze, que comprehende os balaustes, que hão-de servir sobre o rustico, e nas costas deste tem hum balauste, na forma que se acha executado, riscado por Manoel Alves Martins, o qual papel foi a Inglaterra e veyo. A sota-baze de dentro tem somente huma face, liza a moldura sobre o dado, e balauste. Grossura do dado, e nelle ha balaustada aberta de 8 ½ pollegadas inglezas. A linha de dentro do dado, ou pedestal onde ha balaustada aberta, he passeyo de tras das nove janellas, de cada parte do centro, nas fronteiras da parte do nascente, e poente. Não ha couza mais facil de trabalhar, que este balauste, e costumão-se fazer em Inglaterra de pedra fina torneados; em hum dia se podem fazer, ou tornear quatro delles. [s/fl.] Linha do dado na fronteira.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 114 F G H N. B A B C D E Balauste sobre o rustico O plinto com sua moldura, e balauste sobre o plinto, e sobre a cornija, que remata o rustico. Esta moldura pode-se fazer com facilidade. Por cima, e por baixo = A B = quadrado; tudo o mais ha de ser redondo N.º 7 He huma planta, que tem as molduras das bazes, e capiteis na mesma grandeza, que hão-de ser para as pilastras das janellas, chamadas venezianas, tem somente tres regras descriptas as quais dizem o seguinte: 1.ª Metade da baze 2.ª Metade do capitel 3.ª O capit [sic] e baze dos pilares, e pilastras das janellas venezianas N.º 8 He huma planta em hum papel comprido, o qual tem riscado o balauste para se fazer naquellas partes, onde tem hum andar sobre o rustico, que vem a ser sobre a cornija, que [s/fl.] finaliza a obra nas quatro extremidades, ou cunhaes da mesma obra A linha detrás do dado. Os balaustes sobre a parte, que tem hum andar sobre o rustico. Linha do dado na fronteira. Sempre se principia, e acaba com balauste inteiro Espaço entre os balaustes.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 115 A B C D E F N.º 9 He huma planta em hum papel comprido, que tem o risco dos balaustes, que hão-de servir naquellas partes, onde ha tres andares, que he nos porticos. Linha detras do dado. Balauste para a parte de cima nas partes que tem tres andares. A linha do dado na fronteira sobre a cornija. Sempre se principia com balauste inteiro contra o dado Espaço entre os balaustes. Altura do plinto sobre a cornija de A = a B. Fim»
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 116 Documento n.º 45 [1777 – Porto]. Cópia dos desenhos de John Carr por Manuel dos Santos Barbosa na sequência da decisão tomada pela Mesa da Misericórdia. A.H.S.C.M.P., D-32-1, s/fls. «Mandarão os senhores da Meza da Mizericordia e os senhores inspectores da obra do novo hospital que o mestre da mesma obra Manoel dos Santos Barboza, continuasse com a direção da obra, e que immendase na obra aquelas couzas, que não estavão executadas comforme as plantas do architeto João Carr. Atendendo nas molduras as que vierão juntas com a carta, no mes de abril do anno de 1777 as coaes são as 9 que se acabarão de explicar, a qual execução, ou immenda se continua. E attendendo a que estas plantas se perdesem por se acharem, humas rasgadas, e outras muito podres, sem que nelas se conhecesse os numeros que trazião para marcar sua grandeza, os quaes herão de tinta preta; como tambem os de tinta vermelha, que numerão opera que são as ofecinas, mandarão os mesmos senhores da Meza que o mesmo mestre asima nomiado tresladase todas as plantas, na mesma forma que as do architeto João Carr emcoanto delas avia vestigios, para se poder continuar com a sobredita obra do novo hospital E considerando eu Manoel dos Santos Barboza, o milhor modo de as deleniar na forma que vierao da mão de João Carr julguei por milhor polas em modo de livro, por sua ordem partindose estas em partes, para não fazer tamanhas folhas de livro, como tambem por não aver tamanho papel, que compreendia sinco pés inglezes, em quadrado, como são as duas plantas baixas, e as quatro das elevações das fronteiras, que tem o mesmo comprimento [s/fl.] ainda que a largura he menos; contudo para livro hera munto grande. E assim ainda que vão por partes he a mesma obra, que a de João Carr, e juntas fazem o mesmo e a mesma grandeza, a fim de ficar completas para que o mestre ou architeto que ouver de ser diretor da dita obra as entenda. E para milhor as intenderem deleniei hua planta baixa, no prencipio das plantas, conforme a de João Carr, só com a difrença de ser mais piquena do que a propria, quatro vezes nos lados e do que a sua ária desaseis vezes mais piquena, isto a fim de hir, do todo para as parte [sic].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 117 O ponto destas plantas que são asombradas he huma polegada ingleza igual a des pes inglezes, e o ponto da primeira planta baixa he hum desimo de polegada igual a quatro pes inglezes Advertencia aos moldes Tenho expelicado, não somente as onze plantas, mas tambem todos os moldes que vierão riscados no seu proprio tamanho, os que vierão juntos com a principal planta, que estão numiados com as letras do abc A, B, C, D, E, F. Como tambem os que vierão juntos com a carta que se entregarão no mes de abril de 1777, e para se saver quaes destes são os que devem de servir a respeito da resposta de João Carr. Digo que servirão os segintes moldes 1.º Para cornija arrematar o rustico, sera o que tem a letra B. 2.º Para cornija de todo o hospital no patio interior, sera o que tem a letra C. e nele tem huma advertencia 3.º Para baze das colunas dos porticos, sera o que tem a letra E. 4.º Para capitel das colunas dos porticos, sera o que tem a letra F. 5.º Para cornija de todo o hospital pela parte exterior, sera a do numero 1.º 6.º Para cornija do terceiro andar, a que chamão cornija grande sera a [s/fl.] do numero 5.º 7.º Para os balaustes de sima do rustico, com sua moldura a recevelos, e outra a cobrilos, sirvirá a do numero 6.º 8.º Para bazes, e capitees das colunas das janelas venetianas, sirvirá a do numero 7.º 9.º Para os balaustes por sima do segundo andar, sera a do numero 8.º 10.º Para os balaustes por sima do terceiro andar, sera a do numero 9.º 11.º Para architrave de todas as janelas, nos patios interior, e exterior do edeficio, sera a do numero 2.º e tambem para remate das mesmas janelas. As mais plantas ainda que estejão riscadas não são para se obrarem, são sim para se verem o seu feitio e nada mais, isto he o que ordenarão os senhores da Meza, e eu concordo com o mesmo, no que respeita a fazerce a obra nas suas molduras pelos moldes assima nomiados que são onze, atendendo o que se dis nesta advertência aos moldes. Ainda que na mesma obra hão de ser necesarios mais moldes de molduras do que os que estão nomiados, como são para baze, e capitel, das colunas, das salas nos porticos e logios, e outros mais particulares».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 118 Documento n.º 46 1777, julho, 02 – Porto. Representação dirigida a João de Almada e Melo a propósito da recondução da Mesa relacionada com a obra do hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, fls. 22-22v.10 «Ilustrissimo e Excelentissimo Senhor A Vossa Excelencia reprezenta o escrivam e conselheiros da Meza da Real Caza da Mizericordia desta cidade que estando obrigados na conformidade do seu compromiso a procederem a eleisam de nova Meza e tambem porque no dilatado decurso de onze anos que tem servido com grande trabalho pasaram muitos dos irmaons conselheiros a adquirirem axaques e outros se encarregaram de muitas ocupasoins incompativeis, muito principalmente o irmam escrivam, que alem de ter emprego no real serviso, vive há dous anos fora desta cidade na preciza obrigaçam de fazer companhia a sua main por estar entrevada e querendo pelas referidas rezoins aliviarem-se da dita fadiga fazendo discurso sobre a dita eleisam sem se lembrarem de ver a propria ordem porque Vossa Excelencia foi promovido a Provedor desta Santa Caza pela real carta incluza de 22 de junho de 1772 que agora reconhesem, que nem Vossa Excelencia pode deixar de continuar no dito emprego nem os superiores procederam a eleisam de provedor sem nova expesial rezoluçam de Sua Magestade, o que estimam infinito, por quanto sendo os superiores os fundadores da obra do Novo Hospital de que Vossa Excelencia da sua origem he inspector regio, lhe encarregou o mesmo Senhor por esa rezam o governo da Meza pela dita real carta para que junto com os superiores se unisem aos interesantes fins da sua continuasam e do seu adiantamento; e por isso fica evidente que he da real intensam continue Vossa Excelencia na mesma ocupasam, pois he certo que eleito outro provedor que nam tenha os generozos spiritos de Vossa Excelencia se percepita e suspende aquela importante e necessaria obra e ainda os superiores procurariam os meios de persistirem [fl. 22v.] na sua gostoza e respeitavel companhia se nam susedera a notavel disgrasa de errar o inspetor particular Manoel Alves Martins o dezenho do dito edefisio, que agora se manda emendar em alguas partes o que praticando se no tempo dos suplicantes se expoem estes às vozes do povo e he mais conveniente se remedee 10 Acedemos a outro exemplar desta representação no I.A.N./T.T. [Vd. Ministério do Reino, mç. 355, cx. 474, s/fl.].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 119 aquele dano pela Meza futura, dandolhe esta gloria por emendarem os seus defeitos, e por este respeito ja os superiores de longe lhes deixaram destinados meios para a sua continuasam de maneira que neste veram se pode concluir completamente o quarto da parte do sul em que está a capela e bem se mostra por esta zeloza providencia o amor que os superiores profesam aquele edefisio, e para que nam fiquem frustrados os seus incesantes dezenhos rogam a Vossa Excelencia se digne continuar a protesam da dita obra no mesmo emprego de provedor no que cumpre com a real intensam e expressa ordem de Sua Magestade e aos superiores enxe de prazer e gosto procedendo se a eleiçam de novos officiaes somente em que concorram as estimaveis circunstancias com que Sua Magestade nos tem onrado nas repetidas cartas que nos tem dirigido recomendando-nos o progreso da dita obra. Porto 2 de julho de 1777. Antonio Bernardo Alvares de Brito – Joze Barboza de Albuquerque Domingos Pereira – Henrique da Silva Carneiro – Nicolao de Almeida e Lancastre – Domingos Francisco da Costa – Antonio Alvares da Crus e Souza Vicente de Noronha Leme Cernaxe».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 126 Documento n.º 50 1777, setembro, 13 – Porto. Parecer de João de Almada e Melo sobre a eleição da Mesa da Misericórdia do Porto. I.A.N./T.T., Ministério do Reino, mç. 355, cx. 474, s/fls. «Tendo chegado o dia dois de julho deste anno, destinado para a eleissão do Provedor, e mais irmãos da Meza da Mizericordia desta cidade, na forma do compromisso; e não tendo havido neste anno a dispensa delle, que houvera nos dez annos antecedentes, para a successiva recondussão da Meza, que existia ao tempo da carta regia de doze de junho, de mil, settecentos, secenta e sette, N.º 1, depois da qual havião succedido nos indivíduos, que constituião a dita Meza, muitas alterassões; morrendo huns, auzentandose outros, e inhabilitando-se os mais para o exercício dos seus empregos, com o prestimo, e efficacia, que pedem as obrigassões do seu Instituto; foi precizo nestes termos proceder-se a eleissão: Mas succedeu, que tendo-se congregado a Meza para o acto da ditta eleissão, deliberou dirigir-me a reprezentassão N.º 2, expondo-me a duvida, em que estavão sobre a eleissão de Provedor, considerando, que a nomeassão feita em mim pella carta regia de vinte e dois de junho de mil, settecentos, settenta e dois, N.º 3, era perpetua e que a eleissão só podia ter lugar, a respeito dos mais officiaes da Meza. Foi-me entregue a sobredita reprezentassão, quando eu estava já a sair, para ir prezidir à eleissão [s/fl.] pela obrigassão do compromisso; mas rezolivime a suspender tudo pella reflexão, de que tratando-se da intelligencia duvidoza de huma ordem regia, só a Sua Magestade pertencia a sua interpretassão; e com este motivo dirigi à Meza a carta N.º 4, substando a eleissão até rezolussão de Sua Magestade. Como porem insta a necessidade da dita eleissão, não só por execussão do compromisso, mas pella utilidade da Mizericordia, e hospital, cuja administrassão não pode deixar de sofrer muito deterimento, pella falta de actividade dos administradores inhabilitados do modo que já disse: Me vejo precizado a implorar por Vossa Excelencia as providencias necessarias sobre a intelligencia da dita carta carta regia de vinte e dois de junho de mil, settecentos, settenta e dois, e sobre a eleissão inteira da Meza, e de Provedor, para o exercicio de cujo emprego me acho quazi impossibilitado, pello concurso, dos outros, com que Sua Magestade continua a honrar-me, e que me impedem a continua, e ainda frequente assistencia, que seria necessaria na Meza; ficando também por este modo mais dezembarassado para me applicar com mayor cuidado no
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 127 adiantamento da obra do hospital; de cuja inspessão me acho encarregado pella carta regia N.º 5. Resta-me ainda dizer a Vossa Excelencia que se a prezente [s/fl.] eleissão for livre, não será a mais util, porque alem das intrigas, com que ordinariamente se dirigem similhantes actos, me consta com certeza, que a prezente eleissão não poderá ter as qualidades, que o compromisso requer. A antiga assistencia, que tenho tido nesta cidade, me tem posto em estado de conhecer os differentes grãos de préstimo de cada hum dos seus habitantes; e o meu zello pello servisso de Sua Magestade, e pello dezempenho de obras tam pias, quaes são as que fazem o objecto, e o emprego da Meza da Mizericordia, me autorizão, ou disculpão a liberdade, que tomo de enviar a Vossa Excelencia a pauta junta, composta dos sujeitos, que nas prezentes circumstancias, julgo na minha consciência mais habeis, e mais proprios para satisfazerem as importantes obrigassões, que lhe incumbem; para que achando Vossa Excelencia, que não será reprovado este excesso do meu zello, fassa prezente a Sua Magestade a ditta pauta, e me obtenha as providencias, que a Mesma Senhora for servida dar aos ditos respeitos. Deos guarde a Vossa Excelencia. Porto 13 de setembro de 1777 Illustrissimo Excellentissimo Senhor Visconde de Villa Nova de Cerveira João de Almada Provedor Manuel de Figueiroa Pinto Escrivão Jozé Antonio de Oliveira Mizeria Concelheiros da primeira Antonio Bernardo Alvares de Britto Bento Luiz Correa de Mello O Desembargador Rodrigo Coelho Machado Torres O vigário geral do bispado Jozé de Castro e Sá Luiz Brandão
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 128 Concelheiros da segunda Domingos de Araujo, homem de negocio João Lopes, contractador de seda Manoel Ribeiro Manoel de Souza Jozé Cayetano João Rodrigo Guimarães».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 129 Documento n.º 51 1780, janeiro, 22 – Porto. Pensões e outras despesas pagas pela Santa Casa. A.H.S.C.M.P., Secção L, Banco 5, Livro n.º 16, fl. 259. «Pensoens, e outras varias despezas, que a Caza paga Á Excelentissima Mitra deste Bispado do Porto se paga Pelo chão da Mizericordia ………………………………………….…………. 2$100 Pelo do hospital ……………………..……………………………………..….. $097 Pela terra do hospital novo, que foi de João Ribeiro cada anno ………............. 1$500 Pela que foi de Manuel Gomes da Silva no mesmo hospital em dinheiro …… 1$000 Galinhas duas ………………………………………………………………….. $400 Pelas cazas, que forão do doutor Luiz Tomáz …………………………............ $040 5$137 Receby cinco mil e cento e trinta e sete reis das pensoes asima que se pagão a Excelentissima Mitra vencidas pelo S. Miguel de 1779. Porto 6 de julho de 1780. Bento Francisco Correia».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 130 Documento n.º 52 1780, junho, 30 – Porto. Pagamentos da Santa Casa ao Senado da Câmara A.H.S.C.M.P., Secção L, Banco 5, Livro n.º 16, fl. 260. Ao Senado da Camara se paga De huns lugares na Porta da Ribeira ………………………………………..……. $200 Pelas cazas, que forão de Joanna de Santo Henrique, e se comprarão para o hospital novo ……………………………………………………………………...... $300 Pelas que forão do doutor Luiz Tomáz ………………………………...………..…. $090 Pelas que forão de Manuel Ribeiro de Carvalho, e se comprarão para o novo hospital ………………………………………………………………………...…… $200 Pelas que forão do Reverendo Teodozio Alves pertencem á Caza …………..……. $040 $830
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 131 Documento n.º 53 1780, outubro, 11 – Porto. Assento sobre a suspensão da obra do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fls. 368-368v. «Assento sobre a suspensão da obra do novo hospital. Aos 11 de outubro de 1780 estando em Meza o irmão provedor João Rodrigo Brandao Pereira de Lacerda, conselheiros e mais irmãos da Junta de Definitorio, eleitos para se rezolver com elles as couzas de mayor ponderação, pertencentes a esta Santa Caza, foi proposto, se a obra do novo hospital do Campo da Cordoaria devia por ora continuar, em quanto se não averiguavão as rendas com mayor exacção, suas applicaçoens, e necessarias despezas; pois como os gastos daquella nova edificação so podião sahir dos sobejos, e destes por ora legitimamente não constava, e dos livros se mostrava, que já no anno 1767 se achava empenhada, e alcansada em 105:000$000 de reis; cujo empenho ainda existe: parecia, que sem mayores averiguaçoens, não podia continuar a dita obra, para que não soceda faltar aos exercicios de piedade, e caridade necessarios, recomendados por Sua Magestade Fidelissima na carta regia de 2 de setembro deste mesmo anno. O que tudo bem considerado, e ponderado pela Meza, e Junta do Definitorio; assentarão, e finalmente [fl. 368v.] rezolverão, que se devia suspender aquella nova edificação, e que depois de suspensa a Meza o reprezentasse á mesma Senhora, para que se dignasse aprovar aquella interina suspensão. O que tudo ouvido por hum dos irmãos da Meza, por elle foi dito, que se continuasse na dita obra por mais quinze dias, e que neste meyo tempo se averiguasse dos livros se havia possibilidades para se continuar, e que se as houvesse, pagaria a dita despeza esta Santa Caza, e se as não houvesse, correria a mesma por conta do dito irmão no que a Meza, e Junta assentio, de que se fez este assento, que todos assinarão. Comigo Pedro Henquel escrivão da Caza que o sobscrevi». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 132 Documento n.º 54 1780, outubro, 29 – Porto Assento sobre a suspensão interina da obra do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 7, fl. 369. «Assento porque se suspendeu interinamente na obra do novo hospital. Aos 29 dias do mez de outubro de 1780, estando em Meza o provedor João Rodrigo Brandão Pereira de Lacerda, fidalgo da Caza Real, conselheiros, e mais irmãos; foi dito, que por serem findos os quinze dias concedidos no assento retró para a continuação da edificação do novo hospital do Campo da Cordoaria, e o irmão a quem se concederão, não tinha vontade de continuar por mais tempo á sua custa, com a despeza da dita edificação, e ainda se não podia bem averiguar se há, ou não alguma soma que a ella se possa applicar, sem se faltar ao sustento, e curativo dos pobres, satisfação dos legados, e mais pios suffragios, a cujas indispensaveis obrigaçoens muito recomendadas na ley do compromisso, e carta regia de dous de Setembro do currente anno, se devia primeiro que tudo acudir, e não menos á solução da divida, em que esta Santa Caza se acha empenhada. Assentou-se, que se suspendesse interinamente a referida edificação, cuja suspensão se reprenzentasse [sic] a Sua Magestade Fidelissima na conformidade do dito assento de onze deste mesmo mez, e anno: e outro sim, que no cazo de haver alguma pessoa devota, que queira continuar á sua propria custa com a referida edificação, ou parte della; esta Meza attendendo ao beneficio, que desta devoção pia rezulta á Santa Caza, e aos pobres, desde já concede essa faculdade, como tãobem ordena, que havendo algum devoto, que dé, ou deixe alguma soma de dinheiro para aquella obra, nella seja logo consumida: e para constar se por este assento, que todos assinarão, comigo Pedro Henquel escrivão da Caza que o sobscrevi». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 133 Documento n.º 55 1780, novembro, 04 – Porto. Inventário dos móveis, ferramentas, materiais e madeiras existentes no Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fls. «Inventario de todos os moveis, ferramentas, materiais, e madeyras, que presentemente se achão no Hospital de Santo Antonio, que de novo se anda edeficando por ordem de Sua Magestade Fidelissima, de que he administrador a Real Casa da Santa Mizericordia dessa cidade, e corre debaixo da inspecção de Joze Pereira Basto; feito o dito inventario a requerimento do Illustrissimo Joao Rodrigo Brandao Pereira de Lacerda fidalgo da Casa Real e do escrivao e consilheyros, digo Real Provedor actual da dita Santa Casa, e do escrivão e consilheyros da Meza della, com asistencia de Gaspar Cardoso de Carvalho e Fonseca; outro si fidalgo da Casa da mesma Senhora; e Antonio Mousinho de Meneses, consilheyros tambem da dita Mesa, tudo na forma seguinte. Moveis, e ornamentos da capella do Hospital Hum altar, em madeyra pintado, tem tres imagens grandes Nossa Senhora, com sua coroa de folha dourada e manto de tafetá azul, com renda de prata falça Santo Antonio, com resplendor de folha dourada Sam João Baptista com resplendor da mesma folha dourada Hum Menino Jesus, piqueno, com sua crus, e resplendor, tudo de prata Tem sua banqueta composta de hum cruxifixo, e quatro castiçais, tudo de talha dourada com arandellas de latão [s/fl.] Quatro jarras, de louça da fabrica da terra Hum missal com sua estante de pau Humas galhetas com seu prato tudo de estanho Duas vestimentas, huma branca e outra encarnada, ambas de damasco de seda, com todos os seus aparelhos correspondentes e irmaons, de bolsas, palas, corporais, veos, duas alvas, de pano de linho, com renda, dois cordoins Sinco amitos de pano de linho Seis ministeres do mesmo pano, sinco de renda, e hum sem ella
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 134 Doze sanguineos de pano de linho lizos, e outro com renda Tres toalhaz do altar, de pano de linho, duas com renda, e huma sem ella Outros corporais de pano de linho com renda Outro veo de tafetá branco com paniscos amarellos Hum calix, patena, e colher, tudo de prata, e he coberto o dito altar com um veo de ló riscado e tem sua pedra de ara Huma urna de madeira pintada que serve de receber as esmollas, e tem duas imagens, huma de Santo Antonio, e outra de Nossa Senhora, piquenas Huma lampada de latao com seu vidro Huma pia de agoa benta, de estanho Seis bandinellas de pau pintado, com seus tafetás emcarnados Huma mesa de castanho, pintada de vermelho Seis bancos do mesmo pau, e pintados da mesma cor Tem treze arrateis, e meyo de sera branca pertencentes aos dois altares que na dita capella se achão, que hum he do dito Hospital, e outro da bemfeitora Maria Jacinta Roza, do qual se fas agora [s/fl.] menção e de todos os moveis pertencentes á esmola da mesma bemfeitora Hum altar de madeyra de pau pintada, com sinco imagens: Nossa Senhora do Rozario, com hum Menino nos braços. Tem a dita Senhora huma grande coroa de prata huns brincos de ouro com diamantes rozas// dois rozarios de christal, e hum delles com suas estremas de ouro, e masaneta de fio do mesmo Santa Catherina com sua diadema de prata, e hum lacinho da mesma, com suas pedras, e hum fio de perolas falças Sam Sebastiao com seu habito de Christo esmaltado em ouro Sam Gonçalo com seu resplendor de prata, e cajado da mesma e hum meyo braço do milagre, tambem de prata Declarase que o menino que a dita Senhora tem nos braços tem huma crus de ouro com esmeraldas, e hum resplendor e crus de prata E á dita imagem de Sam Gonçalo pertence tambem hum ramo de flores com trinta e seis [?] de prata e hum [?] inteyro da mesma Santo Antonio com resplendor de prata, com sua pedra no meyo, e huma piquena crus, tambem de prata, e hum ramo de flores com setenta e seis [?] e dois olhos tudo de prata Duas [?] de vidro com seus crucefixos de [?] Dois castisais de vidro
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 135 Hum missal com chapas de prata, e huma estante de pau Humas galhetas e prato de vidro Huma pedra de ara Hum calix, patena, e colher tudo de prata Huma vestimenta de damasco branco com sebastos de seda de cores, e galoens tambem de seda, estolla e manipolo do mesmo Huma alva de pano de linho, com renda ordinaria Hum cordao de fiado branco Huma bolça de damasco branco Cem corporais de linho, e hum sangino com renda Huma palla vordada em cambraya, outra de pano de linho, com bico de renda Outra irma da vestimenta Outra do mesmo de cobrir as galhetas Tres veos de cobrir calis, hum amarello, hum roixo, este de nobreza, aquelle de melania, e outro de tafetá encarnado, todos com penisco em volta Duas toalhas de pano de linho, huma com renda, e outra liza Hum Santo Christo com seu resplendor de prata, com sua pianha, que tem hum Senhor morto, com seu resplendor de prata Hum amito Hum manister de pano de linho Sete ramos de flores de seda Hum veo de ló riscado de cobrir o altar Sacristia Huma comoda de pinho pintada com quatro gabetas, que servem de guardar os paramentos da capella, e hum pano de tafetá verde a cobrila Hum Santo Christo com huma crus dourada Dois espelhos, hum com caixilho de castanho pintado, e outro com caixilho da mesma cor, com sua moldura pintada de amarello Hum lavatorio de folha pintado de verde Huma toalha de pano de [s/fl.] de linho de limpar as maons Hum contador de pau preto piqueno com seis gavetas Caza do Risco Huma mesa de avas de pau de caixas, com oito pés e duas gavetas Hum caixão de castanho com fixadura, que serve de guardar as plantas sobre huma
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 142 Documento n.º 57 1780, novembro, 29 – Ajuda. Aviso régio que aprova a suspensão da obra do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 6, Livro n.º 3, fls. 134-134v.11 «Sendo prezente a Sua Magestade a reprezentação que em data de 11 do corrente lhe foi dirigida por essa Meza da Mezericordia da cidade do Porto com o objecto da suspenção que ordenara das obras do novo hospital que se estava edificando. A mesma Senhora tendo visto as bem ponderadas razoins que moverão a Meza para a dita suspenção ouve por bem de a aprovar e manda ao mesmo tempo declarar a Meza, que depois de aver feito as averigoaçois necessarias sobre ou a continuação das mesmas obras em [fl. 134v.] todo ou em parte com a alteração conveniente no plano, ou no prospecto achar que pode continuar por algum dos modos, lho fassa prezente com a relação de tudo que ouver a este respeito para prestar a sua real rezolução, acompanhando-a das providencias que forem necessarias. Deos goarde a Vossas Merces. Palacio de Nossa Senhora da Ajuda 29 de novembro 1780. Visconde de Villa Nova de Cerveira». 11 Acedemos a outro exemplar deste aviso régio no A.H.S.C.M.P, Secção D, Banco 1, Livro n.º 4, fl. 2.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 143 Documento n.º 58 1781, julho, 25 – Porto. Contrato de arrendamento das terras lavradias do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fls. «Por este a meu rogo [?] e por mim asignado digo eu Antonio Joze dos Reis; morador no Carregal freguesia de Cedofeita que hé verdade que eu tenho arendado ao Illustrissimo Senhor Provedor e mais irmaos da Meza da Santa Caza da Mizericordia desta cidade todas as terras lavradias do edeficio do novo hospital; por tempo de trez annos por preço a quantia de cento e sesenta e oito mil reis; em cada hum anno; os quais terão principio no São Miguel de mil e sete centos e oitenta e hum e findarão no do São Miguel de mil e sete centos e oitenta e quatro e com a obrigação de pagar a referida quantia de cento e sesenta e oito mil reis, no principio de cada hum dos ditos annos e querendo os mesmos senhores continuar nas obras do mesmo hospital lhes largarei as mesmas terras em todo e qualquer tempo que para isso for alvizado fazendo-se abatimento no preço do arrendamento [?] do tempo que dellas sahir e por não saber bem escrever me pedio a mim João Joze Ferreira que estes a seu rogo fizesse e como testemunhas asignace e mais se obrigou a cumprir o referido na forma e a parte por sy e seus bens de que forão mais testemunhas Joze Ferreira negociante e morador a Porta de Carros e Henrique Carllos Verim solecitador desta mesma cidade. Porto vinte e sinco de julho de [s/fl.] mil sete centos e oitenta e hum. A rogo e como testemunhas». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 144 Documento n.º 59 1789, novembro, 23 – Porto. Assento para a criação de mais lugares de capelães, ajudantes de enfermagem e porteiro para o hospital da Misericórdia. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 8, fls. 19-20. «Assento com definitorio para se crearem dous capellaens, para assistirem aos enfermos do hospital, e para o mais nelle conteudo respectivo ao mesmo hospital. Aos 23 dias de novembro de 1789 nesta Caza do Despacho da Mizericordia, estando em Meza o irmão Pedro Henquel, professo na Ordem de Christo, e escrivão della, que actualmente serve de provedor, com os irmãos conselheiros della, e assim mais os irmãos do Definitorio, com os quaes se costumão rezolver as couzas de mayor ponderação pertencentes a esta Santa Caza; foi proposto, que tanto para o bem espiritual, como temporal dos enfermos, que entrão a curar-se no Hospital Real da administração desta Santa Caza (os quaes tem crescido em numero pelo aumento em que esta cidade se acha) tem mostrado a experiencia, que elles não podem ser assistidos pelos capellaens das respectivas enfermarias com o zelo, e caridade christaã, que são inherentes ao instituto desta irmandade: considerando-se, que estando qualquer dos referidos capellaens a administrar o sacramento da penitencia a hum que entrava agonizante, se fazia preciza a sua assistencia a outro que se achava já nos ultimos paroxismos da morte, e não podia qualquer delles capellaens satisfazer plenamente estas obrigaçoens, por ser preciza a sua assistencia a hum, e outro ao mesmo tempo, e menos se elles fossem em mayor numero; e tãobem não erão os mesmos enfermos bem assistidos pelos enfermeiros, e seus ajudantes por ter somente cada enfermaria hum ajudante com [fl. 19v.] salario certo, e para acudir com a administração dos remedios ás horas competentes, se fazia precizo salariar segundo ajudante por dia, o que continuava por mezes, e passava a anno: a qual despeza se satisfazia, por ser de indispensavel necessidade, em attenção aos socorros temporaes, com que se devia acudir aos mesmos enfermos: parecia justo elleger mais um ajudante, para cada enfermaria de medicina e cirurgia de homens, e mulheres, e tãobem para este fim se fazia necessaria a elleição de segundo porteiro, para que este igualmente com o primeiro sirva de fora nas couzas necessarias, para a conservação da saude dos enfermos, e ás demais precizas para o
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 145 expediente, que compete áquella administração. O que sendo ouvido por todos, e tomado em consideração, tanto á necessidade de mais padres capelaens para cuidarem no bem espiritual dos enfermos, e moribundos; como em haverem mais enfermeiros para tratarem, e assistirem aos mesmos enfermos, que em numero são muitos, e tãobem na porta hum ajudante ao porteiro, que faça, e o ajude nas diligencias da sua obrigação, em o que precizo for, se assentou, e rezolveu crear mais dous padres capelaens, que juntos aos dous, que já tem o referido hospital; nelle assistão a todos os enfermos, e moribundos, cuidando no bem das suas almas, como devem em materia tão importante E tãobem, attendendo aos muitos enfermos, que concorrem ao hospital diariamente, e que o enfermeiro com hum só ajudante não pode tratar, e applicar os remedios, nem acudir, como se deve aos doentes; por isso se assentou, que em cada enfermaria, que só tem hum ajudante, se acrescente segundo ajudante, devendo todos igualmente procurar o mayor beneficio dos doentes, que forem da sua inspecção. Determinou-se outro sim, que se ellegesse segundo porteiro, para que este com o que actualmente se acha estabalecido, fação o que precizo for nas diligencias, em que pelos mordomos forem incumbidos. E devendo-se estabalecer ordenado a estas pessoas novamente empregadas nos lugares aqui mencionados; se assentou que aos padres capelaens agora novamente elleitos, terá cada hum cem mil reis de ordenado annual, e se lhes conferirá huma capela de missa, de esmola de cento, e vinte reis, das desta Caza, que se achão vagas, a que elles ficavão obrigados. E para os ajudantes, que se acrescentão nas enfermarias, como ao segundo porteiro; a Meza lhes estabalecerá aquelles ordenados, que achar mais convenientes á bóa economia desta Caza. E porque destes lugares rezulta a sua necessaria despeza, não deve ella gravar os bens dos testadores, que aplicão seus [fl. 20] rendimentos para diferentes destinos: mas que tendo havido algumas pessoas devotas, que já para similhantes fins, e curativo dos enfermos do hospital, tem applicado consignaçoens; por estes rendimentos deve ser paga a referida despeza, sem prejuizo de outras administraçoens. E de como assim se rezolveu se fez este assento, que todos os irmãos de Meza, e Junta do Definitorio assinarão. O bacharel João Diogo Ribeiro, official mayor da secretaria o escrevi». [Seguem-se assinaturas]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 146 Documento n.º 60 1790, janeiro, 03 – Porto. Contrato de arrendamento entre António de Paiva e a Santa Casa da Misericórdia. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 1, Livro n.º 1, s/fl. «Digo eu Antonio de Payva mestre pedreiro que he verdade ter arendado ao senhor provedor e mais irmaos da Meza da Santa Caza da Miziricordia desta sidade as teras do ispital novo pello preço em cada hum anno em trinta moedas de ouro que faz sento e corenta e coatro mil reis na forma da iscritura lavrada na nota do tavalião da Caza em 20 de agosto de 1787 cujo arendamento se principia pagar a referida quantia neste S. Miguel do anno de 1790 para cuja satisfação me obrigo minha pesoa e bens e terço de minha alma e para maior segurança dou por meu fiador e principal pagadores senhores João Antonio Fernandes Besteiros comersiante e morador na rua de Santo Antonio da Porta de Carros. Porto 3 de janeiro de1790 e por não saver munto bem escrever pedi a meu filho [Manoel de Payva] que este por mim fizeçe e como testemunha asinaçe». [Seguem-se assinaturas].
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 147 Documento n.º 61 1790, abril, 15 – Porto. Procuração que se remeteu para Lisboa conferindo poderes a José de Oliveira Barreto para conduzir os assuntos relacionados com a abertura de uma lotaria em benefício da obra do novo hospital, acompanhada do requerimento e plano dessa mesma lotaria. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 6, Livro n.º 3, fls. 223-227. «Copia da procuração que se remeteo para Lisboa a Joze de Oliveira Barreto para o que nella se declara, em 17 de abril de 1790 O Provedor e mais irmaos da Meza da Santa Caza da Mizericordia da cidade do Porto. Fazemos nosso bastante procurador ao senhor Joze de Oliveira Barreto asistente na cidade de Lisboa para que em nosso nome possa asinar o requerimento que Sua Magestade faz esta Meza, para que a mesma Senhora seja servida permittir, que em beneficio da continuação da obra do novo hospital posa [fl. 223v.] abrir huma loteria na dita cidade do Porto, conforme ao plano que aprezentão, e para este fim, lhe concedemos todos os nossos poderes. Dada em Meza de 15 de abril de 1790 sob nossos sinaes e sello da Caza. O bacharel Joao Diogo Ribeiro offecial mayor da Secretaria a fez. Asinada pellos senhores da Meza. Copia do requerimento que acompanhou a procuração asima Senhora Reprezentão a Vossa Magestade o escrivão que serve de provedor e os mais officiais da Meza da Caza da Miziricordia da cidade do Porto, que havendo exposto a Vossa Magestade no anno de 1780 a falta de meios, que tinha para continuar as obras do seu novo hospital, e a obrigara a suspendellas, não obstante ter sido a sua construção determinada por ordem regia e ser esta absolutamente preciza pela manifesta incapacidade do antigo, e pelo gravisimo prejuizo que ella produs não só ao necessario curativo dos mizeraveis enfermos, mas a saude publica da cidade que a constitue em iminente [fl. 224] risco de huma central ipedemia foi Vossa Magestade servida approvar a sustação das ditas obras: dignando-se de mandar declarar-lhe, que depois de
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 148 examinados os meios de se poderem continuar as mesmas obras, os faça a Vossa Magestade prezentes, para lhes accordar a sua regia approvação; acompanhando-a das providencias que forem necessarias: Como expressa o real avizo concebido na copia incluza. Nos nove annos deccurssos depois daquella total suspenção se tem mutua e gradualmente augmentado e se vão cada ves augmentando mais a incapacidade do hospital existente, so proporccionado ao seculo, em que foi constuido [sic] e falta de meyos para se continuar a edificação do novo; porque o augmento da incapacidade do antigo, gradualmente se verifica como da povoação daquella cidade, e porque o da falta dos meyos necessarios para a construção do novo, e igualmente se realiza com o do obstaculo, que essensialmente lhe constitue a mesma absoluta suspenção das obras principiadas, poes o apparente conceito deste seu total abandono, lhe tem feito alienar para outras applicaçoens igualmente pias; mas não hé de igual precizão, e utilidade publica alguns importantes legados, que se lhe destinavão como [fl. 224v.] hé notorio, e os muitos outros, que hé bem evidente excitarião á piedade dos fieis mais opolentos o ocular objecto destas permanentes obras, e o manifesto conhecimento da necesidade dellas, e da dos auxilios, sem os quaes não podião subsistir conceito que até lhe tem constituido infructuoza a Real Providencia estabalecidade [sic] em muitas leys criminaes da Companhia Geral do Alto Douro; não se julgando no juizo da Conservatoria da dita Companhia como por este principio se não julga pertencente as obras do dito hospital a parte das condemnaçoens penaes que as ditas leys lhe tem applicado. Para que estas precizas obras posão continuar, e o existente objecto destas lhe verifique os mais efficazes meios para a sua subsistencia, quaes os que se devem esperar lhes applique a piedade dos fieis; a qual sem outro concurso tem naquella cidade há poucos annos suprido; como se esta vendo patente todo o importante cabedal necesario para a construção da nova igreja do convento de Val de Piedade; para a da [fl. 225] mayor parte do convento de São Francisco: para a do novo convento de Santo Antonio da Cidade; e para as das sumptuosas Capellas de Nossa Senhora do Terço e de Nossa Senhora da Lapa; propoem a Vossa Magestade a dita Meza o estabalecimento de huma loteria da importancia como mostra o plano incluzo de 32:000$000 realizada em 5 000 bilhetes de 6$400 reis cada hum sendo Vossa Magestade servida facultar a dita Meza este estabalecimento por tempo de des annos, e acordar-lhe com inalienavel applicação para as referidas obras, o lucro de doze por cento, debaixo de todas as clauzulas
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 149 determinadas no real decreto de 18 de novembro de 1783 pelo qual Vossa Magestade se dignou conceder, com muito similhante objecto, á Real Caza da Miziricordia desta cidade outra providencial loteria de muito maior importancia; graça que não prejudicando em nada esta primeira; visto ter mostrado a experiencia que o grande numero de bilhetes, que constitue a loteria já acordada, não iguala o das pessoas que nella se pertendem, e não conseguem annualmente interessar; estabalecera a dita Meza da Miziricordia da cidade do Porto o meio que por ora considera único, e [fl. 225v.] mais oportuno de poder tornar a abrir as obras suspensas do referido hospital e levar a importante parte, que deste grande edificio se acha já construida, a estado de principiar a ser util ao curativo dos mizeraveis enfermos, e ao resguardo da saude publica dos habitantes daquella cidade; porque unindose ao annual produto da supplicada loteria algum tenue remanessente, que possa economizar aquella Meza, sem prejuizo das suas mais indispensaveis despezas e acrescendo-lhe o concursso da piedade dos fieis excitada pelo restabalecimento das mesmas obras se poderão formar no decurso de alguns annos as enfermarias e mais officinas, que suprão com muito melhoramento as do antigo hospital e deixem livre e praticavel a venda deste; cujo produto concorrerá muito para o maior progresso das referidas obras; e nesta contemplação [?] a Vossa Magestade que pela sua maternal piedade em commizeração dos mizeraveis enfermos da cidade do Porto e em beneficio da saude publica dos habitantes da mesma cidade se digne conceder á Meza da Miziricordia della a licença necessaria para o estabalecimento da lotaria proposta no plano incluzo por tempo de des annos, e que na repetição della posa acrescentar ou diminuir o numero dos bilhetes e seus premios conforme achar que as circunstancias dos tempos permitirem, sem que comtudo se aparte das clauzulas e condiçoens com que for por Vossa Magestade acordada, e permitida á Meza da Real Caza da Miziricordia desta cidade, com o lucro de doze por cento da sua importancia; sendo tãobem Vossa Magestade servida que o Dezembargador da Rellação que sempre costuma constituir a corporação da Meza ou outro qualquer que o Governador da mesma Rellação nomear na falta ou impedimento delle verifique a asistencia judicial com que se costumão legalizar as exactas formalidades de todas as lotarias publicas. E recebera merce A esta reprezentação acompanhou a copia da carta do Excelentissimo Visconde de Villa-Nova da Cerveira, que se acha neste livro a fl. 134 e verso e o plano nesta fl. 227. Foi feita segunda em 21 de agosto de 1790 e entregue ao Senhor Gaspar Cardoso. O doutor Joze da Fonseca e Sª em Lisboa
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 150 Plano para a loteria que a Caza da Miziricordia da cidade do Porto pertende abrir na mesma cidade em beneficio da obra do novo hospital que nella esta principiado 32:000$000 em 5000 bilhetes a 6400 1 1 3 3 4 10 20 50 1280 Ao primeiro numero Penultimo Ultimo ................................................................................................ ................................................................................................ ...... a 1000$000 ................................................................... ............ 500$000................................................................... ............ 250$000 ................................................................... ............ 150$000 ................................................................... .............. 50$000................................................................... ............... 24$000................................................................... .............. 12$800................................................................... 3 1375 Premios 3625 Brancos 5000 4:000$000 2:000$000 3:000$000 1:500$000 1:000$000 1:500$000 1:000$000 1:200$000 16:384$000 100$000 76$000 240$000 32:000$000 Este plano inda que não teve effeito, veio outro com a licença de se abrir por 10 annos a loteria; e se acha no Livro 6.º das Lembranças a fl. ___ ».
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 151 Documento n.º 62 1791, fevereiro, [...] – Porto. Assento determinando a continuação da obra do novo hospital e da extração da lotaria concedida pela Rainha. A.H.S.C.M.P., Secção D, Banco 8, Livro n.º 8, fls. 27-30. «Aos […] de fevereiro de 1791 nesta Caza do Despacho da Mizericordia estando em Meza o irmão Pedro Henquel, professo na Ordem de Christo, e escrivão della, que serve de Provedor, com os mais conselheiros abaixo assignados, por elles foi mandado lançar em lembrança que esta Meza tendo tomado em consideração os inconvenientes, a que estão expostos os muitos enfermos, que no existente hospital se juntão, onde nem podem ser tratados e socorridos com a necessaria assistencia, nem os santos sacramentos administrados com a decencia devida poes a grande quantidade de pessoas, que a elle concorrem, faz que estejão acumulados por falta de lugar, de que rezultão perniciosas consequencias, como infelizmente tem mostrado a experiencia nas epedimias que repetidas vezes tem grassado; e o quanto prejudicial hé á mesma cidade ter no centro della hum hospital. Ja por estes motivos, talves, seria principiado o novo hospital na Alameda, para cujo grande edificio se lansou a sua primeira pedra em 15 de julho de 1770 como consta do assento no livro 5.º de Lembranças a folha 307: porem foi suspensa a continuação desta obra, como se ve dos assentos no dito livro a folio 368 e folio 369, de cuja suspensão foi dada conta a Sua Magestade, sobre a qual veyo o avizo seguinte Copia do Avizo do Ministro Secretario de Estado Sendo prezente a Sua Magestade a reprezentação que em data de 11 do corrente lhe foi dirigida por essa Meza da Mizericordia da cidade do Porto, com o objecto da suspensão, que ordenara das obras do novo hospital, que se estava edificando. A mesma Senhora tendo visto as bem ponderadas razoens, que moverão a Meza para a dita suspensão, houve por bem de a approvar, e manda ao mesmo tempo declarar á Meza, que depois de haver feito as averiguaçoens necessarias sobre ou a continuação das mesmas obras em todo ou em parte com alteração conveniente no plano, ou no prospecto achar que pode continuar por algum dos modos, lho faça prezente, com a relação de tudo que houver a este respeito para prestar a sua real rezolução,
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 254 Estampa XLVII – Campsall Hall. Yorkshire. http://lh.matthewbeckett.com/graphics/houses/lh_yorkshire_campsallhall_fs.jpg. [acedida em 2012-03-05] Estampa XLVIII – Heath Hall. Yorkshire. http://farm3.static.flickr.com/2762/4100186441_810eb7e842.jpg [acedida em 2012-03-05]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 255 Estampa XLIX – Constable Burton Hall. Yorkshire. http://farm3.static.flickr.com/2464/3686508810_7b3ae219f2.jpg [acedida em 2012-03-05] Estampa L – Tabley House. Cheshire. http://www.thornber.net/cheshire/imagefiles/06ttow/tabley3.jpg [acedida em 2012-03-05]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 256 Estampa LI – Cannon Hall. Yorkshire. http://www.cannon-hall.co.uk/wp-content/uploads/2011/07/bg2000_IMG_29101.jpg [acedida em 2012-03-05] Estampa LII – Kirkleatham Hall. Yorkshire. http://www.captcook-ne.co.uk/ccne/exhibits/Kirkleatham_hall/Kirkleath.jpg [acedida em 2012-03-05]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 257 Estampa LIII – Newby Hall. Yorkshire. http://koti.welho.com/rhurmal1/linnat2004/newby.jpg [acedida em 2012-03-05] Estampa LIV – Lincoln County Hospital. Lincolnshire. Ext. de WRAGG, Brian - The Life and Works of John Carr of York, ob. cit., p. 174.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 258 Estampa LV – Newark Town Hall. Nottinghamshire. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3f/Newark_Town_Hall.jpg [acedida em 2012-03-05] Estampa LVI – Newark Town Hall. Nottinghamshire. http://s0.geograph.org.uk/geophotos/01/45/27/1452701_1d8270db.jpg [acedida em 2012-03-05]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 259 Estampa LVII – York Assize Courts. York. Fotografia tirada pela autora em agosto de 2008. Estampa LVIII – Female Prision. York. Fotografia tirada pela autora em agosto
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 260 Estampa LIX – Hipódromo de Doncaster. Yorkshire. Ext. de WRAGG, Brian - The Life and Works of John Carr of York, ob. cit., p. 138. Estampa LX – Buxton Crescent. Buxton. http://www.oldukphotos.com/graphics/England%20Photos/Derbyshire,%20Buxton,%20Buxton%20Cresc ent%20-%20built%201780-1784.jpg [acedida em 2012-03-06]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 261 Estampa LXI – Encadernação do livro com a cópia da planta do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P. – D-32-2_ Planta do HSA Estampa LXII – Folha de rosto do livro com a cópia da planta do Hospital de Santo António. A.H.S.C.M.P. – D-32-2_ Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 262 Estampa LXIII – Hospital de Santo António. Planta baixa de todo o 1.º sobrado. N.º 1. A.H.S.C.M.P. – D-32-2_ Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 263 Estampa LXIV – Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do nascente. N.º 2. A.H.S.C.M.P. – D-32-2_ Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 270 Estampa LXXI – Hospital de Santo António. Planta baixa do 1.º sobrado. Banda do sul (centro). N.º 9. A.H.S.C.M.P. – D-32-2_ Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 271 Estampa LXXII – Hospital de Santo António. Plano e elevação da igreja a implantar no pátio interior. N.º 10. A.H.S.C.M.P. – D-32-2_ Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 272 Estampa LXXIII – Hospital de Santo António. Banda do Nascente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 1. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 273 Estampa LXXIV – Hospital de Santo António. Banda do Nascente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 2. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 274 Estampa LXXV – Hospital de Santo António. Banda do Nascente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 3. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 275 Estampa LXXVI – Hospital de Santo António. Banda do Norte. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 4. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 276 Estampa LXXVII – Hospital de Santo António. Banda do Norte. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 5. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 277 Estampa LXXVIII – Hospital de Santo António. Banda do Poente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 6. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 278 Estampa LXXIX – Hospital de Santo António. Banda do Poente. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 7. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 279 Estampa LXXX – Hospital de Santo António. Banda do Sul. Planta baixa do 2.º sobrado. N.º 8. A.H.S.C.M.P. – D-32-1_ Descrição da Planta do HSA
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 286 Estampa LXXXIX – Projeto da igreja concebida para o pátio interior do Hospital de Santo António. Desenho de Joaquim Cardoso Vitória Vilanova. EDIFÍCIOS do Porto em 1833, ob. cit.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 287 Estampa XC – Hospital de Santo António in «A Illustração Portugueza», de 20 de Outubro de 1884. http://3.bp.blogspot.com/_JLsDTSY6Rpo/Si45SOpmd2I/AAAAAAAACi8/XT_q6XeL0xA/s320/img295.jpg [acedida em 2012-05-27] Estampa XCI – Vista aérea do Hospital de Santo António. “Edifício neoclássico” e edifício Dr. Luís de Carvalho. Ext. de GUEDES, Lídia – Hospital de Santo António a Arte e a história, ob. cit., p. 81.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 288 Estampa XCII – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa XCIII – Hospital de Santo António. Corpo central da fachada voltada a nascente. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 289 Estampa XCIV – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Pórtico hexastilo do corpo central. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa XCV – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Perspetiva do corpo intermédio. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 290 Estampa XCVI – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Pormenor do corpo central do corpo intermédio (frontão e andar nobre). Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa XCVII – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Perspetiva do corpo intermédio e da extremidade norte. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 291 Estampa XCVIII – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Extremidade norte. Estátua de Galeno. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa XCIX – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Extremidade sul. Antiga Escola Médica. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 292 Estampa C – Hospital de Santo António. Fachada voltada a nascente. Extremidade sul. Estátua de Hipócrates. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa CI – Hospital de Santo António. Fachada voltada a norte. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 293 Estampa CII – Hospital de Santo António. Perspetiva do corpo central e da extremidade noroeste da fachada voltada a norte. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa CIII – Hospital de Santo António. Pormenor do corpo central da fachada voltada a norte (frontão e andar nobre). Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 294 Estampa CIV – Hospital de Santo António. Fachada voltada a norte. Extremidade noroeste. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa CV – Hospital de Santo António. Fachada voltada a sul. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 295 Estampa CVI – Hospital de Santo António. Fachada voltada a sul. Extremidade sudoeste. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012. Estampa CVII – Hospital de Santo António. Alçado interior da fachada voltada a nascente. Fotografia tirada pela autora em abril de 2012.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 302 Estampa CXX – Planta topográfica da cidade do Porto por Perry Vidal (1865). Localização do Hospital de Santo António. http://purl.pt/3556/2/index.html [acedida em 2011-12-30] Estampa CXXI – Pormenor da planta topográfica da cidade do Porto por Telles Ferreira (1892). Localização do Hospital de Santo António. A.H.M.P.
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 303 Estampa CXXII – Planta Redonda ou Planta de Trant (1813). Localização do Hospital de Santo António. http://4.bp.blogspot.com/_FkKgTDI7ngU/S9mdkDygV6I/AAAAAAAAAb0/86q8Z0XUaIU/s1600/sec1923.jpg [acedida em 2012-05-27]
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 304 QUADRO SÍNTESES E GRÁFICOS
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 305 Quadro Síntese 1 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1769 1769 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Data de pagamento das férias Gráfico 1 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1769
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 306 Quadro Síntese 2 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1770 1770 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 2 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1770 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 307 Quadro Síntese 3 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1771 1771 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 3 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1771 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 308 Quadro Síntese 4 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1772 1772 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 4 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1772 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 309 Quadro Síntese 5 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1773 1773 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 5 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1773 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 310 Quadro Síntese 6 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1774 1774 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 6 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1774 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 311 Quadro Síntese 7 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1775 1775 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 7 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1775 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 318 Quadro Síntese 14 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1792 1792 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 14 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1792 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 319 Quadro Síntese 15 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1793 1793 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 15 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1793 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 320 Quadro Síntese 16 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1794 1794 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 16 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1794 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 321 Quadro Síntese 17 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1795 1795 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 17 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1795 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 322 Quadro Síntese 18 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1796 1796 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 18 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1796 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 323 Quadro Síntese 19 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1797 1797 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 19 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1797 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 324 Quadro Síntese 20 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1798 1798 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 20 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1798 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 325 Quadro Síntese 21 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1799 1799 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 21 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1799 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 326 Quadro Síntese 22 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1800 1800 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 22 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1800 Data de pagamento das férias
A Arquitetura Neopalladiana Portuense: O Hospital de Santo António (1769-1832) Volume II 327 Quadro Síntese 23 CALENDARIZAÇÃO DO PAGAMENTO DAS FOLHAS DE FÉRIAS DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NA CONSTRUÇÃO DO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1801 1801 Janeiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Fevereiro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Março D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Abril D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Maio D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Junho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Julho D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Agosto D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Setembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Outubro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Novembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Dezembro D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Gráfico 23 VOLUME DA MÃO DE OBRA UTILIZADA NO HOSPITAL DE SANTO ANTÓNIO EM 1801 Data de pagamento das férias