Avaliação e comparação do estado nutricional dos idosos utentes da Casa do Povo de Peroselo e dos utentes do Lar de 3.ª Idade Rainha Santa Isabel da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses
Abstract
Trabalho complementar (Trabalho de Investigação) realizado no âmbito da Unidade Curricular Estágio da Licenciatura em Ciências da Nutrição da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, sob orientação de Prof.º Doutor Duarte Torres (Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto) e coorientação de Dr.ª Ana Teresa Almeida (Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses)
Full text
Avaliação e comparação do estado nutricional dos idosos utentes da Casa do Povo de Peroselo e dos utentes do Lar de 3ª Idade Rainha Santa Isabel da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses Evaluation and comparison of the nutritional status of elderly users of the Casa do Povo de Peroselo and users of the Lar de 3ª Idade Rainha Santa Isabel da Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses Celina Maria Teixeira da Silva Orientado por: Prof. Doutor Duarte Torres Co-orientado por: Dra. Ana Teresa Almeida Trabalho de Investigação 1.º Ciclo em Ciências da Nutrição Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto Porto, 2012
i Lista de abreviaturas CPP – Casa do Povo de Peroselo dp – desvio padão HTA – Hipertensão arterial IMC – Índice de Massa Corporal MNA® - Mini Nutritional Assessment OMS – Organização Mundial de Saúde PB – Perímetro do Braço PC – Perímetro da Cintura PG – Perímetro Geminal SCMMC – Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses SNG – Sonda nasogástrica
ii Resumo Introdução: O envelhecimento pode ser acompanhado de mudanças psicológicas, sociais e biológicas que podem levar à malnutrição. Existe uma diferença na prevalência de desnutrição entre os indivíduos institucionalizados e não institucionalizados. Assim, foram objetivos do estudo: caracterizar a população idosa institucionalizada e não institucionalizada, avaliar e comparar o estado nutricional da população institucionalizada e da população não institucionalizada e a prevalência de desnutrição em cada população. Métodos: Foram recrutados para o estudo 73 indivíduos com idade ≥ 65 anos, dos quais 58 eram institucionalizados e 15 não institucionalizados. Foram recolhidos dados sociodemográficos, clínicos, antropométricos e sobre a ingestão alimentar e, aplicado o Mini Nutritional Assessment®. Foram realizados testes estatísticos, testada a normalidade de algumas variáveis e aplicada uma regressão logística e uma regressão linear. Resultados: Nos indivíduos institucionalizados 29.3% apresentavam excesso de peso, enquanto dos indivíduos não institucionalizados 40.0% tinham excesso de peso. Todos os indivíduos não institucionalizados tinham um bom estado nutricional. No grupo dos institucionalizados, 17.2% encontravam-se em risco de desnutrição e 13.8% estavam desnutridos. A regressão logística mostrou que a idade (Exp (B)=1.167, p=0.07) e o consumo de leite e derivados (Exp (B)=10.398, p=0.038) se relacionam com um maior risco de desnutrição. A regressão logística mostrou que só a mobilidade (β=0.302, p=0.009) e a idade2 (β=-0.225, p=0.049) têm um efeito significativo no IMC.
iii Conclusão: A desnutrição é mais prevalente nos indivíduos institucionalizados do que nos não institucionalizados e o excesso de peso e obesidade são mais prevalentes nestes últimos. Palavras-Chave: avaliação nutricional, IMC, malnutrição, Mini Nutritional Assessment®, população idosa.
iv Abstract Background: Aging is accompanied by psychological, social and biological changes that can lead to malnutrition. There is a difference in the prevalence of malnutrition among institutionalized and non-institutionalized elderly. Thus, the study objectives were: characterize the elderly population institutionalized and non-institutionalized, evaluate and compare the nutritional status of the institutionalized population and non-institutionalized population and the prevalence of malnutrition in each population. Methods: Seventy three patients aged ≥ 65 years, of whom 58 were institutionalized and 15 non-institutionalized were eligible for this study. Data from sociodemographic, clinical and anthropometric characteristics were collected, and on food intake, and the Mini Nutritional Assessment® was applied. Statistical tests were performed, testing the normality of some variables and built a logistic regression and linear regression. Results: In institutionalized individuals 29.3% were overweight, while in the noninstitutionalized individuals 40% were overweight. All non-institutionalized individuals had a good nutritional status. In the institutionalized group, 17.2% were at risk of malnutrition and 13.8% were malnourished. Logistic regression showed that age (Exp (B) = 1,167, p = 0.07) and consumption of dairy products (Exp (B) = 10,398, p = 0.038) correlate with an increased risk of malnutrition. Linear regression showed that only mobility (β = 0302, p = 0.009) and age2 (β = -0225, p = 0.049) have a significant effect on BMI. Conclusion: Malnutrition is more prevalent in institutionalized individuals evaluated than in non-institutionalized and overweight and obesity are more prevalent in the latter.
v Keywords: BMI, elderly, malnutrition, Mini Nutritional Assessment®, nutritional assessment.
vi Índice Lista de abreviaturas .......................................................................................... i Resumo e palavras-chave .................................................................................. ii Abstract and keywords ...................................................................................... iv Introdução ......................................................................................................... 1 Objetivos ........................................................................................................... 2 População, Material e Métodos ......................................................................... 2 Resultados ........................................................................................................ 5 Discussão e Conclusões ................................................................................. 12 Referências Bibliográficas ............................................................................... 16 Anexos ............................................................................................................ 18
1 Introdução O estado nutricional pode ser definido como uma condição de saúde, determinada pela ingestão de alimentos, pela sua absorção e metabolização, e pelas perdas que ocorrem(1). A avaliação do estado nutricional é um processo complexo, visto que é necessário ter em conta um conjunto de dados, sendo eles, as medições antropométricas, o exame físico, a história médica, a ingestão alimentar e os dados laboratoriais(1-5). O envelhecimento é um processo que pode ser acompanhado de mudanças psicológicas (depressão, demência), sociais (isolamento) e biológicas (diminuição da massa óssea, aumento da pressão arterial, redução da produção de saliva, aumento do peso corporal, menor capacidade de absorção, entre outras)(1, 3, 6) . Estas alterações podem contribuir para a malnutrição (sub-nutrição ou sobrenutrição) a partir dos 65 anos. As estatísticas apontam (na generalidade) para que cerca de 30% a 60% dos idosos institucionalizados e entre 1% a 10% dos idosos não institucionalizados estão malnutridos(5, 7-10). Na idade geriátrica, o estado de malnutrição diminui a qualidade de vida dos indivíduos e aumenta a mortalidade e morbilidade(7, 8). A intervenção preventiva demonstra ser importante para uma atuação atempada nos casos de risco nutricional. Deve-se também ter em conta que a informação sobre o estado nutricional permite a planificação de um cuidado nutricional/alimentar bem sucedido(8). Tendo em conta o que foi referido e verificando o aumento da população idosa e a redução da população jovem a que se assiste em Portugal (19% da população ≥ 65 anos; 15% da população ≤ 14 anos)(11), torna-se importante conhecer o estado
8 Gráfico 1 – Representação da ingestão alimentar e do tipo de alimentação dos dois grupos em estudo. Nota: * - diferenças estatisticamente significativas Observa-se que a ingestão alimentar, no que se refere ao número de refeições, foi idêntica nos dois grupos, notando-se que poucos indivíduos ingeriam a merenda da manhã e ceia nos dois grupos. Quanto ao grupo de alimentos ingeridos, pode visualizar-se uma diferença de consumo para todos os grupos, exceto para o dos hortofrutícolas. No entanto, as diferenças apenas se demonstram estatisticamente significativas para o grupo de carne/pescado/ovos (p=0.049). A ingestão diária de água (tabela 2) foi maior nos indivíduos institucionalizados, sendo esta diferença estatisticamente significativa (p=0.025). Todos os indivíduos não institucionalizados alimentavam-se oralmente (100%), enquanto 8.6% dos indivíduos institucionalizados alimentavam-se por sonda nasogástrica. No gráfico 2, apresentam-se os problemas de saúde referidos pelos avaliados.
9 Gráfico 2 – Problemas de saúde referidos pelos indivíduos avaliados. De um modo geral, predominava a HTA nos dois grupos seguida da HTA+dislipidemia para os institucionalizados e da dislipidemia para os não institucionalizados. Dos institucionalizados, 6 indivíduos não apresentavam nenhum dos problemas referidos e relativamente a 3 não existia informação; nos não institucionalizados 2 indivíduos referiram não ter nenhuma destas doenças. Na tabela 3 apresentam-se alguns dados antropométricos recolhidos.Verificou-se que todos (100%) os idosos não institucionalizados apresentavam um PB superior a 22 cm e um PG superior a 31 cm. Nos utentes institucionalizados, a maioria dos indivíduos apresentavam um PB (96.6%) e um PG (81.0%) superior a 22 cm e 31 cm, respetivamente. No que se refere ao PC, nos indivíduos institucionalizados, este não foi medido em 25 indivíduos (ou porque se encontravam acamados ou restritos à cadeira de rodas). Dos avaliados, todas as mulheres (100%) e metade dos homens (50.0%) encontravam-se no grupo de risco elevado. No grupo dos não institucionalizados, todos os indivíduos figuravam no grupo de risco elevado.
10 O cálculo do IMC demonstrou que 12.1% dos indivíduos institucionalizados apresentavam baixo peso, e nos não institucionalizados não havia nenhum caso nesta situação. A maioria dos idosos institucionalizados (37.9%) eram normoponderais e 29.3% tinham excesso de peso. Nos não institucionalizados, 40.0% dos indivíduos apresentam excesso de peso e 26.7% obesidade grau I, sendo apenas 20.0% normoponderais. Neste grupo, existiam ainda casos de obesidade grau II e grau III, sendo assim a diferença notada para o IMC entre as duas populações estatisticamente significativa (p=0.023). Tabela 3 – Dados antropométricos dos indivíduos institucionalizados e não institucionalizados. Nota: * - diferenças estatisticamente significativas Após a aplicação do MNA®, obteve-se os resultados apresentados no gráfico 3. Pode-se averiguar que todos os idosos não institucionalizados foram classificados por esta ferramenta de avaliação com um bom estado nutricional.
11 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Desnutrido Sob risco de desnutrição Bom estado nutricional % de indivíduos Classificação do estado nutricional por aplicação do MNA® Institucionalizados Não institucionalizados Dos institucionalizados, 69.0% dos indivíduos tinham um bom estado nutricional, 17.2% estavam sob risco de desnutrição e 13.8% já se encontravam desnutridos, tendo estas diferenças significado estatístico (p=0.003). Gráfico 3 – Score obtido da aplicação do MNA® aos indivíduos avaliados. Foi calculada a regressão logística (tabelas no anexo C) para avaliação de outros potenciais fatores de risco (número de refeições diárias, sexo, idade e consumo de leite e derivados) para a desnutrição que não estivessem incluídos nas perguntas de triagem do MNA®. O consumo de hortofrutícolas e carne/pescado/ovos não foi considerado, visto que todos os utentes consumiam estes alimentos diariamente. Verificou-se então que a idade (Exp (B)=1.167 e p=0.07) e o consumo de leite e derivados (Exp (B)=10.398 e p=0.038) se relacionam com um maior risco de desnutrição. Para prever os fatores que influenciam o IMC, utilizou-se uma regressão linear (tabelas no anexo C), que evidenciou que só a mobilidade (β=0.302 e p=0.009) e
12 o quadrado da idade (idade2) têm um efeito significativo no IMC (β=-0.225 e p=0.049), de entre as variáveis incluídas no modelo de regressão linear (idade, idade2, mobilidade, viver acompanhado, número de refeições diárias, consumo de água, leite e derivados e carne/peixe/ovos diários). O modelo obtido prevê um IMC máximo quando os idosos atingem os 76.5 anos, considerando um efeito linear da idade e um efeito quadrático para modelar esse máximo (dados não apresentados). Foi ainda demonstrado que para os indivíduos não institucionalizados (mais novos) o IMC aumenta com a idade (r=0.182, p=0.515) e nos indivíduos com mais idade (institucionalizados), o IMC diminui com a idade (r=-0.258, p= 0.05). Discussão e Conclusões Os idosos não institucionalizados eram mais novos e não apresentavam problemas de mobilidade nem problemas neuropsicológicos, em oposição aos indivíduos institucionalizados, podendo estes fatores justificar a menor prática de atividade física, bem como as diferenças de score do MNA®. A baixa aderência à merenda da manhã e à ceia pode dever-se ao facto do espaço de tempo entre as refeições não exceder as 3 horas (no caso dos indivíduos institucionalizados) e, também aos hábitos alimentares praticados durante toda a vida (para ambos os grupos). A ingestão diária de água no grupo dos institucionalizados foi superior, talvez porque neste grupo as funcionárias insistiam na ingestão ao longo do dia (situação observada pela entrevistadora). As diferenças encontradas para os grupos de alimentos consumidos podem dever-se às preferências alimentares e, além disso, a população institucionalizada tinha ementas definidas, enquanto os utentes não institucionalizados tinham a possibilidade de confecionar as suas próprias refeições. A HTA foi o principal problema de saúde nos dois grupos,
13 tendo sido demonstrado por vários estudos que este é um fator de risco para acidentes cardiovasculares(18). Nos indivíduos institucionalizados encontraram-se PB e PG inferiores a 22 e 31 cm respetivamente, porque alguns destes indivíduos encontravam-se em risco de desnutrição ou desnutridos, contudo nem todos os indivíduos numa destas situações apresenta PB e/ou PG abaixo do ponto de corte. De qualquer forma, o score obtido no MNA® correlaciona-se de forma positiva com o IMC e o PB ou PG, uma vez que estes indicadores fazem parte do questionário(9). Todos os indivíduos não institucionalizados classificaram-se com “bom estado nutricional” após a aplicação do MNA®, o que está de acordo com um estudo realizado no Japão usando albumina sérica que mostrou que o risco de desnutrição era <1% e um estudo conduzido na Irlanda que mostrou que a população desnutrida era <3% (considerando um IMC < 20)(8), sendo assim a prevalência desta condição baixa nos indivíduos não institucionalizados, porém o risco aumenta com a idade, podendo existir estudos que mostram assim percentagens mais elevadas(10). É de referir que estas diferenças se podem dever a critérios de inclusão (como por exemplo, a idade), bem como características económicas e sociodemográficas, tanto para o grupo dos institucionalizados como não institucionalizados(6). Nos indivíduos institucionalizados encontraram-se indivíduos desnutridos e em risco de desnutrição, porque era uma amostra de pessoas mais idosas (a idade é um fator de risco para a desnutrição e o risco de desnutrição)(19) e com problemas neuropsicológicos (também considerado um fator de risco)(6) . A percentagem de indivíduos desnutridos (13.8%) foi superior ao encontrado num estudo realizado no Brasil em que a prevalência era de 8.4% mas o risco de desnutrição (17.2%) foi inferior à prevalência encontrada nesse mesmo estudo (55.6%)(20). A regressão logística elaborada mostrou que a idade
14 avançada era um fator de risco o que está de acordo com estudos já realizados(19, 20). Também se verificou que o consumo diário de leite e derivados se relaciona com a desnutrição, mas considerou-se esta associação como uma consequência da desnutrição e não uma causa, visto que possivelmente quem está desnutrido alimenta-se pior e, este grupo de alimentos é o mais consumido por indivíduos nesta condição. Há estudos que demonstram que fatores como distúrbios gastrointestinais podem também ter um papel de risco para o desenvolvimento de malnutrição, pela importância do sistema gastrointestinal na alimentação. Existem ainda estudos que mostram que melhores scores em alguns testes de capacidade cognitiva estão associados a melhor estado nutricional(10), porque a demência ou depressão contribuem para maior dificuldade na ingestão de alimentos(21). Encontrou-se uma grande percentagem (80.1%) dos utentes não institucionalizados com IMC ≥ 25, enquanto para os utentes institucionalizados a percentagem de obesos foi quase metade (20.7%) e a percentagem de idosos com excesso de peso também foi menor (29.3%), o que está de acordo com alguns estudos que mostram uma percentagem considerável de excesso de peso (39.2% e 40%) e obesidade (22.6% e 21.6%) para os institucionalizados e não institucionalizados, respetivamente e, que o peso corporal diminui a partir dos 70 anos(22). Porém, nas pessoas idosas a magreza está mais associada a mortalidade do que a obesidade(23). Num estudo realizado no Paquistão, foram encontrados valores de IMC ≥ 25 com o aumento da idade, principalmente entre 60.1 anos e 70 anos(24). No presente estudo o IMC máximo verifica-se aos 76.5 anos o que explica que a população não institucionalizada tenha valores de IMC superiores à população institucionalizada. As diferenças de prevalência da obesidade podem dever-se também à idade dos indivíduos das amostras,
15 tamanho das amostras e suas características(24). Resultados de estudos mostram que a obesidade abdominal nos idosos é mais prevalente do que a obesidade geral. Tal como este estudo mostra o PC encontra-se no intervalo mais elevado, sendo este um indicador do risco cardiovascular nos indivíduos de meia-idade mas não se verifica esta relação para os mais idosos (> 80 anos)(25). O presente estudo apresenta como limitações ter um tamanho amostral pequeno que não permite uma maior generalização dos resultados; a relação entre as variáveis é num momento particular do tempo e, portanto, não é possível saber se a exposição precedeu o resultado e vice-versa. Conclui-se que a desnutrição é mais prevalente nos indivíduos institucionalizados do que nos não institucionalizados e o excesso de peso e obesidade são mais prevalentes nos indivíduos não institucionalizados, sendo por isso importante realizar avaliação nutricional regular tanto em indivíduos institucionalizados como não institucionalizados para implementar medidas que permitam reverter ou prevenir as situações de desnutrição, bem como excesso de peso e obesidade. Mais estudos serão necessários para uma generalização para a população Portuguesa.
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24
25 Anexo C – Tabelas dos resultados da regressão logística e linear, respetivamente
26 Regressão logística Variáveis na equação B S.E. Wald df Sig. Exp(B) Passo 1a NREF ,637 ,526 1,469 1 ,225 1,892 SEXO(1) -,257 ,733 ,123 1 ,726 ,773 IDADE ,150 ,059 6,525 1 ,011 1,162 LEITEDERIVADOS(1) 2,253 1,151 3,834 1 ,050 9,517 Constante -18,090 5,643 10,277 1 ,001 ,000 Passo 2a NREF ,636 ,525 1,465 1 ,226 1,889 IDADE ,150 ,059 6,473 1 ,011 1,162 LEITEDERIVADOS(1) 2,195 1,134 3,746 1 ,053 8,981 Constante -18,075 5,637 10,280 1 ,001 ,000 Passo 3a IDADE ,155 ,057 7,295 1 ,007 1,167 LEITEDERIVADOS(1) 2,342 1,130 4,291 1 ,038 10,398 Constante -15,721 5,080 9,576 1 ,002 ,000 a. Variáveis consideradas no passo 1: NREF, SEXO, IDADE, LEITEDERIVADOS. Nota: NREF: número de refeições realizadas por dia, LEITEDERIVADOS: leite e derivados consumidos diariamente. Modelo se a variável for removida Variável Modelo Log Likelihood Mudança in -2 Log Likelihood df Sig. da mudança Passo 1 NREF -27,600 1,568 1 ,210 SEXO -26,878 ,124 1 ,724 IDADE -31,035 8,437 1 ,004 LEITEDERIVADOS -29,644 5,655 1 ,017 Passo 2 NREF -27,661 1,565 1 ,211 IDADE -31,069 8,381 1 ,004 LEITEDERIVADOS -29,645 5,533 1 ,019 Passo 3 IDADE -32,530 9,739 1 ,002 LEITEDERIVADOS -30,970 6,619 1 ,010 Variáveis excluídas da equação Score df Sig. Passo 2a Variável SEXO(1) ,123 1 ,725 Total da estatística ,123 1 ,725 Passo 3b Variável NREF 1,530 1 ,216 SEXO(1) ,120 1 ,729 Total da estatística 1,649 2 ,438 a. Variáveis removidas no passo 2: SEXO.
27 b. Variáveis removidas no passo 3: NREF. Regressão linear Variáveis que entraram/foram removidasa Modelo Variáveis que entraram Variáveis removidas Método 1 carne ou peixe consumidos diariamente, Idade2, leite e derivados consumidos diariamente, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade, idadeb . Entraram 2 . carne ou peixe consumidos diariamente Removida (critério: Probabilidade de F para remover >= ,100). 3 . leite e derivados consumidos diariamente Removida (critério: Probabilidade de F para remover >= ,100). 4 . idade Removida (critério: Probabilidade de F para remover >= ,100). 5 . Vive_acompanhado Removida (critério: Probabilidade de F para remover >= ,100). 6 . água ao longo do dia Removida (critério: Probabilidade de F para remover >= ,100). 7 . NREF Removida (critério: Probabilidade de F para remover >= ,100). a. Variável dependente: índice de massa corporal b. Todas as variáveis pedidas consideradas. Nota: Vive_acompanhado: nº de pessoas com quem vive (apenas para os não institucionalizados
28 ANOVAa Modelo Soma dos quadrados df Quadrado da média F Sig. 1 Regressão 489,363 8 61,170 2,016 ,058b Residual 1941,747 64 30,340 Total 2431,110 72 2 Regressão 489,025 7 69,861 2,338 ,034c Residual 1942,085 65 29,878 Total 2431,110 72 3 Regressão 488,444 6 81,407 2,766 ,018d Residual 1942,666 66 29,434 Total 2431,110 72 4 Regressão 487,239 5 97,448 3,359 ,009e Residual 1943,871 67 29,013 Total 2431,110 72 5 Regressão 480,648 4 120,162 4,189 ,004f Residual 1950,462 68 28,683 Total 2431,110 72 6 Regressão 473,396 3 157,799 5,562 ,002g Residual 1957,714 69 28,373 Total 2431,110 72 7 Regressão 430,531 2 215,265 7,532 ,001h Residual 2000,579 70 28,580 Total 2431,110 72 a. Variável dependente: índice de massa corporal b. Preditores: (Constante), carne ou peixe consumidos diariamente, Idade2, leite e derivados consumidos diariamente, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade, idade c. Preditores: (Constante), Idade2, leite e derivados consumidos diariamente, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade, idade d. Preditores: (Constante), Idade2, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade, idade e. Preditores: (Constante), Idade2, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade f. Preditores: (Constante), Idade2, NREF, água ao longo do dia, mobilidade g. Preditores: (Constante), Idade2, NREF, mobilidade h. Preditores: (Constante), Idade2, mobilidade
29 Coeficientesa Modelo Coeficientes não padronizados Coeficientes padronizados t Sig. B Erro padão Beta 1 (Constante) 32,187 12,930 2,489 ,015 idade -,035 ,144 -,044 -,239 ,812 Idade2 -,009 ,010 -,167 -,966 ,338 mobilidade 1,901 ,828 ,301 2,296 ,025 Vive_acompanhado -1,238 2,622 -,059 -,472 ,639 NREF -1,180 ,974 -,139 -1,211 ,230 água ao longo do dia ,834 1,462 ,073 ,571 ,570 leite e derivados consumidos diariamente -,222 1,665 -,016 -,134 ,894 carne ou peixe consumidos diariamente ,627 5,946 ,013 ,106 ,916 2 (Constante) 32,568 12,321 2,643 ,010 Idade -,031 ,138 -,038 -,221 ,826 Idade2 -,009 ,009 -,170 -1,003 ,320 Mobilidade 1,903 ,822 ,302 2,317 ,024 Vive_acompanhado -1,270 2,584 -,060 -,491 ,625 NREF -1,195 ,957 -,141 -1,249 ,216 água ao longo do dia ,865 1,423 ,075 ,608 ,545 leite e derivados consumidos diariamente -,230 1,650 -,016 -,139 ,890 3 (Constante) 32,061 11,686 2,744 ,008 Idade -,027 ,135 -,034 -,202 ,840 Idade2 -,010 ,009 -,174 -1,042 ,301 Mobilidade 1,935 ,783 ,307 2,471 ,016 Vive_acompanhado -1,197 2,512 -,057 -,477 ,635 NREF -1,202 ,948 -,142 -1,268 ,209 água ao longo do dia ,873 1,411 ,076 ,619 ,538 4 (Constante) 29,914 4,854 6,162 ,000 Idade2 -,011 ,006 -,198 -1,704 ,093 Mobilidade 1,973 ,755 ,313 2,615 ,011 Vive_acompanhado -1,188 2,493 -,057 -,477 ,635 NREF -1,210 ,940 -,143 -1,287 ,203 água ao longo do dia ,869 1,400 ,076 ,621 ,537 5 (Constante) 28,932 4,370 6,620 ,000 Idade2 -,012 ,006 -,208 -1,835 ,071 Mobilidade 1,996 ,749 ,316 2,665 ,010 NREF -1,198 ,935 -,142 -1,282 ,204 água ao longo do dia ,668 1,327 ,058 ,503 ,617 6 (Constante) 29,297 4,286 6,835 ,000
30 Idade2 -,012 ,006 -,212 -1,886 ,063 Mobilidade 1,876 ,706 ,297 2,657 ,010 NREF -1,131 ,920 -,134 -1,229 ,223 7 (Constante) 24,294 1,348 18,028 ,000 Idade2 -,013 ,006 -,225 -2,007 ,049 Mobilidade 1,907 ,708 ,302 2,692 ,009 a. Variável dependente: índice de massa corporal Variáveis excluídasa Modelo Beta In t Sig. Correlação parcial Colineariedade estatística Tolerância 2 carne ou peixe consumidos diariamente ,013b ,106 ,916 ,013 ,870 3 carne ou peixe consumidos diariamente ,013c ,112 ,911 ,014 ,872 leite e derivados consumidos diariamente -,016c -,139 ,890 -,017 ,878 4 carne ou peixe consumidos diariamente ,006d ,053 ,958 ,007 ,942 leite e derivados consumidos diariamente -,012d -,105 ,916 -,013 ,902 idade -,034d -,202 ,840 -,025 ,417 5 carne ou peixe consumidos diariamente ,012e ,106 ,916 ,013 ,954 leite e derivados consumidos diariamente -,001e -,010 ,992 -,001 ,939 idade -,033e -,195 ,846 -,024 ,417 Vive_acompanhado -,057e -,477 ,635 -,058 ,848 6 carne ou peixe consumidos diariamente ,021f ,191 ,849 ,023 ,983 leite e derivados consumidos diariamente -,007f -,064 ,949 -,008 ,950 idade -,032f -,191 ,849 -,023 ,417 Vive_acompanhado -,034f -,305 ,761 -,037 ,933 água ao longo do dia ,058f ,503 ,617 ,061 ,879 7 carne ou peixe consumidos diariamente ,035g ,315 ,753 ,038 ,993 leite e derivados consumidos diariamente -,012g -,106 ,916 -,013 ,951 idade -,041g -,244 ,808 -,029 ,418 Vive_acompanhado -,037g -,327 ,745 -,039 ,933 água ao longo do dia ,037g ,320 ,750 ,038 ,898 NREF -,134g -1,229 ,223 -,146 ,987 a. Variável dependente: índice de massa corporal b. Preditores no Modelo: (Constante), Idade2, leite e derivados consumidos diariamente, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade, idade c. Preditores no Modelo: (Constante), Idade2, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade, idade d. Preditores no Modelo: (Constante), Idade2, NREF, água ao longo do dia, Vive_acompanhado, mobilidade e. Preditores no Modelo: (Constante), Idade2, NREF, água ao longo do dia, mobilidade f. Preditores no Modelo: (Constante), Idade2, NREF, mobilidade g. Preditores no Modelo: (Constante), Idade2, mobilidade
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