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Conforto de verão em edifícios - arquitetura tradicional vs arquitetura contemporânea

Ana Francisca Félix Soares Torres da Silva

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CONFORTO DE VERÃO EM EDIFÍCIOS – ARQUITETURA TRADICIONAL VS ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA ANA FRANCISCA FÉLIX SOARES TORRES DA SILVA Dissertação submetida para satisfação parcial dos requisitos do grau de MESTRE EM ENGENHARIA CIVIL — ESPECIALIZAÇÃO EM CONSTRUÇÕES Orientadora: Professora Doutora Maria Helena Póvoas Corvacho JUNHO DE 2015 MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA CIVIL 2014/2015 DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL Tel. +351-22-508 1901 Fax +351-22-5081446  [email protected] Editado por FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Rua Dr. Roberto Frias 4200-465 PORTO Portugal Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-5081440  [email protected]  http://www.fe.up.pt Reproduções parciais deste documento serão autorizadas na condição que seja mencionado o Autor e feita referência a Mestrado Integrado em Engenharia Civil - 2014/2015 - Departamento de Engenharia Civil, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal, 2015. As opiniões e informações incluídas neste documento representam unicamente o ponto de vista do respetivo Autor, não podendo o Editor aceitar qualquer responsabilidade legal ou outra em relação a erros ou omissões que possam existir. Este documento foi produzido a partir de versão eletrónica fornecida pelo respetivo Autor. Aos meus pais Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea i AGRADECIMENTOS Agradeço, antes de mais, aos meus pais pelo empenho em me proporcionarem as melhores condições de formação possíveis, pelas palavras de força e carinho nos momentos mais difíceis e pelo apoio incondicional durante a minha vida. À minha orientadora, Professora Doutora Maria Helena Corvacho, pela disponibilidade demonstrada desde o início, pela contribuição e apoio ao longo deste trabalho. Ao João, pelos conselhos de um irmão mais velho e ao Miguel, pelo companheirismo de um irmão gémeo. À minha família e amigos que me acompanharam e apoiaram dentro e fora da vida académica. Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea iii RESUMO Os consumos energéticos têm vindo a aumentar no setor da construção, no qual se destaca o setor de edifícios e como tal deve ser uma preocupação atual diminuir estes consumos e dotar os edifícios de meios quer de aquecimento, quer de arrefecimento que requeiram o mínimo de custos de energia possíveis, sem que para isso se comprometa o bem-estar do utilizador. Com o intuito de diminuir os gastos energéticos em edifícios durante o verão propõe-se o estudo do contributo da arquitetura tradicional portuguesa e da arquitetura contemporânea para se atingirem condições de conforto, bem como a influência da implementação de estratégias passivas de arrefecimento na temperatura no interior de edifícios. Realizou-se, por isso, um estudo paramétrico onde fosse possível avaliar as condições de conforto em três casos de estudo: um de arquitetura tradicional Transmontana, um de arquitetura Algarvia e um de arquitetura contemporânea. Posto isto são contabilizados os efeitos que as alterações de certos parâmetros provocam nesses mesmos casos. Para isso tem-se como auxílio o software Design Builder onde são modelados os edifícios e feitas simulações térmicas dinâmicas. A análise dos resultados da alteração de cada parâmetro será feita pela temperatura operativa atingida no interior de cada modelo, assim como pelos graus-hora de desconforto acumulados durante o período em análise. Após este estudo são tiradas conclusões que ajudam à criação de conforto de verão em edifícios recorrendo a estratégias passivas e que promovam a poupança de energia. PALAVRAS-CHAVE: Conforto térmico de verão, Arquitetura Tradicional, Arquitetura Contemporânea, Estratégias de Arrefecimento Passivo, Graus-Hora de desconforto. Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea v ABSTRACT Energy consumptions have been increasing in the construction sector, which is emphasizes the sector of buildings and as such must be a current concern narrow down these consumption, as well as provide means to the buildings, either for heating or cooling, that require the minimal energy costs as possible, without undermining the well-being of their users. In order to decrease the energy costs in buildings during the summer, it is proposed a study about the contribute of traditional Portuguese architecture and contemporaneous architecture to achieve comfort conditions, as well as the influence of implementation of passive cooling strategies on indoor temperature in buildings. Therefore was made a parametric study where is possible to evaluate the comfort conditions in three case studies: one of traditional architecture of Trás-os-Montes, other of traditional architecture of Algarve and other of contemporaneous architecture. That said the effects that changes in certain parameters cause in those cases are analyzed. For that purpose is used the Design Builder software where are modeled the buildings and made dynamic thermal simulations. The results of the change of each parameter will be analysed by the operative temperature reached in the indoor environment of each model and also by the discomfort degrees-hour accumulated during the period of analysis. After this study will be taken conclusions that will help the creation of comfort during summer in buildings provided by passive strategies and, at the same time, promote energy savings. KEYWORDS: Thermal Comfort in summer, Traditional Architecture, Contemporaneous Architecture, Passive Cooling Strategies, Discomfort Degrees-Hour. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea xii Fig. 5.43 - Temperaturas operativas dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Sombreamento) – Concelho do Porto ................................................................................................. 57 Fig. 5.44 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Sombreamento) – Concelho do Porto ................................................................................................. 57 Fig. 5.45 - Temperaturas operativas do Modelo Transmontano Alterado (Ventilação e Sombreamento) – Concelho do Porto .............................................................................................................................. 58 Fig. 5.46 - Graus-Hora de desconforto acumulados do Modelo Transmontano Alterado (Ventilação e Sombreamento) – Concelho do Porto ................................................................................................... 58 Fig. 5.47 - Temperaturas operativas dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Ventilação e Sombreamento) – Concelho do Porto ................................................................................................... 59 Fig. 5.48 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Ventilação e Sombreamento) – Concelho do Porto............................................................................. 59 Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea xiii ÍNDICE DE TABELAS Tabela 2.1. - Níveis de metabolismo de acordo com atividades físicas ................................................. 6 Tabela 2.2 - Valores de Resistência térmica consoante o vestuário ...................................................... 6 Tabela 4.1. - Propriedades térmicas dos materiais usados no modelo transmontana [14, 24] ............ 24 Tabela 4.2. - Características dos Elementos Construtivos – Modelo Trasnmontano ........................... 24 Tabela 4.3. - Propriedades Térmicas dos Materiais usados no modelo algarvio [14, 24] .................... 27 Tabela 4.4. - Caracterização dos elementos construtivos – Modelo Algarvio ...................................... 27 Tabela 4.5. - Propriedades Térmicas dos Materiais usados no modelo Contemporânea[14, 24] ........ 30 Tabela 4.6. - Caracterização dos elementos construtivos – Modelo Contemporâneo ......................... 30 Tabela 5.1 - Comparação dos valores do Modelo base com os Modelos Alterados - Concelho de Bragança ............................................................................................................................................... 42 Tabela 5.2 - Comparação dos valores do Modelo base com os Modelos Alterados - Concelho de Faro ............................................................................................................................................................... 51 Tabela 5.3 - Comparação dos valores do Modelo base com os Modelos Alterados - Concelho do Porto ............................................................................................................................................................... 60 Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea xiv Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea xv Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 1 1 1. INTRODUÇÃO MOTIVAÇÃO DO TEMA O conforto em edifícios tem assumido cada vez mais uma maior importância pois a utilização dos mesmos é cada vez maior, ou seja, torna-se cada vez mais importante construir edifícios com maior qualidade, de forma a não comprometer o bem-estar dos seus utilizadores. Para atingir esse conforto foram sendo adotadas diversas tecnologias de acordo com a evolução da construção e dos estudos das propriedades dos diferentes materiais de construção, levando assim a um consenso generalizado dos processos a utilizar para a construção de novos edifícios, quer pela facilidade e rapidez das soluções, quer pela economia que essa generalização acarreta. No entanto, há que ter em atenção que as soluções construtivas devem atender a diversos fatores como, por exemplo, o clima onde será implementado o edifício, porque um mesmo modelo de edifício comportar-se-á de maneira diferente em climas mais amenos ou em climas mais severos. No caso do edifício estar integrado num clima com a estação de aquecimento mais severa como é o caso dos países do norte da Europa, será de todo o interesse que este responda melhor no inverno onde é sempre necessário um reforço por parte de sistemas de aquecimento para que o conforto seja atingido. O contrário se passa nos países do sul da Europa, em que no verão se atingem temperaturas muito altas, o que leva a que seja necessário manter temperaturas mais baixas dentro dos edifícios para garantir o conforto e, como atualmente esta capacidade não tem sido verificada, o utilizador tem aderido cada vez mais ao uso de sistemas de refrigeração que levam a um maior consumo de energia. Em consequência, o gasto de energia com edifícios representa uma parcela muito significativa no balanço energético da Europa, cerca de 40%, contabilizando também cerca de 36% das emissões de CO2. Em Portugal, no ano de 2005, 30% do consumo total de energia primária do país é representada pelos edifícios assim como 62% do consumo de eletricidade. Destes consumos, o sector residencial é responsável por 17% do consumo de energia primária e 29% da fatura da eletricidade. [5] [6] Para combater estes elevados consumos energéticos foi assinado um protocolo, protocolo de Quioto, onde foram estabelecidas metas para que sejam então reduzidas as percentagens de CO2, o que levou a União Europeia e os estados membros a criarem novos regulamentos e diretivas que devem ser seguidas como, por exemplo, a Diretiva 2010/31 EU [7] que garante requisitos mínimos ao nível de desempenho energético dos edifícios. Em Portugal foi revista recentemente a regulamentação relativa ao desempenho energético, estando agora em vigor o Decreto-Lei 118/2013 onde é especificado o Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE) [8], o Regulamento de Desempenho Energéticos de Edifícios de Habitação (REH) [9] e o Regulamento de Desempenho Energético de Edifícios de Comércio e Serviços (RECS) [10]. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 2 Toda esta preocupação mostra que é necessário atuar ao nível do consumo energético dos edifícios por forma a diminuir os seus gastos, recorrendo para isso a estratégias eficientes, sem que para isso se comprometa o conforto dos utilizadores. Ao longo da evolução dos tempos, os povos foram adaptando as suas construções aos recursos disponíveis e também às condições características do lugar onde habitavam, de forma a criar técnicas de construção que levassem a uma melhor qualidade e conforto, caracterizando assim arquiteturas típicas de cada região. Em Portugal, como todos os países, existem arquiteturas características de cada região do país, sempre de acordo com os materiais abundantes de cada zona. No caso do Norte do país, verifica-se uma grande abundância de jazigos de pedras naturais, como o granito e o xisto, sendo então a arquitetura desta região caracterizada pela alvenaria de pedra. Já para o Sul verificam-se construções em adobe e taipa, onde as fachadas são maioritariamente rebocadas e caiadas para combater os períodos quentes do verão. Esta situação é comum em outros países do Sul da Europa, como Espanha, Itália e Grécia, países que possuem verões muito quentes e secos, onde se atingem temperaturas muito altas e elevadas incidências de radiação solar que provocam o sobreaquecimento dos edifícios, e invernos menos agressivos, sendo a arquitetura forçosamente diferente do norte do continente europeu, ou seja, as estratégias passivas mais utilizadas serão a existência mínima de envidraçados para evitar ganhos solares excessivos, dispositivos de sombreamento, ventilação natural noturna, entre outras. OBJETIVOS DO TRABALHO A construção de edifícios residenciais, hoje em dia, tende a dar preferência a arquiteturas modernas com conceitos importados principalmente dos países do Norte da Europa sem que antes haja um estudo sobre uma correta adaptação dessas diretrizes ao clima do nosso país. Há necessariamente diferenças que devem ser tidas em conta entre o tipo de construção do Norte do continente e o Sul, uma vez que o clima no Norte é muito mais frio, com invernos muito rigorosos e verões amenos e mais curtos, o que leva a preocupações em relação ao conforto no interior dos edifícios diferentes. Tendo em conta que Portugal é um país do sul da Europa, caracterizado por invernos amenos e verões quentes e secos, pretende-se descrever, analisar e comparar as condições de conforto de verão de três casos de estudo que representam dois modelos de arquitetura tradicional portuguesa e um modelo de arquitetura contemporânea e proceder à alteração de certos parâmetros, de modo a verificar qual a influência dessas alterações no conforto dos edifícios. As alterações serão feitas de acordo com a implementação de estratégias passivas de arrefecimento, promovendo assim a poupança dos gastos energéticos. Por fim serão analisados os resultados da comparação entre modelos e da aplicação de medidas de arrefecimento passivo e tiradas conclusões deste estudo paramétrico que possibilitem recomendações práticas para o auxílio da conceção de novos projetos. ESTRUTURA DO TRABALHO Este trabalho está dividido em 7 capítulos. No Capítulo 1 é feita uma pequena introdução à motivação da escrita deste trabalho e expostos os objetivos. Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 3 No Capítulo 2 são esclarecidos alguns conceitos teóricos que são importantes para a perceção da problemática em volta do tema. No Capítulo 3 é apresentada a descrição da metodologia a ser utilizada neste estudo, assim como a apresentação da ferramenta de cálculo usada para a modelação e a simulação dos casos de estudo e também uma caraterização das arquiteturas tradicional portuguesa e contemporânea. No Capítulo 4 são apresentados e descritos os casos de estudo que serão simulados posteriormente. No Capítulo 5 são expostos os resultados das simulações realizados no software de cálculo, analisados e comparados os casos de estudo entre si. No Capítulo 6 são tiradas as conclusões do estudo e feitas algumas recomendações de projeto. Também são sugeridos trabalhos futuros. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 4 Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 5 2 2. CONFORTO EM EDIFÍCIOS O conceito de conforto é bastante difícil de ser perfeitamente definido, uma vez que o mesmo depende de vários fatores como, por exemplo, térmicos, acústicos, qualidade do ar interior, organização do espaço e até mesmo de condições de carácter social. Estes fatores são responsáveis pelo bem-estar do utente num edifício e por isso a conceção de um modelo que satisfaça ao máximo as exigências mínimas de conforto é muito importante, logo deve-se ter em atenção desde início que utilidade irá ter o edifício. Por exemplo, se estiver a ser realizado um projeto que vise a construção de um infantário é essencial adaptar o modelo às exigências de conforto ideais para que crianças se adaptem facilmente às condições existentes, ou seja, é importante ter em atenção a idade, o sexo, as condições sociais para promover o conforto, sem que para isso seja necessário o uso de mecanismos que envolvem consumo energético, preferencialmente. No entanto, apesar do conforto depender de vários fatores, apenas se irão focar dois deles:  Conforto Térmico;  Qualidade do ar interior. CONFORTO TÉRMICO De acordo com o ASHRAE [11] o conforto térmico define-se como “a condição da mente que expressa satisfação com o seu ambiente térmico”, o que remete à grande subjetividade deste tema, sendo que para cada individuo as condições de conforto térmico são diferentes consoante o seu metabolismo, a sua idade e sexo, ou até mesmo o tipo de vestuário que usa e a sua atividade O corpo humano trabalha sempre no sentido de atingir o conforto, balanceando as perdas e os ganhos de calor que sofre ao longo do dia. Muitos estudos têm sido feitos em relação ao conforto térmico e o comportamento humano e estes mostram que uma pessoa termicamente satisfeita é mais produtiva e portanto é de todo conveniente que o bem-estar dos utentes seja uma prioridade. A equação seguinte, sugerida por Fanger em 1970 [12], representa a relação entre o corpo humano e o ambiente em que se encontra: 𝑆 = (𝑀 − 𝑊)− (𝑄𝑠𝑘 + 𝑄𝑟𝑒𝑠) [W/m2] Em que: S – Taxa de calor acumulado no corpo em W/m2 M – taxa de metabolismo em W/m2 Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 12 Fig. 2.8. - Ventilação por ação do vento [18] O segundo processo decorre pelo facto do ar quente e húmido ser mais leve que o ar frio e seco, provocando assim um fluxo de ar de baixo para cima, ou seja, o ar frio entra a uma cota inferior e o ar quente sai a uma cota superior (Fig. 2.9.). Fig. 2.9. - Ventilação devido à temperatura [18] As admissões de ar no interior do edifício devem ser consideradas não só para assegurar o bem-estar do utente mas também pelas seguintes razões[19]:  Diluição dos poluentes presentes no ar interior provocados, por exemplo, pelo metabolismo humano, produção de vapor de água através das tarefas domésticas;  Renovação das quantidades de oxigénio;  Baixar a humidade relativa do ar interior;  Diminuir a temperatura no verão;  Provisão de ar para os aparelhos de combustão. A ventilação torna-se por isso um elemento fundamental para garantir o conforto, no entanto, atualmente as casas possuem diversas patologias derivadas essencialmente por um deficiente sistema de ventilação. A tendência tem sido a de conferir elevada estanquidade aos edifícios para reduzir a fatura do aquecimento no inverno mas há que encontrar um equilíbrio entre o gasto de aquecimento e as condições de ventilação para assim garantir uma boa qualidade do ar interior. Já durante o verão a ventilação natural poderá levar a uma poupança na energia de arrefecimento pois será um processo importante para a diminuição da temperatura interior, mas apenas se forem proporcionadas as melhores condições[19]. Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 13 ESTRATÉGIAS PASSIVAS DE ARREFECIMENTO Os países com grandes amplitudes térmicas são ideais para implementar estratégias passivas quer de aquecimento, quer de arrefecimento como é o caso de Portugal, de forma a reduzir os gastos de energia no inverno e no verão, sem que para isso seja comprometido o conforto dos utentes do edifício. Neste capítulo apenas se irão referir estratégias referentes ao arrefecimento passivo. Pode-se atuar a três níveis para evitar o sobreaquecimento e criar condições de conforto térmico no interior[15]:  Prevenção de ganhos de calor;  Moldar os ganhos de calor;  Rejeição do calor do interior. A prevenção dos ganhos de calor deve ser o primeiro passo a ser tomado pois estes são responsáveis pelo aumento descontrolado da temperatura interior durante o verão causando um enorme desconforto. Os ganhos de calor devem-se essencialmente à incidência da radiação solar, à entrada de ar quente dentro do edifício, ao metabolismo humano, ao funcionamento da iluminação artificial e aparelhos elétricos e a atividades domésticas, como cozinhar e tomar banho. As estratégias mais comuns para prevenir os ganhos de calor são[15]:  Sombreamento: através de palas, toldos, plantação de árvores de grande porte;  Colocação de fontes de água perto da envolvente como chafariz e piscinas;  Isolamento da envolvente exterior;  Superfícies com baixo índice de absorção solar (pinturas claras);  Utilização de aparelhos energeticamente eficientes;  Estudo do local de implantação do edifício para otimizar a sua posição de acordo com a envolvente local. Moldar os ganhos de calor pode ser conseguido através da implementação de elementos construtivos de grande armazenamento, como o betão ou o tijolo, e evitar o uso de elementos leves como tetos falsos e alcatifas. Aqueles elementos têm uma elevada inércia térmica que permitem que o calor seja armazenado no seu interior durante o dia, impedindo que o calor seja sentido no interior do edifício, e libertado durante a noite (Fig. 2.10) [15]. Fig. 2.10. - Efeito conjunto da inércia térmica com ventilação natural para arrefecimento [20] A conceção do edifício deve assegurar que este é provido de meios para que seja possível expulsar o calor do interior. As principais técnicas de rejeição de calor passam por [15]: Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 14  Arrefecimento através de ventilação;  Arrefecimento radiativo;  Arrefecimento através de evaporação. O arrefecimento por ventilação, principalmente a noturna, permite que o ar quente acumulado durante o dia nos elementos pesados seja expulso durante a noite. Os outros dois tipos de arrefecimento têm por base a acumulação de calor durante o dia e a libertação do mesmo durante a noite proporcionando a sensação de frescura no espaço envolvente [15]:  Camas de pedras  Terra  Água  Materiais de mudança de fase Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 15 3 3. METODOLOGIA ÂMBITO Para avaliar o conforto de verão em edifícios optou-se por uma metodologia que permitisse apreciar o impacto causado pela alteração de parâmetros que influenciam as condições de conforto, sendo esses parâmetros alguns dos mencionados no Capitulo 2. A maneira mais intuitiva de avaliar esses impactos é através de simulações computacionais com o auxílio de programas de simulação energética que permitem criar modelos de edifícios bastante realistas, assim como as condições ambientais envolventes. Permitem definir modelos base e posteriormente simular o mesmo modelo fazendo alterar vários parâmetros, facilitando a comparação entre os diferentes resultados de modo a avaliar com algum rigor a implicação dessas alterações no conforto do edifício. Propõe-se, por isso, a realização de um estudo paramétrico onde se irá simular, através do software de simulação térmica Design Builder, o conforto de verão em três modelos de edifícios diferentes em três concelhos diferentes, Bragança, Faro e Porto, em que os modelos escolhidos caracterizam a arquitetura típica dos dois primeiros concelhos (transmontana e algarvia) e a arquitetura de tendência atual. Com isto pretende-se verificar a sensibilidade de certos parâmetros e quais as consequências no conforto durante a estação de arrefecimento. PROGRAMA DESIGN BUILDER 3.2.1. INTRODUÇÃO Para a realização deste estudo paramétrico foi utilizado o Software Design Builder (Fig. 3.1.) sendo este uma interface de um programa de simulação térmica dinâmica, o Energy Plus, e permite uma modelação 3D rápida e intuitiva dos edifícios que se pretendem analisar, assim como uma simulação energética dinâmica. Permite também detalhar com rigor as características do modelo em análise como, por exemplo, espessura das diferentes camadas dos elementos constituintes, características dos materiais utilizados, propriedades térmicas, condições de ocupação do edifício, estratégias de ventilação[21]. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 16 Fig. 3.1. Design Builder As principais capacidades do Design Builder são em seguida descritas[21]:  Apresenta uma grande variedade de dados climáticos sem necessidade de correr programas externos ou importar dados;  Disponibiliza análises detalhadas dos sistemas de aquecimento e arrefecimento AVAC;  Possibilita criar modelos de Ventilação Natural;  Analisa o consumo de eletricidade juntamente com a possibilidade de poupança do mesmo com o uso da luz natural disponível;  Colocação de dispositivos de sombreamento como palas verticais e horizontais, bem como proteção solar pelo interior;  Os resultados das simulações podem ser vistos em termos anuais, mensais, diários, horários ou em pequenos períodos de tempos pretendidos;  Através das simulações também e possível analisar temperaturas interiores, gastos energéticos dos sistemas utilizados, consumo de eletricidade, calor transmitido através dos diferentes elementos do edifício, perdas ou ganhos solares, ventilação;  Gráficos que permitem uma análise rápida e intuitiva dos parâmetros envolvidos de forma a identificar facilmente em quais se poderá atuar para melhorar a performance do modelo;  Gera ficheiros Energy Plus IDF, possibilitando a exportação dos mesmos para o software Energy Plus. 3.2.2. CARACTERIZAÇÃO GERAL DO PROGRAMA O programa Design Builder apresenta três áreas de trabalho principais: nível de visualização, separadores de caracterização do edifício e separadores de simulação. Na área de nível de visualização pode-se escolher o grau de pormenorização com o qual se está a trabalhar, desde o local onde está implantado o edifício, passando por vista do edifício por blocos ou até apenas uma superfície específica de um compartimento. Durante a evolução da construção do edifício será possível visualizar o número de elementos que o modelo possui como, por exemplo, onde e quantas portas determinado compartimento tem. Nos separadores de caracterização (Fig. 3.2.) do edifício é possível pormenorizar a natureza das atividades que são praticadas e a densidade de ocupação, assim como a composição dos elementos Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 17 construtivos (paredes exteriores, cobertura, pavimento), aberturas (janelas, portas, grelhas de ventilação), condições de iluminação, sistemas AVAC, os Outputs que serão apresentados nos resultados das simulações e CFD ( Computational Fluid Dynamics) onde se define as condições de fronteira para o funcionamento desta opção. Estes separadores dividem-se em:  “Layout” – criação do modelo;  “Activity” – definição das atividades;  “Construction” – definição dos materiais e elementos construtivos;  “Openings” – definição de janelas, portas e grelhas;  “Lighting” – definição do consumo de luz artificial;  “HVAC” – definição dos sistemas de aquecimento, arrefecimento e ventilação;  “Outputs” – definição dos elementos de saída das simulações;  “CFD” – definição das condições fronteira; A área referente às simulações possui várias opções de escolha, dentro das quais a opção de visualização do aspeto final do edifício. Possui uma opção de simulação que permite determinar as condições que serão necessárias para atingir o conforto durante a estação de inverno, Heating Design, e o mesmo poderá ser calculado para a estação de verão através do Cooling Design. Com o separador Simulation o programa calcula de forma detalhada o desempenho do edifício nas condições climatéricas a que está sujeito durante o período de tempo escolhido, fornecendo dados das temperaturas internas, ganhos solares, consumos energéticos entre outros. Também podem ser selecionadas as opções CFD e Daylighting onde se pode consultar informação acerca da distribuição da velocidade do ar e temperaturas do edifício no caso da primeira e níveis de iluminação no caso da segunda. Fig. 3.2. - Esquema de separadores do Design Builder Todos os resultados das diferentes simulações podem ser obtidos em forma de gráfico, tabela ou grelhas de valores, por períodos de tempo que podem variar entre anuais a sub-horários. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 18 CARACTERIZAÇÃO DA ARQUITETURA TRADICIONAL PORTUGUESA Cada região do país possui uma arquitetura característica que lhe confere uma identidade única. Na região do Minho, Douro e Beira Litoral é frequente encontrar-se grandes solares com alpendres e casa de lavoura com alvenaria de pedra aparelhada à vista ou rebocada com apontamentos de pedra à vista nos cunhais e ombreiras de portas e janelas. Nas paredes divisórias é usual utilizar-se paredes de tabique. As coberturas são em telha canudo cozida ou em placas de xisto[4, 22]. Em Trás-os-Montes a maioria das habitações são de carácter rural com paredes exteriores em pedra de granito ou xisto, sendo que o xisto também é utilizado para a cobertura mas é também usual ver telha cerâmica. Esta arquitetura irá ser detalhada num capítulo seguinte [22]. Na Beira Interior verificam-se propriedades semelhantes às regiões anteriormente referidas, no entanto são utilizados muitos pormenores em madeira e aberturas de maior dimensão [22]. Na Estremadura e Ribatejo o clima é mais seco por isso a construção é mais leve e é corrente a utilização de alvenaria ordinária e algumas zonas construções em madeira, taipa e adobe e as coberturas são praticamente todas em telha canudo cozida [22]. As regiões do Alentejo e Algarve são zonas mais secas e portanto a utilização de adobe e taipa são muito típicas assim como a caiação das paredes para melhor resistir ao calor. Na cobertura é frequentemente usada a telha cozida e por vezes colocadas sobre uma esteia de canas ou palha. A região do Algarve será melhor descrita em seguida[4, 22]. As ilhas da Madeira e Açores possuem climas bastante mais amenos do que o continente. Tratam-se de paisagens rurais e de terreno acidentado devido à sua origem vulcânica. Na ilha da Madeira as construções de alvenaria de pedras soltas são muito comuns assim como as construções de madeira, as coberturas têm estrutura também em madeira sendo que as casas mais modestas são revestidas a palha e as restantes com telha cerâmica. É muito comum também ver-se pérgulas revestidas com plantas trepadeiras e a inexistência de aberturas nas fachadas mais expostas ao vento[22]. Na ilha dos Açores predominam as construções em alvenaria de pedra solta, rebocada e caiada, com cobertura em telha cerâmica [22]. 3.3.1. ARQUITETURA TRANSMONTANA A região de Trás-os-Montes é caracterizada pelos seus invernos rigorosos com períodos de chuvas intensas, neve e geadas, mas também pelos verões quentes e secos. Devido às suas condições topográficas acidentadas, as construções desta zona têm por costume possuir dois pisos, sendo que antigamente o piso inferior era ocupado por gado, no entanto atualmente essa prática não é muito utilizada, aproveitando essa área para alargamento da habitação. O uso de varandas também era muito frequente, uma vez que era o local escolhido para realizar tarefas domésticas e para socialização com a população vizinha [22]. Nesta região apesar de no verão serem atingidas temperaturas elevadas e o inverno ser bastante frio, esta discrepância leva a que exista uma tendência para que as casas tenham poucas aberturas, o que beneficia a situação de inverno pois minimiza as perdas de calor, e no verão reduz os ganhos solares. Os materiais mais característicos desta região são as pedras naturais de granito e xisto que levam ao uso de alvenaria de pedra para a construção da envolvente (Fig. 3.3.), assim como a madeira, que levou à Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 19 Fig. 3.4. - Parede interior em tabique [2] aplicação de paredes de tabique (Fig. 3.4.) para a divisão dos compartimentos interiores e a telha cerâmica para a colocação nas coberturas [4]. 3.3.2. ARQUITETURA ALGARVIA O clima da região algarvia é um clima com grandes influências marítimas, tanto por parte do Atlântico como do mar Mediterrâneo mas com maior enfoque no segundo. Possui um resguardo dos ventos fortes do norte uma vez que a zona central do Algarve é definida por vales e serras, o que torna a faixa costeira única. As casas, na sua maioria, estão orientadas preferencialmente a sul, para que durante o inverno os ganhos solares sejam favoráveis, já que a radiação solar incidente nesta região assim o permite e no verão é utilizada a parreira para proporcionar sombreamento. Para poder ultrapassar os verões quentes estas habitações também são geralmente dotadas de poucos vãos envidraçados e de varandas ou alpendres, pátios e açoteias (Fig. 3.6.), que têm simultaneamente o propósito de secar a colheita de frutos e cereais[22]. Periodicamente a envolvente do edifício é caiada para que o calor transmitido pela radiação excessiva incidente no verão seja reduzido e a taipa ou adobe são escolhidos como materiais constituintes das paredes exteriores e interiores, as coberturas inclinadas são feitas com canas ou palha (Fig. 3.5.) e argamassa para conferir algum isolamento de forma a reduzir os ganhos de calor Para a construção das açoteias era usual a colocação de duas camadas intercaladas de blocos cerâmicos de maneira a prevenir a entrada de água da chuva e também a colocação de canas ou palha na última camada. Para revestimentos, quer de pavimento quer na cobertura é bastante comum a utilização de material cerâmico, sendo o trabalho cerâmico muito característico desta zona do país [4, 22]. Fig. 3.3. Arquitetura Transmontana [1] Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 20 Fig. 3.6. - Arquitetura algarvia [4] ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA A arquitetura de tendência atual tem como característica principal a criação de edifícios com grandes vãos envidraçados, de maneira a ter maiores ganhos solares, e linhas direitas, com construções em betão armado, muito por influência da forma como os países do Norte da Europa constroem. Desde os anos 80 que na construção tem-se optado pelo uso de paredes duplas com caixa-de-ar parcialmente ou totalmente preenchida com isolamento para desta forma poupar no gasto de energia para aquecimento. No entanto a banalização deste processo construtivo fez com que a sua execução fosse muitas vezes descuidada provocando anomalias no edifício como, por exemplo, pontes térmicas[23]. Hoje em dia uma das opções mais usadas são os sistemas de isolamento pelo exterior como, por exemplo, o sistema ETICS., sistemas estes que além de permitirem aumentar a durabilidade as fachadas e desempenho térmico, conferem ao edifício uma boa qualidade estética. Uma outra opção escolhida nos dias de hoje são as fachadas ventiladas que são constituídas por 3 subsistemas principais[23]:  Revestimento ou camada exterior;  Estrutura auxiliar de suporte ao revestimento;  Cavidade ou caixa-de-ar incorporando eventualmente o isolamento térmico. Este sistema pretende melhorar o desempenho térmico do edifício e evitar a penetração da humidade, sem que para isso se comprometa a parte estética. Fig. 3.5. - Cobertura algarvia vista pelo interior[4] Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 21 4 4. SIMULAÇÕES: CARACTERIZAÇÃO DOS CASOS DE ESTUDO INTRODUÇÃO De maneira a estudar de que forma a arquitetura tradicional e a arquitetura contemporânea influenciam as condições de conforto no verão foram propostos três casos de estudo de três modelos de arquitetura diferentes colocados em três concelhos diferentes, como foi referido anteriormente, e simulados no software Design Builder para que seja feita uma análise acerca do conforto nos edifícios e estudado o contributo da implementação de medidas passivas de arrefecimento para uma otimização do comportamento térmico dos edifícios. Criaram-se três modelos base que caracterizam cada uma das arquiteturas mencionadas no capítulo 3 e simularam-se em cada concelho (Bragança, Faro e Porto) cada um dos três modelos, perfazendo um total de 9 simulações, como sugere o esquema representado na Fig. 4.1., durante o período de tempo correspondente à estação de verão, de 21 de junho a 21 de setembro. Os dados climáticos disponíveis pelo programa são referentes a valores do ano de 2002. Fig. 4.1. -Esquema das simulações Concelho de Bragança Arquitetura Transmontana Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Concelho de Faro Arquitetura Transmontana Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Concelho do Porto Arquitetura Transmontana Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 28 Bloco Cerâmicos Argamassa de cimento Palha Barrotes de madeira Pavimento em soalho Soalho de madeira e=0,25 U=1,145 Barrotes de madeira Pavimento em cerâmico de porcelana Cerâmico de porcelana e=0,07 U=3,390 Argamassa *Coeficiente de condutibilidade térmica calculada pelo software Design Builder. De acordo com a constituição deste modelo arquitetónico a sua inércia térmica é média. Em paralelo com o caso de estudo anterior as aberturas da arquitetura algarvia são constituídas por 8 janelas de vidro simples de 3mm e de caixilharia de madeira com 0,8 m2 cada uma, perfazendo um total de 6,4m2 de área total de envidraçados, todos com proteção solar pelo exterior. Possui ainda uma porta de ligação ao exterior e 6 portas no interior. Os dois quartos de banho contêm uma abertura para o exterior para ventilação natural e ainda existe uma chaminé com ligação da cozinha até à cobertura. De igual forma na segunda fase deste estudo aplicaram-se alterações de maneira a otimizar o comportamento da arquitetura algarvia. A primeira alteração foi também o aumento da área de ventilação noturna, permitindo que as janelas estejam abertas em 50% da sua área, em vez de apenas 9%. A segunda medida aplicada foi a colocação de um pórtico que simulasse uma pérgula (Fig. 4.9.), estratégia muito usada nesta região para criar sombreamento. Escolheram-se estas medidas pois estas não comprometem as características arquitetónicas algarvias. Fig. 4.9. - Modelo de Arquitetura Algarvia Alterada – Sombreamento 4.2.3. MODELO DE ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA O terceiro caso de estudo encontra-se no distrito do Porto, na localidade de Pedras Rubras e este assume os seguintes dados para este caso: Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 29  Latitude: 41,23º N  Longitude: 8,68º W  Altitude: 73 m  Pressão: 100,5 kPa  Temperatura máxima bolbo seco no verão : 29,9ºC  Temperatura mínima bolbo seco de verão:21,1ºC  Exposição normal ao vento O edifício residencial simulado com uma área útil de 108,5 m2, 3 quartos, 2 quartos de banho, uma sala, uma cozinha, um sanitário e um escritório (Fig. 4.10Fig. 4.11Fig. 4.12.). Fig. 4.10. - Modelo base de Arquitetura Contemporânea Para a construção deste modelo escolheram-se os materiais presentes na Tabela 4.5. Fig. 4.11. - Piso 0 modelo base de arquitetura contemporânea Fig. 4.12. - Piso 1 modelo base de arquitetura contemporânea Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 30 Tabela 4.5. - Propriedades Térmicas dos Materiais usados no modelo Contemporânea[14, 24] Materiais Condutibilidade térmica  (W/m.K) Densidade (kg/m3) Calor Específico (J/kg.K) Betão 2,0 2400 1000 Argamassa de cimento 1,4 2000 1044 Argamassa de reboco 1,3 1800 1044 Isolamento EPS 0,04 15 1400 Soalho de madeira 0,19 700 2390 Isloamento XPS 240 180 Cerâmico de porcelana 1,4 2500 840 Membrana Impermeabilizante 0,23 1100 1000 Gravilha 1,8 2240 840 De seguida apresenta-se a Tabela 4.6 com a pormenorização da constituição dos elementos construtivos. Tabela 4.6. - Caracterização dos elementos construtivos – Modelo Contemporâneo Elemento construtivo Materiais utilizados Espessura (m) Coeficiente de transmissão Térmica (W/m2.K) Paredes exteriores Betão e=0,38 U=0,687 Caixa de ar Isolamento de EPS Tijolo 11 Argamassa de reboco Paredes interiores Argamassa de reboco e=0,14 U=1,896 Tijolo 11 Argamassa de reboco Barrotes de madeira Palha Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 31 Barrotes de madeira Cobertura em terraço Gravilha e=0,37 U=0,66 Membrana impermeabilizante Isolamento EPS Argamassa de cimento Betão Argamassa de reboco Pavimento em soalho Soalho de madeira e=0,35 U=0,590 Espaço de ar Isolamento XPS Betão Argamassa de Reboco Pavimento em cerâmico de porcelana Cerâmico de porcelana e=0,30 U=2,334 Argamassa de cimento Betão Argamassa de reboco *Coeficiente de condutibilidade térmica calculada pelo software Design Builder. Tendo em conta os materiais e a forma como estes estão distribuídos nos diversos elementos construtivos, a inércia térmica deste edifício é forte. Este modelo de arquitetura é o caso de estudo que apresenta maior área de envidraçados com cerca de 57,35 m2, constituídos por vidro duplo e proteção solar pelo interior de cortinas, sendo que no modelo base a percentagem de envidraçado aberta é de 1%. Estão presentes também duas portas de ligação ao exterior e sete portas interiores, cada quarto de banho e o sanitário tem grelhas de ventilação para o exterior e existe também uma chaminé. No separador referente aos sistemas AVAC não se selecionou o uso de sistemas mecânicos de arrefecimento, privilegiando assim a utilização de ventilação natural no edifício. Na segunda fase do estudo propuseram-se duas medidas de arrefecimento passivo e foram, então, colocados dispositivos de sombreamento horizontais com 1,5m de desenvolvimento (Fig. 4.13) de maneira a minimizar os ganhos solares através dos envidraçados e aumentou-se a área de ventilação de 1% para 20%. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 32 Fig. 4.13. - Modelo Alterado de Arquitetura Contemporânea Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 33 5 5. SIMULAÇÕES: ANÁLISE E COMPARAÇÃO DE RESULTADOS No âmbito deste estudo, os casos descritos no capítulo 4 foram então simulados no programa Design Builder entre o período de 21 de junho e 21 de setembro de 2002. Após as simulações dos modelos foram analisados os resultados obtidos e comparados entre si de forma a comentar o comportamento de cada tipo de arquitetura em cada concelho e observar o impacto da implementação das estratégias de arrefecimento passivo no conforto dos edifícios durante a época de verão. Dos resultados obtidos através das simulações selecionaram-se os valores referentes às temperaturas operativas horárias e dividiram-se os resultados a cada 10 dias, para facilitar o estudo. A análise feita para todos os casos pretende evidenciar quais os períodos de tempo em que a temperatura operativa no interior do edifício é superior à temperatura de conforto considerada pelo REH, cerca de 25ºC, ou seja, tudo o que se encontra acima dessa temperatura significa que estamos numa situação de desconforto e tudo o que se encontra abaixo está numa situação de conforto. Também foram analisados os graus-hora de desconforto acumulados durante cada conjunto de 10 dias. Os graus hora de desconforto são determinados pela diferença entre a temperatura operativa horária e os 25ºC. A acumulação deste parâmetro é feita pelo somatório das diferenças positivas durante os 10 dias. Todos os resultados serão apresentados em forma de gráfico e serão escolhidos os conjuntos de 10 dias que sejam mais relevantes para análise e comparação. Para cada uma dos 3 concelhos serão escolhidos os 10 dias com os piores resultados referentes ao modelo base de cada arquitetura, sendo que os piores valores para uma arquitetura podem não coincidir no mesmo conjunto de 10 dias para outra. Posteriormente será feita a comparação dos valores obtidos para esses mesmos períodos quando implementadas as estratégias passivas de arrefecimento, de forma a contabilizarem-se os seus efeitos. No final da análise de cada concelho será exposta uma tabela onde se podem comparar mais facilmente os resultados obtidos. ANÁLISE DE RESULTADOS PARA O CONCELHO DE BRAGANÇA 5.1.1. ANÁLISE DOS MODELOS BASE As Fig. 5.1 e Fig. 5.2 representam os gráficos com piores resultados da arquitetura Transmontana e da arquitetura Algarvia quando se encontram no concelho de Bragança entre 22 de julho e 31 de julho. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 34 Fig. 5.1 - Temperaturas operativas dos Modelos Base Transmontano e Algarvio no concelho de Bragança Fig. 5.2 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Base Transmontano e Algarvio no Concelho de Bragança Pela análise dos gráficos das temperaturas operativas e dos graus-hora desconforto observa-se que, para o concelho de Bragança, os valores das temperaturas operativas das 3 arquiteturas estão grande parte do tempo acima da temperatura de conforto, o que se reflete nos números dos graus-hora de desconforto. De referir que o modelo de arquitetura algarvia, apesar de ter uma inércia térmica média, apresenta pouca variação de temperatura devido à pouca área de envidraçado que tem e que o modelo transmontano apresenta bons resultados quando a temperatura exterior baixa, característica da sua inércia forte. No entanto quando a arquitetura contemporânea está implementada no concelho de Bragança os piores valore obtidos não são entre 22 de julho e 31 de julho mas sim entre 12 de agosto e 31 de agosto como mostram as Fig. 5.3 e Fig. 5.4 . 9 14 19 24 29 34 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 -31/07 Modelo Base Piores resultados para os Modelos Transmontano e Algarvio Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 358,576 863,61 572,327 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Modelo Base Piores resultados para os Modelos Transmontano e Algarvio Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmonta Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 35 Fig. 5.3 - Temperaturas operativas do Modelo Base Contemporâneo - Concelho de Bragança Fig. 5.4 - Graus-Hora de desconforto acumulados do Modelo Base Contemporâneo - Concelho de Bragança Pode verificar-se que a arquitetura contemporânea nos últimos dias do período de análise apresenta temperaturas no interior do edifício elevadas, o que justifica o número de graus-hora de desconforto de 1173,7 ºC. Pode dizer-se também que o comportamento deste modelo apresenta muitos picos de temperatura que coincidem com os picos de temperatura exterior muito por causa da grande área de envidraçados que possui, levando a ganhos solares excessivos. 5.1.2. ANÁLISE DOS MODELOS ALTERADOS De seguida apresentam-se os resultados referentes à implementação das estratégias de arrefecimento passivo. Os primeiros valores são relativos ao aumento da área de ventilação noturna de todos os modelos de arquitetura em estudo. De salientar que o aumento não foi o mesmo para todos os modelos, uma vez que as áreas de envidraçados não são as mesmas. 11 21 31 Temperaturas operativas (ªc) Data 12/08 -21/08 Modelo Base Piores resultados para o Modelo Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 307,22 1173,7 537,19 0 500 1000 1500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 - 21/08 Modelo Base Piores resultados para o Modelo Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 36 As Fig. 5.5 e Fig. 5.6 representam os valores obtidos para as arquiteturas transmontana e algarvia durante o período de 22 de julho a 31 de julho. Fig. 5.5 - Temperaturas operativas dos Modelos Transmontano e Algarvio Alterados (Ventilação) - Concelho de Bragança Fig. 5.6 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Transmontano e Algarvio Alterados (Ventilação) - Concelho de Bragança Verifica-se que, em relação aos números obtidos para os modelos base, as temperaturas operativas baixaram em geral durante o período de análise o que fez diminuir significativamente os valores dos graus-hora de desconforto nas três arquitetura. No entanto o comportamento da arquitetura transmontana manteve os mesmos contornos e na arquitetura contemporânea aumenta a amplitude das temperaturas interiores. 9 14 19 24 29 34 Temperaturas operativas (ºC) Data 22/07 -31/07 Modelos Alterados - Ventilação Resultados referentes aos Modelos Transmontano e Algarvio Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 258,86 379,99 420,93 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 - 31/07 Modelos Alterados - Ventilação Resultados referentes aos Modelos Transmontano e Algarvio Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 37 Nas Fig. 5.7 e Fig. 5.8 apresentam –se as melhorias dos valores relativos à arquitetura contemporânea na concelho de Bragança entre 12 de agosto e 21 de agosto. Fig. 5.7 - Temperaturas operativas do Modelo Contemporâneo Alterado (Ventilação) - Concelho de Bragança Fig. 5.8 - Graus-Hora de desconforto acumulados do Modelo Contemporâneo Alterado (Ventilação) - Concelho de Bragança À semelhança das arquiteturas transmontana e algarvia, a arquitetura contemporânea também diminuiu a temperatura operativa durante o período em estudo, assim como o valor dos graus-hora de desconforto, que eram bastante elevados anteriormente. Este modelo passou a atingir temperaturas abaixo da temperatura de conforto, no entanto continua a acompanhar os picos de temperaturas exteriores mais altas. Abaixo estão representados os resultados alusivos à implementação de sombra em todas as arquiteturas, sendo que foram adotadas estratégias de sombreamento diferentes para cada caso de estudo de maneira 11 16 21 26 31 36 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Modelos Alterados - Ventilação Resultados referentes ao Modelo Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 214,9 550,89 396,25 0 100 200 300 400 500 600 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -21/08 Modelos Alterados -Maior Ventilação Noturna Piores resultados para o Modelo Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 44 Fig. 5.19 - Temperaturas operativas dos Modelos Base Algarvio e Contemporâneo – Concelho de Faro Fig. 5.20 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Base Algarvio e Contemporâneo – Concelho de Faro Observa-se que a arquitetura algarvia tem um comportamento mais ou menos constante no que toca a temperaturas operativas mas sempre acima dos 25ºC fazendo com que os graus-hora de desconforto se acumulem até ao valor de 737,52 ºC. Em relação ao comportamento da arquitetura contemporânea este possui muitos picos de temperatura que rondam os 34 ºC, o que é bastante preocupante em termos de conforto no interior do edifício. 16 18 20 22 24 26 28 30 32 34 Temperaturas operativas (ºC) Data 22/08 -31/08 Modelos Base Piores resultados dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 1515,5 737,52 778,87 0 500 1000 1500 2000 Graus-Hoara de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Modelos Base Piores resultados dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 45 5.2.2. ANÁLISE DOS MODELOS ALTERADOS Em primeiro lugar analisam-se os efeitos do aumento da área de ventilação noturna na arquitetura transmontana quando posta no concelho de Faro (Fig. 5.21 e Fig. 5.22) e de seguida nos modelos algarvio e contemporâneo (Fig. 5.23 e Fig. 5.24). Fig. 5.21 - Temperaturas operativas do Modelo Transmontano Alterado (Ventilação) – Concelho de Faro Fig. 5.22 - Graus-hora de desconforto acumulados do Modelo Transmontano Alterado (Ventilação) – Concelho de Faro Houve uma diminuição das temperaturas interiores no modelo transmontano levando também à consequente redução dos valores dos graus-hora de desconforto acumulados neste período de estudo, contudo ainda não correspondem a valores satisfatórios pois encontram-se distantes da zona de conforto. 15 20 25 30 35 Temperaturas operativas (ºC) Data 22/07-31/08 Modelos Alterados - Ventilação Resultados referentes ao Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 524,37 852,25 855,76 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 - 31/07 Modelos Alterados - Ventilação Resultados referentes ao Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 46 Fig. 5.23 - Temperaturas operativas dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Ventilação) – Concelho de Faro Fig. 5.24 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Ventilação) – Concelho de Faro Como se pode verificar a aplicação de sombra ajuda a reduzir os graus-hora desconforto acumulados no interior dos modelos algarvio e contemporâneo, contribuindo assim para uma melhoria do conforto, porém não é suficiente para baixar para valores inferiores à temperatura de conforto. Em seguida representam-se os gráficos das temperaturas operativas e dos graus-hora desconforto acumulados nas Fig. 5.25 e Fig. 5.26 que traduzem o efeito do sombreamento do modelo transmontano. 16,5 18,5 20,5 22,5 24,5 26,5 28,5 30,5 32,5 34,5 Temperaturas operativas (ºC) Data 22/08 - 31/08 Modelos Alterados - Ventilação Resultados referentes aos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 868,1 583,81 579,94 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Modelos Alterados - Ventilação Resultados referentes aos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 47 Fig. 5.25 - Temperaturas operativas do Modelo Transmontano Alterado (Sombreamento) – Concelho de Faro Fig. 5.26 - Graus-Hora de desconforto acumulados do Modelo Transmontano Alterado (Sombreamento) – Concelho de Faro Quando se aplica sombreamento por si só não reduz com muita expressão os valores das temperaturas e consequentemente os graus-hora de desconforto acumulados no modelo de arquitetura transmontana. As Fig. 5.27 e Fig. 5.28 representam os gráficos com os resultados obtidos aquando da aplicação de sombra nos modelos de arquitetura algarvia e arquitetura contemporânea no concelho de Faro. 16,5 21,5 26,5 31,5 36,5 Temperaturas operativas (ºC) Data 22/07 31/07 Modelos Alterados - Sombreamento Resultados referentes ao Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 620,30 1134,1 1001,15 0 200 400 600 800 1000 1200 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Modelos Alterados - Sombreamento Resultados referentes ao Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 48 Fig. 5.27 - Temperaturas operativas dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Sombreamento) – Concelho de Faro Fig. 5.28 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Sombreamento) – Concelho de Faro Verificam-se resultados positivos quando o edifício possui elementos que proporcionam sombra tanto para a arquitetura algarvia como para a arquitetura contemporânea, mas continuam a ser números elevados para se considerar um interior confortável, ou seja, é necessário aplicar mais alguma estratégia de forma a complementar o sombreamento da envolvente exterior. As Fig. 5.29 e Fig. 5.30 apresentam os gráficos com os resultados para o modelo transmontano da implementação conjunta das estratégias mencionadas anteriormente, ou seja, maior caudal de ventilação 16,5 21,5 26,5 31,5 Temperaturas operativas (ºC) Data´ 22/08 -31/08 Modelos Alterados - Sombreamento Resultados referentes aos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 660,17 923,82 622,23 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Modelos Alterados - Sombreamento Resultados referentes aos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 49 e sombreamento ao mesmo tempo. Logo a seguir as Fig. 5.31 e Fig. 5.32 representam os gráficos com os resultados após a utilização das duas estratégias. Fig. 5.29 - Temperaturas operativas do Modelo Transmontano Alterado (Ventilação e Sombreamento) – Concelho de Faro Fig. 5.30 - Graus-Hora de desconforto acumulados do Modelo Transmontano Alterado (Ventilação e Sombreamento) – Concelho de Faro Repara-se que a junção das duas estratégias tem efeito benéficos nos resultados do modelo transmontano mas mantém-se o desconforto no interior do edifício durante todo o período de análise. Seria importante estudar outras estratégias passivas que contribuíssem para resultados mais satisfatórios, no entanto neste trabalho serão analisadas outras medidas a não ser o efeito da ventilação ou o sombreamento. 15 20 25 30 35 Tempreaturas operativas (ºC) Data 22/07 -31/07 Modelos Alterados - Ventilação e Sombreamento Resultados referentes ao Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 505,11 646,47 776 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Modelos Alterados - Ventilação e Sombreamento Resultados referentees ao Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 50 Fig. 5.31 - Temperaturas operativas dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Ventilação e Sombreamento) – Concelho de Faro Fig. 5.32 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelos Algarvio e Contemporâneo Alterados (Ventilação e Sombreamento) – Concelho de Faro Pode observar-se que tanto o modelo algarvio como o modelo contemporâneo têm resultados positivos com a implementação simultânea das estratégias passivas, sendo que este último modelo reduz para mais de metade os graus-hora de desconforto acumulados. A seguir estão representados na Tabela 5.2 a comparação dos resultados obtidos com cada alteração de maneira a evidenciar os seus benefícios. 15 20 25 30 35 Temperaturas operativas (ºC) Data 22/08 -31/08 Modelos Alterados -Ventilação e Sombreamento Resultados referentes aos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 514,41 464,81 458,43 0 100 200 300 400 500 600 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Modelos Alterados - Ventilação e Sombreamento Resultados referentes aos Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 51 Tabela 5.2 - Comparação dos valores do Modelo base com os Modelos Alterados - Concelho de Faro Concelho de Faro Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Período em análise Modelo Base Modelo Alterado Ventilação Modelo Alterado Sombreamento Modelo Alterado Ventilação + Sombreamento Arquitetura Transmontana 22/07 a 31/07 1104,2 852,25 1001,15 776 22/08 a 31/08 778,87 579,94 622,23 464,81 Arquitetura Algarvia 22/07 a 31/07 641,85 524,37 620,30 505,11 22/08 a 31/08 737,52 583,81 660,17 514,41 Arquitetura Contemporânea 22/07 a 31/07 1428 855,76 1134,1 646,47 22/08 a 31/08 1515,5 868,1 458,43 923,82 Pela análise da Tabela 5.2 podemos observar que por comparação o modelo base que melhor se comporta em termos de acumulação dos graus-hora de desconforto é o modelo algarvio, no entanto os modelos transmontano e contemporâneo são os que mais beneficiam com a implementação das estratégias de arrefecimento passivo. ANÁLISE DOS RESULTADOS PARA A CONCELHO DO PORTO 5.3.1. ANÁLISE DOS MODELOS BASE Após a análise dos resultados obtidos para os modelos base das 3 arquiteturas em estudo no concelho do Porto selecionaram-se dois conjuntos de 10 dias que representam os piores valores para o modelo base transmontano e para os modelos base algarvio e contemporâneo. Para o modelo de arquitetura transmontana esses valores ocorrem entre 1 de agosto e 11 de agosto presentes nas Fig. 5.33 e Fig. 5.34 e para os outros dois modelos base ocorrem entre 1 de setembro e 11 de setembro representados nas Fig. 5.35 e Fig. 5.36. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 52 Fig. 5.33 - Temperaturas Operativas do Modelo Base Transmontano – Concelho do Porto Fig. 5.34 - Graus-Hora de desconforto acumulados do Modelo Base Transmontano – Concelho do Porto Pode ver-se que as temperaturas no interior do edifício de arquitetura Transmontana mantêm-se maioritariamente abaixo da temperatura de conforto, no entanto nos últimos dias do período de análise encontram-se acima da linha de conforto o que ajuda à acumulação de 125,35 ºC de graus-hora de desconforto. 11 16 21 26 31 Temperatura operativa (ºC) Data 1/08 -11/08 Modelos base Piores Resultados para o Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 5,29 439,22 125,35 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 1/08 -11/08 Modelos base Piores Resultados para o Modelo Transmontano Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 53 Fig. 5.35 - Temperaturas operativas dos Modelo Base Algarvio e Transmontano – Concelho do Porto Fig. 5.36 - Graus-Hora de desconforto acumulados dos Modelo Base Algarvio e Transmontano – Concelho do Porto Verifica-se que o modelo algarvio apresenta resultados muito positivos quando inserido no concelho do Porto, visto que encontra-se quase sempre abaixo dos 25ºC e quando os ultrapasse não atinge temperaturas muito altas perfazendo por isso 8,373 ºC de graus-hora de desconforto acumulados. No caso da arquitetura contemporânea apresenta bastantes oscilações de temperaturas operativas, causadas pela grande área de envidraçados, e sempre acima da temperatura de conforto, o que faz aumentar os graus-hora de desconforto acumulados. 13,5 18,5 23,5 28,5 33,5 Temperaturas operativa (ºC) Data 1/09 -11/09 Modelos Base Piores resultados para os Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 8,37 890,51 61,34 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 1/09 -11/09 Modelos Base Piores resultados para os Modelos Algarvio e Contemporâneo Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 60 A Tabela 5.3 apresenta a comparação dos resultados obtidos para cada arquitetura com os diversos modelos de forma a ser mais claro o efeito das alterações provocadas pela implementação das estratégias passivas de arrefecimento. Tabela 5.3 - Comparação dos valores do Modelo base com os Modelos Alterados - Concelho do Porto Concelho do Porto Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Período em análise Modelo Base Modelo Alterado Ventilação Modelo Alterado Sombreamento Modelo Alterado Ventilação + Sombreamento Arquitetura Transmontana 01/08 a 11/08 125,35 94,68 84,03 65,15 01/09 a 11/09 61,34 33,12 7,81 4,85 Arquitetura Algarvia 01/08 a 11/08 5,29 4,09 1,17 0 01/09 a 11/09 8,37 4,63 0,11 0 Arquitetura Contemporânea 01/08 a 11/08 439,22 115,01 89,76 22,95 01/09 a 11/09 890,51 347,5 213,26 23,78 A Tabela 5.3 mostra que a arquitetura contemporânea, para o seu modelo base, apresenta resultados pouco positivos, mesmo quando inserido em climas mais amenos como é o caso do clima do concelho do Porto, sendo a arquitetura algarvia que apresenta os melhores valores para todos os modelos. Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 61 6 6. CONCLUSÕES CONCLUSÕES FINAIS No início deste trabalho foi proposto analisar, através de simulações térmicas dinâmicas com a ajuda do Design Builder, de que forma é que dois modelos de arquitetura tradicional portuguesa e um modelo de arquitetura contemporânea influenciam as condições de conforto em edifícios durante a estação de verão, bem como a posterior aplicação de medidas de arrefecimento passivo nesses modelos. Estes modelos foram simulados em três concelhos diferentes: Bragança, Faro e Porto. Com a análise dos gráficos e tabelas referentes a cada concelho podemos afirmar que, no concelho de Bragança, o modelo base que apresenta melhores resultados é o modelo de arquitetura algarvia e logo a seguir o modelo transmontano, no entanto há que ter em conta que este estudo apenas representa o comportamento de cada arquitetura na estação de verão, o que não significa que estas conclusões sejam as mesmas para a estação de inverno. No que diz respeito ao comportamento da arquitetura contemporânea pode dizer-se que apresenta resultados muito negativos em relação aos graus-hora de desconforto acumulados, o que se traduz num sobreaquecimento no interior do edifício devido a ganhos solares excessivos em grande parte causados pela grande área de envidraçados, comprometendo assim o conforto dos utilizadores. No concelho de Faro verifica-se que, em termos comparativos, a arquitetura do modelo base algarvio é o que se adapta melhor ao clima do sul do país, apesar das temperaturas operativas no interior do edifício estarem sempre acima da temperatura de conforto, 25ºC. Sem dúvida que o modelo base de arquitetura contemporânea é o que tem piores resultados, sendo uma das razões desse comportamento a quantidade de envidraçados que possui, cerca de 57,35 m2, e nos quais incidem grandes quantidades de radiação solar que provocam o aumento de temperatura interior que não é suficientemente libertado durante a noite. No concelho do Porto os modelos base de arquitetura tradicional apresentam valores satisfatórios dos quais se destacam os resultados da arquitetura algarvia que mostram graus-hora de desconforte acumulados baixos ou em alguns períodos nulos. Mais uma vez o modelo base contemporâneo, em certos períodos, exibe números que indicam um elevado sobreaquecimento no interior do edifício pois em relação aos outros dois modelos apresenta maior percentagem de envidraçados. Após o estudo da implementação das estratégias de arrefecimento passivo escolhidas (maior área de ventilação noturna e sombreamento), quer quando atuam em separado, quer quando atuam em conjunto, verifica-se que há claramente uma diminuição das temperaturas operativas interiores e consequentemente dos graus-hora de desconforto acumulados, tornando dessa forma melhores as condições de conforto em todos os modelos de arquitetura analisados. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 62 Em qualquer um dos concelhos a aplicação destas duas estratégias foi benéfica para os três modelos mas em relação ao modelo de arquitetura contemporânea observam-se melhorias bastante consideráveis, principalmente no concelho de Faro onde os ganhos solares eram muito mais significativos. De notar que a inércia térmica forte, característica da arquitetura tradicional transmontana, é bastante importante quando a temperatura exterior reduz e principalmente quando aliada a uma ventilação noturna eficaz, beneficiando as condições de conforto dos utentes. No entanto, a inércia térmica por si só não traduz melhorias no conforto como se pode verificar pelo modelo de arquitetura contemporânea que, apesar de ter uma inércia térmica forte, apresenta resultados negativos devido a ganhos solares excessivos, ou seja, é necessário haver um equilíbrio de todas as componentes de um edifício. É importante, também, ter em consideração que de todas as arquiteturas a que apresenta um melhor comportamento é a arquitetura algarvia apesar de ter uma inércia térmica média. Neste caso prevalece o facto desta arquitetura ser a que tem menor área envidraçada das 3 arquiteturas apresentadas, e como tal, a que tem menos ganhos solares, o que indica que este é um dos fatores mais importantes a controlar para se atingir conforto em edifícios durante o verão. Pode-se dizer que a observação e o estudo das arquiteturas tradicionais mostra que os conhecimentos adquiridos em cada região ao longo da evolução da construção devem ser tidos em grande conta e retirar o máximo partido dos seus ensinamentos, uma vez que estas arquiteturas foram concebidas através das vivências, experiências e recursos disponíveis ao longo do tempo da população que nelas habitava. É importante não esquecer esse saber adquirido e transmiti-lo nas construções futuras. Também se pode afirmar que a construção de edifícios com arquiteturas mais modernas podem ser uma escolha, mas desde que estudadas com pormenor as suas caraterísticas e a sua adaptação ao clima onde se inserem, desde que sejam implementados meios para reduzir as consequências que este novo tipo de arquitetura acarreta. Recomenda-se que, nos países com condições climatéricas semelhantes a Portugal, como é o caso dos países do Sul da Europa, na altura de projeto é importante pensar:  Na criação de elementos de sombreamento durante o verão;  Num equilíbrio da área e número de envidraçados.  Na criação de condições para a ventilação noturna, sempre que a temperatura exterior seja inferior à temperatura interior;  Na orientação mais favorável. PROPOSTA DE DESENVOLVIMENTOS FUTUROS Como propostas futuras que complementem o estudo feito sugere-se que se faça uma análise semelhante mas agora em relação à estação de inverno, ou seja, analisar de que forma as arquiteturas tradicionais portuguesas e modelos de arquitetura contemporânea têm influência no conforto de inverno em edifícios, bem como os efeitos da aplicação de estratégias passivas de aquecimento nas condições de conforto em edifícios. Recomenda-se também o estudo do conforto de verão em edifícios de comércio e escritórios, tendo em conta que este tipo de edifícios tem uma tendência natural para um maior gasto de energia com o arrefecimento do mesmo, devido não só aos níveis de ocupação mas também pela natureza dos aparelhos Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 63 e das atividades praticadas, logo a implementação de estratégias passivas de arrefecimento teria muito mais impacto na poupança de energia. Também se sugere um estudo semelhante ao realizado neste trabalho mas mais completo que alie o conforto de verão e o conforto de inverno, onde sejam estudadas quais as melhores recomendações de projeto para o clima de Portugal. Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 64 Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 65 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. https://c1.staticflickr.com/5/4032/4643004910_1b0b42b711_b.jpg ., Maio 2015 2. Pires, A.(2013), Análise de paredes de tabique e de medidas de reforço estrutural; estudo numérico. Dissestação de Mestrado, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. 3. Vaz, A.J.F, Débora Ferreira, Eduarda Luso,Silvia Fernandes (2013), Manual BIOURB-Manual para a conservação e reabilitação da diversidade bioconstrutiva., Câmara Municipla de Bragança. 4. Portugueses, A.d.A (1980)., Arquitectura Popular em Portugal, A.d.A. Portugueses. 5. Ürge-Vorsatz, Diana, Luisa F. 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ANEXOS Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 69 Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 76 8 18 28 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 77 10 20 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -22/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 8 13 18 23 28 33 Temperatura Operativa (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto 0 20 40 60 80 100 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 78 8 13 18 23 28 Temperatura operativa (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto 0 5 10 15 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmonta 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura exterior 0 50 100 150 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 79 Modelos Alterados – Sombreamento 9 14 19 24 29 Temperatura operativa (ºC) Data 26/06 -30/06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 50 100 150 Grau-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 26/,06 - 30//06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetrua Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 80 12 17 22 27 32 Temperatura operativa (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 8 18 28 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 81 10 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 20 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -22/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 82 8 13 18 23 28 33 Temperatura Operativa (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 80 100 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 8 13 18 23 28 Temperatura operativa (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/09 - 11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmonta Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 83 Modelos Alterados – Ventilação e Sombreamento 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura exterior 0 50 100 150 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 9 14 19 24 29 Temperatura operativa (ºC) Data 26/06 -30/06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 80 Grau-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 26/,06 - 30//06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 84 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetrua Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 12 17 22 27 32 Temperatura operativa (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 50 100 150 200 250 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 85 8 18 28 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 - 31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 92 Modelos Alterados – Ventilação 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura exterior 0 500 1000 1500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 26/06 -30/06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 500 Grau-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 26/,06 - 30//06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 93 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetrua Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 94 15 20 25 30 35 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 95 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -22/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 96 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto 0 200 400 600 800 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmonta 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura exterior 0 200 400 600 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 97 Modelos Alterados – Sombreamento 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 26/06 -30/06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 Grau-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 26/,06 - 30//06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetrua Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 98 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 35 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 500 1000 1500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 99 15 20 25 30 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 500 1000 1500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -22/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 100 15 20 25 30 Temperatura Operativa (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto 0 200 400 600 800 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmonta Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 101 Modelos Alterados – Ventilação e Sombreamento 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura exterior 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 26/06 -30/06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 Grau-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 26/,06 - 30//06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 108 10 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 500 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 20 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -22/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 109 8 13 18 23 28 33 Temperatura Operativa (ºC) Data 22/08 - 31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 100 200 300 400 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 13 18 23 28 33 Temperatura operativa (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto 0 200 400 600 800 1000 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmonta Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 110 Modelos Alterados – Ventilação 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura exterior 0 100 200 300 400 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 9 14 19 24 29 Temperatura operativa (ºC) Data 26/06 -30/06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 50 100 150 200 Grau-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 26/,06 - 30//06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 111 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 10 20 30 40 50 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetrua Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 12 17 22 27 32 Temperatura operativa (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 1 2 3 4 5 6 7 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 112 8 18 28 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 - 31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 50 100 150 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 113 10 20 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -22/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 8 13 18 23 28 33 Temperatura Operativa (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 80 100 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/08 -31/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 114 8 13 18 23 28 Temperatura operativa (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto 0 100 200 300 400 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/09 -11/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmonta 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura exterior 0 20 40 60 80 100 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/09 -22/09 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 115 Modelos Alterados – Sombreamento 9 14 19 24 29 Temperatura operativa (ºC) Data 26/06 -30/06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 80 Grau-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 26/,06 - 30//06 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 15 20 25 30 Temperatura operativa (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 10 20 30 40 50 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/07 -11/07 Arquitetrua Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto de Verão em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 116 12 17 22 27 32 Temperatura operativa (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 2 4 6 8 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/07 -22/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 8 18 28 Temperatura operativa (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 22/07 -31/07 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Conforto térmico em edifícios – Arquitetura Tradicional VS Arquitetura Contemporânea 117 10 15 20 25 30 35 Temperatura Operativa (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 20 40 60 80 100 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 01/08 -11/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana 10 20 30 Temperatura operativa (ºC) Data 12/08 -21/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana Temperatura de conforto Temperatura Exterior 0 5 10 15 20 25 Graus-Hora de desconforto acumulados (ºC) Data 12/08 -22/08 Arquitetura Algarvia Arquitetura Contemporânea Arquitetura Transmontana