Metodologia e procedimentos para a qualificação de edifícios
Abstract
Este documento expõe as principais ideias de um projecto de investigação que visa o estabelecimento deum sistema de qualificação de edifícios, para aplicação em Portugal, baseado essencialmente numconjunto de regras e verificações simples orientadoras do processo construtivo, contribuindo para ummaior controlo do produto final. Consoante o grau de verificação dos procedimentos definidos é atribuídauma classificação ao edifício, novo ou reabilitado.
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Página Autores Título Tema 3Hipólito Sousa, Joaquim Moreira, Pedro Mêda O ProNIC® NO CONTEXTO DO CCP APLICADO ÀS EMPREITADAS DE OBRAS PÚBLICA S GP 12 Francisco Manuel Pinto Rodrigues Macedo Varela , Jorge Manuel Fachana Moreira da Costa A equação da integração GP 22 Jorge G. F. Falorca Os novos preceitos de acessibilidade para PMC's no contexto do projecto e da construção - uma visão global e os problemas associados GP 32 Jorge Moreira da Costa, Isabel Horta, Ana Camanho THE CONTRIBUTION OF A BENCHMARKING TOOL - ICBENCH – TO THE PORTUGUESE CONSTRUCTION INDUSTRY GP 43 Serafim Castro, Vânia Silva (núcleo Tecnologia), Romeu Sanches (núcleo Tecnologia), TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO AO SERVIÇO DA GESTÃO DA CONSTRUÇÃO NA Mota-Engil Engenharia GCD 53 A. Briga-Sá, A. Costa, S. Pereira, J. Vieira, A. Paiva A importância da gestão na qualidade de edifícios de habitação em Trás-osMontes e Alto Douro GP 63 E. G. Vazquez, E.L. Qualharini, Luis Otávio Araújo, H. S. Cardeal CARACTERIZAÇÃO DO SUBSISTEMA ALVENARIA DE VEDAÇÕES VERTICAS EM EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO GP 73 E. G. Vazquez, L. O. C. Araújo, E.L. Qualharini, R. M. Magalhães GERENCIAMENTO DE PÓS ENTREGA E MELHORIA DOS PROCESSOS RELACIONADOS À CONSTRUÇÃO DE EMPREENDIMENTOS RESIDENCIAIS MULTIFAMILIARES - GESCON 2008 GU 83 P. Lamego, P. Couto, P. Lourenço Análise de custos em obras de reabilitação de edifícios FPC 92 Serafim Castro, Vânia Silva, Romeu Sanches (núcleo Tecnologia) TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO AO SERVIÇO DA GESTÃO DA CONSTRUÇÃO NA Mota-Engil Engenharia GCD 102 Mário Oliveira, Alfredo Soeiro Conflitos em Empreitadas de Construção - Causas, Consequências e Soluções GCD 111 Alfredo Soeiro, Ana Vaz Sá Projecto HKNOW do 7º PQ: Exemplo de Cooperação Universidade-Empresa GP 117 João Ferreira Gomes AVALIAÇÃO E CONTROLO DA QUALIDADE NA INSTALAÇÃO DE CAIXILHARIA DE PVC GCD 126 Mariana Silva, Alfredo Soeiro A Demolição e o Consumo Energético GCD 134 Armanda Maria Ferreira Bastos Couto, João Pedro Pereira Maia Couto Minimização dos conflitos originados pelos espaços de construção nas zonas urbanas GCD 144 João Pedro Couto Influência dos prazos nos acidentes de trabalho na construção portuguesa GCD 153 Rosário Oliveira, Alfredo Soeiro SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO (SIG) PARA PME DA CONSTRUÇÃO GCD 162 Armando Silva-Afonso Certificação de Qualidade das instalações hidráulicas e sanitárias: Uma necessidade em Portugal GCD 170 Mónica Mota, Jorge Moreira da Costa Metodologia e Procedimentos para a Qualificação de Edifícios GCD 181 Hélder Emanuel Duarte, João Pedro Couto Evolução organizativa das empresas de construção face ao novo paradigma de p rodutividade e com p etitividade GP 191 Inês Flores-Colen, Jorge de Brito, Vasco Peixoto de Freitas Discussão de critérios para prioritização da manutenção predictiva em fachadas de edifícios GU 201 Bernardo Rocha, Hipólito Sousa Gestão das operações de Reabilitação de edifícios. Apresentação de uma metodologia GP 208 Helder Moura O CONTRATO DE EMPREITADAS DE OBRAS PÚBLICAS NO NOVO CCP: ALGUMAS QUESTÕES FPC 218 José Manuel Barbosa da Rocha, José Manuel Amorim Faria Gestão de equipas - Quantificação de necessidades de recursos humanos técnicos em Gabinetes de Projectos GP 228 Anabela Ramos Canelas, Mafalda Sofia Santos Segurança e Saúde - A IMPORTÂNCIA DA DISSEMINAÇÃO DE BOAS PRÁTICAS EM ESTALEIRO: O CASO PRÁTICO DA PREVENÇÃO DE RISCOS ELÉCTRICOS GCD 238 Sara Pires, Miguel Gonçalves, João L. Porto REFLEXÃO AO NÍVEL DE PROJECTO SOBRE A CONTABILIZAÇÃO DO NÚMER O DE EFECTIVOS NA APLICAÇÃO DO NOVO REGULAMENTO GERAL DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIOS. GP 248 Nuno Pinto, A. Leça Coelho, João Paulo Rodrigues Gestão da evacuação de edifícios em caso de emergência GCD 258 Irene Ruiz Mealha, A. Leça Coelho, João Paulo Rodrigues Avaliação do risco de incêndio da zona histórica de Angra do Heroísmo GCD 268 Vitor Primo, A. Leça Coelho, João Paulo Rodrigues ANÁLISE ESTATÍSTICA DOS INCÊNDIOS EM EDIFÍCIOS NO PORTO, 1996-2006 GCD 278 Moreira, J. Pedro Vieira, Joel Oliveira, Paulo Pereira FPC - Reutilização de material fresado em camadas estruturais de pavimentos FPC 288 Maria Helena Arranhado Carrasco Campos, José Manuel Cardoso Teixeira A SEGURANÇA ATRAVÉS DO PROJECTO / Design for Inherent Security GP 299 Maria Helena Arranhado Carrasco Campos, José Manuel Cardoso Teixeira Boas práticas para o desenho sustentável de campus universitários - Breve apontamento. GCD 310 Maria Helena Arranhado Carrasco Campos, José Manuel Cardoso Teixeira O conceito de edifícios verdes: Realidade ou Utopia? GP 321 Maria Helena Arranhado Carrasco Campos, José Manuel Cardoso Teixeira A Segurança da utilização de edifícios públicos universitários GU 332 Cristina Reis, Alfredo Soeiro Identificação dos perfis de risco dos acidentes na Construção GCD 341 Jaime Gabriel Silva Análise de decisão usando métodos estocásticos – Casos de aplicação à gestão na área do ambiente FPC 351 Liliana Soares, Carla Silva, Jorge Rodrigues A Sustentabilidade como factor estratégico em empreendimentos turísticos – Herdade de Gagos e Xerez FPC 361 Manuela Cristina Timóteo Gestão ágil de projectos e organizações na construção - Método Scrum GP 373 Paula Arantes, Prof. Moreira da Costa GESCON 2008 – Lean construction GCD 383 Luis Otavio C. Araújo, José Horácio S. de Carvalho, Marcos C. Belotti FERRAMENTA PARA A AVALIAÇÃO DA CONSTRUTIBILIDADE DOS PROJECTOS ESTRUTURAIS GCD 393 António Pinho, J. Amorim Faria GESTÃO DE PROJECTOS DE PARQUES EÓLICOS - CONTRIBUTOS PARA A MELHORIA DO PROCESS O GP 403 Hipólito Sousa, Joaquim Moreira, Pedro Mêda O PRONIC® no contexto dos sistemas de classificação da informação na construção GCD 413 João L. Porto, Miguel Gonçalves, Sara Pires O PROBLEMA DA AVALIAÇÃO DO EFECTIVO À LUZ DA NOVA REGULAMENTAÇÃO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO EM EDIFÍCIO S GP 425 João Pedro Poças Martins, Joaquim Poças Martins Indicadores de Fiabilidade de redes de abastecimento de água GU GESCON2008 PALESTRAS / KEYNOTE SPEAKERS ARTIGOS / PROCEEDINGS
Tema 3 – Gestão da Construção/Desconstrução 1 CD do 1ºForum Internacional de Gestão da Construção – GESCON 2008: Gestão do Processo do Empreendimento de Construção. Editadas pela Secção de Construções Civis. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 11 e12.Dezembro.2008. METODOLOGIA PARA A QUALIFICAÇÃO DE EDIFÍCIOS - GESCON 2008 Methodology for Building Qualification in the Portuguese Construction - GESCON 2008 Mónica Mota Engenheira Civil FEUP/DEC/SCC/GEQUALTEC [email protected] Jorge Moreira da Costa Professor Associado FEUP/DEC/SCC/GEQUALTEC [email protected] Resumo Este documento expõe as principais ideias de um projecto de investigação que visa o estabelecimento de um sistema de qualificação de edifícios, para aplicação em Portugal, baseado essencialmente num conjunto de regras e verificações simples orientadoras do processo construtivo, contribuindo para um maior controlo do produto final. Consoante o grau de verificação dos procedimentos definidos é atribuída uma classificação ao edifício, novo ou reabilitado. Palavras-chave: Edifício, Listas de verificação, Qualificação, Metodologia, Portugal Abstract This document will present the main issues under consideration in a research project directed to the establishment of a global qualification system for buildings, to be implemented in Portugal, essentially based on a set of rules and relatively simple verifications guidelines of the constructive process, contributing to greater control of the final product. Depending on the degree of verification of the defined procedures, a rating of the building, new or rehabilitated, is assigned. Keywords: Building, Check-Lists, Qualification, Methodology, Portugal.
2Mota, Moreira da Costa CD do 1ºForum Internacional de Gestão da Construção – GESCON 2008: Gestão do Processo do Empreendimento de Construção. Editadas pela Secção de Construções Civis. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 11 e12.Dezembro.2008. 1 Introdução A Indústria da Construção, e em particular dos edifícios habitacionais, é bastante complexa; se, por um lado, resulta da interacção de diversas especialidades, por outro cada operação de construção é única. Esta complexidade impede um fácil controlo da qualidade, aspecto que assume cada vez maior importância atendendo ao grande investimento que a aquisição de uma habitação representa. O cumprimento das exigências regulamentares não garante por si só a satisfação das exigências de desempenho e qualidade, pelo que será necessário que todo o processo seja realizado adequadamente desde a fase de projecto à execução. Perante estes factos, a Ordem do Engenheiros apercebeu-se da necessidade de criar um sistema que permitisse avaliar a qualidade de todo o processo construtivo e, ao mesmo tempo, dignificar o trabalho de engenharia envolvido, servir como critério de diferenciação e de notoriedade para os Construtores e Donos-de-Obra, no sentido de garantia de adopção de processos tendentes à melhoria da qualidade e no sentido de aumento do prestígio ou da confiança junto dos clientes e parceiros profissionais, e ainda colocar ao dispor dos futuros utilizadores um sistema que acompanhe e resuma os aspectos qualitativos dos edifícios nas diferentes fases, fornecendo-lhe assim uma ferramenta de avaliação e comparação. Assim, em parceria com a FEUP, a Ordem dos Engenheiros promoveu um projecto de I&D para desenvolvimento de uma Metodologia de Qualificação de Edifícios, o qual serviu de base projecto aqui apresentado. A Metodologia desenvolvida, adaptada à realidade portuguesa e com semelhanças a outras existentes noutros países, baseia-se essencialmente num conjunto de regras e verificações simples e tem como objectivo possibilitar a adopção de medidas com reflexo positivo no nível de qualidade atingido e uma definição clara do papel de cada interveniente no processo construtivo, abarcando as fases que se estendem desde o projecto até à utilização e manutenção, quer para edifícios novos quer para operações de reabilitação. Neste último caso, o sistema pode representar uma mais-valia para as políticas de urbanização que fomentam a requalificação dos grandes centros urbanos. A Metodologia é apresentada no presente documento, fase a fase, bem como a interacção de todos as entidades participantes no processo. 2 Metodologia e Procedimentos para a Qualificação de Edifícios - Fases Todo o processo construtivo tem como base o Dono-de-Obra, o qual gera uma ideia que procura ver estruturada e desenvolvida através de uma equipa projectista e materializada por acção de uma empresa de construção. A equipa projectista ocupa-se, então, da elaboração de um ante-projecto que culmina na apresentação de um projecto final, caracterizador da obra que irá ser realizada por uma determinada empresa de construção. O processo de qualificação tem como primeiro objectivo iniciar a sua intervenção numa fase situada entre a elaboração do projecto e o início da execução dos trabalhos (Figura 1), de modo a intervir de forma activa antes e durante a execução do edifício, impedindo que uma actuação tardia limite o controlo dos aspectos considerados relevantes e inviabilizando a correcção dos defeitos na altura mais apropriada.
Metodologia para a Qualificação de Edifícios 3 CD do 1ºForum Internacional de Gestão da Construção – GESCON 2008: Gestão do Processo do Empreendimento de Construção. Editadas pela Secção de Construções Civis. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 11 e12.Dezembro.2008. Figura 1Integração da Metodologia de Qualificação no Processo Construtivo. Após a colocação em prática do sistema de qualificação, pretende-se que o pedido de qualificação e o início da intervenção da entidade qualificadora ocorram cada vez mais a montante do processo construtivo. O processo de qualificação será desenvolvido em diversas fases, de acordo com o apresentado na Figura 2. Figura 2Processo de Qualificação MQE. 2.1. Fase Zero O início do processo de qualificação dá-se com a designada “Fase Zero”, que é considerada a primeira etapa do relacionamento entre os vários intervenientes e da análise do projecto que se pretende materializar mediante a sua construção. Esta etapa começa com a abertura do processo de qualificação, por parte do Dono-de-Obra, que ocorrerá quando este efectuar o pedido de admissão e preencher e/ou fornecer os documentos necessários para a avaliação do processo e início da análise de projecto. A partir
4Mota, Moreira da Costa CD do 1ºForum Internacional de Gestão da Construção – GESCON 2008: Gestão do Processo do Empreendimento de Construção. Editadas pela Secção de Construções Civis. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 11 e12.Dezembro.2008. do momento em que é iniciado o processo de qualificação e se procede ao pagamento do mesmo, o Donode-Obra poderá referir o nome da marca de qualificação nas suas comunicações e propostas comerciais relativas à actividade de construção do edifício em causa. 2.1.1. Documentação do Projecto A primeira sub-fase será a “Documentação do Projecto” em que é feita a recolha de toda a documentação necessária à avaliação do Projecto, sem a qual não poderão ser posteriormente avaliados vários dos itens presentes nas Listas de Verificação de Projecto. 2.1.2. Avaliação do Projecto Na sub-fase “Avaliação do Projecto”, o auditor efectua a verificação do cumprimento de uma série de questões regulamentares ou de construção, enumeradas em Listas de Verificação, que sendo detectadas e corrigidas com antecedência poderão evitar problemas recorrentes na qualidade da construção e que, por vezes, não estão relacionadas com a qualidade de execução por parte do construtor, mas com disposições construtivas definidas na fase de Projecto. Estas Listas procuram abordar as questões mais relevantes da construção e dos respectivos projectos (daí a criação de Listas de Verificação de Projecto e de Listas de Verificação de Obra) procurando criar uma compatibilização de itens que são analisados em termos de projecto e, posteriormente, observados e controlados “in situ”. A avaliação é realizada de acordo com a estrutura hierárquica apresentada no quadro 1, sendo que a cada campo de nível 2 corresponde um diferente número de sub-campos, estando associada a cada um deles uma Lista específica de verificação. Quadro 1 - Estrutura da metodologia MQE. Todos os níveis hierarquicamente superiores ao sub-campo são apresentados no cabeçalho da Lista de Verificação correspondente (Figura 3), bem como uma codificação com um “P” ou “O”, consoante se trate de uma avaliação em projecto ou obra, respectivamente.
Metodologia para a Qualificação de Edifícios 5 CD do 1ºForum Internacional de Gestão da Construção – GESCON 2008: Gestão do Processo do Empreendimento de Construção. Editadas pela Secção de Construções Civis. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 11 e12.Dezembro.2008. Figura 3 - Modelo da Lista de Verificação de Projecto.
6Mota, Moreira da Costa CD do 1ºForum Internacional de Gestão da Construção – GESCON 2008: Gestão do Processo do Empreendimento de Construção. Editadas pela Secção de Construções Civis. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 11 e12.Dezembro.2008. No corpo da lista são apresentados os pontos a verificar, com concordância tanto em projecto como em obra. Cada ponto é composto por: - TÍTULO: que distingue numericamente os pontos; - OBJECTIVOS: numa caixa azul são expostos os propósitos de verificação; no entanto, na aplicação informática da mesma prevê-se a existência de um botão que mostra a informação da caixa quando seleccionado; -ITENS DE VERIFICAÇÃO: para cada ponto são apresentados vários itens a verificar, os quais poderão ser afectados, ou não, de uma amostragem de verificação; - REGISTO DAS CONDIÇÕES VERIFICADAS: espaço onde o auditor regista se o item correspondente é ou não verificado ou então se o mesmo não se aplica ao caso em estudo, seleccionando respectivamente a opção “SIM”, “Não” ou “Não Aplicável”. No caso de se tratar de um Item Obrigatório, por questões regulamentares ou de segurança, não é permitida a escolha da opção “Não” (não há optionbutton na coluna do “Não”, figura 3); -CAMPO DE OBSERVAÇÕES: destinado a notas que o auditor entenda serem importantes para a avaliação do projecto/obra; -NOTAS: adicionam comentários importantes aos pontos a verificar, nomadamente a percentagem de verificação quando aplicada. No que respeita ao tipo de itens, e de acordo com o referido anteriormente, estes podem ser classificados de duas formas: -OBRIGATÓRIOS (IO): em que não é permitida a escolha do resultado NÃO VERIFICA (primeiro ponto da Figura 3); -NÃO OBRIGATÓRIOS (INO): quando pode ser seleccionada uma das três possíveis respostas: “Sim”, “Não” ou “Não aplicável” (item b) do ponto2. da figura 3). Embora o tipo de resposta seja adequado na maior parte das situações, prevê-se que a avaliação de alguns sub-campos não se adapte a este tipo de resposta, tendo à posteriori, e dependendo do caso, de ser criado um sistema de resposta mais desenvolvido. Como acima referido, procura-se nas Listas de Verificação estabelecer um paralelismo entre os itens de obra e projecto, com processos de verificação distintos e adequados a cada fase. Há, no entanto, itens cuja verificação não se aplica numa das fases; nesses casos, o item aparece na mesma mas sem processo de verificação e opções de resposta, como mostra no ponto 4 da Figura 3. A classificação de cada Lista de Verificação pode ser obtida através do sistema de avaliação representado no Figura 4, conhecendo as percentagens de respostas afirmativas para cada tipo de item. Assim: - a classificação 1 é atribuída quando se verifiquem menos de 50% do itens obrigatórios; - a classificação 2 é atribuída quando se verifiquem pelo menos 50% do itens obrigatórios; - a classificação 3 é atribuída quando se verifiquem 100% do itens obrigatórios, correspondendo à verificação regulamentar; - a classificação 4 é atribuída quando se verifiquem 100% do itens obrigatórios e pelo menos 60% dos itens não obrigatórios; - a classificação 5 é atribuída quando se verifiquem 100% do itens obrigatórios e pelo menos 90% dos itens não obrigatórios;
Metodologia para a Qualificação de Edifícios 7 CD do 1ºForum Internacional de Gestão da Construção – GESCON 2008: Gestão do Processo do Empreendimento de Construção. Editadas pela Secção de Construções Civis. Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, 11 e12.Dezembro.2008. Figura 4 - Sistema de avaliação das Listas de Verificação. Posteriormente, as classificações de todas as Listas de Verificação são agrupadas compondo o “PERFIL DE PROJECTO”. 2.1.3. Documentação de Apoio à Obra e Estaleiro Ainda na Fase Zero, o auditor de qualidade deverá fazer a verificação de uma Lista de Verificação relacionada com a documentação de obra e estaleiro, alguma dela solicitada nos processos de concurso, e outra já correntemente adoptada nos processos habituais de gestão de obra, não sendo no entanto atribuída qualquer classificação. 2.2. Reunião Pré-Construção Imediatamente antes do início dos trabalhos realizar-se-á a denominada “Reunião Pré-Construção”, na qual são discutidos/apresentados três assuntos relacionados com a fase de construção: - “Organização da empresa de Construção”, em que é entregue ao auditor um organograma da empresa, para que este fique informado quem é o responsável por cada tarefa e a quem se deve dirigir. - “Planeamento da Obra”, em que é entregue ao auditor um mapa com as várias tarefas a realizar durante a execução da obra e a delineação do período de tempo em que se prevê a sua ocorrência; - “Plano de Inspecção à Obra”, em que o auditor sobrepõe o planeamento da obra com o seu planeamento de verificação e estabelecem-se as datas-chave em que será efectuado o controlo de cada ponto e as precedências dos mesmos. A partir do momento em que ficam estipuladas as ocasiões em que ocorrerão as inspecções para verificação de conformidade, o construtor compromete-se a cumprir os prazos estipulados. Este documento poderá sofrer oscilações consoante o andamento da obra e as verificações efectuadas. 2.3. Acompanhamento da Construção A Fase de Acompanhamento da Construção é composta por um número específico de inspecções à obra, para verificação do cumprimento de um determinado conjunto de itens ou trabalhos. A realização das inspecções/auditorias ocorrerá em diferentes fases de desenvolvimento da construção e contará com a presença de elementos responsáveis e envolvidos no processo de concepção ou de construção, que acompanharão o auditor.