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ACIDADE,OSESPAÇOSVERDESEACASANAÁRVORE Umretiroecológiconanatureza Palavras‐Chave:ecoturismo,arquiteturananatureza,casana árvore,hotelnaárvore,urbanismo,cidade‐jardim AnaAlexandraPintoSoaresdosSantos Orientador:AndréSantos CursodeMestradoIntegradoemArquitetura FaculdadedeArquiteturadaUniversidadedoPorto DissertaçãoparaaobtençãodoGraudeMestreemArquitetura AnoLetivo2014/2015
Aomeuirmãoeàminhairmã, aoRui,àAliceeàRita
Nota: Devidoaonúmeroelevadodebibliografiaemlínguaestrangeira,todasas traduçõesparaportuguêsforamrealizadaspelaautora.
"A sociedade humana e a beleza do meio natural devem ser apreciadasemconjunto."1 1"Humansocietyandthebeautyofnaturearemeanttobeenjoyedtogether" HOWARD,Ebenezer‐Gardencitiesoftomorrow.(p.48).
ix ÍNDICE Agradecimentos……………………………………………………………..…………xiii Resumo………………………………………………………………………………………xv Abstract……………………………………………………….....……………………….xvii Introdução…………………………………………………………………………………xix PARTEI‐ONDEFALHAMASCIDADES? 1‐Contextualizaçãourbanística……………………………………………………1 1.1‐Acidadeindustrial………………………………………………………….1 1.2‐Modelosurbanísticos……………………………………………………..5 1.2.1‐Planosurbanísticosculturalistas………………………………….6 EbenezerHowardeascidades‐jardim…………………………………..6 AsnewtownsemInglaterra………………………………………………….9 Asville‐nouvellesemFrança…………………………………..……………10 1.2.2‐Planosurbanísticosprogressistas………………………………11 OplanodeHaussmann…………………………………………………..…..11 IldefonsoCerdáeoplanoparaBarcelona……………………………12 TonyGarniereoplanodecidadeindustrial…………………………13 LeCorbusiereomovimentomoderno…………………………………14 2‐Problemasdascidadeseuropeiasnaatualidade……………………..17 3‐Tiposdeordenamentodeterritórioegestãourbanística……….23 4‐Aimportânciadosespaçosverdesnocontextourbano………….27 5‐Síntese.....……………………………………………………………………..……….33 PARTEII–ACASANAÁRVORE 1‐Osonhodecriança:acasanaárvore(refúgioparabrincar)……39 2‐Construçãoempalafitas…………………………………………………..…….43
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xvii ABSTRACT Throughanapproachbasedontheevolutionofurbanmodels,the purposeofthisworkistounderstandwhereourcitiesfailtorelate withthenaturalenvironmentandfindoutwhichplansinurban managementcontributedtoimprovethisrelationship. The tree house example is used to study the relationship of architecturewithnature.Thistypeofconstruction,associatedwith adult‐child’simagination,wasrecentlyadaptedasatouristresort, culturalsymbolofluxury,aspaceforcomfortandmeditation. A number examples will be selected to better understand how architecturecanarticulatenaturalenvironmentwiththecomfort wedesire. Theaimisalsotounderstandhowtheexamplesstudiedrelateto theirsurroundings,takingintoaccounttheirecologicalvalueand architecturalrole.
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xix INTRODUÇÃO O meu interesse pelas casas em árvores resultou das visitas realizadasduranteoanodeErasmusemSãoPauloàcasadevidro daarquitetaLinaBoBardieàscasasemmadeiradoarquiteto MarcosAcayaba.Interessou‐mebastantealigaçãoentreabeleza daenvolventeexterior,oespaçonatural,o“levitar”earelaçãode confortoqueumespaçodehabitarpodeproporcionarnocontato comanatureza.Nestecontexto,surgiuotemadacasanaárvore,o sonho de criança, que recentemente tem sido alvo de protagonismo, nomeadamente pela criação de resortsdeluxo comooTreehotelnaSuécia,easTreeSnakeHousesemPedras Salgadas,mastambémcomoumretironomeionatural,umafuga ao frenesim da vida urbana. Entre os mais interessantes, encontram‐seosnumerososexemplosprojetadospeloarquiteto AndreasWenning. Háumafastamentocadavezmaiorentreasociedadehumanaeo meionatural.Vivemosnaeradatecnologiaeanossaligaçãomais básicaàterraestáhojeperfeitamenteindustrializada.Oaumento dapopulaçãoimpulsionouaeconomiadaconstruçãoeoaumento da construção tornou as cidades excessivamente densificadas. Todavia, desde os inícios da revolução industrial houve uma preocupação por parte de alguns arquitetos e urbanistas, que propuseram métodos de reintegração dos espaços verdes na cidade. Com efeito, novos parques, jardins, cinturões verdes, alamedas de árvores foram criadas nas principais cidades europeias.2 2Contudo,estascriaçõesnãopodemserconsideradascomoespaçosnaturais, umavezque,naturalsignificaproduzidopelanaturezaousegundoasleisdela; inato;espontâneo;emquenãohátrabalhodohomem;nãoartificial.Grande
xx Recentes estudos sobre psicologia e bem‐estar confirmam a importância em proporcionar áreas urbanas com mais espaços verdesesugeremtambémvisitasdecurtaduraçãoaáreasverdes, poisestastêmefeitosmuitopositivosnareduçãodeproblemasde saúdecomoaansiedade,cansaçoeperdadevitalidade. A artificialidade das cidades e o distanciamento da natureza provocadopeloprocessodeurbanizaçãoproporcionaramaprocura de experiências de contacto com a natureza. Desta forma, o crescenteinteressepelasustentabilidadeambientaleaprocurade bem‐estarmotivaramnovasformasdeconstruçãomaisadaptadas àsnecessidadescontemporâneas. Otrabalhoestáorganizadoemduaspartes.Naprimeira,pretende‐ secompreenderondefalhamasnossascidadesnarelaçãocomo ambientenatural,paraquesejustifiqueestetipodeconstruções‐ refúgioeresorts.Paraaelaboraçãodestaprimeiraparte,éfeita inicialmenteumaabordagemteóricasobreahistóriadourbanismo, refletindo,nomeadamenteondeestaserelacionacomoverde. Nasegundapartereflete‐sesobreoimaginárioadulto‐infantil,que levaàconstruçãodecasasnasárvorescomorefúgioparabrincar, comonecessidadedeumespaçopróprioearelaçãodestecoma natureza. É feita uma pesquisa sobre o estado da arte relativamenteàscasasnasárvores,enfatizandoosexemplosmais recentes e mais notórios. Devido ao elevado número de ocorrências, limitam‐se os exemplos de estudo ao contexto europeu. Pretende‐se analisar uma amostra variada com possibilidade de obter informações relevantes para efeitos comparativos. Neste contexto, selecionam‐se vários modelos construídosdetrêsempresasespecializadasnaconstruçãodecasas Dicionário Enciclopédico, Editorial Verbo. Assim distingue‐se o espaço da naturezadosespaçosverdesquesãoaquelesproduzidospelohomem.
xxi nasárvoresquesetêmvindoadestacarnaEuropa.Asempresas selecionadasforamoescritóriodearquiteturaBaumraumna Alemanha,DansMonArbreemFrançaeBlueForestemInglaterra. Umavezquetemaumentadoaconstruçãodecasasnasárvores para fins turísticos, o presente trabalho foca empreendimentos turísticos de relevo no contexto europeu. Destacam‐se pelo seu protagonismo arquitetónico o Treehotel na Suécia, o Resort BaumgeflüsternaAlemanhaeasTreeSnakeHousesemPortugal. Nofinaléfeitaumaanálisecomparativaatravésdeumatabela onde se enumeram características relevantes dos exemplos apresentadoseatravésdeumesquemaquerelacionao protagonismoarquitetónicodasobrascomoseucaráterecológico.
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PARTEI‐ONDEFALHAMASCIDADES?
1 1‐Contextualizaçãourbanística 1.1‐Acidadeindustrial Paramelhorentendermosondefalhamasnossascidadeshoje,é importanteperceberasuahistóriaeasrazõesqueaslevarama adotardeterminadasformas. "Ahistóriadaurbanísticamodernaé(...)umahistóriadesimples factos: as mudanças produzidas gradualmente pela revolução industrial nas cidades e nos campos só mais tarde surgem claramente e são percebidas como problemas, quando as quantidadesemjogosetornamsuficientementegrandes."3 Até1700aEuropaapresentava‐sepoucopovoada.Oaumentoda densidade populacional verificou‐se apenas a partir da segunda metadedoséculoXVIII."Épossívelqueatendênciageraltenhasido umadiminuiçãodataxademortalidadecomoaqueseverificouem Inglaterra,naSuéciaenaFrança."4Estadiminuiçãopoderáestar relacionada com uma melhoria na alimentação através da introduçãodasnovasculturasdetubérculosemaiorconsumode verduras.Tornou‐secomumousodomilho,dotrigoedabatatae houveumaexpansãodaprodução de gado. Também se verifica uma menor incidência de guerras, o que contribui para a diminuição das epidemias e das pilhagens. Nota‐se uma maior preocupação com saúde e higiene nomeadamente através do melhoramento dos esgotos e aquedutos. Existe um posicionamentomaisracionaldosdepósitosderesíduossólidose um melhor critério na localizaçãodoscemitérios.Fazem‐se 3BENEVOLO,Leonardo‐Asorigensdaurbanísticamoderna.(p.15). 4“aumentodemográficodoséculoXVIII”emInfopédia‐artigosdeapoiodaPorto Editora[on‐line].Disponívelem<www.infopedia.pt/$aumento‐demografico‐do‐ seculo‐xviii>
8 Howardestava mais interessadoem processossociais,a cidade‐ jardimeramaisdoqueumacidade,eraumterceiromodelo socioeconómicosuperioraocapitalismovitorianoeaosocialismo burocrático centralizado;20ele "sonhava com comunidades constituídas por vontade própria e autogovernadas"21, daí a importânciadasideiasdeliberdadeecooperaçãonoesquemados trêsímanes. Acidade‐jardimteriaumlimitefixodetrintaedoismilhabitantes, quandoacidadeatingisseestelimite,começar‐se‐iaoutraapouca distância dessa. Howard previa uma área de, aproximadamente, 2400 hectares. Desses 2400 hectares, 2000 eram destinados ao greenbelt, o cinturão verde que envolvia a cidade destinado à agricultura, e também a instituições urbanas, tais como reformatóriosecasasderepouso.Cadacidadejardimofereceria empregos e serviços, e estaria ligada a uma eficiente rede de transportes, o que proporcionaria oportunidades económicas e sociais.22 Em 1903 Howard criou a associação das cidades‐jardim com o objetivodediscutirosplanosidealizadosnoseulivroTo‐morrowe depromoveracriaçãodecidades‐jardimemInglaterra.23“Howard confiouaosarquitetosParkereUnwinoprojetodeLetchworth,ea LouisdeSoissonsodeWelwyn(...).Estasduascidadesconverteram‐ se depois em modelos na Europa e nos Estados Unidos (...) e serviramdeprotótipoparaaconstruçãodecidadesnovasnaGrã‐ Bretanha."24 20HALL,Peter;WARD,Colin‐Sociablecities:thelegacyofEbenezerHoward. (p.28). 21HALL,Peter‐Cidadesdoamanhã.(p.103). 22HALL,Peter,Cidadesdoamanhã.(p.109). 23HALL,Peter;WARD,Colin‐Sociablecities:thelegacyofEbenezerHoward. (p.29). 24CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(pp.220). Figura003‐Vistaaéreade Letchworth. Figura 002 ‐ Esquema da cidade‐ j ardim.
9 SegundoBenedettoGravanuolo,“arealizaçãodaprimeiracidade jardimmostra‐secomoumempobrecimentodoesquemaidealizado por Howard.”25A cidade de Letchworth adquiriu um caráter de subúrbio,porquecareciaessencialmentedeestruturasprodutivas e edifícios símbolo da comunidade. Faltavam‐lhe as principais atraçõesdeumacidade,capazesdegeraroempregoeo movimentonecessário26elementosqueestavamincluídosnoplano deHowardequenãoforamexecutados. A execuçãoprática de Unwin das primeiras cidade‐jardim não fez justiça às ideias de Howarde,poressarazão,“háquempense,aindahojequeoseu intentoeraconfinaraspessoasemcidadezinhasisoladasempelo campo”,27 quando a proposta de Howard previa núcleos com centenasdemilharesdehabitantes. AsnewtownsemInglaterra Em Inglaterra os espaços verdes do centro da cidade que eram senhoriais ou pertenciam exclusivamente à família real foram preservados.28Noentanto,comocrescimentodacidadenoséculo XIXeaexpansãodasáreasresidenciais,todososoutrosespaços verdes foram desaparecendo, resultando numa preocupante ausênciadeespaçosverdesabertosaopúblico.Nestecontexto, EdwinChadwickeocomitéespecialdepesquisasrelacionadascom "O efeito dos passeios públicos e jardins na saúde e moral das classes baixas"29 recomendou regularização dos subúrbios e o desenvolvimentodeumnovotipodeparqueurbano,umespaço paraservirasnecessidadesdeventilação,recreaçãoerelaxamento 25GRAVANUOLO, Benedetto ‐Historia del urbanismo en Europa 1750‐1960. (p.118). 26GRAVANUOLO, Benedetto,Historia del urbanismo en Europa 1750‐1960. (p.119). 27HALL,Peter‐Cidadesdoamanhã.(p.103). 28CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(p.22). 29CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(p.22).
10 dopúblico.Em1946foiaprovadooNewTownActqueestabeleceu o financiamento e definiu normas para a realização de novas cidades britânicas. O plano propunha uma política descentralizadoracomaintroduçãodetrezenovascidades,oito dasquais,nosarredoresdeLondres.ONewTownActfoibaseado no conceito das cidade‐jardim, e as novas cidades que foram projetadassegundoestaleipreviamumnúmerodevinteasessenta milhabitanteseincluíamumcinturãoverdeenvolvente(greenbelt) comumadimensãomínimadevinteedoishectares.30 Asville‐nouvellesemFrança Baseadasnasnewtownsinglesas,porvoltade1960constroem‐se as ville‐nouvelles francesas. Estas cidades novas prevêem uma concentração demográfica de quinhentos mil habitantes, uma vistosa monumentalização, e pretendiam incluir várias classes sociais. Estas cidades francesasnãoincluemarelaçãocidade‐ campodoconceitooriginaldacidadejardim.31 30GRAVANUOLO, Benedetto ‐Historia del urbanismo en Europa 1750‐1960. (pp.162e163). 31GRAVANUOLO, Benedetto ‐Historia del urbanismo en Europa 1750‐1960. (pp.169‐171).
11 1.2.2‐Planosurbanísticosprogressistas OplanodeHaussmann Entre1853e1870,GeorgesHaussmann,aoserviçodoimperador NapoleãoIII,adaptouacidadedeParisàsexigênciaseconómicase sociaisdoseutempo.Forammelhoradosossistemasesgotosede abastecimento de água e substituiu‐seaestruturamedievalda cidadeatravésdaaberturadepraçasedegrandesartériaspara facilitaracirculaçãoviária. Inspiradonassuasmemóriasdosparqueslondrinos,NapoleãoIII queria construir novos parques e jardins para a recreação e relaxamento dos parisienses. 32 Comesteobjetivooplanode Haussmann introduz um conjunto de áreas verdes públicas altamentequalificadas. Foram contruídos quatro grandes parques em localizados diferentes pontos cardeais da cidade: a oeste o parque Bois de Boulogne,aesteoparqueBoisdeVincennes(atualmenteomaior parquedacidade),anorteoParcdesButtes‐Chaumounteasulo Parc Montsouris. Foram também requalificados parques antigos existentes da cidade, incluindo o Parc Monceau e o Jardin du Luxembourg.Hassmannfoitambémoresponsávelpelacriaçãodo passeiodoscamposelísios. 33 Entre1853e1870,GeorgesHassmannintroduziucercadedoismil hectaresdeáreaverdenacidadedeParis.“Nunca antes uma cidadecontruíratantosparquesejardinsemtãopoucotempo.” 34 32 “Georges Haussmann” em Wikipedia. Disponível em <en.wikipedia.org/wiki/Georges‐Eug%C3%A8ne_Haussmann> 33CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(pp.15‐19). 34MONCAN,Patricede;HEURTEUX,Claude‐LeParisd’Haussmann.(pp.107‐ 109). Figura004‐VistaaéreadeParis comaestruturaviáriaresultante doplanodeHaussmann. Figura005‐BoisdeVincennes‐ maiorparquedacidadedeParis.
12 IldefonsoCerdáeoplanoparaBarcelona Em Barcelona, o engenheiro Ildefonso Cerdá foi escolhido para executaroplanodeextensãodacidade.OsistemacriadoporCerdá permiteresolveroproblemadaconcentraçãodemográfica,criada nas cidades devido ao desenvolvimento industrial, através da distribuiçãodeparques,indústria,comércioeresidênciasdeforma equilibrada. Noplanoelaboradoem1859,35Cerdácriaumahierarquiaviária baseadanumtraçadohipodâmicocomprincípiosdemodernidade. Asruassãoplaneadascom20metrosdelarguraeoscantos cortadosdosquarteirõestinhamcomoobjetivocriarumraiode curvaturaderuamaisadaptadaàmovimentaçãoviária. Osquarteirõesdecercade113metrosdeladoestãoorientados diagonalmenteemrelaçãoaomovimentodoSol.Estaorientação permite que nenhuma das faces do quarteirão fique exclusivamenteanorte.Nointeriordosquarteirõescriam‐sepátios comoobjetivodeserempreenchidoscomáreasverdeseconseguir umgrandefluxodepessoasedearpelacidade.36Adimensãodos pátios permite internos permite também que todas as faces do edifíciopossamterluzsolarsuficiente. SegundoGravanuolo,oplanodeCerdáparaBarcelonatinhacomo princípiointegrarumagrandedensidadehabitacionalcomamplos espaçosverdes,contudo,aexploraçãointensivadarendalevoua que,emalgunscasos,ointeriordoquarteirãonãobeneficiassedos pátiosinteriores.37 35CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaseuealidades.(p.21). 36 “Ildefonso Cerdá” em Wikipedia. Disponível em <es.wikipedia.org/wiki/Ildefonso_Cerdá> 37GRAVANUOLO, Benedetto ‐Historia del urbanismo en Europa 1750‐1960. (p.57). Figura007‐Vistaaéreade Barcelona comaestruturaviáriaresultantedo planodeCerdá. Figura006‐PlanodeCerdáparaa extensãodacidadedeBarcelona.
13 TonyGarniereoplanodecidadeindustrial TonyGarnierfoiumarquitetoeurbanistafrancêseéconhecido peloseuplanodecidadeindustrial. OplanoparaacidadedeLyonprojetadopeloarquitetoentre1899 e1901foipensadoparatrintaecincomilhabitanteséilustrativo do modelo progressista. De acordo com Françoise Choay, a principalideiadourbanismoprogressistaéamodernidade.38 ApropostadeTonyGarniereraumacidadesemmurosondetodas asáreasnãoconstruídaseramparquespúblicos.Oprojetoconsiste numaseparaçãoespacialdasfunçõesdetrabalho,habitação,saúde elazer. Segundooesquemadafigura009,háumaseparaçãoclaraentrea zonaindustrial localizada na proximidade do rio (a mancha com grelhaortogonaldoladodireitodaimagem)eazonadestinadaaos edifícios públicos de entretenimento, desporto, serviços e administração, habitações e escolas (a mancha com grelha ortogonaldoladoesquerdodaimagem). Existiaaindaoprojetodeumalinhadetransportesferroviários,de uma central hidroelétrica, de hospitais e estabelecimentos para inválidos. Todos os elementos apresentados no plano de Garnier seriam intersetadosporumaredeortogonaldeviasdecomunicaçãoe sempreseparadosporáreasverdes.39 38CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(p.22). 39CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(p.10). Figura008‐Planodecidade industrialdeTonyGarnier‐zonada cidade destinada aos edifícios públicos de entretenimento, desporto,serviçoseadministração. Figura 009 ‐ Plano de cidade industrialdeTonyGarnier‐esquema.
14 Corbusiereomovimentomoderno "Acidadetransformar‐se‐á,poucoapouco,numparque,antecipa LeCorbusier;eGroupiusacrescenta:oobjetivodourbanistadeve serodecriarentreacidadeeocampoumcontatocadavezmais estreito. Assim somos levados aos conceitos da cidade‐jardim vertical."40 Aprincipalideiadourbanismo progressistaéamodernidade.O arquitetoeurbanistaCharles‐ÉdouardJeanneret(1887‐1965),mais conhecido como Le Corbusier, vê essa modernidade na multiplicação dos espaços verdes e na criação de protótipos funcionaisparahabitação,trabalhoecirculação.41ParaCorbusier existem três condições naturais essenciais no urbanismo contemporâneo:oarpuro,osoleoverde.42Osedifíciosdeixam deestarligadosunsaosoutros,tornam‐seunidadesindependentes eganhamaltura. Corbusiercriticafortementeadesordem,insegurançaefaltade humanidade que se sente na cidade industrial moderna.43"A moderna cidade industrial radiocêntrica é um cancro que se desenvolve muito bem!44"AcidademodernaqueLeCorbusier propõe é feita de linhas retas, para assegurar a boa circulação viária,eprevêumaboaeficiênciaequalidadedevidaatravésde espaços arejados e iluminados, canalizações para água, gás, eletricidade, telefone, esgoto, aquecimento e ventilação.45 A cidade de Le Corbusier é essencialmente uma rutura com o 40CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(p.22). 41CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaseRealidades.(p.183). 42LECORBUSIER‐Maneiradepensarourbanismo.(p.10). 43CHOAY,Françoise‐Ourbanismo.(pp.184e185). 44LECORBUSIER‐Maneiradepensarourbanismo.(p.9). 45CHOAY,Françoise‐Ourbanismo:utopiaserealidades.(pp.188e189).
15 passado, ele próprio afirma: "Precisamos construir em terreno limpo"46 AapresentaçãodapropostaparaumanovaParisem1925,plano Voisin(figura010)cidadeparatrêsmilhõesdehabitantes,mostra a visão de Charles‐Édouard Jeanneret sobre como deveria ser a cidademoderna:aseparaçãoentreusos,altasdensidades,grandes áreaslivres, separaçãoentreveículosepeões. Corbusier propôs arrasarotecidourbano,conservandoapenasosedifícioshistóricos, envolvidosporzonasverdes.Sobreoterrenolibertadotraçavaas viasedisponhaosgrandesedifíciosdehabitaçãoeescritórios. Acidaderadiosade1930éapresentadanosegundocongressodos CIAM47econtémosprincípiosdoutrinaisdaorganizaçãourbanade LeCorbusier:umacidadeverdecomumaenormepercentagemde solo livre; grandes construções pontuais assentes em pilotis; edifícios mono funcionais dispostos em função de um eixo; e unidadesdehabitaçãoquealbergamcercade1800habitantese queincluem equipamentoselementarescomocrecheseescolas pré‐primáriaseumaruacomercial. Contudo,osexemploscriadoseinfluenciadosporestearquiteto‐ urbanista não se tornaram tão agradáveis como se poderia imaginar.Talvezpor,numatentativadeaumentaradensidadedos centros urbanos e ampliar as redes viárias, as cidades tenham perdidoasuaescalahumana.Talvezpor,aoquererverticalizara habitação,acidadepassouasersódebetãoepoucodiversificada. Em Chandigarh, a nova capital que o governo indiano decidira 46HALL,Peter‐Cidadesdoamanhã.(p.245). 47 Os CIAM (Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna) foram uma organização e uma série de eventos organizados pelos principaisnomesda arquitetura moderna internacional com o objetivo de discutir princípios de modernidade no âmbito da arquitetura, nomeadamente nas áreas do paisagismo,urbanismo,designindustrial,entreoutros.“CongressoInternacional da Arquitetura Moderna” em Wikipedia. Disponível em <pt.wikipedia.org/wiki/Congresso_Internacional_da_Arquitetura_Moderna> Figura 010 ‐ Plano Voisin de Le Corbusier.
16 construir, optou‐se por intensificar simbolismos e estética, em detrimentodosproblemasbásicosdapopulação.Nãosepensou emproduzirformasquefavorecessemaintegraçãosocialouque evitassemaformaçãodenovasfavelas.48 A cidade moderna de Corbusier é pensada para simplificar o trânsitoviárioenãosepreocupacomasdistânciasdopedestre.A cidadedeBrasília,projetadaporLúcioCosta,novacapitaldoBrasil inaugurada em 1960, foi muito influenciada pelas ideias de Le Corbusier. Nesta cidade tudo se torna longínquo para o peão e como este é substituído pelo automóvel, a cidade também vai perdendoasuasegurança.Oedifíciodehabitação,aoserseparado como unidade independente numa área exclusivamente residencial,fazcomque,emdeterminadashoras,outraszonasda cidadenãotenhamnenhum tipodemovimento, oquetambém levaaumaumentodainsegurança. 48HALL,Peter‐Cidadesdoamanhã.(pp.251‐253).
17 2‐Problemasdascidadeseuropeiasnaatualidade Atualmente,“54 por cento da população mundial vive em áreas urbanas,umaproporçãoqueseesperavenhaaaumentarpara66 porcentoem2050”.49Ascidadesdehojeoferecemumapanóplia de oportunidades e serviços que dificilmente as áreas rurais conseguemprover.Oportunidadesdeemprego;melhoressalários; melhores infraestruturas e acessibilidade; maior acesso à tecnologia; mais oferta e variedade de produtos de consumo; melhoresserviçosdesaúde,educação,transporte;etambémmaior entretenimentoculturaledelazersãoalgunsdosfatoresque continuamaaumentaradensidadepopulacionaldascidadesea sustentaroêxodorural. Apesardemuitosproblemasgravesdacidadeindustrialteremsido já solucionados, a cidade de hoje, no contexto europeu, ainda apresenta problemas que requerem a atenção de arquitetos, urbanistas,políticosehabitantesdacidade. "Háumexcessodasdensidadesconstrutivas.Muitaconstruçãoem altura. Desequilíbrios entre determinadas áreas pobres e outras áreasmaisricas.(…)Densidadesexcessivase,aomesmotempo,o esquecimentodosistemanaturalqueasdeveriaintegrar.E,depois, acabamporsecriarespaçosverdestãoartificiaiscomoaspróprias construções."50 Aconstruçãoexcessivacomorespostaaorápidocrescimentoda população provocou desequilíbrios nos espaços urbanos, quer a 49CentroRegionaldeInformaçãodasNaçõesUnidas[on‐line].Disponívelem <www.unric.org/pt/actualidade/31537‐relatorio‐da‐onu‐mostra‐populacao‐ mundial‐cada‐vez‐mais‐urbanizada‐mais‐de‐metade‐vive‐em‐zonas‐ urbanizadas‐ao‐que‐se‐podem‐juntar‐25‐mil‐milhoes‐em‐2050> 50ANDRADE, Vítor ‐Onde falham as cidades: "As cidades estão um caos" ‐ GonçaloRibeiroTelles(p.53‐54).
24 ordenamentodeáguaspúblicas,deordenamentodaorlacosteira edosestuários.65 Noâmbitoregional,osPlanosRegionaisdeOrdenamentodo Território (PROT) têm como objetivo desenvolver opções de planeamento regional de acordo com o programa nacional da política de ordenamento do território e dos planos setoriais, e traduzir espacialmente os objetivos de desenvolvimento económicoesocialsustentável.66 AnívelmunicipalexistemosPlanosMunicipaiseIntermunicipaisde OrdenamentodoTerritório(respetivamente,PMOTePIMOT).Os PMOT são elaborados pelos municípios e têm como objetivo expressarestratégiasdedesenvolvimentolocal.Estesplanossão responsáveispeladefiniçãodaestruturaecológica,normasdeuso do solo, de utilização do espaço público e pela localização de infraestruturas,equipamentoseserviçosmunicipais. Dentro dos Planos Municipais de Ordenamento do Território inserem‐se os Planos Diretores Municipais (PDM), os Planos de Urbanização(PU)eosPlanosdePormenor(PP).67 Osplanosdeurbanizaçãosãoconstituídosporumregulamento, plantasdezoneamentoedecondicionantes,relatóriosdeobjetivos com base nas condições económicas, sociais, culturais e ambientais,eprogramasdeexecuçãodasintervençõesprevistasa nívelmunicipal. 65 Procuradoria‐Geral Distrital de Lisboa [on‐line]. Disponível em <www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=1188&tabela=leis&so_ miolo=> 66ENCARNAÇÃO, Rita Alexandra Coelho da ‐O sistema de planeamento territorialportuguês:reflexãocríticaecontributosparaasuperaçãodassuas disfunções.(p.118‐120). 67 Procuradoria‐Geral Distrital de Lisboa [on‐line]. Disponível em <www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra_articulado.php?nid=1188&tabela=leis&so_ miolo=>
25 OsPlanosdePormenorexpressaminformaçõesdecaráterurbano mais específicas como o desenho do espaço urbano. Os PP são responsáveis pela caracterização da área de intervenção, identificando os valores naturais e culturais a preservar. São encarregues da aplicação de critérios de dimensionamento dos equipamentosdeutilizaçãocoletivaerespetivalocalização,regras de ocupação de espaços públicos, levam a cabo operações de demolição,conservaçãoereabilitaçãodasconstruçõesexistentes, eapresentamindicadoresrelativosàscoresemateriaisautilizar. SegundoRuivoeCunha,detodosestesníveisdeorganização,o plano de caráter mais urbanístico e de planeamento físico é o planeamento local, nomeadamente, os planos diretores municipais.68 UmPlanoDiretorMunicipal(PDM)éuminstrumentoreguladordo ordenamento do território elaborado por cada município e aprovado em assembleia municipal. Este documento inclui a referenciação espacial dos usos e das atividades do solo, identificando redes urbanas, viária, de transportes e de equipamentos, de captação, os sistemas de telecomunicações, tratamentoeabastecimentodeáguaentreoutras.69OsPDMsão importantespoisclarificamoquesedeveenãodevefazer relativamenteàocupaçãodosolourbano,asseguramaarticulação entreasredesmunicipaisdeinfraestruturas,reforçamaautonomia da atividade municipal e contribuem para o reconhecimento da importânciadoordenamentoedourbanismo.70 68RUIVO,CésardeJesus;CUNHA,JúlioPereirada‐Ordenamentodoterritórioe gestãourbanísticamunicipal.(pp.13e14). 69“PlanoDiretorMunicipal”emWikipedia.Disponívelem <pt.wikipedia.org/wiki/Plano_Diretor_Municipal> 70RUIVO,CésardeJesus;CUNHA,JúlioPereirada‐Ordenamentodoterritórioe gestãourbanísticamunicipal.(pp.71e72).
26 ParaPinhoeMargalha,agestãodosrecursosnaturaistemosPDM como instrumento de promoção e preservação inequívoco. Contudo, em relação aos fenómenos de poluição estes instrumentosapresentam‐sepoucoesclarecedoresouomissos.A legislaçãoatualnãoincentivademodoexplícitoaabordagemdos fenómenosdepoluiçãoambiental.71 SegundoEncarnação,“Duranteoscercade20anosdevigênciada legislação de 1971 poucos foram os instrumentos de gestão territorialaprovados”72 Houveumadificuldadenaaprovaçãodosplanos,devidoaolongoe complexo processo de análise dos mesmos. Este processo burocráticopassavaporváriasentidadesdeadministraçãocentral e demoravam tanto tempo a ser resolvidos que se tornavam obsoletoseineficazesquandofinalmenteconcluídos.73 71PINHO, Paulo; MARGALHA, João‐“Doproteccionismodanaturezaao protagonismododesenvolvimento:opapeldoplaneamentodoterritóriofaceà naturezadosfenómenosdepoluiçãoambiental”.(pp.22‐27). 72ENCARNAÇÃO, Rita Alexandra Coelho da ‐O sistema de planeamento territorialportuguês:reflexãocríticaecontributosparaasuperaçãodassuas disfunções.(p.58) 73ENCARNAÇÃO, Rita Alexandra Coelho da ‐O sistema de planeamento territorialportuguês:reflexãocríticaecontributosparaasuperaçãodassuas disfunções.(p.58)
27 4‐Aimportânciadosespaçosverdesnocontextourbanona atualidade Para a docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, Maria do Rosário Partidário, “Descuidar o ambiente tem custos económicos,sociaiseculturaiscadavezmaiselevados.”74Segundo Partidário, integrar a componente ambiental no processo de planeamentoéatualmenteumadascondiçõesindispensáveisaum desenvolvimentohumanoequilibradoesustentado. "A presença da natureza, através de espaços abertos, espaços verdes e superfícies de água, é indispensável à qualidade do ambienteurbano,àbelezadacidade,aorecreio,saúdeebem‐estar dapopulação."75 Aconsciencializaçãodaaçãodohomemsobreomeioemquevive eoseuimpactonasustentabilidadedavidahumanalevaramaum enormedebatedasquestõesambientais,queteveinícioporvolta dadécadadesessentaequepersisteatéaosdias dehoje.76À medida que a "investigação científica confirmava e tornava evidente a crescente delapidação dos recursos naturais e o aceleradodesequilíbriodossistemasecológicos"77aagendapolítica europeiacomeçaaincluirasquestõesambientais. O ano de 1970 foi declarado ano Europeu da Conservação da NaturezapeloConselhodaEuropa,ecomeçou‐se,pelaprimeiravez nesteano,acelebraroDiadaTerraa21deMarço.78EmPortugal 74PARTIDÁRIO,MariadoRosário‐“Aintegraçãodacomponenteambientalno processodeplaneamento”.(pp.8‐12). 75RIBEIROTELLES,Gonçalo‐PlanoverdedeLisboa.(p.15). 76FADIGAS,Leonel‐Fundamentosambientaisdoordenamentodoterritórioeda paisagem.(pp.19e20). 77FADIGAS,Leonel‐Fundamentosambientaisdoordenamentodoterritórioeda paisagem.(p.23). 78FADIGAS,Leonel‐Fundamentosambientaisdoordenamentodoterritórioeda paisagem.(pp.21‐23).
28 foipublicadaaleideproteçãodanatureza(Leinº9/70,de19de Junho)efoicriadaaComissãoNacionaldoAmbiente.79Segundoa Constituição da República Portuguesa de 1976, artigo 66º, nº1, "Todos têm direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamenteequilibradoeodeverdeodefender".80 A presença dos espaços verdes na cidade é imprescindível para controlarapoluiçãoatmosférica.Adiretivaeuropeiaemrelaçãoà qualidade do ar na Europa, em vigor desde Junho de 2008, estabelece a necessidade de reduzir os níveis de poluição nos estados‐membro.81AsmicropartículasconhecidascomoPM1082são asmaisprejudiciaisàsaúde,podendoprovocarproblemasanível dosistemarespiratório,comoasma,bronquitecrónica,cancrodo pulmão e morte prematura.83 Segundo a norma europeia as partículasdePM10nãopodemultrapassarumaconcentraçãode50 microgramasem24horasemmaisde35diasporanoou40 microgramas ao longo do ano.84DeacordocomaOrganização MundialdeSaúde(OMS),noanode2014,trezedasquinzecidades portuguesas em estudo atingiram níveis de poluição acima dos limitesconsideradosaceitáveis.85 79FADIGAS,Leonel‐Fundamentosambientaisdoordenamentodoterritórioeda paisagem.(p.24). 80 Assembleia da República [on‐line]. Disponível em <http://www.parlamento.pt/Legislacao/Paginas/ConstituicaoRepublicaPortugu esa.aspx> 81 EUR‐Lex, Jornal Oficial da União Europeia [on‐line]. Disponível em <eur‐ lex.europa.eu/legal‐content/EN/TXT/?uri=CELEX:32008L0050> 82AsPM10sãoumtipodepartículasinaláveis,dediâmetroinferior a 10micrómetros(µm),econstituiumelementodepoluiçãoatmosférica.Podem penetrarnoaparelhorespiratório,provocandoinúmerasdoençasrespiratórias. “PM10”emWikipedia.Disponívelem<pt.wikipedia.org/wiki/PM10> 83DepartamentodeComunicaçãodaComissãoEuropeia[on‐line].Disponívelem <europa.eu/rapid/press‐release_MEMO‐07‐571_en.htm?locale=en> 84 jornal Público [on‐line]. Disponível em <www.publico.pt/ciencia/noticia/poluicao‐do‐ar‐pode‐levar‐portugal‐ao‐ tribunal‐de‐justica‐europeu‐1467931> 85 Jornal Público [on‐line]. Disponível em <http://www.publico.pt/ecosfera/ noticia/treze‐cidades‐portuguesas‐falham‐limites‐de‐poluicao‐do‐ar‐1635155> Figura 012 ‐ Emissões de PM10 em Portugalnoanode2009.
29 ComorefereMadureira,avegetaçãoéumelementopurificadorda atmosfera urbana ao absorver o dióxido de carbono, emitindo oxigénioeozono.Paraalémdestafunçãoessencial,avegetação funcionacomotermorregulador,protegezonasemriscodeerosão hídricaeeólicaeabsorveasondassonoras,reduzindooruídodos centrosurbanos.86 OarquitetopaisagistaGonçaloRibeiroTellesrealça,noPlanoVerde deLisboa,aimportânciadehaverumcontinuumnaturale(definido naLeideBasesdoAmbientenº11/87de7deAbril)comoum "sistemacontínuodeocorrênciasnaturaisqueconstituemosuporte da vida silvestre e da manutenção do potencial genético e que contribuiparaoequilíbrioeestabilidadedoterritório"87Paraeste efeito,épossível,senecessário,aintroduçãodenovaszonasverdes eespaçoslivres.NoplanoverdedeLisboarecomendou‐seumvalor de40metrosquadradosdeespaçoverdeporhabitante. Paraoarquiteto,osespaçosabertoseespaçosverdesdacidade nãodevemserespaçosresiduaisousobrantesqueresultamdas áreas deixadas pelos edifícios. Assim, os espaços verdes devem fazer parte do planeamento em conjunto com os espaços edificados.88 Madureira acrescenta que a estrutura verde urbana deve ser concebidadeformahomogéneaportodaacidadeequeháuma necessidadedearborizaçãodaestruturaviáriaerequalificaçãodos jardinseparquesexistentes.89Estesconstituem“locaisderefúgio datensãodavidaurbana,ondeaspessoasprocuramocontacto comanatureza,comoarlivre,fugindodacidade”.90 86MADUREIRA,Helena‐Aimportânciadoverdenosmeiosurbanos.(pp.19‐20). 87RIBEIROTELLES,Gonçalo‐PlanoVerdedeLisboa.(p.29). 88RIBEIROTELLES,Gonçalo‐PlanoVerdedeLisboa.(p.15). 89MADUREIRA,Helena‐Aimportânciadoverdenosmeiosurbanos.(pp.15‐23). 90MADUREIRA,Helena‐Aimportânciadoverdenosmeiosurbanos.(p.23).
30 Umestudopublicadoem2009naRoyalSocietypublishingonline indicaapercentagemdeáreasverdesnaeuropaporcidadeepor país.Estãoemestudotrezentaseoitentaeseiscidadeseuropeias, ondefoiexploradaarelaçãoentreespaçosverdesurbanos,aárea e população da cidade. Conclui‐se com esta pesquisa que a percentagem de espaço verde per capita variadesdeos3a4 metrosquadradosporpessoa,nomeadamenteemalgumascidades espanholaseitalianas,atéaos300metrosquadradosemalgumas cidadesestudadasnaBélgica,FrançaeFinlândia.Existeumpadrão maisclaroaníveldepaís,podendoidentificar‐seumamenorárea deespaçosverdesporpessoanospaísesdosuleestedaeuropa comoépossívelobservarnafigura013. Nuncanahistóriaossereshumanospassaramtãopoucotempoem contactofísicocomanimaiseplantas.Pesquisassobreestetema têm mostrado que o excesso de estimulação artificial e uma existênciaemambientespuramentehumanospodecausarcansaço eproduzirumaperdadevitalidadeesaúde.91 Recentesestudossobrepsicologiaebem‐estartambémconfirmam aimportânciaemproporcionaráreasurbanascommaisespaços verdes: “em média, os indivíduos sofrem menos de problemas relacionados com o stress e apresentam um bem‐estar superior quandovivememáreasurbanascommaisespaçoverde.”92Estudos nesteâmbitosugeremtambémquevisitasdecurtaduraçãoaáreas verdestêmefeitosmuitopositivosnareduçãodeproblemastais 91 MALLER, Cecily; TOWNSEND, Mardie; PRYOR, Anita; BROWN, Peter; ST LEGER,Lawrence‐“Healthynaturehealthypeople:‘contactwithnature’ asanupstreamhealthpromotioninterventionforpopulations”. 92WHITE,MathewP.,ALCOCK,Ian,WHEELER,BenedictW.,DEPLEDGE,Michael H.‐“Wouldyoubehappierlivinginagreenerurbanarea?Afixed‐effectsanalysis ofpaneldata”.
31 como a ansiedade ou nervosismo, comparativamente a áreas urbanasdensificadas.93 93TYRVÄINEN,L.;OJALA,A.;KORPELA,K.;LANKI,T.;TSUNETSUGU,Y.; KAGAWA, T. ‐“Theinfluenceofurbangreenenvironmentsonstressrelief measures: A field experiment”. Disponível em <www.academia.edu/5624573/Tyrv%C3%A4inen_L._Ojala_A._Korpela_K._Lanki _T._Tsunetsugu_Y._and_Kagawa_T._2014_._The_influence_of_urban_green_e nvironments_on_stress_relief_measures_A_field_experiment> Figura013‐ Percentagemdeespaçosverdespercapitanospaísesdaeuropa.
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33 5‐Síntese Comummesmopressuposto,dedaràscidadesmelhorqualidade devida,asideiasprogressistaseculturalistastiveramresultados muitovariados. Segundo o pensamento de Ebenezer Howard, a terra devia pertenceràcomunidade,aspessoasdeviamestarenvolvidasnas decisões do planeamento e devia haver harmonia entre as construçõeseoambientenatural.Auniãoentreacidadeeocampo trariaaspessoasparapertodanatureza,queeleconsideravaser umafontedevida,riquezaefelicidade.Omovimentoqueseiniciou com a ideia das cidades‐jardim teve um grande impacto em Inglaterra, onde teve origem, e mais tarde, também difundiu‐se amplamenteanívelinternacional.Emboraosprimeirosexemplos construídos não tenham alcançado o movimento necessário e tenham sido rotuladas de subúrbios‐jardim, este modelo urbanístico deu origem a cidades mais humanas e com melhor qualidadedevida. Mais tarde, surge a cidade‐jardim vertical, a possibilidade da construçãoemalturaeatentativadetransformaracidadenum parque,devolvendoàshabitaçõesahigiene,aluz,acirculaçãode ar e uma envolvente verde abundante. As ideias de Corbusier tiveram fundamentos muito positivos, como o princípio da ortogonalidadecom inúmerasvantagensna circulaçãoviária ea construçãoemalturaqueseriaumaboasoluçãoparaoexcessode população, no entanto, a entreajuda entre as pessoas e escala humana da cidade de Corbusier ambiciona ter é muito melhor conseguidanoexemplodeHoward. Ascidadesquetemoshojepoderiamterresolvidomuitosdosseus problemas se se tivessem orientado, durante o seu
40 “Oparadigmada“casanaárvore”pertence(…)aomundodosonho que existe dentro de nós mesmos, habitando silenciosamente o maisíntimoeprofundodetodo oserhumano.”97 Deacordocomodicionáriodalínguaportuguesaosonhoéaquilo queéprodutodaimaginação,fantasia;éumdesejo,umaaspiração; umprojetoutópico,cujaexecuçãoparecedifícilouimpossível.98 SegundoEberhardSyring,professordeHistóriadaArquiteturana Universidade de Bremen, a casa na árvore pode ser classificada comoumaheterotopia.99Oconceitodeheterotopiafoiintroduzido pelaprimeiravezpelofilósofofrancêsMichelFoucaultedescreve umlugarutópico,domundodosonhoque,emoposiçãoàutopia, apresenta‐secomoumarealidadeconstruída. ParaRitaMachadoLima,estemundodosonhoéespecialmente próximo das crianças. A casa na árvore é um projeto infantil enquadradonestacategoriadosonho.Estesonhotemsidomuito estimulado através da literatura infantil, dos filmes e desenhos animados. Oespaçoelevadoquesecrianumaárvoreéumexcelentelugar para as brincadeiras de criança. Situado num local anexo à habitação,permiteaindependênciaeumaapropriaçãoporparte dos mais pequenos para desenvolveram a sua imaginação. É também um espaço ideal para motivar o gosto pela natureza e ensinaràscriançasaimportânciadasuapreservação. Segundo o arquiteto Andreas Wenning, existe na Europa uma tradição de construção de casas nas árvores por crianças que 97LIMA,RitaMachado‐Sentidoseconstruçõesumacasanumaárvore.(p.117). 98Nãoconfundir,paraestetema,osonhocomooprodutodaatividademental inconscientequesemanifestaduranteosono.“sonho”emInfopédia‐Dicionário daPortoEditora[on‐line].Disponívelem<www.infopedia.pt/dicionarios/lingua‐ portuguesa/sonho> 99WENNING,Andreas‐Treehouses:SmallSpacesinNature.(p.8).
41 perdura.Emboranagrandemaioriadasvezesestasejaauxiliada poradultos.“Omotivoparaestaatividadepareceóbvio:édivertida eprometeaventura‐nãoapenasparaascrianças.”100 100WENNING,Andreas‐Treehouses:SmallSpacesinNature.(p.23).
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43 2‐Construçãoempalafitas SegundoodicionárioenciclopédicoKooganLarousse,palafitaéa estaca que sustenta a habitação lacustre. Também se chama palafitaaestetipodehabitaçãosobreestacas. Asaldeiaslacustressãoconstruçõeshumanasfeitasnumlagoouna proximidade de um lago. Muitas aldeias deste tipo foram construídasnaeuropanoperíodopré‐histórico.Asmaisfamosas foramdescobertasnoséculoXIXemlagosnaSuíçaenaAlemanha. Estasestruturassãogeralmenteconstruídasemregiõesalagadiças juntoalagosdepoucaprofundidade.101 O objetivo essencial destas construções elevadas é proteger a edificaçãodasinundaçõesquandoestasestãopróximasdelagos. Tambémemlocaispantanososoucomelementosdesolo congelados (permafrost) este tipo de construção em estacas é muitoútilparaqueascasaspossamterumafundaçãoestávelno casodedeslizamentodeterras. Foramdescobertasmuitasconstruçõespalafíticasdatadasde5000 a500 a.C. em voltadoslagos epântanosdos Alpes, na Áustria, França,Alemanha,Itália,EslovéniaeSuíça. Aindaexistemnosdiasdehojealgumasconstruçõesdestetipoem países subdesenvolvidos como, por exemplo, em Benim, na PolinésiaounaBirmânia. Estetipodeconstruçãosobreestacasdemadeiratambémé utilizadoatualmenteporumatriboprimitivadosudestedePapua naNovaGuiné. 101TheNewCaxtonEncyclopedia.Volume12KOCH‐MAND.(pp.29e30). Figura015‐CidadedeYawnghwe nolagoInlenaBirmânia. Figura014‐Reconstruçãodeuma aldeialacustredaIdadedoBronze.
44 OsKorowai,tambémchamadosKolufo,sãoumatriboquevivena florestatropicaldePapua,naNovaGuiné.Estatribodescobertana décadade70têmcercadetrêsmilhabitantes,separadosporclãs. OsKolufotêmumaarquiteturahabitacionaldistinta.Ascasasonde vivemsãoelevadasdosoloatravésdetroncosdeárvoreseestacas emmadeira.Paraestatribo,quantomaisaltaforacasamaioréo seuprestígio.102 Estetipodeconstruçãopermiteumahabitaçãodefensiva,longe dos níveis de inundação, de insetos e animais selvagens. A construçãodestashabitaçõeséárduamasrápida,poistodaa comunidadeparticipa. OsKorowaisãoaúnicatribonomundoqueatualmenteviveem casasnasárvores,assuascasastêmumaáreadecercade30 metrosquadradoschegamaestarelevadasdosoloaté50metros dealtura.103 A elevação das suas casas permite uma vista majestosa sobre a selvaemquehabitam.“Olhandoavista,comalareiraacesa,somos tãofelizes emviver nestabela floresta.”104OsKorowaisão uma tribodecostumessimpleseporissocompreendembemovalorque anaturezatemnasuavida. 102“Korowaipeople”emWikipedia[consultadoem28Jul2015]Disponívelem <en.wikipedia.org/wiki/Korowai_people> 103WENNING,Andreas‐Treehouses:SmallSpacesinNature.(p.20). 104BBCHumanNature;Jungles‐PapuaNewGuinea[consultadoem28Jul2015] Disponívelem<www.youtube.com/watch?v=njPU_mD_EVA> Figura017‐Habitaçãonasárvores datriboKorowaisobreafloresta tropicaldePapua,NovaGuiné. Figura016‐MembrosdaTribo Korowaiemfrenteaumadassuas construçõesemestacasde madeira.
45 3‐Arquiteturananatureza(retiroecológico) "Aqualidadedoambientenoqualaspessoasvivem,trabalhamese divertem,temumainfluênciaconsiderávelnaprópriaqualidadede vida."105 É interessante observar esta procura de retiros na natureza e a formacomoaarquiteturasepodeintegrarmelhornosespaços naturaisetirarmaiorpartidodestes.Procura‐seconfortoe tranquilidade,descansodaazáfamaurbanaepasseiosnanatureza. Algumasformasarquitetónicasadaptam‐seaestetipodeprocura criandoumespaçodelazerúnicorelacionadocomanatureza. Desdeasualocalizaçãoprivilegiadaàsvistasque proporcionam, esteslugares/habitaçõessãooexemplodecomoconseguimoster todo o conforto que a construção atual permite e usufruir, ao mesmotempo,doprazererelaxamentoqueanatureza proporciona. Aomesmotempo,esteslugaresprocuramterummínimoimpacto ambiental.Mantêm‐seasárvores,eleva‐seacasadoníveldosolo, preservando‐oeutilizam‐semateriaispoucopoluentes. Umavezqueomeuinteressepelascasasemárvoresresultoudas visitasrealizadasduranteoanodeErasmusemSãoPauloàcasade vidrodaarquitetaLinaBoBardieàscasasemmadeiradoarquiteto Marcos Acayaba, em sequência abordam‐se exemplos de arquiteturahabitacionalquerelacionados,diretaeindiretamente, com a experiência que tive no Brasil se enquadram neste tema pelas semelhanças entre estas arquiteturas e a arquitetura das casasnasárvores. 105PERLOFF,Harvey‐Lacalidaddelmedioambienteurbano.(p.5).
46 3.1‐ Alguns exemplos de arquitetura de habitação com grande presençadaenvolventenatural LinaBoBardi:CasadeVidro(Morumbi,Brasil) Lina Bo Bardi nasceu em Roma em 1914. É diplomada pela faculdadedearquiteturadeRomaem1940.Mudou‐separaSão Pauloem1947.Paraalémdaarquitetura,Linaesteveenvolvidaem diversas atividades, desde teatro, cinema, produção cultural, preservação do património, edição de revistas (Domus), organizaçãodemuseus,adesenhográficoedemobiliário. AssuasobrasmaisrelevantesforamoMASP(1957),eCentrode CulturaeLazerSESCPompéia(1977),easuaprópriaresidênciano Morumbi,maisconhecidacomoacasadevidro(1951). ACasadeVidrofoipensadasemefeitosdecorativos;oseuprincipal objetivo era a sua integração e aproximação à natureza. A sua estrutura,emtermosvisuaiséextremamenteleveeacasaé delimitada,emtrêsdosseuslados,porumaparede completamenteenvidraçada,desdeafinalajedochãoatéaoteto, oquecriaumcertoefeitodelevitaçãonacasa. ÉpossíveldividiraCasadeVidroemduaspartesprincipais:uma, emcontactocomoenormeenvidraçado,decaráctermaissocial, ondeselocalizamabiblioteca,asaladeestareasaladejantar;ea outraorganiza‐seemtornodeumpátioeéapartemaisprivada, ondeselocalizamosquartoseosvestiários. NaCasadeVidro,aenvolventenaturalétãopresenteque,quase sepodeafirmarque,esta“constrói”acasa.Elaprópriaoafirma: “Montanhas,bosques,mar,riosrochas,pradosecampossãoos fatoresessenciaisdeterminantesdaformadacasa.”106 106Linaporescrito.TextosdeescolhidosdeLinaBoBardi(coord.:C.Fino),São Paulo:Cosac&NaifyEdições/InstitutoLinaeP.M.Bardi,2009. Figura018‐CasadeVidrodeLina BoBardi.
47 Figura019‐CortedaCasadeVidro.Figura020‐ PlantadaCasadeVidro. Figura021‐InteriordaCasadeVidro.Figura 022 ‐ Vista da árvore que atravessaopátiodaCasadeVidro. Figura023‐VistainteriordopátiodaCasade Vidro. Figura024‐ PormenorinteriordaCasadeVidro.
48 LacatoneVassal:CasaemCapFerret(França) OsarquitetosAnneLacatoneJeanPhilippeVassalterminaramo cursoem1980naEscoladeArquiteturadeBordeaux. 107 Em1987 criaramoescritóriodearquiteturaLacaton&VassalemParis, 108 e desdeentãotêmconquistadováriosprémioseexecutadomúltiplos projetoscompreocupaçõesecológicas. A Casa em Cap Ferret (1998), um dos projetos desta equipa de arquitetos, está implantada numa zona de dunas repleta de pinheirosevegetaçãorasteira.Parapreservaravegetaçãodolocal, a habitação foi elevada do solo e, juntamente com a fachada envidraçada,conseguetirarmaiorpartidodavistasobreaBaíade Arcachon. De forma a evitar o abate dos pinheiros, estes são mantidos e atravessamacasaemdeterminadospontos.Acasaadapta‐seàs pequenas movimentações naturais das árvores através de uma construçãoflexívelemtornodestas. 109 Acasatem210metrosquadrados deárea,incluindoavarandade 30metrosquadrados. 110 Oprogramainternoédefinidoporquatro quartos,doissanitários,eumgrandeespaçoamplonafrente,onde selocalizaacozinhaesala.Oacessoàcasaéfeitoatravésdeuma escadaemcaracolnapartefrontaldahabitação. Aestruturametálicadáàcasaumefeitoleveeflutuante,umavez queospilaressemisturamentreasárvores.Afachadaérevestida compainéisdealumínioondulados. 107 Lacaton & Vassal arquitetos. Disponível em <lacatonvassal.com/data/ documents/20150505‐145155lv_cvv_chrono_v2ANG_bd.pdf> 108 “Lacaton et Vassal” em Wikipedia. Disponível em <fr.wikipedia.org/wiki/ Lacaton_et_Vassal> 109 Lacaton & Vassal arquitetos. Disponível em <lacatonvassal.com/ index.php?idp=21#> 110 Lacaton & Vassal arquitetos. Disponível em <lacatonvassal.com/data/ documents/20140220‐112351LV_FchA4_HabitatMaisons_CAP_bd.pdf> Figura025‐CasaemCapFerretde AnneLacatoneJeanPhilippe Vassal. Figura026‐CasaemCapFerretde AnneLacatoneJeanPhilippe Vassal.
49 Figura027‐CortedacasaemCapFerret.Figura028‐ Pormenorconstrutivodoatravessamento deumaárvorenaestruturadacasaemCapFerret. Figura029‐PlantadacasaemCapFerret.Figura030 ‐ Pormenor de um tronco de árvore queatravessaverticalmenteacasaemCapFerret. Figura031‐InteriordacasaemCapFerret.Figura032‐ InteriordacasaemCapFerret.
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57 4‐Casasnasárvores 4.1‐Baumraum(Alemanha) “Algumaspessoasgostamdascasasnasárvoresporestasestarem próximasdanaturezaeexistemmuitopoucasnaAlemanha.(…)O valorintrínsecodacasanaárvoreestánasuarelaçãoequilibrada com o ambiente natural, esta possibilita que se esteja num ambienteinterior,aomesmotempo,nanatureza.”114 OescritórioBaumraum,especializadoemcasas,hotéisesistemas modularesconstruídosemárvores,foicriadopeloarquiteto AndreasWenning.Wenningnasceuem1965estudoumarcenaria em Weinheim, Alemanha (1982‐85). Tornou‐se arquiteto pela Universidade Técnica de Bremen em 1995. Trabalhou com José Garcia Negette em Sydney, Australia (2000‐01). Wenning demonstrou um grande interesse pela construção de casas nas árvores.Em2009publicouumlivrosobreoseutrabalhocomo título Treehouses: small spaces in nature. Organizou também workshopssobreotema:“TheBodyLanguageofTrees”e“Building aTreeHousewithoutImpairingtheTree”.115Enoanode2003,criou o Baumraum na localidade de Bremen no norte da Alemanha. Desdeentãotemfeitoinúmerosprojetosdecasasnasárvores,não sónaAlemanha,mastambémnoutrospaíseseuropeusenos estadosunidos. NumaentrevistaaoSpiegelonline,quandoquestionadosobrequal otipodepúblicoparaestetipodeconstruçãoWenningrespondeu que varia muito. “Algumas pessoas querem ter algo que não 114Spiegel[on‐line].Disponívelem<www.spiegel.de/panorama/baumhaeuser‐ architekt‐andreas‐wenning‐spricht‐ueber‐seine‐entwuerfe‐a‐867602.html> 115JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.346).
58 tiveramemcriança,outrasqueremdaraosseusfilhosumespaço queelesprópriosgostaramdeterduranteasuainfância”116 ParaWenningumacasana árvorenão precisade usar a árvore comosuporte.Asuadefiniçãodecasanaárvoreéumaestrutura quenãoestáapoiadadiretamentenochãoetêmumdiálogomuito próximocomasárvores,queranívelespacial,querdodesenho.117 MuitasdascasasnasárvoresdeWenningapoiam‐se simultaneamenteemestruturasmetálicas,oquepermitegarantir todaasegurançaenãodanificarasárvoresexistentes. Foram selecionados alguns exemplos das várias casas na árvore projetadasporWenningnaEuropa. AroundtheOak(Alemanha) Em torno de um carvalho contruiu‐se esta casa a 11 metros de altura.Asuacotaelevadapermitevistasprivilegiadasdolocal. Oacessoàcasainicia‐seapartirdeumaaberturanotelhadoda garagem/armazémdapropriedadeefaz‐seatravésdeumaescada emcaracolemvoltadotroncodaárvore.Existeumaplataforma exterior ao nível da casa à qual se acede através de uma porta horizontal. Esta plataforma criaumespaçodeterraçoaltocom vistasprivilegiadasdaenvolvente. Aárvoresuportatodaaestrutura.Otroncoprincipalatravessao centroterraçoeumavezqueoespaçointernodacasaestámais afastadodotronco,utilizaram‐sepilaresfinosdeaçoapoiadosnum pontomaisbaixodaárvore. 116Spiegel[on‐line].Disponívelem<www.spiegel.de/panorama/baumhaeuser‐ architekt‐andreas‐wenning‐spricht‐ueber‐seine‐entwuerfe‐a‐867602.html> 117WENNING,Andreas‐Treehouses:SmallSpacesinNature.(p.11). Figura053‐Entradaparaoterraço dacasanaárvoreAroundtheOak. Figura 052 ‐ Interior da casa na árvoreAroundtheOak. Figura051‐Vistaexteriordacasana árvore AroundtheOak.
59 Aformacurvadacasapermitequeasparedeseotetosetornem numelementoúnico.Destemodo,espaçointernosente‐secomo uma cápsula para observação da natureza. Fazem‐se aberturas controladasnaslateraiseumaaberturanotopodevidrocurvo.O interiorincluiumconfortávelespaçodedormidaeumespaçode estarcomalgunselementosdemobiliárioincorporados.Utiliza‐se a madeira tanto interior como exteriormente e folhas de zinco envolvemacobertura. BetweenAlderandOak(Osnabrück,Alemanha) Localizada numa propriedade em Osnabruck, no noroeste da Alemanha,estacasanaárvorefoiconstruídanoanode2006entre umcarvalhoeumamieiro.118 Oacessoácasaéfeitoporescadasdemadeiraepassaporuma plataforma um metro abaixo da casa. A plataforma/ terraço é atravessadaporumcarvalhoetemespaçosuficienteparauma mesaealgumascadeiras. Acasaécaracterizadapelacurvaturadotelhadoqueseunecom umadasparedeslaterais.Osoutrosalçadosdacasasãograndes envidraçadosquepermitemumavistapanorâmicaparaoexterior. Ointeriorcontémumaáreaampladeestarparaváriosvisitantese aindaincluiumbanconoladooposto. Háumasensaçãoagradáveldeproteçãodentrodacasaaomesmo tempoqueseusufruidevistassobrenaturezadeumpontoaltoe privilegiado.119 118Baumraum.Disponívelem<www.baumraum.de/articles/69/between‐alder‐ and‐oak> 119JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.53). Figura054‐Vistaexteriordacasana árvoreBetweenAlderandOak. Figura 055 ‐ Interior da casa na árvoreBetweenAlderandOak. Figura056‐Árvorequeatravessao terraço da casa na árvore Between AlderandOak.
60 Djuren(GrossIppener,Alemanha) Esta casa na árvore, construída em 2008, localiza‐se numa zona limite do município de Gross Ippener, onde existem bastantes árvoresealgumascasasisoladas.Éconstruídaa5,6mdealtura entredoiscarvalhos,umdosquaisatravessaosdoisterraçosem diferentescotas. Oclientepretendiaumacasanaárvorecomumaformaoriginale quefosse,aomesmotempoconfortável:“umninhoparatodaa família”.120 Ointeriordacasatem10,6metrosquadradoseosdoisterraços têmumadimensãoconjuntade16,4metrosquadrados.Ocorte longitudinaldoespaçofoiinspiradonaformadeumovo,oque resultounaformaelípticaoucurvadealgumasdasjanelasena curvaturaconfortáveldomobiliáriointerior.121 Osmateriaisutilizadossãoocarvalhonosterraços,folhadezinco nacobertura.Ospilaresfinosdeaçonaestruturadesuporteeos 120 Baumraum. Disponível em <www.baumraum.de/articles/74/treehouse‐ djuren/> 121JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.115). Figura057‐VistaexteriordacasanaárvoreDjuren. Figuras058e059‐Interiordacasa naárvoreDjuren.
61 cabosdeaçoparasuspenderaestruturadosterraçosnaárvore pretendemdaràcasaumaspetoflutuanteeassegurarasegurança daestrutura.O acessoà casa éfeitoatravésdeuma escadade madeirapassandopelosdoisterraços. BetweenMagnoliaandPine(Melle,Alemanha) Contruídaem2007,numlocaldedensavegetaçãononoroesteda Alemanha,estacasanaárvorefoipensadasimultaneamentecomo umespaçoderetiroparaosdonos,umespaçodejogosparavisitas eumespaçodebrincadeiradirecionadoàscriançasdafamília.122 Nestacasajuntoaumamagnóliaeváriospinheiros,Wenningoptou por uma mais ortogonal, ao contrário das anteriormente apresentadas.Atravésdestasoluçãoobtém‐seumespaçointerior de13,6metrosquadradosdeárea. Ointeriorérevestidocommadeiradecarvalhodetons avermelhados e o mobiliário embutido cria espaços de armazenamentoeincluisistemasdeaquecimentoehi‐fi.Acasaea 122JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.227). Figura063‐ VistaexteriordacasanaárvoreBetweenMagnolia andPine. Figuras 060, 061 e 062 ‐ Alçado, interioreterraçodacasanaárvore BetweenMagnoliaandPine.
62 Figuras065,066e067‐ Interiorda casanaárvoreCopperCube. plataforma‐terraço apoiam‐se em pilares finos de aço‐inoxidável emcadaumadaspontasdasuaplantaretangular. Oacessoéfeitoatravésdeumaescadadedoislancescomuma plataforma retangular intermédia. Esta plataforma tem boa visibilidadeparaojardimeparaovale.123 Esta casa tem a particularidade de incluir um chuveiro na plataformadoterraçopararefrescarnosdiasquentesdeverão. CopperCube(Werder, Alemanha) OCopperCubeéumexemplodeumacasanaárvoredaWenning com um nível de equipamento mais elaborado. A casa tem um espaçodeestaramplo,queincluilugarparaassentos,secretáriae minibar.Estáequipadacomsistemaelétricoeaquecimento.Inclui ainda um sanitário com vaso, chuveiro, pia e armários. Toda a canalizaçãofaz‐sejuntoaumdospilaresdeapoio. Acasanaárvoreérevestidaexteriormentecomfolhasdecobrede diferentestamanhos.Nointeriorfaz‐seusodamadeirainclusiveno 123 Baumraum. Disponível em <www.baumraum.de/articles/14/magnolie‐und‐ tanne> Figura064‐VistaexteriordacasanaárvoreCopperCube.
63 mobiliário.AestruturaétípicadeWenning:acasadeformageral nãoseapoianaárvore,massimnumaestruturademadeiraoude aço. Oacessoéfeitoatravésdeescadasemmadeiracompormenores emaçoeháumaárvorequeatravessaaplataforma,umespaçode contemplaçãoexteriorquedáacessoàcasa. Bachstelze(Ebershwang,Áustria) Estacasanaárvore,contruídaem2008destaca‐sepelasuaforma epeloseurevestimentoemplacasdeaçocorten. Osdonospretendiamumadistinçãoclaraentreaárvoreea estruturadacasa.124Destaforma,aestruturadacasatemuma grandepresença.Estaéfeitaatravésde8pilaresdemadeiracom diferentesinclinações. O acesso à casa é feito por uma escada em madeira com pormenoresemaçoeopercursodesubidaatravessaumpatamar. 124JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.333). Figuras068e069‐Interioreexterior dacasanaárvoreBachstelze. Figura070‐VistaexteriordacasanaárvoreBachtelze.
64 Estepatamaréumpequenoterraçosuspensoeatravessadopor umaárvore. Acasaestáaumaalturadeaproximadamente4,5metrosetem8,8 metrosquadradosdeárea. As várias aberturas permitem uma visão panorâmica para o exterior.Omobiliárioembutidoformadoisconfortáveisespaçosde estareumsistemadesomincorporadopermiteaosproprietários ouvirmúsicadentrodasuacasanaárvore. Spreebogen(Berlim,Alemanha) Spreebogenéumprojetode2010situadoemBerlim,juntoaum portodorioSpree.Acasafoiimplantadajuntoaumenorme chorão.Oprojetofoiconcebidoparaacomodarduasatrêspessoas, aproveitandoopotencialturísticodasualocalizaçãopróximada marina.Estasoluçãoincluigrandesaberturasparaorio. Estacasanaárvoreassumiuumaformaarredondadaemoderna comautilizaçãodeaçoinoxidávelnoseurevestimentoexterior.A Figura 071 ‐ Exterior da casa na árvoreSpreebogen. Figura072‐ Envolventeexteriorda casanaárvoreSpreebogen. Figuras073e074‐Interioreentrada dacasanaárvoreSpreebogen.
65 construçãoapoia‐seemcincopilaresfinosdeaçoeemalgunscabos assentesnaárvore. Oacessoàcasafaz‐seporumaescadametálicapelapartedetrás, doladoopostoaoporto.Éfeitoporumaescadaúnicapelomeio dostroncosdochorão,criandoailusãodequeaárvoreseabrepara fazeraentradadacasa. O espaço interior inclui mobiliário embutido como sofás‐cama, gavetas e uma mesa de recolher que pode ser utilizada para pequenasrefeiçõesouparatrabalho.Nointeriormobiliáriointerior sãoutilizadasplacasdemadeirarevestidasporumacamadabranca brilhanteeochãoéfeitocommadeiradecarvalho. Bâlvedere(Basel,Suíça) EstacasanaárvorefoicontruídaemBasileia,naSuíçaeésuportada emtrêsgrandesabetos.Implantou‐seadozemetrosdealturae acede‐seàplataformaaoníveldacasaatravésdetrêslancesde escadasedoisterraçosintermédios. Figuras075e076 – Interiordacasa naárvoreBâlvedere. Figura077‐ VistaexteriordacasanaárvoreBâlverede.
72 Figuras 091 e 092 – Bar e sala de conferênciasdaCabanaemSainte‐ Foy‐lès‐Lyon. Aestruturadestecompartimentopodelocalizar‐seaoníveldochão ouestarsuspensaporárvores,masaintençãoéestarlocalizadana natureza. CabanaemSainte‐Foy‐lès‐Lyon(Lyon,França) Ostrabalhosdeconstruçãodesteespaçodereceçãotiveraminício em2008.RenaudMorelfezoprojetoparadansmonarbre.133Éum espaço de receção do Adventure Group, uma sociedade especializadanaexploraçãodeatividades/eventoseespaçoslazer nanatureza.134 Oespaçotemumasaladereuniões/ atividades de 30 metros quadrados,umbar,sanitárioseumagradávelterraçoqueligatodos osespaços.Oacessofaz‐seporumaescadaemcaracol. Todooconjuntoécontruídoemmadeiraincluindoaestruturaque oelevadochãoatéumaalturade7,5metros.Existemárvoresque interrompemverticalmenteaestrutura. 133 Dans Mon Arbre. Disponível em <dansmonarbre.com/espace‐reception‐ cabane‐lyon> 134AdventureGroup.Disponívelem<www.adventuregroup.fr> Figura090‐VistaexteriordaCabanaemSainte‐Foy‐lès‐Lyon.
73 Figura093‐Vistadecimadacasana árvoredocastelodeLangeais. Figura094‐ VistaexteriordacasanaárvoredocastelodeLangeais. Este espaço em Sainte‐Foy‐lès‐Lyon destina‐se a eventos como reuniões,pequenasconferênciaseaniversários. CasanaárvoredocastelodeLangeais(Langeais,França) Estacasanaárvorelocaliza‐senoparquedel’AnMilnocastelode LangeaisemFrança.Éumaáreaderecreioconstruídaemcimade um grande cedro.135 O espaço foi projetado pelo atelier Enea (ManuelaCaldeiraeJean‐PatricePéot)paraDansMonArbreno anode2008.136 Aconstruçãoéclaramentededicadaaosmaispequenos.Olugar destinadoàsbrincadeirastem“55degraus,seisescadaseseisníveis entreos6,5eos10metrosacimadochão.”137 Esteespaçorecreativoentreasárvorestemumaáreatotalde37 metrosquadrados.Étodoconstruídoemmadeira,sendoalgumas partespintadas debrancoe outrade cor‐de‐rosa. Aestruturaé reforçadacomcabosdeaço. 135Énéaatelier.Disponívelem<www.atelierenea.com/exterieur1.html> 136 Dans Mon Arbre. Disponível em <dansmonarbre.com/chateau‐langeais‐ cabane‐perchee‐arbre/#lightbox[group‐11291]/5> 137JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.217).
74 “No desejo de respeitar a estrutura da árvore, a construção preservaavisibilidadedosseusgrandeseixosverticais” 138 Oacessoàsplataformaséfeitonocentrodaárvore.Notopoháum miradourocomvistaparatodaaestrutura(figura093). Aconstruçãoéfeitaentredoiscarvalhoseésuportadaporpilotis demadeiraa4,6metrosdosolo.Orevestimentoexterioréfeito compinhoeotelhadoécobertodetelha. Aaproximaçãoàcasaéfeitaatravésdeumaescadaemmadeirade doislances,reforçadacomcabosdeaço. GreenPavilion(Vedène,França) O Green Pavilion foi projetado por Anya Meran para Dans Mon Arbre em 2007. A casa localiza‐se na comunidade francesa de Vedèna,próximodeAvignon. OGreenPaviliontemumaáreainternade20metrosquadradose umterraçode7metrosquadradoscomespaçoparaumamesae 138Énéaatelier.Disponívelem<www.atelierenea.com/exterieur1.html> Figura095‐VistaexteriordacasanaárvoreGreenPavilion. Figuras096e097‐Interiordacasa naárvoregreenpavilion.
75 váriascadeiras.Oprogramainternodacasaincluiumakitchenette e sanitário completo. O interior em madeira de tons claros e a iluminaçãofeitacomtonsquentesconferemàcasaumambiente bastanteconfortável. Kapellerput(Eindhoven,Holanda) O espaço de conferências do hotel Kapellerput na Holanda foi contruídoem2010.FoiprojetadopelodesignerRenaudMorel atravésdaempresaDansMonArbre. 139 Aconstruçãoporentreas árvoreselevadadosolodestina‐seàrealizaçãodeconferênciase cerimóniasparaoshóspedesdohotelKapellerput. 140 Esteconjuntodeespaçosécompostoporduassalasdereunião/ trabalho,umbar‐kitchenetteesanitários.Temumaáreatotalde 160metrosquadrados,sendoque65metrosquadradossãoáreas externasdeterraço. 141 Asáreasdeterraçosãoatravessadaspor algumasárvores. 139JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.197). 140 International Association of Conference Centres. Disponível em <www.iacconline.org/v/conference‐hotel‐kapellerput> 141JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.198). Figuras099e100‐ Vistasexterioresda casanaárvoreKapellerput. Figura098‐Interiordacasana árvoreKapellerput.
76 Aestruturaéfeitacomtroncosdemadeiraapoiadosembasesde betão.Amadeirautlizadanaconstruçãoprovémdeabetose pinheiros.Asparedestêmumainclinaçãode7grausnasfachadas, efeitoquejuntamentecomacurvaturaemplantadosespaços proporcionaaoconjuntoumaformaelegante. As salas são espaços interiores são luminosos com grandes aberturas para a envolvente exterior e utilizam tons claros, maioritariamente o branco (figura 098). Os acessos ao nível da plataformasãofeitosatravésdeescadasemmadeira.
77 4.3‐BlueForest(Inglaterra) Blue Forest é uma empresa britânica que se especializa na contruçãodecasasnasárvores.EstaempresasediadaemSussex, nosuldaInglaterraédirigidapelosirmãosAndyeSimonPayne.A ideiadonegóciosurgiuem2004comaparticipaçãodosirmãosno projeto de conservação The Arabuko Sokoke Schools and Ecotourism Scheme(ASSETS). 142AempresaBlueForestconta atualmente com uma equipa de quinze colaboradores incluindo diretoresexecutivo,financeiroedeprojeto,assimcomodesigners, arquitetos e assistente de marketing e de vendas. Foi alvo de protagonismopelo lançamentoda serietelevisivaTree Teamno Discovery Realtime.143 Fizeram criações para celebridades como Madonna,EricClapton,J.K.RowlingeEdSheeran.144 Fibonacci(Espanha) AcasanaárvoreFibonacciécontruídaemsoloespanholetem como objetivo ser um agradável espaço de retiro na natureza e lugardebrincadeirasparaascrianças. Aformaarredondadadestacasanaárvoreéinspiradanasequência de Fibonacci que surge em algumas configurações biológicas da naturezacomoporexemplobúzios,caracóisefolhasdeárvores. Aconstruçãoésuportadaporumaestruturademadeira(palafitas) econtacomumdeckatravessadoverticalmenteporváriasárvores. Apesardenãoter umaelevaçãomuito acentuada,aconstrução 142 O projeto ASSETS surgiu em 2010 no Kenya, local onde os irmãos Payne passaramasuainfânciaetemcomoprincipaisobjetivosaconstruçãodeescolas edeespaçosligadosàeducaçãoambiental.O2‐businessblog.Disponívelem <businessblog.o2.co.uk/ive‐learnt‐blue‐forests‐simon‐payne> 143Treeteamepisode1,part1.BlueForesttreehouseinCumbria.Disponívelem <www.youtube.com/watch?v=mgvyYPI9SUA> 144 O2 ‐ business blog. Disponível em <businessblog.o2.co.uk/ive‐learnt‐blue‐ forests‐simon‐payne>
78 contacomummiradouroemmadeiramaiselevado.Osdiferentes espaços interligam‐se por pontes suspensas feitas de corda e madeira.Háaindaumescorregade23metrosdecomprimento, idealparaosmaispequenos.145 Oespaçodestacasanaárvoreabre‐setotalmenteparaoexterior atravésdeportasquesãosimultaneamentedeabriredecorrer (figura102).Oespaçointeriorérevestidoemmadeiraeincluiuma kitchenetteequipadacomumpequenofrigoríficoerefrigeradorde vinhos.146 CasanaárvoredaescoladeHazelwood(Surrey,Inglaterra) AcasanaárvoredaescoladeHazelwoodéumespaçoparaas criançasdestinadoàeducaçãoambiental.Esteespaçofoiincluído nosjardinsdaescoladeHazelwoodlocalizadaemSurrey,no sudestedaInglaterra. 145 Blue Forest. Disponível em <www.blueforest.com/project/fibonacci‐tree‐ house> 146 Blue Forest. Disponível em <www.blueforest.com/project/fibonacci‐tree‐ house> Figura101‐VistaexteriordacasanaárvoreFibonacci. Figuras102e103‐Vistainteriore miradourocomescorregadacasa naárvoreFibonnacci.
79 Oespaçodeaprendizagemelevadoatrêsmetrosdosoloincluiuma saladeaulacomumambienteinteriorluminosoeagradável.Ainda fazempartedaconstruçãoummiradouroatravessadoporuma grandeárvore,umapontesuspensafeitademadeiraecorda,um varãoparadescereumespaçodesubidaemescalada. Aformadacasasurgecomoumauniãoentredoisvolumes,um paralelepipédico e outro cilíndrico e é revestida em madeira no interior e exterior por placas retangulares. Está equipada com iluminaçãoartificialesistemasdeaquecimento. “A casa assenta perfeitamente na paisagem. O seu desenho e acabamentosrefletemperfeitamenteosobjetivos.”147 TreetopTower(Essex,Inglaterra) Localizada em Essex, no sul da Inglaterra, esta casa na árvore implanta‐sejuntoaumgrandecarvalho.Oclientepretendiaum espaço na natureza destinado às reuniões de família, festas e aventurasdospequenos.TreetopToweréumconfortávelespaço 147BlueForest.Disponívelem<www.blueforest.com/project/hazelwood‐school> Figura106‐ VistaexteriordacasanaárvoredaescoladeHazelwood.Figuras 104 e 105 ‐ Ponte de acessoeinteriordacasanaárvore daescoladeHazelwood.
80 equipadocomsofá,televisãoeluzesLEDparaagradáveisnoitesde cinemaemfamília. A forma desta casa na árvore é composta por dois cilindros adjacentes de alturas diferentes revestidos criteriosamente com madeiradecedro(figura108).Otelhadoaparentaformascónicas eécobertocomtelhapintada. Oacessofoitransformadonumparque de diversões através de escorregas, malhas de cordas para escalar e pontes de corda e madeira.Hátambémalgumasescadasdeacessoemmadeira. “O tom dos diferentes materiais sugere um ambiente quente e confortáveleaindasesenteumagradávelaromaarbóreo.”148 LivingtheHighlife(Hertfordhire,Inglaterra) LivingtheHighlifefoionomedadoaoconjuntodeduasgrandes casasnasárvorescontruídasemHertfordshireem2012. AscasaspertencemàescritoraJ.K.Rowling,autoradoslivrosde HarryPotter.Ascaracterísticasestéticasdaconstruçãoinspiram‐se 148BlueForest.Disponívelem<www.blueforest.com/project/treetop‐tower> Figura107‐VistaexteriordacasanaárvoreTreetopTower. Figuras108e109‐Vistaexterior e interior da casa na árvore TreetopTower.
81 claramente nos castelos de magia romanceados nestes livros. Destacam‐se os telhados cónicos pontiagudos e as formas cilíndricasdosvolumes.Asjanelassãoaltaseestreitas.O revestimentoéfeitoemmadeira,tantonointeriorcomono exterior. Osdoisgrandesvolumesunem‐seatravésdeumapontesuspensa. Umadascasasdestina‐seaosadultoseaoutraàcrianças.Cadauma destas casas têm dois pisos e cada membro da família tem um espaçodesenhadoparasi.149 Acasanaárvoreparaascriançasfoipensadaparaosfilhosdenove eseteanosdaescritoraporissoincluiumapassagemsecretapara umasaladejogosequipadacomumatelevisãoplasmaejogosde consola(figura110).Oespaçodosadultos,atravessadoporuma árvore,destina‐seafestaseconvíviosfamiliareseestáequipado comcozinhaesanitário. 149BlueForest.Disponívelem<www.blueforest.com/project/living‐the‐highlife‐ tree‐house> Figuras 110 e 111 ‐ Interior da casanaárvoreLivingtheHighlife. Figura112‐ VistaexteriordacasanaárvoreLivingtheHighlife.
88 UFO AcasanaárvoreUFOrecriaafantasiadosdiscosvoadores.Visitar o UFO é sem dúvida uma aventura familiar inesquecível, especialmenteparaosmaispequenos. O projeto foi construído em 2010 e é da autoria dos arquitetos suecosInredningsgruppen. Estequartodehotelestásuspensonasárvoresporcabos.Oacesso é feito por baixo, através de umaescadaquerecolheefecha completamente o objeto flutuante. São feitas pontualmente pequenasjanelasdeformacircular. Aplantainternaédeformacircular.Ointeriorcomumtotalde30 metrosquadradosécompostoporumazonadeestar,umacama de casal e duas camas individuais.161 O UFO está equipado com sistemaselétricosetemumpequenosanitárioapenascomvaso. Orevestimentoutilizadopermiteumaestruturaleveeresistente.É feito através de uma mistura de materiais da companhia de contruçãoAPCComposite. 161JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.329). Figura123‐VistaexteriordacasanaárvoreUFO. Figuras124,125e126‐Plantae vistasinterioresdacasanaárvore UFO.
89 Bird’sNest O Bird’s Nest foi contruído em 2008 pelos arquitetos suecos Inredningsgruppen.162 EmoposiçãofuturismodoUFO,oBird’sNestassocia‐seaumaideia dehabitarmaisprimitiva:oninhodepássaros.Apesardoseu tamanho,oBird’sNestnãotemumdestaquetãocontrastantecom a envolvente natural como o UFO. Isto consegue‐se através da utilizaçãoderamosdeárvorenorevestimentoexterior. Oespaçointeriorérevestidocomlaminadosdemadeiraetemuma plantacircularcom17metrosquadradosdeárea.Estáequipado comumacamadecasaleumbeliche.Temumespaçodeestarcom mesasecadeiraeaindaumpequenocompartimentosanitário. Oacessoéfeitoporbaixoatravésdeumaescadarecolhível.As pequenasjanelasdeformacircularsãoimpercetíveisnoexterior. Aestruturaétodasuportadapelasárvores.Destaca‐seocontraste entreoexteriordeaspetoprimitivoemcontrastecomointerior modernoeiluminado. 162JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.71). Figura130‐ VistaexteriordacasanaárvoreBird’sNest. Figuras127,128e129‐Plantae vistasinterioresdacasanaárvore Bird’sNest.
90 Dragonfly Construídoem2013,oDragonflyéomaioreomaisrecenteespaço porentreasárvoresdoTreehotelemHarads. OprojetoédaautoriadosarquitetosRintalaEggertssonepode funcionar, quer como espaço de conferências, quer como retiro privado.Comoretiroprivado,estacasanaárvorepodeacomodar atéquatropessoas.Temdoisquartosepodeterduascamasde casalouquatrocamasindividuaisconsoanteanecessidade.Tem aindaumagrandemesacomdezlugaressentadosquepodeserútil nocasodeeventos,reuniõesouconferências. Oespaçotem52metrosquadradosdeáreaeestáequipadocom Wi‐fi, ar condicionado, e um sanitário com vaso, lavatório e chuveiro. ODragonflyestásuspensoporvigasmetálicaspresasnasárvores. Aestruturadoobjetoéemmadeiraeestárevestidocomfolhasde açocortenqueobtiveramotomacastanhadoporprocessos naturais. O acesso faz‐se através de uma rampa com guardas metálicasdequinzemetrosdecomprimento. Figura131‐VistaexteriordacasanaárvoreDragonfly. Figuras132e133‐Vistainteriore sanitário da casa na árvore Dragonfly.
91 Figuras134,135e136‐ PlantaevistasinterioresdacasanaárvoreDragonfly.
92 TreeSauna OTreehoteltemumespaçodesaunaconstruídopelosarquitetos Inredningsgruppenem2010. Ovolumeéformadopordoiscilindros.Odopisoinferiorémais largoeodopisosuperiorémaisestreitoeformandoumavaranda. Háumaportanopisoinferioreumaescadaqueacedeatravésda varandaaopisodecima. OTreeSaunaérevestidointerioreexteriormentecommadeirade tonsclaros.Asjanelassãopequenasecirculares. A estrutura do Tree Sauna apoia‐se num deck em madeira um poucoelevadodochãoque,porsuavez,ultilizaalgumasárvores comopontodeapoio. Asaunatemumaplantasemi‐circulareestáequipadacomuma salamandraeumabancadaemmadeira. Esteespaçoderelaxamentodohotelémaisdirigidoaosadultos, emboratambémadmitacrianças.Podeacomodaratéoitopessoas. Figuras137e138‐Vistasexteriore interiordacasanaárvoreTreeSauna. Figuras139e140‐ PlantaecortedacasanaárvoreTreeSauna.
93 Mirrorcube OMirrorcubeéumprojetodoescritóriodearquiteturasuecoTham &VidegardArkitekter.Aconstruçãofoiexecutadanoanode2010 eeleva‐seaumaalturaentrequatroaseismetrosdosolo. “Aestrutura(…)pareceflutuarnoespaço”163Aformacúbicacom quatrometrosdeladofunde‐senanaturezaatravésdautilização de vidro espelhado em todas as faces externas do cubo. Interiormenteérevestidacomcontraplacadodemadeiraemtons claros e tem aberturas de forma quadrada em alguns pontos específicos. Aestruturaéfeitapredominantementecomalumíniodepesoleve eapoia‐senumaárvore queatravessao cubo verticalmente.Há umaescadaquedáacessoaumpequenoterraçocomvista panorâmicaparaaflorestaenvolvente. O interior está equipado com iluminação artificial, aquecimento elétrico,camadecasaledoisconfortáveisassentos.Temtambém umpequenocompartimentocomlavatóriovasosanitário.Aágua provém de um pequeno reservatório e é vazada por um tubo estreitojuntoaotroncodaárvore. Oacessoéfeitoporumconjuntoderampasemmadeiranuma extensãodedozemetros. Paraevitarqueospássaroscolidissemcomovidrofoiincorporada umacorultravioletaapenasvisívelparaestes.164 163JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.240). 164Tham&Videgardarquitetos.Disponívelem<www.tvark.se/treehotel> Figuras141e142‐Vistasexteriore interior da casa na árvore Mirrorcube.
94 Figuras143,144e145‐Plantadeimplantação,vistainteriorevistaexterior dacasanaárvoreMirrorcube.
95 Figuras146,147e148‐Cortese plantadacasanaárvoreMirrorcube. Figura149‐ Axonometriaestrutural dacasanaárvoreMirrorcube.
96 Cabin CabinéumprojetodosarquitetossuecosMarteneGustavCyréne foiexecutadoem2008nocomplexodoTreehotel. Oobjetotemumaformaparalelepipédicaeestáelevadodochãoa uma distância de, aproximadamente, seis metros. A estrutura pouco percetível está suspensa nas árvores por duas vigas metálicas.Dáasensaçãodequeacabineflutuapelomeiodas árvores. Aentradafaz‐seporumarampacomguardametálicaquedáacesso àpartesuperiordoparalelepípedo,ondeexisteumterraçocom vistapanorâmicadaenvolventeflorestal. Paraentrardesce‐seumaescadadedozedegraus.Ointeriorem tonsdecinzatem24metrosquadradoseestáequipadocomuma camadecasal,sanitário 165 eumapequenazonadeestarjuntoaum grandeenvidraçadocomvistaparadirecionadaparaovaledorio Lule. Estacasanaárvoredestaca‐sedaenvolventenaturalatravésdasua formaregularemateriaisdetonsmetalizados. 165JODIDIO,Philip‐Treehouses.Fairy‐talecastlesintheair.(p.88). Figuras150e151‐RampadeacessoevistaexteriordacasanaárvoreCabin. Figura 152 ‐ Interior da casa na árvoreCabin.
97 Figuras153,154e155‐ Vistaexteriorevistasinterioresdacasana árvoreCabin.
104 CabanasemGerona AsCabanesalsArbolesemGeronatêmisolamentotérmicoparaum melhorconfortoduranteoinverno.Contudo,nãoestãoequipadas comsistemaelétriconemwi‐fi. Aintençãodestesespaçoséser‐seomaisecológicopossíveleao mesmo tempo ter uma experiência de relaxamento na natureza longedaazáfamaurbana,dastelevisõesedostelemóveis. Ascabanastêmaproximadamente30metrosquadradosdeáreae tem varandas com vista para o Parque natural de Montseny. O acessoàscabanasvariaentreescadasepontessuspensas. AscabanasemGeronaestãoelevadasdosoloadistânciasentreos trêseosoitometrosdosoloetêmumaestruturatodafeitaem madeira sem tratamento.172 O revestimento exterior tem acabamentosmaisrústicos,enquantoqueointeriorémaisregular. Estascasasnasárvoresestãosuspensanumaúnicaárvorequeas 172 Cabanes als Arboles. Disponível em <www.cabanesalsarbres.com/ca/ comprimis_ecologic> Figura173‐VistaexteriordeumacasanaárvoredasCabanesalsArbolesem Gerona. Figuras174e175‐Vistasinteriores deumacasanaárvoredasCabanes alsArbolesemGerona.
105 atravessamverticalmentepeloseucentro.Aárvoretêmuma presençamuitofortenointeriordestascabanas.Ointeriorestá mobiladocommesas,cadeirasesofás. No País Basco existem quatro cabanas. As cabanas Elaia, TxantxangorriaeHontzatêmformasmuitosemelhantes,apesarda última ter uma área maior podendo acomodar até 4 pessoas. Destaca‐seaformadaCabanaSuiteOooh. CabanasElaiaeTxantxangorria Estascasasnasárvorescom17metrosdealturasãoasmaisaltas da Europa.173Têm25metrosquadradosdeáreainternaeuma varandacomdezmetrosquadradoscomvistaparaoparque naturaldeGorbeia.174 Aestruturaerevestimentoéfeitocommadeirasemtratamento. Ascabanasestãoequipadascomdezcentímetrosdeisolamento térmicoepossuemjanelasretangularescomvidroduplo. 173Cabanasalsarboles.Disponívelem<cabanasenlosarboles.com/es> 174Cabanasalsarboles.Disponívelem <cabanasenlosarboles.com/es/cabanas/listado> Figura178‐VistaexteriordacasanaárvoreElaianoPaísBasco. Figuras176e177‐Vistasinteriores dacasanaárvoreTxantxan g orria.
106 Acomodam confortavelmente duas pessoas e tem um agradável espaço de estar. A cabana Txantxangorria está abastecida com sistemaselétricos,águacorrenteeaquecimento.Ambastêmum sanitárioecológicosemelhanteaodascabanasemGerona. Aformadestascasasnasárvoreséparalelepipédicacomexceção doespaçodavaranda.Oacessofaz‐seatravésdeumaescadaem tornodotroncodaárvore. CabanaSuiteOooh AplantadacabanaSuiteOoohéumpolígonoregular.Acabanatem 28metrosquadradoseumavarandaatodaasuavoltaquepermite umaagradávelvistapanorâmicadaenvolventearbórea. Estacasanaárvoreestáaseismetrosdealturaeoacessofaz‐se por uma escada em caracol. Está equipada com aquecimento, eletricidade, água corrente e chuveiro. O vaso sanitário é semelhanteaosexemplosanteriormenteapresentados. Esta cabana acomoda duas pessoas no seu agradável espaço interioremmadeiracomumacamadecasalredonda. Figura179‐VistaexteriordacasanaárvoreSuiteOoohnoPaísBasco. Figuras180e181‐Vistasinteriores dacasanaárvoreSuiteOooh.
107 5.4‐ResortBaumgeflüster(Alemanha) OResortBaumflüsteréumagradávelespaçoderetironanatureza compostoporquatrocasasnasárvores.Esteresortfoiconstruído em2011emBadZwischenahnnonortedaAlemanha,numazona florestalcomárvoresantigasquechegamaos30metrosdealtura. Azonaenvolventeéumespaçoencantador.Háumgrandelagoe jardinslindíssimoseextremamentebemcuidadosperfeitosparaas caminhadas e piqueniques. Nas proximidades do resorthá diferentes tipos de atividades como ski aquático, golfe, ténis, canoagem,equitação, karting, voos turísticos de avião planador, entreoutras.Éolugaridealparaumasfériasdivertidaserelaxadas paratodaafamília. Asquatrocasasquecompõemesteconjuntosãoidênticas.Foram projetadas pelo arquiteto Andreas Wenning (Baumraum) e decoradas interiormente pelo designer de interiores Helmut Diez.175 Estas casas nas árvores deste resorttêmumaforma paralelepipédicaelevadaatrêsmetrosemeiodochão.Têm39 metrosquadradosdeárea(13metrosdecomprimentoe3metros delargura)epodemacomodaratéquatropessoascada. Aestruturaemmadeiradecadacasaestáapoiadaem14colunas deaçofinasdispostasdeformairregular. Oacessoàscasaséfeitoatravésdeumaescadametálicaqueacede aumterraçoemfrenteaograndeenvidraçadodeentradadacasa. Oterraçocom20metrosquadradostemespaçoparaumamesae quatrocadeiras.Éatravessadoporumaárvorequesuportaopeso dasuaestrutura. 175Baumgeflüester.Disponívelem<www.baumgefluester.de/en/About‐ Us/Partners>
108 Orevestimentodascasasétodofeitoemmadeiradealta qualidade.Ointerioréumespaçomuitoconfortávelrevestidoem madeiradetonsquentes. Estesespaçosnanaturezaestãoconfortavelmenteequipadoscom aquecimentodepiso,sistemaselétricos,wi‐fieWCcompletocom lavatório,chuveiroespaçosoevasosanitário. Ascasastêmumaconfortávelsaladeestarcomsofáseespaçode jantarcommesa,cadeirasekitchenette.Oquartodedormiréuma divisãoseparadaequipadacomcamadecasal.Aroupadecamaé feitacomalgodãoegípciodealtaqualidadeparaquenãoseperca nenhumtipodeconfortoneste“dormirnanatureza”. Esteretiropermiteumaexperiênciadehabitarnanaturezamuito próximadotipodeconfortoaqueestamoshabituadosnasnossas casas.Éolugaridealparapassarumasfériasnanatureza,aliviaro stressdacidadeerespirararpuroeaomesmotempopoderaceder àinternetsefornecessário. Figura182‐VistaexteriordeduascasasnaárvoredoResortBaumgeflüster. Figuras183e184‐Vistasinteriores de uma casa na árvore do Resort Baumgeflüster.
109 Figuras185,186e187‐ Axonometriaevistasexterioresdeumacasana árvoredoResortBaumgeflüster.
110
111 5.5‐TreeSnakeHouses(Portugal) OsarquitetosportuguesesLuísRebelodeAndradeeTiagoRebelo de Andrade venceram o prémio internacional de arquitetura ArchDaily 2012, na categoria de hotéis e restaurantes, com o projeto Tree Snake Houses localizado em Pedras Salgadas. JuntamentecomoprojetoPedrasSalgadasSpa&naturepark “surgiuodesafiodecriarumobjetoquepoderiarecriarafantasia dascasasnasárvores”176. Oprojetoparaestasduascasascom27metrosquadradoscada,foi desenvolvido em parceria com a Modular System, empresa portuguesa de construção modular em madeira e procurou‐se obterumaformanãoortogonalassociadaàconstruçãomodular. Aescolhademateriaisexteriorescomoaardósiaeamadeira pretendeproporcionarumaligaçãomaispróximacomanatureza e,aomesmotempo,fazercomqueestasnãosedestaquemtanto dasuaenvolventenatural. Ocaráctersustentáveldesteprojetoconcretiza‐seatravésdanão impermeabilização do solo, de um reforço no isolamento, reutilizaçãodeágua,painéissolares,sistemasdeaquecimentoe iluminaçãodebaixoconsumoatravésdetecnologiasLED. Cadacasadispõedeumespaçodeestaredormiremtonsde branco,comumacamadecasalnocentro.Existemduasgrandes janelaslocalizadasemfrenteenotetodoespaçodeestaredormir. Estáequipadocomsistemaselétricos,umapequenakitchenettee dois compartimentos separados, um com vaso sanitário e outro comchuveiro.Aentradafaz‐seporumaponteemmadeiraea estruturaapoia‐seemtrêspilaresfinoscompoucodestaque. 176RebelodeAndradearquitetos.Disponívelem<www.rebelodeandrade.com/ projects/view/ra‐tree‐snake‐houses> Figuras188e189‐Vistasexteriore interiordeumacasanaárvoredas TreeSnakeHouses.
112 Figuras190,191e192‐Vistaexterior,pontedeacessoevistainteriordeuma casanaárvoredasTreeSnakeHouses.
113 Figuras193,194e195‐ Alçado,plantaseimplantaçãodasTreeSnakeHouses.
120 AroundtheOak BetweenAlderandOak D j uren BetweenMagnoliaandPine Co pp erCube Bachstelze S p reebo g en Bâlvedere TheTreeHouse Sollin g Hermitage CabanaemSainte‐Fo y ‐lès‐L y on Casanaárvoredocastelode Langeais GreenPavilion Ka p eller p ut Fibonacci Casanaárvoredaescolade Hazelwood Treeto p Tower Livin g theHi g hlife BlueCone UFO Bird’sNest Dragonfly TreeSauna Mirrorcube Cabin SitelleeMésan g e PicE p èche Chouett’Nid CabanasemGerona CabanasElaiaeTxantxangorria CabanaSuiteOooh Resor t Baum g efluester TreeSnakeHouses
121 1‐muitopouco;2‐pouco;3‐algum;4‐significativo;5‐muito;6‐máximo. 6.1‐Tabeladecaracterísticasgeraisdosexemplos Listagemdascasasnasárvores TiposdeacessoMateriaispredominantes Público‐alvo Função Equipamentosintegrados Carácterecológico1‐6 Protagonismo arquitetónico 1‐6 Nívelde conforto1‐6 Escadas Rampas/ pontes Madeira Metal Outros Crianças Adultos Retiro privado Público/ turístico Água corrente Sanitário Iluminação artificial Aquecimento Construção Utilização AroundtheOak • • • • • • • 3 35 3 BetweenAlderandOak• • • • • • • 4 25 4 Djuren ••••••• • 2 35 3 BetweenMagnoliaandPine• • • • • • • • 3 24 4 CopperCube • • • • • • • • • • • 2 14 6 Bachstelze• • • • • • • 2 25 3 Spreebogen • • •• • 1 26 3 Bâlvedere• • • • • • 2 43 2 TheTreeHouse ••••••••• • 1 66 6 Solling• • • • • • • 1 26 3 HermitageNãoaplicável • • • 5 6 31 CabanaemSainte‐Foy‐lès‐Lyon• • • • • • • • • 4 22 5 CasanaárvoredocastelodeLangeais•••• 6 63 1 GreenPavilion• • • • • • • • 5 21 5 Kapellerput • • • • • • • • 3 24 5 Fibonacci• • • • • • • ? • 5 26 5 CasanaárvoredaescoladeHazelwood • • • • • ? • • 5 21 5 TreetopTower• • • • • • ? • 5 22 5 LivingtheHighlife • • • • • • • • • 3 13 5 BlueCone • • • • • • • • 5 25 6 UFO • • • • • • • ? 1 26 5 Bird’sNest• • • • • • • ? 4 26 5 Dragonfly • • • • • • • • 2 15 6 TreeSauna • • • • • • 4 2 3 4 Mirrorcube • • • • • • • • 2 1 6 5 Cabin • • • • • • • ? 1 1 5 4 SitelleeMésange • • • • • • • • 5 1 2 6 PicEpèche • • • • • • • • • 5 1 2 6 Chouett’Nid • • • • • • • • • 5 1 2 6 CabanasemGerona• • • • • • 6 6 1 2 CabanasElaiaeTxantxangorria ••••••• • 6 5 1 4 CabanaSuiteOooh• • • • • • • • 5 3 1 5 ResortBaumgeflüster ••••••••• • 3 1 5 6 TreeSnakeHouses • • • • • • • • • • 3 6 6 6
122
123 6.1‐Esquemaderelaçãoentreoníveldeconfortoeocaráterecológicodosexemplos •AroundtheOak Caráterecológico 1 Nívelde conforto 2 2 13456 3 4 5 6 •BetweenAlderandOak•Djuren •BetweenMagnoliaandPine •CopperCube •B ac h s t e lz e •Spreebogen •Bâlvedere •Th e Tr ee H ouse •Sollin g •Hermitage •CabanaemSainte‐Foy‐lès‐Lyon •Casanaárvoredo castelodeLangeais •GreenPavilion •Kapellerput •Fibonacci •CasanaárvoredaescoladeHazelwood •Treeto p Tower •LivingtheHighlife •BlueCone •UFO •Bird’sNest •Dragonfly •TreeSauna •Mirrorcube •Cabin •SitelleeMésan g e •PicE p èche •Chouett’Nid •CabanasemGerona •CabanasElaia eTxantxan g orria •CabanaSuiteOooh •ResortBaumgeflüster •TreeSnakeHouses
124
125 6.3‐Esquemaderelaçãoentreoprotagonismoarquitetónicoeocaráterecológicodosexemplos •AroundtheOak Caráterecológico 1 Protagonismo ar q uitetónico 2 2 13456 3 4 5 6 •BetweenAlderandOak •Djuren •BetweenMagnoliaandPine •CopperCube •Bachstelze •Spreebogen •B â lv ede r e •TheTreeHouse •Sollin g •Hermitage •CabanaemSainte‐Foy‐lès‐Lyon •Casanaárvoredo castelodeLangeais •GreenPavilion •Kapellerput •Fibonacci •CasanaárvoredaescoladeHazelwood •Treeto p Tower •LivingtheHighlife •BlueCone •UFO •Bird’sNest •Dragonfly •TreeSauna •Mirrorcube •Cabin •SitelleeMésan g e •PicE p èche •Chouett’Nid •CabanasemGerona •CabanasElaia eTxantxan g orria •CabanaSuiteOooh •ResortBaumgeflüster •TreeSnakeHouses
126
127 7‐Síntese "Desoluçõesbásicasconstruídas(…)paragarantirasegurançadas suasfamílias,ascasasnasárvorestornaram‐seaolongodahistória em zonas de meditação, símbolos de luxo cultural e zonas de confortoligadasaoimaginárioinfantil."179 Aimagemdacasanaárvoreestácadavezmaispresente.Desdea descobertadascasasnasárvoresprimitivasdatribodosKorowaina décadade70,dasconstruçõeselevadassobrepalafitasdaidadedo bronzefeitasparaproteçãodashabitaçõesemzonasalagadiças,da casadosonhodascrianças,olocalidealparaasbrincadeiras,onde nãoexistemregrasrígidas,atéàmaisrecenteutilizaçãoparafins turísticosederefúgiodostressdacidadeparaosadultos. Atualmenteacasanaárvorecomoespaçoderetirodeluxuosoé umatendência.Recentesprogramastelevisivossobreaconstrução decasasnasárvoreseconcursosparaarquitetoseestudantesde arquiteturatêmvindotambém adar protagonismo estetipo de construção.Existemempresasespecializadasexclusivamenteneste génerodeestruturasnasárvoresemultiplicam‐seosresorts turísticos na natureza nestas casas elevadas do chão, onde os preçoscomeçamnos100eurospornoite. Aimagemdacasanaárvoreestámuitoligadaàscriançasporisso surgemformasnestecontextoinfantilqueseassemelhammuitoa castelosdoscontosdeencantarouaobjetosdosfilmesdeficção científicacomooovni. Acasanaárvorecomoretironanaturezaparaosadultosassume formasdegrandequalidadearquitetónicaparafunçõesdesuitede 179RevistaSivaMagazine.Exclusiva,nº26,p.30.
128 hotelparacasal,retiroparatodaafamília,espaçodesaunaoulocal paraconferências,eventosoucerimónias. Existem soluções de retiros nas árvores que permitem um afastamento maior do dia‐a‐dia da cidade e proporcionam momentosnanaturezadecompletodesligamentodastecnologias digitaiseatémesmodossistemaselétricos. Contudo,amaioriadestasopçõesderetiroemcasasnasárvores estácompletamenteequipadacomtodooconfortoaqueestamos habituados no dia‐a‐dia. Desde eletricidade, aquecimento, sanitário a sistemasde internet ehi‐fi. Porque sequer estar no espaçodanatureza,semparaissoterdeirdormircomopôr‐do‐ sol,passarfrioouestardesligadodomundoexterior,dacidadee dosamigosedetudooqueastecnologiasatuaispermitem.
129 CONSIDERAÇÕESFINAIS Talvezaquestãoessencialsejaaimpossibilidadedascidadesdarem resposta a todos os problemas da sociedade. Tentativas de concretizarcidadesperfeitaspodemcairnaarrogânciaedesprezo paracomopassado. “Ascidadessãodemasiadocomplicadas,escapamemdemasiaao nosso controlo e afetam demasiadas pessoas, que por sua vez, estãosujeitasademasiadasvariaçõesculturais,parapermitirem uma resposta racional. As cidades, tal como os continentes, são simplesmenteenormesfactosdanaturezaaosquaistemosdenos adaptar.”180 Os problemas urbanísticos são questões que requerem muito tempoe paciênciadevidoaos longos processos burocráticos, ao elevadonúmerodeintervenienteseaoscustosdegrandesobras deintervenção. Apesardasdificuldades,aqualidadedosespaçosondevivemostêm influênciananossa qualidadede vidaeaeste respeito não nos devemosconformar. A falta de espaços verdes é um problema que resultou da densificação excessiva dos centros urbanos. Existiram diferentes soluçõesurbanísticasquesurgiramapósarevoluçãoindustrialque sepreocuparamcomquestõesdequalidadedosespaçosurbanos incluindoafaltadeverde. DesdeomodelodecidadejardimdeEbenezerHowardque,apesar dassuaspequenasfalhaspráticassereplicouegerouexemplosde cidades mais humanas e com melhor qualidade de vida até à abordagemmodernistadeLeCorbusierondeacidadeéumparque 180LYNCH,Kevin‐Aboaformadacidade.(p.7).