Informação orgânica espontânea digital em processo de comunicação informal
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1 ENOÍ DAGÔ LIEDKE INFORMAÇÃO ORGÂNICA DIGITAL ESPONTÂNEA Estudo exploratório para a sua identificação e pesquisas posteriores P ROGRAMA DOUTORAL I NFORMAÇÃO E C OMUNICAÇÃO EM P LATAFORMAS D IGITAIS Departamento de Comunicação e Arte PORTO Novembro de 2012
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ENOÍ DAGÔ LIEDKE Mestre em Administração, em 2002, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte Brasil INFORMAÇÃO ORGÂNICA DIGITAL ESPONTÂNEA Estudo exploratório para a sua identificação e pesquisas posteriores Tese realizada no âmbito do Programa Doutoral Informação e Comunicação em Plataformas Digitais, orientada pelo Professor Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e coorientação do Professor Doutor Pedro Almeida do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro Faculdade de Letras da Universidade do Porto Porto – Portugal Projeto com apoio financeiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia
INFORMAÇÃO ORGÂNICA DIGITAL ESPONTÂNEA Estudo exploratório para a sua identificação e pesquisas posteriores Enoí Dagô Liedke Tese apresentada ao Programa Doutoral em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais, da Universidade do Porto, em conjunto com a Universidade de Aveiro, como requisito parcial à obtenção do título de Doutor MEMBROS DO JÚRI Prof.________________________________ Presidente Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva Professor associado da Universidade do Porto Prof. Doutor Pedro Alexandre Ferreira Santos Almeida Professor auxiliar da Universidade de Aveiro Prof.________________________________ Professor Prof.________________________________ Professor Prof.________________________________ Professor Prof.________________________________ Professor
À toda a minha família que mesmo de longe sempre esteve perto graças as TDIC’s. Aos sonhos Impulsionadores de escolhas e caminhos.
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AGRADECIMENTOS À Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a todos os meus colegas da FABICO por permitirem e colaborarem com o meu AFASTAMENTO e possibilitarem a minha participação neste Programa Doutoral. Ao meu orientador Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva pelo incentivo para participar deste Programa, antes mesmo de este ser divulgado, e pelas várias conversas, reuniões, conselhos e críticas instigantes e estimulantes. Ao Prof. Doutor Pedro Almeida que com seu olhar apurado efetuou sugestões, críticas e observações que muito enriqueceram este trabalho. Às pessoas que abriram as portas das suas organizações para que eu pudesse efetuar minha investigação. À Isabel French, que apesar de não me conhecer pessoalmente, graças às TDIC’s, esteve próxima me tirando dúvidas, auxiliando, corrigindo e revisando meu trabalho. Às minhas amigas Maria João Altavilla e Natália Guimarães pelo auxílio prestado nesta reta final. Aos meus novos amigos agradeço as conversas, os ombros amigos, as festas, as indicações de lugares, de viagens, de comidas, de bebidas e a parceria sempre que precisei, mesmo que fosse para andar de ambulância. Que os laços aqui efetuados permaneçam nos nossos corações e que as TDIC’s os mantenham sempre firmes e fortes, apesar das distâncias físicas que venham a surgir. E a toda esta terra e ao seu povo que me receberam de braços abertos permitindo que eu me sentisse sempre em casa.
SUMÁRIO LISTA DE FIGURAS ................................................................................................... 19 LISTA DE QUADROS ................................................................................................. 21 LISTA DE GRÁFICOS ................................................................................................. 23 LISTA DE TABELAS ................................................................................................... 25 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 27 I.Ponto de partida ........................................................................................................ 32 II.Delimitação do Tema ................................................................................................ 37 III.Objetivos .................................................................................................................. 39 IV.Estrutura do documento .......................................................................................... 41 CAPITULO UM ............................................................................................................ 43 A COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E A INFORMAÇÃO ORGÂNICA EM TEMPOS DE TECNOLOGIAS DIGITAIS .................................................................................... 43 1.1.Comunicação Organizacional ................................................................................ 43 1.1.1.Comunicação Integrada Digital ........................................................................ 48 1.1.2.Comunicação interna....................................................................................... 51 1.1.3.Públicos........................................................................................................... 53 1.1.4. Fluxos comunicacionais ................................................................................. 58 1.1.5. Comunicação formal e informal ...................................................................... 59 1.1.6. Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação ................................. 61 1.2. Ciência da Informação e a Informação orgânica ................................................... 73 1.2.1. Paradigma Pós-custodial ................................................................................ 75 1.2.2. A informação .................................................................................................. 77 1.2.3. A Informação Orgânica ................................................................................... 84 1.2.4. Gestão da Informação .................................................................................... 90 1.3. Comunicação Interpessoal (P2P) em contexto de comunicação organizacional interna ......................................................................................................................... 92 CAPÍTULO DOIS ...................................................................................................... 105 INFORMAÇÃO ORGÂNICA DIGITAL ESPONTÂNEA .............................................. 105 2.1.Questionamentos iniciais ..................................................................................... 105 2.1.1.Em defesa de uma maior aproximação com a área da Ciência da Informação ............................................................................................................................... 107
18 2.1.2. As organizações como sistemas abertos ..................................................... 112 2.1.3. Por uma tipologia diferenciada ..................................................................... 115 2.2. Fluxos info-comunicacionais em comunicação interna ....................................... 115 2.2.1.Comunicação interna formal e informal com a inclusão de TDIC’s ................ 120 2.3. Identificando a informação orgânica digital espontânea ..................................... 124 2.3.1. Temas dos conteúdos da informação orgânica digital espontânea .............. 132 CAPÍTULO TRÊS ..................................................................................................... 137 INQUÉRITO E RESULTADOS − ANÁLISE DESCRITIVA DOS ELEMENTOS OBTIDOS ATRAVÉS DA PESQUISA EXPLORATÓRIA ............................................................ 137 3.1. Abrangência e Técnica de Pesquisa................................................................... 137 3.1.1.Dificuldades encontradas .............................................................................. 139 3.1.2.Características das organizações pesquisadas ............................................. 142 3.2. Apresentação do instrumento e dos resultados da pesquisa .............................. 146 3.2.1.Análise das Questões ................................................................................... 147 CAPÍTULO QUATRO ................................................................................................ 199 MODELO INFO-COMUNICACIONAL INTERNO DO PÚBLICO ESSENCIAL DE SUSTENTAÇÃO PRIMÁRIO EM AMBIENTE DIGITAL............................................. 199 4.1.Respondendo aos objetivos, às questões e às premissas ................................... 200 4.2.Justificando a construção de um Modelo ............................................................. 216 4.2.1. Identificando os tipos de informação trocados pelos participantes da pesquisa prática .................................................................................................................... 218 4.3.Construindo o Modelo ......................................................................................... 220 4.4.Descrevendo e explicando o Modelo ................................................................... 224 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 231 I.Resultados obtidos .................................................................................................. 233 II. Limites detetados .................................................................................................. 235 III. Perspetivas futuras ............................................................................................... 236 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 239 ANEXOS ................................................................................................................... 255
LISTA DE FIGURAS Figura 1 − −− − Modelo do Método Quadripolar, Fonte: Silva e Ribeiro (2009, p. s/p) . 33 Figura 2 − −− − Composto da Comunicação Organizacional, Fonte: Kunsch (2003, p. 151) ...................................................................................................... 48 Figura 3 − −− − Comunicação Digital Integrada, Fonte: Corrêa (2005, p. 102) ............ 49 Figura 4 – Infográfico representativo das atividades que ocorrem na Internet em apenas sessenta (60) segundos, Fonte (SHANGHAI, 2011) ............... 66 Figura 5 − −− − Ciclo de Gestão da Informação, Fonte: Pinto (2009, p. 35) ............... 91 Figura 6 – A Comunicação interna formal e os fluxos da informação orgânica formal ................................................................................................. 117 Figura 7– A Comunicação Interna Formal e Informal e os fluxos da Informação Orgânica Formal e Informal ................................................................ 119 Figura 8 – A Comunicação Interna Formal e Informal e os fluxos da Informação Orgânica Formal e Informal com a inclusão das TDIC’s .................... 123 Figura 9 – Fluxograma da Comunicação Interna na perspetiva da informação orgânica digital espontânea ............................................................... 223
LISTA DE QUADROS Quadro 1 − −− −- Diferenças entre os elementos formais e informais da comunicação da informação - Fonte Le Coadic (2004, p. 35) .................................... 88 Quadro 2 − −− − Diferenças entre os elementos formais, informais e espontâneos da comunicação da informação .............................................................. 127 Quadro 3 − −− − Elementos que compõe a comunicação da informação e os tipos de informação em contexto de comunicação interna. ............................. 129 Quadro 4 − −− − Conteúdos detetados no estudo de Dimicco et.al. (2008), classificados pelos objetivos dos utilizadores .................................... 133 Quadro 5 − −− − Legendas relativas a Figura 9 ......................................................... 222
LISTA DE GRÁFICOS Gráfico 1 − −− − Faixa etária da totalidade dos participantes da pesquisa ................ 147 Gráfico 2 – Faixa etária por organização participante ........................................ 148 Gráfico 3 – Género da totalidade dos participantes da pesquisa ....................... 149 Gráfico 4 − −− − Género por organização participante da pesquisa .......................... 149 Gráfico 5 – Área de formação académica da totalidade dos participantes da pesquisa ............................................................................................. 151 Gráfico 6 – Tipo de dispositivo eletrónico ou digital pessoal que possui pela totalidade dos participantes da pesquisa ........................................... 155 Gráfico 7− −− − Tipo de dispositivo eletrónico ou digital pessoal detido pelos participantes da pesquisa por organização ........................................ 156 Gráfico 8 − −− − Local de utilização habitual dos dispositivos digitais pessoais pela totalidade dos participantes da pesquisa ........................................... 158 Gráfico 9 – Frequência de utilização dos serviços ou aplicações digitais pela totalidade dos participantes da pesquisa ........................................... 161 Gráfico 10 – Tipo de dispositivo digital utilizado pela totalidade dos participantes da pesquisa para o exercício profissional .......................................... 165 Gráfico 11 – Tipo de dispositivo digital utilizado pelos participantes da pesquisa para o exercício profissional por organização .................................... 166 Gráfico 12 − −− − Tipo de dispositivo digital utilizado para efetuar trocas/partilhas de conteúdos por tipo de aplicativo pela totalidade dos participantes da pesquisa ............................................................................................. 168 Gráfico 13 − −− − Quais as aplicações e/ou serviços são utilizados pela totalidades dos participantes nas trocas/partilhas de informações com os seus colegas de trabalho ........................................................................... 172
24 Gráfico 14 − −− − Efetua troca de informações através de redes sociais com colegas de trabalho resultados totalidade de participantes da pesquisa......... 175 Gráfico 15 − −− − Efetua troca de informações através de redes sociais com colegas de trabalho resultados por organização participante da pesquisa ..... 176 Gráfico 16 – Indicação da rede social utilizada para efetuar troca de informações com colegas de trabalho .................................................................... 177 Gráfico 17 – Vantagens ou desvantagens do uso dos dispositivos digitais no ambiente de trabalho segundo a totalidade dos participantes da pesquisa............................................................................................. 178 Gráfico 18 – Quais os ambientes usados para trocas/partilhas de informação com os colegas de trabalho pela totalidade dos participantes da pesquisa ........................................................................................................... 184 Gráfico 19 − −− − Quais os ambientes usados para trocas/partilhas com colegas de trabalho por organização participante da pesquisa ............................ 185 Gráfico 20 – Efetua troca de informações fora do horário de trabalho pela totalidade dos participantes da pesquisa ........................................... 185 Gráfico 21 – Efetua troca de informações fora do horário de trabalho por organização participante da pesquisa ................................................ 186 Gráfico 22 – Que tipo de informação sobre si troca com colegas de trabalho pela totalidade dos participantes da pesquisa ........................................... 188 Gráfico 23 – Que tipo de informação em vídeo ou imagem troca com colegas de trabalho pela totalidade dos participantes da pesquisa ..................... 191 Gráfico 24 − −− − Que tipo de informação sobre pessoas ou situações de trabalho troca com colegas de trabalho pela totalidade dos participantes da pesquisa............................................................................................. 194
LISTA DE TABELAS Tabela 1 − −− − Área de Formação académica dos participantes da pesquisa por organização ........................................................................................ 153 Tabela 2 − −− − Local de utilização habitual dos dispositivos digitais pessoais por organização ........................................................................................ 160 Tabela 3 – Frequência de utilização dos serviços ou aplicações digitais por organização participante da pesquisa ................................................ 162 Tabela 4 − −− − Quais os dispositivos digitais por tipo de aplicativo são utilizados para efetuar trocas/partilhas de conteúdos com colegas de trabalho pela totalidade dos participantes da pesquisa ........................................... 169 Tabela 5 − −− − Quais os dispositivos digitais, por tipo de aplicativo, são utilizados para efetuar trocas/partilhas de conteúdos pelos participantes da pesquisa por empresa participante .................................................................... 170 Tabela 6 − −− − Quais as aplicações e/ou serviços são utilizados para efetuar troca de informações com colegas de trabalho – totalidade dos participantes da pesquisa ............................................................................................. 171 Tabela 7 − −− − Quais as aplicações e/ou serviços são utilizados para efetuar troca de informações com colegas de trabalho por organização participante .. 173 Tabela 8 − −− − Vantagens ou desvantagens de uso dos dispositivos digitais no ambiente de trabalho por participante ................................................ 179 Tabela 9 – Que tipo de informação sobre si troca com colegas de trabalho – por organização participante da pesquisa ................................................ 189 Tabela 10 − −− − Que tipo de informação em vídeo ou imagem troca com colegas de trabalho por organização participante da pesquisa ............................ 192 Tabela 11 − −− − Que tipo de informação sobre pessoas ou situações de trabalho troca com colegas de trabalho – por organização participante da pesquisa ........................................................................................................... 195
32 I.Ponto de partida Como disposto anteriormente, é a partir dos dois grandes temas condutores − a Comunicação Organizacional e a Informação Orgânica − que se circunscreve esta investigação, numa visão operacional mais restrita, permitindo que a delimitação do objeto a ser estudado seja a troca de informações orgânicas digitais espontâneas. Para que o necessário mapeamento e delimitação das fronteiras epistemológicas do objeto de estudo se concretizassem, foi utilizado um Modelo de pesquisa capaz de monitorizar e acompanhar o desenvolvimento de um projeto de investigação na área das Ciências Sociais Aplicadas. O método escolhido foi, portanto, o Método Quadripolar 6 . A opção de trabalhar com o Método Quadripolar foi determinada tendo em conta que o mesmo é, conforme estabelecem seus defensores (DE BRUYNE et al., 1974, MARTINS et al., 2007, SILVA et al., 2009) o mais apropriado para ser utilizado pelas Ciências Sociais Aplicadas. Isto porque não é executado de uma maneira linear e imutável, não segue etapas rígidas e sequenciais, mas antes desenvolve-se a partir de um processo de constante interação entre o investigador e o método. Ao investigador é proposta a possibilidade de visitas sistemáticas a cada um dos quatro Pólos que compõem o método quadripolar num potencial percurso de idas e vindas que lhe permitem reformular questões, análises e interpretações. Para compreender melhor os aspetos que envolvem o Método Quadripolar, esclarece-se que o mesmo foi estabelecido por Paul de Bruyne e seus colaboradores Herman e Schoutheete (1974) e tem vindo a ser adotado e defendido por vários autores, entre os quais Silva e Ribeiro (2009), em Portugal, e Martins e Theóphilo (2007), no Brasil. 6Nasceu como resposta alternativa ao positivismo e à dicotomia redutora entre “quantitativo" e “qualitativo". Proposto em 1974 por Paul De Bruyne e outros autores para ser o instrumento operativo de uma dinâmica de investigação instauradora de novo PARADIGMA nas Ciências Humanas e Sociais, com destaque para a interdisciplina das Ciências da Educação vide http://www.ccje.ufes.br/dci/deltci/def.asp?cod=56 para mais completa informação.
33 A seguir, é apresentada a representação gráfica do Método Quadripolar − Figura 1 − −− − baseada na conceção de Silva e Ribeiro (2009). São ainda apresentadas considerações sobre a composição, a ocorrência e o desenvolvimento de cada um dos quatro (04) pólos que compõe o método, em termos conceituais e em termos práticos, relacionando-os com este trabalho. Figura 1 − −− − Modelo do Método Quadripolar, Fonte: Silva e Ribeiro (2009, p. s/p) Como pode ser verificado na Figura 1, os quatro (04) Pólos que compõem o Método Quadripolar de pesquisa estão localizados nas quatro extremidades de um retângulo, e recebem as denominações de Pólo Epistemológico, Pólo Teórico, Pólo Morfológico e Pólo Técnico. Segundo os autores que defendem o uso deste método para as pesquisas de Ciências Sociais Aplicadas, o trabalho deverá ser iniciado no Pólo Epistemológico. É a partir deste primeiro Pólo que desponta a ideia, que surge o interesse em executar um determinado trabalho de pesquisa. Ao mesmo tempo, o Pólo Epistemológico serve de balizador e controlador do funcionamento das tarefas que compõem o estudo, pois é neste Pólo que ocorre a vigilância crítica do desenvolvimento e da execução da pesquisa, além de ser aqui caracterizado o perfil paradigmático do pesquisador. Pólo Epistemológico Pólo Teórico Pólo Morfológico Pólo DISPOSITIVO METODOLÓGICO Técnico
34 No caso específico deste estudo, o Pólo Epistemológico foi estabelecido a partir de fatores relacionados com a formação académica da investigadora, uma vez que a mesma perpassa os campos das Relações Públicas, da Publicidade e Propaganda, do Jornalismo e da Administração, e é reforçada pelas suas experiências, tanto na área académica enquanto docente, como através da atuação em atividades de Assessoria e Consultoria em Comunicação Organizacional. A partir destas condicionantes, foram aprimorados os parâmetros que resultaram nos questionamentos que conduziram a este projeto de investigação 7 e que originaram o tema deste estudo, mas que também indicaram as carências que deveriam ser devidamente supridas, pesquisadas e reforçadas junto ao Pólo Teórico, mais precisamente no que concerne às áreas de Informação Orgânica e de Comunicação Organizacional. Mas, se por um lado essas condicionantes foram responsáveis pelo desejo de defender um novo conceito e a escolha dos caminhos que deveriam ser seguidos, por outro lado também serviram para ordenar e dirigir o desenvolvimento de todo o trabalho, possibilitando o seu progresso sem grandes sobressaltos ou desvios desnecessários. Na procura de estabelecer um foco específico a ser trabalhado, foi iniciada a incursão pelo segundo pólo do método em utilização - o Pólo Teórico. É neste Pólo que o tema é estabelecido, é também nele que se deteta a amplitude que o mesmo pode atingir e a possibilidade dos rumos que o estudo pode seguir. Assim, neste Pólo foram analisados e explorados inicialmente trabalhos de autores oriundos das áreas da Comunicação Organizacional e da Ciência da Informação, mais especificamente aqueles relacionados com a Informação Orgânica e com as Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação. Deste modo, ao levar-se a cabo a primeira revisão teórica, foram verificados os objetos e campos de estudo e pesquisa a serem trabalhados, o que permitiu um aprimoramento do conhecimento já existente e, de igual modo, a verificação de inexistências 8 conceituais relacionadas com o tema de interesse da investigadora. Entre os autores consultados durante a fase inicial dos estudos, incluem-se Roman (2005), 7 Os questionamentos que conduziram ao projeto de investigação desta tese de doutoramento são especificados no Capítulo Dois. 8 Mais completas reflexões sobre estas inexistências são apresentadas no Capitulo Dois.
35 já anteriormente citado, Anderson (2006), Gurak e et al. (2004), Robichaud, Giroux e Taylor (2004), Van Every e Taylor (1998), Primo (2003), Cahen (1990) Primo e Recuero (2009), Heath e et al. (2006), Wei (2004), Le Coadic (2004), Corrêa (2005), Haddon (2004) Choo e et al. (2006), Wilson (2008), Moura e Scroferneker (2008), Silva (2006), e Silva e Ribeiro (2009). A leitura dos trabalhos destes autores auxiliou na obtenção de algumas respostas às indagações anteriormente existentes, bem como contribuíram para a delimitação do campo de estudo, permitindo estabelecer o refinamento dos objetivos deste trabalho. Até o presente momento já foram apresentados os elementos que constituem os Pólos Epistemológico e Teórico. Cabe aqui apresentar os componentes do Pólo Técnico, Pólo onde, segundo Silva e Ribeiro (2009, p. 294),“ o investigador toma contacto, por via instrumental, com a realidade objectivada”. Segundo Lessard-Hébert, Goyette e Boutin (2008, p. 141) o Pólo Técnico propõe “uma articulação entre o «mundo empírico» e o «mundo teórico» ” e para que isso aconteça são estabelecidos o “modo de pesquisa” e as “técnicas de recolha dos dados” e através das respostas validar as posições e conceitos defendidos pela investigadora. Desta forma, o Pólo Técnico tem, neste estudo, a função de propiciar respostas que possibilitem o entendimento de como ocorrem as trocas informacionais e, principalmente, as trocas informacionais orgânicas digitais espontâneas, as que surgem no ambiente organizacional sem a tutela da própria organização em contextos digitais. Julga-se ser fundamental para quem atua nas áreas da Comunicação Organizacional/Relações Públicas ter o conhecimento e a compreensão deste novo fluxo info-comunicacional, das suas características e das formas que assume. Com o intuito de propiciar este maior conhecimento, tornou-se necessária uma exploração mais aprofundada, o que possibilitou maiores esclarecimentos de sobre como ocorrem e se manifestam os fluxos infocomunicacionais. Sabe-se que, anteriormente, estas trocas se davam basicamente através do contato face-a-face e eram, em geral, acompanhadas de opiniões pessoais e/ou comentários (as já anteriormente referidas conversas/interações “rádio peão” ou “rádio corredor”).
36 Ao tomar-se conhecimento da maneira como tem ocorrido a migração destas conversas/interações do corredor para as TDIC’s, via meios de comunicação não planeados e não implementados pela organização pode-se vir a verificar padrões de comportamento e consequentemente desenhar um Modelo e assim constituir o quarto pólo − o Pólo Morfológico. Pois, conforme salientam De Bruyne, Herman e Schoutheete (1974) é neste pólo que a tese é defendida e/ou são efetuadas as propostas ou estabelecidas a distribuição espacial dos resultados encontrados. Destaca-se que o Modelo elaborado no Pólo Morfológico facilitará ao profissional da Comunicação Organizacional/Relações Públicas implementar ações que permitam minimizar antecipadamente as possíveis interferências, positivas ou negativas, que venham a decorrer dessas trocas. Da mesma forma, o conhecimento deste Modelo e naturalmente do comportamento em relação ao uso de outros suportes, que não os oferecidos pela organização, permitirá aos Gestores da Informação tomar medidas corretivas que possam ser incorporadas na cultura organizacional de empresa/instituição e originar boas-práticas institucionais. Circunscrevem-se, por um lado, os pontos que norteiam e delimitam o tema e, consequentemente, as questões de pesquisa e os objetivos da mesma. Além disso, demonstram, através da incursão pelos estudos da Ciência da Informação, a carência e o distanciamento, em termos teóricos, por parte do estado da arte da Comunicação Organizacional/Relações Públicas, dos conceitos relacionados com aquela, principalmente no que se refere a conceitualização de Informação e de Informação Orgânica. Distanciamento, este, que se procura minimizar com este trabalho, onde é defendido um maior conhecimento e uma maior aproximação dos planeadores/gestor da Comunicação Organizacional aos aspetos relacionados com a referida conceitualização de Informação e, mais especificamente, com a conceitualização de Informação Orgânica.
37 II.Delimitação do Tema Existe, como já foi apresentado anteriormente, um distanciamento teórico entre a Comunicação Organizacional/Relações Públicas e a Informação Orgânica apesar de ambas coexistirem e constantemente juntas caminharem dentro das organizações. Por existir este afastamento, surge a necessidade do planeador/gestor da comunicação conhecer mais a fundo os aspetos e as suas tipologias relacionadas com a informação orgânica que circula entre os integrantes do público essencial de sustentação primário de forma não planeada, ou seja, de maneira espontânea, através das TDIC’s. Entende-se que essa necessidade existe, uma vez que, ao conhecer esses fatores, o planeador poderá utilizar as mesmas ferramentas tecnológicas, ou outras, para fazer chegar ao público essencial de sustentação primário as mensagens e os interesses das organizações, potenciando a estratégia e objetivos da organização através dessa troca de informações de maneira espontânea. Nesse sentido, defende-se a pertinência do conceito de Informação orgânica digital espontânea, uma vez que o uso das TDIC’s, possibilita novas formas de comunicação informal entre os integrantes das organizações aos quais, enquanto sujeitos emissores da informação orgânica é dado o ónus da escolha da tecnologia a utilizar, ou seja, de agir espontaneamente. Estes aspetos e conceitos serão aprofundados e defendidos ao longo deste trabalho. Assim, foram estabelecidas algumas posições a serem defendidas, bem como as questões de pesquisa abaixo indicadas, que permitirão detetar, na prática, se os posicionamentos estabelecidos pela investigadora se encontram devidamente sustentados. 1) Quais as aplicações utilizadas para a transmissão da Informação orgânica digital espontânea? 2) Quais os dispositivos digitais utilizados para a transmissão da Informação orgânica digital espontânea?
38 3) É possível verificar fluxos regulares e significativos de trocas de Informação orgânica digital espontânea que permitam esta classificação? 4) Existe um Modelo único de transmissão de Informação orgânica digital espontânea independente das características das organizações e dos seus integrantes, o que permite o estabelecimento de um novo Modelo do processo infocomunicacional? Estas questões surgem tendo como asserção que as TDIC’s propiciaram modificações nos mais diversos tipos de relações, permitindo uma maior gama de canais de comunicação, de possibilidades de troca de informação e possibilitando ainda que as relações, por vezes distantes geograficamente, sejam alimentadas pelas trocas online de informações. É assim estabelecido um cenário que permite constituir duas grandes premissas 9 listadas a seguir: 1) Os contactos e as relações interpessoais informais entre os integrantes do público essencial de sustentação primário das organizações, que antes ocorriam face-a-face, migraram 10 para as Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação. 2) O fluxo info-comunicacional orgânico digital espontâneo que ocorre entre integrantes do público essencial de sustentação primário das organizações segue um mesmo padrão nas organizações pesquisadas possibilitando a identificação de um Modelo único, independente das características organizacionais. 9 Nome feminino 1. Antecedente lógico de uma conclusão 2. Conjunto de proposições que constituem os princípios fundamentais de um estudo - Fonte: Infopédia - Enciclopedia e Dicionários - http://www.infopedia.pt/lingua-portuguesa/premissa?homografia=2 10 Salienta-se que o termo migrar não está sendo aqui entendido como um deslocamento total mas sim que tenha ocorrido certo deslocamento para o ambiente digital das anteriores relações ocorrida face-a-face.
39 A partir destes delimitadores – o tema, as questões e as premissas - foram traçados os objetivos do estudo, completando assim os aspetos norteadores do Pólo Epistemológico. Cabe aqui, antes de apresentar os objetivos deste trabalho, destacar que apesar de este estudo estar mais diretamente relacionado com os campos da Comunicação Organizacional/Relações Públicas e da Ciência da Informação, o conhecimento destas constatações poderão também ser relevantes para outras áreas. Toma-se como exemplo a área de Sistemas de Informação, como um todo, e, mais especificamente, dentro desta, a área responsável pela captura, recolha, organização e preservação da Informação Orgânica. Isto porque, ao ser verificada e comprovada a existência destes novos caminhos de circulação de informações orgânicas outras possibilidades de investigação se farão presentes, demonstrando que esta é um pequeno ponto de partida para um grande tema ainda a ser explorado, não só pela área de Comunicação Organizacional/Relações Públicas, mas por todas as áreas envolvidas no processo info-comunicacional que ocorre nas e com as organizações e que com ele se relacionam. III.Objetivos Em vista das características deste estudo, os objetivos foram estruturados num objetivo geral e em objetivos específicos, que a seguir se apresentam. De caráter abrangente este objetivo serve de condutor das ações e das atividades a serem desenvolvidas nesta investigação se caracterizando pelo seguinte enunciado. • Conhecer o processo info-comunicacional digital espontâneo que ocorre entre os integrantes do público essencial de sustentação primário das organizações. Reforça-se que para alcançar este objetivo procurou-se num primeiro
40 momento investigar os vários conceitos necessários para a válida sustentação científica do Pólo Teórico. Neste levantamento foi detetado que determinadas conceções e pontos não se encontravam satisfatoriamente identificados, motivo pelo qual no Capítulo Dois será apresentado e defendido o que se entende por um conceito capaz de abranger este tipo de informação orgânica trocada em processo de comunicação informal através das TDIC’s. Por sua vez, para o estabelecimento dos objetivos específicos − objetivos que propiciam as respostas às nossas questões − foram estabelecidas ações com vista à obtenção de resultados que através das amostras trabalhadas vieram permitir a validação do conceito defendido pela investigadora, bem como muni-la de subsídios para estabelecer um Modelo info-comunicacional que contemple as trocas de Informação orgânica digital espontânea. Para tornar mais rica essa pesquisa optou-se por verificar as premissas estabelecidas no âmbito de organizações de diferentes segmentos, dimensões e nacionalidade. Serão dadas maiores referências das características das mesmas no Capítulo Três. No sentido de responder às questões de investigação anteriormente estabelecidas, bem como validar o conceito de Informação orgânica digital espontânea, o presente trabalho tem os seguintes tópicos como objetivos específicos: 1) Confirmar a ocorrência de trocas de informação orgânica entre os integrantes do público essencial de sustentação primário através de meios diferenciados da comunicação formal; 2) Identificar e classificar a temática da informação orgânica que circula, através das Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação, de maneira espontânea entre integrantes do público essencial de sustentação primário das organizações; 3) Identificar quais as aplicações e serviços utilizados pelos integrantes do público essencial de sustentação primário para efetuar trocas de informação orgânica digital espontânea;
41 4) Identificar quais os dispositivos digitais utilizados por integrantes do público essencial de sustentação primário, das organizações pesquisadas, para a transmissão de informações orgânicas digitais espontâneas; 5) Efetuar a análise comparativa entre os principais temas que são abordados na informação orgânica digital espontânea analisada procurando aferir se existem semelhanças ou diferenças entre eles a partir das características organizacionais e/ou país de origem; 6) Construir uma proposta de Modelo info-comunicacional que contemple a troca da Informação orgânica digital espontânea e que possa servir de parâmetro para compreender, utilizar ou minimizar este fluxo espontâneo através de ações planeadas. Estão, assim, apresentados os principais parâmetros do Pólo Epistemológico. Contudo, no decurso deste trabalho, outros componentes deste Pólo serão expostos, implícita ou explicitamente. IV.Estrutura do documento Conforme estabelecido nos pontos prévios, esta pesquisa tem como parâmetro metodológico o Método Quadripolar. Deste modo, e por se encontrar alicerçado nos seus Quatro Pólos, apresenta-se de seguida a estrutura deste trabalho. O Pólo Epistemológico, o primeiro dos quatro, encontra-se caracterizado nos aspetos explicitados nesta Introdução sendo alvo de aprofundada caracterização no Capítulo Dois. Por sua vez o Pólo Teórico, também já aqui referido de modo breve e metaforicamente explicitado, é igualmente desenvolvido nos Capítulos Um e Dois. Deve ressaltar-se, embora a partida seja claro para quem está familiarizado
48 1.1.1.Comunicação Integrada Digital Retornando a Kunsch (2003, p. 149) salienta-se que Comunicação Organizacional é o “fenômeno inerente aos agrupamentos de pessoas que integram uma organização ou a ela se ligam” sendo composta pelas “diferentes modalidades comunicacionais que permeiam sua atividade”. Compreendendo, prossegue a autora (KUNSCH, 2003, p. 150) “a comunicação institucional, a comunicação mercadológica, a comunicação interna e a comunicação administrativa”. A este conjunto Kunsch atribui a denominação de Composto da Comunicação Organizacional (2003, p. 150-151) e que possui a representação gráfica exposta na Figura 2. – Figura 2 − −− − Composto da Comunicação Organizacional, Fonte: Kunsch (2003, p. 151)
49 Salienta-se ainda que a autora (KUNSCH, 2003) considera que este mix de áreas que compõem a Comunicação Organizacional necessita de funcionar em harmonia, para obter ações sinérgicas, que ao atuarem em conjunto através de uma “política global claramente definida” possibilitam a criação de “ações estratégicas e táticas de comunicação mais pensadas e trabalhadas com vistas” à eficácia, vindo assim a constituir, segundo Kunsch (2003, p. 150), a filosofia da comunicação integrada. Nota-se que o Modelo que Kunsch apresenta não faz nenhuma referência em relação ao uso ou a inclusão, no Composto da Comunicação Organizacional (KUNSCH, 2003), das Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação, ponto que Corrêa (2005) soluciona com a proposta do Modelo de Comunicação Digital Integrada, Figura 3, a seguir apresentado. Figura 3 − −− − Comunicação Digital Integrada, Fonte: Corrêa (2005, p. 102) A autora (CORRÊA, 2005, p. 102) acentua que:
50 (…) a comunicação digital integrada é construída a partir de uma avaliação de cada ação comunicacional prevista para as três grandes vertentes da Comunicação Integrada – Institucional, Interna e Mercadológica – e de seu cotejamento face ao público a que se dirige e ao nível de eficácia ampliado caso a ação seja executada por meio do uso das TIC’s. Verifica-se, portanto, que ao incluir ao Composto da Comunicação Organizacional 13 as Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação, Corrêa enfatiza que as mesmas devam estar presentes no planeamento caso seja verificado que a ação, via tecnologias digitais, alcance a eficácia que se faça necessária tendo em consideração o público a que se dirige. Corrêa (2005, p. 103) enfatiza ainda que uma ação só é eficaz “quando ocorre uma avaliação da forma mais adequada para a sua execução”. Complementa salientando que a eficácia na Comunicação Digital somente se fará presente com o conhecimento, a identificação e a recuperação de informações em ambientes digitais. No entanto, salienta-se que as autoras Corrêa (2009b, 2005) e Kunsh (2003), ao especificarem cada um dos componentes de seus Modelos, não distinguem as suas composições. Paralelo a isto, Terra (2011, p. 85-86) defende que as possibilidades estabelecidas com as TDIC’s permitem que cada indivíduo possa se transformar num “utilizador-média” 14 ou seja “um produtor, criador, compositor, montador, apresentador, remixador ou apenas um difusor dos seus próprios conteúdos.” Assim, conhecer parâmetros que norteiam os fluxos info-comunicacionais que ocorrem internamente na organização, as questões estabelecidas neste trabalho, colaboram para a eficácia do planeamento da comunicação integrada organizacional. Isto porque como os integrantes do público essencial de sustentação primário também podem exercer este papel de “usuários-média”, é relevante verificar como isto tem ocorrido internamente na organização. Assim, o interesse neste trabalho não engloba todas as possibilidades em que os colaboradores podem utilizar as TDIC’s e exercerem o papel de usuários-média, 13Conceito apresentado e defendido por KUNSCH - Planejamento de relações públicas na comunicação integrada 14 Destaca-se que o termo original apresentado e defendido pela autora é o de usuário-midia, contudo em função da grafia e terminologia diferenciada usada em Portugal passa-se aqui a utilizar o termo utilizadormédia.
51 mas sim detetar apenas as relacionadas com a Informação Orgânica. Assim, como o nosso interesse assenta na área da Comunicação Interna passa-se, a seguir, a assinalar os conceitos relacionados com a mesma, referindo a sua composição, a fim de traçar os parâmetros relacionados com o campo, e que balizaram este estudo. 1.1.2.Comunicação interna Como pode ser visualizado na secção anterior, as autoras Kunsch (2003) e Corrêa (2005) consideram a Comunicação Interna como uma componente relevante do Composto de Comunicação Organizacional (KUNSCH, 2003) e/ou Comunicação Digital Integrada (CORRÊA, 2005). É esta componente que nos interessa conhecer de uma maneira mais pormenorizada. Se por um lado, como ressalta Marin, Galera e Roman (1999, p. 105) 15 , “a comunicação externa é a que leva informações para pessoas e grupos localizados no exterior da organização”, por outro “o termo ‘comunicação interna’ (…) expressa um recorte geográfico, ou seja, compreende a ação comunicativa como algo que transcorre no interior da organização”, (BELTRAND et al., 2009, p. 135). Entende-se que o termo organização, neste caso, não deva ser confundido “com prédios, organogramas, contratos ou processos” enfatizam Beltrand e Gomes (2009, p. 135), mas sim “(…) pessoas em relação, trabalhando por objetivos bem definidos, claros e específicos” (BALDISSERA, 2008, p. 41). Duterme (2008, p. 9), entretanto, chama a atenção para o facto que a expressão comunicação interna na empresa torna-se, de imediato, ambígua. Emerge, necessária e constantemente, comunicação interna na empresa: desde o «bom-dia» da manhã até à assembleia geral com discurso do Presidente, passando pelas ordens e discussões à volta do café. É claro que, internamente, «isso comunica» e a expressão refere-se, em parte, a essa evidência. 15 Tradução da autora MARÍN;GALERA;ROMÁN - Sociologia de la comunicación, p. 105 “(…) la comunicación externa que nos lleva a ver la trasmisión de información con personas e grupos del exterior (…)”
52 O autor (DUTERME, 2008, p. 10) prossegue salientando que esta ambivalência encontra dois parâmetros de comunicação, isto é, um quase “natural”, ou seja, aquele tipo de comunicação que surge “num contexto de vida coletiva” e, outro, que vem a surgir a partir do uso de técnicas e de meios “para influenciar o estado resultante da existência desses fenómenos naturais”. Torna-se mais clara a compreensão conceitual se nos reportarmos às afirmações de Marin, Galera e Román (1999), que salientam que a comunicação interna é toda aquela que circula entre os membros de uma organização. Esta ideia é complementada pela posição de Sousa (2004, p. 15), que ressalva que a comunicação interna é também a “comunicação direcionada para o público interno” e que deverá ser desenvolvida por e para os membros desse mesmo público. Mas se anteriormente era fácil identificar os integrantes de uma organização porque, em geral, encontravam-se no mesmo espaço físico, hoje, devido às facilidades de atuação profissional à distância, à existência das mudanças jurídicas de vinculação às organizações (CESCA, 2003) e, principalmente, à inclusão nos ambientes organizacionais das Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação, esta identificação já não é mais tão óbvia. Isto porque como já foi referido ao longo deste trabalho, muitas modificações ocorreram nos ambientes organizacionais, alterações, estas, que se referem às formas de execução do trabalho, perpassam às conceções hierárquicas e se tornam extensivas à dispersão geográfica das organizações. Torna-se, portanto, necessário estabelecer, através de novos critérios, quem hoje são os integrantes de uma organização, e consequentemente a quem está direcionada e/ou é desenvolvida a comunicação interna (SOUSA, 2004). Com a intenção de clarificar estas dúvidas e automaticamente compreender quem são os sujeitos alcançados pela comunicação interna, recorreu-se aos estudos das áreas da Comunicação Organizacional e das Relações Públicas para, assim, especificar-se como hoje ocorre, nestas áreas, a classificação, dos públicos organizacionais.
53 1.1.3.Públicos Em primeiro lugar cabe relembrar que uma organização é composta e mantém-se através do relacionamento que ocorre entre ela e diversos tipos de atores, que na área de comunicação tem a nomenclatura de públicos 16 . A mais conhecida e tradicional das classificações da área de Relações Públicas a respeito da categorização de públicos é aquela apresentada por Penteado (1978) que os dividia em dois grandes grupos, divisão ainda utilizada por outros autores como Barquero, Senac e Barquero (2010), e Sousa (2004): • Público Interno – composto pela diretoria, funcionários de todos os níveis da organização e seus familiares, representantes e vendedores • Público Externo – composto por todos os demais sujeitos que não atuam internamente na organização mas com os quais, direta e/ou indiretamente a organização está ligada, tais como consumidores, concorrentes, políticos, meios de comunicação, acionistas, entre outros. No sentido de melhor especificar os tipos de públicos, em vista das relações existentes com a organização, posteriormente a estas duas categorias foi acrescentada uma terceira que os caracterizava de forma mais adequada (ANDRADE, 1989, SOUSA, 2004): • Público Misto – composto por sujeitos que influenciam diretamente a existência da organização mas que, em geral, não se encontram ligados à estrutura física da organização e que anteriormente se encontravam na categoria de público externo, como os acionistas, fornecedores, revendedores e distribuidores. Contudo, ao longo dos anos, outros autores como Cutlip e Center (1971) e 16Alguns autores utilizam a terminologia Stakeholder, proveniente da área da Administração e Marketing, contudo prefere-se manter a utilização de públicos
54 Simões (1995) também procuraram classificar os públicos organizacionais, e para isso examinaram aspetos relacionados com as formas de interação desses com as organizações. Nesse sentido, França (2003, 2009) enfatiza que esses autores e suas publicações, sempre consideraram de enorme relevância que as organizações identificassem de maneira coerente e correta os seus públicos, permitindo assim aperfeiçoar os relacionamentos existentes, sejam eles trabalhistas, promocionais, mercadológicos ou institucionais. Porém, à medida que os ambientes organizacionais se modificaram, foram criadas novas formas de relações e essas classificações tornaram-se incompletas ou inaplicáveis. Não mais poderiam ser classificados numa mesma categoria os colaboradores, que efetivamente fazem a organização existir, e aqueles contratados a termo que atuam, por exemplo, na limpeza de uma organização. Propondo resolver esta situação, Cesca (2003) apresenta um trabalho que vem a aperfeiçoar e complementar essa classificação ao aplicar conceitos que consideram a relação jurídica-física existente entre as organizações e os seus públicos, ampliando os três grupos anteriores para cinco grupos: • Público interno-vinculado – integrado pela administração superior, pelos funcionários fixos e pelos funcionários com contratos temporários, • Público interno-desvinculado – composto pelos funcionários de serviços contratados a termo que atuam no espaço físico da empresa, • Público misto-vinculado – composto pelos vendedores externos não autónomos, os acionistas, os funcionários do transporte com vínculo de emprego, os funcionários que trabalham em suas residências de forma não autónoma e os funcionários que prestam serviços em outras empresas, • Público misto-desvinculado – composto pelos fornecedores, distribuidores, revendedores, vendedores externos autónomos, funcionários que trabalham em suas residências de forma autónoma, familiares de funcionários e funcionários do transporte contratados a termo,
55 • Público externo − −− − composto pela comunidade onde a organização está inserida, seus consumidores, as escolas, a imprensa em geral, o governo, os concorrentes, os bancos e as entidades de classe. Com o mesmo intuito de apresentar uma divisão mais coerente com os atuais relacionamentos organizacionais, França (2003) apresenta o que ele chama de classificação lógica dos públicos para Relações Públicas. A proposta de França (2003) estabelece a classificação através da essencialidade, ou seja, reforça o quanto o sujeito é essencial para a existência da organização, sendo esta essencialidade que determina a relação com a organização. É esta classificação e conceito que se toma como parâmetros neste trabalho. 1.1.3.1. Público essencial de sustentação primário A base do trabalho de França (2003, 2009) assenta na preocupação em adequar a classificação dos públicos às novas situações administrativas e estruturais, que cerceiam as organizações. O autor toma como parâmetro os tipos de relacionamentos que as organizações mantêm com os seus públicos: • Tipo e objetivo da relação; • Nível de participação e envolvimento do público com a organização; • Natureza, prioridade e duração do relacionamento; • Temporalidade da relação; • Resultados esperados desta relação. Utilizando-se destes critérios, França (2003, p. 8-9) dividiu os públicos das organizações em três categorias: • Categoria I: públicos essenciais - fazem parte deste grupo aqueles públicos dos quais a organização depende para a sua constituição, manutenção de sua estrutura, sobrevivência e para a execução de suas atividades-fim. Este grupo divide-se em dois subgrupos:
56 a. Constitutivos da organização - integram esta subcategoria os indivíduos que “possibilitam a existência da organização”, ou seja, aqueles que oferecem “os elementos e recursos para a sua constituição, de acordo com suas atividades-fim”. São eles os “empreendedores que criam a empresa, correm o risco do negócio ou o autorizam, pois estão ligados à organização por vínculos jurídicos” (FRANÇA, 2003, p. 8); b. Não-constitutivos ou de sustentação – os componentes deste grupo, como a própria denominação identifica, são o sustentáculo da organização, apesar de não interferirem “diretamente na constituição da organização”, (FRANÇA, 2003, p. 9). São imprescindíveis para à sua existência e funcionamento, uma vez que “colaboram para a execução das atividades-fim, mantendo a produtividade e a lucratividade do empreendimento” (FRANÇA, 2003, p. 9). Em geral, não possuem a responsabilidade de assumir riscos financeiros em relação à manutenção da organização. Esta subcategoria, por sua vez, também se encontra dividida em dois subtipos: i. Primários - “são aqueles dos quais a organização depende para a viabilização do empreendimento”. Integram este subtipo os colaboradores diretos e os fornecedores de matéria-prima e de input básicos, atores essenciais à existência da organização. França (2003, p. 9) ressalta que “embora possam ser substituídos, esses públicos gozam de maior estabilidade, por estarem legalmente envolvidos, de modo permanente (…) e não poderem ser facilmente desqualificados”; ii. Secundários – compõem este grupo os indivíduos “que contribuem para a viabilização da organização,
57 mas em menor nível de envolvimento e participação” (FRANÇA, 2003, p. 9). Podem ser substituídos com certa facilidade sem acarretar problemas graves à organização. São eles: fornecedores de produtos não essenciais, contratados a termo, e temporários. • Categoria II: públicos não-essenciais - este grupo, contém elementos que podem possuir uma maior ou menor participação nas atividades da organização, contudo não participam das atividadesfim, somente das atividades-meio, ou seja, não influenciam diretamente a produção. Estão ligados mais à “prestação de serviços ou à intermediação política ou social”. “Atuam externamente na promoção institucional, corporativa e mercadológica da organização ou intermediando os relacionamentos com o mercado”(FRANÇA, 2003, p. 9). São subdivididos em quatro tipos: de consultoria e promoção; setoriais associativos; setoriais sindicais; setoriais comunitários; • Categoria III: públicos de redes de interferência - esta categoria é composta por elementos que se localizam no “cenário externo” à organização mas que possuem poder “operacional ou representativo” capaz de “exercer fortes influências no desempenho da organização”. O autor (FRANÇA, 2003, p. 9-10) divide-os em “dois subsistemas: rede de concorrentes e rede de comunicação de massa”. A partir desta categorização, estabelece-se que o público envolvido neste estudo é o público essencial de sustentação primário, ou seja, aquele composto por elementos que permitem a existência da organização, a execução de suas atividades fins, e cujas trocas comunicacionais e informacionais compõem a Comunicação Interna. O interesse em conhecer os hábitos de utilização de processos infocomunicacionais em ambientes digitais deste público, especificamente, tem como
64 por meio de um cartão magnético] (…)” como de forma explícita, ao efetuar-se uma ação especifica via Web, como esclarece Corrêa (2009b, p. 163). Esta ação que pode ser caracterizada pela troca de e-mails, pelo envio de arquivos, pela utilização de programas de uso simultâneo de voz e imagem, pelo armazenamento de conteúdos, pelo envio e pela troca simultânea de mensagens, ou pela elaboração de textos ou de projetos de forma coletiva, como exemplificam Jin e Robey (2008). Verifica-se que várias são as possibilidades de uso das TDIC’s, seja em termos pessoais, sociais e/ou profissionais. Realçando as possibilidades do uso das TDIC’s no contexto organizacional, Mattos (1995) já apresentava as mesmas, no final do século passado, divididas em três categorias: • Geradores e armazenadores de informação; • Apresentadores de informação; e • Ambientes de intercâmbio da informação. É certo que desta publicação até hoje as Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação evoluíram muito criando novas ferramentas e aplicações. Um exemplo que demonstra esta diversidade são as possibilidades que um sistema de intranet de uma organização pode oferecer, indo desde um simples agregador de várias aplicações e funcionalidades específicas até ser capaz de simultaneamente ser um armazenador de ficheiros, um ambiente de busca de informações e de trocas de informações com colegas de trabalho. Estas características de capacidade de uso das TDIC’s, incrementadas principalmente com a implementação da Web 2.0, ficam bastante claras através da posição de O'Reilly (2005) que destaca as suas funcionalidades de arquitetura de participação, o uso de serviços e não de pacotes de softwares, a elaboração de softwares baseados em interfaces únicas, o aproveitamento da inteligência coletiva, a pesquisa multivariada e a transformação de dados. Constata-se também que em termos das aplicações comunicacionais e informacionais no contexto organizacional, as oportunidades perpassam a comunicação formal planeada, como relatam os trabalhos de Haig (2000), Scoble e Israel (2006) e
65 Witmer (2000), e os fluxos informacionais espontâneos/informais, como o demonstra o estudo de Roman (2005) sobre a troca de e-mails informais ou o uso de miniblogues, como o twitter no trabalho de Zhao e Rosson (2009) de certa forma substitutos das chamadas “rádios peão”, “rádio corredor”, matéria ainda pouco explorada pelas pesquisas académicas. Para finalizar esta secção, cabe ainda ressaltar um terceiro conceito, o de “redes sociais” frequentemente utilizado para caracterizar as relações estabelecidas através de aplicações online. Este termo sempre existiu, inclusive nos próprios ambientes organizacionais, como o demonstram os estudos de Thomas e Cross (2010), ou seja, os indivíduos estão constantemente integrados em redes sociais. Porém, com as facilidades oferecidas pelas TDIC’s que incrementaram igualmente as comunicações interpessoais, as redes sociais online passaram a ter um maior destaque. Pois o ambiente online oferece a possibilidade de transferência de redes já existentes offline ou a criação, o estabelecimento e a manutenção de novas redes sociais online, independente das distâncias geográficas, ou do conhecimento prévio offline de seus integrantes. No caso desta investigação, apesar das redes sociais não serem o foco principal, servindo apenas como pano de fundo, verifica-se que a inserção e o uso dos dispositivos digitais para as trocas info-comunicacionais ocorrem através da manutenção e da transposição das relações estabelecidas em redes sociais offline para online. 1.1.6.1. As TDIC’s e a(s mudanças na) comunicação interpessoal Conforme referido anteriormente, mudanças significativas têm ocorrido no quotidiano das pessoas com a inclusão da TDIC’s, a ponto de Lévy (2001) considerar que o computador, ou outros dispositivos digitais, passaram a representar, na sociedade atual, o mesmo papel que o fogo tinha no passado. Isto porque, hoje, ao redor destes equipamentos digitais, são trocadas as histórias e as experiências entre os familiares, os amigos, os colegas de trabalho e, até mesmo, entre as pessoas que nunca se encontraram em ambiente offline.
66 Uma exemplificação da grandiosidade, versatilidade e instantaneidade das TDIC’s é o infográfico reproduzido a seguir que representa o volume de transações efetuadas em apenas sessenta (60) segundos através da Internet. Figura 4 – Infográfico representativo das atividades que ocorrem na Internet em apenas sessenta (60) segundos, Fonte (SHANGHAI, 2011) A força das tecnologias na atualidade também pode ser facilmente verificada através dos resultados obtidos em manifestações 21 originadas pelo chamamento online ou ainda pela dependência dos indivíduos e da sociedade, a ponto de governos reconhecerem esta importância e em tempos de crises sociais, suspenderem os serviços de Internet para conter as possíveis ações, demonstrações, protestos ou ainda a simples trocas de informações sobre a situação política 22 . Observa-se, desta forma, que as Tecnologias Digitais de 21 Manifestações ocorridas em várias cidades de Portugal em 15 de setembro de 2012, http://p3.publico.pt/node/4726 e http://visao.sapo.pt/retratos-da-manifestacao=f689578 22 Apresenta-se exemplos destes bloqueios relatados por jornalistas e blogueiros:
67 Informação e de Comunicação se inseriram tão fortemente na rotina dos indivíduos possibilitando o seu uso nas mais diferentes situações, proporcionando a instantaneidade e permitindo que distâncias geográficas sejam suplantadas através dos mais diversos tipos de aplicações. Além disso segundo Correa, (2009a, p. 319) as (…) trocas comunicacionais, ao ocorrerem em ambientes digitalizados, assumem em grande medida as principais características destes (…) : a multiplicidade e não-linearidade da mensagem, a flexibilização do tempo e a virtualização dos relacionamentos e intercâmbios. Exemplo disso são os novos Modelos de dispositivos móveis, principalmente os chamados telemóveis inteligentes ou smartphones que estão continuamente conectados e permitem o tráfego de (…) grandes volumes de informação – por meio de conexões sem fio de alta velocidade -, praticamente sem limites de deslocamento territorial, uma vez que quase todo o território habitável do planeta estará em breve ao alcance dos transmissores que os mantém ativos. (CARDOSO, 2009, p. 356) Estes aspetos acentuam a declaração de Wolton (2006, p. 24) de que “Estar ligado é estar junto”. Mas se por um lado as TDIC’s permitem compartilhar instantaneamente informações diversas mudando rotinas comunicacionais, por outro, têm criado uma dependência que pode até chegar ao extremo de uma patologia, conforme esclarecem De Moraes, Pilatti e Scandelari (2005) e Gnisci e et al. (2011). 1. Relato do ocorrido no Egito em janeiro de 2011 “Em uma situação jamais vista em toda a história da internet, o Egito decidiu suspender os serviços de Internet e telefonia no país, em uma medida drástica para tentar conter a onda de protestos que clama pela queda do presidente Hosni Mubarak, há 30 anos no poder (…).o governo resolveu suspender todo o acesso à web no país, de forma a evitar a organização de novos protestos, que tem se tornado cada vez mais difíceis de controlar”.http://www.geek.com.br/posts/14774-egitosuspende-internet-e-telefonia-para-conter-onda-de-protestos 2. Outro caso foi o bloqueio efetuado pelo governo do Irã às Páginas do Google como relata o blogueiro Gabriel Hammer em 10 de fevereiro de 2012 “O governo do Irã bloqueou o acesso à página do Google na web e outras associadas ao buscador. Até quinta-feira, os usuários de Internet no país podiam acessar o site, embora as páginas de países deste sistema, como google.fr (França) e google.es (Espanha), já estivessem censuradas. Ao contrário de outras páginas bloqueadas, nas quais ao tentar acessar surge uma mensagem que assinala "conteúdos delitivos" e informa que o acesso não é permitido, ao tentar abrir o Google aparece apenas uma mensagem de problemas de conexão. Um grande número de sites está bloqueado pelas autoridades iranianas, (…)” http://gabrielhammer.blogspot.pt/2012/02/governo-do-ira-bloqueia-acessopagina.html
68 Entretanto não sendo este o foco deste estudo este uso excessivo não será, aqui, objeto de análise. É importante, sim, conhecer-se as aplicações e os serviços oferecidos através das TDIC’s para que se possa compreender as suas potencialidades e as suas possibilidades de uso no que se refere à comunicação informal e à troca de informações orgânicas fora da tutela das organizações. Ressalta-se, ainda, que a cada dia os serviços na área das TDIC’s se aperfeiçoam estabelecendo particulares de convergência, tanto em termos dos dispositivos digitais, como no que diz respeito às aplicações que, em geral, possuem múltiplas funções que podem ser utilizadas em conjunto ou individualmente, tais como: envio de mensagens instantâneas, trocas de arquivos, criação e manutenção de redes sociais, videoconferências, entre outros. Estas características poderão ser verificadas nas apresentações das aplicações e serviços listados na secção a seguir. Contudo procurou-se estabelecer uma sequência no que diz respeito à amplitude do tipo do serviço ou aplicação descrita. 1.1.6.2. Características de aplicações usadas em comunicação interpessoal (P2P) através de dispositivos digitais A intenção desta secção é de apresentar as características de serviços ou aplicações digitais utilizadas para a Comunicação Interpessoal (P2P) ou “um-um” termo utilizado por Primo (2007, p. 100): • Mensagens instantâneas - as mensagens instantâneas de texto iniciaram a sua utilização através de grupos de indivíduos que compartilhavam o mesmo espaço no ambiente virtual, como em salas de conversas (chats), jogos virtuais e/ou comunidades virtuais, entre outros. Algumas aplicações foram criadas especificamente para esta função como o ICQ 23 , da Mirabilis, ou o 23 http://chat.icq.com/icqchat /
69 Windows Life Messenger 24 , da Microsoft. Diversas aplicações, inicialmente com outras funções, passaram a oferecer esta opção aos seus utilizadores, são os casos do Facebook 25 , do Skype 26 e do Gmail 27 com o Gtalk, por exemplo. O desenvolvimento tecnológico também permitiu que através dos dispositivos telefónicos sejam efetuadas troca de textos, ou seja, é possível emitir mensagens instantâneas (HERBSLEB et al., 2002, MOECKEL, 2003). Além disso, as aplicações que oferecem o serviço de mensagens instantâneas, em geral, como o Windows Life Messenger, permitem a troca de arquivos e a videoconferência. Uma característica importante das mensagens é que diferentemente do e-mail, as trocas podem ocorrer “de forma imediata” ou síncrona como salienta Primo (2007, p. 100); • Correio eletrónico – popularmente conhecido como E-mail 28 , o correio eletrónico possibilita a troca de mensagens com outros indivíduos, de forma assíncrona, bastando para isso apenas possuir um endereço eletrónico, oferecido por muitos operadores inclusive de forma gratuita. Anteriormente a única forma de aceder a este serviço era através de um computador. Hoje os telemóveis inteligentes e os tablets permitem este acesso, possibilitando assim um contacto ainda mais imediato. Além do texto propriamente dito podem ser anexados junto à mensagem os mais variados tipos de arquivos. Atualmente vários webmails, como por exemplo o Gmail, permitem também a troca instantânea de mensagens; • Blogue - segundo as autoras do livro Blog.com (AMARAL et al., 2009, p. 28) a origem dos blogues está relacionada com “ (…) um conjunto de sites que ‘colecionavam’ e divulgavam links 24 http://windows.microsoft.com/en-US/messenger/home 25 https://www.facebook.com/ 26 http://www.skype.com/intl/pt/home 27https://accounts.google.com/ServiceLogin?service=mail&passive=true&rm=false&continue=https://mail.goog le.com/mail/?tab%3Dwm&scc=1<mpl=default<mplcache=2 28O endereço de e-mail é composto por um apelido (nickname), em geral da escolha do usuário, seguido do símbolo arroba, @, e do domínio, ou seja, a localização da conta, tanto em termos de organização, como em termos de país sede. Para utilizar os serviços de e-mail o usuário pode aceder sua conta diretamente através do sítio do operador – Webmail, ou utilizar programas específicos como por exemplo o Outlook e o Apple mail.
70 interessantes na Web” e utilizavam a terminologia weblog para descrever a função de indicação de sites interessantes – “logging the web”. Mas só com o surgimento de ferramentas como o Blogger, que passou a permitir a criação e manutenção de blogues sem conhecimento da linguagem HTML, é que ele passou a ter uma variedade de usos, tendo principalmente, após a “agregação da ferramenta de comentários”, se popularizado (AMARAL et al., 2009, p. 28). O termo “blog”, segundo Primo e Smaniotto (2006), tem sido usado para designar não apenas um texto mas também um programa e um espaço. Além disso, hoje, com o desenvolvimento das TDIC’s, nem mesmo um computador é necessário para aceder e efetuar a manutenção de blogues uma vez que outros tipos de dispositivos digitais também permitem este acesso; • Microblogs – segundo Pimenta e Patriota (2009) é praticamente impossível estabelecer como efetivamente ocorreu o “nascimento” do microblog. Os autores (PIMENTA et al., 2009, p. 7), no entanto, explicam que a necessidade deste tipo de serviço pode ser identificada em vários aplicações colaborativas, “(…) a necessidade de comunicar-se de forma imediata, mesmo que superficial, pareceu surgir de forma latente das novas relações com o público e a mídia, e infectaram diversas ferramentas colaborativas de maneira que não é possível identificar a origem da idéia como ferramenta.” A partir desta necessidade surge em 2006 o Twitter 29 tornando-se, em dois anos, uma das principais redes de relacionamento do mundo (KRISHNAMURTHY et al., 2008, PIMENTA et al., 2009); • Redes sociais na Web – as redes sociais na Web possuem basicamente três características, como ressaltam Boyd e Elison (2008, p. 210) 30 a saber: i) permitir que os indivíduos construam 29 https://twitter.com/ 30 Tradução da autora - “Social Network Sites: A Definition We define social network sites as webbased services that allow individuals to (1) construct a public or semipublic profile within a bounded system, (2) articulate a list of other users with whom they share a connection, and (3) view and traverse their list of
71 seu perfil público ou semipúblico dentro de um sistema limitado; ii) estabelecer uma lista de outros utilizadores com quem deseja partilhar suas informações; iii) compartilhar uma conexão; e iv) poder ver e percorrer, através de sua lista de utilizadores, os perfis elaborados pelos indivíduos com os quais possui uma ligação virtual. A cada dia, cada vez mais tipos de redes sociais têm surgido, sendo as mais comuns as efetivamente voltadas para o relacionamento social, onde se destacam o Facebook 31 , Google+ 32 , Badoo 33 , Skyrock 34 e Orkut 35 . O Linkedin 36 , por sua vez, é um exemplo de rede destinada ao relacionamento profissional, como se anuncia no sítio web. Descreve a sua missão como sendo “conectar profissionais do mundo inteiro para acelerar o sucesso dos mesmos”; • Sítios web e/ou plataforma de partilha de conteúdos – vários sítios web e/ou aplicações têm surgido com o objetivo de partilhar imagens e vídeos. Caracterizam-se por permitirem o carregamento (upload) desses tipos de arquivos, categorizá-los e convidar os seus amigos a visualizá-los ou mesmo descarregá-los nos seus dispositivos digitais. Baseadas em Modelos de sindicância, as plataformas permitem a partilha facilitada de conteúdos em blogues e wikis (PHILLIPS et al., 2010). Apesar de terem surgido com objetivos específicos como o Fotolog 37 , o Instagram 38 , o PInterest 39 , e o Flickr 40 originalmente voltados para a publicação de fotos, textos e comentários, têm registado algumas evoluções, como é o caso do Flickr que, atualmente permite igualmente a connections and those made by others within the system. The nature and nomenclature of these connections may vary from site to site”. BOYD;ELLISON - Social network sites: Definition, history, and scholarship, p. 210 31 https://www.facebook.com/index.php?stype=lo&lh=Ac_k2j36wPHqxGAB 32 https://plus.google.com/ 33 http://badoo.com/ 34 http://www.skyrock.com/ 35 https://accounts.google.com/ServiceLogin?service=orkut&hl=ptBR&rm=false&continue=http://www.orkut.com/RedirLogin?msg%3D0%26page%3Dhttp://www.orkut.com/Hom e&cd=US&passive=true&skipvpage=true&sendvemail=false 36 h ttp://press.linkedin.com/about_pt 37 http://www.fotolog.com/ 38 http://instagram.com/ 39 http://pinterest.com/ 40 http://www.flickr.com/
72 publicação de vídeos. No que diz respeito ainda à publicação e à partilha de vídeos, o destaque recai sobre o Youtube 41 ; • Ferramentas de criação colaborativa – vários são os tipos e amplitudes de ferramentas de construção coletiva oferecidos através da Web, permitindo desde a simples construção de textos coletivamente, como é o caso do Googledoc, até à construção de ambientes ou redes sociais independentes, onde a composição da mesma toma aspetos visuais e de conteúdo estabelecidos pelos seus componentes porque é construída em conjunto; • Wiki – trata-se de um tipo especial de sítio web que permite que um grupo, das mais diversas dimensões, possa editar coletivamente um conteúdo publicado online. É utilizado de forma cooperativa para o desenvolvimento de referências materiais. O termo surgiu 1995 por Ward Cunningham, que o chamou inicialmente de WikiWikiWeb. Atualmente o wiki está passando por um nível de maturidade sendo utilizado por um número crescente de associações de empresas, organizações académicas ou autoridades públicas (MOHAMED et al., 2012); • Mundos virtuais – segundo Noor (2010), os mundos virtuais são ambientes elaborados em geral em 3D, onde os internautas podem interagir através de representações digitais, denominadas de avatares. Estes “mundos” podem ser uma recriação exata de qualquer ambiente existente offline ou a criação de um ambiente imaginário. As atividades desenvolvidas nestes ambientes variam muito, podendo servir para treinar astronautas, como os ambientes criados pela NASA, explica Noor (2010), ou simplesmente possibilitar a criação de um “mundo” distinto do offline onde os participantes interagem entre si, com objetos e também com o próprio ambiente. O mais famoso dos mundos virtuais é o Second Life 42 . Atualmente, alguns dos mundos virtuais possibilitam troca de mensagens instantâneas e interação online com outros 41 http://www.youtube.com/ 42 http://secondlife.com/
73 participantes através de mensagens escritas ou mesmo de voz. Através das possibilidades de uso anteriormente apresentadas, como já foi citado, as TDIC’s, principalmente após o advento da Web 2.0, têm permitido aos indivíduos uma mudança significativa na forma de se relacionarem, comunicarem e trocarem informações (BOASE et al., 2006), refletindo, provavelmente, como coloca Lemos (2009, p. 12), “um desejo reprimido pela cultura de massa: o de ser ator na emissão, na produção de conteúdo e na partilha de experiências”, bastando para isso possuir um telemóvel ligado à Internet. Na sequência desta revisão do estado da arte entende-se que para dar prosseguimento à análise dos trabalhos que envolvem questões das trocas através das TDIC’s, depara-se antes com a necessidade de uma incursão aos conceitos e paradigmas da Ciência da Informação. Isto porque este estudo preocupa-se em compreender as trocas informacionais que ocorrem nos ambientes organizacionais. Assim antes de se apresentar os estudos que analisam o uso dos dispositivos e aplicações digitais em contexto de comunicação organizacional interna e das trocas de informacionais, é necessário efetuar uma imersão na área da Ciência da Informação e mais especificamente nos aspetos que envolvem a definição do conceito de Informação e Informação Orgânica. 1.2. Ciência da Informação e a Informação orgânica Antes de se dar prosseguimento, cabe aqui uma ressalva uma vez que na secção denominada de Comunicação Organizacional não foi apresentado todo o desenvolvimento histórico da área e de suas teorias, aqui também não se pretende estabelecer uma discussão que aborde a história, todas as teorias, os paradigmas ou os conceitos utilizados sobre Informação ou Ciência da
80 1.2.2.1. Informação, dado e conhecimento Conforme já salientado anteriormente, Informação pode encerrar vários conceitos. Neste sentido Capurro e Hjorland (2007, p. 176) ressaltam que a própria palavra informação possui uma história muito (…) rica”, sendo inclusive “um conceito-chave em sociologia, ciência política e na economia” na atual “sociedade da informação”(CAPURRO et al., 2007, p. 173). Os mesmos autores afirmam que “as definições não são verdadeiras ou falsas, mas sim, mais ou menos produtivas. De certo modo as pessoas são livres para definir termos como quiserem (…)” concluem Capurro e Hjorland (2007, p. 151). Com o intuito de estabelecer os conceitos que se acreditam dever nortear as atividades de Comunicação Organizacional/Relações Públicas, inicia-se a apresentação de algumas definições a fim de justificar a opção efetuada pelos seguidores do Paradigma Pós-custodial. Parte-se das colocações estabelecidas pelo Glossário da Sociedade da Informação (APDSI, 2012): dados, s.m.pl. [ing.] data [def.] Representação da informação sob uma forma convencional adequada à comunicação, à interpretação ou ao processamento. Nota: Os dados podem ser processados através de meios humanos ou automáticos. [v.tb.] informação (APDSI, 2012) informação, s.f. [ing.] information [def.] Dados e factos que foram organizados e comunicados de forma coerente e com significado e a partir dos quais se podem tirar conclusões. [v.tb.] dados (APDSI, 2012) conhecimento, s.m. [ing.] knowledge [def.] (1) Conjunto de noções e de princípios que uma pessoa adquire pelo estudo, observação ou experiência e que pode integrar nas suas capacidades.
81 (2) Colecção (sic) de factos, acontecimentos, crenças e regras, organizadas para uso sistemático (APDSI, 2012) Estes três conceitos seguem de certa maneira uma sequência de abrangência iniciada pelos dados, posição também defendida por Zins (2011, p. 155) que esclarece que “Dados são frequentemente concebidos como matéria prima para a informação, que é frequentemente concebida como matéria prima para o conhecimento.” O mesmo autor (ZINS, 2011, p. 161) prossegue salientando que todas estas três dimensões – dados, informação e conhecimento – “são representadas no domínio universal por símbolos empíricos (por exemplo, símbolos que se podem perceber pelos sentidos).” Assim podem ser representadas das mais diversas maneiras e formas, mas serão sempre “uma externalização do conhecimento subjetivo” espelhando as “suas contrapartes cognitivas.” Zins (2011, p. 161) finaliza a sua colocação salientando que: • Dados são conjuntos de símbolos que representam estímulos empíricos ou perceções; • Informação é um conjunto de símbolos que representa o conhecimento empírico; • Conhecimento é um conjunto de símbolos que representa o significado (ou o conteúdo) de pensamentos que o indivíduo justificadamente acredita ser verdade. Logo o que diferencia um conceito de outro é somente o que cada um dos três elementos representa pois todos são formados por conjuntos de símbolos. Por sua vez o Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação (DeltCi, 2008, p. s/p) apresenta dois conceitos para a expressão “Dados”. A primeira relacionada com a Informática e a segunda com a Ciência da Informação.
82 • Em Informática dado é a representação convencional, através de codificação, de uma informação de modo a permitir o tratamento eletrónico. Dado seria, assim, o código numérico correspondente a cada palavra das línguas naturais. Aceite esta acepção (sic), em Ciência da Informação dado e informação são sinónimos, pelo que se torna um conceito redundante ou inútil. • Em Ciência da Informação serve para significar o impulso ou vibração física, eletromagnética, sísmica, etc. que através de dispositivos tecnológicos específicos são convertidos em representações gráficas (informação). Nesta acepção (sic) dado e informação são distintos. Verifica-se assim a existência de duas posições distintas onde na primeira, que se iguala ao conceito de Zins (2011), sobressai a questão da representação através de símbolos. Neste sentido verifica-se que o conceito de “Informação” (DeltCi, 2008, p. s/p), já apresentado e defendido anteriormente (SILVA, 2009a, p. 30), engloba a explicação do porquê da não existência de diferença entre “dado e informação”. Isto porque, a informação é um “conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas “.(DeltCi, 2008, p. s/p) mas também se trata de “um fenómeno humano e social que compreende tanto o dar forma às ideias e às emoções (informar), como a troca, a efectiva interacção (sic) dessas ideias e emoções entre seres humanos (comunicar) ” (DeltCi, 2008, p. s/p) 45 . Paralelamente ao intuito de conceituar “Conhecimento” o Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação (DeltCi, 2008, p. s/p) 46 apresenta, de início, uma breve análise que remonta aos gregos, perpassa a 45 A mesma conceituação ainda enfatiza que a partir da no século XX ocorreu uma generalização do uso do termo informação nas mais diversas áreas científicas, perpassando desde a área do jornalismo e da comunicação até a biologia e a matemática. 46 Para a visualização completa da conceituação consultar http://www.ccje.ufes.br/arquivologia/deltci/def.asp?cod=23
83 Filosofia e atinge a Teoria do Conhecimento, identificando quatro 47 “núcleos essenciais”. Desta forma, destaca que para a Ciência da Informação o núcleo de maior interesse é o da fenomenologia do conhecimento ou da descrição do fenómeno do conhecimento, visto que o primeiro é que parece estimular mais a generalizada e simplificada distinção entre conhecimento e INFORMAÇÃO, criando um fosso intransponível entre ambos, mas permite, também, que alguns, ainda muito poucos, ousem ressignificar informação de maneira a torná-la sinónimo de conhecimento válido e falso. Sendo um mentefacto a informação mescla-se com a capacidade humana de conhecer (descobrir, compreender, dar forma a raciocínios, impressões, interrogações, etc) através do conceito crucial de representação mental e emocional. (DeltCi, 2008, p. s/p) O referido conceito também esclarece que o interesse da Ciência da Informação diz respeito direto à produção de conhecimento/informação mental e emocionalmente elaborados, antes mesmo de se externalizar e materializar fora do sujeito cognoscente, ou seja, antes de se tornar documento (no sentido comum e reducionista, que exclui o corpo humano da condição básica de primeiro e fundamental suporte ao pensar, ao reflectir, ao conhecer, ao informar humanos) (DeltCi, 2008, p. s/p). Tem-se, assim, fontes distintas que ao conceituarem os termos “dados”, “informação” e “conhecimento”, criam, quer explícita ou implicitamente, um campo vastíssimo de conceitos que ora distancia, ora aproxima os três termos, aspeto que reforça a colocação de Simões (2006) já apresentada anteriormente. Entretanto, nesta fase do trabalho, é necessário retomar um ponto referido no início deste estudo. Assim, neste momento, que afigura-se a defesa de uma maior aproximação com a Ciência da Informação por parte dos profissionais de Comunicação Organizacional/Relações Públicas, e mais especificamente ainda com os defensores do Paradigma Pós-custodial. Deve-se também defender o entendimento que os representantes deste Paradigma apresentam para os três 47 A fenomenologia do conhecimento ou a descrição do fenómeno do conhecimento; a questão da possibilidade do conhecimento; a questão do fundamento do conhecimento; e a questão das formas do conhecimento
84 termos e que se estrutura tendo como sustentáculo as representações “mentais e emocionais codificadas”(DeltCi, 2008, p. s/p). Desta feita, conforme esclarece e defende Silva (2009a, p. 30) Informação é, assim, sinónimo de conhecimento (explícito) e de dado (qualquer representação codificada por mais ínfima que seja) e contrapõe-se a cognição (conhecimento implícito ou tácito e definível como função que realiza o conhecimento, material, porquanto determinada, fisiologicamente, pelas estruturas e pelos modos de funcionamento do cérebro) 48 . É preciso referir, assim, que tomar-se-á este conceito como alicerce do restante deste trabalho, podendo portanto passar-se para a secção seguinte onde será abordada a informação no âmbito das organizações. 1.2.3. A Informação Orgânica Ao longo deste capítulo descrevem-se vários aspetos que compõem o processo info-comunicacional nas organizações, mais especificamente aqueles efetuados pelos componentes do público essencial de sustentação primário em comunicação interpessoal através das TDIC’s. Para isso foram elucidados os conceitos utilizados pela Comunicação Organizacional/Relações Públicas e apresentadas as possibilidades de usos das TDIC’s em trocas informacionais interpessoais. Mas como referido na introdução deste trabalho, a visão aqui apresentada busca elucidar as propriedades relacionadas com as trocas de informações orgânicas e não de caracterizar todo o tipo de informação. Logo, torna-se imprescindível compreender o que é a informação orgânica. Carvalho e Longo (2002) ao citarem Rosseau e Couture 49 , esclarecem que as informações orgânicas caracterizam-se por comporem um conjunto de informações sobre determinado tema: elaboradas, expedidas ou recebidas no âmbito organizacional. Os autores (CARVALHO et al., 2002) enfatizam ainda que 48 Apud TIBERGHIEN, Guy (Dir.). Dictionnaire des sciences cognitives. Paris: Armand Colin, 2002, p.719 49 ROSSEAU, Jean-Yves; COUTURE, Carol. Os fundamentos da disciplina arquivística. Lisboa: Dom Quixote, 1998. 356 p.
85 estas informações “mantêm relações orgânicas entre si” e são produzidas “no cumprimento das atividades e funções da organização” vindo a formar “os arquivos da instituição” − condição que o desenvolvimento tecnológico tem agilizado ao propiciar uma maior rapidez de produção e de disseminação da informação (DAVENPORT, 2002). Contudo, destaca Silva (2006, p. 157), é importante evitar “equívocos e relacionar organicidade com acção consciente” (…) “seja rotineira ou criativa, jurídico-administrativa ou artística, científica ou literária, geradora de informação numa situação, dentro de um contexto 50 orgânico (institucional e informal) ”. Desta forma pode-se afirmar que toda a informação produzida no âmbito de uma organização é uma informação orgânica. Para autores como Silva e Ribeiro (2009, p. 298) toda a entidade que produz e/ou recebe e acumula informação passa a ganhar uma “noção de memória institucional ou organizacional (tal qual é vital a memória pessoal ou individual) um relevo enorme e fundamentalmente prospectivo”. Pode desta forma ser trocada e utilizada, como recurso importante, em momentos de tomada de decisão, sendo “registada sobre diferentes suportes” (SILVA, 1998, p. 24). Suportes que com o desenvolvimento das TDIC’s passaram a estabelecer “uma dinâmica inteiramente nova na reprodução e na comunicabilidade dos conteúdos/informação” (SILVA, 2010, p. 13). 50 Termo comum a várias línguas (português, espanhol, francês, italiano, inglês, etc) dicionarizado como a inter-relação de circunstâncias que acompanham um facto ou uma situação ou como a composição e o que envolve e condiciona um elemento que aí se destaca, mas com raízes no campo literário e linguístico: encadeamento das ideias de um escrito ou ainda o que constitui um texto no seu conjunto. Em Ciência da Informação, mais precisamente nos estudos de comportamento informacional, é um conceito operatório oportuno a par de meio ambiente, embora possa ser dispensado por quem use de forma extensiva e intensiva a teoria sistémica. Há, porém, óbvias vantagens de usá-lo estritamente no âmbito das atitudes humanas e sociais emergentes do fenómeno info-comunicacional. Neste sentido, define-se como uma unidade agregadora de elementos materiais (um edifício, um ou mais aposentos quaisquer que constitui cenário para a acção info-comunicacional), tecnológicos (mobiliário, material de escritório, computadores com ou sem ligação à Internet, etc.) e simbólicos (o estatuto e os papéis desempenhados pelas pessoas ou actores sociais) que envolvem o(s) sujeito(s) de acção info-comunicacional através de momentos circunstanciais delimitados cronologicamente (situação). Engloba dois tipos essenciais: orgânico e efémero. O CONTEXTO orgânico pode ainda ser institucional (em que a unidade agregadora é determinada estruturalmente por uma instituição pública ou privada, mas com aparelho político-administrativo) e informal (em que a unidade agregadora é determinada estruturalmente por entidades individuais e colectivas, sem ou com reduzido aparato burocrático e de génese e extinção rápidas). O contexto efémero possui uma variedade de graus que vão do mais acidental e volátil, como é o caso de um grupo de pessoas conhecidas que se encontram na rua a conversar (emitir e receber informação), o caso dos comícios, das manifestações espontâneas e organizadas, etc., podendo confundir-se com situação, até ao mais perene e regulado, como é o caso das tertúlias de amigos que se reúnem periodicamente. Este tipo concreto de contexto efémero pode converter-se em contexto orgânico informal. A linha divisória é ténue, mas existe. Quando os contextos se cruzam, sobrepõem ou coexistem estamos perante uma relação contextual de complexidade variável. DeltCi -
86 Mas se no contexto organizacional ocorre a comunicação formal e a comunicação informal, caracterizadas pela origem ou pela média onde circula a informação, encontra-se na bibliografia a mesma divisão de nomenclatura formal e informal para designar determinados tipos de informação, como será visto a seguir. 1.2.3.1. Informação orgânica formal e informal A informação formal é considerada, segundo autores como Carvalho (2001) e Gonçalves e Freire (2007), como aquela emitida ou oriunda de fontes oficiais, como as organizações, as chefias ou as publicações. Por outro lado, a informação informal é aquela que surge de fontes humanas, tendendo para a comunicação interpessoal. Por ter como fonte os indivíduos, permite uma maior relação com aspetos presentes e futuros, possuindo um “maior valor estratégico”, como o ressalta Carvalho (2001), pois a fonte acaba por agir de certa maneira como um filtro aperfeiçoando e adequando as informações. Davenport (2002) salienta que a disseminação das TDIC’s e a redução de níveis de gerência têm dado origem a uma maior propagação das informações através do “ambiente organizacional”, inclusive da informação informal, que está diretamente ligada com o ato de compartilhar, ação distinta do relato, que por sua vez estaria ligada à transmissão da informação formal. Mas o mesmo autor ressalta que “na maioria das empresas ocidentais, nem a informação formal, nem a informal fluem bem entre departamentos diferentes. Existe todo tipo de barreira 51 impedindo o fluxo (…)” (DAVENPORT, 2002, p. 116). Pode concluir-se assim, como enfatizam Gonçalves e Freire (2007, p. 19) que os canais informais e a informação informal têm como origem os sujeitos integrantes das organizações e não a organização. Daí poder-se-á então indagar: Não seriam todas as informações produzidas por indivíduos? Acredita-se que sim, tendo em vista que quando foram apresentados os conceitos de “dados”, “informação” e “conhecimento”, verificou-se que o ponto de partida de todos estes 51 Relembre-se que toda barreira é um tipo de ruído que pode vir acarretar o não entendimento da informação encaminhada.
87 conjuntos de signos são os sujeitos geradores dos mesmos, o primeiro suporte das informações. Constata-se, portanto, que na verdade a questão de formalidade ou informalidade está muito mais relacionada com o contexto onde os sujeitos estão inseridos e com o papel que os mesmos representam no referido contexto. Para clarificar esta posição reporta-se ao conceito de “contexto” emitida pelo Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação que especifica que o O Contexto orgânico pode ainda ser institucional (em que a unidade agregadora é determinada estruturalmente por uma instituição pública ou privada, mas com aparelho políticoadministrativo) e informal (em que a unidade agregadora é determinada estruturalmente por entidades individuais e colectivas, (sic) sem ou com reduzido aparato burocrático e de génese e extinção rápidas) (DeltCi, 2008, p. s/p). Pode afirmar-se igualmente que ao estar inserido no contexto orgânico institucional, o sujeito torna-se responsável pela geração e produção das informações formais e no contexto orgânico informal responsável pela produção das informações informais. Seria, contudo, interessante saber se esta divisão tão objetiva é suficiente para caracterizar a produção de um ou outro tipo de informação. Responder-se-á a esta reflexão mais adiante neste estudo. Retoma-se agora as colocações de Gonçalves e Freire (2007, p. 4) no sentido de melhor compreender e aprimorar a diferença estabelecida por informação formal e informal. Os autores (GONÇALVES et al., 2007) auxiliam-se do conceito de Araújo 52 que considera que os canais de fluxo de informação são os responsáveis pela caracterização da formalidade ou informalidade da informação e não o conteúdo da informação. Entende-se, portanto, que a autora e seus seguidores estariam na verdade a tentar identificar a forma como poderá ser resgatada, como efetivamente se recolhe a informação. Isto porque se estaria a relacionar os média, ou seja, os meios, os canais comunicacionais por onde a informação circula, e, consequentemente a capacidade das organizações resgatarem esta informação. Acorda-se que, assim, aparentemente não se estaria 52 ARAÚJO, Vania Maria Rodrigues Hermes de. Estudo dos canais informais de comunicação técnica: seu papel em laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, na transferência de tecnologia e na inovação tecnológica.1978. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) -IBICT – UFRJ, Rio de Janeiro, 1978 .
88 a qualificar a informação, mas sim, a caracterizar novamente o que já foi enunciado na secção Comunicação Organizacional como sendo a Comunicação Formal e Comunicação Informal, e como consequência se estariam a gerar duas terminologias para os mesmos acontecimentos. Contudo, Le Coadic (2004, p. 34-35) que segue a mesma linha de raciocínio apresenta subsídios mais específicos sobre os elementos formais e informais do “processo de comunicação”, considerando que as suas diferenças se encontram relacionadas com as características de armazenamento, de atualidade e principalmente de autenticidade da informação. Salienta-se que também este autor (LE COADIC, 2004) não caracteriza o conteúdo, os elementos do discurso contido na informação, mas aponta as características da informação relacionadas com a sua amplitude, o seu armazenamento, a sua disseminação e principalmente a sua capacidade de recuperação para estabelecer sua formalidade ou informalidade, conforme demonstra o quadro comparativo reproduzido a seguir. Elemento formal Elemento informal Pública (audiência potencialmente importante) Privada (audiência restrita) Informação armazenada de forma permanente, recuperável Informação não armazenada, não recuperável Informação relativamente velha Informação recente Informação comprovada Informação não comprovada Disseminação uniforme Direção de fluxo escolhida pelo produtor Redundância moderada Redundância às vezes muito importante Ausência de interação direta Interação direta Quadro 1 − −− −- Diferenças entre os elementos formais e informais da comunicação da informação - Fonte Le Coadic (2004, p. 35) Partindo desta classificação, ao analisar-se o quadro anterior, constata-se, porém, que atualmente com a utilização e a disseminação das TDIC’s vários dos aspetos colocados por Le Coadic (2004) possuem configurações conflituosas com a atual realidade, como é exemplo o caso do correio eletrónico. Com efeito, ao
89 utilizarem o serviço de correio eletrónico os integrantes do público essencial de sustentação primário de uma organização enviam e-mails com determinadas informações que podem ser facilmente eliminados e seus conteúdos não serem recuperáveis, ocorrendo assim a perda das informações. De facto, podem também ser emitidos e-mails apenas para uma parte dos integrantes deste segmento de público, ou seja, para uma audiência restrita. Esta situação caracterizaria a informação contida nos e-mail com os elementos informais. Mas, por outro lado, se estes e-mails integrarem as ações estabelecidas através de um Plano de Comunicação e forem utilizados para a transmissão de informações oficiais da Diretoria de uma organização para os mesmos integrantes do segmento do público essencial de sustentação primário, passariam então a ser caracterizados com os elementos formais ou seja seriam informações orgânicas formais “que oficializam e ratificam” as ações organizacionais (GONÇALVES et al., 2007, p. 19). Mas o mais importante de tudo se o aplicativo de correio eletrónico for oferecido pela organização, controlado, monitorizado e gerido por elementos integrantes da organização, toda a troca que ocorresse via este aplicativo estaria a existir dentro de um contexto de formalidade, passando posteriormente a ser discutido, em função de seus conteúdos, a necessidade de manutenção e inclusão de quais deles no rol de informações a serem preservadas. Neste cenário verifica-se uma certa dificuldade de caracterizar, nos moldes até aqui apresentados, o que são informações orgânicas formais e informais. Vincular a classificação da sua origem às pessoas é incoerente, uma vez que sempre haverá um sujeito emissor. Por outro lado, vinculá-las somente aos meios ou canais de comunicação também torna-se relativamente instável, pois como se viu um mesmo meio, pode ser utilizado de maneira formal ou informal, segundo os critérios anteriormente descritos. Assim, o mais indicado para sua caracterização poderá ser o contexto onde a mesma é produzida e disseminada, mas ainda assim com ressalvas ao conceito estabelecido pelo Dicionário Eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação (DeltCi, 2008, p. s/p). Isto porque, ao explicitar o contexto efémero, é especificado que certo tipo de contexto efémero pode converter-se em contexto
96 horizontal ou vertical (…)”.Além de destacarem que nos blogues a informação está “guardada num espaço centralizado”, salientam igualmente a possibilidade de se efetuarem trabalhos em equipa em “projectos conjuntos, com destaque para situações em que os elementos da equipa estão em locais geográficos diversos” (BARBOSA et al., 2004, p. 65). Com este mesmo posicionamento Scoble e Israel (2006) apresentam alguns parágrafos explicando como algumas organizações incentivam e outras proíbem o uso dos blogues por parte do público essencial de sustentação primário. Em todas estas publicações, verifica-se claramente a existência de uma maior tendência em explorar as potencialidades de uso da TDIC’s em relação aos públicos não essenciais à organização e uma menor ocorrência relativa aos mesmos aspetos e o público essencial de sustentação primário. Nesta menor incidência de trabalhos, contudo, foram verificadas duas linhas de estudos citando blogues para o segmento de público em questão: uma que segue a tendência apresentada por Terra (2006) de enumerar qualidades e possibilidades de uso e outra, na linha dos estudos de Huh e et al (2007) e Efimova e Gudin (2007), que analisa a perceção dos colaboradores das organizações ao usar os blogues internos e cujas conclusões reforçam e validam a posição de Terra (2006, p. 3-4) de que (…) o blog interno pode ser uma colaboração entre membros de um projeto (blog de projeto), pode servir como uma intranet (blog como intranet) ou ainda, pode funcionar como um ouvidor interno (blog como ombudsman/ouvidor). Os blogs internos são geralmente referidos como ferramentas para a colaboração e gestão do conhecimento. Entretanto os blogues internos têm servido principalmente como média de troca de informações, além de serem úteis como ferramentas de trabalho colaborativo, não tendo sido, contudo, explorado todo o seu potencial como veículo de Comunicação Organizacional Interna. Nesse mesmo sentido o trabalho de Henriksson, Mikkonen e Vadén (2008) narra os resultados obtidos em relação às rotinas de uso de wikis no ambiente organizacional, reforçando à sua principal característica: a interação mediada por computador para a construção
97 colaborativa 55 . Pode ser notado que os trabalhos apresentados, até ao momento, visam ostentar indicações de possibilidades de uso das ferramentas e aplicações das TDIC’s por parte de profissionais que planeiam a Comunicação Organizacional Interna, sem contudo efetuar análise ou pesquisa sobre a efetiva utilização neste campo. Por sua vez, foram detetados estudos singulares que têm como finalidade conhecer, não só as rotinas e as modificações ocorridas com as relações ao passarem para ambientes online, mas também as motivações de uso das TDIC’s por parte do público de interesse deste estudo. Um exemplo é a pesquisa desenvolvida por Garret e Danziger (2008), junto a trabalhadores 56 nos Estados Unidos, onde os autores apresentam a análise dos efeitos que a interrupção das atividades profissionais sofre pelo constante recebimento e envio das mensagens instantâneas, transmitidas através de dispositivos digitais. É interessante verificar que as conclusões dos autores (GARRETT et al., 2008) reforçam a ideia de que os participantes do estudo empregam uma boa parte do seu tempo laboral na troca de informações com seus colegas de trabalho. Assim os resultados obtidos junto dos inquiridos confirmam que são constantemente efetuadas ações de comunicação. Contudo, os mesmos participantes enfatizam os aspetos positivos dessas trocas que muitas vezes agilizam a execução da própria atividade profissional desenvolvida e propiciam um maior conhecimento das atividades efetuadas pelos colegas de trabalho. No que diz respeito a estudos sobre a utilização do correio eletrónico por parte do público essencial de sustentação primário destaca-se o trabalho de Roman (2005) que defende a ideia que a troca de e-mails informais entre os integrantes das organizações reconstrói a sociabilidade perdida. Na verdade, o autor (ROMAN, 2005, p. 77) aponta para a importância da “comunhão. Compartilhar as mesmas mensagens é uma forma de identificação entre as pessoas que participam da rede”. Nesse sentido, o autor demonstra, que apesar do correio eletrónico ser um canal oficial, uma vez que através dele são “disseminadas informações que visam assegurar o perfeito funcionamento da 55 Para aprofundar as questões relacionadas a interação e construção colaborativa sugerimos a leitura de Primo, Alex Interação mediada por computador. Porto Alegre: Sulina. 2007 56 A pesquisa foi desenvolvida através de contato telefónico de forma aleatória, com uma amostra final de 912 respondentes.
98 organização, (…) mensagens sérias impessoais e formais (...)”, também “circulam brincadeiras, piadas infames, denúncias bem humoradas” (ROMAN, 2005, p. 75) e diversos outros textos que buscam amenizar a rotina e a “velocidade dos processos de trabalho” celebrando um maior companheirismo e restabelecendo “relações solidárias e fraternas” (ROMAN, 2005, p. 78). Um outro estudo relacionado com este serviço e com relevância para esta investigação é o trabalho realizado por Dabbish e et al. (2005) cuja pesquisa tem como objetivo verificar o como e o porquê das pessoas usarem o correio eletrónico no trabalho. Os autores (DABBISH et al., 2005) debruçaram-se sobre a importância concedida aos e-mails e à forma como estes foram atendidos e respondidos, tendo como parâmetro as características das mensagens e os remetentes. Além disso, os mesmos estudiosos (DABBISH et al., 2005) examinaram as rotinas estabelecidas pelos utilizadores, investigando como eles classificam as suas mensagens e quais os seus procedimentos em relação às respostas, à eliminação, à categorização e à manutenção dos e-mails recebidos nas organizações. Assim, Dabbish e et al. (2005) consideram que os e-mails possuem diferentes propósitos e identificam seis elementos chaves 57 que categorizam as mensagens: solicitação de ação, atualizações de status, lembretes, pedidos de informação e de respostas, solicitações de agendamento e respostas, e conteúdo social. Constatou-se, contudo, que de todos os trabalhos analisados, dois mereceram maior interesse da nossa parte: o de Dimicco e et al. (2008) e o de Zhao e Rosson (2009). O estudo de Dimicco e et al. (2008) explora as motivações que levam o público essencial de sustentação primário de uma organização, neste caso os integrantes da IBM, a utilizar os contextos virtuais. A pesquisa também enumera uma listagem 58 onde são apresentados os temas das informações compartilhadas entre estes utilizadores. Destaca-se que o ambiente analisado foi o de um serviço 57 Tradução da autora By considering the different purposes that email serves in an organization we identified six key message content elements, adapted from the categories presented by [5, 9]. These are: action requests, status updates, reminders, information requests and responses, scheduling requests and responses, and social content. DABBISH [et al.] - Understanding email use: predicting action on a message, p. 693 58 Quadro resumo é apresentado no Capitulo 2 contendo os tipos de informação detetados pelos autores DIMICCO [et al.] - Motivations for social networking at work.
99 integrado na Sistema Intranet da organização e que permitia a criação e manutenção, por parte dos colaboradores da organização, de um perfil pessoal, semelhante aos moldes dos ambientes oferecidos pelo Facebook, Google+ ou Orkut. Com o mesmo intuito de conhecer as motivações de uso, Zhao e Rosson (2009) analisaram o como e o porquê da utilização do Twitter, em ambientes profissionais. Os autores (ZHAO et al., 2009) estabeleceram cinco 59 (05) motivos que levam os entrevistados a usar o Twitter com fins sociais: • Manter contacto com amigos e colegas; • Aumentar a visibilidade de coisas interessantes nas suas redes sociais; • Recolher informações úteis para o trabalho ou outros interesses pessoais; • Buscar ajuda e opiniões e • Libertar o stresse emocional. Zhao e Rosson (2009) verificam que estas motivações não diferem das relatadas em outros estudos sobre TDIC’s como os que analisaram a motivação do uso de mensagens instantâneas, dos blogues e dos feeds Rss. Apesar da amostra do segundo estudo ser reduzida, em oposição ao volume de utilizadores detetados no contexto da IBM, ambos, além de alcançarem os objetivos propostos pelos autores, propiciaram um inventário de temas e características das informações compartilhadas pelos utilizadores de ambas as aplicações, rol que serviu de subsídio para a elaboração dos Questionários (Anexos D e E) aplicados neste trabalho, bem como auxiliam a defesa da tipologia de Informação orgânica digital espontânea. 59 Tradução da autora - Our interviewees reported using Twitter for a variety of social purposes, including (1) keeping in touch with friends and colleagues; (2) raising visibility of interesting things to one’s social networks; (3) gathering useful information for one’s profession or other personal interests; (4) seeking for helps and opinions; and (5) releasing emotional stress. These motivations seem to be quite similar to purposes reported in studies of other social media for (e.g., IM, Blogs, and RSS), and as such offer little insight about why people use Twitter. - ZHAO;ROSSON - How and why people Twitter: the role that micro-blogging plays in informal communication at work, p. 245
100 Um trabalho que também se destaca é o desenvolvido por Friedl e Verčič (2011) que, apesar de ser considerado pelos autores como um estudo piloto, trás uma importante contribuição para o estudo da comunicação interna e o uso das TDIC’s. Os autores detetaram, numa amostra com trezentos e dez (310) elementos composta de trabalhadores oriundos da Ásia, Europa, Canada e Estados Unidos 60 , todos nativos digitais 61 , que apesar dos participantes da pesquisa usarem diariamente as redes sociais, quando indagados sobre suas preferências em temos de comunicação interna a escolha recaí sobre os e-mails, newsletters e notícias transmitidas através do sistema de intranet. Os participantes da pesquisa também enfatizam que os canais de comunicação preferidos para discussões com os gerentes são os fóruns de discussão e as reuniões de funcionários. A grande supressa que os resultados deste estudo trazem, como salientam os autores (FRIEDL et al., 2011), é que apesar da opinião popular acreditar que os nativos digitais preferirem sempre o uso da tecnologia, em termos profissionais, ainda possuem a tendência de optar por alguns dos canais de comunicação não digitais. Também nesta linha de investigar as preferências do público essencial de sustentação primário encontra-se a pesquisa desenvolvida por White, Vanc e Stafford (2010). A pesquisa demonstra que a média escolhida como suporte para a informação tem relação direta com a satisfação e o entendimento da informação. Apesar de considerarem o correio eletrónico como um média eficiente para a troca de informações, os entrevistados 62 ressaltam ainda a preferência pelo face-a-face, pelas comunicações interpessoais e pelas interações dialógicas. Os participantes da pesquisa enfatizaram que as reuniões, apesar de serem reconhecidas como demoradas, são o canal melhor feedback por proporcionarem um tempo junto aos gestores do topo da organização. 60 Dos trezentos e dez elementos (310) 25% oriundos da Europa e, 12 % do Canada e dos Estados Unidos e os restantes aproximadamente 63 % são Asiáticos e dentro destes 50% são da Índia. 61 Todos com menos de 27 anos 62 Pesquisa desenvolvida com 147 funcionários de diversos campus de uma universidade dos Estados Unidos
101 Nesta mesma linha de pesquisa encontra-se a investigação desenvolvida por Ean (2010, p. 34) que revela que os entrevistados 63 ainda preferem o face-aface para receberem instruções de trabalho e construírem suas relações interpessoais dentro da organização. Esta preferência é justificada segundo os entrevistados por permitir de forma rápida o recebimento da instrução bem como a possibilidade no mesmo instante tirar e clarear todas as dúvidas sobre as instruções. Os resultados obtidos nestas três investigações (EAN, 2010, FRIEDL et al., 2011, WHITE et al., 2010) junto aos colaboradores de organizações, sobre o uso das TDIC’s na comunicação interna, comprovam efetivamente que os planeadores da Comunicação Organizacional/Relações Públicas, ao elaborarem as ações de comunicação interna necessitam conhecer os canais preferências dos componentes da organização, a fim de não estabelecerem canais de comunicação inadequados e desperdiçarem custos operacionais. Outro fator relevante, relacionado ao planejamento da Comunicação Organizacional/Relações Públicas é a pesquisa 64 desenvolvida por Zerfass e et al. (2012, p. 64-65) que demonstra que atualmente os média sociais são considerados de grande relevância para a gestão da comunicação, mas ainda ocupam baixas incidência de utilização − abaixo de 50% − por parte das organizações europeias, resultado que vem ao encontro das preferências dos colaboradores expostas nas pesquisa anteriormente citadas. Com maiores especificações sobre as diferenças existentes em relação ao uso das TDIC’s na comunicação interna encontra-se o estudo, conduzido por White (2011), em três grandes organizações sediadas na Europa − Shell, Comissão Europeia e o Foreign and Commonwealth Office, FCO relacionado ao Ministério de Assuntos Estrangeiros da Inglaterra − e que demonstra que mesmo que sejam vários os canais utilizados em ações de comunicação interna, lentamente as organizações estão obtendo por parte de seus colaboradores a 63 Majority of the interviewees perceived that face-to-face interactions are best used for employees to build interpersonal relationships with their managers and also for managers to transmit work instructions and daily operations to their employees. 64 A pesquisa de 2012 de Zerfass e colaboradores abrangeu 42 países da Europa, inclusive Portugal, outros estudos anualmente tem sido feitos pela equipa desde 2007 ,http://www.zerfass.de/ecm/index.htm
102 aceitação do uso das TDIC’s internamente. O estudo detetou que o Yammer 65 , uma versão interna semelhante ao Facebook, tem sido usado pela Comissão Europeia com êxito, principalmente em momentos de crise. Por sua vez na Shell os média sociais tem oferecido, internamente, um espaço privilegiado de trocas e partilhas de colaboração, bem como, também tem servido de espaço para trocas informais. Em relação a terceira organização a FCO, os média sociais tem sido visto ainda com cautela pelo público interno que se preocupa, principalmente, com os aspetos relacionado a circulação e a segurança das informações. Para finalizar os exemplos de utilizações da TDIC’s em ações de comunicação interna reporta-se ao trabalho de Secomandi, Barone e Balduzzi (2011). Os autores demonstram através do estudo de caso executado em uma empresa de soluções médicas líder de mercado com várias unidades a ação estratégica de implantação de uma rede social interna para o uso exclusivo dos colaboradores. Num primeiro momento a rede teve um uso mais informal de maneira que os colaboradores fossem se engajando, se motivando e participando em função de um evento específico que ocorreria. Determinadas ações como a escolha do nome da rede, a elaboração de perfis, a divulgação de produtos e áreas específicas, a implantação de determinadas funcionalidades a partir da solicitação dos utilizadores foram estabelecidas na primeira fase. Este posicionamento permitiu que a rede se tornasse parte da vida dos funcionários, sendo incorporada rapidamente e refletindo a cultura, os valores, as ideias e os desejos das pessoas. Em uma segunda fase 66 após a consolidação dos média a organização se propõe a utiliza-la como um canal de comunicação também formal estabelecendo novas estratégias de ação tendo em vista a já participação e aceite do canal de comunicação pelos colaboradores da organização. O propósito deste capítulo, num primeiro momento, foi de apresentar uma revisão do estado da arte das Áreas da Comunicação Organizacional/Relações Públicas, da Informação Orgânica e das possibilidades hoje oferecidas pelas TDIC’s para mediar as trocas informacionais interpessoais. 65 https://www.yammer.com/ 66 Quando da apresentação do trabalho a segunda fase ainda estava em fase de implantação SECOMANDI;BARONE;BALDUZZI - Employer branding, internal alignment and engagement using Web 2.0 technology: the Boston Scientific Case study
103 Também serviu este capítulo para apresentar os estudos e as pesquisas que têm tecido considerações sobre a utilização das aplicações e dispositivos digitais pelos e para o público essencial de sustentação primário das organizações. Todavia, entende-se que não se esgotam aqui as considerações efetuadas sobre as mesmas uma vez que, constantemente, novas pesquisa e ações tem sido desenvolvidas. Contudo considera-se que esta visão ora apresentada serve de balizadora para comprovar a necessidade da utilização de um novo conceito classificatório para um tipo de Informação Orgânica: a Informação orgânica digital espontânea. Com essa finalidade apresenta-se no próximo capítulo maiores especificações e caracterizações que justifiquem a sua nomenclatura
104
CAPÍTULO DOIS INFORMAÇÃO ORGÂNICA DIGITAL ESPONTÂNEA Conforme destacado na Introdução deste trabalho, enquanto o desenvolvimento do Capítulo Um teve como foco a apresentação do estado da arte das áreas de Comunicação Organizacional, Informação Orgânica e o uso das tecnologias digitais para trocas interpessoais (P2P), entre os integrantes do público essencial de sustentação primário de organizações, este capítulo tem como objetivo, à luz do estado da arte das áreas estudadas, a defesa do conceito de informação orgânica digital espontânea, com este fim divide-se em duas partes. A primeira parte tem como finalidade apresentar, a partir das posições defendidas pela investigadora, os pontos de cruzamento e os hiatos existentes entre os três campos teóricos expostos no Capítulo Um e que vão servir de parâmetro e de justificativo para o desenvolvimento deste estudo a fim de evidenciar a necessidade de uma nova caracterização tipológica para a informação orgânica. E a segunda parte desenvolve as bases dessa nova caracterização demonstrando a necessidade da mesma, justificando a proposição e definindo as especificações do conceito de informação orgânica digital espontânea. 2.1.Questionamentos iniciais É importante entender que a revisão do estado da arte das áreas apresentadas no Capítulo Um foi efetuada tendo como primeira função servir de subsídio para responder às indagações estabelecidas pela investigadora na fase de aperfeiçoamento do Pólo Epistemológico deste trabalho. Essas indagações tornaram-se instrumentos auxiliares no estabelecimento das premissas, das questões e dos objetivos de pesquisa listados na Introdução e que se pretende sejam alcançados com esta investigação. Isto porque ao serem analisados os estudos e as pesquisas contidas no estado da arte, apurou-se que as indagações
112 organização, mas sim usando os meios de comunicação informais digitais, e que constituem o foco da investigação deste trabalho. 2.1.2. As organizações como sistemas abertos As organizações, funcionam como sistemas abertos interagindo constantemente com o ambiente que as circunda e com o qual mantêm “uma troca contínua de matéria, energia e informação através das suas fronteiras” (WILDEN, 1984, p. 25). As TDIC’s, por sua vez, expandiram estas fronteiras e implantaram modificações “tanto da condição da informação quanto da condição da sua distribuição” (BARRETO, 2007, p. 28). Barreto (2007, p. 28) salienta que as TDIC’s na sua essência modificaram os conceitos anteriores do tempo e do “espaço entre as relações do emissor (…) e os receptores da informação”. Mas, sobretudo, prossegue o autor (BARRETO, 2007), as TDIC’s modificaram substancialmente as questões relacionadas com as transferências da informação. No sentido desta colocação de Barreto (2007), pode-se supor que as trocas e partilhas informacionais que ocorrem internamente nas organizações também sofrem estas modificações. Souza (2007, p. 117) compartilha deste mesmo posicionamento ao ressaltar serem evidentes as “diferenças estruturais e contextuais” existentes “entre o ambiente tradicional e o ambiente eletrônico” no que se refere aos “sistemas de informação que afetam o processo de tratamento da informação”. A autora (SOUZA, 2007) prossegue enfatizando que, mesmo com estas mudanças, os “parâmetros essenciais envolvidos” permanecem inalterados no que se refere à organização da informação 72 onde deve ser estabelecido: • A natureza da Informação (o que), • A recuperação de Informação (para que), • O tratamento e Processamento da Informação (como), • O Papel Social da Informação (contexto de uso) (SOUZA, 2007, p. 117). 72 Destaca-se que a autora utiliza em seu artigo o termo conhecimento o qual foi substituído por informação em vista das colocações efetuadas no Capítulo Um
113 Mas se, por um lado, permanecem inalterados os parâmetros relacionados com a organização da informação, por outro, explica Rodella (2005, p. 43) o que vem a ser mais importante no Modelo de operação da Internet é seu caráter descentralizado e interativo, o que possibilita romper a relação de quem detém o poder da informação, processo antes não imaginado pelos produtores das mídias tradicionais. Assim, neste novo ambiente transformado pela incursão das TDIC’s, as organizações, enquanto sistemas abertos, e concretamente os sectores de Comunicação Organizacional/Relações Públicas absorvem as consequências da influência desta incursão, passando consequentemente a lidar com uma sobrecarga de informação, uma vez que os fluxos proliferam exponencialmente. Torna-se, portanto, prioritário verificar quais os caminhos que estes fluxos efetuam e, principalmente, quais as informações que são realmente relevantes para serem recolhidas ao sistema de gestão da informação das organizações. Esta situação reforça a importância de responder às indagações estabelecidas pela investigadora que fortaleceram a organização do Pólo Epistemológico e deram origem a este trabalho. Isto porque não são só as organizações que sofrem influências e modificações decorridas da implantação das TDIC’s. Entende-se que, também, todas as relações que as organizações possuem com os seus públicos e que os seus públicos possuem entre si, incluindo o público essencial de sustentação primário, passam atualmente por modificações. Principalmente, como coloca Terra (2011, p. 88), porque atualmente qualquer indivíduo que possua um dispositivo eletrónico ou digital, pode interferir na comunicação organizacional, uma vez que lhe é possível produzir conteúdos e ter “voz pelas ferramentas colaborativas e interativas da web” e, assim, interferir “na comunicação e na estratégia das organizações”, ou seja, como designa a autora (TERRA, 2011, p. 88), ser um utilizador-média 73 . Entretanto, quando se pensa nos componentes do público essencial de sustentação primário, os colaboradores que fazem com que a organização 73 Reforça-se que o conceito original estabelecido pela autora utiliza a grafia no Brasil de usuário-midia TERRA - Usuário-midia: a relação entre a comunicação organizacional e o conteúdo gerado pelo internauta nas mídias sociais
114 efetivamente funcione e atinja seus objetivos, não podem apenas ser considerados como utilizadores-média capazes de produzir e transferir informações apenas para o ambiente externo à organização ao qual estão vinculados. Em primeiro lugar, tem que se conhecer a postura dos mesmos em termos internos, ou seja, se os colaboradores também exercem esta atitude de utilizadores-média e criam novos caminhos para distribuir a informação orgânica por eles produzidas, e, mais ainda, se trocam informação com seus pares de forma independente e sem a tutela da organização. Mas importa principalmente perceber se estes utilizadores-média criam novos canais de comunicação informal não utilizando os disponibilizados pela organização para efetuar estas trocas e partilhas de informação orgânica, e se, consequentemente, utilizam novos suportes digitais. Com esta preocupação regressa-se às indagações que impulsionaram este estudo 74 , mais especificamente às que não foram respondidas, nem mesmo parcialmente, pelo estado da arte. Em relação à Indagação III 75 salienta-se que a importância de serem conhecidos os dispositivos eletrónicos ou digitais, os serviços e as aplicações digitais utilizadas pelo público essencial de sustentação primário está diretamente relacionada com o conhecimento da criação destes novos suportes e, naturalmente, dos novos meios de comunicação utilizados para efetuar as trocas de informação orgânica. Entende-se que, ao tomar-se conhecimento destes hábitos tem-se, como consequência direta, subsídios a serem analisados, trabalhados e possivelmente acrescidos aos fluxos da comunicação formal interna das organizações, propiciando, portanto, um auxílio imprescindível às duas grandes áreas envolvidas neste estudo: os planeadores da Comunicação Organizacional/Relações Públicas e os Gestores da Informação. Assim, ambos os profissionais, munidos destes novos subsídios, passam uns a efetuar ações e a estabelecer estratégias específicas que os neutralizem, minimizando possíveis ruídos na Comunicação Formal, e, outros, a estabelecer procedimentos de identificação, captura e recolha desta informação para o Ciclo da Gestão da Informação. 74 Indicadas na página 104 75 III - Os integrantes do público essencial de sustentação primário das organizações utilizam apenas os dispositivos eletrónicos ou digitais, os serviços e as aplicações digitais oferecidas pelas organizações, ou criam caminhos distintos e independentes para efetuar trocas de informações com seus colegas de trabalho?
115 2.1.3. Por uma tipologia diferenciada Parte-se do pressuposto que vários são os temas de informações que o utilizador-média (TERRA, 2011) integrante do público essencial de sustentação primário pode registar e trocar através dos novos canais de comunicação informal por eles estabelecidos gerando conteúdos diversos como demonstraram os estudos de White (2011), de Zhao e Rosson (2009), de Dimicco e et al. (2008) ou de Roman (2005), entre outros. Porém considera-se que antes de serem exploradas as possibilidades de produção e de troca de informações informais, torna-se imprescindível verificar se estes novos média servem também como suporte e se propiciam a circulação da informação orgânica. Caso isso ocorra esta informação orgânica estará a ser registada e trocada/partilhada de forma distinta da estabelecida pela organização, exercendo o público essencial de sustentação primário o papel de utilizadormédia, sem o controlo da mesma. O interesse por conhecer estes novos meios de comunicação utilizados pelos colaboradores não possui o intuito de vigilância do comportamento info-comunicacional destes, mas sim, propiciar subsídios para que os planeadores tanto da Comunicação Organizacional/Relações Públicas, como os responsáveis pela Gestão da Informação das organizações, conheçam de maneira mais abrangente sua conduta em relação a troca/partilhas de informação orgânica. Com o intuito de compreender e embasar este posicionamento passa-se ao tópico seguinte que explora aspetos da comunicação interna e os fluxos de informação neste contexto organizacional. 2.2. Fluxos info-comunicacionais em comunicação interna Segundo Wilden (1984) o tipo da informação está diretamente relacionado com o contexto onde a mesma está inserida, logo, ao se estabelecer que o contexto aqui estudado é o das organizações, tem-se como objeto de estudo a
116 informação orgânica (CARVALHO et al., 2002). Neste sentido Carvalho e Longo (2002, p. 115) enfatizam que as informações orgânicas são aquelas que “foram produzidas no cumprimento das atividades e funções da organização” e que “mantêm relações orgânicas entre si”. Por sua vez Canário (2010, p. 122) ressalta que “pensar que a informação da organização é apenas aquela que se encontra nas Bases de Dados geridas pelo Departamento de Tecnologias da Informação é uma ideia generalizada, mas completamente incorreta”, existe, complementa a autora, a necessidade de se conhecer os fluxos da informação, os formatos em que se encontra disponível, a sua localização e os processos em que a informação é input ou output para assim, consequentemente, poder-se localizá-la, capturá-la e recolhê-la para uso posterior. Assim, ao pensar na comunicação interna das organizações é necessário, paralelamente, pensar por onde e como circulam e onde se encontram os tipos de informações compartilhadas e, consequentemente, as informações orgânicas. Com o intuito de entender estas possibilidades de circulação e de fluxo da informação, recorre-se a um conjunto de representações gráficas que demonstram estes possíveis caminhos e propiciam uma visão dos fluxos infocomunicacionais internos focada na informação orgânica. Para a elaboração destas representações gráficas toma-se como parâmetro balizador os conceitos já explicitados no Capítulo Um, das áreas da Comunicação Organizacional/Relações Públicas, estabelecidos por autores como Kunsch (2003), Corrêa (2009b), Baldissera (2008), Sousa (2004) e Duterme (2008). Acrescenta-se a estes os conceitos oriundos da área da Ciência da Informação definidos por Capurro e Hjörland (2007), Silva e Ribeiro (2009), Carvalho e Longo (2002), Gonçalves e Freire (2007), Pinto (2009) e Le Coadic (2004) e, assim, desenha-se o comportamento dos fluxos info-comunicacionais na Comunicação Interna. A primeira representação − Figura 6 − detém-se a apresentar, o contexto organizacional e nele a comunicação interna formal e os fluxos informacionais orgânicos.
117 Figura 6 – A Comunicação interna formal e os fluxos da informação orgânica formal Como se pode verificar na Figura 6 o fluxo info-comunicação interno formal de uma organização ocorre nas mais variadas direções (KUNSCH, 2003). Neste contexto, as informações orgânicas são registadas e transmitidas, seguindo os fluxos formais estabelecidos pela organização, em suportes analógicos 76 e tendo como caraterística principal a facilidade de captura e posterior organização, preservação e armazenamento. Isto porque os meios de comunicação por onde ocorre o seu fluxo são planeados e possuem o controlo e a responsabilidade da organização e dos seus colaboradores, que emitem ou recebem as informações, possuindo estas relação direta com o cargo ou função que cada indivíduo exerce, portanto, são todas informações orgânicas. 76 Suportes analógicos tais como impressão em papel, microfilme, reuniões, etc
118 Assim a Figura 6 descreve, de forma utópica, um contexto organizacional em que decorreria somente ações e meios de comunicação interna formal e consequentemente só circularia neste contexto informação orgânica. Nesta representação, onde são unicamente utilizados os meios de comunicação estabelecidos quer pelo planeamento da comunicação interna formal (BALDISSERA, 2008), quer pelas atividades administrativas e operacionais 77 , as informações que circulam tem exclusivamente caráter formal. Logo, elas possuem os elementos estabelecidos por Le Coadic (2004), a saber: ser uma informação cuja validade é comprovada, não existir uma interação direta entre emissor e recetor, ser direcionada a uma audiência relevante, ser disseminada entre esta audiência de maneira uniforme, possuir uma redundância moderada e, principalmente, ser uma informação armazenada de forma permanente, com capacidade de ser recuperável, uma vez que o suporte utilizado encontra-se totalmente sob a tutela e o controlo da organização. Entretanto, consta-se que as organizações, por serem sistemas abertos, interagem, constantemente, recebem e geram influências da e na sociedade onde estão inseridas. Além disto as organizações são constituídas por indivíduos que criam laços e estabelecem relações, independentemente dos formalismos hierárquicos e setoriais que venham a existir, e que assim efetuam trocas/partilhas informacionais autónomas das estabelecidas pelas organizações (BALDISSERA, 2008). Logo, torna-se necessária a inclusão na representação da comunicação interna dos fluxos da comunicação interna informal e consequentemente dos caminhos que podem ser percorridos por ela (DeltCi, 2008). Ao serem incluídos, neste mesmo contexto organizacional, os fluxos da comunicação informal (MARÍN et al., 1999) passa-se a ter a Figura 7, apresentada na página a seguir, e onde verifica-se uma sobreposição de direções do próprio fluxo da informação que se for partilhada por estes meios de comunicação, inseridos quase que de forma aleatória pelos integrantes da 77 Ressalta-se que independente de ocorrer ou não um Plano de Comunicação que abranja a Comunicação Interna Formal ela existirá através das rotinas operacionais e administrativas existentes entre setores e colaboradores, a saber emissão de comunicados, memorandos, ordens de serviço, ofícios entre outros.
119 organização, passa a ter novas características além de ter a capacidade de em algumas situações gerar ruídos à comunicação formal. Figura 7– A Comunicação Interna Formal e Informal e os fluxos da Informação Orgânica Formal e Informal Salienta-se que esta representação gráfica da Figura 7, assim como a anterior, Figura 6, é idealizada e apresentada ainda sem considerar a inclusão das TDIC’s, ou seja, ambas as figuras representam o contexto organizacional onde os suportes disponíveis para o registo das informações geradas e transmitidas através da comunicação interna informal não são propícios a captura e recolha da informação. Acresce-se que a informação, ao seguir os novos fluxos info-comunicacionais informais, assume os elementos estabelecidos por Le Coadic (2004), a saber, ter sua direção de fluxo escolhida pelo produtor da informação, ser direcionada a uma audiência restrita, não ser passível de comprovação, possuir redundância para vir a ter credibilidade, e principalmente não ser armazenada, o que impede muitas vezes sua recuperação.
120 Além destes elementos uma outra particularidade acompanha esta informação conforme esclarece-se a seguir. Entende-se que enquanto a informação orgânica formal é gerada na e pela organização, ou seja, os colaboradores que a produzem, a registam e a distribuem, o fazem como integrantes do contexto organizacional representando o papel à eles estabelecidos para o exercício profissional ao qual foram contratados. Entretanto ao produzirem, registarem e distribuírem a até aqui chamada de informação orgânica Informal passam na verdade a fazê-lo em outro contexto. Isto porque o contexto destas trocas, apesar de aparentemente pertencer ao contexto organizacional, de estar inserido no mesmo, na verdade ele decorre das relações interpessoais que vão sendo construídas, independente de função, cargo ou atividade exercida na organização. Ou seja, a informação que circula nestes caso não possui organicidade, ela pode até fazer alguma referência à organização mas será uma informação sobre a organização, e não da organização. Logo, a nosso ver, não deverá possuir na sua nomenclatura a identificação de orgânica. Deve sim ser identificada apenas com a denominação de informação informal ou informação não orgânica. Por sua vez considera-se que a informação orgânica formal, uma vez que sempre terá em seu cerne a formalidade organizacional, deva ser denominada apenas de informação orgânica. Na Secção 2.3, deste capítulo, é apresentada de maneira mais ampla esta colocação. 2.2.1.Comunicação interna formal e informal com a inclusão de TDIC’s Com o desenvolvimento e a inserção nas organizações das Tecnologias Digitais de Informação e de Comunicação novas possibilidades passam a existir uma vez que as TDIC’s propiciaram uma série de modificações, tanto na comunicação organizacional, como um todo (CORRÊA, 2005), como, especificamente, na comunicação entre os seus colaboradores (FRANÇA, 2009), dos quais, a mais relevante seja a capacidade, graças a natureza digital dos novos fluxos, de recuperação, de captura e de recolha da informação (PINTO, 2009) para posterior armazenamento e disseminação no seio organizacional.
121 Neste sentido a inclusão das TDIC’s, não propicia apenas uma nova gama de meios de comunicação a serem utilizados pelo planeamento comunicacional, e pelas rotinas organizacionais, mas também possibilita posturas diferenciadas por parte do público essencial de sustentação primário e alternativas aos suportes da informação. A inclusão das TDIC’s imprimiu também à comunicação interna uma significativa mudança: a ampliação do contexto organizacional. Esta ampliação justifica-se pois, à medida que as TDIC’s avançaram o seu desenvolvimento e se tornaram mais acessíveis a todos os indivíduos, os limites do contexto organizacional, que antes se mantinham praticamente circunscritos às instalações da organização, passaram a transpor os muros que a limitava, possibilitando aos colaboradores, mesmo que fisicamente distantes, estarem ligados e participarem, sem limite de tempo/espaço deste contexto. Neste cenário Oliveira e de Paula (2007, p. 59) destacam que “o acesso às informações independe da distância e da hierarquia, e a organização deixa de ser o único pólo de emissão, convivendo com outras fontes de informações.” Os autores prosseguem ressaltando que a Internet “ajuda a desmistificar o oculto e o sigilo” e também facilitam “(…) ao trabalhador receber informações sobre processos internos”. Assim, neste contexto, expandido pelas TDIC’s os colaboradores passam a trocar “suas impressões e experiências com colegas” de trabalho ao estarem na organização ou fora dela “e ampliam sua visão sobre o mundo do trabalho” complementam os autores (OLIVEIRA et al., 2007, p. 59). Configura-se um terceiro Modelo da comunicação interna, uma vez que aos anteriores foram agregados as TDIC’s, se estabelece, consequentemente, uma maior variedade de possibilidades de escolha dos meios de comunicação, mas sobretudo, permite aos integrantes das organizações que, além de exercerem os seus papéis organizacionais, se transformem em utilizadores-média (TERRA, 2011). Com esta nova atribuição a desempenhar o público essencial de sustentação primário passa a ter outras possibilidades de criar, de registar e de transmitir informações dentro do contexto organizacional. Cabe entretanto ressaltar, como também o faz Corrêa (2009b) ao apresentar o seu Modelo da Comunicação Digital Integrada, que o uso das
128 Esta ação, portanto, caracteriza a informação orgânica com elementos de comunicação de informação espontânea agregando à informação por eles trocadas/partilhadas os referidos elementos. Recorda-se que no Capítulo Um, na exposição do estado da arte, ao serem apresentadas a Informação Orgânica Formal e a Informal foram tomadas como parâmetro as considerações de Carvalho e Longo (2002) e os elementos propostos por Le Coadic (2004), contudo com o surgimento e disseminação do uso das TDIC’s, considera-se necessário que sejam revistas estas propostas uma vez que além de ocorrerem estes novos elementos, também entende-se que não ocorra a existência da denominação de informação orgânica informal, a nosso ver ela é simplesmente a informação informal ou não orgânica. Cabe ressaltar que não se questiona aqui a possibilidade dos integrantes do público essencial de sustentação primário exercerem a sua liberdade de usar as TDIC’s para se relacionar de maneira informal com seus colegas de trabalho e, através das ações de comunicação informal, melhorar as próprias relações interpessoais e profissionais internas num contexto organizacional com TDIC’s. Exemplos que confirmam estas possibilidades são os já citados estudos de Roman (2005) sobre o uso de e-mails informais, de Zhao e Rosson (2009) sobre o uso do Twitter, ou ainda a investigação de White (2011) sobre o uso das redes socias. Nestes casos os elementos espontâneos também existem, mas com uma diferença, eles encontram-se vinculados a informações não orgânicas, a informações informais. Neste contexto organizacional expandido pelas TDIC’s onde novos elementos necessitam ser incluídos para caracterizar a comunicação interna da informação e consequentemente tipificar os tipos de informação trocadas/partilhadas pelos colaboradores surge a conceituação de informação orgânica digital espontânea. Para a melhor compreensão desta tese apresentase a seguir o Quadro 3, que exibe os elementos da comunicação da informação identificando a forma como eles podem ocorrer num contexto organizacional expandido e as tipificações da informação resultante.
129 . Quadro 3 − −− − Elementos que compõe a comunicação da informação e os tipos de informação em contexto de comunicação interna. • Pública (audiência potencialmente importante) • Informação armazenada de forma permanente, recuperável • Informação relativamente velha • Informação comprovada • Disseminação uniforme • Redundância moderada • Ausência de interação direta • Privada (audiência restrita) • Informação não armazenada, não recuperável • Informação recente • Informação não comprovada • Direção de fluxo escolhida pelo produtor • Redundância às vezes muito importante • Interação direta Elementos informais Elementos formais Informação gerada na e pela organização Informação orgânica (formal) • Audiência Pública ou privada • Potencialidade de recuperação dependente do suporte do produtor ou do recetor • Informação recente ou não • Informação não comprovada • Direção de fluxo escolhida pelo produtor mas também pelo recetor que pode se tornar também produtor ou meramente distribuidor • Redundância dependente da decisão dos integrantes do fluxo • Interação direta ou indireta • Audiência privada • Potencialidade de recuperação dependente do aplicativo em uso, do produtor ou do recetor • Informação recente • Informação comprovada • Direção de fluxo escolhida pelo produtor mas também pelo recetor que pode se tornar também produtor ou meramente distribuidor • Redundância dependente da decisão dos integrantes do fluxo • Interação direta El ementos informais digitais (espontâneos) Informação informal ou não orgânica Informação informal ou não orgânica Informação orgânica digital espontânea Informação gerada pelos colaboradores na e pela organização Elementos digitais espontâneos Informação gerada pelos colaboradores sobre a organização ou outros temas Informação gerada pelos colaboradores sobre a organização ou outros temas
130 • Informação Orgânica − é todo o conjunto de informações relacionadas às atividades organizacionais geradas na e pela organização e/ou pelos seus colaboradores e que mantêm organicamente uma relação. Possuem como suporte meios de comunicação formais, podendo ser estes analógicos ou digitais, mas sempre estabelecidos pela organização e com capacidade de recuperação. Os elementos de comunicação de informação neste caso são formais, porém entende-se que esta informação não necessita de agregar o vocábulo formal a sua denominação, visto que os elementos que a caracterizam estão relacionados aos aspetos de organicidade e já trazem incutido no termo orgânico a formalidade; • Informação orgânica digital espontânea − foco desta investigação, esta informação possui em seu conteúdo relação orgânica, ou seja, diz respeito a organização e ao exercício profissional do utilizador-média, indivíduo integrante do público essencial de sustentação primário. Neste caso o colaborador utiliza-se das TDIC’s distintas das oferecidas pela organização de forma espontânea mas o foco da informação é orgânico, uma vez que o faz no exercício de sua função/atividade profissional. Porém os elementos de comunicação de informação possuem certas particularidades por encontrar-se esta informação inserida em um contexto informal em ambiente digital, e consequentemente com as características das TDIC’s. Assim agregase a esta informação orgânica além dos elementos de comunicação de informação informal outros elementos relacionados a capacidade destes suportes digitais, sendo os três principais: ser passível de recuperação, possuir uma audiência privada e direção de fluxo estabelecida pelo utilizador-média; • Informação (orgânica) Informal − são todas as informações que circulam aparentemente no contexto organizacional, por meios não formais, em suportes não recuperáveis. Entende-se que neste caso o termo orgânico é incoerente uma vez que conteúdo da informação poderá até vira a ter alguma relação com a organização. Contudo o verdadeiro contexto onde ela está circulando é o das relações
131 pessoais, assim, os elementos de comunicação de informação são informais: não são passíveis de comprovação, exemplifica-se este tipo de informação com os boatos, as conversas de corredor, entre outras. Logo deve denominar-se apenas como informação informal; • Informação informal (digital) - ocorre ainda a existência de um quarto tipo de informação, a que reúne os elementos de comunicação de informação informal acrescidos dos novos elementos espontâneos estabelecidos pelas TDIC’s. A este tipo de informação poder-se-ia denominar de informação informal digital espontânea, em função destas características, porém, considera-se que a mesma deva ser agregada à informação informal mantendo a mesma denominação, uma vez que não é relacionada à organização e é trocada através de média também não estabelecida por ela. Esta informação poderá ou não ter a ela associada os elementos que a tecnologia possibilita, a saber: registo, resgate, interação direta e a possibilidade de ser direcionada a uma audiência pública, principalmente quando registada em uma rede social, e ser trocada por utilizadores-média integrantes da organização, mas sempre em contextos não organizacionais. Com esta nova classificação passa-se a se ter três tipos de informação circulando no contexto organizacional, a saber: a informação orgânica, a informação orgânica digital espontânea e a informação informal. Desta forma os componentes e as legendas das Figuras 6, 7 e 8 devem possuir novas denominações sendo excluídos da informação orgânica formal o termo formal e da informação orgânica informal o termo orgânica. Destaca-se que este último tipo de informação, a informação informal, tem a particularidade de circular nos mais variados tipos de média informais, sejam estes analógicos ou digitais localizados em ambientes internos à organização mas em contextos não organizacionais e sim informais. Tendo o enfoque desta investigação centrado em comprovar a existência e a possível identificação para pesquisas posteriores da informação orgânica digital espontânea, parte-se para estabelecer que temas que podem ser enquadrados
132 nesta classificação. Isto porque nesta investigação, devido ao seu caráter exploratório não se abordou a análise de conteúdo. 2.3.1. Temas dos conteúdos da informação orgânica digital espontânea No intuito de poder identificar a troca/partilha de informação orgânica digital espontânea optou-se para, nesta investigação, trabalhar apenas com temas deste tipo de informações e não com os conteúdos dos mesmos. Com esta finalidade tomou-se como parâmetro os trabalhos já desenvolvidos por outros autores (DIMICCO et al., 2008, ZHAO et al., 2009) que apresentaram uma tipificação e um rol de temas das informações compartilhadas, em ambientes organizacionais, pelos utilizadores de dispositivos digitais, serviços e aplicações digitais das mais diversas formas. Conforme foi detetado pelos investigadores, Dimicco e et al. (2008) e Zhao e Rosson (2009), é através destas primeiras trocas que os colaboradores procuram “quebrar o gelo” e posteriormente aprimoram o fluxo comunicacional informal e relacional a ponto de propiciar segurança para efetuar também, através destes média, trocas de informações orgânicas digitais espontâneas. Com a finalidade de estabelecer este rol de temas genéricos de informações orgânicas digitais espontâneas optou-se por tomar como ponto de partida as temáticas de informação oriundas do trabalho de Dimicco e colaboradores (2008), a qual se reproduz na página a seguir e cujo original se encontra no Anexo F. Num primeiro momento, a listagem estabelecida a partir de temáticas da informação detetada no trabalho de Dimicco e et al. (2008) pode parecer não ter relação direta com situações organizacionais − Quadro 4 − −− − e consequentemente com a informação orgânica, mas segundo comprovaram os autores citados, é a partir deste temas da informações que se inicia a troca em ambientes digitais.
133 Cuidar Ascender Promover Listas Hobbies e interesses externos Aptidões, antecedentes. Ideias sobre tópicos profissionais e conselhos. • . Cidades onde vivi • . 5 Instrumentos que toquei • . Concorrentes do "America Idol" favoritos • As minhas áreas de prática • . 5 Sites da IBM em que trabalhei • . 5 Grandes lições que aprendi na IBM • . A minha equipa (e equipa alargada) • Apresentações que tenho que ver em (Conferência) • . Que lista de tópicos poderia animar uma nova abordagem nos mercados locais de desenvolvimento? • . Identificar as 5 principais competências técnicas em IT mais procuradas Austrália Fotografias Pessoais De trabalho Variadas • . Festas de família • . Férias • . Confraternização em equipa • Fotos-passe • . Conferências importantes • . Reuniões com pessoas chave • Relacionadas com projetos ou campanhas Sobre si Hobbies e interesses externos Experiência de projeto, resumo: Descrição de projeto, metas, ligações a outros: • . O que faço quando não estou a trabalhar? • . Dizes "pop", "soda" ou "coke"/"cola", "coca" ou "refrigerante" • . Onde cresceste? • . Os meus projetos anteriores • . Educação • . Quais são as tuas paixões? • . Quais são os teus objetivos de carreia? • . As minhas ideias (inovadoras) e de Kelly! • . Experimentar a nova o motor de pesquisa da Internet Web 2.0 • . Em que estou a trabalhar no momento? Estatus Atividades, estado de espírito… Ênfase no trabalho atual: Orientação para metas e opiniões: • . Vou buscar outro café… • . Feliz por voltar e poder jogar paddle tennis • . De férias em Tampa, na Flórida! • . Ameaçado pela gestão do tempo • . Está em Mineápolis. De regresso a 17 de julho • . Desesperadamente a tentar espremer o máximo destes últimos dias em missão no gabinete do CIO (Chief Information Officer) • À procura de pessoas na Austrália e Nova Zelândia interessadas em ferramentas, redes de conhecimento, colaboração para a Web 2.0 • . Ocupado com a promoção do concurso de vídeo E&E (2/25-4/11). Divulguem! Quadro 4 − −− − Conteúdos detetados no estudo de Dimicco et.al. (2008), classificados pelos objetivos dos utilizadores
134 Foi, portanto, efetuada a análise dos resultados identificados pelos autores (DIMICCO et al., 2008), e a partir desta foi estabelecido um rol mais restrito dividido em três grandes temas e cada um destes temas por sua vez recebeu subitens. Isto porque, vários dos assuntos indicados pelos autores na pesquisa dizem respeito unicamente à amostra por eles utilizada. É relevante destacar que estes subitens foram definidos para se adequarem a qualquer organização, uma vez que serviram de suporte para a montagem do instrumento de pesquisa utilizado nesta investigação e permitiram estabelecer um padrão inicial para se discutir as possibilidades de trocas via média não formais das informações orgânicas digitais e, consequentemente, de suportes diferenciados dos oferecidos pela organização e assim de validar o conceito de informação orgânica digital espontânea. Apresenta-se seguidamente, os três temas estabelecidos e utilizados nesta investigação, com seus subitens relacionados à temática organizacional: • Informações sobre si o Atividades que exerce, o Projetos em que está envolvido, o Rotinas de trabalho, e o Objetivos de carreira profissional. • Informações em formato de Imagens e vídeos o Participação em eventos da organização (cursos, seminários) • Informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho o Comentários positivos sobre colegas, o Comentários negativos sobre colegas, o Comentários positivos sobre superiores/chefes, o Comentários negativos sobre superiores/chefes, o Comentários sobre projetos e ações da organização Volta-se a ressaltar que não é objetivo, nesta investigação, discutir o conteúdo propriamente dito da informação orgânica digital espontânea, para
135 estabelecer este aspeto seria necessário outro estudo que abordasse especificamente a análise de conteúdo. Procura-se sim, verificar a existência de determinadas trocas informacionais relacionadas com o contexto organizacional expandido, e consequentemente de caráter orgânico, em outros suportes digitais, sejam dispositivos, aplicações e/ou serviços, que não estão a ser oferecidos e tutelados pela organização, e que são estabelecidos espontaneamente pelos integrantes do público essencial de sustentação primário. Estes tipos de trocas podem trazer como consequência possíveis ruídos à comunicação formal e a dificuldades de recuperação das informações orgânicas em questão. Salienta-se que quando da elaboração do instrumento de pesquisa foram incluídos nestes três grandes grupos outros temas de informações 85 , estes sim de caráter totalmente informal e sem relação com a organização. Após esta inclusão cada listagem temática passou a conter os subitens apresentados a seguir e que no instrumentos de pesquisa ainda contiveram a opção outros, possibilitando aos respondentes oportunidade de incluir outros temas a cada grupo. • Informações sobre si • Atividades que exerce • Projetos em que está envolvido • Rotinas de trabalho • Educação/Estudos – (informações de que cursos frequentou e onde) • Experiência e atividades passadas (atividades e locais onde trabalhou) • Objetivos de carreira profissional • Outros interesses profissionais • O que costuma fazer quando não está no trabalho. • Interesses (bebida, comida, livro, estilo musical, filme, ator/atriz) • História de vida (Onde nasceu, cresceu) • Informações em formato de Imagens e vídeos • Participação em eventos da organização (cursos, seminários) 85 Questões 15, 16 e 17 do instrumento de pesquisa
136 • De temas relacionados as experiências profissionais mas externos a organização • Das confraternizações com os colegas de trabalho • Fotos das suas férias • Fotos de encontros e festas familiares • Fotos da sua infância • Ilustrações ou fotos divertidas (campanhas publicitárias) • Vídeos pessoais • Vídeos de música • Traillers de filmes • Informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho • Comentários positivos sobre colegas • Comentários negativos sobre colegas • Comentários positivos sobre superiores/chefes • Comentários negativos sobre superiores/chefes • Comentários sobre projetos e ações da organização • Cometários sobre as confraternizações com os colegas de trabalho • Piadas sobre aspetos relacionados ao trabalho A inclusão destes subitens tem o intuito de verificar a existência ou não, de diferentes comportamentos por parte dos participantes da pesquisa, conforme será demonstrado no Capítulo Três quando analisadas das questões. Desta forma, após a apresentação dos aspetos relacionados ao conceito aqui defendido de informação orgânica digital espontânea parte-se para a apresentação dos resultados obtidos com a pesquisa prática.
CAPÍTULO TRÊS INQUÉRITO E RESULTADOS − −− − ANÁLISE DESCRITIVA DOS ELEMENTOS OBTIDOS ATRAVÉS DA PESQUISA EXPLORATÓRIA Conforme apresentado na introdução deste trabalho, o fio condutor e balizador, em termos metodológicos, desta pesquisa é o Método Quadripolar (DE BRUYNE et al., 1974). Nesse sentido, o Pólo Técnico deste estudo tem como instrumental uma pesquisa quantitativa de caráter exploratório que possui a função de responder aos objetivos estabelecidos. Segundo De Bruyne e et. al. (1974, p. 203) esta técnica de pesquisa possui as vantagens de ser económica, permitir uniformidade nos resultados, conceder o anonimato aos participantes e possibilitar ao investigador filtrar as questões a serem utilizadas nas análises. Mas os mesmos autores destacam (DE BRUYNE et al., 1974) que, por esta estar vinculada a um questionário padrão, sofre de um viés rígido. Considera-se no entanto que os aspetos positivos, neste caso, prevalecem sobre os possíveis obstáculos relacionados com os resultados obtidos. Destaca-se ainda que a medida que forem expostas e analisadas as questões que compõem o instrumento de pesquisa já se estará também desenvolvendo o Quarto Pólo, o Pólo Morfológico que posteriormente será complementado no Capitulo Quatro deste trabalho. 3.1. Abrangência e Técnica de Pesquisa Inicialmente, a amostra selecionada era composta por seis (06) organizações/empresas: três (03) localizadas em Portugal e três (03) com sede no Brasil. Essas empresas, representando cada país, deveriam constituir um grupo composto por organizações com características distintas em relação ao
144 digitais, ou não, a fim de que todos os colaboradores estejam cientes dos acontecimentos que estão a ocorrer na organização. Verificou-se que o planeamento da comunicação organizacional, em termos internos, procura oferecer o máximo possível de informações aos colaboradores, bem como proporcionar canais formais de comunicação para as trocas/partilhas de informações orgânicas, desenvolver a socialização e mesmo propiciar a comunicação informal. Mas, independente destas possibilidades, constata-se pelas respostas obtidas através do inquérito, que os colaboradores também recorrem a outros canais de comunicação para efetuarem trocas/partilhas de informações orgânicas, como será demonstrado a seguir. O link do questionário 88 foi encaminhado, como foi informado, apenas para “a relação de líderes, conforme orientação recebida do nosso RH” 89 . Obteve-se a participação de doze (12) respondentes, num total de 15 colaboradores que receberam o referido link. As respostas ao questionário foram enviadas entre 09 de junho e 01 de julho de 2011. A terceira organização a participar da pesquisa consiste numa empresa pública que oferece o serviço de abastecimento 90 a 100% da população do município de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Esta empresa não possui concorrência na atividade que oferece e é vinculada à administração municipal, apesar de possuir identidade própria e verba específica. Com as características e a nomenclatura atual surgiu em 1961, contudo já presta este serviço à comunidade desde meados do seculo XVIII. Atualmente a empresa possui cerca de 2.100 funcionários, que preenchem as vagas através de concurso público ou “preenchimento de cargos de confiança por indicação” 91 . Estes colaboradores encontram-se distribuídos por várias unidades distintas e setorizadas, que oferecem serviços diferenciados, em diversos pontos da cidade onde exercem atividades relacionadas com o tipo de 88 Link localizado no Stic - Serviço de tecnologias de informação e comunicação da Universidade de Aveiro - http://questionarios.ua.pt/index.php?sid=56398&lang=pt 89 Informação concedida pelo contacto na organização, destaca-se que o nome da organização trabalhada, não será divulgada, conforme acordado 90 Os serviços oferecidos por esta organização não estão aqui especificados a fim de preservar a sua identificação. 91 Terminologia utilizada no Brasil para cargos, em geral de chefias e assessorias, em organizações públicas indicadas por ocupantes de cargos políticos.
145 serviço oferecido na unidade. Esta organização oferece, conforme informado pelo contacto da empresa, um “parque de computadores integrados por uma ampla infraestrutura de rede que suporta outros dispositivos como: impressoras e scanners, notebooks e retroprojetores, servidor de correio eletrónico corporativo, intranet, servidor de ficheiros e sistemas de informação” 92 . Além dos dispositivos eletrónicos ou digitais já citados alguns colaboradores em função das características de sua atuação profissional podem vir a receber telemóveis, câmaras digitais e smartphones . A Unidade de Comunicação Social 93 em conjunto com outras áreas desenvolve o Plano anual de comunicação onde estão previstas todas as ações a serem desenvolvidas. Além deste plano a organização também possui um Plano de Comunicação do Sistema de Gestão, específico para disseminar informações sobre Gestão. A organização possui uma rede informatizada (intranet), onde estão alojados os serviços de correio eletrónico corporativo, os sites e os blogues internos, sendo todos considerados canais formais para a troca de informações. Destaca-se que só quem é da organização pode aceder e somente nas suas dependências. Como todos são servidores públicos e tem que cumprir determinadas horas de trabalho presenciais, não há previsão, até o momento, de trabalho à distância. Um aspeto importante a destacar diz respeito à produção e à infocomunicação, uma vez que ambos os processos são descentralizados. Apesar de existir o sector de informática (responsável pelo hardware e funcionamento da rede, juntamente com a Procempa 94 ) e a Unidade de Comunicação Social, cada setor é livre para disponibilizar seu conteúdo dentro da Intranet, como por exemplo a descrição dos seus serviços, os horários de funcionamento, as normas, os formulários e os documentos, sempre respeitando a hierarquia e atribuições de cada um dos sectores. Encontram-se também alojados na Intranet 92 Informações concedidas pelo contacto da organização, pertencente a Unidade de Comunicação Social 93 Título do departamento de comunicação da organização. 94 A Procempa é a empresa de processamento de dados do governo municipal de Porto Alegre e transformou-se gradualmente numa moderna empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação, disponibilizando soluções compatíveis com a vanguarda do trade internacional de TIC. http://www.procempa.com.br/default.php?p_secao=54
146 diversos sistemas especialistas, relativos a atividades pertinentes a determinados setores, a saber: financeiro, licitações, recursos humanos que só funcionam em Intranet. A organização também possui o site externo para contacto e divulgação com os seus outros públicos. Nesta organização o link do questionário foi encaminhado através de e-mail emitido pelo setor de Qualidade em duas ocasiões para os cem (100) colaboradores que possuem o cargo de Gestores, ocupado por indivíduos que possuem a responsabilidade e o controlo das atividades e serviços efetuados por seus subordinados. Trinta e três (33) dos 100 indivíduos aceitaram participar e responder ao questionário, o que representa 33% do total dos gestores da organização. Eles participaram do inquérito no período compreendido entre 06 de janeiro e 22 de fevereiro de 2012. 3.2. Apresentação do instrumento e dos resultados da pesquisa Conforme já citado anteriormente o instrumento de pesquisa possui duas versões em função de terminologia diferenciada entre Portugal e Brasil, no entanto seguem a mesma composição. Possui dezanove (19) questões assim divididas: • As quatro primeiras questões servem para identificar o perfil do respondente em termos de idade, género e formação académica; • As questões de número 5, 6 e 7 detetam os hábitos de posse e uso dos dispositivos, das aplicações e dos serviços digitais em termos pessoais; • A partir da Questão 8 até a Questão 14, incluindo a questão 11a, são efetuadas perguntas em relação ao uso dos dispositivos, das aplicações e dos serviços digitais em termos profissionais e em relação as trocas/partilhas efetuadas com colegas de trabalho; e • As questões de número 15, 16, 17 e 18 procuram identificar os temas de informações trocadas com colegas de trabalho através dos dispositivos, das aplicações e dos serviços digitais
Os resultados obtidos em cada uma das questões que c instrumento de pesquisa deste estudo são apresentados, tendo explicar os objetivos dos enunciados de cada uma das questões, seguido pela análise das respostas. Em cada questão, num primeiro momento são expostos os resultados alcançad os pela totalidade da amostra, seguidos das indicações efetuadas por cada grupo de respondentes das três organizações. 3.2.1.Análise das Questões Qu estão 1 A primeira questão do instrumento de pesquisa busca detetar a fai dos respondentes. Foram apresentados cinco possibilidades de indicação, a saber: até 24 anos, de 25 a 34 anos, de 35 a 44 anos; de 45 a 54 anos e mais de 55 anos. A amostra dos respondentes à pesquisa é composta por um total de 52 indivíduos, co nforme demonstra o etária de 35 a 44 anos organização pública que presta serviço de abastecimento, 3 do escritório de advocacia e 2 da empresa que oferece serviços grupo dos indivíduos anos com 21% (11 respondentes). Gráfico 23% Os resultados obtidos em cada uma das questões que c instrumento de pesquisa deste estudo são apresentados, tendo explicar os objetivos dos enunciados de cada uma das questões, seguido pela análise das respostas. Em cada questão, num primeiro momento são expostos os os pela totalidade da amostra, seguidos das indicações efetuadas por cada grupo de respondentes das três organizações. 3.2.1.Análise das Questões estão 1 A primeira questão do instrumento de pesquisa busca detetar a fai dos respondentes. Foram apresentados cinco possibilidades de indicação, a saber: até 24 anos, de 25 a 34 anos, de 35 a 44 anos; de 45 a 54 anos e mais de A amostra dos respondentes à pesquisa é composta por um total de 52 nforme demonstra o Gráfico 1 ocorre uma predominância da faixa 35 a 44 anos , com 33% (17 participantes) sendo 12 oriundos da organização pública que presta serviço de abastecimento, 3 do escritório de advocacia e 2 da empresa que oferece serviços de software . Segue grupo dos indivíduos de 45 a 54 anos 23% (12 respondentes) e os com 21% (11 respondentes). Gráfico 1 − Faixa etária da totalidade dos participantes da pesquisa 10% 21% 33% 13% Faixa etária Até 24 anos de 25 a 34 anos de 35 a 44 anos de 45 a 54 anos acima de 55 anos 147 Os resultados obtidos em cada uma das questões que c ompõem o instrumento de pesquisa deste estudo são apresentados, tendo -se optado por explicar os objetivos dos enunciados de cada uma das questões, seguido pela análise das respostas. Em cada questão, num primeiro momento são expostos os os pela totalidade da amostra, seguidos das indicações efetuadas por cada grupo de respondentes das três organizações. A primeira questão do instrumento de pesquisa busca detetar a fai xa etária dos respondentes. Foram apresentados cinco possibilidades de indicação, a saber: até 24 anos, de 25 a 34 anos, de 35 a 44 anos; de 45 a 54 anos e mais de A amostra dos respondentes à pesquisa é composta por um total de 52 ocorre uma predominância da faixa , com 33% (17 participantes) sendo 12 oriundos da organização pública que presta serviço de abastecimento, 3 do escritório de . Segue -se a este o 23% (12 respondentes) e os de 25 a 34 Faixa etária da totalidade dos participantes da pesquisa Até 24 anos de 25 a 34 anos de 35 a 44 anos de 45 a 54 anos acima de 55 anos
148 Quando analisadas individualmente, dos integrantes da empresa de respondentes num total de 84% (10), dos quais cinco se localizam na faixa 24 anos e os outros cinco na faixa respondentes em cada faixa. Por sua vez, a organização pública de abastecimento e o escritório de advocacia possuem um maior número de respondentes nas faixas mais elevadas de idade: (11) dos responden tes pertencentes à empresa de abastecimento e 43% (3) respondentes relativos ao escritório de advocacia. Na faixa de empresa pública de abastecimento conta com 36% (12) enquanto o escritório de advocacia insere 43% (3) dos respondentes. Gráfico 2 – Questão 2 Tem como objetivo identificar o género dos respondentes. Como pode ser visto em relação ao género, o grupo dos respondentes encontra equilibrado, c omo demonstra o ao género feminino e 52% (27 respondentes) ao género Até 24 anos de 25 à 34 9% 42% Pública de abastecimento individualmente, Gráfico 2, verificase que a maioria dos integrantes da empresa de software situase nas duas faixas mais jovens de respondentes num total de 84% (10), dos quais cinco se localizam na faixa e os outros cinco na faixa de 25 a 34 anos - 42% do total de respondentes em cada faixa. Por sua vez, a organização pública de abastecimento e o escritório de advocacia possuem um maior número de respondentes nas faixas mais elevadas de idade: de 25 a 44 anos, tes pertencentes à empresa de abastecimento e 43% (3) respondentes relativos ao escritório de advocacia. Na faixa de 45 a 54 anos empresa pública de abastecimento conta com 36% (12) enquanto o escritório de advocacia insere 43% (3) dos respondentes. – Faixa etária por organização participante Tem como objetivo identificar o género dos respondentes. Como pode ser visto em relação ao género, o grupo dos respondentes encontra - se praticamente omo demonstra o Gráfico 3, onde 46% (24 respondentes) pertence e 52% (27 respondentes) ao género masculino. de 25 à 34 anos de 35 à 44 anos de 45 à 54 anos acima de 55 9% 36% 33% 21% 42% 17% 43% 43% 14% Faixa etária por organização Pública de abastecimento Desenvolvimento de Software Escritório advocacia se que a maioria se nas duas faixas mais jovens de respondentes num total de 84% (10), dos quais cinco se localizam na faixa até os 42% do total de respondentes em cada faixa. Por sua vez, a organização pública de abastecimento e o escritório de advocacia possuem um maior número de de 25 a 44 anos, sendo 33% tes pertencentes à empresa de abastecimento e 43% (3) 45 a 54 anos a empresa pública de abastecimento conta com 36% (12) enquanto o escritório de Tem como objetivo identificar o género dos respondentes. Como pode ser se praticamente 46% (24 respondentes) pertence masculino. Nas três acima de 55 anos 21% Escritório advocacia
organizações apenas um colaborador pertencente ao escritório de advocacia não informou o seu género. Gráfico A análise individual por organização é representada pelo Gráfico Verificase que, enquanto a empresa de de representatividade com 50% (6 respondentes), de cada género, os colaboradores do escritório de advocacia apresentam um índice maior de mulheres, 57% (4 respondentes) sendo apenas 14% do género Feminino 42% 50% Pública de abastecimento organizações apenas um colaborador pertencente ao escritório de advocacia não informou o seu género. Gráfico 3 – Género da totalidade dos participantes da pesquisa A análise individual por organização é representada pelo Gráfico 4 − Género por organização part icipante da pesquisa se que, enquanto a empresa de software apresenta um equilíbrio de representatividade com 50% (6 respondentes), de cada género, os colaboradores do escritório de advocacia apresentam um índice maior de 57% (4 respondentes) sendo apenas 14% do género 46% 52% 2% Género Feminino Masculino Não informou 58% 50% 50% 57% 29% Gênero por organização Pública de abastecimento Desenvolvimento de Software 149 organizações apenas um colaborador pertencente ao escritório de advocacia não Género da totalidade dos participantes da pesquisa A análise individual por organização é representada pelo Gráfico 4. icipante da pesquisa apresenta um equilíbrio de representatividade com 50% (6 respondentes), de cada género, os colaboradores do escritório de advocacia apresentam um índice maior de 57% (4 respondentes) sendo apenas 14% do género masculino (2 Feminino Masculino Não informou Não informou 14% Escritório advocacia
150 respondentes). Pelo contrário, na empresa pública de abastecimento ocorre o inverso, sendo sua amostra composta por uma maior incidência de representantes do género masculino 58% (19 homens) e 42% (14 mulheres) do género feminino Questão 3 O objetivo da questão é detetar o nível de escolaridade dos participantes, bem como o ano da conclusão de sua ´última qualificação A quase totalidade dos participantes da pesquisa possui formação académica completa a nível de liceu/graduação, a exceção de 17% (2) dos integrantes da empresa de desenvolvimento de software que se encontram neste momento a frequentar este nível de escolaridade. Do total dos respondentes à pesquisa, metade - 50% (26) - possui uma especialização. Ao analisar-se com mais pormenor este aspeto por organização verifica-se que 57% dos participantes do escritório de advocacia têm um nível de especialização; 42% pertencem à empresa de desenvolvimento de software e 52% (17) da organização pública de abastecimento. No que diz respeito às datas de conclusão do último nível de formação académica verifica-se que as mesmas têm uma relação direta com as faixas etárias que prevalecem em cada organização pesquisada, ou seja, os integrantes da empresa pública de abastecimento, por pertencerem às faixas etárias mais elevadas 95 , concluíram seus estudos há mais tempo – entre 1981 e 2011, seguidos pelos elementos oriundos do escritório de advocacia – entre 1986 e 2010 e aqueles que pertencem à organização de desenvolvimento de softwares de 1999 até 2011. Apenas um respondente da pesquisa declara possuir um mestrado 2%(1) e pertence à empresa pública de abastecimento. 95 Vide Questão 1 página 147
Questão 4 A questão busca identific recente dos participantes, Gráfico 5 – Área de formação académica da totalidade dos participantes da pesquisa Administração e Cursando bach. em Ciências contábeis Comunicação Social Controladoria estratégica de Gestão Curso Superior de Tecnologia em Curso Técnico em Administração Direito das Telecomunicações Direito/ Ciências Jurídicas Engenharia Mecânica Especialização em finanças Especialização em Marketing Gestão do Capital Humano ou Gestão e Governança de TI MBA Gestão Empresarial Processos Gerenciais Publicidade e Propaganda com Saneamento/ Saneamento básico Sociedade da Informação Tecnologias de Informação ou A questão busca identific ar a área de Formação escolar/académica mais recente dos participantes, Gráfico 5. Área de formação académica da totalidade dos participantes da pesquisa 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 4% 2 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 6% 3 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 2% 1 6% 3 2% 1 2% 1 4% 2 2% 1 2% MBA Administração e Cursando bach. em … Cartografia Ciências contábeis Comunicação Social - Jornalismo Controladoria estratégica de Gestão Curso Superior de Tecnologia em … Curso Técnico em Administração Design Direito das Telecomunicações Direito de Autor Direito/ Ciências Jurídicas Engenharia Engenharia Mecânica Engenheiro Civil Especialização em finanças Especialização em Marketing Geografia Gestão Gestão Ambiental Gestão do Capital Humano ou … Gestão e Governança de TI MBA Gestão Empresarial Não responderam Processos Gerenciais Publicidade e Propaganda com … Química Saneamento/ Saneamento básico Sociedade da Informação Tecnologias de Informação ou … TMT Área de formação mais recente 151 ar a área de Formação escolar/académica mais Área de formação académica da totalidade dos participantes da pesquisa 10% 5 8% 4 6% 3 8% 4 6% 3 8% 4 8%
152 Destaca-se que 6% (3) da amostra não responderam a esta questão. Entre os demais verifica-se uma grande diversidade de indicações, todavia, as maiores concentrações ocorrem nas áreas chave das organizações participantes, a saber: Direito, Tecnologia e Saneamento. Regista-se igualmente que parte dos respondentes indica ter efetuado qualificações académicas em áreas relacionadas com as atividades administrativas, como a própria Administração com 10% (5) de indicações, e outras como o Direito/ciências Jurídicas 8% (4), a Gestão do Capital Humano/Recursos Humanos 8% (4), a Tecnologia da Informação/Informática 8% (4) e o Saneamento 6% (3). Outras áreas também recebem mais de uma marcação: Engenharia Civil 6% (3), Química 4% (2) e Controladoria 96 Estratégica 4% (2). Salienta-se ainda que algumas destas indicações dizem respeito à Licenciatura e outras à Pós-Graduações. Quando analisados de forma individual, estes dados mostram que os colaboradores da Empresa Pública de Abastecimento são os que registam uma maior diversidade em termos de formação académica. Apesar de concentrarem maiores índices em áreas relacionadas com o Saneamento e as Engenharias, também pertencem a outras áreas tais como Geografia, Cartografia, Gestão Ambiental e Finanças. Por sua vez, os integrantes da empresa de Desenvolvimento de Software possuem estudos na área de Formação das Tecnologias, e nas áreas de Marketing, Fotografia e Administração. Já os integrantes do escritório de advocacia, que responderam ao questionário, concentram os seus estudos académicos em dois campos, nomeadamente o Direito e a Tecnologia. 96 Licenciatura existente no Brasil que mescla as áreas de Contabilidade e Administração .
153 Tabela 1 − Área de Formação académica dos participantes da pesquisa por organização Empresa Área de Formação Indicação respondente Pública abastecimento Saneamento/ Saneamento básico 4 Pública abastecimento Administração 3 Desenvolvimento software Administração (Cursando) e possui Curso Técnico em Administração 1 Desenvolvimento software Administração (Cursando) 1 Pública abastecimento Direito / Ciências Jurídicas 3 Escritório advocacia Direito 1 Escritóri o advocacia Direito das Telecomunicações 1 Escritório advocacia Direito de Autor 1 Pública abastecimento Engenheiro Civil 3 Pública abastecimento Gestão do Capital Humano 3 Pública abastecimento Controladoria Estratégica de Gestão 2 Pública abastecime nto Química 2 Desenvolvimento software TI 2 Escritório advocacia Sociedade da Informação 1 Pública abastecimento Tecnologias de Informação 1 Desenvolvimento software Gestão e Governança de TI 1 Desenvolvimento software Informática 1 Pública abastecim ento Cartografia 1 Pública abastecimento Ciências Contábeis 1 Pública abastecimento Comunicação Social - Jornalismo 1 Desenvolvimento software Publicidade e Propaganda com ênfase em marketing 1 Desenvolvimento software Especialização em Marketing 1 Desenvolvimento software Curso Superior de Tecnologia em Fotografia 1 Desenvolvimento software Design 1 Pública abastecimento Engenharia 1 Pública abastecimento Engenharia Mecânica 1 Pública abastecimento Especialização em Finanças 1 Continua
A. Bibliografia
BIBLIOGRAFIA CORNELSEN, J.M. - Escrever...Com normas: guia prático para elaboração de trabalhos técnico-científicos. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, 2012. ISBN 978-98926-0108-3.
B. Capa do questionário aplicado em Portugal
C. Capa do questionário aplicado no Brasil
D. Versão aplicada em Portugal do questionário
F. Quadro original extraído do estudo de Dimicco e colaboradores
Quadro original extraído do estudo de Dimicco e colaboradores (2008) DIMICCO, J. [et al.]- Motivations for social networking at work: ACM 2008 conference on Computer supported cooperative work. ACM New York, NY, USA, 2008. [Consult. 28 de janeiro de 2009]. Proceedings of the ACM 2008 conference on Computer supported cooperative work. Disponível em WWW:<URL:http://portal.acm.org/toc.cfm?id=1460563>.
G. E-mail enviado as empresas
H. Planilhas contendo os resultados da pesquisa sem tratamento das respostas do grupo participante do escritório de advocacia
id Completo Última página vista Idioma inicial Data da última acção Data de início Endereço IP 1.Faixa etária 2.Sexo 3. Formação académica [1] 3. Formação académica [] - comment 3. Formação académica [2] 3. Formação académica [] - comment 3. Formação académica [3] 3. Formação académica [] - comment 3. Formação académica [4] 3. Formação académica [] - comment 3. Formação académica [5] 3. Formação académica [] - comment 3. Formação académica [6] 3. Formação académica [] - comment 3. Formação académica [7] 3. Formação académica [] - comment 1 2011-03-29 14:18:39 2 pt 2011-03-29 14:18:39 2011-03-29 14:18:39 83.240.239.20 3 F 1 2000 2 2011-03-29 15:16:02 2 pt 2011-03-29 15:16:02 2011-03-29 15:16:02 83.240.239.20 3 1 3 2011-03-29 15:33:19 2 pt 2011-03-29 15:33:19 2011-03-29 15:33:19 83.240.239.20 3 F 1 1995 1 2010 4 2011-03-29 15:38:52 2 pt 2011-03-29 15:38:52 2011-03-29 15:38:52 83.240.239.20 2 F 1 2009 5 2011-03-29 16:21:49 2 pt 2011-03-29 16:21:49 2011-03-29 16:21:49 83.240.239.20 2 F 1 2008 6 2011-03-29 16:57:30 2 pt 2011-03-29 16:57:30 2011-03-29 16:57:30 83.240.239.20 4 M 1 1986 7 2011-03-29 17:49:15 2 pt 2011-03-29 17:49:15 2011-03-29 17:49:15 83.240.239.20 2 M 1 1996 1 1999 1 2004 1 2008 4. Indique a sua(s) área(s) mais recente de formação: 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [1] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [2] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [3] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [4] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [5] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [Outro] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [1] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [2] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [3] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [4] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [1] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [2] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [3] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [4] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [5] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [6] MBA 1 1 1 4 1 2 3 1 5 1 1 1 1 1 1 1 1 1 3 2 2 5 2 1 2 Direito de Autor 1 1 1 1 4 3 2 1 5 5 1 1 5 Sociedade da Informação 1 1 1 4 3 3 3 1 5 1 1 3 1 Direito das Telecomunicações 1 1 1 4 3 1 2 1 5 1 2 5 1 TMT 1 1 1 1 4 4 2 4 5 5 1 1 2 1 Direito 1 1 1 4 2 2 4 1 5 5 5 3
8. Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [1] 8. Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [2] 8. Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [3] 8. Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [4] 8. Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [5] 8. Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [Outro] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [1] [1] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [1] [2] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [1] [3] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [1] [4] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [1] [5] 1 1 1 1 1 0 0 0 1 1 0 1 0 0 0 1 1 1 0 1 0 1 1 1 1 1 Tablet 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 Câmera Fotográfica Profissional 1 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 1 1 1 0 0 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 1 1 0 0 0 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [1] [6] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [2] [1] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [2] [2] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [2] [3] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [2] [4] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [2] [5] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [2] [6] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [3] [1] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [3] [2] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [3] [3] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [3] [4] 01100001100 00101000101 00101100101 01101001101 01110000110 00101000101 00101000101 00100000100 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 01000001000 00101000101 01100000000
9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [3] [5] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [3] [6] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [4] [1] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [4] [2] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [4] [3] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [4] [4] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [4] [5] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [4] [6] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [5] [1] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [5] [2] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [5] [3] 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [5] [5] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [5] [6] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [6] [1] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [6] [2] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [6] [3] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [6] [4] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [6] [5] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [6] [6] Indique quais as outras actividades: Indique quais os outros dispositivos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 0 Agenda de compromissos 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [1] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [1] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [1] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [1] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [2] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [2] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [2] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [2] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [3] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [3] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [3] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [3] [4] 121100000000 120011001100 121110100000 120111000000 010010001000 010010000000 120010101010 120000000000 010010000000 010010000000 120011001100 120110000000 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [4] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [4] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [4] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [4] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [5] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [5] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [5] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [5] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [6] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [6] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [6] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [6] [4] 010100000000 000011001100 000001110000 010000001100 110100000101 000001000000 011100001100 010000000000 010000000100 100000000000 110011001100 010000001100 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [7] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [7] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [7] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [7] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [8] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [8] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [8] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [8] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [9] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [9] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [9] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [9] [4] 000000000000 000000000000 100000000000 100000000000 000000000000 000000000000 100000000000 000000000000 000000000000 000000000000 110000000000 110010000000
10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [10] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [10] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [10] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [10] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [11] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [11] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [11] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [11] [4] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [12] [1] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [12] [2] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [12] [3] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [12] [4] Indique: 000000000000 000000000000 000100000000 000000000000 000000000000 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 Svn Manager 000000000001 000000000000 000000000000 000000000000 110100000000 000000000000 11. Você efetua com seus colegas de organização troca de informações sobre o trabalho através de redes sociais? 11a. Indique qual: [1] 11a. Indique qual: [2] 11a. Indique qual: [3] 11a. Indique qual: [4] 11a. Indique qual: [Outro] 12. Considera que a utilização dos dispositivos digitais para a partilha de informações entre colegas de empresa trouxe para o ambiente de trabalho: Explique o porque de sua resposta: 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa: [1] 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa: [2] 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa: [3] 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa: [4] 14. Você efetua trocas de informações, via dispositivos digitais, com seus colegas de trabalho fora do horário de trabalho? 1 1 1 1 1 1 1 2 3 As vezes existe informação em excesso 1 1 1 1 1 2 1 Velocidade de informação 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 2 1 Acredito que o maior problema que as empresa enfrentam são com a comunicação, portanto quanto mais ferramentas tiver para melhorar ou facilitar a comunicação é uma vantagem. 1 1 1 1 2 3 Vantagens : Maior comunicação , integração , conhecimento e atualiza - ção.Desvantagens: Perda de foco no trabalho e disponibilização de informações que não deveriam ser disponibilizadas. 1 1 1 1 1 2 1 1 1 1 1 2 1 Dentro de uma organização toda forma de comunicação é válida. Quanto mais as pessoas se comunicam mais as informações fluem e a troca de idéias acontece. 1 2 2 1 1 2 2 1 1 2 2 1 1 1 1 1 2 1 Facilitou o trabalho na empresa, a comunicação e troca de informação entre todos. Possibilitou ainda, com o avanço das tecnologias e dos próprios dispositivos (meio de acesso), que a empresa desenvolvesse novas skills para acompanhar essas tecnologias. Além disso, através dos novos dispositivos (ipad, iphone, smartphone) a empresa conseguiu oferecer um diferencial para o seu cliente através de um aplicativo desenvolvido para esses dispositivos, e ainda encontrou através de um aplicativo interativo uma forma de apresentar a empresa de um jeito criativo. 1 1 1
15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [1] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [2] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [3] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [4] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [5] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [6] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [7] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [8] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [9] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [10] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [11] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si? [Outro] 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 11111111111 1111111 111 1 1 1 1 1 1 1 1 1 111 111 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 111 1 1 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [1] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [2] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [3] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [4] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [5] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [6] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [7] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [8] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [9] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [10] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [11] 16. Com seus colegas de empresa costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? [Outro] 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 11111111111 1 1 1 1 1 111 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [1] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [2] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [3] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [4] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [5] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [6] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [7] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [Outro] 18. Além dos tipos de informações listadas nas questão 15, 16 e 17 existe(m) outro(s) tipo(s) de informação(ões) que partilha com seus colegas de empresa através dos dispositivos digitais ? 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Empresa de desenvolvimento de software 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Não
J. Planilhas contendo os resultados da pesquisa sem tratamento das respostas do grupo participante da empresa púbica de abastecimento
id Completo Última página vista Idioma inicial Data da última acção Data de início Endereço IP 1.Faixa etária 2.Sexo [Ensino fundamental completo cite ano de conclusão] 3.Formação acadêmica [Comment] 3.Formação acadêmica [Ensino médio completo cite ano de conclusão] 3.Formação acadêmica [Comment] 3.Formação acadêmica [Graduação completa - cite ano de conclusão] 3.Formação acadêmica [Comment] 3.Formação acadêmica [Especialização - cite ano de conclusão] 3.Formação acadêmica [Comment] 3.Formação acadêmica 5 2012-01-06 19:53:37 2 pt 2012-01-06 19:53:37 2012-01-06 19:53:37 200.169.16.19 3 F 1 2002 6 2012-01-06 20:03:42 2 pt 2012-01-06 20:03:42 2012-01-06 20:03:42 201.7.143.3 3 M 1 2002 e 2012 7 2012-01-06 20:08:47 2 pt 2012-01-06 20:08:47 2012-01-06 20:08:47 200.169.16.19 4 F 1 1999 8 2012-01-06 21:00:30 2 pt 2012-01-06 21:00:30 2012-01-06 21:00:30 200.169.16.19 4 F 1 1984 1 2007 9 2012-01-07 18:28:50 2 pt 2012-01-07 18:28:50 2012-01-07 18:28:50 189.63.166.249 4 F 1 2008 10 2012-01-09 11:49:40 2 pt 2012-01-09 11:49:40 2012-01-09 11:49:40 201.7.143.3 5 F 1 1984 11 2012-01-09 12:04:20 2 pt 2012-01-09 12:04:20 2012-01-09 12:04:20 200.169.16.19 5 M 1 1981 12 2012-01-09 15:05:57 2 pt 2012-01-09 15:05:57 2012-01-09 15:05:57 201.7.143.3 4 M 1 1992 13 2012-01-09 17:28:41 2 pt 2012-01-09 17:28:41 2012-01-09 17:28:41 201.7.143.3 3 F 1 Eng. Civil (1994) Eng. Cartográfica (2011) 14 2 pt 2012-01-09 17:49:33 2012-01-09 17:49:33 201.7.143.3 5 M 1 1986 15 2012-01-11 18:37:01 2 pt 2012-01-11 18:37:01 2012-01-11 18:37:01 201.7.143.5 2 F 1 1993 1 1996 1 2007 1 2011 16 2012-02-01 15:11:47 2 pt 2012-02-01 15:11:47 2012-02-01 15:11:47 200.169.16.21 3 F 1 Gestão do Capital Humano 17 2012-02-01 18:01:19 2 pt 2012-02-01 18:01:19 2012-02-01 18:01:19 201.7.143.5 4 M 1 1988 1 1992 18 2012-02-01 18:06:27 2 pt 2012-02-01 18:06:27 2012-02-01 18:06:27 201.7.143.5 2 M 1 2005 19 2012-02-01 18:08:10 2 pt 2012-02-01 18:08:10 2012-02-01 18:08:10 200.169.16.21 4 F 1 1992 1 2001 20 2012-02-01 18:15:08 2 pt 2012-02-01 18:15:08 2012-02-01 18:15:08 200.169.16.21 3 F 1 2004 21 2012-02-01 18:21:36 2 pt 2012-02-01 18:21:36 2012-02-01 18:21:36 201.7.143.5 3 F 1 Quimica - 1995 22 2012-02-01 18:31:37 2 pt 2012-02-01 18:31:37 2012-02-01 18:31:37 201.7.143.5 5 M 1 1989 23 2012-02-01 18:32:55 2 pt 2012-02-01 18:32:55 2012-02-01 18:32:55 200.169.16.20 4 M 1 1975 1 1978 1 1984 24 2012-02-01 18:47:52 2 pt 2012-02-01 18:47:52 2012-02-01 18:47:52 200.169.16.21 5 M 1 1981 25 2012-02-01 19:56:39 2 pt 2012-02-01 19:56:39 2012-02-01 19:56:39 200.169.16.20 3 F 1 1995 1 2001 26 2012-02-01 20:00:59 2 pt 2012-02-01 20:00:59 2012-02-01 20:00:59 201.7.143.5 3 M 1 1998 1 2008 27 2012-02-01 20:11:46 2 pt 2012-02-01 20:11:46 2012-02-01 20:11:46 201.7.143.5 2 M 1 1 1 2008 1 2011 28 2012-02-01 21:14:42 2 pt 2012-02-01 21:14:42 2012-02-01 21:14:42 201.7.143.5 3 F 29 2012-02-01 22:06:38 2 pt 2012-02-01 22:06:38 2012-02-01 22:06:38 200.169.16.20 4 M 1 2011 30 2012-02-02 12:02:42 2 pt 2012-02-02 12:02:42 2012-02-02 12:02:42 200.169.16.21 4 M 1 2002 31 2012-02-02 16:50:06 2 pt 2012-02-02 16:50:06 2012-02-02 16:50:06 200.169.16.21 4 M 1 ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS 32 2012-02-03 13:10:12 2 pt 2012-02-03 13:10:12 2012-02-03 13:10:12 200.169.16.21 4 M 1 Administração de Empresas 1994 1 Gestão de Recursos Humanos - 2004 33 2012-02-03 17:14:11 2 pt 2012-02-03 17:14:11 2012-02-03 17:14:11 200.169.16.21 5 M 1 Engª Mecânica 1985. 1 Especialização em Saneamento Básico. 1989. 34 2012-02-06 14:13:50 2 pt 2012-02-06 14:13:50 2012-02-06 14:13:50 200.169.16.21 5 F 1 1986 35 2012-02-06 20:43:37 2 pt 2012-02-06 20:43:37 2012-02-06 20:43:37 201.7.143.5 3 M 1 1999 1 2001 36 2012-02-22 16:08:56 2 pt 2012-02-22 16:08:56 2012-02-22 16:08:56 201.7.143.5 3 M 1 1 Licenciatura em Geografia - 1999 37 2012-02-22 18:52:39 2 pt 2012-02-22 18:52:39 2012-02-22 18:52:39 200.169.16.21 3 M 1 2011
[Mestrado - cite ano de conclusão] 3.Formação acadêmica [Comment] 3.Formação acadêmica [Doutorado - cite ano de conclusão] 3.Formação acadêmica [Comment] 3.Formação acadêmica [Outros, indique] 3.Formação acadêmica [Comment] 3.Formação acadêmica 4.Indique a sua(s) área(s) mais recente de formação: [Computador de Mesa / Desk top] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [Computador portátil /Notebook] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [Palm/ Pda/Ipad] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [Celular - regular] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [Smart phone/Iphone] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? [Other] 5.Qual (is) o (s) tipo (s) de dispositivo (s) digital (is) que possui? Comunicação Social - Jornalismo 1 1 1 1 Gestão do Capital Humano 1 1 1 Saneamento 1 1 Controladoria estartégicade Gestão 1 1 1 Administração de empresas - Gestão do Capital Humano 1 1 1 Química 1 1 1 direito 1 engenharia 1 1 1 1 Cartografia 1 1 1 1 Pós Graduação em Gestão do Capital Humano 1 1 1 1 gestão de recursos humanos 1 1 1 engenharia civil - especialização em saneamento básico 1 1 Administração de Empresas - Bacharelado 1 1 1 ESPECIALIZAÇÃO EM FINANÇAS 1 1 1 1 Gestão 1 1 1 Quimica 1 1 1 Engenheiro Civil 1 1 1 Engenharia Mecânica 1 1 1 direito 1 1 engenharia civil 1 1 Ciências Jurídicas e Sociais; Auditoria e Perícia 1 1 1 TI 1 1 1 1 1998 engenharia civil com mestrado em saneamento básico 1 1 1 Administração 1 1 1 Engenharia Civil 1 1 1 1 1 Administração de Empresas 1 1 1 1 Saneamento Básico. 1 Ciências Contábeis 1 1 1 1 CONTROLADORIA DE GESTÃO 1 1 Geografia 1 1 1 Blackberry Gestão Ambiental 1 1 1
[No seu local de trabalho] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [Em mobilidade] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [Em espaços públicos ] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [Em casa] 6.Enumere de 1 a 4 onde habitualmente utiliza seus dispositivos digitais pessoais. (Em que 1 representa o local de menor utilização e o 4 o de maior utilização) [Mensagens instantâneas (EX:Chat/ Messenger) ] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [E-mail (Ex: Outlook, Apple mail,Webmail) ] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [Microblogs (Ex. Twitter)] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [Blog pessoal (Ex: Blogspot)] 7. Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [Redes sociais (Ex: Hi 5/facebook)] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? [Outros] 7.Com que frequência você utiliza os seguintes aplicativos ou serviços? Indique: 2 3 0 4 5 5 5 4 4 1 3 2 5 5 1 1 5 4 1 1 3 2 5 1 1 1 1 1 2 1 4 5 5 3 1 2 4 3 2 3 3 5 1 1 4 1 1 3 4 2 5 5 2 4 1 5 1 1 1 1 4 2 1 3 2 5 1 2 4 1 4 1 3 3 4 1 1 3 1 4 1 5 2 1 4 3 3 5 1 1 5 3 Fóruns 4 2 1 3 4 5 1 1 2 4 1 1 1 2 5 1 1 1 4 2 1 3 1 5 1 1 1 4 2 3 1 2 5 1 1 4 1 3 2 4 1 5 1 1 1 1 4 2 3 5 1 1 2 1 4 1 2 3 3 2 1 1 2 4 0 1 3 1 5 1 1 3 4 1 4 1 1 4 4 1 2 3 2 5 1 1 3 4 2 1 3 2 5 1 1 2 1 2 1 3 2 2 5 1 1 2 1 nenhum 4 1 1 2 1 5 1 1 2 1 2 3 4 1 5 2 1 1 1 orkut, HI5 4 1 1 2 1 5 1 1 3 1 4 2 1 3 3 5 1 1 5 4 4 2 4 5 5 1 1 5 3 2 1 3 1 5 1 1 1 1 4 5 1 1 4 2 Pesquisas de produtos e pessoas. 4 2 1 1 2 5 1 1 2 4 4 4 4 5 5 1 1 5 5 Sites de Busca (Google), Sites de pesquisa (Wickypedia, IMDB), Sites de Musica e Vdeo (Youtube, UOL Mais, 4Shared) 4 2 1 3 1 5 1 1 1 1
[Computador de Mesa / Desk top] 8.Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [Computador portátil /Notebook] 8.Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [Palm/ Pda/Ipad] 8.Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [Celular – regular] 8.Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [Smart phone e/ou Iphone] 8.Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [Other] 8.Para o exercício de sua atividade profissional qual (is) o(s) tipo(s) de dispositivo(s) digital(is) que você utiliza ? [Mensagens instantâneas (EX:Chat/ Messenger) ] [Computador de Mesa/ Desktop] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [Mensagens instantâneas (EX:Chat/ Messenger) ] [Computador portátil/ Notebook] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [Mensagens instantâneas (EX:Chat/ Messenger) ] [Celular comum ] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [Mensagens instantâneas (EX:Chat/ Messenger) ] [Smart phone e/ou Iphone] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [Mensagens instantâneas (EX:Chat/ Messenger) ] [Palm/ Pda/Ipad] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. [Mensagens instantâneas (EX:Chat/ Messenger) ] [Outros dispositivos] 9.Assinale em que tipo de dispositivo digital realiza as seguintes atividades ou trocas de conteúdos. 1 1 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 1 1 1 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 1 0 0 1 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 0 0 1 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1 0 1 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 1 0 0 0 0 0 1 1 1 1 0 1 0 1 1 0 0 0 0 0 0
[Ning] [Mensagem Instantânea ] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [Ning] [Troca de e-mails] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [Ning] [Troca de ficheiros] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [Ning] [Construção coletiva de documentos e projetos] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [Outros] [Mensagem Instantânea ] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [Outros] [Troca de e-mails] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [Outros] [Troca de ficheiros] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? [Outros] [Construção coletiva de documentos e projetos] 10.Especificamente com seus colegas de organização você efetua troca de informações através de que aplicativos e/ou serviços? Indique: 11. Você efetua com seus colegas de organização troca de informações sobre o trabalho através de redes sociais? 11a. Indique qual: [Facebook] 11a. Indique qual: [Hi 5] 00000000 2 0 0 0 0 1 0 0 0 Linkedin 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 00000000 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 00000000 2 00000000 2 00000000 2 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2 00000000 2
11a. Indique qual: [Orkut ] 11a. Indique qual: [Linkedin] 11a. Indique qual: [Other] 12. Considera que a utilização dos dispositivos digitais para a partilha de informações entre colegas de empresa trouxe para o ambiente de trabalho: Explique o porquê de sua resposta: 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa:[No local de trabalho] 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa:[Em mobilidade] 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa:[Em espaços públicos ] 13. De quais locais efetua trocas de informações pelos dispositivos digitais com seus colegas de empresa:[Em casa] 14. Você efetua trocas de informações, via dispositivos digitais, com seus colegas de trabalho fora do horário de trabalho? 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Atividades que exerce] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Projetos em que está envolvido] 1 A informação ficou muito mais rápida e acessível. 1 1 1 1 1 1 1 Aumenta a sinergia das equipes e o relacionamento interpessoal. Aumento da velocidade das informações e resolução de problemas à distância. 1 1 1 1 1 3 viramos prisioneiros de nossos escritórios, 1 1 1 1 1 1 Rapidez nas informações. 1 1 1 1 1 1 Porque trouxe agilidade, amplitude a abrangência nas informações. 1 1 1 1 1 1 3 Como vantagens podemos citar a facilidade de comunicação, agilidade na resolução de problemas, menor tempo em reuniões e como desvantagens a dificuldade de comunicação, de relacionamento interpessoal, de trabalhar em equipe, de interação entre as pessoas. 1 2 1 1 fica mais facil trocar informacoes e documentos. 1 2 3Vantagens pela a agilidade, desvantagens pelo volume de informações desnecessárias. 1 1 1 1 1 1 3 Vantagens porque é mais simples de acessar e saber se o colega está on line e desvantagem porque as vezes toma muito o tempo em coisas não muito úteis 1 1 1 1 1 2 1 1 3 Vantagens: rapidez. Desvantagens: superexposição 1 1 1 1 1 1 1 3 1 2 1 1 1 Maior agilidade na troca/divulgação de informações. 1 2 1 1Agilidade na comunicação, disseminação das informações de forma mais ampla, maior celeridade na resolução de problemas. 1 1 1 1 1 AGILIDADE NA TROCA DE INFORMAÇÕES, REGISTROS QUE NÃO CONSEGUE POR TELEFONE, PODER ENVIAR A COMUNICAÇÃO MESMO QUE A PESSOA NÃO ESTEJA DISPONÍVEL NO MOMENTO. 1 1 1 1 3 Vantagens: agilidade, abranger maior nº de pessoas com apenas uma mensagem Desvantagens: impessoalidade, excesso de mensagens, mensagens extensas e sem objetividade ou abreviadas e sem coerência 1 1 1 1 3 Não abrange todos os setores. 1 2 1 1 1 Agiliza o contato e torna eficiente o trabalho. 1 1 1 1 1 a menos que a informação não seja completa, qualquer partilha sempre é positiva, pelo menos como preparatório ao todo do assunto envolvido. 1 2 1 facilitou a troca de informações importantes. 1 2 1 a rapidez com que circula a informação. 1 2 1 1Os sistemas digitais possibilitam uma maior celeridade no trâmite das informações e na resolução das demandas requeridas. 1 1 1 1 1 1 1 1 3 Melhorou a comunicação e desvantagem por que recebemos muitas coisas que não são muita importância 1 1 2 1 1 1 rapidez na comunicação e menor incidência de mal entendimentos 1 1 1 1Porque é um meio de comunicação rápido que fica registro comprobatório de decisões, parecer, opiniões, etc. 1 2 1 1 1 PELA POSSIBILIDADE DE OPTAR QUAL O MELHOR MEIO DE ME COMUNICAR. 1 1 1 1 1 3 Possibilita agilização e racionalização de trabalhos, porém colabora para distanciamento físico das pessoas, o que acredito ser um elemento dificultador no encaminhamento e deliberação de questões organizacionais. 1 1 1 1 1 1 1 1 Agilidade nas informações. 1 1 1 1 1 1 Evita o desperdício de tempo e gastos com telefone. 1 1 1 1 1 1 1 1Agilidade nos processos de trabalho. 1 1 1 1 1 1 3 Vantagens devido a rapidez da informação, mas desvantagem porque é muita informação desnecessária para o mesmo período de trabalho. 1 2 1 1
15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Rotinas de trabalho] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Educação/Estudos - (informações de que cursos frequentou e onde) 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Experiência e atividades passadas(atividades e locais onde trabalhou)] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Objetivos de carreira profissional] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Outros interesses profissionais] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[O que costuma fazer quando não está no trabalho] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Hobbies (esporte, pintura,outros)] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Interesses ( bebida, comida, livro, estilo musical, filme, ator/atriz, )] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[História de vida (Onde nasceu, cresceu)] 15. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre si?[Other] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[De eventos da organização (cursos, seminários)] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[De eventos profissionais externos à organização (cursos, seminários)] 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 111111111 11 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e víde os?[De temas relacionados às experiências profissionais ] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[Das confraternizações com os colegas de trabalho ] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[Fotos das suas férias ] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[Fotos de encontros e festas familiares] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[Fotos da sua infância] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[ilustrações ou fotos divertidas (campanhas publicitárias)] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partil har através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[Vídeos pessoais] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[Vídeos de música] 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos? 16. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de Imagens e vídeos?[Other] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho?[Comentários positivos sobre colegas] 17. Com seus colegas d e empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho?[Comentários negativos sobre colegas] 1 1 1 1 1 Poesias e citações 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Nenhum 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho?[Comentários negativos sobre superiores/chefes] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [Comentários sobre projetos e ações da organização] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho?[Cometários sobre as confraternizações com os colegas de trabalho ] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho? [Piadas sobre aspectos relacionados ao trabalho] 17. Com seus colegas de empresa você costuma trocar/ partilhar através de dispositivos digitais, que tipos de informações sobre pessoas e/ou situações de trabalho?[Other] 18. Além dos tipos de informações listadas nas questão 15, 16 e 17 existe(m) outro(s) tipo(s) de informação(ões) que partilha com seus colegas de empresa através dos dispositivos digitais ? 1 1 1 1 1 1 1 não aplicável Não comaprtilho outras informações além das citadas. 1 Comentários sobre filmes, videos,locais para passar as férias. Mais em texto. Quanto os comentários expressando juizo de valor sobre colegas e chefias evitamos, por convicção. Enviamos muitas fotografias de serviços realizados. Estas servem para definir o que fazer e onde fazer. 1 1 1 1 1 1 Questionamentos e orientações sobre trabalho 1 1 1 1 1 Sem comentarios pessoais. Não. 1 1 1 1 agradecimentos aos colegas por algumt ipo de ajuda. não Via de regra, despachos, orientações, convocações, pedidos de esclarecimentos, pedido de providências, etc. 1 1 1 Justificativas, explicações para reclamações de usuários, fotos de serviços executados. 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 Solicitações de serviço e relatórios.