Análise da experiência do serviço de neurocirurgia do Centro Hospitalar do Porto no tratamento cirúrgico dos aneurismas cerebrais da circulação posterior
Full text
Dissertação De Mestrado Integrado Em Medicina Artigo de Investigação Médica ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE NEUROCIRURGIA DO CENTRO HOSPITALAR DO PORTO NO TRATAMENTO CIRÚRGICO DOS ANEURISMAS CEREBRAIS DA CIRCULAÇÃO POSTERIOR Joana Filipa Machado Morais Orientador: Prof. Dr. Ernesto de Carvalho Porto, 2015
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 1 Dissertação apresentada ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar para obtenção do grau de Mestre em Medicina TÍTULO: Análise da experiência do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar do Porto no tratamento cirúrgico dos aneurismas cerebrais da circulação posterior. AUTOR: - Nome Completo: Joana Filipa Machado Morais - Nº de aluno: 200901293 - Correio Eletrónico: [email protected] - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – Universidade do Porto - Endereço: Rua de Jorge Viterbo Ferreira n.º 228, 4050-313, Porto ORIENTADOR: - Nome Completo: António Ernesto de Carvalho Pereira - Professor Associado Convidado de Neurocirurgia do ICBAS-UP - Diretor do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar do Porto Porto, Junho de 2015
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 2 RESUMO Introdução: Os aneurismas da circulação posterior correspondem a cerca de 10 a 30% de todos os aneurismas cerebrais e representam, por si só, um fator independente de mau prognóstico. A sua rotura manifesta-se, na grande maioria dos casos, como uma hemorragia subaracnóideia (HSA), cuja mortalidade aos 30 dias é cerca de 45%, sendo que metade dos doentes que sobrevivem, permanecem com danos cerebrais irreversíveis. Desta forma, o tratamento precoce é fulcral para melhorar este prognóstico sombrio, que varia estreitamente com o estado neurológico do doente à admissão, avaliado pela Escala de Hunt & Hess (H&H) e pela Escala de Coma de Glasgow (GCS), com o sexo, idade e comorbilidades, bem como com o grau da Escala de Fisher. Objetivos: Pretende-se analisar a experiência do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar do Porto (CHP) no tratamento cirúrgico de aneurismas cerebrais rotos da circulação posterior, entre 14 Julho de 1999 e Dezembro de 2013, desde o início do programa de tratamento precoce de aneurismas em relação à sua apresentação como HSA espontânea, com especial ênfase dos resultados relacionados com a morbimortalidade à data de alta, aos 3 e 6 meses de follow-up. Materiais e Métodos: Análise retrospetiva dos processos clínicos para caracterização dos pacientes, internamento hospitalar e outcome à data de alta e aos 3 e 6 meses de follow-up. Resultados: Estudaram-se 59 doentes, 79,7% do sexo feminino com idade média de 59 anos (dp=13,9), sendo que os homens eram mais novos do que as mulheres (p=0,002). Procuraram cuidados de saúde nas primeiras 12horas após instalação dos sintomas 68,5% dos doentes. À admissão, cerca de três quartos dos doentes apresentavam um score ≥14 na Escala de Coma de Glasgow e ≤2 na Escala de Hunt & Hess. Imagiologicamente, 44,8% das hemorragias foram classificadas como grau 4 de Fisher. Cerca de metade dos aneurismas localizavam-se na Artéria Cerebelar Posteroinferior (PICA) e 29% na Artéria Basilar. Nas primeiras 24 horas 69,7% dos doentes foram intervencionados. A idade
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 3 pareceu relacionar-se com a Escala de Hunt & Hess mas não com a Escala de coma de Glasgow. O outcome, por sua vez, foi independente do sexo, da idade, da localização do aneurisma, do score na Escala de Coma de Glasgow e do tempo decorrido entre o diagnóstico e a cirurgia. Por outro lado, quando avaliado pela Escala de Karnofsky, mostrou ser dependente do grau obtido na escala de Hunt & Hess à alta (p=0,034) e aos 3 (p=0,015) e 6 meses (p=0,007) de follow-up. De um modo geral, o outcome evoluiu de forma positiva, da data de alta aos 6 meses. A taxa de mortalidade foi de 1,7%. Conclusões: Devido aos critérios de seleção aplicados, a população estudada apresentou, no geral, menor gravidade. Constatou-se que o outcome é independente de determinadas características do doente e dos scores obtidos em determinadas escalas aplicadas à admissão. Desta forma, estes fatores não devem ser preponderantes para determinar o investimento em cada doente. Para uma melhor caracterização do outcome, deverão ser avaliadas tanto a disfunção cognitiva como a capacidade funcional. PALAVRAS-CHAVE Aneurismas; Circulação Posterior; Hemorragia subaracnóideia; Tratamento cirúrgico; Outcome.
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 4 ABSTRACT Background: Aneurysms of the posterior circulation account for 10 to 15% of all intracranial aneurysms and represent an independent predictor of poor outcome. Most frequently, ruptured aneurysms show up as a subarachnoid hemorrhage (SAH) as subarachnoid hemorrhage (SAH) which has a 30-day mortality rate of 45 % , with approximately half the survivors sustaining irreversible brain damage. Thus, early treatment achieves a prime position on trying to overcome this poor prognosis, which is closely correlated with neurologic status at admission (evaluated by Hunt & Hess status and the Glasgow Coma Scale), sex, age, comorbilities, as well as Fisher grade. Purpose: Analyze Neurosurgery Service's experience on the surgical approach of ruptured posterior circulation aneurysms, between July 1999 and December 2013, since the aneurysmal subarachnoid hemorrhage's early surgical program began, emphasizing the outcome at discharge, as well as 3 and 6 months follow-up. Methods: Retrospective review of clinical files in order to characterize patients, hospital management, outcome at discharge, as well as 3 and 6 months follow-up. Results: Of 59 patients studied, 79.7% were female with a mean age of 59 years (sd= 13.9). The male patients are significantly younger than female patients (p=0.002). Most patients (68.5%) had Ictus-doctor interval ≤ 24 hours. At hospital admission, 74.1% had a Glasgow Coma Scale ≥ 14 and 75.9% had a Hunt & Hess's grade ≤ 2. About TC, 44% hemorrhages were classified as Fisher's grade 4. The most common location was the posteroinferior cerebellar artery (PICA) (49.2%), followed by the basilar artery (28.8%). During the first 24 hours, 69.7% were intervened. Age seems to be related with H&H scale but not with GCS. Sex, age, aneurysm's location, Glasgow Come Scale score's, diagnosis-surgery interval were not determining factors for the outcome. Hunt & Hess scale were a determining factor for the outcome as assessed by the Karnofsky Performance Status Scale, at discharge (p=0.034), 3 month follow-up (p=0.015) and 6 month follow-up
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 5 (p=0.007). The outcome develops positively, from discharge to 6month follow-up. Mortality rate was 1,7%. Conclusions: Due to selection criteria applied, this population presented less severity SAH. It was found that outcome is independent not only from patient features but also from the scores achieved at admission. Therefore, these factors should not be preponderant on the investment in each patient. In order to improve the characterization of the outcome, cognitive dysfunction and functional capacity should be both assessed. KEYWORDS Aneurysms; Posterior circulation; Subarachnoid Hemorrhage; Surgical Approach; Outcome.
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 6 INTRODUÇÃO Os aneurismas são dilatações anormais, focais ou segmentares, de uma artéria, causados por algum defeito ou fragilidade da parede da mesma. Esta alteração patológica, associada a fatores hemodinâmicos, pode culminar na rutura do mesmo.(1) Existem 2 a 5% de portadores na população, sendo mais frequentes no sexo feminino (rácio 1,6:1) e entre a quarta e a sexta décadas de vida.(1-8) Os aneurismas da circulação posterior correspondem a cerca de 10 a 30% de todos os aneurismas cerebrais.(2-4, 7, 9, 10) Estes apresentam um prognóstico desfavorável quando comparados com os de outras localizações, quer pelo seu posicionamento anatómico, que dificulta a abordagem cirúrgica, quer pela sua menor prevalência, o que torna difícil a obtenção de experiência pelo neurocirurgião. (2, 3, 10) Verifica-se uma tendência para uma taxa de crescimento mais elevada nos aneurismas da circulação posterior, especialmente nos aneurismas múltiplos, associando-se estes a uma taxa anual de hemorragia superior à dos localizados na circulação anterior.(3) A rutura de aneurismas apresenta-se frequentemente como uma hemorragia subaracnóideia (HSA). Tem uma incidência de 6-7 por 100.000 pessoas ao ano, sendo este número 20 em 100.000 na Finlândia e no Japão.(11) No entanto, este valor foi sobrestimado até os meios imagiológicos se tornarem disponíveis em larga escala, na prática neurocirúrgica. Porém, apesar da evolução ao nível do equipamento diagnóstico e das estratégias de tratamento, a fisiopatologia da HSA por rutura de aneurismas continua incerta e as taxas de morbilidade e mortalidade continuam altas.(7) Dentro da HSA espontânea, a rutura de aneurismas é responsável por 85% dos casos.(11) O tabagismo, a hipertensão arterial e o abuso de álcool correspondem a fatores de risco modificáveis para a HSA, duplicando o seu risco e contribuindo para 2 em cada 3. Já os fatores genéticos são responsáveis por 10% dos casos.(11) Os pacientes que sobrevivem às primeiras horas após a instalação da HSA, enfrentam 3 possíveis complicações major: re-hemorragia, hidrocefalia e vasospasmo cerebral. (11) Adicionalmente, várias complicações sistémicas podem também afetar o outcome. (11, 12) A HSA apresenta uma mortalidade aos 30 dias de 45%, sendo que aproximadamente metade dos sobreviventes apresentam danos cerebrais irreversíveis.(11, 13, 14)
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 7 Existem duas opções para o tratamento de aneurismas cerebrais rotos: 1) clipagem 2) técnicas endovasculares. Contudo, as guidelines para o tratamento não são claras e baseiam-se, sobretudo, na idade e comorbilidades do doente, nas características do aneurisma, como o tamanho e localização, e na experiência do neurocirurgião e neurorradiologista de intervenção.(1, 9, 10, 15) O risco de uma segunda hemorragia, devido a aneurisma não tratado, é cerca de 40% nas três primeiras semanas, verificando-se uma taxa especialmente elevada nas primeiras 72 horas, sendo que 80% destes doentes irá falecer ou ficar dependente de outra pessoa.(11, 16) Assim, os doentes devem ser tratados o mais rapidamente possível de forma a prevenir a re-hemorragia. O tratamento cirúrgico consiste em colocar um clip na base do aneurisma, excluindo-o da circulação, impedindo assim a sua rutura ou uma recidiva da hemorragia.(16, 17) Ou, em alternativa, pode ser realizado wrapping que consiste em envolver o aneurisma em músculo com o intuito de reforçar a sua parede. O prognóstico varia estreitamente com o estado neurológico do paciente na admissão, grau da escala de Hunt & Hess (H&H) e Escala de Coma de Glasgow (GCS) à admissão, sexo, idade e comorbilidades, bem como o grau na escala de Fisher.(7, 8, 10, 18) O objetivo do presente estudo é analisar a experiência do Serviço de Neurocirurgia do Centro Hospitalar do Porto (CHP) no tratamento cirúrgico de aneurismas cerebrais rotos da circulação posterior, entre 14 de Julho de 1999 e 31 de Dezembro de 2013, após o início do programa de tratamento precoce de aneurismas em relação à sua apresentação como HSA espontânea, com especial ênfase dos resultados relacionados com a morbimortalidade à data de alta, aos 3 e 6 meses de follow-up.
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 8 MATERIAIS E MÉTODOS Pretendeu-se estudar todos os doentes, com idade igual ou superior a 18 anos, que, no período compreendido entre 14 de Julho de 1999 e 31 de Dezembro de 2013, foram admitidos no CHP por HSA devida a rutura de um aneurisma cerebral pertencente à circulação posterior, motivo pelo qual foram submetidos a intervenção cirúrgica. O diagnóstico de HSA baseou-se na apresentação sintomática do doente e no estudo de Tomografia Computorizada (TC) e, em alguns casos, com recurso a punção lombar. Realizou-se a colheita de dados retrospetivamente, através da consulta do processo clínico eletrónico (no programa Sistema de Apoio ao Médico) de cada doente ou, em papel no período em que os primeiros ainda não estavam completamente implementados. Para cada doente, recolheu-se informação relativa à idade, sexo, tempo entre o aparecimento da 1ª manifestação clínica e o 1º contacto médico, localização do aneurisma e tempo entre o diagnóstico e o tratamento cirúrgico. Para avaliar o estado clínico à admissão utilizaram-se a Escala de Coma de Glasgow (Anexo A.1) e Escala de Hunt & Hess (Anexo A.2). Para a avaliação imagiológica foi utilizada a Escala de Fisher (Anexo A.3). O estado clínico pós-cirurgia foi avaliado à alta, aos três e aos seis meses de follow-up, com base nas escalas Escala de Outcome de Glasgow (GOS) (Anexo A.4) e na Escala de Performance de Karnofsky (KPS) (Anexo A.5). Para realizar a análise estatística, optou-se por agrupar a GCS em ≤8, 9-13, 14-15, a GOS em 1-2, 3, 4-5 e a KPS em 0-49, 50-79, 80-100. Dicotomizou-se também a Escala de H&H em “nível de consciência preservado” (H&H 1 e 2) e “alteração do nível de consciência” (H&H 3,4 e 5). Procedeu-se à análise descritiva das características dos doentes em relação ao sexo, recorrendo a quadros de distribuição de frequências, e ao exame de medidas como a média, desvio padrão, mínimo e máximo para a variável quantitativa (idade). Para estudar possíveis associações entre as características demográficas e clínicas à admissão e os diferentes outcomes, utilizou-se o Teste do Qui-Quadrado ou o teste de Fisher quando adequado. Adotou-se um valor de p<0,05 para limite do Erro Tipo I. O tratamento estatístico dos dados foi feito com recurso ao programa informático IBM SPSS Statistics ® Versão 21.0. Este estudo foi aprovado pela comissão de Ética para a Saúde do Centro Hospitalar do Porto.
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 15 Outcome: No presente estudo, o outcome dos doentes submetidos a cirurgia foi avaliado à alta e aos 3 e 6 meses de follow-up, tendo-se verificado uma evolução bastante positiva ao longo deste período de tempo. Figura 6. Evolução do outcome da alta aos 3 meses Dos doentes com um GOS ≤ 2 à data de alta, 66,7% progrediram para um GOS 3 aos 3 meses. Dos doentes com GOS 3 à alta, 80,0% manteve-se no mesmo nível e 20,0% progrediu para o GOS ≥4. Em relação aos que já a data de alta se apresentavam com um outcome mais favorável (GOS 4 ou 5), apenas 1 (2,2%) doente piorou, passando para um score de 3 (Figura 6). A percentagem de doentes com um score ≤ 2 mantém-se dos 3 para os 6 meses, correspondendo ao único óbito que se verificou neste estudo. Continuou a verificar-se uma progressão dos doentes com um GOS 3 para um GOS ≥ 4, neste caso de 18,2%. O doente que piorou da alta para os 3 meses (GOS≥4 para GOS 3) retornou novamente ao nível inicial. Porém, um dos doentes que à alta e aos 3 meses se enquadrava num GOS≥4 teve uma evolução negativa, passando para um GOS 3 (Figura 7). Abordando agora o outcome de uma forma geral, a maioria dos doentes que à data de alta se encontravam incluídos no GOS ≤ 2, viram o seu desempenho funcional melhorar ao longo destes 6 meses, passando para um GOS 3. Os 33% que neste gráfico se mantiveram no mesmo nível correspondem ao único óbito ocorrido. Dos doentes que à alta
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 16 tinham um GOS 3, 30% conseguiu evoluir para um GOS ≥ 4. Além disso, nenhum dos doentes que inicialmente apresentavam uma limitação severa, piorou. Porém, um dos doentes que à data de alta tinha apenas uma incapacidade ligeira/moderada piorou, passando a ter, aos 6 meses, uma incapacidade severa (Figura 8). Figura 7. Evolução do outcome dos 3 aos 6 meses Figura 8. Evolução do outcome da alta aos 6 meses
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 17 Tabela 5. Distribuição do outcome de acordo com a idade Idade ≤64 ≥65 Global n % N % n % P Glasgow Outcome Scale À alta (n=59) 0,822 1-2 2 5,4 1 4,5 3 5,1 3 6 16,2 5 22,7 11 18,6 4-5 29 78,4 16 72,7 45 76,3 3 meses (n=58) 0,835* 1-2 1 2,8 - - 1 1,7 3 6 16,7 5 22,7 11 19,0 4-5 29 80,6 17 77,3 46 79,3 6 meses (n=58) 0,680* 1-2 1 2,8 - - 1 1,7 3 5 13,9 5 22,7 10 17,2 4-5 30 83,3 17 77,3 47 81,0 Karnofsky À alta (n=59) 0,139 0-49 5 13,5 1 4,5 6 10,2 50-79 11 29,7 12 54,5 23 39,0 80-100 21 56,8 9 40,9 30 50,8 3 meses (n=58) 0,418 0-49 3 8,3 1 4,5 4 6,9 50-79 5 13,9 6 27,3 11 19,0 80-100 28 77,8 15 68,2 43 74,1 6 meses (n=58) 0,075 0-49 3 8,3 - - 3 5,2 50-79 3 8,3 6 27,3 9 15,5 80-100 30 83,3 16 72,7 46 79,3 * Teste de Fisher Os doentes idosos apresentaram, segundo a KPS, uma tendência para um outcome menos favorável aos 6 meses, quando comparados com doentes mais jovens, tendo os primeiros predominado nos scores intermédios de outcome (GOS 3 e KPS 50-79). Os doentes mais jovens, apesar de se terem encontrado sempre em maioria nos níveis mais altos das classificações do outcome (GOS 4-5 e Karnofsky 80-100), estavam, também, em maioria nos níveis mais baixos (Tabela 5).
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 18 Tabela 6. Distribuição do outcome de acordo com a localização Localização Basilar Outras Global N % N % n % P Glasgow Outcome Scale À alta (n=59) 1-2 1 5,9 2 4,8 3 5,1 0,362* 3 5 29,4 6 14,3 11 18,6 4-5 11 64,7 34 81,0 45 76,3 3 meses (n=58) 0,167* 1-2 1 6,3 - - 1 1,7 3 4 25,0 7 16,7 11 19,0 4-5 11 68,8 35 83,3 46 79,3 6 meses (n=58) 0,286* 1-2 1 6,3 - - 1 1,7 3 3 18,8 7 16,7 10 17,2 4-5 12 75,0 35 83,3 47 81,0 Karnofsky À alta (n=59) 0,097 0-49 3 17,6 3 7,1 6 10,2 50-70 9 52,9 14 33,3 23 39,0 80-100 5 29,4 25 59,5 30 50,8 3 meses (n=58) 0,579 0-49 2 12,5 2 4,8 4 6,9 50-70 3 18,8 8 19,0 11 19,0 80-100 11 68,8 32 76,2 43 74,1 6 meses (n=58) 0,167* 0-49 2 12,5 1 2,4 3 5,2 50-70 1 6,3 8 19,0 9 15,5 80-100 13 81,3 33 78,6 46 79,3 * Teste de Fisher Não se verificou uma relação entre a localização do aneurisma roto e o outcome. Contudo, parece existir uma tendência para que os doentes com aneurismas na Artéria Basilar, apresentem um outcome menos favorável, à data de alta, pela Escala de Karnofsky. Estes representam sempre a maior proporção de doentes com scores mais baixos de outcome (GOS 1e 2/KPS 0-49) à alta, aos 3 e 6 meses de follow-up, por ambas as escalas (Tabela 6).
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 19 Tabela 7. Distribuição do outcome de acordo com a GCS à admissão Glasgow Coma Scale ≤8 9-13 14-15 Global P n % n % n % n % Glasgow Outcome Scale À alta (n=58) 0,756* 1-2 1 12,5 - - 2 4,7 3 5,2 3 2 25,0 1 14,3 8 18,6 11 19,0 4-5 5 62,5 6 85,7 33 76,7 44 75,9 3 meses (n=57) 0,415* 1-2 - - - - 1 2,3 1 1,8 3 3 37,5 - - 8 18,6 11 19,3 4-5 5 62,5 6 100,0 34 79,1 45 78,9 6 meses (n=57) 0,392* 1-2 - - - - 1 2,3 1 1.8 3 3 37,5 - - 7 16,3 10 17,5 4-5 5 62,5 6 100,0 35 81,4 46 80,7 Karnofsky À alta (n=58) 0,161* 0-49 3 37,5 - - 3 7,0 6 10,3 50-70 3 37,5 3 42,9 17 39,5 23 39,7 80-100 2 25,0 4 57,1 23 53,5 29 50,0 3 meses (n=57) 0,267* 0-49 2 25,0 - - 2 4,7 4 7,0 50-70 2 25,0 1 16,7 8 18,6 11 19,3 80-100 4 50,0 5 83,3 33 76,7 42 73,7 6 meses (n=57) 0,098* 0-49 2 25,0 - - 1 2,3 3 5,3 50-70 2 25,0 1 16,7 6 14,0 9 15,8 80-100 4 50,0 5 83,3 36 83,7 45 78,9 * Teste de Fisher O outcome dos doentes com aneurismas rotos da circulação posterior é independente do score obtido na Escala de Coma de Glasgow à admissão. Contudo, verificou-se uma tendência para que os doentes que à admissão hospitalar obtiveram um score ≤ 8, apresentem um outcome mais desfavorável aos 6 meses de follow-up, de acordo com a Escala de Performance de Karnofsky. (Tabela 7).
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 20 Tabela 8. Distribuição do outcome de acordo com o nível de consciência à admissão Nível de Consciência Preservado Alterado Global n % n % n % P Glasgow Outcome Scale À alta (n=58) 0,200 * 1-2 1 2,3 2 14,3 3 5,2 3 8 18,2 3 21,4 11 19,0 4-5 35 79,5 9 64,3 44 75,9 3 meses (n=57) 0,195* 1-2 1 2,3 - - 1 1,8 3 6 14,0 5 35,7 11 19,3 4-5 36 83,7 9 64,3 45 78,9 6 meses (n=57) 0,129* 1-2 1 2,3 - - 1 1,8 3 5 11,6 5 35,7 10 17,5 4-5 37 86,0 9 64,3 46 80,7 Karnofsky À alta (n=58) 0,034 0-49 2 4,5 4 28,6 6 10,3 50-79 18 40,9 5 35,7 23 39,7 80-100 24 54,5 5 35,7 29 50,0 3 meses (n=57) 0,015* 0-49 1 2,3 3 21,4 4 7,0 50-79 7 16,3 4 28,6 11 19,3 80-100 35 81,4 7 50,0 42 73,7 6 meses (n=57) 0,007* 0-49 1 2,3 2 14,3 3 5,3 50-79 4 9,3 5 35,7 9 15,8 80-100 38 88,4 7 50,0 45 78,9 * Teste de Fisher Os doentes que, à admissão, apresentaram um nível de consciência alterado (H&H 3,4 e5), apresentaram um pior outcome à data de alta (p = 0,034) e aos 3 (p = 0,015) e 6 (p = 0,007) meses de follow-up, segundo a Escala de Performance de Karnofsky (Tabela 8).
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 21 Tabela 9. Distribuição do outcome de acordo com o tempo decorrido entre o diagnóstico e a cirurgia Intervalo de tempo diagnóstico-cirurgia ≤48 ≥48 Global n % N % n % P Glasgow Outcome Scale À alta (n=57) 0,038* 1-2 - - 3 18,8 3 5,3 3 8 19,5 3 18,8 11 19,3 4-5 33 80,5 10 62,5 43 75,4 3 meses (n=56) 0,238* 1-2 - - 1 6,3 1 1,8 3 7 17,5 4 25,0 11 19,6 4-5 33 82,5 11 68,8 44 78,6 6 meses (n=56) 0,158* 1-2 - - 1 6,3 1 1,8 3 6 15,0 4 25,0 10 17,9 4-5 34 85,0 11 68,8 45 80,4 Karnofsky À alta (n=57) 0,225 0-49 2 4,9 3 18,8 5 8,8 50-79 18 43,9 5 31,3 23 40,4 80-100 21 51,2 8 50,0 29 50,9 3 meses (n=56) 0,174* 0-49 1 2,5 2 12,5 3 5,4 50-79 7 17,5 4 25,0 11 19,6 80-100 32 80,0 10 62,5 42 75,0 6 meses (n=56) 0,233* 0-49 1 2,5 1 6,3 2 3,6 50-79 5 12,5 4 25,0 9 16,1 80-100 34 85,0 11 68,8 45 80,4 * - Teste de Fisher Os doentes que acederam aos cuidados de saúde mais de 48 horas após o início dos seus sintomas, não apresentaram piores outcomes, por ambas as escalas. Da mesma forma, os doentes que esperam mais de 48 horas pelo tratamento cirúrgico, após diagnóstico de hemorragia subaracnóideia por rutura de aneurisma, apenas à alta apresentam um pior outcome (pela GOS), quando comparados com os doentes tratados nas primeiras 48 horas (p = 0,038) (Tabela 9).
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 22 No período sobre o qual incidiu o estudo, apenas se registou um óbito, tendo este ocorrido durante o internamento. O doente tinha 40 anos e era do sexo feminino. Foi admitido com um score de 15 na Escala de Glasgow (estado vígil), 2 na Escala Hunt & Hess (Cefaleia moderada a severa, rigidez da nuca, ausência de défice neurológico exceto paralisia de nervos cranianos) e 3 na avaliação imagiológica pela Escala de Fisher (Sangue localizado e/ou camada vertical ≥1 mm). O aneurisma roto localizava-se na artéria basilar. Decorreram menos de 12 horas entre o aparecimento do primeiro sintoma e o contacto médico, mas a cirurgia foi realizada mais de 48 após o diagnóstico. Desta forma, a taxa de mortalidade foi 1,7% à data de alta.
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 23 DISCUSSÃO De Julho de 1999 a Dezembro de 2013, das 1021 cirurgias realizadas pelo Serviço de Neurocirurgia a aneurismas cerebrais, 5,8% foram a aneurismas rotos localizados na circulação posterior. Esta percentagem é bastante inferior ao encontrado na literatura.(2-4, 7, 9, 10, 19) Tal facto poderá justificar-se pela maior gravidade destes aneurismas, uma vez que se associam a percentagens elevadas de morte súbita, antes da admissão hospitalar. Tendo em conta que a população estudada representa apenas os doentes admitidos no CHP que foram submetidos a cirurgia, esta não reflete a generalidade das populações acometidas por HSA despoletada por rutura de aneurismas da circulação posterior. Desta forma, as HSA mais graves estarão, muito provavelmente, sub-representadas e as características da população afetada não foram, por isso, estudadas, estando sub-contabilizadas. Além disso, os doentes cujo tratamento foi endovascular não foram incluídos neste estudo, não sendo este representativo de todos os aneurismas da circulação posterior. No geral, a amostra é constituída por 47 mulheres e 12 homens, o que significa que 79,7% dos doentes eram do sexo feminino, perfazendo um rácio mulher:homem de 3,9:1. Este valor é mais alto do que o mencionado na literatura, o qual varia, consoante a faixa etária, entre 1,2:1 e 3,5-1,.(1, 2, 4, 7, 8, 19) Segundo a literatura, verifica-se a existência de um pico de incidência entre a 4ª e a 6ª décadas de vida.(2-4, 19) A idade média dos doentes incluídos no presente estudo foi 59 anos, encontrando-se no limite superior do intervalo etário supramencionado. Verificou-se, também, que os doentes do sexo masculino são significativamente mais novos do que os doentes do sexo feminino, o que vai, também, de encontro a um outro estudo recente.(7) Estudos realizados no decorrer de autópsias e outros que compararam aneurismas rotos e não rotos, também verificaram uma preponderância feminina, sugerindo que a incidência superior de aneurismas rotos nas mulheres reflete uma diferença de prevalência e não um risco aumentado de rutura.(7) A causa destas discrepâncias entre sexos não é clara mas relaciona-se este pico etário com o declínio pós-menopausa do nível de estrogénios.(7, 8) Sabendo que o estrogénio promove o normal funcionamento do endotélio vascular, a sua redução pode enfraquecer a integridade da parede vascular, aumentando o risco de formação de aneurismas.(7, 13) No presente estudo, cerca de dois terços dos doentes procuraram cuidados médicos nas primeiras 12 horas após o primeiro sintoma, subindo este valor para 75,9% nas primeiras 24 horas. Independentemente do sexo, os doentes que chegam mais cedo, isto é,
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 24 nas primeiras 24h, são mais frequentemente mulheres (♀79,5% vs ♂60,0%) e os doentes que esperam mais de 48 horas para recorrer a cuidados de saúde são mais frequentemente homens (♂30.0% vs ♀18,2%) . Segundo Hamdan et al.(7) também se verificou uma diferença, apesar de também não ser significativa, entre a proporção de homens e mulheres que chegam nas primeiras 24 horas (♀76.3% vs ♂68.1%) e após as primeiras 48 horas. (♂13,6% vs ♀10,5%). Porém, de uma forma geral, verificou-se os doentes admitidos no CHP procuram os cuidados médicos mais tarde do que o que consta na literatura.(7, 20) Tal poderá justificar-se pela a presença de sintomas considerados comuns ou pouco alarmantes, como cefaleia leve. À admissão, a maioria dos dentes (74,1%) apresentavam-se em estado vígil, com valores de GCS ≥14, o que vai de encontro à literatura.(2, 19, 21) Um baixo score obtido na escala de Hunt & Hess (4 e 5) está presente em 20 a 30 % dos doentes com HSA por rutura de aneurismas.(22) Porém, no nosso estudo, apenas 13,8% dos doentes se apresentaram com H&H entre 4 e 5, sendo que a maioria apresentava um nível de consciência preservado.(2) Além disso, verificou-se, também, uma tendência para que os doentes idosos, em relação aos doentes mais jovens, se apresentem mais frequentemente com alterações do nível de consciência à admissão. Da mesma forma, a inexistência de uma correlação entre a Escala de Fisher e as Escalas de avaliação do estado clínico (GCS e H&H), está em desacordo com a informação encontrada na literatura, a qual refere uma maior degradação neurológica à medida que aumenta a extensão da HSA.(6, 19) Apesar de no presente estudo apenas se verificar uma ligeira tendência, a localização aneurismática aparenta apresentar uma predileção por género(4), uma vez que cerca de 50% dos homens recorreram ao CHP com um aneurisma roto localizado na artéria basilar, enquanto que em 53% das mulheres se localizava da PICA. Porém, é mandatório enfatizar um outro resultado obtido neste estudo: a localização mais frequentemente acometida foi a PICA (49,2%) e em segundo lugar a Artéria Basilar (28,8%). Este resultado não se aproxima dos resultados clássicos, onde se verifica, nos aneurismas pertencentes à circulação posterior, uma predominância da artéria basilar.(2, 3, 9, 15) Ainda no que respeita à localização, apesar das alterações do nível de consciência terem sido significativamente menos frequentes nos doentes com aneurismas rotos da artéria basilar, pareceu existir uma tendência para que estes apresentassem um outcome menos favorável à data de alta (KPS) e representassem sempre a maior proporção de doentes com scores mais baixos de outcome, quando comparados com as restantes localizações. Segundo Lai e
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 31 15. Sanai N, Tarapore P, Lee AC, Lawton MT. The current role of microsurgery for posterior circulation aneurysms: a selective approach in the endovascular era. Neurosurgery. 2008;62(6):1236-49; discussion 49-53. 16. van den Berg R, Rinkel GJ, Vandertop WP. Treatment of ruptured intracranial aneurysms: implications of the ISAT on clipping versus coiling. European journal of radiology. 2003;46(3):172-7. 17. Molyneux A, Kerr R, Stratton I, Sandercock P, Clarke M, Shrimpton J, et al. International Subarachnoid Aneurysm Trial (ISAT) of neurosurgical clipping versus endovascular coiling in 2143 patients with ruptured intracranial aneurysms: a randomized trial. Journal of stroke and cerebrovascular diseases : the official journal of National Stroke Association. 2002;11(6):304-14. 18. Rivero Rodriguez D, Scherle Matamoros C, Fernandez Cue L, Miranda Hernandez JL, Pernas Sanchez Y, Perez Nellar J. Factors associated with poor outcome for aneurysmal subarachnoid haemorrhage in a series of 334 patients. Neurologia (Barcelona, Spain). 2015. 19. Lagares A, Gomez PA, Alen JF, Lobato RD, Rivas JJ, Alday R, et al. A comparison of different grading scales for predicting outcome after subarachnoid haemorrhage. Acta neurochirurgica. 2005;147(1):5-16; discussion 20. Findlay JM, Deagle GM. Causes of morbidity and mortality following intracranial aneurysm rupture. The Canadian journal of neurological sciences Le journal canadien des sciences neurologiques. 1998;25(3):209-15. 21. Giraldo EA, Mandrekar JN, Rubin MN, Dupont SA, Zhang Y, Lanzino G, et al. Timing of clinical grade assessment and poor outcome in patients with aneurysmal subarachnoid hemorrhage. Journal of neurosurgery. 2012;117(1):15-9. 22. Starke RM, Komotar RJ, Otten ML, Schmidt JM, Fernandez LD, Rincon F, et al. Predicting long-term outcome in poor grade aneurysmal subarachnoid haemorrhage patients utilising the Glasgow Coma Scale. Journal of clinical neuroscience : official journal of the Neurosurgical Society of Australasia. 2009;16(1):26-31. 23. Pekmezovic T, Tepavcevic DK, Jarebinski M, Kostic M, Bumbasirevic L. Trends in mortality from different subtypes of stroke in the population of Belgrade (Serbia). Clinical neurology and neurosurgery. 2008;110(1):51-7. 24. Al-Khindi T, Macdonald RL, Schweizer TA. Cognitive and functional outcome after aneurysmal subarachnoid hemorrhage. Stroke; a journal of cerebral circulation. 2010;41(8):e519-36. 25. Benke T, Koylu B, Delazer M, Trinka E, Kemmler G. Cholinergic treatment of amnesia following basal forebrain lesion due to aneurysm rupture--an open-label pilot study. European journal of neurology : the official journal of the European Federation of Neurological Societies. 2005;12(10):791-6.
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 32 ANEXOS Anexo A1. Escala de Coma de Glasgow (GCS) Abertura Ocular Pont. Melhor Resposta Verbal Pont. Melhor Resposta Motora Pont. Espontânea 4 Orientado 5 Obedece a comandos 6 Com estímulo verbal 3 Confuso 4 Localiza e retira o estímulo 5 Palavras Impróprias 3 Localiza o estímulo 4 Com estímulo doloroso 2 Sons incompreensíveis 2 Responde em flexão 3 Responde em extensão 2 Nenhuma 1 Nenhuma 1 Nenhuma 1 Anexo 2A. Escala de Hunt & Hess para aneurismas intracranianos Grau Condições 0 Não roto 1 Assintomático ou cefaleia minima, leve rigidez da nuca 2 Cefaleia moderada a severa, rigidez da nuca, ausência de défice neurológico, exceto paralisia de nervos cranianos 3 Sonolência, confusão ou défice focal leve 4 Estupor, hemiparesia moderada/grave, rigidez de descerebração em fase precoce, distúrbios vegetativos 5 Coma profundo, rigidez de descerebração, moribundo Adicionar 1 grau se existir vasospasmo ou doença sistémica Anexo 3A. Escala de Fisher para HSA em TC Grau Condições 1 Sangue não visualizado 2 Difuso ou em camadas verticais com espessura ≤ 1 mm 3 Coágulo localizado e/ou camada vertical ≥ 1 mm 4 HAS, difusa ou não, mas com coágulo intracerebral ou intraventricular
Joana Machado Morais ICBAS - 2015 33 Anexo A4. Escala de Outcome de Glasgow (GOS) Grau Condições 5 Boa Recuperação: Retorno às atividades habituais de forma independente 4 Incapacidade Moderada: Pode executaras AVD, mas é incapaz de se reintegrar na ocupaão prévia 3 Incapacidade Grave: Necessita de assitência nas atividades mas não de cuidados institucionais 2 Estado Vegetativo Persistente 1 Óbito Anexo A5. Escala de Performance de Karnofsky (KPS) Percent. Descrição 100% Capaz de manter atividades normais e/ou trabalho. Sem queixas ou evidência de doença. 90% Capaz de manter atividades normais e/ou trabalho mas com alguns sinais e sintomas e doença. 80% Atividades habituais com dificuldades. Alguns sinais e sintomas de doença. 70% Cuida de si mesmo. Não é capaz de executar as atividades normais ou trabalhar. 60% Requer alguma ajuda, embora possa cuidar da maioria das necessidades pessoais. 50% Necessita considerável assistência e cuidados medicos frequentes. 40% Requer assistência e cuidados especiais. 30% Incapacidade severa. Admissão hospitalar indicada, mas sem risco de vida. 20% Muito debilitado. Requer admissão hospitalar urgente com medidas de suporte ou tratamento. 10% Moribundo. Processo de doença rapidamente progressivo. 0% Óbito