Full text
Medie alis a
Online
9 | 2011
Núme o 9
P ojec os de in es igação em His ó ia Medie al
inanciados pela FCT nos úl imos 10 anos
Ana Ma ia Rod igues
Edição elec ónica
URL: h p://jou nals.openedi ion.o g/medie alis a/497
DOI: 10.4000/medie alis a.497
ISSN: 1646-740X
Edi o a
Ins i u o de Es udos Medie ais - FCSH-UNL
Re ê encia ele ónica
Ana Ma ia Rod igues, « P ojec os de in es igação em His ó ia Medie al financiados pela FCT nos
úl imos 10 anos », Medie alis a [Online], 9 | 2011, pos o online no dia 02 janei o 2011, consul ado no
dia 02 maio 2019. URL : h p://jou nals.openedi ion.o g/medie alis a/497 ; DOI : 10.4000/
medie alis a.497
© IEM
P ojec os de in es igação em His ó ia Medie al inanciados pela FCT nos úl imos 10 anos ● Ana Ma ia Rod igues
Medie alis a online Nº 9| Janei o - Junho 2011 © IEM - Ins i u o de Es udos Medie ais 1
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Re is a I S S N 1 6 4 6 - 740X
online Núme o 9| Janei o - Junho 2011
Ti ulo: P ojec os de in es igação em His ó ia Medie al inanciados pela
FCT nos úl imos 10 anos.
Au o (es): Ana Ma ia Rod igues
Enquad amen o Ins i ucional: Faculdade de Le as da Uni e sidade de Lisboa
Con ac o: ana od igues@ l.ul.p
Fon e: Medie alis a [Em linha]. Nº9, (Dezemb o 2010). Di ec. José Ma oso. Lisboa: IEM.
Disponí el em: h p://www2. csh.unl.p /iem/medie alis a/
ISSN: 1646-740X
Resumo
Nes e a igo, a alia-se o peso que os p ojec os de in es igação no âmbi o da His ó ia
Medie al i e am, nos úl imos dez anos, no conjun o dos p ojec os de His ó ia
subme idos aos di e en es concu sos lançados pela Fundação pa a a Ciência e a
Tecnologia. Cons a a-se, assim, que a p esença da Idade Média oi semp e bas an e
eduzida, que en e as candida u as que en e os p ojec os inanciados, mas
p a icamen e equi alen e em ambos; al apenas não acon eceu no concu so de 2008, em
que nenhum dos eze p ojec os de His ó ia Medie al oi ap o ado, coincidindo com
uma o al ausência de medie alis as do painel de a aliado es. Também se p ocu ou
apu a a p odu i idade dos p ojec os inanciados a a és de uma pesquisa na In e ne ,
concluindo-se que a in o mação aí disponibilizada a esse espei o é pa cial e
insu icien e, sendo necessá io um maio es o ço na di ulgação dos esul ados po pa e
das equipas e uma maio exigência nesse sen ido pelo lado da FCT.
Pala as-cha e: His ó ia Medie al, p ojec os de in es igação, inanciamen o, In e ne
F I C H A T É C N I C A
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Abs ac
In his a icle we e alua e he ela i e posi ion o he esea ch p ojec s on Medie al
His o y among he whole o he esea ch p ojec s on His o y, submi ed o unding o
he Po uguese Founda ion o Science and Technology (FCT) in he las en yea s. We
concluded ha he Middle Ages had always a disc e e bu equi alen posi ion bo h
among he applica ions and he app o ed p ojec s; his only changed in 2008, when
none o he hi een p ojec s on Medie al His o y was app o ed, p ecisely when no a
single medie alis was pa o he ju y. We also ied o e alua e he p oduc i i y o he
inanced p ojec s h ough an In e ne sea ch and ound ou ha he da a p o ided is
pa ial and insu icien ; he esea ch eams need o make an addi ional e o o disclose
he esul s o hei p ojec s in he Wo ld Wide Web and he FCT should also be mo e
demanding conce ning ha issue.
Keywo ds: Medie al His o y, esea ch p ojec s, unding, In e ne
P ojec os de in es igação em His ó ia Medie al
inanciados pela FCT nos úl imos 10 anos
Ana Ma ia Rod igues
P essupos os e me odologia
Quando me oi p opos o pa icipa no V Seminá io do Ins i u o de Es udos Medie ais,
em Se emb o de 2008, com uma comunicação com es e í ulo, acei ei de bom g ado
po que me pa ecia impo an e ealiza uma e lexão sob e es a emá ica e es a a
con encida que, no sí io da Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia (FCT) na In e ne ,
encon a ia acilmen e os dados necessá ios pa a inicia essa e lexão.
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A e dade é que os meus planos soçob a am logo que comecei a pesquisa: o sí io da
FCT encon a a-se em emodelação, e no que diz espei o aos p ojec os de In es igação
& Desen ol imen o inanciados, ha ia in o mações pa a uns anos e pa a ou os, não,
pa a umas á eas cien í icas mas não pa a ou as, sem que se islumb asse qualque
lógica. Ao im de inúme as en a i as espaçadas po á ias semanas, na espe ança de
que o p ocesso de emodelação chegasse ao apa ado que eu es a a a consul a e as
lacunas de ec adas ossem p eenchidas, en iei uma mensagem elec ónica pa a o
se iço de in o mações explicando o que p e endia aze e as di iculdades que es a a a
encon a , e pedindo ajuda.
Passa am-se mais algumas semanas, du an e as quais comecei a p ocu a na In e ne ,
que a a és do mo o de pesquisa Google que nos sí ios ins i ucionais de
Uni e sidades, Cen os de In es igação e Ins i u os, os p ojec os de His ó ia Medie al
(HM) de cuja exis ência inha p é io conhecimen o. Pouco a pouco, ui acumulando
ma e iais he e ócli os: ichas de ap esen ação dos p ojec os disponibilizadas pela FCT
ou pelas ins i uições de acolhimen o; ela ó ios en egues pelos in es igado es
esponsá eis a essas ins i uições; no ícias sob e a ealização de colóquios ou a
publicação de li os; eses e comunicações a cong essos gua dadas em eposi ó ios
ins i ucionais em o ma o PDF; lis as de a aliado es de p ojec os e alguns cu ículos.
Em inícios de Julho e em desespe o de causa, pois es a a longe de e conseguido
es abelece pelo menos uma lis a igo osa dos p ojec os de HM inanciados pela FCT no
p azo conside ado, não espe ei mais po uma espos a às minhas epe idas mensagens
elec ónicas e peguei no ele one. Fui encaminhada pa a o D . Ped o Sousa Sil a, que
depois de in o mado po mim do abalho que eu es a a a aze se disponibilizou pa a
me en ia os dados de que necessi a a, exis issem eles em o ma o passí el de se
eme ido po co eio elec ónico (o que não eio a acon ece pa a odos, como mais
adian e se pode á cons a a ). Assim o ez pouco depois, pelo que eu lhe p es o aqui um
público e calo oso ag adecimen o.
Foi, po an o, em inais de Julho de 2008 que ob i e, inalmen e, g ande pa e das lis as
dos p ojec os subme idos a concu so na á ea de His ó ia de 1999 a é 2006 e a o alidade
das lis as dos que o am inanciados pela FCT nesse pe íodo, podendo es abelece com
igo , aqueles que diziam espei o à Idade Média. Às po as das é ias de Ve ão, po ém,
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e a já a de de mais pa a passa à ase seguin e e p ocu a ob e , jun o da FCT ou dos
In es igado es Responsá eis, os esul ados desses p ojec os.
As di iculdades que eu sen i a ao p ocu a documen a -me sob e eles a a és da
In e ne , que é o meio supos amen e mais simples, ápido e e icaz pa a ob e in o mação
nos dias de hoje, pa ece am-me cons i ui em si mesmas, oda ia, um subp odu o
inespe ado mas essencial des e abalho, na medida em que me le a am a coloca
ques ões que não me ha iam oco ido à pa ida. Se ainda é ela i amen e ácil sabe que
os p ojec os exis em (ou exis i am e já es ão concluídos), mui o mais complicado se
o na sopesa -lhes os esul ados. Quais as Jo nadas, os Colóquios, os Cong essos
o ganizados no seu âmbi o? Que eses o am de endidas, que li os publicados? Onde
esidem as bases de dados p oduzidas? Es ão acessí eis a ou os in es igado es e ao
público em ge al? Reco endo exclusi amen e à In e ne , e a-me impossí el esponde a
es as e ou as pe gun as do mesmo eo pa a g ande pa e do uni e so es udado.
Dois anos mais a de, endo su gido a opo unidade de publica es e ex o e com o i o
de o ac ualiza , e omei a pesquisa nos mesmos moldes, não se endo a si uação
e elado mui o di e en e. Em Junho de 2010, o sí io da FCT na In e ne já não se
encon a em emodelação mas as lacunas de ec adas an e io men e não o am
p eenchidas. A in o mação disponibilizada sob e os p ojec os inanciados pe manece
sumá ia, não pe mi indo uma cabal ap eciação do espec i o in e esse cien í ico. Pa a
mais, al in o mação diz apenas espei o às p opos as iniciais, nada sendo ac escen ado
pos e io men e sob e a sua e ec i a conc e ização e os esul ados alcançados, única
o ma de a alia os a anços que ouxe am aos nossos conhecimen os nessas ma é ias.
Quan o aos p ojec os não inanciados, são pu a e simplesmen e eliminados do sis ema
logo que a a aliação é ei a e os esul ados são homologados. Is o condiciona
o emen e a possibilidade de econs i ui as lis as comple as de p ojec os subme idos a
concu so e pe cebe que p oblemá icas, que c onologias, que pe is de equipas, que ipo
de esul ados espe ados êm sido alo izados ou penalizados pelos a aliado es, e que
e ei os essas escolhas, ei as concu so após concu so, êm ido sob e os in es igado es
nacionais, es imulando-os ou, pelo con á io, inibindo-os de ap esen a p opos as
ela i as a ce as emá icas, a de e minados pe íodos c onológicos, e le ando-os a op a
po bolsei os em cu so de o mação ou já g aduados, consul o es nacionais ou
es angei os...
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Um olha c í ico sob e al si uação é, no en an o, possí el. Assim, na p imei a pa e
des e a igo, iden i ico os p ojec os de HM inanciados pela FCT nos úl imos dez anos,
inse indo-os no con ex o dos espec i os concu sos. Na segunda pa e, p ocu o de ec a
endências quan o à composição dos painéis de a aliação, ao ipo de p ojec os
ap esen ados e aos que êm conseguido ob e inanciamen o, analiso os p incipais
p odu os/ esul ados desses p ojec os e aço algumas suges ões no sen ido de aumen a o
seu impac o no meio académico po uguês e in e nacional.
P ojec os de I&D em odos os domínios cien í icos 1999/2000
O p imei o painel de a aliação e selecção do pe íodo em es udo, espei an e a
1999/2000, e e uma composição maio i a iamen e lusó ona: dois memb os
po ugueses, dois b asilei os e um galego.
Painel de A aliação e selecção da á ea de His ó ia e A queologia
P o . Joaquim Rome o Magalhães (Coo denado ) (H. Mode na, U. Coimb a)
P o . Jo ge Ala cão (A queologia, U. Coimb a)
P o . E melindo Po ela (H. Medie al, U. Compos ela)
P o ª Ma ia do Soco o Fe az (H. Con emp., U. Fede al de Pe nanbuco)
P o . Caio Césa Boschi (H. Mode na, Pon i ícia U. Ca ólica de Minas Ge ais)
Hou e 23 p opos as inanciadas nas 35 ap esen adas, ou seja, uma axa de sucesso de
65,7%. Des as, 16 o am classi icadas como excelen es e 7 como mui o boas. O
inanciamen o concedido é que cons i uiu apenas 23,6% do pedido, si uação que i á
man e -se, com maio ou meno g a idade, ao longo de odo o pe íodo em esc u ínio
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Resumo pa a es a Á ea
Cien í ica
P opos as
Financiamen o
(em EURO)
A aliadas
Ap o adas
Solici ado
A ibuído
%
His ó ia e A queologia
Excelen - 16 (45,7%)
Ve y Good - 7 (20,0%)
35
23
€ 5.559.330,00
€ 1.311.838,46
23,6
Desses 23 p ojec os ap o ados hou e 2 p ojec os de HM:
Guia His ó ico das O dens Religiosas em Po ugal, coo denado po Be na do
Vasconcelos de Sousa e sedeado no Cen o de Es udos de His ó ia Religiosa da
Uni e sidade Ca ólica Po uguesa ( inanciado com € 34.915,85).
Paisagens u ais e u banas en e a Idade Média e os Tempos Mode nos. Fon es pa a o
seu es udo, coo denado po I ia Gonçal es e sedeado no Cen o de Es udos His ó icos
da Uni e sidade No a de Lisboa (€ 84.795,64).
Dois ou os p ojec os, no domínio da A queologia, ambém con empla am uma
c onologia medie al:
Mé ola – His ó ia e A queologia na Al a Idade Média, coo denado po Cláudio To es
e sedeado no Campo A queológico de Mé ola (€ 99.759,58).
Ria de A ei o A-2000, coo denado po F ancisco José Soa es Al es e sedeado no
Cen o Nacional de A queologia Náu ica e Subaquá ica (€49.879,79).
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Assim, 17,4% dos p ojec os ap o ados deb uça am-se sob e a época medie al.
Desconhecemos, po ém, quan os se ap esen a am inicialmen e a concu so, pois não
i emos acesso a esses dados. Isso impediu-nos de e i ica se a Idade Média oi
p i ilegiada ou p ejudicada em elação às ou as épocas c onológicas e á eas
disciplina es p esen es no concu so.
P ojec os de I&D em odos os domínios cien í icos 2001
O segundo painel de a aliação e selecção do pe íodo conside ado e omou, em g andes
aços, a composição do an e io , embo a um in es igado ancês i esse subs i uído
uma uni e si á ia b asilei a.
Painel de A aliação e selecção da á ea de His ó ia e A queologia
P o . Joaquim Rome o Magalhães (Coo denado ) (H. Mode na, U. Coimb a)
P o . Jo ge Ala cão (A queologia, U. Coimb a)
P o . E melindo Po ela (H. Medie al, U. Compos ela)
P o . Be na d Vincen (H. Mode na, EHESS)
P o . Caio Césa Boschi (H. Mode na, Pon i ícia U. Ca ólica de Minas Ge ais)
Fo am ap o adas 10 candida u as em 27, ou seja, apenas 37% do o al; 4 delas o am
conside adas excelen es e 6, mui o boas. Co espondeu-lhes 21,2% do inanciamen o
pedido, um pouco menos ainda do que da ez an e io .
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Resumo pa a es a Á ea Cien í ica
P opos as
Financiamen o
(em EURO)
A aliadas
Ap o adas
Solici ado
A ibuído
%
His ó ia e A queologia
Excellen - 4 (14,8%)
Ve y Good - 6 (22,2%)
27
10
€ 3.802.955
€ 805.190
21,2
Hou e apenas um p ojec o de HM em 10 ap o ados (10%):
Fas i Ecclesiae Po ugaliae: p osopog a ia do cle o ca ed alício po uguês (1070-
1325), coo denado po Ana Ma ia Jo ge e sedeado no Cen o de Es udos de His ó ia
Religiosa da Uni e sidade Ca ólica Po uguesa (com um inanciamen o de € 167.875).
Não sei, po ém, se ou os se ap esen a am a concu so, pois não i e de no o acesso a
esses dados. Um p ojec o de âmbi o c onológico mais as o ambém con emplou a
Idade Média:
Ius Lusi aniae – Fon es His ó icas do Di ei o Po uguês (séculos XII-XVIII),
coo denado po Ped o Ca dim e sedeado na Uni e sidade No a de Lisboa. (€35.120)
P ojec os de I&D em odos os domínios cien í icos 2002
O 3º painel de a aliação e selecção e e uma composição p edominan emen e
peninsula , comple ada com um elemen o i aliano.
Painel de A aliação e Selecção da Á ea de His ó ia e A queologia
P o . Luís Adão da Fonseca (Coo denado ) (H. Medie al, U. Po o)
P o . Josep M. Fullola i Pe ico (A queologia, U. Ba celona)
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Resumo da Á ea Cien í ica
P opos as
Financiamen o
(em EURO)
He ança Cul u al
A aliadas
Ap o adas
Solici ado
A ibuído
%
Excellen - 8 (21,6%)
Ve y Good - 8 (21,6%)
No Ra ed - 1 (2,7%)
37
17
€3.229.722
€922.581
28,57
Nº To al de P ojec os: 17
Um p ojec o ap o ado em 17, ep esen ando po isso 5,8%, dizia espei o à Al a Idade
Média:
T i icum spel a L – T igo sue o? Tese e nog á ica pos a à p o a gené ica, coo denado
po Do i Elisabe h Schulle e sedeado na Uni e sidade do Minho (€ 9.235)
Ou o p ojec o de c onologia mais as a ambém incluía uma componen e medie al:
Casa do Lan e nim (Mé ola). Con ibu o pa a a his ó ia local, coo denado po Cláudio
To es e sedeado no Campo A queológico de Mé ola (€ 45.000).
Apenas se candida ou mais um p ojec o in e essando à HM, que não oi inanciado:
O Loudel do ei D. João I, coo denado po Adé i o Fe nandes Ma cos e sedeado no
Cen o de Compu ação G á ica da Uni e sidade do Minho.
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Em suma, hou e 2 candida u as de p ojec os elacionados exclusi amen e com
ma e iais medie ais num o al de 37, co espondendo apenas a 5,4% do o al; mais uma
ez, a p opo ção man e e-se.
P ojec os de I&D em odos os domínios cien í icos 2006
Em 2006, hou e no amen e al e ações nas á eas cien í icas em que as p opos as de
p ojec os de iam in eg a -se. Ab iu mais uma ez concu so pa a His ó ia da Ciência e
da Técnica, mas nenhuma das 7 candida u as ap o adas num o al de apenas 9 incluiu o
pe íodo medie al.
Fundi am-se, num só concu so, a His ó ia, a An opologia e a He ança Cul u al,
desapa ecendo a A queologia do espec i o í ulo (mas não das á eas em que podiam se
ap esen adas p opos as). O a, a An opologia inha sido semp e, a é en ão, uma á ea
au ónoma, embo a com baixo núme o de p opos as e de p ojec os inanciados. Já a
He ança Cul u al mos ou-se mui o pujan e em candida u as e g ande consumido a de
inanciamen o desde o seu apa ecimen o, no concu so an e io
Quan o ao painel de a aliação e selecção des a no a á ea mais ab angen e, oi quase
in ei amen e cons i uído po his o iado es (um só a queólogo, nenhum an opólogo),
odos eles es angei os e maio i a iamen e anceses (3 da EHESS, 2 do CNRS).
Painel de A aliação e Selecção da Á ea de His ó ia, An opologia e He ança Cul u al
P o . Jean-F édé ic Schaub (coo denado ) (H. Mode na, EHESS)
P o . S éphane Van Damme (H. Mode na, CNRS)
P o . Be na d Vincen (H. Mode na, EHESS)
P o . And ea Dahe (H. Mode na, U. Fede al do Rio de Janei o)
P o . Juan P o Ruiz (H. Con empo ânea, U. Au ónoma de Mad id)
P o . E ienne Hube (H. Medie al, EHESS)
P o . F ank B aeme (A queologia, CNRS)
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Ap esen a am-se a concu so 105 p ojec os, ês ezes mais do que o núme o máximo de
p opos as su gidas enquan o a His ó ia e a A queologia es i e am sozinhas e mesmo
mais do que jun ando as ês á eas do concu so an e io .
Resumo da Á ea Cien í ica
P opos as
Financiamen o
(em EURO)
His ó ia, An opologia e He ança
Cul u al
A aliadas
Ap o ada
s
Solici ado
A ibuído
%
Ve y Good - 26 (100,0%)
105
26
€€
14.697.527
€
3.095.717
21
Nº To al de P ojec os: 26
Hou e apenas 26 p ojec os ap o ados, ep esen ando ce ca de um qua o do o al. Todos
eles o am, no amen e, classi icados como Mui o Bons, ecebendo 21% do
inanciamen o pedido.
Dois deles, com emá ica exclusi amen e medie al, inse iam-se nos domínios da
A queologia e His ó ia de A e (7,7%):
O Al o Mondego: e i ó io de on ei a en e C is ãos e Muçulmanos, coo denado po
Rosa Va ela Gomes e sedeado na Uni e sidade No a de Lisboa (€ 93 956).
O úmulo do In an e D. A onso de Po ugal da Sé de B aga. Es udo e in e enção de um
objec o compósi o (me al/madei a) e a p oblemá ica da sua conse ação, coo denado
po Ana Isabel Pin o e sedeado no Ins i u o dos Museus e da Conse ação (€ 126 016)
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Inicialmen e, os p ojec os cuja c onologia e a exclusi amen e medie al e am apenas 4
em 105 (3,8%), pelo que a pe cen agem de ap o ados a é ep esen a o dob o da de
ap esen ados.
En e os não inanciados, con a am-se dois especi icamen e medie ais:
A adminis ação égia pe i é ica: jus iça e iscalidade (Po ugal, séculos XIII e XIV),
coo denado po Adelaide Millan da Cos a e sedeado no Cen o de His ó ia da
Uni e sidade de Lisboa.
As aces de Te minus, coo denado po He menegildo Fe nandes e sedeado no Cen o de
His ó ia da Uni e sidade de Lisboa.
Em mais 7 p opos as não inanciadas exis ia uma componen e medie al com mais ou
menos peso:
O Po o de Mé ola como es u u a de o ganização do espaço no Alen ejo, coo denado
po Susana Gómez Ma ínez e sedeado no Campo A queológico de Mé ola.
De monas e ium a Mon e Mos ei o. E olução de um espaço u al no concelho de
Mé ola da An iguidade aos nossos dias, coo denado po Susana Gómez Ma ínez e
sedeado no Campo A queológio de Mé ola.
Ma e ial Manusc i o Á abe e Islâmico em Po ugal, coo denado po Adel Sida us e
sedeado na Uni e sidade Ca ólica Po uguesa.
Cis e no Vale do Dou o – Pa imónios e Espaços de Ci culação, coo denado po
Ca los Albe o B ochado de Almeida e sedeado na Uni e sidade do Po o.
Rainhas de Po ugal. Fon es e es udos pa a a econs ução da sua ida e ob a,
coo denado po Ana Ma ia Rod igues e sedeado no Cen o de His ó ia da Uni e sidade
de Lisboa.
P ojec os de in es igação em His ó ia Medie al inanciados pela FCT nos úl imos 10 anos ● Ana Ma ia Rod igues
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MEDSI – MEMÓRIA DE SI. Tes emunhos au obiog á icos po ugueses (séculos XV-
XXI), coo denado po An ónio Ven u a e sedeado no Cen o de His ó ia da
Uni e sidade de Lisboa.
Recons i uição His ó ica das O igens e dos Sis emas de Dis ibuição de Água à Cidade
de Lisboa – do pe íodo omano ao pe íodo se ecen is a, coo denado po Ma ia Helena
Ramalho Rua e sedeado no Ins i u o Supe io Técnico.
P ojec os de I&D em odos os domínios cien í icos 2008
Em 2008, ensaia am-se no as composições nos domínios cien í icos: a An opologia
jun ou-se às Ciências Sociais, sepa ando-se da His ó ia que, po sua ez, in eg ou a
His ó ia das Ciências e das Técnicas.
Painel de A aliação e Selecção da Á ea de His ó ia, An opologia e He ança Cul u al
P o . Ramón Villa es (coo denado ) (H. Con empo ânea, U. Compos ela)
P o ª Dejani ah Cou o (H. Mode na, EHESS)
P o . Felipe C iado-Boado (A queologia, I. Es udos Galegos Pad e Sa mien o)
P o . Fe nando J. De o o (H. Con empo ânea, U. Buenos Ai es)
P o . Fe nando J. Bouza Ál a ez (H. Mode na, U. Complu ense de Mad id)
P o . Be na d Vincen (H. Mode na, EHESS)
P o . Wal e L. Be necke (H. Con empo ânea, U. E langen-Numbe ge )
P o . William R. Shea (H. Ciência, U. Pádua)
O painel de a aliação oi de no o cons i uído exclusi amen e po es angei os, de
p o eniências mais a iadas que no an e io concu so, não cons ando dele, oda ia,
nenhum especialis a em HM. Isso eio a e consequências g a osas pa a essa á ea
disciplina , como e emos.
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A FCT não o neceu ainda, pa a es e concu so, a abela com dados sin e izados que
exis e pa a os an e io es. Não sabemos, po isso, quais o am as classi icações a ibuídas
aos p ojec os ap o ados nem que mon an es globais o am po eles pedidos, o que
impossibili a o cálculo das espec i as pe cen agens. De qualque o ma, das 145
candida u as iniciais o am ap o adas 28, ou seja, apenas 19,3%, a pe cen agem mais
baixa de odo o pe íodo em análise: 13 em His ó ia, 9 em A queologia, 4 em His ó ia da
Ciência e da Técnica e 2 em He ança Cul u al.
Nenhum dos p ojec os inanciados con emplou exclusi amen e a HM, embo a dois, de
c onologia mais ampla, se iniciassem p esumi elmen e nesse pe íodo:
Comendas das O dens Mili a es: pe il nacional e inse ção in e nacional, coo denado
po Luís Adão da Fonseca e sedeado no Cen o de Es udos da População, Economia e
Sociedade da Uni e sidade do Po o (58.500€).
Iconog a ia do li o imp esso em Po ugal (séculos XV-XVIII) – Ma cas ipog á icas e
insígnias de papelei os, coo denado po A u Anselmo de Oli ei a Soa es e sedeado na
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa (75.222€).
Inicialmen e, ha ia 13 p ojec os exclusi amen e dedicados à HM, ep esen ando pe o
de 9% do o al. En e os não inanciados, con am-se:
Cons uindo a medie alís ica po uguesa, 1970-2010: abo dagens eó icas e
his o iog á icas, pa a e o ço disciplina e desen ol imen o da in es igação,
coo denado po Ma ia de Lu des Rosa e sedeado no Ins i u o de Es udos Medie ais da
Uni e sidade No a de Lisboa.
Tesou os da Casa Real Po uguesa. Consumo, ci culação e colecção de objec os
p eciosos de D. Dinis a D. João II (1279-1495), coo denado po Ana Ma ia Rod igues e
sedeado no Cen o de His ó ia da Uni e sidade de Lisboa.
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A co oa e a cidade: a ascensão de Lisboa como capu egni (1147-1383), coo denado
po Amélia Aguia de And ade e sedeado no Ins i u o de Es udos Medie ais da
Uni e sidade No a de Lisboa.
Fon es pa a a His ó ia do Po o: “Os Li os dos O iginais do Cabido da Sé do Po o”
(Es udo e Edição), coo denado po Luís Miguel Dua e e sedeado no Cen o de Es udos
da População, Economia e Sociedade da Uni e sidade do Po o.
A adminis ação égia pe i é ica (séculos XIII-XV). Es udo his ó ico de Geopolí ica,
coo denado po Adelaide Millan da Cos a e sedeado no Cen o de His ó ia da
Uni e sidade de Lisboa.
Fas i Ecclesiae Po ugaliae II: p osopog a ia do cle o ca ed alício po uguês (1325-
1418), coo denado po He mínia Vasconcelos Vila e sedeado no Cen o de Es udos de
His ó ia Religiosa da Uni e sidade Ca ólica Po uguesa.
Topog aphia U bium. É o a. O in amu os da ce ca omana (séculos XIII a XVI),
coo denado po He menegildo Fe nandes e sedeado no Cen o de His ó ia da
Uni e sidade de Lisboa.
A Po a do Alen ejo. O Po o do Mé ola como en epos o come cial en e o Alen ejo e
o Medi e âneo, coo denado po Cláudio To es e sedeado no Campo A queológico de
Mé ola.
Es udo paleobiológico da população Baixo-Medie al (sécs. XIV a XVI) da Alcáço a do
Cas elo, Mé ola, Po ugal, coo denado po Cláudio To es e sedeado no Campo
A queológico de Mé ola.
Ce âmica islâmica do Gha b al-Andalus, coo denado po Helena Ca a ino e sedeado na
Uni e sidade de Coimb a.
Es udo mul idisciplina da o icina escul ó ica de Mes e Pê o, coo denado po
F ancisco Campos Gil e sedeado na Faculdade de Ciências da Uni e sidade de
Coimb a.
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Es udo de P o eniência de Azulejos Medie ais Po ugueses, coo denado po Vânia
Fe ei a Mu alha e sedeado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade
No a de Lisboa.
Topog a ia u bana de Mé ola (Po ugal). Modelos de in e p e ação e di ulgação,
coo denado po San iago Macias e sedeado no Campo A queológico de Mé ola.
Um p ojec o de he ança Cul u al, de âmbi o c onológico mais as o, ambém
con empla a a Idade Média:
Pa imónio u al e eligiosidade popula no concelho de Mé ola (Po ugal) da
An iguidade aos nossos dias. De monas e ium a Mon e Mos ei o, coo denado po
Cláudio To es e sedeado no Campo A queológico de Mé ola.
Análise dos dados
Sin e izando ago a odos os elemen os ap esen ados an e io men e, que endências se
podem obse a ao longo des es úl imos 10 anos?
Com um ecuo em 2001, em ha ido um aumen o sensí el do núme o de p ojec os
subme idos, que se acen uou nos dois úl imos concu sos. O núme o de p ojec os
inanciados so eu um igual e ocesso em 2001, depois subiu e inalmen e es agnou (ou
a é ecuou, se adiciona mos à á ea de His ó ia e A queologia a de He ança Cul u al em
2004).
No que oca aos p ojec os exclusi amen e sob e His ó ia Medie al, as p opos as êm
sido ela i amen e poucas, endo mesmo diminuído em 2006 pa a ol a a aumen a a
pa i de 2008. Con udo, a dis ância en e o núme o de p opos as ap esen adas e o de
ap o ações a é é meno do que no caso dos ou os pe íodos c onológicos e das ci as
globais, se excep ua mos o úl imo concu so, em que nenhuma candida u a medie al
e e sucesso.
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As e bas solici adas ap esen am uma endência de c escimen o semelhan e à dos
p ojec os ap esen ados, subida essa e iginosa no concu so de 2006 (não sabemos se o
mesmo se e i icou em 2008, po que esses dados não o am disponibilizados). Os
mon an es concedidos é que só pa cialmen e acompanha am essa escalada, diminuindo
de 1999/2000 a é 2002, subindo ligei amen e em 2004 e mais que iplicando em 2006.
Apesa des as lu uações, ao longo de odo o pe íodo em obse ação o inanciamen o
dos p ojec os es agnou em o no de 20% das e bas pedidas. Pe an e es a si uação
pe sis en e, podemos pe gun a -nos o que é legí imo espe a de p ojec os a quem o am
negados 4/5 dos undos solici ados, de endo unciona apenas com o quin o es an e.
Te á ha ido ees u u ação dos objec i os p e endidos e dos esul ados espe ados,
edis ibuição das e bas e ec i amen e ecebidas pelos di e en es ipos de despesas? De
al, a FCT não o nece qualque indicação…
Qual em sido, apesa de udo, a p odu i idade des es p ojec os? No sí io da FCT, se
ainda exis e alguma in o mação sob e a a aliação a que são subme idas as p opos as de
p ojec os de I&D pa a selecciona aquelas a que se á concedido inanciamen o, não
exis e nenhuma sob e a a aliação cien í ica inal dos esul ados ob idos.
É ce o que ambém nada é di o sob e a a aliação inancei a, e no en an o odos
sabemos com que cuidado é ei o o esc u ínio das con as an es do en io dos de adei os
mon an es. Exis e mesmo uma cláusula que impede de se candida a em a no os
p ojec os os indi íduos e as ins i uições em incump imen o inancei o em p ojec os
an e io es; nada de semelhan e exis e, po ém, pa a o incump imen o dos objec i os ou
dos indicado es de ealização p opos os.
Se, apa en emen e, a FCT não se a adiga a a alia os esul ados ob idos pelos p ojec os
que inancia e a di ulga essa a aliação, os p óp ios p ojec os ambém não se
p eocupam sob emanei a em pa ilhá-los com a comunidade cien í ica. Nenhum deles,
em cu so ou já concluído, em, ac i o, um sí io p óp io que o ap esen e, anuncie as
espec i as ac i idades e di ulgue os ma e iais ecolhidos ou p oduzidos e as bases de
dados cons uídas. Po exemplo, o dos Fas i, que já exis iu e es e e ope acional ao
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longo de odo o p ojec o po que e a a a és dele que se e ec ua am di e sas a e as de
ca egamen o e manipulação de dados na BD, es á nes e momen o inacessí el.
Pa a odos os p ojec os menos um encon ei, é ce o, alguma o ma sumá ia de
ap esen ação do p óp io p ojec o, dos espec i os objec i os e da equipa de
in es igação, o a no sí io da FCT o a nos dos cen os de in es igação em que eles es ão
sedeados, o a em ambos os locais. Mas, se se no a alguma p eocupação po pa e de
quase odos em da con a do início do p ojec o, assegu a a con inuidade da in o mação
é mui o mais a o. Assim, oi a a és de uma e dadei a “pesca à linha” que me ui
dando con a das ealizações conc e as desses p ojec os.
O p odu o inal mais comum con inua a se o li o em papel, seja ele um o ei o de
on es (como o Guia das O dens Religiosas), uma edição c í ica (como as dos Tombos
do p ojec o “Paisagens u ais e u banas”, dos pe gaminhos da Quin a da Pacheca ou das
c ónicas das O dens Mili a es), ou ainda uma colec ânea de es udos (as Ac as das
Jo nadas sob e “Paisagens u ais e u banas” ou as dos Colóquios dos Fas i, po
exemplo). Esses li os são con udo edi ados, com a as excepções, em edi o as não
come ciais de di usão mui o limi ada e po isso são de acesso di ícil, não igu ando po
ezes seque na PORBASE.
Também é mui o comum a ap esen ação dos esul ados dos p ojec os sob a o ma de
a igos em e is as nacionais e in e nacionais em papel, e de comunicações a encon os
cien í icos. Nes e âmbi o, quase odos os p ojec os ealiza am os seus p óp ios
seminá ios e con e ências com con idados es angei os (po exemplo, nos dias em que
deco eu o seminá io do IEM em que es e ex o oi ap esen ado es a a a ealiza -se um
do p ojec o FRAGMED); as espec i as ac as o am depois, equen emen e, edi adas
sob a o ma de li o. Mui os p ojec os inancia am ambém idas dos memb os das
equipas a cong essos no ex e io , con ibuindo assim pa a a in e nacionalização da
in es igação nacional. Esses dados são, con udo, quase impossí eis de coligi de o ma
sis emá ica.
Em alguns p ojec os, es a a p e is o que o p odu o inal osse uma base de dados
colocada em linha e po isso acessí el a in es igado es ex e nos, mas a e dade é que
essa alência ainda não es á disponí el, a não se pa a o Ius Po ugaliae.