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Turismo, literatura e gentrificação: Os festivais e cidades literárias perante as consequências do fenómeno turístico

Martínez Tejero, Cristina

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Re is a Tu smo & Desen ol imen o | n.o27/28 |2017 |[367 - 369 ] e-ISSN 2182-1453 Tu ismo, li e a u a e gen i icação: Os es i ais e cidades li e á ias pe an e as consequências do enómeno u ís ico Tou ism, li e a u e and gen i ica ion: Li e a y es i als and li e a y ci ies acing he consequences o he ou ism phenomenon CRISTINA MARTÍNEZ TEJERO * [[email p o ec ed]] Pala as-cha e |Cidades li e á ias, es i ais li e á ios, u ismo li e á io, gen i icação, Óbidos Obje i os |Se adicionalmen e o u ismo cul u al oi si uado como opos o ao u ismo de massas a pa i dos supos os e ei os (mais) posi i os pa a as comunidades locais – ou, in e samen e, a sua meno capacidade de des uição –, es a comunicação p e ende epensa es a a i mação a pa i da abo dagem das dinâmicas iden i icá eis nas cidades li e á ias ou nos espaços onde deco em es i ais li e á ios, com um a amen o especí ico da ila po uguesa de Óbidos. As linhas de o ça que egem es e abalho – e sob e as quais se p e ende ealiza a anços –, a iculam-se em o no ao seguin es eixos: – a e lexão sob e as no as o mas de ci culação e unções da li e a u a na a ualidade, pa icula - men e aquelas que encon am algum ipo de conc e ização ísica (cidades, ei as, es i ais, casas de au o as/es, e c.), e a sua conexão com o enómeno u ís ico. – a análise da c iação, uncionamen o e ca ac e ís icas das cidades e ilas li e á ias e dos es i ais li e á ios, especialmen e no espaço po uguês. – a a enção ao caso de Óbidos como ila li e á ia e ao Fes i al Fólio nela celeb ado, assim como as mudanças e e uadas na con igu ação socioeconómica da localidade, na sua p ojeção u ís ica e no núme o de isi an es ecebidos. – a explo ação do concei o de gen i icação e a sua aplicabilidade aos con ex os desc i os. Me odologia |Es e abalho nu e-se an o dos con ibu os ealizados no campo de es udos que liga a li e a u a e o u ismo (Hend ix, 2014; He be , 2001; Quin ei o & Balei o, 2014; Robison & Ande sen, 2002), como dos con ibu os da an opologia e a sociologia, que e lexionam sob e as ca ac e ís icas do enómeno u ís ico e a suas consequências (Delgado, 2002; MacCannel, 1976; Richa ds, 2011; San ana, 1997; Smi h,1978; To es Lezama & A aujo Bocangel, 2013; U y, 1990). Há um in e esse pa icula no concei o de gen i icação e a sua e olução a ual (Lees, Sla e & Wyly, 2008; Lloyd, 2002), assim como nos abalhos que es abelecem conexões com o u ismo (Hie naux & González, 2014). Uma ou a on e *Dou o a em Teo ia da Li e a u a e Li e a u a Compa ada pela Uni e sidade de San iago de Compos ela. In es iga- do a de pós-dou o amen o no Cen o de Es udos Compa a is as da Uni e sidade de Lisboa. 368 |RT&D | n.o27/28 | 2017 | TEJERO de e e en es me odológicos em po base os es udos exis en es sob e cidades e es i ais li e á ios, assim como as no as o mas e uncionalidades da li e a u a na a ualidade (Villa ino Pa do, 2014). P incipais esul ados e con ibu os |Os p incipais con ibu os des e abalho o ien am-se a ap o unda nos es udos que in e ligam a li e a u a e o u ismo, po um lado, com a no idade de in oduzi elemen os adicionalmen e negligenciados nes a pe spe i a, como são as consequências do u ismo, com enóme- nos como a gen i icação. Po ou o, p e ende abalha com aspe os adicionalmen e deixados de lado pelos es udos li e á ios como são as edes de ci culação e come cialização da li e a u a, p incipalmen e sob o o ma o de es i ais, com uma análise especí ica sob e a sua conc e ização no espaço po uguês. Limi ações |En e as limi ações que es e abalho encon a es á o a amen o limi ado da genealogia do concei o de gen i icação e da sua c ise como e ique a analí ica na a ualidade. Po ou o lado, es e es udo cen a-se p e e en emen e no caso po uguês e, den o dele, em Óbidos, o e ecendo uma análise supe icial de ou as cidades, ilas ou es i ais li e á ios do país e sem p opo ciona con as es com ou os e en os equi alen es no espaço ibé ico e eu opeu. Conclusões |As conclusões des e abalho encaminham-se pa a á ios ho izon es: em p imei o luga , p e ende-se discu i a dis inção – ao ní el dos e ei os – en e o u ismo cul u al e ou as modalidades des a p á ica. Nes e sen ido, podemos a i ma que o u ismo cul u al e c ia i o unciona ( ambém) como on e de dinâmicas de exclusão associadas p e e en emen e a enómenos de gen i icação que causam a expulsão ma e ial, mas ambém simbólica, das populações locais dos seus espaços habi uais de ida. Num segundo luga , são es abelecidas conexões en e os modos de uncionamen o e consequências dos es i ais li e á ios com ou o pe il de mac o-e en os com um impac o no á el na a ação de u is as. Po úl imo, são abe as linhas de deba e e de abalho u u o. Re e ências | Delgado, M. (2002). Los e ec os sociales y cul u ales del u ismo en las ciudades his ó icas [comunicação]. Cong eso In e nacional sob e el desa ollo u ís ico in eg al de ciudades monumen ales, G anada, 19-22 eb e o 2002. Hend ix, H. (2014). Li e a u e and ou ism: Explo a ions, e lec ions, and challenges. S. Quin ei o & R. Balei o (o gs. 2014). Li &Tou . Ensaios sob e li e a u a e u ismo. Vila No a de Famalicão: Humus, 19-29. He be , D. T. (2001). Li e a y places, ou ism and he he i age expe ience. Annals o Tou ism Resea ch. A Social Sciences Jou nal, 28 (2), 312-333. Hie naux, D. & González, C. I. (2014). Tu ismo y gen i icación: pis as eó icas sob e una a iculación. Re is a de Geog a ía No e G ande, 58, 55-70. 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