Diretrizes para a avaliação funcional de pavimentos aeronáuticos
Full text
FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
Diretriz es para avaliaç ão funcional de pavimentos
aeronáuticos
Rute Castr o Lopo Ramalho
Tese realizada no â mbito do Doutoramento em Engenharia Civil
Orientador : Prof. Doutor Jaime Manuel Queirós Ribeiro
Coorientador: Prof. D outor Maria da Conceição Monteiro Azevedo
Dezem bro de 2012
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Resum o
Visando garantir a segurança dos movimentos das aeronaves nas pistas de aviação, é
necessário que se ve rifique um espectr o alarg ado de condiçõe s. D e entre as condições que
dependem do pa vimento da pista, o atrito e a contaminaç ão são fundamentais.
Os objetivos principais deste estudo passam por compara r dois métodos de c lassificaçã o do
coefic iente de atr ito para identific ar qua l o mais conser vativo e por pr ocurar conhecer a
relação entre o a trito e a contaminaçã o.
O método consistiu, quanto à profundidade da investig ação, na rea lização de um estudo
descritivo, correlacional e experimental, com preponderância para o correlacional, de
verificaçã o de m odelo ca usal hipotético e quanto à metodologia da investigação: na r ealização
de um estudo quantitativo; de c ampo; quase sempre tr ansversal, em alguns casos longitudinal.
Foram conduzidas campanhas de avaliação funci onal em todas as pistas de aeroportos, bases
aéreas e ae ródromos, de Portugal, que procedem com regularida de a avali ações do coeficiente
de atrito. Na totalidade a população consistiu em 16 pist as, em virtude da mesma ser reduzida,
fez-se c oincidir a amo stra com a população. Os pro cedimentos estatísticos utiliz ados
consistiram no cá lculo de a lgumas medidas de tendência c entral, na aplicação de: Testes t;
Testes de Fisher; Testes de Spe a rman e na análise de regressão linear, p ara estimar
corre lações e efetuar previsões.
Os principais re sultados, conclusões e sugestões do estudo são:
- A utilização dos valores dos mínimos das médias móveis por terço p ara classificação
do atrito é mais conservativa do que a cla ssificação do atr ito com bas e no valor
médio por terç o. Assim, de futuro deverá passar a usar-se a primeira ;
- É pertinente que se avalie o atrito a duas velocidades: 65km/h e 95km/h;
- A limpeza das pistas é fundamental para que a s mesmas tenham um bom coeficiente
de atrito. Este estudo co ncluiu que a contaminação se refle te nos resultados de atrito
a 65km/h e nos resulta dos do atrito a 95km/h;
- A textura é um pa râmetro de 2.ª ordem p ara a se gura nça operacional. Assim a sua
avaliação, aqua ndo das campanhas de avaliação funcional, deverá se r opcional;
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- A irreg ularidade é um fator de 3.ª ordem para a segurança operacional. Contudo, este
parâme tro deverá ser avaliado para garantia do respeito dos limites impostos pelos
normativos internaciona is;
- As classificações de IFI e de PC I, eventua lmente importantes para a gestão dos
pavimentos aeronáuticos, relativamente à s egurança operacional são pouco
signific ativas, pelo que no âmbito da realização de campanhas d e avaliação
funcional, a sua d eterminação pode ser dispensada.
Sugere-se que, com a maior brevidade possível, se publique e i mplemente regulamentação
nacional sobre a avaliação funcional dos pavimentos aeronáuticos, não só para os a eroportos,
como também para os ae ródromos. Sempre que possí vel, a Força Aérea também deve adotar
essa reg ulamentação.
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Palavras Cha ve
Aeródromos
Avaliaçã o Funcional
Atrito
Contaminação
Pavimentos
Pista Aeronáutic a
Segurança Operacional
Textura
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Abstract
In order to attain a s afe aircraf t m ovement on runwa ys it is necessar y to acc omplish a broad
spectrum of conditions. Among the conditions that depend on t he runwa y pavement, friction
and contamination a re fundamental.
The main objectives o f this study are, by comparing two methods of classification of fri ction
coeff icient to identify which is the more conservative and to seek t he r elationship between
friction and c ontamination.
The m ethod consisted of, in terms of the d epth of res earch, in a descriptive stud y,
corre lational and ex perimental (with pr epond erance to correlational) of verification of the
hypothe tical c ausal mo del. As t o the methodology of the investigation, it consisted in
conducting a study which was based on quantitative and fi eld analy sis; almost always
transversa l, but in some cases longitudinal.
Functional assessment c ampaigns were conducted on all portu guese air bases and a irports
runways that mak e r egular friction coefficient evaluations. The total number, population,
consisted of onl y 16 ru nwa y s, bec ause it is so small, the sa m ple was matched with the
population. The statistical procedures us ed consisted in the calculation of some measures of
centra l tendenc y, in t he application of: t Tests; Fisher tests; S pearma n tests and in the l inear
regre ssion anal ysis, to e stimate correlations and make predictions.
The main finding s, conclusions and suggestions of the study are as follows:
- The use o f minimum values of averages b y t hird, friction cl assification is more
conserva tive th an the friction classific ation bas ed on avera ge value for third. So, in
the future the first should be used.
- I t is pertinent to evaluate the fric tion at two speeds: 65km/h and 95km/h;
- Runway cle aning i s cru cial to have a g ood friction coe ffi cient. This study concluded
that contamination reflects on the friction results at 65km/h and on t he friction results
at 95km/h;
- The texture is a 2nd order pa rameter for safet y . So, its assessment during the
functional asse ssment campaigns should be optional;
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- The irregularit y is a 3rd order fa ctor for sa fet y . However, t his parameter should be
evaluate d to ensure compliance with the limits impose d by internationa l regulation;
- The IFIs and PCI class ifications, probably important for the aeronautical pavements
manageme nt, are negligible for safet y , so, in t he contex t of the com pletion of
functional asse ssment campaigns, their determination can be ignored.
It is suggested that, as soon as possible, nation al re gulations on functional assessment of
aerona utical pavements be published and implemented, not onl y for airpo rts, but also for the
aerodr omes. Whenever possible the Air Force should also adopt such r egulation.
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Key Words
Aerodrome s
Contamination
Friction
Functional Asse ssm ent
Pavements
Runway
Safety
Texture
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À Força Aérea onde aprend i tudo quanto sei sobre A eródromos, onde aprendi o significa do da
palavra camarada e onde cresci como profissional e ser huma no.
À Direção de Infraestruturas obrigada por tudo o que m e ensinaram, por tudo o que me
deixaram fazer, estudar, por em prática, conhecer, falar, ouvir, enfim, obrigada por tudo,
obriga da, M ariana, Vasco, Matono, Rui Mend es, Catarina, J osé Silva, R amos, Duarte,
Afonso, Jorge Marque s.
Ao Laboratório do GEAFA muito obrigada. Sem esse laboratório não teria a oportunidade de
haver enriqu ecido este tr abalho com a demonstração prática dos fundamentos te óricos deste
trabalho. Obrigada por terem colocado à minha disposição os vossos equ ipamentos, o vosso
profissionalismo, a vossa de dicação, e as horas de traba lho, qu er as v ossas quer as qu e
privastes às vossas famí lias, obrigada Comandante Rosa Pereira, ob riga da Victor, obri gada
Rosa, obrig ad a Toniscas, obrig ad a Franc o, ob rigada Gerardo. À Mari ana Monteiro, um
agradecimento especial, não só por todo o trabalho que desenvolveu que serviu p ara este
estudo, como também e sobretudo por partilhar c omigo a pr eocu pação com a se gurança
operac ional que d epende dos pavimentos aeronáuticos e por isso me t er acompanhado ao
longo deste percurso.
A todos os pilotos de aeronaves a reaçã o qu e c ontribuíram para este t rabalho, desde a sua
gé nese à sua conclusão muito obriga d a, foi um orgulho tr abalhar convosco. A outro pil oto, o
meu mano Máximo, muito obrig ad a por me ajudares a concretizar e ste projeto.
A t odo o p essoal d as bases, nas quais me foi poss ível a realizaçã o das campanhas de ensaio e
a todos os camaradas que me fo rneceram dados, em especia l ao Tenente Coronel Rui Almeida
do CGTA e à Major L ídia Santana do CIMFA, muito obrigada . Obrigada por me f azerem
perce ber qu e os parentes desta grande f amília que é a Força A érea, não obstante a distância,
são igua lmente solidários e não obstante as diferentes classes: Oficiais, Sargentos e Praças,
são igua l mente empenhados, profissionais e competentes.
À ANA pela disponibil ização de dados e pela re alização de ens aios de acordo com o
preconizado pelas diretrizes propostas no âmbit o do prese nt e trabalho. O m eu a gradecime nto
especia l ao Arquite to J oão Le al, pela autorização da utilização dos dados, ao Eng.º Duarte
Ferreira pela autorização e pela motivação que me conferiu para a elaboração deste tra balho,
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
ao Francisco da Ho rta por toda a informação que recolheu e me enviou, ao Mário Gil por t udo
e em especia l pela amizade, ao Telmo Abana por ter sido tão prestável, pela ajuda no
tratamento gr áfico dos formulários e pela s firmes convicções em aspetos de safety que comigo
partilhou, e à Eng.ª Susana Brito pelo trabalho que desenvolveu incansavelmente, pela
disponibilidade que sempre manife stou para trocarmos ideias, pela ex periênc ia e vivências
que me transmitiu. À ANA e à ANAM, enquant o empresas, pelo inv estimento que f azem em
matéria de safety e por de forma proa ctiva desenvolverem t odos os esforços ao seu alcance,
para que a segurança seja uma prioridade, em todos os aer oportos que gerem.
Ao INAC por me dar todas as condições para desenvolver este trabalho e por me ter permitido
privar com coleg as que tão calorosamente me receberam, me apoiaram e me facultar am o
acesso aos instrumentos e informaçõe s disponíveis, necessár ios para a realização dest e
trabalho. Agradeço em especial aos colegas, S usel, Coutinho, André Marques, Ana L eite, ao
meu ajudante de campo Luigi, ao meu ajudante d e pesquisas e maior fiador de 5 € do mundo,
o Fernando Coelho e à S ylvia por ter estado sempre a me u lado.
Não seria justo não agradecer à Sócia, a minha gatita, companhia de t antas horas durante o
tempo que dediquei a est e traba lho e à minha famí lia pelos momentos de que os privei, pela
companhia e compreensão dos meus estados de espírito menos felizes; ao meu Pap y e à
Larufa s por todo o s eu apoio, amiz ade e inc entivo e finalmente à minha Mummy, a qual, p ela
forma como pauta e coere nt emente observa as suas regras de vida, pela maneira
desinteressa d a com que se entrega sem limite a tudo o que e mpreende e pela sua aposta séria e
convicta na formação científica, como elemento enriquecedor do s er humano, as quais me
servem de modelo e me encorajaram para a realização deste trabalho, sem o seu e xemplo eu
nunca ter ia chegado até aqui!
Finalmente agradeço a todos os que se interessarem pela le itura deste trabalho.
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Índice
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 35
1.1 Enquadrame nto/motivação/interesse ...................................................................... 35
1.2 Enquadrame nto legal – Necessidades e obrigações ............................................... 36
1.3 Problema................................................................................................................. 39
1.4 Perg unta de investigação ........................................................................................ 39
1.5 Objetivos ................................................................................................................ 40
1.6 Metodologia ........................................................................................................... 41
1.7 Estrutura ................................................................................................................. 42
2 ANÁLISE CRÍTICA E REVISÃO BIBLIOGRÁF IC A ............................................ 47
2.1 Antecedentes .......................................................................................................... 47
2.1.1 Runway confusion ..................................................................................... 51
2.1.2 Runway incursion ...................................................................................... 52
2.1.3 Runway excursion ..................................................................................... 53
2.2 O testemunho dos utilizador es ............................................................................... 56
2.3 Estudo NL R ............................................................................................................ 57
2.4 Estudo da EASA..................................................................................................... 60
2.5 Estudo da FSF e d a IATA ...................................................................................... 61
2.5.1 Runway excursions .................................................................................... 62
2.5.2 Fatore s de risco das runway excursions .................................................... 62
2.5.3 Potenciaçã o dos fatores de risco ................................................................ 64
2.5.4 Conclusões e recome ndações do estudo da FSF ....................................... 64
2.6 Estado da ar te ......................................................................................................... 65
2.6.1 CRFI da TC ............................................................................................... 72
2.6.2 Estudo da DGAC ....................................................................................... 74
2.6.3 FTF da ICAO ............................................................................................. 75
2.6.4 TAL PA ARC da FAA ............................................................................... 75
2.6.5 RuFAB da EASA ...................................................................................... 77
3 DIAGN ÓSTICO DE PAVIMENTOS AERONÁUTICOS ....................................... 85
3.1 Intr odução ............................................................................................................... 85
3.2 Pesquisa e base de dados ........................................................................................ 85
3.3 Inspeçõe s visuais - Auscult ação ............................................................................. 85
3.3.1 Valor de serviço a t ual (VSA) PS R ............................................................ 86
3.3.2 Le vantamento visual contínuo ................................................................... 87
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
3.3.3 Inspeçã o a pé - Amostragem ..................................................................... 88
3.4 Patologias ............................................................................................................... 89
3.4.1 Patologias de pavimentos flexíveis............................................................ 90
3.4.2 Patologias de pavimentos rígidos ............................................................ 102
3.5 Cálculo do PCI ..................................................................................................... 116
4 PARÂMETROS FUNDAMENTAIS PARA A CARACTERIZAÇÃO
FUNCIONAL DE PAVIMENTOS AERONÁUTICOS ................................................... 119
4.1 Intr odução ............................................................................................................. 119
4.2 Coeficiente de atrito ............................................................................................. 120
4.2.1 Definiçã o ................................................................................................. 120
4.2.2 Atrito vs condições de operação .............................................................. 120
4.2.3 Mecanismos de atrito ............................................................................... 125
4.2.4 Fatore s condicionantes do atrito .............................................................. 127
4.2.5 Impor tância do atrito ............................................................................... 127
4.2.6 Hidroplanage m ........................................................................................ 128
4.2.7 Medição ................................................................................................... 134
4.2.8 Níveis ....................................................................................................... 146
4.2.9 Ensaios ..................................................................................................... 149
4.2.10 Avaliação de resultados e publicação de va lores ..................................... 160
4.2.11 Ações a desenvolver de acordo com a proposta da EASA ...................... 168
4.3 Textura ................................................................................................................. 169
4.3.1 Definiçã o ................................................................................................. 169
4.3.2 Tipos de textura ....................................................................................... 169
4.3.3 Fatore s condicionantes da textura............................................................ 172
4.3.4 Medição da textura .................................................................................. 173
4.3.5 Níveis ....................................................................................................... 176
4.3.6 Ensaios ..................................................................................................... 180
4.3.7 Avaliaçã o de resultados e ações a desenvolver ....................................... 183
4.3.8 Consideraçõe s relativas à textura da proposta de emenda do Anexo 14 . 184
4.3.9 Texturização - benef ícios e problemas .................................................... 185
4.3.10 P rocessos de te x turização durante a construç ão ...................................... 186
4.3.11 P rocessos de te x turização de pavimentos em se rviço ............................. 188
4.4 Irreg ularidade ....................................................................................................... 194
4.4.1 Definiçõe s ................................................................................................ 194
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
4.4.2 Fatore s de incomodidade ......................................................................... 196
4.4.3 Medição da irregularidade ....................................................................... 197
4.4.4 Níveis de irreg ula ridade........................................................................... 202
4.4.5 Ensaios de mediç ão da irregularidade ..................................................... 206
4.4.6 Avaliaçã o de resultados e ações a desenvolver ....................................... 208
4.5 Contaminação ....................................................................................................... 209
4.5.1 Água ........................................................................................................ 210
4.5.2 Neve e gelo .............................................................................................. 211
4.5.3 Borracha................................................................................................... 211
4.5.4 Óleo, combustível e outros contamina ntes .............................................. 214
4.5.5 Debris ...................................................................................................... 215
5 PROPOSTA DO M ÉTODO E AP L ICAÇÃO AOS ESTUDO S DE CASO .......... 223
5.1 Intr odução ............................................................................................................. 223
5.2 Método ................................................................................................................. 223
5.3 Variáve is do estudo .............................................................................................. 224
5.4 Hipóteses .............................................................................................................. 225
5.5 População alvo ..................................................................................................... 226
5.6 Critérios de inclusão ............................................................................................. 226
5.7 Amostra ................................................................................................................ 226
5.8 Análise dos dados e métodos estatísticos ............................................................. 228
5.9 Procedimentos ...................................................................................................... 231
5.9.1 Recolha de da dos ..................................................................................... 231
5.9.2 Inspeçõe s visuais ..................................................................................... 233
5.9.3 Caracterizaçã o do atrito ........................................................................... 233
5.9.4 Caracterizaçã o da textura......................................................................... 235
5.9.5 Caracterizaçã o da irregularidade ............................................................. 236
5.9.6 Contaminação .......................................................................................... 236
5.10 Aplicação das diretr izes propostas aos estudos de caso ....................................... 236
6 DISCUSSÃO DOS ESTUDOS DE CASO ................................................................ 237
6.1 Comparaçã o de estudos de caso ........................................................................... 238
6.1.1 Pistas mais problemática s ........................................................................ 238
6.2 Análise compa rativa ............................................................................................. 242
6.3 Conclusões dos estudos de c aso ........................................................................... 245
6.3.1 H1 ............................................................................................................ 246
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
6.3.2 H2 ............................................................................................................ 248
6.3.3 H3 ............................................................................................................ 250
6.3.4 H4 ............................................................................................................ 251
6.3.5 H5 ............................................................................................................ 253
6.3.6 H4+H5 ..................................................................................................... 256
6.4 Previsão de r esultados .......................................................................................... 259
6.4.1 Pista 10/28 do Aeroporto de F a ro ............................................................ 259
6.4.2 Pista 03/21 do Aeroporto de L isbo a ........................................................ 260
6.4.3 Pista 01L/19R da Ba se Aérea de Beja ..................................................... 260
6.4.4 Pista 01/19 da Base A érea de Monte Real ............................................... 262
6.4.5 Pista 01/19 da Base A érea do Montijo .................................................... 262
6.4.6 Pista 18/36 do Aeródromo de Ma nobra d e Ovar, antes da limpeza ........ 263
6.5 Ilaçõe s ................................................................................................................... 264
6.6 Diretrizes par a avaliação funcional de pavime ntos aeronáuticos ......................... 267
7 CONCLUSÕES ........................................................................................................... 269
7.1 Informaç õ es obtidas ............................................................................................. 269
7.2 Concretizaçã o dos objetivos ................................................................................. 269
7.3 Contributos para o conhecime nto ......................................................................... 271
7.4 Limitaç ões do estudo ............................................................................................ 272
7.5 Estudos a desenvolve r .......................................................................................... 272
7.6 Consideraçõe s finais ............................................................................................. 273
Referências bibliográfic as .................................................................................................... 275
Bibliografia ........................................................................................................................... 279
ANEXO A.............................................................................................................................. 291
ANEXO B .............................................................................................................................. 295
ANEXO C.............................................................................................................................. 303
ANEXO D.............................................................................................................................. 311
ANEXO E .............................................................................................................................. 331
ANEXO F .............................................................................................................................. 577
ANEXO G ............................................................................................................................. 581
ANEXO H ............................................................................................................................. 593
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Índice de Fi guras
Fig ura 1 – Programa de manutenção de pavimentos aeronáutic os ...........................................38
Fig ura 2 – Dia gra ma de atuação sobre a condição funcional ...................................................39
Fig ura 3 – Operações de aeronaves mundiais entre 1990 e 2009 .............................................47
Fig ura 4 – Acidentes mundiais fatais (%) e números de vítimas mortais de 1959 a 200 9 .......48
Fig ura 5 – Acidentes fatais mundiais por fase de voo entre 2000 e 2009 ................................49
Fig ura 6 – Runwa y confusion ...................................................................................................51
Fig ura 7 – Runwa y i ncursion ....................................................................................................52
Fig ura 8 – Runwa y excur sion ...................................................................................................54
Fig ura 9 – Grooving da pista de Congonhas .............................................................................55
Fig ura 10 – Acidentes em aterragens e de scolagens .................................................................58
Fig ura 11 – Acidentes mundiais entre 1998 e 2008 ..................................................................60
Fig ura 12 – Acidentes europeus (EU27+4) entre 1998 e 2008 .................................................60
Fig ura 13 – Acidentes mundiais, com vítimas mortais, entre 1998 e 2008 ..............................61
Fig ura 14 – A cidentes europeus c om vítimas mortais, entre 1998 e 2008 ...............................61
Fig ura 15 – Tabela de distância de aterragem, se m reverse .....................................................72
Fig ura 16 – Tabela de distância de aterragem, c om reverse .....................................................73
Fig ura 17 – Tabela de CRFI ......................................................................................................74
Fig ura 18 – Tabela de avaliação de uma pista pavimentada da TA L PA ARC .........................76
Fig ura 19 – Dia gra ma dos procedimentos para harmonização .................................................79
Fig ura 20 - Valor de Serviço Atual ...........................................................................................87
Fig ura 21 – PC I ..................................................................................................................116
Fig ura 22 - Força de resistência, roda em movimento, superfície se ca ..................................121
Fig ura 23 - Forças e momentos de resistência , ro da em travagem, supe rfície seca ...............122
Fig ura 24 - Coeficiente de atrito vs. taxa de derrapagem .......................................................123
Fig ura 25 - Diagrama de forças atuantes num veículo ...........................................................124
Fig ura 26 - Força de travagem (Fx) e força lateral (Fy) vs. d errapagem ................................125
Fig ura 27 - Principais componentes do atrito em pistas pavimentadas ..................................125
Fig ura 28 - Principais componentes do atrito em pistas não pavimentada s ...........................126
Fig ura 29 – Aderência, histerese e desgaste em função da superfície d a pista .......................127
Fig ura 30 – Variação do atrito com a velocidade em pista seca e molhada ...........................128
Fig ura 31 – Pneu após uma hidroplanagem por desvulca nização ..........................................131
Fig ura 32 – Três zonas de contacto, quatro fases de hidroplanagem ......................................134
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fig ura 33 – Equipamento Mu-meter .......................................................................................140
Fig ura 34 - Equipamento Skiddomete r ...................................................................................141
Fig ura 35 - Equipamento ASFT ..............................................................................................142
Fig ura 36 - Equipamento R SFT ..............................................................................................143
Fig ura 37 – Equipamento TATRA .........................................................................................144
Fig ura 38 – Equipamento Griptester ......................................................................................145
Fig ura 39 - Esquema de alinhamento das corridas, Caso I .....................................................156
Fig ura 40 - Esquema de alinhamento das corridas, Caso II ....................................................157
Fig ura 41 - Esquema de alinhamento das corridas, Caso III ..................................................158
Fig ura 42 - Diagrama de médias móveis ................................................................................163
Fig ura 43 - Micro e macrotext ura ...........................................................................................170
Fig ura 44 - Inte rvalos de text ura .............................................................................................171
Fig ura 45 - Dipstick ................................................................................................................199
Fig ura 46 - Perfilómetro Califórnia ........................................................................................199
Fig ura 47 - Road Meter ...........................................................................................................200
Fig ura 48 - Perfilómetro inercial .............................................................................................201
Fig ura 49 – Perfilómetro laser ................................................................................................201
Fig ura 50 - Boletim de avaliação PSR ....................................................................................204
Fig ura 51 - Escala de I RI ........................................................................................................205
Fig ura 52 – Exemplos de Debris .............................................................................................216
Fig ura 53 – Acidente do Concord ...........................................................................................216
Fig ura 54 – Sensibilização sobre o problema dos debris ........................................................219
Fig ura 55 – Fluxograma para escolha de testes estatísticos ....................................................229
Fig ura 56 – Tabela para escolha de testes estatísticos ............................................................230
Fig ura 57 – Distribuição dos estudos de caso no território na cional ......................................237
Fig ura 58 – Coeficientes de atrito: Griptester vs. ASFT ........................................................242
Fig ura 59 – Dados destinados ao teste das hipóteses, referentes ao prime iro objetivo ..........245
Fig ura 60 – Dados destinados ao teste das hipóteses, referentes ao seg undo objetivo ...........246
Fig ura 61 – Teste t para a H1 ..................................................................................................247
Fig ura 62 – Gráfico BoxPlots para a H1 .................................................................................248
Fig ura 63 – Teste de Fisher, para comparação de M com MMM a 65km/h; H2 ....................249
Fig ura 64 – Teste de Fisher, para comparação de M com MMM a 95km/h; H2 ....................250
Fig ura 65 – Exemplo de parte de diagrama de médias móveis ...............................................251
Fig ura 66 – Correlação de Spearman, atrito antes e após limpeza, a 65km/h ........................252
xxv
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fig ura 67 – Correlação de Pearson, atrito antes e após limpeza, a 65km/h ............................252
Fig ura 68 – Correlação de Spearman, atrito antes e após limpeza, a 95km/h ........................253
Fig ura 69 – Correlação de Pearson, atrito antes e após limpeza, a 95km/h ............................254
Fig ura 70 – Regressão linear, atrito antes e após limpeza, a ambas a s velocidades ...............255
Fig ura 71 – Teste de Spearman, atrito antes e após limpeza, a ambas a s velo cidades ...........257
Fig ura 72 – Regressão linear, atrito antes e após limpeza, todos os dados .............................258
Fig ura 73 – Alterações do atrito da Pista 10/28 de Faro, esperados após a li mpeza ..............259
Fig ura 74 – Alterações do atrito da Pista 03/21 de Faro, esperados após a li mpeza ..............260
Fig ura 75 – Alterações do atrito da Pista 01L/19R da BA11, esperados após a limpeza .......261
Fig ura 76 – Alterações do atrito da Pista 01L/19R de Beja, esperados após a limpeza .........261
Fig ura 77 – Alterações do atrito da Pista 01/19 da BA5, espera dos após a limpez a ..............262
Fig ura 78 – Alterações do atrit o da Pista 01/19 da BA 6, esperados após a limpeza ..............262
Fig ura 79 – Estimativas dos valores de atrito da Pista 18/36 do AM1 antes da limpeza .......263
Fig ura 80 – Valores médios de atrito da Pista 18/36 do AM1 antes da limpeza ....................263
32
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
INAC - Instituto Nac i onal de Aviação Civil
INFRAERO - E mpresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária
IRFI - Interna tional Runwa y Fric tion Index
IRI - Inter national Roughness Index
JWRFMP - Joint Winter Runway Friction Measurement Program
LD - L andin g
LDA - Landing D istance Available
LDE – L andin g Excursions
LVC – L evantamento Visual Contínuo
MM - Média Móvel
MOPTC – Ministério das Obra s Públicas Transportes e Comunicaçã o
MPD - Mean Profile Depth
MPR I – Manual on the Prevention of Runway Incursions
MTD - Mean Texture Depth
NASA - National Aeronautics and Spa ce Administration
NCHRP - National Cooperative Highwa y Research Program
NL R - Nationaal Lucht- en Ruimtevaar t Laboratorium, National Ae rospa ce Laborator y
NL R/ATSI - N L R Air Transport Safet y Institute
NMAN - Nível de M anut enção
NMIN - Níve l Mínimo
NOTAM – Notice To Airmen
NPROJ - Nível de Projeto
PIARC - Perma nent International Association of Road
PIREPs – Pilot Reports
PC I – Pavement Condition I ndex
PRODEC - Progra ma Doutoral em Engenharia Civil
PSR - Pavement Service Rate
PTV - Pendulum Test Value
RE - Runway Ex cursion
REA – Repartição de Enge nharia de Aeródromos (da FAP)
RFT - Runway Fric tion Tester
RS I - Runwa y Safet y I nit iative
RuFAB – Runwa y Friction char acteristics measurement and Aircra ft Braking
SAS - Scandinavian Airline s
33
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
SFT - Surface Fric tion Tester
SMS - Safety Ma nagement S y st em
SPQ - Sistema Português da Qualidade
TAL PA/ARC- Takeoff And La nding Performance Assessment/Avia tion Rulemaking
Committée
TC – Transport Cana da
TO - Take-Off
TODA – Take-Off Distance Ava ilable
TOE - Take-Off Excursions
UNDS - Undershooting
VO - Veer-Off
VSA - Valor de Serviço Atual
WAAS - World Aircraft Accide nt Summar y
UKCAA - United K ingdom Civil Aviation Author i ty
34
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
35
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
1 INTRODUÇÃO
1.1 Enquadrame n to/motivação/interesse
O desenvolvime nto de a tividades na área operacional e de projeto ocupa a m aior parte do
tempo dos engenheiros re sponsáveis por infraes truturas aeronáuticas, cont udo, a se gura nça
operac ional safety nunca deve s air da esfera das suas preocupações. Principalm ente no
respeitante aos problemas que podem advir da condiç ão superficial dos pavimentos
aeroná uticos.
Segundo a International Civil Aviation Organization I CAO
1
o pavimento de uma pist a deverá
ser considera do como um todo. O pavimento de ve obedecer aos s e guintes requisitos:
capacidade de c arga ad equada, boas condiç ões de condução (controlo direciona l) e boas
caracter ísticas de atrito. O primeiro r equisito rel aciona -se com a estrutura do pavimento, o
seg undo com a geometria do pavimento e o ter ceiro com a s uperfície do pavimento. Para a
satisfaçã o dos r equisitos operac ionais os três são fundamentais, no entanto, sob o ponto de
vista operacional, na medida que tem um impacto direto na seg urança das operações, a I C AO
2
considera que o terceiro é o mais importante.
Das estatísticas r elativas aos acidentes aé reos observa -s e que gra nde perce nt a gem oco rre
devido ao fenómeno d e Runway excursion. Este fenómeno muitas vezes acontece devido a
uma condição supe rficial deficiente. O “reporte ” de ocorrências por pa rte de pilotos, a sua
preocupaçã o, e os problemas que se colocam aos engenheiros na dete rminação dos
coefic ientes de atrito, quando associados às pot enciais conse qu ências de d eficiências a fetas à
condição superficial dos pavimentos aeronáuticos, levam a que o int eresse no estudo destas
questões se revista da maior importância e constitua uma d as m aiores motivações do trabalho
de um engenhe iro.
A condição estrutural dos pavimentos aeronáuticos tem sido muito estuda da, porque d ela
depende diretamente a carga qu e se pode transmitir ao pavimento, e desta, o lucro obtido da
utilização da pista; em contrapartida, a condição superficial, não tem sido alvo de ta nta
atençã o apesar d e dela de penderem diretamente vidas humanas. Daí o interesse no
aprofunda mento do con hecimento e investigação do tema, com o intuito de p roporcionar
1
ICAO ADM P art 3, 1983 , pág. 3-204
2
ICAO ADM P art 3, 1983 , pág. 3-205
36
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
contributos válidos, de procurar as razões que estão na origem dos proble mas e de se
desenvolverem metodologias p ara minimizar, dentro do possível, os problemas, com a
finalidade de diminuir a frequência de acidentes.
É fundamental pod er oferecer: (1) aos utilizadores das inf raestruturas aeronáuticas, uma
explicação do problema ; (2) aos opera dores, a justificação e prem ência da implementaçã o de
sistemas de cara cterização da condiçã o funcional dos pav imentos a eronáuticos (3) a o
regulador , enf atizar a importância das medidas a t omar e consequênc ias dessas medidas na
seg urança das operações de voo.
1.2 Enquadrame n to legal – Necessidades e obrigações
Para além das necessidades de caracterização e reporte da c ondição funcio nal dos pavimentos
aeroná uticos há ainda a questão legal.
Portugal como p aís m embro da International Civil Aviation Organization (ICAO), desde
1947 (aprovação da Convenção sobre a Avia ção Civil I ntern acional p elo Decreto -Lei n.º
36158, de 17 de fevereiro de 1947), assumiu o compromisso do respeito do disposto nos
Anexos a esta Convenção e demais documentação complementar elaborada por esta
organização. Relativamente às infraestruturas a eronáuticas o anex o mais relevante é o 14
3
(volumes 1 e 2, referentes a aeródromos e a heliportos respetivamente); quanto a demais
documentação destaca m -se os DOC 9137 Airp ort Service Manual - Part 2 – Paveme nt
Surface Conditions
4
e DOC 9157 Aerodrome Design Manual - Part 3 – Paveme nts
5
.
Na inexist ência de le gislação nacional a d eterminar esse caráter d e obr igator iedade, b em
como regime s ancionatório, no caso de incumprimento, surgiu no ano de 20 07 um Decreto-lei
que obriga ao cumprimento do disposto no Anexo 14. O Decreto- Lei 186/2007 de 10 de maio,
com a redação atu al que lhe é conferida pelo Decreto - Lei 55/2010 de 31 de maio
6
, ref ere-se à
certificaç ão de aeródromos, determina que deverão ser respeit ados os requisitos obrigatór ios
do Anexo 14. Quanto aos requisitos opcionais remete pa ra o d efinido e m regulame ntação
complementar .
3
ICAO, A14, 2 009
4
ICAO, ASM, P art 2 , 2002
5
ICAO, ADM, P art 3 , 1983
6
MT OPC, DL 55/20 10, 2010
37
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
A regulamentação encont ra-se, de m omento, e m fase de elaboração. No que respeita à
condição funcional dos pavimentos aeroná uticos, decorrente do dispo sto no Decreto -lei
186/2007 e do disposto no Anexo 14, a regulamentação é de caráter obrigatório. O regulador,
o I nstituto Nacional de Aviação Ci vil (INAC) , está a elaborar o reg ul amento sobre a condição
funcional dos pavimentos aeronáuticos. Como a matér ia é va sta, parte da mesma nã o é
passível de regula mentação, então complementarmente, o INAC está a elaborar um Manual
sobre a Condição Funcional. Para além dos contributos de outras entidades com competência
na matéria, qu er o man ual, quer o regulame nt o, contarão com o contributo das diretrizes
resultantes de ste trabalho de investigaçã o.
Relativamente aos pavi mentos aeronáuticos e mais especificamente à sua manut enção o
Anexo14 estabelece obrigações e recomendações. O capítulo 10 do Anexo 14
7
(Manutenç ão
do aer ódromo) recomenda a realiz ação de um programa de manutenção d estinado à
manutençã o da condição das infraestruturas de fo rma a preservar a segurança op eracional, a
regular idade e a ef iciência das operaç ões e que, ca so apropri ado, inclua a manutenção
preventiva, c on forme definido no ponto 10.1
8
.
No ponto 10.2
9
, o Anexo 14, aponta para a obrigatoriedade de que todos os pavimentos da
área de movimento (pistas, caminhos de circula ção e placas) sejam inspecionados, com uma
frequê ncia tal, qu e permita que sejam evitados e eliminados os debris (10.2.1) . O mesmo
ponto também obri ga a que a supe rfície da p ista seja mantida de forma a prevenir a
manifestação de irregularidades nocivas à oper ação (10.2.2) e à obri gatoriedade de medição
periódica das características de atrito da superfície da pista (10.2.3) e a doção de medidas
corre tivas caso os valores de atr ito estejam abaixo dos valore s mínimos estabelecidos pela
autoridade ae ronáutica ( 10.2.4)
10
. O m esmo pont o c ontém ainda diversas recom endações
sobre o atrito e a l impeza dos pavimentos. Ass im, de uma forma esquemática, conforme
aprese ntado na Figura 1, aquilo que o g estor d e um pavimento aeronáutico deve fazer é um
programa de manutenção, no qual a avaliação fun cional é fundamental e consiste no primeiro
passo. O se gundo será o tra çado das ações a desenvolver. O terceiro, já num estádio mais
avançado e muito mais relacionado com a gestão do pavimento, será a elaboraçã o de um
programa de manutenção preventiva. Este progr ama, para além de lhe permitir garantir a
7
ICAO, A14, 2 009 , pág. 10 -1 a 10-5
8
ICAO, A14, 2 009 , pág. 10 -1
9
ICAO, A14, 2 009 , pág. 10 -1
10
ICAO, A14, 2 009 , pág. 10 -2
38
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
conformidade d a condição dos pavimentos, ainda lhe permitirá estabelecer, adequada mente, a
programação orça mental.
Fig ura 1 – Programa de manutenção de pavimentos aeronáuticos
O presente trabalho de investigação incide particularmente na avaliação funcional, que
compree nde as eta p as a presentadas no esquema da Figura 2, e na proposta de al gumas
medidas a adotar em con formidade com os resultados da avaliação fun cional. Estas duas f ases
relac ionam-se intrinsecamente com a segurança operacional. O dese nho dos progra ma s de
manutençã o p reventiva s erá um a fase a desenvolver posteriormente quando as atividades d e
avaliação func ional, da aplicação de medidas e de monitorização dos resultados já
constituírem uma prá tica instit uída nas infrae struturas aeronáuticas nacionais.
A avaliação fun cional, tal como a Figura 2 permite visualizar, passará: (1) pelo diagnóstico e
(2) pela caracterização funcional do pavimento. O diagnóstico consistirá: na recolha e
condensação de informação, seguida da c ampanha de auscultação e culminará com o registo e
a classific ação das principais patologia s do pavimento. A cara cterização funcional consistirá:
39
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
(1) na caracterização dos parâ m etros fundamentais: atrito; te x tura; i rreg ula ridade e
contaminaçã o e (2) na sua comparação com os valores de referência.
As medidas a adotar pas sarão (1) pelo des envolvimento de ações corretivas caso necessário;
(2) pelo desenvolvimento de a ções p reventivas, caso pertinente; (3) pelo desenvolvimento de
ações d e manuten ção co rrente e (4 ) pela publ icação de informações relevantes para toda a
comunidade aeroná utica.
Fig ura 2 – Diagrama de atuação sobre a condição funcional
1.3 Pr oblema
A sit uação problemática que esteve n a origem deste tr ab alho é s aber se os dados que s e
publicam relativamente à condição fun cional dos pavimentos das pistas aeronáuticas
favorecem a segurança operacional, safety .
1.4 Pergunta de investigaç ão
A revisão do corpo de conhecimentos sobre os aspetos que foram focados, e a experiência
profissional da autora deste estudo, permitiu considerar que existe um conjunto de
40
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
conhecime ntos acerca dos métodos de avaliaç ão funcional dos pavimentos de pistas
aeroná uticas. A evoluç ão conceptual e t écnica relativamente aos m étodos de avaliação
funcional f az sur gir a p ossibilidade de uma nova abordagem mais di recionada para aspetos
específ icos que permitem melhorar a segurança opera cional das pistas aeronáuticas.
Todos estes aspetos visam contr ibuir para melhorar a s egurança operacional que é u m
constructo multidimensio nal de difíc il avaliação, porém, os conceitos de atrito e conta minação
são construc tos estáveis, que fazem parte d as característica s funcionais das pi stas
aeroná uticas, e que transversalmente contribuem para a segurança ope racional. Considerou -se
por isso importante determinar a relação existente entre as avaliações do at rito em função de
dois métodos diferentes, e constatar em que medida a contaminação das pi stas interfere com a
seg urança.
Com base nestas reflexões as questões d e investigação que serviram d e fio condutor para
guiar este estudo foram:
- Em que medida a classificaçã o do atrito em fun ção do valor médio por t erço ou em
função dos valores mínimos das médias móveis por terço, enquanto dispositivo de
caracter ização funcional das pistas pode contr ibuir para a segurança operacional?
- Em que medida a contaminação da pista pode afetar a segura nça operacional?
1.5 Objetivos
O objetivo geral deste trabalho é conceber diretrizes para o planeamento, realização e
avaliação de campanhas destinadas a avaliar fun cionalmente os pavimentos aer onáuticos de
forma a ma ximiz ar a seguranç a operacional, isto é a saf ety .
De forma mais porm enorizada visa detalhar: (1 ) as fases a se guir durante o diagnóstico de
pavimentos aeronáuticos; (2) as fases a s eguir, em campanhas de avaliação de parâmetros
fundamentais para a caracterização fun cional de coeficiente de atrito, tex tura, irregularidade e
contaminaçã o; (3) estabelecer valores limites de cada um desses p arâmetros que permitam
garantir a segurança durante a operação d e aeronaves; (4) e ainda propor medidas a
desenvolver em conformidade com os resultados obtidos.
Os objetivos espec íficos são:
- C omparar dois métodos de cl assificação do coe ficiente de atrito: um em função d o
cálculo do valor médio por terço, outro em fun ção do cálc ulo do valor míni mo da
41
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
média móvel por terço, tendo em vista identific ar qual o mais conservativo, isto é,
aquele que mais favorece a segurança das operações das a eronaves na pista;
- Identificar a inter ação entr e a contaminação da pista e os v alores obtidos nas
avaliaç ões do coeficiente de atrito a duas velocidades dife rentes: 65 e 95km/h.
1.6 Metodologia
A finalidade d este estudo é a realização de uma investigação aplicada ou prática , d edicada à
resoluçã o de um problema concreto. A profund idade de investigação
11
é: (1) descritiva, na
medida em que descreve um fenómeno, ide ntifica variáveis e inv entaria factos; (2)
corre lacional, na medida em que relaciona efeitos de variáveis; aprecia interações e (3)
experimental, na medida em que os testes esp ecificamente realizados procuram relações
causais e o estabelecimento de leis. De forma a poder expl icar e predizer fenómenos s erá
necessário um sistema de relações contra st ados mediante dados empíric os, isto é, uma teoria,
que é o que se pr etende alcançar com a aplicação prática das diretrizes propostas. A teoria
eng loba: (1) conceitos o u variá veis, que descrevam fenómenos; (2) relaçõ es, entre conceitos
ou variáve is; (3) explicações, fenómenos e suas relações e (4) predições.
A teoria i rá: (1) permitir a obtenção de um sentido global acerca do que é conhecido sobre
fenómenos disper sos; (2) simplificar uma multiplic i dade de dados atrav és da consideração dos
seus aspetos ma is pertinentes e (3) manter a tensão inerente ao teste de novas hipóteses.
Visando a caracter ização da s ta xonomias de investigaçã o utilizadas, os critérios poderão
estruturar- se segundo: profundidade e metodologia.
Quanto à profundidade esta investigaçã o é eminentemente correlacional, na m edida em que
procura conh ecer os graus de força das relações ent re v ariáveis que possibilitam a
compree nsão e a p redição dos fenómenos. De en tre os tipos de estudos correlacionais, e ste
enquadra-se nos de v erificação de modelo causal hipotético.
As corre lações são as expressões estatísticas que traduzem a relaç ão entre as variáveis, sem
que se possa afirmar que uma v ariável ca usa a outra, as variáveis não s ão manipuladas, são
examinadas como se apresentam, a única manipulação consiste na especif icidade das
11
Almeida e Freir e, 20 00, pág. 20
48
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Os acidentes aeronáuticos podem resultar, no pior dos casos, na morte ou lesão de pesso as (a
bordo da aeronave ou no solo) mas também re sultam em danos ou perda das aeronaves, em
danos ou perdas d e outr os veículos, em danos o u destruição de infraestruturas, e num s em
número de consequê nci as na economia devidas ao decréscimo do número de movimentos
decorrentes do medo de voar, dos atrasos e da perda de competitividade relativamente a
outros meios de tra nsporte.
Muito embora o número de acidentes por unidade de voo tenha decrescido ao longo do tempo,
o número de vítimas mortais por ano te m variado sinusoidalmente, sem que se possa dizer qu e
tenha r eduzido. O fenóm eno ex plica-se atendendo ao c rescimento de tráfego e ao aumento d e
capacidade das aeronaves. No ano de 2009, aconteceram na avia ção comercial de todo o
mundo, 62 acidentes, com 413 vítimas mortais a bordo da aeronave e 2 vítimas mortais fora
da aer onave.
Fonte: Adap tado www.boeing. com/news/tec hissues/pdf/ statsum.pd f , 20 10, pág.18, consultada a 21/12/2 011
Fig ura 4 – Acidentes mundia is fatais (%) e números de vítimas mortais de 1959 a 200 9
Segundo a I CAO, um acidente define -se, no caso de aeronaves tripuladas, como uma
ocorrê ncia assoc i ada à oper ação da ae ronave, e nt re o momento em q ue qualquer pe ssoa
embarca na a eronave com a intenção de voar até ao momento em que a pessoa desembarca,
do qual resulta alg um a vítima mortal; algum fer ido grave; danos graves; falha estrutural da
aerona ve; desaparecimento e/ou inacessibilidade da aeronave. No tempo que medeia entre o
49
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
embarque do passageiro e o seu desembarque há 9 fases que s e podem agrupar em 6
principais:
Circulação ou rolage m : da aeronave no solo, para aceder à pista aos caminhos de
circulação ou à s placas de estacionamento;
Descolagem e início da subida: na qual a aeronave acelera, descola da pis ta e começa
a subir;
Subida : o piloto recolhe os slats/flaps e a aeronave sobe até atingir a altitude de
cruzeiro;
Cruzeir o : a a eronave vo a a um a altitude sensivelmente constante. Esta é n ormalmente
a fase mais longa do voo, especialme nte nos voos de longo curso;
Descida e início da aproxi maç ã o : a aeronave desce e aproxima-se do a eroporto d e
chegada. O controlador dirige a op eração e pode s olicitar ao piloto que espere antes d e
lhe permitir o ac esso à pista;
Aproxim ação final e ate rragem : a aeronave , configurada para a aterra ge m, alinha
com a pista, aprox ima-se passando por cima da soleira , toca no solo e vai dim inuindo
a velocidade até parar ou até poder sair da pista através de um dos caminhos de
circulação.
A Figura 5, construída com base nas esta tísticas da Boeing, sobre acidentes de aeronaves
comerc iais a jato ocorridos em todo o mundo, ent re 2000 e 2009, permite observar as fases de
voo em que ocorrem, pe rcentagem e número de vítimas mortais.
Fonte: www.boeing.co m/news /techissues/pd f/statsu m.pdf , 201 0, pág.22 , consultada a 2 1/12/20 11
Fig ura 5 – Acidentes fatais mundia is por fase de voo entre 2000 e 2009
Grande part e dos acidentes ocorrem durante as partidas e as ch egadas, nestas fases a
proximidade entre a aeronave e o solo, bem como a m aior vul nerabilidade da configuração da
50
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
aerona ve, lev am a que o piloto veja aumentada a su a carga de trabalho e reduzida a su a
margem de ma nobra.
Segundo Stephans
15
, o con ceito de safety remonta à deca da de 40/50, quando a complexidade
das aeronaves e dos sistemas de armas, bem c omo as consequência s dos acidentes deles
resultantes c om eçaram a deixar de se r menos aceitáveis entendeu-se também não ser em
aceitá veis os proce ssos iterativos de ensaio e erro que se praticavam anteriormente, quando os
problemas das aer onaves ape nas se c orrigem depois de tere m sid o detetados e de,
normalmente, te rem d ado ori gem a acidentes. Foi então n a década de 60, que os sistemas
safety aparecera m como di sciplina independente definida
16
como “ a disciplina que recorre
sistematicamente a procedimentos de gestão e engenharia visando que os sistemas sejam
seguros ao longo dos seus ciclos de vida ” para organizações com aeronaves e armas nucleares
america n as tais como e US AF (United States Air Force); DO D (Department of Defense);
NASA (National Aeronautical and Space Administ ration) e AEC (Atomic Energy
Commission). Estas organizaçõe s desenvolveram programas de safety baseados na supervisão
da gestão e na análise de risco, que se desenvolveram até à atual nova d efinição dos sistemas
safety
17
: a aplicação de princípios, critérios e técnicas de engenharia e gestão que otimizem a
segurança atendendo aos constr angimentos da eficácia operacional, temp o e custo ao longo
de todas as fases do ciclo de vida do sistema ” e qu e se baseia e m cinco princípios
fundamentais, característicos de qualquer sistema: a tarefa; as p essoas; os procedimentos; os
meios e a e nvolvente.
A safety ou segurança o peracional, se traduzida para a língua portuguesa é definida no D L
55/2010
18
como “a combinação de medidas, de recursos humanos e técnicos destinados a
minimizar os riscos d e danos pessoais e materia is nas atividades aeronáuti cas” parte destas
medidas e recursos co mpetem aos responsáve is pela conceção e p ela manutenção das
infraestr uturas aeronáuticas. Relativamente à s egurança no chão, que é a component e
releva nte para este estudo, mais especificamente a r elacionada com a segurança da pi sta, o s
incidentes/ac identes podem decorrer de três tipos de risco: runway confusion ; runway
incursion e runway exc ursion .
15
Stephans, R. A., 20 04, pág. 3
16
Stephans, R. A., 20 04, pág. 11
17
Stephans, R. A., 20 04, pág. 27
18
MT OPC, DL 55/20 10, 2010 , pág. 18 63
51
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
2.1.1 Runway confusion
Segundo a Flight International
19
a runway confusion define-se como:
" the unintentional use of the wrong runway, or a taxiway, for landing or take-off ”
Refere-se port anto ao uso, não int encional, da pi sta errada ou de um caminho de circulação,
para a terrar ou para descolar.
O acidente de 27/08/200 6 da Comair , no Aeropo rto Blue Grass em Le xington – USA, com
um Canadair CL-600-2B19 (CRJ-100) deveu-se a um uso não i ntencional de uma pista errada
– runway confusion , após lhe ter sido dada autorização pela torre de controlo, para des colar na
Pista 22, o piloto descolou na pista 26. Esta pista tem cerca de metade d o comp rimento da
Pista 22 e um comprimento inferior ao que a aeronave precisa para descolar. A aeronave saiu
de pista, embateu num conjunto de árvores e inc endiou -se. Resultou na morte de 49, das 50
pessoas a bor do.
Fonte: http:// media.ke ntucky.c om ; http://in.co m e http:/ /filtrack.co m , consultadas a 2 6/08 /20 10
Fig ura 6 – Runway confusion
19
www . flig htglob al.com , art. 14 /03/2 008, consultada a 2 4/08 /201 0
52
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
2.1.2 Runway incursion
A runway incursion é um risco, def inido pela ICAO
20
em 2006 como:
“Any occurrence at an aerodrome involving the incorrect presence of an aircraft,
vehicle , or p erson on the protected area of a surface designated for the landing and
take- off of aircraft.”
Considera-se então uma runway incursion , uma prese nça n ão autoriza da (de aeronaves,
veículos ou pessoas) n a área de prote ção às aterragens e descolagens (área constituída pela
pista e pelos caminhos de circulação até às mar cas de pa ragem obrigatória runway holding
positions ) mesmo que não se v erifique a presen ça de outra a eronave na pista que possa dar
orige m a um conflito. Anteriormente a esta definição da ICAO , a Federal A viation
Administration (FAA) considera va que um incidente no qual nã o se encontrasse uma
aerona ve que pudesse dar origem a um conflito, por exemplo o caso de um cruzamento de
pista não autorizado de u ma aeronave sem m ais ninguém na pista, era apenas considerado um
incidente de superfície. O pior acidente aer onáutico mundial em termos de v ítimas mortais,
uma colisão entre dois B747, no Aeroporto de Los Rodeos , em Tenerife - Espanha, com 583
vítimas mortais, resultou duma runway incursion .
Fonte: http:// www.si gnalcharlie. net/July+200 8 , c onsultada a 05 /08/201 0
Fig ura 7 – Runway incursion
20
ICAO, MP RI, 20 07, pá g. vii
53
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
O B747 da KLM Royal Dutch Airlines esta va na sua corrida à descolagem quando embateu
no B747 da Pan American W orld Airw ays que circulava na mesma pista em sentido contrá rio.
2.1.3 Runway excursion
Segundo a NAV CANADA
21
:
“ A runway excursion occurs when an aircraft fails to confine its take off o r landing to
the designated runway. This may occur during the take off roll other than b y becoming
fully airborne or if an att empted landing is not completed within the confines o f the
intended runway .”
Uma runway excursion (RE) poderá então acontecer quer durante uma at erragem quer durante
uma desc olagem. Durante a aterragem pod erá consistir numa aterrage m antes do início da
pista undershooting (UNDS) ou numa saída pa ra além dos limites da pist a quer para o lado
veer- off (VO) quer para a frent e overrun (OR). Durante a d escolagem poderá consistir ou num
veer- off ou num overrun .
O acidente de 17/07/2007 da T AM, no Aeroporto de Congonhas em S ão P aulo – Brasil, com
um A320-233 deveu-se a uma saída de pista – runway excursion , durante a aterr agem seguida
por uma saída do aer oporto, atrave ssamento de uma avenida rodoviár ia e que culmi nou num
embate num edifício. Resultou na morte de 187 pessoas a bordo da aer onave (nenhum
sobrevivente) e mais 12 ví timas mortais no solo. A pista tinha entrad o em serviço após
grandes obras de r eabilitação 15 di as antes do a cidente, no entanto, não tinha sido alvo de
ranhuragem (o que veio a ser realizado quinze di as após o acidente). No dia anterior ao
acidente uma aeronave ATR -42 da Pantanal Linha Aérea entrou em derrapagem na pista o
que levou a que esta tivesse encerrado durante 20 minutos. P ara além d este incidente há
registos de comunica ções, entre a torre de control o e diversos pilotos que utilizavam a pista, a
reportar que a pista se encontrava “muito escorregadia”.
21
http://www.na vcanada.ca/Na vCanada.asp? Lang uage=en&Co ntent=ContentDe finitio nFiles%5C RunwaySa fety
%5CRun wayExcursions%5 Cdefault. xml , cons ultada a 24 /07/2 01 0
54
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fonte: http://p t.wikipe dia.or g/wiki/Voo_T AM_305 4#c ite_note- 12 , consultada a 05 /08/2 010
Fig ura 8 – Runway excursion
Sensivelmente uma hora e meia antes do acidente a I NFRAERO (Em presa Brasileira de
Infraestrutura Aeroportu ária) foi chamada par a avaliar a camada de ág u a na pista para
averiguar a necessidade de suspensã o das op er aç ões, no entanto, os técnicos consideraram as
condições a dequadas e não mandaram suspender as operaçõe s.
Segundo o relatório final do acidente, elaborado pelo centro de investigação e prevenção de
acidente s aeronáuticos, havia já um historial de reportes sobre a f alta de atrito da pista que
levou a que em novem bro de 2005 o pavimento da pista principal, q ue era tratado com
grooving , fosse substituído por um pavimento rugoso. Esse pavimento obteve coeficientes de
atrito aceitáveis, mas co m reduzida dur abil idade, assim alguns meses depois os problemas d e
atrito associados a probl emas de regularidade co ntinuavam a persistir sendo que a partir d e
janeiro de 2006 div ersos Notice to Airmen (NOTAMs) foram emitidos alertando pa ra o facto
da pista se tornar escorregadia quando molhada. Nos primeiros meses de 2006 ocorreram dois
incidentes nos quais as condiçõe s da pista foram contribuintes. Alertados para o problema a
ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil) e a I NFRAERO (Empresa Brasileira
de Infraestrutura Aeroportuária) estabeleceram um conjunto de medidas miti gador as que
visavam a preservação d a se gurança operacional no caso d e ex istência d e água na superfície
da pista, de entre as quais a necessidade de nestes casos as manobras de aterragem se
realizarem com todos os reverses a ti vados e a necessidade de mediçã o regular do coeficiente
de atrito. Como paliativo da situação, entre outubro e novembro de 2006, foi realizada uma
retexturização do pavim ento, re correndo à granalhagem com esferas de aço. Est a me dida
conduziu a que os valore s do coeficiente de atrito ating issem valo res supe riores aos mínimos
estabele cidos, mas a pista continuava com problemas, em virtude da sua irregularida d e.
55
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Assim, em dezembro de 2006 a ANAC, a I NFRAERO o Serviço Re gional de Pro teção d e
Voo e diversos operadores reuniram-se p ara tratar dos problemas ref erentes às condições de
operação em C ongonha s durante períodos de chuva. Dessa reunião resultou uma minuta de
informaçã o adicional para operação de aeronaves a jato na pista molhad a, mas essa mi nuta
nunca foi a provada.
Das conclusões do relatório, destaca m -se: o registo da manete de potência do motor n.º 2 na
posição “CL” ( Climb ) e da manete de potên cia do motor n.º 1 em “ID LE” que levou o motor a
manter a velocid ade, o facto de no momento do toque não terem sido acionados os ground
spoilers nem o autobrak e e o facto d e no momento do acidente se re gistar um volume d e
precipitação de 0,6mm. Complementarmente, no dia ante rior já tinha acontecido um acidente
com uma aeronave de transporte re gular d evida a uma hidroplana gem e o operador já tinha
reconhecido a ne cessidade de acionar todos os reverses no caso da pista de Congonhas estar
molhada.
Fonte: http://p t.wikipe dia.or g/wiki/Voo_T AM_305 4#c ite_note- 12 , consultada a 05 /08/2 010
Fig ura 9 – Grooving da pista de Congonhas
“As ranhuras no piso da nova pista de Con gonhas foram feitas some nte após o
acidente. A sua ausência foi apontada como uma das possíveis causas da tragédia.”
22
Em abril de 2008 a ANAC emitiu uma norma a proibir a ope ração em Con gonhas, com a pista
molhada ca so os reverses não estivesse m di sponíveis.
22
http://pt. wikipedia.o rg/wiki/V oo_T AM_305 4#cite_note-12 , consultada a 05/0 8/2010
56
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
2.2 O testem u nho dos u tiliz adores
Segundo a associação internacional de pilotos profissionais, a International Federation of
Airline Pilots' Associatio ns ( IF ALPA)
23
:
“IFALPA believes that runway safety issues are among the most serio us threats to
aviation safety. A signifi cant perce ntage of accidents are as a result of runway safety
deficiencies.”
Na Fo rça Aérea Portu guesa (FAP), no ano d e 2008, houve r eportes d e pilotos relativos a
incidentes ocorridos na pista, os quais, segundo esses pilotos, se deveram a proble mas
relac ionados com a pista. Segundo a Federal Aviation Administration FAA
24
é importante a
valorização das obs ervações e principalmente das queixas dos pilotos. Tal como nos out ros
tipos de infr aestruturas (rodovias, edifícios, pontes, etc.) as opiniões dos p rincipais
utilizadores e a sua perceção sobre o seu con forto de utilização das mesmas, constituem,
normalmente, um dos prime iros sintomas de proble mas com elas rela cionados.
Assim, tendo em v ista a c arac t erização e de limitação do problema em estudo, foram
realizados questionários destinados aos pi lotos de aeronaves a jato, que f oram as aeronaves
que tiveram esse tipo de incidente s. Os questionários visavam conhecer a opinião dos pilotos
de caça sobre as pistas d a Força Aé rea, nas qu ais podem operar, d e fo rma a per ceber qu ais as
caracter ísticas mais valorizadas e quais as razões dos problemas associados aos reportes de
incidentes ocorridos no Aeródromo de M anobra n.º 1. Uma cópia do questionário que lhes foi
dirigido e ncontra-se no anex o A.
Entre 26/06/2009 e 16/07/ 2009, 18 pilotos de ambas as esquadras de F16 da F orça Aérea
responderam anonimamente ao questionário: do t ratamento das re spostas dos pilotos
destaca m-se a principais conclusões:
Relativamente à importância das características da pista os pilotos referem que em
primeiro lugar está o comprimento da pista (ter uma pista comprida); em segundo
lugar a aderência da pi sta (ter boa aderência) e em terceiro lugar a aus ência de água no
pavimento;
23
IFALP A Artigo 09P OS01, 2008
24
FAA, AC 15 0/52 00 – 30C, 2008 , pág. 37
57
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Quanto à classificação d a pista de Ovar, 69% do s pilotos consideram -na má ou muito
má e 31% regular ;
67% dos pilotos afir maram ter tido experiências nega tivas na pista d e Ova r, qu e
atribuem ao e stado do pavimento;
Grande parte dos pilotos que afirmaram ter tido experiências negativas na pista de
Ovar referem t er sido: durante a noite; com chuva; com a pist a molhada e com falta de
aderê ncia na pista e apontam como consequências: a falta de controlo direciona l e a
dificuldade e m travar a aeronave dentro da pista;
Um dos pilotos referiu m esmo ter experiencia do u ma saída de pista runwa y excursion
em Ovar. Ocorreu dur ante um voo noturno, com chuva de grande intensidade, que
conduziu à formação de depósitos de água na pista;
Um dos pilotos referiu a falta de ad erência na pista de Ovar mesmo com a pista sec a;
Alguns dos pilotos referem a falta de l uzes de apr oximação em Ovar como uma
deficiênc i a da pista.
Complementarmente , uma equipa de pi lotos propôs -se e levou a efeito um braking action test .
Esse teste foi feito no dia 05 de janeiro de 2010, na Pist a 18/36 do Aeródromo de Manobra
n.º1 ( AM1), em Ov ar e deu origem a um re l atório de missão que nã o se anex a a este
documento por estar classificado como reservado. No entanto, pode referir -se que no mesmo,
o piloto de teste foi leva do a concluir que:
A operação em pistas alagadas (com presença d e lâminas de água) é inaceitável. As
diferenças de performance observ adas entr e a pista alagada ou meramente molhada
levara m-no a classificar ater r agens em pista alagadas como muito duras, e a concluir
que a operação ape n as é aceitável em pistas seca s ou meramente molhadas.
2.3 Estudo NLR
Atendendo à sensibilidade da s operações na envolvente da pista ( por ge rarem mais acidentes e
mais vítimas mortais) durante a aterragem ou durante a descolagem foi estudada a localização
dos mesmos, seg undo o sentido de voo, na envolvente do eixo da pista e resultou a Figura 10
64
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
2.5.3 Potenciação dos fatores de risco
A probabilidade de ocorr ência de uma runway excursion é potenciada pela pr esença de mais
do que um fator de risco devido ao efeito sinergístico (a presença d e d ois fatores de risco
resulta numa probabilidade de o corrência superior ao dobro da probabilid ade de cada um dos
fatores quando considerados individualmente) . Daí que deva existir um siste ma de gestão de
risco do aeropor to Safety Manageme nt System (S MS) o qual deverá adotar uma metodologia
adequada para identificar e minimizar a probabil idade de ocorr ência de i ncidentes/ac i dentes
atravé s da aplicação de mediadas de mitig ação. O estudo da FSF apresenta uma extensa lista
de medidas recome ndadas para a mitigação de riscos relacionados com runw ay exc ursions .
2.5.4 Conclusões e rec o mendações do estudo da FSF
O estudo culmina com a apresentação de 10 conc l usões, cada um a delas com diversas
recome ndações relacionadas com a problemática das runway ex cursion s . Destas há duas
conclusões r eferentes à condição superficial das pistas:
- “Contaminated runwa y s increase the risk of run wa y excursions”;
“Universal standards re lated to the runway and conditions, and comprehensive
performa nce date related to aircraft stopping cha racteristics, help reduce the risk of
runway excursion”.
Para minimizar os risc os de runway excursion relacionados com a contam inação das pi stas o
estudo rec omenda:
o fornecimento de in formações de voo corretas, precisas e atempadas sobre a condi ção
da pista;
o desenvolvimento e a a doção d e um pad rão uni versal, e de fácil utilização, para o
reporte das condiçõe s d a pi sta;
a disponibiliz ação por parte dos fabricantes das aeronaves de dados d e perf ormance d e
operação da s aeronaves para as diferentes condições de pista possíve is.
Quanto aos padrões universa i s sobre a condição da pist a e dados sobre a perf orm an ce das
aerona ves durante as tr avagens em di fere ntes circunstâncias, o e studo recomenda que os
reguladores do setor desenvolvam regulamentação sobre a matéria.
65
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
2.6 Estado da arte
Desde os primórdios da aviação, mesmo antes das oper ações s e realizarem sobre superfícies
pavimentadas, que se manifesta a relevância de as aterragens e descolagens se fazerem em
locais estáveis, desempe nados e considerados “s eguros” para a operação de aeronaves. A
seg urança de voo desde cedo identificou a necessidade do controlo da q ualidade dos locais
escolhidos para a operação de aeronaves.
Foi no Aeroporto de Le Bourget em Paris, um dos pr imeiros a dispor de uma pista
pavimentada, que se registaram as primeiras preocupações com o fenómeno das condições de
atrito da pista. O respon sável pelo aeroporto, na presença de determinadas condições, fazia
“testes de derrapa gem” para s e certificar das condi ções de atrito da pista. Em funç ão dos
resultados, conforme as derrapagens e ram mais ou menos ex tensas, assim determinava, ou
não, o encerramento da p ista. Rapidamente esta forma empírica de avaliação das condições do
atrito da pista, migrou para a necessidade de realização de avaliações mais objetivas,
principalmente devido à evolução das aer onaves (cada vez maiores e mais velozes) e ao
cresc imento dos incidentes e acidentes.
Em 1946 quando a SAS ( Scandinavian Airlines ) começou a operar com o s grande s Douglas
DC-4, a partir de Nov a Iorque para Oslo, as aeronaves t inham que aterrar no Aeroporto d e
Fornebu , em Oslo cuja pista tinha uma grande inclinação longitudinal e possuía apenas
1.200m de comprimento. Para evitar acidentes o diretor do aeroporto, Ottar Koll erud ,
começou a m edir o atrito da superfície da pista durante o inverno, antes d a aterragem dos DC -
4. O método que des envolveu consisti a em usar um camião carregado com areia. A uma
velocidade de 30km/h a cionava travões e registava o tempo e a distância percorrida pelo
veículo até à sua p aragem total. Os testes realizados permitiram verificar que a des aceleração
verifica da com o DC-4 correspondia aproximadamente ao dob ro da desaceleração do camião.
A desaceleraç ão era calculada pelas f órmulas
T
V
r
(eq. 2)
ou
S
V
r 2
2
(eq. 3)
66
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Em que ( r) é a desaceleração (retardation ); ( V ) a veloc i dade antes de começar a tr avar; ( T ) o
tempo entre o acion amento dos t ravões e a paragem total do veículo e ( S ) o espaço per corrido
durante o tempo e ntre o acionamento dos travões e a paragem total.
Testes re alizados posteriorme nte, permitira m concluir que e ssa re lação se mantinh a para
diferente s tipos de aeronaves. O método de Kollerud , com ligeir as modificaç ões, dividindo o
valor da desaceleração ( r ) pela aceleração da g r avidade, g=9,81m/s 2 para obter o valor do
coefic iente de atrito ( μ ) ainda é usado pela ICAO, e faz parte do Doc 9137-AN/898, ASM,
Part 2, ponto 2, Apêndice 6
29
.
O diretor do aeroporto de Bromma , em Estocolmo, Bertil Florman , també m reconheceu a
necessida de de fa zer testes de atrito das pistas durante o inverno, porque nas pi stas havia um
tráfeg o muito i ntenso. No final dos anos 40 início dos anos 50 o problema do atrito das pistas
de aeropor tos ainda não era reconhec ido internacionalmente mas a SAS começ ou a precisar
de informaçõe s relativas às condiçõ es de atrito das pist as de aeroportos na Suéci a, na
Dinamarca e na Noruega.
Florman implementou o método de Kollerud no aeroporto d e Bromma , e concluiu que o
método se adequava a F ornedu , porque tinha b aixa frequê ncia de aterragens, no entanto, em
Bromma , em que o tráfe go era muito intenso, o método não se adequava, porque levava m uito
tempo e havia um desgaste muito rápido dos pneus e dos travões dos camiões. Por isso,
Florman introduziu o medidor Tapley . Consistia num desacelerómetro, instrumento que podi a
ser instalado facilmente em qualquer veículo. O procedimento consistia e m ace lerar o veículo
até uma certa v elocidade e travar de modo a parar as rodas. Quando as rodas começavam a
derra par, fazia-se a leitura no medidor. Este medidor constituiu um g r ande avanç o na té cnica
de medição do atrito. Posteriormente a ped id o de Florman , K ulberg , engenheiro sueco,
desenvolveu um equipa mento denominado deslizómetro, que media o atrito de forma
contínua ao longo da pista.
No i nício dos anos 50 o desli zómetro ( Skidometer ) foi introduzido para me dições no
aeropor to de Bromma . Na opinião da SAS os instrumentos deveriam ser sufi cientemente
29
ICAO, ASM, P art 2 , 2002, p ág. A 6-1
67
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
pesados, para poderem representa r as aeronaves da época. Decidiram que para a me dição seria
aplicada na roda uma carga de 1000kg e que o equipamento inteiro pe saria cerca de 3000kg.
Com o avanço das experiê ncias verificou -se que as medições podiam ser realizadas com
carga s menores. Atualm ente a carga na roda de medição é apenas de 105kg,
consequente mente os equipamentos são mais leves.
A S AS e os operadores da Suécia desenvolv eram um método de divul gação das condi ções d e
atrito das pistas, e como nos troços inter médios e finais da pista o atrito é mais dete rminante
optaram p ela divisão d a pista em terços, os quais denominavam de “A”, “B” e “C”, em que o
A corresponde à soleira de número inferior (po r exemplo numa pista 01/19 a soleira 01
corre sponde ao troço A) mas como as informações que davam se baseavam em critérios
difíceis de compr eender para os pilot os estrangeiros, o método foi simpl ificado e a condição
de atrito dos pavime ntos das pistas passou a ser classificada como: Bom; Médio e Pobre.
A SAS elaborou um questionário que foi r espondido por cerca d e 3.000 p ilotos, destinado a
avaliar as condições de controlo da aeronave em situações de vento cruzado e pistas
contaminadas com neve e gelo. As respostas pe rmitiram ver ificar qu e para co eficientes de
atrito maiores ou iguais a 0,40, não havia qualquer problema. Mas, para coeficientes de atrito
inferiore s ou i guais a 0, 25 foram relatadas si tuações de di ficuldade. Esse estudo permitiu
introduzir uma forma normalizada de divulgação de informações acerca das condições das
pistas aos pilotos, que ac rescenta termos descritivos aos níveis de atrito medidos nas pistas.
Essa forma ainda hoje é usada pela I CAO r elativamente a pistas contaminadas com neve o u
ge lo. No Anexo 14 é apresentada a Tabela 2
30
.
Tabela 2. Atrito em pistas contaminadas c om neve ou gelo
Atrito medido
Travagem
estimada
Código
≥ 0,40
Boa
5
0,39 a 0,36
Média a boa
4
0,35 a 0,30
Média
3
0,29 a 0,26
Média a pobre
2
≤ 0,25
Pobre
1
Fonte: ICAO, Anexo14 20 09, ATT A-9
30
ICAO, A14, 2 009 , pág. ATT A-9
68
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Em 1952 a International Air Transport Association ( IATA) promoveu um encontro ond e a
SAS di vulgou a experi ência da S uécia sobre avaliação e divul gação de informação das
caracter ísticas de atrito de pistas a eronáuticas. Um repr esentante d a N ational Aeronautics and
Space Administration (NASA) esteve presente nessa reunião e d esde esse momento até à
atualidade que exi ste coopera ção entre téc nicos da SAS e da NASA, para a investigação de
caracter ísticas de atrito em pistas aeroná ut icas.
Durante uma reunião ocorrida e m 1952, a Divisão de Aeroportos e Aux ílio em Terra da ICAO
aceitou as sol icitações da I ATA. As mesmas for am então publicadas no Anexo 14 da ICAO,
que reúne as normas e recomendações para projeto e op eração de aeródromos, e que hoj e se já
se encontra n a quinta edição, datada do ano de 20 09. Com bas e na investigaç ão desenvolvida
por Horne e Yager no Langley Rese arch Center (Centro de pesquisa d a NASA localizado no
Estado de Virg í nia dos Estados Unidos), foi equacionada a me cânica de formação de lâmina
de água sobre o pavimento das pistas. A hidroplan agem foi identificada como um fator crucial
na perda de atrito entre os pneus e o pavimento.
No ano de 1962, Y ager desenvolveu a téc nica de grooving , que consist e na cr i ação de
ranhura s transversais nos pavimentos das pistas atra vés de serragem com discos diamantados.
A partir de 1966 o desenvolvimento da técnica permitiu obter uma configuraçã o geométrica
mais eficaz. Em 1968 a t écnica de grooving foi a plicada em pistas de a eroportos de Inglaterra
e dos Estados Unidos, e nos Estados Unidos também em curvas de estradas que apresentavam
elevados níveis de si nistralidade, quando molhadas. As avaliações efetuadas mostraram
resultados positivos. E m funçã o desses result ados os setore s: civil e militar da aviaç ão
considera ram oportuno desenvolver uma investigação de larga escala e com maior
abrangê ncia. A investigação decorreu entre 1969 e 1972, utiliz ando um B -727 e um DC-9, em
diferente s superfícies de pistas de aeropor tos com e se m grooving . O s resultados foram
clara mente favoráveis à implementação do grooving para garantir as condições de atrito das
pistas. Em 1991, havia nos Estados Unidos 646 pistas de aeroportos e d e bases da Força
Aérea com a plicação de grooving, seg undo d ados da NASA em 2003.
Complementarmente no final dos anos 60 a SAAB (Empresa fabricant e de veículos Sueca)
desenvolveu um equipamento medidor de atrito que pe rmitia realizar medições r ápidas e
libertar a pi sta imediata mente pois consistia num ve ículo com mais u ma roda, a quinta,
69
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
destinada à medição do atrito. Este instrumento foi muito útil para os aeroportos com muit o
movimento.
Apesar do avanço na tecnologia e nos procedim entos, as operações em pistas molhadas
continuaram a apresentar elevados riscos. P istas contaminadas com neve, gelo ou ág u a, foram
identificada s como fatores contr ibuintes em mais de 100 acidentes, muit os deles com vítimas
fatais, ocorridos entre 1958 e 1993. Tendo em vista a redução desse tipo de acidentes a NASA
em colaboração com a Transport C anada e a Fede ral Aviation Ad ministration (FAA),
desenvolveram a p artir de 1994 um programa de m edição, denominado: Pro grama Conjunto
de Medições de Atrito em Pistas de Aeroportos no i nverno ( Joint W inter Runway Friction
Measurement Program – J WRFMP)
31
. O pro grama tinha os se guintes objetivos: (1)
estabele cer um sistema coordena do de leitura para os diversos equipamentos de medição de
atrito, para desenvolver uma grandeza de atrito que r epresente e indique condições similares
de perigo potencia l das pi stas; (2) estabele cer uma correlação fiável entre os valores obtidos
com diferentes equipamentos de medição e o desempenho de travagem das aerona v es. Para
iniciar as atividades do programa reuniram em 19 94, em instalações da NASA, localizadas no
leste do Estado de Virgínia dos Estados Unidos, 80 enge nh eiros, representantes de 43
organizações p ertencentes a 10 p aíses, que participar am no estudo inicial do atrito
desenvolvido entre o pn eu e o pavimento, em con dições controladas. Realiz aram mais de 800
testes de a trito e mais de 400 medidas de textura de pavimentos das pistas. Usaram 13 tipos de
equipamento de medição de atrito, apl icaram 7 t écnica s diferentes de medição de text ura
sobre 11 superfície s diferentes de pavimentos.
Em 1996 iniciaram testes de travagem com aeronaves e veículos instrume ntados nos Estados
Unidos e no Canadá. Usaram um B -737 e um F alcon 20, em aterragens de teste em pistas
contaminadas com ge lo, neve ou agua. As c ondições das pistas foram a rtificialmente
modificadas. Usa ram diferentes equipamentos e d iferentes té cnicas. Os da dos obtidos com os
equipamentos de medição for am compa rados ent re si e com o desempe nho das aeronaves
instrumentadas. Posteriormente foram realizadas outras campa nh as que envolveram 9
aerona ves e 18 equipam entos. Os dados recolhidos durante o progra m a entre 1996 e 1999
incluem aproximadamente 400 corridas de aeronaves instrumentadas e mai s de 10.000
corridas de equipamentos de medição d e atrito, sobre di ferentes tipo s de superfícies de
31
FAA et al, W RFMRWG, 19 95
70
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
pavimentos, em diferentes condições de co ntaminação. Os dados permitiram aos
investiga dores desenvolver um índice internacional de atrito em pistas de aerop o rtos,
denominado: International Runway Friction Index (I R FI). Este índi ce permite estandardizar a
divulgação das condi ções do atrito e minimiz ar a dificuldade dos pilotos em tomar decisõe s
quanto às operações de aterragem e descolagem. Os participantes do programa ent endem que
o IRFI deveria ser um í ndice internacional, para ser us ado pelos operadores na avaliação e
divulgação das condições de atrito das pistas. A Norma ASTM E 2100 - 04 “ International
Runway Friction Index ”
32
define e ex plica como c alcular o I R FI p ara condições de inve rno. O
IRFI consiste num índic e harmonizado destinado a informar os operadores das aeronaves
sobre as c aracterística s de atrito pneu/pavimento de uma pista. Complementar m ente, os
responsáve is pela man utenção do aeródromo também podem utilizar este índice para
monitorizar as condições de atrito das pistas. Este método avalia troços de 100m e calcula a
média por terços de pista o que reduz as variações, em comprimentos de 100m, de 0,2 para
0,04. No entanto, exige a adoçã o de um único e quipamento de medição o qual deverá estar
calibrado e ser ut ilizado de igual forma por todos. A ASTM desenvolveu um modelo de
cálculo do IRFI que compreende as princ ipais técni cas e os equipamentos mais comumme nte
utilizados em todo o mundo.
À medida que o estado d a arte do equipamento científico se torna m ais sof isticado, aumenta a
possibilidade de medir, com rig or, as propriedades do atrito nas super fícies das pistas.
A preocupação com a necessidade de existência d e atrito é tanto m aior em pistas operadas por
aerona ves a jato, em primeiro lu gar, porque estas aeronaves praticam velocidades de
aterragem e des colagem mais elevadas (d a ordem dos 200km/ h), velocidade s que coincidem
com os intervalos de velocidade pa ra que o corre a hi droplanage m; em segundo lugar, porque
muito frequentemente as ext ensões de pista disponíveis para as aterragens e p ara as
descolage ns ( LDA e TODA) são próx imas dos comprimentos de pista que essas aeronaves
necessita m para operar, o que não dá ori gem a grandes mar gens de manobra. Daí as
exigência s adicionais que são impostas às operaçõe s de aerona ves a jato, tais como os casos
da necessidade de majoração das distância s ne cessárias para as aterragens e descolagens em
pistas molhadas ou contaminadas, se gundo exigências impostas pelos fabricantes da aeronave,
32
ASTM, 2 010
71
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ou da necessidade de existência de barreiras de retenção nas pistas solicitadas por aeronaves a
jato militares.
A existência de atrito também é fundamental e m pistas não operadas p or aeronaves a jato
porque o fenómeno da hidroplanagem não acontece ap enas a velocidades e elevadas e pela
influência que o atrito tem no controlo direc ional da aeronave na pista.
É fundamental qu e se conheçam as características de atrito da pista e a ef icácia d a trava gem
das aeronaves, as quais deverão ser disponibilizadas aos pilotos e aos responsáveis pelas
operaç ões dos aeroportos, visando a adequabilidade e o ajuste caso necessário, dos
procedimentos ope racionais de voo e do solo.
A ausência de harmonização d a inf ormação sob re a condiç ão fun cional da superfície dos
pavimentos fornecida aos operadores e aos pil otos em virtude dos diver sos métodos de
avaliação de atrito, não permite que os fabricante s de ae ronav es e os operadores facultem aos
pilotos instruções claras a desenvolver durante as manobras de aterrage m e d escolagem em
pistas contaminadas. Esta situação conduz, portanto, à necessida de de adoção de m argens de
seg urança qu e penalizam fortemente os op eradores, ou alternativamente, na sua ausência, s e
arrisca m a comprometer a segurança.
Segundo o RuFAB
33
, na ausência d e harm onização quer da avaliação quer da
publicaçã o/reporte, o que presentemente se faz consiste em:
Observação das condi ções da sup erfície da pista, incluindo a presença de
contaminantes;
Avaliaçã o do atrito re correndo a equipamentos de medição do atrito em co ntínuo, com
o reporte dos valores de atrito fornecidos aos pilotos ou com o reporte da eficácia de
travage m (boa, boa a média, média, média a fraca e fraca ); e
PIREPs – PI lot REPorts de aterragens anteriores.
Como os formulários de reporte, os equipamentos de medição do atrito uti lizados e os
reportes dos pilot os variam, também variam o tipo de informações a fornecer o que é tanto
33
EASA - RuFAB, 2 010 , p ág.2
72
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mais grave relativamente aos valores obtidos com os difer entes tipos de medição do atrito e
que não são compará v eis entre si.
Para além do RuFAB d a EASA há out ras iniciativas em curso, tais como o: CRF I; o estudo da
DGAC; a FTF da I C AO e o TAL P A ARC da FA A.
2.6.1 CRFI da TC
O CRFI – C anadian Runwa y Friction Index
34
, da TC (Transport Canada), que é a Autorida de
Canadiana de Aviação é um índice que surge associado a tabelas de distâ ncias de aterragem
recome ndadas.
Fonte: www.tc.gc.ca , consultad a a 1 2/06/2012
Figura 15 – Tabe la de distância de aterrage m, sem reverse
34
TC - CRFI – www.tc. gc.ca , c onsultada a 12/0 6/2012
73
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fonte: www.tc.gc.ca , consultad a a 1 2/06/2012
Figura 16 – Tabe la de distância de aterrage m, com reverse
Para o cálc ulo do mesmo é utilizado um ERD ( Electronic Recording De celoromete r ), que é
um acelerómetro piezoelétrico destinado a m edir a desaceleração. Este dispositivo é mont ado
num veículo que se ace lera até 50km/h e depois se trava a té ao bloqueio da roda.
As vantage ns do ERD sobre os dispositi vos de ava liação do atr ito em contí nuo, são a sua
simplicidade e o facto dos seus resultados se correlac ionarem bem com as performances de
travage m das aeronaves (isto de acordo c om as medições efetuadas no âmbito do JWRFMP).
80
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Quanto às caracter ísticas operacionais do atrito, o e studo conclui que:
Relativamente à avaliação das condições d a superfície da pista o que se fa z não é
suficiente e deve ser reforçada a regulamentação sobre as definições de contaminante,
a frequência de avaliação das condições, as qualificações e treino do pessoal que
efetua as avaliações, as técnicas pa ra estimar as condições; as auditorias a
procedimentos a realizar;
Quanto ao r eporte das condições verifica que apenas s e fazem reportes durante o
inverno quando se deveriam fazer ao longo de todo o ano;
Quanto à forma de avaliação das condições o que atualmente se faz é com base no
bom senso e a observaçã o visual muito embora também identifique a n ecessidade da
existência de equipame ntos nos aeródromos que per mitam avaliaçõe s expeditas como
também que a comunidade aeronáutica defina r equisitos e t rabalhe em conjunto com
os fabrica nt es de aeronaves;
Quanto ao reporte de informações não há uniformidade relativamente ao tipo de
informaçõe s publicadas nos difer entes países, ta mbém não é uniforme a importância
dada aos PI R EPs face aos valores m edidos. Uns países consideram os primeiros mais
importantes os outros acha m que são os segundos. O JWRFMP foi o programa mais
extenso para avaliação d as condiçõe s d a pista durante o inverno mas a sua utilidade é
limitada e por isso não é muito utilizado. Ma ntém -se uma grande r elutância no
relac ionamento do coeficiente de atrito com a eficiência de t ravagem principalmente
para fins de regulaçã o, enquanto a EASA apont a par a a n ecessidade de dados par a
condições de pista se ca, molhada, com neve, com gelo, com lama e alagada, a FAA
apenas aponta pa ra dados em condição de super fícies secas e molhadas. O mais
importante de tudo é a conclusão de que o coeficiente de atrito deve ser encar ado
como um sistema e não como uma propriedade intrínseca do p avimento, uma vez que
é função: do pneu; do pavimento; do material à superf ície da pi sta (contaminante) e
das condiç ões atmosf éricas, e que, ex cetuando o desa celer ómetro, nenhum outro
equipamento de medição do atrito foi desenhado para out ro propósito que não a
manutençã o dos pavimentos. Assim sendo, não s e devem usar os seus res ultados pa ra
fins operacionais, para este efeito seria necessário que os fabricantes de equipamentos
de medição do atrito em contínuo, em c onjunto com os fabricantes d e aeronaves
desenvolvesse m um equipamento que permitisse a correlação dos d ados obtidos com a
performa n ce da aeronave.
81
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Finalmente o estudo aponta para um conjunto de recomendações, a grupadas em três tipos:
gerais; pa ra efeitos funcionais e para efeitos operacionais.
O estudo aponta c omo recomendações gerais que:
A EASA continue a obser var/acompanhar as outras iniciativas em curso sobre esta
temática, nome adamente a TAL PA ARC da FAA e a FTF da ICAO;
A EASA r elacione as d escrições das condições da pista com as pe rformances das
aerona ves;
A E ASA ma ntenha as três atuais descrições d e esta do da pista: se ca; molhada e
contaminada mas que c omplete a lista de contaminantes; que reveja o critério de
determinação da pista como contaminada quando a percentagem de contaminação é
igual ou superior a 25% da l argura e extensão da pista (pois este não é o critério do
Anexo 15 à C onvenção de Chicago) e que se harmonize e complete o conjunto de
definições utilizadas;
A EASA deverá promover prog ramas de treino para pilotos e para inspetores de pista.
O estudo aponta c omo recomendações destinadas à avaliaçã o funcional:
Relativamente ao objetivo das avaliaçõe s é necessário que se perce b a a clara distinção
entre a finalidade das aval iações do atrito que se d istinguem segundo o seu propósito é
funcional ou operacional. No caso do func ional é necessário que os dese nvolvimentos
apontem no sentido da normalização dos procedimentos, incluindo os afetos à
calibração e harmonização dos equipamentos, e do estabelecimento de relações com as
aerona ves numa instância secundária;
As tentativas de harmonização não foram bem sucedidas pois n ão obtiveram suficiente
precisã o, consistência e certeza, assim, será necessário um esforço neste sentido por
parte dos reguladores dos vários p aíses, qu e com o apoio da EASA deverão produzir
especif icações e regulamentação b aseada nos critérios técnic os d o RuFAB e usar, com
o propósito da harmonização o European Frict ion Index (EF I) ou o I nternational
Friction Index (I F I);
Que os equipamentos de referência são: para medição do atrito o DF tes ter e para a
medição da textura o CF meter ;
De momento não se pro ceda à emenda da Tabel a A1 do An exo 14 à Convenção d e
Chicag o e que se estu de a rea lização d e um ensaio harmonizado baseado nos
82
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requisitos e pa râmetr os de projeto sugeridos no estudo RuF AB e que c om os
resultados desse estudo, se possível, se harmonize a t abela.
O estudo aponta c omo recomendações destinadas à avaliaçã o operacional:
Na generalidade a EAS A reconhece que há uma divergência quanto à importância
dada às observações da super fície d a pista face às avalia ções de atrito e não toma
posição sobre o a ssunto, no entanto, aponta para o acompa nhamento dos resultados
das iniciativas TAL P A ARC da FAA e FTF da ICAO;
Atendendo às limitações de todos os equipamentos de medição do atrito e
principalmente porque nenhum deles permite correlações com a performance das
aeronaves a EASA não classifica nenhum d eles como o “melhor” e ap onta para a
necessida de de c riar o tal equipamento cujos resultados permitam uma cor relação com
as aer onaves;
O aparecimento de nov as tecnologias de avaliação do coeficiente de atrito em quase
tempo real, baseados nos dados recolhidos pel as aeronaves durante as aterragens,
deverá ser acompanhado e eventualmente estimulado;
A EASA reconhece a necessidade de assumir um papel mais ativo na atualização das
avaliaç ões da condição das pistas e nos pr ocedimentos de reporte, bem c omo na
necessida de de desenvolver políticas r elativas ao fator humano d e quem faz as
avaliaç ões e do tempo de pist a ocupado para a realização d essas aval iações e de
produzir regulamentaçã o principalmente relativamente a: d efinições de cont aminante;
frequência de avaliações e definição do que é “alteração significativa da c ondição da
pista”; qualificaçõe s dos inspetores de pistas; técnicas de reporte das condições; treino
e avaliação de inspetores de pista e auditorias a in struçõe s e proce dimentos de
inspeções de pistas;
Relativamente à necessidade do encerramento da pista pa ra efeitos de m anutenção, a
EASA r econhece a necessidade de toma r de cisões destinadas a determinar que o
encerrame nto d as pistas seja ditado p elos aero p ortos, caso certos valores sejam
atingidos, ou de reconhece r que as responsabilidades dos aeroportos se de vem limitar
ao fornecimento da informação e as decisões serem tomadas pe los operadores ou pelos
pilotos;
É necessá rio um equipamento para identificar e quantificar contaminantes na
superfície das pistas;
83
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
O impacto do processo de inspeções de pista e t ransmissão de NOTAMs norueguês
nas operações de voo e performance d as aeronaves deverá ser a companhado e caso a
sua aplicação num espectro mais amplo se co n firme válida, o seu uso deverá ser
regulame ntado.
Em contexto nacional, so bre a condição funcional, apenas se encontraram e studos referentes a
pavimentos rodoviários, geralmente associados ao s sistemas de gestão de p avimentos, como é
o caso do Manual de Utiliz ação do Sist ema de Gestão de Paviment os das Estradas de
Portugal, S.A
41
.
41
EP/I EP/JAE, 20 05
84
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
3 DIAGN ÓSTICO DE PAVIMENTOS AERONÁUTICOS
3.1 Introdução
A ruína func ional, pode ndo ou não ser acompanhada pela ruína estrutural, f az com que o
pavimento não desempenhe cabalmente as funções a que se destina, causando insegurança na
utilização, desconforto aos utilizadores e danos nas aeronaves uti lizadoras do pavimento, que
compete ao gestor do pavimento evitar. Para identificar em que fase d a sua vida útil é que o
pavimento se encontra, torna-se nece ssária a sua avaliação funcional.
O primeiro passo da avaliação funcional consiste no diagnóstic o do pavim ento. Fazem parte
do diagnóstico as fases: ( 1) de recolha e condensação de informação sobre o pavimento desde
o projeto até à sua situação atual; (2) a realização de uma campanha de au scultação e
finalmente (3) o registo e a classificação da s principais patologias manifestada s pelo
pavimento, confor me observável na Figura 2.
3.2 Pe squisa e base de dad os
Deverá ser elaborada u ma pesquisa exaustiva sobre toda a informação existente, quer do
projeto, quer da obra. Procurar-se-ão os pressupostos de cálculo, as especifica çõ es, os ensaios
realizados, as telas finais do projeto e o historial de manutenção. Os registos relativos às
condições atmosféricas e ao tráfego util izador da infra estrutura também deverão fazer parte
deste processo de pesquisa. Será desejável a inclusão de dados s obre a pro cura d a
infraestr utura, nomeadamente os referentes ao tráf ego esp erado nos 20 anos seguintes. Os
dados encontrados se rão compilados e d everão estar disponí veis para consult a durante as
fases subse quentes.
3.3 Inspeções visuais - Auscultação
Deverá ser feita uma inspeção visual atra vés de uma visita ao local. Para além da pr ocura d e
anomalias nos pavimentos atentar-s e-á às condições de drenagem existente, mais
especif icamente, ao estado dos dispositivos de drenagem.
Poderá realizar-se uma passagem de carro pela pi sta, compleme ntada de um a passagem a pé,
para se ter uma p erceção sobre o estado geral da condição do pavimento, com incidência em
86
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locais pontuais onde se encontrem anomalias. Alternativamente, poder -se-á r ealizar um
levantamento visua l contínuo do qual poderá resultar uma a valiação objetiva e expedita.
3.3.1 Valor de serviço atual (VSA) P SR
O Valor de Serviço Atual (VSA) é um conceito de qualidade do pavimento baseado no
conceito Paveme nt Servi ce Rate (PSR) que foi definido pela American A ssociation of State
Highway Official s (AASHO). O conceito ex pressa o qu e os ut ilizado res pensam do
pavimento. Os utilizadores percorrem a via e classificam a sua qualidade usando uma escala
quantitativa. Este conceito de qualidade do pavimento, na generalidade, reflete a regularidade
uma vez que a mesma é fortemente determinante para o con forto d a circulação, que é aquilo
que os utilizadores perc e cionam e avaliam.
É um método subj etivo da avaliação da condição super fici al do pavimento baseado no
conforto de circ ulação, que se desenvolve:
Com os seguintes me ios:
– 3 membros, o condutor não é avaliador (pr oposta de autor);
– 1 veículo;
Circulando na pista à vel ocidade de 180km/h (proposta de autor);
Respeitando dete rminados pressupostos.
1) Pressupostos de avaliação
Não há trocas de perceções entre os avaliadores;
As avaliações devem rea lizar -se sob condições atmosférica s boas (sem chuva,
nevoeiro…);
Desprezar :
– Defeitos visua is do pavimento;
– Falhas g eométricas no traçado;
– Futuras e voluções dos mecanismos de degradação do pavimento;
– Resistência à derrapagem.
2) Aplicação do métod o
Preencher o for mulário de avaliação
O VSA da pista é igua l à média dos 3 avaliadores
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fonte: adap tado d e DNIT 009/2003 , pág. 5
Fig ura 20 - Valor de Serviço Atual
3.3.2 Levantamento visual contínuo
Le vantamento contínuo num veículo a circular à velocida de de ± 40km/h;
Documentam-se as patol ogias na pista e na berma;
Subdivide-se a pista em tr oços de ± 300m (1000pés) (proposta de autor);
Frequência /extensão das patologias:
– Baixa: <30%
– Média: entre 50 e 80%
– Alta: >80%
Severidade ;
– Le ve: 1
– Média: 2
– Elevada:3
Calcula-se o Valor de Serviço Atual (0-5);
Faz-se um reg isto foto gráfico;
Preenche-se uma tabela (frequência/severidade / condição);
Regista-se fotografic amente o seg mento mais representativo do troço.
88
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
3.3.3 Inspeção a pé - Amostragem
Durante uma inspeção a pé, que pode rá se r precedida de uma pa ss agem de carro apenas pa ra
que o avaliador obtenha uma perceção do conjunto, na impossibilidade, ou na falta de
razoabilidade que seria a avaliação de cada metro quadr ado de pista, torn a -se necessá ria uma
amostrage m. Assim, antes de par tir p ara a avaliaçã o, conforme propo sta de autor, será
necessária a sua preparação em gabinete. Primeiro far -se-á uma divisão dos pavimentos a
avaliar seg undo o lo cal:
Pista (desig nação);
Caminho de circ ulação (designação);
Placa (de signação).
Seguida mente, caso c ada um desses lo cais seja constituído por pavimentos de c aracterísticas
diferente s, por exemplo nas pistas é comum os p rimeiros 150m serem em pavimento rí gido e
os restantes em pavimento flexível; se tiverem estruturas d e paviment o difere ntes, ou se
tiverem sido executados em alturas diferentes, cada um desses fatores, ou outros, impõe -se a
necessida de da subdivisão em z onas, essas zonas deverã o ser representadas graficamente e as
suas áreas de verão ser medidas.
Posteriormente divide-se cada uma dessas z onas e m u nidades de amostragem, sendo que para
pavimentos flexíveis a unidade de amostragem será igual a 450±180 m 2 e para pavimentos
rígidos a unidade de amostragem será i gual a 20±8 lajes (as variaç ões dest inam -se aos ajustes
seg undo a área de cada zona).
De acordo com o número de unidades de amostragem de cada z ona, assim serão d eterminadas
o número de a mostras a observar na zona, que no mínimo serão as apresentadas na T abela 3.
Tabela 3. Núm er o de amostras p or zona
Número de unidades de am ostragem da
zona – (N)
Número de am ostras a avaliar por zona
(n)
1 a 5
1
6 a 10
2
11 a 15
3
16 a 40
4
Mais de 40
10%
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Caso se pretenda uma avaliaç ão mais det alhada poder -se-á opta r por in specionar 20% das
unidades de amostra ge m, ou seja 20% d a área d e cada zona, uma vez q ue a á rea de c ada
amostra será a da unidade de amostragem da zona.
O espaçamento ( s ) entre unidades de amostragem é então definido pela fó rmula da eq.5, que
expressa a relação entr e o número d e unidades da zona ( N ) e o núm ero de amostras a
inspecionar ( n ) e cujo res ultado deverá ser arre dondado ao inteiro inferior.
n
N
s
(eq. 5)
A primeira amostra a inspecionar será selecionada dentro do intervalo compreendido entre a
primeira amostra e a am ostra s . De pois as amostr as a avaliar, s erão determinadas aplicando o
incremento s à primeira amostra ensaia da.
Complementarmente dev er-se-ão inspec ionar unidades de amostragem não car acterísticas da
zona (para casos bons e casos maus que se detete m) caso não coincidam com nenhuma das
amostras sele cionadas.
3.4 Pat ologias
Durante a insp eção para ca da uma das amostras deve r ão ser registadas as pa to logias
presente s, os seus graus de severidade e as frequências com que se manifestam.
Na base para a c araterização e descrição das patologias apresentadas a continuação estiveram
os catálogos da NAVFAC.
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
expulsão do material e o potencial de ge r ação de d ebris . É útil que se conheçam as dimensões
das lajes e m betão de cimento.
A sua gra vi dade escalona -se em r eduzida, média e elevada, consoante a espessura, em
milímetros das abertura s das fendas, o s eu material de preenchimento e o seu potencial par a
produzir debris :
R – Fenda s com uma li geira f racturação, com p ouca ou nenhuma possibilidade de
formação de debris ou com nenhuma fracturação. As fendas podem ou não ser
preenc hidas. As f endas não preenchidas têm espessuras inferiores a 6,4mm e nas
preenc hidas, seja qual for a sua espe ssura, os eleme ntos finos de preenc himento têm
uma condiçã o satisfatória;
M – fendilhaçã o definida por: (1) fendas de qualquer espessura, preenchidas ou não,
moderada mente fraturadas (com algum potencial para produzir debris ); (2) fendas não
preenc hidas, com pouca ou nenhuma fracturação mas com espessuras superiores a
6,4mm (com algum potencial para produzir debris ); (3) fendas preenchidas, com
pouca ou nenhuma fracturação mas com os elementos finos de preenchimento em má
condição (com algum po tencial para produzir deb ris ); (4) ligeira fendilhação ale atória
em torno da fe nda ou nos cantos da interseção de fendas;
E – Fendas bem definidas, preenchidas ou não, de qualquer espessura, com fracturação
severa e com elevado pot encial de geraçã o de debr is .
Este tipo de patologia deverá medir-s e em m. Dev erão ser registados os comprimentos e graus
de severidade d e cada fenda. Se a m esma fenda tiver diferentes graus de severidade deverão
ser re portados parcialmente.
As opções para a eliminação desta patologia , cons oante a sua severidade são:
R – Não intervir; sela r as fendas inferiores a 3,2mm;
M – Selar as f endas; remendar parcialmente ;
E – Selar as fendas; r emendar parcialmente; reconstruir a junta.
97
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
8) Fendilhaç ão longitudinal e transversal
As fend as l ongitudinais (paralelas ao desenvolvimento da pist a) e transversais
(perpe ndiculares ao dese nvolvimento da pista) podem resultar de juntas de construção com
deficiênc i as, da retração do betão betuminoso com as variaç ões d e temper atura ou da idade do
pavimento. Podem ainda re sultar da reflexão de fe ndas da camada de base (desde que não
sejam reflexão de juntas de pavimentos rígidos que eventualmente lhe subjazam).
Normalmente nã o estão associadas às carga s induz idas pelo tráf ego.
A sua gra vi dade escalona -se em r eduzida, média e elevada, consoante a espessura, em
milímetros, das aberturas das fe ndas, o seu mater ial de pr eenchime nto e o seu potencial para
produzir debris :
R – Fenda s com pouca ou nenhuma fracturação, com pouca ou nenh uma p ossibilidade
de formação d e debris . As fendas podem ou nã o ser preenchidas. As fendas não
preenc hidas têm espessuras inferiores a 6,4mm e nas pr eenchidas, seja qual for a sua
espessura , os elementos finos de preenchimento têm uma condição sa tisfatória ;
M – Fendilhação definid a por: (1) fendas de qu al quer espessura, p reenchidas ou não,
moderada mente fraturadas (com algum potencial para produzir debris ); (2) fendas não
preenc hidas com pouca ou nenhuma fr acturação mas com espessuras superiores a
6,4mm (com algum potencial para produzir debris ); (3) fendas preenchidas, com
pouca ou nenhuma fracturação mas com os elementos finos de preenchimento em má
condição (com algum po tencial para produzir deb ris ); (4) ligeira fendilhação ale atória
em torno da fe nda ou nos cantos da inter seção de fendas;
E – Fendas bem def inidas, preenchidas ou não, de qualquer e spessura, com fracturação
severa e com elevado potencial de geração de debr is .
Este tipo de patologia deverá medir-s e em m. Dev erão ser registados os comprimentos e graus
de severidade d e cada fenda. Se a m esma fenda tiver diferentes graus de severidade deverão
ser re portados parcialmente.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Não intervir; selar as fenda s infe riores a 3,2mm; aplicar rejuvenesce dor (não
aplicáve l a pistas); selar a superfíc ie (desaconselhável em pistas);
M – Selar as f endas;
E – Selar o pavimento; r emendar parcialmente .
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
9) Derrames de óleos e combustível
Os derrames de óleo, c ombustível ou outros solventes provocam manchas na superfície e
deteriora m o pavimento.
Não se definem graus de severidade para esta patologia, basta que se assinale a sua exist ência.
Mede-se em m 2 de área afetada.
As opções para a eliminação desta patologia passam por: não intervir; remendar parcial ou
totalmente.
10) Remendos
Um remendo é considerado um defeito, não obstante o seu c omportamento.
A sua gravidade escalona-se em r eduzida, média e elevada consoante a condiç ão e o
comportamento do r emendo:
R – Remendo em boas condições e c om um comportamento satisfatório;
M – Remendo lige i ramente deteriorado e que afeta a rolagem;
E – Remendo muito deteriorado que afeta bastante a rolagem e com um elevado
potencial para pr oduzir debris .
No caso de remendos em camadas drenantes, especial atenção deverá ser dada, uma vez que
os mesmos vão incapa citar a drenagem da água e alter ar a resistência ao deslizamento. Ne ste
caso r emendos d e ba ixa severidade deverão passar a mé dia/elevada severidade devido à
afetação do atrito. De i gua l form a, os remendos de média e elevada severidade, deverão
passar a elevada severidade.
Este tipo de patolog ia deve rá m edir -se em m 2 . Deverão ser registadas as áreas e g r aus de
severida de de cada r emendo. Se o mesmo re me ndo tiver difer entes graus de severidade
deverã o ser reportados parcialmente.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Não intervir;
M – Selar as f endas; reparar as patologias do remendo; substituir o remendo;
E – Substituir o remendo.
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
11) Poliment o do agregado
O polimento do ag r egado manifesta-se atravé s d a observação de superfí cies extremamente
lisas com um aspeto como que vitrificado. I ndí cios desta patologia também se podem detetar
na pres ença de decréscim os do valor do coeficiente de atrito. D eve -se ao t ráfeg o e à tipologia
do agrega do.
Não se definem graus d e severidade para esta patol ogia. Apenas se deverá registar a presença
desta patolog i a se o polimento for bastante significativo. Mede-se em m 2 .
Caso se reg iste exsudação no mesmo local, não se deverá registar o polimento.
As opções para a eliminação desta patolog ia passam por: não intervir; recarregar o pavimento
ou aplicar uma camada rugosa.
12) Desagregaçã o superficial
A desagregação superficial, envelhecimento ou “lavagem do pavimento” é c ausada pe la ação
do tempo que provoca a decomposição do pavimento.
A sua gravidade escalona -se em reduzida, média e elevada, conso ante o material desagregado
e o seu potenc ial para produz ir debris :
R – Algum agregado o u a lgum betuminoso despre ndido c om pouca ou nenhuma
possibilidade de for mação de debris ;
M – Falhas de a gregado e/ou betuminoso com alg um potencial para produzir debris,
com influência na regularidade do pavime nto;
E – Falhas d e agregado e/ou betuminoso com elevado potencial para produzir debris,
com grande influência na regularidade do pavimento.
Este tipo de patolog ia d everá medir-se em m 2 .
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade, são:
R – Não intervir; aplicar rejuvenescedor (nã o aplicável a pistas); s elar a superfície
(desac onselhável em pistas);
M – Aplicar rejuvene scedor; selar a superfície;
E – Recarregar; recic lar ou reconstruir.
100
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
13) Cavado de r odeiras
O cavado de rodeira é u ma depressão no p avimento, gerada pela passagem canalizada dos
pneus das ae ronaves qu e provocam a consolidação do p avimento ou das suas camadas d e
base. Em casos de maior gra vidade, o pavimento ao lado da rodeira até pode subir
ligeir amente, o que é raro nos pavimentos aeronáuticos. Este tipo de patologia, no caso dos
pavimentos aeronáuticos, costuma ser tão ténue que apenas se nota q uando chove e se
acumula ág ua nos cavados.
A sua gravidade escalona-se em reduzida, m édia e elevada, consoante a diferença altimétrica
média entre o pavimento e o fundo do cavado de rodeira. Par a obter um va lor para esta
amplitude dever- se-á ass entar uma régua e medir o cavado:
R – Cavado de rode i ra suave, amplitude é inferior ou igual a 6,4mm a 12,7mm;
M – Cavado de rod eira considerável, amplitude superior a 12,7mm e inferior ou igual
a 25,4mm;
E – Cavado de rodeira profundo, a mplitude superior a 25,4mm.
Este tipo de patolog ia d everá medir-se em mm por unidade de superfície em m 2 .
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Não intervir;
M – Preenche r a depres são parcial ou totalmente; pree nch er a depressão parcial ou
totalmente; rec a rregar;
E – Preencher a depressão parc ial ou totalmente; preencher a depressão parcial ou
totalmente; rec a rregar.
O pr eenc himento, se m r ecarga posterior não deverá ser feito caso e xis tam preocupa ções
referente s a debris .
14) Erupção de l ajes
A “e rupção de lajes” é um a patologia qu e a penas pode rá aparecer em pavimentos de
betuminoso sob os quais exista um pavimento rígido. Acontece devido às movimentaçõe s das
lajes de betão de ciment o que o correm na sequên cia de escorre ga mentos e abertura de junt as.
Estas movimentaçõe s empurram o betuminoso, o qual dilata e pode f ender.
101
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
A sua gravidade escalona -se em reduzida, média e elevada, consoante a dilatação e a
fendilhaçã o do b etuminosos e consoante o impacto que tem na qualidade de circulação:
R – L i geira di latação do betuminoso, sem fendilhaç ão, qu e pouco afeta da qualidade
de circ ulação;
M – Dilataçã o do betumi noso significa tiva, com pouca ou nenhuma fe ndilhação, que
afeta moderadamente a circulação;
E – Elevada dilatação do betuminoso, com fendilhação do pavimento, que afeta
severa mente a qualidade de circulação.
Este tipo de patolog ia me de-se em m 2 de superfície afetada.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são :
R – Não intervir;
M – Preencher a irregularidade parcial ou totalmente;
E – Preencher a irregularidade parcial ou totalmente.
15) Fendilhaç ão por escorreg amento
São fendas carac terísticas, pela sua manifestação em formato de meia -lua, com as duas
extremidades apontadas para fora relativamente à di reçã o do movimento de aeronaves.
Devem-se às trava gens e viragens das aeronaves, que provocam a de formação e o
escorrega mento do pavimento, em pavimentos c om misturas deficitária s, ou com superfícies
descolada s das camadas inferiores.
Não se define m graus de se veridade para est a patolog i a. Basta que se re giste a sua
manifestação. Me de-se em m 2 de áre a afetada .
As opções para a eliminação desta patologia p assam por: não intervir; p reencher parcial ou
totalmente a fe ndilhação.
16) Empola mento
O empolamento c aracteriza -se pela manifestação de protuberânc ias à superfície do pavimento.
Podem ser ac entuadas e manifestar -se em pequenas áreas ou afetar áreas maiores e ter um
formato ondulado, podendo ou não causar fen dil hação. Pode dever-se a fenómenos de
congelame nto da base ou de dilatação do solo.
102
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
A sua gravidade escalona-se em reduzida, média e elevada, consoante a dilatação obse rvada
(em mm relativamente ao pavimento circundante) e o impacto que t em na circulação das
aerona ves:
R – Empolamento dific ilmente visível (em pistas é inferior a 19mm) com uma
afetação muito ligeira da qualidade de circulação e da velocidade. Em pequena escala,
quando ainda não é d etetável visivelmente a ma nifestaçã o desta patologia. A m esm a
poderá ser confirmada s e ao circular sobre o pavimento, à velocidade d e circulação
das aer onaves, se verificar um aumento da aceleração;
M – Empolamento observá vel a olho nu (em p istas entre 19 e 38mm), que afeta
signific ativamente a qualidade de c irculaç ão na sua velocidade normal;
E – Empolamento evidente (em pistas sup erior a 38mm) que afeta severamente a
qualidade de circulação na sua velocidade normal.
Este tipo de patolog ia d everá medir-se em mm por unidade de superfície em m 2 .
As opções para a eliminação desta patologia, consoante a sua sever idade são:
R – Não intervir;
M – Reconstruir;
E – Reconstruir.
3.4.2 Patologias de pavime ntos rígidos
1) Blow up
O blow-up ou dilataç ão de lajes, caracteriza-se p ela manifestação do fenómeno de subida da
laje acompa nhada de qu ebra transversal. Normalmente situam -se nas vizinhanças das juntas
(ou nas vizi nhanças dos disposi tivos de drenagem e podem ou n ão ser acompanha d as de
despedaçame nto da laje. Deve-se à falta de espaço entre juntas no período de dilatação da laje,
durante o tempo que nte.
Este tipo de patolog i a, na g en eralidade, tem que ser re p arada imediatamente , devido à
severida de dos danos que poder á inflig ir às aeronaves. A sua gravidade esc alona-se em
reduzida, média e elevada, consoante o impacto que a dilatação e o despedaçamento da laje
têm na operaçã o e a irregularidade observada:
103
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
R – Empolamento e d espedaçamento de l aje que não obrigam à desativação do
pavimento e ape nas se manifesta uma ligeira irregularidade ;
M – Empolamento e despeda çamento de laje que não obrigam à desativação do
pavimento, mas já se manifesta uma irregular idade significativa;
E – Empolamento e despedaçame nto de laje obrigam à desa t ivação do p avimento.
Este tipo de patologia manifesta-se, no rmalmente, em fendas transversais ou em juntas.
Quando acontece numa fenda afeta apenas uma laje e deverá contar -se como afeta ndo um a
laje. Quando oc orre numa junta afeta duas lajes, dever-se-ão contar duas lajes afetadas.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade, são:
R – Preenche r a depressão parcial ou totalme nte; substituir a laje;
M – Preencher a depressão parcial ou totalmente; substituir a laje ;
E – Preencher totalme nte a depressão; substituir a laje.
Note-se que deverá ser acautelada a necessidade , e salvaguardadas as juntas entre as la jes.
2) Fracturaç ão de cant o
A fracturaçã o de canto, carac teriza -se pela manifestaçã o de fraturas no canto da laje, que
intersetam a metade ou menos de metade do la do, dois lados ortogonais da lajes. Caso a
fratura o corra a mais de metade do lado da laje, nem que seja em apenas um dos lados, será
considera da como fracturação di agonal. A fracturação d e canto distingue -se da qu ebra de
canto pela atitude e magnitude da fenda. Na quebra, a fenda é vertical e atin ge toda a
espessura da laj e. N a fracturação de c anto, a fenda manifesta -se com um ângulo r elativamente
ao plano vertical. Pode dever-se ao tráfego atuando sobre uma laje descalçada ( com perda de
regular idade da base) ou a tensões sinusoidais.
A gravidade deste tipo de patologia escalona -se em reduzida, média e el evada, consoante a
fendilhaçã o m edida em mil ímetros de abertura das fendas, o seu material de preenchimento e
a fracturaçã o da laje, com o seu potencial para produzir debris :
R – Fendilhaç ão com pouco ou nenhuma fracturação, sem qualqu er possibilidade de
formação de debris , co m a área entre a fenda e o canto intacta. As fendas não
preenc hidas têm espessuras infer iores a 3,2mm e nas preenchidas os elementos finos
de pree nchimento têm uma condição satisfatória;
104
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
M – Com uma das se guintes condições: (1) fendas preenchidas ou não,
moderada mente fraturadas (com algum potencial para produzir debris ); (2) fendas não
preenc hidas com espessuras entre 3,2mm e 25,4m m; (3) fendas preenchidas, com
pouca ou nenhuma fracturação mas com os elementos finos de preenchimento em má
condição; (4) área entre a fenda e o canto ligeira mente fendilhada;
E – Com uma das seguintes condições: (1) fendas pre enchidas ou não, s everamente
fratura das (com elevado potencial para produz ir debris ); (2) fendas não preenchidas
com espessuras superiores a 25,4mm ( com potencial para a d estruição do s pneus); (3)
área entre a fenda e o canto severamente fendilhada.
Este tipo de patologia deverá ser contabilizada em número de l ajes afeta das. Contar -se-á um a
laje afetada pela patolo gia quando: (1) conte nha u ma fra tura de canto; (2) contenha m ais qu e
uma fratura de determinada se veridade; 3) contenha duas ou mais fraturas de diferentes
severida des. No c aso da verificação de duas ou mais fraturas, deverá ser registado o maior
grau de se veridade, para a laje em questão.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Não intervir; sela r as fendas;
M – Selar as f endas; preencher totalmente a depressão; substituir a laje;
E – Selar as fendas; pr eencher totalmente a depressão; substituir a laje.
Note-se que deverá ser averiguada a condição da base da laje .
3) Fendilhaç ão longitudinal , transversal e diag onal
As fendas longitudinais, transve rsais e diagonais, que geralme nte dividem a laje em duas ou
três frações, podem resultar da repe tição de cargas, de tensões sinusoidais ou de tensões de
contração da laje. No caso da laje su rgir dividida em quatro ou mais frações, consultar a
patologia de despedaçamento de laje. A fendilhação ti po fios de cabelo, d a ordem dos 30cm
de extensão e que não s e propaga por toda a laje, deverá ser considerada como fendilhação
por retração. A fendilhação de reduzida severidade, normalmente, resulta do atrito e não s e
considera uma falha estrutural. A fendilhação de média ou elevada severidade, normalmente,
corre sponde a fendilhação de serviço e considera- se falha estrutura l.
105
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A sua gra vidade escalona-se em reduzida, média e elevada, consoante a laje seja em bet ão ou
em betão arma do, e dep ende da esp essura, em milímetros, das aberturas das fenda s, do seu
material de preenchimento e do seu potencia l para produzir debris .
Em lajes de betã o simples:
R – Fendilhação d efinida por: (1) fendas com pouca ou n enhuma fracturação, com
pouca ou nenhuma possi bilidade de formação de debris , as fendas podem ou não ser
preenc hidas. As f endas não preenchidas têm espessuras inferiores a 3,2mm e n as
preenc hidas, seja qual for a sua espe ssura, os eleme ntos finos de preenc himento têm
uma condição satisfatória; (2) laje dividida em três frações mas com fendilhação de
baixa severidade ;
M – Com uma das seguinte s condiçõe s: (1) fendas de qualquer espessu ra, preenchidas
ou não, moderadamente fr aturadas (com al gum pot encial para produzir debris ); (2)
fendas n ão pr eenchidas com pouca ou nenhuma fracturação, com espessuras
compree ndidas entre 3,2mm e 25,4mm; (3) f endas preenc hidas, com pouca ou
nenhuma fracturação, m as com os elementos finos de preenchimento em m á condição;
(4) laje dividida em três frações, por duas ou mais fraturas, em que pelo menos uma
delas é de severidade média;
E – Com uma das seguintes condições: (1) fend as de qualquer espessura, p reen chid as
ou não, severamente fraturadas (com potenci al assumido para p roduzir debris ); (2)
fendas não p reenchidas com espessuras médias superiores a 25,4mm , com potencial
para da nificar os pneus.
Em lajes de be tão armado:
R – Fendilhação definida por (1) fend as com pouca ou nenhum a fractura ção,
preenc hidas com espessuras entre 3,2mm e 12,7mme, nas preenchidas, seja qual for a
sua espessura, os elementos finos de preenchimento têm uma condição sati sfatória; (2)
fendas com fracturação li ge ira, pr eenchidas ou nã o preenchidas, co m espessuras
inferiore s a 12,7mm; (3) fend as sem fracturação, com f endas preenchidas, qualquer
que seja a sua espessura;
Note-se qu e f endas co m espessura i nferior a 3,2mm e sem f racturação deve rão ser
considera das como fendilhação por retração.
112
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11) Desnivela mento
O desnivelamento de juntas de lajes ou de fraturas nas lajes consiste num diferença de cotas
que se deve à subida ou ao assentamento da laje.
A sua gravidade escalona-se em reduzida, média e elevada, consoante o desnível observ ado,
em mm e o decrésc imo na qualidade da rolagem que lhe está associado:
R - Desnível de pequena escala, que pouco afeta a qualidade de circulação. Em pistas
e caminhos de cir culação de alta velocidade a amplitude altimétrica é i nferior a
6,4mm. Em outros caminhos de circulaçã o e placas de estac ionamento a amplitude
altimétrica é si tua-se entre os 3,2 e os 12,7mm;
M – Desnível significativo que afeta a qualidade de circulaçã o. Em pistas e caminhos
de circulação de alta velocidade a amplitude altimétrica situa -se entre 6,4mm e
12,7mm. Em outros caminhos de circulaç ão e placas de estacionamento a amplitude
altimétrica situa-se e nt re 12,7mm e 25,4mm;
E – Desnível extremamente evidente, que afeta severamente a qualidade de circulaç ão.
Em pistas e caminhos de circulação de alta velocid ade amplitude altimétrica superior a
12,7mm. Em outros caminhos de circulação e placas de estacionamento amplitude
altimétrica supe rior a 25, 4mm.
O desnível entre duas lajes deverá contar-s e como uma l aje, para efeitos de m edição dever -se-
á apoiar um nível, que pode ser uma régua, e medir o desnível.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Não intervir;
M – Nivelar a laje;
E – Nivelar a laje; substituir a laje.
Deverá também analisar -se o estado do selante das juntas, procurar a ex istência de vazios e
equacionar a hipóte se de selagem da fundação e das juntas.
12) Fracturaç ão / Quebra de laj e
Este tipo de patolog ia caracteriza-se pela ex istência de fra turas na laje, que se interseta m e a
dividem em 4 ou mais frações, devido à sobrecarga ou à falta de estabilidade da base da laje.
No caso d e maior sev eridade, a p atologia definir -se-á como quebra de laje. No caso d e se
113
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observarem f raturas de canto em todas as frações, a p atologia será d enominada fracturação d e
canto de e levada severidade.
A sua gravidade esca lona-se em reduzida, média e elevada, consoante o número de frações
em que a la je está dividida e consoante a severidade das fratura s:
R – La je fraturada em 4 ou 5 frações com a ma ioria das fraturas (mais de 85%) d e
reduzida sever idade;
M – Com uma das seguintes condições: (1) laje fraturada em 4 ou 5 frações com mais
de 15% das fraturas de média severid ade; (2) l aje fraturada em 6 ou mais frações com
mais de 85% das fra turas de reduzida severidade ;
E – Neste caso a patolog ia denomina -se que br a de l aje. Com uma das se guintes
condições: (1) laj e fraturada em 4 ou 5 frações, alg um as fraturas de elevada
severida de; (2) laje fraturada em 6 ou mais frações com mais de 15% d as fraturas de
média ou eleva d a severidade.
Caso se registem níveis de severidade médios e elevados p ara esta p atologia, n ão deverão
contabilizar-se outros tipos de patolog ias tais como: fendilhação por enve lhecimento; rede d e
fendilhaçã o; quebras de junta ou de canto, pois esta patolog i a é muito mais condicionante.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Selar as f raturas;
M – Selar as f raturas, remendar totalmente; substituir a laje;
E – Remendar tota lmente, substituir a laje.
13) Fendilhaç ão por retração
A fendilhação por retração manifesta-se através do aparecimento de fissuras ti po fio de cabelo
que normalmente não se estendem a toda a laje. As me smas aparece m durante o processo de
cura do be tão e muito dificilmente se propagarão ao longo de toda a espessura da laje.
Não se definem graus de severidade para esta patologia, basta que se assinale a sua exist ência.
A patolog ia é reportada em número de lajes afetadas.
A patolog ia deverá ser assumida e não é necessário que se repare.
114
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14) Quebra de ju ntas
A quebra de juntas caracteriza-se p ela existência d e fr aturas dos lados da l aj e, a cerca de meio
metro da junta, normalmente, não s e desenvolve ao longo de todo esse la do, interseta ndo a
junta num ângulo. Este tipo de fendilhação deve -se à sobrecarga da junta provocada ou pela
infiltraçã o d e materiais i ncompressíveis ou pelas cargas das ae ronaves. A fra queza do bet ão
na imediação d a junta (devido à sobrecarg a) com binada com a ação d as cargas das aeronaves,
também pode dar origem a esta patologia.
A sua gravidade escalona-se em reduzida, média e elevada, consoante o comprimento d a
fratura ; consoante o nú mero de f rações em qu e a laje se encontra di vidida, consoante o
comportamento da junta e segundo o seu potencial para produzir debris .
R a) Quebra de junta de c omprimento superior a 0,6m. C om uma das seguintes
condições: (1) a lasca formada pela qu ebra encontra -se dividida em não mais de 3
fraç ões, definidas por fraturas de baixa a média sever idade, com pouca o u nenhuma
possibilidade de formação de debris ; (2) a junta encontra-se ligeiramente deteriorada,
com pouca ou ne nhuma possibilidade de forma ção de debris;
b) Quebra de junta de comprimento inferior a 0,6m. A lasca formada pela
quebra encontra-se fra gmentada, se bem qu e com pouca ou nenhuma po ssib ilidade de
formação de de bris ou de provocar estragos nos pneus das aerona ves;
M a) Quebra de junta de comprimento superior a 0 ,6m. Com uma das se guintes
condições: (1) a lasca formada pela quebra encont ra-se dividida em mais de 3 frações,
definidas por fraturas de baixa a média severidade , (2) a lasca formada pela quebra
encontra-se dividida em não mais de 3 frações, definidas por pelo menos uma fratura
de elevada severidade, com algum potencial para produzir debris ; (3) a junta encontra-
se modera damente deteri orada, c om alguma possibilidade de formação de debris;
b) Quebra de junta de comprimento inferior a 0,6m. A lasca formada pela
quebra encontra-se fragmentada, com ausência de al guns fragmentos, com notável
possibilidade de for mação de debris ou de provoc ar estrag os nos pn eus das aeronaves;
E – Quebra de junta de comprimento superior a 0,6m. Com uma das seguintes
condições: (1) a lasca formada pela quebra encont ra-se dividida em mais de 3 frações,
definidas por pelo menos uma fra tura de elevada sev eridad e, com elevada
possibilidade de formação de debris , (2) a junta e ncontra-se severamente deterior ada,
com eleva da possibilidade de formação de debris;
115
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Após a identificação da severidade, a patolo gia deverá ser contabilizad a na laje em que
aparece . A patolo gia será reportada em números de lajes afetadas. Caso, na mesma laje, se
manifeste a p atologia co m di fere ntes graus de s e veridade , d everá se r rep ortado o maior grau
de severidade. No caso de a patologia se propagar a outra laje, então am bas as lajes dever ão
ser conta bilizadas.
Caso a quebra de junta seja inferior a 0,6m e apenas se observe que a junta está ligeiramente
deteriora da, ou caso a lasca seja tão pequena qu e possa ser re parada durante a selag em de
juntas, então não se d everá contabilizar esta patologia.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Não intervir; sela r as juntas;
M – Remendar parc ialmente;
E – Remendar parc ialmente.
15) Quebra de cantos
A quebr a d e canto c aracteriza -se p ela existência d e uma fra t ura d a laje a sensivelmente meio
metro do canto. A fra cturação d e canto distingue -se da quebra de ca nto pela atitude e
magnitude da fenda. Na quebra a fenda é verti cal e atinge toda a espessura da laje. N a
frac turação de canto a fenda manifesta-se com um ângulo relativamente ao plano vertical.
A sua gravidade esca lona-se em reduzida, média e elevada, consoante o número de frações
em que a la je se encontra dividida e segundo o seu potencial para produzir debris :
R – Com uma das se guintes condições: (1) a las ca fo rmada pela quebra encontra-se
dividida em não mais de 2 frações definidas po r fra turas de baixa severidade, co m
pouca ou nenhuma possi bilidade de formação d e debris ; (2) a lasca é definida por uma
fratura d e média severidade, com pouca ou nenhuma possib ilidade de formação de
debris;
M – Com uma d as se guintes condições: (1) a l asca formada pela quebra enc ontra -se
dividida em 2 ou mais fraç ões definidas por fraturas de média s everidade, com a
ausência de al guns fr agmentos; (2) a lasca é definida por uma fr atura de elevada
severida de acompanhada por fendilhaç ão do tipo fio de cabelo; (3) a lasca está de tal
forma deteriora da que os fragmentos soltos possibilitam a forma ção de debris ;
116
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E – Com uma das seg uint es condições: (1) a lasca formada pela quebra encont ra-se
dividida em 2 ou mais frações, de finidas por fr aturas de elevada seve ridade, com a
ausência de alguns fragmentos; (2) a ausência de f ragmentos da lasca é tal, que conduz
à possibilidade de ca usar estragos nos pneus; (3) a l asca está de tal forma dete riora da
que os frag mentos soltos possibilitam fortemente a for mação de debris .
Após a identificação da severidade, a patolo gia deverá ser contabilizad a na laje em que
aparece . A patologia será reportada em números de lajes afeta das. Caso, na mesma laje, s e
manifeste a p atologia co m di fere ntes graus de s e veridade , d everá se r rep ortado o maior grau
de sever idade.
As opções para a eliminação desta patolog ia, consoante a sua severidade são:
R – Não intervir;
M – Remendar parc ialmente;
E – Remendar parc ialmente.
3.5 Cálculo do PCI
O PC I ( Pavement Condi tion Index ) é um índi ce d a condição do pavimento que se determina a
partir de uma inspe ção visual e se traduz num nú mero entre 0 e 100, em que 0 corresponde a
um pavimento em ruína e 100 a um pa vimento excelente.
Fonte: http:// www.pa ver.colostate. edu/soft ware.php , consult ada a 10/11/2 011
Fig ura 21 – PC I
117
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
O cálculo do PC I faz -se em conformidade com a norma ASTM D 5340 -11 “ Standard T est
Method for Airport Pavement Conditi on Inde x Surveys ”
42
. Mui to sucintamente este cálculo
faz-se em qua tro passos:
1.º - F az-se a divisão das zonas em troços e selecionam -se os troços a insp ecionar. As
zonas são diferentes locais da á rea de movimen to (pistas; caminhos de circulação e
placas de estacionamento). Os troç os, ou se cções, são locais com características
semelhantes ou de constituição ou de utilização do pavimento, tráfego, etc .. O número
de unidades amostrais a inspecionar é determinado tendo em conside ração o número
total de unidades da amostr a e corresponde aproximadamente a uma uni dade amostral
por 450m 2 de pavimento flexível ou a 20 lajes de pavimento rígido (conforme já
descrito no ponto 3.3);
2.º - I d entificam-se, classificam-se e reg istam -se as patologias de cada unidade
amostral conf orme definido no ponto 3.4, de ac ordo com o Quadro 1;
3.º - Calcula -se o PC I de cada t roço/secção com base n a gravidade e t ipologia das
patologia s observadas (quantidade de pat ologias; densidade de patologia s;
determinação do valor deduzido; cálculo do valor deduzido corrigido; obtençã o do
PC I do troço);
4.º - Calcula-se o PCI da zona e classifica-se em conformidade.
42
ASTM, 2 010
118
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
119
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
4 PARÂMETROS FUNDAMENTAIS PARA A CARACTERIZAÇÃO FUNCIONAL
DE PAV IMENTOS AERONÁUTICOS
4.1 Introdução
Após a fase de diagnóstico, para a avaliação funcional de um pavimen to tor na-se necessária a
caracter ização da condição funcional, que consiste na car acterização de parâmetros
fundamentais: coeficiente de atrito; tex tura; irreg ul aridade e contam inação e poste rior
comparação c om valores de referência.
Os programas de manut enção de aeródr om os, d evem atentar para a necessidade de uma
fiscalizaçã o eficaz das caracter ísticas funcionais da supe rfície das pi stas através de um
planeame nto adequado de c ampanhas de medição: do co eficiente de at rito; da text ura; da
regular idade e da contaminação, conjugado com metodologia s de registo e a nálise de
resultados obtidos, por c omparação com os valor es de re ferência, b em como a previsão de
medidas a a dotar face aos resultados.
Neste capítulo, para cada um desses parâmetr os fundamentais, procede -se: à
definição/car acterização do parâmetro; d escrição das suas principais condicionantes;
explicação da influência que c ada um deles t em na se gurança d as oper ações de aeronaves;
referênc ia ao requisito que estabelece a necessidade de medição do pa r âmetro; bem como às
periodicidade s e incidências das medições; equipamentos de medições e interpretação de
resultados por referência a níveis que se estabelecem e ainda à descrição das medidas a tomar
face aos resultados das medições de cada um dos parâmetros.
120
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
4.2 Coeficiente de at rito
4.2.1 Definição
Segundo o National Cooperative Highw ay Rese arch Program NC HRP
43
o atrito dos
pavimentos é a forç a resistente ao movimento que se desenvolve entre o p neu do veículo e a
superfície do pavimento. O atrito caracteriza a ru gosidade desenvolvida ent re duas superfícies
em contacto, varia ndo n uma razão direta de proporcionalidade, quanto maior o atrito maior a
força de contacto entre as superfícies.
O coeficiente de atrito (μ) ex pressa d e uma fo rma adimensional a rel ação entre a força
tangencia l de atrito que se desenvolve entre o pneu e o pavimento ( F R ) e a força normal de
reação à carga transmitida pela roda ao pa vimento ( F N ).
N
R
F
F
(eq. 6)
4.2.2 Atrito vs condiçõe s de operação
Muito embora exista o atrito estático ( μe ), pneu e pavimento em repouso, para os fenóm enos a
analisar no presente estudo apenas tem interesse a caracterização do coeficiente d e at rito
dinâmico ( μd ), porque a pertinência d este par âmetro apenas s e ve rifica na presença de
movimento, aquando d a circulação da aerona ve (aterragens e descolagem). O atrito não é
independente das condições de operação das aeronaves, assim, e tendo apenas em conta o
atrito dinâmico ( μd ) deverã o pe rspetivar-se os casos: de rolagem livre; de tr avage m; de
viragem; de subida/desc ida; de sujeição a vento cruzado e ainda os casos de combinação d e
viragem com travagem. Nos casos da rolagem livre e da travagem d esenvolve -se fo rça de
atrito longitudinal. Nos c asos d e viragem, sub ida/descida e presença de ventos cru zados
desenvolvem-se forças t angenciais. Nos c asos d e combina ção de travagem com vir agem h á
uma interação e ntre forças longitudinais e transversais.
43
Hall, J. W et al, 2009, p ág. 19
121
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
4.2.2.1 Rolagem livre
Quando uma roda g ira livremente sobre o pavimento, a força normal de reaç ão do p avimento
ao rolamento, numa superfície pavime ntada e seca é a exemplificada na Fi gura 22.
Fonte: adap tado d e Hall, J.W et al, NCHRP, 200 9, pág. 21
Fig ura 22 - Força de resistência, roda em movimento, superfície sec a
A força do pavimento exerce -se no centro do con tacto pneu/pavimento, o qual está desviado
do centro do pneu. Esse de svio é representado pe lo parâmetro ( a ) , o qual gera um momento
que deverá ser vencido para que a r oda g i re. A força necessária para f azer face a esse
momento é denominada força de resistência d e deslocação ( F R ). O valor do desvio ( a ) é
função d a velocidade e aumenta com o aumento da mesma, assim também o valor de ( F R )
aumentará com o aumento da velocidade.
Aquando da rolagem livre da aeronave não se verifica derrapa gem, a velocidade de
derra pa ge m (velocidade relativa entre o pneu e a superfície do pavime nto) é nul a. Na equaçã o
7 é explicada a ve l ocidade de derrapagem como função da velocidade da aeronave:
) ( r V V V S p
(eq. 7)
Na qual: S = Velocidade d e derrapagem, em m/s;
V = Veloc idade da aeronave, em m/s;
V p = Veloc idade média do pneu, m/s;
ω = Velocidade angular do pneu, rad/s;
r = ra io do pneu, m.
128
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
4.2.6 Hidroplanagem
A pre sença de água na pista é uma condicionante muit o sig nificativa do atrito. Em pistas
molhadas os coefic ientes de atrito são inferiores. A aderência pneu pavi mento nas pistas
molhadas é menor por que há uma lâmina de água que não permite o total contacto entre o
pneu e o p avimento, ainda que os rastos dos pneus se jam des enhados para promover a
expulsão de parte dessa água. Cumulativamente, com o aum ento da velocidade o intervalo de
tempo do contacto ente o pneu e o p avimento reduz -se, fazendo decr escer ainda mais o
fenómeno da expulsão da água, o que p rovoca a dim inuição da ad erência que é uma
componente fundamental para a resistência à d errapagem. Daí a diminuição drástica do
coefic iente de atrito com o aumento da velocidade, em pistas molhadas, como observável na
Fig ura 30, que represent a as curvas referentes às variaç õ es do coe ficiente de a trito em função
da velocidade para um a pista de betão enquanto s eca e enquanto molhada, relativa à aeronave
880 Jet com o sistema antisskid ativado.
Fonte: Adap tado d e Rodr igues Filho, O.S. 2 006 , pá g. 74
Fig ura 30 – Variação do a trito com a velocidade em pista seca e molhada
A hi droplanage m acontece, para determinadas velocidades, quando o contacto entre o pn eu e
o pavimento deixa de existir, f ace à película de água, à contaminação ou à presença de gelo.
Durante a circulação de uma aeronave numa pist a coberta p o r água, os p neus promovem a
expulsão da água permitindo o contacto com o pa vimento e o avanço da roda. Do impulso
transmitido pelo pneu à ág ua r esulta uma onda de pressão de cor respondente intensidade,
pressão esta, que por sua vez promove a deformação do pneu. Para valores críticos da lâmina
129
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
de á gua e da velocidade, a água não permite o contacto entre o pneu e o p avimento e dá -se a
hidroplanage m dinâmica completa, na qual n ão se verificam quaisquer perdas de ener gia
cinética por aderência, apenas com perdas por histerese.
Segundo a I CAO
47
, três tipos de hidroplanagem p odem acontecer: viscosa; dinâmica e por
desvulcanizaçã o d a borracha.
4.2.6.1 Viscosa
A hidroplanage m viscosa pode acontecer mesmo a velocidades reduzidas, caso o fenómeno da
viscosidade não permita a expulsão da ág ua sob o rasto do pneu, o que apenas acontece c aso a
superfície seja extremamente l isa (polimento do a gregado ou a cumulação de borracha). Est e
tipo de hidroplanagem acontece durante a t ravagem (ate rragens ou descolagens abortadas) em
pistas molhadas (mesmo com lâminas de ág ua de reduzida espe ssura) ou com gelo. A
hidroplanage m depois d e começar, muito dificilmente pá ra, mesmo que a velocidade seja
reduzida.
4.2.6.2 Dinâmica
A hidroplanagem dinâmica acontece, m esmo que na presença de finas lâm inas de água, para
valores d e velocidade el evados, valores determinados em função da pressão de enchimento
dos pneus. Em pist as cobertas com água, com o deslocamento da aeronave, o pneu provoca a
deslocação dessa água p ara a frent e e para os lados. Na parte diante ira do pneu, na área de
contacto, forma-se uma onda de pressão d ecorrente do impulso que o pn eu transmite à água,
essa pressão é proporcional ao quadrado da velocidade do pneu e à densidade da água. O pneu
sofre um a de formação e a á gua penetra na área de c onta cto ent re o pneu e o pavimento e é
possível a sustentação da carga vertical do pneu. Para espessuras de lâmina de água superiores
a determinado v alor (lâmina cítrica) e de determinada v elocidade (velocidade de
hidroplanage m) a água ocupa toda área de contacto e deixa de existir contacto
pneu/pavimento e dá-s e a hidropl anagem dinâmica completa. Quanto maior a pressão de
enchimento dos pneus, maior a ve locidade a que poderá ocorrer hidroplanage m
48
.
47
ICAO, ASM, P art 2 , 2002, p ág. 1-6
48
ICAO, ASM, P art 2 , 2002, p ág. 1-6
130
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Segundo Rodrigues Filho
49
a hidroplanag em dinâmica complet a, com pneus aeronáuticos
diagonais, em pistas contaminadas por lâminas de espessura superior ou igual à c rítica dá-se à
velocidade calculada por:
p V h 77 , 1
(eq. 10)
Na qual:
V h – velocidade de hidroplanagem dinâmic a para roda a girar se m deslizar, em m/s;
p – pressão de enchimento dos pneus, em kPa.
Caso o pneu, diagonal, d eslize sem girar (situação que pod e o correr aquando do toque no solo
durante a aterragem), a hi droplanage m pode dar-se para velocidades mais baixas, calculadas
por:
p V ht 51 , 1
(eq. 11)
Na qual:
V ht – velocidade de hidroplanagem dinâmica para roda a deslizar em m/s;
p – pressão de enchimento dos pneus e, kPa.
Com os pneus aeronáuticos radiais, a girar sem d eslizar, em pistas conta minadas por lâminas
de espessura superior ou igual à cítrica, a hidroplanagem completa dá -se à velocidade
calcula da por:
p V h 29 , 1
(eq. 12)
Segundo Rodrigues Fil ho, não se encontra literatura para valores de v elocidade de
hidroplanage m com pn eus aeronáuticos radiais a deslizar em vez de girar, mas analo gamente
ao que acontece para o caso dos pneus di a gonais, o valor de v elocidade de hidroplanagem
tende a ser ainda mais baixo.
Pode acontecer em pistas com macrotex turas fech adas, para além d a velocidade crítica, caso a
espessura da lâmina de água tenha uma certa expressão.
49
Rodrigues Fil ho, O.S. , 20 06, pág. 87
131
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Este tipo de hidroplanagem acontece durante as veloc idades mais elevada s pra ticadas durant e
as aterragens e as desc ol agens. Seg undo a ICAO
50
lâminas de ág ua de 0.5mm são suficientes
para qu e se dê a hidroplanagem, atente-s e que basta, para tal, qu e se esteja na presença d e
chuvadas de grande inte nsidade, ainda que de cu rta duração, em pistas com i rreg ul aridades.
Daí ser aconse lhável a adoção das inclinações transversais má ximas admissíveis do Anexo 14.
4.2.6.3 Por desvulcanização
A hidroplanag em por desvulc anização, ou re versão da borracha, acontece devido ao
fenómeno de sobreaquecimento do pneu. Temperaturas de cerca d e 200ºC faze m com que os
pneus “derretam ”. O sob reaquecimento acontece, para qualquer gama de velocidades, devido
à macrotextura, desde que a roda não gire durante um período longo de tempo. A borracha
perde as suas propriedades elásticas entra no patamar plástico e n ão permite que a água se j a
expulsa da interfa ce pneu/pavimento.
Atendendo à fraca resistência da bor racha no estado plástico, as perdas de aderência po r
histerese e po r desgaste tornam-se reduzidas.
Este tipo de hidroplanagem deixa marca s nos pn eus e no pavimento, as dos pneus podem ser
observada s na Figura 31, no pavimento deixam mar cas b rancas numa área ovalada.
Fonte: Good year-a viation , 2004 co nsultado em: biggles-so ft w ar e.co m a 14/07/2010
Fig ura 31 – Pneu após uma hidroplanag em por d esvulcanização
50
ICAO, ASM, P art 2 , 2002, p ág. 1-6
132
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
4.2.6.4 Combinada
O fenómeno de hidropla nagem combinada (viscosa e dinâmica ) é mais fre quente do que a
ocorrê ncia da hidroplanagem puramente viscosa ou puramente dinâmica.
Gough
51
foi o primeiro teórico a preconizar a ex istência de três z onas dis tintas na área de
contacto pneu/pavimento e da presença de cada tipo de hidroplanagem em cada uma das
zonas. Na Zona 3, a água já foi expulsa. Trata-se d e uma zona seca, há cont acto entre o pneu e
o pavimento, já não oc orre hidroplanagem.
Zona 1 (Z1): zona mol hada, coberta po r basta nte água é onde se exerce a pressão
dinâmica à qua l se associa a hidroplanagem dinâm ica.
Zona 2 (Z2): zona coberta por um a fina lâmina de água à qual se associa a
hidroplanage m viscosa;
Zona 3 (Z3): z ona onde a água já foi expulsa (teoricamente s eca), há contacto entre o
pneu e o pavime nto e não ocorre hidroplanagem.
A Zona 1 é aquela on de a película de á gua entre o pneu e pavimento é m aior por ser a zona d e
impacto da água no pn eu, onde (segundo al guns autores) ap enas se v erificam perdas por
histerese.
A Zona 2 é uma zona de transição entre o pneu completamente molhado e o pneu seco, aq ui
ainda existe uma fina película de água (nesta zona desenvolvem -se perdas por histerese), no
entanto, é possível o rompimento dessa película em pontos localizados - as rugosidades da
superfície , que provoc am perdas por adesão devidas à microtextura, quanto mais rug osa fo r a
superfície maiores as perdas por adesão e consequentemente ma ior o atrito.
Na Z ona 3 pode afirmar -se que predomina o contacto seco pneu/pavimento, onde há perdas
por histerese e por adesão, sendo a zona do pneu que mais contribuí para o atrito.
Assim, conforme as proporçõe s de cada uma dessas zonas nas áreas de contac t o pn eu
pavimento em pistas mol hadas, maior ou menor o atrito e consequentemente menor ou menor
(respe tivamente) a probabil idade de ocorrênc ia de hidroplanagem. A ex press ão de cada uma
51
Gough, 19 74, citado pela ICA O no ASM, P art 2, 2002, pág. 1-6
133
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
das zonas é v ariável com a velocidade. À medida que a velocidade aumenta há um aumento
da Zona 1 em detrimento das outras duas, até q ue para velocidades m ais ele vadas, deixa d e
existir a Zona 3 e depois deixa de existir a Zona 2, o coeficien te de a trito tem um valor
insignifica nt e e dá -se a hidroplanagem dinâmica completa. Este f enómeno pode observar -s e
na Figura 32, onde s e veem as três zonas de contac to dura nte quat ro tipos de hidroplanage m,
desde uma primeira si tuação a) na qual não ocorre o fenómeno, até um caso d) em que a
hidroplanage m é completa (sem qualquer c ontacto entre o pneu e o pavimento).
Partindo das hipóteses de que h á perdas por histe rese n a Z ona 1 ( representadas pelo
coefic iente de atrito ( μ h )) e que há perdas p or adesão n a Zona 2 (representadas pelo
coefic iente de atrito ( μ a w )), a magnitude dess es coeficientes dependerá da espessura do fluído
contaminante e da microtextura da superfície, respetivamente e c aso não se tenham em
consideração a r esistência ao rolamento e a resistência hidrodinâmica d a água, o coeficiente
de atrito da pista molhada poderá ser obtido através da seguinte e xpressão:
A
Z Z Z h a h aw h
w
3 2 1
(eq. 13)
Onde:
μ w – coeficiente de atrito em pista molhada;
μ h – coefic iente de a trito devido à histerese;
μ aw – coeficiente de atrito devido à adesão na área molhada;
μ a – coefic iente de atrito devido à ade são na área seca;
Z 1 , Z 2 , Z 3 – Zonas 1, 2 e 3 respetivamente;
A – Área de contacto pneu/pavimento.
134
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fonte: Rodrig ues Fil ho, O.S. 2 006 , pág. 93
Fig ura 32 – Três zonas de c ontacto, quatro fases de hidroplanagem
4.2.7 Medição
Relativamente à me dição do c oeficie nte de atrito serão referidas as ca usas que levam à
necessida de de medição do parâmetro, obrigatoriedade; serão e specificados os intervalos entre
medições sucessivas, obrigatórias e complementares aplicá veis a cada caso, periodicidade;
será ex plicada a necessidade do a companhamento dos valores o btidos com as medições,
135
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
análise da evolu ção/tendências e s erão d escritos g enericamente os equipamentos aceites pela
ICAO para a medição do parâmetro.
4.2.7.1 Obrigatoriedade de medição
De ac ordo com o disposto no Anexo 14 o coeficiente de atrito de verá ser medido, para:
- Afe rir o coe fici ente de atrito quando uma pista entra em serviço, pela pr imeira vez e
sempre que seja repavimentada
52
;
- Obter, regularmente, dados sobre o atrito da pista, para g arantia de que as suas
caracter ísticas se mantêm dentro dos limites
53
(10.2.3).
A medição de ste parâmetro é de caráter obrigatório.
O primeiro requisito apenas é releva nt e na presença de um pavime nto novo ou bene ficiado, o
seg undo será pertinente ao longo de toda a vid a útil do pavimento. Para a garantia de que o s
valores não desre speitam os mínimos será necessár io que inicialmente se desenvolvam mais
campanha s de avaliação, e posterior mente, com a avaliação e a compa ração dos dados ao
longo do tempo, poder- se-ão ajustar e prever as necessida des em te rmos de campanhas a
desenvolver.
Complementarmente deverão ser desenvolvidas campanhas de medição do atrito pontual
recorrendo a o Pêndulo Britânico.
4.2.7.2 Periodicidade das medições do coe ficiente de atrito em contínuo
A frequência das avaliações, a adotar pelo operador do a eródromo d everá ser tal que permita a
identificaç ão de alterações às c aracterística s d e atrito da superfície d e pista de forma a
programar operações d e m anutenção (caso os valore s desçam abaixo dos níveis de
manutençã o (NMAN) ou, se necessário, à condução de operaçõ es manutenção corretiva caso
os níveis de atrito de sçam a valores inf eriores ao valor mínimo (NMIN).
1) Medições obri gat órias
Numa fase inicial as mediç ões deverão ser e fetuadas em pistas limpas, não contaminadas,
assim deverá ser medido, pontualme nte e em cont ínuo, o coe ficiente de atr ito de pistas novas
52
ICAO, A14, 2 009 , ponto 3 .1.24, pág. 3 -6
53
ICAO, A14, 2 009 , ponto 1 0.2.6, pág. 1 0-2
136
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
ou repavimentadas até p ara verificar em que me dida é que os objetivos de projeto foram ou
não ating idos.
Para evitar a necessidade de reportar, de uma forma sistemática, as c aracterísticas de atrito da
superfície de pistas molhadas, dever -se-ão realizar campanhas de avaliação do coefic iente de
atrito que ofereçam gar antias de que as características de atrito se enc ontram dentro dos
padrões de se gurança, quando comparados diretamente com os níveis de atrito e stabele cidos
pelo reg ul ador ( INAC). Muito embora se t enha conhec i mento de que o atrito diminui com a
utilização, o valor médio do atrito a publicar será um valor representativo de uma ex tensão
considerá vel da parte cen tral da pista, não contaminado por dep ósitos de borracha de pneus de
aerona ves, desde qu e este seja um valor operacionalmente aceitável. Para efeitos da realização
de re latórios iniciais, se não for possível a limpeza das pistas antes da r ealização das
medições, e stas deverão fazer-se em partes da pista menos utilizadas.
Em infraestr uturas aeronáuticas não utilizadas por aeronaves a turbo -rea ção enquanto não
existirem resultados de campanhas de avaliação de atrito que permitam seguir uma
abordage m sistemática para o pl aneame nto das c ampanhas, os intervalos máx imos admitidos
entre as avaliações de atrito da superfície de pi sta serão os apresentados na Tabela 4 (propost a
de autor com b ase no adotado pela U KCAA, United King dom Civil Aviation Authorit y,
Autoridade Aeroná utica Inglesa
54
).
Tabela 4. Intervalo máxim o admissível e ntre campanh as de avaliação do atrito
Média de movime ntos diários
Intervalo máximo e n tre medições
Infer ior a 400
11 meses
Igual ou superior a 400
5 meses
Nota: O nº total de m ovimentos, em ambas as direções da pista, dete rmina o nº médio de
movimentos numa pista.
Em infraestruturas aeronáuticas u tiliz adas por aeronaves a turbo -reação dev erão ser
elabora dos programas para a determinação do coeficiente de atrito. Esses programas dev erão
54
UKCAA - CAP 683 , 2008 , pág. 1 - Capítulo2
137
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
ser elaborados de ac ordo com o Ane x o C que foi redigido com base no Apêndice 5 do Doc
9137 - Airport Service Manual, Part 2, Pavem ent Surface Condi tions da ICAO
55
.
2) Medições co mplementares
Complementarmente e ainda segundo o disposto no Anexo 14 dever-se-á medir o coeficiente
de atrito para:
- Deter minar o efeito do atrito quando as condiç ões de drenagem são deficientes
56
;
- Determina r as condições de atrito em pistas que se tenham tornado escorregadias sob
condições a normais
57
.
Quando ex istirem ind icações de que as ca r acterísticas de atrito de um a pista podem ser
reduzidas devido a uma drenagem deficiente, devido a inclinações i nadequada s ou a
depressões, então dever- se-á l evar a cabo uma a valiação adicional, sendo que a mesma será
realizada sob as condições naturais, representativas da chuvada local. Esta avaliaç ão difere da
avaliação padrão na m edida em que a profu ndidade da água em á reas de dr enagem
insuficiente é normalmente maior em condições da chuva da local. Os r esultados são assim
mais apropria dos para identificar áreas problemá ticas com valores de atrito baixos, que podem
induzir à hidroplanagem, do que os resultantes do método de avaliação padr ão. S e as
circunstânc i as não permiti rem a realização das avaliações sob condições naturais
repre sentativas da chuvada local, então, molhar a superfície da pist a com ág ua poderá servir
para simular esta condição.
Conforme o relatado no ASM
58
não obstante o resultado de campanha s de avaliação do
coefic iente de atrito leve a conc luir que os valores estã o acima do valor deter minado pelo
INAC, sob determinadas condições, pode verificar-se que a pi sta se torne escorregadia
quando molhada. Estas c o ndições pode m oc orrer em locais particul ares, especialmente
durante as p rimeiras chu vadas após períodos de seca, nos quais a superfície da pista se torna
bastante es corregadia, ainda que as característica s da pista não s ejam más quando a mesma s e
encontra l impa. Esta situação é temporária e dissolve -se assim que a própria chuva contribui
para a limpeza da pista. Pode também dar -se uma si tuação similar em pistas situadas em
locais arenosos (perto de dunas) ou e m climas hú midos ou perto de locais onde a veget a ção da
55
ICAO, ASM, P art 2 , 2002
56
ICAO, A14, 2 009 , ponto 1 0.2.6, pág. 1 0-2
57
ICAO, A14, 2 009 , ponto 2 .9.8, pág. 2-8
58
ICAO, ASM, P art 2 , 2002, p ág. 3-2
144
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
5) TATRA Fricti on Tester V ehicl e
O Tatra Runway Friction T ester é um veículo com tração traseira que mede, reg ista, avalia e
transmite valore s de atrito, de pistas ou estradas, em condições secas ou molhadas. O moto r
montado na traseira do a utomóvel permite uma mai or car ga hi dráulica vertical (60 a 100k g)
sem a flexão da roda de medição colocada no centro (em frente das rodas traseiras). Também
permite maior transferência do momento de travagem durant e condições de co eficiente de
atrito diminutas.
O Tatra Runway Friction Tester tem uma variável de ajusta mento de derrapage m da roda de
medição entre 0 e 99° a qual é normalizada (0,4mx 0,10m) de rasto liso, com uma press ão de
enchimento de 210kPa. Para condições de ge lo e neve na pista, poderá dispor opciona lmente
de um pneu de configuração estriada , de tamanho 0,4mx 0,1m com uma pressão de
enchimento de 700kPa. Dispõe ainda de um com putador que fornece uma avaliação estatística
automática das medições, uma esca la ajustável de imagens gráficas na impressora, um a
manutenção automática de um micro computa dor, mantém o armazenamento de valores
medidos na memória do computador até ao teste seguinte e mantém a capacidade de
armazename nto e descarga de valores, par a um disco de arma zenamento. O c om putador
também permite a transf erência sem fios, contínua ou com atr aso, dos valores medidos, para a
torre de controlo ou para as operaçõe s aeroportuárias.
Fonte: www.tatra-register. co.u k/613.ht m , consultada a 24 /07/201
Fig ura 37 – Equipamento TATRA
145
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
6) Griptester Vehicl e
O Griptester é um atrela do que deve ser rebocado por um veículo apropriado. O atrelado é
constituído por um sistema de três rodas, no qu al uma delas, através da rotação diferencial
induzida por uma corrente , rola com um atraso d e 14,5% face à velocidade do eixo princi pal
do conjunto. Essa roda é normalizada (0,25mx 0,10m), com uma pressão de enchimento de
140kPa e fixada a um eixo ca librado, que atravé s de sensores, efetua a av aliação e o r egisto
contínuo da força provocada pelo atraso da rolagem. Os valores registados são transmitidos
para um c omputador dentro do veículo motor. Esse computador tem um programa informá tico
que permite a análise e v isualização dos dados de acordo com as normas do ensaio. Permite a
visualização dos valores do coeficiente de atrito de forma contínua ao longo das corridas e
efetua as médias por terço da pista ou parte da mesma , conforme de finido pelo operador. Ao
binário atrelado/veículo, ainda deverá ser acoplado um sistema de distribuiç ão de água em
contínuo, que disponibilize um caudal de á g ua regulado continuamente, de forma a cumprir o
requisito da espe ssura da lâmina de água constante sobre a superfície em avaliação.
Fig ura 38 – Equipamento Griptester
4.2.7.6 Método do Pêndulo Britânico
Para a me dição do atrito pontual deverá recorrer-se à utilização do Pêndulo Britânico.
A deter minação do atrito pontual com rec urso ao Pêndulo Britânico ex prime-se através da
grandeza PTV ( Pendul um Test Value ), qu e representa, d e forma indireta, o atrito
pneu/pavimento que se desenvolve graças à microtextura. Este valor não se destina a
publicaçã o aeronáutica. Poderá ser comparado com valores de referênci a tendo em vi sta a
classifica ção da microtextura.
146
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
É um método de medição do atrito que também permite, ainda que de u ma forma indireta,
obter uma medida da m icrotextura. Este método recorre a um equipa mento constituído por
uma estrutura metálica que dispõe d e um p êndulo cuja h aste possui, n a sua extremidade, um a
sapata de borracha. O ensaio consiste em larg ar a haste do pêndulo fazendo com que a sapata
de borracha roce na sup erfície do pavimento (q ue terá sido previamente molhada), quanto
maior for o atrito dess a superfí cie, menos a sapata desliza. O valor medido é diretame nte
proporcional à per da de energia provocada pelo atrito. A medida que o equipamento reg ista é
expressa em PTV ( Pendulum T est Value ) e a su a determinação permite a classificaçã o da
microtextura numa esca la qualitativa.
Para a determinação do PTV de cada ponto realizar -se-ão cinco ensaios, reg istando -se em
cada um deles a leitura no equipamento a rredond ada ao v alor inteiro m ais próxim o (
1
a
5
), seguidame nte calcula-s e a média dos c inco ensaios.
5
5 4 3 2 1
PTV
(eq. 14)
Caso a difere nça entre as cinco leituras seja superior a trê s unidades PTV deverá repetir -se o
ensaio até que se obtenham três leituras cons ecutivas com o mesmo valor. Assim, esse v alor é
adotado como valor do ponto ensaiado. O valor final obter -se-á após a aplicação de um
coefic iente de correção, em função da tempe ratura. O coeficiente de correção é positivo para
temperaturas de ensaio superiores a 20ºC e negativo para temperaturas inferiores a e sse valor.
Este ensaio está r egulamentado se gundo a norma eu ropeia EN 13036-4
59
, que deverá ser
adotada.
4.2.8 Níveis
Relativamente aos níveis de atrito medidos em contínuo serão apresentados os três níveis
estabele cidos p ela ICAO (de projeto, d e manutenção e mínimo); será apresentada uma tabel a
com os valores de cada nív el de atrito segundo o equipamento e velocidade de medição.
Complementarmente serão espec ificados quais os níveis de atrito pontual.
59
ECS, 200 3
147
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
4.2.8.1 Níveis de atrito medido em contínuo
De acordo com o disposto no Anexo14 estão definidos três tipos de níveis de atrito: um n ível
de projeto; um nível de manutenç ão em um nível mínimo.
Nível de projeto (NPROJ ): é o valor do coeficie nte de atrito, determinado pelo regulador,
acima do qual um a pista nova ou repavimentada se deve encontrar. Durante o primeiro ano,
após a entrada em serviço da nova pista ou de obras de reabilitação da m esma, o valor do
coefic iente de atrito não deverá ser inferior a este valor de projeto.
Nível de planeamento de manutenção ( NMAN): é o valor do coefic iente d e atrito,
determinado pe lo regulador, abaixo do qual se d everá proceder a operações de manutençã o.
Estas operaç õ es destinar-se-ão a repor os valores de atrito. A regularidade das campanhas d e
avaliação do coeficiente de atrito deverá ser tal que permita que esta ma nutenção possa se r
atempada mente programada e cabimentada, de forma a prevenir o decréscimo do valor do
atrito abaixo do valor mínimo.
Nível míni mo (NMIN): é o v alor do coeficiente de atrito, determinado pelo regulador, abaixo
do qual se deverá not ific ar que a pista “pod e ser escor re gadia quando mol hada”. Valores de
coefic iente de atrito abaixo do mínimo, para a totalidade d a pista ou para t roços si gnifica t ivos
(100m ou mais) levam à nece ssidade de publicação dessa informação em A I P ( Aeronautical
Information Publication ) e t ambém à em issão de um NOTAM. N este caso d everão s er
desenvolvidas medidas corretivas lo go que possível. O N OTAM d everá manter -se em vigor
até a situação haver sido regularizada e devidamente validada, após a realização de nova
campanha de avaliação do coeficiente de atrito.
4.2.8.2 Tabela dos níveis de atrito medido em contínuo
Os ní veis estabelecidos para cada um dos níveis de atrito, são para c ada ti po de equipamento
de medição de atrito em contínuo, os especificados na Tabela 5. São estabelecidos índices
para dois va lores de velocidade, 65 e 95km/h.
148
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Tabela 5. Valores do coe f iciente de atrito
Equipam ento
Pneu
Velocida de
Espess ura da
lâmina de água
Nível de
projeto
Nível de
planeam ento de
manutenção
Nível m í nimo
Tipo
Pressão
[kPa]
[km/h]
[mm]
(N PRO J )
(N MAN)
(N MIN )
Mu-mete r
A
70
65
1.0
0.72
0.52
0.42
A
70
95
1.0
0.66
0.38
0.26
Skiddome t er
B
210
65
1.0
0.82
0.60
0.50
B
210
95
1.0
0.74
0.47
0.34
Surface F riction
Tester
B
210
65
1.0
0.82
0.60
0.50
B
210
95
1.0
0.74
0.47
0.34
Runway Fr i ction
Tester
B
210
65
1.0
0.82
0.60
0.50
B
210
95
1.0
0.74
0.54
0.41
TATRA F riction
Tester
B
210
65
1.0
0.76
0.57
0.48
B
210
95
1.0
0.67
0.52
0.42
Gripteste r
C
140
65
1.0
0.74
0.53
0.43
C
140
95
1.0
0.64
0.36
0.24
Fonte: Anexo 1 4, 2 009, p ág. A TT A-11
4.2.8.3 Novas propostas da emenda ao Anexo 14
A proposta de emenda ao Anexo 14, de maio d e 2 011 e que entrará em vigor, previsivelmente
em novembro de 2012, obriga a que os pavimentos sejam construídos/rec onstruídos de forma
a proporcionar características de atrito i guais ou superior es a um valor míni mo definido pela
Autoridade Aeronáutica de cada país (3.1.23)
60
e recomenda qu e seja atingido o nível de
projeto também definido pela autoridade (3.1.23A)
61
. Esta proposta continua a obri gar o
estado a definir o nível mínimo do atrito (7.7)
62
e recomenda a definiç ão dos níveis de
manutençã o e d e p rojeto. Contudo, propõe que s e retire Tabela A -1 com ba se na consideração
que a mesma propi cia a confusão entre os propósitos da medição das características de atrito,
não fazendo uma distinção clara entr e as medições para ef eitos de construçã o e manutenção
do pavimento (de c aráter funcion al) e as medi ções para efeitos de estimativa do atr ito em
pistas contaminada s (de cará ter operacional). Confusão que segundo o referido nesta proposta,
já deu origem a a cidentes. Complementarmente também refere que a t abela pode já estar
60
ICAO, 20 11, P roposal for the amendment o f Annex 14 , pág. A-10
61
ICAO, 20 11, P roposal for the amendment o f Annex 14 , pág. A-10
62
ICAO, 20 11, P roposal for the amendment o f Annex 14 , pág. A-64
149
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
obsoleta e qu e a relação entr e os v alores ob tidos com os diferentes equi pamentos é
questionável e que os países membros ainda n ão cheg a ram a consenso sobre a revisão da
mesma.
Por forma a garantir que o atrito não está abaix o do nível mínimo (10.2.3)
63
, passa a obrigar à
elaboração de um p rograma de manutenção (10.1.1)
64
(o qual abrange outros itens que não
apenas os p avimentos). R efer indo ainda que a p rogramação das avaliações do atrito seja tal
que permita tr açar a tendência evolutiva do pa râmetro (10.2 )
65
e que as açõe s cor retivas
devam ser obrigatoriamente desenvolvidas, na t o talidade ou em parte da pista, por forma a
que o atrito não se situe abaixo do nível mínimo.
4.2.8.4 Níveis de atrito pontual
De acordo com o parâ metro PTV - valor de P êndulo Britânico, obtido atravé s do ensaio do
Pêndulo B ritânico, será possível a classificação da microtextura de ac ordo com o disposto na
Tabela 6:
Tabela 6. Classificação da m icr otextura
Valor de Pêndulo Britânico P T V
Classificação da microtextura
PTV < 25
Perigosa
25 < PTV < 31
Muito polida
32 < PTV < 39
Polida
40 < PTV < 46
Pouco rug osa
47 < PTV <54
Medianame nte rugosa
55 < PTV < 75
Rugosa
PTV > 75
Muito rugosa
Fonte: Adap tada d e APS – T abela 2.6 .1.2.1. (ABP v. 1998), 200 6, pág 86
4.2.9 Ensaios
Quanto aos ensa ios se rão r eferidas quais as condições de ac eita ção de realização das
medições; será referida a importâ n cia d a competência e forma ção dos oper adores dos
equipamentos de m edição; será estabelecida a ne cessidade d e controlo dos equipamentos de
medição; serão expostos os procedimentos a adotar durante as medições; será explicada a
63
ICAO, 20 11, P roposal for the amendment o f Annex 14 , pág. A-55
64
ICAO, 20 11, P roposal for the amendment o f Annex 14 , pág. A-54
65
ICAO, 20 11, P roposal for the amendment o f Annex 14 , pág. A-55 /56
150
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
metodologia d e realização das m edições e serão discriminados quais os itens a re gistar em
cada me dição.
4.2.9.1 Condições das medições
As avaliaçõe s do atrito (em contínuo e p ontual) da superfície da pi sta, serão realiz adas sob
condições controladas, n ão deverá estar a chover e a superfície da pista deverá estar seca e
sem a presença de po ças de á gua. As medições dev erão ser realizadas oportunamente, e
deverã o ser d evidamente coordenadas pelo controlador de tráfego. As con dições ao longo de
cada campa nha não deverão diferir significativamente.
1) Do coefici ente de atrito e m contí nuo
As avalia ções do coeficiente de atrito em contínuo deverão ser realizadas com um
equipamento que dis ponha de um sistema de provisão de uma lâmina de água de espessura
constante (1mm), c om uma roda de rasto liso, que permita a r ealiz ação do ensa i o a
velocidade s esp ecíficas (65 e 95km/h), de forma a determinar as características de atrito da
pista e para i dentificar áreas que requeiram manutenção, nas quais seja necessário restaurar os
valores de atrito de superfície par a valores i guais ou superiores ao nível de manutenção
(NMAN).
A avaliaçã o deve ser e fetuada num ambiente com a temperatur a do ar acima de 2ºC.
Humidade, nevoe iro e condições de neblina ta mbé m poderão afeta r o resultado da avaliação.
Os operadores do equipamento devem estar conscientes de qu e na presença de vento c ruzado
a espe ssura da lâmina de água poder á ser afetada. Nestas situações os o peradores deverão
aconselhar-se junto dos fabric antes do equipamento.
O coeficiente de atrito de pistas contaminadas também deverá ser passível de avaliação com o
objetivo singular da leitura de valores de atrito nestas condições particulares. Assim, serã o
permitidas ava liações de atrito nos casos em que a contaminação consista em:
Gelo ou ge lo molhado. Gelo molha do é um termo usado para definir super fícies
congelada s cobertas por uma fina película caus ada pelo degelo. A lâmina de á gua
depositada dev erá ter uma espessura n ão sup erior a 1mm, para qu e não seja possível o
fenómeno de hidroplanagem;
Neve c ompacta sob qualquer espessura;
151
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Neve seca, no má ximo com 2,5cm;
Neve molhada ou lama de neve, no máximo com 0,3cm.
Será pertinente a avaliação do atrito, sempre que se julgue que essa inform ação seja útil para a
remoçã o da neve ou do gelo. Assim, deverão fazer-se avaliações sempre que:
A parte central (centrada longitudinalmente ao longo do eixo) da pista esteja
contaminada numa extensão de 150m ou mais;
Após as limpezas de neve, aplicação de anticongelantes e descon gelantes ou
ensaibra mentos;
Ime diatamente após qualquer incidente/acidente na pista do qual se depree nda que as
condições de atrito possam afetar a segurança das operaç ões;
Caso a superfície da pis ta seja afetada por um a camada uniforme de neve compacta ou gelo
então deve ser efetuada uma avaliação de ação de travagem braking action de acordo com
procedimentos específicos para o efeito, previamente estabelecidos. Contudo, em Portugal, as
condições favoráveis à f ormação de neve compacta ou gelo são rara s.
Salienta-se que os valores obtidos nestas medições, em condições particulares, não serão
compará veis com os níveis de atrito definidos p elo regulador (NPROJ; NMAN e NM IN), para
determinação de ações a desenvolver.
Noutras condições que não as a cima definidas não deverá ser permitida a avaliação das
caracter ísticas de atrito p orque, entre outros f atores, a substância contami nadora arrasta/puxa
a roda medidora do e quipamento e as leituras obtidas nestas c ondi ções são falíveis.
2) Do atrito po ntual
O pavimento a ensaiar deverá ser previame nte inspecionado tendo em vista a caracte rização
do seu estado d e cons ervação. Antes da realização de cada ensaio será n e cessário molhar a
superfície . O ensaio apenas poderá rea lizar-s e para temperaturas da superfície do pavimento
compree ndidas entre 1ºC e 40ºC.
4.2.9.2 Competência dos operadores - formação e treino
Todos os operadores deverão ter competência para operação e para a manutenção dos
equipamentos de medição do a t rito, deverã o c onhecer a s normas aplicáveis e os fator es
152
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
críticos deste tipo de ensaios, também é important e que tenh am a capacidade de antecipar
potenciais problemas e socorrer-se de determinadas soluções, para tal serão essenciais os
registos desse tipo de si tuaç ões as quais posteriormente deverão ser armazenadas numa base
de dados. A formação inicial deverá ser ministrada aos operadores pel os fabrica nt es dos
equipamentos. O t reino e a formação de novo s operador es poderão ser ministrados por
operadores treinados e ex perientes durante as campanhas de avalia ção. Caso se executem
corridas adicionais que visem propósitos de treino ou de manutenção de competências os seus
resultados podem se r incluídos nos resultados da campanha caso sejam considerados vá lidos.
De ac ordo com a I C AO
66
este é um fa t or crítico das avaliações do atrito na medida em que
a possibilidade das campanhas ori ginarem dados de atrito fidedignos depe nde fortemente do
pessoal re sponsável pela operação do equipamento de medição.
Caso as campanhas de avaliação do atrito (pontuais ou em contínuo) sejam adjudicadas a
entidades ex ternas ao aeroporto/aeródromo a verificação d a competência e ex periência dos
operadores de equipamento de medição de atrito co ntinua a ser do oper ador, a não s er que
essas entidades externas tenham competência própria na m atéria. É preferível que as empresas
sejam cer tificadas/ acreditadas no âmbito do Sistema Portuguê s da Qualidade (SPQ).
4.2.9.3 Controlo dos equipamentos
1) Da medi ção do coef icient e de at rito em c ontínuo
Os fabricantes dos equipamentos serão responsáveis pelo fornecimento de orienta ções sobre
testes de velocida de, testes da espessura da lâmin a de água, testes do tipo de pneu, testes da
pressão do pneu e teste da condição d o pneu, no entanto, será da responsabilidade do operador
a não validação dos re sultados ca so os parâmetros especificados não re speitem o que está
definido.
Então, os responsáveis pelo equipamento devem assegurar-se de que o mesmo é util izado
regular mente, de qu e o p neu de medição cor responde ao especificado e está de a cordo com as
tolerância s do fabricante e respeitar os prazos de calibra ção do equipamento.
Antes da utilizaçã o do equipamento, o operador deverá verificar que este e stá em boas
condições.
66
ICAO, ASM, P art 2 , 2002, p ág. 5-7
153
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
2) Do atrito po ntual
Os materia is e equipamentos a utilizar no ensaio do atrito pontual e sua s c ondições deverão
ser os def inidos na norma europeia referente ao ensaio do Pêndulo Britânico, a EN 13036-4
de 2003
67
.
4.2.9.4 Procedimentos
A avaliação do atrito da superfície da pista consi ste, pelo menos, em dua s corridas de teste
juntamente com uma série de corridas padrão.
1) Corridas de teste de mediçã o de atrito em contí nuo
Antes e após a realização das avaliaç ões propri amente ditas dever -se-ão efetuar duas co rridas
de teste para confir mar que a operação do equipamento de medição d e a trito em contínuo é
consistente durante toda a ava liação do atrito da superfície da pista. Uma deve ser realizada
antes e a outra depois de cada campanha de medi ção e nas mesmas condições. É conv eniente
que seja feita uma ref erência às orientações dos fabricante s sobre a variação máx ima
admissível entre as duas corridas.
As corridas d e teste d everão r ealizar-s e em toda ex tensão do pavimento, a uma velocidade
constante, num alinha mento distinto do s alinhamentos a a valiar.
2) Corridas de medição de atri to em contínuo
As corridas de medição serão realizada s ao l ongo de toda a extensão da pista a uma
velocidade constante (admitem -se variações de velocidade da fases de acel eração e travagem).
Para a garantia de que a velocidade se m antém constante o veículo deverá dispor de um
controlador de velocidade cruise control .
Em pistas curtas, sem sol eiras deslocadas ou sem áreas pavimentadas antes da soleira ou para
além do fim da pista, os operador es deverão ce rtificar -se d e que os condutores dos
equipamentos de medição de atrito em contínuo estão equipados com um veículo adequado
que possa alcançar a velocidade alvo logo que exequível. Deverá ainda ser facultado aos
condutores um método seguro para que lh es seja possível delinear a zona de travagem no final
da corr ida, que conduza a uma manobra segura.
67
ECS, 200 3
256
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
muito sig nificativas (**) a 95km/h. Quanto às regressões lineares dos d ados das médias por
terço, a 95km/h a mesma é estatisticamente mui to signif icativa (** ), a 6 5km/h a mesma é
estatisticame nte não significativa (ns). Que é o mesmo que dizer que se podem usar as retas
de regressão linear para correlacionar os dados antes e após uma campanha de limpeza,
relativos aos mínimos das médias móveis, para ambas as velocidades e para correlacionar os
dados antes e após uma campanha d e lim peza, re lativos às médias móveis, a 95km /h. Não se
devendo utiliz ar a reta de regressão linear para correlacionar os dados, antes e após u ma
campanha de limpeza, dos valores médios por te rço a 65km/h.
Muito embora se possam utilizar as retas de regressão linear para prever res ultados de eficác ia
de campanhas de limpeza, deve atentar-se ao facto do traça do das mesmas ter sido rea lizado
com uma amostra m uito pequena (ape nas 3 casos) e por isso não ter a for ça suficiente para
que se possa ge n eralizar a sua aplicação.
6.3.6 H4+H5
Relativamente às Hipóteses 4 e 5, como quando analisadas separad amente o tamanho da
amostra é muito pequeno, optou -se por efetuar também uma análise dos dados conjuntamente,
porque para o estudo é importante validar a hipótese de que há realmente uma diferença entre
os resultados do atrito antes das campanhas de limpeza e depois das campanhas de limpeza,
quer quando considerados os resultados da s a valiações do atrito a 65km/h, quer quando
considera dos os resultados das avaliações do atrito a 95km/h, quer tamb ém quando an alisados
os valores independentemente da velocidade a que se realizam os ensaios. O realmente
importante é concluir sobre a importânc ia da realização de campanhas de limpeza das pistas,
na medida em que as mesmas influenciam os valores do atrito, tão determinantes para a
garantia da segurança das operações.
Assim, foram utilizados testes de Spearman, para a anál ise da correlação entre os valor es do
atrito, antes e após campanhas de limpeza, independenteme nte da velocidade.
257
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fig ura 71 – Teste de Spearma n, atrito antes e após limpeza, a ambas a s velocidades
Da observação da Figura 71, relativa ao Teste de Spearman, os valo res de “p” referentes às
comparações de todos o s valores, antes e após limpeza, são no mí nimo, infer iores a 0,05 e
geralme nte in feriores a 0,001. Assim, segundo o disposto na Tabela 14 sobre os graus de
signific ância dos testes, os resultados do teste de comparação antes e após limpeza, são no
mínimo, estatistica mente significativos (*), mas quase sempre estatisticamente extremamente
signific ativos (* **). O q ue quer dizer qu e se deve a ceitar a hipótese de q ue os dados antes e
após uma ca mpanha de limpeza, se correlacionarem.
Complementarmente também foi utilizado o teste paramétrico de regressão linear, cuj a
repre sentação e reta de regressão são os apresentados na Fi gura 72.
Est atística
Rho
10/28 Abr 201 0
0.980 737 1 ,01E -05
10/28 Fev 20 12
03/21 Out 2011
03/21 Fev 20 12
17/35 Out 2011
17/35 Fev 20 12
17/35 Dez 2 011
17/35 Mar 2 012
0.902 930 3
2, 88E -02
Spea rman
P
0.937 063
2.2E-1 6
0.753 702 3
0.041 76
Pista
Data
Faro*
Lisboa
Porto**
258
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fig ura 72 – Regressã o linear, atrito antes e após limpeza, todos os dados
A regressão line ar, dos dados independentemente da velocidade do ensaio é, segundo a T abela
14, estatisticamente extremame nte signif icativa (***). Q ue é o mesmo que dizer que se pode
usar a reta de regressão l inear para correlacionar os d ados ant es e após uma campanha d e
limpeza, independentemente da velocidade do ensaio: 65km/h ou 95km/h, ou da metodologia
de cla ssificação do atrito: mínimo das média s móveis por terço ou m édia por terço. Neste
caso, muito embora o número de c asos que permitiram traçar a r eta d e regressão linear, seja
superior aos dos números de caso quando estuda das, cada uma das v elocidades, e por isso a
força da correlação seja superior, as conclusõ es dos resultados da ut iliz ação da reta d e
regre ssão pa ra estimar a e ficác ia d e c ampanhas de limpeza d everão s er observadas co m
parcimónia.
Atrito após lim peza = 0,24762 + 0.75 898 * Atrito antes limpe za
R 2 0,8402 p <2,2e-16 100,00%
259
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
6.4 Previsão de r esultados
Com base nos resultados de signif icância obtidos par a as retas d e re gre ssã o linear, destinadas
a correlacionar valores de atrito, antes e após a realização de cam panhas de limpeza,
referente s aos mínimos das médias móveis por terço, pa ra amb as as velocidades de ensaios
praticada s, 65 km/h e 95 km/h, optou -se pela sua utilização par a estimar a efi cácia de uma
limpeza nas pistas que apresentam valores de a trito inferiores ao mínimo e que por isso
constituem um foco de preoc upação. Assim, foram usadas as reta s de regressão para estimar
os potenciais valores de atrito, em te rmos de míni mos de médias móveis por terço, das
seg uintes pistas:
Pista 10/28 do Aeroporto de F a ro;
Pista 03/21 do Aeroporto de L isbo a;
Pista 01L/19R da Ba se Aérea de Beja;
Pista 01/19 da Base A érea de Monte Real;
Pista 01/19 da Base A érea do Montijo.
A possível eficácia de uma campanha de li mpeza da P ista 18/36 do Aeroporto do Porto Santo,
muito embora também apresente, nos resultados da última campanha, valores de atrito
inferiore s ao mínim o, não foi objeto de análise por que, fa ce à gravidade da condiç ão
funcional da mesma , se considera , que não deve ser sequer equac i onada a lim peza da pista,
pois esta poderia c ont ribuir para agravar a sua condição.
6.4.1 Pista 10/28 do Aeroporto de F aro
Antes Após
Fig ura 73 – Alteraç ões do atrito da Pista 10/28 de Faro, e sperados após a limpeza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,46 0,42 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,48 0,45 Verm elho B Mau
MMMIN C 0,50 0,40 Vermelho C Mau
AFR 10 28 Fev2 012
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,67 0,58 Verde A Bo m
MMMIN B 0,84 0,82 Azul B M uito Bom
MMMIN C 0,52 0,47 Amarelo C Médio
AFR 10 28 Fev2 012
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Alinhamento s 1,5m; 3m e 4,5m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,61 0,56 Verde A Bo m
MMMIN B 0,62 0,58 Verde B Bo m
MMMIN C 0,63 0,55 Verde C Bo m
AFR 10 28 Após Lim peza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,76 0,66 Verde A Bo m
MMMIN B 0,89 0,81 Azul B M uito Bom
MMMIN C 0,65 0,60 Verde A Bo m
AFR 10 28 Após Lim peza
MANUTENÇÃO
Alinhamento s 1,5m; 3m e 4,5m
PUBLICAR
260
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Aplicando as retas d e regressão linear, a 65km/h e a 95km/h, estima -se que os valores do
atrito por terço, em termos de m ínimos de médias móve is, pa ra efeitos de ma nutenção,
passem de Mau a Bom em todos os terço e que para efeitos de publicação, no primeiros dois
terços se mantenham, n os patamares Bom e Muito Bom, respetivamente e no último terço
passem de Mé dio a Bom.
6.4.2 Pista 03/21 do Aeroporto de Lisboa
Antes Após
Fig ura 74 – Alteraç ões do atrito da Pista 03/21 de Faro, e sperados após a limpeza
Aplicando as retas d e regressão linear, a 65km/h e a 95km/h, estima -se que os valores do
atrito por terço, em termos de m ínimos de médias móve is, pa ra efeitos de ma nutenção,
passem de Mau/Médio/ Mau a Bom em todos os terços e qu e p ara ef eitos de public ação,
passem de Mau/Bom/Médio a B om em todos os terços e a que deixe de ser n ecessária a
emissão de NO TAM a informar que a pista se pode tornar escorregadia quando molhada.
6.4.3 Pista 01L/19R da Base Aé rea de Beja
Relativamente à pista 01 L/19R, da B ase Aérea n. º 11 em Be ja, atendendo a qu e a mesma foi
avaliada por duas entidades diferente s e que em a mbas as avaliações se ob servaram valores de
atrito por terço, inferiores ao mínimo as regressões li neares para estimar a e ficácia de uma
potencial ca m panha de limpeza foram aplicadas a ambas as avaliações.
Quanto à avaliação r ealizada pelo Laboratório do GEAFA, espera -se qu e após uma campanha
de limpeza a pista a presente, por terço os valores de atrito da Figura 75.
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,43 0,41 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,54 0,50 Amarelo B Médio
MMMIN C 0,44 0,55 Vermelho C M au
ALS 03 21 MAI 1 2
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,43 0,41 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,69 0,70 Verde B Bom
MMMIN C 0,51 0,66 Amarelo C Médio
ALS 03 21 MAI 1 2 Emitir NOTAM!
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Apenas alinhamentos 1,5m; 3m e 4,5m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,58 0,55 Verde A Bo m
MMMIN B 0,66 0,61 Verde B Bo m
MMMIN C 0,59 0,6 4 Verde C Bom
ALS 03 21 Após L impeza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,58 0,56 Verde A Bo m
MMMIN B 0,77 0,73 Verde B Bo m
MMMIN C 0,64 0,7 1 Verde C Bom
ALS 03 21 Após L impeza
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Apenas alinhamentos 1,5m; 3 m e 4,5m
261
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Antes Após
Fig ura 75 – Alteraç ões do atrito da Pista 01 L /19R da BA11, esperados após a limpeza
Aplicando as retas d e regressão linear, a 65km/h e a 95km/h, estima -se que os valores do
atrito por terço, em termos de m ínimos de médias móveis, passem de Ma u a Médio em todos
os terços, quer para efeitos de manutenção, quer para efeitos de publicação e a que dei xe de
ser necessária a emissão de NOTAM a informar que a pi sta se pode tornar escorre gad ia
quando molhada.
Quanto à avaliação realizada pela DIA, espera -s e que após uma camp anha de limpeza a pista
aprese nte, por terço os valores de atrito da Figura 76.
Antes Após
Fig ura 76 – Alteraç ões do atrito da Pista 01 L /19R de Beja, esperados após a limp eza
Aplicando as retas d e regressão linear, a 65km/h e a 95km/h, estima -se que os valores do
atrito por terço, em termos de m ínimos de médias móve is, pa ra efeitos de ma nutenção,
passem de Mau em todos os ter ços a Bom/Médio e Médio, respetivamente e que par a efeitos
de publicação, passe m de Médio a Bom em todos os terços.
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,40 0 ,30 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,39 0,30 Vermelho B Mau
MMMIN C 0,37 0 ,29 Vermelho C Mau
BA11 01 19 Nov2009
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,43 0 ,30 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,41 0,30 Vermelho B Mau
MMMIN C 0,41 0 ,32 Vermelho C Mau
BA11 01 19 Nov2009 Emitir NOTAM !
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Apenas alinh amentos d e 2m; 3m e 4m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,56 0 ,49 Amarelo A Médio
MMMIN B 0,55 0,49 Amarelo B Médio
MMMIN C 0,54 0 ,48 Amarelo C Médio
BA11 01 19 Após L impeza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,58 0 ,49 Amarelo A Médio
MMMIN B 0,56 0,49 Amarelo B Médio
MMMIN C 0,57 0 ,50 Amarelo C Médio
BA11 01 19 Após L impeza
MANUTENÇÃO
Apenas alinh amentos d e 2m; 3m e 4m
PUBLICAR
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,47 0,43 Vermelho A Mau
MMMIN B 0 ,44 0,34 Vermelho B Mau
MMMIN C 0,46 0,35 Verm elho C Mau
ABEJ 01L 19R Abril10
Considerando apenas alinhamento 3m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,53 0,48 Amarelo A Médio
MMMIN B 0 ,51 0,45 Amarelo B Médio
MMMIN C 0,52 0,44 Amare lo C Médio
ABEJ 01L 19R Abril10
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,61 0,57 Verde A Bom
MMMIN B 0 ,59 0,51 Amarelo B Médio
MMMIN C 0,60 0,52 Amare lo C Médio
ABEJ 01L 19 R Após Limpeza
Considerando apenas alinhamento 3m!
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,66 0,60 Verde A Bom
MMMIN B 0 ,64 0,58 Verde A Bom
MMMIN C 0,64 0,57 Verde A Bom
ABEJ 01L 19 R Após Limpeza
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
262
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
6.4.4 Pista 01/19 da Base Aérea de Monte Real
Antes Após
Fig ura 77 – Alteraç ões do atrito da Pista 01/19 da BA5, esperados a pós a limpeza
Aplicando as retas d e regressão linear, a 65km/h e a 95km/ h, estima-se que os valores do
atrito por terço, em termos de m ínimos de médias móve is, pa ra efeitos de ma nutenção,
passem de Médio/Mau/ Médio a Bom/Médio/Médio, respetivame nte e que para efeitos de
publicaçã o, p assem de Médio/Mau/Médio a Bom/Médio/B om, resp etivamente e que d eixe de
ser necessária a emissão de NOTAM a informar que a pi sta se pode tornar escorre gadia
quando molhada.
6.4.5 Pista 01/19 da Base Aérea do Montijo
Antes Após
Fig ura 78 – Alteraç ões do atrito da Pista 01/19 da BA6, esperados a pós a limpeza
Aplicando as retas d e regressão linear, a 65km/h e a 95km/h, estima -se que os valores do
atrito por terço, em termos de m ínimos de médias móve is, pa ra efeitos de ma nutenção,
passem de Mau/Médio/Mau a Médio/Médio/Mau, respetivamente e que para efeitos de
publicaçã o, passem de Médio em todos os terços a Médio/Bom/Médio, r espetivamente.
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,45 0,45 Amarelo A Médio
MMMIN B 0,35 0 ,45 Vermelho B Mau
MMMIN C 0,48 0,34 Amarelo C Médio
BA5 01 19 D EZ09
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,45 0,48 Amarelo A Médio
MMMIN B 0,35 0 ,49 Vermelho B Mau
MMMIN C 0,48 0,43 Amarelo C Médio
BA5 01 19 D EZ09 Emitir NOTAM !
MANUTENÇÃO
Apenas alinh amentos d e1,5m; 3m e 4,5m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,59 0,58 Verde A Bom
MMMIN B 0,52 0 ,58 Amarelo B Médio
MMMIN C 0,62 0,51 Amarelo C Médio
BA5 01 19 Após Lim peza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,59 0,60 Verde A Bom
MMMIN B 0,52 0 ,61 Amarelo B Médio
MMMIN C 0,62 0,57 Verde C Bom
BA5 01 19 Após Lim peza
MANUTENÇÃO
Apenas alinh amentos d e1,5m; 3m e 4,5m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,27 0,21 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,49 0,36 Am arelo B Médio
MMMIN C 0,27 0 ,17 Vermelho C Mau
BA6 01/19 FEV 2010
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,52 0,36 Amarelo A Médio
MMMIN B 0,49 0,44 Am arelo B Médio
MMMIN C 0,65 0 ,36 Amarelo C M édio
BA6 01/19 FEV 2010
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Apenas alinh amentos d e 1,5m; 3m e 4,5m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,47 0,43 Amarelo B Médio
MMMIN B 0,63 0,53 Am arelo B Médio
MMMIN C 0,47 0 ,41 Vermelho C Mau
BA6 01/1 9 Após Limpeza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,65 0,52 Amarelo A Médio
MMMIN B 0,63 0,57 Verde B Bom
MMMIN C 0,74 0 ,52 Amarelo C M édio
BA6 01/1 9 Após Limpeza
MANUTENÇÃO
Apenas alinhamentos de 1,5m; 3 m e 4,5m
PUBLICAR
263
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Assim, segundo a aplicação das retas de regressão linear, espe ra -s e que as operações de
limpeza, resolvam os pr oblemas das pi stas que nas últimas avaliações de atrito a que for am
sujeitas, apre senta ram valores de mínimo de média móvel por terço, inferiore s ao valor
mínimo, com exceção d o último terço da Pista 01/19 da Base Aérea n.º 6, no Montijo, cujo
valor pa ra efeitos de m anutenção s e mantém no patamar verme lho, atrito Mau. Es tima-se que
neste caso a campanha de limpeza possa não s er suficiente, e que possam ser necessárias
outras medidas c orretivas.
6.4.6 Pista 18/36 do Aeródromo de Manobra de Ovar, antes da limpeza
A pista 18/36 do Aeródromo de Manobra n.º1, em Ovar, apresenta va, n a última campa nha de
avaliação de atrito, realizada pelo Laboratório do GEAFA em abril de 2009, apontava para
valores de atrito, na generalidade, Bons. Contudo, suspeitava-se, que antes de a pista ter sido
limpa, pouco tempo antes da realização dessa cam pa nha de avaliação do coeficiente de atrito,
a mesma apresentasse u ma condição de atrito b ast ante mais desfavorável, condiçã o essa que
poderá até eventualmente ter sido uma d as causas dos incidentes ocorridos na pist a no ano d e
2008, não obstante a campanha de avaliação de atrito de 2008 dissesse q ue o atrito da pista
era Bom. Pareceu então pertinente utilizar as retas de regressão linear para estimar quais os
valores do c oeficiente de atrito da pista antes da limpez a.
Agora Antes da lim peza
Fig ura 79 – Estimativas dos valores de atrito da Pista 18/36 do AM1 ante s da limpeza
Fig ura 80 – Valores mé dios de atrito da Pista 18/36 do AM1 antes da limpeza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,56 0,38 Verde A Bom
MMMIN B 0,59 0,42 Verde B Bom
MMMIN C 0,51 0,38 Am arelo C Médio
AM1 18 36 Abr 2009
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,56 0,39 Verde A Bom
MMMIN B 0,59 0,42 Verde B Bom
MMMIN C 0,58 0,44 Ve rde C Bom
AM1 18 36 Abr 2009
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Alinhamento s de 1,5 a 4,5m
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,41 0,13 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,44 0,19 Vermelho B Mau
MMMIN C 0,33 0,13 Ve rmelho C Mau
AM1 18 36 Antes da limpeza
65km/h 95 km/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,41 0,14 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,44 0,19 Vermelho B Mau
MMMIN C 0,42 0,22 Ve rmelho C Mau
AM1 18 36 Antes da limpeza Emitir NOTAM!
MANUTENÇÃO
Alinhamento s de 1,5 a 4,5m
PUBLICAR
65km/h 95 km/h TERÇO ATRIT O
Média A 0,67 0 ,52 Verde A Bom
Média B 0,70 0,52 Verde B Bom
Média C 0,68 0 ,54 Verde C Bom
AM1 18/36 ABR 2009
Médias por terço
PUBLICAR
65km/h 9 5km/h TERÇO ATRITO
Média A 0,56 0,36 Vermelho A Mau
Média B 0,58 0,36 Vermelho B Mau
Média C 0,57 0,38 Vermelho C Mau
AM1 18/3 6 Antes da limpeza
Médias po r terço
PUBLICAR
264
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Da observaçã o da Figura 79, referente às estimativas dos valores de mí nimos de médias
móveis de atrito por terço, que a Pista 18/36, do Aeródromo de Manobra n.º1, em Ovar teria
antes da campanha de limpeza, depreende-se que, quer para efeitos de manutenção, quer para
efeitos de publicação a mesma apresentasse valores de atrito Maus em to dos os terç os. O que
corrobora a hipótese de que na altura em que se de ram os incidentes n a pist a, a m esma tivesse
efetivame nte problemas relaciona dos com o atrito, e que as publicações sobre o parâmetro
dessa data ou n ão estavam corretas ou n ão eram adequa da s, vi sto não refletirem a realidade.
Quando observada a Fi gura 80, constata-se qu e quando an alisados os valores em termos de
médias por terç o, os m esmos, a 65km/h estão no espectro dos valores da campanha de
avaliação que foi r ealizada nessa altura ( os valores publicados esta riam corr etos), e que
conduzia à classificação do atrito como Bom, contudo, tal não aconteceria caso se tivess e
avaliado o atrito a 95km/h, o que valida a su posiç ão de que a s publicações não e ram
adequadas e reforça a necessidade de avaliar o atrito às duas veloc idades, 65km/h e 95km/h.
Desta forma encontrou-se a explicação que se pr ocurava sobre os acontecimentos na pista de
Ovar, que deram orige m ao desenvolvimento deste estudo de investigaçã o, conforme referido
em 2.2. Esta ex plicação também corrobora as conclusões de um estudo q ue foi realizado em
parale lo com este, para dar uma resposta imediata ao problema, ainda que de uma forma
preliminar. Essas conclu sões ( ver Anex o E, pág 579) também já apontavam para a ace itação
de que ante s da limpeza a pista teria va lores de atrito inferiores a o mínimo.
6.5 Ilações
Da aplicaçã o da m etodologia de avaliação funcional de pavimentos aeronáuticos proposta, aos
casos de estudo, obse r vou-se que os fa t ores mais determinantes par a a segurança d as
operaç ões são o atrito e a limpeza das pistas.
O atrito, que não é uma variáve l exclusivamente do pavimento, na m edida em que traduz uma
relação pneu/pavime nto na qual podem interferir substâncias que possam estar entr e estas
duas, como é o caso da presença de água ou de conta minação com outra qualquer substância
como é o caso da borracha, é muito imp ortante que seja mantido acima dos mínimos, para
assegurar o desenvolvimento das operações com segurança. Para isso não basta conservar e
limpar os pavimentos é necessário avaliá -los, r espeitar as p eriodicidades das avaliações e
depois é fundame ntal que se publiquem oportunamente informações corretas sobre o me smo.
265
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Como conclusão dos casos estudados, em compleme nto ao que a EASA
132
defende , será
importante distinguir as avaliaç õ es de atrito em função da sua finalida de: a operacional, que
se destina a publ icação em sede de informação aeronáutica a toda a comunidade e a funcional,
cujas avaliações d e atrito se destina m à manutenção dos pavimento s aeronáuticos. As
presente s diretrizes de avaliação funcion al, para além de se destinare m ao planeamento das
atividades a desenvolver para ga rantir a s condições dos pavimentos a eronáuticos, ir ão
permitir, conjuntamente com a definição do estado do pavimento relativamente a
contaminantes, para a caracterização op eracional, a fornecer aos ut ilizadores. Refira -se que
para efeitos de avaliaç ã o funcional, destinados à manutenç ão, a análise dos valores do
coefic iente de atrito med ido em contínuo deverá contemplar o cálculo do valor mínimo das
médias m óveis por t erço de todos os alinhamentos avaliados. Para e feitos de avaliação
operac ional, destinados a publicação, a an álise dos valores do coeficiente de atrito medido em
contínuo deverá contemplar o cálculo do valor mínimo das m édias móv eis por terço apenas
dos alinhamentos centra i s, com ex ceção do valor do eix o, devido a ser nes tes alinhamentos
que o trem principal mais incide. Note-se que se retira o valor do eixo, uma vez que este
normalmente não é representativo da maioria dos valores observados na faixa ce ntral, em
virtude de ter uma grande percentagem de área pintada . A sua consideração no cálculo do
valor míni mo das médias móveis por terço, uma vez que se escolhe o menor dos valores
observados, iria deturpar a perceção das reais condições da pista por parte dos seus
utilizadores e potencialm ente resultar num impacto desfavor ável n as oper ações. As avaliações
deverã o ser realizadas a duas velocidades: 65 km/h e 95km/h, porque as classifi cações
provenientes de uma o u de outra a valiação, muitas vezes não sã o coincidente s, e a sua
distinção aumenta a poss ibilidade de detetar prob le mas, que eventualmente as pistas possam
ter.
Outra conclusão relativa à avaliação oper acional reside na ênfase d a importância da
uniformização da publ icaçã o relativamente ao atrito conforme se propõe. Esta uniformização
permite que o utilizador tenha uma perceção sobre o atrito por terço de pista,
independente mente de qual tenha sido o equipamento de avaliação. Para além desta
informaçã o os pilotos também dever ão te r informação sobre o estado da pista, principalmente
relativame nte à presença de contaminantes tais como ág ua e borracha na pista.
132
EASA, RuF AB, 20 10
272
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
7.4 Limitaç ões do estudo
As conclusões do prese nte estudo aplicam-se a aeroportos e a bases a éreas, na ge neralidade
não se aplicam a pequenos aeródromos. Na sua maioria os aeródromos por tugueses (pequenos
aeródr omos) aind a não procede m com regularidade a campanha s de avaliação funcional dos
pavimentos aer onáuticos das suas pistas pelo fa cto dos mesmos não es tarem obrigados a
cumprir as normativas internacionais. Assim, os mesmos não foram incluídos no presente
estudo e por isso as c on clusões deste estudo não lhe são a plicáveis.
As avaliaçõe s de atrito foram rea lizadas por doi s equipamentos de avaliaç ão de atrito em
contínuo distintos: o Gri ptester e o ASFT, que sã o os equipame ntos usualmente util izados em
Portugal, por isso as conclusões do presente estudo não se devem aplicar a avaliações de atrito
realizadas c om outros equipamentos de ava liação de atrito em contínuo.
O ex ercício realizado relativamente ao cálculo do IFI não p ermitiu a justificação da su a
necessida de o que também se poderá d ever ao reduzido número de aplicações ex perimentado,
pelo que ape nas se considerou como não obrigatório .
7.5 Estudos a desenvolver
Explorar as dif erenças obtidas com equip amentos dife rentes tendo em vista dete tar qual o
mais conserva t ivo.
Trabalhar na hipótese dos resultados obtidos com o Griptester serem mais conservativos que
os obtidos com o AS FT, conforme obse rvado no reduzido número de casos em que a mesma
pista foi avaliada pelos dois equipamentos.
Determina r, em posteriores dados resultantes de novas campanhas, o valor do IFI com o
propósito de obter uma maior sensibilidade quant o aos contributos deste indicador.
Traçar p ro gra m as ou diretrizes, para a elabo raç ão de pro gramas de manutenção p reventiva
dos pavimentos aer onáuticos.
273
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
7.6 Considerações finais
Face aos resultados encontrados julga-se recomendável pro ceder à regulamentação nacion al
sobre a avaliação fun cional dos pavimentos aeronáuticos das pist as dos aero portos,
aeródr omos e sempre que possível das bases aéreas, tendo em conta o estabelec imento das
diretrizes propostas no Anexo H, que se passam a resumir:
- Obrigatoriedade d e avaliação do coeficiente de atrito e m contínuo, a duas
velocidade s distintas: 65km/h e 95km/h;
- Distinguir as avaliações de atrito para efeitos operacionais das avaliações de atrito
para efeitos de manutenção;
- Proceder à classificação do atrito por terços de pista, recorrendo à metodologia d e
cálculo dos mínimos das média s móveis;
- No caso das avaliações para efeito operacional, apresentar os resultados da
classifica ção do atrito por terço de pi sta, numa escala qualitativa:
Mau/Médio/Bom/Muito Bom, de acordo com o p atamar de atrito a que cada mínimo
de média móvel c onduza;
- No caso das avaliações para efeito de manutenç ão, preservar a utilização dos valores
obtidos através da metodologia de cálculo dos mínimos das médias móveis;
- Proceder ao planeamento das campanhas de avaliação do coeficiente de atrito e de
remoçã o da borracha das pistas, de acordo com o número de movime nt os que se
realizam ou que se espera m realizar nas mesmas, de acordo com o prog rama
proposto no Anexo C;
- Respeitar os pr azos defi nidos para a realização d e campanhas d e avaliação de atrito e
remoçã o de borracha e re ajuste dos mesmos sempre que oportuno;
- Obrigator iedade de avaliação da textura e do atrito pontual das pistas q uando estas
entram em serviço pel a primeira vez ou quando são repavimentadas. Opc ionalmente
avaliar e st e parâmetro sempre que surjam dúvidas que justifiquem esta necessidade ;
- Obrigatoriedade de avaliar a irregularidade da s pistas de modo a garantir que s e
cumprem os limites def inidos nas normativas internacionais.
As diretrizes para avaliação funcional d e p avimentos aeronáuti cos, s ão uma p roposta
concre ta, em parte inov adora, que permite romper com formas tradicionais de classificação de
parâme tros fundamentais, para fazer face à mudança no sentido de promover uma maior
seg urança op eracional nas pistas aeronáuticas portugue sas, r espeitando c ont udo, as
normativas interna cionais.
274
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Este trabalho pe rspetivou a relação Atrito/C ontaminação/ Safety como um triâng ulo de
vértices bem definidos, onde de entre os parâmetros d e c aracterização fun cional de
pavimentos, o atrito d esempenha um papel fundament al, que depen de fortemente d a
contaminaçã o d a pista, s endo que em conjunto: atrito e contaminação, são determinantes pa ra
a segura nça operacional: Safety .
275
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
REFERÊNCIA S BIBLIOGRÁ FICAS
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2 I CAO ADM Part 3, 1983, pág. 3-205
3 I CAO, A14, 2009
4 I CAO, ASM, Part 2, 2002
5 I CAO, ADM, Part 3, 1983
6 MTOPC, DL 55/2010, 2010
7 I CAO, A14, 2009, pág. 10-1 a 10-5
8 I CAO, A14, 2009, pág. 10-1
9 I CAO, A14, 2009, pág. 10-1
10 I CAO, A14, 2009, p ág. 10-2
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12 Fortin, 2000, pág . 178
13 Almeida e Freire, 2000, pág . 85
14 Matos, M. A., 1994
15 Stephans, R. A., 2004, pág. 3
16 Stephans, R. A., 2004, pág. 11
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24 FAA, AC 150/5200 – 30C, 2008, pág . 37
25 NL R, 2005, pá g. 19
26 http://www.sky brar y.aero/index.php/Runway_Excursion_Statistics_f or_Europe , consultada
a 24/07/10
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28 FSF, 2009
29 I CAO, ASM, Part 2, 2 002, pág. A 6-1
30 I CAO, A14, 2009, p ág. ATT A-9
31 FAA et al, WRFMRWG , 1995
32 ASTM, 2010
33 EASA - RuFAB, 2010, pá g.2
34 TC - CRF I – www.tc.gc.ca, consultada a 12/06/2012
35 EASA, RuFAB, 2010
36 I CAO, DRA FT
37 FAA, 2007
38 EASA, RuFAB, 2010
39 I CAO, A14, 2009, p ág. ATT A-11
40 I CAO, A14, 2009, p ág. ATT A-9
41 EP/I EP/JAE, 2005
42 ASTM, 2010
43 Hall, J.W et al, 2009, pá g. 19
44 Hall, J.W et al, 2009, pá g. 25
45 Hall, J.W et al, 2009, pá g. 24
46 Hall, J.W et al, 2009, pá g. 25
47 I CAO, ASM, Part 2, 2 002, pág. 1-6
276
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
48 I CAO, ASM, Part 2, 2 002, pág. 1-6
49 Rodrigues F ilho, O.S., 2006, pág. 87
50 I CAO, ASM, Part 2, 2 002, pág. 1-6
51 Gough, 1974, citado pe la ICAO no ASM, Part 2, 2002, pág . 1 -6
52 I CAO, A14, 2009, pon to 3.1.24, pág. 3-6
53 I CAO, A14, 2009, pon to 10.2.6, pág. 10-2
54 UKCAA - CAP 683, 2008, pá g. 1 - Capítulo2
55 I CAO, ASM, Part 2, 2 002
56 I CAO, A14, 2009, pon to 10.2.6, pág. 10-2
57 I CAO, A14, 2009, pon to 2.9.8, pág. 2-8
58 I CAO, ASM, Part 2, 2 002, pág. 3-2
59 ECS, 2003
60 I CAO, 2011, Proposal for the ame ndment of Annex 14, pág. A-10
61 I CAO, 2011, Proposal for the ame ndment of Annex 14, pág. A-10
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94 BCAGATO, 2002
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98 I C AO, A14, 2009, pág. ATT A-6
99 I CAO, A14, 2009, p ág. ATT A-6
100 I CAO, 2011, Propos al for the amendment of Annex 14, pág. A-7
101 I CAO, 2011, Propos al for the amendment of Annex 14, pág. A-57
102 EASA, 2011, NPA 2011- 20 (BII), pág. 151/176
103 I CAO, ASM, Part 8, 1983, pág . 17
104 I CAO, A14, 2009, pág. 2-7
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107 I CAO, 2011, Propos al for the amendment of Annex 14, pág. A-8; A-9
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110 I CAO, A14, 2009, pág. 10-1
111 DeAng elis, 1990, pá g. 15
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113 I bidem
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116 Fortin, 2000, pág . 102
117 Fortin, 2000, pág . 176
118 Fortin, 2000 pág . 211
119 Fortin, 2000, pág . 211
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
A NE XO B
Pedido de dis ponibilizaç ão de inf ormaç ão e consenti m ento pa ra us o dos da d os
296
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
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Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
PROGRAMA PA RA DET ERMINAÇÃO DO COEF ICIENTE DE
ATRITO DAS PISTAS
TABELA C1
Listar todas as a eronaves utiliz adoras do aeródromo/aeropor to ao longo do ano bem
como os seus pesos má ximos à aterragem na coluna A
Determina r o número anual de aterragens para cada tipo de aeronaves a turbo reação,
no aeródr omo/aeroporto. Introduzir este valor na coluna B ;
Determina r para cada ti po de aeronave a massa total qu e aterrou no
aeródr omo/aeroporto ao longo do ano, [A]x[ B] e lista r este va lor na coluna [C];
Determina r o número to tal de aterrage ns no aer ódromo/aeropor to ao longo do ano,
[D];
TABELA C2
Seguir as instruções da Tabela C2. Determinar os valores [H] e [ K] para cada
extremidade da pista, pa r a todas as pistas com operaç ões d e aeronaves a turbo reação.
TABELA C3
Retirar os valores [H] e [K] calcula dos na Tabela C2 e compara-los com os valores de
[H] e [ K] da Tabela C 3. Esta tarefa possibilit ará a determinaçã o do c oeficiente de atrito
mínimo [M] e da frequência mínima para remoção de borr acha [N] para ca da extremidade de
pista cada extremo de pista para todas as pistas com operaç ões de aeronaves a turbo reação.
TABELA C4
Intr oduzir valores para: [G]; [ H]; [K]; [M ] e [N] na Ta bela C4.
Cada aeródromo/aeroporto será responsável pela realização desta estatística
anualmente. As companhias mudam de aeroportos e também alteram os números d e
operaç ões diárias de ano para ano. Estatísticas anuais possibilitam que o gestor do
aeródr omo/aeroporto se mantenha atualizado sobre a atividade d a sua infraestrutura
aeroná utica. Isto s erá especialmente importante, pois com o aum ento d as operações com
aerona ves wide-bod y, a acumulação de borracha e o desg ast e do pavimento serão muito mais
preocupa ntes.
As fórmulas pa ra os cálculos são as expostas nas Tabelas de C1 a C4.
306
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
TABELA C1
Aeropo rto/Aeró dromo :
Ident ificaçã o:
Data:
Aeronave
W ide-body ,
se sim
assinalar x
Máxim a carga à
aterragem da
aeronave [kg]
Num ero anual de
aterragens no
aeroporto
Total anual de carga
que aterrou no
aeroporto [k g]
(Marca e m odelo)
(W ) (A) (B) (C) = (A)x( B)
X 10000 3 30000
20000 3 60000
X 2 10000
30 0
X 1 0
0
Total 3 30000 39 100000
6 Percenta gem = 15 %
33 Percenta gem = 85 %
Tota l de a terragen s =
39
(D) = (B) OK
Tota l anu al de ca rga de a terragens n ão wide-bod y = T o t a l d e B - T o t a l d e W
4000 0 kg Percentagem = 40%
Tota l anu al de ca rga de a terragens wide-bod y = T o t a l d e W
6000 0 kg Percentagem = 60%
Tota l de ca rga de a terragens =
100000 kg
(E) = (C) O K
Total anual de at errag ens não wi de-body =
Tota l anu al de a terragens wide-bo dy =
Estimat iva da carga de aterragen s de a erona ves a turbo reacção
T A BE L A 1
307
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
TABELA C2
A terragens diárias para todas as pist as:
365 dias
por ano
39
= 0,11
(D) (F)
M édia da carga que anu almente aterra em tod as as pistas :
Núm ero anual
de aterragens
100000 kg
39 = 2564 kg
(E) (D) (J)
PISTA ________________
A terragens diárias:
Percentagem de aterragens
na Pista ( )
0 x = 0
(F) (G) (H)
A terragens anuais na Pista ___ :
Percentagem de aterragens
na Pista ( ) x 39 = 0
(G) (D) (I)
Carga anual das aterragens na Pista ___:
0 x 2564 kg = 0 kg
(I) (J) (K)
Núm erode aterragens anuais
na Pista ( )
Carga anual das aterragens na
Pista ( )
Núm ero de aterragens anuais
de todas as pistas
Média de carga anual de
aterragens de todas as pistas
T A BE L A 2
Núm ero diário de aterragens
de todas as pistas
Núm ero diário de aterragens
na Pista ( )
Núm erode aterragens anuais
na Pista ( )
Procedim ento s de cá lculo
Núm ero de aterragens anuais
de todas as pistas
Núm ero diário de aterragens
de todas as pistas
Carga anual das
aterragens
Média de carga anual de
aterragens de todas as pistas
308
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
TABELA C3
(H) (K) (M) (N)
inferior a 15 inferior a 447 anual bienal
16 a 30 448 a 838 a cada 6 m eses anual
31 a 90 839 a 2 404 a cada 3 m eses a cada 6 m eses
91 a 150 2 405 a 3 969 m ensal a cada 4 m eses
151 a 210 3 970 a 5 535 a cada duas sem anas a cada 3 m eses
superior a 210 s uperior a 5 535 sem anal a cada 2 m eses
Notas:
1.
2.
3.
Referência às colunas (H) e (K) - Depois de calcular (H) e (K), o operador deverá seleccionar a linha c om o m aior
valor e seguir essa linha para determinar os valores das c olunas (M) e (N).
Núm ero diário de
aterragens na Pista
Carga anual das
aterragens na Pista
Frequência m ínim a de
avaliações do coef. atrito
Frequência m ínim a de
rem oção de borracha
T A BE L A 3
Planeamento do prog rama de manutenção do coeficient e de atri to baseado no número de
aterragens d e ae ronaves a tu rbo rea cção em cada pista
Aeroportos com m ais do que 31 aterr agens de areonaves a turbo reacção tornam - se m ais críticos , quanto ao atrito,
devido à acumulação de borracha c ausada pelo aumento de tráf ego.
Cum ulativamente com as aterragens de aeronaves a turbo reacção em cada ex trem idade da pista, outros factor es
deverão ser tidos em consideração para determ inar quando rem over a borr acha, tais c om o o tipo e a idade do
pavimento, as c ondições atm osf éricas , a altura do ano, o número de aeronaves wide-body e o c om prim ento da
309
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TABELA C4
Aeródromo/Aeropor to de:________________________
(G) (H) (K) (G) (G) (G) (G) (G)
Tipo de
Tr atam ento
superficial
Com prim ento
Total da Pista
(m )
Frequência
Mínima de
Avalia ção do
Atrito
Resumo
T A BE L A 4
Designação
da Pista
Percentagem
de Aterragens
na Pista
Aterragens
Anuais na
Pista
Carga de
Aterragens
Anuais na
Pista
(x10 6k g)
Frequência
Mínima de
Rem oção de
Borracha
Tipo de
Pavimento
da Pista
310
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311
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
A NE XO D
Formulári o s destin ados às a valiações fu ncionais dos p avimentos d as pist a s
312
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336
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fonte: www.meteopt.co m ; consultada a 1 2/06 /2012
Fig ura E4 – Precipitação de Faro, entre 1971 e 2000
Relativamente à precipitação re gistada no período entre 1971 e 2000, a média anual foi
509,1mm, o maior valor de precipitação diária f oi 157,9mm e o núm ero médio de dias com
precipitação supe rior a 1mm igual a 53.
E 1.1.3. Tráfego na Pista 10/28
A pista de Faro, tem um número de movimentos anual, da ordem dos 45.000, que se traduz
num número médio de 123 m ovimentos por dia. A repartição de tráfeg o da Pi sta 10/28 é da
ordem dos 30/70. O maior número de aterragens ac ontece na Pista 28, em média com 43
aterragens por dia. Este númer o de ate r ragens, assumindo por hipótese que se trata de
aterragens de a eronaves a turbo re ação, aponta que se desenvolva m ca mpanhas de avaliações
do atrito em contínuo a cada 3 meses e, caso justificável, campanhas de re moção de borracha
a cada 6 mese s.
E 1.1.4. Característic as geométricas da Pista 10/28
A pista Aeroporto de Faro, designada 10/28, tem 2.490m de comprimento, 45m de l arg ura
mais bermas de 15m.
337
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
E 1.1.5. Constituição do pavimento da Pista 10/28
A pista é constituída por um pavimento flexível em betão betuminoso, com camadas de
diferente s espessuras as quais se podem dividir em três secç ões distintas:
Pk0+750: 10cm Desgaste + 6,5cm Regula rização+ 8,5cm Base; Total MB 16,5cm
Pk1+700: 6,5cm Desgaste + 11,5c m Regularização+ 10cm Base; Total MB 18cm
Pk2+100: 8,5cm Desgaste + 11c m Regularização+ 9cm Base; Total MB 1 9,5cm
E 1.1.6. Inspeção visual
A inspeção visual do Aeroporto de Faro foi rea liza da entre 21 e 25 de março de 2011, no
âmbito da campanha de ensaio dos pavimentos realizada pelo consórcio
Ambisg/Gr ontmil/Carl Bro/ I nstituto Superior Té cnico/Intergraph, para efeitos de integração
no Sistema de Gestão de Pavimentos Aeroportuár ios SGPA da ANA a qual resultou num
relatório da tado de 26/04/2012
134
.
Essa inspeçã o visual foi desenvolvida de acordo com a norma
135
para o cálculo do Paveme nt
Condition Index (PCI). O cálculo do va l or de PC I foi efetuado através da identificaçã o,
classifica ção e qua ntificação das patologias observadas no pavimento da pista, recorrendo a
um conjunto de unidades seleciona das de acordo com o definido nessa norma. A pista foi
subdividida em secç ões distintas. Em secção c or rente em:
Ber mas;
Faixa centr al com 23m de largura;
Faixas latera i s com 11m de largura, cada.
E nos cruzamentos em:
Ber mas;
Faixa com 45m de larg ur a.
Os valores de PCI obtidos para a pista foram os que se apresentam na Fi gura E5:
134
ANA, 2012 , Relatór io SGP A
135
ASTM, D 5 340 -11, 2011
338
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fonte: ANA, 2 012 , Relatório SGPA
Fig ura E5 – Valores de PCI da Pista 10/28, do Aeroporto de Faro
Fig ura E6 – PC Is da Pista 10/28, do Aeroporto de Faro
E 1.2 Atrito
Da análise de d ados do relatório refere ntes à campanha de avaliação do coeficiente de atrito
da Pista 10/28 do Aeroporto de Faro, realizada p ela DIA/ANA em abril de 2010, observa -se
que os resultados d as médias por te rço, quer da s avaliações efetuad as a 65km/h, quer das
avaliaç ões efetuadas a 95km/h, apontam para valores de coeficiente d e atrito Muito Bom,
todos no patama r azul. Este relatório esta belece ainda a comparação com os resultados do
atrito da campanha anteriorme nte re alizada em 2009, rela t ivamente aos quais consta ta um
ligeir o dec réscimo, ainda que pouco significativo, sem r epercussão nos patamares, que se
mantêm no azul.
339
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fig ura E7 – Médias por terço da Pista 10/28, do Aeropor to de Faro, Abr. 2010
Fig ura E8 – Médias Móveis por terço da Pista 10/28, do Aeroporto de Faro, Abr. 2010
Quando analisados os v alores da campanha em termos de Médias Móveis, se considerados
todos os alinhamentos avaliados (1,5/3/4,5/6/9/12m do eixo) constata -se que à velocidade de
65km/h o 1.º terço está no patamar amarelo, atrito Médio, o terço intermédio no patamar
verde, atrito Bom o 3.º terço no patamar ve rmelho, atrito Mau, salientando -se o facto de neste
último t erço não ser apenas um valor de Média móvel, ou seja um troço com extensão de 100,
que está no patamar vermelho, ou seja, não é apenas uma extensão de 100m com atrito
inferior ao valor mínim o, o que se observa, é que no pior caso há 19 valores consecutivos de
Média Móvel (280m) com um atrito inferior ao mínimo. Se anali sados os mesmos
alinhamentos, mas à velocidade de 95km/h, os valores das Médias Móveis por terç o apontam
para um coeficiente d e atr ito Bom, p atamar v erde, nos doi s primeiros te rços e pa ra um
coefic iente de atr ito Mau, patamar vermelho, no 3.º terç o. Note -s e que os locais onde
aparece m os valores de Médias Móveis com atrito inferior ao mínimo, são os mesmos.
65km /h 95km /h TERÇO ATRITO
Média A 0,86 0,80 Azul A Muito Bom
Média B 0,90 0,84 Azul B M uito Bom
Média C 0,8 2 0,78 Azul C Muito Bom
Médias por t erço
PUBLICAR
65km /h 95k m/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,59 0 ,51 Amarelo A Médio
MMMIN B 0,76 0,72 Verde B Bom
MMMIN C 0 ,40 0,26 Vermelho C Mau
AFR 10/28 ABR 201 0
65km /h 95k m/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,70 0 ,51 Verde A Bom
MMMIN B 0,76 0,72 Verde B Bom
MMMIN C 0 ,40 0,26 Vermelho C Mau
AFR 10/28 ABR 201 0 Emissão de NOTAM!
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Alinhamen tos 1,5m; 3m e 4,5m
340
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Se apreciados apenas os alinhamentos centrais ( 1,5; 3 e 4,5m do eix o) a situação apenas
melhora ligeiramente no 1.º terço a 65km/h, o qual passa de um patamar amarelo pa ra um
verde ou se ja, de um atrito Médio par a um atrito Bom, todos os outros se mantêm nos mesmos
patamare s, i ndependentem ente da ve locidade de ensaio.
65km/h 95km/h
Fig ura E9 - Médias Móveis da Pista 10/28, do Aeropor t o de Faro, Abr. 2010
Comparados os resultados das médias com os das médias móveis, depreende -se que os
valores das médias não refletem fidedi gname nte a realidade da condição de atrito da pista, o
que se confirma que r da observação das fotos da pista tiradas nessa altura (pista com gr ande
acumulação de borr acha) quer das medidas adotadas pelo aeroporto que face à necessidade
efetuou uma campa nha de remoção de borrac ha em março de 2011.
341
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fig ura E10 - Foto da acumulação de borrac h a na Pista 10/28, em novembro de 2010
Para além da campanha de remoção d e borracha e da p ublicação de qu e o atrito da pist a era
Bom nos primeiros dois terços e Mau no último, dever ia ter sido emitido um NOTAM a
informar que no 3.º terço a pista se podia tornar escorregadia qua ndo molhada.
Para além do manifesto p roblema da acumulação de borra cha, que s e reflete nos resultados do
atrito à velocidade mais baixa, também se observam valores d e atrito ba ixos a velocidades
elevada s, no entanto, tal a contece no me smo l ocal. Esta sit uação leva a qu estionar s e a
acumulação de borracha também não influe ncia o s resultados dos ensaios a veloc idades mai s
elevada s. Para perceber melhor os resultados destes ensaios, complementarmente deveriam
ser fe itos ensaios de Pêndulo Britânico e de Técnica V olumétrica da Mancha.
Após a campa nha de rem oção de borracha reali zada em abril de 2011, em novembro do
mesmo ano foi ef etuada nova ca mpanha de av aliação do atrito em contínuo. Nesta campanha
os valores das m édias mantêm-se no patamar azul, o que s eria no mí nimo, o expectável
atendendo a qu e entretanto a pista foi lim pa. Contudo no relatório dessa campanha, com o
intuito da salvag uarda da segurança é ac onselhado a que se publiquem não os valores das
médias por terço mas os valores médios mais baix os por terç o obtidos a 65km/h, os quais
apontam em todos os ter ços para o patamar verde.
Fig ura E11 – Médias por terço da Pista 10/28, do Ae roporto de Faro, Nov. 2011
65km /h 95km /h TERÇO ATRITO
Média A 0,86 0,83 Azu l A M uito Bom
Média B 0,86 0,84 Azul B Muito Bom
Média C 0,8 4 0,82 Azu l C Muito Bom
Médias por t erço
PUBLICAR
342
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Fig ura E12 – Valores aconselha dos no relatório para efeitos de publica ção, Nov. 2011
Fig ura E13 – Médias Móveis por terço da Pista 10/28, do Aeroporto de Faro, Nov. 2011
Quanto aos valores d as Médias Móveis o que se observou, em t ermos de patamares é que
apenas se re gistaram melhorias, a 65km/h no p rimeiro patamar, que passou de amarelo a
verde e a 95km/h o último patamar que passou de vermelho para amarelo (note -s e que a
limpeza fez mel horar o v alor do atrito a 95km/h). Contudo, também se obs ervou a descida de
patamar do terço intermédio, a 65km/h, quando considerados todos os alin hamentos, o que se
pode expl icar por este valor incluir o alinhamento do eixo que neste ensaio também foi
avaliado, ou pelo f acto d e a limpeza poder ter incidido mais nos terços da s extremidade s que
eram aquele s onde havi a maior acumulação de borracha. Assim, em termos de publicação
nada muda, continuando a dever publ icar-se que o atrito é Bom nos: 1.º e 2.º ter ços e M au no
último terço. Continua a ser necessá ria a emissão de um NOTAM a divul gar que no 3.º terço a
pista pode tornar-se escorregadia quando molhada, verificando -se também a necessidade d a
adoção de medidas corr etivas, estas medidas deveriam passar pe la limpez a do 3.º terço e
também do t erço intermédio, neste último particularmente no eix o da pista que é ond e
65km /h TERÇO ATRITO
Média A 0,66 Verde A Bom
Média B 0,62 Verde B Bom
Média C 0,77 Verde C Bom
Para efeito s de publicação consideram , no relató rio , o v alor m édio mais baixo
por terço a 6 5km /h que corre sponde a :
PUBLICAR
65km /h 95k m/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,62 0 ,54 Verde A Bom
MMMIN B 0,52 0,61 Amarelo B Mé dio
MMMIN C 0 ,44 0,43 Vermelho C Mau
AFR 10/28 NOV 201 1
65km /h 95k m/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,66 0 ,54 Verde A Bom
MMMIN B 0,77 0,72 Verde B Bom
MMMIN C 0 ,44 0,43 Vermelho C Mau
AFR 10/28 NOV 201 1 Em issão de NOTAM !
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Alinhamen tos 1,5m; 3m e 4,5m
343
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
aparece m os valor es de Média Móvel no patamar amare lo. Não obstante e face ao quadro dos
resultados, visando o aumento do coeficiente de atrito, que se afirma como um problema
recorrente , deve riam ser promovidas campanhas d e avaliação d e atrito pont ual, e de avaliação
da macrotex tura, conforme anteriormente já referido, para pe rceber s e o problema se d eve
apenas à falta de limpeza/acumulaçã o d e bor racha e se assim não for procurar outras ori gens e
planear out ros tipos de intervenção, de modo a que os valores, pelo m enos não desçam do
nível mínimo.
65km/h 95km/h
Fig ura E14 - Médias Móveis da Pista 10/28, do Aeroporto de Faro, Nov. 2011
12 9 6 4,5 3 1,5 CL CL * 1,5 * 3 * 4,5 * 6* 9 * 12*
|
|
|
|
|
0, 97 1 ,02 0 ,95 0 ,9 3 0,8 1 0, 73 0 ,8 7 0, 80 0, 82 0 ,77 0 ,8 9 0, 89 0 ,90 0 ,9 2
0, 95 1 ,01 0 ,93 0 ,9 2 0,8 0 0, 73 0 ,8 6 | 0, 79 0, 83 0 ,78 0 ,8 9 0, 87 0 ,91 0 ,9 2
0, 93 1 ,00 0 ,93 0 ,9 2 0,8 1 0, 75 0 ,8 6 0, 79 0, 83 0 ,80 0 ,9 0 0, 87 0 ,90 0 ,9 0
0, 89 0 ,99 0 ,93 0 ,9 2 0,8 2 0, 75 0 ,8 6 | 0, 80 0, 84 0 ,83 0 ,9 1 0, 87 0 ,91 0 ,9 0
0, 88 0 ,97 0 ,93 0 ,9 1 0,8 2 0, 77 0 ,8 6 0, 79 0, 84 0 ,82 0 ,9 2 0, 87 0 ,91 0 ,9 1
0, 87 0 ,96 0 ,93 0 ,9 1 0,8 3 0, 77 0 ,8 6 | 0, 74 0, 85 0 ,82 0 ,9 2 0, 88 0 ,89 0 ,9 1
0, 87 0 ,95 0 ,93 0 ,9 1 0,8 5 0, 77 0 ,8 6 0, 70 0, 86 0 ,82 0 ,9 2 0, 88 0 ,90 0 ,9 1
0, 87 0 ,94 0 ,93 0 ,8 9 0,8 5 0, 77 0 ,8 5 | 0, 69 0, 87 0 ,81 0 ,9 3 0, 88 0 ,90 0 ,9 1
0, 86 0 ,94 0 ,92 0 ,8 8 0,8 5 0, 78 0 ,8 6 0, 70 0, 89 0 ,81 0 ,9 3 0, 88 0 ,91 0 ,9 1
0, 86 0 ,93 0 ,92 0 ,8 6 0,8 6 0, 78 0 ,8 6 | 0, 70 0, 89 0 ,81 0 ,9 2 0, 89 0 ,91 0 ,9 1
0, 87 0 ,93 0 ,92 0 ,8 5 0,8 7 0, 78 0 ,8 5 0, 71 0, 90 0 ,82 0 ,9 2 0, 92 0 ,91 0 ,9 1
0, 87 0 ,93 0 ,92 0 ,8 4 0,8 7 0, 78 0 ,8 6 | 0, 73 0, 91 0 ,83 0 ,9 2 0, 94 0 ,91 0 ,9 2
0, 90 0 ,93 0 ,92 0 ,8 3 0,8 7 0, 78 0 ,8 6 0, 73 0, 91 0 ,83 0 ,9 2 0, 94 0 ,92 0 ,9 4
0, 92 0 ,92 0 ,92 0 ,8 2 0,8 8 0, 79 0 ,8 6 | 0, 73 0, 93 0 ,84 0 ,9 3 0, 95 0 ,92 0 ,9 4
0, 94 0 ,94 0 ,92 0 ,8 1 0,8 8 0, 80 0 ,8 7 0, 79 0, 93 0 ,85 0 ,9 3 0, 94 0 ,92 0 ,9 4
0, 94 0 ,93 0 ,92 0 ,8 1 0,8 7 0, 81 0 ,8 7 | 0, 85 0, 93 0 ,86 0 ,9 4 0, 92 0 ,93 0 ,9 4
0, 94 0 ,93 0 ,92 0 ,8 0 0,8 7 0, 81 0 ,8 8 0, 87 0, 94 0 ,87 0 ,9 4 0, 89 0 ,93 0 ,9 3
0, 92 0 ,92 0 ,92 0 ,7 9 0,8 8 0, 82 0 ,8 9 | 0, 84 0, 94 0 ,88 0 ,9 5 0, 88 0 ,93 0 ,9 1
0, 90 0 ,92 0 ,92 0 ,8 0 0,8 8 0, 82 0 ,8 9 0, 81 0, 95 0 ,89 0 ,9 5 0, 88 0 ,93 0 ,9 0
0, 89 0 ,91 0 ,92 0 ,8 1 0,8 8 0, 82 0 ,8 8 | 0, 81 0, 96 0 ,90 0 ,9 6 0, 88 0 ,92 0 ,8 8
0, 88 0 ,91 0 ,92 0 ,8 2 0,8 7 0, 83 0 ,8 9 0, 82 0, 96 0 ,90 0 ,9 6 0, 88 0 ,93 0 ,8 8
0, 88 0 ,90 0 ,92 0 ,8 3 0,8 7 0, 83 0 ,8 9 | 0, 82 0, 96 0 ,90 0 ,9 6 0, 88 0 ,93 0 ,8 8
0, 88 0 ,90 0 ,92 0 ,8 4 0,8 6 0, 83 0 ,9 0 0, 79 0, 96 0 ,90 0 ,9 6 0, 89 0 ,93 0 ,8 8
0, 89 0 ,90 0 ,92 0 ,8 6 0,8 5 0, 82 0 ,9 0 | 0, 76 0, 96 0 ,90 0 ,9 6 0, 90 0 ,93 0 ,8 8
0, 89 0 ,91 0 ,92 0 ,8 7 0,8 4 0, 82 0 ,8 9 0, 75 0, 95 0 ,89 0 ,9 5 0, 90 0 ,92 0 ,8 8
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0, 92 0 ,98 0 ,97 0 ,8 7 0,8 7 0, 93 0 ,9 0 0, 65 0, 88 0 ,90 0 ,8 4 0, 87 0 ,96 0 ,8 5
0, 91 0 ,97 0 ,97 0 ,8 7 0,8 6 0, 92 0 ,9 0 | 0, 58 0, 84 0 ,90 0 ,8 4 0, 90 0 ,95 0 ,8 5
0, 92 0 ,97 0 ,97 0 ,8 6 0,8 5 0, 92 0 ,9 0 0, 57 0, 84 0 ,89 0 ,8 4 0, 92 0 ,93 0 ,8 6
0, 94 0 ,95 0 ,97 0 ,8 6 0,8 4 0, 90 0 ,8 9 | 0, 62 0, 83 0 ,89 0 ,8 3 0, 92 0 ,93 0 ,8 8
Pi st a 2 8
Pi st a 1 0
12 9 6 4 ,5 3 1 ,5 CL CL * 1, 5* 3 * 4, 5 * 6 * 9* 12 *
|
|
|
|
|
0, 900 ,9 10,8 40, 8 60, 800, 880, 81 0 ,820 ,7 90, 780, 780, 870, 860 ,8 3
0, 900 ,9 10,8 30, 8 50, 790, 870, 80 | 0,8 20, 7 90, 790, 780, 870, 860 ,8 3
0, 920 ,9 20,8 40, 8 50, 800, 880, 81 0 ,830 ,7 90, 810, 780, 870, 870 ,8 3
0, 940 ,9 20,8 70, 8 70, 810, 880, 81 | 0,8 40, 8 00, 810, 790, 880, 870 ,8 3
0, 940 ,9 10,8 90, 8 90, 810, 870, 83 0 ,850 ,8 00, 820, 790, 880, 870 ,8 2
0, 940 ,9 10,9 00, 9 00, 810, 860, 84 | 0,8 50, 8 10, 820, 800, 880, 870 ,8 4
0, 930 ,9 10,9 00, 9 00, 820, 850, 85 0 ,860 ,8 20, 820, 810, 880, 870 ,8 7
0, 920 ,9 10,9 00, 9 00, 820, 850, 87 | 0,8 70, 8 20, 830, 810, 880, 880 ,8 9
0, 900 ,9 10,9 00, 9 00, 830, 840, 88 0 ,880 ,8 30, 840, 820, 890, 890 ,9 0
0, 900 ,9 10,8 90, 8 80, 820, 820, 88 | 0,8 80, 8 30, 850, 840, 890, 890 ,9 0
0, 900 ,9 10,8 90, 8 60, 810, 820, 88 0 ,890 ,8 40, 850, 840, 890, 900 ,8 8
0, 910 ,9 00,8 90, 8 60, 810, 800, 88 | 0,8 90, 8 50, 850, 840, 890, 900 ,8 6
0, 910 ,9 00,8 80, 8 50, 810, 790, 87 0 ,900 ,8 50, 840, 830, 890, 890 ,8 3
0, 910 ,9 00,8 80, 8 50, 810, 790, 87 | 0,9 00, 8 50, 840, 830, 890, 890 ,8 3
0, 900 ,9 00,8 80, 8 50, 810, 780, 86 0 ,900 ,8 50, 840, 840, 890, 890 ,8 2
0, 900 ,9 00,8 80, 8 50, 790, 780, 85 | 0,9 00, 8 40, 840, 820, 900, 900 ,8 1
0, 910 ,9 10,8 80, 8 50, 780, 760, 83 0 ,900 ,8 40, 830, 820, 900, 900 ,8 1
0, 910 ,8 80,8 80, 8 40, 770, 750, 80 | 0,9 10, 8 30, 820, 820, 900, 890 ,8 1
0, 910 ,8 50,8 80, 8 40, 760, 740, 79 0 ,900 ,8 30, 800, 800, 900, 890 ,8 1
0, 910 ,8 30,8 80, 8 40, 760, 730, 77 | 0,9 00, 8 30, 780, 780, 900, 890 ,8 1
0, 890 ,8 20,8 80, 8 40, 740, 710, 75 0 ,900 ,8 20, 760, 770, 900, 890 ,8 1
0, 890 ,8 00,8 80, 8 10, 730, 700, 75 | 0,9 00, 8 10, 730, 740, 900, 890 ,8 2
0, 890 ,8 10,8 80, 7 60, 720, 700, 74 0 ,900 ,8 00, 700, 720, 900, 890 ,8 2
0, 890 ,8 10,8 80, 7 60, 710, 680, 74 | 0,9 00, 8 00, 670, 700, 900, 900 ,8 0
0, 890 ,8 10,8 80, 7 60, 700, 670, 75 0 ,890 ,7 80, 650, 680, 900, 900 ,7 8
0, 890 ,8 10,8 70, 7 50, 700, 670, 74 | 0,8 90, 7 80, 620, 670, 900, 900 ,7 9
0, 900 ,8 00,8 70, 7 60, 700, 670, 75 0 ,880 ,7 70, 590, 650, 900, 900 ,7 8
0, 900 ,8 30,8 70, 7 60, 690, 670, 76 | 0,8 80, 7 60, 570, 630, 900, 900 ,7 8
0, 920 ,8 60,8 70, 7 70, 690, 680, 77 0 ,880 ,7 50, 550, 630, 900, 910 ,7 7
0, 930 ,8 80,8 70, 7 80, 700, 670, 78 | 0,8 80, 7 40, 550, 610, 900, 910 ,7 8
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0, 940 ,9 10,8 70, 8 30, 700, 680, 80 | 0,8 80, 7 10, 540, 630, 900, 910 ,8 0
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0, 940 ,9 00,8 70, 8 70, 700, 660, 80 | 0,8 70, 7 00, 570, 650, 890, 900 ,8 4
0, 940 ,9 00,8 70, 8 80, 700, 670, 79 0 ,870 ,6 90, 590, 660, 890, 890 ,8 6
0, 930 ,9 00,8 70, 8 80, 700, 670, 80 | 0,8 70, 6 70, 610, 670, 890, 890 ,8 7
0, 930 ,8 90,8 70, 8 80, 700, 670, 80 0 ,870 ,6 80, 640, 680, 890, 880 ,8 7
0, 930 ,8 90,8 70, 8 80, 710, 670, 80 | 0,8 70, 6 80, 660, 680, 880, 880 ,8 7
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0, 920 ,9 00,7 90, 8 20, 730, 700, 78 | 0,8 40, 7 70, 810, 760, 870, 860 ,8 6
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0, 920 ,9 00,8 00, 8 20, 740, 720, 79 | 0,8 60, 8 20, 810, 780, 840, 830 ,8 3
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0, 920 ,9 10,8 50, 8 50, 750, 740, 80 | 0,8 10, 8 20, 790, 790, 850, 830 ,8 3
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0, 950 ,9 00,7 90, 8 50, 790, 830, 84 | 0,7 20, 8 40, 840, 830, 900, 890 ,9 1
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0, 950 ,8 80,8 80, 8 70, 800, 810, 84 | 0,8 10, 8 40, 830, 840, 880, 910 ,9 2
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0, 950 ,8 90,8 40, 8 60, 770, 810, 85 | 0,7 40, 8 40, 800, 820, 880, 900 ,9 2
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0, 930 ,9 20,9 00, 8 80, 780, 780, 80 | 0,8 00, 8 00, 780, 780, 860, 910 ,9 1
0, 930 ,9 10,9 00, 8 80, 780, 780, 80 0 ,800 ,8 10, 780, 780, 860, 920 ,9 1
0, 930 ,9 20,9 00, 8 80, 780, 780, 80 | 0,8 10, 8 10, 780, 790, 860, 920 ,9 1
0, 930 ,9 20,9 00, 8 80, 780, 770, 79 0 ,820 ,8 10, 790, 790, 860, 910 ,9 1
0, 930 ,9 20,8 90, 8 70, 780, 780, 79 | 0,8 30, 8 20, 800, 800, 860, 920 ,9 1
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0, 940 ,9 10,8 90, 8 70, 790, 790, 80 | 0,8 10, 8 20, 800, 820, 860, 920 ,9 1
0, 940 ,9 10,8 80, 8 70, 790, 800, 81 0 ,810 ,8 30, 800, 830, 860, 910 ,9 1
0, 940 ,9 10,8 90, 8 60, 780, 810, 81 | 0,8 00, 8 30, 810, 830, 870, 910 ,9 1
0, 930 ,9 10,8 80, 8 70, 790, 810, 82 0 ,800 ,8 40, 820, 830, 870, 910 ,9 1
0, 930 ,9 10,8 80, 8 60, 780, 820, 83 | 0,8 10, 8 40, 820, 830, 870, 910 ,9 0
0, 930 ,9 10,8 90, 8 60, 790, 820, 84 0 ,810 ,8 50, 820, 830, 870, 910 ,9 0
0, 930 ,9 00,8 90, 8 60, 790, 830, 85 | 0,8 10, 8 50, 820, 830, 870, 910 ,9 0
0, 930 ,9 00,8 90, 8 70, 790, 830, 85 0 ,830 ,8 60, 830, 830, 880, 910 ,9 0
0, 930 ,9 10,8 90, 8 70, 790, 830, 86 | 0,8 40, 8 60, 830, 830, 880, 910 ,8 9
0, 920 ,9 10,8 90, 8 60, 790, 830, 86 0 ,840 ,8 60, 830, 820, 880, 910 ,8 9
0, 920 ,9 10,8 90, 8 60, 790, 830, 86 | 0,8 40, 8 60, 840, 820, 880, 900 ,8 9
0, 920 ,9 10,8 90, 8 60, 790, 820, 86 0 ,840 ,8 70, 840, 820, 880, 910 ,8 9
0, 920 ,9 10,8 90, 8 60, 800, 820, 86 | 0,8 50, 8 70, 840, 820, 880, 900 ,8 9
0, 930 ,9 10,8 80, 8 50, 800, 820, 86 0 ,860 ,8 70, 830, 830, 870, 900 ,8 9
0, 930 ,9 10,8 80, 8 50, 800, 820, 86 | 0,8 60, 8 70, 840, 830, 870, 900 ,9 0
0, 920 ,9 10,8 80, 8 50, 800, 830, 86 0 ,860 ,8 70, 840, 830, 870, 900 ,9 0
0, 920 ,9 10,8 70, 8 40, 800, 830, 86 | 0,8 60, 8 70, 840, 830, 870, 900 ,9 0
0, 920 ,9 10,8 70, 8 40, 800, 840, 86 0 ,860 ,8 80, 840, 830, 870, 890 ,8 9
0, 920 ,9 10,8 60, 8 30, 790, 840, 86 | 0,8 70, 8 80, 840, 840, 870, 890 ,8 9
0, 930 ,9 10,8 60, 8 30, 790, 840, 87 0 ,870 ,8 80, 850, 840, 870, 890 ,8 9
0, 930 ,9 00,8 50, 8 20, 780, 830, 86 | 0,8 70, 8 80, 850, 840, 870, 880 ,8 8
0, 930 ,9 00,8 50, 8 20, 780, 830, 85 0 ,880 ,8 90, 850, 840, 860, 880 ,8 8
0, 930 ,9 00,8 40, 8 10, 780, 820, 85 | 0,8 80, 8 90, 850, 840, 860, 880 ,8 8
0, 940 ,9 00,8 40, 8 10, 770, 810, 84 0 ,880 ,8 90, 860, 840, 860, 880 ,8 8
0, 930 ,9 00,8 30, 8 10, 770, 800, 84 | 0,8 90, 8 90, 870, 840, 870, 880 ,8 8
0, 930 ,9 00,8 30, 8 00, 750, 790, 84 0 ,890 ,8 90, 870, 840, 870, 880 ,8 7
0, 940 ,9 00,8 20, 7 90, 750, 790, 84 | 0,8 80, 8 90, 870, 840, 870, 880 ,8 8
0, 940 ,9 00,8 20, 7 90, 740, 780, 83 0 ,880 ,8 90, 880, 840, 860, 880 ,8 8
0, 940 ,9 00,8 10, 7 90, 740, 770, 83 | 0,8 20, 8 90, 880, 830, 860, 880 ,8 8
0, 930 ,8 70,8 10, 7 90, 730, 770, 83 0 ,780 ,9 00, 880, 830, 860, 890 ,8 9
0, 930 ,8 40,8 10, 7 90, 730, 770, 83 | 0,7 80, 8 90, 890, 830, 860, 890 ,8 9
0, 930 ,8 30,8 10, 7 80, 720, 770, 83 0 ,780 ,8 90, 880, 830, 860, 870 ,8 9
0, 930 ,8 30,8 00, 7 90, 730, 770, 83 | 0,7 40, 8 90, 880, 830, 860, 850 ,8 9
0, 930 ,8 30,8 10, 7 90, 730, 780, 84 0 ,700 ,8 90, 880, 830, 860, 830 ,8 8
0, 930 ,8 30,8 10, 7 90, 730, 770, 84 | 0,6 40, 8 90, 880, 830, 860, 830 ,8 8
0, 930 ,8 30,8 10, 7 90, 740, 770, 84 0 ,610 ,8 90, 870, 840, 860, 840 ,8 9
0, 930 ,8 30,8 10, 8 00, 740, 770, 85 | 0,6 10, 8 90, 870, 850, 860, 840 ,8 9
0, 930 ,8 30,8 10, 8 00, 740, 770, 85 0 ,610 ,8 90, 880, 850, 860, 840 ,8 9
0, 930 ,8 40,8 10, 8 00, 750, 770, 85 | 0,6 60, 8 90, 880, 850, 870, 840 ,8 9
0, 930 ,8 70,8 10, 8 00, 750, 780, 84 0 ,690 ,8 90, 880, 860, 870, 840 ,9 0
0, 930 ,9 00,8 10, 8 00, 760, 770, 84 | 0,6 60, 9 00, 880, 860, 870, 850 ,9 0
0, 930 ,9 20,8 00, 8 00, 770, 770, 84 0 ,640 ,8 90, 890, 870, 880, 870 ,9 1
0, 940 ,9 20,8 10, 8 00, 770, 770, 84 | 0,6 80, 8 90, 900, 870, 880, 900 ,9 2
0, 930 ,9 10,8 00, 8 00, 780, 770, 83 0 ,710 ,8 90, 900, 870, 880, 920 ,9 2
0, 930 ,8 70,8 00, 8 00, 780, 770, 83 | 0,7 40, 8 90, 890, 870, 880, 920 ,9 2
0, 930 ,8 40,8 00, 7 90, 780, 780, 82 0 ,760 ,8 80, 890, 870, 880, 920 ,9 2
0, 930 ,8 10,8 00, 7 90, 780, 790, 82 | 0,7 40, 8 70, 890, 860, 880, 900 ,9 2
0, 930 ,8 10,8 00, 8 00, 780, 790, 81 0 ,740 ,8 60, 890, 870, 880, 870 ,9 2
0, 930 ,8 10,8 00, 8 00, 770, 790, 82 | 0,7 40, 8 50, 890, 860, 880, 840 ,9 2
0, 930 ,7 90,8 00, 8 10, 760, 790, 82 0 ,750 ,8 50, 890, 860, 880, 830 ,9 1
0, 930 ,7 90,8 10, 8 20, 770, 790, 81 | 0,7 70, 8 50, 880, 860, 880, 830 ,9 2
0, 930 ,7 90,8 10, 8 30, 780, 790, 80 0 ,790 ,8 50, 880, 860, 880, 830 ,9 1
0, 930 ,7 90,8 20, 8 40, 780, 790, 80 | 0,7 70, 8 50, 880, 860, 880, 830 ,9 0
0, 930 ,8 00,8 20, 8 50, 780, 790, 80 0 ,720 ,8 50, 870, 860, 880, 830 ,9 1
0, 930 ,8 40,8 30, 8 60, 780, 790, 80 | 0,6 80, 8 50, 870, 860, 880, 820 ,9 1
0, 930 ,8 70,8 40, 8 70, 780, 790, 79 0 ,640 ,8 50, 880, 860, 870, 820 ,9 1
0, 930 ,9 00,8 40, 8 90, 770, 790, 79 | 0,6 10, 8 60, 870, 860, 870, 840 ,9 2
0, 920 ,8 90,8 40, 9 00, 770, 780, 79 0 ,570 ,8 60, 860, 860, 870, 860 ,9 2
0, 920 ,8 90,8 50, 9 10, 770, 770, 79 | 0,5 40, 8 40, 850, 860, 870, 890 ,9 0
0, 920 ,9 00,8 60, 9 20, 770, 770, 78 0 ,540 ,8 30, 840, 850, 860, 890 ,9 0
0, 910 ,8 80,8 60, 9 20, 760, 770, 79 | 0,5 40, 8 40, 840, 850, 850, 870 ,9 0
0, 910 ,8 60,8 60, 9 20, 730, 770, 79 0 ,540 ,8 40, 830, 850, 850, 850 ,8 8
0, 910 ,8 70,8 60, 9 20, 710, 760, 79 | 0,5 60, 8 40, 820, 850, 840, 820 ,8 7
0, 910 ,8 60,8 70, 9 30, 670, 730, 78 0 ,630 ,8 30, 810, 850, 830, 780 ,8 3
0, 910 ,8 60,8 70, 9 30, 640, 690, 77 | 0,6 90, 8 30, 790, 850, 830, 780 ,8 0
0, 920 ,8 60,8 80, 9 40, 610, 670, 77 0 ,750 ,8 30, 770, 850, 830, 770 ,8 0
0, 920 ,8 60,8 80, 9 40, 590, 640, 76 | 0,8 10, 8 30, 760, 850, 820, 770 ,7 9
0, 930 ,8 70,8 80, 9 30, 580, 630, 74 0 ,860 ,8 30, 730, 850, 820, 780 ,7 9
0, 930 ,8 70,8 90, 9 20, 550, 630, 74 | 0,8 90, 8 60, 710, 860, 820, 780 ,8 0
0, 940 ,8 80,8 90, 9 20, 520, 620, 74 0 ,880 ,8 60, 680, 870, 820, 790 ,8 0
0, 940 ,9 00,8 90, 9 20, 490, 590, 73 | 0,8 70, 8 40, 670, 870, 820, 810 ,8 0
0, 950 ,9 10,9 00, 9 20, 460, 580, 71 0 ,860 ,8 30, 640, 870, 820, 820 ,8 2
0, 950 ,9 10,9 00, 9 10, 440, 560, 69 | 0,8 50, 8 20, 620, 880, 820, 850 ,8 4
0, 950 ,9 20,9 00, 9 10, 440, 560, 66 0 ,830 ,8 00, 590, 890, 830, 890 ,8 7
0, 950 ,9 20,9 00, 9 10, 440, 560, 64 | 0,8 00, 7 90, 570, 890, 830, 900 ,9 0
0, 950 ,9 20,9 10, 9 00, 430, 560, 62 0 ,760 ,7 70, 550, 890, 830, 900 ,9 1
0, 950 ,9 30,9 00, 8 90, 440, 560, 61 | 0,7 00, 7 40, 530, 890, 820, 900 ,9 1
0, 950 ,9 10,9 00, 9 00, 440, 560, 59 0 ,670 ,7 10, 510, 890, 820, 890 ,9 2
0, 950 ,8 90,9 00, 9 00, 450, 540, 57 | 0,6 60, 6 70, 500, 890, 820, 880 ,9 3
0, 950 ,8 70,9 00, 9 00, 470, 540, 55 0 ,670 ,6 50, 500, 890, 820, 880 ,9 2
0, 950 ,8 60,9 00, 8 90, 480, 540, 55 | 0,6 60, 6 20, 480, 880, 830, 870 ,9 2
0, 950 ,8 40,9 00, 8 80, 500, 530, 55 0 ,660 ,6 10, 480, 860, 840, 850 ,9 1
0, 950 ,8 50,9 00, 8 70, 530, 540, 55 | 0,6 50, 5 90, 480, 840, 840, 840 ,9 1
0, 950 ,8 50,9 00, 8 70, 550, 560, 56 0 ,650 ,5 90, 480, 830, 830, 820 ,9 1
0, 950 ,8 50,9 00, 8 70, 570, 570, 57 | 0,6 70, 5 90, 480, 830, 830, 810 ,9 0
0, 950 ,8 50,9 00, 8 80, 590, 590, 60 0 ,700 ,5 90, 490, 840, 840, 810 ,9 0
0, 940 ,8 50,9 10, 8 90, 610, 600, 61 | 0,7 40, 5 90, 510, 840, 830, 810 ,9 0
0, 950 ,8 70,9 00, 8 90, 630, 620, 62 0 ,750 ,6 10, 530, 840, 840, 810 ,8 9
0, 950 ,8 80,9 10, 8 90, 650, 640, 65 | 0,7 60, 6 40, 550, 840, 840, 820 ,8 9
0, 940 ,8 90,9 10, 8 90, 680, 670, 68 0 ,760 ,6 50, 560, 840, 840, 820 ,9 0
0, 940 ,9 00,9 10, 9 00, 710, 700, 70 | 0,7 80, 6 80, 580, 840, 840, 830 ,9 1
0, 940 ,9 20,9 00, 9 10, 720, 740, 74 0 ,780 ,6 90, 600, 870, 840, 840 ,9 1
0, 940 ,9 20,9 00, 9 10, 750, 770, 78 | 0,7 90, 7 20, 620, 900, 840, 850 ,9 1
0, 940 ,9 20,9 00, 9 10, 780, 790, 81 0 ,790 ,7 30, 650, 900, 840, 870 ,9 2
0, 940 ,9 10,9 00, 9 10, 800, 810, 84 | 0,7 70, 7 50, 680, 900, 850, 880 ,9 3
0, 940 ,9 10,8 90, 9 00, 820, 840, 86 0 ,780 ,7 80, 700, 900, 860, 880 ,9 3
0, 940 ,9 10,8 90, 9 00, 840, 860, 89 | 0,7 90, 8 10, 720, 890, 870, 880 ,9 3
0, 940 ,9 10,8 90, 9 00, 860, 880, 91 0 ,790 ,8 20, 740, 890, 870, 880 ,9 4
0, 940 ,9 20,8 90, 8 90, 870, 900, 93 | 0,7 60, 8 20, 750, 890, 860, 870 ,9 4
0, 940 ,9 20,8 90, 8 90, 880, 920, 94 0 ,720 ,8 40, 770, 890, 870, 870 ,9 4
0, 940 ,9 20,8 90, 9 00, 890, 920, 95 | 0,6 70, 8 50, 790, 890, 870, 870 ,9 4
0, 930 ,9 20,8 90, 9 10, 900, 940, 95 0 ,680 ,8 60, 800, 880, 860, 870 ,9 4
0, 930 ,9 20,8 90, 9 10, 900, 940, 95 | 0,6 90, 8 70, 810, 880, 860, 880 ,9 4
0, 920 ,9 20,8 90, 9 10, 890, 940, 95 0 ,710 ,8 70, 820, 890, 860, 880 ,9 4
0, 920 ,9 20,8 90, 9 20, 880, 940, 95 | 0,6 80, 8 70, 830, 890, 860, 880 ,9 4
0, 920 ,9 10,8 90, 9 30, 880, 940, 94 0 ,630 ,8 80, 840, 890, 860, 880 ,9 4
0, 920 ,8 80,8 90, 9 20, 870, 940, 94 | 0,5 80, 8 80, 850, 880, 860, 870 ,9 4
0, 920 ,8 80,8 90, 9 20, 860, 940, 93 0 ,590 ,8 80, 860, 860, 860, 860 ,9 4
0, 920 ,8 80,8 90, 9 20, 860, 940, 93 | 0,6 40, 8 90, 870, 840, 870, 830 ,9 4
0, 910 ,8 80,8 90, 9 20, 860, 930, 93 0 ,680 ,8 90, 870, 840, 870, 810 ,9 4
0, 910 ,8 90,8 90, 9 10, 850, 930, 92 | 0,6 90, 9 00, 890, 840, 880, 820 ,9 5
P is ta 28
P is ta 10
344
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
Contudo, fac e aos resultados foi e fetuada uma li mpeza, em janeiro d e 2012. Esta limpeza foi
mais ligeira , realizada c om meios internos, não tão eficaz como as habituais campanhas d e
remoçã o d e borracha. Em fevereiro foi r ealizada nova c ampanha de avaliação de atrito em
contínuo.
Fig ura E15 – Médias por terço da Pista 10/28, do Ae roporto de Faro, Fev. 2012
Fig ura E16 – Médias Móveis por terço da Pista 10/28, do Aeroporto de Faro, Fev. 2012
Os resultados r evelaram melhorias que, em termo s de patamar ap enas se r efletiram nos 2.º e
3.º terços, quando considera dos ap enas alinhamentos centrais, para ambas as velocidades
ensaiada s, os quais passam de um valor Bom a um valor Muito Bom, e de um valor Mau a um
valor Médio, r espetivamente. Sendo que quando contemplados todos os alinhamentos, os
valores pioram no prime iro e segundo terços, os quais passam d e um atrito Bom e um atrito
médio, respetivamente, para um atrito Mau em ambos os terços, ainda neste caso o últi mo
terço manté m-se num valor de atrito Mau. Esta situação ex plica-se pelo facto de o eixo estar
em pior condiçã o do que na última campanha.
65km /h 95k m/h TERÇO ATRITO
Média A 0,91 0,84 Azul A Muito Bom
Média B 0,95 0 ,88 Azul B Muito Bom
Média C 0,89 0,83 Azul C Muito Bom
AFR 10 28 Fev20 12
Médias por terço
PUBLICAR
65km /h 95k m/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,46 0 ,42 Vermelho A Mau
MMMIN B 0,48 0,45 Vermelho B Mau
MMMIN C 0 ,50 0,40 Vermelho C Mau
AFR 10/28 FEV 201 2
65km /h 95k m/h TERÇO ATRITO
MMMIN A 0,67 0 ,58 Verde A Bom
MMMIN B 0,84 0,82 Azul B Muito Bom
MMMIN C 0 ,52 0,47 Amarelo C M édio
AFR 10/28 FEV 201 2
MANUTENÇÃO
PUBLICAR
Alinhamen tos 1,5m; 3m e 4,5m
345
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
65km/h 95km/h
Fig ura E17 - Médias Móveis da Pista 10/28, do Ae roporto d e Faro, Fev. 2012
Face às constatações deverá ser publ icado que a pista de Faro t em um atrito Bom no 1.º terço,
um atrito Mui to Bom n o terço intermédio e um atrito Médio no 3.º terço e em t ermos de
manutençã o p recisam de programar nov a campanha de remoção de borracha a qual deverá
incidir com especial ênfase ao longo do eixo da pista. Pa ra além da campa nha de remoção de
borrac ha ao long o do eix o da pis ta também deverão ser revistas as características da tinta
utilizada na sinalização diurna (pinturas) da pista , as quais poderão estar a contribuir para os
maus valores de coeficiente de atrito obtidos.
12 9 6 4,5 3 1,5 CL CL* 1,5* 3* 4,5* 6* 9* 12*
|
|
|
|
|
1,04 1,00 0,94 0,93 0,89 0,88 0,91 0,58 0,92 0,90 0 ,88 0,89 0,97 1,01
1,03 0,99 0,92 0,93 0,87 0,88 0,91 | 0,50 0,93 0,91 0,88 0,89 0,97 1,00
1,03 0,99 0,92 0,93 0,88 0,88 0,93 0,48 0,93 0,92 0 ,87 0,89 0,98 0,99
1,03 0,99 0,90 0,93 0,89 0,88 0,93 | 0,55 0,92 0,92 0,88 0,89 0,97 0,99
1,03 0,99 0,90 0,92 0,90 0,89 0,94 0,62 0,92 0,93 0 ,88 0,89 0,97 0,99
1,03 0,98 0,90 0,92 0,91 0,89 0,94 | 0,62 0,92 0,93 0,89 0,90 0,99 0,99
1,02 0,99 0,90 0,93 0,91 0,90 0,95 0,56 0,93 0,93 0 ,89 0,90 0,99 0,99
1,02 0,98 0,89 0,93 0,91 0,91 0,95 | 0,48 0,93 0,94 0,89 0,90 0,99 0,98
1,02 0,98 0,90 0,94 0,93 0,92 0,95 0,47 0,93 0,95 0 ,89 0,91 0,99 0,98
1,02 0,98 0,90 0,94 0,93 0,93 0,96 | 0,54 0,94 0,95 0,91 0,90 0,99 0,98
1,02 0,98 0,90 0,94 0,93 0,95 0,97 0,60 0,96 0,95 0 ,92 0,91 1,00 1,00
1,02 0,98 0,90 0,95 0,94 0,96 0,97 | 0,60 0,97 0,96 0,93 0,91 0,99 1,01
1,02 0,98 0,91 0,95 0,95 0,97 0,98 0,54 0,98 0,97 0 ,94 0,92 1,00 1,02
1,02 0,98 0,92 0,96 0,95 0,97 0,99 | 0,46 1,00 0,98 0,95 0,92 1,00 1,02
1,02 0,98 0,92 0,97 0,96 0,98 1,00 0,47 1,00 0,99 0 ,97 0,91 1,01 0,99
1,02 0,97 0,93 0,97 0,97 1,00 1,00 | 0,56 1,01 1,00 0,98 0,92 1,00 0,93
1,02 0,97 0,93 0,97 0,97 1,00 1,01 0,63 1,02 1,00 0 ,99 0,92 1,00 0,86
1,02 0,97 0,93 0,97 0,98 1,00 1,03 | 0,64 1,03 1,00 1,00 0,93 1,00 0,86
1,02 0,98 0,94 0,97 0,99 1,00 1,04 0,56 1,03 0,99 1 ,00 0,94 0,99 0,86
1,02 0,98 0,95 0,97 0,99 0,99 1,04 | 0,49 1,03 0,99 0,99 0,95 0,99 0,86
1,02 0,99 0,95 0,95 0,99 0,98 1,02 0,51 1,02 0,99 0 ,99 0,96 0,99 0,86
1,02 0,99 0,95 0,94 0,98 0,98 1,03 | 0,60 1,02 0,97 0,99 0,97 1,00 0,87
1,03 0,99 0,94 0,93 0,98 0,98 1,02 0,65 1,02 0,95 0 ,99 0,98 1,00 0,88
1,03 0,99 0,94 0,91 0,97 0,97 1,00 | 0,66 1,02 0,93 0,98 1,00 1,00 0,89
1,03 0,99 0,94 0,88 0,95 0,96 1,00 0,58 1,02 0,90 0 ,97 1,01 1,00 0,89
1,03 0,99 0,93 0,85 0,94 0,93 0,99 | 0,50 1,01 0,87 0,96 1,01 1,00 0,89
1,00 0,99 0,92 0,83 0,94 0,92 0,98 0,50 0,99 0,85 0 ,95 1,01 0,99 0,89
0,94 0,99 0,91 0,82 0,92 0,91 0,95 | 0,57 0,97 0,82 0,94 1,00 1,00 0,83
0,89 0,99 0,89 0,79 0,90 0,89 0,94 0,64 0,96 0,80 0 ,92 1,00 1,00 0,77
0,82 0,98 0,88 0,77 0,88 0,89 0,94 | 0,65 0,96 0,76 0,93 1,00 1,00 0,73
0,75 0,97 0,87 0,77 0,87 0,87 0,94 0,57 0,95 0,74 0 ,92 1,01 1,00 0,73
0,73 0,97 0,87 0,75 0,87 0,86 0,94 | 0,50 0,94 0,73 0,92 1,01 1,00 0,72
0,73 0,97 0,86 0,76 0,85 0,85 0,94 0,52 0,92 0,70 0 ,91 1,01 0,99 0,71
0,72 0,96 0,86 0,76 0,84 0,84 0,94 | 0,60 0,90 0,68 0,91 1,01 0,99 0,71
0,71 0,96 0,85 0,77 0,83 0,84 0,95 0,66 0,90 0,67 0 ,91 1,01 1,00 0,73
0,70 0,96 0,85 0,78 0,82 0,83 0,94 | 0,67 0,90 0,67 0,90 1,01 1,00 0,80
0,73 0,96 0,86 0,78 0,81 0,84 0,94 0,62 0,90 0,67 0 ,90 1,01 1,00 0,86
0,80 0,96 0,87 0,78 0,79 0,84 0,93 | 0,59 0,91 0,67 0,90 1,02 1,01 0,92
0,84 0,96 0,88 0,79 0,79 0,84 0,92 0,61 0,90 0,67 0 ,91 1,02 1,00 0,99
0,91 0,96 0,90 0,80 0,79 0,83 0,92 | 0,67 0,90 0,67 0,90 1,01 1,00 1,02
0,97 0,96 0,91 0,80 0,80 0,82 0,92 0,71 0,90 0,68 0 ,90 1,01 1,00 1,02
1,00 0,96 0,92 0,80 0,79 0,82 0,92 | 0,73 0,90 0,70 0,91 1,01 1,01 1,02
1,00 0,97 0,93 0,80 0,80 0,81 0,92 0,68 0,89 0,73 0 ,91 1,01 1,01 1,02
1,00 0,97 0,96 0,81 0,79 0,81 0,92 | 0,64 0,90 0,75 0,91 1,01 1,01 1,03
1,01 0,97 0,98 0,81 0,79 0,81 0,92 0,65 0,90 0,76 0 ,91 1,01 1,00 1,03
1,01 0,97 0,99 0,81 0,79 0,82 0,93 | 0,69 0,91 0,78 0,91 1,01 1,00 1,02
1,01 0,97 1,00 0,81 0,79 0,82 0,94 0,72 0,92 0,81 0 ,92 1,01 1,00 1,03
1,01 0,97 1,01 0,83 0,81 0,82 0,95 | 0,71 0,91 0,83 0,93 1,01 0,99 1,03
1,01 0,97 1,01 0,83 0,81 0,82 0,97 0,67 0,92 0,85 0 ,94 1,00 0,99 1,02
1,02 0,96 1,01 0,84 0,81 0,84 0,97 | 0,65 0,91 0,86 0,94 1,00 0,99 1,01
1,02 0,96 1,00 0,85 0,82 0,86 0,98 0,66 0,91 0,88 0 ,94 0,99 0,97 1,00
1,01 0,95 1,00 0,86 0,82 0,87 0,98 | 0,69 0,91 0,88 0,93 0,97 0,96 1,00
1,02 0,95 0,99 0,86 0,83 0,88 0,99 0,73 0,90 0,88 0 ,93 0,96 0,95 1,00
1,02 0,95 0,98 0,85 0,85 0,90 0,99 | 0,72 0,89 0,88 0,93 0,96 0,94 1,00
1,02 0,95 0,97 0,86 0,85 0,90 0,99 0,69 0,88 0,87 0 ,94 0,96 0,95 1,00
1,02 0,95 0,96 0,87 0,86 0,90 0,99 | 0,68 0,86 0,87 0,94 0,95 0,95 1,00
1,02 0,95 0,95 0,88 0,87 0,91 0,99 0,70 0,85 0,86 0 ,94 0,95 0,95 1,00
1,02 0,95 0,95 0,88 0,87 0,93 0,99 | 0,73 0,84 0,86 0,94 0,95 0,95 1,00
1,02 0,95 0,94 0,89 0,88 0,93 0,99 0,73 0,83 0,87 0 ,94 0,95 0,96 1,02
1,02 0,95 0,94 0,89 0,89 0,94 0,99 | 0,71 0,83 0,87 0,94 0,96 0,97 1,03
1,01 0,95 0,93 0,89 0,90 0,95 0,99 0,68 0,83 0,86 0 ,95 0,97 0,98 1,04
1,02 0,96 0,93 0,90 0,90 0,95 0,99 | 0,66 0,84 0,86 0,96 0,97 0,98 1,03
1,02 0,96 0,93 0,92 0,90 0,97 0,99 0,68 0,85 0,85 0 ,97 0,97 0,98 1,03
1,02 0,96 0,93 0,94 0,91 0,98 0,99 | 0,71 0,87 0,87 0,98 0,97 0,98 1,03
1,02 0,96 0,94 0,92 0,93 0,99 0,99 0,71 0,87 0,87 0 ,98 0,96 0,98 1,03
1,03 0,95 0,96 0,93 0,94 1,00 1,00 | 0,67 0,90 0,88 0,98 0,97 0,98 1,03
1,04 0,95 0,96 0,93 0,94 1,01 1,01 0,63 0,90 0,88 0 ,99 0,96 0,98 1,04
1,04 0,95 0,95 0,94 0,96 1,00 1,01 | 0,61 0,91 0,88 1,00 0,96 0,98 1,04
1,03 0,94 0,96 0,93 0,96 1,01 1,01 0,65 0,91 0,87 1 ,00 0,96 0,98 1,04
1,04 0,95 0,97 0,95 0,96 1,02 1,00 | 0,69 0,92 0,88 1,01 0,96 0,97 1,04
1,04 0,95 0,98 0,94 0,97 1,01 1,01 0,69 0,92 0,89 1 ,01 0,97 0,98 1,05
1,04 0,94 0,98 0,95 0,98 1,02 1,01 | 0,67 0,92 0,90 1,02 0,97 0,97 1,05
1,03 0,94 0,99 0,94 0,97 1,02 1,01 0,62 0,93 0,91 1 ,02 0,97 0,98 1,05
1,03 0,94 1,00 0,94 0,96 1,03 1,02 | 0,61 0,93 0,90 1,02 0,97 0,99 1,05
1,03 0,94 0,99 0,94 0,96 1,03 1,03 0,65 0,93 0,91 1 ,02 0,97 0,99 1,05
1,02 0,94 0,99 0,95 0,97 1,04 1,03 | 0,70 0,92 0,91 1,02 0,96 0,99 1,06
1,02 0,94 0,99 0,95 0,97 1,05 1,03 0,71 0,92 0,90 1 ,01 0,96 0,99 1,06
1,02 0,94 1,00 0,94 0,96 1,06 1,03 | 0,67 0,92 0,89 1,01 0,96 0,99 1,05
1,02 0,94 0,99 0,93 0,96 1,06 1,04 0,59 0,92 0,89 1 ,00 0,95 0,99 1,05
1,02 0,94 0,99 0,93 0,95 1,06 1,05 | 0,58 0,91 0,88 1,00 0,95 0,99 1,05
1,02 0,94 0,99 0,93 0,95 1,06 1,06 0,62 0,92 0,88 1 ,00 0,94 0,98 1,05
1,02 0,94 0,98 0,92 0,95 1,06 1,06 | 0,66 0,91 0,88 0,99 0,93 0,99 1,05
1,02 0,94 0,97 0,92 0,95 1,06 1,06 0,66 0,91 0,87 0 ,98 0,93 0,99 1,04
1,02 0,94 0,97 0,92 0,95 1,06 1,07 | 0,60 0,91 0,86 0,98 0,92 0,99 1,04
1,02 0,94 0,96 0,91 0,94 1,05 1,06 0,52 0,91 0,87 0 ,98 0,92 0,99 1,04
1,03 0,95 0,96 0,89 0,92 1,04 1,06 | 0,51 0,90 0,87 0,98 0,92 0,99 1,04
1,03 0,95 0,95 0,87 0,91 1,03 1,05 0,56 0,90 0,87 0 ,97 0,92 1,00 1,04
1,03 0,95 0,95 0,87 0,90 1,02 1,05 | 0,64 0,89 0,89 0,97 0,92 1,00 1,05
1,04 0,95 0,94 0,86 0,90 1,01 1,05 0,66 0,90 0,89 0 ,97 0,92 1,00 1,05
1,04 0,95 0,94 0,86 0,90 1,00 1,04 | 0,62 0,90 0,89 0,97 0,92 1,01 1,05
1,05 0,95 0,94 0,86 0,90 0,98 1,03 0,55 0,90 0,89 0 ,97 0,93 1,02 1,05
1,05 0,95 0,94 0,86 0,89 0,97 1,02 | 0,54 0,90 0,89 0,98 0,93 1,01 1,05
1,05 0,95 0,94 0,85 0,89 0,96 1,01 0,61 0,90 0,90 0 ,98 0,93 1,01 1,05
1,04 0,95 0,93 0,84 0,89 0,95 1,00 | 0,69 0,90 0,90 0,98 0,92 1,01 1,06
1,05 0,96 0,93 0,85 0,90 0,95 1,00 0,69 0,91 0,91 0 ,98 0,92 1,01 1,06
1,04 0,96 0,93 0,86 0,90 0,94 1,00 | 0,62 0,90 0,92 0,97 0,92 1,01 1,06
1,04 0,95 0,92 0,86 0,91 0,93 1,00 0,54 0,91 0,92 0 ,97 0,91 1,00 1,06
1,04 0,95 0,92 0,85 0,91 0,92 1,00 | 0,54 0,92 0,92 0,97 0,91 1,00 1,06
1,03 0,96 0,91 0,85 0,91 0,93 0,99 0,59 0,92 0,92 0 ,97 0,90 1,00 1,06
1,03 0,96 0,91 0,85 0,90 0,93 0,99 | 0,65 0,93 0,93 0,97 0,90 0,99 1,06
1,03 0,95 0,91 0,85 0,89 0,94 0,99 0,65 0,94 0,93 0 ,96 0,89 0,99 1,05
1,03 0,95 0,91 0,85 0,89 0,93 0,98 | 0,59 0,93 0,93 0,95 0,89 0,99 1,05
1,02 0,96 0,90 0,85 0,89 0,93 0,98 0,51 0,94 0,93 0 ,94 0,89 0,99 1,05
1,03 0,96 0,90 0,86 0,89 0,92 0,98 | 0,52 0,94 0,93 0,94 0,89 0,99 1,05
1,03 0,96 0,90 0,86 0,89 0,93 0,99 0,59 0,94 0,92 0 ,95 0,89 0,99 1,04
1,03 0,96 0,90 0,86 0,89 0,93 0,99 | 0,66 0,96 0,93 0,95 0,89 0,99 1,04
1,03 0,97 0,91 0,86 0,90 0,94 0,98 0,66 0,97 0,94 0 ,96 0,89 1,00 1,04
1,04 0,97 0,91 0,86 0,90 0,95 0,98 | 0,57 0,98 0,95 0,96 0,90 1,00 1,04
1,04 0,98 0,91 0,87 0,91 0,95 0,98 0,50 0,98 0,96 0 ,95 0,90 1,00 1,05
1,04 0,98 0,91 0,87 0,92 0,95 0,99 | 0,51 0,98 0,97 0,95 0,90 1,01 1,04
1,05 0,99 0,90 0,87 0,93 0,96 1,00 0,59 0,99 0,98 0 ,96 0,90 1,01 1,04
1,05 0,99 0,91 0,88 0,94 0,96 1,01 | 0,64 1,00 0,99 0,96 0,90 1,01 1,05
1,05 0,99 0,91 0,88 0,94 0,96 1,01 0,63 1,01 0,99 0 ,97 0,90 1,01 1,05
1,05 0,99 0,91 0,88 0,94 0,96 1,03 | 0,55 1,01 1,00 0,97 0,91 1,00 1,05
1,05 0,99 0,90 0,87 0,95 0,96 1,02 0,48 1,02 1,01 0 ,97 0,91 1,00 1,06
1,05 0,99 0,90 0,88 0,95 0,97 1,03 | 0,50 1,02 1,02 0,98 0,91 1,00 1,06
1,06 0,99 0,90 0,90 0,94 0,97 1,03 0,58 1,02 1,02 0 ,98 0,91 1,00 1,06
1,05 0,99 0,90 0,91 0,94 0,96 1,04 | 0,65 1,02 1,01 1,00 0,91 0,99 1,06
1,05 0,99 0,90 0,91 0,94 0,96 1,04 0,65 1,03 1,01 1 ,01 0,91 0,99 1,06
1,05 0,99 0,89 0,91 0,94 0,95 1,04 | 0,56 1,03 1,01 1,01 0,91 0,99 1,06
1,05 0,99 0,89 0,91 0,94 0,93 1,04 0,49 1,03 1,00 1 ,02 0,92 0,99 1,07
1,05 0,99 0,89 0,91 0,93 0,94 1,04 | 0,51 1,02 1,00 1,02 0,93 1,00 1,07
1,06 0,99 0,89 0,90 0,92 0,94 1,04 0,59 1,02 1,01 1 ,02 0,93 1,00 1,07
1,06 0,99 0,89 0,90 0,92 0,95 1,04 | 0,64 1,03 1,01 1,02 0,93 0,99 1,07
1,05 0,99 0,89 0,89 0,92 0,95 1,04 0,63 1,03 1,00 1 ,03 0,93 0,99 1,07
1,05 0,99 0,89 0,88 0,91 0,95 1,04 | 0,55 1,02 1,00 1,03 0,94 0,99 1,07
1,05 0,99 0,89 0,88 0,92 0,94 1,05 0,50 1,03 1,00 1 ,04 0,95 1,00 1,07
1,05 1,00 0,89 0,87 0,93 0,94 1,05 | 0,52 1,03 0,99 1,04 0,96 1,00 1,07
1,05 1,00 0,88 0,86 0,93 0,94 1,05 0,59 1,03 0,98 1 ,04 0,95 1,00 1,07
1,05 1,00 0,88 0,85 0,92 0,95 1,05 | 0,64 1,02 0,98 1,04 0,96 1,00 1,07
1,05 1,00 0,88 0,85 0,91 0,96 1,05 0,63 1,03 0,98 1 ,05 0,97 1,00 1,07
1,05 1,00 0,88 0,85 0,91 0,96 1,04 | 0,55 1,03 0,98 1,06 0,96 1,00 1,07
1,04 1,01 0,87 0,85 0,92 0,96 1,04 0,50 1,03 0,98 1 ,07 0,96 0,99 1,07
1,04 1,02 0,87 0,86 0,92 0,95 1,04 | 0,54 1,03 0,98 1,08 0,96 1,00 1,07
1,03 1,02 0,86 0,85 0,91 0,95 1,03 0,62 1,04 0,97 1 ,07 0,96 1,00 1,07
1,03 1,02 0,86 0,86 0,92 0,95 1,03 | 0,68 1,04 0,97 1,06 0,96 1,00 1,07
1,03 1,01 0,86 0,85 0,91 0,95 1,03 0,68 1,04 0,97 1 ,05 0,96 1,00 1,07
1,03 1,01 0,85 0,85 0,91 0,95 1,03 | 0,64 1,04 0,98 1,05 0,96 1,00 1,07
1,03 1,01 0,86 0,86 0,92 0,95 1,03 0,61 1,04 0,98 1 ,04 0,97 1,01 1,07
1,03 1,01 0,86 0,86 0,92 0,96 1,03 | 0,65 1,03 0,98 1,02 0,97 1,01 1,07
1,02 1,01 0,87 0,87 0,93 0,96 1,03 0,73 1,03 0,98 1 ,01 0,97 1,02 1,07
1,03 1,01 0,87 0,88 0,94 0,95 1,03 | 0,77 1,03 0,99 1,00 0,97 1,02 1,07
1,03 1,01 0,87 0,88 0,94 0,94 1,04 0,73 1,03 0,98 0 ,98 0,98 1,02 1,08
1,03 1,00 0,86 0,89 0,94 0,95 1,04 | 0,65 1,04 0,98 0,97 0,99 1,02 1,08
1,03 1,00 0,86 0,90 0,96 0,95 1,04 0,62 1,03 0,98 0 ,96 0,99 1,03 1,08
1,03 1,00 0,86 0,91 0,95 0,95 1,04 | 0,63 1,04 0,98 0,97 0,99 1,03 1,07
1,03 1,01 0,86 0,92 0,96 0,95 1,03 0,67 1,04 0,98 0 ,99 0,99 1,03 1,07
1,04 1,00 0,86 0,93 0,96 0,95 1,01 | 0,66 1,04 0,98 1,00 0,99 1,03 1,07
1,03 1,00 0,87 0,94 0,96 0,94 1,01 0,62 1,05 0,97 1 ,00 0,99 1,03 1,07
1,03 1,00 0,87 0,95 0,96 0,94 1,00 | 0,54 1,04 0,97 1,00 0,99 1,02 1,00
1,03 0,99 0,88 0,95 0,97 0,94 0,99 0,51 1,04 0,97 1 ,00 0,99 1,02 0,96
1,03 0,99 0,87 0,95 0,96 0,94 0,98 | 0,55 1,04 0,97 1,00 0,99 1,02 0,96
1,03 0,98 0,88 0,95 0,95 0,94 0,97 0,62 1,04 0,97 1 ,01 0,99 1,02 0,95
1,03 0,97 0,89 0,95 0,95 0,93 0,96 | 0,65 1,03 0,97 1,02 0,99 1,01 0,95
1,03 0,96 0,89 0,96 0,94 0,93 0,95 0,62 1,03 0,96 1 ,01 0,99 1,01 0,95
1,03 0,96 0,89 0,96 0,94 0,91 0,94 | 0,56 1,02 0,95 1,00 0,99 1,01 0,95
1,03 0,96 0,90 0,96 0,93 0,90 0,93 0,55 1,02 0,94 1 ,00 1,00 1,00 0,95
1,02 0,95 0,90 0,96 0,92 0,90 0,93 | 0,59 1,00 0,94 0,99 1,00 0,99 0,94
1,03 0,95 0,90 0,95 0,91 0,89 0,91 0,64 0,99 0,94 1 ,00 1,00 0,99 0,95
1,03 0,95 0,90 0,95 0,92 0,88 0,89 | 0,66 0,99 0,93 1,01 1,00 0,99 1,02
1,03 0,95 0,90 0,95 0,91 0,87 0,89 0,63 0,98 0,92 1 ,00 1,00 0,99 1,05
1,03 0,95 0,91 0,95 0,91 0,86 0,89 | 0,58 0,96 0,90 1,00 1,00 0,99 1,04
1,02 0,96 0,91 0,94 0,91 0,86 0,88 0,56 0,95 0,88 0 ,99 1,00 0,98 1,03
1,02 0,96 0,92 0,93 0,91 0,85 0,87 | 0,59 0,95 0,87 0,98 1,00 0,98 1,03
1,02 0,97 0,92 0,91 0,90 0,86 0,87 0,66 0,95 0,86 0 ,98 1,01 0,99 1,02
1,02 0,96 0,95 0,90 0,90 0,87 0,86 | 0,69 0,94 0,85 0,96 1,01 0,98 1,01
1,01 0,97 0,96 0,88 0,89 0,87 0,86 0,68 0,93 0,84 0 ,94 1,01 0,98 1,00
1,01 0,97 0,97 0,87 0,89 0,86 0,85 | 0,65 0,93 0,83 0,94 1,01 0,98 0,99
1,01 0,97 0,98 0,88 0,87 0,86 0,84 0,63 0,93 0,82 0 ,94 1,01 0,98 0,99
1,01 0,98 0,99 0,86 0,86 0,86 0,85 | 0,66 0,93 0,80 0,93 1,01 0,99 0,99
1,02 0,98 1,01 0,85 0,84 0,85 0,85 0,71 0,93 0,78 0 ,93 1,02 0,99 0,98
1,02 0,98 1,02 0,83 0,83 0,84 0,85 | 0,73 0,95 0,77 0,92 1,03 0,99 0,99
1,02 0,99 1,03 0,83 0,80 0,83 0,85 0,69 0,95 0,75 0 ,91 1,03 1,00 0,99
1,02 0,99 1,03 0,83 0,77 0,81 0,85 0,64 0,95 0,75 0 ,90 1,03 1,00 0,99
1,02 1,00 1,04 0,83 0,75 0,79 0,84 | 0,61 0,93 0,74 0,90 1,03 1,01 1,00
1,03 1,00 1,03 0,83 0,73 0,78 0,86 0,64 0,92 0,72 0 ,88 1,02 1,01 1,01
1,03 1,01 1,03 0,83 0,71 0,76 0,87 | 0,67 0,90 0,70 0,86 1,01 1,02 1,02
1,04 1,02 1,03 0,83 0,68 0,74 0,88 0,64 0,87 0,68 0 ,82 1,01 1,02 1,03
1,04 1,02 1,04 0,81 0,65 0,71 0,89 | 0,62 0,85 0,66 0,79 1,00 1,01 1,03
1,04 1,02 1,03 0,79 0,63 0,69 0,90 0,57 0,83 0,64 0 ,77 1,00 1,01 1,02
1,04 1,03 1,03 0,78 0,61 0,68 0,90 | 0,54 0,79 0,62 0,74 1,00 1,01 1,03
1,04 1,03 1,03 0,76 0,58 0,66 0,88 0,57 0,75 0,61 0 ,73 0,99 1,01 1,02
1,05 1,03 1,02 0,75 0,56 0,65 0,87 | 0,61 0,73 0,59 0,71 0,99 1,01 0,96
1,03 1,03 1,02 0,74 0,55 0,65 0,86 0,61 0,71 0,56 0 ,72 0,99 1,00 0,90
0,97 1,03 1,02 0,73 0,54 0,64 0,86 | 0,57 0,70 0,54 0,71 0,99 1,00 0,83
0,91 1,03 1,02 0,70 0,53 0,63 0,85 0,50 0,68 0,54 0 ,71 1,00 1,00 0,76
0,84 1,02 1,02 0,70 0,52 0,63 0,84 | 0,50 0,69 0,55 0,73 1,00 0,99 0,72
0,77 1,01 1,02 0,68 0,52 0,63 0,83 0,54 0,69 0,54 0 ,74 1,01 0,99 0,72
0,73 1,01 1,01 0,68 0,53 0,64 0,82 | 0,59 0,69 0,54 0,76 1,01 0,99 0,71
0,72 1,01 1,01 0,71 0,53 0,65 0,81 0,60 0,69 0,55 0 ,77 1,01 1,00 0,72
0,71 1,00 1,01 0,71 0,54 0,66 0,80 | 0,57 0,71 0,58 0,80 1,01 1,00 0,72
0,71 1,00 1,02 0,73 0,55 0,68 0,81 0,52 0,74 0,60 0 ,81 1,01 1,00 0,73
0,71 1,00 1,03 0,74 0,57 0,68 0,82 | 0,54 0,74 0,64 0,83 1,01 0,99 0,80
0,72 1,00 1,04 0,75 0,59 0,68 0,84 0,60 0,74 0,66 0 ,83 1,00 0,99 0,87
0,78 1,00 1,04 0,77 0,60 0,70 0,84 | 0,65 0,74 0,69 0,84 0,99 0,99 0,93
0,84 1,01 1,04 0,80 0,63 0,71 0,85 0,65 0,76 0,71 0 ,85 0,98 1,00 1,00
0,83 1,01 1,04 0,82 0,65 0,74 0,86 | 0,61 0,78 0,72 0,86 0,98 1,00 1,05
0,83 1,01 1,04 0,85 0,68 0,76 0,88 0,56 0,80 0,75 0 ,89 0,98 1,01 1,05
0,84 1,02 1,05 0,87 0,70 0,77 0,90 | 0,58 0,82 0,79 0,90 0,97 1,01 1,05
0,84 1,03 1,06 0,89 0,73 0,80 0,92 0,64 0,85 0,80 0 ,92 0,96 1,00 1,04
0,84 1,03 1,06 0,91 0,76 0,81 0,95 | 0,70 0,86 0,81 0,92 0,96 1,00 1,05
0,85 1,03 1,05 0,93 0,80 0,83 0,97 0,69 0,87 0,83 0 ,93 0,95 1,00 1,05
0,85 1,04 1,04 0,93 0,83 0,86 0,99 | 0,63 0,90 0,83 0,94 0,94 1,01 1,04
0,86 1,04 1,04 0,95 0,86 0,89 1,00 0,56 0,91 0,85 0 ,95 0,93 1,02 1,04
0,86 1,05 1,03 0,95 0,88 0,91 1,03 | 0,58 0,92 0,86 0,95 0,92 1,02 1,03
0,87 1,05 1,02 0,97 0,89 0,93 1,04 0,67 0,94 0,88 0 ,96 0,91 1,02 1,04
0,95 1,05 1,02 0,96 0,92 0,95 1,05 | 0,71 0,94 0,89 0,95 0,91 1,02 1,04
1,02 1,06 1,01 0,96 0,94 0,97 1,05 0,69 0,94 0,89 0 ,94 0,90 1,02 1,03
1,05 1,06 1,00 0,95 0,95 0,99 1,05 | 0,61 0,95 0,90 0,94 0,90 1,02 1,03
1,06 1,06 0,98 0,94 0,96 0,98 1,06 0,54 0,94 0,91 0 ,94 0,90 1,02 1,04
1,06 1,06 0,97 0,92 0,97 0,99 1,06 | 0,55 0,94 0,92 0,94 0,89 1,02 1,03
0,99 1,06 0,96 0,91 0,96 0,99 1,05 0,62 0,94 0,93 0 ,94 0,89 1,02 1,03
0,91 1,06 0,95 0,90 0,96 0,99 1,04 | 0,67 0,94 0,94 0,94 0,89 1,01 1,04
0,85 1,06 0,95 0,88 0,95 0,98 1,04 0,66 0,94 0,93 0 ,95 0,90 1,01 1,05
0,86 1,05 0,94 0,87 0,95 0,98 1,03 | 0,57 0,94 0,92 0,95 0,91 1,01 1,05
0,85 1,05 0,94 0,86 0,96 0,97 1,02 0,50 0,94 0,91 0 ,95 0,92 1,01 1,04
0,85 1,05 0,93 0,85 0,95 0,96 1,02 | 0,50 0,93 0,92 0,95 0,91 1,01 1,04
0,85 1,05 0,93 0,84 0,95 0,94 1,01 0,59 0,92 0,92 0 ,96 0,92 1,01 1,04
0,85 1,04 0,93 0,83 0,94 0,93 1,01 | 0,67 0,92 0,90 0,96 0,91 1,00 1,04
0,85 1,04 0,93 0,83 0,94 0,93 0,99 0,73 0,90 0,90 0 ,96 0,92 1,00 1,03
0,85 1,04 0,93 0,84 0,92 0,92 0,98 | 0,72 0,90 0,88 0,95 0,92 1,00 1,03
0,91 1,03 0,93 0,86 0,91 0,91 0,97 0,71 0,88 0,87 0 ,95 0,92 1,00 1,02
0,99 1,03 0,93 0,86 0,90 0,87 0,97 | 0,73 0,82 0,85 0,96 0,94 1,00 1,03
Pista 28
Pista 10
352
Diretrizes p ara Avaliação Funcio nal de P avimentos Aeroná utico s
E 1.5 Con tam inação
A Pista 10/28 do Aeroporto de Faro mani festa um problema de contaminaç ão com borracha, a
qual, face à r epartição de trá fego 30/70 se agrava na zona de toque da pista 28. Esta situação
acontece fa ce ao consid erável núm ero de aterragens por di a que aí aconte ce, em média 43,
que dita que as avaliações do atrito em contín uo ocorressem de 3 em 3 meses e que as
operaç ões de remoção de borracha da pista acontece ssem de 6 em 6 meses, no enta nto, o que
acontece é uma avaliação de 6 em 6 meses e oper ações de r emoção de borracha uma vez por
ano. Assim sendo, como a acumulação de borracha para além de afetar a conspicuidade da
sinalização diurna também tem efeitos adversos no coeficiente de atrito, pelo que ser á
desejáve l aum entar a periodicidade das campanhas de avalia ção do coeficiente de atrito e de
remoçã o da borracha da pista.
E 1.6 Publicação e ações a desenvolver
Os resultados da última campanha de avaliação do coeficiente de atrito apontam para que se
publique que o atrito da Pista 10/28 do Aeroporto de Faro é Bom no 1 .º te rço; Muito Bom no
2.º terço e Médio no 3.º terço.
Complementarmente à publicaçã o relativa ao coefic iente de atrito, face aos resultados de
avaliação deste parâmetro, assim como da textura a qual é fechada a m uito aberta (C a E), com
muitos valores de ETD/MTD abaixo dos 0,76, e da contaminaçã o ditam que se dese nvolvam
com maior frequência campanhas d e av aliação do coeficiente de atrito e de remoção d e
borrac ha, as quais impl icarã o também que se angariem verbas par a proceder a pinturas da
pista com maior fr equência, pinturas que deverão ser realizadas com tintas próprias, que n ão
agridam o pavime nto e que não contribuam para a diminuição do atrito da pista. Note-se que o
PC I da pista, a presenta resultados de 51% no pata mar Bom, mas de 36% no patamar
Razoável.
Quanto à irreg ularidade, muito embora o parâmetro do I R I esteja p ara além do valor limite
dos 2m/km aconselhado para pistas de aeroportos. O mesmo, em média i gual a 2,25, com um
máximo de 2,68, é ainda inferior ao v alor lim ite de pavimentos novos (3, 5) pelo que se
considera aceitável.
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