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De Cabo Verde para Lisboa: Cartas e Remessas Científicas da Expedição Naturalista de João da Silva Feijó (1783-1796) Vol. II - Documentação da Biblioteca Nacional de Portugal e do Arquivo Histórico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa

Roque, Ana,Manuel Ferraz Torrão, Maria

Abstract

A documentação que se apresenta neste volume, integra o conjunto de documentos produzidos no âmbito da Expedição Naturalista de João da Silva Feijó às ilhas de Cabo Verde que decorreu entre 1783 e 1796, e respeita à documentação existente na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e no Arquivo Histórico do Museu Nacional de História Natural e da Ciência da Universidade de Lisboa (MUHNAC), complementando os manuscritos do Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), editados no volume I.

Full text

De Cabo Ve de pa a Lisboa: Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição Na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796) Vol. II - Documen ação da Biblio eca Nacional de Po ugal e do A qui o His ó ico do Museu Nacional de His ó ia Na u al e da Ciência da Uni e sidade de Lisboa Publicação inanciada pela Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia De Cabo Ve de pa a Lisboa: Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição Na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796) Vol. II - Documen ação da Biblio eca Nacional de Po ugal e do A qui o His ó ico do Museu Nacional de His ó ia Na u al e da Ciência da Uni e sidade de Lisboa Lisboa, Julho de 2014 Coo denação Ana C is ina Roque e Ma ia Manuel To ão §4 §5 Índíce No a de Ap esen ação Ana C is ina Roque e Ma ia Manuel To ão 7 A Flo a do A quipélago de Cabo Ve de no úl imo qua el do século XVIII: O he bá io da expedição na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796) Ana C is ina Roque e Ma ia Manuel To ão 9 Documen ação da Biblio eca Nacional de Po ugal. Rese ados, Códice 12847 22 ITINERARIO FLOSOFICO que con em a Rellação das Ilhas de cabo Ve de despp.os o pelo me hodo epis ola di igidas ao Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Melo e Cas o pello Na u alis a Regio das mesmas Ilhas. João da Syl a Feijó, 1783 (53 ls.) 22 Documen ação do A qui o His ó ico do Museu Nacional de His ó ia Na u al e da Ciência da Uni e sidade de Lisboa (MUHNAC). Fundo do Real Museu e Ja dim Bo ânico da Ajuda 55 1. MUHNAC, FRM JBA MUHNAC, FRM JBA CN/F-1 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 24 de ab il de 1783 55 2. MUHNAC, FRM JBA MUHNAC, FRM JBA CN/F-2 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San o An ão em 9 de maio de 1785 57 3. MUHNAC, FRM JBA CN/F - 3 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha B a a em 24 de maio de 1783 58 4. MUHNAC, FRM JBA CN/F- 4 Pública o ma de uma ca a de João da Sil a Feijó aos Adminis ado es Ge ais da Sociedade Exclusi a de Cabo Ve de, da ilha do Fogo em 16 de se emb o de 1783 59 5. MUHNAC, FRM JBA CN/F-5 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha do Fogo em 16 de e e ei o de 1784 60 6. MUHNAC, FRM JBA CN/F-6 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 29 de e e ei o de 1784 62 7. MUHNAC, FRM JBA CN/F-7 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 28 de ma ço de 1784 64 8. MUHNAC, FRM JBA CN/F-8 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de São Nicolau em 19 de ab il de 1784 67 9. MUHNAC, FRM JBA CN/F-9 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de São Nicolau em 30 de maio de 1784 68 10. MUHNAC, FRM JBA CN/F-10 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San o An ão de 10 de maio de 1785 69 11. MUHNAC, FRM JBA CN/F-11 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 21 de agos o 1785 70 12. MUHNAC, FRM JBA CN/F-12 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 22 de agos o 1785 (mui o mau es ado) 71 13. MUHNAC, FRM JBA CN/F-13 Cópia da ca a de Júlio Ma iazi pa a o Na u alis a égio João da Sil a Feijó em 25 de no emb o de 1785 72 14. MUHNAC, FRM JBA CN/F-14 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha do Fogo de 1 de agos o de 1786 74 15. MUHNAC, FRM JBA CN/F-15 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha do Fogo de 15 de agos o de 1786 76 16. MUHNAC, FRM JBA CN/F-16 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de São Nicolau em 21 de ma ço (?) de 1788 76 17. MUHNAC, FRM JBA CN/F-17 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 12 de ma ço de 1789 77 18. MUHNAC, FRM JBA CN/F-18 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 25 de ab il de 1790 78 19. MUHNAC, FRM JBA CN/F-19 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 6 de julho 1794 79 20. MUHNAC, FRM JBA CN/F-20 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, da ilha de San iago em 26 de janei o de 1796 80 21. MUHNAC, FRM JBA CN/F-21 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Domingos Vandelli, de Lisboa em 23 de se emb o de 1796 81 22. MUHNAC, FRM JBA CN/F-22 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi, sem local e sem da a. 82 1. MUHNAC, FRM JBA REM Nº558 a Lis a da p imei a emessa da Real Expedição à ilha de São Nicolau ei a em 1784 82 2. MUHNAC, FRM JBA REM Nº558 b Lis a da segunda emessa da Real Expedição à ilha de São Nicolau ei a em 1784 87 3. MUHNAC, FRM JBA REM Nº558 c Lis a das p oduções da ilha de San a Luzia e ilhéus B anco e Raso eme ida pa a o Real Gabine e em 1784 90 4. MUHNAC, FRM JBA REM Nº558 d Lis a das emessas da Real Expedição à ilha de San o An ão eme ida pa a o Real Gabine e em 16 de junho de 1785 93 5. MUHNAC, FRM JBA REM Nº558 e Lis a das emessas da Real Expedição à ilha de São Vicen e eme ida pa a o Real Gabine e em 12 de julho de 1785 98 6. MUHNAC, FRM JBA REM Nº558 Lis a das emessas da Real Expedição à ilha do Fogo eme ida pa a o Real Gabine e em 28 de janei o de 1784 100 7. MUHNAC, FRM JBA REM Nº 559 Lis a das emessas da Real Expedição à ilha de são Nicolau eme ida pa a o Real Gabine e em 1784 105 8. MUHNAC, FRM JBA REM Nº560 Calcolo Ge aL sob e as despezas que se de e a bi a ao Enxo e e Capa oza do Volcano da Ilha do Fogo, desde a sua ex acçaõ a he se emba cado pa a Lisboa, 20 de agos o de 1786 106 §7§6 9. MUHNAC, FRM JBA REM Nº561 Relação da emessas de p odu os na u ais ei a ao Real Museu em 26 de julho de 1787 108 10. MUHNAC, FRM JBA REM Nº 562 Explicação sob e o modo de aze a in a azul com que se cos uma ingi os panos em Cabo Ve de 109 Documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino (Apêndice ao Volume I) 110 1. A.H.U, Cabo Ve de, Códice 402, ls. 98 -99 Ca a de Ma inho de Melo e Cas o pa a o Bispo de Cabo Ve de. Lisboa, 24 de dezemb o de 1782 110 2. A.H.U, Cabo Ve de, Códice 402, ls. 101 -102 Ca a de Ma inho de Melo e Cas o pa a o Bispo de Cabo Ve de. Lisboa, 3 de janei o de 1783 111 3. A.H.U, Cabo Ve de, Códice 402, ls. 107 -107A Ca a de Ma inho de Melo e Cas o pa a o Bispo de Cabo Ve de. Lisboa, 1 de dezemb o de 1783 111 4. A.H.U, Cabo Ve de, Códice 402, ls. 108 -109 Ca a de Ma inho de Melo e Cas o pa a o Na u alis a égio João da Sil a Feijó. Lisboa, 9 de dezemb o de 1783 112 5. A.H.U, Cabo Ve de, Códice 402, ls. 114-117 Ca a de Ma inho de Melo e Cas o pa a o Go e nado das Ilhas de Cabo Ve de, An ónio Machado de Fa ia e Maia. Lisboa, 23 de no emb o de 1783 113 1. A.H.U., C.U., Cabo Ve de, Caixa 41, Doc. 51 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a o Sec e á io de Es ado dos Negócios da Ma inha e Ul ama . Cabo Ve de, Ilha do Fogo, 20 de se emb o de 1783 115 2. A.H.U., C.U., Cabo Ve de, Caixa 43, Doc. 41 Ca a de An ónio Machado de Fa ia e Maia, Go e nado das Ilhas de Cabo Ve de, pa a o Sec e á io de Es ado dos Negócios da Ma inha e Ul ama . Cabo Ve de, Ilha de São Tiago, 8 de julho de 1786 116 3. A.H.U., C.U., Cabo Ve de, Caixa 44, Doc. 18 Ca a de An ónio Machado de Fa ia e Maia, Go e nado das Ilhas de Cabo Ve de, pa a o Sec e á io de Es ado dos Negócios da Ma inha e Ul ama . Anexo: con a das despezas. Cabo Ve de, Ilha do Fogo, 20 de julho de 1787 117 4. A.H.U., C.U., Cabo Ve de, Caixa 44, Doc. 72 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a o Sec e á io de Es ado dos Negócios da Ma inha e Ul ama . Cabo Ve de, Ilha de San iago, 6 de maio de 1787 118 5. A.H.U., C.U., Cabo Ve de, Caixa 44, Doc. 59 Ca a de An ónio Machado de Fa ia e Maia, Go e nado das Ilhas de Cabo Ve de pa a o Sec e á io de Es ado dos Negócios da Ma inha e Ul ama . Cabo Ve de, Ilha de San iago, 6 de maio de 1787 119 Ficha écnica 120 No quad o do Impé io Po uguês, e apesa do mani es o in e esse a que desde cedo o am o adas as Ilhas do A lân ico, o A quipélago de Cabo Ve de pa ece e pe manecido à ma gem do mo imen o na u alis a e das expedições cien í icas que le a am p es igiadas ins i uições eu opeias, como o B is ish Museum ou o Kew Ga dens, a in es i no econhecimen o, ecolha e es udo das di e en es “p oduções na u ais”, com des aque pa icula pa a os A quipélagos da Madei a e dos Aço es. A na u eza da ocupação das Ilhas de Cabo Ve de e a sua his ó ia peculia , em mui o dependen es an o das condições geo-climá icas especí icas quan o do luxo das o as e escalas come ciais no a quipélago, cons i uí am, po ce o, a o es de peso que con ibuí am pa a o seu isolamen o e ma ginalização no âmbi o do p ocesso cien í ico eu opeu que, a pa i de meados do século XVIII, impulsionou g andes expedições cien í icas, como as de Humbol , Da win, By on ou Cook. Con udo, o en io de um Na u alis a Régio pa a as Ilhas, o ipo de ecolhas e e uadas e as espe i as no as que as iden i icam ou escla ecem, bem como o eo das p óp ias ca as de João Feijó seja pa a Ma inho de Melo e Cas o seja pa a Júlio Ma iazzi, não deixam de es emunha o po encial in e esse pelo econhecimen o das po encialidades do a quipélago no quad o das Expedições Filosó icas da época. Os dois olumes de De Cabo Ve de pa a Lisboa: Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição Na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796) eúnem assim documen ação dispe sa e de na u eza a iada que ganha coe ência e unidade no quad o des a expedição pe mi indo, em simul âneo, eequaciona o papel do a quipélago de Cabo Ve de no palco de a uação des as expedições. No seu conjun o, es es documen os cons i uiem o co pus in o ma i o des a Expedição Na u alis a. Po um lado, in o mam sob e os abalhos e e uados, as di iculdades da sua execução, os p odu os ecolhidos e as emessas en iadas pa a Lisboa. Po ou o lado, es emunham o con ex o e as con ingências em que se insc e e am es e ipo de expedições no século XVIII e, em pa icula , sob e a especi icidade des as expedições nas ilhas de Cabo Ve de e a o ma como a sociedade local ap eendia e in eg a a a p esença do p imei o na u alis a égio. Des e modo, a publicação des a documen ação no âmbi o do p oje o Conhecimen o e Reconhecimen o em Espaços de In luência Po uguesa: egis os, expedições cien í icas, sabe es adicionais e biodi e sidade na Á ica Subsa iana e na Insulíndia (FCT HC0075/2009) pe mi e não só da a conhece alguns documen os inédi os sob e es a expedição, como possibili a uma abo dagem mais ab angen e à na u eza das expedições na u alis as do século XVIII e, mais especi icamen e, ao seu con ibu o pa a um melho conhecimen o des e a quipélago. A documen ação que se ap esen a nes e olume, in eg a o conjun o de documen os p oduzidos no âmbi o da Expedição Na u alis a de João da Sil a Feijó às ilhas de Cabo Ve de que deco eu en e 1783 e 1796, e espei a à documen ação exis en e na Biblio eca Nacional de Po ugal (BNP) e no A qui o His ó ico do Museu Nacional de His ó ia Na u al e da Ciência da Uni e sidade de Lisboa (MUHNAC), complemen ando os manusc i os do A qui o His ó ico Ul ama ino (AHU), edi ados no olume an e io 1. O núcleo documen al p oceden e da Biblio eca Nacional de Po ugal é cons i uído po uma coleção de se e ca as e dois mapas sob e a Ilha B a a e a Ilha do Fogo, esc i as po João da Sil a Feijó e di igidas a Ma inho de Melo e Cas o, da adas de 1783. Es e conjun o encon a-se eunido num mesmo manusc i o in i ulado I ine a io Floso ico que con em a Rellação das Ilhas de cabo Ve de despp.os o pelo me hodo epis ola di igidas ao Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Melo e Cas o pello Na u alis a Regio das mesmas Ilhas. João da Syl a Feijó, 1783 (BNP, Rese ados, Códice 12847). T a a-se de um manusc i o que já em sido obje o de es udo2 mas que, a é ago a, nunca oi publicado na ín eg a, sendo p a icamen e inexis en es as e e ências e as análises dos 2 quad os anexos sob e a Ilha do Fogo, onde o au o ap esen a a es a ís ica dos ogos, almas e p oduções po luga e eguesia3. Tal como os desenhos ela i os à e upção do ulcão4, ambém es es quad os cons i uem um documen o único pa a a his ó ia da Ilha do Fogo, no úl imo qua el do século XVIII. De na u eza bas an e di e sa, o núcleo do MUHNAC, é cons i uído po documen ação a ulsa, ainda que complemen a en e si, e que se pode di idi em dois g upos dis in os. O p imei o é cons i uído po uma sé ie de 22 ca as esc i as en e 1783 e 1796 po João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazzi, a que ac esce a cópia de uma única ca a de Ma iazzi 1 ROQUE, Ana C is ina e TORRÂO, M. Manuel, (Coo denação), 2013. De Cabo Ve de pa a Lisboa: Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição Na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796), Vol. I - Documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino, Lisboa: IICT-FCT. 2 GUEDES, Ma ia Es ela e ARRUDA, Luís M., 2000. “Feijó Na u alis a B asilei o em Cabo Ve de no século XVIII”, As Ilhas e o B asil. Funchal: RAM, 509-523. 3 Apenas se conhecem es es 2 mapas es a ís icos ela i os à ilha do Fogo, apesa de João da Sil a Feijó menciona num das suas ca as que ize a e en ia a ou os mapas semelhan es pa a ou as ilhas do a quipélago, designadamen e pa a a ilha B a a (“Ca a de João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazzi, S o. An ão, 10 de Maio de 1785”, MUHNAC, FRM, JBA CN/F-10). 4 ROQUE, Ana C is ina e TORRÃO, M. Manuel, “Illus a ing na u al phenomena: he olcano e u ion o he Ilha do Fogo (Cape Ve de A chipelago) in 1785 by João da Sil a Feijó”. In A. C. Roque and A.W igh , P oceedings o he ECS Wo kshop F om na u e o science: scien i ic illus a ion on ma ine mammals h oughou he cen u ies, ECS Special Publica ion Se ies nº 56, No embe 2013, pp.3-11.h p://p ojec o c .wo dp ess.com/wo kshops/wo kshops-2013/ (ul imo acesso Ab il de 2014). No a de Ap esen ação §8 §9 pa a o na u alis a, da ada do inal de 1785, e uma ca a de Feijó pa a Domingos Vandelli, esc i a já em Lisboa em se emb o de 1796. O segundo g upo é cons i uído pelas emessas e espe i as lis agens en iadas po Feijó, de Cabo Ve de pa a Lisboa, espei an es às ecolhas e e uadas nas di e en es ilhas do a quipélago. T ês emessas p oceden es da ilha de São Nicolau, uma da ilha de San a Luzia e ilhéus B a o e Raso e uma da ilha do Fogo, odas de 1784; uma de San o An ão e ou a de São Vicen e do ano de 1785; e po im, um cálculo das despesas da ex ação e anspo e do enxo e do ulcão da ilha do Fogo e uma explicação da o ma de se aze in a azul pa a a ingidu a dos panos, ambos da ados de 1786. Pa a além des a documen ação, publicam-se ainda mais 10 documen os do A qui o His ó ico Ul ama ino, iden i icados já depois do olume I se encon a em ase de imp essão, mas que se en endeu que de iam in eg a o conjun o de documen os e e en es a es a Expedição. Assim, com a publicação des e olume pensamos e conseguido in en a ia e publica oda a documen ação e e en e a es a jo nada cien í ica em Cabo Ve de, o nando mais acessí el o seu conhecimen o e possibili ando o desen ol imen o de es udos sob e aspe os pa icula es da in o mação aqui ap esen ada. Nesse sen ido, o olume I, in eg ou um p imei o es udo que isa a o enquad amen o dos abalhos de João da Sil a Feijó no mo imen o cien í ico do séc XVIII5 , a que se ag ega am anexos sob e as ligações pessoais de Feijó e sob e o seu pe cu so pelas di e sas ilhas de Cabo Ve de ao longo dos 13 anos que ali pe maneceu, em unção dos dados que oi possi el apu a na documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino que se disponibilizou nesse olume. Nes e olume II, e dada a na u eza especí ica dos documen os que nele se publicam, p ocu a-se da ínicio à análise dos impac os e esul ados do seu abalho, designadamen e ao ní el do econhecimen o da lo a de Cabo Ve de. No es udo “A Flo a do A quipélago de Cabo Ve de no úl imo qua el do século XVIII: o he bá io da expedição na u alis a de João da Sil a Feijó”, ap esen a-se uma sis ema ização exaus i a das espécies bo ânicas e e idas pelo na u alis a, ale ando pa a a impo ância do con ibu o da expedição de Feijó pa a o conhecimen o cien í ico do espaço na u al das ilhas de Cabo Ve de. Cump e inalmen e uma pala a de ag adecimen o à FCT, pelo inanciamen o do p oje o no âmbi o do qual se publicam es es dois olumes, e a odos quan os pe mi i am a ealização des e abalho. Não sendo possí el nomea odos os que, nos di e en es a qui os nos apoia am, não que emos deixa de ag adece especi icamen e, à Dou o a Ana Canas, Di e o a do AHU, à Dou o a Te esa Dua e Fe ei a, esponsá el pela á ea de manusc i os da BNP e à Dou o a Ma a Lou enço, Sub-Di e o a do MUHNAC, pelo seu apoio e au o ização pa a a publicação dos di e en es manusc i os, sem o que não se ia possí el a sua di ulgação. De igual modo, me ecem-nos ag adecimen os especiais a Dou o a Judi e Al es o D . Ví o Gens, do A qui o His ó ico do MUHNAC, pela sua disponibilidade, p o issionalismo e amabilidade com que nos ecebe am, pe mi indo o desen ol imen o dos abalhos num ambien e de g ande co dialidade. 5 ROQUE, A.C. e TORRÃO, M.M. “Um Na u alis a nas Ilhas de Cabo Ve de: a ci culação do conhecimen o cien í ico no Século XVIII”. In ROQUE, Ana C is ina e TORRÂO, M. Manuel, (Coo denação), 2013:11-23. A Flo a do A quipélago de Cabo Ve de no úl imo qua el do séc XVIII: O he bá io da expedição na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796) Saído de Lisboa a 3 de e e ei o de 1783, João da Sil a Feijó apo ou à Ilha de S. Nicolau a 28 do mesmo mês. Tinha à sua espe a o Bispo de Cabo Ve de, F ei F ancisco de São Simão. Em ab il do mesmo ano iaja am jun os pa a a Ilha de San iago, p ocu ando o Bispo enquad a e p epa a o na u alis a pa a a sua missão que, de aco do com as o dens égias, ha e ia de p incipia no mês de maio, com o “Exame da Ilha B a a” (Ca a do Bispo de Cabo Ve de…, 1783). A expedição do na u alis a égio de e ia assim inicia -se na B a a e, no cump imen o de um plano que a icula a o dens égias com apoios e logís ica locais, p e ia-se que de e ia pe co e as di e en es ilhas do a quipélago, p ocedendo à ecolha de odo o ipo de “p oduções na u ais” a eme e pa a o Real Gabine e de His ó ia Na u al do Ja dim Bo ânico da Ajuda. T eze anos depois, em se emb o de 1796, João da Sil a Feijó es a a de eg esso a Lisboa. Pelo meio ica am não só as deambulações e icissi udes de um na u alis a no quo idiano do seu abalho, a cu iosidade insaciá el de udo ap eende e comunica , as mui as hesi ações quan o à escolha das amos a e a esponsabilidade dessa mesma escolha, como ambém as di iculdades na conc e ização das a e as, os maus a es que aziam doenças e impunham empos de imobilidade e in e upção nos abalhos, a escassez de meios e a al a de apoio, a descon iança e o menosp ezo das au o idades locais pelas suas a i idades, as p io idades do Impé io. Os pe cu sos e pe manências possí eis de iden i ica 1, es emunham a ealização de expedições de econhecimen o e ecolhas sis emá icas nas Ilhas da B a a, Fogo, S o. An ão, S. Nicolau e San iago, e de expedições mais pon uais às es an es Ilhas do a quipélago. Umas e ou as con enien emen e ce i icadas pelos mui os exempla es ecolhidos, cuidadosamen e p epa ados e iden i icados nas di e en es lis as que acompanha am o seu en io pa a o eino. En e as lis as de emessas e as ca as que enquad am essas ecolhas p ecisa-se a na u eza dos abalhos e as egiões onde es es se conc e iza am de o ma mais sis emá ica, o nando e iden e as con ingências locais mas pe mi indo, em simul âneo, um quad o ela i amen e p eciso dos ecu sos na u ais po enciais das ilhas isi adas. O p opósi o des as expedições ex a asou, na u almen e e em mui o, o econhecimen o i ogeog á ico e bo ânico das ilhas de Cabo Ve de. Ainda que conside adas as expe a i as égias de po encia a explo ação económica de alguns dos ecu sos já conhecidos, como o d agoei o, o anil ou a u zela2, es a úl ima com explo ação come cial comp o ada desde 1469 (His ó ia Ge al de Cabo Ve de, 1991: 226)., ou de ou os cuja oco ência e a a é en ão desconhecida na egião, como a e a cinza3, a di e sidade das amos as ecolhidas es emunha aspe os especí icos da lo a e da auna bem como pa icula idades geomo ológicas do a quipélago, com des aque no ó io pa a a na u eza ulcânica das ilhas e a a idez de alguns solos. Po sua ez, a singula idade dos ósseis ma inhos, inse os, bo bole as, pássa os e peixes que acen ua a a peculia idade do e i ó io, impôs ao na u alis a abalhos ac escidos na p epa ação das espécies ecolhidas. Fazendo uso dos pa cos meios à sua disposição, inse os e bo bole as o am acomodados em abulei os de madei a ou de olha, amos as de e a, ochas, mine ais e conchas o am acondicionadas em caixo es, as a es em ba is ou em caixas de olha e os peixes em ba is. Na impossibilidade de se em en iados i os, as a es e os peixes impuse am ainda p ocedimen os complemen a es endo em is a a sua conse ação. P ocedimen os es es que, no caso dos peixes, ob iga am quase semp e a que iessem acondicionados em ba is cheios de agua den e pois, o en aixamen o em i as de pano de b e anha ou o uso do sal, es a am longe de ga an i a sua co e a p ese ação. Nes e con ex o, a p epa ação e acondicionamen o das espécies ege ais me eceu ambém cuidados especiais já que oda a colhei a de amos as p essupunha não só o conhecimen o p é io do p ocesso de he bo ização, como ambém o das condições especí icas em que o mesmo pode ia oco e . E es as nem semp e es a am ga an idas, ob igando a e aze 1 ROQUE, Ana C is ina e TORRÃO, Ma ia Manuel (Coo denação), 2013:115-117. 2 Mais do que os ou os p odu os, a u zela e o anil con inua am a se obje o de pa icula a enção po pa e de João da Sil a Feijó, como a es am a elabo ação, “Memó ia sob e a Real Fáb ica do Anil da Ilha de San o An ão”(1789?) e da “Memó ia sob e a U zela de Cabo Ve de” (s/d) . 3 Ainda que ugaz, a e e ência à “E a cinza” azia p e e a possibilidade des a pode i cons i ui obje o de um possí el in es imen o. “Tão bem ali i a mui a e a pe a aze Ba il pe a a ab ica dos id os, e sabão, cuja cinza p epa ada, diz ele [João da Sil a Feijó], se comp a nessa co e aos Es angei os a 600 R. a lib a, e que lhe encomenda a mui o V.S. o exame des e p odu o. Fizemos da di a E a cinza que ouxemos pe a aze expe iencia della, quando hou e empo.” (Ca a do Bispo de Cabo Ve de…, 1783) §10 §11 pe cu sos e a comple a abalhos ao i mo p óp io das es ações que os pe mi iam, ou ap o ei ando as si uações excecionais que, inespe adamen e, se o e eciam. “Es e anno em cho ido mui o e po consequência ico na diligencia de aze no a coleção de Semen es de plan as pa a lhas eme e ” (Ca a pa a Julio Ma iazi…s/d) . Exceção ei a à plan a do anil “co ada em Agos o, e o a do empo” (Memó ia sob e a Real Fáb ica do Anil...1885: 416), semen es e exempla es pa a o he bá io colhiam-se semp e que “as agoas” o consen iam, des endando espécies impossí eis de p e e e colhe o a da “es ação p óp ia”; sendo que apenas a expe iência deixa a ao alcance dos aman es da na u eza o conhecimen o dos endemismos e o econhecimen o da espan osa biodi e sidade do a quipélago. “Sendo no empo Secco, es a Ilha ão a ida po cauza das agoas, he ão abundan e de plan as Na u aes no empo das Xu as, o que não deixa de cauza g ade gos o e p aze a is a, e a enção ao que o inclinado as obse asoens da Na u eza, que a iedade de ege aes, e alguas ão no as como esquisi as” (I ine a io Floso ico…,1783: ls. 43 -44.) Ainda assim, apesa des es cons angimen os, em dezemb o de 1783, es a a p on o e a agua da expedição pa a o Reino, um p imei o conjun o de ecolhas, incluindo plan as e semen es da Ilha do Fogo que in eg a am um “he bá io de 50 e an as he as”, acondicionado de aco do com as no mas e p ecei os que de e iam se seguidas, num “Caixão de plan as em papéis”, a que ac esciam 2 caixões de e a com plan as i as, um conjun o de plan as que se diz co esponde em a “géne os no os” e uma coleção de semen es de odas as espécies ecolhidas (Lis a dos Caixo es… 1783.). Desconhece-se o des ino que e ão ido es es caixo es e supomos que es es sejam os mesmos a que Feijó ize a já e e ência em se emb o quando, em ca a a Ma inho de Melo e Cas o se queixa a “…pois endo eu 6 Caixoens, ou mais de p odu os pa a eme e a V. Excelência não acho meios pa a o aze , po que nem mesmo da Socciedade seque appa ece po aqui emba cação algua pa a iSso, Seguindo-se aSsim g ande p ejuízo de se co ompe em a maio das plan as, Semen es, peixes e paSsa os, que enho ecolhido, e não se depois empo pa a o o na a aze , po que passado es e empo das agoas, não há plan a algua.” (Ca a pa a Ma inho de Melo e Cas o…, 1783) Po ém, não ha endo lis a de emessa ela i a ao en io des as ecolhas e endo em con a as pala as de Feijó, é de p esumi que as di iculdades no seu anspo e pa a o Reino, enham ob igado a que es es caixo es só iessem a se expedidos pa a Lisboa, em janei o do ano seguin e, in eg ando o conjun o de p odu os incluídos na Lis a da Remessa da Expedição da Ilha do Fogo, da ada de 28 de janei o de 1784. Po ém, o co eja das duas lis agens pouco ou nada pe mi e conclui . As di e en es amos as epa em-se po no os “caixões” sem co espondência com a sua p imi i a o ganização. A coleção de semen es eduz-se a 8 espécies (e a doce, ama indo, imbondei o, pu guei a, al a obei a, manje icão, uncho e mimosa) que pa ilham um caixo e maio i a iamen e ocupado po ped as e amos as de e a, e do he bá io das 50 e an as e as, pode p esumi -se que alguns dos exempla es sejam os que apa ecem iden i icados como incluídos num ou o caixo e ( olhas de mondu o, olos de abaco, “ iados” de bomba dei o e de algodão, espigas de milho) onde se en iam ambém ascos com ameixas e manipolos em agua den e e u os de embondei o. Já no que espei a às plan as i as, não ol a a encon a -se qualque ou a e e ência sob e o possí el des ino des as. No en an o, conside ando o empo que e ão icado à espe a de anspo e, é de supo que lhes enha acon ecido o mesmo que aos dois caixo es que, em 1794, ica am em San iago “…com alguas plan as co iozas do pays, i as…. que po al a de comodidade e de aguada não oi possí el” emba ca no Pa acho da U zela com as es an es cu iosidades da Ilha. (Ca a pa a Ma inho de Melo e Cas o…, 1783) Re omando a lis a de emessa de 1784, e an o quan o nos oi dado analisa , es a pa ece co esponde ao p imei o conjun o de p odu os a en ia de Cabo Ve de pa a Lisboa. Po ém, não nos é possí el ga an i que es es enham e e i amen e chegado ao Reino pois, a é ago a, não encon amos nenhum documen o em que se acuse a sua eceção. Aliás, a inicia i a do na u alis a esc e e pa a Lisboa, sob e não se da sua esponsabilidade que as amos as ecolhidas não chegassem ao Reino, az pensa que nem odos os p odu os que se lis a am pa a en ia , e am e e i amen e en iados. Em ca a a Julio Ma iazzi, da ada de 1790, esc e e Feijó que “depois de e ap omp ado hua emessa pa a eSse Real Muzeo cons ando de dois Caixoens com abolei os de di e en es insec os, e hum ba Rilinho com paSsa os e alguns peixes, e en egado ao Go e nodo con o me as o dens de Sua Excellência, eu enho o desp aze de os e ica com o isco de udo se pe de ” po impossibilidade de se em emba cados “debaixo de Cobe a enxu a e bem acondicionados”. (Ca a pa a Julio Ma iazi…1790). Re e ida pa a San iago es a é, no en an o, uma si uação comum à maio pa e das emessas des a expedição, designadamen e as que espei am ao he bá io. Com e ei o, a documen ação analisada apon a pa a que mui as das ecolhas não enham seque deixado os po os de Cabo Ve de. En e a al a dos ma e iais necessá ios à sua p epa ação e acondicionamen o e as di iculdades no seu anspo e, mui as o am as amos as que podem não e sido expedidas ou que chega am a Lisboa dani icadas, como se dep eende da ca a de Julio Ma iazzi, onde se lê: “No que espei a aos peixes Sua Excelência o dena que Vme cê eme a no amen e odos os que em mandado, e os mais que acha po que os que eme eo Salgados, chega am odos pod es… [e]… a e ago a não eme eo no seu e á io senão de escale o de plan as mas que hum a é dois e a maio pa e sem lo es e nem uc o Capas de se examina …” (Ca a (cópia) de Julio Ma iazi…., 1785). No que espei a especi icamen e às plan as, é impossí el con abiliza e e i amen e o núme o de espécies en iadas já que, pa a além de não e em sido encon adas as lis as sup amencionadas, o he bá io chegado a Lisboa e e apenas uma passagem me eó ica pelo Real Ja dim Bo ânico da Ajuda, de onde oi le ado po E. G. Sain -Hilai e pa a Pa is, em 1808, du an e as in asões napoleónicas. Des e modo, às di iculdades que condiciona am a o mação e o pe cu so a ibulado des e he bá io, e que já de si cons i uíam di iculdades de peso ao seu es udo, eio jun a -se a sepa ação en e o ma e ial he bo izado e a documen ação esc i a, o nando ainda mais di ícil o es udo sis emá ico das ecolhas bo ânicas e e uadas po Feijó e a a aliação da impo ância do seu con ibu o pa a o conhecimen o da lo a de Cabo Ve de. Mais de dois séculos passados, man êm-se em Pa is os ma e iais de he bá io4 e pe sis em em Lisboa os esc i os que os complemen am. Ainda assim, conside ado como e e ência po quem se em ocupado da lo a de Cabo Ve de5, o he bá io de João da Sil a Feijó em sido eco en emen e ci ado pelo seu ca ác e pionei o e, sob e udo, pela in o mação disponibilizada e que, em eg a, co esponde à p imei a e e ência sob e as espécies ca ac e ís icas da lo a de Cabo Ve de, designadamen e as espécies endémicas. Ainda que se econheçam algumas alhas e, sob e udo, a impossibilidade de a iculação en e os espécimes de he bá io e os egis os esc i os, os p imei os abalhos sob e a lo a de Cabo Ve de apon am pa a um núme o supe io a 560 amos as de plan as que e ão sido ecolhidas po Feijó, du an e as suas iagens po quase odas as ilhas do a quipélago. Es a in o mação, eiculada pelo Conde de Ficalho com base numa no a manusc i a de Welwi sch (Ficalho, 1947:61), e ia pe mi ido a Si P. Ba ke Webb a elabo ação de um ca álogo especí ico de 293 espécies da lo a de Cabo Ve de, in eg ado na sua Spicilegia Go gonea, edi ada em 1849 (Ficalho, 1947:61). Ainda segundo Ficalho, Webb pode es uda a coleção de Feijó em Pa is mas es a es a a “desacompanhada de quaisque lis as ou documen os esc i os que, sem dú ida, se ha iam pe dido”(Ficalho, 1947:62), o que não pe mi iu que nes e ca álogo igu assem nem os nomes ulga es das plan as, nem o seu uso ou po encial ap o ei amen o. Com e ei o, a coleção não inha egis o esc i o a enquad á-la mas, como sabemos hoje, a documen ação não es a a pe dida. Desconhecendo-se a sua exis ência ou conside ada i ele an e, es a documen ação oi deixada nos a qui os do Ja dim Bo ânico da Ajuda e cons i ui o undo especí ico do Museu de His ó ica Na u al e da Ciência da Uni e sidade de Lisboa que aqui se publica. Fundo es e, que nos pe mi iu acede a alguma in o mação suplemen a sob e es a coleção. Assim, nes e con ex o e sem que se ponha em causa o núme o de espécimes e e idos po Welwi sch, o conjun o de plan as com egis o na documen ação esc i a que icou em Lisboa, es á longe de supo a an o a quan idade quan o a dispe são geog á ica das ecolhas e e uadas. E e i amen e, nes a documen ação, e e em-se pouco mais de duas cen enas de exempla es ecolhidos, co esponden es a uma á ea de dis ibuição que se iden i ica com 3 das Ilhas isi adas, a sabe , B a a, Fogo e S o. An ão, com uma cla a p eponde ância das espécies oco en es na Ilha do Fogo. E embo a se in o me que o am igualmen e eme idas pa a Lisboa, plan as e semen es ecolhidas em San iago (Ca a pa a Julio Ma iazi… 1786), as lis as de emessas que se conhecem dos p odu os des a Ilha não incluem espécies ege ais. In elizmen e ambém não oi possí el encon a a elação das 63 espécies di e en es de “semen es das mais cu iosas Plan as daquelas Ilhas” (Ca a pa a Domingos Vandelli…, 1796), en egues pessoalmen e po Feijó a Domingos Vandelli, aquando do seu eg esso a Lisboa em se emb o de 1796, pa a se em semeadas no Real Ja dim Bo ânico da Ajuda; nem ão pouco as desc ições de algumas dessas espécies ei as pelo “Me hodo Linneano” a que, em algumas ca as, se az e e ência.6 Assim, o Ca alogo Sis emá ico espei an e às plan as da ilha do Fogo e da B a a incluído no seu I ine a io Floso ico (1783) cons i ui, do pon o de is a da documen ação esc i a de supo e e enquad amen o das plan as ecolhidas, o documen o de base a pa i do qual é possí el in e i sob e o que pode e sido o he bá io esul an e da expedição na u alis a de João da Sil a Feijó a Cabo Ve de, en e 1783 e 1796. É es e Ca álogo que pe mi e pe cebe a di e sidade de espécies ege ais em Cabo Ve de no inal do século XVIII, e esboça um quad o de e e ência his ó ica que nos possibili a hoje uma melho ap eciação da lo a do a quipélago. 4 Segundo Ca doso Júnio , as p imei as diligências no sen ido de ecupe a o he bá io emon am aos inais do século XIX (CARDOSO JÚNIOR, 1902:80). Segundo in o mação do esponsá el pelo He bie du Musée Na ional d’His oi e Na u elle de Pa is, em e e ei o de 2013, es e museu não dispõe de in o mação esc i a elacionada com o he bá io de João da Sil a Feijó, que oi in eg ado na coleção ge al do Museu. A ualmen e, a coleção do MNHN cons a de ce ca de 8 milhões de espécimes e o he bá io de Feijó, endo pe dido a sua unidade enquan o coleção, es á, como os es an es espécimes, acessí el a pesquisa apenas po classi icação axonómica. 5 Vd. e e ências em GRANDVAUX-BARBOSA, 1961. 6 Apesa de na enume ação das espécies que cons am do he bá io, que in eg a a lis a da Expedição da Ilha B a a inse ida no I ine a io Floso- ico (1783), e e i pa a o Alec im b abo “Vide aminha disc ipção no meu Fasciculo plan as” ( ls. 5), de que se dep eende que 1783 Feijó já e e ia ei o e en iado a desc ição de algumas espécies, a única desc ição esc i a que, a é ago a, oi possí el encon a da a de 1788 - Plan ae Insulae P om. Vi idis a iae secundum Linnean me hodum disc ip ae. §12 §13 E e i amen e, com base na in o mação disponí el e em unção das plan as ecolhidas na i agem do século XVIII, o he bá io de Feijó es emunha a oco ência de 44 amílias, possí eis de iden i ica , pelas quais se dis ibuíam 108 das espécies ecolhidas, e às quais ac esciam mais 105 espécies, cuja designação ulga não pe mi iu chega ainda à sua iden i icação (Quad o 1). Pa a além des as egis am-se ainda 80 amos as de plan as, co espondendo e en ualmen e a espécies ou géne os no os que Feijó iden i icou mui o gene icamen e, e ainda as espécies cul i adas, conside adas de alo económico an o na pe spe i a ag ícola, alimen a - milho, a oz, eijão, mandioca, cana-de-açúca , amendoim (manca a), á o es de u o, ho ícolas… - quan o na pe spe i a indus ial – sangue de d ago, ca é, abaco, algodão, u zela, anil…. -, mui as das quais não cons am das lis as de emessas mas in eg am que os manusc i os que ago a se publicam, que os do A qui o da Academia das Ciências de Lisboa, publicados em 1815 nas Memó ias Económicas da Academia Real das Sciencias de Lisboa ( d. Bibliog a ia). Tendo em con a que mui a da in o mação ecolhida po Feijó é co obo ada em abalhos pos e io es, como po exemplo os abalhos de Fe ão (1898) pa a a Ilha de S o. An ão, os de And ade (1908) pa a o Fogo e a B a a ou, mais ecen emen e, os abalhos em cu so no a quipélago endo em is a o econhecimen o da lo a medicinal (eg. Gomes, e al, 2008; Romei as, e al, 2010), pa ece-nos se de sublinha a impo ância dos abalhos e esul ados des a expedição pa a o econhecimen o bo ânico de Cabo Ve de e a cons ução de um sis ema de in o mação his ó ico-geog á ico de e e ência sob e a lo a des e A quipélago que pe mi a uma melho comp eensão da e olução his ó ica da dis ibuição geog á ica das di e en es espécies nes as Ilhas. DOCUMENTAÇÃO E BIBLIOGRAFIA FEIJÓ, João da Sil a (1783), “Ca a pa a Ma inho de Melo e Cas o. Ilha do Fogo, 20 de se emb o de 1783”. AHU, CU, Cabo Ve de, Caixa 41, Doc. 51. FEIJÓ, João da Sil a (1783), ITINERARIO FLOSOFICO que con em a Rellação das Ilhas de cabo Ve de despp.os o pelo me hodo epis ola di igidas ao Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Melo e Cas o pello Na u alis a Regio das mesmas Ilhas. João da Syl a Feijó, 1783 (53 ls.) que con em a Rellação das ilhas de cabo Ve de despp.os o pelo me hodo epis ola di igidas ao Ilus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Melo e Cas o, pello Na u alis a Régio das mesmas Ilhas, João da Syl a Feijó. BNP Rese ados Cód.12847. FEIJÓ, João da Sil a (1783), “Lis a dos caixo es que es ão p on os pa a se em en iados pa a Lisboa. Ilha do Fogo, 21 de Dezemb o de 1783”. AHU, CU, Cabo Ve de, Caixa 41, Doc.57. In: ROQUE, Ana C is ina e TORRÃO, Ma ia Manuel (coo denação), De Cabo Ve de pa a Lisboa: Ca as e Remessas Cien í icas da Expedição Na u alis a de João da Sil a Feijó (1783-1796). Vol.I – Documen ação do A qui o His ó ico Ul ama ino, Lisboa: IICT/FCT, 2013:31. FEIJÓ, João da Sil a (1784), “Lis a da Remessa da Expedição da Ilha do Fogo 1784 - 1. Expedição da Ilha do Fogo”. AHMUL-MUHNAC FRMJBA Rem 558 . 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MATTIAZI, Júlio (1785), “Ca a (cópia) de Júlio Ma iazi pa a João da Sil a Feijó. Lisboa, 25 de no emb o de 1785”. AHMUL-MUHNAC FRMJBA CN/F-13. * ALBUQUERQUE, L. e SANTOS, M. E. M. (Coo denação), (1991), His ó ia Ge al de Cabo Ve de. Vol. I. Lisboa - P aia: Ins i- u o de In es igação Cien í ica T opical - Ins i u o Nacional de Cul u a. ANDRADE, A. da C. e (1908), “No ícia da Flo a das Ilhas de Cabo Ve de. I – Fogo e B a a”, Sepa a a da Re is a O icial da Missão Ag onómica, nº4 de 1908, P aia: Imp ensa Nacional. CARDOSO JÚNIOR, J. (1902), Subsídios pa a Ma é ia Médica e The apeu ica das Possessões Ul ama inas Po uguezas, 2 ols. Lisboa: Academia Real das Sciencias. DINIZ, M. A., DUARTE, M.C., MARTINS, E. S., MATOS G. C. & MOREIRA, I (2002), Flo a das Cul u as Ag ícolas de Cabo Ve de, Lisboa: IICT. DUARTE, M.C., MOREIRA, I., GOMES, S. e GOMES, I. (1996), “Flo a das cul u as ag ícolas da Ilha de San iago (Cabo Ve de)”. In: Ga cia de O a, Sé ie Bo ânica, Lisboa, 13 (1): 71-82. 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In: Bole im da Agência Ge al das Colónias, Lisboa, 5 (45):14-52. §26 §27 Fu na, o 4º d’Ansião ao Sul que não he uzado apeza de e capacidade pela Sua baia; os ou os 5 São de lanchas, ainda que es es So Se o não em cazo de necessidade pelo que lhe chamão ogado es; aes são o da Ped inha, So ne, Po e e, Aguada, e Aguadinha: eu passo a ela allos mais La gamen e. A Ped inha he huma cos a con inuada pelo esca pado de hum mon e, em Cujos oxedos, que São de huma ped a aspe a, e du a a que os Na u alis as chamão Cos (1) Se obse ão a ios eios pe pendicula es, e delgados de gesso pu o em abundancia, e acil de se ex ahi . Es a cos a co e pa a o N. NoEs da mesma So e a he onde chamão Espilão mediando hum espasso chamado Ban e, es e Espilão he hum al o mon e com hum g ande despenhadei o pa a o mâ , jus amen e em o Si io Chamado B aga, pelo que lhe chamão espilão de B aga, que he hum dos mais al os da Ilha; he po es e mon e que os habi an es conhecem Se hade, ou não Cho e , po que Logo que as nu ens o cob em a Sua Sumidade he ce o cho e na Ilha, he compos o de oxedos agos de eno me g andeza de hua ped a a que os Na u alis as chamão Saxum (2) mui // [ l.8] mui compac a: es es oxedos es ão embu idos em huma e a compos a de a ias qualidades de la as en e as quais hua em g ande quan idade esb anquisada calca ea, a que os habi an es Chamão Cinza da que Se em as molhe es do paiz depois de algua manei a pu i icada a Seu modo pa a un a em os dedos quando es ão a ia algodão: Sob e es e mon e Se ê mui a U zella, e alem des e Lichem ou o a que os habi an es Chamão alsa U zella po Se mais ina; pela expe iencia que is, es a dâ mesma co que a ou a, e julgo pe de -se po negligencia. Es a Cos a con inua ao Espilão a he o po o da Ribei a, de Feijão d’agoa com os mon es da mesma na u eza, mediando nes e espasso a Ribei a de So ne, Cuja embocadu a o ma no mâ huma piquena enSeada a que chamão ogado , e es e he o 2º po o das Lanxas (3) es a ibei a não he mais que hum piqueno alle, que es a en e o mon e do Espilão que lhe ica da pa e do Les , e do Figuei al ao Es ; a agoa que em he de huma piquena on e, que Se acha assima do Valle, a qual po se de mui pouca agoa, não em esquan a ao mâ ; es a // [ l.8 ] Es a he g ossa, e de mau Sabo Similhan e a ou a que apa ece enxa cada em huma piquena agi a que medea en e a ibei a de So ne, e espilão a qual po que he nascida de huma piquena on e, po isso se chama on inha, e he des a a de que Se Se e os habi an es daquelle Si io pa a Seus uzos. Todos es es mon es que Co em do Espilão São da mesma na u eza de Cos mui g osso, e ia el. A Cadea de mon es que eu disse a a essa a Ilha, em a e mina immedia amen e na ibei a de Feijão d’agoa na pon a do esca boei o e minação do mon e do isco Ve melho, que ica ao Es de So ne, nome que lhe2 dão po Se a e a oc acea; de Sob e es e mon e se descob e huma g ande baixa ou alle Semici cula chea de e du a a qual lhe chamão La adu a e oda aquella ibei a de Feijão d’agoa que dali con inua a he o mâ . Pa a desce do isco e melho a es a baixa da La adu a em hum caminho mui e i el, e ing ime p a icado em o mesmo mon e do isco Ve melho que ali he como co ado pe pendicula men e, que o mando Semici cula men e hum al issimo, e o o ozo despenhadei o ab assa aquella plainisse. Es a // [ l.9] Es a me pa esse não se mais do que huma g ande de op u a de hum Só mon e, que ou o mâ na sua o mação, ou ou a alguma e olução na u al azendo aba e aquella po ção deixou ica aquelle plano: na ele ação de odo es e despenhadei o deixa a na u eza e milho a o mação in e io daquelles mon es, ali Se em bancos de ped a Calca ia Con usamen e mis u ada com La a, is o he, ped as queimadas e ch is aes de Schol p e os, e des e c. os quais Se des azem acilmen e a p imei a pancada do Ma ello. Há nes a Xam huma g ande on e d’agoa excellen e, que Sahindo po baixo de huma oxa po duas ou as bocas em g ande quan idade o ma aLi hum anque: Es a agoa ainda que em abundancia não chega a hi desagoa abaixo Senão no empo das agoas, po Se oda di idida em po soens que passão a Se i de ega as o as dos habi an es daquelle Si io, que ali o mozeão aquella plainisse, Sumindose depoiz pela e a pa a hi Sahi ou a es mais abaixo dando o igem a no a on e, que com ou as o ma a Ribei a de Feijão d’agoa. Es as nascendo em // [ l.9 ] em abundancia no Si io Chamado encon o, que es a jus amen e po baixo do mon e do isco Ve melho ai em dis ancia de hum qua o de legoa desagoa ao mâ egando de caminho po di e en es pa es immensidade de bananey as, e inhas, que azem ameno, e ap azi el aquelle Si io; e en e es as on es Se obse a huma com mui g ande abundancia d’agoa, que despenhando-se po hua oxa abaixo as hum uido Similhan e ao de huma g ande casca a a qual lhe chamão espanadei o do encon o. He na boca des a ibei a que o mâ o mando en e o mo o de Ga boei o da pa e do No e, que assima disse azia o es emo do isco e melho, e de ou o Lado a pon a do Pad e huma enseada, Cons i ui o po o daquella ibei a de Feijão d’agoa, hum como já disse, dos p incipaes da Ilha. A pon a do Pad e he assim denominada huma g ande ped a que ali den o do ma Se ê en e ou as, a qual a p imei a is a ep esen a hum Pad e em acção d’absol e hum peni en e i amen e ep esen ado a Seus pêz, em ou o penedo, e po de as des e ou o como cu ado em acção de quem espe a que aquelle Se le an e pa a elle ajoelha : na e dade não pode // [ l.10] não pode ha e couza maes i a, e na u almen e ep esen ada: igualmen e do ou o Lado da Bahia jun o ao Ga boei o es a ou o oxedo pon eagudo, izolado, a que chamão baixa, aguda, que de longe ep esen a hua Lanxa a ella, e ao pe o hua py ameda; e he jus amen e pa a den o des e oxedo, e des e Lado 2 Pala a esc i a sob e a linha do No e que dão undo as Emba caçoens: es e he o milho de odos os po os da Ilha de No emb o a he Mayo an o pela Segu ança das emba caçoens, como pela acilidade que em de aze em commodamen e a Suas agoadas po que a agoa, pela Sua abundancia, co e daquella ibei a a he o mâ Sob e Calhaos oliços, de que he co be a aquella p aia. Daqui con inuão es es es es3 mon es a cco e com4 a di ecção de Les , oEs pouco mais ou menos, hindo a e mina ao Chamado mon e do Espigão, que di ide es e po o de Feijão d’agoa do Po e e: pa a hi a es a enSeada do Po e e Se passa po huma Xam chamada Ja a al do Po e e, onde Se ê hum g ande algodoei o comp ehendido em hum bom qua o de legoa odo absolu amen e queimado po causa de hum5 incendio que em o mês de Fe e ei o p oximo passa= // [ l.10 ] Passado ha ia po descuido ab azado odas aquellas azendas, des uição que não deixa á de cauza conside a el pe da, e dano aos Seus donos. Todo es e e eno a he o po o he a een o, e oc aceo, e es e il po conSequencia, e Só p op io pa a algodoei os: dali descendo po huaz oxas esca padas da mesma na u eza se ai dâ a p aia do Po e e: es e he hum dos ogado es de Lanxas, ou enSeada não piquena que ali as o mâ naquella Cos a d’Oes : mui Suja no Seu undo, Sua p aia he d’a ea p e a, e Calhaos de di e en es co es, agmen oz das ped as dos mon es Ci cum izinhos: po en e os bancos daquellas oxas, Se obse ão eios pe pendicula es o izon aes de qua zo b anco; e ou os de la a escu a com ch is aes de Schol mui ia eiz; Es as oxas, ou mon es con inuão po oda aquella cos a Lansando no mâ da pa e do Sul da baia hua pon a a que chamão pon a da Cos a em que Se obse ão ambém em6 a ias op u as, bancos, Es ados, e eios de ped as e e as a een as, inc as de di e en es Co es de que he compos a oda aquella Cadea de mon es, que co em po ali o a: Es ados de // [ l.11] de S elec i es de g ossu a de 1-2 polegadas Se obse ão, Sus en a em pa es aquelles bancos de cos: em ou os Luga es em-Se bancos dezo denados de hua e a oc ácea, e melha, impu a com calhaos de La a cos e c. embu idos, e eios d’a gilla oxa en e pos as em ou os bancos de la a b anca como c a a jus amen e como a e a Cinza do Espilão de B aga: ainda mais pa a den o os mesmos bancos con inuão os mesmos So es de eios oc acios: e odos es es bancos, São dispos os huns em planos o izon aes, ou os em decli es co endo com a mesma de ecção dos mon es. Daqui deixando aquella cos a po Se in adia el que co e a Oes o esSues omando nomes de cos a do Canisso, e P ainha po onde ainda con inuão os mesmos mon es da mesma na u eza aisse a da a ibei a dos Fe ei os. Es a Ribei a hê hum dos mais uneb issimos alles, nao mui comp ido p a icado em as Ruinas daquelles mon es, que em con inuando do Po e e: ella he oda Ce cada de oxas pod es que o mão pe igozos despenha= // [ l.11 ] despenhadei os alem de e mui pouca agoa, que oda Se consome em ega algumas inhas, e algodoei os que aLi Se e, he de pessima qualidade de So e que cauza aos que a bebem {e não São com ella cos umados} dô de cabeça: Se á al es pela mà diges ão que occaziona a qualidade de odo es e e eno he o mesmo que o do Po e e. Es e Po o dos Fe ei os hum dos 4 p incipaes da Ilha he ou a enSeada não piquena que aLi as a cos a em a qual pode undia qualque emba cação, po Se Limpa em Seu undo: Es a enSeada p incipia em a pon a do Tan um que ica ao No e, e co endo pela enSeada do mesmo nome ai e mina a ou a pon a da pa e do Sul chamada de Ma hiaz, oda a Sua p aia he cobe a de mon oens de calhaos de di e en e g andeza. Todos os mon es que Co em po huma e po ou a pa e des a ibei a, São cons uidos de bancos de cos mui compac o, Sob epos os a ou os de ped a Calca ia, p incipalmen e os da pa e do No e que he hua con inuação dos do Po e e; en e alguns des es bancos Se obse ão Veios de hua a gilla pa da huns es ados de huma // [ l.11] de huma ped a Cinzen a ia el compos a d’a ea g ossa; alem dis o achao Se ped as agas e embu idas de hua na u eza oc acea Le es e algumas ca e nozas que mos ão Se em Lançadas po algum olcano. Daqui con inua a co e os mesmos bancos a he o po o d’Ancião que ica ao Sul da Ilha: pa a hi a es e po o aisse a passa po hum dos Ramoz da Cadea dos mon es que a a essa a Ilha a que chamão mon e de Vigia icando a pa e do Les hua plainisse chamada Po ca: des e mon e Se descob e oda pa e do Sul da Ilha; des e lado oda a cos a he innacesi el e chea de p ecipicios e odo e e eno a ido: ao Lado do Es des e mon e de igia con inua os mon es, ou oxas que o mão a cos a a que chamão Cassado , e Lapa de Miguel. Na pon a des e mon e de igia que olhe pa a o Sul há ou o mais piqueno a que chamão Xam de Ou o, Cuja Supe icie he cobe o de alco ama elo donde lhe em o nome, e odos es es mon es São Compos os d’Es ados de e as oc acea, e bancos de cos en e os quaes Se ê huma Subida do // [ l.12 ] Subida do mon e da igia de co p e a de g ossu a de 2 polegadas, e mui ia el: odo es e e eno que co e dali a he Ancião mon e de Mi anda e c.ª he cobe o de huma e a oc acea a een a mui Sub il com agmen os do mesmo alco: o qual cons i ui hum eio do mesmo mon e mis u ado com La a b anca e cinzen a mui ia el de 4. palmos de g ossu a: es e mesmo eio com odos os mais bancos que cons i ui em aquellez mon es omando opozição inclinada seguem a mesma di ecção de Les Oes com pouca di e encia como a Cadea dos mesmos mon es. 3 Pala a asu ada no ex o. 4 Pala a ac escen ada sob e a linha. 5 Pala a ac escen ada sob e a linha. 6 Pala a ac escen ada sob e a linha. §28 §29 O Xam de Ou o pega com ou o mon e a que chamão queb a Cabessa e es e em ou o que o ma a pon a da Cos a de Sud oes chamada Roxa calida daLi con inuando pa a o Sul aisse dâ a ou a enSeada a que chamão po o d’Ancião hum do 4. Capazes de pode dâ undo os Na ios ainda que não he uzado po não e Caminho pa a hi pa a o in e io da e a po Se odo p a icado em ele adas, e esca padíssimas oxaz que a he os mesmos Na u aes emem Subi , ou des // [ l.13] Subi , ou desce pelo Seu g ande pe igo. Em huma des as oxas que bo ão Sob e o mâ nes e po o he onde appa ese em hum piqueno, e delgado eio de e a calca ia o chamado Sali e da Ilha B a a que não he ou a coiza mais do que hum Sal de baze e ea Similhan e ao que chamão Sal d’Epson, ou ama go de Ingla e a: o Seu Sabo he ama gozo, expos o ao con ac o immedia o do â Liquidi icase, Lançado Sob e b azas a den es depois delle oma an o Calo de ona, ou e e como o Ni o; dissol ido no acido V i iolico az huma piquena e e escencia, o que não âz com alcalinos; ex aqui em Suma a analize que o empo pe mi io aze nes e Sal. Es e quando osse hum p oduc o de concide ação Se azia pouco ap ecia el an o pela pouquissima quan idade que delle ha nes a Ilha po que só se acha nes e Luga , e en e ped as, como pelo g a e pe igo em que se expoem quem ai a i allo; po Se necessa io desse pela oxa a ado pela Sin u a e de // [ l.13 ] e dependu ado como que ai i a U zella, po cauza da iminencia e despenhadei o daquella Roxa. Daqui des e po o con inua a co e a mesma Cos a o mada de oxas da mesma na u eza: jun o ao Ancião ao Sues sahe huma pon a de e a ao mâ a que chamão Xam e mozo e daLi con inuando a mesma Cos a ai o mando pa a Les LesNo des a he a Ribei a do Vinag e ou as piquenas enSeadas como São, Aguada de Miguel, Jacanda, Pon a do Sal, Co a do  , Cu al No o onde ai desagoa nomes de agoas huma Ribei a do mesmo nome, aonde ha huma piquena on e de mâ qualidade de pouca conside ação. Immedia amen e a es a piquena enseada es a ou a Sepa ada pela pon a chamada de Mo ea, a que chamão Agoada onde em desagoa ou a ibei a da mesma na u eza que a p eceden e, e onde há ou a piquena on e, adian e segue-se ainda ou a piquena enSeada a que chamão Agoadinha mediada pela pon a chamada Rese nando icando-lhe ao No e ou a cha // [ l.14] chamado do Minho o. Deixando es a con inuação, passo a disc e e o in e io do Po e e: ao No e des e po o es a o Campo chamado do Cachaso, que he hua piquena plainisse que ica ao Sues quazi da Ilha no 3º angollo que o ma a Cadea dos mon es que eu disse a a essa a a Ilha; ao Sul des e Campo ica hum Mon e a que chamão de Mi anda de Sima do qual Se descob e oda a Cos a do Sul e do Es da mesma Ilha: odos es es mon es, e plainos des a pa e da Ilha São Cobe os na Sua Supe ície de hua e a a een a mui Sub il com agmen os de bazal eos, e na op u as de algum de dez Se deixa e Se em Compos os de bancos de Cos g osso hum pouco dezo denadamen e dispos os, Sepa ados po alguns eios de huma e a oc acea e melha, e de ou a Cinzen a ulcanica. Des e Campo do Cachaso Caminhando pa a o No e Se a a essa aquella Cadea de mon es en e os quaes es a hum chamado do Ma o g ande que dessendo ai dâ a hum g ande Valle cobe o de g andes Ti imalos a que chamão // [ l.14 ] To a olhos, o qual lhe chamão ibei a unda po onde no empo das agoas co e ao mâ ; a boca des a ibei a he huma enSeada que o ma ao mâ com o mesmo nome, jun o a pon a do Minho o que lhe ica ao Sul demo andolhe ao ou o lado a pon a do Caga ei o, que di ide a boca da ib ei a unda da ibei a do Vinag e. Do ma o g ande Se em dâ ao Ci io chamado Ga ça em cujos mon es Se acha abundancia d’oc a ama ello como ambem na mesma ibei a unda, em Es a os, e hum oxo e a em ped a algum an o o dina io: daLi pa a baixo Co em huns Valles, e piquenos ou ei os que ão dâ a ibei a do inag e, em Cujos esca pados Se obse ão ainda mais eios de hua e a oc acea, escu a, de hum ba o e melho, e ou o ama ello de hua oc a e melha o dina ia en epos os em bancos de hua ped a du a, e pezada a que os Na u alis as Chamão Saxum, e hum es ado de hua ped a Cinzen a ia el com agmen os de Ch is aes b ancos {da na u eza daquelles que eu disse Se acha ão dispe sos na Supe ície do mon e de Mi anda} Com glo inados, no qual Se achão alguns peda= // [ l.15] alguns pedaços que pa ecem e em Sahidos de olcanos. Es a Ribei a do inag e he hum Valle, que Logo ali media amen e Se acha o mado na op u as daquelles mesmos mon es, daquelles mesmos mon es (sic) que o mão aquella Cadea: ella em Sua o igem em hua on e que emana d’en e huas g ossas Roxas, a qual co endo ai desagoa a huma enSeada na mesma cos a do Les jun o a pon a do Ga boei o o mando a Sua embocadu a en e es a pon a, e a ou a que lhe ica da pa e do No e com o mesmo nome da pon a do Vinag e. A agoa des a on e em hum Sabo aSido i iolico mui o e, donde lhe em o nome d’agoa do inag e: Po em não deixa Sedimen o algum de e a Ma cial; mis u ados com qualque dos Saes alchalinos as huma piquena e e esencia, e muda em e melho a co azul do To naSol: Pa ece que ella em po alguma mina do Sal da na u eza da d. Epson; po que com o empo deixa hum Sedimen o b anco Salino com o Sabo ama go, // [ l.15 ] Ama go e ads ingen o. Os Habi an es des a Ilha es ão ão acos umados com ella que di icul ozamen e bebem ou a de di e en e qualidade; e em pa a Si que azida pa a Caza passados ês dias pe de o gos o aSido, e ica mais doce do que me não pude con ence , po que Semp e acha a com mesmo Sabo e i el. ASima da pon a do inag e Se é hum piqueno Bu go a que chamão Sanc a C uz, e caminhando mais pa a o No e ica o Si io de Sanc a Ba ba a onde dizem oi an igamen e o p imei o assen o da Po oação: Co endo pela Cos a passado a pon a do Vinag e, es â ou a piquena enSeada chamada de Lega Cao adian e da qual Segue-se media amen e a Bahia da Fu na. Es a Bahia, ou Enseada hum dos p imei os po os d’emba caçoens des a Ilha que ica da pa e do LesN. he o mada naquella cos a de hua manei a oda di e en e po que co endo es a com a e a desde a pon a do inag e a he a do Na io queb ado, // [ l.16] Queb ado; que demo a na embocadu a do po o, en a pa a den o azendo ali hum cane gol o, e depoiz o na a Sahi e ai o ma a ou a pon a do ou o lado da embocadu a a que chamão Salunga: e daLi con inua a co e a he a Ped inha: Toda es a Fu na he odeada de oxas al as, e a pique Sua boca he i ada pa a o Sul não he ce amen e mui La ga, pelo que osse p ecizo Se p a ico pa a po ella en a e muy o p incipalmen e pa a Sahi pelo g ande isco em que Se co e de encos a a qualque das pon as an o pela ex ei eza des a en ada, Como pelas g andes co en es que ali o mâ âz: mais den o achao as emba casoens hum mui bom e Segu o po o Com undo de 17 a he 19 b acas d’agoa: po em he necessa io que não Seja empo que não einão os Suess e Sues es po que en ão há ma ezias, e necessa iamen e de e hi izi a a p aia; Logo que huma qualque emba cação Se acha den o undiada he-lhe necessa io {quando não quei a Sahi a eboque, e com cabos á e a com o pe igo de Cahi Sob e as pon as com as co en es} // [ l.16 ] Co en es} espe a o e al que mui poucas ezes ali Se Sen e pela al u a das oxas: po que quem he p a ico Semp e p ocu a o bom es ado da boca e a eboque com cabos Lansados da emba cação a hua das pon as Se poem o a. Pa a den o des a pon a de Jalunga, ha ou a a que chamao de Badejo: pa a den o do qual dão undo az emba caçoens: Sob e es a pon a de Jalunga co e pa a OEs hum mon e a que dizem Fa a al: odos os maes que co em desde a ibei a do inag e, Sanc a Ba ba a a he ali São Compos os de bancos eno mes de Cos mui compac o, co Cinzen a, com alguns eios de e a oc aceas, e a gillozas de di e en es co es, en e as quaes Se obse a huma co de abaco em o Si io de Sanc a Ba ba a, e ou o de huma e a p e a, e aspe a Cujo eio con inua a he Fu na em hua pala a. Es a Ilha he oda cons uida de mon es da 2ª e 3ª Clace; Es es como já disse co em com a di ecção quazi de Les oes e a p opo ção que ão o mando o Cen o da Ilha ão omando ambem maio ele ação: Es es da 1ª Clace São o mados de hua ped a a een a ija mui compac a que Sus en a bancos de côs // [ l.17] bancos de côs e de ou as ped as calca ias con uzamen e dispos a nos quaes Se em embu idos pedaços de ou as ped as e o ogeneas de di e en es g andezas, ali bem deixão e , jun amen e pelos g andes alles que en e elles Se obse ão e em Su ido algua e olucção na u al: odos os mais mon es da 3ª Clace São de hua na u eza Calca ia e a een a a que chamão Cos: a he aqui enho mos ado a geog aphia izica des a Ilha: passo ago a a mos a a Sua his o ia com a mo al de Seos habi an es: o que ai a aze objec o da Seguin e Ca a pa a a qual espe o de V. Excelência a mesma a enção. Sou com o mais p o undo espei o De V. Excelência Illus íssimo e Excelen íssimo Senho O mais humilde Subdi o e C iado João da Sil a Feijó // [ l.17 ] 3ª Ca a Excelência Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ilha B a a, [ilegí el]17 8/7 83 Na uL ima Ca a eu i e a hon a de Rela a a V. Excelência o mais ezumido que pode Se a disc ipcão Geog aphica ísica des a Ilha ago a es ame, pa a complemen o des e mesmo objec o, mos a qual s ja o seu clima pela Si uação em que demo a; qual a Sua e ilidade; quaes as doençaz indemicaz que Se expe imen ao ali; os medicamen os de que Se Se em os Seos habi an es; qual a na u eza Ca ac e , ida e cos umes delles; e como inalmen e oi o Seu descob imen o e c.ª. o que eu con iado na mesma a enção de V. Excelência passo a dize como Soube . Es a Ilha quazi Semp e es a cobe a de espessas ne oas, e po isso he ia como nenhua das ou as; a humidade ali he an a que não Se pode conse a papel algum, pelo que os Seus Ca o ios es ão na do Fogo; os mesmos al os do uzo apod essem com acilidade e po isso mesmo he das maiz a eiz ambem: ali // [ l.18] ali p oduz mui o milho, mui o eijão, mui a o alissa, mui a ba a a, mui a banana, e mui o inho es e Se as duas ezes no anno; po que duas ezes dâ u as no anno; alem disso seus mon es quazi se em cobe os de di e en es qualidades de plan as pa icula es, como em hua Lis a eu is e a V. Excelência e algumas ão esquizi as como no as ao Conhecimen o dos Na u alis as: em hua pala a de odos os i e es he mui abundan e de So e que hua Galinha nunca passa de 2. in ens, hum po co po maio que Seja dois mil eis, hum alque de milho hum os ão e o mais a po poção dis o. §30 §31 Ce amen e he mui Sadia e a unica doensa que nella Se expe imen a mais pe igoza he a do cab uncolo de que mo em mui os dos Seus habi an es; Se á al es pelo mau me hodo de os Cu a . o emedio ge al que pa a elles Se aplica he o e o Logo no p incipio, e depois hum emplas o de pez alca ão, e azei e de peixe: há ambem alguas eb es nos empos das Na idades e es as São Cu adas com Sang ias, Sa jas, e quin ilio, de So e que a es e ul imo pelo g ande uzo que delle azem lhe chamão po an omazia o Sanc o quin ilio an a he a e que o // [ l.18 ] que odos os na u aes des as Ilhas poem nes e mal in oduzido emedio, e posso aSegu a , que mui os mo em po oma em in empes i amen e es e medicamen o, pois po qualque coiza de Opp esão ou do Es amago, ou de Cabessa, que expe imen em, Logo omão 10 – 12 -16 a he 24.g . delle; udo is o po al a de quem Saiba conhece as doensas, e aplica lhes o de ido medicamen o: po que Se algum Su u gião po aqui apa esse he ce amen e daquelles que nem Le o cu o Saibem: al he a mize ia em que i em os pob es habi an es des as Ilhas. Es e mesmo Clima en lue ão izi elmen e nos empe amen os dos Seos habi an es que Logo que elles deixão aquella Ilha pa a ou a São immedia amen e a acados de eb es agudas que depoiz Se ansmu ão pa a a Classe dos in e mi en es, e po isso eceião mui o de Sahi pa a ou a p incipalmen e pa a a de S. Tiago, pa a a de Maio, e Boa is a. São quazi odos os na u aes des a Ilha, ulos, do ados de hum genio docil e Since o algum an o maliciozos, mui obedien es aos b ancos p incipalmen e aos Seos Supe io es; São na u almen e inclinados a p eguiça, excep o no empo das Agoas, em que a necessidade ob // [ l.19] ob iga a odos p ocu a de Semea Seu milho, eijão, e abob a pa a e em que come no es an e do anno; São demaiz a mais Igno an issimos, Libidenozissimos, e lasci os em es emo p incipalmen e as molhe es, que de mais a mais São immodes as de odos os modos con empladas: odo o empo emp egão em bailes a que chamão Zambunaes, e ou os di e imen os ep ehensi eis acompanhados d’acçoens, e mo imen os Licenciozissimos, que dezag adão a hones idade; inalmen e São Supe s iciozos em alguns pon os de eligião como na Suas Nupcias, e une aes. Não há Coiza que maez me p o oque o izo, que o e hum Cazamen o nes e paíz: p emi ame V. Excelência aze lhe Sob e es e objec o hua piquena desc ipção: A noi a es ida a manei a daz nossas masc as ai pa a a Ig eja ão se za, ão di ei a, e ão immo el da Cin a pa a Sima, que a he pa a alimpa o Suo do os o Le a hua molhe ao pé de Si com hum Lenço pa a es e im, que d’o dina io he a mad inha; ahinda que nunca Se calçasse como he Cos ume naquella Ilha, naquelle dia há-de So e a mo i icação do Sapa o hum dos maio es ma i ios pa a ellas: // [ l.19 ] pa a ellas: Segue-se logo a as da Noi a huma mul idão de mulhe es como c iadas, e depois os con idados com o Noi o, que ambem há-de Sopo a o mesmo incommodo do calçado pa a hi de cazaca, bengalla, e chapeo de galão, ainda que es e Seja o ambo do P ezidio poiz he nes e apa a o que elles poem oda a sua Vamglo ia, e b io. Na inda pa a Caza São acompanhados dos chamados muzicos da Ig eja com o Mes e da Capela, que São os que depoiz com a Sua dezespe ada Muzica azem a milho pa e daquella unção: não há 3. annos Sem du ida ainda que es es muzicos anda ão na Ig eja, e inhão a es as unçoens de Sob epelizes aCompanhados do Pa ocho ão-bem de Sob epeliz, e es ola, Cujo abuzo oi p ezen emen e i ado po es e P elado não com pouco Cus o: an o pode a má, e p e e ssa educação. Chegão inalmen e os Noi os a Suaz cazas, e an es d’en a em poem-se a po a ambos com os Pad inhos de hum e ou o Lado pa a Comp imen a em a Seu modo odo aquelle acompanhamen o, e en ão concluida es a Ce emonia // [ l.20] Ce emonia en ão pa a den o com odo o Sequi o Seguindo-se logo as comidas, e bebidas. Acabado o jan a ecolhem-se odos os con idados, o nandose depois a jun a na Caza da Noi a pa a aze em o que elles chamão oguei a que Sahi em daLi a hi p ocu a Noi o que dizem es a ugido e ão em im odos com g ande es a a busca- lo, e o azem a Noi a pa a Se econcilia com ella, a qual Sen ada de on e da po a com mui os in ei es, o espe a com ab aços, e beijos que mu ua, e publicamen e ali Se dão Sem espei o: que deshones idade, Senho que pouco espei o a eligião Ca holica que p o essamos! Fei a es a en ega en ão odos pa a caza da Noi a: immedia amen e Seguem-se as comidas, e bebidas e os deshones os bailes acompanhados de epe idissimas palmadas, oques de ambo , e das mal conce adas Can ilenas de mulhe es, a cujo dezo ganizado, desconce ado, e dezespe ado Som aCompanha o Mes e da Capela, ou ou o qualque muzico, com hua elha, des empe ada, e mal enco deada A pa, ou iola, a Cuja // [ l.20 ] A Cuja unção não deixão jámais d’assis i oz p incipaes da Ilha ainda mesmo aquelles em Cujas maons es a depozi ado e en egue o publico go e no. Es es espi i os odos mo idos pela iolencia daquellas Lasci as acçoens e agi ados pela o ça dos incansa eis, inquie os, e epe idos ascos de inho, e agoa a den e bem deixão Ve a V. Excelência as boaz consequencias que podem p oduzi con a odas as Leis. São os Fune aes não menos celeb es: mo e hum Sugei o immedia amen e Se ajun ão em Sua Caza odos os pa en es e izinhos que com cho os in onlun a ios e hua longa Ca ilena onde ela ão oda a ida do de un o azem hum inSopo a el ala ido a que chamão Guiza a he Sahi o co po, e depoiz ão da mesma So e a as do Co po a manei a das an igaz Ca pidei as a he chega a Sepul u a. Os o phaons, e iu as não azem comida po alguns diaz a que chamão es a d’es ei a, e en ão lhes mandão os pa en es, e amigos o jan a , e a cea, e em odos aquelles diaz Se ão a jan a // [ l.21] a jan a na caza delle pa a os acompanha nos cho os que odos São ob igados a aze ainda que Seja in olun a iamen e Sob pena de Se ido po Innimigo do de un o que os não imi a . No im de algum empo des e ala ido passão a come , e bebe de So e que acabada a izi a ão pela maio pa e das ezes bebados pa a Suas cazas, e Se socede en a algua izi a a da os pezames es ando elles a come , assim mesmo com as bocas Cheas o não a pega nas mesmas g i a ias, e cho os Sem com udo deixa em de con inua na mesma deligencia; objec o es e, Senho , que não deixão exci a o izo ainda ao Espi i o mais se io. De an os a an os diaz ão odos os pa en es, e amigos a Ig eja a emcomenda a DEos a Alma daquelle de un o onde es ão Com p o undo Silencio, e humildade, acção es a unica de eligião Se obse a en e elles p a ica -se, e Se ia Sem du ida Comple a Se a não dezmanchassem com o que azem quando Se ecolhem pa a caza da iu a, ou o phãa, onde depois de // [ l.21 ] de o na em com a mesma Chamada guiza, azem nos Seus bangales de que Sahem ou a es odos mui u bados do Espi i o. Não he meno a Supe s icioza idea que Se o ma da inda, ou apa ição das Almas daquelles inados e he ão o e es e e o que pa a com elles não há e dade maes incon es a el: e es e p ejuizo não me admi o Se in oduzido en e o po o mas Sim admi ame Se o p imei o p incipio da Educação e Sciencia dos Sace do es: dizemme que es e mesmo cos ume se p a ica em odas as ou as Ilhaz e se he assim ainda mais me con undo com a gene alidade des e idiculo p ejuizo nacido de hua c acissima, e enci el igno ancia: o mesmo C edi o dão ambem a A e de nig omancia donde p ocede equen emen e con endas judiciaes em p ejuizo do C edi o de mui as amílias. Tudo is o p o em da al a de Educação da mocidade: es a he en egue po necessidade pelos Paiz às maons da na u eza nos1 doiz p imei os annos, São azidos a ca alo nas cos as das Maiz a manei a dos macacos // [ l.22] dos macacos de So e que azem ellas odo qualque abalho Sem as i a daquella idicula pos u a; a he idade da pobe dade azemnos nûz que en ão, ob igados pelas cons i uiçoens Pa ochiaes es em os apazes hua Camiza {que poucaz ezes a azem} e as apa igas hum apo que mal as cob e da Cin a a he o joelho ão Somen e não Se lhes dando d’appa ece em assim mesmo dian e dos homens, as mesmas Mais e as ilhas donzellaz ainda que Sejão dos p incipaes da e a, excep o nos Domingos e dias Sanc os, que en ão Se es em de panos a manei a de oalhaz, nuns emRolados pela Cin u a em Luga de Saya e a ão os pela Cin u a com hum o elo, ou os com que Se Cob em em Luga de man o; sem Cole e nem Couza Similhan e que as ape e, e que as aça hones a Com hum Lenço b anco ama ado na cabeça a manei a de Tu ban e e com o pescosso, e pulsos endeados com iadas de missangas, Co aes e ou os id ilhos Similhan es com in eposiçoens de di e en es moedas de p a a: ex aqui o aje, Excelen íssimo Senho , des az molhe es, que os homens Lá imi ão no Seu modo de aja aos nossos Camponezes, descalsos quazi odos, ainda os chamados p inci= // [ l.22 ] P incipaes que So se calção e Se es em nos dias Fes i os, ou quando en ão de goa da. Ha hum Sugei o que po piedade enssina os apazes a le e esc e e , ão g ande he a mize ia de Mes es, ainda os mesmos chamados es udan es que São os que Se des inaõ pa a Se o dena em, nunca o podem Se , p imei amen e po cauza dos mesmos p o esso es da La inidade, Segundo Luga dos Li os Clazicos: de que nasce a ida de2 Libe ina em que i em os mesmos es udan es de So e que quando chegão ao Es ado Sace do al, já em Sido Paiz de mui os ilhos: o Viga io, ou ou o Similhan e po ca idade em omado a Si o cuidado d’ensina alguns daquelles es udan es; mais Se elles não Sabem ão-bem a G ama ica La ina Como podem ensina aos maiz ? a maio pa e dos Esudan es andão Vin e, a in e e Sinco annos a ap ende a aduzi as Liçoens do B e ia io pa a Se po em co en es quando São des inados ao exame pa a Se em adme idos as o dens, e he o em que unicamen e Se ocupão, is o he quando es udaõ: nes e pa alelo mesmo me dizem co em a educação das mais Ilhas. // [ l.23] das mais Ilhas. Nu em-se es es po os de Lei es, e alguma Ca ne de cab a, de milho Seco o ado a que chamão milho Liado, ou cozido a que chamão manchupa, e no B azil Canjica, poucos há que eduzem es e milho a a inha com que azem hua espesia de bicou o a que chamão Cúscuz, ou hua especie de bolo assado nas b azaz com o nome de ba anca: e não he ambem de meno Soco o pa a elles a g ande abundancia de eijão e abob as que ali p oduz. Em oda es a Ilha Se con ão ezen os e Secen a qua o ogos espalhados po odas as ibei as que comp ehendem 1461 almas en e Cazados, Sol ei os, iu os, ilhos, e Ag egados como milho pode V. Excelência e em o Mapa que incluzo ap ezen o: odas es as almas São unidas debaixo de hua so eguezia adminis ada po dois Sace do es hum Viga io, ou o Cu a ao p imei o he a que es á incon ido a judica u a ecclezias ica he hum ilho da ê a, o Segundo he ilho do Reino com o i ulo de Bene iciado com a cong ua de 24. // [ l.23 ] a Cong ua de 24. mil eiz, e aquelle de 50 ambos pagos pela Fazenda Real com o p oduc o dos dizimos da mesma Ilha, e ambos de pouca Li e a u a a he da p op ia mo al de Fa aga po onde Leem. Em huma pala a Excelen íssimo Senho , a g ande dissolução de odos os cos umes de ambos os Sexos jun o com o pouco conhecimen o dos mesmos Pad es de Seus de e es eligiozos dão hua e iden e p o a da Sua boa e Comple a adminis ação. A Economia do bem Commum des a Ilha he en egue Sem Sellecçaõ a qua o p e os a que chamaõ Ve eado es, e as cauzas Se is e C iminaes, aos doiz p imei os que São Juizes o dina ios, os quaes pela Sua educação, nascimen o, ida, e cos umes bem deixão e o que podem p oduzi na boa adminis ação da Jus iça, o que Só posso dize he po que elles odos igno ao as Leiz, ou po que São pa en es huns dos ou os, andão as cauzas Semp e em Li igio de huns pa a ou os Juizes annos, e annos Sem ha e acommodação, donde nascem innume aei z dezo dens que Con inuamen e Se p a icão, udo // [ l.24] udo em p ejuizo ando do mesmo po o, como da Real Fazenda, po que po cauza des e pa en esco os Juizes não São obedecidos a Jus iça he ul ajada, e o Fei o não embolssa couza alguma da ença dos o os do Concelho que São ob igados Sap is aze . 1 Pala a emendada no ex o 2 Pala a asu ada no ex o §33§32 Todos os habi an es Va oens de Idade de doze annos a he 60. São Soldados huns de p aça, ou os dos po os epa idos em 3. Companhiaz Comandados {alem dos Seus o iciaes} po hum Cappi am Cabo com o i ulo de Cappi am mô p o ido pelo go e nado des as Ilhas Sem Con i mação de Sua Majes ade; ao qual he en egue o go e no da Ilha Com ob igação de alis a a gen e e po Sen inelas nos po os e c.ª es e he hoje hum ilho do Reino digno pelo Seuz me ecimen os de maio emp ego, pelo que Se az es ima el de odos os es angei os que aLi abo dão, e dos mesmos Seus Subdi os, que odos o es imao. O Máo es ado des as es adminis açoens he Sem du ida huma das cauzas da g ande deCadencia, e mize ia em que Se con empla hoje es a Ilha como julgo mili a // [ l.24 ] Mili a na maiz: o po o en egue a ociozidade pela al a de o çaz, e de animo que de o dina io São mo idaz pela Ce eza de hum en e esse izico não Se con en ão maiz que Cul i a em o quan o bas a pa a o Seu pa co Sus en o; poiz como se lhes não p emi e Come cia , desp ezão a Sua Ag icul u a, e as Suaz Manu ac u az de panos d’algodão, donde nasce, e de e necessa iamen e nasce a decadencia das endas da Fazenda Real an o na demenuição dos dizimos, Como nos di ei os. Se não osse es a op essao em que i em po Se em conside ados maiz como Esc a os da Sociedade, do que Como assalos, ha ião necessa iamen e abalha Sem Compa ação as Suaz e as, e daqui ha ia nasce maio nume o de habi an ez. An es do lagelo da ome que po 4. annos Sucessi os con ados do anno de 71, a he o anno de 75. desbas ou a maio pa e dos habi an es des as Ilhaz, ha ia aqui pe o de 5 mil almas, e en ão a Ilha e a mui o maiz abundan e, an o em man imen os de odos os gene os do paiz, como de gado a que hoje não Se ob// [ l.25] A que hoje não Se obse a. Es a Ilha que oi descobe a Se e annos depoiz de descob imen o da Ilha do Fogo pelos annos de 1450 e an os da a o Seu dona a io {que dizem alguns dos elhoz Se de huma Condessa, Cujo i ulo Se igno a po al a dos ducumen os} odos os annos huma emba cação Ca egada de man imen o, pelames, e coi os, man ega, e Sebo, e hoje i ada a piquena po ção de U zela, não ha Couza alguma maiz de conside ação. Jâ que alamos do dona a io des a Ilha p e mi ame V. Excelência aze me hua piquena elação his o ica de Seus p incipios Segundo eu pude Coligi . Es a Ilha {como já disse} oi descobe a po cauza d’es a Semp e cobe a de Ne oa, dizem que o a Conhecida Se e annos depois de descobe a a do Fogo, e duada a huma Condessa Po ugueza po o Senho Rey Dom A onso quin o, mas igno ase aqui o i ulo della; es a inha aqui nes a Ilha, Seuz esc a os que cuida ão em Seuz gados, e odos os annoz manda a huma emba cação Sua ao po o de Feijão d’agoa a busca as pelles, Coi os e c.ª. de que azia // [ l.25 ] de que azia a Ssua Ca egaçaõ maio , e o Cappelao que inha na di a emba cação {po que não ha ia ali Ig eja nem Pad es} Le an a a en ão hum al a onde da a missa, bap iza a os meninos nascidos daquelle anno, azia os Cazamen os; e con essa a os habi an es, depoiz mudou a emba cação do po o indo undia no da Fu na3 o ize ão den o de huma g ande Lapa que ica no mesmo po o pa a pa e do Sul; Sucedeo que em hua occazião es a aba eu em empo que o Sace do e es a a Celeb ando o Sanc o Sac i ício da Missa icando com elle Sepul ados odos os assis en es que po alguns diaz es i e ão alguns delles i os po Se lhes ou i em os eccos das ozes po aquelles que ica ão illezos do Sucesso, os quaes mo idos de piedade, e ca idade en a ão ab i po Sima hum bu aco pa a po elle i a em os que pedião Soco o, como hoje ainda se deixa e pela co a que comessa ão a aze que a não Conclui ão, ou po que gas a ião maiz empo do necessa io em que acaba ião de pe ece os que da ão eccos, ou po que não e ião a amen as pa a acaba em de pene a a mesma oxa de que Se componha aquella Lapa i// [ l.26] Lapa icando es a en ão denominada pelo Sucesso a Lapa do F ade. Depoiz des e acon ecimen o no anno Seguin e dizem que a di a Condessa manda a o icial de ped ei o ab ica no Si io a que chamão hoje de Sanc a Ba ba a huma e mida em que Se coLocou huma Imagem do mesmo nome, que Semp e du ou a he o empo da ome de 75, não como o a ei a, mas Sim a Similhada ao mesmo modo, de que hoje Só p ese e ão os es igios. Nes e mesmo Si io dizem po adição os ilhos daquella Ilha oi o p imei o assen o da po oação que depoiz com o empo Se passou mais assima na plainisse em que hoje Se é undada a chamada po oação de S. João, que p op iamen e alando não he maiz que huma Xam onde odos annos4 Se Semea milho, abob as e eijão donde p ocede a maio a u a da e a, em Cuja xam Se obse ão algumas cazas aqui e ali espalhadas Sem o dem, e longe huas5 das ou az // [ l.26 ] Eis aqui Senho o que eu posso dize ao p ezen e Sob e a Ilha B a a emquan o empo com Sucego de espi i o me deixe aze huma Relação mais pu a e mais Ci cuns anciada dessa Ilha. DEOS Gua de e aça elizes os dias de V.. Excelência po mui os annos como lhe dezeja quem he com o maiz p o undo Respei o De V. Excelência Illus íssimo e Excelen issimo Senho O maiz humilde Subdi o e C iado João da Sil a Feijó// 3 Na ma gem esque da do manusc i o es á esc i o pelo seu au o o seguin e “e como cus uma ão aze al a em e a emquan o p eses ião no po o: no da Fu na o ize ão”. 4 Pala a esc i a sob e a linha. 5 Pala a esc i a sob e a linha. [ l.1]1 Ca a 4ª Illus íssimo e Excelen issimo Senho Ilha do Fogo 17 1/1183 Depoiz de ha e concluido a expedição da Ilha B a a, pa a cump i com as o dens que me ha ia deixado o Excelen issimo P elado, me is anspo a pa a es a Ilha em huma Lanxa de pau de Figuei a da e a, de boca abe a de 15 palmos de Comp imen o, em que a ob igação d’obediencia me es a isca a ida na passagem daquelle canal hum dos pe igozos des as Ilhaz: em o dia 20. de Junho pelas 2, ho as da a de is dâ a ella do po o da Fu na, e endo na egado com o en o No e, e p oa de Les e pelas 12 da noi e do mesmo dia, Su gimos no po o chamado da illa, aonde dezemba quei na mesma ho a: passados 8 diaz de descansso, dei p incipio a minha ob igação obse ando, e ecolhendo udo quan o oi possi el, e es e abalho oi concluido no im do mêz de Ou ub o p oximo passado e he Excelen issimo Senho o que ai a aze o objec o das Seguin es Ca as, que iado na mesma a enção, passo a disc e ellas. // [ l.2] Es a Ilha de S. Philippe que assim Se chama a do Fogo demo a a 14 g . e 1 min de la . 354 g . e 4 min. de long. jus amen e a Les de B a a com a dis ancia de 4 Legoas de Canal e a oes de S. Thiago em dis ancia de 12 a he 13 Legoas de Canal; e á de Comp imen o 9 Legoaz com pouca di e encia Sob e 5 de la i ude, ou La gu a. Não ha em oda es a Ilha maiz que 2 po os de Na ios, e amboz na mesma enSeada da pa e d’oes , a he o Sudoes hum a que chamão da illa, que ica na di ei u a da po oação, ou o mais ao Sudoes chamado de Nossa Senho a da Lux, e odos com pe igozos dezemba cado es po Se udo huma Cos a con inuamen e b a a; o 1º Se e pa a o empo Secco, o 2º pa a o empo das agoas; há mais ou o pa a a pa e do Sul chamado da Telha, onde, dizem inhão an igamen e as emba casoens do Reino Ca ega pelames: ha maiz ou os 2. de lanxaz hum a que chamão de Salina, ou o dos Moz ei os dos quaes Se ala á quando Se o e ece occazião. Toda es a Ilha em Redo Se pode dize he huma Con inuada Cos a b a a acompanhada d’ele adissimas oxas // [ l.3] oxas a pique, donde em a Se innacessi el a mesma Ilha; á he os mesmos alles do en e io São p o undissimos, e e minão em al os despenhadei os. Toda Ilha he mun uoza, e os mon es, an o mais ão caminhando pa a o cen o da Ilha, quan o mais al os ão Sendo e minando em hua Cadea a qual chamão Se a, a qual o mando hum como Semici culo comp ehende en e as duaz pon as ou o mon e izollado, ainda mais al o, a que chamão Pico, que dizem e á, pela es ima i a 1 Legoa d’al u a; es e Pico que olha pa a Les da pa e da Se a, he baixo, e da ou a pa e e mina em huma Ladei a que ai acaba em o Si io a que Chamão Balea e emos occazião de ala mais pa icula men e della em ou a Ca a. Há an os alles nes a Ilha a que chamão ibei az, po onde não co e agoa Senão no empo das agoaz, que Se con ão da illa, a he o Si io dos Mos ei os 14 dos maes p o undos, e odos em a Sua o igem na Se a; ex aqui a o dem delles: Sahindo da illa e omando caminho do No e ai-se da ao 1º // [ l.4] Ao 1º alle a que chamão Ribei a da T indade, a qual nascendo no Si io da Co a da Tina, ai e mina jun o a illa em hum despenhadei o, onde Chamão on e da illa, assim chamado po hum poço d’agoa Salob a que ali há debaixo da mesma oxa; odos os mon es aqui nes e alle São Compos os de bancos de cos Sob epos os em ou os de huma ped a azulada du a compac a, que os Na u alis as Chamão qua zum e de ou as ped as exponjozas, Cujos bancos São da g ossu a de 2.a he 4. palmos, huns, e ou os cheios de Ch is aes de Schoel; en e es es Se achão ou os eios de e az oc aceaz, e algumas ped aZ agas, humas Ca cumidas como hum elho madei o; ou as como de e idas o mando columnas, e udo bem, deixa ê , que oi al e ado pelo Fogo. Debaixo des es mesmos bancoz Se êm ou os es ados de ou a especie de coz inc o d’oc a e melha, com embu ido de ch is aes de Schoel; es e alle em o Si io chamado Lapa de Fundão he in e ompido po hum al o despenhadei o mui a pique, a que chamão Fundão d’Escada: abaixo des a Lapa, mesmo no meio da ibei a encon a-se hum piqueno Mon= // [ l.5] Mon e de ped a Calca ia impu a, de que Se âz cal na Ilha, e ao Sul des e es á ou o a que chamão mon e de Ba o, onde Se encon ão a ios eios de e a a gilloza inc as de oc a de Fe o, de que Se az hua mui g ossei a e o dina ia Lousa. Caminhando des a ibei a pa a adian e, Se obse a Se odo aquelle e eno de hua e a glasoza assen ada Sob e bancos de cos g osso, e ia el, com pa es inc a d’oc a, e ai-se da a pouca dis ancia ao ega o de Va ella, no qual se deixa ê g ossos bancos de ped a azulada du a, Compac a, de que já is menção, e eios de e as oc aceas: con inuando daqui ai-se dâ ao Si io a que chamão T indade, onde há ou a ibei a Chamada Ped egal, cujo al eo he de eno mes oxedos de que a pouco alei de huma ped a du a mui compac a e c.ª, e pezadissima; e es e alle ai e mina adian e do da T indade no Si io a que chamão po o de alle de Ca alei os; es e alle de Ca alei os, he a pon a d’enSeada do po o da illa, a qual e mina em hum piqueno Ilheo, com Sepa ação pouco mais de huma b assa, e Se ia ali hum bom po o, Se não o a es a abe u a, po // [ l.6] po que como ica a N.Sul o mâ en a Semp e com inpe uozidade en e aquella pon a, e o Ilheo o que âz Se de pe igo aquelle po o, po em Se es i esse en ulhado es e canal {que com acilidade Se azia} Sem du ida Se ia pa a aquella Ilha de g ande u ilidade: oda aquella enSeada 1 No o iginal, há 2 ólios em b anco an es des a ca a após o que a nume ação ecomeça em 1. §34 §35 a he ali he limpa dizem, e pode qualque emba casão undia segu amen e. Da Ribei a do Ped egal, caminhando pa a dian e, Se ai da a hum mon e a que chamão Almada, que he a ex emidade de huma Cadea de mon es, que p incipiando ali em o No oes , en a pela Ilha den o o mando com a Se a, de que ja assima alei, hum como simici culo, e ai e mina ao Sues , mudando Semp e de nomes; es es mon es São mais baixos do que a Se a, e odos o mados de bancos de coz Sob epos os em bancos de ped a azulada du a, e pezada, en emediado de eios de e as oc aceaz, e es ados de ped a como Calca ea, po em udo al e ado pelo ogo Su e aneo. Ao No e des e mon e d’Almada, es á ou o g ande alle; a que chamão ibei a do Pico, que nascendo // [ l.7] nascendo ambem na Se a, ai e mina adian e do alle de Ca alei os: a na u eza des es mon es que o mão es e alle he a mesma que enho di o: adian e da ibei a do Pico, es á a chamada da Sanha que he dos maio es alles que em da Se a, e ai da ao mâ ; po elle Se obse ão mui os espanadei os, que o mao ou os an os anques d’agoa, quando po ella co e no empo das ágoas, assim Como Sucede em alguns dos ou os, nos quaes anques bebem os Animaes, e ainda mesmo os habi an ez da Ilha naquelle empo: o al eo des a ibei a he da mesma ped a azulada, e du a que o das ou az como ica di o, e os mon es São compos os de bancos de cos g osso e eios de e as oc aceas e c.ª es a ibei a an es de i acaba no mâ , passa pelo Si io chamado boca de Fon e, onde ha algumas Fazendas, e cazas dispe ssas, com huma Cappela de Nossa Senho a da Lux: he na boca des a ibei a na cos a que o ma o mâ , desde a pon a de Ca alei os a he ali a que chamão P aia de Lad ão, em que es á a on e de donde bebem os habi an es da po oação, e se odo aquelle con o no, po Se a unica d’agoa doce que há mais pe o, es a es á jus amen e // [ l.8] a bo da do mâ po baixo de huma ele adissima oxa a pique, de que mui as ezes Sucede despega de Sima alguma ped a, e i o ende a quem es a ali a la a ou a i a agoa: em es a Cos a do Valle de Ca alei os há hum g ande baixo jun o a e a a que chamão do Rui Pe ei a onde po al a de p a ica, em pe dido alguaz emba caçoens. Da boca da Fon e caminho ao No e, ai-se da ao mon e T a asso, que he compos o de bancos de cos, e d’ou os d’esco a de g ossu a de 10 palmos ou maiz, e adian e des e mon e es a ou o alle a que chamão ibei a de To a olho, onde ha na op u a de Seus mon es, alem das ped as e e as mencionadas, hum eio de e a e melha Sob e ou o de huma e a pa da, e ou o de hua esco a miúda: Caminhando po ella abaixo pelo Si io chamado achada Men i oza ai-se da a Ga ssa que he hum mon e onde achei ou a es es ados da mesma esco a: ao N. des e mon e há ou o alle p o undo a que chamão ibei a da Ga ssa, na qual Se obse a Se da mesma na u eza os mon es que os da Sanha: aqui Se em bellas Fazendas de Sim// [ l.9] de simen ei as, e algodoei os que âs ag ada el o deze o daquelle Si io, p incipalmen e onde chamão ga sa de den o. Aqui jun o ha hum mon e não mui o al o; po em comp ido chamado o Ledo pelo qual Se Sobe pa a i Sahi ao ou o caminho que ai dâ ao Si io a que chamão Lomba onde Se é ambem belissimas e as de Simen e a; aqui há ou a ibei a a que chamão ibei a de Mula o, na qual Se obse ão eios de e as oc aceaz, e bancos de cos da mesma manei a que ica di o: es e alle ai dâ ao mâ , e ali em o nome de Bomba, onde há em hua ele ada oxa a pique, que olha pa a o mâ en e bancos de cos e ped a du a e compac a como queimada, 3 eios de hua e a pa icula , hua de Co a e melhada, ou a b anca, e ou a pa da, e odas mui Le es, o mada em laminas que n’agoa Se Sepa ão; pa esendo Se alguma especie de La a. Daqui caminhando pa a dian e encon ão-se ou os alles a he o Si io de Feijanzinha, que São a ibei a de Luzia, Punhal, a de Philippe, o de S. Jo ge, o de calcum, o de Zomba ia, o g ande alle, ou Ribei a // [ l.10] ou Ribei a d’Agoada assim chamada po ha e no empo das chu as mui az conxas, onde icão mui as agoas e idas; o de Mange icão, o da C ux po c uza nelle es e ou o medonho e p o undissimo Chamado de In e no, no da C uz ha 2 e edo es d’agoa a que chamão Xupadei os en e bancos de coz: o do In e no he assim chamado po ha e nelle hum ão al o despenhadei o, que e a 300 b assas d’al u a, de So e que Lansada hua ped a, não Se Sen e es ondo algum no cahi ; o do Logedo que quan o maiz ai descendo pa a o mâ , an o maiz p o undo ai Sendo; o d’Oza ia ao no e do qual há ou o Xupadei o en e bancos de Cos que he a ped a p incipal que cons i ui odos es es mon es, o qual Xupadei o cons a de 7 olhos d’agoa e en e: es e alle ai e mina em Lago g ande, onde pode anda hua Lanxa a ella, o qual ai desagoa ao mâ de on e do Ilheo, que ali ha no si io da Talaia, donde em o nome on e de Mo o do Illeo de Talaia, Cuja agoa ica Sendo inu il, po não Se accessi el po e a: he es e Si io de Talaia mui emo o; po em mui e il pa a man imen os, e ali em Suaz azendas alguns dos habi an es da Ilha. A Les des e alle // [ l.11] d’Oza ia es á hum g ande mon e chamado de João Fe nandes: es e he a ido, e nelle não ege ão plan as, he compos o odo de huma ped a queimada e melha coglo inada, com pa iculas de Talco e udo assen ado Sob e bancos de Cos. Dessendo des e mon e pelo No des Se ai dâ a ou o alle undo a que chamão Ribei a de columjum, onde há algumas bananei as; aqui Se obse a hum eio de e a oc acea e melha delicada a que chamão Almag e, e ou o d’a ea ina en e bancos de cos: daqui Se ai da ao mon e e melho, que descendo-se po hua oxa a pique, Se ai a dâ a hum alle, ou plano, que ica ao N.des . quazi a bo da do mâ , a que chamão Feijanzinha, onde há huma piquena po oação, pa e da F eguezia dos Mos ei os. Es e plano Com a mesma oxa do mon e e melho con inua em he Les em dis ancia de 3 Legoas boas, e dali ai i ando pa a o Sul, e ai e mina ao Si io do Alca az, e oda he cobe a d’algodoei os que he onde ha a maio abundancia na Ilha que pe ence aos habi an es, excep o a pa e que co e // [ l.12] Co e pa a o Sul, que he da Fazenda eal; Sob e es es mon es, que já icão jun o da Se a, ou pa a milho dize , que já azem pa e della, há hum Si io chamado mon e queimado, eixado pela na u eza, e di icil de Se en ado, e odo cheio de guaiabei az2, e Figuei as e c.ª es a he cons i uida em hum mo gadio. 2 Pala a emendada. Caminhando pela plainise de Feijanzinha pa a Les e, Logo adian e es á hum mon e izolado, ou Sepa ado da Se a {que como já disse, po ali co e oda a pique} de cos ude, o qual da pa e do N. he odo co ado pe pendicula men e; po onde deixa ê mui bem a sua composição, e ex uc u a in e na; es e he o chamado mon e de Sumbango: as agoaz co endo no empo das chu as po es e esca pado, abaixo em ei o com o empo {ou alguma e olução Sub e anea} e em La ado de al So e aquelle mon e naquella pa e, que ao Longe pa ece hum daquelles an igos edi icios omanos, donde mos ando columnas, a andas e c.ª. em a chama -se aquelle Si io os Mos ei os: es e mesmo mon e da pa e da Se a he cobe o d’e a, e algodoei os; obse a-se nelle duaz conca idades g andes, em as quaiz acha-se // [ l.13] apegado as pa edes hum ce o luo Salino, po em em piquena quan idade: es e Sal he da na u eza do Sal gema com alguma mis u a d’amoniaco, pelo Sabo que dá. Po de az des e mon e de Sumbango jun o a Se a onde lhe chamão Guinzo, há hum g ande bu aco Sub e aneo de 5 a az de la gu a Sob e 6 ou maiz d’al u a, que co e po baixo daquella plainisse po espasso dila ado, pois en ando eu den o e ha endo-se-me apagado a Lux que adian e Le a a não pude e o Seu im; aLi há mui as concama asoens dignas de Se e em: es a Ca e na bem deixa e pelos mon iculos d’esco a que em jun o a boca, e pelas ped az queimadaz, que den o Se obse ão, e pelo es ado daquella plainisse, Se hum ex inc o olcano ainda que não ha ali memo ia disso: os mon iculos que ali Se em na boca, São de huma esco a, ou ped a queimada oc acea, e a plainisse he oda cobe a de huma ma e ia de e ida, id ada, pa da, e como em ondas de g ossu a de 1. a he 2. palmos, e oda po baixo he occa como Se deixa ê pelo eccos ub e aneo que o ma quando Se anda a ca alo po Sima e po algumas oxaz, que equen emen e Se encon ão na mesma plainisse, o que não deixa de Cauza g ande e o aos Caminhan es que uza em de e lecção // [ l.14] de e lecção e he po ali, não Só a equen e passagem daquelles po os, como aSen o da pa e da po oação daquella eguezia. Den o des a g u a, alem das ped as olcanicaz, que eu disse Se ião, obse a-se pelas Suaz pa edes in e naz hua Ch is alização b anca emc us as de huma e a calca ea; oda es a g u a es á a e e agoa em o ec o, que o ma algumas pousas, a qual não he de ilidade alguma pelo Si io em que es á: Sob e es a Ca e na jus amen e no meio da oxa a pique há hum eio de pu o enxo e, que alem de se de piquena consequencia pela pouca quan idade, he quaze innacessi el: oda es a oxa que po ali co e, he da mesma na u eza dos mon es de que já assima alei. Daqui do Sumbango caminho do Les e ai-se da ao Si io da Ig eja de Nossa Senho a d’Ajuda, onde há ou a piquena po oação, e dali ai con inuando CazaS ali, e aqui, a que chamão Mos ei os Al os, e he no Si io da Ig eja, onde o mâ com a Cos a o ma o po o de lanxas, o qual poucas ezes he capaz pelas mui as ped az que ali há, e pela b a eza da Cos a: udo po aqui São queimadas lansadas pelo Pico, ou po ou o // [ l.15] ou po ou o ex inc o olcano. Adian e da Ig eja ha hum Si io chamado Fon e de cu al, que he ou a plainisse cobe a de g andes queimadaz, e jun o ao ma há huma g ande Ca e na Sub e anea d’agoa Salob a, que pa a Se e he necessa io desse po ella abaixo 10 ou 12 deg : odos os baixos des a cos a são de hum s alac i e b anco a quem chamão i e o qual Se e pa a os habi an es aze em Cal. Des e Si io da Fon e do cu al ha 2, Caminhos pa a hi ao Pico, hum he Subi Logo pela Se a assima pelo Si io chamado Sa á, ou o he odea a pon a do Les , pa a i pa a o Sul da Ilha; os que ão po es e caminho ul imo, Sahem da Fon e de Cu al caminho de les e, ão da ao Co o, onde Se acha huma g ande g u a, Cujo ec o in e io he cobe o de S elec i ez queimados, o mando a ias igu as Cu iozas, dali, ou oma-se pelo p imei o caminho po sima da Se a pelo si io a que chamão Sa á, e ai-se da a Xam a que chamão de Caldei a, onde es á o Pico, ou Caminhasse do Co o pa a dian e, e aise da ao Si io a que chamão Balea que he a pon a da baze do Pico, e dali i ando pa a o Sul, es a o Si io a que chamão co a iguei a, onde a // [ l.16] onde a Fazenda Real em hua g ande azenda, que an igamen e e a das milho es e mais boni as de oda a Ilha, po que alem das e as de Simen ei as que inha, ha ia3 hum bello puma d’espinho de oda a qualidade, boas iguei as b a az e c.ª hoje udo es a des uido pela Cubissa, e A a eza de seu Rendei o que ha 20 annos em udo des uido com a C iação de 20 ca nei os: dali ai-se da a cos a de Feijam, e dali a ibei a do Pa im, e pa a dian e con inua aquella Deze a e secca Ilha a he o Si io da Telha que he na pon a do sul, onde eu disse e a o 3º po o de Na ios, an igamen e o p imei o e unico conhecido: des a pa e do Sul da Ilha não há an os alles, e ão p o undos como na do No e, oda he Mun uoza, po em os mon es não São ao ele ados, e São4 compos os de bancos de Cos, eios de e az oc eaceaz, e ped as queimadaz, aSen ado udo em g ossos bancos de ped a azulada du a de que alei assima, e udo pe ense a Fazenda eal, que só se e pa a pas os de gados, e he secca em ex emo po que não há agoa Senão do Sudoes pa a dian e. Da Telha em Se da ao Si io de Nossa Senho a do Soco o, onde há huma e mida com a mesma in ocação, e dali con inua a co e a cos a a he a Penna: da Nossa Senho a do Soco o a he aqui, he onde Se acha algua agoa doce a bo da do ma , po em quazi oda innacessi el // [ l.17] e inu il, pois só na Penna he que em a Se i o gado que ali pas a naquelles mon ados, que po Cus ume So em a bebe de 3. em 3. dias, e pa a i em a es a on e da Penna, he com an o isco hum a hum, e Se Sucede emcon a em-se doiz bois 1 há de necessa iamen e Cahi pela Roxa abaixo onde chega em pedaços: es a on e da Penna he hum g ande anque, que se não es i esse en ulhado com hum pedasso de oxa, que há annos que cahio, Se ia Capaz de nella anda hua emba cação piquena a ella. 3 Pala a ac escen ada sob e a linha. 4 Es as duas pala as o am ac escen adas sob e a linha. §37§36 Da Penna em-se a Lage a, que Se e algumas ezes de po o pa a Lanxaz; pa a Subi po o a he mui di icul ozo, e pe igozo po Se udo R oxaz: daqui já p incipia a enSeada do po o de Nossa Senho a da Lus, que he huma Con inuada p aia como disse a he a illa, acompanhada d’ele ada e con inuada oxa: no si io de Nossa Senho a da Luz há huma Cappela com a mesma in ocação, e hum o e onde es ão aca algadas 3 pessas d’a elha ia de e o mais elhaz: a he aqui odo o e eno he a ido es e il cobe o de huma e a a een a inc a d’oc a de e o, Compos o in e io men e de bancos de Cos ia el, e eios de e as a gillozaz oc eaceas aSen ados Sob e ou os de ped a du a azulada já mencionada: sob e o si // [ l.18] o Si io de loge a onde chamão Massiel em hum ega o que ali há, e-se hum es ado de huma ped a Compos a de huma comglo inação de e a a gilloza oc acea que Sendo luida pelo ogo, e coagulando-se apanhou em Si quan idade de Bazal es o mando Como hua ob a muzaica, couza digna de Se e : assima da on e de Nossa Senho a há huma piquena ibei a do mesmo nome, onde Se obse a hum Lagedo de huma ped a ma mo ea com pa iculas de Talco, e ou o e hua ped a como S elec i es o mada pela depozição de ped as Calca eas. De Nossa Senho a caminhando pa a a illa a he o Si io da ibei a de S. João, con inuão os mesmos mon es de Cos, onde Se achão eios de di e en es e as da mesma na u eza que já ica di o, humas Cinzen az, ou as e melhas oc aceaz, ou os co de abaco e c.ª. en e a illa, e o o e de Nossa Senho a há ou o Si io a que chamão Fon e No a, onde Se e, em hum piqueno alle en e os bancos de Cos, eios de huma e a a een a como esco a, ou a de huma a ea comglu inada com agmen os de Ch is aes de Schoel, ou o de g eda co de Ca ne, ou o da mesma maiz escu a e c.ª. adian e inalmen e da Fon e No a es à o Si io a que chamão Boquei ão, que he a boca da ibei a de S. João, assim chamada po huma Cappela // [ l.19] Cappela do mesmo Sanc o que ali es á, es a ibei a he na mesma illa, e da pa e do les e sob e o boquei ão es á ou a Cappela com in ocação de S. Philippe Pad oei o da Ilha, e oi naquelle Si io, onde Se undou a p imei a po oação, que Con inua a a he S. João como ainda hoje Se deixa e nos es igios d’alguns alice ssez que ali há: a he aqui a his o ia opog a ica, e izica da Ilha; passo a disc ipção do Pico olcanico que ai a aze o objec o da Seguin e Le a. Sou com o mais p o undo Respei o Illus íssimo e Excelen íssimo Senho de V. Excelência O mais humilde Subdi o e C iado João da Sil a Feijó Ca a 5ª Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ilha do Fogo 17 8/1183 An es que eu de a V. excelência a disc ipção da // [ l.20] da na u eza, e clima des a Ilha, passo a disc e e o Pico do Fogo, e a Xam de Caldei a, que a he aqui ainda não em sido obse ado, nem desc ip o po alguem, com a his o ia de Suas an igaz, e no as e upsoens, e p oducçoens. O Pico he huma mon anha mui elle ada de igu a Conica, Si uada jun o a Se a da pa e do Les ; po em izollado, ou sepa ado da mesma Cadea de mon es, que cons i uem a Se a: sua al u a da pa e da Se a he mais baixa do que da pa e do mâ , que em hua boa Legoa odo em hum plano inclinado desde a sua Sumidade a he a baze onde lhe chamão Balea. A Se a Como disse, he a e minação dos mon es da Ilha que unidos o mão da pa e do Pico hum como mu o a pique, que com a me ade da ci cum e ência do mesmo Pico disc e e hum Simici culo Comcen ico, a qual não he Sepa ada delle Senão po hum g ande alle, a que chamão Xam de Caldei a: es a em de hua boca, ou pon a a ou a huma Legoa quazi de comp imen o sob e ¼ de la gu a, is o he da Se a ao Pico: sua al u a he maio do que a do Pico: a igu a ex e io , ou da pa e d’Oes he como hum Conico uncado, e Sua Supe icie in e io // [ l.21] in e io alem de Se a pique, como disse, he i egula . Es a pozição que Se assimelha com a de mui os olcanos ex inc os d’I alia, me pe suade p imei amen e que es a Se a, e o Pico não e ão an igamen e mais do que huma Só mon anha de igu a conica in ini amen e maiz as a, e mais elle ada do que não he hoje o mesmo Pico; 2º que sua Somidade oi eba ada po algum ogo Sub e aneo; donde indo a ba e den o de Si mesmo, em dado o igem a hum alle Ci cula , Cujo pon o Cen al oi o Pico, de que não es a hoje mais que a meia Ci cum e encia que comp ehende a Xam de Caldei a e quem Sabe Se es e Pico algum dia i á ambem aba e , po que es á occo no Seu in e io , e passa á a o ma com as Suaz pa edes huma Ci cum e encia, e Seu undo, ou Cen o hum piqueno Lago Ci cula , como em Sucedido em mui os olcanos ex inc os? A Somidade des e Pico em a iado con o me as di e en es i upsoens que em ha ido; ali he que es á a p incipal boca daquelle olcano; ella em huma igu a quazi ellip ica, e Seu in e io he da igu a de hum Funil, e a ca idade // [ l.22] e a ca idade he mui p o unda. Toda a Supe ície ex e io he cobe a de pedassos de la a huaz a e melhadas, ou as p e as mis u adas com cinzas, ou esco as de di e en es co es Lansados pela boca du an e as e upsoens. Es as La as ou cinzas em cons i uído a ios mon icolos ao pe do mesmo Pico, naquella Xam, aes São os mon es chamados de losna, e ou os mais piquenos: Em a e upsão do anno de 57, es e mon e oi abe o pelo Lado do Les Sues e, e o mou jun o a boca ou o mon icolo ao pé do que chamão mon e de Aipo, ou o de igual o igem. Tem ha ido alguas e upsoens iolen az, e nellas em es as bocaz lançado ped as enssendiadas com e i eiz es ondos, e Ribei as de ogo de ped az de e idas com enxo e, a que chegou en ulha hum g ande alle, que ha ia da pa e da Balea, que não pa ece que, ou e ali al alle, e oi ão abondan e, e ão o e aquella Co en e, que Co eo a he o mâ , onde es huma pon a comp ida, e queimou se Mui os peixez, e a ul ima e upção oi ha 12 annos pouco mais ou menoS, em a qual lansou o Pico po alguns dias // [ l.23] dias nu ens de Cinza, e com an a elocidade que chega ão a cahi a 40 ou mais legoas ao mâ : na Boa is a se apanha a a bo do das emba casoens em baldez, e As nu ens e ão ão espessas que azia g ande escu idão na mesma Ilha do Fogo: e dizem que es as Cinzas e ão de di e sas Co es du an e a mesma e upção. ACha-se ãobem quan idade d’enxo e hum pu o e ou o ja descompos o, e eduzido a huma e a b anca, e no plano da Balea alguns possos de Sal commum p ocedido d’agoa do mâ que o mesmo Pico nas SuaS e upsoens em lansado, e depoiz coagulado com o calo do Sol. A La a que es e olcano em lansado em es ado de uzão, e luidez, dizem du ou po mui os empos a den e; eu ainda i da pa e do mon e d’Aipo hum homem escalda a mão apanhando enxo e, que eu manda a Recolhe pa a examina . Toda aquella Se a, e mais mon es da Ilha São cobe os de la a e cinza olcanica, e mesmo mui as collinas, p incipalmen e as chegadas ao Pico, e Se a: são o mados de bancos de cos egula es, e i egula es compos os de La a, e de ou os compos oz Con uzamen e de ped as de di e en es g andezas, e e// [ l.24] e e a Sol a: es es São de g ossu a de 2 b assaz assen ados Sob e ou os g andes, e g ossos bancos de hua ped a du a igissima como id en a a que os Na u alis as chamão Saxum, em que Se achão embu idoS quan idade de ch is aes de bazal os p e os, pa dos e c.ª. e udo al e ado pela o ça do Fogo. A o mação des es mon es, ou collinas, bem e lec ida, deixão pensa Se ei a pela depozição das agoaz, po que Seos es ados, e eios São mais ou menos delgados a p opo ção que as cinzaz que as compoem o ão maiz, ou menos g ossas, e mais ou menos mis u adaz de piquenas ped az, depois com o empo unindose es as Cinzas, e endu ecendo-se pelo seu pezo expeci ico pelas agoas das chu as pelo io, pelo Calo e c.ª em dado o igem a hua especie de ped a solida, e compac a de que communen e são compos as aquellas collinas: a inclinação que nellas Se obse a, ou p o em de e em az Cinzas assen ado Sob e planos inclinados, ou d’alguma Re olução que i e ão po algum emo Sub e âneo. He des a ped a que os habi an es Se Se em pa a cons ução // [ l.25] Cons ucção de Suaz cazas: mui as collinaz des az con em es ados des as Cinzas olcanicas ainda Sol a como a ea, como Se ê na ibei a de Sanha T indade Balea e c.ª. e es a he aquella e a a qual os Na u alis az chamão Pozolana, nome que p o em da p imei a que oi i ada em Pozolla: es a e a em a p op iedade de liga -se com a cal in imamen e, e de Se emdu ece , de So e que ezul a hua massa inpene a el d’ágoa, pelo que em a Se de g ande u ilidade, p incipalmen e na cons ucção de g andes ede icios; es a p op iedade de liga -lhe em como diz C ons ed das pa ículas e uginozas que ella con em. Dizem que es e Pico communicasse in e io men e com o ma com oda aquella Xam de Caldei a; e mesmo com oda a Se a, eu não Sei Se he is o e dade o que he Ce o, po em he que os Labo a o ios Sub e aneos em que Se p epa ão as e upsoens, de em Se immenssoz, o que con i ma a g ande quan idade de ma e ias enssendiadaz que em Lansado em odas as Suaz e upsoens, a o ça immensa das Co en es do â , que São as p imei as Cauzas dos mo imen os dos olcanos: o Sal que apa ece depoiz na Supe ície des e Pico, bem deixa e que elle em lansado alguma agoa do mâ e es a communicação com o mâ , pa ece-me que bem Se comp o a pelo SenSi el mo imen o, em que se poem o ma daquella // [ l.26] daquella cos a quando ha e upsoens, e emo es Sub e aneos naquelle Pico. Com ce eza não Se pode dize qual Seja a cauza das e upsoens des e Pico, es a ou p o enha da in lamação das Subs ancias, Sul u as, ou pe i icozas, ou calca eas com acidos que a agoa das chu as em pos o em hum mo imen o de e men ação, ou a g ande comp essão do â in e io e c.ª udo he possi el: que es e mo imen o Se âs em g ande p o undidade daquelle Pico, e que es e he comunicado com mui os ou os mon es, is o Se comp o a pela g ande abundancia de ma e ias que em Sahido do Seu in e io , as quaes em o mado no os mon es, e em chegado a co e a he den o do mesmo mâ ; e Se osse possi el ajun alos odos, acha -se-hia hum olume mui az ezes maio do que a o alidade do mesmo Pico. As p oducçoens que em Lansado, São essensialmen e os mesmos: que aquella ca idade Se comunica com o in e io da Xam de caldei a, comp o asse pelo â que Se Sen e Sahi pelas abe u as que Se obse ão naquella Xam; e eu julgo, que es a comunicação ai a dâ ambem ao ex inc o olcano do Guinxo, de que eu alei na p eceden e Ca a: ali pe o a es a Xam de Caldei a na en ada de Sa á ha huma g ande Fu na na Supe icie da e a, a qual con inua mui o Longe, Se ia algua boca d’algum an iquissimo olcano. // [ l.27] Pa a Se hi a boca do Pico, não ha caminho algum p a icado, po em pa a Se Subi assima o milho he hi pela pa e da Xam ainda que he mui o abalhozo; com udo he maiz Cu o, Se he di icul ozo no Subi , no desce he mui acil, po que como udo he La a, e cinza Sol a que se en e a hum homem a he o joelho, bas a deixa -se i com pezo do Co po. Todo es e Si io he Secco em es emo, e Só na oxa da Se a que bo a pa a a Xam jun o ao mon e de losna, he que Se acha hua on e d’excellen e agoa, que Logo ali Se Some no en e io da e a, e em a se de nenhuma u ilidade aos habi an es, po lhes ica mui o dis an e. §38 §39 He am é il, odo aquelle e eno que he cobe o de la as que p oduz in ini amen e mais do que em ou a qualque pa e da Ilha, ali dá o milho milho , a milho u a, e o milho inho, mas he necessa io quando Se plan a Ca a a e a p o undamen e. Podia Se i a Luc o concide a el des e Pico, unicamen e em ex ação d’enxo e, que ali há em ão g ande abundancia, e ão p e ei o como o que he pu i i [ l.28] pu i icado nas demais o icinas d’I alia, e que an agem não ezul a ia ao come cio nasional, e Se es e osse animado como de e, is o o cabedal que Sahe do Reyno Annualmen e no conssumo des e e ei o? PodiaSe pô huma u ilissima ab ica d’enxo e nes a Ilha, e só nas mãos de V. Excelência es a o mos a a aquelles nacionaes, e aze -lhes ap o ei a , o que po indolencia, e igno ancia desp ezão: Ex aqui Excelen íssimo Senho o que eu posso dize ao p ezen e des e olcano, passo a disc e e o Clima, e ilidade da Ilha, Ca ac e e cos umes de Seus habi an es, que ai a aze o objec o da Seguin e Ca a. Ca a 6ª Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ilha do Fogo d’17 5/1283 Es a Ilha quan o ao e eno he Secca, e a ida em ex emo; não há em oda ella huma on e d’agoa e en e, de que possão os habi an es Se Se i , excep o alguns possos d’agoa Salob a, que a necessidade os ob iga ab i jun o das p aias, pa a os Seus uzos, Só em o Si io da p aia Chamada do Lad ão, há huma on e em dis ancia de boas 2 legoas da illa, po em es a Só Se e, ou pa a // [ l.29] Ou pa a os que mo ão ali naquelle Si io, ou pa a quem em possibilidades d’a aze conduzi pa a a illa, e ali he ão es imada hua go a d’agoa doce, que Se conse a em asquei as como agoa a den e, ou inho, e po isso he di icul ozo acha -se hum copo d’agoa pa a Se bebe an a he a al a: os habi an es es ão ão habi uados com a Salob a dos possos, que não gos ão dos da on e co en e. Es a mesma al a d’agoas em pos o os animaes, a he os mesmos passa os, em al cos ume, que não bebem, e Se bebem he o gado acum e es e de 3 em 3 dias: a on e maio que ha em oda a Ilha, he como disse no Si io da Penna na pa e do Sul da Ilha, pa a es a mesma he di icul oza pa a o mesmo gado, pelo pe igo em que se expoem na descida da Roxa. Quan o ao Clima, ella he quen e em ex emo, po em Sadia p incipalmen e da pa e do No e, as doenssas que ali Se expe imen ão, São algumas eb es agudas no empo das agoas, mas es as não São de an o pe igo como em a Capi al, ambem há a mesma en e midade do Cab uncolo que na Ilha B a a, po em não he ão pe igoza. Se cho e no empo // [ l.30] no empo das agoas, he das mais e eis Sem du ida, po que p oduz in ini amen e mais do que em ou a qualque ; o O dina io he da hum moio de milho de colhei a po ¼ de Simen ei a; na ul ima colhei a Segundo o calculo que Se es pelo mani es o, ou e de Simen ei a 367 alque ez em oda a Ilha, e colheo-se 33651 alque ez de milho, que em a Se na F eguezia da illa semeou-se 234 alque ez e colheo-se 16414, na de São Lou enço Semeou-se 82 alque es, e colheo-se 10591, e na dos Mos ei os Semeou-se 61 alque , e colheo-se 6646, e es e nunca passa de 200 eiz ao alque da e a: o eijão he an o Senho , e de a ias Cas az, que nem Se Semea, e nem Se mede na Sua Colhei a: e ende-se pelo mesmo p esso do milho: p oduz ambem mui a o alissa, e ão boa Como no Reino, e alem das uc as do paiz algumaz d’Eu opa como a Pê a, o igo, o ma mello e c.ª dâ aobem mui o algodão, e abaco, e es e excelen e, que pa ece como o de Vi gina p op iamen e; nes e ul imo anno colheo-se na p imei a F eguezia 1523 li as de abaco, na Segunda 3388£, na Te cei a 264£, que udo as o o al de 5175£, e Se ende a 100 eis a £ e mais da ião Se hou esse delle ex ação: o algodão há 2 pa a 3 annos dizem não em p oduzido nada em compa ação dos mais annos: nes a ul ima colhei a na p imei a F eguezia 1292£ em S. Lou enço 1337£ e nos Mos ei os 701 que udo jun o dá o o al // [ l.31] dá o o al de 3333£ V. Excelência e a mais cla amen e udo is o no Mappa do Mani es o das p odusoens que incluzo ap esen o: e po elle conhece a V.ª Excelência a e ilidade de huma Ilha oda queimada, e Cobe a de Cinzas olcanicaz, Secca e a ida, que a p imei a is a pa ece huma das A cadas: ad e indo que Só is o he da pa e do No e; po que do Sul es á eze ada pa a mon ados eaes, onde pas a odo o gado da Ilha, e os mon es no empo das chu as São is ozissimos pela a iedade de plan as na u aes que ali Se c ião, e he ão g ande abundancia, que o maio abalho he na monda das Simen ei as: es as Se em de Sus en a a 2193 cabessas de gado Vacum e a 18040 do Cab um, e a 259 de ca ala e a 390 de bes as meno es, alem de 20 e an os ca nei os que udo az o o al de 2288 e an os animaes como V.ª Excelência pode ê milho no mesmo Mappa que o e eso. Toda a Ilha he di idida em es F eguezias a 1ª he da illa que con em 224 ogos que São 180 de cazaes, 59 de iu os e 45 de Sol ei os, os quaes comp ehendem 1896 almas en e ilhos, ag egados, esc a os e c.ª só d’esc a os con ão-se 871 nes a eguezia a 2ª he a de S. Lou enço no en e ino da Ilha onde chamão os Picos comp ehende 373 ogos espalhados, e es es 1766 almas // [ l.32] almas en ando 101 esc a os: a 3ª he nos con ins da Ilha onde lhe chamão os Mos ei os cujo Rogo he Nossa Senho a da Ajuda comp ehende 343 ogos e es as 1848 almaz em que en ão 40 esc a os, Cujo o al he de 940 ogos, e 5510 almaz em que en ão 1012 esc a os, o que maes cla amen e V.ª Excelência e á no mesmo Mappa que enho o e ecido. A p imei a F eguezia he adminis ada po 2 Sace do es, hum ilho da Ilha, e ou o do Reino, o 1º he que es a incombido a judica u ia ecclezias ica sem du ida he hum homem de i ude, e digno de odo o me ecimen o; es e em a Cong ua de 60$ eis, e aquele de 24$ com 40 de p egado e 62 de Thizou ei o, excep o ao pê do al a , a 2ª he adminis ada po ou os 2, o 1º com a Cong ua de 50$ eis, e o 2º de 24, com o i ulo de bene iciado, a 3ª he adminis ada po hum Só a quem S. Mages ade ha pouco mandou con ibui lhe com 50$ eis po anno. A maio pa e dos habi an es da Ilha São mis issos, po ha e mui os b ancos, e deSenden es de b ancos naquela Ilha poiz a maio pa e dos habi an es da illa São do Reino ou deSenden es de ilhos do Reino: os na u aes São mui Since os, e obedien ez, aman es dos b ancos em ex emo, e abalhado es, e amigos de p ocu a meios de i e : ali acha-se o Ca pin ei o, o ped ei o, // [ l.33] o ped ei o, o e ei o, o Sa alhei o e c.ª udo pa a p op ia ablidade, os melho es esseloens São os daquella Ilha, qualque Senho em 2, 3, ou 4 e mais esc a os que a ualmen e es ão no ea a esse , os pannos, que ão pa a Guinè pa a o negocio daquella Cos a, e ou os d’ou as mui as qualidades que Se em pa a as molhe es se es i em; ali se essem as milho es colchas, e ou as manu ac u as d’algodão mui Cu iozas, po em não Sabem esse Senão em pen es de palmos, pelo que odos os Seuz pannos são ei os de bandas, cosidas huaz nas ou as, e is o julgo se po al a de quem os enssine. O Seu aja quan o aos homens, he como no Reino, as molhe ez excep o os ilhos e mulhe ez dos b ancos que andão de Saias, capas, ou man os, as mais andão de pannos como nas mais Ilhas, e de u ban e na Cabessa: es as São mui a a eis, e não ão Licenciozas, nem ão balhadei as como nas mais Ilhaz, os Seus en ei es São como disse na minha Segunda Ca a alando das molhe es da Ilha B a a, po que is o he o o dina io em odas as Ilhas. Os Seus ilhos São educados da mesma manei a que na mesma ca a ica di o, excep o os ilhos dos b ancos // [ l.34] dos b ancos ou deSenden es de b ancos, po que {segundo a possibilidade da Ilha}, São c iados a manei a do Reino: inalmen e he das mais Ci ilizadas de odas. A Villa he das maiz bem assen adas, e mais asseada de odas as po oasoens das ou as Ilhas, po Suas Cazas Se em cons uidas de ped a, e cal, e cobe as de Telha, no en e io , Suas Sallas São o nadas com asseio a manei a do Reino, não odos, po em dos que em posses: os Seus habi an es, aquelles que Se chamão p incipaes, São abas ados, e possuem Seus esc a os, Suas e as, Li es po que ali não São penssionadas, excep o algumas que es ão cons i uidas em Mo gadios, das quaes há mui os que em mais de pensão, do que de Renda, donde em nascido a uina de mui as Cazas, que es a ião ainda Sob e pó, Se não ossem essas pensoens de Cappelas, e mo gadios, que lhes op imem. O mesmo es illo, e cos ume p a icão em Seus cazamen os, e une aes, como eu disse dos habi an es da Ilha B a a, e igualmen e Seguem o mesmo p ejuizo Sob e a apa ição das almas dos mo os, ei icei os, e c.ª an a he a o ça de hua má educação. O Clima in lue na ecundidade das molhe es: ali pelo calcolo que is // [ l.35] Que is dos esemnascidos em os annos de 80-81-82 e 83, e dos mo os dos mesmos annos achei p imei amen e, que o nume o dos nascidos e a maio do que o dos mo os, 2º que dos nascidos o maio nume o e a das emeas, e dos mo os e a o dos homens. Nu em-se os habi an es des a Ilha Como os da Ilha B a a de milho Secco o ado a que chamão oLeado, ou Reduzido a a inha, e depoiz Secco a que chamão Cúscuz ou ei a em bolo assado a que chamão Ba anga ou cozido em g ão a que chamão Manxupa; de eijão, d’abob as, e de Ca ne de cab az. O Go e no espi i ual des a Ilha he mais bem conduzido, e adminis ado do que os ou os 2, Si il e Mili a , e po isso os habi an es não São ão dissolu os, nem ão p a icamen e libe inos. A economia do bem Commum he adminis ada po qua o p incipaes da Ilha, que azem o co po da Came a, e as cauzas Ci eis, e c iminaes he en egue aos 2 p imei os que são os Juizes o dina ios: es es São pouco ins uidos nas Suas ob igasoens po al a de li os, po em assim mesmo azem mui o po aCe a , e os que os des oem he a mul iplicidade d’ad ogados que ha na Ilha, Sem Se em o mados, nem en ende em o que dizem, os quaes não // [ l.36] não azem mais que emb ulha , e a apalha os Le igios dando sucesso as equen es dezo dens que Sucedem, a he os mesmo esc i aens azem no Li o das no as o que bem lhes pa ece, con a odas as Leys em p ejuizo dos que menos podem: Ha mais hum Juiz dos o aons, es e pela maio pa e das ezes conssome os bens dos pob es o aons, donde nassem anda em mui as amilias des uidas, e mize a eiz pela A a eza des es adminis an ez, po que as pa ilhas Semp e São ei as mais pela paixão do que pelo equilib io da Jus iça; eu i p a ica hua des as pa ilhas, que me êz mo e a Compaixão po hum dos pob es o aons, a quem o mesmo Juiz azia má in enção. Es as, e ou as dezo dens em p ejuízo de mui os, me azia mui as ezes ad e i-los de Seus de e es, e lemb a -lhes o delic o que come iam e, em es d’ag adecimen o g angea a o odio delles pa a Commigo: al he Senho a conduc a des es Sogei os. E que di ei do go e no Mili a des a Ilha? bas a em Summa dize que odos os habi an es a oens, Sem excepção de ilhos de iu as, de elhos, de doen es, ainda de en a idade es ão alis ados po Soldados ou po milho dize po esc a os dos Cappi ans Mo es daquella P assa; di ididos em 12 companhiaz como d’Auxilia es, e ou os chamados dos po os, que he an o // [ l.37] an o quan o São as enSeadas da cos a da Ilha. Es e go e no he nomeado con e ido e p o ido po Sua Mages ade em Lisboa em [?] Mili a que he Se ida os p imei os ie ão com a Pa en e de Cappi ans Mô es, e hoje de Sa gen os Mô es commandan es; p incipiouse es e p o imen o em 1600 e an os, no Go e no da Raynha D. Luiza depoiz da in azão que ize ão os OLandezes naquela Ilha po pouco Zello, e descuido do Cappi am Cabo, que en ão go e na a ilho da Ilha, como a he ali e a cos ume. O Cap ixo, o en e esse, e ambição az em o p imei o pon o da is a des e commandan e1: donde nasce a igo oza op essão em que i em aquelles Inssulanos: es es São ob igados a aze em Suas goa das po e mos de 2 em 2 companhias, onde São 1 A pala a seguin e es á asu ada. §40 §41 emp egados 120 homens po Semana nos Se issos do Cappi am Mô como esc a os, ou em o abalho de Suas La ou as, ou em ia em-lhe hua Li a d’algodão, ou azendo-lhes os ca e os que Se lhes manda; ainda de pa icula es e c.ª Sem mais ou a ecompensa, que em Se lhes dize que he pa a o Se isso de Sua Mages ade debaixo de igo ozas penas pecunia ias e p izoens. Es es pob es São // [ l.38] que São pob es, são ob igados a aze em as cos az de Suas mo adas, man imen o pa a se man e em naquelles diaz, e Se al ão São condenados em 200 eiz, e Se acodem São ob igados a comp a em a di a goa da, Sob pena de Se em op imidos aquelles 8 dias, is o he, a da em cada hum hua eya d’algodão, que he o alo de 200 eis, o que em a aze no im da Semana a Soma de 12$ eis Só huma das companhiaz, alem des e ibu o, São po o ça ob igados a da em de 6 em 6 mezes cada Soldado, 2$ nas duas p imei as eguezias, e na dos Mos ei os 3000 com o i ulo do Comp. o; alem des as es ão ob igados a ou a que chamão dos eba es, es as eaes, e mos as ge aes, es as Se pagão a 500 nas duas p imei as eguezias, e 1$ na dos Mos ei os não Se admi indo desculpa algua nas al as, ou demo as no acodi do Sinal que Se âz; daqui p o em manda -se oca epe idos eba es com ingidos p e eis os d’es a, ou daquella ob a publica, ou d’apa ece no mâ qualque qualidade de ella, que d’o dina io ai de longe Seguindo a Sua de o a, Cauzando is o hum no a el de imen o, e p ejuizo izico, e mo al de odos os modos en indido a es es pob es, e in elizes Inssulanos Sem ecu so, Que po habi a em mui Longe, hus nos con ins // [ l.39] nos con ins da Ilha, ou os po es a em doen es, ou Se em de en a idade ou elhos não podem acudi com aquella p onp idão p esc ip a: passando-se Logo mandados execu i os de p izão, e Suc es o, Se logo não pagão, não deixando de p ocede -se ambem con a os que acodem com p omp idão, o que pa ece á inc i el, azendo-os abalha igo ozamen e com Se issos an as icos, Só a im de os aze amed on a , e ugi : o que mais he, udo em nome d’Augus a Sobe ana. Todo es e p oduc o, dá huma Soma a ul adíssima de cabedal, que com o i ulo de p os e pe calsos a ecadam em Si os aes commandan es: penSão es a anual, donde nasce o mize a el es ado em que Se achão aquelles pob es, e in elizes Inssulanos que não em come cioz, nem o icios nem empo pa a os exe ce , que apenas cul i ão as Suas e as o quan o lhes chegue pa a Seu Sus en o, e de Suas desg açadas amilias, e ab icão Seus pannos, que podem, Segundo as suas posses, pa a Se es i em mui mal, pois Só os que em esc a os podem Se mais abundan es, e já i em Senho ão dezespe ados, que con inua e publicamen e clamão2 pella Sua Augus a Sobe ana // [ l.40] Augus a Sobe ana que os acuda. A empo que es as, e ou as innume a eis dezo dens Se p a icão naquella Ilha, eu cheguei, e mo ido po hum não Sei que d’espi i o exci ado de e , que com o nome de Hua Sobe ana, ão jus a, ão Sabia, e ão piedoza Se op imia a an os in elices, e já dezespe ados assalos Seus que po espasso de 21 annos gemião debaixo de huma esc a idão, en ei en e sede po elles, e que i ei Senho disso? oi adqui i Sob e mim o odio do mesmo Commandan e, e de Seus Sequazes {que poucos são} e quei a DEos que que as Suaz male olenciaz não enhão a ulmina con a a minha hon a em algum dia males que me assão pe de a g aça da minha Sobe ana, e a p o eção de V. Excelência he p uden e, e Sua Mages ade he Sabia e jus a e p o ec o a da inocencia: pa a glo ia minha bas a-me o e -me mos ado Leal e iel, e pa a Cas igo delles os Seus delic os. Es es Inssulanos an es do lagello da ome do anno de 1783 e 75, que de as ou mui as amílias, possuião Sem du ida mais Cabedal, e i ião mais Li emen e, e en ão ha ia mais Cuidado nas Suaz // [ l.41] nas Suaz manu ac u as d’algodão na cul u a de Suas e as e c.ª que lhes da ão hum Luc o mais a ul ado, depoiz udo oi cahindo em med ioc idade, e mize ia como Se con empla hoje, e he Sem du ida hua das Ilhas de Cabo Ve de, que pode ia dâ hum Luc o concide a el a co oa de Po ugal não Só po elle p oduz mui o man imen o, e e esco: em que as emba casoens que d’Eu opa passão pa a a Índia, ou B azil Se podem acil e commodamen e e aze , po em pello g ande comme cio que nella se podem aze em U ilidade do nosso Paiz e dos mesmos habi an es, ou Seja nas Ca nes, ou nos pellames e coi amas, ou no enxo e de que já na minha an eceden e Ca a mos ei a V.ª Ex.ª ha ia ali g ande abundancia: e iz o So não Se ia pa a o nosso Comme cio nacional de hua an agem Concide a el? alem des es gene os pode o nece mui a goma a abica po ha e mui a Cassia Nilo ica, e demais mui o peixe de que Se podia aze hua ab ica de bacalhao: aqui pa esse-me, que em a p opozi o a alla dos Seus p imei os p incipios. Es a Ilha que oi descobe a em o 1º de Julho de 1445 pelo Sele // [ l.42] Seleb e Nob e Geno ez An onio Nolle em o empo em que oi mandado pelo Senho In an e D. Hen ique a con inuação do descob imen o da Cos a de guiné no dia mesmo em que Se descob i ão as de BoaVis a, Ilha do Maio, S. Thiago, oi doada com as mais po mo e des e Senho ao S . In an e D. Fe nando em os annos seguin es pelo Senho Rey D. A onso 5º o qual Senho a mandou po oa : depoiz passou po mo e des e Senho In an e ao Seu ilho o Senho D. Manoel Duque de Beja po doação que lhe ez o Senho Rey D. João 2º e como po mo e des e Mona ca, es e Senho lhe eyo a sucede no T ono, oi anexada com as mais Ilhaz á co oa, a he que oi doada em 1600 e an os a D. Thomas de Lima asconcellos B i o e Noguei a 12 isconde da illa No a da Ce ei a com o i u lo de Cappi am Gene al da di a Ilha, em cuja caza p ezis io en ão3 po mui os empos, en ão es a Ilha da a alguma u ilidade aos Seus Dona a ios, po que odos os annos inha huma emba casão Ca ega de pellames, Coi ama, Sebo e c.ª mas depoiz que passou pa a a Co oa, como hoje p ezis e, são maz as despezas, que os Luc os: ex aqui Excelen íssimo Senho o que eu posso dize do que diz Respei o ao Fizico, e mo al des es po os, passo pa a Complemen o da Rellação des a Ilha a da a V. Excelência o Ca halogo das plan as na u aes do mesmo Paiz com as disc ipsoens dos no os gene os e especiez // [ l.43] e especies que ali enho encon ado, o que ai a aze o objec o da Seguin e Ca a. 2 Pala a esc i a sob e a linha. 3 Pala a inse ida sob e a linha. MAPPA DAS FOGOS E ALMAS DA ILHA DO FOGO TIRADO NA REAL EXPEDIÇÃO 1783 ILHA FREGUEZIAS LUGARES DIVIZOENS FOGOS CAZAES SOLTEIROS VIUVOS SOMA NUMERO SOMA MAXOS FEMEAS SOMA SOMA MAXOS FEMEAS SOMA SOMA TOTAL DOS FOGOS DE S.FILIPPE OU DO FOGO NOSSA SENHORA DO ROZARIO VILLA FOGOS CAZAES 120 573 45 95 59 194 224 862 SOLTEIROS MAXOS 24 FEMEAS 21 VIUVOS MAXOS 14 FEMEAS 45 S. LOURENÇO PICOS FOGOS CAZAES 258 29 86 373 SOLTEIROS MAXOS 17 FEMEAS 12 VIUVOS MAXOS 10 FEMEAS 76 NOSSA SENHORA DA AJUDA MOSTEIROS FOGOS CAZAES 195 21 49 265 SOLTEIROS MAXOS 16 FEMEAS 5 VIUVOS MAXOS 7 FEMEAS 42 57 38 31 163 In . João da Sil a Feijó. Pixi Lou enço de Lima e Mello MAPPA DAS FOGOS E ALMAS DA ILHA DO FOGO TIRADO NA REAL EXPEDIÇÃO 1783 ILHA FREGUEZIAS LUGARES DIVISOENS PAIS FILHOS AGREGADOS TOTAL DAS ALMAS CAZADOS SOLTEIROS VIUVOS SOMA LEGITIMOS ILEGITIMOS SOMA LIVRES ESCRAVOS SOMA Villa Picos Mos Soma M F S S M F S SM F S S T T M F S SM F S S T T M F S M F S S T T DE S.FILIPPE OU DO FOGO NOSSA SENHORA DO ROZARIO VILA ALMAS Pais C M 120 240 1146 95 194 344 1425 1977 197 450 2144 531 1028 1119 1559 1913 5428 F 120 S M 24 45 F 21 V M 14 59 F 45 Filhos L M 203 403 F 200 IL M 16 47 F 31 90 232 Ag egados LIV M 136 F 400 887 ESC M 487 F 261 1766 S. LOURENÇO PICOS ALMAS Pais C M 258 516 631 874 F 258 S M 17 29 F 12 V M 10 86 F 76 Filhos L M 361 774 F 443 IL M 47 100 F 53 Ag egados LIV M 54 160 F 106 ESC M 46 101 F 55 NOSSA SENHORA DA AJUDA MOSTEIROS ALMAS Pais C M 195 390 450 820 179 1749 F 195 S M 16 21 F 5 V M 7 49 F 42 Filhos L M 350 770 F 420 IL M 17 50 F 33 Ag egados LIV M 48 139 F 91 ESC M 18 40 F 22 57 38 31 163 914 1033 80 117 198 333 464 564 In . João da Sil a Feijó. Pixi Lou enço de Lima e Mello §58 §59 MUHNAC | FRM JBA CN/F-3 Senho Julio Ma iazi Po hua Escuna que sahio depois de Pascoa da Ilha de S. Tiago pa a essa cidade esc e i a Vme cê ago a que enho ou a occazião, não que o deixa de lhe no icia que aqui me acho ja nes a Ilha dispondome pa a da p incipio a minha adiga, Deus pe mi a ajuda me com a Sua in ini a g asa. Senho Julio eu não posso deixa de dize que me ejo bem a lic o, pois pa a supp i as minhas u gen es neceSsidades enho ja endido pa e da minha Roupa, udo is o succedeme pella minha g ande o una, pois dizendo-me Vme cê que da pa e de S. Excelência me sego a a que ca acha ia odo o pe cizo achome sem e a he o p op io SoLdo, e sem sabe se o enho nem aonde heide cob a e c. em hua pala a seja o que Deus quize : aSsim Senho peSsolhe pello amo de Deos in e seda po mim a Sua Excelência pa a que mo mande dâ ahi nessa cidade aos qua eis a im de pode supp i a minha molhe que es á necessa iamen e padecendo so po culpa de caza comigo, an a he a o za da minha disg asa: eu es ou se o que se Vme cê ala niSso eu se ei a endido pa a com Sua Excelência, e i o se o que po es e bene icio Deos não deixa á de p ospe a a oda a Sua Caza, e amilia. A ede que em nos paos, que en azão achace pod e, cheia de bu acos e em hua pala a incapas de se i // [ l.1 ] pode dize a Sua Excelência que não enho ca agoa a den e, pois aquella go a que Vme cê eme eo na Ca inplo a não se io senão pa a huns peixes que enho pa a eme e ; em im o empo me não dâ luga a mais. Deus Gua de a Vme cê po mui os annos. Ilha B a a 24 Maio de 1783 De VMe cê o mais obedien e e ob igado C iado Não enho poL a, pois a que me deu oi mui pouca como Vme cê sabe João da Syl a Feijó 1783 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi expondo as di iculdades que em en en ado nas Ilhas de Cabo Ve de de idas à al a de pagamen o do seu o denado e à escassez de ma e iais pa a a execução dos seus abalhos. B a a, 24 de maio de 1783 Anno do Nassimen o de Nosso Senho Jezu Ch is o de mil Se ecen os e ou en a e es annos nes a illa de São Feleppe da Ilha do Fogo aos duzaseis dias do mes de Se emb o do di o anno nas cazas da pozan ado ia do Dou o Na u aLis a Regio João da Sil a Feijó ui chamado pelo mesmo Senho e na p ezença do Sa gen o Mo Cumandan e F ancisco Dua e de Oli ei a, dos Juizes O dina ios Domingos Lobo Texei a, e Fe nando Gonçal ez Al anje da Cama a, e mais pessoas p incipais des a Ilha e me o denou passassem em publica o ma a ca a que o di o Senho esc e eo aos Adminis ado es Ge aes da no a Sociedade excluzi el des as Ilhas, do Se iço de Sua Mages ade a qual he do heo seguin e = Senho es Adminis ado es Ge aes da nob e Sociedade Excluzi a. Como A Rainha minha Senho a pelo Seu Sec e a io de Es ado o Illus issímo Excelen issímo Senho Ma inho de Mello e Cas o, me o denou e in imou que Logo que hou esse algua no idade a espei o de Se me não da em as p o idencias necessa ias pa a o cump imen o do que me as a hon a de incumbi na sua Real Expedição des as Ilhas, como ambem pa a Se em ei as as emezas della a Sua Real sec e a ia do Ul ama Com aquella b e idade e cau ella necessa ia; izesse eu Sabe a Vossas Me cês Como Adminis ado es Ge aes da Excluzi a Sociedade des a Ilha pa a que hou essem de da as necessa ias p o idencias pa a as di as Remessas digo a condução das di as Remeças icando a mesma Senho a ob igada a Sa is ação de odas as despezas, que nella izesse a mesma sociedade; e que no cazo que V me çes Se negassem a isso, izesse eu Logo Sabe a mesma Senho a; e como acabo de sabe que Sua Excelen issíma Illus issíma a quem ie ão es as o dens p o idenciaes, he alecido e eu po isso me ejo nes a Ilha e ido, Sem socco o, nem p o idencias pa a cump i Com os meus // [ l.1 ] Os meus de e es Segundo as p uden issimas o dens de Sua Mages ade que Deos gua de, como ambem Sem ecu so, pa a da con a e aze sabe a mesma Senho a do que me incumbiu, jun amen e pa a lhe eme e alguns caixoens da Expidicão des a Ilha, e B a a que se acha concluza, e eixados, os quais ja há mui o de ião Se eme idos a Sec e a ia de Es ado, Con o me as de e minaçoens da mesma Senho a pelas ul imas emba casoins, que Sahi ão desse Po o pa a o de Lisboa, mas como Sua Excelen issima Re e endissima ou pela sua moles ia, ou pelos de e en es negocios de que es a a enCumbido, os não mandou Conduzi po qualque das di as emba casoins; ezão po que po es a pa icipo a V me cês de udo is o, e os a izo e os asso Sien es das mesmas o dens de Sua Mages ade; pa a que, Logo que se o e ece emba cação pa a Lisboa mandem, po o dem exp essa que enhão de Caminho ecebe os di os caixoins da Real Expedição a es e Po o da Ilha do Fogo, cuja demo a não Se á mui g ande po es a em odos p omp os, e pode em se oma ainda mesmo es ando o Na io a capa, Cujo se isso Se á do Real ag ado de Sua Mages ade; icando V me cês bem ce os que es a Remessa hade hi Logo em di ei u a pa a Lisboa pois a não posso manda pa a ou a qualque pa e que pa a Li não Seja, po Se de ce cus ancia o ha e em aSim de e minado o Elus issimo Excelen issímo Senho Ma inho de Mello e Cas o da pa e da mesma Senho a. V Me cês a ão o que melho lhes pa ece icando se os des e meu a izo, que aço em nome da mesma Senho a, de cuja RezuLução espe o de V Me cês a Respos a nes a mesma oCazião (que pa a hisso aco hi a essa Ilha pozi i amen e essa Lancha com enco // [ l.2] emcomodo da gen e, e dispendio da Real Fazenda) pa a de udo aze pa icipan e a Sua Mages ade quando Se o e esse ocazião qualque ; ade e indo a V Me cês que, pa a cons a em odo o empo es e meu a izo, mando pasa es a minha Ca a em publica o ma, em que aço asina o cumandan e, Juizes, Cama a, e mais pessoas de Respei o des a Ilha, a im de que ha endo p ejuizo po omição de Vossas Me cês eme endo eu a copia des a em publica o ma ao Illus issimo Excelen issimo Senho Ma inho de Mello e Cas o, Saiba Sua Mages ade que não oi po eu deixa de pa icipa a V Me cês con o me a mesma Senho a me ha ia O denado, nem ão pouco pelo descuido e pouco Zello meu no seu Real Se iço. Deus Gua de a V Me cês mui os annos Ilha do Fogo quinze de Se emb o de mil Se ecen os e ou en a e es anos de V Me cês O mais Re e en e C iado //João da Sil a Feijó // Na u aLis a des as Ilhas de Cabo e de po Sua Mages ade Fiel que Deos gua de // e a mais não se con inha na di a ca a que esLadei mui ielmen e do seu o eginal em é de que mandou passou pasa es a po mim Esc i ão da Fazenda Real e da India e Mina e eu Jo ge Gomes B andão em que se assina ão as pessoas nomeadas asima Commigo e pa a maio Segu ança mandou i a duas des e mesmo hio de que es a he a Segunda po mim mesmo Esc i ão Sup a deCla o que a ca a que acabo de passa em publica o ma hé e oi esc i a pelo mesmo Senho Dou o Na u alis a po p ia Le a po lhe e is o esc e e mui as ezes eu Esc i ão Esc e i Sa Gen o Mo Comandan e F ancisco, Dua e de Oli ei a MUHNAC | FRM JBA CN/F-4 Publica o ma de uma ca a de João da Sil a Feijó aos Adminis ado es Ge ais da Sociedade Exclusi a de Cabo Ve de ela ando a e olução dos seus abalhos de na u alis a e o auxílio que necessi a pa a o en io, pa a Lisboa, das emessas ecolhidas nas ilhas do Fogo e na B a a. Fogo, 16 de se emb o de 1783 §60 §61 Jo ge Gomes B andão Juis o dina io Domingos Lobo Texei a // [ l.2 ] o Juis o dina io Fe nando Gonçal ez Al ange Came a Ba olomeuViei a E Vasconcelos Ma celino Joze Jo ge e eado RaphaeL gomes De pina Ve eado An onio Ca dozo Da onceca P ocu ado da Came a Luis de Pina A aujo esC i ão da Came a O ALmuxa i e An ónio Rod igues Pe ei a O Juis dos O ãn Joaquim Joze de Ca alho João Ca los da Fonseca P ado Manoel Jus ino Claudio Senho Juis O dina io Os dias passados quando appa eseu aquella chalupa da Madei a, que oi a bo do della o Cappi am Manoel Jus ino Claudio, mandoume o Cappi am da di a chalupa chamado Al a o Ma ques, dize pello di o Cappi am Manoel Jus ino que dezeja a Summamen e ala me, e eu mo ido pella Co iozidade de sabe , esc e ilhe hua ca a a bo do, em que o mandei chama ; eio Com e ei o como Vme çe sabe, e p ogun ando-lhe eu o que me que ia dize , espondeume que anda a na dilligencia de me encon a pa a me a iza que não osse eu a Ilha de S. Tiago, ou se osse i esse em mim Cau ella, pois ou i a dize na Ilha de Maio ao Mei inho da Fazenda Real que em S. Tiago ha ião mo o o Bispo, e que anda ão a p ocu a meios de aze em o mesmo ao Na u alis a des as Ilhas: is o mesmo o nou o di o Cappi am a dize na p ezensa do Cappi am Mo João Ca los da Fonseca Adminis ado da Sociedade, e do Cappi am Tenen e Jo ge Gomes B andão Esc i ão da Fazenda Real; pello que o deno a Vme çê haja de au ua is o, i ando a jus i icação pa a me eme e sen enciada. Villa de S. Fillipe 16 de Fe e ei o de 1784 Deus Gua de me cê po mui os anos De Vme cê O mais e e en e C iado João da Syl a Feijó 1784 Em comp imen o ao mandado Sup a o Esc i ão que pe an e mim Se e // [ l.1 ] aSa au ua pa a aue de Se i a es emunhas Lobo Toxei a Aos desaSeis dias do mês de eue e o de mil se e Cen os ou en a e Coa o annos nes a Villa de São Felipe da Ilha do ogo es ando p ezen e o Juis O dina io Domingos Lobo Texei a Comigo EsC i ão decLa ado abaixo p egun amos Tes emunhas que nomeadas a as e pellos Seus di os hidades Cos umes e mis e es e o con eudo na ca a do mandado de que is es e e mo Manoel do Can o Texei a TabaLiao do Judeçial o esC e i. O capi ão João Ca llos da oncequa homem Cazado mo ado nes a Ilha e da goue nança della Tes imunha a quem o di o Juis lhe deu ju amen o dos San os E angelhos em que pos sua mão di ei a Sobca go do qual p ome eo deze Ve dade do que Soube da Ca a do mandado a as do Senho Na u aLis a João Da Sil a Feijó de hidade que disse Se de Co on a e Se e Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi in o mando-o que o inham a isado que alguns homens pode osos da ilha de San iago p e endiam ma á-lo, à semelhança do que já ha iam ei o com o Bispo Dom F ei de São Simão.Tes emunhos do capi ão João Ca los Fonseca, do capi ão- enen e Jo ge Gomes B andão e do capi ão Manuel Jus ino. Fogo, 16 de e e ei o de 1784 MUHNAC | FRM JBA CN/F-5 annos pouco mais ou menos // e P egun ado pello Con eudo no di o Au o digo ca a do mandado diSe que em p ezença della Tes emunha Vindo de hua XaLupa da Madei a de que he a Capi ao hum Alexand e Ma ques e indo es e da Ilha do maio e diSe a em Caza delle Tes emunha em p ezença do Capi ao Tenen e Jo ge gomes B andão que es ando na Ilha do Majo hum Me inho na di a Ilha lhe diSe a que o Senho Na u aLis a João Da Silua eijo se oSe a Cabo Ve de o ha ião de ma a po que lhe es a ão espe ando pa a o ma a aSim como ma a ão o exceLen issimo e Reue endiSimo Senho Bispo de un o Dom F ei F ancisco de São Simão e o di o Capi ão Seguio a Viagem pa a a Ilha B a a e eio a es a Ilha Somen e pa a aViza o di o Senho Na u aLis a Regio e sabe po dize o di o Capi ão em Sua Caza aonde aSis ia o di o Senho Na u alis a e mais não disse da di a Ca a do mandado que oda oy lida e deCla ada pello di o Juis Com o Qual aSinou e eu ManoeL do Can o Texei a Tabalião do Judicial o esC e i. // [ l.2] o esc e i. João Ca los da Fonseca [Ribas] Domingos Lobo Texei a O Capi ao Tenen e Jo ge Gomes B andão homem cazado mo ado nes a Ilha es enha a quem o di o Juis lhe deo Ju amen o dos San os eVangelhos em que po Sua mão de ei a Sob o Ca go do qual p ome eo dize Ve dade do que Soube da Ca a do manda o a as de hidade que diSse Se de Sincoen a e Se e annos pouco mais ou menos // e P egun ado pello Con eudo na di a Ca a disse que es ando em caza do Capi ao João Ca llos da onçequa Veyo a e a o Capi ao de hua Xalupa que inha Vindo da Ilha de Majo po nome Alexand e Ma ques o qual es e e na po a aLando com o Senho Na u aLis a Regio João Da Sil a Feijó e en ando pa a den o diSe a em sua p ezença que hum Me inho da di a Ilha de Maio lhe diSse a que es auão em Cabo Ve de espe ando o di o Senho Na u alis a pa a o ma a aSim como ma a ão ao exeLen iSimo e ReVe endissimo Senho Bispo de un o Dom F e F ancisco de São Simão e mais não disse da di a Ca a do mandado que oda oi Lida e decLa ada pello di o Juis. Com o quaL aSinou e eu Manoel do Can o Texei a Tabaliao do Judicial o esc e i. Lobo Texei a Jo ge Gomes B andão O Capi ao Manoel Jus ino moSo sol e o mo ado nes a Ilha Tes emunha a quem o di o Senho Juis lhe deo ju amen o dos San os euangelhos em que po sua mão di ei a Sob o ca go do Coal p ome eo deze Ve dade do que soube da Ca a do mandado a as de hidade que diSe Se de Vin e e Se e annos pouco mais ou menos. // e P egun ado pelo o Con eudo na di a Ca a diSe que hindo elle ao Bo do da xalupa da Madei a que inha Vindo da Ilha do majo em que he a Capi ao Alexand e Ma ques, e o di o Capi ao lhe // [ l.2 ] lhe diSe a que inha pa icula es que aLa com o Senho Na u aLis a Regio João Da Sil a Feijo e com e ei o Veio o di o Capi ao a e a e elle Vi a em caza do seu I mão o Capi ao João Ca llos da oncequa aonde aSis ia o di o Senho Na u aLis a Regio João Da Sil a Feijó e mais não diSe da da Ca a do mandado que oda Foi Lida e decla ada pello di o Senho Juis Com o qual aSinou eu Manoel do Can o Texei a Tabalião do Judecial o esc e i. Lobo Texei a Manoel Jus ino Aos desaSeis dias do mes de Fe e e o de mil Se eCen os ou en a e Coa o annos nes a Villa de São Filipe da Ilha do ogo Sendo p ezen e o Juis O dina io Domingos Lobo Texei a e me mandou lhe izeSe com huzo es a Jus i icação em Vo udo do quaL lhe is com huzo de que is es e e mo eu ManoeL do Can o Texei a Tabalião do JudiciaL o esC e i. Hei po Jus i icado a Ca a encluza na Jus i icação e como al pode o di o Senho Reque e na ins açia Supe io A Sua Jus iSsa. Villa de S. Fellipe 17 de Fe e ei o de 1784. Domingos Lobo Texei a 1784 Ba hoLomeu Viei a E asConSellos Tabalião de No as nes a Vella de São Fellipe da Ilha do ogo, Ce e ico e aso é que a Le a e Sinaes nes a Con eudos São dos p op ios que aqui aSina ão os quaes Conheco e eConheco. // [ l.3] E econheco po os e is o esC e e mui as Vezes e e Sinaes dos p opios no meu Ca o io e po i meza paSei es a em que me aSinei dos meus Sinaes publico e Razo aos dezaSe e dias do mes de Fe e ei o de mil se eSen os e ou en a e qua o annoS. Ba olomeu Viei a E Vasconcelos Jo ge Gomes B andão Esc i ão da Fazenda Real de India e Mina nes a illa de São Felippe, e Ilha do Fogo e c. Ce e ico e asso é as le as e sinaes do sob edi o Na u alis a, e do Esc i ão Judicial e dos Juizes O dina ios e do Tabalião que conheso e Reconheso Se dos p opios que aqui esc e e ão e aSina ão po os e is o esc e e mui as ezes e e alguns Sinaes dos §62 §63 p op ios nes a Al andiga e po i meza do que passei a p ezen e em que me aSinei aos duzase e de Fe e ei o de mil se ecen os e ou en a e qua o annos. Jo ge Gomes B andão // [ l.3 ] Au uação de huma Ca a Mandado do Senho Na u aLis a Regio João Da Sil a Feijó Esc i ão Texei a No anno do Nasimen o de Nosso Senho Jezus Ch is o de mil se e Cen os ou en a e Coa o annos aos dezaSe e digo desaSeis dias do mes de Fe e e o delle nes a Villa de São Felipe da Ilha do ogo po pa e do Senho Na u alis Regio João Da Sil a Feijó me oi dado hua Ca a Mandado e nella Com despacho ao pé della do Senho Juis o dina io Domingos Lobo Texei a que dis em Comp imen o do mandado Sup a o esc i ão que pe an e mim Se e assa au ua pa a aue de Se i a Tes emunhas Lobo Texei a a quaL Ca a Mandado Au uey e aquy aJun ey e o maes Con eudo nella he o que aodian e Se Çegue de que is es e Au o E eu Manoel do Can o Texei a Tabalião do JudiciaL o esc e i. MUHNAC | FRM JBA CN/F-6 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi jus i icando as alhas nos seus de e es de na u alis a de ido à al a de apoios humanos e de meios adequados pa a o cump imen o das suas unções. San iago, 29 de e e ei o de 1784 Senho Julio Ma iazi Heide in ini amen e es ima que Vme cê log e hua pe ei a saúde, eu aqui ou andando semp e doen e, po em igilan e nas minhas ob igasoes: ejo o que Vme cê me dis na Sua que não sabe o que enho ei o a an os mezes, ao que não Respondo po não abuza da sua pasciencia, só o que lhe digo he que lhe aSso o que me o denaõ e não o que que o, se i eSem me dado as p o idencias neceSsá ias, eu e ia melho cump ido com os meos de e es, pois segu o a Vme cê que nemhum he mais capaS, nem mais hon ado, e igilan e do que eu nas ob igasoens que se me impoe; o a digame Senho Julio se Vme cê es i eSse sogei o a hum Supe io , e es e não quiseSse oSse po que oSse que Vme cê não abalhaSse, ou izeSse os seos de e es e não lhe deSse as p o idencias neceSsá ias, que a ia Vme cê Senho Julio Vme cê? não Sabe o que po Cá em hido, o Bispo semp e oi con a es a Expedição, e mui as ezes me disse que an es Sua Mages ade lhe mandaSse da es e dinhei o que manda dispende com a Expedição, pois nelle podia se i mais pa a as ob as do Semina io do que em ecolhe ped as e Bo bole as; al ez Vme cê se não Capasi e diS o; bas a que lhe diga deixoume na Ilha B a a, na Ilha onde ão mui poucas ezez emba cações em Maio, e me o denou se eu quiseSse depois passa pa a a do Fogo oSse em hua lanxa, pois não podia e o seu Ba gan im Sogei o a Expedição, pois o Comp a a pa a si enão pa a a Expedição que se o Senho Ma inho de Mello que ia que eu andase pelas Ilhas que mandaSse emba cação da Co oa po que aquella e a da Mi a. Veja // [ l.1 .] Veja Vme cê acabei a Expedição da Ilha B a a nos ins de Julho, e se quis me e dali o a pa a con inua com ou a a isqueime apaSsa aquelle canal pa a a Ilha do Fogo em hum bo e a ella em que es e e quaze pe dido no meio do Canal em que gaS ei 11 ho as, odo molhado cheio de sus os e ou os incomodos que só eu sei po que expe imen ei. Chego a Ilha do Fogo oi me neceSsá io manda pedi a Capi al ao mesmo Bispo hua pouca de agoa den e mandei hua lanxa de pesca ia em que gas ou 25 dias de hi e i , e em luga de me aze a agoa den e oseme a no icia de que ha ia alecido o di o Bispo; o Cappi am Mó que go e na a aquella Ilha logo que soube que o Bispo e a mo o suspendeo o da as p o idencias que a he ali da a al e qual, o nei a eque e a Capi al a quem me icou azendo as ezes de Go e no e quando espe a a algum ecu so Soube que diSse a que ago a se inga ia de mim po eu e dado con a delle ao Senho Ma inho de Mello, e que eu lhe ha ia de paga , donde em nascido alguas coizas que não digo a Vme cê po que não os hade ac edi a , só o que lhe digo he que es ou a izado po mui as ias que anda buscando modos de me ma a em pa a eu não dize aLgua coiza ao Senho Ma inho de Mello, e hum dos a izoS he eSse que ahi lhe eme o au uado pa a me cê e a minha e dade e jun amen e sabe o como po cá passo se eu não soubeSse de equen es exemplos não eme ia, e c eame que o eu não hi ago a nes a ocazião po me aos pes de Sua Excelência he po eme que elle // [ l.2] Le e es a minha acção a mal, pa a paSsiencia alem de an os encomodos aqui ico so edo mais es e. A izei os Adminis ado es da Companhia pa a que mandaSsem conduzi a LiSboa Logo que i eSsem occazião cujo a izo is em nome do Senho Ma inho de Mello como ConS a da Ca a incluza que lhe eme o em publica o ma, esponde ãome que es a ão p omp os a se i Sua Mages ade po em no que osse do se iSso da Sociedade cuja espos a anbem ahi lhe eme o pa a Vme cê e a minha diligencia, e in o ma com ellas a Sua Excelência do que se em passado. Ahi aSso a Vossa RemeSsa que se amen e não hi ia ago a se o no o AdminiS ado não omaSse Sob e si es e cuidado pois não Só me mandou buSca , e me az conduzi pe a as mais Ilhas, Como anbem quiS ecebe a di a Remesa pa a e a hon a de a eme e , e se me o e eseo pa a udo quan o eu quizeSse ainda que elle não e e o dem algua de Seos Di ec o es de Lixboa pa a isso po em Como hon ado que he quiS moS a que inha mais juizo do que o seu an eceso : pa a Junho espe o e ou a emeSsa p omp a e elle ja me p ome eo de amanda busca onde que que eu es i eSse. Vme cê me dis na Sua que ao Recebe delle es a ia ja emboLsado do meu o denado, se eu não conheceSse a hon a de Vme cê se du ida eu desia que Vme cê esca nese da minha in elicidade paSiencia: Cá não ha o dem algua nem pa a os AdminiS ado es me paga em nem pa a con ibuí em com aS deSpezaS que Vme cê me diS, pa a a Expedição; ago a eja [ l.2 .] eja Vme cê o como eu e ei paSsado já me ejo empenhado em 100 e an os mil eis, e nem Seque meza enho, pois enho andado, e ando a come como po esmolla po Cazas de amigos e Vme cê ainda me p ohibe eco e ao Senho Ma inho de Mello? paciencia: eu ahi lhe esc e o ago a, po em pa a obedece a Vme cê não lhe allo em coiza algua, pois es imo mais o mo e do que em Cahi no deSag ado de Vme cê e deSses Senho es. Vao quan as Bo bole as pude ecolhe , e encon a , ão odaS aS ped aS e e aS daquelaS duaS IlhaS que obse ei; como ambém odaS aS plan aS que encon ei po ellaS Com as Suas Semen es; alguaS achei que me pa ecem no aS deS aS deSc e i aS que pude, en e ellaS ai hum Gene o no o (que julgo se ) a que omei a con iansa de da o nome de Vme cê em sinal da g ande ob igação em que i o, Vme cê pela sua bondade me hade pe doa o meu a e ido a ajo, mas Segu olhe que he naScido de hum co ação sense o. Se eu i eSse um iscado pa a me copia aS plan as que colleção eu não a ia Senho Julio! alguns passa os que ão são unicamen e chioSs pa a Vme cê lheS manda dâ a igu a que eque em pois daquella p epa açaõ nao sei e demais não poSso me occupa em udo; Vme cê bem podia aze com que Sua Excelência me mandasse hum deSseS apazeS que sabem p epa a , e algum bom iscado . Vai hua Ca implo a Com peixeS que po al a, // [ l.3] al a de agoa den e se pe de aõ maiS duaS, jun amen e po ja ha 8 mezeS es a em ecolhidoS, ico na dilligensia de o na a aze ou a colleçaõ po que enho ago a agoa den e, mas olhe Vme ce que as edes não podem se i pa a es as e as pois odo o undo he ped a que co a como naValha: o e o de a as a hiane icando noma , e la eS e e 15 ou 16 diaS se o pode i a , com que es a gua dado po não se i donde alguas a o eS do ma , ou conxas que se pode em ecolhe se á com me gulhado eS, capaci ese de que cá iS o hemui di e en e do que Vme cê pensa: os peixeS são mui os po em só em anzol he que se apanha, eja se me manda hua colleçaõ delles como ambem de Al ine eS pois ja se acaba aõ os que use. Vme cê i a se a que nenhum a á an o como eu, Vme cê diS que me não disculpe com os p e os oma a que S. Excelência se mandaSse in o ma da minha Ve dade são am adios Senho Julio que an eS que em u a , ou mo e de ome do que abalha , ainda on em se es e e aqui a ala nis o sob e a di iculdade de eu aze a Expedição nes a Ilha de S. Tiago, e na do Maio po se em odas Le an adas e absolu aS: oma a que Vme cê po Ca deSse hua chegada e en ão e ia se he omisão minha em hua pala a Senho Julio em mim só eS á a diligensia, e na minha o una a elicidade de encon a p eciozidade dignas do depozi o pa a onde são // [ l 3 ] são deslinadas. Minha molhe , e C iada de Vme cê me diS i e summamen e ob igada a gene ozidade de Vme cê eu não sei com que heide ecompensa am g ande eSmolla: ejo a Vme cê me diS sob e a sua mezada, eu iado no que Vme cê me diSse de que Cá acha ia udo p omp o a he o meS no meu o denado iS enção de lhe eme e de cá o que podeSse, po em como udo sahio aS a esaS, e eu igualmen e eS ou padesendo á meSma al a julgo não enho cuLpa diSso: ahi mando hua p ocu açaõ a hum amigo meu pa a ecebe de Vme cê o de quem Vme cê de e mina o di o meu o denado que julgo ja enho a he aqui ensido 13 mezes, se Vme cê me quize aze a eSmolla de alla , e pedi a Sua Excelência pa a que memande sa iS aze o di o o denado encido a he aqui ahi neSsa cidade, e o que o ensendo daqui endian e ame ade ahi meSmo, e a ou a me ade Cá pa a me emedia ico se emen e cada eS mais ob igado ou se lhe pa ece milho cob a -me Vme cê udo e en ega a minha molhe , eze ando po em meio o denado pa a cá se me da ; enha Senho Julio comise ação de deS es doiS pob eS, e in elizeS pelo amo de Deus não dezampa e nem deixe padese aquella pob e Senho a cujos abalhos eu só he que sou o culpado po que a enganei, mas não po // // [ l.4] po minha on ade e culpa; eja Senho que a i ude maio que aS b ilha o espi i o dos homens de bem, he ade socco e os a lic os: eu mando pedi a Sua Excelência Licensa pa a da hua chegada a eSsa cidade pa a o anno, pa a o na a ol a na 1ª occaziaõ, Vme cê po quem he en e seda ambem niSso §64 §65 ao meSmo Senho pois o meu im he e se me eS abeleso hum pouco da minha pe dida saude, poiS ja eS i e com esado pellas 8 ho as da noi e e sem pode ala . En e aS plan aS que julgo se em no as dezejei o e ece hua dellas ao Senho D. João de La onS, e ou a a Sua Excelência e ou a a Dou o F anzine, peSso a Vme cê me aSsa o a o de da minha pa e aS o e ece aos di os Senho es pedindo-lhes me disculpa o meu a e imen o espe o que me aSsa eS a g asa po quem he. Tambem ai acabada a disc ipsão do Ab us que oS Au o eS ainda anão pode aõ Conclui : e Vai inalmen e desc i a hua no a eSpecie de Celsia co ioza; a plan a que o e eso a Vme cê he o moza quan o pode se na sua uc i icaçaõ digo lo i icaçaõ, e dezeja ei que odaS aS semen eS peguem, eu iS com que oSsem odas bem madu as. A Remessa con a de 18 olumeS, doze são do Gabine e que le aõ a Ma ca =R= exce o a ca implo a e 5 são meos que le ão a ma ca =RM= pa a Vme cê me aze a me cê de en ega aminha molhe , ou a quem ella manda ; eu i e o a e imen o de manda incluzamen e com a Remessa de Sua Mages ade // [ l 4 .] Mages ade po em oi iado na libe dade que Vme cê me deu pa a iSso se iS mal Vme cê me a iza á pa a po emenda pa a ou a eS; eu dou diSso pa e a Sua Excelência são 2 ba iS, e 3 caixoens udo com a di a ma ca. Pa eceme que enho sido bem ex enso pe doeme o in ado, e eu ico as de e minasoenS de Vme cê sob e udo peSso- lhe menão dezampa e. Deos Gua de a Vme cê po mui os annos De Vme cê o mais obedien e c iado João da Sil a Feijó 1784 Vila da P aia 29 de Fe e ei o de 1784 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi ela ando-lhe as á ias doenças que o inham acome ido desde que es a a nas ilhas de Cabo Ve de e solici ando-lhe que o deixasse i es abelece -se pa a Lisboa. San iago, 28 de ma ço de 1784 MUHNAC | FRM JBA CN/F-7 Senho Jullio Ma iazzi Es a não se Ve de mais que de lhe no icia que ico ja ha pe o de hum mez de cama bas an emen e doen e da doensa da e a, que me sob e eio am o e que ui ob igado a con esa me, a 15 dias que se me decla ão sezoens o iSsimas de 48 ho as de du ação não me deixando de en e allo mais que Seis ho as: al he a minha o una. Eu es a a ago a a pa i pa a S. Nicolau, po em ellas me não deixão po me da em odos os dias; aSsim Sem medico Sem Se u gião capas, sem a amen o em hua e a onde buscão a minha Ruina ex aqui o es ado des e in elix deg asado, se ellas me con inua em des a So e sem du ida mo o aSsim como aos mais em Soccedido, ja me Sang a ão no pe e b aso, e poze ão me de so e que não posso aze o sa com os di os memb os, aes são os Sang ado es des as e as. Se a he o im do mes que em elles me não deixão e eu i e lá me em, pois bem me lemb o o que me ce me diSse que se acaso eu adoSese, que me ap ezen aSe ao Bispo que logo elle me manda ia, o Bispo he mo o, hua se idão do Se u gião e do Go e no julgo e á o mesmo alo , do Po ado des a e do Cappi am da Emba cação se pode a Vme ce in o ma do es ado em que ico, pois p os ado nes a Cama a an o empo, não enho // [ l.1 ] já não enho Sus ância em mim, e o que mais me ma a he o g ande as io que me de o a, pois Segu o a Vme ce que ha 4 dias pa a Cá que não enho comido coiza algua absolu amen e al he o es ado da minha ida. ASsim Senho Julio Vme ce oi o que pa a Câ me mandou eu pe a cump i com o Seu gos o e de Sua Excelência obedeci, ago a pesso lhe pello amo de Deus pella saude de Vme ce e da Senho a Sua Companhei a me quei a ale pa a com Sua Excelência en e Sedendo po mim ep ezen ando do lhe o mize o es ado des e pob e homem pa a que me conseda Licensa de hi cu a me, e es abelece me a minha pe dida Saude, Segu ando Vme ce o mesmo Senho que Logo que eu me acha es i uido o na ei a ol a a acaba minha ob igação, peSso Senho Julio pella Nossa Senho a das Denominasoens, que glo ia Senho não consebe hum homem que pode, e soco e a hum a li o que p os ado a Seos pez lhe suplica a sua clemensia? §67§66 MUHNAC | FRM JBA CN/F-8 Senho Julio MalhiaSi Es a se e de aCompanha , ao Senho An onio Rod igues Sec e a io, que oi do Excelen issimo, e Re e endissimo Senho Bispo, des as Ilhas, que Deus o enha em Glo ia, o qual Senho endo-se is o op imido, e injus amen e p eceguido, pelos dispo icos des as Ilhas, depois do alescimen o do di o P elado, e p o im indo pa a eSsa Co e doen iSsimo, e inocen emen e p ezo Com hum pob e Religioso Con esso do mesmo P elado; pelo que me pede, como quem sabe a Sua inocencia, o haja de ale pa a an e o Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello: mos ei-lhe o meu nada de alimen o pa a Com o di o Senho o nou-me a Roga , que me alesse de Vme cê de quem neceSsa iamen e ha ia de Recebe hum g ande pa ocinio, que endo Vme cê a ende a sua jus a inocencia nes es e mos supplico a Vme cê pela sua bondade o quei a pa ocina pa a an e o di o Excelen íssimo Senho pois como sujei o beneme i o cheio de hon a se ai peSsoalmen e pos a aos pez de Vme cê como daquella pessoa, que o pode ale . Não he ou a Razão, que me ob iga a empo una a Vme ce que aquella Libe dade, que Vme cê mui as ezes me em dado nos Repe idos o e icimen os, que Vme cê me em ei o de seu p es // [ l.1 ] p és imo. Eu me acho nes a Ilha de S. Niculao há ou o dias, e quando espe a a nella e milho as das minhas Rigu ozas Cezões, enho já co ido ez, aes, quaes o mesmo po ado pode á in o ma a Vme cê; pois ico de Cama, e inda daqui sem pode aze a ba ba, em hua pala a ão debli adiSsimo, que du ido sub e i a a espedição, de que ui imcumbido, e bem me lemb a, que Vme cê me disse da pa e de Sua Excelência, que se es i eSse mui o mal, que não podesse Con inua a espedição, que Reque eSse ao Excelen íssimo P elado, pa a es e manda me Recolhe ; es e he sem du ida o cazo de maio inabilidade minha, pois se Vme cê Re le i na quan idade dos que cá icão da Eu opa sepul ados e ia sem du ida mais Compaixão da minha in elicidade conhecendo bem o meu debil empa amen o, e Cons i uição: em im a é que Vme cê o e po mim cá i ei co indo as minhas eb es se a he lá pe mi i Deus que Eu exis a. O es ado, em que me acho não me pe mi io aze es a com a minha p op ia mão, pelo que a p odencia de Vme cê me ha-de ole a es as al as. Dezeja ei que Vme cê enha // [ l.2] enha elicidades, e pe ei a saude Com udo, o que lhe diz Respei o pa a me de e mina as suas O dens, e na execução dellas Vme cê conhece á a minha g ande obediencia. Deus gua de a Vme cê po mui os annos. De Vme cê O mais humilde, e obedien e C iado Ilha de S. Niculao 19 de Ab il de 1784 João da Sil a Feijó 1784 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi solici ando-lhe clemência pa a An ónio Rod igues, an igo sec e á io do Bispo F ei São Simão, que ai p eso pa a Lisboa. In o ma-o, igualmen e, do seu p ecá io es ado de saúde, que o em impedido de ealiza e icazmen e as suas a e as cien í icas. São Nicolau, 19 de ab il de 1784 ja não posso mais esc e e . Dezejo que Vme ce e udo que lhe dis espei o enha hua pe ei a saude com odas as elicidades que ape ese em. Deus Gua de e elici e os annos de Vme ce. S. Tiago 28 de Ma so de 1784 De Vme ce o mais ob igado e obedien e C iado João da Sil a Feijó // [ l.2] Pelo Cappi am des e Ba gan im Reme o hum cazal de huma especie de Falcoens a que chamão Asou ado es, dignos de es imação pelo seu modo de casa : Deus quei a que eu enha o gos o de que cheguem i os a p ezensa de Sua Excelência. PeSso-lhe pelo amo de Deus Senho Julio não se esquesa de mim, pois não me que em paga , e dizem que Sua Excelência não Go e na na Fazenda Real, que he Ma ques de Angeja. Tenha compaixão des e in elis; aSim Deus nosso Senho p ospe e os Seos Dias. §68 §69 Senho Julio Ma iazi S. Nicolao 30 de Maio de 1784 Pella Semana San a pa i da Ilha de S. Tiago pa a es a de S. Nicolao em hum dia em que a eb e ape a a comigo de so e que ui a emba ca le ado em os b asos dos 2 Adminis ado es Ge aes meus amigos; inalmen e cheguei aqui aSsim mesmo com a o sa das Sezoens p incipiei a a e iguação da Ilha, e como pa e huma emba cação pa a a di a Ilha de S. Tiago, e am sedo não e ei ou a occazião a ei de ap omp a esses 8 caixoens 3 de ped as aes e quaes po cá acho, hum de e as; 3 de Peixes p epa ados como me oi poSsi el, sei que alguns não ão am pe ei os como de ião hi , po em me ese desculpa quem nunca a ou diSso; ico cuidando em mais e a ei mui o po saião melho es; inalmen e ou o de alguas coizas ma ias que pude encon a (pois o ma pella sua b a u a não deixa chega às cos as da Ilha, nem es as Ilhas pe mi em ecolhe coiza algua do undo do mâ po se em mui o dezab idos), hum ins umen o do pais, alguas plan as, alguas semen es e não // [ l.1 ] e não ão mais po que não há, pois nem palha secca pa a os animaes se encon ão nes e empo po es as e as; udo he a ido i ado o empo das agoas, as quais acabadas acaba ão Suas plan as. Eu, com odo es e abalho que enho, Sob e a minha en e midade acompanhada de hua e i el obs ação que me ma a com so ocasoens, não p ocu o senão mos a o g ande dezejo que enho de Se i a minha Sobe ana que Deus Gua de, e de obedese as de e minasoens do Excelen issímo Senho Ma inho de Mello: não posso aze mais se podese nenhum ou o Sabe se obedien e aos seos Supe io es que em es a he a glo ia que me acompanha no cen o da minha pouca o una. Finalmen e ja não posso mais, só lhe peSso que pelo amo de Deus Se lemb e de mim en e sedendo a Sua Excelência pa a que me dê Licensa de me hi cu a a Lisboa ao menos po 6 mezes, pois pode Sua Excelência manda en o ma se ô e dade eu padese // [ l.2] as in e midades que alego me con i a a me cê que peSso se o men i a me cas igue como lhe ag ada : ah Senho Julio Lemb e-se po piedade des e deg edado in elis. Dezejo que Vme cê des u e hua elis Saude Com udo que lhe dis Respei o e que me de e mine as suas o dens pa a na execução delas conhese a minha g ande obediência. Eu enho hum poucos de pelles de que me ize ão me cê, dezeja a anspo allas pa a Lisboa po em não enho po quem po que as emba casoens do con a o não que em le a encomenda algua dizendo não em Licensa de João Roque Se Vme ce me izeSse a me cê de ma alcansa delle me azia g ande a o , como ambem de eu pode manda algum ba ilinho de ca ne e c. is o não sendo incomodo a Vme cê eu lhe ica ei o mais ob igado. Deus Gua de a Vme cê po mui os annos. Vai mais hua ca implo a Com in e, ou 30, e an os Peixes em agoa den e e hua cas a de Mad e po a e melha, cuja co pe de logo que secca Des e Seu C iado mui o ob igado João da Sil a Feijó MUHNAC | FRM JBA CN/F-9 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi implo ando-lhe au o ização pa a se i cu a das suas en e midades du an e 6 meses pa a Lisboa. Comunica-lhe que apesa de es a debili ado en ia caixo es con endo a iados p odu os ecolhidos na ilha de São Nicolau. São Nicolau, 30 de maio de 1784 MUHNAC | FRM JBA CN/F-10 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi ap esen ando as suas desculpas sob e a sua má p es ação na expedição da ilha de São Nicolau. In o ma que se encon a na ilha de San o An ão e ize a expedições à ilha de San a Luzia, ilhéus, ilha da Boa is a e ilha do Sal das quais eme e algumas lis as. Menciona, igualmen e, o en io de uma Relação da ilha B a a. San o An ão, 10 de Maio de 1785 Illus issímo e Excelen issímo Senho Nº75= Com o mais p o undo Respei o e humildade enho Recebido a Sabia ep ehensão de Vossa Excelência, icando em im demais o g a iSsimo Sen imen o de não se ou ido de Vossa Excelência em Abono de meu c edi o: mas de o semp e aSsegu a a Vossa Excelência que a minha humildade pa a Com odos, e a o iSsima oppozição, nascida de hum espi i o iel, que enho á udo que se az con a odo o di ei o em p ejuizo des es pob es, e haba idos inSulanos, e do deCo o de Sua Mages ade, he o que ás a ahi Sob e min o odio dos p incipaes des as Ilhas, como se pode ia Vossa Excelência in o ma pello depoimen o da plebe dellas. Ja a izei a Vossa Excelência que a minha doensa que padeSso, e o não que e pe de empo, oi o que occazionou o mau exzi o da Expedição de S. Nicolão, e se ha coiza que mais me aSsa hoje en e gonha , he aquelle abalho po não e sido do ag ado de Vossa Excelência pois aSsegu o a Vossa Excelência que is mais do que pe mi ião as minhas o sas: eu deseja a pa a es au a o meu pe dido c edi o o na a aze a di a Expedição daquella Ilha, mas Como me dizem Se neceSsa io no as o dens do Go e no pa a as p o idencias, e es as eu as não poSso ago a aLcansa po aL a de ecu so, ezão po que me ezoL i a i pa a es a Ilha de S. An am, onde me acho ha mez, azendo en e an o a sua Expedição, inda a qual pa i ei dando-se-me as p e idencias pa a a de S. Nicolau ou a ez, em que espe o aze a Vossa Excelência mais con en e. Tenho // [ l.1 ] Tenho ei o a Expedição de San a Luzia, e seos Ilheos e da Ilha de Boa is a, e SaL, cujas Lis as huas eme o ago a a Vossa Excelência e ou as ição pa a hi na p imei a occazião: não Sei se ago a hi ão as emeSas, po que es as o ão en egues po mim aos Respec i os Adminis ado es, pa a as aze em eme e a Capi al, e es a pa a essa Sec e a ia. Segundo as o dens de Vossa Excelência eme o incluzamen e hua ellação mais cla a da ilha B a a com dois Mápas, pa a a sua cla eza, hum dos seos habi an es, e ou o de Suas p oducçoens, udo despos o en me hodo Epis ula como o empo o pe mi e, e ico dispondo a da Ilha do Fogo BoaVis a e c. pa a as aze eme e na p imei a occazião: espe o da minha o una po unico p emio, a boa asei ação de Vossa Excelência. Po hua Co e a que de S. Nicolau pa io pa a a Madei a em o mez de se emb o p oximo paSsado, is pa icipa a Vossa Excelência o que ha ia Succedido naquella Ilha no i a das Lis as das p oducçoens, Sob e o que ico espe ando, pa a a minha Conduc a as de e minasoens de Vossa Excelência. O meu p incipal dezejo, Excelen issímo Senho , e Cuidado, he cump i con as minhas ob igasoens pa a ag ada a Vossa Excelência sem ou a is a mais do que eu e a o una de me conce a debaixo do pa ocinio de Vossa Excelência. Deus Gua de a Vossa Excelência po mui os anos // [ l.2] Sou Com o mais p o undo Respei o e humildade Illus issímo e Excelen issímo Senho San o An am 10 de Maio de 1785 De Vossa Excelência o mais obedien e Subdi o, e C iado João da Sil a Feijó §70 §71 MUHNAC | FRM JBA CN/F-11 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi pa icipando-lhe o en io de caixo es com p odu os ecolhidos na ilha de San o An ão e na ilha de São Vicen e. Pa icipa-lhe que seguem pa a Lisboa uma Relação sob e o enxo e da ilha do Fogo e ou a sob e o sali e da ilha B a a. No icia a e upção do ulcão da ilha do Fogo mani es ando o seu in e esse em e isi a es a ilha. San iago, 21 de agos o 1785 Ilus issimo e Excelen isímo Senho Nº76= S. Tiago 21 de Agos o de 1785 Pello p ezen e Ba gan im San o An onio, e S. Fu uozo, de que he mes e Joaquim Ad ião Rezende, eme o a Vossa Excelência pa a o Real Gabine e, 24 caixoens d’amos as dos p oduc os da Ilha de S. An am, que o b e e empo que me oi concedido e a conjuncção delle me pi mi io ecolhe , icando ainda (não com pouco peza meo) boa pa e da mesma Ilha po obse a , po pa i Logo pa a a Capi al às o dens do Go e nado , que po hum a izo Seu a mim di igido, com a da a dos p incipios de Maio, me chama a pa a de e minasoens do Real Se iSso onde me acho des 10 do Co en e, empo o mais ico pellas Ca nei adas do payz: Reme o mais 3 caixoens, que dizem Respei o a Expedição da Ilha de S. Vicen e, Cojus I ine a eos Reme e ei a Vossa Excelência e ago a Só ão acompanhadas das Lis as, que incluzamen e Reme i a Vossa Excelência. Tenho pos o odo o cuidado em que udo seja do gos o de Vossa Excelência po em a o una que me acompanha he mui pouca pa a que os meos abalhos ecebão algua aSei ação no ag ado de Vossa Excelência. Vão ambem as Rellaçoens Sob e a Ilha do Fogo que Vossa Excelência me o dena eme a mais ci cuns anciadas p incipalmen e Sob e o Enxo e, e ja as do Sali e da B a a is eme e no p imei o I ine a io di igido a Vossa Excelência em o mes de Maio do p esen e anno. De o pa iSsipa a Vossa Excelência que em o mez de Janei o do p ezen e anno hou e em o Pico da Ilha do Fogo no a e upção ulcanica que du ou dias em que hou e g ande insendio, e co en e abundan e de Enxo e, pu iSsimo, segundo dizem, o desejo que me acompanha de no amen e izi a aquelle VoLcano he Summo, po em sem du ida ica ei com elle, po se me não pe mi i acuLdade. Eu, Ilus issimo e Excelen isímo Senho , es ou mui p omp o, po em os Ad // [ l.1 ] minis ado es Ge aes da Sociedade, dizem não es a em pa a aze no as despezas nes a Expedição, po que o Minis o lhes não que passa abonos das despezas que a he aqui elles em ei o no mesmo Se iSso, dizendo o di o Minis o que Vossa Excelência não go e na o E a io, e po concequencia não pode manda dispende da Fazenda Real sem Dec e o pozi i o, e que em hua pala a só com a izo do E a io Regio he que a á esses abonos pois que a he aqui não em ecebido O dens alguas sob e es as aes despezas. E is o mesmo pensa sob e os meos O denados; que ha endo-os eu pedido aos mesmos Adminis ado es Ge aes, mos ando-lhes o pa ag a o da Le a que Vossa Excelência me es a hon a de di igi , sob e elles e o mais que me osse necessa io pa a o Cump imen o dos meos de e es no que es ou encumbido, esponde ão me que Sob e es as despezas não inhão o dem aLgua de Lisboa e se a he aqui ha ião dispendido e a em e ude de hua Po a ia do passado Go e no, e como es a já não e a allida, necessi a a de ou a no a, o que eu julgo que o mesmo Go e nado , pella Summa p edencia de que he do ado não deixa de a ende : e indo O p imei o Adminis ado Com a mesma ca a de Vossa Excelência a ap esen a ao di o Minis o pa a a sa is ação dos meos o denados encidos, espondeo que quem me ha ia mandado pa a cá que me pagaSse, e que nada azia sob e es as despezas; como ja ha ia di o, sem o dem exp esa do E a io, udo is o Senho po hua conhecida paixão de a e são que sem ezão em concebido con a mim; donde em indo a dize po ezes que me ha de a uina o pezo da p o ecção de Sua Excelência mas consolame que pa a bem meo enho aqui em o Go e nado hum Supe io cheio de Sabedo ia, de p udencia, e jus iSsa, e em Vossa Excelência hum Pay. Ex aqui // [ l.2] Exaqui, Excelen issímo Senho , o es ado p ezen e des as coizas, a que Vossa Excelência p o idencia á como o do ag ado de Vossa Excelência: Es a he a ul ima Ilha que me al a pa a obse a e espe o que se Deus me de ida e Saude es eja concluida a he Janei o p oximo que em e depois só me es a as no as o dens de Vossa Excelência pa a a minha Conduc a, conhecendo semp e Vossa Excelência a minha Summa obediencia, e o in imo dezejo que enho de ag ada a Vossa Excelência. Deus Gua de e p ospe e os ilices dias de Vossa Excelência pellos annos que dezeja , pá a ampa o de quem he com odo o p o undo Respei o. De Vossa Excelência Illus issimo e Excelen issimo Senho Ma inho de Mello e Cas o O subdi o mais humilde C iado João da Sil a Feijó Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi no i icando o en io de caixo es e e en es às ecolhas e e uadas em San o An ão, as quais não são de melho qualidade dada a inacessibilidade de alguns locais da ilha aliado ao ac o de e sido in e ompido nas suas a e as po uma chamada do Go e nado pa a se di igi pa a a ilha de San iago. San iago, 22 de agos o 1785 MUHNAC | FRM JBA CN/F-12 Senho Julio Ma iazi,1 Vila da P aia, 29 de Agos o de [ilegí el] Nes a occazião Reme o a Sua Excelência [23] caixoens que dizem espei o a Expedição de San o An am [ilegí el] de al qual eu pude aze em o eSpaSso de dias a endendo ao innaceSsí el da Ilha, e a o Sa do [ilegí el] poes es ando no meio della ui chamado pelo Go e nado no o, pa a a Capi al pa a onde pa i a obediência do di o Senho a 26 do paSsado indo a Su gi [ilegí el] da Villa da P aia aos 10 do Co en e e aqui me acho p omp o pa a p ocegui com o meo abalho [ilegí el] e se ag ado a Sua Excelência e a Vme cê. En e eSsa RemeSsa ae [apensso] Coizas dignaS de eS imação: deseja ei que Sejam aSei as de Sua Excelência e de Vme cê pa a elicidade mia e ico com Summo Cuidado em obse a os [p ecei os] deS e Senho Go e nado , p incipalmen e [ilegí el] p oduccoens des a Capi al pa a que elle seja [ilegí el] [e o ] com Sua Excelência e Vme cê. A Ilha do Fogo [ilegí el +/- seis linhas] // [ l. 2] [ilegí el] despezas que se azem neS a Expedição] que conse a que e despenda algua cus a da Real Fazenda pa a eS a Expedição po que diS que elle e e o dens algua do Real E á io pa a isso e que o Senho Ma inho de Mello não pode manda dispende coiza aLgua da azenda Real sem [ilegí el] posi i o e pedindo eu os meos o denados Vencidos aos Adminis ado es Ge aes esponde ão que não inham o dem algua de Lixboa pa a despesa algua da Expedição quan o mais pa a me paga em [e mos ando] digo o que se se a he aqui [ilegí el]as despezas que ize am oi po que inhão hua Po a ia do Go e nado In e ino e como es a não e a já allida necessi a a de ou a no a [ilegí el] mais o Minis o não lhe que ia paSsa Le as Sob e o E á io das di as despezas mos andolhes eu hum pa ag a o da Le a do Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello em que dezia que ellles inhão o dens pa a a con ibuição das [ilegí el] pa a es a Expedição e pa a a Sa is ação dos meos o denados [ilegí el] igualmen e que não inhão e hindo ala ao di o Minis o [Adminis ado es] [ilegí el] e mos ando lhe o pa ag a o [ilegí el] como mandou que me [ilegí el] … 1 Documen o em mui o mau es ado. §72 §73 MUHNAC | FRM JBA CN/F-13 Cópia da ca a de Júlio Ma iazi pa a o Na u alis a égio João da Sil a Feijó mani es ando o seu desag ado e o do Minis o Ma inho de Melo e Cas o ela i amen e aos en ios cien í icos e e uados po João da Sil a Feijó desde as ilhas de Cabo Ve de. Menciona que os p odu os eme idos são olumosos mas inú eis ou de má qualidade, ac escido ao ac o de não e em sido de idamen e acondicionados pelo que chega am a Lisboa pod es. 25 de no emb o de 1785 copia Ca a sc i a 25.no emb o 1785 Senho João da Sil a Feijo Vossa Me ce enha paciencia de odos os insul os e libe dades com que o enho o endido como mos a a ca a, que Vme cê esc e eo ao Senho Dou o F anzini com a da a de 29 de Fe e ei o de 1784 expedida de Villa No a da P aia. O Illus íssimo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello e Cas o e a pede daqui hum Riscado que si a pa a isca os p oduc os na u aes de odas essas Ilhas, que no amen e que , que sejão examinadas hua po hua po se não acha sa is ei o dos exames que Vme cê a é aqui em ei o. Sua Excelência manda o dem ao Go e nado , que ponha udo p ôp o pa a da p incipio no amen e ao exame dos p oduc os da Ilha do Fogo, que hé a mais in e esan e pela p odução do enxo e. // [ l.1 ] Sua Excelência o dena, que Vme cê aça hum calculo da despeza que a á o ecolhe o di o enxo e e dos anspo es do Seu nascimen o a é ao po o Capas de se pode emba ca (Coiza que Vme cê inha ob igação de já e ei o e não espe a que o adminis ado da Companhia mandase huã amos a o e ecendo a Sua Excelência Na ios dele;) e Vme cê acha se haí do mindo, Sua Excelência não hé só sa is ei o do Calculo da despeza de o ecolhe , e anspo a ; mas que huma plan a da di a Ilha com o seu p ospec o, no ando e desc i endo odos os luga es onde se acha al p oduc o aSim como odas as amos as do enxo e, ad e indo que Vme cê hade desc e e no amen e, e eme e odas as ped as, e La as, desde a baze da Ilha a é a Sumidade do amanho da medida que ago a eme o, pa a que não nasça a deso dem que Vme cê em ei o na ul ima emessa eme endo pedasos de penedos inu eis sendo // [ l.2] sendo quazi odos da mesma qualidade Vme cê c ê de enganha Sua Excelência com huma mons uzidade de olumes que pa ese enha mandado ma e mundo e no im ica Vme cê enganado a endo de da con as de odas as despezas supe luas que em ei o. VMe cê a é ago a de conchas em eme ido mui o poucas, e a maio pa e não se em nem pa a o na huma casca a, endo essas Ilhas huma imensidade nos penedos, que es ão expos os ao ma como mos a aquelle, que Vme cê mandou, a unica coiza pa icula , que Vme cê mandou, oi as duas espeses de Echinos que Vme cê ba ba amen e salgou e em consequencia se apud ese ão como ãobem os Ca aguejos, de o ma, que he pe cizo Vme cê os o ne a manda , no Seguin e modo; Vme cê manda á aze caixinhas do amanho do Echino com bo acos em odas as pa es pa a pode en a a agoa a den e, po que as di as caixinhas i ão me idas em ba is com agoa a den e. // [ l.2 ] Nunca mais Vme cê se lhe me a na Cabesa de eme e caixas amoldu adas cheia de emb echados, que pa ese com A Es a ua do Nabuco, que não se e senão de aze huma g ande despeza e pe de o seu empo. No que espei a aos peixes Sua Excelência o dena que Vme cê eme a no amen e odos os que em mandado, e os mais que acha , po que os que eme eo Salgados ie ão odos pod es, Vme cê diz mui o bem que eu não sou homem capas de lhe da documen os eu conheso mui o bem a minha incapacidade; po em dezejo, que Vme cê me diga de quem ap endeo a p epa a os peixes des e modo, não sabe Vme cê que o Sal consome e con oppe as pelles; em im Sua Excelência o denou a João Roque que dese o dem aos Seus Adminis ado es que não al asem a Vme cê Com ba is, ou pipas de agoa a den e, e a di a agoa a den e se não o o e Vme cê a a á no amen e des ila que nis o consis e a conse ação dos // [ l.3] di os p odu os. Eu eme o a Vme cê o papel incluzo Com o desenho do modo Com que Vme cê hade eme e os peixes em agoa a den e, ma cado o di o desenho com as le as A. B. C. D. e E. Le a A he in ei o; B ma ca a abe u a na u al da pa e in e io ; C ma ca o io de a ame pa a in uduzi a le a B pa a ex ai odo o in e io sem o ende as pelles dos peixes, depois de ex aido odo o in e io , hé pe cizo La alo mui o bem Com agoa, pa a ex ai odo o Sangue, depois de udo is o hé necessá io en echalos em i as de pano de linho, ou algodão, como mos a a Figu a D. a Figu a E mos a os pon os com que se de em segu a as di as achas sem o ende a pelle, aSim p epa ados os me e á Vme cê em ba is, ou pipas Com agoa a den e, e des e modo o mo imen o do ma não queb a á as ba ba anas, is o se en ende dos peixes que podem Cabe nos ba is, ou pipas os pei // [ l.3 ] Peixes g andes Só pe cizão de lhe i a as pelles, senão se ia pe cizo hum unel de agoa a den e pa a os me e . as di as peles i ão emb ulhadas em pannos, em modo que não se lhe a uinem as Suas ba ba anas, e depois me idas ãobem em agoa a den e nos di os ba is, ou pipas, o que ecomendo a me cê hé: que não aça i a os olhos §74 §75 a nenhum peixe, nem aos g andes, nem aos pequenos, ad i olhe que os g andes dos quaes hade i só as pelles, que a cabesa enha in ei a Com odos os seus osos e olhos, e as pelles que enhão bem conse adas, sem o u a alguma mais do que aquella po onde se lhe ex ai a ca ne Sua Excelência que que Vme cê es eja hum anno em cada Ilha po que aSim e á empo de examina odos os p oduc os exac amen e. O ou ono, in e no, e a p ima e a Se á pa a se emp ega em ecolhe as plan as e as semen es, das di as es açoens do anno e lhe Si a de ex // [ l.4] exemplo hum Bo anico que es á nas Ilhas dos Asso es a mais de oi o annos, que se acha nas di as Ilhas á despeza d’El Rei de Ingla e a somen e pa a ecolhe Semen es, a aze e a io de odas as plan as das di as Ilhas, a é ago a Vme cê não eme eo no Seu e a io senão de escale o de plan as mais que hum a é dois e a maio pa e sem lo es e nem uc o Capas de se examina , alem disso huns escale os mui o mal ei os e incapas de se pode em desenha e nes e modo Vme cê não acha á desculpa da Seca da es ação, e pode á commodamen e aze huma lo a de odas as plan as dessas Ilhas mandando isca as o e icações das plan as que a Vme cê lhe pa ece no as, no empo da seca Vme cê pode á emp ega -se nas obse açoins das Se as, na pesca, e em mui as ou as coizas que há que aze endo Vme cê on ade de abalha , lemb e-se dos musgos e Liquem que os háde a e com abundancia nessas Ilhas. // [ l.4 ] Ilhas. Vme cê diz, que nessas Ilhas há hua quan idade de goma A abica e que se ia de u ilidade a es e Reino, que a plan a de mimoza nilo ica he ão abundan e Vme cê a á ecolhe huma boa po ção e aça o seu calculo da despeza que a á em ecolhela e anspo a a é ao po o onde commodamen e se pode emba ca , e o di o calculo o eme e á a Sua Excelência . eme o a Vme cê di e sas caixas de olha de land e pa a lhe se i de eme e os pasa os, e ou os p oduc os, que sejão sugei os á aça ecomendolhe se acha Como diz: qualque pedaso g ande pa iculamen e do bo aco do quinzo, ou de ou o qualque Vulcano ex inc o de La a, ou undição ulcanica eme elohá que nes e gene o se á bem emp egado odo o abalho, e não nos penedos que Vme cê mandou nes a ul ima emesa, pe doe an a impe inencia e se em mim conside a algum p es imo nes a e a, occupeme que me ade acha semp e p omp o Como1 1 O documen o não es á comple o. Tem unicamen e a seguin e ano ação na ma gem in e io di ei a: “A mando de Vn. o ”. Senho Julio Ma iazzi Tenho ecebido duas de Vme cê e po ellas ico Sien e nas o dens que da pa e de Sua Excelência me in ima, e no cump imen o dellas conhece a Vme cê ao mesmo Senho a minha p omp a obediencia: em comp imen o a ellas eu pa i Logo pa a a Ilha B a a e depois de ha e aLi no amen e examinado o imagina io Sali e daquella Ilha, e me is anspo a pa a a do Fogo onde me acho: enho izi ado o no o ulcano, e ecolhido odas as p oduçoes que aLi ha as quais eme o a Sua Excelência jun o com as Suas espec i as ellasoens acompanhadas de hum disco so Sob e a mesma i upção oLcanica, a que eu chamo Memo ia; is com que udo oSse undado na pu a e dade e nada mais, como Vme cê mais cla amen e conhece á pella Lec u a da mesma Memo ia. Recebo com oda a Submição a ep ehensão que me cê me dá Sob e o chega em os peixes a oidos, pelo me hodo com que os p epa ei se me cê Soubesse que os is em S. An ao onde não ha ia agoa den e Sem du ida me disculpa ia: cuido Senho que ace a a, e ei, peSso a Vme cê se digne po quem he hoje de disculpa -me pe an e Sua Excelência pois segu o- lhe que não me Sucede a ou a. Ago a Reme o hua Ba ica delles em agoa den e e aLguns paSsa os o que me em sido poSsi el ecolhe a he ago a: enho p ocu ado de udo aze Com a maio economia po em não me oi possi el deixa de dispende 9 asquei as de agoa den e naquella p epa ação em que is 3 mudas que // [ l.1 ] julguei se em indispensa eis, e ico com sumo eceio se es e se á ou não do ag ado do di o Senho , pois eu não Sei Senho Julio Como de ou o modo heide aze : Reme o hua Caixa de la a Com 3 abolei os de bo bole as, e peSso a Vme cê se manda mais aLgua, seja daquelle amanho, e que não enha mais que 3 abolei os po Cauza das condusoens e boa aCondicionação dos mesmos insec os: Reme o odas as La as MUHNAC | FRM JBA CN/F-14 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi in o mando-o que eexamina a o sali e da ilha B a a e que em seguida se desloca a pa a a ilha do Fogo a im de ecolhe as p oduções ulcânicas o iginadas pela e upção do ano an e io . Comunica-lhe o en io de peixes, pássa os, bo bole as, plan as e semen es bem como in o ma sob e a o ma como p e ende p ossegui a sua expedição cien í ica nas ilhas de Cabo Ve de. Fogo, 1 de Agos o de 1786 no as, e an igas, e as da boca do Guinxo e c.ª. Reme o aLguas plan as que colhi nas agoas passadas em S. Thiago com aLguas Semen es como Cons a de suas ellasoens. Eu ico no cuidado do he ba io no o po Se es a a p op ia es ação, e a ei po ap omp a hua boa Colleção de bo bole as, e logo que daqui acabe aSso enção Com a licensa do Go e nado de paSsa me a S. Nicolao e San o An am pa a Recolhe os Laga os, e passa os: e no cump imen o de udo Vme çê Conhece a a minha p omp idão e hon a, ainda que sei que a minha o una he mui o con a mim. Vejo o que me dis a Respei o de Lemb a -me de minha molhe Sua C iada: qual se a o homem Senho Julio, que seja de hon a que dezeje e sua Companhei a padece na necessidade ce amen e nemhum: he e dade que não enho mandado coiza aLgua a minha molhe , e aobem he e dade que em sido po minha pouca o una, pois ja aqui es ou ha 4 annos e ainda não sei que coiza he eçebe dinhei o pelo meo o denado, he e dade enho dispendido ja algua coiza mas he em azenda pa a me es i e ainda es a po mui o a o de hum dos Adminis ado es da Companhia Senho Joze Lopes Qua esma; e Como que minha molhe que eu lhe assis a? He e dade // [ l.2] que Ju o po que me cazei po em aobem he e dade que Cazei po que pensei que eu e ia com que a sus en a : Vme cê em me mandado dize que cá ha o dem pa a se me paga , ou e com os Adminis ado es e dizem-me que não, e que não: elle hahi ai pa a eSsa cidade e p ome eo- me que ha ia socco e a di a minha molhe de Sua pa e pella Summa amizade que me mos a, e espe o de Vme cê pelo amo de Deus se in o me delle, e peSsa a Sua Excelência se lemb e de mim, mandando que se dê a Vme cê nessa Co e a me ade de meo o denado pa a me cê aze me a esmola de hi con ibuindo a minha molhe com oi o mil Reis po mez e cazas, e a ou a a me ade o dena o mesmo Senho po hum a izo hajão de na Capi al des a Ilha se me dê com ãobem os meos o denados encidos; eu não alo nisso a Sua Excelência. E alho-me de Vme cê pa a que en e seda po minha in elicidade ao di o Senho an epondo o seu alimen o hon a de que eu não sesa ei de mos a -me ag adecido enquan o i e : Lemb e-se Senho Julio daquella in elis Senho a e de hum inocen e ilhinho que a aCompanha; olhe que he es a hua ob a de humanidade que o hade Cons i ui po homem de piedade, e amigo dos mesmos homens. Nes a mesma occazião ai hum [ilegí el] de asquei a com huns passa os aes, quaes Joze Ma ia Ca dozo me en egou pa a aze eme e a esse Gabine e. Incluzo eme o hua Lis a de Coizas que necessi o, espe o que me cê haja de a po na p ezensa de Sua Excelência pa a que // [ l.2 ] pa ecendo jus o se me eme a na p imei a occazião as pipas que penso de em i p epa adas po que cá não ha quem as p epa e senão hum homem na Capi al que semp e dis que anda occupado. Em concluzão eme o os conhecimen os dos capi aes des a Galle a, e da Co e a, po onde cons a a emessa que asso a eSse Gabine e Real, e espe o que Se ou e ainda em mais algum descuido Vme cê haja de mo ocul a pe an e Sua Excelência pois bem Sabe o quan o Sou p incipian e, e que ainda não pode chega a imi a os Tou ne o es, os Halle s, os Scheucheze s, os Mo iSons, os Raios, os Pon edo s e c.a quem nunca, como eu iajou com iguaes P o esso es. Fico espe ando os Seos p ecei os pa a no conplemen o delles Vme ce conhese a minha Summa obediensia, e penso iado na p oc eção de Vme cê e a daqui indian e ou a melho o una, não po que a me esa, mas po que emplo o o seu pa ocinio. Deus Gua de a Vme cê po mui os e elices annos em Companhia de oda a Sua amilia. Ilha do Fogo 1 de Agos o de 1786. Sou De Vme cê o iel e obedien e C iado João da Sil a Feijó 1786. §76 §77 MUHNAC | FRM JBA CN/F-15 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi sob e a ecolha, emessa e cálculo do enxo e e capa osa na ilha do Fogo. Fogo, 15 de Agos o de 1786 Senho Julio Ma iazi Depois de ha e eixado Ca a de Vme cê oime neceSsa io ab illa pa a aze ade e i a Vme cê que se lhe pa ece jus o pode pa icipa a Sua Excelência que me diSse hoje o Adminis ado des a Ilha que se ha ia colhido de enxo e de oda a qualidade 95 pa a 100 quin aes, e de Capa oza de oda a so e 25 pa a 30 quin aes. Incluzamen e Reme o hua Lis a do Calcolo que eu segundo a minha ex ima i a enho o mado Sob e a impo ancia des es ambos p oduc os desde a Sua ecolha a he se pos o a bo do da emba cação que de e conduzillos a Lisboa. Vme cê ap ezen a á da minha pa e a Sua Excelência signi icando-lhe o dezejo que me ica de pode aSei a no que me o dena, e se // [ l.1 ] ainda Vme cê não o acha cohe en e Vme ce me insinne o que de o aze . Deus Gua de a Vme cê po mui os anos De Vme cê iel e humilde C iado mui o ob igado João da Syl a Feijó 1786 P.S. Pesso ou a ez a Vme cê se lemb e de minha pob e e in eliz molhe e ilho seus C iados cuja me cê Eu não deixa ei esquese po a minha g a idão. Fogo Agos o 15 de 1786 Senho Julio Ma iazzi Pello Ba gan im S. João Bap is a de que he Mes e Joze Falcão queaqui acaba de su gi com [ilegí el] da, eme o pela Sec e a ia de Sua Excelência dois ba is de Peixes e Laga os, e Passa os, quepo não ha e pannos pa a in ol e ão Sol os con a as de e minasoens de Vme cê es a emeSsa me animo a azella 1º po que se o e ese [ilegí el] em quepodem es es p oduc os chega em bom es ado; po que Le andoos eu pa a S. Tiago não se o e ece á occazião [ilegí el] Se eme e nes e anno, icando a isco de ha e p ejuizo; [ilegí el] o a es as jus issimas esoens não oma ia es e a e imen o quese nascido de hum zello obedien e me ece se pe doado. Vme cê e a a bondade de jus i ica pe an e o mesmo Excelen issímo Senho Ma inho de Mello o exceci o cuidado queponho em Se i a Sua Mages ade e ag ada -lhe, Lemb ando-se que mui as de minhas in elicidades e abalhos pa a po mim en e cede po esmola e piedade ao mesmo Senho . Deus Gua de a Vme cê po mui os annos S. Nicolao 21 de [ilegí el] 1788 De Vme ce o mais in elis e obedien e C iado João da Sil a Feijó 1788 MUHNAC | FRM JBA CN/F-16 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi in o mando-o da emessa de peixes, laga os e pássa os p oceden es da ilha de São Nicolau. São Nicolau, 21 de ma ço (?) de 1788 Ca a do Na u alis a égio João da Sil a Feijó pa a Júlio Ma iazi ela ando-lhe a si uação desespe ada em que se encon a e solici ando-lhe que o en ie pa a ou os locais do Impé io Po uguês a im de aze no as expedições cien í icas. San iago, 12 de ma ço de 1789 MUHNAC | FRM JBA CN/F-17 Senho Julio Ma iazi Não sei se as sinse as exp eçoes com que exponho a Vme cê os meos sen imen os enhão o endido o espei o de Vme cê pois há 3 pa a 4 annos não enho ido a o una de ecebe le as Suas: disco endo, Senho pellas minhas paSsadas acções, não posso a ingi naquela com que eu o pode ia na e dade o ende mui o p incipalmen e não endo eu ezões Senão pa a con eSsa a g ande es imação com que me cê Semp e se dignou dis ingui . Sei que ennume a eis es emunhos Se me em acumulado na Sua p ezença e na de Sua Excelência de que em ezul ado pa a mim o maio desabono no meo c edi o, po em Deus que egia Sob e as accoes dos homens, e que conhece a minha enocencia no undo do meo co ação, não me desampa a á, azendo conhece -se a e dade e en ão Vme cê que conheceo o meo genio, e ca ac e Sabe á a he que pon o pode chega a maledicencia. Po em se Vme cê i e na e dade de mim escandelizado espe o que po sua bondade não Só quei a expo -me o meu delic o pa a a minha jus a de eza, se não ogo-lhe ja daqui pelo mais Sag ado que ha no uni e so se digne pe doa me pelo amo de Deus lansando Sob e a minha is e Si uação os olhos de Sua piedade pois a minha pouca idade, e conhecimen o do mundo Mo al sejao Su icien es mo i os a minha disculpa: Receba Senho po ida do que he pa a Vme cê mais es ima eL, as minhas suplicas e admi ame a sua an iga g aSsa, azendo aSsim a elicidade de hua desg aSsada amilia que anciozamen e Se p os a a Seos pez com os maio es sen imen os de humildi // [ l.1 ] mildade. Se pa ece a Vme cê ace ado, quize a que me izesse o a o de pedi a Sua Excelência se dignaSse p omo e me ou pa a os Asso es, ou Ma anhão, ou inalmen e pa a onde o do maio ag ado de Vme cê e do mesmo Excelen íssimo Senho pois nes e pays eu ja não posso acha coiza aLgua mais do que o que enho eme ido, e passando me pa a ou o mais e il, e no o p ome o a Vme cê dâ epe idos Sinaes dos dezejos que enho de ag ada a me cê e a Sua Excelência no des elo com que abalha . Deus Gua de os p eciozos dias de Vme cê po mui os anos acompanhados de odas as elicidades que ape ece . S. Tiago de Cabo Ve de 12 de Ma ço de 1789 Sou com o maio espei o De Vme cê o mais iel e ob igado C iado João da Sil a Feijó 1789 §91§90 Lis a das p oduções da ilha de San a Luzia e ilhéus B anco e Raso ecolhidas João da Sil a Feijó e eme idas pa a o Real Gabine e em 1784 Nº16 Lis a daS P oducçoenS de San a Luzia; Ilheos Razo; e B anco que obse ou, êcolheo, e eme eo pa a o Real Gabine e do P ince Nosso Senho em o anno de 1784 O Seu indigno Na u aliS a deS aS IlhaS de Cabo Ve de Joaõ da SiL a Feijó 4ª Remessa MUHNAC | FRM JBA Rem Nº558 c // [ l.2] San a Luzia Ped as N.1 // P. a ena a co de Xumbo, du íSsima, pezada, compac a, de que he o mado hum doS bancoS g andes doS mon eS, e lagedoS daS Ribei as Ribei a b anca ……...……..……………………………............…………………………….…….// 2// a meSma, po em impu a com eioS de C iS aeS b ancoS, miudoS, e ou oS co adoS, que o ma g oSsoS bancoS doS mon eS ………………..…………………………………………………………………………………..............……….// 3// a meSma, po em mui compac a, e pezada, que o ma bancoS eS ei oS doS meSmoS mon eS…………..…………............…………………….........……………..............………………………………..................// 4// Como a do N.2 com pouca di e ença: Fon e g ande …………….……………………………………….....…………// 5// a meSma: po em po oza a manei a de queimada Figuei a do Coxo …………………………………….......….…….// 6// ou a com c iS aeS g andes p e oS, pezadiSsima e mui compac a: Ladei a do Pico..……………………………........// 7// Como a p eceden e po em queimada: idem: Roxinha …………………………………………………………......……// 8// como a do N.1. po em po oza a manei a de queimada: Penedo ……..………………………………………......……// 9// P. a ena a, oc eacea pezada, ca e noza como oS in e s icioS cheioS de S alec i eS: idem ……………..…………......// 10 // P. cinzen a miS a compac a, pezada e c. de que São o madoS oS bancoS in e io eS doS mon eS: ubique..........……// //[ l.2 ] Te as N.1 // Ped a pod e, miS a com c iS aes de Qua zo pezada, semelhan e a hua mina de ES anho: Pico da Figuei a do Coxo.…………………………………………….....……………...……………………….// 2// T. co de oza a gilloza, mis a, queimada, endu ecida: Pico de Manuel Rod iguez.……………………………........// 3// T. e uginoza endu ecida, e miS u ada com pequenaS ped inhaS de ou a qualidade e c.: Malha (?) b anca....……// 4// Conglu inação de La a com ch iS aeS de SchoelS, com pon os de oc a e melha: Cabesa..……………………………........// 5// T. miS a a een a, oc acea e c. Mo o ………...………………………………………………………………......…….// 6// Como a do N.4? po em maiS limpa: Ladei a do Coxo ……………..………………………………………......….….// 7// T. de co oxa a gilloza queimada oc acea e c N.2. Calhe a b anca …………...……………………………….....…..// 8// N.6 com pouca di e ença: Ribei inha ……………………………...……………..…………………………….....…..// 9// T. oc acea queimada e c. Penedo ………………………………………………………………………….….....……..// 10 // T. Salina da Ribei a de Pad e ThomáS: o ma eioS no mon e ……………..……………………………......……….// 11 // a meSma: Ribei inha ………………...…………………………………………………………………….....………..// 12 // T. a gilloza esb anquisada, impu a ………….………………………..…………….……………….....………………// Mo inho ………………………………………………………………………………………......………………………// 13 // T. oc acea e melha endu ecida, com ch iS aeS pequenoS, e queb adoS de SchoelS: Ca amujo ……........................// // [ l.3] 14 // T. c e acea b anca impu a: Degolada do MaS o …………...…………………………………......……………….….// 15 // T. oc acea, N.13 queimada com Sco a: Mon e de Figuei a ………...……………………………......………………..// 16 // Como a p eceden e com pouca di e ença: Lombo …......…………………………………………………......………// 17 // Como N.8 com pouca di e ença: Ribei a do Po inho …………………….…………………………….......….…….// 18 // a meSma, azullada com C iS aeS b ancos de Qua z: Caminho da Fon e.....…………………………………......…..// 19 // a mesma sem ch iS aeS: Lagedo ……………………………………………………………………………........…….// 20 // C e a? Xão da Degollada …………………………………..………………………………………………......………// 21 // A êa da P aia do Po inho ……………………..…………………………………………………………......…….…..// 22 // N.18, com pouca di e ença Pico do Ven o ……………………………...…………………………………......………// 23 // T. conglu inada miS a oc acea e melha, a een a e c. Roxa al a …………………………………………......…..…...// 24 // T. N.8, em piquenoS agmen os miS u adoS com c e a aL a: idem …………..……………………………......…….// 25 T. conglu inada endu ecida, oc acea, a e melhada, miS u ada com piquena po ção de hua e a b anca: Fon e 26 // T. a gilloza eSb anquisada e c. impu a com Sabo Salino: P aia de F ancisco ...………………………………......….// 27 // T. N.8, queimada cobe a de oc a ama ello no ex e io : Sin a de Figuei a de Coxo……………………………...........// 28 // T. N.8, queimada a manei a de Sco a: Caldei a // [ l.3 ] dei a ...………………...……………………………..........// 29 // T. a gilloza? c e acea, a een a e c. Pequinho ……………………………..….…………………………….......………// 30 // N.24. com aLgua di e ença Ladei a do Pico ………………………………....……………………………….....……// 31 // T. oc acea e melha e c.: Penedo …………………………………………….……………………………….....……..// 32 // N.27. com aLgua di e ença Mon e do Lombo da Fon e ……………………………………………………......……..// 33 // N.8 com aLgua di e ença: Somada da Ma xa ……………………......…………………………………….....………// 34 // a meSma: Ribei inha …………...………………………………………………………………………….....………..// 35 // N.31. com di e ença Pesquei o ………………………...……………………..………………………………......……// 36 // T. oc acea a gilloza mis a ama ellada e c.: Agoadinha ………………………………………………………...........…// 37 // T. oc acea b anca impu a e c. Ig eginha ………………………………..……………………………………......……// 38 // T. oc acea a e melhada miS u ada com a êa e c. Ribei a da Figuei a do Coxo …...……………………………........// 39 // T. e uginoza em LaScaS planaS: Ribei a de F ancisco …………...………………………………………......…..….// 40 // N.8. com aLgua di e ença …………………...…………………………………………………………….....……..….// 41 // T. a e acea impu a &ª Ribei a da Figuei a do Coxo ………………………….…………………………….....………// 42 // T. oc acea e melha impu a: Calhei inha …………………………..………..………………………………......……// 43 // N.8, com di e ença ………...………………………………………………..………………………………......……..// 44 // C e a b anca miS u ada com a ea: Ribei a degola // [ l.4] Degolada ………………………………………......…....// 45 // T. a gilloza azullada pu a: Roxinha ………………………………………………………………………….....……...// 46 // T. Salina da Ribei a de Roque ……………………………………………………………………………….....……...// 47 // T. _____ de di e en e qualidade: Co ello …………………………………………………………………….....…..…// 48 // T. oc acea ama ellada com Sabo Salino: Pon a d’Agoa …………………………………………………….........…...// 49 // T. ou ped a pod e, miS a, oLcanica? La a: P aia do Penedo ……………………………………………….....……..// 50 // T. oc acea ama ellada queimada endu ecida a manei a de ped a: idem ……………………………………….......…// 51 // T. miS a queimada oc acea e c. ia eL: Ribei a La ga ………………………………………………………......……// §92 §93 52 // T. Co de Tabaco Salina com hum chei o deSag ada eL: C ux do Penedo ……..……………………………….........// 53 // T. endu ecida a manei a de ped a de co cinzen a e c. Ribei a de Manuel Rod iguez..……………………………........// 54 // T. endu ecida a manei a de ped a pod e compoS a de placas pouco unidaS La a?: Ca ada d’ E a...........................// 55 // N.54, com pouca di e ença Ribei a b anca …………………………..……..…………………......………….………// 56 // T. a gilloza? cinzen a inpu a endu ecida inc a de oc a po o a: T a eSsa da Fon e......................................................// 57 // N.4, maiS pod e: Fon e g ande ………………………..……..…………………………………………......………….// Fim / / [ l 4 ] Ilheo Razo Te as N. 1 // T. Salina co de Tabaco ESpanhoL e c. Xaõ do No e ………………...……………………………….....…………..// 2// a meSma po em maiS queimada; Mo inho …………..………………….…………………………………......…….// 3// ______ ainda maiS ________: Aguada ……………………………....………………………………….....………...// 4// T. c e acea eSb anquesada e c. idem …………………..…..…………………………………………………......……// 5// N.1. com pouca di e ença Canal do RabiL …………………………..…...………………………………….....…….// 6// Sco a oc acea du a e c. Xam ……………………………..…..……………………………………………......………// 7// N.1. com pouca di e ença Esme agaL ……………………………………………………………………….....……..// 8N.2. com algua di e ença Ilheo ………………………….……………………………………………………….....…….// Ilheo b anco N. 1 // T. c e acea, oc acea, co de Ca ne: Fu na ……...……………….……………………………......……………………// 2// T. g oSei a oc acea queimada impu a e c. Fu na de Cab a ………..….………………………………......…………..// 3// Esco a de ped a: Caladou o do Ilheo b anco ……………….………………………………………………......……..// 4// PiquenaS LaScaS de ped aS oc aceaS com ch iS aeS de SchoelS miS u adoS com a ea oc acea ama ellada: Tope g oSso........…………………………………………………………………………………………………………………..// 5// como a p eceden e quaze, po em com a êa maiS // [ l.5] maiS ina: Degolada da Fon e..……………………………......// 6// T. c e acea Secca cô de Tabaco cla o: Esme alinho ……………...………………………………………......……….// 7// N.3, quaze: FoleS …………………………………..…………………………..................................................……….// 8// Ped a pod e du a ca e noza e c. S alec i ica e c.: Canal Doido …….................……………………………................// MaiS 4 // PaSsa os 1 Alma de MeS e …………………...…………………………………………….....…………………..// 2 Caga oS ………………………………………………………………………....…..…………………// 1 Ga sia …………………………………………………………………………....……………………...// 2 // Laga os do di o Ilheo ……………………………....………………………………......…// Mac osceacus Cos eani1 A o eS do ma ……………………………………………………………………………………….....……………..// e hum caixaõ de ConxaS e c. de San a Luzia ……………………………………………………….........……………// Ex aqui o que pude aze pa a Comp imen o doS meoS de e eS: Feijó MUHNAC | FRM JBA Rem Nº558 d Lis a da Remessa das p oduções da Ilha de San o An ão ei a em 16 de Junho de 1785, ecolhidas po João da Sil a Feijó e en iadas pa a o Real Gabine e de His ó ia Na u al Nº17 Lis a da RemeSsa das P o- ducçoenS da Ilha de San o An am ei a na Real Expedição Pa a o Real Gabine e da HiS o ia Na u al do P incepe Nosso Senho pelo Na u aliS a Joaõ da Sil a Feijó 17 16/6 85 1 Á ma gem a lápis // [ l.2] Ped as. Ribei a G ande N. 1 P. azulada, du iSssima, compac iSssima, o que oS Na u aliS as chamaõ Saxum: acha se o mando o aL eo da Ribei a em g oSsos bancos. 2// P. como a p edceden e po em mais Xumbada na co , coma aLgunS bo acosS, como que So eo ogo: o ma ou oS g oSsoS bancoS nameSma con inuação. 3// P. oc acea, e melha, impu a mui ude, e aspe a: o ma ou o g oSso banco naquelleS mesmos mon es. 1ª di iSão da Ribei a g ande Ribei a do Figuei aL A. 4// P. (N.1) de Co p e a com imbu idoS // [ l.2 ] embu idos de Ch iS aeS de Schoel ama elloS e pon oS oc aceoS, e S alec i eS b ancos: o ma hua g ande Roxa apique, Sob e que a Sen a ou oS bancoS de ped aS di e en eS. 5// P. da mesma na u eza, po em com pequenos bo acos cheioS de S alec i eS b ancos: o ma ou o banco in e io . 6// P. da mesma na u eza, po em de co pa da com ch iS aeS de SchoeLS p e oS: o ma maSsos agaS embu idaS em g oSsiSsimos bancoS de e a; no in da Ribei a. B. João A onso 7// P. da meSma Sup a, po em p e a e como queimada Cobe a de a gilla // [ l.3] a gilla pa da oc acea: hena Roxa 8// P. da meSma po em mais queimada: em ou a Roxa. 9// P. N.4 de Co e melha, que a 1ª iS a pa ese hua ped enei a a qual com em aLgunS ch iS aeS de SchoeLS p e oS: na meSma Roxa. 10 // Saxum g ani um?: he azulada com pon oS b ancoS de La a; ap imei a iS a pa eSse hua ped a a que oS Na u al- iS a chamão Talcum Se pan inum: he hum banco que Supe io men e o ma hua g ande Sin a naquella Roxa. 11 // hua mina de Fe o oc aceo com ch iS aeS ama elloS de SchoelS em olhe oS com TaLco: jun o da on e i iolica no beco. §94 §95 12 // P. pod e compoS a de cinzaS oLc // [ l.3 ] oLcanicaS de co a e melhada e pon oS de oc a ama ello, com ag- men os de Ch iS aeS de SchoeL: compoem hum g oSso banco daquelle mon e. 2ª di izão Ribei a do Pico 13 // P. N.1 com ch iS aeS de SchoeL p e oS cobe a de hua inc u a de A gilla bolluS ama ellada: que o ma hum banco in e io daquelleS mon eS. 14 // P. da meSma po em mais p e a que az a con inuação do meSmo banco. 15 // P. N.4. com pouca di e ensa, maiS cheia de bu acoS: o ma ou o banco g oSso. 16 // [ l.4 ] 16 // P. da meSma cheia de bo acoS com basaL es p e oS, eou oS azuladoS, e Semeada de g ani oS oc aceoS, e b ancoS como a inha: o ma ou o banco. 17 // P. como ma mo ea azulada com eioS onduladoS Cobe a de hua c uS a b anca calca ea: achaSe agamen e en u- duzida em bancoS de e a. 18 // Conglu inação de La a com ch iS aeS de SchoeLS p e oS, e ama elloS al e adoS pello ogo: o ma hum banco g oSso. 19 // Conglu inação oc acea e melha ei a pelo ogo com ch iS aeS de SchoeLs p e oS, que o ma hum mui g oSso banco do mon e donde naSse a ou a on e i iolica 20 // [ l.4 ] 20 // P. que pa ece como ap eceden e maiS queimada, e maiS pezada, Se á algua mina de e o? no mesmo mon e. 21 // da meSma, po em maiS queimada com pedasoS de ou a ped a maiS eScu a embu idoS. PauL Ped aS A// P. queimada oc acea com pedasoS de La a, e ch iS aeS de BazaL eS embu idos. B// Ma mo e impu o co de ca ne. C// a meSma com ch iS aeS miudoS de SchoelS cobe a de Sco a. D// QueimadaS oc aceaS com ch iS aeS p e oS de Bazal eS. E// P. cinzen a da claSse doS a ena os // [ l.5] a ena oS, com ch iS aeS miudoS de SchoeLS p e oS em agulhaS e pon oS de oc a ama elloS. Janella F// P. como a p eceden e po em oS Ch iS aeS maiS miudoS. G// Saxum co de Xumbo. H // Como Ma mo e de g ão ino. // [ l.5 ] Te as Ribei a G ande N. 1 //A gilla bolluS, co oxa o mha hum eio que a a esa e co e o inzon aLmen e po odo o mon e. 2//Conglu inação de La a com oc a ama ello queimado, que se acha enhum g oSso eio no meSmo mon e. 3//T. c e acea impu a, que o ma ou o eio no meSmo mon e. 1ª. di izaõ Figuei aL 4//Conglu inação de La a ama ellada, que o ma o p imei o eio do mon e que Co e po aquella Ribei a. 5//ou a da mesma La a Com pouca // [ l.6] ca di e ença que o ma o 2º. Veio. 6//Ou a damesma na u eza com pouca di e ença com piquenoS Ch iS aeS de SchoeLS p e oS: 3º eio. 7//Ou a da mesma na u eza, maiS eScu a, que o ma o ul imo eio. 8//Cinza Volcanica, que o ma hum g oSso eio no mon e que ai pa a Joaõ A onso. 2ª. di izaõ Ribei a do Pico 9//La a Conglu inada, que se acha no Campo do Caõ em hum eio na Roxa. 10 //La a oc acea conglu inada com agmen os de SchoelS p e oS; que o ma hum doS eioS daquelle [ l.6 ] daquelle mon e emedia o. 11 //Ou a La a que o ma ou o eio. 12 //La a CaLca ea em g ani oS conglu inada, Le emen e Cobe a de oc a ama ello; o ma ou o eio. 13 //La o como g eda Co de cinza, que o ma hum eio imedia o. 14// 15// 16// Como as que do N. 4.7. que conS i uem eioS doS mon eS do im da Ribei a 17 //Almag e iniSsimo do Si io doS Ag ioenS acha-se em hum eio daquele mon e, em hua u na que pa a de La se i a he neceSsa io deSse po Co da. 18 //La a oc acea com Ch iS aeS de SchoeLS. 19 //ou a qualidade que ap imei a is a pa eSse // [ l.7] pa eSse com a p eceden e. 20 //ou a qualidade de La a. 21 //ESco a que se acha jun o ao ma . 22 //A ea da p aia he p e a. 23 //____ _______ b anca. 24 //Ped a PomeS. PauL A//La a ou bollus ub a endo ecida: Espanadei o da Ribei a do Figuei aL no io do Lombo. B//La a ou ped a oLcanica a e melhada em pedasoS co TaLcum com ch iS aeS de SchoeLS p e oS: chão do Ei o. C//ou a maiS g oSsei a da meSma co : Pico de An onio. D//La a ou A gilla b anca impu a. Pico d’An onio. E // [ l.7 ] E //La a eS e dinhada com ch iS aeS de SchoeLS p e oS: Sin o do Pico do Pad e. Janella F//Oc a oLcanica e melha Penedo. 11 //Mad epo oS de a iaS qualidades. 12 //Inc uS asoenS do ma em ped aS. 13 //Lagedo do ma com di e en eS igu aS. 14 //S alec i eS em canudoS o madoS em a eia jun o ao ma . 15 //PedaSsoS de Cos igu adoS. 16 //Tubipo aS, di e en eS ucoS apegados áS ped aS do mâ . // [ l.8] Di e en eS ConxaS, e hua na ex emidade de hum S alec i eS, mui galan emen e diSpoS a. ES elaS do ma e oi iSos de duaS qualidadeS que ão no caixão daS plan aS onde de e ha e g ande cuidado no i a em se pa a Se não i i quem me e amão PLan as que São 1Aipo ……………………………...………………………......// La andola 2…………………………………..…………………………...// G aminacea 3ba ba de bode …………………...………………………….// Phala is...............................…………………..............// 4Alho b a o ……………………………...…………………...// Qua o No o? 5Pe de Galinha // 6//Jumsa ………………………..…………......………….…// Cipe us .......……………………………......................// 7//…………………………………………………………...// G aminacea 8//Palha de Pa dal ……………..…………………………...// Phala is ….....……………………………....................// 9//………………………………...…………………………// Ep ilobicum........……………………………................// 10 // [ l.8 ] 10 //………………………...………………………………… // o obanche ……………………………………...……..// 11 //…………………………………………………..……… // An hi linum............……………………………..........// 12 //Palha bodiaõ // 13 //……………………………….…………………………..// S alice………………....…………………………….....// 14 //……………………………….…………………………. // Equise um........….………………………………….…// 15 //……………………...……………………………………// Polyganum …..…………………………………...…...// 16 //Palha Salema………….…………………………………// Elio epium 17 //……………………….…………………………………..// Sch ophula ia 18 //B edo b anco …………………………………………....// Ama an huS 19 //…………………………………………………………...// Illeub um §96 20 //Se ………………………………………………………..// SamoluS 21 //RoSma inho ………………...…………………………..// La andula pinna ? 22 //…………………………..…………. …………………..// Sillene …..............…...............................................……// 23 //…………………………..………………………………// Vieia ………....…………………………………....……// 24 //Ma cella b anca ………………………………………...// Gnaphalium 25 //Ca do ……………….…………………………………..//Ca dueuS………...…………………………...........……// 26 //……………………………..……………………………// Sygnesia ……..........…………………………...…….....// 27 //…………………….……………… .…………………...// _______ ….….....….………………………...…..........// 28 //Ma cella ……………………………………………….. // _______ ..……..………………………...…........…..... // 29 //………………………………….. …………………….. // Eupa o ium ? 30 …………………………………..………………………....// _______1 …….........……………………...…...............// 31 ……………………………………………………………..// AliSum ...…….........……………………...…............…// 32 // [ l.9] 32 //Fe aL ………………...………………………………….// TeliceS …..............……………………...…........…..… // 33 //Coçacosa …………....................…………………….…// 34 //……………………………...…………………………..//Alga..………................……………………...…..........…… 1 es á asu ada a pala a AliSum §98 §99 MUHNAC | FRM JBA Rem Nº558 e Lis a da Remessa das p oduções da Ilha de são Vicen e ei a em 12 de Julho de 1785, ecolhidas po João da Sil a Feijó e en iadas pa a o Real Gabine e de His ó ia Na u al Nº18 Lis a da RemeSsa das P o ducçoens de São Vicen e ei a na Real Expediçaõ pa a o ReaL Gabine e do P incepe Nosso Senho pello Na u aliS a Joaõ da Sil a Feijó 17 12/7 85 // [ l.2] Ped aS N.1 //P. Saxoza cinzen a du a Rija com pon oS b ancos miudoS de que he compoS o hum g ande banco de hua Roxa da pa e do No e. 2//a meSma como Po i o com oS pon oS b ancos em maio abundancia, e maio eS: N. 3//P. do meSmo Gene o p e a com ch iS aeS de SchoeLS p e oS, e em pa e ca e noza como que So eo ogo; he oc a- cea. N. 4//Como aS do N.1.2. po em como queimada, e noS luga eS doS pon oS b ancos são hum bu acoS azioS: o ma hum banco de hum mon e do N. 5//Conglu inaçaõ de La a b anca e p e a // [ l.2 ] p e a, com oc a e melha, e ia eL: Ta a e g ande 6//ou a conglu inação po em compac a com Ch iS aeS colo adoS; que o ma hum g ande banco ao pê do ma dian e do Ta a e g ande 7//Como a p eceden e com aLgua di e ença: no meSmo Si io 8//Ou a da mesma qualidade; po em com os en e S icioS maio eS, e cheioS de S alec i es b ancos em laminaS. 9//P. pezada a ena a co de cinza, queimada e c. cobe a de e a c e acea po o a: Joaõ de Noli 10 //La a conglu inada, du a, e em pa es Como queimada. Ninho de Quinxo 11 //P. p e a du iSsima id e a com // [ l.3] com ch iS aeS de SchoeLS p e oS embu idoS, e cobe oS de hua inc u a de oc a: Po o G ande. 12 //Como N.11. po em Sem an oS Ch iS aeS: idem 13 //P. a e melhada qua zoza Solida, que a p imei a iS a pa ece ma mo e, inc a de oc a de e o, e pezada, e de g aõ ino e unido: João d’ E o a. 14 //Como a p eceden e po em ca e noza na Supe ice: idem 15 //P. Calca ea? inc a de oc a com eioS de ou a ped a oxa, e manxaS maiS cla aS de oc a ama ellada idem. 16 //Como a p eceden e po em maiS ina: João Ribei o. 17 //Como a p eceden e cobe a de hua // [ l.3 ] de hua C us a S alec i ica: Mon e G ande 18 //Conglu inaçaõ de oc a e melha, ou ped a oc acea queimada com ch iS aeS de SchoeLS ama ellos queimadoS: idem 19 //Ped a Calca ea cobe a de S alec i eS b ancos. Idem. 20 //Qua zum Lac eum que co e po en e oS bancoS de ped a Sup a. 21 //N. 5 com ch iS aeS de Spa o. Aguada do No e 22 //Conglu inaçaõ de la aS e S elec i eS: en e bancoS idem 23 //Conglu inaçaõ de C iS aeS de SchoeL de di e en es co eS en hua ped a du iSsima // [ l.4] du iSsima p e a Cobe a de oc a e melha. idem 24 //Conglu inaçaõ Solida, e du iSsima, em Saxum p e o, de Ch iS aeS de ScoeLS. Mo o do Ninho do Quinxo. 25 //ou a doS mesmoS Ch iS aeS em Saxum pod e co de oc a e melha. Mon e de João de Noli. 26 //ou a em ped a Co de xumbo. Pon a de João Ribei o 27 //ou a da meSma na u eza po em inc a de oc a e melha na Supe ice: Ladei a de Ma hio a 28 //ou a com ca idades cheiaS de S alec i eS: Somada de João d’ E o a. Te aS //[ l.4 ] Te as N. 1 //T. ou ped a pod e de La a que o ma hum eio g oSso en e bancoS de ped a ija: Chão de Sabada. 2//g oSso eio de Ch iS aeS de Spa o b anco que se acha en e bancoS de ped aS. Mo o do Ninho do Quinxo. 3//La a cinzen a com pon oS oc aceos que o ma ou o eio no mon e de João de Noli 4//ou o eio de La a na Ladei a do Ma hio a 5//ou o de La a com ch iS aeS de SchoeLS com oc a ama ello. Somada do Ninho do Quinxo. 6// eio de La a como laScaS em g ani oS edondoS b ancoS pon a // [ l.5] Pon a de Joaõ Ribei o. 7//La a Conglu inada com oc a ama elada. Somada de Joaõ d’ E o a. 8//La a endu ecida com oc a, como queimada. Mon e G ande. 9//A gilla impu a miS u ada com La a: mo o e melho. 10 //Conglu inação de La a: Aguada do No e. 11 //La a oc acea e melha conglu inada: Madei al 12 //La a ina, e conglu inada. FeijoaL da Ribei a da Balea 13 //ou a como ped a como a p eceden e Ladei a do Chão do No e. 14 //La a como g eda ama ellada com ch iS aeS de SchoelS p e oS: Ladei a g ande. 15 //[ l.5 ] 15 //ou a La a p e a com pon oS oc aceoS: Fon e de Joaõ de E o a. 16 //hua bella la a ama ellada Luzen e compoS a de Ch iS aeS minimoS de SchoeLS: chão do calhao . 17 // eio de oc a ama ellado com ch iS aeS de SchoeLS da e a p eceden e, e p e oS: idem 18 //ou a la a. Ribei a do Mo o. 19 //ou a como cinza: Balea 20 //Ped a pod e, como pa ida em pequenoS pedasoS, como ma mo ea que o ma hum g ande eio no mon e do Da - goei o. 21 //ou a La a: mon e de Ve de. 22 //ou a como c eda com agmen oS de ped aS: peSquei o g ande. // [ l.6] 23 //ou a La a conglu inada com oc a e melha: Cabeço doS MancaeS 24 //La a mui ia el oza da Calhe a do Su daõ 25 //ou a La a Como eSco as: Roxa aL a 26 //ou a La a, da Ladei a da Baia daS ga aS 27 //ou a La a da Fu na g ande. 28 //A ea do Po o g ande. 29 //La a com g ani oS como aS do N.6. Po o g ande. 30 //La a pa da com ch iS aeS de Spa o uzi el. Ma hio a 31 //Ou a Semelhan e, Sem ch iS // [ l.6 ] Ch iS aeS: Ribei o de Ped o Fe nandes. 32 //A ea oLcanica da Ribei a de S. Ped o. 33 //La a: En e oS PicoS 34 //Ou a La a da Aguada de Ma hio a. 35 //Ou a qualidade da Ribei a d’En e oS PicoS §100 §101 36 //a meSma Com pouca di e ença do Si io de Galé. 37 //Ou a La a da Ribei a do Fa eixa. 38 //T. como c e acea com La a, da Ribei a de Al a o Ma ins. 39 //Bollus Lu ea do Si io de San a Luzia. 40 //A ea p e a da p aia da Palha Ca ga. 41 //T. como c e acea endu ecida da Ribei a de Julião. 42 //[ l.6 ] 42 //C e a : de Al a o Ma ins 43 //La a Como eSco a: do Madei aL g ande. 44 //ESco a inc a de oc a e melha: do Madei aLzinho. 45 //Ou a qualidade da Somada de Palha Ca ga 46 //AmeSma: da Somada da Calhe a g ande. 47 //Bollus (N.39) da Ribei a de San a Luzia. E c. 1//Toba aõ g ande 1//Canejo g ande 2//Ga aS 2//ViolaS 2//T ombe a //[ l.6 ] Me os Badejos …. E c. e ou aS qualidades de PeixeS Fim MUHNAC | FRM JBA Rem Nº558 Lis a da Remessa das p oduções da Ilha do Fogo ei a em 28 de Janei o de 1784, ecolhidas po João da Sil a Feijó. Nº36 Lis a da Remesa da Expedição da Ilha do Fogo 17 28/1 84 Expedição da Ilha do Fogo // [ l.2] Caix: 1º. + N.1 Ped a Cos oc aceo + // 2 P__ Co de Chumbo du a Ca e noza com Bazal es ? + // 3 P __ ___ ________ ____ Solida + // 4 P ___ Cinzen a com endas. +// 5 P ___ oc acea du a a manei a da S alec i es. + // 6 P ___ du a po oza a manei a de Rosca + // 7 P ___ Cos oc aceo e melho. + // 8 P ___ ___ ____ mais ino, e mais Ve melho. + // 9 P ___ ___ ____ com BazaL es? ou a e uginoza queimada. + // 10 P ___ oc acea com pon os e melhos e dispe sos. + // 11 P ___ ___ _____ __________ ______________, mais ina. V.C. P ___ ___ _____ _________ ____________ aenda maiS ina com Sabulum + // 12 P ___ a que chamaõ Queimadas + // 13 P ___ cinzen a ca e noza a manei a de conglu inado com caL. Fal a //13 P ___ e uginoza cheia de po os e micula es + // 14 P ___ ________ ____ ______ _________ com BazaL es ? // 15 P ___ ________ du a pezada cobe a de hua e a b anca + // 16 P___ pezada Conglu inada com BazaL es? cobe a com oc a ama ello. // 17 Sacco com Roxo e a g osso. // 18 S ___ … A gilla bollus e melho o dina iamen e. // 19 S ___ e a cinzen a. + // 20 P ___ du a in a de oc a ama ella com Dend i es V. a.b.c.d. // 21 P ___ …………….. e melha. // 22 S ___ e a oc acea e melha. N.23. // [ l.2 ] N. 23 Sacco com e a oc acea co de Roza. // 24 S………………………… Roxa // 25 S………………………… Co de abaco. // 26 S…………….. endu ecida a manei a de ped a. * // 27 S…………….. oc acea impu a e melha. // 28 S…………….. a gilloza oc acea impu a // 29 S…………….. …………………. mais pu a // 30 S………………. …………………bollus ub a + // 31 S…………….. ? // 32 S…………….. ………….oc acea oxa. // 33 S…………………………humoza co de abaco. + // 34 P …………….. compac a azulada e c. + // 35 P.…………….. Spaloza com alco (Mica) + // 36 P ……………… ……………… // 37 P …………Cos. // 38 S …. // com e a oc acea com a gilla, e a êa // 39 S……………..…… e melha // 40 S……………..… com pouca di e ensa // 41 S…………….. queimada a que chamaõ Esco a. // 42 S…………….. Cos ia eL oc aceo. // 43 S…………….. oxo. §102 §103 // 44 S…………….. e uginoso. // 45 S…………….. e a Roxa // 46 S…………….. A ea oc acea // 47 S…………….. oc a e melha. // 48 S…………………..mais ca egada // 49 S…………… C e a cinzen a. // 50 ……………………………. // 51 S…………….. e a oc acea ama ellada N.52. // [ l.3] N. 52 Sacco com e a oc acea e melha. Falsa // 53 S………………………. com pouca di e ensa // 54 S………………..queimada como a do N.41 com di e ensa. // 55 S…………….. oc acea e melha di e en e da do N.52. // 56 S……………………….. ama ella ………… da do N.51. // 57 S…………………………Co de gema de o o + // 58 P ………conglu inada da Fazenda da Ga sa A. B.C. // 59 S………..de ou a e a oc acea. // 60 S…………………………….. ama ellada // 61 S …… com e a co de Ca ne em LaminaS, Le e do Ci io da Bomba // 62 S…………….. pa da ……………………. …........... do Ci io da Bomba // 63 S …………….. b anca A.B.C. ……………………...do Ci io da Bomba + // 64 P………cô de Chumbo ia eL com SchoLs N. C. Rais de O chis? // D S……com BazaL es? ou SchoLs p e os e c. eScolhidos. // E S…………Goma a abia, da A o e ESpinho (Mimosa) // F S…………………de Cac uS. // Dd S……………BazaL eS ou SchoLs? g ossos // Dc S……………………………………o dina ios // G S……………Semen e do que chamaõ E a dose // H S…………… Goma de Maniplo (My obalalum) // I S…………………….de Tama indo // L S…………………….de CaLbacei a (Adasonia) // M S…………………….de Pu guei a (Ja opha cu cas) e Al a obei a // N S……………………..Semen es 1º de Mange icão; 2º do que chamão Funxo // O S…………………………………..de Espinho (Mimosa) N. E. Caix. // [ l.3 ] Caix. 2º N. 65 S ……………com Talco (Mica au a a) do mon e de João Fe nandez + 66 P …………… e melha conglu inada // 67 S……………com e a e melha // 68 S…………………………………mais ina // 69 S…………………………………de ou a qualidade. // 71 P ……………Côs ia eL // 70 S ……………com e a como a do N. 69 // 72 S………………….Almag e // 73 hua So e de Queimada + 74 ou a ..… de……………. Nº.73. // 75 …………de. …………… i ada da boca da Ca e na do Quinxo no Si io doS Mos ei os + 76 ………………………….. i ada de den o da Ca e na do Quinxo // 77 S………com hua e a ch iS alizada i ada den o da di a Ca e na // 78 S……………hua A ea de empulhe aS. Falsa. // 79 Ri e do Mâ + // 80 S alec i es da Ca e na do Co o // 81 S ………com U zella de Roza aSsim chamada. // 82 S……………………….Ve de // 83 S………………………de ba ba // 84 S……………Enxo e do Pico // 85 S……………hua e a b anca que he o meSmo Enxo e deScompoS o com o Tempo // 86 La as do Pico + // 87 L………………Conglu inadas N.88 // [ l.4] N.88 Ped a du a compac a da on e da Xam de Caldei a + // 89 P….…Conglu inada com SchoLs // 90 S….… com Esco as do Pico // 91 P….… e melha com SchoLs p e os imbu idos + // 92 P….…Ma mo ea ….…Mica au a a + // 93 P….…S alec i ica + // 94 Cos c e aceo? // 95 S….… e a cinzen a // 96 S….………..oc acea e melha // 97 S ….………………………….maiS cla a // 98 S ….…………………co de abaco // 99 S ….…………………. e melha // 100 S….…de Esco a g oSsa e miuda // 101 S ….. .. de A ea conglu inada com Bazal eS. // 102 S…..… de C e a Co de Ca ne // 103 S…….. de .…. . escu a // 104 S… …..de ….. … mais cla a // 105 S…….. com oc a a e melhada Caix. // [ l.4 ] Caix 3º. + N. 106 Ped a Co de Chumbo (N.1) Com BazaL es de Co eS di e en eS de que São o madoS oS g oSsoS ban- cos dos mon es da Ilha + // 107 P….……….…….(…..) Sem BazaL eS, que o ma o cham de odaS aS Ribei as + // 108 P……..a manei a de S alec i es que Se acha uLga men e + // 109 P….// de e ida (La a) a manei a de S alec i es de que he o mada a Ca e na do mon e chamado An o- nio A onso // 110 P….. oc asea Le e e c. que Se acha em bancoS nos mon es jun o a Villa; chamada da Ribei a de S. João A. B. + // 111 P… CôS, de que Se conS oem oS edi icioS da Ilha // 112 P………. que se acha debaixo do p eceden e. // 113 P………..que se acha em Lei oS deLgadoS debaixo do p eceden e. // 114 S….. com e a oc acea da pon a do VaL de Ca allei oS. // 115 S. ………………………. ama elada da Ribei a de S. João. // 116 CoS ama ellado ia eL da Ribei a Sup a // 117 S. ….com e a co de abaco do meSmo Si io §104 §105 // 118 S.…………Esco as do meSmo Si io + // 119 P….. Le e ou e a (N.62. 63.) conglu inada do si io da Bomba. // 120 S….. Com e a do (N.62. 63.) co de ob eia do Si io Sup a + // 121 Cos como do N.116. // 122 Co allinas b anca, e eS e dinhada daS p aias. // 123 Fungos que Se achaõ nas pa es ele adaS da Ilha N.124 // [ l.5] N.124 S …… de e a da Ilha B a a com que os Fe ei os CaLdeiaõ a que chamaõ SoLda // 125 Esco a do mon e chamado San a Gonçal ez de hua Co azullada e c. + // 126 Ped aS e e aS doS IlheoS de Rombo ( A . B . C . D ) . E . F. G . H . I . K // P hua eSpiga de Milho abo i a. // P. p. 2 emb ulhoS com Lãn de Bomba dei o (AsclepiaS) 2 Fungos da e a …………….12 colhe eS de pau de La anjei a do uzo da e a CaScaS de a a uga IPed as sem nume o A.B.C.D.E.F.G.H.I.K. Caix. 4º. N. Hum chiba o, dis o me nos pez, es iculos, e g andeza 8 uc os en ei os da a o e a que chamaõ CaLbacei a Adansonia de Linn. AA F u os; a que chamaõ Manipolos (Spondias My obalanuS) em hum aSco com agoa den e BB F …… .…….Ameixa (Ximenia ame icana Linn em hum asco com agoa den e com algunS ManipoloS. CC Hum manoio de Tabaco do paîs (he excelen e) 2 Caximbos a moda da e a 1 Tabolei o osco com que os Na u aes jogão o chamado jogo d’O î 67 Sac…… com Manipolos Seccos. N. AA. AlguaS eSpigas de Milho abo i as G Seda das a anhas que aõ nos abolei os dos insec oS N. 167 // [ l.5 ] N.167 S…… com A eia da p aia deS a Ilha. // 168 S……..Milho p e o. // 169 S……………. e melho. // 170 ESpigaS de Milho oxo. R Mondu o SuaS olhaS……………………………………………. CaSsia pu ga e S Tabaco de Rollo T Fiado de Bomba dei o e Algodaõ V Fiado de Bomba dei o Só X ESpiga de Milho abo i a Z Algodao ama ello a que chamão Lan ilhado. Caix. 5 6 Tabolei oS de Bo belle as di e en es * Caix. 6 3 Tabolei os de Bo bolle as di e en es e di e sos insec oS. * 2 Tabolei os de Es ellaS do ma , e Go goneaS * que pe odas são 22 especies ou qualidades exce o maiS insec oS que di e soS que ao MUHNAC | FRM JBA Rem Nº559 Lis a de Remessa das p oduções da ilha de São Nicolau en iadas em 1784 po João da Sil a Feijó pa a o Real Gabine e de His ó ia Na u al P imei a Remessa da ReaL Ex pediçaõ ei a em a Ilha de S. Nicolào, e eme ida ao Illus issímo e Excelen íssimo Senho Ma inho de Mello e Cas o pa a o Real Gabine e da Ajuda em 1784. Ped as em 3. Caixoens Nº1º. Le a 23. ped as di e en es Nº2º. Le a 32. ped as di e en es Nº3º. Le a es e 12. ped as di e en es Te as em 1. Caixaõ N.4º. Le a es e 87. saquinhos com as amos as das di e en es Te as Peixes em 3. Caixoens N.5º. Le a es e 8. peixes N.6º. Le a es e 16. peixes N.7º. Le a es e 8. peixes Ped as, e Te as e c.ª em 1. Caixaõ N.8º. 1º Le a ped as nume adas, e a ulsas 2º Te as em Saquinhos nume ados 3º Hum Ins umen o muzico, e ou o de que uzaõ pa a o go e no das Suas Ca algadu as. Nº1º. Le a 23. ped as di e en es Nº2º. Le a 32. ped as di e en es Nº3º. Le a es e 12. ped as di e en es Te as em 1. Caixaõ N.4º. Le a es e 87. saquinhos com as amos as das di e en es Te as Peixes em 3. Caixoens N.5º. Le a es e 8. peixes N.6º. Le a es e 16. peixes N.7º. Le a es e 8. peixes Ped as, e Te as e c.ª em 1. Caixaõ N.8º. 1º Le a ped as nume adas, e a ulsas 2º Te as em Saquinhos nume ados 3º Hum Ins umen o muzico, e ou o de que uzaõ pa a o go e no das Suas Ca algadu as. Plan as e c. em 1. Caixaõ N.9º. 1º Le a plan as secas 24, e Semen es 2º Huma especie de Mad epo a da mesma que // [ l.1 ] que ai na Ca implo a 3º. Conxas, e Go goneas e c. P oduçoens do Mà em 1. Caixaõ N.10 1º. Le a conglu inaçoens em Tubipo as 2º. Esponjas ma inhas 3º. Conxas, Go goneas, e Co alinas Peixes em agoa den e em 1. Ca implo a N.11 1º. Le a 28 peixes di e en es mui os 2º. Cama oens das Ribei as 3º. Mad epo as das que ão no Caixaõ N.º 9º. §106 §107 MUHNAC | FRM JBA Rem Nº560 Calculo das despesas com o enxo e e a capa osa da ilha do Fogo, desde a sua ex ação a é ao seu emba que pa a Lisboa, ealizado po João da Sil a Feijó em 20 de Agos o de 1786 Calcolo Ge aL sob e as despezas que se de e a bi a ao Enxo e e Capa oza do Volcano da Ilha do Fogo, desde a sua ex acçaõ a he se emba cado pa a Lisboa 17 20/8 86 1º Cus o 3$027 P.// impo e do enxo e e Capa oza pos o na caza do Adminis ado em a F eguesia dos Mos ei os.……………...........................................................// 15 Sahe a quin . 1$920 2º Cus o 1ª addiçam //1 casco de ba iL o dina io, que de e con e pello menos 2 quin aes.….// 500 Cabe à quin . $250 $730 //Conduçam des e casco pa a sê pos o em a sob edi a caza.....…………..// 100 --- //--- $050 //Que se de e dispende com os acondicionado es des e ba il.……..........// 050 --- //--- $025 //Conduçam, e emba que a Lanxa na quelle po o………………............// 160 --- //--- $080 //F e e pa a a Villa do ba il………....................…….................................// 400 --- //--- $200 //Dezemba callo, e conduzillo ao a mazem.............................................…// 250 --- //--- $125 2ª addiçam $363 //2ª conduçam e emba que pa a bo do da emba cação que o hade conduzi a Lisboa ……………......…….......................................................................// 250 --- //--- $125 //Aluguel do a mazem na Villa………............…..…...................................// 100 --- //--- $050 //Commicaõ ao Adminis ado daquella Ilha.................................….........// $192 João da Syl a Feijó §108 §109 Rellaçaõ da emeSsa dos p oduc os Na u aes ei a ao Real Muzeo pella Galle a San a Izabel, e San a Anna 17 26/7 87 Caixa N.1. 1He ba io de…………………………….. // 174 plan as ……………………………………..……........…….// // Semen es ……………………………… // 82 especies …………………………………………...........……..// // Buzinos ……………………………………………………………………....……………………….........……// // Esponjas ma inhaS e Go goneaS ………………………………………………………………....…........….…// // Caixinha de olha com dois c a os ei os de azaS de bo bole aS …………….………………………............…// Caixa N.2. 6 Tabolei os de bo bole aS di e sas ……………………………………….......……………………….........……// Caixa N.3 3Di os di as di as ………………………………………………………….......………………….…….....……... // // Go goneaS…………………………………………………………………..........……………………….....…. // 4 amiliaS de conxas …………………………………………………………........……………………….....….. // Caixaõ N.4 // Di as di as …………………………………………………………………..........………………………......….// // Go goneaS, e As e eas e c. ………………………………………………….………………………............…..// // Tubipo as ……………………………………………………………………………………………...........…...// 1 id o com la as de alguaS daS bo bole aS ………………………….…………………………….....…......….// Caixaõ N.5 1 asco com laga os dos Mos ei os na Ilha do Fogo ……………………….........…..……………………….......// // Di o com u oS e lo eS de Ximenea Ama icana ………………………….........…..………………………....// // Di o com ucoS ma inoS…………………………………….……………….......…..………………………......// // [ l.1 ] 1 Di o com ucoS e e meS di e en es do mâ , e La aS de insec oS ……….……………………….............…. // // Di o com S alec i eS edondoS a manei a de amendoaS con ei adaS…….…………………………...........…. // // Di o di o meno es ………….....................………………………………….……………………….............…. // MUHNAC | FRM JBA Rem Nº561 Relação das caixas que cons i uíam a emessa de p odu os na u ais en iados de Cabo Ve de pa a o Real Museu de Lisboa, ealizada po João da Sil a Feijó em 26 de Julho de 1787 Ba iL N.6 4PeixeS eSpinhoS …………………………………………………………....………………………............…..// 1 Me o …………………………………………….…………………………………………....…….…........…...// 2PeixeS de ou a eSpecie………………………………….……………………….....………………...........……// 1di o Follião ………………………………………………………………….....…..………………..…........…...// 2 Ga saS ……………………………………………………………………….…….………………...........….....// 1Ga boei o ………………………………………………………………………………………........…….........// 1Ga Sia ……………………………………………………………………………………………........….…......// 1Gallo de 3 pez e doiS o i icioS …………………………………………........……....………………………......// 7PaSsa inhoS ……………………………………………………………........………………………………......// João da Sil a Feijó 1787 Explicação do modo de aze a in a azul, com que se cos uma ingi os panos em Cabo Ve de1: Em es ando a plan a madu a, que hé quando a lo da di a es a e melha, se apanha oda a olha, e an es de seca se pila, e despois se ajun a em pães, que iquem bem ijos, e secão se ao Sol, é que iquem bem secos. Quando se que ingi az se pelo seguin e modo: dei ão-se quinze pães, ou bollos de molho em bas an e agua, que co a, a é que iquem moles: e pa a isso bas a ou o, ou dez ho as, e i ada se poem a enxuga . E logo que es i e enxu a, se me em odos em hum po e de ba o, ou de pau, com um undo es ei o, e bocca la ga bas an e; e logo que es i e den o, se dei a Coada de cinza de ides, ou de ou a qualque cinza, que dei e a di a Coada: e pa a se sabe se a cinza hé boa, há de queima , chegando a alíngua/a que he melho hé de pu guei os/ E es a Coada he dei ando a cinza em huma panella g ande com hum bo aco no undo, dei a-se agua em huma panella g ande com hum bu aco no undo, dei a-se agua em sima na bocca, e logo ay escuando pello bu aco. Es a agua, que cahe, sahe ama ella, a que se chama coada; d’es a se dei a no po e, não jun a, mas po espaço de ou o dias a é o po e es a cheyo; e pa a es a boa há de es a a e mellada a in a, e quando se dei a a Coada ha de cahi de al o, que aça escuma, e se p o a: se es a mui o o e de mais, se dei a huma ijella de agua limpa, que caha de al o: e se es á b ando se dei a mais Coada. Ad e indo, que o di o po e de e Le a a Coada de es alquei es da di a cinza; po que, quando a Coada sahe b anda, se i a aquella, e dei a-se ou a cinza. E ei o aSsim, se me e huma meada den o, e se ay amaSsando com a mão di ei a po huma pon a e chega a ou a, e a mão esque da não en a na in a, e só pega no co del da di a meada, e con inuando po hum qua o de ho a, n’es a deligencia, se le an a ao al o, e se esp eme com a mão di ei a; e despois se sacode de o a do po e, e a in a, que cahi da meada, de e cahi em hum ces o, a qual se dei a despois no po e, e sacodida // [ l. 1 ] sacodida a meada, se emb ulha, se me e em huma ijela, ou escudella, ou se poem ao a es endida, que lhe dê en o. Dahi a ês ho as se o na a me e no po e, e se az do modo asima, a é que ica bem ina, que en ão se paSsa po agua, como quem sacode. To ce-se, e enxuga-se, e es á a in a ei a. Despois se con enua com ou a meada, e acabada ella de ingi , se me e ou a, a e que a in a já não p es a, que se dei a o a, e se az ou a de no o e cª. 1 Á ma gem Nº 55 MUHNAC | FRM JBA Rem Nº562 Explicação sob e a o ma de ingi panos nas ilhas de Cabo Ve de com a plan a do anil