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Re ez, Jo ge. O odo é maio do que a soma das pa es: es ado da a e sob e indexação po assun os na c iação de ca álogos cole i os. // B azilian
Jou nal o In o ma ion S udies: Resea ch T ends. 11:1 (2017) 61-70. ISSN 1981-1640.
O TODO É MAIOR DO QUE A SOMA DAS
PARTES: ESTADO DA ARTE SOBRE
INDEXAÇÃO POR ASSUNTOS NA CRIAÇÃO DE
CATÁLOGOS COLETIVOS
The whole is g ea e han he sum o i s pa s: a s a e-o - he-a abou subjec indexing a he c ea ion o in eg a ed
union lib a y ca alogs
Jo ge Re ez
Uni e sidade de Lisboa, Faculdade de Le as, Alameda da Uni e sidade, 1600-214 Lisboa, j e
[email protected]
Resumo
Es e abalho in es iga o p oblema da indexação po assun os
no momen o da c iação de ca álogos bibliog á icos cole i os
cen alizados, is o é, o que sucede, numa usão ele ónica,
com os e mos inse idos nos campos de desc ição dos
con eúdos. P ocu a-se sis ema iza nes e es ado da a e as
soluções encon adas, no con ex o dos sis emas de
o ganização da in o mação, pa a en abiliza o in es imen o
na u ilização de desc i o es de assun o em ca álogos
bibliog á icos locais no momen o da o mação/ usão de
ca álogos cole i os. Conclui-se que, não exis indo um
modelo que se possa aplica uni o memen e a odos os
p oje os, as di e en es soluções de em esul a de um es o ço
de planeamen o cole i o que implemen e um conjun o
adequado de medidas. É p opos a uma ecomendação pa a as
edes que i ão p omo e a c iação de ca álogos cole i os
cen alizados em Po ugal.
Pala as-Cha e: Indexação po assun os; Ca álogos
cole i os; Con olo do ocabulá io; Ca álogos bibliog á icos;
OPAC; Sis emas de o ganização da in o mação
Abs ac
This pape in es iga es he p oblem o subjec indexing a he
c ea ion o in eg a ed union lib a y ca alogs, mo e p ecisely,
wha happens in an elec onic me ging p ocess wi h he e ms
en e ed in he con en desc ip ion ields. I seeks o
acknowledge he s a e-o - he-a conce ning he solu ions
ound in he con ex o he in o ma ion o ganiza ion sys ems
o alue he in es men in he use o subjec e ms in local
ca alogs a he c ea ion/me ge o union ca alogs. We con-
clude ha , in he absence o a model ha can be applied uni-
o mly o all p ojec s, di e en solu ions should be he esul
o a collec i e planning e o o implemen an adequa e se
o measu es. I is p oposed a ecommenda ion o he ne -
wo ks ha will p omo e he c ea ion o in eg a ed union ca a-
logs in Po ugal.
Keywo ds: Subjec indexing; Union ca alogs; Vocabula y
con ol; Lib a y ca alogs; OPAC; In o ma ion o ganiza ion
sys ems
1 In odução
A 1 de ou ub o de 2015, o OCLC imp imiu as úl imas
ichas ca alog á icas em papel (OCLC, 2015). Foi o
im de um ciclo na his ó ia dos ca álogos
bibliog á icos, anunciado pelas po encialidades e pelos
desa ios das no as ecnologias de compu ação em ede:
o desen ol imen o dos me adados, a p esença dos
ca álogos na Web e o uso dos p o ocolos de oca de
dados (Olson, 2001, p. 319).
O ca álogo bibliog á ico é o conjun o dos egis os
bibliog á icos, is o é, da desc ição ísica e in elec ual
dos documen os exis en es numa coleção, o necendo,
en e ou os elemen os, a sua localização e o ma de
acesso. A é à massi icação do uso da Web, o ca álogo
e a quase a p óp ia biblio eca. E a a única
ep esen ação das coleções e, po isso, a única o ma de
pesquisa a in o mação. Com a disponibilização dos
Online Public Access Ca alogs (OPAC) odos os
ca álogos pode iam se cole i os. In e samen e, odos
os ca álogos cole i os pode iam se locais a a és da
il agem dos egis os da p óp ia biblio eca no in e ace
dos u ilizado es. Des a o ma, os OPAC o am uma
mudança de oco, das coleções locais à possibilidade
de con e gência de múl iplas coleções, acedidas
emo amen e e sem ba ei as geog á icas (Bo gman,
1997).
Numa sín ese ecen e, Laza ini (2015) assinalou ês
momen os ulc ais na his ó ia dos ca álogos
bibliog á icos e seus obje i os: as Reg as de Cu e
(1876), os P incípios de Pa is (1961) e o modelo
concep ual FRBR (Func ional Requi emen s o
Bibliog aphic Reco ds) seguido da Decla ação da
IFLA de 2009 com os no os p incípios in e nacionais
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de ca alogação. Es e pe cu so é ma cado pelo
desen ol imen o de inúme as o mas de codi ica e
no maliza a in o mação egis ada nos ca álogos, sendo
que os elemen os conside ados como mais susce í eis
de escapa ao con olo bibliog á ico são na u almen e
os ela i os à desc ição dos assun os, a componen e
in elec ual do egis o.
No momen o da c iação de ca álogos bibliog á icos
cole i os - sis emas de o ganização da in o mação que
supo am os dados bibliog á icos de uma ede de
biblio ecas - desen ol em-se ope ações in o má icas
complexas. A a e a di icul a-se mais quando se decide
undi egis os bibliog á icos que p o êm de sis emas
an es isolados.
O p oblema que aqui abo da emos em uma na u eza
écnica e polí ica, combinando ges ão e ecnologia da
in o mação. Pe gun amos en ão o que aze com os
desc i o es u ilizados pelos ca álogos bibliog á icos
locais no momen o da usão dos egis os
bibliog á icos? Como ga an i que o in es imen o das
di e en es biblio ecas na desc ição do con eúdo
emá ico é de idamen e sal agua dado? Como
assegu a que a ecupe ação da in o mação po
assun os se man ém in ac a após a usão?
O obje i o ge al consis e em ap esen a o es ado da a e
sob e as di e en es eo ias e expe iências na usão de
egis os bibliog á icos (em pa icula , dos campos de
assun o) aquando da c iação de ca álogos cole i os
cen alizados, ou seja quando é cons i uída uma base de
dados comum pa a desc e e di e en es coleções
locais. P e endemos especi icamen e econhece os
p incipais deba es e co en es; iden i ica expe iências
e as soluções encon adas no con ex o dos OPAC; e
ap esen a uma sín ese da li e a u a analisada em o ma
de ecomendação pa a os ca álogos a desen ol e em
Po ugal.
O p incípio a is o élico de que “o odo é maio do que a
simples soma das pa es” é o mo e pa a a abo dagem
de um p oblema an igo: p ocu a que um ca álogo
cole i o, como um odo, espei e o alo das pa es, em
oda a sua po encialidade analí ica e desc i i a.
Seguimos uma me odologia quali a i a de na u eza
explo a ó ia u ilizando écnicas de pesquisa e
ecupe ação, com análise da in o mação bibliog á ica,
subo dinada a dois emas p incipais: 1) os ca álogos
cole i os como expe iência de o ganização da
in o mação; 2) a u ilização da indexação po assun os
nos ca álogos bibliog á icos, pa icula men e no caso
dos ca álogos cole i os cen alizados, bene iciando do
ambien e digi al.
2 O concei o de ca álogo cole i o
Pa a en a mos de ini ca álogo cole i o, seguimos a
de inição de Rei z (2013) pa a “union ca alog”:
A lis o he holdings o all he lib a ies in a lib a y sys-
em, o o all o a po ion o he collec ions o a g oup o
independen lib a ies, indica ing by name and/o loca ion
symbol which lib a ies own a leas one copy o each
i em.
Es a p opos a ealça a disponibilização da p op iedade
e localização dos documen os e a usão des a
in o mação num único in e ace. Rei z dis ingue o
ca álogo cole i o cen alizado, que eúne os egis os
bibliog á icos numa única base de dados, da sua e são
i ual, que se ia apenas um mecanismo de pesquisa
ede ada num único in e ace, pa a a ecupe ação de
egis os de di e en es biblio ecas, is o é, de di e en es
ca álogos, a a és de p o ocolos como a no ma Z39.50
ou ou as. Ou os au o es e e em ainda a possibilidade
de uma abo dagem mis a, como po exemplo, o
a mazenamen o dos egis os bibliog á icos numa base
cen al gua dando os dados da ci culação
(emp és imos, lei o es, exis ências, e c.) nos sis emas
locais (Bobe ić-K s iće & Tešendić, 2015).
Na e dade, o ca álogo cole i o esul a de uma opção
polí ica de implemen ação de abalho colabo a i o
(Lass & Quand , 2004, p. XXIII). Nes e sen ido, Smi h
de ine que os ca álogos cole i os de em se
conside ados no con ex o da ca alogação pa ilhada,
das edes e do con olo bibliog á ico (2003, p. 643). A
in e ligação das edes com pa ilha de a e as e
no malização é o p odu o de um abalho de união de
es o ços coope a i os. A azão des es es o ços é
e iden e e em uma o e mo i ação polí ica: a
coo denação e a ges ão de ecu sos que se que em
pa ilhados, e i ando sob e udo a sua duplicação.
Como é ób io, a u ilidade de um ca álogo es á limi ada
se inclui apenas as exis ências de uma única
biblio eca. A mais- alia decisi a pa a os lei o es é a
possibilidade de pesquisa di e sas coleções numa
dada ede ou egião (Smi h, 2003, p. 643). A mudança
do supo e e da ecnologia u ilizada nos egis os
bibliog á icos, com a in odução dos “machine-
eadable eco ds”, sob e udo a pa i da década de 60
do séc. XX, po enciou o desen ol imen o dos
ca álogos cole i os, a pa ilha do acesso aos egis os e
a capacidade dos emp és imos in e biblio ecas (Wiley,
2011, p. 200).
En endemos que o ca álogo cole i o é o sis ema que
pe mi e a ecupe ação de egis os bibliog á icos c iados
em sis emas locais e que pode desen ol e , a a és de
ca alogação colabo a i a, a desc ição das coleções de
uma de e minada ede de biblio ecas. Nas múl iplas
e sões possí eis (cen alizado, i ual ou mis o), a
o mação de ca álogos cole i os de e obedece a um
igo oso p o ocolo de ins alação e uncionamen o.
De e se cla o o seu p opósi o, o seu âmbi o de a uação
e os di e sos a o es en ol idos. A es a égia a segui
pode depende ambém da dimensão das coleções, das
capacidades de pesquisa dos á ios ipos de
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u ilizado es ou do apoio in o má ico disponí el pa a a
sua implemen ação (Do ey, 2000).
No en an o, um dos p incipais p oblemas oi semp e o
da ha monização, no malização e combinação das
linguagens de desc ição de assun os, daí a análise
cen a -se nesse momen o de usão, em ambien e Web,
e o que oco e en ão com os di e en es desc i o es.
3 A indexação po assun os nos ca álogos
cole i os
Exis em duas ias-cha e e p oblema izan es pa a
comp eende mos o nosso p oblema: uma delas é a
au oma ização dos ca álogos bibliog á icos, is o é, a
passagem do modelo analógico de ca álogo pa a um
modelo ele ónico e, mais a de, um modelo em ede. A
ou a é a ques ão do con olo dos ocabulá ios que em
uma his ó ia que emon a às p imei as o mas de
codi icação simbólica da humanidade.
Começando pela p imei a ia, Kilgou esenhou es a
his ó ia desde 1954, des acando a no malização
p omo ida pelos chamados egis os legí eis po
máquinas. Apon a, en e ou os aspe os, o abalho da
Biblio eca do Cong esso na c iação e pad onização do
o ma o MARC. Da mesma o ma que a pad onização
do amanho das ichas bibliog á icas em papel ha ia
pe mi ido a oca de egis os en e di e en es ca álogos,
o MARC pe mi iu a pa ilha de egis os ele ónicos
(1970, p. 225).
Es e o ma o ep esen ou en ão o início da
possibilidade de o mação de ca álogos cole i os
au oma izados; a descons ução do egis o pe mi i ia
mesmo à compu ação i além das capacidades a é en ão
conhecidas: “I seems likely ha he immedia e u u e
will wi ness inc easing deg ees o compu e iza ion
based on indi idual wo ds in bibliog aphic desc ip ions
a he han on he eco d as a whole” (Kilgou , 1970, p.
226).
Es a ans o mação já ha ia sido assinalada po
Kuncai is, que indicou alguns au o es que discu iam a
possibilidade de se es abelece um ca álogo
compu o izado, disponí el pa a se u ilizado po
qualque biblio eca (1968, p. 13). O au o sublinhou a
necessidade de se comp eende a génese des es
sis emas como uma espos a às necessidades de
sa is ação dos pedidos de emp és imo in e biblio ecas.
A sua e isão apon a como momen o undado dos
ca álogos cole i os o ano de 1410, pelo abalho do
monge John Bos on de Bu y na c iação do Ca alog
Sc ip o um Ecclesiae (Kuncai is, 1968, p. 6-7).
Sabemos que o sonho de uma bibliog a ia uni e sal oi
depois pe seguido po di e en es au o es, com des aque
pa a Paul O le e as ideias do Repe ó io Uni e sal e do
Mundaneum (W igh , 2014). No en an o, é no início do
séc. XX que se assis e ao desen ol imen o de um
ca álogo cole i o dos Es ados Unidos pela Biblio eca
do Cong esso. A pa i da década de 30, di e en es
p oje os egionais ganham o ma, sob e udo nos
Es ados Unidos e Canadá, o mando uma
mul iplicidade de edes, em pa alelo com o
desen ol imen o dos p imei os ca álogos cole i os
nacionais na Eu opa Ociden al (B ummel, 1958).
É impo an e assinala que a e isão de Kuncai is,
cla amen e si uada num empo de ansição
ecnológica, apon a a já pa a a impo ância do
es abelecimen o de eg as ca alog á icas que
p omo essem nos dados bibliog á icos ecebidos
cen almen e a uni o mização e coe ência do p odu o
inal (1968, p. 14). A p á ica ca alog á ica, incluindo a
indexação po assun os, de e ia es a sus en ada na
expe iência de uma biblio eca de g ande dimensão. As
ou as biblio ecas da ede de e iam adap a as suas
p á icas a esse cen o bibliog á ico (Kuncai is, 1968, p.
12). A escolha da es a égia ado ada pela biblio eca-
e e ência da ede, bem como da linguagem
documen al mais adequada a ado a pos e io men e
pela ede de biblio ecas, se iam assim duas opções
undamen ais.
Kilgou , Long, Landg a , e Wycko (1972) ela a am o
início do OCLC (Ohio College Lib a y Cen e ,
a ualmen e Online Compu e Lib a y Cen e ) em 1967.
Es e p oje o colabo a i o, que es e e na o igem da
maio expe iência mundial de ca alogação pa ilhada, e
consequen emen e do maio ca álogo cole i o
come cial – Wo ldCa –, oi essencial pa a a
comp eensão das i udes do abalho coope a i o, bem
como da di iculdade de ge i linguagens documen ais
di e sas.
Kelle , na sua e isão da si uação dos ca álogos
cole i os nos Es ados Unidos e, em pa icula , na
Cali ó nia, apon ou o p oblema do modelo a segui
pa a a cons ução des es sis emas, deba endo a
necessidade de uma coo denação nacional dos es o ços
das edes locais em con apon o com um con olo
bibliog á ico excessi amen e cen alizado (1974, p. 2).
A discussão sob e o modelo ges ioná io dos ca álogos
cole i os, oco ida nos anos 70, e ia depois o seu
pe cu so in elec ual nas décadas seguin es,
nomeadamen e em Po ugal, não endo icado esol ida
de o ma a o e ece um modelo de sucesso.
Ba es az um balanço des es p oblemas chamando a
a enção pa a alguns aspe os essenciais: em p imei o
luga , o a o da ansição dos ca álogos em papel pa a o
o ma o ele ónico não e ep esen ado uma mudança
concep ual: “Online ca alogs o da e ha e added
powe ul capabili ies o he adi ional ca alog, ye
sys em designs, gene ally, ha e s ill no gone beyond
implemen ing he ca d ca alog in online o m, wi h
some es ablished online sea ch ea u es acked on”
(1986, p. 357). Pa a exis i essa mudança se ia
necessá io uma mudança do design dos sis emas de
indexação e de apoio ao u ilizado no momen o da
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pesquisa, que ex aísse an agens das po encialidades
in o má icas. Es e no o modelo acili a ia a elação
u ilizado -ca álogo, median e a ajuda de um “end-use
hesau us, a on -end sys em mind linked o exis ing
Lib a y o Cong ess subjec heading indexing, powe -
ul sys em sea ch capabili ies, and addi ional in o -
ma ion in he documen eco ds o help in selec ion” (p.
373).
Des acamos que, nes e pe íodo, a con inuação da
u ilização dos cabeçalhos de assun o da Biblio eca do
Cong esso (ou da sua e são ab e iada Sea s) no no o
pa adigma de ca álogos e a inques ioná el. A
exis ência des e sis ema possibili ou que a o mação de
ca álogos cole i os, no que espei a ao p oblema da
indexação, se o nasse mais ácil, em con as e com
ealidades onde não exis iam sis emas com es as
ca ac e ís icas.
Na ealidade, es udos ace ca do compo amen o dos
u ilizado es concluí am que a pesquisa po assun o nos
ca álogos in o ma izados e a ele an e es a is icamen e,
ainda que inúme os p oblemas su gissem na
disponibilização dessa uncionalidade (Connell, 1991,
p. 87). Com o desen ol imen o da pesquisa po
pala a-cha e, mui os au o es ques iona am a u ilidade
dos ocabulá ios con olados no ambien e Web.
Con udo, G oss e Taylo (2005) mos a am que mais
de um e ço dos egis os ecupe ados com aquele
mé odo de pesquisa se pe de ia se não exis issem
cabeçalhos de assun o e, nalguns casos, essa pe da
pode ia a ingi os 80-100%. Dez anos depois,
eplica am o es udo num ca álogo en iquecido com
me adados, como sumá ios e abelas de con eúdos, e a
pe cen agem de pe das pe maneceu al a, o que
signi ica a que e a necessá io p ese a o uso dos
ocabulá ios con olados (G oss, Taylo & Joud ey,
2015).
A sua ele ância não esol ia, po ém o p oblema do
con olo, como a i ma am Lancas e , Connell, Bishop,
e McCowan de o ma con unden e:
Despi e popula belie , he ans o ma ion o he ca d ca -
alog in o an online da abase has no signi ican ly im-
p o ed subjec access. Indeed, i may ha e made he si u-
a ion wo se because i has led o he c ea ion o much
la ge ca alogs ha ep esen he holdings o many lib a -
ies. Me ging se e al ca alogs in o one, when each com-
ponen ca alog p o ides inadequa e subjec access, exac-
e ba es he p oblem, since he la ge he ca alog he mo e
disc imina ing mus be he subjec access poin s p o ided
(1991, p. 389).
E e i amen e, a usão dos ca álogos pode le an a mais
p oblemas, sob e udo se as biblio ecas não
econhece em que um ca álogo cole i o é algo no o e
mais do que a soma das pa es. Kohl (1997) econhecia
esse p oblema e de inia-o com p ecisão:
The i s hing he membe s o a lib a y conso ium do is
sha e ca alog in o ma ion. By i sel , howe e , sha ed in-
o ma ion abou collec ions does no ep esen he wa e -
shed s ep be ween coope a ion and in eg a ion. An in e-
g a ed ca alog is no jus he sum o all he ca alogs in he
conso ium bu a new c ea ion. An in eg a ed ca alog, o
example, would no con ain mul iple bibliog aphic ec-
o ds o he same i em, a he only he bes o mos com-
ple e bibliog aphic eco d o an indi idual bibliog aphic
i em is used, wi h holdings ins ead o bibliog aphic ec-
o ds indica ing he i em’s loca ion in a ious conso ial
lib a ies (p. 437).
Re o çando a ideia que já ínhamos a ançado
an e io men e, Kohl ol a a sublinha a impo ância
dos egis os de e e ência, que se i ão de modelos
únicos pa a a eliminação de duplicados. Apesa dos
cons angimen os que as a iações na o ma de
ca aloga possam aze a um ca álogo cole i o
cen alizado, Lynch a gumen a que é p e e í el es a
solução a um modelo dis ibuído ou ede ado (1997, p.
452). Eis ou o deba e que pe manece em abe o.
O p oblema da coe ência nos ca álogos cole i os oi
igualmen e pensado em Po ugal, sendo e e ido po
Mendes e Simões:
Dado o olume e o amplo leque emá ico des e ca álogo
[Biblio eca Ge al da Uni e sidade de Coimb a] -
lemb amos que e e início em 1958 - a lis a inal
con olada e es u u ada, cons i ui á uma lis a de
au o idade, a qual pode á se i núcleos documen ais de
ca ác e enciclopédico ou a coope ação en e á ias
biblio ecas de di e sas especialidades, como é o caso do
Sis ema In eg ado de In o mação Bibliog á ica da
Uni e sidade de Coimb a (SIIB/UC). Pensamos que es e
es udo pode á conduzi , a a és de e lexões conjun as a
uma unidade de pensamen o e a uma o mação écnica
uni o me, pe mi indo, ainda, a cons i uição, u ilização e
pe manen e ac ualização de uma linguagem de indexação
comum de qualidade, econhecidamen e em al a nes e
no o ca álogo colec i o (2002, p. 14).
Es a a em causa a c iação de uma lis a que se isse
como ins umen o o ien ado da indexação po
assun os num ambien e in o macional com ão g ande
quan idade de dados. O ins umen o mais u ilizado
pelas biblio ecas ou bibliog a ias ociden ais e am os
Lib a y o Cong ess Subjec Headings, em inglês ou
aduzidos (Ca o Cas o, 2005, p. 55).
Nos anos 90, o am desen ol idas ou as lis as de
au o idade como o RAMEAU - Répe oi e d’au o i é
ma ié e encyclopedique e alphabe ique uni ié ou o
SIPORbase - Sis ema de Indexação em Po uguês
(desde 1988). Nes e caso, e e en e a Po ugal, o
p oje o e e um alcance limi ado, ainda que não
abundem os es udos de a aliação de indexação que o
possam comp o a inequi ocamen e (uma das poucas
exceções é a ese de Ma ins, 2014). No con ex o dos
abalhos no ma i os e coope a i os ge ados pelo
p oje o PORBASE (Base Nacional de Dados
Bibliog á icos) oi igualmen e desen ol ido o p oje o
CLIP (Compa ibilização de Linguagens de Indexação
em Po uguês), coo denado desde 1988 pela Biblio eca
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Nacional, com a cons ução de e minologias nalgumas
á eas emá icas, sem log a o e ei o global p e endido.
P ocu ando ul apassa as ba ei as linguís icas,
des aca-se o p oje o colabo a i o MACS (Mul ilingual
Access o Subjec s) p omo ido desde 1997 en e a
B i ish Lib a y, a Deu sche Na ionalbiblio hek, a
Biblio hèque na ionale de F ance e a Swiss Na ional
Lib a y, com o obje i o de o nece desc i o es de
assun o mul ilingues com base nas linguagens LCSH
(inglês), SWD (Schlagwo no mda ei em alemão) e
RAMEAU ( ancês) (Land y, 2004).
Lancas e (2002) oi um dos au o es undamen ais pa a
a sis ema ização do p oblema do con olo do
ocabulá io, publicando em 1972 uma ob a clássica
sob e o ema: Vocabula y con ol o in o ma ion
e ie al. Ba i é esumiu ecen emen e a his ó ia do
con olo de ocabulá ios ealçando que o impac o da
in e ne se e i ica em ês di eções: a) o su gimen o de
no os ipos de sis emas con olados ou semi-
con olados cuja es u u a in e na põe em causa o
modelo adicional de c iação de ocabulá ios
con olados (ex. axonomias Web, olksonomias); b) o
desen ol imen o de in e aces e ajudas semi-
con olados pa a a pesquisa, uncionando como no as
o mas de con olo linguís ico (ex. p eenchimen o
au omá ico de campos, “se á que quis dize …”; e c) o
desen ol imen o de no mas e p ocedimen os pa a
p omo e a in e ope abilidade (2014, p. 112). Es e
úl imo pon o in e essa-nos pa icula men e dado que na
o ganização do conhecimen o, a in e ope abilidade
pode se en endida como a oca de dados en e
ocabulá ios con olados e en e es es e a linguagem
na u al ou com ou os elemen os p esen es num sis ema
de in o mação. Ba i é ques iona mesmo se a
in e ope abilidade não pode á se um ipo de con olo
de segundo ní el que “busca a moniza los p ocesos de
con ol aplicados a ocabula ios cons uidos bajo
lógicas di e en es, con is as a a o ece el acceso a
g andes con inen es de in o mación” como é o caso dos
ca álogos cole i os, en e ou os (p. 114). Vejamos
en ão algumas expe iências conc e as.
4 Expe iências
Fo am á ias as expe iências e os deba es iden i icados
na li e a u a analisada. De uma o ma ou de ou a, os
p oje os coope a i os p ocu a am encon a soluções
pa a a ques ão da desc ição e da pesquisa po assun os.
Indica emos apenas qua o expe iências e a um
caminho em abe o.
Em Espanha, o manual de p ocedimen os pa a a
inclusão de egis os no ca álogo cole i o da REBIUN
(2014), indica que o núme o de campos de assun o
inse idos é alo izado no momen o da eliminação de
duplicados, como “c i é io de conse ação do melho
egis o”. As 95 biblio ecas coope an es com a Red de
Biblio ecas Uni e si a ias Españolas en iam os seus
egis os seis ezes po ano o mando uma base
cen alizada com 34 milhões de egis os. Não
encon ámos nenhuma indicação quan o à exis ência de
eg as p é-de inidas no consó cio sob e o con olo do
ocabulá io.
Cousins ap esen ou a expe iência do COPAC (Reino
Unido) quan o à me odologia de in eg ação dos
egis os bibliog á icos de di e en es ca álogos, ocando
ambém o p oblema da desc ição de assun os. A au o a
e e e que depois da de eção dos duplicados exis e um
p ocesso de consolidação pa a o ma um egis o
único: “This consolida ion p ocess also me ges he
subjec in o ma ion ound in he con ibu ing eco ds,
o en esul ing in imp o ed subjec access” (1999, p.
98). Num exemplo p á ico:
Any Subjec Headings in he subsidia y eco d which a e
di e en om hose in he base eco d a e inco po a ed
in o he consolida ed eco d. In he example, he e is no
o e lap in he Subjec Headings p o ided by he wo ec-
o ds, so all he Subjec Headings in he Edinbu gh eco d
a e included in he new COPAC eco d (1998, p. 236).
Desde 2009, na Fló ida, EUA, 11 biblio ecas
uni e si á ias abalham na usão dos seus ca álogos.
Manda adas poli icamen e, as ês maio es biblio ecas
lide a am o p ocesso, bene iciando do se iço de um
g upo de abalho cen al. He on e al. (2013) e e em
que se conseguiu um equilíb io en e a pa ilha de
dados e o in es imen o local, o que enceu os eceios
da pe da de qualidade e iden idade. Oco e am depois
ou os ganhos que mui o in luencia am a
ecomendação que a segui p opomos. Quan o aos
assun os, o g upo de abalho ponde ou abandona os
egis os de au o idade locais em a o do uso dos
ichei os da Biblio eca do Cong esso, o que se eio a
conc e iza apesa da esis ência de algumas
biblio ecas. Os cabeçalhos locais podiam se
in oduzidos mas não e am obje o de con olo
au omá ico de au o idades (S a e Uni e si y Lib a ies
o Flo ida, 2010).
Kol ay ap esen a as expe iências écnicas le adas a
cabo na Hung ia, de o ma a ul apassa a p esença de
múl iplas linguagens con oladas. Ao in és de
p e ende c ia uma no a linguagem, pe suadindo as
di e en es bases de dados a abandona as suas p á icas,
a base Ma iksz en a abalha com o que es á
disponí el:
I aims a s o ing he a ious subjec schemes, c ea es
pa allelisms among he mos impo an schemes, o e s
hei eco ds o download, hus p omo ing hei use, and
de elops a sea ch ool ha coun e ac s he con usion c e-
a ed o lib a y use s by he exis ence o se e al schemes
(2004, p. 323).
Podemos conclui que não exis e uma o ma única de
ealiza es as ope ações. As a iá eis em p esença e o
con ex o dos sis emas de e minam abo dagens
necessa iamen e locais que enham em con a o que
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Re ez, Jo ge. O odo é maio do que a soma das pa es: es ado da a e sob e indexação po assun os na c iação de ca álogos cole i os. // B azilian
Jou nal o In o ma ion S udies: Resea ch T ends. 11:1 (2017) 61-70. ISSN 1981-1640.
exis e, o que se que aze e como aze . Is o implica
escolhe en e á ias opções, o que se o na mais
complicado com as mui as a iá eis ecnológicas,
económicas, no ma i as e, en im, polí icas.
Um caminho que es á em abe o é a in e ope abilidade
semân ica. Zeng e Chan (2004, p. 382-385) analisa am
di e en es expe iências e suma ia am oi o mé odos pa a
a ealização da in e ope abilidade en e linguagens de
indexação. Bocca o e To que i (2012) aplica am um
des es mé odos a um se iço de clipping com
esul ados in e essan es. Zeng e Chan concluem mesmo
que é possí el es abelece uma conco dância “among
he ocabula ies in ol ed o links a e buil di ec ly
among subjec au ho i y eco ds o a ious online ca a-
log sys ems. In e ope abili y can be achie ed h ough a
a ie y o app oaches” (2004, p. 387-388).
Ha ken e al. (2006) ap esen a am uma de inição de
in e ope abilidade semân ica aplicada a assun os:
The abili y o wo o mo e sys ems o componen s o ex-
change o ha monize cogna e subjec ocabula ies and/o
knowledge o ganiza ion schemes o be used o e ec i e
and e icien esou ce disco e y wi hou signi ican loss
o lexical o conno a i e meaning and wi hou special e -
o by he use (p. 3).
Ac escen a am ainda uma ex ensa lis a de a ibu os
pa a as soluções des e ipo (p. 35-36), o que se e
como um e e encial pa a o desen ol imen o de
inicia i as simila es, en e ou os elemen os, que azem
des e ela ó io uma peça essencial pa a comp eende
uma das linhas undamen ais de abalho no u u o.
Mais ecen emen e, a IFLA publicou uma ex ensão do
modelo concep ual FRBR pa a os dados ela i os a
au o idades de assun o, os Func ional Requi emen s o
Subjec Au ho i y Da a (FRSAD). Com o desen ol i-
men o des e modelo p e ê-se que es e ipo de dados
“will be able o become pa o linked open da a and
con ibu e o he u he de elopmen o he Seman ic
Web” (IFLA, 2010, p. 50).
5 Recomendação
O pano ama dos sis emas de o ganização da
in o mação bibliog á ica mudou adicalmen e nos
úl imos 25 anos em Po ugal. No início dos anos 90, as
expe iências de au oma ização dos ca álogos
bibliog á icos e am incipien es e a maio pa e das
biblio ecas con inua a a alimen a sis emas analógicos
com ichas bibliog á icas em papel.
Es es anos o am ma cados, na gene alidade, pela
ansição des es sis emas em papel pa a sis emas
au oma izados que essencialmen e ep oduziam nos
egis os ele ónicos a mesma es u u a de desc ição e
codi icação usada no papel. A con e são oco eu em
p imei o luga ao ní el do supo e, do papel pa a o
ele ónico, possibili ando o acesso local à in o mação
disponibilizada a a és de um equipamen o
in o má ico. Mais a de mudou ecnologicamen e,
bene iciando do desen ol imen o dos sis emas de
edes in o má icas, pa icula men e do
desen ol imen o da in e ne , p opo cionando a c iação
de ca álogos bibliog á icos acessí eis em edes in ane
e na Wo ld Wide Web.
As edes e as ocas de in o mação que aquelas
possibili am acele a am o c escimen o dos ca álogos
cole i os apesa de es e ipo de p oje os nunca e
a ingido em Po ugal uma escala e dadei amen e
nacional. Nos casos em que oi possí el implemen á-
los oco e am ganhos imedia os pa a os u ilizado es,
sob e udo ao ní el da capacidade de ecupe ação de
in o mação no seio das di e en es edes de biblio ecas.
Os ca álogos bibliog á icos es ão hoje numa
enc uzilhada (na exp essão de Lass & Quand , 2004).
Po um lado, a sua es u u a adicional de o ganização
da in o mação, de desc ição documen o a documen o,
em sido ques ionada e p opos a a sua subs i uição po
ou os modelos (Coyle, 2016). Po ou o lado, os
egis os bibliog á icos êm sido en endidos, no
ambien e Web, como pa e dos g andes conjun os de
dados que, em ce os con ex os, es ão a se
a mazenados nos silos dos designados sis emas ou
se iços de descobe a - disco e y se ices – a pa dos
egis os dos eposi ó ios, das bases de dados de a igos
ele ónicos, en e ou os (Calhoun, 2006; Han, 2012).
A apa en e pe da de au onomia e ele ância das
unções do ca álogo bibliog á ico coexis e com uma
e alo ização do seu papel de sis ema de o ganização
da in o mação local, como con apon o a uma espécie
de big da a que a qualque momen o se pode
ans o ma num big chaos pa a os u ilizado es.
A maio ia das biblio ecas po uguesas ainda não
chegou a es a enc uzilhada. A coope ação a i a e a
pa ilha de dados, undamen ais na o mação de
ca álogos cole i os, cons i uem um dos g andes
desa ios dos p óximos anos. Vejam-se os casos da ede
nacional de biblio ecas públicas e da a iculação
nacional das biblio ecas do ensino supe io – após o
insucesso da cons i uição da RUBI (Rede Uni e si á ia
de Biblio ecas e In o mação, 1996-2000) (Lemos &
Macedo, 2003) – ou a si uação incipien e das
biblio ecas da Adminis ação Pública, ês eno mes
sis emas que não es ão in e ligados nem comunicam
en e si os dados bibliog á icos. Exce uam-se algumas
edes uni e si á ias que abalham cole i amen e há
mais de dez anos, como é o caso da Uni e sidade de
Lisboa e da Uni e sidade de Coimb a, en e ou os
exemplos.
Face a es e quad o, p opomos uma ecomendação pa a
a elabo ação de p oje os de implemen ação de
ca álogos cole i os em edes de biblio ecas com
sis emas au oma izados em uncionamen o, com
especial en oque na ques ão da indexação (Apêndice
1).
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Re ez, Jo ge. O odo é maio do que a soma das pa es: es ado da a e sob e indexação po assun os na c iação de ca álogos cole i os. // B azilian
Jou nal o In o ma ion S udies: Resea ch T ends. 11:1 (2017) 61-70. ISSN 1981-1640.
Es u u ámos a ecomendação seguindo a me odologia
de Abadal Falgue as (2004), suge indo que a ges ão
inicial do p oje o seja ei a po um g upo-líde sob a
coo denação de um dos elemen os da ede e com a
pa icipação de memb os de odas as biblio ecas. O
g upo-líde de e á ealiza algumas due diligence,
usando uma exp essão da ges ão de p oje os, a sabe :
1. A alia se é pe inen e le a a cabo um p oje o com
es as ca ac e ís icas, de inindo uma me odologia de
a aliação global que bene icie da combinação de
di e en es écnicas de ecolha de dados;
2. P oduzi documen ação inequí oca que possa
susci a um manda o polí ico cla o e mobilizado ;
3. Ob e esse manda o polí ico;
4. Ga an i a o mação no g upo-base de uma cul u a
de coope ação a i a, pa ilha de conhecimen o e
espei o pelas di e en es idiossinc asias dos elemen os
da ede.
6 Conclusão
Em sín ese podemos a i ma que o es ado da a e e ela
a p esença de ês modelos (Apêndice 2) que
elacionam os ca álogos cole i os e a indexação po
assun os. Não p e endemos demons a uma linha do
empo de ca á e de e minis a, mas apenas ep esen a
o que em alguns con ex os se e i icou: a coexis ência
ou sob eposição des as ês o mas de enca a os
sis emas de o ganização da in o mação que
designámos po ca álogos cole i os e mui as dú idas
( ep esen adas pelo pon o de in e ogação) espei an es
ao p oblema da indexação po assun os.
Em suma, a li e a u a ap esen a cinco g andes núcleos
de ques ões. Em p imei o luga , é des acado que a
au oma ização, os o ma os no malizados e as edes
pe mi i am a comunicação de dados bibliog á icos que
es á na génese dos ca álogos cole i os em ambien e
Web. Con udo, é consensual, num segundo plano, que
não exis e um modelo que pe mi a ap o ei a odo o
in es imen o ealizado pelas biblio ecas locais e
simul aneamen e e i a a mul iplicação de linguagens.
Numa e cei a linha, o modelo cen alizado pe mi e a
ca alogação em ede, coope a i a, exigindo no en an o
o es abelecimen o de eg as quan o às eg as e
linguagens documen ais a ado a na indexação po
assun os. Daí que a li e a u a des aque um qua o
núcleo onde se a gumen a que o modelo cen alizado
exige uma coo denação que aça o planeamen o da
c iação e desen ol imen o do ca álogo cole i o e que
es abeleça a o ma de usão dos egis os bibliog á icos
duplicados. Po im, e em úl imo plano, apon ando pa a
o u u o, uma solução possí el pode á se o
planeamen o a empado da usão, com o con ibu o
ecnológico e eó ico-p á ico da in e ope abilidade das
linguagens de indexação.
Es as cinco dimensões deno am, po um lado, a
impo ância dos ca álogos e das linguagens
documen ais que os sus en am; e, po ou o, e elam o
impac o posi i o das no as ecnologias e os desa ios e
as possibilidades de abalho que se ap esen am
u u amen e. Conclui-se assim que não exis indo um
modelo ideal ou uma ó mula consag ada pa a
assegu a o in es imen o local na desc ição de assun os
após a c iação dos ca álogos cen alizados, as
di e en es soluções possí eis de em esul a de um
es o ço de planeamen o cole i o que implemen e um
conjun o adequado de medidas. P ocu ámos mos a
nes e es ado da a e – que não pode deixa de se
pa cial, dada à quan idade de abalhos publicados –
ques iona uma pequena pa e de um p oblema que i á
pe manece : a o ganização do conhecimen o.
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Recei ed: 2016-03-11 Re ised:2016-07-26 Accep ed: 2016-12-19
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APÊNDICES
Apêndice01: Elabo ação de p oje os de implemen ação de ca álogos cole i os