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[Recensão a] Aurora López - Andrés Pociña (eds.), Medeas. Versiones de un mito desde Grecia hasta hoy.

Pimentel, Maria Cristina, 1954-

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Los escasos defectos que puedan censurarse son imputables precisamente a este afán de claridad, así las repeticiones de párrafos en las páginas 229 y 230 o de las páginas 343 y 344, el desliz de alguna errata ocasional como la fecha de la gramática de Pastrana, 1566 por 1466 (pp. 123 y 398), y otras de índole mecanográfica, propias de una obra tan voluminosa y de quienes demuestran más esmero en la claridad de contenidos que en la simple presentación. Todo ello no empaña la satisfacción de tener a mano un estudio imprescindible ya para poste riores trabajos de las varias líneas de investigación trazadas por los amantes de esta materia. Santiago López Moreda LÓPEZ, Aurora -POCIÑA, Andrés (eds.): Medeas. Versiones de un mito desde Grecia hasta hoy (Granada, Universidad, 2002) 2 voi. 1312 p. ISBN 84-338-2911-4 (obra completa); 84-338-2912-2 (vol. I); 84-338-2913-0 (vol. II) Como o título indica, estes dois densos volumes ocupam-se das versões do mito de Medeia desde a Grecia até aos nossos dias. Se, como se reconhece na introdução (p. 9), o objectivo de traduzir toda a dimensão multifacetada desse mito, presente ñas mais variadas culturas e lugares, se revela impossível de atin gir plenamente, a verdade é que este conjunto de estudos está muito próximo de consegui-lo. Repare-se, ainda, que o título logo nos fornece uma chave para a leitura do mito e para entendermos o que se pretende descortinar: os ensaios aqui reunidos, 60 no total, assinados por 52 nomes dos mais relevantes de entre os especialistas do mundo clássico, ocupam-se, não exactamente de Medeia, mas de muitas Medeias, plural que bem traduz aquilo que afirma Aurora López, embora se refira apenas à Medeia de Eurípides e à de Séneca, mas se pode aplicar a todas as versões do mito: "El personaje de Medea ... es una y es muchas. Es una para quien la lee, pero muchas porque tal es el número de quienes puedan leerla, sean simples lectores o avanzados investigadores, de uno y otro sexo, en circunstan cias sociales y personales diferentes. ... Este poder encantador de Medea embruja, y cada cual se queda con "su" Medea" (p. 208). São, de facto, múltiplas as leituras sugeridas, as perspectivas adoptadas: ainda que o foco incida primordialmente na exegese da lenda de Medeia e, de entre as criações literárias a que deu lugar, nas tragedias de Eurípides e Séneca, abre-se também amplo espaço para outras versões, quer greco-romanas, quer de Humanitas 56 (2004) 542 Recensões outras literaturas e tempos subsequentes, quer ainda para alguma incursão pon tual em outras artes, como o cinema (cf. o estudo de Francisco Salvador Ventura sobre a Medeia de Pasolini, pp. 1009-32). Daqui resulta, não uma soma de linhas de interpretação desligadas ou até contraditórias, risco provável em obra criada a tantas vozes, mas antes uma abordagem harmoniosa que acompanha o mito nas suas transformações ao longo dos séculos, adaptando-se a convenções de género mas também à natural actualização que tempos, culturas e povos lhe foram atri buindo. Nem sequer as novas pistas de leitura, como a dos gender studies, estão ausentes, e, por isso, podemos sem favor subscrever a afirmação dos editores quando dizem apresentar "la más grande obra publicada sobre la heroína trá gica" (p. 10). Para o agrupamento dos estudos, foram consideradas cinco secções, organi zadas tanto quanto possível cronologicamente, a primeira das quais se centra no mito de Medeia contemplado de uma forma geral; na segunda observa-se a sua presença na Grécia, cabendo aqui também os estudos que, sob prisma compara tivo, abordam as versões das literaturas grega e latina; na terceira secção, reúnem- -se os ensaios sobre Medeia na literatura latina; em seguida, já no vol. II, examinam-se alguns dos textos da Idade Média e da Idade Moderna em que o mito pervive; no último bloco, surge-nos Medeia em recriações do séc. XX e, prova da actualidade do mito mas também da oportunidade desta obra, já do séc. XXI. Como epílogo, dois textos preciosos: um poema inédito, em galego, de Luz Pozo Garza, intitulado 'Medea en Corinto', escrito para este projecto editorial, e que vem acompanhado de um pequeno estudo introdutório e da versão espanhola de que são responsáveis Aurora López e Andrés Pociña (pp. 1177-227); uma entrevista, conduzida pelos mesmos em 2002, a Nuria Espert ("Vision de Medea a lo largo de una vida", pp. 1229-47), durante a qual a actriz deu conta de como tem vivido e sentido Medeia ao longo dos quase cinquenta anos em que tem representado a personagem. A concluir (pp. 1251-71), uma informação bio-bibliográfica, breve mas esclarecedora, sobre os colaboradores desta obra, e uma bibliografia (pp. 1275-93) que contempla, de entre a vastidão de títulos citados nos 60 capítulos do livro, apenas aqueles que se ocupam fundamentalmente de Medeia, bem como a indicação das edições das diversas Medeias, gregas, latinas e posteriores, que foram objecto de estudo ou referência circunstanciada. Pode o leitor contar também com um 'Indice de versões do tema de Medea' (pp. 1297-307). Uma palavra ainda, antes de vermos mais de perto o conteúdo de cada uma das secções referidas: dos capítulos apresentados, uns são inéditos, outros reedi ções, quer na forma original, quer revistos e actualizados, quer ainda em tradução espanhola; os textos reeditados provêm, na sua maioria, de revistas científicas e culturais, mas também de livros. Todas essas indicações constam, como é devido, da bibliografia. Sirva esta informação para sublinhar a vantagem adicional de, Humanitas 56 (2004) Recensões 543 numa obra de conjunto sobre o tema 'Medeia(s)', se ter acesso a alguns textos fundamentais, por vezes actualizados, que se encontravam dispersos. A primeira secção engloba seis estudos. No primeiro, "El mito de Jasón y Medea y el Folklore" (pp. 15-48), José Manuel de Prada Samper evoca um conto popular recolhido em Granada, em 1920: dai parte para a reflexão sobre os pontos de contacto entre o mito grego e as suas fontes tradicionais. Em análise claríssima, o A. lança as bases de uma interpretação do mito quando, passado a escrito, se transforma em função das sociedades que o contam. Carlos Garcia Guai ("El Argonauta Jasón y Medea. Análisis de un mito y su tradición literaria", pp. 29-48) assume também uma perspectiva que reinterpreta o mito em função de cada época, seus gostos e valores. A análise, que se ocupa da tradição literária até Apolónio de Rodes, centra-se em alguns aspectos (os deuses, os elementos mági cos, a composição das personagens Jasão e Medeia) desta lenda, que começou por ser "un mito arcaico para acabar en casi una novela romántica, pasando por una escandalosa tragedia" (p. 32), sem esquecer os elementos arquetípicos do Marchen ou aspectos sugeridos pela cerâmica. O estudo de Alain Moreau (pp. 49-60: "Quelques approches du mythe de Médée"), enunciando facetas que algumas modernas perspectivas de análise (psicanalitica; comparatista; temática; estruturalista; intertextual; arqueológica) trazem à interpretação do mito e do compor tamento das personagens Jasão e Medeia, prova que este mito responde aos inte resses e preocupações da nossa época. María-José Ragué Arias (pp. 61-8: "La interminable muerte de los hijos de Medea"), depois de uma deriva pelos 'mons tros' femininos do mito grego (Medeia, Clitemnestra, Fedra), personagens atípi cas relativamente aos modelos de conduta estabelecidos, mas cuja grandeza trá gica lhes confere infinitas capacidades polissémicas, refere a análise das 'razões de Medeia' segundo as perspectivas do movimento teatral feminista e de outras leituras contemporâneas, como a da identidade oculta ou de substituição, ou a da metáfora da civilização que se destrói a si mesma. "O mito de Medeia na poesia portuguesa" (pp. 69-85), texto modelar de M.â Helena da Rocha Pereira que todos conhecíamos de anteriores publicações, surge agora em versão actualizada, quer em resultado de contínua investigação, quer pela novidade da bibliografia entre tanto dada a lume e citada. Aí se comenta a presença do mito no Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em Gil Vicente, Camões, António José da Silva, Bocage, Marquesa de Alorna, e na recriação de Sophia de Mello Breyner Andresen. Aurora López dá-nos "Visiones de Medea en la literatura gallega" (pp. 87130), pela análise de quatro textos dramáticos (Manuel Lourenzo, Medea dos fuxidos e Últimas faíscas de setembro, 1984 e 1999, respectivamente; Eduardo Alonso y Manuel Guede, Medea, 1987; Xesús Pisón, Aniversario de Medea, 2000), apreciação que estende ao campo da narrativa (Manuel Lourenzo, Residentes privilexiados, 1998; Andrés Pociña, Medea en Camarinas, 2001) e da poesia, neste caso destinada a um público leitor infanto-juvenii (Xoán Babarro, Os feitizos de Medea, 2001). Humanitas 56 (2004) 544 Recensões Na Parte II da obra encontramos estudos centrados em Eurípides, como "Medea y la imagen de las Simplégades en Eurípides" (pp. 133-45), de Lidia Gambon, que analisa a função e o significado dessa imagem na peça; "Doble en Medea" (pp. 147-56), de Ana María González de Tobia, que comenta a colaboração que o Coro presta à interpretação da tragedia; "Las 'razones' de Medea" (pp. 157-69), de Ana Iriarte, que, para revelar o carácter essencialmente trágico de Medeia, e recorrendo também ao paralelo com o comportamento de outras esposas fatais da tragédia, e.g. a Clitemnestra de Esquilo e a Dejanira de Sófocles, se debruça sobre os aspectos que inspiraram a sua terrível decisão, todos eles fruto do confronto entre valores opostos (mãe os. mulher traída e abando nada; lucidez vs. loucura; estrangeira vs. Gregos); "Nueva lectura de sophia - sophós en la Medea de Euripides" (pp. 211-32), de Juan Antonio López Férez, que, do comentário dos passos em que ocorrem os vocábulos, conclui a atenção de Eurípides aos novos valores semânticos que alguns termos, herdados da épica ou da lírica, adquiriam na Atenas sua contemporânea; "Medea de Eurípides: lecturas de un drama de venganza" (pp. 255-76), de Milagros Quijada, acompanha três linhas de explicação para o acto e para a configuração psicológica da personagem, elaborações poéticas posteriores a Eurípides, mas que encontram apoio na sua tragédia: Medeia, ser divino ou prodigioso; o carácter de estrangeira; o drama passionai, sendo esta última a perspectiva de análise desenvolvida. Também Rosa Sala Rose (pp. 293-313: "La Medea de Eurípides: el enigma del infanticidio") procura o sentido último de "un infanticidio realizado fríamente y por venganza" (p. 294) contra os próprios filhos, para que, encontrada a resposta, seja também possível penetrar um pouco mais na complexidade do mito. Em "Las otras Medeas del teatro griego" (pp. 315-28), Antonio Melero passa em revista a história da personagem em outras criações dramáticas gregas (comédia, tragédia, drama satírico...) que sabemos terem existido ou de que nos restam tão-só fragmentos, e com as quais sem dúvida Eurípides deveria "estable cer toda una serie de complejas relaciones intertextuales, por alusión o por omisión" (p. 315). Giuseppe Giangrande dedica os estudos "Medea y la concepción del amor en Apolonio Rodio" (pp. 329-45) e "Medea and Dreams in Apollonius Rhodius" (pp. 347-63) ao poema épico helenístico: naquele examina, dentro do quadro da concepção do amor na poesia alexandrina, o recurso a tópicos eróticos convencio nais, e o alcance da variatio do poeta relativamente a esses topoi; neste, observa de que modo e com que fim Apolónio usa os sonhos segundo a concepção corrente no seu tempo, a das teorias de origem aristotélica e da perspectiva estoica siste matizada por Posidónio, que os encaravam como mensagens que o adormecido recebia da sua própria ψυχή e lhe permitiam antever o futuro. Em três estudos, cotejam-se as versões gregas e latinas do mito. Aurora López ("Coro de mujeres y Coro de hombres en las tragedias Medea de Eurípides Humanitas 56 (2004) Recensões 545 y de Séneca", pp. 171-210), interpretando o papel do coro em ambas as peças, busca as razões e o significado da mudança tão profunda, e tão original, de Séneca relativamente ao modelo grego, colocando a tónica na exemplificação da teoría estoica dos affectus. Andrés Pociña (pp. 233-54: "El amor de Medea visto por Eurípides y Séneca") compara o modo como o amor de uma e outra Medeia aparece reflectido, bem como os motivos do horrendo crime, segundo cada urna das versões. Com este estudo, consegue o A. o que propunha (p. 233): "ofrecer un ejemplo estupendo de las circunstancias y condiciones en que una obra magistral de la Grecia clásica llega, casi medio millenio después, a la Roma del primer siglo del Imperio, y recibe allí una interpretación, en muchos aspectos novedosa". Elsa Rodríguez Cidre (pp. 277-92: "Medea y lo monstruoso: tratamiento diferencial en Eurípides y en Séneca") visa "analizar las valencias simbólicas que destilan las imágenes de lo monstruoso", tanto no que respeita às qualidades específicas da personagem como às suas acções, em especial o filicidio, demarcando e interpre tando as diferenças entre a versão grega e a latina. A Parte III integra os ensaios dedicados à literatura latina. André Arcellaschi (pp. 367-87) classifica os fragmentos de "La Médée d'Ennius", numa tentativa bem conseguida de reconstituir o movimento do drama. E Eurípides o guia dessa 'reconstrução7: mas a análise estilística permite ao A. sublinhar que Énio é muito mais que um "de ces poetes latins qui ont su traduire, non pas le mot à mot, mais la vigueur des poètes grecs" (p. 376), e que, no equilíbrio entre imitatio e origina lidade, alcançou a harmonia entre o sentido, a métrica e a música. Após integra ção de "La tragedia de Lucio Acio" nos modelos gregos, e na tragédia latina ante rior e posterior, Andrés Pociña (pp. 389-410) oferece-nos a edição crítica, a tradu ção e a interpretação dos fragmentos existentes. MConsuelo Álvarez Morán e Rosa Mâ Iglésias Montiel (pp. 411-45: "Cruce de géneros en las Metamorfosis: Medea entre la épica y la tragedia") provam, com abundância de passos comen tados, que a configuração da personagem ovidiana é "un crisol de la Medea de la épica y de la tragedia, con aditamento de otros generos", (p. 418), e.g. a poesia amorosa. Andrés Pociña (pp. 447-58: "Ovidio y el teatro: la tragedia Medea") procura, da leitura de toda a obra ovidiana, perscrutar a opinião do poeta sobre diferentes aspectos do teatro (autores, espectadores e actores), para os interpretar no contexto da situação do teatro na época de Augusto, e dai concluir também "el sentido de Ovidio como dramaturgo, o, lo que es lo mismo, cuál pudo ser el sen tido de su Medea" (p. 447), tragédia infelizmente perdida. Séneca suscita nada menos que doze capítulos, dois dos quais em perspec tiva intertextual: Rosa MIglesias Montiel e Mã Consuelo Álvarez Morán (pp. 565-87: "Catulo y la organización de los coros de la Medea de Séneca") revelam a presença de Catulo, em especial o carm. 64, nos quatro coros, cuja relação com a trama da peça examinam; Antonio Martina coteja "La Medea di Seneca e la XII delle Heroides di Ovidio" (pp. 589-613): após recordar as principais Humanitas 56 (2004) 546 Recensões diferenças de estrutura e conteúdo entre a tragédia latina e a euripidiana, sem esquecer Apolónio de Rodes, o A. desenha as linhas que unem a peça de Seneca às suas fontes, em particular o modelo da(s) Medeia(s) de Ovídio. Os restantes estudos centram-se na presença da teoria estoica na peça, ou em aspectos de interpretação, análise estilística e processos de construção dramática. Carmen Bernal Lavesa (pp. 459-86: "Medea en la tragedia de Séneca"), admitindo que as peças tenham sido escritas com vista a uma possível representação, examina Medea enquanto "instrumento idóneo para divulgar las máximas vehiculadoras de principios filosóficos y conseguir que el pueblo los hiciera suyos" (p. 462), e vê como Séneca faz, das personagens, exempla e objecto de estudo sobre os affectus, ao mesmo tempo que, nas suas contradições, encontra motivo para reflectir sobre "la insuficiencia de la filosofia parenética" (p. 475). Gilberto Giuseppe Biondi (pp. 487-510: "Una ipotesi di lettura: lo 'stile filosofico' del drammatico Seneca") busca responder a perguntas como: "La tragedia di Seneca è psicologicamente descrittiva o filosoficamente normativa? Il poeta Seneca è autonomo o eteronomo rispetto al filosofo? Esiste un Seneca poeta o è solo il presta-versi del filosofo e del retore?" (p. 507). José Antonio Segurado e Campos (pp. 511-22: "A magia de Medeia") demonstra que a cena de magia não reproduz nenhum efectivo ritual mágico, é, sim, um expressivo artifício técnico para "transmitir toda a face irracional, obscura, inconsciente da personagem" e "denotar a sua profunda e anti-estóica subordinação às paixões" (p. 522). Giovanna Galimberti Biffino (pp. 523-33: "La Médée de Sénèque, une tragédie «annoncée»") observa o iter tragicum, escandido em três momentos (Medea superest; Medea fiam; Medea nunc sum), que a protagonista percorre e anuncia, tema que retoma em "Medea nunc sum: Il destino nel nome" (pp. 535-47), onde analisa a peça como "una tragedia della Bildung" (p. 544). Em "Médée et les mères en deuil: échos, renvois, symétries dans le théâtre de Sénèque" (pp. 549-64), Marie Hélène Garelli-François estuda a multiplicidade de formas e processos de que resulta a 'estrutura da inversão', binária, simétrica ou dual, que encontra uma aplicação privilegiada na peça em apreço, e que Giusto Picone, em "La Medea di Seneca come fabula dell'inversione" (pp. 639-50), demonstra tratar-se da estrutura profunda "che orienta e governa i contenuti del drama senecano" (p. 645). Giancarlo Mazzoli (pp. 615-25: "Medea in Seneca: il logos del furor") encara Medeia como a personagem trágica que traduz de modo mais perfeito a coexistência desses valores opostos, e observa como Séneca põe "una paradossale Medea sapiens al servizio della paradigmatica Medea furens" (p. 621). Eulalia Rodón (pp. 651-69: "El léxico de una pasión: Medea") demonstra que Séneca trouxe, com esta peça, "una aportación innovadora en su trazado psicológico, aportación a la vez tanto humana como literaria, que se encontra cumplida y diáfanamente representada en el plano de la expresividad léxica formal" (p. 669). Gianna Petrone (pp. 627-38: "Medea, il mare, il male. Un'interpretazione contro il mito delle età") responde à pergunta: "Qual è ... il Humanitas 56 (2004)