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A avaliação do impacto do projeto “We Act” nas percepções dos alunos acerca das suas competências de ação sociopolítica

Reis, Pedro,Tinoca, Luís

Abstract

O principal objetivo do projeto "We Act" é apoiar professores e alunos na tomada de ações informadas e negociadas para resolver problemas sociais e ambientais de base científica e tecnológica. Através de uma abordagem quantitativa, este artigo investiga o impacte do envolvimento dos alunos em ação sociopolítica sobre controvérsias socio-científicas e socioambientais – as iniciativas "We Act" – nas suas percepções sobre as suas competências de cidadania ativa. Os dados foram obtidos através da aplicação de um questionário, sob a forma de pré e pós-teste, e da análise estatística das respostas com o objetivo de detectar eventuais mudanças significativas nas percepções dos alunos. Foram detectadas diferenças estatísticas significativas entre as percepções dos alunos antes e depois das ações implementadas, nomeadamente no que respeita à sua capacidade de realizar iniciativas que contribuam para a resolução de problemas sociais relacionados com a ciência, a tecnologia e o ambiente.

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R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 214 h ps://pe iodicos.u p .edu.b / bec A a aliação do impac o do p oje o “We Ac ” nas pe cepções dos alunos ace ca das suas compe ências de ação sociopolí ica RESUMO Ped o Guilhe me Rocha dos Reis [email p o ec ed]oa.p 0000-0002-9549-2516 Ins i u o de Educação da Uni e sidade de Lisboa Luís Alexand e da Fonseca Tinoca [email p o ec ed]oa.p 0000-0001-6950-3245 Ins i u o de Educação da Uni e sidade de Lisboa O p incipal obje i o do p oje o "We Ac " é apoia p o esso es e alunos na omada de ações in o madas e negociadas pa a esol e p oblemas sociais e ambien ais de base cien í ica e ecnológica. A a és de uma abo dagem quan i a i a, es e a igo in es iga o impac e do en ol imen o dos alunos em ação sociopolí ica sob e con o é sias socio-cien í icas e socioambien ais – as inicia i as "We Ac " – nas suas pe cepções sob e as suas compe ências de cidadania a i a. Os dados o am ob idos a a és da aplicação de um ques ioná io, sob a o ma de p é e pós- es e, e da análise es a ís ica das espos as com o obje i o de de ec a e en uais mudanças signi ica i as nas pe cepções dos alunos. Fo am de ec adas di e enças es a ís icas signi ica i as en e as pe cepções dos alunos an es e depois das ações implemen adas, nomeadamen e no que espei a à sua capacidade de ealiza inicia i as que con ibuam pa a a esolução de p oblemas sociais elacionados com a ciência, a ecnologia e o ambien e. PALAVRAS-CHAVE: Ação sociopolí ica. Cidadania a i a. Educação em ciências. Al abe ização cien í ica. R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 215 A EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS E A AÇÃO SOCIOPOLÍTICA Apesa dos eno mes p og essos e e uados du an e as úl imas décadas em e mos de melho ia das condições de ida das populações, ainda i emos numa sociedade ma cada po p oblemas sociais e ambien ais complexos, esul an es, mui as ezes, da subjugação dos di ei os das populações po in e esses económicos imedia is as de indi íduos ou g upos (GRAY; COLUCCI-GRAY; CAMINO, 2009). Po ezes, a p essão pelo luc o em impac o na ciência e na ecnologia, a e ando nega i amen e a qualidade das p á icas e dos p odu os dos in es igado es e, consequen emen e, o bem-es a das populações e dos ecossis emas (BENCZE, 2008; NELKIN, 1992). En e a população, exis e uma sensação de impo ência pe an e esses p oblemas. Os cidadãos ques ionam-se, equen emen e, ace ca da sua capacidade e do seu pode pa a al e a essas si uações. Simul aneamen e, as p á icas escola es acabam po e o ça o sen imen o de incapacidade. O a o de mui as aulas de ciências se cen a em exclusi amen e nos p odu os da ciência e ecnologia, a a és de modalidades de ensino exposi i as que sup imem os desejos dos alunos de ques iona em, segui em seus p óp ios pe cu sos de inqué i o, discu i em/c i ica em pe spec i as di e en es e desen ol e em suas p óp ias conclusões, não con ibui minimamen e pa a o empode amen o dos alunos como cidadãos c í icos e a i os (BENCZE; CARTER, 2011; REIS, 2013, 2014a). Es as p á icas educa i as exposi i as, cen adas no conhecimen o consensual – bem es abelecido e inequí oco – p omo em uma concepção simplis a posi i is a da p á ica da ciência e a noção de que suas conclusões são absolu as, inequí ocas e não con o e sas. Simul aneamen e, não capaci a os alunos (os cidadãos) pa a o con li o, a discussão e a esolução de p oblemas, p omo endo, bem pelo con á io, a con o midade e a dependência in elec ual dos cidadãos ela i amen e às ideias/opiniões de especialis as (sejam eles, p o esso es, cien is as, polí icos, e c.). T a a-se de uma educação que p epa a os cidadãos pa a ou i em e acei a em, sem discussão ou análise c í ica, as pe spec i as desses especialis as e que se aduz numa ausência de conhecimen os ace ca da na u eza e dos p ocessos da ciência e numa al a de expe iência ela i amen e à discussão e à pa icipação pública na esolução de p oblemas que di icul a a assunção de papéis polí icos e a e a a qualidade do p ocesso democ á ico (REIS, 2009). Num con ex o como es e, as p á icas de educação em ciências de em se ans o madas e o concei o de al abe ização cien í ica de e se ampliado. De aco do com Hodson (2003, 2011), a educação de e se ampliada a im de p omo e conhecimen o sob e a na u eza da ecnociência, capacidades de in es igação cien í ica e ação sociopolí ica sob e p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais. Numa sociedade ma cada po p oblemas sociais e ambien ais complexos, o nam- se c í icos a análise e o econhecimen o explíci o das injus iças sociais e da consequen e impo ância da ação sociopolí ica sob e es as p oblemá icas. Po an o, o concei o de al abe ização cien í ica de e inclui o desen ol imen o nos alunos da "capacidade e do comp omisso de ealiza em as ações adequadas, esponsá eis e e icazes em ma é ia de in e esse social, econômico, ambien al e é ico-mo al" (HODSON, 2003, p. 658). Alguns au o es suge em que a ação sociopolí ica dos alunos sob e p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais em o pode de melho a : a) os seus conhecimen os sob e es as ques ões; b) as suas compe ências de pesquisa e de cidadania; e, e en ualmen e, c) o bem-es a dos indi íduos, das sociedades e dos ambien es (BENCZE; CARTER, 2011; MARQUES; R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 216 REIS, 2017; ROTH; DE'SAUTELS, 2002). A ação comuni á ia undamen ada é conside ada, equen emen e, um dos p incipais aspec os da al abe ização cien í ica (HODSON, 1998) e uma o ma de capaci a os alunos como c í icos e cons u o es de conhecimen o, em ez de es ingi-los ao papel de simples consumido es de conhecimen o como o sis ema educa i o mui as ezes pa ece aze (BENCZE; SPERLING, 2012; REIS, 2013). Es a componen e sociopolí ica da educação em ciência p e ende p epa a os cidadãos pa a: a) exigi em e exe ce em uma cidadania pa icipa i a e undamen ada; b) exigi em jus iça social e é ica nas in e ações en e ciência, ecnologia, sociedade e ambien e; e c) con ibuí em pa a a supe ação de p oblemas que a e am a sociedade a a és de uma pa icipação social a i a e undamen ada. Reconhecem-se alunos e p o esso es como agen es de mudança que " eco em à ciência pa a esol e os seus p óp ios p oblemas e, como esul ado des a en a i a de encon a soluções, p oduzem no os conhecimen os" (LEVINSON, 2008, p. 144). Des a o ma, a ciência su ge como um meio de p omo e uma democ acia onde os cidadãos agem de o ma socialmen e esponsá el. O PROJETO “WE ACT – PROMOTING COLLECTIVE ACTIVISM ON SOCIO- SCIENTIFIC ISSUES” Es e p oje o de pesquisa-ação, iniciado no Ins i u o de Educação da Uni e sidade de Lisboa em 2013, p e ende cons ui conhecimen o sob e o ecu so à ação sociopolí ica cole i a na esolução democ á ica de p oblemas no con ex o do ensino das ciências. O p incipal obje i o do p oje o "We Ac " é apoia p o esso es e alunos na omada de ações undamen adas e negociadas pa a esol e p oblemas sociais e ambien ais de base cien í ica e ecnológica (REIS, 2014a,b). Es e p oje o combina componen es de desen ol imen o, ação e pesquisa e en ol e a ap endizagem a i a baseada em in es igação (da exp essão inglesa “Inqui y-based science educa ion”) sob e p oblemas da ida eal (conside ados socialmen e ele an es pelos alunos) e a es imulação da pa icipação dos alunos em ação cole i a e undamen ada de esolução democ á ica de p oblemas ( ambém designada ação sociopolí ica). Po ezes, em a igos e comunicações ealizados em Po ugal ou em países de língua inglesa, o p oje o e e e as suas inicia i as como de a i ismo. Con udo, no B asil, e i a-se u iliza es e e mo pelo a o de es a cono ado com ação sem e lexão em esul ado dos abalhos de Paulo F ei e. Os aspe os p incipais des e p oje o são: 1) a combinação de discussão de ques ões sócio-cien í icas e socioambien ais com o uso de abo dagens baseadas em a e e e amen as da Web 2.0 pa a a p omoção de ação sociopolí ica sob e essas ques ões; 2) o econhecimen o dos es udan es como impo an es agen es de mudança e, consequen emen e, como "cidadãos" (em oposição a " u u os cidadãos"); e 3) a melho ia das compe ências dos p o esso es como educado es e das compe ências de cidadania a i a dos seus alunos a a és do en ol imen o em p ocessos de pesquisa-ação apoiados po uma comunidade de ap endizagem. O p oje o “We Ac ” su ge na con inuidade de uma linha de in es igação e de in e enção que em eco ido à discussão e à ação sociopolí ica sob e con o é sias sócio-cien í icas e socioambien ais como o ma de p epa a os alunos pa a uma cidadania a i a, in o mada e socialmen e esponsá el (REIS, 1997, 2004; REIS; GALVÃO, 2004, 2009). Ao ní el das escolas, p e endem iden i ica -se R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 217 os a o es que in luenciam posi i a e nega i amen e o en ol imen o nes e ipo de ações e cons ui conhecimen o sob e os p ocessos de in e enção mais adequados ao ape echamen o dos p o esso es com a con iança, a mo i ação e os conhecimen os necessá ios à es imulação dessas ações in o madas. Es as ações são in o madas po que esul am de p ocessos de esolução de p oblemas e de omada de decisões baseados na ecolha e na análise cien í ica de dados pelos alunos. Es es dados são ob idos po in es igação p imá ia (a a és da ecolha di e a do meio) ou po in es igação secundá ia (a a és da u ilização de dados p oceden es de ou as on es idedignas). P e ende-se que as ações ealizadas se baseiem em conhecimen o cien í ico e não em palpi es ou imp essões. Simul aneamen e, a a és da ação cole i a p ocu a-se que os alunos pe cebam o maio alcance (em e mos de impac o) des e ipo de ação quando compa ado com a ação indi idual. Desde 2013, êm sido u ilizadas abo dagens en ol endo a e (p. ex., d ama izações, ca oons, his ó ias em quad inhos e exposições in e a i as) e e amen as da Web 2.0 (p. ex., pa a a p odução de p og amas de ádio, ídeos e animações e sua disseminação a a és de edes sociais) pa a a p omoção, em con ex o escola , de inicia i as cole i as de ação sociopolí ica sob e p oblemas sociais e ambien ais (GARCÍA-BERMÚDEZ, e al., 2017; LINHARES; REIS, 2017; SCHEID; REIS, 2016). Es as inicia i as êm sido ealizadas desde o ensino p é- escola a é ao ensino supe io . A p epa ação pelos alunos de a i idades d amá icas e exposições sob e p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais ap esen a po encialidades an o em e mos de ap endizagem sob e o con eúdo, os p ocessos e a na u eza da ciência e da ecnologia, como em e mos de desen ol imen o cogni i o, social, polí ico, mo al e é ico (KOLSTØ, 2001). Simul aneamen e, es e ipo de inicia i as susci a ques ões, e lexão e in e ação en e alunos e isi an es, ans o mando ambos em ap enden es e a i is as polí icos (LEVINSON; NICHOLSON; PARRY, 2008; LINHARES; REIS, 2017; ØDEGAARD, 2003; REIS; MARQUES, 2016). As e amen as da Web 2.0 de li e acesso êm um g ande po encial no desen ol imen o de capacidades de comunicação e de a gumen ação e podem se mui o ú eis pa a as inicia i as de ação sociopolí ica, pe mi indo que os alunos di ulguem mensagens que conside am socialmen e ele an es, em o ma os di e sos (p. ex., ídeo, áudio, ex o, imagens) e de o ma ápida, pa a um público ala gado (GARCÍA-BERMÚDEZ e al., 2017; MARQUES; REIS, 2017; STEGMANN e al., 2007). Na abela 1 ap esen a-se uma b e e ca ac e ização das inicia i as de ação sociopolí ica que são analisadas nes e a igo. Tabela 1 - B e e ca ac e ização das inicia i as de ação sociopolí ica ealizadas pelos pa icipan es. Escola N.º de u mas Du ação da ação Ní el de escola idade Disciplina en ol ida B e e desc ição da ação 1 2 4 meses 8.º ano Ciências Na u ais In es igação sob e os ipos de con aminação do cu so de água que a a essa a localidade, R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 218 iden i icação das causas dessa si uação e ealização de inicia i as pa a supe ação desse p oblema: d ama ização abe a à comunidade, dinamização de p og ama de ádio em ádio local. 2 1 5 meses 8.º ano Ciências Na u ais Iden i icação de p oblemas ambien ais na zona em que se inse e a escola e in es igação de o mas de con ibui pa a a esolução desses p oblemas. Ap esen ação de p opos as à au a quia local no âmbi o da Assembleia Municipal Jo em. 3 2 4 meses 12.º ano Química In es igação sob e os e ei os dos plás icos nos ecossis emas ma inhos; ação de limpeza de uma p aia pe o da escola, dinamização de espaço no Facebook e ealização de exposição abe a à comunidade sob e o ema. 4 2 4 meses Ensino Supe io : 2.º ano cu so de o mação inicial de p o esso es do ensino básico e educado es de in ância Ambien e e Desen ol imen o Sus en á el Ação que en ol eu a iden i icação de p oblemas ambien ais conside ados ele an es pelos alunos, a in es igação de o mas de soluciona esses p oblemas e a di ulgação dessas p opos as a a és R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 219 de ca azes in e a i os e de blogues colocados na In e ne . 5 1 4 meses 10.º ano Educação Mul imídia (Ensino p o issional) Cada g upo de alunos p epa ou uma campanha mul imídia pa a uma o ganização não go e namen al com a qual os alunos se iden i ica am. 6 4 4 meses 5.º ano Ciências da Na u eza In es igação de o mas de diminui o despe dício de água e ene gia e ealização de uma campanha de sensibilização da comunidade escola que en ol eu uma sessão pública e a concepção e dis ibuição de pan le os. 7 2 3 meses Ensino Supe io : 3.º ano cu so de o mação inicial de p o esso es do ensino básico e educado es de in ância A elie e Didá ica das Ciências e Educação Ambien al Ação ealizada no âmbi o de uma disciplina do cu so de o mação de p o esso es de educação básica e que en ol eu a iden i icação de p oblemas ambien ais que a e am a comunidade local e a ealização de campanhas di e sas (nomeadamen e, dinamização de espaços em edes sociais, elabo ação de ca azes e olhe os, ecolha de di e en es ipos de lixo, ealização de d ama izações abe as à comunidade). 8 1 2 meses 8.º ano Ciências Na u ais In es igação sob e o mas de eduzi o consumo ene gé ico da escola e R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 220 ap esen ação de p opos as à comunidade escola a a és de sessão pública. 9 4 2 meses 12.º ano Biologia Iden i icação de ques ões é icas susci adas po ino ações ecnológicas na á ea das ciências na u ais e ealização de uma exposição (com ilmes e pôs e es) pa a a sensibilização da comunidade escola pa a essas emá icas. 10 1 4 meses 5.º ano Ciências da Na u eza Iden i icação de o mas de eduzi o despe dício de água e ap esen ação de p opos as de ação a a és de blogues cons uídos pelos alunos. 11 2 2 meses 7.º ano Educação pa a a Cidadania Responsá el U ilização de conhecimen os de ísica e biologia pa a o desen ol imen o de uma campanha de Educação Rodo iá ia ealizada a a és de ea o, ilme e his ó ias em quad inhos. 12 2 5 meses 11.º ano Química Desen ol imen o de p opos as de ação sob e o ema da segu ança química e in eg adas no Plano de Ação pa a a Segu ança In an il p opos o pela Di eção Ge al da Saúde. Realização de um ideoclipe ( ídeo e música) pa a o You ube que sensibilizasse pais e a ós de c ianças pa a o isco de R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 221 alguns p odu os químicos domés icos. (Fon e: abela elabo ada pelos au o es pa a es e a igo) METODOLOGIA Obje i os Es e a igo in es iga o impac e do en ol imen o dos alunos em di e sas ações sociopolí icas sob e p oblemas sócio-cien í icos e socioambien ais – ealizadas no âmbi o do p oje o "We Ac "– nas suas pe cepções sob e as suas compe ências de cidadania a i a. Pa a al, eco e-se a uma abo dagem quan i a i a baseada no desen ol imen o e aplicação de um ques ioná io cons i uído po i ens de ipo Like , seguida da análise es a ís ica das espos as com o obje i o de de ec a e en uais di e enças signi ica i as en e as pe cepções dos alunos an es e depois da ealização das inicia i as “We Ac ”. Pa icipan es O ques ioná io oi espondido 915 ezes po alunos en ol idos em inicia i as de ação sociopolí ica em 12 escolas po uguesas en e janei o de 2013 e janei o de 2015: 434 espos as como p é- es e e 481 espos as como pós- es e. Os esponden es e am p o enien es do ensino egula , básico (2º ciclo 16%, e 3º ciclo 25%) e secundá io (34,7%), e do ensino supe io (24,4%). As idades a ia am en e os 10 e os 59 anos (Média=17,38 e Des io Pad ão=6,6; Mediana=16), sendo que 65,1% inham idades comp eendidas en e os 10 e os 17 anos, 23,3% ap esen a am idades comp eendidas en e os 18 e os 23 anos, e 11,6% inham idades supe io es a 23 anos. A maio ia dos pa icipan es e a do sexo eminino: 61,6%. O p ocesso de desen ol imen o e alidação do ques ioná io A e são inal do ques ioná io oi compos a po 2 pa es. Uma 1ª pa e de ca ac e ização do pa icipan e com 7 ques ões – escola; u ma; ano; ciclo; código de iden i icação pa a pe mi i empa elhamen o en e as espos as indi iduais no p é e no pós es e; idade; géne o. E uma 2ª pa e pa a medi o impac e das ações cole i as implemen adas sob e as pe cepções dos alunos em elação às suas compe ências de cidadania a i a, compos a po 12 i ens a aliados segundo uma escala de ipo Like de conco dância, com 4 opções de espos a: disco do o almen e, disco do, conco do, e conco do o almen e. Op ou-se po uma escala com um núme o pa de opções de espos a de modo a e i a o p oblema da endência cen al, o çando assim os pa icipan es a posiciona em-se posi i a, ou nega i amen e, ela i amen e a cada i em. Os i ens o am desen ol idos de aco do com os obje i os do p oje o, nomeadamen e, no que conce ne ao ipo de impac e desejado nas pe cepções dos pa icipan es ace ca das suas compe ências de a i ismo. R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 222 O p ocesso de desen ol imen o do ques ioná io en ol eu: a) a sua análise po um g upo de cinco educado es de ciências, dois psicólogos e cinco p o esso es de ciências endo em is a a a aliação da sua adequação aos obje i os p opos os; e b) a sua análise psicomé ica pos e io , endo po base a o alidade das espos as ob idas no p é e pós es e. Pa a aze o a amen o es a ís ico dos dados ecolhidos com o ques ioná io oi u ilizado o SPSS e são 22. Pa a a alia a c edibilidade do ques ioná io u ilizámos a o alidade das espos as dos alunos (915 espos as sob a o ma de p é e pós- es e) e eco emos a ês índices: sensibilidade, alidade a o ial e iabilidade. De aco do com Ma oco (2007), pa a a alia a sensibilidade dos i ens de um ques ioná io os seus alo es de Skewness não de em ul apassa 7 e os de Ku osis 3. A Skewness é uma medida que ca ac e iza o en iesamen o da dis ibuição da amos a em elação à sua média; sendo a Ku osis o coe icien e de acha amen o da sua dis ibuição. No nosso caso, o alo máximo ob ido an o pa a a Skewness como pa a a Ku osis oi de 1. Rela i amen e à alidade a o ial, de aco do com Ma oco (2007) o alo do índice Keise -Meye -Olkin (KMO) de e se igual ou maio que .70 e o es e de Es e icidade de Ba le de e ap esen a um coe icien e de signi icância com uma p obabilidade in e io a .001. O índice KMO é uma medida da homogeneidade das a iá eis es udadas que compa a co elações simples com co elações pa ciais de o ma a julga a qualidade da amos agem ob ida. No nosso es udo o alo de KMO ob ido oi de .84 (p<.001). O es e de es e icidade ep esen a uma condição su icien e e necessá ia à análise a o ial ealizada, a aliando a independência das elações in a-sujei os (whi hin-subjec s), ou seja, as a iá eis medidas são independen es dos sujei os onde são medidas. Rela i amen e à iabilidade global dos i ens da amos a, eco endo ao es e do Al a de C onbach, é possí el a alia a consis ência dos esul ados ob idos. Es a es a ís ica alia a consis ência in e na de um g upo de i ens e i icando i ens di e en es cons uídos pa a medi um mesmo cons u o ge al p oduzem esul ados semelhan es, analisando a co elação en e as espos as ob idas. Os alo es des e índice a iam en e -1 e +1 e a con iabilidade é an o maio quan o mais pe o de 1 es i e o alo encon ado. De aco do com Dunn e al. (2013) uma con iabilidade en e 0,6 e 0,7 é conside ada azoá el; en e 0,7 e 0,9 boa e en e 0,9 e 1 mui o boa. Nes e caso, o alo pa a o Al a de C onbach pa a o conjun o de i ens es ado oi de .822. Foi ambém ei a uma análise explo a ó ia pa a e i ica que a o es pode iam se os esponsá eis pela a iância obse ada. Des a análise ex aí am-se dois a o es esponsá eis po 47,2% da a iância obse ada ( e abela 2). Se e i ens ica am ag egados a F1, ag egando-se os es an es ês i ens a F2 (assinalados a neg i o na abela 2). Pa a F1 ob i emos um Al a de C onbach =.77, a o que designámos como “Compe ências de A i ismo” (CA). Pa a F2 ob i emos um =.80, a o que designámos como “De e de Pa icipa ” (DP). Tabela 2 - Pesos a o iais dos i ens nos 2 a o es ( o ação a imax). R. b as. Ens. Ci. Tecnol., Pon a G ossa, . 11, n. 2, p. 214-232, mai./ago. 2018. Página | 229 REFERÊNCIAS BENCZE, J.L. P i a e p o i , science and science educa ion: C i ical p oblems and possibili ies o ac ion. Canadian Jou nal o Science, Ma hema ics & Technology Educa ion, .8, n.4, p. 297–312, 2008. BENCZE, L.; CARTER, L. Globalizing s uden s ac ing o he common good. Jou nal o Resea ch in Science Teaching, .48, n.6, p. 648-669, 2011. BENCZE, J. L.; SPERLING, E. S uden - eache s as ad oca es o s uden -led esea ch-in o med socioscien i ic ac i ism. 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