Da convergência entre historiografia, teoria da história e história política
Full text
His o iog a ia, Cul u a e Polí ica
na Época do Visconde de San a ém
(1791-1856)
Lisboa
Cen o de His ó ia da Uni e sidade de Lisboa
2019
Daniel Es udan e P o ásio (O g.)
Di ecção da colecção |Se ies edi o s
Sé gio Campos Ma os e Co adonga Valdaliso
Conselho cien í ico da colecção | Se ies scien i ic boa d
Fe nando Ca oga (Uni . de Coimb a), Ila ia Po ciani (Uni . di Bologna), Ja ie Fe nández Sebas ián (Uni . del País Vasco),
Luís Filipe Ba e o (Uni . de Lisboa), S e an Be ge (Ruh -Uni e si ä Bochum), Temís ocles Ceza (Uni . de Rio G ande do Sul),
Valdei A aujo (Uni . Fede al de Ou o P e o)
Tí ulo | Ti le
His o iog a ia, Cul u a e Polí ica na Época do Visconde de San a ém (1791-1856)
O ganização | O ganisa ion
Daniel Es udan e P o ásio
Edi o | Edi o
Daniel Es udan e P o ásio
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Ca olina Ru ino
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And é Mo gado e Ca olina Ru ino
Re isão o og á ica | P oo eading
And é Lei ão, And é Mo gado, Ca olina Ru ino e Ma im Ai es Ho a
Comissão cien í ica des e olume | Scien i ic boa d o his publica ion
And ea Lisly Gonçal es (Uni . Fede al de Ou o P e o), Ca mine Cassino (CH-UL), Daniel Ribei o Al es (Uni . No a de Lisboa),
João Cou anei o (Uni . Lisboa), Jo di Roca Ve ne (Uni , Ro i a i Vi gili, Ta agona), José B issos (CH-UL), Fá ima Sá e Melo
Fe ei a (ISCTE-IUL), Ma ia Manuela Ta a es Ribei o (Uni . de Coimb a), Sé gio Campos Ma os (Uni . de Lisboa)
Edição | Publishe
Cen o de His ó ia da Uni e sidade de Lisboa | 2019
Pa ocínio | Sponso ship
Adminis ação do Po o de Lisboa
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B uno Fe nandes
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Se sili o – Emp esa G á ica, Lda.
ISBN: 978-989-8068-24-8
Depósi o Legal: 463937/19
Ti agem: 150 exempla es
Cen o de His ó ia da Uni e sidade de Lisboa | Cen e o His o y o he Uni e si y o Lisbon
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ÍNDICE
DA CONVERGÊNCIA ENTRE HISTORIOGRAFIA, TEORIA DA HISTÓRIA E
HISTÓRIA POLÍTICA
Daniel Es udan e P o ásio
I – HISTORIOGRAFIA
HISTORIA MAGISTRA VITAE.
Ensaio sob e a (in)de inição do opos nos p oje os de esc i a da his ó ia
do B asil no século XIX
Temís ocles Ceza
JOSÉ DA SILVA LISBOA E AS NARRATIVAS DA EMANCIPAÇÃO BRASILEIRA
Valdei A aujo
O CONCEITO DE REVOLUÇÃO NUMA GUERRA DE IDEIAS EM PORTUGAL:
Algumas no as sob e linguagem e polí ica (1820-1834)
Rica do de B i o
DA NECESSIDADE DE UM DICIONÁRIO CRÍTICO DO TEMPO DE D. MIGUEL
(1828-1834)
A mando Malhei o da Sil a e Daniel Es udan e P o ásio
II – CULTURA
UMA FAMÍLIA DE PODER E CULTURA.
Em o no do Re a o da Família do 1.º Visconde de San a ém,
de Domingos Sequei a
Alexand a Gomes Ma kl
UMA DEVOÇÃO DO MIGUELISMO:
Nossa Senho a da Rocha de Ca naxide
Fá ima Sá e Melo Fe ei a
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III – POLÍTICA
LA “PENINSULA DAS HESPANHAS” Y LOS LEGITIMISMOS:
La úl ima unción (1828-1840)
Juan Pan-Mon ojo e And és Ma ía Vicen
MODERADOS E ULTRAS NA REGÊNCIA E NO REINADO DE D. MIGUEL
(1828-1834)
Daniel Es udan e P o ásio
LOS ÚLTIMOS MESES DE FERNANDO VII A TRAVÉS DE LA
DOCUMENTACIÓN DIPLOMÁTICA PORTUGUESA
Al onso Bullón de Mendoza y Gómez de Valuge a
RESUMOS
ABSTRACTS
NOTAS BIOGRÁFICAS
CRÉDITOS DAS IMAGENS
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157
183
235
271
281
286
DA CONVERGÊNCIA
ENTRE HISTORIOGRAFIA, TEORIA DA
HISTÓRIA E HISTÓRIA POLÍTICA
A pa i de 2020, oco e ão, em Po ugal e no mundo, as comemo ações
dos bicen ená ios do 24 Agos o de 1820 e da Vila-F ancada (27 de Maio de
1823). Is o é, dos momen os inaugu ais da e olução libe al e da con a- e olução
po uguesas. Uni e sidades, cen os de in es igação, especialis as (nacionais e
in e nacionais) ca ea ão pa a o cená io público e pa a os eposi ó ios bibliog á icos
as mais ecen es isões e e isi ações c í icas desse e ilhan e passado que an o
apaixona os con empo aneis as. O colec i o nacional e global agua da po ais
e en os, ce o da con inuidade de um es o ço cien í ico e his o iog á ico desde
o bicen ená io da Re olução F ancesa, em 1989. En e an o, con ém e lec i ,
de o ma mui o sin é ica, sob e um dos aspec os mais elizes desses 30 anos de
abalhos in e disciplina es e ansnacionais. Em conc e o, sob e os bene ícios
azidos po esse es o ço à his o iog a ia, eo ia da his ó ia e his ó ia polí ica.
Não exis indo – nem de endo exis i – ba ei as en e as ciências sociais
e humanas, pe ilha-se a isão de que mui as delas con ibuí am pa a os a anços
ob idos nas úl imas ês décadas, no que diz espei o ao es udo da his ó ia polí ica
de e oluções e con a- e oluções. A his o iog a ia e a eo ia da his ó ia, no caso
po uguês e b asilei o, êm sido en iquecidas com es udos de his ó ia polí ica sob e
pe sonalidades, e en os e mo imen os dos séculos XIX e XX. Es udos de caso,
monog a ias, ob as de sín ese sob e a esc i a his ó ica, seus con ex os e igu as,
es ão equen emen e suplemen ados com enquad amen os polí ico-ideológicos
12 his o iog a ia, cul u a e polí ica na época do isconde de san a ém (1791-1856)
que, adicionalmen e, não e am incluídos em ex os daquela na u eza. O mesmo
sucede no campo da his ó ia polí ica: o ac o polí ico é não apenas um p odu o da
sua con ex ualização his ó ica e ideológica, mas ambém um p odu o de memó ia
e de his o iog a ia. Esse cons i ui um dos ma cos mais isí eis, implan ado na
be ma da es ada da his o iog a ia, eo ia da his ó ia e his ó ia polí ica, es ada essa
abe a e man ida ansi á el desde inais dos anos 1980.
Sendo cada ez mais pací ica a ideia de que a his ó ia não é um p odu o
de labo a ó io, assép ico e isolado, nem de uma To e de Babel, su da aos
acon ecimen os do momen o, nem es ando, ainda, o his o iado do ado de um
cé eb o de hemis é ios incomunicá eis, o na-se mais acilmen e enquad á el a
concep ualização de um li o sob e a época di a do isconde de San a ém.
O concei o ope a ó io de época é u ilizado, no que diz espei o ao isconde
de San a ém, pa a e ei o de iden i icação de um pe íodo c onológico, o dos anos
de 1791 a 1856, e espec i a complexidade. Não lhe pe ence; an es, o isconde
ez pa e dela, enquan o in elec ual e his o iado . O seu exemplo, en e mui os,
ajuda-nos a de ini-la. Pa a aseando a le a de uma música popula po uguesa
dos anos 1990, «Quando uma época nasce, nasce sel agem/Não é de ninguém».
O que não lhe e i a legi imidade concep ual; como é bom de e , a a-se de
uma e amen a ope a i a, não de uma e dade cien í ica absolu a.
Época e épocas de e oluções, começando pela de 1789-1799, em F ança;
de 1820-1821, na Eu opa e Amé ica Ibé icas; passando pelas in e nacionais
de 1830 e de 1848. Época e épocas de con a- e oluções, que quase semp e se
seguem às e oluções, num diálogo pe manen e de a gumen os, concei os, ideias e
iolência ísica. De nacionalismos e cosmopoli ismos, que mui as ezes coexis em
nas eli es e nas angua das polí icas e cul u ais. Época, ainda, de ans o mações
cien í icas e ecnológicas, como as da na egação a apo , do elég a o eléc ico, da
li og a ia, da o og a ia. T ans o mações que ma ca am o empo e a humanidade,
condicionando a o ma de pensa a his ó ia e a polí ica, en ão; e, consequen emen e,
o modo como as pe cepcionamos, enquan o comunidade global, ago a.
lisbon his o ical s udies | his o iog aphica
HISTORIOGRAFIA, CULTURA E
POLÍTICA NA ÉPOCA DO VISCONDE
DE SANTARÉM (1791-1856)
A his o iog a ia po uguesa oi, no dealba da Época das Re oluções,
ma cada po p á icas cul u ais e polí icas di e sas. En e as lu as e olucioná ias
e con a- e olucioná ias, o e udi o e o c onis a coexis iam com o his o iado
amado . O qual ei indica a, al como os polí icos, ilóso os e poe as, o papel
de eliga o passado e o p esen e, pa a en ende os acon ecimen os dis up i os
do empo e an e e o u u o das sociedades e da humanidade. O exe cício de
papéis mul i uncionais o na a dúbias, nos indi íduos, as on ei as en e súbdi os
e cidadãos, pa icula es e es adis as, na emissão de opiniões e na en a i a de
in luencia os umos da his ó ia. A conjugação de his o iog a ia, cul u a e polí ica
ab e no as e desa ian es isões ace ca de uma época plena de ensinamen os pa a
o século XXI.
P e ende-se deba e di e en es es ados da a e na his o iog a ia luso-
-b asilei a, da his ó ia dos concei os e do diciona ismo c í ico. Es abelece um
diálogo c í ico a p opósi o do discu so his o iog á ico do século XIX, da
plu alidade dos signi icados da sua linguagem imp essa e da necessidade de
coope ação, abe a e cons an e, en e os es udiosos dos anos de 1828 a 1834.
Analisa enómenos especí icos da a e e da eligião, pa a en ende como a
cul u a exp essa a o que eli es e massas popula es deseja am aze pe du a como
memó ia. Des aca á ios ins umen os de conhecimen o e lexi o, como as
análises da cons ução dos Es ados nacionais (em plena e e escência ibé ica dos
ideais legi imis as), a a inação ipológica de ag upamen os ideológicos miguelis as
e a u ilização sis emá ica das on es diplomá icas manusc i as, pa a en ende as
lu as dinás icas ibé icas.
Em suma, p ocu a-se pô à disposição da comunidade cien í ica e do
público in o mações de conside á el u ilidade, num es o ço de elucidação da
his ó ia polí ica, social e men al daquele empo.
A colecção
H
is o iog aphica dá a conhece es udos sob e
his o iog a ias e his o iado es, a cons ução de memó ias
sociais e indi iduais e usos ins umen ais do passado – a semp e
complexa elação en e p esen e, passado e u u o, nas suas
elações con ex uais com p oblemas sociais e polí icos. Ab ange
múl iplos empos e geog a ias e incen i a a ap oximação en e
di e sas ciências sociais e humanas.
Di ecção de
Sé gio Campos Ma os & Co adonga Valdaliso
His o iog a ia e Res Publica
Sé gio Campos Ma os e Ma ia Isabel João (O gs.)
2017
His o iog a ia, Cul u a e Polí iCa
na ÉPoCa do VisConde de san a Ém (1791-1856)
Daniel Es udan e P o ásio (O g.)
2019