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Doces grãos e líquido espiritualizante: cana, açúcar e aguardente nas ilhas de Cabo Verde. Ideias feitas e realidades documentais

Torrão, Maria Manuel Ferraz

Abstract

A história do cultivo do açúcar nas ilhas de Cabo Verde nunca foi feita de forma sistemática. As esparsas e confusas informações documentais sobre a temática têm criado uma série de mitos e imprecisões que se torna necessário clarificar. Efetivamente, desde o século XVI até ao século XX, surgem nas fontes históricas (documentação avulsa, descrições e relatos de viajantes, relatórios escritos e cartográficos das missões científicas) menções ao cultivo de cana-de-açúcar e ao consumo de aguardente de cana. Assim, durante muito tempo, em obras gerais sobre a história destas ilhas, era mencionado constantemente que aí se cultivava cana-de-açúcar, e que estas ilhas haviam mesmo servido como “laboratório de aclimatação” da espécie, antes da experiência do seu cultivo em outras terras tropicais. À luz das fontes existentes, este estudo propõe-se contribuir para o esclarecimento possível da história do cultivo da cana e do fabrico do açúcar e da aguardente nestas ilhas, e para o uso que era dado quer aos doces grãos, quer ao líquido espiritualizante. Procurar-se-á contextualizar o cultivo desta planta com o aproveitamento dos saberes tradicionalmente adquiridos sobre as terras mais rentáveis a fazer medrar, as melhores técnicas a utilizar para a produção da aguardante, a rentabilização do trabalho escravo nos trapiches e até as cantigas de trabalho transmitidas de geração em geração para auxiliarem os trabalhadores no duro trabalho trapicheiro. Numa segunda parte deste estudo, tentar-se-á fazer uma identificação concreta das ilhas e dos terrenos onde se cultivava esta planta e consequentemente se produzia açúcar, melaço e aguardente e cruzar estes dados com fontes cartográficas. Estas poderão ser um excelente instrumento de trabalho para contribuir para uma organização mais metódica dos dados existentes. Utilizando como base para este trabalho as cartas produzidas nos séculos XIX e XX pela Comissão de Cartografia, arquivadas na Cartoteca do Centro de História e no Centro de Informação e Documentação do IICT, procurar-se-á cruzar as informações escritas, acima mencionadas, com as cartográficas. Uma breve observação de vários mapas do século XIX e de cartas agrícolas do século XX (algumas das quais produzidas já pela Junta de Missões do Ultramar) permitiu, por um lado, verificar a articulação entre os relatos e as descrições recolhidas e a própria toponímia referida nas cartas, e por outro, verificar quais os terrenos que as missões cientificas identificavam como destinados ao cultivo de diferentes plantas, nomeadamente à da cana-de-açúcar.

Full text

ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. DOCES GRÃOS E LIQUIDO ESPIRITUALIZANTE: CANA, AÇUCAR E AGUARDENTE NAS ILHAS DE CABO VERDE IDEIAS FEITAS E REALIDADES DOCUMENTAIS Ma ia Manuel Fe az To ão Cen o de His ó ia do Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical mmanu[email p o ec ed]om Resumo A his ó ia do cul i o do açúca nas ilhas de Cabo Ve de nunca oi ei a de o ma sis emá ica. As espa sas e con usas in o mações documen ais sob e a emá ica êm c iado uma sé ie de mi os e imp ecisões que se o na necessá io cla i ica . E e i amen e, desde o século XVI a é ao século XX, su gem nas on es his ó icas (documen ação a ulsa, desc ições e ela os de iajan es, ela ó ios esc i os e ca og á icos das missões cien í icas) menções ao cul i o de cana- de-açúca e ao consumo de agua den e de cana. Assim, du an e mui o empo, em ob as ge ais sob e a his ó ia des as ilhas, e a mencionado cons an emen e que ai se cul i a a cana-de- açúca , e que es as ilhas ha iam mesmo se ido como “labo a ó io de aclima ação” da espécie, an es da expe iência do seu cul i o em ou as e as opicais. À luz das on es exis en es, es e es udo p opõe-se con ibui pa a o escla ecimen o possí el da his ó ia do cul i o da cana e do ab ico do açúca e da agua den e nes as ilhas, e pa a o uso que e a dado que aos doces g ãos, que ao líquido espi i ualizan e. P ocu a -se-á con ex ualiza o cul i o des a plan a com o ap o ei amen o dos sabe es adicionalmen e adqui idos sob e as e as mais en á eis a aze med a , as melho es écnicas a u iliza pa a a p odução da agua dan e, a en abilização do abalho esc a o nos apiches e a é as can igas de abalho ansmi idas de ge ação em ge ação pa a auxilia em os abalhado es no du o abalho apichei o. Numa segunda pa e des e es udo, en a -se-á aze uma iden i icação conc e a das ilhas e dos e enos onde se cul i a a es a plan a e consequen emen e se p oduzia açúca , melaço e agua den e e c uza es es dados com on es ca og á icas. Es as pode ão se um excelen e ins umen o de abalho pa a con ibui pa a uma o ganização mais me ódica dos dados exis en es. U ilizando como base pa a es e abalho as ca as p oduzidas nos séculos XIX e XX pela Comissão de Ca og a ia, a qui adas na Ca o eca do Cen o de His ó ia e no Cen o de In o mação e Documen ação do IICT, p ocu a -se-á c uza as in o mações esc i as, acima mencionadas, com as ca og á icas. Uma b e e obse ação de á ios mapas do século XIX e de ca as ag ícolas do século XX (algumas das quais p oduzidas já pela Jun a de Missões do Ul ama ) pe mi iu, po um lado, e i ica a a iculação en e os ela os e as desc ições ecolhidas e a p óp ia oponímia e e ida nas ca as, e po ou o, e i ica quais os e enos que as missões cien i icas iden i ica am como des inados ao cul i o de di e en es plan as, nomeadamen e à da cana-de-açúca . Pala as-cha e: ilhas de Cabo Ve de; séculos XVI-XX; cana saca ina; açúca ; agua den e; ca og a ia; Comissão de Ca og a ia ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. Ao con á io do que sucedeu na ilha da Madei a (PEREIRA, 1991, 133-281) e na de São Tomé (RAU, 1971, 7-44), ou mais a de no B asil, nas ilhas de Cabo Ve de, a plan a da cana-de-açúca nunca se desen ol eu in ensi amen e, e consequen emen e nunca deu o igem a um olume p odu i o que implicasse a sua eexpo ação em g ande escala. No en an o, pe passa a a és de oda a his o iog a ia insula a ideia gene alizada, mui as ezes a é anspos a pa a os manuais escola es, de que es as ilhas enquan o egiões opicais e am necessa iamen e “ e as açuca ei as”. Embo a An ónio Ca ei a enha publicado um es udo sob e es a emá ica (CARREIRA, 1982, 237- 288) e de em odas as ob as ge ais sob e es as ilhas ha e semp e menções à cana saca ina e aos seus de i ados na economia des as ilhas, a his ó ia do cul i o da cana saca ina e da p odução do açúca , melaço e agua den e nas ilhas de Cabo Ve de nunca oi ei a de o ma sis emá ica. P e ende-se com es e abalho lança as p imei as es acas pa a o a anço no escla ecimen o des a emá ica, embo a se ealce des e já que es e é ainda um p imei o ensaio de uma in es igação mais comple a que se enciona ealiza . São duas as pe spe i as que se p e endem abo da nes a p imei a ase des a in es igação: po um lado, sin e iza as in o mações que é possí el sis ema iza a pa i do le an amen o dos dados con idos nas on es desc i i as exis en es sob e o cul i o e p odução de açúca nas di e en es ilhas de Cabo Ve de, e escla ece quais as ilhas e os locais onde es e cul i o e a possí el, po ou o lado, e em coo denação com es e úl imo aspe o, a icula es as in o mações com as exis en es nos mapas p oduzidos pela Comissão de Ca og a ia e ins i uições suas sucedâneas, hoje conse ados na Ca o eca do Cen o de His ó ia do Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical. P e ende-se, pois, aze um exe cício de complemen a idade en e dois ipos de on es dis in os. 1. Cana saca ina, açúca e agua den e nos ex os desc i i os das ilhas de Cabo Ve de E e i amen e, desde o início do século XVI a é ao século XX, su gem nas on es his ó icas ou seja, na documen ação a ulsa, seja nas desc ições e nos ela os de iajan es, nos ela ó ios esc i os e ca og á icos das missões cien í icas, menções ao cul i o de cana saca ina e ao consumo de agua den e de cana. Logo nas p imei as desc ições das ilhas, nomeadamen e na de Valen im Fe nandes da ada de 1506, a i ma-se o seguin e a espei o da ilha de San iago: “Es a ylha dá odas as ui as de Po ugal que se ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. nella p an am igos, u as, melões açuca es e odas as ou as ui as há po odo o ano”( FERNANDES, 1951,114). Passando em e is a odo um conjun o de ex os como os do Pilo o Anónimo, o de F ancisco de And ade, de Gaspa F u uoso, as ca as ânuas dos Jesuí as, a Relação de Fe não Gue ei o e a de And é de Fa o em odas há menções ao cul i o de cana-de-açúca . Pa a o século XVIII e início do XIX, as e e ências documen ais man êm-se: Geo ge Robe s, Anice o An ónio Fe ei a, An ónio Ca los And éis, João da Sil a Feijó, An ónio Pusich são mui os dos au o es que e e em a exis ência da cul u a de cana saca ina nas ilhas de Cabo Ve de. Deixando pa a ou o abalho a ap esen ação exaus i a do que cada um des es au o es esc e e sob e o açúca , e azendo um en oque apenas no que de ge al se e i a dos ex os de odos es es au o es, há á ios pon os que são ans e sais a odas es as on es: 1. A cul u a da cana saca ina e a uma cul u a de egadio, cuja plan ação e a semp e ei a nas zonas das ibei as; 2. A p odução do açúca nunca assumiu ca ac e ís icas de uma p odução de monocul u a, nem ha ia mesmo uma p odução in ensi a de cana; e a uma “cul u a de quin al”, uma cul u a de subsis ência, u ilizada pa a as necessidades domés icas dos seus p odu o es; 3. Não há, po an o, egis os signi ica i os de expo ação de açúca pa a os séculos XVI, XVII e XVIII; mesmo pa a o século XIX, pa a os anos de que há egis os como seja po exemplo os de 1842- 43, apenas se assinala a expo ação de 5 moios e 64 alquei es de açúca e 11 pipas e 18 almudes de agua den e (LOPES LIMA, 1941,42) e i icando-se, ao in és, a impo ação de 270 quin ais e 78 a á eis de açúca e de 8 pipas e 1 almude de agua den e e lico (LOPES LIMA, 1941,41). 4. O açúca p oduzido nas ilhas de Cabo Ve de e a um açúca sem g ande qualidade u ilizado na sua maio pa e pa a a aze agua den e de cana, melaço e conse as de u as; é p o a elmen e es a al a de boas p op iedades que jus i ica o ac o ap esen ado na alínea supe io e que le a a a que se expo asse pa a egiões e consumido es pouco exigen es algum açúca e agua den es de na u eza in e io e se impo asse açúca , agua den e e lico es de melho es qualidades pa a gas o de alguns memb os da eli e local. 5. A agua den e de cana e a uma bebida consumida p e e encialmen e pelos neg os e pelos esc a os e um meio e icaz de aze os locais abalha . Nas pala as de José Joaquim Lopes de Lima “Gos am mui o como odos os A icanos de se espi i ualiza com bebidas e pode-se dize se es e o mo i o, que an o os a eiçoa a cul i a a cana-de-açúca com a mi a em ex ai agua den em de ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. que a maio pa e se consome no país; é mesmo a p omessa de uma dis ibuição de agua den e o meio mais e icaz de os mo e a qualque abalho” (LIMA, 1844, 107). 6. A agua den e, ao in és do açúca , se ia como meio de pagamen o e chegou mesmo a se expo ada em quan idades egis á eis a pon o de, no inal do século XVII, se cob ado um impos o sob e a expo ação des a bebida 1 Quando abalhamos com as on es que o necem in o mações mais po meno izadas do século XIX, de que ealçamos José Con ado Chelmick (1841), José Lopes de Lima (1844) e F ancisco T a assos Valdez (1864), os 3 au o es são unânimes em elege apenas 3 das 10 ilhas que cons i uem o a quipélago de Cabo Ve de como as únicas onde o cul i o da cana-de-açúca e a possí el: San o An ão, de São Nicolau, no Ba la en o e San iago no So a en o. “Mui o de p opósi o ese ei pa a o im ala da canna de assuca ; po que não obs an e o c esce ella bem de duas espécies nes as ilhas (só em S. Thiago, San o An ão e S. Nicolau é que cul i am alguma), a en a a al a de combus í el, ninca o assuca e agoa den e de Cabo Ve de pode ão compe i em p eço e qualidade com os do B asil, e das ou as colonias eu opéas (en ando nes e nume o as de S. Thomé e P incipe) ” (LOPES LIMA, 1844, 16). “Uma ou a plan ação que ambém gos ámos de e oi a da canna de assuca , o saccha um o icinalis e o sa iolu eum, chamada cana de Cayenna em Cabo Ve de, in oduzido há poucos annos. Depois que a digna amília Dias, da ilha de São Nicolau ali es abeleceu a plan ação e cul u a da canna de sequei o, o que deu os mais elizes esul ados, desen ol eu-se logo es e sys ema em maio escala an o n’essa ilha como na de S. Thiago e na de San o An ão, que são as p incipaes, senão as únicas de Cabo Ve de, onde se cul i a canna, de modo que n’es a ul ima ilha ab icam-se anualmen e al ez mais de 400 pipas de agoa den e, ainda que aca e o diná ia(como o assuca o é ambém) a qual se consome quasi oda na p óp ia ilha” (VALDEZ, 1864, 136-137) Es e ac o de i a a se se em os espaços insula es onde a ocupação humana aliada à ela i a abundância das ibei as pe mi ia o desen ol imen o des a cul u a que apesa de se mencionada como de “sequei o” e a apesa de udo dependen e de e as com alguma humidade, a qual lhe e a 1 Com o p opósi o de aumen a os endimen os cama á ios, a e eação de 1692 da Ribei a G ande aco dou o lançamen o de alguns ibu os ex ao diná ios, nomeadamen e o de axa a expo ação de cada pipa de agua den e com o impos o de um c uzado; nesse sen ido numa ca a, da ada de 7 de Agos o de 1692, os o iciais da Câma a des a cidade solici a am au o ização égia pa a o lançamen o dessa axa. AHU, C.U., Cabo Ve de, Caixa 7 A, doc. 141. ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. o necida pelos cu sos de águas sub e âneas das ibei as. Cu iosamen e se se c uza es as menções com as in o mações exis en es na ob a de Valen im Fe nandes, ê-se que logo no início do século XVI es e au o já apon a a que e am somen e nes as ilhas que ha ia “mui as aguas e boas” em con aposição com as ou as ilhas onde ou não ha ia agua, ou ha ia pouca ou e a salob a (FERNANDES, 1951, 110-118). As ibei as é eis e de egadio e possuido as de solos de na u eza alu ial “ chom de massapé” e am as que e am ocupadas com cul u as exigen es em água, e am as e as onde se desen ol iam os cana iais, os poma es e as ho as. 2. Ilhas com cu sos de águas: ca as ge ais de San o An ão, São Nicolau e San iago Assim, iden i icadas a a és das on es documen ais quais e am as ilhas onde se cul i a a a cana- de-açúca , a iculou-se es as in o mação com a esul an e da pesquisa das ca as p oduzidas nos séculos XIX e XX pela Comissão de Ca og a ia e ins i uições que lhe sucede am, a qui adas na Ca o eca do Cen o de His ó ia. Uma ápida isualização das ca as das ilhas des e a quipélago con i mou imedia amen e os dados an e io men e sis ema izados. Só nas ilhas de San o An ão, de São Nicolau e de San iago oi possí el encon a cu sos de águas em núme o ele an e e consequen emen e e as pa a p odução de açúca . Rela i amen e à ilha de San o An ão o am selecionadas 3 ca as, odas p oduzidas pela Comissão de Ca og a ia: 2 de 1887, um C oquis manusc i o indicando os caminhos públicos da ilha de San o An ão (escala de 1/100.000, da au o ia de Ped o Rogé io Lei ão, Majo de in an a ia) e ou a imp essa, da mesma da a e que sob epos a à p imei a é ex emamen e semelhan e (escala de 1/100.000, coo denada po E nes o de Vasconcelos) sendo em ambas isí eis, em odo li o al da ilha, inúme as ibei as, com maio p edominância na eguesia de São João Bap is a; nou a ca a de 1911, p oduzida no âmbi o da Comissão de Ca og a ia, (escala de 1/150.000) es a mesma hid og a ia é ealçada com aços azuis, o nando-se pa icula men e e iden es os cu sos de água exis en es em odo o espaço li o âneo da ilha. ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. Ca a da Ilha de San o An ão IICT, Ca o eca, Pas a 26, ilha de San o An ão, 1 Po meno da ca a an e io , ealçando a g ande quan idade de ibei as que é possí el obse a nes a egião da ilha de San o An ão ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. C oquis indicando os caminhos públicos da ilha de San o An ão, IICT, Ca o eca, Pas a 26, ilha de San o An ão, 7 Ca a da ilha de San o An ão, 1911 IICT, Ca o eca, Pas a 26, ilha de San o An ão, 4 ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. A seleção e e uada pa a a ilha de São Nicolau, le ou a salien a duas ca as: um mapa ge al de 1887, da au o ia de E nes o de Vasconcelos e p oduzido no âmbi o dos abalhos da Comissão de Ca og a ia (numa escala de 1/100.000) e ou o de 1929, ambém com a mesma escala, e le an ado, em 1928, pela Missão Geog á ica de Cabo Ve de cons i uída pelo 1º Tenen e da Ma inha Engenhei o Hid óg a o Hen ique Bae a Ne es pelos 1os enen es da Ma inha Vic o Se a e A. Ca alho Lima e pelo Engenhei o Ag ónomo A. Ma os Ba e o) espelham a mesma ealidade já salien ada pa a San o An ão: ep esen am uma ilha com uma zona de li o al cheia de cu sos de água, ou seja um espaço li o âneo onde desagua am imensas ibei as indas do in e io da ilha. Po meno da ca a da ilha de são Nicolau, 1887 IICT, Ca o eca, Pas a 26, ilha de São Nicolau, 2 Po meno da ca a da ilha de são Nicolau, 1929 IICT, Ca o eca, Pas a 26, ilha de São Nicolau, 5 ATAS DO COLÓQUIO INTERNACIONAL CABO VERDE E GUINÉ BISSAU:PERCURSOS DO SABER E DA CIÊNCIA LISBOA, 21-23 de Junho de 2012 IICT - Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical e ISCSP-UTL - Ins i u o Supe io de Ciências Sociais e Polí icas da Uni e sidade Técnica de Lisboa __________________________________________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________________________________________ ISBN 978-989-742-004-7 ©Ins i u o de In es igação Cien í ica T opical (IICT), 2013 pp. No que diz espei o à ilha de San iago, des aca-se mais 3 ca as: uma ca a ge al, da ada de 1890, da esponsabilidade de E nes o de Vasconcelos, p oduzida ambém no âmbi o dos abalhos da Comissão de Ca og a ia (escala 1/100.000), ou a de 1910, ambém p oduzida pela mesma ins i uição (escala de 1/105.000) e ou a edi ada em 1927 já elabo ada pelos ca og a os da Missão Geog á ica de Cabo Ve de (com escala de 1/100.000) e da esponsabilidade do capi ão de aga a Ma ins Pe ei a, o 1º Tenen e da Ma inha Engenhei o Hid óg a o Hen ique Bae a Ne es pelo 1º enen e da Ma inha Vic o Se a e pelo engenhei o de minas Bacela Bebiano). Nes as 2 ca as, além das inúme as ibei as que se esp aiam po odo o li o al da ilha, há um po meno desc i i o pa icula men e in e essan e e comum a odos os exempla es ca og á icos: uma ibei a denominada Ribei a dos Engenhos, inda da ibei a de Águas G ande e desaguando na Vá zea dos Engenhos, na egião oes e de San iago. Ca a da ilha de S. Thiago, 1890 e espe i o po meno ealçando a Ribei a dos Engenhos e a Va zea dos Engenhos IICT, Ca o eca, Pas a 26, ilha de San iago, 12 Ca a da ilha de S. Thiago, 1910, onde é pa en e a mesma opomínia IICT, Ca o eca, Pas a 26, ilha de San iago, 15