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Novos documentos sobre uma expedição de Gonçalo Coelho ao Brasil, entre 1503 e 1505

Mota, Avelino Teixeira da

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AGRUPAMENTO DE ESTUDOS DE CARTOGRAFIA ANTIGA XXV SECÇÃO DE LISBOA NOVOS DOCUMENTOS SOBRE UMA EXPEDIÇÃO DE GONÇALO COELHO AO BRASIL, ENTRE 1503 E 1505 POR A. TEIXEIRA DA MOTA JUNTA DE INVESTIGAÇÕES DO ULTRAMAR LISBOA . 1969 NOVOS DOCUMENTOS SOBRE UMA EXPEDIÇÃO DE GONÇALO COELHO AO BRASIL, ENTRE 1503 E 1505 (*) POR A. TEIXEIRA DA MOTA Dada a g ande escassez de on es documen ais, em sido mui o discu ido quem o am os comandan es das expedições ao B asil que se segui am à iagem de Cab al. Assim, a p opósi o da expedição de 1501-1502, apenas Gaspa Co eia e Gab iel Soa es de Sousa apon am quem a che ia a, dizendo o p imei o que e ia sido And é Gonçal es, enquan o o úl imo, em 1587, a i ma que e ia sido Gonçalo Coelho. A manei a como Gab iel Soa es de Sousa conclui a no ícia, dizendo que Coelho eg essou ao eino já no empo de D. João III, mos a g ande con usão no espí i o do au o , pelo que à sua in o mação em sido concedido pouco c édi o. Dua e Lei e, baseado no ac o de D. Manuel concede a ilha de S. João a Fe não de Lo onha, dizendo es e o seu descob ido , e ainda em que a descobe a se e ec uou na iagem de 1501-1502, conclui que oi Lo onha o che e, pois aos comandan es se a ibuem no malmen e as hon as das descobe as (1). Já Malhei o Dias(2) impugna a es es a gu- men os, a i mando que os na ios, no eg esso, se pode iam e sepa- ado, sendo o comandado po Lo onha que oca ia na ilha. Es a sepa- ação pode ia a é e sido empo á ia, eunindo-se de no o os na ios mais a de. A igu a-se-nos, aliás, possí el que Lo onha não i esse sido (*) Comunicação ap esen ada ao Colóquio Luso-B asilei o de His ó ia, ealizado no Rio de Janei o em Se emb o de 1968. O Dua e Lei e, O mais an igo mapa do B asil, in «His ó ia da Coloni- zação Po uguesa no B asil», ol. II, pp. 225-81, Po o 1923. (2) C. Malhei o Dias, A expedição de 1503, ibidem, p. 295. — 5 o comandan e do na io descob ido , mas sim o seu a mado e que es e ac o e ia podido jus i ica a edacção do documen o em que lhe oi concedida a ilha de S. João. Em Ma ço de 1954 i emos ocasião de examina em Fano uma ca a de Vescon e de Maiollo, cuja da a se p es a a discussões mas que julgamos se 1504, e que a é en ão não me ece a a a enção dos his o iado es do B asil, apesa do seu e iden e in e esse pa a o es udo das p imei as expedições. Des e ac o demos en ão conhecimen o, em Géno a, ao sec e á io do «Cí ico Is i u o Colombiano», que logo o ansmi iu ao P o . Re elli. Poucos meses depois, a ca a — a é aí p a icamen e igno ada — igu a a na exposição comemo a i a do cen- ená io do nascimen o de Amé ico Vespúcio, ealizada em Flo ença. Tendo-a is o aí, R. Le illie publicou sob e ela um pequeno a igo, aonde inalmen e apa ecia ep oduzida pela p imei a ez. Esc e emos en ão desen ol ido abalho sob e a ca a e as p imei as expedições ao B asil, o qual con inua inédi o, po quan o p e endemos acaba , pa a inclui nele, uma pa e consag ada à análise das lendas espucianas, o que não pudemos ainda aze de ido a sucessi os abalhos mais p emen es. Na ca a em ep esen ado o B asil, com o nome de «Te á de Gonsal o Coigo oca u San a C oxe»; Gonsal o Coigo é e iden e- men e Gonçalo Coelho, já que o g no dialec o geho ês ale Ih. No nosso es udo concluímos que es a designação pe mi e apu a que oi Gonçalo Coelho o comandan e da expedição de 1501-1502, po mo i os que aqui não in e essa especialmen e e e i . No que espei a à expedição de 1503-1504, Damião de Gois e e e que ela se compunha de 6 na ios e e a che iada po Gonçalo Coelho (1), o que epe e Je ónimo Osó io. Malhei o Dias(2) conseguiu, en e os á ios Gonçalo Coelho da época, apu a qual oi o do B asil. T a a-se do emissá io que D. João II C) Ch onica de D. Manuel, Pa e l.a, Cap. LXV. (2) Ob. ci , pp. 299-308. Ace ca das opiniões, an igas e mode nas, sob e os comandan es das expedições de 1501 e 1503, e p. 295 do mesmo abalho, e, do mesmo au o , A expedição de 1501 (in His . Cólon. Po . B asil, II, p. 213); e ainda Dua e Lei e, ob. ci ., pp. 277-9. 6 — mandou ao ei Jalo o Bemoim, po al u a de uma gue a ci il no Se- negal; João de Ba os colheu do p óp io Coelho as in o mações que dá sob e es e conhecido episódio í1). Em 1497 oi nomeado esc i ão da azenda de Lisboa, ca go que ainda exe cia em 1522. Nes as un- ções e e elações com Fe não de Lo onha. como cons a de um do- cumen o. Foi o pai de Dua e Coelho Pe ei a, p imei o dona á io de Pe nambuco, e sob e as suas iagens ao B asil há o es emunho que cons a de uma genealogia dos Coelhos, onde Dua e de Albuque que Coelho, que i eu em ins do século x i, ano ou o seguin e, e e indo- -se a Dua e Coelho Pe ei a, seu a ô: «Segundo in o mação que emos dos mais an igos homens que alcançamos em Po ugal que conhece am o di o Dua e Coelho ainda sol ei o, des as iagens que ele com seu pai azia ao B asil e e an a no ícia daquela e a e conhecimen o do gen io dela, que ac escen ando-se a sua qualidade de idalgo hon ado (que es e o o inha em casa de El-Rei), se mui o ico, e seus mui os se iços e sa is ação que El-Rei D. João III dele inha e de seu p o- cedimen o, e ainda dos se iços de seu pai ei os naquelas pa es, lhe ez me cê da la ga doação de Pe nambuco» (à ma gem em a indica- ção das pessoas in ocadas como endo conhecido Dua e Coelho). Des e es emunho, ão impo an e, colhe-se que Gonçalo Coelho ez á ias iagens ao B asil, o que e o ça a suposição de e comandado as a madas de 1501 e 1503. Apesa disso, alguns his o iado es êm negado a pa icipação de Gonçalo Coslho na expedição de 1501. Es ão nes e caso Magnaghi e Ca aci, os quais, como se sabe, não admi em a ida de Vespúcio ao B asil em 1503 e êm no lo en ino o e dadei o condu o da expe- dição de 1501. Magnaghi, a p opósi o, esc e eu «o a, quan o a Gon- zalo Coelho, noi non lo o iamo mai nomina o in nessun documen o po oghese, e neppu e nelle elazioni di iaggi all'India (c . ad. es. 1'elenco dei compagni di Cab al, il io e delia ma ina po oghese) ed abbiam pe ció agione di conside a lo un pe sonaggio sospe o» (2). Po sua ez, Ca aci a i ma «che non c'é nessun documen o, nessuna p o a, nessun acceno, nessuna agione, nessun appligio che non si dice C) Ásia, Dec. I, Li . III, cap. VI. (2) Albe o Hagnaghi, Ame igo Vespuccl, 2.a ed., Roma 1926, p. 185. — 7 obblighi ma consigli di ico e e ad una simile ipo esi» (a de Coelho comanda a expedição de 1501). A i ma ainda que os a gumen os de Magnaghi que excluem da «g ande iagem espuciana» Coelho «sono pe en o ie; ad ogni modo, se non si oglio ace a e, ocoo e à p imo con u a le»(1). Quando se ão p ocu a os a gumen os, só se encon a, po ém, o passo acima ansc i o e a a i mação de que Humbold de- mons ou que Coelho não se podia se o comandan e em 1501... po que o o a em 1503. O g ande in e esse da ca a de Vescon e de Maiollo de 1504 — pa a cuja di ulgação con ibuímos há uma quinzena de anos — eside no ac o de cons i ui o único documen o coe o, a é ago a conhecido, associando Gonçalo Coelho à che ia das explo ações p imi i as do li o al b asilei o, pois só em meados do século x i, com Damião de Góes, su gem as p imei as e e ências a al. E a legenda da ca a de Fano, dando ao B asil o nome de «Te a de Gonçalo Coelho», con- i ma in ei amen e a no a de Dua e de Albuque que Coelho, mos- ando uma manei a concluden e que, nos p imei os anos do sé- culo x i, Gonçalo Coelho e a conside ado em Po ugal como o g ande explo ado dos li o ais b asilei os. Na ealidade, independen emen e da ca a de Fano, não al am os documen os sob e Gonçalo Coelho, além da no ícia de Góes. O que mais uma ez em demons a os incon enien es de que e esc e e sob e a iagem de 1501, na qual Vespúcio oi mui o p o a elmen e como ei o de G. Se nigi ou de B. Ma chione, igno ando a documen- ação po uguesa, como êm ei o alguns his o iado es i alianos, nomea- damen e Magnaghi. De e-se a Malhei o Dias o es udo mais comple o sob e Gonçalo Coelho, com a cuidadosa compilação dos documen os que conseguiu jun a sob e o na egado e ou os homónimos da época. Nos úl imos empos, em-nos sido dado euni mais um núme o conside á el de documen os sob e um e ou os, que con amos aze a público quando e mina em as pesquisas em cu so. In elizmen e, à excepção de dois, nenhum dos documen os em qualque in o mação sob e iagens ao 0) G. Ca aci, Ip oblemi espucciani e i lo o ecen i s udiosi, in «S udi Co- lombiani», Géno a, ol. II, pp. 501 e 537-8. B asil de Gonçalo Coelho. Desses dois documen os, ambos do A qui o Nacional da To e do Tombo, nos passamos a ocupa . O mais an igo em a co a «Ca as missi as, 4-352», e embo a sem da a, pode se da ado com ela i a p obabilidade de 1512, pelo co ejo com o ou o documen o. T a a-se de uma ca a di igida po Lou enço Fe nandes e João Fe nandes a el-Rei solici ando pe dão e edução do deg edo a que ha iam sido condenados. Nos e mos da ca a, a pena o a-lhes impos a po , se indo de es emunhas num caso de adul é io em que não es a am en ol idos, as suas decla ações, ei as po duas ezes com g ande in e alo, não se em conco dan es. E am en ão man- cebos, e po aquele ac o o am p esos, açou ados e deg edados po oda a ida pa a a ilha de S. Tomé. Tal pena oi-lhes mudada pelo emba que numa a mada pa a o B asil, onde de iam ica qua o anos. A a mada escalou a «ilha de Cabo Ve de» (de e se a ilha de San iago, que en ão e a equen emen e designada des a manei a), e aí, pela má ida que le a am a bo do da nau, ugi am pa a e a, onde «há se e ou oi o anos que es amos homiziados po as se as des a ilha com medo das ossas jus iças». A e mina , suplicam a el-Rei que lhes le an e o deg edo e o e ecem-se pa a se i Sua Al eza nas «pa es de Além». Sendo o documen o de 1512, como é mui o p o á el, concluiu- -se que a a mada pa a o B asil e ia pa ido em 1504 ou 1505. O ou o documen o é a ca a de pe dão a um dos ugi i os, João Fe nandes, da ada de 3 de Junho de 1513, egis ada na Chancela ia de D. Manuel, Pe dões e Legi imações, Li o l, ls. 74-74 . Aí se diz que ele anda a na Ilha de Cabo Ve de há oi o ou no e anos, o que nos le a a da a o documen o an e io de 1512. T a a-se, indiscu i el- men e, do mesmo João Fe nandes daquele documen o, dada a conco - dância dos po meno es comuns ci ados em ambos, mas não se e e e o ou o ugi i o, Lou enço Fe nandes, pelo que, possi elmen e, João Fe nandes e ia esc i o ou a ca a a el-Rei a ando apenas do seu caso. É de no a , no en an o, que nes a ca a de pe dão se não ala na mudança do deg edo de S. Tomé pa a o B asil, mas no emba que «numa a mada em que ia po capi ão Gonçalo Coelho», a qual escalou a ilha de Cabo Ve de, onde o condenado ugiu pa a e a. Os dois documen os comple am-se: no p imei o ala-se numa a mada pa a o B asil sem indica o nome do capi ão, enquan o no segundo se diz que o capi ão e a Gonçalo Coelho, mas sem e e i que o des ino e a o B asil. Os oi o ou no e anos em que João Fe nandes anda a homiziado na ilha de Cabo Ve de, inculcam que a uga pa a e a se deu em 1504 ou 1505. No en an o, as exp essões «se e ou oi o anos» e «oi o ou no e anos» são um an o agas, e é admissí el supo que o ac o pudesse e oco ido em ano imedia amen e an e io ou pos e io , an o mais que não sabemos o mês em que oi esc i a a ca a solici ando o pe dão. Ba expedição de 1503-1504 conhece-se apenas o ela o de Amé ico Vespúcio, o qual cons i ui a 4.a iagem da Le e a a Pie o Sode ini, publicada em 1505-1506. Embo a alguns au o es conside em que Ves- púcio não e ia ei o ou a iagem ao B asil além da de 1501-1502 e que o ex o da 4.a iagem se ia o jado, c emos que es e, independen- emen e do papel de Vespúcio, ap esen a aspec os que lhe con e em au en icidade, ainda que com e os, omissões e exage os. Diz-se nesse ex o que a a mada, compos a de 6 na ios e de cujo capi ão-mo não é dado o nome, pa iu de Lisboa a 10 de Maio, indo di ec amen e às ilhas de Cabo Ve de, onde conce a am as ca enas e oma am e esco, demo ando-se lá 13 dias. O eg esso do na io onde ia Vespúcio ez-se a 18 de Junho de 1504, e o lo en ino, que esc e ia a 4 de Se emb o, epu a a o capi ão-mo como pe dido, o que indica que nes a da a ainda não ha ia eg essado. O a se Gonçalo Coelho oi o comandan e da a mada de 1503, como diz Damião de Goes, e se o seu eg esso só se ez depois de 4 de Se emb o de 1504, não é admissí el que i esse la gado no amen e pa a o B asil em 1504, a é po que a época no mal de pa ida das expedições pa a o A lân ico Sul e a en e Ma ço e Maio (em Maio pa i am as expedições de 1501 e 1503). Po an o, dos dois anos que se podem in e i dos documen os ela i os aos dese o es em Cabo Ve de, is o é, 1504 e 1505, o de 1505 é o que se a igu a mais p o á el. Dada, po ém, a o ma pouco p ecisa das exp essões «se e ou oi o anos» e «oi o ou no e anos», é admissí el acei a ambém o ano de 1503 pa a a pa ida da a mada, a é po que a indicação «oi o ou no e anos» da ca a de pe dão de 3 de Junho de 1513 pode e sido simplesmen e copiada de documen o an e io , que desconhecemos, em que João Fe - nandes pedia o pe dão eal só pa a si e não conjun amen e com Lou- 10 — enço Fe nandes. Se esse documen o osse de 1512, a exp essão «oi o ou no e anos» epo a -se-ia a 1503 ou 1504. A demo a da a mada de 1503 no a quipélago de Cabo Ve de, 13 dias, e as epa ações le adas a cabo nas ca enas, e iam p opiciado a João Fe nandes e Lou enço Fe nandes a opo unidade de se e adi em pa a e a. Em esumo: os dois documen os ago a azidos a lume p o am que Gonçalo Coelho comandou uma a mada pa a o B asil en e 1503 e 1505. O ano de 1504 a igu a-se menos p o á el; inclinamo-nos pa a que se a e da expedição de 1503, embo a ambém seja de admi i uma ou a expedição pa ida em 1505. De qualque manei a, emos ago a mais es emunhos documen ais, a jun a à ca a de Vescon e de Maiollo de 1504, comp o ando que Gonçalo Coelho e e luga des acado na p imi i a explo ação dos li o ais b asilei os, pelo que não há luga pa a o conside a um «pe so- nagem suspei o», como quise am Magnaghi e ou os na sua es ei a. 11 DOCUMENTOS Pedido de pe dão ap esen ado po Lou enço Fe nandes e João Fe nandes, [1512]. (To e do Tombo, Ca as Missi as, 4-352) Senho Lou emço / Fe nandez e Joam Fe nandez na u aes do e mo d'Ab am es azemos sabe a Vosa Al eza que nos / semdo moços / amdamdo po solidada nos omos p egum ados po huu es emunho com a huua molhe que e a ogida de seu ma ido mui o empo a ya / e amdamdo nos com ou os mamçebos oll- gamdo achamos / a die a molhe em casa de huu c eliguo escomdida / o qual se soube e omos p egum ados po es emunhas / e dahi a mui o empo / omos Rep egun ados po o mesmo caso / e disemos o que sabíamos e nos lemb aua aaquele empo / E po nom conce a huu dic o com ou o / omos p esos / e açou ados e deg adados pe a a jlha de Sam Tome pe a odo semp e / E depois de se mos em o omco dos deg adados pe a nos mamda em se ez p es es / a a mada pe a o B asill em a qual nos me e am que osemos lia po qua o annos e himdo se ui noso deg edo / chegamos a Jlha do Cabo Ve de / ugimos em e a po a maa ida que na naao le auamos homde ha see e ou oi o annos que es amos omeziados po as se as des a jlha com medo das osas jus iças / / po o qual pidimos a Vosa Al eza a hom a da mo e e paixam de Noso Senho Jhesuu Ch is o que Vosa Al eza aja piadade de nos / e nos le an e o all deg edo / e hj emos se uj dous annos a Vosa Al eza As pa es d'aalem / / no que Vosa Al eza a a se ujço a Deus e a nos esmolla e me ce e Roga emos a Deus po a ida e aq eçem amen o de oso Reall es ado // No VERSO : que Reque e Dom Diogo Cou inho Ca a de pe dão a João Fe nandes, 3 de Junho de 1513. (To e do Tombo, Chanc. D. Manuel, Pe dões e Legi imações, L.° l, Is. 74-74 ) Dom Manuuell e c. azemos sabe que Joam Fe nandez na u all da Vila d'Ab an ez nos em iou dize pe sua pi icam que ele o a p eso pe huu ju a- men o also que de a com a hua molhe e que es ando p eso se p ocede a am o em seu ey o que o a con a ele sop icam e dada sem ença que ose açou ado e deg adado com ba aço e p egam e pela ila po qua o annos pe a a Ilha de Sam ome em hua a mada em que hia po capi am Gonçalo Coelho jmdo pelo ma chega am a jlha do Cabo Ve de omde ogi a pela maa ida que le a a 12 —