Levantamento Epidemiológico de Cárie Dentária em Crianças Institucionalizadas do Distrito de Viana do Castelo - Promoção de Saúde Oralas
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Mestrado Integrado em Medicina Dentária LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DE CÁRIE DENTÁRIA EM CRIANÇAS INSTITUCIONALIZADAS DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO – PROMOÇÃO DE SAÚDE ORAL Monografia de Investigação Andreia Filipa Rodrigues Domingues Porto, 2016
LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DE CÁRIE DENTÁRIA EM CRIANÇAS INSTITUCIONALIZADAS DO DISTRITO DE VIANA DO CASTELO – PROMOÇÃO DE SAÚDE ORAL Projeto de Investigação no âmbito da unidade curricular “Monografia de Investigação/Relatório de Atividade Clínica” Andreia Filipa Rodrigues Domingues Estudante do 5ºano de Mestrado Integrado em Medicina Dentária Endereço eletrónico: [email protected] Orientador: Acácio Eduardo Soares Couto Jorge Professor Auxiliar da FMDUP Projeto de Investigação apresentado à Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto como parte dos requisitos para obtenção do grau de Mestre em Medicina Dentária
II AGRADECIMENTOS Inicio os meus agradecimentos pelos meus Pais a quem agradeço TUDO. O apoio incondicional, os conselhos, a dedicação e o amor. A eles eu dedico esta monografia, porque sem eles nada disto teria sido possível. Agradeço ao meu Orientador, Professor Acácio Eduardo Soares Couto Jorge, pela confiança que depositou em mim, pela disponibilidade e todo o apoio. Aos meus amigos um especial obrigado pela presença e companheirismo ao longo de todos estes anos. Obrigada por me fazerem sentir uma pessoa completa. A todas as instituições participantes por receberem este projeto e todos os seus funcionários pelo tempo disponibilizado e apoio prestado. O meu reconhecimento sincero a todas as pessoas e entidades que de alguma forma contribuíram para a realização deste projeto. Por fim, a todas as crianças que participaram no estudo pela colaboração e por todos os momentos inesquecíveis que me proporcionaram!
III ABREVIATURAS OMS - Organização Mundial de Saúde Sonda CPI – Sonda Community Periodontal Index SPSS® - Statical Package for Social Sciences
IV ÍNDICE GERAL Agradecimentos II Abreviaturas III Índice Geral IV Índice de Figuras VI Índice de Gráficos VII Índice de Tabelas VIII Resumo IX Abstract XI Introdução 1 Material e Métodos 3 Resultados 7 Discussão 16 Conclusão 19 Referências Bibliográficas 20 Anexos 22 o Anexo I – Consentimento Informado o Anexo II – Explicação do Estudo o Anexo II – Ficha de Observação Clínica o Anexo IV – Material Didático o Anexo V - Ficha Entregue aos Encarregados de Educação – “Indicações básicas para uma boa Saúde Oral” o Anexo VI – Quadro de Frequência de escovagens o Anexo VII – Material Didático – Caderno de Fichas Didáticas Originais o Anexo VIII – Declaração de Autoria do Trabalho apresentado
V o Anexo IX – Parecer do Orientador para Entrega Definitiva do Trabalho Apresentado o Anexo X – Parecer da Comissão de Ética da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto
VI ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1Desenho longitudinal prospetivo do estudo 4 Figura 2 – Imagem ilustrativa da utilização do material didático - macromodelos das arcadas dentárias 16 Figura 3 – Imagem ilustrativa do antes e depois da explicação à criança – ganho de confiança 17
VII ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1: Frequência de escovagem dentária 8 Gráfico 2: Frequência de consumo de alimentos cariogénicos 9 Gráfico 3: Distribuição da amostra segundo ida ao dentista 10 Gráfico 4: Distribuição da amostra segundo a experiência de cárie 11
VIII ÍNDICE DE TABELAS Tabela I: Distribuição da amostra consoante a idade 7 Tabela II: Distribuição da frequência de escovagem 8 Tabela III: Distribuição da frequência de escovagens pelas diferentes instituições 9 Tabela IV: Consumo de consumo de alimentos cariogénicos 9 Tabela V: Relação entre frequência de consumo de alimentos cariogénicos e frequência de escovagem 10 Tabela VI: Distribuição dos diferentes valores de ceo calculados para um intervalo de idades entre os 3 e os 6 anos (ceo=cariados(c) + necessidade de extração (e) + obturados (o)) 11 Tabela VII: Distribuição dos diferentes valores de ceo calculados para um intervalo de idades entre os 5 e os 6 anos 11 Tabela VIII: Distribuição do numero de cáries observado e sua frequência 12 Tabela IX: Distribuição das crianças segundo a sua experiência de doença de cárie 12 Tabela X: Distribuição da amostra segundo ida ao dentista e a presença de cáries 13 Tabela XI: Relação entre a frequência de consumo de alimentos cariogénicos e a presença de cárie 14 Tabela XII: Relação entre a frequência de escovagem dentária e a presença de cáries (frequência baixa = escovagem inferior a duas vezes dia; boa = escovagem igual ou superior a duas vezes por dia) 14 Tabela XIII: Relação entre a frequência de escovagens e a presença de cáries 15 Tabela XIV: Relação entre a idade e a presença de cáries 16
4 tratamento e ultrapassar o medo inerente ao não conhecimento. Simultaneamente é distribuída uma mascara de proteção individual como forma de cativar a atenção das crianças. No final é exemplificada a forma ideal de uma escovagem dentária, sua frequência e tempo de duração. São também relembrados conceitos de alimentação saudável. Atividade final – Distribuição de material didático. Terceira fase (F3) - Explicação inicial de todo o processo. Realização de um breve questionário e avaliação individual dos conhecimentos retidos através de algumas questões feitas à criança, com o auxílio do material didático entregue na fase anterior. Por fim realização da observação da cavidade oral. Observação da cavidade oral: Fase 1 - Avaliação dos conhecimentos retidos. Fase 2 – Aplicação de um questionário individual. Fase 3 - Observação intraoral, com recurso a kits de observação descartáveis. Fase 4 - Analise dos resultados e orientação final. Quarta fase (F4) - Entrega do kit de escovagem como forma de recompensa, reforço positivo da atividade. Figura 1Desenho longitudinal prospetivo do estudo. Crianças com consentimento informado assinado pelos encarregados legais F1 – Apresentação; Ganho de Confiança e Avaliação da Sensibilidade e Conhecimentos (10 minutos) F2 – Exposição de informação. Atividades lúdicas (30 minutos) F3 – Preenchimento de questionário. Observação da cavidade oral (45 minutos) F4 – Entrega de Kit de escovagem (5 minutos)
5 Após análise e tratamento dos dados recolhidos, foi feita uma nova visita às instituições. Informou-se o responsável de cada instituição sobre o estado geral das crianças observadas. Foi fornecido um documento informativo aos encarregados de educação com informações básicas sobre saúde oral, higiene eficiente, alimentação saudável e importância da consulta de medicina dentária. Simultaneamente foi entregue um quadro de registo de escovagens dentárias para ser exposto em sala de aula, de forma a que as educadoras registassem a frequência diária de escovagem de cada criança, num período de tempo de um mês. Esta sensibilização diária pretende potenciar a motivação para a higiene oral. A análise da cavidade oral foi realizada com proveito máximo da luz natural. Procedeu-se a uma examinação sistemática iniciada no 5ºquadrante, passando para o 6º, 7º e finalmente para o 8º quadrante. Conforme a metodologia preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o instrumento de aferição da condição dentária utilizado foi o índice de ceo, usando os seguintes códigos e critérios: A - São, B - Cariado, C - Obturado com cárie, D - Obturado sem cárie, E - Perdido por cárie, F - Selante de fissura, G - Coroa metálica. Foi considerado como cariado qualquer dente, com ou sem selante e/ou restauração, que apresente em fóssula, fissura ou de superfície lisa uma cavidade evidente, esmalte perfurado ou um amolecimento detetável. Quando necessário a sonda CPI foi utilizada para confirmar a evidência de cárie.(15) Dado a população do estudo ter sido integralmente composta por crianças, preconizou-se a utilização uma linguagem simples e adequada no sentido de esta se tornar o mais percetível possível. Foram analisados os riscos potenciais do estudo e eliminados os desnecessários, como o risco de contaminação cruzada usando exclusivamente kits de observação clínica esterilizados e descartáveis, assim como pelo uso de luvas e mascaras descartáveis. Todo o trabalho foi formulado respeitando os princípios da Declaração de Helsínquia, assegurando a defesa da liberdade e dignidade da Pessoa Humana. O direito ao anonimato e confidencialidade foi assegurado a todos os participantes, assim como a segurança na sua participação.(18) As intervenções junto das instituições contaram com um patrocínio financeiro para despesas inerentes cedido pelo Banco Crédito Agrícola de Melgaço, pelo patrocínio dos kits de higiene oral por parte do Intermarché de Melgaço e pela disponibilização de algum material lúdico-didático por parte do programa “Paranhos Sorridente” tendo este como instituição subjacente a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto.
6 De forma a responder aos objetivos deste estudo recorreu-se ao paradigma quantitativo, através de uma análise estatística exploratória das variáveis em estudo utilizando como software o SPSS® (Statistical Package for Social Sciences), vesrsão 23. As variáveis categóricas foram estudadas com recurso a tabelas de frequências, tabelas de contingência, teste do qui-quadrado e gráficos de barras. Relativamente às variáveis continuas foram utilizadas medidas de sumário, como a média e o desvio padrão e também tabelas de frequência.
7 RESULTADOS Todas as ações de sensibilização e observações da cavidade oral decorreram entre fevereiro e maio de 2016. Foram incluídas 130 crianças. Relativamente à promoção de saúde oral, o protocolo foi cumprido integralmente em todas as instituições. Obteve-se um bom envolvimento e uma recetividade positiva tanto por parte das crianças como por parte de educadoras e auxiliares das próprias instituições. Observou-se a existência de um diferente nível de conhecimentos entre os diferentes infantários. Relativamente aos dados das análises da cavidade oral e preenchimento de questionários, os dados foram analisados separadamente e de forma conjunta. A amostra populacional estudada mostrou-se equitativa em relação ao sexo das crianças. Tendo sido observadas um total de 65 crianças do sexo feminino e 65 do sexo masculino. O intervalo de idades situa-se entre os 3 e os 6 anos.(Tabela I) Tabela I: Distribuição da amostra consoante a idade Idade Frequência Percentagem (%) 3 44 33,8 4 39 30,0 5 38 29,2 6 9 6,9 Total 130 100,0 Poucas foram as crianças observadas com 6 anos de idade: apenas 9. Subentende-se que tal se deve ao facto de ser aos 6 anos que as crianças deixam os infantários e passam a frequentar o 1º Ciclo. Relativamente aos resultados das análises da cavidade oral e preenchimento do questionário, os dados obtidos foram analisados separadamente e de forma conjunta. Pela observação da frequência de escovagem dentária constatou-se que todas as crianças escovam pelo menos uma vez ao dia os dentes. Apenas numa das instituições, infantário da Santa Casa da Misericórdia de Valença, as crianças não efetuam a escovagem dentária na instituição após o almoço. (Tabela II)
8 Tabela II: Distribuição da frequência de escovagem Número de escovagens/dia Frequência Percentagem (%) 3 4 5 6 Total 44 39 38 9 130 33.8 30.0 29.9 6.9 100.00 Gráfico 1: Frequência de escovagem dentária Apesar de nenhuma das crianças de Valença escovar os dentes três vezes por dia, justificado por não ser efetuada a escovagem na instituição após almoço, a maioria escova os dentes três vezes por dia, num total de 75 crianças.(Gráfico 1) Verificou-se que em Monção a maioria das crianças, 42.70%, escova os dentes três vezes ao dia. Em Melgaço a maioria escova uma vez ao dia, 44,4%, em contrapartida existe uma grande percentagem a escovar três vezes por dia, 41,3%. (Tabela III) 9 46 75
9 Tabela III: Distribuição da frequência de escovagens pelas diferentes instituições. Frequência de escovagem Localização da Instituição Total Valença Monção Cerveira Melgaço 1 Numero de vezes/dia % de escovagem % por instituição 2 22.2 % 7.4 % 1 11.1 % 2.4 % 2 22.2 % 10.0 % 4 44.4 % 9.8 % 9 100.0 % 6.9 % 2 Numero de vezes/dia % de escovagem % por instituição 25 54.3 % 92.6 % 9 19.6 % 21.4 % 6 13.0 % 30.0 % 6 13.0 % 14.6 % 46 100.0 % 35.4 % 3 Numero de vezes/dia % de escovagem % por instituição 0 0.0 % 0.0 % 32 42.7 % 76.2 % 12 16.0 % 60.0 % 31 41.3 % 75.6 % 75 100.0 % 57.7 % Total Numero de vezes/dia % de escovagem % por instituição 27 20.8 % 100.0 % 42 32.3 % 100.0 % 20 15.4 % 100.0 % 41 31.5 % 100.0 % 130 100.0 % 100.0 % Analisando o consumo de alimentos cariogénicos, que subentende alimentos com elevado teor hidratos de carbono refinados, é possível referir que a maioria da amostra os consome esporadicamente. Contudo existe um elevado número de crianças que refere consumir frequentemente, 47 crianças.(Tabela IV)(Gráfico 2) Tabela IV: Consumo de consumo de alimentos cariogénicos (quase nunca = uma vez por semana; esporadicamente = duas a três vezes por semana; frequentemente = mais de três vezes por semana). Consumo de alimentos cariogénicos Frequência Percentagem (%) Quase nunca Esporadicamente Frequentemente Total 3 80 47 130 2,3 61,5 36,2 100,0 Gráfico 2: Frequência de consumo de alimentos cariogénicos. 3 80 47
10 Comparando a frequência de consumo de alimentos cariogénicos com a frequência de escovagens, é verificada uma tendência para que as crianças que não consomem todos os dias alimentos considerados cariogénicos terem o hábito de escovar os dentes um maior número de vezes, 57.7%. Contudo a relação não é estatisticamente significativa, (p>0,05).(Tabela V) Tabela V: Relação entre frequência de consumo de alimentos cariogénicos e frequência de escovagem Frequência de escovagem Numero de escovagem/Dia Total 1 2 3 Quase nunca Número de crianças % de consumo % frequência de escovagem 0 0,0 % 0,0 % 1 33,3 % 2,2 % 2 66,7 % 2,7% 3 100,0 % 2,3 % Esporadicamente Número de crianças % de consumo % frequência de escovagem 6 7,5 % 66,7 % 24 30,0 % 52,2 % 50 62,5 % 66,7 % 80 100,0 % 61,5 % Frequentemente Número de crianças % de consumo % frequência de escovagem 3 6,4 % 33,3 % 21 44,7 % 45,7 % 23 48,9 % 30,7 % 47 100,0 % 36,2 % Total Número de crianças % de consumo % frequência de escovagem 9 6.9 % 100,0% 46 35,4 % 100,0% 75 57,7 % 100,0% 130 100,0 % 100,0 % Nesta amostra 55 crianças afirmam já ter tido pelo menos uma consulta de medicina dentária, contra 75 que nunca foram ao médico dentista.(Gráfico 3) Gráfico 3: Distribuição segundo a ida ao dentista. O ceo é o índice preconizado pela OMS para a mensuração de cárie dentária numa população com dentição decídua. É resultado da soma dos dentes cariados (c), dos dentes com necessidade de extração (e) e dentes obturados (o).
11 Mais de metade das crianças (81 crianças, 62,3%) apresentam um ceo igual a zero. O valor máximo observado foi de 10 em três casos (2,3%). (Tabela VI) O índice ceo para esta amostra é de 1,25. Tabela VI: Distribuição dos diferentes valores de ceo calculados para um intervalo de idades entre os 3 e os 6 anos (ceo=cariados(c) + necessidade de extração (e) + obturados (o)) Ceo Frequência Percentagem Percentagem válida Percentagem cumulativa 0 81 62,3 62,3 62,3 1 15 11,5 11,5 73,8 2 12 9,2 9,2 83,1 3 4 3,1 3,1 86,2 4 7 5,4 5,4 91,5 5 2 1,5 1,5 93,1 6 1 0,8 0,8 93,8 7 2 1,5 1,5 95,4 8 3 2,3 2,3 97,7 10 3 2,3 2,3 100,0 Total 130 100,0 100,0 Se analisarmos apenas as crianças com 5 e 6 anos (47 crianças), verifica-se um índice ceo mais elevado:1,81. Tabela VII : Distribuição dos diferentes valores de ceo calculados para um intervalo de idades entre os 5 e os 6 anos. ceo Frequência Percentagem (%) 0 25 53,2 1 5 10,6 2 6 12,8 3 1 2,1 4 3 6,4 5 2 4,3 7 1 2,1 8 2 4,3 10 2 4,3 Total 47 100,0
12 O número máximo de cáries observadas nas crianças com 5 e 6 anos foi de 10 cáries na mesma criança (2 crianças, 1,5% da amostra). A maioria das crianças (25 crianças, 53,2%) não apresentava nenhuma cárie (ceo=0). (Tabela VIII) Tabela VIII: Distribuição do número de cáries observado e sua frequência Numero de caries Frequência Percentagem (%) Percentagem cumulativa (%) 0 86 66,2 66,2 1 15 11,5 77,7 2 8 6,2 83,8 3 5 3,8 87,7 4 6 4,6 92,3 5 2 1,5 93,8 6 1 ,8 94,6 7 3 2,3 96,9 8 2 1,5 98,5 10 2 1,5 100,0 Total 130 100,0 Crianças sem experiencia de carie são consideradas todas as crianças nas quais não foi observada nenhuma cárie ou presença de tratamento dentário. Foram observadas 81 crianças sem experiencia de cárie, 62,3%. (Tabela IX) (Gráfico 4) Tabela IX: Distribuição das crianças segundo a sua experiência de doença de cárie. Experiência de cárie Frequência Percentagem (%) Sem experiência de cárie 81 62,3 Com experiência de cárie 49 37,7 Total 130 100,0
13 Gráfico 4 : Distribuição da amostra segundo a ida ao dentista. Cruzando a ida ao dentista com o número de cáries, verifica-se que 61,8% das crianças que já foram ao dentista não apresentavam nenhuma cárie dentária e que há cárie em 52,3% das crianças que não visitaram o dentista(p>0,05). (Tabela X) Tabela X: Distribuição da amostra segundo ida ao dentista e a presença de cáries. Primeira visita ao médico dentista Presença de cáries Total Não Sim Não Número de crianças % crianças % presença de cáries 52 69,3 % 60,5 % 23 30,7 % 52,3 % 75 100,0% 57,7 % Sim Número de crianças % crianças % presença de cáries 34 61,8 % 39,5 % 21 38,2 % 47,7 % 55 100,0% 42,3 % Total Número de crianças % crianças % presença de cáries 86 66,2 % 100,0% 44 33,8 % 100,0% 130 100,0% 100,0% Embora se verifique maior número de cáries nas crianças que consomem alimentos cariogénicos não há uma relação estatisticamente significativa entre uma maior frequência de consumo de alimentos cariogénicos e a presença de cáries(p>0,05). (Tabela XI)
20 BIBLIOGRÁFICA 1. Peterson-Sweeney K, Stevens J. Optimizing the health of infants and children: Their oral health counts! J Pediatr Nurs [Internet]. Elsevier Inc.; 2010;25(4):244–9. Available from: http://dx.doi.org/10.1016/j.pedn.2009.03.003 2. Gomes MC, Pinto-Sarmento TCDA, Costa EMMDB, Martins CC, Granville-Garcia AF, Paiva SM. Impact of oral health conditions on the quality of life of preschool children and their families: a cross-sectional study. Health Qual Life Outcomes [Internet]. 2014;12(1):55.Available from: http://www.pubmedcentral.nih.gov/articlerender.fcgi?artid=4002905&tool=pmcentrez&re ndertype=abstract 3. Gonçalves F, Maria A, Catrib F, Glazer K, Peres DA, Latorre DDO. Revista de Saúde Pública Journal of Public Health. J Public Health (Bangkok) [Internet]. 2008;34(4):181– 92. Available from: http://www.scielo.br/pdf/icse/v12n24/13.pdf 4. World HealthOrganization [Internet]. Oral Health [Consultado em 4 de Maio de 2016]. Disponível em: http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs318/en/ 5. Kerins C a. Scientifi c Article. Pediatr Dent. 1999;30(6):507–13. 6. T S. Prevalence, Severity and Associated Factors of Dental Caries in 3-6 Year Old Children. J Clin Diagnostic Res [Internet]. 2013;7(8):1789–92. Available from: http://www.jcdr.net/article_fulltext.asp?issn=0973709x&year=2013&volume=7&issue=8&page=1789&issn=0973-709x&id=3277 7. Lagerweij MD, van Loveren C. Declining Caries Trends: Are We Satisfied? Curr oral Heal reports. 2015;2(4):212–7. 8. A., Jordan R, Na, Becker T, Jöhren H-P, Zimmer S. Early Childhood Caries and Caries Experience in Permanent Dentition. Swiss Dent J [Internet]. 2016;126(2):114–9. Available from: https://www.sso.ch/fileadmin/upload_sso/2_Zahnaerzte/2_SDJ/SDJ_2016/SDJ_Pubmed_ 2016/sdj-2016-02-01.pdf 9. American Academy of Pediatric Dentists. Policy on the dental home. Pediatr Dent. 2012;30(7 Suppl):22–3. 10. AAPD. Guideline on periodicity of examination, preventive dental services, anticipatory
21 guidance, and oral treatment for children. Pediatr Dent. 2009;32(suppl):81–3. 11. Malcheff S, Pink TC, Sohn W, Inglehart MR, Briskie D.Infant oral health examinations: Pediatric dentists' professional behavior and attitudes.Pediatri Dent 2009;31(3):202-9. 12. Johansson I, Lif Holgerson P, Kressin NR, Nunn ME, Tanner AC. Snacking habits and caries in young children. Caries Res. 2010;44(5):421–30. 13. Moynihan PJ. The role of diet and nutrition in the etiology and prevention of oral diseases. Bull World Heal Organ [Internet]. 2005;83(04):694–9. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/entrez/query.fcgi?cmd=Retrieve&db=PubMed&dopt=Citati on&list_uids=16211161 14. Tinanoff N, Palmer C a. Dietary determinants of dental caries and dietary recommendations for preschool children. J Public Health Dent. 2000;60(3):197–206. 15. Who. Oral Health Surveys - Basic Methofd. World Heal Organ. 2013;1.137. 16. George FHM. Francisco Henrique Moura George. Norma Da Direção - Geral Da Saúde [Internet]. 2013;1(1):9. Available from: http://www.dgs.pt/upload/membro.id/ficheiros/i018596.pdf 17. Hobdell M, Petersen PE, Clarkson J, Johnson N. Global goals for oral health 2020. Int Dent J. 2003;53:285–8. 18. Human D. Declaration of Helsinki. Lance [Internet]. 1974;353(1):1418–9. Available from: http://www.wma.net/en/30publications/10policies/b3/index.html 19. Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, Portugal, Ministério da Saúde. Direção-Geral da Saúde.2013
22 ANEXOS
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Declaração de Consentimento Informado Considerando a “Declaração de Helsínquia” da Associação Médica Mundial Levantamento epidemiológico de cárie em crianças institucionalizadas no distrito de Viana do Castelo – Promoção de Saúde Oral Eu, ____________________________________________________ (nome completo) pai, mãe ou responsável pelo menor _____________________________________ (nome completo), compreendi a explicação que me foi fornecida, por escrito, acerca da investigação conduzida pela Estudante Andreia Filipa Rodrigues Domingues da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, para a qual é pedida a sua participação . Tomei conhecimento de que, de acordo com as recomendações da Declaração de Helsínquia, a informação que me foi prestada versou os objetivos, os métodos, os benefícios previstos, os riscos potenciais e o eventual desconforto. Além disso foi-me afirmado que tenho o direito de decidir livremente aceitar ou recusar a todo o tempo a sua participação no estudo. Sei que posso abandonar o estudo e que não terei que suportar qualquer penalização, nem quaisquer despesas pela participação neste estudo. Foi-me dado todo o tempo de que necessitei para refletir sobre esta proposta de participação. Nestas circunstâncias, consinto que a/o minha/meu filha(o) participe neste projeto de investigação, tal como me foi apresentado pela investigadora responsável sabendo que a confidencialidade dos participantes e dos dados a eles referentes se encontra assegurada. Autorizo que os dados deste estudo sejam utilizados para outros trabalhos científicos, desde que irreversivelmente anonimizados. Data: ___ /___ /_______ ___________________________________________ (assinatura do responsável pelo menor) O/ a Investigador(a): _____________________________________ Dados de contacto: Telemóvel : 932661518 ; Email: [email protected] O/A Orientador(a): Acácio Eduardo Soares Couto Jorge Dados de contacto: Email: [email protected] Dados de contacto: Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto; Rua Dr. Manuel Pereira da Silva, 4200-393 Porto; Telefone:220901100 ANEXO I
Explicação do Estudo Título: Levantamento epidemiológico de cárie em crianças institucionalizadas no distrito de Viana do Castelo – Promoção de Saúde Oral Objetivos: O objetivo principal é o estudo da prevalência de cárie e necessidade de cuidados de saúde oral em crianças com dentição decídua (3-6anos), com a finalidade de averiguar quais são as necessidades e possibilidades de melhorar o nível da saúde oral. Um outro objetivo deste estudo é a promoção da Saúde oral da população infantil ao nível das freguesias. Metodologia: No que diz respeito a promoção de saúde oral, realização de pequena palestra sobre a importância e de um boa higiene oral, benefícios/consequência e explicação de método de escovagem dentária, reforço da importância de uma alimentação equilibrada. Para esta ação serão utilizados materiais didáticos como jogos, desenhos a colorir e pequenos vídeos. Para avaliação clínica, realização de um rastreio para o qual se utiliza o índice ceo (dentes decíduos cariados, com indicação para extração e obturados – GRUEBBEL, 1944), uma simples análise visual com o objetivo de detetar se existem dentes cariados com necessidade de tratamento. Juntamente realização de um questionário simples sobre hábitos de higiene oral e consumo de alimentos promotores de lesões cariosas. Resultados/benefícios: Com a execução deste trabalho, nomeadamente a ação de formação junto das crianças, pretende-se obter um reforço da importância da saúde oral e a explicação/familiarização de diferentes conceitos (como cárie, bactérias, placa bacteriana). Permitirá analisar o grau de instrução e corrigir possíveis hábitos e/ou técnicas de higiene oral que não estejam a ser realizados corretamente. Pretende-se ainda estudar a prevalência de cárie e necessidade de cuidados de saúde oral em crianças com dentição decídua (3-6anos). De forma a poder alertar os seus educadores e entidades competentes. A análise dos dados recolhidos permitirá fazer uma avaliação geral do estado de saúde oral e necessidade de cuidados. O trabalho pretende não só sensibilizar crianças como também os seu educadores e encarregados de educação, os quais nestas idades desempenham um papel fulcral para o desenvolvimento físico e intelectual da criança. ANEXO II
Risco/desconforto: Dado tratar-se de um trabalho onde a população do estudo é integralmente composta por crianças utilização de uma linguagem simples e adequada é uma parte fulcral para o sucesso da ação de formação. No que diz respeito à observação oral das crianças abrangidas, existe o risco de contaminação. Esse risco é eliminado dado que todos os exames serão realizados exclusivamente com o uso de material esterilizado não reutilizável, uso de luvas e mascaras descartáveis. Características éticas Todo o trabalho foi formulado respeitando os princípios da Declaração de Helsínquia (Associação Médica Mundial, 1964). Assegurando a defesa da liberdade e dignidade da pessoa humana. A participação no projeto pressupõe o consentimento livre e esclarecido dos sujeitos. Será obtido por escrito após explicação das fases da investigação e das potenciais consequências para o participante. O direito ao anonimato e confidencialidade será assegurado a todos os participantes. Assim como a segurança na sua participação. Foi analisado o prejuízo potencial do estudo e eliminados todos os riscos desnecessários. Investigadora: Andreia Filipa Rodrigues Domingues
Ficha de Observação Clínica Instituição - DataExaminador - Anotador - Nome do Participante - Idade - Sexo: Feminino Masculino (assinalar com um X no local correspondente) Antecedentes Medicais Relevantes : Sim Quais:___________________________ Não Higiene dentária Frequência de escovagem: 0 1 2 3 ( fazer um circulo correspondente ao número de vezes por dia) Utilização de meios auxiliares de higiene: Sim Não (assinalar com um X no local correspondente) Alimentação cariogénica Quase nunca Esporadicamente Frequentemente (quase nunca = 1 vez por semana; esporadicamente = 2 a 3 vezes por semana; frequentemente = Mais de 3 vezes por semana) Exame intra-oral (Ceo-d) 55 54 53 52 51 61 62 63 64 65 (maxilar superior) 75 74 73 72 71 81 82 83 84 85 (maxilar inferior) (completar com a chave) Chave: ASão; BCariado; CObturado com cárie; DObturado sem cárie; EPerdido por cárie; FSelante de fissura; GCoroa me´tálica Presença de tratamento dentário (selantes, restauração, coroa metálica): Presente Ausente (assinalar com um X no local correspondente) Necessidade de tratamento dentário urgente: Sim Não (assinalar com um X no local correspondente) (ficha única) ANEXO III
ANEXO IV
Indicações básicas para uma boa Saúde Oral Uma boa saúde oral é fundamental para uma correta mastigação dos alimentos, para a fala e para a autoestima de qualquer pessoa. A criança deve ser ensinada e estimulada a cuidar dos seus dentes. A higiene oral torna-se fulcral para a manutenção de uma boa saúde. Uma má remoção da placa bacteriana é a principal causa para o aparecimento de lesões de carie. A escovagem dentária em crianças deve ser supervisionada pelos pais ou encarregados de educação. A escova deve ser mole e o tamanho adaptado à idade da criança. A partir dos 3 anos deve ser utilizado um dentífrico em que o nível de fluor esteja entre os 1000 e os 1500 ppm (este valor pode ser observado na composição da pasta, na própria embalagem). A quantidade de pasta indicada é equivalente a uma unha do dedo mindinho da mão da criança a partir dos 3 anos de idade e do tamanho de uma ervilha a partir dos 6 anos de idade. Uma escovagem eficiente deve durar aproximadamente 2 minutos e ser realizada conforme ilustra a figura seguinte. Escovagem de todos os dentes, não esquecendo de escovar a língua. Deve ser realizada pelo menos duas vezes por dia, principalmente antes de dormir e após as principais refeições. A escova deve ser substituída pelo menos de 3 em 3 meses ou antes caso esteja em mau estado. Fonte: http://nutricaoedieticahumana.blogspot.com.br/2013/03/higiene-bucal.html Em alguns casos em que o espaço entre os dentes não permita a chegada eficiente da escova ao local, deve ser utilizado fio dentário (utilizado ou supervisionado pelos pais, tendo em atenção que quando utilizado pela criança existe um risco de traumatismo das gengivas). A alimentação saudável é outro componente essencial para a saúde em geral, englobando a saúde oral. ANEXO V
PARECER DA COMISSÃO DE ÉTICA ANEXO X